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FEIRA DA MANDIOCA

Feira Internacional da Mandioca movimentou Paranavaí em 3 dias Estavam presentes 18 delegações de países como Paraguai, Japão e Egito Paranavaí, mais importante pólo produtor de mandioca do Brasil, promoveu de 22 a 24 de dezembro a 1ª Feira Internacional da Mandioca (Fiman). O evento atraiu mais de 60 expositores, muitos jornalistas, e mais de cinco mil pessoas de vários países. No total, foram 18 delegações de representantes, entre outros, do Japão, Egito e do Paraguai. Destaque-se que o Paraná é responsável por 70% de toda a produção de amido de mandioca brasileiro. Durante o evento, os visitantes puderam conhecer algumas das novas tecnologias do setor, novos maquinários, e trocar experiências. Foi um importante evento, promovendo as empresas do setor, especialmente as indústrias de transformação, seus fornecedores e clientes, fortalecendo o segmento. As oficinas de capacitação e as rodadas de negócios tiveram a participação da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FiEP) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), com a participação de investidores nacionais e estrangeiros. As palestras atraíram muitas pessoas interessadas. Foram elas: A indústria da fécula no Brasil: oportunidades e desafios, por Fabio Isaias Felipe (USP); Controle de Processos X Produtividade na indústria da mandioca e derivados – Andres Jacinto Loopez (Senai); Como lidar com as NR´s que mais impactam na indústria – Felyppe Blum Gonçalves (Sesi) e A eficiência energética autônoma da indústria da mandioca – Biogás – Cícero Bley Junior (FIEP).

Amido De acordo com os coordenadores, embora a mandioca seja um produto genuinamente brasileiro, muitos desconhecem a aplicação do seu amido. Além da panificação, onde é mais popular, o amido tem um leque enorme de 12 • Revista Distinção

aplicação, que passam pelo papel e celulose, indústria farmacêutica e de cosméticos, têxtil e é utilizado até na perfuração de poços de petróleo. “Na verdade ainda não conhecemos todos os limites para a aplicação da fécula do amido da mandioca”, diz o industrial Maurício Gehlen, do Sindicato das Indústrias de Mandioca do Paraná (SIMP) e presidente da Comissão Organizadora da Feira, acrescentando que “no Brasil, 75% da produção de fécula ainda são in natura e deste percentual apenas 60% são de amido. Na Europa, que não há produção de mandioca, há mais de 600 tipos de amido”.

de café, cana de açúcar (muitas usinas nos municípios), arroz, pecuária. A mandioca, porém, é o “petróleo” regional. Em seu rastro, foram surgindo importantes indústrias do amido do produto e as formulações atendem as indústrias de panificação (pão de queijo, tapioca), gastronomia, frigoríficos, unidades têxteis, farmacêuticas, mineradoras, de papel e celulose, químicas, de cosméticos. Paranavaí é a “capital” dessa riqueza, sediando a Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca – ABAM – e, também, o Sindicato das Indústrias de Mandioca do Paraná – SIMP.

Paranavaí e a região noroeste do Paraná, com suas férteis terras arenosas (Arenito do Caiuá), é o maior produtor de laranjas do Estado (com indústria processadora com capacidade de 7 milhões de caixas de 40,8 quilos de laranja por safra) e com expressivas produções de soja, trigo, milho, um pouco

Conforme os diretores da ABAM, em 20 anos o segmento de amido de mandioca viu sua produção crescer de 100 mil toneladas/ano para cerca de 700 mil toneladas/ano. Esse crescimento denota a valorização conquistada pela cadeia produtiva da mandioca ao longo dos anos.

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Distinção Ed 41  

Revista de Empresas e Empreendimentos do PR e SC

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