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Ano VII Edição 66 – Abril 2016

eh, SP!

Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos

vida saudável

ERVAS FRESCAS, opção para reduzir o sal nos alimentos

contemporânea

5 competências que valem ouro no mercado de trabalho

A volta do supergalã

Rodrigo

à telinha


Editorial

COM MEDO NINGUÉM ANDA

Diagramação e Arte Marina Takahashi

M

eses atrás, um parente distante me disse, em tom de admoestação, que eu deveria ser mais racional e menos apaixonada. Eu, sem nem pestanejar, devolvi: “Mil vezes paixão que razão. Pra mim, é a paixão a força que move o mundo. É o que dá razão, sentido, beleza a tudo na vida”. E foi assim, sem juízo, mas com o coração pegando fogo que, em abril de 2010, em um dia luminoso e ameno, típico de outono, lançamos a primeira Hibisco. E foi sem medo de errar, mas não dando brecha ao erro, que chegamos ao sétimo ano, prontos para mais sete vezes sete! E vai ser assim, com a garra de quem está começando, que continuaremos tocando nosso barco, encantados com o brilho do Sol, jamais deslumbrados com ele. E, acima de tudo, cientes que aqui e acolá ele também se esconde, mas é só para darmos valor à sua luz. Conselhos? Só se for para tocar em frente! Nem me venham com maus agouros – ora é economia, ora é incerteza, ora isso, ora aquilo – eu não vou ouvir. Das notícias, tragam-me as boas, as ruins joguem fora ou, se gostarem tanto delas, guardem-nas para si. Deixem-me no meu mundo florido, que nem digo ser cor-de-rosa, porque tem todas as cores possíveis e inventadas. Conselhos que eu não abro mão? Os dos meus instintos. Esses não costumam falhar! Pra mim, esquecer deles, para dar ouvidos a uns e outros, é correr o risco de ficar para trás, paralisado, morrendo de medo, sem saber o que pode ter de bom e belo, logo ali. Bom ano a todos vocês! Muito sucesso, coragem e confiança em si mesmos e no Criador, queridos leitores e parceiros dessa jornada. Até maio!

Revisão Izabel Cristina M. Lourenço Foto da capa Divulgação/Caiuá Franco Colabora nesta edição Eduardo Shinyashiki Ester Jacopetti diretor comercial Juliano Picceli MTB: 63853/SP

juliano.picceli@revistahibisco.com.br office-boy Ivan Francisco apoio@revistahibisco.com.br

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15.000 exemplares Distribuição

Editora

Bela Vista, Centro, Cerqueira César, Casa Verde, Freguesia do Ó, Imirim, Limão, Mandaqui, Paraíso, Pinheiros, Pompeia, Santana

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Sumário 08 Entrevista Rodrigo Santoro fala sobre seu retorno à telinha, em “Velho Chico”

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eh, são paulo

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vida saudável

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lazer e cultura

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divulgação/ Renato Rocha Miranda Criadouro Carioca

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Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos

Temperos que podem ocupar o lugar do sal nos alimentos

Roteiro de cinema, teatro e exposições

contemporânea Qualidades que um líder deve ter, por Eduardo Shinyashiki

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Na rede (11) (11) (11)

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Entrevista

Por Ester Jacopetti

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epois de 13 anos longe das novelas, Rodrigo Santoro fez uma pausa nas gravações de um seriado em Hollywood, para participar da primeira fase de “Velho Chico”, na TV Globo. Na trama, ele foi Afrânio de Sá Ribeiro, o filho de um coronel que vive cercado amores proibidos; personagem que, quando a história deu um salto de 20 anos no tempo, passou a ser interpretado por Antônio Fagundes. O ator conta que, para fazer as filmagens, fez uma verdadeira descoberta do Brasil, viajando pelas entranhas no Nordeste. “Tive um encontro absolutamente fabuloso com a região, uma oportunidade muito especial de conhecer as entrelinhas do sertão. Foi uma experiência inesquecível. Quis entender um pouco da alma do povo do sertão, e pude chegar bem próximo disso”, diz. “Eles estão conectados com a vida de verdade, com a natureza, com o que realmente é valioso. Não estão preocupados com a roupa que você está vestindo, com quem você falou, ou com quem você está namorando. Eles querem conhecer você”, completa. A seguir, confira o que Santoro tem a dizer sobre este retorno, suas experiências aqui e lá fora.

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Entrevista

Quando você se depara com um sertanejo e pergunta as horas, ele olha para o alto e diz: “são quatro e quinze”. Ele vê pelo sol, não pelo relógio. Esses detalhes, acabam nos colocando onde deveríamos estar.

tv Globo/ Caiuá Franco

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Entrevista divulgação

Cena da minissérie “Hoje é dia de maria” (2005).

Hibisco: Apesar de continuar fazendo trabalhos na televisão brasileira, sua última novela foi em 2003, “Mulheres Apaixonadas”. Por que só agora você decidiu aceitar o convite para fazer “Velho Chico”? Rodrigo Santoro: Essa vontade eu já tinha há muito tempo. Eu queria fazer um trabalho mais substancial. Não importava se era longo, curto, filme, série ou novela. Queria um belo trabalho! A ideia de estar numa novela me agradou muito, porque possibilita o diálogo com grande público, de uma forma única. Estava com vontade de chegar mais perto das pessoas. Fazia muito tempo que eu não tinha esse contato. Senti muita falta. Acho que o artista, sem demagogia, precisa dessa proximidade, porque alimenta a alma. Estou muito feliz! Satisfeito! Cansado, muito cansado (risos), mas um cansaço que dá uma sensação boa, sabe?! Sinto-me realizado e grato por este trabalho, por fazer parte dessa novela e de estar com essas pessoas. O lugar em que estamos neste momento, sentados conversando, é um solo sagrado. Não porque alguém aqui é especial, mas porque nós sacralizamos este galpão com o nosso amor, com o respeito que temos pela profissão. É um ambiente de criação. É muito interessante passar por aqui mais uma vez.

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Quis entender um pouco da alma do povo do sertão, e pude chegar bem próximo disso. Hibisco: Você comentou sobre fazer um trabalho mais substancial. No texto, o que mais chamou sua atenção? Rodrigo Santoro: Quando eu li o texto de “Velho Chico”, eu disse: “Uau, a história é linda”! Eu me emocionei lendo, o que é muito difícil de acontecer. O personagem que é muito interessante, muito rico. O Afrânio se transforma em cada capítulo, vai amadurecendo. É um personagem que viverá emoções fortíssimas. Não é necessariamente um bom exemplo. Falamos sobre as origens do coronelismo, que provém da tradição patriarcal brasileira, e nós vamos tocar numa série de questões, além do Rio São Francisco, do amor; é também uma crítica social que está sendo feita.

Hibisco: Foram muitas paisagens lindas do Nordeste que o elenco visitou durante as filmagens. Quando sobrava um tempinho, vocês aproveitavam para conhecer um pouco mais os lugares? Como foi essa experiência? Rodrigo Santoro: Eu já conhecia as praias, mas como turista, e sinceramente eu tinha outra imagem de lá. Desta vez, estive no interior. Foi um encontro absolutamente fabuloso com a região. Andamos por várias partes, e acho que tive uma oportunidade muito especial de conhecer as entrelinhas do sertão. O que mais me chamou a atenção foram as pessoas que encontrei. São tantas emoções, histórias, que fica até difícil escolher uma. Tudo encheu os meus olhos e meu coração. Quando você se depara com um sertanejo e pergunta as horas, ele olha para o alto e diz: “são quatro e quinze”. Ele vê pelo sol, não pelo relógio. Esses detalhes, acabam nos colocando onde deveríamos estar. Quis entender um pouco da alma do povo do sertão, e pude chegar bem próximo disso. Quando eu tinha um pouquinho de tempo, entre uma gravação e outra, eu procurava me relacionar com as pessoas. É aí que você começa a ver como elas se relacionam com a natureza, e até mesmo umas com as outras. O que me deixou muito tocado, foi a força delas. Quis entender de onde ela vem, entender por que essa alegria quase inverossímil pra quem passa por tantas dificuldades. Nós gravamos em alguns lugares que parece que o tempo não passou. Começamos pelo Rio Grande do Norte, depois Bahia, Alagoas, Sergipe, enfim... Nós passamos por vários lugares, e eu vi coisas que me comoveram muito. Depois de um dia intenso, eu tomei banho de mangueira de um caminhão pipa, com as crianças, em Raso da Catarina, uma comunidade pequena, no sertão da Bahia. Quem nunca ouviu falar deste lugar, vale a pena pesquisar. Foi algo que eu


Entrevista nunca irei me esquecer, mas, ao mesmo tempo, foi doloroso ver a alegria daquelas crianças ao verem a água. Quando chegamos, foi armado um esquema de segurança, pois a produção ficou preocupada com a questão do assédio, mas eles não estavam nem aí – o caminhão-pipa é que era a grande estrela. Foi muito marcante. Alguns me reconheceram e me trataram com muito carinho. Eles estão conectados com a vida de verdade. Com a natureza, com o que realmente é valioso. Não estão preocupados com a roupa que você está vestindo, com quem você falou, ou com quem você está namorando. Eles querem conhecer você. Hibisco: Você falou sobre a beleza dos lugares e suas histórias, mas sentiu dificuldades de filmar em algum lugar específico, por ser mais inóspito? Rodrigo Santoro: Foi muito difícil, por causa do calor. Estávamos no auge do Verão e na Bahia a umidade é muito grande. Ainda mais quando o personagem está vestido com os figurinos de época. As pessoas devem perceber que, em muitas imagens, estou

transpirando. Aquilo não é maquiagem. Todo o suor que se vê na tela é real. Posso dizer que este trabalho foi suado mesmo! Literalmente! Hibisco: Nós percebemos que você se caracterizou bastante para este personagem. Quais foram as mudanças necessárias? Rodrigo Santoro: O Luiz Fernando [Carvalho, diretor] que definiu o visual, e eu fiquei com aquela ideia na cabeça. Um dia eu fui dormir e acordei assim (risos). Foi uma piada! Esse é um trabalho de caracterização da novela. Esse cabelo é uma mistura. Não vou contar o segredo do Papai Noel (risos). Essa caracterização demora algumas horas por dia, da equipe de produção da trama. Meu visual tem tudo a ver com o personagem. Bem selvagem. Como se diz lá no Nordeste, Afrânio é arretado e destemperado. Hibisco: Você aceitou este projeto, porque termina ainda na primeira fase da história, devido a outros trabalhos... Rodrigo Santoro: Estou trabalhando no seriado “Westworld”, nos Estados tv Globo/Caiuá Franco

Afrânio e leonor, a primeira esposa (marina nery)

Unidos, e este foi o momento em que eles deram uma pausa nas gravações. Nós já temos prontos seis episódios, e eles foram retrabalhar os últimos. Foi então que surgiu o convite, e foi absolutamente perfeito. Hibisco: Falando um pouco sobre o seriado, como tem sido essa experiência de trabalhar com o J. J. Abrams? Nós sabemos que esta não é sua primeira vez, já que em “Lost” (2006) você também teve a oportunidade de trabalhar com ele. Rodrigo Santoro: J. J. Abrams é um homem incrível, que pensa à frente do seu tempo. Eu realmente tiro o chapéu para ele, porque essa série possui elementos sedutores. Quando li o roteiro me identifiquei na hora, mas, por enquanto, não posso falar muito sobre este assunto. Hibisco: Você sempre diz que o Brasil é a sua casa e, de fato, você mora aqui, mas em breve voltará para os Estados Unidos. É possível escolher o lugar de sua preferência? Rodrigo Santoro: Sempre foi muito difícil me dividir, entre trabalhar lá fora e por aqui. Na verdade, considero que tudo isso faz parte da mesma estrada. É um único caminho e estou seguindo por ele. Tento não separar muito. Quanto ao futuro, não sei exatamente. Hibisco: Seu personagem será interpretado pelo respeitadíssimo ator Antônio Fagundes. Em algum momento vocês trocaram figurinhas sobre o Afrânio? Rodrigo Santoro: Não chegamos a fazer uma preparação juntos. Ele foi até a Bahia quando estávamos gravando. Eu também fiz um filme (A Dona da História, 2004), em que o Fagundes me interpretava mais velho. Eu tenho muito orgulho de entregar esse personagem pra ele. *

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Claudia sá

Eh, São Paulo!

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Eh, São Paulo!

Igreja de

NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DOS HOMENS PRETOS MARCO HISTÓRICO DA CULTURA NEGRA PAULISTANA

Da Redação

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ituada no Largo do Paiçandu, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos passou a compor aquela paisagem tão conhecida do Centro em 1906. Sua história, no entanto, remete há quase 300 anos. Chegou ali, depois que sua sede original, de 1725, situada no Largo do Rosário, atual Praça Antônio Prado, foi demolida no início do século 20, devido a projetos de urbanização. Era frequentada pela população negra – que na época, não podia ir aos demais templos da cidade – e até os dias de hoje se mantém como um dos símbolos da cultura ne-

gra paulistana. De 1955, a estátua “Mãe Preta”, que fica ao lado (veja edição 26), foi concebida por Júlio Guerra (1912 - 2001) e representa uma negra amamentando a criança, em referência às amas de leite. Depois de passar por um longo período sombrio de degradação – com pontos de umidade aparentes, rachaduras nas paredes e pichações, o local foi revitalizado recentemente. Além disso, o entorno ganhou uma área de lazer e descanso, com deck de madeira, cadeiras, parquinho infantil e sinal de internet livre.

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Vida Saudável

Ervas são alternativa para reduzir o sal dos alimentos Da Redação

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izem que somos seduzidos primeiro pela gula, pela sensação que a comida nos provoca antes mesmo de chegar à boca, o que não é nada difícil de concordar. Quem resiste às cores, sabores, cheiros dos temperos? O melhor de tudo é que além de dar aquele gostinho especial à nossa comida de cada dia, segundo a nutricionista clínica Regina Moraes Teixeira, o sal, que em excesso não faz nada bem, pode ser substituído por combinações de algumas dessas preciosidades da boa-mesa. De acordo com a nutricionista, “as ervas frescas são a melhor opção para temperar as refeições, porque, depois de secas, elas já não possuem grandes quantidades dos seus componentes bioativos, que atuam como antioxidantes e anti-inflamatórios no organismo”, explica. Ela reforça que o sódio, que é o componente do sal que pode causar prejuízos à saúde, também está presente em industrializados, como biscoitos, refrigerantes lights, embutidos e congelados em geral.

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Vida Saudável

frescas Melhores combinações de ervas frescas com alimentos, segundo a especialista: Arroz: salsa, açafrão, cúrcuma Aves: sálvia, alecrim Carnes vermelhas: sálvia, louro, alecrim, tomilho, salsa Feijão ou lentilha: louro, manjericão, salsa, zimbro Massas: manjericão, manjerona, alecrim Ovos: salsinha, manjericão Peixes: coentro, sálvia, alecrim, tomilho, açafrão Saladas: hortelã, salsa, erva-doce Sopas: louro, erva-doce, manjerona, pimenta, salsa, alecrim Duas sugestões da nutricionista de temperos sem sal Para peixes e legumes: •1 colher de sopa de manjericão seco •1 colher de sopa de salsinha seca picada •2 folhas de louro seco picadas

•1 colher de chá de alecrim seco •Casca de limão ralada Misture bem todos os ingredientes e conserve tampado em geladeira. Para assados (carne bovina, suína e aves): •1 colher de sopa de coentro em grão ou em pó •4 colheres de sopa de louro em pó •3 colheres de sopa de manjericão seco •2 colheres de sopa de cravo •1 colher de sopa de mostarda em grão •2 colheres de sopa de pimenta do reino branca em grão Bata todos os ingredientes no liquidificador e guarde tampado em geladeira.

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Lazer & Cultura CINEMA ABBAS KIAROSTAMI GANHA RESTROSPECTIVA NO CCBB divulgaçÃo

Uma retrospectiva reúne no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Centro, filmes consagrados e raridades do cineasta iraniano Abbas Kiarostami. Na seleção de 28 títulos estão “O Relatório” (1977), considerado perdido durante muitos anos, e o ganhador da Palma de Ouro no Festival de Cannes “O Gosto da Cereja” (1997). A trilogia de Koker, composta por “Onde Está A Casa Do Meu Amigo?” (1987), “E a Vida Continua” (1992) e “Através Das Oliveiras” (1994), é outro destaque da mostra, que tem curadoria de Fábio Savino. A programação está no site do CCBB: www. culturabancodobrasil.com.br Onde: Rua Álvares Penteado, 112. Centro. São Paulo – SP. Quando: de 20 de abril a 9 de maio Funcionamento: de quarta a segunda-feira, das 9 às 21 horas. Ingressos: R$ 10 Tel.: 3113-3651/52.

divulgaçÃo

O TESOURO

Costi vive em Bucareste, na Romênia. É um jovem pai de família que costuma contar para o filho as aventuras de Robin Hood, na hora de dormir. Um dia, um vizinho lhe confidencia que tem cer teza que há um tesouro enterrado no jardim da antiga casa dos seus avós, e o convida a para uma sociedade. Para entrar no negócio, Costi só precisa emprestar o dinheiro para alugar um detector de metais, acompanhar na busca durante um dia, para então ter metade da fortuna. Com Cuzin Toma, Adrian Purcarescu, Corneliu Cozmei, Cristina Toma, Nicodin Toma. Direção e roteiro: Corneliu Porumboiu. Romênia/França, 2015. Nome original: Comoara / The Treasure

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Gênero: comédia Duração: 89 minutos Classificação: 12 anos

Distribuição: Zeta Filmes Estreia prevista para 21 de ABRIL


Lazer & Cultura Quando Michel, um apaixonado por jazz, encontra um álbum raro num sebo, mal pode esperar para ouvi-lo – sozinho – em sua casa. Mas o universo parece que resolveu conspirar contra esse simples desejo. A esposa escolhe exatamente esse momento para lhe fazer uma confissão indesejada, o filho rebelde aparece, um amigo chega sem avisar, o vizinho vem falar de um vazamento… Ele, todavia, está disposto a mentir e usar toda a sua energia, perspicácia e capacidade de

enganar para conseguir o que quer : nesse caso, apenas uma hora de paz. Com Christian Clavier, Carole Bouquet e Valérie Bonneton. Direção: Patrice Leconte. França, 2014 Nome original: Une Heure de Tranquillité Gênero: comédia Duração: 79 minutos Classificação: 10 anos Distribuição: Mares Filmes Estreia prevista para 21 de ABRIL

O MAIOR AMOR DO MUNDO

Com Jennifer Aniston, Kate Hudson e Julia Roberts e Jason Sudeikis, o filme é uma celebração de mães de todos os tipos, onde quer que estejam. A história mostra o reencontro de três gerações de mães e filhas nos dias que antecedem o Dia das Mães, que é recheado de muitas risadas, lágrimas e, claro, muito amor.

divulgaçÃo

O QUE EU FIZ PARA MERECER ISSO?

MEMÓRIAS SECRETAS

Direção: Garry Marshall. EUA, 2015. Nome original: Mother’s Day Gênero: comédia romântica Duração: 100 minutos Classificação: 12 anos Distribuição: Imagem Filmes Estreia prevista para 5 de MAIO.

divulgaçÃo

Zev (Chistopher Plummer) e seu melhor amigo Max (Martin Landau) compartilham o passado aterrorizante da crueldade nazista na Segunda Guerra Mundial e o mesmo teto, numa casa de idosos nos Estados Unidos. Quando Max (Martin Landau) acredita que descobriu a identidade do guarda responsável pela tragédia de suas famílias há cerca de 70 anos, os dois traçam um ousado plano e embarcam em uma viagem muito mais longa do que os dois amigos imaginavam, com um desfecho surpreendente. Direção: Atom Egoyan. Canadá/ Alemanha, 2015 Nome original: Remember Gênero: drama Duração: 94 minutos Distribuição: Diamond Films Classificação: 14 anos Estreia prevista para 12 de maio

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Lazer & Cultura divulgaçÃo

O DONO DO JOGO

Acompanhado do empresário Paul Marshall (Michael Stuhlbarg) e do treinador Bill Lombardia (Peter Sarsgaard), o enxadrista Bobby Fischer esmagou os melhores jogadores do mundo na busca incessante da sua presa final: o indomável jogador soviético Boris Spassky (Liev Schreiber). Ele terá a chance de enfrentá-lo em uma competição de 21 jogos que poderá acabar com os 24 anos de

domínio soviético do Campeonato Mundial de Xadrez. Direção: Edward Zwick. EUA, 2015 Nome original: Pawn Sacrifice Gênero: drama / biografia Duração: 115 minutos Classificação: 12 anos Distribuição: PlayArte Pictures Estreia prevista para 28 de ABRIL

divulgaçÃo

PROVA DE CORAGEM

Hermano (Armando Babaioff) é um médico bem sucedido, que prepara uma escalada de alto risco em uma montanha na Terra do Fogo, quando se vê às voltas com a gravidez de risco de sua companheira Adri (Mariana Ximenes). Mesmo com a perspectiva de ser pai, Hermano decide seguir com a escalada. O longa é uma adaptação do livro “Mãos de Cavalo”, de Daniel Galera. Direção: Roberto Gervitz, Brasil, 2015. Gênero: drama Duração: 90 minutos Classificação: 14 anos Distribuição: Europa Filmes Estreia prevista para 12 de MAIO.

TEATRO Mateus Monteiro e Lara Hassum são Daniel e Karina, um casal que se conhece na infância e, entre idas e vindas, chegam juntos à maturidade, em “Playground”, em cartaz até dia 29 de maio no Viga Espaço Cênico, em Pinheiros. O texto, inédito no Brasil, é do estadunidense Rajiv Joseph, finalista do prêmio Pulitzer de 2010. A história se passa no decorrer de trinta anos. O primeiro encontro acontece aos 8 anos, na enfermaria da escola. Ela sente dores no estômago e ele acabou de cair de bicicleta. Os dois se aproxi-

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mam, depois se distanciam e suas vidas seguem em um constante ir e vir. A direção é de Marco Antônio Pâmio. Onde: Rua Capote Valente, 1232. Pinheiros. São Paulo – SP. Quando: até 29 de maio. Sextas-feiras, às 21h30; sábados, às 21 horas; domingos, às 19 horas. Duração: 80 minutos Classificação: 12 anos Ingressos: R$ 40 Tel.: 3801-1843

divulgaçÃo/Leekyung Kim

“PLAYGROUND” MOSTRA AMOR POUCO CONVENCIONAL


Lazer & Cultura

Com Adriana Lessa, Cacau Melo e Maximiliana Reis, a comédia “Os Monólogos da Vagina” reestreia em São Paulo no Teatro Gazeta, dia 15 de abril de 2016. Em cena, as atrizes interpretam depoimentos verídicos de mais de 200 mulheres, colhidos em todo o mundo pela autora, a estadunidense Eve Ensler, que abordam de maneira bem humorada, direta, a relação da mulher com sua própria sexualidade. O texto tem adaptação e direção de Miguel Falabella, e foi encenado pela primeira vez em 2000. Ao longo dos anos, o espetáculo se transformou em fenômeno de público e crítica no Rio de Janeiro e em São Paulo, ganhando 5 prêmios Qualidade Brasil: Melhor Espetáculo (Rio e São Paulo), Melhor Direção (Rio e São Paulo) e Melhor Atriz (Zezé Polessa).

divulgaçÃo/ MARCO MÁXIMO

“OS MONÓLOGOS DA VAGINA” REESTREIA EM SÃO PAULO

Gênero: comédia Duração: 90 minutos Classificação: 12 anos Ingressos: de R$ 60 a R$ 70 Tel.: 3253-4102.

Onde: Rua Rui Barbosa, 153. Bela Vista. São Paulo – SP. Quando: até 5 de abril. Terças, quartas e quintas-feiras, às 19h30.

Duração: 90minutos Classificação: 12 anos Ingressos: R$ 50 Tel.: 3288-0136.

divulgaçÃo/paulo emilio lisboa

Onde: Avenida Paulista, 900. Térreo. Bela Vista – São Paulo - SP Quando: de 15 de abril a 26 de junho. Sextas-feiras, às 21 horas; sábados, às 21 horas; domingos, às 20 horas.

“ESPERANDO GODOT” GANHA NOVA MONTAGEM

Obra-prima do dramaturgo e escritor irlandês Samuel Beckett, “Esperando Godot”, de 1952, está em cartaz no Teatro Sergio Cardoso, na Bela Vista, até 28 de abril, depois segue para o Teatro FAAP, em Higienópolis. No espetáculo, o diretor Léo Stefanini mergulha no universo do absurdo, combinando modernos recursos multimídia com as mais antigas técnicas do jogo cômico. Ary França e Fábio Espósito dão vida aos dois homens à beira da estrada, à espera do senhor chamado Godot, que nunca aparece. Fernando Paz e Eugênio La Salvi executam as músicas ao vivo. A montagem celebra a atriz Cacilda Becker que, em abril, faria 95 anos e morreu em decorrência de um derrame cerebral sofrido durante uma apresentação da peça, em 1969.

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Lazer & Cultura divulgaçÃo/ Priscila Prade

Onde: Rua Monte Alegre, 1024. Perdizes. São Paulo – SP. Quando: de 30 de abril a 31 de julho. Sextas-feiras e sábados, às 21 horas; domingos, às 19 horas.

Duração: 105 minutos Classificação: 14 anos Ingressos: de R$ 50 a R$ 80 Tel.: 3670-8455.

FREUD ENCONTRA SALVADOR DALÍ EM “HISTERIA”

Antonio Petrin e Cassio Scapin são Freud e Salvador Dalí, na comédia “Histeria”, que estreia dia 30 de abril no Teatro Tuca, em Perdizes. Erica Montanheiro e Milton Levy completam o elenco da versão brasileira da comédia do autor britânico Terry Johnson, que tem tradução e direção assinadas por Jô Soares. Em 1938, o pai da psicanálise Sigmund Freud, que havia recentemente escapado da Europa nazista e se estabelecido em Londres, sofrendo de uma doença incurável e às portas da morte, recebe a visita do surrealista Salvador Dalí. É deste encontro histórico e inusitado que surge a matéria-prima de “Histeria”. Na ocasião, as certezas de Freud são questionadas por dois outros personagens, enquanto a obra de Dalí é satirizada numa visão autoparodiada dele próprio. Entre diálogos inteligentes e até alucinações, surge uma das “encruzilhadas” do texto: retirar a essência do mito é minar o fundamento da fé?

“OS REALISTAS”, COM DEBORA BLOCH, É ENCENADA nO TEATRO PORTO SEGURO

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divulgaçÃo

Ao lado de Emílio de Mello, Fernando Eiras e Mariana Lima, Debora Bloch se apresenta no teatro Porto Seguro, em Campos Elíseos, região Central, com a peça “Os Realistas”, de Will Eno. A peça, produzida por Débora, é dirigida por Guilherme Weber, que tem total intimidade com o universo do dramaturgo: ele ostenta o título de ator que mais encenou Will Eno em todo o mundo. Em cena, dois casais de vizinhos se encontram e descobrem ter mais em comum do que as casas e sobrenomes idênticos. Com este ponto de partida, a peça flagra a convivência do quarteto e os relacionamentos que começam a se entrelaçar. Em um jogo de cena, o autor mostra que nem tudo é o que parece ser, fazendo ainda que as situações reflitam sobre os estágios do casamento.

Onde: Alameda Barão de Piracicaba, 740. Campos Elíseos. São Paulo – SP. Quando: de 1º de abril a 29 de maio. Sextas-feiras e sábados, às 21h. Domingos, às 19h.

Duração: 100 minutos Classificação: 12 anos Ingressos: de R$ 50 a R$ 100 Tel.: 3226-7300.


Lazer & Cultura ExposiçÕEs divulgaçÃo/ Jean-Gilles Berizzi

OBRAS DE PICASSO CHEGAM AO INSTITUTO TOMIE OHTAKE EM MAIO

“Picasso: mão erudita, olho selvagem”, abre no dia 22 de maio no Instituto Tomie Ohtake, com mais de 100 obras do mestre espanhol, pertencentes ao Musée National Picasso-Paris, cujo acervo picassiano é um dos mais importantes do mundo. Com curadoria de Emilia Philippot, curadora também do Musée Natio-

nal Picasso-Paris, a mostra traça um percurso cronológico e temático em torno de conjuntos que seguem as principais fases do artista, desde os anos de formação até os últimos de produção. São 116 trabalhos – 34 pinturas, 42 desenhos, 20 esculturas e 20 gravuras –, além de uma série de 22 fotogramas de André Villers realizados em parceria com Picasso. Completam a mostra, 12 fotografias de autoria de Dora Maar, 3 de Pirre Manciet e filmes. Onde: Rua Coropés, 88. Pinheiros. São Paulo – SP. Quando: de 22 de maio a 14 de agosto. De terça-feira a domingo, das 11 às 20 horas. Ingressos: R$ 12 (às terças é grátis) Tel.: 2245-1900.

JOÃO TURIN GANHA EXPOSICÃO INDIVIDUAL NA PINACOTECA

Em cartaz na Pinacoteca, a exposição “João Turin, escultor” destaca parte da trajetória de João Turin (1878-1949). O artista é um dos criadores do Paranismo, movimento estético surgido em Curitiba na década de 1920, centrado na valorização do indígena e da fauna e flora regionais. A mostra reúne esculturas e baixos-relevos realizados entre as décadas de 1910 e 1940, além desenhos, manuscritos e fotos. Também estão expostos dois vestidos, que mostram sua faceta pioneira na criação de design. A curadoria é de José Roberto Teixeira Leite. Onde: Praça da Luz, 2. Luz. São Paulo - SP. Quando: até dia 06 de junho, de quarta a segunda-feira, das 10 às 17h30. Ingresso: R$ 6 (aos sábados a entrada é franca) Tel.: 3324-1000.

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Contemporânea

As

Maestria na comunicação

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Estar aberto a aprender

Motivação catalisadora

Inspirar a equipe

Atenção ao capital humano

competências do novo

LÍDER

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Por Eduardo Shinyashiki

ato de liderar se renova constantemente. Hoje, o líder não é mais o detentor de poder, que designa funções e cobra resultados, mas sim uma pessoa inspiradora que engaja, ajuda a equipe e forma sucessores. O novo líder tem de ir além dos limites, olhar para onde todos estão olhando e enxergar o que ninguém viu e acompanhar as novas gerações, a mudança das pessoas, das organizações e do mercado.  É preciso ainda saber liderar a si mesmo para poder liderar corretamente outras pessoas; por isso, é necessário cuidar e fortalecer as competências pessoais e a inteligência emocional para manter o foco e para que as interferências não o desviem do objetivo.

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Contemporânea Outro quesito muito importante na liderança é o carisma. Ele é uma qualidade fortemente ligada à imagem do líder e com ele podemos e saberemos encantar colaboradores e clientes. O carisma é, em síntese, a força e o poder da presença da pessoa, que contribui para torná-la inesquecível e encantadora.  Além da autoliderança e do carisma, podemos evidenciar mais cinco competências de liderança que são buscadas pelas empresas atualmente. São elas:   1) Atenção ao capital humano: reconhecer as experiências e competências das pessoas da sua equipe é fundamental para a construção e a manutenção de equipes sólidas e bem-sucedidas e para a concretização de resultados.   2) Inspirar a equipe: a valorização de um ideal, um sonho, a

capacidade de estimular nas pessoas entusiasmo, criatividade, dedicação, o sentimento de pertencer a algo, são considerados a principal fonte de impulso para o sucesso da equipe. 3) Motivação catalisadora: o foco do líder é manter vivas nos colaboradores as extraordinárias forças criativas, inovadoras e sinérgicas capazes de fazer planos saírem do papel e alcançar os resultados escolhidos.   4) Estar aberto a aprender: o líder precisa estar atento e aberto ao novo, às mudanças dos contextos, à análise dos cenários e sempre disposto a aprender. Isso permite se reinventar quando necessário e inovar, criando as estratégias adequadas para alcançar os resultados. 5) Maestria na comunicação: a comunicação é uma habilidade fundamental para um líder,

para uma maior compreensão, entendimento e alinhamento com os colaboradores. Por meio de uma comunicação verbal e não verbal eficaz, o líder fortalece nas relações interpessoais e nas equipes um contexto de cooperação e integração. Ao desenvolver e fortalecer essas competências, o líder está alinhado ao perfil de liderança atual, que exige autoconhecimento e compartilhamento de ideias. Por isso, desenvolva o seu poder pessoal, desperte o grande líder que há em você e seja inspirador para todos ao seu redor!

Eduardo Shinyashiki é palestrante, especialista em desenvolvimento das Competências de Liderança e Preparação de Equipes. Autor de livros como Transforme seus Sonhos em Vida, da Editora Gente. www.edushin.com.br.

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Este mês, Hibisco chega ao seu sétimo ano e traz na capa o supergalã Rodrigo Santoro. Confira também, na seção Eh, SP um pouco sobre a histó...