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TECNOLOGIA

cificar o tipo de aço a ser usinado: aço rápido, aço carbono, metal duro ou qualquer outro tipo de material. Outro ponto importante para definir o material da peça a ser trabalhado é informar se o aço recebeu algum tratamento térmico, pois isso pode influenciar na composição e características do material. DUREZA

A dureza é definida pela resistência que um material apresenta ao ser penetrado por outro. Ela é determinada pela quantidade de liga que o rebolo possui. Quanto mais liga o rebolo tem, mais duro ele será e vice-versa. A liga é o material que une os grãos abrasivos do rebolo. Quando os grãos se desprendem com facilidade, o rebolo é considerado muito mole. É importante estar atento à dureza do material da peça, pois ela também influenciará na dureza do rebolo. A peça de trabalho e o rebolo abrasivo estão intimamente relacionados. Quando ocorrem casos de queima na peça de trabalho, normalmente, a dureza do rebolo está muito elevada e inadequada ao material da peça. A tabela 1 classifica a dureza dos grãos abrasivos, segundo a norma 15230:2016 da ABNT . Essa classificação da dureza, geralmente, é inserida junto com as especificações dos rebolos nos rótulos. Quanto mais duro o material da peça a ser trabalhada, mais macio deve ser o rebolo e vice-versa. Dureza

Classificação

Extremamente macios

A–B–C–D

Muito macios

E–F–G

Macios

H–I–J–K

Médios

L–M–N–O

Duros

P–Q–R–S

Muito duros

T–U–V–W

Extremamente duros

X–Y–Z

Tabela 1 – Classificação dos grãos abrasivos quanto à dureza

Ao receber o rebolo, é importante que seja certificado que o rebolo está com a dureza adequada e de acordo com a es-

pecificação que foi solicitada para evitar erros e danos na produção. REMOÇÃO

O rebolo sendo uma ferramenta de corte que se auto afia irá remover parte da peça trabalhada. Desta maneira é preciso definir a quantidade desejada e permitida de remoção. Uma forma bem simples de definir a remoção é pelo grão abrasivo. Fique atento a este critério, pois ele interfere diretamente na escolha do rebolo abrasivo, uma vez que, quanto mais grosso for o grão abrasivo, maior será a taxa de remoção de material e a geração de lascas durante o processo também será maior. Por outro lado, quanto mais fino for o grão abrasivo, menor será a taxa de remoção e haverá maior precisão e qualidade da superfície da peça de trabalho, como demonstrado no próximo critério.

Desbaste: O desbaste é a operação de tornar menos espesso e remover uma grande quantidade de material da peça, como uma espécie de retificação, tirando todas as rebarbas e irregularidades da peça de trabalho. Corte: como o próprio nome já diz, é a operação de separar e dividir a peça de trabalho. Afiação: A afiação é a operação de perfilar e dar forma as arestas de corte das ferramentas, possibilitando um corte mais preciso. Acabamento: O acabamento é a operação de tirar a rugosidade e tornar mais lisa a superfície das ferramentas. É importante não confundir desbaste com acabamento: o desbaste está relacionado à remoção, é uma operação de retificação; o acabamento está relacionado à rugosidade, quanto mais fino o acabamento, menor será a rugosidade.

ACABAMENTO

O sexto critério é o acabamento, que permite a qualidade perfeita da sua peça ou superfície de trabalho. O acabamento está relacionado à rugosidade da superfície desejada na peça de trabalho. Há uma importante relação entre o acabamento e o grão abrasivo do rebolo. Os rebolos com grãos finos proporcionam um acabamento com maior precisão e qualidade, deixando as arestas mais vivas e as superfícies lisas. Já os rebolos com grãos grossos permitem uma rugosidade elevada e uma superfície áspera. Quanto mais fino o acabamento, menor será a rugosidade e vice-versa. Vale ressaltar que durante o processo de acabamento você deve levar em consideração se a peça de trabalho é sensível ao calor, pois isso pode influenciar na qualidade da superfície desejada, já que a peça pode apresentar deformações durante a operação. TIPO DE OPERAÇÃO

O sétimo e último critério é o tipo de operação. Para garantir a escolha certa, é essencial que o rebolo esteja adequado ao tipo de operação que você irá realizar:

CONCLUSÃO

É preciso dar especial atenção ao momento de escolha do rebolo abrasivo, pois um simples erro em algum desses critérios pode prejudicar o desempenho e a produtividade de toda sua empresa. Utilizar o rebolo certo, feito sob medida, especialmente para a operação que você realiza na sua indústria, faz toda a diferença. Pois além de garantir maior segurança dos seus trabalhos, você também terá a garantia de um melhor acabamento e qualidade! Por fim, com a ferramenta certa em mãos, você terá resultados garantidos para o seu negócio.

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Alassy Nery: há 9 anos no departamento de vendas da NAG Abrasivos ajudando empresas como a Scania e Schaeffler a melhorar o desempenho dos seus rebolos e a qualidade dos seus serviços através do relacionamento e parceria. alassy@nagabrasivos.com.br

MAR / ABR 2019 // REVISTAFERRAMENTAL.COM.BR //

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Revista Ferramental Edição 82  

Com sede em Joinville e distribuição em todo território nacional, além de países como Alemanha, França e Estados Unidos, a revista Ferrament...

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