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Cultura

Você conhece o antigo Egito?

Michela de Paulo Christensen Em fevereiro, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) apelou para que o mundo preserve a herança cultural da humanidade presente no Egito. A reação é uma resposta aos roubos de pelo menos 18 peças do Museu Egípcio do Cairo, registrados durante a onda de protestos contra o governo. Na relação de peças roubadas do museu está uma estatueta de madeira coberta de ouro do faraó Tutankhamon transportado por uma deusa, os braços e o dorso de uma estátua do rei Akneton, a cabeça de uma estátua de Aremisca, entre outras obras. A Unesco informou que será feita uma força-tarefa com parceiros internacionais na tentativa de resgatar as peças roubadas. Mas você conhece a história do antigo Egito? Este artigo conta um pouco desta civilização que se desenvolveu no nordeste africano, às margens do rio Nilo, entre 3200 a.C a 32 a.C. A antiga sociedade egípcia estava dividida em várias camadas,

sendo o faraó a autoridade máxima, chegando a ser considerado um deus na Terra. Os escravos também compunham a sociedade egípcia e, geralmente, eram pessoas capturadas em guerras. Trabalhavam muito e nada recebiam por seu trabalho, apenas água e comida. As duas principais formas de escrita são a demótica (mais simplificada e usada para assuntos do cotidiano) e a hieroglífica (mais complexa e formada por desenhos e símbolos). A religião egípcia era repleta de mitos e crenças interessantes. Acreditavam na existência de vários deuses que interferiam na vida das pessoas. As oferendas e festas em homenagem aos deuses eram muito realizadas e tinham como objetivo agradar aos seres superiores, deixando-os felizes para que ajudassem nas guerras, colheitas e momentos da vida. Cada cidade possuía deus protetor e templos religiosos em sua homenagem.

Em fevereiro, diante dos protestos contra o governo, a Unesco apelou para que o mundo preserve a herança cultural da humanidade presente no Egito

Tribunal de Osíris Como acreditavam na vida após a morte, mumificavam os cadáveres dos faraós colocando-os em pirâmides, com o objetivo de preservar o corpo. De acordo com esta crença, o morto era julgado no Tribunal do deus Osíris. O coração era pesado e, de acordo com o que havia feito em vida, receberia um julgamento. Para os bons havia uma espécie de paraíso, para os negativos, Ammut devoraria o coração. Como a região é formada pelo deserto do Saara, o rio Nilo ganhou uma extrema importância para os egípcios, sendo utilizado como via de transporte de mercadorias e pessoas. As águas do rio Nilo também eram utilizadas para beber, pescar e fertilizar as margens, nas épocas de cheias, favorecendo a agricultura, que tornou-se a base da economia egípcia.

34 - Evidência

A civilização egípcia também se destacou nas áreas de ciências, em especial na matemática, usada na construção de pirâmides e templos. Na medicina, os procedimentos de mumificação, proporcionaram importantes conhecimentos sobre o funcionamento do corpo humano.

Templos, palácios e Pirâmides No campo da arquitetura podemos destacar a construção de templos, palácios e pirâmides. Estas construções eram financiadas e administradas pelo governo dos faraós. Grande parte delas eram erguidas com grandes blocos de pedra, utilizando mão-de-obra escrava. As pirâmides e a esfinge de Gizé são as construções mais conhecidas do Egito Antigo.

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Cultura em especial na matemática, usada na construção de pirâmides e tem- plos. Na medicina, os procedimentosComoacreditavamnavida de mumif...

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