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ano II - nº 13 dezembro de 2011 R$ 7,50

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dezembro de 2011 • FORÇA • 3


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4 • FORÇA • dezembro de 2011

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Índice Edição 14 | Ano 2

12 | O Peso dos Impostos

REVISTA FORÇA INDICA 4 | Dicas para seu programa 8 | Entrevista Wagner Almeida

ESPECIAL CAPA 12 | O Peso dos Impostos 26 | Rápidas

ECONOMIA 28 | Dívida Anunciada 32 | As secretárias se transformaram!

DICAS DE CONSTRUÇÃO 36 | A Fachada de cima 41 | Reforma da casa alugada: Quem paga?

JURÍDICO 50 | O pagamento do vale transporte em espécie

TURISMO 53 | Sombra e água fresca

COMPORTAMENTO 56 | Espelho, espelho meu... 61 | A Educação Especial

Especial>Impostos Carga Pesada PÁG. 18

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Índice SOCIAL 64 | Ótica Ulisses

TECNOLOGIA 76 | Antes e depois de Steve Jobs

SAÚDE 1115 |Que calor!!!

MODA 68 | Customize você também!

PERSONALIDADES 72 | Aquiles Nicolas Kilaris

GASTRONOMIA 84 | Padaria em casa

ESPORTE 94 | Na marca do pênalti

ORAÇÕES 121 | Salmo 150

HISTÓRIA DE MINHA VIDA 89 | Talento Made In Itália

ESPAÇOS 104 | Desvendando o segredo? 108| Os caminhos do desenvolvimento econômico


Entrevista WAGNER ALMEIDA O LADO B DO FUTEBOL

N

ão é só de glamour, badalação, mulheres e (muito) dinheiro que vivem os jogadores de futebol. Em meio à atmosfera midiática que cerca o esporte mais popular do país, o futebol esconde armadilhas, dificuldades e um lado nada glamoroso. A Revista Força conversou com um baiano de sangue e barbarense de coração que dedicou 18 anos de sua vida ao futebol. Teve passagens por clubes da região, dentre eles o Guarani, participou de uma das melhores fases do São Caetano. Viu seu companheiro de trabalho falecer em campo. E viu, também, sua carreira se encerrar de forma abrupta e frustrada. Hoje, aos 38 anos, o ex-atacante Wágner guarda boas e más lembranças da carreira. E por conhecimento próprio, ninguém melhor do que ele para falar do lado B do futebol. 1-Conte-nos um pouco sobre sua carreira. Como começou? Por quais times você passou? Wagner: Minha carreira foi de 1991 a 2009. Com 17 anos, eu saí do interior da Bahia e fui para o Fernandópolis Futebol Clube, meu primeiro time. Um amigo meu, que jogava no Bahia, veio para São Paulo e um empresário o levou para o Fernandópolis. No final do ano ele foi para a Bahia e teve um jogo de festa na cidade, quando ele me convidou para fazer os testes no Fernandópolis. Com 17 anos fui fazer o teste. Fui para ficar uma semana em avaliação. No terceiro dia eu já estava assinando contrato. Cheguei para jogar de meia direita e lá acabei me fixando como atacante. Meu técnico na época me orientou a mudar porque eu era muito rápido para ser apenas um meio campo. Deixei o Fernandópolis em 1995 e fui para o XV de Piracicaba. Depois disso, tive passagem por diversos clubes. Joguei no São 8 • FORÇA • dezembro de 2011

Caetano na fase boa do time, nos anos 2000. No São Caetano disputei duas finais de Campeonato Brasileiro e uma final e uma semi da Libertadores. Também joguei no Guarani, no Figueirense, no Atlético Mineiro, no Japão, na Polônia e encerrei minha carreira no Sertãozinho. Quando fui para a Polônia tinha um contrato de três anos, mas só consegui ficar por quatro meses. Não me adaptei ao clima. É muito frio! (risos) 2-O começo da sua carreira foi difícil? Por quais dificuldades passou? W: O começo da minha carreira foi super difícil. Eu só jogava bola no time


Na época em que joguei no Fernandópolis, morei debaixo da arquibancada

da cidade. Não tinha o sonho de ser jogador. As pessoas falavam que eu tinha qualidade. Quando fui para Fernandópolis, eu nunca tinha saído da minha cidade. Viajei sozinho mais de 2.500 quilômetros de ônibus. Não tinha condições de viajar, meus parentes e a população me ajudaram. Arrecadaram dinheiro para eu comprar a passagem. Na época em que joguei lá eu morei debaixo da arquibancada. O problema era no calor. Durante a noite eu pegava meu colchão e ia dormir na arquibancada. Quando eram seis horas da manhã, que o sol batia no rosto, eu voltava para debaixo da arquibancada. Outra dificuldade era a alimentação no clube, de manhã era pão com leite e no almoço era a mesma comida a semana inteira, ou carne moída, ou salsicha ou ovo. As condições eram difíceis. Mas, a maior dificuldade de todas foi a distancia da minha família. Nunca havia ficado longe. Eu era muito apegado ao meu pai e a minha mãe. Sem contar que naquela época a comunicação era por carta. Eram poucas as pessoas que tinham telefone e a minha cidade na Bahia nem orelhão tinha. Deixar de falar com os meus pais foi muito difícil.   3-Quem acompanha a vida dos jogadores de futebol sempre os relacionam ao glamour e ao dinheiro. Você que por muito tempo viveu do futebol pode dizer por experiência própria, o futebol é só glamour? Por quê? W: O futebol não é glamour para todos os jogadores. É claro que o futebol dá muito dinheiro, mas assim como entra fácil, também sai fácil demais. O futebol é uma mina

de dinheiro. Mas, eu tenho amigos que ganhavam muito mais do que eu e não souberam aproveitar. Muitos hoje não têm nem casa para morar. Muitos jogadores não têm estrutura psicológica e nem familiar para aguentar tanto dinheiro, tanta exposição na mídia. Por isso que eu digo que o futebol é glamour para quem sabe aproveitar. Hoje qualquer jogador de time mediano, não ganha menos do que 15 mil reais por mês. Na minha época, quem jogava no Guarani, na Ponte Preta não ganhava menos do que 40 mil. É muito dinheiro em jogo no futebol.   4-Quais as principais armadilhas da carreira, principalmente para quem tem origem humilde? W: Eu acho que a principal armadilha é a falta de estrutura, falta de base. Você

Infância humilde: Foto mostra o atacante abraçado à mãe com os demais familiares

Entrevista vem de família simples, nunca teve nada na vida, vai crescendo, aumentando o salário e quando está ganhando muito dinheiro esquece tudo o que passou, esquece das dificuldades, da família. Não valoriza o passado. A vaidade também é uma armadilha e está ligada à falta de estrutura. Por exemplo, tem jogador que troca de carro a cada dois meses. Vive gastando dinheiro com balada, mulherada. Qual jogador não quer alimentar o ego aparecendo na mídia? Mas, tem que saber conviver com isso. Graças a Deus eu soube. Não ganhei milhões, mas ganhei o suficiente para estruturar minha vida. Tenho amigo que ganhou muito mais do que eu e hoje não tem nada. O Muller (ex-jogador do São Paulo e tetracampeão mundial com a Seleção Brasileira) estava vivendo de favor. Ele é um exemplo de quem não sabe administrar toda fortuna que ganha. 5- Você sofreu pressão de empresário? Por algum mo-


Entrevista WAGNER ALMEIDA mento se sentiu moeda de troca? W: Eu só comecei a trabalhar com empresário em 2002, quando já estava no São Caetano. Antes disso eu mesmo resolvia tudo por mim. Meu primeiro empre-

Amizade com ex-jog

gner abraçado ador Serginho: Wá

com sua esposa Lu

sário foi o Marcio Rivelino, filho do ex-jogador Rivelino, com ele eu não tive problemas. Rompi com ele em 2007 e nunca tive problemas. Mas, o que mais tem no meio do futebol é empresário ‘picareta’, Eles querem ganhar mais do que os jogadores. Fazem dos jogadores moeda de troca. Muitas vezes nem consultam o atleta, e mandam jogar em outro clube e até em outro país. Com a garotada, os jogadores das categorias de base, os empresários fantasiam, inventam um monte de coisas e não cumprem. Uma família de origem humilde vê um empresário oferecendo 10 mil reais pelo futebol do filho, vai aceitar. Eu nunca sofri essa pressão. Mas, teve empresário que me colocou na Justiça. Quando eu 10 • FORÇA • dezembro de 2011

estava no Santo André, assinei com um empresário daqui da região e de 98 a 2003, enquanto tinha esse empresário, ele não me arrumou nada. Nenhum

ciane e Serginho

com o filho e a esp

osa

clube, nenhum contrato. Ele sumiu. Depois que eu comecei a aparecer no São Caetano e fui pro Guarani, chegou uma intimação no clube. Ele me colocou na Justiça e cobrava 10% de tudo o que eu tinha ganhado nesse período. Mas, ele sumiu. Não me ajudou em nada. Tive o respaldo de todos os presidentes dos clubes que passei e ganhei a ação. Esse é o exemplo de como tem gente mal intencionada na área. Hoje, os jogadores são escravos dos empresários.   6-Quando atleta do São Caetano, você conviveu muito com o zagueiro Serginho. Tanto dentro como fora de campo. Como foi conviver com a ideia de que ele havia falecido em campo? W: A morte do Serginho foi em

2004 e eu sai do São Caetano no final de 2002. Mas, foi um período muito difícil. Nós tínhamos muita ligação e nossas famílias também. O Serginho era meu companheiro de quarto. Nunca se falou tanto em morte súbita como na época. O que eu sei é que enquanto eu joguei lá ele não apresentava problema algum. Eu acredito que foi uma fatalidade. Pelo caráter dele, ele não omitiria uma doença e não colocaria em risco sua vida. Ele ama a família e o futebol. Na noite da morte dele eu estava concentrado com o Atlético Mineiro e estava assistindo outro jogo. De repente cortou o jogo e passou o flash da queda do Serginho em campo. Na hora, a TV não noticiou que ele havia morrido, e eu só pedia a Deus pela vida dele. A Luciane, minha esposa, na hora em que viu pela TV ligou para a esposa do Serginho e recebeu a notícia da morte. O filho do Serginho viu o pai cair em campo. É muito triste se lembrar de tudo. O Serginho era muito dedicado em campo. Era um leão. Guerreiro demais. Se todo jogador tivesse a vontade dele... (emoção)   7-Como você e os demais atletas reagiram após a notícia da morte? Temeram por viver a mesma situação? Afinal, o Serginho passava por todas as baterias de  exames assim como os demais atletas. W: É claro que, na época, todos os jogadores ficaram um pé atrás. Afinal, nós estávamos em campo. No limite do corpo e com família para cuidar. Mas, nós sabíamos das nossas condições de saúde. Mas, a morte do Serginho foi um divisor de águas no futebol. Talvez se tivesse o desfibrilador em campo ele não tivesse morrido. Depois desse episódio


Entrevista

Artilhiero: Wagner comemorando gol pelo Guarani, de Campinas

muita coisa mudou dentro de campo. Hoje o desfibrilador é obrigatório em todos os jogos. Os exames são mais rigorosos. E qualquer ‘coisinha’ que o jogador tem o clube já afasta.   8-Como se deu sua aposentadoria do futebol? Dava pra ir mais longe? W: A minha aposentadoria é um episódio triste na minha carreira. Infelizmente ou felizmente, me aposentei em 2009. Em 2009 eu consegui o acesso para a Série A do Campeonato Paulista com o Sertãozinho. Quando nós (os jogadores) chegamos na cidade, tinha um mini trio elétrico nos esperando para a comemoração. Já tinha muita gente no trio. Subimos e vimos que tinha muita gente para a capacidade que ele suportaria. Andamos 100 metros e o trio tombou. Foi grave. Muita gente se feriu. Eu sofri uma fratura reta no osso do braço esquerdo. Foi como se cerrasse e separasse o osso do meu braço. Na época, os médicos disseram que se eu tivesse tido uma fratura exposta (quando o osso perfura a pele) seria

menos grave. Fiz a primeira cirurgia e os médicos disseram que eu voltaria a jogar em quatro meses. Depois de quatro meses voltei para o campo e sentia muita dor. Meu braço ficava preso para correr e comprometia meu rendimento. Voltei para fazer outra cirurgia, dessa vez coloquei pino e enxerto, nada adiantou. Nesse período eu tive uma doença rara, chamada de pseudoartrose. Que é quando o osso não cola novamente. Eu tenho um espaço na fratura. Também tive osteoporose. Fiz quatro cirurgias e quando era pra eu fazer a quinta os médicos disseram que eu não teria mais chances de jogar. Decidi não fazer a quinta cirurgia. Com o tempo o Sertãozinho deixou de me dar respaldo. Não deram assistência psicológica e nem fisioterápica. Só me ajudaram pro seis meses. De dois anos pra cá banquei tudo sozinho. Hoje o único respaldo que tenho é do INSS. Tive uma aposentadoria frustrada. Não estava preparado nem psicologicamente e nem financeiramente para deixar o futebol (lamenta).

9-Do que o Wagner enquanto jogador se orgulha? W: Apesar de ter encerrado minha carreira dessa forma, me orgulho de nunca ter passado por cima de ninguém. Sempre fui honesto. Sempre me dediquei. Nunca dei trabalho nem dentro e nem fora de campo. Tenho orgulho de tudo o que consegui e da marca que sustentava até o ano passado: eu era o único jogador que havia conseguido jogar todas as partidas do Campeonato Brasileiro. No ano passado o Conca (ex-atleta do Fluminense) também conseguiu jogar todos os jogos. Enquanto jogador nunca me vendi para o futebol e sempre dei o meu melhor. Tenho orgulho disso.   10-Quais os cuidados que os pais devem tomar com os filhos que despontam para o futebol? W: Os pais devem ter cuidados com absolutamente tudo. Com tudo o que assinam e com quem vai cuidar do seu filho. Os pais precisam saber quem é a pessoa que esta agenciando seu filho. Tem muita gente boa no meio, mas tem muita gente com más intenções. E cuidado com o que assinar deve ser redobrado, porque com essa nova lei do passe, tem garoto de 12 e 13 anos que os pais já não respondem por eles mais. É o empresário quem manda.   11-Qual a dica que você dá para os jovens que querem seguir carreira no futebol? W: A minha dica é que o garoto que deseja ser jogador profissional deve ser aquilo que ele sempre foi. Manter a humildade. E acreditar nele mesmo. No futebol não tem espaço para a insegurança e o será. A confiança é tudo. Quem confia vai longe. dezembro de 2011 • FORÇA • 11


Especial > Capa

O PESO DOS IMPOSTOS Saiba para onde vai o seu salário no final do mês

E

nquanto prepara o café da manhã, Maria conversa com o esposo João sobre a notícia que leu nos jornais: “João, você viu o quanto de Impostos de Renda os suecos pagam?”, pergunta a esposa. “Vi sim Maria, cada trabalhador da Suécia paga ao governo 58,2% dos seus rendimentos. É a maior alíquota de Imposto de Renda do mundo”, espanta-se João. A conversa prossegue: “E pensar que até os países menos desenvolvidos, como o Chile, cobram mais imposto do que o Brasil”, reflete Maria. “Verdade Maria? Quanto?”, pergunta o esposo. “Os chilenos têm que restituir 45% dos seus rendimentos ao governo e nós 27,5%”, completa Maria aliviada em saber que não paga um dos impostos mais caros do mundo. A conversa acima é apenas um exemplo de como os brasileiros tratam com superficialidade um dos assuntos mais discutidos no país: os impostos. Os dados são verdadeiros. De fato a Suécia tem a taxa de Imposto de Renda (IR) mais cara do mundo. Lá, quem ganha bem deixa mais da metade do salário para o governo. Mas, o alí12 • FORÇA • dezembro de 2011

vio do personagem - ao saber que não paga uma das alíquotas mais caras do mundo – esconde uma verdade oculta aos olhos da grande maioria dos brasileiros. Mesmo não tendo a taxa mais alta de Imposto de Renda, os brasileiros contribuem excessivamente com outros tipos de impostos. Ou seja, o que deixamos de pagar sobre nossa renda pagamos sobre nosso patrimônio e, sobretudo, nosso consumo. “Há três bases para tributação: renda, patrimônio e consumo”, afirma o ex-secretário da Receita Federal Everardo Maciel. O resultado? Ao contrário do que os dados escondem, temos, sim, uma das cargas tributárias mais altas do mundo; no mesmo patamar de países como Alemanha e Canadá, onde o retorno para a população dos impostos pagos - por


Especial > Capa

32,34% meio de investimentos em educação e saúde, por exemplo - é bem maior. A maioria das pessoas não se dá conta, mas paga imposto para ter casa (IPTU – Imposto Predial Territorial Urbano), para ter carro (IPVA - Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e uma série de outras taxas ligadas ao patrimônio. Há, ainda, impostos nos preços de todos os produtos que são comprados. São impostos cobrados das empresas e embutidos por elas em seus preços. Quer um exemplo? O alimento nosso de cada dia tem nada menos do que seis impostos embutidos. São eles: PIS (Programa de Integração Social), COFINS (Contribuição para o Financiamento de Seguridade Social), ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), Contribuição Previdenciária, Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o lucro, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Planeja-

mento Tributário (IBPT). Com todos esses seis impostos embutidos, a realidade fica assim: O arroz e o feijão de todos os dias têm – juntos – 32,34% de impostos. Destrinchados esses valores ficam assim: o arroz (5 Kg) que custa em média R$9,85, sem os impostos, custaria R$8,33. Já o feijão (1 Kg) que custa em torno de R$5,19, passaria a custar R$4,39 sem os impostos. Sem os tributos, teríamos uma economia de R$ 2,32. Multiplicado pelas centenas de produtos que compramos diariamente, no final do mês teríamos uma economia significativa. O fato é que, para a grande maioria das pessoas, a tributação dos alimentos é algo distante, pois elas não sabem quanto pagam de imposto cada vez que compram um produto. “Infelizmente, no Brasil não há destaque na nota fiscal da quantia de tributos embutida no preço final dos produtos alimentícios”, diz Letícia M. F. do Amaral Viggiano, advogada tributarista e diretora do IBPT. Francisco Marcelo Barone, professor de Finanças

da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (EBAPE/FGV) e coordenador do Small Business (Programa de Estudos Avançados em Pequenos Negócios, Empreendedorismo, Acesso ao Crédito e Meios de Pagamento) destaca que essa distância dos consumidores não é só na questão dos alimentos, mas em todos os produtos e serviços que consomem. “Principalmente nas classes D e E, o imaginário popular diz que só os empresários pagam tributos. O que ocorre, na verdade, é que as empresas repassam os tributos para o consumidor final”, explica. Segundo o diretor técnico do IBPT, João Eloi Olenike, a tributação brasileira sobre os alimentos é muito superior à média mundial, que é de 6,5%, e à de países com renda mais elevada, como Alemanha (7%), França (5,5%) e Reino Unido (0%), onde os alimentos são tributados por meio de regimes especiais. A pesquisa do IBPT revelou que os tributos que incidem sobre os produtos essenciais no Brasil somam, em média, 22,5% dos preços dos alimentos. Mesmo tendo na maioria de seus produtos uma tributação diferenciada (alíquotas menores do que a média) o valor dos tributos ainda é muito elevado, principalmente se levarmos em conta que quem compra a cesta básica são famílias de classes D e E”,comenta Barone. A tributarista Letícia diz que o Brasil anda na contramão em reladezembro de 2011 • FORÇA • 13


Especial > Capa ção aos demais países “não apenas os desenvolvidos, como também os em desenvolvimento”. Segundo ela, isso se deve à grande complexidade das regras tributárias, ao número elevado de tributos existentes e incidentes sobre alimentos (IRPJ, CSLL, INSS, PIS, COFINS, ICMS, IPI etc.) e à forma de cálculo desses tributos, que incidem uns sobre as bases de cálculo de outros (efeito “cascata”) e um mesmo tributo incide sobre a sua própria base de cálculo (cálculo “por dentro”). “Isso representa uma aberração, já que não existe nos demais países do globo terrestre. Uma grande maioria de países, como os da União Européia, por exemplo, já de longa data informam aos c o n s u m id o r e s

a quantidade de tributo incidente sobre o preço final dos alimentos, destacada na nota fiscal”, relata ela. As comparações não param. Os impostos encarecem os preços de todos os setores. (Veja reportagem especial sobre os impostos no setor automobilístico nas próximas páginas). O de eletroeletrônicos tem taxas ainda maiores do que os alimentos. E de fato, os tributos pesam. Só de IPI (Imposto de Produtos

36,25% 14 • FORÇA • dezembro de 2011


Especial > Capa Industriais), ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e PIS/Confins (Contribuição Social), um notebook importado paga salgados 36,25% sobre o valor total – sem contar as taxas de importação, que podem chegar a 16%. No caso da fabricação local, a mordida cai para 17%. No entanto, como ainda não há venda suficiente para justificar a produção local, a maioria dos modelos vem de fora. O peso dos impostos leva boa parte dos consumidores para o contrabando. De acordo com a Associa-

de 10%, as pessoas vão preferir o mercado oficial”, aponta. O crescimento da carga tributária brasileira não é de hoje. Desde as décadas de 60 e 70 o brasileiro sofre com uma das maiores taxas de juros do mundo. Nos governos militares ou civis, de centro ou de esquerda, os tributos jamais foram reduzidos de forma significativa. E mais: surgiram novos impostos, como o do cheque (CPMF), anunciados como solução emergencial, mas quase sempre mantidos por longos períodos. Também se repe-

ção Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), sete de cada dez portáteis vendidos no país entram ilegalmente. Sem garantia dos fabricantes locais, essas máquinas também são uma ameaça ao bolso do consumidor, caso apresentem algum defeito. Para Ivair Rodrigues, gerente de análises da IDC Brasil, contrabando só se combate com preço baixo. “Quando a diferença de preços cair para cerca

tiram as reivindicações da sociedade – e as promessas dos governos – por uma reforma no sistema, mas nenhum projeto desse tipo emplacou. Há anos, o Brasil espera por uma reforma tributária ampla. De empresários a líderes do governo e da oposição, quase todos concordam que a carga de impostos é excessiva, o que inibe investimentos e o crescimento do país. Mesmo cortando um tributo aqui e

ali, o governo sempre aumenta outro para compensar. Em dezembro de 2007, por exemplo, o Senado deu um presente de Natal aos brasileiros e colocou fim à CPMF – imposto que o país corre o risco de ver ressuscitado neste ano, desta vez sob o nome de Contribuição Social para a Saúde (CSS). Para compensar parte dos 40 bilhões de reais que perdeu com o fim do imposto do cheque, o governo aumentou a carga tributária dos bancos, elevou a alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para toda a sociedade e passou a cobrá-lo sobre dezesseis operações de crédito antes isentas. Resultado: de lá para cá a arrecadação federal tem batido sucessivos recordes. Em dezembro de 2010, por exemplo, o montante somou 90,882 bilhões de reais. O valor, recorde, é 16,17% superior ao de dezembro de 2009. No acumulado do ano, o valor coletado em impostos e contribuições totalizou 826,065 bilhões de reais. O número é 9,85 % maior do que o de um ano antes. Em janeiro deste ano, nova marca histórica: o montante contabilizado no mês passado atingiu 91,071 bilhões de reais, maior valor registrado para os meses de janeiro. Enquanto uma reforma tributária não acontece. A arrecadação de impostos cresce bem mais do que a economia brasileira, como provam os números. Em dez anos, a carga tributária cresceu cinco pontos percentuais em relação ao PIB (Produto Interno Bruto). O Código dezembro de 2011 • FORÇA • 15


Tributário Nacional está completando 45 anos e, de acordo com levantamento feito pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), em 2000, o percentual era de 30,03%. No ano passado chegou a 35,13%. Isso significa que na última década, os governos retiraram da sociedade brasileira R$ 1,85 trilhão a mais do que a riqueza gerada no País. Esses recursos não foram aplicados adequadamente, no sentido de proporcionar serviços públicos, como saúde, transporte e educação de qualidade à população. Nos últimos 23 anos, foram editadas mais de 4,35 milhões de normas que regem a vida dos cidadãos brasileiros. De cada 1 000 reais que um brasileiro recebe de salário, 400 são consumidos pelos impostos. Esse valor não diz respeito apenas aos tributos cobrados diretamente e subtraídos mensalmente do contracheque. Os impostos estão presentes em todo e qualquer produto consumido. Existem – acredite - 85 tributos, taxas e contribuições no país, que consomem em média 40% da remuneração que obtemos com o nosso esforço. Uma família de classe média gasta no Brasil um terço de sua renda para pagar escola particular, plano de saúde privado e outros serviços que deveriam ser sustentados 16 • FORÇA • dezembro de 2011

pelos impostos. No total, 75% do salário do brasileiro é empenhado em impostos e serviços que os impostos deveriam cobrir. Em outubro deste ano, o total de impostos pagos pelos brasileiros quebrou a marca histórica de 1,2 trilhão de reais – 45 dias antes do previsto. Apesar de assustadora, essa é a realidade oculta aos olhos dos cidadãos. “O que os brasileiros não percebem é que pagam tantos impostos que esse montante cresce muito mais acelerado do que o PIB. O país produz mais impostos do que riquezas. Hoje o salário dos brasileiros não rende porque tudo custa muito caro.

E é caro porque tem muito imposto. Vivemos num efeito cascata. É imposto em cima de imposto”, relata o economista Edson Romatelli. “Eu pago plano de saúde particular, escola particular para os meus filhos e ainda deixo mais de 60% das minhas arrecadações para o Governo. Eu pago por algo (educação e saúde) que eu deveria receber em troca dos impostos que pago”, cobra o empresário Américo Vincenzo, de 47 anos. Como tem acontecido há décadas, a tendência é aumentar e aumentar a arrecadação de impostos. Para o ano de 2012, a estimativa é atingir R$ 1,6 trilhão de impostos arrecadados. Aumento de cerca de R$ 400 bilhões em comparação ao valor da arrecadação de 2011. Montante suficiente para sanar o problema da fome no país – já que esse valor seria suficiente para distribuir mais de R$ 5,2 bilhões de cestas básicas por mês. Ou, ainda, sanar a falta de habitação, construindo o equivalente a 47 milhões de casas populares de 40 m². Muito dinheiro e (quase) nenhum benefício para a população. Uma conta cada vez mais cara para o bolso do brasileiro. Afinal, todos os anos os cerca de cinco milhões de brasileiros que efetivamente pagam imposto de renda têm uma coisa em comum: ao fazerem seus cálculos, chegam à conclusão de que estão contribuindo demais para o governo. Também, não é à toa: eles representam apenas 7% da população economicamente ativa do país. E aí não tem segredo: quanto menos pessoas existem para pagar a conta, mais cara ela fica...


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Especial > Capa Fonte: Porta Tributário

CONHEÇA OS 85 TRIBUTOS QUE VOCÊ PAGA PARA O GOVERNO FEDERAL 1. Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante – AFRMM - Lei 10.893/2004 2. Contribuição á Direção de Portos e Costas (DPC) - Lei 5.461/1968 3. Contribuição ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - FNDCT - Lei 10.168/2000 4. Contribuição ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), também chamado “Salário Educação” - Decreto 6.003/2006 5. Contribuição ao Funrural 6. Contribuição ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) - Lei 2.613/1955 7. Contribuição ao Seguro Acidente de Trabalho (SAT) 8. Contribuição ao Serviço Brasileiro de Apoio a Pequena Empresa (Sebrae) - Lei 8.029/1990 9. Contribuição ao Serviço Nacional de Aprendizado Comercial (SENAC) - Decreto-Lei 8.621/1946 10. Contribuição ao Serviço Nacional de Aprendizado dos Transportes (SENAT) - Lei 8.706/1993 11. Contribuição ao Serviço Nacional de Aprendizado Industrial (SENAI) - Lei 4.048/1942 12. Contribuição ao Serviço Nacional de Aprendizado Rural (SENAR) - Lei 8.315/1991 13. Contribuição ao Serviço Social da Indústria (SESI) - Lei 9.403/1946 14. Contribuição ao Serviço Social do Comércio (SESC) - Lei 9.853/1946 15. Contribuição ao Serviço Social do Cooperativismo (SESCOOP) - art. 9, I, da MP 1.715-2/1998 16. Contribuição ao Serviço Social dos Transportes (SEST) - Lei 8.706/1993 17. Contribuição Confederativa Laboral (dos empregados) 18. Contribuição Confederativa Patronal (das empresas) 19. Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico – CIDE Combustíveis - Lei 10.336/2001 20. Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico – CIDE Remessas Exterior - Lei 10.168/2000 21. Contribuição para a Assistência Social e Educacional aos Atletas Profissionais - FAAP Decreto 6.297/2007 22. Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública - Emenda Constitucional 39/2002 23. Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional – CONDECINE - art. 32 da Medida Provisória 2228-1/2001 e Lei 10.454/2002 24. Contribuição para o Fomento da Radiodifusão Pública - art. 32 da Lei 11.652/2008. 25. Contribuição Sindical Laboral (não se confunde com a Contribuição Confederativa Laboral,

vide comentários sobre a Contribuição Sindical Patronal) 26. Contribuição Sindical Patronal (não se confunde com a Contribuição Confederativa Patronal, já que a Contribuição Sindical Patronal é obrigatória, pelo artigo 578 da CLT, e a Confederativa foi instituída pelo art. 8, inciso IV, da Constituição Federal e é obrigatória em função da assembléia do Sindicato que a instituir para seus associados, independentemente da contribuição prevista na CLT) 27. Contribuição Social Adicional para Reposição das Perdas Inflacionárias do FGTS - Lei Complementar 110/2001 28. Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) 29. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) 30. Contribuições aos Órgãos de Fiscalização Profissional (OAB, CRC, CREA, CRECI, CORE, etc.) 31. Contribuições de Melhoria: asfalto, calçamento, esgoto, rede de água, rede de esgoto, etc. 32. Fundo Aeroviário (FAER) - Decreto Lei 1.305/1974 33. Fundo de Combate à Pobreza - art. 82 da EC 31/2000 34. Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (FISTEL) - Lei 5.070/1966 com novas disposições da Lei 9.472/1997 35. Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) 36. Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST) - art. 6 da Lei 9.998/2000 37. Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização (Fundaf) - art.6 do Decreto-Lei 1.437/1975 e art. 10 da IN SRF 180/2002 38. Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) - Lei 10.052/2000 39. Imposto s/Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) 40. Imposto sobre a Exportação (IE) 41. Imposto sobre a Importação (II) 42. Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) 43. Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) 44. Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) 45. Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza (IR - pessoa física e jurídica) 46. Imposto sobre Operações de Crédito (IOF) 47. Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) 48. Imposto sobre Transmissão Bens Inter-Vivos (ITBI) 49. Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) 50. INSS Autônomos e Empresários 51. INSS Empregados 52. INSS Patronal 53. IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) 54. Programa de Integração Social (PIS) e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP)

55. Taxa de Autorização do Trabalho Estrangeiro 56. Taxa de Avaliação in loco das Instituições de Educação e Cursos de Graduação - Lei 10.870/2004 57. Taxa de Classificação, Inspeção e Fiscalização de produtos animais e vegetais ou de consumo nas atividades agropecuárias - Decreto-Lei 1.899/1981 58. Taxa de Coleta de Lixo 59. Taxa de Combate a Incêndios 60. Taxa de Conservação e Limpeza Pública 61. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental – TCFA - Lei 10.165/2000 62. Taxa de Controle e Fiscalização de Produtos Químicos - Lei 10.357/2001, art. 16 63. Taxa de Emissão de Documentos (níveis municipais, estaduais e federais) 64. Taxa de Fiscalização da Aviação Civil - TFAC - Lei 11.292/2006 65. Taxa de Fiscalização da Agência Nacional de Águas – ANA - art. 13 e 14 da MP 437/2008 66. Taxa de Fiscalização CVM (Comissão de Valores Mobiliários) - Lei 7.940/1989 67. Taxa de Fiscalização de Sorteios, Brindes ou Concursos - art. 50 da MP 2.158-35/2001 68. Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária Lei 9.782/1999, art. 23 69. Taxa de Fiscalização dos Produtos Controlados pelo Exército Brasileiro - TFPC - Lei 10.834/2003 70. Taxa de Fiscalização dos Mercados de Seguro e Resseguro, de Capitalização e de Previdência Complementar Aberta - art. 48 a 59 da Lei 12.249/2010 71. Taxa de Licenciamento Anual de Veículo - art. 130 da Lei 9.503/1997 72. Taxa de Licenciamento, Controle e Fiscalização de Materiais Nucleares e Radioativos e suas instalações - Lei 9.765/1998 73. Taxa de Licenciamento para Funcionamento e Alvará Municipal 74. Taxa de Pesquisa Mineral DNPM - Portaria Ministerial 503/1999 75. Taxa de Serviços Administrativos – TSA – Zona Franca de Manaus - Lei 9.960/2000 76. Taxa de Serviços Metrológicos - art. 11 da Lei 9.933/1999 77. Taxas ao Conselho Nacional de Petróleo (CNP) 78. Taxa de Outorga e Fiscalização - Energia Elétrica - art. 11, inciso I, e artigos 12 e 13, da Lei 9.427/1996 79. Taxa de Outorga - Rádios Comunitárias - art. 24 da Lei 9.612/1998 e nos art. 7 e 42 do Decreto 2.615/1998 80. Taxa de Outorga - Serviços de Transportes Terrestres e Aquaviários - art. 77, incisos II e III, a art. 97, IV, da Lei 10.233/2001 81. Taxas de Saúde Suplementar - ANS - Lei 9.961/2000, art. 18 82. Taxa de Utilização do SISCOMEX - art. 13 da IN 680/2006. 83. Taxa de Utilização do MERCANTE - Decreto 5.324/2004 84. Taxas do Registro do Comércio (Juntas Comerciais) 85. Taxa Processual Conselho Administrativo de Defesa Econômica - CADE - Lei 9.718/1998 dezembro de 2011 • FORÇA • 25


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Ele está sempre mal informado. Depois toda vez que me encontra, ele me pede desculpas

Luís José Sartori Maurício Borte COLABORADRES

Dr. Luiz Alberto Lazinho Dr. Marco Antonio Pizzolato Dr. Reinaldo César Spaziani Dr. Luis Fernando Matsuo Maeda Gabriela Alves Corrêa Sartori Osmídio Antônio Buck de Godoy Regina Pocay EDITOR

Luís José Sartori DIRETOR ADMINISTRATIVO

PELÉ, durante evento para o lançamento das comemorações do centenário do Santos após Romário criticar sua participação como garoto-propaganda do Mundial no Brasil.

DIRETOR DE REDAÇÃO

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Namorada ciumenta não dá!

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REVISORES

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CANTOR GUSTTAVO LIMA, em entrevista para o portal R7.

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Ninguém leva vantagem sendo celebridade O HUMORISTA RAFAEL CORTEZ, em entrevista ao “Provocações” da TV Cultura.

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PAULA FERNANDES , sobre dueto com Daniel Boaventura no ‘Show da Virada

A criança já vai nascer com esse compromisso de ser bonita GRAZI MASSAFERA, brincou em entrevista à revista “Contigo!” sobre o filho que espera. dezembro de 2011 • FORÇA • 27


Economia

DÍVIDA ANUNCIADA Levar os filhos para comprar material escolar é sinal de gastos em excesso

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ocê sabe a diferença entre dívida prevista e dívida anunciada? Dívida anunciada, segundo especialistas, tem o mesmo sentido do que a usual frase: ‘tragédia anunciada’. Ou seja, é um risco em sabe-se que está correndo. É aí que está a diferença entre a dívida 28 • FORÇA • dezembro de 2011

prevista e a anunciada. “A dívida prevista é aquela que já está no orçamento e já tem valor estimado. Já a dívida anunciada é aquela que está no orçamento, mas que o valor pode ultrapassar as condições da família por falta de controle, de pesquisa de preço e de planejamento”, explica o consultor financeiro

Antônio Tadeu Reis. Uma das situações mais recorrentes de divida anunciada, segundo o especialista, é quando os filhos participam das compras. Seja no supermercado ou, como neste caso especifico na compra do material escolar. Para quem tem filhos, o material didático é uma despesa obrigató-


Economia ria no mês de janeiro. As escolas costumam enviar as listas de livros e de outros materiais, como cadernos, cola, tesoura, borracha. Se não houver planejamento, esse momento pode significar dívidas a pagar por pelo menos um semestre na família. Quer um exemplo? Há famílias que pegam a lista, vão até uma livraria ou papelaria com os filhos e compram tudo ali mesmo. O que encarece a compra. “O período escolar é um momento de gasto fixo para a família, já que todos os anos a compra é prevista, mas é ao mesmo tempo um momento em que os filhos têm muitos desejos. Querem os materiais da moda. Que, consequentemente, são mais

caros”, avalia o educador. Junte ao orçamento de começo de ano, ainda, as despesas com IPVA, IPTU e os presentes de Natal que ainda estão sendo pagos. Haja controle para não ficar no vermelho. Mas o que muitos pais não sabem é que a compra do material nem sempre precisa representar um rombo no orçamento familiar. Existe uma série de outras possibilidades de economizar. O primeiro passo é pegar a lista fornecida pela escola e riscar tudo o que você já tem em casa. Materiais como tesoura, lápis de cor, compasso, régua, entre outros, não estragam e podem ser reaproveitados de um ano para o outro. Se você tem filhos em anos

diferentes, o mais novo também pode usar livros didáticos que já foram do mais velho, desde que a professora não tenha adotado um livro diferente. “É preciso fazer uma análise criteriosa do que a escola pede e do que sobrou dos anos anteriores. Em geral, as famílias já têm de 10% a 30% do que está na lista”, afirma Reis. Depois de fazer o levantamento do que já tem e casa e pode ser reaproveitado, é hora de verificar o que pode ser reciclado. Uma boa ideia é customizar cadernos antigos que não foram totalmente usados. Se eles forem em espiral, a ideia é desmontá-los, juntar as folhas não utilizados de mais de um cader-

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Economia no, remontá-los, fazer uma capa nova - tudo com a ajuda da criança. Além de ser uma boa forma de economizar, reciclar materiais antigos tem outras vantagens. “A reciclagem desenvolve o espírito lúdico e ajuda a preservar o meio ambiente, o que pode ser mais um incentivo para as crianças”, diz o educador financeiro. Depois de reaproveitar o material que sobrou do ano anterior, é hora de fazer uma reunião familiar. Pais e filhos devem decidir juntos quais serão os planos da família para o ano que está começando. A família pode planejar uma viagem, a aquisição da casa própria ou mesmo uma televisão nova. O importante é que os filhos façam parte dos planos e, se for o caso, entendam que terão de se privar de alguns pequenos luxos para que a família consiga viabilizá-los. Nes-

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sas horas, vale explicar por que uma mochila de grife pode ser muito mais cara do que uma mochila mais simples, embora muitas vezes a qualidade seja semelhante. “Participando dos planos da família e entendendo que há bons motivos para economizar, crianças e adolescentes tendem a aceitar com mais facilidade quando os pais sugerem a compra de um material um pouco mais barato”, afirma o educador financeiro. Se ir ao supermercado com crianças já é complicado, imagine comprar material escolar. As crianças em geral são mais vulneráveis aos apelos publicitários e, diante de tanta oferta de material feito exatamente para seduzir esse público, é inevitável: ela vai pedir a mochila da princesa, o caderno do super-herói e muita coisa que talvez nem esteja na lista. “Não se deixe levar pelos

desejos dos seus filhos, que vão querer comprar produtos da moda e que contenham imagens de artistas ou personagens de sucesso”, recomenda o educador. Se a lista da escola do seu filho for muito extensa e representar um custo muito alto para o seu orçamento familiar, uma boa alternativa é comprá-lo em partes. Converse com a professora dele e descubra o que será utilizado no primeiro semestre e o que vai ficar para o segundo. Assim, você pode comprar apenas uma parte do material agora e deixar a outra parte para julho. De acordo com o educador financeiro Antônio Tadeu Reis, parcelar a compra do material pode atenuar o impacto da despesa com o material escolar sem representar prejuízo para o desempenho da criança ou adolescente na escola.


Economia

AS SECRETÁRIAS SE TRANSFORMARAM! São mais de 2 milhões de profissionais que influenciam decisões e solucionam problemas

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atilografar cartas e memorandos, organizar reuniões, servir cafezinhos, atender telefonemas - já houve um tempo em que essa era a imagem e a função das secretárias. Há pelo menos uma década o perfil da classe é outro. O estereótipo ligado às funções operacionais e mecânicas está ficando cada vez mais distante da realidade. Hoje as secretárias exercem um papel estratégico dentro das empresas - é claro que continuam escrevendo cartas, organizando encontros e marcando reuniões - mas cada vez mais estão inseridas no dia-a-dia da empresa, conhecendo e entendendo tudo o que acontece ao seu redor, muitas vezes até influenciando, com bom senso, nas decisões da chefia. 32 • FORÇA • dezembro de 2011

As exigências também mudaram e muito. Antes existia o estereótipo de que a boa aparência definia a boa secretária. Hoje, as exigências na hora da contratação são cada vez maiores: curso específico de secretariado (técnico ou superior), boa redação, habilidade com micro e internet, fluência em no mínimo um idioma além do português... e por aí vai! As transformações das secretárias exigem, hoje, um profissional multifuncional e que vai atuar diretamente com os gestores e executivos de uma companhia. “É um (a) profissional que tem o domínio de pelo menos duas línguas; que conhece profundamente a organização em que trabalha; que assessora seu superior no gerenciamento da empresa e até mesmo na tomada

de decisões. A imagem do profissional que servia cafezinho não existe mais”, conta a professora de secretariado Simone Dias. “O perfil da secretária mudou drasticamente nos últimos 15 anos. Hoje ela tem outras competências e habilidades. Hoje ela é uma articuladora, uma pessoa que tem raciocínio crítico e analítico para auxiliar seu superior na gestão da empresa. É uma co-gestora”, explica. Secretária há 25 anos, Elizabeth Regina Kataoka acompanhou de perto as transformações da profissão. Da fase em que a secretária ainda servia o cafezinho, Elizabeth garante que hoje a realidade é bem diferente. “Hoje, servir café não faz parte das atribuições da profissão. As atividades são totalmente ligadas à assessoria dos execudezembro de 2011 • FORÇA • 32


Economia tivos, focando os objetivos da empresa e facilitando as rotinas da área em que atua”, conta a secretária que há 17 anos como assistente-executiva de um grupo de empresas do país. Com essa transformação, a oferta no mercado de trabalho é grande. Hoje as secretárias formam um enorme contingente: só no Brasil, são mais de 2 milhões de profissionais que compram, contratam, influenciam decisões e solucionam problemas.Na opinião de Leida Borba de Moraes, presidente da Fenassec (Federação Nacional das Secretárias e Secretários), essa é uma profissão que vem se transformando, se expandindo e adquirindo nova roupagem, de acordo com a diferentes realidades das empresas em que cada um trabalha. “Nos últimos anos houve uma retração no mercado para várias profissões, mas a de secretária vem se mantendo estável, já que estamos

Economia

ligadas à estrutura da empresa e não ao que é produzido, vendido ou negociado”, diz Leida. – Com o mercado concorrido, as chances são maiores para quem possui diferenciais, como curso superior na área e domínio de mais de um idioma. Sim, neste caso ser bilíngüe não é um diferencial, mas uma necessidade para estar inserido no mercado. Com esse perfil, a remuneração é bem melhor em empresas de grande porte, cargos bilíngües e de assessoria para executivos de primeiro escalão. Em empresas de grande porte e multinacionais, uma secretária executiva bilingue ou trilingue pode ter salário de R$ 2,5 mil a R$ 3,5 mil, de acordo com dados da Federação Nacional das Secretárias e Secretários. Quem almeja vôos altos na carreira de secretária (o) precisa se

Leida Borba de Moraes, presidente da Fenassec: “Encontramos no mercado várias situações, como a secretária atendendo a um só executivo, várias secretárias para um executivo, uma secretária para vários diretores ou gerentes..." dezembro de 2011 • FORÇA • 33

dezembro dede 2011 • F•ORÇA agosto 2011 FORÇA• 33 • 33


Economia qualificar e se atualizar sempre. Não há espaço para conhecimentos intermediários. Principalmente no quesito idioma. As secretárias bi e trilingues ocupam 90% das vagas oferecidas pelo mercado. Enquanto que os profissionais com inglês intermediário ocupam os outros 10%. Outro quesito – não menos importante – é a versatilidade do profissional. “Hoje as secretárias têm que ser muito versáteis para se adaptar às diferentes situações. Encontramos no mercado várias situações, como a secretária

atendendo a um só executivo, várias secretárias para um executivo, uma secretária para vários diretores ou gerentes...”, finaliza a presidente as Fenassec . Além de terem que lidar com as adversidades, secretárias ou secretários precisam reunir características que os diferenciem da concorrência – que por sinal é grande. Palavras de quem tem experiência no assunto: “Ética é fundamental. Dentre as características principais posso citar: formação escolar adequada, domínio em

microinformática, boa fluência verbal, conhecimento de dois ou mais idiomas, dinamismo, maturidade emocional, iniciativa, flexibilidade, organização, comprometimento com o trabalho, possuir capacidade de trabalhar sob pressão, saber administrar conflitos, facilidade no relacionamento interpessoal e em trabalho em equipe, pró-atividade, apresentação pessoal impecável, ser discreta, educada, bem-humorada e paciente”, finaliza Elizabeth Regina Kataoka.

Panorama do mercado

*dados da Federação Nacional das Secretárias e Secretários **dados da consultoria SEC Secretary & Training 34 • FORÇA • dezembro de 2011


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Construção

A FACHADA DE CIMA Telhados de cores diferentes começam a pintar a paisagem das cidades da região

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e observarmos o telhado das casas da RMC (Região Metropolitana de Campinas) vamos perceber que eles estão mudando de cor. E não é por causa da sujeira decorrente de muitos anos sem manutenção, não. É por causa da estética. Cada vez mais engenheiros, arquitetos e moradores têm transferido os cuidados com a beleza da fachada para o telhado. É como se fosse a fachada de cima. O telhado, que antes era vermelho com telha de barro, ganhou novas cores, nova função estética e muita beleza. As casas de alto padrão, em condomínios de luxo e bairros nobres, têm pintado a paisagem das cidades da região e ditado o ritmo aquecido do mercado de telhas de concreto. Ao contrário das telhas de barro, as telhas de concreto permitem uma maior variação de cores e tons. Um artefato moderno, fabricado com uma argamassa homogênea de cimento, areia, água, pigmento e, opcionalmente, aditivos plastificantes. Um dos diferenciais é a qualidade do produto, muito superior às telhas tradicionais, de cerâmica. Os equipamentos de fabricação, de avançada tecnologia, praticamente induzem os bons resultados no final da linha de produção: um bom maquinário, cimento e agregados adequados, além de respeito às dimensões e especificações

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COMPRE SUA TELHA EUROTOP EM UMA LOJA CREDENCIADA A Eurotop, fabricante de telhas de concreto e de cerâmica, sempre adotou como política a venda de seus produtos em lojas credenciadas, ou seja, em depósitos de materiais de construção em geral e madeireiras. Por isso vale o recado da empresa: “É muito importante ao consumidor adquirir os produtos para cobertura nos pontos de venda autorizados, pois estes têm uma parceria com a fábrica e com a política de atendimento pós venda da empresa fabricante - priorizando sempre agilizar o atendimento ao consumidor final. Muitos fabricantes vendem as telhas diretamente nas obras sem qualquer vínculo com os pontos de venda, dificultando aos clientes resolver com rapidez problemas como reposição de materiais com defeito, complementos de pedidos, etc... O preço pago pelo consumidor final é praticamente o mesmo comprando do fabricante direto na obra como do depósito distribuidor, não tendo o consumidor as facilidades do bom atendimento do lojista”.

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Construção das normas técnicas, juntos, fazem com que a telha de concreto tenha um elevado padrão de qualidade. Outro diferencial é ambiental. A fabricação das telhas de cerâmica requer muita energia e libera, em seu processo de produção, grande quantidade de CO². A produção da telha de concreto - por depender apenas da cura do cimento - não libera nenhum resíduo, garantem os fabricantes. Além, claro, da estética que têm caído no gosto do consumidor. Afinal, quem nunca admirou a beleza de um telhado cinza, marfim, bege, verde ou branco? A cor da telha pensada criteriosamente com a cor da fachada da residência confere muita beleza ao projeto. Tanto é verdade que na Europa, por exemplo, as telhas de concreto detêm mais de 50% do mercado e na Itália atingem 70%. Alguém duvida da beleza da arquitetura européia? Mas, no Brasil o mercado de telhas de concreto ainda dá seus primeiros passos. A evolução das telhas é recente. Segundo Décio Galego, dono do Shop Telhas, em Campinas – a primeira loja especializada em telhas do Brasil -, as telhas só foram evoluir a partir da década de 90. “Antes era mais fácil vender telhas. Tínhamos poucas opções de escolha no mercado. Só víamos os tipos mais comuns, a francesa, a paulista e a plana. Hoje o cliente chega à loja e se perde com a infinidade de opções e cores. É para confundir quem constrói”, brinca. Para quem se perdeu em meio a tantas opções, Galego explica: “O 38 • FORÇA • dezembro de 2011

tipo de telha vai depender do projeto da residência. Mas, as telhas de concreto têm ganhado uma boa fatia do mercado. Os consumidores querem algo diferente e as telhas de concreto caíram no gosto porque atende a uma cartela de cores bastante variada. Esteticamente é muito mais bonita”, conta. “Apesar de terem um custo maior, as telhas de concreto também permitem maior durabilidade. Elas são mais resistentes quando se anda sobre elas”, completa citando a Eurotop como telha referência no mercado. Um dos mitos mais comuns é o de que as telhas de concreto são muito caras. Mais uma vez o comparativo de preço não é o milheiro mais sim o m2 de telhado. Quando avaliada desta maneira as telhas de concreto natural (sem pigmento) possuem preço compatível com as telhas cerâmicas. Os fabricantes explicam que o milheiro da telha de concreto custa cerca de R$ 1000,00 contra cerca de R$ 450,00 a R$ 500,00 pelo milheiro das peças cerâmicas. No entanto, para uma área que necessite de 1.000 telhas de concreto serão necessárias 2.000 telhas cerâmicas, explicam os fa-

bricantes. Por metro quadrado de telhado são necessárias 10,4 telhas de concreto e de 15 a 26 peças de cerâmica, dependendo do tipo. Os fabricantes brasileiros insistem em que a telha de concreto pode ser acessível a qualquer classe social. Elas são muito utilizadas em casas de alto-padrão, principalmente quando utiliza cores especiais, mas representam também uma opção que irá levar qualidade às casas de todos os brasileiros. “A verdade é que muitos moradores estão trocando de telha por conta do custo beneficio da telha de concreto. É um pouco mais cara, mas a durabilidade é muito maior. Além da estética”, finaliza Darcio Galego, filho de Décio, que desde pequeno acompanha o negócio do pai.


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Construção

REFORMA DA CASA ALUGADA: QUEM PAGA? Saiba quando a responsabilidade dos custos da obra é do inquilino e do proprietário

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orar em casa de aluguel é sempre o mesmo dilema: os móveis do novo inquilino devem se adaptar a casa e quer o novo morador goste ou não, não dá para fazer muitas

mudanças na estética do imóvel. Afinal, ele não é seu. Se não dá para mudar o imóvel por pura preferência estética, muitas vezes é preciso mudá-lo por necessidade. Os reparos e reformas são inerentes a ação do tempo e precisam ser

feitos. A menos que o proprietário e o inquilino não se preocupem com a pintura da fachada que já está descascada há anos. Mas, suponhamos que os proprietário e inquilinos tratados aqui estejam preocupados com as melhorias dezembro de 2011 • FORÇA • 41


Construção do imóvel e queiram fazer as reformas. É aí que surge a principal dúvida: quem paga a conta? Os direitos de inquilinos e proprietários não costumam estar muito evidentes. Muitos inquilinos assinam contrato e sequer sabem sobre seus direitos e deverem. O resultado? Muitas vezes pagam contas que não são suas. Mas, a lei 8.245 de 1991 regulamenta esses direitos e deveres. Baseados na lei, especialistas garantem que, em grande parte das obras, a responsabilidade cabe ao proprietário; já que a melhoria feita beneficiará o imóvel dele. “A lei do inquilinato estabe-

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lece que o locador é obrigado a garantir ao locatário a habitabilidade do imóvel, e que o inquilino deve zelar por ele como se fosse seu, sendo obrigado a devolvê-lo no estado que o recebeu, salvo as deteriorações decorrentes do seu uso”, conta o presidente da Associação Brasileira dos Advogados do Mercado Imobiliário (Abami) Geraldo Beire Simões, um dos autores da lei. Isso significa que reparos e reformas motivados pelo passar dos anos, como pintura externa, por exemplo, são de obrigação do proprietário. Mas e se essa alteração não for considerada útil, ou ne-

cessária, como prevê a lei? Se for uma reforma que não visa à conservação ou melhoria do imóvel, mas apenas modificá-lo do ponto de vista estético ou para atender a uma necessidade específica do locatário, como dividir um cômodo grande em dois menores, por exemplo. “Nesses casos a benfeitoria pode ser realizada desde que haja autorização do proprietário. Entretanto, diferentemente dos outros casos, o locatário é quem arca com os custos, sem direito a ressarcimento, e pode ter que reverter à reforma caso o proprietário solicite”, explica Simões. Se você


Construção mora em um apartamento alugado, além dos direitos e deveres já citados, neste tipo de locação outras normas devem ser seguidas. De acordo com artigo 23 da Lei do Inquilinato, por exemplo, o inquilino deve pagar as despesas ordinárias: salários, encargos trabalhistas, manutenção da área comum do condomínio, dos elevadores, das instalações e equipamentos desti-

nas dependências e instalações elétricas e hidráulicas de uso comum. Já o artigo 22 da mesma lei dispõe sobre o pagamento das despesas extraordinárias, que são obrigação do proprietário: obras de reformas ou acréscimos que interessem à estrutura integral do imóvel, ou destinadas a repor as condições de habitabilidade do edifício, pintura das fachadas, instalação de equi-

decoração e paisagismo nas áreas comuns e constituição de fundo de reserva. Seja na locação de uma casa ou de um apartamento, o que vale mesmo é o bom senso. Principalmente em caso de reforma. “Para não perder o negócio, o proprietário costuma permitir a mudança e até arca com todo ou parte do custo”. “Trata se de uma prática aceitável. É comum também

nados à prática de esportes e lazer, além de limpeza e pintura das áreas comuns e de pequenos reparos

pamentos de segurança e de incêndio, telefonia, intercomunicação, esporte ou lazer, despesas de

o proprietário ceder um tempo de carência nas mensalidades do aluguel para a realização da obra”,

Lei do Inquilinato: De acordo com artigo 23 da lei, o inquilino deve pagar as despesas ordinárias. Já o artigo 22 da mesma lei dispõe sobre o pagamento das despesas extraordinárias, que são obrigação do proprietário: obras de reformas ou acréscimos que interessem à estrutura integral do imóvel.


Construção complementa a diretora de Locação, Ana Paula Pellegrino. Segundo ela, essa prática é mais comum em imóveis antigos. “Mesmo em condições de uso o locatário quer trocar pisos, azulejos, pintura, etc. O proprietário que enxerga o quanto isso pode aumentar o valor do imóvel e sua facilidade de locação costuma aceitar.” Foi o que aconteceu com a mineira Silvana

va perfeito para a locação, exceto o carpete com mais de duas décadas de uso. “Havia condições de habitar o local, não fosse o fato de eu ser extremamente alérgica”, diz. O pagamento da obra ficou a cargo de Silvana, entretanto, o locador abateu o valor total da obra nas mensalidades iniciais do aluguel. “Além do carpete, alguns meses depois eu substitui os armários”,

Alcade. Há cinco anos a bancária foi transferida de agência. Deixou Santa Rita do Passa Quatro e passou a residir em um apartamento alugado em Campinas. Tudo esta-

conta a bancária, que nesse caso também dividiu os custos com o dono do apartamento. Especialistas orientam que o bom senso deve

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entre inquilino e proprietário. “É comum o locador reformar o imóvel todo, deixando-o em perfeitas condições, e na hora o locatário querer fazer alguma mudança”, explica a gerente de Vendas e Locação, a advogada Lea Faab Fuggion. Por isso, se quiser fazer alguma reforma estética no imóvel que você aluga converse com o proprietário e acerte os detalhes da obra antes de fechar o contrato. Se for o caso, firme um contrato formal tratando de todas as modificações.

sempre falar mais alto na relação

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CARGA PESADA Entenda por que o Brasil tem o carro mais caro do mundo

Q

uando o Chevrolet Captiva foi apresentado no Brasil, em meados de 2008, ele trouxe como grande trunfo o preço: 92 990 reais. Mas, se alguém achou esse preço atraente, é porque ainda não viu quanto ele custa no México, seu país de origem. Lá é vendido pelo equivalente a 48 800

reais – e, com uma renda per capita cerca de 20% maior que a do brasileiro, esse valor pesa ainda menos no bolso dos mexicanos. Fica a pergunta: por que ele custa tanto no Brasil? Como há um acordo entre Brasil e México, nesse caso nem há imposto de importação. As montadoras brasileiras culpam a carga tributária pelo preço do veículo

vendido aqui – que está entre os mais altos do mundo. Os impostos chegam a 36,4% do valor do carro (somados IPI, ICMS, PIS e Cofins). A briga entre governo e indústria é histórica. O problema é que o consumidor é quem paga a (alta) conta. Mauro Zilbovicius, professor de custos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, é catdezembro de 2011 • FORÇA • 45


Especial > Impostos

Chevrolet Camaro SS: “Muscle car” custa R$ 185 mil no Brasil, mas chilenos pagam o equivalente a R$ 89 mil (26.990.000 pesos) e americanos, R$ 54 mil (US$ 34.240

egórico: “A carga tributária é uma parte do custo. No caso do Brasil, o mercado está em crescimento e os preços não recuaram, apesar do ganho de escala. Ao contrário, subiram bastante”. Na avaliação de Letícia Costa, vice-presidente da consultoria Booz Allen, os preços de commodities, como aço e resina, tiveram alta acentuada, fenômeno observado no mundo todo. “Esses aumentos refletiram no preço dos carros”, diz. Ainda que a matéria-prima tenha subido, o que ela representa no custo não justifica aumentos expressivos. O aço, que nos últimos cinco anos subiu 60%, representa em torno de 10% do valor de venda de um VW Gol e só 6,49% do de um Chevrolet Astra. Segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), 46 • FORÇA • dezembro de 2011

Um exemplo: a GM teve prejuízo global de 38,7 bilhões de dólares em 2007. Enquanto isso, o Brasil respondeu por um terço do crescimento mundial das vendas da marca. Há casos em que, mesmo com o imposto de importação integral, alguns modelos estrangeiros conseguem chegar ao país com mais acessórios e preço mais atraente que os nacionais equivalentes. É o caso do Kia Picanto, que paga 35% ao desembarcar no Brasil – mais os impostos pagos pela indústria. Mesmo assim, ele custa 35  900 reais e traz de série ar-condicio-

em setembro de 2003 o C3 Exclusive 1.6 novo custava 31 300 reais. Em 2008, foi para 49 600 reais. A alta foi de 58,7%, mas a inflação no período foi bem menor, segundo a Fipe: Volkswagen Gol I-Motion: Fabricado no Brasil, hatch ausó 28,31%. De tomatizado custa R$ 46 mil por aqui; no Chile, sai por apacordo com Zilenas R$ 29 mil bovicius, se os impostos são responsáveis pelo valor do carro, as nado, direção elétrica, trio elétrimontadoras também são. “Muitas co, rodas de liga leve e CD player delas, como Ford, Fiat e GM, en- com MP3, itens que são opcionais frentaram dificuldades no mundo na maioria dos nacionais. David e se seguraram em parte graças Wong, vice-presidente da Kaiser aos resultados obtidos no Brasil.” Associates, explica por que esse


Especial > Impostos

Hyundai ix35: SUV coreano pode ser encontrado no Brasil por R$ Volkswagen Jetta: Importado do México, sedã é vendido no 88 mil; na Argentina, onde é chamado de Novo Tucson, custa R$ Brasil com preço inicial de R$ 65.700; na origem, carro cusR$ 56 mil; na Coreia do Sul, vale R$ 31.270 ta o equivalente a R$ 32.500

preço é tão competitivo, apesar de importado da Coréia: “A fábrica que faz o Picanto produz de 1 milhão a 1,5 milhão de veículos desse modelo por ano. A escala é monstruosa. Por aqui, a produção anual de um Gol é de cerca de 400 000 unidades”. Para o presidente da Abeiva (associação das importadoras), Jörg Henning Dornbusch, a indústria automobilística brasileira tem como vender seus carros por preços mais

baixos: “Com o aumento da escala por conta das vendas em alta, deveria haver uma redução no custo de produção, e não é o que se vê”. Quando há acordos entre o Brasil e parceiros como México, Argentina e Chile, o imposto de importação é zero e, em muitos casos, as subsidiárias até reduzem ainda mais suas margens na venda de uma unidade para a outra. É o que ocorre, por exemplo, entre as filiais brasileira e argentina da Renault.

Aqui o Logan 1.6 8V custa 37 550 reais. Na Argentina, que importa esse mesmo carro do Brasil, ele é vendido pelo equivalente a 25 500 reais. Sem a carga tributária, o Logan vendido aqui custa 26 585, mas na Argentina ele vale 20 017 reais, mesmo incluindo o custo de frete até o país vizinho. E o que explica essa diferença de 6 500 reais, depois de descontados os impostos? Para o presidente de uma importadora, que prefere não se identificar, os veículos nacionais não baixaram de preço quando comparados a outros países porque as montadoras, que trabalham com margens entre 9% e 11%, estão praticando o percentual máximo. O presidente da Anfavea (associação das montadoras), Jackson Schneider, prefere não entrar em detalhes sobre a rentabilidade do setor. “Quando se fala de preço e margem, cada monHonda City LX: Fabricado em Sumaré (SP), custa R$ 56.210 no Brasil; mexicanos compram o carro brasileiro por R$ 25.800 (cerca de 200 mil pesos) dezembro de 2011 • FORÇA • 47


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Toyota Corolla: segundo entidade de concessionários, custo do sedã começa em R$ 59.400 (US$ 37.636) no Brasil; na Argentina, cai para R$ 34.176 (US$ 21.658); nos EUA, é de apenas R$ 24.380 (US$ 15.450)

tadora cuida da sua casa.” Mas Schneider concorda que o Brasil se tornou atraente para as matrizes, daí o volume tão grande de recursos esperados para os próximos anos. Para Schneider há ainda outras formas de reduzir custos. As montadoras têm, segundo ele, apostado no aumento de produtividade dentro das fábricas, com a aquisição de equipamentos mais modernos e melhor gerenciamento de estoques. Segundo Francisco Satkunas, membro do conselho da fornecedora Plascar e há 40 anos no mercado, as montadoras no Brasil não deveriam ficar esperando por reduções nos impostos. Antes, poderiam começar a estudar formas de diminuir custos no desenvolvimento de materiais de autopeças mais eficientes e baratos, na logística e na mão-de-obra, com profissionais mais bem treinados para aumentar ainda mais a produtividade. “Sem cortar despesas, fica difícil vender carros mais baratos no Brasil”, diz Satkunas. A própria Plascar pesquisa no momento uma roda feita de plástico, material mais barato e leve. Outro caminho para diminuir custos, conta Evandro Maciel, diretor do Comitê de Veículos de Passeio da Sociedade de Engenheiros da Mobilidade (SAE), é por meio da padronização de peças entre as montadoras. Isso possibilitaria uma escala global bem maior e uma economia no fim da conta. Ou seja, quem ganharia com isso seria o consumidor. dezembro de 2011 • FORÇA • 49


Jurídico

Dr. Luiz Alberto Lazinho

O PAGAMENTO DO VALE TRANSPORTE EM ESPÉCIE

M

uitas empresas deixam de fornecer vale-transporte na modalidade de dinheiro face às interpretações das autoridades fiscais de que o mesmo somente pode ser concedido ao empregado por meio do vales adquiridos junto às empresas de transporte coletivo. Estas regras encontram-se inseridas no art. 5º do Decreto nº 95.247, de 17 de novembro de 1987 que Regulamenta a Lei n° 7.418, de 16 de dezembro de 1985 com a alteração da Lei n° 7.619, de 30 de setembro de 1987 sobre o vale-transporte, onde é vedado ao empregador substituir o Vale-Transporte por antecipação em dinheiro ou qualquer outra forma de pagamento, exceto no caso de falta ou insuficiência de estoque de Vale-Transporte, necessário ao atendimento da demanda 50 • FORÇA • dezembro de 2011

e ao funcionamento do sistema, o beneficiário será ressarcido pelo empregador, na folha de pagamento imediata, da parcela correspondente, quando tiver efetuado, por conta própria, a despesa para seu deslocamento. A regularidade na concessão do vale-transporte determina os seguintes benefícios: a) não tem natureza salarial, nem se incorpora à remuneração do beneficiário para quaisquer efeitos; b) não constitui base de incidência de contribuição previdenciária ou do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço; c) não é considerado para efeito de pagamento da Gratificação de Natal,

d) não configura rendimento tributável do beneficiário e) poderá ser deduzido como despesa operacional, na determinação do lucro real, no período-base de competência da despesa. A proibição do pagamento do vale-transporte em dinheiro via decreto viola o princípio da legalidade tributária, um dos pilares centrais do Sistema Tributário Nacional, segundo o qual a instituição e a majoração de tributos, bem como a definição de seu fato gerador, de sua alíquota e de sua base de cálculo somente podem ser definidas por lei. É o que estabelece a Constituição Federal/1988 (art. 150) bem


como no art. 97, I, II, III e IV, do Código Tributário Nacional, ao dispor que sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça; (CF/1988) e o Art. 97 do Código Tributário Nacional, onde somente a lei pode estabelecer: a instituição de tributos, ou a sua extinção; a majoração de tributos, ou sua redução, ressalvado o disposto nos arts. 21, 26, 39, 57 e 65; a definição do fato gerador da obrigação tributária principal, ressalvado o disposto no inciso I do § 3º do art. 52, e do seu sujeito passivo. Por conseguinte todos os elementos determinantes da obrigação tributária devem estar delineados na lei, sendo vedado outro instrumento normativo infralegal avocar a si essa atribuição, sob pena de violação do princípio da legalidade tributária. Em recente decisão no Recurso de Revista (RR-2462/2005-066-02-00.5) a Sexta Turma do Superior Tribunal do Trabalho excluiu a incidência do FGTS sobre os valores pagos em dinheiro à título de vale-transporte, o relator arrolou jurisprudência do TST no sentido de que a concessão do benefício em dinheiro não altera a natureza jurídica do vale-transporte. A Turma seguiu, por unanimidade,

o v o t o apresentado pelo relator e decretou a insubsistência dos autos de infração, com o consequente cancelamento das multas administrativas. No mesmo sentido nos autos do Recurso Extraordinário nº 478.410/SP, o Plenário do Supremo Tribunal Federal analisou o tema da natureza do pagamento do vale-transporte em dinheiro e as consequentes repercussões, entendendo não haver caráter salarial na verba, A posição da Corte foi de que o pagamento do vale-transporte, mesmo em dinheiro, possui caráter indenizatório (não-remuneratório), motivo pelo qual a referida verba não pode ser caracterizada como salário-de-contribuição para fins de incidência de contribuição previdenciária. Em seu voto, o Ministro Eros Grau (Relator) foi incisivo ao fundamentar que “a admitirmos não possa esse benefício ser pago em dinheiro sem que seu caráter seja afetado, estaríamos a relativizar o curso legal da moeda nacional. (...) Em conclusão, o Ministro Relator asseverou que:

“A cobrança d e contribuição previdenciária sobre o valor pago, em dinheiro, a título de vales-transporte, pelo recorrente aos seus empregados afronta a Constituição, sim, em sua totalidade normativa. Por estas razões, o artigo 5º do decreto n. 95.247/87, é absolutamente incompatível com o sistema tributário da Constituição de 1988”. Votaram em favor da natureza indenizatória do vale transporte, mesmo pago em dinheiro, os Ministros Eros Grau, Dias Toffoli, Carmem Lúcia, Cesar Peluso, Carlos Brito, Ricardo Lewandovski, Ellen Gracie, Celso Mello e Gilmar Mendes, restando vencidos os Ministros Marco Aurélio e Joaquim Barbosa. Conclusão: Os precedentes jurisprudenciais avocados permitem aferir o direito líquido e certo do empregador fornecer aos seus empregados o vale-transporte em dinheiro, bastando para tanto amparar-se no Poder Judiciário.

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Jurídico

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Dr. Marco Pizzolato


SOMBRA E ÁGUA FRESCA Entre as montanhas de Botucatu e Brotas, um paraíso chamado Hotel Estância Barra Bonita

C

om as férias batendo na porta, nada melhor do que viajar. Reunir a família e descansar. O problema mesmo é agradar os gostos da família. É sempre o mesmo dilema. Os pais querem sossego e os filhos diversão. Se você vive esse problema em casa, que tal reunir traquilidade e diversão em um mesmo lugar. E não é qualquer lugar, não. São 450.000 m² de muita natureza, calmaria, diversão e água. Sim, água. Entre as montanhas que cercam as cidades de Botucatu e Brotas, existe um paraíso chamado Hotel Estância Barra Bonita. Localizado a 3 quilômetros da cidade de Barra Bonita, o resort é cercado pela natureza, por esportes radicais e por uma parque aquático digno de muita diversão. Localizado

em um das regiões que mais souberam preservar a natureza, no Estado de São Paulo, o resort se funde com a natureza. Entre suas alamedas asfaltadas e a calmaria, existem também muitas atrações. Para quem vive na rotina frenética das cidades grandes a estadia no resort transforma-se em uma experiência da vida pacata do interior. Os chalés do Hotel Estância Barra Bonita estão espalhados por todo o complexo, em simpáticas vilas cercadas de bosque e jardim. Um cenário lindo ao cair da tarde. Mesmo com ares interioranos, as acomodações são equipadas com tecnologia de ponta. Os chalés são equipados com rede wirelles banda larga, ar-condicionado, telefone, frigobar e TV. A beleza do resort está em todos os cantos. Para onde

se olha a natureza contrasta com a arquitetura do complexo. A pousada também não deixa a desejar. Olhada do jardim, ao ascender das luzes, vê-se um cenário apaixonante. Vista de dentro, a pousada comporta o restaurante, a boutique, o salão de jogos, o american-bar, a recepção, as salas de estar e, muitas vezes, transforma-se em ambiente de festa, durante o coquetel de boas-vindas aos hospedes. Por falar em coquetel, comida e restaurante, hospedar-se no resort significa experimentar uma gastronomia saborosa. Palavras de quem já esteve lá: “Eu passei um final de semana com minha família no resort e posso garantir que é uma das melhores comidas caseiras que já comi. Comi uma geléia de figo que nunca vi igual. É receita exclusidezembro de 2011 • FORÇA • 53


Turismo va deles”, conta o empresário piracicabano Antônio Siqueira. Durante o café da manhã, o almoço e o jantar – já inclusos na diária – os hospedes desfrutaram de deliciosas especialidades culinárias e muita variedade em saladas, maioneses, suflês, risottos, massas, molhos, assados, grelhados, tortas, pavês, mousses. Os pães, bolos, geléias e doces, por exemplo, são feitos na estância mesmo. Muitas das receitas são exclusivas. Para os hospedes se sentirem em casa e se servirem à vontade. E o lazer? A o lazer é um dos pontos fortes do resort. O Parque Aquático Atlantis, é composto por 10 piscinas,

Restaurante

Sala de estar 54 • FORÇA • dezembro de 2011

Escolher resort para passar as férias é uma ótima ideia. Porque são locais que oferecem atividades para todos os gostos e idade. A família toda curte junto.

piscina aquecida, hidrospas, toboáguas, tobogã radical, bar aquático, piscinas de biribol, música e alegria. Para quem gosta de uma boa dose de adrenalina, o tobogã radical 70 metros de rampa, que faz jus ao nome. Agora, para quem não quer sair da piscina por nada nesse mundo, no Splash bar é possível degustar petiscos sem sair da água. Pensando na segurança dos pequenos hospedes, o resort construiu um parque aquático dentro de outro parque aquático, com escorregadores e esguichos d´água para as crianças.“A Rafaella passava o dia todo no parque aquático com uma equipe de


Turismo

Chalés

instrutores. Ela se divertiu muito e nós descansamos”, conta Ângela Siqueira, esposa do empresário Antônio e mãe de Rafaella de 9 anos. Se você quer diversão, mas fora da água, saiba que opções não faltam. Para os pequenos, o Recanto Infantil & Tia Brinca Junto, para crianças a partir de 3 anos, é um espa-

ço dedicado á atividades artísticas e culturais. Para os crescidinhos, a diversão pode ser em ritmo de esporte, nas quadras poliesportivas. O esporte pode ser vôlei, basquete, futsal ... ou muita torcida, na arquibancada com vista para o parque aquático Atlantis ou no Ginásio de

esportes. Para os amantes do tênis, são três quadras Play piso. Para os amantes do futebol, um campo com grama verdinha convida para bater uma bolinha. Outro esporte que tem espaço garantido e disputa a preferência dos hóspedes é o golfe. Dentre todas as atrações do resort, o campo de golfe é destaque. No Driving Range você possível treinar swing e as tacadas, e depois conferir no Putting Green com nove buracos como está sua pontaria. No final da noite, depois de tanta diversão, que tal relaxar? O divertidíssimo Show dos Hóspedes é um dos preferidos! Com muito bom humor, eles revelam seu talento no palco e se tornam as estrelas do espetáculo, cantando, representando e brincando com a platéia. Para descasar e se divertir, o Hotel Estância Barra Bonita, certamente, é um destino que agrada toda a família. “Escolher resort para passar as férias é uma ótima ideia. Porque são locais que oferecem atividades para todos os gostos e idade. A família toda curte junto”, explica o agente de turismo Evandro Nassim.

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ESPELHO, ESPELHO MEU... As loucuras das celebridades – e das anônimas – em busca do corpo e da pele perfeita

Eu não era gordinha. Só tinha uns pneuzinhos do lado que me incomodavam muito. Não pensei duas vezes, fiz uma lipoescultura”. Quem relata as mudanças no corpo é a americanense Tábatta Rossi, de 20 anos. No ano passado a estudante de nutrição recorreu à cirurgia plástica para esculpir novas formas no corpo longilíneo de 1.76 m e 62 kg. O que a motivou? “Paralelo à faculdade eu tenho trabalhos como modelo. Não tenho tempo de queimar essas gorduras na academia, por isso recorri ao método mais rápido e sem sofrimento”, responde a jovem.

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Comportamento Tábatta é mais uma entre milhares de jovens que, cada vez mais cedo, se submetem a cirurgia plástica para atingir o padrão de beleza imposto pela sociedade: ser magérrima, ter pele de porcelana, nariz fino e pontiagudo, zero de celulite e por aí vai. O exemplo mais recente do que os especialistas chamam de ditadura da beleza é Geyse Arruda. A jovem, que foi hostilizada na faculdade por usar um mini vestido rosa com um corpo volumoso, virou ‘celebridade’ e como num passe de mágica – ou, digamos, como num truque de bisturi – voltou à cena com tudo novo: cabelo novo, seios novos, bumbum

novo e silhueta nova. Realmente, a medicina estética opera – literalmente – verdadeiros milagres. E não é só em jovens, não. Mulheres de meia idade pedem socorro ao cirurgião para, aos 50 anos, terem rosto e corpinho de 30. O padrão de beleza que estamos acostumados a ver é imposto, principalmente, pela mídia. “As mulheres fazem muitas comparações consigo. Querem o nariz de tal atriz, o bumbum da outra. Quem está na mídia é referência para as anônimas. A tendência dessas jovens é entrarem na meia idade obcecadas pelo rejuvenescimento. Ou seja, fazendo cada vez mais cirur-

Geyse Arruda

Antes

gia plástica”, explica o psicólogo Aroldo Freitas, estudioso dos impactos da mídia no comportamento humano. Mas, não basta comparar, é preciso fazer igual. Eva Inácio tem 52 anos. Pelo menos 20 deles são dedicados aos tratamentos estéticos, inclusive cirúrgicos. A empresária campineira soma em sua beleza uma lipoaspiração, prótese de silicone nos seios, recauchutada para levantar a pele do rosto, preenchimento nos lábios e inúmeras sessões de botox. Sem contar as visitas semanais a uma clínica de estética para manter a barriga sequinha com sessões de drenagem linfática. “Tenho tudo isso de cirurgia plástica no corpo e assumo. O meu objetivo é chegar aos 60 (anos) tão rejuvenescida como a Suzana Vieira (atriz)”, compara. A linha entre a beleza comprada pela estética e o ridículo é muito – mas muito – tênue. Chegar aos 50 com tudo de 30 não é tarefa simples. E Eva Inácio sabe disso. “Tenho muito cuidado com os procedimentos para não me tornar robô. Com a pele esticada demais”, relata a empresária, com bom humor. Se você deseja completar meio século de vida como as famosas, vamos começar pela verdade inconveniente: é im-possível conseguir a aparência das mulheres que aparecem na página seguinte, todas, inacreditavelmente, na faixa dos 50. Mas existe uma série de coisas que dá para fazer, mesmo no caso de quem nasceu sem o equipamento genético de beldades como as atrizes americanas Demi Moore e Sharon

Depois dezembro outubro de 2011 • FORÇA • 57


Comportamento BONS EXEMPLOS...

Suzana Vieira

Demi Moore

Carine Rottfeld

Stone, a ex-modelo australiana Elle MacPherson ou a editora francesa Carine Roitfeld. Algumas custam caro, como buscar excelentes profissionais do ramo da estética. Outras exigem autodisciplina feroz – não engordar é um dos mandamentos mais básicos de quem quer combater a aparência envelhecida. Demi, Stone, MacPherson e Roitfeld são bons exemplos de como 58 • FORÇA • dezembro de 2011

Elle Macpherson

Sharon Stone

utilizar a estética a favor da beleza. O curioso é que todas elas utilizam um recurso que não custa nada e pode ser até engraçado para quem dispõe de suficiente distanciamento crítico: mentir, mentir sempre sobre as magias (e os sacrifícios) do rejuvenescimento. No máximo, reconhecer um retoquezinho aqui e ali. Tudo bem, elas têm crédito. Afinal, continuam lindas depois de

tantas plásticas. Mas, o que não dá para dizer é que fez só um pequeno preenchimento e aparecer com a aparência excessivamente plastificada que caracteriza os exageros da busca da autopreservação. A ex-mulher de Silvio Berlusconi, Veronica Lario, e a estilista Donatella Versace, ambas italianas, são exemplos de mulheres pós-50 que extrapolaram na conservação da


Comportamento juventude – um resultado nada incomum entre as loucas por Botox. Por que, dispondo de vastos recursos e acesso aos maiores especialistas, umas conseguem e outras não? Para começar, retomando as verdades básicas, continua linda aos 50 quem já nasceu linda. “Um lifting pode refrescar o rosto, mas não transforma uma mulher feia em uma mulher linda. Ela ficará muito melhor, mas a beleza natural ajuda 200% no envelhecer bem”, constata, realistamente, o cirurgião plástico Ricardo Marujo. Também pesam outros fatores

genéticos, que vão desde o tipo de pele até a ossatura facial. Rostos mais quadrados, com o molar mais alto e a mandíbula mais larga, segundo o cirurgião, seguram melhor a pele. Ter as maçãs do rosto naturalmente altas, como as ex-modelos Sharon Stone e Elle MacPherson, é meio caminho andado para as intervenções estéticas sutis que caracterizam os bons cirurgiões plásticos. É por causa da mão leve dos ases do bisturi que as belas mentem. Demi Moore, com um conhecido histórico de aprimoramentos, incluindo a reformulação

da linha da mandíbula, os seios e o pescocinho de adolescente, recentemente proclamou: “Nunca fiz plástica”. Carine Roitfeld, editora da Vogue francesa e ícone do mundo da moda, excepcionalmente conservada aos 54 anos, também diz que nunca, jamais, fez coisa alguma. “Tenho sorte de manter o mesmo corpo que tinha aos 20 anos”, esnoba. “E, à medida que envelheço, vou descobrindo novos truques.” E quais seriam? Pilates todo dia, nunca franzir a testa e frequentes “massagens faciais”. Convenhamos que todos es-

PÉSSIMOS EXEMPLOS...

Cristina Kirchner

Donatella Versace

Veronica Lario dezembro de 2011 • FORÇA • 59


Comportamento

Gretchen? Sheila Carvalho aparece irreconhecível ao lado do marido Toni Salles, graças ao botox.

ses truques fazem parte das regras para não entregar o ouro. Com a grande procura por esse tipo de tratamento, os médicos precisam se preocupar tanto com o que fazem quanto com o que deixam de fazer. O exagero estraga rostos naturalmente bonitos e acaba com os que nunca foram muito privilegiados. Veronica, a ex de Berlusconi, é considerada um catálogo ambulante de excessos. “Ela é o cúmulo da mal operada: encheu demais os lábios, fez os olhos, mas não reti60 • FORÇA • dezembro de 2011

rou direito as bolsas, pode até ter feito um lifting, mas já caiu tudo. O rosto está murcho e há preenchimento em excesso”, analisa Marujo. “Já atendi uma senhora de 73 anos que chegou com uma foto da Angelina Jolie e pediu lábios iguais”, espanta-se o cirurgião. Ao bocão das exageradas se somam a maquiagem excessiva e o cabelão, loiro-branco ou, pior ainda, avermelhado. Ou, em duas palavras, Cristina Kirchner, a presidente da Argentina, 56 anos e mão pesa-

díssima, em todos os sentidos. Os tons de vermelho são muito fortes e acabam denunciando a pele manchada e as rugas, segundo os especialistas. “A mulher de 50 deve buscar uma cor suave, natural ou que, pelo menos, exista na natureza. O ideal é a cor de cabelo que ela tinha quando criança”, explica a cabelereira, especialista em tintura, Leila Cortez. Da mesma forma que existe excesso de bisturi, pode haver também de procedimentos temporários em rostos que já passaram da fase em que funcionam bem. “O que uma cirurgia plástica corrige não se resolve só com injeções. Quando o rosto está muito flácido, qualquer Botox, qualquer preenchimento fica muito aparente”, finaliza o cirurgião plástico Marujo. Outra recomendação dos médicos é que quem faz plástica para rejuvenescer deve se concentrar nesse efeito, e não incluir no pacote outras correções. A pele esticada como tamborim também contribui para a aparência artificial, ainda mais quando contrastada com a de outras partes, não esticáveis, do corpo, como colo e mãos. Vale a dica dos profissionais: na busca de um rosto natural, algumas ruguinhas são desejáveis. A pessoa de 50 anos tem de ter um mínimo de marcas. O.k, mas só um pouquinho de marca, pois chegar aos 50 com corpinho, e o resto, de 30 é uma aspiração universal das mulheres que entram na meia-idade. “Somos mulheres que não queremos nos aposentar da vida”, finaliza a empresária Eva Inácio.


A EDUCAÇÃO ESPECIAL

M

uitas dúvidas ainda hoje são levantadas a respeito da Educação Especial. Esta é uma das vertentes de nossa política educacional, que compreende um ensino diferenciado e procura atender crianças com necessidades especiais de aprendizagem, e poderia dar como exemplo o deficiente auditivo, visual, o

deficiente intelectual, e físico. A Educação Especial tem como objetivo atender a todos com a missão de incluí-los, de maneira satisfatória, no âmbito social, intelectual e profissional. Para isso trabalha com uma equipe multidisciplinar que conta com profissionais na área da medicina, fonoaudiologia, pedagogia, fisioterapia, psicologia e outros. Ao contrário de que se

pensam, as intuições e escolas de educação especial nunca tiveram o objetivo de segregar alunos, mas contribuir para o desenvolvimento e socialização. No Brasil até então a Educação Especial era realizada quase que em sua totalidade em instituições e escolas especializadas, e hoje possui uma política nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusidezembro de 2011 • FORÇA • 61


Comportamento va, que procura assegurar ao cidadão o direito a educação na rede regular de ensino. (2008). Na ânsia de fazer com que esta lei de resultado, o Brasil procurou em alguns aspectos basear-se em modelos educacionais estrangeiros, (países mais desenvolvidos e que possuem uma cultura de investimento na educação) esses modelos dificilmente dará certo para nós, que ainda estamos em desenvolvimento, ou seja não somos países de primeiro mundo e não temos os recursos que tais países dispõem. Implan-

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tar tais leis e normas sem adequá-las ao nosso sistema é com certeza uma medida equivocada, e fica bonita só no papel. O objetivo deste DECRETO Nº 6.571 (da inclusão) mas claramente é incluir crianças com necessidades especiais de aprendizagem na rede regular de ensino, mas será que o governo está preparado para isso? Uma escola para atender os alunos da Educação Especial precisa de um

mobiliário adequado, profissionais capacitados, uma equipe multidisciplinar, espaço físico, materiais pedagógicos, para minimizar as diferenças e as dificuldades, pois a inclusão não ocorre quando misturamos tudo dentro de uma sala de aula, isto não é educação e menos ainda especial, será que a escola pública tem a mesma condição de oferecer ao educando especial o mesmo recurso de centros especializados. A Educação Especial no Brasil de hoje necessita desta atenção, precisa de condições


Comportamento

para que alcance seu objetivo, o de aparar as diferenças, quero dizer que o governo brasileiro deve criar uma política de apoio a Educação Especial e infantil, que são nossas educação de base, e que seja referência para outros países, porque temos condições para isso. Quando nos conscientizarmos que nosso sistema escolar é frágil e carece de mudanças estaremos dando

o primeiro passo rumo ao futuro, porque o problema não é só criança dentro da escola, mas também é criança dentro do orçamento do governo. E Educação Especial como nome já diz é especial, porém tudo que se trata de educação é especial porque um povo sem cultura e educação é um povo fadado ao empobrecimento, cultural e social.

Edme Cristiane Ortiz | Pós - graduada em Educação Especial | christianeortiz@bol.com.br

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Social

4 ANOS DE SUCESSO

Cliente tem assistência técnica sempre! É com esse conceito que a Ótica Ulisses, em Santa Bárbara d’Oeste, comemorou seus quatro anos de sucesso. Reunindo amigos e sua vasta cartela de clientes, Ulisses Victoriano comemorou a data com um café da manhã especial na loja. Confira cliques do evento e conheça a equipe da Ótica Ulisses, que se situa à Rua XV de Novembro, 854 – Centro.

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1- Equipe de consultores: Ulisses Victoriano, Camila, Victor Hugo, Rose e Eduarda

6 3- Clique do café da manhã 4- Clientes lotam loja para conhecer as coleções primavera-verão 5- Ulisses e sua esposa Marta 6- Ulisses posa com seu irmão Sérgio 64 • FORÇA • dezembro de 2011

2-Família Victoriano: Ulisses, Marta, Camila e Victor Hugo


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CANATIBA.COM.BR

O DENIM PREMIUM DO SEU JEANS 66 • FORÇA • dezembro de 2011


transforme adapte-se sobreviva O MUNDO MUDOU. E PERMANECE EM MUDANÇA VELOZ, URGENTE, DRAMÁTICA. TOMAMOS CONSCIÊNCIA QUE A TRANSFORMAÇÃO É A CHAVE PARA ADAPTAR-SE A UM PLANETA EM MEIO A MUDANÇAS CLIMÁTICAS. CALOR, TEMPESTADES, TERREMOTOS, INCÊNDIOS, CATÁSTROFES... A NATUREZA MOSTRA A SUA FORÇA. NOS IMPÕE A BUSCA PELA SOBREVIVÊNCIA EM NOVAS ATITUDES, NOVAS RESPONSABILIDADES, PRESERVAÇÃO, SUSTENTABILIDADE. NESSA BUSCA OLHAMOS PARA NÓS MESMOS E NOS ENXERGAMOS TOMADOS PELO DENIM. NA TRAMA DO ALGODÃO TINTO EM ÍNDIGO ENCONTRAMOS UMA SEGUNDA PELE. ACOLHIDOS NO SEU CONFORTO, FLEXÍVEIS COM SUA ELASTICIDADE, PROTEGIDOS EM SEUS ACABAMENTOS. RECONHECEMOS A NOSSA ESSÊNCIA AUTÊNTICA, INOVADORA, RESISTENTE, PRONTA PARA SUPERAR O DESAFIO QUE NOS É IMPOSTO

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Moda

CUSTOMIZE VOCÊ TAMBÉM!

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esta matéria falaremos de um assunto importante e divertido. Nem todos conhecem a técnica de customização. Essa é uma técnica que cresce com o tempo e valoriza o trabalho pessoal, você pode criar a sua moda.

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Moda

O termo customização surgiu da expressão em inglês “custom made” que significa feito sob medida. Ou seja, é a forma de adaptar um produto às necessidades de cada pessoa. Em tempos de crise e de homogeneiza-

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Moda

ção da roupa, é a solução perfeita para economizar e criar um visual exclusivo! O conceito de customizar chegou ao Brasil na década de 90, logo após a onda do comportamento individualista se espalhar pelo mundo, reorganizando a relação Moda x Consumidor. O ato de buscar maneiras para se diferenciar dos demais, utilizando adornos que enriquecem a roupa com criatividade e individualidade, criou um novo conceito de moda. Nos dias de hoje podemos customizar 70 • FORÇA • dezembro de 2011

tudo que vocês imaginam, desde aquela peça antiga, velha e manchada que deixamos encostada no armário por anos, até nossas mais novas aquisições, transformando-as exatamente da maneira que você quer. Basta usar e abusar da criatividade. Em outras palavras, essa técnica pode transformar uma roupa e deixar aquela peça surrada com cara de nova, com um recorte, um aplique ou até mesmo uma cor diferente. A intenção da customização é que você possa usar

uma roupa e até mesmo um acessório que tenha tudo a ver com seu estilo e seja exclusivo. Aquela história de chegar a uma festa e encontrar sua amiga com uma blusa igualzinha a sua já era! A customização não precisa ser feita apenas em peças de roupas e sim em sapatos, bijuterias e acessórios em geral. Não há necessidade de sair desesperadamente de casa atrás de roupas novas toda vez que tiver um compromisso importante, uma festa, ou etc. Customize


Moda

suas peças, aposto que todos irão elogiar esse trabalho tão exclusivo e diferente. A customização torna qualquer guarda-roupa contemporâneo. Além de muito prazeroso de se fazer, estimula a criatividade. É claro que sempre devemos tomar aquele cuidado especial, pois muitas vezes podemos empolgar na hora de customizar e acabamos acarretando um certo exagero, tudo é válido na hora de customizar, desde que não haja excessos. A quantidade de acessórios deve ser escolhida com cuidado. Caso contrário, sua peça pode se transformar numa árvore de Natal. Aplique, rasgue, costure, borde, pinte, amarre, desenhe, cole, amasse, corte. Existem mil e umas maneiras de se reaproveitar tudo que você tem em casa. Crie sua moda, aproveite!

DÚVIDAS E SUGESTÕES: Qual assunto gostaria de ler? Encaminhe um e-mail para: moda.consultoria@yahoo.com.br

Bárbara Mello Consultora e produtora de moda

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Social > Personalidades

AQUILES NICOLAS KILARIS Quem é o Aquiles Nicolas Kilaris? Arquiteto, formado pela PUC – Campinas, com mais de 20 anos de profissão. Estou focado basicamente ao meu trabalho e a minha família. Sou caseiro, amigo dos meus amigos e cultivo a simplicidade. Esse é um dos nomes mais conhecidos e reconhecidos da arquitetura. A que se deve esse reconhecimento? Seriedade, responsabilidade, amor pelo que se faz e trabalho, muito trabalho. Estes são os ideais que norteiam minha vida profissional. Acredito que esta combinação seja o segredo do sucesso para todas as pessoas. Nunca trabalhei pensando em reconhecimento público e promoção pessoal, isso vem como consequência de um processo de vida responsável. Sempre quis ser arquiteto? Estimulado por minha mãe, desde criança sempre tive afinidade com desenho e isso chamava muita atenção da família e também dos professores. Em educação artística, minhas notas eram as mais altas, o que indicava uma vocação para as artes plásticas. Ainda estudante, iniciei uma carreira de designer de móveis e criei uma ampla linha de produtos, utilizando materiais como o aço, vidro e o tecido. No entanto, a arquitetura venceu todos os desafios das muitas escolhas da juventude. Sou de origem paterna 72 • FORÇA • dezembro de 2011

grega e sempre enalteci e valorizei minhas raízes. Uma viagem para a Grécia, quando ainda era jovem, teve influência decisiva em minha carreira. Ao me deparar com toda a beleza e riqueza de detalhes da arquitetura do país, não resisti ao encantamento das construções históricas: colunas, ruínas e monumentos. Foi essa viagem que ajudou a definir meu estilo. Qual a marca registrada dos seus projetos? Desenvolvi meu estilo próprio de projetar, sou conhecido como o arquiteto das curvas. Meu trabalho é todo baseado nas linhas curvas, traços sinuosos e formas orgânicas. O mundo está longe de ser um grande ‘caixote estático’. Admiramos a beleza irregular das montanhas, o movimento dos oceanos e a sinuosidade atraente do corpo humano. Se todas estas referências nos agradam, porque devemos morar ou trabalhar em edificações exclusivamente retas? Quais são suas inspirações na hora de criar? A natureza é minha maior inspiração. As linhas sinuosas das montanhas, as cores vibrantes de plantas e flores, o movimento das águas, enfim, tudo o que está a nossa volta eu procuro utilizar em meus projetos, trazendo para dentro deles um pouco da diversidade encontrada na natureza.

De qual projeto mais se orgulha? Nenhum em especial, pois todos os projetos têm a mesma importância. A bola da vez é normalmente o último projeto em que estamos trabalhando, pois é nele que estamos empenhamos e focados no momento. Pensando assim, estou muito satisfeito com o projeto do Edifício Waves que será construído em Americana e será muito diferente. Algum cliente pediu algo curioso? Sempre recebemos pedidos curiosos, pois nosso objetivo maior é atender e personalizar as necessidades de cada um. Certa vez, o cliente de um sobrado me pediu que projetasse uma comunicação direta e rápida de seu quarto com a cozinha. Esta ligação deveria ser um tubular, com um cano ao centro, semelhante aos utilizados pelos bombeiros, para que ele escorregasse do quarto localizado no primeiro andar, até a cozinha localizada no andar térreo. Qual a vantagem da parceria profissional dentro de casa, com a Iara Kilaris? São inúmeras estas vantagens. No aspecto pessoal a Iara compreende meu trabalho e eu o dela e podemos trocar experiências, tirar dúvidas e pensar em soluções de forma conjunta, com muita cumplicidade. Profissionalmente esta parceria garante aos nossos


clientes uma harmonização perfeita entre projeto arquitetônico e de interiores, pois os mesmos princípios que norteiam o meu trabalho, norteiam o dela. Quem ganha com isso é o próprio cliente, que tem como resultado final uma casa ou um ambiente corporativo belo, harmonioso e funcional.

Curvas: Projetos arquitetônicos desenvolvidos por Aquiles Nicolas Kilaris

Vamos saber um pouco sobre suas particularidades. O que assiste na televisão? Gosto de assistir documentários, noticiários, filmes e jogos de futebol. Comida preferida? Gosto de muitas coisas, mas as panquecas de queijo são irresistíveis para mim. Hobbie? Tudo que está relacionado aos cuidados com o carro: equipar, arrumar, lavar, polir etc. Frase: Quando se trilha o caminho da honestidade, da responsabilidade e da fraternidade, o bem retorna para você. Um sonho: Ter saúde e disposição para criar, projetar e trabalhar até o último dia da minha vida.

Seriedade, responsabilidade, amor pelo que se faz e trabalho, muito trabalho.

Nota 10: Para meus pais. Nota 0: Para a corrupção. dezembro de 2011 • FORÇA • 73


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Tecnologia

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ANTES E DEPOIS DE STEVE JOBS O legado do homem responsável por colocar a tecnologia na palma da mão do consumidor

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dia 5 de outubro de 2011 vai ficar marcado na história da tecnologia. Foi nesta data que o visionário cofundador da Apple, Steve Jobs, faleceu. Uma parada cardiorespiratória decorrente de um tumor pancreático encerrou,

aos 56 anos, a trajetória do homem responsável por colocar a tecnologia na palma da mão do consumidor. Steve Jobs deixou um legado muito maior do que se imagina. Poucas pessoas na história conseguiram, em tão pouco espaço de tempo (se levarmos em conta o lançamento do primeiro computador Apple, na década de 70), apresentar soluções tecnológicas que influenciaram de forma decisiva na vida das pessoas.

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Tecnologia Apple I: Antes, os computadores só eram utilizados por grandes empresas. Com o Apple I, qualquer pessoa poderia ter em casa um dispositivo que oferecia produtividade e entretenimento.

Uma das ideias que mais influenciaram o comportamento humano sem dúvidas, foi à possibilidade de se ter um computador em casa. Há algumas décadas, acredite isso era praticamente impossível. A ideia de “computador pessoal” nasceu com Jobs e Wozniack, no primeiro computador Apple a ser lançado. Antes disso, o conceito de uso de computador era pensado apenas para centros de pesquisa e grandes empresas. Com o Apple I, qualquer pessoa poderia ter em casa um dispositivo que oferecia produtividade e entretenimento. Bastava ter uma simples TV para começar a entrar em novo mundo de descobertas. Se uma simples TV era suficiente para descobrir um mundo novo, era preciso interagir com essa novidade, certo? Foi aí que os computadores passaram a ter mouse. Apesar de sua origem ser da década de 1970, e 78 • FORÇA • dezembro de 2011

não ser de criação de Jobs,foi a Apple quem tornou esse periférico popular, quando começou a utilizá-lo em todos os seus computadores a partir de 1983. Como a Apple estava pensando em lançar o seu primeiro computador com sistema operacional com interface gráfica (falaremos disso daqui a pouco), o mouse foi a solução perfeita para oferecer uma interação simples e funcional entre o usuário e o sistema. E, quando o Macintosh foi lançado em 1984, parte desse sucesso foi pelo fato do mouse interagir de forma muito mais simples que os cursores do teclado. A partir daí, todos os computadores pessoais e corporativos utilizaram os pequenos periféricos. A Microsoft

desenvolveu o projeto do Windows pensando no uso com o mouse, e só agora, com os dispositivos de tela de toque e notebooks com touchpads, o mouse começa a ter esboços de declínio. Mas, se usamos o mouse até hoje, é porque a Apple viu antes de todos como utilizar esse periférico de forma eficiente. Mais do que mudar o comportamento da sociedade, Steve Jobs conseguiu, como ninguém, mostrar que uma imagem pode falar mais do que mil palavras. Esse ditado popular é tão verdade que em 1984, com o lançamento do Macintosh, a Apple mudou os paradigmas da propaganda de produtos de tecnologia, quando apresentou o seu anúncio futurista no intervalo do Superbowl, a final do campeonato de futebol americano. Ali, a imagem valeu mais que mil palavras, pois mostrou

O Macintosh foi lançado em 1984. Seu sucesso se deu pelo fato do mouse interagir de forma muito mais simples que os cursores do teclado. A partir daí, todos os computadores pessoais e corporativos utilizaram os pequenos periféricos.


O iPod representa a maior mudança no comportamento da sociedade. Com ele, mudou-se a forma de ouvir música e de como ela é comercializada. Afinal, com essa tecnologia é possível ouvir a música desejada em qualquer lugar e a qualquer hora.

para a maior audiência televisiva dos Estados Unidos o quão fantástica poderia ser suas vidas se os usuários pudessem contar com um Macintosh em casa. E esse comercial gerou um sucesso espantoso de vendas. Mais: o primeiro sistema operacional com interface gráfica era apresentado. O Mac

mostrava o mundo da informática de forma amigável e simples para o usuário, tornando essa tecnologia acessível para um grupo maior de pessoas. Identificar os itens do seu computador por ícones é muito mais fácil do que em linhas de comando, além do fato da imagem ser uma linguagem universal. E

O fim dos disquetes: Jobs e a Apple previram essa possibilidade na década de 80, acreditando que todo o sistema poderia ser executado dentro do próprio computador, e que os arquivos do usuário poderiam ser transportados através de pen-drives, por exemplo.

esse foi um passo decisivo para a popularização da informática e do computador pessoal. Se você tem computador em casa desde que

eles começaram a se popularizar, certamente vai se lembrar dos disquetes. O fim deles também foi previsto por Steve Jobs. Hoje, pradezembro de 2011 • FORÇA • 79


Tecnologia

Steve Jobs no início da carreira.

ticamente não vemos mais disquetes no mercado, e pouquíssimas pessoas se utilizam desse acessório para salvar seus arquivos. Porém, Jobs e a Apple previram essa possibilidade na década de 80, acreditando que todo o sistema poderia ser executado dentro do próprio computador, e que os arquivos do usuário poderiam ser

transportados através de uma rede remota, ou um tipo de memória física auxiliar. Pronto! Em menos de três décadas o mundo já se via altamente tecnológico. Os computadores deixaram de ser privilégio de grandes empresas e entraram em casas de todo o mundo. Com a popularização da plataforma, o comportamento da sociedade mudou. Tudo se interagiu e o armazenamento de arquivos avançou do disquete para a rede remota. Mesmo com tamanha inovação, Steve Jobs ainda queria mais. E conseguiu! O iPod, lançado em 2001, talvez seja o produto que causou a maior mudança de comportamento nos usuários. Na época, players de MP3 já existiam, mas poucos eram tão simples, atraentes e funcionais quanto o iPod. O player da Apple conquistou o usuário pela simplicidade no uso do produto (com o poder no toque das mãos do usuário) e na transmissão de dados (era só conectar o produto ao compu-

tador, escolher as músicas a serem adicionadas, e sincronizar tudo). A partir daí, os concorrentes começaram a utilizar de alternativas semelhantes (e com softwares até mais amigáveis que o iTunes), e até mais simples, como o sistema drag and drop. Outro agente de mudança foi na forma como as pessoas ouviam as suas músicas. Não era suficiente ouvir as músicas em qualquer lugar. As pessoas queriam ouvir apenas as músicas que queriam, e não as músicas que estavam naquele álbum apenas para completar o número mínimo de faixas. Com o iPod, os dois objetivos foram alcançados, e a mudança foi tão profunda que a maneira de se vender a música mudou. Se o MP3 e o Napster foram o começo do fim dos CDs, o iPod decretou a mudança definitiva ao redor do planeta. Hoje, é mais importante o volume de downloads no iTunes do que a vendagem de CDs. Alguns artistas preferem que suas

Tablet: a mina de ouro da tecnologia. Os tablets já existiam no mercado, mas apenas a Apple foi capaz de apresentá-los ao consumidor, mostrando que o produto era uma opção válida para os usuários. 80 • FORÇA • dezembro de 2011


Tecnologia faixas sejam lançadas primeiro na loja virtual da Apple, pois sabem que as chances do usuário adquirir a música por lá são maiores. Aliás, a Apple foi a primeira a estabelecer um plano de negócios eficiente para a venda de músicas pela internet. E conseguiu algo que parecia ser impossível: convencer os usuários que valia a pena pagar por essas faixas. O mais recente sucesso de Steve Jobs e da Apple chama-se: Tablet; a mina de ouro da tecnologia. Os tablets já existiam no mercado, mas apenas a Apple foi capaz de apresentá-los ao consumidor, mostrando que o produto era uma opção válida para os usuários. A Apple mostrou um dispositivo que não era apenas atraente, mas que também oferecia a mesma interface amigável e funcionalidades do seu último sucesso, o iPhone. Mesmo com limitações que os usuários mais exigentes apontavam, o iPad é um grande sucesso de vendas. 80% do mercado hoje usa uma das duas versões do iPad, em um cenário que não deve mudar por, pelo menos, quatro anos. Em partes, a concorrência agradece, pois o iPad abriu a perspectiva de todos os demais fabricantes em produzirem os seus tablets, buscando uma fatia desse mercado. E, muitos de nós substituímos os netbooks pelos tablets, por causa da leveza, praticidade e simplicidade. Mais do que simplesmente ocupar o cargo de presidente de uma poderosa companhia, Steve Jobs se tornou um ícone cultural com a

Procurando Nemo

Ratatouille

Up, Altas Aventuras

Carros

mesma força de nomes como Bill Gates. Mesmo quem não conhece nada de informática ou não se interessa pelo mundo da tecnologia como um todo é capaz de associar a imagem do ex-CEO aos produtos Apple. Além do legado tecnológico, o empresário também deixou uma fortuna estimada, segundo a revista “Forbes”, em US$ 8,3 bilhões. Ele também tinha 7% das ações da Disney, empresa da qual fazia parte do corpo diretivo e era o maior acionista físico.

Imac: Um dos computadores mais vendidos.

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Tecnologia Antes e depois... da animação Quando Steve Jobs comprou a Pixar, ele tinha uma ideia em mente: torná-la a maior produtora de animação do mundo. Porém, Jobs foi além disso. Antes da Pixar, não só o mundo era dominado pelas animações 2D, mas as propostas em 3D eram bem limitadas. Quando Toy Story estreou, muitos disseram em coro “é isso”. Toy Story era algo completamente novo para a indústria de entretenimento e para os espectadores. Eram gráficos perfeitos, com um resultado final impressionante, e tudo feito a partir de computadores e softwares gráficos. Toy Story não era como as iniciativas anteriores, que pareciam ser feitas na garagem da casa de estudantes da Califórnia. Toy Story era uma experiência completa. Hoje, a tecnologia de animação gráfica evoluiu de forma considerável, e alguns dos principais blockbusters dos cinemas norte-americanos são filmes de animação 3D. Agradeçam à Pixar por isso.

Antes e depois... da telefonia O iPhone determinou uma nova fase no mundo da telefonia, indicando aquilo que as pessoas queriam ver em um smartphone. Tela de toque, ícones grandes, altas possibilidades em multimídia, recursos para entretenimento, plataforma de jogos. O iPhone é o produto que influenciou tudo o que veio a seguir em termos de smartphones, e incentivou a indústria de telefonia a seguirem a mesma proposta. O smartphone deixou de ser um produto sério, voltado para os usuários corporativos, para se tornar um produto fundamental para a maioria das pessoas, antenadas em tecnologia ou não. O iPhone se tornou o grande símbolo de tecnologia da década passada, e promoveu uma mudança sensível. Empresas que estavam no mercado de telefonia há décadas perderam terreno para uma empresa que precisou de apenas quatro anos para se tornar a segunda maior vendedora de telefonia do mundo. Lembrando que a Apple Inc. não é dedicada a isso. Enfim, se o seu smartphone, independente da marca, é um produto melhor e mais avançado, a “culpa” disso é do iPhone. 82 • FORÇA • dezembro de 2011


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Gastronomia

Padaria em casa Entre uma festa e outra. Entre um dia de folga e outro neste final de ano, que tal fazer a alegria da família com as delícias da padaria. São doces e salgados de encher os olhos e, claro, de abrir o apetite. Mas, nada melhor do que fazer esses quitutes em casa. Pensando na possibilidade de reunir a família na cozinha e de dar asas a imaginação, a Revista Força preparou uma série de receitas fáceis para transformar a sua mesa na vitrine digna de padaria. Aproveite! Deixe-se levar pela terapia da culinária, e bom apetite!

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Gastronomia Sonho Ingredientes: 4 xícaras (chá) de farinha de trigo 3 colheres (sopa) de açúcar 3 colheres (sopa) de manteiga 2 gemas 1 pitada de sal 2 tabletes de fermento para pão 1 xícara (chá) de leite morno óleo para fritar açúcar para polvilhar Creme: 2 xícaras (chá) de leite 3 colheres (sopa) de amido de milho 4 gemas 1/2 xícara (chá) de açúcar raspas de limão ou baunilha a gosto Modo de preparo: Esfarele o fermento e junte o sal. Misture até obter um líquido. Reserve. Coloque a farinha de trigo (reserve um pouco), o açúcar, as gemas, a manteiga e o fermento reservado misturado com o leite morno em um recipiente. Mexa com uma colher de pau. Sove sobre superfície lisa, polvilhando com a farinha reservada. Deixe descansar por aproximadamente 10 minutos. Em seguida, abra a massa grosseiramente com as mãos e modele os sonhos com cortador redondo (pode ser pequeno, médio ou grande). Coloque em uma assadeira retangular polvilhada apenas com farinha. Cubra com um pano e deixe dobrar de volume. Frite em óleo não muito quente. Escorra. Abra ao meio com o auxílio de uma tesoura. Coloque o recheio e passe pelo açúcar. Creme: Coloque o leite (reserve um pouco), o açúcar, o amido de milho dissolvido com o leite reservado e as gemas levemente batidas. Cozinhe até engrossar (aproximadamente 5 minutos). Retire do fogo e adicione as raspas de limão. Mexa.

Petit - four de coco Ingredientes: 200g de manteiga sem sal 1 e 1/2 xícara (chá) de açúcar 4 ovos 1 e 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo 1 colher (sopa) de essência de baunilha Margarina e farinha de trigo para untar Cobertura 1 vidro de leite de coco (200ml) 500g de açúcar de confeiteiro Coco ralado para decorar Modo de preparo Bata a manteiga com o açúcar. Junte os ovos, um a um, batendo sempre, intercalando com a farinha e a baunilha. Coloque em uma forma untada e enfarinhada e leve ao forno, pré aquecido, por 25 minutos ou até que, ao enfiar um palito, ele saia limpo. Retire do forno e corte com um cortador no formato desejado. Misture os ingredientes da cobertura, despeje sobre os biscoitos e deixe escorrer. Coloque em uma superfície forrada com papel-manteiga e deixe secar. Decore com o coco. dezembro de 2011 • FORÇA • 85


Gastronomia

Pão Francês Ingredientes: ½ quilo de farinha de trigo 15 g de fermento para pão 15 g de sal 20 g de açúcar 1 colher (sopa) se margarina

Modo de preparo: Dilua o fermento em um copo de água morna com o açúcar. Misture os outros ingredientes. Amasse e levante, empurrando a massa para frente, com a palma da mão e dobrando-a sobre si mesma. Se for necessário, coloque mais água e mais farinha. A massa não deverá grudar nas mãos. Deve ficar com aspecto leve e esponjoso. Deixe descansar por duas horas. A seguir, amasse novamente e prepare o pão, dando-lhe o formato desejado e coloque no tabuleiro untado. Se estiver pegajosa, espalhe mais farinha por cima. Deixe que ela descanse mais uma hora. Aqueça o forno e pincele o pão com água antes de colocá-lo no forno. Assar por 40 minutos mais ou menos.

Ciabatta Torcida de Provolone e Ricota Ingredientes: 1 kg de Farinha de Trigo Especial Motasa 800 ml de água (aproximadamente) 30 g de fermento biológico fresco 20 g de sal 15 g de manteiga 10 g de açúcar Recheio 200 g de ricota amassada 200 g de provolone ralado Salsinha picada a gosto Sal a gosto Modo de Preparo Coloque todos os ingredientes na masseira e deixe bater ate formar uma massa homogênea, (massa deve ficar mole). Coloque a massa em uma assadeira polvilhada com farinha e deixe crescer por aproximadamente 1 hora. Prepare o recheio misturando os ingredientes. Abra a massa em formato retangular. Coloque o recheio bem farto e enrole. Corte a massa em pedaços e torça dando duas voltas. Coloque as ciabattas na assadeira, deixe crescer por 10 minutos. Leve para assar em forno turbo a 160 C ou tipo lastro a 200 C por 15 minutos (tempo depende de cada forno). Dicas: O recheio também pode ser de mussarela com tomates secos ou calabresa ralada com mussarela.

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Gastronomia

Tempero para 5 kg de Carneiro Ingredientes: 3 limões taiti 500 ml de água 5 colheres rasas de sal fino 2 colheres de Ajinomoto 1 colher de colorífico 1 xicara de cheiro verde picado 2 cebolas médias 15 folhinhas de hortelã 1 copo pequeno de azeite virgem 1 copo pequeno de vinho branco seco

DIS CONTRA

RIR!

Um baiano deitado na rede pergunta pro amigo: Meu rei... tem aí remédio pra picada de cobra? Tem não, meu lindo. Por que, você foi picado? Não, mas tem uma cobra vindo na minha direção.

Modo de preparo: Tudo bem picadinho. Não bata nada no liquidificador. Descanso de um ou dois dias.

Aumento de Salário Num ônibus super lotado, uma mulher volta-se para o passageiro inconveniente: -O senhor quer fazer o favor de desencostar e afastar essa coisa volumosa que está me incomodando? - Calma, minha senhora. Não é o que esta pensando. Este volume é o dinheiro do pagamento que recebi hoje. Enrolei num pacote e botei no bolso esquerdo da calça. -Ah! Então o senhor deve ser um funcionário exemplar! -Por que? -É que desde o embarque até aqui, o senhor já teve três aumentos salariais... dezembro agosto de 2011 • FORÇA • 87


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Histórias de minha vida

TALENTO MADE IN ITÁLIA Giovani Budroni, o italiano que faz parte da história de Santa Bárbara d’Oeste e do primeiro carro do Brasil, a Romi-Isetta

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primeiro carro do Brasil, a Romi-Isetta, foi produzido na cidade de Santa Bárbara d’Oeste. Em 2011, o mini carro completou 55 anos. E quem merece todas as homenagens pelo feito é um italiano com muita história para contar. Giovani Budroni, ou melhor, o Comendador Giovani Budroni – título concedido a pessoas que se destacam em suas áreas de atuação – veio para a cidade participar da linha de montagem do carro. De lá para cá, muitas décadas se passaram, mas as lembranças estão vivas na memória de quem fez (e faz) parte da história da cidade e do país. “Eu me lembro que deixei minha

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Histórias de minha vida cidade, nasci em Perfugas, região de Sassari, na Itália, e com 25 anos vim trabalhar no Brasil. Vim sozinho. Do país só conhecia a Romi. Cheguei em São Paulo e logo me mandaram para Santa Bárbara d’Oeste. Foi aí que eu participei da produção do Romi-Isetta. Morei sozinho. Cozinhava para mim”, explica, hoje aos 80 anos. Vinda de uma família de 14 irmãos, os estudos do predestinado italiano foram incentivados por uma prima formada em medicina. Sem condições para desenvolver as habilidades que sempre demons-

trára Budroni conta que era ela quem comprava seus livros. “Eu era muito dinâmico teoricamente.

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Eu era muito dinâmico teoricamente. Desde cedo me dediquei muito aos estudos da engenharia mecânica. Decorava muito fácil. Me aprofundei na leitura.

Desde cedo me dediquei muito aos estudos da engenharia mecânica. Decorava muito fácil. Me aprofundei na leitura. Era minha prima

médica, por parte de mãe, que me dava os livros e me incentivava”, destaca, contando que começou a ler aos quatro anos. Empenhado nos estudos, antes de vir para o Brasil, Giovani Budroni se formou em tecnologia mecânica em Roma. Em sua terra natal trabalhou por três anos na FIAT, onde ganhou o diploma de mecânico especialista no setor automotivo. Com tanta bagagem, participar da produção no primeiro carro do Brasil não foi novidade para o jovem, na época com 25 anos. “Eu já estava acostumado. Já

conhecia toda a mecânica automotiva italiana”, explica. Por dois anos e oito meses, Budroni se dedicou


Histórias de minha vida às empresas Romi, família a qual não esconde a gratidão. Sobre a Romi-Isetta, Giovani Budroni garante que foi um das fases mais importantes de sua vida. “Esse período (de produção do veículo) foi maravilhoso. Se continuasse, o Romi-Isetta ia maravilhosamente bem. Se eu ficasse na Itália não teria tido metade do que tenho hoje. Teria uma boa condição de vida, mas não como tenho aqui. Eu dei minha sabedoria e eles me deram tudo o que tenho. Devo muito à família Romi, ao Dr. Jordano, ao Dr. Romeu, à cidade que me acolheu”, enumera. O trabalho como um dos principais mecânicos da produção do Romi-Isetta em nada lembrava a infância sofrida. “Graças a Deus minha família nunca passou necessidade. Nós tínhamos muitas plantações. Mas, a vida era difícil. Um dia meu burro estava levando frutas, cereja e trigo colhidos do quintal de casa e ele foi atropelado na linha do trem.

Vi e não pude fazer nada. Perdi toda a carga”, relembra em tom emocionado. As boas lembranças da época também estão muito vivas na memória de Budroni. “Fazíamos pão em casa”, conta sobre a mãe, de quem herdou a paixão pela culinária. “Faço uma massa de nhoque que é uma delicia”, conta aos risos. Mas, o fim da produção do Romi-Isetta não significou o fim dos sonhos do italiano. E muito menos a possibilidade de deixar de continuar trabalhando para a Romi. “Quando acabou o Romi-Isetta eu continuei na indústria, mas na produção de máquinas. Mas, fui dispensado. Porque produzia as peças do meu turno e também a do outro funcionário, que vinha no turno da noite. Eu morava sozinho, não ti-

Quando acabou o Romi-Isetta eu continuei na indústria, mas na produção de máquinas. Mas, fui dispensado. Porque produzia as peças do meu turno e também a do outro funcionário, que vinha no turna da noite. nha nada para fazer. Queria trabalhar, ganhar dinheiro”, conta aos risos. Não demorou muito para

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Histórias de minha vida Eu sempre quis trabalhar para mim. Ter o meu negócio. Por isso, pedi uma carta de apresentação para a Romi, carimbada. Fui para São Paulo com essa carta e comprei todo o maquinário que precisava na área de mecânica e retífica.

a empresa reconhecer o talento do italiano e pedir para ele voltar. “Mas, eu não aceitei. Temia que algum funcionário tramasse para eu sair de lá. E tinha medo perder o bom relacionamento que tinha com a família Romi”. A dispensa da Romi foi a oportunidade de Giovani Budroni trabalhar por conta própria. Como sempre almejara. “Eu sempre quis trabalhar para mim. Ter o meu negócio. Por isso, pedi uma carta de apresentação para a Romi, carimbada. Fui para São Paulo com essa carta e comprei todo o maquinário que 92 • FORÇA • dezembro de 2011

precisava na área de mecânica e retífica”, explica. Daí em diante, Budroni passou a fabricar e retificar algumas peças de carros, caminhões e ônibus. Mais recentemente, ingressou no ramo de aço – área em que atua até hoje. Ao longo de seus 80 anos, Giovani Budroni não conquistou êxito somente na profissão. Conquistou o reconhecimento da população barbarense e mais que isso: conquistou uma família. Pai de seis filhos, Budroni teve quatro com a primeira esposa – já falecida – e duas meninas com a segunda esposa, Maria Alves de Godoi, com quem está há 34 anos. Com vitalidade e bom humor, Comendador Giovani Budroni não deixa para a família e amigos apenas o legado do Romi-Isetta, mas deixa uma certeza: “Com boa vontade e trabalho qualquer pessoa pode subir na vida”, conta. “Ensinei os meus filhos a serem honestíssimos com o próximo e lutar pelo que é deles. Ensinei também a respeitar o próximo em qualquer religião. Pois, Deus nos deixou escolher aquilo que é para o nosso bem”, completa o italiano com trejeitos tipicamente brasileiros.


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Esportes

NA MARCA DO PÊNALTI Especialistas analisam os riscos de trabalhadores que se tornam ‘atletas’ aos finais de semana

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ocê faz parte da enorme parcela de brasileiros que trabalha de segunda a sexta-feira e conta os minutos para calçar a chuteira e ir a campo no final de semana? Esse fenômeno é muito mais comum do que se imagina. Os ‘atletas de final de semana’, como são conhecidas pessoas que têm vida sedentária e nos dias de folga exageram no exercício físico, estão por toda a parte. Que o digam os campos de futebol e as quadras de society. Existem até campeonatos amadores para os ‘peladeiros’. Seja para entrar em forma 94 • FORÇA • dezembro de 2011

ou para confraternizar com os amigos, uma simples ‘pelada’ pode esconder mais riscos do que se imagina. Especialistas garantem: atletas de final de semana estão sempre na marca do pênalti. A qualquer momento podem ser ‘punidos’. A analogia traz a dimensão do problema. Afinal, se até jogador de futebol sofre mau súbito em campo, depois de tantas baterias de exames, o que dizer de trabalhadores que têm anos e anos de sedentarismos? “Eu que joguei com o Serginho (ex-meio campo do São Caetano, que sofreu mau súbito em campo no ano de 2005 em partida váli-

da pelo Campeonato Brasileiro contra o São Paulo, no Morumbi) sei o quanto é difícil esse tipo de situação em campo. Foi algo inesperado. Ele era saudável. Os exames davam normais. Na época, todos os jogadores ficaram com um pé atrás. Os exames foram intensificados. Muita coisa mudou. Hoje, os clubes têm mais cautela, qualquer coisinha o jogador já é afastado”, conta o ex-atacante Wagner, com passagens por Guarani, Atlético MG e São Caetano. A cautela do ex-jogador é a que todos os atletas de final de semana deveriam seguir a risca, como explica o cardiologista Marcelo Lerch Stürmer. “Os “Atletas de fim de semana” devem ter cuidado, pois atividades físicas feitas sem continuidade, principalmente aeróbicas, podem representar grande risco ao coração, desenvolvendo doenças ou agravando as pré-existentes. Embora os


Esportes riscos de enfarte e conseqüente morte ao se praticarem atividades físicas esporádicas sejam maiores em idosos, os índices vem aumentando em adultos jovens, entre trinta e quarenta anos. Isso porque pessoas dessa faixa etária estão cada vez mais sedentárias, obesas e com hábitos nada saudáveis, como alcoolismo e tabagismo.”, alerta. Lerch Stürmer explica como as doenças do coração podem aparecer durante a atividade física: “Ao jogar uma partida de

futebol ou fazer uma corrida no parque, há uma exigência do organismo para que o coração aumente seu funcionamento e consiga bombear a quantidade de sangue necessária. Nos atletas de final de semana, o organismo não está acostumado ou não foi preparado para fazê-lo. Esse esforço demasiado do coração resulta em elevação da pressão arterial e dificuldade de irrigação das artérias coronárias, responsáveis por levar sangue oxigenado as células do

coração. Principalmente para os hipertensos, obesos e tabagistas essa reação do organismo pode ser fatal, causando o infarto agudo do miocárdio”. Tamanho risco já está materializado em estatísticas. Uma pesquisa publicada recentemente pelo Journal of American Medical Association (JAMA) mostrou que atletas de fim de semana aumentam seus riscos de problemas cardíacos em 2,7 vezes. Em outra pesquisa, realizada com seis milhões de membros de

Em 2005 o país se surpreendeu com a morte do ex-atacante do São Caetano, Serginho. O atleta teve um mal-súbito em campo.

academia durante dois anos, 70% das pessoas que morreram exercitavam-se somente uma vez por semana. Entre inúmeros anônimos que perdem a vida se arriscando em atividades físicas, existem casos de famosos que também contribuem com esse tipo de estatística . Caso do humorista da Rede Globo, Cláudio Besserman Vianna, popularmente conhecido como Bussunda. Em 2006, o comediante, que faleceu oito dias antes de completar 44 anos, teve um enfarte fulminante, após uma partida de futebol com os colegas de profissão, no final de semana. Um lazer bastante comum entre brasileiros. Tão comum que o futebol com os amigos, na quadra de society da rua onde mora, é imprescindível nos finais de semana do barbarense Adriano dos Santos, de

31 anos. “Eu sei dos riscos, mas a gente nunca acha que vai acontecer com a gente. Jogo desde criança. É um hobby. Reunir os amigos de infância para uma partida é o que motiva”, conta. “Nunca senti dor no peito ou algo que possa parecer problema de coração, mas já tive muitos problemas musculares por não fazer atividade física regular e da forma correta”, garante. “Mas, agora que meu filho nasceu, preciso ter mais cautela” revela em tom de brincadeira. Os riscos para quem pratica atividade física sem acompanhamento de um profissional da área não estão ligados somente às doenças cardiovasculares. Existe uma série de riscos que podem trazer danos incalculáveis à saúde. E olha que eles não estão ligados somente ao futebol de final de semana. Qualquer atividade

física oferece risco. “Além dos riscos com o coração, uma atividade física que não tem acompanhamento pode fazer com que a pessoa desenvolva uma contusão, decorrentes de fortes pancadas ou batidas, uma entorse, que é quando se torce o joelho ou tornozelo, uma distensão muscular, que são rupturas nas fibras musculares, ou do tecido fibroso do músculo. Sensação de estar “rasgando” o músculo por dentro, e até uma fratura ou a ruptura de tendões e ligamentos”, alerta a educadora física Grazieli Pavani. Para quem pratica futebol ou outro esporte que tenha forte impacto nas pernas, as lesões no joelho são mais comuns e, também, mais graves. (Conheça na próxima página quais as principais lesões no joelho).

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Esportes Dependendo do grau da lesão apresentada pelo ‘atleta de final de semana’, é necessária intervenção cirúrgica e até seis meses de recuperação com fisioterapia. “Se colocarmos na ponta do lápis os prejuízos que se pode ter com a prática inadequada, não custa nada fazer uma bateria de exames antes e procurar a orientação de um profissional sobre a atividade

adequada para cada corpo e necessidade e das roupas e calçados adequados, por exemplo”, finaliza a educadora física. Para a prática saudável de esportes, alguns cuidados básicos devem ser levados em consideração, como exercitar-se no mínimo duas vezes por semana, saber a hora de parar e não deixar o corpo ser dominado pela adrenalina e exceder os limites,

Se colocarmos na ponta do lápis os prejuízos que se pode ter com a prática inadequada, não custa nada fazer uma bateria de exames antes e procurar a orientação de um profissional Grazieli Pavani, educadora física.

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se hidratar corretamente, e começar sempre em um ritmo mais fraco e ir aumentando a intensidade da atividade aos poucos. Para evitar o risco de doenças do coração, o conselho é fazer uma avaliação médica com profissionais especializados antes de realizar qualquer atividade física. Afinal, para que correr risco e ficar na marca do pênalti?


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Regina Pocay

DESVENDANDO O SEGREDO? “Qualquer coisa que a mente do homem pode conceber pode também alcançar.” – Willian Clement Stone

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uito tem se ouvido falar sobre a Lei da Atração. Só neste último ano, vários livros foram publicados para tratar deste tema. The Secret e The Power, são livros muito comentados - aliás, eu recomendo a leitura, eles estão à venda nas melhores livrarias. O fato é que, mesmo tendo em abundância, leitura a respeito do tema, artigos, publicações, filmes, enfim, uma vasta gama de possibilidades ao alcance de nossas mãos, por que a maioria das pessoas não coloca em prática, ou seja, transforma em ação toda a informação? Eu já li vários livros sobre comportamento, assisti aos filmes sugeridos, tenho conversado com muitas pessoas sobre suas realizações profissionais, pessoais e o que tenho percebido é que: um contingente grande de pessoas conhecem o Segredo, sabem que tem o Poder, porém não conseguem usá-lo em benefício próprio. Por que isto acontece? Particularmente, acredito que todos nós temos um poder infinito e todos somos guiados pelas mesmas leis.

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Espaços

Acredito também que somos totalmente responsáveis por absolutamente tudo o que acontece em nossas vidas, ou seja, somos nós que atraímos para nossas vidas todas as situações que estamos vivenciando, e isto se dá através do nosso pensamento, de forma consciente ou inconsciente. Acredite!!!

Então é simples: Você atrai TUDO aquilo em que foca sua atenção. A maioria das pessoas pensa no que não quer. Quem pensa no que não quer, atrai aquilo que não quer. Mais ou menos como um imã. A lei da atração lhe dá tudo o que você menciona através da sua fala e lhe dá aquilo em que foca o seu pensamento. Portanto você cria situações agradáveis, ou desagradáveis. Faça um pequeno teste neste momento. Interrompa sua leitura, feche seus olhos e se pergunte: Como estou me sentindo exatamente agora? ... Então, é exatamente isto que você está atraindo para a sua vida! O fato é que: A maioria de nós

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Espaços

atrai os acontecimentos para sua vida pela omissão. Muitos pensam que não tem controle sobre “essas coisas”, por isso os pensamentos estão “no automático” e, consequentemente, as emoções estão “no automático” e, assim, TUDO o que atraem é por omissão. Percebamos que nossos pensamentos estão SEMPRE atrelados as nossas emoções, aos nossos sentimentos. Quando fazemos algo, fazemos baseado no que estamos sentindo. Vou dar um exemplo: Se tomo a decisão de

Você já sentiu alguma vez um friozinho na barriga quando ao tomar uma decisão tinha duas opções e obviamente escolheu uma, mas depois percebeu que se tivesse escolhido a outra teria sido melhor? Então, este “friozinho” é a Lei da

comprar um pão, um carro, uma roupa, enfim, o faço baseado na minha necessidade, ou seja, no caso do pão pode ser para saciar minha fome ou a fome de alguém, perceba que existe um sentimento envolvido, no caso do carro, também, eu posso ter tomado a decisão de comprar um carro, imaginando os passeios deliciosos que poderei fazer com meu carro, ou mesmo no conforto que poderei proporcionar à minha família, ou ainda em como vai ser bom poder ir trabalhar de carro sem tomar chuva. Agora, se compro o carro com uma sensação de medo de dirigir e causar um acidente, com receio de não poder pagar as prestações, perceba que neste caso estão envolvidas sensações negativas. Analisemos então que desta forma podemos facilmente utilizar nossos sentimentos como um “termômetro” para sabermos se estamos no caminho certo ou não.

Atração em ação. Seus sentimentos estavam lhe apontando o caminho correto, mas você insistiu em não seguir o caminho, ou seja, o “friozinho” é o que podemos chamar de resistência, segundo à Lei da Atração. Quando há resistência é sinal que algo não vai bem, portanto podemos começar a ficar mais atentos. Certa vez, li uma frase que julgo bastante pertinente para comple-

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mentar meu raciocínio à respeito da resistência: “Só há um rio onde flui o bem-estar; é o rio da energia positiva”. Não sei quem é o autor da frase, mas é exatamente com esta metáfora do rio que percebo o fluir da

existência humana em busca da felicidade. Quando adquirimos a capacidade de usar o pensamento positivo em benefício próprio, adquirimos também a capacidade de atrairmos “coisas boas” para nossa vida e para a vida de quem amamos ou convivemos. Talvez, neste momento, esteja passando pela sua mente, como numa tela de cinema, um filme com detalhes coloridos dos momentos que

você já viveu, sejam eles bons ou ruins das escolhas que você já fez, dos amores que deixou para trás, enfim, o filme da sua vida, onde, no papel principal e na direção está VOCÊ. Portanto se pergunte agora: O que desejo para minha vida de hoje em diante? E de maneira simples, tranqüila, serena, apenas PEÇA O QUE DESEJA... Este é o SEGREDO: PEÇA o que deseja. Tenha FÉ inabalável de que vai conseguir e apenas se permita RECEBER, sinta que realmente é merecedor, pois é dentro de você que adormece o gigante capaz de conquistar TUDO O QUE DESEJA. Faça você também à diferença neste mundo: VENÇA e contribua para um mundo melhor!!!

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OS CAMINHOS DO DESEVOLVIMENTO ECONÔMICO Vargem Grande do Sul se torna referência em projetos para atrair empresas

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Espaços do Sul, distante cerca de 137 Km da cidade de Campinas. Para acelerar seu desenvolvimento econômico, a cidade posicionou seu Distrito Industrial – estrategicamente – ao lado da rodovia. Um importante eixo de escoamento de produção.

exemplo, é privilegiada por essas condições geográficas”, destaca o economista Francisco Crocoma. Não bastassem as vantagens que a própria localização do município permite,

“Você pode reparar que as cidades com o melhor desenvolvimento econômico são aquelas que possuem um pólo industrial ou empresarial. E o melhor caminho para ter esse cenário é implantar as empresas em locais estratégicos, principalmente às margens de rodovias. Facilita e barateia o escoamento da produção. Vargem Grande do Sul, por

as empresas contam ainda com um plano de incentivo, tanto na área de infra-estrutura quando no departamento fiscal. Isso porque, além do Distrito Industrial ser situado ao lado da rodoviária, o local tem infra-estrutura completa com água, asfalto, iluminação e saneamento. “A infra-estrutura que a cidade oferece para as empresas também conta muito quando uma cidade quer

Falcão Foto & Arte

Quando se fala em desenvolvimento econômico uma conta é simples e traz grandes resultados: infra-estrutura + leis de incentivo fiscais = a geração de empregos e, consequentemente, o desenvolvimento econômico. Quem se beneficia

ETE- Estação de Tratamento de Esgoto

dos resultados dessa matemática é a população, que recebe melhores condições de trabalho e renda. É claro que implantar um sistema de desenvolvimento econômico ligado, sobretudo, ao desenvolvimento empresarial da cidade nem sempre é tarefa simples. Mas, muitos municípios aprenderam a matemática e têm obtidos ótimos resultados. É o caso da cidade de Vargem Grande 110 • FORÇA • dezembro de 2011


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acelerar seu desenvolvimento socioeconômico. Afinal, as empresas v ã o se instalar numa cidade em que tenha respaldo do governo e condições de exercer suas atividades”, destaca Crocoma. Vargem Grande do Sul tem se tornado referência de gestão para as demais cidades do Estado. As condições oferecidas pela administração do prefeito Amarildo Duzi Moraes, tem atraído diversas indústrias e impulsionado o desenvolvimento socioeconômico não só da cidade, como da região. Além, também, de contribuir com criação de novas oportunidades de trabalho. Além dos eixos de escoamento, da infra-estrutura e das leis de incentivo, a cidade de Vargem Grande do Sul tem mostrado para outras cidades

Novo Distrito Industrial

os caminhos que levam ao constante desenvolvimento econômico. Exemplos para isso não faltam! A cidade oferece às empresas subsídio para o pagamento do aluguel, doação de terrenos, Capacitação - Curso de solda MIG isenção de impostos e malha viária totalmencapacitação gratuita da população te remodelada, com dispositivos de em parcerias com SENAC (Serviço acesso, sinalização, proporcionan- Nacional de Aprendizagem Comerdo fluxo de veículos seguro e rápido; cial), SENAR (Serviço Nacional de dezembro de 2011 • FORÇA • 111


Aprendizagem Rural), SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), ACI (Associação Comercial e Industrial) e ETEC (Escola Técnica Estadual), para preparação de mão de obra especializada. Para garantir a qualidade dos serviços essenciais, Vargem Grande do Sul também conta com uma ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) que 112 • FORÇA • dezembro de 2011

trata 100% do esgoto coletado na cidade. E com a nova ETA (Estação de Tratamento de Água), construída junto à Barragem “Eduino Sbardelini”, que dobrou a capacidade de tratamento de água do município. Os resultados da gestão podem ser vistos, principalmente, nas condições de trabalho da população local. O PAT (Posto de Atendimento

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Barragem Eduínio Sbardellini e ETA- Estação de Tratamento de Água.

ao Trabalho) da cidade é destaque na região por meses consecutivo e o Banco do povo atendendo os pequenos empresários que precisam de credito fácil e barato. Com o caminho traçado, Vargem Grande do Sul segue à risca a ‘matemática’ do desenvolvimento econômico sustentável e crescente, onde já se vê grandes avanços.


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Obras viária SP 215

PAT- Posto de Atendimento ao Trabalhador dezembro de 2011 • FORÇA • 113


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Saúde

QUE CALOR! Saiba como o calor excessivo pode afetar a sua saúde

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alta energia? Acordar de manhã é sempre uma tortura? E no final no dia, não há

pique para mais nada? Se você se sente assim durante o verão, saiba que não é o único no mundo. dezembro de 2011 • FORÇA • 115


Saúde Segundo especialistas, dez entre dez pessoas sentem os impactos da alta temperatura no corpo. Tanto é verdade que alguns países, quando vão falar da previsão do tempo, adotam um médico como apresentador. Na Europa e nos EUA, por exemplo, o aquecimento do planeta tem mobilizado os sistemas de saúde e meteorológico, a mídia e a própria população. Todos trabalham em conjunto para divulgar r api-

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damente informações sobre determinada condição climática desfavorável (temperatura, umidade relativa do ar, pressão atmosférica, vento), evitando ou diminuindo os males relacionados às altas temperaturas: sensação de cansaço, pressão baixa, tontura, falta de energia, entre outras doenças que se agravam com o calor. Apesar de não sabermos ainda quais ações o Brasil adotará para reduzir os gases do efeito estufa, o fato é que, no período compreendido entre 1995 e 2006, o país viveu 11 dos 12 anos mais quentes desde 1850. Com o verão aí e, portanto, diante da certeza de dias mais longos, com temperaturas acima da média, umidade do ar em níveis insuportáveis e possíveis

inversões térmicas, é importante entender como nosso corpo reage a essas mudanças e quais são as melhores estratégias para enfrentar verões cada vez mais intensos. De acordo com o biomédico Arthur D’Marco, o organismo possui um sistema termorregulador comandado pelo hipotálamo; sua função é manter o corpo numa temperatura ideal de 36,5ºC. Quando exposto a altas temperaturas ou a drásticas oscilações térmicas, esse sistema se ressente porque recebe a informação de que há um desequilíbrio a ser reparado. Enquanto essa adaptação não acontece, nosso corpo apresenta dificuldades para o repouso e o reordenamento de várias de suas funções biológicas: inicia-se aqui a sensação de desânimo que pode se agravar ao longo da estação. D’Marco explica que as ondas de calor têm se antecipado ao início oficial do verão, exatamente quando muitas pessoas ainda estão tentando se adaptar ao horário de verão legal. Assim, a sensação de cansaço generalizado pode aumentar em razão dessa circunstância. “Quem é metódico e tem sono regular, sofre menos; quem, ao contrário, tem dificuldade habitual no ciclo de sono-vigília, se verá numa espiral de escassa eficiência física e desempenho


Saúde

Diante de uma mudança meteorológica ou climática radical, as mulheres são mais sensíveis geral prejudicado”, explica o especialista. Neste caso, não são raras as queixas de dor de cabeça, falta de apetite, distúrbios na capacidade de concentração e atenção e, às vezes, dor de barriga. Todos esses indícios são considerados como relacionados ao calor, mas podem ser também um efeito atenuado de Jet Leg (uma condição fisiológica que é consequência de alterações no ritmo circadiano, processo que ocorre no organismo todos os dias mais ou menos à mesma hora). Nesses casos, a prática regular de técnicas de respiração e relaxamento melhora a capacidade de adaptação, diminuindo a sensação

de mal-estar. Segundo o especialista, cada pessoa reage de forma única à necessidade de acomodação às altas temperaturas, mas estudos preliminares revelam que, diante de uma mudança meteorológica ou climática radical, as mulheres são mais sensíveis. Porém, afirma D’Marco, “independentemente do sexo, quem mais sofre num verão intenso são as pessoas em idade evolutiva (crianças e adolescentes) e involutiva (idosos acima dos 70 anos)”. Agregam-se a esse grupo aqueles com distúrbios de memória e comportamento, doenças mentais, dificuldade de compreensão e orientação, imobilidade, e

também os que têm diabetes, arteriosclerose, insuficiência cardíaca, patologias vasculares periféricas e doença de Parkinson. Por outro lado, há ainda indivíduos que apresentam maior suscetibilidade às variações do tempo: são pessoas cujo sistema nervoso reage de forma exagerada às alterações climáticas, o que resulta no aumento do grau de ansiedade. Segundo o médico, “a maior característica desse tipo de sensibilidade é a excessiva apreensão diante de estímulos externos, a qual denominamos estresse meteoropático (distúrbio biológico relacionado aos fenômenos climáticos). Em geral, são dezembro de 2011 • FORÇA • 117


Saúde pessoas deprimidas e nervosas, emocionalmente envolvidas em situações pouco estressantes, mas que não se adaptam às condições ambientais. Na verdade, elas desenvolvem um déficit de adaptação consigo mesmas e com o ambiente que as circunda”, conclui. Nos dias em que o termômetro marca pontos acima da média, o biomédico adverte que os idosos requerem maior atenção, pois o envelhecimento e muitas das patologias dele conseqüentes trazem diversas mudanças prejudiciais à capacidade de percepção de calor. “As pessoas idosas sentem necessidade de pro-

teção somente após o aumento significativo da temperatura (central ou cutânea), enquanto os jovens percebem essa necessidade muito mais rapidamente”, esclarece. Aqui entra em cena o senso de cooperação da família ou daquele a quem foram confiados os cuidados para com o idoso, que deve ter higiene, roupas, alimentação e hidratação adequadas, além da adoção de hábitos fotoprotetores. Para minimizar os efeitos das ondas de calor, o médico Arthur D’Marco sugere providências simples que devem ser praticadas por todos, em geral: “O ideal é manter a temperatura

em lugares fechados entre 27°C e 28°C, para que ela não destoe muito da temperatura externa. É preciso também evitar ambientes abaixo dos 25°C, pois essas oscilações térmicas podem causar doenças respiratórias como bronquite e pulmonite. Contudo expor-se ao menos duas horas por dia a ambientes climatizados reduz o risco de doenças relacionadas ao calor”. Na ausência de ar-condicionado, o aumento do consumo de líquidos é imprescindível, já que há maior transpiração e, portanto, maior perda de água. As bebidas, então, não devem ser muito geladas, para

COMO OS DIAS QUENTES AFETAM O SEU CORPO Enxaqueca- Relacionada ao tempo seco e movimento de ar quente. Qualquer mudança brusca de temperatura pode causar uma crise. Alguns médicos sugerem que se mantenha um diário para se antecipar às mudanças climáticas, providenciando medicação do tipo preventiva. Quem sofre de enxaqueca geralmente é sensível à claridade e intensidade dos raios solares. Além disso, com o aumento da transpiração, há uma diminuição de água no corpo o que pode, também, acarretar dor de cabeça. Doenças Cardíacas - Altas temperaturas estão relacionadas ao aumento da mortalidade por doenças cardíacas. Exposto ao calor, o corpo precisa regular a temperatura interna. Para mantê-la em níveis saudáveis, aumenta a circulação sangüínea (para levar o calor para a superfície do corpo), provocando a transpiração. Porém, essa perda do calor diminui quando a temperatura/umidade do ar aumenta. Para compensar, o corpo promove maior circulação, que requer aumento do batimento cardíaco e volume de sangue. Se essa habilidade orgânica for prejudicada pela preexistência de uma patologia cardiovascular, há possibilidade do desencadeamento de uma crise. Esclerose Múltipla (EM) - O calor e a alta umidade do ar podem agravar os sintomas de quem sofre com a esclerose múltipla (perda de coordenação, equilíbrio, visão obscurecida, fala prejudicada, fa-

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Saúde diga). Os especialistas acreditam que isso acontece porque a elevação da temperatura corporal diminui ainda mais a capacidade de transmissão dos impulsos, possível através de fibras nervosas protegidas pela mielina (membrana que envolve os nervos). Quem tem EM tem também diminuição ou ausência de mielina, o que agrava os sintomas da doença. Pressão Sanguínea e Síncope pelo calor - Uma falha na circulação que mantém elevada a pressão sanguínea, com o conseqüente envio de oxigênio para o cérebro, pode levar a uma síncope pelo calor. Quando o coração é ativado (por exemplo, durante um exercício), a pressão sangüínea aumenta e a temperatura do corpo pode se elevar, progredindo para um estresse cardiovascular que leva à exaustão. Nesses casos, se a atividade não for interrompida, a temperatura do corpo pode chegar acima dos 40ºC, prejudicando as estruturas celulares e o sistema de termorregulação, com alto risco de mortalidade. Isso acontece geralmente com pessoas que continuam se exercitando, mesmo que não se sintam tão bem.

MAIS PROTEÇÃO! Se a temperatura está chegando aos 40°C, cuidado! Veja o que você pode fazer para diminuir seus efeitos no organismo. Para a sensação de cansaço: Aposte nos sais minerais (potássio, magnésio, sódio), contidos na água mineral, que previnem também cãibras e alterações no correto funcionamento cardiovascular. O consumo deve ser aumentado, ainda que não se tenha a sensação de sede. Evitar tonturas: Faça refeições regulares (entre quatro e cinco por dia), dando maior importância ao café-da-manhã, para dar ao corpo a energia necessária para as atividades diárias. As refeições podem ser alternadas com pequenas porções de alimentos salgados. Os carboidratos (massas e arroz) são admitidos. Diminuir o calor corporal: Prefira alimentos crus ou pouco cozidos - quanto maior a temperatura de cozimento, maior a perda de água e vitaminas. Alimentos muito quentes atuam como vasodilatadores e aumentam a temperatura corpórea; os gelados podem causar gastrites e congestão. Estimular as defesas imunológicas: Escolha alimentos de origem animal (peixe, leite, ovos e carnes brancas). Dê preferência aos peixes, para garantir maior consumo de ácidos graxos ômega 3, zinco, vitaminas C e E. Potencializar a resistência física: Invista nos alimentos integrais (especialmente milho e aveia), que possuem vitamina B e são antiestressantes. dezembro de 2011 • FORÇA • 119


Saúde

garantir que a temperatura do organismo seja constante. As janelas devem permanecer fechadas até as 23 h, e as luzes devem ser acesas o mínimo possível, mesmo nos ambientes profissionais, para evitar o aquecimento do local. A idéia é não permitir que os ambientes fiquem expostos por muito tempo

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aos raios solares, o que aqueceria ainda mais o local. No caso das luzes, a providência de mantê-las apagadas diz respeito às lâmpadas do tipo incandescentes, porque a maior parte da energia que consomem é transformada em calor, não em luz. Dormir nu, tomar banho em água fresca, usar roupas mais casuais e leves, evitar situações de estresse (já que o próprio calor é, por si só, um fator estressante), diminuir o uso do carro tanto quanto possível e, se não puder evitá-lo, tomar precauções para minimizar o calor na hipótese de enfrentar congestionamentos. Todas essas medidas preventivas são atitudes práticas e simples que garantem maior conforto.


Orações

SALMO 150 1. Louvai ao SENHOR. Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento do seu poder. 2. Louvai-o pelos seus atos poderosos; louvai-o conforme a excelência da sua grandeza. 3. Louvai-o com o som de trombeta; louvai-o com o saltério e a harpa. 4. Louvai-o com o tamborim e a dança, louvai-o com instrumentos de cordas e com órgãos. 5. Louvai-o com os címbalos sonoros; louvai-o com címbalos altissonantes. 6. Tudo quanto tem fôlego louve ao SENHOR. Louvai ao SENHOR. Salmos 150:1-6

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