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Onde praticar A academia ClubeCoat, em parceria com a escola Guto Kite, oferece descontos especiais para alunos que queiram conhecer o esporte. De acordo com Carlos Augusto Batalha, conhecido como Guto, responsável por ministrar as aulas, o kitesurf pode ser praticado a partir dos oito anos de idade. Em relação aos benefícios para o corpo, ele explica que o esporte trabalha com a musculatura da perna, abdômen e braços, ao controlar a prancha e a pipa. “O kitesurf aumenta a capacidade cardiorrespiratória, além do ganho de força”, diz. O curso dura, em média, seis horas. As aulas são individuais, com todo equipamento incluso, além de um barco para resgate. Segundo o professor, Brasília é um ótimo lugar para a prática do esporte e reforça que o melhor período compreende o mês de maio a outubro, época em que há maior incidência de vento. Segundo Guto, os atletas consultam a previsão do tempo no site Windguru. É possível verificar a velocidade do vento e suas direções. Quando a velocidade do vento chega à marca de 20, o Lago Paranoá é tomado por pipas coloridas e manobras radicais.

Esporte olímpico A Federação Internacional de Vela (ISAF) anunciou que o kitesurf fará parte do programa olímpico de 2016 no Rio de Janeiro. A modalidade vai substituir o windsurf nos jogos aqui no Brasil. O kitesurfe tem três categorias: a wave, a livre e a regata. Apenas a regata fará parte das competições no masculino e feminino. Os atletas que vão disputar esperam que o esporte receba mais atenção dos patrocinadores e mais apoio do Comitê Olímpico Brasileiro e da Confederação Brasileira de Vela e Motor, tendo em vista a inclusão no programa olímpico.

esporte

Equipe da cidade

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O DF já conta com uma equipe de kitesurf: a Raia Norte Esportes. Compõem a equipe atletas e instrutores como Daniel Badke Lino e Sergio Marques. Os atletas praticam o esporte no Parque das Garças, no Lago Norte, e observam que a modalidade caiu nas graças dos atletas do DF, onde aproximadamente 300 pes-

soas já aderiram ao esporte. Há seis anos no kitesurf, Sérgio conta que o interesse pela modalidade começou na Austrália, quando foi fazer pós-graduação em educação física. “O kitesurf me atraiu por ser um esporte que deixa o atleta em contato com a natureza, dependendo apenas do vento”, comenta. Sérgio reconhece que na praia o vento é mais constante, o que facilita a práti-

ca das manobras. Sempre que possível o grupo organiza viagens para o Nordeste, à procura de ondas fortes e vento lateral. De acordo com Sérgio, recentemente o grupo esteve no Ceará, onde fizeram um percurso de 300 quilômetros. “Fizemos uma travessia chamada Downwind. Onde tiver vento estamos organizando nossas viagens. Não deixamos de praticar por falta de vento”, afirma.

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