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CONTEÚDO 06

LEITOR DIGITAL

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ESTANTES

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CONTRACAPA PÁGINAS AO VENTO

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LETRAS FANTÁSTICAS

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REDESCOBRINDO O BRASIL

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LOUCOS POR QUOTES com Henrique Rodrigues

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Produtores de Conteúdo: Profissão ou Hobby? LETRAS IMORTAIS Stieg Larsson e a trilogia Millenium

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RESENHAS

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MANUSCRITOS

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ARLEY FRANÇA

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CAPÍTULO BÔNUS

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PROJETO SALIGIA

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CLASSIC BOOKS

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LEONARDO MIDAS

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INSPIRAÇÃO LITERÁRIA

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ÚLTIMA PRATELEIRA

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ANA CAROLINA K. J.

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ESPECIAL DIA DOS NAMORADOS Os casais mais apaixonados da Literatura

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CLIMA DE ROMANCE NA GERAÇÃO BOOKAHOLIC! Por Débora Falcão

O clima de romance está no ar. Por isso, preparamos uma edição especial. Temos, em nossa matéria principal, uma entrevista exclusiva com a autora Carina Rissi, autora de vários romances de sucesso no Brasil, como a série “Perdida” e “Procura-se um Marido”, e desta vez ela fala sobre seu livro “No Mundo da Luna”, um romance que vai deixar todos os leitores e leitoras amantes do gênero apaixonados. Preparamos também uma matéria especialmente romântica, com os casais mais apaixonados da literatura. Na seção Estantes, confira entrevistas com autores de diversos livros no estilo, tais como “Entrelaçadas”, de Tadeu Rodrigues, “Entre Rosas e Abismos”, de Ingrid Carrafa, “O Que Me Disseram as Flores”, de Alane Brito e “Perdida no Paraíso”, de aa

“Bhetys Oliveira”. Na seção Inspiração Literária, conheça as diversas obras de arte inspiradas no romance “A Divina Comédia”, de Dante Alighieri. E na seção Estrada Escrita, conheça a trajetória do grande romancista Nicholas Sparks. Na seção Hora da Poesia, conheça um poema melancólico e ultrarromântico, e apaixone-se por Patch e Nora, na série Hush, Hush na seção Leitura em Série.

O amor está no ar. Aproveite a leitura e participe, enviando sua sugestão para redacaobookaholic@gmail.com, e sua opinião será publicada com resposta dos redatores na próxima edição, na seção Cartas dos Bookaholics! ■

GERAÇÃO BOOKAHOLIC Edição #3

Junho/2016

Ano 01

EDITORES Débora Falcão... deboratriz@gmail.com

COLABORADORES Suelane Passavante, Juliana Cury Helena Souza, Maria Lygia

DIRETORIA ADMINISTRATIVA Débora Falcão

COLABORARAM NESTA EDIÇÃO Márcia Lopes (Mundo Literário) Raquel Alves (Autora)

CAFÉ LITERÁRIO 54

Lançamento “(Im)Perfeição”

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Museu do Videogame

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Encontro “Literalmente”

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Clube do Livro Cia Ilimitada

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Viagem Gastronômica

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BIENAL DE MG 2016

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FEIRA DO LIVRO DE JOINVILLE 2016

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FLIPOÇOS 2016

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Abril Pro Livro 2016

LIVROS DE CABECEIRA Jorge Castro

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CARTA DO EDITOR

ESTRADA ESCRITA

REDATOR-CHEFE (Redação) Débora Falcão... deboratriz@gmail.com REDATORES Claudia Marini Leonardi, Renata Vasconcelos, Roberta Costa Renata Frade DIAGRAMAÇÃO E ARTE Débora Falcão... deboratriz@gmail.com

CARTAS DOS BOOKAHOLICS Participe da seção Cartas escrevendo para nós e comentando nossos artigos. Nós publicaremos sua mensagem e resposta. redacaobookaholic@gmail.com ANUNCIE CONOSCO comercialbookaholic@gmail.com Solicite tabela de preços de publicidade.

Nicholas Sparks

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LIVREIROS: MAIS DO QUE UMA RELAÇÃO COMERCIAL

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LEITURA EM SÉRIE

FOTOS/CAPA Autor: Divulgação

Hush!Hush

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ESTANTE NERD

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SALÃO COSPLAY

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LEITURA PUNCH!

68

BOOKAHOLIKIDS

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HORA DA POESIA

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HORA DO CONTO

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PERFIL Carina Rissi

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Geração Bookaholic – Sua Revista Literária

FOTOS/ARTIGOS Autores e divulgação PUBLICIDADE Depto Comercial: comercialbookaholic@gmail.com ERRATA: Nas edições #1 e #2 saíram como ano de 2015, quando na verdade são ano 2016.

GERAÇÃO BOOKAHOLIC é uma publicação independente de Débora Falcão, escritora e viciada em livros. Email: redacaobookaholic@gmail.com Blog: www.geracaobookaholic.blogspot.com ISSN Proibida a reprodução total ou parcial sem autorização expressa dos editores. Todos os artigos aqui publicados são de responsabilidade dos autores, não representando necessariamente a opinião da revista.


QUAIS OS QUERIDINHOS DOS LEITORES? ONDE ESTÁ A LISTA DOS E-BOOKS MAIS VENDIDOS?

LEITOR DIGITAL

Por Cláudia Marini Leonardi Escolhi para a edição de junho da revista Geração Bookaholic as listas dos e-books mais vendidos. Seria interessante quais são os títulos e os assuntos mais procurados pelos leitores de livros digitais. A princípio, pesquisei nos sites dos três principais fornecedores de ebooks aqui do Brasil: Editora Amazon (Kindle), Cultura (Kobo) e Saraiva (Lev). Mas, para minha surpresa, não encontrei nenhuma listagem dos e-books mais vendidos nos três sites. Aparecem ebooks misturados com livros físicos, mas listagem só de e-books não encontrei em nenhum dos sites pesquisados. Encontrei ainda um artigo no site Canal Tech, do dia 08/05/2015, divulgando uma lista dos 20 e-books mais vendidos pela Amazon e prometendo atualização mensal da listagem, o que não aconteceu nos meses seguintes. Respondi ao tópico do post perguntando a razão da não atualização conforme divulgado, mas não houve resposta. Fiquei ainda mais curiosa e comecei a pesquisar os motivos desta falta de acompanhamento. É tão comum encontrar a lista dos mais vendidos, quase todas as livrarias as apresentam em destaque

que. Pesquisei também nas principais livrarias de São Paulo, perguntei para os vendedores, e nada. Nenhuma lista dos e-books mais vendidos. Finalmente encontrei um artigo muito bem escrito e muito interessante que explica esta dificuldade e que satisfez minha curiosidade. Com a autorização da autora, Camila Cabete, que é a Kobowoman (Brazil Senior Publisher Relations Menager da Kobo Inc.) e se especializou em consultoria para autores e editoras, sempre com foco no digital, reproduzo aqui seu artigo.

ro passo, por vários motivos. Entre eles, o de se referirem a números baixos comparados ao impresso. Mas os números são baixos por outro motivo que não a falta de venda, e tentarei explicar o quanto uma lista de mais vendidos digital é complexa. Imagine-se entrando na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na Paulista. A minha livraria favorita e com um acervo gigante! O que vai comprar lá? Você será influenciado por uma série de coisas. A bancada dos lançamentos, das sugestões, das promoções etc. Por maior que seja a “loja”, você tem um limitador físico. Conclusão: você vai comprar o que estiver lá na loja e te chamar a atenção. Agora, entre na loja Kobo, por exemplo. Você vai ter as “bancadas virtuais”, lógico, mas vamos supor que você compre um livro que a bancada te apresentou. Aí, o “diabinho” dos metadados, ao colocar o livro no carrinho, te sugeriu mais outro, só que não somente levando em consideração os lançamentos, mas a categoria, o autor, a série, etc. Agora imagine isso numa loja digital sem o limitador físico, com estoque infinito. Agora imagine o seguinte: cada loja tem uma vizinhança e um perfil de cliente. Assim como nas lojas físicas, no digital isso se repete. Se você clicar nos mais vendidos nas lojas de e-books vai tomar um susto, pois além de poucos best sellers, você vai ver livros dos quais nunca ouviu falar. A lista de cada loja difere nos títulos, coisa que não acontece muito com a lista dos impressos das lojas físicas. Resumindo: o que mais vende na Kobo é diferente do que mais vende na Apple e assim por diante. Toda esta encenação foi para dizer que a lista de mais vendidos das lojas tem a cauda longa a ser considerada. Nas lojas digitais vende-se muito mais cauda longa do que best seller. Temos uma lista infindável de livros que num mês vendeu somente um exemplar. Por isso, a quantidade dos best sellers parece tão inferior ao físico, e na verdade é mesmo. Mas, no total de vendas, esta realidade não se aplica. Olha que louco! Diante disso, como fazer uma lista de mais vendidos eficiente para o livro digital, levando em consideração todo o mercado com suas particularidades e mais

mais a cauda longa? Hein? Hein?

AGORA É SUA VEZ! E você? Percebeu esta dificuldade? Ficou curioso para saber quais são os livros digitais mais vendidos e mais procurados? Me conte! Quais são seus livros favoritos? Quais são os livros digitais que você adquiriu durante o ano de 2016? Quais lançamentos de e-books você comprou até agora? Acesse a fanpage da Revista Geração Bookaholic e responda à essas e outras perguntas em nossa enquete sobre compras de livros digitais e vamos publicar o resultado dos queridinhos digitais de nossos leitores viciados também em e-books! Também haverá um espaço especial para você deixar sua opinião. Quem sabe publicamos sua resposta na próxima edição? Participe! *** Claudia Marini Leonardi é blogueira e você pode encontrá-la no blog: maeliteratura.blogspot.com.br.

CAMILA CABETE CONTA SOBRE A LISTA DOS MAIS VENDIDOS! Muita gente se pergunta o motivo de não termos uma lista de mais vendidos de livros digitais. Entre os desafios, está o fato de as lojas terem que mostrar os números. Ninguém quer dar o primeiro Esta seção vai trazer para você, em todas as edições da Geração Bookaholic, tudo sobre leitores digitais e livros digitais, e o que tiver de informações sobre o mundo digital para a leitura. Sugestões de matérias e reclamações, envie para redacaobookaholic@gmail.com

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Geração Bookaholic – Sua Revista Literária


Descobrindo os Segredos do Livro “As Mulheres de Poe” Por Raquel Alves

ESTANTES

Mulheres enigmáticas, inocentes e doentes, muitas vezes levadas à força pelas garras da morte. Elas perturbam e abalam os corações de homens românticos. Mulheres que tornaram-se espectros que assombram a vida dos personagens de Edgar Allan Poe e, consequentemente, refletem a própria aflição do escritor. Mulheres que lutam para permanecerem vivas. Conheça as mulheres reais e ficcionais da vida de um dos grandes gênios do cenário da literatura universal. Da autora dos livros “O Reino Mágico de Mystic” e “Diário da Mãe-Corvo”, conheça “As Mulheres de Poe”.

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Qual foi a primeira vez que ouviu falar de Edgar Allan Poe? Raquel Alves: Eu fui apresentada ao universo de Poe por meio de uma música de uma banda alemã de metal sinfônico chamada XANDRIA. A música era “Ravenheart”, nome do segundo álbum dessa banda. Eu adorei o universo do vídeo e logo fui pesquisar sobre a música. Uma banda que eu descobri por volta de 2009, contudo só ouvi este álbum em 2010. Magicamente, eu encontrei uma entrevista da cantora Lisa Middlehauve, na qual ela afirma que a música Ravenheart faz referência ao poema “The Raven”, de Edgar Allan Poe, um nome que eu já havia ouvido falar durante alguma disciplina do Curso de Letras, mas que nunca havia lido algo sobre ele ou sua obra. Motivada por Deus, descobri que no meu trabalho de conclusão de graduação em Letras eu deveria explorar a relação entre música e literatura. Logo deixei de lado minhas pesquisas sobre Oscar Wilde, o conto “O Fantasma de Canterville” e a banda Edenbridge, e me aprofundei no estudo sobre Poe, “O Corvo” e o álbum Ravenheart. O que mais chamou a atenção ao estudar sobre Poe e suas obras? Raquel: Edgar foi um escritor brilhante que teve uma vida difícil: a perda da mãe legítima e de sua irmã, um relacionamento conturbado com seus pais adotivos, a necessidade de amadurecer mesmo não entendendo a dinâmica da vida, os vícios, e especialmente, seu des

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despertar literário e amor por sua inocente prima Virgínia... É claro que há escritos até hoje que eu não consigo entender, especialmente obras que envolvem lógicas, enigmas, criptografias, filosofias, mas a base romântica, sobrenatural, fatalista, tudo isso foi fundamental para me manter conectada a Poe.

não deixa de ser reflexo também de um mundo coletivo. Nada é por acaso. Esse também é o verdadeiro dever de um escritor: ser transparente, do mesmo jeito que sua alma deve ser. Além disso, outra forma de Poe estar presente em minha vida partiu de um gosto por tatuagens: o refrão do poema “O Corvo”, o famoso “Nevermore”, foi a minha primeira De que forma Poe está presente em tatuagem. Ainda penso em expandi-la, sua vida? acrescentar mais elementos que façam Raquel: Especialmente a simbologia da alusão ao poema ou a Poe. ave Corvo, explorada no poema The Raven, como animal que representa o so- Como surgiu a ideia do livro? bre

brenatural e mágico, foi aliada à história mística da deusa de uma tribo indígena, a “Lady Black Raven”, ou seja, foi reflexo da base da história dessa personagem que nomeia meu blog literário. Isso foi oriundo da própria simbologia sobrenatural que hábil e majestosamente Poe expôs em seu texto. Os mesmos sentimentos duelantes da alma de poetas como Poe, Lord Byron, Álvares de Azevedo, dentre outros, são a base na qual construo minhas poesias. Elas podem, em certa forma, serem mal interpretadas pelas pessoas que podem vê-las como obras literárias negativas, sombrias e tristes. Para mim, essas obras constituem o conjunto da maneira de escapar dos problemas do mundo e o sentimentalismo tão presente na vida desses escritores sensíveis. A sociedade moderna acredita em uma racionalidade e consumismo sem limites, que acabam depreciando os verdadeiros sentimentos humanos. Ser sensível é ir do céu ao inferno em segundos! Jamais posso negar aquilo que sou, como também esses autores não negaram. Com certeza as tristezas e alegrias, as feiuras e belezas, o bem e o mal, as luzes e as sombras de suas obras são reflexos de um mundo particular que na

Raquel Alves: A poesia faz parte de minha vida. Foi o meu primeiro despertar poético. Foi um desafio, depois de estudar a vida de Poe, estruturar a história dos sentimentos deste escritor, suas dúvidas, medos, perdas, decepções, amores, ilusões, fantasias, realidade, delírios etc., e aliado à sua obra contista e poética formular poesias que tratassem da intertextualidade de sua vida e seus escritos. As obras que estudei com mais precisão foram “Edgar Allan Poe – Ficção Completa, Poesias e Ensaios”, de organização de Oscar Mendes; “Histórias Extraordinárias” (Companhia de Bolso); z


“Contos de Imaginação e Mistério” (Editora Tordesilhas); “Livro Completo de Edgar Allan Poe”, de Shelley Costa Bloomfield; e “Vou lhe Mostrar o Medo”, de Nikolaj Frobenius; fora revistas, artigos e teses que estudei no tempo de meu estudo monográfico em Letras. Com este tipo de bagagem referencial, comecei a estruturar a história do livro e as poesias.

Mistério de Marie Rogêt – 1842) Ao Seu Lado (poesia dedicada a Virgínia, esposa de Poe) Caído (fala do relacionamento de Poe e Virgínia de maneira metafórica, Annabel Lee – 1849) Nunca mais serei aquela que você conheceu (poema inacabado To Margaret – 1827) Silêncio (dedicado a Elizabeth F Ellet, escritora e historiadora americana, que E como ficou estruturado o livro? teve um “caso” com Poe, To Elizabeth – Raquel: O livro é dividido em quatro 1833) partes. A primeira é “Excretando o Medo” e trata do amor de Poe pela mãe biológica e como ele teve que combater as dores ocasionadas pela morte e separação efetiva da primeira mulher que chegou a amar na vida. Em seguida, teve que ser inserido em um lar adotivo que lhe pareceu convidar a uma nova vida. Contudo, as feridas mal curadas do passado podem se transformar em eternas marcas ou cruéis fantasmas a atormentar o ser. A lista de poesias desta parte é: “Durma bem, escuridão”; “Contos de Fadas”; “Minha Última Canção para Você”; “Um Passo Para a Realidade”; “Verdade da Vida”; “Identidade”; “Metamorfose da Mentira”; “A noite mais silenciosa da minha vida”; “Contos da Escuridão de um Coração” e “Vozes dos Excluídos”. A segunda parte é “O Segredo da Arte de Amar”: é o despertar para o que vem a ser o amor. Para todos nós é chegado este momento. Nos doamos ao primeiro ser que julgamos ser nosso eterno amor, imortal. Contudo, as decepções oriundas de transformar esses seres ou supostas almas gêmeas em “deuses” acaba mostrando que imperfeições existem nesses nossos amados seres celestiais. Na alma romântica, o mister destes sentimentos é elevado a uma potência extremamente diferente de pessoas ditas como “normais”. Lista de poesias: 1833) “Ultrarromântico”; “Uma Voz Verdadei- Tristeza (dedicado à extravagante ra”; “Nas Sombras de Seu Coração”; Marie Louise Shew Houghton; To Marie “Eu Desejo”; “Desgraça”; “A Verdade”; Louise – 1848) “Todos os Dias”; “Adeus Desejos Místi- Sua Prisioneira (também dedicado a cos!”; “Deusa ‘Solitude’”; “O que há per- Frances, To Valentine – 1848) dido entre nós”. A terceira parte foi a Discurso de Malditos Apaixonados (talmais difícil de ser elaborada: “As um- vez dedicado a Harriet Virginia Scott, lheres de Poe”. Os contos e poemas u- ode Queen of May – 1836) tilizados foram analisados e, de cada Metamorfose Contínua (pseudônimo de um deles, sobressaiu-se uma mulher Frances: To Kate Carol – 1845) real ou ficcional da vida de Poe. Para Enterrado na Lama (refere-se ao casaque o leitor perceba a intertextualidade mento de Poe e a solidão com a morte com a obra de Poe, o texto ou verso in- de sua esposa: To Eulalie – 1845) serido no poema escrito, que é traduzi- A Estrada para o Paraíso (dedicado à do do original, está em negrito em meu sua tia e sogra Maria Clemm; To My livro. Abaixo, segue a lista das poesias Mother – 1849) escritas que apresentam esta intertexA quarta e última parte é sobre as postualidade com a obra de Edgar: síveis causas da morte misteriosa do Eu sou sua Lenore (The Raven – 1845) autor Poe: numa manhã de outubro de Você vive em meu coração (Berenice – 1849, após uma bebedeira, ele é encontrado por um amigo em estado de 1835) profundo desespero. Levado para um Eu estou aqui (Morela – 1835) hospital, permaneceu delirando e chaRenascimento (Ligeia – 1838) mando repetidamente por um mistérioRio do Silêncio (Eleonora – 1841) Tola (poema dedicado a Rosalie, irmã so “Reynolds”. Depois, movendo devagar a cabeça, disse: “Senhor, ajudai mide Poe) No fundo do congelante rio de mentiras nha pobre alma”. Morreu na manhã de (poeta americana Frances Sargent 7 de outubro de 1849, aos 40 anos. Osgood, apelido Fanny, um dos amores Não se sabe ao certo o que de fato causou a morte de uma das mentes de Poe: To Fanny – 1833) Doce Ilusão (dedicado a Sarah Helen mais brilhantes do cenário da literatura Whitman, escritora transcendentalista, americana. O título desta parte é: “Um suicídio de um escritor solitário? Ou o To Helen – 1831) O Pior Pecado (dedicado a Nancy Rich- mistério de Reynolds? Ou um doce vemond, a quem Poe chamava Annie; For neno chamado vida?” Lista de poesias: “Pecado e Pecador”; “A Estrela SolitáAnnie – 1849) ria”; “Atração Mortal”; “Para sempre A Mulher (O Encontro Marcado) Para Sempre é Bastante para Mim (O uma alma perdida”; “Quero fugir”; “O cic Mi

ACONTECEU LANÇAMENTO DE (IM)PERFEIÇÃO DE HELENA SOUZA

clo"; “Um sem nome”; “O pergaminho”; “Romanticídio”; “Inocência”; “Me dê o seu melhor veneno”; “O fantasma de Baltimore”.

O livro “As Mulheres de Poe”, de Raquel Alves, pode ser adquirido nos sites clubedeautores.com.br, agbook. com.br e bookess.com. Maiores informações através do blog da autora: ladyblackraven.blogspot.com.br. Através dos sites mencionados também é possível adquirir os outros livros da autora, como “O Reino Mágico de Mystic” e “Diário da Mãe-Corvo”. ■

No dia 23 de abril, aconteceu no NIS Café Cultural em Campo GrandeMS o lançamento do primeiro livro de Helena Souza. Sim, você conhece este nome. A Helena é colaboradora de nossa revista desde a primeira edição, e tem uma coluna fixa conosco, a “Contracapa”. E ela lançou seu primeiro livro, (Im)Perfeição, um romance policial que conta a história de um serial killer que decide voltar e aterrorizar uma cidade. A Helena recebeu no NIS Café Cultural vários amigos, família e também muitos rostos desconhecidos, que foram prestigiá-la e conhecer o seu livro. Você também pode conhecer o (Im)Perfeição, para tanto, basta visitar o site: http://www.imperfeica o.tumblr.com.

Todos os que compareceram ao evento e adquiriram um exemplar ganharam brindes e dedicatória no livro. Entre os brindes, dois marcadores exclusivos do livro. Todos nós que fazemos com afinco a revista Geração Bookaholic desejamos à nossa colega Helena Souza os melhores votos de sucesso em sua carreira de escritora! Maiores detalhes do evento você confere aqui mesmo na revista Geração Bookaholic, na seção Café Literário. ■

www.geracaobookaholic.blogspot.com

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ESTANTES

TADEU RODRIGUES: ENTRELAÇADAS Por Helena Souza Tadeu Rodrigues é natural de Minas Gerais e autor do blog Fragmentos de uma Vírgula. Aceitou falar conosco sobre seu livro “Entrelaçadas” e mais outras obras. Confira!

CINCO MELHORES LIVROS SEGUNDO Alane Brito O que me disseram as flores

O Cemitério – Stephen King A Vida em Tons de Cinza – Ruta

Sepetys

O Pássaro – Samanta Holtz Simplesmente Morto – Peter James Coletânea Os Pioneiros – Laura

Ingalls Wilder

CINCO MELHORES LIVROS SEGUNDO Orlando Reis O Colecionador de Sonhos

Crime e Castigo – Dostoiéwski Esperando Godot – Samuel Becket Nos Caminhos de Swan – Marcel

Proust

A Metamorfose – Franz Kafka 1984 – George Orwell

CINCO MELHORES LIVROS SEGUNDO Simone O. Marques Série Paganus

O Rei do Inverno – Cornwell O Físico – Noah Gordon Os Pilares da Terra – Ken Follet O Nome do Vento – Patrick

Ruthfuss Gone – Michael Grant

CINCO MELHORES LIVROS SEGUNDO Ingrid Carrafa Entre Rosas e Abismos 120 dias de Sodoma – Marquês de Sade

Primeiro o desencanto

Coupland

amor depois – Douglas

On The Road – Jack Kerouac Mulheres – Bukowski Do Desejo – Hilda Hilst

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Seu livro “Entrelaçadas” tem como tema o suicídio. Por que você optou por ele? Tadeu Rodrigues: Quando eu tinha 16 anos, tocava guitarra em uma banda de amigos. O outro guitarrista, um dos meus melhores amigos, se matou. Aquilo me consumiu por anos! Até que, aos 30 anos, resolvi falar sobre o tema, como forma de libertação. E isso me veio em forma de literatura. Poderia ter vindo em forma de música, ou mesmo de poema. Não escolhi a forma. Estava lá, dentro de mim. Mas adianto que a história narrada em “Entrelaçadas”, a não ser pelo tema, não tem nada a ver com a história vivida por mim.

lo primeiro. É o que o pessoal que lê os meus livros anseia. Então, o deixei um pouco de lado e, nesse tempo, finalizei a obra “Sebastião & Clara”, outro romance, onde conto a história de um morador de rua, que toca gaita, e uma estudante de música. Será o próximo a ser lançado e estou bem feliz com o resultado. É um livro sensível e acredito que tocará as pessoas.

das minorias e de seus desafios. Se a literatura pode ser voz, deve ser. O autor sempre sai de cena quando um livro é colocado no mercado. Qualquer coisa que caminhar neste sentido me deixará satisfeito e realizado. ■ Maiores informações através do blog Fragmentos de Uma Vírgula. Os livros do autor podem ser adquiridos através também do blog do autor e pelos sites:

Para falar sobre isso é necessário que o autor tenha uma sensibilidade e um olhar único para retratar a altura desse assunto tão delicado. Como foi o processo de desenvolvimento? Tadeu: O fato de alguém querer tirar a própria vida, ir contra o instinto de sobrevivência, sempre mexeu comigo. Passei a ler a respeito. E foi assim que notei que o autoextermínio afeta toda uma estrutura social, e isso se dá em diversos níveis. O universo humano é incrível e profundo. Ouvi de um psicólogo, enquanto escrevia o livro, que o suicídio talvez tenha mais a ver com a literatura do que com a psicologia. Até compreendi a imersão da frase, mas acho que lidar com a morte é um dos Tem previsão de lançamento? Tadeu: Provavelmente ainda este ano. modos de lidar com a vida. O livro fala sobre três mulheres com idades e vidas muito diferentes entre si, mas que acabam sendo entrelaçadas. Ao terminar de escrevê-lo, pôde sentir alguma mudança dentro de você causada por elas? Tadeu: Personagens mulheres são infinitamente mais interessantes de escrever. Tenho afeto pelas três, que acabam sendo um pouco do que absorvi do universo que estudei. Li muitas cartas suicidas, falei com sobreviventes, conheci grupos de apoio. Mudei muito meu modo de ver e julgar pessoas que passam por problemas psíquicos, ou agem por amor, emoção, impulso etc. Me tornei alguém melhor por isso. Sou grato de ter tido a oportunidade de expor isso em um romance. Seu primeiro livro publicado, “A Grande Peça”, fala sobre a vida de um dramaturgo. O segundo, “Entrelaçadas”, sobre as três mulheres com um tema em comum. E o terceiro, “O Desenhista”, vai falar sobre o quê? Tadeu: “O Desenhista” é um romance policial que amei escrever. Foge um pouco da minha temática. É a história de um serial killer que sente prazer em torturar pessoas que desenha. Por enquanto, ele não será publicado, por opção minha. Quero fortalecer o meu estia

Geração Bookaholic – Sua Revista Literária

Alguma ideia sobre o quarto livro já começou a surgir em sua mente? Tadeu: Além de “O Desenhista” e “Sebastião & Clara”, há o “Rio de Terra”, uma novela que escrevi aos 18 anos, “O Colecionador de Conchas”, que escrevi há uns quatro anos, e outra história que estou escrevendo no momento, ainda sem título. Sobre o que ainda deseja escrever? Tadeu: Gosto de histórias simples, que dialogam com a realidade com uma pitada do lúdico, da luta. Gosto de falar aaa

através do site da Editora Penalux e também diretamente com o autor através de seu blog pessoal. O autor também é bastante presente nas redes sociais, e faz o possível para responder a todas as mensagens que recebe. Entre em contato! Informações sobre o Livro Título: Entrelaçadas Autor: Tadeu Rodrigues Editora: Penalux Selo: Castiçal Romance


YOHANA SANFER: DA BOCA PRA DENTRO

BOOKTRAILER PARA AUTORES!

Dentro das crônicas escritas nele tem alguma que você acha mais especial? Por quê? Yohana: Uma das minhas preferidas é “Cotidiano”, a última no livro de um total de 54 crônicas. Gosto porque ela fala de sonhos, de coragem, de persistir apesar dos tantos pesares que nos rondam.

Por Suelane Passavante

Yohana tem 32 anos (mas, como ela disse, gostaria de ter 17 outra vez!), é formada em Serviço Social, mas apaixonada pela arte de palavrear. Adora música, leitura, outonos e chá gelado. Começou a publicar seus escritos em 2010, no blog “Papel, palavra, coração”, onde recebeu incentivo dos leitores para publicar um livro. Desde então não Já está pensando numa nova obra liparou mais de me aventurar neste uni- terária? Pode nos contar um pouco? Yohana: Sim. Depois de me dedicar ao verso literário (Palavras da autora!). infantil “É de menino, é de menina”, coVocê sempre quis ser escritora? Te- mecei a cuidar do meu novo livro. ve alguma influência para escolher a “Amor, insônia e outras travessias” será profissão? meu segundo livro de crônicas e virá Yohana Sanfer: Sempre gostei de es- com um toque de meu primeiro livro, o crever. Cartas, diários e cadernos de “Da Boca Pra Dentro”, pois também fapoemas sempre fizeram parte da minha lará de sentimentos. Mas, principalmenrotina, em diversas fases da vida. Ainda te de transições, de transformações na adolescência comecei a sonhar em que vivenciamos no cotidiano e dentro ser escritora, mas não sabia nada da da gente. São crônicas sobre o efeito profissão. A paixão pela literatura e os aa leitores que acompanham meu blog desde o início são minhas grandes influências. Como surgiu a ideia de escrever o livro “Da Boca Pra Dentro”? Yohana: O livro nasceu da vontade e do prazer de falar de sentimentos. No blog eu postava textos que falavam de amor, de saudade, de amizade, de sonhos, e tinha um retorno muito carinhoso com eles. Me veio então a ideia de falar de tudo que é contrário ao termo “da boca pra fora”, que geralmente se refere às coisas sem valia. Surgiu então o “Da Boca Pra Dentro”, para falar das coisas que importam, que devem importar.

do bendito tempo, sobre crescimento, paixões, sobre o que passou e sobre o que virá. Fique à vontade para acrescentar o que achar necessário. Yohana: “É de menino, é de menina” é meu segundo livro, e foi publicado no finalzinho de 2015. Um livro infantil que traz duas crianças que estão um pouco confusas com a missão de colorir, mas com uma ajuda especial e a coragem de fazer um lindo passeio descobrirão outros horizontes. É um livro infantil, mas para as primeiras idades. Com ele abordo sutilmente a questão de gênero através das cores. Um convite a outro olhar sobre este universo e tema tão recorrentes entre os pequenos. Além da escrita, me dedico a administrar a livraria virtual Sanfer Livros, que criei em 2014 a fim de promover as literaturas nacional, contemporânea e independente. Ela já reúne quase 100 títulos e autores, além de diversos gêneros literários. ■

CONHEÇA A EDITORA WISH Wish é a palavra em inglês que significa desejo. A editora Wish escolheu esta palavra tão significativa porque traduz exatamente o anseio por viajar dentro dos livros. É o desejo do leitor, autor, e da editora. Por isso, esta nova editora chegou para facilitar a publicação. Conheça agora a Wish. “Buscamos abrir as portas para a literatura brasileira. Para isso acontecer, pesquisamos várias ideias e formas de realizar mais este sonho, pois não possuímos investimento inicial para as publicações. Estávamos com um ‘pé atrás’ com as publicações pagas, mas depois de entrevistar vários autores e entender que houve um bom retorno para eles, estamos com uma proposta para quem deseja ajudar financeiramente na publicação e, como diferencial de nossa editora, também aumentamos a porcentagem de direitos autorais que o autor recebe. Dessa forma, o livro não deve ser apenas um sonho realizado e, sim, um modo de retorno financeiro e marketing pessoal” (extraído da página oficial da editora Wish). Mas não pense que seu livro é automaticamente publicando após o envio. Seu livro passará por um processo de avaliação. O interesse em participar aa

dos custos não envolve a aprovação imediata do livro. Isso ocorre para que a editora possa manter a maior qualidade possível de seus títulos, criando a confiança dos leitores. O diferencial da Wish é justamente isso: a qualidade total do livro publicado, desde a capa, revisão e diagramação, até o preço final para o leitor. Mas tem uma coisa que, para alguns é vantagem mas, para outros, é uma desvantagem. Como parte desse preço final é repartido entre distribuidoras e livrarias, inicialmente a Wish vende exclusivamente em seu site, e não faz a distribuição para livrarias. Isso torna a literatura acessível para alguns e inacessível para outros, depende do comprador. Os tipos de originais que a editora aceita para publicação são: 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7.

Fantasia Ficção Científica Terror Suspense Mistério Romance Sobrenatural Distopia e pós-apocalípticos

A mesma editora possui um outro selo, o selo Indie, que aceita todos os títulos, sem exceção.

Ainda sem capital de investimento, a editora não publica de forma gratuita. Sua inauguração foi em 2013, mas pretende abrir vagas, brevemente, para publicações sem custo. A Wish também oferece outros serviços, sem a publicação, como por exemplo pacotes de edição e impressão, sem preocupação com marketing e divulgação, e sem a preocupação com as vendas do livro. E são para autores do selo Indie, pois são autores independentes. Você gostou da ideia? Para saber mais, visite o site da editora e obtenha maiores informações. ■

Isso mesmo. O videomaker Bruno Flores oferece o serviço de criação de booktrailer para autores, colocando a obra em imagens, texto e música. Muita gente já conhece esse tipo de serviço e algumas até já realizaram de forma caseira, de forma amadora. O Bruno Flores, que manja muito do assunto, garante seu trabalho com o maior profissionalismo. “Seu livro fica com uma cara super profissional, e você garante uma sinopse bem chamativa para ele”, diz Bruno Flores. Ele trabalha no Rio de Janeiro, mas também atende, via internet, fazendo booktrailers para autores em todo o Brasil. Para tanto, basta entrar em contato através do email brunoflores85@ gmail.com. Se você preferir, pode entrar em contato diretamente com ele através de telefone. (21) 99366-79 39. O Bruno também atende em suas redes sociais e é super fácil encontrá-lo. E aproveite porque ele está oferecendo aos leitores da Geração Bookaholic preços promocionais. Para garantir o seu, basta enviar um email a ele, avisando que você viu esta propaganda na Revista, e que você é leitor assíduo nosso, e pronto. Você vai ter um preço especial. Então, não perca. Se você é escritor, autopublicado ou não, é a sua chance de tornar sua obra conhecida de um modo diferente e eficaz nas suas redes sociais e na mídia em geral, através de um booktrailer bem feito e com uma cara totalmente profissional e de qualidade. ■

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ESTANTES LANÇAMENTO MUNDO NUMÉRICO Gabriela Hammes Varela

No dia 25 de junho, sábado, às 16h no mezanino da Livraria Cultura Bourbon Shopping Country de Porto Alegre-RS, acontecerá o lançamento do livro “Mundo Numérico”, de Gabriela Hammes Varela. Haverá sessão de autógrafos e bate-papo com a autora. Sophie se encontra bastante confusa ao aparecer, estranhamente, em uma floresta. Sozinha, perdida, anda sem rumo até que é encontrada por uma menina que diz ser a número 2. Sem entender muito bem o motivo, se vê numa guerra entre números pares e números impares. A moça descobre que também atende por um número: 4. A vida é bastante incomum, e Sophie precisa entender o motivo de ter ido para aquela realidade.

Gabriela Hammes Varela, nascida em Porto Alegre, começou a escrever, desde seus sete anos de idade, pequenos contos. Estudante de biologia, aos 20 anos, mora com sua família na capital gaúcha. Começou a escrever livros aos 13 anos e aos 16 produziu “Mundo Numérico”. Amante de livros de ficção, como os de Moacyr Sdiar, Douglas Adam e J. K. Rowling. Para adquirir seu exemplar de Mundo Numérico, basta entrar em contato com a Editora Pandorga, ou comparecer ao evento e adquirir seu exemplar autografado. Após o evento, continuará sendo vendido pela Livraria Cultura. ■

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INGRID CARRAFA: ENTRE ROSAS E ABISMOS Por Maria Lygia Atriz e escritora com uma queda pela música e pelos versos. Com formação técnica em biblioteca, adora se perder e se achar entre livros diversos. Nasceu em Vitória, Espírito Santo. Dona de 26 anos bem vividos e com muitas realizações pela frente. Leonina, sensível, intensa, irreverente, feroz. Esta é Ingrid Carrafa, autora do livro Entre Rosas e Abismos, pela Editora Penalux, que fa-lou com exclusividade para a Geração Bookaholic numa entrevista que você confere agora.

que sou e não estou... O jeito é ser! dos meus leitores deixa isso bem (Mão na cintura e doida pra fumar). claro. Além de toda essa carga emocional, sadismo e fumaça de cigarro, o que mais há pra saber de você, e quais partes suas você não entregou ou incluiu à obra? Ingrid: São tantas as Ingrids e é tanta coisa para externar, que o que eu mostrei até agora não foi nada em vista do que eu mesma vejo...

Um autor (vivo) que você admira, te chama pra ser coautora de uma obra dele, toparia? Por quê? E qual autor veio à sua cabeça? Ingrid: Diego Moraes. O mais foda da atualidade. Ele não escreve, ele sangra, e eu sangraria junto com ele!

preencher de alguma forma? Ingrid: Todos; tenho problemas, além das desilusões, com depressão e pânico. Luto e preencho isso todos os dias.

Ingrid: “Tem sido um belo combate. Ainda é.” (Buk) Autoajuda. Cara, quem pode te ajudar se não for você mesma? Porra!

Quem entende seu livro entende também uma faceta sua? Várias? Nenhuma? Todas? Ingrid: Todas e nenhuma, ao mesmo tempo. O retorno que tenho recebido aaa

E se você pudesse ter escrito qualquer livro já existente, qual teria sido? E por qual motivo? Ingrid: “Do Desejo” (Hilda Hilst). Porque essa mulher é uma maldita fdp, e o livro é tanta alma que eu até deixo de ser eu. Você trepa com o livro, é uma foda boa, mas ainda não é amor.

Algum autor/gênero, que por mais que você tente, não te prende a Existe algum vazio que você tenta atenção, e por quê? pre

Pelo que pude ver, seu livro “Entre Rosas e Abismos” nasceu de uma desilusão amorosa, estou certa? Ingrid Carrafa: Foi. Essa demorou um ano para cicatrizar completamente... Aos domingos, com chuva, ainda me dói. E sua forma de lidar com as desilusões amorosas mudou depois de escrever o livro? Ingrid: Não. Continuo sentimental pra porra, apesar da casca grossa. Um amigo me disse esses dias que eu vivo em estado de desilusão amorosa. O peso de sentir demais é insustentavelmente leve e poético. Considera o BDSM uma poesia também? Masoquismo emocional, talvez. Sua linguagem é crua, e sem rodeios, e o seu modo de agir e falar intimida as pessoas? Ou os homens? Ingrid: O tempo todo, minha escrita é o que eu sou, somos uma só em várias. Como sua família e conhecidos reagiram ao seu livro? Creio que por te conhecerem, já estejam acostumados com todo o seu torpor e lirismo. Ingrid: Minha mãe e amigos próximos me deram total apoio. Ganhei grades de cerveja no dia do lançamento! Eles somam, e isso é o que eu carrego comigo. Já estão acostumados, sim... Alguns surtados, outros no mais ou menos. Tem que aguentar a intensidade. Transbordo e volto a transbordar. E já que

Geração Bookaholic – Sua Revista Literária

A poesia marginal vem conquistando os jovens. Em sua opinião, a que se deve tal interesse? Ingrid: A literatura marginal foi calada por muito tempo. Não tem mais porque calar. Ela é um grito no escuro. É o tapa de realidade e isso chama a atenção. A intensidade em versos simples fala a voz do povo. Qual o seu recado para os leitores da revista? Ingrid: E o recado que eu deixo é o seguinte: levantem suas bundas das cadeiras e agarrem seus sonhos com unhas e dentes. Já está tudo cagado... Então, o que é um peido? O livro “Entre Rosas e Abismos” pode ser encontrado no site da editora Penalux, ou em livrarias. A autora pode ser encontrada nas redes sociais. ■


Luana Madrepérola: As Donzelas e as Sombras Por Juliana Cury Luana Madrepérola, 26, nascida Luana Lima de Sousa no interior do Mato Grosso, na cidade de Rondonópolis onde reside atualmente, escolheu o pseudônimo por causa de seu blog de mesmo nome. Graduada em Letras, Língua Portuguesa e Literatura pela Universidade Federal do Mato Grosso e mestranda em Estudos de Linguagem pela mesma universidade, Luana além de ler e escrever, que são ao mesmo tempo hobby e profissão, se interessa também por moda alternativa, antiguidades, artesanato e arte em todas as suas formas. Luana Madrepérola conversou com a Geração Bookaholic na entrevista que você confere agora. Pra você, qual a importância de termos mais livros escritos por mulheres brasileiras no mercado editorial nacional? Luana Madrepérola: Se pensarmos que a literatura foi, principalmente, produzida por homens e para homens ao longo de séculos, que as personagens femininas representavam somente estereótipos do gênero feminino pensados por homens para manter o poder sobre elas e que pouquíssimas vezes uma mulher pode se expressar, não apenas na literatura, mas em todas as esferas sociais, ter mulheres na literatura é um meio de dar voz a uma significativa parcela da população que, ao longo de séculos, teve o dever de se calar e se submeter. Ter mulheres na literatura é um meio de deixar que elas falem por si, que elas se representem e não apenas sejam representadas, que elas contem suas versões dos fatos.

Em cada conto prevalece um sentimento e um tema. Como surgiu a inspiração para cada um? Luana: A inspiração surge de diversas formas, com fatos aleatórios que acontecem no dia a dia, com experiências vividas, com observações ou simplesmente da vontade de dizer algo, de transmitir uma ideia. Qual era o seu objetivo ao publicar um livro, ou seja, o que você queria passar para o leitor com suas palav

vras? Luana: Meu principal objetivo com a publicação foi alcançar um público de leitores, eu quis que minha obra fosse lida, que meu trabalho fosse divulgado. Você investe em parceria com blogs, outros escritores ou editoras? Acha isso importante para a divulgação de um autor iniciante? Luana: Eu tenho um blog, que está inativo no momento, onde eu costumava vez ou outra divulgar algo do meu trabalho. Eu nunca fiz parceria com outros blogs, mas é óbvio que quanto mais divulgar a obra, melhor. Creio que qualquer contato com meios de comunicação é importante para se divulgar o trabalho. Eu optei por jornais, rádios e canais de TV do meu Estado.

O seu livro “As Donzelas e As Sombras” se trata de uma coletânea de contos. Você sente alguma dificuldade ou facilidade especial em escrever esse gênero? Luana: Eu tenho uma afeição especial pelo gênero conto por trazer de volta as raízes da literatura, as histórias passadas oralmente de geração a geração. O conto é uma forma escrita que mais se aproxima disso. Às vezes dizer muito escrevendo pouco e manter a poesia e o trabalho com a linguagem podem ser algumas dificuldades encontradas por escritores nesse gênero. Já tentou outro gênero literário? Se z

sim, qual deles e o que achou? Luana: Eu quero publicar romances futuramente. Confesso que me sinto mais à vontade com a prosa do que com a poesia, e certamente tudo o que eu for publicar será em prosa. Como foi sua estreia no mercado editorial em relação à recepção dos leitores e ao contato com a editora? Luana: Eu fui aceita na Editora Penalux de Guaratinguetá em 2014. Quem m

me recomendou foi um amigo poeta que publicou três livros pela mesma editora. O meu público leitor se iniciou com pessoas que eu conheci ao longo de minha vida, que já leram alguma coisa que eu escrevi em algum momento e que se interessaram pelo que eu tinha a dizer e foi se estendendo a pessoas que leram uma notícia sobre mim no jornal, que liam o que eu escrevia no blog, que ouviram falar de mim. Eu recebi comentários elogiosos sobre a minha obra e várias perguntas sobre o que eu quis dizer com algum conto ou o que me inspirou. Todo o contato que eu tive com o público até agora foi muito positivo. Você diria que ser escritora te proporcionou aprendizado e crescimento pessoal? Luana: Escrever me proporcionou um grande aprendizado, mas ter contato com o público foi ainda mais engrandecedor. Ter um retorno do meu trabalho, as diversas interpretações dos meus textos, as perguntas curiosas ou mesmo uma crítica me ensinam muito não apenas sobre o meu trabalho, mas sobre mim mesma. Está trabalhando em algum projeto novo no momento? Luana: Sim, comecei a trabalhar no meu segundo livro de contos. Posteriormente pretendo também escrever um romance. O livro “As Donzelas e As Sombras”, de Luana Madrepérola, pode ser encontrado no site da Editora Penalux e nas livrarias de Guaratinguetá e do Estado do Mato Grosso. A autora também atende por suas redes sociais. ■

BLOG LITERÁRIO CAPA & TÍTULO

O Capa&Título surgiu em 31/07/2011 para compartilhar as opiniões que o blogueiro e biólogo Marcos Tavares tinha sobre os livros que acabava de ler. De lá pra cá, muita coisa legal já rolou pelo blog.

O Marcos não é o único produtor de conteúdo do blog. Ele conta com a ajuda de Luke, cantor, tentando ser escritor, blogueiro do “Eu Conto Depois”. Luke é colunista do Capa&Título e fala sobre vários assuntos dentro da literatura. E, pasmem, seu lugar preferido para leitura é um veículo em movimento!

O blog tem parceria com vários autores e também com outros blogs, e em suas publicações tem resenhas, entrevistas, entre outras coisas. É um blog bastante visitado e comentado, em sua fanpage abarca 4.600 leitores. E se você tem medo de acompanhar um blog novo, por medo de ele te deixar na mão, não se preocupe. O Capa&Título está sempre atualizado, e até o momento de escrever esta coluna, o blog tem sua postagem mais recente há apenas três dias. Visite o blog para conhecer! O endereço é fácil: capaetitulo.com.br. ■

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ESTANTES LANÇAMENTO O DESPERTAR DO LÍRIO BABI A. SETTE

Acontecerá no sábado, dia 25 de junho às 15h, o lançamento do livro “O Despertar do Lírio”, da autora Babi A. Sette, com sessão de autógrafos na loja principal da Livraria Cultura, no Conjunto Nacional em São Paulo.

Lilian Radcliff é uma jovem viúva e está feliz com sua vida isenta de emoções. Culpa do luto que não larga. Lilian jurou fidelidade ao marido no leito de morte. Paralelo a isso, conhecemos Simon Thorn, homem frio e libertino, dono da maior casa de jogos de Londres. Ele está a um passo de realizar seu plano de vingança contra o culpado pelo título de assassino que recebera anos atrás. O problema é que o canalha está morto e ele terá de usar sua viúva recatada a fim de atingir seus objetivos. De um lado, ela precisa manter sua honra intacta; de outro, ele quer seduzi-la e desmoralizá-la. No entanto, Lilian nunca se sentiu tão vulnerável e atraída por um homem. E Simon, por sua vez, demonstra reações ao lado dela das quais nunca imaginara ter. A vingança e a honra se abalam quando nasce entre ambos uma paixão incontrolável. Mas, para ficarem juntos, terão de enfrentar segredos e mágoas profundas, um castelo trancado há seis anos, palco de uma morte misteriosa, e os fantasmas do passado.

O QUE AS FLORES DISSERAM A ALANE BRITO Por Débora Falcão “O Que Me Disseram As Flores” trouxe um novo olhar à narrativa linear e às razões pelas quais é importante se aventurar num livro e sair do lugar comum, da zona de conforto, descobrir novos gêneros. Conheça este livro, a partir da entrevista concedida exclusivamente pela autora à revista Geração Bookaholic. “O Que Me Disseram As Flores”. Um belo romance que mostra como uma pessoa apaixonada pode ser obstinada e pode ser, também, criativa ao tentar conquistar seu amor. De onde surgiu a ideia de usar as flores como linguagem para que William conquistasse Angela? Alane Brito: Primeiramente, preciso agradecer pela oportunidade, sinto-me lisonjeada pelo convite! Bom... a ideia desse livro surgiu quando eu tinha cerca de catorze... quinze anos, quando escrevi a primeira versão. Depois reescrevi a história, e ela ainda passou por muitos ajustes até chegar nessa versão final. Mas desde o primeiro instante havia decidido usar a linguagem das flores, colocar o máximo de sensibilidade que conseguisse transmitir, criar um homem que apelasse para o seu lado mais romântico. O casamento arranjado é um dos temas de sua história. Como foi sua pesquisa para este livro nesse sentido? Alane: Não me lembro de ter feito uma pesquisa mais aprofundada. Usei como base as informações que eu já tinha, que aprendi na escola, novelas, filmes... Minha avó também me ajudou bastante com suas histórias. Você também trata em seu livro de orgulho, quando Ângela, pela raiva que sente em não querer se casar com alguém que lhe foi prometido, se depara com um homem que mexe com seu coração mais do que ela gostaria. Como foi criar este ambiente de amor e ódio, de sutilezas e delicadezas, como são as flores macias mas que também contêm espinhos? Alane: Acho que todo escritor ama brincar com este tipo de coisa (risos). Gosto muito de lidar com personagens duros que, aos poucos, começam a ceder. É empolgante criar situações em que se pode mexer com os dois lados, cuidando de seus atos serem de acordo com a personalidade de cada um. Em geral, gosto de chegar ao extremo para ver até onde podem ir, creio que serve mais como terapia mesmo, já que é como se eu estivesse na pele de ambos. Você aproveita para brincar com o tempo em seu livro. Em alguns momentos, estamos no tempo presente, e em outros, estamos no passado. Temos dois casais de personagens no livro, e somos transportados para seus mundos tão diferentes. Como foi trabalhar esta narrativa com mudança de tempo, sem deixar que seus leitores se percam e se confundam? Alane: É aí que vem a necessidade do autor entrar de cabeça na história. Lá dentro, é fácil sentir tudo e as letras aaa

fluem sem dificuldade. Imaginei como se estivesse num filme, em que a cena seguinte deixaria claro que tudo mudou. E nisso, é preciso se ter muita atenção na maneira de agir e falar dos personagens também; os detalhes é que passam credibilidade. A Linguagem das Flores também é a Linguagem da Esperança, podemos dizer assim, visto que William não desiste de Ângela, mesmo só recebendo farpas de sua boca. Como foi escrever um personagem masculino, como o de William? Alane: Ah, William... (risos). Sou do tipo que prefere os cavalheiros, então procurei criar um que me faria suspirar, se fosse real. Não direi que foi fácil, porque eu queria um cara sensível, contudo, sem deixá-lo afeminado. Não sei se todas as autoras passam por isso, mas já que sou mulher, muitas vezes sei que coisas de minha personalidade são transferidas para personagens masculinos, como aconteceu com ele quando comecei a escrever e, durante minhas revisões, tive que arrumar. Há pouco tempo um dos meus tios que leu questionou isso, como eu, sendo mulher, conseguia fazer diálogos enter homens, pois ele, como homem, não saberia se conseguiria fazer o mesmo com personagens femininos. De todo modo, é maravilhoso criar personagens masculinos, e amei escrever cada cena com William.

nos, e não sabia lidar com isso. Então, fazia de tudo para ele desistir de mim. Não como a Ângela fez, claro, não chegou a tanto, mas procurava deixar evidente meu desinteresse. Só que o cara era insistente. Continuou a ir em minha casa quase todos os dias, mesmo depois que nos formamos. Virou amigo da família e meu, inclusive. Esta situação acabou quando tive que ir embora da cidade, eu já tinha completado vinte anos. Mas nates disso, nada aconteceu, não rolou um abraço sequer. Isto é para quem duvida que homem algum aguenta ser Como foi sua pesquisa para criar a maltratado e continuar apaixonado. Já linguagem das flores? Como você até chamaram o pobre do William de definiu essa linguagem e a construiu “banana”, tadinho! para que William conseguisse se comunicar com Ângela através delas? Foi difícil escrever Ângela? Ela é Esta linguagem já existe e você so- um personagem bastante difícil, na mente se inspirou ou realmente a verdade, mas nós acabamos por criou do zero? Conta pra gente um conhecer seu interior também, e compreendê-la, de alguma forma, apouco disso! Alane: Encontrei um livrinho bem anti- té o desfecho da história. Como foi go com as definições, foi o que eu usei escrevê-la, criá-la, dar forma a ela? na época. O que escrevi em “O Que Me Alane: Tirando a parte em que usei o Disseram As Flores” era exatamente o exemplo de minha própria imaturidade que tinha lá. Mas o perdi, nem lembro o para usar em sua personalidade, o título... Já procurei e não encontrei do resto tive que ter cuidado. Ela é a protagonista, afinal de contas, sabia que mesmo em lugar nenhum. seria odiada por suas maldades, mas Você se viu retratada, em algum precisava tentar fazer com que commomento enquanto escrevia este li- preendessem também seus atos e vro, com algum de seus persona- que, no final, até a perdoassem. Ou gens? Qual? Por quê? tentassem, pelo menos. É sempre Alane: Nossa... Vou contar, mas não bom escrever personagens complicame odeiem, por favor! (risos) Algumas dos, são uma indefinição inicialmente, atitudes da Ângela foram inspiradas em mas à medida que a história é contamim mesma. Mas vou explicar! Houve da, eles mesmos mostram o que queuma época em que um rapaz, um co- rem ser e fazer. lega de escola, se apaixonou por mim, e eu era muito novinha, tinha catorze a- Onde podemos encontrar o livro? Alane: No momento apenas no site no da editora, na Arwen Store, e em formato diginal na Amazon. Conte pra gente sua agenda! Alane: Pretendo ir à Bienal de SP, mas não confirmei ainda. Uma mensagem para os leitores! Alane: Espero que tenham gostado das respostas e não me odiado depois de descobrirem de onde a Ângela tirou o desejo de afastar William. Agradeço por terem cedido seu tempo para saberem um pouco sobre mim, e vou torcer para que tenham oportunidade e desejo de conhecer os meus trabalhos. E um agradecimento especial para a Geração Bookaholic pelo convite, foi uma honra ter participado! Um grande beijo a todos! ■


YAGO TADEU EM UM VAGÃO DE SONHOS Por Roberta Costa Escritor desde os dez anos, Yago Tadeu sempre teve este sonho. Escrever. Mas só após os dezesseis anos começou a levar tudo a sério e já procurava meios de publicar seu livro. Poesias, contos, histórias, até que, em 2014, surgiu o título “Vagão de Sonhos”, que o fez se lançar de vez no mundo literário. Yago conversou com a Geração Bookaholic numa entrevista exclusiva, que você confere agora. Como tem sido a experiência de ser um dos colunistas do jornal “Diadema News”? Sua coluna segue algum tema específico? Fale-nos um pouco sobre ela. Yago Tadeu: Uma experiência ainda prematura, mas que já tem aberto muitas portas na minha mente. Fico feliz em fazer parte e fico feliz quando consigo ajudar o jornal e o seu diretor, Elias Lubaque, que esbanja boa vontade de transformar e determinação. Minhas colunas seguem entre TV e política, mas tenho feito algumas matérias, sempre que possível. É um projeto promissor.

Ainda sobre “Vagão de Sonhos”, como foi a criação dos personagens? Yago: Foi muito prazeroso, pois principalmente os personagens que eu ia criando para entrar no jogo de sobrevivência já os imaginava se chocando e as confusões que iriam acontecer. O personagem Yann Richard Jafee foi uma escritora e amiga minha quem escreveu, e foi um dos personagens que se encaixou brilhantemente no jogo. Foi muito divertido escrever “Vagão dos Sonhos” fazendo terremotos e reviravoltas ao chocar os personagens.

gens. Você já está trabalhando em algum novo projeto? Que novidades pode nos adiantar? Yago: Estou dividido entre dois temas para o meu terceiro livro e a decisão Qual sua fonte de inspiração para a parece muito difícil, pois tenho duas criação das histórias? Algum gênero das melhores ideias que já tive evoluindo aos poucos. e autor preferidos? Yago: Eu me inspiro em pessoas e em outras histórias. Me inspiro em acontecimentos reais, sempre fico os imaginando de forma diferente. Minha mente sempre imagina: e se tudo fosse diferente? E se tudo fosse de outro jeito e não assim? Isso me inspira e minhas experiências me inspiram a escrever sobre temas diferentes. Curto muito drama e terror, mas não gosto de ficar em um gênero só. Meus autores preferidos são Sidney Sheldon e Stephen King. Como surgiu o “Vagão dos Sonhos”? Este foi seu primeiro projeto literário? Yago: Eu sempre gostei de reality show desde criança, em especial “A Fazenda” que me diverte muito. Eu queria escrever sobre um reality show e não desejava fazer algo fantástico, como “Jogos Vorazes”, e nem tão cruel como “Jogos Mortais”. “Vagão dos Sonhos” fica no meio disso, apesar de ser cruel, a violência é menos explorada e dá mais destaque a conflitos e confrontos, e chega a ser fabuloso, mas muito realista. Foi meu primeiro projeto literário, e a ideia de incluir um trem ao reality veio primeiro, depois o título “Vagão dos Sonhos” e, após isso, todo o mundo foi se formando, com ideias vindas de um lugar que nem eu sei dizer.

Alguma obra, já pronta, engavetada, que tenha vontade de publicar? Sobre o que é? Yago: Eu tenho um livro já escrito e é um thriller/sobrenatural baseado no conto “Minha doce patroa” que escrevi aos dezesseis anos. Posso adiantar que é um mundo totalmente divergenaa

LANÇAMENTO DE ESCUTE O SILÊNCIO TONY DE SOUZA

Quarta-feira, dia 22 de junho, acontece o lançamento do livro “Escute o Silêncio”, do autor Tony de Souza, na Livraria Cultura do Bourbon Shopping, São Paulo. Haverá sessão de autógrafos e o autor estará presente para um bate-papo com os leitores. O evento acontecerá às 19h. “Na minha infância esse lugar era considerado um paraíso. Pelo menos para mim. E como esse paraíso foi totalmente destruído para ser reconstruído do zero, tive que extrair da memória cada detalhe de como ele era. Tento, até hoje, insistentemente, manter vivo dentro de mim, os cheiros, os barulhos, o canto dos pássaros, os sabores dos frutos da terra.” (Tony de Souza). te ao de “Vagão dos Sonhos”, mas tem tantas reviravoltas quanto, e é um livro que marca o personagem Lisbela Reis, personagem que eu não tenho o controle e que parece ter vida própria. Bom, Yago, gostaríamos de agradecer por participar dessa entrevista. Para encerrar, como podemos adquirir seu livro? Yago: No site da editora Autografia: www.autografia.com.br. O meu perfil no facebook é Yago Tadeu Autor, e meu email é weskerdiadema@outlook. com. Eu que agradeço muito e peço para que conheçam minha obra “Vagão dos Sonhos”, eu prometo que ficarão encantados. Obrigado! ■

LANÇAMENTO DE SEM OLHAR PARA TRÁS LYCIA BARROS

Quinta-feira, dia 23 de junho às 19h, acontecerá na Livraria Cultura Conjunto Nacional em São Paulo o lançamento do livro “Sem Olhar Para Trás”, da autora Lycia Barros. Muito jovem, Agatha foge de casa para viver uma grande paixão, mas o romance dos sonhos dura pouco. O marido violento e possessivo é capaz de cometer qualquer loucura para mantêla prisioneira de um casamento infeliz. Após dez anos, ela vê a oportunidade de fugir com o filho para o pequeno sítio que herda numa cidade de interior. Lá ela conhece Vicente e ambos encontrarão um no outro o amor e a segurança que tanto buscavam. Mas a vida de Agatha continua ameaçada. Só Deus poderá impedir que algo aconteça.■

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ESTANTES PAM GONÇALVES

BHETYS OLIVEIRA: PERDIDA NO PARAÍSO Por Débora Falcão

Para quem não conhece, a Pam Gonçalves é a dona do canal literário no youtube que leva seu nome. Anteriormente ele se chamava Garota It, então talvez você se lembre do canal com este nome. A Pam indica, resenha e fala sobre livros, sejam lançamentos ou clássicos. Tem também tags que deixam tudo mais divertido e novidades sobre eventos literários e adaptações de livros para filmes ou seriados. Ele começou com o nome Blogando Livros em outubro de 2009. Em dezembro do mesmo ano mudou para Garota It, e agora se chama Pam Gonçalves.

A Pam está sempre atualizando o canal, então não se preocupe de começar a seguir e ele ficar abandonado. É um canal ativo e está, inclusive, com vídeos novos, da última semana.

E, seguindo a onda dos youtubers, a Pam também lança livro este ano pela Galera Record. Trata-se de um livro de ficção, com mistérios, e a própria Pam adiantou um pouco do que seria esse livro em um vídeo próprio no seu canal. Corra e assista ao vídeo, deixe sua opinião e saiba mais sobre a Pam Gonçalves! ■

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“Perdida no Paraíso” é uma história de superação, um romance como poucos, e sua autora, Bhetys Oliveira, nos concedeu uma entrevista exclusiva sobre seu livro e todas as suas nuances. Conheça agora “Perdida no Paraíso” através desta conversa que você confere só aqui, na Geração Bookaholic. Perdida no Paraíso. Uma história de superação, onde você aborda temas como amor entre adolescentes, luto, amizade, relacionamento com os pais e violência sexual, mas tudo de maneira delicada e ponderada. O que a fez escrever sobre esses temas? Você se emocionou ao escrever sobre eles? Bhetys Oliveira: Queria abordar temas que as pessoas passam diariamente e foi justamente por isso que resolvi escrever sobre os mesmos. Cada momento que os personagens passaram me deixou emocionada. Eles carregam uma carga emocional muito pesada, principalmente Kristen sempre tocava nesse ponto, me sentia a própria Kris ao enfrentar seus demônios interiores. O livro traz perdas e danos, dor e mágoas, ressentimentos e surpresas, vida e morte, superação e recomeço. Mas tudo isso sem deixar de ser uma linda história de amor, o que faz com que nós, leitores, nos identifiquemos e nos apaixonemos pelos personagens. Aconteceu com você? Você se identifica com os personagens que criou? Bhetys: Sempre tem algo que nos faz nos identificarmos em algum ponto. Um pensamento, uma atitude, ao que passou ou está passando. Mas para mim é difícil falar com qual deles me senti mais próxima, porque não sei te falar.

alguém especial que não quer mostrar seu verdadeiro eu. O Landon surgiu aos poucos e foi me surpreendendo a cada narrativa. Ele é impulsivo e não tem medo de usar suas palavras, mesmo que isso machuque a garota que ama, porém no fundo ele é apenas alguém que está perdido e não sabe como agir diante de algo tão forte, como o sentimento que tem pela Kristen. O livro está à venda no site da Editora Arwen, mas antes da Editora, você também o publicou de modo independente. Como foi essa experiência? Bhetys: Fiz postagem no Nyah! como fanfic de Belo Desastre e tinha como nome Lost In Paradise. Sempre escrevi como original e quando postava, adaptava para que coincidisse com o livro. Foi uma experiência maravilhosa. Recordo que estava morrendo de medo de fazer isso e minha amiga praticamente me obrigou a fazer as postagens. Essa amiga foi a primeira a quem mostrei os primeiros capítulos e ela amou, e queria que eu os mostrasse para todos. Não achei que a história fosse agradar aos leitores, acho que sempre que escrevemos o primeiro livro, sentimos medo. Mas o retorno foi lindo. Recebia mensagens dos leitores falando de como estavam amando a história e me cobrando por mais capítulos. Escrevi “Perdida no Paraíso” em três meses. Eu literalmente vivi a história profunda e intensamente.

Você tem recebido um feedback legal de seus leitores. Pude ver na internet várias resenhas positivas a “Perdida no Paraíso”. Isso te dá mais ânimo para continuar seu trabalho como escritora? Como é ler estas resenhas? Bhetys: Sim, com toda a certeza. É muito gratificante saber que aos poucos o meu trabalho está sendo reconheciDizem que os escritores são um do. Isso me dá ânimo para continuar lupouco seus personagens. A Kristen a também é assim? Até que ponto sua personagem tem um pouco de você? Bhetys: Acho que a Kris não tem nada de mim (risos). Invejo a força, a coragem e determinação daquela garota. Ela é orgulhosa e não volta atrás em suas decisões. Gostaria de ser assim, mas tem algo nela que parece muito comigo. Ela age por impulso e adora tequila (risos). Tirando isso, nada mais. Ops, ia esquecendo... nós duas somos apaixonadas por Landon Parker! E quanto a Landon? Bad boy, sexy e sensual, mas ao mesmo tempo um garoto que enfrentou diversos problemas e tem dificuldades de se entregar abertamente a um relacionamento. Como você construiu este personagem masculino? Ele é um dos narradores de seu livro e nos mostra um lado muito diferente e humano do que Kristen consegue ver no início. Como você construiu esse personagem? Bhetys: Queria um personagem diferenciado. Alguém que aparentemente fosse apenas o típico carinha pegador sem coração, mas que no fundo fosse a

Geração Bookaholic – Sua Revista Literária

tando para conquistar meu lugar nesse mundo da literatura. A capa do seu livro está linda, parabéns! Você participou ativamente do processo criativo da capa? O que ela significa em relação à história? Bhetys: Em primeiro lugar, muito obrigada! Ela é realmente perfeita! Participei de tudo na criação da capa e confesso que ela ficou ainda mais perfeita do que um dia sonhei que seria. O píer é um lugar muito significativo na história. É onde tudo começa na relação de Landon e Kristen. Não quero dar spoiler, então, quem quiser descobrir o que esse píer na capa tem de tão importante, leia “Perdida no Paraíso”. Onde os leitores poderão adquirir um exemplar de seu livro? Bhetys: No site da editora Arwen Store: www.arwenstore.com.br; ou diretamente comigo pelo email bhetys@ hotmail.com. Conte pra gente onde você e seu livro estarão este ano, se há alguma previsão de participação em eventos literários etc. Deixe sua agenda para os leitores saberem onde você estará! Bhetys: Esse ano infelizmente talvez eu não esteja em nenhum evento. Tenho uma filhinha pequena e ela depende muito de mim, então, isso dificulta muito minhas saídas. Deixe uma mensagem para os leitores! Bhetys: Talvez vocês não saibam, mas sou muito grata pelo carinho que sempre recebi de vocês. E é exatamente por todo esse carinho, respeito e amizade que recebo, que não desisto dos meus sonhos. Tudo o que conquisto é por vocês e para vocês. Amo todos! Obrigada por tudo! ■


RAFAELA PAPINI: SPETTACOLO! Por Renata Vasconcelos Respeitável público! Preparese para adentrar esse incrível mundo do circo, através deste romance de Rafaela Papini, “Spettacolo”, publicado pela Editora Arwen. A autora foi entrevistada pela Geração Bookaholic com exclusividade, e conta tudo sobre o livro, sua carreira, seu trabalho como escritora e mais. Acompanhe a entrevista! A escrita pode ser considerada um hobby ou faz parte de sua profissão? Rafaela Papini: Um hobby. Sou formada em Direito e sou funcionária do Tribunal de Justiça. Levando em conta todo o seu amor e conhecimento pela escrita, qual curso veio a fazer na universidade? Rafaela: Sou uma pessoa muito comunicativa. Desde pequena gosto de escrever, falar, argumentar. Assim, meu amor pela escrita e pela leitura ajudou muito durante a graduação e continua me ajudando a exercer minha profissão. Como dizia um professor, a ferramenta de trabalho do jurista é a palavra. Ao lançar “Spettacolo” você teve o apoio necessário da família, amigos, editores e afins para produzir o livro? Rafaela: Sim, sempre! Meus pais e meu noivo sempre me incentivam, em todas as coisas doidas que eu embarco. Sou extremamente grata a eles por isso! Quando pequena frequentava muitos circos? Quais bases usou para tecer a história e a trama de “Spettacolo”? Rafaela: Sim. Sou de uma cidade bem pequena, então, quando o circo passava por aqui, era uma mobilização (risos). Meus pais sempre fizeram questão de nos levar – eu e minha irmã mais nova – e eu sempre fiquei fascinada. Até hoje quando passa um circo por aqui, sou presença garantida (risos). A ideia de aa

“Spettacolo” surgiu durante uma apresentação do circo Stankowich aqui em Peruíbe. Em determinado momento do espetáculo, o homempássaro entrou no picadeiro, todo de branco e com umas plumas adornando o collant. Ele começou a sobrevoar o picadeiro de forma tão leve e sensível que eu comecei a chorar. Fiquei muito emocionada. Quando saí de lá, o Hiram já estava em algum lugar dentro de mim. O romance do artista com Malu foi baseado em algum romance já vivenciado? Rafaela: Não, foi puramente fictício. Apesar de acreditar no amor à primeira vista, sou noiva de um “menino” que conheci na escola, quando tinha apenas dez anos (risos).

Ao lançar o livro, quais foram seus melhores momentos durante o lançamento? Rafaela: Sem dúvida alguma, o melhor momento foi o instante em que segurei o livro na mão pela primeira vez. É uma sensação indescritível e orgulho, emoção e gratidão! Levando em conta que o reconhecimento é algo muito importante para os autores, como você lidou com todo o seu reconhecimento? Rafaela: Estou extasiada com isso. Como disse, sou de uma cidade pequena e as notícias voam por aqui. A sensação de ser reconhecida na rua, de ser citada em jornais, de dar entrevistas... Tudo isso é surreal e eu não consigo sequer começ

çar a descrever como isso me deixa feliz. É a realização de um sonho. Qual a sua reação quando vê tantas boas opiniões e análises nos blogs sobre a sua obra? Rafaela: Fico maravilhada. É uma delícia ser reconhecida, mas é ainda mais gratificante ver a história e os personagens sendo elogiados. Ver tanta gente falando sobre um universo que por tanto tempo existiu só em minha cabeça me deixa muito, muito feliz! Quando foi a sua primeira Bienal como autora e qual foi a sua reação? Rafaela: Minha primeira Bienal como autora será a de São Paulo deste ano. Estarei lá no dia 03 de setembro, às 18 horas, esperando autografar muitos ‘Spettacolos’ (risos). Vendo que Spettacolo fez tanto sucesso, podemos esperar uma continuação dele ou novas obras nesse mesmo tema? Rafaela: Estou com três projetos em andamento: “O Último Conto do Contador de Histórias”, a biografia do meu avô que faleceu recentemente; “Um Novo Amanhecer”, um romance pelo qual estou completamente apaixonada; e uma terceira obra que ainda é surpresa, mas que está, sim, relacionada a Spettacolo. O livro “Spettacolo” está disponível para compra no site da Editora Arwen, www.arwenstore.com.br. ■

Por Estêvão Ribeiro Blog dos Passarinhos FB/EstevaoRibeiro


ESTANTES LANÇAMENTO CONFISSÕES DE UMA GAROTA EXCLUÍDA, MAL AMADA E (UM POUCO) DRAMÁTICA THALITA REBOUÇAS

É isso mesmo. A Thalita Rebouças está lançando mais um livro, pela Editora Arqueiro, e haverá o lançamento oficial com tarde de autógrafos na Livraria Saraiva de Salvador Shopping, no dia 19 de junho, às 13h. Não haverá distribuição de senhas, e a autora promete atender a todos os que comparecerem. Mas cada pessoa só poderá levar, no máximo, dois livros para autografar, e um deles deve ser, obrigatoriamente, o livro do lançamento. Tetê acaba de se mudar com a família para Copacabana, no Rio de Janeiro, para a casa dos avós. O lado bom foi se livrar do antigo colégio, no qual sofria bullying por causa de seu jeito peculiar. Sem contar sua desilusão amorosa... O problema é que ela está apavorada, porque agora tudo será novo e estranho, com o ensino médio, com a nova escola, e sem conhecer ninguém. E morre de medo de ser excluída ou de sofrer bullying novamente. Ela está bem mal, para dizer a verdade. Ou talvez seja um pouco de drama, porque já no primeiro dia as coisas parecem ser um pouco diferentes. Pelo jeito, tudo vai mudar... e para melhor!

O LIVRO DAS IDEIAS BRILHANTES Para leitores que pintam e bordam com inovação Por Renata Frade

O primeiro livro interativo publicado pela Valentina chega às livrarias em grande estilo. Lançado com expressiva repercussão na Inglaterra, “O Livro das Ideias Brilhantes” é uma criação dos consagrados animadores, roteiristas e produtores de conteúdo para séries de TV, games e web, The Brothers McLeod. Os irmãos ingleses foram premiados com um BAFTA em 2011 pelo trabalho realizado para a emissora de TV BBC. Composto por um pacote com mais de cem atividades lúdicas, “O Livro das Ideias Brilhantes” é garantia de diversão e inspiração por estimular o leitor a interagir como desenhista, inventor, escritor, entre muitos personagens propostos pelos autores. Cada página contém uma sugestão ou ideia de exercício, acompanhada por orientações e indicações dos criadores. É uma excelente pedida para quem precisa dar um gás na imaginação e criatividade, e adora sair da rotina. Dos oito aos oitenta anos, sem distinção!

THE BROTHERS MCLEOD OS AUTORES A dupla de criadores é composta por Greg (ilustrador-animador) e por Myles (roteirista). São autores de série da TV inglesa BBC como “Pedro and Frankensheep”, “Sticks”, “Bitesize History of Maths” e “Quiff and Boot”. Conhecidos também pelo trabalho como produtores de comerciais e vencedores do The Webby Awards (uma das maiores premiações da internet mundial) por “Art Sparks”, para Tate Kids. Você pode conhecer mais sobre os autores através do site oficial dos dois: www.brothersmcleod.co.uk

O LIVRO DAS IDEIAS BRILHANTES A OBRA

Sua primeira edição foi publicada pela Editora Valentina este ano. Com 192 páginas de inovações, o preço de capa custa R$ 24,90 e é voltado para o público juvenil e adulto. Ficha técnica: Título: O Livro das Ideias Brilhantes Subtítulo: E o que fazer para tê-las Autor: The Brothers McLeod Editora: Valentina Páginas: 192 14x21cm ISBN: 978-85-5889-010-6 Preço de Capa: R$ 24,90 Público: Juvenil/Adulto (+16) Tiragem: 12.000 exemplares 1ª Edição – Rio de Janeiro Valentina – 2016.

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VALENTINA A EDITORA

Localizada no Rio de Janeiro, a Editora Valentina mantém seu compromisso de publicar literatura de entretenimento e obras de referência aclamadas em prêmios e principais veículos de imprensa internacionais. O perfil editorial é voltado a romances que abordem a juventude contemporânea e ganhem vida fora do livro, além de temas como urban fantasy, distopia, paranormal, femininos, thriller, chick lit, pets, religiosidade, biografia, bem estar, steampunk. Obviamente, a editora não poderia deixar de publicar no Brasil o livro dos irmãos McLeod, pois “O Livro das Ideias Brilhantes” tem um teor intenso e juvenil, incentivando o seu público alvo a

a trabalhar suas ideias, não ter medo de explorá-las, lapidá-las e transformá-las em ideias mais que preciosas: transformá-las em ideias brilhantes. E isso, é claro, também transmite a função de uma editora, e o objetivo da Editora Valentina. O livro é interativo, isto é, ele traz ao leitor a oportunidade de mexer, escrever, riscar, elaborar projetos, desenhar, ilustrar, anotar. Enfim: este livro traz a oportunidade ao leitor de criar e coordenar suas criações. Os leitores deixam de ser simples passivos e passam a ser ativos com este livro nas mãos, com a possibilidade real de transformar suas ideias em ideias brilhantes. Recomendo a leitura e também a interação com o livro. À venda nas principais livrarias de sua cidade. Para maiores informações, acesse os sites: EditoraValentina.com.br Facebook.com/EditoraValentina Twitter.com/EdValentina Youtube.com/ValentinaEditora Instagram.com/EdValentina


Por Débora Falcão

Paulistana, da cidade de Ariranha, interior de São Paulo, com 8 mil habitantes, Carina Rissi quando não está lendo ou escrevendo livros, está se divertindo assistindo a comédias românticas ao lado da família e planejando viagens a lugares exóticos que não conhecerá tão cedo. Isto por causa de seu pavor de avião. Quando se tornou uma autora de sucesso, com seu livro “Perdida” (2011) pela Editora Record. Uma autora que, no começo de sua carreira, esperava vender, em suas próprias palavras, “absurdos mil livros por ano”, e acabou virando best seller nacional. Um de seus livros de sucesso, o romance “No Mundo da Luna”, tem abarcado mais fãs e apaixonado ainda mais os antigos leitores. Encara assédio digno de rock star e turnês de lançamento de seu livro (apesar do medo de avião), e ainda separou um pouco de seu tempo para conversar, com exclusividade, com a Geração Bookaholic, e deixar-nos entrar um pouquinho no “Mundo da Carina Rissi”. Carina. Que prazer eu tive de entrar “No Mundo da Luna”. Um romance intenso, divertido e emocionante. Este sempre foi seu estilo preferido de leitura antes de começar sua carreira literária? Quais são suas referências? Carina Rissi: Que delícia saber que você curtiu! (risos). Eu gosto de todos os gêneros literários, mas romances leves e engraçados sempre fizeram a minha cabeça. Me deixam com aquela sensação de estar falando com a melhor amiga, sabe? Quando eu me sentei para escrever meu primeiro livro eu não planejei nada, o texto simplesmente foi saindo com certa irreverência, e eu adorei aquilo. Deve ser o resultado de tanta paixão pelas obras de Jane Austen, Sophie Kinsella, Marian Keyes, Marcelo Rubens Paiva... Todo escritor reflete aquilo que ele gosta de ler. A forma como você desenvolveu o personagem da Luna foi bem profunda. Nos descabelamos, choramos, rimos, e nos identificamos com ela. Tem um pouco de Luna e seu mundo em você também? Carina: De todas as minhas personagens, a Luna é a que mais se aproxima de mim. Ela é insegura, ansiosa, e sempre acaba metendo os pés pelas mãos na tentativa de acertar. Além disso, dei a ela a profissão com a qual sonhei por muito tempo. E, tal como Luna, também não consigo acreditar em horóscopo. Bom, não até que ele acerte! (risos) Adorei a ambientação da revista Fatos & Furos. Você fez alguma pesquisa de campo para o livro, como visitar uma redação de revistas ou conversar com alguém que trabalhe na área de jornalismo? Como você criou o ambiente de trabalho de Luna? Carina: Eu assisti uma infinidade de filmes, li diversos artigos sobre a profissão, falei com alguns profissionais e o universo da Fatos & Furos foi se delineando praticamente sozinho. Às vezes eu me sinto uma fraude, pois não sinto como se eu tivesse criado nada. É quase como ir ao cinema; tudo o que posso fazer é ver o desenrolar da história dentro da minha cabeça, sem poder interferir.

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Por falar em pesquisas, você colocou nos agradecimentos do livro duas leitoras portuguesas que te ajudaram na composição do Fernando, o português. Como você as conheceu e como se deu essa troca? Carina: Eu as conheci pelas redes sociais! Aliás, um beijo, internet! Ambas são portuguesas, uma delas mora em Portugal e a outra no Brasil. Eu pedi ajuda no Facebook e as duas se prontificaram. Sem a Marta e a Maria, o Nando teria se tornado uma caricatura – e eu não queria isso. Nós nos falamos via chat muitas vezes. Elas foram maravilhosas! Sabe, acabo de lançar “Perdida” em Portugal, e fiquei muito surpresa com a adaptação. Parece o mesmo idioma, mas não é, não! Você abordou de forma muito deliciosa, e ao mesmo tempo profunda, a cultura cigana no livro. Como você mergulhou nela? Como se deu as pesquisas para esta área? Carina: Nossa, foi um tremendo desafio! A cultura cigana é muito rica, mas fechada. É difícil encontrar material sobre a cultura Rom. Os ensinamentos são passados de pai/mãe para filho/filha. Foi quase um trabalho de detetive. Por sorte, acabei encontrando alguns livros escritos por ciganos, que contavam um pouco sobre a cultura, crenças e o seu estilo de vida. Tomei muito cuidado com essas pesquisas. Fiquei com muito medo de desrespeitar alguma crença ou ofender a

“Todo escritor reflete aquilo que ele gosta de ler.” Carina Rissi alguém acidentalmente. Sou fascinada por essa cultura – acho que deixei isso claro no livro – e sempre quis saber mais a respeito. Sim, deu pra perceber que você gosta mesmo! E o que te levou a abordar este assunto – esoterismo/cultura cigana? Qual foi sua inspiração para iniciar o Mundo da Luna? Carina: A Luna nasceu de um erro meu. Estava trabalhando em outro projeto (onde abordarei a cultura celta) e eu tinha tantas páginas abertas no navegador que acabei me perdendo. Uma delas era uma página de horóscopo. Dei uma lida no meu – quem resiste?! Foi aí que a Luna surgiu na minha cabeça: a neta de uma poderosa cigana que não acredita em magia, sonha em se tornar uma grande jornalista e vê a chance de sua vida bater na porta justamente por meio da cultura que ela sempre deu as costas. Abri um arquivo para fazer anotações – caso contrário, acabo esquecendo – e quando dei por mim, as anotações contavam com cento e trinta páginas e eu ainda tinha muito a escrever. Ficou óbvio para mim que aquilo não era apenas uma nota, mas o esboço. Larguei tudo o que eu estava fazendo para contar essa história. A Luna me atropelou!

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Você se considera uma pessoa mística? Acredita em destino, lê o horóscopo de vez em quando, essas coisas? Como é a sua relação com a espiritualidade? Carina: Não sei se mística, mas eu acredito em muita coisa. Acho que deixo isso meio em evidência em meu trabalho, pois esta é uma pergunta frequente nos eventos. Acredito em destino, sim. Mas não que ele seja imutável. Dou uma lida no horóscopo de vez em quando, mas nunca me guio pelo que li – como eu disse, sou muito Luna. Acredito que a vida não acaba aqui na Terra, que estamos só de passagem, com um propósito maior. Descobrir essa jornada pessoal é a parte complicada. Cresci dentro do catolicismo, mas faz muito tempo que exercito a minha fé e a minha espiritualidade à minha maneira, sempre tentando entender qual é a minha função neste mundo. Há algumas referências literárias no seu livro, com citações de autores como Gonçalves Dias, Clarice Lispector e, é claro, Dante Alighieri. Quais são suas citações favoritas? Carina: Sempre gosto de citar nos meus livros os autores que eu admiro. A melhor parte é que muitos leitores procuram conhecer esses trabalhos. Essa é a minha recompensa! Minha frase favorita da Clarice é a que eu usei no livro. Sempre me emociona: “Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada.” Já “Seus Olhos” é o meu poema favorito de Gonçalves Dias. Minha citação predileta em “A Divina Comédia” é, sem dúvida, esta: “Do peito meu os gelos se amolecem; dos lábios e dos olhos irrompendo, com lágrimas soluços aparecem.” Você sempre quis ser escritora, ou já teve outros anseios? Carina: Passei a adolescência toda sonhando com o jornalismo, mas a vida me levou para outro rumo. Ainda bem, né? Apesar de nunca ter sonhado em me tornar uma escritora – eu só tinha histórias demais na cabeça, as via com muita clareza, quase como uma lembrança – e ter sido uma baita surpresa me descobrir uma, é isso o que me faz feliz. Colocar no papel tudo o que vejo em minha cabeça me acalma, me deixa mais serena e concentrada. É o que eu quero fazer para o resto da vida. Às vezes me perguntam: “Se você não fosse escritora, o que seria?”. “Louca” geralmente é a palavra que me passa pela cabeça! (risos) Seu marido é também seu agente. Uma parceria que com certeza vem dando certo. Já aconteceu de você escrever algo que ele não tenha gostado e tenha criticado? Ou ele gosta de tudo o que você escreve? Carina: Esse casamento também deu certo na vida profissional. Não consigo pensar em ninguém mais para gerenciar minha vida e carreira além dele (Obrigada, Adri!). Mas não pense que, por ser meu marido ele pega leve. Ao contrário, ele é o pior crítico que existe. Questiona tudo, aponta incongruências e não é raro eu ouvir “isso não está claro” ou “você pode fazer melhor que isso”. E eu gosto assim. Não quero que ele passe a mão na minha cabeça, quero a verdade. Isso me ajuda a crescer como escritora. Me ajuda a aprender a lidar com as críticas que certamente virão e extrair o melhor delas. Me torna uma escritora melhor.


Dante. O nerd que vem arrancando suspiros de suas leitoras. Como foi a criação deste personagem tão especial? Carina: O Dante... [suspiros] Minha relação com ele é meio conturbada. Como a maioria de minhas personagens, Dante Montini veio pronto: um homem inteligente, que gosta de se exercitar ao ar livre e é louco por games, action figures e plastimodelismo; um chefe linha dura, mas que usa gravatas divertidas e óculos parecidos com os do Clark Kent. Também foi o personagem que mais me atazanou até hoje. Eu não havia antecipado que ele seria o protagonista. Pensei que ele estaria ali apenas para atrapalhar a vida de Luna. Na minha cabeça, ela se apaixonaria por outro personagem – quem leu o livro deve saber de quem estou falando. O problema é que a Luna foi se envolvendo com o Dante aos poucos, e quando eu percebi o que estava acontecendo já era tarde demais: eu e ela estávamos apaixonadas por ele. A história tomou outro rumo, então. É por isso que eu odeio o Dante. E também é por isso que eu o amo tanto! É como eu disse antes: não tenho controle sobre absolutamente nada. Mudando um pouco de assunto, você acaba de publicar o terceiro livro da série iniciada em “Perdida”, e que colocou seu nome entre os autores nacionais mais vendidos da atualidade. O que seus leitores podem esperar deste mais novo livro, “Destinado”? Carina: “Destinado” foi um grande desafio. Eu saí da minha zona de conforto – o universo feminino – para me aventurar na mente de um homem do século dezenove. Foi uma transição turbulenta. Eu demorei para entender certas coisas, como se Ian e eu não estivéssemos falando a mesma língua. Mas, quando finalmente nos entendemos, foi incrível! “Destinado” é o meu trabalho mais completo e complexo. Tem de tudo um pouco: romance, comédia, suspense, magia. O leitor vai conhecer Ian por inteiro: o cara apaixonado, o irmão dedicado, o patrão, o amigo, o homem. Também vai entender a razão pela qual Sofia surgiu na vida dele, entre outras coisas. Quais são seus próximos projetos? Já tem ideias em mente ou em execução que possa adiantar pra gente? Carina: Meu sexto livro acabou de sair. É uma história no mesmo universo de “Procura-se Um Marido”, mas em “Mentira Perfeita” eu conto a aaa

história da Júlia, uma garota batalhadora que vive em função da Tia Berê. Mas a mulher está gravemente doente. Júlia, louca para de alguma forma fazer com que a tia melhore, inventa um noivo, já que sabe que este sempre foi o sonho de Tia Berê: vê-la entrando na igreja usando um vestido feito por ela. A notícia opera um milagre na saúde de Berenice, e a primeira coisa que a mulher faz tão logo consegue sair do hospital é contratar um casamento de princesa para a sobrinha. Júlia então teme contar a verdade para a tia e piorar o seu estado de saúde. Mas o que ela pode fazer? Ela tem um casamento pago, com estátuas de cupido esculpidas em gelo e pajens de aluguel, mas nenhum noivo. Esse livro é muito especial para mim. É divertido, é intenso e tocou meu coração profundamente. Espero que os leitores também sintam todas as emoções que eu senti enquanto o escrevia. Já no segundo semestre deve sair o quarto volume da série “Perdida”, o livro da Srta. Elisa Clarke. Estou amando trabalhar com Elisa. Há uma inocência nela que me comove, mas que a coloca em situações... hum... um pouco inusitadas, digamos assim. Este ano você tem compromissos agendados com os leitores, como lançamentos, feiras e eventos literários? Conta para os leitores da Geração Bookaholic sua agenda para o segundo semestre, e onde poderemos encontrá-la! Carina: Ah, poxa! Ainda não tenho a agenda do segundo semestre. Por enquanto, o que eu tenho confirmado mesmo é a Bienal do Livro de São Paulo, mas nenhuma data foi definida ainda.

Guia do Leitor Carina Rissi Separamos aqui um guia com as sinopses dos livros publicados pela autora, para você que não conhece e gostaria de conhecer, e para você que já conhece alguns livros e gostaria de ler outros títulos. 1.

Série Perdida

“Perdida” foi o livro que tornou o nome Carina Rissi conhecido em todo o Brasil. A série conta a história de um amor que ultrapassa as barreiras do tempo. Ao comprar um celular, Sophia acaba sendo transportada para outro século, e se vê perdida num mundo e num tempo que não é o seu. Não sabia, mas era justamente fora de seu tempo que encontraria o amor de sua vida. As sequências “Encontrada” e “Destinado” nos mostram a complexidade desse amor, incluindo a ótica do Sr. Clarke (terceiro livro). 2.

No Mundo da Luna

Carina Rissi por Carina Rissi. Carina: Uma sonhadora incorrigível cuja intenção é fazer com que outras pessoas sonhem junto com ela. Luna é uma mulher normal, com um sonho de ser colunista da revista Fatos&Furos. Infelizmente, o único posto que conseguiu na revista foi o de recepcionista e servir café ao seu chefe, Dante Montini, um redator extremamente mau humorado e exigente, que não teve nem a decência de decorar seu nome. Até que um dia a oportunidade surge quando a vaga da coluna de horóscopo cai em seu colo. Não era exatamente o que desejava, mas finalmente era uma colunista da revista, com sua própria mesa. As coisas começam a ficar bem diferentes quando, usando um baralho cigano antigo, passa a acertar todas as previsões, e acaba descobrindo que Dante Montini não é o homem que ela pensava, e acaba descobrindo o amor onde menos esperava.

Podes deixar aqui alguma mensagem para seus leitores. Carina: Não existe outra coisa que eu possa dizer além de “muito obrigada”. Vocês me abraçaram desde o início, acreditaram em meus devaneios e me dão tanto carinho e suporte que é fácil encontrar motivação quando estou tendo um dia ruim. Muito obrigada! Vocês são maravilhosos! ■

3.

Procura-se Um Marido e Mentira Perfeita

Alicia sabe curtir a vida. Já viajou o mundo, é inconsequente, adora uma balada e é louca pelo avô, um rico empresário e sua única família. Após sua morte, Alicia vê a vida ruir com a abertura do testamento. Ele a excluiu da herança, alegando que ela não tem maturidade suficiente para assumir seu imperio, a não ser, é claro, que esteja casada. Ela se recusa e decide burlar o testamento com um plano audacioso, colocando um anúncio no jornal em busca de um marido de aluguel. Diversos candidatos respondem, mas apenas um deles é capaz de fazer o coração dela bater mais forte. “Mentira Perfeita” é um spin-off da história anterior, “Procura-se um marido”.

www.geracaobookaholic.blogspot.com

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CONTRACAPA

PÁGINAS AO VENTO

Por Helena Souza

Por Juliana Cury

Observar e Absorver

Bienal de São Paulo e suas Expectativas

No começo do mês de maio fiquei sabendo sobre um curso online gratuito para iniciantes no mundo da escrita. Ele era todo em inglês e, apesar de eu já andar nessa estrada há alguns anos, a minha curiosidade falou mais alto e entrei. Até o momento em que estou escrevendo aqui para vocês, não finalizei todos os “módulos”, mas foi o suficiente para que eu repensasse a maneira que busco informações para a construção de alguma história minha. Uma lição em especial falou da importância de captarmos o que está à nossa volta para que consigamos desenvolver um personagem de maneira apropriada. Eu sempre fui uma pessoa cujo passatempo preferido era sentar em um banco do shopping e observar as pessoas. Acho extremamente interessante o fato de que, por mais que ficasse ali sentada, não iria encontrar pessoas iguais, não somente na aparência, como também no jeito de ser. A pluralidade em que a sociedade se estrutura é algo

Um dos eventos mais esperados pelos amantes de livros está chegando: A Bienal do Livro. 2016 é o ano de São Paulo sediar o evento, que acontecerá entre 26 de agosto e 4 de setembro no Pavilhão de Exposições do Anhembi. Os horários desse ano são os mesmos das outras edições: segunda a sexta, das 9h às 22h, sábados e domingos, das 10h às 22h, e no último dia das 10h às 21h. Os ingressos já estão à venda pelo site TickerForFun, nos seguintes valores: R$ 20,00 (segunda à quinta-feira) e R$ 25,00 (sexta a domingo). Embora ainda faltem alguns meses para a Bienal, uma boa parte da programação já foi divulgada e vale à pena começar a planejar do que você vai querer fazer parte. Vários autores nacionais e estrangeiros já confirmaram presença este ano! Autores que estarão presentes: Jennifer Niven (Por Lugares Incríveis – Seguinte) Ava Dellaira (Cartas de Amor aos Mortos – Seguinte) Lucinda Riley (A Casa das Orquídeas, A Rosa da Meia-Noite, A Garota do Penhasco e A Luz Através da Janela – Novo Conceito). Esta é a segunda participação da autora na Bienal.

incrível. E qual motivo existe para que não possamos transmitir

Amy Ewing (Série A Cidade Solitária – Leya)

isso para nossos personagens? Às vezes, a receita mais legal

Tarryn Fisher (A Oportunista – Faro Editorial)

de seguir para construir um personagem fugindo do comum é

Kevin Hearne (Herdeiro do Jedi e Troopers da Morte – Aleph)

simplesmente tirar um tempinho de seu dia e ir esquentar o

Rezende Evil (Dois Mundos, Um Herói e De Volta ao Jogo – Suma de Letras)

banco de algum lugar. Seja ele de um shopping, de uma praça ou até mesmo aquele que tem na casa de sua tia que, enquanto você está lá, fica mexendo no celular ao invés de observar as

Maju Trindade (youtuber que lançará seu livro Maju – Paralela) Lucas Rangel (O Sensacional Livro Antitédio do Lucas Rangel – Paralela)

ações e reações de cada membro de sua família. A regra é: observar e absorver. E o mix que tudo isso se transforma quando chega na nossa cabeça? A criação de um personagem é a fase mais divertida! Aquele momento que você pega os trejeitos de uma pessoa que viu em uma loja, a maneira de rir daquele amigo bonitão, o jeito de falar daquele sujeito que passou ao seu lado, todo ocupado e falando no celular e, ainda por cima, misturamos com nossa própria essência, nem que seja uma virgulazinha sequer, mas todo personagem tem um fio de cabelo de seu escritor. Essa é uma das coisas mais bacanas na vida de quem escreve.

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Geração Bookaholic – Sua Revista Literária

Além dos autores, o evento contará com espaços culturais como Arena Cultural, Salão de Ideias, BiblioSesc, Cozinhando com Palavras, Espaço Infantil Maurício de Souza by BIC. Esses locais serão reservados para palestras, contação de histórias, espetáculos de música, debates entre escritores e diversas outras atividades literárias. Sem falar dos estandes de dezenas de empresas que enchem o enorme pavilhão do Anhembi. Resumindo, vai acontecer muita coisa (esses aí de cima são só os confirmados por enquanto) e é bom já reservar os dias que você mais vai querer visitar. Para quem mora fora de São Paulo, sugiro programar a estadia com antecedência, para aproveitar não só o evento, mas a cidade toda! ■


REDESCOBRINDO O BRASIL

LETRAS FANTÁSTICAS Por Roberta Costa

Por Débora Falcão

Dica Literária: Conheça “As Grandes Aventuras de Daniella”, um chick-lit de peso! Olá pessoal! Tenho lido diversas críticas positivas sobre obras referentes a uma sub-categoria do gênero romance que tem alcançado cada vez mais leitores no Brasil. Falo aqui do “chick-lit”, já conhecem? São romances leves e divertidos, que retratam o dia a dia da mulher moderna tentando vencer alguns obstáculos inerentes à sua vida pessoal, amorosa e profissional. Uma das características principais dessa nova categoria é justamente o fato de a protagonista ser do sexo feminino onde, independente de idade e de forma bem humorada são relatadas situações do cotidiano feminino. O que tem chamado a atenção é como se tem falado do empoderamento da mulher através de todas essas obras. Certas imposições da sociedade atual relacionadas a atitudes, estética, trabalho e relacionamentos nem sempre se aplicam da mesma forma a todas as mulheres e em todas as situações. No entanto, isso nem sempre é visto com bons olhos. A leveza e o bom humor dessas histórias ajudam a trazer à tona diversas reflexões, encorajando a autoaceitação e a autoconfiança. Um livro que tem chamado bastante a atenção nas redes sociais é “As Grandes Aventuras de Daniella”, da querida autora L. L. Alves. Daniella Fagundes é uma jovem muito alto astral e às vezes insegura por não estar dentro dos padrões de beleza que a sociedade impõe (vamos combinar que nem eu entendo esses padrões... se é alta, falam; se é baixa, falam; se é magra, falam; se é gorda, falam... eita povinho pra gostar de falar da vida alheia, hein!). Ela tem vinte e oito anos, é um tanto estabanada, e namora Thiago, um moreno daqueles que deixa qualquer um babando (para o desespero das invejosas...). Entre seus altos e baixos, busca viver sua vida da melhor forma possível, tentando vencer seus medos. São várias situações inusitadas, algumas desconfortantes e outras cômicas que Dani enfrenta, sendo impossível não nos identificarmos ao menos com uma delas em determinada área de nossas vidas, nos fazendo repensar sobre o que realmente importa para sermos mais felizes. A leitura é muito divertida. Permita-se conhecer, torcer e se apaixonar pelas peripécias de Dani Fagundes. Se nunca leu nada deste gênero, é certeza de começar a conhecê-lo com o pé direito. Fica a dica de leitura desta edição no “Letras Fantásticas”. Se já leu esta história ou outra do gênero “Chick-Lit”, conte-nos o que achou!

Onde Está a Criatividade? Esta é uma pergunta que tenho feito a mim mesma como leitora, e já há algum tempo. Me pergunto: o que está acontecendo com a literatura em geral, e também nacional? Onde estão os escritores criativos, os escritores leitores, os escritores que realmente têm algo a acrescentar? Parece uma visão pessimista do assunto, mas não é. Com uma longa trajetória de leitora, não posso dizer que gosto mais de um estilo que de outro. Desde que saí dos livros infantis, e isso aconteceu pouco depois dos meus nove anos, e conheci um pouco mais da literatura, já li de tudo um pouco. Clássicos da literatura brasileira e internacional, como Machado de Assis, Aluísio de Azevedo, Jane Austen; mestres do mistério como Agatha Christie, Sidney Sheldon, Harlan Coben, Robin Cook; mestres do terror, como Stephen King; drama, como os de Nicholas Sparks; fantasia, como Tolkien, Lewis, Caroll, Martin, entre tantos outros, sejam eles clássicos ou atuais. Não tenho medo de ler novos autores. Ao contrário! Fico realmente empolgada quando encontro autores pouco conhecidos que escrevem bem – e quando falo “escrever bem” não falo apenas da escrita com boa gramática. Escrever bem também inclui ter uma boa história, uma ideia interessante, um final surpreendente – claro, dentro do seu próprio gênero e estilo literário. Mas encontrar estes dois aspectos da boa escrita num único livro tem sido cada vez mais difícil. Às vezes o escritor tem uma ótima ideia, mas não consegue desenvolvê-la, e acaba por perder-se em inúmeras outras ideias, num mar que tende a afogá-lo. Em outras vezes, o escritor tem uma ótima linguagem e escrita, mas suas ideias são bem mais do mesmo, previsíveis, iguais, sem nenhum diferencial. Onde está a criatividade? Em minha função, profissão e trabalho, acabo por ler muito, principalmente novos autores. E tenho encontrado muitos autores nacionais bons, que têm tudo para explodir, e, ao mesmo tempo, autores nacionais bem “mais ou menos”, que acabam tendo uma visibilidade maior por conseguirem contatar as “pessoas certas”. E, ao mesmo tempo, encontro esses autores mergulhados numa espécie de gelatina de autores sem criatividade, que fazem de tudo para estarem na mídia e nas estantes de seus leitores, mas que não têm qualidade para tal. De histórias bobas a clichês, com diálogos pobres, descrições infantis e claramente pouco trabalho de pesquisa, esses livros são páginas e páginas de nada, onde basta escolher pelo gênero e acabamos com a sensação de “se leu um, leu todos”. E isso é um resultado claro que escritores que não são bons leitores. Escritores que preferem um único estilo, e acabam com a leitura e a escrita “viciadas”, repetindo seus próprios autores preferidos em seus próprios clichês, acreditando que estão fazendo uma coisa inovadora e, na realidade, só estão reproduzindo, sem criatividade. Será que os escritores perderam sua criatividade? Eu não acredito nisso. A questão é que vivemos nichos de milhões de pessoas. Apenas um grupo de pessoas gosta de determinado estilo, mas este grupo é formado de milhões. E, ainda, temos os milhões de escritores. Tomara que esses milhões passem a ler tanto quanto querem escrever, e não se atenham a apenas um gênero, um estilo, uma época. Somente dessa forma, lendo estilos variados e de qualidade, podemos melhorar a qualidade dos livros escritos. Tomara. ■ www.geracaobookaholic.blogspot.com

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Texto: Maria Lygia Fotos: Divulgação

“Só num mundo de cegos as coisas serão o que verdadeiramente são.” José Saramago, em Ensaio Sobre a Cegueira.

“Democracia é eu mandar em você. Ditadura é você mandar em mim.”

LOUCOS POR QUOTES

Millôr Fernandes, em Millôr Definitivo: A Bíblia do Caos

“Tudo deve flutuar no ser humano para que ele próprio flutue sobre as águas.” Gaston Bachelard, em A Água e os Sonhos.

“Outro dia, ao escutar a palavra ‘amor’, imediatamente veiome à cabeça a criança revirando a gaveta onde sabe perfeitamente que irá encontrar o que não procura.” Wesley Peres, em Casa entre Vértebras.

“No quintal a gente gostava de brincar com palavras / mais do que de bicicleta.” Manoel de Barros, em Memórias Inventadas: As Infâncias

O autor Henrique Rodrigues escolheu cinco frases de livros importantes para ele. “Apesar de parecer algo simples, me deu muito trabalho escolher.” Henrique Rodrigues é autor de onze livros, entre os quais o romance “O Próximo da Fila”, publicado pela Editora Record. Contatos: www.henriquerodrigues.net Twitter: @henriquerodrix Facebook.com/henriquerodrix

O autor/personalidade escolhe trechos de seus livros preferidos e compartilha com a revista.

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Por Renata Vasconcelos

Produtores de conteúdo: O que fazem? Onde podem atuar? São perguntas capciosas que muitos fazem, mas ninguém realmente sabe a resposta. Afinal, ser produtor de conteúdo é um hobby ou profissão? A resposta para essas perguntas é bem simples, pois eles produzem todo e qualquer conteúdo, seja para uma revista, blog, youtube etc. Os produtores têm uma certa liberdade de lidar com as palavras, e dependendo de para onde estão escrevendo, muitos são remunerados pelas suas contribuições para mais de um veículo de notícias, e outros não. Tem gente que produz por amor e por hobby, e outros por obrigação. Mas existem aqueles ainda que caem na discussão: “Ser produtor de conteúdo é hobby ou profissão?” Muitos consideram como profissão atualmente porque com o advento da internet se tornou mais fácil produzir conteúdo em blogs, sites, revistas e youtube, o que deu mais margem para que produzir conteúdo de várias naturezas seja algo mais frequente de se ver. Além de que, com o reconhecimento adquirido por eles, acabou se levando o trabalho com mais seriedade. Então, cair nessa discussão de ser hobby ou profissão é algo muito obsoleto, pois muitos começam por aaaaaa

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hobby e diversão e acabam levando para o lado mais sério por virem que levam “jeito pra coisa”. No meu caso, por exemplo, comecei como um hobby que deu margem pra a decidir o que eu gostaria de fazer como curso superior, sendo ele Jornalismo, onde poderei usar das duas em uma perfeita comunhão na hora de produzir algum conteúdo, seja de forma profissional ou não. Aos poucos, essa galera vem tomando a internet e perdendo a vergonha de se assumir e dizer tudo o que pensam. Porque até há um certo tempo, tinha gente com vergonha de assumir, visto que não era muito aceito por muita gente ainda. Sendo assim, ser um produtor de conteúdo por opção vai muito além de um hobby ou de uma profissão porque é algo que pode ser considerado como um dom, pois aqueles que têm conseguem produzir coisas incríveis dentro e fora da internet, os levando a seguirem uma profissão onde muitas vezes elevara aaaa

“Cair nessa discussão é algo muito obsoleto, pois muitos começam por diversão e acabam levando a sério depois ao perceberem que levam jeito pra coisa.”

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suas habilidades a níveis muito maiores, ajudando-os a se tornarem, pela prática e pela leitura, melhores escritores e, por conseguinte, melhores produtores de conteúdo, destacando-se na mídia que se dispuseram a trabalhar. Então, quando perguntarem se você escreve para internet ou grava vídeos por hobby ou profissão, responda sem medo que o faz porque é algo que poucos podem aceitar ou incentivar, mas o retorno pessoal e o reconhecimento valem muito mais! Espero que tenham gostado da matéria e até as próximas edições! Estarei por aqui produzindo mais e mais conteúdo para vocês! *** Vocês podem me encontrar em meu blog na internet e em minhas redes sociais. Anote os endereços e nos encontraremos lá, com os melhores conteúdos na área de literatura, mundo nerd, eventos literários e muito mais.

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BIOGRAFIA DO AUTOR Karl Stieg-Erland Larsson nasceu em Estocolmo, e foi um jornalista e escritor sueco. Destacou-se no cenário internacional com a trilogia Millenium, que foi um sucesso de crítica e de público em todos os países em que foi lançada. Na Suécia, seu país de origem, uma a cada quatro pessoas leu pelo menos um exemplar da série.

LETRAS IMORTAIS

Por Maria Lygia Jornalista e ativista Sueco, Stieg nasceu em agosto de 54. Embora contemporâneo, sua influência é notória no meio cultural. À frente da revista Expo, fundada por ele, denunciou várias organizações, lutou pelos direitos humanos e acabou por receber várias ameaças de morte. Uma de suas obras mais aclamadas pela crítica é a trilogia “Millenium”, publicada postumamente. A ideia era criar uma série com 10 livros, em que o foco principal seria Lisbeth Salander, uma heroína que lutou contra a violência contra as mulheres. Nos livros, ele aborda tanto a violência sexual quanto a física e psicológica. “Os Homens que Não Amavam as Mulheres”, primeiro livro da trilogia, tem Lisbeth Salander como personagem principal. Ela ajuda Mikael Blomkvist a desvendar o mistério de um desaparecimento de quase 40 anos. Envolto em aventuras passíveis de serem reais, a trama detalhista e muito bem escrita conta com cerca de 30 mil leitores no Skoob. “Não há inocentes. Apenas diferentes graus de responsabilidade.” Nas histórias de Larsson, nada é o que parece, sempre há algo mais profundo a ser descoberto. “A própria Lisbeth parece ser uma garota frágil, mas é uma mulher determinada, ardilosa, perita tanto nas artimanhas da ciberpirataria quanto nas táticas do pugilismo, que sabe atacar com precisão quando se vê acuada”, salienta a sinopse de “A Menina que Brincava com Fogo”, segundo livro da trilogia. Mais um mistério surge, e nesse caso, Lisbeth está totalmente envolvida.

Stieg faz com que os leitores fiquem presos em sua trama, e por vezes nos sentimos dentro dos livros, por ser de tamanha forma reais. Em outras, nos pegamos raciocinando como certos personagens, crentes de que entramos em sua cabeça, quando na verdade foi ele quem invadiu a nossa mente. Como autor, ele é capaz de intrigar um leitor a ponto de ler compulsivamente, a fim de tentar desvendar o mistério, que a muito custo conseguimos. A trama é tão bem trabalhada, tão bem costurada, que não nos sobram brechas para tentar adivinhar o final. Em “A Rainha do Castelo de Ar”, descobrimos o passado de Lisbeth, e o porquê de ela ser como é. Hostil e determinada, Lisbeth segue em busca de descobrir o seu próprio destino, não sabendo sobre o próprio passado. Em meio a tantas descobertas alheias, ela se vê em um mar profundo de suas lembranças mais íntimas. “Ela não só parecia perturbada – aos olhos dele, ela era o próprio sinônimo de perturbação.” Stieg Larsson morreu em novembro de 2004, vítima de um infarto. Boatos sugerem que foi um crime premeditado, em que ele fora obrigado a subir 7 lances de escada, provocando o infarto intencionalmente. Em 2015, um quarto volume foi lançado, escrito por David Lagercrantz, que ignorou os manuscritos de Stieg. Lançada pela Companhia das Letras, a trilogia ganhou novo design, deixando os fãs da saga curiosos por mais alguns minutos com a bela Lisbeth Salander.

Como jornalista, foi um dos mais influentes ativistas políticos suecos. Trabalhou na destacada agência de notícias TT. À frente da revista Expo, fundada por ele, denunciou organizações neofacistas e racistas. Por causa de sua atuação na luta pelos direitos humanos, recebeu várias ameaças de morte.

Faleceu aos 50 anos, vítima de um ataque cardíaco. Segundo apurado, o infarto se deu após Larsson subir sete lances de escada até seu escritório na sede da revista, já que o elevador havia quebrado. Seus livros publicados são: “Extremhögern”, onde foi co-autor, obra sobre a extrema direita de seu país; “Os Homens que Não Amavam as Mulheres” (Millenium Livro 1); “A Menina que Brincava Com Fogo” (Millenium Livro 2); “A Rainha do Castelo de Ar” (Millenium Livro 3). Seus livros podem ser encontrados em todas as livrarias do país.

Nesta seção apresentamos imortais da literatura, já falecidos, que deixaram seu legado para a posteridade e serviram de referência para outros escritores.

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RESENHAS 30

De Andy Mulligan, publicado em 2014, o livro “Trash” inspirou o filme “Trash – A Esperança Vem do Lixo”, lançado também em 2014 e estrelado por Wagner Moura e Selton Mello, e trata uma triste realidade de famílias pobres em países pobres. Os protagonistas são Raphael, Gardo e Rato, três garotos que moram e trabalham no lixão de Behala, uma cidade situada em um país de terceiro mundo não nomeado. Seu trabalho é procurar no lixo qualquer coisa que pode ser vendida, e assim conseguir o sustento da família. Um dia, Raphael encontra uma bolsa com uma quantidade razoável de dinheiro, uma chave e um bilhete. Ele só não imaginava que a polícia fosse aparecer atrás da bolsa e o tamanho da confusão que ele entraria. Os três amigos tentam resolver o mistério em torno da bolsa e a razão da polícia procurála tão desesperadamente. Uma história que mistura pobreza, tristeza, pressão do governo, inteligência das ruas, sonhos e corrupção política. Cada capítulo é narrado por um personagem diferente, com a ligação dele na história. Eu, particularmente adoro livros assim, acho que torna a leitura mais dinâmica. O livro ficou lindo e muito bem feito, com uma textura na capa, uma guarda colorida e cada capítulo personalizado com seu narrador. Juliana Cury 9,5

la não vai com a cara do sujeito, mas aos poucos começa a se apaixonar por sua loucura e acaba ficando dividida entre ele e Jeb, seu melhor amigo. Eles vão juntos desbravar o que há de mais estranho e tenebroso no País das Maravilhas para livrar a ela e a sua mãe de toda essa maldição que foi herdada. Quer entender mais dessa loucura? Então busque mais sobre “O Lado Mais Sombrio” e a vida de Alyssa. Renata Vasconcelos 7,5

De Samuel Carpe, o livro “Contos Para a Meia-Noite” é uma coletânea de oito contos, sendo um deles dividido em duas partes que, respectivamente, iniciam e finalizam o livro. Foi uma leitura rápida e também perturbadora. Quando o autor colocou em sua sinopse “Dentro destas páginas, encontrará o sobrenatural, o medo puro e tão antigo quanto o próprio mundo”, ele não estava brincando. Foram momentos angustiantes, mas não ruins, pois me fizeram praticamente grudar no livro. Dentre todos os contos, o que mais me chamou a atenção (Esperava tudo, menos o desfecho final!) foi “A Trilha no Final da Estrada”, justamente o que fora dividido em duas partes. Fiquei um pouco frustrada... Li todo o livro na ordem em que os contos foram colocados, deixando assim, a segunda parte do tal conto para o final... Acreditava que encontraria algum motivo válido que justificasse essa divisão, mas não foi o que aconteceu, então, se quiser mudar a ordem de leitura, faça sem medo! Recomendo ler a segunda parte de “A Trilha no Final da Estrada” logo após terminar a primeira parte. Apesar dessa minha pequena frustração, nada tira o mérito do autor, sua forma de escrever me foi praticamente um presente, desenvolvendo histórias com enredos muito bem elaborados e cujos acontecimentos se dão em um ótimo ritmo. Roberta Costa 8,0

De A. G. Howard, “O Lado Mais Sombrio” conta a história de Alyssa Gardner, que consegue ouvir e falar com os animais. O que ela não sabe é que isso é na verdade uma maldição que percorre quatro gerações. A insanidade desas família vem de sua tataravó, Alice Linddell, a tal Alice no País das Maravilhas das histórias de Lewis Carrol. Depois de muito negar suas origens, Alyssa começa a procurar sobre elas nos contos de Carrol. Ao ver que tudo o que a cerca pode acabar corrompendo a integridade de sua família, ela vai mergulhar nessa loucura para salvar a pele de toda a sua liDo aclamado Dan Brown, “Ponto de nhagem. Conhecerá seu mentor, podemos chamá-lo assim, Morfeu. No início e- Impacto” se passa numa época de campanha presidencial acirrada, onde o opoa AVALIAÇÃO sitor do atual presidente Zachary Herney quer a todo custo ganhar as eleições. O 10.......................................... INCRÍVEL senador Sedgewick Sexton, com a ajuda de sua assistente pessoal de campanha 9,0 a 9,5........................EXCELENTE Gabrielle Ashe, passou a atacar a NASA, 7,0 a 8,5....................................... BOM só que não esperavam uma reviravolta. 4,5 a 6,5........................... REGULAR Rachel Sexton, funcionária da NRO e filha do senador, é chamada pelo presi2,5 a 4,0..................................... RUIM dente para que faça uma viagem até a 0 a 2,0..................................PÉSSIMO plataforma de gelo Milne, pois a NASA havia feito uma descoberta que poderia m

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mudar muita coisa, tanto na política quanto na ciência. Chegando lá, Rachel se vê cercada pelos melhores cientistas da NASA e por cientistas civis de grande influência no mundo, cada um deles chamado com o objetivo de averiguar e confirmar a descoberta. Em paralelo, a disputa presidencial está cada vez mais tensa, e Marjorie Tench, consultora sênior do presidente, está disposta a tudo para garantir a reeleição de Herney. Muito poder e dinheiro envolvido, qualquer deslize tudo pode desandar, e é o que acontece, após o pronunciamento do presidente sobre a tal descoberta da NASA. Pessoas inocentes começam a ser perseguidas e mortas. E a verdadeira face de alguns personagens começa a aparecer, e nem sempre o bom moço é bom de verdade. Suelane Passavante 8,5

De Jean-Paul Didierlaurent, “O Leitor do Trem das 6h27”, publicado no Brasil pela Editora Intrinseca, em 2015, conta a história de Guylain Vignolles, solteiro, por volta dos 30 anos, solitário, que trabalha numa empresa que lhe causa nojo e tristeza. Todos os dias, no trem, a caminho e na volta do trabalho, ele lê, em voz alta, uma página solta de um livro qualquer para todos os passageiros. Na verdade, ele não faz isso para eles, mas para si próprio; entretanto, vários trabalhadores são fãs das leituras diárias. A vida de Guylain é bem triste, solitária, e não possui aspirações, surpresas ou emoções. Até que ele encontra um pen drive que pode levá-lo a uma busca e transformar seu modo de ver o mundo. Quando terminei de ler o livro, estava extremamente emocionada. Se for pra descrever a história, o adjetivo adequado é “encantadora”. A narrativa é triste em boa parte do livro; é impossível não sentir a dor do protagonista e ser tocado por ela. Porém, o autor escreve maravilhosamente bem, de um modo que prende o leitor, com frases líricas, descrições precisas, uma escrita bem poética e muito sentimento em cada palavra. Os outros personagens da história são secundários, mas contribuem para a construção do universo do personagem principal. Minha crítica ao livro é que algumas partes poderiam ter sido desenvolvidas com maior profundidade. Embora a história do livro seja curta, houve momentos que senti que algumas coisas ficaram mal resolvidas. Meu balanço final é: se você gosta de livros que despertem emoções, esse com certeza vale a leitura. Esse livro chegou até mim através de uma indicação e posso confirmar que as expectativas foram atingidas. Juliana Cury 8,5


De Moira Young, “Caminhos de Sangue” é o primeiro livro da série Dustlands, publicada pela Intrinseca. Lugh e Saba são irmãos Gemeos nascidos no solstício de inverno com apenas duas horas de diferença. Super ligados, unha e carne, mas com o nascimento de sua irmã mais nova, Emmi, eles acabaram por perder a mãe. Viviam com seu pai em Lagoa de Prata, mas com a seca e as péssimas condições de vida, o pai vem a falecer. A consequência é Luke ser levado no dia de seu aniversário para a capital para ser usado em um certo sacrifício. Saba fica assustada e sem perspectiva de vida longe de seu irmão e vai atrás dele. Como não podia ir sozinha, acaba levando Emmi nesta jornada. Elas então vão para Dois Riachos onde encontram Mercy, velha amiga da família, que as orienta para onde exatamente devem seguir. Começando então sua jornada, elas acabam por ser assaltadas e feitas escravas por um casal de velhos que, aparentemente, eram bonzinhos. Saba acaba sendo usada para lutar com homens e, por ter muita força, acaba ganhando. Entre alguns percalços de sua jornada, elas vão achar pessoas boas, que vão ajudar a livrar seu irmão do sacrifício do solstício. Uma longa jornada vem por aí para Saba, Emmi e companhia. Renata Vasconcelos 7,0

Para os amantes de romances, este livro precisa estar em suas estantes! Maria é uma jovem romântica, de 22 anos, que sempre buscou seus sonhos. Formou-se e foi trabalhar em uma grande revista de moda. Tem duas melhores amigas: Alicia e Joan, e intitulam-se “As Três Mosqueteiras”. Mesmo romântica, no quesito amor é um tanto inexperiente, sempre sonhando acordada com um grande amor, daqueles que dão borboletas no estômago. Ao terminar um namoro por não estar realmente apaixonada, vai para o casamento de Joan achando que alguns dias afastada da cidade e do trabalho lhe fariam bem. O que não esperava era que uma grande paixão lhe arrebataria; paixão esta diferente de tudo o que já sentiu. Um s

sentimento forte que se sobrepunha a qualquer outro. E o melhor de tudo: era correspondida. O eleito? Dale Sloan, um dos solteiros mais cobiçados da cidade, famoso não apenas por ser de uma família que atua de forma veemente na política, mas também por suas conquistas amorosas. Juntos viverão uma intensa história de amor, com idas e vindas e cheia de altos e baixos. Cada um de um mundo diferente, e é esta a questão. Até quando esse amor será forte o suficiente para superar essas diferenças? A autora, Margarida Pizarro, tem uma escrita bastante sensível, e foi praticamente como estar acompanhando tudo “ao vivo”. Foram vários momentos que me emocionaram, que me fizeram sorrir... Sim, me identifiquei com muitas situações, tanto alegres quanto tristes. Faço aqui um parêntese para um detalhe muito bem pensado pela autora. No decorrer de “Em Busca das Borboletas” são mencionadas várias letras de músicas para ilustrar sentimentos e situações, o que enriqueceu imensamente a obra. Roberta Costa 9,0

Eduardo Spohr escreveu o prefácio deste livro, e instiga o leitor a iniciar imediatamente a leitura de “Branca dos Mortos e os Sete Zumbis”, de Fábio Yabu. O livro possui 12 contos, cada um se inicia com uma imagem, muito bem elaborada. O primeiro conto é o que dá título ao livro, o mais denso e rico em detalhes. Além desse, o livro traz contos como releituras de Chapeuzinho Vermelho, Pinóquio, João e Maria; mas o conto Cindehella e o Sapatinho Infernal, e Samarapunzel são contos que podem surpreender o leitor, bem pensados e bem escritos. Aconselho que todos os contos sejam lidos na ordem que foram dispostos no livro, pois um complementa o outro e, no fim, estão todos interligados. Suelane Passavante 8,5

O lançamento da Seguinte, “Na Estrada de Jellicoe”, de Melina Marchetta, me fez sentir muitas coisas. Confesso que até a página 50 eu estava super confusa com a história e estava difícil de a leitura fluir. Entretanto, quando a história começou a se explicar, li as 250 páginas que sobravam em um dia! A história é sobre aaa

Taylor, uma menina que foi abandonada pela mãe quando era bem mais nova, foi resgatada por Hannah, hoje vive na Escola Jellicoe e é líder de uma das casas de lá. Todo ano, a escola passa por uma guerra territorial entre os estudantes, os cadetes e os citadinos. E, dessa vez, Taylor foi escolhida para liderar seus colegas nas disputas. Durante essa guerra, algumas coisas de seu passado vão começar a se esclarecer e, a cada página, o leitor vai ter uma nova revelação da história. Na quarta capa desse livro está escrito “Uma trama em que nada é o que parece”, e é exatamente isso que define a narrativa de Melina Marchetta. O início do livro é um pouco travado, já que o leitor ainda não conhece o estilo da autora e os acontecimentos da história ainda não foram explicados. Quando as peças começam a se encaixar, é impossível parar de ler até todas as perguntas da protagonista serem respondidas. Amor, suspense, raiva, dúvidas, mistério e aventuras são só alguns dos sentimentos pelos quais os leitores vão passar. O que não me agradou é que, nos primeiros capítulos, as guerras territoriais aparentam ser o foco da obra, mas, quando terminei de ler, tive a impressão que essas disputas nem precisavam existir para o objetivo final do livro. Ou seja, embora as cenas sejam ótimas, divertidas e bem escritas, me pareceu que várias delas foram desnecessárias para o livro como um todo. Antes de saber do que se tratava, o que me atraiu até esse livro foi a capa maravilhosa que a editora confeccionou. Achei incrível, original e tem tudo a ver com o texto. Meu conselho é ler esse livro com a mente bem aberta e estar preparado para se sentir um pouco perdido no começo. É uma obra juvenil com um final que vale à pena. Juliana Cury 8,0

Sabe aquelas memórias boas das férias que você tem? “Memórias de Ju-lho”, de Jéssica Figueiredo, vai falar e-xatamente sobre isso. Na companhia de Marcos, Mari, Mila, Juan e Lucas, vamos viver muitas emoções das férias em suas diferentes idades. No começo, eles apenas brincavam nas ruas e se divertiam. Mas com a pré-adolescência, eles resolvem ter seu próprio canto e usam uma casa que fica por trás dos terrenos da antiga casa de Marcos. Então, surge uma ideia do grupo de fazer um baú com fotos e vivências deles para que possam ver no futuro. Os romances de infância vão aparecer, mas quando a adolescência chega, eles sofrem algumas rupturas, cau-

pois nem todos ficam no grupo por causas trágicas. Logo, eles curtem um pouco da adolescência juntos e se separam, só encontrando-se anos depois, já adultos. Mas isso só acontece porque Marcos se sente infeliz com sua vida e percebe que precisa de amigos por perto, aqueles amigos de sua infância. Ao checar o facebook, ele encontra seus amigos e eles, aos poucos, vão restabelecendo o contato e se reúnem para falar de tudo o que aconteceu após a separação. Ao lembrar o baú para os amigos, eles se reúnem no mesmo local, especial, para abri-lo na presença de uma pessoa que marcou demais suas vidas, a qual faz falta. Sendo assim, o livro vai trazer todas as boas referências das férias para aqueles que se identificarem com as vivências do mesmo. Renata Vasconcelos 9,0

O enredo de “Meu Amiguinho do Espaço”, de Alan Borges, gira em torno de diversas conversas entre uma criança e um ser do es-paço, que veio à terra com a mis-são de preparar tal criança para a vida. Dessas conversas surge uma grande amizade. Essas conversas, o comportamento do alienígena em relação às perguntas da criança e a ingenuidade e pureza desta últi-ma nos remetem a reflexões em diversas áreas: infância, amizade, ambição, insegurança, coragem, medo, persistência, bondade, maldade, enfim, tudo o que rodeia a vida e o viver do ser humano, sempre incentivando a seguir em frente e a ultrapassar seus próprios obstáculos. A obra é relativamente curta, com uma linguagem simples e de fácil entendimento, possibilitando uma leitura rápida e de qualidade. Minha única ressalva é ao fato do que o autor diz sobre o choro, afirmando que “...grandes heróis nunca devem chorar”. Acho importante trabalhar com os jovens (e adultos) a necessidade e a importância do chorar. Acredito que dizer a uma criança que não se deve chorar é o mesmo que a proibir de mostrar o que sente, visto que chorar não significa apenas tristeza. Ainda assim, este tema traria um rico debate em salas de aula de diferentes faixas etárias. Roberta Costa 8,5

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Resenhas

“Os Contos de Beedle, o Bardo”, de J.K. Rowling, publicado em 2008 pela editora Rocco, trata-se de um outro livro do universo de Harry Potter, mas com um teor bem diferente dessa vez. Quem já leu as outras obras da série e/ou assistiu os filmes, deve lembrar do Rony comentar sobre esse livro infantil que os pais bruxos liam para seus filhos. O livro contém histórias infantis do mundo mágico, com uma linguagem lúdica e maravilhosa que já conhecemos. Durante as histórias, a autora faz notas de rodapé com explicações para os “trouxas” e, ao final de cada conto, há uma explicação do professor Dumbledore. É como um livro de contos de fadas que todos já tivemos, mas com aquele envolvimento da narrativa fantástica. Vale à pena ser lido! Juliana Cury 8,0

Um reality diferente de tudo o que você já viu. O prêmio? A realização de um sonho. A questão aqui é: teremos um ganhador ou um sobrevivente? Tudo acontece quando, por vingança, um irmão toma o lugar do outro e torna o jogo fatal para os participantes. As Sabatinas (paredões) são mortais, apenas o sobrevivente retornará ao jogo. Como se não bastasse, essa edição ocorre nada menos que na Antártida, elevando á máxima potência todos os sentimentos dos confinados. O autor Yago Tadeu soube elaborar em “Vagão de Sonhos” uma trama que prende o leitor do início ao fim, um misto de suspense, drama e ação, com uma dose na medida certa de comédia. Situações completamente inusitadas, sabatinas únicas (sim, o jogo não se repete, cada forma de morrer é única) e um leque de personagens muito bem construídos dão à história um ritmo um tanto quanto alucinado. As reviravoltas em momentos-chaves me fizeram perder a noção do tempo enquanto lia, quase que impossível deixar a próxima página para depois! Roberta Costa 10,0

mília vai para a ilha particular dos Sinclair. Enquanto as mães brigam pela herança, os mais jovens só querem aproveitar o verão e a sua amizade única. Mas, no verão dos quinze, Cadence sofre um acidente e não consegue se lembrar de nada daqueles meses que passou na ilha e, dois anos depois, ela volta no verão dos dezessete para encontrar os Mentirosos e descobrir o que ela deve, mas não pode se lembrar. “Mentirosos” trata tantos assuntos diferentes, e todos de modo impecável. E. Lockhart misturou, como ninguém e com muito êxito, suspense, drama, amizade, paixão, amor e as relações familiares sustentadas por uma tradição. Você se sente como Cadence, sente toda a confusão dela e não consegue parar de ler até que desvende o suspense. Você consegue reunir todas as pistas juntamente com ela e compartilhar dos mesmos sentimentos e dúvidas. Resumindo: um livro simplesmente sensacional, triste, arrebatador, com personagens únicos, uma prosa maravilhosa, um enredo emocionante e com um final de te deixar com o queixo caído. Juliana Cury 8,5

O livro se inicia falando um pouco sobre o autor Victor Hugo (escritor romântico do século XIX, que traz em suas obras questões políticas e so“Erros... nas Entrelinhas”, de ciais) e sobre a obra Os Miseráveis, Brenda Ripardo, é um romance narraque é estruturada em cinco partes: do pela personagem principal, SaParte I – Fantine; Parte II – Cosette; mantha, uma adolescente que tem Parte III – Marius; Parte IV – O Idílio uma família “perfeita”. Ela é a garota da Rua Plumet e a Epopeia da Rua popular do colégio, líder de torcida, e Saint-Denis; e, por fim, Parte V – namora com Devin, o carinha mais Jean Valjean. O livro é encenado encobiçado da escola. Tem duas “amiSe eu pudesse te dar um conse- tre dois momentos históricos da Frangas”, Paige e Charlotte, mas ela sabe que só tem a amizade delas por ser lho agora seria para parar de ler essa ça: desde a batalha de Waterloo, em popular e que elas não são suas ami- resenha, correr até uma livraria, com- 1815, que representou o fim do sogas de verdade. Sam é uma adoles- prar esse livro e separar um dia para nho imperialista de Napoleão Bonacente problemática e indecisa, assim ele, porque você não vai conseguir parte, e os motins em Paris no mês como a maioria dos adolescentes, e parar até terminar. Fazia muito tempo de junho de 1832, quando estudantes acaba fazendo besteiras. Uma delas que eu não me prendia tanto a um li- republicanos tentaram, em vão, deré se apaixonar por Benjamin e ficar vro, aquele tipo de leitura que te faz rubar o regime do rei Luís Felipe I. É com ele enquanto namorava Devin. dormir três horas depois do que devia um livro longo, que traz várias históEle acaba descobrindo e termina o e não fazer mais nada durante o dia rias e personagens que terão ligação namoro. Em paralelo a isso, vai rolar até chegar à última página. Depois em algum momento, tendo como um evento na escola, uma apresenta- que terminei, precisei conversar com principal Jean Valjean, um homem ção musical, e só os melhores irão as pessoas que o tinham me indica- que passou por várias dificuldades participar. Claro, Sam, Ben e Devin do. Não consegui parar de pensar ne- em sua vida, inclusive a miséria, e estão no meio, bem como Paige, le por mais um dia inteiro e fui procu- roubou para alimentar sua irmã e Charlotte e vários outros persona- rar outros livros da autora. “Mentiro- seus sobrinhos, porém, por conta gens que vão surgindo na história. A sos”, de E. Lockhart, publicado em desse roubo, foi preso, tornando-se Samantha começa a passar por di- 2014 pela Seguinte, conta a história um homem austero. Após ser libertaversos problemas, tanto na família da família Sinclair, uma família tradi- do e passar pelo repúdio de uma poquanto na escola e nos relaciona- cional, rica e em decadência, e é nar- pulação, ele consegue abrigo com o mentos, e acaba se refugiando nas rado no presente por Cadence bismo Myrel. Paralelo à história de drogas. O que irá gerar outro proble- Sinclair, a neta primogênita e princi- Jean, temos a história de Fantine, ma em sua vida. O livro traz romance, pal herdeira. Ela, seus dois primos uma bela moça que foi abandonada sexo, drogas, traição e música, bas- mais velhos e um amigo formam o pelo rapaz que ela amava, deixandotante música. A leitura é fluida e bas- grupo Os Mentirosos, e são insepará- a grávida. Sem saber o que fazer, ela tante envolvente. E terá continuação! veis desde pequenos, mas apenas se decide retornar à sua terra natal. PoSuelane Passavante 8,5 veem nos verões, quando toda a fa- rém ela não poderia chegar lá com um mm

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ma filha e sem o marido. No meio do caminho, ela encontra uma mulher que cuidava de suas filhas e pede que fique com Cosette. Em troca, ela mandaria alguns trocados para o sustento da menina. Essa senhora e seu marido Thénardier aceitaram. Fantine segue seu caminho, deixando Cosette para trás. Porém, Fantine passa por várias situações tristes e miseráveis, enquanto Cosette, sua filha, não é tão bem tratada como ela esperava. Mais adiante, conhecemos a história de Marius Pontmercy, um jovem rapaz que se tornaria advogado. Porém, com pensamentos políticos contrários aos de seu avô, acaba sendo expulso de casa e tentará a vida à sua sorte – e que sorte! Mais à frente, ele será fisgado pelo amor, e sua amada é nada menos que Cosette. As histórias vão se encontrando, e todos têm um motivo para estar ali. E o final? O final é surpreendente! Suelane Passavante 10,0

“Guerra dos Anjos”, de Arley França, é o primeiro livro de uma saga que promete. Publicado pela Chiado Editora. Uma viagem de lua de mel dá errado... um acidente aéreo... e a vida de Aron muda drasticamente. Ele e sua esposa se veem envolvidos em uma guerra entre celestes e infernais. Sun, sua esposa, é raptada pelos infernais, e Aron descobre que está muito mais envolvido nesta guerra do que pode imaginar e que tem grande importância tanto para os anjos quanto para os demônios. O enredo tem como base a história da humanidade, sendo que personagens já famosos ganham uma releitura. Refiro-me aqui a Lúcifer, que luta em prol da humanidade, bem diferente do que estamos acostumados. A narrativa é instigante e muito bem construída, prendendo totalmente a atenção do leitor. O autor possui uma criatividade enorme, fazendo com que as descrições dos personagens e dos cenários tornem tudo mais grandioso, quase real. Os acontecimentos são intercalados entre os tempos atuais e os remotos. A linguagem de Arley França cativa desde o início, sendo impossível resistir a esta viagem fantástica. Vale ressaltar que este é apenas o primeiro volume. Então, ainda tem muita história para acontecer. Roberta Costa 10,0


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rém, um segredo escondido vem à tona, causando uma reviravolta na vida de Justino, que tem a chance de reencontrar um amor do passado, a quem vai tentar reconquistar. Mas o destino se interpõe entre Justino e seu grande amor, pois chegou a hora do acerto final, a hora do ajuste de contas... Uma história que vai prendê-lo do início ao fim, penetrando nos meandros da vida desse personagem tão misterioso e sombrio, o pistoleiro. Disponível apenas em e-book pela “Sonhos de Tinta”, lançamento 2015 Amazon.com.br. de Débora Falcão, trata-se de uma coleRoberta Costa Autor de “O Evangelho dos Loucos” tânea de trinta contos curtos, de no má(romance) e “Assim Morre a Inocência” ximo três páginas, cada um com uma vi(contos), Gabriel Santamaria traz em são delicada e poética sobre um mo“Destino Navegante” uma coletânea de mento importante na vida de alguém. poemas em que os temas do silêncio, do Assuntos como solidão, morte, primeiro amor, da devoção e da liberdade enconamor, saudade, depressão, homossetram-se no centro de sua reflexão xualidade, preconceito, infância, ingenuipoética. O livro está disponível apenas dade, loucura e velhice são tratados de através da fanpage do autor: Facebook. maneira singela através da ótica das com/GabrielViviani101. cores e de personagens intensos, que Roberta Costa mostram toda sua emoção através das letras. Utilizando as cores como um dos conceitos principais do livro, cada conto Uma amizade que ultrapassou o tem- está disposto na ordem das cores do arpo, a distância e suas circunstâncias. U- co-íris, e ao final de cada conto há um ma história que mostra que a família vai espaço chamado “Minhas Impressões”, muito além de pai, mãe e filhos. Senti- onde o leitor tem a oportunidade de esmentos que surgem ao acaso e podem crever, destacar uma frase, pintar uma resistir às mudanças. Sensações que imagem pronta para colorir ou fazer outentamos a todo custo esquecer, mas tro desenho, deixando suas impressões que parecem fazer parte da nossa histó- sobre o conto lido. Disponível apenas ria mesmo que contra nossa vontade. em formato físico no site ClubedeAuto Uma história sobre o amor em todas as res.com.br. Débora Falcão Paul Law traz “A Lei do Trinta”, publi- suas formas. Luíza e Daniel. Você vai cado pelo Clube de Autores. Há duas sentir que eles fazem parte da sua vida, Mae Dickson. Uma delas está em uma são pessoas que você poderia conhecer. cruzada pessoal. É pistoleira, procurada Daqueles livros que quando você não o pela polícia de todo o Novo Oeste. A ou- está lendo, se lembra da história e não tra é uma menina interiorana que tem sabe se te contaram um caso real ou se sua vida totalmente transformada após é a história. Disponível em e-book pelo ser vendida ao xerife Ruben Madison. site da Amazon.com.br. Roberta Costa Elas vão descobrir, cada uma a seu tempo e da pior forma possível, os ditames da Lei do Trinta, até culminarem no derradeiro duelo envolvendo o repensar da lei do mais forte ou o próprio sentir do ser humano. Uma história de bang bang, amHá no protagonista de “O Evangelho bientada num mundo futurístico e decados Loucos” a sensação angustiante de dente, cujas características podem ser se encontrar dividido entre a existência facilmente comparadas aos dias de hoje. que pretendeu deixar para trás e a nova O livro também está disponível na realidade que jamais alcançou. PadeAmazon.com.br. Para maiores informacendo essa angustiosa situação, ele tenções, acesse o espaço do autor na ta reatar os laços com o mundo circuninternet: paullawblog.blogspot.com.br. No ambiente opressivo de um cárce- dante, mas os signos todos que comDébora Falcão re, onde presos políticos esperam a exe- põem o cenário externo parecem ter cução matutina, ou a quilômetros de dis- perdido qualquer significado. Sem solutância, em uma ilha, aguardando resga- ção que pareça racionalmente aceitável, te, os personagens desta obra são con- deixa-se enfim conduzir pelo mistério e frontados com expectativas e questões pela extravagância de personagens que essenciais. Nesta coletânea que reúne o convidam a ingressar em um teatro doze contos, “Assim Morre a Inocência” fantástico. Neste romance, Gabriel San– segundo livro de Gabriel Santamaria, tamaria revela o itinerário de um ser huautor do romance “O Evangelho dos Lou- mano que, pretendendo ultrapassar as cos” –, os leitores são convidados ao en- fronteiras comuns de sua existência, contro com tipos humanos cujas perso- perde-se durante a jornada. Somente a nalidades complexas e labirínticas dão o descoberta de tudo aquilo que sempre tom da narrativa. Disponível apenas atra- foi essencial conseguirá resgatá-lo. DisNovela policial com uma pitada de ro- vés da fanpage do autor: Facebook.com/ ponível apenas pela fanpage do autor: mance, “Ajuste de Contas”, de Wallery GabrielViviani101. Facebook.com/GabrielViviani101. Giscar Desten, conquistou o primeiro luRoberta Costa Roberta Costa gar no “Prêmio O. G. Rego de Carvalho – Categoria Novela” – Fundac-PI em 2001. Conta a história de Justino, experiente pistoleiro, contratado para matar um fazendeiro. Mas um desejo de vingança do passado, alimentado por um suposto desafeto, o faz desconfiar de que está sendo atraído a uma possível armadilha. PoEnvie o link para compra do seu livro, acompanhado de uma foto em alta resolução (em arquivo JPG e 300dpi – legendada e com créditos do fotógrafo), a capa do livro (alta resolução) e sinopse (em arquivo de texto), para o endereço de email redacaobookaholic@gmail.com colocando no campo assunto MANUSCRITOS.

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Por Roberta Costa

O talentoso escritor brasileiro Arley França conversou exclusivamente com a Geração Bookaholic e nos recebeu de maneira simpática, para conversar sobre seu livro “A Guerra dos Anjos”, sua carreira, seus projetos futuros e sua vida literária. Confira agora! Primeiramente, fiquei lisonjeado pelo convite da revista. Espero que minhas respostas criem interesse de escrever naqueles que guardam ao menos uma pontinha brilhante de autor. Acreditando que todas as sete BILHÕES de pessoas no planeta, de alguma forma, possuem esse brilho, basta transformá-lo na luz de uma estrela.

Rodrigues. Eu e minha mãe, Roseli Magro, sempre arrumamos um jeito de nos encontrar, nem que seja indo ao mercado juntos. Tudo se torna mais fácil nas suas férias de professorado. Aliás, ela é minha revisora oficial, tendo como formação superior Gramática, Literatura e Francês. Após o trabalho, vem a minha parte de lazer. Sou recebido sempre de braços abertos por minha amada esposa Vanessa França. Ela transforma aqueles meus dias de estresse no trabalho em noites agradáveis e divertidas. A melhor esposa do planeta! Não posso deixar de citar aqui outro melhor amigo, o Fernando Duque, que sempre arruma um jeito de me visitar no trabalho, em casa, em um barzinho. Para finalizar, tenho uma amiga que me acompanha em todas as minhas escritas, desde sempre. Ela é uma das pessoas que fazem parte do meu cotidiano e de meus textos. É a Juliana Checo. Posso considerá-la uma de minhas ajudantes criativas. Apesar de ela falar que gosta de tudo o que escrevo, e acho que, se me lembro bem, nunca questionou meus lances criativos. Para resumir, essa é a minha vida. Escrevo apenas nos meus horários livres

“Quando eu era criança, mesmo sofrendo com medos, ainda assim assistia a filmes de vampiros, lobisomens. Sempre foi o que me chamou a atenção. Arley França Olá, Arley! Conte-nos um pouco sobre você! Quando resolveu entrar para o mundo literário? Arley França: Posso afirmar que sou um cara alegre. Nunca acordo de mau humor e sempre tento manter o sorriso no rosto, o dia inteiro. É difícil algo me abalar ou me preocupar, pois se tem solução, tento resolver. Se não tem, o que farei? Entrei para o mundo literário ao escrever uma história, como hobby. Com o passar do tempo, ela tomou proporções tão grandes que fez com que todos ao meu lado me obrigassem a tentar uma publicação. Foi o que fiz, e agora A Guerra dos Anjos está rodando nas mãos de alguns leitores. Espero, realmente, que gostem tanto dos personagens quanto eu.

vres que, independente do dia, eu os crio.

Como você distribui seu tempo entre escrever e outros afazeres de seu cotidiano (trabalho, família, amigos)? Arley: Quanto a essa parte, sinto-me abençoado, pois tenho o grande privilégio de trabalhar com o meu melhor amigo de infância Apolo Roberto e meu irmão André aaa 36

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Qual o seu gênero literário preferido? E dentre os autores, quais têm local de destaque em sua estante? Arley: Sem dúvida o sobrenatural. Logo quando eu era criança, mesmo sofrendo com medos que qualquer criança sofre, ainda assim assistia a filmes de vampiros, lobisomens, fantasmas, entre outros. Sempre foi o que me chamou atenção. Não me lembro de ter parado em uma locadora para escolher um “filme de amor”. Em relação aos autores, não existe ordem para mim. Cada um é bom na sua forma. Os mestres F. Paul Wilson e Stephen King são os mestres, na minha humilde opinião. Autores mais atuais, como Manel Loureiro e Eduardo Spohr, me impressionam muito com sua incansável criatividade. Outro que me marcou e ajudou muito em minha evolução como autor, foi o Leonardo Alkmin, escritor de “Paralelos” – ele foi além da criatividade para mim. William P. Young, Martin Page, Joe Hill, Rafael Lima, John Ajvide, Andy Weir, Lorena de Macedo, Bernard Beckett. Se eu escrever todos aqui, escreverei um livro (risos). Como surgiu “A Guerra dos Anjos”? Este foi seu primeiro projeto literário? Arley: A Guerra dos Anjos surgiu com a colossal vontade de dar prosseguimento a um projeto. Muitos brasileiros e estrangeiros, hoje, conhecem “A Batalha do Apocalipse”, de Eduardo Spohr. Não muito diferente de todos, eu também li a obra e amei. Mas no final (não vou dar spoilers), me deixou com vontade de quero mais, querendo saber como seria se o rumo da história tivesse acontecido de outra maneira. Nesse caso, comecei a construir um cenário. Primeiramente buscando o que seria parecido com o


o meu “antecessor”. No início eu não sabia, mas aquela história seria completamente diferente do que imaginava ser no começo. Escrevi praticamente três livros para que um se formasse, criando meu mundo, meu cenário, meus personagens, que hoje são reais para mim. Até sonho com eles às vezes. (risos). Loucura, né!

O conto “Noite Eterna – Crônicas da Maldição” tem tido uma ótima aceitação entre seus leitores. Pode nos falar um pouco sobre ele? Arley: Obrigado por perguntar sobre “Noite Eterna”. Essa foi uma ideia que martelou minha cabeça quase um ano. Tudo partiu de um sonho – ou pesadelo – como acho que mostra o cenário do conto. Já temos muitas histórias sobre apocalipse, sendo de zumbis, vampiros, bombas nucleares e outros. Em meu sonho, a história se formou a

partir de um apocalipse de lobisomens. O pavor que senti durante o sonho foi tão terrível que nunca esqueci a história. Futuramente pretendo transformar o conto em um romance. Você já está trabalhando em algum novo projeto? Que novidades pode nos adiantar? Arley: No momento, trabalho em um projeto que iniciou com a ideia de um conto e está virando um livro de 500 páginas. É uma história de zumbis e posso adiantar que estou amando escrevê-la. Conta algo que, se acontecesse comigo, eu agiria como meu personagem, pelo menos um deles, pois no livro são três protagonistas e três histórias que se cruzam. A história principal tem como elemento chave o amor de dois irmãos um pelo outro. Tudo isso é interrompido quando um deles é infectado, e o irmão resolve mantê-lo vivo, criando-o à sua maneira alucinada do momento. “A Guerra dos Anjos – Anjos do Apocalipse” já está escrito. Interrompi suas revisões para entrar no projeto dos zumbis. Prevejo que entre junho e julho retornarei a ele. Para finalizar, como podemos adquirir “A Guerra dos Anjos” e o conto “Noite Eterna – Crônicas da Maldição”? Deixe um recado para nossos leitores. Muito obrigada por participar conosco desta edição! Arley: Eu que agradeço o convite! Bem, “A Guerra dos Anjos – Domínio Espiritual” está disponível em algumas livrarias virtuais. Não sei se posso citar aqui, mas sei que duas delas são a Livraria Cultura e a Martins Fontes. Claro que pode citar! Continue! Arley: Ok, então! (risos) Vamos continuar. Pode-se adquirir também diretamente no site da Editora Chiado. Lá existe também a v

versão digital (e-book). Adquirindo o exemplar no site oficial da trilogia (aguerradosan jos.com.br/hotsite), consigo enviar com dedicatória. “Noite Eterna” é um conto online, que, acessando certo link, se pode lê-lo on line ou baixá-lo em seu aplicativo ou mesmo no computador. A descrição do link é http://www.aguerradosanjos.com.br/cronica s-da-maldicao-noite-eterna.pdf Agora, aqui vai minha mensagem aos leitores. Manda ver! (risos) Caros leitores da Geração Bookaholic. Escrevo porque sinto que me faltam coisas no mundo real que encontro no mundo fantástico. Se te falta isso também, escreva, pois seu mundo se tornará mais feliz!

Quem quiser seguir o autor Arley França em suas redes sociais, fique à vontade. Lá o autor posta atualizações e novidades sobre seus romances e contos. Instagram: @arleymrfranca Facebook: facebook.com/escritorarleyfranca Fanpage da trilogia: Facebook.com/aguerradosanjos Blog da Trilogia: www.aguerradosanjos.com.br Conto Noite Eterna gratuito: www.aguerradosanjos.com.br/cronicas-damaldicao-noite-eterna.pdf Fique ligado na agenda do autor e nas suas atualizações! ■

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CAPÍTULO BÔNUS

Por Juliana Cury Nesta edição, o Capítulo Bônus fez diferente. Em vez de destacar um livro que tenha passado despercebido pela mídia e pela maioria dos leitores, resolvemos destacar dois livros que estão fora de catálogo, devido ao fechamento da editora responsável. A Cosac Naify infelizmente fechou, mas deixou seus livros incríveis como um legado para os amantes da leitura. Vou destacar apenas dois, meus preferidos em questão de acabamento, mas que, por razões desconhecidas, não ficaram famosos. São obras que eu comprei não porque estava com vontade de ler, mas sim pelo projeto especial e diferenciado que a Editora proporcionou. BARTLEBY, O ESCRIVÃO

Trata-se da história de um escrivão de Wall Street que passava os dias virado para uma parede, sem interagir com ninguém. NA NOITE ESCURA

O primeiro que vou destacar aqui é “Batlerby, o Escrivão”, do autor Herman Melville. Vou destacar algumas coisas neste livro: Na hora de comprá-lo, ele vem embalado com a etiqueta “acho melhor não comprar”, ou seja, eu comprei e garanto que esta mesma curiosidade afetou muita gente. Depois de criar coragem para abrir o plástico – com cuidado para não estragar a etiqueta, que tem todo o contexto do livro –, é preciso descosturar para abri-lo. Sim, o livro vem costurado com linhas e é preciso puxá-las. Quando finalmente abrimos, não há texto, as páginas são todas cinzas, imitando uma parede. É neste momento que você acha um objeto como uma “régua” de plástico, que serve para “rasgar” as páginas duplas e, só assim, encontrar o texto. E o mais interessante disso tudo é que

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que todo esse trabalho faz parte do contexto do livro!

criança se sinta “acompanhando” o gato por tudo onde ele passa. Ou seja, é o tipo de leitura interativa que incentiva o lado criativo do pequeno leitor.

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O segundo livro é “Na Noite Escura”, uma obra infantil do designer italiano Bruno Munari. A história é sobre um gato passeando pela noite escura. Ele passa pela cidade, floresta, cavernas, buracos, um rio, sempre seguindo uma luzinha. O diferencial do livro? No decorrer das páginas, há papéis diferentes para combinar com o ambiente no qual o personagem está e há também cortes especiais para que a a

Embora a editora Cosac Naify já tenha encerrado suas atividades, os dois livros ainda podem ser encontrados na Amazon, mas por tempo limitado! Após este período, os livros só poderão ser encontrados em sebos físicos e virtuais, mas sabendo que, por ter passado pela mão de outra pessoa, algumas peculiaridades serão perdidas, como o prazer da descoberta do livro e das etapas, por exemplo, de se abrir o exemplar de “Batlerby, o Escrivão”, o processo de descosturar a capa, descobrir as páginas duplas e revelar os textos. Sem contar que será bastante raro encontrá-los em bom estado e nesses locais, por ser uma edição especial. Portanto, se você se interessou por estas edições, é interessante correr para garantir o seu na Amazon. Para quem trabalha com livros e os aprecia, ver um projeto tão diferente e significativo assim é simplesmente sensacional! Dois livros incríveis que mostram a importância da editora no mercado editorial e comprovam a falta que ela fará! ■


Por Débora Falcão

Em junho de 2016 será lançado o projeto S.A.L.I.G.I.A. Um projeto literário ousado, contando com a participação de sete autores. Trata-se de sete contos sob o tema dos tão famigerados Sete Pecados Capitais. Cada conto retrata um desses pecados por um dos autores, e todos eles sob o nome de S.A.L.I.G.I.A. (que nada mais é do que as iniciais dos sete pecados em latim) serão publicados gratuitamente no Wattpad para leitura online. O idealizador do projeto, o autor Luís Moura, conversou com a Geração Bookaholic e nos contou mais sobre o projeto, os contos, os autores envolvidos, enfim, tudo para você saber e se ligar nesse novo projeto que já está online. Projeto S.A.L.I.G.I.A. Conte um pouco para os leitores da Geração Bookaholic do que se trata. Luís Moura: Bem, S.A.L.I.G.I.A. é uma mnemônica com as iniciais dos sete pecados capitais em latim, são eles: Superbia, Avaritia, Luxuria, Invidia, Gula, Ira, Acedia, que em bom português trata-se de Vaidade, Avareza, Luxúria, Inveja, Gula, Ira e Preguiça. A ideia é mostrar sete modos de ver algo, mostrar a visão única de cada autor sobre o tema que é tão fantasioso quanto atual. Como surgiu a ideia de criar um projeto onde sete autores se dividem em escrever sobre os sete pecados capitais? LM: A ideia surgiu durante a leitura de um dos livros de Dan Brown, um dos meus escritores preferidos, e pensei: “Nossa, este é um tema grandioso!”. Eu já tinha um arremedo dessa ideia desde o colegial. Então, como sou ligado à mística de enxergar os sinais que o universo escreve no caminho dos homens, compreendi que aquele era o momento e voilá! São sete contos independentes, com o mesmo tema, mas cada um abordando um pecado diferente. Isso é bastante arriscado, visto que são sete autores totalmente diferentes, com experiências e modos de escrita diferentes. Você não ficou com medo do projeto não dar certo, ou ficou apreensivo com o resultado? LM: Sempre há o risco de falhar quando se ousa algo diferente, porém, visto os autores que reuni e os contos que me foram enviados, posso garantir que não é o caso. Sem falsa modéstia, será um sucesso! Quais são seus autores participantes e seus contos/pecados? LM: Segue os autores, seus pecados e os aa 40

títulos de seus contos: GULA, Danilo Pereira – “O Cardápio da Vida” IRA, Luís Moura – “O Homem Que Beijou Nossa Senhora” LUXÚRIA, Edu França – “Besouro Mangangá” VAIDADE, Filipe Fernandes – “Imortal Soberba”

ca. Temos realismo fantástico, contos contemporâneos, um “Q” de mitologia, enfim. É diversão e boa leitura garantidas. Então, muito obrigada pela entrevista! LM: Agradeço a você, Débora, por aceitar assinar um dos contos e abrir este espaço para mim. Tenho certeza que os leitores da Geração Bookaholic irão nos prestigiar! Muito obrigado! Eu desejo a todos uma boa leitura. Fiquem na paz, Namastê!

INVEJA, Débora Falcão – “Olhos Verdes” PREGUIÇA, Giselle Ferreira – “Para os Dias Difíceis, Coragem” AVAREZA, Marlos Quintanilha – “Doce Café Amargo”. Qual foi a maior dificuldade que você encontrou durante o projeto? Houve algum momento em que você pensou que não daria certo? LM: Sem dúvidas, reunir tanta gente boa junto, afinal, talento é sempre muito requisi-

“Temos realismo fantástico, contos contemporâneos, um ‘Q’ de mitologias e mais. Uma riqueza fantástica!” Luís Moura, S.A.L.I.G.I.A. tado e a maioria dos autores têm ou participa de muitos projetos. Sobre temer não dar certo, acho normal diante de uma nova empreitada se ter medo. Ele lhe mantém alerta, no caminho certo. E qual foi a coisa mais legal que aconteceu durante a produção? LM: Bem, este projeto tem alguns nomes conhecidos, mas o incrível foi conhecer novos talentos promissores e ver que, apesar da cultura sofrer golpes quase que diários neste país, a qualidade dos escritores que têm surgido é de alto nível. E isso não tem preço. A leitura de S.A.L.I.G.I.A. estará disponível gratuitamente no Wattpad. O que os leitores poderão esperar deste lançamento? Dá pra adiantar um pouco pra nós? LM: Bem, podem esperar alto nível, a diferença entre a escrita e as histórias contadas nos contos é de uma riqueza fantástica

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É isso aí, gente. Como o Luís Moura falou, um dos contos é assinado por mim, o conto “Olhos Verdes”, tendo como tema o pecado da Inveja. Espero que gostem, não só deste conto, mas dos contos de todos os colegas, que estão muito bons, eu garanto. E, no momento da publicação desta edição, você poderá encontrar o projeto S.A.L.I.G.I.A. e os sete contos exclusivos na plataforma Wattpad, disponíveis para leitura gratuita, online. E tem uma novidade sobre eles! Cada conto terá uma ilustração especial, com o tema de seu conto, e toda em estilo barroco, nos lembrando a época em que eram feitas as luminuras, isto é, as ilustrações feitas por monges para as Bíblias da Igreja Católica. Então, aproveite agora mesmo para conferir não só os sete contos do projeto, mas também as ilustrações, que são de ótima qualidade. ■


Por Maria Lygia

A MINA DE OURO MARIA JOSÉ DUPRÉ Uma excursão que se transforma numa incrível aventura. Explorando o pico de um morro, onde foram passear, os meninos descobrem a mina de ouro abandonada e se perdem lá dentro. Lançado em 1946, o livro de Maria José Dupré se tornou um clássico da literatura, e vale à pena ser lido, recordado ou conhecido.

CLASSIC BOOKS

TURBILHÃO COELHO NETTO Uma história simples, como as vidas miúdas que vão sendo descritas; simples como a verdade, toda feita dessas vicissitudes que enchem o cotidiano e envolve as criaturas que anseiam por um lugar ao sol. O romance em que Coelho Netto ressalta seu amor ao Rio de Janeiro, cujas características de paisagens e de vida são retratadas com carinho e conhecimento, enfim, o mestre maranhense se despoja de seus excessos e é romancista de alta categoria, digno de figurar entre os nossos melhores narradores.

ESTILHAÇO DE GRANADA MAURICE LE BLANC Na última quinta-feira do mês de ju-lho que precedeu à mobilização da Pri-meira Guerra Mundial, jovens recém-ca-sados experimentam a alegria da lua de mel e a angústia da possível separação provocada pelo conflito internacional. Paul e Elisabeth Delroze se dirigem a uma propriedade da família de Elisabeth – um castelo localizado na região da linha de fronteira com a Alemanha. A viagem reaviva antigas memórias e o rapaz conta a desgraça de sua vida. Fora testemunha do assassinato do pai em circunstâncias misteriosas, ligadas ao próprio Kaiser Guilherme II. Por incrível coincidência, graças a esse fato, os dois verão sua felicidade ameaçada por uma séria acusação. Em meio à tensão desse clima inicial desenrola-se a trama de “O Estilhaço de Granada”, uma nova e extraordinária aventura da coleção Arsène Lupin – famoso personagem criado por Maurice Leblanc – na qual, infelizmente, “O Ladrão de Casaca” só aparece brevemente no desfecho; possivelmente adicionado a pedido do editor (!) para vincular o livro à série. Mas a intervenção de Lupin dá ao herói a chave para solucionar o enigma.

SOB O SOL DE SATÃ GEORGES BERNANOS Como um jovem padre de província sem grandes qualidades intelectuais e incapaz de pronunciar um sermão sem se atrapalhar com as palavras, pode alcançar a santidade? Bernanos responde esas questão através do abade Donissan: é preciso agir com sinceridade; é preciso ter coragem para enfrentar Satã e sua astúcia; é preciso renunciar até à própria salvação individual em benefício das almas que lhe foram confiadas. Esta é, diz GRANDE SERTÃO: VEREDAS Bernanos, a verdadeira missão do sacerGUIMARÃES ROSA dote neste mundo, a única que o redime Riobaldo e Diadorim estão apaixopara a vida eterna. nados. O principal tema do livro é o Sertão Brasileiro, e não pode ser traduzido para outras línguas, visto que a cultura é bastante específica. Apesar disso, o livro lida com situações e emoções que estão presentes no interior de todas as pessoas, que podem se identificar com os personagens. Épico e universal, um livro que fará qualquer pessoa que o ler ter um “rebuliço” dentro de si mesmo, onde nem imaginava que poderia.

MAR MORTO JORGE AMADO Conta as histórias da beira do cais da Bahia, como diz o escritor na frase em que abre o livro. Personagens como o jovem mestre de saveiro Guma parecem prisioneiros de um destino traçado há muitas gerações – o dos homens que saem para o mar e que um dia serão levados por Iemanjá, deixando a mulher e filhos a esperar, resignados. Mas nesse mundo aparentemente parado no tempo, há forças transformadoras em gestação. O médico Rodrigo e a professora Dulce, não por acaso dois forasteiros, procuram despertar a consciência da gente do cais contra o marasmo e a opressão.

OS POEMAS POSSÍVEIS JOSÉ SARAMAGO “Este mundo não presta, venha outro./ Já por tempo demais aqui andamos/ A fingir de razões suficientes / Sejamos cães do cão: sabemos tudo / De morder os mais fracos se mandamos, / E de lamber as mãos, se dependentes.” Na primeira obra poética de Saramago descobre-se uma poesia de líberdade, de fraternidade e de luta. Uma luta disfarçada, por dentro das palavras. Pelo interior labiríntico de respiração que habitam todos estes poemas, publicados pela primeira vez em 1966. Digamos que eram os poemas “possíveis” da altura, quando a censura espiava a alma dos escritores. E, no entanto, as convicções profundas de Saramago já são bem visíveis em poemas como “Criação”: “Deus não existe ainda, nem sei quando / Sequer o esboço, a cor se afirmará / No desenho confuso da passagem / De gerações inúmeras nesta esfera.// Nenhum gesto se perde, nenhum traço, / Que o sentido da vida é este só: / Fazer da Terra um Deus que nos mereça, / E dar ao Universo o Deus que espera.”

Nesta seção, apresentamos livros lançados há cem, noventa, oitenta, setenta, sessenta, cinquenta, quarenta, trinta, vinte e dez anos, cujo valor foi posto à prova do tempo, tornando-os clássicos.

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MAÍRA DARCY RIBEIRO Este livro marca a estreia de Darcy Ribeiro como romancista, e mostra como o autor está impregnado das lembranças de cenas de aldeia. “Maíra” foi escrito durante o exílio – o autor ficou doze anos fora do Brasil – e transmite ao leitor, com o senso do maravilhoso e fundamentação científica, as bases espirituais e materiais de um mundo primitivo que transcende e desafia o mundo dos civilizados.

Espera de Um Milagre”. Nas telas, o diretor Frank Darabont recria a história magistral de King, com Tom Hanks interpretando o guarda Edgecombe. Inspirado em Dickens e na emoção que sentia quando, menino com o irmão David e a mãe, lia em voz alta os episódios, Stephen King escreveu seu romance seriado. À medida que cada parte ia sendo lançada, deixando o público em crescente expectativa, o escritor recolhia impressões de seus “fiéis leitores”, modificando o rumo da história. Assim, compôs esta narrativa impressionante sobre o período em que os detentos no corredor da morte aguardam o desfecho de suas vidas no colo da “Velha Fagulha” ou “Carga Pesada” – como eles chamam a cadeira elétrica –, na esperança de, assim, com essa pretensa piada, diminuir o pavor da execução. Muitos criminosos foram conduzidos à morte pelo guarda Edgecombe – exatamente setenta e oito homens. Mas John Coffey, acusado de ter assassinado brutalmente duas meninas, era diferente. Havia algo em Coffey que não combinava com a imagem de demônio, algo que fazia Edgecombe suspeitar que talvez fosse outra a história. O grande mestre do terror vai conduzindo o leitor, junto com seus personagens, pelo longo e tenebroso corredor da morte.

ROBOT DREAM ISAAC ASIMOV Os mais espetaculares contos do mestre da ficção científica estão reunidos nesta antologia. “Sonhos de Robô” apresenta vinte e duas histórias escritas entre a década de 40 e os anos mais recentes. Além do conto que o intitula, o livro traz outros clássicos, como “Sally”, “A Sensação do Poder” e o “Garotinho Feio”, incluídos pelo autor entre seus melhores trabalhos.

À ESPERA DE UM MILAGRE STEPHEN KING “Fiquei imaginando como seria caminhar aqueles últimos quarenta metros até a cadeira elétrica, sabendo que iria morrer ali. Aliás, como seria ser o homem que teria que afivelar o condenado à cadeira, ou ligar a chave de força. O que um trabalho como esse retiraria de alguém? Ou, mais horripilante ainda, o que poderia lhe acrescentar?” (Stephen King). Uma trama de mistério e terror, ambientada nos anos 30, em plena Depressão Americana, num cenário de desespero e sufoco: a Penitenciária de Cold Mountain. Stephen King foi buscar no lado mais sombrio de sua imaginação a história assombrosa de John Coffey, condenado à morte, e seu encontro fatal com o carcereiro Paul Edgecombe. Originalmente publicado em seis partes, com o título de “O Corredor da Morte”, o romance é agora lançado em volume único: “À e

A BRUXA DE PORTOBELLO PAULO COELHO Conta a história de Athena, uma garota que foi adotada por emigrantes libaneses que se estabeleceram na Inglaterra em função de uma guerra que assolava seu país natal. Agora, eles têm que enfrentar uma intolerância religiosa que se assemelha à existente nos tempos da inquisição, quando os que eram considerados hereges pela Igreja Católica eram violentamente punidos, inclusive, sendo queimados vivos. Um retrato da sociedade contemporânea, onde o medo da mudança e o conformismo muitas vezes determinam o curso de nossas vidas. O autor brasileiro mais lido de todos os tempos escreveu a história de Athena, personagem descrita por várias pessoas que conviveram com ela. A órfã abandonada pela mãe cigana na Transilvânia. A criança levada pelos pais adotivos para Beirute. A funcionária de um grande banco em Londres. A bem sucedida vendedora de terrenos em Dubai. A sacerdotisa de Portobello Road. A história arrebatada provoca, e ainda traz à tona, questões fundamentais de nossa atualidade.

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Por Márcia Lopes Eu li “Redes Sensuais” e gostei muito, mesmo não sendo fã de Hot, o livro tem um diferencial. Além de ser escrito sob o olhar masculino, está dentro do que é real, as cenas de sexo não são fantasiosas. O linguajar é moderado e ainda traz um enredo instigante envolto em conspiração virtual e mistério. Este ano, o autor está lançando “Redes Sensuais Livre Arbítrio”. Leonardo Midas nasceu em Belo Horizonte, morou nos Estados Unidos por cinco anos quando se mudou definitivamente para a Suécia. Trabalha com tecnologia e informática em empresas multinacionais, atuando principalmente na área de marketing e novos negócios. Devido à sua profissão, está sempre viajando por diversos países, frequentemente como palestrante. “Redes Sensuais” é o seu primeiro romance.

Arbítrio” é um livro completamente novo e que pode ser visto de duas formas: Para aqueles que já conhecem “Redes Sensuais”, será a continuação da história; para quem ainda não leu, será uma trama nova e independente. Eles apenas não terão o “histórico” dos personagens, por assim dizer. Talvez fiquem uns 10% perdidos a mais (risos), mas conseguirão seguir e gostar. Quando pretende publicar “Redes Sensuais Livre Arbítrio” de forma impressa e onde podemos lê-lo agora? Midas: “Redes Sensuais Livre Arbítrio” ainda não tem previsão de lançamento em formato físico, mas no momento ele está sendo publicado na plataforma virtual de leitura – o Wattpad – onde os leitores podem ler gratuitamente, deixar seu comentário e votar nos capítulos. Quando e como surgiu a ideia de escrevê-los? São histórias baseadas em fatos reais? Midas: A história sempre existiu em minha mente, mas as peças não formavam uma aa

“Não queria escrever um romance ‘água-comaçúcar’. Queria instigar as pessoas e dizer o que penso ‘na lata’, sem muito pudor e sem ser ‘politicamente correto’.” Leonardo Midas história coerente, e após assistir uma palestra do sueco Micael Dahlén sobre o conceito de “Nextopia”, o livro meio que surgiu na sua integralidade. Bem, sobre ser baseado em fatos reais, posso dizer que sim e que não. Sim, porque utilizei cenários reais aos quais sou familiarizado, pois cria um grau de intimidade e proporciona ao leitor um maior envolvimento com a história, e não porque é uma ficção, mas para todos que leem o livro ficam muito impressionados e não acreditam ser uma história inventada. Se bem que talvez exista um ou outro “baseado em fatos reais” ali e acolá... Eu li “Redes Sensuais” e realmente gostei muito. O livro vai bem mais além de um simples hot. Fale pra gente de “Redes Sensuais Livre Arbítrio”. É uma continuação ou uma coleção, cujo tema é sobre sexo e internet, principalmente redes sociais? Leonardo Midas: “Redes Sensuais Livre aaa 44

Voltando a “Redes Sensuais”, o primeiro, ele foi publicado pela Editora Geração e é vendido na Saraiva. Qual foi o maior obstáculo que encontrou, desde começar a escrever até à publicação? Midas: O processo de escrita foi relativamente fácil. Escrevi o livro em menos de um mês. Agora, o caminho para chegar até os leitores foi algo extremamente árduo. A in

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indústria literária no Brasil é extremamente complicada, inclusive fui até vítima de um golpe. E o que já era difícil agora ficou praticamente impossível na atual conjuntura econômica. Minha impressão é que a grande maioria das editoras brasileiras estão basicamente quebradas, já que elas dependem das compras governamentais e dos livros de literatura infanto-juvenis, adotados por escolas. Você já viajou bastante e mora fora do Brasil. Tentou publicar seu livro lá fora? Midas: Sim, eu viajo muito, o que me dá material para meus livros “realistas”. Agora mesmo, estou respondendo sua entrevista de Barcelona, Espanha. Olha, editar um livro é um negócio. Consiste no sujeito gostar da sua ideia, o seu modo de se expressar. Então, o editor te diz: “Eu vou investir $$$ em você e imprimir um tanto de livros, e tudo por minha conta. Depois eu vou vendê-los e te dou um percentual.” Por esta perspectiva, é literalmente impossível vender o seu livro no exterior se você não tem um agente muito influente ou se seu livro não foi um best seller na listagem da Veja. Pois, além do sujeito não ter condições de “analisar” o seu livro, ele ainda vai ter a despesa de traduzir para somente “entender” se o seu livro é bom. Ou pagar a alguém para fazer esta análise. Ok, aí vai aa


alguém e diz: “Mas fulano lançou o livro dele no exterior...”. Bem, existe ‘lançar’ e ‘lançar’. Estou falando de editoras comerciais. Claro, eu posso amanhã pagar uma gráfica e imprimir “Redes Sensuais” na Suécia. Mas e daí? Vou ficar com minha casa abarrotada de livros, o que talvez não seja de todo mal para abastecer a lareira no inverno... Na mesma época que foi publicado o seu livro, foi lançado “50 Tons de Cinza”, embora as cenas picantes e enredo de “Redes Sensuais” sejam mais realistas e sob perspectiva masculina, como isso respingou em você? Foi sorte ou azar? Midas: Posso dizer que foi um pouco de ambos. Azar porque o sucesso de 50TDC ofuscou o “Redes Sensuais”, deixando claro que é muito difícil competir com o poder do marketing que foi utilizado no lançamento de 50 Tons. Já sorte porque o sucesso desse “novo” gênero liberou homens e principalmente mulheres para lerem livros eróticos de forma mais natural, eliminando assim o receio que eu tinha de uma recepção muito negativa apenas por ser uma obra mais explícita. Na verdade, “Redes Sensuais” é anterior a 50 Tons (posso provar pela data de registro do livro), mas, como disse, da escrita para a prateleira foi um período de dois anos. Aliás, no “Redes Sensuais” falo sobre a “Teoria das Ideias”. As ideias nascem suas, mas saem vagando por aí. Este é um ótimo exemplo. A tia do 50 Tons captou a mesma ideia... Além de entreter, o que deseja que o leitor aprenda com seus escritos? Existe um compromisso? Midas: Meu estilo de narrativa e linguagem é bem peculiar, algo bem característico. Quando comecei a escrever o livro, não queria um romance “água-com-açúcar”. Queria instigar as pessoas e dizer o que pen

penso “na lata”, sem muito pudor e sem ser politicamente correto. No fundo, pretendia isso, que os leitores se identificassem e pudessem ler algo mais “real” e menos “romantizado”. A ideia básica é entreter, mas acredite em mim, existem muitos temas interessantes que são discutidos. Assuntos sobre a fidelidade, o poder da internet em unir as pessoas distantes e dividir pessoas próximas, aspectos da tecnologia em si que pessoas leigas não sabem utilizar, etc. Sem contar que, uma coisa que todos notam, é que “viajam” na leitura. Elas “seguem” os personagens como se estivessem ao lado deles, e portanto, viajam pela Suécia, Estados Unidos e Grécia. No Brasil, quem não conhece Belo Horizonte vai passar a conhecer. Quais são seus projetos literários atuais e futuros? Pretende continuar com os Hots ou se enveredar por outros temas? Midas: Atualmente estou dando os arremates finais no livro “Redes Sensuais Livre Arbítrio”, o qual também possui uma trama “realista”, e o fato de ser hot é meio que iminente escrever neste tema, visto que sexo é uma parte presente na vida de todas as pessoas, então é meio que natural para mim, isto é, escrever nesta vertente. Notem que, ao contrário dos demais Hots, o sexo não é “A” trama. É quase um personagem. Após este livro, tenho algumas ideias, mas ainda não me decidi sobre uma. Vamos ver... Muito obrigada pela atenção e gentileza, desejo sucesso em sua carreira. Fique à vontade para deixar uma mensagem aos leitores! Midas: Primeiro, gostaria de agradecer o carinho dos leitores que conhecem meu trabalho e convidar os que ainda não conhecem. É no mínimo uma leitura bem peculiar, diferente de tudo o que já leu.

PS.: Você escreve com pseudônimo para não estressar seus pais, que já são idosos, mas uma curiosidade: as fotos na internet também são ‘fakes’? Se não, nunca foi reconhecido? Midas: A questão do pseudônimo é realmente esta que você mencionou, visto que meu sobrenome pode ser facilmente identificável na Lista Telefônica. Mas, como as fotos são realmente minhas, conforme você já imaginou, me identificar não é uma tarefa impossível. Bem, o pseudônimo cumpre o seu papel de criar, ao menos, um obstáculo. *** Para conhecer o trabalho do escritor Leonardo Midas e os seus livros, confira a página no Facebook com, literalmente, centenas de comentários de leitores: Facebook.com/RedesSensuais Para ter contato com o autor, acesse seu perfil no facebook: Facebook.com/lmidas.homepage Para acessar o livro Redes Sensuais Livre Arbítrio no Wattpad, acesse o link: https://goo.gl/379noc O livro Redes Sensuais – o original – está à venda em formato físico e em ebook em todas as livrarias do Brasil: Saraiva, Leitura, Cultura (físicas e virtuais). Na internet, ainda é comercializado nas Casas Bahia.com, Americanas.com, PontoFrio. com, Extra.com, Submarino, Estante Virtual etc. É um livro bastante fácil de encontrar, basta dar uma pesquisada rápida no Google. ■

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INSPIRAÇÃO LITERÁRIA

A Divina Comédia Por Débora Falcão Inicialmente chamado de “O Poema Sagrado de Dante”, só recebeu o nome de “A Divina Comédia” séculos depois de ter sido escrito, e quem o batizou assim foi Giovanni Boccaccio. Trata-se de um poema épico e teológico da literatura italiana e mundial, escrito no século XIV por Dante Alighieri e dividido em três partes: Inferno, Purgatório e Paraíso. Foi escrito originalmente em dialeto toscano, dialeto popular semelhante ao italiano atual, e não em latim, como se fazia na época. É considerado o maior poema do ocidente – ainda não foi confirmado – e descreve uma viagem onde se sucedem diversos acontecimentos. Sua força está nas alegorias, que tornam o relato atemporal. Mas “A Divina Comédia” transcendeu a si mesma, e até hoje ela inspira várias outras obras, seja na literatura, na música, na pintura, arquitetura, no teatro, no cinema etc. Vamos destacar aqui apenas algumas dessas influências!

Comédia, trazendo um suspense e ação excelentes. Sylvain Reynard também se inspira na obra para criar sua série “Inferno de Gabriel”, com um romance hot, repleto de dramas e referências à obra de Dante. Para completar nossa lista, “Todos Contra Dante”, de Luís Dill, um nacional que conta a história real de Bullying infantil, causando arrepios e perturbações ao leitor, através de conversas do protagonista com seu poeta preferido. INSPIRAÇÃO NAS ARTES PLÁSTICAS Quem leu “Inferno” de Dan Brown com certeza já viu várias referências a pinturas inspiradas na obra de Dante. Um dos mais célebres é Sandro Botticelli e suas pinturas do Inferno. Mas não foi só ele. Salvador Dali, o pintor surrealista, fez 100 gravuras inspiradas na Divina Comédia. As ilustrações produzidas na década de 1950 foram encomendadas pelo governo italiano para homenagear os 700 anos do nascimento de Dante. A exposição é dividida assim como o livro, em Inferno, Purgatório e Paraíso (Dali produziu um desenho para cada um dos 100 cantos. Outros artistas que também se inspiraram foram Gustave Doré com suas gravuras do Inferno, Domenico di Michelino, que pintou o próprio Dante em seu universo, e até mesmo o escultor Rodin, cuja obra “O Beijo” foi inspirada na obra de Dante.

INSPIRAÇÃO NA LITERATURA Várias obras literárias foram inspiradas na Divina Comédia. Entre elas, destaco “A Armadilha de Dante”, do italiano Arnaud Delalande, com um suspense de tirar o fôlego. “O Clube de Dante”, de Matthew Pearl, transforma o processo de tradução da Divina Comédia nos EUA INSPIRAÇÃO NA MÚSICA em uma história de terror, cheia de criUma obra atemporal que inspira mes. “Inferno”, de Dan Brown, revisita o Inferno de Dante, as paisagens florenti- até hoje de forma atemporal as artes e, é nas e obras de arte inspiradas na Divina claro, a música. A ópera “L’Orfeo”, de aaa c

Claudio Monteverdi, de 1607, foi inspirada na Divina Comédia. Podemos citar outras obras da música clássica, como “Symphony to Dante’s Divina Commedia” de Franz Liszt. Na música new age, temos “Dante’s Prayer”, da cantora Lorenna McKennitt, em seu álbum “Book of Secrets”. Na música pop, temos Bob Dylan, que gravou “Ballad of a Thin Man”, também baseada na obra de Dante. No Heavy Metal temos a banda americana Iced Earth, com a música “Dante’s Inferno”, do álbum Burnt Offerings. Já a banda de Love Metal H.I.M., gravou o álbum “Venus Doom”, que foi totalmente baseado no Inferno de Dante, e cada uma das nove faixas do álbum representa um dos círculos do inferno descrito pelo poeta. E ainda temos a banda brasileira, que é considerada a banda de maior repercussão no mundo: o Sepultura. Gravou o álbum “Dante XXI”, completamente baseado na Divina Comédia, um álbum também icônico por ser o último com o fundador Igor Cavalera na banda. O álbum, inclusive, recebeu Disco de Ouro no Chipre. INSPIRAÇÃO NA ARQUITETURA O Palacio Barolo em Buenos Aires foi inspirado na Divina Comédia, dividido em três partes: Inferno (térreo), Purgatório (14 andares intermediários) e Paraíso (torre, com um farol simbolizando Deus). Tem 100 metros de altura (número de cantos da obra de Dante) e 22 pisos (cada um com 22 escritórios, o número de estrofes da obra de Dante). Foi inaugurado em 7 junho, aniversário do poeta.

ÚLTIMA PRATELEIRA

Nesta seção contamos um pouco sobre várias obras inspiradas em um livro.

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Morte Súbita J.K. Rowling Por Débora Falcão Quando falamos na autora J. K. Rowling, nos vem logo à mente a série de livros Harry Potter, e tudo o que foi produzido dentro dela e em seu universo. Mas, apesar de todos os fãs da saga conhecerem o livro “Morte Súbita”, pouco se fala sobre ele e pouca projeção ele recebeu. Talvez isso se deva ao fato de ser um livro destinado a outro público leitor, diferente dos livros de HP. De qualquer forma, “Morte Súbita” tem várias qualidades que o tornam um livro merecedor de, não só ser lido, mas pertencer a uma estante com lugar de destaque. Conta a história de Pagford, um vilarejo tranquilo, e seus habitantes que, após a morte de Barry Fairbrother, membro da Câmara, entram em choque. Aparentemente trata-se de uma pacata cidade inglesa, com tudo comum e organizado. Mas o que está por trás da fachada bonita é uma cidade em guerra – guerra de classes, credo, gerações e interesses. Pagford não é o que parece ser. O assento vazio deixado por Barry no conselho municipal logo se torna o catalisador a

para a maior guerra que a cidade já viu. “Morte Súbita” é um livro repleto de duplicidade, paixão e revelações inesperadas. Máscaras vão caindo, outras vão sendo colocadas, as pessoas vão se mostrando como realmente são. Conceitos são colocados de lado quando cada um toma suas escolhas. Uma simples decisão muda o rumo de tudo e influencia todo o resto. Sem dúvidas, Rowling se superou neste livro. Uma história repleta de estudos de caso, onde cada personagem é completo e complexo em si mesmo, fugindo ao clichê do “bom” e do “mal”, além de mostrar que todas as pessoas de bem têm algo a esconder. Qual é a motivação que leva cada um a fazer suas escolhas? Aparentemente poderíamos citar motivos como família, dinheiro, classe social, amor, paixão etc. Mas Rowling vai bem mais a fundo nesse contexto, mostrando que as pessoas são bem mais egoístas do que demonstram ser, e as pessoas más podem ter mais bondade do que as chamadas pessoas de bem. Nem sempre quem te olha nos olhos está realmente prestando atenção no que você diz, e quem apar

renta estar desatento provavelmente é o único que te escuta. Situações do cotidiano, suspense, mistério, descobertas, mudanças, revelações. Isso é o que espera pelo leitor nas páginas de um livro cuja única situação casual, a morte súbita de Barry Fairbrother, causou revelações impressionantes e mudanças radicais na vida da pacata Pagford. ■

Nesta seção, falamos a respeito de um livro que não teve muita projeção, mas merece ser lido.

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Por Roberta Costa

Hawkins, Tilly Bagshawe... De metafísica, Joseph Murphy e Catherine Ponder.

Ana Carolina K. J. vem conquistando cada vez mais leitores com seu tema de anjos caídos e o romance, que mistura os dramas de um casal apaixonado e suas responsabilidades dentro de um mundo recheado de mistérios e seres sobrenaturais. Uma autora que também é publicitária, designer de joias, pianista, pintora, enfim. Passeia pelas artes e, é claro, sua paixão também está na literatura. Ana Carolina conversou com exclusividade e contou muitas novidades sobre seus livros, sua carreira, o tema que aborda em sua obra e, principalmente, sobre “Amor Imortal”. Conheça agora a autora e seu livro através da entrevista exclusiva, transcrita aqui, na íntegra.

Seu livro “Amor Imortal” tem sido muito bem recebido pelos leitores. Como surgiu a história? O que você usou como inspiração? ACKJ: Eu tenho um lado espiritual muito forte. Acredito que os pensamentos estão conectados com o Universo e que temos a essência de Deus dentro de nós. Sempre acreditei em anjos e, após ler o livro “Angeologia”, me encantei ainda mais. O Manus-crito de Enoque também me inspirou. Achei incrível a ideia de anjos se envolverem com as humanas... Acabei misturando o romance com este lado espiritual e, a partir daí, comecei a criar a história. A ambientação foi baseada em algumas viagens que fiz ao longo da vida. O que você pensa sobre o tema que você aborda em seu livro, isto é, anjos caídos? ACKJ: Adoro tudo o que tem a ver com o tema de anjos. Acredito que quando uma pessoa tem atitudes e pensamentos positiv

Olá, Ana Carolina! Você é formada em publicidade, vem há tempos caminhando em meio às artes, seja através do piano ou da pintura. Conte-nos um pouco sobre você e como se deu sua entrada no mundo literário. Ana Carolina: Olá, querida! Antes de qualquer coisa, obrigada pela entrevista. Eu sempre fui uma pessoa muito criativa, amante da vida, da arte e da moda. Fiz publicidade, mas acabei me tornando designer de joias (amo pedras preciosas) e fiquei nesse ramo por muito tempo. Também adoro pintar, tocar piano e desenhar. Sou uma estudante voraz de metafísica, e antes de escrever “Amor Imortal”, eu havia escrito um livro de autoajuda que não foi publicado. Como sempre contei histórias de ficção para o meu filho, percebi que levava jeito para isso. Então, resolvi misturar a ideia da metafísica com um romance. Gostei do resultado. Sabemos que todo escritor também é um leitor voraz. Quais autores têm conseguido prender mais sua atenção? ACKJ: Gosto de escritas fluidas e dinâmicas. Autores que têm uma criatividade diferente, por exemplo: Danielle Trussoni, Elizabeth Chandler, Sylvain Reynard (adorando a série “Noites em Florença”), Dan Brown, C. J. Daugherty, Gillian Flynn, Paula a 48

“Acredito que quando uma pessoa tem atitudes e pensamentos positivos, elas se conectam com Deus e acabam atraindo a proteção dos anjos celestiais.”

é nada fácil. O que você pode dizer a eles? ACKJ: A fé realmente move montanhas. Um sonho, por mais difícil que pareça, pode se realizar dependendo da força da vontade, atitude, fé e segurança em si mesmo. Em minha opinião, uma história vendável é aquela que prende o leitor (possui conflitos, mistério e desafia a mente). Hoje em dia, vejo que temos muitos escritores jovens e talentosos. A ideia da leitura está crescendo no Brasil e aceito isso como um bom sinal. Acredito que o escritor nacional será mais valorizado no futuro, assim como os autores internacionais. Estamos caminhando para isso... Para os leitores que ainda não conhecem o seu livro, mas que ficaram interessados, como é possível adquiri-lo e acompanhar as novidades a respeito dele? Agradecemos imensamente por nos conceder esta entrevista! ACKJ: Os livros estão à venda nas grandes livrarias do Brasil: Saraiva, Fnac, Cultura, Curitiba, Leitura, Nobel, Travessa e Amazon. Obrigada a você, por todo o carinho e, principalmente, pelo apoio. Sem os leitores, os autores não seriam nada. Espero que os brasileiros se interessem em ler mais... Principalmente livros de autores nacionais (que, diga-se de passagem, estão arrasando!). Um beijo e sucesso com a revista Geração Bookaholic! Adorei!

Ana Carolina K. J. vos, elas se conectam com Deus e acabam atraindo coisas boas e também a proteção dos anjos celestiais. O contrário também é válido! Para mim, os anjos caídos são, na verdade, pensamentos ruins que apagam o colorido da vida e atraem diversos males. Muitos leitores estão ansiosos pela continuação de “Amor Imortal”. Pode nos adiantar algo sobre o andamento do segundo volume? ACJK: A continuação da história terá mais aventuras, mais personagens, e será ainda mais profunda no sentido espiritual. E, é claro, também será recheada de cenas quentes e voltas ao passado. Muitas questões que ficaram em aberto no primeiro volume serão esclarecidas no segundo. A ambientação será em Roma. Existem muitos escritores iniciantes que buscam incessantemente alcançar reconhecimento através da publicação de suas obras, mas sabemos que isso não é

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É isso aí, gente! Fica pra vocês a dica da Geração Bookaholic se você gosta de sobrenatural e muito romance: “Amor Imortal”, de Ana Carolina K. J. pela Editora Novo Conceito, à venda em todas as grandes livrarias do Brasil! ■


Por Débora Falcão

Ah, o amor. Sim, o amor que nos move e que nos faz suspirar. E quanto às histórias de amor que vivemos através da literatura? E que nos deixam pensando nos personagens como se fossem nós mesmos, e nos apaixonamos por eles, sofremos e choramos com eles, sentimos toda a paixão juntamente com eles e sorrimos também com eles. Por isso, nesta edição da Geração Bookaholic trazemos, especialmente para você, leitor, os casais apaixonados da literatura. Aqueles que já lemos e vamos relembrar, aqueles que não lemos e vamos conhecer, aqueles por quem nos apaixonamos e aqueles por quem vamos com certeza nos apaixonar. Os casais estão em ordem aleatória, nenhum juízo de valor foi atribuído. Embarque neste túnel do amor sob as estrelas e vamos nos conhecê-los!

tico tremer de êxtase. De William Shakespeare, entre 1591 e 1595, Romeu e Julieta foi inspirado em uma das novelas do italiano Matteo Bandello. Casal de apaixonados, oriundos de famílias opostas e rivais que espalham ódio e guerras entre si. Decidem ficar juntos, casam-se escondido e planejam fugir mas, como é uma tragédia, tudo dá errado e eles acabam morrendo aos pés um do outro. Na imagem, o casal em adaptação cinematográfica de 1968. Bentinho e Capitu

Escrito por Emily Brönte, o romance “O Morro dos Ventos Uivantes” enche o coração do leitor de sentimentos dúbios. Criados como irmãos, Heathcliff (órfão com suposta descendência cigana) e Catherine se afeiçoam e fazem promessas de permanecerem juntos. Quando o casal que adotara Heathcliff morre, o rapaz passa a ser hostilizado e humilhado pelo irmão mais velho de Catherine por ciúme e inveja. Heathcliff se torna melancólico, bruto, ácido, características que se acentuam quando Cathy quebra sua promessa e decide se casar com um homem rico. Heathcliff não se dobra ao que esperam dele. Os dois são inesquecíveis para a literatura por simbolizarem até que ponto vingança e amor são faces da mesma moeda. Na imagem, versão cinematográfica de 1992. Noah e Allie

Elizabeth e Darcy O casal de Dom Casmurro (1900), de Machado de Assis, trouxe uma das perguntas m

Criados pela escritora inglesa Jane Austen, o casal Fitzwilliam Darcy e Elizabeth Bennet fazem parte do romance “Orgulho e Preconceito”, de 1813. Conta a história de encontros e desencontros entre dois jovens que se repelem para não sucumbir ao amor que sentem. Várias situações acontecem para impossibilitar a união do casal, mas que não impedem que eles acabem se rendendo ao amor. Na imagem, o casal na versão cinematográfica do livro. Romeu e Julieta

“O amor que nos une e nos faz suspirar também está presente na literatura. Suspire com esses casais!” mais fortes da literatura brasileira: Capitu traiu ou não Bentinho? Mesmo a resposta sendo secundária perto da grandiosidade da obra, as complicações de Bentinho em lidar com o ciúme doentio e a certeza em sua mente da traição da mulher com o melhor amigo destroem a relação do casal. Um amor de infância que se transforma com o tempo. Na imagem, adaptação para a série de TV “Dom”, exibida pela rede Globo em 2008.

Quem leu “Diário de uma Paixão”, de Nicholas Sparks, jamais esquecerá do casal Noah e Allie. Isso porque é um amor daqueles que só acontecem uma vez na vida, raro e verdadeiro, em que um não consegue mais viver sem o outro. Um livro para aquecer corações apaixonados e um casal como exemplo de amor e entrega para jamais ser esquecido. A imagem traz a adaptação para o cinema de 2004. Gus e Hazel

Heathcliff e Catherine

Romance trágico, sem final feliz e com doses de lamúrias que fariam qualquer româna 50 Geração Bookaholic – Sua Revista Literária

O jovem casal de “A Culpa é das Estrelas”, de John Green, tem conquistado cada vez mais admiradores de todas as idades. Um amor doce, sincero, frágil. Diálogos singelos e emocionantes, facilmente se tornam os queridinhos dos leitores. Não poderiam faltar nesta lista. Okay? Okay. A imagem é da adaptação cinematográfica de 2014.


Ian e Sofia

Em uma época em que a maioria dos mocinhos dos livros são badboys ou vampiros, “Perdida”, de Carina Rissi, nos presenteia com o romance entre Ian Clarke e todo o seu cavalheirismo, e Sofia e toda a sua modernidade. A história dos dois é linda e vale à pena ser lida, pois nos deixa com o coração na mão, torcendo pela felicidade do casal. Claro que não poderia deixar de figurar nesta lista de casais apaixonados! Adrian e Sidney

Jamie e Landon

Clare e Henry

Quem leu ou viu o filme “Um Amor para Recordar”, de Nicholas Sparks, com certeza se emocionou muitas e muitas vezes no decorrer da trama. Jamie e Landon é um daqueles casais que nos deixa apaixonados, felizes e tristes ao mesmo tempo, e nos deixa emocionados com seu final. A imagem é da adaptação cinematográfica de 2002.

De Audrey Niffenegger, “A Mulher do Viajante do Tempo” conquistou a todos mostrando um casal diferente. Henry se descobre, de repente, um viajante do tempo. Mas ele não tem total controle sobre isso, às vezes simplesmente desaparece e aparece em outro momento de sua própria vida. Ele acaba conhecendo sua esposa quando ela é ainda uma criança, e Clare passa a vida esperando por conhecê-lo quando adulta. Quando ela completa dezoito anos, finalmente o encontra, e, sem que ele saiba, ela já o conhece e já está apaixonada por ele desde os seis anos de idade. O desenrolar da história mostra uma mulher apaixonada e, mesmo depois da morte do esposo, aguarda por suas viagens do passado para que ela possa vê-lo novamente. Foi adaptado para o cinema em 2009.

Holly e Gerry

Depois da série de sucesso “Academia de Vampiros”, Richelle Mead nos presenteia com “Bloodlines” e o casal Adrian Ivashkov, um vampiro Moroi boa vida, e Sidney Sage, uma alquimista que tem pavor de vampiros. Eles são obrigados a conviver para ajudar Jill Mastrano, uma Moroi jurada de morte. As idas e vindas do amor dos dois, entre sequestros, lutas, descobertas e muita paixão, são descritos na série de seis livros da autora, deixando a todos os leitores apaixonados, além de ter o coração na mão cada vez que um tem que salvar o outro do que vai acontecendo no decorrer da trama.

Lou e Will “P.S. Eu Te Amo”, de Cecelia Ahern, nos presenteia com o amor de Holly e Gerry. Em seus últimos meses de vida, Gerry encontrou forças no seu amor por ela a fim de ajudá-la quando não estivesse mais ao seu lado. A cada carta que Holly desesperadamente ansiava por abrir, sentia mais em seu coração a dor de ter vivido por dez anos ao lado do homem de sua vida e, então, tê-lo visto partir para sempre. Apesar de triste, a história entre os dois é inesquecível. Adaptação cinematográfica de 2008.

“Como Eu Era Antes de Você”, de Jojo Moyes, conquistou os corações de leitores do mundo com o romance entre Claire e Will. Ele, um inteligente, rico e mal humorado, preso a uma cadeira de rodas depois de a

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um acidente de moto. O antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. O que ele não sabe é que Lou está prestes a trazer cor à sua vida. E nenhum dos dois desconfia que irá mudar para sempre a história um do outro.

Tristão e Isolda

José e Carlota Cinco minutos e você pode conhecer o amor de sua vida. Apenas cinco minutos de atraso, e José conhece Carlota no ônibus, envolta em seda e sândalo. Pequenos detalhes desta história, como um lenço moaaa

O mito de Tristão e Isolda tem provável origem em lendas que circulavam entre povos celtas do noroeste europeu, ganhando uma forma mais ou menos literária escrita por autores normandos do século XII. Em seguida foi incorporada ao ciclo arturiano, com

forte poder da Igreja Católica. Heloísa, que já ouvira falar de Abelardo e se interessava por suas polêmicas, tentou aproximar-se dele através de seus professores, mas suas tentativas foram em vão. Numa tarde, quando passeava, seu chapéu foi levado pelo vento indo parar justamente aos pés de Abelardo. Quando apanhou o chapéu, ele logo reconheceu Heloísa de Notre Dame. Desde esse encontro eles se apaixonaram. Abelardo tornou-se professor de Heloísa, hospedando-se em sua casa. Alguns problemas surgiram e o romance passou a ser proibido e cheio de aventuras e encontros às escondidas, obstáculos e dramas, paixões e juras de amor. A imagem é uma pintura de Jean Vignaud, de 1819. Tris e Quatro

“Casais que já lemos e vamos relembrar, que não lemos e vamos conhecer, por quem com certeza vamos nos apaixonar.” lhado de lágrimas e um bilhete escrito em italiano “Non ti iscordar di me”, e você tem um amor desesperado pelo encontro e pela próxima oportunidade de realizar-se. José de Alencar marcou sua época com este pequeno romance, e “Cinco Minutos” entrou para a história da literatura nacional. Vale à pena conhecer esta história. Scarlett e Rhett

Tristão sendo um cavaleiro da Távola Redonda da corte do Rei Artur. Apesar de ter sido retratado de diferentes formas na Idade Média, trata-se de um excelente cavaleiro que viaja à Irlanda para trazer a bela Isolda para casar-se com seu tio. Durante a viagem de volta, os dois acidentalmente bebem uma poção de amor mágica e se apaixonam perdidamente um pelo outro. A imagem é da adaptação para o cinema de 2006.

De Veronica Roth, “Divergente”, “Convergente” e “Insurgente” trazem o casal Tris e Quatro, que com certeza deixou muitos leitores suspirando, tanto pelo amor dos dois como pela coragem e luta de ambos. Um livro que traz um amor em meio a tantas dificuldades e obstáculos a serem ultrapassados. Na imagem, os personagens na adaptação para o cinema de 2014. Bella e Edward

Um casal que apaixonou muita gente e também deu raiva a muita gente. Dividiu opiniões, mas todos os fãs da saga Crepúsculo podem dizer que, ainda que hoje não gostem mais da saga, quando liam a história se apaixonaram pelas idas e vindas do amor entre o vampiro e a humana. A imagem é da adaptação para o cinema do filme Amanhecer, de 2011. Christian e Ana

Abelardo e Heloísa

Tendo como cenário a Guerra Civil norte-americana, Margareth Mitchell narra os encontros e desencontros entre Scarlett O’Hara e o irresistível Rhett Butler. Os diálogos no livro são divertidos e inesquecíveis. Vale à pena conferir “E o vento levou”, que na imagem mostra a adaptação para o cinema de 1939. 52

O romance entre Heloísa e o filósofo Pedro Abelardo iniciou-se em Paris, no período entre o final da Idade Média e o início da Renascença. Ele era conhecido por admirar filósofos não-cristãos numa época de aaa Geração Bookaholic – Sua Revista Literária

É claro que não poderíamos deixar de mencionar o casal mais quente dos últimos tempos. Christian e Ana, que protagonizaram 50 Tons de Cinza e suas sequências, de E. L. James, deixaram muitos leitores ouriçados em suas sequências de tirar o fôlego. Imagem do filme lançado em 2015.


Eleanor e Park

Path é um anjo caído, e Nora acaba envolvida numa guerra celestial que não esperava. Da série Hush!Hush, os livros “Sussurro”, “Crescendo”, “Silêncio” e “Finale” vão trazer não só este casal, mas outros, e muito romance, aventura e sobrenatural. Jace e Clary

Os personagens que dão título ao livro de Rainbow Rowell são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Esta é uma história sobre o primeiro amor, como é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar os corações. Um amor que faz o leitor se sentir desesperançado e esperançoso ao mesmo tempo. Com certeza, se você não leu o livro, vai querer conhecer este casal que vai refletir muitas de nossas próprias experiências adolescentes.

Se você ainda não conhece a história da “Cidade dos Ossos”, precisa conhecer toda a série, e se apaixonar por Jace e por Clary. Uma história que mistura mitologia, romance e sobrenatural, com altas doses de ação, para deixar todos os leitores imens

nheiro, e amor não correspondido. Fernando corresponde o amor de Aurélia, mas se compromete com Adelaide, uma moça de posses. Aurélia não conhece os motivos que o levaram a fazer isso e pensa que ele a deixou apenas por interesse em ficar rico. Pouco depois, Aurélia se descobre herdeira de um senhor muito rico, seu avô até então desconhecido, e se torna detentora de uma vasta fortuna. Ela arranja, por intermédio de seu tio, um casamento com Fernando, mas apenas para pisá-lo e vingar-se por ter sido deixada. A condição para o casamento é que ele não saiba quem é a noiva até o altar. Fernando, quando descobre que se trata de Aurélia, fica feliz, pois ainda é apaixonado por ela. Mas Aurélia o trata como uma mercadoria comprada por um dote. Um romance em que percebemos o coração de cada um dos dois e torcemos para que tudo dê certo no final. Imagem da adaptação para série de TV, exibida pela Rede Record, “Essas Mulheres”, que tratava-se de um crossover entre as histórias dos livros “Senhora”, “Lucíola” e “Diva”, de José de Alencar.

“Claro que vários casais ficaram de fora, pois não há como colocar todos aqui. Mas, qual é o casal que mexeu com seu coração?”

Nora e Path

samente apaixonados e, ao mesmo tempo, sem fôlego. Fernando e Aurélia Nora não tinha planos para arrumar alguém. Até que surge o cara mais sexy, irônico e misterioso em sua aula de biologia. Badboy que mistura em sua química perfeita o homem que atrai e repele, ao mesmo tempo, aa

O que dizer desse casal icônico da literatura nacional? “Senhora” de José de Alencar traz Fernando Seixas e Aurélia, num romance que engloba assuntos da época, como o dote, casamentos arranjados por diaaa

Claro que vários casais ficaram de fora, pois não há como colocar todos aqui. Mas, qual é o seu preferido? Qual casal você gosta mais? Qual você acha que deveria ter sido mencionado e não foi? Participe enviando sua opinião para redacaobookaholic @gmail.com e ela será publicada na próxima edição! ■


CAFÉ LITERÁRIO

LANÇAMENTO “(IM)PERFEIÇÃO” LOCAL: NIS Cultural DATA: 23 de Abril de 2016 Por Helena Souza No penúltimo sábado do mês de abril, aconteceu no NIS Café Cultural, em Campo Grande-MS, o lançamento do meu primeiro livro, “(Im)Perfeição”, um romance policial que conta a história de um serial killer que decide voltar e aterrorizar uma cidade. O local ficou cheio de rostos conhecidos, dentre eles amigos, colegas e família, e alguns nem tão conhecidos assim, que eram pessoas curiosas e interessadas em conhecer a obra. Todos os que adquiriram um exemplar levaram brindes e dedicatória. Publicado de maneira independente, senti muita alegria em ver todos que ali compareceram, e dividi um pouco dela com todos os presentes. Para saber mais sobre a obra, visite www.imperfeicao.tumblr.com. ■

MUSEU DO VIDEOGAME LOCAL: Shopping Recife DATA: 03 a 24 de abril de 2016 das 9h às 22h Por Renata Vasconcelos Ei, você, gosta de videogame? Então esse evento vai te chamar a atenção. O Museu do Videogame Itinerante teve o incentivo da Nagem e foi realizado no Shopping Recife, de 03 a 24 de abril. O evento reuniu uma variedade enorme de videogames desde o século vinte ao vinte e um, fazendo com que os que compareceram relembrassem tudo aquilo que tiveram contato no mundo dos jogos. Além dos jogos, foi proporcionado um momento de diversão e descontração com as máquinas dispostas para jogar e palco de just dance, atração que reuniu um grande público. Os cosplays foram uma atração à parte, que atraiu muitas crianças e o público jovem em geral. O evento contou com cosplays do Homem Aranha, Astrid, Jesus, Professor Xavier, Zorro e vários outros. Podemos então considerar este evento uma programação tanto familiar quanto voltada para os amigos. Para aqueles que foram e tiveram a oportunidade de se divertir e relembrar os bons tempos. Espero que tenham gostado dessa matéria e confiram os próximos eventos em Recife comigo, aqui no Café. ■

LANÇAMENTO “DESCOMPLICANDO A MATERNIDADE” (Andrea Charam e Ariane Oliveira, Editora Schoba) LOCAL: Livraria da Vila, Shopping Higienópolis-SP DATA: 29 de abril de 2016 Por Claudia Marini Leonardi Fomos prestigiar este evento muito bacana, o lançamento do livro “Descomplicando a Maternidade”, das autoras Andrea Charam e Ariane Oliveira, pela Editora Schoba. O evento aconteceu no dia 29 de abril na Livraria da Vila, do Shopping Higienópolis em São Paulo. O livro explora o universo materno e todas as suas situações, sejam elas complicadas ou divertidas, com muitas fotos e dicas para as mamães de primeira viagem ou simplesmente para as futuras mamães ou mamães já experientes para relembrar tudo o que descobriram na prática. Um evento tranquilo, com participação das autoras, dedicatória e bate-papo descontraído. ■ ENCONTRO “LITERALMENTE”, COM MILTON HATOUM LOCAL: Academia Paulista de Letras DATA: 25 de Abril de 2016 Por Claudia Marini Leonardi O Sindi-Clube promoveu o “Literalmente”, um evento especial para os Mediadores de Clubes de Leitura e Leitores, com Milton Hatoum, no dia 25 de abril, na própria sede da Academia. Fomos prestigiar este talentoso escritor, com uma conversa descontraída e uma discussão sobre literatura e ampliar o hábito da leitura e o prazer de ler nos clubes. A iniciativa foi feita em parceria com a editora Companhia das Letras e APL, e tem alcançado grande repercussão entre associados de clubes de leitura. ■ CLUBE DE LEITURA CIA DAS LETRAS/CIA ILIMITADA MÊS DE ABRIL Por Claudia Marini Leonardi Todos os meses os clubes de leitura se reúnem para trocar ideias sobre os livros que estão lendo. No mês de abril, o livro foi Madame Bovary, de Gustave Flaubert. O evento rendeu uma ótima discussão e bate-papo sobre este clássico da literatura. Muito bacana participar! ■ VIAGEM GASTRONÔMICA (COM DOLORES FREIXA SOBRE CORA CORALINA) LOCAL: Biblioteca de São Paulo-SP DATA: Março de 2016 Por Claudia Marini Leonardi Evento muito interessante e muito bem elaborado. Dolores explica a poesia de Cora Coralina e sua vida dedicada aos doces e à gastronomia. ■


BIENAL DO LIVRO DE MINAS GERAIS 2016 DATA: 15 A 24/04/2016 LOCAL: Expominas – Centro de Feiras George Norman Kutova Por Débora Falcão

A Bienal do Livro de Minas Gerais teve várias atrações, entre elas, o Café Literário (mesmo nome de nossa seção), principal centro de debates literários; Atividades Infantis, com canções e contações de histórias; Visitação Escolar, um programa de sucesso que incentiva a visitação de alunos da rede pública de ensino; a Goleada Literária, seção especial que discute obras sobre futebol; Território Jovem, um espaço exclusivo para a literatura infantojuvenil, focado no público de 12 a 18 anos. Marcaram presença algumas editoras e autores pela primeira vez no evento deste ano. Também marcaram presença alguns sebos, que acabaram trazendo vários títulos a preços bem bacanas para quem tivesse paciência de garimpar. O evento também teve a participação de alguns famosos da web, como a escritora e blogueira Isabela Freitas, um dos maiores fenômenos editoriais do Brasil, que autografou suas obras no sábado, dia 16. A Editora Leya trouxe um trono de ferro de Game Of Thrones, e os fãs não perderam a oportunidade de tirar suas fotos sentados e fazendo poses de reis e rainhas de Westeros. A Novo Século trouxe vários títulos com promoções de livros por vinte reais, e outros a preços razoáveis, mais baratos que nas livrarias. Por isso valeu à pena procurar com calma. E a Editora Universo dos Livros chegou a esgotar todo o seu estoque no estande no penúltimo dia de feira. Quem foi para a Bienal de MG com certeza aproveitou bastante os dias e as promoções, de acordo com seus objetivos de compra. Se você é de BH e não pôde comparecer, terá de aguardar a próxima feira. Mas não deixe de aparecer, pois realmente é a chance de obter livros de qualidade, muita variedade e opções a preços bacanas, tudo num só lugar, além de eventos, entrevistas, bate-papo com alguns autores e autógrafos no local. ■ FEIRA DO LIVRO DE JOINVILLE DATA: 01 a 10/04/2016 LOCAL: Expocentro Edmundo Doubrawa Alguns autores consagrados estiveram presentes, como Paula Pimenta (Minha Vida Fora de Série) e Thalita Rebouças (Série Fala Sério). O homenageado deste ano foi o autor Juarez Machado (Saída e Domingo de Manhã). A entrada foi gratuita, e superou as expectativas de público da edição anterior. Inclusive, superou, em vários estandes, em mais de 50% as vendas da edição anterior. Isto significa que vários presentes levaram para casa sacolas recheadas de livros para enfeitar suas estantes. Apesar da estrutura mais enxuta, a Feira do Livro de Joinville, em sua 13ª edição, conseguiu superar suas expectativas, e atendeu às necessidades dos leitores, inclusive, fazendo vários deles voltarem outros dias durante o evento. ■ FLIPOÇOS – FEIRA LITERÁRIA DE POÇOS DE CALDAS DATA: 30/04 a 08/05/2016 LOCAL: Espaço Cultural da Urca A 11ª edição do evento trouxe vários atrativos. Um deles foi uma palestra da autora Thati Machado (Poder Extra G, Ponte de Cristal e autora do blog “Nem Te Conto!”), juntamente com Íris Figueiredo, num bate-papo sobre a tecnologia e a literatura serem aliadas. Um bate-papo super animado com um público que interagiu bastante. Aliás, a Thati deu uma entrevista para uma emissora de TV local, que foi exibida no noticiário da tarde e está disponibilizada no youtube, para quem tiver interesse de conferir. A Flipoços trouxe também outros atrativos, como Adriana Carranca, trazendo vários assuntos importantes, como “Malala, A Menina que Queria ir Para a Escola”. Inclusive, alunos de algumas escolas visitaram a feira e tiveram a oportunidade de conhecer o livro e a história de Malala. No dia 05/05, houve um bate-papo/discussão com o tema “Como a poesia pode amenizar as dores da vida real”, com a participação de Alice Ruiz e Paulo Lins. Tiveram vários outros debates, e quero destacar aqui o “Como criar uma história fantástica em 5 passos”, que foi um dos queridinhos da feira.

ABRIL PRO LIVRO 2016 DATA: 30/04/2016 LOCAL: Praça do Sebo de Recife A tradicional Praça do Sebo, na área central de Recife, recebeu no sábado 30 de abril a terceira edição do Abril pro Livro, braço literário do Abril pro Rock. A programação começou às 9h, com apresentações musicais, recital poético, exposições e oficinas. Promovido pela Literáxia Produções Culturais, o evento reuniu escritores, poetas, músicos e artistas diversos para festejar a literatura e a sua ligação em outros segmentos, além de divulgar e valorizar a Praça do Sebo. ■


JORGE CASTRO: MEUS LIVROS PREFERIDOS Por Helena Souza

LIVROS DE CABECEIRA

O autor Jorge Castro conversou com a Geração Bookaholic e contou pra gente quais são seus livros preferidos, seus livros de cabeceira, que indica e que não deixa de ler, consultar e se recordar como seus livros que mudaram algo dentro de si e ajudaram a construir sua própria personalidade, como leitor, como escritor e como pessoa. Vamos conhecê-los? Aprecie os comentários do próprio autor sobre seus livros escolhidos.

um grupo que faz o possível para não cair. Quando mortos descobrem a fome, os vivos precisam se unir. CELULAR Stephen King Mais um apocalipse. Desta vez, causado por um vírus transmitido via celular. Clay está em uma viagem de negócios quando o surto se inicia, vendo as pessoas ao seu redor transformarem-se em assassinos irracionais ao usarem os telefones. Ao

JOYLAND Stephen King Com certeza, o melhor dos melhores. “Joyland” acompanha a vida de um jovem que, após ser chutado pela namorada, passa a trabalhar em um parque de diversões – onde começa a investigar um antigo assassinato que ocorreu no local. Embora a temática sobrenatural banhe o livro, a narrativa corre por outros caminhos, fazendo-nos aprender com os dramas pessoais dos personagens. Acho que a principal lição de “Joyland” é: nada é eterno. Pessoas entram e saem de nossas vidas a todo o mo- nos ombros de Idá quando ele precisa mento, e precisamos aprender a lidar decidir entre o certo e o fácil. com essas mudanças.

A 5ª ONDA Rick Yancey Uma história pós-apocalíptica onde somos apresentados a Cassie, uma jovem que faz o possível para sobreviver em meio à invasão alienígena. Em uma realidade onde os adultos foram os primeiros a cair, Cassie atravessa o mapa tentando recuperar o que sobrou de sua família, tendo em mente que a regra mais importante para a sobrevivência é nunca confiar em ninguém.

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A ARMA ESCARLATE Renata Ventura Tomado por magia e questões so-ciais, o livro nos leva ao Rio de Janeiro de 1997, apresentando-nos uma nova realidade pelos olhos “não-tão-maduros” de Idá, um morador da favela de Santa Marta que, aos treze anos, descobre ser um bruxo. Ingressando na Nossa Senhora do Corcovado, o garoto busca aprender magia para livrar a família dos traficantes locais. Um peso forte bate aaa

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Ao lado de outros dois sobreviventes – Tom e Alice –, Clay precisa sobreviver AS COISAS QUE PERDEMOS aos fonáticos e voltar para casa, na esperança de que o filho não tenha usado Denise Flaibam Quando mortos-vivos deixam de ser o celular. “E o apocalipse foi iniciado auma simples ficção e cidades inteiras são penas por aquele simpático toque de tepostas em quarentena, a jovem Dylan se lefone celular.” vê perdida em um circo de horrores, enCONTATOS COM O AUTOR frentando o apocalipse ao lado do pequeno Max e sua melhor amiga: a espingarda de Nome: Jorge Castro estimação. Enfatizando as emoções con- Facebook.com/CasterJorel turbadas e os dramas de cada persona- Twitter.com/CasterJorel gem, somos apresentados aos conflitos de Email: jorgecastrocontato@gmail.com um


NICHOLAS SPARKS: UMA ESTRADA DE EMOÇÃO

ESTRADA ESCRITA

Por Débora Falcão Formado em finanças corporativas graduado com honras em 1988, Nicholas Sparks é um dos escritores mais bem sucedidos da atualidade. Mas sua estrada não foi fácil, e não conquistou este título rapidamente. Enquanto estava na faculdade, Sparks escreveu seu primeiro romance, “The Passing”. Após se formar, buscou ofertas de trabalho em editoras ou vagas para estudar direito, mas foi rejeitado em ambas as tentativas. Então, nos três anos seguintes, tentou outras carreiras, incluindo avaliação imobiliária, garçom, vendedor de produtos odontológicos por telefone e até mesmo tentou começar uma manufatura. Em 1990, ele co-escreveu “Wokini: A Lakota Journey to Happiness” e “Self-Understanding” com Billy Mills. O livro foi publicado pela Feather Publishing, Random House e Hay House, e vendeu, aproximadamente, cinquenta mil cópias no primeiro ano após o lançamento. Em 1992, Sparks começou a vender produtos farmacêuticos e, no ano seguinte, foi transferido para Washington, DC. Foi nessa época que ele escreveu outro romance em seu tempo livre, um dos mais importantes de sua carreira e que, inclusive, foi adaptado para o cinema: “The Notebook”, ou “Diário de Uma Paixão” no Brasil. Dois anos depois, ele foi descoberto pela agente literária Theresa Park, que leu o manuscrito de “Diário de Uma Paixão” em sua agência, e se ofereceu para ser sua representante. Em outubro de 1995, Park garantiu um adiantamento de um milhão de dólares para “Diário de Uma Paixão” vindo da Time Warner Book Group. O romance foi publicado em outubro de 1996 e entrou na lista de best sellers do New York Times em sua primeira semana de lançamento. Com este sucesso, ele se mudou para New Bern, Carolina do Norte. Desde então, escreveu diversos best sellers, dos quais onze (até o momento) foram adaptados para o cinema. São eles: “Message in a Bottle” (1999), “A Walk to Remember” (2002), “The Notebook” (2004), “Nights in Rodanthe” (2008), “Dear John” (2010), “The Last Song” (2010), “The Lucky One” (2012), “Safe Heaven” (2013), “The Best of Me” (2014), “The Longest Ride” (2015) e “The Choice” (2016). Nicholas Sparks é um dos grandes nomes da literature moderna mundial na área de romance e drama, e seus escritos têm encantado milhões e milhões de pessoas no mundo inteiro. Vamos destacar apenas alguns desses romances. DIÁRIO DE UMA PAIXÃO Livro que revelou o escritor para milhares de pessoas e o tornou um best seller, Diário de Uma Paixão conta a história de Noah e Allie, um casal que se apaixonou durante um verão e construiu uma vida juntos. Mas algumas intempéries veem a separá-los. Quando o verão termina, Allie volta para sua vida e acaaa

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ba ficando noiva de outro rapaz, um militar. Noah, disposto a lutar por sua amada, trabalha duro e reconstrói a casa que ambos haviam definido como sendo o ninho de amor dos dois naquele verão. Toda esta história é contada, dia após dia, por um homem idoso a uma senhora simpática num asilo, ou lar geriátrico. Ele se oferece para contá-la, lendo-a em um diário, e passa o dia todo contando a história para ela. Ele para nos momentos mais marcantes, e ela sempre fica à espera da continuação da história.

São duas histórias paralelas: a história no presente, com a simpática senhora e o idoso conversando e convivendo naquele lar, entre remédios e uma história, e a história que está sendo contada por ele, a bela história de amor entre Allie e Noah, no passado, descrita no diário que o homem lê para ela. No fim, descobrimos a relação entre os dois casais, e a razão de todas as coisas acontecerem. É um momento muito especial, apaixonante e emocionante, como Nicholas Sparks sabe fazer. Com certeza temos a razão do escritor ter se tornado um best seller com este livro.

UM AMOR PARA RECORDAR Com o título original de “A Walk to Remember”, e também tendo sido adaptado para o cinema, “Um Amor Para Recordar” conta a história de Jamie e Landon. Ela, filha de um pastor, uma garota que tem várias prioridades e, entre elas, não está ser uma moça vaidosa e muito menos ser popular, nem mesmo arrumar uma paixão, apesar de ser tão jovem. Ele, um rapaz que está sendo punido por algo que realmente não cometeu, mas foi conivente, e é obrigado a fazer alguns serviços. Com isso, os dois se encontram todos os dias e acabam se tornando amigos. O amor vai surgindo aos poucos, e ele percebe que algo está errado com ela. Jamie e Landon vão descobrindo, aos poucos, o amor entre eles e, ao mesmo tempo, que precisam um do outro, e precisam aproveitar os momentos juntos, visto que tempo é o que mais lhes falta. Uma história que nos deixa mais apaixonados, felizes, tristes, mas ao mesmo tempo, confiantes que o amor realmente existe.

OBRAS PUBLICADAS O autor tem, até o momento, vinte e uma obras publicadas, uma ainda sem título no Brasil. Dessas obras, onze foram adaptadas para os cinemas, o que comprova que o autor tem bastante habilidade para emocionar o público leitor e levá-lo às salas de cinema, emocionando também aqueles que não leram seus livros. As adaptações também acabam levando os que assistem aos seus filmes a buscarem os livros que foram aa

daptados, e as vendas acabam triplicando nas livrarias físicas e virtuais. Aqui separamos uma relação de suas obras publicadas, seus respectivos títulos no Brasil e em Portugal e o ano em que foram adaptadas para os cinemas. Wokini – De 1990, coescrito com Billy Mills, não foi traduzido para o Brasil, mas foi publicado em Portugal sob o título de “Uma Viagem Espiritual”. Não foi adaptado para os cinemas. The Notebook – De 1996, recebeu no Brasil o título “Diário de Uma Paixão”, e em Portugal, “Diário de Nossa Paixão”. Foi adaptado para o cinema em 2004. Message In a Bottle – De 1998, recebeu o título no Brasil de “Uma Carta de Amor”, e em Portugal “As Palavras Que Nunca Te Direi”. Foi adaptado para o cinema em 1999. A Walk To Remember – De 1999, recebeu no Brasil o título de “Um Amor Para Recordar”, e em Portugal “Um Momento Inesquecível”. Foi adaptado em 2002 para os cinemas. The Rescue – De 2000, foi traduzido no Brasil como “O Resgate”, e em Portugal como “Corações em Silêncio”. Não foi adaptado para o cinema. A Bend In The Road – De 2001, foi traduzido para o Brasil como “Uma Curva na Estrada”, e em Portugal como “Uma Promessa para Toda a Vida”. Não teve adaptação para o cinema. Nights in Rodanthe – De 2002, recebeu no Brasil o título de “Noites de Tormenta”, e em Portugal “O Sorriso das aaa


Estrelas”. Recebeu uma adaptação para o cinema em 2008. The Guardian – De 2003, o livro recebeu o título no Brasil de “O Guardião”, e em Portugal de “Laços que Perduram”. Não teve adaptação para o cinema. The Wedding – De 2003, recebeu no Brasil o título de “O Casamento”, e em Portugal de “A Alquimia do Amor”. Não teve adaptação para o cinema. Three Weeks With My Brother – De 2004, o livro recebeu no Brasil o título de “Três Semanas com Meu Irmão”, e o mesmo título em Portugal. Não foi adaptado para o cinema. True Believer – De 2005, foi publicado no Brasil sob o título de “O Milagre”, e em Portugal sob o título de “Quem Ama Acredita”. Não foi adaptado para o cinema. At First Sight – De 2006, no Brasil e em Portugal recebeu o nome de “À Primeira Vista”, e não foi adaptado para o cinema. The Choice – De 2007, foi publicado no Brasil sob o título de “A Escolha”, e em Portugal sob o título de “Uma Escolha Por Amor”. Recebe a adaptação para o cinema este ano. Dear John – Também de 2007, recebeu o título de “Querido John” no Brasil, e “Juntos Ao Luar” em Portugal. Foi adaptado para o cinema em 2010. The Lucky One – De 2008, recebeu o título de “Um Homem de Sorte” no Brasil e “Um Homem com Sorte” em Portugal. Foi adaptado para o cinema em 2012. The Last Song – De 2009. Recebeu no Brasil o título de “A Última Música” e em Portugal de “A Melodia do Adeus”. Foi adaptado para o cinema em 2010.

Brasil como “Uma Longa Jornada”, e em Portugal como “Uma Vida a Teu Lado”. Foi adaptado ano passado para o cinema. See Me – De 2015, foi traduzido para o Brasil como “No Seu Olhar”, e em Portugal como “No Teu Olhar”. Não teve adaptações para o cinema (ainda, afinal, o livro foi lançado ano passado, e tudo pode acontecer em se tratando de Nicholas Sparks!). Two by Two – Lançado este ano, “Two by Two” até o presente momento não recebeu título oficial no Brasil nem em Portugal, portanto, vamos deixar com o nome original. Obviamente, ainda não tem previsões de adaptação para o cinema, mas, como eu disse no livro anterior, tudo pode acontecer em se tratando do autor.

QUOTES E FRASES “O amor é um ato de fé.” “O amor é como o vento: não se vê, mas se sente.” “Alguns acham que o difícil é sair da sua cidade ou casa, mas o difícil é saber o que fazer em outro lugar.” “O amor verdadeiro é raro, e é a única coisa que dá à vida um verdadeiro sentido.” “Perdi-te, mas só te digo isso: só resta a luta para se recuperar o que se perdeu.”

Safe Heaven – De 2010. Recebeu no Brasil o título de “Um Porto Seguro” e em Portugal de “Um Refúgio Para a Vida”. Recebeu sua adaptação cinematográfica em 2013.

“Justamente quando você acha que as coisas não podem piorar, elas podem. Mas justamente quando você acha que elas não podem melhorar, elas podem.”

The Best Of Me – De 2011. Foi traduzido no Brasil como “O Melhor de Mim” e em Portugal como “Dei-te o Melhor de Mim”. Foi adaptado para o cinema em 2014.

“Quando as pessoas se importam umas com as outras, sempre dão um jeito de fazer as coisas darem certo.”

The Longest Ride – De 2013, foi traduzido no a

“Às vezes me pergunto por que as pessoas boas se vão cedo demais. Deve ser porque Deus as quer por mais tempo ao seu lado.” “Aprendi que amar não significa estar junto, mas, sim, querer ver a pessoa feliz, mesmo que isso custe a sua felicidade.” “E ficou ali, parado, como se tentasse absorver minha dor, na esperança de tomá-la para si.” “A vida era passar o tempo juntos, era ter tempo para caminhar juntos de mãos dadas, conversando calmamente enquanto viam o sol se por.” “Nada que vale à pena é fácil. Lembre-se disso.” “Bons professores são inestimáveis. Eles inspiram e entretêm, e você acaba aprendendo muita coisa mesmo sem se dar conta disso.” www.geracaobookaholic.blogspot.com

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Por Renata Frade

Desde que produzi uma dissertação de mestrado em literatura brasileira sobre Mercado Editorial, busquei pesquisar como funciona o trabalho de um livreiro. Após eu e a equipe de minha empresa termos lançado no ano passado o LitGirslBr, primeiro projeto multiplataforma de literatura para jovens no país, confirmei que a escolha do passado foi acertada após as entrevistas que realizamos com livreiros para os conteúdos de cada plataforma. Você deve estar me perguntando: “Por quê?” Um livreiro é mais do que um vendedor, uma pessoa que precisa bater metas, repor estoques, receber treinamentos, sustentar um negócio. É, a meu ver, a principal porta de entrada para leitores jovens, um farol na introdução de escritores novos ou antigos para crianças e adolescentes, pais, professores. Acompanham a preferência de leitura do público e evolução da produção de livros, além da forma como são mais do que comercializados, promovidos em eventos em livrarias. Costumam ser devoradores de livros, trocam exemplares entre si e não raro são convidados para participar de eventos de clientes, como festas de aniversário, casamentos. Uma indicação de livro pode salvar vidas, segundo um dos que participou do projeto, já que há deprimidos, doentes e carentes que recompensam indicações as quais os livraram de problemas.

Renata Frade: Por que começou a trabalhar com mercado de livros? Desde quando é livreira? Rose Oliveira: Trabalhava no ramo alimentício, de restaurantes, como garçonete. Então, por conta de meu desempenho, fui convidada pela gerente Mônica, da extinta Siciliano S/A Botafogo, no Botafogo Praia Shopping, para trabalhar na livraria, agora pertencente à Saraiva. Aceitei o desafio. Quais são as principais tarefas de um livreiro e qualidades para que ele desempenhe bem a sua função? RO: Vender livros, manter a organização dos setores, preparação diária e foco no atendimento. Vale lembrar que é fundamental gostar de ler, ser atualizado e investir na profissão.

“Nossos leitores preferem literatura estrangeira. Mas se trabalharmos a divulgação dos nacionais contemporâneos, talvez este cenário mude.” Rose Oliveira, Livreira Qual é a rotina de um livreiro em uma livraria? RO: Estar atento às novidades e fidelização de clientes. Quais são os conselhos para quem tem interesse em se tornar livreiro? RO: Precisa-se de dedicação, gostar de ler, ser organizado e comprometido com seus clientes e com a loja. E, principalmente, investir em conhecimento e estar atualizado com todos os meios de comunicação.

Rose Oliveira, Livreira

Escolhi Rose Oliveira para abordar detalhes da rotina de um trabalho em livraria. Ela é líder de vendas da Mega Saraiva Nova Iguaçu, está na empresa há quase 15 anos e é psicóloga. 60

Você trabalhou com livros de quais gêneros literários? Poderia comentar a diferença de abordagem junto ao público, quais foram os aspectos que mais chamaram sua atenção em cada uma dessas experiências (vendem mais, ou autores mais próximos dos leitores em eventos, ou cresceram ou diminuíram em termos de interesse, etc)? RO: Trabalho com todos os gêneros literários. Porém, a prioridade são os lançamentos, os clássicos e os principais autores. A e

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Rose Oliveira e autor de 1889 experiência que eu tenho é a lista de mais vendidos e lançamentos, que são os mais procurados. Normalmente esta demanda de clientes os torna mais próximos de nós, o diálogo e a troca de experiências. É muito interessante e gratificante. Contudo, os clientes mais exigentes em sua leitura, como os clássicos e autores consagrados, são mais delicados e exigem de nós mais conhecimento e atenção na abordagem. Mas a troca nos proporciona muita informação do mercado livreiro e o que precisamos ter de acervo para atender este nicho. O que me chamou mais atenção é que não podemos mentir, fingir saber quando na verdade não sabemos. Temos que ser firmes e objetivos, com clareza na informação. Sempre sorridentes e muito educados. Confiança é tudo na relação vendedor e cliente. Comprometimento e determinação em atender também é fundamental. Por conta das redes sociais e mídia gratuita, os eventos cresceram mais e trazem novas possibilidades e marketing para a loja. São muito importantes para o contato autor e livreiros. Em relação aos eventos em livrarias, poderia comentar a evolução em termos de quantidade, perfil de evento e público (os mais procurados, por exemplo, ou novos modelos de eventos que surgiram etc), nos últimos cinco ou dez anos? Você acha que os eventos em livrarias formam leitores? RO: Os eventos em livrarias ainda formam leitores, sim. Tenho clientes que tiveram seus filhos e que, até hoje, frequentam o evento “Hora da Criança”, e adolescentes e adultos que acompanham o evento “Papos e Ideias”. Isto é muito importante para a form


mação e adaptação do mundo livreiro. Agora, o que precisa se destacar mais no Brasil são as tardes de autógrafos, os resultados são “tímidos”, acredito que seja por conta da divulgação. Nossos leitores preferem mais Literatura Estrangeira. Mas, se trabalharmos melhor na divulgação dos principais autores contemporâneos, talvez este cenário mude. Ele já demonstra uma reação com os autores, exemplos: FML Pepper, Eduardo Spohr, Carina Rissi, e outros. Você acha que um livreiro é capaz de formar leitores? Caso sim, de que forma e quais são os gêneros literários onde isso aconteceu mais com você? RO: Sim. Não é uma tarefa fácil, mas exige aproximação e um pouco de “intimidade”. Primeiro começamos com os gêneros Geek, Juvenil e Best Sellers. Para, depois, introduzir os clássicos. Obtive esta experiência no setor infantil, onde pude acompanhar a formação de várias crianças, que atualmente são advogados, médicos, engenheiros e professores. Você acha que os autores nacionais, sobretudo os de literatura de entretenimento/comercial, estão sendo tão ou mais procurados por leitores do que os autores internacionais? Caso sim, poderia falar sobre fatores que possam ter desencadeado esse processo? RO: Não, como disse anteriormente, a procura são os principais nomes contemporâneos e os clássicos para a escola (paradidáticos). Precisamos investir mais na literatura nacional. Porém, as editoras precisam fazer parte disso. Principalmente na divulgação.

3.

Caso sim, o que poderia destacar? RO: Sim. Atualmente as principais autoras que fazem esse trabalho são FML Pepper e a Tammy Luciano, ambas da Editora Valentina. E a nova tendência no Youtube, Facebook, Twitter e Instagram. As autoras Bel e Fran, são mãe e filha, parceiras de grandes sucessos no Youtube, e a Kéfera Buchmann, a mais procurada na Bienal 2015. Isto é, estamos no caminho. Vale lembrar que não importa a qualidade da literatura e, sim, que tenhamos a formação de novos leitores, para então, depois, aprimorarmos suas leituras. A partir desta entrevista com a livreira Rose Oliveira, pudemos apurar alguns pontos importantes, que vale à pena destacar: 1.

2. Você percebe uma mudança no comportamento do autor nacional em relação à importância de comunicação com o leitor e de promover livros em livrarias? aaa

Ser um livreiro é mais do que ser vendedor, é também ser um formador de leitores. Os leitores ainda têm procurado com mais afinco a literatura estrangeira, mas, aos poucos, esse cenário vem mudando, com a procura por nacionais.

As redes sociais e as mídias gratuitas têm contribuído para aumentar a demanda de leitores e transformar as livrarias em pontos de encontro novamente. 4. Os eventos em livrarias formam leitores, mas as tardes de autógrafos precisam se destacar mais no Brasil. 5. Se trabalharmos melhor a divulgação dos principais autores contemporâneos nacionais, teremos uma maior procura por livros nacionais em comparação com a literatura estrangeira 6. As editoras precisam fazer parte da divulgação dos livros nacionais para que a procura por eles aumente cada vez mais. 7. Os autores nacionais estão cada vez mais próximos dos leitores através das mídias sociais, chamando maior atenção para suas obras. 8. A procura por nacionais vem aumentando por causa dos livros de celebridades de internet. Com isso, a leitura vai se tornando um hábito. 9. Não importa o tipo de leitura, importa o hábito de ler. A qualidade de leitura será aprimorada com o tempo, até mesmo com a ajuda dos profissionais livreiros. 10. Por fim, para ser um livreiro, é preciso ter dedicação ao trabalho, mas também investir neste trabalho com bastante leitura e informação sobre a área em novidades do mundo literário. Afinal, o livreiro é mais do que uma relação comercial: é um formador de leitores. E quanto a você? Quais gêneros você mais gosta? Você gostou da apresentação do profissional livreiro? Mande-nos um e-mail com sua opinião! redaçãobook aholic@gmail.com e ela será publicada e respondida na próxima edição! ■

Renata Frade, em palestra no LitGirlsBr. www.geracaobookaholic.blogspot.com

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fundo, porém, ela tem certeza de que Scott guarda um segredo. Atormentada por constantes visões do pai, inexplicaUma das séries que têm conquistavelmente assassinado anos antes, Nora do o público jovem é a série Hush! Hush, começa a se perguntar se há alguma coda autora Becca Fitzpatrick. nexão entre a morte dele e o fato de perA autora cresceu lendo romances tencerem a uma linhagem de nefilins. de espionagem à luz de uma lanterna, Nora quer descobrir o que realmente aembaixo dos cobertores. Em certo moconteceu, mas isso é muito arriscado. É mento, começou a sonhar em ser uma melhor que algumas verdades fiquem espiã sexy e perigosa. Com formação na mortas e enterradas – do contrário, poárea de saúde, logo abandonou tudo padem destruir tudo aquilo em que você ara se dedicar a escrever – atividade que credita. pode ser tão sexy e perigosa quanto a sua imaginação permitir. Se ela não estiSilêncio – Nora Grey não consegue se ver entre livros, provavelmente estará lembrar dos últimos cinco meses. Depois praticando corrida, garimpando sapatos a nas prateleiras de liquidação ou assistindo a séries de investigação na TV. Atualmente mora no Colorado, Estados Unidos. Os três primeiros romances da série “Hush, Hush” figuraram na lista de mais vendidos do New York Times e nas principais listas brasileiras.

LEITURA EM SÉRIE

Por Débora Falcão

Sobre a Obra Sussurro – Entrar em um relacionamento não era exatamente parte dos planos de Nora Grey. Embora sua melhor amiga Vee vivesse empurrando garotos para cima dela, Nora nunca se sentiu atraída por nenhum deles. Pelo menos até a chegada de Patch. Seduzida por seu sorriso despretencioso e pelo olhar que parece enxergar através dela, Nora se sente incapaz de pensar com clareza. É quando uma sucessão de acontecimentos assustadores começa a cercá-la. Ao mesmo tempo, Patch parece surgir em todos os lugares, e mostra que conhece absolutamente tudo sobre sua vida. Para Nora, é impossível decidir entre atirar-se nos braços dele ou fugir do perigo que o ronda. Na busca de respostas, ela se aproxima de uma verdade que pode ser ainda mais avassaladora que qualquer das emoções que Patch a faz sentir. De repente, Nora está no centro da eterna batalha travada entre anjos caídos e seres imortais – e quando chegar a hora de escolher um lado, a decisão errada poderá custar sua própria vida. Crescendo – A vida de Nora Grey ainda está longe de ser perfeita. Sofrer uma tentativa de assassinato não foi a melhor das experiências, mas, pelo menos, Nora ganhou um anjo da guarda: Patch, que de angelical não tem absolutamente nada. Ele é lindo, irresistível, misterioso e... seu namorado. O problema é que ele tem sido cada vez mais evasivo, e o pior: parece muito interessado na grande inimiga de Nora, Marcie Millar. Não fosse isso, Nora jamais teria notado Scott Parnell, velho amigo da família, que acaba de voltar para a cidade. Ainda que na maior parte do tempo ele a deixe furiosa, é impossível não se sentir atraída. Lá no a

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“Sonhava em ser uma espiã sexy e perigosa. Me dedico a escrever, atividade que pode ser tão sexy e perigosa quanto minha imaginação permitir.”

Becca Fitzpatrick do choque inicial de acordar em um cemitério e descobrir que ficou desaparecida por semanas – sem que ninguém soubesse onde ou com quem estava –, ela precisa retomar sua rotina, voltar à escola, reencontrar a melhor amiga Vee e ainda aprender a conviver com o novo namorado da mãe. Em meio a tudo isso, Nora é assombrada por constantes pensamentos com a cor preta, que surge em sua mente nos momentos mais improváveis e parece quase conversar com ela. a

Alucinações, visões de anjos alados, criaturas sobrenaturais. Aparentemente, nada disso tem a ver com sua vida. A sensação é de que parte dela se perdeu. É então que o caminho de Nora cruza o de um sexy desconhecido, a quem ela se sente estranhamente ligada. Ele parece saber todas as respostas... e também o caminho até o coração de Nora. Cada minuto ao seu lado confirma isso ainda mais, até que Nora se dá conta de que pode estar apaixonada. De novo. Finale – Nora e Patch pensavam que seus problemas tinham ficado para trás. O homem que a atormentava estava morto, e seu desejo de vingança não precisava ser levado adiante. Na ausência do Mão Negra, porém, Nora foi forçada a tomar uma posição que não queria, e precisava terminar o que o líder anterior começara – o que, essencialmente, significava destruir a raça dos anjos caídos. Em outras palavras, destruir Patch. Nora nunca deixaria isso acontecer, então, ela e Patch bolam um plano: os dois farão com que todo mundo acredite que não estão mais juntos, manipulando, dessa forma, os dois grupos rivais. Nora pretende convencer os nefilins de que a luta contra os anjos caídos é um erro, e Patch tentará descobrir tudo o que puder sobre o lado oposto. O objetivo deles é encerrar a guerra antes mesmo que ela venha a eclodir. Mas até mesmo os melhores planos podem dar errado. Quando as linhas do combate são finalmente traçadas, Nora e Patch precisam encarar suas diferenças ancestrais e decidir entre ignorá-las ou deixálas destruir o amor pelo qual sempre lutaram. Mas isso não será fácil. Este é o último livro da série, que traz um final épico de tirar o fôlego. Um amor que enfrenta barreiras diante de uma guerra em que ambos estão de lados diferentes, com um final apoteótico.


Curiosidades da Série A Geração Bookaholic separou 20 curiosidades para você! 1. O título original de “Silêncio” era “Tempest”, segundo a autora revelou em uma entrevista para o site The Guardian. 2. O modelo que representa Patch na capa de “Sussurro” tem 22 anos e se chama Drew Doyon. 3. A modelo que representa Nora na capa de Crescendo tem 21 anos e se chama Samantha Ruggiero. 4. O modelo Drew Doyon teve que pular por horas em um trampolim, fazendo poses de anjo, para a sessão de fotos da capa de “Sussurro”. 5. Na prateleira de livros preferidos da autora está o famoso “Jogos Vorazes”. 6. Drew Doyon colaborou, e muito, na escolha da modelo para a capa de “Crescendo”. 7. As capas da série, desde o planejamento das sessões de fotos até a edição de imagens, são assinadas pelo artista James Porto. 8. Drew Doyon também é ator, e disse em uma entrevista que se a série “Hush, Hush” virar filme ele espera ser considerado para o papel de Patch. 9. A modelo Samantha Ruggiero participou junto com Drew Doyon da sessão de fotos para “Sussurro”, porém apenas Drew aparece na capa oficial do livro. 10. Para a capa de “Crescendo”, Samantha foi borrifada com água e óleo para que fosse alcançado o efeito de Nora molhada na chuva. 11. Samantha diz que sentiu frio ao ficar molhada na sessão de fotos de “Crescendo”, já que as fotos foram feitas em dezembro, um dos meses mais gelados na América. 12. Becca mudou vários pontos da história de “Crescendo” para que combinasse mais com a capa, que já estava pronta. 13. O capítulo 3 de “Crescendo” foi retirado da versão final do livro, porém está disponível no site oficial da série. 14. Becca disponibilizou trilhas sonoras oficiais de “Sussurro” e “Crescendo”, que podem ser conferidas no seu site oficial. 15. Na capa oficial de “Crescendo” Nora aparece sozinha em uma tempestade, deixando cair uma pena. Porém, na imagem que não seria a

oficial não aparece apenas Nora, mas também o Patch. A Simon & Schuster, editora americana do livro, liberou a imagem da qual a capa foi retirada, e vocês podem conferir abaixo:

um livro com este nome, e a capa lembra bastante uma das capas rascunho de “Sussurro”. Observe (à esquerda, a capa de “Tempest” de Julie Cross, e à direita a capa rascunho de “Sussurro”):

16. “Hush, Hush” passou por diferentes títulos, até Becca tropeçar no que viria a ser o verdadeiro. 17. A carta que Patch deixa para Nora em “Finale” foi publicada originalmente em uma versão norte-americana especial do livro. Ainda não foi confirmado se haverá uma nova versão de “Finale” no Brasil incluindo a carta. 18. “Hush, Hush” também foi publicado em graphic novel pela NewPop Editora no Brasil. 19. Já falei que “Tempest” era o antigo nome de “Silêncio”. Uma curiosidade é que já existe u

20. Becca, autora dos livros, confirma que o cabelo de Nora Grey na verdade é ruivo, e não castanho, como muitos acham. E aí, o que acharam? Gostaram? Envie seu comentário para redacaobookaholic@gmail. com e ele será publicado e respondido na próxima edição da Geração Bookaholic! Não perca! ■


Discutindo Guerra Civil, O Filme

ESTANTE NERD

Por Renata Vasconcelos Saudações Nerds! Acredito que todo mundo já tenha visto “Guerra Civil”, pois este artigo será bem recheado. Teremos dois momentos de discussão, um com spoilers e outro sem. Então, se policiem na leitura para não lerem demais!!! Os curiosos, continuem lendo!

quando está lutando ovaciona alguns heróis do campo de batalha e faz menção a outros filmes do mundo da ficção científica. O Pantera Negra foi um personagem que recebeu um bom destaque no filme, e foi reconhecido com muita facilidade por alguns fãs. No decorrer da trama o personagem vai crescendo e mostrando a razão de estar ali. Estes foram os pontos relevantes sem spoilers, os quais podemos ressaltar e discutir sobre o filme. Espero que tenham gostado. A seguir, uma rápida opinião com spoilers!

dor, podemos notar uma dramatização forçada para que Stark pudesse começar seus projetos de supervisão dos heróis. A luta do aeroporto, mesmo com os direitos autorais e a redução dos personagens, em minha opinião foi muito “mixuruca”, a coreografia poderia ter sido mais grandiosa. O Homem Aranha foi um personagem muito esperado, mas também muito “alesado”, por isso algumas pessoas acharam que combinou bastante o caráter dele aos quinze anos. A luta entre o Homem de Ferro, Bucky e Capitão América foi o “ship” do momento diante de nossos olhos, pois a história da Guerra Civil teve aquele dedo de vingança por causa de Bucky. Esses foram alguns pontos que destaquei, com spoiler e relevantes para o momento. Espero que tenham gostado do artigo e até a próxima! Quer deixar seu comentário e sua opinião sobre o artigo? Envie um email para redacaobookaholic@gmail.com. Ele será publicado, e comentado na próxima edição da Geração Bookaholic!

Opiniões Sobre O Filme – Sem Spoilers O filme Guerra Civil estreou dia 27 de abril, tendo as melhores críticas cinematográficas, se comparado a Batman vs Superman. Ele veio contando uma história diferente de algumas coisas dos livros e Opiniões Sobre O Filme – Com Spoilers Partindo para a crítica com spoiler dos quadrinhos. Isso se deve ao fato de os direitos de exploração de alguns per- temos uma visão mais aberta do filme, e sonagens envolvidos na história original vamos dar uma discutida mais a fundo pertencerem à Fox. Devido a isso, os no assunto rapidamente. Quando o Homem de Ferro fala personagens foram reduzidos aos Vingacom a mãe de um garoto que foi morto dores e alguns extras. Tivemos bastante drama, visto que em Sokovia, na cena da porta do elevaprecisavam pôr um pouco de sofrimento dor para criar a atmosfera depois de uma série de mortes e afins. A pancadaria e a porradaria do filme foram poucas, em minha opinião, visto que se poderiam ter mais cenas de ação. Quando vamos analisar as situações de briga entre os grupos do Homem de Ferro e do Capitão América, podemos notar a defasagem da briga, tendo noção dos limites de cada um dos integrantes. Vimos que o Homem Aranha foi um personagem que todo mundo adorou por parecer muito com o pirralho de quinze anos, estudante e nerd. O mesmo qua Nesta seção, traremos sempre novidades sobre o mundo geek, com informações sobre quadrinhos, séries, filmes e livros, além de eventos.

SALÃO COSPLAY

Alessa Magalhães - Danaerys Contato para eventos: Fb.com/alessamagalhaesoficial

Rebeka Lira – Merida/Valente Contato para eventos: lira.rebeka@gmail.com / (81) 99844-6603

Matsui Sayumi Cosplay - Asuna Contato para eventos: Fb.com/matsuisayumicos

Adriano Morete – Oliver Queen Contato para eventos: Facebook.com/moretecosplayer

AnaLu Cosplayer – Asuka (Kimono) Contato para eventos: Facebook.com/analupage

Participe e envie sua foto no formato JPG 300dpi com dados para contato para salaocosplaygb@gmail.com

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AOS ESCRITORES COM CARINHO

LEITURA

Por Renata Frade Olá, leitor e leitora. É com imenso prazer que estreio um espaço nesta revista tão especial como a Geração Bookaholic. Aqui levarei um pouco de minha experiência como produtora de conteúdos jornalísticos e ficcionais, criadora de ações de Comunicação, Marketing e Tecnologia para o Mercado Editorial Brasileiro, acumuladas em quinze anos. Apesar da experiência larga e sólida com editoras e escritores de todos os perfis, entidades do livro (como SNEL, Fundação da Biblioteca Nacional e LIBRE), de também ter me tornado escritora, quero que neste nosso cantinho não seja um monólogo chato. Por isso, fique à auxiliar escritores, independente do vontade para enviar sugestões, co- gênero literário, ou de quantos livros mentários e críticas para a revista. autopublicou, ou publicou por editoras. Por isso, lançamos o “Punch! For Writers”, que é o produto mais QUEM SOU EU E completo e especializado do Brasil QUEM É A PUNCH! de construção de marca, comunicação estratégica para todos os públiPrecisarei um pouco ainda da cos e formadores de opinião, criasua atenção para terminar a apre- ção, manutenção e engajamento de sentação, você entenderá o porquê leitores em plataformas (sites, blogs, mais à frente. Talvez a mania de mídias sociais, games), além de tecquem dá aulas pelo país em livra- nologias como aplicativos, Mobile rias, empresas editoriais, feiras do li- Learning, bibliotecas virtuais e livros vro ou virtuais tenha me levado a ser digitais para escritores. didática. Sou Mestre em Literatura Brasileira, com dissertação sobre LiIDENTIDADE LITERÁRIA teratura e Mercado Editorial nacioDO AUTOR nais. Desde então, dedico-me a pesquisar e também produzir projetos próprios pela empresa da qual sou Ufa! Por que tudo isso? Escosocial-fundadora, a “Punch!”, que lhi falar sobre um tema muito atual e também dá nome a esta seção. sensível, que provavelmente converUm deles é “LitGirlsBR”, pri- saremos mais vezes: a identidade limeira multiplataforma de literatura terária. O contato diário com autores nacional para jovens no país, que de todo o país, além da participação em breve terá uma delas, um livro, a intensa em eventos, mostrou o ser lançado. Nos últimos anos temos quanto é necessário falar para você, sido cada vez mais procurados para que não vive sem escrever, mas não A A

sabe o que fazer desde que sua história chega a um ponto final. Ou tem até editora, mas sabe que o potencial do livro não se esgota em um lançamento. Vivemos um cenário de intensa autopublicação em diversas plataformas. O fandom literário está mais aceso do que nunca; todo mundo que lê hoje quer escrever, além dos blogueiros e vlogueiros. Ter uma presença digital é mais do que uma obrigatoriedade, mesmo para os escritores premiados pela crítica. O leitor sempre foi inteligente e hoje está mais exigente do que nunca; quer saber mais sobre o universo narrativo, processos de criação e detalhes biográficos do autor querido em múltiplos canais de comunicação. Talvez aí esteja a solução e a raiz do problema. Além da massificação de títulos na autopublicação, prateleiras de livrarias virtuais e físicas, a comunicação multicanal tem sido nivelada pelo senso comum. Se determinado escritor tem site em determinado padrão, ou se está em diversas mídias sociais, muitos autores pensam que basta fazer como ele. Há inúmeros casos de homogeneização da comunicação, vejo muito em títulos Hot, Fantasia, as pessoas divulgando suas criações de um jeito bastante semelhante.

DICAS PRECIOSAS PARA O AUTOR Para introduzir a importância da identidade literária como algo fundamental e mandatório para você ser bem sucedido como escritor, deixo as dicas em que acredito: Nesta seção, a redatora Renata Frade fala sobre diversos assuntos dentro de sua área de atuação na esfera literária de sua empresa Punch!

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Você é único, assim como seu conteúdo. Não imite, mesmo concorrendo com outros autores do seu gênero literário. Reflita sobre quem você deseja ser e já é como artista e defina um projeto de carreira.

Estude seu público. Ouça o que tem a dizer e devolva a atenção que você recebeu. Seu leitor escolheu dar tempo a você, e não a outro, porque te viu como especial. Reflita sobre isso.

Trace metas possíveis e não aquelas que te levarão ao sofrimento. A criatividade, inovação e esforço são sempre diferenciais, em qualquer ramo profissional.

Comunicação é algo gradual e sistemático, tem ciência envolvida! Antes de se lançar em canais de interação com público e formadores de opinião, trace uma estratégia. Depois que você estiver com sua marca no mundo, nunca mais poderá abandonar esse relacionamento. Pelo contrário, ele tende a crescer se você acreditar em seu potencial e trabalhar muito, todos os dias, por ele.

Compartilhe suas criações com outros escritores, interaja, peça conselhos. Todo mundo um dia começou do zero! Não tenha medo!

Ser diferente não é um problema, é a solução de sua carreira. Busque a sua verdade como escritor.

Estude muito o Mercado Editorial.

Comunicação Corporativa pela Faculdade Álvares Penteado/ Comunique-se. Atua na área de Comunicação há 15 anos. Foi Gerente e Executiva de Contas em agências de comunicação como a multinacional norte-americana “Edelman”, maior agência PR dos Estados Unidos e do mundo. É pesquisadora, consultora e professora de Branding Transmedia, Comunicação Empresarial e para Mercado Editorial, Assessoria de Comunicação, Comunicação para Empreendedores. Escritora, Renata está presente na Antologia Patuscada, da Editora Patuá (2016). ■

Se um escritor tem um site em determinado padrão, muitos autores pensam que basta fazer como ele, e acabam divulgando suas criações de um jeito semelhante, sem identidade.

PARA O MOMENTO... Acredito que estes sejam os conselhos iniciais para você, leitor/escritor que deseja criar uma identidade literária e se destacar no mercado editorial. Caso deseje conhecer mais nosso trabalho, a Punch! está no Facebook, Twitter e vários canais. Não deixe de participar de nossa seção! Podemos voltar a este assunto em breve! Vocês decidirão o cardápio desse espaço! Até a próxima edição!

A COLUNISTA Renata Frade é sócia-fundadora da Punch!. Jornalista formada pela PUCRJ, Mestre em Literatura Brasileira pela UERJ, especializada em Transmedia no MIT (Massachusetts Institute of Technology) e em Novas Mídias pela Universidade de Stanford. Pós-graduada em Jornalismo pela UniverCidade/jornal “O Dia”. Realizou e-MBA em Gestão de aaa

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Por Roberta Costa Em comemoração ao Dia das Mães, traremos nesta edição um livro para todas as idades, um livro feito por uma mãe a partir de tiradas hilárias de sua filha. Vamos conhecer as “Faladas de Sofia”, que, em meio a muito humor, mostra não apenas a imensidão do universo infantil como também um pouquinho de saias justas e engraçadas que os responsáveis pelos pequenos passam em seu dia a dia.

BOOKAHOLIKIDS

Sobre a Autora Silvana nasceu em Salvador-BA em 1972, caçula e sobrevivente de quatro irmãos. Antes mesmo de se formar em Administração, já atuava como publicitária. Ela não se consi-dera escritora... ainda! Mas a cabeça anda cheia de ideias e o coração cheio de vontade de realizar coisas novas, sempre com uma veia bem-humorada, que é a cara dela. Do alto de seu metro e meio, ela mesma diz: “Deus me fez pequena porque sabia que se eu fosse grande não ia prestar”.

“Ah, Silvana, se todas as mães fizessem como você e anotassem tudo isso, o mundo seria muito mais divertido. Infantilmente divertido. Exatamente como o seu livro. Coisa pra gente grande”. (Mário Prata). “O ‘Faladas da Sofia’ nos remete de forma leve, inteligente e divertida a uma infância onde a ingenuidade preencha nossos corações. Vejo aqui a oportunidade de identificarmos aquela frase de deleite dos nossos pequenos, nos levando a buscar a inocência que, em algum lugar, aqui dentro também reside.” (Patrícia Carmel). “E no meio de um mundo que a gente a gente acha que não existe mais, Silvana Oliveira nos presenteia com histórias, ou melhor, faladas de um humor tão puro e genuíno! O ‘Faladas de s”

Sofia’ nos traz de volta ao sorriso largo, à esperança, e enche nosso coração de amor e alegria!” (Ellen Biondi Pimentel). “É como se o nosso mundo, a partir daqui, pudesse se tornar tão leve e divertido quanto essas faladas, fruto do olhar de Sofia mirando a vida. Um livro para quem permitirá, a qualquer tempo, se deixar encantar com o olhar de uma criança.” (Lila Lopes). O livro “Faladas da Sofia” é composto de pequenos trechos de comentários feitos por Sofia, filha de Silvana, a respeito de vários momentos, situações, imagens, visualizações presenciadas pela menina, e contém suas opiniões em sua visão de mundo. Vale muito à pena conferir este livro, que, como já foi dito, é para todas as idades! ■

DADOS DA OBRA Autora: Silvana Ilustrações: Editora: Páginas: Gênero: Ano de Lançamento:

DADOS PARA CONTATO COM A AUTORA

Fanpage: facebook.com/faladasdesofia Para adquirir o seu exemplar de “Faladas de Sofia”, entre em contato com a autora através de sua fanpage no facebook e solicite o seu via mensagem inbox. A autora sempre está online e seu tempo de resposta é rápido!

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Por Débora Falcão

HORA DA POESIA

“Lembranças e Outras Palavras” trata-se de uma coletânea de poesias, onde a autora organizou todos os seus poemas em quatro partes. A primeira, intitulada “Nós”, traz alguns poemas de amor, organizados num ciclo de ordem, como a paixão à primeira vista, amor, relacionamentos, separação, saudade e lembranças, e um novo amor. Os poemas mais emblemáticos desta parte são “Palavras”, “Poesia Fúnebre” e “Anjo de Sonho” e, é claro, o poema que dá nome a esta parte: “Nós”, que faz uma brincadeira com a palavra “nós”, tanto como duas pessoas como os nós, significando “amarrações”. A segunda parte do livro intitula-se “Eu, Naturalmente”, e traz uma coletânea de poemas da autora onde podemos ver fenômenos da natureza, como a chuva, o vento, ou mesmo momentos naturais como a noite, entre outras coisas, de forma personificada em um amante. Destacam-se os poemas “Gotas de Amor”, “Voyeur” e “Mulher Vestida de Chuva”. A terceira parte do livro intitula-se “Lembranças Melancólicas da Solidão”, e é composta do que a autora chama de “XIV Melancolias”. São catorze poemas que se entrelaçam, contando uma história de paixão, amor, decepção, ciúmes, solidão e recomeço. A quarta e última parte do livro trata-se de poemas avulsos, poemas que a autora fez em vários momentos e que não se enquadram em nenhuma outra categoria.

CONFIRA UMA DAS POESIAS PRESENTES NO LIVRO: Ansiedade Castiga-me! Maltrata-me! Açoite-me, tempo! Destrua, vento! Ponha-me rendida, de joelhos Diante deste amor, vermelho! Irremediavelmente apaixonada, Qual prisioneira grata, Que gentilmente cede seus pulsos Às cruéis algemas. Prefiro estar presa em tanto amor A ser livre em uma vida Em brancas nuvens, Sem cores, sem flores, sem sabores. Chicoteia-me, passado inglório! Esfregue em minha face minhas decisões Porque delas terei orgulho, Face minha atual condição De eterna insatisfação. Meu coração explode E minha alma canta de paixão. Ainda que eu deseje muito mais Que meus passos possam alcançar, Estou feliz com o pouco que posso dar. Amas-me? Adoras-me? Presenteada com o melhor dos deuses Em uma urna trancada! Coração ferido a flechadas Bate mais feliz que quando era são! Queres-me? Desejas-me? Como o sol em dia de chuva, Os raios quentes do amor Pelejam com lágrimas frias Por beijar minha dor. Dor de saudade... Ansiedade por ver-te novamente, Ainda que por breves e sagrados momentos. Doce e violento sentimento Que me abre o peito E revela meu coração. Beije-me!

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DADOS DA OBRA Autora: Débora Falcão Ilustrações: Débora Falcão Editora: Clube de Autores / Editora Pessoal Páginas: 76 Gênero: Poesia/Literatura Adulta Ano de Lançamento: 2012

DADOS PARA CONTATO COM A AUTORA

Site: www.estradaescrita.blogspot.com Fanpage: facebook.com/livrosdedeborafalcao Youtube: @ Débora Falcão (Autora) Twitter: @deborahfalcao Para Compra do Livro: www.ClubedeAutores.com.br


OLHOS VERDES Integrante da antologia S.A.L.I.G.I.A. Imagens: modelo Eva Marcille

HORA DO CONTO

Por Débora Falcão

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Todos os dias era a mesma coisa. Exceto aquele dia. Aquele dia mudou tudo. Sim, foi o dia em que aquele homem estranho apareceu. Ela não sabia dizer exatamente como a presença dele havia mudado tudo, mas sentiu a energia e percebeu que, desde aquele momento, as coisas ficaram bem diferentes. Para começar, é necessário conhecê-la primeiro, o que seria uma façanha incrível se você souber que nem ela mesma se conhece. Jane. Esse é o seu nome. Na verdade, é um apelido de Janiev, um nome estranho a princípio, mas não se você souber que ela tem ascendência europeia, provavelmente francesa. Jane. Um nome simples, curto, direto e sem graça, talvez, assim como ela. Uma mulher tal qual seu nome denota: insegura, tímida e solitária. Nunca gostou muito de si mesma, até onde possa se lembrar. Ao menos tinha um trabalho com o que se preocupar, com o que se ocupar. E aquele dia parecia ser um como outro qualquer. — Jane? Parou a contagem. — Sim? Levantou o olhar para a vendedora que colocava a cabeça para dentro da sala de estoque. — Preciso de um novo par dos que acabaram de chegar, tamanho trinta e sete, na cor preta. É para a vitrine. A vendedora mal olhava para Jane. — Só um instante. Ela batia os saltos no chão, impaciente, enquanto Jane ia diretamente para as caixas elegantes que haviam acabado de chegar, as quais ainda não havia organizado, e procurava o número pedido. — Aqui está. Entregou para a mulher, que saiu sem agradecer, deixando-a sozinha na sala. Sim, era assim que passava seus dias. Enterrada dentro do estoque de uma loja de grife em um shopping alto padrão da cidade. Entrava pela área de funcionários, circulava pelos corredores exclusivos e descorados, alguns escuros e com identificação simples. Um leigo certamente se perderia por aqueles corredores, mas Jane sabia de cor onde cada um deles ia dar, e a qual loja pertencia cada porta.

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Entrava e saía sem ser percebida, organizava tudo o que chegava à loja: bolsas, sapatos e roupas de marca internacional, coisas que seu salário jamais permitiria que usasse. Tampouco se importava com isso. Nada daquilo lhe chamava a atenção. Ultimamente, outra coisa vinha lhe incomodando de uma maneira muito estranha. Fome. Não sabia explicar como isso acontecia, mas sentia uma fome terrível e, ao mesmo tempo, falta de apetite a qualquer coisa de comer. Não conseguia ingerir nada há dias, e sabia que estava emagrecendo mais do que deveria, mas não tinha escolha. Não conseguia comer nada, embora tentasse. Estava ficando fraca, e não sabia como trabalhava tanto tempo no comércio daquela maneira. Pensou em desistir do trabalho várias vezes, mas só o pensamento de ficar em casa com seus pais lhe dava ânimo para sair da cama todos os dias e seguir em frente. Não eram seus pais de verdade. Eles deixavam bem claro sempre que podiam. Fora encontrada em um orfanato, e apesar de parecer uma caridade ter sido adotada, um ato de amor, na verdade seus pais sentiam vergonha dela. Sempre a mantinham escondida das pessoas. Não queriam apresentá-la aos amigos e, quando recebiam visitas, preferiam que ela ficasse no quarto. Não que ela reclamasse. Sentia uma aversão a pessoas e, na maior parte do tempo, realmente preferia ficar sozinha. Aquele emprego é como se fosse uma extensão de sua própria casa. Escc

condida, sozinha, esquecida. Nunca chegara ao cargo de vendedora, pois o dono daquela franquia não via nela o “perfil” da empresa. Em outras palavras, não era bonita o suficiente, nem sabia se vestir. Ela tinha espelho em casa. Esquálida, comprida, braços e pernas longos demais. Os cabelos opacos e sem brilho, “cor de água suja”, era como ela se via. Seus olhos eram de um verde baço, fracos, e precisava daqueles óculos odiosos para enxergar. Sua pele, apesar de morena, estava sempre pálida, sempre desbotada, como se não visse o sol nunca. Claro, era básicamente isso. Apesar do deslocamento de sua casa para o trabalho todos os dias, o sol era algo inexistente em sua vida. Vivia trancada nos cantos, escondida dos olhos das pessoas. Seus pais preferiam assim, ela preferia assim. Mas aquele dia era diferente. Jane estava com fome, embora não conseguisse nem olhar para a comida que trouxera para o almoço, mas precisava comer algo. Pensou em dar uma volta na praça de alimentação, para ver se sentia vontade de comer algo ali, embora só de pensar nas comidas oferecidas, no cheiro dos restaurantes e lanchonetes, sentisse vontade de vomitar. Não, Jane não estava grávida, de maneira alguma. Não falava com pessoas, não conversava, não conhecia ninguém, vivia para o trabalho e para suas coisas em seu quarto. E foi assim que ela viu o tal homem que mudou sua vida. Quando resolveu dar uma volta pela praça de alimentação e o viu sentado numa mesa de fast food. Ele não comia nada. Estava apenas lá, sentado, com um terno escuro de corte impecável, observandoa com um olhar enigmático. Só isso. Jane nem sabe como o viu, pois estava distraída com as imagens expostas nas lanchonetes e com um embrulho no estômago, pronta para fugir dali, quando sentiu que estava sendo observada. Virou-se diretamente para ele e o viu ali, sentado, uma mão no queixo, os lábios com um leve sorriso que se pronunciava nos cantos da boca. Nada mais. E então, ela voltou para a proteção das paredes dos corredores exclusivos para funcionários e para a sala do estoque. Mas, o que quer que tenha acontecido de diferente depois disso, Jane sabia. Tinha a ver com o tal homem.


À tarde, sentada diante das pilhas devidamente organizadas, saiu da sala. Estava inquieta. Não entendia a razão, mas sentira uma energia diferente no ar, parecida com o que havia sentido com o misterioso homem da praça de alimentação. Discretamente, saiu do estoque e tomou o corredor exclusivo em direção à saída para o interior do shopping. Passando pela porta onde se lia “Apenas Pessoal Autorizado”, pegou o corredor onde se viam vários clientes circulando de cá para lá, e seguiu de volta à loja em que trabalhava, desta vez pela entrada principal. Cada vez que se aproximava da loja, mais forte sentia a energia. Era algo eletrizante, ela sentia em todos os poros, e a atraía. Aproximando-se devagar, alguns clientes foram se afastando e ela pôde visualizar a fachada da loja, com o nome em letras elegantes, e a vitrine minimalista exibindo os produtos – lá estavam os sapatos que a vendedora mais cedo pedira a ela que reservasse. Diante deles, uma mulher. Era dela que vinha a tal energia. Era irresistível! Jane caminhou em direção a ela. Tinha cheiro de doce, e quando inspirava, parecia sugar toda aquela energia para si. E a fome que sentira durante todos esses dias parecia aplacar-se. Foi quando a mulher virou-se e olhou para ela. Seus olhos se encontraram. E Jane sentiu o impacto. Inspirou profundamente, sentindo-se invadida por toda aquela energia deliciosa. Parecia de comer. Era como se estivesse saboreando sua comida preferida. Chegou a passar a língua nos lábios enquanto inspirava, até que sentiu que a sensação diminuía de intensidade. A mulher quebrou o contato visual por alguma razão e seguiu para longe dela. Sentindo-se incrivelmente revigorada, Jane entrou pela porta da frente e seguiu para os fundos da loja, para o estoque. Estava em polvorosa. Jamais tinha sentido algo tão maravilhoso. Estava assim, no meio da sala organizada, quando uma das vendedoras abriu a porta de supetão. — O que pensa que estava fazendo? — falou a mulher irritada, com a voz dura e seca. Jane virou-se para ela e a olhou nos olhos. Mas não havia mais daquela energia. A vendedora parecia olhar para um inseto. — Não sei... — respondeu Jane, sentindo a alegria ir embora e a insegurança voltar. — Eu estava perto e resolvi entrar pela porta da frente e... — Você sabe muito bem que a gerência não permite isso. Você foi avisada. Seu trabalho é no estoque. Não pode ficar circulando assim pela loja! Não pega bem para os clientes! Somos uma loja de alto padrão! — Eu sei... não vai mais acontecer... — É bom mesmo que não aconteça. E antes que Jane pudesse dizer algo, a vendedora saiu, batendo os saltos e a porta, deixando uma nuvem de perfume caro em seu lugar. No dia seguinte, pela manhã, Jane percebe que há algo errado com seus óculos. — Droga, o que está acontecendo? Tentou usá-los, mas estava enxergando muito mal com eles. Tudo ficava embaçado, sem noção de profundidade e distâncias, um horror. Com raiva, deixa-os em casa e vai trabalhar. Até então, tudo parece normal, com exceção que, à medida que os minutos vão passando, sua visão começa a clarear e melhorar cada vez mais. Quando chega ao shopping, percebe que está enxergando muito melhor do que jamais enxergou. Desta vez não arrisca a sorte e segue para o corredor dos funcionários, entrando na sala de estoque pela porta dos fundos. Trabalhou a manhã inteira sem ser incomodada. Renovou o material a ser levado para o interior da loja e o deixou no local de sempre. Duas vendedoras vie

eram buscá-lo, mas sequer olharam para Jane. Ninguém olhava para Jane. Ninguém, exceto o homem da praça de alimentação e a mulher da vitrine no dia anterior. Lembrou-se da energia. Queria senti-la de novo. Estava voltando a sentir fome, precisava dela. Seus pensamentos estavam vagando nesta direção quando a porta se abriu, e a vendedora, que no dia anterior havia ralhado com ela, entrou. E seus olhos encontraram os de Jane. E a surpresa se deu. Primeiro porque a moça não teve palavras para dizer o que estava vendo. Os olhos de Jane eram os olhos mais lindos que já vira. Verdes, brilhantes, assustadoramente cativantes. E segundo, porque a energia que Jane procurava inundou todo o estoque de repente, e ela não perdeu tempo: inspirou-a profundamente, atraindo-a para si. E quanto mais ela absorvia, mais a energia transbordava e crescia. O contato visual das duas formou um elo entre elas, e a vendedora não conseguia sair, e Jane não conseguia parar de absorver a doce e deliciosa energia que emanava.

confiante, e muito melhor, como há tanto tempo não se sentia, e sem se importar com o que iriam dizer, Jane entra para trabalhar pela porta da frente. E sente a energia. Desta vez, ela não a atinge. Ela já estava preparada. A energia a circunda, rodeia, toca, e Jane a inspira. — Jane? Que cabelo é esse? Jane sorri. É Clarice, a tal vendedora que prendeu-se a seus olhos. Dela, a energia era mais forte. — Só meu cabelo — respondeu sem dar muita importância. Mas Jane sabia o que elas estavam vendo. Da noite para o dia, o cabelo sem graça passou a ter volume, os cachos estragados tornaram-se definidos, e a cor de “água suja”, como dizia, adquiriu um tom de chocolate brilhante. Isso, combinado à sua cor, que de uma hora para outra também adquiriu um tom bronze dourado, e seus olhos verdes hipnóticos, deram-lhe uma beleza de chamar atenção. Não era à toa que recebera olhares que nunca antes havia recebido — ao menos, não que se lembrasse — duran

Jane não soube quanto tempo ficaram ali, em silêncio. A conexão só foi cortada porque a outra vendedora, a que havia pedido os sapatos a Jane no dia anterior, acabava de entrar para falar com a primeira, e por isso, os olhares foram interrompidos. Depois daquele estranho momento, a moça ficou extremamente irritada pelo resto do dia, e Jane extremamente radiante. — Já percebeu os olhos de Jane? — falou a vendedora para outra. — Não, não tinha notado. Que tem eles? — Nada demais... — disse ela, dando de ombros. — São verdes. Na verdade, é um desperdício olhos bonitos em gente feia. Sinceramente, a Jane é uma menina sem graça... A outra moça riu. — Sério, Clarice, você passou o dia inteiro falando dela. O que deu em você? Clarice deu de ombros. — Você é que está irritante! Saco! — Irritante? Desde de manhã que você está irritada com tudo, ninguém pode falar nada, chata demais! Dá um tempo! As duas pararam de conversar quando uma mulher entrou na loja para comprar um par de sapatos iguais aos que estavam na vitrine. Da sala do estoque, através de uma brecha na porta, Jane ouviu toda a conversa das duas, e viu quando a mulher do dia anterior entrava para comprar os sapatos que estava olhando. E mais uma onda de energia a atingiu, deixando-a estranhamente alimentada. Na manhã seguinte, sentindo-se diferente, a

rante o trajeto de casa até o shopping, e muitas vezes saboreou a energia das pessoas que a viam. Sorriu. E viu quem a observava encostado ao caixa. Ângelo, o gerente da loja. — Onde você se escondeu todo esse tempo, garota? Você trabalha aqui? — Sim, sou do estoque. — Não mais. — O quê? — perguntou Clarice, sua voz subindo um tom. — A partir de agora, você integrará a equipe de vendedoras da loja. — Mas... — Leve-a, Clarice, para vestir-se melhor — interrompeu-a o gerente. — Quero-a vestida de modo elegante. Uma vendedora de nossa marca não deve usar essas roupas horríveis. Quanto mais sentia raiva de Jane, mais Clarice emitia a energia que a alimentava, e mais bela Jane ficava. Era um ciclo. Sem parar. E Jane foi vestida com algumas das roupas da loja, e sapatos que seu salário jamais seria capaz de comprar. Talvez essa tenha sido a melhor coisa que Ângelo fez para a loja. Pois, bem vestida, Jane atraía todas as mulheres que passavam por ali. Nenhuma delas conseguia ver Jane e passar direto pela loja. Foi um sucesso. Todas as mulheres queriam entrar, comprar, adquirir os produtos da grife. Mais que isso: queriam os produtos que Jane usava. Por isso, Ângelo deu permissão expressa para que Jane escolhesse qualquer produto da loja e usasse como bem entendesse, de preaa

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Hora do Conto

ferência os mais caros. Nunca vendera tanto como aquela semana. E Jane nunca estivera tão bem alimentada, tão radiante e tão bela. E Clarice nunca estivera tão irritada. Odiava Jane. Aquela garota sem graça metida a francesa que aparecera por ali, escondendo-se como uma rata pelos cantos e agora tinha toda a atenção das pessoas. Agora, ela é quem ficava isolada. Isolada porque não aguentava sua amiga o tempo todo conversando com ela. Isolada porque todos a elogiavam, quando antes os elogios vinham para si. Não aguentava vê-la desfilar com roupas que ela mesma não podia comprar, e usando todos os apetrechos que ela lutava para conseguir, e tudo com permissão da gerência. Odiava Jane com todas as suas forças. E Jane não se importava, pois quanto mais Clarice a odiava, mais bela ficava, mais radiante se sentia, mais alimentada estava. E foi num dia como este que Jane o viu novamente. Desta vez, o homem misterioso de uma semana antes estava bem ali, de pé, observando-a através do vidro da vitrine, com um sorriso nos lábios. O mesmo terno de corte personalizado, o mesmo olhar intrigante, o mesmo ar de realeza. E Jane imediatamente sentiu-se atraída por ele. Sem se importar com as mulheres que agora deixavam a loja sempre cheia, mesmo sem nenhuma promoção, cruzou o espaço que a separava dele e foi até a entrada. — Deseja alguma coisa? O homem sorriu. — Não mais. Já encontrei o que procurava. — E o que procurava? O sorriso do homem ficou mais largo. — Gostaria de dar uma volta? Jane franziu o cenho. — Estou em meu horário... — ...de trabalho, eu sei. Mas nós dois sabemos que a loja está suficientemente cheia para o resto do dia, e que as vendas ultrapassaram a média mensal. Tudo isso graças a você. Jane olhou para dentro da loja, e viu as vaa

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vendedoras se desdobrando para dar às clientes tudo o que pediam, que, basicamente, se resumia ao que Jane vestia. — Não sei do que você está falando. — Encontre-me neste restaurante — falou ele, colocando em sua mão um pequeno cartão. — Estarei esperando por você. E se retirou. Jane não sossegou aquele dia. Durante a tarde inteira tinha a sensação de ser observada pelo tal homem, e o cartão parecia pesar no bolso de sua calça de alfaiataria, peça mais vendida aquele dia. Assim que chegou a hora próxima do jantar, despediu-se das garotas, deixando-as sozinhas com várias clientes, e dirigiu-se para o local combinado. Encontrou-o rapidamente, pois assim que entrou no restaurante, analisou as energias direcionadas a ela, alimentou-se de algumas e encontrou a que não era possível se alimentar. Sentou-se. — E então? O que deseja? — Jane está impaciente? — Como sabe meu nome? Ele limitou-se a sorrir. — Janiev. Este é o seu nome. Jane, assustada, continuou encarando-o sem dizer nada. — Nunca se perguntou sua origem, Jane? Nunca se perguntou por que não se encaixa no mundo, por que se sente sozinha, por que seus pais não a amam e, principalmente, por que não se lembra de seu passado? A boca aberta, o cenho franzido, a pulga atrás da orelha. Era assim que Jane estava. Claro que aquele homem a conhecia melhor que ela mesma, e ela não perderia a oportunidade de saber mais sobre si. Sempre jogou no fundo de sua mente suas dúvidas, mas agora elas estavam ali, escancaradas numa mesa de restaurante. — O que você sabe? O homem não respondeu de imediato. — Você é muito mais do que pensa, Janiev. Na verdade, você e eu somos mais antigos do que a própria raça humana. — Você está louco. Olhe, vou ter que voltar ao trabalho...

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— Como você se alimenta? Ela parou. — Há dias sentia fome, mas não sabia como se alimentar, pois era uma fome diferente, não é? Eu senti. Por isso fui atraído até você. Eu tenho te procurado incessantemente sem encontrá-la, mas como a fome atacou, foi como um sinal de alerta que me atraiu até aqui. Você estava visivelmente fraca, devido a anos de falta de alimentação. — Não sei do que você está falando. — Eu coloquei uma mulher volúvel no seu caminho. Você só precisava de um pouco de sua alimentação para voltar a ser o que era. E agora, pelo visto, já tem maturidade para se lembrar inteiramente. O silêncio voltou a reinar. O homem esperou que ela refletisse. — Não pode negar a mudança, Janiev. Aliás, uma das coisas mais interessantes foi a escolha de seu nome. — Eu não escolhi meu nome. — Claro que não. Foram seus pais adotivos. Que ganharam muito bem para cuidar de você enquanto se recuperava do choque. Jane não podia continuar a negar. O homem sabia sobre seu passado, coisas que nem ela se lembrava, e sabia sobre seus pais. — Seu nome não é Janiev. Na verdade, você não tem um nome. Ele foi tirado de você antes da queda. — Queda? — Sim. Já fomos anjos, deuses, anjos caídos, demônios, mas posso dizer que o que somos, na realidade, são entidades mais antigas que os conceitos criados pelos homens. Fomos adorados por eles, perseguidos, ignorados... e por fim relegados a simples pecados capitais. — Quem é você? Ele sorriu. — Quem eu sou não importa. O que importa é: quem é você? Jane parou um instante e sentiu a energia do restaurante. Expandiu seus sentidos para fora dali. Podia incitar a energia, se bem o quisesse. Era de onde se alimentava, era como ficava mais forte. — Sou Inveja — concluiu, por fim. — Janiev. Inveja. Criativo, devo dizer. — A energia... — As pessoas sentem inveja, querida. Elas amam o que é dos outros. Alguns em maior medida que outros, mas todos, sem dúvida, têm inveja em algum grau. Talvez você seja a pessoa que menos tem dificuldades de se alimentar, mas foi a única de nós que passou tanto tempo sem conseguir fazê-lo desde a última guerra. — Guerra? — Sim, mas isso é assunto para outra ocasião. O que importa agora é: precisamos de você de volta. A irmandade está se unindo novamente. É chegado o momento de voltarmos a ser as entidades unidas que éramos. De tomarmos de volta nosso lugar de direito neste mundo. Desde que perdemos nossos tronos, somos relegados a patamares menores. E agora só falta você. Jane olhou à sua volta, mas estava sozinha. Inspirou. Tocou a todos que ali estavam. Sentiu a energia, incitou-a e inundou o restaurante com ela. Em poucos segundos uma briga começou numa das mesas. Ela levantouse e dirigiu-se à porta enquanto outra briga começava. Estava forte, podia sentir. Não era uma qualquer, não ficaria escondida pelos cantos. Amava quando as pessoas a olhavam, a invejavam e invejavam umas às outras. Era isso. Era uma deusa. Uma rainha. E tomaria seu lugar de direito. Tomada esta decisão, finalmente se lembrou. Sabia para onde ir. Inveja tinha um trono para reconquistar.


Por Débora Falcão

Livro clássico que recomenda “Senhora”, José de Alencar

Primeiro livro que comprou Com meu próprio dinheiro, “O Diário de Bridget Jones”, de Helen Fielding.

Livro moderno que recomenda “O Projeto Rosie”, Graeme Simson

Melhor livro que já leu “Orgulho e Preconceito”, Jane Austen

Livro que melhor a define “O Segredo de Emma Corrigan”, Sophie Kinsella

Último livro que comprou “Romance com o Duque”, Tessa Dare Livro que mudou sua vida “Tem alguém aí?”, Marian Keyes

PERFIL

Livro que mais leu na vida “Orgulho e Preconceito”, Jane Austen Melhor capa de livro Sou louca pela capa do meu livro, “No Mundo da Luna”! Livro que gostaria de ter escrito Nunca tive isso, de pensar “Poxa, queria ter escrito esse livro!”. Acho que a admiração que sinto pelos autores não permite.

Além do gênero que escreve, que gênero gostaria de escrever/se aventurar? Algo fantástico, sobrenatural ou coisa assim.

Se não fosse escritora, o que gostaria de ser? Jornalista (mas você sabe o que eu estou realmente pensando – hahaha!) Como foi seu encontro mais inusitado com um(a) leitor(a)? Num banheiro de shopping. Fizemos uma selfie ótima! (risos) Complete a frase: “Eu sou um sucesso quando...” ... consigo desembarcar de um avião sem ter tido uma crise de pânico!” www.carinarissi.com.br Quatro autores que gostaria de ter em um evento literário seu Sophie Kinsella, Paula Pimenta, Marian Keyes e Meg Cabot. Frase que gostaria de ter escrito Não me atrevo a dizer que gostaria de ter escrito, mas essa é a minha favorita: “Você me fere a alma: sou meio agonia, meio esperança.” Jane Austen, em “Persuasão”.

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Revista Geração Bookaholic Edição #3  

A Revista Literária mais completa do Brasil traz, em sua terceira edição, uma entrevista exclusiva com a autora Carina Rissi, autora best se...

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