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Revista do Aรงo - 1


Isolamento Termoacústico - EPS/PUR/PIR

A Regional Telhas oferece ao mercado as Telhas Termoacústicas que são uma renovação nos sistemas construtivos, auxiliando no crescimento sustentável e otimizando tempo e custo com a obra. Imagens ilustrativas

MAIOR CONFORTO TÉRMICO E ACÚSTICO PARA SUA OBRA.

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RT 17/980 RT 25/1020 RT 100/952 RT 40/980 RT 35/1050 RT 120/900 RT 40/1020 Aços Galvalume, Galvanizado, Pré e Pós-Pintado.

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índice Noticias do AÇO...........................................................................................................04 Lançamento: Lancamento da SWB aposenta o martelo de aço hadfield.....................10 Exclusivo: EHLA: TRUMPF está pronta para a soldagem por deposição a laser...........14 Exclusivo: Incertezas exigem planejamento progressivo e cuidadoso ........................16 Mercado: Fronius no Brasil: A força da Mulher ..........................................................18

Leves sinais de recuperação .......................................................................26

Capa: AÇO levemente aquecido .................................................................................20 ●

Economia: Otimismo em passo de espera ................................................................. 30 Artigo: parte II - A Eficiência da Galvanização .............................................................34 Aplicação: Implemento tem maior carga útil e economia de combustível com uso

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do Strenx ................................................................................................... 40

A verdade sobre o uso do aço em seu equipamento de reciclagem .........42

Trabalho: Que tal colocar um Tubarão no seu aquário? ..............................................46 Inovação: Fronius apresenta soluções inovadoras para baterias de tração ..............50

REVISTA DO AÇO – Ano VII – Número 27 – é uma publicação bimestral da Editora Revista do Aço. Editor-chefe Marcelo Lopes (marcelo@revistadoaco.com.br) Redação Marcelo Lopes (redacao@revistadoaco.com.br) Projeto Editorial Revista do AÇO® Diagramador Francisco Salles (francisco@revistadoaco.com.br) Colaboradores desta edição Ricardo Torrico, Ricardo Suplicy Goes, Roberto Lobo, e Assessorias de Imprensa Publicidade e Comercial Marcelo Lopes – (11) 9 7417-5433 (marcelo@revistadoaco.com.br) Impressão e Acabamento Mundial Graff Ltda. Tiragem 12.000 exemplares Redação, Publicidade, Administração e Correspondência:

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A Revista do AÇO é uma publicação empresarial segmentada à Cadeia produtiva do AÇO, objetivando os setores Metal-mecânicos e Siderúrgicos. As matérias assinadas são de inteira de responsabilidade dos autores e não expressam necessariamente a opinião da revista. As matérias publicadas poderão ser reproduzidas, desde que autorizadas e citadas a fonte. Os infratores ficam sujeitos às penalidades da lei.

para o e-mail cadastro@revistadoaco.com.br

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A AGENA, líder no fornecimento de lubrificantes para o segmento de laminação e trefilação de cobre no Brasil, dispõe de uma linha completa para atender às necessidades dos clientes, tanto de produtos para cobre, como de alumínio. Indicar o produto apropriado para as necessidades de lubrificação, permitir a maior vida útil possível, manter a melhor qualidade de limpeza das máquinas e fios, melhorar a performance das fieiras, garantir maior produtividade e reduzir os custos é a principal função do Representante Técnico da AGENA. As principais empresas de trefilação do Brasil trabalham com os produtos AGENA e usufruem do seu competente suporte. A AGENA também fabrica e comercializa produtos para usinagem, estampagem, tratamento de superfície, desengraxantes industriais, protetivos e produtos Private Label. A AGENA RESINAS E COLAS LTDA. tem mais de 50 anos de excelência, certificada ISO 9002, e se localiza no estado do Rio de Janeiro. Acesse: www.agena.com.br

OAB-MG DEBATE MULHERES NA LIDERANÇA EM JUIZ DE FORA Juiz de Fora receberá a XVI Conferência Estadual da Advocacia Mineira no próximo dia 8 de março (quinta-feira). Um dos pontos de destaque será a realização do painel “Eles por elas”, a partir das 14h, no Expominas, no bairro São Pedro. O objetivo do debate é envolver homens na remoção de barreiras sociais e culturais que impeçam as mulheres de atingirem o seu potencial. Suzana Fagundes (Vice-Presidente de RH, Jurídico e de Sustentabilidade da ArcelorMittal Brasil) coordenará o painel com a participação de representantes da ONG Will (que luta contra o preconceito de gênero), Supremo Tribunal Militar, Ernst Young, Fiat Chrysler, Dow Química, Escritório Siqueira Castro e OAB~MG. O evento é promovido pela seção mineira da Ordem dos Advogados do Brasil. A expectativa é que reúna cerca 3 mil advogados, professores, estudantes e membros da sociedade civil.

Abicor Binzel, a segurança da melhor escolha. Atenção! Quanto vale a segurança nos acessórios que utiliza? ABICOR BINZEL, líder mundial na fabricação de tochas de soldagem, possui o desenvolvimento constante na inovação de produtos, melhoria dos processos de fabricação e o impacto destas ações na segurança e qualidade de trabalho do soldador lança no Brasil, a já reconhecida mundialmente, linha de acessórios TEAM BINZEL. Os acessórios da ABICOR BINZEL são a melhor relação entre custo e benefício, onde os principais diferenciais são a segurança, a qualidade e a confiabilidade que a sua empresa necessita. Entre eles: Porta Eletrodos ATB Maior condutividade e melhor qualidade de trabalho. Principais características: - Punho quick lock – praticidade na instalação; - Corpo de latão – os porta eletrodos ATB possuem corpo de latão; robusto que garante maior condutividade. Faça o teste! - Lâmina de cobre e chave allen para a fixação do cabo; - Cabo de alta flexibilidade - Proteção da mola da alavanca Disponíveis nas versões: 300 / 400 / 500 / 600 e 500/600 Acesse: www.binzel-abicor.com.br

ArcelorMittal arrecada mais de R$1,5 milhão para os Fundos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente e Fundo do Esporte Em seu 18º ano de atividades, o projeto Cidadãos do Amanhã arrecadou mais de R$ 1,5 milhão em 2017. A ação mobiliza empregados, familiares, comunidade, clientes, fornecedores e empresas do Grupo ArcelorMittal a destinarem parte do Imposto de Renda devido aos Fundos Municipais da Infância e Adolescência (FIA) e a projetos aprovados na lei de incentivo ao esporte. Mais de 5 mil pessoas participaram da iniciativa, promovendo um repasse de R$ 1,1 milhão a 29 Fundos Municipais da Infância e Adolescência (FIA) e R$ 424 mil ao projeto do Minas Tênis Clube, aprovado pela Lei do Esporte. Acesse: www.lojaarcelormittal.com.br

Hexagon lança aplicativo para comunicação com clientes A Hexagon Manufacturing Intelligence lançou o aplicativo Serviços HexagonMI, um novo canal de comunicação entre clientes e fornecedores que otimizará o tempo dos usuários na resolução de problemas e consulta de informações. Pela plataforma, os clientes poderão abrir chamados, solicitar visita técnica, visita comercial, ver vídeos institucionais, conferir os eventos e conhecer produtos e serviços. “Os usuários terão acesso ao nosso atendimento durante todo o processo de compra e no pós-venda, de forma rápida e ágil”, afirma o Presidente da Hexagon Manufacturing Intelligence, Danilo Lapastini. O lançamento do aplicativo acompanha essa tendência tornando “mais rápida, fácil e eficaz a comunicação dos clientes com os fornecedores. Através de seus smartphones ou mesmo computadores, os usuários terão acesso a todos os nossos serviços e novidades”, complementa Lapastini. O aplicativo está disponível para download gratuito para Andoid e IOS nas lojas de cada sistema. Acesse: www.hexagon.com.br

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HIGHSPEED ECO

A VIRADA DO JOGO

AUMENTANDO PRODUTIVIDADE REDUZINDO CONSUMO Com a tecnologia Highspeed ECO, você quebrará recordes de velocidade no processo de corte com o uso do nitrogênio no laser guiado por fibra. Isso ocorre devido a uma potência contínua do laser, resultando em um aumento de produtividade de até 100% dependendo da espessura da chapa. Além disso, você reduz o consumo de gás em até 70%. Você está pronto para a virada do jogo?

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CECIL E SENAI RUMO À INDÚSTRIA 4.0 Desde o início do ano a empresa já conta com novos profissionais nas áreas de Elétrica, Mecânica e Automação para auxiliar no desenvolvimento de processos de produção com base em inovações tecnológicas A Cecil, segunda maior metalúrgica no segmento de cobre do país, expande o conceito de Indústria 4.0 ao implementar uma série de estratégias, algumas delas em parceria com o Senai, que participa do projeto disponibilizando a equipe técnica para gestão de processos e para apoiar a capacitação de mão de obra. A parceria com o Senai já tem cerca de dois anos e teve nova etapa iniciada em janeiro, com a chegada de 15 jovens profissionais com formação técnica nas áreas de Elétrica, Mecânica e Automação. "Contamos com estes profissionais para desenvolver novas tecnologias próprias de fabricação e consolidarmos técnicas que permitirão a implantação constante de melhorias internas", comenta o gerente de engenharia da Cecil, Paulo Borovina. Segundo o executivo, a parceria da Cecil com o Senai existe desde de 2014 e é essencial para colocar a empresa numa posição de vantagem no quesito novas tecnologias e capacitação. O termo Indústria 4.0 está relacionado com a quarta revolução industrial, caracterizada pelo surgimento de uma nova indústria, que aplica recursos de inteligência artificial em toda sua cadeia produtiva e comercial. Acesse: www.cecil.com.br / www.sp.senai.br

HARDOX 400 E 500 MAIS RESISTENTES AO DESGASTE Modernizar equipamentos e processos industriais é essencial nesta fase econômica do Brasil. Por isso, os tubos Hardox 400 e 500 da SSAB são perfeitos para fabricar maquinários mais resistentes e de mais desempenho Com as previsões de crescimento industrial no Brasil em 2018, o momento é ideal para investimentos e melhorias nas fábricas brasileiras. Assim, para acompanhar esse crescimento industrial, é necessário que os fabricantes de maquinários forneçam equipamentos resistentes e que garantam melhor performance aos seus clientes. Para isso, uma das opções disponíveis no setor são os produtos da siderúrgica sueca SSAB, que lidera o mercado de aço de alta resistência. Os tubos Hardox 400 e 500 da SSAB oferecem desempenho aos maquinários. Eles são ideais para a produção de equipamentos que enfrentam ambientes agressivos, com intensa deterioração. Desenvolvido para garantir alta resistência ao desgaste e vida útil prolongada, os tubos Hardox 400 e 500 são utilizados, principalmente, em bombas de concreto e máquinas agrícolas. Além disso, eles também prometem a produção de equipamentos mais leves e modernos. Os tubos Hardox 400 e 500 estão disponíveis em todo Brasil. O tubo Hardox 400 é fabricado com espessuras entre 3 e 6 mm e diâmetros entre 76 e 219mm. Já o tubo Hardox 500 é fabricado com espessuras entre 3 e 6 mm e diâmetros entre 76 e 133mm. Acesse: www.ssab.com

FRONIUS PROJETA RETOMADA DE SOLDA EM 2018 Expectativa da empresa é crescer 20%, de acordo com o IBGE a produção industrial brasileira fechou o ano de 2017 com crescimento de 2,5%, após três anos de perdas. O processo de soldagem atinge praticamente todos os setores da economia (automobilísticos, óleo e gás, de fabricação e recuperação de peças, equipamentos e estruturas), ou seja, onde há produção, há solda. Diante deste cenário satisfatório, ter uma tecnologia que otimiza os processos é sinônimo de dinheiro no bolso. Fronius desenvolveu um sistema chamado TPS/i onde é possível realizar tarefas de soldagem complexas e em constante mudança, de forma ágil, eficaz e mantendo a qualidade. O usuário da plataforma pode combinar hardware e software para necessidades especiais. E como incremento, a Fronius lançou um acessório chamado WeldCube. É um software para monitoramento da soldagem, que acompanha e verifica em tempo real todos os dados relacionados no processo, gerando informações detalhadas e precisas de cada um dos cordões de solda assegurando a qualidade e a receptibilidade do processo. Segundo Claudio Sá, gerente da unidade de negócios de solda, “com esta tecnologia, é possível acompanhar os dados de produção pelo computador, tablet ou celular a partir do momento que as máquinas estejam conectadas na rede”. O futuro é agora - Tecnologias de ponta que vão de encontro com a Indústria 4.0. Além do desenvolvimento em tecnologias, a empresa investe em treinamentos. “O curso tem abrangência técnica e específica na linha de equipamentos de nossa Empresa. É muito importante que o usuário saiba as funções de sua máquina, desta forma, evitará erros na hora da manipulação e atenderá suas necessidades específicas sem danificá-la. Oferecemos também serviços de suporte e melhoria de soldagem para os equipamentos da marca Fronius ou não”, acrescenta o gerente. Acesse: www.fronius.com.br

ArcelorMittal Brasil ganha destaque em ranking da Transparência Internacional A ArcelorMittal Brasil alcançou a 1ª colocação no segmento Metalurgia e Mineração e a 5ª posição geral no estudo "Transparência em Relatórios Corporativos: as 100 Maiores Empresas e os 10 Maiores Bancos Brasileiros", publicado pela Transparência Internacional hoje (30.1), em São Paulo. Em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, a pesquisa analisou os programas anticorrupção e a transparência organizacional das companhias e a ArcelorMittal Brasil obteve média 8,8. A média do setor de Metalurgia e Mineração no estudo atingiu 5,6 e a média geral das empresas de capital fechado foi de 5,0.

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Corte a plasma garante rapidez e qualidade às oficinas Tecnologia também possibilita a remoção de parafusos enferrujados e pontos de solda Corte a plasma: tecnologia está sendo descoberta pelas oficinas brasileiras Consolidado nos EUA, o corte a plasma ainda está sendo descoberto pelas oficinas brasileiras, sejam as especializadas em reparos de funilaria ou as dedicadas exclusivamente à customização automotiva. “As possibilidades oferecidas por essa tecnologia garantem aos usuários muito mais rapidez, qualidade e segurança em todos os seus serviços de corte de materiais metálicos”, afirma Felipe Madi, gerente de vendas da Hypertherm, referência global em sistemas de plasma. Nos segmentos de reparo e customização, as principais aplicações do plasma incluem o corte de peças da carroceria, fabricação de novos componentes ou seções e remoção de parafusos e porcas enferrujadas, além da preparação de superfícies danificadas para a soldagem. Em comparação com o oxicorte (maçarico) e os métodos abrasivos (lixadeira), tecnologias predominantes nas oficinas brasileiras, os sistemas a plasma são até três vezes mais rápidos no corte de, por exemplo, chapas de 3 mm (1/8”), as mais comuns em aplicações automotivas. “Esse resultado é obtido com o nosso modelo Powermax30 XP”, observa Madi. O plasma ainda é mais econômico, possibilita o corte reto ou curvo com excelente qualidade e torna o ambiente de trabalho mais seguro, pois usa apenas ar comprimido – o oxicorte, por sua vez, requer a utilização de gases altamente inflamáveis, como o acetileno. “Os sistemas a plasma também são caracterizados pela mínima dependência do operador e pela possibilidade de efetuar a goivagem de precisão, ou seja, de cortar e remover pontos de solda, o que é muito interessante para as oficinas. Em termos de métodos de corte, separação e marcação de metal, não existe atualmente uma tecnologia com melhor custo-benefício do que essa”, resume. Especializada na restauração de automóveis antigos – originais e Hot Rods –, a Hot Company Brasil (HCB) é usuária dos sistemas a plasma da Hypertherm desde 2014. “Hoje em dia, utilizamos essa tecnologia em todos os nossos processos de corte. E, sem dúvida, estaríamos usando há muito mais tempo se tivéssemos conhecido o plasma quando iniciamos as nossas atividades”, afirma Alexandre Benevides, proprietário. Acesse http://response.hypertherm.com/reparoautomotivo.

Lançamentos da Andorinha para FEIMEC 2018 LINHA DE MÁQUINAS DE SERRA DE FITA COM EXCLUSIVO APLICATIVO MECHALOGIX COSEN. Com o exclusivo aplicativo MECHALOGIX COSEN, as máquinas da linha NC e CNC, operam sem improvisos ou risco de erro do operador. Além disso, proporciona cortar materiais rígidos mais rápido e prolonga a vida útil da lâmina. O aplicativo MECHALOGIX COSEN permite que você acompanhe remoto o desempenho das lâminas e corte com avanço e velocidade recomendados, além de armazenar os parâmetros de corte favoritos. Para completar essa novidade, a linha NC e CNC COSEN continuam com a opção do sistema COSEN V_Drive que atua em harmonia para eliminar vibrações no processo de corte o que resulta em um desempenho inigualável. Acesse: andorinhabr.com ou 0800 7714447.

LINHA DE MÁQUINAS DE SERRA CIRCULAR KENTAI. A Andorinha passa a trazer com exclusividade no Brasil a nova linha de máquinas de serra circular Kentai. A Kentai está presente nas maiores montadoras, autopeças, forjarias e formadoras de tubos do mundo e vem para compor o portfólio da Andorinha em equipamentos para corte de metais. Com modelos automáticos, com capacidade de corte de 70 a 260 mm, proporciona alto desempenho, velocidade e precisão do corte, além da durabilidade dos discos. Possui acionamento do servo-motor com transmissão do avanço por fuso de esferas. A Kentai possui vários modelos premiados pelo conceituado “Taiwan Excellence” e toda a linha possui magazines de alimentação compostos por carenagem que protege e fornece total segurança ao operador. Completa suas características, painel com sistema touchscreen em português e possibilidade de trabalhar com discos de Cermet, Metal Duro (TCT) ou Aço Rápido (HSS).

USIMINAS ENTRA EM CONTAGEM REGRESSIVA PARA O RELIGAMENTO DO ALTO-FORNO 1 Após 9 meses das obras para reforma, inicia-se a contagem regressiva para reativação do Alto-Forno 1 da Usina de Ipatinga. No momento, está na fase de teste de equipamentos e sistemas, com previsão de inauguração para abril/2018. A expectativa é aumentar a produção de ferro-gusa e atender a crescente demanda de mercado. “A Usiminas apresentou bons resultados em 2017 e temos boas perspectivas para 2018. A retomada do Alto-Forno 1 irá fortalecer nossa competitividade e reacendê-lo dentro do prazo previsto demonstra que toda a equipe está engajada na conquista desse resultado”, afirma o presidente da Usiminas, Sergio Leite. A obra teve um investimento de R$ 80 milhões e movimentou a economia com geração de quase 600 empregos diretos e indiretos. Para o retorno operacional do Alto-Forno, 86 empregados diretos já foram contratados para atuar nas áreas de Redução e Aciaria e a expectativa é que o número chegue a 120 vagas com a contratação em áreas relacionadas. A obra, executada pela Montagem Industrial da Usiminas Mecânica, está na fase de reparo da carcaça do Alto-Forno 1 e trabalhos nos regeneradores (equipamento que tem a função de aquecer o ar que alimenta o alto-forno a mais de 1.000ºC). Testes individuais estão sendo realizados em todos os equipamentos já montados, bem como nos sistemas integrados.

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INSTRUTHERM COM SOLUÇÕES EM MEDIÇÃO DESTACA

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ME-260, mede espessura de tubos e conexões, bem como desgastes de material, sem a necessidade de desmontagem. Com unidades em milímetros ou polegadas, o equipamento aponta espessuras de até 200 mm e em diversos materiais duros, incluindo aço, ferro fundido, alumínio, cobre, latão, zinco, quartzo, vidro, polietileno, PVC, ferro fundido cinza, ferro fundido nodular, entre outros. E apresenta resolução de 0,1 mm / 0,001 inch (polegada); com precisão de ±0,5% da leitura + 0,1 dígito; velocidade do som ajustável de 500 a 9000 m/s; temperatura de operação de 0 a 50°C; e umidade de operação de <80% U.R. O aparelho possui princípio de operação ultrassônico e sensor ultrassônico com frequência de operação de 5 MHz. Outra solução tecnológica é o boroscópio digital BOR-200. O medidor realiza análise interna de tubulações e locais de difícil acesso como máquinas e motores. Possui câmera a prova d´água para fotos ou gravação em vídeo, além de câmera flexível opcional com 5 metros de comprimento. Possui sensor CMOS de ¼"; resolução máxima de 640 x 480; método de focalização com Foco fixo 15cm~25cm; apresenta imagens em formato JPEG com tamanho de 320 x 240; reproduz arquivos em MPEG4, 3GP, AVI, e ASF; suporta cartão SD de até 8Gb; memória flash de até 8Gb e permite transmissão de dados via USB e cartão SD. Acesse: www.instrutherm.com.br NSK BRASIL MUDA PARA SUZANO A sede administrativa da NSK Brasil muda para Suzano, Grande São Paulo, onde está localizada sua fábrica de rolamentos desde 1972. A mudança tem o objetivo de atingir a excelência operacional ao integrar todas as áreas da companhia. “Estamos otimistas quanto à melhora na economia para os próximos anos, por isso, estamos promovendo uma série de mudanças na empresa. A unificação das equipes administrativa e operacional é uma delas. Assim estaremos preparados para o aquecimento do mercado, e teremos ainda mais agilidade para atender os nossos clientes”, afirma Carlos Storniolo, presidente da NSK Brasil e Argentina, reforçando que a mudança é apenas de endereço, não haverá demissões. A fábrica de Suzano foi a primeira da NSK construída fora do Japão e está presente desde a década de 70. É a única a produzir rolamentos fixos de uma carreira de esferas, além de rolamentos automotivos. Além de próprio centro tecnológico, o BTC Brazilian Technology Center - um dos 14 existentes pelo mundo, com análise de rolamentos e seus componentes, testes de aplicação e suporte técnico para os clientes. A NSK Brasil detém as certificações ISO 9001, ISO/TS 16949 e ISO 14001. Acesse: www.nsk.com.br

International Wire and Cable Trade Fair Feira Internacional de Fios e Cabos

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Emme Intermediação de negócios Ltda Alameda dos Maracatins, 1217 cj 701 São Paulo – SP – 04089-014 – Brasil Telefone: +55 11 2365-4313 – +55 11 2365-4336 Email: contato@emmebrasil.com.br Revista

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TECNOLOGIA

SWB APOSENTA O MARTELO DE AÇO HADFIELD PARA TRITURADORES

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os trituradores usados no Brasil, o principal material que compõe os martelos é o aço manganês. Este aço, inventado por Hadfield, contém de 11 a 14 % de manganês e ocasionalmente pequenas quantidades de molibdênio e ferro. O aço manganês duro é recozido a uma temperatura um pouco superior a 1.000 °C e em seguida resfriado na água. Após o tratamento ele fica maleável e tenaz, entretanto não possui alta resistência à tração. A característica especial do aço manganês duro é que ele quando exposto ao impacto, endurece até a profundidade de 1mm e assim adquire a sua resistência ao desgaste. Este endurecimento tem como premissa, no entanto, uma permanente exposição a impacto sobre a superfície do aço. Essa exposição permanente não está presente na operação com o triturador. No caso de operação com o triturador, sempre temos uma exposição mista de desgaste ao impacto e de abrasão. No caso de desgaste por abrasão não acontece o endurecimento parcial da superfície do aço manganês duro, o que resulta num desgaste excessivo do material, isto significa que o desgaste é alto e a vida útil dos martelos 210

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consequentemente baixa. Os martelos de trituradores, fabricados de aço temperado altamente resistente ao desgaste, desenvolvidos pela SWB, agem em direção contrária ao processo acima descrito. A dureza na área da batida, que é o campo de trabalho do martelo, é, desde o início, muito alta com valores de dureza de 54 ± 2 HRc. Esta dureza se mantém praticamente inalterada até a desmontagem dos martelos. Devido às altas exposições ao impacto, é necessário que os martelos na área de assentamento sobre o eixo do martelo, apresentem uma alta dureza e tenacidade. O desenvolvimento e o know-how da SWB foi e continua sendo essa ação conjunta de dureza, resistência e tenacidade em uma única peça: o martelo do triturador; por meio de uma têmpera diferenciada de um aço fundido de liga complexa. Os martelos SWB mantém sua alta resistência ao desgaste, independente do grau de exposição a que são submetidos, se por impacto ou por abrasão, e devido a sua alta resistência no olhal do martelo assentam seguramente sobre o eixo. Esse fato leva a uma melhora de até o dobro da vida útil, em comparação com martelos de aço duro manganês. Os martelos da SWB – STAHLWERKE - BOCHUM são 


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24-28 A B R I L 2018 3ª

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SÁBADO - 9 H

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TECNOLOGIA

comercializados no Brasil pela EUROLATINA Ferramentas e componentes de alta resistência ao desgaste da Stahlwerke Bochum GmbH para aplicação na reciclagem de metais: O negócio principal da Stahlwerke Bochum GmbH (SWB) é a produção de ferramentas e componentes fundidos de alta resistência ao desgaste. Sempre que

desgaste. Duas propriedades singulares caracterizam exemplarmente os martelos de shredder da SWB: Os aços produzidos pela SWB oferecem desde o início da utilização até o núcleo das ferramentas uma dureza uniforme. Enquanto o martelo de aço manganês endurece somente após uma necessidade de impacto correspondentemente alta na superfície, o martelo para o shredder SWB oferece desde o início suas vantagens de grande dureza por todo o volume

Martelo (SWB) de têmpera diferenciada

Conjunto completo de peças de desgastes para um shredder de metal (SWB)

são feitas altas exigência às ferramentas, são aplicadas as peças fundidas da produção da SWB. A reciclagem de metais em shredders é um processo ligado ao desgaste extremo. Com capacidade de até 300 t/h, p.ex. carrocerias de carros, são trituradas no shredder e em seguida recicladas em até 97%. Neste processo de trituração, o martelo de shredder é a peça mais solicitada da máquina. Aqui temos o impacto a uma velocidade de até 220 km/h de aço. As temperaturas de trabalho

de desgaste. As diferentes durezas na peça garantem a tenacidade no olhal do martelo e máxima resistência ao desgaste na área de impacto do martelo. Os martelos de shredders SWB são diferenciadamente temperados. Na área na qual o martelo está fixado no rotor, o martelo é mole e tenaz. Desta forma a fixação tenaz do martelo mantém o martelo na posição do seu eixo. A base do martelo mantém sua dureza. Esta combinação única das propriedades em um martelo para shredder SWB permite em relação a produtos similares uma vida útil de 60 a 100% mais longa. Além disso, as peças de desgaste SWB não apresentam crescimento durante sua utilização nas máquinas. Por este motivo, as bigornas e grelhas não se deformam na carcaça da instalação. As carcaças do shredder não alargam, juntas soldadas não são rompidas. A soma dos benefícios apresentados explica porque a SWB exporta suas peças de desgaste a mais de 50 países em nível mundial. Acesse: www.eurolatina.biz

Animação da reciclagem da carroceria do automóvel em um shredder (SWB)

no shredder alcançam temperaturas acima de 200ºC nessa operação. Para as exigências descritas, a SWB desenvolveu um portfólio de materiais de aço de alta resistência ao

EUROLATINA Eurolatina Assessoria Empresarial Av. Paschoal da Rocha Falcão, 367 Cep: 04785-000 – São Paulo – SP Telefone: (11) 5666-8266 comercial@eurolatina.biz

A Revista do Aço - 13 5


NOVIDADE

EHLA: TRUMPF está pronta para a soldagem por deposição a laser de altíssima velocidade

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novo método EHLA atinge velocidades de soldagem por deposição a laser extremamente altas. Com ele, os sistemas laser TRUMPF conseguiram soldar mais de 250 cm² por minuto. A TRUMPF está colocando o novo método EHLA em produção em série (em alemão, a sigla significa soldagem de deposição a laser de extrema velocidade). O método EHLA é significativamente mais rápido do que a soldagem convencional por deposição a laser. "Podemos usar técnicas similares às que utilizamos para a soldagem por deposição a laser, porém com resultados muito mais rápidos", explica Antonio Candel-Ruiz, especialista em métodos de superfície a laser na TRUMPF, em Ditzingen. O Fraunhofer Institute for Laser Technology (ILT) desenvolveu e patenteou o EHLA com o principal objetivo de executar processos de revestimento muito rapidamente em componentes rotacionalmente simétricos, com camadas de baixas espessuras. Testada e aprovada em revestimentos metálicos por muitos anos, o processo de soldagem por deposição a laser proporciona resultados de alta qualidade. Este método torna possível a fabricação de revestimentos isentos de trincas e praticamente sem poros, com ligação metalúrgica ao substrato de uma variedade de materiais. "Para as tarefas de revestimento de grandes áreas, no entanto, os lasers não têm a 14 -

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velocidade necessária", diz Candel-Ruiz. Além disso, a espessura mínima da camada era de cerca de 500 micrómetros; camadas mais finas simplesmente não eram possíveis. Como o EHLA funciona A soldagem de deposição a laser convencional acontece da seguinte forma: um laser gera uma poça de solda na superfície de uma peça e funde o pó de metal, adicionado coaxialmente, simultaneamente, para criar a forma necessária. O pó então se funde com a superfície, formando gradualmente um revestimento protetor. No método EHLA, a luz laser atinge o enchimento do pó acima da poça de solda, aquecendo o material quase ao seu ponto de fusão, enquanto ele ainda está a caminho da peça. Consequentemente, as partículas fundem mais rápido sobre a poça de solda. Isso torna possível usar a energia de forma muito mais eficiente. Enquanto o processo convencional de deposição a laser pode revestir apenas 10 a 40 cm²/min, o método EHLA atinge taxas superiores a 250 cm²/ min. Além disso, agora são possíveis revestimentos muito mais finos, com espessuras de camadas de 10 a 300 micrómetros. O EHLA também permite um foco de laser muito mais fino, tornando o processo consideravelmente mais eficiente em termos de energia. A TRUMPF encontra o EHLA A nova óptica de processamento desenvolvida 


NOVIDADE

pela Fraunhofer ILT pode ser integrada diretamente nos sistemas atuais da TRUMPF. "Nossos lasers de diodo e nossos lasers de disco são adequados para o EHLA, dependendo do foco do laser necessário", diz Candel-Ruiz. Com o laser de diodo, é possível um foco de cerca de 1mm; com os lasers de disco, um foco tão pequeno quanto cerca de 0,2 mm. Além da fonte do raio laser, outro fator decisivo é que a máquina possui um eixo rotacional que permite altas velocidades. Dependendo do tamanho do componente, a TRUMPF possui diversas opções de máquinas lasercandidatas ao EHLA. A TruLaser Cell 3000 é adequada para componentes pequenos e médios, enquanto as máquinas da série TruLaser Cell 7000 são indicadas para grandes componentes. Mas os fabricantes podem integrar o método EHLA em seus sistemas existentes. O pacote de tecnologia DepositionLine da TRUMPF também pode ser equipado com os novos bicos de alimentação de pó desenvolvidos pela Fraunhofer ILT. O novo método EHLA permite taxas de processamento extremamente elevadas de mais de 250 centímetros quadrados por minuto. Dependendo da aplicação, máquinas de cinco eixos e três eixos - e mesmo sistemas baseados em robôs - podem ser equipados com tecnologia LMD. Foto: máquina flexível TruiLaser Cell 3000 de três eixos Sobre TRUMPF A empresa de alta tecnologia TRUMPF oferece

soluções de fabricação nas áreas de máquinas-ferramenta, lasers e eletrônica. Oferece ainda conectividade digital na indústria de transformação através de consultoria, plataforma e software. TRUMPF é uma companhia líder de tecnologia no mercado mundial de máquinas-ferramentas utilizadas no processamento de chapa flexível e também em lasers industriais. Em 2016/17a empresa – com 12.000 funcionários - alcançou vendas de 3,1 bilhões de euros. Com mais de 70 subsidiárias, o Grupo TRUMPF está representado em quase todos os países da Europa, Norte e América do Sul e Ásia. Possui instalações de produção na Alemanha, França, GrãBretanha, Itália, Áustria, Suíça, Polónia, República Checa, EUA, México, China e Japão. A TRUMPF comemora, em 2018, 37 anos de presença no Brasil. Com sede em Barueri, a empresa possui uma operação solidificada e com abrangência para prover assistência técnica a seus clientes em diferentes regiões, sendo responsável também em dar suporte às operações na América do Sul. Acesse: www.trumpf.com A

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INCERTEZAS EXIGEM PLANEJAMENTO PROGRESSIVO E CUIDADOSO Por Ricardo Torrico

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m entrevista exclusiva à Revista do Aço, o diretor executivo da Soluções Usiminas, Ascanio Merrighi, avalia a situação e perspectivas do mercado desta renomada empresa dedicada à transformação e distribuição de aços planos produzidos pela Usiminas Revista do Aço – Como evoluiu o faturamento da Soluções Usiminas em 2017, em comparação com os anos anteriores? Ascanio Merrighi – Em 2017, o faturamento líquido da Soluções Usiminas voltou a superar os R$ 2 bilhões, o que não acontecia há vários anos, confirmando o acerto de uma estratégia focada na melhoria da qualidade dos negócios gerados e na performance de custos industriais. Com isso, fechamos com o melhor resultado em termos de geração de valor adicional à operação da controladora na história da empresa, com R$ 101,1 milhões de Ebitda (4% de margem Ebitda). A geração de Ebitda quase dobrou em relação a 2016, que já havia sido o melhor da empresa, sem fatores extraordinários, não operacionais (vendas de ativos, estorno de provisões etc.). Estamos vindo numa curva ascendente de resultados. 16 -

Revista do Aço

RA – Quais são as perspectivas do mercado da empresa neste ano e nos próximos? Merrighi – Os desafios e as oportunidades são inúmeros. Estamos otimistas para o ano; o Instituto Aço Brasil estima um crescimento de 9% no consumo de aço no Brasil e também há estimativas de crescimento do PIB entre 2% e 3%, segundo os últimos boletins Focus, do Banco Central. Ainda assim, é importante sinalizar que as expectativas de futuro serão muito dependentes dos rumos que a economia tomar. Como  temos muitas incertezas, seguimos focando nosso planejamento em um crescimento progressivo e cuidadoso. O que temos de palpável, por enquanto, e que imaginamos estar impulsionando as perspectivas mais otimistas de mercado, é a credibilidade da equipe econômica e os resultados


EXCLUSIVO

práticos que tem colhido, como a redução da inflação e da taxa de juros. Cabe ressaltar, entretanto, que os números positivos esperados ainda não são suficientes para a recuperação de perdas acumuladas. RA – Quais são os fatores que inibem a ampliação do mercado? Merrighi – Pelo que temos acompanhado, esse contexto ainda não está sendo revertido em investimentos de capital (FBCF ou formação bruta de capital fixo) ou em infraestrutura. Ainda há muito a recuperar em setores importantes, como mercado imobiliário ou Óleo e Gás, que praticamente pararam, mas já dão tímidos sinais de retomada. Existem mudanças estruturais que nos impedem de performar como um mercado “convencional”. Por exemplo, a maior incidência tributária em construções de estruturas industrializadas (como as estruturas de aço) contra aquelas executadas com métodos tradicionais, construídas no próprio canteiro, sem valor agregado algum, é algo bizarro e característica única de nosso mercado. Em qualquer local onde é definido que se deve promover a industrialização, o equilíbrio é diferente. O resultado são empregos mais qualificados, mais dinamismo no giro da economia e maior consumo de aço por habitante. Esta distorção contribui muito para que o Brasil não ultrapasse de forma significativa e sustentável o patamar de 100kg/ hab/ano, que sustenta há 40 anos como mercado consumidor de aço. Outros países, com condições similares ao nosso, estabilizam-se facilmente acima de 300kg/hab/ano. Nossas distorções internas causam esse resultado. RA – Em sua opinião, as medidas que o governo já implementou ou pretende implementar são suficientes para estimular a recuperação do mercado? O que mais poderia ser feito? Merrighi – Houve avanços, como a legislação trabalhista e a credibilidade da equipe econômica. O que o governo mais deveria fazer para impulsionar a economia, definitivamente, é indicar rumos mais sustentáveis para sua própria equação de receitas e custos, sem, obviamente, onerar ainda mais os contribuintes. Deveria haver uma política industrial estruturada, multissetorial e de defesa comercial do país, além de uma agenda intensa de aumento da competitividade das portas das empresas para fora, aumento da competitividade global do País, atacando as principais questões que constroem o desajustado Custo Brasil. Como ambiente de negócios estamos muito mal posicionados em rankings de custos logísticos, custos de energia, custo de capital,

impactos de impostos e parâmetros trabalhistas (de custos adicionados a exigências legais descalibradas, como atendimentos a normas e regulações que só existem aqui). Medidas que reduzam custos da máquina estatal e aumentem a competitividade do ambiente de negócios no contexto global poderiam gerar recursos a ser reinvestidos no aumento contínuo da competitividade e na melhoria da qualidade do País. Um trabalhador custa para a empresa o dobro do que recebe; se uma maior parcela fosse para o seu bolso, entraria mais dinheiro para girar a economia, sem acréscimos de custos via financiamentos/ endividamentos etc. Se a máquina custasse menos, parte dos ganhos poderiam ser revertidos em menos impostos ou mais investimentos na infraestrutura coletiva, por exemplo. Precisamos construir este ciclo virtuoso e duradouro. RA – O senhor gostaria de fazer algum comentário adicional que considere pertinente? Merrighi – Nas discussões que acompanho sobre carga tributária no Brasil, foca-se muito na sua intensidade, e poucas vezes na sua complexidade. Talvez a complexidade da estrutura tributária seja ainda mais prejudicial que sua intensidade. Como temos deficiências estruturais que impedem um ataque direto à intensidade tributária, um bom começo poderia ser atacar sua complexidade, simplificando a estrutura tributária para, em um próximo passo, buscar sua redução efetiva com um aumento de arrecadação que a primeira medida propiciaria. Várias iniciativas institucionais são feitas junto ao governo e sentimos que hoje há mais receptividade a estas abordagens. O Brasil, com suas dimensões continentais e sua riqueza de recursos naturais, deveria focar muito em ser uma economia de escala intensa, completa, capaz de competir globalmente em qualquer segmento de maior valor agregado. É muito pouco ambicioso abdicarmos de outros setores para nos posicionarmos como uma economia de commodities agrícolas e minerais. Acesse:www.usiminas.com A Revista do Aço - 17


MERCADO

Fronius no Brasil: A força da Mulher Mais do que uma história inspiradora, uma lição de superação

C

EO da Fronius no Brasil – Monalisa Gomes, 34 anos, veio de uma família simples e humilde. Sua vida sempre foi um grande desafio. Em sua infância e adolescência, morou na periferia de São Paulo, estudou em escola pública e tornou-se mãe aos 19 anos. Fator que a fez amadurecer rapidamente, já que uma vida dependeria totalmente dela. Para cuidar de sua filha e pagar a faculdade, trabalhou na oficina de costura de sua mãe. Em meio a uma vida difícil e limitada de recursos financeiros, foi a primeira pessoa de sua família a ter conquistado uma formação de ensino superior. Seu sonho era ingressar no mercado de trabalho. Com descendência negra, Monalisa percebia a diferença de tratamento e da falta de negros não somente no mercado de trabalho, mas em outras áreas da vida. “Não quero aqui defender ou incentivar algo. Sou descendente de negros e com muito orgulho. Não podemos justificar os fracassos de nossas vidas por sermos negros, brancos, pardos, etc. Quando a gente quer algo na vida, precisa lutar e ir atrás de seus objetivos e não ficar culpando o mundo pela cor da sua pele, isso não vai mudar”, ressalta. Para Monalisa, a palavra persistência faz parte de seu cotidiano. “Nunca me abati porque ouvi um não. Acima de tudo, nunca relacionei isso à cor da minha pele e sempre busquei entender o motivo daquele 18 -

Revista do Aço

não. A posição negativa nos faz refletir mais e buscar soluções. Esta é a visão de quem supera desafios”. Um sonho que se torna realidade Em abril de 2017, Monalisa foi convidada a assumir a diretoria geral da multinacional austríaca Fronius com 28 subsidiárias no mundo, representada em mais de 60 países. Ela se tornou a quinta mulher a comandar uma subsidiária da empresa. Questionada do porquê aceitou o convite para trabalhar na multinacional, depois de mais 10 anos trabalhando como controller na empresa, ela conta que sempre acreditou nos valores e com o propósito da empresa, no qual a considera “humana” e que cada  colaborador é reconhecido por nome e por seu valor. “É uma família e não importa quem você seja”, comenta. Monalisa é mãe de dois filhos: uma moça de 15 anos e um menino de 9. Apesar de ter uma vida social bem ativa, ela preza e valoriza muito as relações familiares e cultiva os laços de amizade, no qual, se orgulha pelas reuniões e a casa sempre cheia. Embora esteja sempre em


MERCADO

reuniões e viagens nacionais e internacionais, sua relação trabalho e família é muito bem resolvida. “Prezo pela qualidade ao invés da quantidade de horas que passo com meus filhos e minha família. Assim como na empresa, a minha ausência não pode ser um sofrimento e sim algo natural. Meus filhos se orgulham de ter uma mãe executiva da Fronius e minha ausência é preenchida por este sentimento. ” A mulher no mercado de trabalho Mesmo com os negócios sendo representados na maioria das vezes por homens, Monalisa não se sente em desvantagem. Pelo contrário, ela acredita que não precisa deixar de ser quem ela é. “Independente do sexo, o trabalho precisa ser executado. As mulheres são testadas a todo momento. Portanto, entregar os resultados antes dos prazos são fundamentais, para que sejam assertivas nas oportunidades em que precisam se posicionar”. Ela explica que, hoje em dia, para alcançar o sucesso é essencial que a mulher tenha desenvoltura, presença marcante, postura e pulso firme. Monalisa faz uma crítica em relação a presença feminina no mercado de trabalho. “Nossa sociedade ainda é muito machista e conservadora, os cargos femininos são atrelados às funções básicas de “mulher”. Entender o preconceito implícito em alguns jargões é primordial, para que possamos nos posicionar de forma assertiva e coerente, sem deixar de perder a elegância e feminilidade”. Para a CEO, a característica de uma executiva de sucesso é entender seu potencial e exercer sua função, ao invés de querer ocupar uma posição masculina. Os desafios para as mulheres no mercado de trabalho são diários, assim como as que possuem família, estudos e empresas para liderarem. Atualmente, é preciso equilibrar a mulher, mãe e trabalhadora. “A sociedade ainda não nos permite falhar em nenhum deles. Já é árduo ser reconhecida por ser mulher. Não posso carregar este peso de achar que ser negra dificulta mais ainda. Pode ser que sim, mas a escolha de como lidar com isso é minha e eu me fortaleço e ganho forças para mostrar porque estou ali. No final do dia, dou risada de muita coisa. Não é que não me importo, eu apenas não me abalo, pois sei que sou maior que isso”. Para Monalisa, seu sonho profissional é ter a Fronius reconhecida como empresa líder de mercado em suas três unidades de negócios (Tecnologia de Soldagem, Energia Solar e Carregador de Baterias). “Não apenas por presença de mercado e número de equipamentos vendidos, mas pelo valor e a excelência em prestar seus serviços”, complementa. A

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A demanda interna de produtos siderúrgicos tem dado sinais de recuperação, mas ainda está longe de recuperar das perdas acumuladas a partir de 2014 Por Ricardo Torrico

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AÇO LEVEMENTE AQUECIDO

R

egistrando números positivos, porém modestos, a indústria siderúrgica nacional tem refletido a tendência de recuperação da demanda de todos os setores que, em menor ou maior grau, utilizam o aço em suas respectivas cadeias de produção. De acordo com as estatísticas consolidadas pelo Instituto Aço Brasil (IABr) e divulgadas no final de janeiro, em 2017, a produção de aço bruto foi de 34,4 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 9,9% sobre a produção registrada em 2016. As vendas internas cresceram 2,3%, atingindo 16,9 milhões de toneladas. As importações

cresceram 23,9% em 2017 frente ao ano anterior, totalizando 2,3 milhões de toneladas. Desses valores, é possível concluir que o consumo aparente nacional de produtos siderúrgicos (vendas internas + importações) foi de 19,2 milhões de toneladas em 2017, volume 5,3% superior ao de 2016. “Para a efetiva recuperação não só da indústria do aço, mas da indústria de transformação em geral, é preciso que o governo corrija as assimetrias competitivas, como elevados custos financeiros e cumulatividade de tributos, e concretize as reformas trabalhista e  Revista do Aço - 21


tributária. Outra questão relevante é a elevação da alíquota do Reintegra para 5%, para ressarcir os resíduos tributários embutidos nas exportações dos produtos brasileiros”, afirma o IABr, na edição de dezembro de 2017 do seu boletim Brasil Informa. “Sem a correção das assimetrias competitivas e da retomada dos investimentos em infraestrutura, a estimativa do Aço Brasil é de que as vendas de aço no mercado interno só retornarão aos níveis de 2013 em 2028, ou seja, 15 anos depois!” Mercado reaquecido Dentre os segmentos com utilização intensiva de aço, destaca-se tradicionalmente a indústria automotiva, dada a sua rápida reação a qualquer alteração no bom ou mau humor da economia em geral. Serve, portanto, como um sinalizador de um possível reaquecimento – ou, eventualmente, no sentido oposto. E é exatamente isso que tem ocorrido desde o final de 2017: uma paulatina recuperação do mercado automotivo. Segundo os dados divulgados em março pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o licenciamento de veículos novos, nacionais e importados, índice que reflete o comportamento da demanda do mercado, totalizou 151 mil autoveículos, volume 15,7% superior ao

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registrado em fevereiro de 2017. As vendas internas de máquinas agrícolas e rodoviárias atingiu 2400 unidades em fevereiro, volume 22,5% menor que o de fevereiro de 2017, mas 49,7% maior que o de janeiro deste ano, o que uma forte recuperação nos últimos meses. A exportação total, de autoveículos e máquinas agrícolas e rodoviárias, evoluiu 23,7%, em valor, entre fevereiro de 2017 e 2018. Para atender a esse aumento da demanda interna e das exportações, as montadoras nacionais produziram 213,5 mil unidades, volume 6,2% superior ao produzido em fevereiro de 2017. Com base nesses números, a Anfavea prevê que, em 2018, deve ocorrer uma significativa recuperação tanto no licenciamento quanto na produção nacional, conforme pode ser apreciado na tabela Previsões 2018, elaborada pela entidade. De acordo com Antonio Megale, presidente da Anfavea, o desempenho do setor automotivo indica que a economia nacional se encontra numa trajetória de crescimento. “Nós estimamos que a demanda interna de caminhões deve crescer 25% este ano, em comparação com 2017, e vale lembrar que a demanda de caminhões está diretamente ligada ao desempenho do PIB nacional. Isso significa que as perspectivas da economia são muito boas este ano”, acredita Megale. Projetos (ainda) na gaveta Com menos visibilidade ante o grande público, mas nem por isso menos importante para a economia nacional, a indústria de máquinas e equipamentos, outra grande consumidora de aço, também confia na recuperação do seu mercado a partir deste ano. Por enquanto, porém, os seus indicadores de desempenho ainda refletem a retração ocorrida nos últimos anos. É oportuno explicar que, dado o seu vínculo direto com os planos de investimento, o setor de bens de capital é 


conhecido como ‘o primeiro setor a ser atingido pelas crises e o último a sair delas’. Os números divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) no final de fevereiro ainda indicam um grande impasse nos negócios do setor. No entanto, também sugerem uma tendência à estabilização, que poderá ser seguida de uma retomada dos investimentos. “Tudo indica que a economia se descolou da política e é possível que este ano atinja outro patamar, mais favorável”, confia o presidente da entidade, João Marchesan. “Este ano começou com a taxa Selic menor e a inflação controlada. Além disso, independentemente

do câmbio, a Abimaq tem retomado seus níveis anteriores de exportação – até porque os outros países também estão crescendo e, portanto, investindo em equipamentos. Outro fato que temos que considerar é que, depois de vários anos de crise, o mercado interno também chegou a um ponto de fadiga e, portanto, as empresas precisam voltar a investir.” Confiança renovada Enquanto ainda existir uma capacidade ociosa a ser ocupada, é natural que as empresas adiem a retirada dos seus projetos de investimento das gavetas. O primeiro passo para ‘abrir essas gavetas’ é a recuperação da confiança dos empresários, fato que

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CAPA

já está sendo verificado entre as tradicionais empresas do setor metalúrgico, como a Aços Groth, empresa especializada no processamentos e distribuição de aços para construção civil e autopeças, entre outros segmentos, sediada no município de Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo, que, desde o último trimestre de 2017, tem detectado uma melhora significativa no seu desempenho comercial. “O mês de janeiro foi muito bom; fevereiro é ainda uma incógnita – até porque tem poucos dias úteis –, mas o panorama está muito mais animador do que esteve na mesma época do ano passado. O aço está com o preço mais alto desde 2008, o que também é um sinal de que o mercado está mais aquecido”, afirma o diretor da empresa, João Luis Groth. Segundo o diretor da Aços Groth, apesar dos sinais animadores dos últimos meses, o mercado ainda está abaixo do que foi antes da crise. “O ano de 2013 foi maravilhoso e, para voltar a esse patamar, o faturamento de nossa empresa ainda precisaria crescer uns 30%. A demanda do setor de autopeças melhorou muito e foi responsável pela grande mudança ocorrida no segundo semestre de 2017, e a do setor de equipamentos rodoviários – mais precisamente de caminhões – também tem melhorado. Mas construção civil ainda está parada, sem nenhuma reação.”, explica Groth. “O cenário externo também está muito favorável e, apesar de tudo o que tem ocorrido na política, o governo está com uma agenda positiva para os investidores. Eu acho que a grande questão é se o Congresso vais aprovar ou não a reforma da Previdência. Isso é algo que pode melhorar ou complicar o ano de 2018. Se aprovarem, vai ser um ano bom; se não aprovarem, o cenário poderá ficar mais incerto. No que se refere às eleições, eu acho que se Lula realmente não concorrer à Presidência, isso pode animar os investidores”, completa João Luis Groth. O aumento no volume das consultas de potenciais clientes nos últimos meses à Castellar Metals, empresa sediada em São Paulo, que atua no mercado 24 -

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nacional e internacional como fornecedor de produtos siderúrgicos, também reflete a tendência de uma melhora no mercado. “Comparado com os meses anteriores, janeiro foi bom, num nível ainda baixo, mas em ritmo crescente. O fato de estarmos recebendo consultas é um bom sinal, porque, quando o mercado está parado, simplesmente não recebemos nenhuma”, explica José Larrosa, diretor comercial da Castellar. “Logicamente a concretização dos negócios vai depender do processo político e econômico que o Brasil está enfrentando neste momento, principalmente no que se referem à reforma da Previdência e à possibilidade de Lula ser ou não candidato. A economia está reagindo, mas a reforma da Previdência daria um bom impulso aos negócios, porque, se o País caminhar rumo à insolvência, quem vai se animar a investir aqui?” Larrosa estima que, se as expectativas de negócios se confirmarem, os negócios fechados pela Castellar devem crescer em torno de 25% este ano. “Um setor 


CAPA

que precisa crescer é o da construção civil, porque ela está estagnada há mais de dois anos. Mas nós precisamos ser otimistas. Em minha opinião, este ano ainda vai ser de recuperação, mas 2019 vai ser o ‘ano do aço’”, confia o diretor comercial da Castellar Metals. Na Regional Telhas, fabricante de telhas metálicas, perfis estruturais e acessórios, sediada no município de Assis, no interior de São Paulo, o clima é positivo, de quem acha que, este ano, o mercado vai melhorar. “Nossas expectativas são as melhores, mesmo com todos os desafios que o País vai enfrentar. E podemos afirmar isso porque nossa empresa está muito bem posicionada no mercado: temos matéria prima, uma estrutura produtiva muito forte e, portanto, capacidade para oferecer preços e prazos competitivos”, afirma Paula Martins, coordenadora de Marketing da Regional Telhas. “Nosso diferencial é que nós estávamos prontos para a crise; não precisamos nos readequar. Isso nos permitiu atender os clientes da melhor forma possível. Este ano, pretendemos

continuar com nossa estratégia de manter um bom estoque de matéria prima e, se nossas previsões se concretizarem, acreditamos que nosso faturamento vai crescer em torno de 9%.” Segundo Paula Martins, apesar de 2016 e 2017 terem sido bons para a Regional, nem por isso a empresa deixou de ser afetada pela crise, tendo sido obrigada a adiar a implementação dos planos de crescimento que tinha em 2013. “O crescimento do nosso mercado depende, principalmente, da disponibilidade de linhas de crédito para que nossos clientes possam voltar a investir e para o surgimento de novos investidores, atraídos pela estabilidade da economia. Além da falta de linhas de crédito, a burocracia tributária é um problema para nossa empresa. Como nós trabalhamos em quatro estados, precisamos obedecer quatro critérios tributários. Além disso, como a Regional importa muita matéria prima, também precisa atender a toda a burocracia que isso implica”, completa Paula Martins. A

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MERCADO

LEVES SINAIS DE RECUPERAÇÃO O mercado de fios industriais, cabos de aço, arames e trefilados tem registrado sinais positivos, mas ainda insuficientes para caracterizar uma recuperação consistente Por Ricardo Torrico

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restes a completar o segundo ano de mandato, o presidente Michel Temer tenta associar sua imagem à ainda tímida recuperação da economia. Avanços, de fato, houve, mas se, por um lado, o pior parece já ter passado, por outro, ainda não é possível saber se o fim da recessão vai se transformar numa real e consistente retomada do crescimento – principalmente do setor industrial, o mais abalado pela crise dos últimos anos. Esse sentimento generalizado também tem atingido as empresas que atuam na cadeia de beneficiamento do aço, representadas, dentre outras entidades, pelo Sindicato Nacional da Indústria de Trefilação e Laminação de Metais Ferroso (Sicetel). Segundo a entidade, quando os números do desempenho anual do setor estiverem consolidados, devem apontar um desempenho moderado em 2017, graças principalmente à recuperação que tem sido sentida a partir do segundo semestre. “Conforme os acompanhamentos que temos feito até agora, a participação das empresas associadas ao Sicetel nas vendas das siderúrgicas nacionais até cresceu, embora o consumo aparente desses produtos (relativos a aços planos e longos) tenha caído nos últimos anos. Os dados do IABr referentes a trefilados mostram que o consumo aparente caiu 2,2%, até setembro de 2017”, 26 -

Revista do Aço

afirma o presidente do Sicetel, Daniele Pestelli. Sinais positivos Sobre as possibilidades de uma recuperação mais consistente a partir deste ano, Pestelli considera a recuperação da produção da indústria automobilística uma tendência positiva para a demanda dos produtos trefilados e laminados, que poderá se acentuar no decorrer deste ano. “No entanto, nós estamos preocupados com a perenidade desta recuperação tendo em vista o fim do programa Inovar Auto e a indefinição quanto ao lançamento do Rota 2030, o novo regime automotivo, destinado a substituí-lo”, explica o presidente do Sicetel. “Outra sinalização importante vem por conta de uma ainda tímida, mas constante, recuperação dos segmentos da construção civil e da linha industrial. O agronegócio também tem avançado muito, mas ainda não sentimos o reflexo, na mesma proporção, em relação aos nossos fornecimentos de insumos para esse setor, tais como telas hexagonais, arames farpados e ovalados. Apesar da atividade industrial paulista ter crescido 3,5% em 2017, em relação a 2016, segundo o Indicador do Nível de Atividade (INA), da Fiesp, isso se deu após três anos de forte queda. Ou seja, a indústria ainda está longe de recuperar plenamente a sua força, mas está caminhando nesse sentido.” 


MERCADO

Na opinião de presidente do Sicetel, as medidas já implementadas pelo governo não têm sido suficientes para estimular a recuperação do setor industrial. “A meu ver, as ações do governo se assentam apenas pelo lado monetarista. Nenhuma de nossas bandeiras – conteúdo local, câmbio competitivo, política industrial com visão de cadeia produtiva e Reintegra mais robusto, entre outras – parecem estar no radar da equipe econômica. O que nós, de fato, precisamos é de um incremente nas linhas de crédito, mas com juros viáveis, e de mecanismos de financiamento com custo competitivo, para viabilizar investimentos na modernização da indústria nacional. A taxa Selic teve uma forte redução, mas o spread bancário permanece extremamente elevado. Isso também parece não estar no foco do governo, haja vista que se projeta uma redução forte dos recursos do BNDES”, questiona Pestelli. “Do ponto de vista político, o governo deve consolidar as reformas na legislação trabalhista, concluir o projeto de reforma da Previdência e iniciar de forma consistente uma reforma tributária. Do ponto de vista da indústria, o governo deve rever a política de

aplicação do Reintegra, elevando o seu porcentual até 5%, com porcentuais proporcionalmente crescentes em relação à agregação de valor em cada elo da cadeia produtiva metalomecânica.” Recuperação com restrições Com uma luz ainda difusa no final do túnel, os empresários do setor, porém, não medem esforços para recuperar o tempo e o faturamento perdidos nos últimos anos. “Para os fabricantes de equipamentos, o mercado tem sido muito ruim desde 2014 e continuou sendo em 2017, em todos os setores. Em nosso caso, a demanda de equipamentos caiu 90% nesse período – ou seja, caiu para 10%! Isso ocorreu porque, quando a demanda de trefilados começa a cair, imediatamente também cai a demanda de equipamentos – e este é o último setor a se recuperar”, afirma Allan Werner Reichenbach, diretor da Reichenbach Equipamentos, fabricante de uma ampla gama de equipamentos, e prestadora de consultoria e serviços para a indústria de fios e cabos, localizada no município de Carapicuíba, na Região Metropolitana de São Paulo. “No entanto, no final de 2017, nós sentimos uma recuperação na 

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demanda de equipamentos e, em janeiro deste ano, a concretização de negócios foi bastante surpreendente. Eu diria que essa demanda voltou ao nível de janeiro de 2015 e, nesse ritmo, acredito que a demanda pode voltar a 50% do que já foi em 2014.” Segundo Allan Reichenbach, além dos efeitos da crise, o setor também é cronicamente afetado por uma grande carência de linhas de financiamento. “Nossos clientes querem desengavetar seus projetos de investimento, mas não existem linhas de financiamento voltadas para esse setor. Existe a linha Finame, mas, para um fabricante de máquinas e equipamentos, tem se tornado quase impossível cadastrar um produto no BNDES para obter esse financiamento. Se houvesse alguma instituição interessada em dar crédito aos trefiladores, esse mercado poderia crescer e se desenvolver muito mais rapidamente, até mesmo porque o setor está muito sucateado”, explica. Na opinião do diretor da Reichenbach, se o final da crise se tornar mais consistente, os fabricantes de trefilados e, consequentemente, de equipamentos para o setor teriam um grande mercado a explorar – desde que estejam preparados para isso.“Quem, apesar da crise, conseguiu se estruturar financeiramente deve investir porque existe um grande mercado a ser explorado, carente de produtos com qualidade. Hoje, há muito equipamento obsoleto, funcionando com margens muito baixas. O problema, porém, é que os financiamentos hoje disponíveis não têm carência, o que faz com que o empresário conte apenas com seus próprios recursos para investir. Por isso, quem conseguiu investir ou fazer manutenção durante a crise, agora tem condições de conquistar o mercado dos concorrentes”, completa Allan Reichenbach. Os sinais de recuperação são confirmados pela Schlatter do Brasil, fabricante de equipamentos de solda por resistência para diversos segmentos, com 28 -

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destaque para artefatos e cercas de arame, autopeças e siderúrgico, sediada no município de São Bernardo do Campo, na Região Metropolitana de São Paulo. Em 2017, o faturamento da empresa registrou uma melhora crescente em comparação com 2016, mas ainda num patamar inferior ao dos anos anteriores. “Existe uma perspectiva de crescimento em relação a 2018, mas que, nos próximos anos, dependerá muito da situação política do País após as eleições”, afirma Raphael Ferreira, gerente financeiro da empresa. Entre os fatores que inibem a ampliação do mercado, Ferreira destaca a falta de confiança do empresariado em geral sobre o real crescimento da demanda, bloqueando assim a sua disposição para realizar novos investimentos. “É necessário realizar reformas mais profundas, como a da Previdência, para demonstrar ao mercado de forma clara de que o governo pretende corrigir a rota de gastos excessivos, controlando assim o déficit fiscal”, sugere o executivo da Schlatter. A expectativa favorável também tem pautados as atividades da Oxiprana Química, empresa especializada na produção de produtos químicos utilizados na preparação das matérias primas utilizadas na fabricação de fios industriais, cabos de aço, arames e trefilados, sediada no município de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife. “O ano de 2017 foi um ano muito difícil para todos. A demanda ficou no mesmo patamar de 2016, mas em 2018 existe a possibilidade de ocorrer uma melhora”, avalia Renata Galvão, diretora da empresa. “Os galvanizadores têm períodos de altos e baixos. Na galvanização contínua – de arames –, o panorama está mais definido, mas, no caso do segmento de galvanização por imersão, a situação está ainda muito difusa. Mas todo esse panorama ainda não passa de uma perspectiva, sem nenhum resultado concreto.” Na opinião da diretora da Oxiprana, a provável recuperação se deve ao fato de que os empresários começaram a se focar nos seus negócios, e muito menos às mudanças ocorridas no campo da política. “De alguma maneira, os empresários precisam agir para sobreviver. Existe uma grande vontade de investir, inclusive por parte de empresas de fora do País, mas isso está ocorrendo num ano eleitoral, em que ainda há muita coisa a ser definida. Por conta dessa incerteza, alguns dos nossos clientes não estão investindo e continuam trabalhando com aquilo que têm. O fato é que, hoje, é superdifícil manter um negócio no Brasil, seja para as pequenas ou grandes empresas”, completa Renata Galvão. A


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ECONOMIA

OTIMISMO EM COMPASSO DE ESPERA Atingidas pela crise, as empresas especializadas em beneficiamento do aço começam a vislumbrar a retomada da demanda dos seus serviços Por Ricardo Torrico

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esde que sai da usina até ser definitivamente processado em uma metalúrgica, a matéria prima aço passa por diversos tratamentos – solda, curvamento, tratamento de superfície, pintura, usinagem etc. –, executados por inúmeras firmas especializadas. Elas também não foram poupadas pela crise e viram a demanda dos seus serviços diminuir consideravelmente nos últimos anos. Depois desse período de sufoco, agora elas começam a sentir que a economia está voltando aos trilhos – embora num ritmo ainda lento. Galvanização reaquecida Dentre os tratamentos realizados no aço, destacase a galvanização ou zincagem, destinada a recobrir o ferro ou o aço com uma camada de zinco metálico, para fins de proteção contra os efeitos da oxidação. No Brasil, as empresas que oferecem esse serviço são representadas por duas entidades, a Associação Brasileira de Tratamento de Superfície (ABTS), que reúne as empresas especializadas nos processos de galvanização por eletrodeposição e banhos metálicos, aplicados em peças de pequeno porte, e o Instituto 30 -

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de Metais Não Ferrosos (ICZ, sigla mantida do nome original da entidade, Instituto de Chumbo e Zinco), onde se concentram as empresas especializadas na galvanização a fogo, utilizada em peças de maior porte. Na avaliação de Roberto Motta de Sillos, secretário executivo da ABTS, depois de dois anos muito críticos para as empresas associadas à entidade desde meados de 2017 começou a haver uma retomada da demanda, com perspectivas de melhora para 2018. “Nos últimos anos, estimamos que tenha havido uma redução 60%, em média, na demanda dos serviços de galvanização entre as empresas associadas à ABTS. Mas, conversando com os fornecedores de produtos químicos e prestadores de serviços associados à nossa entidade, ficamos sabendo que já começaram a surgir novos pedidos. Mas, uma retomada mais consistente do mercado ainda deve demorar. O ideal seria que as empresas estivessem trabalhando em, pelo menos, dois turnos, mas elas ainda estão longe disso”, explica Roberto Motta. “Com crise ou sem crise, o principal fator que inibe o crescimento dos mercados de 


ECONOMIA

galvanoplastia e tratamento de superfície em geral é a pesada carga tributária que incide nesses serviços, que pode chegar a 40% dos preços que as empresas precisam cobrar.” As empresas associadas ao ICZ sentiram o mesmo impacto sofrido por suas congêneres filiadas à ABTS. “A demanda de aço galvanizado manteve-se em constante crescimento até 2008, ficou estagnada até 2013 e, a partir daí, caiu até 2015, quando começou uma recuperação muito lenta, sendo que, em 2017, andou meio de lado”, explica o gerente executivo do ICZ, Ricardo Suplicy Goes. Segundo Goes, o aço que os associados do ICZ processam é muito utilizado em peças estruturais de grande porte, como, por exemplo, as defensas instaladas em avenidas expressas ou rodovias. No caso destas, as tão esperadas concessões eram vistas como uma possível alavanca para as empresas galvanizadoras, mas, por causa das eleições deste ano, elas foram adiadas para 2019. “Outros setores que também significam alguma esperança para a galvanização são os de energia solar e eólica. No caso

da energia solar, toda as estruturas de sustentação precisam ser feitas em aço galvanizado, inclusive para atender às normas internacionais. Nesse caso, porém, ainda existe uma grande concorrência do aço importado, utilizado pelas empresas que têm investido nesse setor”, relata o gerente executivo do ICZ. De acordo com Goes, o produto importado costuma ter um preço menor, principalmente por causa da carga tributária que incide sobre o produto nacional. Ocorre, porém, que muitas vezes o produto de fora não vem com a qualidade exigida pelas normas. “A qualidade do aço galvanizado depende da espessura do zinco depositados na superfície, e o aço que vem da China muitas vezes vem com uma espessura muito baixa, mas o consumidor final nem sempre tem o conhecimento técnico para evitar isso. O ICZ já atuou junto aos órgãos do governo no sentido de coibir essa prática, mas tem sido difícil conseguir o êxito esperado”, explica Goes. “No mercado da construção civil, felizmente, não temos esse problema. Esse setor é o carro-chefe da galvanização e já está 

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prevista uma retomada em 2018, mas o que temos visto no mercado é que alguns investidores ainda vão aguardar as eleições. Outro segmento de mercado é a agricultura, que usa aço galvanizado na construção de silos, e sua demanda tem crescido bastante.” Sobre as perspectivas de crescimento da demanda de aço galvanizado este ano, Ricardo Goes afirma que existe uma relação direta entre a demanda interna do aço em geral e do galvanizado, o que faz com que o ICZ considere que, este ano, vai crescer os mesmos 4,1% que o Instituto Aço Brasil estima para as vendas das siderúrgicas no mercado interno. Mas o real potencial de crescimento do mercado interno está no baixo consumo de aço e, consequentemente, de aço galvanizado no Brasil. “Em 2017, o consumo per capita de aço foi de 92,3 kg, e de aço galvanizado, de 1,6 kg – ou seja, 1,7% do aço consumido no Brasil é aço galvanizado. No México, por exemplo, o consumo de aço é de 200 kg por habitante, e no Chile, 150 kg. E também no Chile, o consumo de aço galvanizado é de 6 kg por habitante. Nós vemos isso como uma oportunidade, pois mostra o quanto o mercado do Brasil ainda tem para crescer na aplicação do aço em geral, e do aço galvanizado, em particular”, completa o gerente executivo do ICZ. Desempenho atrelado Da mesma forma que a galvanização, os serviços de solda também têm uma estreita ligação com o mercado do aço. Dividido em dois segmentos – máquinas de solda e consumíveis –, o setor acaba tendo altos e baixos diretamente vinculados à demanda de aço. “Os consumíveis representam, em média, de 1% a 2% do aço a ser soldado. Ou seja, para cada 100 toneladas de aço, utilizam-se 2 toneladas de eletrodos. Isso significa que, se o consumo de aço cai, o de consumíveis também cai na mesma proporção”, explica Luiz Gimenez, 32 -

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professor pleno da Fatec-SP em Processos de Soldagem e Tecnologia de Fabricação. “Na área dos consumíveis, existem inúmeras marcas importadas e nacionais, como a Belgo Mineira e Gerdau, que têm sofrido a concorrência, principalmente dos produtos chineses. A China exporta ao Brasil aquilo que se convencionou chamar de ‘caixa branca’, ou seja, uma caixa de produtos sem marca, para que o importador possa colocar a sua própria marca. Vale lembrar que os consumíveis têm data de validade, que pode durar de seis meses a um ano. Ou seja, não podem ser estocados indefinidamente. Precisam ser comprados pouco antes de serem consumidos.” Segundo Gimenez, as máquinas de solda tiveram seus custos muito reduzidos nos últimos anos, devido à importação de máquinas de diversas origens. “Aquelas com mais tecnologia são importadas da Europa e Estados Unido, e as mais simples e baratas vêm da China. Muitos fabricantes nacionais sucumbiram à concorrência das máquinas importadas e, como o mercado se reduziu, as empresas do setor estão se especializando em certas áreas. Mas esse fenômeno não é somente nacional, mas mundial: as empresas deixam de produzir certos itens e passam a importá-los. Essa especialização implicou diferentes rumos para cada segmento. O pioneirismo e experiência acumulada pelas empresas nacionais no atendimento às usinas de açúcar e álcool fez com elas continuassem fabricando e exportando para muitos países. Já, no sentido oposto, o aço inox soldado deixou de ser fabricado aqui e passou a ser importado da Europa. Quanto às perspectivas sobre um aumento da demanda de consumíveis, Gimenez afirma que tudo vai depender da realização de investimento em novas estruturas produtivas de cada segmento de mercado, principalmente papel e celulose, petróleo e gás, e açúcar e álcool, que são grandes consumidores de 


ECONOMIA

aço, bem como de máquinas de solda e consumíveis. “O setor que tem impulsionado o segmento de solda, seja de máquinas ou de consumíveis, é a indústria automobilística. Há, inclusive, uma importante montadora que vai comprar 300 robôs para modernizar toda sua linha de produção, o que deve gerar um consumo maior de material”, completa o professor Luiz Gimenez. Custos absurdos Especializada em curvamento de tubos e sediada em São Paulo, a Tabano espera que a luz no fim do túnel se transforme na efetiva recuperação do mercado perdido nos últimos anos. “Em 2017, o mercado caiu em torno de 30%, em comparação com 2015 ou 2016. Nos últimos meses, temos recebido pedidos de orçamentos, mas, por enquanto, os clientes ainda não estão confirmando seus pedidos. A perspectiva de melhora existe, mas não para voltar ao que era antes”, afirma o diretor da empresa, Michelangelo Tabano. “Em minha opinião, a possível melhora do mercado não tem relação com as medidas tomadas pelo governo; eu acho que já estava na hora do mercado reagir.

Lógico que as recentes medidas ajudam e são bemvindas, mas eu acho que ‘quando se gasta um sapato, está na hora de comprar outro’. Mas eles vão comprar só um, não vão comprar dois. Mesmo assim, acredito que este ano o mercado vai melhorar. O que mais está inibindo a retomada são os processos de corrupção, que fazem o empresário esperar uma definição, para só então tomar decisões.” O diretor da Tabano também explica que, com seu faturamento reduzido pela crise nos últimos anos, as empresas têm tido dificuldade cada vez maior até para fazer frente às despesas fixas, como aluguéis, impostos prediais e encargo trabalhistas. “Hoje em dia, as despesas fixas, como aluguel e IPTU, são um absurdo. Nós pagamos quatro mil reais por mês de IPTU, o que eu acho um absurdo, considerando que ocupamos um espaço de 600 metros quadrados. E no que se refere à mão de obra, quando o faturamento cai demais, não há outra solução senão dispensar funcionários, o que implica um custo muito alto, bem no meio de uma crise”, completa Michelangelo Tabano. A

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ARTIGO

A eficiência da galvanização a fogo no aumento da vida útil dos tubos Ricardo Suplicy Goes Gerente Executivo do ICZ – Instituto de Metais não Ferrosos

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essaltamos que para cada tipo de galvanização tem suas aplicações específicas, porém quando o objetivo é obter-se a maior vida útil possível, considerando a categoria de corrosividade do ambiente em que a peça está inserida, recomendase o processo da galvanização por imersão a quente geral, pela maior espessura de zinco obtida. Com relação à aplicação em tubos, é importante conhecer os processos de fabricação dos mesmos, pois influenciarão diretamente na vida útil definida em projeto. Fabricação dos tubos Sem costura Os tubos sem costura são fabricados por três tipos de processos industriais - laminação (para os de grandes diâmetros), extrusão (para aqueles com pequenos diâmetros) e processo de fundição. Com costura Usando uma ferramenta chamada "calandra" que dobra a chapa de aço em torno de si mesma e as extremidades são soldadas. Existem duas formas de aplicar o processo de solda na fabricação de tubos industriais: longitudinal (ao longo de uma geratriz do tubo e a mais empregada na maioria dos casos) e espiral. Como a galvanização por imersão a quente geral aumenta a vida útil do aço Ela oferece dupla proteção: Barreira e Catódica. Proteção por Barreira 34 -

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A aplicação do revestimento de zinco, formando a barreira, em uma galvanização por batelada envolve a imersão de aço em um banho de zinco fundido. Porém, ao contrário do processo contínuo, em que o aço é imerso por um breve período de tempo, o processo por batelada requer que a peça seja imersão por períodos de tempo bem maiores, medidos normalmente em minutos, não em segundos. Há duas razões para a necessidade de períodos de imersão mais longos. Uma delas é permitir que a peça alcance a temperatura do banho. A imersão de um tubo grande com paredes grossas relativamente frias, por exemplo, resulta em uma película de zinco com temperatura de superfície muito baixa ao ser imersa. Para que o revestimento se una metalurgicamente ao aço, o tubo precisa alcançar a temperatura de banho para “derreter” o zinco. Depois, é necessário um tempo adicional para desenvolver a zona de ligação da liga de ferro/zinco. Ao contrário do processo contínuo, onde a camada de liga tem que ser mantida muito fina para acomodar a conformação subsequente na forma final, no caso de peças galvanizadas por batelada, a camada da liga pode ser mais espessa. Na realidade, uma camada de liga mais espessa é normalmente desejada para proporcionar um tempo de vida mais longo ao produto final, isto é, um tempo maior antes do aparecimento de ferrugem. Como o próprio zinco, a camada de liga protege galvanicamente a peça de 


ARTIGO

aço e uma camada de liga mais espessa significa uma vida mais longa. Uma micrografia representativa da camada de liga que se forma enquanto o aço é imerso no banho é mostrada na Figura 04. Como pode ser visto nesta foto, a camada de liga é quase 50% da espessura do revestimento total, que na verdade consiste de duas ou mais camadas de zinco/ferro. Cada uma dessas camadas distintas se combina para formar a zona de camada de liga “total”. As camadas intermetálicas das ligas Zn/Fe são mais rígidas que as de aço, conforme a denominação da “Dureza” VICKERS. Este fato oferece maior proteção ao substrato do aço em possíveis danificações nestas regiões.

Proteção Catódica Além da proteção mecânica (barreira) o principal motivo de se utilizar o zinco neste processo é a proteção catódica sobre a peça. Como vimos na definição do processo, o zinco tem um potencial de redução menor que o de ferro, mais anódico. Por

isto o zinco sofre corrosão preferencialmente ao aço, sacrificando-se para proteger o ferro. Este processo aumenta a proteção em casos de o revestimento sofrer danos que provoque cavidades (riscos) na camada de zinco. Os sais de zinco, formados na corrosão do zinco, por serem aderentes e insolúveis, se depositam sobre a superfície exposta do aço, isolando-o novamente do meio ambiente. Este processo assemelha-se a uma “cicatrização”, popularmente mencionada pelos galvanizadores. Porém observamos que este processo ocorre quando o revestimento sem zinco ou danificado sejam em áreas menores ou iguais a 8 mm2. Veja a ilustração na figura 05 abaixo:

Sistema duplex: pintura sobre a superfície galvanizada Entre o zinco e a tinta ocorre o fenômeno denominado Sinergismo, que é a ação cooperativa de duas ou mais substâncias, de modo que o efeito resultante é maior que a soma dos efeitos individuais destas. Assim a durabilidade do Sistema Duplex é determinada pela seguinte fórmula: DSD = K ( DG + DP ), onde: DSD: Durabilidade do Sistema Duplex; 

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ARTIGO

K: Coeficiente de Sinergia (depende do ambiente e do sistema de pintura) DG: Durabilidade da Galvanização a fogo (determinada pela espessura do zinco); DP: Durabilidade da Pintura (determinada pela resistência interna da película de tinta e aderência ao substrato). FATORES SINÉRGICOS “K” (Exemplos) AMBIENTES FATOR Ambiente de baixa agressividade 2,0 a 2,7 Industrial e Marinho 1,8 a 2,0 Água do mar (imerso) 1,5 a 1,6 EXEMPLO: (valores estimados para ambiente C3) AÇO PINTADO – 10 anos AÇO GALVANIZADO – 45 anos AÇO GALVANIZADO e PINTADO = (10+45) x 2,0= 110 anos de vida útil. Os principais usos/aplicações, algumas normatizadas, são os seguintes: • Armazenagem (silos, tanques) • Energia Solar e Eólica • Iluminação (postes) • Mobiliário Urbano • Defensas metálicas (guard rail) • Pórticos em rodovias / ferrovias • Estruturas Metálicas (em todo sistema de transporte, aparelhos de ginástica) • Telecomunicações (torres) • Eletrificações (torres) • Construção Civil (vergalhão galvanizado, perfis em aço) • Pontes e Viadutos (metálicas e de concreto) • Passarelas • Tuneis • Elementos de fixação (parafusos, porcas, arruelas) • Agropecuária (pivôs de irrigação)

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• Tubulações Exemplo de uso no Brasil de tubos galvanizados por imersão a quente: Adutora emergencial galvanizada, aérea e unida por acoplamentos mecânicos. Local: Cidade de Siriji, PE. Dimensões: Diâmetros de 419mm, 521mm e 622mm com espessuras de 3,00mm, 3,00mm e 4,75mm respectivamente. Especificada conforme a norma ABNT-NBR 6323, com a camada média da galvanização de 70µm. Figura 06: Adutora galvanizada por imersão a quente Influência do pH no grau de agressividade do ambiente Influência do pH Zinco é um metal anfótero ( ou anfotérico substância que pode se comportar como um ácido ou como uma base ), que significa que é solúvel em ácido (pH baixo) e também em águas de alcalinidade elevada (pH elevado). Portanto não há praticamente perda de massa de zinco com pH entre 5,5 a 12,5. Fatores como umidade, agitação, sólidos suspensos, água mole ou dura e a temperatura, todos afetam a formação da pátina ZnCO3 protetora. O zinco requer a exposição ao ambiente para a formação da película protetora por barreira, o ZnCO3. O nível de acidez da água resulta da quantidade de dióxido de carbono dissolvido absorvido da atmosfera. Água incrustante (água dura) Águas duras são incrustantes, pois o grau de pureza reduz as características de incrustação. Incrustação: Relação entre as quantidades de cálcio (Ca), magnésio (Mg), sulfatos (SO3), carbonatos (CO4--), bicarbonatos, dióxido de carbono (CO2), temperaturas e total de sólidos dissolvidos (TDS) na água. O aço galvanizado tem uma boa performance em águas duras. Água mole Contém menos do que 50 mg/l de carbonato de cálcio (CACO3) e ocorre a menor performance do aço galvanizado. Existe um Índice, denominado Langelier (LI) de escala de durezas da água indica que: LI>2 = água altamente incrustante LI<0 = água não incrustante Temperatura


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As reações químicas são aceleradas geralmente por aumento da temperatura (o dobro a cada 10°C) Tubos em aço galvanizado por imersão a quente são utilizados para fontes de água quente contanto que a temperatura não exceda 65ºC. Pressão A pressão da água por si só não é um fator principal na corrosão do zinco. (influência indireta, tal como o aumento do oxigênio retido na água em temperaturas baixas). Como especificar a galvanização por imersão a quente Notamos que é importante ter conhecimento das características do aço a ser galvanizado quanto ao fato de ser reativo ou não. Aço não Reativo Formação das camadas intermetálicas de Zn Fe e na superfície uma camada de Zinco puro, com aparência brilhante. Aço Reativo Formação somente da camada intermetálica de Zn Fe espessa e frágil, com aparência cinza fosca, de

crescimento rápido. Se um revestimento de espessura maior que o especificado for solicitado para um determinado projeto, é necessário que o silício do aço seja requisitado na faixa de 0,15 a 0,25% ou o fósforo menor que 0,04% no processo da fabricação, se não haverá uma formação de rugosidade na peça ou um súbito crescimento da camada de zinco, ocasionando o desplacamento da mesma do substrato do aço. Este processo é denominado Efeito Sandelin, que ocorre quando o silício do aço se encontra abaixo de 0,15% ou acima de 0,25%. Naturalmente recomenda-se a utilização das normas relacionadas ao processo. Destacamos abaixo as principais a serem utilizadas. • ABNT NBR 6323:2016 Galvanização de Produtos de Aço ou Ferro Fundido-Especificação. • ABNT NBR 7397: Produto de aço ou ferro fundido revestido de zinco por imersão a quente Determinação da massa do revestimento por unidade de área – Método de ensaio. • ABNT NBR 7398: – Produto de aço ou ferro fundido 

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ARTIGO

galvanizado por imersão a quente - Verificação da aderência do revestimento – Método de ensaio. • ABNT NBR 7399: – Produto de aço ou ferro fundido galvanizado por imersão a quente Verificação da espessura do revestimento por processo não destrutivo - Método de ensaio. • ABNT NBR 7400: – Galvanização de produtos de aço ou ferro fundido por imersão a quente - Verificação da uniformidade do revestimento – Método de ensaio. • ABNT NBR 7414: Galvanização de Produtos de Aço ou Ferro Fundido por imersão a quente - Terminologia. Sistema duplex: Aço galvanizado pintado • ABNT NBR 9209 - Preparação de superfícies para pintura – Processo de fosfatização – Procedimento (para aços carbono e aços galvanizados). • ABNT NBR 10253 - Preparo de superfície de aço carbono zincado para aplicação de sistemas de pintura - Procedimento. • ABNT NBR 11297 - Execução de sistema de pintura para estruturas e equipamentos de aço carbono zincado – Procedimento. • PETROBRAS N – 1021 F - Pintura de Aço Galvanizado, Aço Inoxidável, Ferro Fundido, Ligas não Ferrosas, Materiais Compósitos Poliméricos e Termoplásticos. Barras de aço para concreto armado • ABNT NBR 16300:2016 Galvanização por imersão a quente de barras de aço para armadura de concreto armado - Requisitos e métodos de ensaio. Normalização para Tubos • ABNT NBR 5580:2015 - Tubos de aço carbono para usos comuns na condução de fluidos - Especificação. • ABNT NBR 5590:2015 VC2017 - Tubos de aço carbono com ou sem solda longitudinal, pretos ou galvanizados - Especificação. • ABNT NBR 5597:2013 - Eletroduto de aço carbono e acessórios, com revestimento protetor e rosca NPT Requisitos. • ABNT NBR 5598:2013 - Eletroduto de aço carbono e acessórios, com revestimento protetor e rosca BSP – Requisitos. • ABNT NBR 6591:2008 - Tubos de aço-carbono com solda longitudinal de seção circular, quadrada, retangular e especial para fins industriais -

Especificação • ABNT NBR 7008: 2012 - Parte 1 Chapas e bobinas de aço revestidas com zinco ou liga zinco-ferro pelo processo contínuo de imersão a quente Parte 1: Requisitos • ABNT NBR 8261 - Tubos de aço-carbono, formado a frio, com e sem solda, de seção circular, quadrada ou retangular para usos estruturais • ASTM A500 - Standard Specification for ColdFormed Welded and Seamless Carbon Steel Structural Tubing in Rounds and Shapes • BS 1387 (EN 10255 – DIN 2440 – NBR 5580) Specification for screwed and socketed steel tubes and tubulars and for plain end steel tubes suitable for welding or for screwing to BS 21 pipe threads. • ASTM A53 (NBR 5590) - Standard Specification for Pipe, Steel, Black and Hot-Dipped, Zinc-Coated, Welded and seamless. • BS-EN-12502-3 - Protection of metallic materials against corrosion. Guidance on the assessment of corrosion likelihood in water distribution and storage systems. Influencing factors for hot dip galvanised ferrous materials Custos Atualmente os custos da Galvanização por imersão a quente são competitivos, quando comparados com outras tecnologias de proteção ao aço contra a corrosão. É prudente que a avaliação dos custos seja baseada na vida útil especificada no projeto e não somete no custo inicial pois pode resultar em um custo recorrente, manutenção, mais alto e assim onerar o projeto ao longo do ciclo de vida útil do mesmo, conforme ilustrado na figura 07. Figura 07: Custo inicial x recorrente Concluindo, resumimos em 10 pontos, listados abaixo, para se utilizar o processo da galvanização por imersão a quente visando o aumento da visa útil do aço. 1. Custo Extremamente Competitivo; 2. Menor Custo de Manutenção; 3. Durabilidade; 4. Confiabilidade; 5. Rapidez do Processo; 6. Resistência do Revestimento; 7. Cobertura Completa e Uniforme; 8. Proteção Dupla do Aço Galvanizado; 9. Facilidade de Inspeção; 10. Extrema Versatilidade de Aplicações. Acesse:www.icz.org.br A Revista do Aço - 39


APLICAÇÃO

Implemento tem maior carga útil e economia de combustível com uso do Strenx

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emireboque tanque com três eixos distanciados da empresa Triel HT apresenta melhor desempenho com o chassi feito em aço de alta resistência Strenx da siderúrgica SSAB, aumentando em 5% sua capacidade de carga, gerando uma compensação de custos com insumos, como óleo diesel, pneus e manutenção. O Grupo Triel HT, empresa de Erechim (Rio Grande do Sul) que oferece as mais modernas soluções tecnológicas em implementos rodoviários, logística agroindustrial e viaturas especiais, encabeçou um projeto que melhorou a capacidade de carga de um Semireboque tanque com três eixos distanciados com Peso Bruto Total Combinado (PBTC) de 53 toneladas utilizando aços de alta resistência, gerando ganhos representativos e alcançando grandes resultados. No projeto, o chassi foi feito com o Strenx, aço de alta resistência produzido pela siderúrgica sueca SSAB. O produto é projetado para os setores em que a alta resistência estrutural e a redução de peso são fatores competitivos importantes, especialmente na indústria de elevação de carga, movimentação e transporte. O Semirreboque tanque com três eixos distanciados com chassi convencional possui capacidade de transportar 35 toneladas de combustível. Com a conversão do chassi de aço convencional pelo Strenx e 40 -

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com tanque em liga de alumínio, houve uma redução de duas toneladas na tara do equipamento. Ou seja, ele passou a operar com capacidade de 37 toneladas de carga líquida, um ganho muito significativo, de acordo com Elton Arenhart, Gerente de Desenvolvimento de Engenharia de Tanques Rodoviários do Grupo. “Esse ganho de carga líquida possibilitou um aumento de 5% no faturamento na mesma configuração de eixos do equipamento e PBTC. O aumento em 5% da capacidade de carga ajuda a compensar despesas de insumos, como óleo diesel, pneus e manutenção”, afirma. “Por exemplo: se o equipamento fizer quatro viagens por mês, transportando duas toneladas a mais, numa tarifa de fretes de R$ 200,00 a tonelada, somando ida e volta, teremos R$ 800,00 por viagem. Multiplicado esse valor por quatro viagens ao mês, teremos um faturamento a mais de R$ 3.200,00”, frisa, destacando outros benefícios. “Quando o implemento opera com menos carga, gasta menos combustível”. Há também o caso do percurso, onde o equipamento opera vazio até o local da carga. “Com duas toneladas a menos de carga, há, certamente, economia de combustível. A vantagem fica mais evidente quando a frota é maior, pois com 18 unidades de implementos com 37 toneladas de capacidade, teremos o seguinte resultado: além de um faturamento líquido a mais


APLICAÇÃO

sem despesa de R$ 7.200,00 multiplicando por quatro viagens, seriam R$ 57.600,00 por mês e ainda teremos um veículo a menos na frota, ou seja, um veículo trator e um tanque a menos”, complementa. O payback (retorno do investimento) de um equipamento construído em liga Strenx/alumínio, é de dez meses em relação a um equipamento convencional, construído em aço inox e ligas convencionais. Assim, o Grupo Triel HT tornou-se membro My Inner Strenx, programa de qualidade para empresas que projetam e fabricam estruturas de aço avançadas que aproveitam ao máximo o aço de desempenho Strenx. “Com o selo, teremos vantagens em preços, qualidade do material, além de ser um produto rastreado”, salienta. A combinação das propriedades do aço Strenx e os requisitos de qualidade do My Inner Strenx resultam em produtos com maior desempenho e segurança. Além disso, os clientes que escolhem os membros do My Inner Strenx como seus fornecedores vão obter produtos avançados com materiais, técnicas de processamento e desempenho otimizados para as suas necessidades. De acordo com Arenhart, a busca pela nova solução se deu pela competitividade do mercado e pela excelência no transporte de cargas líquidas. “Antigamente, não havia uma preocupação com o peso dos veículos, pois os custos dos insumos eram baratos. Com o passar dos anos, os preços foram subindo além do esperado e fomos atrás de produtos para aprimorar nossos equipamentos Assim, começamos a procurar ligas mais resistentes para aumentar a capacidade de carga, deixando os equipamentos mais leves. O resultado com o Strenx nos projetos e a consequente diminuição

do peso é almejado pelos frotistas”, comenta. “De 20 anos para cá, conseguimos uma redução de até 20% no peso de implementos”, pondera. “Agora, com a utilização do Strenx, seriam mais 5% de alivio na tara, chegando ao limite máximo de eficiência em volume de carga”. Elton conta que o desenvolvimento do produto foi um processo rápido, sem dificuldades ou obstáculos. Para ele, o projeto também mostra a qualidade da matéria-prima. “Com os aços da SSAB, pudemos desenvolver produtos cada vez mais leves. O próprio mercado e o cliente, com o aumento de combustível e insumos em geral, passaram a nos pedir para produzir equipamentos mais leves, para compensar o aumento de custos”, ressalta Elton. “Mesmo com flexibilização do uso de materiais, não tivemos perda de resistência. Pelo contrário, tivemos ganhos”, finaliza. Triel HT, empresa familiar que está há 34 anos no mercado, tornou-se uma empresa referência no mercado agroindustrial no Brasil e América Latina. Fundada em 1984, iniciou suas atividades como uma fábrica de trilhadeiras e de equipamentos agrícolas. Com o passar dos anos, expandiu seus negócios em diversos segmentos, principalmente, no ramo da indústria de equipamentos rodoviários. Em 1990, a Triel HT já se mostrava um empreendimento arrojado, ganhando visibilidade no mercado nacional e internacional com sua linha de equipamentos rodoviários. Seu extenso mix de produtos contempla os melhores equipamentos do setor. O Grupo TRIELHT conta com 5 unidades fabris e atende os cinco continentes, exportando suas soluções para os mais diversos mercados do mundo. Acesse: www.ssab.com A

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APLICAÇÃO

A verdade sobre o uso do aço em seu equipamento de reciclagem Chapa de desgaste Hardox®: O núcleo duro dos equipamentos de reciclagem

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reciclagem cria alguns dos ambientes operacionais mais difíceis para componentes de equipamentos e maquinários. As máquinas podem enfrentar cargas extremas, contaminação por poeira, queda de detritos e variações de temperatura. E muitos desses “burros de carga” precisam muito daquele cuidado carinhoso chamado manutenção apropriada. As próprias empresas de reciclagem e recuperação também estão em dificuldades. Margens de lucro menores, preocupações com a segurança dos trabalhadores, regulamentos ambientais mais rígidos e o crescimento na quantidade de sucata e resíduos: tudo isso cria uma carga completa de desafios. Eliminar desperdícios não é uma questão apenas de lidar com os resíduos que o equipamento absorve todos os dias. É também uma questão de perda de tempo e dinheiro devido ao tempo de inatividade do equipamento. Muitos profissionais de reciclagem estão descobrindo que uma fonte de desperdício que eles podem controlar é a qualidade do equipamento que operam. Em um setor em que a produtividade é essencial, o aço utilizado como matéria-prima 42 -

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para fabricar o equipamento merece um olhar mais cuidadoso. Na verdade, as propriedades do aço, combinadas com a seleção do tipo de aço certo com base na aplicação ou processo, pode determinar o sucesso ou fracasso do equipamento. Neste artigo, analisamos o Hardox®, a "chapa de aço antidesgaste dura e tenaz" da fabricante de aço SSAB, reconhecida como líder em aço resistente ao desgaste e à abrasão para os setores de construção, demolição e reciclagem. O que são a dureza e a resistência do aço? O aço Hardox® vem em uma ampla variedade de classificações, larguras e espessuras. Mas, independentemente do grau ou da espessura, o equilíbrio certo entre dureza, resistência e trabalhabilidade é essencial para viabilizar o projeto ideal dos equipamentos e acessórios e para alcançar alto desempenho em ambientes agressivos. Dureza e tenacidade não são apenas palavras de Marketing. São termos de engenharia mecânica que descrevem propriedades do material. Aqui estão algumas definições importantes. Dureza: A resistência do aço à penetração e à 


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deformação permanente (na forma de entalhe, arranhão, abrasão, corte, etc.) quando a fricção é aplicada em sua superfície. Quanto mais duro o aço, menor a penetração. Benefício: Bordas de material abrasivo têm dificuldade em cortar uma superfície dura, de modo que o desgaste é minimizado. Endurecimento total: Um tratamento térmico em que o aço é exposto a aquecimento em alta temperatura seguido de resfriamento controlado. Isso melhora a dureza não apenas da camada externa, mas do núcleo do aço. Benefício: O endurecimento total resulta em melhor desempenho do que o endurecimento apenas de superfície. Tenacidade: A capacidade do aço de absorver energia e resistir à fratura. Ele exige tanto resistência e ductilidade de modo que ele possa se deformar sob tensão em vez de fraturar. Benefício: Um material resistente que cede, de modo que possa resistir a trincas caso seja sujeito à deformação plástica. Um olhar mais duro sobre o aço Hardox® em equipamentos de reciclagem Com uma combinação exclusiva de dureza em toda a espessura e resistência, o aço Hardox® possui propriedades estruturais que o diferenciam do aço tradicional resistente à abrasão, que é suscetível a rachaduras e desgaste e exige substituições frequentes. Normalmente, conforme a dureza aumenta, a formabilidade e a soldabilidade do aço diminuem. Mas, devido à sua tenacidade, a chapa de desgaste Hardox® pode ser usada como aço estrutural, de modo que os fabricantes podem dobrá-la, formála e soldá-la sem que perca suas propriedades. Juntamente com sua alta resistência, isso permite projetos mais inteligentes, que usam menos aço sem deixar de manter a resistência do produto e aprimorar seu desempenho. A Pacific Shredder, empresa australiana de equipamentos de reciclagem usa o aço Hardox® para fabricar trituradoras que podem transformar um carro em sucata em segundos. A trituradora é, basicamente, um tambor de 60 toneladas, composto por 11 discos, com 12 ou 16 martelos de manganês conectados. O rotor gira a 500 rpm, e os martelos destroem os carros contra uma série de bigornas, barras de impacto e grelhas. O interior é blindado com placas de desgaste, que impedem que o metal que é arremessado cause erosão em toda a estrutura. A chapa de desgaste Hardox® ajuda a maximizar

o tempo de trabalho e a reduzir a manutenção e os custos operacionais da empresa no longo prazo. Para eles, uma quebra significa não apenas uma perda de produtividade; isso significa levar um guindaste de 200 toneladas para elevar o rotor e consertá-lo. Portanto, a durabilidade é tudo. E, devido à natureza dos negócios, uma das únicas maneiras de aumentar o lucro é melhorando a vida útil da trituradora. "A maior espessura e a resistência adicional dão às nossas trituradoras uma vida útil muito mais longa", diz o proprietário, Joe Beentjes. "Nossas chapas de desgaste e discos continuam funcionando quando outras já se transformaram em sucata". A SSAB tem um programa de chapa grossa, que oferece a chapa de desgaste Hardox® em espessuras de até 160 mm (6,25") e resistência de até 350-600 HBW. Dimensões grossas estão em alta demanda em setores como equipamentos de construção, mineração e reciclagem – onde quer que haja grandes componentes de desgaste como trituradores, moinhos, caçambas e aplicações em estrada de ferro. Um aço limpo e de baixa liga, como o Hardox®, é essencial para obter  Revista do Aço - 43


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APLICAÇÃO

excelentes propriedades de processamento (corte, solda e dobra), dureza homogênea em toda espessura da chapa e alta tenacidade. Hardox in My Body® traz valor mais alto ao equipamento Muitos fabricantes exibem com orgulho o logotipo Hardox in My Body® no equipamento, nas máquinas ou nos acessórios como prova de que têm certificação do programa Hardox in My Body® da SSAB. Esse logotipo certifica que o produto foi fabricado usando chapa de desgaste Hardox® e não uma imitação. Isso significa que as carrocerias de caminhões, caçambas, contêineres, equipamento de demolição e reciclagem e outras aplicações passaram por rígidas inspeções de qualidade e foram aprovados pela SSAB em termos de soldagem, projeto e processo de fabricação. A MB Crusher, que produz caçambas trituradoras para reciclagem e demolição que estão entre as mais vendidas do mundo, é um dos mais de 400 membros do programa no mundo. Todas as suas caçambas trituradoras são feitas com chapa de desgaste Hardox®. Outro membro, a Genesis Attachments, produz as

maiores tesouras do mundo para processamento de sucata e demolição. As tesouras, em sua monstruosa máquina de demolição de 420 toneladas, podem cortar vigas de aço de 2 metros de altura e 85 milímetros de espessura, e mesmo assim os operadores dizem que podem controlar o equipamento sem problemas. Como muitos outros fabricantes, essas empresas colaboram com os produtores de aço em projetos inovadores que melhorarão o desempenho e o valor de seus produtos como equipamentos usados. Outros membros do programa são: Trevi Benne, VTN Europe, Indeco e OSA Demolition Equipment. O programa funciona da seguinte forma: os clientes se inscrevem na SSAB. Em seguida, os especialistas em desgaste e tecnologia estrutural da SSAB analisam a qualidade da soldagem, os processos de produção e o projeto do produto. Quando é aprovado, o produto recebe um símbolo e um ID exclusivo, que permite rastreá-lo de volta à fonte de produção, incluindo a chapa de aço específica que foi usada para fabricá-lo. Acesse: www.hardoxinmybody.com / www.ssab.com A

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TRABALHO

Que tal colocar um Tubarão no seu aquário?

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opção de contratar um executivo experiente de forma interina ainda é incipiente em nosso mercado, seja por motivação histórica, insegurança jurídica ou simples desconhecimento. Até poucos anos atrás tínhamos uma população insuficiente de bons executivos comparado a demanda da época, somado a um crescimento acelerado em diversos setores da economia. Isso motivou um ambiente de empregabilidade seguro e estável, com ótimos pacotes de remuneração, benefícios e bonificações. Quem se aventuraria em uma posição interina, se tinha a mão uma proposta de emprego estável e com ótimos benefícios? Difícil dizer. Arrisco um palpite, tipo alguém movido por questões pessoais ou ideológicas. Mas os tempos mudaram, e como mudaram. O Brasil experimentou nestes últimos anos um cenário econômico nunca visto em nossa história recente, com uma profunda recessão em conjunto com uma crise política que torna ainda mais difícil a retomada do crescimento. Os pontos abaixo criaram uma oportunidade singular para as pequenas e médias empresas, assim como para o surgimento de novos negócios: • A forte recessão iniciada há três anos tirou o emprego de milhões de trabalhadores, incluindo milhares de executivos; • A falta de perspectiva de retorno das vagas 46 -

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de emprego impulsionou os mais arrojados a empreender, buscando uma alternativa de sustento para as suas famílias; • Na média, o prazo de recolocação de executivos se estendeu de meses para anos, levando estes a buscarem alternativas dentro de suas especializações; E é neste quadro que surgiram as oportunidades para empresas menores, antes incapazes de pagarem a alta remuneração, benefícios e encargos exigidos para terem executivos experientes e capazes de solucionar as barreiras que limitavam o crescimento ou até a sobrevivência de seus negócios. Surgiu e tem crescido a modalidade onde estes executivos tem vendido a sua experiência na forma de consultoria ou como um executivo interino, por projeto ou prazo determinado. Pode surpreender, mas o formato desta relação de negócio, é diferente de um processo de recrutamento e contratação de alguém que virá a fazer parte da empresa, e que deverá influenciar, se não conduzir estratégias e solução de problemas e gargalos. Relaciono a seguir alguns dos desencontros que mais tem gerado confusão nesta ainda nova modalidade no Brasil. Vale mencionar que a mesma se desenvolveu fortemente após a crise do estouro da bolha de “sub prime” em mercados do hemisfério norte. Não é um casamento, é uma tentativa – Um dos principais erros cometidos é o excesso de ênfase que 


TRABALHO

se coloca na “aderência” do candidato com a cultura da organização. Não merece ser uma prioridade na seleção, pois este executivo está sendo contratado para resolver problemas num curto espaço de tempo. É determinante que cumpra as atividades que veio executar. Se tiver o perfil adequado para a organização, pode num segundo momento compor o quadro da companhia. Nenhuma empresa tem um “Problema Geral” – Um generalista é raramente a escolha certa para um executivo interino, que entra para resolver problemas específicos. Empresas não tem “problemas gerais”. Seja cauteloso com aqueles que tem atuação generalista. Será necessária uma árdua curva de aprendizado para entender e atender as necessidades especificas da empresa. O candidato necessita ter a especialização que o problema precisa para ser solucionado. Contratar um executivo interino não é similar a contratar um funcionário operacional. Esteja preparado para contratar mais – A maioria das contratações de executivos interinos são resultado da identificação de um problema ou uma oportunidade da empresa que não tem pessoal devidamente qualificado para atuar naquela frente. Um executivo interino deverá ser capaz de rapidamente entender a situação, identificar as ações a serem tomadas e começar a tomar decisões. Um executivo sênior é usualmente capaz de dar a velocidade necessária com mais agilidade. Consultores de carreira raramente são bons executivos interinos – As atividades de um executivo interino envolvem decisões estratégicas e ações sobre estas decisões. A maioria dos consultores de carreira

desenvolveram suas experiências aconselhando e recomendando soluções. Quase nunca são responsáveis pelas implementações e resultados gerados por elas. Executivos experientes conseguem desempenhar muito melhor pois foram executores (“hands on”) e não conselheiros. Não pague preços de consultoria por um gerente interino – A pesada carga tributária que incide sobre a folha de pagamento torna esta modalidade bem atrativa no Brasil (observado o modelo fiscal desta contratação). Diferente da remuneração de consultorias, que trabalham em base-hora, um executivo interino deverá prestar serviço para uma empresa em período integral por diversos meses, o que torna o custo por hora extremamente oneroso. Considere também que numa eventual futura efetivação deste executivo, a negociação salarial será muito mais produtiva se já estiver alinhada com a politica de remuneração da empresa, e não for necessário um substancial corte nos ganhos do executivo para a contratação se efetivar. Não é a quantidade da base de candidatos; é a 

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TRABALHO

aderência à solução do problema – O recrutamento de um executivo interino precisa ser mais que uma grande base de candidatos. Precisa ter um processo que identifique a capacidade de entregar os resultados que o problema exige. Priorize um processo que garanta que os candidatos a serem apresentados vivenciaram problemas similares aos que a empresa enfrenta, não somente palavras chave na identificação de currículos em uma busca na base de dados. Finalizando, o Brasil experimentou com vários traumas a “onda” da terceirização ao longo das décadas passadas. Não faltaram pontos cegos na legislação e mau uso desta iniciativa. Outro dado importante foi o momento econômico, início da década de 90, com altíssimos índices inflacionários, que fizeram com que a principal premissa fosse a redução de custo a qualquer preço. As iniciativas focaram muito pouco na manutenção ou até melhoria da qualidade que esta modalidade poderia trazer aos clientes corporativos. Consequentemente, uma grande sombra paira

sobre iniciativas que visam a redução de custo nas relações de trabalho, e aversão a modelos que foram vencedores em outras economias. Com a atualização da legislação trabalhista, recentemente sancionada, um importante movimento nestas relações será percebido, num processo de amadurecimento e aperfeiçoamento, trazendo maior segurança jurídica para as partes. Na outra ponta temos um batalhão de executivos disponíveis, um capital intelectual pulsante e esperando ser aproveitado pelo mercado. Algo difícil e lento, se for considerado o modelo tradicional de emprego. Neste contexto, o executivo interino surge como uma oportunidade para as empresas melhorarem os processos e setores que podem aumentar a sua produtividade e rentabilidade, elevando o patamar de competividade e qualidade de gestão de se negócio. Roberto Lobo – executivo de Finanças e sócio da innovativa Executivos Associados A

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INOVAÇÃO

Fronius apresenta soluções inovadoras para baterias de tração Destaque da feira Intermodal será a família Selectiva

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om uma vasta experiência na área, a empresa exibirá seus equipamentos e serviços que são capazes de garantir economia, sustentabilidade e praticidade aos usuários da intralogística. Mariana Kroker, gerente de vendas da unidade de negócios de baterias da multinacional estará presente dando informações sobre as últimas tecnologias e novidades para o setor. "A Intermodal é uma feira que utilizamos como sinalizador. Percebemos que o mercado está reagindo, ainda que de forma gradual, mas temos grandes expectativas para fecharmos bons negócios durante o evento. Nossa meta é ampliar nossa participação no segmento de logística em diversos setores, inclusive o automobilístico. Temos tecnologias avançadas que atendem ao mercado com eficiência e qualidade". Explica a gerente. Destaques O grande destaque da feira vai para o carregador Selectiva 2kW, uma solução inteligente e econômica para baterias tracionarias menores. Os usuários de empilhadeiras elétricas podem, com isto, reduzir consideravelmente o consumo de energia e os custos operacionais e, ao mesmo tempo, prolongar de forma significativa a vida útil das baterias Ao contrário de processos convencionais, o carregamento Ri não fixa a curva característica a uma corrente predeterminada, ou seja, a sobrecarga que é responsável por grande perda de energia e pelo aquecimento nocivo da bateria, mantém-se reduzida no nível mínimo. Graças à inteligente tecnologia Ri, a Fronius alcança um grau de eficiência de carregamento de aproximadamente 90%. Em comparação com outros métodos de carregamento, os clientes finais podem 50 -

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economizar até 30% do seu custo de energia para carregar a bateria. No estande da Fronius também estará disponível o Cool Battery Guide Easy – solução que otimiza a utilização da bateria através do sistema de informação e gerenciamento. Sintetiza-se em uma unidade de controle ligada a uma faixa de LED em cada sistema de carregamento da bateria, que informa ao usuário qual bateria foi carregada há mais tempo. Isto garante que todas as baterias serão utilizadas igualmente com a mesma frequência e com tempo suficiente para resfriar. Baterias carregadas permanentemente Geralmente é comum o armazenamento de baterias, o problema é que quando são estocadas por muito tempo elas acabam sendo descarregadas e muitas vezes perdem sua eficiência. Para resolver este problema, foi desenvolvido o Switch Box . Quando conectado a um sistema de carregamento de bateria da linha Selectiva, o sistema é capaz de conectar até 10 baterias, que são carregadas sucessivamente, graças ao recurso de detecção automática de voltagem da família Selectiva. O Switch Box pode cobrar de forma flexível as baterias com 12 a 80 volts e com diferentes capacidades. A Acesse: www.fronius.com/pt-br/brasil


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Combinado

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Revista do Aço - Edição 27  

Recuperação

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