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ÍNDICE_

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DA REDAÇÃO_ ENTREVISTA

ADRIANA ESTEVES Gravando em Marília

TV

deborah secco Mais um papel sensual

ASSIS

rapel Opção de turismo logo ali

TURISMO

fernando de noronha Paraíso Nacional

MÚSICA

paula fernandes CD e DVD ao vivo

LITERATURA

guia turístico Trajetos de Fernando Pessoa

VIAGENS

em 60 cliques Publicitário viaja o mundo

É impressionante como, mesmo no interior, formada basicamente por cidades pequenas e com condições econômicas limitadas, a população da região está conseguido diversificar seus negócios, investindo e trazendo qualidade e inovação. E a revista Estilo Livre vem percebendo isso com mais intensidade conforme as coberturas jornalísticas realizadas e ainda de acordo com a procura de pessoas da cidade ou da região para divulgações de seus negócios ou histórias de vida. Sendo assim, só temos que comemorar e enfatizar a divulgação de tudo de bom que há em Assis e região e que muitas vezes não é apreciado por falta de conhecimento. Um exemplo é a reportagem produzida pela equipe da Estilo este mês que revela a existência de “paraísos perdidos” na região e da opção de prática de turismo de aventura. Ou ainda o esforço de empresários da cidade para tentar trazer a Assis um pouquinho dos lançamentos de moda das capitais. Enfim, a cada edição, vamos dando mais ênfase ao que há de bom por aqui. Confira!

CAROLINA MARQUEZINI DIRETORA DA REDAÇÃO

GASTRONOMIA sucos diferentes Receitas refrescantes

DECORAÇÃO

guardando coleções Casa sem cara museu

AUTOMÓVEIS

chrysler A invasão do Cherokee

06 CAPA

Segredos rEVELADOS

Daniella Barbosa Assisense de coração

DIRETOR Jeziel Marquezini EDITORA Carolina Marquezini DIRETOR COMERCIAL Daniel Israel DIREÇÃO DE ARTE E IMPRESSÃO Editora Conosco_Indústria Gráfica TEXTO E FOTOS Agência Estado FOTOS Ivan Mello - Freelance JORNALISTA RESPONSÁVEL Carolina Marquezini_MTB_41418 SP TIRAGEM 25 mil exemplares DISTRIBUIÇÃO Distribuidor Regional Assis ::18 3324 4286 PARA ANUNCIAR Daniel Israel_18 9606 2196 daniel@revistaestilolivre.com.br Ana Paula Garavelo_18 9705 6612 anapaula@revistaestilolivre.com.br Vanislene Guiotti_18 9777 2988 :: 8144 6068 vanis@revistaestilolivre.com.br ANÚNCIOS E PATROCÍNIOS Além de anúncios institucionais e comerciais em formatos tradicionais, Estilo Livre oferece a opção de patrocínio das seções e colunas fixas. Fale com nossos representantes. REVISTA ESTILO LIVRE Abílio Duarte de Souza, 257 :: F: 18 3322 6544 revista@revistaestilolivre.com.br


CAPA_

CAPA_

Quem a vê com seus 1,80 cm de altura, corpo, rosto e cabelos impecáveis, tem a certeza: ela só pode ser modelo profissional. E é. No entanto, Daniella Barbosa, paranaense que nasceu e passou a infância em Jacarezinho, morou durante a adolescência em Londrina e mais tarde veio parar em Assis - onde cursou Psicologia na Unesp - sempre fez questão de aliar a carreira de modelo aos estudos. Ela é prova de que mulher bonita também batalha muito, pode e deve aproveitar sua inteligência para seguir diversos caminhos profissionais. Quando prestou vestibular, Daniella passou em Psicologia na Universidade Estadual de Londrina (UEL), na Universidade Estadual de Maringá (UEM) e na Universidade Estadual Paulista (UNESP), optando pela última, o que a fez mudar-se para Assis para completar os cinco anos requeridos pelo curso, conciliando sempre os estudos ao seu trabalho como modelo. Bem humorada, Dani conta que carrega o apelido ‘magrela’ desde muito cedo, e confessa que não gostava muito da alcunha quando era pequena, mas que aprendeu a gostar do seu protótipo alta e magra, quando viu nele, aos 14

‘Assisense de

coração’ anos, a oportunidade de trabalhar precocemente. Nesta idade, a bela paranaense mudou-se para São Paulo, contratada pela agência Marilyn (atual Way), - mas, compelida a parar com os estudos, Dani decidiu voltar ao Paraná, a fim de levar esta carreira de maneira mais branda, concomitante aos estudos. Segundo ela, valeu a pena: “Se eu não tivesse optado por voltar, não teria me preparado minimamente para ingressar na faculdade. Ao longo destes anos consegui fazer minhas viagens, onde conheci muitos

lugares e pessoas e ganhar o meu próprio dinheiro, enquanto estudava para me tornar uma profissional da Psicologia”, conta. Recém formada, a simpática morena tem passado os últimos meses entre São Paulo, Maringá e Londrina, onde se concentra a maioria de seus trabalhos e sempre que pode dá um pulinho em Assis para rever os amigos. Em relação ao seu futuro, Dani tem rumo certo: em um mês muda-se para Nova Iorque, nos Estados Unidos. Na Big Apple, onde irá residir, ela irá trabalhar como modelo e fazer uma especialização em Recursos Humanos (área na qual estagiou durante os três últimos anos da faculdade e que pretende atuar), conciliando assim o mundo da moda e a Psicologia Organizacional. Quando questionada sobre sua vida em Assis, Dani derrete-se: “A princípio, deixar Londrina e me mudar pra Assis em prol da minha vida acadêmica foi muito difícil, mas em poucos meses aprendi a gostar, conheci muitas pessoas especiais, vivi momentos inesquecíveis e criei elos eternos. Com certeza levarei comigo solidificadas amizades pelo resto da vida. Já sinto saudades e tenho um carinho enorme por esta cidade... sem dúvidas me tornei assisense de coração. Para mim, Assis é assim, eterna”.


CAPA_

ping-pong Data nascimento: 17/06/1986 Altura: 1, 80 cm. Peso: 62 kg. Signo: Gêmeos. Ídolo: Meus pais. Apelido: Dani, Magrela, Pretinha, Pequena, ah... são tantos. Perfume: Gosto dos cítricos. O meu preferido é o Light Blue da Dolce & Gabanna, que uso desde os 17 anos. Filme: O filme francês ‘O fabuloso destino de Amelie Poulain’ e o canadense ‘Minha vida sem mim’. Trilha: Rock and roll e Blues. Aprendi a gostar com o meu irmao mais velho ainda pequena e sem dúvida vou envelhecer ouvindo. Banda: Pearl Jam vem no topo da lista. Depois os meus favoritos são Pink Floyd, Led Zeppelin, Paralamas, Rolling Stones, The Doors, O Rappa, The Who, Dave Matthews Band e The Black keys, não necessariamente nesta ordem. E do Blues os meus prediletos são John Lee Hooker, Muddy Waters e Willie Dickson. Música: Black do Pearl Jam, Porcelain do Moby, Relicário do Nando Reis e Black dog do Led Zeppelin. Programa de TV: Two and a half man, Saia Justa e Grey’s anatomy. Cantora: Nina Simone, Roberta Sá, Lauryn Hill, Marisa Monte e Macy Gray. Cantor: Chico Buarque, Frank Sinatra, Tom Jobim, Nando Reis e Lenine. Mulher bonita: Renata Vasconcellos e Natalie Portman. Homem bonito: Álvaro Jacomossi e Ashton Kutcher. Frase: ‘Não há grandeza quando não há simplicidade’ e ‘Tudo posso Naquele que me fortalece’. Viagem inesquecível: Fernando de Noronha. Livro: Intermitências da morte (José Saramago) e Cem anos de solidão (Gabriel Garcia Marquez). Um defeito: Um só? Tenho vários (risos), impaciência é um deles. Uma qualidade: Determinação. Animal de estimação: Sou louca por cães, em especial da raça Golden Retriever, minha paixão. Prato preferido: Não tenho frescura com comida, como bem e como de tudo. Mas a minha comida favorita é a japonesa. Vício: Música. Estou sempre à procura de novos sons, músicos de outros países ou aqueles ainda pouco conhecidos. O que gosta de fazer no seu tempo livre: Viajar, assistir a filmes, ouvir música, ler um bom livro e independente do lugar estar entre a minha família e os meus amigos. Uma praia: Praia do Rosa em Santa Catarina, sou completamente apaixonada por aquele lugar. Cuidado com a beleza: Não durmo nunca com maquiagem, e os meus cabelos só veem secador e chapinha nos trabalhos, no dia a dia e até para ir para balada, deixo-os secar naturalmente. Daniella por Daniella: Autêntica. Falta de personalidade é algo que me irrita profundamente. Momento marcante vivido em Assis: O acampamento da Comunidade Restauração que fiz no ano passado. Estar em meio à natureza por cinco dias em contato direto com Deus, vê-Lo e ouví-Lo foi fantástico. Uma experiência maravilhosa e inesquecível. Por fim, como gostaria de se ver no futuro: Feliz com a minha vida, família e trabalho. Preparando uma comidinha gostosa e tomando uma taça de vinho enquanto ouço um rock and roll ou um blues da minha coleção de vinis.

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ESTILO LIVRE


ENTREVISTA_

Gravando em

Marília Nos últimos cinco anos, Adriana Esteves frequentou os estúdios do Projac, na Globo, para fazer trabalhos bem pontuais, e agora estará de volta em “Morde & Assopra”, nova trama das sete da Globo, assinada por Walcyr Carrasco. Durante a gravação da novela que a reportagem acompanhou, em Marília (SP), Adriana Esteves mostrou que tem se esforçado para levar ao ar um bom personagem. No início do trabalho, por exemplo, superou o medo de avião para encarar 24 horas de voo até o Japão, onde foram gravadas cenas da novela. E ela ainda garante que não se desliga dos filhos. Confira: EL: Você está aqui, debaixo de um calor de 35 graus, gravando no cafezal. Tem familiaridade com o campo? ADRIANA: Não. Eu sou bem urbana. Totalmente da cidade. Quando venho para essas situações, fico quietinha. Não fico me aventurando, pulando na lama... EL: Por que fez a viagem de carro? ADRIANA: Não gosto de avião. Quando fomos gravar no Japão, foi mais fácil. Tomei um remédio e apaguei. EL: Conhecia algo sobre paleontologia? ADRIANA: Nossa! Isso é totalmente novo para mim. Estou estudando esse assunto desde que fui chamada para fazer a novela, em agosto. Até conheci uma paleontóloga que me inspira um pouco. Estou gostando de ver a paixão que esses profissionais têm pelo fóssil.

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EL: Você tem preferência de fazer o telespectador rir ou chorar? ADRIANA: Um grande barato na minha vida é poder fazer trabalhos diferentes. Quase na mesma época, eu fiz “Dalva & Herivelto” e “Toma Lá Dá Cá”. E deu certo. Fui descobrindo essa minha versatilidade. E isso me torna uma atriz mais corajosa para me atirar em tudo. Essa nova novela é comédia. Mas pela primeira vez vou fazer ação. Estou até vendo filmes do gênero e me espelhando em atrizes que fazem longas de ação, como Sandra Bullock, Angelina Jolie, Jennifer Aniston. EL: Gosta da correria que a novela impõe na vida do ator? ADRIANA: Eu não fazia novelas havia cinco anos. Mas tem um lado que gosto muito, que é o fato de que, durante uns oito meses, você faz parte daquela equipe, daquela rotina. Como sou uma pessoa que tem necessidade de segurança, a novela me dá esse prazer. Ao mesmo tempo, trabalha-se muito. A minha vida com os meus filhos tem de ser bem estruturada, para ninguém sofrer porque a mamãe está trabalhando muito.

Foto_ RICARDO YAMAMOTO/TV Globo/DIVULGAÇÃO/AE

Por_Aline Nunes


ENTREVISTA_ Foto_ JOÃO MIGUEL JR/DIVULGAÇÃO/AE

ENTREVISTA_

A atriz Camila Pitanga é a personagem Carol de “Insensato Coração”, da Rede Globo

EL: Em “Insensato Coração”, sua personagem não podia engravidar?

anos. Até hoje, nunca se envolveu em escândalo?

CAMILA: Conheço bem o problema. Tenho uma amiga que passa por isso. Mas ela deu a volta por cima ao optar por uma adoção. Uma coisa é a mulher optar por não ter filhos, a outra é a impossibilidade do corpo. Há mulheres que adotam e até conseguem amamentar. A criança passa a ser seu filho de fato e o instinto materno aflora. É lindo. A maternidade não é só de sangue.

CAMILA: Prezo pela minha privacidade. E me sinto respeitada pelo público nesse sentido. A imprensa também me respeita. Tive sorte.

EL: Com Lázaro Ramos, você faz o primeiro casal negro de protagonistas em horário nobre. É reflexo da mudança na sociedade? CAMILA: Encaro com naturalidade. Não é uma excentricidade. É um espelho do que somos como povo. Mas o André (personagem de Lázaro) não é exatamente o par da Carol. Ele é de todas.

“Não tenho nenhum

interesse em

posar nua” Por_Felipe Branco Cruz

EL: Sua personagem é uma mulher bem sucedida, que faz tudo pelo trabalho. Na sua vida pessoal, você já pensou em largar tudo para cuidar da família? CAMILA: Quando você está embevecida com seu momento mãe, é comum deixar a carreira, mudar de profissão. Cheguei a pensar em largar tudo. Mas esse pensamento passou. Nunca deixaria de ser atriz. É muito prazeroso ser mãe. Mas é muito difícil conciliar com o trabalho. EL: Voltaria a fazer uma personagem como a Bebel (“Paraíso Tropical”), que se expunha muito? CAMILA: Não vejo como um problema a exposição que tive com a personagem. A imprensa, naquela época, me tratou de forma natural. Nunca me senti invadida por isso.

Filha de artistas (a atriz Vera Manhães, 60 anos, e o ator Antonio Pitanga, 71), Camila Pitanga, 33, começou cedo na carreira. Aos 6 anos, foi figurante no filme “Quilombo” (1984), de Cacá Diegues. Aos 16, foi morar na favela Chapéu Mangueira, no Rio, com o pai e a madrasta, a deputada estadual Benedita da Silva, que tinha reduto político no local. Atuando em novelas desde 1993 - ela estreou em “Fera Ferida” (Globo) -, um dos

seus papéis de destaque foi o da garota de programa Bebel, em “Paraíso Tropical” (2007), em que fez par romântico com Wagner Moura. Atualmente no ar em “Insensato Coração”, a atriz falou à reportagem sobre adoção, política, trabalho e contou sua experiência de morar na favela na adolescência. Ela também jogou um balde de água gelada na cabeça dos homens que gostariam de vêla num ensaio sensual.

EL: Foi nessa época que a “Playboy” insistiu para você posar nua? CAMILA: Não foram tantos convites assim. Nem mesmo na época da Bebel recebi tantas propostas. É clara a minha decisão de não querer. Isso não está mais em pauta. É definitiva a minha negativa. Não tenho nenhum interesse em posar nua. EL: Você trabalha como atriz desde os 6

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EL: Seu marido, Cláudio Amaral, que é diretor de arte, encara numa boa os papéis quentes que você já fez na TV? Não rola um ciúme de ele te ver aos beijos com Lázaro Ramos, por exemplo? CAMILA: Acho que não. Ele é esclarecido. Trabalha com cinema e sabe como as coisas funcionam. E, mais do que qualquer coisa, ele é seguro da nossa história. Isso elimina qualquer tipo de preocupação ou ciúme. O fato de o Cláudio trabalhar com cinema faz com que ele encare tudo com naturalidade. EL: Quem são seus amigos da TV, gente que você recebe em casa? CAMILA: Ontem, eu estive com a Leandrinha (Leandra Leal) e a Marixi (Mariana Ximenes). Elas são boas amigas e ótimas companhias. Mas também tenho ótimos amigos que não são atores. EL: Em “Cama de Gato” (2009), você interpretou uma faxineira. Nessa época, você se vestiu de faxineira e foi a um shopping. Como foi essa experiência? CAMILA: A proposta era me tornar invisível. Queríamos saber se era possível. Ninguém me reconheceu, apesar de eu ter provocado as pessoas para ver se elas me reconheciam. Uma faxineira me contou que, uma vez, nem a mãe dela a reconheceu no shopping. EL: Como foi morar na favela de Chapéu Mangueira, no Rio de Janeiro, quando você tinha 16 anos? CAMILA: Foi especial na minha vida. Tive contato com a realidade nua e crua. Conheci um povo solidário. São pessoas que sofrem por não ter coisas básicas. Não há um governo ali para estabelecer a cidadania. As próprias pessoas se organizam e são solidárias. Conhecer esse universo foi muito bacana. ESTILO LIVRE

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LANÇAMENTO_

2011

Inverno mais charmoso e criativo O mês de fevereiro foi marcado por muito luxo e glamour com o lançamento da coleção outono/inverno da grife Carmen Steffens em Assis. Com muito requinte, os franqueados Delaine Almeida e Wellington Junior receberam amigos e clientes para um delicioso coquetel que foi preparado especialmente pelo Buffet Adriana Petcov. Alegria e descontração marcaram o lançamento, além de um atendimento especial da equipe da loja, formada por Carol, Cris e Manu às clientes que foram conhecer as novas corem e tendências deste inverno.

Nesta estação, predominam tons de madeira nobre que remetem às delicias de chocolate e compõem texturas, grafismos e poás invernais. Outra dica certa para incrementar o look do dia-a-dia é o chocomenta. Porém, os clássicos vermelho, preto e azul não ficaram de fora. Já aquelas que gostam de cores delicadas poderão investir tranquilamente nos tons de açúcar queimado e de madrepérola. Então, curta esta temporada com bolsas e sapatos sofisticados. A Carmem Steffens fica na Rua XV de Novembro, 505. Telefones (18) 3321-3242 e 3321-2760.


Foto_JOÃO MIGUEL JR/TV Globo/DIVULGAÇÃO/AE

TV_ Falou em festa, fama e homem solteiro, Natalie Lamour, personagem de Deborah Secco em Insensato Coração, dá um jeitinho de estar lá. E sempre com seu jeito extravagante, vulgar e trajes sumários. Aos 31 anos, a atriz, que se diz tímida, afirma gostar de ser convidada para interpretar mulheres sensuais e provocantes, seja na televisão ou no cinema. “Eu sou bem menina. Então, poder me libertar assim é ótimo”, conta Deborah. Pelo jeito, ela gosta mesmo. Tanto que, em 23 anos de profissão, acumula nada menos do que onze personagens com apelo sensual, incluindo seus trabalhos atuais: a Natalie de Insensato Coração e a prostituta de luxo Bruna Surfistinha. A lista dos personagens da atriz com esse mesmo perfil é grande. Começou em 1999, quando Deborah viveu a maria chuteira Mariana, da novela Suave Veneno (1999), que motivou sua primeira aparição na capa da revista Playboy. Três anos depois, ela faria um novo ensaio sensual para a publicação, agora alavancado pela personagem

Mais um papel sensual para

Deborah Secco Por_Aline Nunes

Lara, uma vampira gostosona de O Beijo do Vampiro. Em 2003 - um ano depois de viver a vampira sensual -, a atriz repetiu a receita na novela Celebridade, ao interpretar a interesseira Darlene. O diretor da trama, Dennis Carvalho, elogia a atriz: “A Deborah é uma atriz madura. Ela não está presa a estereótipos”. O último trabalho que Deborah havia feito na telona foi como uma mulher gostosa, infiel e vulgar, no filme Meu Tio Matou um Cara, protagonizado por Lázaro Ramos.


FotoS_RICARDO AMARO

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JACK - aNNE ERIKA - FATINHA - FERNANDA - ELEN COELHO ANA CLAUDIA TEIXEIRA - Rejane dib LYLIANA ABUD MARIANA - GÍ MEYER GRAÇA AVANZI - SIMONE - RICARDO FLÁVIA - LÉIA - VERA - MARIELA MAGDA MALDONADO - LENA LONGUINE - JULIANA JABUR - GABRIELA

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VITRINE_ Foto_ TV RECORD/DIVULGAÇÃO/AE

TV_

A volta do mundo de

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Álvaro Garnero 05

Por_Ana Carolina Rodrigues

Cargueiros, trens, motor homes e transatlânticos. É a bordo de meios de transporte como esses que Álvaro Garnero, acompanhado pelo escritor e aventureiro José Ramalho, lançou-se numa volta ao mundo em 80 dias na quarta temporada do “50 por 1” (Record). Ao todo, eles percorreram 35 mil quilômetros. Para seguir à risca a aventura eternizada em “A Volta ao Mundo em 80 Dias”, de Julio Verne, a dupla resolveu não usar aviões em sua jornada. Com a experiência de quem já passou por mais de 70 países no programa, no ar desde 2007 e exibido aos sábados, à meia-noite, Garnero aceitou o desafio, mas confessa que a tarefa não foi das mais tranquilas. A maratona de viagens, programada para ir ao ar até abril na Record, incluiu a passagem por 22 países, entre eles Inglaterra, China, Filipinas e Coreia do Sul. De navio, os viajantes mostram como é a vida num cargueiro, o que

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inclui visitar a sala das máquinas e conversar com os tripulantes. Mas nem só de boas descobertas são feitas as viagens. Os aventureiros já tiveram de enfrentar adversidades naturais como furacões e um mar impiedoso. O resultado dessas experiências nada memoráveis? Atraso na viagem. O tempo, aliás, foi uma questão crucial para que a empreitada desse certo. Daí surgiu, na opinião de Garnero, a maior dificuldade da jornada. “O mais complicado foi ter deixado muita coisa para trás sem poder conhecer. O relógio comandava a viagem, qualquer atraso poderia comprometer nosso prazo”. A temporada foi gravada de agosto a dezembro do ano passado. Nesse período, cerca de 240 horas da viagem foram registradas, ou seja, no mínimo três horas de filmagens foram feitas por dia.

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Daniela - Tiago Luciano - Suzzi Gabriel - Amyne Eduardo - Matheus Jordana - Fabiano Deise Marinoto

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pERFUME QUEM RESPIRAR FUNDO CORRE O RISCO DE SE PERDER NESTES FRASCOS - E ADORAR.

PODER FEMININO

pegada masculina

É SÓ IDENTIFICAR SEU ESTADO DE ESPIRÍTO E EMBARCAR NESTAS EXPERIÊNCIAS OLFATIVAS.

qual é o seu tipo de homem? escolha pelo cheiro.

pARA SEDUZIR Euphoria, uma viagem sem limites, em busca da liberdade de um sonho. Euphoria representa modernismo estético: beleza e luxo associados a sensualidade. Uma fragrância marcante, sedutora e envolvente para mulheres independentes, confiantes e luxuosas.

para agarrar Paco Rabanne apresenta seu mais novo perfume, com uma fragrância para os homens sedutores e modernos. Refrescante e sensual, com notas especiadas e brilhante como o ouro! A arma deste novo sedutor se chama 1 Million.

para curtir o dia Não é um destino, é uma atitude. Perca-se em uma viagem, ultrapasse os limites, liberte seus pensamentos. A estrada está aberta não existem regras. Faça do seu jeito. É a liberdade definitiva. CK Free foi inspirada no espírito do homem independente e moderno que vive intensamente o seu dia. Ele não tem que provar nada pra ninguém. Ele é descolado, relaxado e livre. Este homem, só faz o que quer e está no controle de seu próprio destino.

pARA NAMORAR Criado em 1994, Bvlgari Pour Femme é um perfume clássico e contemporâneo, com um rico bouquet floral. Traduz em aromas a intensidade e a elegância de um mundo sensual e exclusivo. Para mulheres extremamente femininas E muito sensíveis.

CHEIRO DE MENINA RICA o PERFUME LADY mILLION TEM O TAMANHO DO DIAMANTE rEGENT (UM DOS MAIORES DO MUNDO) A BASE É DOURADA, TÍPICA DAS CRIAÇÕES AUDACIOSAS DE pACO rABANNE.

pARA SE AVENTURARA Givenchy apresenta Ange ou Démon EDT Tendre, uma nova interpretação olfativa de Ange ou Démon. Essa nova versão apresenta os ingredientes-chave da personalidade floral de Ange ou Démon, conferindo á fragrância novas sensações puras e suavemente energizantes. Um perfume de contraste e sensualidade fascinante. Uma fragrância com um segredo indecifrável.

para torcer o pescoço no escritório dá para ficar de pernas bambas ao sentir a fragrência que associa a leveza dos touqes de limão à sedução do cedro e do láudano

para casar Tommy é a verdadeira fragrância americana, uma combinação calorosa, amadeirada, energizada por nuances cítricos e picantes, inegavelmente refrescante e moderna. Sutilmente quente, a composição inclui acordes de maçã verde da Nova Inglaterra, flor de cactus do Arizona e rosas amarelas do Texas. Um toque amadeirado e ambarado, com flores de algodoeiro e maçã vermelha de Vermont fecham esta composição exuberante.

Rua Sebastião Leite do Canto, 313 - Assis/SP Fones: 18 3323-1123 • 3323-3021


RAPEL LOOK BOOK_ TURISMO_ASSIS

Turismo de aventura bem pertinho

Foto_Divulgação

Por_equipe EL

TURISMO_ASSIS LOOK BOOK_ Quem pensa que para fazer turismo de aventura é preciso ir longe ou ainda gastar muito dinheiro está enganado. Apesar da região de Assis ficar distante da maioria dos pontos turísticos do país, há opções que muitas vezes não são conhecidas por seus moradores. Gustavo Menegon, praticante e instrutor de rapel há 15 anos tem chamado a atenção de moradores da cidade e da região com a organização de passeios e descidas de rapel nos finais de semana em cachoeiras da região. Portanto, se você está pensando em diversificar no fim de semana e se divertir com amigos ou familiares explorando os recursos naturais da região e ainda se aventurando aprendendo esta modalidade de esporte, é só ligar para a MEP Esportes, academia que organiza passeios e grupos para descidas de rapel, e agendar o dia e o local. O destino mais próximo de Assis é Echaporã, onde os instrutores de rapel costumam freqüentar seis cachoeiras para a prática do esporte. No entanto, eles realizam passeios também para Marília, Botucatu, Sapopema e São Gerônimo da Serra, no Paraná. “A escolha do local fica a critério do grupo”, explica Menegon. Segundo ele, a MEP forma grupos de rapel de no mínimo quatro e no máximo 12 pessoas. Os interessados não precisam ter nenhum tipo de experiência no esporte, pois conforme o instrutor, a equipe leva os grupos a cachoeiras adequadas ao seu nível de conhecimento do rapel. Os iniciantes praticam o esporte em cachoeiras pequenas e aqueles que já têm alguma prática se aventuram nas quedas maiores. Conforme Gustavo, a maior cachoeira onde o

rapel é praticado em Echaporã possui cerca de 70 metros de altura. O instrutor revela que o passeio tem feito muito sucesso entre os participantes, que saem de manhã para o turismo e voltam no fim da tarde. Durante a viagem, os praticantes do esporte também se organizam para providenciar o lanche no local. “É uma opção de turismo em contato com a natureza, revelando locais na maioria das vezes desconhecidos pelos moradores da região”, destaca Menegon, acrescentando que a opção tem sido buscada também por famílias que querem se divertir junto com os filhos. Todo o equipamento necessário para o esporte é levado pela equipe da MEP, que também disponibiliza instrutores para acompanhar os grupos. Quando chegam ao local os participantes são orientados e depois de se familiarizarem com o equipamento e aprenderem as regras de segurança ficam aptos a fazer a primeira descida. Na primeira vez que vão praticar o esporte eles sempre são acompanhados por um instrutor. Quando se sentem seguros, os praticantes podem fazer a descida sozinhos.

O QUE USAR • Roupas apropriadas para práticas esportivas, que permitem que o corpo se movimente livremente • É indicado sempre vestir calças, que protegem as pernas durante a caminhada pela mata (de preferência as mais velhas) • O mesmo é sugerido para os tênis, que também são item básico para o turismo de aventura

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SERVIÇO Os interessados em agendar grupos para passeios e a prática de rapel por cachoeiras da região podem ligar para a MEP Esportes nos telefones 3323-2566 ou 9797-7271.

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TURISMO_ Por_AEquipe AE

Sinta-se como Gulliver em uma terra de homens minúsculos. Ainda que sem os efeitos especiais do longa recém-lançado nas telonas, com Jack Black no papel principal, parques de miniaturas garantem uma experiência única - com direito a trens que apitam, pontes que se movem e igrejas que tocam sino, tudo em escala reduzida.

Lugares para se sentir nas aventuras de

Gulliver SUÍÇA Caminhos sinuosos, jardins coloridos e 130 réplicas perfeitas de monumentos, castelos e até dos Alpes deixam crianças e adultos boquiabertos no Swiss Miniatur. Localizado em Melide, no sul do país, ocupa 14 mil metros quadrados - quase toda a área é percorrida por 18 trenzinhos que imitam o ultramoderno sistema ferroviário suíço. Site: swissminiatur.ch.

BRASIL O deslumbrante Castelo de Neuschwanstein está lá, assim como a barroca Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, e a Prefeitura de Gramado. Todos perfeitinhos - só que 24 vezes menores. O Mini Mundo é uma das atrações clássicas para quem viaja com crianças pela Serra Gaúcha. Construções alemãs, terra natal dos Höppner, família que criou o parque, são maioria. Mais: minimundo.com.br.

Opção real de hospedagem

Foto de divulgação da fachada do Palácio de Versalhes, que será transformado em hotel de luxo.

na

França

Por_Equipe AE

Os châteaux franceses que se cuidem. Turistas que levam a sério a ideia de se hospedar em antigos domínios da realeza logo terão uma nova opção com requinte à altura, em um dos endereços mais nobres do país: o Palácio de Versalhes. Com investimento de US$ 5,5 milhões - e a participação da empresa belga Ivy Internacional -, o antigo Hôtel du Grand Controle vai ser transformado em um superluxuoso cinco-estrelas, previsto para abrir as portas aos primeiros visitantes já no fim deste ano. O edifício, construído em 1680, fica na Rue de I’Independence, a apenas 90 metros do palácio principal. Assim como o palácio, foi totalmente esvaziado durante a Revolução Francesa e chegou a ser utilizado como refeitório de oficiais da nação no século 19, mas depois caiu em desuso. Danificada pelo tempo, uma grande área da estrutura externa já está em processo de restauração. A próxima etapa será colocar em prática os planos de reforma do interior do prédio, que possui área total de 1.700 metros quadrados. Toda a obra será acompanhado pelo arquiteto francês Frédéric Didier, que fez carreira na recuperação de monumentos históricos.

REQUINTE O novo hotel contará com 23 suítes. As diárias devem custar entre 500 euros e 600 euros (R$ 1.149 e R$ 1.379). Já há apostas sobre quais serão os quartos mais disputados. Alguns votam nos que terão vista para os lagos do palácio. Outros nos de vista panorâmica para os belos jardins da l’Orangerie, onde o rei Luís XIV cuidava de suas laranjeiras durante o inverno. Como não poderia ser diferente, a inauguração do mega hotel também promete toda pompa e sofisticação. Os hóspedes poderão protagonizar uma cena inédita: com as devidas taças de champanhe em mãos, todos serão convidados a um brinde especial no próprio jardim do palácio. Bem ao estilo de realeza.

Foto_Christian Milet/DIVULGAÇÃO/AE

Foto_Madurodam/DIVULGAÇÃO/AE

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COLEÇÃO OUTONO/INVERNO 2011

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Toninha - Alexandra Amanda - Eliana Eme - Marina Mariana - Silvia - Dejanira eQUIPE AREZZO Silvia - Carmem - Nilma

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Neiva - Ana Claudia - Alê Sueli - Ana Ligia Nilsen - Neide Arani - Cris Claudia Holzhausen Claudia Pinhata

AREZZO

No último dia 18 a AREZZO recebeu clientes em um delicioso e requintado coquetel de lançamento da coleção Outono/ Inverno. Em um dia muito agradável e descontraído, quem compareceu pôde conferir as novidades da nova coleção de calçados e acessórios da marca, que está maravilhosa.

Recheada de tons castanhos e caramelos e apostando na tendência Selaria, a Arezzo fez uma narrativa da tradição de grandes marcas de luxo que começaram sua história produzindo celas e estribos. Por isso a coleção está cheia de peças em cores de couros natuais. Vale a pena conferir!!


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Praias de Noronha Na Baia dos Golfinhos, em Fernando de Noronha (PE) o barco passa perto e eles acompanham o trajeto. No entanto, não é permitido mergulhar com eles.

são reservas naturais de inspiração

Foto_THAIS CARAMICO/AGÊNCIA ESTADO/AE

TURISMO_

MERGULHO Não há peixe envergonhado em Noronha. Portanto, são muitos os locais onde o mergulhador (ou quase isso) pode admirar a vida marinha. Várias empresas alugam equipamento, mas você pode levar o seu e economizar, em média, R$ 20 por passeio. Além do mergulho autônomo, com cilindro de oxigênio, há uma modalidade muito simpática de observar o mundo por debaixo d’água, chamada Planasub. Com máscaras, snorkel e uma prancha de acrílico, você é puxado por um barco e pode até fazer manobras se ficar em apneia. Na ilha, a técnica também é conhecida como mergulho de reboque ou Aquasub. Outra muito comum é o mergulho de apneia. E o melhor lugar para fazer isso no arquipélago chama-se Atalaia - ali, somente com autorização do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). É preciso fazer uma trilha, com guia, para chegar ao aquário natural em que não se fica em pé. Isso mesmo: com 70 cm de profundidade, você coloca máscara e snorkel e visita com os olhos os corais, cardumes e até filhote de tubarão bem de pertinho.

Na Praia do Sueste, além de tubarão há muitas tartarugas. Elas ficam embaixo do seu corpo e acompanham o trajeto numa boa.

TRILHAS ATÉ O MAR • Mirante Golfinhos-Boldró O percurso tem 5 km (nível médio). Sai do Sancho e segue para um ponto de onde é possível ver do alto o show dos golfinhos-rotadores. Custa R$ 40 por pessoa (até o mirante) ou R$ 50 (até o Boldró). • Caieira-Atalaia Tem 4,5 km (médio). Com direito a mirantes e piscinas naturais. Sai por R$ 50 e só pode ser feita com maré baixa. • Capim-Açu São 8 km (difícil), numa área bem preservada. Passa pela mata que liga essa praia à Ponta da Sapata e à Praia do Leão. Por R$ 75.

A REPÓRTER VIAJOU A CONVITE DA SECRETARIA DE TURISMO DE PERNAMBUCO E AMBIENTAL EXPEDIÇÕES

Por_Thais Caramico

Todas as praias de Noronha estão distribuídas entre o mar de dentro e o de fora. O primeiro, com águas mais claras e calmas, fica voltado para o Atlântico Norte. Mais bravo, o mar de fora aponta para o continente africano, distante 2.700 quilômetros. E ambos são reservas naturais de inspiração. Não há uma praia sequer que seja mais ou menos. Todas as 17 são belíssimas e revelam, com suas particularidades, resquícios da erupção e um contraste absurdo de cores. A Baía do Sancho é considerada por muitos a mais bonita do arquipélago, até mesmo do Brasil. A vegetação surpreende ao recobrir as falésias com diferentes tons de verde, terra, preto do vulcão. De águas calmas e cristalinas, é perfeita para o banho. Por isso, barcos costumam parar ali para um mergulho no qual a visita dos peixes é certa. Os ilhéus, no entanto, recomendam que, além de conhecê-la pelo mar, você faça uma visita por terra: é algo mágico e totalmente di-

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ferente. Primeiro porque de cima, do mirante, você já se encanta. Depois, para chegar à areia, é preciso descer por uma escadinha instalada no penhasco, numa fenda bem apertada, e encarar uma sequência puxada de 175 degraus esculpidos na falésia. Do lado do Sancho está a Baía dos Porcos, pequena e reservada, com águas de todos os tons de verde. Adiante, Cacimba, praia do surfe e do Morro Dois Irmãos. Curioso é que, no cartão-postal, eles são gêmeos. Mas ali, encostado neles, você faz um giro panorâmico e consegue enxergá-los de diferentes formas e tamanhos. É mais uma daquelas ótimas surpresas da ilha Do outro lado, no mar de fora, está a Praia do Leão, local de desova de tartarugas, que pode ser visitada apenas de janeiro a junho - é interessante mesmo para ser avistada ao longe. Curiosidade: ela recebeu esse nome por causa da ilhota em frente, que lembra um leãomarinho deitado.

Mergulhar com prancha é uma prática comum em Fernando de Noronha (PE). Um barco te puxa pela corda e você consegue ver cardumes, golfinhos e até embarcações naufragadas.

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LOOK BOOK_

TECNOLOGIA_

O tom rose continuará em alta neste outono/inverno, e agora, chega com tudo nas linhas de jóias e bijuterias. Misturado com o dourado ou com pedras, acessórios na cor já estáo invadindo as lojas e prometem ser a sensação na nova estação. Nas roupas, a cor também continua fazendo sucesso, agora mesclada com tons e tecidos mais quentes, como verde e marrom e veludo e lã.

Cachecol - Le Lis Blanc - Donna Amora & Homem

Blusa - Le Lis Blanc Donna Amora & Homem

Brinco - Goldskill - Jolie brinco - tesouro óculos - arnette World style

Museu da História DA

Computação muda-se para o Vale do Silício Por_Rafael Cabral

pulseira - Goldskill - Jolie

anel - Goldskill - Jolie

pulseira - tesouro

blusa - Billabong - World style

Calça - Cantão - Donna Amora & Homem

Saia - free jeans

bolsa - le postiche

Ankle boot carmen steffens

bolsa - le postiche

O Museu da História da Computação, dono do maior acervo de aparelhos eletrônicos de antes e depois da invenção do PC, acaba de se mudar para onde grande parte da história da tecnologia digital no século 20 se passou - o Vale do Silício. A instituição, que foi criada nos anos 70 para abrigar a coleção pessoal de Gordon Bell, da Microsoft, agora, fica na vizinhança do Google, em Mountain View, na Califórnia. Entre as preciosidades em exposição permanente estão os primeiros servidores usados pelo futuro gigante das buscas, com os fios todos enrolados e prestes a entrar em curto-circuito. O ex-CEO da empresa, Eric Schmidt, que entrou no Google na transição entre startup promissora e maior das companhias de internet, faz parte do conselho do projeto, junto de ilustres como Linus Torvalds (criador do Linux), Steve Wozniak (cofundador da Apple) e Tim Berners-Lee (o pai da web), entre outros. Tanto os figurões quanto as grandes empresas de tecnologia da área adotaram o museu. Até porque ele arquiva documen-

tos, aparelhos e equipamentos raros que, juntos, reconstróem a história recente da inovação - principalmente, a explosão do microcomputador pessoal, o barateamento do arquivamento de dados e a internet. Foi principalmente por causa de uma doação de Bill Gates - nada menos que US$ 15 milhões - que o projeto conseguiu se reciclar, adquirir novos artefatos e mudarse para uma gigantesca sede de US$ 19 milhões ao lado do Googleplex. “Temos a coleção mais importante de computadores históricos, hardware, software, vídeos, filmes, gravações de áudio e manuais técnicos. São mais de 100 mil objetos”, afirma Dag Spicer, curador do Computer History Museum. Segundo Dag, a grande dificuldade de gerenciar o local é saber quais os produtos que, mesmo recentes, merecem ou não o rótulo de “históricos”. “Por isso, esperamos dez anos antes de aceitar um objeto novo no acervo”, explica. Reaberto no começo de 2011, o museu abriga uma exposição sobre os primeiros 2 mil anos da computação, “do ábaco ao iPod”. A mostra explica como os humanos lutaram para dominar o mundo através do cálculo e criar coisas novas e inesperadas de inteligência e beleza excepcionais”, conclui.

Bota - Jorge Bischoff - Jolie

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LOOK BOOK_ O couro será uma das tendências mais fortes neste outono/inverno, estando presente em jaquetas, shorts, calças e saias em diversas cores, mas principalmente no tradicional preto, que nunca cai de moda e sempre permite várias combinações. Experimente ousar e investir no vermelho, que vem com tudo nesta estação, ou ainda misturá-lo com o xadrez, que também deve reinar no friozinho que se aproxima.

Jaqueta Couro - Costume - Pietra Rara

Sapato - Studio TMLS - Mary Carvalho

CASACO - ELLUS - Velvet BOLSA-AREZZO

Shorts Couro - Costume - Pietra Rara

SAIA - ELLUS - Velvet

Camisa e Blusa - Le Lis Blanc Donna Amora & Homem

SAPATO - AREZZO

Bolsa - Irá Salles Pietra Rara

Calça Xadrez - Le Lis Blanc Donna Amora & Homem

Sapato - Capodarte - Donna Amora & Homem

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Bolsa - Jolie

Sapato - Capodarte Donna Amora & Homem.


LOOK BOOK_HOMEM CAMISA - Free Jeans

Camisa Xadrez - M. Officer - M. Officer

camisa e Colete - Aramis Donna Amora & Homem

CAMISA - VELVET

Calça e Cinto - Aramis Donna Amora & Homem Calça Jeans - M. Officer - M. Officer.

CAMISA - WORLD STYLE

TÊNIS - FREE JEANS

CALÇA - Free Jeans

BOTA - TIMBERLAND WORLD STYLE

Sapato - Aramis - Donna Amora & Homem

O guarda-roupas masculino não tem muito segredo. as peças escolhidas por homens costumam ser tradicionais e se aplicar a qualquer ocasião. neste outono/inverno, o xadrez promete chegar com peso nas camisas. outra tendência que deve cair no gosto deles é o colete. boa opção para homens que dificilmente sentem frio para usar casacos.

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BOTA - TIMBERLAND WORLD STYLE

tÊNIS - M. Officer M. Officer.

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LOOK BOOK_ O bom e velho jeans não carrega o título de peça coringa à toa. ele sempre está presente em todas as estações, com mais ênfase em algumas peças do que em outras. Neste outono/inverno, ele será figura carimbada. valerá de tudo, desde tons mais escuros aos mais claros até a combinação de ambos em um look. use e abuse!

ÓCULOS - WORLD STYLE

CASACO - Emporium Chocollate TRICÔ - AIYRA

SHORT JEANS - Emporium Chocollate

VESTIDO - Emporium Chocollate

SAPATO - CARMEN STEFFENS Camisa e Cinto - Miele M. Officer.

BOLSA - AREZZO

BOTA - VELVET

Short Jeans - M. Officer M. Officer SAPATO - AREZZO

ATESTADO PARA

FITNESS

Atualmente um dos atos mais solicitados no nosso dia-adia médico é o “atestado para fitness” que está sendo feito sem padronização alguma e, às vezes, com imprecisões que podem representar problemas futuros para o médico. É o caso de um recente atestado que libera o paciente “para atividades, mas evitando esforço físico” (sic), o que, no mínimo, é contraditório. Outro é o que a grande maioria do médicos atesta: que está APTO para a prática de atividade física (qual seria essa aptidão?... Spinning ... Musculação?). É dever do médico alertar ao atleta sobre doenças clínicas e ortopédicas, seus sintomas e a prevenção antes do tratamento. O que deve ser realizado na atividade física e o que não deve. A hipertensão arterial, diabetes e a osteoporose são algumas doenças clínicas que devemos citar como doenças que necessitam de tratamento aliado à atividade física. Teremos na nossa nova unidade uma avaliação completa, seguindo os critérios internacionais para liberação a atividade física e tratamento das doenças crônicas, aliada a fisioterapeutas especialistas na área. Os índices de consumo de oxigênio, frequência cardíaca máxima, frequência cardíaca mínima e limiares aeróbios e anaeróbios serão obtidos pela espirometria de esforço, realizada com aparelho VACUMED - Ventura- Los AngelesEUA, (indispensável à obtenção dos dados e ao tratamento das doenças clínicas ditas anteriormente). A orientação ao paciente e ao atleta consolida um tratamento ortopédico e permite retorno à atividade física anterior à lesão. Por isso, a lesão ortopédica é tão importante quanto os problemas clínicos e deve ser tratada adequadamente. Sem o aparelho locomotor, o exercício acaba e tudo fica difícil! Trate, previna. Seu corpo agradece. Consulte sempre seu médico.

BOLSA - CARMEN STEFFENS

SAPATO - VELVET

CINTO - AIYRA

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CASACO - AIYRA

• SUL AMÉRICA


MÚSICA_

lança CD e DVD ao vivo Por_Adriana Del Ré

No ano passado, a cantora e compositora mineira Paula Fernandes, 26 anos, chamou atenção pelas participações que fez em projetos de outros artistas. Entre eles, a gravação do primeiro DVD de Hebe, o registro em CD e DVD do encontro dos amigos Renato Teixeira e Sérgio Reis no palco e o duo com o Roberto Carlos no especial de final de ano do Rei, realizado na praia de Copacabana e exibido pela Globo. Na ocasião, Roberto não escondeu o encantamento pela bela morena de voz grave. A sintonia da dupla rendeu até boatos de um romance. Paula desmente o namoro. Prefere focar no próprio DVD, “Paula Fernandes ao Vivo”, o primeiro da carreira. Nascida em Sete Lagoas, ela cresceu no ambiente rural da Serra do Cipó, também em Minas. Em junho, completa 19 anos de carreira. Confira a entrevista que ela concedeu à reportagem.

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Paula Fernandes

Foto_DANIELA SOUZA/News Free/AE/AE

MÚSICA_ EL: O que significa para sua carreira a gravação do primeiro DVD?

PAULA FERNANDES: Prefiro não citar nomes. Não posso dar mais importância a um ou outro.

PAULA FERNANDES: Acho que as pessoas já tinham contato profundo com a minha voz. O DVD veio para me firmar mais como artista solo.

EL: Roberto Carlos disse, em entrevista, que te namoraria. Vocês voltaram a se falar depois do show dele?

EL: O fato de participar de outras trilhas de novela, como “Paraíso” (2009), “Escrito nas Estrelas” (2010, cantando o tema de abertura) e agora em “Araguaia”, ajudaram na carreira?

PAULA FERNANDES: Ele é um fofo. Foi muito elegante na resposta de que me namoraria. Acho que toda mulher gostaria de estar ali. Rolou uma sintonia grande, me sinto muito privilegiada. Foi um sonho. A imprensa tem lidado com o assunto de forma saudável, pelo lado do conto de fadas. Mas não estamos namorando. Não nos falamos mais depois do show. Estamos com as agendas lotadas.

PAULA FERNANDES: Foi o meio de chegar mais fácil às pessoas. Agora com o DVD, elas podem associar minha voz à minha imagem. EL: O que acha de te chamarem de ‘musa do sertanejo’? PAULA FERNANDES: Não gosto de rótulos. Mesmo que minha raiz seja sertaneja, adoro ouvir outras coisas também, como pop rock, Metallica, U2. EL: Você participou de projetos de artistas importantes, como Hebe, Sérgio Reis e Roberto Carlos. Quem considera seus padrinhos?

serviço Paula Fernandes Ao Vivo” Universal R$ 19,90 (CD) e R$ 29,90 (DVD)

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MÚSICA_ Projeto traz regravações com toque de

experimentalismo

e psicodelia O ritmo mais festivo e a voz aguda de Jorge Ben Jor cantando “Errare Humanum Est”, música do disco “A Tábua de Esmeralda”, lançado em 1974, é substituída por um som soturno, sombrio. A voz gravíssima de Seu Jorge só ajuda a manter o clima mais denso. A percussão feita por Pupillo dá o ritmo, enquanto Lucio Maia desliza seus dedos nas guitarras em forma de pinceladas, sempre pontuais e certeiras. Antônio Pinto, grooveando, completa o quarteto e dá o toque final - e necessário - para essa nova versão. É o carro abre-alas de tirar o fôlego do primeiro trabalho do projeto “Seu Jorge e Almaz”, em disco homônimo. Apesar de toda a sua brasilidade, o álbum foi lançado nos Estados Unidos e na Europa no ano passado e só agora chega ao País. Bastante festejado no exterior, o projeto faz jus à excelência dos seus músicos - cada um deles é referência em seus respectivos instrumentos. Lucio Maia e Pupillo até hoje integram o Nação Zumbi, mas mantêm outros projetos paralelos, com os quais conseguem permanecer abertos a novas experimentações. “Seu Jorge e Almaz” é mais um desses. Talvez você não conheça Antônio Pinto no baixo, mas certamente já ouviu algumas das trilhas sonoras produzidas por ele, como nos brasileiros “Central do Brasil” (1998) e “Cidade de Deus” (2002), ou gringos, “Senhor da Guerra” (2005), e na adaptação “Amor nos Tempos de Cólera”, do livro homônimo de Gabriel García Márquez, com a qual ganhou uma indicação para o Globo de Ouro. O vozeirão de Seu Jorge dispensa apresentações - tanto para seus fãs, como para seus detratores. Inegavelmente, seu timbre de voz grave e intenso é marcante.

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REUNIÃO EM 2008 O quarteto se reuniu em 2008 para dar uma nova cara à música “Juízo Final”, de Nelson Cavaquinho, para a trilha do filme “Linha de Passe”, de Walter Salles. Foi o ponto de partida, só retomado em 2010, por conta da disputada agenda de ambos. “Seu Jorge e Almaz” (o disco) reúne 12 canções de outros compositores Um repertório que, já de início, impressiona. Entre os nacionais, são Tim Maia, Martinho da Vila, Vinicius de Moraes e Baden Powell e Dorival Caymmi. Entre as músicas de artistas estrangeiros destacase “Everybody Loves The Sunshine”, de Roy Ayeres, e “Rock With You”, composta por Rodney Temperton e imortalizada na voz de Michael Jackson. É fácil perceber o motivo pelo qual o disco foi tão bem avaliado lá fora. Seu Jorge, Lucio Maia, Pupillo e Antonio Pinto apresentam as regravações com um toque de experimentalismo e psicodelia bem brasileiros. Para os gringos, é algo novo. Mas para quem conhece a capacidade individual de cada um do quarteto, não é tanta novidade assim.

Foto_DIVULGAÇÃO

Por_Pedro Antunes

serviço “Seu Jorge e Almaz” EMI Music Preço: R$ 19,90

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VITRINE_

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01. Nice - Sandra - Helena HeloĂ­sa - Marilena 02. Fabiane - Carol 03. Heloisa - Bia - Marcelo 04. Isabela - Mara - Fabiane 05. Giovana - Lucas - Fernanda 06. Fabiane - Lyliana Abud - Tatisa 07. Fatinha - Ellen Coelho 08. Ariane - Tatisa 09. Lena - Vilma - Denise

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LITERATURA_

Jornalista lança segundo romance,

já premiado Por_Gilberto Amendola

“Os cadernos de cultura, as revistas e jornais preferem dar duas páginas para um escritor que morreu há 500 anos do que abrir espaço para autores novos. Para os iniciantes, só um tijolinho no pé da página. E olhe lá!”, comenta Javier Aranciabia Contreras, 34 anos, autor de “O Dia Em Que Eu Deveria Ter Morrido” (Editora Terceiro Nome). O livro é o segundo romance de Contreras. O primeiro, “Imóbile” ( Editora 7 Letras), foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura 2009, na categoria Autor Estreante - e o livro lançando agora já foi premiado pelo Proac (Programa de Ação Cultural da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo). Ainda assim, o autor continua enfrentando os mesmos perrengues para se colocar no mercado. “Viver de livro no País é uma tarefa quase heróica. É muito difícil”, diz. Contreras atuou como repórter policial por 12 anos. SÃO PAULO E ISTAMBUL A subjetividade e a vida interior dos personagens interessam Contreras como criador. Em “O Dia Em Que Eu Deveria Ter Morrido”, um jornalista mergulha em uma jornada redentora e onírica em busca de sua ex-mulher desaparecida. Nesta busca, o personagem passa por uma cidade sem nome, por São Paulo e por Istambul, na Turquia. Nesse trajeto, acaba se transformado em notícia e vira uma celebridade mundial. “Nunca estive em Istambul. O que me interessou na escolha da cidade turca como cenário foi a estranheza que eu mesmo sinto em relação àquele lugar (ou que eu imagino daquela cidade). Sabe como é? Eles são orientais querendo ser ocidentais”, explica o autor. “Ainda assim, não me preocupei com uma Istambul real ou com detalhes históricos. É uma Istambul interior”, completa. Contreras cita como uma de suas principais influências os escritores Albert Camus (“O Es-

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trangeiro”) e Dostoievski (“Crime e Castigo”). No âmbito nacional, ele fala em Rubem Fonseca e Chico Buarque. Uma novidade em relação ao lançamento de “O Dia Em Que Eu Deveria Ter Morrido” é que ele também está sendo promovido numa versão “book trailer” no YouTube, dirigido por Gustavo Brandão. Trata-se de um curta de cerca de três minutos, inspirado no livro. A prática já é comum nos Estados Unidos e deve chegar a outras editoras brasileiras em breve.

serviço “O Dia Em Que Eu Deveria Ter Morrido” Javier Contreras Editora: Terceiro Nome Preço: R$ 26

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LITERATURA_

Jornalista refaz trajetos de

Pessoa em guia turístico Por_Gilberto Amendola

Mosteiro dos Jerônimos

São Jorge. “O Pessoa tinha um método muito peculiar de selecionar locais para o seu guia. Às vezes com longas distâncias percorridas à pé, outras vezes indicando um presídio para visitação”, comenta o autor. Ele também adiciona aqueles lugares em que Pessoa fez história (mas que não estão no guia escrito pelo poeta). São bons exemplos disso a Casa de Fernando Pessoa (onde ele viveu seus últimos 15 anos de vida e que atualmente abriga um Centro Cultural) e o Café A Brasileira, point frequentado quase diariamente pelo poeta. Dos pontos “pós-Pessoa” destaque para o Parque das Nações, inaugurado em 1998, e o Museu do Design e da Moda, aberto em 2009. No total, são mais de 100 pontos turísticos descritos no livro (com indicações de como chegar e em que estação de metrô desembarcar). Correia espera que, com sua publicação, um novo tipo de turismo seja praticado pelos brasileiros. “A gente faz um turismo de fachada, corrido. As pessoas entram e saem dos ônibus de city tour, tiram duas ou três fotos e saem correndo. Quero que as pessoas sintam onde elas estão e tenham novas experiências”, fala.

Torre de Belém

FotoS_DIVULGAÇÃO

Não é de bom tom começar uma reportagem com uma citação (ainda mais uma longa), mas nesse caso ela se faz mais do que necessária. Aqui vai um trechinho de “O Livro do Desassossego”, de Fernando Pessoa: “Viajar? Para viajar basta existir. Vou de dia para dia, como de estação para estação, no comboio do meu corpo, ou do meu destino, debruçado sobre as ruas e as praças, sobre os gestos e os rostos, sempre iguais e sempre diferentes, como, afinal, as paisagens são”. O jornalista e fotógrafo João Correia Filho acaba de lançar um guia de viajem peculiar, o “Lisboa Em Pessoa” - baseado num guia que o próprio Pessoa escreveu (em inglês) em 1925, o “Lisbon: What The Tourist Should See” (“Lisboa: O Que O Turista Deve Ver”). “Quando encontrei esse livro, tive a ideia de refazer esses passos de Pessoa. A obra traz alguns dos lugares por onde ele passou (e indicou no livro original) mas vai além, sugerindo pontos turísticos que surgiram bem depois da morte de Pessoa (1888-1935)”. Do trajeto de Pessoa em seu “Lisbon...”, Correia recupera pontos famosos como a Torre de Belém, o Mosteiro dos Jerônimos e o Castelo de


Publicitário registra volta ao mundo em

exposição virtual Por_Igor Giannasi

O publicitário Fernando Brandt, de 26 anos, tem uma lema quando se trata de viajar: “Mais importante que observar o novo, quando viajo, é absorver o novo”. Na adolescência, ele seguiu esse preceito em viagem para Feliz, na Serra Gaúcha, cidade em que, segundo ele “todo mundo fala e troca SMS em alemão”. Foi assim também no primeiro passeio internacional, aos 18 anos, para a Patagônia (Argentina) - viagem que levou três dias de ônibus. Aos 23, depois de juntar dinheiro, ele partiu para fazer mochilão na Europa, viajando por 20 países, começando a excursão pela Finlândia e passando por lugares como Estônia, Suécia e Dinamarca. “A molecada queria ir para a Disney e eu queria ir para a Europa”, comenta. Já os registros da sua mais recente viagem ao exterior acabaram virando uma exposição virtual, postados no site www voltaaomundoem60cliques.com.br. Brandt foi o vencedor de um concurso promovido pela companhia aérea TAM no ano passado e viajou, entre 16 de outubro e 16 de dezembro, por cidades dos cinco continentes: Nova York (EUA), Pequim (China), Auckland (Nova Zelândia), Madri (Espanha) e Johanesburgo (África do Sul). Brandt ficou entre os três finalistas que enviaram um vídeo para o concurso explicando porque deveriam fazer a viagem e foi escolhido pelo voto dos internautas. “A grande sacada do meu vídeo foi o meu texto conseguir passar minha paixão por viajar”, justifica. Das cinco mil fotos que Brandt tirou durante o passeio de dois meses, com uma câmera digi-

tal portátil mesmo, ele selecionou 12 de cada cidade, que ilustram não apenas pontos turísticos mas situações inusitadas que chamaram a atenção do viajante. Uma das fotos que ele fez questão de colocar na exposição virtual - por se questionar se encontraria tal cena numa cidade como São Paulo - é a de um cara segurando um cartaz com os dizeres “Help! I need money for weed!” (“Ajudem! Eu preciso de grana para erva!”) em uma rua de Nova York. O contraste dessa “liberdade”, o jovem encontrou em Pequim. Ao chegar no hotel e tentar conectar-se na internet, sentiu a censura oficial à rede de computadores. “Os caras não têm acesso aos sites mais legais do mundo, como o Facebook, Twitter e Youtube.” Ao mesmo tempo, o exotismo de uma cultura milenar misturado ao lado moderno e espetacular dos arranhacéus, o fez escolher a cidade como o seu destino favorito. E não teve medo de provar atrações gastronômicas muito diferentes daquelas que agradam ao paladar ocidental. Experimentou tripa de ovelha, carne de cobra, pênis de pato e escorpiões fritos, entre outras iguarias. “Às vezes, a quantidade de óleo era pior que o bicho.” Na cidade proibida, como Pequim também é conhecida, o fotógrafo virou objeto de fotografias. “Na China, só de você ser ocidental já é uma atração.” Segundo ele, turistas chineses do interior, onde a presença de estrangeiros é mais rara, o abordavam constantemente. Mas isso também acabou ajudando a conhecer dois médicos chineses que visitavam a cidade e que

o levaram a uma tradicional cerimônia do chá. Cerimônia esta bem diferente daquelas que são geralmente apresentadas aos turistas. Já na África do Sul, testemunhar os resquícios do Apartheid, sistema de segregação racial que diferenciava negros e brancos e que terminou oficialmente no início dos anos 1990, foi marcante para Brandt. Na conversa com um motorista de táxi negro, de quase 40 anos, sentiu que “as feridas ainda estão abertas”. Ouviu dele que “gente alegre como vocês me fazem aprender a gostar mais dos outros”. Outra diferença cultural que ele destaca, desta vez em Madri, é o momento da “siesta” o cochilo que os espanhóis tiram no início da tarde. Registrou a foto, que está na exposição, da placa de uma loja com o horário de funcionamento dela. “Tecnicamente, ela não tem nada de mais, mas culturalmente, tem bastante significado”, comenta.

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VIAGENS_


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Luisa - Juliane - Mara - Mariana Julia - Isabella Ana Carolina Lyliana Abud - Mara Ana - Mara - Silmara Carla - Mara Joana - Maria Augusta - Amanda

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GASTRONOMIA_

Refrescante mas sem ser óbvio Por_Filipe Fasolin

PREPARO

PREPARO

Chega de sucos óbvios! Fáceis de preparar, as receitas a seguir são antioxidantes e reidratantes.

Bata todos os ingredientes no liquidificador até formar um líquido homogêneo. Coe e sirva.

Bata tudo no liquidificador com algumas pedras de gelo.

Limonata BottaGallo

Smoothie Aruba, do Wraps

INGREDIENTES

Smoothie Martinica, do Wraps

INGREDIENTES • 2 bolas de sorbet de limão • 1/2 maçã com casca picada • 1/2 xícara de abacaxi picado • 100 ml de suco de soja original

PREPARO Bata todos os ingredientes no liquidificador por alguns segundos, até homogeneizar. Sirva gelado.

Suco de talos de agrião com limão, do Tanger, da chef Ariela Doctors INGREDIENTES • 200 ml de água • 1 limão fatiado com cascas • 100 g de talos de agrião • Açúcar e gelo a gosto

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• 8 folhas de hortelã • 35 ml de xarope de limão siciliano • 3 talos de capim santo • Club soda

PREPARO Macere os talos de capim santo e as folhas de hortelã. Junte com o xarope de limão siciliano e mexa bem. Coe a mistura em um copo longo com gelo e complete com club soda. Decore com ramos de hortelã e um gomo de limão siciliano.

Suco de melancia, abacaxi e hortelã, da Matriz Hamburgueria INGREDIENTES • 150 g de melancia em pedaços • 70 g de abacaxi em pedaços • 100 ml de água • 5 g de folhas de hortelã • Açúcar ou adoçante a gosto

Limonata BottaGallo, do BottaGallo.

Suco de talos de agrião com limão, do Tanger, da chef Ariela Doctors.

INGREDIENTES • 1/2 xícara de morango • 1/4 xícara de amora • 1/4 xícara de framboesa - 1 banana • 2 bolas de frozen iogurte light • Calda de frutas vermelhas para decoração

CALDA

Smoothie Martinica, do Wraps.

- 1 xícara de morangos - 1/2 xícara de amora - 1/2 xícara de açúcar - 200 ml de água

PREPARO Bata os ingredientes no liquidificador e decore com a calda de frutas vermelhas.

CALDA

Junte todos os ingredientes numa panela e leve ao fogo. Cozinhe por aproximadamente 25 minutos - até que fique em ponto de xarope. Resfrie e refrigere. Em cada copo vai, no máximo, 30 g de calda. É opcional, apenas para decorar o copo.

Suco de melancia, abacaxi e hortelã, da Matriz Hamburgueria.


VITRINE_TOM

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Walter - Cecília Armando - Eliane Luciana e Alessandro Herzog RosEane - Gerson Carlos Herzog - Dirce Herzog João Sanfelice - Magi Sanfelice Família Ortigosa - Paulo - Ana Paula - Maria Inês

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GASTRONOMIA_ASSIS

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ARROZ: qual você vai fazer hoje Por_Marina Pereira - chef do restaurante tom

Quando você pensa em arroz o que te vem à mente? Arroz branquinho, soltinho com aquele aroma delicioso de “feito pela mamãe”, certo? Que tal ampliar um pouco as idéias que você tem sobre o arroz e aventurar-se a preparar os diferentes tipos que encontramos? Ok. O bom e velho arroz agulhinha é o campeão de preferência, mas vamos entender um pouquinho mais desse cereal que é cultivado há mais de 7 mil anos na Ásia e caiu no gosto do brasileiro com o trivial “arroz com feijão”. Arroz agulhinha: o mais comum e apreciado na nossa mesa. Os grãos são longos e finos. Com ele é possível fazer inúmeras preparações de receitas salgadas a doces. Arroz arbóreo: é o arroz mais utilizado, mais barato e facilmente encontrado aqui no interior para o preparo do risoto. Seus grãos são mais “gordinhos” e a coloração é

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perolada. Outras variedades usadas para o preparo do risoto são canaroli e vialone nano. O nosso tradicional arroz doce fica especial quando feito com um arroz para risoto. Arroz basmati: também conhecido como arroz indiano tem aroma singular podendo lembrar nozes torradas. Basmati significa “a rainha da fragrância ou pérola dos aromas”. O ideal é prepará-lo em água ou vapor. Arroz cateto: pode ser encontrado nas versões branco, intregal e misto integral (quando é misturado com o arroz vermelho). O grão é curto e arredondado e dele pode-se fazer o tradicional carreteiro, arroz doce e o baião de dois. Arroz integral: o mais indicado por nutricionistas para o consumo diário. Possui maior valor nutritivo e mais fibras quando comparado ao arroz agulhinha branco. Seu

tempo de preparo em geral é mais demorado, cerca de 45 minutos. Para que fique mais saboroso recomendo o preparo com cheiroverde. Arroz de jasmim (ou jamine): esse arroz de grãos brancos, finos e longos é utilizado na cozinha tailandesa. Segere-se não usar sal no seu preparo. Feito com o acréscimo de ervas fica delicioso. Arroz japonês: o ideal para o preparo do sushi, pois quando seus grãos curtos e arredondados passam pelo processo de cocção ficam úmidos e bem grudadinhos. Arroz negro ou preto – muitas vezes confundido com o arroz selvagem, esse grão arredondado e curto, de cor preta e sabor acastanhado está conquistando o paladar dos brasileiros. Ele possui mais proteínas e fibras quando comparado ao arroz integral, e menos gorduras. Arroz parboilizado: é um arroz précozido com casca, o que faz dele um arroz sempre soltinho e de alto valor nutritivo já que esses nutrientes se fixam nos grãos. Arroz vermelho: de cor exótica e pouco conhecido, no Brasil é muito apreciado na Paraíba no Vale do Piancó, principalmente no preparo de baião de dois. Atualmente está sendo cultivado em Pidamonhangaba, interior de SP. Arroz selvagem – apesar de não ser bem um arroz, esse grão, que é comprido e fino, pode ser encontrado nas cores preta e marrom. Possui alto valor nutritivo.Já que tem um custo mais alto (o quilo varia de R$ 20,00 a R$ 90,00). Em geral é usado misturado a outros arrozes ou cereais. Fica uma delícia quando preparado como salada.

RISOTO DE BACALHAU Ingredientes: • 3 colheres (sopa) de azeite • 1 dente de alho picadinho • ½ cebola pequena picadinha • 2 ½ xícaras (chá) de arroz arbóreo • 1 taça de vinho branco seco • 2 litros de caldo de legumes quente • ½ pimentão vermelho • ½ pimentão amarelo pequeno • ½ pimentão verde pequeno; todos sem pele e sem semente, cortados em tirinhas • ½ xícara (chá) de azeitona portuguesa • 1 ½ xícara (chá) de bacalhau dessalgado e em lascas • 2 xícaras de parmesão ralado na hora • 2 colheres (sopa) de manteiga Modo de preparo: Em uma panela rasa e larga doure o alho e a cebola no azeite. Acrescente o arroz arbóreo e mexa. Coloque o vinho branco seco e deixe evaporar. Em seguida, acrescente uma concha de caldo de legumes (que deve estar quente) e mexa constantemente até que o caldo comece a desaparecer. Adicione, então, mais uma concha do caldo de legumes e, assim sucessivamente, até que o grão de arroz esteja cozido, porém firme. Quando o arroz estiver neste ponto, acrescente os pimentões vermelho, amarelo e verde, a azeitona portuguesa e o bacalhau. Adicione o parmesão, acerte o sal e desligue o fogo. Acrescente as duas colheres de sopa de manteiga, misture e sirva imediatamente. Curiosidade: Existe um ditado italiano que diz que nós devemos esperar pelo risoto e nunca o risoto esperar por nós. ESTILO LIVRE

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Foto_GUI MORELLI/DIVULGAÇÃO/AE

ARQUITETURA_

Guardando

coleções sem deixar a casa com cara de museu Por_Eleni Trindade

Que tal transformar suas coleções de objetos em parte importante da decoração da casa? Bibelôs, louças de família, latas de cerveja e camisas de clubes de futebol, entre muitos outros itens, podem dar personalidade aos ambientes. Pinturas também têm papel importante na composição da arrumação. Segundo especialistas, para se conseguir um bom efeito, é importante armazenar as peças de forma adequada para não transformar a residência em uma espécie de museu. “Objetos de coleção devem ter espaço na casa da pessoa, pois contam uma parte da sua história e garantem ambientes totalmente personalizados”, explica a arquiteta Andréa Parreira. “Quando sou chamada para projetos, levo em conta a existência de obras de arte e objetos de estima-

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ção do cliente.” Uma das sugestões de Andréa é usar móveis envidraçados para expor a coleção. “São móveis que têm a finalidade de guardar e ao mesmo tempo exibir os objetos”, explica ela. “No caso deste projeto, a dona da casa tinha louças e cristais de família e queria mantê-los à mostra e a proposta foi acondicioná-los em uma estante de vidro”, cometa ela sobre um de seus trabalhos. Segundo a arquiteta, os objetos ficam protegidos de poeira e da manipulação constante, mas podem ser acessados sempre que for necessário fazer a limpeza. Esse tipo de estante pode ser encomendada em vidraçarias, mas o valor varia muito conforme o tamanho e o tipo de vidro a ser utilizado.

FENG SHUI Dicas para conservar obras de arte e coleções de objetos em casa: projeto da arquiteta Andréa Parreira, que usou estante de vidro para guardar coleção de porcelanas e cristais de família.

Móveis de época também podem ser usados para guardar coleções, na opinião da designer de interiores e arquiteta Cris Negreira. “Objetos pequenos ficam muito bem guardados em sistemas de prateleiras e usar uma cristaleira antiga resulta em um efeito muito bonito”, afirma ela. O recurso vale tanto para a arquitetura moderna quanto para a tradicional. “Se o apelo da casa é mais moderno, a cristaleira pode ser pintada em cores fortes com o preto, vermelho e até amarelo e ganhar destaque como elemento retrô”, explica. “Já uma casa clássica recebe bem a cristaleira em sua forma original ou apenas restaurada, clássica que é”, completa a especialista. Outra forma de exibir e guardar a coleção é embutila em outros móveis. “Mesas de centro, de jantar ou de escritório podem receber tampos de vidro com gavetões. Assim a coleção fica bem protegida e vira um atrativo a mais na residência”, explica a arquiteta Andréa Parreira. Nichos e prateleiras podem ser usados para guardar objetos maiores e deixá-los fora de alcance. “O espaço em cima do batente da porta é ideal para colocação de prateleiras ou nichos, que se transformam em vitrines dos objetos sem comprometer os demais elementos da casa”, afirma Cris Negreira. “Em ambientes mais tradicionais, pode-se usar prateleiras de madeira mesmo e, nos mais despojados, prateleiras pintadas de branco ou mesmo de acrílico, bastando tomar cuidado na hora de limpar para não arranhá-las.”

E nós o que poderíamos dizer sobre colecionar objetos segundo o Feng Shui? Como Feng Shui significa literalmente vento e água e consequentemente movimento, podemos logo deduzir que colecionar é interessante, mas requer muitos cuidados. Você pode nesse momento estar achando que colecionar é muito simpático, mas com certeza está pensando em pequenos objetos. Já parou para imaginar que há pessoas que colecionam de bulas de remédios a carros, passando por relógios de parede e outras “cositas” mais? Complicado não é. Portanto aqui vão 10 dicas que eu daria a você que tem uma coleção ou para quem pretende dar inÍcio a uma. 1- Seja coerente com o espaço que tem disponível para sua coleção. 2- É importante que o colecionador tenha de fato um local próprio para guardar sua relíquia. As idéias da matéria ao lado estão ótimas. 3- Colecionar não significa juntar, amontoar, entulhar. Dono de ferro velho não é colecionador. 4- Se você coleciona objetos de louça ou qualquer outro material e quebrou, ou rasgou limpando? Jogou. Ainda que seja da sua tataravó tão querida. Sentimentos não se colam objetos também não. 5- Lembre-se que toda matéria tem energia e nos desperta um sentimento. Não vá guardar o bibelô que ganhou da amiga que se foi e chorar toda vez que olhar para ele! 6- Use sua coleção como uma decoração da sua casa. Assim ela fará parte do seu dia a dia. 7- Se possível mostre para seus visitantes a sua coleção e lhes conte as interessantes histórias que ela esconde. Isso lhes dará vida, mas cuidado, perceba se eles estão gostando e não passe a noite fazendo isso. 8- Se você coleciona algo que seja usável como: taças, copos, xícaras, vasos, pratos, chapéu, óculos, caixinhas, etc, faça uso deles de vez em quando. Nem pensar? Pode estragar ou quebrar? Ótimo, assim você trabalha o sentimento de perda. 9- Em meus projetos de Feng Shui e decoração procuro colocar as coleções dos clientes no Guá de amigos e viagens. Já que normalmente os objetos em questão se não são herdados, são adquiridos em viagens e ou presenteados pelos amigos. Aliás, aí está uma parte não muito agradável nesse assunto. Quase impossível ganhar algo que não seja aquilo que você coleciona. Não precisa nem abrir o embrulho do presente para saber o que vem dentro. 10- Agora a décima e acredito que a mais importante dica para um colecionador. Se você se acha incapaz de cumprir pelo menos três das dicas acima não comece uma coleção e se já tem posse de uma, está na hora de rever seus valores.

Carla Simões Val CONSULTORIA EM FENG SHUI

Pessoal • Empresarial • Residencial Harmonização de Ambientes Análise de Terrenos e Planta Baixa Palestras e Cursos

18 8136.2520 | 8116.9230 e-mail: carlasval@terra.com.br


ARQUITETURA_

O arquiteto Dado Castello Branco foi responsável por um projeto de dar inveja em Paraty e para deixar a casa com cara de “praia” e bem agradável à família, ele projetou uma ampla área de convivência familiar, fazendo do uso da madeira um dos seus pontos fortes. Sensual e agradável ao toque, por lá, a matéria-prima é tema recorrente. Em forma de móveis, obras de arte ou acessórios é ela que, em ritmada composição, imprime uma particular sensação de continuidade ao décor, funcionando como contraponto de peso à quase primazia do branco.

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Foto_FRAN PARENTE /DIVULGAÇÃO/AE

Decoração em Paraty

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Foto_GILBERTO JUNIOR/AGÊNCIA ESTADO/AE

ARQUITETURA_

ARQUITETURA_

Projeto de Cozinha de Fernanda Veiga: um balcão de granito escovado, executado pela África Mármores, dá o toque especial ao ambiente de 13 m² que fica entre o jardim de inverno e a área da churrasqueira. O pano de vidro, à esquerda, e as portas de correr, à direita, mantêm-no inundado de luz natural e visualmente integrado aos espaços de convivência. Outro interessante efeito dessa integração é a presença das plantas, que adicionam toques de verde à sóbria palheta de cores (dominada pelo preto dos armários e pelo branco do piso de granilite).

cozinha de presente Por_Camila Hessel

Quando Fernanda Veiga Dias da Silva passou no vestibular para gastronomia, em 2009, sua mãe, Maria Eduarda, tocava a reforma que transformaria um velho sobrado num loft de ares industriais. O estágio inicial das obras deu à mãe a ideia do melhor presente que uma futura chef poderia sonhar: uma cozinha nova, planejada por ela - e com vista para a piscina. “Duro foi esperar quase até a formatura para poder usar o presente”, brinca Fernanda, que só preparou o primeiro almoço para os amigos em sua cozinha em junho do ano passado, quando a casa nova ficou pronta. Demarcado por um balcão de granito escovado, executado pela África Mármores, o ambiente de 13 m² fica entre o jardim de inverno e a área da churrasqueira. O pano de vidro, à esquerda, e as portas de correr, à direita, mantêm-no inundado de luz natural e visualmente integrado aos espaços de convivência. Outro interessante efeito dessa integração é a presença das plantas, que adicionam toques de verde à sóbria palheta de cores (dominada pelo preto dos armários e pelo branco do piso de granilite). A área de trabalho principal fica do outro lado do balcão, ou melhor, embutida nele. É composta por uma pia de cuba dupla de aço inox, da Mekal, e por um tampo de granito preto polido. Ali, Fernanda corta e tempera os alimentos que prepara no fogão profissional, da Lofra. “Tenho amigos que se viram bem com fogões domésticos, mas eu, que gosto muito de fazer carnes, prefiro este, que me dá maior controle sobre as temperaturas”, diz a jovem chef, que trabalha no restaurante francês L’amitié, no Itaim, zona sul de São Paulo. Um carrinho cromado, dotado de tampo de madeira, da Metalstok, é utilizado como superfície de apoio adicional, nos dias em que

Fernanda divide as caçarolas com amigos ou precisa de mais espaço. Ele também armazenar luvas, aventais, azeites e temperos. Mas o xodó da chef é a geladeira horizontal cromada, da Kofisa, comprada em uma loja para restaurantes na Rua Paula Souza. Posicionada na parede oposta ao balcão, mantém sempre à mão bebidas e ingredientes que Fernanda utiliza para cozinhar. Um refrigerador Side by Side, da Brastemp, armazena congelados, comidas prontas e alimentos destinados a refeições rápidas, que ela e a mãe fazem ali mesmo, numa das banquetas do balcão. Louças, panelas e alimentos não perecíveis são acondicionados nos armários com gavetões, da Linea Mobili. Revestidos de preto e com puxadores cromados, eles têm um nicho reservado ao forno elétrico e barras de inox parafusadas sob os gabinetes mais altos. Nelas ficam pendurados porta-temperos e os utensílios mais utilizados. A parede dos nichos sob o armário é uma das poucas da casa em que os blocos de cimento não são aparentes - eles foram rebocados e pintados de branco. A iluminação natural é complementada pela grande luminária de luz fria, instalada no teto, por spots com luzes direcionadas sobre o balcão, por lâmpadas embutidas num rasgo na parede sob os armários e na coifa. Para evitar que a porção ocupada pelos armários ficasse escura, foi instalada uma claraboia de vidro leitoso, que proporciona um belo efeito cênico à noite. Sem ela, Fernanda não poderia usar os armários como apoio para o principal elemento decorativo de sua cozinha: as delicadas tigelas de cerâmica vermelha de bolinhas brancas que pertenciam à sua tataravó e foram transformadas em vasinhos de suculentas.


DESIGNER_

VITRINE_

A Associação de moradores do Condomínio Renascence organizou um chá da tarde especialmente para suas moradoras, com o objetivo de homenageá-las pelo Dia Internacional da Mulher. o evento aconteceu no dia 12 de março, no salão de festas do renascence. parabéns a todas essas mulheres especiais!

Foto_IWAN BAAN/DIVULGAÇÃO/AE

flores gigantescas Artista “planta”

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em canteiros de NY tomados pela neve

Por_Camila Hessel

Apaixonado por rosas, o artista plástico americano Will Ryman não quer saber das flores na versão mini. Prefere-as gigantescas, com até 7,5 metros de altura, como as 38 esculturas que “plantou” nos canteiros de dez quarteirões da Park Avenue, em Nova York, recentemente. A exposição tingiu de rosa e vermelho os canteiros tomados pela neve e permanecerá em cartaz até maio, quando as tulipas (naturais) que ornamentam o espaço voltam a florir. Para que suas criações sobrevivam ao mau tempo, Ryman, que costuma trabalhar com gesso, adotou materiais mais resistentes. Os galhos são feitos de aço inoxidável e pintados com tinta automotiva. Eles sustentam entre quatro e seis botões - com pétalas cujos diâmetros variam entre 1,5 m e 3 m, moldadas em resina para embarcações, com estrutura de cobre. Para ajudar a compor o cenário, o artista espalhou 20 pétalas soltas pelos canteiros, além de joaninhas, grilos e besouros. “Sempre procuro combinar realidade e fantasia nos meus trabalhos”, diz Ryman. “Com essas rosas, eu quis escrever uma carta de amor para a minha cidade.”

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Exposição “The Roses”, do artista plástico americano Will Ryman, na Park Avenue, em Nova York.

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“Will Ryman: The Roses” Canteiros da Park Avenue, entre as Ruas 57 E 67, NY De 25/1 A 31/5, gratuito Artista representado pela Paul Kasmin Gallery

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A grafiteira Tikka é fotograda junto ao seu grafite na Praça Roosevelt, região central da capital paulista.

Foto_WERTHER SANTANA/AGÊNCIA ESTADO/AE

ARTE_

Grafite rosa Por_Felipe Branco Cruz

São apenas detalhes. Mas fazem toda a diferença. Em cima do pingo da letra “i”, está um pequeno coração. No lugar das linhas retas e agressivas, vemos mais curvas. As cores escuras são substituídas por um colorido vibrante. Os tons em rosa aparecem em profusão. Arte ainda dominada pelos marmanjos, o grafite começa a conquistar moças que revelam muito talento na arte de criar beleza usando latas de spray. “Os rapazes não usam rosa. Nós usamos”, diz Ana Carolina Meszaros, a Tikka, 24 anos. “Mas também usamos azul, verde, amarelo, todas as cores”, completa. Tikka começou a pintar há nove anos, quando ainda era uma adolescente de 15. “É um estilo de vida”, diz Tikka, que há cinco anos trabalha no Centro Cultural da Juventude, em São Paulo, na área de comunicação. Os grafites de Tikka, por exemplo, já foram utilizados por diversas marcas comerciais. A moça é um dos talentos do grafite feminino em São Paulo. Tikka participa de um coletivo batizado de Noturnas, no qual garotas se reúnem para grafitar. “Começou como um encontro entre amigas”, explica. Camila Pavanelli, a Minhau, 32 anos, é outra

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que pinta pela cidade, onde faz grafites há cinco anos. Identificar seus trabalhos é fácil: são simpáticos gatinhos multicoloridos e de olhos imensos. “Geralmente, as mulheres grafiteiras começam incentivadas por um namorado ou amigo”, diz. Mas, para ambas as grafiteiras, pintar na rua representa uma dificuldade maior para as moças. “Os homens mexem com a gente”, conta Minhau. “Mas não temos problemas com mendigos ou bandidos. Acho que eles ficam com medo”. A teoria de mulheres que entram na onda inspiradas no exemplo do namorado, marido ou amigo é personificada na artista plástica Nina Pandolfo, 33 anos. Ela é casada com Otávio, da dupla Os Gêmeos, famosa por seus bonecos gigantes. “Fui uma artista que saiu do ateliê para as ruas, incentivada pelo Otávio. Na época ainda éramos bons amigos”, diz ela, que faz grafites há 19 anos e é uma das moças mais experientes do ramo. “Na rua, você tem de se adaptar ao ambiente. Fiz um grafite na Avenida 23 de Maio no qual eu tinha de ficar atravessando a avenida toda hora, para ver como estava ficando. E olha que atravessar a 23 de Maio não é fácil”, diz.

ARTE EFÊMERA

Ver uma mulher grafitando traz também outra impressão dessa arte urbana. Apaga aquela ideia de que grafite é coisa de marginal. “Muita gente confunde grafite com pichação e acha que nossa arte é feita por gente envolvida com criminalidade, coisas do tipo”, diz Tikka. Além da sensibilidade na hora de pintar, um dos sentimentos mais importante que todos os grafiteiros - homens e mulheres - devem exercitar é o desapego. “Pintar na rua é uma arte efêmera”, conta Tikka. “Com o tempo, os desenhos são apagados ou danificados pela ação da chuva ou poeira”, completa Minhau. Segundo Tikka, um grafite demora, em média, duas semanas até ser apagado. “Mas já aconteceu de ser apagado no mesmo dia”, lamenta. Por ser uma arte de rua e que geralmente é feita sem autorização do dono do muro, o grafite não costuma gerar renda aos artistas. Por isso, todas as grafiteiras possuem outras profissões, geralmente envolvidas com

artes. Tikka e Minhau fazem trabalhos publicitários. Ja Nina é artista plástica e seus quadros são vendidos tanto no Brasil quanto no exterior, a preços que variam entre 20 mil e 30 mil dólares (cerca de R$ 50 mil). Esse é, por exemplo, o preço médio das obras de Nina vendidas pela galeria Leme, do marchand Eduardo Leme, em São Paulo. “O grafite é uma cultura muito urbana. É preciso estar sempre nas ruas, pintando”, diz Nina. “Se você pintar um quadro com spray, você estará usando a técnica do grafite, mas não será um grafiteiro”, explica. Para essa arte urbana, há ainda, o custo com a tinta. Uma lata custa, em média, R$ 15. Tikka, que diz usar pouca tinta, mas várias cores, chega a gastar R$ 150 em latas, para fazer três grafites. Além das dificuldades e dos riscos, quase todas já foram presas - e depois liberadas quando provaram ser grafiteiras. O importante é que elas seguem colorindo os muros da cidade. Sempre com um toque bem feminino. ESTILO LIVRE

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TV_NOVIDADES

Gisele Bündchen lançou sua primeira marca de produtos para cuidados com a pele, Sejaa Pure Skincare. Durante o evento, Gisele contou que nunca passou protetor solar em seu filho, Benjamin. “Só o levo à praia bem cedinho, antes das oito horas”. Em breve, a modelo colocará dicas de bem estar no site da marca.

A Record já está colhendo os resultados no investimento em Amanda Françozo para comandar o programa Troca de Família. O reality, que antes era apresentado como um quadro no programa Tudo é Possível, de Ana Hickmann, conquistou média de 13 pontos no Ibope, com picos de 17.

A mineira Andréia Horta, 26 anos, ganhou fama e reconhecimento da crítica ao estrelar a elogiada série “Alice”, no canal por assinatura HBO. Andréia já tinha sido elogiada pela atuação em “A Cura”, série da Globo em que viveu a mocinha Rosângela, uma médica legista amiga de infância e apaixonada por Dimas, papel do ator Selton Mello. “Quero trabalhos que me interessem e que me comovam como gente”, defende Andréia.

A fabulosa Courteney Cox, do seriado Cougar Town, exibido todas as quintas, às 21h30, no Sony Entertainment Television, e seu marido, David Arquette, que já têm uma filha de cinco anos chamada Coco, que foi concebida mediante um tratamento de fertilidade, divulgou recentemente que agora pensa em adotar um novo filho. “Queremos ter um bebê e acreditamos que a melhor forma seja adotando”, afirmou David.

O elenco da nova novela da Globo, “Morde e Assopra”, esteve pertinho de Assis, em Marília, e a reportagem flagrou o ator Marcos Pasquim, que interpreta o personagem Abner, durante a gravação da nova novela. “Fui para Marília antes de começarem as gravações e conheci o cara em que o Abner foi inspirado, um fazendeiro de Marília. Isso também me ajudou a compor o sotaque do personagem”, disse Pasquim.


Foto_ CHRYSLER - JEEP/DIVULGAÇÃO/AE

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Cherokee Com 4.ª geração, Chrysler quer multiplicar unidades do Grand Cherokee no País Por_Michel Escanhola

A quarta geração do Jeep Grand Cherokee começou a ser vendida no País em novembro e ainda é rara nas ruas. Mas a Chrysler, proprietária da marca Jeep, pretende mudar isso em breve. O objetivo é emplacar 700 unidades por ano, número três vezes maior que o obtido pela versão anterior. E atributos para atingir essa meta não faltam. A novidade é oferecida em duas opções de acabamento: Laredo (R$ 154.900) e Limited (R$ 174.900). As duas têm câmbio automático de cinco velocidades e o novo motor Pentastar V6 3.6 de 286 cv, a gasolina. Esse propulsor substitui o V8 4.7 que, mesmo sendo 17 cv mais potente, não deixa saudades. Com economia de combustível considerável,

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os números de desempenho são semelhantes aos obtidos com o motor maior. A velocidade máxima agora é de 206 km/h, ante 210 km/h do V8. Já o consumo baixou de 7,2 km/l para 8,8 km/l. Entre o fim deste ano e o início de 2012, chega a versão a diesel, com 288 cv. O Jeep é concorrente direto do Toyota Hilux SW4 e, pelo nível de equipamentos, pode assediar clientes de utilitários-esportivos mais caros, como o Land Rover Discovery 4 e o Mitsubishi Pajero Full. Durante a avaliação, o jipão norte-americano se mostrou mais confortável e dócil do que o anterior. Suas suspensões agora são independentes nas quatro rodas (antes o conjunto traseiro tinha eixo rígido), o que diminuiu o pula-pula na cabine em pisos irregulares. O novo sistema de tração é outro destaque e permite, por meio de um seletor entre os bancos, escolher entre 12 modos diferentes de gerenciamento de motor e transmissão. Faz falta o sensor de estacionamento na versão Laredo. O item só vem na opção de topo. Em um carro com 4,82 metros de comprimento, esse recurso é bem útil. A ergonomia e o espaço interno são ótimos, mas os comandos de luzes de seta e limpador e lavador do para-brisa ficam concentrados numa haste, o que requer certa prática do motorista para utilizá-los. Também é confuso o acionamento dos botões de controle do sistema de som, localizados atrás do volante. Tudo isso, entretanto, é questão de costume. ESTILO LIVRE

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Peugeot 408 CHEGa ao mercado

Foto_Peugeot/DIVULGAÇÃO/AE

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Amanda - Nilma - Caio Luzia - Duda Handrea Lima - Osni Urtado Lilian - Cléber Eduardo - Carol

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Por_Equipe AE

O Peugeot 408, três-volumes argentino que substitui o 307 Sedan, partirá de R$ 59.500 na versão Allure, única com câmbio manual de cinco marchas. Já o automático de quatro velocidades é oferecido nas versões Allure (R$ 64.500), na intermediária Feline (R$ 74.900) e na topo de linha Griffe (R$ 79.900). Essa transmissão, mesma do 307, oferece opção de trocas sequenciais. A garantia é de três anos. Todas essas configurações vêm com o mesmo motor 2.0 16V de 151 cv (com etanol) que equipava a linha 307. De acordo com informações da Peugeot, essas opções já estão sendo distribuídas às autorizadas de todo o País, mas as vendas só terão início no próximo mês. No segundo semestre, a versão Griffe passará a contar com outra opção de motor, o novo 1.6 16V turbo a gasolina com potência de 165 cv. O câmbio será automático de seis velocidades. O 408 Allure já sai de fábrica com direção hidráulica, air bag duplo, freios ABS, ar-condicionado, rádio com entrada USB e conexão Bluetooth, tela central multifunção e rodas de 16”. Na Feline há mais quatro air bags e rodas de 17”, além de controle eletrônico de estabilidade, teto solar elétrico, sensores de estacionamento

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atrás e bancos de couro, entre outros itens. A Griffe acrescenta faróis bixenônio direcionais, auxílio a estacionamento na frente e sistema de navegação com tela retrátil. O 408 tem 4,69 metros de comprimento e porta-malas com 526 litros. Como comparação, no 307 Sedan são 4,48 metros e 506 litros, respectivamente. ESTILO LIVRE

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Carro de passeio movido à diesel completa

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Foto_ Mercedes-Benz/DIVULGAÇÃO/AE

Por_Nicolas Borges

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O ponto de partida para os motores a diesel em carros de passeio foi apresentado há 75 anos, no Salão de Berlim, em 1936. O MercedesBenz 260 D surgia, então, como o primeiro automóvel de produção em série movido por esse tipo de propulsor. O modelo teve grande importância para a indústria mundial, pois até então o óleo era usado só em veículos comerciais. No caso dos automóveis, enquanto no Brasil o diesel é liberado apenas para os com tração nas quatro rodas e reduzida ou com capacidade de carga a partir de 1.000 kg, na Europa o combustível está no tanque de milhões de carros de passeio. Voltando ao 260 D, o motor quatro-cilindros 2.6 OM 138 rendia 45 cv a 3.200 rpm. Entre os destaques estavam a pré-câmara de combustão, usada nos caminhões, e a bomba injetora. Esse propulsor era uma versão reduzida do seis-cilindros consagrado na gama de produtos comerciais da Mercedes. Sua maior vantagem era o baixo consumo. Isso em uma época em que o preço do diesel era bem em conta na Alemanha. Em especial para os portadores de licença de transporte de passageiros. Por isso, o 260 D virou um sucesso imediato entre os taxistas. Sua primeira carroceria, Pullman, tinha espaço para seis pessoas. Ainda em 1936, a Mercedes lançou variações de quatro e cinco lugares. A produção total do 260 D, de 1.967 exemplares até 1940, só não foi maior por causa da Segunda Guerra Mundial.

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BICHOS_ Terapia pode ser indicada para

cães com distúrbios

Foto_DIVULGAÇÃO

Por_Silvia Song

Falta de atividade física, longos períodos de solidão, mimos em excesso e até a ausência de uma figura de liderança em casa são sintomas comuns na rotina de qualquer pet, mas eles podem traumatizar seu cão. Latidos excessivos, fobias, depressão, e síndromes como a Síndrome de Ansiedade de Separação (SAS) requerem tratamento com terapia. Para os cães, porém, terapia nada tem a ver com divã. No hotel para pets Planet Dog Resort, no Brooklin, zona sul de São Paulo, por exemplo, cachorros que enfrentam algum tipo de distúrbio são tratados em uma grande área livre, com playground e piscina, onde são acompanhados por monitores treinados. A terapia acontece inclusive durante as refeições. Lá, aliás, a hora de comer é regrada: nada de avançar no pote do outro. Cada um espera pacientemente até que seu pote seja enchido - um grande feito, como quem tem cães em casa pode concordar. A origem desses distúrbios, alertam os especialistas, vem dos próprios donos. Pequenas atitudes no dia a dia que passam desapercebidas podem ser muito nocivas à saúde mental do seu pet. Ao permitir que o cão ande à frente durante o passeio, por exemplo, você o deixa numa posição de comando, e o incentiva a tornar-se desobediente. Daniela Graziani, terapeuta canina, explica que o cão sempre procura uma figura mais forte em seu ambiente, que ele associe à liderança da matilha. Para o dono, porém, o cão é um amigo, às vezes um filho a ser mimado, numa relação igualitária - e confusa para seu cachorro. “Se o cão não vê o dono como líder, ele vai assumir esse papel”, diz a terapeuta. Esse é o estopim para um comportamento abusivo, hiperativo e muitas vezes até agressivo.

O CACHORRO NÃO NASCEU PRA FICAR TOTALMENTE SOZINHO Alexandre Rossi, o Dr. Pet da TV Record, dá dicas sobre como os donos podem ajudar o tratamento dos cães com dois distúrbios frequentes: fobia e Síndrome de Ansiedade de Separação (SAS). EL: O que fazer se o pet apresenta sinais da SAS (Síndrome de Ansiedade de Separação)? DR. PET: O dono deve entender que esse animal não nasceu para ficar totalmente sozinho e, por isso, deve ter cuidado para que ele não se sinta abandonado. É importante que o animal tenha uma companhia, seja a de um animal ou a de um humano. O que o dono não deve fazer é deixar de sair para evitar o sofrimento de seu cão. EL: E no caso da fobia? DR. PET: Primeiro deve-se descobrir o que causa a fobia, para então mostrar ao animal que não há o que temer. O dono pode associar a causa do medo a atividades prazerosas ao animal. EL: Agitação excessiva prejudica o pet? DR. PET: Sim, o quadro pode desencadear outros distúrbios. Uma dica simples para cães agitados é não fazer festa para o cão assim que chegar em casa. Deve-se esperar que ele se acalme para dar carinho. Assim, o cão vai entender que não precisa ficar tão agitado para conseguir o que quer.


VITRINE_

CINEMA_

Veneza

se destaca em filme com

Jolie e Depp 01

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01. 02. 03. 04. 05. 06.

Guilherme - Ana Cristina Mauricinho - Renata Cordeiro Felipe - Lia João Francisco - Samara Renata - Ricardo - Fernando Hállisson - Daiane

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A cada cena, Angelina Jolie surge mais bonita a bordo de deslumbrantes vestidos e joias. Jack Sparrow, ops, Johnny Depp, na pele de um introspectivo professor de matemática, tem seus bons momentos (apesar das recaídas que lembram o pirata do Caribe). Mas é a fascinante Veneza que mostra seu melhor ângulo no longa “O Turista”. Depois de um rápido começo em Paris, Angelina e toda a ação se transferem para os canais e prédios seculares da cidade italiana. Uma trama de crimes financeiros cometidos pelo namorado desaparecido levam a protagonista Elise Clifton-Ward a se hospedar no chiquérrimo Hotel Danieli, um palácio de sonhos pertinho da Praça São Marcos. E a levar com ela o esquisitão Frank Tupelo, turista comum interessado em consolar o coração partido pelo fim de um noivado. O palacete do século 14 (com diárias desde 270 euros; danieli.hotelinvenice.com) é o ponto de partida para um desfile de highlights turísticos que não faz feio diante dos guias mais completos. O diretor alemão Florian Henckel von Donnersmarck teve o cuidado de colocar no filme exatamente a Veneza que qualquer visitante quer ver. Sem economia de tomadas panorâmicas, gôndolas, nem de perseguições a bordo de lanchas.

Foto_ DIVULGAÇÃO/AE

Por_Mônica Nóbrega


Foto_ DIVULGAÇÃO

DVD_

A disputa pelo poder no meio do crime em

“O Profeta” Por_Ubiratan Brasil

O cineasta francês Jacques Audiard não esconde sua admiração pelo trabalho do colega Hector Babenco - especialmente os filmes “Pixote - A Lei do Mais Fraco” e “Carandiru”. Afinal, foram essas obras que lhe permitiram descobrir que o cinema pode investigar a vida marginal e o sistema carcerário sob um olhar humano. A partir dessa lição, Audiard dirigiu “O Profeta” (Sony Pictures), poderoso drama que concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro no ano passado. Perdeu para um concorrente de peso (o argentino “O Segredo de Seus Olhos”), mas deixou a cerimônia de forma honrada. Afinal, trata-se de um drama que compreende boa parte dos atuais problemas franceses. Antes de tudo, é um filme de formação ao mostrar a dura trajetória do jovem árabe Malik, que acaba preso e obrigado a se submeter às leis particulares do sistema carcerário. Lá, ele descobre uma hierarquia de castas, em que grupos dominados por chefões determinam o destino dos outros encarcerados. Malik é obrigado a executar várias tarefas, inclusive tráfico de drogas e assassinatos brutais. Mas, ao contrário dos colegas, ele se revela um grande observa-

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dor, aprendendo os macetes do comando interno. “O Profeta” provocou polêmica na França por expor a cadeia como escola do crime e por representar a distribuição do poder a partir da origem étnica. Para enfatizar o tom realista (que, de fato, impressiona), Audiard fez com que o elenco vivesse trancafiado durante um tempo. Mais: nas cenas mais violentas, os atores contracenaram com ex-presidiários, que viveram em penitenciárias. Malik logo toma o poder e repete atitudes que antes condenava. Esse é o elemento mais humano do filme.

serviço DVD “ O PROFETA” Direção: Jacques Audiard R$ 29,90

LIFTING ORAL BELEZA EM CÁPSULAS

OS SUPLEMENTOS ORAIS DE BELEZA, CONHECIDOS COMO COSMÉTICOS ORAIS, DIVIDEM ESPAÇO COM CREMES E LOÇÕES PARA MELHORAR O VISUAL E A AUTO-ESTIMA, DE DENTRO PARA FORA!! Estão cada vez mais modernas as técnicas utilizadas, em clínicas de estética, para combater o envelhecimento cutâneo. Novos ativos são pesquisados diariamente, em busca do cosmético perfeito, capaz de atenuar os sinais do tempo e devolver à pele a aparência jovial e a exuberância que ficaram alguns anos para trás. Mas será que um cosmético pode, sozinho, recuperar e manter a vitalidade da pele? Segundo pesquisas recentes, os cosméticos tecnologicamente desenvolvidos com a finalidade de “parar” a ação do tempo desempenham um papel importante, mas não estão sozinhos. Já conhecido e utilizado no Velho Mundo, o conceito de Cosmética Oral chega ao Brasil com resultados excepcionais, no combate aos radicais livres, principais agentes degradantes do organismo e responsáveis pelo envelhecimento de modo geral, em especial o cutâneo. Como protagonistas desses vários tratamentos orais temos o Exsynutriment e Bio-Arct, que atuam a favor de uma pele mais jovem, já que despontam, na Europa e no Brasil, como ativos tecnológicos ultraeficazes com ação preventiva anti-envelhecimento. - O Exsynutriment é uma forma estável e concentrada de silício orgânico. Na pele, atua na reestruturação do tecido conjuntivo, aumentando a síntese das fibras de colágeno e elastina, de sorte a devolver firmeza à pele. Promove ação preenchedora de rugas, reforçando a matriz extracelular e tornando-a mais resistente ao ataque dos radicais livres. Atua como Lifting Oral, já que os efeitos de firmeza e elasticidade da pele se tornam visíveis, ao longo de sua utilização. Nos cabelos, age como um antiaging, estimulando a reposição de fios mais espessos e resistentes. A presença de silício no bulbo capilar possui ação antiqueda, fortalecendo o fio de cabelo. Ação anti-aging e antiqueda capilar. Nas unhas, ele estimula o crescimento, previne o enfraquecimento e as recupera de danos causados pelo envelhecimento. A estrutura da unha é formada, sobretudo, por queratina, a qual se liga ao silício, conferindo dureza e estabilidade às unhas. - O Bio-Arct atua como complemento ao Exsy-

nutriment. Age como um verdadeiro combatente do stress celular, é um potente antioxidante oral com ação dermo-energizante. Possui ação citoestimulante e antioxidante. Age como um detoxificante, ou seja, purifica o organismo e favorece a degradação de toxinas estocadas; promove hidratação contínua, estimula a síntese de fibroblastos (fibras de colágeno), tratando e retardando o envelhecimento. A ação combinada desses ativos resulta num verdadeiro mecanismo de reversão do envelhecimento causado pelo sol, poluição, stress e, claro, pelo passar do tempo. Esse mecanismo reforça a tese de que beleza e saúde caminham de mãos dadas. NA FARMÁCIA CALLITHEA, ALÉM DE COSMÉTICOS DE ÚLTIMA GERAÇÃO, VOCÊ ENCONTRA A ASSOCIAÇÃO DESTES ATIVOS EM CÁPSULAS QUE DEVERÃO SER TOMADAS LONGE DAS REFEIÇÕES.

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Dicas da farmácia Callithea para uma pele saudável: • Evitar cigarro, bebida alcoólica, açúcares e gorduras que são altamente prejudiciais ao organismo. • Dormir bem, tentar ter uma noite de sono tranquila com mais ou menos 8 horas de duração. • Caminhar ou praticar qualquer atividade física • Beber no mínimo 2 litros de água diáriamente. • Evitar a exposição solar das 10h às 16h • Usar protetor solar diariamente (mesmo no inverno) • Ingerir sempre frutas, verduras e grãos. • Não dormir com a pele maquiada. • Usar cosméticos que promovam a renovação das células e estimulem a síntese de colágeno e elastina. • Sorrir sempre e acreditar que tudo pode melhorar.

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ESPORTES_

Foto_ RICARDO AMARO

ESPORTES_

Academia só para

MULHERES Por_EQUIPE EL

Agora não há mais desculpas para não se exercitar. Tendência nos grandes centros do país, a Donna Fitness, academia só para mulheres, também chegou a Assis, trazendo com ela não só as opções da busca pelo corpo desejado, mas também a comodidade de aliar as atividades dos filhos às das mães. Isso porque a franquia Donna Fitness foi trazida para Assis pela MEP Esportes, academia que já oferece diversas outras atividades na cidade, entre elas aulas de natação, hidroginástica, aquabike, aquamix, aquapilates, corrida de rua e esportes de aventura. Portanto, se você é daquelas que não consegue encontrar tempo para outra coisa, a não ser levar os filhos para suas atividades e/ou trabalhar, agora essa realidade já pode ser mudada a seu favor. Em funcionamento na cidade há cerca um mês, a academia só para mulheres da MEP Esportes já está fazendo sucesso e reunindo um grande número de praticantes, desde mães que levam os filhos à natação e per-

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manecem pertinho deles durante suas aulas, no entanto, se exercitando, até mulheres que querem ganhar condicionamento físico e emagrecer de maneira rápida, fácil e divertida. Segundo Gustavo Menegon, professor e proprietário da MEP Esportes, a proposta é oferecer um atendimento especializado de forma que as mulheres se sintam à vontade e conquistem os melhores resultados com as atividades propostas. Para isso, a academia é realmente só para mulheres; as professoras também são todas mulheres. As atividades são feitas em uma sala climatizada, para maior comodidade das alunas e reúnem no máximo 12 pessoas. Além disso, os aparelhos utilizados para os exercícios são desenvolvidos especialmente para mulheres. Eles são hidráulicos, sem impacto e sem ajuste de peso, já que é a velocidade do movimento que impõe a resistência do equipamento. Segundo Menegon, as aulas duram 30 minutos e são realizadas dentro da frequência

cardíaca necessária para o melhor resultado de acordo com o que a aluna deseja, seja perder peso, queimar gordura, ganhar massa ou apenas tonificar os músculos. Ele explica que além dos aparelhos, as aulas também contam com séries aeróbicas ao longo do circuito. Estas séries foram definidas pela Escola de Educação Física da USP exclusivamente para a Donna Fitness, tendo como objetivo a eliminação de gordura nas regiões adequadas ao biotipo da mulher brasileira. “É um atendimento individualizado, já que a aula é desenvolvida de acordo com as necessidades de cada um”, explica. Há aulas durante todo o dia e as interessadas em conhecer a academia podem fazer uma aula experimental gratuitamente; basta ligar e marcar. ATIVIDADES A MEP Esportes oferece diversas opções de atividades na piscina, que têm sido muito procuradas devido a seus benefícios, principalmente ao baixo risco de lesões. Além disso, Menegon revela que a academia têm se destacado na cidade por tratar a água de sua piscina com ozônio, não utilizando cloro, evitando os problemas já conhecidos acarretados pelo produto, como alergias ou ressecamento de pele e dos cabelos. A natação é oferecida para bebês desde os três meses até para adultos e a academia desenvolveu um método pedagógico para trabalhar com os alunos dentro do seu nível de aprendizado e não por idade. Sendo assim, há diferentes níveis que são revelados pelas cores das toucas. As atividades diferenciadas, normalmente encontradas só em grandes centros, como o aquabike, aula de bicicleta dentro da água, o áquamix, que mistura os exercícios de bicicleta com os de cama elástica, dentro da água e ainda o áquapilates, têm chamado a atenção pelos resultados. Há aulas experimentais em todas as modalidades.

SERVIÇO MEP Esportes Fone: 3323-2566 Rua Erasmo Cardoso, número 36, Jardim Morumbi www.donnafitness.com.br

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INTERNET_

Suíço lança manifesto para que indústria não o faça

“roubar” filmes Por_Tatiana de Mello Dias

O site também tem versão em português: www.dontmakemesteal.com/pt/

Apesar do visual punk, Pierre Spring é um programador suíço casado, pai de dois filhos, tem um emprego fixo, tem uma vida normal. Só que assim como milhões de pessoas no mundo, Spring está na ilegalidade: ele baixa filmes na web sem pagar. E se frustra com isso. Foi esse sentimento que o fez começar a pensar em alternativas para o download ilegal. “Eu adoro filmes e gostaria de poder usar partes do meu salário para comprá-los ou alugá-los”, explica. E, pensando em maneiras para fazer isso, ele criou com o amigo programador Jordi Boggiano o manifesto “Don’t Make Me Steal” (“não me faça roubar”). A proposta é simples: traça diretrizes básicas para a indústria do cinema oferecer seus produtos de maneira a estimular os consumidores a pagarem por conteúdo. Oito mil pessoas já assinaram o texto que parte do seguinte princípio: “Prometo que não irei piratear conteúdo em vídeo se houver uma alternativa legal”. “Pessoalmente quero pagar pelos filmes, já que essa é a única maneira de mostrar apoio e sustentar as pessoas que criaram aqueles trabalhos. É uma pena que ficou muito mais fácil

piratear filmes do que obtê-los legalmente”, diz Spring. Ele exemplifica: “Hoje nós estamos habituados à possibilidade de baixar um filme antes que ele chegue aos cinemas, e em alta qualidade. Às vezes, com legendas. Não há maneira de fazer isso legalmente”. Os critérios do manifesto foram estabelecidos durante uma conferência. Vinte pessoas se sentaram à mesa para discutir: o que é preciso para que as pessoas voltem a gastar dinheiro com filmes? Assim foram estabelecidos padrões a serem adotados, que estimulariam as pessoas a pagar em vez de “roubar” o conteúdo. Segundo os pontos, os filmes deveriam custar, no máximo, o valor cobrado por uma entrada de cinema. Assim que for efetuada a compra, o conteúdo deverá estar disponível imediatamente - e sem qualquer tipo de aviso inoportuno como anúncios ou propagandas antipirataria. O manifesto também prevê que os usuários possam baixar “praticamente qualquer filme já feito” e que as datas de lançamento dos filmes sejam mundiais. “Os produtores de conteúdo esperam que nós saiamos de casa, caminhemos até a locadora para pegar o filme que queremos assistir. Na maior parte das vezes você não acha o filme que quer, ou ele não foi lançado na parte do mundo em que você vive. Isso fica ainda pior quando você tenta achar um filme no iTunes aqui na Suíça. Tudo o que você consegue são versões dubladas de filmes que foram lançados há dois anos”, diz Spring. Apesar das milhares de assinaturas, por enquanto ninguém da indústria cinematográfica entrou em contato com os programadores. Spring acredita que serão necessárias pelo menos 200 mil assinaturas para que o manifesto seja levado em consideração pelas grandes produtoras de cinema.


NOTAS_ BIOGRAFIA

Marcus Baldini entrevistou Raquel Pacheco, a Bruna Surfistinha, por nada menos do que 15 horas para consolidar a história da ex-garota de programa no filme que contará sua vida. Segundo o diretor, Deborah Secco teve de convencê-lo de que poderia interpretar a protagonista.

CASAL REVOLUCIONÁRIO

Em “Amor e Revolução” (SBT), Lúcia Veríssimo será a jornalista Jandira, que, pelos seus ideais, cairá na clandestinidade. Ela se apaixonará pelo líder guerrilheiro Batistelli (Licurgo Spinola). Eles serão um casal procurado pelos militares.

ESTREIA EM ABRIL

A vida da mulher comum será a base do seriado “Divã”, que a Globo estreia em abril. A trama será estrelada por Lilia Cabral, protagonista do longa homônimo.

PÉ NA ESTRADA

O quadro “De Carona com a Moda”, de Gianne Albertoni, no “Hoje em Dia” (Record), passará a viajar pelo Brasil.

EM BUSCA DE PARCEIROS

Projeto do diretor Milton Alencar Jr. e aprovado nas leis de incentivo, o longa “21 Mão na Cabeça - Vigário Geral” está em busca de parceiros. No elenco imaginado por Alencar Jr. figuram nomes como Camila Morgado, Rodrigo Santoro, Taís Araújo e Caio Blat. O filme é a 2ª parte do projeto iniciado em 1993, com um documentário sobre o massacre de Vigário Geral.

ENGATINHANDO

“Insensato Coração” ainda não emplacou na audiência, chegando a dar até 30 pontos. “Os números estão de acordo com a época do ano, verão, calor, as pessoas na rua. A repercussão da novela é excelente”, diz Ricardo Linhares, que divide a autoria com Gilberto Braga. O que promete esquentar a trama é a decisão de Marina (Paola Oliveira) aceitar se casar com Léo (Gabriel Braga Nunes) depois do desprezo de Pedro (Eriberto Leão).

Edição 5 - Estilo Livre  
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