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1 Revista Attalea庐 Agroneg贸cios - Nov 2008 -


F U N D A Ç Ã O EDUCACIONAL

Qualidade de Ensino, Pesquisa e Extensão AGRONOMIA - FAFRAM RESULTADO ENADE 2007

2ª MELHOR PARTICULAR DO BRASIL

Attalea

1º LUGAR NO SUDESTE BRASILEIRO

2 Revista Attalea® Agronegócios - Nov 2008 -

GEOPROCESSAMENTO e GEOREFERENCIAMENTO de IMÓVEIS URBANOS e RURAIS

AGRONEGÓCIO e DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

AGROINDÚSTRIA CANAVIEIRA

EDUCAÇÃO AMBIENTAL e RESPONSABILIDADE SOCIAL

AGROENERGIA e SUSTENTABILIDADE

CERTIFICAÇÃO e RASTREABILIDADE DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA e COMERCIALIZAÇÃO

ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO

DURAÇÃO: 12 MESES LETIVOS

AULAS QUINZENAIS

CORPO DOCENTE ESPECIALIZADO (IAC, ESALQ/USP, IEA, UNESP, FAFRAM/FE, FFLC/FE)


Attalea

Venha conhecer a linha de tratores cafeeiros compactos

3 Revista Attalea® Agronegócios

Fotos: Nilson Konrad

- Nov 2008 -

Novas sinaleiras traseiras

Plataforma do operador

Eixo dianteiro

Garantia, Qualidade e Compromisso com o Cliente • Linhas de Crédito de 6 anos, com 1 ano de carência • Garantia de 8 meses para peças originais montadas na Oimasa • Orçamento de peças e serviços sem compromisso • Frota de veículos para assistência tanto no campo como na concessionária

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37 ANOS EM FRANCA HÁ 6 ANOS SOB NOVA DIREÇÃO


E D I T O R I A L

4 Revista Attalea® Agronegócios

A força do agronegócio brasileiro O ano agrícola avança e as incertezas econômicas continuam para empresários e produtores rurais. Mais do que nunca, a cautela continua sendo a medida mais indicada. Há dificuldades para se obter crédito, dificuldade na compra de insumos, preços agrícolas em queda. Enfim, um cenário bem atípico para o agronegócio brasileiro. Mas é justamente neste período de incertezas que encontramos produtores e empresários apostando no setor. Produtores investem em tecnologia para manter

o teor de nutrientes no solo e alimentos alternativos e mais nutritivos para os animais. Empresários investem no fortalecimento de suas marcas, através da publicidade. A vida continua... Nesta edição, retratamos o “Sistema de Produção de Leite a Pasto”, um trabalho importantíssimo da Drª Josiane Ortolan. Na atividade cafeeira, retratamos a palestra “O Impacto do Aquecimento Global na Cafeicultura”, organizada pelo CNC - Conselho Nacional do Café e que mostra como ficaria o zo-

neamento climático do café arábica e do café robusta para São Paulo e Minas Gerais, caso a temperatura global aumente mais 3ºC. Apresentamos também como foi a festa de confraternização dos engenheiros agrônomos da região de Franca (SP). Para finalizar, atendendo a um pedido - por email - do leitor Fabrício Bento, de Franca (SP), iniciamos uma série de publicação de matérias sobre o tema “canade-açúcar”. Obrigado e boa leitura a todos!

A REGIÃO EM FATOS E IMAGENS

- Nov 2008 -

A Revista Attalea Agronegócios, registrada no Registro de Marcas e Patentes do INPI, é uma publicação mensal da Editora Attalea Revista de Agronegócios Ltda., com distribuição gratuita a produtores rurais, empresários e profissionais do setor de agronegócios, atingindo 85 municípios das regiões da Alta Mogiana, Sul e Sudoeste de Minas Gerais. TIRAGEM 5 mil exemplares EDITORA ATTALEA REVISTA DE AGRONEGÓCIOS LTDA. CNPJ nº 07.816.669/0001-03 Inscr. Municipal 44.024-8 R. Profª Amália Pimentel, 2394, São José - Franca (SP) CEP: 14.403-440 revistadeagronegocios@netsite.com.br

Novo Telefone (16) 3403-4992 DIRETOR E EDITOR Eng. Agrº Carlos Arantes Corrêa cacoarantes@netsite.com.br DIRETORA COMERCIAL e PUBLICIDADE Adriana Dias - (16) 9967-2486 adrianadias@netsite.com.br

CONTABILIDADE Escritório Contábil Labor R. Campos Salles, 2385,Centro Franca (SP) - Tel (16) 3722-3400

Plataforma da Estação Ferroviária de Batatais (SP), nos anos 1910. Foto: Álbum da Mogiana, Museu da Cia. Paulista. Por estes trilhos passaram grande parte da produção agrícola paulista do século XX, principalmente café, gado e grãos.

CAPA

ERRAMOS Na edição anterior (nº 27, outubro/2008), publicamos de forma errada - no selo de capa - o logotipo do Viveiro Pavão, do amigo Fernando. Publicamos abaixo o selo correto.

CTP E IMPRESSÃO Cristal Gráfica e Editora R. Padre Anchieta, 1208, Centro Franca (SP) - Tel. (16) 3711-0200 www.graficacristal.com.br JORNALISTA RESPONSÁVEL Rejane Alves - MtB 42.081 - SP ASSESSORIA JURÍDICA Raquel Aparecida Marques OAB/SP 140.385 É PROIBIDA A REPRODUÇÃO PARCIAL OU TOTAL DE QUALQUER FORMA, INCLUINDO OS MEIOS ELETRÔNICOS, SEM PRÉVIA AUTORIZAÇÃO DO EDITOR. Os artigos técnicos, as opiniões e os conceitos emitidos em matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores, não traduzindo necessariamente a opinião da REVISTA ATTALEA AGRONEGÓCIOS.

VIVEIRO Foto da Capa:- Editora Attalea Novilhas holandesas do Sr. Renato Antônio Rey Jr. (Carmo do Rio Claro/MG)

PAVÃO

Tel. (16) 3721-6977 / 9227-0332 email: escritorio@viveiropavao.com.br

Cartas / Assinaturas Editora Attalea Revista de Agronegócios Rua Profª Amália Pimentel, 2394 São José - Franca (SP) CEP 14.403-440 revistadeagronegocios@netsite.com.br


Agroplanta inova com lançamento de fertilizante foliar de nova geração FOTO: Divulgação

A Agroplanta, uma das maiores fabricantes de insumos no Brasil, inova mais uma vez e lança no mercado o Fluence 616, 616 um exclusivo fertilizante foliar fluido cuja composição contribui para a preparação da calda de pulverização. Uma das principais características do produto é sua capacidade de auxiliar na nutrição da planta. “O Fluence 616 fornece fósforo e nitrogênio, nutrientes essenciais em todos os processos de desenFábrica de fertilizantes granulados volvimento da cultura”, exespuma e diminui a deriva, devido ao plica Fernando Fonseca, engenheiro tipo de gotícula formada”, acrescenta o agrônomo do departamento técnico da engenheiro. Agroplanta. O Fluence 616 é indicado para as O fertilizante reúne ainda especificaculturas da soja, algodão, cana-deções capazes de maximizar ainda mais a açúcar, milho, feijão, café, citros, entre produtividade. “Ele reduz o pH da calda outros. “É um produto diferenciado e de pulverização, evita a formação de que será vendido em todo o Brasil”, afirma José Gustavo Gonçalves, coordenador de marketing da Agroplanta. Segundo ele, o novo insumo – ao lado dos recém-lançados fertilizantes NPK de liberação gradativa, irá complementar o portfólio da empresa, e marca também uma nova fase nos negócios. “A Agroplanta está com um novo direUnidade de fertilizantes fluidos

cionamento, estamos buscando novos parceiros (revendas e cooperativas), pois queremos levar nosso produto para mais perto do nosso consumidor final”, completa Gonçalves.

F E R T I L I Z A N T E S

Sobre a Agroplanta Fundada em 1977, a Agroplanta é atualmente uma das maiores fabricantes de fertilizantes micronutrientes e foliares do Brasil, e além de atender todo o território nacional, exporta para o Paraguai, Bolívia e Venezuela. Com sede em Batatais (SP), a empresa possui duas plantas industriais dedicadas à produção de mais 250 variedades de fertilizantes, que incluem desde os foliares fluidos, foliares fosfitos, foliares sólidos, organo-minerais, sais inorgânicos, NPK revestidos e até os de micronutrientes.

Fluence 616 traz características que favorecem a nutrição da planta e auxiliam na preparação da calda de pulverização.

5 Revista Attalea® Agronegócios - Nov 2008 -


6 Revista Attalea® Agronegócios - Nov 2008 -

Torneio Leiteiro de São José Bela Vista premia criadores, esposas e retireiros

FOTOS: Editora Attalea

N O T Í C I A S

Realizado no mês de outubro, o 19º Torneio Leiteiro de São José da Bela Vista (SP) teve como vencedores os criadores José Laércio Cavalheiro (categoria Vaca) e Antônio Faciroli Caramori (categoria Novilha). O evento foi organizado pela Associação dos Produtores Rurais do município, tendo o apoio da Faesp/Senar, através do Sindicato Rural de Franca, da Coonai, da Lagoa da Serra, da JA Produtos Veterinários, da CATI, do Conselho de Desenvolvimento Rural e de várias empresas do município. Na foto ao lado, a Comissão Organizadora: Caio Natali, Francisco Mazeo, Eduardo Caramori, Alicério Berteli, Adalberto Berteli, Oripes Prior, Benjamim Cury Neto e Joel Leal Ribeiro. Estrada do Leite começa a ser pavimentada a partir de Altinópolis

30 novembro: prazo final para a vacinação contra febre-aftosa

Governo do Estado de SP financia 6 mil tratores

Teve início neste mês de novembro as obras de pavimentação da Estrada do Leite, que liga os municípios de Itirapuã (SP), passando próximo de Patrocínio Paulista (SP) até Altinópolis (SP). Serão investidos R$ 19 milhões na pavimentação de 30 quilômetros. Há anos, os fazendeiros desta região reivindicam a pavimentação desta estrada, que foi construída na década de 1940 pelos próprios agricultores. A Estrada do Leite é uma importante via de acesso para produtores rurais, o que contribuirá com o transporte da produção.

A meta é imunizar os mais de 11,5 milhões de bovídeos do estado. Na primeira etapa deste ano, a cobertura vacinal foi de 99,16%. São Paulo detém status de livre de febre aftosa com vacinação desde 1996. Além de vacinar, o pecuarista tem que declarar a vacinação. Para isso, até 7 de dezembro, deve procurar os escritórios da Coordenadoria de Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura e fazer a declara-ção. A multa por não vacinar é de R$ 74,45 por cabeça, e caso não declare, o pecuarista pode pagar R$ 44,67 por animal.

O governador José Serra criou, através de decreto, o Programa Pró-Trator Agricultura Moderna, projeto que prevê o financiamento de 6 mil tratores, sem juros. Os juros de 6,75% ao ano, do banco Nossa Caixa serão subsidiados pelo FEAP - Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista, da Secretaria de Agricultura do Estado de SP. O beneficiário poderá optar por tratores de 50 CV, 70 CV ou 90 CV, mas terá que possuir renda agropecuária bruta anual de até R$ 400 mil e será permitida somente um trator por pessoa.

Prefeitura de Franca e Revista Attalea Agronegócios começam a organizar a II EXPOVERDE

Estande da FAFRAM na I Expoverde

Com data marcada para o mês de setembro de 2009, em Franca (SP), a II Expoverde - Feira de Flores, Frutas, Hortaliças, Plantas Ornamentais, Orgânicas, Nativas e Medicinais começou a ser organizada. A comissão organizadora busca organizar a programação com antecedência, facilitando o contato com as empresas fortalecendo setores como a floricultura e a participação de instituições de ensinos.

Orquídeas na I Expoverde

Rua Campos Salles, 2385 Centro - Franca (SP) Tel. (16) 3722-3400 - Fax (16) 3722-4027

Escritório Contábil

Rua José de Alencar, 1951 Estação - Franca (SP) Tel. (16) 3722-2125 - Fax (16) 3722-4938

ABERTURA DE FIRMAS, ESCRITAS FISCAIS E CONTABILIDADE EM GERAL


Sistema de produção de leite a pasto Josiane Hernandes Ortolan

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FOTO: Editora Attalea

– Avaliação das pastagens – Antes da introdução e utilização de uma forrageira, designada a produção animal, é necessário a sua avaliação e desta forma fornecer subsídios para o seu correto manejo. Vários são os métodos utilizados para a sua avaliação, como por exemplo, os experimentos de avaliação agronômica, com ou sem a presença de animais. Posteriormente, o uso de experimentos com animais para determinar o potencial de produtividade animal da planta. 1. - Avaliação Agronômica São experimentos agronômicos de avaliação de pastagens, orientados e 1- Médica Veterinária, meste em Qualidade e Produtividade Animal, doutoranda em Qualidade e Produtividade Animal pela FZEA - USP - josiortolan@hotmail.com.

delineados com o objetivo de estudar os fatores que afetam o desempenho da pastagem (MARASCHIN, 1994 b). Segundo o autor, estes experimentos podem nos fornecer dados sobre a quantidade e composição botânica em relação à condição da pastagem e a maneira como o animal trata a pastagem quanto a quantidade e condição botânica da forragem disponível.

As gramíneas forrageiras tropicais apresentam características agronômicas e fisiológicas capazes de responder, com aumentos significativos de produtividade, até níveis de 6080 t MS/ha/ano, enquanto o potencial produtivo de gramíneas de clima temperado atinge cerca de 29 t MS/ ha/ano (CORSI, 1986). As porções verdes da planta são as mais nutritivas da dieta e são consumidas preferencialmente pelos animais (WILSON e MANNETJE, 1978; MCIVOR, 1984). Desta forma, o conhecimento de como a disponibilidade de MS proveniente de folhas verdes varia com o avanço da idade da planta, em diferentes condições de manejo e de ambiente nas diversas épocas do ano, é fator fundamental para o alcance de desempenho satisfatório dos animais e a máxima produção por unidade de área. Além do aspecto da qualidade da dieta

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7 Revista Attalea® Agronegócios - Nov 2008 -


8 Revista Attalea® Agronegócios - Nov 2008 -

a folha é o componente primário no processo fotossintético, fator determinante da capacidade de produção de matéria seca pela planta. Segundo BARBOSA et al. (1996), o aparecimento, expansão e senescência de folhas, dentro dos períodos de crescimento estabelecidos, varia nas diferentes épocas do ano, sendo as maiores taxas de aparecimento e crescimento de folhas observadas no verão, inferiores no inverno e intermediárias na primavera e outono; o número de folhas senescentes é importante no inverno e primavera, não sendo detectada senescência no verão e outono. É sabido que em épocas onde há chuvas em abundância a quantidade de folhas verdes não é limitante, enquanto em períodos de secas prolongadas poderá não haver folhas verdes presentes na pastagem. Nestas condições, a taxa de aparecimento, expansão e senescência de folhas serão determinantes importantes na qualidade das forragens e no desempenho animal. 2. - Taxa de Lotação e Oferta de Forragem Deve-se permitir que as vacas leiteiras escolham, quando em pastejo, a dieta que melhor satisfaça ao seu apetite. Desta forma, elas consumirão mais forragem, em quantidade e qualidade, e conseqüentemente produzirão mais leite (NETO et al., 1985). Quando o objetivo do sistema de produção é de explorar o desempenho dos animais, expressa em Kg de leite/ vaca/dia ou Kg de leite/lactação, a ênfase do manejo é no sentido de melhorar a qualidade do alimento oferecido. Se, por outro lado, o objetivo do sistema de produção é o de obter a máxima produtividade de leite por hectare, as práticas de manejo são orientadas no sentido de proporcionar maior lotação nas pastagens. O aumento na lotação das pastagens não significa, necessariamente, aumento na pressão de pastejo e, consequentemente, prejuízos significativos na performance do animal. Isoladamente, o aumento na lotação das pastagens é o que contribui mais decisivamente para os aumentos na produtividade de leite na propriedade (CORSI, 1986). Para que isso ocorra, é necessário elevar a produtividade da forrageira à medida

FOTO: Editora Attalea

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Vacas leiteiras em piquetes rotacionados, na propriedade do Sr. Honofre Bazon, em Itirapuã (SP), que participa do Projeto CATI-Leite, da regional Franca.

que se aumenta a lotação animal nas pastagens, o que é possível através do uso de plantas forrageiras de elevado potencial de produção. NETO (1994) coloca que taxa de lotação (TL), não define muito bem o nível de utilização de uma pastagem. Uma TL de 1 UA/ha, por exemplo, não tem muito significado, quando se considera que a disponibilidade de forragem das pastagens pode variar desde níveis muito baixos (menos de 500 kg/ ha de MS), até níveis muito altos (3000 kg/ha de MS). Atualmente a expressão TL vem sendo substituída, nas instituições de pesquisa, por pressão de pastejo (PP), que é definida como a relação entre a TL, ou melhor, o peso vivo dos animais e a quantidade de forragem disponível. Quando as diferenças nutricionais são estabelecidas através de pressões de pastejo pode-se aumentar a eficiência produtiva. Por exemplo, alta pressão de pastejo com novilhos de corte causa baixa produção por animal, sem atingir alta produção por hectare, podendo resultar em uma catástrofe econômica. Na produção de leite teria que ser usada uma “baixa” PP, como forma de minimizar a necessidade de concentrado (MARASCHIN, 1994 a), no entanto podendo resultar em baixa produção por unidade de área. O consumo de pasto é determinado pela oferta ou disponibilidade de pasto que varia inversamente com a taxa de lotação da pastagem. Enquanto o rendimento forrageiro da pastagem fixa sua capacidade de suporte para determinada categoria animal, a taxa de lotação define a disponibilidade de pasto, isto é,

a pressão de pastejo a que a pastagem é submetida, segundo uma relação inversa. A pressão de pastejo é uma arma do manejo de pastagens de capital importância, pois determina a produção animal e a condição da pastagem. Enquanto a pressão ótima de pastejo representa o uso de taxa de lotação compatível com a capacidade de suporte, o subpastejo caracteriza uma situação em que a taxa de lotação é baixa relativamente à capacidade de suporte da pastagem. Neste último caso, a alta oferta de pasto possibilita à vaca pastejar seletivamente de modo que a dieta mostra valor nutritivo acima daquele do pasto disponível, RODRIGUES et al. (1994). Em sub-pastejo, a produção de leite por vaca reflete a qualidade do pasto, caso o pastejo seja exercido por vacas de alta aptidão leiteira; entretanto, a produção por hectare é comprometida em decorrência da sub-utilização da área (GOMIDE, 1994). Pesquisas recentes, porém, tem indicado que são necessários mais trabalhos para o melhor entendimento entre as relações oferta de forragem (OF) e comportamento ingestivo dos animais aliados a sua seletividade no consumo. “Mesmo pastagens cultivadas apresentam heterogeneidade na distribuição horizontal e vertical da biomassa. A importância da estrutura da pastagem na determinação da resposta funcional em herbívoros traz a necessidade de partirmos para uma profunda descrição do perfil da pastagem. A simples caracterização da pastagem através da forragem disponível não é suficiente para


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9 Revista Attalea® Agronegócios

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10 Revista Attalea® Agronegócios - Nov 2008 -

FOTO: Editora Attalea

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se avançar no conhecimento da interface planta-animal. Uma disponibilidade de 2000 kg de MS/ha pode acontecer com as mais variadas apresentações no espaço, fruto de diversas combinações possíveis de altura e densidade” (CARVALHO, 1998). Tais características estruturais da pastagem podem ser determinadas pela sua genética e ser delimitadas pela plasticidade da planta forrageira no ambiente ao qual ele vive (CHAPMAN e LEMAIRE, 1994). Contudo, estas características não dependem exclusivamente da espécie forrageira utilizada e suas interações ambientais, mas também do manejo empregado, principalmente a pressão de pastejo ou oferta de forragem (OF) e posteriormente o nível de fertilização. O emprego de fertilizantes, quando necessário, apresenta profundas mudanças nas características da pastagem, sendo o nitrogênio (N) o nutriente que proporciona efeitos consistentes. O fornecimento de N, através de adubações, às pastagens tropicais possibilita um aumento no número, peso e tamanho de seus perfilhos associados a uma maior taxa de expansão foliar (CORSI, 1984; BARBOSA, 1998). Níveis crescentes de N permitem sustentar um maior número de folhas vivas/perfilho. O aumento da acumulação líquida de MS de lâminas foliares em decorrência da aplicação de N, é atribuível a um efeito conjunto sobre a taxa de expansão foliar, peso específico de folhas e densidade de perfilhos (SETELICH et al., 1998). Quando a forragem é de boa qualidade e a temperatura ambiente é agradável, o pastejo ocorre normalmente durante o dia. Porém, em condições

adversas (pastagens de má qualidade e temperaturas acima de limites toleráveis), principalmente para animais de elevado grau de sangue europeu, os bovinos estendem o pastejo até após o pôr do sol, recomeçando-o antes do amanhecer (NETO et al., 1985).

Segundo CORSI (1990) o consumo é o fator mais importante na determinação da qualidade da forragem. Na teoria da distensão, o mecanismo que controla o consumo voluntário é a distensão ruminal ou o enchimento do trato gastrintestinal, o ritmo de degradação no rúmen e o seu ritmo de passagem. Informações citadas por este autor mostram que um aumento de 10% da digestibilidade elevou o ganho de peso em 100%, como conseqüência da melhoria de consumo provocada pelo ritmo de passagem mais rápido pelo rúmen. Acompanhando o tema, os próximos artigos ajudarão a embasar o produtor quanto ao manejo e o potencial das pastagens para produção de leite a pasto. Dúvidas e sugestões devem ser encaminhadas para o e-mail josiortolan @hotmail.com. Até a próxima.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS MARASCHIN, G. E. Avaliação de forrageiras e.rendimento de pastagens com o animal em pastejo. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE FORRAGICULTURA. Reunião da Sociedade Brasileira de Zootecnia, 31. Maringá-Pr. 1994. Anais ... Maringá:Pr. EDUEM, 1994 b, p. 65-98 CORSI, M. Potencial das pastagens para a produção de leite. In: PEIXOTO, A. M. ; MOURA, J. C.; FARIA, V. P., (ed.). Bovinocultura Leiteira: Fundamentos da Exploração Racional Racional. Piracicaba: FEALQ, 1986. p. 147-154. WILSON, J.R., MANNETJE, L. Senescence, digestibility and carbohydrate content of buffel grass and green panic leaves in Res v. 29, p. swards. Aust. J. Agric. Res., 503-516. 1978 BARBOSA, M.A.A.F., et al. Dinâmica do aparecimento, expansão e senescência de folhas em diferentes cultivares de Panicum maximum Jacq.. In. REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ZOOTECNIA,33, Fortaleza,Ceará, 1996, Anais ... Fortaleza, 1996. p . 101-103. NETO, M. S. et al. Produção de leite a pasto. Informe Agropecuário Agropecuário, Belo Horizonte, v. 11, n. 132, p. 57-63, dez 1985. MARASCHIN, G. E. Sistema de pastejo 1. In: PEIXOTO, A. M. ; MOURA, J. C.; FARIA, V.(ed.). Pastagens: Fundamentos da Exploração Racional Racional. Piracicaba: FEALQ,1994 a. p.337-376. RODRIGUEZ, N. M et al.. Qualidade da dieta selecionada por vacas leiteiras, mantidas em regime exclusivo de pasto. In: REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ZOOTECNIA,31, Maringá,

Paraná, 1994, Anais ... Maringá, 1994. p.315. GOMIDE, J. A. Manejo de pastagens para a produção de leite. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE FORRAGICULTURA. Reunião da Sociedade Brasileira de Zootecnia, 31. Maringá-Pr. 1994. Anais ... Maringá:Pr. EDUEM, 1994, p. 141-168 CARVALHO, P.C.F. A estrutura da pastagem e o comportamento ingestivo de ruminantes em pastejo. In: JOBIM, C.C.; SANTOS, G.T.; CECATO, U., V. (ed). Simpósio sobre Avaliação de Pastagens com Animais. Maringá – PR, 1997, Anais ... Maringá, 1998. P. 25-52 CHAPMAN, D. F. e LEMAIRE, G. Morfogenic and strutural determinants of regrowth after defoliaton. In: INTERNATIONAL GRASSLAND CONGRESS, 17, proceedings ...p. 95-104, 1994. BARBOSA, M.A.A.F. Influência da adubação nitrogenada e das freqüências de corte na produção e nas variáveis morfogênicas do Capim Mombaça ( Panicum maximum Jacq.) Jacq.). Maringá: UEM, 1998. 53p : il. Dissertação (mestrado) – Mestrado em Zootecnia – UEM, 1998. CORSI, M. Produção e qualidade de forragens tropicais. In: SBZ (ed.) Novas Tecnologias de Produção Animal Animal, Piracicaba: FEALQ, 1990. p. 177-193. SETELICH, E. A., ALMEIDA, E. X. e MARASCHIN, G. E. Adubação nitrogenada e variáveis morfogênicas em capim elefante anão cv. Mott, sob pastejo. In. REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ZOOTECNIA, 35, Botucatu, São Paulo, 1998, Anais ...Botucatu, 1998. p . 152-154.


Streptococcus agalactiae: efeito sobre a contagem de células somáticas e eficiência da blitz terapia Guilherme Nunes de Souza 1 CristianoFaria/Leandro Rubiale 2 Luciano C. Dutra de Moraes 3 São mais de 100 agentes descritos na literatura como causadores de mastite. Porém, as bactérias Streptococcus agalactiae e Staphylococcus aureus são os principais agentes causadores de mastite subclínica em grande parte dos rebanhos leiteiros. Estes agentes são responsáveis por altas contagens de células somáticas (CCS), causando prejuízos econômicos para o produtor principalmente na redução na produção de leite. Estudos realizados na Embrapa Gado de Leite mostraram que aproximadamente 50% dos rebanhos apresentam animais infectados por S. agalactiae. A infecção por este agente pode resultar em infecção clínica aguda até subclínica crônica. S. agalactiae produz altas CCS em animais individuais, o que influencia significativamente na CCS do rebanho. Estudos realizados no Canadá e Estados Unidos mostraram que um grupo de rebanhos com contagens maiores que 700.000 células/ml, a média geométrica da CCS de vacas infectadas por S. agalactiae era 2.238.700 células/ml. Em rebanhos cujas contagens eram maiores que 800.000 células/ml, 80% das vacas com CCS maior que 500.000 células/ml estavam infectadas com S. agalactiae. Estudo realizado no Brasil, em rebanhos localizados na região Sudeste, mostrou a variação da CCS de animais de acordo com os patógenos da mastite, sendo observado o maior aumento na CCS em animais infectados por S. Tabela 11). agalactiae (Tabela O impacto de animais infectados por S. agalactiae na CCS do rebanho vai depender fundamentalmente da prevalência de vacas em lactação infectadas no rebanho (número de vacas infectadas em lactação sobre o número total de vacas em lactação). Esta relação pode ser observada na Tabela 22. Os rebanhos livres de S. agalactiae, mas com diferentes prevalências de S. aureus apresentaram contagens que variaram de 86.000 a 869.000 células/ml. Já os rebanhos infectados por S. agalac1 2 3

Pesquisador Embrapa Gado de Leite ; Analista da Embrapa Gado de Leite Assistente Embrapa Gado de Leite

Tabela 1. Variação CCS (x1.000/ml) conforme patógeno envolvido na infecção intramamária.

Patógeno Identificado no Isolamento Não houve isolamento de patógeno Staphylococcus aureus Streptococcus agalactiae Streptococcus sp. que não S. agalactiae Staphylococcus sp. coagulase negativo Corynebacterium sp.

Nº 1.137 790 551 351 466 826

L E I T E

Média Média A r i t m é t . G e o m é t r . Mediana 264 22 24 966 371 509 1.520 662 923 894 449 641 422 125 205 410 94 166

Fonte: Embrapa Gado de Leite - Projeto APPCC

tiae, independente da prevalência de animais infectados, apresentaram contagens superiores a 1.000.000 células/ ml. Levando-se em consideração os limites estabelecidos para CCS na Instrução Normativa 51 para Região Sudeste de 750.000 células/ml e de 400.000 células/ml a partir de julho de 2011, a presença de S. agalactiae em rebanhos leiteiros pode ser considerada fator crítico para o atendimento à legislação. O S. agalactiae pode ser erradicado da maioria dos rebanhos porque localizar-se somente na glândula mamária, com sobrevivência restrita fora do úbere, e é altamente sensível à penicilina. Em alguns países foram implementados programas regionais ou nacionais com o objetivo de erradicar o S. agalactiae dos rebanhos bovinos leiteiros. Caso este agente seja isolado de um rebanho, é recomendado a chamada blitz terapia, ou seja, todos os animais infectados são tratados simultaneamente com o objetivo de eliminar o agente do rebanho. Estudo realizado pela Embrapa Gado de Leite em dois rebanhos localizados em Minas Gerais avaliou a eficiência da blitz terapia parcial na erradicação de S. agalactiae e controle de S. aureus. Todos os animais identificados co-

mo positivos foram submetidos a tratamento intramamário com antibióticos (cloridrato de pirlimicina ou amplicilina associado à cloxacilina). Houve 100% de cura bacteriológica para S. agalactiae, indicando sucesso na erradicação deste patógeno do rebanho. A cura bacteriológica para S. aureus foi de 33% para o tratamento com cloridrato de pirlimicina e 45% para o tratamento com ampicilina associado à cloxacilina. Para poder realizar adequadamente a blitz terapia e avaliar a eficiência da eliminação do S. agalactiae do rebanho, é necessário a realização de exames microbiológicos consecutivos em amostras de leite para identificar os animais infectados e aqueles que eliminaram a infecção após a aplicação de antibiótico. O monitoramento também pode ser realizado por meio da CCS de animais e do rebanho. Desta forma, observa-se que rebanhos infectados por S. agalactiae dificilmente atenderão os limites estabelecidos na Instrução Normativa 51 para CCS. Porém a eliminação deste patógeno é possível, desde que haja identificação correta dos animais por meio de exames microbiológicos e utilização de bases farmacológicas específicas para a eliminação do patógeno.

Tabela 2. - Variação da contagem de células somáticas do leite de rebanhos de acordo com a prevalência de vacas em lactação do rebanho com isolamento de Staphylococcus aureus e Streptococcus agalactiae.

Rebanho 1 2 3 4 5 6 7 8 9

Vacas em Lactação 48 50 36 33 59 35 50 62 86

Prevalência S.aureus(%) 0 (0,0) 0 (0,0) 1 (3,0) 3 (9,0) 6 (10,0) 7 (20,0) 23 (46,0) 36 (58,0) 59 (69,0)

Fonte: Embrapa Gado de Leite - Projeto APPCC

Prevalência S.agalactiae(%) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 3 (9,0) 19 (38,0) 30 (48,0) 36 (42,0)

CCS rebanho (células/ml) 86.000 149.000 285.000 464.000 869.000 1.071.000 1.310.000 1.592.000 3.112.000

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12 Revista Attalea® Agronegócios - Nov 2008 -

Noite de festa marca confraternização dos agrônomos Foi um sucesso! Regado a muita alegria, cerveja, refrigerante e um excelente jantar, a Festa de Confraternização do Engenheiro Agrônomo de 2008 foi realizada no dia 17 de outubro, no Restaurante do Castelinho, em Franca (SP). O homenageado da noite foi o Engº Agrº Benício Elias de Sousa. A comissão organizadora promoveu ainda uma homenagem póstuma ao Engº Agrº Celso Furtane, falecido no início deste ano, e que trabalhava na Cocapec. O evento reuniu mais de 300 pessoas, entre profissionais, familiares e convidados. Foi brindado com muitos reencontros, mas também algumas ausências. “Estamos iniciando a organização do evento de 2009 e gostaríamos muito que todos os profissionais engenheiros agrônomos ‘reservem’ data para este evento. Trabalhamos muito e nos reunimos pouco. Praticamente é o único momento de nos reencontrarmos todos juntos”, explica Welson Roberto. “Em nome da Comissão Organizadora 2008, agradeço a todas as empresas patrocinadoras que contribuíram para a realização deste evento e também à AERF, pelo apoio na cessão do espaço para reuniões e pelo telefone para convidar os agrônomo”, diz Carlos Arantes. A comissão 2009 começará a se reunir ainda este mês de novembro.

Ricardo Ravagnani (Cocapec) e a zootecnista Claudine Campanhol

FOTOS: Editora Attalea

E V E N T O S

A comissão organizadora 2008: Carlos Arantes (Rev. Attalea Agronegócios), Djalma Blésio (Cati), Marcelo Avelar (Coonai), Welson Roberto (DEPRN), Caio Sandoval (Colégio Agrícola), Fabiano Mercateli (Dedeagro), Alex Kobal (AERF), Ednéia Vieira Brentini (Credicocapec), Fernanda Malvicino e Pláucius Figueiredo Seixas (Cocapec).

O homenageado Benício Elias Sousa

Dr. Albino João Rocchetti e esposa.

Roberto Maegawa (Cocapec)

Ricardo Nogueira (Solução Terra)

TÉCNICA EM SUPLEMENTAÇÃO

COOPERATIVA NACIONAL AGRO INDUSTRIAL

Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos da Região de Franca

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CALCÁRIO


FOTOS: Editora Attalea

André Siqueira (Casa do Café), Elaine e Sami Jurdi (Sami Máquinas) e o agrônomo Maury Faleiros e esposa.

Allan de Menezes e a esposa Sheila Lima (Bolsa Agronegócios)

E V E N T O S

13

Carlos Y. Sato (Cocapec) e José Amâncio de Castro (Credicocapec)

Marcelo Barbosa Avelar (Coonai) e esposa.

Paulo Figueiredo (Casa das Sementes) e esposa.

Revista Attalea® Agronegócios - Nov 2008 -

Alex Rodrigues Kobal Biolimp) e família.

(AERF

e

Djalma Blésio (Cati), Benício Sousa e Joel Leal Ribeiro (Cati).

Eduardo Lopes de Freitas (Coonai) e Lauriston B. Fernandes (Premix)

João Benetti (Embrafós), Thiago Nascimento e Fernando Paiva.

Márcio Lima Freitas (Bayer) Fernando Alves Ribeiro (Kissol)

Pedro César Avelar (Cati-Franca) e Sérgio Diehl (Cati-Pedregulho)

AgroP.

SENAR

.

Máquinas Agrícolas LTDA.

SÃO PAULO

R

e


FOTOS: Editora Attalea

E V E N T O S Gisele Avelar, Ednéia Vieira Brentini, Antônio Almeida e Belquice Rodrigues.

Clésio Brentini Branquinho e esposa

Caio Sandoval, Djalma Blésio, Plaucius Figueiredo Seixas e Paulo Figueiredo.

Rodrigo Chiarelli Biosoja) e esposa.

(Grupo

Fernando Antônio Fernandes (Coonai) e Jacinto Chiareli Jr. (Pref. Franca)

Geraldo do Nascimento Júnior e esposa

Rubens Manreza (Cocapec) e esposa.

Daniel Ferreira de Figueiredo (Banco Santander) e esposa.

Fernando Sordi Taveira (Assoc. Prod. Orgânicos Franca) e Carla Arantes.

Carlos Girardi Marques (Cati) e esposa.

Fabiano Mercatelli (Dedeagro) e esposa.

14 Revista Attalea® Agronegócios Getúlio e Clara Minamihara, Maurício - Nov 2008 -

Makoto Kondo e esposa.

CREA-SP Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de São Paulo

SINDICATO RURAL DE FRANCA


Lavouras mineiras sentem efeitos de chuva de granizo técnica de qualidade, para que ele se sinta seguro quanto à melhor medida a tomar para evitar que os prejuízos aumentem”, destacou o presidente da Cooxupé, Carlos Alberto Paulino da Costa.

FOTO: André Luis - Cooperacam

O município de Campos Gerais (MG) e áreas limítrofes como Três Pontas (MG), Boa Esperança (MG), Campo do Meio (MG) e Alfenas (MG) foram atingidos por fortes ventos e chuvas de granizo nos dias 15, 16 e 26 de setembro. Várias lavouras de café em estádio de pré-florada sofreram lesões nos ramos e grande desfolha, o que trará prejuízos consideráveis para a próxima safra (2009). Outras culturas, como batata, tomate, feijão e hortaliças também foram atingidas. O município de Campos Gerais possui, segundo dados da Emater-MG, 17 mil hectares plantados em café. A estimativa é de que 7 mil hectares foram atingidos pelo granizo. Deste total, 1.600 hectares pertencem a cooperados da Cooxupé. Alguns produtores podem ter a produção totalmente comprometida. Em função disso, a equipe de desenvolvimento técnico da Cooxupé alerta

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Granizo causa danos à florada

15 Revista Attalea® Agronegócios - Nov 2008 -

Attalea

que, para recompor as lavouras, serão necessárias podas, como decote com desponte e até mesmo recepa. Os agrônomos da cooperativa recomendam tratamentos fitossanitários e destacam: medidas precipitadas e incorretas, além de não resolverem o problema, podem aumentar os prejuízos do produtor. O cooperado deve definir a melhor estratégia para minimizar os danos causados em suas lavouras orientandose com o departamento técnico da Cooxupé. “Esta é nossa função: atuar junto ao cooperado, com assistência

A situação na região de Campos Gerais é mais grave em propriedades que já sofreram com a seca prolongada em 2007 e que estavam com as lavouras preparadas para gerar boa produção em 2009. Uma avaliação mais efetiva dos danos deve ocorrer nos próximos meses. No entanto, um fato é apontado como certo por nossa equipe: as lavouras que estavam prontas para a abertura da florada sofreram danos irrecuperáveis. Diante desse quadro, os produtores que amargaram prejuízos estão refazendo sua programação de insumos Fonte: Folha para a safra 2008/2009. (Fonte: Rural - Outubro/2008 Outubro/2008)

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16 Revista Attalea® Agronegócios - Nov 2008 -

ABIC aponta aumento do consumo de café em 2008 A meta da ABIC - Associação Brasileira da Indústria do Café de chegar ao final de 2008 com um consumo interno de 18,1 milhões de sacas, representando um crescimento de 5,8% em relação a 2007 (17,1 milhões de sacas), vai ser atingida. Pesquisa realizada no período compreendido entre maio de 2007 e abril/2008, considerado como intermediário e indicativo de eventuais tendências para o ano, registrou o consumo de 17,45 milhões de sacas, isto representando um acréscimo de 3,43% em relação ao período anterior correspondente (maio/ 06 a abr/07), que havia sido de 16,87 milhões de sacas. “Isto significa que o País ampliou seu consumo interno de café em 570 mil sacas nos 12 meses considerados”, diz Natal Martins, profissional da área de Pesquisa e Informações da ABIC.

Já o consumo per capita foi de 5,64 kg de café em grão cru ou 4,51 kg de café torrado, quase 74 litros para cada brasileiro por ano, registrando uma evolução de 2,1% em relação ao período intermediário anterior, o que confirma a constatação da pesquisa InterScience, de que as pessoas estão consumindo mais xícaras de café por dia. Esta pesquisa mostra que 9 em cada 10 brasileiros acima de 15 anos consome café diariamente, o que faz do café a segunda bebida com maior penetração na população, atrás apenas da água e à frente dos refri-gerantes e do leite. Este resultado iguala o consumo por habitante/ano do Brasil (5,64 kg/hab/ano) ao da Itália (5,63 kg/ hab/ano), supera o da França (5,07 kg/hab/ano) ficando pouco abaixo do consumo da Alemanha (5,86 kg/ hab.ano).

E

Os campeões de consumo, entretanto, ainda são os paises nórdicos, com a Finlândia alcançando 12 kg por habitante/ano. “Por outro lado, considerando o café já torrado e moído, o consumo per capita de 4,51 kg/hab/ano aproxima-se do consumo histórico de 1965, que foi de 4,72 kg/hab/ano”, comemora o presidente da ABIC, Almir José Silva Filho. A importância disto está no fato de que a ABIC, ao lançar o Programa do Selo de Pureza, em 1989, anunciou que pretendia reverter a queda no consumo de café que havia à época por meio da oferta de melhor qualidade ao consumidor, com o objetivo de retomar o grande consumo interno registrado pelo extinto IBC em 1965. “Parece que a hora está chegando! Os consumidores brasileiros já reconhecem a melhora da qualidade do café que lhes tem sido oferecido e comemoram tomando mais xícaras a cada dia!”, analisa o presidente. A ABIC continuará perseguindo a meta de atingir 21 milhões de sacas no ano 2010. Nos próximos anos, a entidade pretende incrementar e consolidar o mercado de cafés Superiores, Gourmet e Especiais. Para tanto, em 2007 ampliou o leque de seus programas de qualidade e certificação, que já contam com o Selo de Pureza ao lado do PQC Programa de Qualidade do Café e tem agora o PCS Programa Cafés Sustentáveis do Brasil, que assegura produção sustentável da fazenda até a xícara.

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BASF e Campagro realizam palestra em Ibiraci (MG) e orientar os cafeicultores de todo o país para a importância do controle da Phoma e da Ascochyta, doenças consideradas de pouca importância até anos atrás, mas que vem mostrando reduzindo drasticamente as produções de lavouras de café, principalmente quando em condições climáticas favoráveis”, explica Mendonça. De acordo com o pesquisador, o ataque do fungo é favorecido quando as condições climáticas coincidem temperaturas amenas (18 a 19 º C) e umidade relativa elevada. FOTOS: Editora Attalea

No mês de outubro, a Campagro realizou mais uma palestra para cafeicultores, abordando o tema “Controle da Phoma e da Ascochyta”. Desta vez foram contemplados os cafeicultores de Ibiraci (MG), que puderam conhecer e tirar suas dúvidas a respeito do controle destas doenças, considerada muito importante pelo pesquisador Pedro Paulino de Mendonça, responsável pelo departamento de Desenvolvimento de Mercado da BASF. “Procuramos alertar

A equipe Campagro de Ibiraci:- Lucas, Vinícius, Alencar, Jonatas e Guilherme.

Esta condição ocorre principalmente com a entrada de frentes-frias, com chuvas finas e continuadas. Áreas sujeitas à incidência de ventos, com histórico da doença e lavouras irrigadas são as mais favoráveis à doença. Mendonça apresentou resultados de pesquisa com a utilização do fungicida Cantus®, com alta eficácia sistêmico Cantus no controle da Phoma e da Ascochyta, com maior período de controle. Estiveram presentes na palestra cerca de 40 cafeicultores, que puderam conhecer ainda a linha de fertilizantes foliares da Compo do Brasil.

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18 Revista Attalea® Agronegócios - Nov 2008 -

Aquecimento Global foi tema de palestra em Varginha No dia 14 de outubro, o CNC Conselho Nacional do Café realizou a palestra “O impacto do aquecimento global na cafeicultura”, ministrada pelo chefe geral da Embrapa Informática Agropecuária, Eduardo Delgado Assad, e pelo Prof. Dr. Hilton Silveira Pinto, coordenador de Projetos de Meteorologia da Unicamp, no auditório da Minasul - Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Varginha. Durante o evento, que contou com a presença de produtores e lideranças das entidades da cadeia produtiva do café, foram expostas projeções de cenários climáticos à cafeicultura brasileira de arábica e robusta até o ano de 2070 e quais podem ser os prováveis impactos ocasionados na atividade. “As análises foram realizadas nos principais Estados produtores, como Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Paraná, e nos permitem saber quais ações de mitigação e adaptação tomar para que a cafeicultura não sofra com o aquecimento global”, explicou Assad. O coordenador de Projetos de Meteorologia da Unicamp mencionou que foram mostrados os cenários prováveis à cafeicultura com o impacto do aqueGráficos em cimento na atividade. (Gráficos Anexo Anexo). “Demonstramos até o pior cenário possível com o exato intuito de evitá-lo, através da prática dos trabalhos e pesquisas que desenvolvemos. Existe a possibilidade de redução do aquecimento e de adaptação da cafeicultura a ele”, disse o professor Hilton. A percepção do público presente à palestra foi das melhores possíveis, uma vez que, segundo a maioria dos parti-

FOTO: Divulgação - CNC

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Paulo André Kawasaki (CNC), Eduardo Delgado Assad, (Embrapa Informática Agropecuária), Prof. Hilton Silveira Pinto (Coordenador de Projetos de Meteorologia da Unicamp), Marcelo Martins (presidente da Minasul) e Aymbiré Fonseca (chefe da Embrapa Café).

cipantes, foram esclarecidos diversos pontos duvidosos que existiam a respeito do tema. “Ficamos sabendo da iminência do aquecimento global, mas, mais do que isso, soubemos que há como preveni-lo e/ou adaptar a cafeicultura a essa realidade de um mundo mais quente”, comentou Marcelo Martins, presidente da Minasul. É válido destacar a presença do gerente geral da Embrapa Café, Aymbiré Francisco Almeida da Fonseca, que colaborou com o CNC na organização do evento e participou respondendo a dúvidas do público presente. “Durante a palestra, os participantes puderam compreender que as mudanças climáticas, continuando nos níveis de crescimento dos últimos anos, terão uma interferência importante na cafeicultura. Contudo, a palestra também mostrou, claramente, que existem alternativas para

minimizar os efeitos dessas alterações, especialmente no que diz respeito à elevação da temperatura”, anotou. Um ponto em comum levantado pelos pesquisadores foi a necessidade de mais investimentos em pesquisa científica, nas diversas áreas do conhecimento, focando o esforço na busca de cultivares adaptadas, estudos de cultivos consorciados ou associados com espécies arbóreas, assim como dos aspectos relacionados ao manejo do solo e da planta, como poda, adensamento, cultivo mínimo, irrigação, etc. Assad, Prof. Hilton e Aymbiré também concordaram que, como essas alterações serão mais sentidas em médio prazo, é adequado que, no presente momento, sejam planejados e iniciados trabalhos de pesquisa, os quais, demandam tempo para oferecer resultados concretos e seguros à atividade cafeeira.

Figura 1 - Zoneamento Climático para Café Arábica, de acordo com as previsões de aumento da temperatura global.

SITUAÇÃO ATUAL

Irrigação Necessária Baixo Risco Climático Irrigação Recomendada Risco de Geadas Risco de Temp. Elevadas

ANO 2020

ANO 2050

ANO 2070

Alto Risco Climático


Figura 2 - Zoneamento Climático para Café Robusta, de acordo com as previsões de aumento da temperatura global.

Temperatura Atual

Temperatura Atual

+ 1º C

+ 1º C

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+ 3º C

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+ 3º C

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Cafeicultor de Pedregulho fica entre os melhores de SP FOTO: Editora Attalea

20 Revista Attalea® Agronegócios - Nov 2008 -

A Câmara Setorial do Café de São Paulo, promotora do 7º Concurso Estadual de Qualidade do Café de São Paulo Paulo, anunciou no mês de outubro os dez melhores cafés da safra 2008 em São Paulo. Concorreram 67 amostras na categoria “Cafés Naturais” e 43 na categoria “Cereja Descascado”. Todas as amostras que participaram do Concurso Estadual foram campeãs das competições regionais, promovidas por associações e cooperativas de produtores. O melhor café da safra foi O cafeicultor Aníbal Antônio Branquinho produzido na Fazenda Rerecebe premiação no 6º Concurso da AMSC creio, de Homero Teixeira de Macedo Junior, de São Sebastião da se destaca por produzir apenas em Grama (SP). Ele participou na categoria pouco mais de três hectares. “Cereja Descascado” no 7º Concurso “Isso mostra a preocupação com a Estadual de Qualidade do Café, que qualidade do café em São Paulo, indeanunciou seus resultados no Museu do pendentemente se o produtor é de Café, em Santos (SP). Foram pagos R$ pequeno porte ou tradicional no ramo. 1.280 pela saca do produto vencedor. Além disso, a cada ano o concurso tem Em segundo ficou Fernando Loureiro, mais produtores participando - foram de Torrinha (SP), concorrente da cate- mais de mil agora, o que só ajuda a aprigoria “Café Natural”. A saca foi morar ainda mais a busca e o comcomprada por R$ 870. promisso com a qualidade”, comentou O cafeicultor Aníbal Antônio Bran- o secretário de Agricultura e Abastequinho, da Fazenda Nossa Senhora da cimento do Estado, João Sampaio. Abadia, de Pedregulho (SP), havia se O resultado do 7º Concurso classificado em 5º lugar no 6º Concur- Estadual foi divulgado em 14 de outuso de Qualidade de Café da Alta bro pela empresa Apply Auditores, de Mogiana Mogiana, realizado pela AMSC em Santos, que acompanha o certame proagosto último, em Franca (SP). movido pela Câmara Setorial do Café, Chamou a atenção do público pre- uma das 28 que funcionam no âmbito sente as diferenças entre os dois da Coordenadoria de Desenvolvimento primeiros colocados: a propriedade de dos Agronegócios da Secretaria (CoMacedo Junior tem tradição de mais de deagro) e que é presidida por Nathan cem anos em café, enquanto Loureiro Herszkowicz.

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Os melhores cafés de SP em 2008 CEREJA DESCASCADO:1º lugar lugar: Homero Teixeira de Macedo Junior, de São Sebastião da Grama . preço de venda da saca: saca R$ 1.280

2º lugar lugar: Lindolpho de Carvalho Dias, de São Sebastião da Grama. Preço de saca: R$ 804 venda da saca 3º lugar: Regina Rusca Queiroz, de Bragança Paulista (SP). Preço de venda da saca saca: R$ 501 4º lugar lugar: José Felet Sobrinho, de Taquarituba (SP). Preço de venda da saca saca: R$ 450 5º lugar lugar: Celso dos Santos & Outros, de Caconde (SP). Preço de venda da saca saca: R$ 417 CAFÉ NATURAL:1º lugar lugar: Fernando Loureiro, de Torrinha (SP). Preço de venda da saca saca: R$ 870 2º lugar lugar: Anésio Contine, de Espírito Santo do Pinhal (SP). Preço de venda saca: R$ 501 da saca 3º lugar lugar: Adriano Leite Vallim, de São João da Boa Vista (SP). Preço de venda da saca saca: R$ 460 4º lugar lugar: Anibal Antonio Branquinho, de Pedregulho (SP). Preço de venda da saca saca: R$ 418 5º lugar lugar: Sebastião Alves Filho, de Preço de venda da Caconde (SP).Preço saca saca: R$ 415


Pesquisa sobre efeito do Zinco na qualidade do café Pesquisa desenvolvida por pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) concluiu que o suprimento de Zinco (Zn) afeta positivamente a qualidade dos grãos de café, caracterizada por tamanho dos grãos, porcentagem de grãos brocados, teor de Zn nos grãos, condutividade elétrica, lixiviação de potássio e concentração de ácidos clorogênicos. Os resultados deste estudo foram apresentados no XII Simposio Iberico de Nutrición Mineral de Las Plantas, de 22 a 24 de outubro, em Granada - Espanha. Hermínia Emília Prieto Martinez, pesquisadora da UFV, representará a equipe (Yonara Neves/ UFV, Adriana Farah e Daniel Perrone/ UFRJ) na apresentação dos resultados. UFV e UFRJ são instituições parceiras do Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café (CBP&D/ Café), administrado pela Embrapa Café. O efeito do Zinco sobre a produtividade das lavouras é conhecido, mas são poucos os trabalhos que relacionam nutrição mineral e qualidade dos grãos de café, especialmente em relação a este micronutriente. Destaque também para a interação de pesquisadores especialistas nas áreas de nutrição mineral e química do café e da parceria entre instituições de ensino de referência. O trabalho complementa outros estudos que têm enfocado a composição química de grãos de café, relacionando o teor de diversos compostos à classificação comercial dos grãos crus e à qualidade da bebida, tradicionalmente avaliada pela “prova de xícara”. As plantas suplementadas com Zn apresentaram maior porcentagem de grãos exportáveis graúdos, retidos nas peneiras 17 e 18. Merece destaque a

porcentagem de grãos atacados por broca, que, embora pequena, foi significativamente menor nos frutos das parcelas que receberam Zn (0,65%) em relação àqueles cultivados sem fornecimento desse mineral (1,85 %). Segundo dados da pesquisa, o fornecimento de Zn promoveu a elevação do teor de ácidos clorogênicos do grão, sendo uma provável razão para a não preferência do inseto por grãos com maiores teores de compostos fenólicos. A avaliação sensorial (prova de xícara) transformada em nota resultou em diferença não significativa entre os tratamentos, muito embora a nota média da bebida preparada com frutos de plantas que não receberam Zn tenha sido 60 e a dos frutos de plantas suplementadas com Zn tenha sido 72,5. A suplementação das plantas com Zn levou a um aumento significativo da concentração do elemento nos grãos, de 5,1 para 7,1 mg/kg. Em termos absolutos a diferença é pequena, porém, segundo os pesquisadores , pode ter sido suficiente para promover alterações metabólicas relevantes. Manutenção da qualidade – Conforme estudos anteriores, várias condições, incluindo a injúria mecânica dos grãos, afetam a estrutura das membranas celulares nos grãos de café, podendo modificar a composição química do grão cru, que ao ser torrado irá produzir compostos que alterarão o aroma e o sabor da bebida. O Zn contribui para a manutenção da integridade da membrana. Quanto à acidez, vale ressaltar que na prova de xícara, algumas das amostras de frutos das plantas suplementadas com Zn receberam as denominações de dura cítrica e dura frutada, com maior

nota final. É o que alguns provadores denominam acidez positiva, caracterizada por uma acidez cítrica, típica de cafés de bebida fina. Os dados da pesquisa chamam a atenção para a maior concentração de ácidos clorogênicos nos grãos das plantas suplementadas com Zn, com uma indicação de que o micronutriente esteja de alguma forma implicado em sua síntese, muito embora na literatura científica só haja referências à participação de Cobre, Ferro, Boro e Manganês na síntese de fenóis. Vale considerar que a degradação térmica dos ácidos clorogênicos durante a torrefação do café resulta na pigmentação, formação do aroma e, amargor da bebida. Embora haja um consenso na literatura sobre a associação de baixa qualidade de café às concentrações totais de ácidos clorogênicos, neste estudo esta associação não foi observada. O teor de ácidos clorogênicos totais nos frutos das plantas suplementadas com Zn foi significativamente superior ao observado nos grãos daquelas não suplementadas. De acordo com Adriana Farah, professora e pesquisadora do Instituto de Química da UFRJ, os ácidos clorogênicos apresentam capacidade antioxidante e parecem também exercer atividades hipoglicemiante, antiviral, hepatoprotetora e imunoprotetora nos seres humanos. Nesse sentido, pode-se afirmar que além do papel desempenhado pelos ácidos clorogênicos no desenvolvimento do flavor do café no processo de torra, e independentemente de seu efeito na qualidade sensorial da bebida, uma maior concentração desses compostos é interessante do ponto de vista nutracêutico. (Cibele Aguiar Embrapa Café )

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Jacuí e Araponga vencem o 5º Concurso de Qualidade de Café de Minas Gerais Zona da Mata. Os municípios A Secretaria de Agriculde Dom Viçoso (MG), Botetura do Estado de Minas Gerais lhos (MG), Pedralva (MG) e e a Emater-MG em parceria São Francisco de Paula (MG) com a UFLA - Universidade - todos do Sul de Minas - comFederal de Viçosa (MG) divulpletaram a lista dos cinco garam no final de outubro os melhores do estado. finalistas do 5º Concurso de Qualidade dos Cafés de O concurso recebeu este Minas Gerais. ano inscrições de 1.500 produtores das quatro regiões Na categoria “Café Natuprodutoras de café do Estado: ral”, o melhor café é do muniMatas de Minas, Sul de Minas, cípio de Jacuí (MG), do proChapadas de Minas e Cerrado. dutor Francisco Luiz da Costa, Minas Gerais ocupa o 1º que teve seu lote de 20 sacas O cafeicultor Francisco Luiz da Costa, de Jacuí (MG) lugar no ranking dos maiores arrematado no leilão pelo recebe premiação, ao lado de Antônio Nazareno (Reitor Secretário de Agricultura produtores de café do país, valor de R$ 1.030,00 a saca da UFLA) e Gilman Vianna ((Secretário Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais). segundo o IBGE. pelo Consórcio Mineiro. Dados da Emater-MG mostram que O município de Patrocínio (MG), no Marcio Octavio do Couto Rosa e o Estado tem uma produção de cerca cerrado mineiro, conquistou o segundo Sebastião de Carvalho Montans. lugar, com a cafeicultora Amélia Na categoria “Cereja Descascado”, de 22.105.814 sacas de 60 quilos de café Ferraciole Delarisse. Carlos Sérgio Sanglard, de Araponga beneficiados em uma área de 1.033.260 Já o município de São Sebastião do (MG) levou o primeiro prêmio e vendeu hectares. O município de Patrocínio Paraíso (MG) conquistou o terceiro e o no leilão seu café por R$ 1.200 a saca. O no cerrado mineiro - é o maior produtor quinto lugar, respectivamente com lote foi comprado pelo Café Toko, da de café do estado. FOTO: Divulgação - Cooparaíso

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Monte Santo de Minas, Monte Belo e Muzambinho entre os 50 finalistas do 18º Prêmio Illy de Qualidade A Fundação Ernesto Illy divulgou no início do mês os 50 finalistas do Concurso de Qualidade do Café para ‘Espresso’. A Comissão Julgadora, formada por consultores científicos do laboratório brasileiro da empresa e especialistas vindos da Itália especialmente para esta seleção, teve um árduo trabalho para escolha dos melhores cafés entre as 530 amostras inscritas, representando 107.019 sacas de excelente qualidade. Das amostras finalistas, 49 são provenientes do estado de Minas Gerais e apenas uma vem de São Sebastião da Grama (SP), São Paulo. As regiões do Cerrado e Norte de Minas concorrem com duas amostras cada e, Matas de Minas, com dez. O Sul de Minas é responsável por 70% das selecionadas para a nova etapa do concurso, com 35 amostras concorrentes. Ressaltamos a grande quantidade de cafeicultores de munípios tradicionais, como os oito

cafeicultores de Carmo de Minas (MG), os oito de Araponga (MG) e os seis de Cabo Verde (MG). Dentre os finalistas mineiros, destaque para os cafeicultores Carlos Henrique Ribeiro do Valle, do município de Monte Santo de Minas (MG); Marco Antonio Tejada de Podesta, de Monte Belo (MG); e os três classificados de Muzambinho (MG): Ailton dos Santos, Armando Santos Júnior e a família de Tuffi Mussi. O diretor da empresa responsável pela compra e exportação dos cafés Illy, Porto de Santos (PDS), Nelson Carvalhaes, pontuou que o Prêmio está ao alcance de todos os produtores de café arábica de alta qualidade espalhados pelo Brasil. “Recebemos cafés de seis estados: Goiás; Minas Gerais, das regiões do Cerrado, Sul, Norte e Matas de Minas; Bahia, do Cerrado baiano, Chapada Diamantina e Vitória da Conquista; São Paulo, da Alta Paulista,

Araraquarense e Sorocabana; Espírito Santo; e Rio de Janeiro”, explica. Segundo o presidente da Comissão Julgadora e diretor da Assicafé, laboratório da illycaffè no Brasil, dr. Aldir Alves Teixeira, a alta qualidade das amostras torna mais acirrada a disputa pelos primeiros lugares. A divulgação dos 10 primeiros colocados será somente no dia da festa de premiação, que acontecerá no dia 6 de março de 2009, na cidade de São Paulo. Eles receberão respectivamente US$ 30.000, US$ 20.000, US$ 10.000, US$ 5.000, US$ 3.000 e do sexto ao décimo lugares US$ 1.000. Os demais ganhadores, ou seja, do 11º ao 50º receberão US$ 700. Os classificadores com maior número de amostras aprovadas serão premiados com US$ 2.000 para o vencedor, US$ 1.500 para o vice-campeão e US$ 1.000 para o terceiro colocado, totalizando mais de US$ 100 mil em prêmios.


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FOTOS: Editora Attalea

Cristais Paulista e Serra Negra vencem o 5º Concurso de Qualidade de Café Cocapec

Os premiados da concurso. CAFÉS NATURAIS:- Guilhermino Antonio de Souza (1º lugar); Bernardino Pucci (2º); Marcos Andrade Barbosa (3º); Walter Ferreira (4º); e José Ismar Mendes (5º).

O cafeicultor Guilhermino Antonio de Souza (Sítio Faquinha, Cristais Paulista/SP) foi o grande vencedor do 5º Concurso de Qualidade de Café Cocapec Cocapec, realizado no final do mês de outubro, cuja premiação aconteceu no dia 22, no Salão da Agabê, em Franca (SP). Guilhermino ficou em primeiro lugar na categoria “Café Natural” e levou, como prêmio, o pulverizador

23 CEREJA DESCASCADO:- Eurípedes Alves Pereira (3º lugar); Dirnei de Barros Pereira (5º); o agrônomo da Agropastoril Revista Quintas da Serra (1º); Joaquim Antonio Rodrigues (2º); e Attalea® Paulo Eduardo Ribeiro Maciel (4º) Agronegócios

Jacto PH400. Bernardino Pucci (São José da Bela Vista/SP) ficou com a moto Honda Titan KS; Marcos Andrade (Ibiraci/MG) com a carreta Facchini; Walter Ferreira (Franca/SP) com a roçadeira Tatu RC2; e José Ismar (Jeriquara/SP) com o tratamento de 5 hectares com o produtos da Syngenta. Na categoria “Cereja Descascado”, a empresa Agropastorial Quintas da Serra, de Serra Negra (SP), abocanhou o pri-

meiro lugar. Joaquim Antonio Rodrigues (Sítio Catiguá, Capetinga/MG) ficou em segundo e Eurípedes Alves Pereira (Fazenda Santa Terezinha, Cássia/MG), em terceiro lugar. Ao todo, foram avaliadas 210 amostras, tendo como jurados Jorge José Menezes Assis (Monte Alegre Coffee), José Antônio dos Santos (Beigel Coffee), Luciano Agostini (Coopinhal) e André Peres (Syngenta).

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Pesquisa da ESALQ monitora carbono, água e nutrientes em floresta de eucalipto O eucalipto é uma alternativa ambiental satisfatória para o setor florestal? O projeto “Quantificação dos balanços de carbono, água e nutrientes, na escala do ecossistema, para uma rotação do eucalipto usando torre de fluxo” pretende encontrar uma resposta precisa para a questão. A coordenação da pesquisa é do professor José Luiz Stape, do departamento de Ciências Florestais (LCF), em parceria com pesquisadores do Centro Internacional de Pesquisa Agronômica (Cirad), da França, e do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG), da USP. Para permitir a análise das relações do eucalipto com o ecossistema, foi instalada uma torre de fluxo em área florestada pertencente a uma das onze empresas do

setor florestal que financiam o projeto por meio do IPEF - Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais. A torre começou a operar em fevereiro deste ano e acompanhará o ciclo completo do eucalipto, que dura aproximadamente sete anos. O projeto está orçado em cerca de R$ 2 milhões e a proposta é alcançar resultados científicos que auxiliem no manejo econômico e ecológico da cultura do eucalipto como fonte primária para o setor. A torre está localizada próxima à Estação Experimental do LCF, em Itatinga (SP), e monitora cerca de 100 hectares, onde estão plantados 150 mil exemplares de eucalipto, todos mapeados pelos pesquisadores.

FOTO: Divulgação - ESALQ

S I L V I C U L T U R A

Para Yann Nouvellon, pesquisador do Cirad, “estudar o impacto do eucalipto e entender melhor o ciclo do carbono nesse tipo de floresta interessa ao mundo todo sob o ponto de vista das condições ideais que definem o melhor modelo de crescimento florestal”. A área de análise tem origem seminal e seu corte ocorrerá em março de 2009. A partir daí, será efetuado um plantio clonal, o que permitirá melhorar a qualidade genética e avaliar a adaptação da nova floresta às diferentes condições de chuva, temperatura e sua combinação com solos arenoso e argiloso. Além do clone principal, uma coleção de 11 materiais genéticos de eucalipto será também instalada para avaliar as possíveis diferenças ecofisiológicas no gênero Eucalyptus. Após o corte, a torre será baixada para 10m, sendo elevada conforme o crescimento da floresta. Segundo o professor Stape, “a produtividade das plantações florestais resulta da interação entre genótipo, manejo e fatores ambientais, referentes à disponibilidade e uso dos recursos naturais como luz, água e nutrientes. O objetivo final do projeto é formular recomendações técnicas, usando modelos ecofisiológicos que otimizem a produção e garantam a sustentabilidade dos plantios comerciais”.


Reflorestamento com Acacia mangium tem rendimento final de até US$ 91 mil por hectare FOTO: Editora Attalea

Nativa da parte noroeste da Austrália, de Papua Nova-Guiné e do oeste da Indonésia, a Acacia mangium é uma espécie potencial para cultivo nas zonas baixas eúmidas, apresentando usos variados entre eles a construção civil e movelaria. As razõespara promover seu uso são o crescimento rápido e a adaptação a sítios de característicasfísicas e químicas de solo relativamente difíceis e com poucas opções de produçãoflorestal. Tem sido introduzida em países como Sri Lanka, China Popular, Tailândia, Malásia, Nepal, Filipinas, entre outros. Na América Central foi introduzida em nível experimental em 1979 e em nível de produção só a partir de 1984, na Costa Rica, Panamá e Honduras. Cresce em regiões com até 800 m, com temperaturas desde 12°C até 34°C e precipitações que variam de 1.000 a 3000 mm / ano. Desenvolvese em solos erosionados, com forte declividade, solos ácidos com pH até 4 e com altos conteúdos de alumínio. Suporta períodos secos prolongados de até 7 meses. A Acacia mangium é uma espécie heliófita, capaz de produzir madeira de excelente qualidade, crescer 5 m/ano ou 321,93 m3/ha em 5 anos, sem falar nos produtos apícolas e tanino de boa aceitação no Brasil e no exterior. Na Índia, a espécie vem sendo empregada em substituição à Teca (Tectona grandis), com vantagem e maior lucratividade, rendendo até US$91.856,75 por hectare, desconsiderando o aproveitamento da madeira de desbaste, do tanino, do mel extraído das folhas e flores, da própolis, da cera, da geléia real e da forragem das folhas que contém 41% de proteína. Sua madeira é largamente utilizada nas indústrias de base florestal para a fabricação de papel e celulose; móveis de excelente qualidade, portas, carvão, MDF, madeira-cimento, aglomerados, laminados, tábua de fibra de madeira e cimento

(WWCB), OSB e moradias, a exemplo do que vêm sendo feito nas Filipinas. As novas leis ambientais proíbem a extração de madeiras das florestas naturais, conseqüentemente, madeiras de reflorestamento valorizaram muito nos mercados nacional e internacional, assegurando excelentes rendimentos financeiros aos investidores. Além do retorno econômico garantido, o reflorestamento de Acacia mangium permite a recuperação dos solos degradados e impróprios para a agricultura. Com a instituição das novas políticas de despoluição da atmosfera (retirada de CO2 atmosférico), as empresas poluidoras dos países desenvolvidos pagarão aos reflorestadores pela remoção do CO2 lançado na atmosfera. Preços estes que têm oscilado entre US$20 e US$100,00 por tonelada de carbono retirado. Deste modo, a fixação de CO2 pela Acacia mangium pode proporcionar ganhos adicionais de até US$

558.00/ha/ano, mediante a venda de bônus. Esta nova oportunidade de investimento levou a estudar a espécie e desenvolver variedades adaptadas aos mais diferentes climas brasileiros. No norte do Brasil, empresários Suíços e Canadenses estão concluindo o plantio de 30.000 hectares de Acacia Mangium, para o abastecimento de uma fábrica de papel e celulose, onde estão investindo 300 milhões de dólares. A partir de um plantio de Acacia mangium com seis anos de idade, o empresário poderá formar um grande patrimônio, com retorno garantido, por não importar madeiras de outras regiões e pela venda líquida e certa da madeira excedente. De fácil cultivo e manutenção, a floresta poderá ser formada e manejada para produção de madeiras para os mais variados fins, sendo que aquelas madeiras de menores diâmetros terão aplicação imediata nas padarias, pizzarias e olarias, antecipando receitas financeiras. As árvores adultas atingem alturas de 25 a 35 m e 1,10 m de diâmetro e sua elevada capacidade de fertilização e estabilização de solos, têm permitido sua utilização vantajosa no consórcio com café, no sombreamento de cacaueiros, na recuperação de solos bem como na contensão de encostas e roFonte: www.castro.to dovias. (Fonte: www.castro.to)

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Pesquisadores do CTC em busca do etanol do futuro Cercado de canaviais, o agrônomo Tadeu Andrade, de 55 anos, lidera hoje um grupo de oito pesquisadores de elite em Piracicaba, no interior de São Paulo, epicentro da maior indústria de álcool do mundo. Durante mais de duas décadas, os cientistas que ali trabalham permaneceram obscuros, dedicando-se a estudar a cana-de-açúcar. Não havia charme nenhum nesse trabalho e os recursos eram escassos. Ainda assim, Piracicaba se transformou no centro mundial da pesquisa canavieira. Foi o que ocorreu até que o petróleo atingisse cotações perigosamente altas e o etanol despontasse como uma alternativa energética séria. Hoje, ele e os pesquisadores do CTC - Centro de Tecnologia Canavieira conduzem parte de pesquisas que movimentam bilhões de dólares e milhares de cientistas em alguns dos principais centros de inovação do mundo. Como diretor de pesquisa e desenvolvimento do CTC, Andrade é o responsável por ganhar a corrida que levará ao etanol de celulose. Piracicaba passou a concorrer com o Vale do Silício, na Califórnia, pela paternidade desse novo etanol. Um combustível que, pelo menos em teoria, poderá ser extraído da celulose de qualquer resíduo vegetal, desde pedaços de madeira até grama, passando pelo

bagaço da cana-de-açúcar. “Em 20 anos, a nova tecnologia pode dobrar a produção brasileira de etanol sem aumentar um único hectare de área plantada”, diz Andrade. “O mundo inteiro está atrás dessa descoberta. E não há um momento em que a gente deixe de sentir a pressão para conseguir resultados rapidamente.” Boa parte da importância que a cana ganhou na economia brasileira, e da atração que hoje exerce sobre investidores estrangeiros, se deve às realizações do CTC, criado em 1969 como um laboratório da Copersucar e bancado desde 2004 por 175 empresas do setor. “Não dá para imaginar a competitividade do álcool brasileiro sem a tecnologia desenvolvida lá”, diz Antônio de Pádua Rodrigues, diretor técnico da Unica, entidade que reúne os principais produtores de açúcar e álcool do país, boa parte deles também mantenedora do CTC. Nas últimas quatro décadas, o CTC se consolidou como um centro de excelência do agronegócio brasileiro - espécie de Embrapa da iniciativa privada. Dos campos experimentais e dos laboratórios de Piracicaba saíram as bases para tornar o etanol de cana o biocombustível mais competitivo do mundo. No início dos anos 80, o CTC criou a

2º CONGRESSO TECNOLÓGICO de ENGENHARIA, ARQUITETURA e AGRONOMIA

18, 19 e 20 de NOVEMBRO LOCAL: Morada do Verde II Spazio • “Análise da Economia Regional” (Antônio Vicente Golfeto) • “Trajetória de Sucesso, Motivação e Empreendedorismo” (Átila e Rosi) • “Aquecimento Global” (Luiz Carlos Kal Machado)

Associação dos Engenheiros e Arquitetos Região de Franca

ACIF, CREA-SP, CBH-SMG, FAEASP, MÚTUA, SABESP, SEBRAE-SP, PREFEITURA de FRANCA e UNIFRAN

FOTO: Editora Attalea

C A N A D E A Ç Ú C A R

primeira variedade comercial brasileira de cana cultivada em larga escala para abastecer o Proálcool. Das 100 variedades mais cultivadas no país, 60 foram desenvolvidas em Piracicaba ou em outras das 12 unidades do CTC espalhadas pelo país. Seus técnicos também foram responsáveis por melhorias no processo de fermentação que aumentaram o rendimento da produção de álcool e por técnicas de co-geração que tornaram as usinas brasileiras autosustentáveis em energia elétrica. Nos últimos anos, projetaram máquinas como a plantadeira de cana, que facilitou a mecanização e a expansão da cultura para fora da Região Centro-Sul do país - no estado de São Paulo, 40% das lavouras já são mecanizadas, e espera-se que o pesado trabalho manual seja totalmente eliminado até 2014. Hoje o centro conta com 350 funcionários dedicados à pesquisa, 51 deles com títulos de mestre ou doutor. Eles trabalham em áreas que vão da criação de variedades de cana - inclusive transgênicas, que estão à espera de aprovação do governo - ao desenvolvimento de equipamentos para as usinas. Um núcleo com oito pesquisadores trabalha para produzir em laboratório quantidades de álcool de celulose que enchem apenas um frasco de perfume. Até o final do ano, a escala deve aumentar para alguns litros. A expectativa é pôr em operação uma usina piloto de etanol de celulose em 2010.


CONTABILIDADE RURAL

FAESP orienta produtores rurais sobre nota fiscal de produtor e a inscrição no CNPJ A Secretaria da Fazenda de São Paulo, em atendimento a reiteradas solicitações da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo – FAESP, por meio do Comunicado CAT-45, publicou os esclarecimentos necessários sobre as implicações que o número de inscrição no CNPJ trouxe para o produtor rural pessoa física, após a implantação do Cadastro Nacional Sincronizado de contribuintes no Estado. Conforme orientação da FAESP, a obtenção do número de inscrição no CNPJ “não descaracteriza a condição de “pessoa física” do produtor rural ou da sociedade em comum de produtor rural, não inscrita no registro público de empresas mercantis (Junta Comercial), exceto se exercer a faculdade prevista no art. 971 do Código Civil” Civil”. Em síntese, o que está sendo esclarecido é que embora o produtor rural pessoa física passe a dispor de um número de CNPJ, que serve para identificá-lo nos órgãos tributários

federal e estadual, ele não tem a obrigação de constituir empresa pessoa jurídica para exercer a atividade rural, bem como de ter que assumir as obrigações fiscais e tributárias atribuídas a esse tipo de empresa (Pessoa Jurídica). A impressão do número de inscrição do CNPJ na Nota Fiscal de Produtor é obrigatória, conforme alínea “h” do inciso I, do artigo 140 do RICMS/SP alterada pelo Decreto nº 53.259/08. Facultativamente, o produtor rural pode também informar, na Nota Fiscal, o seu número de inscrição no CPF ou outro número ou código de seu interesse (§ 12 do art. 140 do RCIMS/SP). A obrigatoriedade de emissão e envio de Nota Fiscal na Entrada de Mercadorias (contra-nota) pelo adquirente de produtos agropecuários, quando do recebimento de bens ou mercadorias remetidas pelo produtor rural, se mantém em vigor, ou seja, continua como uma obrigação do adquirente adquirente.

Escritório de Contabilidade Rural

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Os autores procuraram organizar o livro de forma que as informações fossem apresentadas de forma singular, com leitura rápida e objetiva, sem perder o conteúdo técnico que a área exige. Descrevem as doenças aviárias mais relevantes na América Latina, como a salmonelose, e as promovidas por mixovírus, como a Newcastle, bem como às doenças aviárias e à saúde pública. Destaque para os capítulos “Doenças respiratórias em perus”, “Doenças entéricas em perus” e “Reticuloendoteliose”. MANUAL DA CULTURA DO CAFÉ ORGÂNICO

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Edição 28 - Revista de Agronegócios - Novembro/2008