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ESCOLHA Semestre

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Making of

Frente Quente - e viva o Verão!

Os 40 anos são os novos 30! Treino é a palavra do momento

Portas

História e pesquisa

Caleidoscópio A Arte da Fotografia

Editorial de Moda

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Papel e caneta com Sâmara Nick, Valéria Mol, Carine Jacarandá, Rosimara Bonfim, Altair de Carvalho.

96 100 105 106 108

Escolha | Casa - Dia de Anfitrião Como compor uma mesa

Social

Escolha | Acessórios - Semi Jóias Carol Lima

Meus Acessórios com a it Mariana Coelho

Shooting

Coco Chanel, Audrey Hepburn e Marlyn Monroe

e viva nosso Verão!

Fila A

Marral Lage e Flávia Lamounier contam sua história

É Amor pra Cachorro

e tudo começou criando de Cães Abandonados

Beleza Sagrada a Capela de Boa Vista

Eles chegaram a três décadas em nosso mercado

Ananda e Vitória, marcas que carregam o nome de Valadares para o Brasilt contam sua história

68 72 74 77 80 82 84

Quatro Letras Beré

Sim ao Bom Gosto

Patrícia Nico e Michele Abreu inovam no segmento das noivas com a Anna Flor

Atendimento Personalizado Um Luxo

Arte de Carne e Osso

A valadarense Laura Lima foi capa da conceituada revista Bravo!

Tel Aviv por Quem Conhece Janderson Lima e Pedro Maciel

Plus Size

as Curvas estão em Alta

Blusa Cropped Todo mundo usa?

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Foto da Capa Fatinha Simões, fotografada por Rodrigo D’Avila, com produção Sinara Neves e Wadson Amorim, make Zeka Barros, cabelo Wando Fernandes. Fatinha Veste Ananda e acessórios Vedere.


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EDITORIAL por Sinara Neves N

F T

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ovos Tempos – Escrevo esse editorial transbordando por todos os poros, pura emoção. No ano de 2011, foi publicado a revista Commemorare, que mostrou em 60 páginas, a festa que reuniu a sociedade naquele ano. Agora chego com essa nova proposta a Escolha, que vem sendo traçada há meses, com o apoio de uma equipe muito especial, que resultou em mais de 100 páginas, com uma série de personagens especiais, tornou-se uma baita edição. Aqui selecionei e escolhi caminhos, escolhas diferenciadas, lógico que sempre dá um frio na barriga quando comecei a traçar essa edição anual. Para fazer o queixo cair, convocamos os fotógrafos Rodrigo D’Avila, KK Gontijo e Carlos Sales para surpreender vocês com imagens incríveis. Zeka Barros, Wando Fernandes e ainda Lena Bretas assinam o styling. E como todo desfile tem a disputada Fila A, aqui os convidados para sentar e contar a vida foi o empresário Marral Lage e a médica dermatologista Doutora Flávia Lamounier. A figura da moda, com história emocionante e ao mesmo tempo hilária, Beré Magalhães. Na capa, Fatinha Simões chega com a marca de roupas que neste ano completa três décadas, a Ananda, e no cenário o ladrilho da capela da Boa Vista. E admiradora das portas, fizemos dela

FICHA TÉCNICA

Diretora – geral: Sinara R. Neves Textos: Andréa Mariano e Sinara Neves Designers: Brian Neves e Lincoln Ventura Fotografia: KK Gontijo, Rodrigo D’Ávila e Carlos Sales Produção: Sinara Neves Gráfica: Formato Esta revista é uma produção da Neves Comunicação. É proibida a reprodução total ou parcial sem autorização. Contato: revistaescolha@gmail.com / (33) 9105.4343. Aplicativo para iPad desenvolvido pela M3

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LARISSA BONESI

ESCO

o cenário do editorial de moda, com mulheres reais, e portas que contam histórias de famílias, da arquitetura da nossa Valadares. A pesquisa ficou com Harley Cândido que mostra para vocês ‘Quando algo é bom, dizemos que isto nos “abre portas”. Abrindo novas

BÁRBARA VIEIRA

portas, tem para vocês o aplicativo com download grátis, para você ler e indicador aos amigos a Escolha por Sinara Neves. Ainda folhear no www.blogdasinaraneves.com.br. Como você vê, assunto e novidades não faltam...O Verão já chegou aqui!


Carmen Steffens ALTO VERÃO 2013 GV Shopping

O ELEITA A MELHOR LOJA DE CALÇADOS DO ANO DE HOLLYWOOD PELA RACKED AWARDS 2012 BEIRUTE BUENOS AIRES JOHANNESBURGO HOLLYWOOD MADRID MARBELLA PARIS PUNTA DEL ESTE 200 LOJAS - 16 PAÍSES

RIO DE JANEIRO

SÃO PAULO

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ESCoLHA Making of

FRENTE QUENTE – E VIVA O VERÃO!

LENA BRETAS

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ZEKA BARROS

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CARLOS SALES fotógrafo

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DESIGNERS Lincoln Ventura e Brian Neves

RODRIGO D’ÁVILA

KKGONTIJO fotógrafa

fotógrafo

Fizemos um passeio por quem dita moda em Valadares e selecionamos a cara dessa estação. Foram dias divertidíssimo com novo olhar e novas Escolhas. ESCOLHA Sinara Neves 19


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os

40 ANOS Éo novo

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Juliana Tavares .aos 46 anos, tem uma rotina pesada de treinamento e muita dedicação.. fotos: RODRIGO D’ ÁVILA

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E

stá rolando uma brincadei- as vendedoras questionam: ‘- não é ra nas redes sociais para possível. Você foi mãe aos 10 anos Tem coisa que os internautas descu- de idade?’, comenta. melhor do que você bram a idade de alguns amigos. Nem adianta incluir Julia- Fatinha não nega a satisfação em se sentir jovem, na Tavares e Fatinha Simões nesse ouvir comentários como esse. “Os quiz. Seria impossível descobrir a amigos do meu menino vivem famesmo que os idade das duas. Elas enganam mui- lando que a mãe dele é uma gata”, documentos provem to bem. E pasmem! Aos 4.6, Julia- diz, ressaltando que o filho fica na já é avó. Quanto à idade de Fati- todo enciumado, afinal não é coo contrário nha, os curiosos de plantão podem mum ser adolescente com uma se preparar para roer as unhas. Ela mãe linda e jovem de um jeito que Juliana não revela o mistério de jeito ne- surpreende até as pessoas do ciclo Tavares nhum. “Não vou me entregar. Até de convivência de Fatinha, em que hoje tem gente que pensa que sou todas as mulheres se cuidam pra como ter fôlego pra subir uma escanovinha”, conta. valer. “Acho que, no meu caso, a da, fazem toda diferença”. genética ajuda muito”. Contudo, Apesar do corpo desenhado, da mesmo tendo um biotipo privile- E por falar nisso, fôlego é o que não pele aveludada e “jeito de 30”, os giado, Fatinha treina todas as ma- falta para Juliana Tavares. Ela faz filhos de 20 e 15 anos dão conta nhãs e não descuida da alimenta- duas aulas de jazz, três treinos de de que ela já passou dos 40, só ção. “Sempre preocupei com meu musculação e dois aeróbicos por não tem como precisar há quan- corpo e não é só por estética, mas semana. Haja pique! “Isso quando do tempo isso aconteceu. “Quan- principalmente em função da mi- não está próximo de montagem de do entro numa loja e minha fi- nha saúde. Quando a gente se espetáculo, quando a gente tem enlha me chama de mãe (óbvio), cuida, coisas bobas do dia a dia, saio três, quatro e até cinco vezes

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por semana”. Está mais que explicado porquê todo mundo fica na dúvida quando Juliana revela sua idade. “Eu tenho 46 anos e meio”, detalha, sem receio algum de falar quantas primaveras tem, aliás, tem é muito orgulho.

fit ness

JULIANA TAVARES COM O SEU TREINADOR KENYO FREITAS na Estereótipo Fitness

“Tem coisa melhor do que você se sentir jovem, mesmo que os documentos provem o contrário? Além do mais, os 23 anos da minha filha e os 7 do meu neto não me deixariam mentir nunca”, brinca. Só assim mesmo pras pessoas “caírem a ficha” de que ela tem tudo isso mesmo. Caso contrário, seria necessário digitalizar um documento de Juliana pra fazer parte da diagramação desta página (#fato). Mas não pensem que esse privilégio todo é um milagre divino ou algum elixir da beleza. É resultado de uma rotina pesada de treinamento e muita dedicação. Desde os 6 anos ela faz dança. Começou no balé clássico e aos 14 foi para o jazz e nunca mais parou de dançar. “Só fiz uma pausa quando engravidei, mas voltei e não saí mais. Meu fim na dança vai ser o meu limite. >

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DEDICAÇÃO

CARLÃO OLIVEIRA é personal trainer há 8 anos

* Como diz minha professora, Marcela Coelho, enquanto eu tiver perna e joelho eu continuo dançando”. E foi justamente para continuar dançando que Juliana começou a fazer musculação. Ela precisava ganhar mais fortalecimento da musculatura. “Tudo o que eu faço é em função da dança, que eu amo de paixão. Não é só pra definição do corpo”, completa, dizendo que é uma sobrevivente do jazz. “Todas que começaram na minha época já pararam há muito tempo. Hoje as minhas colegas de turma tem 13, 14 anos. Agora mesmo fui convidada para um 24 ESCOLHA Sinara Neves

debut. Divirto-me muito com esse ciclo de amizades”, detalha a menina de 46 anos que divide o palco com adolescentes em apresentações até em outros estados brasileiros.

Exemplo

Não há tradução melhor para a vida de Juliana do que determinação e paixão. O fato de amar tanto o jazz e o colocar como uma prioridade, torna o cuidado com a saúde um projeto para a vida inteira. “Pra mim não é sacrifício. É muito prazeroso con-


os profissionais vivem em constante treino, na foto: CARLÃO OLIVEIRA / YURI DUTRA e FARLEY LEÃO

Esse negócio da pessoa querer resultado imediato só pra ir pro carnaval não funciona Carlão Oliveira

seguir fazer tudo o que faço, mesmo na idade que estou”, comemora. Isso torna a dançarina e atleta um modelo de superação. “A Ju é um exemplo. Ela tem 11% de gordura corporal. Isso é resultado de pura dedicação”, destaca Kenyo Freitas, treinador de Juliana e de mais 35 mulheres. Kenyo prefere treinar mulheres do que homens. “Na verdade os princípios são os mesmos. Só os direcionamentos dos treinos é que mudam, mas eu prefiro treiná-las porque são mais dedicadas”, conta. O treinador lembra também que, no caso delas, os treinos são mais complicados, por serem mais específicos, mas ainda assim o resultado é mais compensador. “Eu prego para todos os meus alunos a ideia do hard core

training, que é o treino mais intenso possível. Dessa forma, tento sempre motivá-los a darem o melhor de si. É dedicação total mesmo. E nisso as mulheres são mais fiéis”. É importante lembrar que a academia é apenas uma das etapas do projeto de vida saudável. “Eu costumo dizer que 50% do resultado está relacionado ao treino, 50% à nutrição e 120% à dedicação o tempo todo. Eu sei que essa não é uma fórmula exata, mas a proporção é essa. E outra coisa: Não adianta só treinar, pois a maior parte do tempo eles não estão comigo. Abdômen não se constrói apenas na academia, mas principalmente na cozinha”, destaca. Embora não seja nenhum matemático para apresentar uma forma mais lógica, Kenyo Freitas sabe o que está dizendo. Ele é especialista em treino feminino e para ele a composição certa para um resultado satisfatório se resume em dois D’s: dedicação e disciplina. A dica vale para todo mundo, tanto para

quem já é adepto da combinação boa alimentação + atividade física, quanto pra quem pretende iniciar agora. “O negócio é que muita gente quer resultado imediato e começa um ‘projeto verão’ e depois para. Vida saudável tem que ser prioridade; estilo de vida”, sugere.

Projeto Verão?

Esse tal projeto verão nunca passou pela cabeça de Carlos Roberto de Oliveira, o Carlão. Aos 10 anos entrou para a academia e nunca mais saiu. O estilo de vida saudável estava no sangue do menino, que de tanto gostar de se cuidar, virou educador físico e está se formando em nutrição. “Esse negócio da pessoa querer resultado imediato só pra ir pro carnaval não funciona. Sem contar que estética é conseqüência. Atividade física não é só para ter o corpo desejado, mas, principalmente, para prevenir doenças relacionadas ao sedentarismo e viver com qualidade”, alerta. Na concepção de Carlão a combinação perfeita para aliar bem estar e beleza está relacionada à qualidade do treinamento, alimentação e descanso. “Tem muito > ESCOLHA Sinara Neves 25


DETER MINA ÇÃO

profissional bom no mercado. É importante que o aluno tenha esse acompanhamento, pois o bom personal trainer aplica seu método de treinamento com base em comprovação científica, por isso os resultados são os melhores possíveis”, ressalta. Talvez seja até mesmo por observarem resultados excelentes como o das atletas-modelo Fatinha Simões e Juliana Tavares é que as pessoas, cada vez mais, vão para as academias e procuram seguir uma dieta mais saudável. “O fluxo de alunos está acima do esperado. Desde a inauguração da academia, há pouco mais de um ano, o número de alunos vem aumentando gradativamente; sem contar que aqueles que se matricularam inicialmente se mantiveram. E o mais interessante é que a maioria não era assídua em atividades física e hoje a combinação aca26 ESCOLHA Sinara Neves

demia e boa alimentação faz parte da vida desses alunos”, analisa Danielle Capistrano, uma das proprietárias da academia Estereótipo Fitness. Em concordância com a visão de Danielle, Carlão destaca que essa conscientização representa um ganho significativo para o mercado da boa forma. “Isso motiva também os profissionais a se atualizarem cada vez mais. Estamos muito satisfeitos com essa evolução”, comemora, na certeza de que

É muito prazeroso fazer tudo que faço mesmo na idade que estou.

Juliana Tavares

o termo “projeto verão” vai se perder ao longo do tempo para dar lugar ao projeto contínuo de qualidade de vida. E mesmo que essa expressão tão massificada continue em alta, a expectativa de Carlão e de todos os treinadores é que um dia as pessoas passem a levar a vida como um eterno verão.


anĂşncio

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PORTAS *

HARLEY CÂNDIDO NOGUEIRA

Q

uem se importa com a porta? Metaforicamente, as Com a devida vênia pelo portas nos abrem ao trocadilho, creio que todos novo, ao constante e ao nós nos importamos, ainda que não eterno. Guardam o sigilo, a tenhamos nos dado conta. intimidade, a lágrima mais Quando algo é bom, dizemos que triste, a alegria mais pura. isto nos “abre portas”. Ao guardião Pela porta somos expulsos de um segredo podemos dizer que ou acolhidos, enxotados ou ficou “mudo como uma porta”! recebidos e, até o Cristo se Dependendo do modo como as comparou a uma delas quando olhamos as portas são místicas, disse: _ “Eu sou a Porta!” mágicas, belas ou misteriosas. (Jo.10;9). Algumas tão formosas que se A cultura, a arte, a música a tornam atrações turísticas: moda, a religião são, numa tocadas, beijadas, quase acepção menos literal, portas idolatradas. que transportam o homem Tive a oportunidade de conhecer para outras esferas, mundos algumas das mais célebres de beleza inusitada, paraísos portas já criadas pela genialidade desconhecidos. artística do ser humano: a Símbolos de ambigüidade, “Porta Santa”,da Basílica de as portas transmitem ao São Pedro, em Roma(que só mesmo tempo, movimento é aberta a cada 25 anos!); as e perenidade, inquietude do Batistério de Florença, e equilíbrio, fragilidade e cujo próprio Miguelangelo ao proteção. contemplá-las chamo-as de “As Belas ou simples, elas sempre Portas do Paraíso”; e outras atrairão o olhar humano a tantas como as de Versalhes e uma nova dimensão. as da “Notre Dame”, em Paris; Enfim, creio que, de uma as dos “Jerônimos” e as de forma ou de outra, todo mundo “Mafra”, em Portugal; as de um se importa com a porta! fabuloso cassino, em Monte Carlo; e outras tantas de beleza incomensurável.

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Porta da Pousada Jeito de Minas Uma porta ecologicamente correta, dita “de demolição”, aproveitada de outra edificação, provavelmente da década de 1940 do século XX. De madeira e com detalhes delicados apresenta-se em sua cor e tom originais. Beleza e encanto.

Delicada porta gradeada em ferro, com desenho floral de influência francesa, muito em voga nas residências mais abastadas da década de 1950 e 60 do século passado. A casa que pertenceu ao grego, Anastas Pantel Maraslis, um dos “Barões da Madeira” é um referencial na paisagem urbana. Leve e bela.

Porta do Ilusão Esporte Clube

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Porta da Capela da Fazenda Boa Vista

Magnífico exemplar de inspiração inglesa mescla aplicações de lambris de madeira envernizada sobre vidro e metal. Delicados brasões compõem os detalhes complementados pelos grandes e belos puxadores em bronze. Sobriedade e elegância.

Porta Lateral da Estereótipo

2 Em madeira maciça almofadada, com detalhes em forma de losangos, é uma clara referência às antigas portas das capelas coloniais do período barroco: Sóbria e sólida.

Porta Branca com azulejos - Ilha

Residência Luciane e Samuel Sabbagh Notória influência da azulejaria portuguesa, como as vistas nos casarões em São Luiz, no Maranhão, e em Salvador, na Bahia. Contornando a enorme porta laqueada, os azulejos em clássico tom azul, são bem apropriados ao clima de uma ilha. Leveza e frescor.

Porta Grande Rua Eduardo Carlos Pereira

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Porta Bem fechada Branca c/ estatuetas caninas

Magnífico exemplar das portas de influência hispano-lusitana, de madeira maciça, contornada por larguíssimo portal. Muito em voga nas mansões e palacetes paulistanos das décadas de 1970 e 80, do século XX. Classe e glamour.

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Absolutamente “clean” é um perfeito exemplar da arquitetura contemporânea. Sisuda e misteriosa inspira toda sorte de pensamentos sobre o que esteja a ocultar. Segurança e Solidez.

Portão Esplanada - Rua Eduardo Carlos Pereira

Portão gradeado de influência francesa fixado em colunas arrematadas por ‘pinhas’ muito comuns na Europa, principalmente na França, Espanha e em Portugal. Neste último, eram quase sempre feitas de louça ou porcelanas para combinar com as azulejaria das fachadas. Leveza e sofisticação (posteriormente as pinhas também passaram a ser usadas para acabamentos internos, colocadas principalmente na pequena coluna de sustentação dos corrimãos das escadas recebendo o nome de ‘boules d’escaliers – bolas de escadas).

“Fecho a frente da casa... Fecho a frente do quartel... Fecho tudo neste mundo... Só fico aberta no céu” (chiste popular)

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POR ONDE ANDEI...

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O apaixonante arquivo de portas captadas pelo mundo. As fotos, um total de 2 mil imagens, revelam a admiração do pediatra e fotógrafo Marcus Moraes em focalizar as portas.

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Sinara Neves 31 ESCOLHA Rua Israel Pinheiro, 2.219, sala 407 - Centro - Governador Valadares - Minas Gerais - Tel.: (33) 3212 - 0958


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ALICE MILBRATZ Porta do casarão onde foi residência da família Tassis Hot paint: Estereótipo Camisa: Estereótipo Nos pés: Estereótipo Acessórios: Alyne Pascoal e Sandra Kelly Teixeira Cabelo/make: Zeka Barros

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FATINHA SIMÕES Porta da capela da Boa Vista Vestido: Ananda Óculos: Vedere Make: Zeka Barros Cabelo: Vando Fernandes Nos pés: Arezzo

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CLÁUDIA MURTA PERIM Porta da residência de Luciane e Samuel Sabbagh Peplum: Holly Place Short: Holly Place Acessórios: Vila Biju Nos pés: Carmen Steffens Cabelo/Make: Lena Bretas

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LUÍSA PERIM Porta Pousada Jeito de Minas família Gontijo Short e Croppet: Farm Rio Nos pés: Arezzo Acessórios: Carol Lima Cabelo/Make: Lena Bretas

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ANA LUÍZA HERINGER Endereço onde morou a colunista Pina Morano Vestido: Lilica Ripilica Nos pés: Lilica Ripilica Acessórios: Lilica Ripilica Cabelo/make: Zeka Barros

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BARBARA VIEIRA Porta do Ilusão esporte Clube Vestido: KatmosZ Acessórios: Alyne Pascoal e Sandra Kelly Teixeira Nos pés: Carmen Steffens Cabelo/make: Zeka Barros

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LARISSA BONESI Porta na residência da Daniela e Marral Lage Body: Acqua Fitness Nos pés: Carmen Steffens Acessórios: Carol Lima Cabelo/Make: Lena Bretas

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MARIANA BONFIM Porta na rua Edurado Carlos Pereira endereço de anos da Família Avelino Vestido: Amoor Acessórios: Vila Biju Cabelo/Make: Lena Bretas

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anne v.

Alto Verão 2013 Rua Peçanha, 410 • CentRo • 3202 4330 ESCOLHA Sinara Neves 45


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www.ananda.com.br


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MARRAL

O nome por si só é substantivo e verbo. Representa uma história repleta de negócios e sonhos, que tem como protagonista o maior empresário do setor automotivo no Leste Mineiro.

Chuck, bicicleta,moto velha,

carrão e helicóptero * Os negócios, brinquedos e sonhos de Marral Lage, o maior empresário do setor automotivo no Leste Mineiro

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O

lha o chuck, olha o chuck! Gostoso e barato, quem vai querer?” O menino de oito anos já tinha tino pro negócio. Produzia os “geladinhos” à noite e vendia nos campinhos de futebol sob o sol escaldante de Valadares. O negócio deu tão certo que em pouco tempo ele tinha cinco caixas de isopor e os quatro irmãos trabalhando pra ele. Ele é Marral Lage, o menino empreendedor que hoje não é um dos maiores empresários do setor automotivo do Leste Mineiro, mas o maior. Sempre foi assim. “O menino vendia até geladeira no Polo Norte”, disse a mãe Clores Dias de Andrade Lage. “Aos 13 anos eu parei de vender chuck e fui ser ajudante de vaqueiro. Meu ‘salário’ era pago em leite”, conta Marral, que vendia o leite pra mãe e, com isso, “fazia dinheiro”. “Eu bebia tudo pra ela comprar mais”, brinca o empresário com aquele mesmo sorriso de moleque dessa saudosa época estampada nos porta-retratos da sala. De vendedor de chuck a ajudante de vaqueiro/“bebedor de leite”, ele foi promovido a office boy. E a patroa dessa vez!? “Foi minha mãe. E com o dinheiro que eu recebia comprei uma moto velha, que reformei, vendi e deu pra comprar duas motos velhas”. Esse era negociante mesmo! As duas motos velhas também foram reformadas por ele próprio – pra não gastar dinheiro, claro! – e se transformaram num carro velho. E a vida dele sempre foi assim...um ciclo de compra e venda. De desafios. “Se eu ganhasse um cordão de ouro, eu vendia e comprava uma bicicleta, reformava e vendia mais caro. Nunca tive apego a bens materiais porque o dinheiro não tem importância. O que importa mesmo é ver o resultado do trabalho, é a vitória”. Marral, nos documentos Maxwell Lage, parece ter competitividade no DNA. Tem um dinamismo, inquietude e força de vontade admiráveis. Tanto é que aos 17 anos montou sua primeira agência multimarcas. “Eu fazia qualquer

negócio: comprava, vendia e trocava moto, carro, caiaque, vídeo cassete, qualquer coisa mesmo”, conta gargalhando. Quatro anos depois inaugurou mais uma loja, dois anos mais tarde, mais duas. E assim foi até abrir a primeira concessionária, aos 28 anos. Hoje tem cinco concessionárias da marca Mitsubishi, duas da Nissan e duas de usados multimarcas na região Leste, Vale do Aço, Manhuaçu e Espírito Santo. O empresário também é dono de

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Nunca tive apego a bens materiais porque o dinheiro não tem importância. O que importa mesmo é ver o resultado do trabalho, é a vitória

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uma construtora. “A Multicar S.A compra e aluga os próprios imóveis, bem como residenciais e lojas para diversos clientes. Pouca gente sabe disso, mas também tenho uma empresa de construção de galpões, que é do mesmo grupo da Multicar S.A”, conta o empreendedor nato, que por duas vezes consecutivas recebeu o título de melhor concessionária Mitsubishi do Brasil. “Sou o mesmo que vendia chuck” Com essas poucas palavras, ele responde à difícil e intrigante pergunta: “Quem é Marral Lage?”. Mas quem o conhece de verdade sabe que a resposta faz todo o sentido. “Meus amigos e meus familiares sabem que eu não mudei. O

que mudou foi ‘a capa’, as roupas, os brinquedos. Em vez de andar de bicicleta, eu ando de carro, avião, helicóptero. E não é por ser um cara metido, porque, de verdade, eu não sou. É por falta de tempo”, comenta. Quem pensar que Marral mudou devido ao status social é só parar alguns poucos minutos com ele pra descobrir que ele diz a mais pura e simples verdade. O sorriso fácil e o olhar otimista para a vida trazem de volta aquele pequeno negociante a todo instante. “Desde menino nunca tive medo de errar, mas sempre lutei pra ganhar mais do que perder. Acho que herdei essa positividade da minha mãe, meu maior exemplo. Eu não perco tempo remoendo coisa ruim. Sempre encontro forças pra erguer a cabeça e buscar uma solução”, detalha. Como nunca teve medo de ir à luta, o fracasso já andou lado a lado com seu sucesso. “Já errei muito. Perder faz parte do processo”. Porém, como um ótimo empreendedor, o saldo da vida de Marral sempre foi positivo e as ambições cada vez maiores. Por incrível que pareça, ele se diz orgulhoso de toda a trajetória, mas não realizado. “Se eu estagnar fico doente. Sou um cara que faz três, quatro coisas ao mesmo tempo. Tenho que ter metas na vida, continuar crescendo. Tem muitas pessoas que dependem desse processo todo e são felizes. Eu preciso continuar produzindo, almejando e mostrando resultados a mim mesmo. Enquanto eu tiver essa garra não tem âncora que segure. E se houver controle e resultado das coisas a vida segue. É isso que me move”, revela o empresário de 41 anos, a quem, diferente do menino que vendia chuck, não falta nenhum “brinquedo” pra completar a felicidade. “Ah! Falta, sim: cabelos e olhos azuis”, lembra. Pois é, ninguém é completamente feliz com o que tem e com o que é. ESCOLHA Sinara Neves 49


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DOUTORA

em Aprender *

A vida de Flávia Lamounier é uma incansável pesquisa, em busca de respostas para as perguntas que, constantemente, tem.

A

médica encontrou com a fotógrafa e brincou: “– Nunca tive book de 15 anos. Topa me fotografar agora?”. E a fotógrafa: “– Claro! Mas você já vai ter uma seção fotográfica nesta quinta-feira, né?! Já é um bom começo”. “- Não estou sabendo”, retrucou a médica. Mais que depressa respondeu a fotógrafa: “– Você é uma das personalidades da revista Escolha”. Essa conversa foi entre Kk Gontijo, fotógrafa dessa revista, e Flávia Lamounier, que mesmo não sabendo ao certo do que se tratava, topou na hora. Quatro dias antes da seção de fotos e entrevista, reprogramou toda a agenda para contar sua história aqui na Fila A. Oportunidade nunca passou sem ser agarrada pela garra dessa mulher. “Eu sempre topo fazer coisas novas. Descobrir gera o conhecimento”, conta Flávia, que desde criança, era a CDF da turma. Ela era do tipo que tirava nota 10 em física e biologia. “Mas eu sempre gostei mais de biologia”, comenta, revelando toda sua paixão pela área da saúde. Estava claro desde cedo que ela se formaria em algo relacionado ao cuidado com as pessoas, mas nem por isso focava os estudos apenas nessa área. “Eu sempre estudei de tudo muito. Até hoje a base escolar é fundamental na minha vida. Laser, por exemplo, é pura física. Luz,

energia, propagação, enfim, tudo o que aprendi no colégio é útil até os dias de hoje’, argumenta. Como não podia deixar de ser, a aplicada aluna se tornou referência e já se prepara para o Pós Doutorado. “Muita gente vem me falar que agora que terminei o doutorado chega de estudar, como se fosse um peso. Mas, de maneira alguma, é duro pra mim, pelo contrário. Eu adoro estudar”, reforça.

*

“Eu amo o que eu faço. A pluralidade do meu trabalho me encanta. Eu atendo desde bebê com assadura no bumbum a paciente com câncer. Lido com estética e doença, com pobre e rico, homem, mulher e criança”

* “Segundo LAMOUNIER...” Esse termo é música para os ouvidos da doutora. Pra ela, é uma satisfação muito grande ser referenciada nos projetos de pesquisa. “Saber que não vim à toa é muito bom. Agora mesmo acabou de ser registrado na Anvisa um medicamento originado de uma pesquisa que fiz. Em breve estará no comércio”, orgulha-se a médica e pes-

quisadora que se diz uma curiosa nata. Ela não descansa enquanto não consegue encontrar respostas para todas as perguntas que tem. “Testar determinada célula para certo tipo de medicamento, testar de novo, até conseguir fazer algo e contribuir com a ciência. É isso que me faz gostar tanto de estudar”.

Descobertas

A vida dessa moça sempre foi de descobertas. Ela não sabia ao certo o que queria fazer e no final do terceiro ano era a hora de ter certeza. Então, aos 17 anos descobriu o encontro com a medicina. “Fui pra federal de Juiz de Fora, longe da família que tanto amo, e tive que aprender a me virar”. Ainda na residência médica começou a fazer o mestrado. “Nessa época eu já trabalhava em Valadares. Atendia domingo como se fosse segunda-feira, de 8h às 21h”, recorda. Flávia sempre achou difícil dizer não. Talvez esse seja o principal motivo de até hoje ela almoçar na clínica e atender até as nove da noite. “Eu amo o que eu faço. A pluralidade do meu trabalho me encanta. Eu atendo desde bebê com assadura no bumbum a paciente com câncer. Lido com estética e doença, com pobre e rico, homem, mulher e criança”, exemplifica. ESCOLHA Sinara Neves 51


Na verdade, Flávia é tão apaixonada pela medicina que estuda até assuntos não relacionados à sua área de atuação. “Depois que terminei o doutorado, fiz um curso de urgência e emergência. Vai que o paciente passa mal na recepção?! Tenho que estar habilitada a atender”, conta a ávida por conhecimento Flávia Lamounier, que hoje compartilha o que sabe com muitos acadêmicos. Ela é speaker (médico que ministra aulas em congressos e convenções). “Tenho aprimorado muito minha linha de pesquisa (regeneração tecidual), que é a mesma desde o mestrado, a qual pretendo aprofundar ainda mais no pós-dourado”.

Estética

Desde antes da faculdade um amigo já dizia que Flávia tinha um creminho pra boca, outro pra pálpebra e outro pro cabelo. E tinha também, um creminho pra tirar o creminho da boca, o da pálpebra e o do cabelo. A verdade é que ser vaidosa é apenas uma das características dessa médica. “Na minha infância e adolescência eu dançava jazz e desfilava. Mas isso era coisa da minha mãe, na tentativa de me desinibir um pouco”, comenta. De certo modo, funcionou. Se ainda continua tímida, ela consegue disfarçar muito bem. Contudo, é impossível confundir a timidez de Flávia com introspecção. A simpatia dela é algo contagiante. “Eu adoro sair, me divertir. Amo estar em boas companhias”, diz. E não pensem que os eventos sociais dessa médica se resumem a jantarzinho a meia luz. “Eu adoro festa de bairro, quermesse e cachorro quente. E em contrapartida, já freqüentei eventos luxuosos em belos castelos”. Ser adaptativa é uma das principais características pessoais de Lamounier. Se a turma for boa, ela 52 ESCOLHA Sinara Neves

vai a festas dos mais variados estilos e se diverte muito. “Eu sempre animo e vou, seja pra um forró ou pra boate. Ah! E adoro carnaval. Acho que eu sou a pessoa mais eclética do mundo. Adoro filmes dos mais variados gêneros, exceto terror. Não gosto de nada que faça meu coração doer”. E assim, Flávia, de maneira simples, resume sua forma de viver e ser feliz: “A gente não pode exigir que em todo lugar toque a música que a gente quer. Eu sempre dancei a música que tivesse tocando. Por isso me divirto”. Além de festas, música, sorrisos

quando entrou. “A gente não pode querer impor o resto do mundo pra ninguém. Tem que tratar bem e respeitar, independente de aceitar ou não”, defende.

*

Flávia ama Valadares. Muito mesmo! E é exatamente por isso que tem projetos ousados pra ampliar a clínica. “Eu Gosto de gestão de saúde e pretendo fazer muito por essa cidade, que é minha paixão”. Por isso, mesmo tendo vários convites pra trabalhar em São Paulo e em outros estados, nem em sonho ela quer sair daqui. “Ganhar mais pra que?! - comprar jóias? - Se tudo o que eu mais amo (família e amigos) está aqui”, conclui a obstinada, sonhadora e apaixonada pela profissão e pela vida Flávia Lamounier.

“A gente tem que ter sonho, senão perde a graça”

* e boas companhias, ela é uma apaixonada pela leitura e por viagens. “Se começo a ler, que seja algo relacionado à medicina ou um romance, viro a noite. Viajo no que estou lendo. Aliás, adoro viajar, tanto na gíria quanto literalmente. Leio muito, estudo, vou atrás do quero, do que me faz crescer culturalmente”, conta Flávia, que “elege” Amsterdã, na Holanda, como a melhor viagem de sua vida. “O povo é muito liberal. O âncora apresenta o jornal de camiseta e os médicos vão para o consultório de tênis e bicicleta. Essa pose toda aqui é de médico brasileiro”, brinca, ao apontar para o look impecável de vestido e meia calça pretos e lenço de seda no pescoço. A miscelânea cultural de Amsterdã foi um incremento a tudo o que Flávia sempre acreditou. O respeito às diferenças culturais e econômicas e o bom tratamento fazem com que o paciente saia do consultório bem melhor do que

Sonho

“A gente tem que ter sonho, senão perde a graça”. Mesmo ela, que tem exatamente tudo o que sempre almejou, continua sonhando. E o principal desejo está relacionado à profissão. “A minha clínica é um projeto dos meus sonhos. Não é sonho realizado”, acrescenta.

Testar determinada célula para certo tipo de medicamento, testar, até conseguir fazer algo e contribuir com a ciência. É isso que me faz gostar tanto de estudar.


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É amor

pra cachorro *

De tanto gostar, aliás, amar, os bichinhos, Patrícia hoje tem 14. Mais que um hobby, cuidar de cachorros se tornou uma profissão.

fotos: CARLOS SALES produção: SINARA NEVES make: ZEKA BARROS

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PATRÍCIA FERNANDES PEREIRA

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DO GS

love

AS IRMÃS ANDRESSA E RAÍSSA ROCHA Os Cães Lucca “Lulu da pomerânia” e Zeus “Chow chow” elas vestem Acqua Fitness | Óculos ótica Vedere

Q

uando ela era criança não podia ver um cachorro de rua, que logo queria levar pra casa, cuidar, dar remédio, levar ao veterinário, ao pet shop... Até hoje é assim. Patrícia Fernandes Pereira continua cuidando de cãezinhos abandonados e quando eles se recuperam entrega pra adoção.

PATRÍCIA BARBALHO Os Cães “Lulu da pomerânia” Short Acqua Fitness | Camisa Parâmetro | Calçado Arezzo

nheirismo. Só tem um problema: Patrícia chora toda vez que vende um cãozinho. “Ai gente, eu sou muito apaixonada por eles. Já até tirei duas De tanto gostar, aliás, amar, os pra mim, pois não consegui vender”, bichinhos, Patrícia hoje tem 14. Mais que um hobby, cuidar conta a dona do canil, que não desapega dos cachorrinhos nem mesmo de cachorros se tornou uma depois que eles já tem outros donos. profissão. Ela tem um canil e “Eu sempre levo a BH ou a Vitória exporta para o Brasil inteiro para embarcá-los e depois fico com o os cães da raça lulu da pocoração na mão, ligando para o meu merânia, também conhecida cliente, pedindo pra me enviar foto, como spitz alemão. “De tão perguntando como ele (o cachorriapaixonada que sou, mesmo nho) está. Dá uma saudade danada”, morando em apartamento, cheguei a ter quatro cachor- descreve. ros. Quando minha tia me convidou pra montar um ca- Saudade nil aceitei na hora”, recorda. E lá se vão seis anos dessa história rodeada de carinho, alegria, latidos e compa-

my

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Essa palavra bonita, carregada de sentimentos e que só existe na língua portuguesa, é presença constante na vida de Patrícia. Todo adeus é muito difícil, mas um, em especial, já aperta o peito, mesmo antes da despedida. “Os cães da raça lulu vivem até uns 13, 14 anos. E meu primeiro bichinho de estimação já tem 11. Agora ele precisa muito mais de mim, pra cuidar e até dar papinha na boca. Meu coração já dói de saber que vou perder meu companheiro querido. Se ele nota que estou com algum problema, não sai do quarto nem pra comer, só pra me dar atenção”.

Ele me faz companhia, é divertido, brinca muito e deita do meu lado pra ver TV.

O jeitinho apaixonante do lulu não é privilégio só da Patrícia. Na verdade, preocupar-se com o dono é uma das características mais marcantes da raça, adaptando-se, inclusive, à sua maneira de ser. Além da fidelidade, o lulu tem um temperamento muito

GUSTAVO VITOI O cão Guga “Lulu da pomerânia” Óculos Carrera - Ótica Paris

Magda Magalhães

dócil, alegre e afetuoso, que encanta até mesmo quem não tinha vontade alguma de ter um animal de estimação. Gustavo Vitoi, dentista (e músico nas horas vagas), por exemplo, não gostava muito de cachorro, até olhar pra carinha de um lulu e querer levá-lo pra casa na mesma hora. “Achei ele tão bonitinho que comprei. Ele me faz companhia, é divertido, brinca muito e deita do meu lado pra ver TV. Quando levo pra passear todo mundo pensa que é de pelúcia”, conta, mostrando as poses do “Guga” no ipad. Pois é, pra quem não tinha paciência alguma, Gustavo parece estar “gostando pra cachorro” do novo amigo. >

MARCELA MORENA PERSIANO O cão Luti “Podle” veste KatmosZ | sandália Arezzo | óculos Paris | acessórios Vedere

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caca Chita; piratas ingleses e franceses tinham papagaios sobre os ombros; Rin Tin Tin era o pastor alemão inseparável do Cabo Rusty, enfim são muitos os exemplos”, informa a psicóloga Sâmara Nick. Se no contexto histórico, nos tempos de guerras e aventuras, eles supriam e complementavam as necessidades do homem, nos dias de hoje essa relação assume o lugar da companhia. Já no desenvolvimento infantil, o animal de estimação cumpre um papel ainda mais importante, podendo auxiliar em vários processos vividos nessa fase da vida. Isso porque, quando a criança começa a crescer e sensibilizar suas relações de afeto, os objetos passam a ser substituídos por seres vivos e, assim, muitos conhecimentos são adquiridos. Nesse sentido, relata

friend

Cachorro Propaganda?

O cãozinho é tão companheiro, que vai para o trabalho todos os dias com ela. “Ele só tem folga no sábado e no domingo, porque também não trabalho”, conta, se divertindo. E as clientes adoram, lembra Magda. “Elas já chegam procurando pelo Leopoldo”.O cãozinho da raça shia tzu, de quase dois anos, não só ajuda a dona a vender jóias. Ele é, digamos, o cachorro propaganda do empreendimento. Como já até se acostumou aos flashs, o “cão artista” se supera em cada campanha, alegrando os dias das clientes, com seu charme e docilidade, que fizeram Magda Magalhães e toda a família se encantarem e amarem Leopoldo, a cada dia mais!

Psicologia

Clássicas histórias da mitologia grega e do cinema retratam homens e animais como parceiros leais e fieis escudeiros. Uma amizade de longa data, que resiste ao tempo e às transformações culturais. “Temos exemplos de Rômulo e Remo, fundadores de Roma, que tinham uma loba; o cavalo Incitatus, nomeado membro do Senado Romano; Tarzã e a ma58 ESCOLHA Sinara Neves

Animais de estimação fazem bem ao coração e à mente

Sâmara Nick

a psicóloga, “a relação entre a criança e os animais pode ajudar no desenvolvimento emocional afetivo”. Além disso, ter um animal requer cuidados, o que estimula a autonomia e a responsabilidade. O animal de estimação tem um papel muito importante principalmente na relação entre a vida e a morte, pois a criança aprende a lidar com a perda, com a dor”. Sâmara explica também que nessa convivência tão saudável e necessária, a criança aprende a se relacionar com as outras pessoas, desenvolvendo a sensibilidade, a observação, a compreensão e os sentimentos de solidariedade, generosidade, zelo, afeto, carinho e respeito.

Além da afetividade, os bichinhos também podem produzir outros benefícios para a saúde. As terapias com animais são capazes de promover melhoras físicas, sociais, emocionais e cognitivas humanas. Está mais que provado que a relação com animais de estimação fazem bem ao coração e à mente. Contudo, Sâmara faz um alerta: De que ela deve ser complementar, mas em hipótese alguma substituir a relação entre os seres humanos “Essa sim é fundamental para a saúde do nosso planeta”, conclui.


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iPhone 4 S

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BELEZA Sagrada

A matriarca dos Ferreira Mattos, Dona Julinha com o filho Odilonzinho, a decoradora Juliana Boechat e o arquiteto Daniel Guimarães contam a história da imponente Capela da Boa Vista. fotos: CARLOS SALES

O

Imagem de Nossa Senhora de Fátima trazida de Portugal

*

peculiar sino das igre- de presente à dona da capela jinhas mineiras quase Júlia Barroso Ferreira Matos, nunca emite seu boni- a dona Julinha. E, por fim, os to som. As notas são de silên- bancos e cadeiras feitos pelo cio, quebrado vez em quando designer conhecido e recopelo canto dos pássaros. Na nhecido verdade a razão dele (o sino) mundialmente, Sérgio Roestar ali é mais estética que drigues, compõem a decorasonora. Ele agrega um toque ção da intimista capela. Cada de charme pra linda porta peça de coleção e detalhes colonial ao estilo barroco do estruturais conferem beleza e final do século XVIII. Em poli- delicadeza sem igual. cromia e toda esculpida a mão, “Nossa maior preocupação de tão bonita convida a entrar, era incorporar a capela ao mesmo fechada. A beleza de conjunto da fazenda. Por dentro da capela já se desenha isso, o madeiramento, a iluno pensamento de quem ob- minação, o jardim, enfim, serva do lado de fora. todos os elementos da fa“A porta” foi a peça chave para zenda estão presentes no a criação da Capela da Fazenda projeto”, conta o arquiteto Boa Vista, o elemento mais ins- Daniel Guimarães, acrespirador. Na verdade, foi a partir centando que a obra é uma dela que se criou todo o resto. ode ao design brasileiro. Toda a composição foi nascen- “Nós procurávamos resgado e “conversando” com a bela tar o que o Brasil tem de e imponente porta de mosteiro, bom, que é reconhecido lá garimpada com muito esmero. E fora, mas que aqui acaba quando ela se abre o painel de sofrendo um descaso. azulejaria de azul tão vibrante Muitas vezes os arquitetos encharca o local de beleza. “Essa até desconhecem esses criação é de Alexandre Mansini, grandes designers que o que fez uma releitura de Athos Brasil exporta para o mundo”. Bucão, o renomado pintor, escultor, arquiteto, desenhista e mosaicista brasileiro”, comenta a decoradora Juliana Boechat. No sacrário de séculos passados, a imagem de Nossa Senhora de Fátima, trazida de Portugal. Nas paredes os quadros de via sacra, nascidos das mãos da artesã Jaqueline Barroso e o crucifixo dado

>

Bancos e cadeiras assinados pelo designer SÉRGIO RODRIGUES

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CA PE LA

Quadros da via sacra / artesã JAQUELINE BARROSO

* Para Dona Julinha...

concretizar o sonho da vida inteira. Esse foi o objetivo maior da criação da Capela. “Minha mãe não passa nenhum dia sequer sem ir pro ‘cantinho’ de reflexão dela, pra ficar em oração e concentração”, conta Odilon Ferreira Matos Júnior, filho de Dona Julinha. Todas as referências de vida, da casa, da fazenda, enfim, do universo de Dona Julinha estão presentes no espaço. Foram três anos de pesquisa para a criação da tão sonhada capela, que ficou pronta em 2008. E desde então, todos os dias, Dona Julinha dedica uma boa parte do tempo pra ficar ali, a sós com Deus, pedindo, agradecendo, sonhando e contemplando.

“A Porta” foi a peça chave para a criação da Capela da Fazenda Boa Vista” Juliana Boechat

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A E A

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30

ANOS

inventando moda *

A família Ananda relata os 30 anos da marca que conquistou o país. Hoje a Ananda pode ser encontrada em 90% das cidades do país fotos: KK GONTIJO

FAMÍLIA SENDAS FAMÍLIA ANANDA Hérika - Paulo - Ceci e Cristian

C

erto dia ela acordou querendo aposentar. Isso depois de 25 anos na gestão do grupo de lojas do qual é proprietária. Dormiu diretora comercial e acordou a dona do negócio que assiste ao sucesso de longe, sentada no sofá de casa e com tempo pra curtir os netos. Ela é Ceci Sendas, fundadora da Ananda, confecção que completa 30 anos e que hoje tem Hérika Sendas, a filha de Ceci, ocupando o cargo que foi da mãe. Para Hérika foi mais que um desafio, foi um susto bom, uma vontade imensa de fazer o negócio da família prosperar ainda mais. Mesmo com toda essa garra, Hérika confessa que não faltou o frio na barriga. “Tive certo medo de assumir. A sala

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que eu iria usar, a mesa, o cargo, tudo era da minha mãe. Os funcionários haviam sido escolhidos por ela. Eu estava ali pra dar continuidade a tudo e precisava ter sabedoria pra propor e implantar mudanças”, detalha Hérika, ponderando que isso era mais pesado na cabeça dela que na prática. “Tudo fluiu tão bem, que me surpreendeu positivamente”. O negócio cresceu tanto que hoje Ceci Sendas não precisa se preocupar. Só vai à fábrica uma vez por semana ou quando precisa de roupa. Isso ela mesmo contou com um sorriso orgulhoso e aliviado. “Sempre esperei que meus filhos dessem conta do recado e de uma forma melhor que eu e meu marido. Eles tem formação na área (ambos são administradores). Nós não. Eu sou formada em letras e o Paulo é engenheiro”, detalha Ceci. Com sensatez, Hérika interrompe o comentário da mãe para elogiar a obstinação dos pais, que pra ela é a razão do sucesso de 30 anos atrás e da Ananda de hoje. “Com muito bom senso e paixão eles souberam fazer o ‘universo Ananda’ crescer. O produto sempre foi bom, a modelagem, o referencial e as tendências sempre estiveram um passo à frente. Isso é


mérito dos dois”, conta orgulhosa, se referindo à ousadia dos pais visionários.

“A gestão de pessoas faz o sucesso do negócio”, Hérika Sendas Quando criou a marca, Ceci Sendas não sabia costurar e continua sem saber. Mas sabia o que queria, aliás, tinha certeza. Com alto padrão de exigência no mundo da moda e especialmente influenciada pela experiência da mãe no ramo de confecção apostou na profissionalização do negócio. “Mesmo quando funcionava no terraço da minha casa a confecção já tinha cada profissional na sua área específica. Se eu não entendia do negócio tinha que ter pessoas com conhecimento de causa ao meu lado e pesquisar muito”, argumenta Ceci. Na visão de Hérika, é justamente essa a receita do sucesso. “A profissionalização dos processos, a gestão de pessoas é que fazem o negócio crescer”, assegura. Para ela, a vivência dos pais foi uma ótima escola, um complemento a tudo que aprendeu na graduação, em cursos e pesquisas. “É fundamental ter excelentes equipes em todos os setores: criação, coordenação, curadoria... Todos os nossos equipamentos são computadorizados, a modelagem é digitalizada. Investimos em pessoas e tecnologia para continuarmos crescendo”.

A etiqueta Ananda

Sempre esperei que meus filhos dessem conta do recado e de uma forma melhor que eu e meu marido Ceci Sendas

Década de 90. Vestir uma roupa com etiqueta Ananda representava status, uma alegria (coincidentemente essa é a tradução para o nome da marca). E Hérika Sendas, a moça da família que décadas mais tarde assumiria a direção daquela it brand da época, viveu esse momento. “As minhas amigas de colégio vestiam Ananda. Era um orgulho só”, relembra saudosa. Enquanto isso, o irmão, ainda na pré-adolescência, já trabalhava como office boy da loja. O pai largou o emprego de engenheiro da Cenibra para se dedicar exclusivamente à confecção. A mãe, antes de criar a marca, era professora de inglês. Em uma viagem à Inglaterra pra fazer alguns cursos desistiu de ser professora pra montar a confecção. “O salário de professora não dava pra pagar nem mes-

mo os investimentos naqueles cursos”. E como sempre Ceci tomou a decisão de forma intempestiva e muito acertada. Aquela viagem foi crucial para mudar os rumos de Ceci. E desde então ela não parou mais de viajar mundo afora, porém, agora, pra pesquisar moda. Trazer referencial e diferencial. Mais do que o faro fino para as tendências, ela sempre foi movida a paixão e garra. Talvez por herança genética ou inspiração, Hérika também tem tudo isso em sua personalidade. A menina transformou todos os desafios possíveis em oportunidades. “Antes a Ananda fazia o fast Fashion, o que se via nas novelas a gente reproduzia. Hoje não. Lançamos nossas coleções com seis meses de antecedência. Concorremos com as grandes marcas. E isso demanda pesquisa, vivência, profissionalização e a busca constante por fazer o negócio crescer”, acrescenta. E o negócio cresceu. Chegou a produzir para vários clientes no exterior e ter franquias em Teófilo Otoni, Ipatinga, Timóteo e Linhares, no Espírito Santo. “Não trabalhamos mais com franquia por decisão e posicionamento. Hoje sabemos o nosso caminho e queremos continuar investindo nas lojas próprias, levando nossa marca para as grandes feiras”, destaca Hérika, lembrando que a Ananda atua em duas frentes de mercado: atacado e varejo. “Temos nove representantes em alguns estados brasileiros. Hoje nossa marca pode ser encontrada em 90% das cidades do país”. As participações nas feiras de negócios tem trazido muita visibilidade à marca. Na Vogue, Marie Claire e algumas outras revistas renomadas lá está a marca do leste mineiro figurando entre as grandes grifes internacionais. “E a gente não paga nada, viu gente?! Ao procurarem por peças com as características específicas, às vezes gostam do que a gente produz e fotografam para os editoriais”, conta a menina que cresceu vendo as amigas usarem a marca que ela ajudou a criar e que hoje acorda todos os dias com vontade de trabalhar, de ir à luta e viver dias de ananda alegria com o sucesso da confecção.

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Receita de

FAMÍLIA *

Rodrigo Miranda Pimentel conta a trajetória da confeitaria Vitória, que hoje entrega mais de 250 mil pacotinhos de biscoitos a vários estados. fotos: KK GONTIJO

O*

cheiro bom de biscoito caseiro atravessa a rua. Aguça os sentidos de quem passa na calçada. Será quebra-quebra, de coco, queijo ou polvilho? O certo é que deve estar uma delícia e acabando de sair do forno. Parece até descrição de uma tarde de domingo na casa de uma daquelas “doninhas” da roça com avental e mãos de fada; mas não é. O aroma delicioso é sentido dia a dia por quem passa na Avenida Minas Gerais, bairro Nossa Senhora das Graças, próximo à fábrica da Confeitaria Vitória. Esse cheiro todo é só um aperitivo. Melhor ainda é saborear essas delícias. Isso porque eles são feitos com ingredientes selecionados, nada de essência e produtos industrializados. A única diferença entre eles e os biscoitinhos feitos em casa é que em vez de enrolar a mão, eles são feitos em um volume maior. “A receita é a mesma de quando minha mãe morava na roça. Leva coco, queijo, ovos, leite... Todos produtos in natura”, conta Rodrigo Otávio

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de Miranda Pimentel, filho da dona das receitas, Norma Lúcia, e gerente da empresa. Rodrigo cresceu vendo a mãe produzir os mais deliciosos biscoitos. “Ela aprendeu a fazer quitanda com a avó lá em Guanhães, uma cidade que tem tradição por fazer biscoitos muito gostosos. Ela tem cerca de mil receitas guardadas. Em breve vamos lançar outros sabores”, confidencia, lembrando que a união dos pais foi mais que o casamento perfeito, foi providencial. Ele - Carlos Pinheiro Pimentel – já tinha tradição familiar em padaria. Já sabia produzir e vender pães e bolos. Para o negócio dar certo faltavam muitos ingredientes ainda, mas o principal eles tinham: determinação. Com um pouquinho de “fermento” fornecido pelo avô de Rodrigo, “seu” Cícero Morais de Miranda, ficou um pouco mais fácil montar a deliciosa empresa dos sonhos. “Quando não tínhamos dinheiro pra nada foi ele quem nos apoiou”.

1979 O negócio era pequeno. Era mais

“Com um poquinho de fermento fornecido pelo meu avô ‘Seu’ Cícero Moraes de Miranda ficou um pouco mais fácil montar a deliciosa empresa dos sonhos Rodrigo


Nova Fábrica

Os irmãos empreendedores NORMA e RODRIGO

Faltam poucos dias pra nova fábrica ser inaugurada. São 800 metros quadrados de puro aroma e sabor. Em quase dois anos de construção, a nova área de produção tem como anexos refeitório, escritórios, sala de reunião e treinamento, além de vestiários e banheiros. Nesse novo espaço o maquinário é todo automatizado, o que vai possibilitar o aumento de produção, maior padronização dos produtos, redução no consumo de energia e menor esforço físico dos operadores. A fábrica antiga, já com mais de 30 anos trabalhando sem descanso, vai se aposentar. “Esses 500 m² serão transformados em depósito de matéria-prima. Estamos apenas aguardando a che-

uma daquelas padarias com produtos artesanais (pães, bolos e biscoitos). Mais uma nada. O produto era diferente e por isso atraía “freguesia” de longe. Começou a vender “igual água” porque tinha sabor de “feito em casa” e “acabou de sair do forno”. “Se a gente quer ter uma boa penetração no mercado tem que oferecer um ótimo produto. E foi assim desde o início. Preço não é nosso diferencial e sim a qualidade. A gente faz um produto com ingredientes naturais de verdade. Essa é a diferença e o motivo do nosso crescimento”, argumenta Rodrigo. E não demorou muito pra fabriqueta crescer e pro balcão dar lugar a mais uma bancada de amassar biscoitos. Já em meados da década de 90 os produtos Vitória poderiam ser encontrados em muitos supermercados da cidade e região. A venda no balcão acabou porque as encomendas eram muitas. Era preciso abastecer os supermercados. E hoje mais de 250 mil pacotinhos de biscoitos Vitória são enviados todo mês para várias regiões de Minas (Leste, Vale do Aço e Zona da Mata), todo o Espírito Santo e a grande Rio de Janeiro. Mas Rodrigo quer mais, muito mais! “Temos condições de ampliar Minas, chegando a BH e outras regiões e ainda atender a todo o Rio. Já estamos ampliando a produção para abrir essas novas praças. Pra isso, investimos pesado pra conseguir, nos próximos dois anos, dobrar o faturamento”, analisa.

gada de todo o maquinário novo para a inauguração. Com isso, vamos fazer alguns lançamentos de produtos e novos formatos, buscando atingir também o mercado de lanches e merendas para escolas”, adianta Rodrigo.

Família de gente trabalhadora Dona Norma Lúcia continua desenvolvendo e aprimorando as receitas. Até hoje ela vai à fábrica dar o acabamento fino aos biscoitos. Faltou açúcar ou uma pitadinha de sal? Ah! Só ela pra dar o toque final, de cheff. “Eu não tenho noção de como fazer. Só administro. Sou bom pra mandar e pra comer os biscoitos. Na hora de produzir quem entende tudo mesmo é minha mãe”, brinca Rodrigo. E pra felicidade do bom “degus-

tador” Rodrigo e de todos os clientes, dona Norma já está ansiosa por lançar novos sabores do produto. “Atualmente nosso mix é de 12 itens (sete da linha biscoito polvilho e cinco da linha biscoito doce). Estamos batalhando para conseguir aumentar a produção e incluir novos processos e máquinas sem perder as origens de produto caseiro e de qualidade”, planeja dona Norma. “Batalhar”. Talvez esse seja o lema da família inteira. Três gerações trabalharam unidas e intensamente pra fazer o negócio crescer. “Nossa empresa é pequena, mas tem muita história. Muito trabalho”, conta Rodrigo, com orgulho de ver os biscoitinhos mineiros chegando às mesas de brasileiros de diversos estados. E não são só a receita de família e o capricho no preparo as razões desse sucesso todo. O segredo dessa receita é realmente o empenho de todos. “Minha irmã Norma Lúcia de Miranda, é engenheira de alimentos e desde que se formou trabalha com a gente. Meu pai até hoje acompanha e me ajuda a supervisionar, minha mãe também e meu avô ajudou muito financeiramente no início. Enfim, nós todos enfrentamos a vida com muita dificuldade e estamos acostumados a trabalhar”, recorda o administrador da fábrica, que confessa: “Sinceramente, eu já imaginava que a empresa poderia crescer e se tornar o que é hoje, porque tinha potencial e qualidade, mas acima de tudo, porque nenhum de nós tem medo de trabalho. Sempre fomos à luta”. ESCOLHA Sinara Neves 67


BerĂŠ 68 ESCOLHA Sinara Neves

*


BERENICE Nem mesmo o dicionårio inteiro tem palavras suficientes para dar significado e significância a essas quatro letrinhas

fotos KK GONTIJO

ESCOLHA Sinara Neves 69


DREA E MER la é unanimidade. Todos que a conhecem de longa ou pouca data concordam: Impossível ficar perto dela sem dar um largo sorriso. Engraçada, Beré faz piada de tudo, até dos percalços da vida. E olha que não são poucos não, viu!? “Todo mundo vê os uísques que eu bebo, mas ninguém vê os tombos que eu tomo”, se diverte até pra falar da trajetória de altos e baixos. Como toda jovem de vinte e poucos anos, ela era sonhadora. Queria ser empreendedora de sucesso (detalhe: sem um único centavo no bolso). Mas tinha sonho e ousadia. Foi o que a levou a Paris, Marrocos, Buenos Aires, Miami, Estados Unidos ...pra garimpar moda e viver a intensidade de cada estação há quase três décadas. Os insucessos foram muitos e pesados, mas no baú de memórias, Beré tem histórias que muita gente gostaria de viver. Ouvir já é bom, bonito! Ela sorri feliz, como criança, ao contar as peripécias experiências e gostos amargos e doces de tudo o que passou. “Ah! Se eu tivesse que viver tudo outra vez, viveria! Só não cresce com os erros quem é burro. Devemos focar neles pra fazer diferente, tentar acertar. E se errarmos de novo aprendemos mais um pouquinho”. Marca de cigarro?

HOLLYWOOD???

comprar. Sem saber aonde iria. Naquela época a gente não tinha informação. Não tinha o google, o maior fofoqueiro que existe. Mas, ainda assim eu fui”. Quando cheguei ao aeroporto tinha mulher bem vestida e com sacolas de roupa. “Eu perguntei a ela: - Onde você está comprando? E ela respondeu: - Não, minha filha, isso aqui é roupa que eu acabei de pegar pra lavar. Sou lavadeira”, e Beré caiu na gargalhada e com bom humor de sempre foi em busca de fornecedor e forças pra continuar trabalhando e um dia se tornar a empresária bem sucedida que é hoje.

Também. A brand ficou tão famosa que decidiu montar uma griff de roupa. Isso naquela época em que era chique fazer propaganda de cigarros, principalmente da mulher com pose de madame. Era sinônimo status, charme, independência. E foi assim que nasceu a Hollywood Sport Line. “Saiu na revista Veja. Era a marca que mais vendia na época”, explica Beré, que diz ter ido correndo atrás do sucesso. Inspirada na marca, montou a Hollyplace. “Eu não podia plagiar o nome, não é minha gente?! Mas bem que podia pegar uma carona naquele sucesso todo”, conta sorrindo. Mas o que Beré e nenhum lojista da época esperavam é que a marca só duraria uma coleção. E agora Beré?! “Eu fui pro Rio

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GARIMPANDO MODA

Quando chegam à Hollypace as clientes não procuram por uma marca específica, mas pelo que a loja tem de mais trend. É como se a loja tivesse marca própria. “Muita gente diz que tenho olho clínico pra moda. Mas isso só adquiri com o tempo, com a experiência de ter vivenciado o nascimento de marcas de fama internacional”, conta a empresária, que partilhou experiências com estilistas de renome internacional, como Tufi Duek, Ronaldo Fraga, Alexandre Herchcovitch , Vivienne Westwood, entre muitos outros. A pergunta que não quer calar: Saudade? Realização profissional? Orgulho? O que a Beré sente após todos esses anos? “Não gosto de viver as glórias do passado e nem de desenterrar defunto. Sou feliz por tudo o que aprendi e por ter conseguido criar meus filhos fazendo o que eu gosto e de forma lícita. Sou realizada por tudo o que aprendi e uma eterna apaixonada pela moda. Não quero parar tão cedo. O que eu faço é vida, porque faço com


MODA

amor”, desabafa. Pra ela moda é estilo. As tendências de moda passam, mas o estilo fica. “As pessoas devem saber o que lhe caem bem. Tem muito a ver com personalidade, por isso não aconselho ninguém a vestir uma roupa só porque ‘está usando’. Talvez o que todo mundo usa não combina com o seu estilo de vida, com o seu biotipo. Além disso, moda está em todos os setores da vida. Movimenta a economia do mundo. A imagem é muito importante”, completa. Talvez Beré é tão apaixonada por moda pelo simples fato de ser fascinada pelo novo. “Cada cliente tem suas características e experiências. E a gente absorve um pouquinho de cada uma aprende um pouco com todas elas. Trabalhar com moda é envolvente. Nenhum dia é igual ao outro”. A vida de Berenice Fernandes Magalhães, a Beré, é assim...Uma vitrine nova todos os dias e a eterna alegria das coleções de verão.

per sona lities Não gosto de viver as glórias do passado e nem de desenterrar defunto. Sou feliz por tudo o que aprendi e por ter conseguido criar meus filhos fazendo o que eu gosto e de forma lícita. Sou realizada por tudo o que aprendi e uma eterna apaixonada pela moda. Não quero parar tão cedo. O que eu faço é vida, porque faço com amor

Pérolas

daBeré

“Na época em que eu estava numa ‘pitimba’ danada, sem crédito pra comprar em lugar nenhum, levei uma foto minha que havia saído no jornal e mostrei pra um coreano de quem eu comprava. Ele ligou pro meu banco e a gerente falou que eu era a melhor cliente dela. O coreano não entendeu nada, pois eu estava com vários títulos protestados. E nunca vai entender, afinal a gerente era minha amiga e só quis me ajudar. Depois disso, comprei dele muitas vezes. Mesmo devendo, as pessoas acreditavam em mim. Estava escrito na minha cara: VOU PAGAR”.

“Certo dia vi uma entrevista do Antônio Hermírio de Moraes, na qual ele disse que quem nunca teve um título protestado não saiu do jardim de infância. Fiquei muito feliz; naquela altura do campeonato eu já estava quase formando”. “As pessoas me perguntam como superei tudo com bom humor. A verdade é que não existe uma receita de vida. De repente se tivesse, o fermento poderia ter estragado” “Existem os quatro Ps do marketing. E também os três Ps da Beré: Paciência, Persistência e Paixão pelo que a gente se propõe a fazer”. “A verdade é que a vida é bela. Nóis é que estraga ela”. ESCOLHA Sinara Neves 71


Sim ao

BOM GOSTO fotos: KK GONTIJO Patrícia Nico e Michele Abreu inovam no segmento das noivas com a Anna Flor

A gente pesquisa e garimpa peças únicas, antecipando aqui tudo o que é tendência internacional 72 ESCOLHA Sinara Neves


O

AMOR

buquê de broches de semi joias em tons azuis, amarelos, rosas, verdes e todas as cores imagináveis enchem o casamento de brilho, delicadeza e personalidade. Criação de Patrícia Barreto Costa Nico, uma das sócias do Anna Flor, ele dá o tom de originalidade do ateliê. Cada peça é única, com tecidos e acabamentos nobres, para tornar inesquecível um dos momentos mais especiais da vida de uma mulher. Gazá e musseline de seda pura, renda chantilly, tule francês, cetim bucol...Tudo o que é luxo e exclusividade lá fora pode ser encontrado no ateliê. “A gente pesquisa e garimpa peças únicas, antecipando aqui tudo o que é tendência internacional”, destaca Patrícia, dizendo ainda que a Anna Flor veio pra suprir uma carência de mercado. “Hoje as noivas não precisam sair da cidade pra buscar a realização do sonho. A gente oferece tudo o que elas encontrariam nos grandes centros, inclusive criações de estilistas renomados”, completa. Tanto Patrícia quanto a sócia, Mi-

Elas fizeram uma leitura do mercado. Viram que Valadares e região precisavam de inovação no segmento e resolveram apostar na ideia. Patrícia e Michele já vinham de outra sociedade: A Vila Biju. Esse “namoro” com o mundo dos acessórios foi fundamental para imprimir diferencial ao novo negócio. “Na nossa outra loja a gente já oferecia uma linha contemporânea de acessórios e já atendia a algumas noivas, com semi joias, tiaras, casquetes, entre outras peças. Por isso, quando apareceu a oportunidade de assumir o ateliê, a gente topou ‘de cara’, conta a antenada Patrícia. Muito além de alugar uma peça, pra quem “vende sonho”, fundamental mesmo é descobrir o desejo de cada cliente. E as meninas da Anna Flor tem essa sensibilidade para perceber e respeitar o gosto de cada uma. “A gente tem prazer em prestar essa consultoria pra noiva, direcionando e orientando na escolha do melhor modelo de acordo com cada biotipo. Não é só porque ‘tá usando’ que vou indicar determinado vestido ou acessório. A gente procura respeitar o estilo de cada uma”, detalha Michele. As duas sócias usam todo o now how e conhe-

chele Mendonça Dias Abreu, concordam que as noivas estão cada vez mais exigentes. “Elas pesquisam muito. Não querem nada básico. Quando chegam ao ateliê, já estão com tudo desenhado na cabeça. E isso é bom, porque nos motiva a buscar o que o mercado pede e a cada vez mais investir no bom gosto do nosso negócio”, explicam.

cimento adquirido em viagens e pesquisas das mais diversas a favor da cliente. Afinal, uma noiva confiante se torna muito mais bonita. “Ela precisa estar segura de que escolheu as peças apropriadas pra ocasião, que caem bem no seu corpo e estilo, que o penteado é ideal para o modelo do vestido e acessório. Enfim, a gente procura ajudar em cada detalhe que faça com que o casamento seja realmente a materialização do sonho do casal”, finaliza Patrícia.

R. Peçanha, 848 – lj.04 – Centro Governador Valadares – MG Fone: (33) 3225.2740/(33) 8811.3644 ESCOLHA Sinara Neves 73


foto: KK GONTIJO

No momento da escolha da peça, a cliente realmente deve estar certa do que vai levar, uma vez que as coleções mudam mensalmente e raramente tem reposição. “Se a cliente ama, ela fica com a peça, porque a gente tem a preocupação de sempre trazer novidade. Além disso, somos muito cautelosas no momento da venda. Não levamos a uma cliente uma peça igual à que outra pessoa do mesmo meio social comprou”, conta Alyne Pascoal. As meninas só repõem algum acessório quando a cliente vê com elas e a partir daí a peça se torna o must have da vez. “A gente sempre procura atender a cada uma de forma bem exclusiva, mas não tem jeito. Quando elas amam as peças que usamos, acabamos tendo que pedir reposição”, salienta Alyne.

Diferencial

Os acessórios de Alyne e Sandra são diferentes. Se parecem muito com jóia verdadeira. Isso porque levam banho de ouro e as pedras são naturais e brasileiras; ah! e com garantia eterna. “Acho que é por isso que o negócio se tornou um sucesso, pois apesar dessa qualidade toda, o preço é super acessível, por isso temos clientes que compram todo mês”, destaca Alyne, que pela primeira vez na vida se envolveu com setor de vendas. Ela é dentista e a cada dia se apaixona mais pelo novo projeto. Sandra Kelly Teixeira e Alyne Pascoal “Como meu marido é pedrista, atendem de forma exclusiva as suas clientes eu sempre fui às feiras de pedras com ele e, assim, acabei conhecendo a dona de uma fábrica ma dentista e outra empresária. Em de semi joias que eu gosto muicomum entre elas, além da amizato. E foi aí que ela me convidou de, a paixão por acessórios. Foi aspra vender as peças”, recorda. sim que elas se tornaram sócias e há dois A dona dessa fábrica apostou na anos transformaram o gosto por semi joias ideia de que a ótima consumidoem atividade profissional. Elas atendem ra se tornaria uma boa vendedoas clientes com dia e horário marcados. ra também. “Eu parei de comAs peças diferenciadas que as duas sóprar apenas para uso pessoal e cias sempre usaram agora podem ser passei a vender”. Porém, como adquiridas sem precisar sair de casa. não tinha noção nenhuma de “A gente tem o maior prazer em atenvendas, Alyne convidou Sandra der as clientes no tempo delas, oferepara a sociedade. Como sempre cendo facilidade e comodidade para amou vender tudo relacionado que o momento da compra seja prazeao mundo da moda e mais ainda roso”, comentou Sandra Kelly Teixeira. usar os acessórios, Sandra topou Sandra diz que as clientes adoram esse sem pensar duas vezes. E de lá método de atendimento personalizado, pra cá, a parceria vem se consoafinal nessa correria da vida contemporâlidando que é uma beleza, tanto nea, fica difícil encontrar tempo até mesquanto as peças das quatro grimo para as compras. “Se elas preferirem, a fes de joias que as duas vendem. gente deixa as peças pra elas ‘namorarem’

ATENDIMENTO* PERSONALIZADO*

um luxo

U

um pouco mais, tomarem a decisão certa e nos devolver no dia seguinte”, completa. 74 ESCOLHA Sinara Neves


A gente tem o maior prazer em atender as clientes no tempo delas, oferecendo facilidade e comodidade para que o momento da compra seja prazeroso

Alyne Pascoal (33) 8804.9898 / Sandra Kelly (33) 8863.8691 ESCOLHA Sinara Neves 75


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ARTE DE CARNE & OSSO*

Laura Lima. Ela lida com coisas vivas. Para ela, pessoas e animais são como tinta, tecido e madeira. São elementos de criação, uma tela em branco a ser pintada.

Essa escultura é tão bem acabada que se confunde com uma pessoa de verdade. Ele parece respirar. Você viu o movimento por baixo da roupa? A mão se mexeu? O olho piscou, piscou sim. Acho que não é um boneco, é gente. Sensações como essas fazem o espectador pensar, negociar com os próprios sentidos. Mexem com o imaginário, fazem acreditar e desacreditar no que está diante dos olhos. Aí está o cerne das obras da artista mineira (natural de Valadares e radicada no Rio de Janeiro) Laura Lima. Ela lida com coisas vivas. Para ela, pessoas e animais são como tinta, tecido e madeira. São elementos de criação, uma tela em branco a ser pintada. O trabalho de Laura está muito mais relacionado à ideia do que à técnica. Sempre fascinada pela arte, primeiro ela dançou. Ainda menina calçava sapatilhas e

rodopiava pelos palcos de sua cidade natal. Apaixonada pela cultura desde sempre, admirava a arquitetura modernista da cidade. Queria mais que balé e jazz pra sua vida. Foi pra a “cidade grande” estudar. Sabia desenhar e pintar, mas não quis ir pra universidade de Belas Artes, por mais contraditório que isso pudesse ser; afinal, a zona de conforto era um lugar de onde ela queria estar bem longe. “Ficar aprendendo técnicas para pintar com destreza não era pra mim. Queria trabalhar com ideia, pensamento”, conta e relembra: “Fui fazer filosofia e mais tarde cursos na Escola de Artes Visuais do Parque Lage”. A partir de então, Laura começou a mostrar para o mundo seu olhar diferente sobre ele. “Eu me interesso por outras formas de fazer. Crio uma imagem com uma significação. Faço amarra-

ções num prédio e digo para um homem: ‘puxa esse prédio’. E ele puxa. Isso faz as pessoas pensarem. Elas entendem que é um simbolismo de um homem puxando a arquitetura”, exemplifica a artista com alma poética e forma peculiar de ver a arte. Laura se tornou conhecida por produzir “o novo”. Sua arte movimenta, faz pensar, imaginar. É a proposta literal e em “carne e osso” do “não acomodar com o que incomoda” (fragmento extraído da música criado-mudo, de O Teatro Mágico). Seu olhar ganhou o mundo, com exposições em dezenas de países desde a década de 90. “Não é possível saber o que está por trás daquele corpo coberto, que às vezes tem espasmos de vida. E isso mexe com o imaginário das pessoas. Na verdade a arte é isso: o despertar de emoções. Você sempre fica tentando descobrir o que está escondido, desejando saber mais”, conta a artista, na tentativa de explicar o que sente ao > ESCOLHA Sinara Neves 77


O Palhaço

Máscaras de papel machê, maquiagem impecável, fantasia performática em tons de azul e bege, pernas, pés e sapatos compridos. Só mesmo nos livros mais fantasiosos uma personagem com tanta riqueza de detalhes ganharia vida. Mas ela existe e foi capa da revista BRAVO! em Março de 2012. Só poderia ser criação da artista sem precedentes Laura Lima. Foi a própria Laura quem escolheu os tecidos, desenhou a roupa e encomendou a fantasia a uma costureira. Ela projetou o palhaço como se fosse uma escultura. “Os participantes são apenas mais um dos elementos que compõem a peça. Fazem parte de uma estrutura poética que não leva em conta a experiência pessoal deles, a história de cada um. Nesse sentido, se coisificam. Recebem instruções sobre a obra, a tarefa que devem cumprir e a realizam. Não há ensaio”, diz Laura, informando que atualmente existem sete versões da obra, algumas em poder da

Na Verdade é uma fusão de arte com pessoas e o resultado é a Surpresa

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própria artista, outras até com colecionadores particulares. O Museu de Arte Moderna (MAM), de São Paulo, possui uma delas. O palhaço foi mostrado pela primeira vez no MAM/SP em 2007. A obra com o título Palhaço com Buzina Reta – Monte de Irônicos provoca certo incômodo no público e esse foi o principal motivo de ter sido escolhida para a exposição. “Ele desconserta os espectadores. De repente, tem uma coisa ali que não se encaixa. Tanto é que, na legenda comentada, questionamos: ‘O que faz um palhaço sentado no meio de um museu?’ Há desde quem se aproxime do personagem de uma maneira bem afetiva até pessoas que chegam

CLO WN

de um jeito extremamente agressivo”, disse Felipe Chaimovich, um dos curadores que selecionou a obra para a coletiva, em entrevista para a BRAVO!

*

De longe, o palhaço mascarado parece um boneco. Justo ele, que sempre interage com a plateia, se mantém ali, parado. As mãos ficam caídas sobre a buzina, que vez em quando é acionada, desconsertando e intrigando ainda mais o público. Por alguns instantes ele se mostra de verdade, uma obra colorida de arte e vida. Mas uma coisa é certa: Ele é e sempre será o centro das atenções, no picadeiro ou mesmo inerte, encostado em uma parede de museu.

FOTOS: BRAVOONLINE.ABRIL.COM.BR

criar suas obras. “Na verdade é uma fusão de arte com pessoas e o resultado é a surpresa”, completa.


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TERRA SANTA

*

&

TEL AVIV POR QUEM CONHECE!

A cidade não pára. Suas praias, bares, cafés, passeios culturais, restaurantes, lojas de luxo e ótimo clima encantam a qualquer turista

E

m Tel Aviv há sol quase o ano inteiro. Perfeita para turistas que adoram se divertir, essa cidade das luzes e cheia de paixão tem a reputação de “metrópole do Mediterrâneo que nunca dorme”. E foi pra lá que os valadarenses Janderson Lima e Pedro Maciel embarcaram em viagem de férias. No roteiro, além da vibrante Tel Aviv, a rota completa da Terra Santa. Eles observaram de perto os locais que marcaram a mais importante história já conhecida. Passaram por Jerusalém, Belém, Nazaré, Galiléia e Haifa, além de outros países próximos a Israel.

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*

JANDERSON LIMA no mar morto, um dos pontos turísticos

Os lugares santos. “Percorrer os mesmos passos de Jesus não tem explicação. Ver a gruta onde ele nasceu, o santo sepulcro, o Muro das Lamentações, o Monte das Oliveiras nos trouxe uma emoção muito grande, que vamos levar pra vida inteira.” Pedro Maciel. “As igrejas são administradas por mais de uma religião. O preconceito não tem espaço em um lugar como esse. Um fato curioso nos chamou muito a atenção: Estávamos em um shopping e de um lado havia uma mulher de minissaia e do outro uma outra de burca. E todos convivem muito bem com as diferenças. Ninguém recrimina ninguém.” Janderson Lima.


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AS

curvas ESTÃO EM alta *

Beth Ditto usa decotes, vestidos curtos, peças justas, brilhos, bordados, estampas, cores, braços de fora, cintura marcada com cintos, acessórios grandes e é claro muita make. Se inspire no jeito Beth Ditto de ser, liberte-se de preconceitos e assuma o seu corpo do jeito que ele é, o importante é ter personalidade. Use e abuse da moda. As curvas estão em alta! Juliana Pio Personal Stylist, Artista Plástica, Especialista em Artes Visuais, Especialista em Ensino em Artes Visuais, Publicitária e Jornalista. 82 ESCOLHA Sinara Neves

82 ESCOLHA Sinara Neves

*

A

moda está mais democrática a cada dia que passa, e mais acessível para todos os bolsos, desejos, estilos e tamanhos. O termo “plus size”, ou, “tamanho grande”, está na boca e gosto dos fashionistas, desde as últimas temporadas. Nomes como Preta Gil, Adele e Beth Ditto estão atuando junto com grifes em coleções específicas. O público “plus size”, tamanho acima de 44, antes esquecido pelas grifes, está cada vez mais chamando atenção, e vem crescendo rapidamente em todo o mundo. Na capa da Vogue Itália, de junho de 2012, destaques para modelos “plus size” e um editorial especial na revista. No Brasil podemos contar com um evento de moda especializado, “Fashion Weekend Plus Size”, em São Paulo, onde, desde 2010, as grifes especializadas em tamanhos maiores desenvolvem coleções, seguindo as tendências de cada estação. Hoje em dia, o público “plus size”, assim como dos demais tamanhos, está cada vez mais exigente quando se fala de moda. O público “plus size” pode usar as tendências da moda? Claro que sim, nunca se esquecendo que, assim como qualquer outro público, é importante conhecer bem o seu corpo e estilo. Não é só porque uma cor ou modelo de roupa está na moda, que você deve sair desfilando por ai. As proporções devem ser respeitadas, assim como a harmonia entre corpo, roupa e estilo. O mais importante de tudo, é sentir-se bem.

FOTOS RETIRADAS DOS SITES: WWW.ZIMBIO.COM (BETH DITTO) / WWW.JULIAPETIT.COM.BR (FOTOS DE DIVULGAÇÃO PARA A M.A.C)

Ícone fashion “plus size” Beth Ditto é americana e cantora da banda Gossip, uma diva fashion “plus size”. Eleita pela revista britânica NME como “A Presença Mais Fantástica do Rock” (2006), “A Mulher Mais Sexy do Ano” (2007) e pela Glamour Awards como “Artista Internacional do Ano” (2008). Ditto é figura marcante nas Semanas de Modas Internacionais, participou dos desfiles do Jean Paul Gaultier e Donatella Versace. Em parceria com a loja britânica Evans, lançou duas coleções, mas seu grande desejo é ter uma linha própria e um brechó online especializado em moda “plus size”. Com a M.A.C, esse ano, Ditto, apaixonada pelo universo make, inspirou uma coleção colorida e irreverente, bem seu estilo.


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BLUSA cropped *

TODO MUNDO USA?

P

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calça de cós alto, uma sai longa, para mulheres que gostam de um look mais reservado. Um short jeans parece o par perfeito, mas ela também pode ser usada com peças mais justas como uma calça skinny ou peças com pegada masculina que quebrem um pouco a porção ultrasexy do look. Investam nas sobreposições, use uma blusa básica e sequinha por baixo, e complemente o visual com uma cropped por cima, fica lindo. Se a mulher tem muito busto, prefira uma cropped que não seja tão larga e com o decote v, valorizando bem o colo. Com pouco busto, elas devem ser mais largas, estampadas, coloridas e com o decote canoa, cria sensação de mais volume nesta área. Para quem tem barriguinha, um modelo mais comprido, que tampe a barriga, e de cor escura, mas sempre com associadas a peças de cintura alta. Para as mais discretas, há uma maneira de revelar um mínimo de pele,

praticamente um “teaser” fashion. Um pente fino, neste caso, separa o incrível e o correto do desastre total. A ala jovem pode cortar uma camiseta ou moletom em casa e usar com um shorts jeans; as mais “maduras” devem optar por revelar o mínimo possível e contar com a ajuda de peças mais sofisticadas que podem dar uma cara mais glamorosa ao visual. Enfim, com bom senso, e quanto menos á mostra, mais elegante fica. Fica a dica!

Bila Pinheiro FOTOS RETIRADAS DO SITE: FFW.COM.BR

olêmica fashion; quem pode, quem não deve e como usar essa peça, que saiu das passarelas, já esta nas vitrines e alcançou as ruas? O cropped top tem um modelo simples, sua modelagem é uma blusa curtinha, que tem como objetivo mostrar a cintura e deixar a barriga á mostra. Surgiu nos anos 80; do inglês, o cropped tem significado cortado, ou seja, a blusa cropped é uma peça mais curta que aparenta ter sido cortada. É uma peça despojada, que oferece diversas maneiras de combinações, mas fica direcionada ao público jovem. Para usar e abusar da tendência sem erro é preciso prestar muita atenção, pois se trata de uma pegada com mais restrições no que diz respeito á idade e saúde física, senão pode deixar a aparência vulgar. Mas deixar a barriga de fora não significa escancarar, sabendo como usar, com o que combinar, e principalmente, respeitando o seu estilo, dá pra criar looks sofisticados que pode deixar a mulher á vontade. A boa notícia é que há diversas maneiras de usar a “tendência” e não necessariamente precisa estar com o tanquinho em dia. O mais elegante é usar os modelos cropped com peças de cintura alta, essa combinação tem como evidência mostrar apenas a cintura, compondo um look retrô. Pode ser combinada com uma


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}

TER FILHOS *

É uma tarefa que demanda muito trabalho, Não dá para ter filho e viver como se não tivesse tido

P

erdemos a ideia de que ter filhos mos-nos de conviver com elas. significa abdicar temporariamen- Para educar queira a gente goste te de algumas coisas. Nos primei- ou não, significa reprimir. Sempre! ros anos de vida do bebê, abdicamos Educar é socializar, prepade uma boa noite de sono, depois com rar para convivência a repria criança de 2 a 3 anos abdicamos mir temporariamente algumas de uma casa mais bonita, apresen- demandas, alguns anseios, altável. E ai nos perguntamos: Como guns desejos. Educar desagrafica a vida vivida dessa maneira? da quem está sendo educado! Alguns exemplos: Uma mãe sou- A ideia que tomou gosto popular be, pela amiga da filha, que ela ha- onde dizem que as crianças hoje via experimentado maconha e não não têm limites, na verdade penteve coragem de abordar o assunto so que são os adultos que esquecom a garota. Outra mãe constatou ceram que estão ali para educar que o filho trazia da escola obje- aquela criança. Para tornar menos tos que não eram dele e optou por árduo este processo, educa-se em levar o menino, de 13 anos, para família e para isto é fundamental um tratamento psicológico por- a construção de parcerias. Porém que não conseguiu falar com ele os parceiros surgem para substisobre o tema. Um casal viu, num tuir as funções da mãe em sua ausite de relacionamentos, que o fi- sência, não na presença da mãe! lho se referia às mulheres de modo Pensar em uma família saudável sepreconceituoso e ofensivo, mas ria pensar na família que ao mesmo preferiu não dizer nada ao filho. tempo sendo protetora seja estimuNos casos citados, os pais ficaram lante, que crie desafios, que compre melindrados para conversar com livros, que escutem música, que curos filhos. E, em todos eles, os adolescentes já tinham condições de enfrentar um diálogo franco e arÉ preciso car com as consequências de seus limites atos. Faltou aos adultos assumir sensatos e o papel na condução da reflexão autoridade e ação frente aos fatos que se justa dada apresentavam. Diante de dilemas pelo olhar, e conflitos, para pessoas maiopelo tom res, jovem e adulto; explica-se. da voz, a Para criança a gente responde. Pensamos mais no futuro da postura criança do que no presente dela, corporal e não sabemos conversar com as as atitudes crianças. Enchemos suas agengerais das preparando-as para o futuro profissional e esquece-

tam a natureza, que andem de bicicleta... Neste difícil equilíbrio pudessem deixar seus filhos criarem asas e na hora certa possam sair do ninho... Os pais continuariam atentos sem serem controladores. Vamos descobrir que poderá sim haver nas famílias alegrias e solidariedade, base boa e mão firme. Rigor e afeto. É preciso limites sensatos e autoridade justa dada pelo olhar, pelo tom da voz, a postura corporal e as atitudes gerais. Dar ao mundo filhos decentes, produtivos, que por sua vez vão construir suas vidas com profissão e família com pitadas razoáveis de neurose e drama é de fato pensar na construção de uma sociedade saudável!

RIGOR & AFETO

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Sâmara Nick Psicóloga


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CALVÍCIE NAS MULHERES *

*

Nas mulheres o importante é definir e tratar a causa

A

calvície afeta mais frequentemente os homens, que são a grande maioria dos pacientes a procurar consultórios para tratamento e transplante capilar. A causa genética é a mais frequente da calvície masculina. Porém, as mulheres também procuram tratamento para este problema, sendo que correspon-

* A investigação clínico- laboratorial é fundamental no tratamento da calvície.

*

dem atualmente a cerca de 10% dos casos de calvície. Nestes casos, as mulheres frequentemente enfrentam grandes dificuldades psicossociais com o problema. Os cabelos possuem várias fases de crescimento, sendo que a dificuldade na manutenção do crescimento e a queda antecipada dos cabelos por influencia hormonal ou alterações que interferem no folículo seriam, resumidamente, as formas mais comuns de surgimento da calvície. As causas: muitas mulheres apresentam a calvície gené-

88 ESCOLHA Sinara Neves

pularmente conhecida como transplante “fio a fio”, que possibilita um aspecto mais tica, ou seja, há o relato de natural. mulheres e homens com o mesmo problema na famí- Mais utilizado nas calvícies lia. Porém é fundamental masculinas, o transplante lembrar que as causas hor- de cabelo também é utilizamonais e nutricionais devem do para mulheres em casos ser investigadas. Alterações selecionados, sendo particunos hormônios da tireoide, larmente útil nos casos de da hipófise, presença de al- perda capilar ( alopecia) ligaterações com hormônios de da a cirurgias que abrangem comportamento androgênico o couro cabeludo, algumas são especialmente encontra- cicatrizes de traumas e até dos nas calvícies femininas. para perdas de sobrancelhas. Ainda, há casos de “alopecia Também fatores nutricio- por tração”, nos quais a utinais, como deficiência de vi- lização de determinados estaminas e minerais, estados tilos de cabelos com tranças de estresse intenso, doenças ou apliques evolui tracionane outros devem também ser do excessivamente os folícupesquisados. Há estados de los, “arrancando” os fios nos saúde que geram calvície locais de maior tensão, que apenas temporária. A investi- serão então repostos atragação clínico- laboratorial é vés do transplante de cabelo fundamental no tratamento desde que haja área doadora da calvície, pois estas doen- adequada, uma vez que se ças e condições geralmente elimine a causa. podem ser tratadas clinica- Em qualquer situação, é funmente e a calvície apresenta- damental a avaliação e orienrá resposta ao tratamento da tação médica adequada para doença e do local. o melhor tratamento! Tratamento: Nas mulheres o importante é definir e tratar a causa, com controle hormonal adequado, reposição nutricional e com produtos tópicos na área calva, que irão aumentar a densidade de cabelos da área afetada. Em alguns casos, o transplante capilar estará indicado e atualmente se usa a técnica po-

TRATA MENTO

Rosimara Moraes Bonfim Cirurgiâ Plástica CRMMG 33947 Especialista Pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica


O ESCOLHA Sinara Neves 89


FOBIASocial *

*

Acredita-se que a Fobia Social seja o transtorno de ansiedade mais comum atualmente

F

OBIA SOCIAL é um transtorno mental geralmente crônico, capaz de trazer sofrimento e prejuízos para vida social, pessoal e profissional do doente. Ligado à dificuldade de relacionamento das pessoas nos grupos sociais, a Fobia Social pode causar graves consequências emocionais se não for identificada e tratada precocemente. Acredita-se que a Fobia Social seja o transtorno de ansiedade mais comum atualmente, chegando a atingir entre 13 e 14% dos adultos . Os sintomas da Fobia Social são crônicos, não desaparecem espontaneamente e englobam sintomas físicos (taquicardia, tremores, perda de fôlego, sudorese e dores abdominais), cognitivos (pensamentos de desadaptação e crenças inadequadas sobre situações sociais) e comportamentais (sensação de congelamento e paralisia). Os sintomas apresentados pela Fobia Social são ocasionados pelo medo crescente de ser humilhado perante os outros que estão lhe observando ou avaliando. Situações como entrevistas, apresentações em bancas de final de curso e comer em público podem causar grande sofrimento. Em tais situações o indivíduo fóbico age de modo contraditório, distorcendo o julgamento a respeito de si próprio, das pessoas e do mundo. Diante das atenções, ele pode desencadear tremores nas mãos, pés ou voz, suor excessivo, palpitações ou calafrios. Quando a situação já é passada reconhece-se que o medo é irracional, porém durante a situação de exposição o transtorno é real, causando desconforto e sofrimento. Combinando fatores ambientais, genéticos e psicológicos a Fobia Social pode avançar para um quadro patológico, chegando a se manifestar na infância ou no início da adolescência. Estudos apontam que certos estilos e formas de convívio podem causar ou piorar o quadro da Fobia Social – autoritarismo ou superproteção na educação, p. ex., tornando o sujeito fragilizado emocionalmente, ocasionando sentimento de ameaça constante, fugas e desânimo severo.

90 ESCOLHA Sinara Neves

Infelizmente, a maioria dos indivíduos com transtorno de Fobia Social só procura ajuda médica especializada quando aparecem outros problemas (como o alcoolismo) – os quais são comuns em m 70% dos portadores do transtorno . É por isso que, mesmo a Fobia Social tendo forte impacto pessoal e severo prejuízo sócio-ocupacional, apenas 5% dos pacientes procura o auxílio profissional especializado precocemente. Isto se deve, provavelmente,

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Ligado à dificuldade de relacionamento das pessoas nos grupos sociais, a Fobia Social pode causar graves consequência emocionais se não for identificada e tratada precocemente

*

à falta de conhecimento sobre esse transtorno por parte dos pacientes. O indivíduo com os sintomas precisa saber que o tratamento é possível e está disponível, e que o auxílio de um profissional especializado é fundamental para que ele consiga recuperar a qualidade de vida. Dra. Carine Jacarandá CRM 48138

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ESCOLHA Sinara Neves 91


DOENÇA DO REFLUXO GASTRESOFÁGICO *

O Sintoma principal da doença é a Azia

É

uma doença de alta prevalência na população em geral. Estima-se que em torno de 7-10% dos indivíduos saudáveis apresentem diariamente episódios de azia, o sintoma principal da doença. Um grupo de especialistas reunido em Montreal, em (2006) definiu a DRGE baseada em evidências, como “sintomas incomodativos causados pelo refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago”, ocorrendo de forma moderada duas vezes por semana ou de forma intensa pelo menos uma vez por semana. A DRGE apresenta alterações no esôfago (sintomáticas e com lesões, tais como esofagite, estenose e esôfago de Barrett). E ainda alterações extra-esofágicas, tais como: Tosse, faringite, laringite, sinusite, asma, fibrose pulmonar crônica, erosão dentária e otite média. Deve-se suspeitar de refluxo em casos de rouquidão pela manhã, piora dos sintomas com chocolate, café, refeições volumosas, ganho de peso precedendo o início dos sintomas e presença de pirose e/ou regurgitação ácido, observado em vários indivíduos. A investigação deve se iniciar com a realização da endoscopia digestiva alta (EDA), embora a esofagite erosiva seja incomum neste grupo de indivíduos, em torno de 5 a 10%, de modo geral é de leve intensidade, ao contrário das manifestações clínicas que são mais acentuadas e estão presentes em 30 a 50% destes indivíduos. Na ausência de esofagite erosiva, o

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método de escolha para o diagnóstico de refluxo neste grupo de pacientes é a pHmetria esofagiana prolongada (PHM) que apresenta maior sensibilidade nestes casos. A DRGE, precisa de investigação clínica por um profissional com experiência nesta doença, para que possa ser tratada de forma adequada.

DIA GNÓS TICO Estima-se que em torno de 7-10% dos indivíduos saudáveis apresentem diariamente episódios de azia, o sintoma principal da doença.

Dr. Altair de Carvalho Gastroentrologia-Endoscopia Digestiva. CRM-MG 12694


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50 *

tons de

N

Cinza *

ão se pode negar que a trilogia 50 tons de cinza, de gênero erótico e temática sadomasoquista virou fenômeno literário ao redor do planeta. Nos aeroportos, nas praças e parques, seja na versão eletrônica ou no tradicional e bom papel, lá está alguém segurando um exemplar. O livro vem despertando a curiosidade das mulheres e tem deixado muitos homens curiosos em saber o teor e qual o mistério guardaAnastasia do em suas mais de 400 Steele entrevista páginas. O que há de tão especial neste livro? Pois o jovem bem, tudo que é muito empresário badalado e comentado Christian Gray desperta uma onda de curiosidade e uma vone descobre nele tade insana de saber o um homem que há de tão provocante. profundamente . Não fosse pelo apelo sedominador xual e até pornográfico eu e com gosto diria que seria um revival sexual nada de Sabrina, Júlia e outros romances que fizeram convencional. aguçar as fantasias de A inesperiente muitas meninas no pasAna se vê sado. Há quem o descreva como um Romeu e Juliecada dia mais ta dos tempos modernos.

PRA envolvida por ele e se permite viver as mais diversas e apimentadas experiências

A diferença é que o herói de hoje não é tão romântico, sensível e carinhoso como os de outrora, mas continua lindo, rico, poderoso, sedutor e totalmente descolado em relação ao sexo. Esse herói transa, usa chicotes,

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mordaças, máscaras, algemas e mais um monte de parafernálias para prática sadomasoquista. Em outras épocas seria difícil imaginar que assuntos BSDM (Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo) cairia no gosto feminino até porque o seu conteúdo vai na contramão do ideal libertário das mulheres de hoje.

sexual ou inadequação do casal. Surpresa e sedução são importantes sempre. É perigoso hibernar na mesmice acabando por deixar a relação de lado. A responsabilidade de uma relação saudável está nas mãos do casal e se algo está em deSe bem ou mal escrito, se sacordo alguém deve manié uma fanfiction do filme festar o desejo da mudança. Crepúsculo direcionado para o público adulto, Talvez seja por apresentar não serão estes os pontos novidades eróticas e novas da discussão. O livro nos possibilidades de prazer é leva, no mínimo, a pensar que mulheres do mundo a sexualidade na atuali- todo ficaram hipnotizadas dade e o que as mulheres diante desta leitura, que sedesejam de seus parcei- gundo muitos críticos é um ros. E até mesmo qual o livro mommy porn ou para grau de satisfação sexual donas de casas. Certo é que dos casais, já que em mui- o exercício da sexualidade tos relatos de mulheres é decisão e responsabilidaque leram o livro disse- de de cada um desde que ram que gostariam muito não gere danos a outros. que o marido ou namo- Descortinar os tabus que rado tivesse “a pegada” ainda permeiam a sexualido bonitão Cristian Gray. dade e despertar a fantasia talvez seja o ingrediente que A falta de erotismo, a mo- fez deste livro um sucesso. notonia e a domesticidade acometem os casais que O interesse por este tipo acham que não há mais de literatura com enfoque necessidade do namoro, erótico é novo no mundo da conquista e da novi- das mulheres que hoje não dade no relacionamento. disfarçam que estão conO erotismo gosta do im- sumindo este tipo de liteprevisível, da novidade, ratura. De maneira muito do mistério. A rotina do livre elas o lêem em qualrelacionamento com par- quer lugar sem a preocuceiros poucos criativos pação de esconder a capa. gera um quadro de insatisfação que pode evo- Não creio que seja a práluir para uma disfunção tica do sadomasoquismo é que tenha sido o grande mistério do livro, mas as possibilidades de sensibilizar o desejo e a imaginação. As camas vão tremer! Dra. Valéria Mol Psicóloga


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ESCoLHA Casa *

fotos: ANA PAULA ASSIS | equipe KK GONTIJO

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ESCoLHA Casa

V

ocê já foi convidado para um jantar mais sofisticado e teve dificuldade em saber o que fazer com os copos e talheres? Saber usá-los não é tão difícil assim, e você pode evitar situações constrangedoras. Uma mesa arrumada, de forma bonita e criativa, tem que ter a praticidade. Para isso torna-se necessário respeitar os códigos de comportamento de todas as ocasiões, isso facilita. Pensando dessa forma, a revista Escolha convidou o arquiteto/decorador Alexandre Costa para trazer para vocês um pouco

sobre a disposição correta dos copos e talheres, todos os produtos que compõem a mesa são da loja BonGosto. É fácil! Uma mesa com os talheres, taças, pratos bem dispostos é sinônimo de cuidado, educação e elegância. É simples, basta seguir as orientações. Por isso, a seguir estão dicas de organizar a mesa de um jantar, para que você não se atrapalhe e faça tudo manda as normas de etiqueta!

vamente, somente colocados do lado esquerdo do prato. Mas para garantir o sucesso da recepção em uma ocasião mais elegante e elaborada, saber arrumar a mesa, onde colocar e quais pratos, talheres e copos pode fazer toda a diferença.

Talheres - Quando aos talheres, é bom lembrar que são dispostos de acordo com a sequência do cardápio, de fora para dentro, eles tem que estar alinhados, gerando assim uma estética mais agradável. Lembre-se a faca, será disposta sempre com a lâmina para dentro. Reparem que os talheres destinados a sobremesa ficam acima do prato, na horizontal. Os garfos ficam do lado esquerdo. As facas e a colher de sopa ficam do lado direito, devendo ser manuseadas com a mão direita. Na foto, faz parte do cardápio, peixe. O pão é comido com as mãos. A faca serve para passar a pasta. Taças e copos: Um jantar for98 ESCOLHA Sinara Neves

mal requer quatro copos do mesmo jogo para cada convidado, que devem ser dispostos acima do prato, em linha decrescente, de acordo com a ordem de bebidas que forem servidas. Próximo ao prato fica o de água (maior). O de champanhe (em taça de formato alongado) vem em seguida, ligeiramente deslocado para o centro da mesa. Alinhados com o copo de água ficam os copos de vinho tinto (médio) e o de vinho branco (menor). Guardanapo - O guardanapo de tecido pode fica sobre os pratos, ou do lado esquerdo. Eles devem ser colocados no colo e usados para limpar os lábios antes e depois de beber. Ao final da refeição não devem ser dobrados no-

AN FITRI *

Receber é uma arte. A regra mais importante é fazer seus convidados se sentirem à vontade em sua casa.

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ALEXANDRE COSTA Arquiteto e decorador

Uma mesa arrumada, de forma bonita e criativa, tem que ter a praticidade

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Os Anfitriões com os avós maternos MARCO TÚLIO MACHADO com THEO / ALESSANDRA com NINA / EDISON GUALBERTO com CREUZA

EDSON MACHADO e LEILA avós paterno da NINA

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Batizado da Nina Machado Gualberto, filha de Alessandra e Marco Túlio

LARISSA e MAURÍCIO DUTRA

ELAINE e ALUÍZIO CAPOBIANGO

SAMMYA COURI e ALINE ALMEIDA

a FAMÍLIA LEITE IONE / CREUZA / LÉIA com os pais JACIRA e JAIR LEITE

MARIA FERNANDA e SAMMYA COURI

Sábado elegantérrimo que reuniu familiares e amigos com bênção na Catedral e recepção no Vintage

MARCOS MORAES e RITA

LÉO MIRANDA e PATRÍCIA FERREIRA MATTOS

GERALDO PURRI e LUCIANA FRANÇA

CAIQUE OLIVEIRA e JANINE

PADRE VIDAL a madrinha SAMMYA COURI com NINA e o padrinho RODRIGO MACHADO

FABRINNI RANGEL e CAROL

CLÁUDINHA e RODRIGO GUALBERTO com NINA BERNARDO LIBÓRIO

CLÁUDIA ALBUQUERQUE

FLÁVIA e RODRIGO MACHADO com NINA

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RENATO FRAGA e LEONARDO QUINTÃO em noite de homenagem, a Anfitriã TESSA DAMASCENO

GUILHERME OLINTO e AGUIMAR

CREUZA e EDISON GUALBERTO

RODRIGO MIRA e GISELE

LEONARDO MIRANDA e FRED MIRANADA

SONIA e GETÚLIO MIRANDA

ALTAIR DE CARVALHO e MARLI

os 75 Anos do Bispo DOM WERNER

ALEXANDRE BECALI e SABRINA com DAVI GRASIELE MORENO e ROBSON CÉSAR com SOFIA

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GABRIELA e MORENO MACHADO com a filha HELENA


TIM FILHO | TARYN SZPILMAN | SÂMARA NICK e LETÍCIA ESTEVES

TÊ GONTIJO e ROZÂNI AZEVEDO em dia de moda na FIEMG

Celebrando festival de Jazz: PEDRO COLEN | CLÁUDIO | TARYN SZPILMAM | BIA | BETO MONTE ALTO e AVELINO

ANA BEATRIZ COPPOLI | MANOEL ARCISIO | EUSANA MILBRATZ e CÉLIO CARDOSO - na Oncoleste

Acreditacao Hospital São Lucas - JOSE LUCCA, HELOÍSA LUCCA, FRANCISCO SIMÕES FILHO com CHIQUINHO SIMÕES

Na Festa Aplauso: a Anfitriã SAYONARA CALHÁU | MAYRA PEIXOTO SOUZA e RODRIGO SOUZA | TININHO MACHADO e JULIANA

cirurgiã plástica ROSIMARA BOMFIM

KARINA XAVIER comanda a KatmosZ

LÉO DA XX | BIA MIRANDA | RICARDO PEREIRA | BEL e MASSOCA PEREIRA | BERÉ MAGALHÃES

NILTON PETRONE, o Filé e fisioterapeuta FABIANO VARGAS em dia de curso (recuperação acelerada, avaliação e tratamento do joelho) LORENA BATISTA usa marca LORE para o blog da SINARA NEVES

Bodas de DUDU MONTE ALTO e ÉRIKA MORAES

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ESCoLHAAcessórios

ALTÍSSIMA

MO DA

EIRAS

PEDRAS BRASIL

foto: KK GONTIJO

SEMI JÓIAS FINAS COM GARANTIA

Carol Lima (33) 9919.3245 ESCOLHA Sinara Neves 105


ESCoLHAIt Girls

MARIANA COELHO

foto: KK GONTIJO

E

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la tornou-se empresária do ramo de TV via satélite e internet banda larga. inaugurou dia 19 de novembro a empresa Super Net e Super iTV em Vila Velha no ES. Mariana tem empreendedorismo na veia, é neta do pioneiro Antônio Rodrigues Coelho, filha caçula do João Emídio Coelho e Cibely. Mas neste espaço da escolha ela conta sobre o seu estilo. Como você define seu estilo? Não tenho um estilo definido, o bom da moda é você poder experimentar coisas novas e adaptar com seu estilo. Qual peça do seu closet que carrega mais história? Gosto muito de um anel de letra que eu, minha mae e minha sobrinha temos iguais e minha pulseira com uma medalha da Nossa Senhora que ganhei dos meus pais de formatura, não tiro pra nada, ela está sempre comigo me protegendo.

Mariana Coelho mistura KatmosZ, com acessórios da marca Lax Store e calçado Luiza Barcelos.

Qual lugar inesquecível? Londres, impossível esquecer cada momento que passei por lá, Paris também não deixa de ser inesquecível, é um lugar único e encantador. Dicas de locais para compras, no brasil e no exterior? Sou apaixonada pela Zara, gosto muito das roupas da Farm, Linda de Morrer, John John, Iorane e Patricia Bonaldi. já no exterior, H&M, Urban Outfitters, Top Shop, Forever 21. Qual é a sua inspiração de beleza? Gosto muito de ler revistas, como Vogue e os blogs de moda como o blog da Thassia, Lala Rudge, Chiara Ferragni do theblondesalad.com e outros, no instagram dá pra tirar muitas inspirações também. Qual a sua musa da moda? Gosto muito do estilo da Olivia Palermo, no Brasil a blogueira Thassia Naves, e minha mãe é claro, estou sempre pegando coisas no closet dela.

LON Mariana Coelho Graduada em Administração de Empresas e em Gestão Empresarial

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CLÁUDIA STARLING

Coco Chanel

Chanel libertou a mulher das faixas e cintas, dos corpetes apertados, das saias amplas de múltiplos babados e franzidos do fim do século 19 e começo do século 20. A odontóloga Cláudia Starling incorpora a estilista francesa Coco Chanel para a Escolha.

fotos: CARLOS SALES make: LENA BRETAS produção: SINARA NEVES

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Uma mulher precisa de apenas duas coisas na vida: um vestido preto e um homem que a ame.

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Não sou Holly. Não sou nem Lula Mae. Não sei quem eu sou. Sou como esse gato. Somos dois coitados sem nome. Não pertencemos a ninguém e ninguém pertence a nós. Nós nem sequer pertecemos um ao outro.

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Débora Gomes

Audrey Hepburn

“Bonequinha de luxo”

A Fashionista Débora Gomes chega na Escolha de Bonequinha de Luxo, personagem referência de moda da Audrey Hepburn, ela era queridinha do estilista Givenchy.

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Camila Ayala

Marilyn Monroe Saias plissadas, decotões, cintura marcada, roupas coladas - e, nos últimos anos, os saltos agulha - eram indispensáveis no visual da loira Marilyn Monroe, aqui na Escolha por Camila Ayala.

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N達o sei quem inventou o salto alto, mas todas as mulheres devem muito a esta pessoa.

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Revista Escolha  

Revista Escolha por Sinara Neves

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