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04 Conexão 10 Mercado 14 Por Dentro Frigoríficos 18 Aves 22 Bovinos 26 Ovinos 28 Suínos 32 CAPA: Embalagens e bandejas absorventes - Informação, proteção e praticidade ao alcance do consumidor 36 Rótulos, etiquetas e ribbons: inovações e qualidade para o setor frigorífico 38 Água e Efluentes: sistemas de tratamento geram às empresas sucesso econômico e ganho ambiental 42 Programa Gestão Avançada da Suinocultura é destaque em Minas Gerais 44 Homenagem aos profissionais do setor 46 Acontece 56 Calendário de Eventos 58 TEC (Artigo Técnico) 60 Desenvolvimento Pessoal (Artigo) 62 Visão Empresarial (Artigos) 64 Tempinho

Índice

EDITORIAL

EDITORIAL

NOSSO MUITO OBRIGADO AOS PROFISSIONAIS DO SETOR FRIGORÍCO, QUE FAZEM ACONTECER!

Acompanhar o crescimento do setor frigorífico pesquisando dados de mercado e descobrindo novidades, tendências e conquistas – e divulgar todas as informações coletadas e meticulosamente selecionadas e redigidas para, assim, contribuir com a solidez do segmento – têm sido os grandes pilares da Revista Frigorífico, ao longo de quase duas décadas. Desde a formulação das pautas até a distribuição de cada exemplar, todo o trabalho por nós realizado é feito de forma cuidadosa, sempre buscando levar a você, nosso leitor e parceiro, o que há de melhor em notícia. Auxiliar diretamente na qualificação dos profissionais que fazem parte de um importante elo da cadeia produtiva da carne – uma das mais importantes da economia brasileira – por meio de uma linguagem simples, facilmente entendida por todos que se propõem a ler nossas páginas, nos motiva a seguir em frente. Nos inspira a não ignorar momentos difíceis pelos quais eventualmente o setor passa, mas, acima de tudo, a acreditar que soluções podem ser rapidamente encontradas – e são! – quando a vontade de ultrapassar obstáculos, de vencer, persiste. Danielle Michelazzo Editora de Jornalismo Portanto, perseverança, determinação e força são as nossas vibrações, nossos sinceros votos aos profissionais do setor frigorífico que, todo dia 9 de outubro, devem ser exaltados pelo trabalho árduo e digno que exercem. E sucesso, sempre! Lembrando que o sucesso, tenham certeza, nada mais é do que o resultado da combinação desses três fatores somados a outros três: competência, dedicação e vontade! Parabéns e boa leitura!

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Carne suína catarinense está a um passo de conquistar o mercado japonês Brasil deverá responder por cerca de 15% das importações do Japão, que é o maior importador mundial do produto O governo japonês anunciou um passo fundamental para a abertura de seu mercado à carne suína de Santa Catarina, único estado brasileiro livre de febre aftosa sem vacinação. Isso porque a carne suína catarinense foi aprovada na avaliação de risco da Comissão de Sanidade Animal do MAFF - Ministério da Agricultura, Pesca e Florestas do Japão, concluída dia 27 de agosto em reunião pública realizada em Tóquio. Com essa aprovação, a estimativa da Associação Brasileira das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Carne Suína (Abipecs) é de que o início efetivo das vendas para aquele mercado poderá acontecer em 60 dias. "A abertura do mercado japonês altera de maneira significativa o futuro do setor de suínos do Brasil. O Japão é o maior importador mundial de carne suína”, lembra Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs). Ainda que a participação do Brasil seja pequena

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nos primeiros anos, representará volume significativo em relação à produção e exportação brasileiras, avalia a Abipecs. Atualmente, o Brasil é o maior exportador de carne de aves in natura congelada para o Japão, com quase 90% daquele mercado. “Não existe motivo para também em carne suína o Brasil não passar a atender volume importante das importações japonesas", diz Camargo Neto. Certificado Sanitário Internacional - Segundo Pedro de Camargo Neto, a decisão das autoridades japonesas equaciona a questão de saúde animal para o comércio de carne suína entre o Brasil e o Japão. Falta, ainda, efetuar a negociação dos termos do Certificado Sanitário Internacional (CSI), a ser emitido pelas autoridades do Brasil. O CSI acompanhará as remessas, garantindo que os requisitos de sanidade animal da carne suína atendem todas as exigências apresentadas pelas autoridades japonesas durante o processo de apro-


vação. Em 29 de agosto, os secretários Enio Marques e Célio Porto, de Defesa Agropecuária e Relações Internacionais do Mapa, estiveram em Tóquio para apresentar uma primeira proposta de CSI às autoridades do Japão. Como próximo passo, as autoridades do Japão deverão aprovar uma lista de estabelecimentos de abate que atendem as exigências de saúde pública em relação a higiene e controles laboratoriais. Para o presidente da Abipecs, a etapa aprovada até então representa, de longe, a mais difícil do processo de abertura. O dirigente não não vê motivos para demoras nas fases que ainda restam. "E avaliamos que o restante deverá ser equacionado muito rapidamente”, afirma. Excelente mercado - A abertura de mercado para a carne suína no Japão vem sendo negociada desde 2007, depois que Santa Catarina obteve o título de área livre de febre aftosa sem vacinação, condição única no Brasil. O Japão é um mercado almejado por ser o maior importador de carne suína do mundo. Em 2011, as compras no exterior somaram 793 mil toneladas (US$ 5,2 bilhões). “Pretendemos conquistar pelo menos 10% deste

mercado”, almeja o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho. Ele acredita que as exportações do produto podem começar nos primeiros meses de 2013. A Abipecs, por sua vez, estima que o Brasil deverá responder por 15% das importações japonesas no ano que vem. "Acreditamos que rapidamente, já em 2013, o Brasil deverá fornecer cerca de 15% das importações do Japão. Esse volume, pequeno para o comércio do Japão, altera de maneira significativa o balanço entre oferta e demanda do setor brasileiro”, diz Camargo Neto. No ano passado, o Brasil – que é o quarto maior exportador de carne suína do mundo – vendeu o produto para mais de 74 mercados, totalizando US$ 1,3 bilhão. Santa Catarina - O estado catarinense produz 800 mil toneladas de carne suína por ano. Hoje, dentre os principais mercados externos compradores de carne suína do Estado estão Rússia e Coreia do Sul, que adquirem 150 mil toneladas cada um. Para se ter ideia da representa-tividade do Japão, o governo catarinense espera que o país compre mais de 130 mil toneladas. Abipecs, Mapa e Valor Online, com edição da RF


Brasil pode apoiar Argentina quanto à restrição de exportações para os EUA Intenção do Mapa baseia-se no fato de situação sanitária da pecuária brasileira ser similar a da Argentina O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estuda a possibilidade de integrar, como parte interessada, a contestação feita pela Argentina na Organização Mundial de Comércio (OMC) contra as restrições às importações de carne bovina in natura impostas pelos Estados Unidos (EUA). “Estamos acompanhando com muito interesse o assunto”, declarou o ministro da agricultura, Mendes Ribeiro Filho. O interesse em posicionar o Brasil no impasse entre o país vizinho e os EUA se dá pelo fato de a situação sanitária da pecuária brasileira ser similar à da Argentina, pois vários estados têm o status de livres de aftosa com vacinação, reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), e ainda assim não podem exportar carne in natura para os Estados Unidos. Programa de regionalização - O ministro ainda afirmou que a presidente Dilma Rousseff autorizou os

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estudos para a criação da Agência de Extensão Rural, que estão sendo feitos em conjunto com diversas entidades. A assistência técnica é peça-chave no programa de regionalização do Mapa lançado por Mendes Ribeiro durante a Expointer 2012 – uma das maiores e mais importantes exposições-feira do mundo – realizada em Esteio, no Rio Grande do Sul, entre 25 de agosto a 2 de setembro. Ainda de acordo com o ministro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) está utilizando todos os instrumentos de política agrícola de que dispõe para permitir que os criadores sejam os menos sacrificados. Em função das dificuldades que o Conab enfrenta para conseguir caminhões para transportar o milho depositado em Mato Grosso até Santa Catarina, Mendes Ribeiro afirmou que ligou para o governador e pediu apoio para pagar o frete de retorno, uma vez que os motoristas não querem voltar à origem sem carga. Mapa, com edição da RF


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China deve liberar sete novos frigoríficos brasileiros para exportação Dois estabelecimentos de suínos e cinco de aves deverão ser liberados ainda no mês de setembro O secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Célio Porto, afirmou que sete frigoríficos – dois de suínos e cinco de aves – deverão ser liberados para exportar para aquele país. A declaração foi feita após reunião em Pequim (China), dia 28 de agosto, com representantes da Administração Geral de Qualidade, Inspeção e Quarentena (Aqsiq, em inglês). A liberação dos frigoríficos depende apenas de uma carta da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Mapa, comprovando que foram feitos os ajustes apontados pelas missões chinesas. A liberação deverá ocorrer dentro de 30 dias. Com isso, o Brasil passará a ter cinco plantas de suínos e 30 de aves autorizadas a exportar para a

China. Em relação a bovinos, nove frigoríficos estão aguardando uma visita das autoridades chinesas para serem credenciados. O secretário disse que o Brasil já enviou os documentos exigidos há um ano e eles ficaram de dar uma posição em breve. O protocolo de exportação de milho para a China também fez parte da pauta. O Brasil pretende se tornar um grande exportador do cereal para o país asiático, assim como já acontece com a soja, e solicitou autorização para isso. Os chineses fizeram a análise de risco para identificar possíveis pragas que não existem lá e o Brasil precisará apresentar um certificado sanitário com as medidas de mitigação que serão realizadas antes do embarque. Canal Rural, com edição da RF

Reuniões entre Brasil e Chile levam a avanço de negociações comerciais O Estado de Mato Grosso do Sul foi reconhecido como livre da doença de Newcastle (DNC) pelo Chile. A decisão foi comunicada ao Ministério da Agricultura (Mapa) pelo Serviço Agrícola e Pecuário (SAG, sigla em espanhol), durante reunião de negociações bilaterais no Brasil ocorrida dia 7 de agosto. Com o título, o Estado poderá exportar aves para o país vizinho. Durante dois dias, representantes do Mapa e do governo chileno discutiram a ampliação do intercâmbio comercial de produtos agrícolas e pecuários de interesse de ambos os países. As reuniões se rea-

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lizaram na Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) e foram conduzidas pelo secretário da SDA, Enio Marques, pelo diretor de Negociações Sanitárias e Fitossanitárias, Lino Colsera, e pelo diretor do Serviço Agrícola e Pecuário do Chile, Anibal Ariztia. Também tiveram início negociações sobre novos requisitos zoossanitários para exportação brasileira de suínos vivos e material genético suíno, além de negociações sanitárias e fitossanitárias. “Foram reuniões positivas, com temas de interesse de ambos os governos", disse Colsera. Mapa, com edição da RF


Setores avĂ­cola e suinĂ­cola pretendem agilizar resgate do PIS/Cofins Para Abipecs, maior agilidade na liberação dos crĂŠditos darĂĄ um alĂ­vio financeiro ao segmento Os produtores e exportadores de carne suĂ­na, frango e soja querem maior agilidade do governo no ressarcimento de crĂŠditos referentes ao PIS/CoďŹ ns para compensar o aumento dos insumos agrĂ­colas. Para o presidente da Associação Brasileira da IndĂşstria Produtora e Exportadora de Carne SuĂ­na (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, uma agilidade maior na liberação dos crĂŠditos darĂĄ um alĂ­vio ďŹ nanceiro ao segmento, que estĂĄ pagando bem mais caro pelos insumos agrĂ­colas. Os crĂŠditos antigos, segundo ele, sĂŁo pagos em atĂŠ cinco anos. Recentemente, esse perĂ­odo caiu para entre dois a trĂŞs anos, mas ainda ĂŠ considerado longo. AlĂŠm de rapidez no ressarcimento, o diretor de mercado interno e externo da UniĂŁo Brasileira de Avicultura (Ubabef), Ricardo Santin, pediu ao MinistĂŠrio da Fazenda a criação de uma linha de crĂŠdito emergencial Ă s empresas do segmento, assim como a prorrogação dos prazos do ReďŹ s para quem jĂĄ estiver incluĂ­do no programa de parcelamento do governo. Segundo o diretor, o custo da produção teve alta de 30%, em mĂŠdia, devido ao impacto dos preços

dos insumos, e parte desse aumento jĂĄ estĂĄ sendo repassado ao consumidor. Isso porque o ciclo de produção do frango ĂŠ curto (pronto para o abate em atĂŠ 45 dias). De acordo com Santin, a tonelada de soja que custava R$ 650 no inĂ­cio do ano agora varia de R$ 1.350 a R$ 1.400. No caso do milho, o preço de "equilĂ­brio" da saca passou de R$ 23 e R$ 26, para R$ 35. "NĂłs temos um problema sĂŠrio no setor [que causa] impacto na inação e somos intensivos em mĂŁo de obra. Se nĂŁo tivermos uma resposta imediata, teremos desemprego", frisou Santin. "O repasse de custos nestes nĂ­veis pode provocar redução de produção", acrescentou o diretor da Ubabef. Presidente da Associação Brasileira das IndĂşstrias de Ă“leos Vegetais (Abiove), Carlo Lovatelli assegura que "nĂŁo vai haver problema de fornecimento de matĂŠria-prima para indĂşstrias e frigorĂ­ďŹ cos na ĂĄrea de carne. O farelo de soja estĂĄ assegurado". Ele disse que a colheita de soja deverĂĄ chegar a 81 milhĂľes de toneladas na prĂłxima safra (2012/13). Valor EconĂ´mico, com edição da RF

      

       





                  



 





                                    

 

         

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Pecuária é mercado potencial e atraente para os distribuidores de insumos O PIB pecuário cresceu 26% na última década, a produção de carne chegará a 9,5 milhões de toneladas este ano e as exportações gerarão US$ 6 bilhões em receita. A tecnificação avança: a comercialização de sêmen saltou de 6,7 milhões/ doses para 11,6 milhões/doses em cinco anos. Além disso, em 2012 o confinamento deverá atingir 4 milhões de cabeças. “Estes indicadores mostram um intenso processo de profissionalização da pecuária brasileira. E isso é uma excelente oportunidade para o segmento de distribuição de insumos. Afinal, os criadores estão sedentos por novas tecnologias e fo-cados na busca da eficiência”, disse a gerente da Informa Economics FNP, Nádia Alcântara, em palestra no II Congresso Andav, em São Paulo, realizado no início de agosto. “Paralelamente, a pressão ambiental é uma realidade e o pecuarista já aprendeu que tem de produzir mais utilizando menos áreas”, acrescentou a especialista para mais de 800 distribuidores de todo o país. Segundo Nádia, esse cenário é muito atraente para os distribuidores de insumos. “Os produtores buscam parceiros para contribuir com sua evolução. A pecuária de ciclo curto gera mais renda para as fazendas, porém exige melhor manejo e mais cuidados nutricionais e sanitários, além de melhoramento genético. É o cenário ideal para fomentar parcerias e crescer”. O II Congresso Andav ocorreu simultaneamente ao IX Congresso da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócios e como parte do Agrinsumos & Induspec. Congresso Andav, com edição da RF

Exportações de peles e couros cresceram 14,29% no mês de julho A indústria coureira do Brasil exportou US$ 160 milhões em peles e couros no mês de julho. O valor representa um crescimento de 14,29% em relação ao montante exportado no mesmo período do ano passado. O aumento nas exportações confirma a projeção do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) de recuperar o recuo de vendas para o mercado externo acumulado no primeiro semestre (-2,66%) e, possivelmente, superar 2011 no valor das exportações. O prognóstico positivo para o couro brasileiro no mercado internacional só está sendo possível pelo excelente posicionamento do produto junto aos países alvo para exportação. Trata-se de uma construção de relacionamento, imagem e qualidade nos últimos anos que permite ao couro brasileiro manter-se em ascensão e contornar as grandes dificuldades que se apresentam no mercado externo. Na economia brasileira, o setor couro e peles ocupa a 7ª posição dos produtos semimanufaturados exportados e 24º posição em relação a todos os produtos exportados pelo Brasil. Conclui-se que o setor conseguiu manter a posição frente a outros produtos exportados. CICB, com edição da RF 06 12


Abrafrigo pede democratização de oportunidades no setor frigorífico Medida tem como objetivo garantir acesso a financiamento de longo prazo às médias empresas O presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Péricles Salazar, disse, durante audiência pública sobre a concentração no setor frigorífico realizada na Câmara dos Deputados, dia 7 de agosto, que o governo deve democratizar oportunidades para garantir às médias empresas acesso a financiamento de longo prazo. Em sua avaliação, “o colossal aporte de recursos” feito pelo governo, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para permitir que grandes empresas brasileiras ganhassem competição internacional foi extremamente positivo. Entretanto, ele reconhece que o aspecto negativo foi o desequilíbrio na competição, pois as demais empresas, sem acesso a financiamento de longo prazo, tiveram dificuldades para continuar operando, o que culminou na quebra de algumas delas. Salazar descartou a prática de cartel no setor e disse que, no caso de uma eventual combinação de preços, o produtor tem mecanismos de defesa, como

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a migração para outras atividades, como a produção de grãos. Ele argumenta que o frigorífico jamais vai querer esmagar o pecuarista. "Os frigoríficos querem que o criador receba preço bom e justo, que permita investir na retenção e aquisição de novas matrizes, para continuar produzindo". Mercado interno - Na ocasião, o presidente da Comissão Permanente de Pecuária de Corte da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antenor Nogueira, ressaltou ainda que o setor deve realizar campanhas de valorização do mercado interno, uma vez que as exportações respondem por apenas 15% da produção de carne bovina. Nogueira também deu destaque à criação de um conselho que vai reunir representantes de todos os elos da cadeia da pecuária de corte com o fim de discutir assuntos como os gargalos, além da questão de preços, como a remuneração por qualidade da carcaça. Agência Estado, com edição da RF


Pecuaristas aguardam investigações sobre concentração de frigoríficos Crise financeira internacional de 2008 influenciou aumento das operações de fusões e aquisições no ramo Após quase cinco horas de discussões, a audiência pública realizada na Câmara dos Deputados, dia 7 de agosto, para avaliar a concentração no segmento de frigoríficos de carne bovina no país, terminou à espera dos resultados das investigações que estão sendo conduzidas pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Em um universo de 200 casos, o conselho analisa oito operações de fusões e aquisições. Representante do Cade presente na audiência, Alexandre Henriksen disse que, nos últimos cinco anos, 10 operações foram notificadas e aprovadas pelo conselho. Segundo ele, os pedidos de recuperação judicial que se seguiram à crise financeira internacional de 2008 influenciaram o aumento das fusões e aquisições no ramo. A primeira reunião realizada após o lançamento do "novo Cade", em julho, aprovou três Acordos de Preservação de Reversibilidade de Operação (Apros) envolvendo compras de frigoríficos. O Apros serve para manter uma distinção de como eram as empresas antes da operação, caso a aquisição seja vetada.

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A JBS está envolvida nas três: uma em Rio Branco (AC), outra em Ariquemes (RO) e a terceira em São Miguel do Guaporé (RO) e Confresa (MT). Paralelamente, o Cade está realizando um estudo setorial com coleta de informações e mapeamento de cadeias produtivas para ter uma visão ampla do segmento. Na reunião foram levantados, ainda, diversos motivos para justificar o baixo retorno financeiro de todos os elos da cadeia produtiva. Foi exaltada a necessidade de ampliação do marketing da carne bovina e foram pedidos mais transparência na relação pecuarista/frigorífico/varejo, além de combate firme ao abate clandestino e isenção de PIS/Cofins para toda a cadeia. Sobre a suposta formação de cartel entre os frigoríficos – que negam a acusação –, o presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Corte da CNA, Antenor Nogueira, disse que já foi comprovado que a prática existiu no passado e espera que ela não aconteça novamente. "Afinal, todos querem lucro, mas o produtor também quer renda", disse. Valor Online, com edição da RF


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Avicultura: setor deve continuar busca por crescimento sólido Ubabef almeja soluções para apoiar setor, que é responsável por 3 milhões e 500 mil empregos “Nos tornamos o maior exportador mundial de carne de frango, com 41% do volume exportado. Com um terço da nossa produção, contribuímos para a segurança alimentar de mais de 150 mercados em todo o mundo”. A afirmação foi feita pelo presidente executivo da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Francisco Turra, em Salvador, durante a solenidade de abertura do XXII World Poultry Congress (WPC), o maior e mais importante encontro do setor avícola internacional. A solenidade, realizada em 5 de agosto, reuniu cerca de 1.200 pessoas. Na oportunidade, Turra chamou a atenção para a crise pela qual tem passado o setor devido à alta de preços de commodities agrícolas no mercado internacional, que tem causado um dramático aumento de custos de um de seus principais insumos. “Isto vem exigindo o posicionamento da Ubabef junto ao governo federal, em busca de soluções para apoiar um setor responsável por 3 milhões e 500 mil empregos e que produz um dos mais importantes alimentos da mesa do brasileiro”, destacou.

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“Entretanto, é em momentos como este que temos a grande oportunidade para nos unirmos. Devemos continuar buscando um crescimento sólido, de forma sustentável. É fundamental que a avicultura, não importa o país produtor, se fortaleça, com os olhares voltados para a segurança alimentar mundial”, continuou. Em seu discurso, Turra destacou também a sustentabilidade da produção avícola brasileira em suas três vertentes: econômica, social e ambiental, e citou o trabalho que a entidade vem realizando por investimentos em infraestrutura. “Defendemos arduamente a importância de investimentos em infraestrutura de logística, que comprometem nossa competitividade”, enfatizou. Já no dia 8, durante o Fórum Ubabef da Avicultura do Norte e Nordeste – evento paralelo ao WPC –, Turra disse que “apesar de sermos o terceiro maior produtor e o maior exportador de carne de frango do mundo, temos enfrentado grandes desafios", concluiu. Ubabef, com edição da RF


Tecnologia reestrutura produção de frango no Brasil A avicultura brasileira se transformou e foi alçada à condição de protagonista – e não mais de subsistência – nas últimas três décadas. É, hoje, uma das mais modernas e competitivas do mundo. Foi o que concluiu a Expedição Avicultura, do Jornal Gazeta do Povo, após rodar o Paraná. Durante as visitas a incubatórios, granjas e frigoríficos, foram explorados de perto o sistema de controle sanitário da cadeia produtiva da carne paranaense, que tem status de destaque nacional. O avanço do setor ocorreu não apenas devido à ampliação do plantel e do abate de aves, mas à constante evolução tecnológica. O progresso começou com a genética e "contaminou" todo o processo produtivo. Para produzir 13 milhões de toneladas da carne, o setor precisa de menos de um mês. Na década de 70 essa era a produção de um ano todo. O melhoramento genético após a introdução de linhagens híbridas norte-americanas, ainda na década de 60, trouxe preocupações com a nutrição e o manejo, permitindo melhoras significativas nos principais índices técnicos da atividade, como a conversão alimentar, a idade de abate e o índice de mortalidade. Se há 30 anos uma ave precisava comer dois quilos de ração e demorava quase dois meses para atingir o peso ideal de abate (na época 1,8 kg), hoje é possível produzir um frango de 2,5 quilos em pouco mais de um mês. E com apenas 1,7 quilos de ração. Outro diferencial da avicultura brasileira foi a adoção dos chamados sistemas integrados de produção, uma espécie de parceria entre empresa e os produtores, na qual o criador recebe todos os insumos (pintos de um dia, ração, medicamentos e orientação técnica) e se encarrega da criação e engorda das aves até a idade de abate, recebendo como pagamento um valor previamente negociado. O sistema funciona como uma espécie de amortecedor, dando mais segurança ao produtor em momentos de crise. A partir de agora, o principal desafio do setor está fora da porteira, acredita o presidente da Copacol (Cafelândia), Valter Pitol. "Os Estados Unidos estão colocando o produto deles muito mais barato no mercado. Precisamos pensar em soluções compartilhadas com a iniciativa privada para diminuir os nossos custos logísticos, sob o risco de perdermos mercado", alerta. Gazeta do Povo Online, com edição da RF

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Abiec afirma não haver risco de restrição de embarques para a UE Bloco europeu pode barrar importação de carne bovina devido ao uso de beta-agonistas Autoridades europeias alertaram frigoríficos brasileiros e o governo federal para o fato que as exportações da proteína animal para o bloco serão suspensas imediatamente, caso o Brasil inicie a comercialização de dois promotores de crescimento para bovinos, recentemente liberados no país, sem comprovar a existência de um sistema de segregação da produção conhecido como split system. Mas o diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Fernando Sampaio, disse que não há risco de suspensão dos embarques de carne bovina à União Europeia (UE) devido às preocupações da região com o uso de aditivos, promotores de crescimento, na alimentação do gado de corte. Segundo ele, enquanto a proposta de sistema de segregação da produção sem o uso de tais substâncias beta-agonistas for elaborada e certificada pelas autoridades brasileiras e europeias, as fabricantes dos aditivos – as americanas MSD Saúde Animal (da Merck) e Elanco – concordaram em não comercializar os produtos. “Na verdade, na prática, os produtores já conseguem fazer essa segregação na produção. Mas estamos, juntamente com a Associação Nacional dos Confinadores (Assocon), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e os produtores, elaborando esse sistema o mais rápido possível para entregarmos ao Ministério da Agricultura para repassar às autoridades da região”, disse o diretor. Sampaio explicou que o uso desse produto é li-

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berado somente para bovinos de corte em fase de terminação produzidos em regime de confinamento, como melhoradores de desempenho. “A União Europeia pode nos auditar quando quiser”, declarou. Embate - Proibidos na União Europeia, os dois aditivos da classe dos beta-agonistas (cloridrato de zilpaterol e ractopamina), aprovados pelo Ministério da Agricultura (Mapa) no fim de junho, causaram mal-estar entre os exportadores brasileiros, que pediram a suspensão das vendas. Por outro lado, MSD Saúde Animal e Elanco estão em plena campanha para a divulgação dos novos produtos. No dia 31 de julho, o Mapa atendeu aos apelos da Abiec e fechou um acordo com as duas empresas. A contragosto, as multinacionais concordaram em iniciar efetivamente as vendas somente após a Comissão de Saúde do Consumidor da UE (DG Sanco, na sigla em inglês) receber as garantias de que o Brasil possui um sistema de segregação. Em carta enviada em 1º de agosto à DG Sanco, o chefe da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), Ênio Marques, explicou que os produtos ainda não estão sendo vendidos no Brasil e “somente o serão após a aceitação pelo lado europeu do sistema de segregação”. Ainda segundo ele, quando o sistema brasileiro for aprovado, a responsabilidade de enviar produtos dentro das características exigidas pelos europeus ficará por conta dos frigoríficos. Valor Econômico e Agência Estado, com edição da RF


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Demanda por carne bovina no país aumentará no segundo semestre O presidente do Grupo JBS, Wesley Batista, disse que a demanda por carne bovina no Brasil vai aumentar no segundo semestre, devido à melhora na economia brasileira. “A demanda pela proteína no País está estável. No primeiro semestre foi marginalmente mais fraca. Mas a economia tem condições de performar melhor, por conta da queda da taxa de juros e até as desonerações feitas e a demanda por carne bovina vai acompanhar esse movimento”, declarou o CEO em teleconferência com analistas e investidores. Já nas exportações, o diretor de Relações com Investidores do Grupo JBS, Jeremiah O’Callaghan, afirmou que o Brasil está recuperando mercado, mas devido ao câmbio os preços podem cair um pouco mais. Segundo ele, no primeiro semestre, os preços praticados da carne bovina brasileira no exterior recuaram 3% – recuo considerado normal pelo executivo – para manter a competividade. Rússia - Representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da missão

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veterinária russa que percorreu seis estados brasileiros para avaliar o serviço veterinário aplicado se reuniram para um balanço da ação, dia 3 de agosto, em Brasília. Durante a reunião, a delegação russa enfatizou a necessidade de controle efetivo que garanta o não uso da ractopamina. O Governo deu garantias de que as exigências ao não uso da substância serão cumpridas. Ficou acordado ainda o encaminhamento de um relatório da visita ao Mapa, que responderá as observações apontadas pelos russos. Só depois de um pronunciamento oficial do governo Russo que o ministério se manifestará. Para o Mapa, a visita transcorreu dentro da expectativa. O grupo visitou 20 frigoríficos em seis estados (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás, Mato Grosso e Pará), todos impedidos de exportar para a Rússia. A missão também conheceu uma fábrica de ração em Frederico Westphalen (RS), para conferir quais são os procedimentos adotados para a produção de ração sem o uso da ractopamina, que é proibida na Rússia. Mapa e AE, com edição da RF


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RS: Câmara Setorial da Ovinocultura define projetos para o setor Em reunião na sede da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, realizada dia 14 de agosto no Rio Grande do Sul (RS), sob a coordenação do secretário Luiz Fernando Mainardi, a Câmara Setorial da Ovinocultura definiu quatro projetos prioritários para o desenvolvimento do setor. Aprovados por unanimidade, eles foram elaborados por grupos de trabalho (GTs) constituídos na Câmara Setorial. O Grupo de Trabalho "Sanidade" apresentou o projeto de pesquisa sobre a incidência da Brucelose Ovina no Estado do Rio Grande do Sul. Por outro lado, o GT de "Extensão Rural e Pecuária Familiar" destacou projeto de Capacitação Técnica e Gerencial para produtores rurais. Segundo informações oficiais, este último tem como intuito melhorar os índices zootécnicos e econômicos da ovinocultura gaúcha, bem como estruturar a comercialização dos produtos (carne e lã) oriundos da atividade. Esse projeto deverá envolver, inicialmente, os 35 maiores municípios criadores de ovinos do estado que, em conjunto, somam mais de 80% do rebanho gaúcho. Já o GT "Abigeato" apresentou minuta do projeto

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para tratar dos crimes de abigeato e abate irregular de animais no âmbito estadual, enquanto que o último GT, denominado "Manejo Reprodutivo e Nutricional", tratou de um guia prático para o ovinocultor, que deverá servir como orientação ao produtor, principalmente no manejo do seu rebanho. Após a apresentação dos projetos, foram explanados os resultados obtidos até o momento e as novas taxas de juros que serão adotadas no Programa "Mais Ovinos no Campo". O coordenador da Câmara de Ovinocultura, José Galdino Dias, destaca a importância da aprovação dos projetos para a cadeia num momento em que a ovinocultura começa a retomar sua importância como atividade geradora de renda nas propriedades rurais do estado do Rio Grande do Sul. Alerta - O abigeato (furto de gado) e o abate irregular estão entre os principais fatores de prejuízos na pecuária gaúcha. A Metade Sul do Estado registrou cerca de dois mil casos de abigeato só no primeiro semestre do ano, conforme dados da delegacia regional da Polícia Civil. Governo do RS, com edição da RF


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Exportações de carne suína aumentam com retomada de mercados Rússia manteve a sua participação tradicional, tendo liderado o ranking dos compradores O acordo entre o Brasil e a Argentina, realizado no final de julho, permitiu a retomada das vendas de carne suína brasileira ao mercado vizinho. Em julho, o País embarcou 2.662 toneladas para a Argentina, uma queda de 5% na comparação com julho de 2011. Mas o volume vendido representa, na avaliação do presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, "um bom começo". “O acordo bilateral prevê a manutenção dos volumes de 2011. Seria, portanto, necessário exportar mais do que o volume de julho. Porém, é preciso lembrar que qualquer retomada exige algum tempo para atingir um nível de estabilidade. Sempre se perde um tempo entre a emissão da documentação necessária e a efetiva exportação”, explica. Ademais, a retomada dos embarques para a Argentina contribuiu para que as exportações brasileiras de carne suína aumentassem 22,54% em julho, ante igual período de 2011, totalizando 44.242 toneladas. No acumulado do ano, as vendas totalizaram 313.025 toneladas, um crescimento de 3,32%, ante os sete primeiros meses de 2011. Em receita, o Brasil também saiu-se melhor em julho deste ano em relação a julho do ano passado: faturou US$ 108,27 milhões, um aumento de 15,36%. Já nos sete primeiros meses de 2012, o valor das vendas externas de carne suína foi de US$ 795,62 milhões,

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uma queda de 4,04% na comparação com o mesmo período de 2011. Rússia no topo do ranking - Outro fato positivo de julho é que a Rússia manteve a sua participação tradicional, tendo liderado o ranking dos compradores da carne suína brasileira. O Brasil vendeu para o mercado russo 11.854 t, ante 3.983 t em julho de 2011. O aumento foi de 198%. Vale lembrar que a Rússia, há pouco mais de um ano, decretou embargo à entrada do produto brasileiro em seu mercado. “O embargo aos três estados [Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso] permanece. Continuamos aguardando o resultado da recente missão veterinária russa que visitou seis estabelecimentos de suínos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A recente polêmica veiculada pela imprensa, sobre eventual exigência referente à utilização ou não do fármaco ractopamina, não preocupa, pois o Brasil já tem protocolo de produção segregada, podendo atender a este tipo de exigência com facilidade. Continuamos com expectativa positiva”, afirma o presidente da Abipecs. Depois da Rússia, os outros principais mercados para a carne suína brasileira, em julho, foram Hong Kong, Ucrânia, Angola, Argentina e Singapura. No acumulado do ano, em primeiro lugar no ranking encontra-se Hong Kong, seguido de Ucrânia, Rússia, Angola, Singapura e Uruguai. Abipecs, com edição da RF


Embarques catarinenses para o Japão devem começar em 60 dias Representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) visitaram o Japão para negociar os requisitos e o Certificado Sanitário Internacional (CSI) que irá amparar a exportação de carne suína de Santa Catarina para o mercado japonês. A viagem aconteceu dois dias depois de o país asiático ter reconhecido oficialmente a carne suína produzida no estado de Santa Catarina como livre de febre aftosa. A delegação brasileira – composta pelo secretário de Defesa Agropecuária, Enio Marques, e pelo secretário de Relações Internacionais, Célio Porto – participou de uma reunião com a vice-ministra do Ministério da Agricultura, Pesca e Florestas (MAFF) do Japão, Hiroko Nakano, dia 29 de agosto, em Tókio. A representante do MAFF prometeu que será feito um esforço para concluir o processo dentro de 60 dias. Segundo ela, uma missão de nível ministerial, incluindo empresas exportadoras, deverá visitar o Brasil em novembro ou início de dezembro para formalizar os primeiros embarques. “O início das exportações de carne suína para o

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Japão significará a abertura do maior mercado importador do planeta para um determinado tipo de carne (suína, no caso). Será um passo crucial para consolidar as relações comerciais entre o terceiro maior exportador de produtos agrícolas e o quarto importador”, declara Porto. Os secretários também conversaram sobre a criação do Comitê Consultivo Agrícola (CCA) BrasilJapão, que se reunirá periodicamente para discutir as pendências de interesse bilateral. Além de o Japão ser o principal importador de carne de frango do Brasil, é um importante comprador de café brasileiro. Habilitações - Presidente do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados de Santa Catarina (Sindicarne), Clever Pirola Ávila explica que as plantas de SC que serão habilitadas para exportação ao Japão serão conhecidas na definição do CSI, mas é provável que o Japão aceite a relação recomendada pelo Mapa. O presidente do Sindicarne acredita que serão aprovadas as mesmas plantas habilitadas para Mapa e MB, com edição da RF os Estados Unidos.


 

   

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Por Carolina Sibila

EMBALAGENS E BANDEJAS ABSORVENTES

INFORMAÇÃO, PROTEÇÃO E PRATICIDADE AO ALCANCE DO CONSUMIDOR

Foto: Dixie Toga

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a indústria frigorífica, as embalagens têm um papel fundamental, cujas funções vão além do apelo comercial. Elas garantem a segurança dos produtos a serem consumidos e, para isso, devem atender a alguns requisitos, como não ser tóxicas; dar proteção sanitária; proteger contra passagem da luz, umidade e ar; ter resistência ao impacto; proteger contra contaminação ou perdas e facilitar e assegurar o transporte. Sem as embalagens adequadas, a indústria da carne não conseguiria aumentar sua eficiência e lucro, pois a quantidade do produto comercializado seria menor, uma vez que ele não poderia permanecer viável por muito tempo. Por isso, as empresas têm investido cada vez mais em tecnologia avançada, visando permitir o aumento do tempo de vida de prateleira dos produtos (shelf life). Hoje, no mercado, existem diversos tipos de embalagens para atender as mais diferentes necessidades das empresas. Uma delas é a almofada absorvente para líquidos, destinada ao embalamento de cortes cárneos que serão expostos ao consumidor final, e que atua como facilitadora do autosserviço entre mercado e o consumidor. “A almofada absorvente tem como princípio de funcionamento a absorção e retenção de líquidos, o que faz com que sejam mantidas as características desejáveis da carne, como frescor e coloração, além de reduzir o aspecto indesejado do sangue cárneo, pois ele pode escorrer pelas laterais das bandejas. 06 32

Isso quando o produto é aplicado adequadamente sobre a bandeja e debaixo do corte cárneo”, esclarece o sócio diretor da Technopaper Embalagens, Tiago Rodrigo da Silva. Compostas na parte externa por uma película plástica descartável e internamente dotada de poder de alta absorção de líquido, as almofadas absorventes são descartáveis e indispensáveis à exposição e boa apresentação de carnes de todos os tipos, pois retêm os sucos cárneos melhorando a qualidade e a aparência do produto exposto. Em outros termos, oferecem um impacto visual mais agradável, favorecendo as vendas dos cortes. Outra embalagem muito utilizada no mercado frigorífico, porém, com enfoque no pré-embalamento, a embalagem de polietileno expandido, quando foi lançada, promoveu uma grande reestruturação nos pontos de vendas dos grandes varejistas, conforme revela a analista de marketing da Spumapac, Aline Molina Costa. “Ao evitar filas e o manuseio direto do consumidor, trouxe praticidade, higiene e rentabilidade às empresas”, conta. Ademais, o setor alimentício exige padrões que devem ser seguidos na elaboração das embalagens, principalmente no setor de carnes, que além de proteger contra deterioração, violação e informar o consumidor, precisa apresentar boa aparência, sendo este um forte quesito para a decisão de compra. “A bandeja de poliestireno expandido atende a todas estas exigências, além de contribuir para a preservação do produto. O uso da bandeja com o


filme de polietileno ou PVC permite que o consumidor veja o aspecto da carne e o oxigênio armazenado concede sua aparência avermelhada e saudável”, explica Aline. Há também um tipo de embalagem que já é bastante utilizada com vegetais e que já começou a ser utilizada em produtos cárneos, especialmente com fatiados: a embalagem de atmosfera modificada, conforme expõe o gerente comercial da Multivac, Marcelo Gil Neves. Ela possibilita que os produtos sejam embalados uma única vez, mas durem por mais tempo. Neves afirma que, atualmente, os produtos encontrados em supermercados são fatiados na hora e, por isso, duram poucos dias, sendo próprios apenas para consumo imediato. “A proposta da embalagem de atmosfera modificada é que a fábrica consiga produzir um fatiado de forma que ele tenha uma durabilidade superior a sete dias, podendo chegar a 30, 40 ou até mesmo 50 dias, de modo que o cliente possa consumir o produto semanas após a compra e ele esteja como fresco”. Sustentabilidade Conforme definição das Organizações das Nações Unidas (ONU), o desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades. Preocupadas com essa questão, segundo Aline, da Spumapac, as empresas frigoríficas e os grandes varejistas estão observando cada vez mais se seus fornecedores estão alinhados com seus objetivos sustentáveis. “Ao falarmos de sustentabilidade, podemos ver ações e planos que visam à proteção do ambiente em que vivemos tanto na atmosfera individual quanto coletiva. Desde 1993, a Spumapac tomava iniciativas ecológicas, adotando as recomendações do protocolo de Montreal e banindo, portanto, a utilização de CFC nas suas linhas de descartáveis”, afirma. Outra ação da Spumapac a favor do meio ambiente é que sua planta foi idealizada e opera sem nenhum lançamento poluente ao meio ambiente, sendo que toda matéria-prima consumida é 100% aproveitada no produto final. “Ao trabalhar com sistema de reaproveitamento de resíduos, não há descarte de materiais oriundos do processo industrial, ou seja, não existe descarte de nenhum resíduo industrial. Todos os produtos podem e devem ser corretamente reciclados”, pontua Aline. Também adepta às atividades sustentáveis, a Multivac é outra empresa que se preocupa com essa questão. Reforça, porém, que a sustentabilidade não

deve estar ligada somente ao impacto ambiental e à economia, mas estar igualmente comprometida com elementos sociais. “Nós associamos a sustentabilidade em nosso processo de desenvolvimento e fabricação das máquinas e entendemos que devemos consumir o mínimo de recursos naturais e energia elétrica e gerar menos poluentes, como o consumo de material de embalagem nas mesmas”, explica o diretor da Multivac, Michael Teschner. Ainda segundo o diretor, as embalagens a vácuo ou atmosfera modificada ajudam a reduzir o desperdício de alimentos em larga escala. “Uma vez embalados de uma forma mais eficiente aumentando o shelf life, menor será a quantidade de alimentos já produzidos que venham a estragar antes de serem consumidos. Isso reduz drasticamente a perda de alimentos e, assim, a necessidade de produzi-los com todo esforço e consumo de recursos naturais”. Novidades de mercado Para atender às necessidades do mercado e satisfazer seus clientes por completo, as empresas inovam cada vez mais. Um dos últimos lançamentos é o Sistema HPP, da Multivac – tecnologia que ainda está sendo estudada em algumas universidades e já possui algumas aplicações em funcionamento. “Ele trata o alimento curado, embutido ou pescado de maneira a inocular as bactérias patógenas, por um processo de alta pressão”, elucida Neves. A alta pressão exercida no alimento faz com que as moléculas das bactérias se rompam e que, assim, elas percam a sua função de nocividade. “Isso com a vantagem de não haver a necessidade de matar a bactéria pela temperatura, pois, hoje, praticamente todos os processos são térmicos. Com essa tecno-

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Sem as embalagens adequadas, a indústria da carne não conseguiria aumentar sua eficiência e lucro, pois a quantidade do produto comercializado seria menor, uma vez que ele não poderia permanecer viável por muito tempo.

Foto: Dixie Toga

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logia é possível substituir a alta temperatura no alimento e preservar seus nutrientes, aroma e sabor”, completa Neves. Outro lançamento é a linha ABSORV®, da Spumapac, voltada para produtos que liberam líquidos. “Seja através da almofada absorvente acoplada ou da nova linha auto absorvente, o cliente encontra na linha ABSORV® uma solução para embalamento de carnes e outros produtos que expelem soros sanguíneos ou líquidos”, explica Aline. A linha é fabricada a partir de uma espuma de poliestireno hidrofílica, ou seja, que absorve e retém líquidos em seu interior, mantendo a superfície limpa e seca, valorizando o produto. Já o gerente de vendas para o mercado de proteínas da Dixie Toga, Ricardo Pereira de Almeida, conta que as embalagens (filmes e sacos) retortable, que proporcionam a característica shelf stable ao produto embalado, estão crescendo no mundo e no Brasil. “Hoje já temos produtos de frango e carne bovina sendo embalados neste sistema. Oferecemos as opções de aberturas abre fácil EZ Peel e resselável EZ Peel Reseal”. Filmes fundo semirrígido e rígido, sacos encolhíveis com maior resistência a perfuração, filmes tampa e fundo resseláveis, filmes respiráveis para cortes de frango resfriado com extensão de shelf life, além de outras novidades que serão trazidas da matriz Bemis Curwood – e que já atendem aos mercados americano e europeu, como a embalagem a vácuo Fresh Case, que mantém a cor vermelha viva da carne fresca por todo o período de exposição em prateleira – são outras novidades lançadas pela Dixie Toga.

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TECA: evento aproxima empresas de clientes A primeira edição do evento Tecnologia de Embalagens e Conservação de Alimentos (TECA) foi realizada no Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), em Campinas, nos dias 2 e 3 de agosto. Participaram as empresas Multivac, também idealizadora do evento, Viscofan, Ibrac e handtmann. “A TECA surgiu a partir da necessidade que percebemos dos clientes que passavam brevemente nas feiras de frigoríficos, no estande da Multivac. Por ser ambientes mais informais, não há muito tempo para conhecer a empresa e também não há máquinas para que o cliente possa avaliar. Então esse evento propicia que o cliente passe dois dias conosco, formule produtos, veja todo o processo de fabricação, troque experiência, enfim, conheça melhor nosso trabalho”, afirma o gerente comercial da Multivac, Marcelo Gil Neves. Após a apresentação das empresas como atividade inicial, os convidados puderam assistir a uma demonstração das máquinas de embalar juntamente com a parte prática de cozidos (salsicha, calabresa e mortadela), quando foi mostrado todo o preparo dos embutidos, desde a mistura da massa até o momento da embalagem. “Esse tipo de evento é importante porque mostra como uma empresa depende da outra. Sem uma máquina embutideira, não há como embutir. A tripa depende da embutideira e o produto que vai dentro depende do condimento. E depois, a parte final, depende de uma máquina para embalar os produtos. Então uma empresa está acoplada à outra”, ressalta o responsável pelas relações com o mercado da Viscofan, Manoel Rodrigues. No período da tarde, aconteceram as apresentações teóricas, onde as empresas apresentaram seus produtos e suas novidades, como o Sistema HCU, lançado pela handtmann. De acordo com o diretor geral da empresa, Marco Antônio Magolbo, o HCU é um software que auxilia no planejamento, no controle e comando de todo o setor de enchimento, destinado à integração em rede dos sistemas de enchimento com a rede de dados da empresa producente, visando a otimização de processos de produção complexos. “Além disso, permite o ajuste automático de pesos, o que resulta em uma enorme redução de custos”, conta. Para o representante comercial da empresa de condimentos Ibrac, Marcos Vilani, um evento como o TECA é importante por dar a oportunidade de a empresa mostrar toda sua evolução ao longo dos anos. “Nós esperávamos uma oportunidade como essa há muito tempo. O objetivo da Ibrac é aumentar sua participação no segmento varejista, de empresas de pequeno e médio porte, e também em empresas mais significativas, mas não podemos fazer isso sozinhos. Nós precisamos de parceiro sólidos, com o mesmo objetivo que o nosso. Um evento como esse, com um público seleto, permite que a gente consiga estabelecer relações cada vez mais estreitas”. RF 35


Por Carolina Sibila

inovaÇÕes e qualidade em rÓtulos, etiquetas e ribbons para o setor frigorÍfico

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o se adquirir um produto, seja ele do setor alimentício ou não, é essencial observar as informações contidas nos rótulos e etiquetas, uma vez que são eles os responsáveis por fornecer dados que, entre tantas outras funções, podem atestar a qualidade do produto que está sendo comprado. Segundo a Portaria n° 371, de setembro de 1997, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), os rótulos dos alimentos devem apresentar obrigatoriamente: denominação de venda do alimento; lista de ingredientes; conteúdos líquidos; identificação da origem; nome ou razão social e endereço do importador, no caso de alimentos importados; identificação do lote; prazo de validade; instruções sobre o preparo do alimento; informação nutricional; conservação do produto; carimbo oficial da inspeção federal; e indicação da expressão: registro no Ministério da Agricultura SIF/ DIPOA. As etiquetas, por sua vez, devem identificar o tipo de produto, horário de produção, setor e operador responsável pela produção. “É importante que o consumidor, no momento da compra, observe se nas etiquetas e nos rótulos estão todas as informações importantes, como o tipo de produto, data de fabricação e validade, código ou nome do responsável pela produção e código ou nome do equipamento que produziu o produto, para que possa ser feita rastreabilidade geral de qualquer produto que receba reclamações ou devolução do cliente”, alerta Julia Levy, do departamento comercial da Vitória Régia. E na indústria frigorífica não poderia ser diferente. Todas as carnes e produtos cárneos devem ter rótulos e etiquetas, mas há algumas particularidades a serem levadas em consideração na hora de escolher o melhor material a ser empregado em cada etapa da identificação para se obter um resultado satisfatório de impressão. Isso porque de acordo com a gerente de marketing da RR Etiquetas, Patricia Lombardi, o segmento frigorífico trabalha com ambientes de baixas temperaturas e umidade bastante acentuada, o que exige o desenvolvimento de produtos que resistam a essas condições e possam registrar informações do produto até o momento em que o consumidor for utilizá-lo.

“Por isso é fundamental a escolha correta da melhor combinação de frontais e adesivos a serem utilizados. Para ambientes úmidos e com baixas temperaturas, os frontais mais utilizados são os filmes plásticos, principalmente o polipropileno biorientado (BOPP), cuja superfície contém um tratamento especial para receber as informações que serão impressas em impressoras térmicas que utilizem ribbon”, conta. O ribbon, citado por Patricia, é uma película plástica revestida, utilizada em impressoras térmicas para a impressão de códigos de barras e outros dados variáveis. “No caso dos frigoríficos, em que os produtos estão sujeitos a variações de temperaturas sensíveis e a atritos ou abrasão e cuja identificação deve permanecer por prazos mais longos, há um ribbon de resina, que é próprio para esta situação”, explica o gerente comercial da RR Etiquetas, Milton Melchiori. Alta tecnologia Nos frigoríficos, os produtos enfrentam mudanças bruscas de temperatura, ficam em contato com umidade e são expostos a atritos ou alguns tipos de solventes. Por isso, é necessário que os rótulos e etiquetas sejam produzidos com a mais alta tecnologia e qualidade. O frontal adequado, na maioria das aplicações, deve ser produzido em um material BOPP, que proporciona a proteção adequada para os produtos embalados, como barreira a gases, oxigênio e umidade, que garantem a integridade dos produtos embalados. Além disso, esse material possui facilidade nos processamentos de impressão, laminação, capacidade de selagem, deslizamento e rendimento nas máquinas de empacotamentos. Para a impressão das informações, podem ser utilizados os ribbons com base de resina ou mistos (cera-resina). De acordo com o técnico do Departamento Comercial da Vitória Régia, Eduardo Máximo, os cuidados necessários para que haja uma impressão de alta resistência e legibilidade exigem conhecimento e tecnologia dos fornecedores de papel, dos convertedores de etiquetas, dos fabricantes de ribbons e, principalmente, do usuário responsável Imagem de fundo: Vitória Régia

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Milton Melchiori, gerente comercial da RR Etiquetas

Consumidor determina que todo produto importado seja identificado com etiqueta traduzida para a língua do país. “A não aplicação da etiqueta de tradução pode implicar em multa, e até no fechamento do estabelecimento”, esclarece. Algumas vezes, é possível que os consumidores e os supermercadistas identifiquem os erros nas etiquetas. Por isso, é preciso observar bem o produto, a embalagem, conferir informações e, em caso de erros ou dúvidas, sempre ligar para o atendimento ao consumidor da empresa (SAC) e alertar para o fato. Novidade

pelo manuseio, emissão de etiquetas e manutenção das impressoras de termo transferência, peça fundamental para que o processo de impressão seja realizado corretamente e não haja desperdício no suprimento ora utilizado, o que com frequência ocorre em várias empresas. “A Vitória Régia dispõe de ribbons de resina, de cera-resina e de cera, sendo cada um próprio para a necessidade da empresa. A tecnologia empregada na fabricação destes materiais, conciliada com uma etiqueta apropriada, seja ela de papel couche, transtérmico, BOPP, polietileno, poliestireno ou nylon resinado, traz como resultado uma impressão resistente, legível e satisfatória para os processos nos quais são utilizados”, explica Máximo. Ele ainda ressalta que, por tratar-se de um processo de termotransferência, é necessário que a superfície da etiqueta tenha recebido um dos tratamentos disponíveis no mercado, como corona (raio de luz) ou um verniz (tinta transparente) que facilite a ancoragem da resina no substrato aplicado. Danificação e erros Mesmo com as normas impostas, ainda é possível encontrar erros em rótulos e etiquetas, principalmente quando a indústria, ao invés de utilizar impressão automática, adota o sistema manual. Com isso as informações saem facilmente, ao passo que a tinta da etiqueta e do rótulo na fricção de uma embalagem ou outra em produções manuais, acabam saindo. É possível, ainda, que o produto que está sendo embalado e etiquetado por uma pessoa receba os selos erradamente, como quando a pessoa está embalando salsicha, por exemplo, e equivocadamente coloca a etiqueta de outro produto. A atenção depende de uma pessoa, e não de uma eficiente programação. Outro caso diz respeito às etiquetas dos produtos importados. De acordo com Patricia, da RR Etiquetas, o Departamento de Proteção e Defesa do

Pra evitar problemas como esses, indústrias desenvolvem cada vez mais produtos e investimentos de alta relevância para o setor frigorífico, como no caso da RR Etiquetas. A empresa criou as etiquetas com tecnologia de RFID – Identificação por Radiofrequência, também conhecidas como etiquetas inteligentes. “Elas são compostas por um chip encapsulado pela etiqueta, que responde aos sinais de uma base transmissora ou receptora. Os códigos ou dados do item ficam gravados no chip e um equipamento leitor captura essas informações e as envia para um sistema central, para que sejam processadas e gravadas”, explica Milton Melchiori. As etiquetas RFID, produzidas especialmente para o segmento frigorífico, suportam ambientes com temperaturas inferiores a -40ºC e grande condensação de umidade. Essa tecnologia tem aplicação em caixas de transporte e paletes dos produtos congelados nas áreas de armazenamento e distribuição, para aprimorar o processo e disponibilizar informações de rastreabilidade do processo produtivo e de distribuição. RF

Patricia Lombardi, gerente de marketing da RR Etiquetas

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Por Danielle Michelazzo

ÁGUA E EFLUENTES Sistemas de tratamento geram às empresas sucesso econômico e ganho ambiental

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nem sempre é garantido pela empresa responsável dotar ações sustentáveis como vantagem pelo abastecimento de água na região”, alerta. competitiva vem se tornando prática cada “O sistema de tratamento de água em uma planta vez mais explorada entre as empresas, uma frigorífica adequa a água nos padrões de potabilidade vez que com o nível de exigência por parte necessários para ser consumida”, reforça a diretora do governo e dos consumidores cada vez maior, técnica da Hidroall do Brasil Ltda., Edilene Cotrim. aqueles que não atuarem de forma a preservar os “É totalmente possível reutilizar a água, e para recursos naturais tendem a se enfraquecer e, em isso existem equipamentos específicos para adequar médio prazo, até mesmo a perder mercado. a água e torná-la potável novamente, podendo ser Para o engenheiro ambiental da AgE Tecnologias reutilizada”, complementa. que integra o departamento comercial da empresa, Rodrigo Velasco, observar que a produção intensiva Resíduos x frigoríficos não está dissociada das preocupações ambientais – muito pelo A indústria frigorífica – princicontrário – é extremamente impalmente os setores de abate de portante hoje em dia. animais, desossa e processamento “Enxergar nos resíduos e eflude carnes – gera, dia após dia, entes gerados no processo proelevados volumes de efluentes com dutivo uma fonte de recursos para cargas poluidoras importantes. Em a empresa é um diferencial que outras palavras, produz quantidapoucos possuem. A possibilidade de expressiva de poluentes que de geração de energia e reutilizasão basicamente transportados por ção de água, por exemplo, só traz meio da água. benefícios a quem os implanta”, “Não raro, um frigorífico de abate afirma. de aves de porte médio apresenta Ainda segundo Velasco, precarga poluidora equivalente a cidaservar os recursos naturais é resdes de 150 mil habitantes, sendo ponsabilidade de todos que deles Edilene Cotrim, diretora técnica da que esta carga não é assimilável pela fazem uso e, por isso mesmo, Hidroall do Brasil natureza sem tratamento prévio”, não pode ser tarefa negligenciada compara o gerente de negócio pela indústria, sob pena de perder Água da Essencis Engenharia e Consultoria, Enrico espaço em meio à concorrência. “Gestores que só Valente Freire. conseguem pensar a curto prazo certamente enfrenDiretor técnico da Brasmetano Bioenergia e Sustarão dificuldades para se estabelecer nesta nova tentabilidade, o engenheiro José Marcos Grÿschek dinâmica de mercado”. relata que águas contaminadas com os resíduos E como grande parte da água usada em plantas industriais (entre eles sebo, sangue, gordura animal frigoríficas pode ser reutilizada, sistemas de trae produtos químicos utilizados para a higienização tamento deste líquido vital para o funcionamento da dos ambientes e equipamentos), quando lançadas indústria cárnea vêm ganhando destaque gradativo, em corpos hídricos ou mesmo sobre o solo, conferem conforme frisa o engenheiro. grandes impactos ambientais negativos. “À flora, à “A água utilizada no processo de fabricação de fauna e mesmo ao abastecimento de água das cidaalimentos é um fator essencial para a qualidade do des, por exemplo, como já tem ocorrido”, aponta. produto final, e essa qualidade só pode ser garantida Nesse sentido, o tratamento de resíduos gerados através de um sistema de tratamento eficiente, o que 06 38


em razão do processo produtivo, dentre eles os efluentes líquidos, é uma exigência cada vez mais presente, seja através de controle exercido pela legislação vigente, do mercado ou do próprio padrão estabelecido internamente. E mais: muito além de auxiliarem na manutenção da qualidade do ambiente onde são destinados, há a possibilidade de que estes efluentes sejam transformados em produtos com valor agregado, tais como água reutilizável e bioenergia. “Portanto, a escolha por sistemas de tratamento de águas e efluentes eficientes, robustos e simples de operar contribui para o sucesso econômico e para a responsabilidade ambiental da empresa”, sintetiza Michel Felipe Santos, engenheiro ambiental e de processos da área comercial da AgE Tecnologias. Viabilidade dos projetos: sistemas indicados Cada indústria frigorífica – e de qualquer outro segmento industrial – tem suas necessidades de tratamento determinadas de acordo com a qualidade do corpo hídrico receptor e da carga poluente presente em seus efluentes, carga essa que é variável conforme o uso de água no processo produtivo e dos produtos finais industrializados. Assim, para que a reutilização da água em unidades frigoríficas seja viável, em razão dos inúmeros contaminantes produzidos e eliminados nestes locais, é fundamental que o tratamento dos efluentes seja realizado de forma a atingir a qualidade necessária para o uso final pretendido, como conta Diego Calza, do departamento comercial da AgE Tecnologias. “Desta forma, pode-se diminuir bastante a demanda de água potável para fins menos nobres, como é o caso da limpeza dos pátios, caminhões e o uso em bacias sanitárias”, exemplifica. De maneira geral, uma estação de tratamento de efluentes é composta pela união de processos unitários sequenciais que, por via de regra, se inicia com a retirada dos poluentes de maiores dimensões (areia, tecido animal e gorduras) até moléculas de açúcar, bactérias e vírus, que são removidas por processos biológicos, de ultra-filtração e desinfecção, como explana o engenheiro Michel Felipe Santos. Segundo ele, os poluentes que causam impacto adverso no ecossistema hídrico são mensurados e controlados, na maioria dos casos, pelos parâmetros de demanda biológica de oxigênio (DBO), demanda química de oxigênio (DQO), nitrogênio e fósforo. “Porém, cada indústria terá suas exigências, fazendo com que cada caso tenha que ser avaliado separadamente”, pondera. Santos expõe, ainda, que a AgE entende que um conceito de bom custo-benefício para a indústria frigorífica deve englobar os seguintes itens: • Sistema de tratamento preliminar com gradeamento, peneira e caixa de areia – para remoção de sólidos grosseiros; • Tratamento primário com tanque de equalização com 39


mistura, flotação física ou físico-química – para remoção de gorduras e sólidos em suspensão; • Sistema secundário com tratamento aerado biológico, tipo lodo ativado de aeração prolongada e decantador secundário – contemplando remoção mínima de DBO, DQO e Nitrogênio (em casos exigidos, incorporar Fósforo também). Já para o lodo gerado em toda Estação de Tratamento de Efluente (ETE), a empresa recomenda o tratamento em biodigestores com a finalidade de volatizar parte da matéria orgânica, na forma de metano (fonte de energia), e estabilizar o restante da matéria orgânica para transformar em biofertilizante agrícola e, com esse conceito, eliminar os custos com deságue e disposição final. Sobre o sistema mais indicado para o tratamento de água e efluentes dentro dos frigoríficos, Edilene reforça que a adequação dos equipamentos depende da qualidade de água que está sendo tratada, ao passo que existem características muito diferentes. “Portanto não existe um sistema mais indicado, cada caso é um caso”, afirma a diretora da Hidroall. Já na visão de Grÿschek, da Brasmetano, mesmo havendo muitas modalidades de sistemas para o tratamento de efluentes, os mais recomendados são

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aqueles que demandam os menores investimentos, não geram outros passivos como lodos biológicos ou físico-químicos, possuem custos operacionais mínimos e grande durabilidade, e que possibilitam o lançamento dos efluentes nos corpos receptores hídricos com igual qualidade da captação. “Lembrando que quando falamos em sustentabilidade, somente um bom sistema de tratamento não é suficiente para garantir a preservação do recurso hídrico, sendo que os frigoríficos precisam buscar soluções mais completas para garantir a manutenção de um recurso que é utilizado praticamente em todo o processo”, pontua Freire, da Essencis. A Essencis Engenharia e Consultoria presta serviço de gestão estratégica da água em frigoríficos, através de engenheiros que analisam o processo e montam um projeto personalizado, de acordo com as necessidades de cada cliente. “Garantimos mais do que a reutilização, mas uma melhor gestão de um recurso hídrico que é de vital importância para a indústria alimentícia. Esta abordagem permite não apenas o reaproveitamento da água, que dependendo do processo pode superar os 70% de todo o efluente gerado na indústria, mas reduz o valor gasto com sistemas de tratamento de água e efluentes”. RF


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Programa Gestão Avançada da Suinocultura é destaque em Minas Gerais Os resultados iniciais do Programa de Gestão Avançada da Suinocultura que vem acontecendo de forma inovadora na região do Triângulo e Alto Paranaíba, em Minas Gerais, foram apresentados no dia 21 de agosto. O projeto, uma parceria do Sebrae Minas e do Frigorífico Suinco, conta com o apoio das entidades que integram o Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS) na região, sendo elas: Associação dos Suinocultores do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba (Astap), Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg) e Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS). O Programa surgiu da necessidade de oferecer ferramentas econômicas precisas, que permitissem a tomada de decisão dos suinocultores em relação ao seu negócio. “A Suinco, por meio do seu programa de Gestão Integrada da Suinocultura, já elabora periodicamente relatórios técnicos relativos à produtividade das granjas. Entretanto, faltava associar a este projeto, os índices econômicos que juntamente com os zootécnicos pudessem fornecer análises completas e assertivas em relação à sustentabilidade de

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cada granja. No meu caso, por exemplo, os dados zootécnicos apontaram para um norte e os financeiros para outro, o que me mostra onde eu preciso repensar e trabalhar melhor para que produtividade e lucratividade estejam no mesmo patamar”, disse o conselheiro da Suinco, diretor da Astap e participante do projeto, Ricardo Bartholo. “Para apresentarmos dados como: produção média de carne/funcionário/mês (Kg/func./mês); gasto com ração/receita bruta da atividade (%); custo total/Kg de cevado (R$/Kg); gasto com mão de obra/receita bruta da atividade (%); taxa de retorno do capital investido (% a.a.); lucro por matriz (R$/cab.); e gasto com ração/produção anual de carne (R$/Kg), convidamos os envolvidos no Programa de Gestão Avançada da Suinocultura e demais participantes da cadeia e percebemos surpresa em todos eles ao conhecerem os números apurados. O projeto sem sombra de dúvidas veio para somar”, afirmou Carlos Lanna Júnior, superintendente da Suinco. "A disparidade dos números entre uma granja e outra em relação a um determinado índice econômico


nos chamou a atenção durante a apresentação, mas isto é apenas uma fotografia, um retrato de como estava cada granja participante no período entre maio de 2011 e abril de 2012. O que importa mesmo é analisar os melhores índices apresentados pelo programa, comparar com os obtidos por cada participante e buscar as melhores práticas que vão conduzilos a um desempenho superior", comentou o vicepresidente da Asemg, José Arnaldo Cardoso Penna. Para a execução do projeto, o processo de coleta de dados foi feito por meio do levantamento do fluxo de caixa dos últimos 12 meses das granjas, do inventário relativo à atividade (equipamentos e maquinários, benfeitorias), funcionários envolvidos na atividade, entre outros. Em um diagnóstico inicial, o Sebrae-MG levantou informações de cada uma das 19 propriedades participantes. “Uma das questões que queríamos responder era por que alguns produtores conseguem ganhar dinheiro na atividade e outros não, uma vez que estão na mesma região e, em tese, têm as mesmas dificuldades”, explica o consultor coresponsável pelo programa, Matheus da Silva. As próximas etapas serão as consultorias in loco, quando a equipe técnica da Suinco e consultores do Sebrae-MG visitarão cada granja participante discu-

tindo qual foi o componente de maior participação no seu custo, buscando uma forma de reduzi-lo e diagnosticando pontos fortes que merecem maior investimento. Com isso terá início o maior desafio do projeto, pois serão traçados os planos de trabalho específicos para cada granja. “Sabemos que as grandes flutuações mercadológicas têm representado um grande desafio ao fluxo de caixa das granjas. Como a formação do custo de produção envolve fatores 'fora da porteira' onde os produtores são tomadores de preço, como o mercado de insumos e comoditties, cabe aos suinocultores serem muito eficientes e altamente produtivos 'dentro da porteira'. É nesse contexto que nós da Suinco juntamente com o Sebrae ofereceremos todo o suporte necessário para que os produtores alcancem o máximo de sua eficiência econômica”, disse o gerente técnico da Suinco, Eduardo Coulaud. O PNDS apóia este programa que já é considerado uma das melhores ações realizadas pelo projeto no Estado. "Com o apoio de todos, o PNDS vem cumprindo seu papel que está ligado ao desenvolvimento da suinocultura nos três elos da cadeia", pontuou Sabrina Cardoso, gestora da Asemg e do PNDS em Minas. Asemg, com edição da RF

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Haarslev: equipamento reduz uso de grãos na ração de frangos Os frigoríficos de aves e suínos estão sofrendo com o aumento, nos últimos dois meses, de cerca de 30% no preço da ração dos animais, o que corresponde a aproximadamente 70% dos custos de produção segundo estatísticas do setor. Uma das alternativas é aumentar o percentual de farinha de vísceras na ração e reduzir o volume de grãos enquanto os preços não se normalizam. A farinha é obtida pelo processamento de subproduto animal como vísceras, pena, ossos e sangue. Normalmente, o procedimento é feito em alta temperatura, com o uso de digestores contínuos e/ou bateladas, o que pode reduzir significativamente o valor nutricional do alimento. Para sanar o problema, a Haarslev – empresa que fornece máquinas de processamento de farinha animal – implantou um método de manipulação de vísceras em baixa temperatura capaz de conservar alguns nutrientes mais sensíveis ao calor. Este método tem um custo de cerca de 50% maior do que o processo comum (alta temperatura) e, no Brasil, ainda é pouco utilizado devido à cultura do país. Mas, apesar do valor mais elevado, o custo

benefício de seu uso pode ser financeiramente interessante para os frigoríficos. Em países europeus, por exemplo, os produtores de farinha recebem um prêmio no valor de venda, pois a farinha obtida por meio desta técnica é considerada “premium”. “Quanto maior valor nutritivo tem a farinha, como essa que oferecemos com o uso de baixa temperatura, menor é a necessidade de mistura de grãos na ração, o que ajuda a compensar a alta dos preços dessas commodities e não achata tanto as margens dos frigoríficos”, explica Orlando Guelfi, diretor comercial da Haarslev. A Haarslev é uma das 650 marcas expositoras presentes na 9ª edição da MercoAgro, feira internacional de negócios, processamento e industrialização da carne, que acontece entre os dias 18 e 21 de setembro em Chapecó, Santa Catarina. O evento, que conta com a participação de empresas nacionais e internacionais, tem entre os produtos e serviços expostos equipamentos de processamento e refrigeração, técnicas de higienização, sistemas de embalagem, automação e novidades em vestimentas e proteção industrial.


Brasileiro é eleito novo presidente da WPSA O brasileiro Edir Nepomuceno da Silva, atual presidente da Facta (Fundação Apinco de Ciência e Tecnologia Avícolas), foi eleito o novo presidente da WPSA, a Associação Mundial de Ciências Avícolas. A eleição foi realizada durante o WPC 2012 - World's Poultry Congress, promovido entre os dias 5 e 9 de agosto no Centro de Convenções da Bahia, em Salvador, Brasil. Na ocasião, os membros e representantes dos 81 países que compõem a WPSA elegeram a nova diretoria que, entre suas funções, será responsável pela organização da próxima edição do evento, que será realizada em 2016 na China. A votação se deu no dia 8 de agosto. Dentre as ações previstas pelo novo presidente da entidade, está a de otimizar o trabalho da WPSA no mundo, por meio da realização de eventos satélites em congressos e conferências do setor avícola. “Acredito que os eventos do setor são uma oportunidade para a WPSA promover ações, como palestras e seminários, pois nestas ocasiões reunimos muitas pessoas ligadas à avicultura. Temos então a oportunidade de promover a troca de tecnologias e

experiências entre o mundo todo”, afirma Dr. Edir – como é conhecido. Outra proposta do novo presidente é promover a transferência tecnológica entre a avicultura brasileira e de outros países como a África, que apresenta demanda para receber tecnologia na produção de aves. “O Brasil alcançou bons resultados com a tecnologia aplicada internamente e, por isso, vejo a oportunidade de expandir essas experiências a países como a África, que apresentam carência de tecnologia na produção avícola, que ainda está em fase inicial”, ressalta o novo presidente. Para Dr. Edir, a presença de um brasileiro na presidência da WPSA representa um passo importante para a cadeia avícola nacional, pois é uma forma de marcar a presença do país nos principais eventos do mundo. “O Brasil tem conquistado reconhecimento internacional na produção comercial de aves, principalmente no uso de tecnologias que ajudam a melhorar a qualidade e contribuem para baixar os preços da produção”, finaliza o dirigente.


Equipamentos Hobart são produzidos de acordo com as mais rígidas normas de segurança nacionais e internacionais Referência na manufatura de equipamentos para supermercados e para o preparo de alimentação fora do lar, a Hobart tem em seu portfólio produtos que atendem todas as exigências da Norma Regulamentadora n° 12 - Máquinas e Equipamentos. A serra fita para carnes HSF3200, por exemplo, desenvolvida e fabricada no Brasil, foi projetada para proporcionar ainda mais segurança ao operador, com regulador de altura da serra, empurrador de carne articulável, apoiadores para mãos esquerda e direita, botão de emergência, sistema de transmissão com motofreio para a rotação quando houver abertura das portas e acionamento do botão de emergência – ao desligar a máquina, relê de sequência de fase que bloqueia a rotação do motor caso esteja ligado com a rotação invertida. Conta, também, com sensores de segurança contra a abertura das tampas de proteção das polias superior e inferior durante o processo e, por ser mais robusta, não se movimenta durante a utilização. Para os produtos importados de outras fábricas da Hobart, a empresa adequa os equipamentos. É o caso dos Cortadores de Frios EDGE Automático e 2712. “Colocamos sensores de segurança nas partes móveis que protegem a lâmina e, quando retirados, desabilitam a operação. Além disso, com os sensores de segurança, esses equipamentos apresentam um diferenciado conjunto de afiação, que além de evitar que o equipamento ligue caso o afiador não esteja na posição correta, bloqueia a exposição do corte da lâmina, protegendo assim a mão do operador”,

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afirma Sacy Moraes, gerente de engenharia e produção da Hobart do Brasil. Já o Moedor de Carne 4B22, o Amaciador de Bife 403 e o Homogeneizador 4246HB contam com dispositivos que interrompem a operação se as tampas e bandejas de proteção aos membros superiores forem retiradas. Ainda, no caso do Moedor de Carnes, existe também uma preocupação com as mãos do operador: o prato de segurança foi desenhado especialmente, para evitar que se empurre a carne utilizando as mãos, ao invés do socador. “Com a NR-12 temos informações técnicas detalhadas para tornar as máquinas mais seguras. Incluímos todos os componentes solicitados para eliminação de riscos, o que levou nossos produtos a estarem em conformidade com a categoria de risco 4 (a maior categoria de proteção)”, completa Moraes. NR 12 - O Diário Oficial da União publicou em 24 de dezembro de 2010 a Portaria nº 197, que altera a Norma Regulamentadora nº 12, aprovada pela Portaria nº 3.214/78. A lei dispõe que todos os equipamentos de açougues, mercearias e panificação, entre outros, devem respeitar a nova versão, que apresenta várias mudanças em relação à anterior e cujo objetivo é contribuir para a redução do número de acidentes laborais. “Ao todo, são 19 itens principais, três apêndices, sete anexos e um glossário, distribuídos em 74 páginas, com explicações detalhadas sobre instalações e dispositivos de segurança”, explica o gerente da Hobart do Brasil.


Indukern na Fisa 2012 Para atender ao mercado de carnes e embutidos, a Indukern apresenta na Fisa 2012 os fosfatos inovadores da Budenheim, que melhoram a textura e a qualidade do produto final. De acordo com a empresa, eles possuem diferencial de funcionalidade em solubilidade e rendimento oferecendo melhor custo x benefício. Outra novidade é a proteína de colágeno da BHJ, única no mercado 100% suína e que não oferece o cruzamento de espécies no seu produto final. Também destaques da Indukern são as proteínas de soja da ADM, de alta capacidade emulsificante e ótima força de gel aplicável a produtos emulsionados e injetados. Mais informações no site www.indukern.com.br.

WQS é credenciada por BRC e IFS a oferecer protocolos de certificação O BRC e o IFS, duas das mais importantes organizações em segurança alimentar do mundo, ambas reconhecidas pelo GFSI (Global Food Safety Initiative), credenciaram a WQS a oferecer esses protocolos de certificação. O BRC British Retail Consortium e IFS Food – sediados respectivamente no Reino Unido e na Alemanha – são organizações que representam as expectativas dos maiores varejistas do mundo, sendo que essas normas foram desenvolvidas para estabelecer critérios de segurança alimentar e responsabilidades legais. Com o credenciamento, a WQS passa a ser a primeira e única empresa Brasileira reconhecida pelo BRC e IFS, se equiparando às principais certificadoras internacionais. "Com este diferencial, estaremos oferecendo um serviço mais rápido e dinâmico, devido a todo processo de certificação ser administrado no Brasil, além de contar com uma equipe de auditores altamente qualificados com expertise internacional e conhecimento setorial", comunica a empresa. Confira as vantagens BRC e IFS: • Acesso ao mercado internacional; • Cumprimento de exigências de fornecedores de grandes redes de supermercados; • Menos auditorias de clientes; • Aumento da confiança do cliente; • Minimização de riscos alimentares; • Controle eficaz dos processos internos. 49


Linha Aurora Selecionados ganha novas opções no mercado brasileiro Nutritivos, leves e ideais para lanches e petiscos rápidos a qualquer hora do dia, o poulet de frango defumado e poulet de frango light são duas novas opçãos da Coopercentral Aurora Alimentos que chegam ao mercado brasileiro neste mês, normalmente vendidos ao consumidor fatiado ou no atacado para o food service. Da já afamada linha “Aurora selecionados”, o poulet de frango defumado veio para atender as expectativas e as necessidades do consumidor que, cada vez mais, exige produtos com qualidade, praticidade (pronto para consumo) e baixas calorias. Elaborado com peito de frango moído, embutido, cozido e defumado, tem reduzido índice calórico. Chega ao consumidor (inicialmente, apenas em São Paulo) através de padarias e sistema de autosserviço embalado em caixas de seis kg com três peças de aproximadamente 2 kg cada. O produto é resfriado, com validade de 60 dias. Outros produtos dessa mesma linha são a linguiça calabresa apimentada, linguiça de pernil com ervas finas, linguiça de pernil com alho, costela in natura, mortadela defumada, mortadela defumada fatiada e poulet defumado fatiado – todos da linha Aurora Selecionados. A mortadela e o poulet defumados e fatiados estão na fase de pré-lançamento O segundo lançamento é o poulet de frango da hora light, com 25% menos de gordura, constituindose numa excelente opção para lanches, petiscos ou preparo de refeições. É resfriado e tem validade de 90 dias. Chega ao consumidor fatiado ou em caixas de seis kg com quatro peças de 1,5 kg. Nessa mesma linha light, a Aurora está presente no mercado com a mortadela de frango, a linguiça de frango e o poulet de frango 500 gramas. Mais novidades - X-Faroeste Burger Calabresa

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Aurora, Espetinho Misto Aurora em caixeta e Mortadela Defumada Fatiada Aurora Selecionados são outros três novos produtos da Aurora que chegam ao mercado brasileiro neste mês de agosto, completando o segmento de Sanduíches Prontos, Espetinhos e Fatiados. Os lançamentos robustecem o mix Aurora e Aurora Selecionados, que ultrapassa 800 itens de alimentos cárneos, lácteos e massas. A iniciativa amplia a participação da Aurora nestes mercados. O X-Faroeste Burger Calabresa Aurora é um sanduíche pronto e prático que contém pão com gergelim, hambúrguer sabor calabresa com um toque picante e queijo mussarela. Pronto para aquecer e saborear, é vendido congelado, com prazo de validade de 180 dias e embalado em caixa de 2,34 kg com 18 unidades de 130 gramas. A linha X-Faroeste Burger Aurora que já está no mercado é formada por quatro sucessos de mercado: X-Faroeste Burger Aurora, X-Faroeste Burger Cheddar Aurora, X-Faroeste Burger Picanha Aurora e X-Faroeste Burger Frango Aurora. O Espetinho Misto Caixeta Aurora é um prático conjunto de três espetinhos de linguiça, três de sobrecoxa de frango e dois de coração de frango. Temperadas, essas oito peças integram a linha “churrasco fácil”. O produto chega ao mercado congelado, com validade de 120 dias e embalagens na forma de caixas de 8 kg com 10 caixetas de 800g. A Aurora mantém uma completa linha de espetinhos no mercado nacional formada por espetinhos de filé mignon suíno, de linguiça, de coração de frango, de sobrecoxa de frango, de filé de peito de frango e espetinho bovino – todos em duas versões, 800g e 4 kg – e ainda o espetinho misto em 4 kg e agora com o lançamento, também em 800g. Outro lançamento, a Mortadela Defumada Fatiada da linha Aurora Selecionados traz a tradicional receita italiana, somada com ingredientes nobres e defumação artesanal, proporcionando uma mortadela com sabor e aroma de leve toque defumado e textura única. O produto vem fatiado e embalado em caixas de 4,8 kg com 24 pacotes de 200g e validade de 45 dias, e completa o portfólio da Aurora Selecionados.


Uniquímica presta homenagem ao Prof. Antônio Gilberto Bertechini A Uniquímica homenageou o professor Antônio Gilberto Bertechini durante o XIV World’s Poultry Congress, realizado de 5 a 9 de agosto, em Salvador/BA. Diretor de Negócios da empresa, Marcos Banov entregou ao pesquisador da Universidade Federal de Lavras uma placa para Antônio Gilberto Bertechini e homenagear todo o trabalho Marcos Banov (à dir.) desenvolvido na área de produção de proteína animal. Zootecnista com especialização em Nutrição de Monogástricos e Pós-doutorado na University of British Columbia (Vancouver, Canadá), Bertechini é autor de diversos artigos científicos e livros na área de nutrição animal. Renomado palestrante na avicultura e suinocultura, ele se destaca no cenário do Agronegócio como um dos mais respeitados pesquisadores cujo trabalho visa ampliar o nível de produtividade de aves, ovos e suínos.

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AK353: alicate wattímetro True RMS, da Akso O Alicate wattímetro True RMS da Akso mede tensão e corrente AC True RMS (750V/1000A), além das potências Ativa, Reativa e Aparente. Realiza também a medição do fator de potência, ângulo de fase, frequência da rede e Energia Ativa (em kWh). Possui detector de tensão sem contato (com LED sinalizador), memória para até 99 registros e pode ser utilizado tanto em redes monofásicas quanto em redes trifásicas. Seu amplo visor LCD possui iluminação (backlight), barra gráfica analógica e permite a visualização de até duas grandezas elétricas simultaneamente. Conta também com interface USB para conexão ao computador e software para monitoramento online, além de permitir que os dados sejam coletados e salvos em formato TXT ou CSV (para Excel). O AK353 está em conformidade com a norma IEC 61010-1 (CAT III 1000V e CAT IV 600V).


Dia de Campo evidencia a pecuária de corte na região Norte Pioneira na implantação do melhoramento genético e outras tecnologias em Rondônia, a Agropecuária Nova Vida comemorou 40 anos com a realização do seu tradicional Dia de Campo, nos dias 4 e 5 de agosto. Promovido há 14 anos ininterruptamente na sede da propriedade, em Ariquemes (RO), neste ano o evento contou com a parceria da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ). Cerca de 600 pecuaristas acompanharam apresentações sobre melhoramento genético, manejo de pastagens e crédito rural, além de um shopping de reprodutores que movimentou quase R$ 581 mil com a comercialização de 110 animais das raças Nelore e Senepol. Dia de Campo - A pecuária de corte em Rondônia foi considerada extrativista por muitos anos. Este panorama mudou com a chegada da Agropecuária Nova Vida, na década de 70, quando João Arantes desbravou a região de Ariquemes, com o respaldo de uma política de ocupação da Amazônia e expansão das fronteiras agrícolas. Para mostrar conceitos já bem sucedidos no Sul e Sudeste do País, João

Arantes se reunia com os pecuaristas locais no intuito de difundir conhecimento. Foi desse processo que nasceu o Dia de Campo da Agropecuária Nova Vida. Na edição de 2012, os participantes acompanharam palestras ministradas por Leonardo de Oliveira Fernandes, pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig); Lauro Fraga Almeida, gerente de fomento do Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos (PMGZ); e Ernani Rezende, analista técnico rural, membro da diretoria de agronegócios do Banco do Brasil. A apresentação de técnico da ABCZ foi o ponto mais alto das discussões. "Na década de 70, éramos importadores de carne bovina, e a partir de 2003 nos tornamos os maiores exportadores. Isso porque mudamos a constituição genética do gado. Essa ferramenta deve desempenhar um papel ainda mais importante, com o crescimento da população mundial e a cobrança contínua para redução de área. Teremos de trabalhar no melhoramento ambiental e genético objetivando sempre uma maior produtividade", argumentou durante sua palestra, ressaltando a importância das raças zebuínas no processo.

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PorkExpo 2012 acontece este mês, em Curitiba, com a participação de importantes nomes do setor Com a presença de nomes de peso do setor, de 26 a 28 de setembro de 2012 acontecem concomitantemente em Curitiba, no Paraná, a PorkExpo 2012 e o VI Fórum Internacional de Suinocultura . No primeiro dia, os temas abordados nos painéis serão "Suinocultura de precisão: a produção de carne suína e os novos desafios do mercado consumidor. Lições, tendências e oportunidades" e "Desafios do período pós-desmame: fisiologia, nutrição e sanidade", com as presenças de Jurandi Machado, diretor de Mercado Interno da Abipecs, e Roberto Guedes, professor de Patologia Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais. Já no dia 27, será a vez dos médicos veterinários Luciano Roppa e Fernanda Almeida coordenarem os painéis que tratarão do tema "35 leitões desmamados/porca/ano: vantagens e desafios desse novo

paradigma da produção suína" e "Relações entre produtividade e fertilidade: conhecendo os novos desafios da suinocultura moderna", respectivamente. No dia 28 de setembro, a "Produção" será o tema de um dos painéis, coordenado por Amilton Ferreira da Silva, diretor comercial de aves e suínos da Ourofino, enquanto o outro painel irá abordar as "Doenças emergentes e biossegurança na suinocultura", com a presença da pesquisadora da Embrapa Suínos e Aves, Janice Zanella. Para conferir todos os temas que serão debatidos e os nomes dos demais palestrantes, entre eles o presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro Camargo Neto, acesse o site www.porkexpo. com.br, ou ligue para (19) 3709-1100. E-mail para contato: info@porkexpo.com.br.

Logistique 2012: feira apresenta soluções logísticas A Logistique - Feira Internacional de Logística, Transporte e Comércio Exterior tem por objetivo oferecer estratégias que visam o aperfeiçoamento do setor, apresentando tecnologias e proporcionando conhecimento através de palestras. O evento, que está programado para acontecer de 23 a 26 de outubro em Chapecó (SC), reunirá 180 expositores, atrairá 15 mil visitantes e pretende proporcionar negócios na ordem de 120 milhões de reais. Coordenador geral da feira, Leonardo Rinaldi ressalta que a logística atua na redução de custos, na otimização de processos, na melhoria da qualidade, no aumento da velocidade e na eficiência. Além disso, permite que a empresa trabalhe de forma integrada e sistêmica, atuando desde a chegada da matéria-prima até a destinação final do produto ao cliente. “A feira apresentará soluções para que as empresas tenham condições de inovar nesta área”. Ainda segundo ele, a iniciativa permitirá que tecnologias sejam apresentadas, bem como oportunizará contatos qualificados para que se traduzam em resultados imediatos ou futuros. “Para isso, focamos grupos de expositores e segmentos que possuam ligação. Quando reunimos mais que um 'motivo', o visitante é instigado a participar, pois encontrará não apenas soluções isoladas, mas terá a oportunidade de contatar e conhecer novos fornecedores”, realça o coordenador geral.

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Os quatro principais grupos expositores são de transporte e logística (caminhões e implementos, pneus, peças e acessórios, combustíveis e derivados, transportadores, operadores multimodais de carga, companhias aéreas e navegação); intralogística, ou seja, transporte interno e sistemas de fluxo de materiais (veículos industriais, equipamentos de elevação, movimentação e armazenagem de carga, pallets e estruturas, embalagens e acessórios); serviços de apoio (software e hardware, controle e automação, bancos e seguradoras); e comércio exterior (agentes de carga, consultoria, câmaras de comércio, despachantes aduaneiros e portos). No segmento de comércio exterior está contemplado todo o processo que envolve a importação e a exportação. Estarão presentes representantes de câmaras de comércio, portos, agentes de carga, empresas de desembaraço aduaneiro e comércio internacional. A Logistique é promovida pela Federação dos Transportadores de Carga do Estado de Santa Catarina (Fetrancesc) e pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Carga da Região de Chapecó (Sitran), com apoio da CNT, Cetrancesc, SEST/SENAT, ANFIR, Abralog, ABTI, ACIC, ADAC, Sebrae, SICOM, Sindipostos e Convention & Visitors Bureau. A organização é da Zoom Feiras & Eventos. Mais informações no site: www.logistique.com.br


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MOSCA-DOS-ESTÁBULOS: A “mosca-dos-estábulos” tem causado grandes prejuízos econômicos na cadeia produtiva da pecuária bovina em alguns estados brasileiros. O surto ocorrido recentemente no município de Santa Rosa do Viterbo (SP) não é fato isolado e já ocorreu em outros anos e em diversas regiões do Brasil. Dentre os fatores que favorecem a reprodução dessas moscas estão as regiões de produção animal, de produção canavieira com o cultivo de vinhaça e vinhoto, de plantações de laranja ou outras culturas em que se use o resíduo da cana ou esterco de animais – principalmente granjas avícolas ou de suínos – e ainda pela falta de orientação aos produtores sobre o ciclo de vida da mosca. O ciclo de vida da mosca dos estábulos varia de 12 a 60 dias, e está diretamente relacionado às características climáticas da região. Uma fêmea adulta pode produzir até 632 ovos, fazendo mais de 20 posturas em toda a vida. Depois de depositados pelas fêmeas em matéria em decomposição, os ovos eclodem de um a quatro dias, podendo se prolongar em ambientes de baixa temperatura ou ser reduzido em locais de temperaturas mais altas. Após a eclosão, as larvas se alimentam de material orgânico vegetal e amadurecem num intervalo de seis a 30 dias. A pupação pode durar até 10 dias, estando diretamente relacionada à temperatura e à umidade as quais as pupas foram expostas. Nos locais de temperaturas mais elevadas a mosca-dos-estábulos desenvolve-se continuamente, não havendo interrupção do ciclo de vida ao longo do ano. Geralmente, os adultos vivem por até um mês. A alimentação da mosca leva aproximadamente três minutos, mas é constantemente interrompida em consequência da dor ocasionada por sua picada. Nos animais, além de transmitirem agentes potencialmente patogênicos, causam muito incômodo, anemia e queda da produção. Medidas de higiene preventiva compõem 90% do controle dessa mosca. Em casos de problemas com estes insetos ou qualquer outro parasito, deve-se buscar sempre o suporte técnico veterinário atentando-se para especialistas na área. O diagnóstico preciso das condições que proporcionam a reprodução das moscas, bem como a retirada dessas condições, são ações imprescindíveis ao sucesso do controle. O uso inadequado de mosquicidas, uso de superdoses ou subdosagens e a falta de ação conjunta entre os fazendeiros acabam por dificultar o controle. A destinação correta dos resíduos da produção agrícola e da pecuária é primordial para se evitar vários problemas ambientais e sanitários. As moscas são apenas um dos problemas da não destinação correta e do manejo incorreto de dejetos. Para o 06 58

COMO CONTROLAR?

controle da mosca, a redução da fonte onde ela se prolifera é de fundamental importância. Devem ser evitados potenciais criadouros com a remoção regular de camadas úmidas, feno, resíduos alimentares e resíduos dos estábulos. As administrações de inseticidas à base de organofosforados e piretróides, na forma de aerossol/ pulverização dentro e em volta dos estábulos e das instalações rurais proporcionam bom controle local. Pode-se utilizar o cloreto de alquil dimetil benzil amônio (CB-30 T.A., diluindo um litro do produto em 2.000 litros de água) para a limpeza e desinfecção dessas instalações. Já o controle químico nos animais pode ser feito com a utilização de produtos ectoparasiticidas organofosforados, como clorpirifós, diclorvós, diazinon, entre outros, associados ou não aos piretroides, como cipermetrina, deltametrina, administrados pela via pour on e pulverização. No caso de produtos comerciais, a indicação é de usar o Cypermil Plus, diluindo um litro do produto em 400 litros de água. Após a diluição, é preciso misturar bem até perfeita homogeneização da calda, e, com auxílio de pulverizador manual ou elétrico, banhar toda superfície do animal (principalmente nas partes baixas, patas e abdômen), no sentido contrário aos pelos, utilizando aproximadamente de quatro a cinco litros de calda por bovino adulto. Outro produto que também pode ser utilizado é o Colosso Pulverização. Cada litro do produto deve ser diluído em 800 litros de água limpa. Deve-se então banhar toda a superfície do animal (principalmente nas partes baixas, patas e abdômen), utilizando cerca de cinco litros de calda por bovino adulto. Vale lembrar que os surtos são desequilíbrios ambientais e que causam grandes prejuízos aos produtores rurais. Portanto, seguir à risca as orientações técnicas, associando o controle físico, com limpeza, desinfecção do ambiente e manejo de esterqueiras, ao controle químico no animal e nas instalações rurais constitui um programa integrado eficaz no combate e controle desse parasito. Daniela Miyasaka S. Cassol é médica veterinária da Ourofino Agronegócio; Luciano Melo de Souza é médico veterinário da Unicastelo, Parasitologista, Docente e Pesquisador, Curso de Medicina Veterinária e Programa Mestrado em Produção Animal Unicastelo - campus de Descalvado/SP.


Consumidor se preocupa com H1N1 e Mapa declara: carne suína pode ser consumida com segurança em qualquer parte do mundo Nos últimos meses, as notícias sobre a morte de humanos devido à Gripe A (H1N1) – erroneamente chamada de gripe suína – ocorrida especialmente no Sul do País, preocupou os consumidores da carne suína. Atento à questão, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) comunicou que a carne suína está fora de perigo e pode ser consumida com segurança em qualquer parte do mundo. "É dever do ministério esclarecer e tranquilizar os brasileiros de que o fato de o vírus da Gripe A/H1N1 humana conter componentes genéticos de suínos, aves e humanos, os produtos suínos aqui produzidos não oferecem risco de disseminação de doenças", informou o texto emitido em 2 de agosto. De acordo com o Mapa, o Sistema Brasileiro de Defesa Animal (sanidade e inspeção de produtos de origem animal) inclui todo o controle sanitário do plantel e a inspeção ante e post-mortem dos animais no abate por médicos veterinários oficiais,

visando assegurar a sanidade, qualidade, inocuidade e conformidade do produto final apresentado aos consumidores. Também já está comprovado que, mesmo se o animal estivesse infectado, o consumo de carne não representa risco para a contaminação do ser humano, desde que realizado o cozimento da carne a 70 ºC, que inativa qualquer vírus que se encontre na carne crua. Com a declaração da Organização Mundial de Saúde (OMS) que tornou a Gripe A/H1N1 humana ocorrida no México e nos EUA em 2009, como emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, houve uma grande mobilização, por parte de todos os países, nas áreas de saúde humana e animal para prestar esclarecimentos sobre a pandemia. O Mapa informou também no comunicado que seguem mantidas as ações relacionadas à vigilância de síndromes respiratórias em todo território nacional sem nenhuma notificação clínica de casos até o presente momento.

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regras de ouro para administrar Por Tom Coelho o tempo e viver melhor *

Algumas dicas práticas para melhor gerenciar o tempo e elevar a qualidade de vida. 1. Seja sempre pontual. Autênticos líderes não deixam ninguém esperando para um compromisso agendado. É preferível chegar 30 minutos mais cedo que apenas cinco minutos atrasado. 2. Espere 24 horas para reagir. Procure não reagir antes de 24 horas. Entre um dia e outro, com uma noite de descanso no meio, o que se mostrou um problema irresoluto surgirá não menor, mas com dimensões reduzidas à sua realidade. 3. Ninguém está contra você. Por compreender que a natureza humana é legitimamente individualista e egoísta, aprendi que raramente as pessoas estão contra mim, pois estão apenas a favor delas próprias. Esta percepção é suficiente para evitar conflitos desnecessários e eleger as batalhas que valem a pena ser travadas. 4. Exceção não é regra. Refeições feitas em fast food ou em frente ao computador, noites em claro ou mal dormidas, dias sem comparecer à academia, certa desatenção para com os familiares. Tudo isso, embora indesejável e não recomendável, pode ser tolerado quando acontece de maneira pontual, por curtos períodos de tempo. Mas é inadmissível que se torne regra. 5. Administre a transição do ambiente profissional para o familiar. Situações de conflito começam ou se intensificam nos primeiros minutos após o regresso ao lar. Por isso, ao chegar em casa, estabeleça uma zona intermediária de até 15 minutos, período no qual deverá apenas cumprimentar carinhosamente seus familiares com no máximo 25 palavras. Procure desacelerar. Tome um banho, troque suas roupas, beba algo. O diálogo que seguirá será mais ameno, gentil e profícuo. 6. Gerencie a concentração, não apenas o tempo. Estabeleça uma hora por dia sem interrupções para você e, neste intervalo, trabalhe concentradamente em três objetivos específicos. Faça as tarefas mais desagradáveis logo no início do dia, quando sua energia, concentração e disposição são superiores. 7. Evite o duplo manuseio. Ocorre quando você recebe as correspondências do dia, faz uma triagem, inicia a leitura de uma carta ou e-mail e decide interrompê-la para continuar depois. A regra é começar e terminar! 8. Administre a energia, não o esforço. Faça pausas estratégicas de apenas 30 segundos a cada meia hora, e pausas essenciais de dois a cinco minutos no meio da manhã e à tarde para aumentar sua energia e concentração. 06 60

9. Não espere pelo mundo perfeito. O tempo certo para agir é agora. Não de qualquer jeito, não com mediocridade, mas com o máximo empenho possível. Amanhã, como diriam os espanhóis, é sempre o dia mais ocupado da semana. 10. Ouça sua intuição. Fique atento aos “sinais” por mais sutis que sejam. Isso não significa necessariamente seguir à risca a intuição para tomar decisões, porém jamais ignorá-la. 11. Coloque VOCÊ em sua agenda. Determine um dia por semana, e apenas uma hora nesse dia, que será reservada a você e mais ninguém. Desligue telefones, feche a porta da sala, não receba ninguém – apenas a si próprio. Dê atenção e oportunidade à pessoa mais importante de sua vida: você mesmo! 12. Tenha uma agenda de 10 segundos. Em que pesem todos os planos, com os pés firmes no chão e os olhos no firmamento, a vida está acontecendo aqui e agora. Por isso, sua agenda deve contemplar somente os próximos dez segundos. Talvez breves, talvez distantes, talvez intermináveis e, talvez, inatingíveis dez segundos. 13. Faça de seu trabalho um meio de diversão. Este é um aviso essencial àquelas pessoas que, ao entardecer do domingo, têm uma sensação de angústia diante do início de mais uma semana de trabalho que se avizinha. Procure cultivar um trabalho digno e prazeroso, que seja fonte de alegria e não de infelicidade. 14. Evite as saudades vazias. Saudades dos lugares que não visitou, das viagens que não fez, dos pratos que não provou, dos abraços que não acolheu, dos beijos que não deu ou recebeu. Lembranças imaginárias do que poderia ter sido, mas não foi. Para evitá-las, prefira pecar por excesso do que por omissão. 15. Aproveite o momento! Por fim, viva sua vida de forma extraordinária, com intensidade. Não se trata de aproveitar o dia como se fosse o último e, desta forma, fazê-lo de maneira irresponsável, mas de elevar a qualidade de cada momento, proporcionando a si e oferecendo aos demais o que você tem de melhor. Alguns dançam para lembrar, outros, para esquecer. Em qual grupo você está? *Para ler este artigo na íntegra, acesse http://tomcoelho. com/index.aspx/s/Artigos_Exibir/157/Regras_de_ouro_para_ administrar_o_tempo_e_viver_melhor Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 17 países. É autor de dois livros e coautor de outras cinco obras. Informações: tomcoelho@tomcoelho. com.br / www.tomcoelho.com.br.


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Descendo a ladeira... como evitar isso? No mundo dos negócios atualmente, com a competição cada vez mais acirrada, onde os produtos estão se tornando “commodities” (está tudo igual, o que faz a diferença são as condições de fornecimento e atendimento), não existe perdão para alguns erros mais sérios. Muitas empresas já saíram de mercado por não terem percebido que o mercado mudou com uma velocidade muito grande, e continuam atendendo do mesmo jeito. E alguns ainda se gabam... "nós temos tradição"... "estamos aqui há trinta anos"... "somos os maiores em"... Nada disso poderá salvar o seu negócio, se o ambiente mudar, se os produtos também forem encontrados em concorrentes com um atendimento melhor e preços mais baixos. Erros que uma empresa não pode cometer 1. Desconhecer os seus custos operacionais: sejam os custos comerciais da atividade interna (a central de tele-atendimento...) e externa (a diária dos vendedores, refeição, transporte ou ajuda de custo do uso do veículo etc.); dos serviços adicionados aos produtos (exemplo: colocar gratuitamente uma peça ou acessório); os custos industriais da fabricação (sejam os diretos, da matéria-prima e processos; e os indiretos, da mão-de-obra da liderança) e as perdas (os tempos improdutivos, as perdas dos processos em matéria-prima e tempo)... TUDO DEVERÁ SER MENSURADO em níveis cada vez mais apurados, gerando IDR - indicadores de desempenho (comparando com as peças produzidas, com as vendas realizadas...), que possam ajudar nas decisões dos proprietários da empresa. DECIDIR SEM APOIO DE NÚMEROS, na base empírica, na intuição, poderá ser um risco, um perigo para seus negócios! É hora de largar os caderninhos, as fichinhas compradas nas papelarias e partir para o uso de processos mais elaborados para apurar seus custos, sejam planilhas Excel, que têm ótimos recursos ou sistemas, ou pedindo ajuda para profissionais aí da sua região, que certamente conhecem o assunto. 2. Não investir no desenvolvimento das pessoas: sejam da família ("ah, já está comigo no balcão desde os 15 anos, sabe tudo"), colaboradores ("é casado, tem filho pequeno, não tem tempo para ir a cursos ou estudar à noite")... Vai ser difícil competir, sem estar cada vez mais preparado. Parece uma corrida sem fim, na qual todos nós estamos competindo, mas faz parte do novo mercado estar pelo menos informado do que ocorre com os concorrentes, com toda cadeia produtiva da qual 06 62

fazemos parte, com os fabricantes de autopeças, sejam nacionais ou multinacionais, os programas de qualidade em evidência (ASE, IAA e outros), as novidades... É HORA DE ACORDAR E FAZER PARTE DESTE NOVO MUNDO COMPETITIVO E IMPIEDOSO com aqueles que ainda estão hibernando na ilusão de que tempo de casa faz diferença para garantir os empregos, os lucros. O pior não é desejar investir, mas existem pessoas que fogem de cursos, arrumam mil desculpas (choveu... não choveu... atrasei o serviço... amanhã vai ser um dia duro etc.) 3. Economizar em sistemas de informações gerenciais e informática: há pouco tempo visitei um empresário que tem horror a computador, tem apenas uma máquina mais atualizada no financeiro, nos demais setores, ainda lida com Pentium 3, com tendência a defasar mais ainda. Conversando com ele, percebi que sua mesa parece uma torre de babel, com papéis onde as coisas estão anotadas em várias posições diferentes, alguns bilhetes colados com durex nos objetos decorativos da mesa, um canto recheado de caixas de brindes... Quando ele comentou que precisava de “marketing” e melhorar as vendas, por pouco não me contive, com a vontade de dizer para ele ”ok, vamos começar limpando esse depósito de lixo que está a sua mesa”... Na verdade, ele está descendo a ladeira há algum tempo e já afeta seus bens pessoais, mas é extremamente teimoso, tem até curso superior (fez propaganda) e resiste às ideias. Dei algumas sugestões, por ter sido indicado por um amigo do mesmo, e espero que consiga mudar seu “jeitão”... ou será um forte candidato a sair do mercado. É hora de SAIR DOS SISTEMAS CASEIROS, ajeitados por amigos dos filhos ou nossos conhecidos e buscar mecanismos mais eficientes de controlar os resultados dos negócios. Tem empresário que compra máquinas novas, mas conserva os sistemas antigos, mal projetados. Um risco que alertamos é que a maior parte dos sistemas não permite ajustes, como a criação de novos indicadores de desempenho. O pessoal da manutenção resiste bastante, atrasa as alterações, enrola a gente... MAS É JUSTAMENTE ESSA PRESSÃO DOS CLIENTES que faz com que eles sejam melhor desenvolvidos e tenham versões mais compatíveis com as novas necessidades. Contribua com isso! 4. Deixar de trabalhar os elos da cadeia produtiva e distribuição: todos se lembram dos clientes, mas esquecem os fornecedores. "Vamos fazer uma festa


e convidar todos os clientes". Eu pergunto: "E os fornecedores, serão convidados também?"... É hora de olhar a cadeia de produção e fornecimento – distribuição da qual fazem parte de uma forma mais integrada, buscando misturar nos mesmos momentos e eventos tanto os fabricantes como os distribuidores, sejam atacados ou varejo, fazendo com que passem a falar a mesma língua e talvez até minorando as diferenças de foco que têm do mercado e que geram tantos conflitos na distribuição. SOMOS APENAS UM DOS ELOS DE UMA CORRENTE, que une numa ponta os fabricantes e na outra os distribuidores – sejam varejo ou atacado. Com elos fortes, seremos cada vez mais fortes na essência, no total. 5. Fazer retiradas e gastar acima do que deveria: esse é um processo que até há poucos anos nos negócios familiares era dos mais críticos. Os filhos tinham contas nos postos de combustíveis onde abasteciam e mandavam as contas para o pai pagar na empresa... as mulheres usavam o crédito dos maridos nas lojas... estes gastavam por conta do faturamento nas concessionárias... Bons tempos, a farra do boi acabou! As margens de lucro foram sendo achatadas e novos comportamentos estão surgindo. Muitos empresários abrem contas para seus filhos, filhas, esposas, e cada um paga suas contas com seus próprios recursos. Algumas retiradas são dimensionadas já baseadas no lucro líquido e não nos faturamentos, os carros já não são trocados com tanta volúpia... o modelo mais novo já espera um pouco mais... É UM PROCESSO MATEMÁTICO EXATO E IMPERDOÁVEL: se gastar acima do que ganha, quebra! 6. Andar na ilegalidade: como leitor habitual de vários jornais, alguns regionais e outros de nível estadual ou nacional, dou uma rápida olhada nas notícias apelativas, sejam policiais ou políticas, e vejo quase sempre que alguém foi pego com a boca na botija. As leis do universo são claras... É PLANTAR E COLHER! Não adianta querer ser o esperto do bairro, crescer mais rápido que poderia crescer pelos caminhos adequados... Todos têm suas próprias opções, mas quem escolhe a ilegalidade sabe que mais cedo ou mais tarde a casa vai cair e com ela, às vezes, as conquistas feitas em areia movediça Há alguns dias, na loja de pneus de um amigo, apareceram somente no sábado cedo, dois garotos oferecendo toca CD. Ele foi taxativo; "compro se vocês me apresentarem a Nota Fiscal". Saíram e não voltaram... Isso ocorre direto, seja com mercadorias desviadas de cargas furtadas, seja com garotos que roubam “CDs” de carros para suas despesas “especiais”. Não se envolva jamais com isso! OPORTUNIDADE VEM A PÉ... E CASTIGO A CAVALO! Prof. João Mariano de Almeida é pós em Rh e mestrando em Gestão de Negócios. Atua desde 1981 em PMR-Projetos de Melhorias de Resultados, e realiza palestras com fins sociais para recolher alimentos e doá-los a asilos e entidades. Contato: (17) 9702-1007 / pmr.mariano@ bol.com.br / pmr_almeida@hotmail.com

Dica de leitura O modelo clássico econômico trata as corporações como geradoras de lucros, que trabalham constantemente em busca de um único objetivo: o acúmulo de capital. Porém, há no mercado empresas que possuem outra ideologia, que atende as necessidades humanas e sociais, e tratam o lucro como um meio, e não como um fim. Mas como identificar essas empresas no mercado empresarial? A partir de qual perspectiva elas são definidas? Longe de uma concepção humanista, o administrador, professor e consultor Nélio Arantes explica: “uma empresa começa com uma clara compreensão da sua razão de ser, isto é, das finalidades pelas quais ela foi criada e mantida”. O autor do livro Empresas Válidas explica que este conceito é realmente ideológico, ou seja, não é uma escolha, mas sim um estado natural dos empreendedores. Arantes lembra que “as empresas são concessões sociais... ao lhes transferir o trabalho que era feito individualmente pelas pessoas, a sociedade delega às empresas a responsabilidade de produzir o que tenha valor para ela e que contribua para o crescimento social”, e por isso se qualificar como uma empresa válida é imprescindível. Para isso, o autor elenca o que qualifica como tarefas empresariais fundamentadas a partir da observação de atividades essenciais, tais como: criação de produtos e serviços de utilidade e valor; criar e manter clientes satisfeitos; promover a capacidade de evolução; atrair, desenvolver e manter talentos; construir e manter relações significativas; usar os recursos com produtividade; praticar princípios de conduta e por fim, obter um lucro justo, todos os itens têm uma estreita relação e não obedecem qualquer hierarquia e se complementam. Título: Empresas Válidas Editora: Évora Autor: Nélio Arantes Edição: 1ª Preço médio: R$ 49,00 N. de páginas: 224

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ERRATA: Na edição de agosto da revista, o artigo "Descendo a ladeira... como evitar isso?", de autoria do Prof. João Mariano de Almeida, foi erroneamente intitulado como "No marketing digital, gerar conteúdo é gerar clientes". Em respeito ao autor e ao nosso leitor, repetimos nesta edição o texto, na íntegra, com o devido título.


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