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Mala Direta Básica 22.863.212/0001-35 TRIBUNA SC EIRELI

José Fernando Ogura / AEN

DISTINÇÃO 079

N O V E M B R O - 2 0 2 1 - E D I Ç Ã O 7 9 - PA R A N Á E S A N TA C ATA R I N A

Divulgação

Colônia e Cooperativa de Witmarsum chegam aos 70 anos de existência

Tunas do Paraná progride aos 29 anos

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INVESTIMENTOS

PORTO GUARÁ ELEVARÁ PARA 80 MILHÕES DE TONELADAS AO ANO A MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS EM PARANAGUÁ (da Redação) ◤ Os Portos do Paraná deverão aumentar em 80 milhões de toneladas/ano a sua capacidade de movimentaçãode cargas com a construção de um novo complexo portuário, em Paranaguá, o Porto Guará. Ao todo, serão investidos R$4,1 bilhão na construção do terminal, para movimentação de 31,5 milhões de toneladas/ano de grãos, líquidos e containers e que ocorrerão em fases, na medida em que o Porto de Paranaguá atinja o limite da sua capacidade operacional.

obras – que serão construídas em área de 2 milhões de metros quadrados, sendo que 42% deverão ser mantidos como área de preservação – é julho de 2022. Já o início das operações deverá ocorrer em 2025. Atualmente o Porto Guará encontra-se na fase de licenciamento ambiental. O empreendimento é conduzido exclusivamente por dois grupos: Grupo Far (Holding) e Grupo Novo Oriente Participações (Holding), acionistas dos ativos e únicos investidores do desenvolvimento do projeto na fase préoperacional.

O Terminal de Uso Privado (TUP), será implantado na região do Embocuí – distrito industrial de Paranaguá e zona de desenvolvimento econômico e de interesse portuário, de acordo com o plano diretor do município. O empreendimento foi planejado para solucionar os principais problemas logísticos dos portos brasileiros em cidades portuárias: melhoria da mobilidade urbana e possibilidade de expansão do corredor do agronegócio brasileiro.

DIFERENCIAL – Para solucionar os gargalos logísticos, o projeto do Porto Guará surge com o diferencial de ter a maior estrutura ferroviária conectada a um complexo portuário multicargas da América Latina. Serão 21 quilômetros de ferrovias integradas e capacidade de recepção de cargas superior a 25 milhões de toneladas/ano no modal ferroviário. A capacidade do Porto para recebimento de cargas via ferrovia, deverá triplicar a atual capacidade de recepção de Paranaguá, que hoje é de 4,95 milhões de toneladas/ano.

“O projeto foi idealizado visando reduzir os atuais conflitos, as filas e os congestionamentos, sem qualquer impacto na geração de empregos e renda da população”, informa Xenia Arnt, presidente da Porto Guará Infraestrutura SPE (Sociedade de Propósito Específico).Ela explica que com a sua posição estratégica, a movimentação do Porto Guará não afetará a zona urbana de Paranaguá. A previsão para início das

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grãos e 9,2 horas para descarga e carregamento de graneis. A área do complexo ficará localizada a 1000 metros de distância da ferrovia atual e a 1.400 metros de distância da rodovia, tendo como diferencial a agilidade na descarga de vagões e caminhões – na exportação – e o reembarque das cargas importadas. “O projeto priorizou a recepção de vagões e caminhões. Esta situação possibilitará à atual concessionária ferroviária e à Nova Ferroeste condições para quadruplicar os atuais volumes de transporte, oferendo aos clientes a opção entre o transporte por rodovia e ferrovia”, explica o consultor técnico do projeto do Porto Guará, Luiz Henrique Dividino. ESTRUTURA – O Porto Guará foi projetado para receber os maiores navios que escalam a costa brasileira, de container com mais de 368 metros de comprimento e navios graneleiros com mais de 300 metros de comprimento.

Para que se tenha ideia, a participação do modal ferroviário no transporte dos produtos importados e exportados via Paranaguá representou 14,9% do total.

Na fase inicial serão priorizados os terminais graneleiros conectados a cais de atracação do tipo píer, para movimentação de Granéis Sólidos Exportação, soja, farelos, milho e açúcar, e Granéis Sólidos Importação, Trigo, Malte, Cevada e Fertilizantes.

No Porto Guará os vagões serão descarregados diretamente, sem necessidade de manobras e desmembramento da composição, o que deverá levar, em média, 3,5 horas para a descarga de

Todo o empreendimento está projetado para ser implantado num prazo de 10 anos, sendo a segunda fase destinada à estrutura para a movimentação de contêineres.


| tribunasc.com/distincao Segundo Dividino, o Porto Guará está voltado ao atendimento da logística da agroindústria e do agronegócio, focando principalmente os mercados asiáticos que já anunciaram a necessidade de importar 30% mais grãos até 2030. “Este volume adicional significa algo como toda a soja exportada em 2020, pelos Portos de Paranaguá e Santos juntos. Para atender este volume não basta fazer reformas ou repotenciamento. Precisamos elevar os níveis dos serviços portuários e prover capacidade operacional em grande escala. Precisamos estar preparados para um tsunami de cargas com destino a Ásia”, enfatiza Dividino. Para ele, mesma forma que há décadas foi criado no mundo o corredor Europa/Asia “Euroasia” o empreendimento possibilitará a criação do corredor Brasil/Asia,

eliminando filas, o tempo de espera de navios e garantindo a manutenção das cargas em Paranaguá por mais 50 anos com eficiência, competitividade e segurança”, completa Dividino.

pectativa é que o empreendimento possa gerar 1.200 oportunidades de trabalho e outras 1.000 vagas de empregos diretos na fase operacional. Divulgação

PRÓXIMOS PASSOS – Para iniciar suas obras o Porto Guará está atendendo todas as exigências da legislação junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais – IBAMA. “Neste momento estamos focados em atender todas as premissas e exigências ambientais locais e regionais, com respeito à população de Paranaguá”, informa Xênia. Segundo ela, não existe uma data para a conclusão dos estudos e obtenções de licenças, apenas uma previsão de atendimento dos cronogramas relacionados aos procedimentos de licenciamento. Com o início das obras a ex-

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PARANÁ

COLÔNIA E COOPERATIVA DE WITMARSUM CHEGAM AOS 70 ANOS ◤

A Cooperativa Witmarsum está ingressando nos seus 70 anos. Foi fundada no dia 28 de outubro de 1952 por imigrantes alemães e seus descendentes que vieram da Rússia. Devido à religião, eles ficaram conhecidos como Menonitas. São assim denominados os seguidores do teólogo holandês Mennon Simons. Ele nasceu num lugar chamado Wytmarsum e viveu entre 1492 e 1559. Ficou muito conhecido como protestante radical ligado ao anabatismo. Quando chegaram ao Brasil, ficaram em Santa Catarina – região também conhecida por Witmarsum – durante 20 anos. Vieram ao Paraná em busca de melhores condições de trabalho e produção. Assim adquiriram a fazenda Cancela, em Palmeira, e ali se instalaram em Julho de 1951. Portanto, a colônia (não confundir com a Cooperativa) tem exatos 70 anos de existência. Atualmente, seria muito difícil uma intercooperação entre Witmarsum Paraná e Witmarsum Santa Catarina, pois não há mais nenhum vínculo. Em Santa Catarina não ficou ninguém dos descendentes e consequentemente as culturas são totalmente diferentes.

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Produção dos primeiros queijos

Antiga coleta de leite


| tribunasc.com/distincao No Km 146 da BR-277, a 70 quilômetros de Curitiba, a colônia tem uma área de 7800 hectares e compreende cinco núcleos de povoamento, sem denominações e dispostos em torno de um centro administrativo comercial e social situado na sede da antiga Fazenda Cancela. A Colônia foi organizada no sistema de vida comunitária e de terras comunais, porém

atualmente, a propriedade é individual, com lotes rurais de 50 hectares em média. A antiga sede da Fazenda Cancela, que era propriedade do Senador Roberto Glaser, é hoje Museu Histórico tombado pelo Patrimônio Histórico com acervo composto de móveis, objetos, fotos e equipamentos das colônias

de Santa Catarina e do Paraná. Atualmente, verifica-se na colônia um impulso na área turística, já que o local transformou-se em grande atração graças aos seus restaurantes, confeitarias, passeios, pousadas, cervejas artesanais, belas paisagens, produtos coloniais e queijos finos produzidos pela Cooperativa.

Foto dos anos 60

A COOPERATIVA WITMARSUM A Cooperativa Witmarsum foi fundada no ano seguinte à chegada dos imigrantes, em 1952. E está ingressando nos seus 70 anos. O seu diferencial é o leite de mais alta qualidade produzido nas propriedades de seus cooperados. Elas estão localizadas em altitude de aproximadamente 1000 metros acima do nível do mar, com pastagens de clima tempe-

rado e alto valor nutritivo, o que promove o bem estar das vacas leiteiras. A Cooperativa beneficia o leite, que atualmente chega ao mercado com a marca Cancela ou na forma de queijos finos, com a marca Witmarsum.

e secados e, depois de prontos para comercialização, são vendidos a diversas empresas do setor agrícola, seja para beneficiamento e transformação em inúmeros produtos ou para exportação. O milho produzido é usado pela fábrica de rações da Cooperativa.

Os cereais são recepcionados

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PARANÁ Visão, Missão e Valores da Cooperativa são: Visão – Ser referência em cooperativismo para seus associados, clientes e colaboradores. Missão – Oferecer produtos e serviços de qualidade que promovam crescimento e retorno sustentáveis aos associados, clientes e colaboradores.

A Cooperativa Witmarsum

Valores – Fé, Força e Determinação.

A colônia de Witmarsum é uma grande atração turística, com suas paisagens, bucolismo, pousadas, produtos coloniais, tortas, cafés coloniais, programas para adultos e crianças

O Colégio Fritz Kliewer

O museu

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As tortas


| tribunasc.com/distincao José Fernando Ogura / AEN

EDIT´S KAFFEE HOF

AS TORTAS MAIS SABOROSAS DA COLÔNIA WITMARSUM Café Colonial COMPLETO

Sextas, sábados, domingos e feriados das 9 às 18h.

Fabricação de queijo Av. Ernesto Geisel - Colônia Witmarsum - Palmeira/PR

Mesa com produtos Witmarsum

São serviços oferecidos aos associados: 1- Rações – Cancela Nutrição Animal: na fábrica são produzidas três linhas de rações para a mais adequada alimentação do rebanho leiteiro. Alta produção, Profissional e Tradicional. 2- Supermercado e Posto de combustíveis – estão à disposição dos cooperados, colaboradores e público em geral. 3- Farmácia Veterinária – a Cooperativa dispõe de farmácia veterinária e loja de insumos agrícolas. 4- Centro de Informações Turísticas - o CIT é um centro de apoio ao turista, fornecendo infor-

mações sobre pontos turísticos e gastronomia da Colônia. Aqui também funciona a loja oficial de vendas dos queijos produzidos na Cooperativa Witmarsum, além de outros produtos da colônia.

7- Engenheiros Agrônomos: assessoram os produtores que possuem áreas agrícolas. Apoiam a área de formação de pastagens e escolha dos híbridos para o plantio de milho silagem.

5- Serviços técnicos – o Departamento técnico da Cooperativa Witmarsum tem em seu quadro médicos veterinários e engenheiros agrônomos. Eles prestam serviços aos criadores e agricultores cooperados.

8- Queijos finos: Minas Frescal, Ricota fresca, Colonial, tipo Brie, tipo Camembert, tipo Appenzeller, tipo Emmental, tipo Raclette, fondue.

6- Médicos veterinários - prestam serviços nas mais diversas áreas da pecuária leiteira: clinica, cirúrgica, reprodução, nutrição, sanidade, gerenciamento e outras atividades técnicas estritamente ligadas à saúde dos animais e a produção do leite.

O Centro de Informações Turísticas

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PARANÁ

Aos 70 anos, projetos de crescimento e modernidade Artur Sawatzky, presidente da Cooperativa Witmarsum, afirma que novos produtos na área de laticínios estão em desenvolvimento. Os mesmos serão divulgados na hora oportuna. Está em análise, por exemplo, a promoção anual de um grande festival de queijos finos e vinhos. Com relação à produção queijeira, Artur destaca que devido a Pandemia em 2020 houve uma retração nas vendas. Porém, em 2021 com a volta de grande parte dos restaurantes já é perceptível um aumento expressivo nas vendas, em todas as regiões do país onde a Cooperativa atua.

gãos competentes, estimulando assim os produtores a produzir o melhor pois receberão bonificação na remuneração. Além disso, todos os produtores estão próximos do laticínio facilitando o processo e diminuindo significativamente o tempo para produção chegar ao laticínio”.

“Estamos investindo na indústria sempre visando modernização para garantir a qualidade dos nossos produtos”, destaca o presidente. Ele conta: “sempre primamos pela qualidade junto aos nossos produtores, auxiliando com assistência técnica nas propriedades. Temos um programa de remuneração ao produtor pela qualidade do produto entregue. Os parâmetros são bem além dos exigidos pelos ór-

Este selo garante que estes queijos são produzidos exclusivamente com o leite de propriedades na Colônia Witmarsum seguindo as recomendações técnicas de alimentação dos animais e controles sanitários bem como bem estar animal.

Selo de procedência

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A Witmarsum tem 2 dos seus produtos nascidos na cooperativa que tiveram o reconhecimento de indicação de procedência pelo INPI – Instituto Nacional da Propriedade Industrial. São eles: Queijo Colonial Pimenta Verde e Queijo Colonial Natural.

“Nenhum destes queijos poderá ser produzido em outro local a não ser no nosso laticínio”, lembra

Geladeira com leite e queijos da cooperativa


| tribunasc.com/distincao Artur Sawatzky. Em 2020 a Witmarsum teve

um crescimento no faturamento de 28% em relação ao ano anterior e estima que o faturamento de

2021 será 34% acima de 2020. Isso mostra o constante crescimento da Cooperativa.

Divulgação

Os queijos finos produzidos com o melhor leite

COOPERATIVA TEM CERTIFICAÇÃO DE IG PARA SEU QUEIJO COLONIAL A Cooperativa Agroindustrial Witmarsum recebeu a primeira certificação de Indicação Geográfica – IG – concedida pelo Instituto Na-

cional de Propriedade Industrial – INPI – a uma indústria de laticínios que produz sob o sistema de Fiscalização Federal – SIF. A certifi-

cação foi entregue em 2018 ao presidente Artur Sawatzky. Assim, desde então, o selo de IG pode ser utilizado nos rótulos dos queijos

“Colonial” e “Colonial com Pimenta Verde”, atestando a procedência dos mesmos como “Queijo da Colônia Witmarsum”.

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PARANÁ

Há 29 anos Tunas do Paraná conseguia sua emancipação de Bocaiúva do Sul © 2021 Google

O hoje município de Tunas do Paraná, no passado foi distrito de Bocaiúva do Sul, pela lei 199 de 30 de dezembro de 1943 com o nome de Pedra Preta (por causa da existência, rara, só existente ali, do granito verde Tunas). Em 1988, Ademar Moacir Cordeiro, morador do distrito, foi eleito vereador, juntamente com Valmir Cordeiro morador de Marques de Abrantes e Herculano Junior, que também era integrante da região. É nesse período que tem-se início efetivamente a história do novo município, sendo Ademar Cordeiro a principal liderança na luta pela emancipação. Luta que teve o apoio de todos os vereadores de Bocaíuva do Sul daquela legislatura, pois o desejo dos moradores era mais do que justo. Havia a grande distância – 40 quilômetros – para o centro administrativo, a localidade não era atendida nas questões básicas de saúde, educação, estrutura de estradas. Não havia o ensino de 2º grau e os estudantes tinham que viajar a Bocaíuva do Sul para estudar.

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Tudo era difícil, longe. Até a BR-476 não era asfaltada. Com o apoio dos deputados Anibal Curi e Kielse Crisóstomo (depois Conselheiro), a luta pela criação do novo município foi intensa. No dia 10 de novembro de 1992 foi realizado um plebiscito para que os moradores votassem Sim ou Não pela liberdade política e administrativa. E os favoráveis foram em grande maioria, quase a totalidade. Essa data, 10 de novembro de 1992, dia do plebiscito, dia da

vontade popular, é que foi escolhida para comemorar anualmente o aniversário do município. A História nos dá conta de que houve duas leis de criação. Uma, a 9.236, de 30 de abril de 1990, sancionada pelo Governador Álvaro Dias com o nome de Tunas, posteriormente foi alterada pela 10.230, de 28 de dezembro de 1992, porque já havia outra cidade com esse nome pelo país. E, então, ficou decidido o nome Tunas do Paraná, a lei foi assinada pelo então Governador em exercício Mario Pereira.

Ademar junto com objetos e fotos dos primeiros tempos de Tunas do Paraná


| tribunasc.com/distincao

Antes de ser município, Pedra Preta

MADEIREIRA VALLE DO PINUS

HÁ 10 ANOS PARTICIPANDO DO PROGRESSO DE TUNAS DO PARANÁ!

BR-476, S/N, KM 58,5 - Tunas do Paraná / PR

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Tunas do Paraná Integrante do Vale da Ribeira, cortada pela BR-476 (asfalto inaugurado pelo Governo Federal em 2002), a 72 quilômetros do Marco Zero de Curitiba (Praça Tiradentes), Tunas do Paraná faz divisas com Adrianópolis, Cerro Azul e Bocaiúva do Sul. Tem uma área territorial de 673 km2 e está a 832 metros de altitude. Conforme dados do Ipardes, tem criações de bovinos e galináceos e produções de feijão, mandioca e milho e frutas como banana, uva e caqui. O município sedia duas grandes atrações turísticas: o Parque de Campinhos (com área também em Cerro Azul) e o Parque das Lauráceas. O de Campinhos tem uma área de 36,97 hectares e foi criado em 20 de julho de 1960. Tem um patrimônio espeleológico do conjunto dos Jesuítas, onde está a gruta de Campinhos. Já o Parque das Lauráceas é o maior parque estadual do Paraná. Criado em 1979 tem 30.001 hectares. Passou por 3 decretos de ampliação,

O extenso bolo de 29 metros

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tendo começado com 9.700 hectares. A área é montanhosa, com vales profundos, cavernas e formações calcárias, cachoeiras, grutas, biodiversidade. Atende a visitações públicas, pesquisa e educação ambiental.

Cavernas de Campinhos

A Economia municipal está alicerçada pela silvicultura (pinus), que ocupa mais de 30% do seu território. 66% são de florestas naturais. Outra forte atividade é a mineral, com o território sediando minas de granitos, mármores, calcário. Tem fama (e a origem do nome) por causa do granito Verde Tunas, do qual detém a exclusividade. Atualmente, com o incentivo da Prefeitura, uma outra atividade importante surge: a Agricultura Familiar, com pecuária de sobrevivência.

Granito Verde Tunas

Autoridades na distribuição do bolo de 29 metros


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29 ANOS – TUNAS MAIS ATIVIDADES Para o 29º Aniversário foram programadas também a Semana de Atividades da Secretaria Municipal de Esportes, Cultura e Turismo, o evento Tunas mais Esporte, iniciando dia 03 de novembro com Zumba, Jump, Judô e Muay Thai, no dia 04 foi o dia do 1º. Torneio Municipal de Queimada, dia 05 ficou por conta dos amistosos de Futsal e Voleibol, sábado dia 06 a inovação chegou com MaraTunas, a maratona de Tunas do Paraná e Circuito Tunense de Ciclismo, chamado CicloTunas, ambos no período diurno, a noite

Prefeito Baldão (junto ao bolo de 29 metros)

será a vez do Futsal, nas categorias masculino, feminino e o veterano. O dia 07 foi marcado pela Caminhada Internacional na Natureza. As atividades aconteceram na sede na segunda feira dia 08, com a Corrida Kids e a Corrida Juvenil. Já na terça feira dia foi a vez do Distrito Marques de Abrantes receber a Gincana do 29º aniversario, e a noite os artistas locais fizeram uma belíssima apresentação musical na Casa da Cultura, no evento Tunas mais

Associação das Costureiras

Música. E, chegando na data de 10 de novembro, o grande dia, houve diversas atividades, com destaque, a parada cívica, na Quadra Roger Frasão, com o tradicional Parabéns Tunas e distribuição do bolo comemorativo de 29 metros. Encerrando as comemorações à noite na Casa da Cultura teve o evento Tunas mais Adoração, onde igrejas evangélicas e grupos de louvores fizeram as mais belas apresentações louvando a Deus e agradecendo pelos 29 anos de emancipação do município.

O Armazém da Família, em obras

Uma casa para os mais necessitados

Indústria madeireira vai bem, obrigado, em Tunas do Paraná Tunas do Paraná experimenta nos últimos anos altas taxas de crescimento populacional, em grande parte devido às indústrias madeireiras que cultivam e fazem cortes principalmente de pinus, mas também de eucalipto. A área com pínus no município é de 30,20%. E, conforme dados do CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados -, a cidade vem tendo uma alta muito grande no nú-

mero de pessoas empregadas – também em grande parte em função da silvicultura. O vice-prefeito Luiz Carlos Polli é industrial madeireiro desde 1983, quando atuava em Bocaiúva do Sul. Em 1998 transferiu suas atividades para Tunas do Paraná, numa parceria com o empresário José Oscar Bibas num projeto para serrar madeiras dentro da floresta. No ano de 2000 Polli implantou a primeira uni-

dade de serraria fixa, a Madeireira Kamua. Em 2014, construiu outra, a Madeireira Vale do Pinus, que está em expansão, com investimentos da ordem de R$ 1 milhão no setor de secagem. Suas empresas empregam atualmente um total de 220 pessoas, entre empregos diretos e indiretos. As madeiras são exportadas para países como Espanha, Emira-

dos Árabes, China e México. O atual vice Polli também foi vice-prefeito de 2013 a 2016.

Outras Outras madeireiras atuando em Tunas do Paraná, são a Maracanã, Galego, Camilotti, Armabil, do Ivan, do Oreste, Tigre, do Ademir, Campos, Felipe Laminados, Pelexate.

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Atuação da Gestão Municipal Tendo à frente, o prefeito Marco Antonio Baldão e o vice prefeito Luiz Carlos Polli, a atuação da gestão é focada nas preocupações sociais. Nascido em Adrianópolis no dia 16 de setembro de 1970, Marco Antonio Baldão ocupa a chefia do Executivo Municipal de Tunas do Paraná na sétima gestão. Com curso superior completo, é professor do ensino médio, com longa história no serviço publico, foi ainda Secretário Municipal de Educação, de Obras e Serviços Públicos, em 2020 e foi eleito para o cargo máximo pelo PP Partido Progressistas. Anteriormente foi eleito vereador (2000-2004), Presidente da Câmara (2003-2004). Em sua gestão, foi construído o prédio do Legislativo. Nos contatos com a imprensa, ele não gosta que se fale muito em projetos. “Vamos deixar isso para quando se tornar realidade”, gosta de dizer. Ele gosta é de citar os muitos colaboradores: o vice-prefeito Polli, os vereadores, o Sebrae, o IDR PR, os deputados Ricardo Barros e Maria Vitória, a família Bibas (José Oscar Bibas e Indiamara Bibas), os servidores municipais, os governos estadual e federal, os secretários. E de agradecer a Deus, por todas as coisas. Mas são muitos os projetos, como a reforma na quadra de esportes e construção de um Estádio Municipal na localidade de Tuneiras, a estrutura turística no Morro da Cruz com pavimentação e um Cruzeiro com cores de luzes se intercalando, etc. A atual administração municipal procura, de imediato, atacar questões sociais. Um programa

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que está sendo executado é o Programa Habitacional Morar Bem Tunas, visando atender famílias de baixa renda e em vulnerabilidade social. As primeiras casas, com 41,40 m2, contendo cozinha, sala de estar, banheiro, 2 quartos, já estão sendo construídas. A doação será em nome da esposa. O programa, além das moradias, prevê a integração urbana de assentamentos precários e informais, reforma e ampliação de moradias precárias, reassentamento de famílias que moram em áreas de risco, o município atualmente apoia também regularização fundiária e promove assistência técnica pública e gratuita. Na área da Saúde, busca-se, junto com outros 6 municípios da região, maior participação no Consórcio Metropolitano de Saúde do Paraná – COMESP. Um conselho foi criado para atuar dentro do Consórcio, para levar as pautas das cidades do Vale da Ribeira. Planeja-se criação da Cooperativa das Costureiras. Com capacitação profissional, essas profissionais poderão fabricar uniformes de empresas, uniformes escolares, e, assim, evitando que recursos da cidade saiam para outras localidades, garantindo-se mais empregos. Uma outra obra importante para o atendimento da população é a construção, em fase final de obras, do Armazém da Família (projeto da Prefeitura de Curitiba). No mesmo local, funcionarão uma Cozinha Comunitária e o Sa-

colão Popular. As estradas municipais são conservadas e melhoradas. São cerca de 140 quilômetros numa das regiões mais montanhosas do Paraná. Recentemente, com recursos próprios, a Secretaria de Obras adquiriu uma retroescavadeira nova “para atender a população tunense”. Projeto que também está recebendo todas as atenções do Poder Executivo e do Legislativo é a Patrulha Agrícola, para atender especialmente os agricultores do município. São cerca de 70 famílias que produzem hortifrutigranjeiros e recebem sementes e serviços de arado. O prefeito é estimulador das produções locais e, principalmente, do mel. “Somos um dos maiores produtores de mel do Paraná, com uma produção de 80 a 100 toneladas por ano, produzidos pelas abelhas nas florestas nativas do município”. Que cobrem 66% do território. O prefeito Baldão afirma que, em parceria com o Sebrae, vai buscar-se a certificação. Também será erguido um barracão para o envasamento do mel produzido em Tunas do Paraná. Outro produto local que está merecendo muita atenção é a mandioca. Será implantada uma agroindústria para o descascamento e embalagem. A cidade ressente-se de uma agência bancária, mas contatos estão sendo feitos para que isso aconteça – provavelmente uma cooperativa.

Uma foto histórica: os primeiros vereadores tunenses


| tribunasc.com/distincao

OS VEREADORES DE TUNAS DO PARANÁ A atual Câmara Municipal de Tunas do Paraná é composta pelos seguintes vereadores: Eroildes de Jesus Burkner, Adriano Pereira Xavier, Josilene Bonete de Faria, Alcides Renato Prestes dos Santos, Hélio Castro, Ney Estêvão do Nascimento, Marisa

Gonçalves dos Reis, Aline Zandonai e Leandro Cesar Morais. O Presidente é Adriano Pereira Xavier, o mais votado nas últimas eleições, com 224 votos em meio a 90 candidatos. Membro do PP, Partido Progressista, foi du-

rante algum tempo produtor rural do município. Em seu sítio, produzia verduras em geral que eram vendidas para as escolas e também no Ceasa, em Curitiba, para onde ia duas vezes por semana.

no é entusiasta dos projetos sociais da Prefeitura, defendendo as ações como o Fundo Municipal de Habitação, Armazém da Família, Patrulha Rural, Cooperativa das Costureiras.

O Presidente Adria-

Ação voluntária A creche da localidade de Tuneiras, uma extensão do CMEI – Centro Municipal de Educação Infantil – Maria Joana Prestes (cuja diretora é Josiane Bonete Faria), foi totalmente pintada numa Ação Voluntária, com a participação da Prefeitura e assessores, além dos vereadores Eroildes de Jesus Burkner, Adriano Pereira Xavier e Josilene Bonete de Faria.

Ação voluntária: pintura da creche

A História da PRF em Tunas do Paraná Muito antes do município, uma instituição instalou-se em solo tunense. Tudo começou quando, no dia 13 de fevereiro de 1943, cinco inspetores de tráfego foram enviados do Rio de Janeiro para o Paraná, na localidade de Pedra Preta (hoje, Tunas do Paraná), para implantar o Núcleo de Policiamento de Trânsito nas estradas do Paraná, além de um Posto, o qual foi o quinto em rodovia federal e o primeiro da região sul do Brasil. A implantação se deu-se em 17 de fevereiro de 1943, data em que foi criado o Núcleo da Polícia das Estradas e o primeiro dia

oficial de trabalho no Posto da PRF. Para celebrar a data, o município de Tunas do Paraná instituiu, por meio de lei municipal, o dia 17 de fevereiro como o “Dia Comemorativo da Policia Rodoviária Federal”. O prédio construído em 1943 é tombado como patrimônio histórico municipal e transformado em espaço museológico denominado Memorial Inspetor Pedro Krasota. O entorno do prédio passou a se chamar “Praça dos

Pioneiros da Policia Rodoviária Federal”. Cabe destacar que o prédio foi revitalizado no inicio de 2021. Valorizando ainda mais o contexto histórico, são inúmeras as ações desenvolvidas no município pelo Espaço Histórico e Cultural da PRF, lideradas pelo Inspetor PRF Brustolim em parceria com a Prefeitura Municipal. Ações estas que pretendem-se expandir com o apoio da atual gestão.

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PARANÁ E SANTA CATARINA DISCUTEM RAMAL DA NOVA FERROESTE ENTRE CASCAVEL A CHAPECÓ Ligação foi tema da reunião virtual entre representantes dos dois estados nesta terça-feira. Novo ramal permitiria uma solução logística para o Oeste e potencializaria o uso da nova ferrovia. Já foi solicitada a autorização junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres. (AE Notícias) ◤ O Oeste catarinense é um dos grandes produtores de frango e suíno exportados pelo Brasil. Chapecó e cidades vizinhas são destino de milhões de toneladas de milho produzido no Mato Grosso do Sul. Hoje, a circulação dos grãos e de proteína animal é feita por via terrestre, em caminhões. Mas essa história pode mudar. No dia 16 de novembro representantes dos governos do Paraná e de Santa Catarina tiveram uma reunião online para avaliar o impacto da construção de um ramal ferroviário entre Cascavel (PR) e Chapecó (SC), ligando o estado vizinho à linha principal da Nova Ferroeste. Proposta pelo Governo do Paraná, a Nova Ferroeste é de uma nova estrada férrea entre Maracaju, no Mato Grosso do Sul, e o Porto de Paranaguá. O projeto prevê a ampliação e modernização do trecho já existente, entre Cascavel e Guarapuava, além de novos ramais até o MS e Foz do Iguaçu. O ramal entre Cascavel e Chapecó permitira uma solução logística para o Oeste e potencializaria o uso da nova ferrovia. Durante a reunião foram apresentados os dados atuais sobre o intenso fluxo de proteína congelada e grãos nas estradas que cortam o Mato Grosso do Sul, o Oeste do Paraná e de Santa Ca-

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tarina. O coordenador do Plano Estadual Ferroviário, Luiz Henrique Fagundes, explicou a dinâmica do trecho até o município catarinense. “Esse ramal teria carga de ida e volta, do Mato Grosso do Sul sairiam os grãos e retornariam como proteína animal com destino ao Porto de Paranaguá”, disse. Segundo ele, a interação entre os três estados aumentaria a produtividade do País. “O Oeste catarinense tem um déficit de grãos para produção de proteína animal, são mais de 5 milhões de toneladas/ano só de milho e boa parte sai do Mato Grosso do Sul”, informou. Para o secretário da Fazenda do estado vizinho, Paulo Eli, a ligação com o Mato Grosso do Sul ajudaria o desenvolvimento da indústria do Oeste. “Além de milho a gente recebe outros insumos daquela região e produtos nossos seguem para lá também”, afirmou. “Gostei muito do projeto, precisamos resolver essa rota do milho e esse traçado entre Cascavel e Chapecó é bastante interessante. Contempla uma parte das nossas demandas locais. Além disso, precisamos nos ligar aos portos e à malha ferroviária nacional”. A construção do ramal Cascavel – Chapecó aumentaria o volume de carga refrigerada com des-

tino ao Litoral paranaense. “Em Paranaguá temos o maior terminal de contêineres refrigerados do Brasil. Com este ramal se cria solução logística para o Oeste catarinense, seja para levar insumos ou para devolver produto acabado. Isso deve alavancar ainda mais aquela região e agregar um imenso potencial para a ferrovia”, arrematou Fagundes. “Esse foi o nosso primeiro contato, vamos continuar conversando. O projeto atende parte de nossas necessidades e estamos à disposição para contribuir", disse o secretário- executivo da SC Parcerias (SCPar), Ramiro Zinder. AUTORIZAÇÃO – O pedido de autorização para conectar por trilhos as duas cidades junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) foi feito em setembro. Na ocasião o Paraná solicitou, ainda, as ligações entre Guarapuava e Paranaguá, Cascavel e Foz do Iguaçu, no Paraná, e Dourados e Maracaju, no Mato Grosso do Sul. “Quando idealizamos o traçado da Nova Ferroeste pensávamos na possibilidade desse ramal. Mas, na época, as condições legais eram muito diferentes”, explicou Fagundes. A grande mudança foi a publicação da Medida Provisória nº 1065, que inclui o modelo de autorização na legislação federal.


| tribunasc.com/distincao José Fernando Ogura / AEN

“Já tínhamos criado a nossa lei estadual, mas que só tem efeito nos limites do Paraná. Para chegar a Chapecó precisamos cruzar a divisa. Essa iniciativa do governo federal permitiu que a gente pleiteasse esse ramal”, afirmou. LEILÃO – O projeto da Nova Ferroeste deve ir a leilão na Bolsa de Valor (B3) no segundo trimestre de 2022. Os estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) e o Estudo de Impacto Ambiental (EIA-RIMA) avaliaram o traçado de 1.304 quilômetros entre Maracaju e Paranaguá e o ramal para Foz do Iguaçu. Apesar de o trecho de Chapecó ter sido solicitado para o governo federal, a execução do ramal deve ser incluído no contrato como opcional. “Todos os estudos foram realizados num contexto em que não havia esse ramal. Agora vamos fazer um estudo de viabilidade técnica mostrando a demanda, o traçado, com uma estimativa de receita e de investimento para mostrar o impacto positivo do ramal para esse corredor de exportação que passa pelo Oeste do Paraná”, informou o coordenador do Plano Estadual Ferroviário. Além desses estudos, são necessárias quatro campanhas de fauna ao longo de um ano para obter a licença ambiental prévia. Por essa razão o gover-

Durante a reunião

no vai deixar o investidor (que arrematar o empreendimento no leilão) decidir sobre a execução do ramal. NOVA FERROESTE – Os trilhos da Nova Ferroeste vão cortar dois estados com grande produtividade de grãos (soja e milho) e proteína animal. Quando estiver concluída, ela deve transportar no primeiro ano 38 milhões de toneladas de produtos. Será o segundo maior corredor de exportação de grãos e contêineres do país. O vencedor do leilão vai construir a estrada de ferro de 1.304 quilômetros e explorar o empreendimento por 70 anos. São estimados 10 anos para a execução completa da ferrovia. O investimento será de R$ 29,4 bilhões. José Fernando Ogura / AEN (adaptado)

O vencedor do leilão vai construir a estrada de ferro de 1.304 quilômetros e explorar o empreendimento por 70 anos

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AVANÇO

Movimentação pelo Porto de Antonina até outubro já ultrapassa volume de todo 2020 Claudio Neves / Portos do Paraná

(AE Notícias) ◤ De janeiro a outubro, 1.168.103 toneladas de produtos passaram pelo Porto de Antonina. O volume já ultrapassa em 230.103 toneladas o total movimentado durante todo o ano de 2020, que foi de 938 mil toneladas. Considerando apenas os dez meses do ano passado, quando foram movimentadas 715 mil toneladas, o aumento registrado foi de 63%. Em outro extrato, levando em conta apenas a movimentação do último mês de outubro – 141.655 toneladas de carga, nos dois sentidos do comércio exterior – o aumento registrado na comparação com os mesmos 31 dias de 2020 (55.205 toneladas) foi de 156%. “O volume movimentado pelo terminal privado que opera no Porto de Antonina, neste ano, de janeiro a outubro, só não foi maior que a movimentação do ano fechado de 2016, quando passou de 1,3 milhão de toneladas”, afirma o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia. Considerando os últimos cinco anos, segundo Garcia, o volume total de 1.168.103 toneladas acumulado nos dez meses foi maior que a movimentação anual registrada em 2017, 2018, 2019 e 2020. Pelo Porto de Paranaguá, no acumulado dos dez últimos meses deste ano, foram movimentadas 47.336.770 toneladas de cargas. Juntos, os dois portos paranaenses movimentaram 48.504.873 toneladas de cargas de janeiro a outubro. Desses, 4.043.841 toneladas somente no último mês. ANTONINA – A empresa que opera no Porto de Antonina é a TPPF (Porto Ponta do Félix). Pelo terminal, os principais produtos de exportação são farelo de soja (granel) e açúcar em saca. Na importação, os principais produtos seguem sendo os fertilizantes. “Nos dez meses deste ano, porém, por Antonina, foram movimentadas 172.218 toneladas de outros produtos, nos dois sentidos. Na exportação, destacamos os embarques inéditos que o terminal realizou de alimentos. Na importação, houve movimentação de sal, malte, cevada e trigo”, afirma Garcia.

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Em relação a esses últimos produtos de importação, o diretor-presidente da Portos do Paraná destaca os recentes investimentos do terminal em infraestrutura de armazém, com a construção de novos silos para receber os produtos. “Além disso, seguimos com os investimentos na infraestrutura marítima, principalmente com a dragagem de manutenção continuada, o que garante ainda mais movimento para o Porto de Antonina”, acrescenta. SEGMENTOS – De açúcar em saca, pelo Porto Ponta do Félix, nos dez últimos meses, foram exportadas 220.058 toneladas (sendo 8.404 apenas no mês de outubro). O volume foi 201% maior que as 73.196 toneladas registradas em 2020. De fertilizantes, neste ano, foram 719.972 toneladas importadas (107.247 toneladas só em outubro), 85% a mais que as 388.140 desembarcadas no ano passado. O único produto que registrou queda na movimentação pelo Porto de Antonina foi o farelo de soja. Neste ano, 55.855 toneladas foram exportadas pelo terminal. Em 2020, de janeiro a outubro, foram 253.664 toneladas. Os dados completos do fechamento do período já estão disponíveis no site da Portos do Paraná, acessando www.portosdoparana.pr.gov.br, na página Operacional.


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CRIAÇÃO DE ZONA DE PROCESSAMENTO DE EXPORTAÇÃO AVANÇA EM UMUARAMA Agência de Notícias do Paraná

(AE Notícias) ◤ A criação da primeira Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Paraná, em Umuarama, no Noroeste do Estado, avançou mais uma etapa e entrou na fase de seleção da empresa que administrará os trabalhos do distrito industrial. ZPE é uma área de livre comércio, um distrito industrial onde empresas operam com suspensão de impostos, liberdade cambial (não são obrigadas a converter em reais as divisas obtidas nas exportações) e procedimentos administrativos simplificados, o que garante mais competitividade. O objetivo é gerar renda, emprego e movimentar a economia da região. A Zona de Processamento de Exportação de Umuarama está sendo viabilizada pelo Governo do Estado, por meio da Invest Paraná, em conjunto com a Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest) e a Prefeitura de Umuarama. Assim que for selecionada a empresa que administrará o distrito, o Estado, o município e o administrador vencedor da licitação solicitarão da União o decreto necessário para a formalização da ZPE. A Invest Paraná, que está à frente do projeto, trabalha prospectando empreendimentos que queiram fazer parte do complexo industrial e, também, capacitando as empresas para atuarem no mercado internacional. Atualmente, existem no Brasil 24 ZPEs. O diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin, destaca que a principal caracte-

rística do projeto é a criação de uma zona de livre comércio que funciona como um condomínio de empresas, induzindo toda a região a receber capacitação para atuar com exportação. A ZPE de Umuarama vem ao encontro da proposta do Governo do Estado de levar a marca do Paraná Sustentável ao mercado internacional. COMO FUNCIONA – O perímetro da Zona de Processamento Exportação conta com uma área de livre circulação de pessoas e de veículos e uma outra restrita, controlada pela Receita Federal (recinto alfandegário). Os produtos que entram e saem da área de controle aduaneiro são fiscalizados para garantir o cumprimento da legislação de incentivos fiscais que beneficiam os empreendimentos industriais. De acordo com o chefe da Divisão de Indústria e Comércio e agente de desenvolvimento da Prefeitura de Umuarama, Paulo Leon Baraniuk, atualmente a cidade importa mais do que exporta. Segundo ele, a ZPE permitirá

o equilíbrio da balança comercial, com o aumento das exportações e também a difusão tecnológica nas empresas da região. “O sistema ajuda a diminuir o abismo socieconômico em relação às regiões mais desenvolvidas, acelerando o crescimento local”, explicou. Umuarama já chegou a exportar mais de US$ 100 milhões ao ano (açúcar e carne de aves, principalmente), mas hoje essa receita não vai além de US$ 12 milhões anuais. “A geração de empregos qualificados e de renda, através da interação entre indústrias instaladas na ZPE com a economia local, é outra expectativa que temos com o projeto”, acrescentou o secretário de Indústria, Comércio e Turismo do município, Marcelo Adriano. PROCESSO SELETIVO – O edital do processo seletivo para o projeto de criação da Zona de Processamento de Exportação de Umuarama foi aberto pela prefeitura. Ele pode ser consultado no site www.umuarama.pr.gov.br.

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