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Novembro/2011


Redação Nalú Baptista Catharine Piai de Mattos Mateus Palaro Marques Revisão Gabrielle Baumann Entrevistas Maria Beatriz Moreira Nalú Baptista Imprensa Maria Beatriz Moreira Thamiris Nóbrega Andruccioli

Revista Headphone www.revistaheadphone.com revistaheadphone@gmail.com Esta é uma produção cultural independente sem fins lucrativos. Permitida a reprodução com identificação da fonte.


A primeira vez a gente nunca esquece? Quando lançamos o primeiro número da Headphone posso afirmar que tínhamos muito receio de como seria a recepção da revista. É claro que confiávamos no nosso trabalho, mas será que um projeto independente, feito por 8 jovens, não tão jovens, seria capaz de agradar? Pois agradou. Ficamos espantados com a excelente recepção da Headphone #1. Esperávamos várias críticas, porém elas não vieram, mas nem fizeram falta, porque os elogios sobejaram e vieram mais do que o esperado, o que não causou nenhum transtorno, já que no coração desses pais sempre cabe mais um. Sendo assim, temos apenas que agradecer. Agradecer aos nossos amigos que nos ajudaram a divulgar a revista, àqueles que sem fazer parte do nosso círculo de amizade também ajudaram, agradecer às bandas que se disponibilizaram a participar de um projeto que estava no início, enfim, a todos que participaram e ajudaram de alguma forma. Aproveito esse momento para

agradecer aos meus amigos headphones, que acreditaram no projeto, se dispuserem a ajudar e se empenharam para que ele fosse concretizado, sem vocês eu não estaria agora enrolando nesse editorial da Headphone #2. Podes pensar que estou exagerando porque estamos no 2º número ainda, mas digo que não é pouco para quem fez isso aqui se tornar real. Nessa edição, como na anterior, você vai conferir matérias sobre algumas super bandas, irá curtir as “batidas novas”, uma super entrevista com a revelação da MPB, Vinicius Castro, e muito mais. Dizem que a primeira vez a gente nunca esquece, mas me parece que dizer isso é o mesmo que renegar o valor da segunda, da terceira e de tantas outras. Não nego que a primeira é inesquecível, mas tanto quanto serão as próximas. Cada uma é inesquecível de uma forma, a primeira, por assim ser chamada e trazer os elementos que isso implica, a segunda, por trazer um pouco mais de experiência e novidade e assim por diante. Boa leitura, Bons sons e até a #3! Nalú B.Souza


o baixista não entrou na história porque estava ocupado demais carregando os amplificadores). Pois bem, há bandas que depois do trabalho de se formar (e isso dá trabalho), batalhar pra ganhar um espaço, fazer arranjos, melodias, compor músicas, ir de cidade em cidade para se apresentar, conseguir gravar algo, depois de passar por todas as etapas (ou pular algumas, depende)... TERMINAM! Mas que poxa, por quê? Motivos há, não posso negar, mas que é uma puta falta de sacanagem a banda desfazer-se depois de tanta luta, isso é.* Nas linhas abaixo você encontrará algumas bandas que passaram pelo caso mencionado acPor Nalú Baptista ima. Atenção: esta matéria pode uem trabalha no meio mu- causar saudosismo. sical sabe o quanto é difícil conseguir um espaço. Quem não trabalha, deve imaginar. Músico sofre pra caramba, gente, e mesmo assim, de cada canto você consegue tirar um guitarrista. Às vezes, andando pela rua, tropeça em um baterista e o cara Nutshell rindo do outro lado da rua é um vocalista desempregado. (Obs: Nos últimos anos de existên-

MAS JÁ?? Q


cia, a Nutshell vinha se destacando cada vez mais. Formada por Daniel Guerra (voz), Renato Zangrossi (guitarra), Fernando Silloto (guitarra), Rafael Amaral (baixo) e Robson Garcia (bateria) a banda lançou dois CDs. Entre o Bem e o Mal foi lançado em 2006 e o clipe do single “Quem irá dizer” teve seu espaço no canal MTV. Em 2007 a música “O Tempo” foi lançada pela Universal Music no CD Coletânea Comunidade Independente, projeto idealizado pela Nutshell, que convenceu o produtor Rick Bonadio a lançá-lo com 14 bandas independentes pelo selo Arsenal Music. O 2º CD, Em Poucas Palavras, foi lançado em 2008 e contou com a participação especial de músicos conhecidos no cenário nacional: Amon Lima (Família Lima), Baía (Tihuana), Renato Rocha (Detonautas) e Mc Crespo (Casa di Caboclo). A faixa “Tão Longe” tocou nas rádios de todo o país. A Nutshell chegou a fazer uma turnê com a banda Tihuana. A banda apresentou-se para grandes públicos, como no “Guaraná Antarctica Street Festi-

val” (em 2007 e 2008). Em maio de 2010, com a saída do vocalista Daniel Guerra, a banda anunciou que pararia suas atividades por tempo indeterminado. A Nutshell teve seu trabalho reconhecido por grandes músicos. No site da banda há depoimentos de Henrique Portugal (Skank), Amon Lima (Família Lima), Edu Falaschi (Angra e Almah), Baía (Tihuana), Koala (Hateen), Pinguim (Ex- Charlie Brown Jr.), entre outros.

Gram A banda paulista Gram formou-se em 2002, tendo como integrantes: Sérgio Filho (vocal, guitarra e piano), Luiz Ribalta (guitarra), Marco Loschiavo (guitarra), Marcello Pagotto (baixo e sintetizadores) e Fernando Falvo (bateria).


O grupo ganhou reconhecimento nacional com o videoclipe da música “Você pode ir na janela” (o do gatinho). Em 2003 a banda lançou de forma independe o disco Gram e em 2004 a Deckdisc o relançou. No ano seguinte, uma grande conquista: o álbum e o DVD MTV Apresenta Gram. Este último traz um reconhecimento ainda maior para a banda e em 2006 o grupo lançou seu último trabalho: Seu Minuto, Meu segundo.

nativo de qualidade, com letras e arranjos bem trabalhados e foi uma das poucas que conseguiu entrar num mercado que gosta de padrões. O fim inesperado deixou perplexos milhares de fãs e deixa até hoje aqueles que continuam a surgir.

P.S. Não encontrei nenhuma notícia sobre o novo projeto mencionado por Falvo. Tudo indica que ele não passou de um Em 2007 vem a notícia de que o projeto. grupo terminaria. Motivo? Não sabemos, mas o que se pode perceber por uma nota divulgada por Falvo é que o clima entre os integrantes poderia não estar o melhor. Segue trecho: "Agradecemos a todas as pessoas envolvidas direta ou indiretamente neste projeto, pessoas que nos abençoaram com trabalho, iniciativa e energias positivas. Aos fãs que sempre são a razão de Moptop uma banda existir. Seguramos esta situação o máximo que Eles não terminaram de verpodíamos na intenção de achar a dade. Deram um tempo, mas... melhor solução, a mais plausível, A Moptop foi criada no Rio eu, o Marco e o Pagotto continu- de Janeiro por: Gabriel Marques amos com um novo projeto em (voz e guitarra), Rodrigo Curi andamento." (guitarra), Daniel Campos (baixo) A banda fazia um rock alter- e Mário Mamede (bateria).


A banda fazia um indie rock de qualidade que tinha como influências: The Clash, The Cure, Ramones, Strokes, Beatles, The Killers, Los Hermanos, Franz Ferdinand, Klaxons e Arctic Monkeys, entre outros. Com o EP Moonrock (2005) eles já alcançaram certo reconhecimento e se apresentaram em grandes festivais pelo país, mas foi em 2006 que a banda se consolidou ainda mais após assinar com a Universal e lançar o álbum Moptop. Nessa época começaram a fazer várias aparições na MTV e o single “O Rock Acabou” tocou nas rádios do país. No início de 2007 o grupo gravou com outras bandas o DVD MTV Ao Vivo 5 Bandas de Rock. O último CD Como se Comportar foi lançado no ano seguinte. A banda chegou a abrir show de grandes bandas como: Oasis, Franz Ferdinand e The Bravery. Em 2010 a Moptop anunciou seu hiato sem previsão de volta. De acordo com a banda, o tempo seria necessário para "acertar" a banda e para desenvolver projetos paralelos.


Um pedaço do folclore europeu no Brasil

Por Mateus Palaro Fotos: Tacio Philip – www.tacio.com.br

Dia 30 de julho de 2011, a

banda faroesa (das Ilhas Faroé, na Escandinávia) de heavy/folk metal, Týr, aterrissou em solo paulistano para seu primeiro show na cidade e segundo no país (o primeiro fora um dia antes, em Belo Horizonte). A banda, praticamente desconhecida no país, não levou mais de 500 pessoas ao Estúdio Emme, na capital paulista, mas era como se lá houvesse milhares.

O show – literalmente um show, não apenas uma apresentação musical – contou com, além da banda, encenações de batalhas medievais, que animaram os presentes e já formaram o clima e a temática da banda no lugar. Sim, tais encenações podem parecer bobas, mas o público interagia gritando a cada golpe de espada ou a cada rugido dos guerreiros. Terminadas as lutas, veio a banda de abertura, que agradou uma


parte dos presentes, mas a maioria, a meu ver, queria mais que aquilo acabasse logo e que o Týr entrasse no palco (eu era um desses). Enfim, o foco não é esse. Eis que surge no palco o vocalista e guitarrista Heri Joensen para acertar os últimos detalhes dos instrumentos, como se estivesse entrando no estúdio para gravar, com a maior naturalidade do mundo. Uma onda de gritos de “yeah” sucedeu sua entrada, e ele agradeceu com um sorriso e um sinal de positivo. Lentamente, os outros membros da banda foram entrando também até que tudo esteve pronto. Então era hora de começar o show. Antes, apresentarei os membros da banda a vocês: Heri Joensen (guitarra e vocal), Terji Skibænes (guitarra), Gunnar Thomsen (baixo) e Kári Streymoy (bateria). Todos muito divertidos e animados, principalmente Gunnar, que não parou nem um segundo durante o show de balançar a cabeleira, fazer caretas e poses e tocar seu baixo com perfeição. Aliás, não houve um erro sequer em todo o show por parte de nenhum dos membros, algo realmente incrível! A turnê brasileira fez parte da turnê de divulgação do novo álbum da banda, The Lay of Thrym. O álbum foi lançado oficialmente dia 27

de maio de 2011, contando com 10 músicas, das quais oito são cantadas em inglês, uma em dinamarquês, e outra em faroense, o idioma nativo dos integrantes da banda. Falarei mais sobre o álbum depois. Praticamente metade das músicas tocadas no show era parcial ou completamente cantada em faroense ou dinamarquês, mas nem por isso o público deixou de cantar. Todos sabiam as letras como se fossem verdadeiros nórdicos! Destaque para “Sinklars Vísa”, “Northern Gate”, “Hail to the Hammer”, “Hold the Heathen Hammer High” e “By the Sword in my Hand”, que foram cantadas – mais que isso, gritadas, urradas, berradas – fervorosamente por todos os presentes no local. O show não foi muito longo, contou com apenas 14 músicas e deve ter durado cerca de uma hora


e meia, mas foi explosivo e frenético do começo ao fim. Os poucos privilegiados a assistir o evento saíram com um sorriso monstruoso do rosto pensando “eu, que nunca imaginava que eles viriam ao Brasil, acabei de ver um show desses caras!”. Músicos muito qualificados que não erraram uma nota sequer e animaram o público todo o tempo. Enfim, não há muito mais que falar sobre a apresentação. É algo que se tem de presenciar para entender, e, mais que isso, sentir. Então, se eles vierem mais uma vez, façam questão de vê-los ao vivo. Vocês não se arrependerão, isso eu lhes garanto. Vo l t e mos ao álbum da turnê: The Lay of Thrym foi lançado oficialmente no dia 27 de maio de 2011. O álbum seguiu a linha do anterior e pendeu para músicas mais puxadas ao Power metal que ao heavy/folk metal, estilo mais presente nos primeiros álbuns, mas manteve a sonoridade

característica da banda. As letras do álbum abordam temas como liberdade e humanidade, sem deixar de lado os temas medievais e nórdicos. Este conta com 10 músicas, sendo oito em inglês, uma em dinamarquês e outra em faroense. Além disso, a versão extendida conta com duas faixas bônus: um cover do Black Sabbath e outro do Rainbow, sendo ambas cantadas por Ronnie James Dio, falecido em 16 de maio de 2010. Sendo assim, estes dois covers são homenagens do Týr a um dos maiores vocalistas que o heavy metal e o hard rock já presenciaram. Tracklist “Flames of the Free” “Shadow of the Swastika” “Take Your Tyrant” “Evening Star” “Hall of Freedom” “Fields of the Fallen” “Konning Hans” “Ellindur Bóndi á Jaðri” “Nine Worlds of Lore” “The Lay of

Thrym” “I” (Black Sabbath) “Stargazer” (Rainbow) Gravadora: Napalm Records


Móveis Coloniais de Acaju

DOSSIÊ Eles

Por Nalú Baptista

definem seu estilo como “Feijoada Búlgara” e são nem 3, nem 5 e muito menos 7. São 9! Como tudo isso cabe em um palco? Não sei. Só sei que este é o número de músicos que compõe a super banda Móveis Coloniais de Acaju.


Surgiram em 1998, em Brasília, como muitas outras bandas: um grupo de amigos que resolve se juntar, fazer um som, e, quem sabe, sucesso. Já no início a banda apresentava uma formação orquestral: André Gonzáles (voz), Beto Mejía (flauta transversal), Eduardo

Borém (gaita cromática, teclados e escaleta), Esdras Nogueira (sax barítono), Fabio Pedroza (baixo), Paulo Rogério (sax tenor), Renato Rojas (bateria), Xande Bursztyn (trombone) e Leonardo Bursztyn (guitarra). Em 2005 mais um móvel se junta ao grupo, BC (guitarra) e em 2008 a banda sofre algumas perdas: Bursztyn e Rojas deixam a banda e quem entra como baterista é Gabriel Coaracy. Os Móveis começaram a se apresentar em vários eventos de Brasília, mas só depois de 2003 (quando foram a única atração local selecionada para se apresentar no Brasília Music Festival), que viram a necessidade de investir mais na banda e se profissionalizarem. Foi aí que surgiu a idéia de gravar um disco, pois até então haviam lançado somente um EP (homônimo, em 2001). Idem, o primeiro disco, foi gravado em outubro de 2004, no Rio de Janeiro, e apresentava 12 das melhores composições da banda. O lançamento do CD aconteceu em 2005 e o primeiro single foi: “Seria o Rolex?”. A maioria das composições de Idem fazem uma crítica a tipos. Em “Perca peso” temos um pai de família atordoado pelos deveres


do dia-a-dia: “Não esqueça o dia de casamento/ Não esqueça a data de vencimento/ Não esqueça o presente de sua cunhada”; “Menina Moça” apresenta o tipo que usa uma mascará para se dar bem: “Que pra ser o tal/ Não é preciso ser/ Bacana e sacal/ Não é preciso ser/ Sacana e banal/ Não é preciso ser/ Mas o difícil é entender/ Que pra ser o tal/ Não é preciso ser você”; crítica que é completada na faixa

tudo fique no mesmo estado”. Após o lançamento de Idem, o Móveis Coloniais de Acaju começou a investir mais em shows fora de Brasília, e, em 2008, lançaram-se em uma turnê de seis shows pela Europa. A viagem ajudou a fechar o repertório para o segundo disco, que começou a ser gravado em outubro do mesmo ano, com o apoio da Trama. Sob o olhar crítico, atento e rígido do feroz Carlos Eduardo Mi-

“Swing Hum e Meio”: “A bem da verdade é mais fácil aceitar/ O mundo assim do que só contestar/ A vida é um processo de atuação/ Se você quer ser alguém, se destacar da multidão” e de forma sensacional neste outro trecho: “Abaixa a cabeça para obter atenção/ Encolha o rabo e terá admiração/ Se quiser ser ouvido é bom ficar calado/ E que

randa, a banda dedicou-se ao C_mpl_te (Complete). Também com 12 faixas, o álbum destaca a união, o trabalho em grupo e a consolidação da identidade sonora. Nas palavras de Miranda, "sem dúvida, um dos melhores e mais importantes discos que eu fiz na vida". C_mpl_te foi lançado em 2009 e colocou os móveis em um lugar


de destaque no cenário nacional. o disco foi eleito um dos cinco melhores de 2009 pela revista Rolling Stones e tornou-se o álbum mais baixado do projeto “Álbum Virtual”, da gravadora Trama, superando a marca de ninguém menos que Ed Motta. Em discos como Complete, que apresentam a consolidação da banda e a firmação do estilo, geralmente vemos canções que fazem uma reflexão sobre sua própria arte. É o que podemos ver neste disco. Ouve-se faixas como “Descomplica”: “Cá pra nós, não é preciso complicar para dizer”; “Sem Palavras”: “Eu sei que nada tenho a dizer/ Mas acabei dizendo sem querer/ Palavra bandida/ Sempre arruma um jeito de escapar” e desemboca na reflexiva “Pra Manter ou Mudar”, em que o músico se depara com a difícil tarefa de ser original em meio a tanta coisa já produzida: “Tudo que eu queria dizer/ Alguém disse antes de mim [...] Tudo que eu queria inventar/ Foi criado por alguém”, até que finalmente encontra a solução (peço desculpa pela grande citação, mas esta letra vale a pena): “Agora reinvento/ E refaço a roda, fogo, vento [..] E repenso o que já li/ Redescubro um livro, som, silêncio [...] Tudo que irá existir, tem

uma porção de mim/ Tudo que parece ser eu, é um bocado de alguém/ Tudo que eu sei me diz do que sou/ Tudo que eu sou também será seu”. “Cheia de Manha” apresenta uma ligação maior com Idem (quanto à letra) e faz uma crítica aos “fenômenos infantis”, que caem na mídia e com o sucesso acabam deixando de ser tão infantis: “Já não sabia se era o ini-


cio ou fim/ Vivia imersa numa infância de festim/ Era a criança menos infantil/ Infelizmente, namoradinha do Brasil”. A banda ainda gravou mais um EP, o Vai Thomaz No Acaju de 2007, com a participação de Gabriel Thomaz (Autoramas). Além da grande formação, o Móveis Coloniais de Acaju apresenta outras peculiaridades que o destaca: 1º: Eles são uma banda-empresa.

Organizam seu próprio festival, produzem e vendem seus produtos (camisetas, acessórios, discos, etc) e planejam suas turnês. O festival “Móveis Convida” foi um sucesso em todas as edições, da primeira, ainda em experiência (no fim de 2005), à última (em abril de 2009, que marcou a estréia das novas músicas). Passaram pelo festival mais de 20 bandas (de atrações renomadas como Pato Fu e Los Hermanos a


novas promessas como Black Drawing Chalks) e um público médio de quatro mil pessoas por edição (as 11 edições receberam cerca de 500 artistas e um público total estimado em 36 mil pessoas). O caráter de banda-empresa vem desde Idem. Na época a banda conversou com selos interessados em lançá-lo no mercado e esses não se dispunham a prensar de saída a quantidade desejada de 3 mil CDs. A decisão foi desembolsar o valor da prensagem e vender o disco por conta própria. Em dez dias, cerca de 2 mil foram vendidos, o que levou os músicos a concluir que teriam perdido dinheiro caso começassem com uma quantidade menor. Em setembro de 2008 eles se formalizaram como pessoa jurídica. Com base em consultoria administrativa no início de 2009, criaram inclusive diretorias. Os móveis também trabalham duro, e em muitas de suas viagens e exibições, fazem a vez de roadies, carregando os próprios instrumentos e montando o palco. A venda dos próprios produtos

é uma parte importante no ganho da banda e como empresa, a banda fixa uma remuneração mensal para cada um, igualitária, complementada pelo cachê, que varia em função do tamanho e do perfil das apresentações e reinveste o lucro. As operações se norteiam por metas anuais e de médio prazo. 2º: Eles sempre inovam. Outro projeto da banda foi o “Adoro Couve” (trocadilho com cover), em 2010, planejado como forma de gerar novidades musicais e exercitar os processos de composição e arranjo. Todo mês era gravada uma música de outros autores. O projeto possibilitou também o envolvimento com a linguagem audiovisual, em videoclipes dirigidos e editados pelo próprio conjunto e veiculados no canal da banda no YouTube. Mais uma inovação foi o clipe do single que integrou a trilha sonora da novela Araguaia (Globo), “O Tempo”. Trata-se do primeiro videoclipe da história a ser gravado com transmissão ao vivo, em plano sequência e com o público interagindo por meio de redes sociais. Em 27 de março deste ano, quando se comemora o dia do grafite


no Brasil, foi anunciado que o Móveis, em parceria com o grupo de grafiteiros KollorsKingz, faria um grafite especial usando os nomes dos fãs da banda que ajudassem, pelo Twitter, a divulgar o evento. As pessoas deveriam postar a hashtag #TempoRealMoveisMtv e seus nomes seriam pintados pelos artistas em um vidro. A execução foi exibida ao vivo, em streaming, pelo site da MTV e quem assistiu a tarefa ser executada pôde assistir também a uma coreografia bastante peculiar, que estava sendo executada pelos integrantes do

Móveis atrás desse vidro. Somente quando a transmissão já tinha sido encerrada, a surpresa foi revelada: o público havia acabado de ver, em tempo real, o vídeo inteiro da música, só que executado em ritmo mais lento. Após atualizar a página, o público viu a sequência acelerada: o vídeo oficial de "O Tempo". A idéia foi brincar com o conceito de tempo que compõe a letra da música. Outro vídeoclipe que também teve participação do público pela internet foi o da música “Dois Sorrisos”, em parceria com Leoni. No dia dos namo-


rados, os músicos se revezaram e fizeram “serenatas” via Skype. As gravações foram editadas e originaram o clipe da música. Esses móveis têm conquistado o Brasil com a sua mistura, inovação e entrosamento. Em depoimento sobre o processo de criação da música “Dois Sorrisos”, Leoni afirmou: “Foi aí que eu entrei em contato com o efervescente e caótico processo criativo dos 10 Móveis [contanto o produtor da banda, Fabricio Ofuji]. Eu nunca vi nada parecido. Em geral, músicos preferem cuidar das melodias e harmonias e os cantores, das letras. Em quase todas as bandas há um núcleo criativo para as composições. Nesse caso não há núcleo, não há responsável, nem líder. Todos opinam sobre tudo e mandam igualmente. Cada idéia que eu tinha era comentada independentemente por uns 5 deles, mas as mensagens eram enviadas para mim sem que tivessem se falado sobre elas. Uma mesma palavra podia ser adorada por dois e detestada por 3”. O sucesso crescente é alavancado pela combinação de autogestão, profissionalização,

estreita ligação com os fãs, uso intensivo de redes sociais, processo coletivo de criação, envolvimento direto dos músicos com as tarefas logísticas e administrativas e adesão a formas não-convencionais de distribuição e remuneração. Se um dia tivessem me perguntado o que eu acharia sobre uma banda de rock com a mistura de instrumentos do Móveis, eu diria que talvez não seria algo legal, mas eles conseguem fazer um som com coerência e originalidade. É o tipo de banda que você ouve e não fica em dúvida quanto a quem são, eles são os Móveis Coloniais de Acaju e espero que essa mobília dure por muito tempo.

Foto: Gulherme Ramos


Logo no seu primeiro CD, Jogo de Palavras (2010), o músico Vinicius Castro ganhou (e vem ganhando) destaque no cenário nacional. Jogo de Palavras, como o próprio nome sugere, apresenta um trabalho minucioso com as letras das músicas, porém sem colocar as melodias em segundo plano. Visto como uma promessa da nova geração da música brasileira, o jovem recifense/carioca chamou atenção para o lirismo de suas letras, agradou a crítica e chegou a ser comparado com grandes artistas nacionais, como por exemplo, Chico Buarque. Na entrevista a seguir você ficará sabendo um pouco mais sobre a trajetória musical de Vinicius e sobre os vários projetos com os quais está envolvido. Como você entrou no universo musical e como decidiu que queria a música como trabalho? A música entrou na minha vida aos 13 anos, quando comecei a compor. Antes disso, não gostava de música e não tinha o hábito de ouvir, cantar, e nem tocava instrumento algum. Tendo surgido essa vontade de compor, aos 15 anos, já

com diversas canções compostas, comecei a tocar violão, para poder acompanhar minhas músicas. A arte ter virado trabalho foi consequência. Desde que comecei a compor só consegui vislumbrar minha vida com a música envolvida. Você é de Recife, mas atualmente mora no Rio. Como você analisa a cena musical das duas cidades? Há mais oportunidade no Rio? Não tenho muito conhecimento da cena local de Recife, mas conheci recentemente Zé Manoel, um cantor e compositor de lá pelo qual nutro grande admiração. Canções lindas, letras e harmonias maravilhosas. No Rio, pessoas como Thiago Amud, Edu Kneip, Edu Krieger, mantém viva a tradição da canção, mas não é essa a voga. O que mais se destaca no cenário carioca


são bandas e cantores com sonoridade moderna, mas não necessariamente com um discurso ou poesia. Com relação a oportunidade, acho que no Rio há mais pessoas em evidência no meio, mas há também maior "concorrência". Quais suas influências musicais?

tiva quanto os arranjos. A gravação foi coordenada por mim e realizada em 3 estúdios diferentes, ao longo de 3 anos. No seu blog há vários “aforismos irônicos”, a maioria deles nos faz lembrar o nome do seu CD Jogo de Palavras. De onde você retira a idéia para compolos?

Chico Buarque, Lenine, Moska, Chico César, Caetano Veloso.

Muitas das vezes leio algo errado, ou entendo um sentido de frase dito por alguém de forma equivocada, e isso leva a poemas. O processo de criação é

Sobre o seu álbum de estréia, Jogo de Palavras, falenos um pouco sobre o processo de composição das músicas, produção e gravação do disco. Não houve um processo específico de composição para o disco. Sendo o primeiro, as 13 faixas escolhidas foram as que se encaixaram no contexto do disco, seja pela estética de arranjo, seja pela letra. A produção foi toda minha - tanto a produção execu-

sempre distinto... No seu blog também há alguns contos e você lançou o livro infantil O Sapo Distraído. Qual sua relação com a literatura? Sempre gostei muito de ler e comecei escrevendo contos. Há muito tempo me concentro em


Poemetos e letras de música, deixando de lado a vertente contista. O Sapo Distraído é uma canção que fiz, com os versos ilustrados pela talentosa Dolores Marques. Nas várias entrevistas que você já deu percebemos seu interesse com a literatura infantil e também com a música para esse público. Você acha que esse tipo de literatura e música atualmente são produzidas de forma errônea e não satisfazem a verdadeira necessidade da criança? Não acho que seja de forma errônea. A criança tem diversas necessidades. Uma delas é raciocinar - ser tratada como um ser pensante. Talvez essa não esteja sendo levada em conta pelo "mercado". Gosto de tratar a criança com respeito através de uma arte pensada não só pra criança, mas para o ser humano. Você tem algum projeto para lançar um livro direcionado para o público adulto? Não.

Nas várias críticas que seu CD recebeu, o lirismo de suas letras é sempre ressaltado. Você acha que música e literatura (poesia) são interligadas? Se sim, quais os limites entre uma e outra? Acho que não há fronteiras, costumo tratar a letra de música com o respeito que normalmente é dado a uma poesia. Na música “Roque das Antigas” podemos perceber várias citações histórico-literárias, como, por exemplo, ao mito de Ícaro, à Divina Comédia, à Édipo Rei, à Odisséia, entre


outras. Você acha que citações desse tipo afastam o público que não as conhece do entendimento da letra e acaba deixando-a voltada para um público que já se deparou com essas leituras ou conhece os mitos? De fato, quem não conhece esses mitos pode não se conectar com a música. É um risco que se corre. Mas hoje em dia, qualquer um que quiser pode pesquisar no Google que vai aprender tudo sobre tudo. Vejo a música como uma oportunidade de instigar quem não conhece e provocar quem conhece. Como você analisa a mistura de ritmos presente no Jogo de Palavras? Os ritmos estão presentes para salientar a mensagem das letras. Se a letra pede uma salsa, salsa será. Se ela pede um tango, tango será. Não há necessariamente uma mistura de ritmos dentro das músicas, há a convivência entre as faixas de ritmos distintos. Para um trabalho de estréia parece que seu CD foi bem recebido pela crítica. Você esperava essa recepção?

Acho que todo mundo espera que seu trabalho seja agraciado com elogios por parte da mídia especializada e do público. Mas como foi minha primeira experiência com um cd, eu confesso que não pensei nisso durante o processo do disco.

“Os ritmos estão presentes para salientar a mensagem das letras. Se a letra pede uma salsa, salsa será.” Muitos artistas (músicos, escritores, etc) ao serem tão bem recebidos pela crítica no primeiro trabalho ficam com receio ao lançar o segundo, pois têm medo de não responderem a expectativa. Como você vê isso? Não tenho receio, eu sei a minha verdade. Não farei um disco pra responder expectativa de ninguém, e sim porque creio que ele alcança um padrão que coloquei pra mim mesmo. Você fez algumas trilhas para curtas-metragens e peças de teatro. Essas músicas têm sua significação completa quando


estão dentro do contexto para o qual elas foram produzidas? Você acha que quando se retira essas músicas do contexto em que estão inseridas elas perdem um pouco de significação ou ganham outro sentido? Na cena, a música é definitivamente potencializada. Fora da cena, ela pode ganhar vida própria e adquirir um sentido totalmente diferente - o que é maravilhoso! Qual sua relação com o cinema e o teatro?

Vamos discutir um pouco sobre seus projetos. Fale-nos um pouco sobre o “Eu era sempre no plural”. Qual a intenção do projeto, como surgiu a idéia, etc. Surgiu justamente por esse meu amor da junção do visual com a música. O que começou como um projeto pequeno hoje em dia conta com obras de Moçambique, Argentina, Portugal, Itália, sem contar com as mais diversas regiões do Brasil. E a banda Cria?

Adoro cinema e teatro. A possibilidade de juntar som e imagem me fascina, e o que mais tenho feito são trilhas sonoras para Curtas e Peças. Qual a diferença entre o processo de composição por encomenda e o de composição direcionada para seu CD, por exemplo? Compor por encomenda é muito bom, pois a maior dificuldade é ter sobre o que falar, na hora da composição. Quando te pedem uma música sobre o tema "tal", já é um grande alívio! hehe

Estamos em fases de arranjos para a gravação do nosso cd. Uma banda voltada para a família: desde as crianças, passando pelos adolescentes, adultos e até idosos! O que você tem lido? Estou apaixonado pela série O Bairro, do Gonçalo M. Tavares, escritor português. Para finalizar, quais seus projetos para o futuro? O que podemos esperar de Vinicius Castro dentro de alguns anos?


Fazer cada vez mais trilhas, lançar o cd do CRIA, lançar o cd da peça Homenagem à trois!

www. viniciuscastro. com.br


Por Cath Piai de Mattos


I’m an ordinary guy burning down the house! “Run run run run run run run away!” Não, não fuja! Essa foi só para entrarmos no clima, porque se eu começasse com “psycho killer, qu’est ce que c’est ?” vocês fugiriam mesmo; e se eu começasse com “drugs won’t change you...” o que pensariam de mim? Agora está mais do que declarado: a banda da vez é Talking Heads. Então fiquem! Não vai ter bolo, mas eu garanto ótima música.

Who is it? Oh, baby, it’s you! Apesar de parecer uma banda britânica, os Talking Heads surgiram em Nova Iorque, em 1974. Sua formação era: David Byrne (vocalista e guitarrista), Jerry Harrison (guitarrista e tecladista), Tina Weymounth (baixista) e Chris Frantz (baterista). Eles estavam inseridos entre os movimentos punk e new wave; com isso optaram por fundir punk, rock, funk, new wave e world music, resultando em música de primeira qualidade. Então, se referiam à eles como uma banda

de pós-punk. David Byrne e Chris Frantz foram os fundadores da banda, que nasceu com o nome de “The Artistics”. No início, os dois compunham e tocavam, o que resultou músicas como “Psycho Killer” e “ Warning Sign”. A banda passou a chamar-se “Talking Heads” com a entrada de Tina Weymouth (namorada de Chris), ainda em 1974. Jerry Harrison, ex-membro dos “The Modern Lovers”, juntou-se à banda dois anos depois.

What progress I have made the first week? Não foi na primeira semana, mas eles fizeram um progresso enorme. O primeiro grande show deles foi em 1975; e realmente grande: a abertura do show dos Ramones. Nessa apresentação, Jerry ainda não fazia parte da banda. Logo depois, conseguiram fechar contrato com a Sire Records, uma gravadora associada à Warner Bros.

Mommy, daddy, come and look at me now... Em 1977, finalmente, tinha o que


olhar: lançaram seu primeiro álbum, Talking Heads:77, que não podia deixar de ter influências da música punk, misturando-a com rock e sons experimentais, mostrando a influência de bandas como “Velvet Underground” e “Pere Ubu”. Nesse álbum, foi lançada a música “Psycho Killer”, a mais perpetuada nas rádios até hoje. A partir de então, praticamente lançam um álbum por ano: More Songs About Buildings and Food (1978); Fear of

Music (1979); Remain in Light (1980); The Name of This Band is Talking Heads (1982); Speaking in Tongues (1983); Stop Making Sense (1984); Little Creatures (1985); Sounds from True Stories (1986); True Stories (1986); Naked (1988). Só o último álbum foi lançado por outra gravadora, a Fly Records, os outros foram laçados pela Sire Records. Speaking in Tongues foi considerado mais comercial, gerando seu primeiro grande sucesso:


“Burning Down the House”. A turnê desse álbum foi a última da banda, intitulada Stop Making Sense, e foi considerada uma das melhores turnês da história do rock. Foi filmada por Jonathan Demme (sim, o diretor premiado do filme “ O Silêncio dos Inocentes”) e revertido em documentário, além de lançado como álbum ao vivo.

Somebody could have told us where they go. A banda começou a ficar abandonada, afinal David já havia iniciado uma carreira solo no começo da década de 80 e Chris e Tina também haviam iniciado um projeto alternativo, o Tom Tom Club, ainda atuante. Então, no fim de 1991, David anunciou o fim da banda durante uma entrevista.

There’s something special about people like us. A banda atuou por apenas 17 anos, mas isso foi suficiente para influenciarem muito as gerações seguintes com sua coletânea de 11 álbuns. Algumas que mostram

influência em suas músicas são: The Killers, Arcade Fire e Vampire Weekend. Inclusive, Móveis Coloniais de Acaju, de quem falamos nessa edição, fez uma versão da música “Psycho Killer”, misturando-a com o filme “Psycho” no videoclipe.

Say something once, why say it again? Voltarei a falar dos integrantes, porque acho interessante. David Byrne compôs a trilha sonora do filme “O Último Imperador”, recebendo o Oscar e o Golden Globe por esse trabalho; dirigiu o filme “True Stories” e um vídeodocumentário sobre o candomblé, chamado “The House of Life”; também produziu álbuns de música caribenha e brasileira; além disso, é escritor e fotógrafo. Jerry Harrison passou a ser produtor, trabalhando com bandas como No Doubt e Rusted Root. Tina Weymouth foi eleita a melhor baixista do mundo pela Bass Play, por sua criatividade e seu olhar psicopata em “Psycho Killer”; recentemente trabalhou com o grupo Gorillaz. Chris Frantz, hoje casado com Tina, também trabalhou com o Gorillaz.


Batidas Novas


Stoneria Rock. Essa é a melhor descrição para a banda Stoneria. O grupo possui um EP intitulado “Máquina do Sexo”, gravado no Estúdio Bonham, composto por 6 faixas com influências de Blues e Rock anos 70. Para representar este trabalho, foi escolhida para a capa uma garota de programa de uma das ruas mais boêmias de São Paulo, a Rua Augusta (foto). A banda é composta por: Arthur George (bateria), JJZen (guitarra e vocal) e Hugo (baixo).

http://www.wix.com/stoneriarock/stoneria


Tormenta

Originária do interior de São Paulo, a banda Tormenta nasceu no final dos anos 90. De lá pra cá, o grupo sofreu com a saída de alguns músicos e ficou uns anos parado, para voltar definitivamente e com nova formação em 2009. Executando um Thrash Metal com influências oitentistas, a banda possui um EP que leva o mesmo nome da banda, e atualmente trabalha no primeiro álbum. O grupo é composto por Fernando (baixo), Rogener (guitarra, voz), Rafael (bateria) e Flávio (guitarra).

http://www.tormentametal.com/


Laboratório ID Vinícius Sampaio (Guitarra e Vocal), Gabriel Adorno (Guitarra e Vocal), Tiago Pallone (Baixo e Vocal) e Adelino Costa (Bateria e Vocal) compõem a Laboratório ID, formada na cidade de Campinas, em 2006. Para compor seu som, a banda inspira-se em diversas vertentes do rock, desde Muse, Foo Fighters e Queens of Stone Age a Led Zeppelin e Iron Maiden. No final de 2009, a banda lançou, de forma independente o seu primeiro EP, contendo seis faixas. Atualmente a banda está na fase final do processo de gravação de seu segundo EP, que deve ser lançado em Novembro. Para 2012, a banda tem como projeto uma ópera rock infantil, com o tema de uma de suas músicas: “O que você vai ser quando crescer”. Todos os integrantes têm a música como profissão e projetos paralelos. Um diferencial do grupo: não há um vocalista fixo, ora um faz o papel de vocal, ora outro. http://laboratorioid.tnb.art.br/


ZéAmais

Embora tenha influências como Kings Of Leon e Foo Fighters, o ponto de partida da banda ZéAmais está no rock nacional: Titãs, Paralamas do Sucesso, Cazuza, Secos e Molhados, Mutantes, Raul Seixas, Camisa de Vênus, RPM, Plebe Rude, entre outros. Influências que vem da geração BRock (anos 70/80). O interesse da banda é unir o rock a poesia por meio de letras marcantes e crescer sem depender apenas de covers. No final do ano de seu nascimento, graças a produção de um EP totalmente independente, o grupo conquistou mais de 8 mil visualizações no site palcomp3.com.

Mais de 6 mil visualizações no portal Oi Novo Som levaram a banda a conquistar o direito de ter um toque de celular para a operadora Oi com o single "O Que Dizem Sobre Mim" (a primeira gravação em estúdio profissional da banda). Atualmente os integrantes Vitor Marini (guitarra e backing vocal), João Vítor (bateria), Kauan Puga (baixo e voz), André Assís (teclado, piano e backing vocal) e Armando Neto (guitarra solo) têm como projeto a gravação do primeiro videoclipe e do álbum de estréia da banda. http://www.oinovosom.com.br/ zeamais


revista headphone @gmail.com


Revista Headphone #2  

Revista independente de música, segunda edição.

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