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Editorial

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Foto: Evandro Maia

A indústria e o meio ambiente Por sua vez, a competitividade também

tras mais “limpas” em termos ambientais,

exige das corporações adequação a esta

bem como há cada vez mais campo para

tendência ambiental, o que está propician-

a criação de empresas direcionadas a de-

do o surgimento de indústrias de produtos

senvolver técnicas de saneamento ambien-

e serviços ambientais, as chamadas in-

tal. Isto nos dá a esperança de conseguir

dústrias verdes, que têm suas atividades

em um futuro próximo um meio ambiente

especializadas e direcionadas à criação e

equilibrado e sadio.

desenvolvimento de processos programas,

serviços e equipamentos antipoluidores

secretário do Verde e Meio Ambiente de

que visam diminuir ou eliminar a poluição,

Mogi das Cruzes, Romildo Campello, nos

como por exemplo: reciclagem de lixo, fil-

concedeu uma entrevista repleta de infor-

tros, catalisadores etc.

mações, detalhes dos projetos que serão

Portanto, indústrias verdes são

Para esta edição ficar completa o

desenvolvidos e das futuras parcerias.

aquelas cuja produção está adequada aos

novos parâmetros ambientais e estão dire-

Grupo de Sustentabilidade do Alto Tietê

cionadas a serviços que visem a diminui-

também nos abrilhanta com o artigo: Cria-

ção da poluição.

tividade e Sustentabilidade. Epaminondas

C

No Brasil existem empresas que

Nogueira escreveu sobre Segurança públi-

om o crescimento da intranqui-

obtiveram a certificação ambiental, ade-

ca, e o público? O destaque empresarial é o

lidade em se conseguir o desen-

quando-se assim as exigências do novo

prefeito eleito de Itaquaquecetuba, Mamo-

volvimento sustentável preconi-

desenvolvimento, podendo em muitos

ru Nakashima.

zado pela Rio+20, e o acesso irrestrito a

casos serem também designadas como in-

informação do consumidor, cada vez mais

dústrias verdes, ante a atenção que dão à

possa ser um grande ano na história de sua

exigente em termos ambientais, as empre-

temática.

vida. Boa leitura!

sas potencialmente fora dos padrões ecoló-

gicos, estão preocupadas com sua imagem,

trias devem adaptar seus parques indus-

e estão procurando adaptar-se aos novos

triais de forma a produzir com o menor

tempos, diminuindo seu potencial poluidor

impacto ambiental possível, sob pena de

no ambiente em que está instalada.

perda de mercado pela concorrência de ou-

Portanto, hoje em dia as indús-

Expediente Publisher: Márcio Junior MTB 59904-SP, Editoração: Editora Off, Colunistas: Epaminondas Nogueira, Magaly Sant’ana e Werner Stripecke, Publicidade: 11 2819-4457 ou 11 994.728.104 / publicidade@revistaexper.com.br, Foto Capa: Divulgação, Fotógrafo: Evandro Maia. A revista é uma publicação da Editora OFF e distribuída aos associados do CIESP Alto Tietê, Santos, Taubaté, São José, Jacareí, SESI, SENAI, Associações Comerciais, Sebrae, Secretarias de Indústria e Comércio, Prédios Comerciais e algumas bancas. A revista não se responsabiliza pelo conteúdo dos anúncios e as opiniões emitidas em artigos assinados são de responsabilidade dos autores.

Magaly Sant’Ana, integrante do

Um Feliz 2013 e que este ano

Márcio Junior, Publisher da revista Exper


Editorial..................................................06

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Entrevista

Foto: Divulgação

Nesta Edição

Exper News.............................................08 Entrevista...............................................10 Capa.......................................................14 Business.............................................20 Resíduos Sólidos....................................22

Destaque Empresarial.............................24 Ponto de Vista.........................................26

Romildo Campello, secretário do Verde e do Meio Ambiente de Mogi das Cruzes

10

Capa

A Indústria e o meio ambiente

Foto: Divulgação

Meio Ambiente.......................................23

14 Foto: Luciano Amaral

Destaque Empresarial

Para expressar sua opinião, dar sugestões, enviar releases e fazer contato com a nossa redação, escreva para: redacao@revistaexper.com.br e siga-nos nas redes sociais:

Mamoru Nakashima, prefeito eleito de Itaqua

24


Exper News

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Secretaria de Desenvolvimento de Mogi reforça parceria O secretário de Desenvolvimento

rídica e meio ambiente, e que será muito

publicitária que está entre as metas para os

Econômico de Mogi das Cruzes, Marcos

importante constar nessa revista que esta-

100 primeiros dias de governo. A publica-

Damásio, esteve reunido com a diretoria

mos elaborando para que os investidores

ção vai substituir uma elaborada no início

do Ciesp Alto Tietê com o objetivo de co-

saibam o que Mogi das Cruzes oferece e

da administração passada e que vai desta-

nhecer as funcionalidades da instituição, e

vejam as vantagens em trazer a sua indús-

car, em especial, o Distrito Industrial do

reforçar a parceria da Prefeitura Municipal

tria para cá”, destacou Damásio.

Taboão, que é a maior reserva de Zona de

com a entidade que representa o setor in-

Durante o encontro, o secretário

dustrial. No encontro, Damásio também

deu maiores detalhes sobre a nova revista

Uso Predominantemente Industrial (Zupi) da Região Metropolitana de São Paulo.

anunciou a elaboração de uma nova revista publicitária que vai explorar o potencial industrial da Cidade e que deverá servir como um catálogo de apresentação junto a potenciais investidores. “Uma das metas desta segunda gestão do prefeito Marco Bertaiolli é estreitar os relacionamentos com as entidades de classe para que possam ser fortalecidas as ações focadas no desenvolvimento da Cidade. O Ciesp, em especial, tem uma estrutura de serviços que muitos não conhecem, da qual destaco as assessorias ju-

Brasil com 261 milhões de linhas

Instagram: 90 milhões de usuários Mais de 90 milhões de usuários

ço tinha cerca de 90 milhões de usuários

ativos por mês, compartilhando mais de 40

ativos, o que representa um universo 10%

Com 19,54 milhões de novas ha-

milhões de fotos por dia e fazendo mais de

maior do que possuía em dezembro de

bilitações, e um crescimento de 8,07%, a

mil comentários por segundo. Esses são

2012 - dado que reforça o enorme poten-

base de assinantes chegou a 261,78 mi-

o números do Instagram, a rede social de

cial do crescimento do Instagram em todo

lhões de linhas ativas. Do total de usuá-

imagens que, pela primeira vez desde que

o mundo. A interatividade também é alta:

rios, 210,82 milhões (80,53%) têm aces-

foi adquirida pelo Facebook, em abril do

são mais de mil comentários feitos a cada

sos pré-pagos e 50,96 milhões pós-pagos

ano passado, divulga dados de sua base

segundo e 8,5 mil cliques na opção “curtir”

(19,47%). A banda larga móvel totalizou

de usuários. Em janeiro de 2013, o servi-

das imagens por segundo.

59,19 milhões de acessos. Os dados são da Anatel. A Vivo manteve a liderança com 29,08% de participação de mercado (76,1 milhões de acessos). Na disputa pelo segundo lugar a TIM se deu melhor e acabou a frente da Claro: 26,87% (70,3 milhões de clientes) contra 24,92% (65,2 milhões). A Oi permaneceu em quarto lugar com 18,81% e 49,2 milhões de acessos. 8 - Revista Exper


Fotos: Divulgação

Telefonia e Celulares, Material de Construção, Linha branca, Vestuário e Calçados, Automóveis e Motos, Eletroportáteis e Viagens e Turismo, além de analisar também a utilização de crédito nas compras de bens duráveis.

A categoria que tem maior inten-

ção de compra é a de Vestuário e Calçados (18,8%), seguida por Informática (11%) e Viagem e Turismo (10,6%). Somente a categoria Brinquedos registrou alta na intenção de compra em relação ao primeiro trimestre de 2012, com índice de 3,1%.

Consumidor está mais otimista

Já o varejo online, registrou

queda de 1,9% com índice de 83,9%. Os consumidores pretendem aplicar somente

O número parece pequeno, mas o

três meses de 2013, o que representa cres-

11,4% de sua renda mensal em novas aqui-

varejo certamente comemora o fato de que

cimento de 0,8% em relação ao último

sições. Alimentação (22,1%), Educação

segundo pesquisa realizada pelo Progra-

trimestre do ano passado. Feita com 500

(20%) e Crediário (14,8%) são os itens

ma de Administração do Varejo (Provar),

consumidores da cidade de São Paulo, a

que mais comprometem a renda familiar.

da FIA e pela Felisoni Consultores Asso-

pesquisa avalia intenção de compra e gasto

Apesar dos gastos, 38,6% dos responden-

ciados, 56,8% dos paulistanos pretendem

em categorias diversas como Eletroeletrô-

tes pretendem conseguir poupar algum di-

adquirir um bem durável nos primeiros

nico, Informática, Cine e Foto, Móveis,

nheiro no primeiro trimestre de 2013.

Porto não dará conta da demanda

Consumidores preferem empresas verdes As políticas de uma empresa e o

sumidores mais ativo e influente que presta

impacto que elas têm na sociedade possuem

mais atenção na ação corporativa. Por exem-

Leônidas Cristino, ministro da

um efeito reverberante nas vendas das mar-

plo, em uma das perguntas da pesquisa, 40%

SEP (Secretaria Especial de Portos), afirmou

cas, de acordo com o último relatório da As-

das pessoas declararam que decidiram não

mais uma vez que o objetivo da Medida Pro-

sociation of Public Safety Communications

comprar um serviço ou um produto porque

visória (MP) 595, que estabelecerá as novas

Officials sobre comportamento do consumi-

não concordam com as práticas, políticas ou

regras para o setor portuário, foi definido a

dor. Aproximadamente 10 mil consumidores

atividades da empresa.

partir de um diagnóstico de baixa eficiência

de 15 mercados pelo mundo afora participa-

logística no escoamento da produção e do

ram. Quatro atributos foram selecionados –

interrogados acreditam que as corporações

breve esgotamento da capacidade instalada.

alinhamento, autenticidade, adesão e engaja-

causam um impacto maior em suas vidas

mento ativo – para medir a reputação de 500

hoje do que há dez anos. Quase metade de

de dos portos brasileiros não dará mais conta

marcas globais e como isso afeta as vendas.

todos os inquiridos diz que as companhias

da demanda, que vem evoluindo a cada ano.

As 30 marcas globais que figura-

globais tem um impacto maior em suas vi-

Projeta-se uma movimentação de 373 mi-

ram no topo, baseadas nos quatro atributos,

das do que o governo, e 60% pensam que as

lhões de toneladas para daqui a dois anos,

representavam um mix de indústrias, in-

empresas prestam alguns serviços na socie-

quando, hoje, os portos dispõem de capaci-

cluindo os setores varejo, automobilístico e

dade que antes eram reservados apenas ao

dade instalada de 370 milhões de toneladas.

bens de consumo. Mas o relatório destaca

governo. Também foi perguntado às pessoas

Estudando a evolução da movimentação

a prevalência das empresas de tecnologia –

se elas consideram importante saber tanto

portuária, o governo estima que o déficit, em

marcas de hardware e de serviço.

como uma empresa opera quanto o que ela

2030, alcançará o montante de 487 milhões

vende: 25% concordaram inteiramente, e

de toneladas.

provavelmente, por trás de um grupo de con-

Segundo ele, até 2015, a capacida-

As marcas de tecnologia estão,

A pesquisa descobriu que 77% dos

42%, em parte. Revista Exper - 9


Entrevista

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Romildo Campello Exper - Para que nossos leitores possam conhecê-lo, conte-nos um pouco

sobre

sua

trajetória

política?

Formado em Análise de Sistema, Pós-Graduado em Geografia, ex-Ouvidor Geral do Município (2010-2012), Presidente do Partido Verde e atual Secretário do Verde e Meio Ambiente de Mogi das Cruzes.

Romildo - Nasci em Recife, Pernambuco, e estou em Mogi das Cruzes desde os 3

atividade que procura otimizar o uso das

uma redução de 60% no consumo de ener-

anos de idade. Fui ativista em ONG, secre-

fontes de energia, ou seja, consiste em

gia para aquecimento de águas sanitárias.

tário do Verde e Meio Ambiente de 2009 a

usar menos energia para fornecer a mes-

A eficiência energética e as energias re-

2010. Formado em Geografia pelo Centro

ma quantidade de valor energético. A ado-

nováveis são os “dois pilares” da política

Universitário Claretiano e integrante da

ção de soluções eficientemente energéticas

energética sustentável. A outra forma são

rede sócio ambiental do Alto Tietê, parti-

em edifícios pode passar como por exem-

os chamados Produtos Verdes - geral-

cipei de entidades como o Subcomitê da

plo, por colocar um isolamento térmico de

mente apresentam uma tecnologia tão boa

Bacia Hidrográfica do Alto Tietê – Ca-

modo a se consumir menos energia para

quanto a de aparelhos comuns, mas com

beceiras, Comitê e Conselho Curador de

aquecimento e arrefecimento mantendo

um extra: economizam energia e são fei-

Bacia do Alto Tietê, além de ter coordena-

a mesma temperatura, instalar lâmpadas

tos de materiais menos nocivos à natureza.

do o Programa de Operações do Parque

econômicas, para atingir o mesmo nível

Como saber se um produto é verde? Geral-

Natural Municipal da Serra do Itapeti.

de iluminação. Redes de sensores sem fio.

mente, este viés ambientalista é utilizado

Sou presidente do PV de Mogi das Cruzes e

A utilização das energias renováveis como

como marketing, então, é muito provável

atual secretário do Verde e Meio Ambiente.

fonte de energia para consumo das neces-

que você encontre selos e muitas informa-

sidades energéticas, quer de climatização

ções sobre isso na própria embalagem.

Exper - A proposta brasileira para a

como de aquecimento de águas quentes

Rio+20 é de uma economia verde in-

sanitárias e de piscinas é uma das formas

Exper - Qual deve ser o papel dos go-

clusiva. Como é possível traduzir essa

mais eficientes de reduzir o consumo de

vernos e das corporações para que os

economia verde para a economia real?

energias de combustíveis fósseis. A ins-

compromissos assumidos nas conferên-

Romildo - Existe duas formas disso acon-

talação de painéis solares térmicos na

cias se traduzam efetivamente em ações?

tecer: Eficiência Energética - que é uma

cobertura dos edifícios pode representar

Romildo - Um dos papéis de avaliação

Fotos: Divulgação

dos indicadores são as 8 Metas do Milênio - 1. Reduzir pela metade o número de pessoas que vivem na miséria e passam fome. 2. Educação básica de qualidade para todos. 3. Igualdade entre os sexos e mais autonomia para as mulheres. 4. Redução da mortalidade infantil. 5. Melhoria da saúde materna. 6. Combate a epidemias e doenças. 7. Garantia da sustentabilidade ambiental. Os governos apostam em programas de coleta seletiva e reciclagem, no suporte a projetos de pesquisa na área ambiental e no estímulo a práticas sustentáveis, divulgadas 10 - Revista Exper


Revista Exper - 11


Entrevista

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em empresas, escolas e comunidades 8.

e a diretora-presidente da Companhia

para cuidar melhor do meio ambiente?

Estabelecer parcerias mundiais para o

de Saneamento Básico do Estado de São

Romildo - Um contínuo processo de

desenvolvimento. Temos metas para os

Paulo (Sabesp), Dilma Pena, a inclusão de

educação ambiental com mais inves-

municípios, então tudo o que o governo

Suzano no projeto da Usina de Tratamen-

timento em novas tecnologias, para a

e as corporações realizarem de melho-

to Térmico de Resíduos Sólidos e Geração

criação de processos e produtos verdes.

rias, de certa forma estará auxiliando

de Energia, juntamente com Guarare-

O país ainda tem um índice muito alto

nos panoramas estatísticos da cidade.

ma, Arujá, Salesópolis e Biritiba Mirim.

de desperdício de energia, estudos indicam que cerca de 10% dos 430 tera-

Exper - Como a secretaria vai desper-

Exper - Foi concebido na região o GRSAT -

watt-hora (TWh) consumidos no país

tar a Educação Ambiental na cidade?

Grupo de Responsabilidade Social do Alto

a cada ano são desperdiçados, volu-

Romildo - Parcerias junto a Secretaria

Tietê, que trabalha junto ao CIESP da re-

me superior ao consumido pelo total

de Cultura e a Secretaria de Educação

gião. Qual a importância desta iniciativa?

da população do estado do Rio de Ja-

com objetivo de sensibilizar crianças

Romildo - Excelente, ações que eram iso-

neiro, que alcança cerca de 36 TWh.

de escolas estaduais, municipais e par-

ladas e pontuais, agora podem ser orga-

“O índice corresponde a mais do dobro do

ticulares para que o efeito multiplica-

nizadas. O GRSAT consegue cumprir esse

observado na Alemanha, que desperdiça,

dor de proteção e conservação do meio

papel de organizar as empresas que dese-

em média, 4% de toda a energia consu-

ambiente ocorra de forma mais ampla

jam realizar um projeto de responsabilida-

mida. Além disso, com esse desperdício

e efetiva. A diversidade cultural é a maior

de social, além de ser um articulador entre

de energia, são jogados fora, no Brasil,

expressão da Educação Ambiental, Por

o governo, as indústrias e a sociedade.

aproximadamente R$ 15 bilhões ao ano.

tando nas pequenas mudanças que, so-

Exper - Analisando o universo das indús-

Exper - O que não falamos que o se-

madas, podem representar algo mais no

trias no Brasil, o que está sendo feito e o que

cretário acredita ser importante dizer?

esforço de transformação consciente.

pode ser melhorado na questão ambiental?

Romildo - O projeto-piloto do progra-

Romildo - Esta sendo realizado adequações

ma Recicla Mogi deve ter início em abril

Exper - Com relação aos resíduos sóli-

nas leis e a indústria nacional já entendeu

e será estendido a toda a Cidade em ju-

dos o que podemos esperar no futuro?

a proposta da economia verde e estão tam-

lho. Os trabalhos começarão no Jardim

Romildo - foi realizada no Palácio dos

bém se adequando, para no futuro assumir

Aracy, Ponte Grande, Rodeio, Aruã e

Bandeirantes, em São Paulo, entre os pre-

um novo papel e abrir novos mercados.

Bairro do Itapety. A iniciativa vai benefi-

isso, trabalhamos em conjunto, acredi-

ciar 15,5 mil pessoas que vivem naquela

feitos de Suzano, Paulo Tokuzumi, e de Mogi das Cruzes, Marco Aurélio Bertaiolli,

Exper - No que ainda precisamos evoluir

região. Depois da sua expansão, o programa pretende dobrar a coleta de lixo reciclável do município até setembro de 2014 – hoje, segundo a Prefeitura, apenas 1,6% deste tipo de detrito é coletado. A adaptação a novas maneiras de se lidar com o lixo residencial foi tratada como um dos principais desafios da parceria entre Mogi das Cruzes e a cidade japonesa. Para mudar antigos comportamentos, a Secretaria Municipal de Educação terá papel importante com a elaboração de material pedagógico sobre a temática, que servirá de apoio nas escolas da rede.

12 - Revista Exper


Revista Exper - 13


Capa

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INDÚSTRIA VERDE O

fenômeno da globalização tem

gências. No Brasil mais de 1000 empresas

trazido às empresas a necessida-

a obtiveram.

de de adaptação cada vez mais

Uma das formas encontradas para

às novas exigências mercadológicas. Con-

demonstrar essa adaptação, foi a criação de

sequência disso é a necessidade de criação

etiquetas ou selos ecológicos, ou verdes,

de normas de caráter mais abrangente e de

os quais são concedidos a produtos que

aceitação internacional, o que tem gerado

passaram por um controle de qualidade

uma onda de normalização em escala pla-

ambiental e estão aptos a entrar no mer-

netária, principalmente quanto a qualidade

cado com menor possibilidade de causar

do produto e da produção em si.

prejuízo ao ambiente. Ao mesmo tempo o

Outra consequência dessa globa-

selo ecológico passou a ser um incentivo e

lização é o aumento da competitividade,

estimulo a um compromisso ambiental dos

que por sua vez motivou a necessidade de

fabricantes, bem como também motiva o

um melhor aprimoramento técnico e de

consumidor a ter uma postura mais cons-

qualidade. Isto trouxe também um maior

ciente da problemática em questão, sele-

controle de qualidade dos produtos, que

cionando produtos menos danosos.

passou a ser aferido mediante atendimento

Assim, com essa nova forma de

de normas aceitas mundialmente, compro-

garantia ecológica de produtos industria-

vadas através de uma nova forma de garan-

lizados, estaremos combatendo cada vez

tia: a da certificação.

mais a degradação ambiental com medi-

Sugiram então nos países desen-

das mais concretas e efetivas, propiciando

volvidos várias entidades de certificação

a melhoria da qualidade de vida para nós

com suas normas, mas vem se destacando

seres humanos e para as demais espécies

a Internacional Organization of Standarli-

do planeta Terra.

zation, a ISO, federação mundial das organizações nacionais de normalização sedia-

As indústrias na gestão hídrica

da em Genebra, que lançou entre outros a

O crescimento populacional alia-

ISO 9000 que visa o sistema de qualidade

do ao mau gerenciamento político na área

do produto e teve grande aceitação nos pa-

social, que já vem se tornando perene, tem

íses desenvolvidos e em desenvolvimento.

contribuído para aumentar o déficit habi-

Essa normalização foi e é a mais utilizada

tacional e de trabalho, assim como vem

e as empresas que obtiveram sua certifica-

aumentado a pobreza, com reflexos diretos

ção saíram na frente na competição merca-

nos problemas ambientais existentes em

dológica, em vista da rigidez de suas exi-

nosso país. Esta situação vem causando

14 - Revista Exper


enormes pressões sobre o ambiente natu-

ticulação com órgãos e entidades públicas

ral, cultural, artificial e do trabalho com

ou privadas que a integram, ou que dela

prejuízos à toda população e refletindo

sejam usuárias, contemplando aí também a

também diretamente na gestão dos espaços

necessidade de participação das indústrias

urbanos e rurais.

no processo de gerenciamento das águas.

Em termos hídricos, a gestão

A Eco Liberty é uma empresa

pública tem-se concentrado na força dos

brasileira que presta serviços de lavagem

Municípios, pois são eles pessoas jurídicas

veicular ecológica, que além de remover a

de direito público, autônomos e expressa-

sujeira com eficiência o produto dá brilho

mente reconhecidos como entes federados

e conserva, e o processo de lavagem utiliza

em posição de igualdade com a União e

apenas 300 ml de água, enquanto as lava-

o Estado, notadamente no que se refere à

gens tradicionais gastam entre 200 a 500

proteção da qualidade de vida. Tanto é que

litros. “A lavagem é realizada por meio de

o art. 23 da Constituição Federal coloca a

aplicação de uma cera líquida que se in-

proteção de bens de valor histórico, artís-

filtra nos depósitos de sujeira. A limpeza

tico e cultural, monumentos, as paisagens

acontece no processo de flotação que se-

notáveis e os sítios arqueológicos, a prote-

para as partículas de sujeira da superfície

ção do meio ambiente e o combate à polui-

a ser limpa, bastando retirar o produto sem

ção em qualquer de suas formas e ainda a

que haja qualquer tipo de abrasão, comenta

preservação das florestas, fauna e da flora,

o diretor da Eco Liberty, Robson Corrêa.

entre as matérias de competência comum da União, Estados e Municípios. Dessa

Administração ambiental

forma, os Municípios brasileiros têm o de-

ver de proteger o meio ambiente, devendo

mundial globalizada e suas consequências

incluir cada vez mais em sua administra-

vêm trazendo às empresas oportunidades

ção a gestão ambiental, pois hoje em dia

de expansão e aquelas que conseguem per-

não se pode mais dissociar a exploração

ceber esta nova tendência mundial, pode-

dos recursos naturais do planejamento ur-

rão criar mercados cada vez maiores, gra-

bano e industrial.

ças as novas tecnologias da comunicação e

Dessa forma, por sua importância

seus produtos poderão alcançar consumi-

o setor industrial não pode deixar de parti-

dores de outros países com menos esforço.

cipar da gestão hídrica através de atuações

Para isso os empresários e as empresas de-

junto aos Comitês, Subcomitês e Agên-

vem desenvolver uma nova filosofia e ade-

cias de Bacias Hidrográficas, bem como

quar seus parques industriais e seus produ-

aos consórcios intermunicipais, o que é de

tos a um fator cada vez mais importante na

grande importância para a preservação e

comercialização: o fator ambiental.

recuperação dos recursos naturais, conse-

quentemente na proteção ambiental.

indústrias e a sua necessária adaptação ao

A criação da Agência Nacional de

referido fator ambiental para que haja me-

Águas-ANA, pela Lei 9.984, de 17.07.00,

nor agressão ao ambiente, exige do admi-

à qual compete formular a Política Nacio-

nistrador de empresas moderno uma nova

nal dos Recursos Hídricos, também forta-

visão de trabalho e consequentemente uma

leceu a participação da sociedade ao dizer

nova forma de administração: a adminis-

que cabe a ela promover a coordenação

tração ambiental.

das atividades desenvolvidas no âmbito da

rede hidrometeorológica nacional, em ar-

ria administração ambiental podemos su-

O aparecimento da economia

A globalização, a expansão das

Dentre as atividades da necessáRevista Exper - 15


Capa

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gerir que as empresas tentem: minimizar o

sempre em mente que a exigência ambien-

impacto dos resíduos da produção no am-

tal tem propiciado o surgimento a

volve o Projeto Ecoagentes Mirins,

biente; reciclar e reutilizar produtos, bem

nível planetário do ecobusiness,

projeto vencedor da VIII Mostra de

como elaborar sua contabilidade ambiental

ou seja, de negócios e pro-

Ações Sócio

colocando no ativo o imobilizado referen-

dutos ecologicamente cor-

Centro

te aos equipamentos adquiridos visando à

retos, principalmente nos

dústrias

eliminação ou redução de agentes poluido-

países ricos, de sorte que

Estado

res com vida útil de um ano; o gasto com

se as indústrias nacionais

pesquisa e desenvolvimento de tecnologia

não se adaptarem a estas novas

a médio e longo prazo; os estoques rela-

exigências do mercado começarão

cionados com o processo de eliminação

a perder espaço na comercialização.

dos níveis de poluição; creches, empregos

Portanto,

hoje

em

de Educação Ambiental, que desen-

ambientais

do

das

Ind

o de

S ã o Paulo

dia

gerados, áreas verdes etc. E no passivo

cada vez mais é importante que as

toda agressão que se pratica ou praticou

empresas e indústrias em geral pro-

contra o Meio Ambiente; o valor dos in-

videnciem o levantamento de sua posi-

na catego-

vestimentos para reabilitá-lo; as multas;

ção ambiental através da Contabilidade

ria Indús-

indenização; gastos com projetos e licen-

Ambiental, em especial as potencialmen-

tria. Cria-

ças ambientais; restrições a empréstimos,

te poluidoras, para que possam estar em

para

entre outros, conforme normas da Ibracon

sintonia com os novos anseios ambientais

5° ano das

- Instituto Brasileiro de Contabilidade (NP

e consequência disto obter maior sucesso

Éboli de Lima, em Jacareí, e na Escola

11).

mercadológico, colaborando também para

Estadual Antônio José de Siqueira, no Dis-

As empresas deverão também

a obtenção do almejado desenvolvimento

trito de São Silvestre, o projeto tem como

executar programas internos de educação

sustentável e garantir o direito de todos

objetivo formar multiplicadores mirins de

ambiental visando conscientizar seus em-

nós termos um meio ambiente equilibrado

ações sustentáveis na comunidade, atuan-

pregados das novas diretrizes, sem o que

e sadio (art.225, da Constituição Federal).

do dentro da escola e também nos bairros

dificilmente conseguirá obter sucesso nes-

Seguindo esses princípios a Re-

onde moram. A iniciativa, que formou e

te empreendimento. Deve-se, ainda, ter

gional do CIESP de Jacareí criou o Núcleo

certificou 32 alunos, encerrou o ano com

(CIESP),

os

do em 2008 alunos do 4° e escolas EMEF José

Foto: Divulgação

a construção de uma Horta Orgânica na Escola Estadual Prof. José Éboli de Lima com o propósito de difundir a ideia de uma alimentação mais saudável e fomentar o contato das crianças no desenvolvimento das plantas. O Núcleo encerrou 2012 com o lançamento de um novo projeto, a REAAL – Rede de Aprendizagem e Ação Local, que trouxe uma nova abordagem baseada na autonomia e na auto-organização das pessoas. Antes mesmo de ser lançada a REAAL já contava com o envolvimento de mais de 60 pessoas do Distrito de São Silvestre dispostas a organizar o Festival Projeto Ecoagentes Mirins, com atividade de plantio de mudas 16 - Revista Exper

de Aprendizagem e Ação Local, um evento


Revista Exper - 17


Capa

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criado para intensificar a troca de experiências de uma forma descontraída e participativa, prevista para acontecer em março de 2014. O alto valor das contas de água e luz pesava no bolso de Francisco Severiano Alves, proprietário da Mecânica Chiquinho, parceiro SACHS em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo. Observando uma experiência ali e outra acolá, somou as dicas da consultoria do SEBRAE e investiu em telhas transparentes quando construiu a nova oficina, há dez anos. Só com isso, viu a fatura cair pela metade. Instalou ca-

Francisco Severiano Alves, proprietário da Mecânica Chiquinho

lhas no telhado para que a chuva fosse para

descarga dos banheiros é pluvial. Além de

medidas. “A regra é gastar o mínimo se

uma caixa d’água de mil litros, em pouco

economizar na conta, o mecânico contri-

acendeu, apaga. Ligou, desliga”, ensina.

tempo substituída por uma cisterna.

bui para a preservação do recurso natural.

O posicionamento do mecânico Francisco

Hoje, 90% da água usada na ofi-

“É uma mudança cultural”, afirma o em-

mostra que “pensar verde” tem resultados

cina para lavagem de peças, limpeza e na

presário, que contagia a equipe com as

benéficos para o meio ambiente, mas po-

18 - Revista Exper


de ferramentas. Outra fonte de renda é o óleo usado o empresário estima o ganho de cerca de R$ 300 por mês, ação que evita, Fotos: Divulgação

ainda, a contaminação do meio ambiente. A empresa coletora envia o produto para uma refinaria para que, depois de tratado, possa ser usado novamente. “O empresário deve ser o exemplo dessas práticas sustentáveis”, explica Francisco.

Além de contribuir para o meio

ambiente, ações de eco eficiência como as adotadas pela empresa diminuem custos. Essa é a opinião da economista e consultora do SEBRAE, Dorli Terezinha Martins. Ela afirma que grande parte de ações que Francisco Severiano Alves, no interior da oficina Mecânica Chiquinho

resultam em boas práticas ambientais exigem mais comprometimento do empresá-

dem ajudar, também, na economia da em-

A motivação dos seis colaborado-

rio do que empenho financeiro. “Em mui-

presa. O investimento mais alto na oficina,

res cresceu quando o papelão das embala-

tos casos, a readequação e a mudança de

por exemplo, foi na estrutura de captação

gens e peças usadas passaram a ser ven-

hábitos na empresa resulta em economia

de água de chuva, que se pagou com a eco-

didas para reciclagem, e a receita dividida

de 30% de energia, 25% de água, e por aí

nomia na conta mensal.

entre a oficina, onde é aplicada na compra

vai”, calcula a especialista.

Revista Exper - 19


Business

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Biojoias faz moda sustentável

B

Fotos: Divulgação

iojoias Ateliê Especiarias faz moda sustentável com acessórios de design exclusivo. Agora imagine poder estar na moda usando elementos da natureza sem abrir mão da sustentabilidade e da preservação ambiental. Pois é essa a proposta

da Biojoias Ateliê Especiarias, marca criada há seis anos por Rodrigo Bolton e que em 2012 conquistou o 2º lugar do Prêmio Estadão PME na categoria Sustentabilidade Empresarial. Atualmente com seis lojas oferece biojoias como colares, brincos e pulseiras a

Conjunto da Coleção Foliis et Lapides

roupas de algodão de cor, bolsas, sandálias, objetos de decoração e perfumes de ambiente. “Com as peças, divulgamos a cultura e costume do Brasil e mostramos que é possível estar na moda e preservar a natureza”, afirma Rodrigo Bolton. Em parceria com a sócia e designer Lu Ferreira, Rodrigo está sempre trazendo novidades e antecipando tendências. É da oficina própria da marca, que também fica em São Paulo, que saem criações exclusivas como a coleção Foliis et Lapides. Inspiradas nas joias bizantinas e com um toque da arte contemporânea, as biojoias dessa coleção usam pedras como água-marinha, ametista, citrino, esmeralda e jade. Outro elemento que marca presença é a minurinha, folha típica do cerrado brasileiro na qual se aplica a técnica da filigrana, que consiste em trabalhar delicadamente os grãos e fios de ouro criando desenhos com o aspecto de rendas. Quem visitar uma de nossas lojas também poderá conhecer, em primeira mão, a coleção Sedas, que será oficialmente lançada pela Biojoias Ateliê Especiarias. Um dos diferenciais dessa coleção é o emprego de fios de seda ecológica como crochê, aliando folhas e pedras em uma composição original e muito delicada. Já a coleção Aurum Brasilis, que também estará presente nas lojas, resgata todo o romantismo do século XVIII. A madeira retirada de forma sustentável da Mata Atlântica, a própria minurinha (também conhecida como folha-moeda) e o capim dourado são alguns dos materiais usados para compor as peças que fazem parte dessa coleção que une luxo e arte.

20 - Revista Exper

Conjunto da Coleção Aurum Brasilis Aureas Herba


Naturale foca em ações práticas

A

Foto: Divulgação Naturale

Naturale tem a sustentabilidade como uma importante premissa para a empresa. Com o objetivo de preservar o meio ambiente, reduzir a emissão de CO2 e ter uma maior economia de combustíveis, iniciou um trabalho com a rede Walmart,

alterando varias etapas de seu processo produtivo. Entre as ações adotadas para se ter ganhos ambientais, está a escolha de produtores de aveia localizados num raio de 30km da indústria Naturale, reduzindo, desta forma, as distâncias a serem transportadas e, por conseqüência, o consumo de combustíveis fósseis. Além disso, todos os produtores fornecedores de aveia para a Naturale devem fazer plantio direto, com práticas conservacionistas dos solos. Já as cascas, subprodutos da industrialização dos grãos, que antes eram depositadas no ambiente e geravam a emissão de grandes quantidades de metano, passaram a ser utilizadas como ração animal. E as práticas não param por aí. Para abastecer as caldeiras da Naturale, são utilizados descartes de madeiras obtidas das indústrias moveleiras vizinhas a empresa, evitando a derrubada de milhares de árvores de Pinus e Eucalipto. Houve a diminuição na quantidade

Diretor Comercial da Naturale, Cristiano Cunha Dolzan.

de papel utilizado nas embalagens. Através da redução da gramatura, o mesmo volume de papel que antes era necessário para fazer 100 mil caixas, agora produz 110 mil. Outro fator determinante foi a otimização do transporte para um melhor aproveitamento dos caminhões da empresa, reduzindo o consumo de combustível para a entrega às redes varejistas. “Fizemos muitos testes de altura. Antes os lotes eram transportados com 80 caixas e, agora, são com 100”, explica o diretor comercial, Cristiano Cunha Dolzan. Todos os processos iniciados com a rede Walmart, foram estendidos pela Naturale para os produtos de outras marcas próprias produzidas para clientes, bem como para os produtos Naturale. “Estamos aproveitando todas as ideias iniciadas com o trabalho para o Walmart para beneficiar o grande personagem principal dessa história: o meio ambiente”, finaliza o executivo.

Revista Exper - 21


Resíduos Sólidos

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O lixo nosso de cada dia Werner Stripecke Werner Stripecke é Diretor Regional do Sistema Fiesp/Ciesp no Alto Tietê e Diretor Industrial da Clariant.

N

os últimos dias, o lixo voltou

gatória e imediata para aqueles que pla-

resto é enviado para lixões que contami-

à cena principal do Alto Tie-

nejam e buscam o desenvolvimento dos

nam o meio ambiente e geram problemas

tê. Em Ferraz de Vasconcelos,

municípios.

como os quais temos tido exemplos reais

problemas com a falta de coleta renderam

Estudos oficiais apontam que

no Alto Tietê. Pior que isso. Gasta-se mi-

até destaque na mídia nacional ao prefeito

o volume do lixo no Brasil não para de

lhões de reais para enterrar os resíduos.

Acir Filló, que arregaçou as mangas e tra-

crescer e avança em índices bem supe-

Recentemente, o prefeito Paulo Toku-

balhou de gari pelas ruas. Em Itaquaque-

riores aos do crescimento populacional.

zumi comentou que Suzano gasta cerca

cetuba, os responsáveis pelo aterro sanitá-

Em 2010, por exemplo, segundo a última

de R$ 600 mil/mês para recolher o lixo

rio da Pajoan movimentaram caminhões,

estatística do Panorama dos Resíduos Só-

das ruas – com uma separação mínima

mesmo com o empreendimento interdita-

lidos no Brasil (elaborado pela Associa-

e quase inexpressiva daquilo que pode e

do e foram multados. Mogi das Cruzes,

ção Brasileira de Empresa de Limpeza

deve ser reaproveitado – e mandar para

por sua vez, tem que se armar outra vez

Pública – Abrelpe), o País produziu 60,9

um aterro sanitário. Um custo alto que se

contra um projeto para um centro de resí-

milhões de toneladas de lixo urbano, o

tornou ainda maior depois da interdição

duos que ameaça a sua principal reserva

que corresponde a 6,8% a mais do que o

da Pajoan, o que obriga o envio para ater-

de áreas industriais ao mesmo tempo em

gerado em 2009. Nesse mesmo período, a

ros mais distantes e com transporte mais

que busca viabilizar a primeira usina de

população cresceu 1%. Isso significa que

caro. Mogi gasta próximo de R$ 800 mil/

tratamento térmico e geração de energia

a constatada melhoria de vida do brasilei-

mês para a mesma coisa. Exemplos, en-

do Brasil, essa sim, capaz de atrair novos

ro, com maior poder de consumo e mu-

tão, não faltam. O que falta são amplas

empreendimentos.

danças de hábitos, reflete

Como se vê, o lixo nosso de cada

diretamente no lixo.

dia desponta aí como o maior problema

Mais

assus-

campanhas para conscientização e ações para a reciclagem do lixo, além de uma mobiliza-

e, principalmente, como o maior desafio

tador, ainda, é saber

para os gestores do Alto Tietê, que não

que

embora

viabilizar um modelo mo-

podem mais deixar o assunto para depois,

pelo

menos

derno e sustentável para

sob o risco de penalizarem muito o futu-

45%

lixo

a destinação daquilo

ro das cidades que governam. Afinal, o

produzido pos-

que aparentemente não

lixo é um material que todos, em menor

sa ser reapro-

pode ser aproveitado di-

ou maior quantidade, geram. Portanto,

veitado,

encontrar uma destinação para ele – de

2% realmente é reci-

preferência, sustentável - é condição obri-

clado, enquanto que o

22 - Revista Exper

do

apenas

ção regional para definir e

retamente mas que pode, por exemplo, ser incinerado e gerar energia.


Meio Ambiente

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Criatividade e Sustentabilidade Magaly Sant’Anna Consultora em Comunicação, Marketing e Responsabilidade Social pela MSX Integração Empresarial. Integrante do GRSAT - Grupo de Responsabilidade Social do Alto Tietê - CIESP. Professora acadêmica nos cursos de Administração, Recursos Humanos, Comunicação, Logística e Marketing. magaly@msxie.com.br

P

osso afirmar que a inovação, a

para fomentar as práticas e provocar

res. Todos nós somos responsáveis por

criatividade e a sustentabilidade

discussões de temas que se alinhem aos

estimular e exercitar as melhores práticas

devem caminhar juntas em todos

objetivos estratégicos de cada empresa

desde a coleta seletiva, reaproveitamento

os processos de produção para fomentar a

participante. O apoio a esse grupo é uma

de materiais, economia de energia e água,

ecoeficiência, fundamental para o mundo

preocupação da diretoria do CIESP Alto

dentre outras na rotina doméstica e em-

e principalmente para os negócios.

Tietê. As empresas precisam de pessoas

presarial. Não tem jeito, a atitude criativa,

O conceito de ecoeficiência –

que saibam buscar soluções adequadas,

inovadora e sustentável não é mais uma

modo de se produzir bens e serviços utili-

que tenham jogo de cintura para condu-

opção, é uma exigência do mercado, do

zando menos recursos naturais e gerando

zir mudanças. Profissionais modernos,

planeta. Ao reduzir seus custos, as empre-

menos resíduos – é cada vez mais comum

inseridos nas responsabilidades diárias da

sas elevam a sua competitividade fator de

entre as indústrias brasileiras. Além de

empresa, terão que ser criativos para es-

perenidade corporativa. É o combustível

redução nos custos, a estratégia permite

colher o melhor negócio, portanto preci-

para conquistar novos consumidores pela

ganhos em competitividade e melhora a

sarão ser inovadores na busca de clientes,

demonstração de responsabilidade social.

imagem das organizações. Para tanto pre-

na escolha de fornecedores, no relacio-

Então é partir para a ação. Desenvolver

cisam buscar a inovação e criatividade já

namento com a comunidade onde estão

processos criativos e inovadores. O que

que são cotadas como a forma mais efi-

inseridos e até na forma de promoção e

não é colocado em prática não tem valor.

ciente de ter diferencial e obter vantagem

divulgação dos produtos e serviços. Criar

Sabe qual é o nome de uma ideia criati-

competitiva, para tornar os seus produtos

e Inovar garante a perenidade da empresa

va implementada? Inovação. Não adianta

e processos melhores, do ponto de vista

e o planeta agradece.

você ter uma boa ideia e não implementá-

socioambiental. Inovação, criatividade e sustentabilidade devem caminhar juntas. Com certeza um país em de-

A economia verde trata de pro-

la. É preciso transformar a ideia em ino-

duzir sem prejudicar a saúde dos cola-

vação. Empresas e colaboradores estão

boradores, dos consumidores e do meio

cada vez mais preocupados em atingir

senvolvimento não pode abrir mão, da

ambiente. Por isso, foram desenvolvidos

questão social, e a questão ambiental não

mecanismos de certificação (FSC,

deve ser enxergada como um problema,

ISO 14000), que procu-

mas como oportunidade. O CIESP Regio-

ram asseguram

nal Alto Tietê, dentro de suas estratégias,

a sustenta-

serviços levando em

criou em 2012 o Grupo de Responsa-

bilidade e

consideração a sua

bilidade Social do Alto Tietê – GRSAT,

demonstrá-

política e seus obje-

com representantes de várias indústrias,

la aos consumido-

e demonstrar um desempenho sócio ambiental correto, controlando os impactos de suas atividades, de seus produtos ou

tivos ambientais. Revista Exper - 23


Destaque Empresarial

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Mamoru Nakashima, prefeito eleito de Itaquaquecetuba Exper - O que o levou a ingressar na vida

do trabalhador itaquaquecetubense.

pública?

dos vínculos entre empresariado e poder público e o desenvolvimento sustentável

Exper - O que os empresários podem es-

das atividades econômicas em prol do de-

gressar na vida pública. Há mais de seis

perar em curto e em médio prazo da se-

senvolvimento da cidade.

anos criei um projeto social de planeja-

cretaria de desenvolvimento e da prefei-

mento familiar que funciona no Kaikan,

tura?

Exper - Qual a sua opinião sobre os in-

voltado para o atendimento de pessoas

Mamoru Nakashima - O fortalecimento

vestimentos feitos por empresas privadas

carentes que precisam de informação para controle de natalidade etc. Esse projeto cresceu e atende com médicos, dentista, psicólogos, assistentes sociais etc., e os voluntários de lá me pediram para lançar candidatura a prefeito. E aqui estou, na minha primeira candidatura me elegi prefeito de Itaquaquecetuba. Exper - No quesito desenvolvimento industrial, quais serão os maiores desafios para a administração? Mamoru Nakashima - Os planos a médio e a longo prazo do secretário de Indústria e Comércio, Dalton Luiz Dename são: - A ampliação do número dos empreendedores individuais devidamente formalizados; - A ampliação do número de empresas regularmente instaladas, por meio de ações e incentivos fiscais; - A ampliação quanto à oferta de cursos e demais atividades educativas e profissionalizantes (por meio de parceiros como o SENAI, SENAC, SEBRAE, CIEE, entre outros); - Ampliação do número de vagas oferecidas pelo Posto de Atendimento ao Trabalhador; entre outras ações futuras em prol 24 - Revista Exper

Fotos: Luciano Amaral

Mamoru Nakashima - Eu nunca quis in-


nas questões relativas à responsabilidade socioambiental? E quais os maiores desafios para o município quando o assunto é meio ambiente? Mamoru Nakashima - O maior desafio consiste na regularização das áreas que compreendem mananciais e a resolução dos problemas que envolvem a questão do descarte adequado do lixo produzido no município. No mais, com relação aos investimentos sócio ambientais, o poder executivo municipal, por meio da Secretaria de Indústria e Comércio pretende conhecer quais e quantos são desenvolvidos no município como um todo para planejar ações conjuntas. Exper - Em sua opinião o que as pessoas

modos de manter nossos jovens o máximo

díveis. Estamos em busca de recursos fe-

precisam para se sentir cidadãs e o que

possível ocupados, seja nas escolas, en-

derais e/ou estaduais para este fim. Além

a administração está fazendo a respeito?

volvidos em atividades de esporte e lazer

disso, a Secretaria Municipal de Indústria e

Mamoru Nakashima - Os cidadãos pre-

saudável, e em cursos que poderão garan-

Comércio, por exemplo, já está revendo os

cisam sentir que os impostos que eles

tir-lhes um posto de trabalho. Eu venho de

laços com: SENAI, SENAC, CIESP, CIEE

pagam são revertidos para eles em forma

família humilde e, para conseguir tudo na

etc., no sentido de qualificar e o munícipe

de benefícios. Eles precisam ter direitos

vida, tive de trabalhar e estudar. Ficando

e auxiliá-lo a entrar/ser novamente incluí-

garantidos de segurança, transporte coleti-

parado e esperando não vai acontecer. Va-

do/ se manter no mercado de trabalho, de

vo decente, escolas, saúde. Eles precisam

mos criar oportunidades e quem souber

maneira ativa e próspera.

se sentir acolhidos pela cidade. Precisam

aproveitar vai mais longe. Exper - Qual o maior desafio que o pre-

saber que se está fazendo todo o possível para criar emprego e renda em locais pró-

Exper - Quais os recursos que a Prefei-

feito terá pela frente?

ximos às suas casas. Precisam saber que

tura vai utilizar para acompanhar as ten-

Mamoru Nakashima - O maior desafio

sem eles a cidade não vive.

dências do mercado e estar sempre ino-

será compensar todos os anos perdidos de

vando?

Itaquaquecetuba. Será aproveitar as opor-

Exper - Na área de assistência social, o

Mamoru Nakashima - Atualmente, o po-

tunidades para fazer essa cidade crescer e

que o município fará para lidar com a

der executivo municipal possui demandas

criar mais empregos, fornecer mais escolas

ociosidade dos jovens?

que vão além de suas possibilidades e,

e mais saúde. Criar mais qualidade de vida

Mamoru Nakashima - Precisamos criar

neste sentido, as parcerias são imprescin-

para o povo daqui Revista Exper - 25


Ponto de Vista

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Segurança Pública, e o público? Dr. Epaminondas Nogueira Mogi das Cruzes - Av. Narciso Yague Guimarães, 664, Centro Cívico – Tel: (11) 4799-1510 São Paulo – Barra Funda Rua do Bosque, 1589 – Ed. Capitolium, Bl. II, Conj. 1207 - Tel: (11) 3392-3229

E

xistirá alguém tão ingênuo que

consegue parar sozinho. Ele tem que ser

destinar um espaço para tais protestos. Que

acredite ser a segurança pública

parado. Isso as pessoas de boa-fé e bem-

nos dias da ira se convertam os sambódro-

atingível, aqui ou no resto do mun-

intencionadas que convivem com ele só al-

mos em “broncódomos”, mas que não se

do, apenas pela ação policial mais o pro-

cançarão com a intervenção da polícia e da

interrompa o trânsito, que não se desorga-

gresso material da população? Com certeza

justiça.

nize a vida de quem nada tem a ver com o

sim, mas bem poucos.

É fundamental se compreender

motivo do protesto, do coitado que saiu de

É muito claro que o crime definha

que a atividade marginal sempre pagará

madrugada de casa para trabalhar, do sujei-

quando a sociedade civil deixa o criminoso

mais pela mão de obra criminosa do que

to que estava indo ao médico e perderá a

isolado na sua ação, desemparado.

a parte sadia e limpa pode pagar. Logo, a

consulta, do estudante que perderá a aula ou

Os criminosos, assim como todos

decisão de parar não pode ser apenas resul-

a prova, perda da carga perecível etc.

os demais têm família e um número enor-

tado da vontade do criminoso. Tem que ser

me de pessoas com as quais convivem que

imposta com todo o peso da lei.

os acolhem por caridade, medo ou por não

E mais, a disciplina deverá voltar às escolas para alunos e pais. A escola pú-

Tudo pode e deve começar com a

blica não deverá tolerar alunos, indefinida-

denúncia anônima. Esta sim, pode benefi-

mente, apenas mudando-os de local. Nem

Se essas pessoas que enumeramos,

ciar o criminoso por interromper a sua tra-

maus pais. Deve prestigiar os professores e

os denunciassem sem sombra de dúvida, es-

jetória antes da prática de crimes mais pesa-

dar força à sua ação disciplinar.

ses criminosos estariam cerceados.

dos e perversos.

acreditar na polícia e na justiça.

O mau caráter deverá ser devolvi-

Portanto, a sociedade civil não é

Ainda que se adequem as leis, ain-

do aos pais como o justo castigo da incapa-

apenas uma pobre vítima da criminalidade.

da que se aperfeiçoem a polícia e a justi-

cidade deles de educarem seus filhos. Cor-

Ela é em grande parte convivente, coniven-

ça, ainda assim a chave do problema estará

tar a parte gangrenada é o primeiro e mais

te, aproveitadora, formada por milhares de

sempre nas mãos da sociedade.

importante passo para salvar o corpo sadio.

pessoas que se beneficiam sem riscos na

E a sociedade somos nós e a hora é

O corte é essencial. É poda para

área de sombra enquanto os criminosos os-

agora. Outro ponto fundamental a conside-

o desenvolvimento da parte boa. É funda-

tensivos são a sua linha de frente.

rar é a questão da ordem pública e da disci-

mental prestigiar a polícia com a sua autori-

Ao lado desse fato vale considerar

plina. Hoje em dia é comum o bloqueio de

dade e o juiz com o seu poder. Como disse

o peso da ideia errada, de que deixar de de-

ruas e estradas para protestos, o que se faz

Ruy:- “Com a lei, pela lei, dentro da lei por-

nunciar pode ser bom para ele.

em nome da democracia. Os manifestantes

que fora da lei não há salvação”.

Não é verdade. O criminoso profissional como outro qualquer viciado não se satisfaz com um resultado. Ele não 26 - Revista Exper

mandam às favas o direito democrático dos transeuntes e viajantes. Isso tem quer acabar já. Há que se

É possível mudar-se o quadro atual, mas só com o engajamento de toda sociedade civil.


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REVISTA EXPER  
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Edição Número 23

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