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editorial Amor, beleza e título. A Expressa Mais nesta edição vem falar de amor... Ah o amor! Tão descrito entre os poetas, falado entre os franceses, expressado pelas rosas, e desejado por nós seres humanos. Este sentimento danado que bagunça as emoções, carrega consigo boa dose de humor, faz os apaixonados andarem sorrindo, e ainda brinca com alguns de se esconder. És vaidoso, e adora se fantasiar tornando o mundo mais belo e colorido. Aos desatentos cuidado, ele pode ludibriar. Articulado lidera nas mídias televisivas, consagrou-se nas produções de Hollywood e nas músicas sertanejas. Como descrever sobre o amor é amplo demais para uma edição, ás vezes até para uma vida, abordaremos nas próximas páginas como ele se forma, e como o sentimos. Para a psicóloga Valéria Giglio Ferreira ele nasce nas relações do dia-a-dia como nos explica em entrevista, e na construção de parcerias e negociações como as vividas por Mário e Lilian, o casal empreendedor na capa dessa edição. Também decorreremos sobre beleza, existente em todo o ser. Ás vezes fica mais fácil de reconhecê-la quando retratada, como faz sensivelmente e profissionalmente a agência de modelos Kica de Castro com casting apenas de modelos com alguma deficiência. E falando de gente bonita, essa não falta ao distrito Bonfim Paulista, que possui o título de “Terra de gente bonita”, fama antiga e reafirmada nos concursos de beleza. Atualmente com uma Miss, um Mister e uma Rainha, quem ousa duvidar que a fama é merecida? Conheça-os nas próximas páginas. Boa leitura.


índice homenagem 04

Terra de gente bonita.

capa 11

Casal empreendedor, e a construção de uma parceria de sucesso. equilíbrio 17

Como estabelecer uma relação forte e duradoura. moda 23

Moda Inspirada no ser humano. comportamento 28

Relação Homo afetiva, nunca foi tão natural ser diferente.

Edição Anterior

Expediente

Publicação Mensal 6000 exemplares • Direção Geral: Priscila Zanon • Jornalista Responsável: Mtb 57.369 Comercial: contato@expressamais.com.br - (16) 9254 7800 Projeto gráfico, criação e diagramação: Vinci Comunicação (16) 3442 6642 atendimento@vincicomunica.com.br Lula Amaral lula@lulaamaral.com (16) 8161 8048

Fotografia: StarClick 8815.4821 A Revista Expressa Mais é uma publicação mensal de distribuíção gratuita Zona Sul de Ribeirão Preto, sendo Bonfim Paulista, 20 Condomínios, Mercadão

Para anunciar contato@expressamais.com.br (16) 9254.7800

da Cidade e Av. Presidente Vargas. A Expressa Mais não se responsabiliza pelos conteudos publicados em artigos assinados e declarações. A opinião da revista é expressa em seu editorial. É proibida a reprodução total ou parcial de textos, fotos e ilustrações, por qualquer meio, sem a devida autorização.


homenagem Terra de gente bonita Não é de hoje que Bonfim Paulista possui a fama de ter gente bonita, tanto é que, os títulos de beleza 2012 e 2013 ficaram entre os jovens bonfinenses homenageados nesta edição pela Expressa+ e comércio local onde poderam conferir nas páginas a seguir, um pouco do trabalho e quem são eles. Rosane Gabriele Zamara , 22 anos , formada em nutrição, é professora de ballet e modelo. Aos 6 anos iniciou seus trabalhos ao dizer para a mãe que queria ser modelo. A mãe atendeu seu pedido e a levou para a agencia e desde entao segue carreira. Seu hobby é tocar violão, e está solteira. Determinada a frase que nortea seus ideais é: “Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: - E daí? EU ADORO VOAR”. Guilherme B. Mesquita, 23 anos, estudante de fisioterapia e modelo da agência First Models, iniciou seus trabalhos através de um “olheiro” que o convidou para ser modelo. Entre seus trabalhos ganhou o título de Mister Ribeirão Preto, e realizou trabalhos no exterior, se diz solteiro, e viciado em malhação. Confiante seu lema de vida é: “Acreditar, Insistir e ter Fé é o começo do caminho para a vitória, pois a única coisa que a separa de você é o medo”.

Emanuella Cristina Medeiros Cabral, 19 anos, estudante de agronomia e modelo, começou seus trabalhos como modelo aos 14 anos, participando em rodeios e desfiles da Noite Fashion em Bonfim realizado por Marta Tozzi, em 2007 através de um olheiro se profissionalizou e hoje é contratada da CRC Models , adora estudar e sair com os amigos, no momento está solteira, lutadora se define na frase: “Enquanto houver vontade de lutar, haverá esperança de vencer.”

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capa Casal empreendedor, e a construção de uma parceria de sucesso. Conheça a história de amor e trabalho de Lilian e Mario do grupo MR Construção Civil. Ainda muito jovens Mário Augusto dos Santos, 32, e Lilian Daniela Perna dos Santos, 30, se conheceram. O casal que divide a vida matrimonial há 17 anos, o amor pelos filhos Ana Laura 4 anos, e Rafael Augusto 2 anos, também dividem a direção nos negócios do grupo MR Construção Civil. Eles se conheceram quando cursavam o ensino fundamental, e no inicio típico dos adolescentes namoraram escondido, pois o pai de Lilian impedia

o

relacionamento,

por ela ser muito nova. Mas como a intenção era sincera e o amor verdadeiro, com o tempo o sogro autorizou, e passou a tratar Mário como um filho. Ao relembrarem sua história, a trajetória profissional do grupo MR soma-se a relação

O casal Lilian e Mario com os filhos na MR Mat.Construção

do casal, que contam como tudo começou. Na época Mário que desde muito jovem trabalha com seu avô Manoel Martins, tinha um sonho. Apaixonado e conhecedor do ramo de construção civil notou a dificuldade de encontrar maquinas de terraplanagem pequenas chamadas mini carregadeiras e mini escavadeiras, essenciais em determinadas obras. A partir da observação surgiu a M.R. Locação, junto com seu irmão Rodrigo dos Santos, sócio proprietário do grupo. Mario conta que no inicio foi muito difícil, tinham pouco capital e para viabilizarem o projeto contrataram um operador de máquinas e continuou (como continua até hoje) trabalhando com seu avô. Nesta mesma data sua esposa Lilian estava desempregada e pas-

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capa

juntos viram a oportunidade de inves-

“Consolidar vida pessoal com a profissional não é fácil, mas já conhecemos o temperamento um do outro.”

tir em uma nova empresa, desta vez em

dora e conhecimento do setor, hoje esse

areia e pedra, na qual a partir de então

sonho se concretizou, e desde fevereiro

Lilian passou a se dedicar integralmente,

de 2013 a antiga Construlago Materiais de

despedindo-se da enfermagem.

Construção foi incorporada ao grupo MR,

sou a ajuda-lo na parte administrativa, mas logo surgiu a oportunidade de atuar em sua formação como enfermeira, passando a se dividir entre a enfermagem e as funções administrativas da empresa, além de cuidar da filha Ana Laura, que ficava com as avós no período de trabalho. E assim foi por um longo período. Mas como a parceria do casal era de sucesso,

Como uma empresa é formada de valo-

passando a se chamar MR Materiais para

res entre tantos itens, nessa empresa fa-

Construção consolidando uma estrutura

miliar o fundamento é a valorização dos

completa que atende desde a terraplana-

sonhos, já que Mário um dos fundadores,

gem até materiais para a construção bru-

disse certa vez a Lilian sua esposa: “Um

ta e acabamentos em geral.

dia ainda vou montar um deposito de

Questionados sobre as dificuldades de

materiais para construção em Bonfim”.

consolidar vida pessoal com a profissio-

Com muito trabalho, visão empreende-

nal, o casal assume não ser fácil, mas que também há o beneficio de já conhecerem o temperamento um do outro. “No inicio pensei que não daria certo, pois é dificil separar o profissional do pessoal, mas como eu e o Mário somos muito parceiros procuramos não magoar um ao outro. Ele sabe escutar quando necessário e eu sei obedecer quando é preciso. E antes de ser funcionária dele, sou esposa e mãe de seus filhos. Acompanho-o

em

tudo

que posso e nos falamos Mario no inicio da empresa de locação de mini carregadeiras e escavadeiras

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muitas vezes ao dia. Briga-


capa O casal unido desde a adolescência

mos sim, como todo casal, mas procura-

também”, agradece.

mos decidir com muita cautela, e é por

A mensagem para o dia dos namora-

isso que está dando certo”, explica Lilian.

dos que este casal empreendedor que se

O casal também possui um acordo, “Te-

ama e respeita deixa para o próximo dia

mos o propósito de nunca deixar a vida

12/Junho é “Saber diferenciar a vida pro-

profissional atrapalhar a nossa vida de

fissional da vida de um casal, às vezes os

casal”, esclarece Mário. Trato esse que

corações batem no mesmo ritmo, mas

cumpri para com o lar, apesar de sua ro-

as ideias não, mas com amor e respeito

tina começar muito cedo, pois tem de en-

tudo dá certo. Feliz dia dos namorados a

caminhar os funcionários para as obras,

todos”. Finaliza.

“Sempre que há um tempinho, passa em casa ou no deposito para tomar café, e ao fim do expediente ajuda em casa de alguma maneira, dando banho nas crianças, por exemplo,” conta a esposa. A vivência com os filhos também é dividido com o profissional, Lilian conta que sempre que possível leva as crianças para o escritório, e que muitos clientes já encontraram com eles na loja. “É um barato, quando vou busca-los na escola eles sempre falam: - Vamos ficar na loja com você mamãe? Ainda bem que o pessoal da loja tem paciência com eles e comigo

16 3877.3989 / 3972.0292 R.Carlos Ribeiro de Souza, 41 Bonfim Paulista – Antigo Construlago. contato@mrservicerp.com.br O grupo M.R presta serviços em locação de mini carregadeiras e mini escavadeiras, comercio de areia e pedra, e materiais para construção em geral.

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equilíbrio Como estabelecer uma relação forte e duradoura Evolução histórica dos relacionamentos, prontidão e instrumentalização para a relação a dois, são os itens a serem aprendidos pelo casal. Para falar sobre relacionamentos é necessário entender a origem histórica e os resquícios do passado que ainda permeiam as relações atuais, esclarece Valéria Giglio Ferreira, psicóloga de casais em entrevista para a Expressa +. A psicóloga explica que o namoro como o vemos hoje, é parte do novo modelo de conjugalidade e família surgido após os anos 60. Até pouco tempo, vivenciávamos o modelo patriarcal nas relações a dois e familiares onde o namoro não era requisito após o casamento. O matrimônio tinha, entre suas prioridades, aumentar o patrimônio e gerar descendentes que o herdassem. Acredita-se que esse modelo tenha rompido por volta dos anos 60, a par-

“As pessoas se frustram por acreditar que amor está nos filmes de Hollywood. Amor é simples, cabe no dia-a-dia.”

tir do movimento feminista, quando as mulheres passaram a questionar e exigir uma nova forma de estar nes-

semi-aberto, moradia conjunta, separada, re-

tas relações. Uma das suas exigên-

casar, entre eles. O desajuste entre aquilo que

cias, diz respeito à simetria de poder

foi aprendido com as gerações anteriores e os

e sexo no casamento. Desde então, as

novos modelos de conjugalidade e família sur-

relações seguem em evolução, bus-

gidos na atualidade gera dúvidas e traz inse-

cando uma solução de equilíbrio para

gurança, tanto para os homens quanto para as

os conflitos que surgiram.

mulheres.

Assim, vivemos um período experimentação\testagem

de

As relações amorosas estão em busca de uma

modelos,

nova identidade e por isso, experimentar diver-

seja na área da sexualidade, seja no

sas maneiras de se relacionar está tão comum.

tipo de relacionamento a ser adota-

Acredita-se que este período de experimenta-

do por cada casal: liberal, fechado,

ção seja necessário para que dele sobrevenham

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social modelos mais maduros e compatíveis

E+: Na sua visão, quais os principais con-

com as novas necessidades do ser huma-

flitos que os relacionamentos atuais têm

no para sua vida afetiva.

a superar?

E+: Como você enxerga as relações

râneos está em conciliar individualidade

atuais?

com conjugalidade: ambas as instâncias

O grande desafio dos casais contempo-

Enxergo casais bastante perdidos, jus-

precisam ter espaço na relação do casal.

tamente pelo fato do tradicional modelo

Outro agravante é a legislação atual que

de relacionamento de conjugalidade e

permite aos casais se unirem e separem

família ter se modificado drasticamente

facilmente, então, vemos casamentos e

e ainda estarmos na etapa de construção

divórcios precipitados. Casamento exige

do novo modelo, que sequer está clara-

maturidade e responsabilidade, por isto

mente desenhado ou estruturado. Vive-

dizemos que “casamento é para adultos”.

mos uma fase de transição do antigo para o novo. O fato de termos um maior leque

E+: Construir uma relação baseada na re-

de opções no modo de se relacionar gera

lação dos pais é sinal de sucesso?

dúvidas e polêmicas como: Devo deixar

Dizemos que “para se casar com al-

livre? Prender? Ter ou não ciúmes? Esta-

guém, primeiro, é preciso se divorciar de

mos sem as medidas que norteavam as

pai e mãe” – um divórcio fundamental-

relações anteriores e as interrogações na

mente psíquico. A maioria dos casais que

hora de vivenciar as novas relações con-

rompem a relação a dois não trocaram

jugais e familiares são abundantes!

as alianças da infância pelas alianças da vida adulta.

E+: As relações são melhores ou piores que a de nossos antepassados? Para aquelas relações que conseguem ser equilibradas, são melhores, mas, para

E+: Com tantas funções e responsabilidades herdadas pela mulher, qual seu papel na construção da relação a dois?

aquelas que simplesmente repetem o de-

Há uma frase bíblica que diz: “A mulher

sequilíbrio anterior atuando pelo oposto,

sábia edifica sua casa, a tola a derruba

são iguais ou piores. O ideal seria avaliar

com as mãos”. Acredita-se que na dança

os pontos fortes e fracos do modelo ante-

do casal humano “a mulher induz e o ho-

rior, para a partir daí buscar a construção

mem conduz”, e atualmente, é justamen-

de um modelo melhor. Um dos itens po-

te isso que as mulheres não fazem. Recla-

sitivos dos modelos anteriores era a es-

mam de não ter namorado e batem o pé

trutura familiar, o lar como porto seguro,

em fazer o que não funciona. Ao agirem

pois, o grau de angústia provocado pela

como os homens agiriam, desvalorizam o

desagregação familiar está muito alto e

modo feminino de ser e ainda os afastam.

isto se reflete nos desatinos que vemos acontecer nas famílias.

E+: Como descrever o amor? Uma das coisas que frustram as pesso-

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social as hoje em dia é acreditarem que o amor

Não mergulhar na piscina da intimi-

verdadeiro está nos filmes de Hollywood.

dade sem saber se ela é funda ou rasa. A

Amor é simples, cabe no dia-a-dia. Entre-

intimidade é delicada e temos que entrar

tanto, quando passam a viver a relação

com cuidado, sentindo a temperatura da

a dois e ela não é como aquele fenôme-

água, a sua profundidade, indo devagar e

no de bilheteria, muitas pessoas pensam

observando a si próprio e ao outro, se am-

que, se não tem toda aquela adrenalina,

bos estão no mesmo ritmo, caminhando

não é amor. A paixão é necessária, mas, a

juntos no mergulho do amor.

rotina também; elas se equilibram para

Para estar numa relação é preciso de-

viabilizar o dia-a-dia. Acredito que para

senvolver algumas habilidades, aprender

viver o amor, primeiro está na vontade de

a dialogar e negociar. No novo modelo de

um plano superior, mas, no plano terreno

relação a dois, dizemos que as relações

apontaria a questão de valorizar as afini-

saudáveis são aquelas em que os parcei-

dades e negociar as diferenças.

ros são bons de negociação!

E+: O comportamento sexual dos casais mudou nos últimos anos? Sim. A sexualidade perdeu muito do sagrado, havendo uma banalização do sexo e da situação de intimidade. As pessoas acham que ser livre é relacionar-se a qualquer momento com “qualquer um”- nesse sentido vejo uma regressão. A atuação sexual precisa ser consciente e não simplesmente instintiva, considerando o impacto que esse intercurso tem para o ser humano. A sexualidade se tornou performática; muitas pessoas se preocupam mais com a performance do que com a entrega sexual e até espiritual que a intimidade pode proporcionar; é muito cenário para pouca apresentação, e depois, saem do ato sexual esvaziadas e deprimidas, pois gastaram sua energia encenando um intercurso sexual pouco abastecedor. E+: Para as adolescentes que estão iniciando relações afetivas, qual a orientação?

Valéria Giglio Ferreira, Psicóloga pela PUC – SP atende em psicoterapia individual, de casal e família e promove cursos\workshops sobre relações a dois e familiares no espaço AMAR. www.amar.psc.br

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Pertinho de você!

As mais deliciosas opções em pães, tortas, doces e bolos de confecção artesanal própria.

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moda Moda Inspirada no elemento mais rico do universo.

O ser humano.

Aparelhos ortopédicos, cadeira de rodas, muletas, próteses, órteses e bengalas são acessórios de moda na agência Kica de Castro. A questão beleza é algo pessoal, o que para uns é

A modelo Mah Mooni, amputação de membro inferior com Ali Entezari

bonito nem sempre são para outros. Padronizar beleza é erro, e criar beleza que não existe através de horas retocando “imperfeições” em computação gráfica é a rotina que muitos

consumidores

desconhecem, e se induzem ao enlouquecimento na busca do corpo perfeito exibido principalmente em revistas de moda. O perfil maciço de beleza nos veículos de comunicação leva a agência de modelos Kica de Castro para a contramão, por seus trabalhos exclusivamente compostos de modelos com deficiência física. No Brasil há 46 milhões de consumidores com alguma deficiência, pessoas que utilizam produtos de beleza, higiene pessoal, aparelhos eletrônicos, alimentos, entre outros, e que não se identificam com as campanhas de mídia, já que os anúncios não exibem qualquer tipo de “imperfeição”. Falta informação as empresas e agências de publicidade, conforme explica Kica, “A

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moda maioria das empresas negam o trabalho

família ao invés de fazer pose junto ás ir-

com modelos deficientes alegando fal-

mãs, “Gostava de aprender com ele a me-

ta de acessibilidade, ou que o produto

xer no equipamento”, relata. Publicitária

pede pessoas independentes. É comum

por formação, e fotografa profissional,

associarem deficiência a doença e depen-

conheceu a deficiência em 2002 quando

dência. Deficientes trabalham, estudam,

se tornou chefe do setor de fotografia do

constituem família, e o principal, têm opi-

centro de reabilitação para pessoas com

niões próprias e fazem suas escolhas. Nas

deficiência. O trabalho consistia em fo-

mídias os exemplos são poucos, entre

tografar para prontuários médicos. “As

eles: Mercadinho Chic na SPFW; Fiat em

fotos eram acompanhadas de uma placa

feira para o publico com deficiência; a es-

levando o número do prontuário, e em

tilista Cândida Cirino em desfiles e edito-

peças íntimas, situação que constrangia

riais, e a Fator Brasil confecção de roupas

e reduzia a estima dos pacientes, pois ali

para pessoas com nanismo”.

tinham de evidenciar a deficiência. Um trabalho, digamos frio, pois o paciente

A idealizadora da agência Kica Castro

sentia sua intimidade invadida”, conta.

é natural de São Caetano do Sul, grande ABC paulista, e se apaixonou pela fotogra-

Ali surgiu a ideia de trabalhar a autoes-

fia na infância, filha de fotógrafo amador

tima dessas pessoas bonitas, mas que a

queria estar ao lado do pai nas fotos de

deficiência e o preconceito fizeram ador-

Valorizamos o ser humano como ele é: bonito são as atitudes, e felicidade é a melhor maquiagem.

Modelo Carina Queiroz, paraplégica com Willian em Salvador

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mecer, através de estudos, investimentos e trabalho nasceu à agência de modelos


moda Kica de Castro, que possui como rotina a fotografia, desfiles, filmagens e cobertura de eventos com deficientes físicos.

Marcia Gori, sequela de pólio com o modelo sem deficiência Faraoni Fontes, foto de abertura da exposição “Toda Nudez vai ser revelada”

O trabalho é composto de alegria, adaptações, criatividade, e como orgulha em dizer sem uso de photoshop, “Na agência valorizamos o ser humano como ele é, não usamos retoques nas imagens. O que torna nosso trabalho bonito é a atitude, e felicidade é a melhor maquiagem. As imagens evidenciam a beleza que existe em pessoas reais, com suas deficiências e aparelhos ortopédicos”. Diz. A agência também realiza palestras de conscientização para universitários, visando nos futuros empresários, profissionais de publicidade e moda a ampliação de seus conhecimentos e a proximidade de suas empresas aos consumidores. Os modelos fotográficos Rayane Landim, com paralisia cerebral e Diego Madeira, mielo, em editorial de sexualidade para pessoa com deficiência. Make: Francceska Jovito;

Agência Kica de Castro. (0xx11) 98131-0154 - kicadecastro@gmail.com Books, cobertura de eventos, profissionais para recepção, passarela, publicidade para foto e vídeo. Veja entrevista com Kica de Castro: facebook.com/expressamais

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comportamento Relação Homo afetiva.

Os jovens começam a vencer o preconceito á homossexuais, e nunca foi tão natural ser diferente quanto agora. Dizer aos pais que bateu o carro novo, se envolveu em briga, perdeu o emprego porque chegou de ressaca, já são situações difíceis de enfrentar diante do tribunal familiar, com aquela atemorizante combinação de: Intimidade com autoridade dos pais. Imagine para dizer: “Sou gay”. Não é fácil para quem fala e tão pouco para quem ouve. As mães se assustam, e os pais demoram mais a metabolizar a novidade. A relação homossexual ainda é e vai ser por longo tempo uma questão complexa entre as famílias. Isso muda lentamente. Porém o que mudou foi á maneira como a homossexualidade vem sendo encarada pelos jovens no Brasil. Declarar-se gay na turma ou no colégio deixou de ser uma condenação às gozações eternas. A rapaziada está tolerante as relações, a ponto de ser mais “feio” demonstrar preconceito contra pessoas de raças, religiões ou orientações sexuais diferentes da maioria, explica o sociólogo Carlos Martins: “Os jovens nunca se viram às voltas com tantas identidades. Para eles, ficar rotulando o gay não só perdeu a razão de ser como soa antiquado”. Ícone da atualidade, a cantora americana Lady Gaga fascina os jovens justamente por ser “difícil de

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“Os jovens nunca se viram às voltas com tantas identidades” definir o que ela é”. São marcas de uma geração menos dada a estereótipos do que aquela que a precedeu. Um dos pontos da atual geração gay ser mais livre se deve à sua aceitação por outros jovens. O conceito de tribo perdeu o valor, como publicou o antropólogo americano Ted Polhemus, por meio de suas pesquisas, “Geração de


supermercado de estilos” - ou só “sem rótulos”. A idade com que os gays trazem à tona sua orientação sexual também mudou, caiu dos 20 para 16 anos, e chama a atenção, explica a psicologia Ceres Araújo. “Aos 16 anos estão ainda na adolescência, uma fase de experimentação e dúvidas. Esperar que essa escolha seja eterna para todos é uma simplificação. O que dá para afirmar é que esses jovens têm grande propensão de seguir se relacionando com pessoas do mesmo sexo”.

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