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Editorial

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Cenário incerto reduz salários significa que, para crescer, os países terão

garam a valorizações de até 25%.

de se proteger das oscilações das grandes

No entanto, a situação não evi-

economias e, ao mesmo tempo, expandir

dência uma desvalorização dos profissio-

e fortalecer o mercado interno e ter capa-

nais, segundo Daniela Ribeiro, gerente

cidade para atender à sua demanda. Nesse

sênior da divisão de marketing e vendas

contexto, o Brasil, considerada a expres-

da Robert Half. Para a profissional, houve

siva inclusão e ascensão socioeconômica

mudanças nas estruturas das organizações

dos últimos anos, detém grande potencial

e no perfil desejado por elas. Os executi-

para promover o aumento de seu PIB.

vos mais antigos e que recebiam remune-

rações mais altas estão sendo substituídos

sendo de contribuir com informações que

por aqueles mais jovens e com pretensão

assegurem maior competitividade e nessa

salarial menor.

edição entrevistamos o diretor regional do

A desaceleração das remunera-

SENAI-SP e superintendente do SESI-

ções em marketing e vendas é o desgaste

SP, Walter Vicioni. Andreia Roma é nossa

da inflação salarial observada nos últimos

Destaque Empresarial, pois independente

anos. “Os salários chegaram a valores tão

do cenário e das incertezas não desiste, é

altos que as companhias estão optando por

extremamente persistente e perseverante.

ano de 2014 deve apresentar

contratar profissionais mais jovens. Muitas

Epaminondas Nogueira, Cláudio Abreu e

redução e estabilidade na remu-

empresas multinacionais têm questionado

Débora Epelman nos brindam com belís-

neração dos profissionais dos

a realidade do custo Brasil, que já é consi-

simos artigos.

segmentos de marketing e vendas. A ten-

derado um dos países mais caros do mun-

dência é apontada pelo Guia Salarial 2014

do”, afirma Daniela.

janeiro a Exper passa a circular nas indús-

da Robert Half, empresa de recrutamen-

trias do Rio Grande do Sul e futuramente

to especializado. Com orçamentos mais

essa desaceleração são as incertezas do

no Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás.

apertados devido às incertezas do cenário

cenário internacional, as nações mais ri-

econômico mundial, as companhias não

cas irão focar-se na resolução de seus

estão mais tão agressivas na questão sala-

problemas internos, o que levará a um

Márcio Junior,

rial como estavam em anos anteriores. No

arrefecimento do comércio exterior. Isso

Publisher da revista Exper

Foto: Evandro Maia

Guia Salarial 2013, as remunerações che-

O

Outro fator que contribui para

Expediente Publisher: Márcio Junior MTB 59904-SP, Editoração: Editora Off, Colunistas: Epaminondas Nogueira, Cláudio Abreu, Débora Epelman, Publicidade: 11 2819-4457 ou 11 994.728.104 / publicidade@ revistaexper.com.br, Capa: Agência Mulata, Fotógrafo: Evandro Maia. A revista é uma publicação da Editora OFF e distribuída aos associados do CIESP, SESI, SENAI, Associações Comerciais, Sebrae, Secretarias de Indústria e Comércio, Prédios Comerciais e algumas bancas. A revista não se responsabiliza pelo conteúdo dos anúncios e as opiniões emitidas em artigos assinados são de responsabilidade dos autores.

O papel da Exper continuará

A grande novidade que à partir de

Boa leitura...


Editorial..................................................06

>>>>>>

Entrevistado

Foto: Divulgação

Nesta Edição

Exper News.............................................08 Entrevista...............................................12 Capa.......................................................16 Ponto de Vista.........................................22 Comemoração.................................24

Tour pelo RGS........................................28 Vinho................................................30 Liderança..........................................32

Walter Vicioni, diretor regional do SENAI-SP, superintendente do SESI-SP.

12

Comemoração

Foto: Diego Barbieri

Destaque Empresarial.............................26

Universo da PNL....................................34

22 anos de Grupo Padrão

24 Foto: Divulgação

Vinho

Para expressar sua opinião, dar sugestões, enviar releases e fazer contato com a nossa redação, escreva para: redacao@revistaexper.com.br e siga-nos nas redes sociais:

Bons ventos sobre o continente americano

30


Exper News

>>>>>>

Política de incentivo ao empreendedorismo As diversas esferas de governo

179 da Constituição Federal e mais espe-

da convergência entre fatores macroeco-

estão obrigadas e precisam urgentemente

cificamente da Lei Complementar nº 123,

nômicos positivos, representados pelos

aumentar a quantidade e a qualidade de

de 16 de dezembro de 2006, o Estatuto

indicadores de crescimento da economia

ações de apoio ao empreendedorismo e às

Nacional da Microempresa e da Empresa

brasileira dos últimos anos, e fatores es-

Micro e Pequenas Empresas (MPE).

de Pequeno Porte, que inclusive criou o

truturais negativos, representados por

Simples Nacional. A necessidade decorre

indicadores do pouco apoio dispensado

A obrigação decorre do artigo Fotos: Divulgação

pelo Brasil aos seus empreendedores, principalmente às micro e pequenas empresas. Focando nos fatores estruturais negativos, destacam-se dois grupos de indicadores. O primeiro grupo compõe a base de alguns estudos internacionais que comparam o apoio que os países dão ao empreendedorismo. No mais eloquente deles, o Doing Business do Banco Mundial, o Brasil ocupa a intolerável posição 126 entre as 183 economias analisadas, na medição de 2012.

Samsung vende 800 mil smartwatches

Forbes à venda por US$ 400 milhões

A Samsung anunciou nesta terça-

Desde o lançamento do produto,

feira, 19, que o relógio inteligente Galaxy

a Samsung tem investido recursos de ma-

Gear, lançado em setembro deste ano, atin-

rketing com comerciais e colaborações em

vistas sobre negócios do mundo, está à ven-

giu a marca de 800 mil unidades vendidas.

desfiles de moda para otimizar as vendas.

da por um valor entre US$ 400 e US$ 500

Segundo a companhia, o número superou

Apesar do sucesso reportado pela empresa,

milhões. Segundo o Wall Street Journal, a

as expectativas, e com isso a empresa vai

o Galaxy Gear sofreu diversas críticas da

família detentora da publicação teria contra-

expandir as promoções e a produção do

imprensa e consumidores do mundo intei-

tado o Deutsche Bank para localizar interes-

dispositivo no próximo ano.

ro.

sados na aquisição.

A Forbes, uma das principais re-

A Forbes é o nono maior site de negócios da internet e deve fechar o ano de 2013 com o melhor desempenho financeiro em seis anos. As páginas de anúncio da versão impressa, no entanto, enfrentaram uma baixa de 29% desde 2008. A crise financeira de 2008 fez com que a revista passasse a investir cada vez mais no digital. Mas, segundo informações do WSJ, a iniciativa não foi suficiente para que a Forbes Media LLC, dona da marca, recuperasse sua performance. 8 - Revista Exper


Foto: Divulgação

A nova órbita do Terra Por Igor Ribeiro

O Terra deu início a um reposicionamento de marca cujo ápice poderá ser uma nova interface gráfica no ano que vem. O condicional se deve ao andamento dos diversos projetos em gestão no laboratório do portal. Muitos deles são consequência de uma ampla pesquisa encomendada à agência Cor e DM9DDB, que ajudou o Terra a verificar sua postura e credibilidade diante do público. Segundo Paulo Castro, CEO global do Terra, o

Paulo Castro CEO Global do Terra

modo como a “polarização entre Google e

sas como Sony, Microsoft, Time For Fun,

qualquer lugar, seja no smartphone, seja no

Facebook” direciona a navegação de usuá-

Vivo, Buscapé e, principalmente, Napster,

notebook, seja na TV. “Queremos oferecer

rios, “cada vez mais orientados pela busca

anunciada semana passada. O novo slo-

produtos de publicidade mais focados no

ou pela referência das outras pessoas, da

gan, “Onde você está”, reflete outra atitu-

usuário, para buscar a atenção do consumi-

rede”, foi decisivo para as mudanças.

de do Terra: conquistar o comportamento

dor certo e mandar a mensagem correta”,

Muitas dizem respeito às parce-

móvel da audiência atual, que quer bom

diz Roni Cunha Bueno, vice-presidente de

rias recentes do portal com grandes empre-

conteúdo – e eventualmente, ofertas – em

marketing e publicidade.

H&M deve chegar ao Brasil em 2014

Lei que migra AM para FM sai até novembro Gleisi Hoffmann afirmou que a

AM sofre com interferências causadas pelo

O ano de 2014 será competitivo

equipe da Casa Civil trabalha na aprova-

urbanismo crescente, pelo espectro elétrico

para as varejistas de moda que atuam no

ção do decreto que regula da migração das

e pela escassez de receptores – são cada vez

Brasil. Após a fast fashion americana Fore-

frequências de rádio AM para a faixa FM.

menos fabricadas antenas de rádio com o

ver 21 confirmar a abertura de sua primeira

Segundo a ministra, a ideia é que Dilma

sistema integrado. A entidade defende, no

loja em São Paulo, é provável que a H&M

Rousseff assine o texto até novembro. Ela-

entanto, que a migração deve ser facultativa

também desembarque em terras brasileiras

borado pelo Ministério das Comunicações,

e, caso efetuada, a outorga seja direcionada

no ano que vem. Ambas disputarão o bolso

o decreto passa por análise técnica da Casa

para a mesma região do alcance anterior.

das clientes com Topshop, Zara, Gap, C&A,

Civil. Segundo a Associação Brasileira de

O pagamento da emissora seria calculado

Riachuelo e Marisa.

Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a

mediante a diferença do valor entre as duas

migração é essencial, já que a atual faixa

frequências: a antiga AM e a nova FM.

A H&M é a segunda maior varejista de vestuários do mundo, perdendo apenas para a Zara. Há mais de um ano a em-

Petrobras festeja seus 60 anos

presa teria contratado executivos brasileiros para estruturar sua operação nacional.

Com o conceito “Essa história foi

O comercial começa destacando a

inspirada em você”, o filme tem a criação

complexidade da operação no pré-sal, passa

A H&M já mantém escritório em

assinada pela Heads e resgata a trajetória

por fatos históricos até chegar a passeata do

São Paulo. Presente em 53 país e com cerca

da empresa, desde a sua fundação, com a

do movimento “O Petróleo é Nosso”. Para

de 3 mil lojas ao redor do mundo, a varejis-

passeata “O Petróleo é Nosso”, ainda na dé-

retratar a ação popular, foi gravada uma re-

ta europeia recentemente abriu sua primeira

cada de 50, até a exploração da camada do

constituição da época, gravada em São Pau-

loja na América Latina, no Chile.

pré-sal.

lo com cerca de 40 figurantes. Revista Exper - 9


Exper News

>>>>>>

Fotos: Divulgação

Guerra dos consoles chega ao Brasil

Nintendo. O primeiro a chegar ao mercado brasileiro foi o Xbox One, que começou a ser vendido globalmente por R$ 2,3 mil. No País, o evento de lançamento aconteceu na unidade rede Fnac na Avenida Paulista, em São Paulo. Também a Nintendo apresentou o seu Wii U durante o Brasil Nintendo Showcase, evento gratuito, na capital paulista. O Playstation 4, por sua vez, será vendido por R$ 4 mil a partir de 29 de novembro. Na América do Norte, primeira região a receber o novo produto, o preço é US$ 400. A Sony comemorou no domingo

A disputa pela liderança de ven-

Os três principais fabricantes

17 a marca de 1 milhão de unidades co-

das no mercado de consoles de videogame

apresentaram neste ano novas gerações

mercializadas nas primeiras 24 horas de

promete ser intensa neste Natal tanto no

dos seus produtos: Xbox One, da Micro-

vendas do produto nos Estados Unidos e

exterior quanto no Brasil.

soft; Playstation 4, da Sony; e Wii U, da

Canadá.

Neuromarketing avaliará comerciais

Paywall é adotado por jornais dos EUA

Startup com sede no parque tec-

Investigation in Neuromarketing), o proje-

nológico da Universidade Federal do Rio

to verificará o nível de atenção, motivação

A partir de 2 de dezembro, quase

de Janeiro e residente da Incubadora de

e memória provocada nos espectadores, o

todos os 75 jornais diários do grupo ame-

Empresas da Coppe/UFRJ, a Forebrain re-

grau de visualização de marca e produto e

ricano MediaNews irão aderir ao paywall.

alizará, em dezembro, estudo para avaliar

os momentos de maior engajamento para

A mudança foi anunciada por John Paton,

comerciais veiculados na TV brasileira,

avaliar a eficácia dos filmes na comunica-

CEO do Digital First Media (DFM) que

a partir de metodologias neurocientíficas

ção com os consumidores.

supervisiona a operação do grupo, em seu

aplicadas ao marketing. Intitulado Brain (abreviação para Brazilian Advertising

O resultado final será revelado em janeiro de 2014.

Brasil confia mais nos rumos da economia

blog. O novo modelo irá permitir que assinantes tenham acesso a conteúdo digital ilimitado, enquanto não assinantes ficam

O Brasil encabeça o ranking dos

pesquisados. O cenário atual também ins-

restritos a certa quantidade de artigos. Digi-

países que mais confiam nos rumos da sua

pira otimismo entre os brasileiros. Em ou-

tal First Media gerencia publicações como

economia. De acordo com estudo da Ipsos

tubro, o volume de pessoas que acreditam

The Oakland Press, The Macomb Daily e

publicado pelo jornal Folha de S. Paulo,

vivenciar um contexto positivo aumentou

Royal Oak Daily Tribune.

62% do total de mil brasileiros ouvidos

para 35%, alta registrada pelo quarto mês

Nos Estados Unidos, a renda de

pelo estudo acreditam em um cenário eco-

consecutivo. A Arábia Saudita lidera tam-

circulação cresceu 5% em 2012, motivo

nômico melhor nos próximos seis meses.

bém este recorte do levantamento com o

pelo qual os jornais mundo afora também

A vice-líder é a Arábia Saudita,

índice de 85%, seguida pela Alemanha

começaram a adotar o modelo. No Brasil,

que ficou 14 pontos atrás do Brasil, en-

(68%) e Suécia (67%). Já a Espanha (4%),

grandes veículos como Folha de S.Paulo,

quanto França, Hungria e Bélgica ocupam

Itália (5%) e Hungria (10%) estão entre os

Zero Hora, O Globo e Gazeta do Povo já

as últimas posições da lista de 24 países

mais pessimistas.

adotaram o sistema.

10 - Revista Exper


Fotos: Divulgação

leve de toda a história. O jogo de estreia da seleção brasileira com a camisa será no dia 5 de março de 2014, em Johannesburgo, no amistoso contra a África do Sul.

Os jogadores brasileiros tiveram

um envolvimento direto com o time de criação da Nike para o desenvolvimento do novo uniforme. Segundo a fabricante de materiais esportivos, os designers uniram “tradição, tecnologia e sustentabilidade para desenvolver o modelo”. A ideia era que ele reproduzisse a informalidade, o gingado e o colorido do Brasil.

“Costumamos dizer que quando

decidimos nos tornar uma marca de fute-

Camisa da seleção brasileira é apresentada

bol, encontramos na Seleção Brasileira o

parceiro ideal. Ver o Brasil jogar nos ensi-

Um evento com direito a shows

brasileira de futebol no último domingo,

nou muito sobre o esporte e nos dedicamos

com vários artistas, realizado no Aterro

24. A Nike apresentou o uniforme da equi-

para estar à altura da honra de ter nossa

do Flamengo, no Rio de Janeiro, marcou

pe que será comandada por Luiz Felipe

marca na amarelinha”, declarou Trevor

o lançamento da nova camisa da seleção

Scolari em 2014, classificado como o mais

Edwards, presidente da Nike Global.

Idoso passa adolescente em uso do PC

Acordar, arrumar a casa e passar

E-commerce é o 8º mais promissor

o dia em frente ao computador navegando

na internet. Essa rotina, que facilmente se-

vulgou o Índice de E-Commerce de Vare-

ria considerada a de muitos adolescentes,

jo Global. Segundo o ranking, elaborado

também pode ser caracterizada como o dia

com 186 países, o Brasil é considerado o 8º

a dia de outra faixa etária: os idosos.

País com maior potencial no varejo on-line.

Segundo levantamento realizado

Atratividade do mercado on-line, hábitos de

pela Nielsen Ibope, em outubro deste ano,

compra, infraestrutura e potencial de cres-

pessoas entre 55 e 64 anos de idade têm

cimento são os principais fatores avaliados

tempo médio e individual de 53 horas de

pela pesquisa que coloca China, Japão, Es-

A consultoria A.T. Kearney di-

acesso domiciliar, enquanto os indivíduos

da lideram o acesso e ficam cerca de 80

tados Unidos, Reino Unido, Coreia do Sul,

de 12 a 17 anos passam 30 horas por mês

horas conectados na web por mês, mas se

Alemanha e França à frente.

utilizando o PC.

dividem entre o computador de casa e o do

Os sites preferidos dos idosos são

trabalho. Na visão de José Calazans, ana-

menor densidade urbana, o varejo on-line

portais sobre economia, sorteios, apostas e

lista do instituto, o tempo de uso do PC

na América Latina cresce a uma velocidade

automóveis. O grupo mais velho represen-

entre os mais velhos aumentou 3,4% e

da ordem de 27% ao ano, enquanto a média

ta 8,1% dos 46 milhões de usuários ativos

chegou à marca de 38 horas. O número de

mundial gira em torno de 17%. A diferença

em domicílios. Já os adolescentes corres-

usuários ativos em casa é 7,8% maior do

é atribuída à adoção de hábitos on-line de

pondem a 11,8%.

que o apontado no estudo feito em outubro

uma forma muito mais rápida do que nos

de 2012.

países desenvolvidos.

Os jovens entre 25 e 34 anos ain-

Apesar da logística deficitária e a

Revista Exper - 11


Entrevista

>>>>>>

Walter Vicioni Exper - Para que nossos leitores o conheçam melhor, fale um pouco

de

sua

trajetória

Diretor regional do SENAI-SP, superintendente do SESI-SP e membro titular do Conselho Estadual de Educação de São Paulo.

profissional?

Walter Vicioni - Minha vida foi e con-

NAI na vida profissional de um aluno?

Walter Vicioni - O SENAI-SP cuida de

tinua

educação.

Walter Vicioni - Para você entender essa

seus profissionais – em especial téc-

Nesse sentido, posso destacar que me

importância, vou contar uma experiência

nicos e docentes -, promovendo atu-

formei como professor normalista, em

recente. Num final de semana, precisei

alização e aperfeiçoamento técnico e

seguida conclui licenciatura em Pedago-

contratar os serviços de um eletricista,

pedagógico. Também, é constante o des-

gia pela Universidade Mackenzie – SP

para realizar um pequeno conserto em

locamento de nossos profissionais ao

e, também, cursei pós-graduação em

minha casa. Enquanto ele trabalhava, eu

exterior, para acompanhar as altera-

Administração e Planejamento da Edu-

o observei. Notei o cuidado com que fazia

ções tecnológicas da indústria mundial.

cação pelo International Institute for

cada etapa do trabalho, como conserva-

O SENAI-SP cuida, também, de seus

Educational

(IIEP-França).

va o local limpo e a arrumação dos seus

recursos físicos, atualizando e ade-

Iniciei minha vida profissional, na déca-

instrumentos de trabalho. Apenas para

quando suas instalações, seus equipa-

da de 1960, alfabetizando crianças nas

confirmar, perguntei se ele tinha estuda-

mentos/ instrumentos às demandas da in-

denominadas Escolas Rurais e nas Esco-

do no SENAI e ele respondeu que sim,

dústria instalada no Estado de São Paulo.

las Masculinas de Emergência, classes

terminara seu curso em Ribeirão Preto.

Com esses recursos, o SENAI-SP con-

escolares organizadas na periferia das

Essa é apenas uma experiência, que po-

tinua promovendo ensino profissional,

cidades de Campinas e São Paulo. Em se-

deria chegar a centenas de milhares, se

técnico e tecnológico além de presta-

guida, fui professor de educação básica,

escutarmos o relato de vida dos que, nos

ção de serviços tecnológicos a todas

até ingressar no SENAI. Então, durante

últimos setenta anos, concluíram cur-

as empresas, sejam elas de qualquer

praticamente quarenta anos, dediquei-me

sos no SENAI-SP. O ingresso em uma de

porte e de qualquer ramo industrial.

ao ensino profissional, assumindo cargos

suas escolas não é apenas para dar ao

como Diretor de escolas, Diretor de Orga-

jovem condição de “ganhar um salário

Exper - O SENAI presta excelen-

nização e Planejamento, além de Diretor

para comprar um tênis de marca” e, mui-

tes serviços. Como enfrentar os pro-

Técnico. No SESI-SP, assumi o cargo de

to menos, simplesmente para “tirá-lo da

blemas

Diretor de Operações. Na área corporati-

rua”, como dizem os que não conhecem o

cional e internacional, o processo de

va de SESI-SP e SENAI-SP, fui responsável

ensino do SENAI. O aluno que conclui o

desindustrialização e continuar ino-

pela Coordenação de Gestão e Planeja-

curso ganha uma identidade, torna-se um

vando e desenvolvendo novos projetos?

mento. Atualmente, sou Diretor Regional

profissional, um atributo que terá orgu-

Walter Vicioni - Durante 72 anos, des-

do SENAI-SP, Superintendente do SESI-SP

lho de ostentar durante toda a sua vida. A

de sua instalação em 1942, o SENAI-

e, desde 2011, membro titular do Conse-

partir de então, pode mudar radicalmente

SP encontrou uma forma eficiente para

lho Estadual de Educação de São Paulo.

sua trajetória, conseguir emprego, uma

acompanhar as mudanças no processo

Ainda, fora do Brasil, atuei como con-

promoção e até mesmo tornar-se dono de

de industrialização. Essa forma é o rela-

sultor do Banco Mundial no Projeto

empresas, graças à formação que recebeu.

cionamento muito próximo e o intercâm-

sendo

dedicada

Planning

à

de Reorientação do Sistema de Formação

Profissional

do

Marrocos.

Exper - Qual a importância do SE12 - Revista Exper

oriundos

da

economia

na-

bio contínuo de informações com repreExper - Quais recursos o SENAI utiliza

sentantes da indústria. Assim, conta com

para manter-se atrativo e despertar a parti-

empresários em seu Conselho Regional

cipação dos colaboradores das indústrias?

– presidido pelo Presidente da Federação


Entrevista

>>>>>>

das Indústrias de São Paulo, hoje Pau-

Exper - A educação no Brasil vem pas-

cem a uma nova concepção arquitetô-

lo Skaf -, nos comitês setoriais e locais.

sando por uma reestruturação, o que

nica, que corresponde às suas expec-

Além disso, promove estudos e pesquisas

o SESI e o SENAI vêm fazendo para

tativas e necessidades, com espaços

sobre o perfil e a quantidade de profissio-

aprimorar

diferenciados e apropriados aos projetos

nais que atuam nas empresas em todo o

Walter

Estado, que orientam a oferta de suas es-

promovendo

uma

colas e a organização curricular de seus

volução

sua

e

inovar

Vicioni

-

na

SESI-SP

vem

de educação, esporte, tecnologia e ino-

verdadeira

re-

vação, bem como estímulo à cultura.

educacional.

No caso do ensino médio, vem promo-

cursos. Ainda, promove estudos de avalia-

Nesse sentido, a partir de 2007, o SE-

vendo a articulação com o ensino téc-

ção, para verificar a inserção dos forman-

SI-SP vem promovendo ações, que in-

nico do SENAI-SP. Todos os cursos ofe-

dos de seus cursos no mercado de trabalho.

tegram

estratégico

recem metodologia de ensino própria,

Ao lado de todos os estudos e informações,

da entidade, para elevar sistematica-

a “forma SESI de educar”, focada no

o SENAI-SP pode contar com estrutura

mente o padrão de qualidade do en-

processo da aprendizagem, em que o alu-

flexível. Nesse sentido, por exemplo, com

sino

unidades.

no é estimulado a buscar o saber. Essa

a desconcentração industrial da Grande

Uma das ações de maior impacto vem

metodologia não beneficia somente os

São Paulo e deslocamento de empresas

sendo a implantação gradativa da edu-

alunos da rede SESI de ensino mas, tam-

para o interior, o SENAI-SP não deixa

cação integral em regime de tempo inte-

bém, de escolas públicas de municípios

de atender a essa nova demanda. Assim,

gral no ensino fundamental. Para tan-

que firmaram parceria com o SESI-SP.

num primeiro momento, as empresas po-

to, iniciou programa de construção de

dem contar com escolas móveis e com o

novos prédios, em municípios em que o

Exper - O senhor lançou o livro “Pro-

deslocamento de técnicos de uma esco-

SESI-SP já atuava, contemplando ins-

grama SESI-SP na Trilha dos Saberes”,

la mais próxima. Quando se consolida

talações modernas e adequadas às atu-

conte-nos um pouco sobre esse projeto?

um novo polo industrial, é o momento de

ais necessidades, sempre em substitui-

Walter Vicioni - Trata-se de uma experi-

instalação de uma nova Escola SENAI.

ção àquelas que não se encontravam

ência pedagógica inovadora iniciada em

Assim, aliando estudos e flexibilidade no

em condições ideais de funcionamento.

2007, na comunidade de Heliópolis. É um

atendimento, o SENAI-SP pode adequar

Assim, hoje, grande parte dos alunos

projeto de reforço escolar? De educação

sua ação ao setor industrial em mudança.

já estuda em escolas SESI que obede-

complementar? Tudo isso e mais. É, aci-

14 - Revista Exper

na

o

O

educação?

área

planejamento

ministrado

em

suas


Fotos: Divulgação

ma de tudo, a construção de um ambiente educacional que visa à transformação social, promovendo a aprendizagem, resgatando a autoconfiança e aumentando a autoestima de crianças e jovens, a partir de estratégias educativas diferenciadas. O aprendizado é construído a partir da resolução de problemas, na compreensão do contexto social, no lúdico, na produção de arte e cultura. A criança e o adolescente podem, então, aprender a ler e a escrever melhor, desenvolver ideias e conceitos matemáticos, mas principalmente transformar seus conhecimentos em competências importantes para toda a sua vida. Essa ser

experiência levada

quando-se

a a

deve,

outras cada

em

2014,

regiões,

realidade

adelocal. Nas últimas décadas, sob o ponto de vista

zada se vinculada e integrada a um Plano

Exper - O SESI tem uma programação

quantitativo, tivemos um ganho expressi-

de Nação. Não é mais possível conviver

muito elogiada no aspecto cultural, o que

vo, que foi a universalização do ingresso

com uma política fragmentada. É funda-

podemos esperar para os próximos meses?

no ensino fundamental. Mas, do ponto de

mental que as políticas socioeconômicas e

Walter Vicioni - A programação cultu-

vista qualitativo, persistem – e, até mesmo,

educacionais sejam articuladas e comple-

ral do SESI-SP inclui diferentes temas

se agravam – a evasão, a repetência, os

mentares, como já ocorre em outros países.

e espetáculos de teatro, música e dan-

problemas extremamente sérios no proces-

A proposta de integração da política edu-

ça, sessões de cinema, exposições, en-

so de aprendizagem. Se acompanharmos

cacional a um Plano de Nação leva em

contros literários e outras atividades.

a trajetória dos que iniciam a educação

conta a necessidade de continuidade e de

Em 2013, o destaque foi a produção de es-

básica, constataremos que é muito gran-

coerência entre as ações governamentais.

petáculos de teatro musical, como “Lam-

de o número dos que não concluem seus

Um governo pode – e deve – rever medidas,

pião e Lancelote” - premiado em três

estudos. E, entre os que concluem, são

corrigir erros e realinhar projetos, mas

categorias do Prêmio Bibi Ferreira, in-

graves as deficiências em sua formação.

não substituir um plano de Estado, que

clusive Melhor Musical - e “A Madrinha

Embora diagnósticos sejam feitos nas

consubstancia o ideal de um povo e as de-

Embriagada”, grande sucesso de público.

várias instâncias governamentais, as me-

mandas de sua realidade socioeconômica.

Em 2014, a novidade é a implantação do

didas adotadas geralmente são pontuais,

Curso Técnico para formação de profis-

limitadas e parciais. Falta um plano estru-

Exper - Qual o maior desafio para 2014?

sionais para atuar em Teatro Musical.

turado de medidas, por meio da implan-

Walter Vicioni - No caso da atuação do

tação de uma efetiva política educacional.

SESI-SP e do SENAI-SP, o desafio maior

Exper - Os empresários da indús-

é ampliar, em todas as frentes de atuação, característi-

a eficiência e a inovação nos serviços,

cas que a educação brasileira tem

produtos e processos, com comprometi-

Walter Vicioni - A educação bra-

que

países?

mento e responsabilidade, o que fortalece

sileira,

realiza-

Walter Vicioni - Tenho a convicção que, no

a confiança dos cidadãos, de empresá-

da na rede pública de ensino, tem

Brasil, a educação – incluída a formação

rios e dos trabalhadores da indústria nos

ainda um longo caminho a trilhar.

profissional - terá sua efetividade maximi-

projetos encabeçados pelas entidades.

tria os

devem rumos

ficar da

confiantes

educação

especialmente

sobre

brasileira? a

Exper

diferencia

Quais de

outros

Revista Exper - 15


Potencial socioeconômic perspectivas das principais economias

A

crise financeira internacional

do necessário para reduzir o desemprego.

do comércio exterior. Isso significa que,

teve impacto negativo, levando

O consumidor norte-americano continua

para crescer, os países terão de se proteger

à retração do PIB mundial entre

excessivamente endividado e com baixa

das oscilações das grandes economias e, ao

2008 e 2009, após cinco décadas de expan-

confiança. No entanto, em médio prazo, as

mesmo tempo, expandir e fortalecer o mer-

são ininterrupta. Em 2010 e 2011, houve

perspectivas para o país são mais otimistas

cado interno e ter capacidade para atender

uma tênue recuperação, mas a tendência é

do que para a Europa, pois alguns setores

à sua demanda. Nesse contexto, o Brasil,

de um abrandamento, causado pelas incer-

já têm registrado dinâmicas que poderão

considerada a expressiva inclusão e as-

tezas em torno de algumas das principais

impulsionar o nível de atividade como um

censão socioeconômica dos últimos anos,

economias, como a europeia, norte-ameri-

todo.

detém grande potencial para promover o

cana e até mesmo a chinesa.

Na Europa, prevê-se um período

to de transição de um modelo voltado à ex-

de baixo crescimento, com recessão na

portação de bens manufaturados para um

desse enorme patrimônio como mola pro-

Grécia, Portugal, Espanha e Itália. Estes

mais dirigido ao atendimento da demanda

pulsora do nosso desenvolvimento.

países veem-se forçados a aplicar políticas

interna. Dada a relevância de seu mercado,

de austeridade, de modo a aliviar o déficit

as commodities e bens industriais poderão

fiscal, bem como numa tentativa de evitar

ser bastante impactados.

a inadimplência no serviço da dívida pú-

blica.

internacional, as nações mais ricas irão

importantes transformações, que a levaram

Nos Estados Unidos, a retoma-

focar-se na resolução de seus problemas

à retomada do crescimento depois de duas

da tem ficado aquém das expectativas e

internos, o que levará a um arrefecimento

décadas de avanços modestos. Analisando

A China encontra-se em momen-

Com as incertezas do cenário

aumento de seu PIB. Assim, não podemos abrir mão

Desempenho recente da economia brasileira (2003-2010)

A economia brasileira tem sofrido

o período entre 2003 e 2010, verificouse uma evolução anual média do PIB de 4,4%, superior à das duas décadas anteriores. Essa retomada pode justificar-se pela combinação de três fatores principais: cenário externo favorável, ambiente interno estável e ampliação do mercado doméstico.

Com a maior solidez e sustenta-

bilidade das políticas fiscal e monetária, o Brasil consolidou, nos últimos anos, um ambiente macroeconômico mais estável e previsível. Isso gerou um aumento da confiança dos agentes econômicos.

Após sucessivos anos de superá-

vit primário e crescimento do PIB, o País 16 - Revista Exper


co para o Brasil mundiais conseguiu reduzir a dívida pública, que

econômica a curto prazo. Quanto ao crédi-

política de aumento real do salário míni-

passou de 60,3% do PIB, em 2003, para

to, há consenso de que ainda exista poten-

mo, que já está definida por lei e premida

39,2%, em 2010. A consequência foi a re-

cial para sua ampliação em proporção ao

pelo baixo crescimento do PIB. Por outro

cuperação de sua credibilidade financeira.

PIB, mas muito aquém do que ocorreu no

lado, o Programa Bolsa Família já atingiu

período 2003-2010.

13,3 milhões de lares, de maneira que há

pouco espaço para seu incremento.

No aspecto monetário, as metas

de inflação foram alcançadas e convergi-

Outro fator limitante refere-se à

ram para dentro da banda de tolerância definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A melhor situação fiscal, ao mesmo tempo, retroalimentou-se, e resultou na queda das taxas de juros reais, permitindo ao Governo Federal a ampliação do investimento público (de 0,7% do PIB, em 2006, para 1,2%, em 2010), principalmente por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Tais avanços possibilitaram maior previsibilidade da economia e viabilizaram a expansão do crédito, que passou de 23,9% do PIB, em 2003, para 45,2% do PIB, em 2010.

Depois de avançar 7,5% em 2010,

a economia brasileira parece ter perdido o ímpeto. Em 2011, foram 2,7% e, em 2012, a expectativa é de apenas 1,4%. Em que pese o enorme esforço do Governo Federal, que vem adotando inúmeras medidas, o desempenho dos investimentos não ocorre como o desejado e põe em risco a continuidade do crescimento.

Ademais, o aumento recente do

consumo e as políticas inclusivas levaram o desemprego ao nível de 5%, tido como piso. Não há, portanto, espaço para reduções adicionais. Assim, a incorporação de trabalhadores desempregados à produção terá pouco a contribuir para a expansão Revista Exper - 17


Capa

>>>>>>

Contudo, o fator mais restritivo

importante no estímulo à demanda e fez o

indústria doméstica, destacam-se:

à sustentabilidade da expansão do PIB,

Brasil passar pela crise de maneira bem-

1. Elevada carga tributária sobre

em nosso presente modelo, é o excessivo

sucedida. Atualmente, apesar dos incan-

a indústria: 59,8% do PIB setorial, repre-

custo de se produzir no Brasil. O problema

sáveis esforços do Governo Federal, o

sentando em média 40,3% do preço indus-

agrava-se como redutor de nossa competi-

aumento do consumo interno é atendido

trial. Em 2010, a indústria de transforma-

tividade ao se somar ao câmbio sobrevalo-

crescentemente por importações, resultan-

ção respondeu por 33,9% da arrecadação

rizado, onerando as indústrias e desestimu-

do em baixo impacto positivo na produção

total de tributos, apesar de deter participa-

lando as vendas e os investimentos. Apesar

nacional.

ção de 16,2% do PIB.

de certa adequação recente, a proporção de

A figura abaixo mostra como a

2. Juros e spread: o custo do ca-

R$ 2,00/US$ ainda é desfavorável às ex-

contribuição do setor externo ao cresci-

pital de giro responde por 7,5% do preço

portações e estimulante às importações.

mento da economia brasileira tem sido

dos produtos industrializados (2011).

O conjunto de medidas adotado

persistentemente negativa desde 2006.

3. Burocracia e complexidade no

em 2008 e 2009, como desonerações se-

Dentre os fatores que elevam o custo para

recolhimento de tributos: esse problema na

toriais e o aumento do gasto público, foi

produção e reduzem a competitividade da

indústria de transformação gera custo extra às empresas, que, segundo estudo realizado pela FIESP, representa 2,6% do preço dos produtos industriais. 4. Encargos trabalhistas elevados: são de 32,4% da folha de pagamentos, 11 pontos percentuais superiores à média de 34 países analisados pelo Bureau of Labor Statistics. Quando comparado apenas com nações em desenvolvimento, esse diferencial é ainda maior. 5.

Infraestrutura defasada: tais

Competitividade da infraestrutura Com relação à competitividade, o Brasil está atrás de outros países emergentes, como China e Rússia, inclusive dos latino-americanos Chile e México. Tal problema, advindo do que se convencionou chamar de Custo Brasil, pode ser decomposto em quatro partes distintas: 1. Elevada carga tributária: quase 34% do

de tempo para pagamento de impostos.

outubro de 2012, o juro real brasileiro ain-

PIB do Brasil, bastante superior às nações

São 2.600 horas anuais, por empresa, ante

da é muito elevado, classifcado como o

com as quais competimos (entre 20% e

300 e 400 nos nossos concorrentes. Rela-

4º maior do mundo (1,7% a.a.). O spread

25% do PIB).

tório da FIESP estima que o custo médio

bancário, quando comparado com os de

2. Burocracia: o seu custo representa o

da burocracia no País esteja entre 1,47% a

países que calculam com critério seme-

montante de recursos que poderíamos pou-

2,76% do PIB, isto é, entre R$ 46,3 bilhões

lhante (Malásia, Chile, Itália ou Japão), foi

par se os procedimentos se tornassem mais

e R$ 86,7 bilhões (valores de 2009).

12,7 vezes superior em 2011.

rápidos e práticos, reduzindo regulamenta-

3. Excessivos juros e spreads: Apesar dos

4. Infraestrutura defasada: este problema

ções excessivas. Estudo do Banco Mundial

sucessivos cortes da taxa básica de juros

onera a produção e diminui a produtivida-

aponta o Brasil como campeão em gasto

(Se-lic), que alcançou 7,25% ao ano, em

de da economia.

18 - Revista Exper


brasileiro cresceu 109,6%, mas a produção da indústria de transformação doméstica avançou apenas 23,9%. O coeficiente de penetração do produto importado no consumo aparente doméstico dobrou de participação, passando de 10,5% em 2003 para 21,9% em 2011.

Se esse ambiente desfavorável à

produção industrial permanecer, projeta-se que a participação da indústria de transformação no PIB caia para 9,3% em 2029, nível incompatível com o desenvolvimento econômico e social almejado pela sociedade brasileira.

Este plano objetiva aumentar a

deficiências apresentam um custo extra às

ampliação e Pesquisa e Desenvolvimento

taxa de crescimento do Brasil, fazendo

empresas da indústria de transformação,

(P&D), consequentemente, estagnando a

com que o PIB per capita (medido em

que, segundo estudo da FIESP, respondem

economia.

paridade de poder de compra) dobre dos

por 1,8% do preço dos seus produtos.

No período de maior dinamismo

estimados US$ 10.979, em 2014, para US$

6. Elevado custo de insumos in-

do nível de atividade, a forte expansão do

22.000, em 2029, além de elevar o IDH

dustriais básicos: os preços do gás natural,

consumo das famílias foi absorvida com

brasileiro, atingindo um patamar superior

entre outros, permanecem acima da média

maior intensidade pela produção externa

a 0,791 no mesmo ano, nível considerado

internacional.

do que pela interna.

como entrada para as economias desenvol-

vidas.

Os elementos descritos reduzem a

Segundo dados do Instituto Bra-

margem do produto nacional que concorre

sileiro de Geografia e Estatística (IBGE),

com os estrangeiros, diminuindo a capaci-

entre janeiro de 2003 e maio de 2012, o

ge, no período de 2014 a 2029, um cresci-

dade de investimento em modernização,

volume de vendas do comércio varejista

mento anual médio do PIB de 5,3% ou per

O cumprimento dessas metas exi-

capita, de 4,7%. Para efeito desse plano, as projeções iniciam-se a partir de 2014, pois temos o ano de 2013 como de ajuste do modelo de crescimento, em que serão adotadas as reformas necessárias para se alcançar a trajetória almejada.

Esse objetivo é bastante ambi-

cioso, principalmente tendo em vista o desempenho da economia nacional nas décadas mais recentes. Entre 2001 e 2010, o PIB per capita brasileiro cresceu a uma taxa média de 2,4% a.a.; na década de 1990, apenas 0,9% a.a., enquanto nos anos de 1980 houve retração de 0,5% a.a. De fato, a superação dos obstáculos requer sucessivas e necessárias transformações esRevista Exper - 19


Capa

>>>>>> truturais, as quais podem conduzir o Brasil a um crescimento sustentado compatível com a visão e os objetivos propostos. Como já salientado, apenas um grupo muito restrito de países foi bemsucedido em termos de crescimento nos moldes propostos por este projeto. Dentre eles, destacam-se Japão e Coreia do Sul. O que existe em comum nesses países é a implementação de ações de longo prazo, com ênfase na política industrial. Trata-se de vincular componentes de competitividade sistêmica (juros, taxa de câmbio, tributos, tarifas, educação e infraestrutura, dentre outros) com a visão de futuro que se pretende. Além disso, são priorizados setores produtivos, com base na importância estratégica que terão para o crescimento futuro. O Brasil, a exemplo destes paí-

20 - Revista Exper


ses, já possuiu projeto de desenvolvimen-

indústria, de modo a ampliar seu potencial

to e do capital humano.

to de longo prazo e políticas industriais

de expansão e sustentar elevadas taxas de

verticais. No entanto, a instabilidade ma-

desempenho econômico por períodos mais

pansão sustentada mais acelerada do PIB

croeconômica dos anos 1980 e 1990 le-

longos.

brasileiro, como é a meta deste projeto, de-

vou nosso Estado a priorizar políticas de

No Brasil, os curtos períodos de

pende de uma indústria de transformação

curto prazo.

aceleração do nível de atividade desde

que atue como locomotiva do crescimento,

Mais recentemente, uma série de

os anos 1980 coincidem justamente com

imprimindo uma velocidade que “arraste”

planos tem sido anunciada: Política Indus-

os momentos de melhor desempenho da

os demais setores.

trial (industrial, tecnológica e de comércio

indústria (1984/1986; 1993/1995 e pós-

exterior – PITCE); Política de Desenvol-

2004). Analisando-se a performance eco-

cadas, fica claro não somente a grande

vimento Produtivo (PDP); Plano Brasil

nômica ao longo da última década, verifi-

capacidade da manufatura de influenciar

Maior; Programa de Aceleração do Cres-

ca-se que os anos em que ocorreu o melhor

positivamente os fatores determinantes do

cimento (PAC); Plano Nacional de Educa-

desempenho foram aqueles em que a ma-

crescimento econômico em longo prazo –

ção; e Estratégia Nacional de Ciência, Tec-

nufatura teve maior crescimento, coinci-

produtividade, investimento e capital hu-

nologia e Inovação (ENCTI). No entanto,

dindo com as fases de incremento das ta-

mano –, bem como seu papel central como

diante dos desafios já apresentados, é pre-

xas de investimento e da produtividade.

vetor de crescimento, capaz de traduzir o

ciso ir além, garantindo isonomia com-

Uma indústria de transformação

maior ativo econômico brasileiro, que é o

petitiva ante nossos concorrentes interna-

mais competitiva e dinâmica potencializa

mercado interno, na forma de maior produ-

cionais e a recuperação do dinamismo da

o avanço da produtividade, do investimen-

ção, emprego e renda.

Dessa forma, viabilizar uma ex-

Com base nas evidências elen-

Revista Exper - 21


Ponto de Vista

>>>>>>

Adjutorium Nostrum Dr. Epaminondas Nogueira Mogi das Cruzes - Av. Narciso Yague Guimarães, 664, Centro Cívico – Tel: (11) 4799-1510 São Paulo – Barra Funda Rua do Bosque, 1589 – Ed. Capitolium, Bl. II,

N

Conj. 1207 - Tel: (11) 3392-3229

a aula de catecismo, no tempo

tros tempos” para socorrer a população cuja

requerer a ajuda de Deus, especialmente,

em que se ensinava e se rezava a

defesa está confiada a polícias com armas

quando se é a vítima. Mas, e se Deus per-

missa em latim, quando a turma

de brinquedo: bombas de gás, balas de bor-

guntar: Filho cadê a policia? O que res-

fazia algazarra, o Padre sempre dizia suspi-

racha e spray de pimenta que, ninguém é de

ponderemos? Que as autoridades civis não

rando: Adjutorium Nostro. De fato, a nossa

ferro, um tempero sempre cai bem.

têm capacidade? Que têm medo eleitoral da

ajuda está no nome do SENHOR, o nosso

A televisão informa que tantos

violência da polícia? Que esperam que os

último, derradeiro e eficaz refúgio. Mas,

vândalos foram presos e tantos soltos. Dá

vândalos se deem por satisfeitos com os es-

abaixo do SENHOR, sem a menor sombra

a impressão que solta até mais do que pren-

tragos já feitos? Que temem que o possível

de dúvida, o nosso adjutório é a polícia,

dem. Sujeitos andam mascarados pelas ruas

agravamento da situação acarrete a inter-

quer seja civil ou militar, a qual incumbe

quando é ilegal se usar capacete em posto

venção dos militares?

o dever de impor, manter e restabelecer a

de gasolina! Ninguém se mascara porque

É imperioso se por um fim à anar-

ordem pública.

acha a própria cara feia. A máscara já é o in-

quia e isso, se for atingível só será pela

Como todas as instituições e orga-

dício do caminho do crime, do iter criminis.

força, ou seja, pela ação repressiva eficaz e

nizações do mundo que são formadas por

Policiais são processados e presos quando

urgente da polícia.

gente como a gente, a polícia tem, também,

algum vândalo se sente discriminado ou

Sim, o nosso auxílio está em Deus

seus defeitos. Não obstante as restrições

ofendido. Eles são sensíveis, merecem cui-

que nos deu tanta sabedoria e inteligência

apontáveis o certo é que há milênios ela

dados.

que criamos e mantemos a polícia. Preci-

existe em todas as civilizações e em todos

E nós? Como ficamos? No interior

samos do auxílio da polícia, afinal temos o

os cantos do mundo e se nunca saiu de

do nordeste há cidades já sem caixa eletrô-

dever de defender a nossa vida e o nosso

moda é porque, obviamente, tem utilidade

nico, isso é absurdo.

modo de vida. Lembram-se dos filmes de

e dela todos necessitam. Temos visto com

E a Avenida Paulista? No Rio de

cowboy, quando os bandidos assaltavam os

grande apreensão e muita tristeza que o

janeiro, conforme o Estadão de 27 deste,

bancos, o xerife reunia pessoal distribuíam

vandalismo se tornou um crime vulgarizado

pág. A-32, a Av. Rio Branco, uma das mais

distintivos e saíam todos atrás deles?

e recorrente. Assim como se formou o hábi-

importantes do centro comercial, foi fecha-

Pois bem, chegou a hora. É preci-

to de frequentar o culto, ir ao cinema, tomar

da trinta e duas vezes em cinco meses, ou

so armar a população o quanto antes para

cafezinho, agora o sujeito liga a televisão

seja, ficou fechada por um mês em quatro

que os criminosos se sintam inseguros, ou,

para ver o vandalismo do dia, de norte a sul

apesar dos impostos fluírem sem interrup-

a polícia tem que agir com o rigor indispen-

do país. Em outros tempos isso não aconte-

ção.

sável. Senhor Governador, precisamos da

cia, mas agora sim. Atrás dos vândalos com

Quem vai cobrir os prejuízos?

certeza virão os rapazes “saudosos dos ou-

Como ficamos? É certo e necessário se

22 - Revista Exper

policia de verdade. Ordem ainda que tardia.


Comemoração

>>>>>>

22 anos de Grupo Padrão Fotos: Diego Barbieri

C

hegamos ao fim de mais um ano e com bons motivos para comemorar. A empresa completou 22

anos e manteve a sua expansão comercial, além de conquistar importantes prêmios e certificações. “Crescer de maneira sustentável foi a meta principal, sem deixar de lado as responsabilidades sociais e ambientais. Aliás, a questão ambiental teve destaque especial com o apoio a programas da Prefeitura de Mogi e a adoção de uma série de ações internas para estimular nossos colaboradores a aderir à causa”, revela Sidemir

Diretor Adjunto Silas Ignácio, Prefeito Marco Bertaiolli, Primeira Dama Mara Bertaiolli e o Diretor Sidemir Inácio

Inácio, presidente do Grupo Padrão. Foram muitos os desafios no decorrer do ano e obviamente muitas as vitórias. E para fechar o ano com chave de ouro convidamos amigos, clientes e parceiros para comemorar em grande estilo esses 22 anos de empresa. Confira abaixo flashes desta brilhante festa:

Fernanda Carlota e Larissa Moya

24 - Revista Exper

Equipe Mogiforte, Wagner Pereira, Adailton Gama, Daphne Cristine e Sidnei Inácio

Equipe Operacional Limpeza Eliete Faria, Zeilda Araujo, Mariana Rodrigues, Gilvana Antun, Luciana e Karina

Katiussia Siqueira e Adriana Paulino

Débora e Carlos Lapique

Regina do Nascimento e Manoel Camanho

Kauê Inácio, Camila Inácio Silveira e Sidemir Inácio


Ham Jeonk e Waldir Laxandrรฃo

Marcelo Cusatis e Maira Cusatis

Larissa, Sidnei e Irene Inรกcio

Cibele Rodrigues e Claudio Garcia

Sidemir Inรกcio, Henrique Boristein e Silas Ignรกcio

Newton Bianchi e Luciola Bianchi

Equipe Comercial Vera Baptista, Ademir Ramos, Larissa Moya e Adla Sabra

Silvana Burgo e Roberto

Marco e Karina Mello

Milton Andrade, Diva Ribeiro, Isabele o Cuco Pereira

Rubens Buzaneli e Laercio Porto

Claudio Ferrante e Mara Nagib

Fotos: Diego Barbieri

Alvaro e Gisele

Ana Paula e Silas Ignรกcio

Revista Exper - 25


Destaque Empresarial

>>>>>>

despertando o talento das pessoas...

E

la é uma mulher que faz, sabe que

como diretora e coordenadora de projetos

projetar sua imagem no mercado editorial

tempo é o bem mais precioso que

em outras editoras. Já deixou registrado

de maneira eficaz. Andreia define uma

alguém pode ter e, por isso, não

o seu talento em vários livros e grandes

frase como lema de vida: “Dar asas para

o desperdiça, foca-

outras pessoas vo-

da, rápida e objetiva,

arem”. Faz tudo

Andreia

de-

com um amor que

sempenhada atividade

não sabe ao certo

profissional de profes-

explicar,

sora, orientadora, exe-

percebe o que fez e

cutiva, líder e técnica.

a contribuição que

Além de ser uma exce-

ofereceu se emo-

lente mãe, voluntária e

ciona e se realiza

grande amiga. Exerce

profissionalmente.

atividade na Editora

“Não importa se a

Leader

executi-

pessoa não reco-

va de novos projetos

nhece ou não tem a

e cuida atentamente

capacidade de en-

do Marketing da em-

xergar meu traba-

presa, master coach e

lho, o que importa

master em Programa-

é mudar a pessoa

Roma

de

quando

ção Neurolinguística. Atua no mercado

projetos. Atualmente seleciona e convida

como consultora editorial e gerenciamento

profissionais renomados, dentro e fora do

Andreia foi projetada enquanto

de carreiras, onde desenvolve um trabalho

Brasil, para participar dos projetos futuros

pessoa através de várias formações em co-

diferenciado, através de apoio estratégico

para 2014.

aching, participou de vários institutos e se

aos novos escritores, com sessões de Coa-

O que faz é projetar pessoas,

ching e PNL, despertando sua criatividade

mostrar que são capazes de escrever um

para escrever criar artigos, e se tornem fu-

artigo e até mesmo um livro. Mostra como

turos escritores no mercado editorial. Na sua jornada de trabalho consta a produção de biografias, autobiografias, artigos e livros. Nos últimos anos agregou em seu pool de trabalho assessoria digital em redes sociais. Com mais de 8 anos de experi-

“Hoje no mercado de trabalho muitos profissionais, não tem tempo de desenvolver ou escrever

ou transformar a sua vida para melhor”.

descobriu não só como profissional da área de coaching mais como pessoa. “Estar conectada com estes profissionais é algo mágico. Mudei e inovei, meu modo de agir e sentir. Aprendi a sentir o outro, a ver o que o outro vê, a respeitar o mundo da outra pessoa sem desrespeitar o meu. Acredito que esta foi minha maior descoberta.” Acredito que a mudança é cons-

ência em vendas e marketing e convida-

um livro, um artigo, um

tante e pouco a pouco as pessoas vão al-

da para participar de vários treinamentos

relatório de trabalho, um

cançar lugares maiores e mais promisso-

em diferentes institutos no Brasil, Andreia Roma tem uma visão apurada do mercado de treinamentos, desenvolve e participa 26 - Revista Exper

discurso, uma conferência ou simples agradecimento”

res. Uma dica que eu daria as pessoas é, “façam o que estão fazendo, nunca desistam, sejam persistentes e perseverantes.”


Revista Exper - 27


Tour pelo RGS

>>>>>>

Exportações gaúchas crescem 24,6% no trimestre Foto: Divulgação

N

a comparação com o mesmo período do ano passado, e totalizaram US$ 6,35 bilhões, ficando

acima da média nacional (-0,2%). O destaque ficou por conta dos produtos primários, em especial soja, com incremento de 101,4%, atingindo US$ 1,95 bilhão. A indústria registrou expansão (6,4%), somando US$ 4,34 bilhões. “Essa elevação deve ser vista com cautela, uma vez que o valor ainda está inferior em relação ao terceiro trimestre de 2011. Isso

Metal teve contração (-21,8%), em função

sinaliza que o setor externo, importante

da queda nos embarques de armas de fogo

vetor de crescimento da indústria, não tem

para os EUA e construções pré-fabricadas

conseguido avançar com maior consis-

para a Venezuela.

tência”, afirmou o presidente da Federa-

No que se refere aos destinos, a

ção das Indústrias do Rio Grande do Sul

China garantiu o primeiro lugar ao reforçar

(FIERGS), Heitor José Müller.

em 70,5% seus pedidos, principalmente de

No entanto, os embarques do se-

soja. A Argentina ficou na segunda posição

tor continuam 1,5% abaixo do valor ex-

com a elevação de 52,3% nas compras,

portado no mesmo trimestre de 2011. Dos

com destaque para veículos automotores.

25 segmentos industriais, 19 apresentaram

Na sequência vieram os Estados Unidos

avanço. As principais contribuições vieram

(13,9%), que adquiriram tabaco não manu-

de Máquinas e Equipamentos (35,9%), Ve-

faturado e armas de fogo.

ículos Automotores, Reboques e Carroce-

O Rio Grande do Sul foi o tercei-

rias (22,6%) e Couro e Calçados (11,1%).

ro Estado que mais exportou no penúltimo

Por outro lado, a categoria de Produtos de

trimestre do ano, em relação ao mesmo

28 - Revista Exper

período de 2012, respondendo por 10% da pauta brasileira. A primeira posição ficou com São Paulo (24%), seguido por Minas Gerais (13,5%). As importações totais do Rio Grande do Sul aumentaram 21,3%, chegando a US$ 4,75 bilhões. Os segmentos de Combustíveis e Lubrificantes e Bens Intermediários registraram avanços de 93,7% e 15,2%, respectivamente. O desempenho positivo foi puxado pelos produtos básicos, cujas vendas aumentaram 465,9% - em especial de soja. Já os embarques do setor industrial, que responderam por 74,62% do total do Estado, expandiram 13,3%, totalizando US$ 1,58 bilhão.


Simplás leva associados para uma visita na Alemanha chas do segmento plástico junto a empre-

to do setor industrial plástico do Rio Gran-

endedores de todo mercado europeu, em

de do Sul no mercado externo”, comenta

irigentes e associados do Sindi-

particular o alemão. Troca de tecnologias,

o diretor executivo do Simplás, Zeca Mar-

cato das Indústrias de Material

abertura de novos negócios, formação de

tins. O potencial de negócios e inovação da

Plástico do Nordeste Gaúcho

parcerias e relacionamentos são os possí-

Serra Gaúcha deve ser apresentado aos eu-

(Simplás) são maioria na comitiva que o

veis frutos de uma inédita pauta de encon-

ropeus incluindo a quinta edição da Plaste-

setor produtivo do plástico do Rio Grande

tros de negócios e aproximações.

ch Brasil, em 2015, como uma das grandes

do Sul enviou a Dusseldörf, na Alemanha.

oportunidades para aproveitá-lo.

O grupo que participa da Feira K, maior

principal parceira na iniciativa - o próprio

evento do planeta no segmento e realiza-

estande na exposição será utilizado para

já manifestaram interesse de voltar daqui a

do apenas a cada triênio, é formado ainda

demonstrações e contatos. Também de ma-

dois anos. Quase 80% registraram abertura

por representantes do Sindicato das Indús-

neira inédita, o trabalho contou com res-

de novos mercados. A geração de negócios

trias de Material Plástico no Estado do Rio

paldo da Câmara de Indústria e Comércio

nos próximos 12 meses deve superar R$

Grande do Sul (Sinplast) e do Sindicato

Brasil-Alemanha, consultoria da empresa

170 milhões. E estamos falando aqui da

das Indústrias de Material Plástico do Vale

Maxiquim e apoio do Governo do Estado,

maior concentração de indústrias de trans-

dos Vinhedos (Simplavi). A missão do

por meio da Agência Gaúcha de Desen-

formação de plástico do Brasil, em um raio

Simplás embarcou no pátio da Câmara de

volvimento e Promoção dos Investimentos

de 50 quilômetros”, destaca o presidente

Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de

(AGDI).

da Plastech Brasil, Orlando Marin, que

Caxias do Sul.

“Da maneira como foi organiza-

também integra a delegação. A comitiva

Além de visitarem a feira, a re-

do, este é um movimento sem precedentes.

contou ainda com as presenças do primei-

presentação busca a implementação de

A ideia é que façamos da passagem pela

ro-secretário do Simplás, Ricardo Polo, e

uma agenda positiva para as empresas gaú-

Feira K o marco para um reposicionamen-

do diretor suplente Milton Panizzon.

Fonte: Assessoria de Imprensa do Simplás

D

A petroquímica Braskem é a

“94% dos participantes em 2013

Rodovia do Parque é um presente de Natal aos gaúchos Obra de infraestrutura mais aguar-

Foto: Pedro Revillion

dada pelos gaúchos, a BR-448, conhecida como Rodovia do Parque, foi inaugurada pela presidente Dilma Rousseff. Com 22,3 quilômetros de extensão e investimento

rodovia, Dilma explicou que o Governo Federal decidiu pela construção da estrada sem cobrança de pedágios por se tratar de uma obra estratégica para o desenvolvimento do Estado. A presidente também as-

de R$ 1,3 bilhão, a conclusão da BR vai

sumiu o compromisso de dar continuidade

desafogar o trânsito da BR-116, por onde

à BR-448, com a construção de 32 quilô-

passam diariamente 160 mil veículos.

metros, entre Sapucaia do Sul e Estância

Durante a entrega, Dilma fez questão de

Infraestrutura de Transportes (Dnit) e o

Velha. O edital deve ser lançado em 2014.

ressaltar que a obra tinha um significado

Consórcio TB – ECB – Etel, referem-se

“Os moradores da região estão felizes, por-

especial: é um presente de Natal aos gaú-

aos lotes 2 e 4, com 57,5 quilômetros de

que esta obra é sinônimo segurança e me-

chos. Acompanhada do governador Tarso

extensão, e totalizam R$ 302 milhões. Os

lhor qualidade do transporte.

Genro, a presidente assinou contratos para

lotes fazem parte das obras previstas para

elaboração de projetos e execução de obras

o trecho compreendido entre Eldorado do

teada por meio do PAC, vai escoar a pro-

de duplicação e de melhorias da BR-290,

Sul e Pântano Grande, que totaliza 115,7

dução numa região que representa 30% da

no Rio Grande do Sul. Os contratos, assi-

quilômetros.

população do Estado e cerca de 40% do

nados entre o Departamento Nacional de

PIB gaúcho.

Ao reafirmar a importância da

Dilma explicou que a obra, cus-

Revista Exper - 29


Vinho

>>>>>>

Bons ventos sobre o

N

o caminho inverso ao fenômeno

respira brisas promissoras.

que se abate sobre tradicionais

A queda do consumo de vinho na

países produtores e consumido-

França nas últimas décadas vem gerando

res de vinho, dentre eles a própria França,

preocupação entre analistas e enófilos do

como diria o compositor, promessa de que

país, que temem que a mudança seja um

vem aí bom tempo, o continente americano

sinal da perda de valores considerados essenciais da identidade francesa. Segundo dados do France AgriMer, um órgão de supervisão das políticas do Ministério da Agricultura e Pesca da França, em 1980 mais da metade dos adultos (51%) consumiam vinho diariamente ou quase todos os dias. Atualmente este número caiu para 17%, e a proporção de franceses que nunca bebem vinho dobrou e chegou aos 38%. Em 1965 a quantidade

30 - Revista Exper


continente americano de vinho consumida per capita era de 160

e aparece em 29º lugar na relação de paí-

do solo e das videiras, tais como: Colheita

litros por ano. Em 2010, a quantidade caiu

ses consumidores do produto, com apenas

manual, a não-adição de leveduras culti-

para 57 litros e deve cair para não mais do

1.85 litros de vinho per capita.

vadas para o mosto de uvas ou do vinho,

que 30 litros nos próximos anos.

No caso do Brasil, pode-se dizer

nada pode ser adicionado ao vinho, exceto

Portugal, por sua vez, amarga ex-

que não fosse a falta de vocação para a ati-

SO2 (sulfitos) dentro dos seguintes valores

periência preocupante, decorrente basica-

vidade, todas as demais condições encon-

máximos de sulfitos permitidos:

mente de dois fatores: a crise financeira e a

tram-se disponíveis, especialmente o solo

taxa máxima de alcoolemia, responsáveis

vasto e apropriado.

tes e tintos,

por determinar a redução do consumo de

vinho per capita que nos últimos 20 anos

são praticamente impossíveis de separar,

secos,

passou de 65 para 42 litros.

carecemos do ingrediente fundamental

para o a ampliação do mercado, a paixão.

com açúcar residual> 5 g / l;

Mudança de hábitos, saturação do

Como as palavras vinho e paixão

consumo de cervejas por alguns universos de consumidores, coeficientes positivos

Mercados diversificados

- 30 mg / l para vinhos espuman- 40 mg / l para vinhos brancos - 80 mg / l para o vinho branco - Um mínimo de manipulação no

produto final.

Vinhos naturais

demonstrados pela economia, alterações promovidas na legislação de alguns pa-

íses e a ampliação das estruturas de pro-

grandes vinícolas, que com o objetivo de

dução, somado a modernização dos pro-

atender demandas obrigaram-se pouco a

cas oferecidas pela indústria no sentido

cessos produtivos podem ser reconhecidos

pouco a servir-se das vantagens oferecidas

horizontal os vinhos naturais atendem de-

como fatores responsáveis pelo aumento

pelas tecnologias para aumentar a produ-

mandas de garimpeiros de aromas, bebe-

do consumo de vinho em diversos países,

ção, a maioria delas empresas com mais

dores com paladar refinado e que preferem

como Costa Rica, Canadá, Chile, Colôm-

de meio século de história surge aqui e ali

colocar em sua mesa terroirs autênticos,

bia. Brasil e Argentina mantêm consumo

propostas e projetos de elaboração de vi-

revela Scola, que tem quase toda sua pro-

em pequena linha de crescimento, ficando

nhos, voltados para modelos de plantio e

dução dirigida para mercados europeus.

para trás o Uruguai por decorrências de

manejo sobre plataformas naturais.

sua legislação que apresenta inibidores a

Segundo o empresário Milton

tido até pelo rótulo Prelúdio, safra 2007,

importação. O mercado Norte-americano,

Scola, proprietário da Vinha Solo, loca-

primeiro vinho produzido com a assinatura

quarto maior produtor mundial de vinho,

lizada no distrito de Fazenda Souza em

Vinha Solo elaborado por Marco Daniel-

muito abaixo dos líderes - França, Itália e

Caxias do Sul, um dos elementos mais im-

le, no qual as uvas são cultivadas - cepas

Espanha – e 23º lugar em consumo, festeja

portantes na elaboração de vinhos naturais

Merlot, Cabernet Sauvignon e Cabernet

a entrada 25 novos títulos de vinhos e es-

é a relação do produtor com seu próprio

Franc que constituem o corte bordolês

pumantes, dentre eles conhecidas marcas

produto. Muito além das questões merca-

desse tinto. Nasceram 17 mil garrafas do

brasileiras: Aurora, Casa Valduga, Don

dológicas impera a paixão pelo seu terroir

Prelúdio 2007, que acabou surpreendendo

Guerino, Miolo e Perini , servidos no festi-

e por sua arte, valor filosófico que rege sua

especialistas do assunto em evento promo-

val de Nova Iorque em Outubro.

vida todas as horas do dia.

vido por Mark Williamson, proprietário do

Consumo

Paralelamente as atividades das

Bom para o Brasil que ainda tem

Diferentemente das grandes mar-

Scola comemora o sucesso ob-

tradicional Willi’s Wine Bar, de Paris para

muito a crescer, visto que encontra-se no

Normas

17º posto no ranking dos países produto-

res com apenas 0,23 bilhões de litros ano

jam seguidas rigorosas regras de manejo

Ressalta que é essencial que se-

blogueiros especialistas em vinho. Bons ventos, portanto para o setor, e longa vida para os bons vinhos. Revista Exper - 31


Liderança

>>>>>>

Liderando sapos

Cláudio Abreu, Palestrante Consultor do Qualificar Instituto de Desenvolvimento Humano, jornalista, publicitário, escritor e autor do livro

Q

Pequenas Indulgências.

uem não lembra da história a

felizes para sempre, pois para surpresa da

Princesa e o Sapo, clássico dos

princesa, na verdade, aquele sapo impertinen-

consagrados irmãos Grimm, na

te era um lindo príncipe.

não passam de sapos feios. Façamos o exercício de imaginar o quanto mais fácil e prazerosa, quanto mais

qual uma princesa vive momentos de pesade-

Sábios e profundos conhecedores

realizadora seria a tarefa de liderar pessoas, se

lo com a presença de um novo amigo, nada

dos assuntos relacionados a natureza huma-

ao contrário da princesa, tivéssemos a capa-

mais, nada menos do que um sapo.

na os irmãos Grimm construíram histórias

cidade natural e a disposição de lançar nosso

Para ter de volta sua preciosa bola

que além de encantar nossa imaginação ti-

olhar para além das aparências. Se conseguís-

de ouro puro perdida no fundo do lago, ofe-

nha também o propósito tornar nossas vidas

semos despir-nos de nossos preconceitos,

receu ao sapo tesouros e bens valiosos, todos

melhores e ensinar-nos segredos e caminhos

se pudéssemos libertar-nos de nossas ideias

por ele rejeitados.

para que pudéssemos viver em paz e harmo-

preconcebidas que tanto nos empobrecem e

nia conosco mesmos e com o mundo ao nos-

edificam muralhas em nossos relacionamen-

so redor.

tos. Se tivéssemos a virtude de enxergar as

Quero sua amizade, falou o sapo. Quero seu tempo, quero sua atenção, quero um pouco de sua intimidade. A princesa acei-

Mas, como a princesa da história,

tou as regras estabelecidas pelo sapo, claro,

muitas vezes preferimos gastar nossas vi-

Ao contrário de gastarmos tempo

afinal, tratava-se de um bem de inestimável

das enxergando sapos ao invés de pessoas,

construindo muralhas com nossas fraquezas,

valor. Além de ser totalmente confeccionado

inviabilizando relacionamentos pessoais e

com nosso preconceito, com nossa insegu-

com o mais puro ouro do reino era também

profissionais. Negamos dividir nosso mundo

rança e espírito seletivo, com nossas atitudes

um de seus objetos de maior valor senti-

e nossos espaços por acharmos que somos de

superlativas, devíamos aprender a construir

mental. Estava ela muito segura de que um

alguma forma ou por alguma razão, superio-

pontes.

simples sapo não teria meios de cobrar-lhe o

res – como na história – enquanto os outros

cumprimento daquela inusitada promessa. Para sua surpresa, no entanto, pas-

pessoas como elas verdadeiramente são.

Muralhas inviabilizam relacionamentos e aniquilam ambientes poderosos, separam, excluem, aprisionam.

saram-se alguns dias e eis que bate a porta o

Pontes, ao contrário, são poderosas.

sapo querendo, óbvio, cobrar-lhe a promessa.

Unem, oportunizam, libertam, aproximam,

Forçada pelo rei a cumprir com sua

equalizam, viabilizam.

palavra, com muita repulsa e nojo, decepcio-

Vencer as barreiras do preconceito

nada e desorientada a princesa passa a viver

é um exercício libertador. Vai além da liber-

momentos de tormento, tendo como compa-

tação pessoal, interior. Revoluciona o mundo

nhia o repugnante sapo.

ao nosso redor, renova esperanças, alimenta a

O final da história já sabe: Viveram 32 - Revista Exper

vida. Privilégio de quem lidera.


Revista Exper - 33


Universo da PNL

>>>>>>

Estabeleça e alcance suas metas Deborah Epelman, Psicóloga, Master Trainer Afiliada a NLP University, Membro da GTC, Global NLP Training and Consulting Community, com Sede na Califórnia, Autora do livro “Mude sua Vida! com PNL” 4ª Edição pela Editora Scortecci, Coautora do livro “Ser + com PNL” pela Editora Ser+ e Coordenadora do livro

V

“PNL & Coaching” pela Editora Leader. amos compreender mais sobre

soa quer parar de fazer algum comporta-

car algo em nós, nesta linha de pensamen-

uma destas estratégias que foi

mento, ao invés de dizer “não quero mais

to não cabe, por exemplo, alguém querer

encontrada em pessoas de su-

fazer isso”, ela deve afirmar “quero parar

mudar comportamentos de outras pessoas.

cesso e que facilita o estabelecimento e o

de fazer isso e quero fazer aquilo no lu-

Outra parte importante é a ECO-

alcance de metas e objetivos. A primeira

gar” e, em seguida, imaginar-se fazendo o

LOGIA, isto é, de que maneira o objetivo

coisa que uma pessoa deve fazer é formu-

comportamento novo.

desejado pela pessoa afetará a vida dela

lar seu objetivo em termos positivos, isto

Algo fundamental a ser verifica-

e poderá afetar as pessoas importantes

é, afirmar e imaginar internamente, o que

do é se a meta é INICIADA E MANTIDA

na sua vida? Lembro-me de um exemplo

ela QUER que aconteça. Por exemplo,

por quem a deseja, ou seja, se alguém quer

de um executivo que me procurou com a

se uma

uma promoção, como isso não depende

seguinte questão: “Soube que finalmen-

pes-

unicamente dela, o que ela pode fazer é

te serei promovido ao cargo de diretor

mostrar ao seu superior comportamentos

e, ao invés de ficar entusiasmado, estou

que comprovam sua capacidade de ação

desesperado! Por isso estou procuran-

no cargo pretendido. É importante

do sua ajuda”. Quando fomos investigar

lembrar que só pode-

mos

o que estava acontecendo, ele descobriu

ta-

que, pelo fato de sempre ter ouvido seu

alcançar resuldos

que

diretor reclamar que não tinha tempo para

de-

a família, estava com receio de perder o crescimento de seus filhos e, enquanto não encontrou uma solução para isso, não conseguiu ficar motivado ao novo cargo, pendam

de

há tanto tempo pretendido, o que neste

nós mesmos, ou

caso foi todos os dias tomar café da ma-

quando

quere-

nhã com os filhos, pois na volta do tra-

mos algo que

balho, a maior possibilidade é que eles já

diz respeito a outras pessoas,

podemos modifi34 - Revista Exper

estivessem dormindo. Foi verificado que, destas formas, as pessoas alcançam metas com mais facilidade. Experimente!


36 - Revista Exper

REVISTA EXPER  
REVISTA EXPER  

Edição Número 30

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