Issuu on Google+

Link Revista Digital da Acieg

Maio de 2013 - Edição 5

Acieg

ww.acieg.com.br

A proposta do VLT

Projeto prevê mudanças na paisagem urbana e melhorias no trânsito da capital, a partir da substituição do BRT do Eixo Anhanguera Mudanças na Avenida T-63 trazem prejuízos aos comerciantes

Goiano com reconhecimento Gráfica é exemplo por internacional. Proprietário do ter comprometimento Outback fala sobre conquista com Meio Ambiente


mobilidade urbana

VLT e a solução para trânsito em Goiânia Projeto prevê mudanças na cidade para melhorar a mobilidade urbana e paisagem local

C

Avenida Anhanguera após a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos

Por Paula Alana Oliveira Pedro Nunes om o aumento no número de pessoas que utilizam o transporte coletivo em Goiânia cresce a cada dia a necessidade

EXPEDIENTE

Presidente Helenir Queiroz

MISSÃO DA ACIEG Atuar na defesa incondicional do setor produtivo, fomentando e desenvolvendo ações que viabilizem a sua integração com a sociedade. facebook.com/acieg

de mudanças no trânsito da capital. Ônibus cheio e o trânsito lento são uma das grandes reclamações da população goianiense, o que exige alterações no trânsito e modernização dos sistemas utilizados. O Veículo leve sobre trilhos (VLT) - que substituirá o corredor ex-

clusivo que atende atualmente o Eixo Anhanguera interligando os extremos leste e oeste da capital – é uma das atuais apostas do Estado para melhorar a mobilidade urbana da capital. O projeto de implantação cobre mais de 13,5 km de extensão com 17 pontos de paradas ao longo do Eixo Anhanguera. A expectativa é de que as obras comecem ainda nesse semestre, e que a conclusão seja em 24 meses. Se o cronograma for cumprido integralmente o VLT estará em funcionamento em julho de 2015. Há um receio generalizado dos comerciantes próximos à Avenida Anhanguera que temem os impactos da construção. Um dos receosos é o diretor-superintendente do Grupo Novo Mundo, Agenor Braga, que acredita nos ganhos com o VLT, mas tem dúvidas quanto a operacionalidade da implantação.“Tivemos prejuízos enormes com as obras do Eixo Anhanguera, e isso não pode ser repetido”, ►

LINK Acieg

Revista digital Link Acieg é uma publicação da Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg)

Editor Leandro Resende (JP-1145)

Reportagem Ana Helena Borges

REDAÇÃO

CONTATOS GESTÃO

(62) 3237-2616 ou 3237-2642

Estagiários (a) Pedro Nunes Paula Alana Oliveira

COMERCIAL (ANÚNCIOS)

(62) 3237-2613 (Marina Anderi)

Sugestões de pauta podem ser enviadas para imprensa@acieg.com.br

Acompanhe a Acieg

twitter.com/acieg

flicker.com/acieg

plus.google.com/acieg


mobilidade urbana pontua. O presidente do Grupo Executivo de Implantação do VLT, Carlos Maranhão, esteve no dia 19 de março na Acieg para esclarecer estas e outras dúvidas dos empresários, que estão preocupados com os impactos durante a obra. Na reunião, ele explicou que o VLT é o sistema que mais se integra no quadro urbano, de uma maneira pouco poluente. “A obra não será realizada integralmente, mas trecho a trecho,

e a estimativa de duração em cada local é de 30 dias”, acentua. Para a presidente da Acieg, Helenir Queiroz, que também integra o Grupo Executivo de Implantação do VLT representando o setor produtivo, o projeto proposto tem o objetivo maior de requalificar a mobilidade urbana da cidade de Goiânia. Entretanto, isso deve ser feito sem prejudicar os comerciantes.

Para que isso ocorra, acredita que é preciso mais esclarecimentos sobre como a obra será realizada para que dúvidas e impactos negativos – como a falta de estacionamento na região central, dificuldade da circulação de veículos e de acesso ao comércio – sejam minimizados. A presidente da Acieg defende ainda o acompanhamento passo a passo da implantação, com participação ativa de entidades empresariais.

VANTAGENS • Transporte de mais pessoas de forma e com maior conforto;

• Maior rapidez para completar o percurso;

• Movido a energia elétrica;

• Redução da poluição sonora;

• Paisagem mais bonita e moderna.

Terminais e pontos de ônibus devem ganhar estrutura mais moderna


mobilidade urbana

O que é VLT?

Como será a implantação em Goiânia?

Em Goiânia, a implantação do VLT substituirá os ônibus atuais que circulam no Eixo Anhanguera. O projeto tem como base um moderno meio de transporte que permite aos planejadores repensarem os espaços urbanos, revitalizarem o meio arquitetônico e contribuírem para o crescimento das cidades, sem danos ao meio ambiente. Dentre os benefícios da implantação estão o atendimento de mais de 240 mil usuários de transporte público por dia com mais rapidez e conforto. Serão 13,6 km de trajeto que o VLT fará em 36 minutos, enquanto os ônibus do Eixo Anhanguera realizam em 72 minutos. O tempo de espera do usuário também será reduzido para 3 minutos. A estrutura ainda contará com calçadões e ciclovias.

O VLT é um sistema alternativo de transporte urbano e sustentável movido a eletricidade, cujo tamanho permite que sua estrutura seja construída no meio urbano já existente.

Quando o VLT estará pronto?

Várias cidades brasileiras já contam com a iniciativa. Dentre elas São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro, nesta há previsão para a construção de mais seis linhas A previsão é de que todo o até o início dos Jogos Olímpicos projeto seja construído em até e Paralímpicos de 2016. dois anos. No exterior a prática é ainda mais comum. Cidades como Barcelona, Paris e Istambul buscaram nesta tecnologia soluções para mobilidade e renovação urbana.

Qual o valor da obra?

Qual é a maior preocupação?

A obra está orçada em R$ 1,3 bilhão, recurso proveniente dos governos Federal e Estadual, por meio de Parceria PúblicoPrivada (PPP), que foi aprovado por unanimidade pela Câmara O dilema dessa construção Deliberativa do Transporte Co- gira em torno dos comerciantes letivo da Região Metropolitana de Goiânia, que durante e após de Goiânia. as obras do VLT poderão ter quedas significativas no faturamento e até fechar seus negócios. Outras queixas referem-se à redução do número de cruzamentos na via e a redução de vagas para estacionamento, o que pode - segundo os comerciantes tornar a transitação no local ainda mais complicada.

Em quais cidades o VLT já é adotado?


mobilidade urbana

O que a Acieg tem feito a respeito?

Com atenção especial a esse risco, a Acieg participa do Grupo Executivo de Implantação do VLT. De acordo com a presidente da entidade, Helenir Queiroz, o objetivo da participação é propor alternativas

quando são identificadas situações que possam trazer sacrifícios extras ao empresário da região envolvida no projeto. “Toda obra, durante sua execução, gera transtornos, isso em todo lugar do mundo. O que não

pode é provocar falências ou deixar de fazer obras para a sociedade. Buscamos o equilíbrio e os comerciantes já estão nos procurando para tirar dúvidas, fazer sugestões e reivindicações”, disse.

Detalhes do projeto

O presidente do Grupo Executivo de Implantação do VLT, Carlos Maranhão, disse que a obra será feita em etapas, por quarteirões conforme segue:

• Primeiro, será feito o serviço na parte central da via; • Depois as intervenções nas calçadas para a construção de um calçadão; • Os ônibus da Metrobus passarão nas vias laterais.

O gestor calcula dois meses de tempo médio para os trabalhos em cada quarteirão e que a nova área de lazer e compras terá um paisagismo que atrairá clientes, assim como ocorre em várias cidades do mundo.

Modelo do VLT a ser implantado em Goiânia


vagas de estacionamento

Ônibus mais velozes, mas faltam vagas

A criação de corredores exclusivos para o transporte coletivo diminuiu o tempo de percurso dos ônibus. Mas a medida é apontada pelos comerciantes como prejudicial aos negócios

E

Por Ana Helena Borges

stacionamento proibido, poucos clientes e muita insatisfação por parte dos comerciantes. Este é o atual cenário da avenida T-63 - uma das principais vias de Goiânia - após a implantação do corredor exclusivo para o transporte coletivo. Mesmo com a justificativa da prefeitura de Goiânia que a solução melhorará o fluxo de veículos e, principalmente, aumentará a velocidade dos ônibus em até 20%, lojistas da região ficaram insatisfeitos com o resultado nas vendas: levantamento realizado pela Acieg estima que a medida tenha reduzido as vendas em até 30%. De acordo com a Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) os ônibus que trafegavam a 15,5 Km/h hoje já atingem 20km/h em horários de pico. O que, segundo o consultor de Trânsito e Transporte do órgão, Alexandre Zum, trará benefícios em longo prazo. “Com o ônibus mais rápido as pessoas tendem a usar o transporte coletivo com mais fre-

quência. E, passarão a ir mais longe para fazer suas compras o que aumentará o fluxo de pessoas pela via”, afirma Zum. O presidente da CMTC, Ubirajara Alves Abud, diz ainda que não há prejuízos financeiros para os comerciantes porque a proibição do estacionamento não atingirá os consumidores, mas os lojistas e seus funcionários. “Fizemos um estudo nas vias de grande circulação e percebemos que a maioria dos carros estacionados era dos lojistas e funcionários.” A sócia-proprietária da livraria Amigos do Livro, Núbia Teixeira, é uma das empresárias que possui comércio no local e discorda da medida, posicionamento e estudo realizado pela prefeitura. Núbia alega que a

decisão foi “precipitada”, pois não há estacionamento privados no percurso de maior movimento da avenida. “A situação só vai piorar daqui para frente. Por enquanto, alguns clientes ainda descumprem a regra e estacionam mesmo sendo irregular, mas quando começarem a multar eles não terão onde parar e vão procurar outro estabelecimento.”

EXPERIÊNCIA Núbia Teixeira diz que essa é a segunda vez que enfrenta o problema criado pela falta de estacionamento: a primeira vez foi no centro de Goiânia - onde mantém uma filial - quando houve a criação de áreas azul e o fim da permissão de estacionar em algumas ruas e avenidas.


vagas de estacionamento

Segundo o consultor novas mudanças “radicais” na cultura de trânsito devem ser tomadas nos próximos anos para que “Goiânia não se torne uma São Paulo”, e a população deve se “acostumar” com essas novas formatações. Como opção para diminuir a falta de vagas, os empresários, presentes na reunião ESTACIONAMENTO VERTICAL realizada na Acieg no dia 4 de Em defesa do projeto de re- abril, defenderam a implantação modelação do trânsito de Goiâ- da área azul, e a criação de estania, Alexandre Zum afirmou que cionamentos subterrâneos e veros corredores são a melhor alter- ticais. Para a presidente da Acieg, nativa que a capital dispõe para Helenir Queiroz, as propostas melhorar a mobilidade urbana. são viáveis e podem ser feitas A empresária conta que a receita do comércio caiu em 50%, e a expectativa para as consequências da criação do corredor na Avenida T-63 é ainda mais pessimista. “No centro ainda tem a área a azul e o cliente consegue parar o veículo. Na T-63 não há alternativa”, relata.

por meio de parceria entre o setor público e privado. O vereador Anselmo Pereira também acredita na adoção das propostas apresentadas. “Goiânia precisa, agora, criar políticas de incentivo. Como redução do IPTU para empreendimentos de estacionamentos verticais.”

PEQUENAS EMPRESAS Segundo o diretor da Sebba, Roberto Sebba Rassi, o estacionamento se tornou vital para o negócio porque o cliente demanda tempo para fazer pesquisas de preço, escolher os produtos e finalizar a compra. O problema das vagas – de acordo com ele – fez com que a existência de estacionamento próprio se tornasse um diferencial para as grandes lojas que já o planejam antecipadamente as vagas. “As grandes empresas acabam por criar soluções, mas o investimento é alto e inviável para os pequenos”, frisa o diretor. Sebba ressalta que a saúde financeira dos pequenos deve ser preocupação dos grandes já que hoje os maiores geradores de emprego e renda são os médios e pequenos negócios. E com isso os maiores mantenedores de toda o setor produtivo.

Curtas

Comissão aprova projeto que regulamenta pagamento de gorjeta

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), do Senado aprovou, no dia 14 de maio, projeto que regulamenta o pagamento dos 10% de gorjeta para garçons e empregados de bares, hotéis, restaurantes, lanchonetes e similares. O objetivo do projeto é determinar que a gorjeta paga pelos clientes seja, efetivamente, repassada aos garçons e demais trabalhadores. O texto estabelece a incorporação desse valor como parte do salário. A proposta, que ainda precisa ser votada no plenário do Senado, prevê a possibilidade do desconto de até 20% do total da gorjeta para encargos sociais e previdenciários da categoria.


entrevista

Falta de estacionamentos prejudica comércio de rua

E

Lojistas tem sofrido com a falta de estacionamentos para seus clientes m entrevista a rádio CBN Goiânia no último dia 4, a presidente Acieg, Helenir Queiroz, relatou a preocupação dos empresários com a falta de vagas. O projeto tem prejudicado o comércio dos lojistas, pois exige que o estacionamento na via seja proibido, o que afeta as vendas. Para evitar que danos maiores ocorram, e alguns empreendimentos tenham suas portas fechadas, a a Acieg juntamente com os empresários buscam alternativas que sejam executáveis também na implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Segundo Helenir Queiroz, o VLT e o Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), por exemplo, vão melhorar o trânsito da cidade, mas as decisões precisam ser tomadas após análise das consequências.

CBN - O debate sobre o estacionamento em Goiânia

não é um problema apenas de um setor. Mais sim uma questão que deve ser debatida por toda capital? Helenir - Com certeza, pois hoje a locomoção da cidade está muito baseada no carro. O transporte público está há muitos anos sem investimento. E o número de carros tem aumentado dia a dia, demonstrando que hoje a cidade não funciona sem o veículo. O comércio local, das ruas, está se ressentindo muito com a questão do estacionamento. É claro que é preciso melhorar o trânsito nas ruas, e os corredores de ônibus, a proibição dos estacionamentos nas vias de muita circulação são alternativas. Mas, isso não pode ser feito, sem antes dar uma solução ao problema. A área azul está há anos para ser implantada. A soma de todas que vai ajudar a resolver esse problema.

CBN - Presidente esse debate já está um pouco

Helenir Queiroz, presidente da Acieg

atrasado não acha? Helenir - Com toda certeza. Agora, já passamos da fase do diagnóstico para a doença crônica. Por exemplo, o comércio local da T-63 já sentiu o golpe da redução do movimento. Nós temos pela frente o corredor exclusivo que vai impedir estacionamento na Avenida 24 de Outubro, na Avenida T-7 e também em outras grandes vias. O impacto nestas já pode ser previsto.

CBN - O enfrentamento desse problema deve ter início imediato e como podemos notar existe pouco movimento neste sentido. Helenir - Na verdade nós não estamos notando movimento e isso que é a parte dolorosa. Nós estivemos com o prefeito várias vezes. Já houve um debate na sede da Associação, com secretários ligados ao tema. Eu vi os projetos da prefeitura para o trânsito, e eles não têm uma solução


entrevista para o estacionamento. E se não houver uma o comércio local será eliminado na maioria das grandes avenidas de Goiânia. Inclusive o objetivo da Acieg é criar uma interlocução mais forte com a prefeitura, para discutirmos juntos, apresentar propostas e pedir maior agilidade nos processos. CBN - A priorização do transporte público é outro

debate que deve ser envolvido para solução dessas questões? Helenir - Com certeza. Na verdade, Goiânia ficou mais de 15 anos sem nenhum investimento na área de transporte. Agora vai ser feito o maior investimento e a maior mudança, para melhoria da cidade. Nós acreditamos que, o BRT norte-sul, que o VLT, que os corredores, são investimentos do poder público para melhorar

o trânsito de Goiânia que está caótico. Mas isso não pode ser feito sem diálogo com a sociedade, sem analisar os impactos, e sem que a sociedade tenha condição de fazer propostas. É isso que estamos tentando, esse diálogo entre as classes prejudicadas e a prefeitura. O que queremos discutir é a preservação do comércio local de Goiânia e dos empregos.

Curtas Mais de 20 mil pessoas participam de Marcha Contra Reforma do ICMS Lideranças empresariais e políticas, associações e entidades representativas do setor produtivo, trabalhadores, e prefeituras de 200 municípios goianos realizaram na manhã de hoje (15), em Brasília, uma marcha pacífica contra mudanças nas alíquotas interestaduais do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Segundo estimativas do Governo Estadual, cerca de 20 mil pessoas participaram da marcha contra a unificação do ICMS. Além do Estado de Goiás, a mobilização contou com a presença também de representantes do Norte e Nordeste brasileiro.

Maior tempo para discussão sobre o ICMS único

A articulação política coordenada pelo governo estudual, prefeituras e entidades empresariais, avalizada pela bancada goiana no Congresso Nacional e lideranças empresariais e sindicais, obteve ontem uma importante vitória no processo contra a Medida Provisória do governo federal, que unifica a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS). Após entregar pessoalmente um manifesto ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDBAL), e ao primeiro. O Governador do Estado, Marconi Perillo recebeu a garantia dos dois de que a proposta será sobrestada temporariamente, para um maior aprofundamento do assunto.

Goiás é 2º em uso de celular com 4,12 milhões

Goiás atingiu uma elevação de 104%, em 2011, no número de pessoas com idade de 10 anos acima com acesso ao telefone celular – eram dois milhões (43,6%) em 2005, saltando para 4,12 milhões (77 %) há dois anos. Os resultados também foram divulgados no mesmo estudo do IBGE, com dados do Pnad. Levando em conta as regiões/Estados em relação ao uso de aparelhos de telefonia móvel, Goiás aparece em segundo lugar em todo o País, atrás somente do Distrito Federal (87%).


bate-papo

Empreendedor do ano

O

Sócio-proprietário do Outback Steakhouse em Goiânia ganha pela terceira vez consecutiva o prêmio de proprietário do ano durante a convenção anual da rede em Washington, nos Estados Unidos Por Pedro Nunes

Outback Steakhouse foi instalado em Goiânia há pouco tempo, mas já conquistou vários títulos,

sucesso do investimento na região é comprovado. A frente do Outback Steakhouse em Goiânia há apenas cinco anos, o sócio-proprietário Gustavo Vaz foi premiado pela terceira vez consecutiva como proprietário do ano. Além deste

No ano passado, o empreendimento em Goiânia obteve um aumento de 24% comparado a 2011, além de ser o que mais comercializa chope no mundo. “Esse reconhecimento reforça que os princípios e crenças da nossa companhia

Empreendimento localizado no estacionamento do Shopping Flamboyant apresenta um dos maiores crescimentos da franquia

inclusive internacionais. Com nome e decoração inspirados em uma vasta região desértica da Austrália, o modelo de negócio da rede desembarcou na capital goiana em 2008 e, hoje, o

prêmio, a unidade de Goiânia já conquistou o prêmio destaque em crescimento de vendas em 2010 e, em 2012, foi a terceira filial que mais cresceu em vendas no mundo todo.

estão sendo vivenciados no diaa-dia do restaurante. Somente com essa prática é possível atingir e superar as metas necessárias para receber os prêmios. Em janeiro deste ano


bate-papo completamos cinco anos de operação na capital goiana e essas premiações vêm para coroar o sucesso do trabalho realizado pela nossa equipe”, ressalta Gustavo Vaz que conversou com a Revista Link sobre os resultados alcançados.

LINK - Quando e como surgiu a ideia de montar o Outback em Goiânia? Gustavo Vaz - Conheci o Outback em São Paulo no ano de 2004 quando ainda trabalhava no Grupo Happy News, e me encantei com os diferenciais da rede quanto à qualidade, atendimento e modelo de negócio. Quando voltei para Goiânia em 2006 comecei a estudar como o Outback se adequaria a nossa capital e a partir daí comecei o diálogo com o Outback Brasil que já tinha interesse em abrir uma unidade em Goiânia. Diante do interesse mútuo iniciamos a construção do Restaurante em 2007 e inauguramos a unidade de Goiânia em janeiro de 2008. Hoje ele já gera 160 empregos diretos.

LINK - Porque o Outback de Goiânia se destacou mais que as outras filiais? Gustavo Vaz - Todas as unidades do Outback têm seu destaque. Cada sócio proprietário tem seu estilo de gestão,

Curtas

mas, mesmo sendo uma rede que segue os mesmos padrões, há espaço para inovação e criatividade.

LINK - O que representou para você ter ganhado o prêmio de empresário do ano? Gustavo Vaz - Representa a comprovação de que os princípios e crenças da companhia estão sendo vividos no dia-a-dia do restaurante. Só podemos alcançar e superar as metas, se conseguirmos como que toda a equipe viva esses princípios diariamente. O Prêmio é um reconhecimento pelo trabalho de toda a equipe e não somente do gestor.

LINK - Qual é o diferencial da sua gestão? Gustavo Vaz - Procuro ter um conhecimento profundo do negócio, conseguindo o maior número de informações possíveis sobre o que pode impactar o resultado. Tento também ter uma reação rápida a qualquer desvio de rota e procuro aprender com eles para que não voltem a ocorrer. Procuro ser inovador e não tenho medo de arriscar nos momentos certos. Talvez o bom conhecimento do mercado Goiano seja um diferencial da gestão do Outback Goiânia.

Vendas varejistas sobem 4,3% em Goiás

Gustavo Vaz: gestão reconhecida internacionalmente LINK - Como você encara o fato do Outback de Goiânia ser a capital que mais vende chope no mundo? Gustavo Vaz - É um exemplo de que um bom conhecimento do mercado, aliado a uma estratégia de longo prazo pode render em números.

LINK - Quais são as perspectivas de crescimento para o futuro? Gustavo Vaz - O Outback está crescendo gradativamente. Anualmente, em média, crescemos 20% no número de restaurantes. Para este ano já serão construídas outras oito novas unidades no Brasil.

As vendas do comércio varejista em Goiás cresceram 4,3% no mês de março, sobre igual período do ano anterior, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Enquanto isso, a receita nominal cresceu 12%, quase três vezes mais que as vendas.


depoimento empresarial

Impressões que fazem a diferença

N

Art3 é destaque no segmento em Goiás por apostar em novas tecnologias

Por Paula Alana Oliveira

o mercado há 15 anos e associada à Acieg desde 2003, a Gráfica Art3 é referência em seu segmento. É a única empresa gráfica do Estado de Goiás que recebeu o Prêmio Fernando Pini de Excelência Gráfica, premiação que já tem 22 edições e que, somente no ano de 2012, recebeu a inscrição de mais de 1500 peças. Também foi destaque na 8ª edição do prêmio Aquino Porto, vencendo seis categorias das 12 disputadas. Tanto sucesso, está inteiramente ligado ao investimento. A Gráfica Art3 utiliza as melhores tecnologias à dis-

posição nosegmento gráfico. Para isso, foram feitas diversas aquisições na área de softwares e, assim, tornou-se a 1° gráfica do Centro-Oeste a obter o selo e a Certificação FSC (Conselho Brasileiro de Manejo Florestal Brasil). O comprometimento da gráfica com a preservação do meio ambiente serve como exemplo, já que a empresa não utiliza produtos químicos e a impressão é feita com tintas à base de óleo de soja, entre outros aspectos eco eficientes. “Utilizamos de papéis de origem controladas, extraídas de fontes renováveis”, relata o proprietário e diretor da Gráfica Art3, Evandro Tavares.

Questionado sobre a história de nascimento da gráfica, o empresário Evandro conta que por aproximadamente 20 anos, foi proprietário de posto de gasolina, mas viu o segmento gráfico como uma nova oportunidade de sucesso. A partir daí, mudou de área de atuação e não se arrepende da escolha. “Foi uma opção que me trouxe reconhecimento e grandes vitórias”, afirma. Como lema para obter sucesso, o diretor da Gráfica Art3 aposta no compromisso com o cliente. “Buscamos honrar o prazo determinado pelos nossos clientes. Seriedade com o cliente é tudo para nós”, ressalta.


bate-papo

Empreendedora de alta velocidade

Ana Flávia Abrão conta como foi sua entrada no mercado de veículos esportivos e off road

O

Voar Motos é referência em Goiânia no setor de motociclismo Ana Helena Borges

Ana Flávia Abrão uniu paixão pela velocidade ao espírito empreendedor

desafio da alta velocidade foi apenas um dos tantos que a empresária Ana Flávia Abrão enfrentou para realizar o sonho de representar em Goiás grandes marcas do automobilismo. Sócia-proprietária da Voar Motos – única concessionária Kawasaki em Goiás – e da concessionária Suzuki em Goiânia, Ana Flávia aproveitou as oportunidades de mercado, conquistou empresários asiáticos conhecidos pela cultura machista, inaugurou em Goiânia as principais empresas off road e hoje é exemplo da união entre espírito empreendedor e uma paixão. Em

entrevista para a TV Acieg, em março, a empresária falou de sua trajetória e perspectivas para os próximos anos. Confira trechos:

TV Acieg – Quando você percebeu que um negócio direcionado ao automobilismo, de alta velocidade e off road, poderia ser um negócio promissor? Ana Flávia Abrão – Sempre fui uma apaixonada pelo segmento. Venho de uma família empreendedora, mas tinha em mim a vontade de ter meu próprio negócio. Quando a Kawasaki divulgou que abriria uma montadora no Estado percebi que esta era uma boa oportunidade de aproximação, então comecei a buscar contatos e conhecimento sobre o meio e mercado. Um amigo, que também é um grande parceiro, me ajudou muito neste processo. Conseguimos conquistar a confiança deles e, em 2009, foi inaugurada a primeira loja: a Voar Motos, que é a única revendedora Kawasaki em Goiás. Pouco tempo depois veio o off road com a concessionária


bate-papo Suzuki. TV Acieg – Como as parcerias, como, por exemplo, com este amigo, contribuíram para alcançar seu objetivo? Ana Flávia Abrão – Neste caso, em específico, foi fundamental porque os japoneses possuem uma cultura machista. Dificilmente eu teria conseguido sem a ajuda dele. No entanto que nossas reuniões eram até engraçadas: quando eu falava, eles (os em-

presários japoneses) não prestavam muito atenção, era preciso que meu parceiro respondesse as perguntas para que dessem credibilidade. Foram momentos bem inusitados.

pelo automobilismo, por aventura e o espírito esportivo. São clientes diferenciados que gostam de serviços de alta qualidade e veículos de alta performance. Os clientes da Voar Motos tendem a gostar mais de velocidade e os da Suzuki de desempenho, viagens e etc.

TV Acieg – Como é o público de cada loja, o que eles têm em comum e de diferVeja a entrevista completa ente? TV Acieg: Ana Flávia Abrão – Em na comum, eles possuem a paixão www.youtube.com/AciegTV

Curtas Reunião anuncia redução de juros do Crédito Produtivo

A partir de agora, a taxa de juros dos empréstimos do Crédito Produtivo da Secretária da Indústria e Comércio (SIC) será de 0,25%. A redução de 0,5% para o atual valor foi anunciada hoje (13) durante reunião na sede da Associação Comercial, Industrial de Serviços do Estado de Goiás (Acieg). A redução foi comemorada pelos micros e pequenos empreendedores, que serão beneficiados com o crédito para investir no crescimento de seus negócios. O Crédito Produtivo da SIC é uma linha de crédito criada em 2004, que utiliza recursos do programa Produzir, e somente neste ano, até abril passado, havia formalizado 244 empréstimos, totalizando R$ 3,5 milhões.

Prazo para declarar Simples Nacional vai até 31 maio

Os microempreendedores individuais têm até o dia 31 deste mês para fazer a Declaração Anual do Simples Nacional. Tanto o preenchimento quanto o envio são realizados pelo site da Receita Federal. Quem desobedecer o prazo, não poderá emitir os boletos para os pagamentos de seus tributos para este ano.

Por que os brasileiros seguem otimistas?

A revista inglesa Economist tenta entender em sua sessão “Economist Explica” porque os brasileiros seguem tão felizes enquanto o País não está crescendo muito. A explicação encontrada pela Economist está na distribuição de renda. Segundo a Economist, o nível baixo de desemprego, associado a aumentos salariais e à retirada de muitos brasileiros da miséria resulta em queda da desigualdade e uma classe média crescente. Nesse cenário, há desconexão entre o crescimento do PIB e a real experiência da maioria dos brasileiros.


artigo perda de vendas, fechamento de fábricas em Goiás e consequente t r a n s f e rê n c i a para São Paulo. No início, isso ocorrerá apenas com as grandes indústrias, que vendem produtos para a região Sudeste e precisam dessa diferença no imposto para bancar o custo de frete e distribuição. Aos poucos, os grandes grupos vão levar suas fábricas para os Estados industrializados, onde está o maior mercado consumidor, já que sem incentivos, inviabilizados pelo projeto de reforma do ICMS do governo federal que avança no Senado, os custos para permanecer aqui serão excessivamente altos. Num efeito dominó, o fechamento das grandes afetará as pequenas e médias empresas que fornecem para essas indústrias. E, em menos de três anos, teremos 400 mil goianos sem empregos. Com 41,67% a menos na receita de ICMS, proveniente das transações interestaduais, serão afetados os 127 mil alunos beneficiados com o Bolsa Universitária e a Universidade Estadual de Goiás (UEG), além

Socorro, Dilma!

O

gigante Golias está incomodado com o pequeno Davi que trabalha duro para melhorar de vida. E assim como na história bíblica, o gigante São Paulo, que tem receita dez vezes maior que Goiás, convenceu o Mantega a barrar esse crescimento, confiscando a única ferramenta que nos permite crescer, gerar empregos e competir: Os incentivos fiscais. Sem os programas de benefícios tributários, a indústria goiana, que está em franca expansão, terá que aumentar seus preços em 10%, o que provocará

de vários outros programas sociais do governo de Goiás. E, aos poucos, voltaremos a mandar o tomate, o frango e a soja como matéria-prima para ser processada, industrializada e vendida pelo gigante Golias. A presidente Dilma Rousseff disse que o Brasil só será rico quando superar a miséria. Será que ela não sabe que o seu ministro da Fazenda, Guido Mantega, quer afundar em pobreza as regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste sob a desculpa esfarrapada de acabar com a guerra fiscal? É por isso que temos que lutar para mostrar para a presidente Dilma que por trás do economês de Mantega existe a má intenção clara de reindustrializar São Paulo às nossas custas. Mas você pode ajudar. Vamos todos à Brasília na quarta-feira, numa marcha pacífica que une trabalhadores, empresários e governo para dizer em alto e bom som: “Presidente Dilma Rousseff, não permita que o seu governo espalhe pobreza onde começa a aparecer empregos e equilíbrio social! Não permita, presidente, que uma manobra econômica egoísta de seu ministro esmague o esforço de muitos anos de gente honesta e trabalhadora, que acorda cedo e luta sem cessar para construir o sonho que é lema do seu governo: Brasil – um País para todos.” Helenir Queiroz – presidente da Acieg



Revista Link Acieg