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CHEGAMOS AO VALE DO AÇO! Trazendo qualidade e o menor preço para cada lar, de cada cidade da região.

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a gente feliz!

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Editorial Índios Bar - Luxo! com as gêmeas Felizardo! Filhas de Augusta e Fernando Felizardo, fotografadas no Índios Bar por Rodrigo D’Avila, com produção de Sinara Neves, make Zeka Barros, hair Lena Bretas.

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ESCOLHA Sinara

Neves

Flávia e Fernanda Felizardo Vestido: Katmos Acessórios: Vila Biju

23 Editorial Sinara Neves 25 Making of 28 Duas rodas, uma Paixão 31 Bikes 34 Power woman A - Tininho Machado e 42 Fila Beatriz Neves

F wT

Hot Hot - O verão pega fogo 48 Hot com Marcela Morena A diversidade dos tecidos estampados!

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Jo Martins - O Beauty Artist de Valadares para o mundo!

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Casa Gomes - A loja de bicicletas mais antiga

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Prado - Uma história recheada de sucesso

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Entre no clima de festa! Dezembro é oficialmente o mês das celebrações, é um mês de intenso agito. Faça suas Escolhas...

DOSE DU

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UPLA

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Neves

A empresária da moda, 73 Karolconta sua história, seus degraus!

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Geometria da diversidade - Loro Felizardo

- As cores do deserto do 83 Travel Atacama com Marcus Morais 87 As cores e eu! Por Carol Lima Íntima - por Rosimara 89 Cirurgia Bonfim 93 Ter Filhos - Sâmara Nick it woman com Cláudia 95 Escolha Coelho qual deusa você é regida? por 97 Por Valéria Mol - Luisa Vieira - Marlene 102 Shooting Dietrich 105 Escolha Social 110 Índios - Tão plural quanto singular ESCOLHA Sinara Neves 23


EDITORIAL

por Sinara Neves *

N

ada será como Antes - Nem sempre os momentos que antecedem grandes revoluções podem ser previstos. E quando tudo passa é que a gente percebe sua extensão. Já um filho provoca transformações de mesma magnitude (ainda que numa esfera pessoal), mas os pais têm nove meses para se acostumar à novidade. É neste turbilhão de emoções que vivo! E foi nessa fase que foi publicada a primeira edição da Escolha e produzida e publicada a segunda edição, que vocês estão se deliciando com ela, e eu estou na maior e mais completa missão de uma mulher, ser mãe. Lógico que essa edição ganhou colaboração e contribuição de muitos. “Muitas mulheres não sossegam enquanto não mudam o seu homem. E, quando o conseguem, ele perde a graça”. Marlene Dietrich. A produção deu partida em Janeiro, quando Luisa Vieira Lopes encarrou o projeto Escolha incorporando a atriz alemã, Marlene Dietrich, pelas lentes do fotógrafo Carlos Sales. Com o segundo passo, as estampas com Maria Tereza Ali usando o colorido inspirado da Carmen Miranda. E nesta edição dedico à magrela, bike, camelo, bibi, seja qual for o nome que damos às nossas bicicletas, elas sempre serão parte importante em nossas vidas. Pois bem, nessas páginas da Escolha tem a história do comércio mais antigo de bicicletas da cidade, Casa Gomes e páginas com a turma que aderiu a bike. E ganha destaque também a história de uma família que só de mencionar sinto aquele cheiro que domina

FICHA TÉCNICA

Diretora geral: Sinara Neves Textos: Andréa Mariano/Mosca Design Designer: Mayer Lana/Mosca Design Revisão ortográfica: Christian Mariano Fotografia: KK Gontijo, Rodrigo D’Ávila, Ana Paula Assis, Agência Uai, Weber Pádua e Carlos Sales Produção: Sinara Neves Gráfica: Formato Agradecimento: Patrícia Campos, Ilson Índio, Moacyr R. Pereira, Simone Marques, Maria Assis e Secretaria Municipal de Cultura

Esta revista é uma produção da Neves Comunicação. É proibida a reprodução total ou parcial sem autorização. Contato: revistaescolha@gmail.com / (33) 9105.4343 Aplicativo para iPad desenvolvido pela M3

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Sinara Neves

foto: ANA PAULA ASSIS

a rua São Paulo, a confeitaria Prado. Tem a cor do verão, com Marcela Morena dissecando uma a uma as tendências mais fortes do verão, fotografada pela KK Gontijo. Um salve à equipe de fotógrafos já mencionada: Carlos Sales, KK Gontijo e ainda Rodrigo D’Ávila (grande incentivador da Escolha), Ana Paula Assis e Agência Uai. Esse número tem clima de festa: dezembro é oficialmente o mês das celebrações, Power Woman: Lara Tassis é um mês de intenso agito. E nas últimas páginas celebro o mês, o editorial assinado pelo fotografo Rodrigo D’Avila, e tendo como cenário o Índio’s Bar. Em cena as lindíssimas gêmeas Felizardo - Flávia e Fernanda, herdeiras de Augusta e Fernando. Estou ansiosa para ver, tocar, sentir o que é minha segunda edição da Escolha

ES CO LHA


Rua Bar達o do Rio Branco, 317 Centro (33) 3271.0313 Rua Sete de Setembro, Loja 135 e 136 Gv Shopping (33) 3221.9601


ESCoLHA Making of

Editor Barrosi,al verão com Z Morena Carol Lima, Meka , Sinara a KK Gon Neves, rcela tijo e Sh eila Alve s

NOSSOS DIAS DE ESCOLHA!

Zeka Barros que assina o make do editorial. Na foto com as gêmeas Flávia e Fernanda

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Lena Bretas assina o hair do editorial Festa, na foto com Fernanda e Flávia Felizardo.

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O fotógrafo Rodrigo D’Ávila - em cena Talita Chisté Sousa 26 ESCOLHA Sinara Neves


gn ão e desi Paginaç r atento de pelo olha na a Mayer L

Flávia Felizardo pelas lentes do Rodrigo D’Ávila

A fotógra Paula comfa Ana família Mira anda

Rodrigo n a Casa Gom es

Fizemos um passeio por quem dita moda em Valadares e selecionamos a cara dessa estação. Foram dias divertidíssimo com novo olhar e novas Escolhas. ESCOLHA Sinara Neves 27


ANUNCIO A DEFINIR A�so�iaçã� Mé�ic� 60 �no� Seis décadas de avanços, conquistas e lutas, pois cada vitória da medicina é uma vitória para todos.

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DUAS RODAS UMA PAIXÃO *

O que sempre foi ícone da cultura valadarense vem transformado as rotinas, melhorando desempenhos e aproximando as pessoas do esporte e umas das outras.

Pedalar virou hábito da família Miranda: Giovana, Marcone, Marcélia e Pedro Henrique *

Foto: Ana Paula Assis

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É

comum os filhos seguirem os bons exemplos dos pais, mas um baby de apenas dois anos influenciar a família inteira é completamente surreal e bonito de ver. Pois é, Pedro Henrique foi o responsável pela mudança de hábito

dos “Miranda”. Pai, mãe e irmã mais nova seguiram a trilha desse apaixonado por bike. Hoje as pedaladas fazem parte da rotina diária dessa família unida até na hora de praticar esporte. Quando ganhou a primeira bicicleta, Pedro Henrique logo quis arrancar as rodinhas e empinar. “Ele parece ter nascido para competir. Logo nos primeiros campeonatos já subiu ao pódio. Na copa internacional ficou em 13º e agora pretende ficar entre os dez primeiros”, conta Marcone Miranda, pai de Pedro. Essa motivação cresceu junto com o menino, hoje com 19 anos e muito mais amor ainda pelo esporte. “É um orgulho muito grande ver a família toda praticando um exercício que promove a superação dos próprios limites, ajuda a manter a disciplina e foco nos objetivos”, detalha Pedro Henrique, enquanto a mãe coruja é só sorriso do outro lado. “É justamente tudo isso que ele falou. Ele é muito dedicado e o esporte só contribui pra isso. Sempre propusemos uma troca: ele faz o que gosta e em contrapartida tem que mostrar resultado nos estudos. O fato de não ficar ocioso impõe responsabilidade a ele. Temos certeza de que isso o tornará um adulto disciplinado, competente e determinado”, completa Marcélia Miranda.

foto: ANA PAULA ASSIS

Pedro Henrique foi o responsável pela mudança de hábito dos “Miranda”

Pedalar virou moda Histórias de superação como a da família Miranda não faltam. O fato é que pedalar virou moda. Ainda bem! Tomara que essa tendência seja um eterno clássico, como a beleza absoluta do preto (parafraseando Chanel), já que é saudável em todos os sentidos. Pedalar é uma atividade física e mental. Desconhecidos se encontram, antigos amigos voltam a sorrir juntos, as diferentes classes sociais (o que é isso mesmo?), enfim, esse ciclo de convivência é o prêmio master da vez. “Lembro-me bem quando saíamos meus irmãos, meu pai e eu. Cada um com sua bicicleta. Era tão gostoso. Agora estamos revivendo isso com nossos filhos. A infância vem à tona novamente”, recorda Marcélia Miranda. Já Leilane Timóteo Dutra, lembra-se de outro quesito importante no grupo de bike do qual participa. “É impressionante a cooperação, a amizade. Quando comecei não dava conta de acompanhar os ‘feras’ e eles se revezavam para me ajudar. Nunca me deixavam pra trás”, conta a dentista que está pedalando há um ano e já pode se dizer uma atleta. “Estou até pensando em reorganizar a agenda do consultório pra não deixar de ir nenhum dia sequer. É muito prazeroso e o resultado é imediato. Fora o ganho psicológico, meu corpo está respondendo muito bem. Meu abdômen mudou, as pernas enrijeceram e hoje tenho muito mais disposição”, destaca.

foto: CARLOS SALES

“curtição é subir ao pódio” *

Léo Botelho O atleta vive em função do esporte desde os 13 anos. 30 ESCOLHA Sinara Neves


No primeiro lugar do pódio: Superação Os benefícios do ciclismo são incontáveis. Talvez por isso, até quem começa a praticar como forma de distração e complemento aos treinos aeróbicos, acaba se motivando a ir além do hobby. Marília Perim é uma dessas pessoas. Ela já praticava corrida, fazia natação, mas quando começou a pedalar, foi amor à primeira vista, ops, pedalada. A paixão foi tão grande que ela virou esportista. E quanto fôlego! A maratona é de 50, 60 e até 70 quilômetros. “Tenho evoluído muito no esporte. Cheguei em primeiro lugar na minha categoria na copa aqui da cidade. Tenho ganhado muita resistência física, respiratória e emagreci 9 quilos, sem contar o convívio social. A turma é muito boa. Isso é mais que um esporte, é uma terapia”.

Fora o ganho psicológico, meu corpo está respondendo muito bem. Meu abdômen mudou, as pernas enrijeceram e hoje tenho muito mais disposição Leilane Dutra

Enquanto para muitos, o espírito de competição vai se revelando aos poucos durante as trilhas da vida, para Léo Botelho, ele está em primeiro lugar. O atleta vive em função do esporte desde os 13 anos. Acorda todos os dias às 4h para treinar. É isso mesmo! São de duas a três horas diárias de treino intenso. Detalhe: Descanso? Só um dia na semana. “E isso inclui férias, feriados, natal, reveillon, carnaval... As pessoas até me perguntam se não tenho vida social, mas minha curtição é subir ao pódio”, destaca o atleta com tantas vitórias que já perdeu as contas. Só sabe que em 90% das competições está entre os três primeiros. Léo é um dos atletas mais destacados da região Leste de Minas Gerais e comemora mais uma vitória para o setor: A reativação da Associação Ciclística do Vale do Rio Doce (ACVRD), que já promoveu um campeonato na cidade e advinha quem levou o primeiro lugar?! Ele, Léo Botelho. O vencedor está feliz com o resultado e com a notícia de que A ACVRD está cheia de projetos para fomentar ainda mais o esporte. “Vamos buscar parcerias com as lojas de bike, reunir os grupos de ciclismo, tentar aprovação de projetos junto aos órgãos públicos e realizar encontros fora de Valadares, incentivando a prática do esporte e interagindo com toda a região”, adianta Marcone Miranda, presidente da associação – aquele do início da reportagem, lembra? Pai do garoto prodígio e apaixonado pelo veículo que é ícone da cultura valadarense.

além do hobby *

Marília Perim “Isso é mais que um esporte, é uma terapia”

foto: CARLOS SALES

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BIKES harley cândido nogueira

M

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agrela, bike, camelo, bibi, seja qual for o nome que damos às nossas bicicletas, elas sempre serão parte importante em nossas vidas. Desde a mais tenra infância elas nos atraem e encantam com sua delicada e estranha forma de nos fazer diferentes. Aquelas duas rodas são, com certeza, o primeiro grande desafio de uma criança da era moderna na construção de sua independência rumo a um futuro de conquistas. Para o iniciante, equilibrar-se sobre uma bike significa dar um grande passo, um passo não; uma “pedalada” definitiva, a caminho da liberdade. Do seu selim vemos o mundo com outros olhos: ficamos mais altos, altivos talvez. O guidom, como rédea mágica de dócil alazão, guia-nos pra qualquer parte, permitenos devaneios. Primeiro damos uma volta “triunfal” ao quarteirão. Depois... sabe Deus onde vamos parar! E se vamos parar! Nos países ditos de “primeiro mundo”, a bicicleta se tornou uma companheira constante, de boa parte da população, principalmente após a Segunda Guerra Mundial (1939/45). Ainda não podemos dizer o mesmo dos “países em desenvolvimento”, como no caso do Brasil, em que a bicicleta, finalmente, começa a ser “redescoberta” (Ufa! Demorou!). Num passado não muito distante, ricos e pobres, doutos ou iletrados, “santos” e “pecadores” indistintamente, pedalavam pelas

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ruas de Valadares (e uns ainda pedalam!). O ciclismo é parte importante da história de nossa cidade, e, alguns ilustres ciclistas de saudosa lembrança, tinham o saudável hábito de pedalar: o médico, Dr. Arnóbio Pitanga, os prefeitos, Dr. Hermírio Gomes e João Fassarella, e, mais recentemente, o vivíssimo bispo Dom Werner, que ama sua bike alemã e é visto em toda a parte pedalando, pedalando... Parece que estamos acordando para a realidade: o trânsito caótico, a falta de tempo para uma academia, o pouco contato com a natureza, enfim, muitos são os fatores que estão arrastando cada vez mais pessoas às pedaladas em todas as suas modalidades: Passeios noturnos, “down hills” (descidas de montanhas), trekking, cross ou simplesmente para ir e vir ao trabalho. As Magrelas são quase uma unanimidade: todo mundo já teve ou ainda quer ter uma. É preciso, contudo, mais que ciclovias ou boa vontade política. A questão passa pela nossa cultura, nossa educação, nossa cortesia, afinal bicicleta é considerado um “veículo”, pelo Código Brasileiro de Trânsito. Cidades como Joinville, em Santa Catarina e Governador Valadares, em Minas, são um convite à prática do ciclismo, por suas ruas amplas e planas. Longe de se tornar um “eco-chato”, optar pelas bikes nestes tempos é uma sensata ESCOLHA!


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Talita Chiste Sousa Peplum: Da Isadora Calça: Da Isadora Acessórios: Da Isadora Bolsa: Carmens Steffens Make/hair: Lena Bretas

power

woman *

As SEIS mulheres Power Woman de Valadares:

Talita Chiste, Alinie Barbalho, Graziela Persiano, Alexandra Coelho, Pier Angeli e Lara Tassis. No cenário da loja mais antiga de bicicletas de Valadares, a Casa Gomes. fotos: RODRIGO DÁVILA produção: Sinara Neves ESCOLHA Sinara Neves 35


Graziela Persiano Cassaco: Ester茅otipo blusa: Ester茅otipo Saia: Estere贸tipo Acess贸rios: Vedere Make/hair: Lena Bretas

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Alice Milbratz Porta do casarão onde foi residência da família Tassis Hot paint: Estereótipo Camisa: Estereótipo Nos pés: Estereótipo Acessórios: Alyne Pascoal Alexandra Coelho eCropped Sandra Kelly Teixeira e saia: Ananda Cabelo/make: ZekaVila Barros Acessórios: Biju Make/hair: Zeka Barros ESCOLHA Sinara Neves 37


Pier Angeli Viana Vestido: Par芒metro Acess贸rios: Vila Biju Make/hair: Zeka Barros 38 ESCOLHA Sinara Neves


Lara Tassis Vestido: Holly Place brinco: Vila Biju Acess贸rio: Casa Gomes Make/hair: Lena Bretas

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Alinie Barbalho Saia: Artifテュcio Blusa: Artテュficio テ田ulos: Vedere Make/hair: Zeka Barros

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comunicação integrada

ANUNCIO O Hospital que nasceu do sonho de cuidar Nada é maior que a nossa vontade de te ver sempre bem. Por isso, a cada dia lutamos mais e acreditamos de todo coração que podemos cuidar de você com o que há de melhor na saúde. Nossa estrutura conta com os serviços de oncologia com radioterapia e quimioterapia, nefrologia, hemodinâmica, serviço de imagem médica, implante coclear, banco de tecido ocular, Clínica Samaritano, laboratório, cirurgia bariátrica, UTI e transplante de córnea. Em breve, contaremos também com o pleno funcionamento do Anexo 4 e da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para atendê-lo a qualquer hora seja dia ou noite. Mas, nosso valor está muito além das estruturas, equipamentos ou especialidades, nosso maior patrimônio está no trabalho de todos que decidiram acreditar que o cuidado é o melhor remédio, que a atenção humana é o tratamento mais importante e que estamos todos interligados, sentimos as perdas, vibramos nas vitórias e dividimos todas as nossas alegrias.

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Amor por você

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TININHO

Forte, bravo, dinâmico, ativo, proativo. Altino Machado D’Oliveira Júnior

Força e coragem

A história de um sobrevivente *

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orte, bravo, dinâmico, ativo, proativo. Altino Machado D’Oliveira Júnior (“Tininho Machado, por favor, obrigado!”) é daqueles caras que metem medo em criancinha, pra falar a verdade até em muita gente grande. Mas basta um dedo de prosa pra perceber que o coração desse gigante é ainda maior que ele. Entusiasta da forma honesta e simples de conduzir as coisas, Tininho é também um sobrevivente . Venceu batalhas cotidianas, ganhou importantes processos judiciais como advogado criminalista , conquistou amigos de verdade, bens materiais e derrotou 18 malárias. Cadê o Guinness gente? É de duvidar que alguém tenha sido tão resistente à doença, que costuma ser fatal em sua primeira incidência. De todas as histórias que já se ouviu falar sobre ele, essa certamente é a mais marcante e define com precisão a principal característica: ele é forte e fala o que pensa sem rodeios. “É claro que tem gente que não gosta de mim, ah deve ter! Isso porque falo o que penso ‘na lata’, mas procuro me relacionar bem com todos e fazer o possível para andar de consciência tranquila”, pondera. Esse caráter firme, muitas vezes confundido com severidade, marcaram a vida e a carreira. “Me formei em 1975 e mesmo sendo um garoto defendi processos importantes e fui muito feliz na grande maioria deles”, assegura. “Não acredito mais na justiça” Em meados dos anos 90 Tininho Machado defendeu o último cliente. O único que ele tinha 100% de certeza da inocência e que foi condenado. “Eu fiquei arrasado. Eu não tinha dúvida alguma de que ele não era culpado. Meu pai era avalista dele. Nós o conhecíamos, sabíamos do caráter; ele era incapaz de matar”, detalha. No momento do veredito final, o advogado de carreira promissora tomou uma atitude inesperada por todos no tribunal. “Eu disse olhando para o juiz: Não advogo mais, porque não acredito mais na justiça”. Em mais de 25 anos como advogado criminalista, Tininho cuidou de mais de cinquenta processos. “Fui advogado de defesa de um dos famosos ‘irmãos Curió’. O cara era tão forte que as algemas não fechavam nos punhos dele. Ele estava sendo julgado por ter matado um gerente de banco, que devolveu um cheque dele. Vê se pode?!”, recorda. Muitos outros casos marcaram a carreira de Tininho, os quais ele

lembra com riqueza de detalhes. E foi um deles que o levou para a Amazônia. Um advogado do Rio foi convocado pra apreender um helicóptero que havia sido comprado de um banco, mas que não tinha sido pago. O advogado contratado não poderia ir e ficou sabendo de um tal Tininho de Minas Gerais que era corajoso e poderia aceitar o convite. Alguém duvida da resposta do Tininho? “Topo claro! E acabei ficando amigo do piloto, inclusive”, brinca.

* “Quando se fecha uma porta, nos preocupamos tanto que não observamos que outra se abre à nossa frente”

* Amazônia Sem medo nenhum de arriscar e recomeçar a vida, lá foi ele cumprir a missão de desbravar não uma mata qualquer, mas a Amazônica. “E depois dessa missão, acabei ficando por lá, tomando conta do garimpo do meu irmão no ‘meio do nada’. Fiquei desaparecido na mata, quando acabou a gasolina do avião e tivemos que fazer um voo forçado. Lá vivi algumas aventuras e superei meus próprios limites, vencendo a doença mais temida da região por 18 vezes”, recorda. Tininho voltou às origens, à terra do sol quente e céu colorido por asas-delta e parapentes. Restabeleceu a saúde, voltou a trabalhar na fazenda, cuidar de gado e começou a investir em tratores (empresa que hoje é gerida pelo filho). “Nessa época eu estava feliz por estar com saúde e fazendo o que gosto. Imagina um homem de 90 quilos vol-

tar pra cidade natal pesando pouco mais de 60 e depois se recuperar totalmente!”. E mais uma vez, uma reviravolta: Tininho é convidado para ser o sucessor do pai na Faculdade de Direito do Vale do Rio Doce (FADIVALE). “Eu ocupo o trabalho que era dele, mas não o cargo”. Fadivale De lá pra cá, o Tininho Machado advogado, pecuarista e empresário ganhou outro sobrenome. Tornouse o Tininho da Fadivale, onde ele se sente mais à vontade com a porta entreaberta, com acesso irrestrito aos funcionários, amigos e aqueles que se tornam próximos logo nos primeiros instantes de conversa. Não é porque ele ocupa um dos cargos mais notáveis da faculdade que dirige, que se sente mais “importante” que as outras pessoas. “Quando digo que adoro servir não é demagogia, ainda mais quando sinto que posso ajudar aos mais simples, que precisam e muito dos núcleos da Fadivale”, completa. Como bom advogado, Tininho acredita que lei deve ser seguida à risca. E a lei do retorno é pra ele uma das principais regras na vida, tanto quanto um olhar otimista para todos os percalços que possam vir. E assim, ele segue seu caminho, cheio de ensinamentos, que inclusive ficam escancarados no local de trabalho – a segunda casa dele. Nas paredes Jesus crucificado, fotos da família, um terço sobre a mesa e um texto num cantinho especial que diz assim: “Quando se fecha uma porta, nos preocupamos tanto que não observamos que outra se abre à nossa frente”. O pequeno texto, para o advogado, é muito mais que uma frase de auto-ajuda. É lei sagrada porque foi escrito pela mãe dele. ESCOLHA Sinara Neves 45


Quer conhecer a história desta guerreira? Ocupe seu lugar na “Fila A” e sinta-se à vontade.

A vida

de Beatriz Neves *

Uma mina repleta das maiores riquezas 46 ESCOLHA Sinara Neves


E

nquanto a jornalista que vos fala aguardava a entrevistada desta reportagem, o som compassado dos sapatos subindo as escadas não deixava dúvidas: ela estava chegando. Inconfundível desde as pisadas fortes sobre o salto 15 a qualquer hora do dia ou da noite (desde que esteja fora do “batente”), Beatriz Neves “solta o verbo”, revelando detalhes da personalidade forte e destemida. Quer conhecer a história dessa guerreira? Ocupe seu lugar na “Fila A” e sinta-se à vontade. No dia a dia essa mulher vaidosa esquece a maquiagem, as joias e o vestido modelando a bela silhueta. Ela, literalmente, desce do salto para usar capacete e botinas. Às vezes prefere ficar descalça mesmo, para ter contato direto com a natureza. Ela comanda um garimpo com mais de 100 homens, entra no túnel, manuseia a picareta e a enxa-

da, peneira e separa as pedras. As mesmas mãos que adoram cremes de griffe famosas são calejadas pelo trabalho árduo. “Meus funcionários dizem que não tem jeito de enrolar no trabalho. Eles dão o melhor de si porque eu não peço pra eles fazerem, eu faço junto. Melhor do que falar, é dar o exemplo”, argumenta. E por mais improvável que possa parecer, é no garimpo que ela se sente em casa, livre e feliz. “Ali tem uma vibração tão boa. As mesmas pedras que enfeitam a beleza feminina e encantam a natureza são usadas para energizar toda a humanidade e o universo. Adoro esse clima: os eucaliptos, as samambaias e madeira de lei, que hoje tento recuperar”, descreve a mulher cujo toque feminino caiu como um acessório em um ambiente que, via de regra, é rude. “Desde que fui definitivamente para o garimpo (há uns 4 anos), lá se tornou um lugar mais harmonioso. Fiz um belo jardim e um pequeno museu dentro da mina, com exposição de peças antigas (como cerrote, balanças, pás, etc) e relatos históricos sobre o nosso garimpo, que já tem mais de 30 anos de existência”, conta. Periodicamente diversos grupos organizam caravanas para visitar a Mina do Cruzeiro e seu museu, que remonta a história da região de São José da Safira, a tão sonhada terra resplandecente do desbravador Fernão Dias Paes Leme, que veio em busca das esmeraldas. Inevitavelmente os quadros na parede relembram os ancestrais de Beatriz Neves. Bisavô, avô e pai trabalharam, com a extração de mica, nessa mesma mina, que, de pequena, nem nos melhores sonhos Beatriz imaginou que seria dela. “Minha família inteira trabalhou na mina, na verdade

só os homens”. De fato, é muito raro ver uma mulher em atividade numa mina subterrânea, mas para Beatriz é muito honroso ser pioneira e dar continuidade ao ofício e paixão da família. “Meu neto é a sexta geração nessa mina. Acho muito bonito essa fidelidade que temos à nossa história, às nossas raízes”. Até o netinho de 9 anos adora trabalhar na mina. “Ele fica uma gracinha de capacete”, comenta a vovó coruja. O Ian, aliás, é o xodó da

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Minha família é um grande exemplo de humildade e honestidade, o que vale mais do que qualquer mina de dinheiro

* Beatriz Neves. “Ele preenche ainda mais minha vida, me traz tanta alegria que eu nunca imaginei que fosse possível”, conta, acrescentando que é a pessoa mais realizada desse mundo, pois tem tudo o que poderia desejar para ser feliz. “Tenho dois filhos que admiro muito como seres humanos e profissionais. Eles ocupam lugar de destaque em tudo o que fazem. Também devo muito ao meu marido, que me apoia em tudo, admira o que eu faço e também está investindo e acreditando no potencial da mina. Hoje com 50 anos, estou vivendo a melhor década de todas. Minha vida é linda demais!”, descreve. Contudo, essa felicidade contagiante não é privilégio dessa fase que Beatriz está vivendo. Sempre foi assim. Essa mulher passou por episódios tão difíceis, que não seria exagero dizer que ela poderia ter

ido à loucura ou se fechado num mundo depressivo e melancólico. “Perdi meu marido com três filhos pra criar. Depois perdi meu segundo marido. O primeiro em um acidente, o outro por uma doença. Meu querido filho Jack também se foi, em um trágico acidente. É claro que sempre sentirei saudades e muita dor. Até hoje sinto falta dos lábios do meu filho tocando meu rosto. Mas minha mãe me ensinou que eu deveria dar o melhor de mim no amor e meu pai sempre dizia que eu devo ser muito mais do que eu sou. Por isso, enfrento tudo com coragem e nunca tive medo de nada”, confidencia. José Maria Abi-ali. Esse é o nome do pai de Beatriz Neves, uma das figuras mais importantes na vida dela. Ela garante que toda fé, dinamismo e coragem são heranças genéticas. “Ele dizia que eu era iluminada, que tudo o que eu tocava se transformava”. Talvez ele tivesse razão. Beatriz é sensitiva; com um toque, um olhar ou mesmo imposição das mãos consegue transformar agonia em mansidão. “Trabalho com espiritualidade através das terapias holísticas (sou mestre em Reiki e em All Love) e assim contribuo para o crescimento espiritual das pessoas”, comenta. Essa mulher sensível, verdadeira, de muitos amigos e poucos desafetos não poderia ser diferente. “Minha personalidade é muito parecida com a da minha mãe também. Ela foi uma guerreira, uma heroína”. Quanto orgulho Beatriz tem das ligações sanguíneas, que foram fundamentais para moldar seu caráter firme. Para ela, a família é um grande exemplo de humildade e honestidade, o que vale mais do que qualquer mina de dinheiro. ESCOLHA Sinara Neves 47


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fotos: KK GONTIJO produção: CAROL LIMA e Sinara Neves make/hair: ZEKA BARROS

com Marcela Morena Persiano

Os dogmas de estilo da estação que vem aí! nove propostas must-have do verão, para usar e abusar na nova estação! ESCOLHA Sinara Neves 49


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Marcela Morena Persiano, que estampa “a cara” do verão na Escolha é filha de Graziela e Davson Persiano

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A diversidade dos

TECIDOS anuncio

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Maria tereza ALI, filha de sumaya e amauri incorpora carmem miranda vestido: KATMOS acess贸rios: VILA BIJU fotos: Carlos Sales make: LENA BRETAS texto: ALEXANDRE COSTA

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ESTAMPA Design

E

m se tratando de decoração, o uso de tecidos torna-se opção acessível e de custo relativo por não haver necessidade de obra civil, salvo quando a parede apresentar umidade ou ainda, não estiver nivelada e apresentar deformação. Os tecidos são usados para revestir ambientes inteiros ou valorizar detalhes arOs móveis e adornos dessa quitetônicos e decorativos em que se consepágina foram escolhidos na gue resultado muito interessante e rápido na “A Brasileira” transformação de um ambiente. A variedade de tipos e estampas também é fator que favorece o uso desse recurso . Linhos, sedas, sarjas, couros e algodões ganham estampas exclusivas, impressão digital, lavagens especiais e aplicações artesanais para uso nos mais diversos locais como quartos, salas, lavabos, escritório, cozinha, sala de jantar, área externa e área molhada como repouso de sauna e spa, varanda e deck, além móveis e objetos como cúpula de luminária, cabeceira de cama, cômoda, aparador, nicho, moldura, porta de armário e frente de gaveta para citar alguns; também usados para revestir poltronas, sofás, cortinas, almofadas, acentos e encostos de cadeira, podemos encontrá-los em mantas, roupa de cama, mesa e banho. Em fibras sintéticas ou naturais a versatilidade desse material permite “brincarmos” com a variedade de estampas – mini ou big, fator que favorece o uso desse recurso que confere ao ambiente aconchego ,delicadeza, sofisticação e, principalmente identidade. Listrado, floral, com grafismos, étnico, tribal, zig zag, xadrez, couro, couro sintético, couro ecológico, trama, mosaico, patchwork, negativo, envelhecido, toille de

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LIVIN


NG

foto: KK GONTIJO

jouy, pied Du pouli, bordado, náutico, texto, jornal, medalhão, drops, azulejo, cuzco, ondas (wave), oriental, bubble, Poá, peles, lego e pixel dentre tantos, você ainda pode, além do infinito leque de cores, coordená-los por composição em que linho, sarja, seda, couro, couro sintético, veludo, lona, cacharrel, jacquard, camurça, sued e ultrasued, voil, chenile, shantung, bem como os laváveis e impermeáveis como os sunbrella e acquablock para áreas externas e molhadas especificam-se de acordo com as características de onde o revestimento ficará. Num projeto, o melhor é optar por tecidos neutros, cores claras e estampas simples para a base da decoração, deixando as estampas chamativas e cores vibrantes para almofadas, mantas, objetos e detalhes que possam ser trocados sem a necessidade ALEXANDRE COSTA de envolvimento de um profissional específico para a remoção Arquiteto e decorador e substituição do produto. Ao coordenar estampas, é também necessário observar tons, estampas e texturas, sendo que uma boa dica é escolher uma cor e repeti-la em outros elementos para que a decoração fique harmônica. Uma dúvida muito recorrente é a quantidade de tecido a ser comprada, sendo, no caso das estampas necessária a aquisição de uma quantidade um pouco maior para “casar” as estampas. Outros cuidados são com a limpeza e manutenção de ambientes que tem tecidos. Deve-se utilizar o aspirador de pó uma vez por semana, a lavagem a seco também é recomendada e evitar exposição direta ao sol, impedindo assim o desgaste e a aparência envelhecida do material. Para manutenção de estofados e paredes revestidas em tecidos o ideal é usar pano úmido e sabão neutro. No caso de couros naturais, deve-se fazer hidratação com produto específico. Economia, praticidade, versatilidade, aconchego e personalização: com tecidos é possível criar ambientes únicos, que refletem a personalidade dos moradores com rapidez e eficiência, pois são mais fáceis de ser trabalhados do que outros materiais de decoração.

Estampa em roupa: Alyne Pascoal Neves com estamparia de Cleópatra

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Jô Martins e Bruna Boechat

JÔ MARTINS O beauty artist, de Valadares para o mundo!

fotos: WEBER PÁDUA ESCOLHA Sinara Neves 61


do país, sendo requisitado nos grandes eventos de moda do eixo Rio-São Paulo, Jô nunca perdeu a essência daquele garoto humilde e de coração puro. É perceptível o orgulho que sente de contar a própria história. “Eu comecei a trabalhar com 15 anos em um salão no bairro Santa Rita, onde eu morava. A Marilda (dona do Salão) tirava o carro da garagem, colocava um espelho e ali virava um salão. Gente, a escova era R$1,99”, relembra sorrindo. Depois dessa primeira experiência inutos antes da estreia do de trabalho, ele foi indicado para faAxé Brasil 2013 a cantora zer parte da equipe do hair style Mário Alinne Rosa publicou em seu Jorge como freelancer em alguns desInstagram: “Eu e meu preto the best!! files. “Foi meu pri@jomartinsbh meiro contato com prontinha pro Axé o mundo da moda. Brasil!”. Ela se reEm seguida o Mário feria ao beauty me convidou pra traartist Jô Martins, balhar em um salão maquiador exclude shopping em Ipasivo e um dos três tinga. Era coisa fina. mais bem conEu nem sabia o que ceituados de Belo eram as maquiagens Horizonte, aliás, internacionais. Antes ele está entre os eu não conhecia nada top ten de Minas disso. Eu era muito hue é referência em milde”, detalha. todo o país pelo Efeito Jô Martins na noiva Lorena Oliveira. Garoto simples, sem estilo sofisticado e Na foto: Jéssica Oliveira, Marcela Marigo e Ângela Oliveira muito conhecimento de vanguardista que todo o glamour que eno consagrou. Mas volvia o mundo da moda, estilo e beleza, mas o que pouca gente sabe é que esse “mago dos pinmuito talentoso. Bastava estudar para aprimorar céis” é de origem humilde, dessa terrinha boa, de o que já era um dom nato. Com muito empecéu colorido pelo sol forte, asas-delta e parapentes. nho e vontade de crescer e se tornar a referência A imponente Ibituruna também foi a principal visque hoje é, ele foi fazer cursos fora, participou de ta de toda a infância e adolescência de Jô e é, ainda, workshops, teve medo de não dar conta, sofreu o cartão postal mais bonito e saudoso pra ele. com isso, mas superou. “Fui convidado a fazer o Sempre que possível, Jô retorna para rever, abraBH Fashion Week com 18 anos, pelo amigo Ronnie çar e ter aquele delicioso encontro com os queridos Peterson, que na época era diretor artístico de uma amigos que ficaram. Apesar de estar na rota da beleza foto: AGÊNCIA UAI

M

foto: AGÊNCIA UAI

Iara Jereissati e Luciana Gimenez

Geovana Cornaccia

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Carol Francischini

Marcela Bartolomeu

Jô e Aline Calixto

EFEITO J


foto: AGÊNCIA UAI

Iara Jereissati e Gisele Bundchen

marca italiana com filial em BH chamada Pascal Firense. Eu era um moleque do interior que não sabia quem era Ronaldo Fraga e eu estava lá do lado do cara e de outros grandes estilistas. Eu estava maquiando várias celebridades que eu nem sabia quem eram. Eu simplesmente estava feliz porque eles estavam gostando do meu trabalho e porque o patrocinador oficial do evento deu uma maleta cheia de makes pra cada maquiador”, diverte-se

De lá pra cá

O menino do interior era tão bom no que fazia que começou a receber propostas grandiosas, à altura do talento que ele nem sabia dimensionar. “Eu tenho que agradecer muito ao Wando, que me ajudou nessa minha inexperiência toda. Eu não sabia o que fazer e ele me conduFernanda Takai ziu. Quando me convidou pra trabalhar com ele, me ensinou * tudo que sei de cabelo, da disci“A Marilda (dona do Salão) plina de ter um salão, entre outirava o carro da garagem, tras dicas valiosas. Ele teve um colocava um espelho e ali carinho de pai comigo”, conta. virava um salão. Gente, a Depois de dois anos trabaescova era R$1,99”, lhando no salão do Wando, em Valadares, surgiram * duas propostas: uma Daniela Mercury, Jô e Alinne Rosa de Curitiba feita pelo amigo Ronivon Lelis e outra de BH feira por Ronan Pessim. Mesmo com muito medo de co-

Olguinha Ullmann

Jô é o queridinho da Érika Maresguia

JÔ MARTINS!

Daniela Nogueira

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locar o pé na estrada (não era pra menos, ele tinha apenas 19 anos), foi praticamente convencido pelo Wando e decidiu arriscar. “Ele me fez acreditar no potencial de trabalho que eu tinha”. E aí ele foi pra Curitiba, mãsss como “Beagá” era rota de passagem, decidiu fazer uma escala por lá pra conhecer alguns salões e adquirir mais referência profissional. “Eu pretendia ficar um mês e estou até hoje. Não me deixou seguir viagem. Isso já tem 13 anos. Fui direto trabalhar no salão Personnality a convite do Ronan Pessim e só no salão atual (Bia Cabeleireiros) trabalho há seis anos”.

*

Celebridades

Revirando o caderninho de clientes vips de Jô Martins, olha só o que descobrimos: Váaarias celebridades que fazem questão de ser atendidas por ele. Além de ser maquiador exclusivo da cantora Alline Rosa há “cinco carnavais”, ele é o queridinho da ex miss Iara Jereissati, das Lucianas (a Gimenez e a esposa do Faustão), das cantoras Fernanda Takai e Aline Calixto, das blogueiras Carol Rache e Raquel Mattar. Além disso, recentemente assinou a beleza de um dos maiores cases de sucesso da “blogosfera”, Thássia Naves, para a nova campanha da

“Eu tenho que agradecer muito ao Wando...Eu não sabia o que fazer e ele me conduziu. Ele teve um carinho de pai comigo”

*

As blogueiras: Thássia Naves, Carol Rache e Raquel Mattar. Na direita: Ana Magalhães

griffe Iorane. A make da it-girl foi elogiadíssima, pelo olhar impecavelmente delineado, pele leve e iluminada e os acabamentos refinados, o que o maquiador chama de “efeito Jô Martins”. É claro que o carismático e divertido Jô se sente lisonjeado por ser um dos beauty artist mais requisitados por famosas e grandes eventos de moda Brasil afora, mas pra ele cada cliente é uma celebridade, independente de ser figura pública ou não. Todas recebem o mesmo carinho, atenção e atendimento exclusivo, sem tietagens. Tá aí a grande fórmula do sucesso: ser realmente um visagista, que tenta entender a personalidade e o estilo de cada cliente para tornar ainda muito mais especial o momento para o

qual ela está se embelezando. “Eu frequento o Circuito Salvador, Rio, São Paulo com a mesma naturalidade que trabalho no meu dia a dia. Ninguém é mais ou menos importante. Todas são essenciais e me dedico igualmente a cada trabalho. Como sou um maquiador de luxo, atendo de forma personalizada; tenho orgulho quando sou escolhido pra deixar as mulheres únicas e surpreendentes. Amo quando alguém disse que está saindo do salão se sentindo a mais poderosa e linda do mundo”, conta, declarando todo seu amor pela profissão e pela maravilha que é poder potencializar a beleza de alguém com cores, pincéis e talento. jomartinsbh@gmail.com jomartinsbh

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Foto: Lu Scarabelli

A L U G U E L | N O I VA S | N O I VO S | D A M A S | PA G E N S | A C E S S Ó R I O S

Avenida Rio Doce, 3691 | Ilha dos Araújos | Gov. Valadares (33) 3225-2740 | (33) 8811-3644 www.facebook.com/atelie.a.flor


Casa Gomes Desde 1957, apaixonada por bicicletas * Hadson Borges conta a trajetória da Casa Gomes, a loja de bicicletas mais tradicional da cidade

G*

randes ideias começam com a ideia. É preciso enxergar o que as outras pessoas apenas veem. Ter um olhar novo mesmo que seja para as coisas velhas. Mesmo sem saber, um jovem do interior de Minas Gerais – Resplendor - já fazia isso quase 60 anos atrás. Jairo Gomes tinha 23 anos quando se mudou para Governador Valadares em busca de uma vida melhor e acabou criando a maior loja de bicicletas que toda a região já viu: a Casa Gomes. Nessa época o rapaz já havia deixado a cidade natal e se mudado para Caratinga. Filho de delegado braaaavo, ele estava cansado da educação militar que recebia do pai. Mesmo sendo “moço feito” (como diziam na época) ainda recebia aquela surra de vez em quando. Certo dia ele apanhou muito e foi então que ele disse algo mais ou menos assim: “– Quer saber, eu tô cansado de ser tratado dessa forma. Não estou mais na idade de apanhar e posso ‘me virar’ sozinho”. Dito e feito. Em 1.957 o jovem decidiu migrar pra uma terra que nunca tinha pisado antes, a promissora Princesa do Vale.

Lá em Caratinga Jairo já ajudava o pai na oficina de bicicletas desde os 9 anos. O menino já tinha afinidade com as bikes. Sabia trocar roda, pneu, guidom, selim, montar, desmontar... Sabia fazer de tudo mesmo, afinal, o pai não era só delegado; era um mecânico de bicicletas dos bons e ensinou todo o ofício para o menino. Foi aí que o rapaz, ao migrar pra Valadares decidiu montar uma loja, certo? Errado. Ele saiu de Caratinga tão no “supetão” (no dicionário dos antigos alguém que sai às pressas, sem planejamento), que esqueceu que o setor de bicicleta seria um dos melhores para se trabalhar na cidade, afinal o traçado plano facilita o acesso a todo lugar. Jairo Gomes se lembrou de outro segmento de mercado que na época era muito promissor e montou uma loja de aviamentos. Pois é, nos anos 50 era um charme ter uma confeccionista para fazer o vestido de mangas

fotos: Ana paula assis

Rodrigo

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A família Gomes: Hadson, Janaína, Naná e Maira “Jairo Gomes enchia o caminhão de peças e bicicletas e saía de cidade em cidade oferecendo nos comércios e vendendo” bufantes e desfilar de charrete pela Avenida Minas Gerais. A lojinha ia muito bem, obrigado! Mas poucos meses depois um cliente pagou uma dívida com três bicicletas. Jairo logo tratou de organizá-las num cantinho da loja e colocar plaquinha de preço. A venda foi muito mais rápida que a de linha e agulha, mesmo os novos produtos sendo infinitamente mais caros. Opa! A habilidade empreendedora do jovem comerciante forasteiro não falhou. Nascia ali a Casa Gomes.

Grande Jairo Gomes! Jairo viu que o negócio era bom. No lugar da placa da loja de aviamentos pendurou uma bicicleta e um letreiro que ele mesmo fez. O logotipo, o mesmo utilizado até hoje, foi desenhado à mão e pelo dono da loja. É uma catraca com uma estrela, que, de acordo com uma analogia feita pela família, ajudou a iluminar os negócios. Esse símbolo mantém a mesma ousadia e modernidade da época. O jovem Jairo Gomes sabia das coisas. Enxergava longe. “Ele era à frente do tempo dele. Quando participo dos cursos de gestão os professores, que são mestres e doutores na área, falam sobre coisas que ele já me falava há mais de 15 anos, quando comecei a trabalhar com ele”, conta Hadson Vinícius Borges, sobrinho de Jairo e um dos diretores da empresa. Como Jairo só teve filhas (quatro), Hadson ocupou essa vaga nos lados esquerdo e direito (na casa e na empresa) do coração dele. É que Hadson ficou órfão aos 12 anos e a partir de então passou a morar com o tio. “Eu estava fazendo muita bagunça na rua e minha avó não iria dar conta de me ‘colocar no eixo’. Aí minha tia Naná, esposa do tio Jairo, falou pra eu ir morar com eles e me colocou pra trabalhar”, relembra. Hadson trabalhou nas vendas, no estoque, dirigindo (e aprendendo a dirigir) os carros da loja e foi absorvendo os ensinamentos do tio e se tornando não só o filho que ele não teve, mas o braço direito nos negócios. Hoje ele é sócio da empresa ESCOLHA Sinara Neves 67


fotos: Ana paula assis

que é a vida dele. “Houve uma época em que desfiz de tudo o que tinha: apartamento, carro, tudo mesmo, para comprar a parte de uma das primas que preferiu seguir outro rumo. Isso porque eu acredito na empresa e porque tudo o que vivi foi aqui. Sou muito grato ao meu tio por tudo o Caminhão cheio de bikes, lutas e sonhos que ele fez por mim”. “Meu pai sempre quis ter um filho. Ele Os “filhos” de Jairo Gomes sempre se deram muito bem, achava que as filhas não dariam conta de asdesde as viagens para a praia até na gestão da empresa. Eles são sumir a loja, por ser ‘coisa de homem’. E aí consensuais até no momento de definir a razão do sucesso da cada uma foi investir em outra profissão”, loja: “Muito trabalho. Ele era muito batalhador. Enchia o camicompleta Janaína Gomes, que é dentista, nhão de peças e bicicletas e saía de cidade em cidade oferecendo mestre e doutora em ortodontia. Pelo nos comércios e vendendo”, contam emocionados, a história do premenos nisso, completa Janaína, “ele cursor da Casa Gomes. “E olha que naquela época era tudo muito estava errado”. Duas das meninas estão difícil. Os distribuidores não batiam na porta todos os dias, não tinha na gestão da loja e dando ótimas conacesso à internet, para fazer qualquer negócio era preciso botar o pé tribuições para o crescimento da emna estrada e ir para o Rio de Janeiro ou São Paulo, pois as indústrias e presa. “A Maira é arquiteta e nós duas distribuidores estavam só nos grandes centros”, completa Hadson. fazemos muitos cursos de gestão E Jairo Gomes viajava o dia todo para comprar, vender e na manhã empresarial e conseguimos conciseguinte abria a loja com muitas novidades. E “chovia” cliente, tanto que liar nossa profissão com a gestão em menos de dez anos de loja pequena de uma portinha só, a Casa Gomes da Casa Gomes. É bem complexo, virou uma vitrine que ocupava a esquina inteira da Israel Pinheiro com porque são setores totalmente Benjamim Constant (onde a matriz funciona até os dias atuais). distintos. Aqui a gente lida com O pequeno império do “Seu Jairo” foi sendo construído aos poucos. A muitos funcionários. É outro loja funcionava embaixo e a casa da família era no andar de cima. Tudo bem universo, mas a gente tem espaçoso. No lugar do quarto de casal hoje é a sala do Hadson, com um grande dado conta”, detalha. quadro de uma das figuras mais importantes da vida dele: o “tio-pai”, que em 2007 se foi, mas o legado ficou, imortalizado, assim como o quadro na parede. Uma coisa é certa: Se estivesse aqui, o dono da Casa Gomes estaria orgulhoso dos filhos que ensinou a trabalhar. Do ano passado pra cá, a empresa deixou de ser apenas uma loja e se tornou também uma indústria. Por enquanto fabrica bicicletas de marcha e passeio – femininas e masculinas -, mas quem sabe logo logo estará fabricando aquelas de carga que o “seu Jairo” utilizava para levar as meninas para a escola?! Mais uma etapa do desenvolvimento de uma empresa que era criança quando Gov. Valadares também era e que de pedalada em pedalada cresceu, para além das fronteiras da cidade que a recebeu de braços abertos. 68 ESCOLHA Sinara Neves


ANUNCIO

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Prado

Um sabor peculiar, uma história recheada de bons momentos

fotos: Ana paula assis

A famosa Rosca Rainha da Prado, um tradicional produto de Gov. Valadares.

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ste texto é mais que um apanhado histórico de uma das empresas mais tradicionais e conhecidas de Governador Valadares. É a revelação de um segredo que atravessa quase meio século. Você gostaria de saber qual a fórmula secreta dos produtos Prado? Nós descobrimos para te contar. O grande pó de pirlimpimpim é simples: Seguir a receita, aquela mais artesanal possível, mineira por excelência e deliciosa pela vocação da família Prado. Se a receita pede 30 ovos são colocados exatamente essa quantidade. Se para fazer aquele bolo fofinho é necessário colocar manteiga, nada de colocar margarina (não é a mesma coisa). É comprovado pelo

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“laboratório de sabor Prado” que as guloseimas só saem do forno impecavelmente deliciosas com produtos originais e selecionados. “Todo dia um pergunta qual o segredo, mas na verdade não tem segredo nenhum. O negócio é caprichar na seleção da matéria prima e seguir a receita original, fazendo apenas adaptações para grandes quantidades, mas nunca alterações. Nosso trigo é importado, a canela nós buscamos nas ilhas de Java, na China, e por aí vai”, destaca Alexandre Prado, filho da dona Maria Prado, a responsável pelas receitas e combinações com sabor exclusivo Prado. Alexandre lembra também que ser fiel às receitas caseiras originais é nunca, mas nunca mesmo, usar

conservantes. “Eles alteram o sabor. Na rosca da Prado, por exemplo, que é um dos nossos produtos mais famosos, a canela é o conservante natural, como é o caso da torta de banana”, conta, revelando ainda outros segredinhos de família. “Nosso forno é lastro de pedra e não turbo, uma porcaria que cozinha em vez de assar”. Na verdade, a razão de todo o sucesso de uma confeitaria que se tornou patrimônio de Valadares está no capricho em tudo o que faz. E há 43 anos esse sabor peculiar vem atraindo pessoas de longe, tanto pelo chei-


ro quanto pelo sabor inconfundível. “Nunca fizemos propaganda e ainda assim nosso produto é conhecido no mundo. Todos os dias tem uma história diferente. Vem gente do Japão, Estados Unidos, Canadá...Todos ficam sabendo da rosca, do pão de batata, torta de banana, docinho ou do pão de queijo. Outro dia veio um rapaz de Guarantã do Norte. Isso só nos enche de orgulho. É uma recompensa muito grande ao zelo que temos com a qualidade”, comemora Alexandre.

fotos: Ana paula assis

Como as receitas, o atendimento nunca mudou Apesar da venda dos produtos ser feita só no balcão, funcionários do aeroporto e estações rodoviária e ferroviária ficam surpresos ao virem caixas e mais caixas da Prado sendo transportadas para vários estados brasileiros. “Não temos intenção em abrir filiais fora. A parte de atacado é feita pela Prado Gourmet e Prado Sabores, que vendem massas, molhos e salgados congelados. Essas empresas são dos nossos filhos. Mas é curioso ver gente levando até bolo confeitado pra outros países, mesmo a gente atendendo só no balcão”. Questionados sobre interesse de expansão, já que o sucesso é tão grande que rapidamente a Prado se tornaria referência nacional, os três irmãos responsáveis pela empresa são categóricos: “Nem pensar. Não correríamos o risco de perder qualidade nem por todo dinheiro do mundo. Nossa mãe se orgulha em ver que as receitas que ela criou são seguidas à risca até hoje. E que todos nós demos sequência a essa tradição”, contam os irmãos que aprenderam o delicioso ofício da mãe. “Se faltar um funcionário, nós vamos pra cozinha. Todos nós sabemos fazer com perfeição os produtos e não tem essa questão de não querer por a mão na massa (literalmente) por sermos os donos”, comentam.

“Se faltar um funcionário, nós vamos pra cozinha. Todos nós sabemos fazer com perfeição os produtos e não tem essa questão de não querer por a mão na massa”

Como tudo começou Maria é a dona da Prado e dessa história toda. Não fossem os doces maravilhosos que ela fazia nada disso teria acontecido. Essa mulher ativa era famosa pelos bolos, tortas e doces de dar água na boca. Ela tinha muitas amigas, que de tanto gostar das quitandas incentivaram a criação da empresa e se tornaram clientes fiéis. Uma conhecida falava: “- Por que você não faz pra vender?”. A outra: “- Leva no meu serviço; o pessoal ESCOLHA Sinara Neves 71


“A razão de todo o sucesso de uma confeitaria que se tornou patrimônio de Valadares está no capricho em tudo o que faz”

vai adorar”. E assim a cozinha da dona Maria começou a ficar cada vez mais movimentada. As encomendas não paravam de chegar. O bolo foi crescendo e em abril de 1.970 nascia uma receita especial, a confeitaria Prado. Aos 11 anos, Alexandre se tornou o entregador (além de bom degustador, é claro!). Uma entrega aqui, outra acolá e a bicicleta do menino nunca ficava parada. Eita correria! O irmão mais velho, que já era comerciante, se juntou à família no novo negócio, a outra irmã também. Todos acreditaram que o sucesso era só uma questão de tempo, afinal, as receitas da mãe eram sempre muito elogiadas. Quem provava uma vez, virava cliente fiel. Sete anos depois, a Prado se tornou uma empresa, de nome e renome, com CNPJ e tudo. Faltava dinheiro para comprar o maquinário e, assim, conseguir atender à demanda que só crescia; mas não faltava gente que acreditasse no potencial dessa família. Rapidamente eles conseguiram os financiamentos necessários para ampliar a produção e a empresa. “A ‘coisa foi feia’. Fui ter uma cama pra dormir quando casei. Não viemos de berço de ouro. Tudo o que conquistamos foi com muita luta, mas a união da nossa família ajudou muito no nosso crescimento e a nunca desanimar diante das dificuldades”, recorda, cheio de orgulho e felicidade, Alexandre Prado, aquele que foi o primeiro entregador da confeitaria e hoje sócio administrador.

O segredo das receitas está no capricho e nunca usar conservantes

fotos: Ana paula assis

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A força do cooperado está aqui. Acordamos cedo todos os dias para cuidar, tratar, produzir e dividir nossas experiências. Estar na mesa das pessoas é participar de suas vidas, por isso nosso trabalho é importante e exige responsabilidade. Nós cooperados somos assim, investimos para produzir o melhor leite e mostrar nossa força nas mesas de milhões de pessoas. Estamos presentes porque somos fortes. Somos fortes porque caminhamos juntos!

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www.cooperativa.coop.br ESCOLHA Sinara Neves 73


KAROL “ ” *

Cinco letras capazes de abranger uma vasta e bonita história de coragem, persistência e conquistas. fotos: kk gontijo

D

ona de uma autenticidade singular. De uma beleza que se torna ainda mais acentuada pela transparência, pelo caráter firme. Dona de um sorriso fácil e de uma fé inabalável. Dona do próprio caminho, pra dizer a verdade, desde sempre. De criança, já se mostrava empreendedora; negociava até o próprio doce se deixasse. Convido-te, leitor, a conhecer a história da dona de tantas outras. Tudo começou quando Karol tinha 8 anos. O avô era fazendeiro e vendia os hortifrutis, ovos e tudo o que era produzido na fazenda. E vendo o tino da menina para o negócio propôs: “Te dou R$5 centavos por cada camarina de ovos que você conseguir”. Embora soubesse da habilidade de persuasão da pequena Karol, nem mesmo o avô imaginava que isso daria tão certo. Logo no primeiro dia de “trabalho”, as camarinas que conseguiu mal cabiam entre os pequenos braços. E todos os dias lá ia ela, com aquela simpatia encantadora ganhando, de R$5 em R$5 centavos, sua pequena independência financeira. 74 ESCOLHA Sinara Neves


oportunidade é agora”. “Eu pedi o emprego ali mesmo. Eu só tinha 16 anos, mas por amizade Quando Caroline Bicalho ao meu pai ele resolveu me dar Côrtes, a Karol das lojas homôniuma chance. Arrumou uma vamas, completou 12 anos ganhou guinha pra eu trabalhar no Natal R$100,00 pra gastar durante 15 e eu fiquei entre os primeiros ludias de férias em Belo Horizongares nas vendas”, detalha. te. Pode acreditar! Ela tinha que No mês seguinte Karol foi passear e divertir com esse diefetivada. “Janeiro não é lá essas nheirão todo. E pasme! Em vez coisas, né?! E iria ter um incende “torrar” tudo, ela fez esse vativo pra quem vendesse mais. O lor triplicar logo nos primeiros prêmio era um ‘som disqueteiro’ dias do passeio na capital. “Fui de 3 CD’s. Eu falei pra minha pra feirinha hip e comprei tudo mãe que iria levar aquele som em brinquinhos. Minhas primas pra casa. Naquela época era o disseram que eu era doida, pois auge ter um som com uma banpoderia ficar sem dinheiro dudeja tão grande”, conta gargalhando. E adivinha!! Ela conserante toda a viagem, mas eu preferi arriscar. E guiu ficar em primeiro lugar nas vendas. na mesma semana vendi tudo pra própria famíEla adorava atender ao público, vestir-se bem e inspirar lia. Fiquei muito feliz com o resultado do meu as clientes a comprarem peças iguais às dela. E talvez essa esforço. E a partir daí nunca mais parei de compaixão tenha sido o principal motivo de ter sobressaído prar, vender, enfim, fazer negócio”, conta. tanto como vendedora. Mas ela queria mais, muito mais. A menina cresceu e hoje com 34 anos tem Um ano depois pediu conta e foi montar o próprio negóuma vida financeira estruturada e quatro lojas cio. “Peguei meu dinheirinho e fui pra Feirinha de BH de três em Valadares e uma em “Beagá”, que traduzem novo. Vendi tudo rapidinho. Queria comprar um estoo gosto pela moda e a coragem de ir à luta. Tudo que maior, mas não tinha cheque, nem tempo de banco. na vida dela nunca foi fácil, aliás, muito difícil e Minha tia Cláudia Bicalho me emprestou dois talões em sempre exigiu um esforço imenso para transformar branco. Ela me ajudou muito por ter confiado em mim, dificuldades em oportunidades. “Meus pais tinham na época uma garota de 17 anos. E graças a Deus nunum comércio na área de culinária e por vendermos ca voltou um cheque sequer. Sempre arquei com meus os deliciosos doces que minha mãe fazia eu e minha compromissos com muita honestidade. Meu pai me irmã, Ludmila, nos tornamos as mais populares do ensinou que o nome é o que temos de mais precioso e colégio. E dessa forma sempre tínhamos dinheiro para vou levar esse ensinamento comigo pra sempre”. comprar as nossas coisinhas. Nessa época eu tinha 13 anos.”, recorda.

Dos doces na escola ao emprego dos sonhos Karol nunca se envergonhou de ser a “garota da palha italiana” no colégio, nem muito menos de panfletar no sinal. Pelo contrário, essa última atividade foi o “trampolim” para o emprego dos sonhos. Ela queria ser vendedora de uma loja na cidade e foi panfletando no sinal que viu o dono da loja e pensou: “a minha

Marcela Morena Persiano look Fashion Karol

Ambulante???

“Hoje as pessoas usam termos como ‘venda personalizada’, mas na minha época nem era sacoleira, era vendedora ambulante. E eu era completamente ambulante”, descreve aos risos. Karol lembra que uns cinco anos atrás foi levar a filhinha ao médico e a secretária, com toda sua simplicidade, deu um belo grito: “Karooolll, eu lembro de você quando você era ambulante!”. “Já fazia mais de 6 anos que eu tinha deixado de vender de casa em casa, montada numa motinha. Minha mãe ficava louca de preocupação de eu sofrer algum acidente com aquela ESCOLHA Sinara Neves 75


KAROL

sou duas vezes: no mesmo dia aquela era a loja dela, onde ficou por dois anos. Se aquela frase colada na vitrine foi inesquecível, imagina o dia da inauguração! “sacolada” de coisas, mas eu sabia que as orações dela “Nunca vi um movimento tão grande. Aquele sábado ajudavam a me proteger de todo o perigo”. foi um dos dias mais felizes da minha vida”, comemoE as clientes de todos os cantos da cidade foram ra. “Eu não consegui desgrudar do balcão, só fazendo descobrindo a Karol. O quarto dela se transformou notinha de venda o tempo todo. Não parou de vender numa lojinha. Ali mesmo as clientes experimentaum segundo”, lembra a gerente Hélida Patrícia, a mesvam as peças, mas foi ficando cada vez mais comma desde a inauguração da primeira loja. “Ela merece plicado atendê-las sem um espaço adequado. “Elas tudo o que conquistou, porque sempre correu atrás iam tocando a campainha e quando eu assustava com muita dignidade. E, além disso, ela sempre soube tinha, 3, 5, 10 clientes dentro do meu quarto”. Foi o que quer, tanto que até pra me contratar foi assim. quando Karol alugou um salinha. “Eu lembro Ela chegou à loja que eu trabalhava e me chamou pra exatamente o valor do aluguel: R$100,00. Pedi ter uma conversa lá fora. Não entendi nada a princípio ao João vidraceiro pra fazer as prateleiras com e sem rodeios ela perguntou se eu queria trabalhar com o vidro mais fino que ele tinha, se possível de ela, porque ela gostava muito da forma como eu a aten2 milímetros, pra ficar o mais barato possível. dia. Fiquei de pensar e pedi conta no outro dia e nunca Ele riu e falou que nem existia”. me arrependi. Ela é mais que O novo espaço trouxe uma realização uma patroa, é uma parceira na muito grande, mas todos os dias Karol desminha vida”. cia da salinha, via uma loja externa, no próprio prédio, e sonhava em um dia ter uma loja daquela, com araras e vitrine. “Em um desses dias tinha um cartaz com uma das frases que mais gostei de ler na vida: Passa-se esse ponto. Nessa época toda minha família havia se mudado para os EUA e eu quis ficar pra tentar vencer aqui mesmo. E por estar só me lembrei de um grande amigo de Caratinga, o Flavinho Breder, empresário experiente, que me ajudou muito na negociação e me ensinou a traçar estratégia financeira para o meu negócio dar lucro. Eu estava muito perdida e ele me deu um norte”, recorda. Mesmo com o valor do aluguel do novo ponto sendo dez vezes maior, Karol não pen-

“Minha mãe ficava louca de preocupação de eu sofrer algum acidente com aquela sacolada” 76 ESCOLHA Sinara Neves


A razão do sucesso?

Se ainda tem sonhos não conquistados, Karol não descobriu quais são. “O que mais posso querer na vida?! Hoje tenho muita qualidade de vida. Não abro mão da academia todas as manhãs, teatros e outros passeios culturais, ir aos cultos com minha filhota e principalmente ter minha família por perto. Além do mais, ultimamente também tenho tido o gostinho de poder estar em vários shows vips do queridinho Zezé de Camargo, de quem sou fã e admiradora de suas composições há 15 anos, curto e adoro demais. Além de todas essas delícias e regalias, Karol faz questão de destacar que os amigos maravilho-

Sem titubear, Karol responde a essa pergunta de maneira bem clara: fé, coragem e parcerias. “Nunca tive preguiça de correr atrás dos meus sonhos. Não desanimei quando cheguei a São Paulo pela primeira vez e os coreanos não me venderam porque meu cheque não tinha ‘tempo na praça’ ou quando a marca que eu sonhava em ter no meu mix não aprovou meu crédito porque minha loja não era estruturada. Nem muito me* nos fiquei frustrada quando um familiar muito próximo Às vezes paro e penso como e riquíssimo virou as costas pra mim. Chorei sim, sou dou conta de tudo, de toda humana, mas enfrentei tudo com a cara e a coragem”, semana passar dois dias confidencia. aqui em Valadares mesmo Hoje essa mesma Karol compra em São Paulo sem morando em BH, mas é precisar dar cheque e é exclusiva da marca que sonhava bobagem pensar isso. Soem ter na loja. “Às vezes paro e penso como dou conta de zinha eu não conseguiria. tudo, de toda semana passar dois dias aqui em Valadares Tenho muitos anjos na mesmo morando em BH, mas é bobagem pensar isso. Sominha vida. zinha eu não conseguiria. Tenho muitos anjos na minha vida. Primeiramente Deus; meus pais amados; irmão; mi* nha maninha querida, amiga e parceira Lud; meu cunhado sos que conquistou e a família exemplar são Pablo Ramos; meus queridos corretores Glorinha e Djalma; um dos maiores motivos de ela ter tido tanta Tia Miceia, até hoje migarra pra conseguir montar as lojas que semnha avalista em todas as pre desejou ter: uma pra cada tipo de públilojas, sempre confiando co. Para cada gosto e bolso, a empreendedora em mim; Patrícia (gerente e pensou num estilo de loja: uma sofisticada, parceirona); minha equipe uma básica e outra que acabou de ser inaumaravilhosa(meus braços e gurada, a Karol Tees, com foco em blusiminhas pernas) e Luíza , minhas, feita especialmente pra quem busca nha filha, minha vida , meu bom gosto a um preço super acessível. Ah! amor maior. Além disso, deE tem a de BH, da qual Karol é sócia da pois que mudei pra BH está irmã Ludmila. Essa loja é uma miniatura tudo mais fácil e dinâmico da “Karol requintada”. na minha vida. Hoje viajo pra Pra quem era “ambulante”, tudo isso comprar novidades de 15 em representa muito mais que quatro lojas. 15 dias. E até no quesito realiÉ o resumo de uma trajetória de muita zação pessoal tudo melhorou, luta estampada nas vitrines, que até hoje pois com 40 minutos estou em ela faz questão de montar uma a uma. SP, faço as compras e ainda volPois bem senhoras e senhores, há uma to pra dormir com minha filha”, das poucas coisas nessa vida para a qual desabafa essa mulher guerreira, Karol nunca foi apresentada: o comoque diz estar vivendo a melhor dismo. Ao invés disso, ela sempre prefase da vida dela, até no amor. feriu ir à luta, acreditar e fazer tudo “Há pouco mais de um ano enquanto fosse possível para se tornar contrei o Manoel, uma pessoa linuma mulher bem sucedida e compleda, companheira, que tem tornado tamente realizada. Seria redundante minha vida mais leve e feliz”. dizer que conseguiu(né?!). ESCOLHA Sinara Neves 77


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Óleo sob controle

ESCoLHAMust Have Bye bye manchas

O Bio-Oil é um produto maravilhoso no combate e prevenção de estrias, manchas de sol, espinhas e machucados, rugas, cicatrizes além de proporcionar ao mesmo tempo uma excelente hidratação, através de sua fórmula que combina calêndula, lavanda, alecrim, camomila, vitaminas A e C e o poderoso PurCellin Oil.

Pele de Princesa

Não é à toa que a base da Loreal, Magic Nude Liquid Powder é a queridinha da vez. Com sua textura leve e super fluida, seu toque semi-mate e acabamento em pó e ainda com proteção solar, faz dela uma aliada para a make do dia-a-dia, deixando a pele harmoniosa, com uma textura bonita e com aspecto natural. A base da L’oréal, Magic Nude Liquid Powder é hoje, a queridinha da vez, isto, porque embora seja uma básica líquida, bastante fluida, proporciona um toque seco e acabamento em pó, sendo perfeita para aquelas que detestam makes pesadas. Com sua textura leve, esta base para o dia-a-dia cobre imperfeições e harmoniza a pele de maneira bem natural, imperceptível e duradoura, contando ainda com proteção solar. Embora seja direcionada às peles oleosas, pode ser utilizada com sucesso por aquelas que possuem peles mistas e normais.

Espelho Meu Uma seleção de produtos incríveis que fazem a diferença no nosso dia-a-dia, por Mayra Peixoto

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Bálsamo da Beleza

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Independente da causa da queda de cabelo, o fato é que ela atinge todos nós, pelo menos uma vez na vida, e certamente incomoda. Como forma de tratamento complementar, a LA ROCHE POSAY possui um excelente produto, o Kerium Anti-queda, que além de combater a queda, torna os cabelos mais resistentes e encorpados.

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Esta emulsão facial da marca italiana Ada Tina proporciona a pele uma aparência jovial e saudável, combatendo os radicais livres e com propriedades antioxidantes. Com seu toque aveludado e sedoso, torna-se um poderoso aliado no combate as rugas, flacidez e sinais de envelhecimento.

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Quem tem pele oleosa sofre com o excesso de oleosidade, especialmente no verão. Para solucionar esse problema e controlar a oleosidade, a CETAPHIL lançou a linha DERMACONTROL, que possui dentre vários itens, a espuma de limpeza que limpa a pele sem danificá-la, promove a redução da oleosidade e controla o brilho da pele.


FASHION

PARA CADA UMA, UMA KAROL! /lojakarol

@lojaskarol ESCOLHA Sinara Neves 81


Geometria da

diversidade

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s obras de Gustavo Felizardo estampam a segunda edição da Revista Escolha. No DNA do artista, valadarense de nascimento e coração, a arte contemporânea com forte influência da arquitetura e da vida na cidade. Mais conhecido como Loro Felizardo, Gustavo começou a pintar em 2011, após ter aulas de plástica na Faculdade de Arquitetura Santa Úrsula, no Rio de Janeiro. Nessa época começou a ter aulas de pintura na escola de artes Maria Teresa Vieira, também no Rio. Além disso, estudou desenho, pintura e filosofia na conceituada escola de artes visuais do Parque Lage. Desde então Loro fez várias exposições, com destaque para as que aconteceram em Governador Valadares, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Nova Iorque. Loro O estilo mais forte de Loro é não Felizardo “Meu trabalho seguir um único estilo. “Meu trabamuda a cada lho muda a cada dia, não há regras e dia, não há formatos específicos”, explica. Sendo regras e assim, nesse momento ele tem trabaformatos específicos” lhado com fotografia, tinta acrílica aguada sobre tela, grafite sobre papel e outras técnicas. Vida longa à inspiração de Loro Felizardo para continuar surpreendendo nossos olhares a cada novo trabalho!

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ESCoLHA Travel

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CORES DO DESERTO DE ATACAMA

POR QUEM CONHECE! Lugares imperdíveis sob o olhar de Marcus Morais

O

norte do Chile acomoda a ampla região do Deserto de Atacama, uma impressionante paisagem de dunas de areia, terra de tons ocre e vermelha e paredões de areia branca. A terra se eleva do nível do mar rumo ao árido altiplano, marcado por vulcões que cercam lagos salgados de azul intenso, refúgio de camelídeos e flamingos. A altitude varia de 2.400 a 4.900 metros acima do nível do mar.

São Pedro de Atacama “Vilarejo-oásis” com casas cor de terra ou pintadas de branco, com ruas sem asfalto, funciona de base para quem vai explorar a região. A cidade está situada a 2.436 metros acima do nível do mar.

Vale da Lua Este vale ostenta uma incrível paisagem lunar, com formações rochosas, revestidas por flor e cavernas de sal, anfiteatros naturais esculpidos pelo vento e amplas dunas. Situa-se 2.400 metros acima do nível do mar, na chamada Cordilheira de Sal.

Vale de Marte ou da Morte É um dos lugares mais inóspitos e secos do planeta e não há sinal de vida por ali, apesar de grandes depósitos minerais. Apresenta uma extensa paisagem de dunas enormes e picos esculpidos pelo vento em rocha vermelha. Este vale formou-se há cerca de 25 milhões de anos, durante os violentos movimentos da terra, que também deram origem à Cordilheira dos Andes.

Salar de Tara

Passeio pela praça: Nesse roteiro paradisíaco, visitar a igreja tem que estar entre os principais atrativos. O templo é singular! 84 ESCOLHA Sinara Neves

Situado a 4.900 metros acima do nível do mar, é um caminho rústico que leva até uma paisagem espetacularmente branca, decorada com lagos de água salgada, de cores intensas e uma vegetação com fauna variada, predominando três tipos de flamingos. Evidencia-se uma imensa rocha vermelha esculpida pelo vento (que chegam a 60 Km por hora), formando uma “catedral” denominada Catedral de Tara.


VALE DA LUA Situa-se 2.400 metros acima do nível do mar, na chamada Cordilheira de Sal.

Salar de Atacama Situado a 2.350 metros acima do nível do mar com uma área de 3.000 Km². Localizado em uma depressão geológica entre as Cordilheiras de Domeyko e dos Andes. O Salar formou-se quando os lagos que existiam nessa bacia evaporaram, deixando uma espessa camada de cristais de sal sobre a terra. É um espetáculo de cores e de beleza que se intensifica com a cor ocre dos elevados de enxofre.

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Lagoas Altiplanicas Situada a 4.300 metros acima do nível do mar, aos pés da Cordilheira dos Andes, a chamada Miscante - de cor azul marinho intenso - mede 15 Km² e é simplesmente deslumbrante e inacreditável. A menos de 800m dela, localiza-se a outra lagoa denominada Minique, de cor verde esmeralda, também de beleza impressionante.

Gêiseres de Tatio Um verdadeiro espetáculo natural, situado a 4.300 metros acima do nível do mar, libera poderosos jatos de vapor com mais de 10 metros de altura, com temperatura de 85°C. O local reúne cerca de 40 gêiseres e 70 fumarolas e um minúsculo vulcão. Os gêiseres surgem do contato que ocorre embaixo da crosta terrestre entre rios de águas geladas vindos do degelo dos Andes em rochas vulcânicas de alta temperatura.

Restaurantes Adobe, Delicias de Carmen, Kuna (ceviche nota 10)

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33. 3271-1661 ESCOLHA Sinara Neves 87


AS CORES

e Eu! *

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embra quando a gente era criança e gostava tanto de colorir? O prazer de misturar as cores, vendo encantados outras novas surgirem? Então “a gente’’ cresce. E o que era uma brincadeira divertida, passa a ser um jogo de dúvidas na hora de se vestir: Essa cor pode com essa? Esse tom está na moda? O cinza fica bom em mim? As cores nos despertam sensações diferentes e alteram o modo como nos vemos e como somos percebidos pelo mundo! Quando líamos a Turma da Mônica (e eu ainda leio), não tinha como imaginá-la usando vestidinho nude, porque as cores fazem parte da nossa personalidade, do nosso estilo, mas as vezes, durante o processo de crescimento, esquecemos de “brincar” com as cores por prazer, e nos sentimos mais seguros usando só “o que está usando”, o que necessariamente, não é o que nos favorece.

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Mas que bom que existe a Análise de Cores! É um método que analisa baseado na nossa combinação de cor de pele, olhos e cabelo, quais cores nos favorecem mais, deixando-nos mais bonitas, jovens e seguras, seguras sim, para fazer nossas escolhas, combinações e misturas que tenham a ver com nossa personalidade, individualidade (lembra? O que seria do vermelho, se todo mundo gostasse do amarelo?) Mudar a cor do cabelo, acertar no tom do batom, do esmalte, enfim, ousando como criança, mas acertando como gente grande! Lima * Carol Consultora de Imagem

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CIRUrGIAÍntima *

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São denominadas cirurgia íntima as plásticas realizadas nos órgãos genitais e o uso atual do termo tem sido para a cirurgia da genitália externa feminina.

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uando se fala em cirurgia íntima, verificamos que muito tem se falado na mídia, com a grande variedade de informações há também divulgação de mitos e expectativas irreais sobre essas cirurgias. Assim, passamos a esclarecer: São denominadas cirurgias íntimas as plásticas realizadas nos órgãos genitais e o uso atual do termo tem sido para a cirurgia da genitália externa feminina. Não se tratam de procedimentos “novos” na medicina, pois historicamente temos relatos de trabalhos científicos desde 1976 no assunto. O que mudou foi o aprimoramento das técnicas cirúrgicas, tanto pelo desenvolvimento da medicina em geral, bem como pelos materiais e tecnologia disponíveis, mas também pelo próprio conceito cultural englobando a melhoria do aspecto corporal, uso de trajes menores, maior exposição do corpo e inclusive a liberdade sexual, que deu ás mulheres uma maior naturalidade em discutir questões relacionadas aos órgãos genitais externos. Mais frequentemente as pacientes possuem queixa de aumento dos pequenos lábios, cuja técnica corretiva evoluiu para procedimentos mais elaborados, visando melhor preservação da sensibilidade e evitando grandes cicatrizes. Outras queixas são alterações nas estruturas dos grandes lábios, em alguns casos se utilizando preenchimentos locais com gordura da própria paciente. Também há queixas de alterações externas pós parto, lesões da pele e mucosa locais. Em algumas culturas há ainda uma frequência significativa de reconstruções do hímen. A indicação cirúrgica vai depender da identificação adequada das queixas, a presença da desarmonia local ao exame médico, as expectativas da paciente e às vezes até do parceiro. Devemos lembrar que uma cirurgia não é milagrosa, assim a avaliação do estado de saúde e exames pré-operatórios são mandatórios. A cirurgia poderá ser feita com anestesia local, bloqueio ou geral, dependendo do procedimento a ser realizado e geralmente são pacientes que deverão ter alta no Rosimara M. Bonfim Cirurgiã Plástica . Especialista SBCP

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mesmo dia. Poderá inclusive ser realizada em conjunto com outras cirurgias plásticas. A faixa etária pode variar, havendo queixas desde pacientes jovens até mulheres da terceira idade. Há um período de repouso e orientações específicas para cada pós-operatório. É importante lembrar que não se trata de “mágica” ou que a paciente se tranforma em uma super-mulher do ponto de vista do relacionamento íntimo. Obviamente as desar-

* Devemos lembrar que uma cirurgia não é milagrosa, assim a avaliação do estado de saúde e exames préoperatórios são mandatórios * monias locais podem causar desconforto com certas roupas, queixas de irritação local e limitações com os parceiros, mas a análise criteriosa de cada caso e orientação especializada são fundamentais. Esses procedimentos, quando bem indicados, podem ter resultados bastante satisfatórios.

HAR MO NI A


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O hot pant continua fazendo sucesso e ganhando mais adeptos. Referência dos anos 50 esse biquíni é um modelo clássico que valoriza a silhueta feminina, ideal para ser usado no momento que o sol não está tão forte, no final da tarde, no passeio de barco. Os babados, inspiração também dos anos 50, aparecem em detalhes nas calcinhas e nos tops. Cuidado ao usar o babado, pois dá a impressão de aumentar o volume.

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Morena Rosa para Acqua Fitness

o verão e o calor traz um lindo dia... Verão...Calor...Sol...Praia...Mar...Piscina...

E

a pergunta de sempre: Quais são as tendências do verão 2014? As opções são várias, para todas as ocasiões, estilos e silhuetas. Estampas étnicas, florais e animal print, cores, brilhos, aplicações, babados, laços, franjas. O biquíni ainda é a escolha da maioria das mulheres nessa estação, mas não podemos esquecer a elegância do maiô, uma ótima opção para ser usado durante um almoço.

SUMMER

Está chegando

Inspirem-se nessas dicas e aproveite a estação mais quente do ano. Mas não se esqueçam dos óculos escuros e chapéus, que ajudam a completar o look e, é claro, do protetor solar!

Morena Rosa para Acqua Fitness

Juliana Pio Personal Stylist, Artista Plástica, Especialista em Artes Visuais, Especialista em Ensino em Artes Visuais, Publicitária e Jornalista. *Fotos retiradas do site www.morenarosa.com.br

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TER FILHOS *

Sâmara Nick Psicóloga

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Enquanto o tempo... Acelera e pede pressa... Eu me recuso, faço hora... Vou na valsa... A vida é tão rara! (Lenine)

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m fato importante que é preciso considerar como urgente nas discussões sobre educação das crianças trata-se da ideia sobre o tempo dedicado à educação e cuidados com os filhos. Esse tema traz um aspecto dentro da organização da rotina muito importante que é o excesso das atividades das crianças com seus compromissos e agendas lotadas que vão imprimindo urgências e gerando a pressa que na realidade é um retrato do mundo dos adultos na contemporaneidade. Por ironia, a mesma mente humana que criou esta sociedade tão complexa, é hoje sua vítima em potencial. Correndo de quem? Correndo para onde? Tem sido cada vez mais comum identificar sintomas de stress com quadros de ansiedade e irritabilidade em crianças que são vítimas de um cenário criado por seus pais e suas urgências colocando a criança como

* O primeiro efeito da correria é a ansiedade. A criança fica frustrada pelo excesso de atividades e pela falta também

* “objeto”, que tem que acompanhá-los neste ritmo sem considerar as diferenças estruturais do universo infantil e suas reais necessidades. Está comprovado em estudos psiconeurológicos que maus tratos e negligência nos primeiros anos de vida têm impacto significativo na vida das crianças. Os primeiros dois anos de vida são um período em que as bases genéticas, orgâni94 ESCOLHA Sinara Neves

cas e neuroquímicas para o controle dos impulsos estão sendo criadas. Também é o período em que a capacidade de pensamento racional e a sensibilidade aos demais estão sendo enraizadas pela criança, portanto vínculos desorganizados podem causar distúrbios psicológicos importantes na infância. Alguns dilemas típicos têm respostas simples, mas torna-se grande quando os adultos que não querem abrir mão temporariamente de seus prazeres em função das responsabilidades e dos cuidados com os filhos fazem opção pela permanência de seu desejo também com a desculpa rasa do tipo: meu filho ainda terá o tempo dele, mas o meu tempo de viver isso é só hoje, portanto não abro mão dele e por isso meu filho tem que me acompanhar ou ficar em segundo plano na ordem da escolha. Festas noturnas, restaurantes, ambientes tipicamente de adultos e crianças vistas aos olhos dos outros como “mal educadas”, “pirracentas”, sem considerar que estão sendo “mal educados” são seus pais que colocam a criança em ambiente e horário não adequado para elas. Considerando que ocasiões isoladas garantem o aprendizado da criança ao ambiente e convívio social, mas consideremos aqui os excessos. As atividades extras não garantem que a criança vá aprender mais, aprendem apenas a viver sob stress. “Muitas vezes, elas só aprendem a se adaptar a esse ritmo louco.” O primeiro efeito da correria é a ansiedade. A criança fica frustrada pelo excesso de atividades e pela falta também, pois quando se acostuma à agenda cheia, fica entediada com mais facilidade.

Não que toda atividade extraescolar deva ser evitada, mas é preciso respeitar o tempo da criança. Até os cinco anos os estímulos têm que ser mais naturais, o diálogo deve ser a partir sempre dos interesses e desejos das crianças com leve intervenção dos adultos. Atividades simples como andar de bicicleta juntos, jogar bola, jardinagem, piquenique, jogo de tabuleiro, brincadeiras com elástico ou mesmo jogo de cartas e palavras são substituídas pelos games onde cada um isola-se e busca ultrapassar seu próprio record, perdendo grandes possibilidades de estarem juntos em atividades de movimento físico e de contato com a natureza. A partir dos seis, sete anos, pressupõe-se que é chegado a hora de aprender de forma mais sistematizada. Daí é preciso conciliar o que os pais consideram ser importante com o desejo e as habilidades da criança, cuidando para que ela tenha tempo livre. O ócio estimula a criatividade e a curiosidade por temas e experiências diversas. Ser um bom pai ou boa mãe exige mais que boas intenções! Ser pais do tipo que promove um vínculo seguro é algo que não se ensina, isso floresce de uma interação única entre a criança e seus pais ou adultos especiais. Não se pode ensinar a ser pai e ser mãe. Pode-se oferecer apoio tanto prático quanto emocional se os pais quiserem ter segurança e autoconfiança para se sintonizar e lidar com os filhos. É preciso saber escutar e olhar os filhos compreendendo os sinais que esses dão. Para isso, precisa ter tempo...não se educa com pressa!

AN SI E DA


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ESCoLHA It Woman

“Minha essência é a simplicidade, gosto de vestir o que me faz sentir bem, Meu maior tesouro é a minha família”

CLÁUDIA COELHO *

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la é formada em Letras. É casada com Álvaro Rogério Rodrigues Coelho, o Ró, mãe de Larissa (casada com Antônio Luís Barbosa Júnior ) e João Pedro. Ela tem 29 anos de casada. “Minha essência é a simplicidade, gosto de vestir o que me faz sentir bem, confortável, segura e principalmente em sintonia com a pessoa que eu sou. Meu maior tesouro é a minha família que Graças a Deus é abençoada”, declara. Neste espaço da escolha ela conta sobre seu estilo. “Desde pequena sempre fui muito apaixonada com moda e amava desenhar modelos, conhecer tecidos, aviamentos e mandar costureira confeccionar, quando me casei, minha sogra, que era ‘super’ costureira, fazia roupas lindas para eu usar”, conta. Para falar de estilo, Cláudia logo pensa nas experiências pessoais, referências que a motivam e encantam. “Eu não gosto de coisas muito básicas e a única marca que realmente importa para mim é a marca pessoal que a pessoa exibe na sua vivência”.

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foto: Ana Paula Assis make/hair: Zeka Barros

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NEW YORK

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1 - Clutchs em cristais swaroswisk trazidas pelo meu pai de HongKong 2 - Pulseiras que ganhei na infância 3 - Brinco presente do marido para o aniversário de 15 anos da filha, eu tinha olhado na joalheria e ele comprou de surpresa 4 - Riviera presente do pai de aniversário de 40 anos 5 - Perfume Daisy-Marc Jacobs 6 - Vestido Emilio Pucci-comprado em uma viagem 7 - Bolsa Louis Vouiton-presente do pai 8 - Clutch - Minha sogra que me deu, relíquia de família

A peça do closet que carrega mais sua história é uma, aliás, duas pulseiras que ganhou da tia (vieram do Líbano) e que usou sem sair do braço por mais de 20 anos, cresceu com elas, casou inclusive. Porém, há algum tempo elas quebraram, mas logo serão soldadas para presentear a futura neta. Lugar inesquecível: Tailândia, Macau, Nova York (cada vez melhor). Locais para compras: No Brasil para falar a verdade não tenho marca preferida, se eu gostar de uma roupa, acessório, sapato, ele pode ser de qualquer lugar, já no exterior eu super indico Nova York - minha paixão, vale muito a pena! , Zara, H&M, Forever21, Soho(cada loja!!), Sacks, Mac, Sephora... Minha inspiração de beleza são revistas, blogs, as viagens que dão muita bagagem pra gente ficar antenada, as pessoas, tudo o que vejo e gosto. Minha musa da moda atualmente é Thássia Naves porque ela consegue vestir tudo e imprimir a sua personalidade.


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Por qual deusa

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Você é regida?

abemos que nada é mais misterioso do que o universo feminino. Descritas por vários poetas, aclamadas no teatro e no cinema, tema de estudos científicos e especulações, a mulher, este ser que vai do divino ao profano é, inclusive para elas próprias, um grande enigma. Os mitos sempre tiveram o papel de tentar desvendar os mistérios divinos. Uma forma de tentar explicar o invisível. Assim, Convidamos os leitores a subirem ao Olimpo e tentarem descobrir a sua deusa interior.

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Você sabe qual é a sua deusa interior?

Valéria Mol Psicóloga

ça. Sua sexualidade é expressa ins- na a sexualidade? “Dois pênis se entintivamente, selvagem e feroz. Para contrando”. Deve ser por isso que temor masculino ela pode ser a caçaZeus dava tantas escapulidas do Olimpo. dora e o homem a caça.

Mulher-Perséfone: Tal como Mulher-Afrodite: Ah! Esta deusa do amor se retrata na novela Amor à é que inspira os grandes artistas. Cheia de Vida, Perséfone é conhegraça e beleza é uma aventureira na arte de amar. Destrona qualquer homem, leva-os à cida como a virgem, a loucura. Seu falar, sua voz, seus trejeitos são a donzela que é raptada expressão do próprio orgasmo. É intensa em seus e levada para um contatos físicos. Sua brincadeira predileta quando mundo exotérico. criança é desfilar com os sapatos da mãe. Odiada pelo Ela é muito ligaseu amor libidinal e volúpia extrai da ao mundo venenos das mulheres mais ciu- espiritual. É mediúnica, cigana. Não mentas e inseguras. O homem atra- dispensa as carta de tarot, mas pode Mulher-Atena: Um tipo de mu- ído por uma Afrodite tem que ter ser religiosa tradicional daquelas que lher bem comum na atualidade. em mente que, em seu reino, como onde tem um padre ou pastor ali está Está sempre em evidência por ser cantou Rita Lee, o amor passa dos ela. Sua sexualidade é conflitante. Talextrovertida, prática, inteligente, limites. Portanto ela é uma ameaça vez traga em si lembranças de abuso guerreira e intelectualizada (in- à sociedade patriarcal por ser o epí- sexual na infância ou a suspeita de que teressa-se por política, estudos e tome do pecado. É aquela que, com homens não são confiáveis. educação). Ela está nas universida- certeza, seria marcada pela letra esdes ensinando, publicando livros e carlate (lembram do filme?). Ela é Mulher-Deméter: É muito fácil identransformando o mundo em um capaz de destruir impérios com seu tificar uma Deméter. Está sempre rolugar melhor para se viver. Sua se- fascínio sexual. O que nos remete deada de crianças. Na verdade ela é xualidade pode tornar-se um pou- aos escândalos envolvendo Clinton, um útero. Muito materna adora a casa co perturbada se não for bem ca- o magnata Berlusconi, Strauss Kahn, cheia, cozinhar para um batalhão é tanalizada, pois envolvida com seus Itamar Franco e muitos outros. refa fácil, pega as crianças das amigas ideais libertários, pode esquecer de para passar o dia com ela, faz quitanexercer sua sensualidade. Mulher-Hera: Provavelmente você das para os baixinhos. É uma deusaconhece pelo menos meia dúzia mãe. Com sua doçura característica Mulher-Ártemis: Esta deusa não delas. Elas estão nos escritórios e abraça e protege a todos que estão a sua tem muito destaque no mundo empresas exercendo cargos de lide- volta. É uma mãe fecunda daquelas que moderno, pois prefere estar só a rança. São cruéis tal como a perso- só aceitam a cesariana quando não é estar conversando com as amigas nagem Miranda do filme “O Diabo possível mesmo ter um parto normal em um barzinho ou restaurante. Veste Prada”. Elas mandam e des- porque, para ela, passar pelas dores é Prefere um jeans largo e conformandam em qualquer olimpo. Por como aprender a amar mais intensatável, um bom par de tênis no certo você já ouviu alguns maridos as mente. Sua sexualidade corre risco por pé. Seu corpo é ágil e atlético. tratarem de dona Onça, a Caninana. Na se envolver demasiadamente na materTem um estilo alternativo. família é dela a última palavra. Arrogan- nidade e deixar de lado o parceiro. Prefere o campo, caçar, te e ditatorial, com ela marido e filhos não pescar. Sua palavra-chatêm muita chance. Exibe um tipo frio e pou- Então, com qual deusa você se idenve é a natureza. Não é co terno com as pessoas. Hera luta por duas tifica? Qual deusa te rege? muito atrativa perante coisas em seu casamento: parceria e igualdade. os olhos masculinos E casa-se com um homem pouco fálico que não Sempre haverá uma que é o nosso cerque a veem com está disposto a conquistar riqueza e poder (com ne, mas a sabedoria consiste em carrecerta desconfiancerteza esse casamento vai entrar em crise). Imagi- gar um pouco de cada uma.

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MI TOS


Blusa: 3x39,00 Saia: 3x89,00

Blusa: 3x66,00 Short: 3x49,00

Blazer: 3x79,00 Short: 3x49,00 Blusa: 3x89,00

Regata Tigresse Short: 3x87,00

Calça: 3x75,00 Blazer: 3x79,00

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“A loja VIVA é um sinônimo de elegância e bem vestir, com o propósito de satisfazer mulheres versáteis e contemporâneas em todos os seus momentos e ocasiões.” By Daiane Soares

Rua Israel Pinheiro, 1855 | Esplanada Governador Valadares - MG Tel : (33) 3271-9953 | 9959-4774 | 8700-5885

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LUÍSA VIEIRA

Marlene Dietrich “Muitas mulheres não sossegam enquanto não mudam o seu homem. E, quando o conseguem, ele perde a graça” * fotos: Carlos Sales make: LENA BRETAS produção: Sinara Neves ESCOLHA Sinara Neves 103


A convidada do shooting dessa edição, Luisa, filha de Vera e Pedro Vieira.

“Na vida real, a maioria dos atores de cinema é uma decepção. Eu, por outro lado, sou melhor na vida real do que no cinema.” A Luisa não é fumante. O cigarro foi usado apenas para compor a personagem Marlene Dietrich

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marlene detrick


“Um homem que compra dois exemplares do mesmo jornal de manhã, ao sair da boate com sua garota, esse é um cavalheiro.” Marlene Dietrich ESCOLHA Sinara Neves 105


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ESCoLHA

Social

Brunch Moet

Carlinho Teixeira e Renata

Eliane Sze e juliana abelha

Dani e Marral Lage

A noite delas:

Patrícia Ferreira Matos, Alessandra Gualberto Machado, Daniela Lage, Sammya Couri, Cris Almeida, Aline Almeida, Elaine Capobiango e Ana Elisa Menezes.

Karine e Leonardo Miranda

Marcelo Miranda

Tininho Machado e Juliana Tavares

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Sammya Couri, Marcelo Miranda e Alessandra Gualberto Machado

Maria Marião Assis e Aline Almeida

Robson César e Grasiele

Gustavo Costa e Carine

Carol e Fabrinni Rangel

Elaine e Aluízo Capobiango

Fernando Menezes e Ana Elisa


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ESCoLHA

Social

&

Lore Maurinho Casamento para ficar na memória! Decoração majestosa, buffet esplendido da Célia Bitencourt com enormes camarões VG de dar ‘inveja’, bebidas da melhor qualidade e geladíssima, vestido da noiva impecável do estilista San Patrick, Banda Hera no palco... Pois bem, isso tudo foi proporcionado aos convidados do casamento da linda estilista Lorena Oliveira, carinhosamente chamada de Lore e do médico Maurinho Murta, que fez o acontecimento da sociedade neste final de ano. Parabéns! Casamento que entra para a história da sociedade, até agora aquela imagem da parede revestida de folhagem não sai da minha cabeça.

Os noivos com os anfitriÕes

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Carol Malaua e Milena Moreira

Jéssica Oliveira e Jô Martins

ClÁudia e Vinicius Catta Preta

Lígia e Ignácio Thomé

Érika e Toninho Marião

Márcia e José Maurílio Avelino

Marcelo Aquino e Kellen

Paulo Cabral e Graça

os Noivos Lorena Oliveira e Mauro Murta

Vanessa e Celso Resende com as filhas Lara e Raíssa

Marcela Marigo e Gustavo Pereira

Artur Coutinho e Iara Leão

família Gontijo - Gustavo, Dani, Tê, Oswaldo, Marcela e KK.

As irmãs Lilian e Flávia de Paula

Silvinha Murta

Aldinha e Nita ferreira


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anuncio

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O certo é que o Índio é um cara vocacionado para o que faz. Tanto que tem clientes que o acompanham desde que ele começou, há mais de 30 anos. “Curiosamente a Sinara Neves publicou na coluna social sobre pessoas que conseguem viver sem celular. Simples: Pra evitar problemas, viver em paz. E essa paz eu consigo visitando o Índio’s duas vezes por semana há mais de três décadas. O íÍndio sempre recebe bem, com sinceridade, honestidade, cordialidade e muita atenção e por isso o restaurante dele é um lugar singular”, elogia o médico Abraão Faria Neto.

A MI GOS

*

Como pode duas palavras tão antagônicas se completarem? A diversidade de sabores, estilos e peculiar forma de receber explicam e fazem do Índio’s um delicioso ponto de encontro.

A

té para montar o bar foi super atípico. Era uma hora da manhã quando ele, já etilicamente alterado, viu uma placa de “vende-se” e entrou. Bebeu de graça, papeou (uma de suas maiores habilidades) e comprou o bar sem um “tostão” no bolso, mas com simpatia pra dar e vender. “Eu estava com a Julieta Machado e ela praticamente me jogou lá dentro, dizendo que o bar tinha que ser meu”, recorda com saudosismo.

tão plural quanto singular

Generosidade. Ao lado do carisma, essa palavra ajuda a definir o expansivo e querido Índio. “Todas as pessoas que acreditaram em mim no início são meus parceiros até hoje”. Na verdade, até os clientes o acompanham a vida inteira, seja nas fases de gerência ou no restaurante próprio. “Meu pai, Alberto Sabbagh, frequentou o Índio’s até nos deixar. Inclusive tem uma confraria que leva o sobrenome da nossa família em homenagem a ele. Ele foi o mentor desse encontro, que ainda hoje - há 14 anos – é realizado todas as quartas-feiras”, comenta o empresário Samuel Sabbagh.

Por essa autenticidade e vocação para receber, cada dia no Índio’s é diferente de todos os outros e ainda mais gostoso e descontraido. “Eu nunca esqueço as palavras que a Pina Morano, colunista social de muita expressão na época, escreveu pra mim logo após a inauguração: ‘É de dar frio na espinha, coração batendo a mil, adrenalina em superação, mas é ótimo o sabor de festiva’ ’’. Enquanto falava, ia mostrando os recortes de jornal em uma das três pastas que guardam e revelam sua história. Esse caso de amor com a vida noturna se renova todos os dias quando os portões do Índio’s se abrem e com eles a mesma deliciosa sensação do dia dessa inauguração épica. Samuel Sabbagh Abraão Faria Neto Ilson Índio do Brasil

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Foto: KK Gontijo

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Fernada e Flávia Felizardo Vestidos: Artifício Acessórios Fernanda: Alyne Pascoal e Sandra Kelly Acessórios Flávia: Carol Lima

FERNANDA & FLÁVIA FELIZARDO

fotos: RODRIGO DÁVILA make: ZEKA BARROS hair: LENA BRETAS produção: Sinara Neves decoração: PATRÍCIA CAMPOS/FELIZ ANIVERSÁRIO ESCOLHA Sinara Neves 115


Kitsch de Luxo

O Índios Bar abriu as portas para ser o cenário da Escolha para celebrar em grande estilo a segunda edição da revista

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Flรกvia Felizardo Vestido: Tons Sandรกlia: Arezzo

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As g锚meas de Estere贸tipo Brincos: Vila Biju

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Flรกvia Felizardo Vestido: Lore

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editorial

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Fernanda e Flรกvia Felizardo Vestido: Tons Sandรกlia: Arezzo

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Fernanda Felizardo Vestido: Holly Place Acess贸rios: Alyne Pascoal e Sandra Kely

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O Espetรกculo nรฃo pode parar! Em 2014 um nova escolha, uma nova proposta!

Aguardem! ESCOLHA Sinara Neves 125


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acesse

www.blogdasinaraneves.com.br

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Revista Escolha - Segunda Edição  

Revista Escolha por Sinara Neves

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