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fevereiro 2013

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PRODUTO PORTUGUÊS A Estratégia da Divulgação

ELECTRO SILUZ

TRÊS GERAÇÕES DE SUCESSO António Ramos em Entrevista

JOVEM E BEM-SUCEDIDA Polisbusiness dá Cartas no Setor Marítimo Internacional

Revista Mensal Distribuição gratuita com o Jornal de Notícias e Diário de Notícias

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GESTÃO GLOBAL

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tema de capa

TRÊS GERAÇÕES DE SUCESSO p ro d uto portug u ê s

A ESTRATÉGIA DA DIVULGAÇÃO pág. 24

breves pág. 7

ELECTRO SILUZ EM ENTREVISTA pág. 4

A biografia desta empresa é quente e intensa. Reparte-se entre Portugal, Angola e Moçambique. A unir os três países está a paixão abrasadora e a luz densa da Electro Siluz.

e di to ri a l

“UM (EMPRESÁRIO) DESMOTIVADO É COMO UM ATIRADOR DE FACAS COM A DOENÇA DE PARKINSON”

i novação

POLIS BUSINESS: JOVEM E BEM-SUCEDIDA “O nosso sucesso é, em larga medida, explicado pelo facto de aqui todos nós darmos sempre o nosso melhor.” Hélder Pinto em Entrevista pág. 8

pág. 4

promecel pág. 11

cartig: soluções globais de embalagem pág. 12

ferespe: na vanguarda da fundição de aço

castelogest · o parceiro ideal pág. 40

pág. 26

rcm: a empresa que “veste” embalagens pág. 14

oligalvânica electroleite: muito mais que luz

pág. 42

pág. 28

percurso sólido na inovação pág. 16

cápsulas de madeira com arte pág. 18

ferreira de sá: uma tradiçaõ de luxo

mtk: eletrónica ao serviço da vigilância

pág. 30

pág. 44

de portugal para o mundo

josé costa & rodrigues: líder na distribuição de tabaco no norte

pág. 32

mmvv: génios em localização e funcionalidade pág. 20

tufama: excelência na construção civil e metálica pág. 34

pág. 45

facort: qualidade e precisão peça a peça pág. 46

gres panaria portugal

antebólicas: 50 anos de sucesso

pág. 22

pág. 36

cardoso & arantes: sinónimo de soliez e confiança

marjomotex ii: confiança dos clientes é a chave do sucesso

litoprint: arte e criatividade

pág. 25

pág. 38

pág. 48

Diretor Geral António Matos (amatos@gestaoglobal.pt) Editora Rita Almeida e Silva (rita.gestaoglobal@gmail.com) Redação Marta Cabral, Adélia Abreu, Liliana Marinho (gestaoglobal.redacao@gmail.com) Departamento Comercial Gestão Global Secretariado Cristiana Sousa Paginação Edgar Sprecher

Distribuição gratuita com o Jornal de Notícias e Diário de Notícias Publicação editada ao abrigo do novo acordo ortográfico

rielza: reabilitar o futuro pág. 48

Fotografia Banco de imagens Gestão Global

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geral@gestaoglobal.pt gestaoglobal.pt facebook.com/gestaoglobal Telef. 229 023 984 Telem.

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e d ito r ia l

“UM (EMPRESÁRIO) DESMOTIVADO É COMO UM ATIRADOR DE FACAS COM A * DOENÇA DE PARKINSON” 

O receio de falhar, a insegurança dos contextos, o exagero de um marcador somático que, na dúvida, não deixa arriscar, fazem do empresário um gestor desanimado e tal como “um atirador de facas com a doença de Parkinson” um perigo, não só para os outros, mas sobretudo para si, porque enquanto for movido pela necessidade e não pelo conhecimento empreendedor, sempre que resolve “atirar ao alvo” corre o risco de se auto mutilar. Um empresário deve ser um gestor motivado, com uma visão estratégica que veja muito mais do que os seus olhos alcançam. Deve ter a supervisão que só a intuição para o êxito consegue. Deve ver, para além das circunstâncias e dos contextos. Saber como navegar em águas tormentosas para depois recolher as suas redes quando as águas correm calmas. Não que o risco não deva ser ponderado. Pois risco sem prospeção e análise de mercado e contextos, não é risco, é suicídio financeiro! Exemplo disto são as muitas microempresas que resultam de uma tentativa de sobrevivência de desempregados que abrem os seus negócios, para pouco tempo depois as fechar, porque o fazem com a motivação errada: uma empresa não pode ser uma resposta casual a um problema emergente de (des)emprego. Porque a motivação não substitui o conhecimento: uma empresa que surge de uma motivação esclarecida parte de um diagnóstico estratégico SWOT que identifique e analise nos contextos: os PONTOS FORTES (Strenghs), os PONTOS FRÁGEIS (Weaknesses), as OPORTUNIDADES (Opportunities) e as AMEAÇAS (Threats). A análise SWOT é uma ferramenta de gestão que deve ser utilizada como parte inicial de um plano de ação. A sua importância no apoio à formulação de estratégias, deriva da sua

capacidade de promover um confronto entre as variáveis externas e internas, facilitando a geração de alternativas de escolhas estratégicas, bem como de possíveis linhas de ação para um negócio de sucesso. Com este ponto de partida a motivação para o investimento do empresário resulta, agora, de um conhecimento profundo das condições em que arrisca, pois o mesmo já domina a informação que lhe permitirá: · tirar o máximo partido dos pontos fortes identificados, potenciando a ação das oportunidades detetadas; ·  desenvolver estratégias que minimizem os efeitos negativos das fragilidades detetadas e que, em simultâneo, aproveitem as oportunidades emergentes; · otimizar e maximizar os pontos fortes para minimizar os efeitos das ameaças detetadas; · desenvolver estratégias direcionadas para as ameaças que surgem devido às fragilizadas detetadas de forma a anulá-las ou pelo menos minimizá-las. Um empresário motivado para o sucesso e resguardado pelo conhecimento gestionário não dá “ facadas nos pés”, não é um perigo para os colaboradores. É um profissional de pontaria exímia que nunca falha o alvo. E o seu sucesso não tem só espectadores. Tem também admiradores e aprendizes.

Rita Almeida e Silva Editora

* Citação adaptada de uma frase de Miguel Santos Guerra no livro “No Coração da Escola”

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TRÊS GERAÇÕES DE SUCESSO A biografia desta empresa é quente e intensa, porque reparte-se entre Portugal, Angola e Moçambique. A unir os três países está a paixão abrasadora e a luz densa da Electro Siluz.

Em 1976, António Ramos, nascido em Portugal, mas criado em Angola, em parceria com dois sócios, fundou a Electro Siluz. Instalada, na época, numa pequena casa comercial na rua Costa Cabral, no Porto, a empresa destinavase à venda de material elétrico, vendas por junto e a retalho e de instalações elétricas. “Tinha acabado de regressar de Angola, quando dois amigos sugeriram a criação de uma firma. Empreendedor por natureza e com muita vontade de trabalhar, decidi arriscar. Nunca tinha ponderado enveredar por esta área, o interesse surgiu por um dos meus sócios. Tive três grandes dificuldades quando iniciei o negócio: o capital era pouco, não conhecia o ramo nem o país”, lembra o empresário. Pouco tempo após o início da atividade, os dois sócios decidiram seguir rumos diferentes deixando António Ramos ao leme da empresa.

com solidez financeira e comercial. Com o apoio profissional da sua filha, Paula Ramos Silva, e do seu genro, Inácio Silva, decidiu expandir o seu negócio, adquirindo em 1997 um terreno na zona da Areosa, no Porto, onde construiu a atual sede, com cerca de cinco mil m2 de área coberta. “As instalações foram criadas de raiz e projetadas para fazer face às necessidades da empresa na época”, diz Inácio Silva.

A Evolução

A boa aceitação do mercado, a vasta carteira de clientes e a confiança estabelecida com os fornecedores permitiram à Electro Siluz posicionar-se

Porto · Sede 4

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Tendo como mercado nacional o norte e centro do país, a Electro Siluz rapidamente sentiu a necessidade de estar mais próxima dos seus clientes, começando por abrir a sua primeira loja em Matosinhos. Seguiram-se as filiais da Guarda, Porto (Amial), Rio Tinto, Gondomar, Maia, Leça da Palmeira, Vila Nova de Gaia, Arrifana e Ovar, e mais recentemente a segunda filial em Gaia,


Amial

Gaia

na zona industrial de Canelas. Hoje, a sua estrutura conta com 87 colaboradores e prevê-se um aumento das instalações da sede em doze mil m2, espaço necessário para conseguir responder à crescente expansão da empresa. Os Produtos

Distribuidora de oitenta das melhores marcas do mercado nacional e internacional, e representante exclusiva de algumas delas em Portugal, Espanha e Palop´s, a Electro Siluz tem ao dispor do seu cliente material elétrico, iluminação, ventilação, eletrodomésticos, aquecimento, ferramentas, ferragens, máquinas e canalização, material este destinado à construção civil nos sectores de habitação, terciário e indústria. “Temos uma vasta gama de produtos de qualidade, inovadores e devidamente certificados pelos seus fabricantes. Oferecemos uma grande oferta de soluções ao nosso cliente, assim como um sério apoio técnico na escolha e compra dos

Leça da Palmeira

materiais. Além disso, tentamos ser pioneiros ao ser os primeiros a apresentar os produtos no mercado”, refere Jorge Ramos Silva, neto do fundador.

Arrifana

Mérito de Equipa

Para António Ramos o sucesso da sua empresa reside na sua equipa. “Fomos PME Líder e PME Excelência em época de crise. O mérito é de todos, atribui-se a todos os colaboradores internos e externos. O exemplo de liderança espelha-se numa equipa. Na minha empresa somos como uma família unida. Com trabalho, empenho e dedicação conseguimos alcançar a qualidade e excelência que diariamente temos vindo a procurar e a manter”.

Forno

Gondomar

Maia

Guarda

Ovar

Canelas

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Siluz Angola

Dedicação, empenho, estratégia e liderança, alguns dos pontos fortes desta dupla, principais responsáveis no sucesso e evolução da empresa Angolana.

O forte posicionamento no mercado fez com que António Ramos apostasse na expansão para os mercados africanos, recuperando assim os fortes laços que tinha com Angola e Moçambique. O regresso a Angola surge em 2004, após uma prospeção ao mercado angolano. “Após muita ponderação e por saber que a minha filha, Paula, tinha um grande amor pelo país onde nasceu, decidimos apostar num país carente de reconstrução, após quinze anos de Guerra Civil. O regresso foi por prazer e não por necessidade”, diz o fundador. A Siluz Angola detém nove lojas nas cidades de Luanda, Mulemba, Viana, Huambo, Lobito e Benguela sendo uma sólida estrutura de 140 elementos. Superfícies geridas por Adérito Coutinho, Diretor Geral, e Fernanda Coutinho, Diretora Financeira. Embora o core-business da empresa de capitais angolanos seja os materiais elétricos, disponibilizam também toda a gama de produtos da Electro Siluz Portugal. “O mercado angolano está em franca expansão e é mais abrangente do que em Portugal. Acredito que possam surgir mais lojas em Angola. Não pretendemos parar”, refere Paula Ramos Silva.

Kinaxixi · Sede

Mulemba

S. Paulo

Viana

Lobito

Siluz Moçambique

A aposta no mercado moçambicano, igualmente com a gama completa de produtos, surge em 2011 com a abertura do armazém/loja em Maputo, um pavilhão de cinco mil m2 e, em 2012, com a loja na Matola. Uma vez mais, os fortes laços da família contaram para esta aposta, uma vez que Inácio Silva nasceu em Moçambique. “Somos procurados pela vasta oferta de produtos e pela excelência no atendimento. Moçambique está a crescer e este recente desafio já está a vencer. Contamos com o apoio da nossa Diretora Financeira, Maria do Céu Costa Pereira e com uma equipa de vinte colaboradores”, afirma.

Benguela

Huambo

Morro Bento Sentimos que a aposta na líder Maria do Céu será um dos pilares do sucesso da empresa Moçambicana.

Legado de excelência

Para o futuro, António Ramos espera que o seu legado seja consolidado e acredita que os seus netos Jorge Ramos Silva e Sara Ramos Silva reúnam as ferramentas necessárias. “Os alicerces da empresa são bons, os valores transmitidos são os melhores e eles têm todas as capacidades necessárias para continuar com o crescimento da empresa”. O peso do legado não afeta Sara Ramos Silva que acredita que, juntamente com o seu irmão, vai poder honrar toda a obra do seu avó e pais. “Acredito que não iremos desiludir. O meu avô teve visão e coragem e ainda temos muito a aprender com ele. Esta estrutura é um nobre exemplo de empresa familiar”.

Maputo · Sede

Matola

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Lubango

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BREVES Criar Mais Emprego de Forma Solidária e em Cooperação

Tomada de Posse do Montepio

O passado dia 11 de janeiro ficou marcado pela tomada de posse dos Órgãos Associativos e Institucionais do Montepio Geral – Associação Mutualista e da Caixa Económica Montepio Geral – para o triénio 2013/2015. Ao longo da cerimónia ressalvaram-se valores de ‘associativismo’, ‘mutualismo’ e ‘solidariedade’ como forma de enaltecer o trabalho em equipa para alcançar objetivos rápidos e eficientes. António Tomás Correia, eleito Presidente do Concelho da Administração, centrou o seu comunicado no percurso que a Instituição e o país terão de percorrer nos tempos vindouros, com consciência da situação financeira pouco favorável que se abateu pelo mundo. Apela-se à necessidade de juntar sinergias entre várias instituições e gentes para potenciar o progresso e admite-se que esta será a única maneira de rentabilizar recursos por forma a alcançar o futuro risonho por que todos esperam.

5º Fórum Empreendedorismo

Apesar da atual conjuntura, ainda é possível dinamizar a economia portuguesa. Foi esta a conclusão do 5º Fórum Empreendedorismo da Garantia Mútua, subordinado ao tema “Uma Nova Economia para Portugal – A Audácia de Mudar”, onde foram discutidas novas medidas de relançamento da economia nacional. Durante o evento, realizado no dia 31 de janeiro, foi assinado um protocolo entre o Sistema Nacional de Garantia Mútua e o Fundo Europeu de Investimento (FEI) para a criação de uma nova facilidade de crédito para as PME portuguesas, parcialmente garantido pelo FEI. “Neste fórum ficou demonstrado que é possível apostar no futuro com a ajuda certa: a Garantia Mútua. Porque somos um importante motor de dinamização da economia e estamos ao lado das empresas nos bons e maus momentos, para ajudá-las a pôr os seus projetos a rolar”, afirmou a organização.

Este é o mote do programa Coopjovem, um projeto destinado a jovens que queiram constituir uma cooperativa ou investir numa já existente. Criado no âmbito do Impulso Jovem—com o propósito de combater os elevados níveis de desemprego jovem através do empreendedorismo cooperativo—este programa prevê a criação de 100 cooperativas jovens durante o ano de 2013, num investimento que ronda os 2,7milhões de euros. Podem candidatar-se ao Coopjovem jovens das regiões Norte, Centro e Alentejo, com idades entre os 18 e os 30 anos (no caso das cooperativas agrícolas podem ter até 40 anos) e que possuam, pelo menos, o 9.º ano de escolaridade. Aos jovens que encarem o desafio, o Coopjovem garante acesso a apoio técnico na estruturação da ideia e plano de negócio, através de sessões de orientação, “workshops” e “coaching” e uma bolsa mensal que pode ir até aos 691 euros, por um período máximo de seis meses. É também disponibilizada uma linha de crédito ao investimento, bonificada e garantida, no âmbito da tipologia Microinvest. As candidaturas já podem ser feitas no site da Cooperativa António Sérgio para a Economia Social (CASES), responsável pela gestão do programa, e prolongam-se até ao dia 30 de Setembro.

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Criada em 2006, a Polisbusiness, empresa ligada aos componentes para equipamentos marítimos, apresentou no primeiro ano um volume da faturação na ordem dos 200 mil euros, quando a previsão era de 50 mil. Desde então o volume anual de negócios tem vindo a duplicar, tendo fechado 2012 com um crescimento 80% superior ao esperado. Hélder Pinto, fundador e administrador da Polisbusiness confessa que ser empresário nunca esteve nos seus planos, mas diz-se realizado naquilo que faz e recompensado pelo sucesso da empresa que, embora jovem, conquistou já uma posição de referência nacional no mercado da manutenção marítima.

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JOVEM E BEM-SUCEDIDA POLISBUSINESS DÁ CARTAS NO SETOR MARÍTIMO INTERNACIONAL Rigor, dinamismo e empenho. Estas são, nas palavras de Hélder Pinto, as características sobre as quais o sucesso da Polisbusiness se tem edificado: “O nosso sucesso é em larga medida explicado pelo facto de aqui todos nós darmos sempre o nosso melhor, todos os dias. Faço questão que as pessoas se sintam bem para que o trabalho fique bem feito. Tem que haver amor à camisola em tudo o que fazemos”. Num negócio em que o prazo de entrega e o preço são fatores determinantes, a Polisbusiness prima pela garantia não só da melhor relação qualidade preço, mas também pela rapidez na resposta que dá aos clientes. “O cliente que chega até nós sabe que terá uma resposta até 48horas”, assegura o administrador.

Uma conduta em larga escala recompensada pela fidelização dos clientes e consequente solidificação e crescimento da empresa: “Somos uma empresa jovem o que faz com que, para nos impormos no mercado, tenhamos de garantir qualidade e eficácia nos serviços que prestamos. Depois de algum tempo a trabalhar connosco o cliente opta por comprar na Polisbusiness porque sabe que a qualidade é boa, o preço competitivo e o prazo de entrega é cumprido. Isso faz de nós uma empresa com uma maneira diferente de estar no mercado”, assegura Hélder Pinto.

Diversificar para crescer e vencer

Quando há sete anos Hélder Pinto criou a Polisbusiness o seu modelo de negócio assentava na exportação de componentes para motores a diesel e outros equipamentos marítimos, maioritariamente para o mercado francês. No entanto, algum tempo depois o empresário e o seu irmão Nicolas, seu “braço direito” deram-se conta das inúmeras possibilidades de negócio que a aldeia global representa, quer em novos mercados dentro do segmento marí-

timo, quer em novas áreas de atuação. “Percebemos que havia mercado para os nossos produtos além Europa. Começamos a ter clientes em Marrocos, no México, no Canadá, o que nos mostrou a possibilidade de ir muito mais além”, conta o administrador. Foi nessa altura que viu nas centrais elétricas um nicho de mercado com bastante potencial, uma vez que os motores que utilizam para produzir energia são iguais aos motores dos navios. Assim, em 2010 foi criada a Atlantic Spare Parts que se dedica à distribuição

O nosso sucesso é em larga medida explicado pelo facto de aqui todos nós darmos sempre o nosso melhor, todos os dias.

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de peças e equipamentos para centrais elétricas. Hélder Pinto admite mesmo que “as centrais elétricas são um mercado que tem um potencial muito mais abrangente do que os navios. A Atlantic Spare Parts existe apenas há dois anos mas já temos clientes nas Seicheles, em Cabo Verde, no Canadá, na Costa Rica e República Dominicana”. Com uma política de negócios assente no rigor e profissionalismo, a Polisbusiness e Atlantic Spare Parts têm apresentado um crescimento contínuo e sustentado. Uma tendência que o administrador acredita que se irá manter neste novo ano, apesar das previsões apontarem para um ano de grandes dificuldades para as PME nacionais. E justifica: “Estou confiante que em 2013 a Polisbusiness e a Atlantic vão crescer porque

vamos apostar fortemente na América Latina. Estamos focados exclusivamente lá porque quando nos propomos um desafio queremos estar 100% dedicados e aprofundar as relações comerciais possíveis com os vários países”. Para tal, está já criada a Polisbusiness Brasil, faltando apenas ultimar alguns preparativos para a abertura do escritório no Rio de Janeiro que “garantidamente será uma plataforma privilegiada para os contactos na América Latina”, afirma o empresário. Sobre o rol de novos projetos da Polisbusiness, Hélder Pinto revela ainda a intenção de apostar em parcerias com empresas portuguesas da área da manutenção. “Com a quebra das empresas em Portugal que acabaram por fechar, temos muita oferta de mão-de-obra que

estamos a pensar aplicar no Brasil, país que se está a preparar para a receção dos Jogos Olímpicos e do Mundial de Futebol e apresenta grande escassez de mão-de-obra qualificada”, explica o administrador. Acérrimo defensor da qualidade dos empresários e produtos nacionais, Hélder Pinto diz ter todo o orgulho em ser português e faz sempre questão de apresentar a Polisbusiness como empresa portuguesa, mas é no mercado internacional que vê a porta de entrada para o sucesso, quer das suas empresas, quer para a solução da crise em que o país está mergulhado.

Perfil Hélder Pinto, 33 anos, nunca sonhou ser empresário. Era na Força Aérea que lhe residia o sonho profissional mas quis (talvez) o destino que assim não fosse. Nasceu na pequena aldeia de Horta em Vila Nova de Foz Côa, mas foi ainda criança para a Suíça com os pais. Lá permaneceu até completar o 9º ano de escolaridade, tendo depois regressado a Portugal onde se licenciou em Engenharia Naval.

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Enquanto aguardava pelas provas de admissão na Força Aérea decidiu ganhar algum dinheiro num emprego de Verão numa empresa de componentes navais. Manteve-se por isso na empresa onde trabalhava onde gradualmente o seu percurso profissional evoluiu. Até que em 2006, com 26 anos decidiu “dar o salto” para o mundo dos negócios por conta própria. “Quando abri a empresa senti-me capaz de enfrentar qualquer desafio”, conta ao

mesmo tempo que admite a quota-parte de “culpa” da família e amigos no seu sucesso: “sozinhos não fazemos nada”. Do que faz diz ser a sua paixão e confessa que “tudo aquilo de que possa ter abdicado, tempo essencialmente, foi um investimento que teve um bom retorno”. Na Polisbusiness afiança que a diferença se faz “na relação de confiança com os clientes, assente na competência e qualidade do trabalho de toda a equipa”.


in ovaç ão

PROMECEL DESAFIO DE CRESCER ESTIMULA NOVA GESTÃO

Volvidos 28 anos desde a sua constituição, a Promecel – Indústria Metalomecânica, Lda, localizada no Parque Industrial de Adaúfe, em Braga, transferiu para dois jovens engenheiros, José Manuel Silva e Pedro Almeida, a responsabilidade pela sua gestão e desenvolvimento. Ambos assumiram funções no passado dia 1 de janeiro, com o propósito de dar continuidade ao projeto de crescimento da empresa. Uma “prova de fogo”, reconhece Pedro Almeida, com todos os ingredientes para alcançar bons resultados. Especializada no fabrico de produtos manufaturados (estampagens, torneamentos e fundição de alumínio), bem como de acessórios para redes aéreas de distribuição de energia em baixa tensão, a Promecel registou em 2012 um crescimento do volume de vendas na ordem dos 20%, tendo obtido uma faturação de 3 milhões de euros. Estes resultados devem-se sobretudo ao investimento realizado em equipamen-

tos tecnologicamente avançados. “Estes tornaram possível satisfazer todas as necessidades dos clientes no que se refere ao fabrico de peças de elevada complexidade e precisão fabril”, aponta José Manuel Silva. A Promecel produz maioritariamente para os mercados francês e espanhol componentes para indústria automóvel e de hidráulicos. Como destino final dos seus produtos contam-se marcas de renome, tais como a Toyota, Manitou, Daf e Daimler. A empresa mantém relações comerciais também no ramo da energia, com dezenas de outros países através da Resul – Equipamentos de Energia, SA, sua parceira e sócia de longa data. Mas como a ambição também dita as leis do mercado, José e Pedro já apontam a novos desafios, entre os quais, a entrada em novos mercados. Reino Unido, Finlândia, Holanda e Alemanha são os próximos destinos que a Promecel quer atingir. O investimento em tecnologia de ponta co-

Prosseguir os excelentes resultados que levaram ao reconhecimento como PME Líder em 2012 é a ambição da nova e jovem administração da Promecel.

locou à empresa o desafio de vir a produzir em exclusivo peças muito específicas para um dos maiores grupos de gruas a nível mundial. “A tecnologia é uma componente essencial, tanto ao nível da produção como do controlo da qualidade, num mercado tão competitivo como este”, afirma José Manuel Silva. Com uma equipa de 70 colaboradores, a Promecel aposta na formação para que os seus profissionais possam dar resposta a todos os desafios. Trata-se de um grupo de jovens trabalhadores (a média de idades é de 35 anos) cuja motivação e sentido de responsabilidade, defende Pedro Almeida, “são imprescindíveis para dar continuidade ao crescimento da empresa”.

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CARTIG SOLUÇÕES GLOBAIS DE EMBALAGEM

Uma embalagem seduz, conta uma história, abre o apetite para a descoberta do que esconde e torna mais rico o seu conteúdo. Exige criatividade, inovação e muita inspiração. Isto é Cartig.

Encontrar soluções de embalagem para qualquer produto é a missão da Cartig, uma empresa localizada em Amoreira da Gândara, Anadia, especializada na produção de embalagens de cartão canelado. Segundo Mário Fernando, responsável pela gestão da Cartig, a empresa “tem sempre a solução completa para o cliente, independentemente do seu ramo de atividade.” Mário Fernando aventurou-se no seu próprio negócio em 1997, altura em que abandonou o cargo de chefe de compras numa empresa local. Mas foi esta experiência profissional que fez Mário Fernando olhar para as embalagens como oportunidade de negócio, já que ser chefe de compras lhe exigia muitas vezes recorrer a outras empresas para produzir embalagens para os produtos que vendia. O arranque da Cartig ocorreu com apenas três máquinas: uma importada da China e as outras construídas pelo fundador da empresa e em 2002 deu-se a grande mudança para as atuais instalações. Toda a história da Cartig permite assim o reconhecimento pelo IAPMEI como PME Líder 2012. Num mercado global cada vez mais competitivo, a empresa de Amoreira da Gândara define como objetivos ser ainda mais forte e mais competitiva, motivo pelo qual aposta na constante atualização da sua linha de produção, através da aquisição de equipamentos tecnologicamente avançados que permitam responder às exigências dos clientes de todas as áreas de negócio. Ainda este mês de fevereiro entrará em funcionamento uma nova máquina que ocupará uma área de 500m2, pesa 72 toneladas e produzirá sete mil caixas por hora. Trata-se de um investimento que permitirá à Cartig diferenciar-se no mercado, sobretudo pela eficácia produtiva, qualidade e competitividade. “Fatores extremamente importantes nesta área de atividade onde por meio cêntimo se troca de fornecedor” como afirma Mário Fernando.

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Crescimento sustentado

O volume de negócios da Cartig tem vindo a crescer nos últimos anos, graças não só ao esforço de modernização e inovação, mas também à motivação dos 14 colaboradores que ajudam na procura de soluções que permitam rentabilizar as máquinas e assim cumprir prazos. O investimento da empresa de Amoreira da Gândara permitiu uma faturação notável em 2012 que, para Mário Fernando, “foram resultados muito bons e que queremos superar este ano”. De resto, a avaliar pelo elevado número de encomendas no primeiro mês deste ano, 2013 promete ser ainda melhor. A Cartig tem vindo a desenvolver um trabalho que lhe permite continuar a crescer de forma sustentada, mantendo-se na vanguarda das soluções de embalagem. “Sabemos como é importante inovar e apostar no desenvolvimento de novas soluções de embalagem que satisfaçam as expetativas dos nossos clientes (são 1400 e quase todos do centro do país) e preencham as necessidades do mercado”, destaca o responsável pela gestão da Cartig.


Equipa ao serviço do cliente

A Cartig – que recentemente criou a marca CSI - Comércio de Soluções Industriais – desenvolve também soluções ao nível da imagem. Para tal, dispõe de uma equipa especializada no desenvolvimento estrutural e visual da embalagem. “Quando o cliente não tem imagem, nós criamos a imagem”, diz Mário Fernando. Essa equipa aplica todo o seu conhecimento técnico no desenvolvimento de embalagens que garantam segurança, personalização, funcionalidade e elevada qualidade. Pois a embalagem é cada vez mais um fator que garante valor acrescentado a qualquer produto. Mas, no entender daquele responsável, nem sempre lhe é dada a importância devida. “Há empresários que ainda têm a mentalidade de que a embalagem é a última coisa a pagar porque é algo que vai para o lixo, quando, na verdade, é determinante no momento de compra de um produto por parte do consumidor”, conclui Mário Fernando.

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RCM · A EMPRESA QUE “VESTE” EMBALAGENS Se a embalagem é o corpo, o produto a alma, o rótulo só pode ser a “roupa”. Um rótulo ou etiqueta diz muito sobre a alma do produto que traja.

A RCM é uma empresa dedicada à produção de rótulos e etiquetas, que nasceu em 1989, num pequenino armazém. Na altura, como conta o proprietário Rodrigo Moça, “começamos a trabalhar, essencialmente com o setor têxtil que era o forte, a fabricar etiquetas para aplicar em peças de vestuário. Ao longo dos anos fomos crescendo, fomos desenvolvendo a nossa área de negócio, mas estava longe do que é hoje.” Sendo um homem otimista que gosta de levar as coisas para a frente, Rodrigo Moça, conduziu a empresa ao sucesso, mas sempre de forma sustentada: “Não de mos um passo maior que a perna. Exploramos ao máximo a área têxtil, mas a determinada altura, quando se previa a crise no setor, comecei a pensar em diversificar o nosso tipo de negócio”, adianta o proprietário. Assim, aproveitando a sua área de negócio, como homem visionário, decidiu colocar a sua gráfica ao serviço de outros setores: “Apostei na área dos rótulos, sabendo que podia abranger um território muito vasto, como o setor alimentar, químico, informático, saúde e muitos outros. O setor vitivinícola é bastante extenso e em Portugal têm mercado de norte a sul, esta é também uma área muito exigente e criativa. O rótulo é a imagem do produto e cada vez mais há exigência para ser apelativo”, reconhece o empresário.

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O cunho que faz a diferença

A RCM tenta distinguir-se da concorrência na qualidade, na capacidade de resposta, na seriedade e na forma como faz o seu trabalho. “Os clientes podem colocar aqui as encomendas e confiam a cem por cento no nosso trabalho”, adianta Rodrigo Moça. Alguns trabalhos são tão importantes que exigem um certo secretismo: “Temos situações em que os clientes fazem aqui o lançamento de novas marcas e quando as colocam aqui confiam, acima de tudo, na nossa seriedade e princípio de confidencialidade, pois é tudo tratado com ética”, atesta Rodrigo Moça.

A empresa diferencia-se ainda pela atitude dos seus 27 funcionários, que inclui, uma equipa de criativos, pronta a dar resposta em caso de solicitação dos clientes para que seja a RCM a criar a imagem dos rótulos ou etiquetas. Além disso, é uma gráfica autorizada na produção de selos de garantia e como adianta Rodrigo Moça, “fabricar um selo de garantia tem a mesma exigência do que fabricar uma nota, sendo uma responsabilidade muito grande e nem todas as empresas estão capacitadas para isso. Como tal, somos hoje uma empresa certificada.”


Os mercados

Nestes últimos anos, a RCM direta ou indiretamente tem apostado na exportação que tem crescido gradualmente: “Mantemos o nosso mercado nacional, mas estamos a crescer anualmente nas exportações”, divulga Rodrigo Moça. Trabalha com Espanha, Itália, França, Marrocos, Tunísia, Turquia e outros países. Do sonho à realidade

Quem tem o privilégio de uma visita guiada pelos pavilhões da RCM, coração da empresa onde palpita a produção, percebemos o amor que une Rodrigo Moça às suas máquinas. Este sentimento é partilhado pelos seus funcionários que respiram a mesma filosofia. As máquinas têm nomes, em cada uma há uma etiqueta que identifica a personagem, como a “princesa”, a “joia da coroa” e outros tantos apelidos afetivos que rotulam as suas queridas companheiras de jornada. “Quando me estabeleci comprei uma máquina pequenina”, conta enternecido Rodrigo Moça. Máquina que hoje mantém orgulhoso na unidade

de produção para a área têxtil, como se fosse o seu “primeiro grande amor”. As máquinas foram sempre adquiridas de acordo com a exigência do mercado, mas Rodrigo Moça deixa escapar uma fantasia: “A determinada altura, todos nós temos um sonho de menino e o meu foi sempre ter o Rolls Royce das máquinas que são as Offset. Há 4 anos atrás comprei a primeira, ao final de dois anos comprei a segunda e já estou a preparar uma viagem para comprar a terceira”.

Numa área de cerca de 1300 m2, a RCM está a pensar em ampliar as instalações para acompanhar a evolução da sua produção e o seu mercado. Por isso o projeto a curto prazo passa pela aquisição de uma nova instalação que será ao lado da atual, para continuar a crescer com a mesma atitude positiva como começou há cerca de 24 anos.

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PERCURSO SÓLIDO NA AUTOMAÇÃO Diz Bill Gates que a primeira regra de qualquer tecnologia é que a automação aplicada a uma operação eficiente aumentará a eficiência. É de eficiência que se faz a APINEQ.

Sempre a acompanhar a evolução das tecnologias e na senda da inovação, a APINEQ tem tido um crescimento seguro e é cada vez mais uma referência no setor da automação. Criada em 1995, a APINEQ é uma empresa especializada em engenharia de controle de processo e automação industrial, que conta no seu currículo com projetos desenvolvidos para clientes de peso no mercado nacional e internacional. A sua história conta-se de forma simples. Vaz Martins funda, juntamente com um sócio, a APINEQ depois de passar por uma multinacional. O sócio deixa a empresa e a parceria passa a ser com outra sócia, a esposa. Desde então, os fios que eletrificam o sucesso nunca fizeram curto-circuito. Com dez funcionários, entre engenheiros, técnicos de eletricidade, eletrónica e administrativos, a empresa tem dado cartas na área da automação industrial, graças, não só às gotas do sacrifício do trabalho, mas também à colaboração desta equipa especializada. Os serviços foram evoluindo de acordo com as exigências do mercado e ganhou a identidade que hoje lhe confere primazia no setor, como conta Vaz Martins, “quando a empresa começou só fazíamos engenharia. O mercado começou a evoluir e os nossos clientes começaram a pedir-nos soluções chave na mão. Mantivemos a componente de engenharia, e começamos a eletrificar quadros elé-

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tricos, isto porque os quadros elétricos estão também associados a engenharia elétrica por nós desenvolvida, e só desta forma se consegue a optimização destes equipamentos. A última componente das soluções chave na mão, a montagem de campo é efetuada em regime de outsoursing com parceiros habituais.” Os serviços

Todo o desenvolvimento é feito na empresa, “nós é que temos a responsabilidade, temos os conhecimentos e, portanto tudo é feito dentro da APINEQ”, adianta Vaz Martins. A APINEQ tem ao dispor um conjunto de serviços extensíveis a Projetos de Engenharia de Automação, com soluções de engenharia de automação, que incluem software para autómato, sistemas de

controlo e supervisão em paneis (tácteis ou de teclas) ou PC’s; à área da Informática, onde desenvolvem aplicações informáticas que permitem fazer a gestão da informação, utilizando as mais recentes e estáveis linguagens de programação e bases de dados. Estas aplicações poderão ter ligação ao sistema de controle para otimização do processo. Os serviços desenvolvem-se também na área das Montagens Elétricas, com colaboradores especializados na eletrificação de quadros elétricos e na cablagem. A assistência técnica é outro serviço desenvolvido pela APINEQ e que garante a confiança dos clientes, pois a empresa possuí um grande know how na resolução de problemas técnicos mesmo em projetos que não tenham sido desenvolvidos pela APINEQ. A componente chave na mão traz ga-


rantias ao cliente, ajudando na fidelização e na confiança que estabelece com a empresa. A APINEQ está sempre disponível para ajudar os seus clientes a simplificar dificuldades, tal como atesta Vaz Martins, “tenho clientes que me ligam de madrugada, para mim ou para os técnicos, pois sabem que vamos lá e resolvemos o problema.” Os mercados

Cerca de 95% do seu mercado são grandes empresas, chamados clientes institucionais no setor privado. Atuam tanto no mercado nacional como internacional, mas, segundo Vaz Martins, “ainda há muita dificuldade em mostrar aos mercados internacionais que os portugueses não são apenas especialistas em construção civil e que nas engenharias também são fortes.” Atualmente trabalham com Espanha, França e Alemanha; com países africanos como Marrocos e Angola e também na Venezuela. Vaz Martins garante que a empresa tem tudo para crescer muito mais no mercado externo, sobretudo nos países africanos, “estamos a tentar estender-nos para Moçambique”. Mas a APINEQ tem também pretensões para outros mercados como adianta Vaz Martins, “mais tarde ou mais cedo iremos acabar por entrar para os países do médio oriente.” E a empresa está preparada para essa expansão, apesar de “não existirem apoios de entidades estatais no processo de in-

ternacionalização, o que dificulta a entrada nos mercados externos”, ressalva Vaz Martins. As certificações

A empresa tem duas certificações importantes para o seu setor que garantem a qualidade e o profissionalismo dos seus serviços. Uma das certificações é a ISO 9001 que é uma certificação de qualidade e inovação e a outra é a Siemens Solution Partner, “esta é uma certificação completamente diferente, feita pela Siemens AG, no qual os técnicos são auditados com exames técnicos em várias áreas e, embora a certificação seja atribuída à empresa, os funcionários também ficam certificados”, adianta o empresário. Sendo a certificação garantida por um parceiro global como a Siemens permite conduzir, a empresa a patamares elevados no setor. Vaz Martins explica que, por exemplo, “se uma empresa contactar a Siemens na Alemanha para um serviço em Portugal, a Siemens indica a APINEQ para realizar esse trabalho.” O futuro da APINEQ passa pelo crescimento da empresa, já que 2013 com boas perspetivas de trabalho dependendo apenas do empenho com que habituamos os nossos clientes. Assim acontece uma evolução sustentável e segura que garante êxito.

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CÁPSULAS DE MADEIRA COM ARTE Todos gostamos de ouvir uma rolha saltar fora, porque é sinal de festa. Mas há rolhas e rolhas. Algumas vestem-se de arte, ornamentadas com cápsulas de madeira, cuja beleza apetece colecionar. Assim é o talento da Biocape.

A procura de mercado foi o mote para a criação da Biocape, em 1993. Um mercado muito reduzido ou até inexistente em Portugal. “Existia uma procura enorme pelas cápsulas de madeira e não existia fabricação nacional, havia a fabricação sueca, mas em Portugal não havia resposta à forte procura de cápsulas de madeira”, explica Eduardo Santos, sócio gerente da Biocape. Naquela altura, aliando a paixão pelo desconhecido à vontade de se lançarem num mercado totalmente inovador, três colegas juntaram-se para começar uma empresa com futuro, que à época se dedicava ao fabrico de cápsulas de madeira e acabamento (envernizamento e pintura) de cabos para talheres. Mas seria a produção de cápsulas de madeira, “que não era tão forte como é hoje, mas que já havia uma procura grande”, como avança Eduardo Santos, que viria a ditar o

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sucesso destes empresários. Esta necessidade levou os fundadores a tomarem uma atitude rápida e empreendedora e, dessa forma, “satisfazer o mercado”, como diz Paulo Pinto, também sócio gerente da Biocape. Em 1994 dá-se efetivamente a aquisição de equipamentos produtivos para a produção de cápsulas de madeira. A empresa começou “de forma artesanal e nós nunca pensamos que fosse possível chegar aos modelos de máquinas que temos hoje”, lembra orgulhoso Eduardo Santos. Em 2004 um dos sócios da empresa sai e o comando da Biocape fica a cargo dos dois sócios gerentes, Eduardo Santos e Paulo Pinto, que nos contam que “ao longo dos anos, foram sempre realizados pequenos investimentos, especialmente no que respeita a pequenas melhorias e pequenas atualizações nas máquinas

de produção.” Começaram também a aperfeiçoar o seu método, a evoluir na estética e na inovação e a ir ao encontro da exigência e qualidade, introduzindo as cápsulas pintadas, marcadas, com alto-relevo e baixo-relevo, com estrias laterais e outros. Aí tiveram de apostar em máquinas, “porque não existia por cá quem conhecesse o método de fabrico e as máquinas para fazer o que quer que seja”, explica Eduardo Santos. Tem valido a estes dois sócios a perspicácia, já que aproveitam o conhecimentos adquirido em antigas atividades profissionais, para preparar máquinas para o trabalho de acabamentos nas cápsulas de madeira.


A história destes dois empreendedores deixa transparecer que, até aqui, a viagem tem sido autodidata e “continuará a ser, pois o mercado evolui sempre e os ensaios são sempre obrigatórios para testar novas formas e novos acabamentos que levem à perfeição e qualidade”, alega Paulo Pinto. O processo tem sido longo e difícil, já que estar a pisar terreno desconhecido no mercado português, tem exigido a estes dois aventureiros uma aposta num trabalho de investigação solitária. Um processo difícil, “mas satisfatório, porque exige trabalho e criatividade”, diz Eduardo Santos.

O mercado

Com cerca de 27 funcionários, a empresa tem apostado na formação interna, de modo a garantir a qualidade exigida pelos mercados que são essencialmente internacionais. Assim, as cápsulas de madeira da Biocape podem ser contempladas na África do Sul, Canadá, Japão, América, México, Índia, Escócia e um pouco por toda a europa. Ou seja, a Biocape fornece para todo o mundo cápsulas de madeira. Portugal, como o próprio Paulo Pinto admite “é um mercado mais pequeno” e por isso, um consumidor mais módico.

O produto

A Biocape responde atualmente ao seu objectivo primordial, que é a produção e comercialização de cápsulas de madeira para rolhas de cortiça e outros. As cápsulas de madeira são utilizadas nos vinhos licorosos, em bebidas espirituosas, em garrafas de azeite numa linha gourmet e nas inúmeras solicitações dos clientes da Biocape. A diferença é que estas cápsulas são biodegradáveis, mais elegantes, nobres e apresentam-se num contexto mais clássico. As cápsulas de madeira conferem ao produto um toque de requinte, um ar mais distinto e refinado. A motivação e o futuro

Os dois sócios que comandam a Biocape são polivalentes em todas as áreas, desde a gestão, a mecânica e inovação, já que são obrigados a aprender sozinhos e com as situações que vão surgindo novas técnicas de aperfeiçoamento. “A motivação é estarmos a fazer aquilo que os outros não fazem”, desvenda Eduardo Santos. Um dos objetivos imediatos que a Biocape tem em mãos é a melhoria das atuais instalações para dar resposta ao mercado e dessa forma acompanhar a sua evolução.

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MMVV GÉNIOS EM LOCALIZAÇÃO E FUNCIONALIDADE O que pediria ao génio da lâmpada? Estar sempre onde o cliente está? Ter a melhor vista para o mar? A MMVV – Fábrica de caravanas realiza os seus desejos.

Em Portugal e na Europa a venda ambulante tem vindo a afirmar-se como uma modalidade em franco crescimento, devido à evolução da qualidade dos veículos, ao design e funcionalidade da caravana. A MMVV nasceu em 2005, na cidade de Coimbra, fruto da experiência, união e com rodagem numa estrada com destino ao sucesso. Os seus fundadores, Eduardo Murteira e Lucília Durão são, ainda hoje, os pilares da empresa em conjunto com alguns dos seus colaboradores de raíz. Nos primórdios da sua atividade, todos os seus colaboradores se deslocavam do Porto para Coimbra, diariamente, dando um exemplo de dedicação e empenho profissional. Após quatro anos de muito esforço, a empresa reuniu as condições necessárias para a tão desejada mudança para o Porto, onde se situa atualmente.

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Fabricam caravanas comerciais, autobares, unidades móveis de saúde e fazem todo o tipo de transformações em viaturas para multiplos fins, fabricam ainda caravanas para lazer. São quase como alfaites que fazem fatos por medida, como explica Lucília Durão: “O que nos diferencia é que fabricamos por medida, cada unidade é única, só fabricamos por encomenda e não existem duas unidades iguais, só se o cliente o solicitar”. Todo o processo de fabrico da autocaravana é realizado na fábrica da MMVV, desde a primeira peça. É projetado o design, fabricam-se os chassis, os painéis, os móveis, aplicam-se as suspensões, os equipamentos tudo num processo de competência e num ciclo que o cliente pode e deve acompanhar. A qualidade e a durabilidade são as principais preocupações no fabrico do seu produto. “Estas caravanas são o local de trabalho e

o ganha pão do nosso cliente”, destaca Lucilia Durão. Nos dias que correm é importante ir de encontro ao cliente, às suas necesidades e é partindo deste pressuposto que as caravanas MMVV são de fácil mobilidade. Uma mão-de-obra altamente qualificada, fruto de mais de vinte anos de experiência, permite a estes profissionais adaptar os seus processos e evoluir de forma responsável. São procurados pelos seus clientes e reconhecidos pelo seu brilhante desempenho. Eduardo Murteira é o “motor” da empresa, sendo as caravanas da MMVV também conhecidas como as “Caravanas do Murteira”. Segundo Eduardo Murteira a empresa tem uma “política de proximidade com o cliente aliada à qualidade dos seus produtos” e é isso que os distingue. Além disso, o serviço pós-venda é permanente e o cliente assistido e acompanhado constantemente.


Procura de novos mercados

A MMVV exporta grande parte da sua produção para o continente Africano passando também pela Europa. O recente panorama obrigou-os a procurar novos mercados e estes revelaram-se cruciais para o seu sucesso. Não descurando, porém, o mercado português onde apostaram num comercial ambulante e na realização de feiras para darem a conhecer os seus produtos. A empresa fabrica cerca de sessenta unidades por ano, mas chegou já a produzir cinquenta caravanas em quatro meses, para o exterior. Atingindo um patamar do qual, segundo Lucília Durão, muito se orgulham: “Esta encomenda era um projeto impossível de realizar em quatro meses e foi desde aí que percebemos

que com muito trabalho e a vontade de vencer conseguimos tudo. Quando lutamos e conseguimos ultrapassar os obstáculos, ficamos mais fortes e hoje não existem impossíveis para a MMVV”. A empresária sente, no entanto, que devia existir apoio por parte do governo português e outras instituições que, à semelhança do que já se faz em outros países, auxiliassem o crescimento deste tipo de empresas. Na opinião de Lucília Durão há ainda um longo caminho a percorrer no nosso país e os obstáculos a um crescimento sustendado são muitos. Refere que a lei que homolga a produção e fabrico de caravanas em Portugal não está em total concordância com a de outros países europeus e a empresa que exporta tem que procurar conhecer as diretrizes para agir em conformidade com a lei.

das caravanas. Hoje procura-se a cor, os painéis com publicidade, o conforto e a diferenciação. As caravanas podem assumir diferentes formas, ser mais ou menos apelativas. Desde caravanas de farturas e bares a consultórios de dentista e unidades de rastreio. Pode ir-se até onde a imaginação do cliente quiser, dependendo do que projetar para o seu negócio. A MMVV está a colher os frutos do trabalho honesto e exímio que realizou até hoje. É um crescimento moroso e lento, mas o mérito e empenho dos empresários refletem-se no seu sucesso. Como empresários ambiciosos que são, procuram a excelência e prevêm crescer em 2013 mais ainda que em anos anteriores.

Crescimento e Visão

Longe vão os tempos em que as caravanas eram meras unidades brancas. Graças à evolução e visão dos empresários, percorreu-se um longo caminho em termos de design e comunicação no mercado Fevereiro 2013

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GRES PANARIA PORTUGAL SOLUÇÕES CERÂMICAS INSPIRADORAS

Espaços que respiram uma alegria nova e inspiradora. Ambientes que fazem sentir bem quem os experimenta. Eis o que a Margres e a Love Tiles proporcionam. Tudo para que viva para lá da rotina.

A produção de mosaicos cerâmicos é o “core business” da empresa Gres Panaria Portugal, presente no mercado com as marcas Margres e Love Tiles. A Gres Panaria Portugal está integrada no grupo italiano Panaria Industrie Ceramiche SPA, um dos principais produtores italianos de pavimentos e revestimentos cerâmicos. Com mais de 30 anos de experiência no fabrico e venda de pavimento e revestimento para os segmentos de gama alta e luxo. Este grupo chegou a Portugal em 2002, no arranque do seu processo de internacionalização, em busca de empresas de cerâmica. “Analisámos várias empresas em diversos países e Portugal surgiu-nos como a melhor opção porque nos abria um novo mercado, com uma forte cultura na área de cerâmica”, diz o presidente da empresa, Marco Mussini.

O grupo Panaria adquiriu uma primeira unidade industrial em Ílhavo – Margres - e posteriormente, outra em Aveiro Love Tiles, com as quais se constituiu a empresa Gres Panaria Portugal. Por forma a aproveitar economias de escala a empresa procedeu à criação de uma estrutura comum a nível financeiro e logístico. Com 450 trabalhadores distribuídos pelas duas unidades industriais, a empresa está apostada em aumentar a exposição internacional dos seus produtos, pelo que “a busca de novos mercados é uma das prioridades estratégicas”, afirma Marco Mussini. Em 2011 a Gres Panaria Portugal apresentou uma faturação de 53 milhões de euros, com um volume total de exportações superior a 60%, sendo os principais mercados França, Itália, Alemanha,

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Bélgica, Rússia entre outros. O grupo Panaria conta com cerca de 1800 funcionários e mais de 9000 clientes em todo o mundo. Detém seis unidades produtivas (três em Itália, duas em Portugal e uma nos EUA), todas de vanguarda do ponto de vista tecnológico, produtivo e ambiental. Expansão adiada

A Gres Panaria Portugal tem um projeto para construção de uma nova unidade fabril num terreno de 200.000 metros quadrados já adquirido para o efeito. No entanto, “face à atual situação económica mundial, o projeto aguarda por um momento mais propício para avançar”, frisa Marco Mussini, acrescentando, porém, que “o objetivo do grupo continuará a ser investir em Portugal, porque é um dos países com melhores condições para


o desenvolvimento da atividade.” “Para aguentar o embate causado pela crise no setor da construção,  é preciso continuar a distinguir as nossas marcas através do bom serviço, boa qualidade, boa apresentação do produto, inovação e estética”, salienta Marco Mussini. Novas soluções cerâmicas

A Margres lançou recentemente uma nova gama de produtos grés lâmina que se caracteriza pela sua grande dimensão e baixa espessura. A gama denominada LINEA revela-se particularmente adequada ao mercado da renovação, permitindo a arquitetos, designers de interiores e aplicadores soluções mais rápidas e eficazes para o cliente final. Por permitir a colocação das placas sobre pisos pré-existentes abre novas possibilidades de decoração a menor custo, tornando-se particularmente atrativa para a renovação de espaços domésticos ou empresariais.

Margres A Margres surge em 1982, sendo uma das primeiras fábricas de grés porcelânico a nível mundial. O grés porcelânico, produto alcançado com recurso às mais avançadas tecnologias na indústria cerâmica, conjuga a elevada beleza das pedras naturais com uma elevada resistência, aliando ainda a extrema facilidade de manutenção e limpeza. É este produto que torna a Margres líder em Portugal na área de pavimentos e revestimentos de alta gama e luxo.

Linea é a nova geração de grés porcelânico Margres que revoluciona o próprio conceito de cerâmica, abrindo novas oportunidades de utilização e conceção do espaço, onde antes eram preferidos outros materiais. As revolucionárias placas grés lâmina são produzidas com recurso a uma tecnologia inovadora, que transforma por meio de uma força de prensagem de 15000 toneladas, argilas puríssimas e pigmentos naturais em placas cerâmicas de 3metros por 1 metro com apenas 3mm de espessura.

Love Tiles A marca Love Tiles surge em 2008, em substituição da marca Novagres, e apresenta-se no mercado com um novo conceito de pavimentos e revestimentos cerâmicos. “Why do we love?” foi o mote para a apresentação pública deste novo projeto ligado a um conceito de marketing emocional. O impacto não podia ter sido maior. Pela sua flexibilidade em gamas, cores, formatos e integração de materiais inovadores, assume-se como a resposta às exigências de um consumidor sofisticado em termos de decoração. O objetivo da Love Tiles é ser uma solução de decoração para toda a casa.

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o p inião

A ESTRATÉGIA DA DIVULGAÇÃO Amarante, cidade de escritores, poetas, pintores, com um grande património histórico, cultural, religioso e gastronómico, tem um enquadramento paisagístico natural, que faz desta terra polo natural de atração de turistas. Se acrescentarmos a tudo isto a sua proximidade ao DouroPatrimónio da Humanidade e ao Porto, capital do norte, que tem tido um aumento significativo de visitantes, diríamos que Amarante, a “Sintra do norte”, como algumas pessoas consideram, tem uma grande dinâmica ao nível do turismo. Mas não tem. A informação que disponibilizamos a um turista acerca do território que podem visitar é fundamental para que possa fazer a sua programação, tendo em conta que o território é para essa pessoa desconhecido. Se acrescentar ao início deste artigo, o nome de Teixeira de Pascoaes, Amadeo de Souza Cardoso, António Cândido, António do Lago Cerqueira, entre outros, o centro histórico de Amarante, os edifícios que fazem parte da Rota do Românico, o rio Tâmega e as serras do Marão e Aboboreira, o vinho verde, a doçaria conventual e toda a nossa gastronomia, percebe-se porque é que a informação é fundamental. Promover um concelho, deve estar sempre integrado na estratégia de promoção da região. Apesar da riqueza e diversidade de oferta de um concelho, é necessário haver oferta suficiente para que possamos ter o turista no mínimo dois dias a visitar esta região. Para isso é importante ter oferta de atividades desportivas, de lazer ou culturais, acima de tudo é necessário proporcionar um conjunto de experiências e de sensações que os façam ter vontade de voltar. Quero também por isso dizer que Amarante possui um fantástico campo de golfe, um excelente parque aquático, e condições únicas para a prática do BTT ou para passeios pedestres, e muito mais… Quis trazer este exemplo para transmitir e reforçar a ideia que o desenvolvimento das diferentes regiões de Portugal tem de se fazer, muito, pela promoção e valorização dos seus recursos endógenos. Os recursos já os temos, só temos de investir numa boa estratégia de divulgação. No contexto atual e com o que se perspetiva para os próximos tempos, acredito que este será um grande contributo para dinamizarmos as regiões e os seus agentes económicos, fixando pessoas, criando oportunidades de negócio, e evitando desequilíbrios maiores na ocupação do território. Luís Miguel Ribeiro Presidente da Direção do Conselho Empresarial do Tâmega e Sousa

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SINÓNIMO DE SOLIDEZ E CONFIANÇA Um parque de máquinas de última geração, instalações modernas e recursos humanos com formação adequada são os elementos chave do cartão de visita da Cardoso & Arantes.

Solidez, qualidade e confiança marcam o percurso da Cardoso & Arantes na confeção têxtil. Vocacionada para a produção de vestuário exterior, utilizando como principal matéria-prima o algodão, a Cardoso & Arantes, criada em 1980 em Cristelo, Barcelos, trabalha para as principais marcas e, por isso, veste os mercados interno e externo. Crescer de forma sustentada e atenta ao “mercado sem fronteiras”, cada vez mais exigente e diversificado, tem sido uma das principais preocupações da administração. Hoje a Cardoso & Arantes, distinguida em 2012 com o estatuto de PME Líder, orgulha-se de assumir uma posição de relevo na sua área de negócio. Para tal também muito contribuiu o significativo investimento, desde novas instalações com outras funcionalidades a equipamentos modernos de tecnologia de ponta, melhorando significativamente a capacidade produtiva. Hoje são já meia centena de colaboradores experientes e dedicados, e uma “valiosa rede de confecionadores que contribui para assegurar uma resposta rápida e eficaz”, esclarece o sócio-gerente, Mário Arantes.

dos laços com os clientes. “Ética e transparência são essenciais para o crescimento sustentado e para a continuidade da relação comercial com os parceiros de vários anos”, explica Mário Arantes. Exporta parte da produção para a Europa e também uma pequena fatia para os EUA, mas é no mercado português que a Cardoso & Arantes mais trabalha. E espera continuar a dar em 2013, assumindo a sua filosofia de continuidade, prudência e profissionalismo.

Consciente das dificuldades que o país atravessa, Mário Arantes está, por outro lado, confiante no futuro do setor têxtil e, sobretudo, no da sua empresa. A aposta na qualidade e na diferenciação dá razões à Cardoso & Arantes para continuar a acreditar num futuro bem sucedido.

Na génese da Cardoso & Arantes, nos idos anos de 80, está a “ousadia” de um grupo de sete amigos, onde figuram os dois sócios responsáveis ainda hoje pela gestão desta confeção. O que estes empreendedores não imaginavam era que a empresa que criaram de forma espontânea fosse assumir, ano após ano, uma posição de destaque no mercado português. Mas o crescimento não surge por acaso. O segredo passa pela formação contínua dos colaboradores, pelo constante investimento em equipamentos inovadores e pelo fortalecimento

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FERESPE NA VANGUARDA DA FUNDIÇÃO DE AÇO

A capacidade de produzir com muito valor acrescentado garante à Ferespe um lugar insubstituível nos mercados interno e externo.

A Ferespe, empresa de fundição de ferro e aço, localizada em Fradelos, Vila Nova de Famalicão, orgulha-se de estar na linha da frente volvidos 31 anos desde a sua fundação. O início da atividade ficou marcado pela produção de ferros de alta liga, para preencher um nicho de mercado inexistente em Portugal, mas anos depois a empresa passou também a produzir aços de alta, média e baixa liga, bem como aços inos e aços inox super duplex, para a indústria em geral. Foi uma estratégia do fundador da Ferespe que veio motivar ainda mais os 71 colaboradores, entre os quais Acácio Alves e Sandra Coimbra, que se recordam desse momento como se fosse hoje. “O engenheiro Jorge Casais foi um visionário. Sempre defendeu que a empresa devia ser ativa e proativa face ao mercado para estar na vanguarda tecnológica. E nunca colocou entraves à formação profissional dos seus colaboradores”, afirma Acácio Alves, responsável pelo departamento de produção, na empresa há 31 anos. Por seu lado, Sandra Coimbra, responsável pelo departamento de qualidade, na empresa há 20 anos, realça que o fundador da Ferespe “cultivou uma cultura de empresa ao ponto de os colaboradores viverem a empresa e em prol do cliente”.

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Hoje a Ferespe especializou a produção na fundição de aços especiais, posicionando-se num nicho de mercado que se caracteriza por pequenas e médias séries. “A produção de peças unitárias, com uma quantidade extra de requisitos de acompanhamento, análises e ensaios que lhes garante muito valor acrescentado, colocou a empresa numa posição diferenciadora no mercado nacional”, afirma Sandra Coimbra. A produção unitária – para a qual a Ferespe possui um forno de 150 quilos – implica uma estrutura de planeamento em tudo diferente da das grandes séries, com “prazos de entrega exigidos muito curtos, padrões de qualidade muito elevados e o respeito pelo meio ambiente muito importante”, nota. Aposta na moldação manual

A capacidade de venda de peças fundidas é atualmente de 1200 toneladas por ano, 95% das quais se destinam ao mercado externo. As principais indústrias para as quais a Ferespe produz são a petrolífera, a alimentar e a ferroviária. A curto prazo a empresa de fundição prevê entrar também na indústria nuclear para produzir componentes para centros de produção de energia. A Ferespe possui moldação mecânica e moldação manual. De resto, a moldação manual – que permite produzir peças únicas de 500 quilos –, em virtude de


ser cada vez menos usada na Europa, representa uma das apostas futuras da empresa. “O nosso objetivo passa por aumentar a produção de peças moldadas manualmente. O projeto industrial já arrancou e, ainda este ano, penso que seremos fortes também nessa área”, realça Acácio Alves. Refira-se que para a execução de moldes a Ferespe recorre à subcontratação, tanto a carpintarias tradicionais, como a empresas que possuem equipamentos de prototipagem rápida. Já a fusão é assegurada por três fornos de indução (dois de 1000 quilos e um de 500 quilos) e o controlo por dois espectrómetros que permitem cumprir os requisitos dos clientes e as normas internacionais. Tecnologia avançada

A empresa possui diversos equipamentos, entre os quais granalhadoras e rebarbadoras, para garantir o bom acabamento das peças fundidas. O tratamento térmico é assegurado por um forno com capacidade para três toneladas, mas, caso necessite, e empresa recorre à subcontratação desta operação. Refira-se ainda que a Ferespe possui um sistema de reconhecimento de moldações por telemetria que permitiu, por um lado, melhorar a qualidade da areia – e, consequentemente, da peça fundida – e, por outro lado, reduzir de forma

significativa os desperdícios e aglomerados. Além disso, com o propósito de acrescentar valor às peças fundidas, a Ferespe possui também uma “capacidade adicional”, pois cerca de 40% das peças que produz são agora vendidas maquinadas e até montadas. “Cada vez mais oferecemos um produto com muito valor acrescentado”, sublinha Sandra Coimbra. Parcerias com universidades

A Ferespe sempre teve relações preferenciais e de proximidade com os centros de saber. Nesse sentido, está envolvida em projetos de investigação e desenvolvimento, em diversas áreas, com universidades e centros de investigação e tecnológicos nacionais e internacionais. No que respeita à política social, a empresa avalia regularmente o grau de satisfação e desempenho dos colaboradores, promove cursos de formação e adota medidas de ação social.

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MUITO MAIS QUE LUZ www.electroleite.pt

Alguém disse um dia que o primeiro amor na vida é a luz. Assim nasce a história da Electro Leite, do amor de uma família pela área da eletricidade.

Energias Solar e Fotovoltaica

AVAC (Ar Condicionado/ Ventilações)

Aquecimento Central

A história de amor pela luz conta-se por gerações. Começou “em 1960 com o meu avô, pois ele tinha sido responsável pela instalação da eletricidade aqui nos arredores e decidiu fundar a eletromecânica de José Leite da Costa”, desvenda Vítor Costa, um dos atuais administradores. E continua, “em 1979 o meu pai assume a empresa, em 1996 entro eu, em 2001 o meu irmão, João Costa, mas sempre com o meu pai ao comando e em 2012 eu e o meu irmão assumimos a empresa.” Com cariz familiar, a Electro Leite está prestes a fazer 53 anos e sempre com um crescimento notável. Vai agora em três gerações e, diz Vítor Costa: “Esperamos passar à 4ª geração.” É caso para dizer que este amor é uma luz que nunca se apaga e que, sempre com visões novas, se vai diversificando nos serviços ao longo das décadas.

Gás

Produtos e serviços

Quando começou, a empresa dedicavase apenas à especialidade de eletricidade e pichelaria, “que era o que na altura o meu avô sabia. Ele aprendeu a arte com o meu bisavô”, revela Vítor Costa. No entanto, as gerações novas souberam aproveitar a herança, mas investiram também com novos conhecimentos, como conta Vítor Costa: “Ao longo dos anos, quando o meu pai começou a assumir as rédeas da empresa, em 79, começou a desenvolver outros serviços ligados à construção e dei-

Electricidade

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xou de ser só a eletricidade e a pichelaria para abranger também outras áreas de especialidade que foram surgindo, como a energia solar, o aquecimento central e outros serviços.” Atualmente, com a recente geração, a empresa apresenta uma vasta experiência e um grande profissionalismo em instalações elétricas de baixa e média tensão, com foco na indústria, habitação, terciário e obras de caráter social entre outras, com especialidade em Domótica KNX/EIB e automação; telecomunicações e instalações elétricas convencionais. Na segurança com rede de deteção e intrusão, vídeo vigilância e rede incêndio. Em instalações hidráulicas, como saneamento, pichelaria, pluviais, sistemas de rega, gás e sistemas de bombagem. Na área da climatização, com serviços em ar condicionado, pavimento radiante e aquecimento central. Atua também nas área das energias renováveis, em parti-


cular na energia solar, bombas de calor e fotovoltaico. A diversidade dos produtos e serviços abrange ainda as áreas da aspiração central, som ambiente, piscinas e mobiliário em cozinha e banho. A polivalência exige a formação dos cerca de 34 funcionários, pois como avança João Costa, irmão e também administrador da empresa: “Temos uma certa polivalência que é feita com equipas específicas de cada uma das suas áreas. A formação hoje em dia é essencial, pois pode dar uma resposta mais eficaz ao cliente e consegue solucionar melhor os problemas.” Áreas Certificadas

As certificações que a empresa possui são tão inúmeras como os serviços que

presta, mas são estas certificações que permitem à empresa dar segurança ao cliente e atestar a qualidade da sua atuação. A Electro Leite possui certificações na área da eletricidade, gás, energia solar, domótica, construção e imobiliário (porque estão ligados a uma outra empresa na área de reconstrução e reabilitação urbana no Porto), de ITED em telecomunicações e outras áreas.

Telecomunicações

Vídeo Vigilância

As parcerias e áreas inovadoras

Os projetos são muitos, a vontade de crescer também e, talvez por isso, as soluções que apresentam se diversifiquem. “Sem medo do mercado”, como adianta Vítor Costa, estão a estender o raio de luz para outros horizontes, em conjunto com uma empresa de Coimbra, a “Coolhaven” e com a Universidade de Coimbra, num projeto de desenvolvimento de casas modulares ou pré construídas e com essa novidade estão a conquistar o mercado externo, em países como França, Moçambique e outros. Os objetivos são sempre no sentido de crescer, mas sempre com “os pés assentes na terra” como salienta Vítor Costa. Manter a empresa com o mesmo ritmo, com coisas diferentes, sempre com alternativas e dessa forma garantir um negócio sóbrio e de sucesso são as ideias da atual geração para a Electro Leite. E assim fazer valer o pedido que o avô, o fundador da empresa, fez aos netos “não abandonem a empresa”, como revela Vítor Costa.

Sistemas de Rega

Piscinas (Equipamento Eléctrico e Hidráulico)

Pichelaria

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p ro d uto portu guê s

UMA TRADIÇÃO DE LUXO As mãos que criam as peças da Tapeçarias Ferreira de Sá são portuguesas e têm poesia; são também mãos do mundo, que cerzem tapeçarias de luxo que adornam diversos países. A conquista começa pela Alemanha em 1946, com Joaquim Ferreira de Sá e a demanda nunca cessou. A velar orgulhoso pelo património, o retrato do fundador espia o trabalho que ele próprio iniciou. A história reparte-se por três gerações que têm seguido com o sonho de adornar o mundo com tapeçarias de luxo com a assinatura Ferreira de Sá. No início, a empresa empregava cerca de 200 pessoas, maioritariamente mulheres, com uma exportação direcionada para a Alemanha. Era uma das empresas que mais tapeçarias em Portugal exportava. Mas, sem pressa de morrer, a Tapeçarias Ferreira de Sá perdura no tempo. Em 1992, a terceira geração recupera o sonho sob o olhar brioso do avô, como explica a administradora Fernanda Barbosa: “Até se diz aqui na empresa que o meu avô pôs a mão em cima dos netos, porque fizemos todo o sonho que ele tinha, que era exportar, exportar, exportar e aumentarmos o setor do artesanato”.

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Carlinda Ferreira de Sá, filha do fundador, delega à terceira geração, a continuidade da arte de tecer tapeçarias. Fernanda Barbosa, engenheira têxtil, é uma das caras da terceira geração, juntamente com Cristina Barbosa, Joaquim Barbosa e Nuno Barbosa. Tendo o sangue como motivação e a paixão pelo artesanato, a terceira geração alia a tradição à inovação. Ladeada por uma paleta de cores, na sala de amostras, Fernanda Barbosa avança: “Retomamos os teares manuais, admitimos mais colaboradores e voltamos um bocadinho ao que era o tempo do meu avô. Aliamos a experiência adquirida aos constantes desenvolvimentos tecnológicos. Investimos muito, acompanhando os grandes desafios atuais, que requerem da indústria uma atitude de contínua atualização e adaptação ao mercado, passando invariavelmente pelo aperfeiçoamento da qualidade e pela oferta de produtos com maior valor acrescentado. Investimos igualmente no design, na formação dos nossos quadros, em novos teares artesanais, que são réplicas do passado.” Localizada em Silvalde, no Concelho de Espinho, a empresa tem mostrado ao mundo como um legado cultural pode ser sinónimo de qualidade. O foco do seu mercado, 95% externo e 5% nacional, são unidades hoteleiras e decoradores, no segmento de mercado de topo, como refere Fernanda Barbosa, “Trabalhamos com uma grande diversidade de arquitetos e decoradores.”


O Espólio

Em 1971, acrescenta ao seu valioso espólio os desenhos da antiga fábrica de Beiriz. A empresa é especialista na tradição do “Ponto de Beiriz” ou o Ponto Manual Português, como é conhecido. O espólio valiosíssimo, um leque de telas pintadas à mão que datam da metade do século XX, ainda hoje é solicitado para trabalhos mais clássicos, como museus e igrejas. O Parlamento da Holanda assim como um Museu no centro de Amesterdão (foto anexa do Museu Willet Holthuysen), com peças Ferreira de Sá, “a Holanda é um país que nos procura pelo espólio, porque tinha também, no início do século XX, a tra­dição do nó manual”, adianta Fernanda Barbosa. Em Portugal, o acervo está patente no projeto do magnifico Hotel centenário, o Vidago Palace Hotel. O Portfólio

A empresa reúne trabalhos de orgulho nacional e reconhecimento internacional, com peças em museus, hotéis, eventos sociais, edifícios institucionais públicos e privados, a salientar o Museu Willet Holthuysen, em Amester­dão, o Vitra Design Museum, o Museu Mercedes Benz, boutiques conceituadas da alta costura como Dior, Louis Vuitton, ou Kenzo e para finalizar o ano de 2012 a empresa ganha todo o novo layout da Marca Volvo para o mundo Inteiro. O portfólio criativo invade outros projetos que envolvem, tam­ bém nomes sonantes, como Siza Vieira e Frank Gehry, dois ar­ quitetos com peso e medida que fazem parceria com a empre­ sa em algumas coleções artísticas. Frank Gehry é um arquiteto americano que estreitou laços com a empresa, como adianta Fernanda Barbosa: “estamos a fazer em conjunto uma coleção e, em princípio, vamos fazer a apresentação, ainda este ano, num evento nos E.U.A.”.

Uma Empresa com Amor

A relação com os 98 funcionários é quase familiar. O pai da administradora, Fernando Barbosa, é médico e dá apoio na empresa, “os colaboradores têm o privilégio de ter um médico a tempo inteiro, ter saúde cuidada, o que é uma motivação”, atesta Fernanda Barbosa. Mas o afeto manifesta-se também na admiração que a administradora deixa transparecer: “a administração tem muito carinho por todos os seus colabora­dores, porque eles são artesãos, são artistas únicos. Para mim qualquer colaborador é um artista plástico. É com todo o amor e empenho diário, que temos conseguido um crescimento sus­tentado e contínuo. Procuramos as melhores soluções para os nossos clientes, não nos comprometemos unicamente com a primazia dos nossos tapetes, mas empenhamo-nos igualmen­te, com orgulho, na construção de relações de excelência.” Aliando o passado ao presente, a Tapeçarias Ferreira de Sá atravessa gerações sem perder a identidade e assumindo-se como uma marca de luxo nas tapeçarias personalizadas a nível nacional e mundial.

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DE PORTUGAL PARA O MUNDO O conceito é calçar os sapatos e acordar noutro país. Especializada em calçado masculino, Domingos José Leite, Lda. está exposta nas montras do mundo e seduz um mercado sedento de elegância e qualidade.

A empresa exerce a sua atividade na produção de calçado para homem, especializada num segmento de alta qualidade de fabrico, é conhecida no mundo através de marcas de referência e de luxo, sendo “a maioria no mercado externo, como por exemplo, França e Inglaterra”, explica Augusto Leite, administrador da empresa. Situada na Vila de Cucujães, em Oliveira de Azeméis, a empresa Domingos José Leite, Lda., é também conhecida por “Calçado Hércules”, nome herdado pela história da empresa. Nasceu em 1988, ao comando do pai dos atuais proprietários, com a designação Domingos José Leite. A empresa compra a marca portuguesa mais antiga e com tradição desde 1935, e daí a alcunha “Calçado Hércules”. Especializada na produção de calçado em couro cozido e pele, a empresa tem tradição e peso na história da produção de calçado masculino. Com instalações próprias, compostas por um edifício novo numa área total coberta de 1200m2, a empresa está bem equipada com tecnologia atual e de ponta. Tecnologia e arte manual

A aposta nas máquinas de topo que garantam a produção das encomendas tem sido uma das preocupações da empresa, mas como explica Augusto Leite, “algum do calçado ainda exige trabalho manual”. É precisamente esta parceria entre a tecnologia e o “saber das mãos” que assina a qualidade do “Calçado Hércules”. Assim, com a celeridade que a tecnologia permite e o cuidado que as mãos emprestam, o trabalho sai com perfeição e apuro.

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Esta aliança, a aposta na evolução e os anos de conhecimento na arte da produção de calçado têm permitido à empresa a hegemonia do mercado, já que os clientes se fidelizam à marca e à qualidade do seu calçado. Aliás, os seus próprios clientes “exigem que os sapatos possuam a indicação de made in Portugal”, como adianta Augusto Leite. A etiqueta confere a tão procurada qualidade de confeção e de materiais e a empresa vai contribuindo, desta forma, para a referência do país no mundo, colocando Portugal na rota dos países com mais tradição na moda do calçado. Calçado Hércules pelo mundo

Citando Augusto Leite: “A conquista do mercado externo foi feita passo a passo” e como os pés que deram estes passos estavam bem calçados, a conquista só podia ter tido sucesso. Atualmente, cerca de 90% da sua produção está direcionada para o mercado externo e distribuída por países como Japão, Holanda, Itália, Suécia, Dubai, Marrocos e muitos outros. A grande novidade tem sido a China que tem procurado a marca “Calçado Hércules” pela qualidade.


Domigos José Leite

Acerca da internacionalização do seu produto, Augusto Leite revela-nos, num tom embevecido, um sonho: “Gostava que o meu pai pudesse passar por uma rua de Paris para ver o seu calçado exposto nas melhores lojas, tal como está nos dias de hoje”. No mercado nacional são poucas as lojas que vendem o seu calçado de luxo, mas a empresa produz calçado para uniformes de companhias aéreas e outras empresas. As peles exóticas.

Além da confeção particular do Calçado Hércules, são também as peles que marcam a diferença. O caráter da pele é essencial para o bom calçado e, nesse sentido, a empresa tem o cuidado de escolher as melhores peles, que garantam a durabilidade do produto. Além do couro, a empresa produz linhas de calçado masculinas com peles exóticas e de beleza invulgar, como a pele de piton, de enguia, de iguana e de raia. As peles exóticas exigem um trabalho mais minucioso, já que primam pela delicadeza. E é a pensar neste cuidado, que a empresa aposta na formação dos cerca de 50 funcionários e faz a verificação meticulosa de todo o processo de conceção do produto, de modo a garantir a qualidade do trabalho.

Os desafios e os projetos

“Manter a qualidade tem sido o maior desafio, já que existe uma falta de mão-de-obra, por exemplo a nível de costura”, desabafa Augusto Leite. A falta de artesãos sapateiros tem sido uma preocupação, já que algum do trabalho desta empresa é manual. Para o futuro, Augusto Leite ambiciona a “continuação da qualidade, e para isso um forte investimento em novas máquinas para melhorar o processo de produção e, dessa forma, tentar conquistar, pouco a pouco, o mercado extraeuropeu.” A empresa Domingos José Leite, Lda. ou Calçado Hércules, como é conhecida, destaca-se no mundo pela história, pela qualidade e pela tradição. O segredo, revela Augusto Leite, de uma gestão que conduziu à distinção de PME Líder “é a dedicação total à empresa e trabalhar até altas horas em prol do desenvolvimento da empresa”, finaliza.

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TUFAMA EXCELÊNCIA NA CONSTRUÇÃO CIVIL E METÁLICA

Presença em mais de uma dezena de mercados, clientes de referência a nível mundial, obras de grande qualidade, crescimento significativo ao longo dos anos. Assim se explica o sucesso da Tufama.

A excelência do trabalho no setor da construção civil e das construções metálicas posicionou a Tufama como um dos principais motores da economia nacional. A empresa de Vale S. Cosme, Vila Nova de Famalicão, foi distinguida com o estatuto de PME Excelência 2012 ao conseguir uma faturação de 16 milhões de euros, com um volume total de exportações de 90%, contra os 11 milhões de euros obtidos em 2011. Os resultados de 2012 enquadram-se numa década de crescimento, com a Tufama a triplicar o volume de faturação, a duplicar a capacidade produtiva e a expandir o mercado, realizando obras de referência um pouco por todo o mundo e ao serviço de grandes empresas. O administrador da Tufama, António Matos, tem uma explicação para este crescimento sólido e continuado: “Presença em mais de uma dezena de mercados, clientes de referência a nível mundial, obras de grande qualidade, evolução e crescimento significativo ao longo dos anos”. A construção soldável é o core business da Tufama, assentando a atividade da empresa em três pilares: tubagens industriais, caldeiraria e soldadura. 34

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O ano de 2004 assinalou o início do processo de internacionalização da Tufama, para os mercados francês, espanhol e italiano. Hoje atua à escala global. Portugal, França, Saint Martin, Paquistão, Martinica, Brasil, Espanha, Roménia, Itália, Dubai, Irão, Angola, Noruega, África do Sul e Marrocos são os mercados onde está presente. “A larga experiência profissional ao serviço de clientes de referência concede-nos o conhecimento e a prática para otimizar processos, melhorar a eficácia e aumentar a produtividade”, afirma António Matos, que reconhece que o conhecimento dos mercados consiste também numa excelente vantagem competitiva. Setores do “primeiro mercado”

Os principais setores de atuação da Tufama são a indústria petrolífera, a indústria do ambiente e a indústria das energias renováveis. Um pouco por todo o mundo são inúmeras as obras ligadas a estes setores que contam com o conhecimento e a solidez da Tufama. “Os nossos clientes sabem que podem contar com o rigor e profissionalismo da empresa na concretização dos objetivos”, diz aquele responsável.


Experiência ganha pelo mundo

Com uma equipa de 106 colaboradores efetivos, a Tufama aposta na formação para que os seus profissionais possam dar resposta a todos os desafios, mesmo aqueles em que as obras são de grande complexidade de execução e técnica. Assim, com quase três décadas de atividade e um percurso marcado pela melhoria contínua, a Tufama aporta a cada projeto a experiência, eficácia e competência que a distinguem e caracterizam. “Uma capacidade de resposta perfeitamente adequada às necessidades do mercado e exigências dos clientes”, fundamenta. Nos próximos anos, António Matos tem a ambição de levar a Tufama “ainda mais longe”, através da aposta no “reforço das relações existentes com os clientes, valorizando-os sempre”.

António Matos, 55 anos, é o sócio-fundador da Tufama. Corria o ano de 1984 quando constituiu a empresa, munido de um “know-how” ímpar acerca da indústria metalomecânica. Tinha apenas 18 anos quando começou a trabalhar nesta área até emigrar, cinco anos depois, para abraçar novos desafios profissionais sempre ligados à metalomecânica – um percurso notável. António Matos trabalhou e aprofundou conhecimentos em países como a Venezuela, Costa do Marfim, África do Sul, França, Suíça, Síria e Líbano. Regressa a Portugal para casar com a mulher que ainda hoje o acompanha e cria uma empresa com mais quatro sócios. Surge a oportunidade de viajar até à Costa do Marfim para fazer um contrato para uma plataforma de exploração petrolífera. No regresso a Portugal depara-se com problemas que conduzem à sua saída da empresa. Há males que vêm por bem, diz a sabedoria popular. Pouco tempo depois,

António Matos cria a Tufama, motivado pela experiência e pelos conhecimentos técnicos e pessoais adquiridos no estrangeiro e, com o apoio de cinco colaboradores, inicia a atividade. O crescimento da empresa era lento até que a chegada do ano 2000 adivinha uma década auspiciosa. Em 2004 a Tufama inicia o processo de internacionalização para França, Espanha e Itália. E hoje tem uma presença global.

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50 ANOS DE SUCESSO Meio século de existência com histórias de sucesso e crescimento, um marco histórico que faz da Antebólicas uma empresas de sucesso.

O ano de 1962 marca o nascimento da Antebólicas, outrora conhecida como Indústrias Marrafa. Após meio século de existência, o seu fundador, Fernando Marrafa, quando estudava eletricidade, rádio e eletrónica, nunca imaginaria que a sua empresa viesse a obter tamanho sucesso. Situada em Ovar, a Antebólicas, então conhecida como Indústrias Marrafa, surge com cariz familiar e assim se mantém ainda hoje. Na altura, a empresa, dedicada ao fabrico de antenas de televisão e outros produtos, arrancou com apenas três colaboradores, num pequeno pavilhão, mas suficiente para testemunhar o crescimento sólido ao qual estava destinada. Assim se firmou no setor das antenas de televisão, e em 1986

a Antebólicas dá um passo inovador, decisivo e marcante para a sua indústria ao entrar no mercado das antenas parabólicas, na altura um mercado ainda pouco conhecido e explorado em Portugal. Fernando Marrafa, um nome com peso na história da receção por satélite, lembra, com um brilho nos olhos, qual o grande desafio daquela altura: “Foi lançar-me nas parabólicas numa altura em que ainda ninguém sabia o que isso era, parecia uma coisa do outro mundo e eu consegui”. Além da produção de antenas, dedicou-se a importação, distribuição e instalação de equipamentos para receção de satélite. Antebólicas – PME Líder

Nem as falhas que o mercado apresentava como, por exemplo, a inexistência de fornecedores de produtos indispensáveis para a fabricação das antenas, travou a luta de Fernando Marrafa na conquista pela imagem de qualidade e um serviço de excelência, o que projetou a Antebólicas num ciclo de crescimento exemplar, atualmente reconhecido pela distinção de PME Líder pelo IAPMEI. Esta distinção é fruto de um serviço soberano que dispõe de profissionais que garantem a qualidade dos produtos. Além disso, a empresa, que emprega cerca de dez trabalhadores, está equipada com as melhores tecnologias que permitem dar resposta ao mercado. Algumas das máquinas foram “fabricadas nas instalações da Antebólicas”, como nos conta Fernando Marrafa. Atualmente ocupam um espaço de 2000m2, o que denota o crescimento e a evolução que os anos impuseram.

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A Antebólicas e o mercado externo

Tem distribuidores por todo o país, mas a marca da empresa está também no mercado internacional. A realçar há o fato de a Antebólicas ter sido pioneira na exploração do mercado externo, já que foi a primeira empresa portuguesa a expor numa mostra de receção por satélite em Londres. Atualmente, “o nosso mercado são os países vizinhos da Europa e norte de África” revela Fernando Marrafa, e é para lá que dirige parte da sua atenção, já que é a exportação a responsável pelo grande volume das suas vendas, comparando com o mercado nacional. Mas a relação com o mercado internacional não é apenas oportunidade de negócio, mas também forma de acompanhar a evolução decorrente no setor. É assim, piscando o olho às novidades que a Antebólicas se apresenta além-fronteiras e consegue acompanhar a evolução constante e rápida a nível mundial que o setor apresenta, mantendo-se em processo constante de adaptação e inovação, acompanhando as tendências de mercado.

O presente e o futuro

O recente apagão do sinal analógico trouxe um boom pela procura das antenas TV que durante este período, obrigou ao aumento da produção. Nesta transição do analógico para o digital o fundador da Antebólicas diz que a empresa já estava “preparada para dar resposta” e que a principal preocupação, aliás como sempre, era “cumprir os prazos de entrega”. Tendo em mente que nos dias de hoje tudo muda rapidamente, a Antebólicas já alterou o processo produtivo para, dessa forma, poder ser competitiva globalmente. E porque os produtos inovadores foram sempre a sua preocupação, a Antebólicas procura agora novos mercados. Para tal já apresentou a nova gama de antenas TDT com filtro de rejeição 4G-GSM e está a preparar modelos de antenas de preços reduzidos otimizadas para receção de TDT sem interferência de comunicações 4G-GSM. Antebólicas - Parabéns pelo 50º aniversário

Após o balanço dos cinquenta anos, as preocupações para o futuro assentam na continuação de um crescimento sustentado, suportado por toda a equipa da Antebólicas, que assim vêem o seu trabalho recompensado. E, quem sabe, celebrar mais cinquenta anos, repetindo as histórias de sucesso, inovação e de visão que mantenham precursora a Antebólicas.

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MARJOMOTEX II CONFIANÇA DOS CLIENTES É A CHAVE DO SUCESSO Visão empreendedora

Atenta às tendências, pode dizerse que a Marjomotex II veste as calças e dita a moda na sua área de negócio. Uma marca própria que alia qualidade e design às suas peças.

A Marjomotex II é uma confeção têxtil de Vila Nova de Famalicão que se dedica exclusivamente à produção de calças para homem e mulher. É a partir de materiais como a ganga, a sarja ou a malha que a Marjomotex II confeciona por dia mais de um milhar de pares de calças. Nas várias áreas de especialização da empresa, desde o corte até à revisão, trabalhadores motivados e experientes deitam ‘mãos à obra’ para executar cada peça com a máxima qualidade e perfeição e para cumprir os prazos de entrega das encomendas. “Até hoje conseguimos sempre corresponder às exigências dos nossos clientes e até superar as suas expetativas na medida em que somos também seus conselheiros quando têm dúvidas quanto ao trabalho a realizar”, afirma Jacinto Silva, que desde 2001 partilha com a irmã, Mónica Afonso, a gestão desta empresa reconhecida pelo IAPMEI como PME Líder 2012. Este esforço de superação das expetativas dos clientes é possível graças à importância que Jacinto Silva atribui em marcar presença de forma assídua nos mais relevantes certames internacionais do setor têxtil e vestuário. “Consigo antecipar e perceber as tendências de moda e depois aconselhar os meus clientes quando cá chegam com amostras de peças que querem ver confecionadas”, explica.

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A Marjomotex foi criada no final da década de 70 pelo pai dos atuais gestores. Um homem visionário que, confrontado com a falta de emprego e após vários anos de experiência no setor têxtil, aventurou-se a comprar excedentes de tecidos às fábricas das redondezas. Com esses tecidos a esposa confecionava em casa peças de vestuário que depois o marido vendia na feira semanal de Famalicão. O espírito empreendedor do casal fez com que o negócio fosse crescendo rapidamente, o que obrigou à procura de instalações próprias. Já na década de 90, a Marjomotex, que então empregava cerca de 70 pessoas, vocaciona a sua atividade apenas para a confeção de calças. Foi uma aposta ganha. “O meu pai sempre teve muita visão para o negócio e então achou que era por aqui que a empresa devia seguir o seu caminho”, conta Mónica Afonso. Hoje, no entender desta responsável, a Marjomotex II (assim se designa desde 2001, com a entrada de Jacinto Silva e Mónica Afonso) consegue diferenciar-se de outras empresas do setor, nacionais e internacionais, porque, por um lado, garante sempre qualidade nos artigos que confeciona e, por outro, porque conquistou uma relação de confiança e proximidade com clientes e fornecedores que se tornou recíproca. Há ainda um outro motivo: o capital humano. É que a Marjomotex II orgulha-se de ter colaboradores motivados e experientes, com os quais mantém uma relação familiar, dada a sua longevidade na empresa. “Temos senhoras que aqui trabalham há 30 anos e outras há 20 anos. Éramos duas crianças quando nos conheceram”, diz, sorridente, Mónica Afonso.


Novas instalações em perspetiva

A necessidade crescente de corresponder às exigências do mercado, tendo em vista a otimização da sua capacidade produtiva, conduziu a Marjomotex II a adquirir novos equipamentos (são já 80 no total). No entanto, a empresa vê-se confrontada com o problema da falta de espaço. As atuais instalações não permitem assegurar níveis mais elevados de produção e, nesse sentido, Jacinto e Mónica ambicionam um novo espaço. Assim, a mudança para novas instalações é um dos projetos futuros, como afirma o gestor: “É algo que estamos a avaliar, ainda que com muita ponderação, porque, apesar de desejarmos crescer, temos muitas incertezas quanto ao comportamento do setor nos próximos tempos”. O mercado internacional está, por isso, a ser explorado. De resto, este assume cada vez maior importância no volume de negócios da Marjomotex II. Em 2012, a faturação da empresa para clientes do mercado externo rondou os 90%. “Neste momento é primordial a procura de clientes no estrangeiro, porque o mercado interno continua retraído após muitas empresas terem deslocalizado a produção para países asiáticos e do norte de África”, afirma Jacinto Silva.

Espanha, dada a proximidade geográfica com Portugal, é atualmente o principal mercado da empresa famalicense, que tem o grupo Inditex como principal cliente. Por forma a contribuir para alavancar o setor têxtil no Vale do Ave, Jacinto Silva defende duas iniciativas: a criação de uma associação de indústrias ligadas ao setor e a realização de um evento anual na região que permita promover as empresas e desenvolver oportunidades de negócio.

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CASTELOGEST · O PARCEIRO IDEAL 16 ANOS DE SUCESSO. O TODO EM PROL DO INDIVIDUAL A operar no mercado da administração de condomínios desde 1996, a castelogest começou com uma modesta carteira de clientes, tendo hoje uma forte e vincada presença no mercado com mais de 2500 clientes/condóminos. Localizada no Funchal, esta empresa de gestão de condomínios alicerça o seu êxito na satisfação e consequente fidelização do cliente. Em entrevista à revista Gestão Global, Joana Filipa Gonçalves, CEO da castelogest, faz um “balanço muito positivo e satisfatório” destes 16 anos e assegura uma continuidade assente numa política de transparência e rigor orçamental.

Quais as principais vantagens de delegar a função de administrar o condomínio a uma Empresa especializada ao invés de serem os próprios condóminos a gerir o condomínio? A gestão de um condomínio assume-se como algo que à primeira vista pode parecer simples, mas ao analisarmos todas as dinâmicas e vertentes existentes compreendemos que as dificuldades são muitas, sendo portanto mais razoável e racional entregar a quem sabe e a quem faz da gestão de condomínios o seu dia-a-dia. Exige formação técnica, pessoal e profissional. O tempo do amadorismo está ultrapassado. Tendo como desiderato supremo, a defesa do interesse dos seus clientes –os condóminos–a castelogest, membro dos órgãos da direção nacional da apegac–Associação Portuguesa de Empresas e Administração de Condomínios, procura transmitir valores assentes em pilares de estabilidade, credibilidade e prestígio junto dos fornecedores e dos seus prestadores de serviços nos condomínios. A castelogest assume-se como solução, pois é uma empresa com know how adquirido e reconhecido, coadjuvando a isso uma enorme capacidade de liderança, transmitindo esses valores a cada cliente. Tem quadros altamente qualificados, na área jurídica e de gestão. Goza de estabilidade financeira própria. Possui uma equipa de manutenção competente e disponível. 40

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Quais os serviços que prestam ao cliente? Os serviços que prestamos limitam-se à gestão dos condomínios e à melhor rentabilização dos seus fundos. Todos os restantes serviços: manutenção, limpeza, jardinagem, etc. são contratadas em parcerias com empresas da especialidade. Poder-se-á dizer que a atual conjuntura económica tem provocado um aumento nas dívidas dos condóminos? Em que medida esta situação pode agravar o contexto económico das empresas do sector? Evidentemente que as dificuldades económicas e financeiras que o país atravessa têm um reflexo importante neste sector. A cobrança das quotas torna-se mais difícil. Isto acarreta sobrecarga de trabalho e custos adicionais. Com frequência há entrega de apartamentos aos bancos. E são frequentes os processos de insolvência pessoal. A nossa justiça também é lenta, o que não ajuda nada.

Sabe-se que o atraso no pagamento dos condomínios aumentou em 10% face ao mês de Dezembro do ano transato. O que propõe para combater esta situação? Uma forma de dar mais garantias aos condomínios seria a dívida do anterior proprietário transitar para o novo. O devedor, nestas situações, é a fração. O facto de ser de A ou de B não deveria ser relevante. É que aqui também está em jogo um interesse coletivo. Em caso de compra, o comprador tem sempre a hipótese de saber a situação do condomínio antes de fazer escritura. E, no caso de entrega ao banco, em dação de pagamento, seria o de o condomínio ficaria em pé de igualdade com o banco.

A qualidade de um condomínio também depende da excelência da administração.


A Castelogest tem crescido de uma forma sustentada e consolidada, tendo convicções e uma política de gestão bem definidas. A apegac criou um estatuto que impede as empresas de se dedicarem a outras atividades, bem como um código deontológico por forma a mudar a imagem das Empresas de Gestão de Condomínios. Estas medidas são fundamentais para lhes dar mais prestígio e credibilidade? A especialização da atividade de gestão de condomínios será uma mais-valia em todos os aspetos. É necessário que haja seriedade, transparência, competência e responsabilidade no exercício da atividade. Por isso, consideramos também de extrema importância a existência do seguro de responsabilidade civil. Concorda que a atividade de gestão e administração de condomínios necessite de regulamentação e da criação de uma Lei justa que valorize os administradores profissionais e sérios de condomínios? A regulamentação da atividade de administração de condomínios é urgente. Qualquer entidade se sente capaz de administrar condomínios. E isso é altamente prejudicial, porque depois não há responsabilidade. Os fundos desaparecem, as contas não são prestadas e a documentação não existe.

Qual diria ser o segredo para estes 16 anos de sucesso da castelogest? Apesar das dificuldades normais e comuns, a castelogest tem crescido de uma forma sustentada e consolidada, tendo convicções e uma política de gestão bem definidas, ou seja, o cliente assume-se como o centro das nossas preocupações, porque a qualidade de um condomínio também depende da excelência da administração. Além disso, a castelogest aposta nos seus diversos serviços com dinamismo, seriedade e segurança, tendo sempre em linha de conta, principalmente numa fase de alguma recessão económica, o rigor orçamental.

Tendo a castelogest bases sustentadas, qualidade e reconhecimento público, quais são os grandes desafios neste âmbito? A perspectiva estratégica passa por transformar a globalidade dos clientes em promotores, missão que obviamente se assume difícil e ambiciosa, mas que acredito que será alcançada pois na castelogest «remamos» todos no mesmo sentido. Como em qualquer outro sector de mercado, as dificuldades são acrescidas pelos efeitos da denominada crise económica que, um pouco por todo lado, aporta sérios obstáculos. No entanto, a castelogest estará presente no sentido de proteger e defender os interesses do condomínio. Compreendemos as suas inquietações e tentamos criar condições para que esses receios sejam dissipados. Esta é a nossa postura e do nosso ponto de vista, a mais correta e coerente. Estrada Monumental, 284 - Centro Comercial Monumental Lido, 2º Andar, Sala 5 · 9000-100 Funchal Telf: 291 761 536 · Tlm: 964 019 289 / 966 845 264 · Fax: 291 766 446 · email: castelogest@ gmail.com ; www.castelogest.pt

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OLIGALVÂNICA 25 ANOS DE EXPERIÊNCIA

A paixão pelo setor dos produtos químicos e a experiência na área uniram-se num casamento perfeito e desta união nasce um fruto com 25 anos.

Fundada em dezembro de 1987 por três sócios, Maria Fernanda Silva, José Carlos de Pinho e José Pinho da Silva, a Oligalvânica tem sido uma das empresas no setor dos produtos químicos com crescimento galopante e sustentado. O arranque acontece no impulso seguro de dois colegas que decidem, por paixão pela área e pela sabedoria do negócio, fundar uma empresa destinada a um mercado ainda muito pouco explorado a nível nacional. A larga experiência dos fundadores no setor dos produtos químicos, sobretudo em tratamento de superfícies, ditou o destino da Oligalvânica. Desde que foi criada, há 25 anos, que a empresa conta episódios de sucesso que têm permitido o crescimento bem suportado. O segredo, revelam-nos os sócios Maria Fernanda Silva e José Carlos de Pinho, “é trabalhar para a empresa e em função da empresa”. Aliás, com a voz em uníssono, os dois sócios deixam claro que só desta forma é possível a empresa crescer, pois assumem que na Oligalvânica “são apenas mais dois funcionários que trabalham até altas horas”. Mas a empresa conta com a dedicação de 16 funcionários que, divididos pelos respetivos departamentos, asseguram a qualidade dos serviços. Desde 1987, que a história de sucesso se repete e, este ano, não foi diferente. Distinguida como PME Excelência pelo IAPMEI, a Oligalvânica tem obtido bons resultados que têm permitido o aumento de capital social, mas estes resultados exigiram também grandes investimentos. Maria Fernanda Silva admite que todo “o investimento foi acontecendo à medida das exigências do nosso crescimento”.

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Oligalvânica – Óleos e Galvânica

A Oligalvânica desenvolve e comercializa um vasto conjunto de produtos químicos para utilização nas indústrias metalúrgica e metalo-mecânica. Além desta área, a empresa apresenta ainda uma gama de produtos para tratamento de superfícies e, em particular, para galvanoplastia. A Oligalvânica comercializa aditivos para banhos galvânicos, desengordurantes, desniquelantes, decapantes de tintas e vernizes, oxidantes de latão e fosfatantes para linhas de pintura, assim como toda a gama de equipamentos para o sector da galvânica. Conta com a colaboração da conceituada empresa alemã Schlötter para fornecer os mais fiáveis e atuais processos químicos para galvanoplastia e com as empresas “LA Fonte” e “Giussani” para toda a gama de equipamentos e acessórios. Mas os serviços e produtos que comercializa não se ficam por aqui, pois tal como afirma Maria Fernanda Silva, “sempre que um cliente nos telefona a perguntar se temos algum produto, nós respondemos que, mesmo não tendo, tentamos solucionar.”


Sempre atentos às exigências dos seus clientes — é esta visão que permitiu à Oligalvânica alargar-se no mercado criando a empresa JCMF Lubrificantes, Lda, destinada à importação de lubrificantes da conceituada marca “Silver”. Assim, dá resposta ao mercado fornecendo uma extensa gama de óleos auto e industriais e na área dos solventes comercializa um vasto leque de diluentes e solventes clorados. Oligalvânica – O Presente e O Futuro

A principal preocupação dos sócios-gerentes é manter “a fidelização do cliente, já que muitos deles estão com a empresa desde que ela nasceu, mantê-los atualizados quanto às inovações de mercado e servi-los com qualidade”. Por isso a Oligalvânica aposta na investigação e na busca de novos produtos em feiras nacionais e internacionais. Além disso, o facto de a empresa prestar um serviço de proximidade, respondendo sempre às necessidades dos clientes e apresentando sempre soluções, tem garantido a preferência do cliente. Como objetivos para o futuro os fundadores da Oligalvânica, Maria Fernanda Silva e José Carlos de Pinho, pretendem continuar a trabalhar para manter o sucesso que até aqui tem acompanhado a empresa e, assim, permanecer como um dos líderes do mercado português no seu setor de atividade.

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ELETRÓNICA AO SERVIÇO DA VIGILÂNCIA

Num espaço cheio de cabos que nos ligam ao mundo da eletrónica, descortinam-se serviços múltiplos que lançam olhar à satisfação do cliente.

MTK é um nome que, depois de se conhecer, não se esquece e o difícil é não voltar. As soluções da área da eletrónica são tantas que o próprio António Amaro, um dos proprietários da empresa, revela satisfeito que “os clientes que vêm cá, muitas vezes à procura de produtos muito específicos, dizem ao empregado de balcão: ‘disseram-me que se aqui não tivesse, não tinha em mais lado nenhum’, são frases que vamos ouvindo repetidamente.” A empresa de Póvoa de Varzim dedica-se às áreas de venda e montagem de Sistemas Coletivos e Individuais de Antenas Satélite e Terrestre, Sistemas de Segurança, Som e Luz Profissional, e na venda de componentes eletrónicos vocacionados para o profissional de reparações, escolas e iniciados na área da eletrónica. Sistemas de segurança

A área da segurança tem sido a grande aposta da MTK, como conta António Amaro, “foi uma área em que nos fo-

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mos introduzindo devagarinho, até que achamos que devia ser aquela que seria a aposta no futuro. Esta acabou por se revelar a melhor aposta da empresa, porque tivemos um crescimento enorme”. Nesse sentido, a MTK desenvolveu uma equipa especializada para a área da segurança em alarmes de intrusão, vídeo vigilância CCTV, deteção de incêndios e controlo de acessos. A biografia

A MTK, fundada no início de 1993 por dois sócios, António Amaro e Aníbal Timóteo, foi conhecida durante muito tempo por Megatrónica. A empresa foi dando os passos certos e, confiante, cresceu no mercado e em serviços. Uma evolução que começou a dar sinais logo nos primeiros anos, como conta António Amaro: “Logo no primeiro ano de-

cidimos dar um passo maior e as perspetivas eram grandes. A partir daí foi sempre um funcionário por ano a entrar na empresa e, assim, a empresa foi crescendo”. Em 2005, atentos às exigências de um mercado vanguardista, os sócios decidem refrescar a imagem da empresa e a identidade corporativa, o que levou à adoção de um novo nome – MTK. Mas esta mudança veio apenas reforçar o sucesso, pois alguns dos serviços mantêm-se, outros serviços inovadores foram surgindo e conserva-se ainda “a oficina para dar reparação à gama de produtos que vendemos, quando, por exemplo, o produto está fora de garantia.” O segredo do sucesso

António Amaro faz uma avaliação positiva da evolução da empresa nestes últimos anos e diz que “o segredo está na nossa ambição pessoal. Nunca estar contente com o que se tem, estar sempre a pensar em coisas novas”. Para já, os sócios estão a pensar na aquisição de um espaço para acolher a área de serviços da MTK. Mas a ambição num futuro mais longínquo é promissora, já que existe a perspetiva de criar um produto com a marca MTK.


cas o s de s uc e ss o

JOSÉ COSTA & RODRIGUES LÍDER NA DISTRIBUIÇÃO DE TABACO NO NORTE Há 15 anos era apenas um desafio. Hoje é uma empresa sólida e distinguida como PME Excelência. José Costa & Rodrigues é o exemplo de como se vence no negócio da distribuição de tabaco.

Do passado guarda memórias de luta, espírito de sacrifício e, sobretudo, muito labor. José Costa tinha 14 anos quando abandonou a escola para começar a trabalhar com o pai no derrube e corte de árvores para o comércio de madeira. Até que aos 24 anos resolve lançar-se sozinho no seu próprio negócio, abrindo um pequeno quiosque no centro de Amares. Mas depressa salta para o negócio da distribuição de tabaco e logo percebe estar no bom caminho. Hoje, aos 39 anos, José Costa, responsável por uma das principais empresas de distribuição de tabaco no norte do país, José Costa & Rodrigues, localizada em Ferreiros, Amares, gere um negócio de milhões de euros. Em 2012 a empresa registou um forte crescimento no volume de faturação. E 2013 promete ser um ano ainda mais auspicioso. José Costa orgulha-se de ter construído uma empresa sólida e diz que sempre orientou o seu trabalho pelos princípios da “humildade, honestidade e esforço”. Com um total de 14 viaturas e uma equipa de 18 co-

laboradores – com os quais tem uma relação de confiança e a quem incute uma mentalidade vencedora –, José Costa & Rodrigues opera nos distritos de Braga, Viana do Castelo, Porto e Vila Real por onde já distribuiu 800 máquinas de tabaco, 105 das quais adquiridas desde outubro do ano passado. “Trata-se do maior parque de máquinas do norte do país”, sublinha. Até ao final de 2013 o objetivo é chegar às 900. Os novos desafios da empresa passam por preparar uma reestruturação interna que deverá ocorrer num prazo de dois anos. “O futuro é sinónimo de investimento e reestruturação para que a empresa consiga suportar o elevado nível de exigência em que se encontra”, afirma José Costa. O negócio da distribuição de tabaco enfrenta múltiplos riscos. Em 2005 a empresa de José Costa sofreu prejuízos avultados na sequência de assaltos a viaturas e a roubos de máquinas. “Ponderei fechar, mas o sonho familiar foi fundamental para continuar”, recorda. A família, refira-se, sempre foi o pilar de José Costa neste percurso. E continuará a sê-lo, para sempre.

Amares – Portugal Telf. + 351 962729464 tacacamarense@hotmail.com

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QUALIDADE E PRECISÃO PEÇA A PEÇA Funciona como um puzzle em que cada peça encaixa na perfeição. Assim é a Facort, uma empresa onde cada um é parte de um todo.

A prosperar desde 1980, a Facort surge com o objetivo primordial de produzir peças para a indústria informática. O mercado evolui e a Facort adapta-se e, atualmente está voltada para a área do “tooling” para qualquer setor, produzindo peças que servem de “ferramenta” para a indústria da maquinaria. A FACORT realiza todas as operações inerentes à conceção de cada peça, é responsável por todo o processo, da primeira à última etapa. Preocupa-se em respeitar as normas de qualidade estabelecidas e encara isso com normalidade e como mais uma etapa. Para complementar todo o processo e garantir o tão valorizado rigor, a Facort integra um laboratório de controlo de qualidade que serve para controlar dimensionalmente as peças que têm que obedecer a me-

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didas extremamente rigorosas. Assim, as peças são controladas, o número de vezes que for necessário, durante todo o processo de produção até se atingir a perfeição. A Facort não descura a qualidade e o nível de exigência, mas entende a necessidade de oferecer preços competitivos. Com relações e parcerias de vinte anos, a Facort aposta numa relação de confiança com o cliente ocupando uma postura de credibilidade no mercado. Os mercados

No seguimento de uma linha de evolução, a Facort cedo se apercebe do potencial da Alemanha, um país sempre na vanguarda da tecnologia, e cedo aposta neste mercado para o qual exporta atualmente 99% do seu produto. Mas para ser bem sucedido neste mercado é necessário estudar e perceber o espírito e a es-

trutura alemã. “Temos que nos adaptar, saber horários de trabalho, perceber os seus receios, quais as suas expectativas, conhecer empresa a empresa e cliente a cliente. Conhecer o mercado na sua globalidade e depois estudar as suas especificidades”, salienta António Inácio, administrador da empresa. Para isso a Facort tem “no terreno” um comercial de nacionalidade alemã que, além de conhecer bem o mercado germânico, estabelece um ambiente de empatia a nível cultural e linguístico. Apesar de exportar grande parte da sua produção, a Facort tem conseguido captar, nos últimos anos, alguns clientes nacionais de referência. Aliás, atualmente o objetivo da Facort é aumentar a produção para abranger o mercado português, mas mantendo sempre a forte aposta no mercado alemão.


constante necessidade de adaptação ao mercado alemão, cada vez mais exigente, mais competitivo, com índices de qualidade cada vez mais elevados”. Trabalho de equipa

Os desafios

Os principais obstáculos que a Facort encara como desafios são a dificuldade em encontrar colaboradores especializados no setor metalomecânico, pois, apesar de este ter um grande peso em Portugal, existem ainda lacunas na formação de pessoas nesta área. Mas este não é o único obstáculo, segundo adianta António Inácio: “Outro desafio foi a

O trabalho da Facort não se esgota na entrega do produto, depois disso há um acompanhamento que permite à empresa ter um feedback da parte do cliente e fazer ajustes permanentes. De destacar o papel dos colaboradores da Facort que possuem os conhecimentos, os requisitos e que se dedicam ao seu trabalho de forma exemplar. Aliam, assim, a exigência característica do mercado alemão à qualidade dos recursos humanos do nosso país. “Se a mesma empresa se situasse noutro país não funcionava da mesma forma”, afirma António Inácio. Além disso, a aposta na formação tem sido uma mais-valia. A empresa recorre a centros de formação para qualifi-

car os seus funcionários, mas vai mais além, dando-lhes formação específica “on job”. A Facort aposta somente em pessoas qualificadas e com formação direcionada para esta área. Ao contrário da produção em série, o método de trabalho na Facort é muito específico e tem adjacente um elevado nível de exigência e concentração. “Passo toda a responsabilidade para eles para que possam colocar toda essa responsabilidade e conhecimento em cada peça”, explica António Inácio. O franco crescimento da empresa devese a uma gestão responsável, ao trabalho de equipa entre funcionários e administrador e a uma visão sustentada e sempre focada nas necessidades do cliente.

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RIELZA · REABILITAR O FUTURO O rosto é o mesmo e o peso da história permanece. Muda a beleza, ganha nova cor, dá-se um novo sentido e o que era velho ganha estilo.

A Rielza — Técnica e Construção do Douro é uma empresa familiar do sector da construção, que cedo conquistou um lugar cativo no seu ramo de atividade. Fundada em 1993 por Henrique Santos e pelos seus dois filhos, Ricardo Santos e Elza Santos, a empresa, na altura sediada num edifício histórico na praça dos Poveiros, estava direcionada para a construção civil. No entanto, logo se destacou nas áreas da reabilitação e restauro e conservação de edifícios. Atualmente, com uma estrutura de vinte e seis colaboradores, distribuídos entre a sede administrativa na rua S. Roque da Lameira, no Porto, e o estaleiro de obras, a Rielza tem vindo a apostar no

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mercado da reabilitação e na respetiva formação dos seus colaboradores. “Esta escolha deve-se à tentativa constante de nos adaptarmos às necessidades do mercado”, refere Elza Santos. Reabilitar – A Nova Realidade

A reabilitação de edifícios tem estado em voga e cada vez são mais as pessoas que procuram requalificar o seu património ou investir num edifício carente de intervenção. É esta nova realidade, a par com a estagnação do sector da construção civil, que tem conduzido várias empresas a apostar nesta vertente. Porém, como explica Ricardo Santos, “a reabilitação é um nicho de mercado muito próprio, onde tem de adquirir-se

conhecimentos muito específicos”. Reabilitar, requalificar e remodelar são três ações que a Rielza conhece bem. “Temos soluções à medida dos edifícios e não soluções à medida da empresa. É aqui que nos destacamos. Fazemos um diagnóstico, elaboramos e implementamos a solução e o respetivo licenciamento. Gostamos de acompanhar o cliente desde o início até ao fim do processo”, diz Ricardo Santos. Diferenciando-se pela experiência obtida na última década, pelos processos construtivos inovadores e diversas soluções disponíveis, a Rielza garante sempre a preservação da caracterização original do edifício. “Embora tenhamos


soluções para ultrapassar qualquer problema quer de materiais quer de transformações construtivas, para nós é sempre o edifício que dita o que há a fazer. O sucesso da reabilitação é a preservação”.

da nossa empresa, assim como o investimento de possíveis clientes. A ausência de uma legislação específica e adequada para a reabilitação de edifícios já existentes constitui, também, uma dificuldade”, destaca Ricardo Santos.

Os desafios

A paixão pela arte de reabilitar não é suficiente para ultrapassar determinadas barreiras que a mesma impõe a quem trabalha no sector ou a quem quer investir. Vários são os entraves, quer de foro legal, cultural ou até pessoal. “O processo burocrático que hoje temos para o desenvolvimento da nossa atividade tem tendência a piorar. A morosidade dos serviços camarários inviabiliza, muitas vezes, o nosso trabalho e o crescimento

As parcerias e projetos

Para estar na vanguarda da reabilitação, a Rielza aposta em parcerias com outros atores da área da construção. “Neste momento temos parcerias com vários gabinetes de arquitetura, de engenharia, entidades públicas e associativas. Com a partilha de conhecimentos, ganhamos todos mais know-how para atuar na área da reabilitação de património”, afirma Ricardo Santos.

Sampaio e Antero de Quental. Porém, para a Rielza o importante não são as obras emblemáticas, mas a qualidade da intervenção, como atestam os proprietários, “esta construtora convertida à reabilitação pretende ser reconhecida pela excelência e capacidade técnica instalada e não por valores de obras”.

No momento, a Rielza tem em mãos vários projetos no Porto, quer de intervenção interior quer exterior. Os projetos passam pela transformação de edifícios antigos em apartamentos, pela adaptação de moradias ou antigos armazéns em edifícios de habitação. Mas a atuação estende-se também à recuperação exterior de edifícios emblemáticos que, pelo seu valor histórico e arquitetónico, requerem um estudo mais aprofundado e uma intervenção mais cuidada. É disso exemplo alguns trabalhos já realizados em algumas artérias históricas e de díficil intervenção como a rua Fernandes Tomás, Sá da Bandeira, Rodrigues de

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GESTÃO GLOBAL #6