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EM BASSY Bra sí l ia

EDIÇÃO NO3 JUNHO/AGOSTO/2017

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KAZAKHSTAN

IN FULL PROGRESS AND DEVELOPMENT

CAZAQUISTÃO

Em plena ascensão e desenvolvimento

SERGIPE

A PLACE PLENTY OF NATURAL AND CULTURAL RESOURCES Um lugar cheio de riquezas naturais e culturais

JUNE PARTIES EXCITING ARRAIAIS ALL OVER BRAZIL Festas juninas Arraiais animados pelo Brasil EMBASSY BRASÍLIA JUNHO/AGOSTO 2017

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editorial

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esafios vencidos e mais uma edição impressa da revista Embassy Brasília fica pronta. Cada vez mais procuramos, com seriedade, cumprir nosso compromisso com os leitores que é o de mostrar o trabalho do corpo diplomático e lhes apresentar um pouco do Brasil. Nessa terceira edição, dentro do Ano Internacional do Turismo, mostramos as belezas do Cazaquistão, país sede da Expo 2017. O evento de grande repercussão mundial será realizado de 10 de junho a 10 de setembro e vai movimentar a cidade de Astana, capital do país. A promessa é de ser o maior evento sobre energia do planeta. Ainda dentro do Turismo, a Embassy Brasília apresenta para o público estrangeiro o Estado de Sergipe e o imenso arraial que se transforma o nordeste brasileiro com as festas juninas, que começam em junho e só acabam em agosto. Quadrilhas, danças e comidas típicas fazem parte dos festejos que atraem milhões de turistas e alegram o Brasil. Sergipe é a menor unidade da federação brasileira, mas rico em cultura e atrativos naturais como belas praias, mangues e flora. A capital, Aracaju, possui grande diversidade de equipamentos culturais e de lazer, como museus, galerias de arte, centro de convenções, teatros, parques, casas noturnas e de espetáculos. Vale a pena conhecer!

A Embassy Brasília mostra também a valorização do trabalho das Câmaras de Comércio, as quais vêm estreitando os laços comerciais do Brasil com vários países do mundo. Atualmente, há 145 ativas no país, que abrangem as cinco regiões brasileiras. A mais antiga entidade dessa natureza é a Federação das Câmaras de Comércio Exterior (FCCE), criada em 10 de maio de 1932. Homeless, o problema mundial dos sem-teto que cresce na UE é outro assunto abordado nessa terceira edição. Países europeus mais prósperos como França, Alemanha e Reino Unido apresentam tentativas de reduzir ou mesmo conter o aumento dos sem-teto em suas ruas. A Finlândia, no entanto, conseguiu reintegrá-los à sociedade e erradicar esse infortúnio. A Revista Embassy Brasília traz ainda uma entrevista exclusiva com o embaixador de Israel no Brasil, Yossi Avraham Shelley. O país, segundo ele, investe intensamente no desenvolvimento cultural, econômico e político. Outro tema por nós abordado é o trabalho importante dos adidos militares, cuja associação tem nova diretoria. Essas e muitas outras reportagens foram feitas especialmente para nossos leitores.

Aproveitem a leitura!

Liz Elaine Lôbo

expediente DIRECTOR/ MANAGER - Diretora – Liz Elaine Lôbo DRT: 2473-DF NEWS REPORT/Reportagem – Liz Elaine Lôbo, Oda Paula Fernandes, Súsan Faria COMMERCIAL DIRECTOR /Diretor comercial – Caleb Oliveira PUBLIC RELATION /Relações públicas – Elna Souza Silva TRANSLATION/Tradução – Gustavo Semmler PHOTOS/Fotografia – Eliane Loin PROJETO GRÁFICO/ Graphic project – Patricia Porto Impressão – Coronário Editora Gráfica Ltda Tiragem – 5 mil exemplares.

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Fale conosco 55 (61) 99987-3033 embassybrasilia.com.br

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hallenges achieved and one more edition of Embassy Brasília magazine is ready. Increasingly, we are serious about fulfilling our commitment to the readers, which is to show the work of the diplomatic corps and present a little of Brazil. In this third edition, within the International Year of Tourism, we show the beauties of Kazakhstan, host country of the Expo 2017. The event of great repercussion worldwide will be held from June 10th to September 10th and will light up the city of Astana, the capital of the country. The promise is to be the biggest energy event on the planet. Concerning Tourism, Embassy Brasília introduce for the foreign people the state of Sergipe and the immense field that northeast Brazilian is turned into with the June festivals that only end in August. Dances and typical foods are part of the festivities that attract millions of tourists and make Brazil happy. Sergipe is the smallest unit of the Brazilian federation, but rich in culture, and natural attractions such as beautiful beaches, mangroves and flora. The capital, Aracaju, has a great diversity of cultural and leisure facilities, such as museums, art galleries, convention centers, theaters, parks, nightclubs and shows. Worth knowing it!

Embassy Brasília also shows the appreciation of the Commerce Chambers work, which have been tightening Brazil’s commercial ties with several countries in the world. Currently, there are 145 active ones in the country, which cover the five Brazilian regions. The oldest entity is the Foreign Trade Chambers Federation (FCCE), created on May 10th, 1932. Homeless, the global problem of the homeless that grows in the EU is another subject addressed in this third edition. Some European countries, like France, Germany and the United Kingdom, present attempts to reduce or even contain the increase of homeless in their streets. Finland, however, was able to reintegrate them into society and eradicate this misfortune. Embassy Brasília Magazine has also an exclusive interview with the Israelambassador, Yossi Avraham Shelley. The country, according to him, invests heavily in cultural, economic and political development. Another topic that we are discussing is the important work of the military attachés whose association has a new board of directors. These and many other reports were made especially for our readers.

Enjoy reading it!

Liz Elaine Lôbo


BRASÍLIA

índice

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EDIÇÃO NO3 JUNHO/AGOSTO/2017

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HEFORSHE: THE UN GENDER EQUALITY MOVEMENT

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MILITARY ATTACHÉ ASSOCIATION CELEBRATES ANNIVERSARY

HeForShe: movimento da ONU pela igualdade de gêneros

Associação de Adidos Militares comemora aniversário

FLAMENCO – SUCCESSFUL BRAZILIAN ARTISTS IN EUROPE ARRIVE IN BRASÍLIA Flamenco – Brasileiros que fazem sucesso na Europa chegam a Brasília

TOURISM/TURISMO

SERGIPE PÁG.

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42 48 62

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WHERE NATURE, TRADITIONS AND CULTURE ENCHANT VISITORS Onde a natureza, as tradições e a cultura encantam os visitantes

 ARRAIÁ BRAZIL Brazil takes June party to Europe

FOREIGN TRADE/COMÉRCIO EXTERIOR MOST ACTIVE FOREIGN CHAMBERS OF COMMERCE Cresce no Brasil atuação das Câmaras de Comércio Exterior

INTERVIEW/ENTREVISTA YOSSI AVRAHAM SHELLEY AMBASSADOR OF ISRAEL Embaixador de Israel

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70 74

PERSONAGE/PERSONAGEM JOHN JOHN: TALENT AND GLAMOUR IN HATS John John: talento e glamour nos chapéus

ARTICLE/ARTIGO AGRICULTURE IN ITALY: THE NUMBER OF WINEMAKERS GROWS Agricultura na Itália: cresce o número de vinicultores


COVER/CAPA

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WORLD/MUNDO

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KAZAKHSTAN/CAZAQUISTÃO/ De tribos nômades a um país em plena ascensão From nomadic tribes to a country in full development

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 PÁG.

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MIGRATION LAW Lei de Migração

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HOMELESS, AN INTERNATIONAL PROBLEM Sem-teto, um problema internacional


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Photo: Depositphotos – Juan Moyano

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HeForShe THE UN GENDER EQUALITY MOVEMENT Brazilian businessmen and the Federal Government assume a commitment to promote the economic empowerment of women

 Oda Paula Fernandes

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T

he HeForShe movement was created in 2014 by the United Nations, for gender equality and empowerment of women. In 2016, Brasília Government formalized its adherence to the movement and committed itself to encouraging the private sector to launch initiatives to recognize the link between economic growth and gender equality. In May of this year, through the Governorship and the Deputy Secretary of Policy for Women, Racial Equality, and Human Rights, the Brazilian Industrie Federation (Fibra System) also joined HeForShe.


A survey released by the Industry National Confederation (CNI) in March 2016 shows that 61% of women are in the job market, while the percentage of men rises to 84%. However, although men and women have similar levels of education in Brazil, this does not mean equality, since the percentage of women outside the job market is higher than the male one.

Human Resources area indicates that in the institution, currently 58% of the top positions are held by women. "This reveals that the System already does its part, believing in the unquestionable potential of the woman," celebrates Bittar.

INSERTION – The economic insertion and women political participation in Brazil is also a concern cause, according to the Global Gender GAP, World Economic Forum study, which measures how each country develops and harnesses women productive potential. The latest report, released in 2015, includes Brazil in a list of countries that do not capitalize on the potential return on investment in the human capital development. Contrary to this report, a survey carried out by the System

NEW ACCESSIONS – The commitment to HeForShe can be made through the website: www.elesporelas.org. With the initiative, Fibra wants to engage other entities to develop their own action plans to join the movement with the UN. The proposal is to raise awareness of the business sector in a joint effort to remove social and cultural barriers that prevent women from reaching their social, political, economic, professional and cultural potential", ensures Bittar.

The Federation also undertook to revise the Ethics institution's Code, defining clear conduct guidelines For president of Fibra, Jamal Jorge Bittar, this adhein which chauvinism and sexism are not tolerated and sion to HeForShe is an opportunity to give more equal will be strongly reprimanded within the Fibra System opportunities to women. "We units. Still according to Bittar, the believe it is possible to take efproposal is to raise awareness, fective actions in the Brazilian among, young people and High industrial segment and among School students on the subject. the Fibra System entities themAmong the actions designed to selves, with a view to raising be implemented within the moThe System already does vement scope is the curriculum awareness of the issue and, its part, believing in the above all, encouraging initiatiadherence for gender equality ves that promote women's ecoin schools developed by the UN, unquestionable potential nomic empowerment, seeking the Sesi Network and Senai of of the woman. greater equalization in the job education. market, respect and the gender JAMAL JORGE BITTAR equality promotion," says Jamal In this scenario, another initiative Fibra of President Bittar. The Federation honored for HeForShe was held in March four prominent women entreby Senai-DF in partnership with preneurs and trade union leaBrasilia Government. The Women ders in the federal capital. The Entrepreneurs Circuit first activity, official adhesion of Fibra to Hewhich goal is to show the way of ForShe was possible after the the formal job market to women UN welcomed the Federation actions, based on the in social vulnerability situations, with female examples understanding that the entities that make up the Sysof overcoming and success in the professional field. "We tem (Fibra, Sesi, Senai and IEL-DF) are also committed understand that women play a fundamental role in the to the theme. local economy", exposes the president.

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HeForShe MOVIMENTO DA ONU PELA IGUALDADE DE GÊNEROS Empresários e Governo do Distrito Federal assumem compromisso de promover o empoderamento econômico das mulheres  Oda Paula Fernandes

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movimento HeForShe (ElesPorElas) foi criado em 2014 pela ONU, entidade ligada às Nações Unidas para igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres. Em 2016, o Governo do Distrito Federal (GDF) formalizou a adesão ao movimento e assumiu compromisso de incentivar o setor privado a lançar iniciativas de reconhecimento à ligação entre o crescimento econômico e a igualdade de gênero. Em maio deste ano, por meio da Governadoria e a da Secretaria-Adjunta de Política para as Mulheres, Igualdade Racial, e Direitos Humanos, a Federação de Indústria Brasileira (Sistema Fibra) também aderiu ao HeForShe. Uma pesquisa, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em março do ano passado, aponta que 61% das mulheres estão inseridas no mercado de trabalho, enquanto o percentual de homens sobe para 84%. No entanto, apesar de homens e mulheres terem

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grau de instrução parecidos no Brasil, isso não significa igualdade, já que o número de mulheres fora do mercado de trabalho é superior ao do sexo masculino. Para o presidente da Fibra, Jamal Jorge Bittar, essa adesão ao HeForShe é uma oportunidade de dar mais equiparação de oportunidades às mulheres. "Acreditamos ser possível adotar ações efetivas junto ao segmento industrial brasiliense e entre as próprias entidades do Sistema Fibra, com vistas à sensibilização ao tema e, sobretudo, estimulando iniciativas que promovam o empoderamento econômico da mulher, buscando maior equalização no mercado de trabalho, o respeito e a promoção da igualdade de gêneros", explica Jamal Bittar. A Federação homenageou empresárias e líderes sindicais de destaque na capital federal. A adesão oficial da


Fotos: Cristiano Costa/Siste ma

“Aderir ao HeforShe revela que o Sistema já faz sua parte,

acreditando no indiscutível potencial da mulher”. JAMAL JORGE BIT TAR Presidente da Fibra

em Brasília ão ao HeForShe es ad a sin as r, bra, Jamal Bitta Presidente da Fi

Fibra ao HeForShe foi possível após a ONU acolher as ações da Federação, a partir do entendimento de que as entidades que compõem o Sistema (Fibra, Sesi, Senai e IEL-DF) também estão empenhadas com o tema. INSERÇÃO – A inserção econômica e a participação política das mulheres no Brasil também são motivos de preocupação, segundo o estudo Global Gender GAP, da World Economic Forum, que mensura como cada país desenvolve e aproveita o potencial produtivo das mulheres. O último relatório, divulgado em 2015, inclui o Brasil numa lista de países que não utilizam todo o retorno da capacidade dos investimentos no desenvolvimento de seu capital humano. Na contramão desse relatório, um levantamento feito pela área de recursos humanos do Sistema revela que na instituição, atualmente, 58% dos cargos de chefia são ocupados por mulheres. "Isso indica que o Sistema já faz sua parte, acreditando no indiscutível potencial da mulher", comemora Bittar. A Federação se comprometeu, ainda, em revisar o Código de Ética da instituição, definindo diretrizes claras de conduta em que machismo e sexismo não são tolerados e serão fortemente repreendidos dentro das Casas do Sistema Fibra. Ainda de acordo com Jamal,

a proposta é conscientizar, também, jovens e adolescentes matriculados no Ensino Médio sobre o tema. Entre as ações desenhadas, para serem executadas no âmbito do movimento, está a adesão no currículo escolar para igualdade de gênero nas escolas, desenvolvido pela ONU, pela Rede Sesi e Senai de Educação. Diante desse cenário, outra iniciativa em prol do HeForShe foi realizada em março, pelo Senai-DF, em parceira com o GDF. A primeira atividade do ‘Circuito Mulheres Empreendedoras’ tem o objetivo de mostrar o caminho do mercado de trabalho formal à mulheres do DF em situação de vulnerabilidade social, com exemplos femininos de superação e êxito no campo profissional. "Entendemos que a mulher tem um papel fundamental na economia local", declara o presidente. NOVAS ADESÕES – O compromisso com o HeForShe pode ser feito pelo site: www.elesporelas.org. Com a iniciativa, a Fibra quer engajar outras entidades a desenvolverem seus próprios planos de ação para aderir ao movimento junto à ONU. "A proposta é conscientizar o setor empresarial num esforço conjunto em prol da remoção de barreiras sociais e culturais que impedem as mulheres de atingir seu potencial social, político, econômico, profissional e cultural", garante Bittar.

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Fibra


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Yara Castro, bailarina e professora de Flamenco em Madrid

INTERVIEW FERNANDO DE LA RUA AND YARA CASTRO  SÚSAN FARIA

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Brazilian artists Fernando de La Rua e Yara Castro are emerging in the flamenco world scene, especially in Spain. He is a composer, arranger and musician, born in Itapeva (SP). She is a choreographer, dancer and teacher, born in São Paulo. They are married, have been living in Madrid for 17 years and arrive in Brasilia in June to perform at the 25 years – Capricho Espanhol show, commemorating the 25th anniversary of the Spanish Capricho Flamenco Dance School, directed by the teacher, dancer and also choreographer Patricia Weingrill.


Photo: Thaís Mazzoco

FLAMENCO SUCCESSFUL BRAZILIAN ARTISTS IN EUROPE ARRIVE IN BRASÍLIA

Fernando de La Rua, guitar player and composer settled in Spain

The dance performance will also have Márcio Bonefon, in melody and bass; Lucas Trigeiro, melody and guitar; Patrízia Veloso, playing drums; students and professionals of Studio Capricho Espanhol. The show will have live music, an odd opportunity to listen to the guitar player Fernando de La Rua and appreciate the technique and exuberance of Patrícia Weingrill and Yara Castro, on June 27th and 28th, at 8:30 p.m., at the Park School Theater 307/308 South. In an exclusive interview for Embassy Brasilia Magazine, Fernando de La Rua and Yara Castro talk about their

trajectories and their love of flamenco, a strong and passionate style of music and dance, full of traditions and beauty. EMBASSY BRASÍLIA – Since when did you settle in Madrid? YARA CASTRO – We have lived in Madrid since 2000, when we arrived to live permanently. We are descendants of Spaniards. We have developed the work of flamenco in Spain, and in parallel in Brazil and in several countries.

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ustavo Photo: G

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Lima

Photo: Blindekol

tón the man omaing d ll ri g in We Patrícia

We have a flamenco school - one of the oldest in Brazil, in São Paulo - called Flamenco Space Yara Castro and we changed the name to Castro de La Rua Casa Flamenca. EMBASSY BRASÍLIA­­­– How do you feel working and living in Spain? YARA CASTRO – We feel extremely accomplished by accepting our work in Madrid. Although we were not born in Spain, we achieved respect, concept and consideration of flamenco people here. I am Brazilian with great pride and - in all humility - an example for Brazil. We came here with the artistic maturity of a working life in Brazil. I teach at the Studies Center, Spanish dance, Flamenco Love of God and at the El Horno Leisure Center, both in the center of Madrid. I have a group of students called Flamenco Without Borders and we are always dancing on the boards, at events. It’s a group that gives me a lot of life and joy. We have the Brazil Flamenco Madrid project in which – in the format floor – we present Brazilians who work professionally with flamenco. It has been beautiful. FERNANDO DE LA RUA – I am adapted to Madrid and happy to have conquered my space, mainly as a flamenco

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e Yara Castro, in love with flamenco danc

guitarist, composer and musician. I feel respected in the flamenco environment, in which it is difficult to enter. This is the result of a long journey, a struggle and challenges of many years, since I started flamenco along with Yara, in São Paulo. I’m focused on what I like to do, that’s music. Not only flamenco, but also other styles, like Brazilian music. EMBASSY BRASÍLIA – How did your interest in flamenco come about? FERNANDO DE LA RUA – My father was born in the Valley of Santo Domingo, near Toledo, and grew up in Aravaca, in Madrid. He plays instruments until today and when I was very little he showed me a tape of Paco de Lucia. I started to taste it. Later, I studied classical guitar in São Paulo and began to investigate other musical languages. I was sure that was what I really wanted, to be a musician. When I saw the film Carmen, in 1987, I began to investigate in a deeper way the technique and the flamenco language in the guitar. Flamenco is the meeting with my identity, as a musician. I rediscovered Brazilian music through flamenco. Here in Spain I started to play and investigate chorinho, samba and a series of songs and Brazilian languages, which helped to develop my compositions.


r Photo: Lisi Sfai

Photo: Cristia no Mariz

ian known music a, worldwide Ru La e d o d Fernan

YARA CASTRO – I bring flamenco from home, my grandmother, Andalusian from Almeria, (Dolores Coesta), was a singer, and my mother (Laurita de Castro) always danced it. I graduated in Law, but always wanted to dance, I did classical ballet, contemporary dance ... flamenco is more than passion, it is a certainty in life that I want for myself in terms of communication, art, philosophy of life. I am realized because I can live from art and from what I love and believe. The aesthetics and beauty in flamenco are deep, go far beyond the physical appearance of an aesthetically longline physical body. Here in this country great importance is attached to feeling and emotions when dancing. First the rhythm, in this they are implacable, and then the language, since they have a special way of experiencing music and dance.

  

FERNANDO DE LA RUA AWARDS – Best music for dance in Certamen of Choreography, Spanish Dance and Flamenco in 2004, at Albéniz Theater in Madrid 2011 – Author Revelation by the Academy of Music of Madrid 2014 – Music Award of the Magazine, Brazil with Z in Madrid

EMBASSY BRASÍLIA – What do you say about the participation in the show 25 years – Capricho Espanhol?

we gave a first summer course, she continued and is still harvesting these beautiful fruits and flowers from this path she did as a teacher, choreographer and dancer, and for this beautiful and successful story, she is a major responsible for the diffusion of flamenco in Brasilia.

YARA CASTRO – We are very pleased with the invitation from Patrícia Weingrill, from Studio Capricho Espanhol. She is a very dear person, was my student, when very young, in São Paulo, and also my mother’s student, Laurita Castro. I feel a little responsible for the celebration of Patricia’s trajectory in Brasilia, because we were there,

FERNANDO DE LA RUA – The show will have songs from my album and some new ones. I am very happy because Patricia is an artist I have known for a long time, a pioneer of flamenco. It is a great cause for joy, pleasure and an honor to be able to show and share our knowledge and our art.

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BRASÍLIA Foto: Paulo Barros

FLAMENCO BRASILEIROS QUE FAZEM SUCESSO NA EUROPA CHEGAM A BRASÍLIA

Patrícia Weingrill comemora 25 anos de flamenco em Brasília, trazendo artistas que vivem na Espanha e músicos do Brasil

ENTREVISTA FERNANDO DE LA RUA e YARA CASTRO  SÚSAN FARIA

Fernando de La Rua e Yara Castro são artistas brasileiros que despontam no cenário mundial do flamenco, especialmente na Espanha. Ele, compositor, arranjador, músico, nascido em Itapeva (SP). Ela, coreógrafa, bailaora, mestra, paulistana. Os dois são casados, estão radicados em Madri há 17 anos e chegam a Brasília em junho para se apresentarem no espetáculo 25 Anos − Capricho Espanhol, dirigido pela bailaora e também coreógrafa Patrícia Weingrill, que há 25 anos ensina flamenco em Brasília. O espetáculo terá ainda Márcio Bonefon, no cante e baixo; Lucas Trigeiro, cante e guitarra; Patrízia Veloso, no cajón; alunas e profissionais do Studio Capricho Espanhol. O show será exibido com música ao vivo, oportunidade ímpar para ouvir o guitarrista Fernando de La Rua e apreciar a técnica e a exuberância de Patrícia Weingrill e Yara Castro, dias 27 e 28 de junho, às 20h30, no Teatro da Escola Parque da 307/308 Sul. Em entrevista exclusiva à Revista Embassy Brasília, Fernando de La Rua e Yara Castro falam de suas trajetórias e do amor pelo

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flamenco, um estilo de música e de dança forte, apaixonante, cheio de tradições e beleza.

só flamenca, mas também de outros estilos, como a música brasileira.

EMBASSY BRASILIA – Desde quando vocês se radicaram em Madri?

EMBASSY BRASÍLIA – Como surgiu o interesse de vocês pelo flamenco?

YARA CASTRO – Vivemos em Madri desde 2000, quando chegamos para morar definitivamente. Somos descendentes de espanhóis. Desenvolvemos o trabalho de flamenco na Espanha, e paralelamente no Brasil e em vários países. Temos uma escola de flamenco – uma das mais antigas do Brasil, em São Paulo – que se chamava Espaço Flamenco Yara Castro e mudamos o nome para Castro de La Rua Casa Flamenca.

FERNANDO DE LA RUA – Meu pai nasceu no Vale de Santo Domingo, perto de Toledo, e cresceu em Aravaca, em Madri. Toca instrumentos até hoje e quando pequeno me mostrou uma fita de Paco de Lucia. Comecei a pegar gosto. Posteriormente, estudei violão clássico em São Paulo e comecei a investigar outras linguagens musicais. Tive certeza de que era isso que queria de verdade, ser profissional de música. Quando vi o filme Carmen, em 1987, comecei a investigar de maneira mais profunda essa técnica e linguagem no violão. O flamenco é o encontro com a minha identidade, como músico e onde redescobri a música brasileira. Aqui na Espanha comecei a tocar e investigar chorinho, samba, uma série de músicas e linguagens brasileiras, o que ajudou a desenvolver as minhas composições.

EMBASSY BRASÍLIA – Como se sentem trabalhando e vivendo na espanha? Yara Castro – Nos sentimos extremamente realizados pela aceitação do nosso trabalho em Madri. Apesar de não termos nascido na Espanha, conseguimos respeito, conceito e consideração das pessoas do flamenco aqui. Sou brasileira com muito orgulho e – dentro de toda a humildade – um exemplo para o Brasil. Viemos para cá com a maturidade artística de uma vida de trabalho no Brasil. Dou aulas no Centro de Estudos e Dança Espanhola e Flamenco Amor de Dios e no Centro del Ocio El Horno, ambos no centro de Madri. Tenho um grupo de alunos denominado Flamenco Sin Fronteras e sempre estamos dançando nos tablados, em eventos. É um grupo que me dá muita vida e alegria. Temos o projeto Brasil Flamenco Madri em que – no formato tablado – apresentamos brasileiros que trabalham profissionalmente com flamenco. Tem sido bonito. FERNANDO DE LA RUA – Estou adaptado a Madri e feliz por ter conquistado meu espaço, principalmente como guitarrista flamenco, compositor e músico. Sinto-me respeitado no ambiente flamenco, no qual é difícil de entrar. Isso é o resultado de uma longa viagem, de uma luta e desafios de muitos anos, desde que comecei a parceria com a Yara, em São Paulo. Sou centrado no que gosto de fazer, que é música. Não

YARA CASTRO – Trago o flamenco de casa, minha avó, andaluza de Almeria, (Dolores Coesta) era cantaora, e minha mãe (Laurita de Castro) sempre bailou flamenco. Graduei-me em Direito, mas sempre quis dançar, fiz balé clássico, dança contemporânea... flamenco é muito mais que paixão, é uma certeza na vida do que quero para mim em termos de comunicação, de arte, filosofia de vida. Sou realizada por poder viver da arte e daquilo que eu amo e em que acredito. A estética e a beleza no flamenco são profundas, vão muito além da aparência física, de um corpo esteticamente longilíneo. Aqui neste país é dada grande importância ao sentimento e às emoções quando se dança. Primeiro o ritmo, nisso são implacáveis, e depois a linguagem, pois eles têm uma forma especial de vivenciar a música e a dança. EMBASSY BRASÍLIA – Qual a participação de vocês no espetáculo 25 anos – Capricho Espanhol? YARA CASTRO – Estamos muito contentes com o convite da Patrícia Weingrill, do Studio Capricho Espanhol.

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Foto: Célia de Coca

YARA CASTRO: Flamenco na alma

É uma pessoa muito querida, foi minha aluna, quando muito jovenzinha, em São Paulo, e também aluna da minha mãe, Laurita Castro. Sinto-me um pouco responsável pela celebração da trajetória da Patrícia, em Brasília, porque lá estivemos, demos um primeiro cursinho de férias, ela deu continuidade e está até hoje colhendo esses frutos e flores belíssimos desse trajeto que fez como professora, coreógrafa e bailarina, enfim, por esta história bonita e de sucesso, ela é uma grande responsável pela difusão do flamenco em Brasília. FERNANDO DE LA RUA – O espetáculo terá músicas do meu disco e algumas novas; estou muito contente porque a Patrícia é uma artista que conheço há muito tempo, uma pioneira do flamenco. É grande motivo de alegria, um prazer e uma honra poder mostrar e compartilhar o nosso conhecimento e a nossa arte.

  

FERNANDO DE LA RUA PRÊMIOS – Melhor música para dança no Certamen de Coreografía, Danza Española y Flamenco em 2004, no Teatro Albéniz, em Madri. 2011 – Author Revelation by the Academy of Music of Madrid. 2014 – Prêmio de Música da Revista Brazil com Z em Madri.

25 ANOS – CAPRICHO ESPANHOL, com Patrícia Weingrill, Fernando de La Rua e Yara Castro, entre outros músicos e bailarinos. Em 27 e 28 de junho, às 20h30, no Teatro da Escola Parque da 307/308 Sul. Ingressos à venda. Mais informações: 61-3244-6648 e 99975-7613 e em http://caprichoespanhol.com.br/

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Saiba mais:

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endocrinologia e dermatologia

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MILITARY ATTACHÉ ASSOCIATION CELEBRATES ANNIVERSARY Armed forces representatives of their countries, officers are responsible for operations and military exercises and security, as well as for relief work in case of war or catastrophe

 Súsan Faria

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countries with Brazil. Normally, an attaché represents three areas: the Army, the Navy and the Air Force, but there are cases where the country has a responsible attaché for each of these sectors. "If a country president comes to Brazil, it is the attaché that coordinates with the Brazilian Air Force the flight plan", exemplifies Colonel Holguin. He points out that there has been strong cooperation between the attachés and those with the Armed Forces of Brazil. Attachés are in strategic roles and also coordinate humanitarian aid in war operations or catastrophes, such as rains or earthquakes in their countries. They participate in events such as LADD Defense & Security – the largest defense and security fair in Latin America held in April this year, in Riocentro (RJ), where they learned about the news in the sector. Their families strengthen affective ties in the country where they serve, "a friendship and cooperation that goes beyond the time of service in that region", explains Holguin. According to him, to be a good attaché, one must "give oneself to work, have disposition, professionalism, chivalry and integrity".

Pilot colonel Henry Gustavo Holguin of the Dominican Republic

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n September, the Association of Military Attachés in Brazil turns 65 years old. Founded in Rio de Janeiro (RJ), the country capital then, the organization has now about 80 members from 47 countries and is an important link in the lives of these professionals and their families". The Association brings synergy and cooperation among its members and the Brazilian Armed Forces boosting knowledge", explains the president of the entity, pilot colonel Henry Gustavo Holguin of the Dominican Republic. The military attaché is responsible for everything that concerns the coordination of the Armed Forces of their

Holguin and the Association director board took office on January 1st of this year, with a one-year term. For the period they plan extra and fixed schedules: three dinners – in March, June and September – to dismiss the attachés who leave the country and welcome those who arrive; participation of the Fair of the Nations, in September and Children's Day celebration in October. One next August, the attachés' women will make tea to raise funds that will go to asylums. The headquarters of the Military Attachés Asociation in Brazil is always the Embassy where the president of the entity is located. This is the first time that a Dominican Republic oficial assumes the role. The leadership of the Association today is composed of: president, Henry Gustavo Holguin, from the Dominican Republic; vice-president, Mario Cacho Pella, from Peru; secretary, Antônio Moldão, from Portugal; syndic, Olek Sandr Mykhail, from Ukraine; treasurer, Volker Fritz Martin from Germany; and sports, Jorge Barredo, Argentina.

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ASSOCIAÇÃO DE ADIDOS MILITARES COMEMORA ANIVERSÁRIO Representes das Forças Armadas de seus países, oficiais são responsáveis por operações e exercícios militares, segurança como também pelo trabalho de ajuda humanitária em caso de guerra ou catástrofe  Súsan Faria

Henry Holguín (E), Mario Cacho Pella e Antônio Moldão

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m setembro, a Associação dos Adidos Militares no Brasil completa 65 anos. Fundada no Rio de Janeiro (RJ), então capital do país, a entidade hoje possui cerca de 80 membros de 47 países e é um elo importante na vida desses profissionais e de suas famílias. “A Associação traz sinergia e cooperação entre os seus membros e as Forças Armadas do Brasil e potencializa conhecimentos”, explica o presidente da entidade, coronel piloto Henry Gustavo Holguin, da República Dominicana. O adido militar é o responsável por tudo que diz respeito à coordenação das Forças Armadas de seus paí-

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ses junto no Brasil. Normalmente, o oficial representa três áreas: o Exército, a Marinha e a Aeronáutica, mas há casos em que o país tem um responsável para cada um desses setores. “Se o presidente de um país vem ao Brasil, é o adido que faz a coordenação junto à Aeronáutica brasileira para o plano de voo”, exemplifica o coronel Holguin. Ele destaca que tem sido forte a cooperação entre os adidos e desses com as Forças Armadas do Brasil. Os militares estão em funções estratégicas e também coordenam ajudas humanitárias em operações de guerra ou em catástrofes, como chuvas ou terremotos em


Holguin e a diretoria da Associação assumiram suas funções em 1° de janeiro deste ano, com mandato de um ano. No período planejam agendas extras e fixas: três jantares – em março, junho e setembro – para a despedida dos oficiais que se vão do país e recepcionar os que chegam; participação da Feira das Nações, em setembro; e comemoração do Dia das Crianças, em outubro. Em agosto as esposas dos adidos realizarão um chá1para arAF_LAB-0147-17 – ANÚNCIO REVISTA EMBASSY--21x14,8cm.pdf 02/06/17 recadarem renda destinada a asilos.

" Para ser um bom adido é preciso se entregar ao trabalho, ter disposição, profissionalismo, cavalheirismo e integridade.” Coronel Holguin A sede da Associação dos Adidos Militares no Brasil é sempre a embaixada onde se encontra o presidente da entidade. Esta é a primeira vez que um representante da República Dominicana assume a função. A direção da entidade está assim composta: presidente, Henry Gustavo Holguin, da República Dominicana; vice-presidente, Mario Cacho Pella, do Peru; secretário, Antônio Moldão, de Portugal; síndico, Olek Sandr Mykhail, da Ucrânia; tesoureiro, Volker Fritz Martin, da Alemanha; e área de 10:39 esportes, Jorge Barredo, da Argentina.

vmp8.com

seus países. Participam de eventos como LADD Defence & Security – a maior feira de defesa e segurança da América Latina, realizada em abril deste ano, no Riocentro (RJ), onde se inteiraram das novidades no setor. Ao lado das famílias fortalecem laços afetivos no país onde servem, "uma amizade e cooperação que ultrapassam o tempo de serviço naquela região", explica Holguin. Segundo ele, para ser um bom adido, é preciso “se entregar ao trabalho, ter disposição, profissionalismo, cavalheirismo e integridade".

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CAZAQUISTÃO De tribos nômades a um país em plena ascensão  Oda Paula Fernandes/Liz Elaine Lôbo

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aior nação do mundo sem costa marítima, o Cazaquistão – uma das repúblicas que faziam parte da extinta União Soviética –, impressiona pela juventude, por uma ascensão sólida, por um crescimento econômico estável e por apresentar registros de clima extremo. Apesar de ser o nono maior país em extensão territorial, com tamanho comparável ao da Europa Ocidental e renda per capita maior do que do Brasil, o Cazaquistão é pouco conhecido. O jovem país, de belezas únicas, tem este ano um grande desafio: sediar o maior evento de energias renováveis do planeta, a Expo-2017 Future Energy. Há 26 anos, o país Cazaquistão abriu as portas aos visitantes, quando a União Soviética desmoronou e ele reconquistou a independência, em 25 de janeiro de 1991. Situado na Ásia Central, também tem uma pontinha a oeste, que pertence à Europa e faz fronteira com Rússia, China, Uzbequistão, Turcomenistão e Quirguistão. Com apenas 18,2 milhões de habitantes, menos do que a cidade de São Paulo é um país árido. Gelado. No

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inverno as temperaturas chegam a 40 graus negativos e no verão não costuma passar de 30 graus. Todos esses países igualmente terminados em istão, que na língua persa significa a terra dos, também se libertaram do comunismo e começam a mostrar sua riqueza cultural impregnada de influências turcas e iranianas. No meio desse passado forte, repleto de tradições, surge uma capital moderna, Astana, que na língua cazaque significa exatamente capital. A cidade começou a ser construída em 1997, inspirada em Brasília, onde havia apenas um vilarejo chamado Aqmola, cercado por campos de batata. Na verdade, parece uma mistura de Brasília com Dubai. O metalúrgico e presidente do Cazaquistão, Nursultan Nazarbayev, que ocupa o cargo desde que o país se tornou independente, resolveu transferir a capital de Almaty, ao sul do país na fronteira com Quirguistão e China, para um ponto mais ao norte devido aos terremotos da região montanhosa que vez ou outra assombram a ex-capital e causam fortes estragos.


Foto: Depositphotos_Meiram

KAZAKHSTAN From nomadic tribes to a country in full development

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he largest nation in the world without a coastline, Kazakhstan - one of the former Soviet Union republics - impresses with youth, solid growth, stable economic development and extreme weather records. Despite being the ninth largest country in territorial extension, comparable in size to Western Europe and higher income than Brazil, Kazakhstan is little known. The young country, of unique beauties, has a great challenge this year: host the largest renewable energy event on the planet, Expo-2017 Future Energy. Twenty-six years ago, Kazakhstan opened its doors to visitors when the Soviet Union, collapsed and it regained independence on January 25th, 1991. The country is in Central Asia, but it also has a western little area that belongs to Europe. It borders Russia, China, Uzbekistan, Turkmenistan and Kyrgyzstan. Kazakhstan has only 18.2 million inhabitants, less than the city of São Paulo. The climate is arid and also cold. In winter its temperatures reach minus 40

degrees and in summer it usually does not exceed 30 degrees. All these countries finished in istan, which in the Persian language means the land of, also liberated themselves from communism and began to show their cultural richness impregnated with Turkish and Iranian influences. In the middle of this strong past, full of traditions, a modern capital emerges, Astana, which in kazakh means exactly capital. The city began to be built in 1997, inspired by Brasília, where there was only one village called Aqmola, surrounded by potato fields. In fact, it looks like a mix of Brasília with Dubai. The metallurgist and president of Kazakhstan, Nursultan Nazarbayev, who has held the position since the country became independent, decided to transfer the capital of Almaty, in the south of the country bordering Kyrgyzstan and China, to a point further north due to mountainous earthquakes, that occasionally haunt the former capital and wreak havoc.

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O território do Cazaquistão foi historicamente habitado por tribos nômades. Esse cenário mudou no século XIII, quando Genghis Khan, conquistador mongol, ocupou o país. É povoado por 131 etnias, entre cazaques (que compõem 63% da população), russos, uzbeques, ucranianos, alemães, tártaros e uigures. O islamismo é a religião de cerca de 70% da população, enquanto o cristianismo é praticado por 26% dos habitantes. O idioma cazaque é a língua oficial, enquanto o russo tem um estatuto oficial igual para todos os níveis administrativos e institucionais. Recentemente, o governo passou a investir também no ensino do inglês nas escolas. Parece muito e que tudo é exagerado. Mas na realidade, este jovem país de apenas 26 anos pode ser considerado exemplo de organização governamental e promoção turística, econômica e política. Restaura a cada ano as tradições de seu povo, preserva a cultura local e abre portas para o turismo e o comércio exterior. A única embaixada da América do Sul está no Brasil. No final de 2016 foi inaugurada a Câmara de Comércio Brasil-Cazaquistão, gerenciada por representantes de governo, advogados e pelo embaixador, para explorar esse promissor mercado.

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“As parcerias comerciais foram importantes na estabilização da economia para o salto do Produto Interno Bruto (PIB) que cresceu 16 vezes desde a independência, passando de 11 para 190 bilhões de dólares”, cita Kairat Sarzhanov, embaixador do Cazaquistão no Brasil. O presidente do Cazaquistão, Nursultan Nazarbayev, anunciou em janeiro deste ano, a reforma Governo Aberto que consiste na redistribuição de poderes na administração federal. É considerada uma ferramenta para tornar eficaz o sistema executivo do país, garantir a estabilidade política nos próximos anos e construir um sistema de governança sustentável e moderno. Ao todo, cerca de 40 funções de responsabilidade do presidente serão repassadas para outros órgãos do Executivo.

REGRAS INALTERÁVEIS: 1) a modernização é impossível sem preservar a cultura nacional; 2) para avançar, uma nação deve deixar para trás os elementos do passado que impedem seu desenvolvimento.


Photo: Depositphotos_atkorn

Parte central da capital, Astana

The territory of Kazakhstan was historically inhabited by nomadic tribes. This scenario changed in the thirteenth century, when Genghis Khan, a Mongol conqueror, occupied the country. It is populated by 131 ethnic groups, Kazakhs (63% of the population), Russians, Uzbeks, Ukrainians, Germans, Tatars and Uyghurs. Islam is the religion of about 70% of the population, while Christianity is practiced by 26% of the people. The Kazakh language is the oficial one, while Russian has an equal official status for all administrative and institutional levels. Recently, the government also started investing in teaching English in schools. It seems like a lot and everything is exaggerated. But in reality, this young country of just 26 years can be considered an example of governmental organization and tourism, economic and political promotion. It restores each year the traditions of its people, preserves the local culture and open the doors to tourism and foreign trade. "Trade partnerships have been important in stabilizing the economy for the jump in Gross Domestic Product (GDP) that has grown 16 times since independence, from 11 to 190 billion dollars", said Kairat Sarzhanov, Kazakhstan's ambassador to Brazil. To have an idea, the only embassy in South America is in Brazil. At the

end of 2016 the Brazil-Kazakhstan Chamber of Commerce was opened, managed by representatives of government, lawyers and the ambassador, to explore this promising market. The Kazakhstan president, Nursultan Nazarbayev, announced last January, the Open Government reform which consists in powers redistribution in the federal administration. It is considered a tool to make the country's executive system effective, ensure political stability in the coming years, and build a sustainable and modern governance system. In all, about 40 resident's responsibility functions will be passed on to other executives.

UNALTERABLE RULES:

1) modernization is impossible without preserving the national culture; 2) to move forward, a nation must leave behind the elements of the past that block its development.

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MODERNIZAÇÃO DO CAZAQUISTÃO As fases do futuro – competitividade global A posição do governo em relação aos acontecimentos econômicos globais é enfática. "Iniciou-se no mundo a quarta revolução industrial com a total digitalização da economia. Indústrias inteiras vão desaparecer, outras, surgir completamente novas", reinterou o presidente Nazarbayev. PRIMEIRA MODERNIZAÇÃO – Até 2050, o Cazaquistão quer ser o 30º no ranking de países mais desenvolvidos, para isto segue à risca a proposta apresentada ao povo ainda em 2012, a Estratégia-2050. "Devido ao Nurly Zhol e ao Plano da Nação 100 Passos Concretos passamos com êxito pela primeira fase desta complexa transformação global", relatou Nazarbayev. Entre 2014 e 2016, para fins de suporte à economia foram centralizados cerca de 1,7 trilhões de tenges (moeda local), o equivalente a R$17,6 bi. Esse investimento rendeu mais de 200 mil empregos e proporcionou crescimento econômico e apoio ao empresariado. Em 2016, enquanto vários países registravam quedas de até 41%, como consequência da crise econômica mundial, o PIB interno do Cazaquistão cresceu 1%. SEGUNDA MODERNIZAÇÃO – iniciou com a aprovação da Estratégia 2030 e a criação da nova capital, Astana. As duas primeiras modernizações colocaram o país nas 50 economias mais competitivas do planeta. TERCEIRA MODERNIZAÇÃO – realização da Estratégia 2050, de acordo com o Plano da Nação 100 Passos Concretos. Há cinco prioridades nesta fase. 1. Modernização tecnológica. Desenvolver setores como saúde, educação, comércio on-line O Governo Digital com a criação de um parque internacional tecnológico dos startups de TI; desenvolver estratégias de exportação; manter a liderança na captação de investimentos estrangeiros, entre outras.

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NURLY ZHOL: programa de governo proposto ainda em 2012, criado pelo atual presidente Nursultan Nazarbayev, para intensificar o desenvolvimento do Cazaquistão

Geological study of the perspective territories/Estudo geológico dos territórios em perspectiva

Development of products quality infrastructure/Desenvolvimento de infraestrutura de qualidade de produtos

Exporters support/Suporte às exportações

Tourism/Turismo

Development of industrial infrastructure and tourism infrastructure/Desenvolvimento de infraestrutura industrial e turística

Civil aviation projects/Projetos de aviação civil

Railway projects/Projetos ferroviários

Auto roads projects/Projetos de estradas automáticas

2. M elhoria e expansão do ambiente de negócios. Desenvolver até 1º de julho as medidas sistêmicas para desregulamentar o setor dos negócios, acelerar e completar a privatização de empresas até o final de 2018, entre outras. 3. Estabilidade macroeconômica. Melhorar a saúde do setor bancário; eliminar maus empréstimos dos balanços de bancos; tomar medidas para garantir a disponibilidade de financiamento de médio e longo prazo em tenge; adequar a política fiscal e orçamentária às novas realidades econômicas, entre outras. 4. M elhoria no capital humano. Mudar o sistema de educação, de saúde, e aumento da aposentadoria – 20% em relação a 2016, entre outros. 5. M udança institucional, segurança e combate à corrupção. Revisar toda legislação, reforçando os direitos de propriedade; reduzir as sanções por delitos na esfera de empreendedorismo; lutar contra ligações com organizações terroristas estrangeiras, entre outras.


KAZAKHSTAN MODERNIZATION The phases of the future and global competitiveness The government position in relation to global economic events is emphatic. "The fourth industrial revolution began with the total economy digitalization. Some industries will disappear, others will appear completely new", Nazarbayev said. FIRST MODERNIZATION – By 2050, Kazakhstan wants to be ranked 30th in the most developed countries list. Growing competition and the lack of stability in the world have increased the need for the country to follow the proposal presented to the people in 2012, the 2050 Strategy. "Due to Nurly Zhol and the 100 Concrete Steps we have successfully passed the first phase of this complex global transformation", reported Nazarbayev. Between 2014 and 2016, about 1.7 trillion tenges (local currency), equivalent to R$ 17.6 billion, were centralized to support the economy. This investment yielded more than 200 thousand jobs and provided economic growth and business support. In 2016, while several countries recorded declines, as a consequence of the global economic crisis, Kazakhstan's domestic GDP grew 1%.

2. Business environment improvement and expansion. Develop by July 1st of this year, systemic measures to desregulate the business sector, accelerate and complete the companies privatization by the end of 2018, among others. 3. Macroeconomic stability. Improve the banking sector health; eliminate bad loans from bank balances; improve corporate governance; take measures to ensure the availability of mediumand long-term financing; adjusting fiscal and budgetary policy to new economic realities, among others. 4. Improvement in human capital. Change the education and health system and increase in retirement wage - 20% compared to 2016, among others. 5. Institutional change, security and fight against corruption. Review all legislation enforcing property rights. reduce sanctions for offenses in entrepreneurship sphere, fight against links with foreign terrorist organizations, among others. Disclosure photo

SECOND MODERNIZATION – Started with the 2030 Strategy approval and the capital foundation, Astana. The first two modernizations put the country in the 50 most competitive economies in the globe. THIRD MODERNIZATION – Implementation of the 2050 Strategy, in accordance with the Nation 100 Concrete Steps Plan. There are five priorities at this stage. 1. Technological modernization. Develop sectors such as health, education, online commerce The Digital Government with the creation of international technology park of IT startups; Develop export strategies; Maintain leadership in attracting foreign investments, among others.

NURSULTAN NAZARBAYEV é o único presidente e está no poder há cinco mandatos, desde 1991. Reeleito em 2015, teve 97% de aceitação pública. NURSULTAN NAZARBAYEV is the only president and has been in leadership for five terms since 1991. Reelected in 2015, he had 97% of public acceptance.

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EXPO-2017 ENERGIA DO FUTURO Pela primeira vez e por unanimidade, o Cazaquistão foi escolhido pela ONU para sediar o maior evento internacional deste ano, a Expo-2017. A exposição, que ocorre a cada quatro anos, será em Astana, entre 10 de junho e 10 de setembro. Considerado o potencial energético do país, foi escolhido para o evento o tema Energia do Futuro. Com importantes reservas de petróleo e gás, figura entre as principais nações produtoras de combustível. São 80 milhões de toneladas de petróleo e gás liquefeito por ano. A intenção do governo é aumentar essa produção anual de 120 milhões de toneladas até 2020. Atualmente o Cazaquistão ocupa a nona posição no mundo em reservas petrolíferas confirmadas, a oitava em carvão e o segunda em urânio. Mais de 100 países e 10 organizações internacionais estão presentes na Expo-2017. Aguardam-se de 2 a 3 milhões de visitantes. O evento conta com arquitetos do Reino Unido, dos EUA, da Alemanha, da Áustria, da Holanda e da China. Os pavilhões tem 25 hectares de área. A maior vitrine global sobre energia. Além das apresentações musicais, os organizadores planejam realizar uma grande programação cultural e educacional. Mais de 3 mil eventos vão acontecer durante 93 dias de exibição. Vanguardista em produção de energias limpas, o Brasil não terá participação de empresas brasileiras. A única representante, a Itaipu Binacional, desistiu de participar.

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EXPO-2017 ENERGY OF THE FUTURE For the first time and unanimously, Kazakhstan was chosen by the UN to host the biggest international year event, The Expo 2017. The exhibition, which takes place every four years, will be in Astana, the country capital, between June 10th and September 10th. Considering the Kazakhstan potential energy, the theme "The energy of the future" was chosen for the event. The country has important oil and gas reserves, being among the main producing nations. There are 80 million tons of oil and liquefied gas per year. The Kazakh government intends to increase this annual output to 120 million tons by 2020. Kazakhstan currently ranks ninth in the world in confirmed oil reserves, eighth in coal reserves and the second in uranium reserves. More than 100 countries and 10 international organizations are expected to attend the Expo2017. Around 2 to 3 million visitors are expected. The Expo has architects from the United Kingdom, the USA, Germany, Austria, Holland and China. The pavilions will have 25 hectares of area. The international exhibition will be the largest global showcase on energy. In addition to the musical performances, the organizers plan to carry out a great cultural and educational program. More than 3000 events will be held during 93 days of exhibition. Avant-gardist in clean energy production, Brazil will not have participation. The only representative, Itaipu Binacional, gave up participating.

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ASTANA: KAZAKHSTAN POSTCARD The aridity seems endless. It is a land of enormous voids, much mystery and surprises. And in the middle of nowhere, in Kazakhstan, the past meets the future, with mirrored and gleaming skyscrapers. The capital, Astana shows the world a modern face and a new identity of the country. The vibrant city, built with oil money and inspired in Brasília, has a bold architecture, which seems made to impress. In the summer, flowery carpets scatter the city. The Plano Piloto was designed by Japanese architect Kisho Kurokawa, who died in 2007. Many attractions invite us to visit this still little-known country.

Presidential Palace Ak Orda

It is the president workplace and houses the presidential administration workers. It has a blue and gold dome, where a 32 rays of sun was placed with an eagle flying underneath it.

tyr Khan Sha

It is the larges t tent in the w orld, 150 meter Inside the Tent of s high. the Emperor, in the Kazakh lang there is a four uage, -story shoppin g mall and a le complex with is ure an artificial be ach. The archite is fantastic. At cture sunset it attrac ts a lot of peop sun goes dow le . The n behind it an d the photos ta incredible cont ke on ours.

Palace of Peace and Reconciliation Nur zhol Bou leva rd

roject glass. The p d n a l e e st id made of Norman It is pyram tish architect ri B y d n e tr ed by the the World was design 2006 to host in d te ra u g take a s inau possible to Foster. It wa is It . ss re g n aditions Co r and the Religious Tr w its interio o n k to r u guided to e pyramid 30 minutes . At night, th ce la p k o to t e even hall where th ful lights. gains beauti

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Chave flowered gardens and in the background the KazMunayGaz government bui lding. It is one of the city biggest attractions.


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Monument built to honor Kazakhstan people

At the background you can see the dome and the Sultan Hazret Mosque built in 2012.

Astana Library

ce, BIG e Danish offi h T t. h ig tl o ape of a sp tion for It has the sh nal Competi o ti a rn te In ner in an was the win the project.

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In the center we can se e the monument built to honor Kazakhstan pe ople. To the right, the Independence Palace and to the left, the concave round building is the Sh abyt Palace, the Arts University.

se pera Hou Astana O

Absolutely im posing in Greco -Roman style, has a Russian-s it tyle ballet scho o l. It is th e largest theater in Eurasi a. The construct io n of th e world's third largest O pera House w as p er fo rm ed by masters from It aly, Germany, Sw it ze rl an d and the Czech Repu blic.

Circ us o f

Asta na

It is shaped like a flying saucer and was built with ultra modern ma terials and advanced technology. It has capa city for two thousand people in its circus spectac les.

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SERGIPE Where nature, traditions and culture enchant visitors Onde a natureza, as tradições e a cultura encantam os visitantes  Súsan Faria

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Fotos: Divulgação

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menor estado do Brasil – Sergipe, com 21,9 mil km² ou 0,26% da área total do país – tem muito a oferecer aos turistas brasileiros e de qualquer parte do mundo. Conhecer Aracaju, com calçadões, praias, casas de forró é estar em contato com a natureza, a cultura e os sabores de um povo hospitaleiro e cheio de tradições. Assim como ir até os cânions, rios e praias que fazem divisa com Sergipe, como o Delta do São Francisco, colado em Alagoas, onde foi realizado o filme Deus é brasileiro, de Cacá Diegues; e o Mangue Seco, na Bahia, cenário da telenovela Tieta do Agreste.

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he smallest State of Brazil - Sergipe, with 8,46 square mile or 0.26% of the area of ​​the country - has a lot to offer to Brazilian tourists and those from any part of the world. Knowing Aracaju, its boardwalks, beaches, forró houses is to be in contact with nature, culture and the flavors of a hospitable people and full of traditions. As well as going to the canyons, rivers and beaches that border Sergipe, such as the São Francisco Delta, glued in Alagoas, where the film Deus é brasileiro by Cacá Diegues; and Mangue Seco, in Bahia, location of the soap opera Tieta do Agreste.

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TOURISM/TURISMO

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Projeto Tamar na praia de Atalaia Mercado Municipal Antônio Franco

Em uma área de 181,8 km2, Aracaju tem atualmente uma população de 571.149 habitantes segundo dados de 2016 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com densidade demográfica de 3.140,67 hab/km2. Delícia é estar no grande calçadão da cidade, observando de um lado o mar, o pôr do sol, as barracas com comidas típicas, os carrinhos com picolés, queijo coalho assado e tapiocas, os restaurantes... Do outro lado da rua, o artesanato, o comércio. Andar pela orla sentindo a brisa e, para refrescar a alma, apreciar a cultura, sons, cores, tradições afro-brasileiras mantidas pelos descendentes.

variado Artesanato

Peixada 36

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No Mercado Muncipal Antônio Franco, estão os emboladores, poetas populares e cantadores mostrando sua arte. É também onde se compram castanhas frescas, queijos, frutas tropicais, carnes, peixes e doces com bom preço. O local é uma interessante opção para almoçar. DIVERSIDADE – O Forró Caju, em junho, recebe forrozeiros sergipanos, reunindo mais de 100 mil pessoas por noite. Em 8 de dezembro, há a festa da Padroeira de Aracaju, Nossa Senhora da Conceição, que transforma a cidade num sincretismo religioso: um dos pontos altos do dia está nas escadarias da Catedral Metropolitana da capital, onde se realiza a famosa lavagem para consagrar Oxum, seguindo a tradição africana.


Croa do Goré

In an area of ​​181.8 km2, Aracaju has a population of 571,149 in habitants according to data from IBGE 2016, with a population density of 3,140.67 inhabitants per km2. It is delightfull to be on the big boardwalk of the city, watching from the sea, feeling, the sunset, the stalls with typical foods, the carts with popsicles, roasted cheese and tapioca, the restaurants ... On the other side of the street, the artcraft, the stores. Walk along the boardwalk feeling the breeze and, to refresh the soul, enjoy culture, sounds, colors, Afro-Brazilian traditions maintained by the descendants. In the Antônio Franco Municipal Market, in the center of the city, there are emboladores, popular poets and singers showing their art. It is also where you buy fresh chestnuts, cheese, tropical fruits, meat, fish and sweets with good price. It's a good place to have lunch.

Crab

DIVERSITY – Forró Caju, in June, receives sergipe forrozeiros, gathering more than 100 thousand people per night. On December 8th, there is the feast of the Patroness of Aracaju, Nossa Senhora da Conceição, which transforms the city into a religious syncretism. One of the highlights of the day is held on the steps of the Metropolitan Cathedral, which is washed in honour of Oxum, in according to African tradition.

Sunset EMBASSY BRASÍLIA JUNHO/AGOSTO 2017

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TOURISM/TURISMO

Museu da Gente Sergipana

Aracaju possui grande diversidade de equipamentos culturais e de lazer, como museus, galerias de arte, centro de convenções, teatros, parques, casas noturnas e de espetáculos. Para quem gosta de pedalar, oferece mais de 50 km de ciclovias. A cidade conta com uma rede hoteleira de qualidade, bares, restaurantes e cerca de 35 quilômetros de litoral, com areias planas e firmes, perfeitas para caminhadas, águas mornas e rasas. Atalaia, Aruana, Robalo, Náufragos, Refúgio e Mosqueiro são as principais praias. Vale conhecer Mosqueiro, povoado localizado no extremo sul da capital, privilegiado pela natureza. Ao leste, o Oceano Atlântico, a oeste, o rio Vaza Barris com águas limpas e manguezais preservados, além de ilhas que surgem com a maré baixa. O encontro do rio com o mar e o pôr do sol completam o cenário. É possível passear por esse cenário a bordo do catamarã Velho Chico e de outras embarcações.

Novas tecnologias no Museu da Gente Sergipana

Museu Olímpio Campo

Museu Olímpio Campo

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A praia de Atalaia é considerada o mais belo cartão postal da cidade. Na orla estão bares, restaurantes, casas noturnas e hotéis. Revitalizada, ganhou equipamentos de lazer e de convivência social: quadras de tênis, parque infantil, fonte luminosa com o balé das águas, lagos, espaço para a prática de esportes radicais, Delegacia de Turismo, Oceanário e o Centro de Arte e Cultura J. Inácio. OCEANÁRIO – Na orla de Atalaia e em forma de tartaruga, o Oceanário abriga 20 aquários com a diversidade da flora e da fauna marítima e fluvial de Sergipe: peixes, tartarugas e outros animais marinhos. Arraias, melros e tubarões-lixa podem ser vistos bem de perto. Uma câmara submarina instalada na plataforma PCM–09 de Camorim da Petrobras permite observar o Atlântico em tempo real. O Oceanário de Aracaju é o primeiro do Nordeste e o quinto do país, ocupando 1.100 m2 de área construída, que também comporta o tanque oceânico com 150 mil litros de água, reproduz o ambiente do fundo do mar no litoral sergipano. Os visitantes são monitorados por biólogos do Projeto Tamar, que administram a unidade.


Aracaju has a great diversity of cultural and leisure facilities, such as museums, art galleries, convention centers, theaters, parks, nightclubs and shows. To bike riders, Aracaju offers more than 50km of bike paths. The city has a quality hotel chain, bars, restaurants and about 35 kilometers of coastline, with flat and firm sand, perfect for hiking, with warm and shallow water. Atalaia, Aruana, Robalo, Castaways, Refuge and Mosqueiro are the main beaches. Aracaju Oceanarium

It is worth to visit Mosqueiro, a town located at the southern end of the capital, privileged by nature. To the east, the Atlantic Ocean, to the west, the river Vaza Barris with clean water and preserved mangroves, in addition to islands that arise at low tide. It is possible to stroll through this scenery aboard the Velho Chico catamaran and other boats. The meeting of the river Vaza Barris with the sea and the sunset complete the scenery. The Atalaia beach is considered the most beautiful postcard of the city. At the edge are bars, restaurants, nightclubs and hotels. Revitalized, it has gained leisure facilities and social coexistence: tennis courts, children's playground, luminous fountain with ballet of water, lakes, space for extreme sports, Tourist Office, Oceanarium and the Center for Art and Culture J. Ignatius. OCEANARIUM – On the verge of Atalaia and shaped like a tortoise, the place houses 20 aquariums that show the diversity of the marine and river flora and fauna of Sergipe: fishes, turtles and others animals. Stingrays, melros and sand sharks can be seen very closely. An underwater camera installed on the Petrobras Camorim PCM–09 platform allows you to observe the Atlantic in real time. The Aracaju Oceanarium is the first one of the Northeast and the fifth of the country, occupying 1,100 m2 of built area, which also houses an oceanic tank with 150 thousand liters, reproducing the seabed environment on the Sergipe coast. Visitors are monitored by biologists from the Tamar Project, who run the unit.

Aracaju Tamar Project

Aracaju Tamar Project

Atalaia Beach

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TOURISM/TURISMO

Praça de São Francisco em São Cristóvão

Igreja Laranjeiras

NO INTERIOR – Além de Aracaju é bom conhecer as cidades de São Cristóvão e Laranjeiras. São Cristóvão é a quarta cidade mais antiga do Brasil. Tem 427 anos e foi a primeira capital sergipana. Fundada por espanhóis, fica na região metropolitana de Aracaju. Laranjeiras, que no auge do ciclo canavieiro, foi chamada de Atenas Sergipana, preserva antigos casarões e rica história. A cidade abrigou, em séculos passados, uma vida econômica e sócio-cultural pulsante, com gabinetes de leitura, clubes de teatro e jornais. Ainda hoje, nas suas ladeiras de pedras, nas informações de seus museus ou em uma breve conversa com moradores mais antigos, a memória é preservada para as futuras gerações. O acesso para essas cidades é rápido, a poucos minutos de Aracaju.

Foto: Anderson Schneider

MANGUE SECO – Fica a 65 km da capital, no município baiano de Jandaíra, um cenário paradisíaco de praias e dunas. Nesta pequena vila de pescadores, vivem cerca de 200 habitantes. As poucas ruas são cobertas de areia fina e macia. Por toda a margem, espalham-se pousadas, bares, restaurantes e casas de pescadores. Os passeios a Mangue Seco podem ser adquiridos em agências de turismo de Aracaju, onde também comprar pacote turístico também de um dia para conhecer o encontro do Rio São Francisco com o Oceano Atlântico. Nas águas do Delta do São Francisco é possível nadar, navegar e apreciar uma bela natureza aliada à tranquilidade. Trapiche Laranjeiras

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City of São Cristóvão Photo: Eduardo Vessoni

IN THE INTERIOR – Besides Aracaju, it is good to know the cities of São Cristóvão and Laranjeiras. São Cristóvão is the fourth oldest city in Brazil. It is 427 years old and was the first capital of Sergipe. Founded by Spaniards, it is in the metropolitan region of Aracaju. Laranjeiras, which at the height of the sugarcane cycle, was called Atenas Sergipana, preserves old mansions and rich history. The city has housed, in past centuries, a pulsing economic and socio-cultural life, with reading offices, theater clubs and newspapers. Even today, on its stone slopes, in the information of its museums or in a brief conversation with older residents, the memory is preserved for future generations. Access to these cities is quick, just minutes from Aracaju.

View of Mangue Seco Photo: Eduardo Vessoni

MANGUE SECO – It is located 65 km from the capital, in the municipality of Jandaíra in Bahia, a paradisiacal scenery of beaches and dunes. In this small village of fishermen, live there are about 200 inhabitants. The few streets are covered with fine and soft sand. Lodges, are spread all along the shore. The tours to Mangue Seco can be purchased at tourist agencies in Aracaju, where you can also buy a tour also for a day to see the encounter of the São Francisco River with the Atlantic Ocean. In Delta of the San Francisco it is possible to swim, to sail and enjoying a beautiful nature allied with tranquility. Double view of the coconut tree Romeu and Julieta, in Mangue Seco

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TOURISM/TURISMO

ARRAIÁ BRAZIL

Dances and typical foods are part of the June celebrations, which in Brazil extend until August. Tradition is experienced in large and small cities  SÚSAN FARIA

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Foto: Banco de imagens da Embratur

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razil is happier in June, when the parties of St. John, St. Anthony and St. Peter begin. The taste of the roasted sweet potato, of the hot popcorn, of the hot wine, of the cassava cakes and of typical sweets, marks the childhood of many Brazilians. Influence of indigenous foods that blended with the legacy of a party brought by the portuguese and here was strengthened and expanded, in some more attractive locations until the Carnival. They are popular celebrations organized by students, communities, families, neighbors, by city halls, where there is no age to participate. With the cold that arrives in this time, in most part of the country, the June festivals are places of warmth, with the hot treats and the forró (Brazilian typical dance) that is danced. Practically all over the country, salons, churches, schools, clubs or even private homes, farms, are filled with balloons and flags, and around with stalls and bonfires. Popular festivals are going from one place to another and often only end in August, as in the country capital. But it is in the Northeast of Brazil that these festivities are more rooted and became a reference for local tourism. The greater São João party in the world takes place in the city of Campina Grande (Paraíba), during a full month of celebration, from June 2nd to July 2nd, at the Parque do Povo, with lots of music, dancing, typical food and crafts.

BRAZIL TAKES JUNE PARTY TO EUROPE

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TOURISM/TURISMO

INTERNATIONALIZATION – In addition to Campina Grande, the Brazilian Tourism Institute (Embratur) highlights how the great June festivities were held in the cities of Caruaru, in Pernambuco; São Luís, in Maranhão; Mossoró, in Rio Grande do Norte, Aracaju, in Sergipe; and Ceilândia, in the Federal District; as well as São João da Bahia, celebrated throughout the State. This year, Embratur took shows of these parties – shows, xote, xaxado and baião and typical dishes – to Europe. Between April 7th and May 28th, the project Brazil Junino arrived in public spaces in Lisbon, Madrid, Rome and Paris, with free admission. The singers Elba Ramalho and Lucy Alves and the Pé de Cerrado Group were some of the guests of the project. According to the Embratur president, Vinicius Lummertz, the international promotion of the June festivities is an alternative in the fight against seasonal tourism, especially during the rainy season. "With this strategy, we want to ensure tourism throughout the year", he explains. The capitals chosen for the project, according to Lummertz, are in the block of major countries emitters of tourists to Brazil, besides having a predilection for cultural tourism. Greater São João in the world – It was created, in 1983, by then Mayor Ronaldo Cunha Lima, who decided to concentrate the parties in Campina Grande center. The success was absolute and the party growing, year after year. Before, the city had already made fame in the June festivals, including with famous artists like Jackson of the Pandeiro, Genival Lacerda or Marinese and Its People, among many. During the event, dancers from the nearby cities of Campina Grande compete for championship in the Pyramid, open space for the forrozeiros (people who dance forró) to dance without worrying about the rain. In this year's edition, more than 500 performances will be held in the 10 official stages of the event, with shows in Campina Grande and in the districts of Galante and São José da Mata. There are several forró groups playing the authentic and legitimate Brazilian forró, regional bands, nationally renowned artists, typical dances, folk groups

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and poets. In the Parque do Povo there are the scenic city, tents, bars and cabins. Among the novelties, a house in homage to the King of the Baião: the House of Gonzaga. The Greater São João in the world has new infrastructure especially on the main stage in 360–degree format, with four walkways on the sides, bringing the artists closer to the fans. The space, which contains more than 10,000 forrozeiros, has nine entrances, including accessibility. In the Parque do Povo there is Vila Nova da Rainha – 15 small houses, a church and a bandstand, where you can buy handicrafts; The Scenic City, with replicas of Campina Grande, with its museums and churches; and dozens of collective marriages for couples with no purchasing power – during the day of Saint Anthony; the scenic bonfire, 20 meters high; and the islands of forró to dance and watch the shows on one of six stages. There are 31 nights of parties in the islands where 90 forró groups pass by.


Photo: Banco de imagens da Embratur

Photo: Banco de imagens da Embratur

Dance, art and culture present in the northern June festivals

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TOURISM/TURISMO

trail. According to Campina Grande Sports secretary, Teles Albuquerque, the Big June party of the World intends to break the own record of participants, that last year was of 746 couples. THE BIGGEST FORRÓ OF CERRADO – It is in Ceilândia, Federal District, that this and many other June forrós take place. Of the 46 dance groups in the area, 10 are from that city, with 600,000 inhabitants, most of them from the Northeast of Brazil. In Ceilândia, the biggest Forró of Cerrado enters its 11th edition, always in August, making the lovers of Brazilian popular culture.

Photo: Banco de imagens da Embratur

This year, the City Hall of Campina Grande outsourced the event and among the news, there will be a contest of bands – with R$ 10,000 in prize money and a DVD for the winner. The Expresso do Forró, a train ride – at the event weekend – continues to take passengers from Estação Velha to the district of Galante, where they are welcomed by people dancing the quadrilha (other typical dance in São João party), taste typical delicacies and dance forró. The route is made in a locomotive decorated with motives of June and wagons with forró groups. The São João 2017 of Campina Grande also counts on races, walks, tallow wood, cycle tour, cavalcade and forró

Animation with the strong rhythm of the dance groups

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Last year, artists like Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Alceu Valença and Michel Teló stirred the space of 60 thousand meters, where also was made a scenic fire of 15 meters of height and a bandstand for poets. From Ceilândia two dance groups have recently appeared in four European capitals, in the Embratur project: Balé Flor do Cerrado and Si Bobiá a Gente Pimba. In the same project, there were the Raio de Sol and Matulão groups, both from Pernambuco, where Caruaru is located – the capital of Forró, which in June receives almost one million tourists for the popular saint’s parties. There are 26 uninterrupted days of forró, from June 3th to 20th, dozens of shows and cultural events in the Princesinha do Agreste, which has 320 thousand inhabitants. One of São João de Caruaru attractions is the traditional festival of giant food, with typical foods such as couscous, mungunzá, hot chocolate, tapioca, corn cake in large versions. The festival is organized by the Caruaru Giant Foods Union Creators.

ORIGIN OF JUNE PARTIES

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he origin of the celebrations to St. Anthony, St. John the Baptist and St. Peter is referred to the summer solstice in the northern hemisphere - which occurs on June 21st or 22nd - date that marks the longest day and the shortest night of the year. On that day, ancient peoples like the Celts and the Egyptians organized rituals to demand abundance in the harvests. It was the fertility cults, and as the church could not finish with them, christianized the date and instituted homage to the three saints. Coincidentally, before the arrival of the portuguese in Brazil, the natives already organized celebrations in June for agriculture, with songs and meals. Celebrations that were strengthened including, the nobles brought to Brazil the quadrille of french origin, where in pairs one dances in sequence of movements. Jokes entered the party, such as the tallow stick, the elegant mail, the fireworks and the wedding on the farm. The typical foods – especially the indigenous ones like cakes, broths, pamonhas, fried cookies, cured, popcorn, and cooked corn - entered the tradition. Sources (with adaptations): https://saojoaodecampina.com.br/

Photo: Banco de imagens da Embratur

http://pmcg.org.br/prefeitura-e-alianca-anunciam-novidades-do-sao-joao-2017/ http://brasilescola.uol.com.br/detalhes-festa-junina/origem-festa-junina.htm http://www.brasil.gov.br/turismo/2017/03/embratur-apresenta-festas-juninas-aos-europeus

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FOREIGN TRADE

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MOST ACTIVE FOREIGN CHAMBERS OF COMMERCE Important allies of the businessmen interested in exporting their products, the institutions support theling with bureaucratic obstacles  Oda Paula Fernandes

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razil has trade relations with several countries. Pacific and collaborative, both in politics and in business, the country presents a growing number of Commerce Foreign Chambers. In all, according to Itamaraty, there are 145 in Brazil. One of the newest that has emerged for the Brazilian commercial promotion is Brazil-Kazakhstan. Formalized on November 24, 2016, was created from the intention of Kazakhstan to strengthen trade ties with Brazil.

countries. "This is Kazakhstan's only embassy in Latin America and we have a giant trade waiting us", says Kazakhstan ambassador, Kairat Sarzhanov. The Deputy Kazakhstan Foreign Affairs Minister, Yerzhan Ashikbayev, reinforces the his government is committed to start activities as soon as possible. "We want to introduce Brazil into new markets, with more than 18 million consumers, such as India and China", he declared on an official visit to Brazil on May 5th.

Negotiations between Brazil and Kazakhstan are expectations, so far. This reality, a joint action plan is under way to encourage the economy movement in both

Non-profit, Chambers of Commerce develops activities to stimulate trade with other countries, facilitate negotiations between foreign companies, promote interaction

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events between nations and bring together exporters and governments. Through them it is possible to obtain more detailed information about the market for which one wishes to export, the peculiarities of the country and the legislation in force. There are 145 commercial chambers in force in the country, which cover the five Brazilian regions. According to the chairman of the Brazil-Kazakhstan Chamber of Commerce, Cassiano Viana, this will not be just another institution that exists only on paper. "The Chamber of Kazakhstan has emerged to be active. The board is prepared to conduct major negotiations and we know that this relationship will be promising for both countries", assures Viana. The board of these entities is composed by productive sector leaders that have been dedicated to approaching interests of foreign companies with interests of Brazilian companies. In Brazil, the oldest entity of this nature is the Foreign Trade Federation Chambers (FCCE), dated May 10th, 1932. Through plans of Cooperation Agreements signed by different organizations such as the International Chamber of Commerce (ICC), based in Paris, founded in 1919, there are more than 80 National Committees on five continents.

These activities gain relevance in objectifying the defense of free initiative and the new jobs and income generation as an incentive to the economic and social development of Brazil and other countries. "Facing obstacles from the bureaucracy, the Chamber of Commerce sometimes has a constructive influence on public policies, promoting investment in all sectors of the formal economy", says Fernando Brites, president of the Brazil-Portugal Center-West Chamber of Commerce (CBPC), in Brasília (DF), which operates since March 3rd, 2009. ITALY – The Italian community is also represented by the Brazilian-Italy Chamber in Minas Gerais. It defines itself to be a global network of relationships. Present in more than 50 countries, Italy has 80 Italians chambers in the world, and more than 100 chambers of commerce from other countries in Italy. This is to facilitate access to the international market. According to the president, Valentino Rizzioli, the Chamber makes the companies internationalization process more effective. For him, there are excellent conditions to attract investments and enhance the representativeness of his industrial profile. "However, the company internationalization requires a series of actions that demand solid know-how and assertiveness. It is in this context

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FOREIGN TRADE Disclosure photo

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Porto de Sines, Portugal

that having the services and expertise of an institution such as the Brazilian-Italy Commerce Chamber and Industry of Minas Gerais becomes fundamental to reach this goal", assures Rizzioli. The Brazilian-Italy Chamber in Minas Gerais therefore has as its mission to be an effective link that enables cooperation and exchange between mining companies and the Italian market, in addition to the global market. CHALLENGE – Promoting companies is a task that requires dedication and specific knowledge. Despite investing in missions to Portugal and receiving in the Midwest, a large number of queries from portuguese companies in search of investment opportunities. However, the big challenge for entities is logistics. According to Fernando Brites, from Brazilian-Portugal Midwest Chamber (CBPC), logistics are still blocking efficiency in the production, distribution and marketing process of Brazilian products. "Most of the production in Brazil is marketed by the Southeast. This increases the cost and time of distribution. We want to change this route", said the president. Nowadays, the sale of this Brazilian production, marketed in countries of Europe, part of Africa and Asia, leaves Brazil by the ports of Santos (SP) or Paranaguá (PR) and goes to the port of Rotterdam, Germany. In the study and analysis phase, the Brazil-Portugal Center-West Chamber works to change logistics and use another

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"This is Kazakhstan's only embassy in Latin America and we have a giant trade waiting." Kairat Sarzhanov Ambassador of Kazakhstan in Brazil route, 5,000 km shorter, to reduce the time – about 15 days at sea – and the costs in large proportions. "The new route is to load the ships in the port of Itaqui in Maranhão and continue to port XXI in Sines, Portugal. From there, distribute overland to other countries, "explained Brites. According to the president of CBPC, to serve countries in North Africa and southern Europe, the Strait of Gibraltar is a safe alternative to Italy, Greece, Turkey and countries in the Middle East. "This route serves more countries in less time and less cost. Thus, more companies can export in bilateral action," said Brites. ITAMARATY AND THE CHAMBERS OF COMMERCE – Itamaraty acts in cooperation with other Brazilian government agencies involved with foreign trade and in the elaboration and execution of Brazilian commercial promotion strategies. In the private sector, the initiatives undertaken in the international area by entities with the Bilateral Chambers of Commerce, Confederations of Industries and Sectoral Associations stand out.


Foto: Divulgação

Porto do Itaqui (MA)

CRESCE NO BRASIL ATUAÇÃO DAS CÂMARAS DE COMÉRCIO EXTERIOR Importantes aliadas do empresariado interessado em exportar seus produtos, as instituições dão suporte a entraves burocráticos

 Oda Paula Fernandes

O

Brasil tem muitos parceiros comerciais e vem conquistando novos a cada ano. Pacífico e colaborativo, tanto na política quanto nos negócios, o país registra um número crescente de Câmaras de Comércio Exterior. Elas trabalham para promover e assessorar as transações comerciais internacionais. Ao todo, segundo o Itamaraty, são 145 entidades em funcionamento hoje. Uma das mais novas é a BrasilCazaquistão, formalizada em 24 de novembro de 2016. As negociações entre Brasil e Cazaquistão estão abaixo das expectativas, por enquanto. E para mudar esta realidade, um Plano de Ação Conjunta está em andamento para fomentar a movimentação da economia em ambos os países. "Esta é a única embaixada do Cazaquistão na América Latina e temos um comércio gigante à espera", afirma o embaixador cazaque sediado em Brasília, Kairat Sarzhanov.

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COMÉRCIO EXTERIOR

preparada para realizar grandes negociações e sabemos que essa relação será promissora para os dois países", assegura Viana. A diretoria dessas entidades é composta por líderes do setor produtivo que têm se dedicado a aproximar interesses comuns entre empresas estrangeiras e brasileiras. No Brasil, a mais antiga entidade dessa natureza é a Federação das Câmaras de Comércio Exterior (FCCE), datada de 10 de maio de 1932. Por meio de planos de Convênios de Cooperação firmados com diferentes organismos como a International Chamber of Commerce – ICC (Câmara de Comércio Internacional), com sede em Paris, fundada em 1919, ela possui mais de 80 Comitês Nacionais, nos cinco continentes.

Cassiano Vianna presidente da Câmara de Comércio Brasil-Cazaquistão

O ministro-adjunto das Relações Exteriores da República do Cazaquistão, Yerzhan Ashikbayev, reforça o empenho do governo para iniciar, o quanto antes, as atividades. “Queremos inserir o Brasil em novos mercados, com mais de 18 milhões de consumidores, como o da Índia e da China”, declarou em visita oficial ao Brasil no último 5 de maio. Sem fins lucrativos, as Câmaras de Comércio desenvolvem atividades para estimular o comércio com outros países, viabilizam negociações entre empresas estrangeiras, promovem eventos de interação entre as Nações e aproximam os exportadores e governos. Por meio delas é possível obter informações mais detalhadas sobre o mercado para o qual se deseja exportar, as peculiaridades do país e a legislação em vigor. Atualmente, existem 145 Câmaras comerciais em vigência no país, que abrangem as cinco regiões brasileiras. De acordo com o presidente da Câmara de Comércio Brasil-Cazaquistão, Cassiano Viana, esta não será apenas mais uma Câmara que existe só no papel. "A Câmara do Cazaquistão surgiu para ser atuante. A diretoria está

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Essas atividades ganham relevância ao objetivarem a defesa da livre iniciativa e a geração de novos empregos e renda, como incentivo ao desenvolvimento econômico e social do Brasil e demais países. "Deparando-se com entraves da burocracia, por vezes, a Câmara de Comércio influencia construtivamente nas políticas públicas, promovendo o investimento em todos os setores da economia formal”, afirma Fernando Brites, presidente da Câmara de Comércio Brasil-Portugal Centro-Oeste (CBPC), localizada em Brasília (DF), que atua desde 3 de março 2009. ITÁLIA – A comunidade italiana também está representada por meio da Câmara Ítalo-Brasileira, que fica em Minas Gerais. Ela se define como uma rede global de relacionamentos. Presente em mais de 50 países, a Itália conta com 80 câmaras no mundo e mais de 100 de outros países na Itália. Isso para facilitar o acesso ao mercado internacional. Segundo o presidente, Valentino Rizzioli, a instituição torna mais efetivo o processo de globalização das empresas. Para ele, há excelentes condições para atrair investimentos e potencializar a representatividade de seu perfil industrial. "Todavia, a internacionalização de uma empresa requer uma série de ações que demandam sólido know-how e assertividade. É nesse contexto que


ARTIC OCEAN

Estreito de Gibraltar ATLANCTIC OCEAN

PACIFIC OCEAN

PACIFIC OCEAN

ROTA PROPOSTA -5.000 km

redução em tempo

-15 dias

redução em custo

INDIAN OCEAN

ROTA ATUAL - Saída de SP/PR com destino a Roterdã (Alemanha), distribuindo para Europa, Africa e Ásia ROTA PROPOSTA - Saída de MA com destino ao Porto de Sines (Portugal), passando pelo Estreito de Gibraltar, distribuindo para os demais países

contar com os serviços e a expertise de uma instituição como a Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio e Indústria de Minas Gerais torna-se fundamental para alcançar essa meta", assegura Rizzioli. DESAFIO – Promover empresas é uma tarefa que exige dedicação e conhecimento específicos. Apesar de fazer investimentos em missões empresariais entre o Brasil e Portugal - e receber no Centro-Oeste grande número de consultas de empresários portugueses, na busca de oportunidades de investimentos no Brasil, o grande desafio para as entidades é a logística. Segundo Fernando Brites da Câmara Brasil-Portugal Centro-Oeste (CBPC), a logística ainda impede a eficiência no processo de produção, distribuição e comercialização dos produtos brasileiros. "A maior parte da produção no Brasil é comercializada pelo Sudeste. Isso aumenta o custo e o tempo de distribuição. Nós queremos mudar essa rota", afirma o presidente. Atualmente o escoamento da produção brasileira comercializada em países da Europa, de parte da África e da Ásia sai do Brasil pelos portos de Santos (SP) ou de Paranaguá (PR) e segue para o porto de Roterdã, na

Alemanha. Em fase de estudos e análises, essa Câmara trabalha para mudar a logística e usar outra rota, 5.000 km menor, para reduzir o tempo – cerca de 15 dias no mar – e os custos, em grandes proporções. "A nova rota é carregar os navios no porto de Itaqui, no Maranhão e seguir ao porto XXI em Sines, Portugal. De lá, distribuir via terrestre para os demais países", informa Brites. Segundo o presidente da CBPC, para atender países do norte da África e do sul da Europa, o estreito de Gibraltar é uma alternativa segura em direção à Itália, à Grécia, à Turquia e países do Oriente Médio. "Esta rota atende a mais países em menos tempo e menor custo. Assim, mais empresas podem exportar em ação bilatera", aponta Brites. ITAMARATY E AS CÂMARAS DE COMÉRCIO – O Itamaraty atua em cooperação com outros órgãos do governo brasileiro envolvidos com o comércio exterior e na elaboração e na execução de estratégias de promoção comercial brasileira. No setor privado, destacam-se as iniciativas empreendidas na área internacional por entidades com as Câmaras de Comércio Bilaterais, Confederações de Indústrias e Associações Setoriais.

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WORLD

Disclosure photo

int s – halfpo positphoto Photo: De

HOMELESS, AN INTERNATIONAL PROBLEM The number of homeless people in the European Union has increased in recent years. Finland, however, has managed to reintegrate them into society

 Oda Paula Fernandes

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he scene of homeless people sleeping in the streets, waiting for some coins or one of those huge lines in temporary shelters is still part of several societies’ daily lives, regardless of the continent, whether rich or poor. Poverty is a global problem, and despite some robust social welfare systems, several of them are unable to get homeless out off the streets and reintegrate them into society. In Europe, Finland is the only nation with no worsening homelessness. Prosperous European countries, like France, Germany and the United Kingdom, present unsuccessful attempts in reducing or even containing homeless increase in their streets. To try solving this problem and reduce the drastic effects on these people lives in social vulnerability situations, the Feantsa organization, which maps the places most affected by the problem and promotes the right to housing, found that all nations of the European bloc face this crisis of housing shortages, except Finland.

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Just in England, for example, a parliamentary inquiry found that, between 2014 and 2015, there was a 30% increase in the number of people living in the streets. Even more aggravating is that in Denmark, in 2009, there was a 75% increase in the number of young homeless people living on the streets. In the capital of Greece, Athens, the organization estimates that in a group of 70 persons one sleeps in the street for lack of shelter. EXCEPTION – Finland is the only country in the European Union (EU) to eradicate the homeless. What the government there did was to adopt public social policies and invest in long term reintegration into society. All of Finnish society is involved in the issue, and even some authorities contribute donating part of their wages in the maintenance of permanent housing for the homeless. Private institutions – which own at least 50% of the stock of rented real estate in the country – the Third Sector – such as the Y Foundation, which offers more than 16,000 permanent housing to the homeless – and the public – such as the Ministry of the Environment that created the Sages Group to map out needs of the population and participates in the implementation of support services. The manager, Juha Kaakinen, reveals the efficient infrastructure system: "We give them an apartment with a contract that gives them the same rights as any tenant. And if they need more support, it is also offered". While in other countries temporary housing is provided or only temporary shelters, Finland shares permanent housing without imposing conditions. In addition, the government provides social assistance to help them avoid unemployment and drug addiction. According to Kaakinem, this approach is effective because it is different from temporary shelter programs, where the government has all the social costs, with permanent shelter program, it reduces costs and prevents recidivism. Another government occupation is to offer integral care to those who present greater diffi culty in organizing their own lives. "Many homeless people do not need extra help. But it is important that, if necessary, they can obtain it".

For the executive, intervention to help them should happen as early as possible. "There are many reasons that lead a person to end up living in the streets. One of them is the lack of affordable housing, along with economic reasons, divorce and other factors, which are subject to humans ", explains." If you stay in this state for a long time, it is likely to appear new problems. Therefore, it is important to attack the issue as soon as possible". CHANGES – The Republic of Finland has planned a social and housing program aimed at extinguishing displaced people problem, especially in the capital, Helsinki, which concentrated half of the homeless by 2015. But this work, according to ARA data, has been done for four decades. In 1970 there were 3,665 shelters and in 2015 it decreased to 558 ones. The Y foundation manager estimates that, in 2015, about 7,000 people were in vulnerability in Finland. "We will certainly continue our efforts. As long as there is only one homeless person in the country, it will be a lot. Finland no longer has people sleeping in the streets, but there are homeless people living temporarily with family and friends. We will continue trying to end the phenomenon completely". In 2000, the Environment Ministry set up a multidisciplinary working group, did and implemented programs to address the problem, later expanded to all Finnish municipalities. Since then the efforts turns to be extreme to end the global situation of homeless people through support and specialized social services. HOUSING FIRST–The new program adopted by Finland is based on Housing First, a US-developed 1990’s model that has the same objective – to solve the problems that lead people to situations of social vulnerability such as chemical dependency and domestic violence, among others. According to Housing First Program, most social problems are easily solved, as long as they enjoy their own housing, privacy and specialized support.

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MUNDO

Foto: Divulgação

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SEM-TETO, UM PROBLEMA INTERNACIONAL Nos últimos anos cresce o número de desabrigados na União Europeia. A Finlândia, no entanto, tem conseguido reintegrar a população de rua à sociedade  Oda Paula Fernandes

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cena de pessoas dormindo nas ruas, sentadas à espera de algum trocado ou numa daquelas filas intermináveis em abrigos temporários ainda faz parte do cotidiano de várias sociedades ricas e pobres, independentemente do continente. A pobreza é um problema mundial e apesar de alguns sistemas de bem-estar social robustos, vários países não conseguem tirar das ruas e reintegrar os sem-teto à sociedade. Na Europa, a Finlândia é a única nação que tem obtido sucesso nessa questão. Países europeus mais prósperos como França, Alemanha e Reino Unido registram tentativas sem êxito de reduzir ou mesmo conter o aumento da população de

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rua. Para buscar solução para esse problema e diminuir as dificuldades na vida dessas pessoas em situação de vulnerabilidade social, a organização Feantsa – que mapeia os lugares mais afetados pela falta de moradia –, descobriu que todas as nações do bloco europeu enfrentam essa situação, exceto a Finlândia. Só na Inglaterra, por exemplo, uma investigação parlamentar identificou que, entre 2014 e 2015, houve aumento de 30% no número moradores de rua. E mais agravante ainda é que a Dinamarca, em 2009, registrava crescimento de 75% de jovens morando nessa condição. Na capital da Grécia, Atenas, a organização estima que, num grupo de 70 pessoas, uma delas durma ao relento.


EXCEÇÃO – A Finlândia é o único país da União Europeia que vem conseguindo erradicar os sem-teto. O governo finlandês adotou políticas públicas sociais e investiu em longo prazo na reinserção dessas pessoas à sociedade. Toda a comunidade finlandesa está envolvida na questão, e até mesmo algumas autoridades contribuem com doações de parte de seus salários na manutenção de habitações permanentes para os sem-teto. As instituições privadas – que detêm pelo menos 50% do estoque de imóveis alugados no país –, o Terceiro Setor – como a Fundação Y, que oferece mais de 16 mil moradias permanentes a desabrigados –, e as públicas – como o Ministério do Meio Ambiente, que criou o Grupo dos Sábios, o qual mapeia as necessidades da população e participa da implementação dos serviços de apoio. O gerente da fundação finlandesa, Juha Kaakinen, revela o sistema de atuação que tem se mostrado bastante eficiente. Para ele, a estratégia de apoio oferecido pelo país nórdico é no mínimo generosa: "Concedemos a eles um apartamento com um contrato que lhes dá os mesmos direitos que qualquer inquilino. E, se eles precisarem de mais ajuda, também é oferecida". Enquanto em outros países são concedidas moradias ou apenas abrigos temporários, o governo finlandês disponibiliza, desde o início do acolhimento, habitações permanentes, sem impor condições. Além disso, concede assistência social para ajudá-los a lidar com problemas como o desemprego e o vício em drogas, entre outros. Segundo Kaakinem, essa abordagem é muito positiva por ser eficaz, já que, diferentemente dos programas com abrigos temporários, em que o governo tem todos os custos sociais, esse programa de abrigos permanentes reduz gastos e evita o retorno às ruas. Outra preocupação governamental é oferecer atendimento integral àqueles que apresentam maior dificuldade em organizar a própria vida. "Muitos desabrigados não precisam

de ajuda extra. Mas é importante que, se for necessário, eles possam obtê-la", explica. Para o executivo, a intervenção para ajudá-los deve ocorrer o mais cedo possível. "Há muitas razões que levam uma pessoa a acabar vivendo nas ruas. Uma delas é a falta de habitação a preços acessíveis, outros são motivos econômicos, divórcio, doença e muitos outros fatores aos quais estão sujeitos os seres humanos", analisa Kaakinem. Ele acredita que, se uma pessoa permanece nesse estado por muito tempo, é provável que apareçam novos problemas como a violência. NÚMEROS – De acordo com o gerente da Fundação Y, uma pesquisa estimou, em 2015, que cerca de sete mil pessoas estavam em situação de vulnerabilidade na Finlândia. "Certamente vamos continuar com nossos esforços. Enquanto houver uma única pessoa sem teto no país, será muito. A Finlândia já não tem gente dormindo nas ruas, mas existem pessoas desabrigadas vivendo temporariamente com a família e amigos. Vamos continuar tentando acabar com o fenômeno por completo", garante Kaakinen. A cidade de Helsinki concentrava cerca de metade dos moradores de rua do país. Nas últimas quatro décadas, houve uma redução significativa nesse número, assim como a quantidade de abrigos que caiu de 3.665, em 1970, para 558, em 2000. Naquele ano, o Ministério de Meio Ambiente criou um grupo de trabalho multidisciplinar com o objetivo de acabar totalmente com a situação de vulnerabilidade dessas pessoas por meio de serviços sociais especializados. HOUSING FIRST – O novo programa adotado pela Finlândia é baseado no Housing First, modelo desenvolvido nos EUA na década de 1990 para resolver os problemas que levam pessoas às situações de vulnerabilidade social, como dependência química e violência doméstica, entre outros. Por definição, o Housing First diz que a maioria dos problemas sociais são facilmente resolvidos, desde que essas pessoas desfrutem de moradia própria, privacidade e acompanhamento especializado.

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WORLD

MIGRATION LAW New legislation provides for the migrant rights and duties and establishes public policy guidelines for this population  Liz Elaine Lôbo/Oda Fernandes

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razil already has a Migration Law. The document was sanctioned, with vetoes, by President Temer and published in May 25 official diary. The new legislation replaces the 1980 Foreigners' Statute introduced by the Deputies Chamber to the original Senate project (SCD 7/2016 to PLS 288/2013) and is due to enter into force next year. The approved regulation repudiates prejudice against foreigners, racism and any other form of discrimination. The law also gives the immigrant a level playing field in the rights to life, liberty, security and property; and access to public health services, education, social security and the job market. Among the approved changes are also the Federal Public Defender participation in documents facilitation, as well as the political freedom for immigrants to join political parties and class entities. Their right to vote is still denied. The legislation establishes, in other points, the punishment for the human trafficker when criminalizing the action of those who promote the illegal entry of foreigners in Brazilian territory or Brazilian in a foreign country. The penalty is for imprisonment of two to five years, in addition to a fine. ADVANCES – Brazil goes against other countries, especially in Europe and the United

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States, because it is in accordance with international humanitarian commitments. The International Migration Observatory coordinator (OBMigra), Leonardo Cavalcanti, explains that the recent rules bring great advances that will allow the migration policies construction according to the current context, based on the human rights perspective. In this sense, it seeks to equate the national worker benefits and duties with the foreigner: "The new law will allow public policies formulation that can accommodate immigrants in the formal job


market, both in positions requiring qualification and in those functions that require little training", he says. Another point addressed by Cavalcanti is that Brazil has a great skilled workers shortage in private sphere (biotechnology, nanotechnology), as well as in the public sphere (physicians, for example). For him, the legislation will allow policies construction that can attract these workers, besides helping to overcome a series of bureaucratic obstacles for immigrants. "I think the new regulation will make a decisive contribution to consolidating immigration as an asset for the country's development, not only from an economic, but also a cultural, social and political point of view", he emphasizes. HUMANITARIAN VISA – Brazil goes ahead by instituting a humanitarian visa that expedites the reception of foreign environmental disasters victims, armed conflicts and human rights violations. The irregular immigrant in Brazil cannot be arrested. He will respond to the expulsion process in freedom, with legal assistance from the Brazilian government. According to the Justice and Public Security Ministry Migration Department director, Silvana Borges, the Alien Statute no longer met the country demands. For her, Haitians are a good example of people welcomed by the new law. "We did not have in the previous legislation a specific visa to facilitate these people migration. The humanitarian visa was made at the time, to attend the Haitian people. And today he is in the current norm that will be disciplined", he celebrates. According to the Migration Law, everyone will have to be identified by biographical and biometric data. The residence in Brazil is authorized in temporary visa cases and resident approved in a public contest, for human trafficking victims, slavery or law violation aggravated by their migratory condition, for refuge beneficiary, Asylum or protection, as well as for those who already have Brazilian nationality and do not wish or do not have the requirements to repurchase it.

REFUGEES – The UNHCR's (United Nations High Commissioner for Refugees) most recent report released in June points out that the number of refugees in Brazil jumped from 8,863 in 2016 to 9,689 in 2017. The increase is 9.31 percent. Apart from the recognized refugees, the country currently houses 35,464 asylum seekers. In the world, 65.6 million people have been forced to move from their home nations in the last year, the highest number of refugees ever recorded in history. VETOES – Among the main vetoes, there are: •

mnesty for those who entered the country A until July 2016 without documents. The project approved by the Senate provided for a residence permit regardless of its previous migratory situation;

he visa granting or residence permit for family T reunion purpose, which could be extended to other hypotheses of kinship, affective dependence and sociability factors. The measure could allow children entry without a visa and facilitate or allow situations conducive to international kidnapping of underage;

T he automatic granting of residence in the country to be approved in public tenders;

The possibility to hold office, job and public function, as defined in public notice, except for those reserved for Brazilian born, under the Constitution terms;

Free indigenous people movement and traditional populations on lands occupied by their ancestors. According to the government, this rule defies the Constitution;

Immigrants who lived in Brazil for more than four years, and who committed crimes could not be expelled, were also vetoed.

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MUNDO

Foto: Divulgação

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LEI DE MIGRAÇÃO Nova legislação dispõe sobre direitos e deveres do migrante e estabelece diretrizes de políticas públicas para essa população  Liz Elaine Lôbo/Oda Fernandes

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traficante de pessoas ao tipificar como crime a ação de quem promove a entrada ilegal de estrangeiros em território nacional ou de brasileiro no exterior. A pena prevista é de reclusão de dois a cinco anos, além de multa.

Entre as mudanças aprovadas também estão a participação da Defensoria Pública Federal na facilitação de documentos, como ainda a liberdade política para os imigrante se filiarem a partidos políticos e entidades de classe. O direito deles ao voto continua negado. A legislação estabelece, em outros pontos, a punição para o

AVANÇOS – O Brasil vai na contramão de outros países, especialmente na Europa e nos Estados Unidos, por estar em acordo com compromissos humanitários firmados no meio internacional. O coordenador do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), Leonardo Cavalcanti, explica que as recentes regras trazem grandes avanços que permitirão a construção de políticas migratórias de acordo com o contexto atual, tendo como princípio a perspectiva dos direitos humanos. Nesse sentido, procura equiparar benefícios e deveres do trabalhador nacional com do estrangeiro: "A nova lei permitirá a formulação de políticas públicas que possam acomodar os imigrantes no mercado de trabalho formal, tanto nas vagas que exigem qualificação, quanto naquelas funções que necessitam de pouca formação", garante.

Brasil já tem uma Lei da Migração. O documento foi sancionado, com vetos, pelo presidente Temer e publicado no diário oficial de 25 de maio último. A nova legislação substitui o Estatuto do Estrangeiro, de 1980. O texto é um substitutivo apresentado pela Câmara dos Deputados ao projeto original do Senado (SCD 7/2016 ao PLS 288/2013) e deve entrar em vigor no ano que vem. O regulamento aprovado repudia o preconceito contra o estrangeiro, o racismo e qualquer outra forma de discriminação. A lei também dá ao imigrante igualdade de condições nos direitos à vida, liberdade, segurança e propriedade; e no acesso aos serviços públicos de saúde, educação, previdência social e ao mercado de trabalho.

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REFUGIADOS/ DADOS ACNUR

2016

2017

8.863

9.689

 9,31%

Solicitações de asilo ao Brasil: 35.464

No mundo:

65,6 milhões refugiados (maior número já registrado)

VETOS – Entre os principais vetos à norma, estão: - A anistia para quem entrou no país até julho de 2016 sem documentos. O projeto aprovado pelo Senado previa

Outro ponto abordado por Cavalcanti é que o Brasil tem uma grande carência de trabalhadores qualificados tanto na esfera privada (biotecnologia, nanotecnologia), quanto na pública (médicos, por exemplo). Para ele, a legislação vai permitir a construção de políticas que possam atrair esses trabalhadores, além de auxiliar na superação de uma série de entraves burocráticos para os imigrantes. "Penso que o novo regulamento contribuirá de forma decisiva para consolidar a imigração como um ativo para o desenvolvimento do país, não somente do ponto de vista econômico, mas também cultural, social e político", enfatiza. VISTO HUMANITÁRIO – O Brasil sai a frente ao instituir o visto humanitário que agiliza o acolhimento vítimas estrangeiras de desastres ambientais, conflitos armados e violação dos direitos humanos. O imigrante em situação irregular no Brasil não poderá ser preso. Ele irá responder ao processo de expulsão em liberdade, com ajuda jurídica do governo brasileiro.

autorização de residência independentemente de sua situação migratória prévia; - A concessão de visto ou autorização de residência para fins de reunião familiar, que poderia ser estendida para outras hipóteses de parentesco, dependência afetiva e fatores de sociabilidade. A medida poderia possibilitar a entrada de crianças sem visto e facilitar ou permitir situações propícias ao sequestro internacional de menores; - A concessão automática de residência no país a aprovados em concursos públicos;

De acordo com a diretora do Departamento de Migrações do Ministério de Justiça e Segurança Pública, Silvana Borges, o Estatuto do Estrangeiro não atendia mais as demandas do país. Para ela, os haitianos são um bom exemplo de pessoas acolhidas com a nova Lei. “Não tínhamos na legislação anterior um visto específico para facilitar a migração dessas pessoas. Foi feito à época, para atender o povo haitiano, o visto humanitário. E hoje ele está na atual norma que vai ser disciplinada”, comemora.

- A possibilidade de exercer cargo, emprego e função pública, conforme definido em edital, exceto àqueles reservados para brasileiro nato, nos termos da Constituição; - A livre circulação de povos indígenas e populações tradicionais em terras ocupadas por seus ancestrais. Segundo o governo, essa norma afronta a Constituição; - Imigrantes que morassem no Brasil, por mais de quatro anos, e que cometessem crimes não poderiam ser expulsos, também foi vetado.

Conforme rege a Lei de Migração, todos terão que ser identificados por dados biográficos e biométricos. A residência no Brasil é autorizada nos casos previstos de visto temporário e de residente aprovado em concurso público, para vítimas de tráfico –, de pessoas, de trabalho escravo ou de violação de direito agravada por sua condição migratória –, para beneficiário de refúgio, de asilo ou de proteção, assim como para quem já tiver possuído a nacionalidade brasileira e não desejar ou não reunir os requisitos para readquiri-la.

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INTERVIEW

Ambassador of Israel

YOSSI AVRAHAM SHELLEY  Oda Paula Fernandes

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he permanent search for peace and an end to religious intolerance are some of the challenges that Israel has been investing heavily in the country education. For instance, if the parents do not send children to school can be arrested. Nowadays, it is exporting technology as for water desalination and parts for satellites. For the first time in the position of Israeli ambassador, the Israeli graduate in engineer and lawyer Yossi Avraham Shelley has been leading the Embassy of Israel in Brasilia since January 2017 with the mission of expanding bilateral trade relations. He was appointed by Prime Minister Benjamin Netanyahu – elected in March 2015 and who formed a new government in Israel –. In an exclusive interview for Embassy Brasília magazine, Yossi Avraham Shelley tells a little about the history of his country, the future and his mission in Brazil, with whom diplomatic relations were established in 1949.

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EMBASSY BRASÍLIA – How does Israel, a relatively young country, puts itself in today’s world? YOSSI AVRAHAM SHELLEY – The Nation of Israel was decreed by Osvaldo Aranha, a Brazilian who served in the United Nations (UN). The creation of Israel came after the Second World War with the UN decree in 1947, and there is another date that we also celebrated when it was officially announced, in May 1948. Between the two of them, there was a year for the decree to be built in a legal state. We have 14 million Jews out of Israel while there are only eight million there. The Israeli government is spread throughout the world through Jewish communities, which strengthen the nation everywhere in the world. We believe that the Holocaust happened because there was no Government of Israel before World War II that could protect people. There was a persecution to the Israeli community and there was no one else that gave support and protection. We had some help, but in isolated, private cases, but nothing like a government, as we exist today, and how a state protects their people. We were considered homeless, without money. EMBASSY BRASÍLIA – In the government’s view, how will Israel be twenty years from now? YOSSI SHELLEY – We want to see our people living in peace with the whole world. The hand of Israel is always extended to a peace agreement and when Palestine decides to sit down to talk to Israel, we will reach a common agreement. As long as nations do not sit down to talk, there will always be some disagreement. Unfortunately, the great Arab nations around do not want this peace. A major problem we face is that the Arab countries always blame Israel for anything bad. If there was no food, if there was war or anything else, blame Israel. To stop this, there must be an effort by the Arab nation to avoid, to stop thinking about destroying Israel and building itself.

Policies come and go, now I represent the state of Israel Yossi Shelley

EMBASSY BRASÍLIA – To whom Jerusalem belong? YOSSI SHELLEY – Some policies sometimes make people crazy because the voting issue of leaving Jerusalem belongs only to the Arab people, as if it had no Christians or Jews. I did not understand that Brazil voted for it, there are Christians too in Brazil. This is like canceling the Bible and throwing away everything it says. Israel is not that strong, but God helps us and protects our state in the sense that everyone who has attacked Israel has vanished. EMBASSY BRASÍLIA – Israel is one of the world’s top tourist spots due to its religious relics. How does the state protect foreigners? YOSSI SHELLEY – There are crimes in our state, like everywhere in the world. But there is religious tolerance because there we have Jews, Christians, Muslims and other religions. People keep religious relics and welcome tourists. We do not accept foreign intervention, imposition without agreements, because we must protect our state.

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INTERVIEW

EMBASSY BRASÍLIA – What is Israel’s relationship with Brazil, after the last two years without an official representative in the embassy? YOSSI SHELLEY – I really believe that Brazil and Israel have a lot of to share. Israel has the focus of producing what is necessary in agriculture. But we import many food from other countries, such as sugar, coffee, soy and meat. There is not just one country we buy from, because we always think about the future. We have the experience of scarcity and war. If some of these countries buy breaks the relationship with us, we have another supplier to give continuity so that we can keep our country. Meat, for example, we buy it from Argentina, Uruguay and Brazil. EMBASSY BRASÍLIA – Israel has several experiences of being barred from having disruptions with some bilateral relations throughout its history. What does it mean to keep relations with other countries? YOSSI SHELLEY– The importance of governments being connected and having nice relationship

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influence the business issue because if one day the country government boycotts us, we will not do business with it anymore. We maintain, here in South America, relations with several nations. We can never know tomorrow, when we will receive a negative answer from one of those countries from whom we buy or to whom we sell. I want to make it clear that culture is also very important. We use it to bring people and governments together. We have a lot more to offer than football. We have a great future. Sometimes policies may not be so close, but if people are friends and go to a dance group or other cultural activity, it will attract other and even governments together. With Brazil, about three years ago we registered US$ 1.6 billion in business. But now we are very far from that value, in the order of US$ 600 million. We want, in the upcoming years, to raise it to US$ 3 bi. This fall there were several factors involved, such as a port or air question, for example, interferes and disrupts, changes these values. But Israel sees that from now on we can


be good trading partners in the areas of agribusiness, security, technology and others. EMBASSY BRASÍLIA – Israel is very strong in developing technologies such as water desalination. How can you cooperate with Brazil? YOSSI SHELLEY – We are a country that thinks that if we can solve some problem we do not expect others to do it for us. Recently we had a meeting with Brazilian representatives of the National Water Agency (ANA), here in Brasília and we gave a presentation on how to use free water, cheaply, to feed our country. By the sea, Israel has developed an efficient way to desalinate water after experiencing serious shortages. The government was fighting with people so that they would not use the little potable water they had, but this problem is a global issue. We have a lot of experience in creating solutions to problems because throughout our existence we had to build and rebuild from scratch, so we solve, and we are looking for more and more technologies on how to use the natural resources available.

Our focus is on early education. The country invests in studies and research. There, the children are accompanied by the government to go to school. If the parents do not send them there, they are arrested. Research shows that investing R$ 1 in a child in school, avoids spending R$ 10 in the future with a teenager in jail. Investing in study and research is smarter and more efficient. Israel’s technology is very advanced: we produce parts for satellites and some applications like Waze, developed by Israel’s startup Waze Mobile, which was acquired by Google in 2013. Brazil is a major cattle producer. Here, a dairy cow provides 25 liters per day. In Israel, dairy cattle produces 45 liters of milk per day. A study indicates what the cattle should eat, how many hours of sunshine it should have, and how much supplementation, that is, the cow does not eat only grass alone, but food as well. Everything is searched for best performance. I hope we can do business with Brazil to exchange experiences. Israel is small but we have a lot to offer.

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ENTREVISTA

Embaixador de Israel

YOSSI AVRAHAM SHELLEY  Oda Paula Fernandes

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srael investe intensamente no desenvolvimento cultural, econômico e político do país. Para isto ocorrer de forma sólida, a educação é uma das principais áreas de concentração do governo. Lá, nos primeiros anos de vida escolar de uma criança, os pais são responsabilizados, até mesmo presos, caso os filhos não estudem. A tecnologia eficiente e em grande parte de baixo custo é outro diferencial neste país, que guarda em sua história marcas de tragédia, de guerras e de superação. Hoje exporta técnicas de dessalinização da água e peças para satélites, entre outras. E, pela primeira vez embaixador, o engenheiro e advogado israelense, Yossi Avraham Shelley, está à frente da Embaixada de Israel no Brasil desde janeiro de 2017 com a missão de ampliar as relações comerciais bilaterais. Ele foi indicado, neste ano, pelo premier Benjamin Netanyahu – eleito em março de 2015, dando início a uma nova forma de governo em Israel –. Em entrevista exclusiva para a Revista Embassy Brasília, Yossi Avraham Shelley conta um pouco da história do país, fala sobre o futuro e de sua missão no Brasil, país com o qual foram estabelecidas relações diplomáticas em 1949. EMBASSY BRASÍLIA – Qual a relação de Israel com o Brasil, após os últimos dois anos sem um representante oficial do governo israelense na embaixada? YOSSI SHELLEY – Acredito plenamente que Brasil e Israel têm muita coisa a compartilhar. Israel tem o foco de, na agricultura, produzir o necessário. Mas importamos muitos alimentos de outros países, como é o caso de açúcar, café, soja e carne entre outros. Não há apenas um país de quem compramos porque pensamos sempre no futuro. Temos a experiência de viver a escassez e a guerra. Se um fornecedor de algum dos itens que compramos rompe a relação conosco, temos outro

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fornecedor para dar continuidade e podermos manter nosso país. A carne, por exemplo, nós compramos da Argentina, do Uruguai e do Brasil. EMBASSY BRASÍLIA – Como Israel, um país relativamente jovem, se posiciona no mundo atual? YOSSI SHELLEY – A Nação de Israel foi decretada por Osvaldo Aranha, brasileiro que servia nas Nações Unidas. A criação de Israel surgiu após a Segunda Guerra Mundial com o decreto das Nações Unidas em 1947, e há outra data que comemoramos também, quando foi oficialmente anunciada, em maio de 1948. Entre as duas datas, houve um ano para que o decreto se construísse em um estado legal. Temos 14 milhões de judeus fora de Israel, enquanto que lá nós temos apenas oito milhões. O Governo está espalhado no mundo inteiro por meio das comunidades judaicas, que fortalecem o governo israelense em todos os lugares do mundo. Nós acreditamos que o holocausto aconteceu porque não havia o Governo de Israel antes da Segunda Guerra Mundial que pudesse proteger seu povo. Existia uma perseguição à comunidade israelense e não houve nenhuma outra que desse apoio e proteção. Tivemos alguma ajuda, mas em casos isolados, privados, mas nada como um governo, como existimos hoje, e como um estado protege seu povo. Éramos considerados vagabundos, sem casa, sem dinheiro. EMBASSY BRASÍLIA – Na visão do governo, como estará Israel daqui a 20 anos? YOSSI SHELLEY – Queremos nosso povo vivendo em paz com o mundo todo. A mão de Israel está sempre estendida para um acordo de paz e, quando a Palestina


resolver sentar para conversar com Israel, vamos chegar a um acordo comum. Enquanto as pessoas não sentarem para conversar vai haver sempre algum atrito. Infelizmente, as grandes nações árabes em volta não desejam essa paz. Um grande problema que vivemos é que os países árabes sempre culpam Israel por qualquer coisa de ruim. Se não houve comida, se houve guerra ou qualquer outra coisa, culpam Israel. ​Para isso acabar, deve haver um esforço da nação árabe em​evitar, ​​parar de pensar em destruir Israel e se construir. EMBASSY BRASÍLIA – De quem é Jerusalém? YOSSI SHELLEY – Algumas políticas, às vezes, deixam as pessoas malucas como a questão da votação de deixar Jerusalém pertencer somente ao povo árabe, como se não tivesse cristãos e judeus. Fiquei sem entender o Brasil ter votado a favor, lá tem cristão também. Isso é como cancelar a Bíblia e jogar fora tudo que ela diz. Israel não é tão forte assim, mas Deus nos ajuda e protege nosso estado no sentido de que, todos que atacaram Israel acabaram sumindo. EMBASSY BRASÍLIA– Israel é um dos principais pontos de turismo do mundo, devido às relíquias religiosas. Como o estado protege os visitantes estrangeiros? YOSSI SHELLEY – Há crimes em nosso estado, como em todo lugar no mundo. Mas há tolerância religiosa porque lá nós temos judeus, cristãos, mulçumanos e outras religiões. As pessoas guardam as relíquias religiosas e recebem bem os turistas. Nós não aceitamos intervenção de estrangeiros, imposição sem acordos, porque devemos proteger nosso Estado. EMBASSY BRASÍLIA – Israel tem várias experiências de ser barrado, de ter rompimentos em algumas relações bilaterais ao longo de sua história. O que significa manter relações com outros países?

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ENTREVISTA

EMBASSY BRASÍLIA – Israel é muito forte em desenvolvimento de tecnologias, como a dessalinização da água. Como vocês podem cooperar com o Brasil?

YOSSI SHELLEY – A importância de os governos serem conectados e de haver relações entre eles influenciam na questão dos negócios porque se algum dia o governo de um país nos boicota, nós não faremos negócios com esse país. Nós mantemos, aqui na América do Sul, relações com vários países. Nunca sabemos o amanhã, quando receberemos um não de um desses países de quem compramos e para quem vendemos, ou seja, fazemos negócios. Eu quero deixar claro que a cultura também é muito importante. Nós a usamos para aproximar as pessoas e os governos. Nós temos mais que o futebol. Possuímos um grande futuro. Às vezes as políticas podem até não estar tão aproximadas, mas se as pessoas são amigas e passam a frequentar um grupo de dança ou outra atividade cultural, isso vai aproximá-las e até os governos. Com o Brasil, há cerca de três anos registramos US$1,6 bilhões em negócios. Mas agora estamos muito longe desse valor, na casa de US$600 milhões. Queremos, nos próximos anos, elevar isso para US$ 3 bi. Essa queda têm vários fatores envolvidos, como uma questão portuária ou aérea, por exemplo, interfere e atrapalha, altera esses valores. Mas Israel vê que, daqui para frente podemos ser bons parceiros comerciais nas áreas de agroindústria, segurança e tecnologia entre outras.

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YOSSI SHELLEY – Nós somos um país que pensa que, se devemos resolver algum problema, não esperamos que outros o façam por nós. Recentemente tivemos um encontro com representantes brasileiros da Agência Nacional de Água (ANA), aqui em Brasília, e fizemos uma apresentação de como usar a água de forma barata para alimentar nosso país. Banhado pelo mar, Israel desenvolveu um modo eficiente de dessalinizar a água depois de passar por séria escassez. O governo brigava com o povo para que não usassem a pouca água potável que tínhamos, mas esse problema é uma questão mundial. Nós temos muita experiência em criar soluções porque ao longo de nossa existência tivemos que construir e reconstruir do zero, por isso buscamos cada vez mais tecnologias para usar os recursos naturais. Nosso foco é na educação, desde cedo. O país investe em estudos e pesquisas. Lá, as crianças são acompanhadas pelo governo, se os pais não mandam os filhos para a escola são presos. Pesquisas mostram que investir R$1 em uma criança na escola evita gastar no futuro R$10 com um adolescente na prisão. Investir no estudo e na pesquisa é inteligente e mais eficiente. A tecnologia de Israel é muito avançada, produzimos peças para satélites e alguns aplicativos como o Waze, desenvolvido pela startup Waze Mobile de Israel, que foi adquirida pela Google em 2013. O Brasil é um grande produtor de gado. Aqui, uma vaca leiteira produz 25 litros por dia. Lá em Israel, o gado leiteiro produz 45 litros de leite por dia. Fizemos estudos sobre o que o gado deve comer, quantas horas de sol ele deve ter e qual a quantidade de suplementos, ou seja, a vaca não come só o capim, mas ração também. Tudo é pesquisado para ter melhor desempenho. Espero poder fazer negócios e acordos com o Brasil para trocarmos experiências. Israel é pequeno, mas temos muito a oferecer.


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PERSONAGE

Photo: Depositphotos – Nejron

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JOHN JOHN TALENT AND GLAMOUR IN HATS  SÚSAN FARIA

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e is from Uberaba. Arrived in Brasilia when he was 20 years old in the late 60's, but since he was a child, he already liked hats and makeup the younger sisters. The designer and hat stylist João Batista da Silva, John John, or Joãozinho, is the number one in the capital, when it comes to hats of good taste and quality. He is an artisan and self made man in the area. After accepting the order, he measures the lady's head, chooses well the color, the fabric, the props and works on the garment, which passes through wood molds and his skillful hands. Among its clients there are former president Dilma Roussef, first ladies, businesswomen, socialites and ambassadors´wives. For more than 4,5 decades in Brasilia, Joãozinho has stories, such as the hat that made so much success in Russia during a wedding in St. Petersburg, that stayed there, even being a rented piece. First the Russians, during the party, were enchanted with the hat, which was passed from hand to hand for photos. The bride wanted it. The one who solved the question was the boyfriend of the Brazilian guest, who authorized to give it to the bride. "I pay the price", he said then.

"There are no limits to the creativity of hats, both in shapes and patters. It depends on the look", says Joãozinho, the son of a cowboy father and family of musicians. A fashion jet setter in New York, Paris, London, Florence, Joaozinho learned to work in the area by himself. Take the material, shape, hold, tie, sew, place the comb, ornaments and see each detail before finishing each piece. Sinamay (Philippine straw), silk, satin, crinol, voillete, flowers, pins, applications are some of the materials used for this Egypt-born prop, to which where slaves were forbidden to use it. Prop that makes brides or women more elegant in weddings, baptisms, lunches, tea evenings or even to enjoy horse racing.

Joãozinho's hats are successful among powerful women, from those who come from the interior of Goiás to his shopping atelier to the ones who go to fancy marriages in Europe, such as in the castles of the Loire Valley in France.

Joaozinho likes glamor and teaches the ladies how to look elegant. In his studio at Lago Sul, dozens of hats, caps and fascinators are on display. There are pieces for all tastes, of varied colors, sizes and shapes. Talent, good taste and dedication are not missing.

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PERSONAGEM

esmera na confecção, que passa por fôrmas de madeira e por suas mãos habilidosas. Entre suas clientes, estão a ex-presidente Dilma Roussef, primeiras-damas, empresárias, socialites e embaixatrizes. Há mais de 4,5 décadas em Brasília, Joãozinho tem histórias, como a do chapéu que tanto sucesso fez na Rússia, durante um casamento em São Petersburgo, que mesmo sendo alugado ficou por lá. Primeiro as russas, durante a festa, se encantaram com o chapéu, que passava de mão em mão para fotos. Depois a noiva que o quis. Quem resolveu a questão foi o namorado da convidada brasiliense que autorizou presentear a noiva. "Pago o preço que for", disse na ocasião. Os chapéus do Joãozinho são sensação entre mulheres poderosas, desde aquelas que vêm do interior de Goiás ao seu ateliê até as que vão a casamentos chiquérrimos na Europa, como os realizados nos castelos do Vale de Loire, na França.

JOHN JOHN TALENTO E GLAMOUR NOS CHAPÉUS  SÚSAN FARIA

E

le é mineiro de Uberaba. Chegou a Brasília quando tinha 20 anos de idade, no final dos anos 60, mas desde pequeno já gostava de chapéus e de maquiar as irmãs mais novas. O estilista e chapeleiro João Batista da Silva, o John John, ou Joãozinho, é o número um na capital federal, quando se trata de chapéus de bom gosto e qualidade. Ele é artesão e autodidata da área. Depois de aceitar a encomenda, mede a cabeça da dama, escolhe bem a cor, o tecido, os adereços e se

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"Não há limites para a criatividade dos chapéus, tanto nas formas como fôrmas. Depende do look", ensina Joãozinho, filho de pai boiadeiro e família de músicos. Frequentador de lojas de grife do ramo em Nova York, Paris, Londres, Florença, ele aprendeu sozinho a trabalhar na área. Pega o material, enforma, espera, amarra, costura, coloca o pente, os ornamentos e vê cada detalhe antes de terminar cada peça. Sinamay (palha filipina), seda, cetim, crinol, voillete, flores, pinos, aplicações são alguns dos materiais utilizados para esse adereço, nascido no Egito, onde os escravos eram proibidos de usá-lo. Adereço que torna as noivas ou as mulheres mais elegantes ainda em casamentos, batizados, almoços, tardes de chá ou até mesmo para apreciar corridas de cavalos. Joãozinho gosta de glamour e ensina as damas como ficarem elegantes. No seu ateliê, no Lago Sul, dezenas de chapéus, casquetes e fascinadores (enfeite com penas, pedrarias ou flores) estão expostos. Tem para todos os gostos, de variadas cores, tamanhos e formas. Talento, bom gosto e dedicação não lhe faltam.


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ARTICLE/ARTIGO

AGRICULTURE IN ITALY: THE NUMBER OF WINEMAKERS GROWS ppens to be among the most popular and consumed is wine. According to a recent analysis, many requests are made to become wine producers, since with 72,300 land hectares cultivated by 10,000 companies and 1,300 wineries in Italy is 22% of the world's organically grown vineyards. In total, it is estimated that the wine offered during 2016 employment opportunities to one million three hundred thousand people, including those who are directly involved in vineyards, wineries and even retail.

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griculture, a growing sector in our country, offers job opportunities for many children who have not been able to resist the "call of traditions." In recent years we have witnessed a real “boom” in young Italian farmers, despite challenging routes and transfers abroad, they have not been able to say "no" to their roots and have decided to return to their lands and take the reins of the "family's business". They are motivated young people with the opportunity to technological progress which of course has given a big hand not only to the agricultural sector. Among our young men who brought a renewed motivation during the contest that honors Oscar Green - let us remember them - the innovative ideas used in agriculture, for example, have invented such an application for the certification of extra virgin olive oil. Extra virgin olive oil is one of our agriculture symbols; it is one of those products produced in Italy around the world, synonymous with quality and food safety. Besides oil, another product that ha-

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Wine is an appreciated product not just by Italians. The export trend, which reached a record 5.4 billion in 2015, has a particularly important value for Italy, which is abroad, the other turnover half of wine produced in Italy. Wine in Italy, thanks to the young farmers work, activates an economic engine that generates almost 10 billion in revenue from sales alone. Today the wine industry provides employment opportunities to 1.3 million people, many of whom are young people who have decided to continue the family tradition and become young agricultural entrepreneurs.

ROBERTO RABACHINO Journalist and university professor, PhD, national president of Italian Agro-Food Press Association (ASA) with headquarters in Milan, Italy. President of International Wine Tasters Organization (IWTO), based in New York, United States.


AGRICULTURA NA ITÁLIA: CRESCE O NÚMERO DE VINICULTORES

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Agricultura, um setor crescente em nosso país, oferece oportunidades de emprego para muitas crianças que não têm sido capazes de resistir ao "chamado das tradições." Nos últimos anos temos assistido a um verdadeiro boom de jovens agricultores italianos, apesar de rotas desafiadoras e transferências para o exterior, eles não têm sido capazes de dizer "não" às suas raízes e decidiram voltar às suas terras e tomar as rédeas do “negócio de família”. Eles são jovens motivados com a oportunidade do progresso tecnológico que, é claro, deu uma grande mão não só para o setor agrícola. Entre os nossos rapazes que trouxeram uma motivação renovada durante o concurso que premia Oscar Green – lembremos deles – entre as ideias inovadoras utilizadas na agricultura, há vários, por exemplo, que inventaram tal um aplicativo para a certificação de azeite extra virgem. Azeite extravirgem é um dos símbolos da nossa agricultura, é um desses produtos produzidos na Itália em todo o mundo, sinônimo de qualidade e segurança alimentar. Além do óleo, outro produto que passa a ser entre os mais populares e consumidos é vinho. De acordo com uma análise recente, muitas solicitações que são feitas para se tornar produtores de vinho, uma vez que com 72.300 hectares de terras cultivadas por 10.000 empresas e 1.300 vinícolas na Itália é de 22% dos vinhedos do mundo cultivados organicamente. No total, estima-se que o vinho oferecido durante 2016 oportunidades de emprego a um milhão e trezentos mil pessoas, incluindo aqueles que estão envolvidos diretamente nas vinhas, adegas e até mesmo no varejo. O vinho é um produto apreciado não apenas italianos. A tendência nas exportações, que atingiu um recorde de 5,4 bilhões em 2015, tem um valor particularmente

importante para a Itália, que realiza no exterior, a outra metade do volume de negócios do vinho produzido na Itália. Vinho na Itália, graças ao trabalho dos nossos jovens agricultores, ativa um motor econômico que gera quase 10 bilhões em receita apenas com a venda. Hoje o setor vinícola, dá oportunidades de emprego para 1,3 milhões de pessoas, muitos dos quais são jovens que decidiram continuar a tradição da família e tornar-se jovens empreendedores agricultores.

ROBERTO RABACHINO Jornalista e professor universitário, PhD, presidente nacional da Associação Imprensa Agro-alimentar Italiana (ASA) com sede em Milão, Itália. Presidente da International Wine Tasters Organization (IWTO) com sede em Nova York, Estados Unidos.

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DIPLOMATIC EVENTS

APRIL

Nahida Shumona

New Year in Bangladesh – The Bengal people celebrate the arrival of the New Year three months after the Brazilians, on April 14th. Big street parties are held in Bangladesh to celebrate the year 1.424. In Brasilia, the Charge d`Affaires of the Embassy of Bangladesh, Nahida Shumona, offered a festive lunch at the embassy’s headquarters on April 18th.

King´s Day – The Embassy of the Netherlands celebrates King's Day. The party, on April 27th, celebrates the birthday of King William Alexander and also the National Date of the Netherlands. In Brasilia, Ambassador Han Peter opened the doors of the diplomatic seat to hundreds of guests.

MAY

6th Japan Festival – About 50.000 people attended the 6th Japan Festival in Brasilia, on May 5th to 7th , at the Expobrasilia Pavilion, in the Parque da Cidade. The Japan ambassador, Satoru Satoh, said he was happy to showcase Japanese culture at a major event.

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The Japan ambassador, Satoru Satoh


Europe Day – The Europe Day was celebrated in Brasilia, on May 9th with many activities. The ambassador João Gomes Cravinho, opened the celebrations in the area of Porto Vitória, with the presence of ambassadors, diplomats,

João Cravinho com a esposa, Jessica Hallett e com o embaixador da Polônia Andrzej Braiter e a embaixatriz Katarzyna Braiter

parliamentarians and other authorities.

Paraguay independence – The 206 years of Paraguay independence were celebrated on May 10th at the embassy. The ambassador Manuel

Ambassador Manuel María Cáceres Cardozo and the ambassadress Ana María Sisa Cáceres. A special paraguayan barbecue prepared for the invited

Maria Cáceres gave a big party with lots of music, food and typical drinks.

Cameroun Day – The ambassador Martin Agbor Mbeng and Laura Mbeng opened the embassy doors, on May 19th, to commemorate Cameroon's independence anniversary with typicals music and food.

Ambassador Martin Agbor Mbeng and Laura Mbeng with the ambassador of Gabon Jacques Michael and the ambassadress Julie Pascale

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DIPLOMATIC EVENTS

Argentina May 25th – Argentines celebrate May 25th in a great style. The pair of dancers Juliano Andrade and Paula Emerich danced two tangos and one Argentinean milonga numbers, drawing many applause from those present at the reception offered by the ambassador Carlos Alfredo Magariños, at the diplomatic headquarters of that country.

Ambassador Carlos Alfredo Magariños

Ambassador Elkhan Polukhov with the deputy Claudio Cajado (DEM-BA)

Independence of Azerbaijan – The national date of the restoration of the independence of Azerbaijan Republic is celebrated may 28th. In Brazil, however, the commemoration was anticipated by ambassador Elkhan Polukhov, who received diplomats, representatives of the Brazilian government, compatriots, friends and guests at the embassy in Brasilia on May 24th.

Ethiopia independence day – On May 29th the diplomatic community celebrated the 26th anniversary of Ethiopia independence. The ambassadress in Brazil, Chile and Argentina, Sinknesh Ejigu, held a large party in Porto Vitória Space, in the South Club Sector. The ambassadress Sinknesh Ejigu and the Under-Secretary-General for Africa and the Middle East, Fernando Abreu, during his speech

78 EMBASSY BRASÍLIA JUNHO/AGOSTO 2017 2º-P2 VENÂNCIO SHOPPING

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Embassy edição 3  

Revista bilíngue voltada a área diplomática produzida pela jornalista Liz Elaine Lôbo. Em sua terceira edição as belezas do Cazaquistão e de...

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