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1o Semestre • 2013

OLHAR . Pág. 44

Quando a palavra superação ganha outro sentido

ENTREVISTA . Pág. 14

Em um bate-papo, Alexandre Costa Nascimento conta um pouco sobre a ideia de usar o esporte como estilo de vida

COMO FAZER . Pág. 40 Comer bem para se exercitar melhor ainda

Jogo de equilíbrio Jovens esportistas aprendem, desde cedo, a conciliar treinos e competições com os estudos Pág. 8


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Às vésperas de completar 200 anos de presença mundial e há mais de 110 anos presente no Rio Grande do Sul, a atuação dos Colégios e Unidades Sociais da Rede Marista se dá, atualmente, presidente das Mantenedoras Ir. Inácio Nestor Etges

cOlÉGiOs/unidadEs sOciais colégio Marista aparecida colegiomarista.org.br/aparecida | 54 3449 2600

Vice-presidente das Mantenedoras Ir. Deivis Fischer

colégio Marista assunção colegiomarista.org.br/assuncao | 51 3086 2100

cOlÉGiOs E unidadEs sOciais

colégio Marista champagnat colegiomarista.org.br/champagnat | 51 3320 6200

superintendente Executivo Rogério Anele

colégio Marista conceição colegiomarista.org.br/conceicao | 54 3316 2700

coordenador Jurídico Ir. Sandro André Bobrzyk

colégio Marista ipanema colegiomarista.org.br/ipanema | 51 3086 2200

coordenador de comunicação e Marketing Alexander Goulart

colégio Marista irmão Jaime biazus colegiomarista.org.br/jaimebiazus | 51 3086 2300

Gerente Educacional Ir. Gilberto Zimmermann

colégio Marista João paulo ii colegiomarista.org.br/joaopauloii | 61 3426 4600

Gerente social Ir. Ivonir Imperatori Gerente Operacional Luis Otávio Silva supervisão editorial e redação de conteúdo local da revista Em Família Katiana Ribeiro e Tiago Rigo

colégio Marista Maria imaculada colegiomarista.org.br/imaculada | 54 3282 1151 colégio Marista Medianeira colegiomarista.org.br/medianeira| 54 3520 2400 colégio Marista pio Xii colegiomarista.org.br/pioxii | 51 3584 8000 colégio Marista Roque colegiomarista.org.br/roque | 51 3724 8100

Redação de conteúdo local – comunicação e Marketing dos colégios e unidades sociais Aline Taciana de Castro, Andressa Lemes, Anna Catarina da Fonseca, Aritanã Aquistapasse, Danielle Rubim, Emilin Silva, Eduarda Alcaraz, Eriel Brixner, Ester Ellwanger, Fernanda Guerra, Francine Pairet, Ingrid Lippmann, Ir. Fabricio Basso, Juliana de Matos, Kaetlyn Fockink, Kamila Baidek, Kassieli Joaquina de Mello, Lívia Luz, Mauren Favero, Milene dos Santos, Natalia Giovanaz, Nélson Vidal,Patrícia dos Santos, Renata Fagundes, Rodrigo de Azevedo, Rozecler Bugs, Sendi Spiazzi, Silvia Medeiros, Virgínia Reginatto

colégio Marista Rosário colegiomarista.org.br/rosario | 51 3284 1200

sede Marista Rua. Ir. José Otão, 11 - Bonfim - Porto Alegre/RS CEP: 90-035-060 Tel.: (51) 3314-0300 / 0800 541 1200

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colégio Marista sant’ana colegiomarista.org.br/santana | 55 3412 4288 colégio Marista santa Maria colegiomarista.org.br/santamaria | 55 3222 2232 colégio Marista santo Ângelo colegiomarista.org.br/santoangelo| 55 3931 3000

em 13 cidades gaúchas e em Brasília. São 26 colégios e 10 centros sociais, que atendem 19 mil estudantes na Educação Básica e 30 mil pessoas nos projetos e Unidades Sociais. instituto Marista Graças colegiomarista.org.br/gracas | 51 3492 5500 Escola de Educação infantil Marista aparecida das águas colegiomarista.org.br/escolas-de-educacao-infantil/escolamarista-de-educacao-infantil-aparecida-das-aguas 51 3203 1676 Escola de Educação infantil Marista Menino Jesus colegiomarista.org.br/escolas-de-educacao-infantil/escolamarista-de-educacao-infantil-menino-jesus | 51 3268 6292 Escola de Educação infantil Marista Renascer colegiomarista.org.br/escolas-de-educacao-infantil/escolamarista-de-educacao-infantil-renascer | 51 3366 2844 Escola de Educação infantil Marista tia Jussara colegiomarista.org.br/escolas-de-educacao-infantil/escolamarista-de-educacao-infantil-tia-jussara | 51 3203 1622 centro social Marista aparecida das águas socialmarista.org.br/centro-social/marista-aparecida-dasaguas | 51 3203 1676 centro social Marista boa Esperança socialmarista.org.br/centro-social/marista-boa-esperanca 51 3711 9309 casa Marista da Juventude socialmarista.org.br/centro-social/casa-marista-dajuventude | 51 3241 4722 centro social Marista de Formação tecnológica socialmarista.org.br/inclusao-digital/centro-social-maristade-formacao-tecnologica | 51 3492 5502 centro Marista de inclusão digital (cmid) socialmarista.org.br/inclusao-digital/centro-marista-deinclusao-digital | 55 3212-5373 centro social Marista ir. antônio bortolini socialmarista.org.br/centro-social/marista-ir-antoniobortolini | 51 3074-1940

colégio Marista são Francisco colegiomarista.org.br/saofrancisco | 53 3234 4100

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colégio Marista são luís colegiomarista.org.br/saoluis | 51 3713 8500

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centro social Marista santa Marta socialmarista.org.br/centro-social/marista-santa-marta 55 3212 5373 polo Marista de Formação tecnológica socialmarista.org.br/inclusao-digital/polo-marista-deformacao-tecnologica | 51 3086-2300

FOtO dE capa Renata Duda REVisãO Editora Champagnat 11a Edição | 1o Semestre 2013 pERiOdicidadE Semestral JORnalista REspOnsáVEl Rulian Maftum / DRT No 4646 supERVisãO Danielle Sasaki (Grupo Marista) e Maria Fernanda Rocha (Lumen Comunicação) REdaçãO REdE Michele Bravos, Julio Cesar Glodzienski, Elizangela Jubanski pROJEtO GRáFicO Estúdio Sem Dublê diaGRaMaçãO Julyana Werneck

R. Amauri Lange Silvério, 270 Pilarzinho Curitiba/PR – CEP: 82120-000 Tel.: (41) 3271-4700

capa Isadora V. Guimarães Senff,

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estudante do Colégio Marista Santa Maria, de Curitiba/PR

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índice

capa

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© Foto: Renata Duda

O maior desafio de quem pratica esporte está em conciliar a prática com os estudos. saiba como pais e professores podem auxiliar.

1a impressão

dia a dia

entrevista

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Os Maristas acreditam que o esporte é ponto importante para a formação integral de crianças e adolescentes. A prática abre portas para o conhecimento e o aprendizado de qualidade.

Educação física é o início de uma vida saudável, pautada pelo esporte. Conheça de que forma isso é abordado na escola.

A Em Família conversou com o primeiro brasileiro a participar do Tour D'Afrique. Ele relata seus sonhos sobre duas rodas e diz como foi sua experiência no continente africano.

educar

giro

essência

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30

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solidariedade

como fazer

compartilhar

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Baseados na proposta educativa de Champagnat, os Colégios e as Unidades Sociais da Rede Marista têm na atividade física uma grande aliada para a aprendizagem de valores.

Confira os projetos e as atividades que marcaram o primeiro semestre do ano letivo.

Irmãos Maristas falam sobre a importância do esporte como ferramenta social.

Crianças que tiveram seus direitos violados reaprendem o significado do convívio familiar, em Casas Lares.

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Incentivar a alimentação saudável nos filhos pode ser mais fácil com o exemplo e acompanhamento dos pais.

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olhar

curiosidade

diversão

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46

A experiência na Paralimpíada de Londres, em 2012, mudou a percepção do jornalista Thiago Rocha sobre desafios e conquistas.

Saiba os segredos que o asfalto guarda sobre as corridas.

Confira as dicas de estudantes e professores sobre livros, programas de TV, dentre outros.

Chamem toda a família e aprendam a fazer brinquedos com materiais recicláveis, para todos se divertirem juntos.


Inovar sempre 1 impressão a

aprendizagem e a socialização. Pegamos carona no clima que vive o esporte no país e apresentamos, nas próximas páginas, a atuação Marista em diferentes segmentos, destacando iniciativas de dentro e de fora das quadras e das salas de aula. O futuro também está em pauta, com a mobilização dos Colégios em torno de seus novos planejamentos estratégicos. Gestores, educadores e estudantes estão envolvidos neste trabalho, que busca novos conhecimentos, caminhos e possibilidades para aprimorarmos nossas práticas e reinventarmos a educação.

A educação integral está em nossa essência, diferencia-nos. Por isso, em nossas Escolas e Unidades Sociais, desenvolvemos trabalhos que contemplam as diferentes dimensões do ser humano: corpo, mente, coração e espírito.

© Foto: Divulgação/Comunicação e Marketing

Enquanto o Brasil respira esporte, nas vésperas de receber grandes eventos mundiais, os Colégios da Rede Marista projetam seu futuro, com vistas a um horizonte de dez anos, focados na inovação. Tanto nas quadras quanto nos Colégios, é tempo de planejamento, sinônimo de trabalho, busca por resultados e qualificação. Nesta edição da revista Em Família, você vai perceber que estes dois assuntos, o esporte e a inovação, sempre estiveram no cerne da educação Marista e estarão no centro das discussões nos próximos anos. Nosso Fundador, São Marcelino Champagnat, em 1817, desenvolveu uma proposta pedagógica e evangelizadora que respondeu às necessidades da sociedade da época. Ele inovou e desafiou os Irmãos Maristas a fazerem o mesmo, assim como todos nós, herdeiros de seu legado, somos responsáveis por atualizar permanentemente sua proposta. Temos o compromisso de seguir inovando e educando integralmente, atentos aos desafios contemporâneos. A educação integral está em nossa essência, diferencia-nos. Por isso, em nossas Escolas e Unidades Sociais, desenvolvemos trabalhos que contemplam as diferentes dimensões do ser humano: corpo, mente, coração e espírito. E é nesse contexto que o esporte encontra seu espaço, estando diretamente relacionado com a

por Rogério anele Superintendente da Rede de Colégios e Unidades Sociais

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dia a dia

© Foto: Acervo Marista

Participação das estudantes do Colégio Marista São Francisco, de Chapecó/SC, nas Olimpíadas Maristas 2011.

Na aula de hoje:

desvendando o

esporte O objetivo da Educação Física no currículo pedagógico é incentivar a prática esportiva, apresentando-a de forma teórica, prática e desafiadora para o estudante

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Uma experiência que fica para a vida inteira! A prática do esporte no dia a dia dos jovens e crianças contribui para o melhor funcionamento do corpo e da mente. Os estudantes, por meio das práticas esportivas, significam e ressignificam sua presença no mundo, pois ampliam sua relação com os outros, respeitando as regras e as diferenças entre si e desenvolvendo uma consciência mais crítica e política. Consequentemente, essa prática influencia o aproveitamento dos estudos em sala de aula e fortalece as relações interpessoais. Pensando nesses benefícios, os Colégios Maristas entendem o esporte como parte da cultura corporal de movimento, bem como da formação integral dos estudantes. Maurício Anony, membro da Gerência Educacional da Rede de Colégios e Unidades Sociais e coordenador do Maristão, maior campeonato esportivo dos Colégios Maristas, afirma que o esporte é um meio para a educação, “principalmente porque propicia uma contextualização de movimentos corporais que visa, também, à qualidade de vida e ao relacionamento entre os praticantes”. Para Anony, a expressão corporal, como um todo, auxilia no processo de descobrimento de identidade. “A macrotendência da educação física e do esporte visa ao propósito de fazer uma leitura escolar como uma extensão, ou seja, fazendo com que as pessoas


OndE tudO sE inicia O trabalho começa cedo. Brincadeiras e jogos são desenvolvidos com as crianças, a fim de desenvolver o trabalho em equipe, o respeito à individualidade e às regras nas práticas esportivas. Essa fundamentação básica, comum a todas as modalidades, dá subsídios para que a iniciação esportiva seja desenvolvida, de forma plena e eficaz, nas séries mais avançadas. “No currículo pedagógico não se tem o esporte como competitivo ou de performance. Dessa forma, ele é trabalhado respeitando e adaptando-se às características de cada indivíduo”, explica o supervisor do Núcleo de Atividades Complementares do Colégio Marista Paranaense, de Curitiba/PR, Fernando Knaipp Junior. As aulas de Educação Física devem trabalhar conceitos sobre a atividade física, contextualização e interpretação de conhecimentos, além das práticas cor-

porais. “Nosso objetivo principal é o incentivo à prática esportiva como formação do ser humano enquanto equipe”, conta Paula Melhado Gomes da Silva, coordenadora de Educação Física do Marista Paranaense.

Os incEntiVOs No Ensino Médio, uma das formas de motivação à prática é a estruturação das aulas em conjunto com os estudantes. “Neste ano, sentamos e preparamos juntos a grade curricular das aulas de Educação Física. É a tentativa de um envolvimento mais efetivo”, explica a coordenadora de esportes do Colégio Marista São Francisco, de Chapecó/SC, Marlise da Silva. Já no contraturno, são ofertadas diversas modalidades àqueles que

desejam ter uma rotina esportiva. “Dentro do treinamento, o Colégio oferece toda a estrutura, com técnicos especialistas, material de alto padrão e todo o suporte necessário. Tudo o que é necessário para o desenvolvimento do estudantes dentro da modalidade”, explica Knaipp. O ambiente físico também influencia o incentivo à prática. “Essa estrutura favorece sim. Todo o espaço físico em que se está inserido fortalece a identificação desse jovem ou desse estudante que busca identidade. Hoje em dia não podemos separar infraestrutura e processo pedagógico. O recurso vivido acaba melhorando a capacidade física e, por isso, os Colégios Maristas possuem amplas áreas e instalações propícias. w Estudantes do Colégio Marista Paranaense, de Curitiba/PR, participando do Projeto Champagnat, em 2012.

© Foto: Tatiane Pereira

possam usufruir da concepção do corpo. Assim, quem pratica o exercício acaba por despertar o talento ao longo da prática e, assim, alcança um diferencial na vida”, explica.

No Rio Grande do Sul, os Colégios Maristas promovem diversos campeonatos esportivos como meio de aprendizagem de valores e com vistas à integração dos estudantes. Os pequenos atletas que não têm idade suficiente para participar do Maristão, maior competição da Rede de Colégios e Unidades Sociais, contam com os jogos do Maristinha. O evento é realizado internamente nas escolas. Outras iniciativas também são desenvolvidas, estimulando a preparação constante dos estudantes, como a Copa São Pedro, do Marista São Pedro, a Taça Rosário e as Olimpíadas Rosarienses, do Marista Rosário, e o Break Cup, realizado pelo Grêmio Estudantil do Marista Champagnat, em Porto Alegre. Na cidade de Santo Ângelo/RS, o passeio ciclístico organizado anualmente pelo Marista Santo Ângelo também integra estudantes de outras escolas da comunidade, bem como educadores e familiares. São mais de 300 participantes de todas as idades. O colégio realiza, ainda, o Torneio Marista de tênis, voltado para estudantes do 1o ano do Ensino Fundamental ao Ensino Médio.

© Foto: Acervo do Colégio

integração

Colégios Maristas do Rio Grande do Sul promovem campeonatos esportivos como meio de aprendizado e integração.

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capa

© Fotos: Renata Duda

Crianças e adolescentes descobrem no esporte um espaço de desafios e conquistas, mas também de muita diversão e até de um futuro profissional

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As aulas de Ginástica Artística também são um momento para estar entre amigas. Em meio a uma acrobacia e outra, as meninas não perdem tempo para se divertir e colocar o papo em dia.

Na contramão da inatividade – comum entre alguns dessa geração que preferem brincar com jogos virtuais a pular corda ou andar de bicicleta –, ainda existem crianças que sonham em ser jogadores de futebol, ciclistas, atletas de alto nível. João Pedro Custódio, 13 anos, 7o ano do Colégio Marista Goiânia, faz parte desse time seleto. Se não bastasse a exceção, ele pratica automobilismo, que, apesar de conhecido por seus vários pilotos renomados, também não é um esporte muito popular. O pai de João, Geovane Gonçalves, conta que o menino ganhou um kart em 2005. No ano seguinte, ele ia todos os fins de semana ao Kartódromo Ricardo Santos para correr – como uma diversão. Aos poucos, perceberam que ele levava jeito para o automobilismo e João começou a ter uma rotina de treinos e participar de competições. Isadora Senff, 10 anos, 5o ano do Colégio Marista Santa Maria, de Curitiba/PR, também teve um incen-

tivo para entrar no universo esportivo. Foi inspirada pela tia, praticante de ginástica artística por oito anos, que Isadora começou a frequentar as aulas dessa modalidade no colégio. A menina conta que outro fator que contribuiu para isso foram as aulas de Educação Física. “A professora percebeu que eu gostava de ‘dar estrelinha’, fazer muitas estripulias, e me incentivou a ir para a ginástica”. Hoje, a menina treina duas vezes por semana e já conta com algumas medalhas. Apesar de adorar ginástica, ela sabe que a vida de esportista é curta. Por isso, afirma que, quando crescer, quer fazer o curso de Arquitetura e Urbanismo. Até lá, resta a Isadora conciliar a rotina de ginasta com os estudos do Ensino Fundamental. Organizar o tempo entre prática esportiva e estudos é, na verdade, o maior desafio dos jovens esportistas. Isso tanto para João e Isadora quanto para a maioria das crianças e adolescentes que praticam algum esporte, profissionalmente ou não.

A professora percebeu que eu gostava de 'dar estrelinha', fazer muitas estripulias, e me incentivou a ir para a Ginástica. Isadora Senff, 10 anos, 5o ano do Colégio Marista Santa Maria, de Curitiba/PR

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capa

EspORtE auXilia nO apREndiZadO Essa conciliação é mais que essencial, uma vez que o esporte praticado de forma assistida e saudável influencia positivamente no aprendizado. Estudos observacionais mostram forte tendência positiva de que a prática de esportes contribua para o aprendizado de matérias convencionais. Segundo o médico ortopedista Mark Deeke, especialista em Medicina Esportiva, as atividades aeróbicas – como corrida, natação e ciclismo – ativam uma área do cérebro chamada de hipocampo, responsável pela memorização e aprendizado, além de aumentar a atividade neural, o que, consequentemente, potencializa a assimilação de conhecimento. O professor de Educação Física Vladimir Chelkanoff Thier, do Colégio Rosário, de Porto Alegre/RS, completa que, no esporte, a criança aprende a desenvolver habilidades importantes para a sala de aula. “A concentração que o esporte dá à criança na sala de aula é algo positivo. Os treinos se unem aos estudos fazendo com que o aluno tenha calma e

se concentre em uma prova, por exemplo. A boa concentração faz o aluno se conhecer bem e saber até onde pode ir”. Gonçalves conta que João tinha dificuldades na escola antes de ingressar no esporte. A situação mudou quando começou a correr de kart. “O Colégio Marista foi fundamental na hora de conciliar as dezenas de atividades escolares com treinos e competições, propiciando um calendário bem organizado e adequado à situação de João Pedro". Esse posicionamento da instituição de ensino também fez toda a diferença na vida de Khiuani Dias, 21 anos, ex-ginasta da Seleção Brasileira e, atualmente, estudante de Educação Física na PUCPR. A rotina dos filhos deve ser elaborada pelos pais, segundo a professora de Educação Física do Colégio Marista Santa Maria, de Santa Maria/RS, Silvia Trevisan, e é indispensável para o bom desenvolvimento das atividades. “A rotina é fundamental porque permite melhorar a organização de atividades do esporte e das salas de aula”.

por um mundo em movimento A falta de atividade física pode trazer consequências negativas para as futuras gerações. Veja alguns dados:  30% DE CRIANÇAS COM OBESIDADE  R$ 2.741,00 A MAIS POR ANO DE GASTOS COM A SAÚDE

João Pedro conta com o apoio da família e do Colégio para conciliar estudos com rotina de treinos e competições.

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© Foto: Luca Bassani

F

 MENOS ATIVIDADE FÍSICA ESTÁ ASSOCIADA A NOTAS RUINS NA ESCOLA  5,3 MILHÕES DE MORTES PREMATURAS POR ANO GRAÇAS À INATIVIDADE

Fonte: www.designedtomove.org


CONFIRA A ENTREVISTA COM O TREINADOR ALFREDO CARLOS SCREMIN, DO COLÉGIO MARISTA PARANAENSE, HÁ MAIS DE 30 ANOS NA ÁREA. JÁ PASSARAM POR SUAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA MENINAS E MENINOS QUE, HOJE, SEGUEM CARREIRA NO ESPORTE.

como identificar um atleta nato? O estudante que tem um perfil para esportista normalmente é mais ligado em todas as modalidades esportivas. A gente percebe que o estudante é mais centrado, gosta mais de fazer as coisas, participar. Isso remete ao perfil de um esportista.

qual a hora certa para inserir a criança em uma rotina mais profissional no esporte? O esporte deve começar como lazer e sociabilização. Eu acho que, até os 18 anos, não deve existir uma competitividade exacerbada, deixando os atletas mais livres para a criatividade e não presos em táticas ferrenhas. Caso o talento aflore precocemente, a criança deve participar de competições sempre com acompanhamento de psicólogos.

quais as possibilidades profissionais para os atletas, quando o corpo já não responde mais tão bem quanto antes?

© Foto: Sxc.hu

O próprio esporte tem necessidade de pessoas com vivência e, inclusive, uma formação. A carreira pós-esportiva também é bastante proveitosa. Como, por exemplo, o jornalista Caio Ribeiro, que já foi jogador do São Paulo e hoje é comentarista. Ele tem uma boa formação e continuou a estudar mesmo depois de ter parado de jogar futebol. Hoje, ele é um comentarista respeitado. Há também a possibilidade de virar técnico da modalidade em que jogou. E, ainda, esportistas da nova geração que estão se tornando dirigentes do esporte.

cOMpEtiçÕEs Desde que sejam encaradas de uma forma saudável, as competições podem ser positivas para o desenvolvimento de quem pratica uma atividade esportiva. “A competição é boa desde que seja mediada pelo professor ou treinador. É saudável, mas é preciso deixar claro que às vezes se ganha e às vezes se perde”, afirma o professor Vladimir. Letícia Arakaki, 12 anos, 7o ano do Colégio Maristinha de Brasília, não deixa de participar de nenhuma competição. A mãe Maricelma Arakaki incentiva: “Nas competições, eles podem conhecer outros grupos e isso os ajuda a ter um feedback de como estão”. Isadora concorda que conhecer outras pessoas é uma das melhores partes dos concursos, que, na verdade, tornam-se uma diversão, pois não deixa de ser uma viagem entre amigas. João Pedro afirma que vale muito a pena viajar para

competir. Para ele, sua viagem inesquecível foi para uma competição em Las Vegas (EUA).

EspORtE taMbÉM É diVERsãO A professora Silvia lembra que a prática deve estar relacionada ao prazer e ao bem-estar, não sendo uma obrigação para as crianças. “Quando são menores, fazem as atividades esportivas de forma lúdica, para que eles se divirtam e fiquem mais soltos quanto à escolha de modalidades preferidas. O importante é que saibam que, durante os anos de atividade, podem surgir aptidões específicas. Enquanto isso, eles se divertem”. Mesmo aqueles que levam o esporte mais a sério desde pequenos, o ideal é que não vivam sob pressão. Segundo especialistas, a ausência de cobranças é favorável. Sem estresse, o rendimento é melhor, refletindo positivamente em outras áreas, como os estudos e o convívio social.

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capa

Feitos para

se mexer

Contra inatividade física, ONG luta por um futuro mais agitado, em que as crianças brinquem, corram, movimentem-se mais

Ao olhar para essa geração de pequenos internautas, sempre conectados em seus tablets e PSPs (o Playstation portátil), surgem as lamentações, permeadas de muita preocupação. “Na idade deles, eu estava jogando bola com os amigos”, “eu estava correndo pela rua”, dizem os pais. Ao mesmo tempo que toda essa inserção no mundo tecnológico pode propiciar um raciocínio mais ágil, que encontra solução para tudo, tanta inércia física pode trazer consequências negativas no futuro. Lembra-se da animação Wall-e, da Pixar? Pois é, eles não estavam enganados ao mostrar um futuro de pessoas obesas e preguiçosas. É nesse contexto atual, de pouca atividade, que a ONG Designed to Move faz um alerta a todos. A ONG afirma que, pela primeira vez na história, uma geração viverá menos que a anterior. A geração é essa, a das crianças conectadas. Por isso, o apelo é claro: mexam-se!

E é aí que o papel de pais e professores faz-se essencial. Para a empresária Joelma Rosinholi, mãe da aluna Nicolle Rosinholi, 13 anos, do 8o ano do Colégio Marista Arquidiocesano, de São Paulo/SP, não basta falar para a criança o quanto é importante praticar esporte, é preciso dar exemplo. “Eu acho que o maior incentivo é a família se engajar. Meu marido, meus filhos e eu jogamos tênis juntos. As aulas são separadas, mas, no fim, sempre jogamos uma partida em família”. Joelma afirma que Nicolle adora, principalmente, por ter companhia. Para que a criança cresça sabendo do valor do esporte em sua vida, a psicóloga Patrícia Ribeiro, mestre em Psicologia da Infância e adolescência, e também professora da PUCPR, aconselha que os pais expliquem aos filhos a razão pela qual eles estão sendo incentivados a fazer uma atividade esportiva. “Os pais precisam trocar informações com a criança, dentro das capacidades infantis de compreensão”.

Eu acho que o maior incentivo [para a prática esportiva] é a família se engajar. Eu, meu marido e meus filhos jogamos tênis juntos. Hora do esporte também é hora de estar em família.

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Joelma Rosinholi, mãe da aluna Nicolle Rosinholi, Colégio Marista Arquidiocesano, de São Paulo/SP


a EscOlha cERta

tá na hORa dO quê? A idade da criança pode ajudar os pais a definir a atividade do filho.

© Foto: Sxc.hu

3 a 5 anos de idade

Não devem fazer mais de três ou quatro horas de exercícios físicos por semana. Nessa idade, o melhor esporte que as crianças podem praticar é a natação, porque desenvolve a coordenação, a resistência, a disciplina e a relação entre o esforço e os resultados.

© Foto: Sxc.hu

© Foto: Sxc.hu

5 a 7 anos de idade

Por vezes, a escolha por uma atividade pode ser incomum, como a decisão de João Pedro pelo automobilismo. É preciso estar atento ao que a criança faz, para auxiliar nessa decisão. Segundo a psicóloga Patrícia, uma boa estratégia para escolher a atividade é observar a forma como a criança se diverte, o que ela mais gosta de fazer quando está sozinha ou entre outras crianças. Para ela, a escola também pode auxiliar nesse processo, pois é lá que a criança tem contato com várias atividades físicas. A aluna Letícia, do Colégio Maristinha, de Brasília/ DF, optou pelo futebol, e a escolha por esse esporte se deu nas aulas de Educação Física. “Ela sempre viu a irmã jogar handebol, mas, na escola, conheceu o futebol. A decisão foi totalmente dela”, diz a mãe da menina, Maricelma. Segundo a psicóloga, outra boa maneira de auxiliar uma criança em suas descobertas é permitir que ela experimente. Para isso, é importante que os pais criem essas possibilidades, mas sem exigir nenhum resultado inicial.

O esporte que praticam nessa idade pode dar uma base para as diferentes capacidades. O ideal é um esporte individual e outro coletivo. O individual pode ainda ser a natação, a ginástica desportiva ou as artes marciais; e o coletivo seria o futebol, basquetebol, handebol, voleibol, dentre outros.

© Foto: Lucas Bassani

8 a 9 anos de idade

Nessa idade, os pais já começam a se perguntar se a criança precisa do esporte como atividade física ou se querem levar isso mais a sério. Pais e filhos devem conversar, porque, se optarem pelo segundo, terão de estar dispostos a enfrentar competições, já que haverá necessidade de maior dedicação e esforços.

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entrevista

Verde e amarelo © Fotos: Arquivo pessoal

do outro lado do Atlântico

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Pela primeira vez, o Brasil tem um representante no Tour d'Afrique. A paixão pela bicicleta fez Alexandre Costa Nascimento encarar uma expedição de quatro meses montado em duas rodas. Em um bate-papo entre as pedaladas, ele conta um pouco sobre a ideia de usar o esporte como estilo de vida


Ele é ciclista, blogueiro e jornalista. Alexandre Costa Nascimento é o primeiro representante brasileiro e também primeiro ciclista latino-americano em uma expedição ciclística nas estradas africanas – o Tour d'Afrique (TDA). O evento é anual e propõe que o participante percorra, de bicicleta, o continente africano de ponta a ponta. Em 10 edições, já reuniu cerca de 400 ciclistas de mais de 20 países. A largada aconteceu no Cairo, Egito, no dia 10 de janeiro. A chegada foi em maio, dia 11, na Cidade do Cabo, na África do Sul. Cansou só de pensar? Não esqueça que é tudo de bicicleta. Em um bate-papo, direto da África, graças à tecnologia da internet, o aventureiro conversou com a reportagem da Em Família sobre o incentivo ao ciclismo e sua paixão pela modalidade. Como surgiu o projeto para ir ao continente africano?

Qual a importância dessas jornadas e de quantas já participou?

Como foi a Costumo dizer que minha paixão descoberta da pelas bicicletas começou no exato inspaixão pelas tante em que meu pai soltou as mãos bicicletas?

das minhas costas e dei minhas primeiras pedaladas sem rodinhas. Durante a infância e a adolescência em Araraquara, cidade no interior de São Paulo onde nasci e cresci, pratiquei diversas atividades esportivas: judô, tênis, natação, hipismo, futebol. Mas o que eu gostava mesmo era de pegar minha bicicleta e desbravar trilhas e estradas. Diferentemente de um esporte competitivo, em que o objetivo é vencer um oponente ou ganhar uma medalha, a recompensa para quem pedala vem com o vento no rosto, as paisagens e os amigos que se faz ao longo do caminho, seja em uma pequena cidade no interior de São Paulo ou atravessando o continente africano.

Descobri a existência do Tour d’Afrique há cerca de três anos, enquanto pesquisava na internet sobre roteiros para uma viagem de bicicleta. A partir daí, realizar essa aventura tornou-se mais que um sonho, um grande objetivo. Participar do TDA também é uma chance de aliar três das minhas grandes paixões: o jornalismo, as bicicletas e a África.

Faço da bicicleta uma bandeira política para a construção de cidades mais humanas e também um meio para um estilo de vida mais saudável e harmonioso, usando-a como meio de transporte no dia a dia. Além do TDA, já pedalei no Deserto do Atacama (Chile), Salt Lake City (EUA), Berlim (Alemanha), Colônia do Sacramento (Uruguai), Rodovia Transpantaneira (Mato Grosso), Circuito Vale Europeu (Santa Catarina) e Parque do Superagui (Paraná).

De que forma acontecem os incentivos dos países que investem em bicicleta como transporte?

A principal questão é a forma como a bicicleta é encarada pelo poder público. Enquanto nas principais cidades do Brasil a bicicleta ainda é vista apenas como um instrumento de lazer, em cidades europeias ou nos Estados Unidos, a bicicleta surge como uma solução para os problemas do trânsito. Assim, ela passa a fazer parte da equação e todo o planejamento urbano passa a considerar o incentivo à utilização da bicicleta, tornando o uso do automóvel particular mais difícil e custoso. Como podemos perceber, ainda estamos na contramão do modelo ideal.

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© Foto: Arquivo pessoal

entrevista

Costumo dizer que minha paixão pelas bicicletas começou no exato instante em que meu pai soltou as mãos das minhas costas e dei minhas primeiras pedaladas sem rodinhas. O que é preciso para que o brasileiro se torne mais acessível à implantação da bicicleta na rotina?

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As ações devem ser sistêmicas e atingir o planejamento das vias, sinalização, campanhas de educação para motoristas, ciclistas e pedestres, fiscalização, segurança (aí se entende tanto a segurança de trafegar nas ruas quanto a de não ter a bicicleta roubada ou furtada), a iluminação pública etc. A decisão final, contudo, é pessoal. A bicicleta é o meio de transporte mais eficiente em grandes cidades para deslocamentos de até 8 km entre um ponto e outro. Considerando que mais da metade dos deslocamentos diários de carro em uma capital como Curitiba são feitos dentro desse perímetro, poderíamos, com programas adequados de incentivo, ter mais pessoas pedalando e menos carros poluindo o ar e congestionando as ruas das nossas cidades.

Ciclismo deveria ser mais difundido entre as crianças como opção de esporte já nos Ensinos Fundamental e Médio?

Em tese, sim. Mas não apenas como esporte e, sim, como estilo de vida. Mas de que adianta uma criança aprender dentro da sala de aula os benefícios de usar a bicicleta como meio de transporte e não poder ir pedalando para o colégio todos os dias? Em cidades alemãs, quase a totalidade das crianças a partir do 1o ano vão e voltam da escola pedalando todos os dias (inclusive dias de neve). Hoje, é difícil imaginar uma família tradicional de uma metrópole brasileira em que os pais concordem e se sintam confortáveis em deixar seu filho ir pedalando para a escola. Vivemos em uma sociedade que acredita que o problema para a falta de segurança é usar carro blindado e viver em condomínios fechados. Isso é sintomático e mostra a gravidade do problema. Uma cidade só é realmente segura se uma criança de 7 anos puder pedalar sozinha pelas ruas e ciclovias.


marista em rede

futuro

Olhares para um Colégios Maristas planejam os próximos dez anos com foco na inovação

cada vez mais

presente

As mudanças e perspectivas da área educacional, que caracterizam esta segunda década do início de século e que certamente irão se intensificar ao longo do tempo, levaram a Rede de Colégios e Unidades Sociais a iniciar a elaboração de seu planejamento estratégico, com horizonte de dez anos. Alicerçado nos princípios Maristas de educação e no carisma do Fundador, São Marcelino Champagnat, o plano compreende uma série de estratégias e projetos com desdobramentos locais, em cada um dos Colégios do Rio Grande do Sul e Brasília. Como objetivo central, tornar-se rede líder em educação integral, uma visão

conjunta, almejada por todos, que permitirá avançar a missão Marista de evangelizar por meio da educação. O trabalho em torno do novo planejamento agregou muitas mãos, espíritos e mentes, no sentido de construir as bases de um futuro feito no dia a dia de cada colégio, numa metodologia participativa. Foram realizadas pesquisas e workshops para articulação de ideias, discussões e concepções, com a participação de educadores, consultores externos e até mesmo de estudantes. “Pude perceber o quanto todos se preocuparam em deixar claro, por meio da missão, a paixão que eles têm por

educar e o desejo de formar grandes cidadãos. A missão foi sendo construída levando em consideração todos os valores com os quais sempre fui educada no Colégio. Foi uma experiência única”, relata Rafaela Shimomukay, estudante e presidente do Grêmio Estudantil do Colégio Marista Rosário, de Porto Alegre/RS. Essa primeira etapa, realizada no primeiro semestre de 2013, contemplou nove Colégios Maristas do Rio Grande do Sul e Brasília. No segundo semestre, os planejamentos serão lançados nas Unidades, para apresentação das propostas e comprometimento de toda a comunidade educativa.

© Foto: Sxc.hu

Promover uma educação evangelizadora de qualidade, por meio de processos criativos e inovadores, segundo o Carisma Marista, com vistas a formar cidadãos comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e fraterna. Missão da Rede Marista de Colégios

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Inovação na Educação: como enfrentar e superar esse desafio?

Por Jorge Audy, Pró-Reitor de Pesquisa, Inovação e Desenvolvimento da PUCRS, ex-aluno do Colégio Marista Rosário

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Os atuais estudantes do Ensino Fundamental e Médio pertencem a uma geração que nasceu e cresceu no mundo digital, convivendo naturalmente, como parte de suas vidas, com computadores, dispositivos móveis, como tablets e celulares, videogames, redes sociais e diversas outras tecnologias. As modernas tecnologias da informação e da comunicação mudaram dramaticamente a forma como os jovens vivem, comunicam-se e

© Foto: Sxc.hu

ponto de vista


relacionam-se, aprendem, usam seu tempo livre e são hoje parte indissociável de suas vidas. Esse é o contexto que a Sociedade do Conhecimento nos apresenta e essa é a realidade de nossos estudantes hoje. Boa parte de suas vidas são vividas online. Além de se divertirem, aprendem muito neste mundo online. Esta nova e inexorável realidade deve ser melhor entendida na área da Educação. Não parece razoável supor que essa nova sociedade e os jovens que são fruto desse novo ambiente devam ser educados da mesma forma que as gerações passadas. Esse choque geracional deve ser um dos mais importantes desafios que devemos entender, enfrentar e superar. Com certeza, as novas tecnologias online de aprendizagem implicam a maior transformação ou revolução da área da Educação desde a invenção dos tipos móveis de Guttemberg, que, no século XV, propiciou a impressão de livros em série, permitindo o acesso à informação para número maior de pessoas. Essa segunda revolução na Educação demanda, em escala ainda maior que a primeira, um profundo repensar sobre essa área, envolvendo as abordagens pedagógicas e das metodologias de ensino e aprendizagem que utilizamos para educar as novas gerações. Nesse sentido, a sociedade chama as Escolas a colocar sua tradição e qualidade à serviço da renovação necessária para atender ao cumprimento de sua missão. E isso deve ser feito de forma coerente com seus princípios e valores, expressos em sua missão, visão de futuro e marco referencial. Em síntese, envolve a busca de uma nova Educação para uma nova sociedade, em sintonia com seu tempo. A inovação pode ser entendida como a exploração, com sucesso, de novas ideias, em um determinado

contexto de tempo e espaço. Nessa visão, inovar envolve não somente termos novas ideias, mas essencialmente a capacidade de implantarmos, na prática, as mudanças e os resultados que agregam valor ao que fazemos, gerando um aumento da qualidade real e percebida pela sociedade. Isso requer uma atitude que combine polos aparentemente distantes, porém complementares, como o pensamento analítico e o intuitivo, a inteligência emocional e a matemática etc. A inovação não deve ser vista como um mecanismo de defesa em um ambiente turbulento, mas sim uma estratégia de renovação e de sucesso. As instituições que vencerão os desafios atuais serão aquelas que reconhecerão e honrarão suas forças, enquanto inovam com otimismo e convicção, construindo um futuro melhor. Devemos buscar a excelência como fator essencial e diferencial de nossas Escolas, honrando nossa tradição, tendo a qualidade e a relevância como fim e a inovação e gestão sustentável como meio. A Escola precisa se reinventar. Não basta apenas se adequar às novas tecnologias, há que ir mais longe. Inovar em outras frentes. Sem bons professores, não há escola de qualidade. Os educadores continuam com uma missão intransferível, que é aquela de estimular os estudantes a vontade de aprender e o amor ao saber. E, para isso, devemos usar a linguagem das novas gerações, entendendo as profundas mudanças que a sociedade está vivendo. A missão Marista na educação nos permite inovar, agregando aos atributos essenciais da Pedagogia Marial, do Amor, da Formação Integral, do Espírito de Família, da Presença, e da Simplicidade, a Pedagogia do Espirito de Praticidade e Inovação. Cabe a nós, que temos a missão

de continuar a obra de Marcelino Champagnat, construir os consensos necessários que nos permitam vencer as resistências às mudanças sadias, que permitam abandonar ideias superadas, a partir de critérios inspirados nos ideais que norteiam a escola católica e Marista. A exemplo de Champagnat, homem prático e criativo, de espírito empreendedor, inovador e arrojado para sua época, precisamos desenvolver a atitude de abertura e de adesão às novas tecnologias e aos novos métodos e recursos pedagógicos. É dessa forma que poderemos enfrentar e superar o desafio da Inovação na Educação!

Não parece razoável supor que esta nova sociedade e os jovens que são fruto desse novo ambiente devam ser educados da mesma forma que as gerações passadas. Esse choque geracional deve ser um dos mais importantes desafios que devemos entender, enfrentar e superar.

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?

diz aí

JÚlia caRpEs 1o ano do Ensino Médio Colégio Marista Rosário Porto Alegre/RS

Mathias hEnRiquE ROOs Zanatta 1o ano do Ensino Médio Colégio Marista Maria Imaculada Canela/RS

yuRi caRlOttO RaMiREs 3o ano do Ensino Médio Colégio Marista São Francisco Rio Grande/RS

"A vitória é um mérito, mas não significa que o seu adversário é ruim. É uma conquista muito pessoal. Tudo vale a pena se você gosta do que faz. Medalhas e troféus representam esforço, dedicação, comprometimento. A vitória dá mais vontade de continuar."

"A mais bela vitória é vencer a si mesmo, lutando e agindo para alcançar o topo da montanha, sempre com humildade, sinceridade e amor pelo que faz, superando as barreiras que nos impedem de crescer. O importante é termos ousadia para criarmos nossa própria história, e o orgulho de cada gota de suor que escorre por nossos rostos."

"Sim, qualquer esforço é válido quando se tem um ideal em vista. Somente são valorizados aqueles que se destacam e, portanto, cabe a nós a escolha entre agir como outras 7 bilhões de pessoas ou fazer a diferença e alcançar vitórias na vida. Um prêmio deve ser apenas um reconhecimento, um alento para que sejam alcançadas conquistas cada vez maiores."

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© Fotos: Acervo dos Colégios

Qual é o preço da vitória


Nicolie Massochini Zwartjes 6o ano do Ensino Fundamental Colégio Marista Ipanema Porto Alegre/RS

Carlos Eduardo M. de Jesus 2o ano do Ensino Médio (EJA) Colégio Marista São Marcelino Champagnat Novo Hamburgo/RS

Fabrício Adão Bernardo 1o ano do Ensino Médio (EJA) Colégio Marista Vettorello Porto Alegre/RS

"Ganhar a medalha de atleta destaque do Handebol Mirim no Maristão 2012 foi uma surpresa. Eu não esperava ganhar uma medalha de destaque. A minha equipe ficou em 3o lugar e isso para mim já era uma conquista. Tenho uma coleção de medalhas guardadas em meu quarto de outras competições. Essa veio somar mais uma alegria."

"Para mim, o esporte tem um gosto diferente, de superação. Sinto uma imensa felicidade, pois tenho uma deficiência, uso prótese em uma das pernas. Sempre joguei e até hoje sou o primeiro a ser escolhido nos jogos, porque tenho bastante habilidade com a bola."

"Pode se dizer que saborear a conquista vai além de qualquer outro sentimento. Para alcançar um troféu, uma medalha, no esporte ou na vida, é necessário o sacrifício, a luta, a entrega, romper limites. Assim, a conquista vai além de um reconhecimento. Alcança-se o mérito da pessoa que soube lidar com todas as adversidades, tornando-se um grande vencedor."

Opinião dO EducadoR Vivemos num mundo competitivo. Chegar à vitória é promover sua caminhada. Certamente, os jovens se perguntam: o que eu fiz para chegar lá? De modo individual, em duplas, trios, em esportes coletivos, não importa; a felicidade é o ponto mais alto da tão sonhada vitória. Vencer para atingir o topo, a sensação de conquista, o resultado desejado, o fim de um esforço físico e mental em prol de um prazer, simplesmente. Ver o quanto é satisfatório correr, marcar ou pontuar, na verdade, vibrar, sair com um sentimento de que realmente atingiu os seus objetivos. Mas onde está a derrota no meio de tanta euforia? Ela

sim é a mola mestra que promove o desejo de chegar até a vitória. Portanto, nossos estudantes devem estar preparados para perder. Toda sensação de insucesso estimula o desejo, aumenta o esforço e a preparação. Afinal, mostra o caminho para poder chegar ao topo e, aí sim, correr para o abraço, receber a medalha, o troféu, e festejar a tão desejada vitória!

Maurício Anony Formado em Educação Física, coordenador do Maristão – Esporte e Integração e membro da Gerência Educacional da Rede de Colégios

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educar

A vez do

esporte

Baseada na proposta educativa de São Marcelino Champagnat, os Colégios e as Unidades Sociais da Rede Marista têm na atividade física uma grande aliada para o desenvolvimento integral dos estudantes e educandos

© Foto: Acervo do Colégio

País vivencia momento decisivo para colocar em foco a valorização da atividade física nas escolas.

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O esporte nunca esteve tão em alta no Brasil. Em pouco tempo, o país receberá dois dos megaeventos mais importantes da década: a Copa do Mundo, em 2014, e as Olimpíadas e as Paralimpíadas, em 2016. Para aquecimento dessas competições, ocorre ainda este ano a Copa das Confederações. O foco, no entanto, tem estado apenas nas mudanças estruturais e econômicas, graças às grandes obras em andamento, deixando a educação fora de campo. Segundo Nelson Todt, professor da Faculdade de Educação Física e Ciências do Desporto da PUCRS, este é o momento de chamar a atenção para a valorização da prática esportiva nas escolas. A origem da Educação Física remonta à Pré-História, quando o homem primitivo se colocou de pé e passou a


executar movimentos corporais básicos e naturais: correr, saltar, arremessar, nadar, dentre outros. Como área de conhecimento, foi implementada nas instituições educacionais no período da Renascença. Já como profissão, só foi de fato regulamentada, em território nacional, na década de 1990. Apesar do pouco espaço que sempre ocupou na grade escolar, tem evoluído e se configurado como principal alternativa para reverter o crescente sedentarismo infantojuvenil. “Está cada vez mais difícil tirar as crianças e jovens da frente da televisão e do computador. Isso afeta tanto a saúde física quanto as relações interpessoais. O esporte é essencial para mudar esse cenário”, ressalta Todt. Em resposta aos desafios contemporâneos, os Colégios Maristas investem na aprendizagem esportiva, tendo em vista o desenvolvimento integral dos seus 19 mil estudantes. Um exemplo é o projeto Da Bola Para a Vida, realizado desde 2011 pela Es-

cola Marista Santa Marta, de Santa Maria/RS. Os professores Fabio da Silva Belous e Maico dos Santos ensinam a técnica do futebol em sintonia com os conceitos de formação humana, cooperação e respeito. “A união do esporte com os valores e princípios da pedagogia de São Marcelino Champagnat possibilita a construção da cidadania dos estudantes”, salienta Belous. Péterson Miguel Graúna Roque Cavaleiro, do 8o ano do Ensino Fundamental do Marista Santa Marta, de Santa Maria/RS, participa das aulas do projeto Da Bola para a Vida, todos os sábados, e das escolinhas de futebol, duas vezes por semana. “Com o esporte aprendi muitas lições de vida, sem falar que colabora para a minha saúde e para fazer novos amigos”, conta entusiasmado. A estudante Stefany Souza de Lima, também do 8o ano, reconhece o incentivo dado pelo Marista Santa Marta em sua participação em jogos e torneios em nível local e estadual. “Se não fosse pela escola e aulas oferecidas, não teria oportunidade competir em outras cidades”, comenta Stefany. Além da presença da Educação Física no currículo e nas atividades extraclasse, iniciativas inovadoras são promovidas com o objetivo de despertar

ainda mais o interesse dos estudantes pela área esportiva. É o caso do Colégio Marista Rosário, de Porto Alegre/ RS, onde o 3o ano do Ensino Médio tem a opção de explorar atividades físicas variadas, que incluem caminhadas, exercícios aeróbicos, movimentos rítmicos e uma oficina mensal com instrutores e especialistas. As modalidades denominadas Corpo e Mente e Atividades Diferenciadas foram criadas em 2009, no intuito de atender aos gostos individuais em meio ao coletivo. De acordo com o professor André Nether Pessin, a proposta foi idealizada a partir de uma pesquisa com os estudantes do Terceirão na época, que sugeriram outras atividades para a Educação Física. Patinação, defesa pessoal, técnicas de relaxamento e ioga estão entre as oficinas oferecidas. “O sucesso, o interesse e a motivação do grupo foram maiores que o esperado. Por isso, estamos estudando a possibilidade de ampliação para o 2o ano do Ensino Médio”, observa Pessin. Para a estudante Catarina Guglielmi, o projeto representa uma oportunidade de aprendizado aliado ao lazer. “É divertido experimentar coisas novas e sair da rotina. Estou muito mais animada para participar das aulas”, revela a jovem.

Atividade física a serviço da aprendizagem A criança aprende por meio do movimento. É o que diz o professor da Faculdade de Educação Física e Ciências do Desporto da PUCRS, Nelson Todt, também presidente do Comitê Brasileiro Pierre de Coubertin (CBPC), iniciativa voltada para a promoção da educação olímpica. “Quanto mais a criança for estimulada a se movimentar, mais ela se desenvolverá”, frisa. A educadora do Colégio Marista Pio XII, de Novo Hamburgo, Greice Fleck, concorda: “A criança ou adolescente que pratica um esporte desenvolve uma série de benefícios que não se resumem apenas ao âmbito físico, mas também existem aspectos sociais, psicológicos e de aprendizagem”. O estudante Eduardo Gomes dos Reis, do 1o ano do Ensino Médio do Marista Pio XII, conta que começou a nadar aos 6 anos, por indicação médica, em função da asma. Desde então, ele não largou mais o esporte. As vantagens são notoriamente percebidas em seu rendimento escolar. “A natação contribui muito para a concentração. Fico mais atento na aula, além de auxiliar na organização e na disciplina”, avalia. A nadadora Eduarda Iungue Passarin, da 8a série do Ensino Fundamental do Marista Pio XII, também destaca a importância da prática esportiva em sua rotina: “Consigo conciliar os trabalhos da escola com as competições e me ajuda a ter mais responsabilidade e atenção”.

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educar

intEGRaçãO E ViVência dE ValOREs

Estudantes confraternizam e defendem com garra as suas equipes.

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o maior campeonato esportivo da Rede, com sua primeira edição realizada em 1990. Até 2010, os jogos eram regionais, isto é, aconteciam paralelamente em alguns Colégios Maristas de Porto Alegre e no interior do Estado. Atualmente, o evento é em âmbito estadual, com todas as atividades concentradas na capital gaúcha, nas quadras do Marista Rosário e no Parque Esportivo da PUCRS. No total, são quatro dias de convivência, lazer e confraternização. O Maristão também representa uma oportunidade de valorizar o trabalho esportivo realizado nos Colégios e Unidades Sociais Maristas. Todos os envolvidos esperam ansiosos pelas competições. “No início do ano letivo, os estudantes já querem saber a data do evento para se preparar. Eles ficam na expectativa e treinam com muita responsabilidade e dedicação”, explica a professora de Educação Física do Marista Rosário, Graziela Acosta.

MaRistãO EM nÚMEROs 2 edições anuais 28 horas de competição 13 quadras utilizadas 345 partidas disputadas 160 equipes 2,3 mil atletas 11 mil refeições 100 árbitros envolvidos

30 profissionais da área da saúde

© Fotos: Acervo dos Colégios

O grito de gol, a comemoração pela cesta decisiva, a chegada na piscina, a precisão do golpe no judô. Esses momentos e tantos outros são inesquecíveis para um atleta. Somada a tudo isso, a emoção de vestir a camiseta e representar o seu colégio no Maristão – Esporte e Integração, a principal competição esportiva da Rede de Colégios e Unidades Sociais. “Com forte tradição, o evento estimula a prática esportiva e a cultura como fator de bem-estar, de socialização, de formação do espírito solidário, baseados nos valores da proposta educativa Marista”, esclarece o coordenador do Maristão, o educador físico Maurício Anony. As duas edições anuais ocorrem no segundo semestre e reúnem mais de 2 mil atletas nas categorias Juvenil, Mirim, Pré-Mirim e Infantil. Conforme o número de inscritos, são disputadas as seguintes modalidades: basquete, futsal, futebol de campo, handebol, judô, natação, voleibol, tênis de quadra e xadrez. Segundo Anony, é


A emoção está presente em todos os momentos do campeonato, principalmente, na torcida das famílias, colegas e amigos dos pequenos e jovens atletas. Nas arquibancadas, incentivam o esforço mostrado dentro das quadras, do campo de futebol, da piscina e demais ambientes onde ocorrem as competições. Há famílias que se deslocam das cidades do interior do Estado e de Brasília para apoiar seus filhos. É o que Alessandra e Tânia Maria Scortegagna Bonazza, mãe e avó, respectivamente, da Julia, jogadora de basquete do Marista Santa Maria, fazem sempre que podem. “Viajamos de Santa Maria até Porto Alegre para assistir às partidas e vibrar com ela. O importante dar apoio em todos os momentos”, diz Alessandra. O Maristão marca pontos, ainda, na relação família-escola. O fato de os pais e responsáveis confiarem nos educadores o cuidado de seus filhos durante a viagem e a estadia na capital aumenta a parceria estabelecida desde o momento em que optaram pela educação Marista. “Para nós é uma grande honra receber a confiança das famílias Maristas”, reconhece o professor de Educação Física do Colégio Marista Santo Ângelo, Alessandro Radins. O cuidado também é redobrado no momento dos jogos, com árbitros externos acompanhando as partidas e estudantes entrando em quadra sempre ao lado de seus técnicos. Ao longo de todo o evento, uma equipe de técnicos em Enfermagem do Instituto Marista Graças, de Viamão, fica de prontidão para atender os atletas.

Momentos que se destacam Um dos pontos altos da programação é a tradicional abertura do campeonato, realizada no fim do primeiro dia de competições. Todos os participantes se reúnem para o desfile das delegações e para o canto dos hinos Nacional e Rio-Grandense, além do juramento do atleta, reforçando os valores e o comprometimento dos atletas. As atrações são preparadas com o propósito de celebrar a integração, incluindo shows de entretenimento e apresentações de dança. “A abertura do Maristão proporciona aos estudantes a sensação de vivência em virtude da diversidade cultural existente no Estado”, declara Anony. O público também conta com ações especiais promovidas pelos parceiros e apoiadores do evento. Além disso, os acadêmicos de Jornalismo da Faculdade de Comunicação Social da PUCRS fazem a transmissão ao vivo dos jogos pela internet, com uma cobertura completa nos dias do evento. O encerramento, por sua vez, é marcado pelo sentimento de dever cumprido. São distribuídas medalhas e troféus, em um momento de confraternização entre todos os participantes, gestores, professores e familiares. É a celebração do esporte em prol da vida saudável e da formação integral.

Equipes do projeto Futebol Social Marista integram educandos de diversas Unidades Sociais.

© Foto: Acervo das Unidades Sociais

O papel das famílias e a confiança depositada nos educadores

Prática esportiva como agente de transformação social A promoção da prática esportiva como fator de mudança da realidade dos menos favorecidos também está entre as frentes de atuação da Rede de Colégios e Unidades Sociais. Há dez anos, ocorrem os Jogos Sociais Maristas, uma iniciativa em rede voltada especialmente para os atendidos pelos projetos sociais Maristas. O evento, realizado em novembro, reúne mais de mil educandos. Na ocasião, as equipes de todo o Estado entram em campo para mostrar suas habilidades no futebol, marcando gols a favor de uma convivência saudável. Já as crianças são envolvidas em brincadeiras e atividades recreativas. No sentido de unir ainda mais o esporte à inclusão social, um importante passo foi dado em 2012: a criação do Futebol Social Marista. O projeto conta com equipes formadas por educandos de diversas Unidades. São elas: Escola Marista Santa Marta, Casa Marista da Juventude (Caju), Centro Social Marista de Porto Alegre (Cesmar) e Projeto Show de Bola. Além da participação em campeonatos e torneios estaduais, o Futebol Social Marista vem sendo apresentado para importantes clubes do Brasil e Europa. Em fevereiro, uma comitiva Marista esteve em Glasgow, na Escócia, sendo acolhida pelo diretor-executivo do Celtic Football Club, Peter Lawwell, e sua assessoria executiva de futebol. O gerente social da Rede Marista de Colégios e Unidades Sociais, Ir. Ivonir Imperatori, apresentou a extensão do trabalho e suas diversas relações. “Nosso objetivo é buscar parcerias para ampliar o desenvolvimento e a projeção dos atletas”, aponta Ir. Ivonir.

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Vidaplena

Esta é a nossa causa

Todos os dias, milhares de crianças, jovens e adultos, têm suas vidas transformadas por meio da atuação marista. A educação que liberta e a garantia de direitos são a base para a formação de uma sociedade mais justa e fraterna.

socialmarista.org.br


você sabia?

Muita história

para contar

© Fotos: Acervo dos Colégios

O esporte é repleto de histórias, lembranças e emoções, tanto para quem pratica, quanto para quem está fora das quadras, torcendo por seu filho, amigo ou equipe. Nos Colégios Maristas, essas histórias e curiosidades perpassam gerações e muitas delas deixam marcas até hoje. Em 1991, uma família de Não-Me-Toque matriculou três filhos no Marista Santa Maria. Paulo Augusto Rower, o mais velho deles, aos 14 anos, estava com 2,09 metros e já fazia parte da Seleção Gaúcha de Basquete. Tudo começou com uma indicação do professor de Educação Física, que percebeu o potencial do estudante. Posteriormente, chegou a jogar em clubes de basquete da Itália, Espanha e Estados Unidos.

Um dos primeiros clubes de futebol da cidade de Santa Maria, o Sport Club 14 de Julho, foi fundado em 1912 por Irmãos Maristas, ainda na época em que o Colégio era o Gymnasio Santa Maria. O nome da equipe é uma referência à história da França, onde surgiu o Instituto Marista.

Em 1959, o Marista Rosário, de Porto Alegre, foi a primeira escola do Sul do Brasil a participar de uma olimpíada intercolegial internacional. O evento foi realizado em Montevidéu. O colégio conquistou o 1o lugar no futebol e o 3o lugar no basquete, sagrando-se campeão geral do evento.

Fernando Martins, jogador do Grêmio, incluindo todas as categoriais, é o atleta com mais convocações para a Seleção de Brasileira de Futebol. O talento com a bola era evidente ainda no período em que foi estudante do Marista Medianeira, em Erechim. Mesmo sem ter idade para jogar, ele era escalado para os jogos, inclusive na posição de goleiro. Na foto, Fernando Martins (Grêmio) segura a flâmula. Juntos, o jogador Neuton Sérgio Piccoli (Watford-Europa) e Saimon Pains Tormen (Grêmio).

Um dos primeiros Ginásios de Esportes da Rede Marista foi construído em Erechim, no Colégio Marista Medianeira, no ano de 1964. Um dos primeiros da cidade, já foi palco de competições de diferentes modalidades, como futsal, basquete, vôlei e patinação.

Em setembro de 1989, o Ginásio de Esportes do Marista Santo Ângelo foi completamente destruído por um ciclone que passou pela região das Missões. Um ano depois, um novo Ginásio foi construído e entregue para a comunidade.

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destaque

Conquista nas

quadras

Não desista jamais de um sonho, vá até o fim, independente dos obstáculos. Bruno Conte integra a equipe de voleibol do Colégio Marista São Pedro, de Porto Alegre/RS.

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© Foto: Acervo do Colégio

Estudante do 1o ano do Ensino Médio, Bruno Conte é um dos mais talentosos jogadores da equipe de voleibol do Colégio Marista São Pedro, de Porto Alegre/RS. O interesse pelo esporte surgiu desde cedo. Em 2002, quando entrou para a Educação Infantil, ele participava de três modalidades esportivas oferecidas pela escola. Em pouco tempo, a evolução nas técnicas do vôlei chamou a atenção do professor Ricardo Signoretti e os treinos tornaram-se exclusivos desta modalidade. Ao longo de sua trajetória no esporte, o jovem vem conquistando reconhecimento e novas oportunidades. A dedicação e as vitórias em campeonatos escolares renderam o convite para integrar o time da Sogipa, clube de Porto Alegre consagrado em títulos e encaminhamentos de jogadores para seleções de base do Brasil. Hoje, aos 15 anos, encara um novo desafio: fazer parte da Seleção Gaúcha de Voleibol Infantojuvenil. Atento à importância da formação acadêmica, Bruno concilia os estudos com a rotina de treinos e pretende cursar Educação Física. De acordo com ele, os valores trabalhados na escola, como respeito, solidariedade e espírito de equipe, serão levados para vida toda. Ele também aconselha os demais colegas, tanto da sala de aula quanto das quadras, a terem perseverança para alcançar os objetivos traçados. “Não desista jamais de um sonho, vá até o fim, independente dos obstáculos”, declara.


© Foto: Acervo do Colégio

João Paulo Andrade é nadador desde os 3 anos.

Dedicação e fôlego nas piscinas Há dez anos, a natação faz parte da rotina de João Paulo Andrade, estudante do 9o ano do Ensino Fundamental do Colégio Marista João Paulo II, de Brasília/DF. Com apenas 3 anos de idade, ele já dava suas primeiras braçadas. Desde então, o gosto pelo esporte só aumentou. Em 2007, além de fazer aula extraclasse de natação, passou a integrar equipe representativa do Colégio. No ano seguinte, o atleta conquistou sua primeira medalha. Hoje, a prática esportiva tem ainda mais relevância no dia a dia de João Paulo. Aos 13 anos, ele treina seis vezes por semana em um clube da cidade e participa de diversas competições nacionais e regionais. Atleta federado desde os 11 anos de idade, já ganhou o título de campeão Centro-Oeste de Natação, em diversas categorias, e ficou entre os três primeiros no Campeonato Brasileiro, uma de suas conquistas mais importantes de 2012. Mesmo treinando três horas por dia, de segunda a sábado, e em dois dias intercalados também antes de ir à escola, o estudante consegue se revezar bem entre o esporte e os estudos. Com bom rendimento escolar, João Paulo diz prestar atenção nas aulas e estudar para as avaliações. Ele ainda não sabe que carreira seguir na universidade, mas, quanto ao esporte, já está decidido: “Quero ser um atleta de ponta e de nível mundial”.

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giro FutuRO EM cOnstRuçãO No Colégio Marista Aparecida, de Bento Gonçalves/RS, os estudantes participam do projeto Futuro em Construção. As atividades são desenvolvidas de acordo com cada nível de ensino. Na Educação Infantil e Anos Iniciais, por exemplo, as crianças têm contato com o universo das profissões por meio de brincadeiras e jogos, além da presença dos pais em sala de aula, compartilhando como é o dia a dia de seu trabalho. Já nas Séries Finais e Ensino Médio são realizados encontros, dinâmicas, oficinas, Semana das Profissões e visita a universidades. No primeiro trimestre, o psicólogo Rodrigo Carlet Carini, ex-aluno, ministrou uma palestra sobre quais critérios levar em conta na hora de escolher a profissão.

tERcEiRãO VEncE pROGRaMa dE tV Engajados, com muita força e trabalho de equipe, o 3o ano do Ensino Médio do Colégio Marista Conceição, de Passo Fundo/RS, conquistou a vitória no programa O Último Passageiro, da Rede TV. Os estudantes tiveram seus conhecimentos testados em diversas áreas de conhecimento e cultura e venceram todas as provas. Esta foi a primeira vez em que uma escola ganhou de forma invicta o programa. Além de representar a cidade, os jovens encheram o Colégio e as famílias de orgulho. Também participaram da disputa, realizada em abril, os colégios Marista Santa Maria e Objetivo Roque, de São Paulo/SP. O prêmio recebido foi uma viagem para Búzios, que ocorrerá no fim do ano.

aRtE E talEntO na hORa dO intERValO Recreio é hora de lanchar, de conversar com os amigos e de relaxar. No Instituto Marista Graças, em Viamão/RS, esse momento também é sinônimo de cultura e valorização de talentos. A cada 15 dias, os estudantes mostram um pouco da sua arte em apresentações de música, dança, teatro, exposição, entre outras formas de expressão. O projeto Recreio Cultural, lançado em 2012, vem revelando talentosos estudantes, de todos os níveis de ensino, numa conquista de espaço e de respeito na comunidade escolar. O momento já se tornou uma forma de comunicação e integração entre colegas e Escola, na hora do intervalo.

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EducaçãO EM tEMpO intEGRal Desde fevereiro, as famílias do Colégio Marista Medianeira, de Erechim/RS, contam com a opção segura de Turno Integral. O projeto, voltado para a Educação Infantil até o 2o ano do Ensino Fundamental, oferece um espaço multidisciplinar, com salas climatizadas e equipadas com televisores com tela sensível ao toque, que são utilizados como lousa interativa. Cada turma tem um educador responsável pelo desenvolvimento das atividades e acompanhamento das oficinas de ciências, inglês, música e esportes. Tudo isso, estimulando a aprendizagem e a formação integral dos estudantes.

© Fotos: Acervo dos Colégios

intERaçãO cOM EscRitOREs Em sua 26 a edição, o projeto Autor Presente segue estimulando o hábito da leitura no Colégio Marista Roque, de Cachoeira do Sul/RS. As atividades, desenvolvidas pela Biblioteca, promovem a interação dos estudantes com escritores convidados. As obras são trabalhadas em sala de aula e depois as crianças têm a oportunidade de conhecer os autores. Já estiveram na escola mais de cem escritores, dentre os quais, Maria Dinorah Prado, Moacyr Scliar, Luiz Antonio de Assis Brasil, Letícia Wierzchowski e Gabriel O Pensador. Em 2013, o primeiro a fazer palestra no Colégio foi o carioca João Pedro Roriz, que escreve para o público adolescente.

nOVO EspaçO dE inclusãO diGital Transformar realidade de jovens de família de baixa renda por meio da inclusão social e digital faz parte do trabalho desenvolvido no Centro Marista de Formação Tecnológica, implantado, no primeiro semestre, em Viamão/RS. O primeiro projeto lançado na Unidade é o Centro de Recondicionamento de Computadores (CRC-Viamão), que integra o Programa RS Mais Digital e tem patrocínio do Banrisul. Até janeiro de 2014, a previsão é recuperar 2 mil computadores e formar mais de mil educandos nas áreas de hardware e software. A inauguração do novo Centro Social contou com presença do governador do RS, Tarso Genro, demais autoridades e representantes da Rede de Colégios e Unidades Sociais.

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caleidoscópio No Dia Nacional do Livro Infantil, comemorado em 18 de abril, em homenagem a Monteiro Lobato, os estudantes da 7a série do Marista São Luís contaram histórias para as crianças da Educação Infantil e Anos Iniciais. (santa cruz do sul)

Em comemoração aos 15 anos de trajetória na educação, a Escola Marista Santa Marta promoveu um jantar-baile para educadores, gincana entre os estudantes, jogos, brincadeiras e a entrega de cupcakes. (santa Maria)

2013

Todo mês, o Centro Social Marista de Porto Alegre (Cesmar) recebe a biblioteca móvel do Sesc-RS, um projeto itinerante que leva mais de 3 mil livros para consulta das crianças e jovens do Centro Social e do Marista Irmão Jaime Biazus. (porto alegre)

SOLIDARIEDADE

EVENTOS

No início do ano letivo, as famílias do Marista Pio XII estiveram presentes nas Reuniões de Pais e foram convidadas a participar de uma dinâmica especial. O resultado foi a confecção de uma ‘rede repleta de expectativas positivas’. (novo hamburgo)

Em abril, Unidades Maristas de todo o país vivenciaram a Semana Pastoral. No Marista Champagnat, integrantes da PJM montaram uma peça teatral sobre o tema "juventude", remetendo à Campanha da Fraternidade 2013. (porto alegre)

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© Fotos: Acervo dos Colégios e da Comunicação e Marketing

Para incentivar a autonomia e o protagonismo, o Marista Sant’Ana criou o Projeto Origens. Durante as atividades, os estudantes do 6o ano EF refletem sobre suas ações no mundo, buscando o autoconhecimento. (Uruguaiana)

Há mais de cinco anos, o Marista Assunção desenvolve o Projeto de Adaptação, com o objetivo de promover a integração e a acolhida dos estudantes da Educação Infantil ao 5o ano EF. (Porto Alegre)

PROJETOS

Projeto ECOlhida, realizado pelo Marista Rosário, possibilita a integração dos estudantes do Ensino Fundamental por meio de atividades realizadas na Sede Campestre da Associação de Pais e Mestres (Apamecor). (Porto Alegre)

parceria

A 8a edição do Passeio Ciclístico APM/ Oceano Bike reuniu cerca de 300 participantes. O evento organizado pelo Marista Santo Ângelo mobilizou educadores, familiares e estudantes de diversas escolas da cidade. (Santo Ângelo)

destaques

O Ensino Médio Marista, por mais um ano, foi a marca mais lembrada na pesquisa Marcas de Quem Decide, promovida pelo Jornal do Comércio em parceria com a Qualidata. (RS)

Estudantes exploram fenômenos celestes e o planeta Júpiter durante atividade do projeto Astronomia na Escola, uma iniciativa do Marista Santa Maria realizada em parceria com o Museu e Observatório Bioastronômico Cosmos. (Santa Maria)

Comitiva de Irmãos e Leigos de vários países conheceu um pouco do trabalho desenvolvido no Cesmar, acompanhando as atividades do Polo Marista de Formação Tecnológica. (Porto Alegre)

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© Fotos: Divulgação

gente nossa

Talento para comunicar Com ampla bagagem profissional, o jornalista Lasier Martins iniciou a carreira como locutor de esportes, na época em que era estudante Marista

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para participar de um programa de esportes na Rádio Montenegro”. A rotina incluía fazer notícias, entrevistas e reportagens sobre todas as atividades esportivas da cidade. A vivência escolar também influenciou o começo de sua história na imprensa, pelo fato de ter sido escolhido para ser orador da turma. “Na época, a formatura do ginásio era um acontecimento social na cidade e culminava com a cerimônia do clube aristocrático de Montenegro”, lembra. Outras memórias de quando era estudante Marista são destacadas, como “os valores pregados pelos Irmãos, a aprendizagem da disciplina e a iniciação no conhecimento de latim, francês e inglês”. Engana-se, no entanto, quem pensa que esse renomado comunicador gaúcho tem formação acadêmica em Jornalismo. Na década de 1960, após fazer o chamado curso Clássico no Colégio Júlio de Castilhos, em Porto Alegre, ele optou pela Faculdade de Direito, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). “Atuei como advogado durante 23 anos, paralelamente ao trabalho na comunicação. Ao entrar na RBS, pouco depois, resolvi fechar o escritório”, declara.

Atualmente, nas horas de folga, ele aproveita para estar ao lado dos filhos Marla, Lasier Júnior, Luana e Karina. Parte de seu tempo também é dedicada aos seus hobbies. “Gosto de ler e viajar para lugares calmos, além de frequentar academia de ginástica há vários anos com muita assiduidade”, revela o vencedor de várias edições do Top of Mind da Revista Amanhã, na categoria Comunicador de TV. © Fotos: Arquivo pessoal

Aos 71 anos, Lasier Costa Martins é dono de uma reconhecida trajetória jornalística. São mais de duas décadas de atuação na Empresa Caldas Júnior (Rádio Guaíba, Correio do Povo e TV Guaíba) somadas aos 27 anos no Grupo RBS, no qual acumula diversas funções até hoje. Dentre as principais, apresenta o programa diário Conversas Cruzadas, da TVCOM, e comenta fatos relevantes do cotidiano no Jornal do Almoço, da RBSTV. Também já foi âncora desse mesmo telejornal, comentarista esportivo da Rádio Gaúcha e correspondente internacional em mais de 30 países, tendo feito a cobertura de cinco Copas do Mundo e de outros importantes acontecimentos, como a pré-guerra do Golfo Pérsico, em Jerusalém, em 1990. Nascido em 1942, no Distrito de General Câmara, atual município de Vale Verde, localizado na região do Vale do Rio Pardo, Lasier conta que sua ascendente carreira teve início ainda no período em que cursava o ginasial no Marista São João Batista, extinto colégio de Montenegro/RS. “Aos 17 anos, após seis meses realizando a locução dos alto-falantes da escola, fui convidado pelo professor regente de uma aula, José Carlos Schwartz, já falecido,

Turma do Ginásio - Lasier na fila do meio, o quarto da direita para a esquerda.


© Foto: Arquivo pessoal

essência

ir. leomar d’avila Educador físico e diretor institucional do Centro Social Marista Santa Mônica, de Ponta Grossa/PR

A prática condizente de qualquer modalidade esportiva, competitiva ou não, leva a pessoa a desenvolver suas capacidades e aptidões. É no momento de interação que se atinge diretamente o outro, gerando, assim, socialização e aprendizagem. Desse modo, experiência no esporte é a oportunidade para aprender os valores da solidariedade, conhecimento, respeito, ou seja, é a oportunidade de cuidar da integridade do outro, aperfeiçoando a si mesmo. Conforme o Ministério da Educação e Cultura (1998), o esporte é elemento de grande valia, quando se fala de interação socioafetiva, pois é a forma de expressar a comunicação que possibilita que crianças e adolescentes partilhem significados, concebam regras, compartilhem valores, ideias e emoções, construindo as características do indivíduo, socializando-o. Por meio do esporte, interiorizam-se comportamentos, dá-se satisfação ao grupo, contemplam-se aspectos pessoais e sociais, configuram-se motivos que impulsionam os seres humanos à interação social, para o necessário aperfeiçoamento do físico e do moral. O esporte, dentro da escola ou mesmo em outros ambientes, leva as crianças e os adolescentes a descentralizarem-se, comunicarem-se e aceitar regras e atitudes dos outros, contribuindo para a formação e aceitação de normas de convivência coletiva, determinando regras, valo-

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Socialização e aprendizagem res, ações e gestos que validam o convívio. Assim, quando o esporte se torna algo coletivo e participativo, além de construírem-se conhecimentos múltiplos, valoriza-se a cultura do outro sem descurar a própria; criam-se estratégias com base nas ideias e conhecimento do outro; garante-se o respeito, toleram-se as dificuldades e as limitações demonstradas pelos envolvidos. Em suma, todas as decisões propendem a ser tomadas para o melhor do grupo, estimulando o processo de socialização e tornando-os responsáveis pelas suas ações. A prática esportiva contribui com o processo de aprendizagem, constituindo um meio atraente e bem aceito pela criança; por meio de atividades divertidas, instiga-se simultaneamente o esforço e o prazer de aprender brincando. As crianças e os adolescentes demonstram seus desejos e vontades advindos e construídos ao longo de sua história de vida, mostrando suas tendências, seu caráter e sua personalidade. Essa aprendizagem é manifestada quando a criança se confronta com novas informações e novos modos de se realizar esses mesmos jogos e brincadeiras em grupos maiores. O esporte é uma forma de proporcionar situações que levem a solucionar as dificuldades entre as relações cognitivas ou socioafetivas, dando respostas construtivas, que valorizam o diálogo, o respeito e a estima das ideias no trabalho coletivo.


Conceitualmente, consideramos o esporte como um conjunto de exercícios físicos, coordenados por métodos. O ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus, desenvolveu, ao passar dos tempos, inúmeras atividades esportivas, com real interesse de praticá-las, visando a aprimorar sua coordenação motora, a autoestima, a potencialidade técnica e, principalmente, sua saúde física e mental. Toda e qualquer modalidade esportiva, assim como a vida, é regida por regras específicas, favorecendo ou punindo a postura comportamental de quem a pratica. Paralelamente, também busca a socialização: manter contatos, trocar experiências, buscar momentos prazerosos, aperfeiçoar relacionamentos e conquistar espaços, apesar das diferenças entre as pessoas. O esporte integra, não somente força, velocidade e resistência, mas, de maneira especial, as relações humanas, que conduzem a aproximar e a viver a cidadania e a dignidade humana, com a autorrealização e a qualidade de vida desejadas. A convivência esportiva abre sempre novos horizontes culturais, mostra maneiras convenientes e vantajosas de aprender e ganhar com humildade e perder com sabedoria. Para um atleta, é importante perceber suas reais capacidades e conscientes limitações, demonstrar raciocínio, disciplina, determinação, habilidade e participação efetiva, visando ao útil, ao agradável e, consequentemente, aos louros das con-

quistas esportivas, revelando o sentido da sua aplicação, experiência no ambiente em que atua e vivencia. Nós, desportistas conscientes, declaramo-nos contrários às influências capazes de canalizar impulsos de violência, explosões emocionais desrespeitosas, paixões desen freadas, individualismo exagerado e discriminação... Enfim, diferenças antiesportivas. Enfatizamos a construção de uma sociedade solidária a serviço da saúde, do bem-estar e da vida, tornando-a mais humanizada e mais nossa. O esporte gera envolvimento, integração, amizade, saúde, vida que mobiliza e contagia constantemente as multidões. Sabiamente, já na sua época, São Marcelino Champagnat considerava a prática esportiva muito valiosa para a educação, já que era capaz de fortificar o corpo e purificar a alma. É um ponto de visto educativo, inovador e profundo, de suma importância, mesclando a formação integral do ser humano, formar bons cristãos e virtuosos cidadãos. Agradável o esporte que produz e transmite lazer, saúde, arte e vida.

© Foto: Divulgação - Marista Pio XII

© Fotos: Sxc.hu

Esporte que aproxima

ir. dionísio balestrin Responsável pelo Setor de Esportes do Colégio Marista Pio XII, de Novo Hamburgo/RS

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solidariedade

Crianças redescobrem o significado do convívio familiar.

Família de coração Crianças e adolescentes são acolhidos em três Casas Lares do Centro Social Marista Irmão Antônio Bortolini. Nelas, eles reaprendem a viver em um ambiente familiar

No portão, a mãe social está à espera de seus filhos, que voltam para casa depois de um dia intenso e cheio de atividades escolares. Acompanhadas de outra responsável – a mãe social substituta –, quatro crianças chegam a casa e começam a contar as aventuras do dia. Os outros cinco irmãos haviam chegado antes e já estavam até de banho tomado. Pouco tempo depois, o jantar é servido. Na mesa, nove filhos e duas mães sociais. Silêncio somente durante a oração. Depois, todos partilham as histórias que têm para contar.

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Não fosse a presença de duas mães sociais, o cenário descrito seria o de uma família grande e comum. Mas essa é a realidade de uma das três Casas Lares do Centro Social Marista Irmão Antônio Bortolini, de Porto Alegre. Os espaços acolhem, no total, 24 crianças e adolescentes. Todos estão sob tutela do Estado, por ordem da Vara da Infância e da Juventude, porque tiveram um ou mais direitos violados. A Casa Lar é o ambiente onde eles reaprendem o significado do convívio familiar. “As crianças e os adolescentes vêm para a Casa Lar

quando seus vínculos familiares estão fragilizados ou foram rompidos. O trabalho que realizamos aqui é de longo prazo. Representamos para eles a reconfiguração do modelo familiar”, explica a assistente social das Casas Lares, Rosana Vollmer de Mello. É como se fosse uma grande família. As duas mães sociais (uma que dorme no local e outra substituta, que trabalha das 8h às 18h) cuidam dos filhos e também de todas as atividades da casa. As crianças e os adolescentes estudam em uma escola estadual e, no turno inverso,


vão para o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos do Centro Social Irmão Antônio Bortolini, onde participam de oficinas culturais, esportivas e recreativas. Em casa, eles têm horário para estudar e brincar, tudo dentro de regras propostas pelas mães. “Ganhei nove filhos! E o resultado do trabalho que desenvolvemos com eles é imediato. Vemos a evolução todos os dias”, afirma a mãe social da Casa Lar 3, Maria de Lourdes Vieira Garroni Filha, mãe biológica de dois filhos, já adultos. As Casas Lares são mantidas por meio de convênios das Unidades Sociais da Rede Marista com a Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), da Prefeitura Municipal de Porto Alegre. A primeira instituição foi inaugurada em 2006. Desde lá, o responsável legal dos 24 acolhidos é o Irmão Miguel Antonio Orlandi. “O trabalho é árduo, mas extremamente compensador”, diz o Irmão.

Mães...

© Fotos: Acervo das Unidades Sociais

Ser mãe social não é um trabalho igual aos outros. Exige paciência, disciplina e amor, tudo em grandes quantidades. A educação e a evangelização dentro das Casas Lares são baseadas nos princípios de São Marcelino Champagnat. Para Daiane de Oliveira Niche, mãe social da Casa Lar 2, aceitar esse trabalho transformou não só sua realidade, mas também a de seu marido e de seus dois filhos biológicos. Todos estão morando com ela na Casa Lar. Daiane garante que a mudança de vida de toda a família foi para melhor. “Minha filha, que tem 10 anos, aprendeu a conviver com outras crianças e fez amizades com as meninas da mesma idade dela. Ela e o meu filho pequeno, de 3 anos, acharam es-

tranho quando as outras sete crianças começaram a me chamar de mãe. Mas agora eles entendem e acham muito legal. Essa convivência é muito importante para eles”, diz. Ana Beatriz Santos da Silva, mãe social da Casa Lar 1, também levou seus filhos biológicos para morar com ela na instituição. Ela garante que a educação e o tratamento são iguais para todos, tendo ou não laços sanguíneos. “Eles se consideram irmãos de coração. E eu me considero mãe de dez filhos. Cada momento é muito emocionante. Ser mãe social, para mim, é uma grande experiência de vida”, comenta Ana Beatriz.

... E filhos Cada Casa Lar tem sua particularidade. A segunda, por exemplo, fundada em 2007, recebeu um grupo de sete irmãos, cinco dos quais permanecem no local até hoje. Os outros dois saíram após completar 18 anos. Todos os acolhidos deveriam permanecer na instituição por, no máximo, dois anos. Mas a maioria acaba ficando mais do que o tempo previsto, porque há muitas demandas de suas famílias. Ricardo Vivian da Cunha é o responsável por fazer o acompanhamento psicológico das crianças e também das famílias delas. Ele e a assistente social Rosana têm a função de instrumentalizar as famílias para que possam acolher novamente as crianças e reconfigurar as histórias dos acolhidos em um ambiente familiar. “Costumamos dizer que é uma clínica ampliada. Além do acompanhamento das famílias, realizamos também o acompanhamento semanal das crianças. Nós temos a função de propor diferentes caminhos para eles”, ressalta Ricardo.

O QUE É UMA CASA LAR? O Programa de Acolhimento de Criança e Adolescente é uma medida de proteção prevista no Estatuto da Criança e Adolescente – ECA (artigos 92 e 94), adotada quando o vínculo familiar encontra-se rompido e/ou fragilizado e a criança e o adolescente em situação de risco, a ponto de ser necessário o afastamento do convívio familiar. As Casas Lar, definidas pela Lei n. 7.644, de 18 de dezembro de 1987, devem estar submetidas a todas as determinações do ECA e zelar pela excepcionalidade e provisoriedade das crianças e dos adolescentes ingressantes nesse serviço. A Casa Lar prevê o atendimento de crianças e adolescentes que necessitam de acolhimento por período mais prolongado, sendo que tal permanência deve ser revisada sistematicamente por meio do trabalho da equipe técnica da Casa Lar, da supervisão técnica da Fasc e do Judiciário. O espaço da Casa Lar deve constituir-se em um ambiente de maior estabilidade. O ingresso na Casa Lar, entretanto, não significa o encerramento das tentativas de revinculação familiar ou adoção. Pelo contrário: deve manter-se o investimento na manutenção dos vínculos familiares.

A MÃE SOCIAL A equipe técnica da Casa Lar tem papel fundamental na seleção das mães sociais a serem contratadas pela instituição, uma vez que essas profissionais, por determinação da Lei da Mãe Social (n. 7642/87), poderão trazer seu esposo e até dois filhos menores de 18 anos para residir no emprego, e estes participarão ativamente dos processos de desenvolvimento de cada criança e adolescente. As funcionárias devem ser criteriosamente escolhidas, a fim de que possam preencher a lacuna deixada pela ausência do desempenho de um convívio familiar de origem na vida dos acolhidos. Com intuito de auxiliar a mãe social, contrata-se a mãe social substituta, cuja carga horária é de 220 horas mensais. A mãe social é contratada por horário intermitente, ou seja, reside na casa.

Equipe técnica e as mães sociais das Casas Lares na reunião semanal.

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© Fotos: Renata Duda

como fazer

Josileny Gonçalves Vidotti, mãe de Germano, valoriza boa alimentação do filho – que pratica esportes três vezes por semana.

Comer bem

para se exercitar

melhor ainda

A alimentação influencia a vida que se quer levar. Se ela é saudável, essa é a garantia de que o caminho para os bons hábitos estão dando certo

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Torrada, queijo branco, suco de laranja e mamão papaia. A cena não é de uma propaganda de margarina, mas descreve um pouco o que é um café da manhã saudável. Dispostas a gastar as energias de uma boa noite de sono, as crianças precisam começar o dia com uma alimentação balanceada já na principal refeição. Repare: em vez de um banquete, alimentos certos e em quantidades razoáveis já são o suficiente para garantir boas energias. Afinal, alimentação adequada tem ligação direta com o desenvolvimento físico da garotada. Criar bons costumes é ideal para a formação da criança. Exercícios


físicos, a prática do esporte e a alimentação adequada são fortes aliados para que isso aconteça. “Para manter hábitos alimentares saudáveis, a família precisa consumir todos os grupos alimentares diariamente, nas quantidades recomendadas, procurar variedade e estimular as crianças a preferir alimentos frescos e mais caseiros”, alerta a nutricionista e professora da PUCPR Cyntia Leinig. É o que a mãe de Germano Gonçalves Vidotti, 9 anos, põe em prática, mesmo estando fora de casa. Josileny Gonçalves Vidotti almoçou com o filho em uma das cantinas do Colégio Marista Santa Maria, de Curitiba/PR, em plena segunda-feira. Embora a corretora de imóveis tenha uma semana agitada no trabalho, faz questão de dividir esse momento com o filho. “É importante estar aqui e acompanhar de perto a alimentação dele. Desde pequeno mantemos bons hábitos em casa, e hoje ele mesmo faz o prato e sabe o que é bom para a alimentação dele”, exalta. Essa dedicação na alimentação garante a manutenção da saúde. “Em paralelo, deve incentivar a criança a praticar as mais diversas atividades esportivas associadas às brincadeiras. Isso não é só importante para a saúde física, mas também para o desenvolvimento motor e psicológico da criança”, defende a nutricionista. Sabendo dessa combinação entre alimentação e esporte, a mãe de Germano intensifica a rotina do garoto – que pratica atividade física três vezes por semana. “Na segunda e na quarta ele joga handebol. Sábado é dia de tênis”, conta Josileny. Por causa do esporte, a alimentação do atleta tem diversos nutrientes. “Ele sabe o que tem de comer, então já pega salada, verduras, carne e arroz”, calcula a mãe.

E o doce, Pode? Ir a uma festinha de aniversário é praticamente um encontro marcado com brigadeiros, bombons, refrigerantes e outras gostosuras tão amadas pelos pequenos. Assim como quando são apresentados às crianças, é preciso deixar claro que os doces não devem fazer parte da rotina delas. “O excesso no consumo desses alimentos contribui para o aumento do peso, das cá-

ries dentárias e também de outras doenças”, alerta a nutricionista. No entanto, proibir não é a solução. “Quanto mais tarde forem apresentados a esses alimentos, melhor, mas caso a criança já saiba pedir o doce, é possível Só mesmo o hábito fez a estudante equilibrar em duas Márcia Machado Moreira, de 12 anos, vezes na semana e se acostumar com ‘as folhas’. em pequena quantidade”, explica Cyntia.

Hábito Comer bem é uma questão de hábito. A partir do momento em que se torna costume comer alimentos cuja cor antes nem se via, é mais tranquilo assimilar a importância deles. A tese foi comprovada pela estudante do Marista Santa Maria, de Curitiba/PR, Márcia Machado Moreira, 12 anos. Ela confessou que há um ano não comia salada e torcia o nariz para a maioria “das folhas”, nome batizado pela estudante. “Eu passei a comer mais verdura quando minha mãe começou a pegar no pé. Passei a comer por causa dela, mas hoje coloco no prato até quando ela não está. Acostumei”, brinca.

Na prática

O Ministério da Saúde recomenda alguns passos essenciais para a alimentação saudável das crianças, confira alguns deles: 1) Fracionamento de três refeições diárias intercaladas por dois lanches saudáveis ao dia. 2) Consumo diário de cereais (arroz, milho), tubérculos (batata), raízes (mandioca), pães e massas, distribuindo esses alimentos nas refeições. 3) As frutas devem ser distribuídas nas refeições, sobremesas e lanches. 4) Consumo de feijão em pelo menos cinco dias na semana. 5) Consumo diário de leite e derivados, e de carnes, aves, peixes ou ovos. 6) Estímulo ao consumo de água.

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FilME Heleno Minha dica é o filme Heleno. Ele retrata a história de Heleno de Freitas, o príncipe da era de ouro do Rio de Janeiro nos anos 40, quando a cidade era um cenário de sonho, cheio de glamour e promessas. Nas elegantes festas da época, ele representava a beleza e o charme. Nos campos, ele era visto como um gênio: explosivo e apaixonado pelo futebol. Heleno tinha certeza de que seria o maior jogador brasileiro de todos os tempos. Mas a guerra, a sífilis e as desventuras de sua vida mudaram seu destino, levando-o da glória à tragédia. Junior cesar dias de Jesus - Assessoria de Educação do Colégio Marista Londrina, de Londrina/PR

nEuROciência E EducaçãO: cOMO O cÉREbRO apREndE Ramon M. Cosenza e Leonor B. Guerra, Editora Bookman, 2011 Esta obra é um referencial teórico riquíssimo para a educação que trata de forma detalhada como o cérebro aprende e, de maneira geral, como as pessoas aprendem. Com uma linguagem clara e uma abordagem esclarecedora, é uma fonte segura sobre os fundamentos neurocientíficos, que podem auxiliar todos os envolvidos no processo de ensinoaprendizagem, sejam eles pais, professores ou estudantes. adriana castiglia Filipetto

Vice-diretora educacional do Colégio Marista Champagnat, de Porto Alegre/RS

Guia pOliticaMEntE incORREtO da aMÉRica latina Leandro Narloch e Duda Teixeira, Editora Leya, 2011 A obra é uma bem-humorada resenha de figuras históricas da América Latina. Sob a ótica puramente jornalística, esclarece muito sobre a criação dos “mitos” necessários à manutenção do status-quo de ideologias e governos. Deixa, porém, clara a real diferença entre a figura histórica idolatrada e a pessoa real pesquisada, incitando nos jovens leitores o senso crítico e a capacidade de discernimento em relação às histórias “oficiais”. Viviane Maria de Medeiros bofill

Professora de Língua Portuguesa e Redação, do Colégio Marista Sant’Ana, de Uruguaiana/RS

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Confederação Brasileira de Voleibol

Recomendo o site www.cbv.com.br/v1/, da Confederação Brasileira de Voleibol, que possui grande variedade de informações, programações e notícias sobre campeonatos da Seleção Brasileira. Lá também tem uma galeria de fotos, onde podemos observar, com detalhes, as diferentes ações durante os jogos.

© Fotos: Divulgação

Fernanda Liu, 16 anos - 2o ano do Ensino Médio do Colégio Marista Londrina, de Londrina/PR

LIVRO-AULA Aprendendo a Educação Física Utilizo bastante o livro infantil Aprendendo a Educação Física, dos autores Maria Cristina Gonçalves, Roberto Costacurta Alves Pinto e Silvia Pessoa Teuber. Eles embasam e justificam a importância da Educação Física Escolar, em linguagem clara e de fácil compreensão. O livro contém inúmeras atividades, como jogos, esportes, ginásticas, que subsidiam minha prática e vêm ao encontro dos constituintes da Educação Infantil Marista. Virlei Kunz Professora do Colégio Marista São Luís, de Jaraguá do Sul/SC

Mãos Talentosas - A História de Ben Carson Thomas Carter, com Cuba Gooding Jr., 2009 Este filme é um excelente exemplo da força da educação na transformação social, e de como os pais têm um papel significativo para os filhos no incentivo ao estudo. A história é centrada em Ben Carson, garoto americano pobre, filho de mãe analfabeta, com baixo rendimento escolar e considerado incapaz de ser ou conseguir algo em sua vida. A partir do momento em que sua mãe descobre a biblioteca da casa em que trabalhava, ela percebe que pode ajudá-lo a mudar seu futuro, contribuindo para que tenha uma trajetória de conquista e superação. Olga Chelkanoff

Orientadora Educacional do Colégio Marista Irmão Jaime Biazus, de Porto Alegre/RS

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olhar

Quando a palavra

superação ganha outro sentido Toda pessoa que planeja competir em alto nível precisa se superar, seja para baixar seu melhor tempo, saltar alguns centímetros mais alto (ou para frente), driblar a falta de apoio ou até problemas pessoais. Talvez por isso a palavra superação esteja no vocabulário de dez entre dez atletas. Embora sirva para inúmeras ocasiões, a superação ganha um sentido especial quando usada por um paralímpico – o termo, que se refere a atletas com deficiência, antes paraolímpico, teve a grafia mudada em novembro de 2011, a pedido do Comitê Paralímpico Internacional, para desvincular o desporto adaptado do movimento olímpico. Embora trabalhe há quase 15 anos com jornalismo esportivo, meu contato com os paralímpicos era mínimo. A primeira competição que fiz foram os Jogos Paralímpicos de 2012, em Londres, que também havia sediado a Olimpíada daquele ano. Por mais que já se saiba o que perguntar ou como abordar um atleta, ficava a dúvida: como questioná-lo a respeito da deficiência? Posso ofendê-lo ao querer saber o que houve e como convive com ela? Para minha surpresa, a grande maioria trata das limitações, sejam congênitas ou adquiridas ao longo da vida, com naturalidade, e gosta de compartilhar

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© Foto: Arquivo pessoal

Por Thiago Rocha, jornalista que contribui para o jornal Lance e cobriu as Paralimpíadas de Londres, em 2012.

experiências. Poucos se incomodam. O nadador André Brasil, dono de nove medalhas em Paralimpíadas, por exemplo, costuma se irritar com diferenciações. Em Londres, quando um jornalista usou o termo paratleta numa pergunta, ele o interrompeu bruscamente: “Atleta, por favor!”. Aos 3 meses, detectou-se que ele tinha a perna esquerda mais leve do que a direita por conta da poliomielite. Aos pais, disseram que André não iria andar. Sua força de vontade nas piscinas mostrou exatamente o contrário. Aliás, belas histórias não faltam. Por isso a superação ganha outro peso nesse ambiente. Nas Paralimpíadas de Londres foram mais de 4.300 atletas de 164 países. São deficientes visuais, pessoas que sofreram traumas de guerra, cadeirantes baleados em assalto... Martine Wright, britânica com quem conversei lá, pratica vôlei sentada. Ela é sobrevivente do atentado terrorista ao metrô de Londres, em 7 de julho de 2005. No vagão, estava a poucos metros do homem acusado de detonar a bomba. Ficou presa às ferragens, perdeu 75% do sangue do corpo,

sofreu 12 cirurgias e teve as pernas amputadas acima dos joelhos. Achou no esporte um novo ânimo de vida. Medalha? Sua vitória foi ver a família em seus jogos. Não há como não se emocionar com esse tipo de relato. Uma pena o espaço ser insuficiente para descrever outros. Dos 15 dias em Londres, passei mais de sete gripado. Alguns dias foram difíceis para levantar da cama. Mas bastava ver um atleta em ação, ouvir sua história e o que sentia após competir, para eu me sentir melhor. A vida impôs a essas pessoas algo muito mais devastador e traumático do que uma gripe. E eles se superam, mostrando que a limitação é só mais uma barreira. A vida não acaba ali, só ganha um novo sentido, uma nova motivação. Isso faz você refletir e reclamar menos do cotidiano. É até constrangedor fazer certas queixas. Por “culpa” desses atletas, passei a admirar e acompanhar mais de perto o movimento paralímpico. Eles são a maior prova de que nenhuma limitação é capaz de frear o ímpeto de um ser humano quando ele quer se superar.


curiosidade

Além do

asfalto

Você sabia que as corridas de rua surgiram e se popularizaram na Inglaterra no século XVIII? Mas foi apenas na década de 1970, com o incentivo do médico Kenneth Cooper, criador do Teste de Cooper, que ela se popularizou no mundo. A época ficou marcada pelo jogging boom (“explosão da corrida”), momento em que a população começou a participar mais ativamente junto dos corredores de elite.

Correr! Uma prática tão comum, mas rodeada de histórias. Portanto, coloque seu calção, um tênis e vamos correr pelo passado e pelas curiosidades que os asfaltos têm para contar desse esporte tão famoso

Diz a lenda que a origem da maratona aconteceu por volta do ano 490 a.C., quando um soldado correu por cerca de 42 km, da cidade de Maratona até Atenas, para avisar sobre a vitória dos gregos contra os persas na guerra. Filípides percorreu essa distância correndo tão rapidamente que, ao chegar, só conseguiu dizer: “vencemos!”. Em seguida, caiu morto pelo esforço.

© Foto: Sxc.hu

Por falar em maratonas, na primeira edição dos Jogos Olímpicos da Era Moderna, ocorrida em 1896, em Atenas, na Grécia, o grego Spiridon Louis venceu o percurso de 40 km. O terceiro colocado foi seu compatriota Spiridon Belokas, que depois foi desclassificado por percorrer parte do trajeto de carro.

Foi só em 1945, na sua 20a edição, que a prova recebeu a participação de competidores internacionais. A presença dos vizinhos do Chile e do Uruguai foi o estopim para a participação efetiva de corredores das Américas, além de asiáticos, africanos e europeus.

O número de inscritos da primeira Maratona de São Silvestre foi de apenas 60, dos quais apenas 48 compareceram no dia da prova. Atualmente, a competição leva mais de 15 mil participantes às ruas da capital paulista.

E a São Silvestre? Mais tradicional prova do país, foi criada em 1924, em homenagem ao santo do dia, pelo jornalista Cásper Líbero, inspirado em uma corrida noturna francesa em que os atletas corriam com tochas. É disputada no dia 31 de dezembro e já teve a participação exclusiva de homens, sendo Alfredo Gomes o primeiro campeão da prova. Foi apenas em 1975 que as mulheres ganharam uma competição feminina. A primeira campeã foi a alemã Christa Valensieck. Como foi possível perceber, as corridas de rua contam cada vez com mais adeptos, segundo um levantamento da Federação Paulista de Atletismo. O aumento de praticantes reflete no rendimento financeiro do esporte. Constatou-se que a prática movimenta cerca de R$ 3 bilhões e que o número de eventos aumenta cerca de 35% ao ano. O sonho de todo corredor é participar das maiores maratonas. Sabe quais são? Disputada desde 1897, a Maratona de Boston é a maior e mais antiga, depois da olímpica, seguida da Maratona de Nova York e da Maratona de Chicago, todas nos EUA. Além delas, há a Maratona de Berlim, na Alemanha, e a Maratona de Londres, na Inglaterra. Todas fazem parte do World Marathon Majors, que dá um milhão de dólares para os atletas que fazem mais pontos na disputa das cinco provas.

Que tal entrar no ritmo da corrida e adotar o uso de aplicativos capazes de registrar diversas informações sobre o rendimento da prática do exercício? O Endomondo é um aplicativo gratuito, bem recomendado pelos corredores de rua e disponível para iPhone, Android e BlackBerry. Outro aplicativo bastante utilizado e gratuito é o Runkeeper. Vale a pena correr nesse ritmo.

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diversão O passatempo centenário de jogar peteca (há registros de que, no Brasil, a atividade surgiu com os índios) também é esporte sério. De forma adaptada, o badminton – que estreou nas Olimpíadas em 1992 e que se joga com raquete e peteca – tem várias similaridades com a brincadeira infantil. E nada melhor que incentivar um

esporte por meio de uma diversão. Por isso, a pedagoga e assistente social Fernanda Alves Teixeira ensina, passo a passo, como montar uma peteca com materiais que todos têm em casa. Como não existe partida sem torcida, a professora também explica como montar uma equipe de torcedores. Pais e filhos, mãos à obra!

Esporte na

ponta dos

dedos

Antes de praticar, que tal inventar? Aprenda, a seguir, a fazer uma peteca reutilizando sacolas plásticas. A torcida fica por conta dos dedoches

pEtEca

VOcê Vai pREcisaR dE:

Folhas de papel de qualquer tipo Tesoura Sacola de supermercado

Corte as alças da sacola e reserve.

Corte o fundo e as duas laterais também.

Pegue as folhas de papel e amasse até formar bolinhas de tamanho médio.

Coloque os dois lados da sacola um sobre o outro e envolva as bolas de papel com eles.

Modele a peteca, pegando uma das alças que cortou e amarrando-a, dando um nó.

Corte as sobras do nó.

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© Fotos: Renata Duda

MãOs À ObRa


Dedoche

Você vai precisar de: 1 molde redondo (para fazer a cabeça do torcedor)

Tesoura

Folhas de papel colorido

Lápis

Cola em bastão Canetinha colorida

mãos À obra

Coloque sobre o papel dois dedos para fazer o molde da altura e largura do seu boneco, risque e dobre a folha de papel, recorte na linha que desenhou.

Passe a cola em bastão apenas nas bordas do molde e cole um sobre o outro. Lembre-se: o meio e a base não devem levar cola.

Pegue o molde redondo e desenhe um círculo para fazer a cabeça. Em seguida, recorte-o.

Para a camisa e o calção, faça o desenho do mesmo tamanho que seu molde. Recorte 4 tiras, para os braços e as pernas, além de duas bolas ovais para os pés.

Desenhe como preferir o cabelo. Recorte e cole no círculo da cabeça, cole também a camisa, o calção, a cabeça e as tirinhas no molde.

Sobre as perninhas cole as duas bolinhas ovais, que são os pés.

Pegue as canetinhas e desenhe o rosto do seu torcedor, e escreva o nome da sua equipe.

Pronto. A gora monte sua torcida ou time completo.

Boa diversão!

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Em Família | RS  

1º semestre / 2013

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