Distinção - Edição 70

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P ARANÁ E S ANTA C ATARINA

DISTINÇÃO 070

E D. 70 - E SPECIAL D EZEMBRO/2020

FELIZ NATAL!

PRÓSPERO 2021!

Mala Direta Básica 22.863.212/0001-35 TRIBUNA SC EIRELI


O que é Ozonioterapia? ◼ A Ozonioterapia é uma técni-

ca cada vez mais difundida no mundo, e consiste na aplicação do gás de ozônio (O3) para a diminuição e tratamento de diversos problemas de saúde. Considerado um dos oxidantes mais eficazes, o ozônio tem reduzido custos em vários tipos de intervenções:

✓ Problemas circulatórios e articulares; ✓ Enfermidades inflamatórias e infecciosas; ✓ Feridas decorrentes do diabetes; ✓ Complicações decorrentes do câncer.

O tratamento com Ozo-

nioterapia é capaz de combater a maioria dos microorganismos (bactérias, fungos e vírus), contribuindo para a recomposição de tecidos que apresentam dificuldades de cicatrização. Assim, feridas inflamadas ou infeccionadas podem receber o tratamento, pois o ozônio é capaz de desinfeccionar a área afetada. Sua ação contra invasores é poderosa que sua aplicação é eficiente até contra a ação de vírus. Por exemplo, no caso do vírus da hepatite, o ozônio é capaz de quebrar as suas membranas inativando o vírus e auxiliando o corpo na produção de anticorpos para a sua eliminação. Pode ser utilizado em diversos tratamentos na Odontologia, a água ozonizada é utilizada para irrigação de canais e cirurgias dentárias, o óleo ozonizado pode ser utilizado para tratamento de gengivais inflamadas e periodontias bem como feridas na boca ou área peribucal, o gás é utilizado em tratamentos de harmonização orofacial com excelentes resultados na estimulação de produção de colágeno, além disso é excelente coadjuvante para tratamento de bruxismo e apertamento dentário. A Ozonioterapia é uma técnica utilizada em diversos países há mais de um século. No Brasil é aprovada pela ANVISA e pelos Conselhos Federais de Odontologia, Fisioterapia, Farmácia, Enfermagem e Medicina Veterinária sendo prática de rotina para estes profissionais. Você já conhece? Quer sabre mais a respeito? Entre em contato conosco!


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referência

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BC é primeira colocada em ranking de qualidade de vida no Estado e quarta no Brasil

◼ Estudo desenvolvido pela Fiocruz para medir as desigualdades sociais das cidades brasileiras revela que entre os dez municípios mais bem colocados, Balneário Camboriú ocupa o quarto lugar geral nacional e o primeiro lugar entre as cidades catarinenses. O estudo levou em conta dados de educação, saneamento, habitação, infraestrutura e renda das famílias, e foi realizado pelo Centro de Integração de dados e Conhecimentos para Saúde (CIDACS) – Fiocruz Bahia, com apoio e financiamento da Universidade de Glasgow. As outras cidades catarinenses no top-10 do estudo são Pomerode e Blumenau, que

ocupam, respectivamente, a 9a. e a 10a. posições. “Mais uma vez, um estudo comprova que Balneário Camboriú está no caminho certo quando prioriza políticas públicas sociais, e investimentos em saneamento, saúde, educação e infraestrutura. Na próxima segunda-feira, em Brasília, nosso Município também será reconhecido com o Prêmio Boas Práticas em Políticas Familiares Municipais, pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. É muito bom ver reconhecido nacionalmente o esforço da cidade nessas e em outras áreas

de atuação do poder público municipal”, enfatizou o prefeito Fabrício Oliveira. O estudo durou dois anos e criou um novo indicador de desigualdade no Brasil, o Índice Brasileiro de Privação (IBP) que permite monitoramento de desigualdade por município ou setor censitário. O índice foi lançado em evento on-line no último dia 09 de dezembro. Mais informações sobre o IBP em: https://cidacs.bahia.fiocruz. br/ibp/

EDITOR E JORNALISTA RESPONSÁVEL: Victor Grein Neto victorjornal@yahoo.com.br - (41) 99191-3296 DEPARTAMENTO COMERCIAL: Jaime de Souza Moraes jaimemoraes@gmail.com / (41) 3319-8754 DISTINÇÃO PR e SC tribunasc.com/distincao facebook.com/GrupoTribunaSC CNPJ 22.863.212/0001-35 Tribuna SC Eireli ME

PROJETO GRÁFICO E DESIGN: Ulidh Motion CNPJ 31.180.791/0001-02—Luiz Paulo Pietsiaki Moraes (41) 98814-8436 IMPRESSÃO: GRAFINORTE (Apucarana - Paraná)

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produção Ari Dias / AEN

Polo das malhas de Imbituva se reinventa e mantém vendas na pandemia

Feito no Paraná, empresa Malhas Charme Tricot (AE NOTICIAS) ◼ A crise econômica decorrente da pandemia do novo coronavírus obrigou o polo de malhas de Imbituva, no Centro-Sul do Paraná, a se reinventar. O poderoso vírus forçou as fábricas de blusas, jaquetas e casacos de tricô a paralisar a produção, as lojas a baixarem as portas e os clientes fiéis a desistirem das compras. A Feira das Malhas, principal impulsionador de vendas e sucesso de público e renda, foi cancelada. E o inverno pouco rigoroso terminou de forjar o cenário desanimador. O contexto desalentador, porém, atiçou a criatividade dos empresários das 17 malharias que formam a Associação das Malharias de Imbituva (Imbitumalhas). É essa história de superação que será contada neste capítulo da série de reportagens que está mostrando produtos feitos no Paraná. O setor industrial de confecção, têxtil e artefatos em couro que, de acordo com dados da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), é composto por 4.738 empresas e gera 65,9 mil empregos. É o terceiro segmento da indústria do Estado em geração de postos de trabalho, perdendo apenas para os ramos alimentício e da construção civil.

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Proprietário da Malhas Charme, Douglas Vicente Penteado conta que precisou de dez dias para colocar a cabeça em ordem e pensar no que fazer logo que a pandemia estourou no Paraná, em março. Reflexão necessária em busca de novos horizontes que garantissem a manutenção do quadro funcional, composto por 15 pessoas divididas nas diferentes etapas do processo produtivo. A primeira medida foi inverter a lógica. Se os consumidores não podiam chegar até a malharia, o jeito era alcançar os clientes usando a tecnologia como aliada. E dá-lhe mensagens carregando o catálogo virtual da loja por meio de aplicativos. Foram mais de mil em um curto período de dias. Deu resultado. Ajudou a desencalhar o estoque de peças temporal feito especialmente para a Feira das Malhas que não existiu – o evento de aproximadamente 30 dias ocorre normalmente entre abril e maio. DIRETO DO JAPÃO – O “pulo do gato”, contudo, contou com uma mãozinha do Japão. Um fornecedor de máquinas, representante de uma indústria japonesa, apresentou a Douglas um molde de máscara para proteção contra vírus que estava fazendo sucesso no Oriente. De lã, com fio duplo e fino, bem compacto, para garantir a segurança, e adaptável ao rosto, confirmando a vedação.

Para sacramentar o pacote antiviral, um forro de tecido pode ser aplicado na máscara. Tudo com a consultoria da filha mais velha do empresário, estudante de Medicina em Cascavel, na Região Oeste. O formato fez tanto sucesso que a malharia de Douglas chegou a confeccionar 1,5 mil máscaras por dia no auge dos casos de contaminação. Assim, da crise surgiu um novo produto que garantiu o lucro do empresário e a manutenção dos postos de trabalho. “Posso dizer que este ano, para os negócios, foi melhor do que o ano passado. Aprendemos muito e estamos esperando um crescimento ainda maior em 2021”, diz ele, há 30 anos no ramo, um típico exemplo de gente influenciada pelos passos dos pais. No caso, a mãe costureira e o pai, um alfaiate vaidoso que se entretinha criando roupas nas horas vagas. “Nosso maior patrimônio são os nossos funcionários. Alegria muito grande de poder mantê-los por aqui”, acrescenta. Entusiasmado com as iniciativas, Penteado faz novas projeções para o pós-crise. Quer ser mais visto, melhorar a comunicação e abusar das alternativas tecnológicas, como a incorporação do comércio eletrônico. “Temos uma carteira grande de


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clientes, a questão é ser mais criativo”, conta. A produção mensal da Malhas Charme gira em torno de 2 mil peças por mês. NOVOS TEMPOS – A tecnologia também foi a grande aliada da Malharia Canaã Tricot. Para salvar as vendas e diminuir o prejuízo causado especialmente pelo cancelamento da feira, o empresário Verli Moleta intensificou a parceria com grandes empresas. Aumentou a quantidade de peças que produz para grandes marcas do País que, por uma questão contratual, prefere manter os nomes em sigilo. Isso foi um passo. O outro foi se aproximar de empresas com um comércio eletrônico desenvolvido e forte, que pudessem divulgar os modelos criados pela malharia de Imbituva. A estratégica garantiu atravessar o mar mais revolto sem demissões. A Canaã conta atualmente com seis funcionários. “Temos alguns indicativos de que vai melhorar muito no pós-pandemia. Vamos jogar a feira para maio esperando pela vacina. A tendência é que ano que vem ela aconteça. Também diminuíram as importações de roupas da China e as compras de produto no Paraguai por causa do dólar alto”. “Tenho certeza de que tudo vai melhor, assim como a economia brasileira”, afirma o empresário, que há 16 anos acumula também a presidência da Imbitumalhas. “Agora é torcer para o inverno ser bem frio também”, completa, rindo da própria sorte. FEITO NO PARANÁ – Criado pelo Governo do Estado, o projeto busca dar mais visibilidade para a produção estadual. O objetivo é estimular a valorização e a compra de mercadorias paranaenses. O projeto foi elaborado pela Secretaria do Planejamento e Projetos Estruturantes e quer estimular a economia e a geração de renda. Empresas paranaenses interessadas em participar do programa podem se cadastrar pelo site www.feitonoparana.pr.gov.br

Malhas Charme Tricot Ari Dias / AEN

Toda a beleza e charme das roupas imbituvenses

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qualidade

Após selo de procedência, erva-mate especial do Paraná começa a ganhar o mundo (AE NOTICIAS)

◼ A preservação das matas de araucárias no Sul do Estado vai além da conscientização ambiental e histórica da manutenção de um dos principais símbolos paranaenses. É também graças às sombras das frondosas árvores nativas que a região consegue produzir uma erva-mate especial, de sabor único no mundo, reconhecida desde 2017 com o selo de Indicação Geográfica (IG). E faz do Paraná o maior produtor da matéria-prima sombreada para o chimarrão no País – foram 532,89 mil toneladas em 2018. Conferido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), o IG reconhece produtos ou serviços que são característicos do seu local de origem, o que lhes atribui reputação, valor intrínseco e identidade própria, além de os distinguir em relação aos seus similares disponíveis no mercado. São produtos que apresentam uma qualidade única em função de recursos naturais como solo, vegetação, clima e saber fazer. É essa a história da erva-mate paranaense, com origem nos municípios de São Mateus do Sul, São João do Triunfo, Antônio Olinto, Mallet, Rebouças e Rio Azul, que embala a série Feito no Paraná, compilado de reportagens que busca valorizar e divulgar a produção local. Base para o chimarrão, tererê (ou tereré dependendo da localidade) e chás, entre outros produtos, a erva-mate desempenhou papel significativo na história do Paraná e no Sul do País como um todo. Atualmente, gera empregos e renda ao longo de toda a sua cadeia produtiva. São cerca de 37 mil famílias (propriedades) vivendo diretamente da atividade no Estado, segundo o Conselho Gestor da Erva-Mate do Vale do

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Iguaçu (Cogemate). Além, claro, da sustentabilidade, já que a produção conserva a fisionomia vegetal nativa, sendo que a maior parcela de produção paranaense é proveniente de ervais nativos ou sombreados. Levantamento mais recente do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, de 2018, revela que o Paraná apresentou um Valor Bruto da Produção (VBP) dos produtos florestais de R$ 4,42 bilhões. Deste total, 84% são de produtos madeireiros (serraria, papel e celulose, placas e painéis e lenha) e 16% da linha não madeireira (mate, palmito e pinhão). Neste conjunto, a erva-mate foi responsável por 13% de participação dos Produtos Florestais, com um valor de R$ 591,8 milhões. É um aumento de 2 pontos percentuais em relação a 2017, em que obteve 11% de participação, com R$ 435,4 milhões. Ainda segundo o Deral, a produção de erva está presente em 136 municípios paranaenses, com concentração na Região Sul – os núcleos regionais de União da Vitoria, Guarapuava e Irati são responsáveis por 81,7% do VBP do Estado. Os maiores produtores foram Cruz Machado, São Mateus do Sul, Bituruna, Santa Maria do Oeste e General Carneiro. A BARONESA DO MATE – São Mateus do Sul, por exemplo, tem uma baronesa do mate. Márcia Regina Ransolin da Silveira é proprietária da ervateira Baronesa, uma das quatro indústrias da cidade capacitada a produzir o mate com selo de Indicação Geográfica. Ela conta que o reconhecimento ajudou a impulsionar os negócios da família, já na quinta geração, e de quebra resgatou o turismo na região.

É comum a empresária

receber levas de estudantes, especialmente do ensino fundamental, interessados em conhecer o modus operandi do chimarrão. Saem de lá sabendo desde de como as mudas brotam nos pés dos pinheiros até o empacotamento do produto, antes de a embalagem ser encaminhada aos pontos de venda. “Conto para eles que a nossa erva-mate tem sabor único, muito bom, gostoso. É mais suave do que a de outros lugares sem precisar acrescentar açúcar. Isso porque as plantas crescem em áreas sombreadas pelas florestas nativas”, afirma Márcia, que é também presidente do Sindicato da Indústria do Mate no Estado do Paraná (Sindimate). Segundo ela, a Baronesa produz em média 25 toneladas de erva-mate por mês, divididas nas categorias chimarrão, chá e tererê. Com 5 empregos diretos, número que salta para mais de 30 na época da safra, entre junho e setembro, a ervateira é um polo que ajuda a consolidar São Mateus do Sul como o segundo maior produtor do Estado. Em 2018, de acordo com o Deral, foram 70 mil toneladas, atrás apenas de Cruz Machado (92 mil toneladas) no ranking paranaense. “O IG agregou valor e garantiu uma referência para o produto. Mostra que tem um diferencial”, diz a empresária, que conta, via sindicato, 123 ervateiras na região. EXIGÊNCIAS – Gerente comercial da ervateira Maracanã, dona da marca São Mateus, o engenheiro agrônomo Fernando Toppel é capaz de passar horas falando sobre o potencial que a região alcançou com a conquista do IG. Ele tem na cabeça todos os procedimentos que se precisa tomar para garantir a erva-mate de excelência.


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“É um caderno de especificações técnicas. São ações que vão desde a muda que precisa ter a genética local até normas e padrões de segurança e produção como boas práticas agrícolas e boas práticas de fabricação na indústria”, revela. De acordo com ele, exigências que agregam valor. Um pacote de mate para chimarrão com o selo IG chega a custar de 30% a 50% a mais do que o produto convencional, diferença que acaba se refletindo também no bolso do produtor. “Temos um potencial gigantesco no Brasil, basta o consumidor assimilar que está pagando um pouco a mais porque é um produto diferente, único, especial, como é o champanhe na França”, ressalta ele. “O trabalho está engatinhando, ainda vamos crescer muito”, ressalta. EXPORTAÇÃO – Processo que já está mais avançado no Uruguai, por exemplo. Lá, explica Toppel, eles fazem questão de pagar mais por uma erva com procedência. Ainda mais se for paranaense. O Deral mostra que

o País vizinho é o principal importador do mate do Paraná. Foram 1.592 toneladas em 2018. Canal aberto que fez com que a Baldo, a maior ervateira do Brasil, do Rio Grande do Sul, se instalasse em São Mateus do Sul. É desta planta que ela produz a erva com IG que vende para alguns países da América do Sul, principalmente para o Uruguai. “E mesmo o mate que eles tomam lá no Rio Grande do Sul é um pouco nosso também. Indústrias ervateiras de lá, que possuem filiais aqui no município, compram a matéria-prima da nossa região e fazem o chamado blend, adicionando uma porcentagem da erva produzida em São Mateus para deixar o sabor mais suave”, diz o engenheiro. “A exportação aumentou muito desde 2018, enquanto o consumo local ficou meio estagnado. A erva-mate caiu no gosto lá fora, especialmente de países como Estados Unidos, Alemanha e Síria”, acrescenta o presidente do Cogemate, Naldo Vaz.

Erva-mate sombreada paranaense A Maracanã, da família Toppel, produz em média 20 toneladas de erva-mate por mês, divididos em chimarrão e chá-mate. São cinco empregos diretos. FEITO NO PARANÁ – Criado pelo Governo do Estado, o projeto busca dar mais visibilidade para a produção estadual. O objetivo é estimular a valorização e a compra de mercadorias paranaenses. O projeto foi elaborado pela Secretaria do Planejamento e Projetos Estruturantes e quer incentivar a economia e a geração de renda. Empresas paranaenses interessadas em participar do programa podem se cadastrar no site www.feitonoparana.pr.gov.br

Com turismo em alta, São Mateus do Sul ganha uma rua só para a erva-mate A indicação Geográfica da erva-mate assegurada pela Região Sul do Paraná rendeu outros benefícios indiretos. Alguns deles ligados diretamente ao turismo. É o caso da Rua do Mate, uma via coberta, que valoriza a cultura e a socialização do chimarrão que está em fase final de construção em São Mateus do Sul. Localizada na área central da cidade, a obra do Governo do Estado será um espaço de convivência, onde famílias e visitantes poderão se encontrar para colocar a conversa em dia e tomar uma cuia de chimarrão.

Na Baronesa

Também vai concentrar atividades culturais, eventos e fomentar o comércio, principalmen-

te de produtos típicos da região. A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas investe R$ 2,1 milhões no projeto, previsto para ser entregue em outubro. A Rua do Mate fica em um ponto estratégico e dá boas-vindas para quem chega a São Mateus do Sul pela BR-476. Está entre o antigo convento, hoje sede da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Turismo; a igreja do padroeiro São Mateus e a Casa da Memória Padre Bauer – que abriga a história da erva-mate, da imigração polonesa e da navegação a vapor que são símbolos da cidade. O já instalado chimarródromo, um espaço com torneiras

com água quente para abastecer as cuias de chimarrão, é um dos principais atrativos da Rua do Mate. A disposição dos bancos em frente a esse local é quase como uma roda de chimarrão, destacando o caráter social da bebida, que quase sempre é tomada em companhia. Mudas de erva-mate também estão sendo plantadas ao longo dos mais de 3 mil metros quadrados da obra. A Associação dos Amigos da Erva-Mate de São Mateus do Sul pretende instalar um quiosque no local para comercializar uma série de produtos derivados da erva-mate, que vão desde o tradicional pacote para chimarrão passando por sabonetes, pães e doces.

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saldo positivo

Portonave teve em novembro o melhor mês em movimentação portuária ◼ O Porto de Navegantes registrou o melhor mês em movimentação de contêineres em seus 13 anos de operação, com 93.897 TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) em novembro. O total movimentado no acumulado do ano é de 798.504, o que representa um crescimento de 16,7% se comparado ao igual período de 2019. Falando em números, a Portonave fechou o mês de novembro com o recebimento de 39.707 caminhões, uma média de 1.588 por dia. No último mês, o Terminal bateu

quatro dias acima de 2 mil caminhões, chegando a registrar 2.211 veículos no dia 19. E, mesmo com tantos movimentos, o tempo médio de permanência – considerando entrada, carga ou descarga do contêiner e saída – foi de 23 minutos em novembro. O resultado do Porto de Navegantes é reflexo de uma somatória de fatores, puxados pela retomada do crescimento econômico – o PIB do Brasil no terceiro trimestre fechou em +7,7%. Mesmo com o cenário da pandemia mundial, o setor portuário não

parou e se mostrou essencial, tanto para o abastecimento das indústrias e insumos para o consumo interno, quanto para o envio de produtos e matérias-primas para outros países. As importações, que no início da pandemia até a metade do ano tiveram queda, se recuperaram nos últimos meses. As exportações, destaque por causa do câmbio favorável, representaram 35% da movimentação de novembro do porto. O recebimento de seis escalas extras de navios no último mês também contribuiu para o incremento da movimentação.

A conclusão da primeira fase da Nova Bacia de Evolução, que possibilita aos portos de Itajaí e Navegantes receber navios com até 350 metros de comprimento, foi um dos fatores que colaborou com o crescimento da movimentação também. Desde maio, mais de 40 navios com mais de 306m giraram no novo espaço de manobras. Um trabalho que uniu esforços da Autoridade Portuária, Marinha, Praticagem e Governo do Estado para ser executado.

O complexo da Portonave

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Portonave chegou aos 13 anos A Portonave fez 13 anos de operação em 21 de outubro. A empresa é um propulsor do desenvolvimento econômico e social, investindo nas pessoas, em infraestrutura, projetos e ações que contribuem com o desenvolvimento sustentável. Em 2019, cerca de R$ 2 milhões de reais foram destinados a projetos nas áreas da cultura, educação, saúde e esporte. A seleção das iniciativas apoiadas prioriza projetos locais e regionais, mas também beneficia projetos em nível nacional.

O Terminal está preparado para receber os grandes navios, desde a entrega da primeira fase da nova Bacia de Evolução do Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes. Em 31 de maio de 2020, ocorreu a atracação do primeiro gigante – do armador Evergreen, o Ever Laurel, medindo 334,9 metros de comprimento e 45,8 metros de largura (boca). Em 16 de junho, recebeu o maior navio que já navegou na Costa Brasileira, o APL Paris, de 347m. O porto já operou mais de 40 escalas de gigantes com a nova Bacia, até outubro. Falando em Sustentabilidade, o Terminal Portuário de Navegantes é apoiador oficial do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável “Vida na Água” (ODS 14) da ONU. Os ODS são uma

agenda global com metas até 2030 para promover sociedades mais prósperas e pacíficas, em relações sustentáveis com o meio ambiente. Para ajudar a cumprir a meta, a Portonave patrocina uma série de ações e projetos ligados à preservação dos mares e rios.

O Porto também investe em monitoramento e controle de todos os aspectos ambientais relacionados à sua atividade. Só em 2019, investiu R$ 1,6 milhão em gestão ambiental, incluindo monitoramento de água de lastro e acompanhamento de espécies presentes no estuário do Rio Itajaí-açu, monitoramento de lençol freático; segregação e destinação adequada de todos os seus resíduos sólidos e tratamento de 100% de seus efluentes. Além do engajamento em ações de interesse coletivo, a operação do Terminal em si trouxe, e continua trazendo, crescimento significativo para o município de Navegantes, para a região e para o país – cerca de 45% do total arrecadado em Imposto Sobre Serviço (ISS) pela Prefeitura Municipal são gerados pela Portonave. A Companhia tornou-se também uma das principais empregadoras locais, gerando cerca de mil postos de trabalho diretos e, estimados, outros três mil indiretos.

O diretor Osmari de Castilho Ribas

Foi, ainda, um atrativo para que outras empresas se instalassem na região. Tudo isso representou crescimento econômico e oportunidades para a população. O PIB da cidade passou de R$ 500 milhões em 2007 para quase R$ 4,1 bilhões em 2017, segundo dados do IBGE. A receita do município no período quintuplicou. Junto a uma atuação responsável e comprometida com o desenvolvimento sustentável da região, a Portonave busca continuamente a prestação de serviços com excelência e a melhoria contínua de seus processos, sendo uma referência no segmento portuário.

“Em um ano tão atípico, onde vivenciamos uma pandemia desde março, este aniversário tem um sabor especial: de gratidão. Nós somos gratos a todos que não deixaram e não deixam o porto parar. Adotando todas as medidas preventivas, conforme determinações dos órgãos de Saúde, seguimos nossas operações, seguimos movimentando muito mais do que contêineres”, afirma o diretor-superintendente administrativo, Osmari de Castilho Ribas.

Um novembro histórico

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Santa Catarina

Produtor de Água de Balneário Camboriú, exemplo a ser seguido ◼ Servidores da Empresa Municipal de Água e Saneamen-

to (Emasa) receberam representantes do Serviço Municipal de Água, Saneamento Básico e Infraestrutura (Semasa) e do Instituto Sustentável de Itajaí, para conhecer o Produtor de Água do Rio Camboriú. O projeto implantado em Balneário Camboriú há 11 anos, visa a recuperação das áreas de preservação permanente das margens do Rio Camboriú. De acordo com os representantes da cidade vizinha, Adriana Santos, do Semasa, Marcelo Bauke e Marcel Ferrari, do Instituto Sustentável de Itajaí, o Governo Municipal de Itajaí vem conhecendo um pouco mais sobre esse projeto e o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e vem analisando a possibilidade de implantar um programa semelhante na Bacia do Rio Itajaí. “Vamos enviar alguns estudos e documentos para que eles possam ter acesso ao funcionamento do projeto e estaremos à disposição para novas conversas”, mencionou a engenheira Ambiental responsável pelo

Produto de Água, Rafaela Santos. “É um orgulho saber que o Produtor de Água do Rio Camboriú, que aos poucos vem colhendo frutos para a preservação do nosso rio, serve de exemplo para ser implantado em outras cidades do Estado”, completou.

Sobre o Produtor de Água O Produtor de Água do Rio Camboriú foi criado pela Empresa Municipal de Água e Saneamento de Balneário Camboriú (EMASA) em 2009, inspirada pelo Programa Produtor de Água da Agência Nacional de Águas (ANA) e por experiências internacionais. A iniciativa destina parte dos recursos da arrecadação anual, para a conservação e recuperação da bacia hidrográfica do Rio Camboriú, incentivando proprietários rurais a adotarem práticas conservacionistas em suas propriedades. O projeto conta atualmente com 27 propriedades parceiras e possui 1.154,28 hectares de área conservada, além de 70,97 hectares em processo de restauração. @ 2020 Google

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Navegantes inaugura a nova Praça do Gravatá ◼ Um dos locais mais bonitos e con-

corridos de Navegantes, a Praça Brígida Mendes dos Passos, no bairro de Gravatá, teve a inauguração da revitalização ocorrida no dia 18 de dezembro. O projeto foi desenvolvido pela Secretaria de Planejamento Urbano e contou com a parceria da Secretaria de Obras, Subprefeitura do bairro e Fundação Municipal de Esportes. O endereço é Av. Prefeito Cirino Adolfo Cabral, Gravatá. De acordo com o subprefeito, Felício Costa, a praça foi totalmente revitalizada, recebendo uma obra de drenagem, uma academia ao ar livre, parque infantil, quadra de vôlei, arquibancadas e bancos de madeira. O valor total do investimento da obra foi de R$ 318.410,36.

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Paraná

Parque Nacional do Iguaçu terá horário especial para visitas na alta temporada (PARQUE NACIONAL DO IGUAÇU) ◼ A partir do dia 26 de dezembro, o Parque Nacional do Iguaçu abrirá para os visitantes das 8h às 16h, todos os dias, com capacidade máxima de 525 pessoas por hora. Os ingressos continuarão limitados e vendidos exclusivamente on-line, com agendamento de data e horário para a visita, no site www.cataratasdoiguacu.com. br. Além de proporcionar mais tempo para o visitante contemplar as belezas do parque, a ampliação do funcionamento contribuirá com a qualidade e segurança do passeio. A medida visa a colaborar para distribuir melhor o fluxo de pessoas dentro da unidade de conservação. Essa programação seguirá até o dia 25 de janeiro de 2021. Natal e ano-novo – O Parque Nacional do Iguaçu estará aberto todos os dias, inclusive nas vésperas e feriados de Natal e ano-novo. Nos dias 24 e 25 de dezembro, a unidade funcionará das 9h às 16h. Já nos dias 31 de dezembro e 1º de janeiro, o atendimento aos visitantes será das 8h às 16h. Natureza e proteção – É importante ressaltar que, diariamente, o parque passa por um minucioso trabalho de sanitização de todo o circuito turístico, oferecendo ainda mais proteção aos visitantes. O PNI faz o controle individual de acesso de todas as pessoas que visitam a unidade de conservação com uma barreira sanitária instalada no Centro de Visitantes. Passeio gastronômico – O Restaurante Porto Canoas, localizado no final da Trilha das Cataratas, foi reaberto para o público com seu tradicional bufê da gastronomia brasileira que encanta visitantes do

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mundo todo. O restaurante atende das 12h às 16h. A loja de lembranças, também no Espaço Porto Canoas, já foi reaberta. Reservas e informações Restaurante Porto Canoas pelo telefone 3521-4441 ou email:reservas@ catarataspni.com.br Banho para lavar a alma – Mais uma boa dica para estes dias quentes é o Macuco Safari, passeio de barco pelo Rio Iguaçu, no qual o visitante tem a oportunidade de tomar “aquele banho” debaixo das quedas d’água das Cataratas do Iguaçu. O passeio, opcional, é liberado para todas as idades (www.macucosafari. com.br). O parque visto do alto – O voo de helicóptero sobre as quedas é um dos passeios mais eletrizantes em Foz do Iguaçu. A bordo das aeronaves da Helisul, concessionária do parque, você poderá apreciar uma das vistas mais raras do planeta. Há a opção de voo de dez minutos sobre o Parque Nacional do Iguaçu e as Cataratas do Iguaçu, e também a opção de 35 minutos sobrevoando o PNI, a Itaipu Binacional e o Marco das Três Fronteiras. É um passeio opcional. PASSE COMUNIDADE – Moradores das 14 cidades vizinhas ao parque podem prestigiar as Cataratas do Iguaçu, uma das Sete Maravilhas Mundiais da Natureza, com 90% de desconto. Os ingressos também são vendidos exclusivamente on-line, pelo site www.cataratasdoiguacu. com.br. Mas atenção: os interessados precisam comprovar residência em um dos municípios apresentando o comprovante presencialmente no acesso ao parque. Central de Atendimento ao Visitante no WhatsApp: +55 (45) 91373444 (wa.me/554591373444).

O Parque com as Cataratas


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cultura

Memorial Paranista, com obras de João Turin, começa a ser realidade em Curitiba ◼ No dia 19 de dezembro o prefeito Rafael Greca fez a entrega simbólica do Memorial Paranista, que faz parte de um grande projeto de revitalização do Parque São Lourenço e do Centro de Criatividade de Curitiba. No dia 16 Greca acompanhou a instalação da obra “Marumbi”, a maior entre as 12 peças em tamanho heróico do artista João Turin que vão compor o Jardim das Esculturas. “A escultura Marumbi representa a força da terra do Paraná. Turin imaginava o Pico Marumbi, que é o horizonte de sua terra natal, Morretes, como se fosse duas onças disputando o domínio do território. Ela está sendo colocada agora no granito Paraná, da Serra do Mar, para ficar como legado aos curitibanos, paranaenses e brasileiros que vão nascer. Isso se cumpre muitos anos depois da entrada do escultor na eternidade, mas é parte do nosso legado nesta gestão que, terminando em 2020, simboliza a recuperação de Curitiba”, disse o prefeito. Greca lembrou que esse ato de tributo ao nosso passado e à memória histórica paranaense, acontece ao mesmo tempo em que Curitiba aprova o Plano de Adaptação e Mitigação das Mudanças Climáticas (PlanClima), de enfrentamento do aquecimento global. “Nós olhamos para o passado, mas não nos esquecemos de nos preparar para o futuro”, enfatizou.

Entrega simbólica O prefeito escolheu a data de 19 de dezembro para fazer a en-

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Revista Distinção

trega simbólica do Memorial Paranista por ser o aniversário de 167 anos da emancipação política do Paraná. O Jardim das Esculturas e o complexo cultural, com teatro, galeria de arte, ateliês de escultura e cerâmica, biblioteca, memorial dos fundadores da Escola de Belas Artes do Paraná e capela votiva às vítimas de covid-19 com a Pietá de João Turin, terão suas obras completamente concluídas até o aniversário de 328 anos de Curitiba, em 29 de março de 2021. “Esse é o primeiro dos eventos que o Paraná prepara para celebrar os 200 anos da independência do Brasil em 2022. O Memorial será aberto agora de maneira inacabada porque a história é um processo. Tudo é feito um pouco de cada vez. Para quem tem coragem de fazer, Deus sempre contempla com a certeza de que fez o que antes parecia impossível”, declarou Greca. O Jardim das Esculturas, que será entregue nesta primeira etapa, é decorado com elementos paranistas e fontes de água. Nele estarão expostas 12 esculturas de grandes proporções do acervo de João Turin, adquiridas pelo município: Índio Guairacá II, Homem Pinheiro, Marumbi, Pedagogia, Índio Guairacá I, Caridade, Onça Brincando com Filhote, Onças Brincando, Onça Espreita II, Fundação de Curitiba, Onça Espreita I e Onça Descansando. Todas as peças são feitas de bronze. A “Marumbi” é a maior delas, com 3 metros de altura, quase 3 metros de largura, 1 metro de profundidade e aproximadamente 700 kg.

Uma das obras de João Turin que fará parte do acervo do Memorial Paranista


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