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Editorial

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Reclamar não adianta nada

Para Abilio Diniz, “reclamar da

O empresário emendou, po-

crise não adianta nada”, o que o empre-

rém, que governo e congresso precisam

sariado brasileiro precisa fazer é buscar

se entender o quanto antes, ou o cenário

maneiras de enfrentá-la.

se complicará. “Não sei quando isso vai

“Em vez de olhar pela janela e

acontecer, mas espero que seja rápido.

procurar o culpado, olhe para o espelho e

Não é possível que os homens que co-

procure ver onde você errou. O que está

mandam esse país não percebam que ain-

de fora pode até ser muito importante,

da não temos uma crise econômica, mas

mas você não consegue controlar”, disse

vamos ter em breve se a situação se man-

durante palestra na HSM Expomanage-

tiver assim”.

ment 2015, em São Paulo.

Abilio, hoje é presidente dos

dade deve ser encarada como oportuni-

conselhos de administração da Península

dade e que gestores precisam se antecipar

Participações e da BRF e também mem-

para conseguir passar por ela. “É preciso

bro do conselho do Carrefour, voltou a

pensar: quando eu sair da crise, o que vou

afirmar que a turbulência que o país atra-

fazer? Quais são meus planos?”.

vessa não tem causas econômicas, mas

sim políticas – e que ela vai passar.

nem todos os setores do país passam por

“No momento em que tivermos

problemas. “O agronegócio brasileiro é

uma estabilidade política, a virada da situ-

uma fortaleza mundial. Esse Brasil conti-

ação econômica será muito rápida, porque

nua exportando, se supera e só pede para

será reestabelecida a confiança”, afirmou.

o governo não atrapalhar”, disse.

Abilio reforçou que a instabili-

Ele lembrou, entretanto, que

Expediente Publisher: Márcio Junior MTB 59904-SP, Diagramação: Editora Off, Colunistas: Wanda Camargo, Matéria de Capa: Beth Cataldo, Distribuição: Gratuita Tiragem: 10 mil exemplares, Publicidade: 11 2819-4457, e-mail: exper@expernews.com.br. Exper News é distribuído nas Indústrias e Comércios do Alto Tietê. O jornal não se responsabiliza pelo conteúdo dos anúncios. As opiniões emitidas em artigos assinados são de responsabilidade dos autores.


Negócios

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Franquias brasileiras no exterior deve crescer 70% Fotos: Divulgação

Em momentos como o que a gen-

foram os próprios associados que optaram

te está vivendo hoje [na economia], mui-

pelo escritório da Apex em Miami.

tas empresas me perguntam sobre como

ir para fora e crescer internacionalmente.

mundo quer estar lá. O cara que dá certo

Então, a gente está incentivando isso cada

lá, realmente, cresce muito.

vez mais. Hoje, a gente tem histórias de

sucesso de empresas brasileiras lá fora

de sucesso no exterior, como é o caso, por

que reforçam outras empresas a seguirem

exemplo, da Chilli Beans e do Giraffas.

o mesmo caminho.

Mais recentemente, a Morana Acessórios

Segundo a presidente da ABF,

anunciou estará presente dentro da rede de

Cristina Franco, “as marcas internacio-

lojas de departamentos espanhola El Corte

nais respeitam o franchising brasileiro”.

Inglés – a maior da Europa.

Com isso, empresários conseguiram abrir

unidades em países como Irã, Paquistão e

além da estrutura física, suporte da ABF.

Kuwait. O setor de franchising nacional

A associação indicará advogados, con-

tem grande presença no Mercosul, em

tadores e consultores para que as marcas

associação poderão ocupar uma sala da

Portugal e também nos Estados Unidos.

deem os primeiros passos na implantação

eta é da Associação Brasilei-

Apex (Agência Brasileira de Promoção de

O diretor internacional da ABF diz que

do negócio nos Estados Unidos.

ra de Franchising e tem como

Exportações e Investimentos), em Miami,

foco o mercado norte-ameri-

nos Estados Unidos. O espaço será des-

cano. Com mais de cem marcas brasileiras

tinado para que as empresas consolidem

presentes no exterior, o setor de franquias

planos de negócios naquele país.

tem a meta de aumentar em 69,8% o núme-

ro de empresas internacionalizadas até o

quias brasileiras estão presentes em 106

fim de 2016. Para impulsionar isso, a ABF

países. O diretor internacional da ABF,

(Associação Brasileira de Franchising) vai

André Friedheim, diz que o objetivo é ter,

focar no mercado norte-americano.

até o fim do ano que vem, o total de 180

empresas, pelo menos, atuando também

por Fernando Mellis

M

A partir do começo do ano que

vem, cerca de 15 marcas selecionadas pela

Atualmente, as redes de fran-

fora do Brasil.

É um mercado importante e todo

Algumas marcas são exemplos

Em Miami, as empresas terão,


Matéria Capa

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Brasil de volta às exportações por Beth Cataldo

U

Fotos: Divulgação

ma agenda agressiva para a re-

e diferenciar-se no mercado. Apesar de

tomada das exportações anima

figurar entre as dez maiores economias

empresas brasileiras de diver-

do mundo, o país não conta com grandes

sos setores, em meio à crise econômica e

marcas nacionais no mercado externo, o

política que não dá sinais de trégua. Pres-

que pressupõe aprimorar características

sionadas pela retração do mercado interno

de design e estruturar redes internacionais

e favorecidas pela desvalorização do real,

de distribuição, entre outras providências.

essas empresas tentam recuperar o terreno

Há esforços nesse sentido, um

perdido no período em que se acomoda-

cliente contratou centros de distribuição

ram à forte expansão do consumo no país e

em Dubai, Cingapura e no Panamá para

contaram com a incorporação de camadas

atender os importadores com mais pres-

amplas de novos consumidores. O câmbio

teza e eficiência. Outra empresa buscou

sobrevalorizado completou o cenário dos

instalações nas Ilhas Fiji, onde estão cen-

últimos anos.

tralizados importantes centros regionais

O consultor Welber Barral (foto),

de distribuição. São exemplos menciona-

ex-secretário do Comércio Exterior, acom-

dos por Barral para justificar a sua cons-

panha de perto essa movimentação e teste-

tatação de que “não existe mais mercado

munha a ansiedade com que várias empre-

pequeno”. As empresas brasileiras estão

sas brasileiras têm se lançado ao mercado

A disposição das empresas de

que não se agrega marca ou origem nes-

em busca de oportunidades de exportação

externo para compensar a elevada taxa de

tentar conquistar fatias mais expressivas

ses produtos, que dependem do compor-

mesmo em mercados antes considerados

ociosidade com que operam atualmente.

dos consumidores no exterior passa pelo

tamento da demanda.

pouco atraentes pelo menor porte.

A queda nas importações experimenta-

acompanhamento de negociações inter-

da neste ano, e que explica boa parte dos

nacionais capazes de afetar produtos do

pela desvalorização do real para aumentar

resultados positivos colhidos na balança

país, pela pesquisa de mercado para a

os ganhos dos exportadores de commo-

forços, pesa de forma negativa a ausência

comercial, poderia abrir oportunidades

inserção de produtos brasileiros, entre

dities, no entanto, nem sempre se torna

de acordos comerciais que estabeleçam

para a produção nacional. Mas, na prática,

outras ações. Inclui até mesmo a abertura

realidade. Os importadores costumam re-

condições mais propícias à presença dos

o desaquecimento da economia brasileira

de contenciosos na Organização Mundial

agir com pedidos de abatimento de preços

produtos industriais brasileiros no mer-

obstrui esse caminho, o que reforça a alter-

do Comércio no caso, contra a Indonésia

sempre que observam uma mudança cam-

cado internacional. O Brasil conta com

nativa da exportação.

pela imposição de barreiras não-tarifárias

bial favorável aos exportadores. Nesse

poucos acordos e enfrenta o avanço de

à exportação de frango e carne do Brasil.

caso, se os produtores não têm suficiente

seus competidores em articulações am-

Dificuldades

poder de mercado para impor preços, aca-

plas, que desequilibram as condições de

Até meados do ano passado, as

demandas que chegavam aos escritórios

Acordos comerciais

A oportunidade proporcionada

Em sentido contrário a esses es-

da Barral M Jorge Consultores Associa-

Exportar não é fácil e nem acon-

bam obrigados a reduzi-los. Esse proces-

concorrência e deixam o país de fora de

dos, a empresa de consultoria que ele

tece de um dia para o outro. A estimativa

so está por trás da diminuição de preços

grandes mercados consumidores. Ou pelo

mantém com o ex-ministro Miguel Jorge,

é que um projeto de exportação na área

de várias commodities exportadas pelo

menos diminuem suas chances de compe-

se concentravam em ações de caráter de-

industrial chega a consumir, em média,

Brasil e outros países nos últimos meses,

tir com sucesso.

fensivo, como processos antidumpings,

cerca de dois anos e meio para alcançar a

afetando as chances de aumento da lucra-

elevação de tarifas e adoção de barreiras

plenitude e produzir resultados concretos.

tividade dos exportadores.

Parceria Transpacífico, que reúne os Esta-

contra a entrada de produtos estrangeiros.

Na área de serviços, esse período pode ser

Quando a pauta de exportação

dos Unidos, o Japão e mais dez países. En-

Uma mudança radical aconteceu a partir

ainda mais extenso. No caso das commo-

é de produtos industriais, o Brasil tem

tre eles, encontram-se a Malásia e a Indo-

daí, com o deslocamento da demanda dos

dities básicas exportadas em abundância

condições hoje de oferecer preços mais

nésia, grandes concorrentes do Brasil na

clientes para as iniciativas que podem

pelo Brasil, como minério de ferro, soja

baratos em função do novo patamar do

área de café solúvel. A perspectiva criada

proporcionar acesso dos produtos brasi-

e milho, “você não vende, é comprado”,

câmbio, mas não conseguiu avançar o su-

pela nova parceria é que esses países pas-

leiros ao mercado internacional.

ensina o ex-secretário. O diagnóstico é

ficiente para agregar valor à sua produção

sam a usufruir de tarifa zero para vender

É o caso do recente anúncio da


Matéria Capa

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café solúvel a grandes mercados, como o

restrições orçamentárias, com a redução

norte-americano, enquanto o Brasil paga

dos recursos destinados à equalização das

uma taxa de 15% para comercializar sua

taxas de juros.

produção. “Faz muita diferença”, aponta

Barral, que busca saídas para compensar

tamente uma das recomendações técni-

essa nova realidade.

cas para a recuperação das exportações

Na exportação de serviços, o

brasileiras. Afinal, as empresas elaboram

Brasil só consegue se destacar na área da

projetos de exportação de médio e longo

construção civil, que enfrenta um quadro

prazo a partir desses critérios. Apesar de

delicado em função das investigações da

todas as dificuldades, os resultados re-

operação Lava Jato e do reposicionamen-

gistrados neste ano na balança comercial

A estabilidade de regras é jus-

to do BNDES no financiamento do setor.

financeiras, o Brasil aparece com déficit

importantes, como o Reintegra, que com-

superaram as previsões iniciais e já acu-

O superávit conquistado na construção

em sua relação com o exterior. Chama

pensa os exportadores com um percentual

mulam um superávit superior a US$ 12

civil nos últimos anos contou com recur-

atenção o fato de que o forte segmento

dos impostos recolhidos ao longo da ca-

bilhões de janeiro a outubro. Para o próxi-

sos do banco estatal no processo de ex-

financeiro brasileiro nunca tenha se inter-

deia de produção. O princípio a ser segui-

mo ano, a estimativa inicial da consultoria

pansão nos mercados da América Latina

nacionalizado de forma expressiva.

do é que não se deve pagar impostos para

é de um superávit da ordem de US$ 18

exportar, a exemplo do que fazem outros

bilhões.

e da África. O desafio agora é criar novos

Regras do jogo

mecanismos de financiamento, pela ex-

As mudanças decididas pela

países competidores. O Proex, o progra-

Agora que o ciclo de alta das

pectativa de que o crédito do BNDES seja

equipe econômica do governo no pro-

ma gerido pelo BNDES para estimular as

commodities esgotou-se e não deve re-

submetido a crivos muito mais burocráti-

cesso de ajuste fiscal afetaram programas

exportações, também foi atingido pelas

tornar antes de dez a quinze anos, Bar-

cos, além da própria redução dos recursos

ral extrai lições que devem estar sempre

disponíveis.

presentes quando se discute comércio

Os contratos de exportação de

exterior no Brasil. A principal é que o ca-

serviços costumam ter efeitos multiplica-

minho da exportação deve ser percorrido

dores importantes para a produção brasi-

não apenas em períodos adversos, mas

leira. No caso das negociações para obras

também na época de bonança. “O mer-

da construção civil, estão embutidas ex-

cado externo funciona como um hedge

portações de vários itens produzidos no

natural”, afirma. Em outras palavras, a

país, desde caminhões, capacetes e uni-

exportação protege as empresas das osci-

formes até a tecnologia empregada nos

lações da demanda interna e proporciona

projetos. Em todas as demais áreas da ex-

receitas em moeda forte para bancar os

portação de serviços, que incluem trans-

insumos de produção. “Uma via de duas

porte internacional, seguros e operações

mãos”, conclui.


Arte e Cultura

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Fotos: Divulgação

Seccomandi transmite alegria por meio de suas obras

P

Derli Melo, que elogiaram seu trabalho e

Já expôs suas obras em São Pau-

o aconselharam no aperfeiçoamento das

lo e Litoral Paulista e têm seus trabalhos

técnicas. “No começo foi muito difícil,

ilustrando o programa do apresentador

deixei obras nas lojas em consignação, e

Otávio Mesquita e com as atrizes Luana

aos poucos, as portas foram se abrindo,

Piovani e Monique Evans, entre outros,

pois responsáveis pela produção do SBT

é um dos principais artistas plásticos da

e da Bandeirantes, desejam levar seu tra-

cidade de Mogi das Cruzes.

balho para compor cenários”, comenta

Seccomandi. Antes de retratar os temas

colas e hospitais do Município e arredores

do cotidiano, o artista tem o costume de

de Mogi, para estampar seus trabalhos em

rascunhar em folhas de caderno. “No dia

muros e ambientes fechados, busca com

Muito procurado também por es-

aulo Seccomandi é um artista

Por seu pai acreditar que dese-

a dia eu vou criando, olho para a superfí-

seu estilo figurativo, enaltecer ainda mais

plástico mogiano que há 17 anos

nhar não era uma profissão, decidiu cur-

cie e tento enxergar o que cabe ali”, fala.

os espaços por onde passa e fazer com que

colore as ruas, hospitais, escolas,

sar zootecnia em Jabuticabal. Secomandi

As obras do artista podem ser encontradas

as pessoas que passem ou vivem naqueles

clubes, residências e locais públicos da

decidido a investir na arte, foi estudar

em diversos pontos da cidade, como es-

ambientes, possam se identificar com seu

cidade com suas pinturas características.

na escola do Victor Wuo, pois sabia de-

tabelecimentos comerciais, restaurantes e

trabalho.

Artista plástico consagrado, sua inspira-

senhar mas não conhecia as técnicas.

no Parque Botyra, no Centro Cívico.

ção para desenhar veio com sua mãe aos 5

Trabalhou em uma rádio e no Diário de

“Depois que comecei a pintar

animais, flores, pessoas, manequins, ca-

anos de idade, “era uma forma de manter

Mogi como ilustrador. Em meados do ano

painéis pelas ruas meu trabalho ficou bem

deiras personalizadas e outros, o que mais

as crianças quietas e sobre controle, e eu

2000, começou a pintar porque até então

mais exposto. É diferente de uma mostra,

se sobressai, são suas ideias e o modo de

fui o que mais se identificou com dese-

só desenhava. e apresentou seus trabalhos

mas tem visibilidade”, argumenta Secco-

vê-las e aplicá-las. Todos os trabalhos do

nhos”, relembra o artista.

ao Nerival Rodrigues, Maurício Chaer e

mandi.

estúdio estão à venda.

Em seu estúdio, com quadros de

Paulo Ramos dotado de Persistência e Disciplina

P

aulo gostava de desenhar, copiava

frente a praça e começaram a ministrar

suas xilogravuras, litografias e meios-tons

que o artista construiu em vida, e natural-

as revistas em quadrinhos dos ir-

aulas de pintura. Começou a fazer aula

(mezzotints), que tendem a representar

mente seu trabalho começou a criar uma

mãos e a televisão teve uma gran-

de pintura, teve acesso a história da arte,

construções impossíveis, preenchimento

identidade que faz parte de seus trabalhos.

de referência na juventude do artista. Por

e nessa época frequentava barzinhos da

regular do plano, explorações do infinito

“Nunca me desfiz de meus rascunhos,

perder seus pais precocemente, foi morar

moda e uma amiga disse que acabara de

e as metamorfoses - padrões geométricos

sempre que algo não fluia eu guardada

com uma tia, e sua rotina era da escola

abrir uma escola de arte na cidade. Não

entrecruzados que se transformam gradu-

para depois terminar, hoje tenho muitos

para casa, desta forma os desenhos ani-

hesitou e foi conhecer a escola do gran-

almente para formas completamente di-

esboços que estão sendo reproduzidos nas

mados, filmes e seriados estavam sempre

de artista Victor Wuo, e logo começou a

ferentes. Ele também era conhecido pela

telas”, salienta o artista. Para complemen-

presentes no seu dia a dia.

fazer seus primeiros esboços, depois de

execução de transformações geométricas

tar seu orçamento decidiu prestar concur-

A primeira peça de teatro que

dois anos já auxiliava Victor Wuo nos

(isometrias) nas suas obras. Pesquisou a

so para ministrar aula, E hoje divide seu

assistiu foi da sua professora, Clarice Jor-

seus projetos particulares de retratos,

fundo o estilo de Escher, analisou obra

precioso tempo hora na educação hora na

ge, espetáculo utilizado para reinaugurar

publicidade, projetos arquitetônicos e de

por obra, esboços, linhas geométricas

arte.

o Teatro Vasquez. Durante estes festivais

perspectivas.

de teatro, ganhou premiações, foi eleito

segundo melhor ator de Mogi das Cruzes,

no litoral e retornou para Mogi das Cru-

mesma época que conheceu Nerival Ro-

zes. Foi procurar seu professor e amigo

drigues através de um amigo em comum

Victor Wuo, onde começou a trabalhar

chamado Cláudio Assis. Morador da Rua

em uma dezena de projetos, decidiu estu-

Navajas, sempre frequentou a praça do

dar arte, e na Universidade teve acesso ao

Shangai, onde conheceu Senhor Paulo e

material de Maurits Cornelis Escher, um

Dona Norma, que alugaram uma casa em

artista gráfico holandês conhecido pelas

Trabalhou na área de hotelaria


Arte e Cultura

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Poli: artista que luta em prol da cultura

P

olicarpo Ribeiro, ou Poli como é

conhecido, nasceu em Mogi das

com artistas de Suzano e Região, na

Cruzes, interior de São Paulo, em

sede da The Arts Office e na Câmara de

1966 sua família mudou para Suzano em

Comércio de Lauderhill ministrou três

1970. Desde cedo era latente a sua voca-

workshops na FIU - Florida International

ção para a arte, seu pai incentivava o fi-

University e projetos de exposições. Em

lho a desenhar o pessoal que frequentava

2014 coordenou o projeto “Suzano – a

o bar, por motivos de separação dos seus

arte faz a diferença” com diversas ações

pais, não demorou muito para arrumar ou-

no Condado de Broward e Miami. Além

tro emprego em uma farmácia, tinha 14

dos E.U.A., fez uma mostra na Casa do

A importância da arte na Comunicação

Realizou diversas exposições

anos, e precisava trabalhar para ajudar nas

cultural com a artista Carol Ann Aebi, de

Brasil em Madrid, Galeria Aberta em Por-

despesas do lar.

Denver, onde trocaram trabalhos, partici-

tugal, Galeria Arte Brasil em Paris onde

infância desenhando, na escola era o dese-

No início de sua carreira, Poli é

pou de exposições com a artista em Suza-

recebeu a medalha de Argent, pela Acade-

nhista da turma. Uma discussão com o pai,

fortemente impactado pelas obras cubis-

no, São Paulo, Denver e New York. De-

mia de Artes, Ciências e Letras da França

o fez sai de casa com 15 anos e se mudou

tas de Picasso e Braque e pelas sensíveis

pois com a Flórida com atividades mais

em 2006. Atualmente Poli está abrindo

para Maringá, chegando na cidade tinha

formas e cores da obra de Paul Klee. Mas,

incisivas, e em parceria com Tonietta

intercâmbios culturais em Paris no Car-

uma oficina de pintura e foi até a empre-

com o tempo, sua arte aproxima-se do ex-

Walters , que coordenava a Graahan Art

roussel Du Louvre, Lisboa na Embaixada

sa saber sobre a vaga de ajudante, pintou

pressionismo, tanto de natureza figurativa

Gallery da Flórida Internacional Univer-

Brasileira e em Milão na Fundazione Cas-

durante alguns dias na empresa e estava

como abstrata.

sity, juntos assumiram o desafio de desen-

cina Triulza, legado da Expo2015.

preocupado com as contas. Como sempre

Como produtor cultural, através

volver o projeto “The Arts Office” um es-

“Estou em captação de recursos

gostou de filme, não perdia nenhuma ses-

das redes de artistas internacionais na in-

critório de arte, residências e intercâmbio

para viabilizar os projetos que estão apro-

são que era exibida nos três cinemas locais

ternet, conseguiu realizar um intercâmbio

assumiu a vice-presidência.

vados pelo Proac para 2016.

de Maringá, logo começou a fazer os car-

A arte está no DNA de Pedro Neves

Jair Pedro da Silva passou toda a

tazes do cinema. Ganhou bastante dinheiro nessa época e percebeu que podia canalizar

P

seu talento para outras ações que não fos-

uma família de quinze irmãos. Veio para

circo como músico e logo depois come-

São Paulo com quatro anos, e aqui está há

çou com pintura de placas. Mudou-se para

56 anos. Começou aos sete anos rabiscar

Suzano, em 1975, onde pintou interior de

suas primeiras retas e círculos, e isso o fa-

igrejas e lojas maçônicas. Fez muitos ser-

zia muito feliz. Infelizmente seu pai dizia

viços, de placas para imobiliárias e servi-

que aquilo não era uma profissão. Só aos

ços de publicidade. Foi diretor e fundador

17 anos o pai resolveu pagar o curso de

da Casa de Cultura de Mogi das Cruzes,

arte no Instituto Universal Brasileiro, de-

pintou o rosto do Che Guevara, símbolo

edro Neves Costa nasceu em Ga-

sem telas e quadros. Com o dinheiro que

ranhuns, município brasileiro do

faturou comprou instrumentos e montou

estado de Pernambuco, filho de

uma banda de rock. Foi trabalhar em um

vido a insistência do filho.

Em 1981 decidiu viver apenas da

suas obras. Sua primeira exposição foi em

que todos conhecem no mundo inteiro. Ao

Fez curso também com o gran-

arte, sempre com o incentivo de amigos em

Garanhuns, na Galeria Explosão das Artes,

ver outros artistas passando por dificuldade

de mestre Sussumo Aramaki, onde exigia

especial do artista Nerival Rodrigues, para

hoje já participou de mais de 310 exposi-

para comercializar suas obras, Jair teve a

muito dos alunos. Começou sua carreira

expor suas obras na República, e começar

ções nacionais e internacionais e conquis-

certeza que precisava fazer algo para ga-

profissional no setor de metalúrgica, onde

a divulgar seu trabalho para o mundo.

tou várias premiações.

nhar dinheiro e continuar a pintar suas te-

ficou por 15 anos, dentro da indústria nos

Acredita no potencial de São

las. Desta forma nunca fechou sua empresa

momentos de folga, desenhava e rascu-

no Centro Cultural, há 20 anos como co-

Paulo, a cidade é muito grande e as possi-

de comunicação visual, seu negócio man-

nhava. “A arte sempre me persegue, não

ordenador de artes plásticas, onde ministra

bilidades são maiores. “Não consigo ficar

têm seu lar e sua família e nas horas vagas

importa onde estou, quando dou por mim,

aulas de desenho e pintura. Ainda conse-

um dia sem pintar, a tinta já está no meu

cria suas belas paisagens que tira o fôlego

estou desenhando”, salienta o artista.

gue ministrar aulas particulares e produzir

DNA”, comenta Pedro Neves.

de qualquer apreciador de artes.

Trabalha na Prefeitura de Suzano,


Educação

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As melhores coisas da vida são de graça ignoramos ou desprezamos.

por Wanda Camargo

E

teriores ao Plano Real, lembramos bem

rio, mesmo que este esteja canalizado em

demais o que é ter uma moeda que perde

muitos trechos, refletindo sobre a água,

valor diariamente. É uma tragédia que pe-

a necessidade dela para todo organismo

Outro bloco de pessoas pode

stamos no limiar de uma tem-

ser simplesmente convidado pelas mí-

pestade. Os que vivemos os anos

dias sociais para comparecer a um evento

de inflação descontrolada, an-

pontual, como caminhar pelo leito de um

naliza a todos, com a desonrosa exceção

e dedicação. Existem muitos grupos de

uma casa antiga, um terreno utilizado

vivo, a forma como temos conduzido este

dos especuladores, mas atinge com maior

pessoas que valorizam a cultura, a arte, a

como horta comunitária, um monumento

assunto dentro da rotina de nossos dias.

crueldade os mais pobres. Temos esperan-

simplicidade como forma de atingir feli-

meio esquecido de algo ou alguém cuja

Uma convocação para salvar um bosque

ça de que a crise que começamos a atra-

cidade e bem estar, e não se trata de nada

notoriedade já diminuiu com o tempo –

ameaçado, um animal em dificuldade,

vessar seja breve, e que seus efeitos não

dispendioso

Museus

que nos auxiliam a compreender melhor

pelo simples prazer de exercer a solidarie-

sejam duradouros, mas crise sempre pede

costumam cobrar ingressos baratos, ou

a metrópole em que vivemos: nossa histó-

dade, ser mais humano e menos voltado

reflexão, tanto dos que a causaram quanto

mesmo não cobrar em determinados dias,

ria, nossos valores, e nós mesmos.

exclusivamente aos próprios problemas.

dos demais.

bibliotecas tem tesouros reais e virtuais à

Agora que os preços sobem mais

espera da descoberta, concertos e apre-

domingos para desenhar ou pintar algum

pequenos focos aqui e acolá, estamos cul-

rapidamente que salários e rendas pode

sentações musicais de todas as vertentes

detalhe arquitetônico ou estátua, ao final

tivando alguns valores importantes, signi-

ser o momento de repensar valores, pro-

são comuns nas cidades.

expondo na calçada o resultado de suas

ficativos como perspectiva futura, e não

curar saber o que somos debaixo do Véu

Retorna a prática de atividades

inspirações: algumas mais, outras menos

apenas do ponto de vista da solidarieda-

de Maya do consumismo e da busca fátua

físicas sem preocupações estéticas, ape-

talentosas no sentido artístico, mas todas

de, mas também do sistema educacional.

por status. E podemos nos surpreender,

nas pelo prazer de caminhar, se alongar,

sempre trazendo um modo de ver algo

Educação é ato solidário, aprende-se com

descobrindo que somos melhores e temos

ver pessoas, cuidar da saúde. E isso traz

com que nos deparamos no dia-a-dia sem

alguém: um professor, um escritor, um

significantes e qualidades mais importan-

também inesperado ganho estético.

prestar atenção. Um olhar atento sobre

orientador, uma equipe; transmite-se da

tes do que pensávamos.

tudo com que convivemos, e muitas vezes

mesma forma.

monetariamente.

Participantes se unem em cami-

Quando o que é pago em di-

nhadas de observação da cidade, guiados

nheiro fica caro demais podemos pensar

por pessoas inteligentes e com grande

no que é gratuito, mas que tem um pre-

preparo prévio para discorrer sobre os lo-

ço e valor inestimáveis: tempo, atenção

cais visitados – às vezes tão simples como

Outros grupos se reúnem aos

Aparentemente, mesmo que em

Jornal Exper News  
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Edição Número 08

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