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SUMÁRIO

16 CAPA

A indústria precisa de competitividade

Entrevista especial para o Dia da Indústria mostra a visão de dois grandes líderes sobre a indústria local e nacional

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Entrevista com Marcos Wunderlich mostra a importância do coaching nas empresas

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Cuide do coração de sua empresa. Grupo Sotreq é referência em desenvolvimento de pessoas.

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Não dá para descuidar do corpo! Saiba como o seu treino na academia pode ser tão parecido com a gestão da sua empresa.

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Um anjo que caiu do céu! Você sabe o que é um investidor anjo? É bom saber! Eles podem salvar o seu negócio.

06 Redes Informa

• Novas apoiadoras da Redes • Empresas de Canaã dos Carajás são certificadas • Portal da Amazônia

HOBBY O outro lado dos empresários

25 Boas práticas • Hydro • Dow Corning • Vale • Imerys • Alubar • Alcoa • Alunorte • SPCDM • Celpa

28 Dicas

• Rouge Nail • Restaurante Rural Terra do Meio • Dica do Consultor

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EDITORIAL

A indústria está presente no seu dia a dia na produção da sua roupa, do seu calçado, do seu cosmético ou ainda no alimento que você consome. E não só em forma de produtos, a indústria tem sido fundamental para geração de riqueza, criação de novos postos de trabalho e desenvolvimento do país, tornando-o mais competitivo. Para comemorar o mês da indústria, a Estratégica traz uma entrevista dupla com com o presidente da CNI, Robson Andrade, fala sobre os desafios da indústria do Brasil e o presidente da Fiepa, José Conrado, comentando sobre a competitividade da indústria paraense. Nesta revista, inauguramos uma seção destinada as nossas apoiadoras. Para iniciar, vamos contar como a Sotreq se tornou referência em desenvolvimento e treinamento de colaboradores. Na entrevista especial, o professor Marcos Wunderlich, traz um novo olhar sobre a gestão de pessoas. Sua metodologia para trabalhar ocoaching dentro das empresas é revolucionário e faz com que os líderes aprendam a olhar para a empresa e seus colaboradores de uma forma global e sistêmica com resultados efetivos para a mudança de comportamento. Você, certamente, já ouviu falar em investidor anjo, aquele que ajuda sua empresa quando ela ainda é uma startup. Mostramos aqui dicas de como sua empresa pode ficar mais perto desses aportes financeiros e como ele proporciona ganhos para a economia do país.Na seção de hobby, destacamos a empresária altamirense campeã de torneio de pesca. Ela conta como se apaixonou pela prática esportiva. E para aqueles que não têm muito tempo para os exercícios físicos, não percam a reportagem sobre fitness com boas dicas para manter a forma. Boa leitura! Luiz Pinto Foto Bruno Carachesti

Estratégica - Gestão e Negócios é uma publicação bimestral da REDE DE DESENVOLVIMENTO DE FORNECEDORES DO PARÁ (REDES). Jornalista responsável Nathalia Petta DRT-2426 Produção e textos Sâmia Maffra / Tinara Becker Revisão Ana Lídia Campos Foto de capa Bruno Carachesti Direção de arte e diagramação Comunicação REDES www.fornecedoresdopara.com.br

twitter.com/redesfiepa

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facebook/redes

Publicidade: (91) 4009-4863 / 4865 (91) 9100-5611 nathalia.petta@fiepa.org.br samia.maffra@fiepa.org.br tinara.becker@fiepa.org.br


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REDES INFORMA

Texto e Foto Comunicação REDES

REDES INFORMA

Novas apoiadoras (Dell/ Sollus, Padrão Fardamentos e Hedima) Novas empresas entraram para o hall de apoiadoras da Redes. A Sollus, representante da Dell, é a 1ª do ramo de tecnologia. Situada em Belém, a empresa é especializada em analisar e definir melhores soluções e projetos em tecnologia de informação, tanto para empresas comercias ou órgãos governamentais. Outro destaque é a adesão da Padrão Fardamentos, a primeira empresa do Tapajós. A organização é a maior do segmento de uniformes do oeste paraense e tem se destacado como fornecedora da Redes, inclusive contando com o apoio técnico para a construção do seu planejamento estratégico. A multinacional Hedima, empresa de origem espanhola e líder na Europa em treinamento e soluções de capacitação, também aderiu como apoiadora. Ela é uma das maiores do

Certificação em Canaã Vinte e três empresários de Canaã dos Carajás têm um motivo a mais para comemorar. Eles receberam a certificação nos cursos de Gestão Empresarial e Selo Empresarial da Qualidade. O programa de qualificação é realizado pela Associação Comercial do Pará, 06

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mundo na gestão de qualificação em nível gerencial, desde a década de 1970. A Hedima possui portfólio extenso de programas de treinamento para os setores de maior demanda no Brasil como agricultura, comércio, construção, energia e petroquímicos, indústria, logística, mineração, metalurgia além de gestão de treinamentos em entidades de classe, como associações e organizações setoriais. Juntamente com 13 empresas paraenses, nacionais e internacionais, entre elas Totvs, Metamont, Alubar, Colossus, Vertica, Mobil, Mineração Caraíba, Abras, JGS Seguros,  MZCsul, Sotreq, Parex e CFH, a Hedima, a Padrão Fardamentos e a Sollus/Dell têm interesse em contribuir para o desenvolvimento sustentável do Estado.

Universidade Corporativa com coordenação da Redes. O objetivo do programa é desenvolver os fornecedores do município de Canaã dos Carajás para que eles se tornem mais competitivos e alcancem um nível de qualidade superior, fazendo com que os empresários consigam atender as demandas da Vale, prestadoras de serviços ou mesmo o próprio mercado interno.  “Os cursos se estruturaram através de diagnósticos empresariais realizados in loco nas empresas participantes com o objetivo de identificar de forma profunda e confiável os gargalos existentes em cada fornecedor. O Programa de Qualificação da Redes tem contribuído de forma significativa para o desenvolvimento dos fornecedores de Canaã dos Carajás, o que irá garantir que estejam prontos para atender com qualidade qualquer demanda além de reduzir seus custos produtivos, obter agilidade em seus processos e na qualidade de seus produtos e serviços”, comentou o consultor técnico da Redes para o Sul e Sudeste do Pará, Edmundo Botelho.   O início das ações desenvolvidas pela Redes na cidade ocorreu em julho de 2011, através da assinatura de convênio entre a Fiepa/Redes e Vale com o objetivo de atender as condicionantes exigidas para concessão do Licenciamento Ambiental. 


Portal ampliará relação comercial entre os estados da Amazônia  Um recente estudo da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) identificou que os nove estados da região amazônica mantêm relações comerciais maiores com o sul e sudeste do país do que entre si. Em 2011, foram gerados negócios na ordem de R$ 56 bilhões entre os estados da Amazônia. Já a relação comercial da região com as demais localidades do Brasil registraram um montante de R$ 92 bilhões. Diante desta constatação, percebeu-se a necessidade de maior aproximação comercial, institucional e estratégica entre os estados amazônicos. Para viabilizar essa aproximação, foi criado o Portal de Integração da Amazônia Legal, materializado em cerimônia de assinatura do convênio de cooperação técnica entre Sudam, Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa) e Ação Pró-Amazônia, grupo ligado à Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e que reúne as nove federações das indústrias da região. Para o presidente da Fiepa, José Conrado Santos, que também é o atual coordenador da Ação Pró-Amazônia, o portal virá no sentido de criar e consolidar um canal direto para que os estados amazônicos possam conhecer melhor o mercado de seus vizinhos, apresentando soluções para que os investimentos aplicados na Amazônia sejam internalizados na própria região. “Os estados não podem se manter de costa entre si. Precisamos de maior integração. É através dessa maior inter-relação entre os estados que alcançaremos o

desenvolvimento regional”, avaliou Conrado. O Portal de Integração da Amazônia Legal utilizará a mesma metodologia empregada pela Rede de Desenvolvimento de Fornecedores (Redes), programa da Fiepa e que tem entre seus objetivos qualificar as empresas locais para que elas atinjam o nível de excelência exigido pelos grandes projetos e, assim, possam vir a se tornar fornecedoras de bens e serviços. “Esta ferramenta irá potencializar o aumento do volume de negócios na Amazônia Legal e também a maior internalização de riquezas na região”, comentou o coordenador geral da Redes, Luiz Pinto. Ao utilizar a mesma metodologia da Redes, o Portal já nasce com uma fórmula de sucesso para ampliar a comercialização de bens e serviços entre os estados da Amazônia. Ao longo de sua atividade, a Redes - antigo Programa de Desenvolvimento de Fornecedores - elevou de 19% para 51% as compras locais dos grandes projetos. Isso quer dizer que, atualmente, mais da metade dos bens e serviços contratados pelas empresas que operam empreendimentos grandiosos na região são comercializados no próprio estado, internalizando o recurso e impedindo sua evasão para outras regiões. O lançamento do portal está previsto para 25 de junho, na sede da CNI, e deverá contar com a presença do presidente daquela entidade, Robson Braga de Andrade, e do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra. (Comunicação Redes e Ascom Fiepa)

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INVESTIMENTO

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Texto Sâmia Maffra • Foto Comunicação REDES

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O capital que a sua empresa precisa pode vir dos céus

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ímbolos do Cristianismo, do Judaísmo e do Budismo, os anjos são conhecidos como os mensageiros, os amigos e os guardiões dos seres humanos. Para os cristãos, eles transmitem as ordens de Deus e velam sobre o mundo. No Judaísmo, eles são mencionados no Torá com função dicotômica. Para o Budismo, eles são autoluminosos e dotados de diversos poderes. Assim como nas religiões, eles também existem no mundo dos negócios. Muitos empreendedores contam com a ajuda de algum amigo que emprestou aquele dinheirinho para começar o empreendimento.

Justamente por contar com a confiança de alguém, que acredita no empreendedor, é que este tipo de investidor recebeu o nome de ‘anjo’. A expressão original veio dos EUA - “Angel Investor” - e surgiu na década de 1920, em Nova Iorque, quando produtores e escritores buscavam aportes financeiros. De lá para cá, o foco mudou. No Brasil, cerca de R$ 450 milhões foram aplicados pelos anjos em pequenas empresas e empreendimentos voltados à tecnologia, segundo dados do Instituto Anjos do Brasil. No país, eles somam 5,3 mil, número ainda abaixo dos 360 mil existentes nos EUA.

Anjos do Brasil Criada por Cassio A. Spina, engenheiro eletrônico da USP, a Anjos do Brasil é uma organização sem fins lucrativos que tem como objetivo fomentar o investimento anjo para apoio ao empreendedorismo de inovação, tendo como meta criar grandes empresas com investimento anjo brasileiro. ‘Para isto, temos três linhas de ação: a primeira é a disseminação de conhecimento sobre investimento anjo tanto para empreendedores quanto para investidores; a segunda é o fomento de rede, ou seja, ajudar a estabelecer conexão entre empreendedores e investidores para auxiliar na efetivação dos negócios, e a terceira é uma pauta institucional junto ao governo para fomento e proteção ao investimento de risco”, informou Maria Rita, diretora de operações da Anjos do Brasil. No Pará, esse tipo de investimento está começando a dar alguns passos. A Fundação Guamá realizará algumas atividades de estímulo ao empreendedorismo de inovação e investimento anjo no estado. Uma das primeiras atividades é a série de três workshops sobre investimento anjo que está sendo efetuada em parceria com a Anjos do Brasil. As ações podem ser a semente do futuro Núcleo PA da Anjos do Brasil.

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INVESTIMENTO

Texto Sâmia Maffra • Foto Comunicação REDES

Os fatores de atração de investidores anjos são empresas em estágio inicial, com alto potencial de crescimento, inovadoras e sob a conduta de pessoas com verdadeiro perfil empreendedor. “O investidor também adota como critério áreas ou setores da economia em que ele tem conhecimento e experiência. Empatia com o empreendedor também é um critério muito importante, já que o investidor precisa confiar muito no empreendedor, pois o negócio é pequeno demais ainda ou até inexistente”, explicou o doutor em administração de empresas Marcos Hashimoto. Para atrair os anjos para sua empresa, é preciso uma boa ideia e saber vendê-la ao investidor. “Mas eu não diria que

empresas já estabelecidas estão dentro do raio de interesse dos investidores anjos. Para empresas já existentes, existe outra categoria de investidor de risco que é o Venture Capital, pois estes já são fundos maiores, instituições jurídicas e que aportam em negócios que apresentem maiores garantias”, diferenciou Hashimoto.

Como meu negócio pode atrair um investidor anjo?

Marcos Hashimoto lista uma série de dicas de como atrair os investimentos. São elas: ter o negócio sob controle e com todos os indicadores e documentos em dia; não omitir dados importantes; ter uma boa gestão financeira, um plano de negócios estruturado, uma projeção realista de vendas e faturamento, além de uma estratégia bem estruturada de implantação e crescimento. “Dificilmente um investidor vai acreditar em um negócio que não esteja com tudo em ordem, que adote a prática de sonegação de impostos ou caixa dois. A relação entre o investidor e o empreendedor é baseada na confiança mútua”, afirma.

Outro fator propício é a economia brasileira, pujante, estável, com centenas de oportunidades e que atrai volumes cada vez maiores de capital estrangeiro. O cenário social também é bastante promissor. “Vejo uma crescente desmistificação da figura do empreendedor como uma carreira de segunda categoria, antes destinada apenas a pessoas que não queriam saber de estudar e caracterizando somente negócios de subsistência. Hoje, empreender vem sendo visto cada vez mais como uma opção viável de carreira, sobretudo o empreendedorismo de alto impacto”, avaliou. Diferente do setor político, que é uma incógnita para os investimentos. “Mesmo com a recém-criada Secretaria da Micro e Pequena Empresa com status de ministério, não vejo muitas perspectivas de melhoria, sobretudo no quesito de legislação, 10

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carga tributária e infraestrutura que favoreça o surgimento e o crescimento de novas pequenas empresas.” Hashimoto acredita que o investimento anjo veio para cobrir um gap de recursos para empresas iniciantes e ser a perna que faltava para o desenvolvimento econômico no país. “Outros instrumentos de financiamento, como bancos comerciais, linhas de fomento público e capital de risco, embora ainda escassos, já estão razoavelmente estruturados e estabelecidos, mas faltava ainda o investimento que ajuda o empreendedor a dar os seus primeiros passos, quando ainda não tem porte para um venture capital, não tem ainda ativos para colocar como garantia em uma aprovação de crédito no banco ou não se encaixa nos critérios específicos exigidos pelos órgãos públicos para a concessão de empréstimos.”


SOTREQ

Texto Sâmia Maffra • Foto Comunicação REDES

Se comparássemos uma empresa a um corpo humano, os gestores seriam o cérebro; os colaboradores, o coração, e a empresa, o restante do corpo, reflexo dos comportamentos e atitudes das pessoas que nela atuam. Assim como no organismo, é preciso sinergia entre as partes para o perfeito funcionamento. O comprometimento dos stakeholders também é fator chave para o equilíbrio de uma organização. E são estes que, por sua vez, trazem mais e melhores resultados às corporações. O doutor em administração e economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Takeshy Tachizawa defende, em um de seus artigos, que nenhuma organização consegue manter um bom nível de produtividade sem uma equipe de profissionais bem preparados. Colaboradores qualificados são fruto de treinamento, capacitação e investimentos. Esta é a realidade do Grupo Sotreq, que em 72 anos de atuação no Brasil e 43 no Pará expandiu o número de filiais, adquiriu expertise como revendedora de produtos, sistemas e serviços Caterpillar, e se tornou referência em desenvolvimento e treinamento de colaboradores. “O Grupo Sotreq tem como princípio a valorização dos clientes e funcionários, e, neste sentido, entendemos que o investimento no desenvolvimento de nossos funcionários é de fato a representação deste valor. Estamos muito satisfeitos de sermos reconhecidos por aquilo que realmente acreditamos. Treinar e desenvolver é cuidar de nossos funcionários. E, através de um time de profissionais qualificados e motivados, efetivamos a valorização dos nossos clientes”, comentou Roberta Meirelles, ambiente humano/ desenvolvimento organizacional. No livro a Terceira Onda, o autor Alvin Toffler divide a evolução da humanidade em três ondas: a agrícola, a industrial e a da informação ou pós industrial. Nesta terceira, o conhecimento e as competências são valorizados e o elemento principal é o capital humano, trata-se da era do conhecimento.

GRUPO SOTREQ. REFERÊNCIA EM DESENVOLVIMENTO E TREINAMENTO DE COLABORADORES

A Sotreq utiliza um portfólio de programas corporativos, com foco de conteúdo e público-alvo diferenciados. Entre eles, destacam-se o Construindo a Visão Sotreq, Programa de Aperfeiçoamento – MBA Grupo Sotreq, Programa Trainee do Grupo Sotreq, TDR e a Escola de Formação de Mecânicos (EFM). Em todos os programas, o desempenho individual gera resultados globais e reais para a empresa. “A partir dos objetivos definidos, várias ações são desencadeadas. A atuação de cada pessoa que compõe a equipe contribui para o desenvolvimento. Neste sentido, é necessário instituir na organização programas que desenvolvam as pessoas em sua plenitude, visando o estímulo e o desenvolvimento de suas competências técnicas e habilidades comportamentais”.

Como o grupo Sotreq virou referência em desenvolvimento humano Os colaboradores e gestores precisam entender sobre a empresa. Foque em programas com base conceitual no planejamento estratégico da sua organização. O programa “Construindo a Visão Sotreq” abrange todos os níveis da organização (de gestão a técnico), para promover o Desenvolvimento das Competências Humanas e fortalecer a Identidade Organizacional do Grupo Sotreq. Invista na qualificação dos colaboradores. A Sotreq elaborou uma especialização em modalidade MBA com foco em assuntos que precisam ser desenvolvidos na organização. Atraia novos talentos e desenvolva profissionais para contribuir com o crescimento estratégico e sustentável da empresa, a exemplo da Sotreq, que criou o “Programa Trainee do Grupo Sotreq”, que forma continuamente profissionais com foco na carreira técnica e de gestão. Valorize as habilidades dos colaboradores. O programa TDR (Treinamento, Desenvolvimento e Reconhecimento) da Sotreq remunera os colaboradores pelas habilidades que eles possuem, sendo estas necessárias ao bom desempenho do seu trabalho. São elegíveis os funcionários do grupo técnico operacional. A excelência se atinge com prática e treinamentos. A Escola de Formação de Mecânicos – EFM é realizada no Centro de Treinamento Técnico, que segue os padrões mundiais da Caterpillar para formação básica de técnicos operacionais. “Este é um dos principais canais de entrada de nossos técnicos. Para este ano de 2013, temos a expectativa de 10 turmas de 12 participantes em média por turma, ou seja, 120 alunos e futuros técnicos do Grupo Sotreq”. Edição 11

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HOBBY

Texto Sâmia Maffra • Foto Jaime Souza

Pesque e cresça

A empresária Dayse Botelho, de Altamira, mostra como consegue retirar bons ensinamentos da pescaria e aplicar na sua rotina empresarial

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Ela começou com o hobby na infância, durante as viagens pelo rio Xingu. Em meio às bonecas e brincadeiras de rua, aos seis anos, a empresária Dayse Botelho já acompanhava os passeios até São Félix do Xingu, onde funcionava o seringal Triunfo, pertencente à família. Nessas idas e vindas pelo rio, ela começou a pescar, atividade que cultiva até hoje.

fidalgo, um surubim e um pirarara, este último, que era bem maior do que os outros, deu um bom trabalho e, para a brincadeira ficar melhor, pedi a ajuda do meu cunhado para puxar, já que o peixe era muito pesado e eu não estava dando conta. Eles ficaram encantados com o passeio. Vale ressaltar que nessa pescaria só eu peguei peixe”, comemora.

“A primeira vez que pesquei lembro que foi na ilha da fazenda, quando fazia uma visita a uns tios. O primeiro peixe fisgado foi um pacu. Foi incrível. Lembro bem que eu mesma coloquei a isca no anzol e eu mesma pesquei o pacu. Daí em diante, nunca mais parei”, relembra a proprietária da Sarah Confecções, em Altamira.

Pescando sucesso Adepta da pesca esportiva, ela utiliza alguns ensinamentos do ambiente corporativo no hobby. O planejamento e a análise de cenário são percebidos durante as pesquisas sobre as condições climáticas, na escolha do material (molinetes, carretilhas e caniços) e das iscas (naturais ou artificiais). “Todo bom pescador faz seu calendário. O melhor é o dos ribeirinhos, eles sabem tudo, se orientam de acordo com a fase da lua e sabem exatamente a hora que o peixe vai atrás do alimento”, comentou.

Linha no anzol, iscas de prontidão e varinha na água. O ato que parece simples é, na verdade, um trabalho de observação, paciência e um ingrediente a mais. “Você tem que ter a sensibilidade aguçada para saber a hora exata de fisgar o peixe, não pode adiantar nem se atrasar. Desde o primeiro toque na isca, que pode ser bem sutil, até o momento derradeiro, quando ele abocanha a isca e a leva para longe, que é quando você deve puxar a linha”, ensina Dayse. Na companhia do marido e de amigos, a pesca é o momento ideal da busca do equilíbrio e de qualidade de vida. “Eu pesco para relaxar a tensão de uma semana inteira de trabalho. Quando eu entro no barco, a mente esvazia, passo uma borracha em tudo o que ficou para trás. Agora só existimos eu, o rio e os peixes”, conta. Como toda pescadora, ela também tem suas histórias para contar, e destaca uma em especial. “Em outubro de 2011, recebemos a visita de minha irmã Denise e meu cunhado Paulo, que moram em São Luís, e, como eles também apreciam o esporte, lá fomos nós mostrar nossos pontos de pesca. Na primeira parada, resolvemos fazer o teste e... surpresa! Puxei bem rapidinho um

A empresária também aplica na pescaria a disciplina e a determinação do trabalho. Ela pesca todo fim de semana e em feriados prolongados. Como todo treino leva à excelência, a empresária já conseguiu premiações em torneios. O mais importante deles foi o ‘Campeonato do Pacu de Seringa’, onde a sua ‘Equipkão’ ficou em terceiro lugar no pódio. A pesca deixou de ser uma mera distração. Transformou-se em esporte, vem ganhando destaque em turismo no Brasil (devido à dimensão hídrica e à diversidade de espécies) e cada vez mais atrai mulheres, como a empresária Dayse, que dá dicas para quem quiser iniciar no hobby. “Quando receber o convite de um amigo que gosta de pescar, não perca tempo, prepare a sua caixinha (a sua, sim, porque todo bom pescador que se preze morre de ciúmes das suas tralhas de pesca) com um pouco de tudo que um pescador precisa e se permita à aventura que vai mudar sua vida para sempre. E, é claro, nunca se esqueça da segurança: leve sempre colete salva-vidas para todos, filtro solar, kit de primeiros-socorros e tenha muita prudência”.

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FITNESS

Texto Tinara Becker • Foto Rogério Uchôa

Sua saúde é o seu negócio Investir a sua garra empresarial em atividades físicas ajuda a melhorar seu desempenho no trabalho.

turbulento, temos que tirar um tempo, por menor que seja, para nos dedicarmos a cuidar de nós mesmos”, afirma Dr. Luiz Almeida, cardiologista.

Reuniões de trabalho, almoços de negócios, avaliação de desempenho, análise de balanços e relatórios financeiros, além da busca de estratégias de marketing para driblar a concorrência, são algumas das tarefas da rotina de um executivo. Entretanto, essa correria toda não pode atrapalhar o cuidado com a saúde. Pode parecer receita de bolo a combinação de uma alimentação balanceada e a prática de exercícios físicos, para manter a qualidade de vida e a saúde nos eixos, porém não funciona de maneira tão exata como imaginamos. “A boa saúde em qualquer idade é muito importante, além de ser um dever nosso cuidar do corpo para que ele se mantenha o mais saudável possível. Mesmo que seja difícil diante do mundo tão

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Muitas pessoas utilizam academias de ginástica para desempenhar as suas atividades físicas diárias e, devido a essa grande procura, o mercado de academias está bem aquecido. Empresários do setor têm investido cada vez mais na diferenciação de serviços. Conforme levantamento da IHRSA Association, entidade internacional do setor de fitness, o Brasil só perde em número de academias para os Estados Unidos. Atualmente, o País conta com mais de 23,6 mil academias, conforme dados do Conselho Federal de Educação Física. Para suprir esta nova demanda e atender a rotina dos empresários, as academias vêm apostando em planos de treino e horários diferenciados. Aquela desculpa de que não tem tempo para ir à academia já não tem mais fundamento. Hoje, encontramos horários disponíveis na hora do almoço, planos express para executivos, com apenas 30 minutos de exercícios, e até mesmo academias que funcionam 24 horas. Não importa a hora. Cada pessoa tem um metabolismo próprio, com diferentes picos de energia ao longo do dia. A


prática de exercícios aumenta a disposição, a resistência e a oxigenação do cérebro, e até o humor muda. Para a educadora física Natiele Barros, para ver os músculos crescerem, se definirem, diminuir o percentual de gordura, emagrecer ou qualquer que seja o seu objetivo, são necessários três hábitos fundamentais: malhar, comer e descansar.

a empresária procura manter sua alimentação sob a orientação médica, sempre deixando o frigobar de sua sala abastecido com frutas e alimentos mais leves. Entre reuniões e visitas de clientes, Priscila costuma deixar até mesmo no carro algumas barras de cereais para não passar tanto tempo sem se alimentar.

A empresária paraense do ramo de confecções Priscila Vieira Lobo é exemplo de determinação em busca da qualidade de vida. Há três anos praticando atividades físicas regularmente, ela conta o quanto sua rotina no trabalho é beneficiada devido ao estilo de vida mais saudável que segue. Mesmo correndo na esteira ou se exercitando em algum aparelho, o trabalho está ali em suas mãos, o celular não para de tocar, mas sua disciplina e o foco são mantidos. “Não foi apenas por uma questão de estética que comecei a malhar. Eu não dormia muito bem, acordava indisposta. Hoje, consigo dormir tranquilamente e acordo com as energias recarregadas para encarar o trabalho”, explica.

“Procuro variar os exercícios. Às vezes, faço musculação, um treino aeróbico ou até mesmo corrida de rua. Sou muito agitada, preciso gastar essa energia. É também um momento pessoal, para descansar a mente e organizar as ideias”, explica a empresária.

Para não cair na tentação dos frequentes almoços de negócios,

Não basta apenas se exercitar. É fundamental o cuidado com os hábitos alimentares. Se tiver alguma dúvida, procure um nutricionista. Para começar, busque alguma atividade física que lhe dê prazer, que seja de fácil acesso, sempre seguindo a orientação de um profissional de educação física e a avaliação de um médico. Não deixe a correria do mundo dos negócios tirar o seu bem-estar. Otimize mais ainda seu desempenho ao encontrar o equilíbrio.

Aplique seus conhecimentos empresariais no seu treino! Tome como um desafio e leve os conceitos de seu trabalho para a prática de exercícios. Como? 1. Análise Tem dificuldades para dormir? Acorda com certa indisposição? Frequentemente fica impaciente ou ansioso? Tem dificuldades para amarrar o sapato? Questione-se. 2.Planejamento Estipule metas para perder a barriga, melhorar o condicionamento físico ou a disposição. 3. Plano de ação Estabeleça seu tempo disponível, escolha o tipo de atividade à qual mais se adapta ou pela qual você tem mais interesse. 4. Conhecimento técnico É a fase de procurar auxílio de um especialista. Segundo o cardiologista Dr. Luiz Almeida, a prática correta de exercícios físicos deve ser feita de forma segura e sem riscos à saúde.

O acompanhamento médico é considerado essencial para qualquer prática esportiva, sendo ela amadora ou profissional. O médico ressalta a importância dos check ups, uma vez que, se o indivíduo tiver alguma doença silenciosa ou inicial, poderá ser detectada e tratada. Caso contrário, o exercício físico possivelmente elevará os riscos de complicações. 5. Foco nas metas! Não importa se o treino for de 30, 45 ou 60 minutos. É preciso manter o foco em todas as esferas. Nesse ponto, entramos na fase da disciplina. Mantenha a regularidade para atingir os objetivos e, por último, não devemos esquecer a motivação, esta que nos faz deixar a preguiça de lado e que nos move em direção aos resultados. Edição 11

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Texto Nathalia Petta • Foto Assessoria CNI

Robson Andrade, presidente da CNI

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Texto Nathalia Petta • Foto Assessoria CNI / Bruno Carachesti

ESTRATÉGICA: Qual é o maior desafio para a indústria brasileira nos próximos anos? ROBSON: Sem dúvida, aumentar a competitividade. Se já era um grande desafio, tornou-se gigantesco com a crise econômica internacional, que já dura cinco anos e estreitou os mercados, pela redução da demanda. Com isso, aprofundou a concorrência, lá fora e aqui dentro, pelo aumento dos produtos importados. Some-se ainda um câmbio que, apesar de haver melhorado, não é o ideal. Essa conjunção acentuou uma perda na capacidade de competição que já vinha ocorrendo e que a pujança do mercado interno mascarava. Uma clara sinalização desse cenário está no comportamento da nossa balança comercial, que registra um deficit acumulado no ano, até abril, de US$ 6,1 bilhões, quando havia registrado superavit de US$ 3,3 bilhões no mesmo período de 2012. É urgente, portanto, ampliar a competitividade – uma iniciativa que depende muito mais de decisões de governo do que das empresas. A indústria brasileira é moderna e diversificada. É competente do portão da fábrica para dentro, mas enfrenta, do lado de fora, o que os economistas chamam de custos sistêmicos elevados. ESTRATÉGICA: Como o senhor avalia a competitividade das indústrias nacionais frente aos mercados internacionais? ROBSON: Os números da balança comercial que acabamos de mencionar revelam que, infelizmente, estamos ficando para trás. Num ranking da competitividade de 59 países listados pelo conceituado Institute for Management Development (IMD), da Suíça, o Brasil caiu oito posições desde 2010, ocupando no ano passado a 46ª colocação. O desempenho do país é desfavorável em nove dos 20 grandes itens investigados, que incluem, entre outros, educação, infraestrutura, produtividade e marcos regulatórios. São os custos sistêmicos a que nos referimos que retardam o tão urgente e crucial aumento do poder de competição: além da infraestrutura e da educação deficientes, há uma legislação trabalhista anacrônica, que acaba de fazer 70 anos sem se atualizar, gerando altos custos e insegurança jurídica; um sistema tributário perverso e complexo e uma burocracia excessiva. É fundamental remover esses empecilhos. Felizmente, o governo começou a trabalhar para ampliar a competitividade das empresas. 18

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ESTRATÉGICA: Qual o caminho para a competitividade da indústria brasileira frente aos desafios que o senhor acaba de citar, baixas condições de infraestrutura, elevada carga tributária sobre a atividade produtiva no país, com destaque para os custos que decorrem da tributação incidente sobre a contratação de trabalho? ROBSON: Como disse, o governo começou a tomar medidas de caráter estruturante. Ressalte-se, a propósito, que a presidenta Dilma Rousse� mantém diálogo permanente e de alto nível com o empresariado, o que facilita iniciativas dessa ordem. O governo reduziu a tarifa de energia, que era uma das mais caras do mundo, está executando um novo modelo de investimentos em infraestrutura, estimulando a participação do capital privado em obras de rodovias, ferrovias e aeroportos. Além disso, trocou, para 56 setores, a folha de pessoal pelo faturamento como base da contribuição previdenciária, uma antiga reivindicação dos empresários; está implantando um novo marco regulatório para os portos, um dos maiores entraves ao poder de competição das empresas brasileiras; e tenta aprovar no Senado a uniformização das alíquotas interestaduais do ICMS. É preciso, porém, ir adiante. Por exemplo: tornar permanente o Reintegra e não apenas adiar a vigência até dezembro próximo. Trata-se do programa que devolve impostos indiretos cobrados na cadeia de produção até 3% da receita de exportação de manufaturados. Ainda há muito o que fazer. ESTRATÉGICA: Na sua visão, quais são os polos em franco desenvolvimento industrial no país? Como eles estão balanceando crescimento econômico e competitividade? ROBSON: Um fenômeno saudável na economia brasileira tem sido a desconcentração industrial. No interior de Mato Grosso do Sul, por exemplo, está sendo implantado um vigoroso polo de celulose. A última fábrica a se instalar lá, a Eldorado, é uma das maiores do mundo. A Fiat promete inaugurar, em 2014, a sua nova unidade automobilística em Goiana, Zona da Mata de Pernambuco. No Pará, estimamse elevados investimentos industriais nos próximos anos. Casos como esses se multiplicam país afora, interiorizando o desenvolvimento.


No Pará, estimam-se elevados investimentos industriais nos próximos anos. Casos como esses se multiplicam país afora, interiorizando o desenvolvimento ESTRATÉGICA: Qual a importância de haver fornecedores preparados para atender as demandas da indústria? O senhor acha que o Brasil tem capacidade de atender com qualidade aos grandes investimentos que estão acontecendo? ROBSON: Sem dúvida, é vital para qualquer cadeia produtiva a existência de fornecedores qualificados. Isso tem sido feito com sucesso, no país, na indústria automobilística e na exploração de petróleo, para citar somente dois casos. O Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), no qual atua o SENAI, capacita não só fornecedores para a Petrobras como também mão de obra.

É vital para qualquer cadeia produtiva a existência de fornecedores qualificados

ESTRATÉGICA: Em todo o Brasil, os micro e pequenos empresários têm avançado na sua vontade de integrar o ambiente de negócios de suas regiões, mas sabemos que a dificuldade ainda é muito grande. Quais os projetos da Confederação Nacional da Indústria (CNI) para garantir que eles se desenvolvam e possam integrar mais esse setor do Brasil? ROBSON: É incontestável que as micro e pequenas empresas (MPEs) são importantes para a economia e para o desenvolvimento de qualquer país, como ocorreu na Itália. Em nações em desenvolvimento, como a nossa, os pequenos negócios são absolutamente fundamentais. Consolidar um ambiente favorável às MPEs é uma das prioridades da CNI. Temos, na nossa estrutura, o Conselho da Micro e Pequena Empresa, que discute e propõe permanentemente medidas de apoio ao segmento. Estamos sugerindo ao governo uma série de iniciativas para aperfeiçoar o Simples Nacional. Instituir o Simples Trabalhista, por exemplo, é uma delas. Outra é eliminar as restrições ao enquadramento no Simples Nacional por atividade, permitindo os benefícios do regime tributário simplificado a todas as MPEs, independentemente do setor em que atuem. Por que não usar apenas o critério do faturamento? Fortalecer os pequenos negócios é fortalecer o Brasil.

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CAPA

Texto Nathalia Petta • Foto Assessoria CNI / Bruno Carachesti

José Conrado Santos, presidente da Fiepa

Em busca de competitividade

Indústria paraense vive cenário de grande aquecimento econômico “Não basta uma grande empresa investir bilhões no Pará sem contratar nada aqui, com as empresas genuinamente paraenses” afirma José Conrado Santos, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará, com a certeza de que o desenvolvimento da indústria paraense de forma sustentável, buscando o equilíbrio econômico e uma cadeia produtiva fortalecida, é a chave para o desenvolvimento. Porém, ele admite que ainda são necessárias infraestrutura e ações que possam desenvolver realmente a economia. 20

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ESTRATÉGICA: Qual o maior desafio para a indústria paraense nos próximos anos? JOSÉ CONRADO: Fazer com que o estado e a União possam atender as demandas que o setor produtivo já indicou como prioridade, para vencermos os gargalos que atravancam o crescimento econômico. A questão logística, por exemplo, é um desafio que se impõe como uma das principais pedras que atrapalham o nosso desenvolvimento. Em busca de melhores condições logísticas, a Fiepa e as demais nove federações das indústrias da região amazônica, por meio da Ação Pró-Amazônia, realizou um profundo estudo (Projeto Norte Competitivo) que expõe as fraquezas em nossos sistemas modais. Fizemos a nossa parte, sugerindo, inclusive, uma série de melhorias aos governos. Agora, ficamos na dependência dos nossos representantes políticos para que estes tenham sensibilidade e atentem para a importância de se promover um ambiente favorável à geração de novos negócios, trazendo desenvolvimento ao Pará. ESTRATÉGICA: O que os empresários não podem deixar de lado se desejarem alcançar competitividade não só no Pará, mas em âmbito nacional? JOSÉ CONRADO: A competitividade da indústria amazônica depende, entre outros fatores, de melhores condições logísticas. Da forma que está, nossa indústria perde para os parques industriais de outras regiões, as quais têm preços mais competitivos. Aqui, o nosso custo logístico está próximo a R$ 20 bilhões e esse valor acaba incidindo no preço final do produto local.

Somados às ações que visem dar melhores condições logísticas, devemos trazer para dentro dos parques industriais processos inovadores, que façam a utilização de tecnologias de ponta e que priorizem o aperfeiçoamento do processo produtivo. Neste âmbito, o Sistema Fiepa, por meio do Senai, está investindo pesado para que a indústria local se modernize e apresente uma produção de alta qualidade. Para a construção do Instituto Senai de Inovação e Tecnologias Minerais, serão investidos R$ 51 milhões. O instituto ficará sediado na capital paraense e irá atender à indústria de todo o Brasil, desenvolvendo tecnologias de aperfeiçoamento à nossa produção. De mãos dadas ao processo de inovação e modernização, não podemos esquecer de reforçar as ações de qualificação da nossa mão de obra, outro quesito altamente relevante para alcançarmos uma indústria mais competitiva. O Senai, que já qualificou ao longo de 60 anos de atuação no Pará mais de 535 mil pessoas, deverá intensificar nos próximos anos a formação de profissionais para atender a demanda da indústria local.

Brasil. Nosso país tem que modernizar suas leis trabalhistas. Completamos, agora em 2013, 70 anos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e muita coisa precisa ser aperfeiçoada, trazida para a realidade atual do país e que possibilite o nosso desenvolvimento. Não é possível termos que contar com um conjunto de leis defasadas e que não atendem mais a conjuntura atual do mercado. Nesse sentido, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) elaborou o documento “101 Propostas de Modernização Trabalhista”, que, dentre as sugestões para atualização da CLT, destaca a valorização da negociação coletiva, a regulamentação da terceirização e a carteira de trabalho eletrônica. Precisamos também de uma séria e profunda reforma tributária que ponha fim no clima de guerra fiscal entre os estados e que coloca em risco o pacto federativo. Os estados e as regiões têm que trabalhar unidos para o desenvolvimento deste país. Por fim, vejo a simplificação da burocracia como outro item importante para darmos competitividade às indústrias. Os governos precisam entender que o ESTRATÉGICA: Qual o caminho para mercado tem um ritmo próprio. Se não a competitividade da indústria paraense seguirmos a celeridade do processo, corremos o risco de perder para outros frente aos desafios nacionais que se intensificam em nossa região de baixas países que tenham uma política de condições de infraestrutura, elevada carga incentivos mais agressiva. tributária sobre a atividade produtiva no ESTRATÉGICA: Quais os planos da país, com destaque para os custos que decorrem da tributação incidente sobre a Fiepa para desenvolver a indústria local balanceando o acelerado crescimento contratação de trabalho? econômico e o desenvolvimento JOSÉ CONRADO: Vejo que o cenário empresarial? na região é mais complexo do que em âmbito nacional. Aqui os problemas são JOSÉ CONRADO: Nosso planejamento estratégico destacou entre os pontos maiores. No entanto, são os mesmos mais importantes e que merecem maior vivenciados em todas as regiões do

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Texto Nathalia Petta • Foto Assessoria CNI / Bruno Carachesti

atenção da federação: a qualificação da mão de obra, lutar por mais e melhores condições de financiamento e a preparação das empresas locais de forma a qualificá-las para que possam vir a atender os grandes empreendimentos instalados na região. Estamos intensificando o conjunto de ações para atender a estas três direções. O Senai, por exemplo, está investindo pesado para expandir sua capacidade de qualificação da mão de obra. A meta é qualificar 75 mil pessoas em 2013 e 110 mil em 2014. Para isso, a instituição está ampliando sua rede no estado. São 15 unidades fixas e 18 móveis e já está em processo de estudo de viabilidade para expandir em território paraense. Quanto às condições de financiamento, estamos em permanente negociação com as instituições financeiras no sentido de que elas ampliem as fontes de crédito disponíveis no mercado. Já em relação ao trabalho junto às empresas locais, o Sistema Fiepa, por meio da Rede de Desenvolvimento de Fornecedores (Redes), vem contribuindo fortemente para que os grandes empreendimentos valorizem e priorizem a massa empresarial paraense. Trabalhando a qualificação, elevamos as empresas locais à condição de fornecedoras de bens e serviços e promovemos a internacionalização dos investimentos que vem para o estado. Afinal, não basta uma grande empresa investir bilhões no Pará sem contratar nada aqui, com as empresas genuinamente paraenses.

Como garantir a efetiva participação das indústrias paraenses neste cenário virtuoso, garantindo desenvolvimento para o estado?

ESTRATÉGICA: O Estado do Pará vem despontando como um grande polo industrial, principalmente em função dos crescentes investimentos, mais de 139 bilhões de reais nos próximos anos.

ESTRATÉGICA: Assim como no resto do Brasil, no Pará, os micro e pequenos empresários têm avançado na sua vontade de integrar o ambiente de negócios de suas regiões, mas sabemos

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JOSÉ CONRADO: Antigamente, sem a atuação da Redes, nosso antigo PDF, apenas 19% do total de aquisição de bens e serviços eram contratados localmente. Com a atuação mais focada do programa da Fiepa e, claro, com o apoio das mantenedoras da Redes, foi possível trabalhar de forma mais direcionada com as micro, pequenas e médias empresas locais no sentido de que elas viessem a atingir o nível de excelência exigido pelos grandes projetos. Hoje, dados da própria Redes apontam que o volume de compras superou os 50%. Ou seja, conseguimos fazer com que as nossas MPEs se tornassem potenciais fornecedores dos grandes projetos que aqui se instalam. Vejo que, desta forma, contribuímos na internalização dos recursos aplicados pelas mineradoras, promovendo um espaço mais propício ao desenvolvimento socioeconômico do Pará. É importante destacar a atuação da Redes, pois temos conhecimento que até 2016 o Estado do Pará receberá mais de R$ 139 bilhões em novos investimentos. Isso quer dizer que ainda temos margem para ultrapassar a barreira dos 50%, nos tornando os maiores fornecedores locais. Temos competência para isso e uma massa empresarial altamente criativa e capaz. Vejo que eles precisam apenas de um leve empurrão para consolidar a parceria com os grandes projetos.

conseguimos fazer com que as nossas MPEs se tornassem potenciais fornecedores dos grandes projetos que aqui se instalam. Vejo que, desta forma, contribuímos na internalização dos recursos aplicados pelas mineradoras, promovendo um espaço mais propício ao desenvolvimento socioeconômico do Pará. que a dificuldade destes ainda é muito grande. O que fazer para garantir que os micro e pequenos empresários possam adentrar o ambiente de negócios local? JOSÉ CONRADO: Hoje, os micro e pequenos empresários são mais de 80% em nossos bancos de dados como os da Redes e por isso estamos focados em integrá-los cada vez mais à economia. A Redes e a Fiepa têm incentivado os grandes projetos a olharem para os empreendedores locais e dar-lhes a oportunidade de crescer. Estamos desenvolvendo, em parceria com a Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia- Sudam, um portal que possa dar maior aproximação comercial, institucional e estratégica entre os estados amazônicos. A ideia é levar a atuação positiva da Redes de desenvolvimento de compras locais em toda a Amazônia Legal.


ENTREVISTA ESPECIAL

Texto Nathalia Petta • Foto Comunicação Redes

Seus colaboradores querem reconhecimento

Marcos Wunderlich traz um novo olhar sobre a gestão de pessoas

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ENTREVISTA ESPECIAL

Texto Nathalia Petta • Foto Comunicação Redes

“Não há gestão eficiente sem liderança eficaz, nem boa liderança com uma gestão ineficiente.” É por esse e outros motivos que o consultor Marcos Wunderlich, referência nacional em formação e instrumentação de coaches e mentores, tem motivado gestores e empreendedores do país a investir na capacitação de seus líderes, com treinamentos de desenvolvimento de pessoas e suas organizações. Em 1993, criou o Instituto Holos e o sistema ISOR®, que possuem técnicas avançadas para instrumentar as pessoas a viverem de forma mais autêntica e a atuarem com maior coerência em suas atividades profissionais nas organizações. Sua metodologia para trabalhar o coaching dentro das empresas é revolucionário e faz com que os líderes aprendam a olhar para a empresa e seus colaboradores de uma forma global e sistêmica, com resultados efetivos para a mudança de comportamento. Em entrevista à revista Estratégica, o consultor traz dicas fundamentais para o empresário que deseja implementar o desenvolvimento de pessoas em sua empresa. ESTRATÉGICA: Qual a importância do coaching para a evolução da gestão empresarial? MARCOS: O coach, como a palavra sugere, é um treinador, um educador, um orientador. É alguém que está, sobretudo, atento à capacidade profissional e técnica dos colaboradores, à boa utilização dos recursos, ao fluxo dos processos, ao bom uso do tempo e do espaço. Busca as melhores formas de distribuir e articular as funções de cada membro de sua equipe, aproveitando a experiência dos veteranos e a vontade de crescer dos mais novos, cobrando resultados e cobrindo as falhas e disfunções. ESTRATÉGICA: Qual o equilíbrio entre gestão e liderança para se atingir uma alta performance empresarial? MARCOS: Não há gestão eficiente sem liderança eficaz, nem boa liderança com uma gestão ineficiente. Contudo, devido aos modelos mentais já estratificados ao longo da história empresarial, davase demasiada atenção aos aspectos técnico-operacionais-financeiros dos empreendimentos, com pouca atenção aos aspectos humanos. Com a crescente consciência dos direitos fundamentais das pessoas, também as organizações estão aprendendo a lidar com mais

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respeito diante dos colaboradores, vendo que cada um deles tem seus projetos de vida, de realização profissional, tem seus vínculos afetivos e familiares. Em função disso, a balança tende, hoje, a caminhar para um maior equilíbrio. Mas há muito ainda o que caminhar. ESTRATÉGICA: Quais os principais desafios de um líder? MARCOS: Creio que o maior desafio do líder é a autoliderança! É o autoconhecimento, o autocontrole. É alguém que sabe que tem limites, que busca um desenvolvimento pessoal e profissional permanente e que, por isso mesmo, pode ter um olhar de compreensão sobre seus liderados, suas falhas e suas buscas. Ao mesmo tempo, um líder é, para seus liderados, um espelho e um desafio. É modelo do que o liderado busca ser e do que não quer ser. E é um desafio do que quer ultrapassar. ESTRATÉGICA: O maior desafio dos líderes é envolver e comprometer as pessoas com a organização. Qual o melhor caminho para isto? MARCOS: Antes de mais nada, o próprio líder terá que se envolver e se comprometer com a organização, se

não vai lhe faltar exatamente o “ISOR”, isto é, a coerência de sua atitude com o seu discurso. Depois, há que ter transparência, isto é, seus liderados devem saber para onde vão, a começar pela real missão da organização, da visão de futuro que estão construindo. Os colaboradores devem ser o que a palavra diz: devem sentir-se colaboradores na construção de um projeto do qual se orgulhem, se sintam partícipes. ESTRATÉGICA: Como a valorização das qualidades humanas e a ampliação de visões de mundo promove a transformação positiva de pessoas e suas organizações? MARCOS: Não há ser humano que goste de se sentir peça de uma máquina. Já se foi a época de submissos fazedores do que o chefe, o domador, determina. As pessoas querem e precisam se ver como seres vivos, pensantes, emocionais. Querem, em suma, ser respeitados. Da mesma forma, sua organização é um conjunto orgânico conectado a cada profissional que nela trabalha, seus familiares e amigos, a cada equipamento de que se servem, a cada cliente e seu campo relacional, a toda a comunidade onde se insere, a toda a cadeia alimentar, de suprimentos e tecnologias – e isto se


estende a todo o país e a todo o planeta. Esta é uma tarefa de cultivo de cada pessoa consigo mesma, de cada coach com seus clientes internos e externos. Na verdade, cada pessoa, independente de cargo ou função, caminha para se tornar um mentor junto a cada pessoa, no âmbito interno e externo da organização. ESTRATÉGICA: O grande desafio das empresas hoje são os seus relacionamentos, seja com clientes ou com o público interno. Qual a melhor forma de geri-los?

MARCOS: As metas de uma organização somente se harmonizam com os anseios das pessoas à medida que se construam pontes que permitam às pessoas expressarem seus anseios e à organização ouvi-los e leválos em conta. Na verdade, este é o maior e mais importante desafio de uma organização, uma vez que ela se compõe de pessoas e é feita para atender às necessidades das pessoas. Tudo está a serviço desta maior missão organizacional. Esta é a verdadeira meta a ser constantemente buscada.

da organização. A partir daí, cada setor deve buscar o alinhamento com a direção geral, ao mesmo tempo em que promove o alinhamento de sua própria equipe de colaboradores. As pessoas querem sentir-se seguras no rumo a tomar. E cada colaborador quer saber para quê e a quem está servindo. A empresa que não presta contas a seus colaboradores dos resultados obtidos, parcial ou totalmente, está perdendo uma excelente oportunidade de contar com seu comprometimento e lealdade.

ESTRATÉGICA: Qual a melhor maneira de manter os meus colaboradores felizes e satisfeitos?

ESTRATÉGICA: Como gerir os conflitos de minha equipe de uma forma que eu não comprometa a motivação dos meus colaboradores?

MARCOS: É a coisa mais simples e a mais complexa a ser gerida. Antes de tudo, temos que aprender a nos relacionar conosco mesmos. Temos que aprender a ouvir-nos, ouvir nossos corpos, nossos sentidos, nossas emoções, nossas razões. Temos que aprender a aceitar-nos como somos e a utilizar nossos talentos a nosso favor, a favor das pessoas com quem convivemos, com quem compartilhamos nossos esforços e nossos desfrutes, com quem trabalhamos e construímos nosso mundo. E neste mundo em construção estão nossos clientes, está o público interno e externo. É a simples e complexa tarefa de ampliarmos nossa visão de mundo a cada momento. O respeito que adquirimos conosco é o respeito com que nos relacionamos no trabalho, na família, na sociedade, diante da vida.

ESTRATÉGICA: Como manter um clima favorável em minha empresa?

ESTRATÉGICA: Como harmonizar os anseios das pessoas e as metas de uma empresa?

MARCOS: Em primeiro lugar, a equipe de direção deve fazer um permanente esforço de alinhamento na condução

MARCOS: O sucesso do indivíduo depende da satisfação de fazer parte do grupo. Ninguém gosta de ser “mais um”, de se sentir excluído, diminuído. As pessoas esperam o reconhecimento pelo que executam. Aceitam ser corrigidas naquilo fazem de errado, mas gostam ainda mais de ser elogiadas no que fazem bem feito e nas coisas que criam e promovem. Compete ao líder ir criando, pouco a pouco, o “espírito de corpo”, o sentimento de time. A capacidade de liderança se baseia na qualidade espiritual do líder para inspirar os outros a se identificarem com o grupo.

MARCOS: Os conflitos existem somente a partir do interior das pessoas. As pessoas podem aprender a centrar-se, a ouvir o outro, a ponderar seus argumentos. Podemos não estar de acordo com as ideias do outro, mas o outro merece o nosso respeito. Por isso posso respeitosamente discordar e caminhar para além da origem do conflito. É preciso, sobretudo, perceber o desconforto emocional que o confronto acarreta para não se deixar dominar por dramas, mágoas, ciúmes, orgulho ferido, sentimento de humilhação, etc. Se necessário, saia do campo ou do clima e busque se reequilibrar. É melhor “perder” uma discussão do que perder-se na discussão.

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NOTAS MANTENEDORAS E APOIADORAS

Hydro

Texto e fotos Assessoria Mantenedoras

BOAS PRÁTICAS

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Dow Corning

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Empresa investe na qualificação de engenheiros para a cadeia do alumínio

Oportunidades de crescimento profissional

Encontrar profissionais qualificados e prontos para atuar na indústria é um desafio maior ainda quando se fala em empresas da cadeia produtiva do alumínio. Para driblar essa dificuldade, a Hydro Alunorte investe, desde 2007, na formação de profissionais de engenharia com foco nesse negócio. Por meio do programa Trainee do Futuro, realizado em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA), a refinaria de alumina instalada no polo industrial de Barcarena já formou quatro turmas e mais de cem engenheiros. O Trainee do Futuro é voltado para alunos das engenharias mecânica, elétrica, civil, química e sanitária-ambiental. Os participantes recebem bolsa-auxílio mensal, além do conhecimento das práticas da companhia, considerada a maior refinaria de alumina do mundo. “A Hydro Alunorte se orgulha de ser a maior patrocinadora do programa. É uma forma de investirmos no potencial de cada aluno, com a orientação e suporte dos gestores da fábrica”, explica Nilcy Martins, gerente de Recursos Humanos da empresa.

Um emprego dinâmico, com oportunidades constantes de qualificação e crescimento. É o que oferece a empresa Dow Corning Silício do Brasil, localizada no município de Breu Branco, sudeste do Estado. Integrante da Dow Corning Corporation, líder mundial em silicones e silício, a unidade regional tem atualmente vagas abertas para profissionais qualificados nas funções de mecânico e eletricista, e nas áreas de engenharia e administração. Entre os benefícios que a Dow Corning oferece está o incentivo ao aprimoramento constante. A empresa trabalha com o princípio de que o conhecimento não é adquirido apenas em treinamento, por isso estimula o engajamento dos profissionais em projetos multisetoriais, para desenvolver no grupo habilidades como liderança, gestão, trabalho em equipe e negociação. A maioria dos trabalhadores participa de pelo menos um projeto, em contato com outras unidades da multinacional, tanto no Brasil como no exterior.

Vale

3 Projeto vai monitorar recursos hídricos do Rio Itacaiúnas (PA)

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A partir de uma parceria da Vale com órgãos públicos, será possível monitorar e conhecer o funcionamento da Bacia Hidrográfica do Rio Itacaiúnas, na região de Carajás, no sudeste do Pará, onde está localizada a nossa maior operação. Graças à pesquisa desenvolvida pelo Instituto Tecnológico Vale (ITV), o Projeto Itacaiúnas vai implantar oito novas estações automáticas de monitoramento na área da bacia do rio. Essas estações serão a base para o desenvolvimento de um sistema de monitoramento integrado, que vai permitir o uso mais eficiente dos recursos hídricos, beneficiando diretamente a população da bacia. Com os dados, também será possível saber exatamente a quantidade de água disponível para nossas operações, o que evitará o desperdício. Já foram definidos os locais de instalação das estações. Atualmente, o projeto está na fase de aquisição dos equipamentos. Até o final de 2015, todo o sistema estará em funcionamento e vai transmitir dados em tempo real, via satélite.


Imerys

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Ações sociais mobilizam comunidades

Programa investe em desenvolvimento local Investir em atividades econômicas próprias da cultura local e transformar a realidade social de comunidades do município de Ipixuna do Pará, no nordeste paraense, é o objetivo do Programa de Apoio à Subsistência Familiar e Geração de Renda, desenvolvido pela Imerys, desde 2008. Dentro do programa, a empresa incentiva os projetos de piscicultura, que dá um retorno financeiro às famílias da comunidade Vila Oliveira e de horticultura, que abastece com uma alimentação nutritiva escolas e moradores das comunidades de Santa Maria, Fortaleza, Canaã, Cajueiro, Cajueirinho, Nossa Senhora Aparecida. As comunidades ficam próximas às duas minas da empresa. “A ideia é desenvolver atividades locais de forma sustentável. O que queremos é incentivar a produção para que mais adiante as comunidades consigam se manter sozinhas”, explica Ivelene Moura, analista da Área de Comunicação e Projetos Sociais.

Alcoa

6 “Economize o Planeta” A Alcoa lançou no Brasil a iniciativa Economize o Planeta. Criada pela Alcoa Foundation, em parceria com a organização americana Center for Climateand Energy Solutions (C2ES), a adaptação da plataforma no Brasil foi desenvolvida pelo Instituto Akatu, organização não governamental (ONG) com foco na mobilização da sociedade para o consumo consciente. O site www.economizeoplaneta.com.br traz dicas e ferramentas sobre como economizar recursos diversos e viver de forma mais sustentável. A iniciativa está ligada à estratégia

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Alubar

Lançado em 2011, o projeto Catavento, desenvolvido pela Alubar Metais e Cabos, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (Semed), aproxima a literatura as crianças de comunidades ribeirinhas do município de Barcarena. Um dos eventos realizados pelo projeto é a Ciranda dos Baús de Letras, onde baús são levados às instituições recheados de livros e brinquedos educativos e, como em uma ciranda, “giram” de um local ao outro. Cada escola tem a responsabilidade de cuidar, armazenar e utilizar o material da melhor forma. As ações sociais da empresa vão proporcionar também oficinas de Corte e Costura às integrantes do Projeto Japiim, desenvolvido para auxiliar mães de crianças atendidas pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apea) da cidade. O projeto iniciou em 2006 para promover treinamento profissional em corte e costura e desenvolver uma fonte de renda para estas mulheres. “A empresa quer melhorar a capacidade e o nível de conhecimento e informação das comunidades”, disse Lucia Maciel, coordenadora pedagógica dos projetos da empresa. mundial de sustentabilidade da Alcoa e visa sensibilizar a população, trazendo informações, conceitos e valores a respeito dos impactos que cada um, como cidadão, causa e como minimizá-los, por meio de atitudes individuais que podem ser implementadas no cotidiano. O site Economize o Planeta está estruturado em seções informativas que cobrem as boas práticas de consumo consciente em diversas situações, como no trânsito, nas compras, no descarte do lixo, em casa e no trabalho. Com as dicas, a iniciativa visa sensibilizar os internautas a viver de forma mais sustentável. A calculadora de pegada de carbono da plataforma foi desenvolvida especialmente para avaliar os hábitos do público brasileiro. As principais adaptações estão relacionadas à diferença entre os equipamentos utilizados em ambiente doméstico, bem como a adaptação da matriz energética e dos padrões de certificação e qualidade. “A parceria com o Instituto Akatu foi essencial, pois pudemos listar os principais hábitos de consumo do brasileiro, que são completamente diferentes da população norte-americana, por exemplo. Dessa forma, foi possível gerar um instrumento que representa a realidade brasileira de forma precisa”, explica Nilson Souza, diretor de Sustentabilidade da Alcoa América Latina e Caribe. Edição 11

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NOTAS MANTENEDORAS E APOIADORAS

Texto e fotos Assessoria Mantenedoras

SPCDM

Celpa

7 Investir em mão de obra local é o segredo do desenvolvimento

A SPCDM prioriza a mão de obra local na implantação do Projeto Serra Pelada, prova disso são os números de empregados diretos da empresa: 68% são moradores do município de Curionópolis, sendo que, destes, 51% residem na vila de Serra Pelada. Segundo Alexandre Cancian, gerente sênior de Administração e Recursos Humanos da SPCDM, “ao priorizarmos a contratação de pessoas da região, geramos empregos e renda e, consequentemente, movimentamos a economia”, afirma Cancian. O mercado está aquecido e a disputa por profissionais qualificados é grande. “Nossas ações são voltadas para a valorização e melhoria da condição de vida das pessoas e no desenvolvimento sustentável da região”, admite Cancian. Reflexo disso é o investimento na capacitação da população do entorno do projeto, habilitando os moradores da Vila para compor o quadro de pessoal da empresa.“Oferecendo capacitação no CDC (Centro de Desenvolvimento Comunitário), por meio da parceria com entidades como o Senai, conseguimos realizar treinamentos específicos para atividades que a empresa realiza e oferecer cursos que a população necessita para conseguir renda por conta própria”, enfatiza Rosana Entler, diretora de Comunicação e Relacionamento com a Comunidade da SPCDM.

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8 Atendimento ao consumidor paraense

 A Central de Atendimento ao Cliente da Celpa começa a atender no Pará a partir deste mês de maio, 24 horas durante os sete dias da semana. A transferência de todo o serviço para o Pará, que hoje funciona cerca de 90% em Campo Grande (MS), é mais um importante passo para garantir a melhoria dos serviços prestados à população paraense. A transferência da Central de Atendimento vai possibilitar a geração de 300 postos de trabalho e continuará atendendo pelo número 0800 091 0196. De acordo com o diretor comercial da Celpa, Augusto Dantas, o serviço de teleatendimento é fundamental no relacionamento entre a concessionária e seus clientes. “Por isso estamos priorizando esse investimento, para garantir a facilidade de acesso e a melhoria do atendimento à população paraense”, afirma. Por mês, a Central de Atendimento da Celpa contabiliza cerca de 400 mil chamadas.


DICAS

Texto Tinara Becker • Fotos divulgação

Dicas... e boas ideias.

Para empresários que querem desfrutar de bons lugares, boa comida, bons livros, filmes e tudo mais que agrega valor a você.

MODA NA PONTA DOS DEDOS Um novo conceito de serviço chega a Belém. Criatividade e inovação são os princípios básicos que deram início à Rouge Nail Experience. Um simples negócio, mas com uma ideia diferente, serviu para reinventar o serviço de cuidados com as unhas. O exigente mercado feminino agora conta com um espaço que envolve não só a atenção para a beleza, como também para diversão, novidades e relaxamento. Aquele momento de encontrar as amigas ou simplesmente para se cuidar, agora pode ser acompanhado com variados drinks oferecidos pelo serviço de bar ao som de boa música. A visão ampliada do negócio e a exploração desta oportunidade agregou muito mais valor aos seus serviços. Informações: (91) 3349-9948 http://www.rougenail.com.br

PARAÍSO AO SEU ALCANCE Para você que é empresário e precisa relaxar sem precisar fazer uma longa viagem, procure o paraíso escondido nesta metrópole. Esta é a melhor definição para descrever o Restaurante Rural Terra do Meio. Localizado no município de Marituba, a estrada de terra denuncia que vamos entrar em contato com a natureza. Ao chegar, a primeira visão dos clientes é o portal com os dizeres: “Coisas boas acontecem com pessoas boas”. É quase um mantra para gerar boas experiências no local. Pode-se desfrutar das iguarias regionais oferecidas pela casa. O prato Filhote na folha do guarumã é um convite para ter uma experiência única de sabores. Além de saborear a culinária nortista, o espaço oferece degustação de licores feitos à base de frutas da região. É possível também, fazer um passeio de canoa, de jangada, numa trilha ecológica e até mesmo conhecer o viveiro de tartarugas. Este paraíso garante uma experiência única de contato com a natureza. Uma festa de sabores e a sensação agradável do ambiente, o restaurante Terra do Meio ainda conta com a simplicidade e a recepção amigável de seu proprietário. Uma ótima opção para relaxar com a família e os amigos. Conheça mais: http://terradomeio.com.br/ Edição 11

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DICAS

Texto Tinara Becker • Fotos Bruno Carachesti

Amanda Nascimento - Consultora técnica

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“Inspirado em uma história real, o filme O grande desafio (2007) retrata, em um período de muitos conflitos nos EUA na década de 20, um cenário marcado pelas lutas dos negros pelos seus direitos civis durante a grande depressão e segregação social. O filme conta a história de um professor amante das palavras e com convicções políticas bem delineadas que trabalha na formação de um grupo de alunos debatedores políticos para participarem de competições com as melhores universidades dos EUA. Além da emocionante lição de fé e luta pela liberdade, o filme mostra a importância do papel de um líder na formação da sua equipe, na construção da autoconfiança do seu time e do desenvolvimento do trabalho em grupo. Reflete o dia a dia das nossas empresas, da importância que o líder possui ao gerenciar os conflitos, as diferenças individuais, superando suas crenças particulares, para conduzir em direção à excelência. O filme mostrou muito bem como o líder pode influenciar e motivar a sua equipe a trabalhar em prol de um objetivo comum, fortalecendo o grupo e contribuindo para o crescimento individual. Filme: O Grande desafio. Ano: 2007. Diretor: Denzel Washington



Revista Estratégica nº 11