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Editorial

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Inclusão social com significado também é assinada por Romeu Kazumi,

nômicos e Sociais que valem para todos,

que traz um estudo feito por Ronald W.

isto são os chamados direitos humanos ou

Conley (1969) sobre o custo-benefício

da cidadania. Esses direitos foram conquis-

da reabilitação profissional revela que,

tados arduamente nos últimos 200 anos.

dividindo-se os ganhos de pessoas com

Contudo, segundo as condições históricas

deficiência profissionalmente reabilitadas,

de cada país, podem ser descumpridos ou

obtidos durante sua vida ativa, pelo custo

bastantes fragilizados, o que indica que o

social dos programas de reabilitação pro-

esforço do Estado e da Sociedade por sua

fissional, cada dólar investido em reabilita-

vigência deva ser permanente.

ção gerou um retorno entre 7,90 dólares e

Uma coisa é certa: para fortale-

10,9 dólares, ou seja, uma média de 9,4 dó-

cê-los entre nós, a Sociedade e o Estado

lares e também apresenta algumas respos-

brasileiros devem agir com base no prin-

tas às sete queixas das empresas que não

cípio da associação interdependente dos

estão empregando pessoas com deficiência

direitos, isto é, o cumprimento efetivo de

(PcD) ou que estão cumprindo apenas uma

um depende do cumprimento dos outros.

pequena parte da sua respectiva cota de

Por exemplo, o direito à igualdade perante

contratação.

a lei depende do direito de votar e ser vo-

ncluir quer dizer fazer parte, inserir,

tado, o qual está por sua vez associado ao

phia Amaral, filha da minha grande amiga

introduzir. E inclusão é o ato ou efei-

direito de opinião aos direitos à educação

Silvana Benedicto.

to de incluir. Assim, a inclusão social

e à saúde. E para que possamos aprender

das pessoas com deficiências significa tor-

um pouco mais entrevistei Romeu Kazu-

informação e com um conteúdo de quali-

ná-las participantes da vida social, econô-

mi Sassaki, graduado em serviço social e

dade, trouxe os colunistas e amigos Epa-

mica e política, assegurando o respeito aos

especializado em aconselhamento de rea-

minondas Nogueira, Renato Carvalho,

seus direitos no âmbito da Sociedade, do

bilitação, foi durante a Década das Nações

Lourdes Hoelz, Gabriella Casério, Débora

Estado e do Poder Público.

Unidas para Pessoas Deficientes (1983-

Moraes, Cláudio Abreu e Régis Siqueira.

1992) que ele aprendeu a trabalhar sob o

Boa leitura.

reitos Humanos, aprovada pela Organiza-

paradigma da inclusão.

ção das Nações Unidas (ONU), em 1948

Foto: Evandro Maia

relaciona os direitos Civis, Políticos, Eco-

I

A Declaração Universal dos Di-

A matéria de capa desta edição

Expediente Publisher: Márcio Junior MTB 59904-SP, Editoração: Editora Off, Colunistas: Epaminondas Nogueira, Renato Carvalho, Lourdes Hoelz, Gabriella Casério, Débora Moraes, Cláudio Abreu, Régis Siqueira, Publicidade: 11 2819-4457 ou 11 7735-1096 / publicidade@revistaexper.com.br, Foto Capa: Makoto Studio, Fotógrafo: Evandro Maia. A revista é uma publicação da Editora OFF e distribuída aos associados do CIESP, SESI, SENAI, Associações Comerciais, Sebrae, Secretarias de Indústria e Comércio, Prédios Comerciais e algumas bancas. A revista não se responsabiliza pelo conteúdo dos anúncios e as opiniões emitidas em artigos assinados são de responsabilidade dos autores.

A linda modelo na capa é a So-

Para esta edição ficar repleta de

Márcio Junior, Publisher da revista Exper


Editorial..................................................06

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Entrevistado

Foto: Divulgação

Nesta Edição

Exper News.............................................08 Entrevista...............................................10 Capa.......................................................14 Tecnologia..........................................20 Ponto de Vista.........................................22

Dicas e Dúvidas.......................................26 Liderança........................................28

Romeu Sassaki, especializado em aconselhamento de reabilitação

10

Liderança

Foto: Divulgação

Recursos Humanos.................................24

Administração.................................30

A jornada do Líder

28 Foto: Divulgação

Administração

Para expressar sua opinião, dar sugestões, enviar releases e fazer contato com a nossa redação, escreva para: redacao@revistaexper.com.br e siga-nos nas redes sociais:

Diamantes se constituem sob alta pressão. Pessoas, não.

30


Exper News

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Dilma assina contrato de montagem de plataformas em Rio Grande A presidente Dilma Rousseff assinou, nesta segunda-feira (16), no Palácio

grande processo de estabilidade da econo-

que o ano de 2013 é marcante para o desen-

mia e criação de emprego e renda.

volvimento econômico e social do Estado.

Piratini, o contrato para a construção das

A presidente lembrou que um dos

“A Metade Sul está integrada no ritmo de

plataformas Floating Production Stora-

momentos mais importantes foi a destina-

desenvolvimento de Rio Grande e do País,

ge and Offloading (FPSOs) P-75 e 77 no

ção de 100% dos royalties do pré-sal para

graças a um conjunto de políticas que o

Polo Naval de Rio Grande, Sul do Estado.

educação e saúde. “O País mostrou a ca-

Governo Federal desenvolveu e que nós

O evento também marcou a finalização da

pacidade de sua política e a força de com-

compartilhamos de maneira integral com

P-55, que ficará ligada a 17 poços, sendo

pras estratégicas. Vamos destinar 75% para

as forças do RS e a capacidade reguladora

11 produtores e seis injetores de água.

educação e 25% para saúde, e tudo o que

e de intervenção política”, ressaltando que

puder ser construído e produzido no Brasil,

o trabalho realizado é baseado na visão de

nós vamos fazer aqui”, disse.

desenvolvimento que privilegia emprego,

Conforme Dilma, o Brasil superou o momento de aprendizagem e a indústria caminha com maturidade para um

O governador Tarso Genro disse

renda e crescimento. “A qualificação técni-

Foto: Caco Argemi/Palácio Piratini

ca dos nossos trabalhadores honra o Brasil, tendo o maior número de inscritos do Pronatec de todo o território nacional”, disse o chefe do Executivo. Participaram da cerimônia o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão; de Direitos Humanos, Maria do Rosário, autoridades estaduais e municipais. A cerimônia, que ocorreria no Estaleiro Rio Grande 1 (ERG1), foi transferida para a sede do Executivo, na manhã desta segunda, devido as fortes chuvas que atingem o município. Texto: Daiane Roldão

Voluntários na Copa: 12,5 mil inscrições em 3 dias A Fifa e o Comitê Organizador

aparecem na sequência.

rão um dia no estádio localizado na sede

Local (COL) reabriram o Programa de

Dentre os países, a Colômbia li-

em que irão trabalhar, na companhia da

Voluntários da Copa do Mundo de 2014

dera a lista com 240 inscrições. Anfitriões

equipe da Gerência de Voluntários do COL

e em apenas três dias 12.500 pessoas de

da próxima Copa do Mundo, em 2018, a

e dos gestores das áreas em cada um atua-

102 nacionalidades se inscreveram. A or-

Rússia estão em segundo lugar com 113

rá.

ganização pretende recrutar 15 mil pessoas

candidatos. Cidadãos do México (112),

Esta é a segunda fase do processo

para auxiliar nas áreas de competições, ce-

Estados Unidos (94), Peru (79) e Argenti-

de seleção. Na primeira, 130 mil pessoas

rimônias e operações de estádio durante os

na (75) também se inscreveram.

se inscreveram no programa e 5 mil de-

jogos.

As áreas mais solicitadas pe-

las foram escolhidas para ajudar durante

O Rio de Janeiro é o estado com

los candidatos foram as de Competições,

a Copa das Confederações realizada neste

maior número de candidatos, 2.318 pesso-

com 2.653 pedidos, a de Cerimônias, com

ano. Para participar é preciso ter mais de

as já havia feito suas inscrições. São Paulo

1.434 inscrições, e a de Operações de Es-

18 anos e disponibilidade para trabalhar

(1.885 pretendentes), Ceará (1.171), Dis-

tádio, com 1.228 requisições. Ao final do

por 9 horas diárias por pelo menos 25 dias

trito Federal (909) e as Minas Gerais (892)

processo, os candidatos aprovados passa-

durante o período da competição.

6 - Revista Exper


Samsung cresce mas Apple lidera

Superávit já atinge US$ 916 milhões Nos dez dias úteis de setembro

conta, principalmente, de minério de co-

Os norte-americanos estão utili-

(1° a 15), as exportações brasileiras soma-

bre, soja em grão, petróleo em bruto, farelo

zando mais smartphones da sul-coreana Sa-

ram US$ 9,992 bilhões, com média diária

de soja e carne bovina.

msung. É o que aponta uma nova pesquisa

de US$ 999,2 milhões. Pela média, o re-

da consultoria comScore. A Apple manteve

sultado é 5,1% menor que o verificado em

deste ano (US$ 973,8 milhões), houve alta

a liderança no mercado de smartphones dos

setembro de 2012 (US$ 1,052 bilhão).

de 2,6% nas exportações, com crescimento

EUA no segundo trimestre de 2013, en-

Neste comparativo, diminuíram

nas vendas de produtos básicos (6,4%) e

tretanto, a fabricante do Galaxy S4 obteve

as vendas de produtos manufaturados

semimanufaturados (2,9%), enquanto de-

maior crescimento do que a rival.

(-14,9%), em razão de etanol, açúcar re-

cresceram as de manufaturados (-2,4%).

A comScore afirma que a Apple é

finado, motores e geradores, máquinas

responsável por 40% do total de 143,3 mi-

para terraplanagem, autopeças, bombas

agosto deste ano (US$ 918,1 milhões),

lhões de usuários de smartphones no país.

e compressores e pneumáticos. Caíram

houve queda de 1,1%, com redução nas

Segundo dados a companhia, a fatia de

também os embarques de semimanufatu-

despesas de farmacêuticos (-27%), veícu-

mercado da fabricante do iPhone subiu de

rados (-7,7%), com quedas para alumínio

los automóveis e partes (-8,8%), adubos e

39,2% em abril para 40,4% em julho. Já a

em bruto, ferro fundido, açúcar em bruto,

fertilizantes (-4,3%), combustíveis e lubri-

Samsung, que chegou ao mês com partici-

ferro-liga e celulose. Por outro lado, cres-

ficantes (-4,6%), e instrumentos de ótica e

pação de 24,1% do mercado, obteve alta de

ceram as vendas de básicos (3,1%), por

precisão (-2,9%). Fonte MDIC.

mais de dois pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre.

O que os brasileiros compram na internet

Em relação à média de agosto

Na comparação com a média de

representa 24% de aumento com relação

dividem o mercado norte-americano, já que

registrou R$ 12,7 bilhões em transações

em relação ao ano passado. A figura abaixo

as outras concorrentes estão bem abaixo,

no primeiro semestre de 2013. O número

mostra os itens mais procurados.

como a taiwanesa HTC, em terceiro lugar, com 8%; seguida por Motorola (6,9%); e LG (6,8%).

Celular é principal meio de acesso à internet

Foto: Divulgação

O comércio eletrônico nacional

As duas empresas praticamente

De acordo com um estudo da Pew

Research Center, o celular é o principal aparelho de acesso à internet para 21% dos norte-americanos. A pesquisa escutou, mais de duas mil pessoas; e revela que 63% dos entrevistados utilizam os aparelhos para acessar a internet ou checar e-mails. O celular é visto por 34% das pessoas, que se conectam com o aparelho, como o principal dispositivo de acesso à internet, à frente de computadores, tablets ou notebook. Essa porcentagem corresponde a 21% do total de todos os donos de celulares. Revista Exper - 7


Exper News

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Fotos: Divulgação

CTBC agora se chama Algar Telecom Prestes a completar 60 anos em 2014, a mineira CTBC (Companhia de Telefone do Brasil Central), fundada por Alexandrino Garcia na cidade de Uberlândia, passa a se chamar Algar Telecom. Com o objetivo de fortalecer a monomarca do Grupo Algar. O projeto inclui o estudo da nova identidade visual e verbal da marca, além da campanha publicitária. Embaladas pelo slogan “Sempre junto”, as peças estream, com filmes, spots, anúncios, ações digitais e endossadas pelo ator Reynaldo Gianecchini.

Embraer Entrega o 1000º E-Jet

Coca rebate acusação sobre rato em garrafa

A Embraer entregou o 1000º jato

com a Republic data de 1999, quando a

da família de E-Jet. A aeronave, um E-175,

Chautauqua Airlines, também uma subsi-

Nossos produtos são seguros e os

foi entregue à Republic Airlines, subsidi-

diária da Republic Airways Holdings, re-

ingredientes utilizados são aprovados pelos

ária da Republic Airways Holdings Inc.,

cebeu seu primeiro ERJ-145 nas cores da

órgãos regulatórios, em um histórico de 127

que vai operá-la nas cores da American

US Airways Express. A Republic também

anos de compromisso e respeito com os

Eagle. Essa entrega faz parte do pedido de

recebeu, em 2008, o E-Jet comemorativo

consumidores. Os nossos processos de fa-

47 jatos da Republic anunciado no início

de número 400. A família de E-Jet entrou

bricação e rígidos protocolos de controle de

de 2013. O acordo inclui ainda opções de

em operação regular em 2004, com a pri-

qualidade e higiene tornam impossível que

compra para 47 aviões adicionais.

meira aeronave sendo entregue à LOT Po-

um roedor entre em uma garrafa em nossas

lish Airlines, da Polônia.

instalações.Lamentamos o estado de saúde

O relacionamento da Embraer

Infraestrutura deve receber US$ 10 bilhões

do consumidor, mas reiteramos que o fato alegado não tem fundamento e é totalmente

O presidente mundial do Banco

além de organizar um simpósio de empre-

equivocada a associação entre o consumo

Santander, Emilio Botin, anunciou que

sas espanholas e brasileiras que estão inte-

do produto e o seu estado de saúde.

US$ 10 bilhões estão disponíveis para fi-

ressadas em todo o plano de infraestrutura.

nanciamento imediato de empresas brasi-

Além do financiamento por meio

leiras e estrangeiras que queiram investir

dos três bancos públicos brasileiros (Ban-

em infraestrutura no Brasil.

co do Brasil, Caixa Econômica Federal e

O dinheiro, equivalente a R$ 22,7

Banco Nacional de Desenvolvimento Eco-

bilhões, poderá ser utilizado para empresas

nômico e Social - BNDES), o plano prevê

participarem do Programa de Investimen-

instrumentos de mercado de capitais para

tos em Logística. Lançado no ano passado,

que empresas privadas sejam financiadas

o programa prevê concessões de rodovias,

por alternativas privadas de longo prazo.

ferrovias, portos e aeroportos, além de

Este é o maior programa de investimentos

trens de alta velocidade. O Banco Santan-

em logística do Brasil que contribuirá para

der tem um objetivo de investir no Brasil,

o desenvolvimento do transporte.

8 - Revista Exper


Projeto Pequeno Empreendedor

Projeto do Núcleo de Jovens Em-

atitude empreendedora, cidadania, susten-

preendedores do CIESP Taubaté, apresen-

tabilidade e educação financeira. A meta é

ta para crianças de 6 a 10 anos o que é o

fazer com que as crianças identifiquem tra-

empreendedorismo por meio de um gibi. A

ços de perfil empreendedor e sejam incen-

meta é envolver alunos de escolas públicas

tivadas a aprimorar essas atitudes. O gibi

e privadas da região e o projeto foi lançado

fala sobre trabalho em equipe, consumo

no 10° Congresso Estadual de Empreende-

consciente e valoriza o sonho como ponto

dorismo, que aconteceu em Santos. O gibi

de partida para todo empreendedor.

foi desenvolvido numa parceria entre o

NJE Taubaté, a Maia Comunicação, a Edi-

meio de uma ação interativa com teatro,

tora RICA, Rede Internacional de Comu-

durante o período de intervalo das aulas.

nicação Apostólica, o Solar Social e a La-

Para avaliar os resultados do projeto os

deira Miranda Engenharia e Construção. O

alunos serão convidados a fazer uma lista

projeto tem o apoio do CIESP e da Asso-

com os sonhos e a desenhar o mais forte

ciação Comercial de Taubaté. “Queremos

deles, como forma de construir um cenário

incentivar o empreendedorismo desde

positivo para a realização do sonho.

cedo e influenciar o futuro dessas crianças

Durante o Congresso empresas

“Portos Eficientes” é resultado de articu-

na vida pessoal e profissional”, comenta

de São Paulo e do Rio de Janeiro se inte-

lações que iniciamos no ano de 2008, sob

Francine Maia, idealizadora do projeto e

ressaram em participar do projeto, levan-

a denominação de “Poupa Tempo do Co-

Coordenadora do NJE Taubaté.

do o Projeto Pequeno Empreendedor para

mércio Exterior”, mais tarde OCOMEX e

suas cidades.

MODEX, até a classificação pela Prefeita

A publicação trata de temas como

A intenção é entregar os gibis por

Portos Eficientes Cabe destacar que, o Projeto

de Guarujá, de “Porto Ágil” para desenvol-

Edital SENAI SESI de Inovação 2013

vimento através do convênio entre aquele

é desenvolver a indústria nacional, tornan-

em inovação podem se inscrever no Edital

do-a mais competitiva.

fundamental a utilização de parcerias pú-

SENAI SESI de Inovação 2013 até 30 de

“O problema da indústria é a edu-

blico/privada para o desenvolvimento do

setembro. Até o momento, 394 propostas

cação. Por isso, o SESI estimula o desen-

comércio exterior brasileira, razão pela

já foram recebidas pela internet, sendo 333

volvimento de pesquisas e quer incentivar

qual, articulamos durante muito tempo sua

para o SENAI e 61 para o SESI.

ideias nessa área. Além disso, esperamos

viabilização mediante o CAP - Conselho

O Edital contemplará empresas

receber propostas inovadoras nas temá-

de Autoridade Portuária, até então respon-

do setor industrial de micro, pequeno, mé-

ticas de saúde, segurança e qualidade de

sável por deliberar questões de interesse do

dio e grande porte e, inclusive, empresas

vida, de modo a possibilitar a redução dos

Porto. Entretanto, com a revogação da Lei

incubadas. O objetivo é incentivar a ino-

custos das empresas com os afastamentos

8630/93, de privatização dos Portos, e a en-

vação tecnológica e a inovação em saúde,

dos trabalhadores”, conta o diretor de ope-

trada em vigor a partir de junho de 2013, da

segurança, qualidade de vida, educação e

rações do SESI Marcos Tadeu de Siqueira.

Lei 12815/13, que concentrou a autoridade

cultura, por meio de produtos, processos e

Empresas de qualquer porte podem con-

portuária na CONAPORTOS, um ajuste de

serviços. As empresas interessadas devem

correr aos recursos, em parceria com os

estratégia foi necessário a fim de que o Pro-

submeter as propostas no site para concor-

Departamentos Regionais do SENAI, do

jeto “Portos Eficientes” venha a ter efeitos

rer ao aporte financeiro. Por meio dessa

SESI, do SENAI/Cetiqt e com o CNPq. As

concretos na melhoria dos portos brasilei-

parceria com o SENAI e o SESI, a ideia

inscrições ocorrem pelo site do edital.

ros, tendo o Porto de Santos como piloto.

As empresas que desejam investir

município e o MBC. Desde 2008, entendíamos ser

Revista Exper - 9


Entrevista

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Romeu Kazumi Sassaki Exper - Conte-nos um pouco sobre sua brilhante trajetória profissional. Romeu: Comecei a atuar profissional-

Graduado em serviço social e especializado em aconselhamento de reabilitação, foi durante a Década das Nações Unidas para Pessoas Deficientes (1983-1992) que ele aprendeu a trabalhar sob o paradigma da inclusão.

mente na área da pessoa com deficiência em 1960, em plena época do paradigma

Exper - O que a lei brasileira deter-

e suas salas comuns são modificadas e

da integração. Meus primeiros trabalhos

mina em relação à inclusão escolar?

adequadas para o fim de acolher e educar

consistiram de colocação de pessoas com

Romeu: Diversas leis federais têm deter-

todos os alunos - com ou sem deficiência.

deficiência (de todos os tipos) no mercado

minado a inclusão, algumas apontando

Neste monumental processo de implemen-

de trabalho. Ao longo das décadas até os

todos os sistemas comuns da sociedade,

tação, as escolas especiais e salas espe-

dias atuais, abandonei a integração e pas-

enquanto outras apontam um sistema

ciais (algumas existentes até dentro de

sei a defender o paradigma da inclusão.

específico (por ex., educação). Em sínte-

redes estaduais e municipais de ensino)

Assim, venho incorporando experiências

se, a nossa legislação federal de cunho

são parceiras dos sistemas educacionais

nos campos da educação inclusiva, mí-

inclusivista, portanto a partir de 2000,

inclusivos, viabilizando com seus especia-

dia inclusiva, entre outros, ministrando

determina que os direitos humanos das

listas (professores, profissionais e gesto-

consultorias, palestras e aulas, além de

pessoas com deficiência sejam respei-

res) a plena inclusão de todos os alunos.

escrever textos sobre esses campos para

tados e desfrutados juntamente com as

Ao longo do processo, sem serem obriga-

publicação em livros, revistas e jornais.

demais pessoas em todos os sistemas co-

das, várias escolas especiais e salas espe-

muns. O ordenamento jurídico mais recen-

ciais têm-se convertido espontaneamente

Exper - O que levou a levantar a bandei-

te incorporou, na Constituição Federal,

em escolas inclusivas e salas inclusivas.

ra da Educação Inclusiva em nosso país?

o texto completo da Convenção sobre os

Romeu: Já no final da década de 70,

Direitos das Pessoas com Deficiência e

Exper - Qual a vantagem para um

quando fui membro em uma organização

o respectivo Protocolo Facultativo, atra-

aluno sem deficiência estudar jun-

não governamental formada por pesso-

vés do Decreto Legislativo 186/2008 e

to

as com deficiência, adotei o entendimen-

do

cia? Por que a ONU estimula isso?

Decreto

Presidencial

6.949/2009.

a

uma

criança

com

deficiên-

Romeu: Existem inúmeras vantagens para

to de que todas as pessoas, com ou sem deficiência, tinham o direito à educação

Exper - Por que as escolas do Estado,

todos os alunos, com ou sem deficiência.

em escolas comuns. Nas décadas de 80 e

a partir deste ano, estão acabando com

Na Declaração de Salamanca (1994),

90, participei de inúmeros eventos para

as salas especiais e colocando as crian-

está registrado que “Cremos e procla-

defender a implantação da educação in-

ças com deficiência nas salas comuns?

mamos que (...) as escolas comuns com

clusiva, tendo publicado em 1997 o livro

Romeu: Um esclarecimento sobre esta

esta orientação inclusiva são o meio mais

“Inclusão: Construindo uma sociedade

pergunta: não são apenas as escolas es-

eficaz de combater atitudes discriminató-

para todos”, no qual explico o processo

taduais, mas também as municipais, as fe-

rias, criando comunidades acolhedoras,

de inclusão escolar. De 1999 a 2002, fui o

derais e as particulares; não são apenas

construindo uma sociedade inclusiva e

consultor de educação inclusiva em Goiás,

as salas especiais, mas também as escolas

conseguindo educação para todos; além

o primeiro estado brasileiro a implantar a

especiais. A rigor, acabar com tais esco-

do mais, elas oferecem uma educação efi-

educação inclusiva no sistema educacio-

las e salas não é o objetivo da legislação

caz para a maioria das crianças e melhora

nal. Depois, fiz o mesmo trabalho para os

sobre educação inclusiva. O objetivo é a

a eficiência e em última análise o custo x

Governos do Acre, Minas Gerais e Para-

implementação de um sistema educacio-

benefício de todo o sistema educacional.

ná, além de várias dezenas de Prefeituras.

nal inclusivo, no qual as escolas comuns

(§ 2, p. ix)”. Diz o Programa sobre De

10 - Revista Exper


Entrevista

>>>>>>

ficiências Severas, da ONU: “1. Os es-

representa órgãos governamentais e so-

dade (por ex., devido a necessidades de

tudantes com deficiência: desenvolvem a

ciedade civil, já foram tomadas inúmeras

tratamento de saúde), entre outras. To-

apreciação pela diversidade individual;

decisões e realizadas muitas ações, desde

das estas alegações já foram derrubadas

adquirem experiência direta com a varia-

a sua criação no bojo da Política Nacio-

por fatos, pesquisas e depoimentos, in-

ção natural das capacidades humanas;

nal para a Integração da Pessoa com De-

clusive por parte de algumas empresas.

frequentemente recebem apoio acadêmico

ficiência através do Decreto 3.298/1999.

adicional da parte do pessoal de educação

Por parte das instituições particulares

Exper - Qual a grande dificuldade que

especial; podem participar como apren-

de e para pessoas com deficiência, tan-

as indústrias encontram atualmente?

dizes sob condições instrucionais diversi-

to nacionais como locais, a luta tem sido

Romeu: Enquanto ainda perduram algu-

ficadas (aprendizado cooperativo, uso de

incessante desde 1980 aos dias de hoje.

mas das alegações citadas na resposta à

tecnologia baseada em centros de apren-

pergunta anterior, as indústrias - e não

dizagem etc.). 2. Os estudantes sem defici-

Exper - As indústrias estão conscientes

apenas elas - vêm sendo alertadas para

ência: têm acesso a uma gama mais ampla

da inclusão laboral. Onde se encontram

resolverem o seu verdadeiro problema de

de modelos de papel social, atividades de

as resistências no sentido de se conse-

contratação de pessoas com deficiência:

aprendizagem e redes sociais; desenvol-

guir uma efetiva inclusão nas indústrias?

a enorme falta de apoio para as empre-

vem, em escala crescente, o conforto, a

Romeu: Não apenas nas indústrias, mas

sas nos seguintes quesitos: informações

confiança e a compreensão da diversida-

também no comércio, nos serviços, nas

atualizadas sobre as potencialidades,

de individual deles e de outras pessoas;

organizações não governamentais e nos

competências e habilidades das pessoas

recebem apoio instrucional adicional da

órgãos públicos. As resistências mais fre-

com deficiência em idade de trabalhar;

parte do pessoal de educação comum.

quentes têm sido baseadas nas seguintes

informações sobre as diversas modalida-

3. Os estudantes com ou sem deficiência

alegações contra candidatos com defici-

des competitivas de contratação laboral

demonstram responsabilidade e aprendi-

ência: insuficiência na qualificação pro-

(incluindo a metodologia do emprego

zagem crescentes através do ensino entre

fissional; insuficiência em histórico de

apoiado); informações sobre tecnologias

os alunos; estão melhor preparados para

experiência

insuficiência

assistivas, tecnologias de informação e

a vida adulta em uma sociedade através

no número de candidatos qualificados;

comunicação e adaptações nos locais

da educação em salas de aula diversifica-

inexistência de candidatos para certas

de trabalho; informações sobre o con-

das; beneficiam-se da aprendizagem sob

funções oferecidas em anúncios de va-

ceito de empregabilidade sob a ótica da

condições instrucionais diversificadas.”

gas; baixa produtividade; alta rotativi-

inclusão laboral; e capacitação práti-

Exper - E o que o Brasil tem feito? Romeu: Por parte do Governo Federal, a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNPD), órgão da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, um considerável volume de ações vem sendo realizado para executar as políticas públicas aprovadas em três Conferências Nacionais dos Direitos da Pessoa com Deficiência (2006, 2008 e 2012). Por parte do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade), instância superior de deliberação colegiada que 12 - Revista Exper

profissional;


ca (dos gestores de empresas) na apli-

c.

Divulgar o compromisso inter-

tando que elas serão incapazes de desem-

cação de todas as informações citadas.

na e externamente para que empregados

penhar funções e/ou que isto seria mui-

e a comunidade saibam que a empresa é

to dispendioso. Esta atitude tem raízes

Exper - Como está ocorrendo hoje, no

“um empregador de igual oportunidade”.

no medo e no estereótipo, que focalizam

Brasil, a inclusão da pessoa com de-

d.

Fazer levantamento da força

mais na deficiência que nas habilidades

ficiência no mercado de trabalho?

de trabalho para verificar subutiliza-

da pessoa. Evidências empíricas, toda-

Romeu: Muito melhor que 50 anos atrás,

ção e concentração comparar o perfil

via, mostram que pessoas com deficiência

a inclusão laboral de pessoas com defici-

interno com o do mercado de trabalho.

apresentam altos níveis de desempenho e

ência ainda está aquém da quantidade e

e.

Fazer levantamento dos sete tipos

retenção, bem como melhor assiduidade

da qualidade necessárias e de direito deste

de barreiras (arquitetônica, metodológica,

que seus colegas sem deficiência. Além

segmento populacional. De acordo com os

instrumental, comunicacional, programá-

disso, o custo de acomodar trabalhado-

resultados da Relação Anual de Informa-

tica, atitudinal e natural) para saber o que

res com deficiência é mínimo, sendo que

ções Sociais (Rais), divulgados em 2012

está impedindo ou dificultando a inclu-

a maioria deles não requer adaptações e

pelo Ministério do Trabalho e Emprego,

são da diversidade humana na empresa.

adequações. Estudos mostram que exis-

houve em 2011 apenas 325.291 novas

f.

Desenvolver metas, estratégias

tem outros benefícios aos empregadores

contratações de trabalhadores com defi-

e cronogramas - diante do levantamento

de pessoas com deficiência, tais como

ciência, sendo 213.847 do sexo masculino

feito nas etapas ‘d’ e ‘e’, parear subutili-

um melhor moral da força de trabalho e

e 111.444 do feminino - o que representa

zação, concentração e barreiras com me-

uma crescente boa vontade dos clientes

tão somente 0,71% dos contratos assina-

tas de curto, médio e longo prazo para so-

das empresas. A garantia de um trabalho

dos em carteira profissional (45.985.340).

lucionar essas barreiras completamente.

decente para pessoas com deficiência va-

g.

Estabelecer sistemas de controle

ria de país para país e de empresa para

Exper - Que orientação o senhor da-

e procedimentos de relatório, para corre-

empresa. Grupos de empresas, governos

ria aos presidentes, diretores e CEOs

ção de metas, estratégias e cronogramas

e pessoas com deficiência devem atuar

do

industrial?

e também para uma avaliação periódica

juntos para enfrentar a falta de oportu-

Romeu: Para as empresas industriais

e global da Política de Ações Afirmativas.

nidades que impedem o ingresso de pes-

e

h.

Identificar a motivação para con-

soas com deficiência na força de trabalho

cabe aos presidentes, diretores e CEOs

tratar pessoas com ou sem deficiência;

e lidar com as atitudes dos empregado-

o privilégio de apoiar a implemen-

i.

Atuar para que sua força de traba-

res. A Convenção sobre os Direitos das

tação da Política de Ações Afirmati-

lho represente toda a diversidade humana;

Pessoas com Deficiência significa que os

vas, contendo as seguintes medidas:

j.

Desempenhar papel à altura da res-

locais de trabalho devem ser adaptados

a.

ponsabilidade sócio ambiental assumida.

para se tornarem mais acessíveis e aco-

parte do empregador através de um po-

Vale relembrar mensagem pu-

lhedores. Também significa que os em-

sicionamento claro, por escrito, em

blicada em 2007 pela Organização Inter-

pregadores e a comunidade empresarial

prol da equiparação de oportunidades.

nacional do Trabalho (OIT): “Com fre-

terão papéis mais importantes a desem-

b.

princípios

quência, os empregadores se recusam a

penhar no processo de inserção social e

oportunidades;

contratar pessoas com deficiência acredi-

econômica de pessoas com deficiência.”

da

mercado comerciais

corporativo tornarem-se

inclusivas,

Exibir forte compromisso por

Implementar equiparação

de

os

Revista Exper - 13


Capa

>>>>>>

Inclusão Laboral de Pe Construindo uma sociedade para todos por Romeu Kazumi Sassaki

D

entre todos os eixos situacionais

a humanidade considerava uma crueldade

ologia protecionista e caritativa para com

que dão sustentação à vida das

a simples ideia de que pessoas com defici-

aquelas pessoas. Podemos chamar essa

pessoas com deficiência, o da

ência trabalhassem. Tal ideia era incompa-

fase como exclusão protetora, porque foi

inclusão laboral tem merecido alta prio-

tível com o grau de desenvolvimento até

baseada na intenção de proteger as pesso-

ridade nos movimentos de luta deste seg-

então alcançado pela sociedade em geral.

as com deficiência contra quem desejasse

mento populacional. Este fato se apresenta

Portanto, o ato de empregar pessoas com

empregá-las. E, também, eram crenças re-

como algo inteiramente oposto ao que exis-

deficiência era tido como uma forma cruel

sultantes do fato de que os profissionais da

tia no mundo do trabalho antes do século

de exploração que deveria ser condenada

medicina, das tecnologias e das ciências

20. Segundo Ricardo M. Moragas (1972),

por lei. Eram crenças resultantes da ide-

humanas ainda não haviam descoberto as

14 - Revista Exper


ssoas com Deficiência possibilidades laborativas das pessoas com

sionalmente reabilitadas, obtidos durante

dados certamente causaram impacto posi-

deficiência (Sassaki, 1986).

sua vida ativa, pelo custo social dos pro-

tivo sobre os programas governamentais e

gramas de reabilitação profissional, cada

não governamentais de reabilitação profis-

Da integração à inclusão,

dólar investido em reabilitação gerou um

sional que já existiam na época e também

a grande virada

retorno entre 7,90 dólares e 10,9 dólares,

encorajaram o surgimento de mais progra-

ou seja, uma média de 9,4 dólares. Estes

mas.

A partir do final da Segunda

Guerra Mundial, vamos encontrar o inci-

Queixas para não contratar PcD

piente movimento de defensores e praticantes da reabilitação física e profissional

lutando pela colocação de pessoas com

deficiência no mercado de trabalho, em

não estão empregando pessoas com deficiência (PcD) ou que estão cumprindo apenas

parte inspirados na Declaração Universal

uma pequena parte da sua respectiva cota de contratação.

A seguir, serão apresentadas algumas respostas às sete queixas das empresas que

dos Direitos Humanos (1948). No início, Queixa 1 - É DIFÍCIL ENCONTRAR PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

eles se baseavam no modelo médico da deficiência e no paradigma da integração,

os quais, basicamente, consistiam em mu-

de trabalho, existem em grande número.

dar as pessoas com deficiência para tentar

encaixá-las nos padrões da sociedade, dos

Economicamente Ativa (PEA). Em coerência com o tema deste artigo, vamos considerar

sistemas sociais comuns, sem eliminar as

apenas as PcD que estão na faixa de 16 a 65 anos de idade, portanto na PEA. Estas 60

barreiras atitudinais, arquitetônicas, comu-

PcD se apresentam nas seguintes situações: 1 (1,8%) tem emprego com carteira assinada;

nicacionais, metodológicas, instrumentais,

5 (8,2%) são donos de pequenas empresas; 18 (30%) desempenham trabalho informal;

naturais e programáticas (Sassaki, 2012).

e 36 (60%) estão desocupadas. Destas 36 pessoas, 18 (50%) são aposentadas e/ou sem

Aproximadamente a partir de

condição de saúde para voltar ao trabalho e as outras 18 (50%) desejam trabalhar, mas não

1960, nos EUA, e de 1980 em outros pa-

conseguem ser admitidas nas empresas embora tenham condição de saúde para voltar ao

íses, iniciou-se a luta pelo direito ao traba-

trabalho, independentemente de estarem na aposentadoria ou não serem aposentadas.

lho liderado por pessoas com deficiência,

inspiradas no modelo social da deficiência

ter emprego, têm escolaridade, qualificação profissional e saúde, mas não estão trabalhan-

e no paradigma da inclusão. A grande vira-

do por falta de aceitação no mercado de trabalho.

da foi que o modelo social e o paradigma

Aplicando-se o Censo do IBGE (2010), temos:

inclusivista coincidiram em suas propostas

População do Brasil em 2010 = 190.700.000 habitantes.

de mudar a sociedade, de tornar acessíveis

PcD = 23,9% da população geral = 45.577.300 PcD.

e acolhedores todos os sistemas sociais

PEA/PcD = 60% de 45.577.300 = 27.346.400 PcD.

comuns para que qualquer pessoa pudesse

Quantos 100 existem em 27.346.400? Existem 273.464.

ser incluída.

Então, 273.464 X 18 PcD = 4.922.352 PcD.

São quase 5 milhões de pessoas com deficiência fora do mercado de trabalho,

No final da década de 60, um es-

Pessoas com deficiência, em idade de trabalhar e prontas para entrar no mercado De cada 100 PcD de qualquer idade, cerca de 60 (60%) compõem a População

Portanto, de cada 100 pessoas com deficiência em idade de trabalhar, 18 querem

tudo feito por Ronald W. Conley (1969)

aguardando vagas em empresas privadas e órgãos públicos por todo o País. Como pode-

sobre o custo-benefício da reabilitação

ria ser difícil encontrar, por parte das empresas, as pessoas com deficiência devidamente

profissional revelou que, dividindo-se os

escolarizadas e qualificadas profissionalmente? Há o desencontro entre empresa e pessoa

ganhos de pessoas com deficiência profis-

com deficiência, assunto comentado na Queixa 3. Revista Exper - 15


Capa

>>>>>>

Queixa 2 - PESSOAS COM

como fora dele, 56% dos trabalhadores

deficiência e não as encontrou. Mas, por

DEFICIÊNCIA TÊM ALTA

com deficiência obtiveram classificação

outro lado, muitas pessoas com deficiên-

ROTATIVIDADE

acima da média obtida pelos trabalhadores

cia devidamente qualificadas encontraram

sem deficiência e 40% foram classificados

empresas que não queriam contratá-las.

Desde a década de 80 do século 20 até hoje, pesquisas e mais pesquisas

na média.

vêm demonstrando que a rotatividade das

Privilégios especiais: Os traba-

ção profissional com a necessária escolari-

PcD não é maior que a rotatividade dos tra-

lhadores com deficiência desejaram ser

dade, muitas pessoas com deficiência não

balhadores sem deficiência, graças às qua-

tratados como empregados comuns; não

encontraram as empresas dispostas a con-

lidades pessoais e profissionais demonstra-

exigiram privilégios especiais.

tratá-las ou então encontraram vagas com-

das pelas PcD.

Juntando a necessária qualifica-

Desempenho profissional: 91%

patíveis nas empresas que não as queriam

obtiveram classificação média ou acima da

contratar. Segundo uma reportagem de Ca-

presa E. I. DuPont de Nemours (1985) vem

média.

mila Mendonça (2011), “o número de pes-

sendo comprovado nos últimos 30 anos.

obtiveram

soas com deficiência com ensino superior

Esta empresa americana conduziu um

classificação média ou acima da média dos

completo ou pós-graduação no mercado

estudo durante 8 meses sobre seus 1.452

trabalhadores sem deficiência.

formal de trabalho caiu 28,2% nos últimos

O exemplo divulgado pela em-

Assiduidade:

85%

empregados com deficiência. Principais conclusões: 

Seguro: Não houve aumento no

custo dos prêmios.

três anos”. Se considerarmos candidatos Queixa 3 - NÃO HÁ PESSOAS COM

com deficiência, com qualificação profis-

DEFICIÊNCIA COM QUALIFICAÇÃO

sional e com todos os níveis escolares, “a

Se uma empresa desejou con-

queda foi de 123%”.

Adaptação física: Muitas pesso-

tratar pessoas com deficiência e não en-

Revela essa reportagem que, “em

as com deficiência não necessitaram que

controu nenhuma delas com qualificação

2007, quando o Ministério do Trabalho e

o posto de trabalho e/ou a função em lhes

profissional, pode ter havido um lamentá-

Emprego começou a analisar esse mercado,

fossem adaptados.

vel desencontro. Por um lado, a empresa

51.676 empregados com deficiência tinham

esteve disposta a empregar pessoas com

de graduação a doutorado. No ano passado

Segurança: Tanto no trabalho

Foto: Divulgação

16 - Revista Exper


Queixa 5 – ACESSIBILIDADE SAI

(2010), eles totalizavam 37.103”. Portanto,

de contribuir para a renda familiar.

a queda na contratação de profissionais com

Consciência de cidadão produtivo.

deficiência e com ensino superior completo

Convívio social ampliado.

ou pós-graduação ocorre apesar da recla-

Maior autonomia nas atividades

twork) é um serviço patrocinado pelo go-

mação constante das empresas sobre a falta

do dia a dia, graças à eliminação de atitu-

verno federal dos EUA e organizado espe-

de qualificação das pessoas com deficiência

des paternalistas.

cificamente para informar a comunidade

para cumprir a Lei de Cotas.

Uma pesquisa feita no setor da

empresarial a respeito de como acomodar

construção civil na cidade de São Paulo

empregados que tenham deficiência. Os

Queixa 4 - PESSOAS COM

mostra que trabalhadores com deficiência

seguintes dados foram levantados em um

DEFICIÊNCIA GERAM

geram bons resultados para as empresas,

estudo nacional feito pela JAN (1991):

MENOS RESULTADOS

conforme os dados a seguir (SindusCon-

Relatos de experiência revelam

SP, 2011): Dos gestores de obras entrevis-

nos locais de trabalho: 31% não custaram

que trabalhadores com deficiência geram

tados, 67% informaram que as PcD têm

nada; 19% custaram entre 1 e 49 dólares;

bons resultados. Resumindo uma compi-

desempenho e produtividade 25% acima

19% custaram entre 50 e 499 dólares; 19%

lação de pesquisas feitas no Brasil entre

da média e 8% abaixo da média. Pergun-

custaram entre 500 e 999 dólares; 11%

2000 e 2010 pelas empresas, temos:

tados sobre o relacionamento intra e in-

custaram entre 1.000 e 4.999 dólares; 1%

terpessoal, 67% consideraram bom, 16%

custou 5.000 dólares ou mais.

ótimo e 17% regular.

senteísmo.

A consultora Eliana Sampaio, di-

adaptações custaram de zero dólar a 49 dó-

retora do Conservatoire National des Arts

lares e 69% (31% + 19% + 19%) custaram

para auxiliar em outras tarefas.

et Métiers, em Paris, França, realizou uma

de zero dólar a 499 dólares. Como, então,

extensa pesquisa em empresas francesas

a acessibilidade sai cara?

utilizando inteligências múltiplas.

sobre os trabalhadores com deficiência e

encontrou os seguintes resultados:

salmente, desde que as taxas de câmbio

Ganhos para as empresas em geral 

Baixo índice de rotatividade e abPontualidade e disponibilidade Disposição para aprender sempre Maior adaptação para atividades

CARA PARA AS EMPRESAS JAN (Job Accommodation Ne-

De cada 100 adaptações feitas

Portanto, 50% (31% + 19%) das

Estes dados se aplicam univer-

sistemáticas e repetitivas, superando as ex-

sejam corretamente calculadas em cada

pectativas da empresa.

país. Qualquer empresa, instituição, ór-

Alta produtividade.

gão governamental ou organização não-

Valorização de tarefas simples.

governamental poderá aplicar estes dados

Perfeita harmonia com as normas

na definição de verbas a serem solicitadas

e a cultura da empresa.

para fins de implementação de projetos so-

ciais envolvendo eliminação e/ou diminui-

Redução nos problemas com che-

fias (principalmente insubordinação).

ção de barreiras atitudinais, arquitetônicas,

metodológicas, instrumentais, naturais,

Disciplina exemplar e satisfação

quanto à remuneração e aos benefícios.

comunicacionais e programáticas. Por-

tanto, exemplos de adaptações incluem:

Clientes mais satisfeitos e elo-

giando a atitude da empresa.

recintos de trabalho acessíveis, reestruturação do emprego, programação modifi-

Ganhos para os empregados

cada de trabalho, designação a uma vaga,

Aumento da autoestima.

aquisição ou modificação de equipamento

Ambiente de amizade e respeito.

ou dispositivo, ajustamento adequado ou

Maior concentração na execução

modificação dos testes admissionais, ma-

do trabalho.

teriais ou políticas de treinamento, quali-

ficados ledores e intérpretes da língua de

Orgulho de receber o seu salário e

Revista Exper - 17


Capa

>>>>>>

sinais. Observe-se que o tipo e os custos

(softwares, hardwares etc.) e certas fer-

de cada adaptação são decididos face aos

ramentas – tudo isso é útil para todos os

seguintes fatos principais: 1) os recursos

trabalhadores. O projeto da Associação de

financeiros globais do recinto, 2) o núme-

Empresas do Meio-Oeste (PMAB, 1982),

ro total de empregados, 3) o montante do

dos EUA, demonstrou que, para cada dólar

orçamento da empresa, 4) o número e os

aplicado em acessibilidade nos locais de

tipos de recintos ou instalações que per-

trabalho, houve um retorno médio de 11,20

tencem à empresa, e 5) se as adaptações

dólares para cada empresa participante.

representariam uma ruptura na missão da empresa. Além disso, deve-se levar em

quantitativo e nunca no qualitativo. Há os Queixa 6 – OS EMPREGADORES

que respondem positivamente às pessoas

NÃO FORAM SENSIBILIZADOS

com deficiência que procuram emprego.

conta que a maioria das sete dimensões da

Não podemos tomar os empre-

Há os que, através do seu respectivo setor

acessibilidade, utilizadas por trabalhado-

gadores como um grupo homogêneo, pois

de Recursos Humanos, Gestão de Pessoas,

res com deficiência, pode ser aproveitada

existem posturas as mais diversas entre

Programa de Ações Afirmativas, saem na

também pelos colegas sem deficiência,

eles. Há aqueles que são absolutamente

frente, ou seja, tomam a iniciativa de incre-

pulverizando desta forma o investimento

insensíveis e até contrários à participação

mentar o processo de recrutamento, sele-

realizado em acessibilidades. Por exem-

laboral de pessoas com deficiência e ape-

ção e contratação de pessoas com deficiên-

plo: portas mais largas, pisos antiderrapan-

nas sabem que estão obrigados a cumprir

cia, em função da referida lei. Há aqueles

tes, ambientes claros, certas tecnologias

a Lei de Cotas, estritamente no aspecto

que, independentemente dessa lei, desejam

18 - Revista Exper


contratar estas pessoas por realmente acre-

que é uma metodologia de colocação com-

por várias pessoas: o consultor (job coa-

ditarem no potencial laborativo delas e por

petitiva customizada. Nesta metodologia,

ch), o conselheiro de reabilitação (também

terem dados técnicos sobre como a diver-

a pessoa com deficiência é, primeiro, co-

conhecido como conselheiro profissional),

sidade humana e as diferenças individuais

locada no emprego e, depois, é treinada na

familiares, colegas de trabalho, a chefia e

tornam suas empresas mais criativas, pro-

própria empresa que a contratou - processo

outras pessoas.

dutivas e competitivas. Portanto, conside-

conhecido como colocar-treinar que é o

rando este leque de posturas das empresas,

inverso do processo tradicional treinar-

tradas em atender as pessoas com deficiên-

é possível entender que o nível de sensibi-

colocar.

cia intelectual e as pessoas com deficiência

lização varia bastante.

No passado, inicialmente concen-

O emprego se chama apoiado

de desenvolvimento, as colocações de em-

porque o pretendente a esse emprego re-

prego apoiado conseguiam mais vagas no

Queixa 7 – NÃO DÁ PARA

cebe apoio individualizado e contínuo pelo

setor de serviços (por exemplo, supermer-

EMPREGAR PESSOAS COM

tempo que for necessário para ele, devido

cados, restaurantes, hotéis, lanchonetes,

DEFICIÊNCIA MUITO SEVERA

à gravidade da sua deficiência, possa obtê-

bancos etc.). Mas hoje os empregos apoia-

Mesmo no caso de possuírem

lo, retê-lo e/ou obter outros empregos no

dos são conseguidos em quase todos os

uma deficiência (física, intelectual, auditi-

futuro, se for o caso. Os tipos de apoio

setores e hierarquias de trabalho. E o mo-

va, visual, psicossocial, múltipla) em nível

variam de caso para caso: orientação, ins-

vimento de emprego apoiado, ao longo de

de incapacidade mais significativa, elas

trução no treinamento, aconselhamento,

sua história, foi conquistando espaço para

podem hoje competir dentro do mercado

feedback, supervisão, aparelhos assistivos,

todos os tipos de deficiência, incluindo as

de trabalho, através do emprego apoiado,

transporte etc. Eles podem ser prestados

deficiências psicossocial e múltipla.

Revista Exper - 19


Tecnologia

>>>>>>

Terra lança 500 cursos on-line

Facebook caça talentos brasileiros

O Terra acaba de estrear no seg-

pacote: cursos on-line, que dá direito a mó-

mento educacional. Desta forma, o portal

dulos com carga horária de até 20 horas; ou

O Facebook anunciará a criação

passa a disponibilizar uma modalidade de

cursos on-line premium, com carga de até

de um programa para recrutar profissionais

assinatura de cursos on-line autorizados

80 horas, acompanhamento pedagógico e

para a operação brasileira da rede. O alvo

pelo MEC. O internauta que se interessar

palestras ao vivo. Independentemente do

do projeto são as pessoas que se interessam

por estudar na web e tornar-se assinante

pacote, o usuário tem direito a realizar um

pelo desenvolvimento do empreendedoris-

da modalidade batizada de Terra Cursos

curso por mês. “Enxergamos na educação

mo corporativo que, segundo o diretor geral

On-line e tem à disposição mais de 500

online uma oportunidade de chegarmos

do Facebook Brasil, Leonardo Tristão, é a

opções, da Administração à Informática. O

a um novo nicho”, afirma Rafael Davini,

cara da empresa. A companhia conta com

estudante pode optar entre duas opções de

diretor-geral do Terra no Brasil.

65 profissionais, terá até o final deste ano

Foto: Divulgação

outras 20 posições disponíveis. Além de novas vagas em 2014. O crescimento da operação é um dos três pilares que o Facebook trabalhará no próximo ano. Expandir o contato com as marcas e mostrar como a plataforma pode impactar as estratégias de negócios de empresas, principalmente as pequenas e médias, é um dos outros focos da rede. A aposta em segunda tela completa os objetivos. “Mais de 44 milhões de usuários acessam o Facebook por dispositivos móveis enquanto assistem à TV. Os eventos esportivos que virão oferecem oportunidades incríveis nesse sentido”, explica Tristão.

Twitter faz pedido de abertura de capital

Venda de PCs cai

O Twitter anunciou que entrou

financeiros do IPO são confidenciais pelo

O mercado brasileiro de compu-

com pedido oficial de autorização para sua

fato de a empresa possuir uma receita infe-

tadores manteve a tendência de queda no

abertura de capital. Para realizar sua oferta

rior a US$ 1 bilhão.

segundo trimestre de 2013. De acordo com

inicial de ações (IPO), a rede social enviou

Há algum tempo o mercado espe-

dados da IDC Brasil, foram vendidos 3,6

os documentos para o Securities And Ex-

ra pela abertura de capital da rede social.

milhões de unidades entre abril e junho, o

changing Comission (SEC), agência fede-

Analistas estimam que a oferta nacional de

que representou uma redução de 10% em

ral norte-americana de regulação de títulos

ações pode movimentar uma quantia entre

comparação com o mesmo período do ano

financeiros.

US$ 10 bilhões e US$ 15 bilhões.

anterior. No entanto, a receita do setor re-

Em uma mensagem postada em sua conta oficial na tarde desta quinta-fei-

gistrou expansão de 1,2%, chegando a R$ Facebook

5,7 milhões. O resultado foi motivado pelo

ra, 10, a empresa anunciou a ação. “We’ve

O Facebook fez o seu pedido de

aumento de 12% do preço médio dos PCs,

confidentially submitted na S-1 to the SEC

IPO em fevereiro de 2012 e a oferta inicial

que passou de R$ 1.412, no segundo tri-

for a planned IPO. This Tweet does not

ocorreu em maio, levantando US$ 16 bi-

mestre de 2012, para R$ 1.580, neste ano.

constitute na offer of any securities for

lhões. Atualmente, o valor de mercado do

O aumento do valor dólar também influiu

sale”, anunciou a mensagem. Os detalhes

Facebook é estimado em US$ 106 bilhões.

na elevação dos preços.

20 - Revista Exper


Revista Exper - 21


Ponto de Vista

>>>>>>

Exclusão ou inclusão Dr. Epaminondas Nogueira Mogi das Cruzes - Av. Narciso Yague Guimarães, 664, Centro Cívico – Tel: (11) 4799-1510 São Paulo – Barra Funda Rua do Bosque, 1589 – Ed. Capitolium, Bl. II, Conj. 1207 - Tel: (11) 3392-3229

“Se uma sociedade livre não puder ajudar os muitos que são pobres, não conseguirá salvar os poucos que são ricos.” kennedy

Aliás, isso sempre aconteceu, mas houve tempo em que as ideias viajavam a

xclusão ou inclusão. Cara ou Co-

E

A valorização e o rendimento for-

inteiro é acessível em tempo real. Nossas

roa. Tal é o dilema da economia

mam um círculo virtuoso se vierem juntos.

ideias sobre políticas, economia, religião,

política. Decifra-me ou te devoro,

Chame a cozinheira, elogie o prato e gra-

moral e ética estão sendo submetidas à con-

como no dilema da esfinge, as ideologias se

tifique; a consequência é que ela procurará

frontação em toda a parte.

sucedem sem que a humanidade alcance um

melhorar cada vez mais a própria renda pro-

E em cada lugar elas se transfor-

estágio de convivência de harmonia e pros-

porcionando sempre mais comidas dignas

mam em exigências sempre cada vez mais

peridade que todos buscam, incessantemen-

de elogios.

urgentes devido ao fenômeno da aceleração

te. Assim tem sido e voltar a esse assunto não é modismo e nem nova ideologia.

Se você elogiar sem gratificar esta-

pé ou a cavalo, ao passo que hoje o mundo

do tempo na história.

rá incorrendo no mesmo erro do que semeia

As modificações vão se tornando

De fato, ficar fora ou dentro do

sem adubar. O outro erro grave é imaginar

tão próximas que o tempo que se despende

grupo ou classe que usufrui benefícios e

que o entusiasmo, a gratidão pela primeira

no estudo de um projeto já o torna ultrapas-

vantagens é o que o povo chama de fazer

vantagem vai satisfazer para sempre os con-

sado. A inclusão, portanto, virá pela von-

parte da panela. Não nos iludamos, o veí-

templados. Ao contrário, como na lenda da

tade dos que lhes são simpáticos ou contra

culo da inclusão é o dinheiro verdadeiro, o

caixinha de Pandora ao beneficiar o sujeito

eles e até mesmo sobre eles de maneira

distribuído e não apenas o prometido.

você estará soltando todos os desejos até

inexorável. Tenhamos sempre em vista que

Há muitos anos os jornais noticiam

então contidos e muito mais, de tal sorte que

inclusão é dinheiro; é mais salário; é mais

campanhas eleitorais de diversos profissio-

lá no fundo do baú só restará a esperança de

compartilhamento das rendas e das recei-

nais e todas elas se estribam na necessidade

mais vantagens e direitos, indefinidamente.

tas públicas; são mais bens e produtos ao

de valorização profissional aí compreendi-

A inclusão não é, pois, um porto a

alcance do povo, consequentemente, mais

do aumento dos rendimentos e de formação

chegar, mas o início de um processo irrever-

técnica do trabalhador. Gasta-se mais tem-

sível que se não for atendido arrastará toda

Lembre sempre que é possível

po falando de valor do que se entregando o

a sociedade ao caos. Por isso é ilusório fixar

enganar uma parte do povo durante todo

mesmo valor ao sujeito. Quando o trabalha-

metas finais de inclusão. Por outro lado, to-

o tempo e até mesmo todo o povo durante

dor reclama dos seus rendimentos o que se

dos estão olhando tudo o que acontece no

uma parte do tempo; mas é impossível se

responde é que o trabalho dele vale pouco

país e no exterior de modo que um direito

enganar todo o povo durante todo o tempo.

que lhe falta qualificação e enquanto se im-

criado em outro canto do mundo acaba sen-

É preciso preparar o espírito para

plementa isso a fome que espere.

do reivindicado aqui.

22 - Revista Exper

comércio e indústria.

abrir a carteira.


PIONEIRA

INCINERADOR

O DESTINO CORRETO PARA RESÍDUOS ESPECIAIS O Grupo Pioneira visa tratar corretamente os resíduos gerenciados pela Unidade Integrada de Tratamento e Destinação Final de Resíduos (UTD), evitando com isso passivo ambiental e danos à saúde pública.

TIPOS DE RESÍDUOS HOSPITALARES BACTERIOLÓGICOS LABORATORIAIS FARMACÊUTICOS ODONTOLOGICOS VETERINÁRIAS POSTOS DE SAÚDE ENTORPECENTES MEDICAMENTOS VENCIDOS CARCAÇA DE ANIMAIS PORTOS/AEROPORTOS Papel, papelão, tecidos, plásticos, entre outros.

AUTOCLAVAGEM DE RESÍDUOS

TRANSPORTE Frota própria com veículos preparados para transporte de resíduos perigosos, além de possuir sistema de rastreamento integrado. Em caso de emergência contamos com suporte de empresas especializadas. Os resíduos são rastreados através de integração junto ao sistema protheus, com coleta 100% informatizada e certificados de destruição online.

Unidade de autoclavagem instalada com capacidade de 10 toneladas por dia. Possui duas linhas com área preparadas para o recebimento, tratamento, descontaminação e descaracterização dos resíduos. O Grupo Pioneira também tem parceria com aterros licenciados para destinação dos resíduos resultantes do processo de tratamento.

Rua Marechal Rondon, 55 - Suzano - SP - Cep: 08674-280 Tel.: 55 11 4748-2922 pioneira@pioneira.com.br

www.pioneira.com.br

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Recursos Humanos

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O Preço da Ausência do Empregado Fotos: Divulgação

Conceitualmente, Absenteísmo é a prática ou costume de se ausentar de um local onde seria obrigatória sua presença. Qual o impacto desta ausência no dia a dia das indústrias? Quem paga a conta? Este é um mal que assusta milhares de empresas trazendo reflexos traumáticos, já que a ausência do empregado aumenta o custo dos produtos ou serviços. Mas como? A falta ou ausência de um empregado gera horas extras no trabalho, risco de não cumprir prazos, doença ocupacional naqueles que se esforçaram além das 8 horas normais de trabalho para cobrir o faltoso e afastamento previdenciário pago pelo governo e repassado a nós contribuintes por meio dos impostos. O colaborador que trabalha adicionalmente aparentemente favorecido pelo recebimento das horas extras ou acúmulo de banco de horas, na verdade é vítima do sistema. Sem programações provocadas por malícias e por médicos despreparados para identificar tal situação. Este mal pode ser combatido pelas organizações, mapeando quais as pessoas que geram mais ausências e quais são os seus motivos e razões para o não comparecimento no trabalho. Podemos destacar alguns motivos: falta de liderança, falta de comprometimento, desmotivação, sentimento de injustiça, falta de um instrumento de avaliação de desempenho mais justo, falta de incentivo, falta de mapeamento do SESMT (Serviço Especializado de Segurança e Medicina do Trabalho) em identificar melhorias nos postos de trabalho e muitos outros. Excesso de pagamento de horas extras com reflexos em férias, 13º salário, FGTS, rescisão, acúmulo de banco de horas, risco de autuação pela fiscalização, risco de processo trabalhista por motivos de excesso de jornada e intervalo de repouso inferior a 11 horas entre um dia e outro, risco de greve, risco de acidente de trabalho, aumento do turnover, doença ocupacional, sinistralidade do plano de saúde e outros. Busque ajuda com especialistas para criar e colocar em prática metodologias específicas com o objetivo de reduzir os seus índices de ausências e maximizar os seus resultados.

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Renato Carvalho, Pós-graduado em Consultoria Interna de RH pelo Mackenzie e Graduado em Ciências Contábeis, professor universitário, sócio da Loyfer Human Capital Solutions, com mais de 18 anos de experiência na área de RH em empresas nacionais e multinacionais, nos segmentos de serviço, indústria, varejo e transporte e logística.


Jobs - Uma simples análise

Recentemente assisti o filme Jobs e saí do cinema encantada. Hoje comentei

com uma coachee e ela disse que uma revista fez uma crítica negativa sobre o filme. Então averiguar e realmente a crítica metralha a produção. Nunca tive a pretensão de ser crítica de cinema, então vou falar sobre o sentimento que o filme despertou-me.

Questionei-me porque depois de 4 dias ainda penso na determinação de Steve

Jobs para alcançar um objetivo que acreditou, que foi tornar a tecnologia uma extensão de nossa vida. Penso que, ele demonstrou o poder que a crença, força e foco têm a inspirar e refletir sobre o quão dedicado estamos a construir algo sólido, o quanto é importante deixar nosso legado. Para cada escolha na vida, temos o ônus e o bônus e quando fazemos opções conscientes, pagamos o preço (já calculado) e seguimos em frente encorajados. Também refleti sobre a liderança de Steve Jobs, que tinha métodos um tanto questionáveis, porém o que fazia as pessoas admirá-lo e querer segui-lo? Na verdade, sua fibra e desejo de realizar seus sonhos eram tão fortes que levava ao que a linha analítica da Psicologia chama de projeção. Isso quer dizer que admiramos pessoas que são o que desejamos ser, e a forma que isso ocorre (como no filme, o tratamento inadequado com muitos liderados) deixa de ser importante e a única coisa que é vista é o que a pessoa tem de melhor. Quem não quer um parceiro que não desista e que seja além de tudo visionário?

Gabriella Afonso Casério, graduada em Psicologia pela Universidade do Sagrado Coração,

Atualmente é falado sobre a importância dos líderes para a geração Y, que são

pós-graduada pela Universidade Federal de São

fiéis a eles e não mais às empresas e penso que se conseguirmos ter um pouco de Steve

Carlos, membro da Sociedade Brasileira de Co-

Jobs (a parte boa!), conseguiremos mais seguidores e consequentemente melhores equi-

aching, palestrante, proprietária da G. Casério

pes, que lutem por um objetivo em comum. Para isso, precisamos crer, focar e persistir

Consultoria em RH. Atuou 20 anos em consulto-

em algo e mais do que isso, compartilhar esses desejos, deixar de ser egoísta e saber que o

rias de RH e como executiva. Foi docente em cur-

segredo não é a ideia, mas sim como a construir. Vamos deixar os medos de lado e pensar:

sos de graduação e pós-graduação e coordenadora

“qual o legado que quero construir durante minha vida?”.

no curso de Tecnologia em Gestão de RH.

Revista Exper - 25


Dicas e Dúvidas

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JOGOS NAS EMPRESAS Fotos: Divulgação

Há de se tomar um cuidado especial na aplicação de jogos. Ele pode estar associado ao caráter lúdico ou de entretenimento, podendo ser interpretado como simples brincadeira, perdendo-se a verdadeira essência educacional deste rico recurso para empresas e/ou instituições. O que faz a diferença é fundamentar e determinar o 5W 2H: Quando, Onde, Por quê?, Qual? Para quem? Como e quanto custa? Trabalhamos baseado na Teoria Sistêmica, que é a interdependência entre as pessoas, onde o pensar, o sentir e o agir tornam-se fundamentais, pois gera um ambiente saudável e produtivo, com resultados concretos. Por isso os jogos fazem estas redes menos estáticas e engessadas. Devemos conhecer o indivíduo através de suas relações, como estão formadas e as redes das quais faz parte. Esta rede nos dá o suporte e o respaldo para a formação e desenvolvimento de equipes e diagnósticos, podendo visualizar e oferecer programas ao perceber os papéis que cada um exerce no grupo. Consideramos e nos respaldamos pelas fases que os grupos passam durante o seu desenvolvimento, também dentro da concepção de J. L. Moreno, Teoria de Grupos. Reconhecer e entender essas fases nos dá a oportunidade e a segurança para planejar e escolher adequadamente um Jogo. As 4 fases são: 1. Estranhamento; 2. Confusão; 3. Organização; 4. Produção. VANTAGENS E BENEFÍCIOS DOS JOGOS: • O mais importante: o compartilhar, o relacionamento que se dá entre as pessoas e as trocas; • O bom humor, o campo relaxado, a visão das situações de forma leve e agradável; • O caráter lúdico na aprendizagem do adulto; • O desafio.

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Lourdes Hoelz, Terapeuta, Economista, pós-graduada em RH, com especialização em Psicodrama. Sócia-Diretora da Hoelz & Hoelz Ltda ; Consultora responsável pelos projetos de diagnósticos, treinamentos, desenvolvimento e relacionamento com clientes; Há 20 anos exerce suas atividades nas empresas Embraer, Schrader Bellows e Votorantim.


O que é responsabilidade social?

Para a empresa socialmente responsável, a contratação do portador de deficiência

não é vista apenas com uma obrigação legal. A inclusão passa a ser um compromisso e um dos itens de sua política de responsabilidade social. Para tanto algumas empresas desenvolvem um programa amplo e estruturado de capacitação, recrutamento, seleção, contratação e desenvolvimento. Muitas empresas já entenderam que a inclusão das pessoas com deficiência é um grande aprendizado para o desenvolvimento de políticas de promoção e respeito à diversidade no ambiente de trabalho. Além disso, elas estão descobrindo, nesse processo, que há um grande segmento de mercado composto de pessoas com deficiência. E que para atingi-lo adequadamente precisa ter uma linguagem e uma estrutura acessível. Os benefícios da contratação das pessoas portadoras de deficiência são: 1. O desempenho das pessoas com deficiência, muitas vezes supera as expectativas no início da contratação. 2. O ambiente de trabalho fica mais humanizado, diminuindo a concorrência selvagem. 3. Os impactos positivos refletem sobre a motivação dos outros colaboradores. 4. O desempenho da empresa em geral é impulsionado pelo clima organizacional positivo. 5. Os empregados portadores de deficiência ajudam a empresa a ter acesso a um mercado significativo de consumidores com as mesmas características. 6. Os ganhos de imagem a médio e longo prazo. A conscientização começa pela socialização das responsabilidades. O brasileiro socializa o bem e individualiza o mal. É necessário que o cidadão de bem cumpra a lei e seja igualmente responsável por tudo que acontece em nosso país. Não basta participar tem de estar envolvido. Os excluídos dão a resposta à sociedade que os destituiu da dignidade, e da esperança. Os cidadãos, empresários, investidores, acionistas, dirigentes e empregados, recebem da sociedade mais do que damos, e temos a obrigação moral de retribuir de alguma forma.

Régis Antonio de Siqueira, Graduado em Administração de Empresas, Pós Graduado em RH e Gerenciamento Ambiental pela UBC, MBA em Gestão Empresarial pela FGV, Professor Universitário da UNIP, Técnico de Segurança do Trabalho, 25 anos de experiência como Gestor e Consultor. Atualmente é Gerente Administrativo Industrial do Grupo Pioneira.

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Liderança

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A jornada do Líder

Cláudio Abreu, Palestrante Consultor do Qualificar Instituto de Desenvolvimento Humano, jornalista, publicitário, escritor e autor do livro Pequenas Indulgências.

É

possível que sejamos tentados a re-

das, tentando de alguma forma sobreviver,

que trata-se de alguém preocupado consigo

produzir a mesma imagem em nossa

defendendo sua honra e sua dignidade pro-

mesmo, dotado de capacidade e sensibilida-

mente ao ouvirmos alguém pronun-

fissional na liderança de suas equipes e de

de limitada ao seu horizonte, ao seu imenso

seus projetos. Líderes com a incumbência de

pequeno mundo pessoal. Não erraríamos

disputar espaços sociais, de conquistar vitais

totalmente ao afirmarmos que ele não é al-

espaços em mercados ferrenhos e íngremes.

guém que se empolga com histórias de outras

ciar a palavra nômade. A figura de alguém acompanhado de seus camelos sob escaldantes raios de Sol, ou descansando protegido à sombra re-

Ao descrevermosum nômade, po-

pessoas, nem tampouco se preocupa com as

carregando os cantis de água seriam as mais

deríamos seguir caminhos diversos guiados

comuns. Algum leitor mais ousado poderia

por nossa percepção pessoal sobre detalhes

Não dispõe ele dos recursos do

substituir a figura clássica do nômade colado

de sua figura clássica. Uns descreveriam

mago. Falta-lhe atributos para quem lidera.

em seu conhecido habitat em um infindável

como alguém afeito aos hábitos solitários ou

Carece de sensibilidade e empatia. Diferen-

deserto qualquer, pela de um hippie, anôni-

talvez daria ênfase ao seu espírito de aventu-

temente do mago que é um ser volátil e flexí-

mo e desligado desfrutando momentos junto

ras, a sua incontrolável corrida em busca do

vel, em cuja mente habita a possibilidade de

a natureza, banhando-se deliciosamente nas

novo. Mas não poderíamos deixar de fora

desdobramento, cuja percepção transita na-

águas cristalinas e puras de uma cachoeira

dessa descrição sua falta de estímulo pela

turalmente por sendas misteriosas. Barreiras,

ou andando alheio aos acontecimentos ao seu

vida social, pelas trocas ocorrem quando se

muralhas, distâncias fazem mais seu estilo.

redor em uma das movimentadas avenidas

vive coletivamente e organicamente, situa-

Quando sob a investidura de líder

Vieira Souto ou Visconde de Pirajá.

ções que nos oportunizam apreciar as belezas

em uma corporação, meio social, ou familiar

Ambas imagens poderiam ser per-

que existem no semblante do outro, aprender

produz involuntariamente pequenos grandes

feitamente aceitas, pois com certeza, descre-

com sua inteligência, apreciar e compartilhar

desastres. Apesar de suas competências aca-

veriam fielmente a figura de um nômade.

sua capacidade de sonhar e de viver seus so-

dêmicas ou formais, é impedido e boicotado

No entanto, os olhos acurados da

nhos e sua maneira de descrever a vida. De

pelo nômade que habita seu interior.

Dra. Carol Pearson nos ensinaram a ir mais

saciarmos nossa sede por sabedoria em pre-

longe nessa tarefa ao ponto de conseguir-

ciosas fontes que a vida nos oferta.

necessidades pessoais delas.

A emancipação do líder é possível. Pode ele realizar sua jornada interior e des-

mos identificar o monge inserido em nosso

De certa forma, não estaríamos exa-

cobrir que existem mil possibilidades à sua

ambiente cotidiano em plena atividade, ocu-

gerando se disséssemos ao nos referirmos ao

disposição e que nem tudo está perdido. Que

pando espaços vitais de liderança dentro de

nômade que ele é alguém que não está dis-

ainda resta-lhe tempo suficiente para desco-

corporações. Pequenas, médias ou grandes

ponível, algo do tipo “não me ligue”, “não

brir quão lindo ele é e quanto lindas são as

corporações abrigam sob seu guarda chuva,

estou disponível”, “não conte comigo”. Não

pessoas que com ele compartilham seus so-

disfarçados nômades com suas vidas dividi-

estaríamos sendo injustos se afirmássemos

nhos, seu tempo e suas próprias vidas.

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Administração

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Diamantes se constituem sob alta pressão. Pessoas, não. Débora Moraes, Graduada em Psicologia pela USP. Mestre e doutoranda pelo Departamento de Aprendizagem e Desenvolvimento Humano da USP. Membro do Laboratório de Psicanálise e Análise de Discurso da USP. Especializada em Educação pela Foundation for Montessori Education. É professora do Mackenzie e

N

da FGV-EAESP. ão é novidade para o leitor que

trapartida, a alta sobrecarga e pressão no

Mas a pergunta que emerge, pelo menos

a sobrecarga de trabalho tem

ambiente corporativo são condições his-

no âmbito das inquietações deste artigo, é

sido personagem constante do

toricamente construídas e fazem parte de

outra: e se, no processo de tornar-se uma

enredo organizacional. Também não são

um sistema que não pode ser naturaliza-

pedra preciosa, a pessoa não suportar a

desconhecidos os seus efeitos sobre o

do. Além disso, humanos não são consti-

pressão?

psiquismo – haja vista a epidemia de es-

tuídos apenas por moléculas de carbono e

Final de agosto de 2013, duas

tresse que estamos vivendo. Mas o fato da

quem dera fossemos resultado apenas de

manchetes na mídia internacional¹ : Mo-

questão não ser nova nem incomum não a

nossa organização bioquímica...

ritz Erhardt, jovem alemão de 21 anos,

Mas a metáfora do diamante está

estagiário Bank of America-Merrill Lyn-

presente na fala dos palestrantes mais po-

ch, morreu após 72 horas seguidas de tra-

O discurso dos profissionais res-

éticos e quer dizer, em última instância,

balho. Pierre Wauthier, CFO da Zurich,

ponsáveis por pessoas nas organizações

que se você aguentar a pressão tornar-se-

cometeu suicídio e deixou nota mencio-

se forma como um coro: “devemos lidar

á uma pedra preciosa. A promessa é boa.

nando a pressão sofrida na seguradora.

com a pressão”. Se tomarmos a pressão

Quem não quer ser uma raridade com va-

Dois acontecimentos, um diag-

do ponto de vista da temporalidade e da

lor quase inestimável neste mercado tão

nóstico: elevadas temperaturas e pressão

sobrecarga podemos dizer que, lidar com

competitivo? Sim, porque se você se tor-

podem até forjar um diamante nas pro-

a pressão seria assumir, como responsabi-

nar tão raro e atrativo vai garantir seu lu-

fundezas da Terra, mas aqui na superfície,

lidade individual, a façanha de produzir

gar, não é mesmo?! A resposta é não. Não

onde todos somos frágeis e mortais, as

mais em menos tempo. Seria, portanto,

há garantias na pós-modernidade nem

consequências da alta pressão podem ser

suportá-la como meio natural de traba-

sendo um poderoso e finíssimo diamante.

bem mais cruéis.

torna menos problemática e suas consequências menos devastadoras.

lho. Então, se formos capazes de

¹ Ambas as notícias podem ser encon-

aceitar este meio hostil, nos transforma-

tradas na Reuters, nos seguintes links:

ríamos em diamantes?

http://br.reuters.com/article/worldNews/

Sabemos que as elevadas tempe-

idBRSPE97L00720130822;

raturas e pressão são naturais no ambiente

http://br.reuters.com/article/business-

onde os diamantes se formam. Em con-

News/idBRSPE97T02E20130830.

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REVISTA EXPER  

Edição Número 29

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