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Ano 01 – Edição #1 – Jan/Fev/2016


CONTEÚDO 06

LEITOR DIGITAL

08

ESTANTES

16

CARTAS DOS BOOKAHOLICS

18

CONTRACAPA

18

PÁGINAS AO VENTO

19

LETRAS FANTÁSTICAS

19

REDESCOBRINDO O BRASIL

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LOUCOS POR QUOTES Filipe Ferreira, de “Quando o amor nos salva”

28

ZECA MACHADO Inovando com Independência

30

LETRAS IMORTAIS Machado de Assis

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RESENHAS

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MANUSCRITOS

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CAPÍTULO BÔNUS

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SAGA CIDADE DE CRISTAL Distopia, Profecias e Conspiração

44

CLASSIC BOOKS

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INSPIRAÇÃO LITERÁRIA O Senhor dos Anéis e sua vasta influência

46

ÚLTIMA PRATELEIRA

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BLOGUEIROS LITERÁRIOS Influenciando os Leitores

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LIVROS DE CABECEIRA Barbara Herdy

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COLEÇÕES

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BAÚ LITERÁRIO A Volta do Pequeno Príncipe

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50 TONS DE CINZA

CARTA DO EDITOR Chegamos Para Ficar É com um grande prazer que apresentamos a você, leitor, esta nova publicação, que trará conteúdos mais completos sobre literatura e tudo o que engloba esse grande prazer, que é a leitura. O que nos levou a criar esta revista foi justamente a ausência de uma publicação abrangente no mercado sobre o assunto, que abordasse tantos temas quantos fossem possíveis e que nos deixasse informados a respeito de nossos autores favoritos, novos autores, novos livros, novas ideias, conteúdos diversificados, além de abranger vários temas e gêneros literários. Você, que está abrindo esta revista e lendo esta carta de apresentação, tem nas mãos uma edição especial que, apesar de ser digital, é uma edição histórica: a primeira revista literária tão completa quanto nós, viciados em leitura, merecemos e esperávamos.

Espero que você aprecie cada seção, cada reportagem e cada entrevista do mesmo modo que nós, editores e colaboradores, apreciamos preparar, pesquisar e transformar as informações nesta revista. Que ela fique na sua memória, que seja um marco na sua vida de leitor, e que você possa sempre voltar a lê-la quando desejar. Que você tenha esta revista não só como um objeto de consulta, mas como a sua publicação preferida, que você criou laços e se tornou seu “xodó”, como nou se diz cá em minha terra. Espero que ela lhe conquiste um espaço sincero e cativo em seu coração de leitor. Pois ela já o fez comigo. Débora Falcão Editora-Chefe

GERAÇÃO BOOKAHOLIC Edição #1

Janeiro/Fevereiro-2015

EDITORA Débora Falcão

Ano 01

COLABORADORES Débora Falcão, Helena Souza, Roberta Costa, Rebeca, Márcia Lopes, Giuliana Sperândio, Renata Vasconcelos, Maria Lygia, Claudia Marini Juliana Cury, Vanessa Vieira Juliana Pellicer, Renata D’Eça Almeida

DIRETORIA ADMINISTRATIVA Débora Falcão

Fenômeno Mundial

60

ESTANTE NERD

60

SALÃO COSPLAY

62

LEITURA EM SÉRIE Saga Divergente

66

LITERAVÍDEO Trilogia Jogos Vorazes

72

72

BIENAL DE PERNAMBUCO 2015

74

BIENAL DO RIO DE JANEIRO 2015

75

FLIPORTO 2015

75

FLIM 2015

76

EVENTOS DE LANÇAMENTO

10 ANOS DE CREPÚSCULO

80

ESTRADA ESCRITA Rick Riordan e seu Hiperativismo Literário

DIGITALIZANDO A LEITURA Folheando a História dos eBooks

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P.C. CAST As Deusas Estão Chamando!

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BOOKAHOLIKIDS

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PERFIL André Vianco

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COLABORARAM NESTA EDIÇÃO Aione Simões (Minha Vida Literária) Pablo Madeira (Devaneios Literários)

REDATOR Débora Falcão... redacaobookaholic@gmail.com DIAGRAMAÇÃO E ARTE Débora Falcão... redacaobookaholic@gmail.com

CAFÉ LITERÁRIO

76

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REDATOR-CHEFE (Redação) Débora Falcão... redacaobookaholic@gmail.com

Geração Bookaholic – Sua Revista Literária

FOTOS/CAPA Autor: Autor / Divulgação Reportagens Especiais: Divulgação PUBLICIDADE Para divulgar sua marca, editora, seus livros etc, entre em contato com o Depto Comercial: comercialbookaholic@gmail.com GERAÇÃO BOOKAHOLIC é uma publicação independente de Débora Falcão, escritora e viciada em livros. Email: redacaobookaholic@gmail.com Blog: www.geracaobookaholic.blogspot.com ISSN Proibida a reprodução total ou parcial sem autorização expressa dos editores. Todos os artigos aqui publicados são de responsabilidade dos autores, não representando necessariamente a opinião da revista.


O que adquirir na hora de comprar KINDLE – LEV – KOBO Por Débora Falcão

LEITOR DIGITAL

Estamos numa era muito importante, a era digital. Apesar de vivermos algo fora de época – a leitura é muito prezada principalmente com livros físicos – os leitores digitais também estão com tudo, e cada vez mais encontramos ebooks de qualidade, revistas digitais e diversos materiais que curtimos virtualmente/digitalmente. Por causa disso, e-readers têm aparecido no mercado, e é por isso que estamos trazendo, nesta primeira edição da Geração Bookaholic, os três mais conhecidos e-readers – Lev, Kobo e Kindle – e mostrar para você qual o melhor custo benefício na compra desses leitores digitais. DESIGN: EMPATE Por pensarem sempre no conteúdo que irão portar – praticamente uma biblioteca inteira num único aparelho – o design é sempre discreto. Quando se compara as três marcas, vemos que as três prezam por este quesito. São confortáveis, fáceis de carregar (pesam menos de 200g) e têm o corpo compacto. O menor deles é o Kobo (a versão Aura, mais robusta, apenas 8mm de espessura). O Ki

Kindle e Lev são ligeiramente mais espessos (10,2mm e 9mm respectivamente). Os três têm acabamento de plástico texturizado na traseira, que facilita carregar com uma mão só. O Kobo chega a ter um estofado atrás, mas na prática, não faz muita diferença. O Lev é o único com um botão físico na parte frontal, com função de abrir o menu na tela inicial ou ao ler um livro. No Kobo ou Kindle, essa tarefa é feita tocando na parte superior da tela touch, que exibe menu virtual.

tor de compra. O Kobo tem certa dificuldade em identificar com eficácia os toques do usuário, que pode ter problemas ao marcar textos e fazer anotações. O Lev não tem esse defeito, mas não tem a precisão oferecida pelo Kindle. Em termos de Hardware, o mais importante a ser considerado é a qualidade da tela – que há empate técnico.

Se quiser adquirir livros de fontes externas, o Kobo é a melhor opção pois ele aceita mais formatos e-books, incluindo o popular ePub, tornando-o ideal para rodar conteúdo baixado da internet nesse formato e transferir para Kobo via USB. O Kindle faz o mesmo, mas somente para formato MOBI, obrigando os usuários a converter e-books em ePub para este formato antes de ler. Já o Lev é o melhor para estudantes que precisam ler muitos arquivos em PDF. É o único dos três com Reflow, recurso que rearranja o texto na tela para facilitar o dimensionamento de fonte e tornar a leitura em PDF confortável – Kindle e Kobo trabalham com o PDF puro, exigindo que a tela seja movida para os lados. INTERFACE: KOBO O Kobo é o que apresenta a melhor interface para usuário dos três. Equilíbrio entre organização e atratividade visual, com conteúdo arranjado de forma gráfica na tela em “Prateleiras”. Tanto Kindle quanto Lev são mais simples, exibindo livros em listas, sendo o Kindle o único que permite criar coleções. O Lev é mais complicado na hora de usar recursos que facilitam a leitura. São necessários muitos passos para digitar o texto, enquanto o Kindle nessa tarefa é muito simples. O Kobo seria melhor se a sensibilidade na tela não prejudicasse a precisão na marcação do texto e na digitação.

ARMAZENAMENTO: KOBO E LEV Nesse quesito, as marcas Kobo e Lev trazem larga vantagem sobre o Kindle. Isso porque os dois possuem entrada para cartão SD, permitindo o usuário expandir sua memória quando necessário. Quem comprar o Kindle fica limitado aos 4GB internos, embora este espaço seja suficiente para armazenar até dois mil livros. O Kobo Aura, por exemplo, armazena até trinta mil livros. A dica, portanto, vale mais para quem quer ler quadrinhos ou arquivos em PDF peBATERIA: EMPATE sados, com muitas imagens. Se você é Os três apresentam desempenho um leitor comum de textos, a entrada pa- similar. Há variações, mas é possível ler ra SD é indiferente. cerca de duas horas por dia por um mês antes de a bateria acabar. No geral, a exBIBLIOTECA: KINDLE E LEV periência que se tem é de esquecer de O Lev sai na frente na quantidade carregá-los, comparados com desempede títulos em português disponibilizados nhos de tablets e celulares. pela Livraria Saraiva, deixando o Kindle em segundo lugar e o Kobo, da Livraria PREÇOS E DISPONIBILIDADE: EMPATE É preciso comprar qualquer um deCultura, em terceiro. Mas, se você considerar livros em inglês e outras línguas, a- les pelo mesmo valor os modelos mais lém de obras lançadas somente no meio simples: R$ 299,00. Todos podem ser digital, não há dúvida: A Amazon é muito adquiridos nos sites da Saraiva, Cultura e maior do que a Saraiva e Cultura juntas. Amazon, ou no Extra e Ponto Frio (no caso do Kindle). ■

HARDWARE E DESEMPENHO Todos possuem tela sensível ao toque, embora a experiência de uso não chegue a ser a mesma entre eles. A tela do Kindle oferece maior precisão ao marcar o texto e criar notas. É também o mais eficiente e rápido na transição das telas, com um desempenho geral levemente melhor que os outros. A diferença, porém, é muito pequena (embora perceptível), e não deve ser usada como fator Esta seção vai trazer para você, em todas as edições da Geração Bookaholic, tudo sobre leitores digitais e livros digitais, e o que tiver de informações sobre o mundo digital para a leitura. Sugestões de matérias e reclamações, envie para redacaobookaholic@gmail.com

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Geração Bookaholic – Sua Revista Literária


Ísis Fernandes: Energia de Sobra Por Débora Falcão

ESTANTES

Quem olha para este rosto adolescente e pensa que sua rotina se resume a estudos da escola, leitura, cinema e diversão não está de todo errado. Mas também não concebe tudo o que Ísis Fernandes (14), paranaense de Ponta Grossa, representa. Ela é muito mais do que isso, e já lançou seu primeiro livro, Energier, pela Editora Deuses, e logo no primeiro mês já participou de duas importantes feiras literárias (X Bienal de PE e II Flim-PR). Ela começou a escrever sem grandes pretensões em um site de compartilhamento de histórias, e foi descoberta por um olheiro da Editora Deuses, publicando seu livro e rapidamente ganhando fãs, tanto na Bienal quanto na FLIM, lançando oficialmente seu livro na Câmara Municipal de Ponta Grossa-PR, sendo recebida pessoalmente pelo prefeito. Ísis nos contou detalhes sobre essa experiência e também sobre seu livro, e sobre os próximos lançamentos, já que Energier se trata de uma trilogia. E, pelo visto, energia é o que não falta a essa paranaense. Confira a entrevista!

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Energier, a Trilogia. Como surgiu a ideia para este livro? Ísis Fernandes: Desde criança, a matéria que eu menos gostava na escola era Língua Portuguesa; ironicamente, sempre gostei muito de Redação. Por mais que escrever “começo, meio e fim” em menos de trinta linhas fosse divertido pra mim, eu nunca tinha pensado em ser escritora. Apenas quando eu tinha onze anos tive uma ideia estranha sobre uma “coisa” que entrava nas pessoas e dava poderes. Realmente, não sei de onde surgiu essa ideia. Apareceu de uma hora pra outra. Você é muito jovem, apenas 14 anos, mas com uma escrita muito madura. Isso surpreendeu muitas pessoas. Geralmente, isso se deve a muita leitura e prática na escrita. Você começou escrever com que idade? Já cultivava o hábito da leitura desde cedo? Ísis: Comecei a escrever Energier logo que tive a ideia, com onze anos. Porém, eu não conseguia dar um rumo para a história. Não tinha ideia de qual seria o conflito, quem seria vilão e quem seria herói. Nas primeiras versões da história, inclusive, havia oito protagonistas, não cinco como agora. Demorou muito para eu conseguir perceber o que era necessário ou não para a história, e, com certeza, devo muito disso ao hábito da lei-

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leitura. Desde pequena eu sempre gostei muito de ler, mas a relação que eu tinha com os livros era a relação que qualquer criança teria com a brincadeira preferida; apenas comecei a ler com o intuito de aprender depois de ter decidido escrever Energier. Você começou a escrever e publicar no site Nyah! Fanfiction®, conhecido site de publicação gratuita. Como aconteceu a migração para a editora? Ísis: Desde antes de eu ter a ideia para o livro eu já conhecia esse site. Nunca tinha chegado a usá-lo, mas alguns conhecidos já haviam me passado links de histórias no site e me falavam bem dele, então foi a primeira coisa que me veio à mente quando, depois de terminada a fase de criação de Energier, pensei em publicar online. Todos os capítulos já estavam postados no site quando recebi uma mensagem de uma pessoa desconhecida, perguntando se eu gostaria de publicar com a Editora Deuses. Fiquei muito feliz, porque nunca imaginei que chegaria a publicar, mas foi engraçado porque meus pais só ficaram sabendo que eu escrevia quando perguntei se a Editora podia mandar o contrato.

não sei como agradecer todo o apoio que estou recebendo de tantas pessoas. No primeiro mês de lançamento de Energier você já participou de duas importantes feiras literárias: A X Bienal de PE e a II Flim. Como foi a experiência? Ísis: No começo fiquei muito nervosa. Eu não imaginava que iria publicar antes de ser contatada pela Editora, então eu nunca havia pesquisado sobre feiras literárias ou qualquer estratégia de divulgação. Então, quando cheguei na Bienal, meu primeiro evento, fiquei muito nervosa. Mas todo o nervosismo foi passando conforme eu convivia com os leitores e com outros escritores. Todos os escritores foram muito simpáticos comigo e na Flim eu estava bem menos nervosa.

Como foi a escolha do título? O que a palavra Energier significa? Ísis: A escolha foi um pouco difícil, afinal, era o meu primeiro livro. Admito que fiquei um pouco nervosa na hora de usar a palavra Energier como título, ainda mais porque a maioria das pessoas que não leram a história acham que Energier é uma palavra em inglês e já vi muito preconceito com histórias brasileiras usando títulos em alguma língua estrangeira. Energier é uma palavra inventada, na verdade, e dizer o que ela significa antes da leitura do livro Você tem recebido comentários nas redes sociais de seus leitores? seria um grande spoiler. Ísis: Sim, ando recebendo vários comenHum! Mistério então! (risos). Bom, co- tários gratificantes de meus leitores, almo tem sido na escola depois que você guns que inclusive liam online e decidiram publicou seu primeiro livro? Alguma comprar o livro quando foi lançado. É realcoisa mudou quando professores e co- mente ótimo receber todo esse apoio porlegas ficaram sabendo? que, afinal, talvez eu nem tivesse chegado Ísis: Todos estão muito curiosos com o li- a publicar se não fosse pelos meus leitovro. Acho que todos ficaram um pouco res. surpresos quando disse que era um livro de fantasia, algumas pessoas admitiram Você já escreveu o segundo livro, naque esperavam um livro de contos ou de tes mesmo de ter lançado o primeiro, e poesia. Mas claro que estou recebendo está no processo de escrita do terceiro. muito apoio por parte da escola e fico mui- O que os leitores podem esperar para os próximos volumes? to feliz com isso! Ísis: Muitas reviravoltas e, com certeza, Como tem sido conciliar a escrita e os muito suspense. Claro, haverá mais expliestudos? Tem se desdobrado para cações sobre todo o universo que envolve manter as notas em dia ou tem sido a história, toda mitologia envolvida, e muitranquilo para você? tos dos mistérios ainda sem resposta no Ísis: Eu sempre coloco os meus estudos primeiro livro serão resolvidos. em primeiro lugar, deixando a escrita para o meu tempo livre. Porém, as coisas ficam Você tem mais alguns eventos prograum pouco complicadas quando viajo para mados para este primeiro semestre? algum evento e acabo perdendo matéria Ísis: Ainda não tenho nada certo, estou na escola. Quando isso acontece, eu te- esperando a editora escolher de quais enho que usar todo o tempo dedicado à es- ventos vai participar. Mas pretendo particicrita para recuperar a matéria, e é um par de várias feiras literárias neste semespouco difícil botar a escrita em dia depois. ter. Tirando isso, é tranquilo conciliar as duas Parabéns pela escrita madura, intelicoisas. gente, cativante e fluida! Você lançou seu livro oficialmente na Ísis: Muito obrigada! Foi realmente ótimo Câmara Municipal de Ponta Grossa-PR, ter esta entrevista com vocês, agradeço e chegou a se encontrar com o prefeito. muito por ter tido essa oportunidade. Espero que todos os leitores de Energier se Como foi este encontro? Ísis: Encontrar com o prefeito algum dia divirtam com o livro, porque, em breve, os não era uma coisa que eu achava impos- volumes 2 e 3 também estarão disponísível se fosse acontecer por mero acaso, veis. mas, para mim, parecia muito fora da reaVocê pode encontrar a Ísis Fernanlidade sentar em uma cadeira, conversar com o prefeito, dar um livro meu para ele. des no Facebook (Ísis Fernandes do Car■ O lançamento também foi muito bom, e mo) e em sua fanpage (Energier). aaa


PARAÍSO PERDIDO FECHANDO O CICLO

Joyce Xavier: O Diário dos 30 Anos Por Rebeca Cavalcanti Joyce Xavier é uma jovem autora carioca que já conta com quatro títulos publicados e mais de trinta e cinco mil curtidas em sua página no Facebook. Certamente um dos novos nomes de nossa Literatura Nacional para se conhecer! Confira a entrevista que a autora gentilmente concedeu à Bookaholic: Joyce, como é esta dinâmica de escrever pensando no leitor da internet? Pois vejo que você colabora em diversos blogs literários, seja com textos autorais como em entrevistas, além de participar ativamente com postagens nas redes sociais, especialmente no facebook. Este contato direto com os leitores influencia neste formato específico de escrita? Joyce: Pra mim não há diferença. Muitos que não tinham o hábito de ler, hoje já gostam de ler pelo meu incentivo crônicas, frases. A literatura expandiu com o Facebook e é isso que eu desejo. E em relação ao texto destinado ao livro impresso, como é o seu process

so? Você compartilha uma prévia de cada inspiração com seus leitores e parceiros ou prefere que a escrita aconteça em um movimento mais introspectivo para só ao término da obra ser compartilhada com o público? Joyce: É até um erro meu, mas sempre estou conversando e falando algo para os meus leitores. Até mesmo por “detrás das câmeras”. Cada capítulo, cada inspiração, cada linha... Claro que eu gosto do suspense, mas sou ansiosa e sempre acabo dizendo. Como surgiu a inspiração para o projeto “O Diário dos Trinta Anos”, seu último trabalho? Sendo uma obra que difere do universo de suas publicações anteriores, gostaria de saber como surgiu esta vontade de uma escrita mais cotidiana, repleta de histórias de relacionamentos, confissões, desejos? Joyce: Uma noite deitei na minha cama e pensei: O Diário dos Trinta Anos. Levantei-me na hora e liguei o computador. Ali começaram a surgir as ideias, nomes de personagens e tudo o mais. Contei um pouco das minhas aventuras mudando os detalhes. Porém, antes do Diário, eu já havia finalizado o meu primeiro suspense, mas decidi publicá-lo depois, pois a personagem do Diário, Malu, chamava mais a atenção do leitor.

fundo fosse um sonho meu. Já “Encantos”, segundo livro, é um livro de bolso com frases de amor. Eu já estava cansada de tanta melancolia e rebeldia.

E quanto ao trabalho no campo da poesia? O quão distinto é esse processo de escrita se comparado aos outros estilos com que trabalha? Joyce: Poesia é para poeta e eu sou apenas uma mulher que escreve. Como diz uma frase da minha amiga Ju Fuzetto: Eu não sou poeta, poeta escreve poesia e eu escrevo o que eu quiser.

Quais os projetos para 2016? Alguma novidade para deixar os leitores ainda mais ansiosos? Joyce: Ah! Tem tanta coisa boa por vir! 30 de janeiro tem o suspense “Tereza”, em co-autoria com Juliana Daglio, e estará à venda na Amazon (o físico vai depender dos leitores). O suspense “A Menina da Saia Vermelha” está pronto e, atualmente, estou em Conte-nos sobre a inspiração dos “Entre Sonhos”, em co-autoria com Luseus primeiros livros publicados! cinei Campos, talvez a publicar ainda Joyce: O meu primeiro livro, Brilho da este ano. Tenho o juvenil “Mariana é Minh’Alma, é baseado na minha de- Uma Estrela” e a comédia “O diário pressão e superação. São textos, con- dos trinta anos Parte II”, sem data de tos e frases. Na época, eu rejeitei a te- término e publicação. rapia e comecei a escrever e divulgar A autora está nas redes sociais: mais os meus textos. Não imaginava que chegaria a tanto, por mais que no FB/ATaldaJoyceXavier e @lajoycita. ■ fun

O ano de 2015 foi importantíssimo para o autor Eduardo Spohr, pois foi o ano em que fechou o ciclo que iniciou com seu primeiro best seller, A Batalha do Apocalipse, lançado em 2010 pela Verus Editora. De lá para cá, acompanhamos a trajetória de personagens cativantes, entre anjos, demônios e seres sobrenaturais, e humanos tentando sobreviver ao caos que as guerras entre esses seres travam há tanto tempo quanto vive a humanidade. Após a Batalha do Apocalipse, Spohr iniciou a trilogia Filhos do Éden, com o livro Herdeiros de Atlântida, trazendo novos personagens e um novo enredo dentro do mesmo universo. Acompanhamos a história das guerras humanas no segundo livro da trilogia, Anjos da Morte, e no ano de 2015 Spohr entrou em uma turnê pelo Brasil para lançar Paraíso Perdido, o terceiro e último livro da série.

Calíope: Novo Selo de André Vianco Por Débora Falcão Pois é, esta é a novidade. Vianco, um dos mestre do gênero terror no Brasil, está com nova casa agora. Lançando novo selo através da Giz Editorial, André Vianco divulga Calíope. Vários de seus livros, publicados anteriormente pela Editora Novo Século, são difíceis de encontrar por causa do encerramento das edições. Mas o autor promete: através do selo Calíope, é possível encontrá-los. O primeiro livro a ser lançado com o novo selo é o lendário “Os Sete”, com nova capa. Vianco também lança “Estrela da Manhã”, livro novo, pelo selo

selo, e garante que o leitor não vai se decepcionar. “Estamos trabalhando com uma ótima equipe, e a Giz Editorial tem nos dado toda a força que precisamos”, diz o autor. E quem acha que Calíope é apenas um selo para o autor lançar suas obras está muito enganado. Em seu blog pessoal, o autor diz que o selo está aberto a novos autores que queiram lançar seus livros também, contando com a mesma equipe que trabalha com ele. “É uma forma de ajudar muita gente que está começando e que não tem encontrado apoio em grandes editoras. Passei por isso, e quero ajudar esses autores que, tenho certeza, têm um futuro

turo brilhante pela frente.” André Vianco informa que, para saber mais sobre o novo selo, que leva o nome de um de seus personagens mais carismáticos da série “O Turno da Noite”, basta acessar o site da Giz Editorial e se informar. Lá você vai encontrar os livros do autor que estão sendo editados sob o selo, e também novos livros, já de novos autores que decidiram fazer de Calíope sua nova casa. Você, escritor, também pode encontrar morada lá, ao lado de Vianco e de outros autores, colocando seus livros lado a lado com sucessos e Best Sellers, tais como “Os Sete”, “Sétimo”, “O Senhor da Chuva”, “Sementes no Gelo” entre outros. Confira as novidades do selo Calíope também na página oficial da Giz Editorial no facebook, e também na página do autor, André Vianco. Adicione o autor nas redes sociais e confira mais informações sobre novos lançamentos do selo através do Blog do Vianco. Entre em contato com o autor também pelo facebook e pelo twitter, seguindo-o nas redes sociais, e também através do selo Calíope. Saiba mais em RevistaBookaholic.blogspot.com. ■

Passando por várias cidades do país, Spohr atendeu seus fãs, autografando livros de toda a coleção, tirando fotos e conversando com eles, ainda que rapidamente por causa das filas enormes que se formavam nas livrarias horas antes para aguardálo. Paraíso Perdido traz uma nova visão de seus personagens, e suas pesquisas visitam mitologias antigas, como a grega e a nórdica, trazendo de volta os antigos deuses e heróis desses povos. Uma nova e, ao mesmo tempo, velha ameaça se aproxima: Metatron, o Primeiro Anjo, está de volta. Revelações, intrigas e cenas de ação eletrizantes compõem este último capítulo da história que conquistou o Brasil. Paraíso Perdido está à venda em todas as livrarias do Brasil. ■ Débora Falcão

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ESTANTES DÉBORA FALCÃO SAGA CIDADE DE CRISTAL

Simone O. Marques: Cultura Celta e Distopia Por Débora Falcão

A autora pernambucana Débora Falcão iniciou como autora independente em 2011, quando publicou seu primeiro livro, Instinto, pelo Clube de Autores. Nesse meio tempo, escreveu a Saga Cidade de Cristal, iniciando pelo livro Guerra Negra, publicando também pela mesma plataforma. Mas não demorou muito seu livro chamou a atenção da Editora Deuses, e acabou por publicar pela editora de São Paulo o livro Guerra Negra, lançando-o em 2015 na X Bienal Internacional do Livro de Pernambuco. A Editora montou estande próprio e chamou a atenção com o livro da autora, que vendeu bastante. Ainda no mesmo ano, a autora publicou, na plataforma independe, seu segundo livro da saga, o Império da Luz, com uma edição diferente da edição normal. Guerra Negra e Império da Luz podem ser adquiridos hoje nas duas versões: a versão da Editora, com 180 páginas e capa desenvolvida pela artista Aquila Michaellis a partir de ideia da própria autora – para não diferenciar muito do que já havia proposto nas edições independentes – e também podem adquirir a versão independente, que vem com extras, informações, curiosidades, através do Clube de Autores. A capa das versões independentes foram desenvolvidas pela própria autora, e seguem o mesmo conceito das capas da Editora. Uma curiosidade, é que o primeiro livro da autora publicado por uma editora, Guerra Negra, foi lançado numa Bienal no mês de seu aniversário – outubro – na cidade onde mora, e também participou da II FLIM – Festa Literária de Maringá – junto com a editora, justamente na cidade onde nasceu, Maringá. Isso sem contar que a autora foi predestinada a ser escritora: ela nasceu no dia 13 de outubro, o Dia Mundial do Escritor.

Talvez ao ler este título você possa estar intrigado. Como a cultura celta e o gênero distopia podem estar juntos num mesmo livro? Simone O. Marques inovou unindo justamente estes dois ingredientes, aparentemente insolúveis, numa narrativa coesa, fluida, eletrizante, onde o leitor é fisgado na primeira página de seu livro Dois Mundos, publicado pela editora Tribo das Letras, já com a continuação publicada pela mesma editora em dezembro do ano passado. O livro conta a história de Marina, uma garota que, aos treze anos de idade, descobriu ser o avatar da deusa celta Dana. Por causa do grande poder que corre em suas veias e do medo que lhe acomete após algumas situações, acaba causando ondas que varrem o planeta (destruição da tecnologia e armas de fogo, catástrofes naturais e destruição de templos religiosos), mergulhando o planeta num mundo completamente diferente. Aventura, distopia, ação, fantasia são ingredientes essenciais nesta trama. Simone falou com exclusividade à Geração Bookaholic. Dois Mundos. Um livro que integra dois ingredientes aparentemente insolúveis: gênero distopia e cultura celta. Como você teve essa ideia? Simone O. Marques: Quando escrevi essa história, em 2008, eu nem sabia que escrevia uma distopia (risos). Eu vinha estudando cultura celta para os livros da saga As Filhas de Dana e (sem dar spoiler) havia uma sequência que eu senti que precisava existir, com uma nova realidade advinda de uma destruição, cujas causas fossem diferentes das tantas outras já descritas em tantos outros livros. Então, nasceu essa mistura, deusas celtas que seriam as responsáveis pela destruição e pela reorganização dessa nova sociedade. Acredito que ficou diferente e espero que bastante boa. Ao lermos seu livro, percebemos como você conhece a cultura dos antigos povos celtas, não só na saga Tesouros da Tribo de Dana mas, como você falou, na saga Filhas de Dana, sendo o último, Beltane, lançado em dezembro de 2015. É um assunto que já está em seu dia a dia e se torque

Seus livros estão à venda também na Livraria Saraiva do Shopping Riomar.

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Geração Bookaholic – Sua Revista Literária

nou fácil pra você? Ou você teve que fazer muitas pesquisas para o seu livro? Juntou o útil ao agradável – já gostava do assunto e resolveu escrever sobre ele – ou teve primeiro a ideia e só então foi estudar e pesquisar? Marques: A cultura celta era algo completamente desconhecido para mim até 2007. Então, eu tive um sonho e nele havia2

nício de Dois Mundos há uma transcrição de uma página do diário de Felipe, que é tio de Marina e que esteve presente na outra saga, o que faz conexão entre as duas, mas não é necessário ter lido a saga para ler a série de Marina.

havia um símbolo. Eu não o conhecia e fui pesquisar para descobrir se existia e me surpreendi ao descobrir que sim. Era um Triskle, símbolo muito presente na cultura celta, e à partir dele eu entrei nesse universo extraordinário. Fiz muitas pesquisas, tive que peneirar muito e optar por qual viés aceitar e usar, e descobri toda uma mitologia com personagens e histórias incríveis. Então, posso dizer que juntei o útil ao agradável (risos). O que mais me marcou em tudo isso, entretanto, foi durante essas pesquisas descobrir que parte da minha família veio de uma região celta de Portugal, o que entrelaçou minha história às dos personagens de uma maneira tão profunda que acabou por fazer parte de minha vida.

sa ou ela não influenciou muito na sua escrita? Marques: Na verdade, quando comecei a escrever, minha filha ainda estava no Ensino Médio (risos). Ela ajudou um pouco quando comecei a escrever os livros adicionais (Samhain e Beltane), pois ela havia entrado na faculdade e eu precisava de referências sobre bandeirantes e o Brasil colonial. Agora, fica um pouco mais fácil buscar bibliografia para romance histórico, com certeza!

Nossa, que legal! Bom, por falar nisso, você está lançando simultaneamente as duas sagas: Filhas de Dana e Tesouros da Tribo de Dana. Você já tinha escrito as duas sagas para depois lançá-las, ou está realmente escrevendo de forma simultânea? Marques: A Saga As Filhas de Dana foi escrita primeiro. Na verdade, a saga se chamava Paganus e era composta por quatro livros: Gênese Pagã, Triskle, Tribo de Dana e Era de Aquário. A saga Os Tesouros da Tribo de Dana foi escrita logo em seguida (os dois primeiros livros), aproveitando os elementos de pesquisa, mas objetivando um público juvenil. Há personagens nos TTD que estão presentes na AFD.

Sua filha é historiadora. Isso ajudou bastante no seu trabalho de pesquibas

Como você descobriu que podia encantar os outros com sua escrita? Como foi escrever seu primeiro trabalho? Marques: Nossa! Eu não sabia que podia fazer isso! (risos) Sinceramente! Eu jamais havia pensado em ser escritora, foi uma descoberta que, no início, me chocou um pouco e acabei por me descobrir um pouco mais, descobrir uma Simone oculta, que estava esperando algo para vir à tona. E essa coisa foi o sonho de 2007, que me levou a escrever 20 páginas assim que acordei e cinco livros em nove meses. Hoje penso no desespero em escrever que tomou conta da minha vida naqueles meses. Eu tinha tantas conexões que se formavam na minha mente o tempo todo, que eu precisava escrever, colocar no papel, senão iria sufocar (risos). Então eu escrevia, pesquisava, escrevia, pesquisava... até achar que estava satisfatório. Então, meu primeiro trabalho foi uma história de mais de 1500 páginas. O mais doloroso nesse processo foi buscar uma editora e, enquanto fazia isso, publiquei Gênese Pagã no meu blog para que os leitores conhecessem minha escrita, e fiquei gratamente surpresa ao perceber como haviam gostado da história, e isso foi o combustível para que eu acreditasse que podia contar uma boa história.

Interessante. Então, há uma conexão entre as duas sagas. Marques: Sim, há. Marina, a protagonista da série Os Tesouros da Tribo de Dana, é filha de Sara, protagonista da segunda fase da saga As Filhas de Dana. Sua importância aparece já nessa saga, mas ela é uma personagem para o futuro e por isso ela protagoniza a Como você descobriu o gênero fansérie Tesouros da Tribo de Dana. No i- tasia? nício


Marques: Eu amo fantasia desde que era criança. Sou apaixonada por contos de fadas, aventuras medievais desde pequena. Quando descobri a série Crônicas de Dragon Lance, de Laura e Tracy Hickman, nos anos 80, fiquei simplesmente fascinada, e eu não havia conhecido O Senhor dos Anéis (risos). Então, fui apresentada às aventuras de RPG, das quais participei durante alguns anos. Durante esse período, conheci a obra de J.R.R. Tolkien (ainda não havia sido traduzida para o português do Brasil, assim como a série de Dragon Lance). Continuo amando fantasia.

magistério para a escrita. Fazer palestras nesses eventos veio como parte da divulgação da minha saga As Filhas de Dana, mas eu falo sobre processo criativo, cultura celta e ficção. Sentimos, ao ler seus livros, que a veia celta está em você de modo natural. Podemos dizer que ela também está presente em sua espiritualidade? Ou são duas coisas diferentes, suas crenças e seu trabalho de escrita? Marques: Pergunta difícil (risos). Sem dúvida que tudo o que eu descobri sobre

Madras (Agridoce e O Enigma da Adormecida) podem ser encontrados nas livrarias físicas e virtuais Saraiva, Cultura, no site da Editora Madras e no Submarino. Os livros da Editora Alfabeto (Paganus, Samhain e Beltane), podem ser encontrados nas livrarias virtuais Saraiva, Cultura, no site da Editora Alfabeto e nas Casas Bahia. O livro Dois Mundos, da saga Tesouros da Tribo de Dana, pode ser encontrado no site da Editora Tribo das Letras e diretamente comigo, através da minha página no facebook e no meu perfil Simone O. Marques.

ACONTECEU LANÇAMENTO DE ENERGIER, DE ÍSIS FERNANDES

A autora paranaense Ísis Fernandes do Carmo, de 14 anos, acaba de lançar o livro Energier, primeiro livro da trilogia de mesmo nome. Fazendo parte dos eventos de lançamento do livro, ela participou da X Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, participando inclusive da Plataforma de Eventos, sendo entrevistada por um grupo de jovens e adolescentes presentes na ocasião.

Como você descobriu o gênero Distopia? Marques: Confesso que o termo “distopia” descobri não há muito tempo, mas eu li 1984, de George Orwell, e Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, quando era adolescente. E então conheci, depois de 2010, Jogos Vorazes, Divergente, Maze Runner, Gone, The Walking Dead... enfim, gosto muito! Você vai lançar o segundo volume da saga Tesouros da Tribo de Dana, continuação de Dois Mundos. O que podemos esperar deste volume? Marques: Fadas e Druidas é um livro mais denso, pois já é possível aprofundar na complexidade dos personagens depois da apresentação inicial em Dois Mundos. Neste volume veremos uma Marina que luta para manter sua personalidade, mas que percebe a intensidade da força das deusas dentro dela e as coisas incríveis que é capaz de realizar, embora comece a tomar consciência de que ao usar esse tipo de poder irá enfraquecer o próprio corpo. Veremos também Brian e Artur numa verdadeira “sinuca de bico” e tendo que fazer escolhas que, muitas vezes, entram em conflito com tudo o que aprenderam como guerreiros. Neste livro também acompanharemos Pedro através de um país destruído e que começa a ser tomado por seres e deuses vindos do Outro Mundo e tudo o que essa fusão irá causar a todos eles.

bre os celtas e da minha ancestralidade ligada a essa cultura passaram a fazer parte de minha espiritualidade. Fui católica praticante grande parte de minha vida, mas mudei muitas coisas no que diz respeito às minhas crenças nos últimos dez anos, o que iniciou um pouco antes de começar a escrever ou conhecer a cultura celta. Posso dizer que hoje sou uma pessoa mais livre e, ao mesmo tempo, mais conectada à natureza, mais segura quanto à minha própria espiritualidade, estou em paz comigo mesma nesse quesito. Mas consegui me distanciar para escrever, Você também faz palestras em even- e acho que consigo levar isso às histótos místicos. Como se dão essas pa- rias. lestras e quais conteúdos você aborda? A publicação de seus livros abriu Quais seus planos para 2016? Já as portas para este outro mundo, ou tem novos projetos? O que seus leivocê já trabalhava com este ramo e tores podem esperar este ano? Marques: Vários projetos (risos). Entre depois migrou para a escrita? Marques: Nossa... (risos) Eu nunca ha- eles estão os roteiros para a TV (luta via feito isso antes. Eu era professora brava essa – risos), publicação no exuniversitária, especialista em Didática e terior, livro em volume único (meu prina formação de professores. Eu migrei meiro) baseado em uma história real, livro infantil com mitologia celta, jogo do das Crônicas do Reino do Portal. Além, claro, das sequências de Agridoce, de O Enigma da Adormecida, de Dois Mundos e, quem sabe, o primeiro livro da trilogia contemporânea da Saga As Filhas de Dana, o primeiro livro que escrevi em 2007, Triskle. Tem eventos já planejados para este primeiro semestre? Deixe sua agenda para nós encontrarmos a autora! Marques: Ainda não tenho agenda, mas assim que tiver, avisarei, com certeza! O único evento que tenho confirmado para divulgar é o Festival de Literatura e Artes Literárias, que é um evento na internet com vários autores e minha participação, no dia 29 de abril. Como os leitores podem encontrar e comprar seus livros? Marques: Meus livros editados pela Ma

Foi um prazer conhecê-la, conversar com você e conhecer sua escrita, que é muito cativante, fluida e interessante. Parabéns. Deixe aqui suas considerações finais. Marques: O prazer foi meu e agradeço o carinho! Fico muito feliz que gostou de minha escrita! Ser escritor de ficção e fantasia no Brasil é um grande desafio, sem dúvida. Temos que estar sempre dispostos às batalhas que envolvem editoras, livrarias, mas principalmente no que diz respeito a conquistar leitores, que são bastante resistentes a experimentarem fantasia nacional. O apoio de bloggers, vloggers e leitores (que se arriscaram, experimentaram e gostaram) é fundamental, por isso, agradeço de coração a oportunidade de falar um pouco mais sobre o meu trabalho e provocar novos leitores a conhecer minhas histórias. Estou sempre à disposição dos leitores para conversar! A autora está sempre presente nas redes sociais, respondendo perguntas e curiosidades dos leitores, sempre disposta a conversar e tirar dúvidas destes, além de bater um papo com alguns. Para encontrá-la é fácil, basta enviar uma mensagem inbox no facebook, e ainda que demore um pouco por causa de sua rotina e seu trabalho como escritora, sempre arranja um tempo para conversar com todos, e responder a todas as mensagens. Ficou curioso para conhecer as sagas As Filhas de Dana e Tesouros da Tribo de Dana, além dos outros livros da autora citados nesta entrevista? Procure nos sites disponibilizados aqui na revista e se informe mais sobre os títulos, escreva para a autora e saiba mais sobre seu universo místico e celta, bem como sua agenda, promoções, sorteios e novos lançamentos. ■

Em seguida, no mesmo mês, participou da II Festa Literária de Maringá, no estande da Editora Deuses. No mês seguinte, em novembro de 2015, a autora teve seu lançamento oficial, e aconteceu na Câmara Municipal de Ponta GrossaPR (cidade onde mora), foi entrevistada pelos veículos de comunicação de sua cidade, e chegou a se reunir pessoalmente com o prefeito. A Editora Deuses esteve presente em todos os eventos, através da pessoa do editor-chefe Sales Rodrigues, e os livros da autora podem ser encontrados no site da Editora Deuses, diretamente com a autora através de sua página no facebook (Energier), ou, se você mora no Paraná, nas Livrarias Curitiba.

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ESTANTES

Juliana Daglio e O Lago Negro Por Márcia Lopes

CINCO MELHORES LIVROS SEGUNDO Juliana Daglio Uma Canção para Libélula I e II O Lago Negro A Menina que Roubava Livros – Markus Zusak O Jogo do Anjo – Carlos Ruíz

Zafón

A Sombra do Vento – Carlos

Ruíz Zafón

O Vampiro Lestat – Anne Rice

Salém – Stephen King

CINCO MELHORES LIVROS SEGUNDO Pablo Madeira Clér

Os Miseráveis – Victor Hugo O Leitor – Bernard Schlink Horror em Amityville – Jay Anson Sob a Redoma – Stephen King

Harry Potter e o Enigma do Príncipe – J.K. Rownling

Juliana Daglio, pouco mais de vinte anos, psicóloga, blogueira, escritora. Autora dos livros “Uma Canção Para a Libélula – Parte 1” (2014, Editora Deuses), e o lançamento de “O Lago Negro” (Editora Arwen, final de 2015). Além disso, a jovem escritora conta com participações em mais dois livros de antologias: “Conte uma Canção” e “Colorindo as Palavras”. “O Lago Negro” é uma história de suspense e mistério que tem como protagonista uma garota com a mente seriamente perturbada por um passado traumático e do qual não se lembra. E, tentando exorcizar sua mente, encontra um lugar inspirador para escrever, transformando seus personagens imaginários em um livro. Mas, muito além disso, a ficção se mistura com a realidade acordando vários esqueletos do armário. Conheçam um pouco mais dessa simpática escritora na entrevista exclusiva que ela concedeu à Geração Bookaholic! Gostaria que falasse um pouco de você. Juliana por Juliana. Juliana Daglio: Eu não sou muito boa de falar de mim mesma, pois acabo sempre fazendo umas piadinhas com o nervosismo. Sou dessas. Mas tem algo sobre mim que eu vejo claramente; é uma inclinação inerente, coisa de alma, pela fantasia. Nunca consegui ficar no real por muito tempo. Rotinas me esmagam e as ciências exatas me afãstam. Sou meio louca. Desde pequena me identifico com Alice no País das Maravilhas, e depois de grande eu percebi que é porque eu guardo um mundo tão mirabolante quanto o dela, aqui dentro de mim. A escritora surgiu quando? Juliana: Acredito que ela tenha nascido quando eu entrei em contato com os livros pela primeira vez, aos cinco anos. Eu não sabia escrever, mas inventava uns personagens e conversava com eles em voz alta, na frente de todo mundo mesmo. Minha família lembra os nomes deles até hoje. Eram nomes muito excêntricos e nada convencionais para uma garotinha de cinco anos. Porém, só aos 19 anos eu passei a colocar em prática, com determinação, o sonho de escrever um livro inteiro. O Lago Negro. Fale mais sobre ele. Vai ser uma trilogia ou uma série? Juliana: O Lago Negro vai ser uma série com quatro livros, sendo que o terceiro será uma viagem completa pela mente perturbada da personagem.

CINCO MELHORES LIVROS SEGUNDO Jéssica Macedo Trilogia Mística

A Chave dos Mundos livro 1 –

Zeca Machado

A Chave dos Mundos livro 2 –

Zeca Machado

Ciclo da Morte – Thais Lopes Batalha do Apocalipse

-

Eduardo Spohr A Escolhida - Amanda A. Costa

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O que quer passar para os leitores com sua escrita? Juliana: Meus personagens são sempre muito complexos psicologicamente. Eles têm problemas mentais, são obscuros, agem dubiamente... Enfim... São pessoas com quem muitas outras pessoas podem se identificar e é isso o que eu quero. Criar uma personalidade leitor

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que converse com a personalidade do leitor, que faça com que ele entenda que nem sempre problemas emocionais precisam ser encarados com tanto pesar, e nem sempre são problemas, na verdade. Às vezes, nossa escuridão esconde nossa beleza real, e é nela que podemos nos encontrar. Que escritores influenciaram sua forma de escrever e quais seus autores favoritos? Juliana: Minha grande influência é Carlos Ruíz Zafón. Esse espanhol conquistou meu coração para sempre. O Zafón te

tem um jeito obscuro de escrever que conversa perfeitamente com a minha alma, que abre a minha mente e faz as coisas fluírem. Eu queria, um dia, poder abraçá-lo e dizer o quanto ele significa na minha vida. Que influência a internet exerce em sua escrita? Juliana: A internet me abriu as portas para divulgar meus livros e me fez ter um retorno surpreendente que a cada dia me fortalece a continuar. Sem os meios das redes sociais, acho que eu não teria conseguido nada até agora.


Que qualidade considera fundamental em um escritor? Juliana: Além do dom de mexer com as palavras, acho que a resiliência é fundamental. O escritor tem que saber ler uma crítica e entender que não é perfeito e não vai agradar a todos. Bem como tem que continuar escrevendo mesmo assim! Criar arte, mexer com pessoas, é sempre um desafio e a vai-dade não pode ser um obstáculo. Te-mos que aprender a resistir a qualquer tempestade sem desistir. Você usa de algum artifício que a induza a um estado de espírito favorável à escrita? Juliana: Música, sempre. A música é uma ferramenta essencial para mim. Eu escolho as mais favoráveis para cada ambientação e enredo, e as ouço até enjoar (quando enjoo). Qual frase que mais gosta em O Lago Negro? Juliana: Gosto muito da cena em que o Liam impede a Verônica de pular no Lago, e eles acabam tendo uma dis-cussão em seguida. Eu acredito que essa cena seja fundamental para o restante da trama, porque marca o maior contato entre esses dois personagens, além de ter significado um grande rompimento com algumas defesas da Verônica. Ao longo da trama ela vai lembrar muito desse momento e os significados dele vão dando forma às mudanças dela. Quais seus planos literários futuros, além da continuação dos livros já publicados? Juliana: Tenho mais três projetos em andamento, todos eles voltados para o terror e o sobrenatural. Um deles é outra trilogia, e estou com planos de trazê-la para os leitores antes de terminar de publicar os livros de O Lago Negro, intercalando. Mas nada certo ainda. Vou deixando os personagens me conduzirem. Quais foram as dificuldades que encontrou tanto para escrever quanto para publicar? Juliana: Para escrever, no meu primeiro livro, encontrei as dificul-dades de quem nunca tinha feito aquilo antes. Tive que aprender como eu me organizaria, como as ideias tinham que fluir, e aprendi que se não anotar uma inspiração na hora em que ela acontece, ela vai embora e se recusa a voltar. Quanto à publicação, no Brasil ainda é algo bem difícil, pois editoras grandes ainda preferem apostar nos autores internacionais ou cobram muito caro. Eu demorei muito para ter uma oportunidade acessível, mas eu acredito que aconteceu quando era pra ser. Muitíssimo obrigada pela atenção. Fique à vontade para deixar uma mensagem para os leitores. Juliana: Eu que agradeço a oportunidade, e também aos leitores da revista Geração Bookaholic. Espero que se divirtam com as respostas e estou aberta a qualquer contato para falar de livros e escrita.

A autora está sempre presente no facebook, seja em seu perfil pessoal (Juliana Daglio) ou em suas páginas (O Lago Negro e Menina Libélula) para falar de seus livros, anunciar promoções, conversar com os leitores e responder a perguntas, dúvidas e críticas, sempre bastante simpática e receptiva. ■


ESTANTES

Jéssica Macedo: Trilogia Mística

JULIANA DAGLIO O VOO DA LIBÉLULA

tros não tão bons assim”. Bem, não mas também inimigos poderosos. tenho um autor específico em si, mas Jéssica Macedo acaba de lançar me inspiro em muitos dependendo do Que personagem da Trilogia mais se assemelha a você? Por quê? “Encanto”, o segundo livro da Trilogia que vou escrever. Jéssica: Nessa trilogia não espelhei Mística. O lançamento ocorreu virtualmente no final de 2015, com a presen- Fale um pouco para nós de Trilogia em mim diretamente nenhum dos perça de vários autores divulgando seus li- Mística. Como surgiu a ideia para a sonagens, mas como é em primeira vros para um grupo grande de leitores obra? pessoa, acaba que a protagonista herávidos por conhecer novos livros. A Jéssica: Comecei a escrevê-la a mais da muitas coisas de mim (risos). Mas ideia foi da autora Jéssica, de reunir de seis anos, então, não me lembro ela primeiramente foi baseada em vários autores onde, por uma hora, po- exatamente como a ideia surgiu. Mas, uma prima e amiga muito próxima deriam falar sobre seus livros, respon- geralmente penso ou sonho com um minha. der a perguntas, contar curiosidades a tema e começo a pesquisar a respeito. respeito das histórias e fazer sorteios A trilogia é narrada por Annabelle, uma Diga-nos um sonho que almeja com os participantes do evento. No fim adolescente que sofreu a vida toda por muito realizar. de cada hora, uma despedida e novo ter olhos de uma cor anormal, mas sua Jéssica: Meu sonho é poder viver de autor assumia. A autora Jéssica abriu o vida muda no dia que seu pai conta escrever, me dedicar mais aos meus evento, assumindo a primeira hora, e quem eles verdadeiramente são. Os li- livros sem precisar me preocupar ou coordenou todo o evento, que durou de vros vão contar as aventuras da jovem gastar tempo com outro emprego. Ou 13h às 22h. bruxa até o dia de sua formatura. Ser seja, meu maior sonho é o reconheciJéssica Macedo falou com exclu- bruxa lhe trará poderes inimagináveis, mento como autora. ■ sividade à Geração Bookaholic, sobre mas seus livros, seu processo de escrita e muito mais. Confira! Por Roberta Costa

Quem conhece a autora Juliana Daglio já sabe que ela tem talento para escrever, além de conhecer a fundo os temas que aborda em seus livros, como a depressão e distúrbios psicológicos, por ser psicóloga de formação. Seu primeiro livro, “Uma Canção Para a Libélula – Parte I”, foi lançado em 2014 pela Editora Deuses (SP). Mas ela trouxe novidades. Recebendo sua segunda edição, as libélulas pousaram na Editora Arwen, que apesar de nova no mercado editorial, já vem com grandes títulos chamando a atenção do público leitor. Este ano, a promessa é o lançamento das partes I e II do livro em conjunto, e os fãs que estão ansiosos para adquirir seus exemplares podem ficar sossegados: as libélulas estão mesmo chegando.

ZECA MACHADO E A CHAVE DOS MUNDOS

Quando começou a escrever? Pode nos falar um pouco da sensação ao terminar sua primeira obra? Jéssica Macedo: Comecei a escrever aos nove anos peças teatrais para a escola e alguns contos. Meu primeiro livro comecei a escrever aos treze anos e o publiquei aos catorze. Seu nome era O Vale das Sombras, que ganhou uma segunda edição. Existe algum autor que seja fonte de inspiração para você? Jéssica: Não lembro exatamente quem costumava dizer isso, mas acho a frase perfeita: “Somos uma colcha de retalhos de autores muito bons, e outros

Selo Novos Talentos da Literatura Brasileira Por Débora Falcão

Quem tem visitado feiras literárias desde 2015, deve ter encontrado um estande especial. O estande da Chave dos Mundos, a série do autor independente Zeca Machado. Desde o segundo semestre de 2015 que o autor vem investindo na interação com os leitores, com estandes próprios, expondo os livros de sua série que já estão publicados. “A Torre de Phart Halor” é o primeiro da série e tem feito sucesso entre os leitores. Zeca lançou seus dois primeiros volumes em 2015, o terceiro já foi lançado em janeiro deste ano. A previsão é lançar um volume por ano, então, aguardem que vêm mais livros por aí. A série tem um total de seis livros, e Zeca promete uma coisa aos seus leitores: muita ação em todos os volumes. Para adquirir o seu, entre em contato diretamente com o autor através de sua fanpage, A Chave dos Mundos.

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Os novos autores que quiserem publicar seus livros já podem contar com mais um selo no mercado, com a qualidade já conhecida de uma Editora conceituada, como é a Editora Novo Século. Trata-se do selo Novos Talentos da Literatura Brasileira, específico para quem está publicando seu primeiro livro. O selo tem como objetivo descobrir novos autores e proporcionar a todos a chance de ter seu trabalho realmente avaliado e publicado por uma editora conceituada. Segundo o site da Novo Século, “tudo dentro dos padrões editoriais e com distribuição nas melhores livrarias do país, para que dessa forma possamos celebrar a nova geração de autores do Brasil.” Para ter seu original avaliado é preciso, de antemão, acessar o site da editora, clicar em “Novos Talentos da Literatura Brasileira” e, na parte explicativa, clicar em “Formulário de PréAva

Geração Bookaholic – Sua Revista Literária

Avaliação”. As obras serão selecionamaior público e relacionamento, das e avaliadas pela equipe editorial da conforme indicação do autor. Novo Século, no qual vários fatores 5. O pagamento da tiragem adquiriserão levados em consideração, princida pelo autor poderá ser parcelapalmente a qualidade literária apresendo mediante negociação, a partir tada. do prazo inicial estabelecido em Para você saber melhor sobre contrato e prazo para entrega dos as características da publicação, a genlivros. te conta os detalhes: 6. Durante o período de produção do livro, o autor poderá divulgar o 1. Tiragem de, no mínimo, 1500 exemprojeto. plares, podendo ser maior dependendo do interesse da editora. O selo também oferece vanta2. O autor deve adquirir parte da tira- gens na divulgação, como lançamengem, no mínimo 500 exemplares, to, impressão de marcadores e banque poderão ser comercializados ner, release e um mês de assessoria em feiras, exposições, bibliotecas, de imprensa. A distribuição da Editora empresas e escolas. Com isso, o atinge mais de 800 pontos de venda autor recupera o investimento e di- diretos e 1200 por meio de seus distrivulga o trabalho. buidores. É uma boa para tirar aquele 3. Os demais exemplares serão utili- seu livro da gaveta, e um bom invészados pela editora para divulgação timento para ter seu livro conhecido e comercialização nas livrarias. nacionalmente. Mas, atente: não é 4. A editora apoiará o autor na realiza- porque você se inscreveu e mandou ção da sessão de autógrafos para sua obra que ela será aceita. Eles ainlançamento do livro na região de da irão analisá-la e dar a resposta. ■ maior


Pablo Madeira estreia com Clér Por Giuliana Sperândio

pre existe algo que eu já vi, ouvi ou vivi que me inspirou em algo que escrevi em Clér. Mas nada diretamente ligado à minha vida. É apenas uma ficção para a reflexão.

Chegando de cabeça no mercado literário, Pablo Madeira estreia com seu livro Clér, um romance que conta a história de amor entre um casal homossexual que sofre com homofobia, um assunto que tem sido motivo de debates e alvo dos “haters” em redes sociais. Aborda também temas como família, alcoolismo, mas, acima de tudo, seu livro é um romance. Publicado pela Editora Deuses (SP), o livro vem conquistando seu espaço, e o autor conversou com a gente sobre seu livro, seus métodos de escrita e seus próximos projetos. Em quais autores você se inspirou, ou seja, quais escritores o ajudaram a tomar a decisão de escrever e, posteriormente, publicar? Pablo Madeira: Os autores que me inspiraram a escrever foram Victor Hugo, Stephen King, J. K. Rowling, Dan Brown, Bernard Schlink e Becca Fitzpatrick. Cada vez que li um livro desses autores, me senti mais fascinado pela escrita e inspirado também. Qual a parte ou momento mais difícil enquanto escrevia esse livro? Pablo: Para mim, a parte mais difícil para escrever Clér (ou qualquer outro livro) é o começo. O começo da história eu sempre acho mais complexo porque é onde vou apresentar os “cenários”, personagens e começar a desenvolver a história. Sempre acho essa parte complexa e cansativa. Qual foi a inspiração para escrever Clér? Ele é baseado em pessoas reais? Pablo: A ideia de escrever surgiu em 2010, se não me falha a memória. Eu havia assistido a uma reportagem na TV onde um casal homossexual estava andando em um metrô de São Paulo quando foi agredido, e um deles levou uma “lampadada" no rosto. Achei aquilo o cúmulo do absurdo e mexeu muito comigo. Não consegui dormir pensando naquele acontecimento. Foi aí que comecei a ter uma ideia para escrever um livro que abordasse esse tema, tão

O que mais te perturba na arte de escrever? Pablo: Acho que é o medo de as pessoas não gostarem da minha história. Sei que ninguém consegue agradar a todos, mas tenho medo de não conseguirem tirar algum proveito do que escrevo para se levar pra vida. Não quero escrever só por escrever. Quero que as pessoas se incomodem com algo e reflitam sobre isso. Qual seu sonho profissional? Pablo: Acredito que, como a maioria dos autores, meu maior sonho é viver dos meus livros. Ser um dia reconhecido e respeitado como escritor e que as pessoas não pensem que isso é apenas um hobby.

tão sério, que é a homofobia. Se o livro é baseado em pessoas reais? Não. Foi tudo criado em minha cabeça mesmo. Porém, acredito que histórias como essa do meu livro acontecem – de certa forma – com muita gente por aí. Você está sofrendo algum tipo de preconceito pelo fato de ter escrito um livro de temática gay? Pablo: Apesar do livro ter a tematica gay, também abordo um pouco sobre os estragos que o alcoolismo pode causar em uma família. Mas, respondendo à pergunta, não. Pelo menos, AINDA não. O seu próximo livro será sobre o quê? Pablo: Meu próximo livro ainda está sendo escrito (risos). A princípio, também segue o estilo do primeiro (Romance / Drama / Ficção). O que eu posso dizer no momento é que é uma bela história sobre um adolescente que tem uma deficiência física e tem o sonho de um dia se tornar escritor. Ele escreve o seu dia a dia em um diário. Pronto! Só isso o que posso falar por hora! (risos).

Quanto tempo você demorou para concluir Clér, desde a elaboração das ideias até o final? Pablo: Eu escrevi o livro Clér no final de 2010 e mandei para diversas editoras que recusaram. Isso foi muito bom, porque em termos, o livro não estava pronto. Acabei deixando ele na gaveta durante todos esses anos que se seguiram, até que, em 2015, resolvi pegar o original e reescrevê-lo, alterando nomes e acontecimentos. Mandei para a Editora Deuses e eles gostaram, e assinei o contrato em junho do ano passado.

Você recebe apoio por parte de seus familiares e amigos, tanto na profissão quanto no tema de Clér? Pablo: Para ser sincero, não. Tenho muitos amigos e familiares, e é claro que estão felizes por mim e com essa conquista. Mas enquanto escrevia, foram poucos que se preocuparam de verdade com esse sonho. Acho que muitos não conseguem ver isso como um trabalho. No fundo, eles não levaram a sério a ideia. Mas não fico triste por isso. Agora, eles entenderam que não desisti. Hoje sou um escritor. ■

Qual a sensação de ter a sua primeira obra publicada? Pablo: Sinceramente? A minha ficha ainda não caiu! (risos) Mas na hora em que eu segurei meu primeiro exemplar em minhas mãos, fui a pessoa mais feliz do mundo. O quanto há de experiências suas no livro? Pablo: Essa é uma pergunta um pouco complexa, mas tem um pouquinho de algumas coisas que já vivi, porém de maneira bastante distorcida e até cruel, às vezes. Sempre Por Estevão Ribeiro @estevaoribeiro redacaobookaholic@gmail.com


CARTAS DOS BOOKAHOLICS

PARABÉNS PELA INICIATIVA Sinceramente, já faz muito tempo que uma revista como essa deveria estar rolando por aqui. Tem publicação de tudo, de artesanato, arquitetura, decoração, música, até de coisas que pouca gente se importa tem publicação específica, menos para literatura – pelo menos, não com conteúdo completo como foi anunciado dessa revista. Espero que ela vire logo revista física pra gente poder comprar e ter em casa, fazer a coleçãozinha. Parabéns! E André Vianco na capa? Show! Primeira edição começando com tudo! Valeu! Lucas Mosquetta, São Paulo-SP Valeu, Lucas, pelo apoio! É verdade, já faz muito tempo que a gente vinha sentindo essa necessidade. Eu sou apaixonada por decoração e artesanato que você falou – embora não seja minha área de atuação – e tenho assinatura de uma revista dessas. Meu marido também tem assinatura de revista sobre música, e eu percebi que adoraria ter uma revista literária. Por isso criamos a Geração Bookaholic. Tomara mesmo que um dia cheguemos à revista física. Eu também quero fazer minha coleção, falou? Abração! Débora Falcão COMO NINGUÉM PENSOU NISSO ANTES? Não entendo porque ninguém pensou nisso antes! Isso facilita as coisas, porque posso agora ver várias opiniões e sugestões de livros antes de comprar. Eu sempre me perco na livraria, querendo levar de tudo, e tem muita coisa que não conheço. Além de divulgar novos escritores e, claro, a gente conhecer mais sobre eles e sobre os escritores favoritos pelas entrevistas. E o que é a seção Literavídeo? Acho que vai ser minha preferida!!! Mônica Sales, Belo Horizonte-MG É isso aí, Mônica. Também me faço a mesma pergunta (risos). Que bom que gostou da seção, acho que cada leitor terá sua preferida. Espero que goste dessa primeira edição da Geração Bookaholic, ela foi feita com muito carinho. Abraços! Débora Falcão

ção. Uma delas, é a matéria do Literavídeo, sobre Jogos Vorazes e sua adaptação para os cinemas, e que ainda conta com 40 curiosidades para você. Outra matéria é a especial sobre a Saga Cidade de Cristal, e a matéria do Leitura em Série, sobre a saga Divergente. Espero que goste dessas matérias e da revista por um todo! Continue se correspondendo conosco! Abraços! Débora Falcão CHIC-LIT NO AR! Gente, para tudo! Adorei a ideia! Espero que façam uma matéria especial sobre o gênero chic-lit, que eu adoro! Poderiam falar sobre alguns livros, e tal! E valeu aí a iniciativa! Maria Clara Oliveira, Natal-RN Oi Maria Clara! Tudo bem? Que bom que gostou da ideia! E adorei a sugestão! Anotado para a próxima edição, ok? De qualquer forma, fique ligada na seção Resenhas, que tem algumas novidades no gênero! Abraços! PARCERIA Gostaria de saber se vocês fazem parcerias com autores. Sou um autor independente, e gostaria de divulgar meus livros. De qualquer maneira, gostaria também de parabenizar a todos os que estão trabalhando na revista por criar uma publicação tão interessante e tão importante para nós, autores e leitores. Com certeza é a publicação que faltava nas livrarias e revistarias. E com certeza será minha publicação preferida. Serei leitor assíduo de vocês! Joel Ruzah, Itu-SP Olá, Joel. Que bom que gostou da publicação, muito obrigada pelo carinho! Ainda não estaremos distribuindo a revista no formato físico, então, a Geração Bookaholic ainda estará faltando nas livrarias e revistarias – que pena. Mas por enquanto, a revista é digital e gratuita, então, aproveite! Quanto à parceria, sim, claro que fazemos! Mas da seguinte forma: Você envia o livro para nós (formato físico ou ebook) e nós fazemos a leitura e resenha. Lembrando que fazemos uma resenha que representa a opinião de quem ficar responsável pela leitura, e não a opinião da revista. E não fazemos resenhas encomendadas, ok? Você pode mandar os livros que quiser tanto para a seção Resenhas quanto para a seção Manuscritos. Entre em contato através do email redacaobookaholic@gmail. com colocando no campo assunto RESENHAS ou MANUSCRITOS. Enquanto isso, espero que goste de nossa primeira edição! Abraços!

PARABÉNS E CONTINUEM! Adorei tudo, estou curtindo muito a ideia e mal posso esperar para começar a ler todas as matérias e todas as seções. Amei ver tudo o que vocês postaram no blog da revista, achei tudo incrível! Valeu pela ideia que vocês tiveram, espero que não demore a sair a revista física, adoraria fazer coleção. Letícia Madureira, Guaíra-PR Olá, Letícia! Um prazer conhecer alguém de Guaíra, uma cidade que morei e tenho ótimas recordações! Obrigada pelo email, amamos muito receber esse feedback, essas informações. É muito legal isso. Obrigada e continue escrevendo. Agora está aqui a edição para você curtir. Espero que goste de tudo! Abraços e até a próxima edição! QUERO PARTICIPAR! Como faço para participar da revista? Sou blogueira, leitora, bookaholic assumida, adoro ler, tenho uma vasta coleção de livros. Gostaria de fazer parte da Geração Bookaholic e da redação. Como faço para participar? Aline Mattias, Rio de Janeiro-RJ Olá, Aline. Obrigada pelo email. Bom, para participar estamos no momento com o grupo cheio de colaboradores, mas nunca é demais, não é? Para ser um colaborador de conteúdo da Geração Bookaholic você precisa, em primeiro lugar, enviar um email para nós através do redacaobookaholic@gmail. com colocando no campo assunto COLABORAÇÃO. Então você vai solicitar informações sobre como colaborar. Assim, nós responderemos com todos os passos e com um questionário que você deve responder para que nós possamos saber em que seção poderemos encaixá-la. Mas não se esqueça: o fato de você responder o questionário não a configura como colaboradora. Nós precisaremos confirmá-la ok? Vamos esperar seu email! Abraços!

Você também pode participar da Geração Bookaholic! Basta enviar um email para nós que sua mensagem será publicada aqui nesta seção. Mostre que você também é um bookaholic, um viciado em livros, e dê sua opinião, sugestão ou críticas com relação a matérias publicadas e seções que você gosta ou não. Participe, estaremos aguardando seu email! Mande um email para redacaobookaholic@gmail.com e coloque no campo assunto CARTAS.

UMA IDEIA É FALAR DE SÉRIES Adoro séries e sagas! Principalmente de distopia, são minhas preferidas. Vocês poderiam fazer uma matéria sobre elas! Alice Venâncio, Recife-PE Olá, conterrânea Alice! Obrigada pela mensagem! Bom, se você gosta muito de distopias e sagas, vai adorar duas matérias que estão rolando nesta edição. Escreva para a Geração Bookaholic – Email: redacaobookaholic@gmail.com (campo assunto: CARTAS)

TOP 3

OS PREFERIDOS DA REDAÇÃO – Quer que seu TOP3 também apareça aqui? Mande sua seleção com seus três livros preferidos e nome do autor para redacaobookaholic@gmail.com colocando TOP3 no campo assunto.

Débora Falcão (Redatora Chefe) Paraíso Perdido – Eduardo Spohr Dois Mundos – Simone O. Marques O Círculo Rubi – Richelle Mead Renata Vasconcelos (Colaboradora) Amante Meu – J. Ward Guerra Negra – Débora Falcão Não Pare – Nome do autor Helena Souza (Colaboradora) A Casa Negra – Stephen King e Peter Straub

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Geração Bookaholic – Sua Revista Literária

Polianna – Eleanor H. Porter A Imortalidade – Milan Kundera

O Demonologista – Andrew Pyper

Roberta Costa (Colaboradora) Intergalactica – F. P. Trotta Lugares Escuros – Gillian Flynn

Giuliana Sperândio (Colaboradora) A Promessa da Rosa – Babi A. Sette Ímã de Traste – Fê Jhones Fragmentados – Neil Shurstman

Quando o Amor nos Salva – Filipe Ferreira

Márcia Lopes (Colaboradora) Caixa de Pássaros – Josh Malermann O Cirurgião – Tess Gerritsen

Aione Simões (Colaboradora) HP-Prissioneiro de Azkaban – JK Rowling

O Sol é Para Todos – Harper Lee Todo Dia – David Levithan


CONTRACAPA Por Helena Souza

Um Livro pra Chamar de Seu Pensei muito em qual seria o assunto que eu estrearia a coluna. Teria que ser algo positivo. Então qual motivo teria para que eu não falasse diretamente com quem se considera (aspirante a) autor e autora? O começo de ano faz com que a gente tenha mais disposição em voltar para as metas feitas e esquecidas logo no início do anterior, não é mesmo? Sabe aquela promessa de terminar seu livro? Ou aquela de começar um? Então, as cumpra em 2016! Sério. Não estou dizendo que vai ser fácil, você provavelmente irá enfrentar bloqueios e preguiça, mas a maravilha de ter um livro para chamar de seu faz com que o ânimo volte com tudo. Sem falar na façanha de ter seu próprio mundo escrito, seus personagens e as diversas vidas e caminhos. Entrar no mundo literário como alguém que cria é algo inesquecível. Após tanto tempo apenas consumindo livros, estufar o peito e dizer “Hey! Eu também escrevi um” é gratificante. Não importa a maneira que você começará seu livro, seja em sites de fic, Wattpad ou até mesmo de maneira secreta em um editor de texto no seu computador (ou qualquer outro aparelho que dê para digitar algumas palavrinhas), o importante é começar. Vá apenas com seu ritmo, sem pressão alguma. Não gostou? Volte, apague e recomece. Dê de si para que aquilo transmita o que se passa dentro dessa cabeça criativa. Se isso faz a diferença quando escrevemos, imagina quando alguém lê? A paixão do escritor – e escritora! – por sua obra é muito transparente, notável, não tem como negar ou disfarçar. Existe uma frase que diz que “a persistência é o caminho do êxito”, e é mesmo. Para qualquer desejo na vida devemos persistir, isso não é nada diferente quando escrevemos uma história, seja ela com sua dificuldade na montagem de seu mundo fantástico ou na profundidade dos sentimentos de um personagem. É como dizem por aí: persista e não desista. Tem medo de não ser bem aceito? Tente superar isso, sabia que Stephen King foi rejeitado várias vezes com o seu “Carrie, A Estranha”? Isso pode acontecer com qualquer um, o segredo é você confiar na sua história e seguir em frente. Se você não tem confiança nela, quem mais teria que ter? Começou alguma história e desanimou logo depois? Releia! Procure encontrar o que te deu inspiração para começar. E mesmo se não encontrar, se você gosta mesmo da história, reescreva-a! Mas não a abandone, por favor, mantenha em seu pensamento que esse livro, futuramente, pode ser o favorito de alguém. Bom, com toda certeza, será o seu! Helena Souza é blogueira e contribuirá a cada edição com a coluna Contracapa. Você a encontra em HelenaSouza.com.

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Geração Bookaholic – Sua Revista Literária

PÁGINAS AO VENTO Por Rebeca Cavalcanti

O Eu Verdadeiro e Espontâneo - Tenho medo de perder a espontaneidade. - Esse idealismo é bonito e é próprio dos jovens, e você está certa em ter medo de perdê-lo. Mas não vai ser por ter consciência plena das suas limitações e potencialidades que isso vai acontecer. Admiro sua perseverança em se entregar ao texto. Se assim for, que seja com a alma. O importante é você colocar fogo entre as palavras, e não nas palavras. (Maurício Gomyde in A máquina de contar histórias, p. 159)

Seja você mesmo. Talvez o conselho que mais ouvimos na vida? E nesta busca pelo que é verdadeiro, conseguimos traduzir a intimidade que gostaríamos? Ou sentimo-nos intimidados por esta expectativa de sinceridade? Contar uma história ou um desejo (ou ainda, o desejo de uma história) pode por vezes ter a voz de uma prece: silenciosa, embora irrequieta, como se estivéssemos à espera da melhor das frases. E qual o vencedor nesta luta entre o nãodito (o fogo entre as palavras) e tudo o que por motivos de timidez ou soluço não conseguimos dizer? Primeiras palavras costumam ser ensaiadas. E já no oitudo-bem ouvimos indiferenças e sorrisos. Ainda assim, neste continuum de coragem e tropeço, que encontremos forças para sempre dizer. Nesta primeira edição da Geração Bookaholic, espero que realizemos este desejo: o de escrever como se o devaneio se transformasse em texto e, quando já no coração do leitor, algo forte como a poesia. Como se num encontro de palavras tortas e corações alinhados, acredito que o ofício do escritor seja doar este tanto de (sua) vida em cada letra ou entrelinha, assim como o do leitor o de recontar (e reencontrar-se em) toda criação compartilhada. Mas... e quando os encontros não se realizam? Continuamos com a página, até as almas cansarem seu fôlego? Ou, como um antigo texto nos diz, teu nome no meio da página será sempre a melhor das declarações? Sei que é preciso vontade. Para o impensado e também o texto escolhido. Para que assim o leitor-confidente ouça nossa precisão e soluço e complete o que ficou pelo caminho. Neste momento, alguma história poderá ter um início. E quem sabe até o você mesmo junto a um sorriso.

Rebeca Cavalcanti é blogueira e contribuirá a cada edição com a coluna Contracapa. Você a encontra no blog Papel Papel.


LETRAS FANTÁSTICAS Por Roberta Costa

REDESCOBRINDO O BRASIL Por Giuliana Sperandio

Redescobrindo o Brasil Literário

Estimulando a Leitura Olá, amores! Bom, chamo-me Roberta e, além de minha profissão de formação que amo muito (psicóloga), sou também uma bookaholic assumidíssima! Gostaria de falar um pouco a vocês o motivo de tanto gostar do hábito de leitura e, quem sabe, trazer mais algumas pessoas para este lado. Acredito que a leitura tenha três papéis principais: informação, aprendizado e prazer. Os dois primeiros estão ligados principalmente aos estudos, após aprendermos a ler, e inúmeros textos passam por nossas mãos, sejam por obrigação (escola, faculdade, trabalho) ou por necessidade (aqueles que nos trazem informações pertinentes que facilitam nosso dia a dia, jornais, revistas, entre outros). O terceiro e não menos importante papel, LEITURA POR PRAZER. E está ligado ao próprio hábito de leitura. E que hábito! A leitura enriquece o vocabulário, transmite cultura e conhecimento de uma geração a outra, estimula a criatividade e a imaginação, auxilia no desenvolvimento do senso crítico e, sim, ajuda até mesmo nossa saúde, visto que o cérebro de um leitor mais assíduo está constantemente ativo e recebendo informações (estímulos). Já ouvi muitas pessoas dizendo “Não tenho paciência pra ler” e sempre fico na dúvida quanto à veracidade desta frase. Não tem paciência ou não tem hábito? Ao meu ver, acredito que estas pessoas simplesmente ainda não descobriram a leitura que mais lhe agradam. Ok, ok, verdade seja dita, muitos não possuem esse hábito por falta de estímulo. Agora, vejamos como é fácil estimular o gosto de ler. O processo tem início ainda na infância, antes mesmo de aprendermos a ler e a escrever. Aquelas histórias contadas ou lidas por pessoas queridas (familiares ou professores) são o ponto de largada. Uma criança que possui livros sempre ao seu alcance em sua rotina, certamente desenvolverá tal hábito com maior facilidade. Mas, se você não teve isso, não precisa se preocupar, nunca é tarde! O leque de possibilidades é tão variado que tenho certeza de que você se identificará com pelo menos um gênero literário. Basta se permitir embarcar nessa viagem, rumo ao desconhecido. Deixe sua curiosidade te guiar e as surpresas serão incríveis! Poderá descobrir até mesmo sentimentos e sensações que nunca imaginaria... Espero que tenham gostado e ficado pelo menos um pouquinho curiosos com este mundo de aventuras, onde o impossível não existe. Venham com a gente, e não se arrependerão! Roberta Costa é psicóloga e blogueira, dona do blog Livros da Beta, adora livros de fantasia, new adult, suspense e terror. Dá uma passadinha lá no blog!

Esses últimos anos no Brasil tivemos altos e baixos literários. Baixa no setor editorial, que foi um dos que mais sofreu com a crise econômica que nosso país vem atravessando. Isso não fez com que os leitores diminuíssem, pelo contrário, em contramão com as estatísticas vem crescendo o número de leitores em formatos digitais, os chamados e-readers, que são mais baratos e mais acessíveis, e junto com eles também vem crescendo o número de autores apaixonados que se dedicam à escrita diariamente, sem que consiga competir com esse tsunami estrangeiro que vem tomando nossas livrarias. Na verdade, muitos deles ganharam autonomia através dessa onda digital com a autopublicação chamada KDP da Amazon. Eles são autores exemplares que muitas vezes são ignorados pelas grandes editoras, mas como falei antes, estamos em crise, e publicar livros de fora está ficando com o custo mais elevado, e a forte pirataria de arquivos digitais tem obrigado as editoras a recorrerem ao plano B, coincidentemente, B de Brasil! Yes! E isso tem acontecido de uma forma animadora. Hoje podemos observar nomes despontando de norte a sul do país em nosso meio literário, como a carioca FML Pepper que publicou esse ano sua trilogia Não Pare, pela editora Valentina, ou a booktuber Kéfera Bunchmann, que com o crescimento das novas mídias sociais se tornou viral e publicou o livro Muito Mais que Cinco Minutos pela editora Cia das Letras. Mas ainda não é desses autores que vamos falar aqui, pois vamos mais fundo para desbravar esse nosso país. Essa coluna é exatamente para trazer para vocês aqueles autores que merecem uma atenção e que muitos ainda não conhecem. Eles só estão esperando uma chance dos leitores, e ser lido é o sonho de cada um deles. E hoje o assunto é Chic-lit, um gênero que vem crescendo no gosto popular. Particularmente é um estilo que muito me agrada, pois trata o romance de uma maneira leve e engraçada. Temos vários autores que vêm se aventurando e se saindo muito bem. Nessa minha curta trajetória como blogueira tive o privilégio de topar com muitos talentos. Dois livros que me chamaram muito a atenção no ano de 2015 são: As Grandes Aventuras de Daniela, da autora catarinense L. L. Alves, que está previsto para sair em formato impresso pela Editora Arwen este ano, e o livro da baiana Fê Friederick Jhones, Ímã de Traste, lançado na Bienal do Rio de Janeiro em 2015 pela Editora Tribo das Letras. As Grandes Aventuras de Daniela é um Chic-lit que aborda um assunto bem atual, que é a busca pela aceitação de uma personagem bem fora dos padrões estéticos. Passa uma mensagem de superação e autoconhecimento com doses engraçadas. Por ser escrito em primeira pessoa, você acaba se tornando mais íntimo da personagem principal. Ímã de Traste é um Chic-lit que também tem uma mensagem de autoconhecimento e superação de uma forma envolvente e divertida, e relata as más escolhas e a busca da personagem por seu verdadeiro amor, além de uma dosagem dramática ao longo da trama que vai fazer o leitor dividir seus sentimentos entre sorrisos e lágrimas. Não tenham medo de desbravar o nosso Brasil Literário. Há preciosidades espalhadas por aí! www.geracaobookaholic.blogspot.com

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Por Débora Falcão

Quem gosta do gênero terror, ou apenas se vê atraído por histórias de vampiros, certamente já deve ter ouvido falar nele. André Vianco conquistou seu espaço aos poucos, com seus personagens fantásticos, suas cenas eletrizantes de ação e aventura. Best Seller em alguns títulos, hoje pode viver de tudo o que escreve, sempre atraindo pelo gênero do terror. Há quem o chame de mestre do terror da atualidade no Brasil, mas o que André Vianco deseja é fazer com que os leitores embarquem em suas ideias, viajem em suas fantasias, e tenham uma boa diversão. Embora já seja conhecido pelo gênero, o autor resolveu cruzar a linha do confortável e partir para algo diferente. Foi então que escreveu Dartana, um romance fantástico que ainda está em processo de revisão e editoração para ser publicado – esperamos – este ano. O autor falou com exclusividade à Geração Bookaholic, e trouxe para nós todas as novidades desse novo gênero em que está se aventurando, além do novo selo Calíope – em que está republicando suas obras, entre elas, Os Sete, com nova capa, já disponível – e também sobre seus títulos antigos, títulos novos, curiosidades e mais. Confira a entrevista exclusiva que o autor concedeu à Geração Bookaholic! Primeiramente, gostaria de agradecer a oportunidade dessa entrevista, e parabenizar por suas obras. Particularmente, tenho quase todos os livros – faltam uns poucos para completar a coleção. Foi difícil o começo como escritor? Quanto tempo até conseguir ser Best Seller com Os Sete? Vianco: Sim. Acho que é um denominador comum para escritores, não tem começo fácil para autores no Brasil. “Os Sete” chegou preenchendo um vácuo no mercado literário nacional, o terror para adultos (tudo bem que meus leitores comecem aos 14 anos!), tratando o leitor como gente grande para lidar com o gótico, com o sublime. Você sempre quis trabalhar como escritor, seja na área da ficção ou jornalismo? Ou já havia pensado em desistir e fazer outra coisa? Vianco: Eu na verdade já fazia outra coisa. Eu era atendente numa empresa de telemarketing. Foi com a grana do FGTS, quando fui demitido, que investi na impressão da primeira tiragem de “Os Sete”. Eu sempre soube que queria escrever, mas daí a ser escritor tem uma distância. Ninguém

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Ninguém te valida como escritor. Você “precisa” escrever para ser escritor. Uma hora os livros começam a aparecer e a tomar forma em sua mente. Seu primeiro romance foi O Senhor da Chuva, e que abriu as portas para o tema principal da maioria de seus livros, o sobrenatural com o tema Vampiros. “Os Sete” foi seu primeiro Best Seller nesse gênero. Como foi criar o ambiente/clima para esta história? Como surgiu essa ideia do surgimento dos vampiros, explorada em “Os Sete”, “Sétimo” e na Trilogia “O Turno da Noite”? Vianco: “Os Sete” veio diretamente de “O Senhor da Chuva”. Lá para o meio do livro (OSC), sem

“Ninguém te valida como escritor. Você ‘precisa’ escrever para ser escritor.” André Vianco sem esperar, eu criei um personagem que era vampiro. No começo, ele ficou um pouco deslocado, mas foi se achando na trama e eu fui curtindo as possibilidades. Criar Samuel foi a semente para querer contar uma história só com vampiros. Quando terminei de escrever “O Senhor da Chuva”, “Os Sete” surgiu em minha mente. A única coisa que eu sabia naquele momento sobre “estrutura narrativa” era por intuição, ainda assim, depois de assimilar tudo o que eu lia, tudo o que eu assistia e via na época, consegui mimetizar os “beats” do terror com vampiros dentro de “Os Sete” e ele se tornou, rapidamente, um Best Seller. Por falar em Turno da Noite, você chegou a escrever um roteiro, adaptado da trilogia, e dirigiu o episódio piloto para um seriado de TV. Você chegou a apresentar este piloto a alguma emissora? Como foi esse processo? Vianco: Foi agridoce. O audiovisual nacional, desde Mojica, ficou com este vazio do fazer de terror. Tem muita gente tentando realizar audiovisual de terror, mas nem as produtoras, nem as distribuidoras levam a sério a produção nacional. Os números da indústria audiovisual brasileira são tristes e bastante intimidadores para os produtores independentes. A indústria já é difícil pa-

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qualquer um que quiser narrar ficção que não caia em questões sociais, denúncias, favela ou comédia “padrão Globo”. Existem raras exceções fora dessa curva temática que vicejam e fazem boa bilheteria. Parece que o Brasil não gosta de se divertir com ficção de gênero nas telas. Mas também existe uma boa parcela de culpa, não só dos produtores que não apostam, dos distribuidores que não se animam, mas dos que contam a história. É aí que eu entro com minha parcela de culpa em “O Turno da Noite”. O piloto do seriado foi todo bancado do meu próprio bolso e, tecnicamente, ficou impecável, incrível mesmo o resultado obtido com tão pouco investimento. Já a narrativa não funcionou. Os espectadores não se ligaram em “O Turno da Noite” porque não havia um roteiro bem formado. A aposta que eu fiz em 2010 foi de produzir um piloto que fosse um showroom da capacidade de produção da Criamundos, minha produtora, e eu superestimei minha capacidade de contador de histórias, saindo da literatura e indo para um roteiro de seriado de cara. Acontece que naquela época eu não sabia que contar um seriado é uma das tarefas mais complexas que um roteirista pode enfrentar. Eu falhei gigantescamente no roteiro do piloto de “O Turno da Noite” e então, a partir daí, eu saí numa jornada para tentar entender o que tinha dado errado


rado e encontrei respostas fantásticas que, além de me apontar o caminho para contar melhor minhas histórias, encheram meu arsenal de narrador. Nada foi perdido. Também trabalhei por quatro anos na Rede Globo onde aprendi bastante com grandes roteiristas e vários colegas, atingindo um novo patamar como roteirista. Você já recebeu alguma proposta para vender os direitos de outro livro para produção de cinema no Brasil? Ou esse mercado ainda está meio “fechado” para adaptação de livros de ficção nacionais? Vianco: Todos os anos sou procurado por diretores e produtoras. Uma hora a coisa vira, a coisa dá certo. Aliás, por falar nisso, sinto muita falta desse tipo de filmes no cinema nacional. Qual sua opinião sobre isso? Você acha que o cinema nacional está perdendo esta fatia de mercado – já que multidões vão aos cinemas brasileiros para ver esse tipo de filme internacional? Ou o cinema nacional já está estabilizado e criou uma identidade própria? Vianco: O cinema brasileiro não anda sem financiamento do governo, o que é uma pena e uma armadilha. Acho até que por conta desse sistema a posição do roteirista fica relegada a um quarto, quinto plano. Não interessa se a história contada vai se conectar com a plateia. O filme já está pago, então as produtoras não se preocupam com o desempenho do filme nas bilheterias, então não se preocupam se o roteirista que está cuidando do projeto sabe ou não se conectar com a plateia. Tanto faz. Acho que esse é um elo bastante fraco da cadeia do nosso cinema. Mas olhando para como a indústria se transformou por conta da internet, do streaming, sem o apoio do governo muitos empregos seriam perdidos e, provavelmente, nem meia dúzia de filmes brazucas chegaria às telas. Também não quero generalizar aqui. Os programas de investimento do governo em audiovisual fazem ser possível grandes filmes, grandes dramas que foram produzidos nos últimos anos que, sem esse apoio, sem esse sistema, não sairiam do papel. Minha tristeza é ver que não existe um modelo autossustentável de produção de longas no Brasil. A conta não fecha. Se você investe cinco milhões na produção do filme, tem que investir mais dez milhões na promoção do filme. Aí fica difícil recuperar essa grana na bilheteria quando as salas estão praticamente reservadas para a Marvel, DC e Disney. Sobram pouquíssimas sessões para os filmes nacionais e mesmo até para muitos dramas estrangeiros que estão circulando pelo mundo e encontrando os exibidores de portas fechadas para qualquer coisa que não seja um blockbuster. É um fenômeno mundial. Eu amo Star Wars, gosto um pouco do Batman, mas tem que ter um pouco mais de espaço para filmes sem George Lucas ou capas e heróis voadores – eu sei que é choro, que é mimimi, mas o mercado está nesse pé, infelizmente.

Muitos querem começar a ler André Vianco – talvez este seja o seu caso neste momento, talvez você não conheça suas obras e queira mergulhar nesse mundo fantástico de vampiros e seres sobrenaturais – e começam por qualquer livro. Bem, aqui vai um guia especial para ajudar a você, leitor, a ler os livros de André Vianco numa ordem mais coesa e coerente, para que a história se apresente a você de modo perfeito, sem falhas. Este é um guia especial para iniciá-lo na leitura e conhecer os personagens noturnos que trazem para nós muita aventura e muita ação, além de terror, que é a marca registrada do autor. Então, comece hoje mesmo sua coleção. Seguindo este guia, você terá uma leitura muito mais interessante. Os demais livros de Vianco que não estão neste guia não se tratam de vampiros, por isso, podem ser lidos independentemente. Vamos lá? 1.

Entendendo a Origem dos Noturnos

“Os anjos e os demônios estão em guerra.” Esta é a frase na capa das primeiras edições do livro, que ganhou outra capa em nova edição pela mesma editora – Novo Século. É possível ainda en-contrar o livro em livrarias como a Saraiva, apesar de os livros terem parado de ser impressos pela Novo Século. É possível encontrá-lo ainda em sebos ou com o próprio autor. O Senhor da Chuva é o início de tudo, e se você quiser começar a leitura dos vampiros, comece com ele. Quando o anjo Thal é perseguido e atacado por demônios, ele decide dominar o corpo de uma pessoa, violando assim as regras sagradas. Porém, esse ato terá consequências funestas, pois ele dá direito aos demônios de começar uma guerra. Começa então o confronto sobrenatural entre os dois exércitos. De um lado, anjos de luz. Do outro, demônios das trevas. E o cenário terrestre, antes tranquilo e belo, será o campo de batalha quando essa guerra começar. Este livro é o começo de tudo, pois existe uma regra nesta guerra, chamada de Batalha Negra: os demônios têm uma vantagem, e esta vantagem transformará para sempre a vida de Samuel, irmão de Gregório. Ambos ficam em lados diferentes da Batalha, e é ela quem dá origem aos noturnos. Para saber mais, só lendo o livro, pois qualquer informação além dessa será spoiler.

Você já dirigiu três curtas. Cinema também é algo que você adora fazer. Você gostaria de trabalhar de forma mais expressiva nessa área ou é apenas um hobby? Vianco: Amo cinema. Comecei a aprender a contar histórias através de filmes e seriados que eu assistia na infância, encharcado também por quadrinhos e videogames. Não é só um hobby; cinema e seriados pra mim é coisa séria, é um campo que eu persigo. A Criamundos fará seu primeiro longa agora em 2016 usando uma fórmula interessante. Eu preciso provar pra mim mesmo que tem como fazer cinema autossustentável. Que é possível contar uma história de duas horas que seja distribuída de forma minimamente justa, mas com uma dramaturgia bem montada, com uma história instigante para a audiência.

2.

Os mais poderosos vampiros no Brasil

Apesar de não ter sido publicado em livro, e sim em HQ, a série Vampiros do Rio D’Ouro conta a origem dos sete vampiros mais importantes da saga de Vianco. Embora a leitura não seja obrigatória, e o leitor não precise ler esta saga para ler os demais livros, é uma leitura adicional bem interessante, e se você quiser ler na ordem cronológica, o ideal é lê-lo antes de Os Sete. Mas a leitura dela após a leitura dos livros posteriores não tem probleleitora

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audiência. O jeito que as pessoas consomem o audiovisual já mudou e é preciso ir ao encontro dessas mudanças. Notamos em seus livros várias referências musicais, como o grupo Ramones, por exemplo. Esse é o tipo de música que você mais gosta ou você escolheu pensando única e exclusivamente em seus personagens, e não tem nada a ver com o seu gosto pessoal para música? Vianco: Amo Ramones! Mas tem de tudo nos meus livros. Ora depende do personagem, ora é uma vontade minha. Mas, a título de curiosidade, raramente escrevo ouvindo música ou bebendo vinho

Vianco: Nossa, vários! Eu gosto de inventar gente interessante e me apego demais aos personagens durante o processo, durante o tempo em que convivo com elas. Terminar um livro é como trocar de emprego. Quando você começa uma história nova conhece gente nova, mas fica com saudade dos velhos amigos. Por isso que não é raro eu revisitar minhas histórias, criar um período de dupla jornada em minha mente. Sou muito apegado à Raquel, ao Bento Vicente, à Darla, ao Bento Amintas (Saga Vampiro-Rei), ao Gregório (O Senhor da Chuva), aos vampiros Inverno e Acordador (Os Sete e Sétimo), Jeliath, Dabbynne e Ugaria (esse trio ainda desconhecido pertence ao mítico “Dartana”, que será lançado

do ainda este ano). Calíope foi muito explorada no livro Revelações, segundo livro da Trilogia Turno da Noite. Particularmente, senti que ela merecia um livro só sobre ela, sobre sua história, e um “depois” com o capitão Brites, após os acontecimentos no Livro de Jó. Você tem algum projeto especial para Calíope no futuro, ou você já encerrou este capítulo? Vianco: Difícil eu encerrar as coisas em literatura. Eu estou sempre contando histórias. “O Turno da Noite” tem muita história para ser contada ainda, só me falta tempo. O “x” da questão é tempo. Eu, com muita disciplina e dedicação, consigo escrever dois a três Romances num ano. Ainda assim, fica difícil colocar no papel tudo o que eu quero e também atender aquilo que os leitores e fãs querem. Uma hora eu consigo! Crio uns clones, sei lá! (risos). Sobre esse novo selo, como você finalmente decidiu criá-lo e por quê? Vianco: Foi algo bem orgânico e racional. O único papel do selo é agrupar meu “patrimônio” literário, digamos assim, e mantê-lo sob controle e recebendo a atenção correta e que ele merece. Meus livros sozinhos já formam um bom catálogo para qualquer editora. Você publicou “Estrela da Manhã”. Vi que você disponibilizou alguma coisa no Blog do Vianco. Você vai disponilizar o livro inteiro através do blog de forma gratuita, ou apenas alguns capítulos como degustação e venda do livro completo pelo novo selo? Vianco: Ele foi publicado e lançado em dezembro de 2015, já está nas livrarias e, por enquanto, disponível apenas em formato físico. Existe um trecho para degustação postado grátis no Wattpad e também na Amazon (que não deu para postar gratuitamente por causa das regras, mas está com preço mínimo). São oito capítulos que dá para o leitor saber bem onde está pisando.

vinho. Minha hora de trabalhar é bem monótona e regrada (risos).

“Terminar um livro é como trocar de emprego. Quando você começa uma história nova, conhece gente nova, mas fica com saudade dos velhos amigos.”

Você conseguiu criar um universo totalmente diferente de “Os Sete” com a saga “O Vampiro-Rei” e a “Noite Maldita”, apesar de ter o mesmo tema: vampiros. Você juntou o mesmo tema, de uma forma bem diferente, com distopia, um gênero que ainda não havia se popularizado na época e que hoje é uma febre. Como foi a criação do personagem Bento, o herói da série? Como foi esse processo de criação? (Eu adoro o personagem Bento Lucas!). Vianco: Cada livro chegou por um caminho caminho. “O Vampiro-Rei: Bento”, o primeiro volume da série, me pegou de uma forma diferente. Eu quis contar a história de um jeito diferente para mim mesmo. Eu coloquei o Lucas naquele quarto azulejado branco e era tudo o que eu e ele sabíamos então. Eu fui desenrolando a história junto com ele. O legal é que o leitor pode acompanhar isso claramente. É um começo de livro confuso, perturbador e misterioso. A história foi tomando forma aos poucos depois que Lucas deixa aquele quarto de quarentena e descobre que esteve adormecido por trinta anos. Você saiu da Novo Século e, pouco tempo depois, anunciou nas redes sociais o novo selo, Calíope. Calíope é sua personagem preferida de suas obras? Ou há algum outro personagem favorito?

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Geração Bookaholic – Sua Revista Literária

André Vianco

Você anunciou “Dartana” ano passado, seu 15º romance, e que ele talvez fosse publicado pela Rocco. Esta notícia está desatualizada ou procede? Há alguma novidade em relação a “Dartana” que precisa ser atualizada para nós, leitores no aguardo? Vianco: “Dartana” está lá, guardadinho pela Rocco, e será publicado agora em 2016. A editora ainda está definindo qual será o melhor mês para lançar essa grande obra de fantasia que é o meu xodó atual. Você disse que, ao escrever “Dartana”, saiu de sua zona de conforto. Como foi essa nova experiência, escrever um gênero um pouco diferente do que você estava acostumado, mesmo tendo o lado sombrio sempre presente? Vianco: Foi bastante desafiador. Escrever nunca é fácil. Conhecer estruturas narrativas


vas ajuda, mas é preciso colocar a alma no livro e deixá-lo vivo, pulsante. É isso o que os meus leitores adoram nas minhas aventuras, nos meus mistérios. Nada é gratuito, nada é por acaso. “Dartana” também teve um lado desafiador na necessidade de criar povos de vários mundos, de mergulhar em caminhos diferentes dos nossos. Foi difícil, demorado, mas valeu todo o esforço. “Dartana” é um livro lindo e será um daqueles que você colocará em sua lista de “Inesquecíveis”. Quando você terminou “Dartana”, falou nas redes sociais que ficou muito contente e orgulhoso do resultado. Já aconteceu de, alguma vez, terminar um livro e não gostar muito de como ele ficou, ou não ficar tão satisfeito quanto com “Dartana”? Vianco: Difícil. Eu só escrevo quando estou apaixonado pela história. Esse é outro trato tácito que tenho com meus leitores. Só escrevo histórias pelas quais me apaixono. Comigo o trato é gritante. É uma regra. A vida é curta demais para investir tempo no que eu não gosto ou não me interessa.

ma algum. Alguns leitores inclusive preferem ler “Os Vampiros do Rio D’Ouro” após a leitura de Os Sete e toda a saga que vem após este livro. Enfim, fica a cargo do leitor. A sugestão do Guia é a leitura antes de Os Sete. 1.

Chegando com Tudo em São Paulo

Você também está escrevendo o segundo volume de “As Crônicas do Fim do Mundo”. Terá alguma ligação com Bento, primeiro livro da saga do Vampiro-Rei, ou é algo totalmente diferente? Vianco: Não tem como ser diferente. “As Crônicas do Fim do Mundo” narra a derrocada social e estrutural do mundo após os eventos de “A Noite Maldita”, e como os humanos e vampiros se ajustaram à nova realidade. É uma história que junta o ponto A com o ponto B num passeio que você já sabe onde vai parar – em Bento –, mas que quando você o fez da primeira vez foi com a janela fechada. Agora, em “As Crônicas do Fim do Mundo”, o trem vai andar com as janelas abertas para todo mundo ver. Parabéns pela sua obra! Sua palavra final. Vianco: Eu que agradeço o espaço para discutir meu trabalho, minha paixão, que é contar histórias, seja em forma de livro, de websérie ou longametragem. O meu negócio é inventar histórias.

Estas são as três capas que o livro Os Sete, o primeiro Best Seller do autor, teve. A primeira capa foi da primeira edição pela Novo Século. Em seguida, a editora lançou os livros com uma nova capa, para fazer a coleção e já pensando no Box Os Sete e Sétimo.

Você pode encontrar o André Vianco no Facebook com seu perfil oficial (André Vianco). Também pode ficar por dentro de tudo o que ele publica e todas as informações sobre seus livros, novos lançamentos e selo Calíope através do seu blog: BlogdoVianco.com. André Vianco também está sempre presente no twitter: @andrevianco. Seus livros estão disponíveis para compra nas seguintes livrarias: FNAC (São Paulo), Submarino.com, Livrarias Curitiba (Paraná), e nas livrarias em todo o Brasil: Saraiva, Cultura e Leitura. Procure a livraria mais próxima de você e adquira já seu exemplar. Entre em contato diretamente com o autor através do email andrevianco@gmail.com, e mande seu feedback, sua opinião, crítica, sugestão, ou só um alô. O autor é super atencioso com seus leitores. ■

Uma caravela é encontrada pela equipe de Tiago ao consertar alguns canos no fundo do mar, e dentro dela uma caixa de prata com uma frase: Não abra esta caixa. Claro, a caixa foi aberta, e dentro havia sete cadáveres. Até que, em determinado momento, um deles acorda, e impressionantemente o ambiente fica mais frio. Inverno, um dos Sete Vampiros do Rio D’Ouro acorda, e um caos se inicia em São Paulo. O Exército Brasileiro se envolve no problema, buscando se armar para combatê-lo, enquanto Tiago se vê às voltas com um problema bem mais sério. 2.

O Exército de Vampiros

Ainda com o mote do livro anterior, “Tem gente que ainda não acredita em vampiros”, Sétimo dá continuidade à saga iniciada em “Os Sete”. Após um evento que marca o final do livro anterior, Sétimo acorda e inicia o recrutamento de um exército de vampiros neófitos, a fim de montar na cidade de Osasco o seu império na terra moderna. Tiago inicialmente o ajuda, mas é forçado a abandonar o vampiro com cara de adolescente mas extremamente 3.

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1.

A Noite Maldita

mente letal. O tenente Brites, que iniciou a caça aos vampiros ainda em Os Sete, intensifica as buscas, e equipa cada vez mais o Exército para combatê-los, criando armas com munição de prata e ingestão de alho diariamente, protegendo-se. Mas Sétimo não é o único dos Sete que despertou. Após Inverno causar um pandemônio em São Paulo, Lobo também desperta e inicia sua própria matilha. Uma guerra está prestes a acontecer, e Osasco é o campo de batalha. Enquanto isso, Tiago tenta se proteger e proteger seus amigos de uma ameaça interna. 3.

Turno da Noite

A saga O Turno da Noite inicia após os eventos de Sétimo. Ela começa com os Filhos de Sétimo, que são quatro vampiros que sobreviveram aos acontecimentos anteriores. Contatados pelo vampiro Inácio, um vampiro de origem portuguesa, muito antigo e que vive no Brasil desde os tempos da escravidão, os quatro jovens vampiros passam a integrar O Turno da Noite. Inácio comanda uma empresa especializada em combater o crime de modo independente, e os quatro vampiros seriam o ideal, pois possuíam tudo o que eles precisavam: força física, rapidez inumana, etc. Em troca, eles não precisariam matar inocentes para se alimentar, poderiam se alimentar dos criminosos que matavam, desde que não deixassem marcas neles. Quando atirassem, deveriam sugar o sangue pelas feridas da bala. Tudo seria perfeito, se Patrícia, um dos Filhos de Sétimo, não começasse a desconfiar da conduta de Inácio e não percebesse que existia muita coisa por trás de sua aparente bondade. Enquanto isso, no segundo livro Revelações, o Capitão Brites, antigo tenente, passa a manter os vampiros capturados na guerra contra Sétimo em uma base do Exército, e passa a interrogá-los. Nesse meio termo, ele encontra Calíope, uma linda vampira que afirma ter sido escrava no nordeste do Brasil. Sentindo-se impedido de matá-la sem antes conhecer toda sua história – convencido por um professor de que isto seria um desserviço – Brites se vê cada dia mais envolvido por ela. Em O Livro de Jó, a conclusão de toda essa aventura, Inácio tem um propósito: encontrar o vampiro Jó, o mais antigo de todos os vampiros no Brasil e que está adormecido em um esconderijo no meio da Floresta Amazônica. O Turno da Noite descobre, finalmente, qual seu propósito. Então, Jó acorda e usa todos os seus poderes numa conclusão incrível da saga, transformando para sempre a cidade de São Paulo e o Brasil, mergulhando o mundo numa distopia. Os três livros também são vendidos em formato de Box.

Inclusive, o autor ainda chegou a gravar um episódio piloto de O Turno da Noite para série de TV, e está disponível no youtube.

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Apesar de não haver nenhuma conexão entre A Saga VampiroRei e a Saga dos Sete, este é o próximo livro recomendado pelo nosso Guia. Mas, se você decidir ler a segunda saga antes da primeira, não há problema algum, pois os vampiros da saga Vampiro-Rei são diferentes dos vampiros da saga iniciada em Os Sete e sua origem não tem nada a ver com a origem daquela, contada em O Senhor da Chuva. Aqui, o negócio é outro. Claro, você pode iniciar a saga Vampiro-Rei pelo livro 1, mas o interessante é conhecer o início de tudo, que começa com A Noite Maldita, propriamente dita. O evento que mergulhou o mundo numa distopia eletrizante, onde o cair da noite revela seres malignos, começa aqui. Certa vez, ninguém sabe a razão, as pessoas foram dormir e não acordaram. Alguns acordaram dez, vinte, trinta anos depois. Outros permanecem dormindo. Alguns dormiram e acordaram naturalmente e não entenderam nada, e o mundo mergulhou num caos. Desta vez, os eventos atingiram todo o planeta, e não apenas o Brasil. Ninguém sabe o que ocasionou a Noite Maldita, mas sabem que alguns, ao acordarem, não são mais os mesmos... 2.

Vampiro-Rei

A Saga O Vampiro-Rei inicialmente não tinha pretensão de ser uma saga. Vianco publicou o livro Bento, pretendendo que fosse uma história completa. Mas, acabou que suas ideias o motivaram e sua inspiração o impulsionou a escrever as continuações, e foi quando surgiu a saga O Vampiro-Rei 1 e 2. Os leitores começaram a se confundir, acreditando que a história começava em Vampiro-Rei 1, quando na verdade a história iniciava em Bento. Por isso, A Editora Novo Século lançou outra edição, com a saga completa: Saga o Vampiro-Rei livro 1 Bento; A Bruxa Tereza (que corresponde ao antigo Vampiro-Rei 1) e Cantarzo (que corresponde ao antigo Vampiro-Rei 2). Ainda é possível encontrar em sebos as versões antigas, por isso é necessária a orientação acima. A história começa quando Lucas acorda e não compreende o que está acontecendo. O mundo está bem diferente, e ele descobre que, ao invés de ter dormido apenas uma noite, dormiu por trinta anos. E nestes trinta anos, uma raça surgiu e subjugou os homens: os Vampiros. Com isso, as grandes metrópoles, como São Paulo e Rio de Janeiro – entre outras – acabaram virando covis de vampiros, e os humanos construíram fortalezas para se proteger deles, com grandes muralhas. Os vampiros querem encontrar os adormecidos, chamados Rios de Sangue. É quando Lucas descobre que faz parte de uma outra raça especial: os Bentos, humanos com alguns poderes especiais, e são os únicos capazes de combater os vampiros. A história é eletrizante, com sequências de ação de tirar o fôlego, muito suspense, e se completa com a grande batalha contra o vampiro-rei Cantarzo, com vampiros organizados em um exército contra os Bentos. ■


Texto: Roberta Costa Fotos: Divulgação

“Cresci no meio de livros, fazendo amigos invisíveis em páginas que se desfaziam em pó cujo cheiro ainda conservo nas mãos.”

LOUCOS POR QUOTES

Carlos Ruiz Zafón, em A Sombra do Vento.

“Porque, acredite em mim, uma cicatriz não se forma num morto. Uma cicatriz significa: Eu sobrevivi.” Chris Cleave, em Pequena Abelha.

“Crescer significa mudar e mudar envolve riscos, uma passagem do conhecido para o desconhecido.” William P Young, em A Cabana.

“Descende de Adão e Eva. É honra suficientemente grande para que o mendigo mais miserável possa andar de cabeça erguida, e também vergonha suficientemente grande para fazer vergar os ombros do maior imperador da Terra.” C. S. Lewis, em As Crônicas de Nárnia.

“Quando não há mais certezas possíveis, só o amor sabe o que é verdade.” Lisa Genova, em Para Sempre Alice.

Filipe Ferreira, autor do livro “Quando o Amor nos Salva” Twitter e Instagram: @lipeferreirabr Onde comprar: Ebook: Loja virtual Amazon.com.br Físico autografado: filipeferreira.lit@outlook.com

O autor/personalidade escolhe trechos de seus livros preferidos e compartilha com a revista.

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Por Débora Falcão

Se você esteve em alguma feira literária ou festival do livro no segundo semestre de 2015, provavelmente você viu um estande muito especial. Um autor inovador, cuja independência se tornou sua marca registrada. Não por vontade, no início. Zeca Machado até levou seus originais para as editoras, mas recebeu muitos “nãos”. Decidido a não deixar Narhem e Ishiá guardadas em seu computador, correu atrás dos profissionais necessários para deixar seus livros perfeitos em diagramação, revisão e capas, e começou a frequentar as feiras literárias com estande próprio e, juntamente com sua esposa, têm sido um sucesso perante os leitores. Contando a história das gêmeas Narhem e Ishiá, que por causa de uma profecia centenas antes de seu nascimento foram perseguidas e, por isso, separadas quando ainda eram bebê, entrando numa jornada para salvar seu mundo da ameaça do Exército das Sombras, Zeca Machado encanta seus leitores com esta aventura fantástica em A Chave dos Mundos, gerando sempre críticas positivas por parte deles. São seis livros, todos escritos, mas três já lançados (dois em 2015 e o terceiro em janeiro deste ano). Com exclusividade para a revista Geração Bookaholic, Zeca Machado nos fala mais sobre o assunto. Confira a entrevista. A Chave dos Mundos tem sido um sucesso onde você a leva. Como surgiu a ideia para os livros? Zeca Machado: Eu sou fascinado por esse gênero de literatura, porém nunca me havia imaginado como escritor. Contudo, a ideia do livro surgiu a partir de três sonhos que insistiram em se repetir até o dia em que comecei a escrever. Esses sonhos também fazem parte do primeiro livro da série. Você já escreveu todos os livros da série, apesar de ter lançado apenas dois no ano passado, e o terceiro em janeiro. Como foi este processo? Zeca: Sim, todos os livros da série já estão escritos. Para o lançamento, um livro passa por vários processos após sua escrita. Em primeiro lugar, é necessário que o livro seja registrado. Depois disso, você necessita revisá-lo com profissionais qualificados para que retirem erros e vícios de linguagem e até mesmo gírias, pois as gírias de um local muitas vezes são desconhecidas em outro, o que dificulta o entendimento da leitura. Após a revisão, é necessário um bom projeto editorial e gráfico, onde até mesmo o tipo de papel a ser utilizado deve ser levado em conta. E um último fator importantíssimo para a apresentação do livro trata-se da capa. Ela é o cartão de visitas do livro, e é necessário que seja atrativa e que represente o conteúdo do que está escrito. Depois do processo de montagem do livro, vem a procura por uma gráfica com qualidade para que sua obra torne-se um livro físico. Todo o processo é dispendioso, contudo a parte da gráfica é a mais cara. Só então chegamos às últimas partes para o lançamento: a divulgação e distribuição. Nenhum livro torna-se conhecido da noite para o dia, e é necessário muito trabalho e dedicação para que isso vire realidade. No meu caso, a forma principal é através de feiras e bienais, mas também faço divulgações em escolas e pela internet, além de blogueiros parceiros que fa-

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fazem um trabalho muito legal. Você já tinha toda a saga em sua mente ou ela foi surgindo durante a escrita? Quantos livros são ao todo? Zeca: Eu não tinha ideia que um dia escreveria algum livro, mas assim que comecei, a história passou a se revelar para mim a cada linha. Foi crescendo, tomando forma, criando corpo e atravessando por caminhos mágicos e misteriosos. E dessa forma cheguei a escrever os seis livros da série, o que me deu um prazer tão grande ou até maior que a simples leitura. E é esse prazer que eu gosto de passar pessoalmente aos meus leitores. Sua esposa lê tudo o que você escreve e é sua maior incentivadora. Ela também é crítica com relação à sua escrita, te dando opiniões e conselhos? Zeca: Sim, com certeza. Ela é minha principal leitora, além de minhas filhas e alguns amigos. Sua crítica é muito bem vinda, pois se não gosta de algo que foi escrito ela fala na hora. Ela acredita tanto nessa obra que está sempre ao meu lado ajudando a divulgar, participando comigo em todos os locais onde fomos para fazer A Chave dos Mundos conhecida. Você também participa do processo de criação da arte das capas? Como isso ocorre? Zeca: A criação da capa é muito importante, pois ninguém conhece o livro mais que eu mesmo. Além disso, também desenho um pouco e fica mais fácil conversar com o profissional capista para expressar a forma como acredito que ela deva ser confeccionada, mantendo o padrão da primeira à última. Quando converso com o capista

“A ideia surgiu a partir de três sonhos que insistiram em se repetir. Até o dia em que comecei a escrever.” Zeca Machado ta, já tenho uma ideia definida, porém, estou sempre aberto a sugestões, desde que o padrão de qualidade seja mantido. Você assina as ilustrações no corpo do livro. Pretende fazer isso em todos os livros da série? Aliás, você desenha muito bem, parabéns! Zeca: Pretendo. Como gosto de desenhar, procuro ilustrar algumas partes que julgo interessantes, para ajudar o leitor a criar em sua mente, ao menos em parte, algumas das cenas que eu mesmo visualizei no decorrer da escrita. Quanto a desenhar bem, agradeço o elogio, mas ainda preciso praticar muito (risos). Como foi o processo de publicação? Você ofereceu a algumas editoras ou desde o início você já tinha a ideia de publicá-lo de forma independente? Zeca: No início, sem nenhuma experiência no ramo, ofereci a várias editoras. Como eu sempre digo: o “Não” nós já temos, portanto, precisamos

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samos correr atrás do “Sim”. Recebi inúmeros “nãos”, até que recebi um “sim” e tentei. Infelizmente, devido a alguns problemas, não deu certo e rescindimos o contrato. Por dois anos vi todas as portas fechadas para a minha obra. Então, surgiu uma editora pequena em Belo Horizonte que me deu um grande apoio. Através dela, refizemos o projeto gráfico e editorial, conseguiu uma boa gráfica com preços mais acessíveis. Embora não tenha vínculo com essa editora, a considero uma grande parceira e amiga. Somente depois de um convite para participar da XII Feira do Livro de Joinville, percebi que se eu quisesse que minha série fosse conhecida, eu mesmo teria que trabalhar para isso. Em praticamente um ano você participou de quase todas as feiras literárias do país, viajando com esposa e livros. Você já tem noção de quantos livros vendeu até agora? Zeca: Realmente participei de algumas feiras literárias, mas ainda faltam muitas. Porém, já percorri muitos quilômetros, e a partir deste ano participarei de todas as feiras e bienais que puder. Ainda não fiz o levantamento de quantos foram vendidos, mas, para mim, apesar das vemdas serem importantes para me manter na estrada, o contato direto com o leitor é o que mais me agrada. Depois que iniciou o trabalho independente nas feiras literárias, você já recebeu alguma proposta de editoras? Zeca: Até o momento, não. Porém, mesmo que isso aconteça, quero poder continuar com o trabalho que venho desempenhando e passando para o leitor a paixão que tive ao escrever. Quais vantagens e limitações você encontra ao ser um autor independente? Zeca: As vantagens são poder estar em contato direto com o leitor, liberdade para desenvolver nossa maneira de trabalho e receber um pouco mais para cada exemplar vendido. As limitações são várias, onde os principais são o custo e o acesso a locais de divulgação e a distribuição. Quando participamos de uma feira através de uma editora, nosso tempo é limitado, ao passo que de forma independente temos tempo total. Existem algumas feiras que o valor do metro quadrado de estande cobrado para autor independente é praticamente o dobro do que é cobrado para uma grande editora. Você, trabalhando dessa forma, acaba tendo um contato maior com seu público. Por causa disso, o feedback é imediato? Você tem um retorno rápido do impacto que seus livros têm causado em seus leitores ou fica complicado saber de tudo por causa do trabalho, que também acaba sendo maior? Zeca: Sim, o feedback é imediato. Alguns leitores retornam ainda durante o evento e repassam seus sentimentos sobre a obra. Além disso, através das redes sociais e, principalmente, pela fanpage da série, tenho o conhecimento do impacto diariamente. *Para acessar a fanpage do autor, procure no facebook por Chave dos Mundos. Por falar nisso, você mantém contato com seus leitores através das redes sociais? Zeca: Sim, mantenho contato e esclareço dúvidas sempre a partir delas. Nosso país é muito grande e de outra forma seria impossível.


Desde que resolveu publicar seus livros de forma independente, você tem viajado por muitas cidades. Dá tempo de conhecer esses lugares ou a passagem acaba sendo corrida e atarefada demais para isso? Zeca: Infelizmente, o tempo para conhecer os locais é muito curto. Durante o evento é impossível, pois normalmente ficamos nos estandes das 9h até às 22h30. Quando não ocorre um evento logo em seguida do outro, tiramos ao menos um dia para descanso e para visitar algum lugar da região. Como o resto de sua família recebeu a notícia no início de que você ia investir em seu livro de forma independente? Foi tranquilo ou houve muitas discordâncias? Hoje encaram numa boa ou sempre foi assim? Zeca: Sempre deram muito apoio e até já esboçaram a vontade de participarem comigo nos eventos. Que bom! Bom, voltando para o enredo do livro. O primeiro volume retrata duas irmãs com o destino traçado e profetizado centenas de anos antes (corrija-me se eu estiver errada), e que foram separadas no nascimento; e descreve a trajetória e aventura de ambas até estarem juntas novamente para cumprirem seu destino. O segundo se focaliza no seu reencontro. O que podemos esperar desse segundo volume? Zeca: Na verdade, o primeiro livro vai até o reencontro da família. No segundo, elas entendem a totalidade e a complexidade da profecia e o que necessitam fazer para trazer o equilíbrio para o mundo delas novamente. Sendo que a primeira ação consiste na união de cinco povos afastados por milhares de anos. Como no primeiro livro, podem esperar muita ação, magia e caminhos misteriosos e desconhecidos. Quando sairão os próximos volumes da série? Zeca: Os próximos volumes serão lançados anualmente. O terceiro estava para ser lançado em dezembro de 2015, mas devido a alguns problemas pessoais e de saúde, parte do trabalho teve de ser adiada, mas corremos e conseguimos lançá

çá-lo em janeiro deste ano. Qual a sua agenda para este ano? Já fechou os eventos e feiras que estará presente? Informa pra gente onde estará A Chave dos Mundos, afinal, “todos querem a chave” (frase final do booktrailer). Zeca: Para esse ano o que vejo é muito trabalho e muita estrada a percorrer. Estou analisando os eventos aos quais participar, pois alguns se sobrepõem aos outros, tornando impossível estar em dois lugares ao mesmo tempo. Pretendo ter condições de ir a lugares diferentes dos de 2015, para assim aumentar a divulgação. Quanto à chave, ela se encontra dentro de cada um de nós. No tempo que nos dispusermos para abrir um livro e descobrir mundos fantásticos. Meus parabéns pela escrita fluida e cativante. Deixe aqui suas palavras finais. Zeca: Tenho apenas a agradecer a Deus pela inspiração de escrever, a você pela oportunidade, aos meus leitores. A você pela possibilidade de esclarecer um pouco mais sobre o que é ser um

um autor independente e ajudar a outros escritores que desejam transformar seus sonhos em realidade. Aos meus leitores, que com eles esse sonho que se tornou meu continue a se concretizar, fazendo a série “A Chave dos Mundos” o sucesso que é, e que cresce a cada dia. E somente mais um lembrete: se gostaram da ação dos dois primeiros volumes da série, aguardem, pois é somente o começo, vem muito mais por aí. Obrigado!

É isso aí, gente. Valeu, Zeca, pela oportunidade! E vocês que estiverem curiosos sobre a Chave dos Mundos, ou que já leram e querem saber mais, não deixem de acessar a fanpage A Chave dos Mundos. E se você quiser adquirir os livros da série, entre em contato direto com o autor através de sua fanpage, ou procure-o nas feiras literárias pelo país, onde Zeca Machado e seus livros estão marcando presença com um estande próprio e super bacana. Além dos livros, o autor também presenteia os leitores com marcadores exclusivos. Não perca! ■

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Extremamente apaixonado pela esposa, Machado de Assis teve sua saúde deteriorada após a morte da amada, seu problema de visão piorou, suas saídas de casa se tornaram raras e os ataques epiléticos se intensificaram. Sua gagueira não contribuía para sua autoestima. Faleceu por causa de um câncer na língua, e no dia de sua morte, foi decretado luto oficial em sua cidade, Rio de Janeiro. Sua obra influenciou muitos outros escritores, e deixou um legado para nós, brasileiros. Até hoje, sua obra é publicada e adquirida, e Machado de Assis é considerado o melhor escritor no estilo Realismo, um marco, uma referência em estudos na área de literatura.

LETRAS IMORTAIS

Por Helena Souza

“Cada qual sabe amar a seu modo; o modo pouco importa; o essencial é drade. Somente após sua morte é que que saiba amar.” Ressurreição (1872) Machado de Assis conseguiu conquistar o mundo com suas obras, sendo consiNeto de escravos alforriados, Joa- derado um gênio da literatura, ao lado de quim Maria Machado de Assis é conside- Shakespeare, Dostoiévski e Camões. rado o maior escritor da literatura brasileira e o principal nome do Realismo brasileiro. Nasceu no Morro do Livramento, Rio de Janeiro, no ano de 1839. Quase não frequentou a escola e muito menos cursou uma faculdade, mas nada disso impediu que ele se tornasse, dentre tantas coisas, poeta, romancista, jornalista e crítico literário. Sua origem humilde fez com que Machado de Assis se esforçasse bastante para subir socialmente e ficar entre os intelectuais de sua época.

Aos 15 anos, publicou o primeiro trabalho literário, o soneto “À Ilma. Sra. D.P.J.A.”. Suas obras são costumeiramente divididas em duas partes. A primeira, sua fase romântica, se destacam os livros como Ressurreição (1872), que foi seu primeiro, e Helena (1876). Suas obras do Realismo são todas da segunda parte: Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), Quincas Borba (1892) e Dom Casmurro (1900). Se despediu com MeUm dos fundadores e primeiro pre- morial de Aires, publicado no mesmo ano sidente da Academia Brasileira de Letras de sua morte, 1908. (1897). Logo cedo, perdeu seus pais e sua irmã, foi criado pela madrasta e, apesar de casar-se, não teve filhos. Assim, fez da literatura o foco de sua vida. Tanto que influenciou escritores como Olavo Bilac, Lima Barreto, Drummond de Andrad

Nesta seção apresentamos imortais da literatura, já falecidos, que deixaram seu legado para a posteridade e serviram de referência para outros escritores.

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RESENHAS

tindo que o leitor esmoreça, o que senti acontecer um pouco no livro dois. É o melhor de todos os quatro livros em minha opinião. 9,0 Débora Falcão

O Círculo Rubi, de Richelle Mead, com-pleta a série Bloodlines, publicada pela Editora Seguinte. Como sempre, Richelle traz os ingredientes que a fizeram uma Best Seller: romance, ação e muito mis-tério em sua trama. O último livro dos seis não deve em nada aos demais, e nos vemos envolvidos rapidamente numa caçada louca aos sequestradores de Jill Dragomir. Como sempre, a autora não se foca somente na trama macro, aquela que rege toda a história, mas cria também conflitos internos aos personagens. Ela faz isso com bastante talento. A leitura é fluida e cativante, prendendo o leitor em suspensão até o fim. O livro tem a mesma diagramação, e capa é possível encontrar em duas versões: metalizada ou não (a minha é metalizada como todos os demais livros da série em minha estante). Mas ela trouxe um adicional, que não veio nos outros livros (ao menos, não nos meus): um marcador de texto com a mesma arte da lombada, e que se pode recortar na orelha da contracapa. 8,5 Débora Falcão

Amante Meu, de J.R. Ward, é o oitavo volume da série Irmandade da Adaga Negra, publicada pela Editora Universo dos Livros. Segue a mesma linha dos outros livros da série, com foco em um dos personagens e seu relacionamento e conflitos internos e externos a ele. John, um vampiro que sofreu maus bocados, inicialmente tímido e, por ser mudo, acaba incompreendido pelas pessoas. Se apaixona perdidamente por Xhex, a segurança do ZeroSun, da linhagem Sympatho – semelhante a um psicopata ambulante. A paixão dos dois é avassaladora, opostos que se atraem em uma química envolvente. O casal é muito bem construído, pois se consegue ver bem a sua evolução através dos livros anteriores, o que faz com que os leitores se apaixonem por eles. A leitura é fluente e cativante. Em minha opinião, de todos os livros da série, Amante Meu foi o mais gostoso de se ler. 8,5 Renata Vasconcelos

AVALIAÇÃO 10.......................................... INCRÍVEL 9,0 a 9,5........................EXCELENTE 7,0 a 8,5....................................... BOM 4,5 a 6,5........................... REGULAR 2,5 a 4,0..................................... RUIM 0 a 2,0..................................PÉSSIMO 32

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Em O Caminho Certo, de Ana Martines, conhecemos a história de Paloma, uma garota de sorte que nasceu em berço de ouro, cujos pais são jovens, bem casados, e sua vida é completamente cor-de-rosa. Mas Paloma desaba quando perde sua mãe da maneira mais trágica e cruel no dia de seu aniversário. Seu pai, um homem rico e insensível, a deixa com sua dor e com a única coisa que sua mãe deixou: um diário. E nesse diário ela terá revelações bombásticas e muitas lições de amor e aprendizagem. E isso é o começo de tudo. Paloma conhece a bondade em forma de amizade, um rapaz chamado Miguel e seu provocante irmão, Ricardo, um homem misterioso, lindo e com o coração ferido. Eles a ajudam a refazer sua vida com um novo emprego e uma nova moradia – em sua própria casa – e o que Paloma não imaginava era que lá moraria sua tentação e perdição. Uma história com muito romance, um quê de HOT, mas que principalmente nos ensina sobre o amor e o perdão, e que a vida sempre nos dá oportunidades de encontrar o caminho certo. Se você quiser ler uma história apaixonante, com todos os ingredientes de um Best Seller, leia este livro. A autora tem uma escrita tão boa quanto qualquer sucesso internacional, comparável a Jamie McGuire. 9,0 Giuliana Sperandio

Paraíso Perdido é o terceiro e último livro da série Filhos do Éden, de Eduardo Spohr, publicado pela editora Universo dos Livros. A Série segue o mesmo universo criado pelo autor para o seu primeiro Best Seller, A Batalha do Apocalipse. O autor nos leva com maestria pelas dimensões paralelas, como nos livros anteriores, e neste volume nos emcontramos com os deuses nórdicos pelos salões do Valhalla, e também com alguns deuses olímpicos. A trama é contagiante, com bastante ação e romance, além de muitas revelações de mistérios iniciados nos livros anteriores. Desta vez, o grande antagonista é ninguém menos que Metatron, o Primeiro Anjo, que foi mencionado no livro dois, Anjos da Morte. Nos é revelada a origem dos obeliscos e de toda a trama que ocorreu com a vida de Denyel como anjo da morte, bem como descobrimos mais sobre a alma de nossos personagens e seus conflitos interiores. É um livro com a leitura mais fluente do que os anteriores, tendo um ritmo mais forte e cadenciado, não permi-

A Caixa de Pássaros, de Josh Malerman, publicado pela Intrínseca no Brasil, inicia com a seguinte frase: “Não olhe; aconteça o que acontecer, não abra seus olhos...” A história começa com algumas notícias de casos de suicídios misteriosos e casos “macabros” de enlouquecimento em massa e logo passa a se tornar uma notícia viral. Alguns apelidaram de haraquiri, autoimolação e outros nomes. Logo toma rumos maiores, recheando teorias da conspiração, vistas por alguns como absurdas e exageradas. Aparentemente a explicação é que as pessoas olham para algo (ninguém sabe o quê) e isso provoca a loucura imediata, fazendo a pessoa se suicidar da maneira mais bizarra e assustadora possível. Malorie no início permanece cética com relação aos casos. Vive com sua irmã Sharon, descobre que está grávida e ouve sua irmã sempre convencida de que “as criaturas” estão se aproximando cada vez mais, e tomam medidas como cobrir todas as janelas, manter tudo fechado, e as duas passam a maior parte do tempo isoladas em casa. O mundo está num caos total e ninguém se arrisca a sair. Seu ceticismo acaba quando sua irmã some. Muito bem escrito, elaborado, inovador e que te prende até a última página. 8,5 Giuliana Sperandio

Guerra Civil, de Stuart Moore, publicado pela Novo Século em parceria com a Marvel, conta a história da decisão dos novos vingadores, juntamente com o Homem de Ferro e as autoridades americanas, de legalizar os heróis de forma que eles tenham salário e que seja conhecida a identidade por trás das mascaras, isso em resposta ao acidente de Stamford. Muitos não gostam da ideia, em especial o Capitão América, que resolve não contribuir para a legalização, criando um grupo com aqueles que acreditam que o modo antigo, onde o uso da máscara os torna quem são. A este grupo ele dá o nome de Resistência. Com isso, os dois heróis se deparam com um impasse, causando um caos na cidade até o momento em que se nota que a briga é inútil e eles tentam achar um jeito de

É escritor e quer ter seu livro lido e resenhado por nós? Solicite informações através do email redacaobookaholic@gmail.com colocando RESENHAS no campo assunto.


politicamente passivo de resolver as divergências. A história em minha opini-ão é fantástica, pois mostra uma diver-gência de opiniões entre dois heróis que, a todo tempo, se mostravam amigos e, depois de muitas faíscas e após um desastre onde todos deveriam se unir para melhorar, eles se deparam com um impasse que vai acabar piorando ainda mais a condição da cidade e deles. 8,5 Renata Vasconcelos

A história alucinante de Mara Dyer e Noah Shaw chega ao fim com todos os mistérios desvendados. Nesse livro totalmente cheio de ação, aventura, uma pitada de humor e muito suspense, Mara, Jamie e Stela, integrantes e sobreviventes do acidente no Horizons se deparam com muitas questões e vão atrás de respostas. Tudo começa a se encaixar. Passado e presente se unem em um fio. Há muito o caminho de Mara estava traçado. Uma mistura de Stephen King com Shakespeare. Então eis que o último livro e nada, absolutamente nada do que tinha lido de séries até hoje se compara com a trilogia de Mara Dyer. O livro mais intrigante e intenso que li. A mocinha não é a típica donzela em apuros e tinha um toque de Carrie, a estranha, o que foi uma sacada maravilhosa da autora. Esse livro tem tudo: ação, comédia, aventura, suspense e ficção científica. 9,5 Giuliana Sperandio

De Simone O. Marques, autora brasileira, Dois Mundos é o primeiro livro da série Tesouros da Tribo de Dana, publicado pela Editora Tribo das Letras. A autora foi bastante feliz na escolha dos ingredientes que, a alguém de fora, pode parecer insolúveis, como o gênero distopia e a cultura celta. Mas Simone conduz a trama com maestria, criando um mundo completamente plausível, dentro de sua verossimilhança, trazendo ao nosso mundo as criaturas do Outro Mundo, como os deuses e deusas celtas, fadas, duendes e outras coisas. Na trama, Marina descobre aos treze anos de idade que é o avatar da deusa Dana, uma das divindades mais importantes do panteão celta. Através de situações importantes, a garota acaba desencadeando ondas de poder, que devastam o planeta, destruindo

truindo todas as armas de fogo e a tecnologia, templos religiosos e causando várias catástrofes naturais, mergulhando o mundo num caos. Quatro anos depois, presa na chácara Tribo de Dana para se proteger de fanáticos que desejam matá-la, Marina acaba fazendo uma viagem em busca dos tesouros da tribo de Dana, e acaba conhecendo vários personagens do panteão celta. A leitura é fluida, com ritmo constante, captando a atenção do leitor desde a primeira página. Não é um livro longo, mas é intenso, cheio de passagens interessantes, demonstrando tanto a criatividade quanto o trabalho de pesqui-sa da autora. Recomendo a leitura totalmente. 8,5 Débora Falcão

O Dono de Mim, de Katherine Laccom’t, conta a história de Rodrigo, um empresário rico, bem nascido, solteiro convicto e praticante dominador BDSM. Após um problema na empresa, ele contrata Manuela, uma mulher inteligente, sensual e muito competente para assessorar a contratação de funcionários e reestruturação da empresa. Ele descobre que Manuela é também praticante BDSM, uma submissa, porém diferente de todas que Rodrigo já conheceu. Ela é conhecida pelo seu temperamento e altivez como Ice Queen ou rainha do gelo. Rodrigo fará tudo para que a chama de seu desejo derreta todas as muralhas dessa rainha sedutora. Há inúmeras referências da cultura BDSM. Há também a presença de trilha sonora do primeiro ao último capítulo, embalando desde as cenas mais apimentadas até as mais românticas da história. 8,0 Giuliana Sperandio

P.C. Cast trazendo novamente um livro cheio de romance e mitologia no sexto livro da série O Chamado da Deusa. Em Deusa de Troia, as três deusas Atena, Démeter e Afrodite se encontram num impasse. A deusa do amor prometeu a Páris o amor de Helena em troca de ele escolhê-la a mais bela entre as três deusas. Ele aceita, mas sequestra Helena e a leva para Troia, iniciando a guerra. Dez anos depois, a guerra ainda não acabou. As deusas ouviram falar de Aquiles, filho de Zeus e uma ninfa, poderoso

roso guerreiro, e resolvem trazer uma mortal do mundo moderno para distraí-lo da guerra e ajudar Troia a vencê-la, para que a guerra termine. Após escolher a mortal, Afrodite a assiste morrer, sem poder salvá-la. Antes que os espíritos dela e de sua amiga sigam o caminho pós-morte, a deusa os traz para o mundo antigo. Ela e as outras deusas inserem os espíritos das mortais no corpo de uma princesa e sua serva, mortas no templo de uma delas por causa da guerra, e lhes dá a missão de distrair Aquiles da Guerra. A questão é que eles realmente se apaixonam, mas Aquiles tem um passado que dificulta que ele se entregue ao amor de uma mulher. O livro segue o mesmo padrão dos demais da série, muito bem escrito, com momentos de comédia por parte de Afrodite, além de muitas passagens de intenso romance com pitadas hot. Quem gostou dos outros livros com certeza vai gostar desse. Como os demais, não é um livro completo em si mêsmo, e não é necessária a leitura dos outros para ler este, ainda que haja referência aos outros. Recomendo a leitura não só desse como dos outros livros da série. 8,5 Débora Falcão

O Diário dos Trinta Anos, de Joyce Xavier, conta a história de uma mulher que no auge de seus trinta anos ganha de presente um diário. O que era para ser um presente debochado de um ex-namorado, acaba virando o melhor amigo, terapeuta e ombro amigo de Malu – no caso uma terapeuta, pois o diário é uma menina e tem nome: Ginger, em homenagem às Spice Girls. A vida amorosa, afetiva e social de Malu é um desastre cômico, e um espetáculo à parte são os personagens coadjuvantes das histórias desse diário. Malu tem uma personalidade parecida com a da autora Joyce, as duas são emocionais, excêntricas, alegres, passionais e completamente loucas (no bom sentido). O livro, por ter formato de diário, não é nada monótono ou cansativo, e no fim deixa o leitor com gosto de quero mais – a novidade é que terá uma continuação! O prólogo é escrito pela Juliana Daglio (de O Lago Negro). 8,5 Giuliana Sperandio

Guerra Negra, primeiro volume da Saga Cidade de Cristal, da autora Débora Falcão, publicado pela Editora Deuses, conta a história de KerenHapuque, uma judia de dezessete anos que sai de sua casa, em Israel, para morar e estudar em São Francisco, California. Lá, se depara com situações estranhas em sua nova escola, New Order High. O livro tem duas partes. A primeira conta a história da evolução da Guerra Negra, a guerra pelo petróleo, enquanto Keren descobre sua origem e obtém revelação de vários mistérios à sua volta. A segunda parte mostra Keren uma mulher madura, tendo que liderar um grupo de judeus no que parece ser uma nova perseguição antissemita, perpetrada por Junius de Margeau, um homem proclamado como o condutor da paz mundial. Paradoxal? Sim, pois Junius vive de aparências, e nada é o que parece ser. A trama combina o gênero distopia com alguns ingredientes conhecidos do público, como profecias antigas sobre o fim do mundo, teorias da conspiração e mensagens subliminares. É um livro que se passa há alguns anos no futuro, e onde tudo está bem diferente de hoje. Receber uma missão e ter que cumprir a todo custo é complicado. O livro em minha opinião é sensacional, todas as ideias muito bem organizadas, e a forma de escrever da autora faz com que se torne tudo um pouco real demais. 8,5 Renata Vasconcelos

A fragmentação é fruto de um acordo pós-guerra, onde as pessoas eram divididas em dois lados: Pró-vida e Pró-escolha. O primeiro defende que temos que defender a vida desde sua concepção e o segundo defende o direito do aborto. Após a guerra, os dois se uniram para firmar o acordo de ninguém fazer um aborto na gravidez. A decisão seria tomada a partir de 13 anos do nascido, e os pais ou o governo têm o direito de fragmentá-lo para que ele possa “viver” em outras pessoas. Mas, o que é “fragmentação?” É um procedimento onde o fragmentário é reaproveitado em 99,3% de seu corpo, e essas partes são doadas para o governo para eventuais doações ou venda. Mas muitos dos que adquiriam as partes nem precisam delas, como para fins estéticos. Um livro com muita luta para sobrevivência, intrigas, adrenalina, suspense, drama e uma pitada de romance. Lê-lo é se banquetear com um sabores inesquecíveis em seus paladares literários. 8,5 Giuliana Sperandio

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RESENHAS vro, que é daqueles completos, que lhe oferece romance, risadas e uma pitada de drama. A leitura é leve, é possível manter o sorriso do início ao fim, derramar algumas lágrimas de emoção junto com Vale e se apaixonar completamente pelos personagens, em especial o gato do Rico e o fofo do Pedro. 9,0 Giuliana Sperandio

“A Chave dos Mundos – A Torre de Phart Halor” é o primeiro livro do autor Zeca Machado, publicado de forma independente através da editora Althea. Ao todo são sete livros, e o autor lançou em 2015 os dois primeiros volumes ao mesmo tempo. A Torre de Phart Halor conta a história inicial, em que duas irmãs gêmeas são separadas com poucos meses de vida, tomando caminhos diferentes: Ishiá vai com a mãe para a cidade esquecida viver com os Elfos, sendo treinada para ser uma sacerdotisa e seguir seu dom natural, e Narhem embarca com o pai por uma jornada em busca de sua irmã, após aprender a ser uma guerreira numa vila élfica escondida. O mundo como se conhece, com os cinco reinos – elfos, anões, ninfas, gnomos e homens – vai aos poucos sendo destruídos pelo Exército Negro. O livro se trata de uma aventura fantástica, cheia de sequências de ação, revelações intrigantes, seres poderosos e muitas tramas e mistérios. O autor consegue envolver o leitor rapidamente em sua história, com uma escrita fluida e coerente. Lembra bastante a forma de escrita de Tolkien em O Senhor dos Anéis, e podemos esperar muitas aventuras por aí. 8,5 Débora Falcão

Ímã de Traste, de Fê Jhones, tem um nome sugestivo, inteligente e anti-clichê. A escolha perfeita de um nome inusitado para um livro totalmente diferente. É um dos melhores livros nacionais no gênero chic-lit que já li. Não é exagero. A autora conduz o leitor para dentro da vida de Valerie e faz com que você viva as experiências, dores e trapalhadas da personagem. Valerie tem seus trinta anos, trabalha no ramo da música e tem o chamado “dedo podre” para escolher seus relacionamentos. Coleciona uma lista de trastes. Seus amigos a apelidam de ímã de traste, e acabam fazendo com que Vale – como a chamam – repense sobre sua vida amorosa. Se quiser ler um livro irreverente, apaixonante, emocionante e ficar com muita vontade de comer trufas de menta (risos), leia correndo este livro

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Meu Romeu, de Leisa Rayven vem conquistando várias leitoras, e vi várias resenhas positivas a respeito. Então, resolvi comprá-lo e lê-lo. A história começa bem e o casal tem química. Um rapaz e uma moça que, por motivos diferentes, amavam o teatro e precisavam ficar longe da realidade de suas vidas. Eles são opostos. Todo aquele temperinho que vimos com Rush e Blair, Maddox e Abbi, e que funciona: atração x diferenças. Eles se atraem e se repelem, fica nesse “chovenão-molha”, focados nesse tesão contido por capítulos, muitas cenas quentes entre os dois, e nunca avançam para superar essa fase hormonal do livro e passar para a história, enfim. O casal não era menor de idade nem adolescentes e, apesar de ela ser virgem (doida pra perder o status) e ele o pegador (que não pegava e só fugia), aquilo virou o foco do livro. Outras autoras do gênero já souberam usar de “explosões hormonais”, mas dosando romance, drama e hormônios sexuais para entreter e emocionar. Apesar dos pesares, o livro não é ruim, apenas decepcionante. A história termina sem final, pois terá continuação, então fico na expectativa que Minha Julieta seja menos hormônios e mais história. 6,0 Giuliana Sperandio

Não Pare, de FML Pepper, superou todas as minhas expectativas. Nina é uma adolescente que é criada só pela sua mãe e vive uma vida de “cigana”, indo sempre de um lugar a outro por causa do emprego de sua mãe, sem nunca criar raízes. Ela só quer uma vida pacata, ter amigos, estudar numa mesma escola até se formar. Mas pacata é a única coisa que a vida dela nunca foi. À sua volta, coisas estranhas e bizarras sempre acontecem, acidentes e pessoas que sempre acabam machucadas e até mortas. Seria ela uma tremenda azara

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rada? Forças ocultas estão por trás de todas as coincidências? A história é muito bem escrita e original, envolvente, o leitor sente bastante empatia com os personagens. Essa trilogia não dá a mínima vontade de PARAR DE LER. 8,5 Giuliana Sperandio

casa está vazia. Na casa vizinha mora um rapaz que fica observando. O vizinho é um pouco mais velho (dá a entender que ela tem uns 15 anos, então ele deve ter uns 17) e ele fica curioso e passa a persegui-la. Por saber que ela não é moradora da casa, começa a lhe fazer perguntas. Eles ficam amigos, mas o pai do garoto é contra a amizade, o que os leva a fugir. Ele se apaixona por ela, e embora ela não saiba o que é se apaixonar, gosta de ser cuidada por ele. Todos os personagens são bem construídos, e é possível aprender com o livro, onde as metáforas desta distopia levam o leitor a refletir sobre perfeição, amizade, inocência e amor. Um livro surpreendente. 8,5 Giuliana Sperandio 2020 - A Revelação, de Raquel Pagno, publicado pela editora Tribo das Letras em 2015, traz uma trama onde Jéssica Salles, uma cientista, acaba por descobrir que os maias previram realmente o fim do mundo, mas um códex revela que, na verdade, não seria em 2012, como se pensava, mas em 2020. A comunidade científica não acredita em suas teorias, e ela tem apenas a confiança de seu melhor amigo e do padre que cuida dela como filha. Ela acaba por partir para Cuzco, a Quando a realidade e a ficfim de estudar in loco estas profecias para tentar impedir o fim do mundo. A ção se misturam e as questões trama de Raquel tem vários proble- monstruosas da história passam mas. Um deles mostra que o melhor a ser humanas, prováveis e cruamigo de Raquel é um homem viúvo, éis, o terror se torna algo a ser a esposa morre no parto e ele cuida vivido. O início de O Vilarejo, de sozinho do bebê. Mas, em outros mo- Raphael Montes, deixa um gosto mentos, temos a impressão que a au- de dúvida sobre a veracidade tora esquece-se desse detalhe, e mos- dos fatos, com uma história matra este mesmo homem decidindo de cabra e assustadora sobre a oriúltima hora passar a noite fora, dor- gem dos contos. Trata-se de umindo na casa de Jéssica, e nem sinal ma coletânea de sete contos, do bebê ou do que fazer com ele. Este cada um deles correspondente a é apenas um dos erros de continuida- um demônio que seria o reprede do livro. A escrita carece também sentante de um pecado capital. de algumas revisões, e demonstra um Cada um deles conta a história pouco de imaturidade em algumas fra- de personagens moradores da ses, bastante clichês. De qualquer mo- vila, seus pecados, suas fraquedo, o livro tem realmente um mistério zas e suas maldades. Podem construído, pelo qual os leitores terão ser lidos fora de ordem, pois são interesse de seguir até o final para independentes entre si. Mas, descobrir, mas, se for um leitor mais e- lendo na ordem em que está, é xigente e atencioso, acabará por se possível se surpreender com a distrair com esses erros, perdendo o ligação entre o último conto e o interesse. 4,5 primeiro e as respostas que esDébora Falcão tão contidas nele. No último conto temos um vislumbre do demônio e do que teria levado-o a amaldiçoar com tamanha crueldade um vilarejo de paz. 8,0 Giuliana Sperandio

Nostalgia, de Nana Lees, é uma montanha russa de fortes emoções. Conta a história de uma menina ruiva que está em um trem e acorda sem memórias e sem bagagem. Ela então resolve descer em uma estação de uma cidadezinha desconhecida, e se deixa guiar por seus próprios passos. Encontra uma pequena casa e entra, embora não saiba a razão de fazer aquilo, e felizmente e coincidentemente a

O Lago Negro, de Juliana Da-glio, publicado pela Ed. Arwen, é um livro denso. Quem não ler não terá a mínima ideia de como a história é bem escrita e bem mon-tada. Todos os pontos se cruzam e


o leitor dá um grande mergulho de cabeça em um lago cheio de mistérios e segredos. Verônica é uma personagem intrigante, pois ao mesmo tempo que parece ser frágil e insegura, mostra-se forte e decidida e com muitas interrogações em seu passado. Este primeiro volume de uma série de três é recheado de suspense do começo ao fim. Este livro mistura fantasia e realidade, sanidade e loucura. A escrita da Juliana mais uma vez surpreendeu, devido à profundidade em que penetra em nossa mente, nos fazendo ter total conexão com os personagens através de seus conflitos e sentimentos. A diagramação do livro é muito bela, com ilustrações em seus capítulos que remetem aos personagens. A capa é linda e aveludada, as folhas são amareladas e o texto sem erros de revisão. Se gostam de uma história cheia de suspense, mistério, fantasia, drama e romance, não se arrependerão de mergulhar de cabeça no profundo Lago Negro. 9,0 Giuliana Sperandio

Tudo é Eventual, de Stephen King, é uma coletânea de catorze contos. Nem todos são de arrepiar, alguns são macabramente tristes. E o interessante é que o autor conta como, porque e de onde veio a inspiração, e a introdução do livro é uma pequena biografia. Destaque para Sala de Autópsia 4, que deixa o leitor em pânico. Howard Cottrel está pres-tes a ser aberto e, por um determinado motivo, não consegue dizer que ele está vivo, uma sacada interessante sobre o medo da morte. Outro destaque é para o conto Tudo é Eventual, que dá nome ao livro, lembra bastante as HQs, bem fantasioso, mas acredito que

O que falar do livro “Quando o Amor nos Salva”, de Filipe Ferreira? Talvez algumas palavras ajudem a defini-lo: envolvente, forte, emocionante, verdadeiro, mágico... uma lição de vida aplicável a qualquer ser humano em qualquer situação. Jack e Lara nos mostram o quanto somos fortes e poderosos, mesmo que aaa

ser o mais completo do livro; e conta a história de um garoto que recebe uma proposta de trabalho extraordinária por causa do seu talento especial. Por um tempo ele se dedica ao trabalho sem questionar, até descobrir para que são utilizados. 8,0 Helena Souza

Eleanor & Park, de Rainbow SOS Mamãe de Primeira Rowell, é uma daquelas histórias on- Viagem, de Amanda Bonatti. Um de mesmo que você não concorde livro escrito com todo coração por com o final (sim, este é um livro que uma mãe de primeira viagem, mas será tanto amado quanto odiado jus- com a sabedoria que só Deus é tamente por sua última página), você capaz de dar. Ri, relembrei e terminará a leitura com a certeza de questionei-me em vários momentos ter encontrado uma das mais belas durante a leitura. No final, fiz o que histórias de devoção e ternura. E ain- toda mãe faz ao se deixar levar Romance e respeito à nature- da que nosso dia não comece em um pelas emoções da descoberta za compõem enredo do livro Fecho ônibus escolar, diariamente sobrevi- desse dom da maternidade: do Morro – O Encontro, de Cris Me- vemos à crueldade e à aceitação do emocionei-me! Ler este livro foi negueti. Uma história de amor entre mundo. E a coragem como escudo é como acompanhar de perto uma uma humana e um elfo. Há muito o que nos aproxima dos personagens pessoa tão querida vivendo esse tempo, elfos e humanos viviam har- desse livro. Desintegrada. Foi assim momento fantástico e mágico que é moniosamente. A ganância e o de- que Eleanor se sentiu quando Park a gestação. Foi tão real que por sejo pelo poder, no entanto, fizeram acariciou sua palma e dedos, que ao muitas vezes senti vontade de com que os homens tentassem se menor toque se transformavam em conversar com ela em tempo real. aproveitar dos poderes desses seres algo tão frágil como uma borboleta. Recomendo a leitura, não só para elementais para benefício próprio. Rowell definitivamente criou uma his- quem está grávida ou para quem já Por conta disso, as duas raças rom- tória única, repleta de pequenas ex- é mãe, mas para todas as pessoas, peram relações e passaram a convi- plosões, onde cada toque, choro e homens e mulheres. Uma leitura ver em dimensões distintas, sem que voz tornam-se um atalho para uma fluida, engraçada e também muito pudessem ver ou tocar uns aos ou- grande história de amor e vida. Até emocionante, com vários momentros. É no Parque Nacional da Cha- que a própria vida atropele o amor e tos de reflexão. Uma leitura leve. 8,0 8,0 pada dos Guimarães, localizado no o sentido de tudo isso. Rebeca Razel Giuliana Sperandio estado do Mato Grosso, que acredita-se que os elfos habitem em maior nasceu para cobrir uma matéria número. Com natureza exuberante, sobre a morte de uma garota e o a energia do local é propícia à predesaparecimento de outra, um serial sença desses seres, assim como de killer que sequestra garotinhas de fadas e de duendes. E é nesse local nove anos e as enforca, mutila suas místico que o caminho de Alice, uma bocas e arranca-lhes todos os denjovem executiva bem-sucedida, crutes. Isso é mais que um desafio, é za com o de Kyr, o príncipe de um torturante para Camille, que literalreino élfico que tem por missão promente já é tatuada na pele e na alma teger a natureza. Sem que um faça por causa da crueldade e de uma parte do mundo do outro, no entanto, infância problemática, e o resultado o casal terá um grande desafio pela dessa volta são segredos de família frente para poder viver essa paixão. revelados reple-tos de mágoas e Além da relação com o meio ambitraumas difíceis de superar. Esse é ente, o livro faz referência a uma séObjetos Cortantes, de Gillian um romance psico-lógico assustador rie de pontos turísticos. Uma saga que mescla o mundo real com a fan- Flynn, publicado no Brasil pela Edito- por saber que nos-so cérebro é de distorcer nos-sos tasia. Foi inicialmente publicada na ra Intrínseca, tem uma narrativa ágil, capaz plataforma Clube de Autores, uma perturbadora, tensa, chocante e sur- sentimentos a ponto de a própria dor iniciativa prática para escritores que preendente. A autora leva os leitores ser um prazer. Para quem ama o estão começando publicarem de mo- no fundo do que a maldade humana gênero, a leitura é recomendadís9,5 do independente. 8,0 pode causar. Camille Preaker é jorna- sima! Helena Souza Helena Souza lista, precisa voltar à cidade onde nasceu

não acredi-temos. Jack, um homem desconten-te com a vida, carregando uma e-norme culpa que o impede de viver plenamente e aproveitar todas as maravilhas e oportunidades. Lara, uma mulher de saúde bastante comprometida, que não se deixa a-bater e aproveita a vida ao máximo. Uma atitude impulsiva faz com que se cruzem em um dia qualquer, mo-mento divisor de águas na vida de ambos. Ela com o corpo doente, ele com a alma doente. Um livro que nos faz refletir sobre o que realmen-te tem importância em nossas vidas. Queixas diárias simplesmente perdem o sentido quando lemos Quando o Amor Nos Salva, fazendo chorar e também rir. Transcende qualquer expectativa! 9,0 Roberta Costa

Jurassic Park, de Michael Crichton pela Editora Aleph é um dos melhores livros que li recentemente, sem dúvidas. Então, obviamente, eu não sosseguei até terminá-lo. A Editora fez uma edição maravilhosa com extras como entrevista com o autor, imagens e um prefácio especial. A história é basicamente a do primeiro livro: Hammond, um milionário ambicioso, cria um parque de dinossauros e, como era de se esperar, tudo dá errado. Mesmo para quem, como eu, já assisvale à pena ler o livro. Além de ter aconsistiu ao filme 20 vezes, tecimentos diferentes, o livro é muito mais detalhista e explicativo. Várias coisas que são subentendidas na tela são esclarecidas nas páginas. Sem dúvida uma das coisas que mais me agradou foi a profundidade da pesquisa que o autor fez, tanto genética quanto matemática. O livro traz também reflexões sobre o ser humano a partir do personagem Ian Malcom, que disserta muito sobre como não estamos acabando com o mundo, e sim com nós mesmos até onde nossa prepotência vai. Simplesmente sensacional! 9,5 Juliana Cury www.geracaobookaholic.blogspot.com 35


RESENHAS

Noites de Tormenta é mais uma das belas histórias de Nicholas Sparks. Apesar de ser um lançamento de 2015 da Editora Arqueiro, já hávia sido lançado em 2008 pela Editora Novo Conceito. Na época foi lançado com a capa do filme, também de 2008, que teve como protagonistas Richard Gere e Diane Lane. A trama é uma redescoberta dos dois personagens, Adrienne e Paul, que acabam se aproximando e se envolvendo em meio aos seus dramas pessoais. Eles vivenciam durante uma semana um amor cheio de ternura e intensidade que os marca pra sempre. Um exemplo de que é possível recomeçar após uma grande desilusão e de já não acreditar mais no amor. Noites de Tormenta não está na lista dos meus preferidos do autor, mas é uma leitura interessante, rápida e que pode lhe trazer uma grande lição de vida! 8,0 Juliana Cury

A antologia de contos Através da Escuridão, dos gêneros Ficção, Terror, Fantasia e Suspense, traz as autoras Bárbara Herdy, Emily Oliveira, Érica Azevedo, Giuliana Sperandio, Nuccia de Cicco, Ingrid M.S., Letícia Godoy e Rubanne Damas. Oito autoras e sete contos. Uma experiência perturbadora e maravilhosa! Todas as autoras têm estilos diferentes e únicos, que notamos ao ler a antologia, mas mesmo assim as histórias se encaixam muito bem. Você não consegue parar de ler até o fim. Cada conto trabalha um aspecto diferente do terror/suspense, sejam palhaços assassinos, seres sobrenaturais ou até mesmo fantasmas, e o desenrolar de todos são bem trabalhados. Algumas cenas me deixaram em “frangalhos” (risos). Os contos eram ricos em cenários e na apresentação dos diversos personagens. E os desfechos são ótimos e surpreendentes. Recomendo totalmente a leitura. 9,0 Roberta Costa

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O lançamento Bons Segredos, de Sarah Dessen, pela Editora Seguinte, despertou sentimentos muito diferentes em mim. A narrativa é sobre Sidney, a filha mais nova de uma família que sempre só teve olhos para seu irmão Peyton. Mesmo quando ele começa a arrumar problemas, os pais nunca deixaram de ver Sidney somente como uma figurante. E isso não muda quando Peyton vai preso depois de causar um acidente. Atormentada pela culpa e pelos julgamentos, Sidney muda de escola e faz uma amiga, Layla, que vai despertar o sentimento de ser a protagonista de sua própria vida. Fiquei triste, tensa, feliz, emocionada, irritada, aliviada e confusa enquanto lia este livro. Houve momentos em que eu não queria mais ler, e outros que eu não conseguia parar. O balanço geral é que o livro é bom e merece ser lido. É impossível não se encontrar na personagem, por mais distantes que essas situações pareçam ser; a autora consegue te colocar dentro da história. Fica a sugestão. 8,0 Juliana Cury

Após ler cerca de 10 páginas de Intergaláctica, de EP. Trotta, eu já estava totalmente viciada! Conspiração, vida alienígena, suspense, aventura, tudo em um mesmo livro. Sabem aquela famosa pergunta “Estamos sozinhos no Universo?”, de acordo com Intergaláctica, não. Mas não é apenas isso. Uma teia de intrigas se configura à medida que avançamos na leitura. Oswald, um dos personagens em destaque, carrega consigo um segredo que mudaria não apenas a vida de Amanda, sua filha, como a de todo o planeta, e não mede esforços para conseguir o que tanto almeja, levando tudo até as últimas consequências, até mesmo induzir sua filha ao sono durante um tempo bastante prolongado. A trama está repleta de personagens marcantes, cada um com suas peculiaridades, sem contar nos cenários magníficos, ricos em detalhes. O autor soube, através de uma narrativa espetacular, prender o leitor até a última página. O final também traz uma reviravolta tão grande que tive que reler algumas páginas para ver se tinha entendido certo. A ansiedade pela continuação começou instantaneamente ao término da leitura. 9,5 Roberta Costa

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Um Novo Amor À Vista, de Cláudio Quirino, conta a história de Darla que, para seu desespero, tem o bom gosto muito maior que seu salário. Ela sofre de consumismo compulsivo, infelizmente por marcas caras, e seu cartão de crédito, fiel companheiro, vem estando cada vez mais no vermelho... Além disso, sua vida amorosa vai mal depois de levar um baita pé pé na bunda, vivendo um inferno astral. Até que um dia ela chega atrasada no trabalho e seu chefe a chama para uma conversa, e ela pensa que vai ser demitida. Mas a vida é uma caixinha de surpresas e, em vez de outro pé, ela leva um empurrão do destino a caminho de sua felicidade. Toda mulher tem um pouco de Darla, Vaidosa, engraçada, desastrada e autêntica. Nesse livro pude dar boas risadas com as loucuras vividas por ela, mas também aprendi boas lições. A principal delas é perder o medo de desagradar os outros e não se preocupar em viver de rótulos para alcançar sua verdadeira Darla. O legal e interessante é que a personagem evolui bastante no livro, e mais interessante ainda é saber que todas as facetas femininas da personagem foram criadas por um autor masculino. 8,0 Giuliana Sperandio

Não fiquei namorando este livro por muito tempo. Assim que Dois Irmãos – HQ, de Miltom Hatoum saiu eu precisei ter um. Extremamente conceituado na literatura, e essa versão em quadrinhos é, na minha opinião, uma ótima maneira de inserir leitores que não estão acostumados com uma escrita mais densa a essa parte do universo literário. O romance foi adaptado e ilustrado por Gabriel Bá e Fábio Moon. A capa é sensacional, você vai lê-lo de uma vez só e a técnica da ilustração foi impecável. Hatoum cria cada personagem com características próprias e, ao mesmo tempo que ele define muito bem as relações e sentimentos do livro, muita coisa fica em aberto e no suspense. A história é emocionante e não traz nada de fantástico, é tudo muito próximo da realidade e com críticas atemporais. Recomendo totalmente a leitura, disponível em livro e HQ. 8,5 Juliana Cury

O Pulo da Gata, de Fernanda França (Ed. Planeta) é um livro que vai ter sempre um cantinho na minha memória por dois motivos: a autora é uma pessoa sensacional e eu é que revisei a obra. Todos sabemos que a vida não é só um namoro ruim, e a autora faz questão de tratar assuntos como morte, perdas, traição, preconceito e muitos outros através da terapia do riso. Com uma comédia romântica, Fernanda consegue passar para adolescentes mais do que muitos livros. Maggie May, uma jovem adulta obcecada por casamentos e em achar o homem ideal, entra de cabeça em todos os relacionamentos sem pensar duas vezes. E é preciso uma grande decepção para fazêla colocar a vida nos eixos. Desde a família de Maggie, seu emprego, antigos namorados, amigas, a história traça a vida da personagem em seus altos e baixos. É impossível não se identificar com ela e sentir seus dramas, conflitos e alegrias. Acho um livro ótimo, de verdade, para adolescentes, por possuir um conteúdo tão rico de vida e real de emoções. Fernanda França é uma escritora para jovens, mas ela tem um diferencial que eu, particularmente, prezo muito: ela fala de coisas reais de um jeito leve e descontraído. Publicado pelo selo Essência, da Editora Planeta. Aprovado, com certeza! 8,5 Juliana Cury

Gigantes, de Pedro Henrique Neschling, é um livro real, sincero e verdadeiro. A história gira em torno de cinco amigos. Os capítulos são alternados e cada um foca um dos personagens. Extremamente bem escrito, é impossível não se sentir um personagem do livro, já que cada página é um acontecimento e como cada um lidou com suas escolhas, desafios e frustrações. São diversos acontecimentos, como baile de formatura, traição, gravidez, sucesso, fracasso, dúvidas no futuro, bebidas, sexo etc. É o tipo de obra que eu indico para qualquer pessoa jovem por se tratar de coisas tão próximas de nós e tão raras na literatura nacional. 8,5 Juliana Cury


Prometo Falhar, publicado pela Editora Novo Conceito, é um livro de crônicas escrito pelo autor português Pedro Chagas Freitas. Com uma escrita recheada de leveza e poesia, o autor nos conta histórias bem comuns, porém, vistas com outros olhos. Os olhos de quem se permite errar, e mesmo errando, continua a se amar. São histórias curtas que falam de um sentimento mais humano para com o outro e para si. Sem nomes, os personagens dessa história, por vezes, se confundem com nossa própria consciência. Publicado em 2015, tem 400 páginas e pode ser encontrado em todas as livrarias do Brasil. 8,0 Vanessa Vieira

Escrito por Lawrence Hill e publicado no Brasil pela Primavera Editorial, O Livro dos Negros é um romance que nos conta a história de Aminata Diallo, uma africana que ainda criança foi roubada de sua terra, Baio, e vendida como escrava na Carolina do Sul. Aminata era menina esperta, e no pouco tempo de vida que viveu com seus pais aprendeu coisas e atitudes que levaria para o resto de sua vida. Nesta história, avistamos bem de perto algumas das muitas situações vivenciadas e superadas pelos escravos e que poucas vezes nos damos conta. Em alguns trechos, os personagens são baseados em fatos reais, e o próprio título da obra se refere ao Livro dos Negros, um documento feito pelos oficiais britânicos e que foi mantido até o fim da revolução americana. Tinha como objetivo oficializar os negros que serviram ao rei na guerra e fugiram para Manhattan, no Canadá, em 1783. Sem dúvida, uma história intensa e cheia de emoções. 8,0 Vanessa Vieira

ma. É muito difícil deixar um capítulo para depois, pois ele sempre termina com aquele suspense ou no meio de uma ação. O livro começa com um homem acordando, sem se lembrar de nada, e estranhando o lugar: totalmente escuro. Em seguida, é levado na maca em que se encontra amarrado para um quarto branco e azulejado. As pessoas – que vestem roupas de um hospital desconhecido – parecem ter medo dele. Fome, sede, nada disso é tão terrível quanto o que ele ainda viria a passar fora daquelas paredes brancas. O mundo mergulhou num caos. Lucas havia dormido por trinta anos, na Noite Maldita, onde um sem número de pessoas dormiram e demoraram a acordar. Aqueles que não dormiram ou que acordaram pouco depois, se dividiram entre os que tinham uma estranha doença, que os faziam temer o sol e querer atacar os outros em busca de sangue. Após trinta anos, muitos acordaram. Mas a maioria continua adormecida em grandes centros urbanos, que viraram Túmulos Abertos, covis de vampiros. Os sobreviventes tiveram de construir suas fortificações, cidades muradas, para se proteger daqueles que tentavam invadir para roubar os adormecidos, chamados de “Rios de Sangue”. Lucas ainda não sabe, mas trata-se do Trigésimo Bento a despertar, uma raça de humanos que surgiu para combater os vampiros, e deve liderar os outros bentos no cumprimento da profecia do velho Bispo, para juntar as trinta espadas no Brasil e desencadear os quatro milagres que vão salvar a huEnigmas dos Sonhos – O Per- manidade dos malditos. 8,5 gaminho Encantado, de Tiago HeuDébora Falcão bert, publicado pelo Selo Jovem, nos apresenta a história um pouco atordoada de Mateus. Um homem que foi encontrado ferido na frente da casa da família Ledvor, onde é acolhido e da qual passa a fazer parte quando se casa com Linda, filha do casal que o acolheu. Com uma filha prestes a completar três anos e um trabalho nada agradável, Mateus é surpreendido por uma catástrofe no dia do aniversário de sua filha. Sua esposa é brutalmente assassinada, e ele é acusado pelo crime. Culpado pelo ocorriVida e Morte, de Stephenie do, eis a grande missão de Mateus, Meyer, é uma reimaginação da autora depois que consegue fugir da prisão: do seu primeiro romance publicado, e encontrar seus inimigos e salvar sua que deu origem à Saga Crepúsculo. filha. E, para isso, ele contará com Trata-se de uma comemoração aos 10 alguns acontecimentos bem estra- anos do livro Crepúsculo, e traz a nhos. Seus pressentimentos e as re- mesma história, mas de um modo dializações de alguns de seus muitos ferente, com conflitos parecidos, mas sonhos. Uma aventura imperdível de com outro ângulo, portanto, não espeTiago Heubert. 8,0 re o mesmo Crepúsculo, porque na Vanessa Vieira verdade não é. Vida e Morte traz a his-

Pequenas Grandes Mentiras, de Liane Moriarty, publicado no Brasil pela Editora Intrínseca, é um livro cheio de surpresas. Seu enredo nos conta a história de três mulheres que tentam, de alguma forma, desenrolar alguns percalços de suas vidas, que mesmo parecendo estar em perfeito estado, não estão lá estas coisas. As histórias se encontram por conta de seus filhos que estarão juntos no Jardim de Infância. A cidade onde vivem é de pessoas bem conservadoras, e na escola onde seus filhos vão estudar há em todo o final de ano uma festa de encontro para os pais de alunos. Jane, uma das mulheres de nossa história, está enfrentando alguns problemas por conta de acusações que fazem ao seu filho, mas mesmo assim vai ao encontro de pais. Lá temos uma discussão e uma morte. Mas ninguém sabe quem foi o culpado. Pequenas Grandes Mentiras é daquelas histórias cheias de suspense, risadas e reflexões. Recomendo a leitura! 8,0 Vanessa Vieira

Bento, o primeiro livro da saga O Vampiro-Rei, do autor André Vianco. Um livro que prende o leitor desde a primeira página e segura-o até a última

tória de Beou, um adolescente estudante que se apaixona pela bela e sedutora vampira Edythe. O amor dos dois, um amor tão proibido quanto o de Edward e Bella – pelos mesmos motivos – desencadeia uma série de problemas, perigos e provas de amor. O livro é no estilo “vira-vira”, uma edição especial comemorativa, onde as duas histórias – Crepúsculo e Vida e Morte – estão juntas, sendo de um lado a capa de Crepúsculo e do outro a capa de Vida e Morte. São mais de 400 páginas de conteúdo com extras. 8,5 Débora Falcão

O Senhor da Chuva, de André Vianco, é o primeiro romance do autor e acabou dando origem à história contida em Os Sete, o seu primeiro Best Seller, por causa da origem de um dos personagens. O Senhor da Chuva conta a história do anjo Thal, que infringe as regras celestiais quando, atacado por demônios, possui o corpo de Gregório, um jovem que está ferido e à beira da morte por ter sido atacado por traficantes – estes eram influenciados pelos demônios que atacaram Thal. Dessa forma, ambos poderiam se curar. Mas esta infração acaba dando margem para que os demônios iniciassem a Batalha Negra, uma guerra injusta entre anjos e demônios, estes últimos tendo vantagem. Thal está preso no corpo de Gregório e só pode se libertar quando este dorme. Ao mesmo tempo, Gregório se vê com poderes que se intensificam ao ter contato com a chuva – poderes estes oriundos do anjo que está em seu corpo. Do lado contrário, dos demônios, está Samuel, irmão de Gregório, que acaba tendo sua alma arrancada pelos demônios que atacaram Gregório e virando uma outra coisa, um tipo de monstro. Um livro incrível, eletrizante, com várias lições de fé, amor e amizade emtre irmãos. Recomendo! 8,5 Débora Falcão

Sonhos de Tinta, de Débo-ra Falcão, é uma produção inde-pendente e traz trinta contos co-loridos e muita emoção. O livro é de uma singeleza, com contos curtinhos – duas ou três páginas – mas que deixa o leitor em transe quando termina e não dá para continuar lendo até que a sensação termine. No final de cada conto tem uma página escrita “Minhas Impressões”, onde o leitor pode escrever o que sentiu. Meus contos favoritos são “A Dama de Maio” – que tem um pouco de fantasia – e “Dama e Violino”. Um livro lindo de uma autora nacional! 9,0 Letícia Mota

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MANUSCRITOS

A Chave dos Mundos – A Torre de Phart Halor, do autor Zeca Machado, é o primeiro livro de uma série de sete livros, publicado de forma independente através da editora Altheia. O autor participou de várias feiras literárias, expondo seus livros em estandes próprios e apostando no contato pessoal com os leitores, fazendo bastante sucesso entre eles. A história conta sobre duas irmãs gêmeas, cujos destinos estão ligados à libertação de sua terra e das cinco raças – homens, elfos, gnomos, anões e ninfas – do exército negro. Elas são separadas ainda bebês, e o primeiro livro mostra as aventuras da jornada que as duas enfrentam para se reencontrarem. Pode ser comprado diretamente com o autor em sua página no Facebook: Zeca Machado e na Amazon.com.br. Débora Falcão

Após perder o emprego, o publicitário Fabrício sai de São Paulo, retornando à sua terra natal, no interior do Piauí. Esperando reavaliar sua vida para decidir o rumo a seguir, acaba por descobrir que o ambiente rural arcaico onde cresceu está em extinção. O progresso chegou, ameaçando sua fazenda, sua família e todo um modo de vida. Quando uma série de assassinatos começa a acontecer, Fabrício desconfia que uma presença maligna assombra sua terra. Uma força aterrorizante que não cessará de matar até que se vingue do mundo que a criou. Terra Amaldiçoada é o primeiro livro do autor Douglas Lobo, que nasceu em Valença, no Piauí. O livro encontra-se à venda na Amazon.com.br, através do facebook Douglas Lobo, e através do email do autor: douglaslobo@yahoo.com. br. Débora Falcão

Sonhos de Tinta, da autora Débora Falcão, trata-se de um compêndio de contos, cujo principal tema são as cores e os sentimentos a elas relacionados. A autora inova no estilo, trazendo trinta contos, cada um representando uma ou mais cores, dispostos na ordem das cores do arco-íris, e cada um mostra, através das lentes dessas cores, um sentimento em um momento específico da vida de alguém. Os contos mesclam inocência e leveza, como em “Doce” e “Amélia”, mas também sensualidade, como em “Veludo e Porcelana”. Para completar, a autora separou ao final de cada conto um espaço para que o leitor possa se expressar através das cores e das palavras, com um desenho relacionado ao conto para colorir e algumas linhas para o leitor deixar suas impressões sobre o que acabou de ler. O livro Sonhos de Tinta encontra-se à venda apenas através do site Clube de Autores, e pode-se adquirir o livro físico e a versão em ebook. Débora Falcão

A Saga dos Deuses – Livro I: A Ira de Poseidon, de Bruno Ribeiro Borges, está sendo publicado de forma independente pelo próprio autor, através do site Clube de Autores. O Ragnarok, a grande guerra que envolveu todos os deuses e aconteceu há vários séculos, está prestes a recomeçar. Poseidon, o rei dos mares, planeja tomar o mundo com seu exército, e os únicos a descobrirem seus planos foram os líderes do Clã dos Dragões. Agora, eles terão de alarmar os outros deuses, preparar seus soldados e tentar impedir a ascensão cataclísmica do Deus dos Mares, a Ira de Poseidon. O livro tem 124 páginas e pode ser adquirido no site em formato físico. Débora Falcão

deres, mas, também, perigos e perseguições. Na busca obstinada por sua alma gêmea, ela descobre muito sobre o amor; e vê na amizade sua forma mais sublime. E em sua caminhada ela precisará mergulhar na escuridão para perceber a beleza da luz; sentir-se morta para voltar à vida. Castelos, lutas em florestas sombrias, visões de tempos remotos são apenas parte do seu dia a dia. E é nesse universo, onde magia e realidade se confundem, que ela enfrentará batalhas, viverá grandes aventuras e fará incríveis descobertas. Disponível livro físico de 507 páginas no site do Clube de Autores. Débora Falcão

A história de GOTO tem um início simples de começo de romance que depois ganha vulto: um menino ribeirinho, deficiente físico, que pede para o pai ser Barqueiro Noturno do Rio Itararé, baldeando passageiros da margem paulista do rio para a margem do Paraná. O menino volta para casa com o dinheiro recebido e histórias para contar. Quando o pai foi levar o dinheiro para depositar no banco, descobre que muito dele era dinheiro de tempos passados, moedas francesas inclusive, que rondaram pelas redondezas à época dos imperadores. O menino conta histórias, cada uma mais inverossímil que a outra, coisas do passado, do presente e do futuro. Fala de uma terceira margem no Rio Itararé, que em Tupi Guarani quer dizer “pedra que o rio cavou”, pedra que no sentido literário quer dizer Morte. O livro GOTO, de Silas Correa Leite, encontra-se à venda no site Clube de Autores. Silas Correa Leite

Essencialmente Clara, de Adriana Bizuti, utiliza a plataforma de publicação do Clube de Autores. Quando a ciência e a magia se encontram, o que sobra é a certeza de que nossas certezas já não bastam. Foi isso o que aconteceu com André, um garoto quase normal, apaixonado por ciência e por Clara, amigos desde a infância. Ele precisa ajudá-la a desvendar os mistérios que envolvem os ancestrais da garota, principalmente Anita, uma bruxa espanhola que viveu no século XVII. Essa busca para livrar Clara e sua prima Danna dos perigos que os aguardam será capaz de transformar sua mente científica? Conseguirá Clara ouvir seu chamado ancestral? Uma aventura instigante e envolvente em busca das raízes da bruxaria. Débora Falcão

Pentagrama, de Silvana Model, é um livro independente publicado também pelo Clube de Autores, e conta a história de Lena, uma garota aparentemente comum, porém, bruxa. A marca em forma de pentagrama em sua energia, invisível aos olhos humanos, revelará grandes poD Envie o link para compra do seu livro, acompanhado de uma foto em alta resolução (em arquivo JPG e 300dpi – legendada e com créditos do fotógrafo), a capa do livro (alta resolução) e sinopse (em arquivo de texto), para o endereço de email redacaobookaholic@gmail.com com MANUSCRITOS no campo assunto.

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ra noturna e assassina por natureza. Direcionou então sua fúria contra os seus algozes, e uma nova oportunidade, de fazer o que é certo, irá surgir. Ela irá abraçar o caminho da redenção? Diego Medeiros

Domínia, da autora Débora de Oliveira Lopes, é mais um livro independente publicado pelo Clube de Autores. Do gênero Ficção-Romance, Domínia é um mundo regido pela magia e defendido por guerreiros, como Argos e Serena, que lutam para mantê-lo a salvo de seres perversos como Solís, que jurou vingar-se dos dominianos após ser traído e abandonado por seu grande amor. Porém a história de Serena não inicia neste reino, e sim, na Terra. Filha de um rico comerciante, ela se vê obrigada a administrar os bens da família após o cruel assassinato de seu pai. Agora, ela e Raíska estão sozinhas em uma sociedade extremamente dura e sexista, onde uma mulher não é reconhecida como capaz de administrar uma fortuna. Mas para cumprir a promessa feita ao pai, Serena não mede esforços, aproveitando-se de sua beleza física e inteligência para enganar poderosos e seduzir homens que fossem capazes de lhe dar mais poder e fortuna. Domínia nos revela personagens fortes e, ao mesmo tempo sensíveis e engraçados, que apesar de viverem em um mundo mágico e fictício, conseguem retratar os anseios da alma humana em sua eterna busca pela tão almejada felicidade. Domínia é o primeiro de uma trilogia, sendo o segundo O Retorno de Solís e, em seguida, A Terceira Geração, a ser lançado ainda este semestre. Débora de Oliveira Lopes

Luz da Lua - A Caçada do Imortal, foi lançado por Diego Medeiros através do Clube de Autores. Os maias não estavam errados. Em 21 de dezembro de 2012, uma série de catástrofes de ordem global, chamada mais tarde de Grande Hecatombe, deixou um saldo de dois bilhões de mortos em todo o planeta. Causas naturais? Não exatamente... Trinta e cinco anos depois, uma tragédia se abate sobre a jovem Milena. Monstros sanguinários chacinam sua família e amigos. Mas, ao mesmo tempo, ela descobre ser também um tipo de monstro. Que caminho escolher? Paralelamente, a jovem Capitu não teve escolha. Foi forçada a ser uma criatura

Instinto, de Débora Falcão, é uma história para quem tem estômago. Natasha Lopes é uma assassina procurada em quase todos os continentes. Sua eficiência só é comparada à sua beleza, que ela usa como artifício em seu trabalho. Ela não lida com assassinatos baratos. Um trabalho encomendado a Natasha Lopes é um trabalho caro, dependendo das exigências do mandante. Sem rastros. Seus crimes são tão perfeitos que ela se tornou uma lenda, e muita gente nem acredita que ela exista. Isso se deve a dois fatores. O primeiro deles, ela nunca se deixa ser vista por seus contratantes. Ninguém jamais viu Natasha Lopes. A sua forma de contrato é única. E o segundo fator é que sua principal ferramenta de trabalho é o instinto humano. Todos têm. Fome, desejo, sexo, sobrevivência, e doenças como depressão, instinto suicida, bulimia, etc. O trabalho de Natasha é descobri-los e acioná-los da maneira correta. Em Instinto, Natasha conta sua história, desde quando sofria abusos do padrasto até se tornar a lenda e ser contratada por Fernando Monjardim, um grande empresário, para matar o dono da maior empresa de advocacia do país por interesses escusos. Até que Natasha conhece o filho de Armand, seu próximo alvo, e fraqueja. O livro está disponível no Clube de Autores para quem desejar ter o físico, e gratuitamente no Wattpad. Aviso: conteúdo maduro, com sequências de violência, sexo e drogas. Débora Falcão

Uma mulher como poucas, uma mulher rejeitada, mas que se tornou parte importante da genealogia de Jesus Cristo. Raabe, a prostituta, é conhecida como o caso particular do general Ahirom, comandante do exército da cidade fortificada mais protegida do mundo antigo: Jericoh. Até que um dia ela percebe uma movimentação estranha nos arredores da cidade através de sua janela: dois estrangeiros

geiros fugindo dos soldados. Sem pensar duas vezes, convidou-os a se esconder em sua casa. Neste breve momento, Salmon, um dos espiões e soldado dos hebreus, o povo mais temido na antiguidade por ser invencível nas guerras por onde passavam, se apaixona perdidamente pelos olhos marcantes da prostituta. Um amor marcado por um simples objeto: uma corda escarlate pendurada em sua janela. Raabe é um romance livremente inspirado na personagem bíblica de mesmo nome, e está à venda no Clube de Autores. Débora Falcão

Lembranças e Outros Poemas, da autora Débora Falcão, é uma coletânea com três séries de poemas: “Eu, Naturalmente”; “Nós”; “Lembranças Melancólicas da Solidão” e poemas avulsos. Em “Eu, Naturalmente”, o leitor encontra uma série de poemas onde as forças e fenômenos da natureza, como chuva, vento, fogo etc, são personificados como amantes de quem os observa. Em “Nós”, o leitor encontrará uma série de poemas em ordem, desde o primeiro encontro até o desespero da saudade, culminando em adeus e o encontro de um novo amor. Já em “Lembranças Melancólicas da Solidão” o leitor encontrará uma série de poemas divididos em 14 melancolias, onde uma história de amor malsucedida é contada de forma simbolista. Os poemas avulsos trazem vários versos escritos pela autora com inspiração em momentos diversos. O livro pode ser adquirido físico através do Clube de Autores. Débora Falcão

Segundo livro da Saga Cidade de Cristal, Império da Luz foi publicado de forma independente no Clube de Autores pela autora Débora Falcão, numa edição especial com extras, tais como curiosidades, ficção versus realidade, castas, personagens, e um glossário exclusivo da saga. O primeiro livro, Guerra Negra, também está disponível no mesmo site em uma edição também com extras. Os livros fazem parte de uma trilogia distópica e fantástica, com mistério, suspense, aventura e muitas cenas de ação. Débora Falcão

Para os leitores do mundo gospel/cristão/católico, o livro 40 Dias com o Espírito Santo, da autora Débora Falcão, publicado no Clube de Autores, traz um relato de 40 Dias de Jejum em busca de um autoconhecimento e de uma relação de intimidade com o Espírito Santo, terceira pessoa da trindade divina do cristianismo. A autora expõe sua experiência nesses 40 dias, e traz alguns ensinamentos que obteve nesses momentos, além de ajudar quem deseja manter um programa de 40 Dias de Jejum – que não significa passar 40 dias sem comer nada, mas 40 dias de dedicação a uma causa abdicando de algo que lhe faça alguma falta. O livro tem tido grande saída no site de publicação independente, a maioria de leitores cristãos, mas também de leitores apenas curiosos para conhecer esta experiência e, quem sabe, aventurar-se nesse conhecimento do divino. O livro pode ser adquirido nas versões física e ebook. Débora Falcão

Esta bela capa sem exibir o título do livro encerra em seu interior um conteúdo muito especial. O Manah do Bailarino e Ministro de Dança traz uma mensagem para cada dia do ano da pessoa que trabalha com arte, principalmente a dança, no meio cristão ou não. As mensagens são voltadas para os bailarinos, atores, artistas, escritores, e com mensagens especiais em datas específicas, como o Dia Mundial do Escritor, o Dia da Dança, o Dia da Bailarina e o Dia do Teatro Amador – para citar apenas alguns exemplos. A edição traz também um calendário com todos os dias da arte, e dois marcadores de livro exclusivos, um deles com a mesma arte da capa. Traz ainda dois programas de 40 dias de jejum, um em cada semestre. Um em busca do Espírito Santo, e o outro pela pátria. Disponível no site do Clube de Autores. Débora Falcão

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CAPÍTULO BÔNUS

Por Aione Simões Durante muito tempo encontramos livros que são verdadeiras obras de arte, mas que infelizmente não tiveram o devido envolvimento com a mídia e, por isso, acabaram passando despercebidos pela maioria dos leitores. Esta seção irá mostrar livros desta mesma natureza, e nesta primeira edição vamos falar de Cinco Dias. Lançado pela editora Novo Conceito, apresenta ao leitor as vidas de Mara Nichols e Scott Coffman, duas pessoas que não se conhecem pessoalmente e levam vidas diferentes, mas que compartilham uma mesma situação: os dois têm apenas cinco dias para se despedirem daqueles que mais amam – talvez a maior prova do amor por eles carregado. Enquanto Mara sofre de uma doença terminal e está decidida a pôr fim à sua própria vida, Scott é tutor de um garoto de oito anos que voltará a viver em breve com a mãe quando terminar de cumprir pena na prisão. Através de uma escrita bastante intensa, Cinco Dias é capaz de ser, ao mesmo tempo, envolvente, reflexivo e extremamente emocionante.

JULIE LAWSON TIMMER UM POUCO DA AUTORA Julie Lawson Timmer cresceu em Ontario, Canadá. Durante o dia, Julie é advogada; à noite, é escritora, mãe, madrasta, esportista iniciante e péssima cozinheira. Ela mora em Ann Arbor com o marido Dan, seus quatro filhos adolescentes e dois labradores mal educados. Cinco Dias é seu primeiro romance.

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UM POUCO DA OBRA Com o título original de Five Days Left, Cinco Dias foi publicado no Brasil pela Editora Novo Conceito. Alguns quotes se destacam no livro: “Duas pessoas. Um prazo. Uma escolha impossível.”

Logo na capa encontramos a seguinte frase:

“Às vezes, amar alguém significa deixá-lo ir embora.”

“Este romance de estreia anuncia a chegada de uma escritora extremamente talentosa.”

A capa mantém a mesma arte original, e trazem duas versões com os quotes acima.

Talvez você já conheça este livro, mas talvez você ainda nem tinha ouvido

Apesar de ser o primeiro livro da autora, Cinco Dias mostra ser um ótimo livro, com uma escrita elaborada e madura, sem perder a facilidade de leitura e a fluência. Mantém a reflexão e, ao mesmo tempo, a emoção, envolvendo o leitor em uma trama diferenciada, onde os personagens enfrentam escolhas que mudarão a perspectiva dos leitores.

falar dele. Se este for o seu caso, então caia de cabeça neste romance cheio de beleza, intensidade e amor pela vida e, principalmente, pelas pessoas que nos cercam. O livro Cinco Dias está à venda em todas as livrarias do Brasil, e é também possível encontrá-lo no site da Editora Novo Conceito. ■


Por Pablo Madeira Para quem ainda não conhece a autora, Débora Falcão tem 34 anos e mora em RecifePE com marido e filho. É professora de teatro e artes cênicas formada pela Universidade Federal de Pernambuco, mas largou a profissão há dois anos para dedicar-se integralmente à escrita. Tem diversos livros publicados de forma independente, e Guerra Negra é o primeiro publicado por uma editora (Editora Deuses-SP). Seus hobbies integram o mundo das artes, adora desenhar, cantar, tocar teclado, e suas bandas preferidas são Eluveitie, Nightwish, Thuata De Dannan e Moonspell, que gosta de ouvir com um bom incenso de cravo e canela à luz de velas. Agora que já conhecemos um pouco sobre a vida pessoal da autora, vamos conhecer um pouco sobre seu livro e seu processo de escrita. Como surgiu a ideia para escrever o livro Guerra Negra? Débora Falcão: Então, eu costumava conversar muito com o meu avô, David Falcão, que era especialista em profecias bíblico-cristãs para o fim do mundo (sabe, aquelas do Apocalipse que a gente vê muito em séries e filmes). Pois é. Só que não existem profecias no Apocalipse, ou livro das Revelações, mas em outros livros da Bíblia, como Antigo Testamento, que falam sobre a mesma coisa. Ele decifrava os símbolos para mim e me pintava um quadro distópico, e eu sempre imaginava tudo aquilo e dizia para mim mesma: “Caramba, isso dava até um filme!”. Bom, cresci ouvindo essas histórias e um dia resolvi escrever, aí surgiu o Império da Luz, a sequência de Guerra Negra, mas como sendo o primeiro livro de uma trilogia. Depois, senti falta de uma história pregressa e resolvi escrever como as coisas “chegaram lá”, porque estava tudo muito solto, e acabei criando um mistério e um conflito particular no livro Guerra Negra. Foi quando surgiu este livro. Nos conte um pouco sobre a história do seu livro. Débora: Bom, Keren-Hapuque é uma judia, de família ultraortodoxa, que consegue se mudar com a permissão dos pais, de Israel para a América, e é matriculada na escola de elite New Order High. Faz vários amigos, mas começa a perceber que por trás da fachada de felicidade, amor e paz, existe algo muito estranho acontecendo. Esta escola é mantida por uma entidade religiosa chamada Irmandade da Luz, regida pela Alta Sacerdotisa Meriadne, e todos os integrantes da escola (com exceção de Keren) são adeptos dessa seita, o que faz com que ela se sinta deslocada no início. Aos poucos ela vai se enturmando e incorporando os preceitos dessa nova religião em sua própria rotina judaica, até ser confrontada por um rapaz misterioso que aparece em sua porta: Josh. E, naquele momento, tudo o que ela pensava ser real, tudo o que ela acreditava estar vivendo, cai por terra em nuvens de mentiras. Enquanto isso vai acontecendo e causando mudanças radicais em Keren, o mundo vai mergulhando rapidamente numa Guerra implacável, com foco na Faixa de Gaza, e tendo participação da maioria dos grandes países. Nesse ínterim, destaca-se um homem, chamado Junius de Margeau, que parece ser a única esper

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rança de paz da humanidade. Ele tem planos, mas Keren estará lá para desmascará-lo. Muito suspense, muita ação e aventura e, é claro, muito romance. É só isso o que eu prometo. Você conseguiu juntar no gênero distopia as teorias conspiracionistas mais famosas do momento e as profecias antigas. Como você criou tudo isso? Débora: Comecei, como já tinha dito, com as conversas com meu avô. Mas, para unir uma coisa à outra, visitei inúmeros blogs que falam sobre o assunto – teorias da conspiração, os illuminati, Nova Ordem Mundial, a elite dominante, etc – e inclusive cito esses blogs no livro Império da Luz, segundo livro da série. Cheguei a conversar com um dos maiores blogueiros no assunto – o qual não vou citar o nome, pois ele esconde sua identidade por causa de represálias (não sei se isso realmente acontece ou se faz parte da aura das teorias conspiracionistas que ele prega, mas respeito sua vontade). Fiz um trabalho de pesquisa aprofundado sobre os assuntos abordados nesses blogs, como o uso de tecnologias para programação mental e lavagem cerebral, criação de um estado marcial, mensagens subliminares em filmes, músicas, enfim. Eu achei que esses seriam ótimos elementos numa sociedade distópica que está enfrentando o fim do mundo profetizado pelos hebreus e por outros povos, como os nórdicos, por exem-

“Eu costumava conversar muito com meu avô, especialista em profecias bíblico-cristãs.” Débora Falcão plo. Acredito que a mistura dessas coisas – estado em lei marcial, soldados programados mentalmente, mensagens subliminares em comerciais de TV, filmes e shows musicais, e uma guerra dando margem a um único homem que planeja um governo único poderiam ser bem interessantes dentro de um contexto profético. Você falou em profecias nórdicas, entre outras. De quais profecias você está falando? Débora: Existe, na mitologia nórdica, a profecia da morte dos deuses, chamada de Ragnarok. Baseada em uma parte dessas profecias, uma que diz que a deusa Sol, irmã do deus Lua, perderiam sua corrida para os lobos e seriam engolidos, deixando de dar sua luz, e o mundo mergulharia em trevas – isto seria uma das coisas que aconteceriam no Ragnarok. E há uma profecia parecida no Apocalipse, que diz que a Lua se tornará em sangue – referência ao eclipse lunar – e que o sol não dará mais o seu brilho. Há outra referência também com relação às crenças egípcias de que o deus Rá, que representa o Sol, lutaria todas as noites com a escuridão, a Serpente Apep. Se o Sol se levantasse na manhã seguinte, significaria que Rá venceu Apep. Mas sempre haveria a possibilidade de Rá perder, e o Egito mergulhar em sombras eternas. Eu me utilizei

lizei dessas profecias e referências para criar uma profecia que falasse desse período. Essa profecia é feita por alguém importante entre os hebreus e é escrita em um pergaminho, chamado de Pergaminho Perdido, e ele possui uma linhagem de guardiões. Nesse pergaminho também há uma profecia envolvendo Keren-Hapuque e Junius de Margeau, mas algo acontece e Keren é afastada de seu treinamento, sem que ela saiba. Tudo isso é relatado e faz parte de um grande quebra-cabeças que vai sendo desvendado, não só no primeiro livro – Guerra Negra –, mas também no restante da Série. De quantos livros estamos falando? Débora: A Saga Cidade de Cristal terá, ao todo, quatro livros. O primeiro livro, Guerra Negra, foi publicado pela Editora Deuses, mas também de modo independente pelo site Clube de Autores. O segundo livro já está à venda pelo mesmo site, embora não haja previsão de publicação por uma editora, ao menos por enquanto. Tratam-se de edições especiais, com extras (informações, curiosidades sobre a saga, o que há de ficção e o que há de realidade nos livros, etc). Mas, há um projeto de lançar, ao final de todos os livros, um livro especial com contos do mesmo universo, com personagens coadjuvantes – como foi lançado o conto A Sétima Colina de modo promocional durante a X Bienal do Livro de Pernambuco, em 2015. Descreva o livro Guerra Negra numa única frase. Débora: “Nem todo branco significa luz, nem todo preto significa trevas; há muito mais entre essas duas cores do que supõe vossa vã religiosidade.” (Frase de Keren-Hapuque). Quem são seus autores preferidos e qual foi o melhor livro que você já leu? Débora: Meus autores preferidos internacionais são Dan Brown (gosto muito da dinâmica que ele escreve, a história nunca cai ou arrefece). Eu já li todos os livros dele (tenho-os em minha coleção particular). No Brasil, na atualidade, meus autores preferidos são Eduardo Spohr e André Vianco, tenho todos os livros deles. Eles têm ideias geniais, e gostaria muito de ver o cinema brasileiro investindo nas adaptações dessas histórias. E meu livro preferido de todos os que já li, até o momento, é “O Símbolo Perdido”, de Dan Brown. Qual é o seu maior objetivo na carreira literária? Débora: Fazer as pessoas viajarem nas minhas “viagens”. É muito interessante quando alguém lê um livro meu e depois vem me contar o que achou. Eu sempre procuro responder ao máximo de pessoas que me mandam mensagens, embora seja complexo por causa de minha rotina – eu me isolo completamente para escrever boa parte do dia – mas faço sempre isso, sempre que posso. É gratificante perceber que o que eu escrevi toca outras pessoas, faz elas se divertirem e adentrarem mundos completamente diferentes e, ao mesmo tempo, verossímeis, prováveis, quase reais. Como você vê o mercado literário para novos autores atualmente? Débora: Estamos vivendo uma era muito interessante, mas que tem dois lados, um bom e um ruim. O


um ruim. O lado bom é que temos uma demanda enorme, muita gente lendo, o que há alguns anos não era comum. Hoje quase todo mundo lê, principalmente adolescentes e jovens, e nas escolas o que mais vemos são essas pessoas com um livro na mão, um na bolsa, sempre pelas bibliotecas. Isso significa que existe um mercado em expansão. O lado ruim é que, da mesma forma que a demanda cresceu, a oferta também crêsceu. Existe um mar de gente ruim, também; gente que não escreve bem, que não se preocupa por ter uma boa escrita, mas que está tentando – e isso é bom, significa que as pessoas estão procurando se expressar através da literatura. Mas as pessoas geniais ficam perdidas no meio desse mar, e cabe às editoras encontrarem esses novos talentos e investirem neles. Aí surge outro problema: as editoras recebem diariamente inúmeros originais para ler, e acabam descartando muita gente que poderia estar fazendo sucesso hoje. Por isso, concluo que, apesar de estarmos vivendo uma era de leitores, os escritores precisam batalhar muito para verem seus livros nas prateleiras das livrarias e nas casas desses leitores ávidos. Trabalho árduo, sempre. Qual dica você daria para quem está começando a escrever um livro? Débora: A primeira delas é: LER MUITO. A nossa ferramenta de trabalho é a Língua Portuguesa, mas, por experiência própria, a gente não aprende a escrever estudando as minúcias de nossa gramática. A gente aprende a escrever lendo muito, lendo bastante. Mas não lendo qualquer livro. Existem livros famosos, cuja línguagem é chula, rasa, cheia de frases clichês. Esse tipo de leitura pode distrair, mas não nos ajuda a melhorar nossa escrita. A leitura que nos ajuda é a leitura de autores que prezam por essa boa escrita, não necessariamente sendo livros chatos. Eu poderia citar os imortais da ABL (Academia Brasileira de Letras), mas posso citar um escritor brasileiro muito bom, que escreve muito bem, e que leva você para uma viagem de criaturas fantásticas, muita ação e aventura: Eduardo Spohr. Então, minha dica é: boa leitura, escrever bastante, lendo e relendo o que escreveu. A prática nos leva à perfeição. Como funciona seu processo de escrita? Você soma uma ideia à outra ou a história simplesmente surge em sua mente?

Você soma uma ideia à outra ou a história simplesmente surge em sua mente? Débora: Eu costumo dizer que todo escritor possui uma antena, e que captamos as histórias que ficam circulando numa espécie de “nuvem” coletiva. As histórias sempre estiveram lá; nós só precisamos captá-las. Às vezes, a gente capta a história completa, precisando acrescentar alguns detalhes; às vezes, ela vem em pedaços e precisamos acrescentar o resto. E isso explicaria porque tanta gente, em vários segmentos artísticos (literatura, música, cinema, teatro) de tempos em tempos escrevem sobre um mesmo tema: vampiros – duendes e fadas – cavaleiros – bruxos e bruxas – fim do mundo/distopia – romances tórridos – etc. É só minha teoria pessoal (risos). Mas é assim que acontece comigo. Em algumas histórias, elas veem a mim com começo, meio e fim. Em outras, veem só as ideias iniciais, e vou descobrindo o resto à medida que vou escrevendo. Você prefere escrever durante a noite ou durante o dia? Você costuma ouvir músicas enquanto escreve? Que tipo de músicas? Bandas? Débora: Eu escrevo mais pela manhã e à tarde, porque criei esta rotina para dar atenção a marido e filho, mas quando a ideia surge eu corro para o notebook e começo a escrever, mesmo que seja de madrugada, senão eu esqueço. No mais, eu uso um recurso que criei para mim: um roteiro. Eu tenho a ideia e escrevo todo o roteiro dela, cronológico ou não, em um arquivo separado. Assim, quando eu estiver escrevendo, não esqueço ou perco a inspiração, porque já está tudo ali, anotado. Quanto ao que ouço durante meu processo de escrita, depende do que eu esteja escrevendo. Existem livros ou capítulos que são inspirados por algumas canções, e geralmente os escrevo ouvindo essas músicas. Por exemplo, quando escrevi Sonhos de Tinta praticamente furei o primeiro CD da cantora Birdy. Já com Guerra Negra eu escutei muitas coisas, desde a cantora Sia até bandas totalmente diferentes, como as internacionais Amon Amarth (Deceiver of the Gods), Within Temptation (várias músicas), Nightwish (Once), Moonspell (Sin/Pecado) e Eluveitie (The Archane Dominion e Helvetios), e a nacional Shaaman (Album Ritual). Apesar de serem bandas muito diferentes entre si, são bandas que abordam os temas que escrevi em Guerra Negra, e foi como conhecer várias percepções diferentes da mesma coisa, que era o que eu queria escrever.

serem bandas muito diferentes entre si, são bandas que abordam os temas que escrevi em Guerra Negra, e foi como conhecer várias percepções diferentes da mesma coisa, que era o que eu queria escrever. Você já está escrevendo os próximos volumes da série? Pode nos contar os títulos? Débora: O segundo livro, Império da Luz, já foi lançado de modo independente e está à venda no site do Clube de Autores. Estou em processo de escrita de dois livros ao mesmo tempo: o terceiro livro da série (Duas Testemunhas) e um outro livro, uma aventura que ainda não tem título. O quarto livro da série ainda não comecei a escrever mais já tem título. São todos eles: Guerra Negra, Império da Luz, Duas Testemunhas e Abismo. Há também um spin-off, um conto do primeiro livro, que escrevi para uma promoção feita durante a Bienal de PE, e que integrará uma coletânea de contos adicional quando todos os livros forem publicados, mas essa é uma outra história. Onde podemos adquirir seus livros? Débora: Através do Clube de Autores você pode adquirir as versões com extras, além de já ter os dois primeiros volumes da série. Até junho deste ano é possível ainda adquirir o primeiro livro pelo site da Editora Deuses. ■

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Por Helena Souza

RELÍQUIAS DA CASA VELHA Machado de Assis

CLASSIC BOOKS

Um dos livros que marcou o ano de 1906 foi o livro Relíquias da Casa Velha, do autor Machado de Assis. Trata-se de um livro de contos lançado pelo autor dois anos de sua morte e o primeiro após o falecimento de sua amada esposa. O livro traz em seu conteúdo dez contos, dentre eles, destacam-se os seguintes: “Pai Contra Mãe”, “Maria Cora” e “Anedota do Cabriolet”.

ginalmente intitulado “O Choque das Raças”. Fala sobre Ayrton, desastrado cobrador da empresa Sá, Pato & Cia. Ele sofre um acidente automobilístico na região da Nova Friburgo, Rio de Janeiro, e é resgatado pelo recluso professor Benson, que o leva para sua residência. Ali, ele trava contato com Miss Jane, a bela e racional filha do cientista, e com a grande invenção de Benson, o “porviroscópio”, um dispositivo que permite ver o futuro. Através de Jane, Ayrton é posto a par da disputa pela Casa Branca nos Estados Unidos da América no ano 2228, onde a divisão do eleitorado branco entre homens (que querem reeleger o presidente Kerlog) e mulheres (que pretendem eleger a feminista Evelyn Astor), transforma o candidato negro, Jim Roy, no 88º presidente dos EUA.

UM LUGAR AO SOL Érico Veríssimo

AS FERAS DE TARZAN Edgar Rice Burroughs

Em 1916, destacamos o livro As Feras de Tarzan, que apesar do ano de seu lançamento internacional, no Brasil foi lançado apenas em 1933. A história começa com o Lorde Greystoke estabelecido em Londres, Inglaterra, mas dois de seus inimigos, Nikolas Rokoff e o capanga Alexis Paulvitch, estão em seu encalço. A dupla rapta Jane e o filho de Tarzan, Jack. O próprio Tarzan é preso em uma ilha deserta, mas com a ajuda de Sheeta, a pantera, e Akut, o grande gorila, ele retorna para o continente, onde ele conhece Mugambi, o chefe da tribo Wagambi, o qual se torna grande amigo e aliado de Tarzan. O grupo entra na floresta em busca dos sequestradores e de vingança.

Érico Veríssimo reutiliza personagens já conhecidos em outras obras nesse livro. Depois que o pai foi assassinado a mando do prefeito de Jacarecanga e a família perdeu seu casarão, a jovem professora Clarissa se muda para Porto Alegre com a mãe e o primo Vasco. Primeiro eles se hospedam na pensão de Tia Eufrasina (cenário de Clarissa); depois na casa da professora Fernanda (em Caminhos Cruzados). Enquanto Clarissa enfrenta precocemente a luta pela sobrevivência na cidade grande, Vasco se envolve com a boêmia local e conhece um estudante de medicina cujas atividades revolucionárias incitam a ira do estado policial.

ANJO NEGRO Nelson Rodrigues

quando sua mãe tentou curar seu pai da loucura indo a sessões espíritas, denuncia a corrupção e a perda do caráter por parte das pessoas que melhoram de vida explorando os pobres como o Sr. Justino, dono do Ás de Ouro.

A ÚLTIMA BATALHA C. S. Lewis

O ano de 1956 é marcante pois é o ano de lançamento do último livro da saga As Crônicas de Narnia, sucesso no mundo inteiro. A última batalha de Nárnia está prestes a acontecer. O rei Tirian, ajudar corajosamente por Jill e Eustáquio, terá de enfrentar os cruéis calormanos, num combate que decidirá, finalmente, a luta entre as forças do bem e do mal. Mas, com tantas dúvidas e confusão ao redor, conseguirá o rei Tirian manter-se firme na hora mais negra de Nárnia?

DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS Jorge Amado

Um dos romances nacionais mais conhecidos, com várias adaptações para cinema e televisão, Jorge Amado conta que em um domingo de Carnaval Vadinho parou de sambar e caiu duro. Uma vida de boemia chegava ao fim: cachaça, jogatina e noites de esbórnia arruinaram o jovem malandro. Dona Flor acorreu em prantos ao corpo do marido, fantasiado de baiana. Em sete anos de casamento sofrera com as safadezas de Vadinho, mas o amava. Viúva, Florípedes Guimarães concentra-se nas aulas de cozinha na escola Sabor e Arte. Um ano após a morte do marido, porém, o desejo do corpo lhe incendeia o recato da alma. O farmacêutico Teodoro Madureira surge como pretendente. Do namoro e de um noivado pudico eles passam ao casamento. Cerimonioso e equilibrado, o segundo marido é o oposto do primeiro. Dr. Teodoro vive para a farmácia e para os ensaios de fagote. Flor é feliz com ele, mas sente um vazio que não sabe definir. Certa noite, depois de um ano de casada, Dona Flor toma um susto: Vadinho está nu, deitado na cama, rindo e acenando para ela. O fantasma do malandro passa a viver com o casal.

Um presidiário, chamado Joãozinho Ventura, relembra da sua vida desde a infância até a entrada na prisão. Conta como seu pai perdeu o juízo e passou a acreditar que era Napoleão Bonaparte, logo após perder todo o dinheiro. Joãozinho e sua mãe são expulsos de sua O PRESIDENTE NEGRO grande casa se veem na rua, sorte que Monteiro Lobato sua empregada salva algumas joias e os ajuda nas tarefas do dia a dia. Ele deEm 1926 destacamos o único monstra como a vida é difícil no Itu, romance adulto de Monteiro Lobato, ori- demonstra a fé do brasileiro em milagres gi quando Nesta seção, apresentamos livros lançados há cem, noventa, oitenta, setenta, sessenta, cinquenta, quarenta, trinta, vinte e dez anos, cujo valor foi posto à prova do tempo, tornando-os clássicos. 44

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ENTREVISTA COM O VAMPIRO

GAME OF THRONES

Sem dúvida este livro marcou o ano de seu lançamento. Não podemos deixar passar em branco uma data tão importante para a história da literatura. Um clássico, Anne Rice começa este romance com um jovem repórter entrevistando Louis de Pointe du Lac, nascido em 1766 e transformado em vampiro por Lestat. Louis conta sua história aos ouvidos atentos do repórter, revelando segredos do mundo dos vampiros. Anne Rice traz um mundo complexo com seus vampiros ricos em detalhes de personalidade e construção narrativa.

O primeiro livro da série As Crônicas de Gelo e Fogo é lançado. Quando Eddard Stark, lorde do castelo de Winterfell, aceita a prestigiada posição de Mão do Rei oferecida pelo velho amigo, o rei Robert Baratheon, não desconfia que sua vida está prestes a ruir em sucessivas tragédias. Sabe-se que Lorde Stark aceitou a proposta porque desconfia que o dono anterior do título fora envenenado pela manipuladora rainha – uma cruel mulher do clã Lannister. E sua intenção é proteger o rei. Mas ter os Lannister como inimigos pode ser fatal: a AMbição dessa família pelo poder parece não ter limites e o rei corre grande perigo. Agora, sozinho na corte, Eddard percebe que não só o rei está em apuros, mas também ele e toda sua família. Quem vencerá a Guerra dos Tronos?

Anne Rice

George R. R. Martin

O FANTÁSTICO MISTÉRIO DE FEIURINHA Pedro Bandeira

Você se lembra, não é? Quase todas as histórias antigas que você leu terminavam dizendo que a heroína se casava com o príncipe encantado e pronto. Iam viver felizes para sempre e estava acabado. Mas o que significa “viver felizes para sempre”? Significa casar, ter filhos, engordar e reunir a família no domingo para comer macarronada? Quer dizer que a felicidade é não viver mais nenhuma aventura? Como é que alguém pode viver feliz sem aventuras? Ah, não pode ser! Não é possível que heróis e heroínas tão sensacionais tenham passado o resto da vida assistindo ao tempo passar feito novela de televisão. É preciso saber o que acontece depois do fim. Um livro cativante e que, com certeza, marca uma época em que as pessoas, principalmente no Brasil, procuram maior líberdade de expressão, ao passo que a ciência dá um salto e aparelhos tecnológicos aparecem cada vez mais.

O MENINO DO PIJAMA LISTRADO John Boyne

Bruno tem 9 anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus. Também não faz ideia que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos que sua família está envolvida no conflito. Da janela do quarto, ele pode ver uma cerca e, para além delas, centenas de pessoas de “pijamas” que sempre o deixam com um frio na barriga. Em uma de suas andanças, Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. Uma fábula sobre amizade em tempos de guerra. “Um livro maravilhoso” (The Guardian). Vale à pena conferir!

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INSPIRAÇÃO LITERÁRIA

O Senhor dos Anéis Por Débora Falcão Se o autor J.R.R. Tolkien soubesse o que a sua obra O Senhor dos Anéis iria produzir e influenciar em outras áreas, talvez ele dissesse que estivessem loucos ou simplesmente ficaria muito orgulhoso de perceber que sua obra atravessou gerações e influenciou não só outras obras literárias, mas o cinema e a música. Nesta primeira edição, vamos falar de como esta obra se tornou muito maior e como ela atingiu estas outras áreas da arte, conhecendo algumas delas. LIVROS Para quem não conhece, O Senhor dos Anéis é uma trilogia de fantasia. A saga começa como sequência de um livro anterior de Tolkien, chamado O Hobbit, e logo se desenvolve numa história muito maior. Foi escrito entre 1937 e 1949, com muitas partes criadas durante a Segunda Guerra Mundial. Embora Tolkien planejasse realizar a obra em um volume único, foi originalmente publicada em três volumes: A Sociedade do Anel, As Duas Torres e O Retorno do Rei. Já foi reimpresso várias vezes, traduzido para mais de 40 línguas, vendeu mais de 160 milhões de cópias, tornando-se um dos trabalhos mais populares da literatura do século XX. A história ocorre num tempo e espaço imaginário, a Terceira Era da Terra Média, que é um mundo inspirado na Terra real, mais especificamente numa Europa mitológica, habitado por humanos e por outras raças. Narra o conflito

conflito contra o mal que se alastra pela Terra Média, através das lutas entre várias raças – Humanos, Anões, Elfos, Ents e Hobbits – contra os Orcs, para evitar que o Anel do Poder volte às mãos de seu criador Sauron, o Senhor do Escuro. INSPIRANDO OUTRAS OBRAS Ainda hoje o Senhor dos Anéis influencia muito na produção editorial em todo o mundo. Temos como exemplo a série “O Ciclo da Herança”, de Christopher Paolini, onde temos um enredo que se passa em uma terra em que muito lembra a descrita por Tolkien. Também temos a trilogia “Fronteiras do Universo”, de Philip Pullman. Muitos músicos e bandas se inspiraram não só no Senhor dos Anéis, como em outras obras de Tolkien. As letras de músicas de algumas bandas dos anos 70 são recheadas de referências à obra do autor. Led Zeppelin é provavelmente o mais famoso grupo diretamente inspirado em Tolkien, e possui quatro músicas com

referências explícitas, como “Misty Mountain Hop”, “Ramble On”, e “The Battle of Evermore”. Há outras bandas, como Camel, Rush e Styx que se inspiraram no autor. A banda alemã Improved Sound Limited gravou a música “The Dark Lord” com referência direta ao Senhor dos Anéis. A banda Summoning foi a pioneira dentre as mais marcantes bandas do estilo Black Metal Melódico, pois além de ser completamente fiel aos padrões citados pela Mitologia Fantástica de Tolkien, foi uma das mais inovadoras no estilo sonoro e ambiental. A banda alemã Blind Guardian é a banda que, sem dúvida, deixa mais claro o seu interesse pelas obras de Tolkien, e já gravou muitas músicas baseadas em seus livros, e um disco conceitual baseado na obra “O Silmarillion”. O disco “Nigthfall in Middle-Earth”, sexto álbum de estúdio da banda, relata em detalhes a história do livro de Tolkien. É impossível não se impressionar com a riqueza de detalhes que as músicas trazem, fazendo você se sentir parte da história. A banda Nightwish também se inspirou na saga, e gravou a música “Wishmaster” que, segundo o compositor Tuomas Holopainen (tecladista e líder da banda), é baseada na obra. Não é só isso. Muitas outras bandas se inspiraram para criar seus nomes. Jogos de RPG, nos anos 70 e 80, tiveram grande inspiração no ambiente fantástico criado pelo autor, além dos livros terem sido adaptados para o rádio três vezes. As adaptações para as telas do cinema incluem uma animação de 1978 e um especial animado em 1980. A trilogia foi, em 1999, adaptada para o cinema. Hoje há diversos produtos da franquia à venda, com boxes de colecionador. ■

ÚLTIMA PRATELEIRA

Nesta seção contamos um pouco sobre várias obras inspiradas em um livro.

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Iaiá Garcia Machado de Assis

Por Débora Falcão Se falarmos em Machado de Assis, diversas obras veem à nossa mente: Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro e Quincas Borba são as principais. Mas existem alguns livros que não são muito comentados, e hoje vamos falar justamente de um deles: Iaiá Garcia. Trata-se do último romance da fase romântica de Machado de Assis, e talvez por isso ele seja esquecido nas prateleiras, mas digo: vale à pena ser lido. A história parece ser simples: Luís Garcia, homem reservado, viúvo, que vivia exclusivamente por sua filha, Lina, também chamada de Iaiá Garcia. Sra. Valéria, também viúva, tinha um filho, Jorge, e ela desejava mandá-lo à guerra do Paraguai e queria que Luís a ajudasse a fazer a cabeça de seu filho. Dizia que era pelas glórias da guerra, mas na verdade queria ajudá-lo a esquecer uma grande paixão. Uma moça, chamada Estela, vai passar um tempo na casa de Valéria. E foi justamente essa moça que havia despertado em Jorge uma grande paixão. Ele

le chegou a se declarar e roubar-lhe um beijo, o que fez com que ela voltasse para a casa do pai. Mas ela apenas negava seu amor e o trancou no fundo do coração. Jorge foi à guerra e se manteve fiel à paixão que, em carta a Luís Garcia, afirmava tê-lo transformado de criança em homem. Enquanto isso, Estela sofria de amores, mas mantinha-se firme e fria. Durante os anos que Jorge fica na guerra, Valéria chamou Estela de volta à sua casa e viviam em perfeita harmonia. Valéria falou-lhe da necessidade de se casar, e Estela disse que lhe avisaria quando encontrasse o homem certo. Então, iniciou-se um convívio mais intenso entre a casa de Luís Garcia e Valéria. Iaiá e Estela logo ficaram amigas. Então a menina começou a falar de casamento entre Estela e seu pai, e assim se fez. E assim, Jorge volta da guerra, sua mãe já havia morrido, e Estela está casada com Luís Garcia, pai de Iaiá. Já pode imaginar o que acontece? Muitas editoras fizeram novas edições do livro, e é possível encontrá-lo em versões econômicas em sebos espalhados pelo país. Provavelmente a edição mais conhecida é a da Editora Ática, pre-

sente em quase todas as escolas do Brasil. Mas existem várias outras edições conhecidas, como a coleção Obras Completas, da Editora Globo, e que publicou não só Machado de Assis, mas outros autores. O livro, como todos os livros do autor, é cativante, mantém o leitor preso até o final. Mas este, em especial, por ser o último da fase romântica do autor, é um misto de beleza e romance com um pouco do que viria a seguir, sua fase realista. Recomendo totalmente a leitura. ■

Nesta seção, falamos a respeito de um livro que não se teve muita projeção, mas merece ser lido.

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Por Renata Vasconcelos

Para aqueles que não conhecem ainda os blogueiros literários ou booktubers, são aquelas pessoas que leem, fazem resenhas dos livros lidos e dão suas opiniões a respeito das obras que têm acesso. Para darem essas opiniões, eles mantêm sites, blogs ou apenas canais no youtube. Recentemente, esta nova classe de internautas vem ganhando um reconhecimento bastante notável, e suas produções vêm fazendo sucesso por aí e atraindo cada vez mais leitores. Vamos falar justamente sobre isso nesta matéria especial, a influência que os blogueiros literários vêm causando nas pessoas, deixando-as com vontade de ler sobre determinada obra resenhada. Se quiser saber mais, então acompanha comigo!

Os blogueiros e booktubers, como são chamados e conhecidos pela grande maioria, há pouco tempo não faziam muito sucesso, pois o interesse e a busca dos leitores por resenhas e opiniões de outras pessoas eram poucos. Mas, com o interesse de compartilhar opiniões e resenhas, essas pessoas foram ganhando espaço na blogosfera com produção de qualidade e mostrando que livros também são ótimos temas para resenhas e posts. Muitos deles escrevem como também gravam suas resenhas em vídeo, podendo, dessa forma, atrair um público diversificado, tanto daqueles que gostam de assistir o que o outro tem a dizer, quanto aqueles que preferem passar alguns minutos a mais do seu dia lendo a produção do blogueiro sobre o determinado livro. Tendo dois meios de se comunicar com seus leitores, os blogueiros vêm usando e abusando das redes sociais para manter o contato.

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O uso diário das redes sociais pode-se dizer que foi o que fez esses leitores vorazes influenciarem outros jovens, que viviam horas navegando na rede sem fazer algo de produtivo. Usando ferramentas como os grupos do facebook, Google, twitter e outros meios de comunicação, eles vão postando e divulgando aquilo que acham interessante, à medida que vão lendo, ou antes mesmo da resenha final. Esse gostinho de “quero-mais” que eles deixam pairando na rede é o que atrai os leitores fiéis para seus blogs e também para as obras que indicam. Com tantas indicações e livros interessantíssimos para ler, aqueles que não tinham o hábito de sentar e passar horas lendo um livro, físico ou digital, passaram a se aventurar aos poucos no mundo literário, e hoje acabam sendo ou seguidores fiéis daquele blogueiro que o incentivou, ou acabam se tornando amigos e mantendo, assim, um ciclo de amizade iniciado pela leitura, onde um influencia o outro e todos se apaixonam por livros diferentes em momentos diferentes. Muitos blogueiros literários apareceram nos jornais, revistas e programas de TV, como o Fantástico (Rede Globo), falando um pouco mais de seu trabalho, quantos livros conseguem ler, que tipo de câmera usam, cenários, efeitos especi

“Com o interesse de compartilhar opiniões e resenhas, essas pessoas foram ganhando espaço na blogosfera com produção de qualidade.”

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especiais e outras coisas que enriquecem a produção e a resenha. Algumas pessoas ainda não conhecem o trabalho deles, mesmo que tenham estourado na mídia, e tem gente que ainda tem preconceito com esse tipo de trabalho – virtual, em casa, sem “bater ponto” – e diz que é algo “improdutivo” e que não vai dar nada na vida, o que se trata de um equívoco. Em primeiro lugar, os blogueiros que fazem um trabalho impecável, com responsabilidade durante a resenha, mantendo um público fiel e um blog profissional, acabam chamando a atenção de autores e editoras, firmando parcerias e ganhando livros para resenhar. Em segundo lugar, muitos desses blogueiros conseguem se sustentar de seus blogs e vlogs (blogs em vídeo no youtube) a partir das propagandas veiculadas neles por meio da ferramenta AdSense do Google, entre outras. O estouro dos blogueiros literários não surgiu do nada, pois exige muito trabalho do dono do blog através de leituras de muitos títulos, resenhas desses títulos de modo profissional, mantendo a aparência do blog limpa e moderna, além de passar anos se dedicando em busca de reconhecimento, tanto da mídia quanto do público internauta e leitor, e das editores e autores parceiros. No início, a vida de um blogueiro literário não é fácil, pois dedica-se mais do que tem qualquer retorno, e o trabalho de divulgação é bastante intenso nas redes sociais, do contrário, não terá leitores e seu blog não sairá do anonimato. Mas, com muito trabalho e envolvimento, alguns conseguem se destacar, se tornando inclusive os favoritos na lista de encontrar alguma coisa para ver na internet. Muitos internautas assim que ligam o computador buscam logo as novidades desses blogueiros e, antes mesmo de comprarem um livro, procuram a opinião deles sobre a história. Espero que tenham gostado da matéria, e até a próxima edição! ■


Barbara Herdy: Um Conto Quase de Fadas

LIVROS DE CABECEIRA

Por Helena Souza Todos os bookaholics que se prezem sempre têm alguns livros que são seus queridinhos, aqueles que são os melhores livros que já leram em toda sua vida. Aqueles livros que lemos e relemos e não nos cansamos de repetir frases deles, além de termos nossos personagens favoritos. Isso acontece também com os autores. Todos os autores também têm seus livros de cabeceira, e é isso o que esta seção se propõe, mostrar um pouco este outro lado, para conhecermos o lado bookaholic de autores e personalidades literárias (blogueiros, vlogueiros, editores, agentes etc). Hoje vamos conhecer as escolhas de Barbara Herdy, autora da saga Um Conto Quase de Fadas! Confira!

PERDIDA Carina Rissi “Por mais que eu tenha desgostado totalmente desse livro ter virado série e suas continuações terem sido uma decepção, ‘Perdida’ significa para mim, Bárbara, a escritora. Esse livro é um sonho realizado. Carina realizou o seu sonho: publicou seu livro numa editora, e trala

Bárbara Herdy, autora de Um Conto Quase de Fadas vários fantasmas do meu passado graças a Gilbert. Aprendi que sou uma pessoa que estou no meio. Está tudo bem não saber o que estou fazendo com minha vida. Também está bem se apaixonar por alguém mais velho ou mais novo ou simplesmente se apaixonar por si mesma. E, ah! Estou me convertendo ao budismo. Namaste.”

O SÍTIO DO PICAPAU AMARELO Monteiro Lobato “O primeiro livro nós não esquecemos. Todavia esse não foi o primeiro livro ao qual eu li, e sim, que leram para mim. Minha mãe tinha uma tradição de ler essa coleção para mim, um pouquinho a cada dia, e não é à toa que tenho uma paixão pelo lúdico. Monteiro e minha mãe têm culpa”, diz a autora sobre o título que é o primeiro livro em sua lista de livros de cabeceira.

HARRY POTTER E A PEDRA FILOSOFAL J. K. Rowling “Claro, né? Não pode faltar Harry Potter numa lista de uma garota dos anos 90. Não acho que preciso discorrer os motivos por amar este livro. Mas vou destacar os principais: uma das melhores escritas e desenvolvimento de enredo e universo que já li até hoje. ‘Tá’ bom ou quer mais?”

conquistou um público e, por fim, alcan-çou uma grande editora e agora seu li-vro transformou-se num ponto de refe-rência para os leitores, conhecendo es-se mágico universo dos livros nacionais. Adoro o romance a la ‘Lost in Austen’. Falando nela...”

ORGULHO & PRECONCEITO Jane Austen “Esse foi o primeiro romance clássico ao qual eu toquei por livre e espontânea vontade. Eu tinha lá os meus dez anos e lutando contra uma terrível alergia, proveniente dos ácaros e mofo de um livrinho pego na biblioteca de uma universidade, e eu devorei esse livro em poucos dias. Ele me tocou de uma forma que nenhum outro livro conseguiu. O humor sarcástico, a trama bem construída e os personagens tão reais que conseguem fazer você, leitor, crer que eles são membros de sua família e círculo de amizade. Me hipnotizaram e hoje Jane é minha melhor amiga.”

COMER, REZAR E AMAR Elizabeth Gilbert

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sempre ignorei. O filme passava na televisão, eu mudava de canal. Então, um dia, perdida em meus conflitos e amarguras diários, olhei o livro e a cara da Julia Roberts comendo sorvete me seduziu. Devorei a obra da Elizabeth em uma semana. Terminei a leitura tendo certeza que não li um dos melhores livros da minha vida, mas também destruí

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“Este é um amor recente. Minha mãe sempre me recomendou este livro. Eu sabia


Por Débora Falcão

COLEÇÕES

Dan Brown é o autor de livros de suspense mais popular da atualidade. Seu mega-seller O Código da Vinci já vendeu mais de 80 milhões de exemplares em todo o mundo, e isso não é para qualquer um. Ele também escreveu outros best-sellers, como Anjos e Demônios e Inferno. Com a adaptação de dois de seus livros para o cinema (Código da Vinci e Anjos e Demônios) e o terceiro filme com Tom Hanks novamente no papel de Robert Langdon em fase de produção (Inferno), a procura por seus livros têm sido bastante intensa, e a produção de novas edições, inclusive edições especiais e guias ilustrados com as imagens dos lugares e obras de arte citados pelo autor, têm aumentado consideravelmente. Dan é casado com a pintora e historiadora de arte Blythe, que colabora com suas pesquisas para seus livros. Atualmente, Dan mora na Nova Inglaterra, nos Estados Unidos. A Geração Bookaholic traz agora, para você, com exclusividade, um guia especial da coleção de Dan Brown, com uma resenha de cada livro. Os livros estão divididos em quatro categorias: Livros de Cabeceira, Excelentes, Bons e Cuidado – este último, um livro que não é tão bom quanto os outros, embora seja muito bom também. Não quer dizer que o livro que se encaixar nesta categoria seja ruim, apenas que os outros são melhores. Se você não concorda com esta classificação, envie um email para redacaobookaholic@gmail.com com sua opinião.■

Sem dúvida, o Código da Vinci é o livro mais eletrizante de Dan Brown, e está no topo da lista, direto na classificação Livros de Cabeceira. Isto se deve à escrita fluida característica do autor, mas também à novidade de suas ideias, trazendo conspiração, suspense e muita ação envolvendo não só lugares que podemos averiguar e visitar, como também obras de arte e artistas como Leonardo da Vinci. O livro foi rapidamente adaptado para o cinema, e obteve boas críticas, apesar de a adaptação ser inferior em qualidade ao livro. Se você apenas assistiu ao filme e não leu o livro, a recomendação da Geração Bookaholic é que você não deixe de conhecer a história através da escrita de Dan Brown. A história começa com um prólogo, com uma cena bastante emocionante, como já é marca registrada do autor e es-

Sem dúvida alguma, O Símbolo Perdido é o livro da coleção de Dan Brown que está no mesmo nível de O Código da Vinci, e há alguns que acreditem ser ainda melhor. Eu deixo os dois no mesmo nível. Como sempre, escrita fluida e muita ação, muito suspense e aventura. A história começa, como sempre, com um prólogo, cuja cena mostra um iniciado em uma sociedade secreta, em um ritual de aceitação no nível mais alto, mais secreto da irmandade. Não há nenhuma morte, como acontece em O Código e em outros livros do autor, mas já temos a clareza de que este iniciado é mentiroso, e que o líder da irmandade acaba de cometer o erro de permitir que ele chegasse a tão alto círculo. O célebre professor Robert Langdon é convidado às pressas por seu amigo e mentor Peter Solomon – eminente ma

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está presente em todos os seus livros. Um senhor de idade foge de um homem que quer matá-lo. Ele está no famoso Museu do Louvre, e por fim, morre em uma situação nada usual. Por causa dos muitos símbolos na cena do crime, o simbologista Robert Langdon é convocado pelo delegado a ver o local. O que ele não sabe é que é o principal suspeito de assassinar o homem. Uma agente especial, Sophie Neveau, desconfia de tudo e ajuda Robert a fugir, entrando os dois numa aventura espetacular para descobrir a mensagem que o morto – quem ele vem a descobrir ser o avô dela – deixou antes de morrer. Uma caçada eletrizante, em que Robert e Sophie são caçadores e caça ao mesmo tempo, levando-os a descobrir segredos guardados desde os tempos de Jesus Cristo. O livro está à venda em todas as livrarias do Brasil.

maçom e filantropo – a dar uma palestra no Capitólio dos Estados Unidos. Ao chegar, Langdon descobre que caiu numa armadilha. Não há palestra alguma, Solomon está desaparecido e, ao que tudo indica, correndo grande perigo. Mal’akh, o sequestrador, acredita que os fundadores de Washington, a maioria deles mestres maçons, esconderam na cidade um tesouro capaz de dar poderes sobre-humanos a quem o encontrasse, e está convencido de que Langdon é a única pessoa que pode localizá-lo. Vendo que esta é a única chance de salvar Solomon, o simbologista se lança numa corrida alucinada pelos principais pontos da capital americana: o Capitólio, a Biblioteca do Congresso, a Catedral Nacional e o Centro de Apoio dos Museus Smithsonian. Um labirinto de verdades ocultas, códigos maçônicos e símbolos escondidos. O livro também tem edição ilustrada.


Não há outra palavra para definir este livro: Excelente. Com uma adaptação para o cinema, estrelando também com Tom Hanks no papel de Robert Langdom e Ewan McGregor no papel do camerlengo, Anjos e Demônios traz a mesma receita que dá certo de Dan Brown: suspense, aventura, ação e, óbvio, muita conspiração envolvendo artistas e história da arte. Desta vez, Robert Langdon é convocado a viajar para a Europa, pois um cientista foi assassinado e um objeto – um cilindro capaz de fazer

fazer uma cidade desaparecer, uma espécie de bomba – fora roubado do laboratório mais importante do mundo. A questão é que um símbolo que há muito foi questionado inclusive sua existência foi gravado a ferro no peito do cientista, levando Langdon a correr contra o tempo seguindo as pistas de uma antiga sociedade secreta, a qual todos pensavam estar extinta: os Iluminatti. Enquanto isso, quatro cardeais são sequestrados. Mas não são cardeais comuns. São os preferitti, os quatro preferidos para serem votados a Papa. Tudo isto acontece dentro do prazo após a morte do Papa atual, e o conclave se inicia. O autor do sequestro afirma que matará cada um dos preferitti nos pilares da ciência. E aí, Robert Langdon consegue encontrar a relação entre os dois crimes e inicia uma busca, uma caçada pela Cidade do Vaticano, em busca do antigo Caminho da Iluminação, para encontrar os Pilares da Ciência, a fim de tentar salvar os cardeais e impedir que a bomba seja acionada, visto que ela tem um tempo para a bateria, que a sustenta de modo estável, acabar e desestabilizá-la, fazendo com que todo o Vaticano e seu acervo de obras de arte e literatura desapareçam do mapa. O livro está disponível em todas as livrarias do Brasil.

causar um colapso no maior centro de criptologia do mundo. A história começa quando o maior desencriptador de códigos entra em looping, dando a entender que um programa hacker irá invadi-lo em pouco tempo. Os melhores no ramo temtam descobrir o que está acontecendo, mas o tempo está passando e nada. Enquanto isso, Tankeda, um dos maiores hackers e programadores do mundo, coloca a leilão um programa criado por ele, chamado Fortaleza Digital, que afirma poder invadir qualquer Firewall em qualquer nível de segurança. A briga por comprá-lo é grande, mas Tankeda acaba morrendo no processo, aparentemente de um mal súbito, visto que sofria de problemas cardíacos. No momento de sua morte, um anel é levado, e ao que tudo indica, este anel contém a chave para desencriptar o Fortaleza Digital, que todos desconfiam ser o programa que está rompendo a barreira de proteção do centro de criptologia. Caso isso aconteça, milhões de hackers no mundo inteiro terão acesso às informações que valem ouro e são guardadas no centro. Uma caçada pela busca da chave se inicia, para encontrar o anel de Tankeda e destruir o programa.

Baseado na história de Dante Alighieri, este livro nos leva a uma viagem à Itália, com várias passagens em pontos turísticos famosos. Como sempre, o autor traz um prólogo de tirar o fôlego, com um homem misterioso que está convicto de ter realizado algo muito importante, e em seguida, salta do alto de um edifício para a morte. Este livro está na categoria Excelente, pois tem a mesma cadência dos livros anteriores, os mesmos ingredientes estão presentes, levando o leitor a uma leitura

ra ávida que capta a atenção do leitor até o final. Desta vez, uma ameaça biológica pode trazer de volta a praga, como na época da Peste Negra. Obcecado pela super população do planeta, decidido a tomar as providências necessárias para diminuir drasticamente essa população, o cientista – que no prólogo comete suicídio – criou um agente biológico, pretendendo disseminar entre a população. Langdon é chamado para ajudar, visto que seu conhecimento de história da arte e simbologia poderá ajudar. Isso se deve ao fato de haver simbolos escondidos em algumas obras de arte e locais da Itália, pois o cientista se baseia na obra Inferno de Dante para criar o seu momento propício à disseminação de seu agente. Uma caçada pela Itália, uma corrida contra o tempo para descobrir onde este agente biológico foi escondido e como destruí-lo, antes que ele se dissemine para a população. Infelizmente, um infiltrado está entre ele e sua equipe de busca, e está pronto para impedi-lo de realizar seu intento. Pelo visto, a redução da população mundial não é uma coisa de um cientista louco. Há uma edição especial com as ilustrações de lugares e obras citadas no texto.

quando o leitor pensa: “agora acabou, não tem jeito”, e percebemos que ele tira uma carta da manga. Dan Brown, mesmo em seu livro mais fraco, ou melhor, menos ótimo, tem a capacidade de surpreender seus leitores. Ponto de Impacto inicia sua história com a descoberta de um meteoro em uma geleira, onde há a prova factual de que há vida em outro planeta. A NASA produz um documentário, com os melhores profissionais na área: geólogos, oceanógrafos e até uma especialista em gelo polar. Ao mesmo tempo, é ano de eleições presidenciais nos Estados Unidos, e um dos candidatos, um senador, está determinado a tirar de seu caminho o atual Presidente, para que ele não se reeleja. Entre artimanhas políticas e os problemas financeiros da NASA, um grande segredo ameaça vir à tona, e pessoas começam a sofrer alguns “acidentes”. Por que o livro não é tão bom quanto os demais? Simples. Ele tem muitas informações políticas, jogos de interesse entre candidatos e informações sobre eleições que não fazem parte de nosso cotidiano no Brasil. Só.

Conspiração, política e tecnologia são os principais ingredientes desse livro, somando-se à escrita fluida de Dan Brown. Este livro está na categoria “Cuidado” não por ser um livro ruim, mas por ter uma qualidade inferior aos demais livros do autor. Digamos que de 0 a 10, se todos os outros estão com notas acima de 8, Ponto de Impacto leva nota 7. Não é um livro ruim. Ele tem sequências incríveis de desespero, quan Esta seção não representa a opinião da revista, e sim, a opinião pessoal do redator/colaborador da seção. A cada edição, uma coleção dos livros de um autor, classificados em quatro categorias, e com uma resenha breve de cada um dos títulos. Mande sua opinião para redacaobookaholic@gmail.com

Saindo um pouco do estilo que mantém em seus livros falados anteriormente, Dan Brown traz em Fortaleza Digital uma ficção científica eletrizante, trazendo para esse outro mundo sua marca: o suspense, o mistério, a aventura e a ação. Como já é um aspecto de sua escrita, o livro prende o leitor já no prólogo, com uma morte súbita de um homem que leva consigo um segredo importantíssimo, que pode c

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BAÚ LITERÁRIO

Por Márcia Lopes

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Ficamos muito felizes quando um livro que guardamos na lembrança desde criança acaba virando uma febre. E foi o que aconteceu com O Pequeno Príncipe. Eu o li na infância, adolescência, fase adulta, fiz minha filha se apaixonar por ele a ponto de hoje, aos 26 anos, comprar tudo o que vê com o tema: canecas, camisetas, colares, além de assistir aos filmes. No ano de 2015, foi lançado o filme com o foco no aviador, e trouxe de volta todo um frisson em torno do tema. A procura pelo livro aumentou, e uma nova edição foi lançada. Mas o livro que conta a história de um menino com uma grande sabedoria, ensinando a um velho homem lições profundas de vida, teve várias edições desde seu primeiro lançamento, aO Filme lém de muitas obras de audiovisual baseadas em sua história, como desenhos Contando a história do mesmo avianimados, filmes e, agora, uma anima- ador do livro original, agora já idoso tenção sob um ponto de vista diferente. tando conquistar a amizade de uma garotinha, o encanto fica por parte tanto do roteiro quanto da produção, que mescla técnicas diferentes de animação. No roteiro, o aviador atrai a garota com a hisO Autor tória Antoine de Saint Exupéry (19001944) foi um escritor, ilustrador e piloto francês, autor do clássico “O Pequeno Príncipe”, escrito um ano antes de sua morte. Até hoje é um dos livros mais lidos, e mesmo os que nunca leram a história se familiarizam com algumas frases, como se indiretamente o mundo inteiro conhecesse o enredo do garoto vindo do espaço, encantando o aviador com sua grande sabedoria. Exupéry nasceu em Lyon, França, no dia 29 de junho de 1900, e morreu num acidente de avião, durante uma missão de reconhecimento, no dia 31 de julho de 1944. Seu corpo nunca foi encon- tória de como conheceu o Pequeno Príntrado. Em 2004 foram encontrados os cipe. Ele a faz embarcar numa aventura destroços do avião que ele pilotava, a para encontrar o personagem que há dépoucos quilômetros da costa de Marse- cadas encanta adultos e crianças. Já a animação traz para as telonas lha, França. Embora sua obra mais importante e um pouco mais da graciosidade e da bemais famosa seja O Pequeno Príncipe, leza infantis que há nos livros, mesclanExupéry escrevia para jornais e revistas, do técnicas diferentes de animação: 3D, e publicou outras obras sobre aviação e com animações construídas por compuguerra, entre elas: “O Aviador” (1926), tador, e Stop Motion, gravando quadro a “Voo Noturno” (1931), “Terra dos Ho- quadro. A diferença está no momento em mens” (1939), “Carta a Um Refém” que o aviador conversa com a garota – e nessa parte do filme se passa em 3D – e (1944). no momento em que aparecem as histórias contadas por ele – neste momento as cenas acontecem em Stop Motion. A beleza e as cores do filme são impressionantes, e as críticas foram muito promissoras. O filme francês, de Mark Osborne (título original Le Petit Prince), teve como cocriadora Irena Brignull, que escreveu o argumento baseando-se no romance homônimo de Exupéry. Tratase de uma garota tentando lidar com sua mãe insistente para que ela cresça rápido demais e lhe impõe um plano de estudos rigoroso para que passe numa prova para estudar numa escola de renome. No entanto, ela se distrai com o vizinho, um aviador aposentado que, ao longo do verão, compartilha com ela a história de um garoto chamado Pequeno Príncipe, a quem supostamente havia encontrado num deserto, quando seu avião caíra. A mãe fica furiosa quando descobre, pois ela estaria se distraindo da prioridade: estudar.

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O diretor do filme, Mark Osborne, é o mesmo diretor de filmes como Kung Fu Panda. O desenvolvimento do filme ocorreu em Paris, a produção em Montreal para as fases finais de animação, produção e iluminação. No Brasil, o filme foi lançado no dia 20 de agosto de 2015 sob a distribuição da Paris Filmes. Ele foi escolhido para a categoria Selecção Oficial na 68ª edição do Festival de Cannes.

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

Saint Exupéry

Destacam-se os quotes: “O essencial é invisível aos olhos” “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. ■


Por Roberta Costa

Todo mundo já ouviu falar em 50 Tons de Cinza. Não importa se leu ou não, se viu ou não a adaptação cinematográfica. Simplesmente todo mundo já ouviu falar nisso. Quem entra numa livraria dá de cara com os livros em destaque, e o filme, quando lançado, chamou a atenção de várias pessoas. Isso porque a trilogia, que começou com uma fanfiction de Crepúsculo na internet, virou uma febre, um fenômeno mundial. Em 2015, E. L. James, autora dos livros, lançou mais um: Grey – 50 Tons de Cinza pelos olhos de Christian. O que já era fenômeno se tornou uma corrida enlouquecida dos fãs para as livrarias, para garantir seu livro e conhecer os pensamentos de Grey enquanto tudo acontecia no primeiro livro. E nesta edição da Geração Bookaholic, trazemos para você uma matéria especial sobre essa trilogia, com todos os detalhes sobre os livros, adaptação cinematográfica e curiosidades. A AUTORA

Cullen, num livro que seria intitulado “Midnight Sun”. Mas o livro não chegou a ser publicado, pois doze capítulos de seu manuscrito vazaram na internet e ela desistiu de continuar a escrever. Já James conseguiu publicar a história do primeiro livro pelos olhos do personagem Grey. A semelhança entre Grey e Edward Cullen é aparente, mas todas essas se-melhanças acabam por aí, pois eles são bem di-ferentes na interação entre eles e suas parceiras. Assim, nascia “Cinquenta Tons de Cinza”, publicado em 2011 no Brasil pela Editora Intrínseca. Em seguida, vieram “Cinquenta Tons Mais Escuros” e “Cinquenta Tons de Liberdade”, publicados em 2012. O sucesso foi tão grande que, neste mesmo ano, James foi considerada uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela Revista Times e, em 2013, entrou para a lista das 100 celebridades mais poderosas da Revista Forbes.

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Cinquenta Tons Mais Escuros

A TRILOGIA Cinquenta Tons de Cinza Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva

“O que já era um fenômeno se tornou uma corrida enlouquecida dos fãs para as livrarias.”

E. L. James, ou Erika Leonard James, é britânica e nasceu em 7 de março de 1963. Exexecutiva de TV, atualmente reside em Londres. É casada com um roteirista e mãe de dois filhos. Sempre sonhou em escrever histórias, mas adiou tal sonho devido à família e à carreira. Inicialmente escreveu uma fanfiction sobre a Saga Crepúsculo intitulada “Master of Universe”, no entanto, decidiu mudar os nomes dos personagens principais (Edward e Bella) à medida que o conteúdo da história ficou cada vez mais erótico. Ainda nos livros hoje podemos ver as semelhanças de personalidade e de cenas. Por exemplo, quando entra no escritório de Grey pela primeira vez, a personagem de E.L. James cai, demonstrando ser descoordenada como a personagem de Stephenie Meyer. A descrição da personagem de James como uma garota insegura e tímida, mas que ao mesmo tempo para seu parceiro é uma mulher linda e que chama a atenção é muito parecida com a descrição da personagem de Meyer. Outra semelhança que encontramos: Stephenie Meyer escreveu sua história e, em seguida, começou a escrever a história de Crepúsculo pelos olhos de Edward accccc

seus próprios termos. Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferências de Grey, Ana hesita. Por trás da fachada de sucesso – os negócios multinacionais, a vasta fortuna, a amada família –, Grey é um homem atormentado por demônios do passado e consumido pela necessidade de controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana não só descobre mais sobre seus próprios desejos como também sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos.

Assustada com os segredos obscuros do belo e atormentado Christian Grey, Ana Steele põe um ponto final em seu relacionamento com o jovem empresário e concentra-se em sua carreira, trabalhando numa editora de livros. Mas o desejo pro Grey domina cada pensamento de Ana e, quando ele propõe novo acordo, ela não consegue resistir. Em pouco tempo, Ana descobre mais sobre o angustiante passado de seu amargurado e dominador parceiro do que jamais imaginou ser possível. Enquanto Christian tenta se livrar de seus demônios interiores, Ana se vê diante da decisão mais importante de sua vida. Cinquenta Tons de Liberdade

reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja – mas em aaaa

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Quando a ingênua Anastasia Steele conheceu o jovem empresário Christian Grey, teve início um sensual caso de amor que mudou a vida dos dois irrevogavelmente. Chocada, intrigada e, por fim, repelida pelas estranhas exigências sexuais de Christian, Ana exige um comprometimento mais profundo. Destinado a não perdê-la, ele concorda. Agora Ana e Christian têm tudo: amor, paixão, intimidade, riqueza e um mundo de possibilidades à sua frente. Mas Ana sabe que o relacionamento não será fácil, e a vida a dois reserva desafios que nenhum deles seria capaz de imaginar. Ana precisa se ajustar ao mundo de opulência de Grey sem sacrificar sua identidade. E ele precisa aaa


através de Christian – além do empresário extremamente bem sucedido, de estilo de vida sofisticado, até o homem de coração frio e ferido. Será que, com Ana, Christian conseguirá dissipar os horrores de sua infância que o assombram todas as noites? Ou seus desejos sexuais obscuros, sua compulsão por controle e a profunda aversão que sente por si mesmo vão afastar a garota e destruir a frágil esperança que ela lhe oferece?

aprender a dominar seu impulso controlador e se livrar do que o atormentava no passado. Quando parece que a força dessa união vai vencer qualquer obstáculo, a malícia, o infortúnio e o destino conspiram para transformar os piores medos de Ana em realidade.

50 TONS DE CURIOSIDADES

Grey - Cinquenta Tons de Cinza Pelos Olhos de Christian O livro chegou às livrarias brasileiras em setembros de 2015 e foi uma resposta da autora aos pedidos dos fãs. Christian Grey controla tudo o e todos ao seu redor: seu mundo é organizado, disciplinado e terrivelmente vazio – até o dia em que Anastasai Steele surge em seu escritório, uma armadilha de pernas torneadas e longos cabelos castanhos. Christian tenta esquecê-la, mas em vez disso acaba envolvido num turbilhão de emoções que não compreende e às quais não consegue resistir. Diferente de qualquer mulher que ele já conheceu, a tímida e quieta Ana parece enxergar a

nagem principal, Anastasia Steele, foi Dakota Johnson. Seu personagem de vinte e um anos é uma jovem inocente que nunca teve um namorado. Estudante de literatura inglesa na WSU de Vancouver, Ana trabalha meio período numa loja de material de construção e divide um apartamento próximo ao campus da Universidade com Katherine Kavanagh, sua melhor amiga. O ator escolhido para interpretar o misterioso e bem sucedido Christian Grey foi James Dornan. Com menos de 30 anos, o CEO e fundador da Grey Enterprises Holdings comanda um negócio multimilionário e possui uma imensa fortuna. Reservado e atraente, é um homem de hobbies caros e comportamento extremamente controlador. O primeiro filme da trilogia teve sua estreia em fevereiro de 2015, e arrecadou a marca de R$ 1 bilhão em bilheteria global, tendo suas sequências Cinquenta Tons Mais Escuros e Cinquenta Tons de Liberdade com previsões de estreias para fevereiro de 2017 e fevereiro de 2018, respectivamente. Em meio a críticas positivas e negativas, a história do casal envolvendo mistério e muito erotismo com temática BDSM continua conquistando milhares de fãs pelo mundo.

ADAPTAÇÃO CINEMATOGRÁFICA Vários estúdios de Hollywood apresentaram propostas para adquirir os direitos para o filme da Trilogia que, em março de 2012, foram concedidos à Universal Pictures e Focus Features. Os produtores, Michael de Luca e Dana Brunetti, foram escolhidos pela própria autora, E. L. James. Kelly Marcel, roteirista de “Saving Mr. Banks”, foi contratada para escrever o roteiro. O diretor, Sam Taylor-Johnson, foi escolhido apenas em junho de 2013. Personagens Principais e Seus Atores A atriz escolhida para interpretar o perso-

1. Dos 100 minutos de duração do filme, 20 são dedicados a cenas de sexo. 2. A produção do filme custou apenas US$ 40 milhões, sendo que a expectativa de arrecadação para o primeiro fim de semana de exibição é de US$ 60 milhões. 3. Dakota Johnson é filha dos atores Don Johnson e Melanie Griffith. 4. O anúncio de Charlie Hunnan e Dakota Johnson desagradou aos fãs. Além dos protestos no twitter, eles criaram uma petição online pedindo Matt Bomer e Alexis Bledel nos papéis principais do filme. 5. O filme é considerado a primeira grande produção do cinema baseada em fanfiction. 6. O trailer do filme se tornou o mais visto de 2014 menos de uma semana depois de lançado. Atualmente são mais de 51 milhões de visualizações.

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7. O elenco memorizou as falas do roteiro em apenas cinco dias. 8. Os três livros da trilogia venderam mais de 100 milhões de cópias em todo o mundo e foram traduzidos para mais de 50 idiomas. 9. Na TV, Dornan vive um serial killer na série The Fall, com Gillian Anderson (Arquivo X) e um xerife em Once Upon a Time. 10. Entre os atores que recusaram o papel de Christian Grey está Ryan Gosling, que disse não estar interessado na história. 11. Dakota Johnson estreou no cinema aos 10 anos de idade. Foi em 1999, em Loucos do Alabama, na qual ela e sua meia irmã, Stella Banderas, interpretavam as filhas de Melanie Griffith. 12. Outras atrizes que teriam sido consideradas para o papel de Anastasia incluem Alicia Vikan

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dos do jornal New York Times por trinta semanas, entre março e setembro de 2012. A venda de brinquedos sexuais e artigos de sex shops relacionados a BDSM aumentou drasticamente depois do lançamento do livro, em 2011. A quantidade de pessoas a dar entrada em emergências na Inglaterra por causa de acidentes com práticas BDSM aumentou de forma radical após o lançamento do livro, em 2011. Dakota Johnson revelou que queria muito interpretar Anastasia Steele e que chorou “horas e horas” depois de conseguir o papel. Dornan encarou um treinamento físico de três horas diárias assim que foi confirmado no papel de Christian Grey. 50 Tons de Grey é o título em Portugal.

“Em apenas seis semanas o livro superou o Código da Vinci, de Dan Brown, na lista de Best Sellers.”

Vikander, Imogen Poots, Elizabeth Olsen, Shailene Woodley e Felicity Jones. A cantora Beyoncé fez uma versão da música Crazy in Love especial-mente para o filme. O filme foi proibido de ser exibido na Malásia com a justificativa que é “mais pornografia do que cinema.” Descontentes com o sadomasoquismo na trama, ativistas dos Estados Unidos lançaram uma campanha de boicote ao filme com a hashtag #50dollarsnot50shades. Em apenas seis semanas, o livro vendeu 10 milhões de cópias, superando o Código da Vinci de Dan Brown na lista de Best Sellers. Cinquenta Tons de Cinza foi o primeiro livro a superar a marca de 1 milhão de arquivos comercializados no leitor digital Kindle. O filme foi gravado no Gastown District, em Vancouver (Canada). E. L. James nunca foi para Seattle ou Portland, locais onde a história do livro se passa. Ela usou o Google Street View para visualizar o que gostaria de escrever. Em sua estreia nos cinemas, Dornan viveu o Conde Axel Fersen, amante da rainha Maria Antonieta, interpretada por Kirsten Dunst. Dornan precisou aprender a andar de forma diferente para interpretar Christian – com os calcanhares, em vez da ponta dos pés. O primeiro livro da trilogia é o que mais tem sequências de sexo – 13%. Depois vem o segundo, Cinquenta Tons Mais Escuros, com 11%, e o terceiro, Cinquenta Tons de Liberdade, com 8%. Entre os atores que teriam sido considerados para o papel de Christian Grey estão Alexander Skarsgard, Matt Bomer, Theo James e Ian Sommerhalder. O livro ficou no topo da lista de mais vendidos

30. Ana cora, no livro 111 vezes. 31. Em Macaé, cidade do Rio de Janeiro, um juiz assinou uma ordem de serviço que considerava a publicação imprópria e vetava sua exposição sem lacre nas livrarias. Ele achava que crianças e adolescentes poderiam pegar o livro (o que realmente acontecia por, na maior parte das livrarias do país, estarem em destaque na frente das livrarias). 32. O livro é erótico, mas não tem classificação etária. Diferentemente, o filme tem, e é para maiores de 16 anos. 33. O brinquedo sexual mais vendido após a publicação dos livros é a algema. 34. Foi criada uma linha de produtos baseada no livro. Se chama “Cinquenta Tons de Prazer”, e é brasileira. 35. Foi oferecida a Angelina Jolie a chance de dirigir o longa, mas ela recusou. 36. Jamie Dornan revelou que visitou uma restrita masmorra sexual para a pesquisa de seu personagem. 37. Muitas pessoas da comunidade BDSM consideram o livro/filme ofensivo, pois neles há um comportamento perigoso e não segue a ideia de seguro, são e consensual. 38. Jamie Dornan não gosta de ficar totalmente barbeado, sempre mantém uma barba quando está em período de inatividade. Só deixou o rosto limpo para o filme. Para isso, tinha que se barbear todas as manhãs para manter a aparência de Christian Grey.

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39. Para obter os direitos e transformar 50 Tons de Cinza em filme, a Universal teve que desembolsar cerca de US$ 5 milhões. 40. O livro também virou fenômeno entre as celebridades. Selena Gomes, Kristen Stewart, Will Ferrel e Eva Langoria foram alguns dos famosos flagrados lendo o livro. 41. Observadores da indústria acreditam que a publicação de ebooks foram a chave para o sucesso da trilogia porque permitiu que os leitores saciassem a sua curiosidade sem uma visita à livraria. Quando o livro finalmente foi publicado impresso, já era um fenômeno. 42. A terapeuta sexual Ruth Westheimer, de 84 anos, publicou um vídeo no youtube onde diz que se não fosse casada e fosse muito mais jovem não se importaria de passar uma noite com Christian Grey. “O homem é dono de um helicóptero!”. 43. James teve a palavra final sobre a capa, e insistiu numa gravata cinza simples. 44. James fica mortificada em pensar em seus filhos adolescentes lendo seus livros. 45. A mãe de James leu a trilogia e adorou. Assim como sua tia de 82 anos. 46. O livro despertou uma tempestade sobre o que ele significa para o feminismo. “Para alguns, as fantasias mais teatrais da rendição sexual oferecem uma libertação, um período de férias, uma fuga da monotonia e trabalho árduo de igualdade. 47. A cena de sexo mais infame do livro, que envolve um absorvente interno, não foi incluída no filme. 48. Em entrevista à revista Vanity Fair, Dakota Johnson afirmou que Anastasia é “um pouco chata”. 49. A cantora Rita Ora está no elenco do filme, como a irmã de Christian Grey. 50. O escritor Salman Rushdie disse que nunca havia lido algo tão “mal escrito”, e que o livro fez Crepúsculo parecer “Guerra e Paz” (clássico do russo Tolstoi).

CURIOSIDADES BÔNUS E.L. James disse que escreveu o livro numa “crise de meia idade”! Pode isso? Os livros ainda estão à venda em todas as livrarias, e também podem ser encontrados em algumas delas em versões Box.

Beyoncé fez uma versão especial de Crazy in Love para o filme 50 Tons de Cinza.


STAR WARS: Um Universo Nerd

ESTANTE NERD

Por Renata Vasconcelos Saudações nerds para todos! Começando a primeira matéria do Estante Nerd, falaremos sobre o universo de ficção científica Guerra nas Estrelas. “Mas o quê, exatamente?” você deve estar se questionando. Abordaremos de tudo um pouco. Meio difícil, mas, assumindo o desafio, iremos falar sobre o tão comentado filme O Despertar da Força, que estreou em dezembro, dia 16. Vamos falar também de livros, figure actions, games, revistas de RPG, sempre mantendo os fãs mais próximos da realidade e muito mais. FILME Sobre o filme, que bateu à nossa porta e tem sido tão abordado em feiras, mídias sociais e revistas, foi lançado antecipadamente para os sortudos que participaram da Comic-Con Experience. Para os demais, nos cinemas, na noite do DIA

quadrinhos e muito mais. Estes jogos proporcionam mais intimidade e proximidade com a realidade que se tem nas telonas e que, claramente, não se comsegue recriar tão fielmente para fola dela.

Estrelas, que recebeu o nome de Star Wars – O Despertar da Força, se passa aproximadamente trinta anos depois de FIGURE ACTIONS E ACESSÓRIOS O Retorno do Jedi, e fala da luta da ReAs figure actions, assim como os sistência (ou Antiga Aliança Rebelde) livros, têm uma grande importância para contra a Primeira Ordem (ou Antigo Imos fãs, porque os mantêm muitas vezes pério Galáctico). perto da realidade dos filmes e livros. Muita gente que vê de fora pensa que são apenas brinquedos, bonecos e varas reluzentes. Mas as figure actions e os sabres de luz são relíquias para os colecionadores. Existem itens colecionáveis de todos os tamanhos e preços, mas para um colecionador voraz, tudo vale o sacrifício para ter seus objetos. Recentemente foram lançados figures de um tamanho e formato diferenLIVROS te, chamados Funko Pops, e óbvio que Os livros que abrangem o universo da surgiu a linha Star Wars. Eles preensaga são muitos, tais como: Star Wars chem estantes dos fãs da saga. Legends; Era da Rebelião; Era da Nova Um universo bem abrangente paRepública; Era da Nova Ordem Jedi e ra uma saga de ficção científica, mas Era do Legado. Além dos diver-sos que compete muita paciência para ser contos, livros de continuidade, livros de um bom fã, pois a quantidade de filmes, referência e muito mais. A Editora A- livros, figure actions, jogos e objetos leph, conhecida por lançar livros de fic- para acompanhar tudo isso é imensa. ção científica, publicou alguns títulos so- Enquanto isso, a saga Guerra nas bre a saga desde os juvenis aos infantis. Estrelas a cada dia recebe fãs de todas Os títulos foram: Star Wars Legens as idades. Fico por aqui, até a próxima! Kenobi, Star Wars Legends Provação e os infantis Darth Vader and Son, Vader’s Little Princess e Star Wars Jedi Academy.

dia dezesseis de dezembro. Foi produziJOGOS E RPG do para venda por George Lucas pela Para transportá-los para dentro do Lucasfilm, para a Walt Disney Pictures universo no qual são apaixonados, os que distribuiu os lançamentos da fran- fãs usam e abusam de jogos de RPG e quia. tabuleiro que abordam exatamente o O sétimo filme da saga Guerra nas que se passa nos filmes, livros, revistas, t quadrinhos e muito mais. Estes jogos Nesta seção, traremos sempre novidades sobre o mundo geek, com informações sobre quadrinhos, séries, filmes e livros, além de eventos.

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LEITURA EM SÉRIE

Por Juliana Pellicer

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A distopia é um dos gêneros literários que vem ganhando bastante espaço entre os leitores, em sua maioria, jovens. Nestas histórias, a sociedade é retratada em seu aspecto mais sombrio, com um cenário normalmente pós-apocalíptico, onde a tecnologia é utilizada por uma minoria totalitária como forma de controle das demais pessoas e algum elemento do mundo atual é extrapolado ao seu máximo. A partir disso, se faz uma crítica social, política e também de valores morais da sociedade atual, fazendo com que o leitor reflita sobre temas importantes, inicialmente desvinculados de seu universo, mas que se aproximam dele conforme o avanço da trama. A história da série de livros Divergente não é tão diferente assim. Ambientada em uma Chicago futurista, em que a sociedade está dividida em facções representadas por estilos de comportamento (Abnegação, Audácia, Amizade, Franqueza e Erudição) e dentro das quais não se pode agir de maneira destoante do grupo, as obras contam a história de Tris, uma garota da Abnegação que se transfere para a Audácia e que, a partir de então, deverá aprender a lidar com seus receios, com o conceito de “divergência”, que são pessoas que se adequam a mais de uma facção (o que é considerado um desvio passível de morte). Apesar de a autora, Veronica Roth, afirmar que não pretendia fazer nenhuma crítica social em seus livros, é possível avaliar diversos aspectos do comportamento humano a partir de sua obra. Escrito enquanto Veronica estudava Psicologia, a saga Divergente traz uma série de conceitos dessa ciência. O exemplo principal são as simulações da Audácia, nas quais os personagens devem enfrentar seus maiores medos. Este é o conceito base da terapia de exposição, que busca tratar ansiedades e fobias a partir da exposição da pessoa a tudo o que lhe causa medo, mas dentro de um ambiente seguro, até que seu cérebro se acostume. Além disso, em Divergente a autora cria uma sociedade dividida em facções, o que também permite ao leitor a exploração de temas relacionados ao comportamento humano, às relações das pessoas dentro de seus grupos ou entre estes grupos. Os livros também demonstram o que pode resultar de nossa tendência em categorizar as pessoas e rotulá-las a partir de critérios próprios ou dos grupos em que estamos inseridos, já que a própria protagonista, Tris, reflete muito sobre as suas próprias características pessoais, aprendidas durante o tempo em que viveu na Abnegação, e as que a fizeram escolher fazer parte da Audácia, em momento oportuno. Em vários momentos a observamos questionando seus próprios comportamentos e analisand

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sando a adequação de outras pessoas às facções onde nasceram e para onde foram transferidas (e o que pode tê-las feito escolher daquela maneira). Divergente também apresenta uma evolução em relação a outras obras e faz parte de uma tendência atual, que é a criação de protagonistas femininas fortes. Permite, portanto, que as leitoras possam se identificar mais facilmente com

“Os livros demonstram o que pode resultar de nossa tendência em rotular categorizar as pessoas.” com os personagens (sem precisar buscar referências apenas em personagens masculinos, como acontecia no passado) e que os homens aprendam a se identificar também com elementos presentes nas personagens femininas e a criar empatia com realidades diferentes das suas. Tris é um exemplo de mulher forte e determinada, que luta por aquilo que acredita, sem que isso represente abandonar os elementos que a caracterizam, o que colabora para a criação de uma visão mais próxima da realidade sobre a umlher. Os livros são sucesso de vendas e renderam à autora estreante, além do contrato para publicação nos Estados Unidos, a sua tradução e publicação em vários países. A excelente repercussão das obras pelos leitores de todo o mundo garantiu o interesse na adaptação cinematográfica da série para os cinemas, com dois filmes já lançados e mais um para este ano. O sucesso se deve ao fato de que os jovens – principal público dos livros e dos filmes – estarem buscando, atualmente, personagens fortes que lutam contra sistemas opressores, em cenários que, mesmo sombrios, mostram que é possível buscar forças nas adversidades. É possível lutar para conseguir mudar a situação, por pior que ela seja.

O SURGIMENTO DAS FACÇÕES De acordo com os livros, há décadas os antepassados dos personagens perceberam que a culpa por um mundo em guerra não poderia ser atribuída à ideologia política, à crença religiosa, à raça ou ao nacionalismo. Eles concluíram, no entanto, que a culpa estava na personalidade humana, em sua inclinação para o mal, seja qual for sua forma. Dividiram-se em facções que procuravam erradicar esses males criados pela natureza humana que acreditavam ser responsáveis pela desordem do mundo. Os que culparam a agressividade formaram a Amizade. Os que culparam a ignorância se tornaram a Erudição. Os que culparam a duplicidade fundaram a Franqueza. Os que culparam o egoísmo geraram a Abnegação. E os que culparam a covardia se juntaram à Audácia. Trabalhando juntas, as cinco facções têm vivido em paz há anos, cada uma contribuindo com um diferente setor da sociedade: - A Abnegação supriu a demanda por lideres altruístas no governo; - A Franqueza providenciou líderes confiáveis e seguros no setor judiciário; - A Erudição forneceu professores, medicos e pesquisadores inteligentes; - A Amizade cedeu conselheiros, agricultores e zeladores compreensivos; - A Audácia se encarrega da proteção contra ameaças, tanto internas quanto externas. Mas o alcance de cada facção não se limita a essas áreas. Oferecem uns aos outros muito mais do que pode ser expressado em palavras. Nas facções, en


encontra-se sentido, propósito e vida. Longe delas, a sobrevivência não seria possível. PERSONAGENS DA TRILOGIA Beatrice Prior (Tris) Protagonista e narradora, a história é contada a partir do ponto de vista dela. Tris é filha de Andrew e Natalie Prior. Ela tem um irmão mais velho, Caleb Prior. Fez parte da Abnegação, mas ao completar 16 anos, optou pela Audácia. Ao longo do livro se envolve com seu instrutor de iniciação, Quatro. O teste de Tris mostrou que ela tem aptidão para três facções diferentes: Abnegação, Audácia e Erudição. A personagem é in- Jeanine Matthews É a líder da Erudição; publica notícias falterpretada nos cinemas pela atriz Shailene sas e artigos de opinião contra a Abnegação. Woodley. Seu objetivo é destruir todos os Divergentes. A Erudição alega que a Abnegação tem informações que comprometem toda a organização social de Chicago, por isso deve ser destruída. Seus objetivos, entretanto, são bem mais profundos do que esse. É descrita como uma mulher loira, pouco mais alta que Tris e de QI altíssimo. É interpretada nos cinemas por Kate Winslet.

Christina Tem 16 anos e também pertence à mesma turma de iniciandos de Tris, de quem se torna melhor amiga. É transferida da facção dos sinceros, a Franqueza, e por muitas vezes suas palavras são francas durante seus diálogos, tanto nos livros quanto nas telas.

Peter: Também transferido da Franqueza. Quer ser o primeiro colocado nas provas, fere gravemente o iniciando Edward quando o mesmo se torna primeiro colocado na Iniciação. Junta-se a Molly, Drew e Albert contra Tris e tenta matá-la, mas é impedido por Quatro.

Eric Instrutor da Audácia, tem 18 anos. Transferido da Erudição, fez parte da mesma turma de iniciandos de Quatro, tendo ficado em segundo lugar atrás do mesmo, de quem tem inveja. Abusivo e malvado com os iniciandos, um dos principais aliados da Erudição.

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Marcus Eaton Pai de Quatro, é um dos líderes políticos da Abnegação. Era malvado e agressivo com o filho, Tobias (Quatro). Sua esposa, Evelyn, foi dada como morta quando Quatro ainda era criança.

Natalie Prior Mãe de Tris e Caleb. Pertenceu anteriormente à Audácia, mas mudou-se para a Abnegação aos 16 anos para se proteger e esconder o fato de ser uma divergente.

Tori É membro da Audácia e trabalha na loja de tatuagens da facção. É amiga de Tris e é ela quem supervisiona seu teste de aptidão. Ao longo do livro, pede a Tris para manter a divergência em segredo, visto que a Erudição mata todos os habitantes da cidade que são assim.

“As facções oferecem muito mais do que pode ser alcançado em palavras.”

Andrew Prior Pai de Tris e Caleb. Andrew é um dos líderes políticos da Abnegação. Fica ressentido ao ver seus dois filhos se transferindo de facção. Luta ao lado da filha nos ataques contra a Abnegação.

Albert (Al) É transferido da Franqueza. Se torna amigo de Tris no começo, porém a trai, pois sente inveja ao vê-la demonstrar bom desempenho na Iniciação.

Caleb Irmão de Tris, aos 16 anos decidiu mudar de facção, indo para a Erudição, o que causou bastante tristeza ao seu pai Andrew. É procurado por Tris na Erudição para que a ajude.

Quatro Foi da mesma turma de iniciandos de Peter e ficou em primeiro lugar em suas provas. No início do primeiro livro, é instrutor de Tris e de sua turma de iniciandos junto com Peter. Quando Albert, Drew e Peter resolvem matar Tris, ele os impede. Se envolve com Tris e acaba se abrindo para ela, mostrando seus problemas do passado, e seu maior medo, que envolve seu pai, Marcus. ■

Veronica Roth, autora da trilogia Divergente, Insurgente e Convergente e do livro complementar Eu Sou o Número Quatro

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principal tema a distopia, e a base para as discussões é justamente a trilogia Todo mundo já ouviu falar em Jogos Vorazes. A ditadura é um dos pontos mais Jogos Vorazes, ainda que não tenha lido os livros ou visto os filmes. Os livros, da abordados pela autora na sua saga. É autora Suzanne Collins, tiveram uma am- comum em distopias que o governo seja pla aceitação por parte dos leitores, não centralizado e opressor. Toda forma de só por ser uma série de distopia com a- rebelião é violentamente controlada. Esdolescentes, o que está muito em voga se lugar é retratado na saga pela figura nos últimos anos, mas por trazer um con- do presidente Snow e dos Jogos Vorateúdo político de críticas sociais bastante zes, um instrumento de dominação que profundo, fazendo, inclusive, parte de perpetua a crueldade. No mundo real, grupos de estudos e debates sobre o fu- cerca de 50 países ainda vivem sob regimes ditatoriais. turo do planeta. A escravidão é outro tema abordaCom o título original The Hunger Games, uma série baseada nos livros, do pela trilogia. Os habitantes da cidade distribuída pela Lionsgate, consistiu em criada por Suzanne Collins não têm o diquatro filmes: Jogos Vorazes, Em Cha- reito de sair dos locais onde vivem e tramas, A Esperança - parte I e A balham A sociedade do Esperança – Final, tendo a última parte estreada nos cinemas em 2015, espetáculo é uma fechando assim o ciclo. realidade hoje. Nos Mas a saga Jogos Vorazes não é EUA são mais de 320 apenas uma saga de adolescentes, com o único intuito de entreter. Com pesadas reality shows. No críticas ao mundo contemporâneo, a auBrasil, há a tora mostra em sua trilogia os horrores de banalização da morte uma sociedade totalitária que oprime seu povo. A cada ano, adolescentes dos 12 em programas de distritos de Panem, nação que ocupa o entretenimento em território correspondente ao da América do Norte, são convocados para participar todos os canais. de um reality show onde apenas o mais forte sobreviverá. Katniss Everdeen, a lham, exceto quando são sorteados para heroína dessa clássica distopia, luta para participar dos Jogos Vorazes ou quando sobreviver em meio à violência dos jogos exercem função militar (caso do Distrito e acaba sendo símbolo de uma revolu- 2). Todos os distritos são rodeados com ção contra o totalitarismo, a ditadura e a cercas elétricas, além de guardas armaescravidão. dos e torres de vigilância. Cada pessoa Acabou que o entretenimento ge- deve permanecer em sua facção para rou discussões, e os leitores passaram a sempre e trabalhar no que é designado refletir sobre os questionamentos lança- para aquele distrito. dos pela saga. Inclusive, um grupo de A sociedade do espetáculo é mais estudos nos Estados Unidos tem como um aspecto abordado. A paixão por princ reality

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Por Débora Falcão

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reality shows é um fenômeno comum não só no Brasil, mas em diversos países. Nos Estados Unidos são mais de 320 programas no formato. A espetacularização da dor alheia revela o sadismo da plateia. No Brasil, praticamente todos os estados e todos os canais possuem um programa local, geralmente no horario do almoço, onde são noticiados fatos violentos em formato de entretenimento. Em Jogos Vorazes, a elite da Capital prepara os tributos com suas melhores roupas, os idolatram como celebridades, e os mais simpáticos e bonitos acabam tendo tanta chance de sobreviver quanto os mais fortes por meio de patrocínios e brindes. Outros aspectos são lançados na saga, como a banalização da morte, a separação de classes e a frivolidade das elites. Todos os dias, jornais e programas de televisão apresentam a morte de muitas pessoas como fatos cotidianos. Enquanto a grande maioria de Panem vive na miséria, a elite da Capital se ocupa com festas, maquiagem, vestidos e perucas. O excesso de cirurgias plásticas também transfiguram as pessoas que vivem ali, uma realidade nossa hoje que, se continuar em seu percurso, poderá acabar numa situação como a retratada na saga, com pessoas deformadas pela obsessão por mudanças corporais. O Brasil é o segundo país no mundo em número de procedimentos estéticos, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Quem pensou que Jogos Vorazes fosse uma trilogia comum, acabou se deparando com um entretenimento intelectual, com uma mensagem complexa e profunda inserida em sua cultura, seu modo de vida, que nada mais é do que um reflexo de nossa vida de modo mais escancarado.


O desenvolvimento de Jogos Vorazes co- 08. Por conta dos cenários que seriam utilizados meçou em março de 2009, e a autora dos livros nas filmagens, quando a produção foi fazer o colaborou com Ray e Gary Ross para escrever o seguro do projeto uma análise de riscos inroteiro. As filmagens ocorreram na Carolina do cluiu itens bizarros como mosquitos, ursos, Norte, e foi filmado inteiramente em película, em flechas de rebeldes e ervas venenosas. oposição à digital, cuja maioria dos filmes é 09. O filme se tornou o terceiro maior em vendas filmada. O filme estreou primeiro na França, em antecipadas de ingressos, perdendo apenas 21 de março de 2012, e em seguida nos Estados para a Saga Crepúsculo e Harry Potter. Unidos, em 23 de março de 2012, em teatros 10. Jennifer Lawrence foi criticada pelos fãs dos convencionais e digitais cinemas IMAX. O último livros, já que a personagem Katniss é descripaís a receber o filme foi o Japão, apenas em 28 ta como uma “pobre jovem que não tem dide setembro. Confira agora 40 curiosidades da nheiro para comer”. A atriz foi considerada trilogia que a Geração Bookaholic separou para muito “cheinha” para o papel. Ao mesmo você! tempo, ninguém reclamou que Liam Hemsworth fosse “sarado” demais para o papel, já 40 CURIOSIDADES DA SAGA que seu personagem é descrito no livro como “magrelo e faminto”. 01. O primeiro filme precisou de 35 maquiadores 11. Suzanne Collins, autora dos livros, é também durante todo o tempo, disponíveis. responsável pelo clássico infantil “Clarissa 02. Foram usadas mais de 450 perucas no set Sabe de Tudo”, que foi exibido no SBT e, de filmagem para recriar os looks dos persoposteriormente, na Globo. nagens de acordo com os livros. 12. Josh Hutcherson leu toda a saga em cinco 03. Enquanto a maior parte do elenco ficava hodias para interpretar Peeta. ras fazendo o cabelo, Jennifer Lawrence 13. Numa entrevista, ao ser questionada se ao gastava apenas 20 minutos para fazer sua ler os livros da saga se sentiu na pele de trança e começar a rodar suas cenas. Katniss Everdeen, Jennifer Lawrence disse 04. Para o primeiro filme, a equipe de figurinos que não. No mesmo instante, Josh Hutprecisou fazer 1800 para os figurantes da cherson (Peeta) afirmou que se imaginou na Capital, muitas dessas roupas feitas à mão. pele da protagonista, o que rendeu boas risa05. O figurino favorito de Jennifer Lawrence é o das. vestido dourado que ela usa no desfile de 14. “Enquanto você conseguir se achar, nunca tributos, de “Em Chamas”. vai passar fome”. Apesar de ter ares de cita06. Jennifer Lawrence disputou o papel de protação profunda, o conselho que a heroína ougonista com uma lista extensa de atrizes, coviu do pai tem sentido literal. Katniss também mo Abigail Breslin (Maggie), Emma Roberts é o nome de uma planta comestível, do gê(Scream Queens) e Chloe Moretz (Lugares nero Sagittaria, conhecida como “cabeça de Escuros). flecha”, uma referência direta à arma de es07. Woody Harrelson quase perdeu o papel de colha da garota em chamas. Haymitch Abertnathy para o ator John C. 15. O sobrenome de Katniss também tem uma Reilly (Guardiões da Galáxia). origem especial. Bathsheba Everdene é a pro

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protagonista de Longe da Multidão Estulta, romance de 1874 do novelista inglês Thomas Hardy. É uma personagem progressista, ainda mais para os padrões da Inglaterra vitoriana. Confiante, inteligente, independente e bem sucedida, ela não dá bola para as disputas entre seus vários pretendentes. Parece bem com nossa Katniss Everdeen? O país “Panem” faz referência à frase “Panem et Circenses”, mais popularmente citada como “pão e circo”, forma política assumida pelos antigos romanos que previa o provimento de comida e diversão com o objetivo de diminuir a insatisfação popular contra os governantes. Suzanne Collins escreveu a saga Jogos Vorazes após ver na televisão cenas de guerra e um reality show. Um curso de distopia está fazendo sucesso nos Estados Unidos, e a inspiração é justamente a saga Jogos Vorazes. Inspirados em Katniss, os alunos são desafiados a acertar o alvo em aulas de arco e flecha. Também participam de workshops de preparação de pães e dramatizam cenas da série. Muitos alunos aparecem fantasiados de personagens. Mas não é só brincadeira: os convidados discutem temas complexos, tendo como pano de fundo a trilogia, tais como racismo, reality shows, violência, política, revolução e o poder do amor. A saga Jogos Vorazes é a série de livros mais bem vendida de todos os tempos na Amazon. Jennifer Lawrence demorou três dias para aceitar o papel de Katniss. Ela adorou a personagem, mas ficou com medo do assédio que teria após o filme. Jogos Vorazes foi o filme mais buscado em 2012 na internet.


LITERAVÍDEO 22. Jogos Vorazes estreou em março de 2012, arrecadando US$ 211,8 milhões em apenas um final de semana, tornando-se a maior estreia de uma franquia fora de época de feriado ou verão. 23. Enquanto filmavam, Jennifer Lawrence disse a Josh Hutcherson que conseguia chutar acima da cabeça dele. Mas, quando tentou, ela acidentalmente chutou a cara dele e lhe deu uma concussão. 24. No set das filmagens havia um jarro onde a cada palavrão dito a pessoa precisava colocar um dólar como punição. O diretor Gary Ross estima que Jennifer Lawrence tenha contribuído com pelo menos a metade do valor arrecadado. 25. Philip Seymour Hoffman, o Plutarch Heavensbee, filmou grande parte de suas cenas dos dois últimos longas da franquia, mas havia mais material para ser rodado, o que não aconteceu em função de sua morte em fevereiro de 2014. 26. Hunger Games of Thrones: O elenco do filme possui duas atrizes que já trabalharam no seriado “Game of Thrones”: Gwendoline Christie (Brienne de Tarth/Comandante Lyme) e Natalie Dormer (Margaery Tyrell/Cressida). 27. Grande parte das cenas que retratam a Capital foram gravadas em Paris e Berlim. O filme também foi rodado nas cidades americanas de Atlanta e Boston. 28. Jennifer Lawrence acabou revelando demais durante a Comic Con 2015. A atriz confirmou que seu sobrinho interpretará o filho de Katniss e Peeta no último filme da franquia (o filme ainda não tinha estreado quando ela deu essa informação). 29. O filme Esperança – O Final, traz em seu elenco 5 indicados ao Oscar, que somam um total de 15 indicações: Jennifer Lawrence, Woody Halerrson, Juliane Moore, Philip Seymour Hoffman e Stanley Tucci. Somente Lawrence, Moore e Hoffman ganharam o prêmio da Academia. 30. Francis Lawrence afirmou que devido a algumas sequências de efeitos visuais no filme Esperança – O Final serem desafiadoras, ele e os editores começaram a trabalhar nelas antes da parte 1 ser lançada. 31. O novo logotipo de Esperança – O Final pode ser encontrado no final de Esperança – Parte 1, após os créditos finais. 32. O primeiro teaser trailer do longa, que acompanha a frase de Katniss “esta noite, apontem suas armas para a Capital”, apresenta a transformação do tordo original da Parte 1 para o novo em O Final. Ele também foi lançado no dia do aniversário do diretor. 33. A campanha de divulgação do filme Em Chamas incluiu o lançamento da Capitol Culture, grife de roupas e acessórios inspirada no figurino dos tributos e dos habitantes de Panem. Nem todos aprovaram a ideia, e choveram reclamações à incoerência de se basear na vaidade

dade e nos excessos criticados na trama para vender produtos. 34. O sucesso da franquia é tão grande, que a Lionsgate anunciou a construção de um parque temático de Jogos Vorazes nos Estados Unidos e na China com previsão de lançamento em 2019. Entre as atrações haverá uma reprodução do Distrito 12, lar de Katniss. Os fãs podem esperar atores fantasiados dos personagens e uma versão da padaria de Peeta Mellark, além do mercado negro do local. Uma montanha-russa irá simular os trens de alta velocidade que levam os tributos até a Capital, e o parque também contará com um simulador em 4D que fará um passeio em Panem. 35. Desde o dia 1º de julho de 2015 em Nova Iorque está instalada a exposição “The Hunger Games: The Exhibition”, com ambientes temáticos e interativos, figurinos icônicos dos filmes e itens como o bloco de desenhos do Cinna, o arco da Katniss e um mapa interativo de Panem. A exposição ficou até o dia 03 de janeiro deste ano por lá e então seguiu em turnê mundial. Será que o Brasil vai ser privilegiado? 36. O filme Em Chamas contabilizou 5800 figurantes, e uma única festa na Capital reuniu 500 extras. Enquanto na maioria dos filmes os figurinistas dão apenas orientações gerais sobre as cores e os modelos que os extras devem trajar, para recriar o mundo de excessos de Panem a equipe vestiu cada um dos presentes na cena, atenta a todos os detalhes da caracterização. 37. Duas paródias do filme foram lançadas: “The Starving Games”, que zoa com Jogos Vorazes, Os Vingadores e Avatar, e “The Hungover Games”, que zoa com Jogos Vorazes e Se Beber Não Case. 38. Dois jogos também foram criados baseados na série. Em “Hunger Games: Girl On Fire” (iOS), o jogador ajuda Katniss. Já em “The Hunger Games Adventures” (iOS e Face), você entra na arena. 39. A marca China Glaze lançou a “Hunger Games New Nail Polish Lacuer Collection”, e este nome tão grande trata-se de uma linha de esmaltes com uma cor para cada distrito. 40. Alguns personagens se tornaram bonecos de colecionadores. Katniss ganhou uma versão Barbie, feita pela Mattel.

TRECHOS ENGRAÇADOS DE ENTREVISTAS Josh (Peeta) falando em uma coletiva sobre o filme: “O que a maioria não sabe é que ficávamos falando merda um pro outro, na falta de uma palavra melhor, no filme inteiro.” Josh sobre a primeira conversa ao telefone com Jennifer quando fecharam contrato para os filmes: “E acabou sendo uma conversa de 45 minutos falando sobre demônios, possessões, fantasmas, cateteres e zumbis.” Jennifer: “Porque imagine um cateter. (cara de nojo)”. Josh: “Pense num cateter no local onde você faz xixi.” (Jennifer faz cara de horror e agonia). Jennifer: “E foi isso o que ficamos fazendo no telefone, tipo, pense nisso de novo, e ‘oh’, ‘blergh’...” Entrevistadora: “Você pode refazer a coisa mais louca que um fã fez quando te viu ou falou com você pessoalmente?” Jennifer: “Eu não sei... Eu normalmente só fico de cabeça baixa em público. Eu escuto as tomadas de ar... Eu só ouço tomadas de ar (gasp), é muito ruim... As pessoas perdem o controle da respiração quando me veem, eu não sei.” Entrevistador: “Você teve a cena boca a boca com Sam Claflin e você beija Jen, então deve saber quem beija melhor.” Jennifer: “Sam ou eu?” Entrevistador: “Então, qual a resposta?” Josh: “Sam babou menos.” (Jennifer faz cara desconsolada): “Oh.” Josh: “Eu sei que sempre falamos sobre isso...” Jennifer: “Eu estava chorando, eu estava babando...” Josh: “Eu sei, mas pra resumir é que ele babou menos.” Jennifer: “Quem se importa mais com você?” ■


CAFÉ LITERÁRIO

X BIENAL DE PERNAMBUCO 02 A 12 DE OUTUBRO DE 2015 PAVILHÃO DO CENTRO DE CONVENÇÕES DE PERNAMBUCO

Por Débora Falcão e Renata Vasconcelos

Para um evento de tal porte, teve seus altos e baixos e muita variedade. Além dos livros, tivemos alguns estandes de quadrinhos, just dance, artesanatos e comida – fora a praça de alimentação. Algumas editoras que compareceram ao evento foram Aleph, Panini, Universo dos Livros, e algumas editoras de menor porte. Teve muita coisa para um evento só, mas fizemos toda a cobertura para você, leitor, que não teve como ir à Bienal ou simplesmente não mora em Pernambuco. DIA 02/10 O primeiro dia do evento foi uma sexta-feira, dia 02 de outubro, e, como sempre no primeiro dia, o movimento estava fraco para mediano. Alguns frequentadores apelidaram o evento de “The Walking Dead”. Tivemos algumas atrações neste primeiro dia, como contações de histórias para crianças na plataforma de eventos, alguns polos de animação, presença de cantadores em estandes de vendas de cordel, mas a animação do primeiro dia ficou com o estande de just dance, que reuniu a maioria da galera jovem presente. Estava também por lá um polo gastronômico, com uma variedade de estandes de comidas típicas tanto da Região Nordeste como de outras regiões – o exemplo é o estande de chocolates e doces de Gramado-PR – e estandes de cafés. Havia também um polo de artesanato, o que também acabou por apelidar a feira de FENEARTE (conhecida feira de artesanato do Nordeste, que acontece no mesmo local durante o inverno). As grandes editoras de São Paulo não estiveram em peso no evento, e destacamos Aleph e Universo dos Livros como as presentes, entre outras editoras menores. Havia também algumas editoras gospel, como CPAD com estande próprio. De qualquer maneira, isso acabou sendo um ponto positivo para os autores nacionais, pois com editoras grandes desfalcadas, os livros internacionais ficaram a cargo de estandes como o da Livraria Saraiva e outras livrarias variadas, sobrando espaço para autores em estandes de editoras menores e autores independentes – que também marcaram presença no evento. 03 E 04/10 Por ser sábado e domingo, acabou tendo mais gente nestes dias, mas não muito. Tivemos apresentações especiais durante todo o dia na plataforma de eventos, mas todas elas eram voltadas para o público infantil – muitas eram apresentações de escolas públicas – e acabou por o estande de just dance chamar novamente a atenção dos leitores, o que é uma pena, pois o evento era um evento literário, e a atenção ficou voltada para o just dance, o estande de caricaturas, o estande de camisetas e acessórios de personagens, etc. As editoras levaram muito conteúdo e muitas promoções que deixaram muitos leitores deslumbrados, e além disso, proporcionaram sorteios e distribuição de marcadores nos estandes. Além delas, tivemos alguns estandes, como já mencionamos, com artesanatos da capital e do interior, além de outras cidades nordestinas, e que não teve a ver com a proposta literária do evento. Antes, a praça de alimentação ficava do lado de fora da feira, e desta vez ficou no próprio pavilhão, ao lado da plataforma de eventos, fazendo parte da feira. Como sempre, a Bienalzinha fez a festa da criançada, uma área fechada para as crianças com contações de histórias por contadores, atores e recreadores com um circuito de brincadeiras e oficinas artísticas. Como era mês das crianças, muitos pais trouxeram seus filhos especificamente para esta área como mais uma opção de passeio para os pequenos. Novamente, tendo tantas variedades de coisas para uma Bienal, o foco dos livros foi desviado, pois com o desfalque de grandes editoras e lojas de artigos literários, os produtores tiveram de completar os estandes com outras coisas. A informação que tivemos é que esse desfalque teve como causa principal a primeira edição da FENELIVROS, uma feira nordestina de livros – como a FENEARTE de artesanatos, que citamos anteriormente – e que aconteceu apenas um mês antes, atraindo muitos leitores, vendedores de livros, lojas, editoras, desfalcando o evento maior como a Bienal. Outra coisa que ocorreu na FENELIVROS e que prejudicou a Bienal foi a prefeitura liberar o cartão dos professores, destinado à compra de livros em feiras literárias, e já tendo gastado na feira anterior, os professores – que geralmente compram bastante livros e são os maiores responsáveis pela arrecadação da Bienal – não compareceram. As prefeituras de algumas cidades da Região Metropolitana do Recife também cortaram/atrasaram a liberação dos cartões, o que prejudicou mais ainda a rotatividade na feira.

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Geração Bookaholic – Sua Revista Literária

05 a 09/10 Durante a semana o movimento foi bastante fraco, mesmo tendo a presença de escolas do Recife em excursões, tanto particulares, como os colégios São Luís, Motivo, Objetivo, Imaculada Conceição, quanto escolas públicas do Estado e da Prefeitura. Portanto, o movimento de crianças e adolescentes foi maior, mas também concentrou-se nos estandes de just dance, alimentação, caricaturas e camisetas, bem como nas editoras Universo dos Livros, Aleph e Livraria Saraiva.


A plataforma de lançamentos, próximo ao polo de artesanatos, teve durante todo o dia e toda a semana a presença de vários autores divulgando seus livros com bate-papos, entrevistas e sorteios. Isso aconteceu durante todo o evento, contando inclusive com a presença de alguns autores conhecidos. Foi uma oportunidade de leitores conhecerem novos títulos e seus autores. 10 a 12/10 Último fim de semana é sinônimo de promoção. Desta vez, a movimentação foi bem maior, pois muitos leitores deixaram para visitar a feira no último dia, já pensando na economia dos preços bem mais baixos. As promoções nos sebos e editoras universitárias presentes foram muito boas. Alguns leitores puderam encontrar relíquias a preços bem abaixo do mercado, o que deu mais vontade de “garimpar” as prateleiras abarrotadas e desorganizadas por coisas interessantes. Editoras como a Universo dos Livros durante todo o evento estavam com alguns títulos a preços mais caros do que nas livrarias, ou com o preço equivalente, o que não faz nenhum sentido para uma bienal. Mas, nos últimos dias, alguns livros que estiveram a R$ 52,00 podiam ser adquiridos por R$ 25,00, algo que não se encontra todos os dias. Os eventos internos da feira no último fim de semana foram uma atração a mais, contando com a presença de blogueiros, artistas cosplays e até um concurso de grupos de dança no estilo k-pop e j-pop dentro de outro evento, o Power Kon 2015. Estes últimos foram motivo de aglomerações e agitação, novamente tirando o foco dos livros, mas atraindo muitas pessoas que, no intervalo das apresentações, visitavam os outros estandes. Como a maioria dos adolescentes que partici-param do evento estava acompanhada dos pais, estes acabaram comprando também e consumindo no evento. Outra questão é que a X Bienal de Pernambuco teve também como um dos temas as histórias em quadrinhos, mas não houve um estande que se voltasse somente para este tipo de publicação. Tivemos dois estandes que, no meio de outros produtos, também tinham HQs e revistas, mas quem esperou para completar sua coleção na Bienal acabou decepcionado, pois não havia muitos números disponíveis, apenas alguns. “Eu vim completar minha coleção de One Piece, mas todos os números que me faltam também faltam no estande”, disse Jéssica Oliveira (17), que teve que voltar para casa com sua listinha de números. “Eu queria conhecer Death Note, e vim só para comprar os números iniciais, que são difíceis de encontrar, e não achei nenhum”, falou Adriano Borges (16), que se teve de se contentar com os mangás disponíveis. “Vou ter que continuar lendo pela internet” completou Adriano. A crise de 2015 também afetou o setor. Estima-se que por conta dela, os leitores têm pesquisado e segurado mais a carteira, diminuindo a quantidade de livros que costumavam comprar. Ainda assim, muitos vieram ao evento para conhecer e prestigiar, mas acabaram não levando nada. “Tem que rodar e pesquisar, garimpar mesmo” falou Eduarda Marques (21). “Quando tem um estande cheio de gente eu entro porque sei que ali os preços estão mais em conta. Só tem que ter paciência para olhar livro por livro, porque geralmente esses estandes são uma bagunça e todos os títulos estão misturados” continuou Eduarda. Ela garante que a manobra dá certo. “Acabei encontrando vários livros que já queria por um preço bem em conta.” Por conta da crise, alguns se endividaram, já que todos os estandes aceitavam cartões de crédito, embora a maioria tenha se segurado. “Dos livros que eu queria, só comprei dois, pois mesmo estando mais baratos não dava para comprar todos”, encerra Eduarda. Num balanço geral, a quantidade de público que compareceu ao evento não foi tão grande quanto os organizadores previam ou desejavam, mas contaram com a grande participação dos blogueiros literários, que cobriram o evento publicando reportagens e vídeos. Esta participação foi inclusive incentivada pela Bienal, com inscrição de vários blogueiros e uma triagem para a escolha dos participantes, além de uma sala reservada como sala de imprensa especial para os bloggers, com mesas, espaço para computadores e notebooks e internet wi-fi disponível. De certa forma isso foi muito bom, pois eles tinham um retorno imediato. Mas também teve seu lado negativo, pois os blogueiros citaram em seus blogs e vlogs os problemas que a feira teve, e isso poderia espantar leitores e possíveis compradores. Mas, de uma forma geral, o evento teve seu movimento. Poderia ter sido melhor. Talvez uma reorganização nas datas, para que a Bienal e a FENELIVROS tenha uma distância maior de tempo entre elas, maior que um mês, para que as duas feiras tenham contemplação da população, e uma melhor distribuição dos estandes, diminuindo a quantidade de estandes destinados a outras coisas que não sejam os livros. Se temos uma Bienal Internacional do Livro, com a importância que o Estado de Pernambuco tem, é necessário evitar esses problemas gerados por causa de mal planejamento. Os eventos no estado com o mesmo foco (livros, por exemplo), precisam ter concordância entre si, e não serem concorrentes. De qualquer maneira, esperamos que a produção do evento planeje melhor a próxima, para que tenhamos melhores e maiores eventos internos à Bienal voltados para a literatura, e também um melhor incentivo para que as grandes editoras também estejam marcando presença com seus estandes. Os pontos positivos foram as duas plataformas – eventos e lançamentos – e esperamos que nas próximas edições possamos conhecer novos autores, embora a plataforma de lançamentos estivesse largada às moscas, sem muita divulgação, deixando alguns autores, inclusive, falando para ninguém em alguns momentos. Os leitores pernambucanos aguardam ansiosamente pela próxima edição. ■

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CAFÉ LITERÁRIO XVII BIENAL INTERNACIONAL DO RIO DE JANEIRO RIOCENTRO De 03 a 13 de setembro de 2015 Por Débora Falcão O evento mais esperado pelos cariocas aconteceu em setembro, contando com a presença de inúmeros autores de destaque no cenário nacional e internacional. O evento foi recorde de público e vendas, tendo faturado 18% a mais que a edição anterior e superado as expectativas de visitação. A Argentina foi a homenageada desta edição, e uma exposição com detalhes da história da literatura do país foi uma das atrações. A exposição contou também com Mafalda, personagem do cartunista argentino Quino, conhecida no Brasil pelas tirinhas críticas a respeito da paz mundial, problemas ambientais e humanos. Falando nisso, quadrinhos inteligentes e inspiradores da personagem também ficaram em exposição na Biblioteca Parque Estadual no Rio de Janeiro. O evento também comemorou os 80 anos de Maurício de Souza, o criador da Turma da Mônica e grande incentiva-dor da literatura infanto-juvenil. Além de Mônica representando a turminha em grande estilo e diversas promoções para os produtos do tema, uma salinha foi organizada em que todos poderiam demonstrar seu carinho ao escritor, deixando recadinhos colados nas paredes. A feira estava colorida e recheada de livros infantis, o que agradou bastante às crianças, dando um brilho todo especial ao evento. Grandes livros de plástico, livros de banho, e um Pequeno Príncipe sorridente tirando fotos com as crianças, além de escritores da literatura infanto-juvenil foram algumas das atrações. Os estandes das editoras mais famosas, como Companhia das Letras, Novo Conceito, Record e Abril apostaram em decorações convidativas. Alguns estandes ofereceram descontos de 20% em cada livro, como a LP&M, e ainda mais 10% na compra de três livros, como a Record. As filas de compra chegavam a dar a volta nos estandes. Muitas pessoas aproveitaram para conhecer outros leitores e trocar ideias sobre leituras recentes. Na nova era da leitura digital, editoras como a Amazon.com e Elsevier aproveitaram a ocasião para apresentar suas plataformas digitais. A Livraria Saraiva também deixou disponível alguns ereaders Lev para os leitores experimentarem. A Elsevier levou robôs que fizeram a festa dos presentes. Vários autores aproveitaram a ocasião para lançarem seus livros, como a Juliana Skwara (Maratona do Terror Contos do Arrepio), Pedro Gabriel (Eu me Chamo Antonio), Sophie Kinsella (Delírios de Consumo de Becky Bloom), Lu Piras (Além do Tempo e Mais um Dia), Anna Todd, Colleen Hoover e ainda bate papo com alguns desses autores, que deram bastante atenção aos leitores, autografando e tirando fotos. Esta edição da Bienal foi mais organizada que a edição anterior, e, segundo alguns, bem mais organizada que a Bienal de São Paulo. Ocorreu no Riocentro, que é bem maior, e a área foi expandida e melhor aproveitada. A distribuição de senhas e sessões de autógrafos ocorreu na área externa, o que facilitou bastante a locomoção dentro do Pavilhão. Aliás, o Pavilhão estava bastante cheio, e andar pelos corredores não foi tarefa fácil. Os estandes estavam lotados, e em muitos deles era os.

difícil a entrada para observar os produtos. Ainda assim, foi menos difícil que se locomover pelos corredores da Bienal de São Paulo. Destaque também para as praças de alimentação, com uma área bastante ampla, sem filas quilométricas e com preços razoáveis – diferindo também das outras bienais. Com relação aos preços dos livros, essa edição do evento teve menos promoções, ainda que os livros em geral não estivessem muito mais caros; apenas as ofertas com preços mais baixos foram escassas. Quem marcou presença no evento com certeza sentiu-se bem, apesar da quantidade de visitantes. Afinal, Bienal boa é Bienal lotada de gente. Quando o evento está vazio, é desestimulante. Dá um pouco de trabalho visitar os estandes por causa da quantidade de gente circulando nos corredores e lotando os pequenos ambientes para escolher os livros e observar o que há para venda, mas é gratificante. Principalmente quando podemos “garimpar” os estandes em busca daquele livro especial, daquela promoção, e sair do evento com a sacola cheia. A Bienal do Livro, seja ela em qual edição ou lugar do Brasil, é uma confraternização em larga escala entre os bookaholics, os viciados em livros, fanáticos por leitura, que têm como profissão ler livros e que adoram ter suas estantes cheias. Compartilhar esse gosto pessoal com outras pessoas que têm o gosto parecido é muito legal, e na Bienal é possível fazer isso, conhecer pessoas novas e perceber quanta gente ainda prefere ler um bom livro como diversão. É uma troca de experiências literárias. A oportunidade também de prestigiar novos escritores é muito interessante. Para esses novos escritores, ter o apoio dos leitores é fundamental. E, nas últimas edições das feiras literárias do porte da Bienal os novos autores têm aproveitado esse momento para lançar seus livros, conhecer os leitores pessoalmente, apresentar suas histórias, e acabam cativando-os e conquistando fãs. Não só os novos livros estão em alta como os clássicos da literatura, nacional ou internacional. Foi possível encontrar inúmeros clássicos à venda, em novas edições e em edições mais antigas, como Machado de Assis, José de Alencar, Aluísio de Azevedo, e alguns clássicos internacionais, como Jane Austen, a nova queridinha desta geração, com várias edições à venda nos estandes das grandes editoras e livrarias. Era possível ver muitos leitores da nova geração adquirindo esses clássicos, apaixonados pela leitura. Por falar em gerações, uma das coisas mais legais de se ver em Bienais, e que foi possível presenciar na Bienal do Rio – tão grande e com tanta gente – foi a diversidade de gerações presentes. Crianças, jovens, adultos, idosos, todos com o mesmo gosto: ler. E, além da mistura de gerações, a mistura de gostos pela leitura, como clássicos sendo lidos por adolescentes e livros atuais e modernos sendo lidos por gerações mais maduras. Sem dúvida, a Bienal do Rio foi um dos eventos literários mais importantes do ano de 2015, com recorde de público e de vendas, interação entre leitores, eventos internos. Esperamos que nas próximas edições os organizadores mantenham o mesmo nível de qualidade, organização e comprometimento da XVII edição. Estaremos aguardando e, é claro, faremos a cobertura completa! ■


II FLIM II FESTA LITERÁRIA DE MARINGÁ-PR PAÇO MUNICIPAL De 27 a 31 de outubro de 2015 Por Débora Falcão A segunda edição da Flim – Festa Literária de Maringá-PR, aconteceu em auditórios e tendas montadas no Paço Municipal, e teve como objetivo popularizar o acesso ao livro e à leitura, aproximar escritores regionais, estaduais e nacionais dos leitores e incentivar a leitura. A Flim foi organizada de modo que os leitores tivessem acesso gratuito ao evento, além de participar de sessões de autógrafos dos autores presentes, batepapos com eles, assistir a intervenções teatrais, congressos, etc. No primeiro dia, as atrações ficaram por conta de coros municipais e do quarteto da Orquestra Maringaense de Viola. Também teve a participação de Wagner Homem, biógrafo de Chico Buarque, com o show “Histórias de Canções – Chico Buarque”. Presença também do maringaense Paulinho Schoffen. No dia 28, a festa ficou por conta do cantor e compositor fluminense Marcos Assumpção, que canta Florbela Espanca, a grande poetisa portuguesa. Dia 29 foi a vez da apresentação da Orquestra de Sopros de Paranavaí. E, para encerrar, dia 31 teve show com Jorge Mautner, um dos grandes nomes da música brasileira. A II Flim teve entrada franca para todas as atividades oferecidas, como sessão de autógrafos, debates, mesas-redondas, seminários, encontro com autores, além de oficinas, leituras, narrações de histórias e programações artísticas. Marcaram presença no evento algumas das maiores editoras do país, como a Novo Conceito, que ficou lotadíssima ao colocar etiqueta de 50% de desconto em TODOS os livros. A iniciativa foi recebida de braços abertos pelos maringaenses e também por leitores de cidades vizinhas do estado do Paraná, que promete repetir todos os anos. Como Maringá não tinha uma feira literária desse porte, todos ficaram muito satisfeitos, não só pela feira de livros em si, mas também pela oportunidade de tantas atrações gratuitas ligadas à literatura. O grande homenageado do evento foi o escritor Ziraldo, que fez a festa em um bate papo com os leitores. Quem também esteve presente foi Laurentino Gomes conversando com os leitores sobre seus livros, entre eles, 1808 e 1822. Destaque para a autora Ísis Fernandes (14), que estava em uma breve turnê para o lançamento de seu primeiro livro “Energier” (Ed. Deuses-SP), da trilogia de mesmo nome. A autora também é paranaense, da cidade de Ponta Grossa, e passou pela cidade de Recife, na Bienal de Pernambuco, que ocorreu no mesmo mês. Ísis esteve presente em alguns dias do evento no estande da Editora Deuses, acompanhada dos pais e do editor-chefe Sales Rodrigues. Ísis chamou a atenção dos leitores, indo diretamente conversar com eles que, por serem da mesma faixa etária, adoraram a história, e ela fez bastante sucesso na feira. Confira, aqui mesmo na revista Geração Bookaholic – na seção Estantes – uma entrevista exclusiva com a autora sobre seu livro, lançamento, vida literária etc. O evento teve vários ambientes ao ar livre e em tendas armadas do lado externo ao Paço Municipal, o que deixou os leitores à vontade. Os maringaenses aprovaram a edição e aguardam as próximas edições! ■

XI FLIPORTO XI FESTA LITERÁRIA INTERNACIONAL DE PERNAMBUCO COMPLEXO EDUCACIONAL SÃO BENTO CIDADE HISTÓRICA DE OLINDA-PE De 12 a 15 de novembro de 2015 Por Débora Falcão Quatro dias de festa dedicados à literatura. A Fliporto, que em suas edições iniciais acontecia em Porto de Galinhas, conhecida e badalada praia de Pernambuco, foi transferida há alguns anos para a cidade de Olinda. A organização do evento permanece uniforme em sua essência e no seu hábito de diferenciar-se e amadurecer diante de tantas vivências. Olinda acolheu a feira, que já chegou a acontecer também no Recife Antigo, e mantém a qualidade e organização que o público leitor frequentador da feira merece. Toda a programação da Fliporto continuou sendo gratuita, reforçando sua proposta de ser um evento democrático e acessível a toda a população. Um dos espaços mais concorridos foi o Congresso Literário, que aconteceu, assim como todo o evento, no Complexo Educacional São Bento, no Sítio Histórico da cidade. A Festa começou presenteando o público com um bate-papo com Manuela Nogueira, escritora e sobrinha de Fernando Pessoa, célebre poeta português. Bate papo também com os escritores Miguel Sousa Tavares (Portugal) e Mário Prata (Brasil). Debate com o cantor e compositor Sérgio Godinho, e com o tradutor e romancista Ioram Melcer. Presença de Eric Nepomuceno (Luize Valente), Paulo José Miranda (Alfredo Antunes – 1º Prêmio José Saramago). Sessão exclusiva com o catalão Javier Cercas, lançando na Fliporto seu mais novo livro. Ainda uma aula sobre tradução com Richard Zenith e Arnaldo Saraiva, e uma exclusividade: o lançamento internacional da novela gráfica A Vida Oculta de Fernando Pessoa, de André Morgado e Alexandre Leoni. O evento teve o encerramento com chave de ouro, com presença do professor Pasquale Cipro Neto. Mas a feira também teve seus altos e baixos. Um evento compacto, com o formato reduzido por conta da dificuldade de captar recursos e apoiadores, o evento reuniu bons debates, ainda que algumas vezes “mornos”, sobre a obra do homenageado Fernando Pessoa e a língua portuguesa. Um bom público compareceu à maioria das mesas, mas quase nenhuma delas ficou completamente tomada. Além disso, mesmo com um orçamento igual ao do ano anterior – cerca de R$ 1,1 milhão, a Fliporto contou com um dia a menos na programação. E, ao contrário dos anos anteriores, a organização não divulgou no domingo a sua estimativa de público. O fato de Fernando Pessoa ser o principal homenageado da feira fez com que praticamente toda ela girasse em torno de Portugal, com discussões e debates sobre a obra do autor, a cultura lusitana e a língua portuguesa nos dois países, com uma larga presença de pesquisadores e escritores do país europeu. Talvez a melhor participação tenha sido a do catalão Javier Cervas, pois o tema de sua mesa fugia dessa celebração, e também a comversa com o jornalista Eric Nepomuceno, lançando seu livro O Impostor. Destaque para o estande da Carpe Diem, que abriu espaço para novos autores e autores independentes. ■


III NOITE DE ESTREIA - COMPANHIA DAS LETRAS - ARNALDO ANTUNES CINE JOIA Dia 23 de junho de 2015 Por Juliana Cury No dia 23 de junho de 2015, no Cine Joia, São Paulo, aconteceu a terceira Noite de Estreia, da Companhia das Letras. O evento desta noite foi o lançamento do livro de poemas Agora Aqui Ninguém Precisa de Si, do cantor e compositor Arnaldo Antunes. A compra do convite dava acesso ao evento e direito a um kit, que continha um exemplar do livro. O evento começou com uma performance do escritor/músico. Foi um evento especial, belo, com efeitos de palco, e a cada apresentação os presentes puderam experimentar poesia em forma de música. Após o término desta parte, deu-se início à sessão de autógrafos. Essa parte foi bastante demorada, infelizmente, mas compreendemos, pois foi por um motivo nobre. Além da quantidade grande de pessoas apreciando o trabalho, Arnaldo foi extremamente simpático com cada um e fez uma assinatura especial em cada livro. Com certeza se provou um artista humilde que merece todo o reconhecimento e admiração que conquistou. ■ LANÇAMENTO “O PULO DA GATA” FNAC PINHEIROS Dia 17 de outubro de 2015 Por Juliana Cury No dia 17 de outubro de 2015, na livraria FNAC Pinheiros, ocorreu o lançamento do livro “O Pulo da Gata”, da escritora Fernanda França, pela Editora Planeta (selo Essência). Este é o segundo livro da autora pela Planeta. O primeiro, “Bolsas, Beijos e Brigadeiros”, foi lançado em 2014. Como sempre, Fernanda atendeu a todos os leitores com a simpatia incrível que possui, e também realizou um bate-papo com eles, onde os leitores tiveram oportunidade de fazer perguntas e saber mais sobre ela. Fotos, risadas e chocolates marcaram este evento de lançamento num dia chuvoso de São Paulo. ■ LANÇAMENTO “ALEX, A BIOGRAFIA” LIVRARIA CULTURA SÃO PAULO Dia 10 de novembro de 2015 Por Juliana Cury Nunca vi a Livraria Cultura tão cheia quanto no dia 10 de novembro, no lançamento do livro “Alex, A Biografia”. O evento estava acontecendo no último andar da livraria, e a fila chegava na saída para a rua, no térreo. Estavam lá para autografar e tirar fotos o autor, Marcos Eduardo Neves, e o biografado, Alex, o famoso jogador de futebol e ídolo de várias torcidas. Devido à grande quantidade de leitores e torcedores presentes, os emcontros com os convidados tiveram de ser abreviados, embora todos tenham sido atendidos com atenção e simpatia por parte deles. Para os fãs do jogador, o livro é uma ótima dica para conhecer a história por trás da personalidade e os bastidores dos gramados. ■ XI FÓRUM DE EDITORAÇÃO BIBLIOTECA ALCEU AMOROSO – SÃO PAULO Dia 24 de novembro de 2015 Por Juliana Cury O Fórum de Editoração é um evento realizado pelos alunos de graduação ECA-USP. Criado em 2005 a partir da necessidade de discussão e reflexão sobre a área editorial, o evento chegou, em 2015, à sua 11ª edição, com o título A Arte de Ler e (Re)Fazer o Livro. O evento ocorreu no dia 24 de novembro na Biblioteca Alceu Amoroso, em São Paulo, e contou com quatro debates, todos com convidados e profissionais do mercado editorial. As mesas eram: La Belle Indifèle: as intervenções na tradução, Livro Infanto-Juvenil: do projeto ao leitor, Selos Editoriais: as várias facetas das editoras e Um livro no caminho: conquistando novos leitores. Foi um dia muito esclarecedor sobre o mercado e cheio de novas perspectivas para os estudantes e profissionais do ramo. O evento é anual e muito interessante (sem falar que é gratuito e oferece certificado de participação), vale à pena conferir a edição de 2016! ■ LANÇAMENTO “FASCINADA POR VOCÊ” LIVRARIA SARAIVA BOTAFOGO PRAIA SHOPPING – RJ Dia 13 de Novembro de 2015 Por Rebeca Cavalcanti Publicada em 2015 pela editora Universo dos Livros, a autora A.C. Meyer conquistou o público brasileiro com os romances “Louca por Você”, “Apaixonada por Você” e “Fascinada por Você”, uma trilogia que integra a série After Dark, cujo quarto e último volume será lançado ainda no primeiro semestre deste ano. Durante o evento, a autora realizou uma sessão de autografos e um bate papo com os leitores, onde apresentou diversas curiosidades sobre a série, além de inspirações, referências e também um pouco mais de seu processo criativo. Dentre as diversas curiosidades compartilhadas, a influência de seriados como “Barrados no Baile” e “Melrose Place” na ambientação de suas histórias. Ir a um lançamento literário e ouvir o próprio autor comentar de sua criação é certamente uma experiência gratificante. E, em nome dos leitores cariocas, posso dizer que o encontro com A.C. Meyer foi mesmo inesquecível! Caso a autora visite sua cidade em alguma ocasião, não perca esta oportunidade! Para conhecer mais sobre a série After Dark, visite o site www.acmeyer.com.br. ■


TURNÊ DE LANÇAMENTO “PARAÍSO PERDIDO” GRUPO EDITORIAL RECORD E LIVRARIA CULTURA Novembro e Dezembro de 2015 Por Débora Falcão Quem já leu A Batalha do Apocalipse, de Eduardo Spohr, provávelmente vem acompanhando a trajetória do autor com a trilogia Filhos do Éden, sucesso de vendas em todo o Brasil. Alguns já acompanham o autor há bem mais tempo, através do NerdCast e do seu blog Filosofia Nerd. O autor, após lançar A Batalha do Apocalipse em mais uma edição especial ilustrada com capa dura, e os dois primeiros livros da série, agora foi a vez de Paraíso Perdido entrar em turnê. O autor passou por vários estados brasileiros através do Grupo Editorial Record e a Livraria Cultura, com um bate papo com os leitores nos auditórios das livrarias, com conversas com os leitores, perguntas e respostas, e fez questão de ficar até o último leitor, autografando todos os exemplares que eles trouxeram, e olhe que foram muitos. Em Recife-PE, um dos leitores chegou a levar quinze livros para o autor autografar. “São para várias pessoas”, explicou ele, e Spohr não se fez de rogado, e assinou a todos com sorrisos e brincadeiras. Apesar do evento ser puxado – o autor chegava à livraria às 17h40 para iniciar os trabalhos às 18h – em Recife ele chegou a ficar até às 23h para assinar e conversar com o último leitor da fila. Segundo Raquel Araújo, assessora do autor, ele nunca distribui senhas para autógrafos para que todos tenham oportunidade de falar com ele. As únicas senhas distribuídas nos eventos foram para os bate papos, por haver número reservado de cadeiras nos auditórios e as livrarias não permitirem pessoas em pé ou sentadas no chão. O bate papo foi descontraído, e no final fotografias foram tiradas pelo fotógrafo oficial do Grupo Editorial Record, que acompanhou a turnê, e podem ser conferidas na página do facebook da editora. Eduardo Spohr é um autor bastante engraçado, e o bate papo fluiu descontraidamente. Paciente e atencioso, atendeu até o último leitor na fila em todas as cidades que esteve presente. Em Recife, Pernambuco, o autor nos recebeu após todas as pessoas que estavam no auditório e nas filas, e nos concedeu entrevista exclusiva, que você confere na íntegra na próxima edição da Geração Bookaholic. Na ocasião, Eduardo já adiantou para nós que em dezembro deste ano teremos o lançamento do Guia Ilustrado da série Filhos do Éden, que está sendo preparado por ele e pelos artistas ilustradores do Grupo Editorial Record. Será um bom natal este ano! Confira agora a agenda completa da turnê, e onde o Eduardo Spohr passou no lançamento de “Paraíso Perdido”, fechando o ciclo iniciado em A Batalha do Apocalipse. 08/11 – Porto Alegre 13/11 – Niterói 14/11 – Rio de Janeiro 20/11 – Campinas 22/11 – São Paulo 28/11 – Brasília 29/11 – Goiânia 06/12 – Belo Horizonte 11/12 – Belém 13/12 – Manaus 18/12 – Recife 20/12 – Fortaleza Em Recife-PE, o evento ocorreu na Livraria Cultura do Shopping Riomar, no mesmo dia da estreia do filme Star Wars – O Despertar da Força. Muita gente que foi assistir ao filme correu para depois pegar seus autógrafos na livraria. Mas quem realmente quis assistir ao bate papo teve que chegar cedo. A Livraria Cultura começou a distribuir senhas (gratuitas) para participar do bate papo, visto que o auditório comportava apenas 160 pessoas sentadas. A questão é que essa distribuição iniciou às 13h, e antes das 14h as senhas já haviam se esgotado. Às 17h30 a fila já se formava em frente ao auditório, e dava a volta no mezanino, chegando à loja Geek. Muita gente que chegou cedo para pegar a pulseirinha que dava acesso ao bate papo voltou para casa ou foi fazer outras coisas, e voltou somente no horário das 18h. Apenas três pessoas desistiram, o que liberou três lugares para quem estava no começo da fila após a entrada dos que foram assistir ao bate papo – estes foram sortudos. No mais, após o bate papo as fila foi se reduzindo à medida que entravam no auditório, mas não se engane: lá dentro tinha outro esquema de filas, onde o autor recebia fileira por fileira. Quando todos os que estavam do lado de fora entraram, ainda tinha gente do bate papo que estava aguardando. No fim das contas, Eduardo Spohr encerrou com a última pessoa já eram 22h40. Super simpático e atencioso até o fim, não deixou transparecer seu cansaço (e com certeza sua fome, pois estava ali desde as 18h, provavelmente havia jantado antes deste horário). Os eventos que compuseram a turnê de lançamento de “Paraíso Perdido” foram todos muito parecidos, e contaram com a simpatia do autor e com o carinho dos leitores, sempre alegres e ansiosos com as histórias de fantasia, ação e aventura que deram forma à saga. Aguardamos agora, com não menos ansiedade, as próximas aventuras do autor. ■

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Por Roberta Costa

Todos nós nos lembramos da Saga Crepúsculo, como tudo começou. Nos apaixonamos por Edward Cullen junto com Bella, e acompanhamos sua trajetória em seu autoconhecimento e transformação de Bella, a desajeitada, insegura e descoordenada, para Bella, a vampira poderosa que salvaria a família de seu amado vampiro. Nos deliciamos com Jacob Black e sua transformação em lobisomem. Nos dividimos em Team Edward e Team Jacob. “Quem vai ficar com Bella?” E no fim, a apoteose, o imprinting de Jacob, as crianças imortais e o destino de Renesmee e Bella. Quando a Saga foi para as telas, os cinemas se encheram de garotas fãs da saga e de seus namorados – que praticamente foram “obrigados” a assistir aos filmes para acompanhá-las em uma prova de amor, e acabaram se surpreendendo com as cenas de ação. Um amor além de todas as diferenças que é capaz de proteger e transformar. E então, 2015 completou dez anos em que Crepúsculo, o primeiro livro da saga de Stephenie Meyer, foi lançado. E, para os fãs, um presente: “Vida e Morte” traz uma história semelhante a Crepúsculo, mas de uma outra forma. O subtítulo da edição traz “Crepúsculo Reimaginado”. A Geração Bookaholic também comemora os 10 anos de Crepúsculo, trazendo para você uma matéria especial, revisitando todos os livros da saga, livros relacionados, artes das capas e, é claro, a edição especial de 10 anos, com os dois livros: Crepúsculo e Vida e Morte juntos. Confira!

Young, em Provo, Utah, formando-se em 1995. A autora é mórmon, membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Casou-se em 1994 e tem três filhos. Com Crepúsculo, seu primeiro romance, ganhou três prêmios: um do New York Times e dois da Associação das Bibliotecas Americanas. Após a publicação da obra em 2005, foi escolhida como um dos “novos autores mais promissores de 2005” pela Publishers Weekly, rendendolhe ainda contratos de adaptação para o cinema, produtos e o planejamento de novas obras. A SAGA Segundo Meyer, a ideia de Crepúsculo ocorreu após um sonho em 2 de junho de 2003. Tal sonho era sobre uma garota e um vampiro apaixonado por ela, mas que também sentia desejo pelo seu sangue e não queria que ninguém soubesse sobre suas origens. A transcrição desse sonho está no capítulo 13 de Crepúsculo. Em três meses, ela havia transformado um vívido sonho em um romance concluído.

“A ideia surgiu de um sonho em junho de 2003, que foi transformado em um romance, o famoso Crepúsculo.”

SOBRE A AUTORA

Nascida em Hartford, Connecticut, em 24 de dezembro de 1973, Stephenie Sonnibe Meyer cresceu em Phoenix, Arizona, frequentou a escola Chaparral High School em Scottsdale, e cursou Literatura Inglesa na universidade Brigham Young

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Ela é uma garota incomum. Ele é um vampiro. Ela precisa aprender a controlar seu corpo quando ele a toca. Ele, a controlar sua sede pelo sangue dela. Em meio a descobertas e sobressaltos, Edward é, sim, perigoso: um perigo que qualquer mulher escolheria correr. Nesse universo fantasioso, os personagens construídos por Stephenie Meyer – humanos ou não – se mostram de tal forma familiares em seus dilemas e em seu comportamento que o sobrenatural parece real. Meyer torna perfeitamente plausível – e irresistível – a paixão de uma garota de 17 anos por um vampiro encantador. Sobre a capa: A maçã representa o fruto proibido, simbolizando o amor de Bella e Edward, o que é proibido, semelhante ao fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, como está implícito pela citação de Gênesis 3:3 no início do livro. Representa também o conhecimento de Bella daquilo que o bem e o mal são, bem como a escolha que ela tem do “fruto proibido”, Edward, escolhendo ou não vê-lo. Lançado em 2005, foi rapidamente reconhecido pelo público e ganhou diversas honrarias como: - Recomendação do New York Times - Melhor Livro do Ano, pela Publishers Weekly - Melhor Livro da Década, segundo Amazon.com Com os direitos vendidos para mais de 40 países para o cinema, Crepúsculo chegou às telas em 2008, num filme assinado pelos produtores de O Diabo Veste Prada, dirigido por Catherine Hardwicke. Os atores escalados para os personagens principais são Robert Pattinson (Edward), Kristen Stewart (Bella) e Taylor Lautner (Jacob).

CREPÚSCULO

LUA NOVA

Isabella Swan chega à nublada e chuvosa cidade de Forks, último lugar onde gostaria de viver. Tenta adaptar-se à vida provinciana na qual aparentemente todos se conhecem, lidar com sua constrangedora falta de coordenação motora e se habituar a morar com um pai com quem nunca conviveu. Em seu destino está Edward Cullen. Lindo, perfeito, misterioso e que, à primeira vista, é hostil à presença de Bella – o que provoca nela uma inquietação desconcertante. Ela se apaixona. Ele, no melhor estilo “amor proibido” a alerta: “Sou um risco para você.” Ela

Para Bella Swan, há uma coisa mais importante do que a própria vida: Edward Cullen. Mas estar apaixonada por um vampiro é ainda mais perigoso do que ela poderia ter imaginado. Edward já resgatara Bella das garras de um monstro cruel, mas agora, quando o relacionamento ousado do casal ameaça tudo o que lhes é próximo e querido, eles percebem que seus problemas podem estar apenas começando. Legiões de leitores que ficaram em transe com o Best Seller Crepúsculo estão ávidos pela sequência da história de amor de Bella e Edward. Em Lua Nova, Stephenie Meyer nos dá outra com

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combinação irresistível de romance e suspense com um toque sobrenatural. Apaixonante e cheia de reviravoltas surpreendentes, essa saga de amor e vampiros segue rumo à imortalidade literária. Sobre a capa: Não existe um consenso, mas a ideia mais difundida seja de que a orquídea caída estaria ligada ao quadro emocional de Bella. Na primeira semana após a publicação, estreou em 5º lugar no New York Times Best Seller List for Children’s Book, e subiu para a 1ª posição na segunda semana, onde permaneceu por onze semanas. Publicado no Brasil em 2008, chegou às telas em 2009. ECLIPSE

Enquanto Seattle é assolada por uma sequência de assassinatos misteriosos e uma vampira maligna continua em sua busca por vingança, Bella está cercada de perigos outra vez. Em meio a isso, ela é forçada a escolher entre seu amor por Edward e sua amizade com Jacob – sabendo que essa decisão tem o potencial para reacender o conflito perene entre vampiros e lobisomens. Com a proximidade da formatura, Bella tem mais uma decisão a tomar: vida ou morte. Mas o que representará cada uma dessas escolhas? Sobre a capa: A fita partida representa a escolha de Bella entre seu amor por Edward e sua amizade com Jacob – focalizando mais na dificuldade em escolher, na tristeza de romper laços profundos de amor e amizade. Também representa a ideia de que Bella não pode se separar totalmente de sua vida humana. O terceiro livro da série permaneceu por 143

143 semanas no New York Times Best Seller List e chegou aos cinemas em 2010.

AMANHECER

peça mais forte, uma vez que é a protagonista quem traz a vitória para a família Cullen. Para a adaptação cenográfica, foi dividido em duas partes. A primeira foi lançada em 18 de novembro de 2011, e a segunda em 16 de novembro de 2012. OUTRAS OBRAS RELACIONADAS Midnight Sun

Estar irrevogavelmente apaixonada por um vampiro é tanto uma fantasia como um pesadelo, costurados em uma perigosa realidade para Bella Swan. Empurrada em uma direção por sua intensa paixão por Edward Cullen, e em outra por sua profunda ligação com o lobisomem Jacob Black, ela resistiu a um tumultuado ano de tentação, perda e conflito até o momento da decisão definitiva. A escolha entre fazer parte do obscuro, mas sedutor, mundo dos imortais, ou permanecer vivendo como humana se tornou o marco que poderá transformar o destino dos dois clãs: vampiros e lobisomens. Agora que Bella tomou sua decisão, uma corrente de acontecimentos sem precedentes se desdobrará, com consequências devastadoras. No momento em que as feridas parecem prontas para serem cicatrizadas, e os desgastantes confrontos da vida de Bella resolvidos, isso pode significar a destruição. Para todos. Para sempre. Este livro é dividido em três “livros”, ou três “seções”, sendo o primeiro narrado por Bella Swan, o segundo por Jacob Black, e o terceiro narrado novamente por Bella. Sua primeira tiragem foi de 3,7 milhões de exemplares nos Estados Unidos e, destes, 1,3 milhões foram vendidos nas primeiras 24 horas, estabelecendo um recorde de vendas no primeiro dia no Hachette Book Group USA. Sobre a capa: Uma metáfora para o crescimento de Bella durante o desenrolar da saga. Ela teria começado como um peão, peça mais fraca no tabuleiro, e terminado como rainha, peça

Pouco depois da conclusão da saga, a autora iniciou a escrita de Midnight Sun, contendo o relato dos acontecimentos do romance Crepúsculo, mas a partir da perspectiva de Edward. A expectativa era de que este livro fosse publicado pouco após o lançamento de Amanhecer, porém, devido ao vazamento de um esboço de seus primeiros doze capítulos, a autora adiou o projeto indefinidamente. A Breve Segunda Vida de Bree Tanner

Foi lançado em 2010 e é um complemento à série. Conta a história de uma das vampiras recém-criadas. Narrado pela personagem que dá nome à obra. Bree Tanner mal se recorda da vida que tinha antes de descobrir seus sentidos extremamente aguçados, os reflexos sobre-humanos e a força física sem precedentes. A vida antes da insaciável sede de sangue, antes de ser uma vampira. O que ela sabe é que a rotina em um bando de recém-criados é de poucas certezas, e de ainda menos regras: fique alerta, não chame atenção para si mesmo e, acima de tudo, volte para casa antes do nascer do sol, ou será destruído. O que ela não sabe: o seu tempo como imortal es

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está se esgotando. Depressa. Bree encontra em Diego um amigo inesperado, outro jovem vampiro atormentado pelas dúvidas a respeito do monstro que os criou – alguém que conhecem simplesmente por Ela. Quando os dois percebem que são apenas peões em um jogo cujas proporções jamais imaginaram, é preciso descobrir em quê acreditar. Mas se tudo o que você sabe sobre sua espécie é uma farsa, onde está a verdade? Combinando romance, horror, ação e mistério, a trama de Stephenie Meyer mergulha na trajetória de devastação do bando de recém-criados enquanto eles se preparam para o confronto definitivo. Sobre a capa: A ampulheta mostra o tempo de Bree Tanner se esgotando, pois sabemos onde terminará sua jornada junto com o exército dos recém-criados.

Crepúsculo: Guia Oficial Ilustrado da Série

Vida e Morte O clássico de Meyer revisitado 10 anos depois

CURIOSIDADES DA SAGA 1. Todos os dias, a cidade de Forks recebe mais de 100 fãs da Saga Crepúsculo, que participam do tour pelas locações das filmagens. A lanchonete Sullys Drive-In, na Forks Avenue, tem um hambúrguer com o nome de Bella. 2. Quando Stephenie Meyer começou a escrever Crepúsculo ainda não tinha dado nomes aos personagens. Era sempre Ele e Ela. O nome Edward foi inspirado nos livros de Jane Austen, e Isabella era o nome que ela daria a sua própria filha. 3. A revista Forbes elegeu os personagens de ficção mais ricos da história. O vampiro Carlisle Cullen conquistou a primeira posição. Com 370 anos, Cullen é médico e tem uma fortuna estimada em US$ 34,1 bilhões. 4. Para parecer que a casa dos Cullen é muito grande um andar foi acrescentado digitalmente. 5. No contrato dos atores que interpretam os vampiros havia uma cláusula para evitarem tomar sol. 6. A atriz Kristen Stewart usou lentes de contato castanhas, pois tem olhos verdes. 7. Taylor Lautner usou peruca nos dois primeiros filmes. 8. O ator Henry Cavill foi escalado para viver Edward por Stephenie Meyer, mas quando as gravações estavam para começar ele foi descartado por ser muito velho (25 anos). 9. Mais de 5 mil atores fizeram teste para interpretar Edward Cullen. 10. Enquanto filmavam a cena do rompimento na floresta, Robert e Kristen estavam sendo infestados por mosquitos. 11. Para mostrar a ligação de Edward e Bella, as cores de suas roupas são sempre iguais. 12. A atriz Drew Barrimore foi cotada para dirigir Eclipse. 13. Channing Tatum foi cotado para o papel de Riley. 14. Kristen Stewart usou peruca em Eclipse pois havia cortado o cabelo para atuar em The Runnaways. 15. Vanessa Hudgens foi cotada para o papel de Leah Clearwater. 16. Kristen Stewart divertiu a todos no set durante a cena de casamento. Assim que o diretor disse “Corta!” ela saiu correndo para Taylor Lautner, gritando: “Jacob, volte aqui! Eu fiz a escolha errada!” 17. Para simular Renesmee durante a cena do nascimento, os produtores tentaram usar um bebê robô. A ideia não deu certo e tiveram que correr para encontrar um bebê de verdade. 18. O bebê animatrônico e alguns bebês de três semanas foram usados no filme. Kristen preferia trabalhar com os de verdade, porque achava que melhorava sua atuação. 19. Ângela Weber, amiga de Bella, usa seus próprios óculos no filme. 20. O final de Amanhecer Parte 2 conta com uma divertida cena pós-creditos, onde o elenco é homenageado. ■

“Em vida e morte os leitores vão se maravilhar com a experiência de ler a icônica saga de amor pelos olhos de um adolescente que se apaixona por uma vampira.”

O guia foi lançado mundialmente em abril de 2011 e estreou em primeiro lugar na lista de Best Sellers do jornal New York Times, onde permaneceu por três semanas seguidas, e ficou em 4º lugar dentre os mais vendidos no USA Today. A motivação da autora para lançar esta obra foi a profundidade das questões levantadas pelos fãs sobre os personagens e o universo da saga. Referência definitiva sobre a saga, Crepúsculo: Guia Oficial Ilustrado da Série, único e realmente oficial, traz cerca de 100 fotos e ilustrações em cores. Com conteúdo exclusivo e todas as referências necessárias para explorar (e expandir) o universo criado por Stephenie Meyer em Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse, Amanhecer e A Breve Segunda Vida de Bree Tanner, o Guia inclui perfis dos personagens, extras dos livros, árvores genealógicas, mapas e referências cruzadas. Idealizado inicialmente como um projeto apenas de texto, o volume acabou incorporando fotos e ilustrações em cores de diversos artistas, incluindo a ilustradora Young Kim, que assinou também a arte da versão em Graphic Novel de Crepúsculo. Além das belas imagens, o livro traz uma entrevista exclusiva, franca e bastante pessoal, concedida pela autora à amiga e também escritora Shannon Hale. É uma oportunidade única de conhecer a autora bem mais de perto.

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Sobre a capa: Em destaque traz a peça do quebra-cabeças vermelha, a peça que faltava para completar o quadro geral e será a solução para muitas dúvidas sobre a saga.

Em Vida e Morte, os leitores vão se maravilhar com a experiência de ler a icônica saga de amor, agora pelos olhos de um adolescente que se apaixona por uma sedutora vampira. Numa publicação ao estilo “vira-vira”, a edição comemorativa traz mais de 400 páginas de conteúdo extra, além da nova capa, com Crepúsculo de um lado e Vida e Morte do outro. Os milhares de fãs de Bella e Edward não vão querer perder a oportunidade de ver seus tão queridos personagens em novos papéis. O livro foi lançado em Novembro de 2015, em comemoração ao aniversário de 10 anos da primeira edição de Crepúsculo e vem dividindo a crítica. Muitos amaram a novidade, mas muitos odiaram, e viram o livro apenas como mais um “caça-níquel” (como são chamados livros sobre a mesma saga, dentro de um mesmo universo, que são criados apenas por um sentido comercial). Como novidade principal, está a inversão dos gêneros dos personagens, onde Edward e Bella são Edythe e Beou, respectivamente. Quanto a Jacob, nessa nova versão aparece co-mo a loba Julie. Sobre a capa: A capa continua mostrando a maçã, a mesma ideia da primeira capa do livro Crepúsculo, mas desta vez a mão que a segura é masculina, e a maçã também é diferente, uma maçã verde, representando a mesma escolha de Bella no início – agora de Beou – pelo fruto proibido, mudando apenas o ângulo de visão.

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RICK RIORDAN – HIPERATIVIDADE LITERÁRIA

ESTRADA ESCRITA

Por Vanessa Vieira Rick Riordan é, atualmente, uma das referências mundiais da literatura infanto-juvenil. “Tio Rick”, como é carinhosamente chamado pelos jovens leitores, nasceu em San Antonio, Texas, em 1964. Filho de uma musicista e de um ceramista, ambos professores, Rick cresceu em uma família artística. Começou a escrever ainda na adolescência, quando muito se interessava pelas mitologias grega e nórdica. Aos 13 anos submeteu sua primeira história para publicação, mas não obteve sucesso. Sendo assim, suas primeiras obras oficialmente publicadas foram dois contos na revista literária UTSA. Nestes tempos também foi editor do jornal de sua escola. Quando jovem, deu início aos seus estudos na faculdade North Texas State, porque queria ser guitarrista, mas depois

mas depois foi para a Universidade do Texas em Austin, onde formou-se em História e em Inglês. Segundo o autor, foi na faculdade que cresceu sua curiosidade pelos mistérios. Rick Riordan atuou como professor no Ensino Médio e ensinou Mitologia em quase todos os anos de docência. Depois de 15 anos entre escolas públicas e particulares de São Francisco, deixou as salas de aula para se tornar escritor em tempo integral. Hoje mora em San Antonio com sua mulher Becky e seus dois filhos, Haley e Patrick.

O primeiro livro publicado pelo autor foi intitulado Big Red Tequila, um dos sete livros que compõem a série Tres Naverre. No Brasil, a obra foi publicada como Tequila Vermelha. Uma curiosidade contada pelo próprio autor em seu site é que este livro terminou de ser escrito

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to em junho de 1994, porém só foi publicado em junho de 1997, e foi com este livro que o autor levou o Anthony Award de melhor original, e o Shamus Award de melhor primeiro livro em 1997. Algo bem comum na atividade escrita de Riordan é a forma simultânea como o autor desenvolve suas obras. Em 2005 ele lançou “Estrada de Missão”, da série Tres Navarres, e Ladrão de Raios, o primeiro livro da série Percy Jackson e os Olimpianos, que deixaria o autor reconhecido pelo mundo.

A série é composta de cinco livros: O Ladrão de Raios (2005), o Mar de Monstros (2006), A Maldição do Titã (2007), A Batalha do Labirinto (2008), O Último Olimpiano (2009), que entre aventuras, fantasias e mitologia grega, contam a história de Percy Jackson, um jovem que descobre ser filho de Poseidon, o deus do mar, sendo, portanto, um meio-sangue. O autor lançou ainda dois livros complementares para a obra, sendo eles Os Arquivos do Semideus (2009) e Guia Definitivo (2010). Fato que encanta muitos leitores e que acaba se tornando uma curiosidade ímpar desta obra é a origem: mitos gregos que Rick contava para que seu filho Haley dormisse. Quando os mitos acabaram e seu filho pediu uma nova história com os mesmos personagens, Riordan uniu traços de seu filho com dislexia e TDAH ao personagem principal, Percy Jackson. Aos poucos, a obra foi alcançando sucesso entre os lietores e, além de ser aa

lançada em outros países, conquistou um lugar entre os mais vendidos do New York Times. Continuando em sua simultaneidade, Riordan publicou As Crônicas de Kane, uma série baseada na mitologia egípcia, onde dois irmãos, Sadie e Carter Kane, que também narram a história, descobrem que são descendentes de dois faraós, Narmer e Ramsés. Primeiramente pensado para ser uma trilogia com os livros A Pirâmide Vermelha (2010), O Trono de Fogo (2011) e A Som

Sombra da Serpente (2012), a obra hoje conta com um livro complementar, Guia de Sobrevivência. Neste mesmo período, criou os Heróis do Olimpo, que seria a continuação de Percy Jackson e os Olimpianos e que também é composta por cinco livros: O Herói Perdido (2010), O Filho de Netuno (2011), A Marca de Atena (2012), A Casa de Hades (2013) e O Sangue do Olimpo (2014). Heróis do Olimpo baseia-se na mitologia greco-romana e nos traz aventuras de sete semideuses que têm como missão impedir que a deusa Gaia se desperte. O primeiro livro começa com uma narrativa após seis meses dos acontecimentos dos livros da série anterior (Percy Jackson). Outra participação importante de Rick Riordan para a literatura juvenil foi Labirinto dos Ossos (2008), primeiro de uma série de 10 livros sobre jogos online e coleção de cartões que foi intitulada The 39 Clues (no Brasil, As 10 Pistas). O livro alcançou a primeira posição e


Cold Springs É o único livro de Riordan que não virou série. Assim como a série Tres Navarre, é um livro adulto de mistério.

e permaneceu por 16 semanas na lista de Best Sellers do New York Times. Atualmente o autor escreve a série Magnus Chase and The Gods of Asgard, baseada na mitologia nórdica. O primeiro livro da série foi lançado em outubro de 2015 nos Estados Unidos e foi intitulado The Sword of Summer. Estamos conhecendo então a história de Magnus, um menino problemático que desde a morte de sua mãe viveu nas ruas de Boston cuidando para sobreviver. Em um determinado dia o garoto é encontrado por um tio que mal conhece e que lhe confidencia que seu pai era um deus nórdico. Também no dia 6 de outubro de 2015, mesmo dia do lançamento de Magnus Chase, Riordan anunciou a continuação de Heróis do Olimpo, a série The Trials of Apollo, que

Outros Livros - Percy Jackson e os Deuses Gregos (contos gregos narrados por Percy Jackson) - Percy Jackson e os Heróis Gregos (Sequência do livro anterior) - Demigods and Magicians (Livro com três contos crossovers entre as séries Heróis do Olimpo e A Crônica dos Kane – será lançado ainda este ano). Contos - O Filho de Sobek - O Cajado de Serapis - A Coroa de Ptolomeu (Estes três fazem o livro Demigods and Magicians) - Percy Jackson e a Cantora de Apolo (história extra de Riordan para o livro Other Worlds, editado por Jon Sciezka). Se ainda não conhece os livros, espero que esta seção tenha te dado curiosidade! Até a próxima!■ OBRA COMPLETA DE RICK RIORDAN Percy Jackson e os Olimpianos - O Ladrão de Raios - O Mar de Monstros - A Maldição do Titã - A Batalha do Labirinto - O Último Olimpiano - Os Arquivos do Semideus - Guia Definitivo - Semideuses e Monstros (Os últimos três são complementares).

que promete uma sequência de cinco livros, sendo o primeiro deles The Hidden Oracle. Com toda essa estrada literária que Riordan vem construindo, pode-se constatar, de fato, que temos em sua figura um apaixonado pela mitologia (e que escreve hiperativamente! – risos). Valeu as leituras e releituras dos livros que lera ainda criança, entre as quais contase mais de dez vezes O Senhor dos Anéis. E não se pode deixar de mencionar o desenho que suas obras estão criando. Sequenciais ou não, o que vemos em Riordan é uma escrita bem planejada e entrelaçada.

As Crônicas de Kane - A Pirâmide Vermelha - O Torno de Fogo - A Sombra da Serpente - Guia de Sobrevivência (Este último é complementar) Os Heróis do Olimpo - O Herói Perdido - O Filho de Netuno - A Marca de Atena - A Casa de Hades - O Sangue no Olimpo - Os Diários do Semideus (Este último é complementar) Magnus Chase e Os Deuses de Asgard - A Espada do Verão - O Martelo de Thor The 39 Clues Apesar de ser o criador da série, apenas o primeiro e último livro foram escritos por ele. - O Labirinto dos Ossos (Riordan) - O Livro Negro da Família Cahill (livro complementar da série com introdução escrita por Riordan) - A Ascensão dos Vesper (livro com quatro contos diferentes, sendo o primeiro deles escrito por Riordan). Tres Navarre - Tequila Vermelha - A Dança do Viúvo - O Último Rei do Texas - O Diabo Desceu a Austin - Southtown - Estrada de Missão - Ilha Rebelde

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Por Vanessa Vieira

Há quem pense que o eBook seja algo recente, mas, folheando as páginas desta história, chega-se à conclusão de que ela não é tão nova como, às vezes, lhe parece. A começar pelas várias indefinições e dúvidas que são geradas quando o tema é sua origem. Sobre este detalhe encontramos diferentes concepções que tornam variadas as possibilidades de definição de primeiro livro digital. Tudo vai depender dos atributos que cada pesquisador elenca a uma obra para chamá-la de livro digital. Por exemplo, se será um texto disponível no computador ou na internet, ou se deverá seguir a conceituação do tripé software - hardware - conteúdo. Dependendo de cada posicionamento, uma série de autores começa a aparecer e desenhar as linhas dessa história. Considerando a primeira opção, textos disponíveis no computador ou na internet, seremos levados ao Projeto Gutemberg desenvolvido por Michael S. Hart em 1971. Mais precisamente à Declaração de Independência dos Estados Unidos, que foi o primeiro livro publicado pelo projeto. Michael era estudante da Universidade de Illinois (EUA) e teve acesso aos computadores da Universidade, coisa difícil, já que na época era uma atividade relativamente rara. O estudante resolveu então deixar sua contribuição para a equipe de operadores do sistema e digitalizou toda a “Declaração”. Depois, em acordo com os operadores, deixou o trabalho disponível no sistema para download. O projeto deslanchou, tornando-se uma grande plataforma online para distribuição de livros digitais gratuitos, tendo em 1989 dez livros publicados. Seu principal objetivo era facilitar o acesso das pessoas de forma livre aos livros e conhecimento humano. Em atividade e crescimento constante até hoje, o projeto mantém sua filosofia de tornar possível a leitura de uma grande obra em qualquer computador ou dispositivo eletrônico.

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Por outro lado, considerando a segunda opção que diz respeito ao tripé software – hardware – conteúdo, definição dada pelo pesquisador e especialista em eBooks Ednei Procópio, chegaríamos à conclusão de que os primeiros eBooks precedem a leitura de textos disponíveis na internet. E então, conhecemos ferramentas como Thomisticus, criada pelo padre italiano jesuíta Roberto Busa, que permitia buscas nas obras de São Tomás de Aquino. O trabalho se deu no final da década de 40, e consistia em um índi-ce anotado dos trabalhos de Tomás de Aquino. Este fato é deixado de lado por alguns pes-quisadores, visto que se trata somente de um ín-dice para análise literária e não uma obra inde-pendente. Mesmo assim, é um trabalho que con-tém em suas origens uma quebra de barreiras entre a literatura e a informática. Nesta corrida, outros autores como Ángela Robles, que inventou o dispositivo Enciclopédia Mecánica (1949), considerado como precursor do livro eletrônico; e Douglas Carl Engelbart, in-ventor do Sistema Operacional OnLine Systems (NLS), que apresenta recursos próprios de um eBook, merecem destaque. Há também o Hypertext System, projeto de Andries van Dam, que era financiado pela IBM permitia a edição de documentos além de outros a

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“Os eBooks fariam sucesso assim que se tornassem mais convenientes para ler do que o livro impresso.” Peter James, 1995

recursos como hiperlinks. E, próximo a ele, Edwin D. Reilly, o inventor do termo eBook como forma de abreviação de Eletronic Publication. Como se percebe nos relatos das obras, sistemas e dispositivos foram criados e escritos para áreas específicas e em decorrência disso, a um público limitado. Por essa exclusividade, o mercado também era restrito e acabou não criando um consenso sobre o padrão para os eBooks. Mas as pesquisas se estenderam e novidades continuaram a surgir. Chegamos a 1993, quando o escritor americano Peter James publicou seu livro Host em formato impresso, acompanhado de dois disquetes. O livro foi considerado a primeira novela eletrônica. Houve críticas e até quem dissesse que era um apocalipse para a literatura, mas, mesmo assim, a obra alcançou o índice de 12 mil cópias vendidas, ao passo que James declara sucesso aos eBooks mesmo sendo estes ainda não tão populares. E dois anos mais tarde ainda afirma que os eBooks fariam sucesso assim que eles se tornassem mais convenientes para ler do que o livro impresso. E, de fato, uma das características que reduziam a adesão ao eBook estava no conforto que não propunha aos seus leitores. Embora fossem mais acessíveis, eram apenas disponibilizados para computadores, limitando a mobilidade do leitor. A questão foi contornada quando surgiram os eReaders (eletronic Reader), dispositivos que permitem a leitura de eBooks além dos computadores. É a partir deste período que começam a aparecer leitores como Rocket eBook (1998), Softbook (1999), Everybook (1999), Sony Reader (2001), Kindle (2007). Hoje, além destes dispositivos, temos os celulares, tablets, iPads e outros tantos que nos permitem acesso aos livros digitais. Há também diversas bibliotecas de livros de domínio público e lojas virtuais onde podemos acessá-los e baixá-los. A Biblioteca Digital Mundial é uma conquista que confirma o fato de um sucesso mais que emergente destes livros, que foram surgindo, mas aos poucos foram alcançando um espaço importante e considerável no Mundo Literário.


Por Débora Falcão

P.C. Cast é autora de grandes sucessos de venda, além de professora e palestrante de vasta experiência. Seus livros foram escolhidos para o programa YALSA e receberam inúmeros prémios, inclusive o prestigiado Oklahoma Book Award, bem como PRISM, Daphne Du Maurier Courier. Ela mora em Oklahoma com um gato muito mal-humorado e dois terriers escoceses. Muitos leitores já conhecem a autora por sua autoria em parceria com sua filha, Kristin Cast, na renomada série House Of Night. Mas P.C. Cast não é autora apenas desses livros, de temática adolescente. E atualmente, a série adulta de sua autoria que tem despertado interesse dos leitores é a série Goddess, o Chamado da Deusa, ou Goddess Summoning, como era o título original. O CHAMADO DA DEUSA A SÉRIE Trata-se de uma série de livros dentro de um mesmo tema, mas que contêm histórias independentes entre si. O tema geral são os deuses greco-romanos, em seu mundo antigo onde são adorados ainda pelos humanos. Mas, se você pensa que se trata apenas disso, está muito enganado. Cast trata suas personagens principais, sempre femininas, no mundo moderno – geralmente ambientado em Tulsa, Oklahoma, por ser sua cidade e o local que conhece aprofundadamente, mas não é sempre – como mulheres fortes e com personalidade, que são atraídas pelas deusas do mundo antigo – ou o contrário, as deusas são atraídas a elas – e trocam de lugar mediante um acordo. E então, embarcamos nesta viagem ao mundo antigo, vendo nossas personagens na pele das antigas deusas, vivendo os mitos e revelando, a nós mortais, o que realmente aconteceu durante as várias situações mostradas, como a Guerra de Troia, o sequestro de Perséfone, etc. DEUSA DO MAR

Em pouco tempo, Lina encontra-se face a face com a deusa Deméter, que propõe a ela trocar de lugar com Perséfone, a Deusa da Primavera, a qual irá dar vida à nova padaria. Por sua vez, Lina, incorporando a adorável Perséfone, deverá conduzir Primavera ao mundo de espíritos. Mas, quando o atraente e soturno Hades desperta uma chama em seu coração, Lina não sabe se o sombrio Senhor do Submundo é seu pior pesadelo – ou o homem dos seus sonhos. DEUSA DA ROSA

está à espreita nas águas, pronto para engolir Christine por inteiro. Com pena dela, a deusa Gaia transforma Christine em uma donzela para que ela possa buscar abrigo em terra. Quando um vistoso cavaleiro aparece para salvá-la, em vez de mergulhar nesse sonho realizado, ela se dói de saudades do mar e do tritão sexy e envolvente que lhe roubou o coração.

“Uma das principais mitologistas românticas da atualidade.” Midwest Book Review DEUSA DA PRIMAVERA O segundo livro da série conta a história de Carolina, dona de uma charmosa e elegante padaria em Tulsa, Oklahoma, mas cujos negócios não estão dando lucros. Ela precisa de um plano para salvar as contas e a padaria, mas não sabe o que fazer. Ao se deparar com um livro de receitas de uma deusa italiana, Lina acredita ter encontrado a resposta que necessita – mesmo que isso signifique convocar uma deusa antiga.

O primeiro livro da série traz a história de Christine Canady. Sozinha em casa na noite de seu aniversário de vinte e cinco anos, a sargento da Força Aérea Americana ansiava por algo para curar sua solidão. Depois de beber champanhe demais, ela recita uma invocação divina para injetar ânimo em sua vida tediosa. Mas como ela iria adivinhar que o feitiço ia funcionar de verdade? Quando seu avião cai no oceano, a vida de Christine muda para sempre. Ela acorda, perplexa, e se vê em um tempo legendário, em um lugar governado pela magia e no corpo de uma mitológica sereia chamada Ondina. Mas o perigo esa

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Terceiro livro da série. Não é um dedo verde que mantém as rosas da família Empousai desabrochando há séculos, mas sim as gotas de sangue que suas mulheres derramaram em segredo por seus jardins. Mikki, entretanto, prefere esquecer essa peculiaridade e levar uma vida normal. Até o dia em que, sem querer no ensaio de uma peça de teatro, realiza um ritual e acaba num reino estranhamente familiar: o Reino das Rosas.

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De acordo com Hécate, a deusa desse reino, ,Mikki possui o sangue de uma alta sacerdotisa correndo nas veias, e o Reino das Rosas já esperava por ela. Em um acesso de raiva, que Hécate teve há muito tempo, ela amaldiçoou seu guardião com um sono do qual ele poderá despertar apenas por intermédio de uma de suas sacerdotisas. E a deusa conta com Mikki para colocar as coisas em ordem. A princípio, o guardião-fera deixa Mikki apavorada; porém, logo ele a fascina mais do que qualquer outro homem já conseguiu. O único modo para ele e o reino serem salvos, contudo, é se Mikki sacrificar seu sangue e sua vida. DEUSA DO AMOR O quarto livro da série é o mais engraçado de todos, pois conta com a presença da irreverente Afrodite. Minha Deusa! Pea Chamberlain precisa desesperadamente de uma transformação completa! Os sapatos, os cabelos, as roupas, a maqui


quiagem: tudo é um desastre, e desse jeito ela não tem a mínima chance de atrair a atenção de Griffin DeAngelo, um bombeiro über-sexy, no baile de máscaras da corporação.

habilidades. A primeira missão deles é realizar o desejo de Pamela. Então, Ártemis faz de seu irmão dourado o voluntário. Afinal, quem seria melhor do que o lindo Deus da Luz para levar amor para esta mulher solitária?

Conseguirá Kat acalmar a épica raiva de Aquiles? Conseguirá fazê-lo retirar-se, junto com seus Mirmidões, do campo de batalha, dando, assim, um fim ao cerco de Troia? E quem pode arrancá-la da lama de sua vida, quem senão a própria Deusa do Amor? Pea resolve invocá-la, tendo em mãos um poderoso livro de encantamentos. E, é claro, a deusa Vênus – um de seus nomes e seu preferido – resolve fazer com Pea o que vem fazendo com muitos e muitos outros ao longo das eras: ajudála a encontrar o amor. Os problemas começam quando a própria Deusa do Amor também acaba, ela mesma, se apaixonando... pelo mesmo bombeiro! Será que Vênus também não precisa de uma transformação pelo amor? DEUSA DA LUZ Quinto livro da série traz ninguém menos que o deus mais lindo de todo o Olimpo, símbolo de beleza e sensualidade: Apollo. Cansada de encontros com egocêntricos, a designer de interiores, Pamela Gray, está quase desistindo dos homens. Ela quer ser tratada como uma deusa – preferencialmente por um deus. Quando exprime seu desejo, inconscientemente, invoca a deusa Ártemis, que possui alguns truques em sua manga celestial. Os gêmeos Ártemis e Apollo foram enviados para o Reino de Las Vegas para testar suas a

Deveria ser uma experiência, mas na Cidade do Pecado, onde a vida é um risco, tanto deus quanto mortal estão prestes a apostar um alto preço no jogo do amor. Arrisque-se, você só vive uma vez. Ou não é?

DEUSA DA LENDA Sétimo livro da série, é o último lançado até o momento.

DEUSA DE TROIA Sexto livro da série. As deusas Hera, Atena e Vênus entraram na Guerra de Troia, presenciando uma devastação sem precedentes. Tudo por causa dos tolos egos masculinos. O pior de tudo é a presença do belo e arrogante Aquiles, o lendário guerreiro grego, cujos poderes o fizeram praticamente indestrutível. Para acabar com a Guerra, elas precisam achar uma maneira de detê-lo. No entanto, a única maneira de cessar sua sede de batalha é encontrar algo que o distraia. Algo muito mais prazeroso que o mero combate. Kat é uma bela garota do século XXI. Para as deusas, ela seria perfeita para seduzir Aquiles e, assim, impedir a invasão grega. Quando ela e sua amiga, Jacky, morrem em um acidente de carro ao saírem de uma festa, as deusas transportam seus espíritos para os corpos de uma princesa de Troia e sua serva.

A fotojornalista Isabel, cansada da vida que levava, voltou à sua terra natal, Oklahoma. No caminho sofre um acidente e seu carro é arremessado de uma ponte. Nas escuras águas de um lago ela luta para sobreviver. Ela não contava com a ajuda dos deuses: a Deusa das Águas vem ao seu socorro, mas em troca de que ela viaje pelo tempo, rumo ao lendário reino de Camelot com a tarefa de seduzir Lancelot Du Lac, desviando sua atenção da rainha Guinevere. Mas Isabel acaba se apaixonando pelos olhos profundos do sábio Rei Artur. ■

P.C. Cast, autora da série The Goddess, o Chamado da Deusa, em livraria com os livros da série House of Night nas prateleiras.

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Por Roberta Costa

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Alagoana, nascida na cidade São José da Tapera, Dayse Ricardo dos Santos tem 26 anos e, atualmente, vive em Santos-SP. Além de escritora, é formada em Pedagogia e é pós-graduanda em Psicopedagogia, trabalhando como professora do Ensino Fundamental I. Ganhou vários prêmios de escrita, como o Troféu Proler 2013, categoria Professor, com o trabalho “Conto e Reconto”, o prêmio Comunidade em Ação 2013, com o mesmo trabalho, e tirou o 1º lugar no Concurso Literário 2015 do município de Praia Grande-SP, na categoria Memória Literária. E é justamente esta autora que vamos indicar na seção BookaholiKids desta edição. O livro em questão chama-se “Poesias Colhidas do Vento”, com ilustrações de Edu Reis, e é um livro lindo de apenas 36 páginas, mas que irá encantar os pequenos e também os adultos em cada uma delas. Dayse Ricardo dos Santos traz nestas páginas belas poesias dentro do gênero de Literatura Infanto-Juvenil, presenteando os leitores com suas lindas palavras, e cativando o público alvo no incentivo à leitura. Vamos conhecer o livro? Acompanhe-nos!

Em Poesias Colhidas do Vento, o leitor terá um encontro feliz com o que há de mais belo na natureza e no ser humano. O leitor encontrará nas poesias que o vento lhe presenteia amigos queridos, bichos elegantes, casa de avó, jardim diferente e até zebra de bolinhas. Trata-se de um compêndio de poesias infantis que trazem bastante delicadeza e, ao mesmo tempo, ludicidade aos leitores, e, como já foi falado anteriormente, não irá encantar só aos pequenos, mas também aos grandinhos. Poesias Colhidas do Vento é uma ótima dica de leitura para a criançada. Foi publicado no segundo semes

semestre de 2015, pela Editora Scortecci. Uma coletânea de poesias que transita por todo um imaginário infantil. Brincadeiras, medos e desejos presentes na vida de qualquer criança são apenas alguns ingredientes utilizados pela autora na composição de sua obra. A escrita e as ilustrações transformam a leitura em uma gostosa brincadeira, seja para a criança, que já se aventura no mundo das letras, seja para a que ainda precisa de um interlocutor, ouvindo histórias em seu leito todas as noites, tendo um momento de viagens em diversos mundos divertidos através da imaginação.

CONFIRA UMA DAS POESIAS PRESENTES NO LIVRO:

DADOS DA OBRA Autora: Dayse Ricardo dos Santos Ilustrações: Edu Reis Editora: Scortecci Páginas: 36 Gênero: Poesia/Literatura Infanto-Juvenil Ano de Lançamento: 2015

NÃO SEI! Não sei o que quero! Se quero o silêncio da noite ou o barulho do mar. Não sei o que quero! Se quero o brilhar das estrelas ou o sol a me encandear. Não sei o que quero! Se quero o canto dos passarinhos em minha janela Ou se quero ouvir o bater das asas no céu a voar! Não sei o que quero! Se corro da chuva Ou corro pra chuva! E você o que quer? 86

Geração Bookaholic – Sua Revista Literária

DADOS PARA CONTATO COM A AUTORA Site: www.escritoradaysericardo.com Fanpage: facebook.com/escritoradaysericardo Youtube: youtube.com/channel/UChu9tQvujG_RQ GakbD4rQ3A ou busque por Escritora Dayse Ricardo Instagram: @escritoradaysericardo


Por Vanessa Vieira

É um prazer imenso apresentar a você, leitor, um pouco desse gênero tão delicioso que é a poesia. Nesta edição, trago uma poesia do autor Ricardo de Carvalho, também conhecido como Chacal. Chacal nasceu no Rio de Janeiro em 1951. Conhecido como músico e letrista, é também, sobretudo, um poeta criativo, original e irreverente. Iniciou com a publicação “Muito Prazer, Ricardo” (1971) e desde então colabora em antologias, revistas impressas e eletrônicas, como autor e editor de livros, cronista, entre outros. Conheça agora uma pitada de seu trabalho, com uma de suas breves poesias.

Vai ter uma festa Que eu vou dançar Até o sapato pedir pra parar.

Aí eu paro Tiro o sapato E danço o resto da vida.

Você pode encontrar o Chacal através do facebook, em seu perfil Ricardo Chacal.

HORA DA POESIA

RÁPIDO E RASTEIRO


Por Débora Falcão Em poucas e rápidas perguntas, conheça o perfil de André Vianco, autor de Best Sellers como “Os Sete” e “Sétimo”, e de vários outros livros, como as trilogias “Saga Vampiro-Rei” e “Turno da Noite”, e os sucessos “O Senhor da Chuva”, “O Caso Laura”, “Sementes no Gelo” entre outros. Atualmente, lançou o livro “Estrela da Manhã”, e brevemente o livro “Dartana” também estará nas livrarias pela Editora Rocco, ainda este ano. Primeiro livro que comprou “Marcelo Martelo Marmelo”, da Ruth Rocha.

PERFIL

Melhor livro que já leu Difícil! Essa é difícil e injusta! Bom, vou de “A Dama do Cachorrinho”, de Tchecov. Último livro que comprou Uma nova edição de “Os Miseráveis”, de Victor Hugo, capa dura da Martin Claret, lindo demais, não resisti. Comprei pela capa, mas sou apaixonado pelo “Os Miserá-veis”. Livro que mudou sua vida “A Mágica de Pensar Grande”, de David Joseph Schwartz. Livro que mais leu na vida “Os Miseráveis”, de Victor Hugo.

noite inteira!).

tudo, definitivamente.

Frase que gostaria de ter escrito Sei lá, nunca parei pra pensar nisso!

Complete a frase: “Eu sou um sucesso quando...” “...estou apaixonado!”

Melhor capa de livro “Os Sete”, edição do autor, 2000.

Livro clássico que recomenda “Éramos Seis”, de Maria José Dupré. Mas aqui sofro uma nova violência! Um só é injusto demais!

Livro que gostaria de ter escrito “Entrevista com o Vampiro”, de Anne Rice. Mas não! Ninguém faria melhor do que ela!

Livro moderno que recomenda “Snow Crash”, de Neal Stephenson.

Quatro autores que gostaria de ter em um evento literário seu Hayao Miyazaki, Arthur C. Clark, Henry James, Anne Rice (eu podia ficar bem quietinho só vendo essa gente, ou jogando truco com eles a aaa

Livro que melhor o define “A Dança da Morte”, de Stephen King. Além do gênero que escreve, que gênero gostaria de escrever/se aventurar? Eu escrevo de tudo e me aventuro em tudo.

Encontrar o autor é fácil: Site: www.blogdovianco.com Fanpage: Facebook.com/AndreVianco Twitter: @andrevianco Email: andrevianco@gmail.com Livros à venda: FNAC, Submarino, Saraiva, Cultura, Livrarias Curitiba e Leitura. ■ 88

Geração Bookaholic – Sua Revista Literária


Por Débora Falcão

A garota acordou com o som musical de um sorriso. Olhou para o quarto. Ainda estava do mesmo modo, o som constante do ventilador e nada mais. Levantou-se da cadeira e se aproximou da cama onde jazia a bela senhora. Um sorriso estava estampado em seu rosto. Tocou-a e constatou, com pesar. Ela se fora para sempre. Lágrimas escorreram por sua face, e franziu o cenho ao perceber uma tulipa azul ao lado de seu travesseiro. Tinha certeza de que não estava lá antes. Correu ao jardim, deparando-se com o jardim de tulipas, que antes estava praticamente morto, agora completamente revitalizado, de flores brilhantes e mais fortes e belas do que ana

nunca. Os chinelos de sua avó estavam ali, ao lado da cadeira de balanço. Fechou os olhos, ouvindo os sons do sino de vento e, no meio do tilintar dos cristais, pensou escutar novamente uma risada alegre de mulher feliz. SOBRE A AUTORA E O CONTO O conto Tulipas Azuis faz parte da antologia Sonhos de Tinta, de Débora Falcão, e é um dos trinta contos que contam pequenos momentos da vida de alguém através das cores e dos sentimentos. Tulipas Azuis observa o saudosismo e a morte como uma passagem para uma nova vida através da cor azul, trazendo o leitor para um novo olhar. O conto Tulipas Azuis também está disponível no Wattpad de maneira gratuita. Outro conto da autora, que também pode ser lido de maneira separada, é o Pálido Sonho, à venda na Amazon por R$ 1,99. Pálido Sonho também faz parte da coletânea Sonhos de Tinta, que pode ser adquirido através do site de publicação independente Clube de Autores.

Participe da seção, enviando seu conto para redacaobookaholic@gmail.com com o assunto HORA DO CONTO. ■

HORA DO CONTO

O assoalho estava gasto. A madeira antiga trazia marcas do passado, memórias de um tempo feliz, mas que havia desbotado com o passar dos anos, assim como o leve tom azul das tulipas no papel de parede. A luz dourada do dia invadia o recinto através da porta aberta, e o cheiro de grama recém-cortada pairava no ar. A varanda estava toda iluminada pela luz quente, e ouvia-se a música dos cristais do sino de vento pendurado há tantos anos que mal se podia contar. A cadeira de balanço permanecia no mesmo lugar, e as marcas deixadas por ela contavam a história dos últimos anos a balançar, do lado direito da varanda, diante do jardim, a vaguear perdidamente o olhar para o céu, azul como seus olhos e seu canteiro de tulipas, como se esperasse o retorno daquele que há muito se fora, mas ainda vivia em forma de saudade em seu coração envelhecido. Tirou os chinelos e os deixou num canto, pisando a madeira aquecida pelo sol com os pés descalços. Sentia uma alegria e vitalidade tão grandes que mal cabiam no peito. Desprendeu os cabelos como há tanto tempo não fazia, e deixou-os derramar-se em suas costas, macios e brancos, tão longos quanto quando era uma mocinha. Inspirou o ar fresco da manhã e fechou os olhos, deixando que seu corpo captasse a força e a energia daquele novo dia e se revigorasse. Desceu os dois degraus que a separavam de seu jardim, pisando a terra macia e fofa. Há anos seu corpo cobrava com juros a energia gasta em sua juventude, e como lhe fora cruel! Mas agora era como se tivesse rejuvenescido cinquenta anos e fosse uma garota outra vez. Seu coração se apertou. Quem deixara suas tulipas naquele estado? Ninguém cuidava delas como ela mesma. Sem dificuldade ajoelhou ao lado das flores ressequidas, tocando suas compridas hastes culminando em flores raquíticas. Chorou por elas e por si mesma. Onde ela esteve? Afofou a terra com ambas as mãos, e sentiu suas lágrimas caírem sobre ela. Ergueu-se e olhou à sua volta. Não havia notado, mas seu jardim parecia sofrer com a passagem dos anos assim como sua casa e seu próprio corpo. Embora naquele mesmo instante sentisse que tinha vinte anos de idade e que, se quisesse, poderia correr sem parar. Viu o velho balanço de seus netos, pendurado e sem uso há anos na mangueira frondosa e repleta de frutos, exalando um cheiro que se misturava com os cheiros da manhã. Sentou-se. Olhou novamente para o seu jardim e maravilhou-se. O sol incidia em cheio sobre suas flores, que pareciam irradiar juventude assim como ela, com o azul profundo de suas pétalas brilhando vitalidade. Sentiu uma vontade imensa de voar, de alcançar o céu e as nuvens, sentir-se livre. Foi neste momento que mãos fortes empurraram suas costas, fazendo com que o balanço se movimentasse. Ela reconhecia aquelas mãos. Sorriu abertamente. Seus cabelos esvoaçavam cada vez que o balanço ia mais alto. Podia voar agora. Ela sabia. “Venha, querida...” Sorriu. Era a voz dele. Abriu os braços para o infinito e deixou seu corpo ficar mais leve. O som de seu sorriso misturou-se aos sons dos sinos de vento na varanda. Alcançara as alturas de mãos dadas com aquele que fora seu grande amor por toda a vida, e que agora estava ali, com olhos tão azuis quanto os seus, quanto à tulipa que trazia numa das mãos, uma das flores de seu jardim, e que oferecia a ela da mesma maneira que fizera quando se conheceram. Nunca estivera tão feliz.


Revista Geração Bookaholic Edição #1  

A Revista Literária mais completa do Brasil traz em sua primeira edição uma entrevista exclusiva com André Vianco, autor dos Best Sellers "O...

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