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Ano 3 Edição 24 Outubro 2012

São Paulo Zona Norte

CORTESIA

VIDA SAUDÁVEL Seque a barriga em

10 PASSOS Iguape

Destino

EH, SÃO PAULO Conheça o

Jardim

Botânico

CARREIRA Conheça seus

pontos fracos

e cresça

PRISCILA MACHADO Ela conta como chegou ao posto de Miss Brasil

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EDITORIAL

“É

Voz

Ativa

Liberdade

Agência de Notícias

assim que penso”, “é dessa forma que trabalho”, “esse é o meu jeito de ser”... Quantas vezes a gente não ouve - e diz - frases como essas ao iniciar alguma atividade que depende de outras pessoas, para deixar bem claro para os demais que eles têm de se adaptar e aceitar suas condições de convívio. Bem, até o momento em que os que nos rodeiam aceitam nossas regras, tudo certo. Agora, e quando nos deparamos com outra pessoa que tem um modo de vida diferente e tão inflexível e “infalível” quanto o nosso (segundo ela, é claro)? O que fazer? Travar uma batalha com o oponente é, sem dúvida, uma das saídas mais comuns. Há, até, aqueles que ficam conhecidos por costumar fazer com que todos dancem conforme a sua batida. Mas como definir quem vence uma peleja como essa? Quem dá a última palavra? É improvável! Porque quem ganha fama de “mandachuva” costuma pagar por ela com a solidão, com o isolamento, e isso não pode ser uma taça, pode? Quem se submete ao outro? Também não, porque ninguém pode ser feliz vivendo segundo a vontade e o gosto de outrem. Talvez não exista uma resposta-padrão, que sirva para todo mundo e todas as situações. No entanto, se, antes do embate, colocarmos na balança o que se pode ganhar e perder, a decisão mais acertada venha à tona. Uma coisa é certa: quando nos trancamos em nossas certezas, deixamos passar a chance de conhecer outras formas de ver o mundo e, com isso, de aprender mais sobre a vida, sobre as pessoas, com suas bondades e ruindades, seu brilho e sua sombra. Quebrar essas algemas que nos prendem às nossas velhas convicções pode até ser uma maneira de avaliar se, de fato, vale a pena seguir com elas. Fazer isso talvez nos faça sentir o gostinho daquilo que chamam de liberdade.

EXPEDIENTE

Boa leitura. Até mais!

TIRAGEM: 10 MIL EXEMPLARES

Editora Claudia Sá MTB: 49233/SP claudia.sa@revistahibisco.com.br diretor comercial Juliano Picceli juliano.picceli@revistahibisco.com.br Diagramação e Arte Pedro Ewbank MTB: 00013/ES arte@revistahibisco.com.br Revisão Izabel Cristina M. Lourenço Foto da capa Cassiano Grandi / Divulgação Circulação e Assinaturas Honny Sá apoio@revistahibisco.com.br Colaboradores desta edição Michele Marreira e Eduardo Ferraz ADMINISTRATIVO Leidiana Sá adm@revistahibisco.com.br

Endereço Av. Deputado Emílio Carlos, 118 - Sala 17 São Paulo - SP - CEP: 02720-000 Telefones: (11) 2389-9010 - 4304-4633 Hibisco (ISSN 2236-4692) é uma publicação mensal da Voz Ativa Agência de Notícias. As opiniões expressas em artigos assinados e textos dos anúncios são de responsabilidade exclusiva de seus autores/empresas. É proibida a reprodução total ou parcial das matérias e artes criadas pela editora sem autorização prévia, por escrito.

IMPRESSÃO: Gráfica Mundo

Claudia Sá Editora

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SUMÁRIO

8Entrevista PRISCILA MACHADO Conta seus segredos

22 Destino IGUAPE Tradição caiçara

27 Lazer e

Cultura

30 Carreira

SESI homenageia Nelson Rodrigues

Conheça seus pontos limitantes e cresça

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Entrevista........................

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Eh, São Paulo!.........

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Vida Saudável.............

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Destino................................

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Lazer e Cultura......

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Carreira..............................

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Na rede revistahibisco.com.br revistahibisco.com.br/blog facebook.com/revistahibisco


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ENTREVISTA

Priscila

Macha

Por Michele Marreira

N

atural de Canoas (RS), Priscila Machado não pensava em ser modelo, até um dia ser abordada por uma caça-talentos ao sair do colégio onde estudava. Disciplinada e curiosa, aos 15 anos venceu seu primeiro concurso de beleza, promovido por uma revista, o que seria o primeiro passo para, mais tarde, trabalhar como modelo em países como Coreia do Sul e Itália. Participou de vários concursos. Em 2007, ganhou o título de “Miss Canoas”, o que lhe rendeu a vaga para o concurso “Miss Rio Grande do Sul”, que aconteceria no ano seguinte. Nessa primeira participação, Priscila ficou entre as 15 finalistas, mas não esmoreceu, e essa persistência foi recompensada: em 4 de dezembro de 2010, aos 24 anos, venceu o “Miss Rio Grande do Sul 2011”, o que a credenciou como representante de seu Estado no “Miss Brasil 2012”. Para conquistar o tradicional e cobiçado título, ela e outras quatro finalistas tiveram que responder perguntas ao júri sobre assuntos, como futuro, preconceito e desejos, entre outros. Era chegada a hora de conhecer quem levaria a faixa, manto e coroa: “Foi o alcance de uma meta! Não tem como expressar a sensação de felicidade cada vez que entrava no palco e via o show à parte que o público fazia”, relembra emocionada. Nesta entrevista, Priscila, que entregou a coroa em setembro último, conta com mais detalhes sua trajetória, a relação com o mundo da moda, imprensa, família e sobre os planos para depois do reinado. Ela ainda divide com a gente seus segredinhos de beleza. Confira.

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Persistência e determinação são a marca dessa gaúcha que conquistou o posto de Miss Brasil 2012 e já planeja voos mais altos

Hibisco: Conta um pouco mais de como foi sua infância em Canoas. Quais lembranças você tem daquela época? Do que você sente falta de lá? Priscila Machado: Tive uma infância livre, brincava na rua, andava de bicicleta, praticava esportes. No bairro onde cresci tem um ginásio onde são ministradas aulas esportivas para os moradores; frequentava todas que podia, com a minha irmã mais velha; joguei vôlei e futebol, fiz ginástica rítmica e, até, judô. Meus pais sempre incentivaram a prática de esportes e praticavam também. Hibisco: Seguir carreira de modelo e ser uma miss já era um sonho de infância? Como surgiu a vontade? Priscila Machado: Sempre admirei esse mundo e tinha muita vontade de ser um exemplo e ícone de beleza, bom gosto e estilo, mas nunca procurei ir mais a fundo e realmente apostar nisso. Porém, quando uma scouter [espécie de caça-talentos das agências] me encontrou na entrada do colégio e se mostrou interessada, passei


ENTREVISTA

Tive uma infância livre, brincava na rua, andava de bicicleta.

Band / Divulgação

do Recebendo a coroa de Miss Brasil 2012

Hibisco: Como surgiu a oportunidade de se tornar miss de sua cidade? Priscila Machado: Foi após o “Miss Rio Grande do Sul 2007”, em que a vencedora foi Carol Prates, que é uma grande amiga minha da época que comecei a trabalhar. Ela também estava iniciando a carreira de modelo. Vi nela uma porta que se abria para mim também, pois, apesar de admirar concursos, eu me achava um pouco fora dos padrões exigidos, que era um corpo mais curvilíneo. Mas, assim como eu, ela tinha um perfil mais esguio. Procurei, então, a organização do concurso estadual, que me passou o contato da organização municipal e foi ali que tudo começou.

Cassiano Grandi

a realmente acreditar numa possível carreira. Entraram em contato com a minha mãe, e ela foi comigo visitar a agência para conferir se eram de confiança. Ela gostou, eu também, e, de lá para cá, já se passaram 12 anos de trabalho nessa área...

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ENTREVISTA

Ter a oportunidade de participar de um momento tão único na história do concurso me deixa sem palavras. Hibisco: O processo seletivo para se tornar miss é bem exigente, não é? Sua família sempre a apoiou? Como eles encaravam seu ofício? Priscila Machado: Sempre encarei a exigência tranquilamente. O mercado da moda também nos exige muito. Quanto a isso não me preocupei muito, mas com o passar do tempo fui vendo que havia algumas coisas a serem mudadas e fui, com garra, em busca do meu objetivo. Minha família sempre se mostrou ao meu lado, mas sem invadir o meu espaço ou tentar tomar decisões por mim. Eles me deixavam livre para fazer minhas próprias escolhas. Hibisco: Qual a sensação de ser coroada “Miss Brasil 2012”, representando seu país? O que sentiu naquele momento? Priscila Machado: Foi o alcance de uma meta! Ter a oportunidade de participar de um momento tão único na história do concurso me deixa sem palavras. Não tem como expressar a sensação de felicidade cada vez que eu entrava no palco e via o show à parte que o público fazia, me apoiando, torcendo e me dando força. Até hoje me arrepio de lembrar! Sem dúvida nenhuma, essa vai ser uma lembrança eterna para mim e que, com muito orgulho, vou dividir com meus filhos e netos.

Hibisco: Como define sua relação com a moda? Priscila Machado: Sou apaixonada pela moda, mas não sou vítima dela. Procuro estar sempre observando o que acontece, o que vai ser tendência, o que não está mais em uso, mas adapto isso tudo ao meu gosto e estilo pessoal. Quero, num futuro muito breve, ser um ícone de moda.

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Cassiano Grandi

Hibisco: Quais eram suas referências de beleza e de misses? Priscila Machado: Sempre fui fã da Cindy Crawford. Atualmente me espelho muito na Alessandra Ambrosio, que é, sem dúvida, um ícone de “girl Power” que levo comigo. Uma miss que admiro muito é a Debora Lyra, Miss Brasil 2010, que é uma guerreira e com quem me identifico muito pela força de vontade e foco em seus objetivos.


ENTREVISTA

Hibisco: Qual é o seu estilo? Priscila Machado: Menos é sempre mais. Sou básica, aposto nos acessórios e não tenho medo de arriscar.

o rosto, mãos, pés, sempre específicos para a área. Os cabelos, eu trato com leave-ins, protetores térmicos, máscaras. Sou fã incondicional de cosméticos.

Hibisco: No Verão, quais peças que não podem faltar em seu armário? Priscila Machado: Vestido longo, short jeans soltinho com regata branca e salto grosso. Acessórios eu aposto em lenços e óculos vintage.

Hibisco: As especulações que saem na imprensa sobre sua vida pessoal a incomodam? Priscila Machado: Tento lidar com isso da melhor maneira possível. A imprensa tem sido bem respeitosa quanto a isso, nunca forçaram a barra comigo. Procuro ser o mais reservada possível, mas faz parte saber lidar, respeitar o trabalho da imprensa, assim como eles têm respeitado o meu.

Hibisco: Como faz para manter o corpo definido? Priscila Machado: Corro todos os dias uma hora Hibisco: E alimentação, o que pode e não pode entrar no seu cardápio? Priscila Machado: Só não como em excesso. Sempre que estou com fome, alimento-me bem. Se uma vez ou outra passo um pouquinho na qualidade do que como, compenso na academia. Hibisco: Cuidados com pele e cabelo, quais são? Priscila Machado: Prevenção é a palavra-chave para mim. Uso todos os tipos de creme possíveis: creme para

Hibisco: O que espera para o futuro? Priscila Machado: Quero me realizar, trabalhar muito, aproveitar, aprender, evoluir e crescer como ser humano! Hibisco: Uma mensagem para os leitores? Priscila Machado: Abusem da autoconfiança e do amor próprio sempre. E não existe problema que resista a um sorriso no rosto! Busquem a felicidade de vocês sem se importar com o resto; levem a vida leve e vivam com paixão.

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EH, SÃO PAULO!

O berço do Rio Ipiranga

Jardim Botânico de Da Redação

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nserido na terceira maior reserva paulistana de Mata Atlântica, na Água Funda, zona sul, o Jardim Botânico guarda “a sete chaves” um dos maiores tesouros da cidade: as nascentes do histórico Rio Ipiranga e uma pequena amostra da diversidade da fauna e da flora paulistas. Ali, entre centenas de espécies de árvores e plantas, vivem, livremente - e podem ser avistados - tucanos de bico verde, preguiças, bugios, tatus... Já na entrada do jardim, que tem uma área de 360 mil

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metros quadrados destinados à visitação pública, o córrego Pirarungáua, afluente do Ipiranga, é uma de suas mais recentes atrações. Seguindo em frente, o visitante encontra uma sequência de lagos, áreas de descanso, lazer e contemplação da Natureza. Entre os atrativos de maior destaque estão: duas estufas com estruturas de ferro; o Jardim de Lineu, inspirado no Jardim Botânico de Upsala, Suécia; o Lago das Ninfeias, coberto de flores; o Jardim dos Sentidos, com plantas aromáticas; o túnel de bambu e o castelinho.


Claudia Sá / Revista Hibisco

EH, SÃO PAULO!

Estufas com estruturas de ferro são atrativos do Jardim

São Paulo

O percurso termina em uma trilha sinuosa, com piso de tábuas e suspensa por troncos, que o leva até a nascente do córrego Pirarungáua, que se junta ao dos Simões e forma o histórico Ipiranga, que, até os limites do Jardim Botânico, tem águas limpas. Fora dali, encontra outros dois córregos e começa a receber o esgoto e a sujeira, e segue – ora em galerias fechadas, ora a céu aberto – até desembocar no Tamanduateí (Na edição 23, nesta mesma seção, você encontra informações sobre o trecho onde D. Pedro I proclamou a Independência).

Trilha da Nascente do Ipiranga

História No final do século XIX, a área do Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, que abriga o Jardim Botânico, era ocupada por sítios e chácaras, que começaram a ser desapropriadas em 1893 e deram lugar ao parque do Estado, inaugurado em 1917. Em 1938, por obra do naturalista Frederico Carlos Hoehne, o Jardim Botânico de São Paulo foi oficialmente criado, juntamente com o Departamento de Botânica, na época órgão da Secretaria da Agricultura, Indústria e Comércio de São Paulo. Em 1969, o Parque do Estado, onde o Instituto de Botânica e o Jardim Botânico estão localizados, passou a denominar-se Parque Estadual das Fontes do Ipiranga. Endereço: Avenida Miguel Estéfano, 3.031, Água Funda, São Paulo (próximo à Avenida dos Bandeirantes e Avenida Ricardo Jafet, ao lado do zoológico). Horário: De terça a domingo e feriados, das 9h às 17h Preço: R$3. Estudantes pagam R$1.

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VIDA SAUDÁVEL

Operação

SECA BARRIGA Saiba como perder gordurinhas abdominais em 10 passos Da Redação

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ocê faz séries dolorosas de abdominais, sofre para dizer não àquela sobremesa deliciosa, controla calorias, diminui a quantidade de comida nas refeições... E até perde peso, mas na hora de pôr aquele jeans mais justo ou – pior – o biquíni novinho, quem aparece? A famigerada barriguinha saliente, que “adora” enfiar o nariz onde não é chamada. Nessas horas, a vontade que dá é de chorar e, depois, de desistir dessa luta que parece tão inglória. Mas, não. Não desista! Essa batalha pode, sim, ser vencida e sem tanto esforço. É o que afirma a endocrinologista Carolina Mantelli Borges, da Clínica de Especialidades

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Integrada de São Paulo. Para ela, o segredo não está em comer muito ou pouco, tampouco em fazer atividades físicas horas a fio. “Só abdominais não diminui a barriga, pois eles contribuem muito mais para tonificar os músculos da região do que para eliminar gordura localizada”, diz. “O que tem grande resultado é a junção de uma alimentação adequada e balanceada, de acordo com o metabolismo, que é o consumo e o gasto energético de cada um, a uma combinação de exercícios aeróbicos, principalmente os de menor intensidade e maior duração”, completa. 


VIDA SAUDÁVEL

Truques que ajudam a diminuir as medidas na região da barriga

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Evite o consumo de carboidratos depois das 19 horas. Na verdade, o que irá importar aí será a quantidade ingerida e não o carboidrato propriamente dito. O que acontece nesse período é que nosso organismo não estará necessitando de tanta energia quanto durante o dia, e estará se preparando para dormir. Então, o excesso de carboidratos neste período será armazenado e convertido em gordura.

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Mastigue bem os alimentos. Isso facilita a digestão e impede um fluxo abundante de sangue que distende o abdômen, provocando o efeito estufa.

ingere normalmente, saciando mais e contribuindo para um melhor funcionamento de seu metabolismo.

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Acrescente mais fibras no prato, elas colaboram com a digestão e mantêm sua saciedade e níveis glicêmicos por mais tempo – podem ser encontradas nas frutas, hortaliças, granola, aveia, linhaça, entre outros. Mas não exagere na quantidade, elas podem causar inchaço pela produção de gases e aumento do bolo fecal. E lembre-se: quanto mais fibras, mais água você terá de beber para não ter esse efeito.

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O ideal é não ingerir líquidos em excesso durante a refeição. Além de dilatar o estômago, pode interferir na acidez gástrica, que, por sua vez, prejudica a absorção de nutrientes, vitaminas e minerais, podendo ocorrer má digestão, fermentação e formação de gases.   Coma mais vezes durante o dia. Isso ajuda a diminuir o tamanho das porções de comida que você

Beba bastante água 30 a 40 minutos antes e depois das refeições. O mínimo de água exigido pelo corpo é de dois litros por dia. Evite tomar bebidas gaseificadas, elas dilatam a barriga e ainda contribuem para a retenção de líquidos, causando inchaço, devido a grande quantidade de sódio em suas fórmulas. 

Não consuma alimentos muito salgados, pois eles provocam retenção de líquido que dão a sensação de barriga

inchada. Fique atenta aos molhos prontos para temperar saladas, sopas de saquinho, refrigerantes, azeitonas e condimentos na comida.

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Faça exercícios. A corrida é uma ótima aliada de quem quer diminuir as medidas da cintura. Correr tonifica os músculos do corpo, libera o estresse e aumenta a circulação sanguínea. 

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Invista nos chás. Alguns deles ajudam na digestão e possuem efeito diurético. Beba, pelo menos, de três a quatro xícaras por dia. Prefira tomá-los sem açúcar. O chá verde acelera o metabolismo e ainda auxilia a queima de gordura. 

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Durma de seis a oito horas por noite, pois se o corpo não descansa adequadamente, o apetite aumenta juntamente com a ansiedade e acaba criando a necessidade de comidas mais gordurosas.

Fonte: Dra. Carolina Mantelli Borges

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DESTINO

Miguel Schincariol/Divulgação

Casarões coloniais do Centro Histórico são tombados como patrimônio nacional pelo IPHAN

IGUAPE Guardiã das tradições caiçaras Da Redação

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203 quilômetros de São Paulo, no litoral sul, Iguape é um daqueles raros lugares que conseguem agradar a gente dos mais diferentes gostos e estilos de vida. Fundada em 1538, a pitoresca cidade tem na natureza e em seus bens históricos e culturais sua maior riqueza. Cravada entre rios, manguezais, praias, cachoeiras e muito verde, Iguape tem em seu território cerca de 70% de área natural protegida, e ainda preserva os ares de antigamente, com um dos maiores centros históricos e arquitetônicos preservados do Estado. Seus casarões coloniais – herança dos ciclos do ouro e do arroz – foram tombados como patrimônio nacional pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico

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Nacional (IPHAN). Outro orgulho dos iguapenses é de a cidade ser berço de tradições caiçaras, como o fandango, um ritmo de influências portuguesa e indígena; a Marujada e a Reiada ou Folia de Reis. Merece destaque, ainda, a culinária típica, que tem pratos como a paçoca de carne-seca, a moqueca de manjuba, a caldeirada de peixe salgado com pirão, o cuscuz de arroz, sequilho e cocada preta. O artesanato também é marcante na cultura local. Entre as peças produzidas pelos artesãos, e que dão fama à arte local, estão as panelas pretas, feitas de cerâmica; os cestos de cipós e fibras e o entalhe em madeira, principalmente na caixeta, produtos muito procurados pelos turistas na cidade.


Vinícius Fonseca/Divulgação

DESTINO

O Rio Ribeira de Iguape é um lugar ímpar, com uma vegetação de restinga em frequente transformação

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DESTINO

O que você vai encontrar em Iguape Barra do Ribeira: boa opção para a pesca, prática de surf, caiaque e passeio de barco. O local é também a porta de entrada da Estação Ecológica de Jureia-Itatins.

Museu de Arte Sacra de Iguape: o local, inaugurado em 1979, conta com acervo constituído por cerca de 150 peças dos séculos 17, 18 e 19. Está instalado na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos; construída no século 17. Basílica do Bom Senhor de Iguape: construída por escravos – em pedra, argamassa e óleo de baleia –, entre os séculos 18 e 19, possui em seu interior imagens de santos, entre elas a de Nossa Senhora das Neves, a padroeira do município.

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Centro Histórico

Miguel Schincariol/Divulgação

Museu Histórico e ARQUEOLÓGICO: a construção, de 1635, está localizada no Centro Histórico, onde funcionou a primeira Casa de Fundição de Ouro do Brasil. Abriga exposições de painéis gráficos e fotográficos, objetos e documentos sobre a escravatura e os ciclos do Ouro e do Arroz.

Iguape

Praia de Leste: formada a partir do assoreamento do Rio Ribeira de Iguape, é um lugar ímpar, com uma extensa vegetação de restinga em frequente transformação.

Como chegar Seguir pela Rodovia Régis Bittencourt (BR-116). No quilômetro 147, entre na Rodovia Prefeito Casimiro Teixeira e siga até Iguape.


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LAZER e CULTURA

Divulgação

Roteiro

ARTE LATINO-AMERICANA

Exposição “O DNA do Tempo” reúne obras do uruguaio Juan Muzzi

Em exposição no Espacio Uruguay, de 19 de outubro a 4 de dezembro, a mostra “O DNA do Tempo” reúne 45 trabalhos realizados pelo uruguaio Juan Muzzi, nos últimos cinco anos, em diferentes técnicas de impressão: gravuras sobre metal, serigrafias e digigrafias. A entrada é gratuita. Muzzi, que vive no Brasil desde 1970, iniciou sua criação inspi-

rado pelos símbolos do construtivismo do também uruguaio Joaquim Torres Garcia (1874 – 1949). Outra grande influência foi o brasileiro Rubens Gerchman (1943 – 2008), com quem aperfeiçoou os estudos cromáticos. E nesta amostra a mesma imagem é impressa com cores diferentes, estimulando assim o olhar do expectador.

Onde: Avenida Paulista, 1.776, 9º andar Quando: de 19 de outubro a 4 de dezembro, de segunda a sexta-feira, das 13h às 18h Entrada franca

FÉ E ARTE

“Esplendores do Vaticano: Uma Jornada Através da Fé e da Arte”, em cartaz na Oca, dentro do Parque do Ibirapuera, reúne 200 obras de arte sacra e objetos históricos significativos, muitos dos quais nunca deixaram a cidade–estado. É a primeira vez que a exposição é montada na América Latina, depois de ter recebido 1,5 milhão de visitantes nos Estados Unidos. Os objetos serão exibidos em onze galerias e ambientes recriados e organizados em seções temáticas que facilitam a compreensão do visitante a respeito de sua importância histórica e artística. Coletivamente, ilustram a evolução da

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Igreja e o início do papado com o primeiro papa, São Pedro, até Bento XVI, com ênfase especial na arte e nos objetos históricos que refletem os eventos e períodos significativos relacionados ao Cristianismo. Um dos destaques da mostra é uma projeção da famosa Capela Sistina no teto da Oca, no segundo andar, e uma visita virtual à obra, com detalhes dos afrescos monumentais pintados por Michelangelo. Do mestre renascentista podem ser vistos também: a reprodução da Pietà, em molde de 1975, feito a partir do molde de 1930 – este, feito a partir do original de 1499; Pietà, Baixo-Relevo.

Divulgação

Exposição revela legado artístico da Igreja Católica

Onde: Avenida Pedro Álvares Cabral, S/Nº, portão 03 Quando: até 23 de dezembro, de segunda a domingo, das 10h às 20h (acesso até 19h) Ingressos: de R$ 44 a R$ 52 Telefone: 4003-5588


LAZER e cultura Roteiro Divulgação

MUSICAL INFANTIL

“O Chapeleiro Maluco” leva Alice de volta ao “País das Maravilhas”

100 anos

Nelson Rodrigues é tema de exposição no SESI

Instalada no foyer do Teatro Sesi São Paulo, a exposição “Nelson Rodrigues 100 anos” traça um amplo panorama de toda a atividade profissional do escritor. Materiais raros, como as primeiras edições de seus livros, filme em cores sobre seu cotidiano, fotos reveladoras e o áudio de contos de “A Vida como Ela É...”, interpretadas pelo elenco da Rádio Nacional, estarão expostos até 16 de dezembro. A entrada é gratuita. Um dos destaques da mostra, que tem curadoria de Ruy Castro, a peça “Vestido de Noiva” é apresentada em um grande painel, com texto e imagens que evocam o cenário da montagem

Onde: Térreo Inferior do Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso (Avenida Paulista, 1.313 - Metrô Trianon-Masp) Quando: até 16 de dezembro, todos os dias, das 11h às 21h Agendamentos escolares e de grupos: de segunda a sexta-feira, das 10h às 13h e das 14h às 17h, pelo telefone (11) 3146-7396 original: um hospital. O Nelson desportista, tricolor fanático, aparece torcendo no estádio do Maracanã, numa foto; em outra, apresenta-se ao lado dos companheiros do programa esportivo Grande Resenha Facit, primeira mesa-redonda de futebol da TV Globo.

Divulgação

Dos mesmos produtores do sucesso “O Fantasma da Máscara”, o musical infantil “O Chapeleiro Maluco”, em cartaz no Teatro GEO até 16 de dezembro, leva ao palco o universo mágico dos personagens criados por Lewis Caroll. No espetáculo inédito, que tem texto de Walter Jr., canções assinadas por Charles Dalla e direção de Jarbas Homem de Mello, Alice (Mariana Lilla) está vivendo seus dias atribulados de adolescente envolta em suas várias atividades. Enquanto lê um livro, ela recebe a visita de um gato sorridente, que avisa que ela precisa voltar ao País das Maravilhas, pois seu amigo Chapeleiro Maluco (Pedro Bosnich) precisa de sua ajuda.

Onde: Rua Coropés, 88, Pinheiros Quando: até 16 de dezembro, aos sábados e domingos, às 16h Ingressos: R$ 50 (plateia) e R$40 (balcão) Telefone: 3728 4930

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CARREIRA

Corrija seus pontos limitantes e cresça profissionalmente Eduardo Ferraz

consultor em gestão de pessoas, especialista em treinamentos usando como base a neurociência comportamental e autor do livro “Vencer é ser você”, da Editora Gente.

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maior prioridade na vida de quem quer evoluir profissionalmente deveria ser descobrir quais são seus talentos e aperfeiçoá-los.  Ao mesmo tempo, seus pontos fracos - aquelas áreas onde você tem pouca aptidão, mas não o atrapalham em nada, devem ser deixados de lado. Mas existem também os pontos limitantes, e é sobre eles que vamos falar neste artigo. Ponto limitante é um ponto fraco que realmente está prejudicando seu crescimento profissional e, portanto, deve ser corrigido. A timidez, por exemplo, só será um ponto limitante se estiver de alguma forma atrapalhando sua carreira! Se uma pessoa tímida tem de se apresentar em público, mesmo que com pouca frequência, e obtém um mau desempenho, a introversão realmente torna-se um fator limitante. Se quiser continuar a exercer essa função, terá de fazer um bom curso de oratória para atenuar essa dificuldade, mesmo sabendo que isso não vai transformá-la em uma grande oradora ou torná-la extrovertida. Um bom treinamento técnico vai ajudá-la a diminuir esse limitador e melhorar seu acabamento, já que a introversão é estrutural e não vai mudar muito. O professor mais brilhante que já conheci foi gago até os 25 anos. Convenhamos que a gagueira para quem quer dar aulas é um ponto limitante. Esse professor me contou que fez vários cursos de oratória, participou de aulas de teatro, teve sessões de fonoaudiologia e não sossegou enquanto não atenuou bastante esse limitador. Ele sempre foi intelectualmente brilhante, ajustou o acabamento, mas, principalmente, teve oportunidade de mostrar seus pontos fortes ao controlar esse limitante. Outro caso é o de uma gerente comercial dinâmica, rápida de raciocínio e bem relacionada. Entretanto, mesmo tendo terceiro grau completo, seu ponto limitante era escrever muito mal, principalmente e-mails, a ponto de ser motivo de chacotas na empresa. Ela decidiu fazer aulas particulares e descobriu que usar melhor a gramática não a transformaria em grande escritora, mas a

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técnica seria suficiente para atenuar esse ponto limitante, dando chance para que seus talentos aparecessem. No entanto, atenção: a maioria das pessoas só consegue consertar um ponto limitante de cada vez, pois a energia e o tempo gastos serão enormes, dada a dificuldade de aprimorar tarefas para as quais não se tem talento ou afinidade. Por isso, quando alguém me diz que está em um trabalho ou uma profissão que exige ajustes de três ou mais pontos limitantes, meu conselho é simples: “Mude de emprego ou profissão, pois você está na função errada”. Controlar um ponto limitante, ou seja, passar de nota 1 para nota 4 (numa escala de 1 a 10) em alguma tarefa, só vale a pena se isso lhe der a    oportunidade de mostrar resultados naquelas áreas onde você já é muito bom!


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USE & COMPRE

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Hibisco edição 24