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Ano III - Edição 22 Agosto 2012

São Paulo Zona Norte

CORTESIA

Bichos

Quando seu animal não come ração

VIDA SAUDÁVEL

Saiba tudo sobre a dieta antienvlhecimento

EH, SÃO PAULO

Conheça o Solar da Marquesa de Santos

Destino

São Luiz do Paraitinga

MARCOS PALMEIRA Chega de drama, é tempo de comédia


EDITORIAL

S

De todos e de ninguém

Voz

Ativa

Agência de Notícias

ão Paulo, terra dos muitos sonhos, das promessas de prosperidade. Cidade dos shoppings (e ruas) de luxo, do comércio popular, das deliciosas festas italianas, das baladas, dos grandes espetáculos... E, também, dos artistas de rua, dos moradores sem morada, dos sem juízo, dos sem paciência... És mãe dos valentes, dos que não se conformam com o “impossível”! Por isso és desvairada, como disse Mário de Andrade há quase um século. Dizem que és dura. E, talvez, seja por isso que, às vezes, parece pertencer a toda a gente do mundo e, às vezes, parece ser de ninguém. Logo tu, São Paulo, que por quase meio milênio de anos tem sido fonte de riqueza de tantos... Tu, que ensinas tão bem teus filhos a viver... Dizem-te insultos, chamam-te de feia, de malcheirosa, mas não se incomodam ao ponto de cuidarem de ti, também não te largam por nada. Por que, enquanto te assistem agonizar, sujam sem dó as tuas ruas, as tuas águas já fétidas e sem vida? Por que eles não se sentem mal em poluir o teu ar que eles mesmos respiram? Ainda te culpam por terem de tomar, também, do veneno que eles têm te envenenado com doses diárias. Mas te aquietes! Muitos deles já acordaram e viram o mal que te fizeram, e esses hão de despertar os outros, e um dia tu serás tratada como mereces. Um dia, esses filhos teus te presentearão com banheiros públicos, limpos e bem cuidados, para que tu não cheires tão mal. Eles te encherão de praças e parques, e tu verás os teus velhos, jovens e crianças abrirem os cadeados de suas casas e se reunirem nesses espaços, uns para brincar outros para jogar bola, carteado, dominó ou só conversar... E, ali, ninguém terá medo, nem pressa. Um dia, tu serás cortada não só por vias para carros, mas, também, para as bicicletas que não poluem o teu ar, e pedalar por aqui não será mais um ato insano. E os teus rios? Ah, estes se tornarão limpos de novo, e tua terra, hoje asfixiada pelo asfalto, enfim, poderá respirar um pouco. Se isso é coisa de sonhador? É sim, não tenha dúvida! Mas, tenha a certeza, também, que não é sonho de um só. E, se o grande Raul Seixas estiver certo, sonho que se sonha junto é realidade. Será?

EXPEDIENTE

Boa leitura. Até mais!

TIRAGEM: 10 MIL EXEMPLARES

Editores Claudia Sá MTB: 49233/SP claudia.sa@revistahibisco.com.br Juliano Picceli MTB: 63853/SP juliano.picceli@revistahibisco.com.br Diagramação e Arte Pedro Ewbank MTB: 00013/ES arte@revistahibisco.com.br Foto da capa TV Globo/Divulgação Publicidade Honny Sá publicidade@revistahibisco.com.br Circulação e Assinaturas Jéssica Sá jessica.sa@revistahibisco.com.br Colaboradores desta edição Ester Jacopetti e Rita de Cássia Furlan de Faria Pereira APOIO Guilherme Marcoli apoio@revistahibisco.com.br Endereço Av. Deputado Emílio Carlos, 118 - Sala 17 São Paulo - SP - CEP: 02720-000 Telefones: (11) 2389-9010 - 4304-4633 Hibisco (ISSN 2236-4692) é uma publicação mensal da Voz Ativa Agência de Notícias. As opiniões expressas em artigos assinados e textos dos anúncios são de responsabilidade exclusiva de seus autores/empresas. É proibida a reprodução total ou parcial das matérias e artes criadas pela editora sem autorização prévia, por escrito.

IMPRESSÃO: Gráfica Mundo

Claudia Sá Editora-chefe


SUMÁRIO

8Entrevista

22 Destino

São Luiz do Paraitinga Caipira, sim senhor!

30 Bichos

Marco Palmeira Ator investe no humor

26 Lazer e

Cultura

Exposição de Caravaggio no MASP

O que fazer quando o pet não quer ração?

Entrevista.....................................

8

Eh, São Paulo!...................... 14 Vida Saudável.......................... 18 Destino............................................. 22 Lazer e Cultura................... 26 Bichos................................................. 30

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Na rede revistahibisco.com.br revistahibisco.com.br/blog facebook.com/revistahibisco


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André Nazareth/Divulgação

ENTREVISTA

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ENTREVISTA

Marcos

Ele traz a arte do berço

Palmeira Texto: Claudia Sá Entrevista: Ester Jacopetti

F

ilho do cineasta Zelito Viana, irmão de Chico Anysio, ele nasceu no mundo artístico, e não demorou a mostrar a que veio. Com apenas 5 anos, fez uma ponta no filme “Copacabana Me Engana”, de 1968, uma comédia que retratava os costumes de uma família de classe média no mais famoso bairro carioca. Continuou fazendo cinema, emendando um trabalho no outro. A estreia na televisão aconteceu em 1987, com o papel de Creonte na primeira fase de “Mandala”, na TV Globo. Não deixou mais a telinha. Sua atuação lhe rendeu a indicação para “Vale Tudo”, de 1988, quando conquistou o Brasil na pele do jornalista Mário Sérgio. Em 1990, foi para a Rede Manchete, onde se consagrou na pele do inesquecível Tadeu, na novela “Pantanal”. Quem não se lembra dos bordões “vou deitar o cabelo” e “seeei lá”? Na mesma emissora, fez “Amazônia” e, depois, retornou para a TV Globo, de onde nunca mais saiu e vem colecionando grandes papéis. Este ano, o ator, que é conhecido por interpretar heróis densos, está vivendo uma série de papéis carregados de humor. A seguir, confira entrevista concedida à nossa reportagem, em que ele fala seu personagem Sandro, no folhetim global “Cheias de Charme”, e sua atu-

ação no filme “E aí, Comeu”, ao lado do primo Bruno Mazzeo e de Emílio Orciollo Netto, em cartaz nos cinemas. Ele também adianta que, ainda em 2012, estreia em outra comédia na telona: “Vendo ou Alugo”, que tem direção da irmã Betse de Paula.

Revista Hibisco: Saiu uma declaração sua de que você nunca viveria a vida do Sandro, seu personagem em “Cheias de Charme”. Você vê problema em ser sustentando por uma mulher? Marcos Palmeira: Não! Acho que as coisas ficaram meio soltas... O que eu quis dizer foi que jamais exploraria, e o Sandro explora a mulher. Ele é meio gigolô, mas é um cara do bem, incapaz de prejudicar alguém em sã consciência. Ele faz algumas coisas para descolar uma grana para pagar o aluguel... Não tenho preconceito, não acho que o homem tem que ganhar mais do que a mulher. Acho que tem que dividir as despesas, e se ela ganha mais do que o homem, obviamente tem de colocar mais. Revista Hibisco: O Sandro parece muito com o Seu Boneco, personagem da Escolinha do Professor Raimundo, né? Marcos Palmeira: Pois é (risos). Na verdade, ele é meu primo... (risos)

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ENTREVISTA

TV Globo/Divulgação

No papel de Gustavo Brandão, um de seus personagens mais dramáticos, em Cama de Gato (2009)

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Ele é meio gigolô, mas é do bem, incapaz de prejudicar alguém em sã consciência.”

Revista Hibisco: Acho que você não vai dizer o que vai acontecer nos próximos capítulos. Então, diga, ao menos, se gostaria que o Sandro mudasse. Marcos Palmeira: Não falo porque não sei. Fui interpretando, e ele foi ganhando uma cara... Foi ficando um tipo. Os autores devem estar numa sinuca de bico. Porque, como é que eles vão separá-lo da Penha? Ela o defende tanto... É muito apaixonada por ele. Eu não sei e não tenho a menor ideia. Eu vou deixar aberto, estou apenas fazendo (risos). Estou adorando e sinto muito orgulho de fazer a novela. Essa é uma oportunidade que encontrei de sair do mocinho, do politicamente correto. No filme “E aí, Comeu?”, também tive essa possibilidade.

diano de três amigos. E que não fosse apenas discurso, mas que eles estivessem vivendo ali. O que a gente fez entre nós três foi sair para beber e ficar conversando em bar. E naturalmente vinham essas conversas sobre mulheres e tal... E quando a gente via estava vivenciando momentos do próprio filme. Mas eu poderia estar casado solteiro...

Revista Hibisco: O Bruno Mazzeo e o Emílio Orciollo Netto comentaram que se identificaram com os personagens do filme “E ai, Comeu?”, porque começaram a compô-los quando estavam solteiros. Para você, que estava numa outra fase, como foi? Marcos Palmeira: Cara, eu estava namorando e isso não interferiu em nada. O trabalho foi mais de resgatar coisas da minha vida. De momentos de turma de bar, de tentar criar naquele bar um coti-

Revista Hibisco: Você comentou que o filme não tem nenhuma hipocrisia. O que seria ter hipocrisia? Marcos Palmeira: Se mudasse o título já seria hipocrisia, entendeu?! Hipocrisia no sentido de tentar fingir ser o que não é. E o filme não faz isso, vai fundo mesmo, porque são homens que falam de mulheres, de sacanagem e baixaria e, ao mesmo tempo, sofrem com as suas relações. O personagem do Bruno sofre com a separação... O outro se casa com uma puta...

(Sobre o seu personagem Sandro,em “Cheias de Charme”)


ENTREVISTA

Revista Hibisco: Mesmo estando na novela você tem projetos pra este ano? Marcos Palmeira: Estou em um filme que será lançado no fim do ano [Vendo ou Alugo]. Com direção da minha irmã Betse de Paula, que também é uma comédia. É sobre uma família que mora em frente a uma praia que é cercada por uma favela. É muito engraçada! A Nathalia Timberg fazendo comédia está sensacional. Eu faço um motoboy que é traficante. Minha irmã tem o dom para fazer comédia. ERRATA: Na edição 21, o crédito de texto e entrevista com Paloma Bernardi foram para Claudia Sá e Ester Jacopetti. Erramos. Quem assina o trabalho, por inteiro, é Michele Marreira.

André Nazareth/Divulgação

E a puta passa a ser a grande mulher. Então o filme brinca um pouco com essas informações. A hipocrisia é no sentido de você florear as coisas, de maquiar. Por isso, talvez, a frase que está no cartaz, “a verdadeira comédia romântica”, seja honesta. É um filme que fala sobre o amor. E os personagens principais são as mulheres. São três homens em busca dessas mulheres, pensando nelas e as desejando.

Não tenho preconceito. acho que o homem tenha de ganhar mais do que a mulher.”

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S

EH, SÃO PAULO!

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olar da

Marquesa Um raro exemplar da São Paulo dos primeiros anos

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trás do Pátio do Colégio, na Rua Roberto Simonsen, nº 136-A (antiga Rua do Carmo antigo, nº 3), existe um casarão, um raro exemplar de residência urbana do século XVIII, um lugar aonde o tempo do Império parece permanecer incólume. Não por preservar todas as características arquitetônicas, mas pela força de sua mais ilustre moradora: Maria Domitila de Castro Canto e Melo, a Marquesa de Santos, com quem Dom Pedro I manteve um romance de sete anos. O imóvel foi adquirido quando ela pôs fim ao relacionamento e resolveu sair do Rio de Janeiro e começar vida nova em São Paulo. No período em que viveu lá, entre 1834 e 1867, o solar ficou conhecido como Palacete do Carmo, uma das residências mais aristocráticas de São Paulo. As festas ali realizadas se tornaram famosas, e os saraus literários que contaram com a participação de poetas, como Castro Alves. Ao longo dos anos, a casa teve vários donos, que a adaptaram para diferentes usos, o que impediu que suas características originais fossem recuperadas completamente nas obras realizadas nos últimos anos. Hoje, o casarão mantém a feição neoclássica da fachada, já incorporada à paisagem do Centro. Trechos de diversas paredes ficam aparentes, com o intuito de informar sobre diferentes técnicas construtivas aplicadas nas muitas intervenções realizadas na construção. No pavimento superior ainda são conservadas as paredes de taipa de pilão e pau-a-pique do século XVIII e características do século XIX, como forros apainelados, pinturas murais e artísticas e pisos assoalhados, entre outras.

Fotos de Claudia Sá/Revista Hibisco

Da Redação

A MARQUESA DE SANTOS: UMA MULHER, UM TEMPO, UM LUGAR Sede do Museu da Cidade de São Paulo, o solar abriga a exposição “A Marquesa de Santos: uma mulher, um tempo, um lugar”, que conta a história da cidade como era no século 19, tomando como fio condutor a vida de Domitila. A mostra revela a complexidade e a força de uma mulher arrojada para seu tempo, um figura romântica, mulher de negócios, militante política, paulista de raiz... Ao circular pela casa é possível mergulhar na intimidade dessa grande personagem feminina do Brasil imperial, e, assim, entender um pouco do que foi o Brasil de sua época. O visitante pode ver de perto peças, como a “cadeira de arruar”, onde passeavam os mais abastados carregados por escravos, e pode ler algumas das muitas cartas de amor que a ilustre moradora trocou com Dom Pedro. No local há, também, móveis, como uma cama que pertenceu a ela e resquícios de utensílios domésticos.


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S

EH, SÃO PAULO!

antos

EXPOSIÇÃO “A MARQUESA DE SANTOS: UMA MULHER, UM TEMPO, UM LUGAR” Endereço: Rua Roberto Simonsen, 136-A, Centro (próximo da estação Sé do Metrô) Funcionamento: terça a domingo, das 9h às 17h Telefone: 3105-6118 Entrada gratuita

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SXC.HU

VIDA SAUDÁvel

Dieta antienvelhecimento Conheça os alimentos que ajudam a retardar os efeitos do tempo Da Redação

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uem nunca viu pessoas de 30 anos envelhecidas, com aparência cansada e pele sem viço? Em contrapartida, quantas vezes nos admiramos diante de outras já passaram dos 50 e continuam esbanjando disposição e beleza? Sim, nem sempre a idade cronológica é compatível com a biológica, isso é um fato. Por que será que isso acontece? Bem, os motivos podem ser vários, entre eles estão fatores genéticos e externos, que contra os quais pouco se pode fazer, mas o estilo de vida adotado por cada um, certamente, entra nessa conta e tem peso importante, segundo a nutricionista clínica funcional Flávia Cyfer. Para a especialista, uma alimentação bem planejada, aliada a outros bons hábitos, é capaz de manter uma pele com aparência jovial e saudável, em qualquer idade. “Uma dieta saudável que inclua alimentos funcionais que contenham substâncias antioxidantes

específicas é perfeitamente possível viver mais, melhor, e com aparência mais saudável”, afirma. O PAPEL DOS ANTIOXIDANTES A nutricionista explica que os alimentos com grande concentração de antioxidantes são armas poderosas contra o envelhecimento, pois combatem os “malvados” radicais livres. Entre eles, estão as frutas avermelhadas, como o açaí, e os vegetais verde-escuros e amarelo-alaranjados. A uva roxa é a vedete quando falamos de longevidade, pois em sua casca e semente existe um superantioxidante: o resveratrol. ANTI-INFLAMATÓRIOS Os anti-inflamatórios, representados pelo açafrão, alho, gengibre, chá verde, maçã e linhaça, por exemplo, segundo Flávia, também são fundamentais para quem quer ter vida longa e saudável. Isso porque “o envelhecimento é marcado por um processo inflamatório do nosso organismo, que não causa sintomas aparentes”, afirma.


VIDA SAUDÁvel

O QUE NÃO PODE FALTAR

Suco de açaí com frutas vermelhas e água de coco: só não use o xarope de guaraná, que é puro açúcar! Adoce com mel, agave ou frutas secas. Chá verde geladinho com raspinhas de casca de limão: além de todo o potencial do chá verde, o D limoneno, antioxidante da casca do limão vem dar uma força e um toque de sabor.

OS BONS HÁBITOS

Suco de uva integral (aquele que vem na garrafona de vidro): tome à vontade, pois ele é puro resveratrol! Vegetais crus: eles contêm enzimas, que morrem com o cozimento. Quando elas estão vivas, poupam seu organismo do trabalho de produzir enzimas para digestão.

• Consuma tudo o que puder orgânico, pois os agrotóxicos estão relacionados a uma série de doenças, inclusive o câncer. • Ajude seu sistema de desintoxicação não ingerindo aditivos químicos com frequência. • Deixe de lado aquele arco-íris de corantes artificiais, e escolha alimentos naturais. • Beba muita água. Ela é o veículo de excreção de todo o “lixo” do corpo. • Troque o refrigerante pelos sucos naturais e chás; • Não fume, evite álcool e faça exercícios físicos.

SXC.HU

Suco de maçã com acerola e linhaça: a acerola é a fruta considerada mais antiinflamatória que existe, e a linhaça, riquíssima em ômega 3, e a maçã agem da mesma forma. Os nutrientes antioxidantes presentes nos ingredientes, como a vitamina C e a vitamina E, combatem os radicais livres.

• Cuide-se! Mande o estresse para bem longe, pois ele não só envelhece como mata!

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São Luiz do Paraitinga/Divulgação

DESTINO DESTINO

SÃO LUIZ DO

PARAITI Caipira, sim senhor!

Da Redação

C 22

onhecida por manter vivo o Carnaval dos velhos tempos, com bonecões gigantes desfilando pelas ruas ao som de marchinhas, tudo nos moldes de antigamente, São Luiz do Paraitinga é pacata e, ao mesmo tempo, vibrante. É terra de gente festeira, reduto dos apaixonados pelos esportes radicais, de aventura, da boa comida e, como não podia deixar de ser: da mais pura cultura caipira. Passear pelo Centro é como circular por dentro de uma obra de arte, em meio a casarões do século 19, pintados com cores fortes e indefectíveis. Se-

nhoras, com seus vestidos longos, torço na cabeça, podem ser vistas sentadas vendo o tempo passar de suas grandes janelas e dos batentes das portas. Por todos os cantos se vê homenagens de um de seus mais ilustres luizenses: Elpídio dos Santos, ícone da música caipira paulista, autor de grande parte das músicas dos filmes de Mazzaropi, com quem manteve pareceria durante toda a vida. Na obra do compositor, que soma cerca de mil composições catalogadas, há choro, valsa, marchinha, dobrado, maxixe, samba, cateretê e música infantil, entre outros.


DESTINO

Miguel Schicariol/Divulgação

Direita Pertencente à Trilha das Sete Cachoeiras, a ArcoÍris é a que possui o acesso mais simples, estando a poucos metros do refúgio que recepciona os turistas

UM POUCO DE HISTÓRIA Ao lado Do alto da Pedra do Corcovado é possível avistar praias de Ubatuba e Caraguatatuba

NGA Os moradores do lugar também se orgulham de outro célebre conterrâneo: o sanitarista Oswaldo Cruz. A casa aonde ele nasceu, uma construção de 1834, feita em taipa de pilão e pau-a-pique, atualmente, abriga a Casa do Artesão e a Biblioteca Municipal. Em 2010, uma enchente destruiu parte do município, levando ao chão bens históricos, como a Igreja da Matriz, dedicada a São Luiz de Tolosa, de 1840, que está sendo reconstruída, e a capela das Mercês, de 1814, reinaugurada em 2011. Ao todo, cerca de 70% das construções já foram restauradas.

No século XVII, o Vale do Paraíba era passagem de bandeirantes e tropas que se dirigiam a Ubatuba pela “Trilha dos Tamoios”. Muitos viajantes paravam às margens do Rio Paraitinga, para descansar da viagem às Minas Gerais, trazendo cargas e ouro que seriam despachados para a Europa. Nessa parada, surgiria, anos mais tarde, a cidade de São Luiz do Paraitinga. Em março de 1688, foram concedidas pelo capitão-mor de Taubaté, Felipe Carneiro de Alcaçouva, as primeiras sesmarias da então Vila de Guaratinguetá, ao Capitão Mateus Vieira da Cunha e João Sobrinho de Moraes, que desejavam povoar a região. O povoado que se formou ali entre Taubaté e Ubatuba teve o centro urbano todo planejado, e recebeu, inicialmente, o nome de São Luiz e Santo Antonio do Paraitinga. Em março de 1773, com o aumento da população, a povoação foi elevada a vila. No ano seguinte, o registro de habitantes é de 800 pessoas. Chegou à categoria de cidade por meio da lei provincial, em 30 de abril de 1857, e, por título de 11 de junho de 1873, com a visita de Dom Pedro II, obteve a denominação de “Imperial Cidade de São Luiz do Paraitinga”. As primeiras famílias luizenses trabalharam na cultura de cereais por muitos anos, e, apesar de terem participado do ciclo do café, não deixaram de lado o plantio de feijão, cana, milho e mandioca, como fez o resto do Estado. Por causa disso, no século XIX, ganhou a alcunha de “Celeiro do Vale”.

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Miguel Schicariol/Divulgação

DESTINO

A casa aonde o sanitarista Oswaldo Cruz nasceu abriga a Casa do Artesão e a Biblioteca Municipal

ATRATIVOS NATURAIS

Trilha das Sete Cachoeiras: situada dentro de uma fazenda, na região mais montanhosa de Paraitinga, na Serra do Mar, a trilha é cercada por cachoeiras de até 40 metros de altura e poços de águas cristalinas. O ponto de partida é uma pousada e restaurante, aberta aos visitantes, que oferece comida caipira no fogão a lenha e tem infraestrutura para caminhada, cavalgada e rapel. Trilha da Pirapitinga: possui um conjunto de cachoeiras formado pela das Andorinhas, do Salto Grande e o do Saltinho. Duração: 3 horas.

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Trilha do Ipiranga: seus 14 mil metros margeiam o rio Ipiranga, recortado por riachos menores, como o do Barro Branco, o da Serra e o da Mula. Na trilha é possível visitar a cachoeira do Angelim e é a mais indicada para observação de pássaros e mamíferos. Duração: 5 horas.

São Luiz do Paraitinga

SP

Como chegar Prefeitura/Divulgação

Pedra do Corcovado: de difícil acesso, o trajeto até o topo tem como atrativo um ribeirão de águas claras, com muitas cachoeiras, tombos d’água e piscinas naturais. Lá de cima é possível avistar praias de Ubatuba e Caraguatatuba.

Rafting no Rio Paraibuna: para quem gosta de aventura, a dica é fazer rafting pelas águas limpas e agitadas do Rio Paraibuna (foto). Cada bote comporta cinco pessoas mais um instrutor, e é possível escolher roteiros com duas, quatro ou seis horas de duração.

Vá pelas rodovias Presidente Dutra ou Ayrton Senna/Carvalho Pinto, em direção ao Vale do Paraíba. Em Taubaté, na Rodovia Presidente Dutra, acesse a saída 111 à direita, que leva à Rodovia Oswaldo Cruz. Siga no sentido de Ubatuba até o quilômetro 42. Entre no trevo para a Lagoinha, dirija até o próximo trevo e entre à direita. Após percorrer 1,5 km, você estará em São Luiz do Paraitinga.


Fotos de Divulgação

LAZER E CULTURA Roteiro

MESTRE DA ARTE BARROCA

Obras-primas de Caravaggio estão em exposição no Masp

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“Caravaggio e Seus Seguidores”, uma exposição montada no 1º andar do Masp, reúne obras-primas do mestre do barroco Michelangelo Merisi de Caravaggio e de 14 de artistas influenciados por ele, conhecidos como caravaggescos. Na mostra, que fica em cartaz até 30 de setembro, podem ser vistas seis obras do gênio italiano, entre elas a famosa Medusa Murtola (recentemente identificada como a “Medusa original”) e o Retrato do Cardeal, que estão sendo exibidas, pela primeira vez, fora da Itália. Caravaggio usava sua técnica para impressionar o espectador: temática do cotidiano italiano de sua época; formato “ao natural” das figuras; a cena toda retratada em primeiro plano, para envolver emocionalmente quem a olha; fundo neutro ou escuro, destacando o tema representado, contrastando com o forte feixe de luz que iluminava o objeto principal da obra, evidenciando sua técnica do claro-escuro, que tornava tudo mais “real”.

Onde: Av. Paulista, 1578 Quando: Até 30/9, de terça a domingo e feriados, das 11h às 18h; Às quintas, das 11h às 20h Ingressos: R$ 15,00. Estudante: R$ 7,00; Até 10 anos e acima de 60 anos: Às terças, acesso gratuito Telefone: 3251-5644


Divulgação

LAZER E CULTURA Roteiro

NA PINACOTECA

Exposição revela visão europeia do Brasil até o século XIX Em cartaz até 27 de janeiro de 2013, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, a exposição “Vistas do Brasil” reúne 11 trabalhos de dois artistas que contribuíram significativamente para o registro da paisagem brasileira: Johann Moritz Rugendas (1802-1858) e Jean - Julien Deltil (1792-1853). Realizadas entre 1827 e 1835, as obras apresentam a visão do europeu sobre o Brasil, uma narrativa que leva em conta os aspectos do habitat natural até os costumes no século XIX. O grande destaque da mostra é o papel de parede “Vistas do Brasil” (1829-1830). As imagens que de-

Onde: Praça da luz, 2 Quando: de terça a domingo, das 10h às 18h, até 27/1 Ingressos: R$ 6 e R$ 3 (meia). Grátis aos sábados e às quintas Telefone: 3324-1000 ram origem a essa composição foram as ilustrações do livro Voyage pittoresque dans le Brésil (Viagem pitoresca através do Brasil) de Johann Moritz Rugendas. A obra, publicada em fascículos entre 1827 e 1835, tornou-se um dos mais populares álbuns de viagem ao Brasil, rivalizando com a Voyage pittoresque et historique au Brésil (Viagem pitoresca e histórica ao Brasil) de Jean-Baptiste Debret.

NO CREDICARD HALL

Sucesso mundial, duas décadas de carreira, vencedora de sete prêmios Grammy e com mais de 60 milhões de álbuns vendidos, a canadense Alanis Morissette chega ao Brasil em setembro para a divulgação do sétimo álbum de inéditas: “Havoc and Bright Lights”. Em São Paulo, as apresentações da cantora serão realizadas nos dias 2 e 3 de setembro, no Credicard Hall. “Havoc refere-se à música do álbum e aos desafios e consequências de assumir responsabilidades e de se recuperar de diferentes vícios”, explica Alanis. “Bright Lights conecta-se tanto à espiritualidade que permeia todas as canções do disco quanto ao calor (ou brilho) de ser famoso aos olhos do público, como na música Celebrity”.

Divulgação

Alanis Morissette apresenta novo álbum de inéditas em setembro

Onde: Av. das Nações Unidas, 17.981, Santo Amaro Quando: 2/9, às 20h, e 3/9, às 21h30 Ingressos: de R$ 50 a R$ 500, com meia-entrada Telefone: 4003-5588

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LAZER E CULTURA Roteiro MUSICAL INFANTIL

Lobo Mau é bonzinho em versão de “Os Três Porquinhos”

Onde: Rua Brigadeiro Luis Antonio, 931, Bela Vista Quando: aos sábados e domingos, às 15h Ingressos: R$ 30,00 Telefone: 3105-3129

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Divulgação

Em cartaz no Teatro Bibi Ferreira, todos os sábados e domingos, às 15 horas, por uma longa temporada, “Os Três Porquinhos, o Musical” é uma montagem característica de histórias infantis, em que os protagonistas, além de divertirem, transmitem mensagens que auxiliam na construção do caráter dos pequenos. Ronaldo Ciambroni, responsável pela adaptação do texto original, trouxe um Lobo Mau que é diferente do tradicional. Nesta montagem, ele é facilmente enganado pelos porquinhos, o que acaba por divulgar algumas importantes lições para viver em harmonia com a Natureza.


Bichos

Meu animal não come ração, e agora? Rita de Cássia Furlan de Faria Pereira Especialista em comportamento de animais domésticos ritaconsultoriapet@gmail.com

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indústria conseguiu sintetizar, em forma de grãos, a nutrição ideal para os animais. Rica, balanceada e prática, a ração é um alimento completo que leva em consideração suas condições fisiológicas e a sensibilidade de cada raça. Mas, e se o seu bichinho torcer o focinho para a tigela de ração? O que fazer? Para rejeitar a ração, os motivos mais comuns são: o dono estar dando comida humana, de vez em quando, e/ou oferecendo guloseimas, de forma descontrolada, ou ter optado por uma ração incompatível com o animal. Isso porque, de um modo geral, se o animal estiver sadio, come o que lhe for oferecido, se estiver com fome. Hoje, existem rações com sabores variados de carnes bovinas e suínas, aves e peixes, e, também, vegetarianas, além das medicamentosas e as indicadas para aqueles de paladar sensível e tantos outros. Na hora da escolha, o ideal é contar com o auxílio de um veterinário, pois ele levará em consideração idade, porte, raça e estado de saúde do peludo. Além de prestar atenção ao sabor, é importante, também, ficar de olho no tamanho dos grãos, que não podem ser muito pequenos, para que seu amigão não coma sem mastigá-los, pois a mastigação favorece a eliminação do tártaro. Também não pode ser grande ao ponto de tornar a hora da refeição um exercício exaustivo e doloroso às gengivas. Para tentar incentivá-lo, não misture com comida caseira com a ração, pois, além dos animais terem uma aptidão nata para separar o que querem comer do que não querem, com mistura, podemos estar oferecendo quantidades excessivas de determinados nutrientes e poucas de outros.

Alguns truques que ajudam no processo de adaptação:

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Umedeça uma pequena quantidade de ração em água morna isso realçará o aroma e o sabor, mas se o animal não comer em, no máximo, duas horas, ela deverá ser descartada para não fermentar. Também poderá ser misturada aos grãos a ração úmida e pastosa, vendida em sachês. Depois, vá tirando aos poucos até que o animal coma somente os grãos. Ofereça a ração após passeios e vigoroso exercício físico ou, ainda, comece oferecendo grão por grão, como petisco, em horários de lazer. Isso fará com que o animal relacione a ração com boas experiências. Evite dar comida em excesso. O certo é dar, apenas, a medida indicada na embalagem. Não deixe ração o dia todo, à vontade. Dê comida em horários fixos, como, por exemplo, uma porção de manhã e outra à noite. Não mime demais o seu bichinho, tentando convencê-lo com palavras, nem se abata com a sua carinha triste. Assim, ele perceberá que, se não comer, ganhará afagos e aí, sim, você terá um problemão – o bicho poderá até passar fome para ganhar mais carinho.

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Se, por dois dias, você usar essas práticas, no terceiro dia ele estará comendo toda a ração do pote.


USE & COMPRE


Hibisco edição 22  

Revista paulistana sobre comportamento, cultura e bem-estar, distribuída na zona norte da cidade.

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