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Relat贸rio de conceito Revista Empty


1 - Importância do conceito | Conceito

A proposta de conceito da revista resume-se em tudo aquilo que o autor de cada texto quer demonstrar, o caráter visual da mesma, a ideologia e tudo mais. É legal que tudo mantenha-se num padrão e possuindo referências, onde uma contextualização é necessária. É importante mostrar os “porques” de cada coisa, assim, todos nós vamos conseguir manter a unidade visual, gráfica e textual a cada edição. O público-alvo ao qual queremos atingir possui uma forma de pensar, agir, lidar com a sociedade e com si mesmo. Assim, nós precisamos preparar nosso material seja ele digital ou impresso voltado para essas pessoas e tudo isso sem perder a nossa essência de revista colaborativa e identidade conceitual. O conceito definido para a revista resume-se totalmente em ATITUDE E DIVERSIDADE. Essas duas palavras representam a empty por si só, elas devem estar presentes em tudo que for ligado a revista. Os textos e o projeto gráfico devem seguir um parâmetro de coesão que se adequem a isso. A justificativa para o conceito se resume em inovação, porque a forma como que todos nós estamos trabalhando atualmente exige uma boa dose de atitude, onde todos somos “abusados” por mostrar que é possível sim ter uma revista que funcione totalmente online, independente, que é feita por jovens, informativa, formativa, com um toque de classe e que está em constante evolução. A forma como ela começou deixa claro que cada um de nós teve atitude para fazer o melhor dentro de sua seção em específico e mostrar que colaborativo funciona como uma “bagunça organizada”. A diversidade mostra que cada um tem uma visão diferente do outro, uma realidade social, religiosa, sexual etc e que sobre todos esses fatores é possível trabalhar de forma profissional e ainda coexistindo em harmonia.


2 - Referências Históricas | Artísticas

O projeto gráfico da revista será baseado num movimento artístico do século XX chamado ESTILO INTERNACIONAL SUÍÇO, onde, ele foi derivado da BAUHAUS, primeira escola de design do mundo criada depois da primeira guerra mundial para a produção de bens de consumo da população alemã. A filosofia da escola e dos alunos é muito parecida com a forma de concepção da revista, onde, eles ousavam, possuiam atitude, faziam muito com pouco devido a econômia alemã estar totalmente em frangalhos, porém, se ela fossem totalmente baseada nessa concepção, seu visual seria duro e completamente funcionalista devido ao uso de pouquíssimos recursos. Com o advento do Estilo Internacional Suíço é possível ter uma liberdade maior para a criação e devido ao que ele absorveu do Construtivismo que surgiu na URSS durante sua guerra civil, que tinha um fortíssimo apelo para as massa popular. Sua influência na tipografia (estudo do desenho e forma das letras) foi muito forte, assim como no nosso caso a forma de tratamento dos títulos é completamente ligada a isso e além disso, o uso das fontes sem serifa (própria para monitores e vídeos em geral) reforçam mais ainda a base pelo fato de sermos digitais e o estilo deixar claro que esses tipos são progressistas e harmoniosos para estruturar a diagramação.


3 - Identidade Visual | Marca

Agora a revista possui uma marca definitiva e que está adequada ao seu conceito. Ela possui uma evolução, uma progressão dentro do próprio contexto de uma revista, no caso, a textual e a gráfica. A tipografia utilizada foi a HELVETICA, fonte criada em 1957 por Edouard Hoffman e Max Miedinger. Ela também faz parte da vanguarda internacional, mas a sua escolha se deu devido a universalização deste tipo, seu desenho funciona absolutamente bem em harmonia com diversos projetos e sobre qualquer tema, na maioria das vezes, assim, a adequação a contextualização de uma revista que atinge as massas da sociedade precisa de algo que atinja uniformemente todas as camadas da sociedade, logo, seu desenho é agradável a todos os públicos.


4 - Tipografia | Texto e Títulos

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Univers 55

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Univers 45

A tipografia padrão será a Univers 55 (usada neste relatório) e que funcionará para todo o texto corrido, ela é própria para os monitores de vídeo e mídia impressa. Por ser uma fonte geométrica, possui uma boa tendência Ela foi criada em 1957 por Adrian Frutiger, designer suíço que trabalhava em Paris. A fonte em questão é uma versão de uma extensa família que vai de light a extra bold e esta é a própria para a composição de livros por possuir uma ótima relação entre espaços positivo e negativo e além disso ainda possui um olho (Furos nas letras, como O ou o P) que permitem uma boa leitura em grandes massas de texto sem cansar. Os títulos serão da mesma família tipográfica, porém serão a versão Light da Univers (Univers 45), porque assim consigo constraste com os blocos de texto e além disso também mantenho a unidade visual de todo projeto, criando uma hierarquia tipográfica em toda a página.


3 - Mancha Gráfica | Malha

A malha será baseada em módulos de 5 milímetros, onde será trabalhada uma entrelinha de 10 pt. e ela se enquadra perfeitamente no formato (200 x 280 mm) da revista. Foram criadas 10 subcolunas, onde a minha colunagem mínima será de 3 subcolunas (45 mm) para se ter uma boa legibilidade do texto. Elas serão de tamanhos variados para que eu possa ter uma dinâmica de leitura mais jovem e também quebra um pouco da referência ao Estilo Internacional Suíço, afinal, somos brasileiros e não suíços. A divisão proporcional da revista foi baseada na proporção áurea (1,6180) porque assegura a estética e uma disposição para os elementos.


4 - Mancha Gráfica | Colunas

Como já foi determindo, as colunas vão ter tamanhos variados. Outro fator a ser mencionado será a variação dos alinhamentos. Com base no conceito de DIVERSIDADE sempre a última coluna de cada matéria possuirá o alinhamento pela esquerda sem hifenização OBRIGATORIAMENTE para causar um mix com o alinhamento padrão blocado (justificado pela esquerda).


5 - Imagens | Direitos Autorais

Todas as imagens presentes na Empty deverão estar dentro dos parâmetros legais para uso da fotografia alheia. Elas devem estar dentro de alguma normatização da licença Creative Commons, onde é possível a distribuição sem a comercialização. Existem bancos de imagens que são completamentes CC, como: http://www.flickr.com/creativecommons/ onde eu tenho uma breve descrição sobre cada licença. É importante que sejam lidas e compreendidas. A segunda alternativa é uso de um stockimage free onde não há implicação de licença sobre as imagens, tal como: www.sxc.hu. A terceira alternativa é a utilização de fotos de divulgação cedidas pelo artista, empresa e etc e que são utilizadas justamente para isso: divilgação e a quarta e última é a produção da própria imagem por parte de quem escreve o artigo. É importante lembrar que independentemente de onde seja foto ela deverá sempre ser acompanhada da legenda, caso não seja, implicará na não publicação da mesma para evitar problemas de uso individo de propriedade intelectual.


6 - Imagens | Composição

As imagens não ficarão presas na mancha devido ao conceito da revista, onde eu consigo uma imponência e ousadia muito maior quando sangradas. Elas sempre serão inseridas seguindo o ritmo do texto e poderá acontecer do título sobrepo-la. Elas sempre serão utilizadas do lado direito da página, criando assim um ritmo de leitura a começar sempre pelo texto e depois até ela.


7 - Imagens | Anúncios e Parcerias

Todas as imagens utilizadas em anúncios e parcerias devem VIR PRONTAS E FINALIZADAS. Elas vão obedecer um formato padrão para adequação a revista e isto deve ser repassado a quem for desenvolve-las. Os formatos são: - 20 x 28 cm (com sangria de 5 mm para cada lado) - 40 x 28 cm (com sangria de 5 mm para cada lado) Os formatos de arquivos que podem ser enviados são: - JPG - TIFF - PDF - PNG Só serão aceitos arquivos com mais de 150 dpi.


8 - Cores Institucionais | Variações

C:0 M:60 Y:0 K:0 R:245 G:130 B:42 PANTONE 114 C

C:15 M:100 Y:100 K:0 R:210 G:35 B:42 PANTONE 1797 C

C:100 M:0 Y:0 K:50 R:0 G:105 B:145 PANTONE 634 C

As cores institucionais da revista se baseiam em analaogia e complementação. Laranja e vermelho são cores análogas (próxima), então eu tenho uma harmonia e uma possibilidade grande de variação tonal. Seu efeito psicológico é justamente o de atitude por serem cores quentes e além disso foram muito utilizadas durante a guerra civil russa e no construtivismo para a mobilização popular, definitivamente são cores que chama bastante atenção por causa de sua intensidade. Azul é a cor contrária ao vermelho (complementar) com ela eu consigo constraste e deixar clara a diversidade, onde pólos contrários podem coexistir em harmonia.


Relatório  

Relatorio conceitual

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