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GRUPPEM

Revista

Grupo Grupo de Pesquisa e Produção em Multimídia ISSN 1983-8476

Informação em tempo de Internet

Taubaté - SP / Brasil

Entrevista com o professor Doutor Robson Bastos da Silva Vantagens e desvantagens dos portais de informação O costume, a falta de tempo e a preguiça que contribuem para “o milagre das notícias idênticas Saiba como enviar artigos científicos para a Revista GRUPPEM

Agosto / Setembro

Ano I N° 02

Revista de Divulgação Científica do Grupo de Pesquisa e Produção em Multimídia do Curso de Jornalismo do Departamento de Comunicação Social da Universidade de Taubaté


2 Infor mação em tempo de Inter net Informação Internet

Editorial Chegamos à segunda edição Revista GRUPPEM. Abordamos o tema “Informação em tempo de Internet”, com o intuito de promover discussões sobre a utilização da Internet na divulgação de notícias, e implantamos a área de PodCast do nosso site, permitindo que você ouça os áudios da entrevista e das sonoras realizadas com as fontes, que serviram de base para a elaboração das duas matérias. A edição de outubro, trata de assuntos relacionados à confiabilidade dos portais de informação, a checagem de notícias, a relação entre o interesse por acontecimentos locais e mundiais, a utilização cada vez mais freqüente do ato de copiar e colar e o papel do profissional de comunicação nos dias de hoje e em um futuro próximo. Para aprofundar a discussão, realizamos uma entrevista com o professor Doutor Robson Bastos da Silva, que ressaltou a importância da ética profissional e do bom senso para a elaboração de conteúdos com credibilidade. A ação de copiar e colar, também tem grande destaque nesta edição de outubro. A prática, já antiga, de reproduzir conteúdos de outros veículos surgiu, no Brasil, com a transmissão do primeiro programa jornalístico veiculado pelas ondas do rádio, como afirma Maria Beatriz Roquette Pinto Bojunga, filha de Roquette Pinto, pioneiro na prática do gillette press no país. Essa técnica ganhou nova roupagem com o advento da Internet e gera muita discussão. Nessa edição, contamos um pouco de como surgiu essa técnica e como é utilizada nos dias de hoje.Os portais de informação ganham força a cada dia, por isso, apuramos, na publicação deste mês, quais as vantagens e desvantagens que oferecem ao web-leitor. “Rádios comunitárias: um exercício de cidadania” será o tema discutido na próxima edição da Revista GRUPPEM. Esperamos a participação de vocês para trocarmos experiências e socializarmos o conhecimento.

Índice Vantagens e desvantagens dos portais de informação Matéria __________________________________3

Expediente Administração Superior Reitora Profa. Dra. Maria Lucila Junqueira Barbosa Vice-reitor Prof. Dr. José Rui Camargo Pró-reitor de Administração Prof. Dr. Francisco José Grandinetti Pró-reitora de Economia e Finanças Profa. Ms. Marisa de Moura Marques Pró-reitor Estudantil Prof. Ms. Armando Antonio Monteiro de Castro Pró-reitora de Extensão e Relações Comunitárias Profa. Dra. Ana Aparecida da Silva Almeida Pró-reitora de Graduação Profa. Ms. Mara Cristina Bicudo de Souza Pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação Prof. Dr. José Roberto Cortelli

Departamento de Comunicação Social Chefe do Departamento Prof. Ms. Marcelo Tadeu dos Reis Pimentel Coordenador do Curso de Jornalismo Prof. Ms. Maurílio do Prado Láua

Conselho editorial Prof. Dr. Robson Bastos da Silva Profa. Ms. Débora Burini Prof. Ms. Gerson Mario de Abreu Farias Prof. Ms. Jefferson José Ribeiro de Moura Prof. Ms. Lourival da Cruz Galvão Júnior Prof. Ms. Maurílio do Prado Láua Prof. Ms. Robson Luiz Monteiro Profa. Especialista Adriana Rabelo Rodrigues Marcelo Editor Prof. Ms. Gerson Mario de Abreu Farias Revisão Prof. Ms. Jefferson José Ribeiro de Moura

O costume, a falta de tempo e a preguiça que contribuem para o milagre das nostícias idênticas _________________________________ 4 Matéria Robson Bastos da Silva Entrevista __________________________________5 Normas para elaboração e envio de artigos para a Revista GRUPPEM Envio de Artigos __________________________________8 Revista GRUPPEM

Colaboradores Camila Tchmola - 1° JO matutino Carolina Girotto Ochoa - 2° JO B noturno Diego Aparecido Migotto - 1° JO matutino Pedro Almeida - 1° JO matutino Arte Jonas Barbetta - 1° JO matutino Gerência do Blog Carolina Girotto Ochoa - 2° JOB noturno Gerson Mario de Abreu Farias Contato E-mail:gruppem.adm@gmail.com Endereço: Av. Prof. Walther Thaumaturgo, 700 Centro - Taubaté / SP CEP: 12030-030

Outubro de 2008


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Matéria

Vantagens e desvantagens dos portais de informação Diego Migotto

Jornalismo significa apurar, escrever, editar e publicar. Com a internet, todos esses itens se transformaram e se tornaram mais rápidos e acessíveis, atingindo um número maior de pessoas. Economia, saúde, educação, são algumas das diversas editorias que podemos encontrar em portais de informação como UOL, Terra, IG, e G1, que são os mais acessados segundo o ranking Alexa, que faz a contabilização dos acessos aos portais na web. Os portais de informação procuram ser atuais e dinâmicos porque trabalham com o imediatismo da notícia. Isso é o que os difere dos jornais impressos, que em sua grande maioria são matinais, e com o conteúdo do dia anterior ao da publicação. “No G1, eu procuro notícias em geral, já no UOL eu procuro mais artes, cultura, entretenimento, porque eu acho mais completo”, explica a estagiária, Mayara Almeida, da assessoria de comunicação da Unitau.

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O jornalista e repórter, Silas Pereira, que trabalha no portal Vnews, explica que o endereço eletrônico possui um processo para apurar as matérias antes de irem para o site. “A gente trabalha em conjunto com a redação da rede Vanguarda, então nós pegamos as informações com os produtores e pauteiros, passamos para a linguagem da internet e inserimos no site e também usamos os telefones para correr atrás da noticia. Já com os releases, nós verificamos o que é viável, tiramos as propagandas, mas prestação de serviço e matérias interessantes para nosso público a gente sempre divulga”. Entretanto, existem muitos portais sem credibilidade na web que acabam prejudicando portais sérios. Uma notícia duvidosa pode fazer com que as pessoas criem uma má impressão dos portais que veicularam a notícia. “Eu gostaria que eles passassem mais confiança ao leitor, não no caso do G1 ou

UOL, que tem uma credibilidade maior, mas um portal desconhecido, às vezes, é até legal, mas você fica com um pé atrás” argumenta Mayara. Entre as grandes vantagens dos portais de informação também estão alguns inconvenientes, que podem ser chamados de desvantagens das noticias on-line. Como por exemplo, o aposentado que lê seu jornal na praça e não tem acesso à internet. “Em um país de 190 milhões de habitantes, dos quais apenas 70 milhões tem acesso à internet, o que caracteriza uma desvantagem devido apouca abrangência. Outra desvantagem lembrada é a velocidade com que a notícia esfria, porque como a internet é um meio mais volátil, a notícia perde o valor rapidamente” explica o editor chefe da Agência Zenit, José Antonio Caetano.

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Matéria

O costume, a falta de tempo e a preguiça que contribuem para o “milagre das notícias idênticas” Camila Tchmola

Não é de hoje que veículos de comunicação absorvem conteúdos de outros lugares. O termo “copiar e colar”, conhecido entre os amantes da informática, faz referência ao conhecido gillette press, adotado durante muitos anos por emissoras de rádio. Com o advento da internet, deixou de ser prático recortar as notícias dos veículos impressos que serão divulgadas no radiojornal e tornou-se mais fácil absorver uma informação, ou parte dela, de algum endereço da web. A prática desse tipo de jornalismo é bem antiga. Quando surgiram as primeiras emissoras de rádio no Brasil. “Ele fazia o Jornal da Manhã de uma maneira muito original. Ele pegava todos os jornais, com um lápis grande. Ele sempre andava com um lápis vermelho na mão. E ele apanhava o jornal e riscava todas as notícias que achava interessantes para o rádio. Depois que estava com os jornais todos riscados, ele tinha um telefone direto para a Rádio Sociedade. Então, ele mandava o João Nabi Júnior, que era o técnico, ele dizia pode por a estação no ar. E então ele mesmo falava sobre cada assunto”, recorda Maria Beatriz Roquette Pinto Bojunga, filha de Roquette Revista GRUPPEM

Pinto, pioneiro do rádio no Brasil e precursor do gillette press, em depoimento ao livro “Histórias que o rádio não contou”, de Reynaldo Tavares. Até pouco tempo atrás, alguns programas jornalísticos veiculados pelas ondas do rádio eram elaborados com base nas notícias recortadas de veículos impressos, principalmente dos jornais diários. Como, na maioria das vezes, a lâmina de barbear era o objeto utilizado para cortar as notícias, essa atividade recebeu o nome de gillette press. Há algum tempo, a internet facilitou esse tipo de ação. Com a facilidade surgiu também a falta de controle do conteúdo divulgado, porque é muito difícil provar a autoria de algo publicado na web, principalmente textos. Ao tornar público todo conteúdo disponibilizado na internet, ficou mais difícil encontrar os plagiadores. Fazer uso de um arquivo, seja ele um texto, um áudio, uma imagem ou um vídeo, sem a prévia autorização do autor, é ilegal e pode acarretar sérios problemas com a justiça. A credibilidade de um veículo, seja ele impresso, televisivo, radiofônico ou on-line, depende da veracidade das informações que são transmitidas. Por isso, é

essencial que haja uma checagem rigorosa das informações copiadas da internet e dos releases, que chegam por meio das assessorias de imprensa. “A agência recebe muitos releases todos os dias, e essa informação deve ser checada, nós temos um nome a zelar e não podemos informar uma notícia que não sabemos se é real ou não”, esclarece José Caetano, editor chefe da Agência Zenit. Para Caetano, a preguiça é um dos fatores que contribui para que o número de cópias aumente, pois algumas pessoas acreditam que é mais fácil copiar e colar a notícia pronta, ou quase pronta, do que sair atrás de fontes para construir uma matéria. Outro fator que implica a utilização das inúmeras páginas contendo o mesmo conteúdo é a falta de tempo para a apuração. Algumas empresas acreditam que a quantidade valha mais que a qualidade do conteúdo disponibilizado, o que provoca falhas na coleta de dados, que muitas vezes não são encontrados em fontes confiáveis e acabam clonados do primeiro endereço que o site de busca oferece sobre o assunto. Outubro de 2008


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Entrevista O professor Robson Bastos da Silva é Doutor em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1996), Mestre em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo (1990) e Graduado em Comunicação Social pela Universidade Católica de Santos (1983). Atualmente é professor assistentedoutor da Universidade de Taubaté, no Departamento de Comunicação Social e docente do Mestrado em Lingüística Aplicada e coordenador do curso de Jornalismo e dos Trabalhos de Conclusão de curso da Universidade Santa Cecilia (UNISANTA-Santos). Tem experiência na Graduação na área de Jornalismo impresso e digital. Na pósgraduação atua na área de Lingüística, com ênfase em Lingüística Aplicada, atuando principalmente nos seguintes temas:linguagem da mídia digital, jornalismo, comunicação e análise do discuso. Pedro Almeida

GRUPPEM - A informação na internet é aliada ao jornalista? Professor Robson - Ela é aliada. A informação está lá para qualquer pessoa. No caso do jornalista, ela deve ser uma grande aliada porque ele é o profissional que trabalha com a informação. Hoje, cada vez mais, a gente sente, e talvez seja até o papel da faculdade de mostrar para as novas gerações que o jornalista atual e o do futuro serão o profissional que saberá lidar com a informação. Por exemplo, até o século passado para traz, havia uma carência de informação, tanto que, o jornalismo trabalhava com opinião. Hoje, é o contrário, existe uma demanda enorme de informações e a pergunta é o que vou fazer com isso? Revista GRUPPEM

Nesse momento, cabe ao jornalista e ao futuro jornalista filtrar e pensar no seu públicoalvo. Se o público alvo são os estudantes, terei de ler material para estudantes e filtrar para eles. Do mesmo modo, se o público-alvo for a terceira idade, adolescentes, mulheres ou se é genérico. O jornalista tem de ter uma formação adequada, tanto profissionalmente como academicamente, porque a informação pode ser perigosa se ele não souber utilizar. GRUPPEM - O que se pode aplicar da teoria do jornalismo na informação nos meios eletrônicos? Professor Robson - Como o próprio nome diz, a teoria do jornalismo são procedimentos

metodológicos para que o jornalista compreenda, por exemplo, o porquê naquele determinado momento só se fala sobre alguns assuntos. Como em época de Copa do Mundo, Olimpíadas ou de eleições. O jornalista tem que compreender que aquelas informações, às vezes, podem ter um viés ideológico. Tanto a teoria do jornalismo como a teoria da comunicação servem para que ele, o jornalista, na sua formação compreenda se aquela matéria é de um site de confiança ou se está ligada a algum órgão de imprensa, ao governo ou a um partido político. Então, ele vai compreender, lendo no lead ou observando nas fotos, essa questão teórica. Para o jornalista, serve para utilizar Outubro de 2008


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Entrevista na prática, no dia-a-dia. GRUPPEM - Quais os cuidados devem ser tomados para checar uma informação por meio eletrônico? Professor Robson - A credibilidade da fonte. Por exemplo, se o site for de uma mídia tradicional, então um Professor Robson - Não existe diferença no conteúdo, a diferença é a abordagem que será dada. Na internet, a matéria deve ser muito mais concisa e até mesmo parecida com o rádio, como no emprego de textos menores. Você deve pensar que o seu leitor não quer ler durante muito tempo, então na chamada da primeira página tem que ser uma coisa agradável e esteticamente bonita também. Agora, o jornalista pode usar dos links, essa criatividade e liberdade da internet. Utilizar um link de áudio, de foto, para texto ou para outra matéria ou para outro site. Pode ser criado algo interminável se você tiver informação. Basicamente a diferença é do uso multimidiático, ou seja, quando eu leio um livro eu apenas leio, se estou escutando um rádio eu apenas ouço, na TV eu tenho audiovisual, enquanto na internet, eu consigo dar ao leitor mais informação e nessa o jornalista tem que ser competente para trabalhar com várias técnicas e tem que Revista GRUPPEM

ser uma pessoa bem informada para que tenha pesquisado e veja que existem outras formas de transmitir a informação. GRUPPEM - Qual o futuro da informação na internet? Professor Robson - O futuro da informação é a credibilidade. A mídia que tiver credibilidade irá permanecer. Entre os sites, vão ficar aqueles que derem um retorno que interessa ao público. Para ter credibilidade, o profissional tem que ser bom, competente, não pode somente depender da internet. O jornalista deve sair e passar ao leitor o máximo de informações possível da realidade que está abordando. Nesse momento, entra uma diferença entre a mídia tradicional e a mídia de internet. A mídia tradicional sempre tinha um fechamento. Na internet, você não tem horário, você tem 24 horas, não existe mais periodicidade, isso por causa do fluxo de informação. GRUPPEM - Qual a vantagem e a desvantagem para o leitor acessar uma informação pela internet? Professor Robson - O leitor costuma confiar no que ele lê. A desvantagem seria ele confiar em uma fonte que não seja fidedigna. Cabe ao jornalista, por exemplo, quando sabe que escreveu

uma coisa errada pensar “vou tirar e colocar daqui a pouco” , para o jornalista pode ser muito cômodo, mas para o leitor não é, porque você pode causar um dano àquele leitor , principalmente, se você for tratar temas complexos como saúde, econômica. O leitor tradicional deve também checar a informação em vários meios, dois, três sites por dia. As pesquisas demonstram que o leitor normalmente só vê a primeira página, se interessar ele acessa, mas normalmente ela vai clicando em vários links e vai lendo. Já a vantagem para o leitor é ter uma fonte rápida e fidedigna e que tenha uma informação com conteúdo. GRUPPEM - Na questão da produção, como valorizar uma informação local e uma informação global na elaboração de uma matéria? Professor Robson Depende do público-alvo e do veículo que o jornalista trabalha. Se o veículo tratar de temas regionais, o foco deve ser em grande parte regional, mas nada impede que faça algo mundial. Por outro lado, se o público apenas utilizar a informação local, ele deve priorizar os assuntos próximos ao do público. Então, isso vai depender da pauta, do veículo e, às vezes, ele pode até mesclar uma coisa com outra, dependendo do público ou do contexto que esta colocando. Outubro de 2008


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Entrevista

Professor Robson - Não existe diferença no conteúdo, a diferença é a abordagem que será dada. Na internet, a matéria deve ser muito mais concisa e até mesmo parecida com o rádio, como no emprego de textos menores. Você deve pensar que o seu leitor não quer ler durante muito tempo, então na chamada da primeira página tem que ser uma coisa agradável e esteticamente bonita também. Agora, o jornalista pode usar dos links, essa criatividade e liberdade da internet. Utilizar um link de áudio, de foto, para texto ou para outra matéria ou para outro site. Pode ser criado algo interminável se você tiver informação. Basicamente a diferença é do uso multimidiático, ou seja, quando eu leio um livro eu apenas leio, se estou escutando um rádio eu apenas ouço, na TV eu tenho audiovisual, enquanto na internet, eu consigo dar ao leitor mais informação e nessa o jornalista tem que ser competente para trabalhar com várias técnicas e tem que ser uma pessoa bem informada para que tenha pesquisado e veja que existem outras formas de transmitir a informação.

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GRUPPEM - Qual o futuro da informação na internet? Professor Robson - O futuro da informação é a credibilidade. A mídia que tiver credibilidade irá permanecer. Entre os sites, vão ficar aqueles que derem um retorno que interessa ao público. Para ter credibilidade, o profissional tem que ser bom, competente, não pode somente depender da internet. O jornalista deve sair e passar ao leitor o máximo de informações possível da realidade que está abordando. Nesse momento, entra uma diferença entre a mídia tradicional e a mídia de internet. A mídia tradicional sempre tinha um fechamento. Na internet, você não tem horário, você tem 24 horas, não existe mais periodicidade, isso por causa do fluxo de informação. GRUPPEM - O que esperar da atuação do profissional de jornalismo em tempos de internet? Professor Robson - O profissional deve usar a internet de uma forma inteligente. Ele não pode ser viciado em internet porque o mundo não está na internet, mas a internet que está no mundo. Nem todos os livros, jornais que existiram estão lá na internet. Quem quer ser um bom pesquisador ou um bom jornalista deve entender

que a internet é uma grande ferramenta, mas não dá conta de tudo. O jornalista precisa ir além da internet, ela apenas é uma aliada, mas não deve ser a única.

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GRUPPEM - Qual a diferença da linguagem de informação na internet para os outros meios de comunicação?

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Normas para Envio de Artigos

Normas para elaboração e envio de artigos para a Revista GRUPPEM A Revista GRUPPEM é uma publicação mensal do curso de Jornalismo, do Departamento de Comunicação Social da Universidade de Taubaté. Aceita produções científicas de seus docentes e discentes, bem como de outros autores nacionais e internacionais. Não há obrigatoriedade de o trabalho ser inédito, podendo ter sido publicado em outros veículos. Os trabalhos encaminhados à revista serão analisados pelo Conselho Editorial, conforme a sua especialidade e serão avaliados segundo os seguintes critérios: 1) Relação com os temas da Revista; 2) conteúdo técnico-científico; 3) relevância; 4) clareza e qualidade da redação; 5) qualidade e adequação do referencial teórico utilizado. Os artigos assinados, assim como a exatidão das referências bibliográficas, são de responsabilidade exclusiva dos autores e as opiniões e julgamentos neles contidos não expressam necessariamente as posições do Conselho

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Editorial.

NORMAS DE PUBLICAÇÃO 1 – Os artigos deverão ser redigidos em português ou espanhol. 2 – A cada edição, o Corpo Editorial selecionará, dentre os artigos considerados favoráveis para a publicação, aqueles que serão publicados imediatamente. Os nãoselecionados serão novamente apreciados por ocasião das edições seguintes. 3 – A Revista se reserva o direito de efetuar, nos originais, alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, com vistas a manter o padrão culto da língua, respeitando, porém, o estilo dos autores. As provas finais não serão enviadas aos autores.

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