Distinção - Edição 63

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DISTINÇÃO 063

Ed. 63 - Maio/2020 - Paraná e Santa Catarina

EMBRAPA SOJA, 45 ANOS DE TECNOLOGIAS EM BENEFÍCIO DO GRÃO

Mala Direta Básica

BALNEÁRIO CAMBORIÚ GANHA O

SAN CARLO CENTRO DE SAÚDE

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obras

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Curitiba terá a primeira fazenda urbana do Brasil ◼ Curitiba ganha, até a primeira quinzena de junho, a primeira Fazenda Urbana do Brasil. As obras finais no espaço de 4.435m² da Prefeitura, ao lado do Mercado Regional do Cajuru, estão em ritmo acelerado. No dia 28 de abril o prefeito Rafael Greca visitou o local que irá reunir os mais modernos métodos de plantio de alimentos saudáveis, sem agrotóxico.

A Fazenda Urba-

na será administrada pela Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional. “Consola o meu coração de prefeito ver o nascimento da Fazenda Urbana do Cajuru. De temperos a legumes e verduras, teremos canteiros para todas as estações do ano”, destacou Greca. Ele estava acompanhado do secretário

municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, Luiz Gusi, e do secretário municipal de Obras Públicas, Rodrigo Rodrigues.

sem ferrão, e espaços para a criação de pequenos animais. Boa parte das estruturas, muitas em contêineres, já está concluída.

Além das hortas comunitárias, inclusive com inéditas estruturas suspensas para que cadeirantes possam participar do plantio, o complexo está recebendo composteiras, estufas de mudas, caixas do projeto Jardins de Mel, com abelhas nativas

As equipes da Secretaria Municipal de Obras Públicas finalizam o restaurante-escola e o banco de alimentos, além do espaço para eventos e treinamento.

Obras da Fazenda Urbana. Foto: Pedro Ribas/SMCS

Ciclo do alimento De acordo com Gusi, a Fazenda Urbana é um projeto que visa divulgar as práticas e técnicas da agricultura urbana e organização comunitária com base no ciclo do alimento. Com

esse projeto, a Prefeitura pretende capacitar as pessoas para a produção do próprio alimento fora das áreas rurais, ou seja, em suas casas e em vazios urbanos.

“Além dos alimentos con-

vencionais, as hortas terão as plantas alimentícias não convencionais (Pancs) e os canteiros estão sendo feitos com materiais recicláveis, tais como garrafas pet, telhas, dormentes, blocos de concreto, forros PVC e pallets”, acrescenta o secretário.

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agronegócio

Embrapa Soja chega aos 45 anos como referência para a expansão da cultura e aumento da produção ◼ Comemorando neste ano 45 anos de fundação, a Embrapa Soja, localizada em Londrina, contribui historicamente para o agronegócio da soja no Brasil, sendo referência mundial no desenvolvimento de tecnologias para a cultura em regiões tropicais. Exemplos: desenvolvimento de cultivares adaptadas a regiões de baixas latitudes, controle biológico de pragas, técnicas de manejo e conservação do solo, novas cultivares, etc. Com as pesquisas, a Embrapa Soja permitiu levar a cultura da soja a estados como Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Bahia. Localizada na Fazenda Santa Terezinha, numa área com 350 hectares no distrito de Warta (Rodovia Carlos João Strass, s/nº Acesso Orlando Amaral), a 20 km do centro urbano de Londrina,o complexo é uma das 42 unidades de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA. Estão ali 70 pesquisadores, 319 empregados, 31 laboratórios, 38 casas de vegetação, restaurantes, biblioteca, auditórios, em 37.221 m2 de áreas construídas. Além do mais, equipes técnicas atuam em diversas regiões brasileiras. A unidade tem ainda uma outra fazenda, a Fazenda Maravilha, no distrito londrinense de Maravilha, a 35 km do centro, com 121 hectares. O local serve para pesquisa e desenvolvimento de tecnologias para a soja, girassol, trigo e principalmente para o Sistema de Integração Lavoura, Pecuária e Floresta.

Instalações em Londrina

Laboratórios

A Embrapa Soja, com as duas áreas, também é responsável pela pesquisa de girassol para todo o território nacional e pela pesquisa de trigo, desenvolvida em parceria com a Embrapa Trigo (Passo Fundo - RS) e o Instituto Agronômico do Paraná – IAPAR (Londrina, PR) para o Estado do Paraná. Além disso, a Embrapa Soja participa de atividades de pesquisa de outras Unidades, como a Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas – MG) e a Embrapa Arroz e Feijão (Santo Antônio de Goiás – GO), onde são realizadas pesquisas com milho e feijão para o Estado do Paraná.

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Demonstração no campo Constantemente está recebendo visitas de estudantes, professores, agricultores, parlamentares,

pesquisadores e lideranças do agronegócio de países da América Latina e da Europa.


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História Foi em 1975 que a Embrapa Soja chegou ao Paraná. Naquele ano, instalou-se junto à Empresa Paranaense de Classificação de Produtos – Claspar -, órgão do Governo do Estado do Paraná. No mesmo ano, transferiu-se para o Instituto Agronômico do Paraná, em Londrina. Foi somente em 1989 que a instituição ganhou sede própria, no local onde permanece atualmente (em 1981 havia sido doada pela família do pioneiro Basílio de Araújo a área de 121 hectares da Fazenda Maravilha).

Soja no Brasil e EUA Em 1997 o Brasil produziu 26,1 milhões de toneladas de soja. Atualmente, esse número saltou para quase 120 milhões de toneladas, um crescimento notável de 360%. Os Estados Unidos, maior produtor, alcançou na última safra 125,2 milhões de toneladas. Quer dizer: empate técnico.

Nova cultivar A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Centro Tecnológico para Pesquisas Agropecuárias (CTPA) e a Emater (GO) lançaram no dia 8 de abril de 2019, após a abertura da feira TecnoShow Comigo, em Rio Verde (GO), a cultivar de soja BRSGO 7654RR. “Com alto potencial produtivo, esta cultivar RR é uma excelente opção de refúgio para soja Bt, uma vez que existem poucas cultivares com esta tecnologia no mercado”, elogia o pesquisador Roberto Zito, da Embrapa Soja. A cultivar BRSGO 7654RR é uma soja transgênica com tole-

Plantação de soja Já a produtividade média em nosso país cresceu 43% desde 1997, passando de 39,7 sacas para 56,6 sacas. O Mato Grosso é o maior produtor brasileiro, com 32 milhões de toneladas, seguido de Paraná e Rio Grande do Sul.

rância ao glifosato, produtiva e com excelente resistência ao acamamento. Pertence ao grupo de maturidade relativa 7.6 e é resistente às principais doenças (pústula bacteriana, cancro da haste, e moderada resistência à Mancha “olho-de-rã” e ao oídio). A cultivar BRSGO 7654RR é indicada para MS (REC 301), GO (RECs 301, 302, 303, 304 e 401), SP (REC 302 ), MG (RECs 302, 303, 304), GO (RECs 301, 303, 401) e MT (REC 401). A nova cultivar tem como diferencial a boa sanidade, a resistência ao acamamento e a excelente plasticidade. “A plasticidade é importante porque garante o potencial produtivo da cultivar, mesmo quando a população de plantas fica aquém do planejado”, ressalta Zito.

EDITOR E JORNALISTA RESPONSÁVEL: Victor Grein Neto victorjornal@yahoo.com.br - (41) 99191-3296 DEPARTAMENTO COMERCIAL: Jaime de Souza Moraes jaimemoraes@gmail.com / (41) 3319-8754 DISTINÇÃO PR e SC tribunasc.com/distincao facebook.com/GrupoTribunaSC CNPJ 22.863.212/0001-35 Tribuna SC Eireli ME

PROJETO GRÁFICO E DESIGN: Ulidh Marketing e Editoração CNPJ 31.180.791/0001-02—Luiz Paulo Pietsiaki Moraes (41) 98814-8436 IMPRESSÃO: GRÁFICA CAPITAL (Curitiba - Paraná)

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agronegócio

Embrapa Soja: 45 anos potencializando o desenvolvimento da soja no Brasil

José Renato Bouças Farias, chefe-geral da Embrapa Soja / Miguel Dita - Embrapa Em tempos de isolamento social, o que a Embrapa Soja vem buscando é compartilhar, mesmo que à distância, seu conhecimento sobre o sistema produtivo em que a soja está inserida. Em momentos de dificuldades, é importante ter à mão informação qualificada para tomar a melhor decisão. E o nosso corpo técnico, distribuído por diversas regiões brasileiras, está preparado para contribuir tecnicamente com profissionais da assistência técnica, produtores e também governos que precisam de subsídios na elaboração de políticas públicas. Esta parceria que une a pesquisa pública ao setor produtivo é missão da Embrapa Soja desde que ela foi criada, em 16 de abril de 1975. A sede em Londrina (PR), próximo ao Trópico de Capricórnio - zona de transição climática - favorece a seleção de material genético e o desenvolvimento de tecnologias de manejo fitossanitário e do solo, tanto para a região subtropical localizada ao sul do país, quanto para a região tropical, ao norte. Ao ser introduzida no Brasil, a soja mostrou melhor adaptação ao Sul, por causa da latitude próxima aos 30°S.

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A Embrapa Soja liderou as pesquisas nacionais que resultaram na geração da soja tropical, o que possibilitou, a partir dos anos de 1980, o cultivo da soja também em regiões de baixa latitude. Desde sua fundação, sua vocação sempre foi apresentar soluções às demandas urgentes e gerar tecnologias agrícolas para suprir as necessidades do Brasil, ou incrementar as exportações. Com ações concretas no presente e visão no futuro, a Embrapa Soja sempre direcionou esforços às pesquisas que estão na vanguarda do conhecimento. São exemplos as inovações em biotecnologia e técnicas de edição de genoma e, é claro, toda a transformação proporcionada pela agricultura digital. Neste sentido, a Embrapa Soja está colocando em prática o projeto Coalização Soja 4.0 que visa fortalecer o ecossistema de inovação para a cultura da soja. O projeto estabelece novos patamares tecnológicos e organiza diferentes atores para missões em temas estratégicos e combina modelos que favoreçam maior coordenação entre esforços de inovação e independência tecnológica do Brasil.


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Na nova economia, a Embrapa Soja mantém o foco em objetivos que sempre permearam suas ações. Uma de suas missões é estimular que os processos produtivos em que a soja está inserida estejam pautados em sustentabilidade, sem perder o foco no aumento de rentabilidade do produtor. Um exemplo real de tecnologia de sucesso aplicada é a adoção do Manejo Integrado de Pragas da Soja que proporciona uma redução média de 4 para 2 aplicações de inseticidas. Essa redução equivale a aumentar o lucro em aproximadamente 2 sacas por hectare. Também vale lembrar o papel da Fixação Biológica do Nitrogênio, um dos mais importantes nutrientes da soja. A tecnologia de coinoculação combina a inoculação das sementes de soja com bactérias fixadoras de nitrogênio (rizóbios) e o uso do Azospirillum, Além de aumentar a rentabilidade e reduzir o custo de produção isenta o uso de adubação nitrogenada mineral, com enormes benefícios também ao ambiente. Todas as tecnologias e soluções inovadoras da Embrapa Soja vem sendo compartilhadas em ações permanentes de transferência de tecnologias, seja realizando eventos técnico-científicos, participando de redes de referência, promovendo treinamentos e capacitação, recebendo visitas, disponibilizando informações por meio de plataformas multimídia, entre outros. Com tanto conhecimento disponível, o complexo soja responde com recordes de produção a cada ano. O grão é hoje o principal produto na pauta das exportações brasileiras, gerando anualmente cerca de US$ 33 bilhões em vendas ao exterior. É muito bom ser um dos atores relevantes deste sucesso nacional que é a produção de grãos no Brasil. Temos todos muito o que comemorar.

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tecnologia

Resfriamento artificial de sementes ◼ O objetivo do presente artigo é apresentar um breve resumo da história da implantação da tecnologia de resfriamento artificial de sementes no Brasil. Para tal, devemos nos remontar a umas duas décadas atrás, quando no início deste século, as sementes de soja eram cultivadas em campos escolhidos pelas suas características edafoclimáticas, evidentemente favoráveis para produção de sementes em virtude especialmente às terras altas, geralmente localizadas em altitudes superiores a 700 m.s.n.m. As variedades eram de ciclos mais longos, colhidas durante o outono ou no final do verão, sendo armazenadas a temperatura ambiente em armazéns convencionais em sacarias, em condições relativamente razoáveis. Para um observador atento, naquela época, as variedades pareciam apresentar cargas genéticas de menor produtividade, porém mais robustas para a armazenagem, além Sem dúvidas eram anos difíceis, de muitas incertezas sobre as melhores soluções a aplicar sob o ponto de vista de engenharia eletromecânica. Felizmente, com o apoio de estudiosos, pesquisadores e cientistas brasileiros, foi possível introduzir as primeiras máquinas para o resfriamento de pequenos silos (geralmente de madeira ventiláveis), e assim começaram a surgir os pri-

As variedades se tornaram mais precoces, começaram a ser colhidas mais cedo, em pleno verão, em um período muito mais curto e em volumes antes não vistos, o que passou a exigir equipamentos com altos fluxos e eficientes para o recebimento e operações de pós colheita.

A expansão da fronteira agrícola para o centro oeste brasileiro exigiu variedades adaptadas às novas regiões. As sementes passaram a ser produzidas em campos e regiões antes não pensadas, com condições severas de temperatura na colheita e armazenagem. A Cool seed teve a honra de acompanhar uma boa parte deste período de ouro da agricultura, caracterizada por grandes saltos na genética, no manejo do solo, das lavouras, colheita e pós colheita. No ano de 2001 foi fundada a empresa Cool seed com a finalidade de projetar e produzir soluções para a armazenagem de sementes de soja no Brasil e países vizinhos. Desde a sua fundação e graças à visão estratégica de seus fundadores, a empresa procurou o apoio técnico e científico das principais universidades do país, assim como de centros de pesquisa de grande prestígio como a EMBRAPA soja. Resfriamento estático

No ano de 2003, surgiu a necessidade de resfriamento de sementes no fluxo, durante o processo de beneficiamento e antes do ensaque. Isto em virtude da ausência de

No entanto, a medida que a produção avançou no centro oeste em regiões mais quentes, surgiu a necessidade, em um primeiro mo-

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Este equilíbrio, começou a ser perturbado com a entrada de máquinas potentes nas lavouras (tratores, plantadeiras, colhedeiras, etc.) que permitiam os trabalhos de semeadura, manejo e colheita com eficiência nunca antes visto, estrangulando os sistemas de recebimento, limpeza e secagem, além de níveis de exigências mais severas em termos de qualidade (viabilidade e vigor).

meiros trabalhos de doutorado e mestrado, sem os quais não seria possível escrever este pequeno capítulo da produção de sementes de soja no Brasil.

O sistema se consolidou incialmente nas regiões Sul e Sudeste, onde as sementes eram resfriadas antes do ensaque e armazenadas em barracões sementeiros convencionais, com sucesso.

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de serem colhidas em épocas com temperaturas mais amenas. O período da colheita era mais longo, o que permitia um manejo mais fácil das operações de pós colheita. Provavelmente as exigências do mercado com a qualidade eram menos severa.

silos na grande maioria das sementeiras e impossibilidade de resfriar as sementes ensacadas a temperatura ambiente. A idéia era resfriar as sementes previamente beneficiadas e resfriadas a 15ºC, surgindo assim o Sistema de Resfriamento Dinâmico, que foi criado e patenteado pela Cool seed. Representou um grande salto e sem dúvidas trouxe grandes benefícios para o setor.

mento, de isolamento térmico da cobertura do armazém, compartimentação e estanqueidade. Em um segundo momento surgiu a necessidade de amenizar a temperatura destes armazéns com o próprio equipamento resfriador, via rede de dutos e injeção de ar primário no interior dos mesmos.

Atualmente, com as varie-

Resfriamento dinâmico

dades cada vez mais sensíveis e períodos mais longos de armazenagem, temperaturas extremamente elevadas durante a colheita, surge a integração de várias técnicas de resfriamento que consiste em: pré resfriar imediatamente após colhido, limpo e seco via sistema estático ou dinâmico, armazenar temporariamente em silos ou big bags em quantidades e capacidades para permitir realizar a


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safra com segurança. Assim que a colheita avança, as sementes que foram recebidas, limpas, secas e pré resfriadas passam para o processo de beneficiamento e resfriamento dinâmico para logo serem levadas (geralmente em big bags) em armazéns isolados termicamente e com equipamentos de refrigeração para manter a temperatura dentro do armazém em níveis inferiores a 20 °C.

Equipamento CLM e armazém climatizado

No que tange à logística, que passa a ser uma preocupação crescente em virtude ás grandes distâncias desde os campos de produção e destino, a solução que vem sendo adotada é o transporte frigorificado, claro que não a temperaturas de congelamento e sim de conservação, entre 15 a 20 °C. Muitas empresas já adotaram esta solução. Caminhão frigorífico para transporte de sementes Finalmente os centros de distribuição também, estão sendo dotados com ambientes climatizados para assegurar o total controle das condições da armazenagem das sementes, desdve a colheita até a semeadura. É o mundo em evolução e felizmente presente de forma muita intensa no agronegócio brasileiro para melhoria contínua da sua eficiência e qualidade dos alimentos que chegam na mesa do consumidor. Neste ano de 2020 a Cool seed apresenta um grande salto tecnológico ao setor sementeiro, ao lançar o mais novo e eficiente sistema de secagem, que foi batizado com o nome de Secagem por Múltipla Intermitência, secador de fluxo cruzado que incorpora ao mesmo tempo câmaras de secagem e repouso, permitindo uma secagem gentil, não agressiva com taxas de remoção da ordem de 1 pph, temperatura de ar de secagem de 60 °C, temperatura na massa de sementes não superior a 35 °C e finalmente permite o sonho de todo produtor, a secagem em forma ininterrupta, isto é, o secador recebe sementes úmidas e permite a descarga de sementes secas com uma única passagem.

SMI e FOR

A maior prova da grande inovação deste sistema é que já foi concedida Patente de Invenção pelo governo norte-americano. A Cool seed, em menos de 20 anos tornou-se líder mundial em resfriamento de grãos, sementes e aplicações especiais, instalado em um complexo industrial de 100 mil m². Um verdadeiro orgulho industrial para nosso país. À Cool seed somente resta agradecer pela oportunidade de acompanhar este importante período da agricultura brasileira e especialmente aos nossos parceiros pesquisadores, universidades e centros de investigação científica que confiaram e apoiaram o nosso trabalho. Seremos eternamente agradecidos, pois, sem eles esta pequena, mas relevante história, não poderia ser contada.

Complexo Industrial Cool seed 100.00 m²

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investimentos

Sanepar mantém plano de investir R$ 1,3 bilhão neste ano Crise provocada pela pandemia não alterou a programação da empresa, que mantém caixa para sustentar os projetos. Recursos são para manutenção de serviços, novos projetos e obras em abastecimento e esgotamento sanitário ◼ A crise provocada pela pandemia do coronavírus não alterou a programação da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) para manter serviços, projetos e obras previstos em seu planejamento anual. Para 2020, estão programados R$ 1,3 bilhão para assegurar o abastecimento com água tratada a 100% da população urbana e ampliar o esgotamento sanitário no Estado. A empresa mantém caixa para sustentar os projetos. Os recursos foram garantidos em uma estratégia financeira que reuniu recursos próprios, gerados pelo lucro da Companhia, de linhas de financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Caixa Econômica Federal e do banco alemão KfW.

gião Metropolitana, ampliando em 10% a capacidade de produção, garantindo maior segurança para o abastecimento da região. Há também obras de substituição de rede e interligações que fortalecem o sistema distribuidor de água na Região Metropolitana. No esgotamento sanitário, está sendo ampliada a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Belém, que trata 30% do esgoto da capital. Vai aumentar a capacidade de tratamento dos atuais 1.500 para 2.520 litros de esgoto por segundo.

Em Umuarama, na região

Noroeste, a Sanepar também expande o serviço de esgotamento sanitário, com uma nova estação elevatória de esgoto e a ampliação da ETE Pinhalzinho, que recebe nova tecnologia com aproveitamento do biogás para geração de energia elétrica. Em Cascavel, no Oeste, a Sanepar executa obras que ampliam o sistema de água e garantem maior regularidade no abastecimento na cidade para os próximos 15 anos. A principal delas é a execução de uma nova captação de água, que vai aumentar em 25% a capacidade de produção e tratamento de água na cidade.

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A emissão de debêntures, realizada no primeiro trimestre deste ano, é outra fonte de recursos. A empresa captou R$ 350 milhões com a emissão de Debêntures Incentivadas a partir de três projetos aprovados pelo Ministério de Desenvolvimento Regional. A operação de emissão de debêntures, bem-sucedida, viabilizou a captação considerada extremamente positiva pela diretoria. ABASTECIMENTO DE ÁGUA – Esses R$ 350 milhões estão destinados a investimentos em obras abastecimento de água em 87 municípios e de esgotamento sanitário em 20 municípios. Além da implantação de reservatórios e obras de melhorias operacionais em captações de água, vão atender a ampliação e renovação da rede de distribuição e de estações de tratamento. OBRAS – Entre as principais obras em execução no Estado, está a construção da Barragem do Miringuava, que vai se integrar ao Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba e Re-

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CONTABILIDADE

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Banco de Projetos do Governo do Paraná para rodovias, pontes, ferrovias e aeroportos O Governo do Estado avança no processo para a execução de obras na malha rodoviária estadual por meio do Banco de Projetos. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER/PR) já publicou as licitações de dez projetos de engenharia, em parceria com o Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID). Lançado em 2019, o Banco de Projetos disponibiliza R$ 350 milhões exclusivamente para projetos executivos e envolve, além da reestruturação de rodovias, obras em ferrovias e na área da segurança pública. Já foram destinados R$ 29,9 milhões para a elaboração destes projetos executivos, mas deve haver uma economia devido à disputa entre as empresas participantes, que ofertam valores menores que o estimado para vencer a licitação”. Entre aqueles para obras em rodovias que foram licitados, três já estão contratados, quatro estão em trâmite interno para assinatura do contrato, um com suas propostas em análise pela comissão de licitação, e outros dois receberão as propostas das empresas interessadas agora em maio. A segunda etapa segue em andamento e começou com o Chamamento Público para Manifestação de Interesse para seleção de consultores para elaboração dos estudos ambientais e projetos para a construção da Ponte de Guaratuba. “O banco de projetos executivos do Governo do Paraná destina R$ 350 milhões para viabilizar e agilizar essas obras de reestruturação. Só para as rodovias são R$ 290 milhões, aplicados na elaboração de projetos de ampliação de capacidade, implementação de pavimentação, trevos, contorno e pontes”, explicou o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex. “Trata-se do maior aporte de recursos para planejamento da história do Estado, e foi desenvolvido para resolver grandes gargalos na infraestrutura paranaense”, acrescentou.

A maior parte dos recursos é disponibilizada pelo Tesouro Estadual, mas também são usadas linhas de financiamento, como a do acordo com o BID. RODOVIAS – A parceria com o BID já garantiu o início do processo licitatório de dez projetos para rodovias estaduais, sendo que três deles já tiveram seus respectivos contratos assinados: a duplicação da PR-445 entre Irerê (Londrina) e Mauá da Serra, no Norte do Paraná, a restauração e ampliação da capacidade da PR-180, entre Goioerê e Quarto Centenário e a duplicação da PR-151, entre Ponta Grossa e Palmeira. Além desses três, os seguintes projetos já receberam propostas de empresas e consórcios interessados em elaborá-los e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER/PR) trabalha nos trâmites internos para, em seguida, anunciar o vencedor da licitação e assinar o contrato nos próximos meses: – Duplicação da PR-412, entre Matinhos e Pontal; – Duplicação da PR-506, em Campina Grande do Sul; – Pavimentação da PR-574 e da PR-575, ligando o distrito de Palmitópolis (Nova Aurora) ao distrito de Jotaesse (Tupãssi), passando por Cafelândia; – Restauração e ampliação da capacidade da PRC-466, entre Pitanga e Turvo; – Pavimentação da PR-239, entre Mato Rico e Roncador. Completam a lista dos dez projetos que contaram com financiamento do BID a restauração e ampliação da capacidade da PRC-466 no trecho entre Turvo e Guarapuava, e a restauração e ampliação da capacidade da PR-239 e da PR-317, no trecho entre Assis Chateaubriand e Toledo. Esses dois projetos já tiveram licitação publicada e o DER/PR aguarda o envio das propostas das empresas e consór-

cios interessados para, na sequência, definir os vencedores. Assim que estiverem prontos, os projetos serão usados como base para o edital de licitação das respectivas obras. Todos os documentos e informações sobre essas licitações podem ser acessados no portal Compras Paraná. ESTRATÉGICO – Além dos dez projetos para as rodovias, o DER/PR também avançou em estudos de infraestrutura para os modais ferroviário, aquaviário e aeroportuário. Todos fazem parte do Programa Estratégico de Infraestrutura e Logística de Transportes do Paraná, em parceria com o BID, e já tiveram o processo de licitação iniciado. São eles: – Estudos de Viabilidade Técnica-operacional, Econômico-financeira, Ambiental e Jurídica (EVTEA-J) para implantação e readequação da malha ferroviária da Ferroeste, ligando o Oeste do Estado ao Porto de Paranaguá. São mais de 1,3 mil quilômetros divididos em dois trechos: Maracaju (MS) até Paranaguá e Foz do Iguaçu até Cascavel; – Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Socioambiental das linhas de transporte aquaviárias intermunicipais de passageiros do litoral Norte do Paraná. As linhas envolvem os trechos entre Pontal do Sul e a Ilha do Mel; Paranaguá e Guaraqueçaba; Paranaguá e Ilha das Peças; Paranaguá e Superagui e Paranaguá e Ilha Rasa; – Planos diretores aeroportuários para os aeroportos Juvenal Loureiro Cardoso, de Pato Branco, e Orlando de Carvalho, de Umuarama.

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saúde

ERS entrega a Balneário Camboriú o SAN CARLO CENTRO DE SAÚDE

◼ Balneário Camboriú e região estão ganhando sua mais moderna clínica, a San Carlo Centro de Saúde. Localizada na rua 3.050, 118, é fruto da diversificação de investimentos da ERS Empreendimentos que, com 25 anos de existência, já construiu 70.000 m2 de edifícios na “Maravilha do Atlântico”. A ERS passa a investir também na área médica, sob a supervisão da Dra. Talita Siemann Santos Pereira.

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Além da San Carlo, a empresa (que tem como diretor-presidente Estácio Santos Pereira Filho) programa a inauguração de uma clínica especializada na saúde da mulher, de um Hospital Dia no centro da cidade, com área edificada de 1.800 m2 e estacionamento para 100 veículos e, para 2026, um Hospital Geral para atender os habitantes de Balneário Camboriú, Itapema e Camboriú. O projeto está em estudos, mas deverá ter cerca de 6.000 m2 e vagas para 200 veículos.


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San Carlo O San Carlo Centro de Saúde, no Edifício Residencial San Carlo (também construído pela ERS), tem o que existe de mais moderno em instalações para as atividades médicas. São 9 consultórios médicos, sala para crianças, sasla de esterilização, sala para coleta de exames laboratoriais, um gabinete odontológico. Em 2 pavimentos,

o acesso é feito por erscadas amplas, design acessível, salas de espera amplas e aconchegantes, móveis e estofados bonitos e confortáveis, o mais moderno sistema de iluminação, livre acesso a cadeirantes. A gerente comercial Gisele Dalcanalle afirma que “nosso espaço contempla consultórios finamente mobiliados e equipados para diver-

sas especialidades, salas de espera, garagens individuais, odontologia, sala de esterilização, sala para coleta de exames laboratoriais, sala de exames de imagem, recepção”. E conclui: “e ainda estamos localizados na região da Barra Sul, que atualmente não possui nenhum centro de referência em saúde”.

Aspectos do empreendimento e a Dra. Talita Siemann Santos Pereira

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contribuição

Hipermercados Condor: 15 anos com sacolas oxibiodegradáveis

◼ Há 15 anos a rede de Hipermercados Condor realiza uma ação das mais meritórias: a utilização de sacolas biodegradáveis. Tudo começou em 2005 em uma unidade de Maringá, atendendo a solicitação da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Governo do Paraná – e o Estado foi o primeiro do país a impor leis contra a utilização de sacolas plásticas comuns pelas redes supermercadistas. As sacolas oxibiodegradáveis se degradam em curto espaço de tempo, porque possuem aditivos que aceleram sua degradação ao reagir com o oxigênio e posterior nutrição dos fragmentos moleculares por micro-organismos, sendo estes convertidos em dióxido de carbono, água e biomassa.

Em cada nova unidade, mais tecnologias de ponta e de preocupações ambientais

As sacolas plásticas comuns levam cerca de 500 anos para serem absorvidas pelo ambiente e são parte de um problema cada vez maior nas cidades, que é a poluição do solo e dos rios. Quando são dispensadas no ambiente, entopem bueiros, esgotos, córregos, causando enchentes e mortes de animais – inclusive peixes nos oceanos. O presidente do Condor, Joanir Zonta, desde aquele ano, 2005, dizia que “hoje existe mais consciência sobre o que está causando problemas ao meio ambiente e sobre o que devemos fazer para colaborar, tanto por parte dos empresários como da população”.

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15 anos de sacolas biodegradáveis


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Expansão com cuidados ambientais O Condor, dando continuidade ao plano de expansão da rede (agora atingindo também Santa Catarina, além do Paraná), sempre contempla em seus projetos soluções inovadoras de preservação ambiental e de sustentabilidade. Passou a utilizar em seus equipamentos refrigerados o Propano, um gás natural inofensivo à camada de ozônio e com baixíssimo GWP (Global Warming Potential). Esta nova tecnologia carrega a chancela da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) e do Ministério do Meio Ambiente (MMA) que, com o Protocolo de Montreal, vão substituir os HCFCs, gases refrigerantes sintéticos nocivos ao meio ambiente. (no Brasil até 2040).

Tudo começou em Maringá

PARABÉNS,

diretores e colaboradores do

“Quando idealizamos uma nova loja, buscamos no mercado soluções sustentáveis para gerar o menor impacto possível no meio ambiente”, diz o presidente Pedro Joanir Zonta. Outro exemplo a geração própria de energia por meio de usina solar, evitando a emissão de 473 toneladas de CO2 por ano, o equivalente ao plantio de 2.880 árvores. Já as lâmpadas são LED. Outra solução que economiza energia elétrica é o sistema de iluminação dimerizável, que ajusta a intensidade luminosa de acordo com a luz natural. Também são instalados na cobertura os Domus Prismáticos, que permitem a entrada de luz externa no ambiente e filtram os raios ultravioletas em até 98%. Outro ponto importante que preserva os recursos naturais do planeta é a instalação do sistema de captação da água da chuva para ser utilizada na irrigação de jardins, limpeza de pisos e descarga de sanitários.

por 15 anos de uso de sacolas biodegradáveis. Um exemplo de amor ao meio ambiente Orgulha sermos seus parceiros!

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Revista Distinção

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