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Nesta Edição Editorial....................................................5 Entrevista.................................................6

>>>>>>

Entrevista

Capa.......................................................10 Escola Ambiental...................................18 Manutenção Industrial............................20 Relações Trabalhistas.............................22 De bem com a vida.................................24 Inovação Tecnológica.............................26 Exper News............................................28 Ponto de Vista.........................................30

Industrial do ano Gildo Uliana

06

Capa

10 CEO´s falam sobre inovação

10

Escola Ambiental

Para expressar sua opinião, dar sugestões, enviar releases e fazer contato com a nossa redação, escreva para: redacao@revistaexper.com.br e siga-nos nas redes sociais:

4 - Revista Exper

Práticas Ambientais Educativas

18


Editorial

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Desafios da Inovação no Brasil canismos públicos surgiram com o objetivo de incentivar e fomentar programas de inovação aberta no Brasil, como a coope-

ftalatos representa 85 % do volume de to-

Foto Diego Barbieri

Nos últimos anos, inúmeros me-

dos os plastificantes produzidos. A Petrom motivada pelas demandas mercadológicas, iniciou em 2006 um

ração entre empresas e universidades, dis-

programa de P&D visando a obtenção de

ponibilização de patentes, licenciamentos

plastificantes não-ftalatos que aliassem se-

cruzados e incentivos a processos de “spin

gurança, desempenho e sustentabilidade.

out” (empresa que surge de outra organiza-

Alinhados a essas questões, identificaram

ção, mas seu gerador não permanece como

uma série de compostos derivados de fon-

dono majoritário), onde grandes empresas

tes renováveis e que exibem boa compa-

tornam divisões independentes, para aten-

tibilidade com resinas de PVC. A partir

dimento específico de novas metas e pro-

desse estudo desenvolveram um método

gramas.

de modificação de óleos vegetais para a Porém, ainda que os mecanismos

obtenção de produtos que atuam simulta-

formatados pelo governo sejam apropria-

Empresa do Prêmio Kurt Politzer de Tec-

neamente como plastificantes primários e

dos para o desenvolvimento de um cená-

nologia, instituído pela Abiquim.

como co-estabilizantes térmicos em for-

rio positivo nos próximos anos, o que as

O título da pesquisa apresentada

pesquisas mostram é que a adesão das em-

pela Petrom foi : Sustentabilidade Lúdica:

A pesquisa resultou na produção

presas a estas leis e programas ocorre de

Uso de um Aditivo Bioderivado na Pro-

de uma linha composta por vários plasti-

forma muito lenta.

dução de Brinquedos. A ideia da pesquisa

ficantes de origem renovável, chamado

Nas empresas verdadeiramente

surgiu ao estudarem o competitivo merca-

então de “PLS Green”. Apesar de todos os

inovadoras, a inovação não está alocada

do de brinquedos, que, devido à concor-

produtos apresentarem conteúdo renová-

em um único lugar, ao contrário, ela ocor-

rência acirrada com produtos importados,

vel, exibirem ótima compatibilidade com

re simultaneamente em diversos níveis da

demanda constante inovação e o uso de

o PVC e boa eficiência, um deles se desta-

organização. A inovação não é uma ques-

matérias-primas com custos acessíveis e

cou pelo fato ser totalmente bioderivado.

tão de poucos escolhidos. É responsabili-

de qualidade comprovada. Atualmente, a

Este produto, doravante chamado de bio-

dade de toda a organização. Prova disso é

produção mundial de plastificantes é esti-

plastificante, foi preparado a partir da com-

a Petroquímica Mogi das Cruzes (Petrom)

mada em 5,9 milhões de toneladas, sendo

binação de um óleo vegetal modificado e

que recebeu Menção Honrosa na categoria

que a classe de compostos conhecida como

um álcool superior obtido de um resíduo

mulações de resinas vinílicas.

das usinas de etanol. Esta característica é Expediente Publisher: Márcio Junior MTB 59904-SP, Conselho Editorial: CIESP Alto Tietê, Editoração: Offmktweb, Colunistas: Lucimeyre Gonçalves, Epaminondas Nogueira e João Capozzoli, Publicidade: 11 28194457 ou 11 9472-8104 / publicidade@revistaexper.com.br, Foto Capa: Claudinei Reche, CEO da Hoganas, Fotógrafo: Diego Barbieri A revista é uma publicação da Editora OFF e distribuída aos associados do CIESP Alto Tietê, Fempi, SESI, SENAI, UMC, ACMC, ACE SUZANO, ACIDI, ACIFV, ACIP, Sebrae, Secretarias de Indústria e Comércio, Centros e Prédios Comerciais e algumas bancas. A revista não se responsabiliza pelo conteúdo dos anúncios e as opiniões emitidas em artigos assinados são de responsabilidade dos autores.

bastante interessante, pois a produção do bioplastificante reduz a pressão sobre os recursos não-renováveis e leva a um produto mais seguro do ponto de vista toxicológico, no tocante à produção e uso. Milton Sobrosa Cordeiro Diretor Industrial e Conselheiro da FIESP/CIESP Alto Tietê Revista Exper - 5


Entrevista

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Gildo Uliana Exper - Para os leitores que não o conhece, fale um pouco sobre Gildo Uliana? Gildo Uliana - Casado, com três filhos e 5 netos. Empresário do ramo de Autope-

Pós-graduado em Administração de Empresas, sócio e presidente da Uliana Indústria Metalúrgica e eleito industrial do ano em 2011 pelo município de Suzano.

ças, pós-graduado em Administração de

conta com tecnologia de ponta desde mo-

ser humano, hoje a relação trabalho

Empresas, Sócio e Presidente da Uliana

dernas Prensas Hidráulicas e Mecânicas

x mão de obra está mais equilibrada.

Indústria Metalúrgica Ltda., fundada por

de até 1000 toneladas, a Robôs de Solda

Vivermos na era da globalização, o profis-

meu pai em 1959, gerenciada por mim

totalmente automatizados. Além de um

sional aprende a buscar a informação e se

e meu irmão, Oswaldo Uliana. Tenho

sistema de tratamento superficial das pe-

atualizar a cada segundo, com isso o cres-

como hobby, passear com minha esposa

ças produzidas. Uma linha de montagem

cimento profissional não tem fronteiras.

e curtir os netos nos finais de semana.

dedicada, entre outros processos. Tudo

Exper - Apesar de toda competitivida-

para garantir padrões internacionais de

Exper - Os negócios devem ser condu-

qualidade exigidos pelas Montadoras.

zidos com a razão ou com o coração?

de que existe no mundo corporativo,

Gildo Uliana - Devem ser conduzidos

é possível subir os degraus dentro da

Exper - O senhor acaba de receber

com a razão, mas a parte humana (co-

empresa. Quais as qualidades que um

o “Prêmio Industrial do Ano” como

ração) deve influir no comportamento,

profissional deve ter para impulsionar

é ser agraciado com esta honraria?

principalmente no que diz respeito a fun-

sua carreira no mercado de trabalho?

Gildo Uliana - Foi emocionante! Sempre

ção do líder. O líder deve ser influencia-

Gildo Uliana - É possível sim, tanto é

fui uma pessoa muito simples e muitas

dor, servidor, participativo e motivador.

que temos colaboradores em nossa em-

coisas que aprendi, devo ao fundador

Usar a razão e o coração é uma das

da Uliana – Sr. Hi-

principais virtudes do líder moderno.

presa

que

subiram

vários

degraus.

“As empresas brasileiras

São

vêm ganhando cada vez mais

lário Uliana “meu

Pai”. Dedico esta competitividade, podemos melhorar pulsionam carreiras, homenagem a ele, eliminando burocracias acredito que o profisque há 53 anos fune desperdícios” sional quando exposto dou esta empresa e

Exper - Quais são as principais res-

a desafios desenvolve

que além do patri-

Gildo Uliana - O principal desafio é

mônio, nos deixou uma lição de vida.

manter sua equipe motivada para ren-

vários fatores que im-

muitas qualidades, uma delas está relacionada aos “resultados” e é impor-

ponsabilidades,

atribuições

e

de-

safios que os presidentes e diretores

enfrentam

em

seu

dia-a-dia?

der o máximo e para isto a equipe

tante que o profissional supere todas

Exper - Em sua opinião, quais foram

deve estar bem entrosada. É importan-

as suas expectativas. Podemos também

às mudanças de maior relevância que

te que os gestores ouçam seus colabo-

mencionar como qualidade o compro-

ocorreram no mundo dos negócios nos

radores e colegas de trabalho, para

metimento, a flexibilidade e a ética.

últimos anos e o que ainda esta por vir?

terem uma visão geral da situação e

Gildo Uliana - Além do crescimento

não somente restrita de cada departa-

Exper - Quais os recursos que a Ulia-

da indústria da informação e a velo-

mento, possibilitando assim tomadas

na utiliza para manter-se tecnologi-

cidade de comunicação, a maior mu-

de decisões mais eficientes e eficazes.

camente

mercado?

dança ocorrida nos últimos tempos

Gildo Uliana - Hoje nossa área fabril

está relacionada com a valorização do

competitiva

6 - Revista Exper

no

Exper - Nos dias de hoje, ainda é pos-


Revista Exper - 7


Entrevista

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sível conciliar a vida profissional e

mudar a postura ética das empresas

encontramos

pessoal? Como isso pode ser feito?

frente a sociedade. Acredito que é uma

Gildo Uliana - Na verdade os países mais

Gildo Uliana - Sempre foi possível con-

boa prática deve permanecer e se de-

éticos têm melhor resultado e melhor pa-

ciliar a vida profissional e pessoal, uma

senvolver, porém requer mudanças cul-

drão de vida do seu povo, portanto ética

não pode andar separada da outra, se-

turais, exigindo que empresas e parcei-

é “Bom e Barato”. Resultados alcan-

não o sucesso fica comprometido. Leva-

ros busquem soluções conjuntas, e cabe

çados desrespeitando a ética, são efê-

mos sim nossa vida pessoal para empre-

ao Governo Federal o papel principal.

meros e não sustentáveis a longo prazo.

É inevitável. Não tenho a fórmula má-

Exper - Quando observamos o uni-

Exper

gica, mas tenho como hábito preservar

verso das empresas no Brasil, o

negócios

o convívio familiar e as amizades. Acre-

que as empresas estão fazendo cer-

ta apenas uma utopia empresarial?

dito estar conciliando tudo muito bem.

to,

melhorado?

Gildo Uliana - A sustentabilidade é a

Gildo Uliana - As empresas brasileiras

nossa maior responsabilidade com as

Exper - Muito se fala sobre o pa-

vêm ganhando cada vez mais competi-

novas gerações. O mundo não vai aca-

pel social das empresas. Para você o

tividade a níveis internacionais, infe-

bar e as novas gerações devem receber

que significa Responsabilidade So-

lizmente a burocracia e o desperdício

um planeta melhor. Com relação a sus-

cial Corporativa? Isso é um modismo,

são os grandes vilões. É importante

tentabilidade nos negócios, ela depen-

uma onda, uma nova ferramenta do

para o Brasil uma reforma tributária,

de muito da competitividade, nas mais

marketing ou uma tendência natural

para tornar as empresas nacionais mais

variadas cadeias de suprimentos e essa

que veio para ficar e se desenvolver?

competitivas no âmbito internacional.

competitividade poderia ser bem melhor,

a

todo

o

momento?

sa e nossa vida profissional para casa.

o

que

pode

ser

Gildo Uliana - A Responsabilidade So-

-

A é

sustentabilidade possível

ou

se

nos tra-

se tivéssemos um “Custo Brasil Menor”.

cial Corporativa, tem por objetivo aju-

Exper - Com a pressão por resul-

dar a diminuir as desigualdades sociais

tados ficando maior, como enfren-

Exper - Para finalizar, quais seus con-

existentes em todos os países, bem como

tar e superar os dilemas éticos que

selhos para aqueles jovens executivos

Fotos: Divulgação

que sonham em se tornar presidente de suas empresas? Essas dicas também valem para as jovens executivas? Gildo Uliana - Para os jovens executivos (as) meu conselho é que invistam na sua formação acadêmica, sejam pessoas de fácil relacionamento e pratique uma competitividade saudável, respeitando seus semelhantes. Cabe ressaltar que o crescimento feminino nas empresas veio para ficar e veja, as mulheres são bons exemplos para responder sua pergunta; trabalham bastante, são comprometidas com resultados, são éticas, buscam qualificação acadêmica, têm maior capacidade de ouvir e sobrevivem melhor em tempos de crises. 8 - Revista Exper


Revista Exper - 9


Capa

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10 CEO´s falam sobre INOVAÇÃO O Brasil subiu 21 posições no

em relação ao PIB (24ª), ecologia e bio-

Indicador Global de Inovação

capacidade (7ª), capitalização do mercado

2011 (The Global Innovation

(23ª), valor total de ações comercializadas

Index). O ranking é calculado anualmen-

(27ª), empresas que oferecem treinamento

te pelo Insead, uma das principais escolas

formal (13ª) e importação de bens de alta

de negócios da Europa, em parceria com a

tecnologia (15ª).

Organização Mundial de Propriedade Inte-

O Serviço Nacional da Indús-

lectual (Wipo, na sigla em inglês), agência

tria (Senai), o Serviço Social da Indústria

ligada à Organização das Nações Unidas

(Sesi) e o Conselho Nacional de Desenvol-

(ONU).

vimento Científico e Tecnológico (CNPq) Se parece bom, é importante lem-

divulgou a relação de 96 empresas do ramo

brar que o país havia caído 18 posições em

industrial (arrecadadoras para o chamado

2010. Os novos dados colocam o Brasil na

Sistema S) que tiveram seus projetos de

47ª posição em termos globais. Assim, nos

inovação reconhecidos e serão financiados

anos recentes, o país passou de 50º (2009)

por bolsas especiais do edital Senai/Sesi de

para 68º (2010) e, agora, para 47º (2011).

Inovação 2011.

Com o novo resultado, o Brasil ficou na

O valor individual da bolsa é R$

frente de países como a Rússia, Índia e Ar-

300 mil por projeto escolhido. Caso o pro-

gentina.

jeto tenha sido contemplado simultaneaO relatório destaca a posição pa-

radoxal do Brasil, muito bem colocado no

mente pelo Sesi e pelo Senai o valor sobe para R$ 400 mil.

chamado Output SubIndex (32ª posição),

O Sesi escolheu projetos que in-

liderando todos os países em desenvolvi-

corporem melhoria na qualidade do tra-

mento, e muito mal colocado no chamado

balho e para a mão-de-obra (projetos de

Input SubIndex (68ª posição).

responsabilidade social, educação, saúde e

No lado positivo, estão itens

segurança do trabalho, cultura, esporte ou

como aumento da produtividade da mão

lazer) e o Senai para inovação tecnológica

de obra, exportações de serviços de com-

no processo produtivo ou na manufatura

putação e comunicações e exportação de

finalizada.

serviços criativos.

Inovação nas empresas

Mas os maiores destaques estão

No total, R$ 26 milhões serão

nos gastos em pesquisa e desenvolvimento

destinados às empresas (R$ 16 milhões

10 - Revista Exper


Revista Exper - 11


Capa

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do Senai, R$ 7,5 milhões do Sesi e R$ 2,5

e inovação (PDI).

A análise foi feita por Carlos Henrique de

do CNPq). De acordo com a organização,

“As empresas precisam aprender

Brito Cruz, diretor científico da FAPESP,

o valor da premiação poderá alcançar R$

a inovar e estruturar melhorar suas áreas

durante evento promovido pela Fundação

59 milhões com a contrapartida de parcei-

de PDI e capacitar melhor os grupos para

de Amparo à Pesquisa do Estado de São

ros, como as universidades, instituições

que eles consigam desenvolver ideias, que

Paulo e pela Academia Brasileira de Ci-

de apoio à pesquisa, cooperativas e os de-

geralmente estão fundamentadas nos pro-

ências (ABC). “A ideia é fomentar o en-

partamentos estaduais do Sesi e Senai. As

blemas que enfrentam”, disse ao salientar

trosamento do cientista com a indústria

empresas terão 20 meses para desenvolver

que a inovação torna a economia mais

instalada no Brasil. Essa relação às vezes

os projetos apresentados.

competitiva e reduz dependência externa.

sofre com preconceitos de lado a lado. O

Com uma infraestrutura de tec-

Esta é a oitava edição do Edital

cientista é visto como alguém dedicado

nologia e profissionais experientes e ca-

Senai/Sesi de Inovação. O setor com mais

somente a assuntos abstratos e a empresa

pacitados para o desenvolvimento de

empresas premiadas é o de alimentos e

como desinteressada pela pesquisa. Quere-

produtos e processos nos diversos setores

bebidas (17 projetos) e o estado com mais

mos mostrar que academia e empresas não

industriais, o Senai vem apoiando a com-

indústrias contempladas é o Rio Grande

têm mais interesses divergentes”, disse.

petitividade da indústria brasileira com a

do Sul. Empresas de porte diferente, desde

A empresa é um lugar muito pri-

realização de projetos de pesquisa apli-

microempresas a empresas de grande porte

vilegiado de produção de conhecimento.

cada em parceria com empresas, apoian-

tiveram projetos acolhidos.

Nos países desenvolvidos isso fica evi-

do a inovação, a proteção da propriedade

Um erro comum no Brasil cos-

dente. Mesmo quando não há um centro

industrial, a prospecção e a difusão de

tuma atrapalhar a relação entre empresas

de pesquisa formal, há gente resolvendo

tecnologias. Para conhecer o potencial do

e universidades: supor que o sistema de

problemas e gerando conhecimento o tem-

Senai no desenvolvimento de produtos e

inovação de um país funciona com insti-

po todo. No entanto, esse pesquisador que

processos, e a capacidade de realização de

tuições acadêmicas gerando integralmente

trabalha na empresa está sempre interagin-

pesquisa aplicada, entre em contato com o

o conhecimento e empresas apenas rece-

do com as universidades, que auxiliam nas

Senai em seu estado.

bendo as novas tecnologias.

soluções de problemas dentro de uma pau-

Ao contrário: a empresa é um lo-

instalada no Brasil costuma ser criticada

cal privilegiado para gerar conhecimento.

por cientistas e pesquisadores, e também por representes de agências públicas de fomento à pesquisa. A presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci-

ta formulada pela própria empresa. Os pesquisadores das empresas,

Foto Divulgação

A falta de inovação da indústria

ência (SBPC), Helena Nader, declarou que “a indústria tem que ser convencida de que tem que contratar profissionais qualificados. É um erro acreditar que o lucro vem no dia seguinte”. Aprender a inovar O analista de Desenvolvimento Industrial da Unidade de Inovação Tecnológica do Senai, Alysson Andrade Amorim, considera estratégicas as indústrias investirem em pesquisa, desenvolvimento 12 - Revista Exper

Helena Nader a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência


em um bom sistema de inovação, não es-

mos competir. No entanto, há uma grande

trabalhista imenso.

tão isolados, pois a universidade continua

heterogeneidade no país e, se observarmos

sendo um referencial.

os números de São Paulo isoladamente,

presas brasileiras não sabem ou não que-

“Antes de trabalhar na empresa,

vemos que o estado tem um dispêndio de

rem investir em pesquisa. O que ocorre é

esse profissional estudou em algum lugar.

1,7%, maior que o da Espanha, da Itália e

que elas não conseguem, porque o peso

E, quando tem um problema para resolver

do próprio Brasil”, destacou.

dessas restrições é muito grande. O am-

no laboratório, ele aciona sua rede de con-

A restrição de investimentos go-

biente é hostil. Em São Paulo a situação é

tatos, buscando auxílio com os colegas,

vernamentais não é o principal problema

um pouco melhor, porque as empresas da

professores e grupos de pesquisa que ele

para nosso sistema de inovação, quando

região têm mais competição internacional.

sabe que podem ter as respostas”, disse.

são comparados os quadros de dispêndio

Não se trata de dizer que as em-

Pesquisadores nas empresas

em P&D no setor público. No dispêndio Pouco investimento

governamental o Brasil investe 0,7% do

em inovação

PIB e nenhum país passa muito de 1%. É

das pelo sistema brasileiro é o número de

Brito Cruz traçou um retrato do

no dispêndio do setor privado que se en-

pesquisadores nas empresas: são poucos e

setor de inovação no Brasil e, em particu-

contra a principal diferença entre os países.

com tendência de redução. Hoje são cerca

lar, das relações entre universidades e em-

Enquanto o dispêndio empresarial em São

de 133 mil pesquisadores no Brasil, sendo

presas.

Paulo é de 1% do PIB, nos Estados Uni-

57% em universidades e 37% em empre-

O dispêndio total de pesquisa

dos e Alemanha o investimento é de cerca

sas. A Pintec 2010 mostra uma redução na

e desenvolvimento (P&D) no Brasil em

de 2% e países como Japão, Coreia do Sul

quantidade de pesquisadores na empresa.

2008 foi de 1,09% do Produto Interno Bru-

e Suécia investem mais de 2,5%. Nesses

to (PIB), o equivalente a R$ 23 bilhões.

países as empresas não enfrentam as gra-

empresas no Brasil aumentou até 2005,

Desse total, 54% vieram de fontes públicas

ves restrições que as empresas brasileiras

quando atingiu 50 mil e caiu entre 2005 e

e 46% do setor privado.

precisam encarar o custo tributário gigan-

2008. O Brasil tem hoje 45 mil pesquisa-

“Podemos verificar que a porcen-

tesco, o custo dos juros e de um câmbio

dores em empresas. A Coreia do Sul, com

tagem do PIB que o Brasil aplica em P&D

anômalo - vale mais a pena investir em

um sétimo da população, tem 166 mil. E

fica abaixo dos países com os quais quere-

aplicações que em pesquisa - e um custo

os Estados Unidos têm 1,1 milhão. Nosso

O número de pesquisadores nas

pequeno dispêndio em P&D se manifesta

Foto Divulgação

Uma das dificuldades enfrenta-

concretamente no pequeno número de pesquisadores.

As patentes em empresas também

são um indicador no qual o Brasil deixa a desejar. A China teve um crescimento espetacular nesse aspecto: o número de patentes em empresas foi multiplicado por 10 entre 1994 e 2004. O número de patentes chinesas registradas nos Estados Unidos em 2004 era de 404 e em 2009 passou para 1.655. O Brasil teve 106 patentes registradas nos Estados Unidos em 2004 e apenas 103 em 2009. Podemos verificar uma tendência à estagnação, nesse aspecto, a parCarlos Henrique de Brito Cruz diretor científico da FAPESP

tir de 2003. A Espanha, que tem o mesmo Revista Exper - 13


Capa

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número de pesquisadores que o Brasil, tem

simples, nem complexa. Chegou-se à con-

três vezes mais patentes.

clusão de que, para produzir o propeno, se-

Brito Cruz destacou que a relação

ria preciso investir em ciência”, explicou.

Inovação precisa de um time A Höganäs tem 214 anos de atividade e, ao longo do tempo, tem se rein-

entre universidades e indústria não se limi-

O projeto utilizava biologia sinté-

ventado. A empresa começou a funcionar

ta aos estudos conjuntos. “Além de pesqui-

tica para utilizar leveduras como biorrea-

como mineradora de carvão, depois mudou

sas conjuntas, as universidades e empresas

tores para produção de glicerol a partir do

a atividade para cerâmica. “Dos anos 1940

também estabelecem suas relações na for-

caldo de cana. Com um novo biorreator,

para cá, começou a produzir pó de ferro.

ma de um fluxo de estudantes, de contatos

uma bactéria, eles passaram a produzir

A companhia percebeu o grande potencial

informais com pesquisadores da univer-

propanol.

de inovações que tinha e, em 1999, resol-

sidade e da empresa, de conferências, de

Os resultados objetivos do proje-

veu sair da Suécia para o mundo”, conta

revistas especializadas, de copublicação,

to foram a formação de mestres e doutores,

Reche. “Com o pó de ferro é que ela se

de mobilidade de pesquisadores que tiram

seis patentes sendo uma delas nos Estados

tornou mais conhecida. Hoje, ela tem 35%

licença para trabalhar na empresa, ou para

Unidos, alguns artigos e o desenvolvimen-

do mercado mundial”, diz. A unidade bra-

fazer um doutorado, de contratos de pes-

to de um organismo industrial e de um

sileira atende a toda a América Latina, da

quisa, de contratos de patente e licencia-

processo. Tudo funcionou tão bem que a

qual detém 86% de participação no merca-

mento, de spin-offs e da construção con-

Braskem, uma empresa de petroquímica,

do.

junta de laboratórios de pesquisa”, disse.

resolveu investir no desenvolvimento de um laboratório de biotecnologia.

Biorreatores de leveduras

A produção de pó de ferro é uma atividade siderúrgica. Consiste na queima

O novo laboratório da Braskem

de sucata de ferro a uma temperatura de

Gonçalo Amarante Guimarães

terá 40 pesquisadores até o fim do ano,

1.600 graus centigrados, que faz com que

Pereira, coordenador do Laboratório de

segundo Pereira. Um aspecto importante é

o ferro se torne líquido. Um jato de água

Genômica e Expressão do Instituto de Bio-

que esse projeto abriu postos para doutores

fria jogado sobre o ferro quente produz o

logia da Unicamp, apresentou a palestra

e pós-doutores na empresa. Como esses

pó. Claudinei Reche considera a questão

“Rotas verdes para o Propeno”, sobre um

estudos exigem sigilo, a tendência é que

de sustentabilidade proporcionada pelo

projeto PITE FAPESP-Braskem.

os pesquisadores se desliguem da universi-

produto da empresa como o seu maior

Segundo Pereira, o projeto de

dade para trabalhar na empresa. Por outro

diferencial. “Transformamos sucata em

pesquisas foi motivado porque a Braskem

lado, há também uma tendência de manter

matéria-prima, que é utilizada por diversos

tinha o objetivo de chegar a 2012 entre

relações de longo prazo.

tipos de indústria.” Fotos Divulgação

as dez maiores empresas do setor de petroquímica. Em 2010, a empresa já havia chegado à quarta posição no mundo em seu setor. Uma empresa desse porte não sobrevive sem inovação. O primeiro contato entre a Braskem e o grupo de pesquisas da Unicamp foi induzido pela empresa, em 2007. “Já estava em desenvolvimento uma tecnologia de polietileno verde que, do ponto de vista químico, é uma coisa simples. Hoje, a Braskem tem uma planta de 200 mil toneladas produzindo polietileno verde. Mas, no caso do propeno, não havia tecnologia 14 - Revista Exper

Claudinei Reche CEO da Höganäs Brasil


A empresa tem centros de pesqui-

fazendo um kart que será usado nas Olim-

4000 m², e em 2011 fizemos nossa reestru-

sa na Suécia, nos Estados Unidos, China

píadas de 2016”, conta Reche. O veículo

turação interna, reforçando a engenharia e

e Bélgica. São 120 pessoas dedicadas à

será utilizado para o transporte de atletas

o setor de qualidade, para assim obter uma

pesquisa e inovação, ou cerca de 7,5% do

durante o evento e o motor será feito com

maior consistência tecnológica. Isso tudo

total de funcionários. Segundo o presiden-

pó de ferro. “O Rio precisa apresentar so-

como estratégia para possível ampliação e

te no Brasil, os investimentos em pesquisa

luções ambientalmente corretas”, diz o

preparo para o promissor crescimento do

chegam a US$ 25 milhões anuais. Na ope-

CEO da Höganäs.

nosso país.

ração local, há um grupo de cinco pesqui-

“Com certeza sabemos que de-

sadores, cada um se dedica a uma área com

Muitos desafios para 2012

vido a situação do mercado, poderemos

sua equipe. “Temos um grupo que trabalha

Em 2012 a Kondor completa 35

ter um início de 2012 bastante difícil,

em ações aplicadas ao meio ambiente, ou-

anos de atividade, prestando serviços de

com o câmbio desfavorável, com o alto

tro para uso do pó de ferro na remediação

usinagens e fornecimento de peças de alta

custo da produção brasileira e com a tri-

do solo”, exemplifica Reche.

precisão destinadas aos setores automo-

butação elevada de nosso país, corremos

Há pesquisas em que a Höganäs

tivos, de tratores, implementos agrícolas

um grande risco de desindustrialização.

trabalha junto com parceiros. A companhia

entre outros. Durante estes últimos anos a

Mesmo o nosso mercado teve que optar

fornece pó de ferro para a indústria de au-

empresa teve como meta garantir a quali-

por investimentos em importados, prin-

topeças testar na substituição de materiais.

dade dos serviços para todos os seus clien-

cipalmente os asiáticos, devido ao custo,

Segundo Reche, na fabricação de compo-

tes. Somos certificados pela ISO 9001,

e assim muitos poderão fazer caso não

nentes automotivos, o uso do pó permite a

14001 e previsão de março receber a certi-

haja uma alteração no atual cenário eco-

economia de 40% em energia na compara-

ficação TS.

nômico”, salienta Kazunari Okimasu,

ção com o ferro em si. “Essa é uma van-

presidente da Kondor.

tagem para os fabricantes de automóveis”,

Itaquaquecetuba, investindo em novas tec-

afirma o executivo.

nologias e equipamentos. A Kondor adqui-

Nessa linha de pesquisa, a em-

riu um dos maiores centros de usinagens já

presa tem participado do desenvolvimen-

produzidos no Brasil, e em equipamentos

empresa multinacional fundada em 1928.

to de motores feitos com pó de ferro, que

de origem japonesa, coreana e de outros

Conhecida pelo excelente desempenho de

são 25% mais leves que os motores co-

grandes países. Entre 2009 e 2010 preen-

seus produtos devido ao grande desenvol-

muns, permitindo economia de energia.

chemos todo o espaço do nosso galpão de

vimento tecnológico, a Nachi é uma re-

Desde 2008, estamos sediados em

Tecnologia desenvolvida no Japão A Nachi Fujikoshi Corp, é uma

Já foi criado o protótipo de uma bicicleta

ferência no progresso mundial a nível de

elétrica, cujo motor é feito com pó de fer-

inovação e know-how de soluções às ne-

ro. Segundo o engenheiro Pedro Mazza,

cessidades cotidianas.

responsável pelo projeto, a bicicleta tem

autonomia de 25 quilômetros. “O grande

lizados pelo grupo Nachi são: rolamentos,

salto vai ser dado na área de transmissão

ferramentas-de-corte, máquinas operatri-

veicular, com a troca de peças que antes

zes, equipamentos hidráulicos, robôs in-

eram usinadas para a produção das sinteri-

dustriais, sistemas de controle ambiental e

zadas”, complementa o engenheiro.

aços especiais, entre outros.

Reche conta que uma das peças

Os principais produtos comercia-

A Nachi Brasil foi fundada em

que desenvolveu em parceria foi um garfo

1972, tendo começado suas atividades em

usado na transmissão automotiva, total-

1973. No Brasil é especializada na produ-

mente feito com pó de ferro. “Já tem gente

ção de rolamentos de esferas e ferramen-

no exterior interessada”, revela. “Estamos

Kazunari Okimasu, presidente da Kondor.

tas-de-corte. A Nachi Brasil vem aumenRevista Exper - 15


Capa tando sua participação no mercado local através do fornecimento de produtos próprios que tem como premissa básica a alta

Fotos Divulgação

>>>>>>

qualidade e confiabilidade. Atuando com o firme propósito de continuar investindo no Brasil tanto através de incremento na capacidade produtiva de rolamentos e ferramentas, como divulgando e comercializando outras linhas de produtos do grupo. “Toda a tecnologia e inovação são desenvolvidas no Japão e rapidamente transferida a outros países, para que o produto lançado seja fabricado em todas as unidades fabris, assim não ficamos defasados no mercado. As máquinas ultrapassadas são modernizadas para deixar tudo

Senhor Yasuhiro Kumaki, diretor-presidente da Nachi do Brasil

atualizado par aumentar nossa capacidade

a Placo do Brasil antecipasse seus planos

de inovação, explica Yasuhiro Kumaki,

de expansão para o ano de 2011. Amplian-

“A Placo conta atualmente com

direto-presidente da Nachi do Brasil”

do sua capacidade produtiva em 50% o

um parque fabril renovado e com equipa-

projeto de ampliação e execução foi rea-

mentos de altíssima tecnologia, levando-a

Placo inova e amplia

lizado por uma equipe de especialistas na-

a posição de uma das mais modernas fábri-

sua capacidade produtiva

cionais e internacionais da Placo em con-

cas da América do Sul em placas de gesso,

O crescimento e a estabilidade

junto com empresas de renome mundial,

com produtos inovadores, de alta qualida-

da economia no Brasil observada nos últi-

capacitando a fábrica para uma produção

de e excelente produtividade, característi-

mos anos e a participação futura de nosso

anual de 22 milhões de m2 de placas de

cas essenciais no segmento da construção

gesso.

país em eventos mundiais como a Copa do

civil”, salienta o diretor geral da Placo,

Mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos em

Sandro Magilieri.

2016, contribuíram para a significativa e Atenção aos sinais do mercado

crescente demanda do setor da construção civil por alternativas construtivas inovado-

Após 16 anos no mercado de

ras que reduzam os prazos das obras e seus

moda como diretora da Duplo A Confec-

custos, e que propiciem racionalização de

ções que possui duas marcas próprias e

mão-de-obra e redução na geração de re-

produz private label para conceituadas

síduos. Nesse cenário, o Drywall, se mos-

marcas nacionais e internacionais, por isso

tra uma ótima alternativa para atender as

acredito que a cada dia fica mais visível

exigências do segmento em relação à pra-

a necessidade de inovar e surpreender o

ticidade, flexibilidade, produtividade e seu

mercado consumidor. A Duplo A se atenta a identificar

consumo no mercado da construção vem

sinais, como oportunidades técnicas e mer-

aumentando constantemente. Esta crescente demanda pelo sis-

cadológicas, pois no segmento de moda,

tema Drywall, com taxas acima de 20% de

transformação e velocidade caminham

crescimento nos últimos anos, fez com que 16 - Revista Exper

Sandro Magilieri, diretor geral da Placo

juntas, em função disso buscar a inovação


para transformar oportunidades em novas ideias e a projetá-la em diferentes frentes, pesquisar o ambiente externo e interno da empresa a fim de processar sinais de ameaças e oportunidades de mudanças. Realizar estudos de tendência de mercado, participar de feiras e eventos do segmento e atenção às necessidades do consumidor, ações da concorrência e movimentação dos fornecedores. “Para inovar é preciso implementar, adquirir o conhecimento necessário, gerar conhecimento interno, exe-

CEO da IBM Brasil, Ricardo Pelegrini

CEO do Pão de Açúcar, Enéas Pestana

o produto e gerenciar a adoção inicial além

privados em inovação. CEO’s de grandes

ponto levantado pelo executivo é a falta

de sustentá-la a longo prazo, seja para a

empresas citam, entretanto, questões como

de acesso ao financiamento voltado para

melhoria de um produto já existente ou

custo, falta de recursos, financiamentos,

inovação. “É outra barreira. Precisamos

para o lançamento de um novo produto”,

retorno sobre o investimento e déficit de

de mais dinheiro”, comentou.

afirma Ana Paula Figliolino, diretora da

profissionais como barreiras para o au-

Duplo A Confecções.

mento dos investimentos em inovação por

ticário, salientou que também deve ser

O presidente da IBM Brasil, Ri-

parte das empresas no Brasil. Citando da-

avaliado o retorno sobre o investimento

cardo Pelegrini, alerta que o Brasil precisa

dos do Ministério da Ciência e Tecnologia,

quando se aplica recursos em inovação.

avançar urgentemente em termos de inova-

Pelegrini lembrou que enquanto no Brasil

“É uma análise difícil”, comentou, acres-

ção para manter o crescimento acelerado

o setor privado investe apenas 0,5% do

centando que a questão da educação tam-

que vem registrando, principalmente no

PIB em inovação, em países como Japão

bém é primordial para a expansão da ino-

que diz respeito a aplicação de recursos

e Estados Unidos os índices são de 2,7%

vação tecnológica. Para tanto, ele propõe

e 2,9%, respectivamente. “Temos um gap

parcerias entre universidades e empresas

muito grande de investimento em TI e pes-

privadas. De acordo com o executivo, é

quisa, desenvolvimento e inovação. Temos

necessária a formação de profissionais es-

espaço para melhorar e devemos buscar

pecializados.

cutar o projeto de desenvolvimento, lançar

Artur Grynbaum, CEO do Bo-

incentivos para expandir os investimentos em inovação”, frisou.

O CEO do Pão de Açúcar, Enéas

Pestana, justifica que para o varejo é muito caro investir em inovação tecnológica. Ele cita que as oportunidades geradas pelo avanço da tecnologia são enormes, mas de difícil implantação por conta do custo elevado. “Existem diversas tecnologias que poderíamos implantar em larga escala, como etiquetas eletrônicas, chips para identificação de produtos, mas isso não é Ana Paula Figliolino, diretora Duplo A Confecções

possível por conta do preço”, diz. Outro

Artur Grynbaum, CEO do Boticário Revista Exper - 17


Escola Ambiental

>>>>>>

Práticas Ambientais Educativas Lucimeyre Gonçalves Licenciatura Plena em Geografia e pós-graduanda em Educação Ambiental Urbana.Coordenadora da Escola Ambiental de Mogi das Cruzes.

A

Educação Ambiental possui

ca do teatro como introdução, contação

da “Escola Ambiental” propiciando uma

papel fundamental na constru-

de histórias e exposição de obras de arte

melhor análise dos detalhes e o despertar

ção da sustentabilidade socio-

de diversos artistas plásticos mogianos

de uma reflexão crítica. Os resultados do

ambiental. Deve ser trabalhada de forma

a uma análise crítica dos problemas am-

encontro excederam nossas expectativas.

contínua desde a fase infantil, pois esta

bientais. Estas ferramentas mostraram a

Foram beneficiadas aproximadamente

fase é o que vai delinear sua conduta

importância da boa relação entre os ho-

250 educadoras. O evento foi divulga-

futura enquanto cidadãos. É importante

mens e homem-natureza, sensibilizando

do pelo site da Prefeitura Municipal de

que se busque maneiras de trabalhar a

os professores para a realidade do meio

Mogi das Cruzes.

Educação Ambiental com as crianças de

em que vivem. Nossos objetivos foram

Em outras palavras, pode-se

forma que consigam absorver o máximo

reforçar a utilização da prática educativa

considerar a Educação Ambiental como

possível de aprendizado.

como meio para a integração socioam-

um processo de construção do papel so-

A Escola Ambiental junto a Se-

biental, oportunizar algumas possibilida-

cial de cada indivíduo, dentro de suas co-

cretaria do Verde e Meio Ambiente e Se-

des para a prática educativa na Educação

munidades, visando à melhoria da quali-

cretaria de Educação de Mogi das Cruzes

Ambiental inserida na Arte e despertar

dade de vida e da estrutura da sociedade

em parceria com a empresa Frontispício

a consciência ambiental através do pro-

ou até mesmo considerá-la um resgate de

foram desenvolvidas oficinas aos pro-

cesso criativo teatral como forma de

mudança de valores e comportamentos,

fessores da Rede Municipal de Ensino.

expressão. Foram apresentadas práticas

integrando o homem com o meio em que

“Práticas Educativas Ambientais: O en-

utilizando materiais de baixo ou nenhum

vive. É fundamental a participação da

sino de Arte no universo pedagógico na

custo. Neste sentido a Arte na Educação

escola principalmente desde o ensino in-

Educação Ambiental”. Através da arte,

Ambiental contribuiu com o desenvol-

fantil ou das primeiras séries do ensino

da educação e da ação cidadã resgata-

vimento de práticas educativas. Práticas

fundamental no processo de construção

mos a relação do homem com o seu meio

estas que correspondem a movimentos

de conhecimento, valores e atitudes, vol-

e, conseqüentemente, consigo próprio.

sociais e culturais que vão além dos mu-

tados para a temática ambiental, promo-

Preparamos um cronograma de práticas

ros da escola.

vendo assim a conscientização e ações

educativas voltadas a Educação Ambien-

Realizamos uma exposição com

de engajamento da comunidade escolar

tal, como oficinas, palestras, exposição,

o objetivo de exercitar o visual e a me-

na defesa de um meio ambiente ecologi-

teatro e dança e contação de histórias.

mória. Percebemos um olhar mais puro,

camente equilibrado e essencial à sadia

Foi desenvolvida uma metodo-

pois não estávamos acostumados com o

qualidade de vida, às presentes e futuras

logia de trabalho que utilizou a dinâmi-

que houvera até então dentro do espaço

gerações.

18 - Revista Exper


Revista Exper - 19


Manutenção Industrial

>>>>>>

por Flávia Saad

Fotos Divulgação

Tipos de aço inoxidável

E

m 1913, o metalúrgico inglês

e invisível de cromo contendo óxido, cha-

Harry Brearly, trabalhando em

mado de filme passivo.

O filme passivo requer oxigênio para auto-reparo, de forma que os aços

um projeto para melhorar barris

Os tamanhos dos átomos de cro-

inoxidáveis têm menor resistência à corro-

de rifle, acidentalmente descobriu que a

mo e seus óxidos são semelhantes, então

são em ambientes de baixa circulação de

adição de cromo ao aço de baixo carbono

eles se colocam organizadamente juntos

oxigênio ou pobres em oxigênio. Na água

resultava em um material resistente a man-

sobre a superfície do metal, formando uma

do mar, cloretos do sal atacam e destroem

chas e à ferrugem.

camada estável de apenas alguns átomos

o filme passivo mais rapidamente do que

Além de ferro, carbono e cromo,

de espessura. Se o metal é cortado ou risca-

podem ser reparados em um ambiente de

o aço inoxidável moderno também pode

do e o filme passivo é interrompido, mais

baixo oxigênio.

conter outros metais, como níquel, nióbio,

óxido rapidamente se forma e recupera a

Tipos de aço inoxidável

molibdênio e titânio. Níquel, molibdênio,

superfície exposta, protegendo-a da corro-

Os três principais tipos de aços

nióbio e cromo melhoram a resistência à

são oxidativa.

inoxidáveis são austeníticos, ferríticos e

corrosão de aço inoxidável. É a adição

O ferro, por outro lado, enferruja

martensíticos. Esses três tipos de aços são

de um mínimo de cromo de 12% ao aço

rapidamente porque o ferro atômico é mui-

identificados por sua microestrutura ou

que faz com que ele resista à ferrugem ou

to menor do que seu óxido, de modo que o

fase de cristal predominante.

manche menos do que outros tipos de aço.

óxido forma uma camada frouxa ao invés

O cromo no aço combina com o oxigênio

de seus átomos ficarem bem juntos e com

na atmosfera para formar uma camada fina

pouca distância entre eles.

20 - Revista Exper

Austenítico Aços austeníticos têm austenita


Ferríticos

como fase primária (face centrada em cris-

Aços martensíticos são aços de baixo car-

tal cúbico). Estas são ligas contendo cromo

Os aços ferríticos têm ferrite

bono construídos em torno da composição

e níquel (às vezes manganês e nitrogênio),

(cristal cúbico de corpo centrado) como

Tipo 410 de ferro, cromo 12%, e 0,12% de

estruturado em torno da composição 302

fase principal. Estes aços contêm ferro e

carbono. Eles podem ser temperados e en-

do tipo de ferro, cromo 18%, e 8% de ní-

cromo, com base na composição do tipo

durecidos. Martensita dá grande dureza ao

quel.

430 de cromo de 17%. Aço ferrítico é me-

aço, mas também reduz a sua resistência

nos flexível que o aço austenítico e não é

e torna-o frágil, então poucos são os aços

endurecível por tratamento térmico.

completamente endurecidos. Há também

Aços austeníticos não são endure-

cíveis por tratamento térmico.

outras classes de aços inoxidáveis, tais

O aço inoxidável é mais conheciMartensíticos

do, provavelmente, por tipo 304, às vezes

como a precipitação endurecida, duplex e

chamado T304 ou simplesmente 304. Tipo

A característica da microestrutu-

aços inoxidáveis de molde. O aço inoxidá-

304 aço inoxidável cirúrgico é um aço aus-

ra martensita ortorrômbica foi observada

vel pode ser produzido em uma variedade

tenítico contendo 18-20% de cromo e ní-

pela primeira vez pelo microscopista ale-

de acabamentos e texturas e pode ser mati-

quel em 80-10%.

mão Adolf Martens, por volta de 1890.

zado em um amplo espectro de cores.

Revista Exper - 21


Relações Trabalhistas

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Quando as empresas adotarão o Registro Eletrônico de Ponto?

E

m agosto de 2009, o Governo Fe-

dores, empresas ou o fisco”, enfatiza. Vale

mação a se desenvolver com novas solu-

deral publicou a Portaria nº 1.510

lembrar que entidades como a Confedera-

ções. Entretanto, a definição em relação

que determinou a implementação

ção Nacional da Indústria, Federação das

ao seu funcionamento ainda precisa ser

do Registro do Eletrônico de Ponto (REP).

Indústrias do Estado de São Paulo, entre

melhorada.

Esse sistema, segundo a lei, deve ser ado-

outras, acompanham o desenrolar desse

tado por empresas com mais de dez fun-

processo. Confira a entrevista na íntegra

RH - Desde a publicação da Portaria nº

cionários que já utilizam o equipamento

com Roberto Mayer, logo a seguir. Boa

1.510/2009, a utilização do REP já foi

eletrônico para o registro da jornada de tra-

leitura!

adiada mais de uma vez. Qual a sua opinião sobre essa postergação?

balho. Naquela ocasião, não se imaginava RH - O senhor é a favor do Registro Ele-

Roberto Mayer - Quando foi baixada a por-

verdadeira “novela”. Isso porque a adoção

trônico de Ponto?

taria, a Assespro tornou pública algumas

do ponto eletrônico já foi adiada cinco ve-

Roberto Mayer - Em princípio sim, por-

recomendações para melhoria do sistema,

zes, sendo a última em 28 de dezembro de

que acredito que o REP irá favorecer uma

tanto em software, quanto em hardware.

2011.

maior segurança aos trabalhadores e tam-

O Ministério do Trabalho e Emprego não

bém ajudar o setor de Tecnologia da Infor-

aceitou essas recomendações. E, mesmo

Agora, a determinação é de que o REP passe a ser implantado a partir do dia 02 de abril de 2012, para as microempresas e organizações de pequeno porte, definidas na forma da Lei Complementar nº 126/2006. Diante de tanta postergação, o assunto ganha expectativas no âmbito organizacional. Para falar sobre esse assunto, Roberto Mayer, vice-presidente da Assespro (Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação) e presidente eleito da ALETI (Federação Ibero-Americana das Entidades de TI). Para ele, todos esses adiamentos por parte do Ministério do Trabalho podem levantar diversas questões sobre a eficácia do REP. “É preciso haver uma discussão realmente maior sobre o REP, sobre as possíveis ou não fraudes no sistema de ponto eletrônico. É de interesse de todo o mercado de Tecnologia da Informação que não exista software ou hardware que possibilite fraudar trabalha22 - Revista Exper

Foto Divulgação

que a novidade se transformasse em uma


com todas essas modificações, adiamentos

RH - Diante de tanto prorrogação, o Re-

ções de trabalho. Essa indecisão não afeta

e indecisões, não resolveram nada e, pior,

gistro Eletrônico de Ponto ainda será efi-

apenas as empresas e os profissionais. Isso

não parece que estejamos próximos de re-

caz?

também reflete nos desenvolvedores de

solver. Acredito que se as considerações

Roberto Mayer - Com todos esses adia-

software e os fabricantes de equipamentos

que publicamos fossem feitas desde o iní-

mentos por parte do Ministério do Traba-

para ponto eletrônico.

cio, não haveríamos chegado a esse ponto.

lho, podemos levantar diversas questões sobre a eficácia do REP, mas se levarmos

RH - As empresas brasileiras ainda en-

RH - Quais os fatores que contribuem

em conta do ponto de vista técnico, a efe-

contram muita dificuldade para colocar

para esse cenário que envolve a utiliza-

tividade do sistema, quando baixada a

em prática essa exigência do Ministério

ção do REP?

portaria, o Ministério do Trabalho, tomou

do Trabalho e Emprego?

Roberto Mayer - De acordo com o Minis-

a decisão baseada na percepção de alguns

Roberto Mayer - É preciso haver uma dis-

tério do Trabalho e Emprego, o que contri-

auditores fiscais e de alguns juízes traba-

cussão realmente maior sobre o REP, sobre

buiu para esse cenário foi a possibilidade

lhistas. Não é a questão central.

as possíveis ou não fraudes no sistema de

de uma fraude nas horas extras apontadas

ponto eletrônico. É de interesse de todo

pelos sistemas de controle de ponto. Mes-

RH - Durante esse período de adiamen-

o mercado de Tecnologia da Informação

mo sem números para embasar tal afirma-

to, as empresas e os trabalhadores foram

que não exista software ou hardware que

ção. Um estudo foi feito para analisar os

prejudicados de alguma forma?

possibilite fraudar trabalhadores, empre-

últimos dez anos de processos trabalhistas

Roberto Mayer - Acredito que não, pois

sas ou o fisco. É extremamente importante

não havia uma re-

estabelecer qual o ponto de partida desta

gulamentação certa

discussão, independente da existência e

para isso, mas po-

da gravidade dos problemas identificados

demos dizer que as

como ponto de partida para a criação do

empresas deixaram

REP. É comum, nos nossos governantes e

de evoluir nesse se-

legisladores, querer atribuir a responsabili-

tor. Sem dúvida, as

dade pelas fraudes, em qualquer área, não

ponto eletrônico e as

organizações foram

apenas aos fraudadores, mas aos criadores

horas extras só apa-

obrigadas a convi-

da tecnologia usada na fraude. É como se

recem em 0,7% dos casos. Ou seja, há um

ver com mais uma insegurança jurídica, os

quisessem responsabilizar as operadoras

forte indício que foi criado, um remédio

produtores de tecnologia não puderam de-

telefônicas pelos ‘trotes’ que ocorrem.

para curar uma doença inexistente.

senvolver este mercado e os trabalhadores

de segunda instância nos Estados de São Paulo e Rio Grande do Sul - somando cerca de 1,5 milhão de processos, e foi identificado que o

“É de interesse de todo o mercado de Tecnologia da Informação que não exista software ou hardware que possibilite fraudar trabalhadores, empresas ou o fisco”

RH - Pessoalmente, o senhor cogita a

não tiveram o ganho de segurança que lhes

RH - No caso de organizações com di-

foi prometido.

ficuldades para se adaptarem ao uso do

possibilidade de que mais uma vez o uso

Ponto Eletrônico, que orientações o se-

do Registro do Ponto Eletrônico seja

RH - Depois que o REP for definitiva-

nhor daria?

adiado?

mente implantado, que mudanças isso

Roberto Mayer - As empresas devem pro-

Roberto Mayer - Possibilidades sempre

trará à realidade nacional?

curar desenvolvedores de software ou até

existem, mas gostaria de acreditar que não,

Roberto Mayer - Muitas centrais sindicais

fabricantes de equipamentos para ponto

porque quanto antes tivermos uma regula-

já criaram uma pressão no Ministério do

eletrônico, pois assim podem desenvolver

mentação concreta, antes teremos um setor

Trabalho, porque apoiam a imediata imple-

um sistema que atenda as necessidades da

organizado e sem problemas de fraudes.

mentação da Portaria 1.510. Além disso, a

organização. Os produtores são os princi-

Cada novo adiamento pode ser interpreta-

Associação Nacional dos Magistrados do

pais interessados em que seja encontrada

do como uma confissão implícita de que as

Trabalho - Anamatra, vê o REP como ideal

uma situação estável e definitiva para esta

definições atuais não são apropriadas.

para garantir a segurança jurídica nas rela-

questão. Revista Exper - 23


De bem com a vida

>>>>>>

Um balanço de perdas e ganhos

P

João Capozzoli

a perder. Reagir hoje, agora e sempre,

Empresário no setor educacional, diretor do

contra esta monotonia falsa e acomo-

Instituto Capozzoli de Cultura e Educação, com

dativa, que está atenta e pronta a tomar

sede em Suzano e pólo em Arujá. Formação

conta de nossos dias, é antes uma obriga-

médica, neurocientífica, psicanalítica e filosó-

ção vital por parte daqueles que se apro-

fica. Palestrante e educador, ministra cursos so-

ximam ou vivem os trâmites da velhice.

bre conhecimento cerebral e programação cog-

Há que conhecer os diversos prazeres que

nitiva. Autor do livro “As Três Faces de Eva”

só surgem com o envelhecimento e saber transformá-los num verdadeiro brado de

ensemos na velhice... Muito se

conta que a escreveu 150 anos antes de

alerta junto aos que não acordaram para

tem falado e escrito sobre a ine-

Cristo... Para ele, na velhice, o pensamen-

esta realidade.

xorabilidade desta fase da vida; às

to que viaja na memória, recua cada vez

Aqueles que estão viúvos, sepa-

vezes até mesmo de modo irônico, como

mais no tempo, às lembranças distantes,

rados ou solteiros devem procurar usufruir

fazia meu pai, que, do alto de seus 82 anos,

alimentam-lhe o presente, enquanto que

de antigas e novas amizades que se postam

contestava as deficiências do cérebro senil,

este lhe foge cada vez mais. O presente,

na vida à disposição deles. Voltar ao auge

dizendo que nele as idéias sempre fluíam

cada vez mais longe, torna-se num tênue

é possível e necessário, através de viagens,

livre e belamente, mas na hora de execu-

vislumbre do que foi o passado. Perdido na

aulas de dança, teatro, cinema, grupos de

tá-las, nem sempre as coisas portavam-se

ilusão do tempo, são as lembranças do pas-

“melhor idade”, cursos de idiomas e mes-

com igual facilidade... Outros pontificam

sado que não deixam admitir a realidade

mo novos projetos profissionais.

de modo filosófico: “na mocidade sonha-

do presente: ser velho.

A vida dos casados por sua vez

mos com coisas que nunca faremos e na

As mulheres, por sua vez, res-

nunca gozou, como atualmente, de tan-

velhice lembramo-nos de coisas que nunca

saltam as dificuldades em associar-se a

ta facilidade para viajar, para participar

fizemos”

um parceiro, algo muito difícil após os 50

de programas culturais, ir a restaurantes,

Marco Túlio Cícero atingiu o

anos:“falta homem no mercado, eu e to-

comparecer a festas e, num aconchego mú-

ponto máximo da sua obra escrevendo

das as minhas amigas estamos sozinhas” -

tuo, tomar posse de um fantástico tempo

sobre a velhice, onde faz apologia desta

Muitas se vêem cercadas pelo fenômeno do

de mais liberdade, de mais amor em torno

fase da vida descrevendo um diálogo do

ninho vazio, quando o marido refocila-se

de “viagrantes” e mui felizes e satisfatórias

velho Catão, que aos 84 anos é represen-

com outros prazeres sem compartilhá-los

venturas.

tado como um velhote feliz, pleno de re-

com a esposa. Também os filhos deixam

Casados ou não, atentamos para

alizações e lembranças, a quem os anos

a casa; restando às mulheres a palpável

um tempo nunca antes presente e que está

não puderam curvar. Para ele a velhice não

possibilidade de se ver tomadas pelo medo

sempre nos mostrando que pela primeira

era um período de inutilidades, um tem-

neurótico de se tornarem “invisíveis”, se-

vez os idosos (cada vez mais numerosos

po vazio e sem alegria, mas uma vivência

rem ignoradas ou, pior, desrespeitadas por

nos últimos anos) podem ser eles mesmos,

de maturidade, de meditação serena, uma

estarem ficando ou serem velhas.

priorizando desejos sem se preocupar com

O que fazer? Não nos pormos ao

a opinião de quem quer que seja. Mais do

relento, à margem da vida, ao abrigo de

que nunca que saibam dizer: “ESTE É O

A apologia que Cícero fez da ve-

uma falsa resignação. Um inconsciente

MOMENTO MAIS FELIZ DE MINHA

lhice é compreensível, se tomarmos em

diabólico e depressivo põe tudo sempre

VIDA”

preparação para o eterno repouso, que ele encarava sem angústias...

24 - Revista Exper


Revista Exper - 25


Inovação Tecnológica

>>>>>>

Kazunari Okimasu, presidente da Indústria Mecânica Kondor Revista Exper - Fale-nos um pou-

sempre serão destaques. Como sou de ori-

facilita o aprendizado e formamos um pro-

gem nipônica costumo fazer a comparação

fissional em menos tempo. Concluindo,

Kazunari Okimasu - A Indús-

Brasil e Japão, médicos, chefes de cozinha,

em minha opinião devemos continuar o

tria Mecânica Kondor atua no mercado

pedreiros etc. Portanto, posso dizer que no

trabalho em parceria com o SENAI e a In-

há mais de 30 anos, prestando serviços

Japão até que um profissional coloque de

dústria na formação dos profissionais, ter

de usinagem de alta-precisão destinadas à

fato a mão na massa, são alguns anos de

outros órgãos semelhantes com a mesma

Montadoras de Veículos Pesados (Trato-

treinamento e sem prática real, já no Brasil

prática, e uma melhor divulgação dessas

res, Caminhões, Implementos Agrícolas),

temos a cultura de colocar o profissional

ações para os empresários, fazer um mix

ao setor automotivo e outros. Com sede

direto no campo de batalha, ou seja, isso

da cultura Brasileira e a Japonesa.

co sobre a indústria Mecânica Kondor?

Fotos: Divulgação

própria situada na cidade de Itaquaquecetuba-SP, possui uma área de aproximadamente 9.000m2, especialmente projetado para imprimir excelência e alta qualidade em serviços. Atualmente, a empresa conta com cerca de 100 colaboradores, das mais diversas áreas de especialização e qualificação, os quais são orientados à constante atualização e treinamento. Revista Exper - O Brasil ficou em segundo lugar no Wordskills 2011 e colocou o ensino técnico do SENAI, como um dos melhores do mundo. Na sua opinião, o que é preciso fazer para mudar a cultura empresarial brasileira com relação à importância da aprendizagem profissional? Kazunari Okimasu - Recentemente tive a oportunidade de conhecer o SENAI, fiquei impressionado com a estrutura e equipamentos que são bastante modernos, de fato não conhecia os serviços que o SENAI poderia prestar para as indústrias neste segmento, talvez esse ponto deveria ser um pouco melhor divulgado para o mercado. E em relação ao Wordskills, ou em qualquer competição, os brasileiros 26 - Revista Exper

Kazunari Okimasu, presidente da Indústria Mecânica Kondor.


Revista Exper - Quanto o Brasil

poderia melhorar seu desempenho de produção tecnológica com uma melhora do sistema de proteção intelectual?

Kazunari Okimasu - Mensurar o

desempenho da produção tecnológica, no meu entender é papel dos especialistas no assunto. No entanto, acredito que a ciência produzida no Brasil tem alta qualidade, mas não resulta em produtos comerciais, pois não atrai investidores privados globais. O desempenho de produção tecnológico de fato só melhoraria caso o país mudasse a política de propriedade intelectual, isto é, não deixando a tão fragilizada.

Revista Exper - Quais os recursos

que a indústria Kondor utiliza para manter-

atentos aos concorrentes nacionais e in-

táculos à inovação tecnológica no Brasil?

se tecnologicamente competitiva no mer-

ternacionais, e honestamente em certos

cado?

aspectos ainda não conseguimos concorrer

fontes especializas, os principais obstácu-

Kazunari Okimasu - Sempre pro-

com alguns países asiáticos por questões

los para inovação tecnológica apontados

curamos nos manter atualizados no pro-

óbvias. Portanto, para não remar contra a

pelos empresários são: os elevados custos,

cesso industrial, máquinas, ferramentas,

maré, damos preferência a nos aperfeiço-

risco econômicos excessivos e escassez de

sistemas etc, e sempre fornecendo cursos

ar e trabalhar com peças, logisticamente e

fontes de financiamento.

e treinamentos aos nossos colaboradores.

tecnicamente inviáveis para esses países,

Periodicamente viajamos para o exterior,

porém espero um dia que nosso país nos

assim conseguimos ficar atentos também

dê melhores condições para que possamos

enfrenta esses obstáculos tecnológicos e

as tendências e equipamentos modernos

concorrer com o mercado internacional.

ainda ser uma empresa sustentável?

que já existem. Outra estratégia importan-

Kazunari Okimasu - Segundo

Revista Exper - Como o senhor

Kazunari Okimasu - Busca-

te é trabalhar em conjunto com os nossos

Revista Exper - Por que o Brasil

mos atender as necessidades e satisfazer

clientes, estando atentos sempre as suas

tem tanta dificuldade para transformar pro-

o cliente com produtos que respondam e

demandas. Acredito muito que para sobre-

dução cientifica em inovações inseridos no

superem quaisquer expectativas. Para a

viver é necessário velocidade, produtivida-

mercado?

KONDOR é indispensável dispor de pro-

de e precisão, ou seja, precisamos a todo

Kazunari Okimasu - Por falta de

cessos confiáveis, previsíveis e guiados

custo de tecnologia.

politicas e estratégia para articular o desen-

por boas práticas gerenciais, garantin-

volvimento econômico e de inovação tec-

do assim um ótimo nível de excelência.

nológica com o desenvolvimento social.

Nesse sentido estamos sempre em busca

presa sólida e com filosofia de prestar ex-

Evidente que sem educação, que forma os

de atualização por processos de melhoria

celentes serviços aos seus clientes, como

recursos humanos qualificados, incluindo-

e qualidade. Estamos em conformidade

enfrentar os problemas oriundos da econo-

se os cientistas e sem apostar maciçamente

com a norma ISO 14001, onde difundimos

mia nacional e internacional, o processo de

no sistema tecnologia, ninguém pode ter

a consciência ambiental e noções de que

desindustrialização e continuar inovando e

pretensão de competir no mundo globali-

legislações e normas devem ser rigorosa-

desenvolvendo novos projetos?

zado e tornar-se grande potencia.

mente cumpridas. Continuaremos sempre

Revista Exper - A Kondor é em-

Kazunari Okimasu - Hoje traba-

lhamos em nível global, precisamos estar

nessa busca pois acreditamos num futuro

Revista Exper - Quais são os obs-

melhor para as futuras gerações. Revista Exper - 27


Exper News

>>>>>>

Direitos que não são divulgados Certidões: Quem quiser tirar uma cópia da

não avisa que existe um serviço verdadeiramente gratuito. Não custa divulgar para mais

certidão de nascimento, ou de casamento, não precisa mais ir até um cartório,

gente ficar sabendo.

pegar senha e esperar um tempão na fila.

Documentos roubados

O cartório eletrônico, já está no ar, o en-

Multa de Trânsito Essa você não sabia. No caso de multa por infração leve ou média, se você não foi multado pelo mesmo motivo nos últimos 12 meses, não precisa pagar multa. É só ir ao DETRAN e pedir

BO (Boletim de Occorrência)

o formulário para converter a infração

Nele você resolve essas entre

dá gratuidade - Lei 3.051/98 - VOCÊ

em advertência com base no Art. 267 do

outras burocracias, 24 horas por dia,

SABIA? Acho que grande parte da popu-

CTB. Levar Xerox da carteira de moto-

on-line. Cópias de certidões de óbitos,

lação não sabe, é que a Lei 3.051/98 que

rista e a notificação da multa. Em 30 dias

imóveis, e protestos também podem ser

nos dá o direito de em caso de roubo ou

você recebe pelo correio a advertência

solicitados pela internet. Para pagar é

furto (mediante a apresentação do Bole-

por escrito. Perde os pontos, mas não

preciso imprimir um boleto bancário.

tim de Ocorrência), gratuidade na emis-

paga nada.

Depois, o documento chega por Sedex.

são da 2ª via de tais documentos como:

dereço é www.cartorio24horas.com.br

Passe para todo mundo, que este é um serviço da maior importância.

Código de Trânsito Brasileiro

Habilitação (R$ 42,97);

Art. 267 - Poderá ser imposta a penalida-

Identidade (R$ 32,65);

de de advertência por escrito à infração

Licenciamento de Veículo (R$ 34,11).

de natureza leve ou média, passível de

Para conseguir a gratuidade,

ser punida com multa, não sendo reinci-

basta levar uma cópia (não precisa ser

dente o infrator, na mesma infração, nos

Vejam só como não somos avi-

autenticada) do Boletim de Ocorrência e

últimos doze meses, quando a autorida-

sados das coisas que realmente são im-

o original ao Detran para Habilitação e

de, considerando o prontuário do infra-

portantes. Na consulta ao 102, pagamos

Licenciamento e outra cópia à um posto

tor, entender esta providência como mais

R$ 1,20 pelo serviço. Só que a telefônica

do IFP.

educativa.

Auxílio a Lista: Telefone 102. não! Agora é: 08002800102

ABPM vai atuar em prol do marketing

Foco no Brasil

A criação da ABPM – Associação

Com o amadurecer do projeto, em

Bryan G. Stockton é o novo pre-

Brasileira dos Profissionais de Marketing –

09 de julho de 2011 foi realizada a primeira

sidente mundial da Mattel, em substituição

remonta a meados de 2010, quando profes-

Reunião de Assembléia para a constituição

à Robert Eckert, que ocupou o cargo pelos

sores e alunos do curso de ensino superior na

da ABPM com perspectivas a agregar todos

últimos 11 anos. Na empresa desde 2000,

área de Marketing perceberam nesta profis-

os profissionais, professores e estudantes das

Stockton elevará os esforços para aproxi-

são a carência de uma Associação específica

mais diversas ramificações do Marketing.

mar a fabricante das famosas bonecas Bar-

que apóie a expansão das atividades merca-

Os fundadores da ABPM são:

bie e Polly das 35 milhões de crianças que

dológicas de forma estruturada e organizada

Rafael Rodrigues Bueno, Clovis Paoletti,

devem entrar na Classe C em todo o mun-

em favorecer este desenvolvimento no país.

Daniel Zonta Purgatto, Leandro Henrique

do, o que deve elevar ainda mais a impor-

Em 08 de maio de 2011, foram ini-

Silva, Alex Henrique Silva, Abediel Pereira,

tância do Brasil, onde essa fatia já possui

ciados os trabalhos de pesquisa e estudo para

Dorotea Amaral Brito Lira, Roberto Kanaa-

101 milhões de pessoas, o que equivale a

criação da ABPM, este primeiro encontro

ne, Douglas de Matteu, Maria de Louders e

53% da população total do País. Conduzida

contou com diversos profissionais ligados ao

Paulo Rodrigues.

no Brasil por Ricardo Ibarra, a Mattel regis-

Marketing, seja através de suas respectivas áreas profissionais, de estudo e de pesquisa. 28 - Revista Exper

Conheça um pouco mais da ABPM pelo www.abpmarketing.com.br.

tra um acréscimo de 10,6% nas vendas, enquanto a rival Hasbro obteve alta de 4,7%.


CVC anuncia VP Comercial e de Marketing

Homenagem aos 31 profissionais do ano em Suzano

A CVC acaba de anunciar a en-

ção de comando para a Gol Linhas Aére-

trada de Fabio Martinelli Godinho como

as, ele retorna à CVC. Godinho é formado

vice-presidente comercial e de marketing

em administração de empresas, com MBA

da operadora de turismo e agência de via-

no Ibmec-SP. A partir de janeiro atuará

gens. Em nota, a empresa afirma que se

com Francisco da Rocha Campos (Xiko),

senvolvimento

trata de “um cargo criado na estrutura da

que em dezembro assumiu a presidência

Negócios e Turismo, Mauro Vaz, repre-

companhia com o objetivo de consolidar

da CVC. “É um momento excepcional: o

sentou o prefeito Marcelo Candido em

estratégias de negócio em longo prazo, nos

mercado de turismo cresce de forma ace-

sessão solene na Câmara Municipal. O

âmbitos comerciais e de marketing”.

lerada e a CVC está muito bem posiciona-

evento homenageou 31 profissionais, que

O executivo atuou na CVC como

da, com um modelo de negócio inovador,

segue abaixo:

diretor de novos negócios até 2008, quan-

uma equipe de peso e por já conhecer vá-

Advogado: Marcelo Luis de Menezes

do deixou a empresa rumo à Webjet, da

rios funcionários da casa – dos mais anti-

Agricultor: Roberto Giannichi Filho

qual foi CEO. Depois de transformar o

gos aos novos, além é claro do Xiko, que

Arquiteto: Joaquim Carvalho de Araújo

perfil da companhia aérea para baixo custo

transmite uma energia contagiante“, disse

Atleta Amador: Carolina Aparecida Alves

e concluir a negociação de venda e transi-

Godinho.

Cirurgião Dentista: Luiz G. C. Moraes

Seis agências disputam Sesi / Senai Calia Y2, Rock, DPZ, Contexto,

gem Industrial (Senai).

O secretário municipal de DeEconômico,

Trabalho,

Comerciante: José Dantas Miranda Comerciaria: Cristiane Tanaka Contabilista: Alfredo Carlos Borba Corretora: Isabel Cristina C. Nascimento

Lew’Lara\TBWA e Duda Propaganda foram

Da verba de R$ 30 milhões pre-

habilitadas para a concorrência que vai de-

vista para os investimentos anuais, R$ 17

Desportista: André Renato Cândido

finir duas ou três agências para atender na-

milhões são para o Sesi e os R$ 13 milhões

Enfermeira: Roseli Martins

cionalmente ao Serviço Social da Indústria

restantes para o Senai. A conta é atendida

Educador: José Jair Nogueira de Oliveira

( Sesi) e ao Serviço Nacional de Aprendiza-

hoje pela Ogilvy.

Engenheiro: Thoshio Aihara

Brasil rumo ao 5º lugar para o Google

Fisioterapeuta: Carlos Alberto dos Santos Funcionário federal: Marcio F. Costa

O Google Brasil é atualmente o

Mountain View declararam que as estimati-

Guarda Municipal: Antonio M. Leite

sexto mercado para o Google, posição con-

vas eram de alta de 80% na receita da opera-

Industrial: Gildo Uliana

quistada neste ano, ao superar o Canadá.

ção brasileira neste ano. Por aqui, só se fala

Industriaria: Lucia Simões

Agora, caminha para ser o quinto. Esse pa-

em confirmação das expectativas. Fábio Co-

Jornalista: Aparecido da Silva Francisco

tamar, aguardado para 2012, se baseia nos

elho, o comandante do Google no Brasil, ce-

Legislador: Francisco Nunes dos Passos

números de crescimento da empresa no País.

lebra a ampliação de pessoal, as transmissões

Médico: Cláudio José M. Guillaumon

Em evento fechado no qual fez um balanço

de shows como Rock in Rio, o crescimento

Merendeira: Ana Maria da Cruz Rubino

do ano, o Google Brasil salientou que 2011

do Street View e resultados importantes do

Metalúrgico: Diego Naves de Freitas

foi “belíssimo”.

Orkut.

Motorista: Venâncio Xavier de Campos

A companhia não costuma dar ín-

Em 2012, espera-se que venha um

dices, porém altos executivos da sede em

bom impulso do mobile e da mídia social.

O WTC São Paulo anunciou Alexis Pagliarini como novo diretor de marketing do complexo Sheraton São Paulo WTC Hotel/WTC Convention Center. Pagliarini era responsável pela gestão do

WTC Business Club, e além de diretor de marketing é vice-presidente da Ampro (Associação de Marketing Promocional) e presidente do Comitê de Marketing Trends do WTC Business Club.

Policial Civil: Eduardo Manzolini Filho Policial Militar: Armando P. Ciciliato Presidente Bairro: Pedro D. da Silva Servidor Executivo: Marcos Cardoso Servidor Legislativo: Edmilson de Lima Vereador: Francisco Nunes dos Passos Veterinário: Silvio Arruda Vasconcelos Revista Exper - 29


Ponto de Vista

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Benefícios por incapacidade Dr. Epaminondas Nogueira Mogi das Cruzes - Av. Narciso Yague Guimarães, 664, Centro Cívico – Tel: (11) 4799-1510 São Paulo – Barra Funda Rua do Bosque, 1589 – Ed. Capitolium, Bl. II,

A

Conj. 1207 - Tel: (11) 3392-3229

uxílio-doença e aposentadoria

guerra: de um lado, o INSS e do outro a

Acresça-se que tudo isso aconte-

por invalidez decorrentes de

empresa com objetivos opostos, cada um

ce sobre o quadro que tem como questão

doenças comuns, do trabalho,

encarando o trabalhador como um proble-

de fundo as contribuições para a Previdên-

profissionais, quer sejam decorrentes de

ma. E tal ocorre, até mesmo, apesar da boa

cia Social gerando revolta de todos.

acidentes de qualquer natureza, ou do tra-

fé dos médicos de ambos os lados porque

balho, sem sombra de dúvida, são o Cal-

eles trabalham com medidas diferentes.

A interposição de recurso administrativo ou o ajuizamento de ação contra

Exemplo: a pressão arterial nor-

o INSS, além de serem soluções muito de-

A perícia não revela dificuldade

mal é de 12x8, se a do paciente do médi-

moradas, se não forem procedentes podem

em diagnosticar, nem em classificar lesões

co da empresa for 15x10, provavelmente,

gerar a perda do garantem pagamento de

e sequelas sendo nisso, geralmente, acata-

ele aconselhará o afastamento do trabalho

dias parados e até mesmo acarretar aban-

da pelos segurados, beneficiários e empre-

pesado ou estressante, mas o médico do

dono de emprego.

sas. A coisa muda de figura quando se trata

INSS, suponho, deve trabalhar com medi-

A alternativa, já que não se pode

de definir a existência, ou não, da incapa-

das mais angustiantes porque recebe ins-

evitar o mal, é limitá-lo, pelo lado da em-

cidade laborativa.

truções aplicáveis a milhares de casos.

presa readaptando o trabalhador ou quan-

canhar de Aquiles da Previdência Social.

O mecanismo da divergência tem

Diante desse quadro a pergunta

do cabível rescindindo o contrato.

raízes em causa estranha à relação segu-

é: quem vai pagar pelos dias, semanas e

Já pelo lado do trabalhador a al-

rado/INSS. Quando o segurado recebe

meses gastos pelo empregado nas idas e

ternativa é buscar desde o primeiro dia

“alta”, que não é alta clínica, necessaria-

vindas entre o INSS e o serviço médico da

de benefício, na medida do possível, se

mente, e, a perícia determina o seu retorno

empresa?

adaptar à sua nova condição, inclusive,

ao trabalho, a empresa, compreensivel-

E quando o caso é de readapta-

aprendendo algum oficio para eventu-

mente e por cautela, o encaminha a serviço

ção, conforme, o INSS e sem possibilidade

al exercício na sua empregadora ou fora

médico da sua confiança para obter a con-

segundo a empresa? Como fica a estabili-

dela. Finalmente, uma palavra de elogio

firmação da aptidão e faz isso por temer

dade do acidentado? Não há prognóstico

ao serviço de readaptação do INSS cujos

que mais adiante o trabalhador lhe mova

bom para as empresas e nem para os tra-

profissionais se empenham de verdade na

alguma ação envolvendo responsabilidade

balhadores, pois, elas terão que assumir

melhoria das condições dos segurados.

civil por complicação ou agravamento dos

riscos que não desejam se submeterem a

O segredo da sobrevivência é

seus males. Assim como a empresa quer

custos exacerbados, ao passo que estes úl-

a adaptação e isso se aplica a todos nós,

afastar de si o peso desse encargo, o mes-

timos ficam ainda mais vulneráveis poden-

menos aos governos daqui e do resto do

mo acontece com médico a serviço dela.

do enfrentar necessidades e angústias que

mundo os quais temos que suportar até o

não merecem.

fim da nossa jornada nesta Terra.

Estabelece-se assim um cabo de 30 - Revista Exper


Revista Exper - 31


32 - Revista Exper


Revista Exper