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EDITORIAL

A colheita do café é o nosso tema principal desta edição. Sabemos que as decisões já foram tomadas anteriormente pelos agricultores em seus planejamentos de safra. Mas nos propusemos a apresentar maiores informações sobre o uso da tecnologia da cultura do café, na certeza de que somente através do conhecimento é que o agricultor terá condições de ampliar a produtividade de sua lavoura. Apresentamos informações sobre o crescente aumento da colheita mecânica e semi-mecanizada da lavoura de café na região Sudoeste Mineira. Apresentamos também um excelente trabalho publicado pela Fundação Pró-Café sobre a importância do recolhimento mecanizado de café no chão. Outro assunto extremamente importante - do qual estamos iniciando uma série de matérias a respeito - é a utilização da irrigação e fertirrigação na cultura do café. Realizamos uma matéria excelente na propriedade do cafeicultor Rodrigo de Freitas Silva, no município de Jeriquara (SP). Como o tema ‘tecnologia’ é o assunto desta edição, trazemos também informações sobre os cursos profissionalizantes do SENAR-MG e da FATEC de Pompéia (SP), envolvendo capacitação tecnológica de mão-de-obra. Destacamos, também, a realiza-

ção do 1º Concurso de Qualidade Blend Santoro, em Franca (SP). O concurso traz algumas inovações e será realizado entre os dias 10 e 11 de setembro. Os cafeicultores interessados em participar devem entregar amostras até o dia 08 de setembro. No último dia 16 de julho, a COCAPEC comemorou o Jubileu de Prata (25 anos) no Clube Castelinho, com a presença dos cooperados, de autoridades políticas e inúmeros representantes setoriais de todo o país. Na atividade leiteira, apresentamos os importantes resultados da pesquisa desenvolvida pela EMBRAPA Gado de Leite sobre a melhoria da qualidade da gordura do leite. Outro assunto abordado é o aumento da incidência da pneumonia entre os bovinos. Apresentamos também informações sobre a suplementação dos bovinos de corte no período seco do ano. No quadro Notícias, o fruticultor terá informações sobre a importância de se evitar excessos na irrigação e na adubação do maracujazeiro. Um alerta importante foi a determinação da ANVISA de banir o inseticida Endossulfan do Brasil. Já em Minas Gerais, o SENAR lançará em breve o curso ‘Piscicultura em Tanques-Redes’.

A Revista Attalea Agronegócios, registrada no IPNI, é uma publicação mensal da Editora Attalea Revista de Agronegócios, com distribuição gratuita a produtores rurais, empresários e profissionais do setor de agronegócios, atingindo 85 municípios das regiões da Alta Mogiana, Triângulo e Sudoeste Mineiro

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A tecnologia e a produtividade

EDITORA ATTALEA REVISTA DE AGRONEGÓCIOS LTDA. CNPJ nº 07.816.669/0001-03 Inscr. Municipal 44.024-8 www.revistadeagronegocios.com.br R. Profª Amália Pimentel, 2394, São José Tel. (16) 3025-2486 / (16) 3403-4992 CEP: 14.403-440 - FRANCA (SP) DIRETOR e EDITOR-CHEFE Engº Agrº Carlos Arantes Corrêa (16) 9126-4404 carlos@revistadeagronegocios.com.br cacoarantes@netsite.com.br DIRETORA COMERCIAL e PUBLICIDADE Adriana Dias Tel. (16) 3025-2486 / (16) 9967-2486 adriana@revistadeagronegocios.com.br adrianadias@netsite.com.br REDAÇÃO Tel. (16) 3025-2486 revista@revistadeagronegocios.com.br DIAGRAMAÇÃO e FOTOGRAFIA Equipe Editora Attalea

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FERTILIZANTES

Leila Harfuch e André Nassar 1

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FOTO: Editora Attalea

Fertilizante Estatizante governo federal andou insistindo na idéia de criação de uma empresa estatal de produção e comercialização de fertilizantes no Brasil. Os dois argumentos centrais em defesa dessa empresa estatal seriam a necessidade de reduzir a dependência brasileira do mercado internacional, uma vez que 74%, 49% e 92% do nitrogênio, do fósforo e do potássio, respectivamente, utilizados no Brasil na produção de fertilizantes são importados; e a necessidade de promover maior concorrência no mercado, tendo em vista que a produção de fertilizantes é um oligopólio no Brasil e no mundo. Os dois argumentos mostram que o tema é sensível. Os produtores rurais, como esperado, estão preocu1

- Articulistas da Revista do Centro de Comércio de Café do Rio de Janeiro

pados com o assunto porque são eles que pagam a conta de fertilizantes mais caros. Viabilizar o aumento da produção brasileira e promover maior concorrência na produção fazem parte de um diagnóstico correto. Já o remédio, a estatal dos fertilizantes, está mais para adoecer o paciente do que para curá-lo. O fundamental nesse debate é entender que o bom objetivo de estimular concorrência no fornecimento

de nutrientes básicos à produção de fertilizantes não será resolvido com a criação de uma estatal. O buraco, na realidade, é mais embaixo. A constatação de que a produção das matérias-primas básicas dos fertilizantes (nitrogênio, fósforo e potássio) no Brasil não tem acompanhado a crescente demanda é um tema superado. A relação entre a produção nacional e a importação de fertilizantes intermediários se movimenta em favor das importações, que vêm ganhando fatia de mercado no decorrer do tempo. Os dados da evolução por nutriente mostram a mesma tendência. No caso do nitrogênio, a produção doméstica representava, em 2002, 47% do mercado e em 2008 representou 26%. No caso do fósforo, esse movimento foi de 57% para 51% e, no caso do potássio, de 12% para 8%. Não somente a produção nacional tem menor participação na ofer-

A importância da adubação fosfatada

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deficiência de fósforo na planta, agravada na época do florescimento, afeta principalmente as folhas velhas, provocando a sua queda prematura. O excesso de queda das folhas acarreta a falta de vigor geral da planta, repercutindo num florescimento limitado e um menor desenvolvimento das brotações. Um programa de adubação fosfatada deve ter os seguintes objetivos: 1- Melhoria na produtividade; 2- Diminuição no tempo de iní-

cio de produção (precocidade); 3- Redução do custo de produção no que diz respeito à adubação; 4- Diminuição na condição alternância da produção; 5- Melhoria na qualidade do fruto. Após a colheita, devemos voltar a atenção para a próxima florada que está por vir, nutrindo a planta de maneira eficiente. Um dos principais nutrientes a ser utilizado neste momento é o fósforo, tendo maior eficiência quando aplicado de maneira isolada.

A quantidade extraída de P2O5 “Fósforo” na cultura do café para produção de 54 sc/ha beneficiado é de 46,20 kg/ha. de fósforo, sendo que dessa quantidade 17,4% é destinado às flores. (fonte: E. Malavolta). As pesquisas indicam que as fontes 100% de fósforo solúveis têm aproveitamento de apenas 20 a 30% (Prof. Dr. Godofredo C. Vitti). Portanto a busca de fontes de fósforo de liberação gradual faz-se necessária para um maior aproveitamento do nutriente aplicado. A

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FERTILIZANTES ta total, com exceção do fósforo, como também não tem conseguido acompanhar a demanda. Além disso, comparando o Brasil com o resto do mundo, os números também chamam a atenção. O Brasil é o terceiro maior importador mundial de nitrogênio, atrás apenas dos EUA e da Índia, é o maior importador de fósforo e o segundo maior importador de potássio, também atrás dos EUA. A dependência de importações,no entanto, é uma questão capenga quando não analisada em conjunto com a estrutura de formação de preços dos fertilizantes no Brasil. A questão-chave a ser respondida aqui é a seguinte: os preços domésticos de fertilizantes pagos pelos produtores no Brasil seguem os preços mundiais? Se seguem, o problema dos elevados preços está no mercado mundial. Se não seguem, há razões para se pensar em políticas

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de estímulo à maior concorrência. Para responder a essa pergunta desenvolvemos um estudo analisando os preços internacionais e os preços pagos pelos produtores. Nossa conclusão foi a seguinte: os preços domésticos são determinados pelos preços mundiais, mas, com exceção da uréia, fertilizante à base de nitrogênio, as variações nos preços ao produtor do superfosfato simples e do cloreto de potássio são explicadas apenas em parte pelas oscilações dos preços internacionais, sugerindo que maior concorrência seria salutar para o produtor rural. Vamos entender o que essa conclusão quer dizer. Quando são analisados os preços internacionais da ureia, da rocha fosfática e do cloreto de potássio e são comparados aos preços de importação do Brasil e aos preços dos produtos equivalentes praticados no mercado

FOTO: Editora Attalea

20º Encontro de Engº Agrônomos define empresas parceiras

No 17º Encontro de Engenheiros Agrônomos (2007), José Amâncio de Castro foi eleito do Agrônomo do Ano. Na foto acima destacamos os agrônomos:- Luis Fernando Puccineli (esquerda), José Amâncio (3º esq. para direita), Maurício Miarelli (ao centro), Carlos Girardi (direita) e Iran Francisconi (ao fundo).

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Comissão Organizadora do 20º Encontro de Engenheiros Agrônomos da Região de Franca vem mantendo o contato com empresas do setor de agronegócios interessadas em contribuirem para a realização do evento, que este ano acontecerá no dia 23 de outubro, sábado, no Salão do Agabê, em parceria com o Buffet Companhia da Folia. As empresas que firmarem parceiras para a realização do evento participarão de acordo com o Plano de Mídia, onde cada cota de patrocínio dá direito a determinadas ações. A idéia das cotas premia todos os tipos e

tamanhos de empresas, dando direito desde a participação no evento até mesmo participação em publicidade na cidade (outdoors). A comissão deste ano é formada por: Roberto Maegawa (Cocapec), Daniel Figueiredo (Santander), Antônio Rigolin Jr. (Casa das Sementes), Eder Carvalho Sandy (Cocapec), Carlos Arantes Corrêa (Revista Attalea Agronegócios), Márcio Andrade (CATI), Marcelo Ferreira (Cocapec), Luciano Ferreira (Cocapec/Coonai), Antônio Carlos (Cocapec), Enéias Cordeiro (Mosaic), Ricardo Ravagnani (Cocapec) e Danielle Silva. A

doméstico (aqui utilizamos os preços em dólar para eliminar oscilações cambiais), observamos que, para cada linha de produto – nitrogênio, fósforo e potássio –, os preços andam absolutamente juntos. Como grande parte da oferta brasileira é feita a partir de matériaprima importada (74%, 49% e 92%, respectivamente), a conclusão de que os preços internacionais determinam os preços domésticos era esperada. Aliás, essa constatação demonstra que a concentração na produção doméstica não é forte o suficiente para impedir o mercado de funcionar. Ao contrário: na formação dos preços, o mercado está funcionando bem. Essa conclusão tem uma implicação: como os preços internacionais são determinantes dos preços domésticos, o produtor brasileiro estará sempre sujeito aos movimentos de mercado na Rússia (nos três produtos), na China, no Canadá, na Alemanha, no Marrocos, na Tunísia, na Ucrânia e nos EUA (em pelo menos um produto), a menos que o Brasil reduza sua dependência de importações. A oferta, como se vê, é concentrada. Aliás, não poderia ser diferente, porque sendo um setor muito intensivo em capital, demandante de elevados investimentos e com ganho de escala, a produção de nutrientes, em qualquer lugar do mundo, será sempre concentrada. Superado o problema da formação dos preços, fizemos a análise da influência dos preços internacionais nas oscilações dos preços domésticos. A pergunta aqui é a seguinte: quando os preços domésticos oscilam – aliás, eles fazem isso o tempo todo –, quanto dessas variações pode ser explicado por oscilações nos preços internacionais e/ou por variáveis associadas ao mercado doméstico, tais como demanda e, por que não, concentração da produção? Quando esse valor é muito elevado, como no caso da ureia, é sinal de que os movimentos no mercado doméstico refletem integralmente os do internacional. Já no caso do superfostato simples e do cloreto de potássio, cujos valores encontrados foram menores, fatores associados à estrutura da indústria têm peso elevado nos movimentos de mercado doméstico. Neste caso, estimular competição na indústria será benéfico para os produtores rurais e é isso que o governo deveria estar perseguindo, em vez de advogar a volta do capital estatal ao setor. A


FERTILIZANTES

Reinhold Stephanes 1

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mundo deverá dobrar a produção de alimentos, em cinqüenta anos. Entre os poucos países que têm condições para atender esta demanda, o Brasil é o melhor situado. Atualmente, somos o segundo maior exportador de alimentos e, nos próximos vinte anos, devemos assumir a liderança com domínio de um terço das exportações agrícolas. Essa produção adicional de alimentos é altamente dependente, entre outros fatores, do uso de fertilizantes (nitrogênio, fósforo e potássio), que chega a 25 milhões de toneladas, por ano. O balanço de produção e de consumo nacional de fertilizantes mostra um aumento da dependência externa, com importação de 65% do fósforo necessários e 90% do potássio utilizados. Os custos de produção das principais lavouras no País, soja, milho, trigo e arroz, variam de 10% a 40% do total, dependendo do produto e da região. A importação de fertilizantes depende de poucos países e de empresas que dominam o mercado no mundo e no Brasil. Esse cenário permite oligopólio ou mesmo cartelização do setor. No caso brasileiro, o aumento dos preços dos insumos cresceu, fortemente, nos últimos dez anos, tendo dobrado em relação aos preços equivalentes dos produtos que os utilizam. Em um contexto em que as lavouras de grãos vêm sendo apresentadas como uma face competitiva e consolidada da nossa agricultura, o fertilizante emerge como indicador preocupante. Nessa reflexão, chamo atenção para falta de um plano nacional de fertilizantes, com objetivo de conter ou minimizar a dependência que se transformou num grande gargalo para a renda do produtor e para a competitividade brasileira na agricultura. No plano, deve ser destacada a exploração mineral, pois, na área, ainda se mantém uma legislação arcaica de uso dos minerais de toda natureza, da mesma forma que para os fertilizantes. 1 - Ex-ministro da Agricultura e deputado federal pelo PMDB do Paraná

FOTO: Nilson Konrad - Massey

Por que o Brasil precisa de um plano para os fertilizantes

O fato é que essa situação gerou um processo cartorial baseado no interesse privado de grandes corporações. No planejamento para aumentar a produção interna de fertilizantes deve ser considerado o potencial excepcional do Brasil para explorar jazidas tanto de fósforo quanto de potássio. Embora muitas das ocorrências de jazidas necessitem de maior conhecimento, o problema está na falta de pesquisa e do dimensionamento, que devem considerar a rentabilidade de cada exploração. Mas, de forma geral, há consenso que o Brasil tem potencial para se tornar autossuficiente num prazo de dez anos. O Brasil deverá seguir por três caminhos. O primeiro na área de nitrogenados, na qual a solução é, aparentemente, mais fácil. Para isso, basta que seja considerada, efetivamente, no contexto de matriz energética coordenada pela Petrobrás. O segundo caminho prevê a elaboração de uma política nacional para produção de fertilizantes, consistente em termos de pesquisa e de exploração de fósforo e potássio. E, por fim, o terceiro ponto é a separação da exploração de minerais de forma geral dos fertilizantes a serem usados na agricultura. Se continuarem em um novo código, nada mudará. Outro aspecto fica vinculado ao Governo, com a responsabilidade para compreender que há uma reação de parcela importante dos técnicos do

Ministério de Minas e Energia ligada ao poder de comando e controle ou das mineradoras que atuam, cartorialmente, no setor e que efetuam a exploração mineral e a comercialização. Estes lobbies, evidentemente, não desejam qualquer mudança dentro do setor que não seja superficial. Esta, se ocorrer, não atenderá os interesses de nossa agricultura. Além disso, a aprovação poderá levar anos. Chamo atenção, ainda, que, tanto no potássio quanto no fósforo, já existem jazidas para a rápida exploração. Temos, também, a questão de jazidas com exploração paralisadas por razões ambientais mal definidas. Há, ainda, casos que certas jazidas estão bloqueadas sem que mesmo autoridades governamentais compreendam as razões do bloqueio. Assim como há outro grupo de jazidas onde faltam estudos que mostrem a viabilidade econômico-financeira. Nesse sentido, pode-se assegurar: é necessário analisar caso a caso. Por fim, é preciso considerar os fertilizantes a serem produzidos utilizando resíduos provenientes de regiões de grande produção de aves e suínos. Se o Brasil pretende assumir a liderança no comércio agropecuário mundial e, com isso, alavancar o crescimento interno, essas condições devem estar contempladas em uma política nacional de autossuficiência em fertilizantes. E o quanto antes, melhor. A

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CAFÉ

FOTOS: Editora Attalea

8 JUL 2010

Café Santoro realiza 1º Concurso de Qualidade Blend Santoro

S

omos determinados em produzir o café diferenciado. A harmonia entre expertise, sustentabilidade e serviço. O nosso conceito de mercado.” Foi com este conceito e o foco em qualidade que, há um ano e meio atrás, a “família Santoro” – como os próprios sócios Washington Luiz Bueno de Camargo Júnior (Tom), Antônio Carlos Franchini (Kakalo), Marcelo Diniz e João Guilherme Martins se denominam – iniciou a sua cafeteria. “Este ano de 2010 será um marco para a empresa, pois vamos realizar o primeiro concurso de qualidade Blend do Ano (Blend of the Year) do Café Santoro. O concurso será uma inovação, já que além da participação de provadores cerificados de café, a decisão final (do blend ou lote vencedor) terá a nota de clientes e produtores que

enviaram seus cafés.”, afirma Tom. Segundo os organizadores, o concurso será realizado em duas etapas, sendo a primeira com notas de provadores de café habilitados, conforme as regras da SCAA (Specialty Coffee Association of America), que elegerão os 10 lotes finalistas. A inovação vem na segunda etapa, onde clientes convidados e produtores que enviaram seus lotes irão provar os 10 lotes finalistas já como produto final, ou seja, na xícara de espresso, pontuando os mesmos. Os três lotes vencedores sairão da melhor média ou pontuação das duas etapas. A premiação também será interessante. O lote vencedor, além de vender seu café com ágio já garantido de no mínimo 30% acima do mercado de café do dia, terá uma série especial (com selo de origem da fazenda e produtor) vendida dentro da cafeteria

e seus parceiros e irá compor o blend Santoro. Também serão premiados o segundo e terceiro lugar, conforme as regras do concurso, que estão disponíveis no Santoro Café e no site (www.santorocafe.com.br), além de várias malas diretas que serão enviadas aos produtores. “Nós enxergamos o produtor como o principal elo da cadeia do café. Sem ele nada existe: nem mercado, nem café. Produzir café especial é uma arte, é uma tradição da nossa região. A questão da região é um diferencial, pois a Alta Mogiana é conhecida no mundo todo como produtora de cafés finos”, afirma Tom. A Santoro Café convida todos os produtores de café da nossa região a participar do concurso, que terá uma grande cobertura da mídia local e será A um marco para o mercado.


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CAFÉ

N

a vida, não adianta ser meia-boca; tem que ser profissional”. Com esta frase, o cafeicultor Rodrigo de Freitas Silva resume o trabalho que vem desenvolvendo há cinco anos em sua propriedade no município de Jeriquara (SP), região da Alta Mogiana paulista. Segundo ele, o sucesso de toda atividade está no planejamento e no conhecimento por completo de todas as etapas do processo de produção. “Atualmente, estou com uma área em produção de 21 hectares (com Catuaí Amarelo-62 e Catuaí Vermelho-99). Para 2011, colherei a primeira safra de Mundo Novo em outros 11 hectares e já programei a formação de mais 24 hectares”, explica Rodrigo. O cafeicultor afirma ainda que dedica todo o seu tempo para a atividade. “Busquei todos os conhecimentos necessários para a implantação da lavoura, desde a quantidade de água e de energia elétrica necessária para a irrigação, até a correção de solo, plantio de braquiária, o mapeamento da área e finalmente o plantio das mudas. Conheço rua por rua, pé por pé. Das 6 às 8 da noite eu estou na lavoura. Sou eu que faço a fertirrigação, sou eu que diluo, sou eu que programo a adubação. Tenho funcionários para auxiliar, para a parte braçal, mas quem programa sou eu. O cafeicutor adotou desde o

FOTOS: Editora Attalea

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Irrigação na cafeicultura faz sucesso em propriedade da Alta Mogiana

princípio o uso da irrigação em sua lavoura. Utiliza o sistema por gotejamento, com vazão de 1,0 litro/metro/ hora. A água é proveniente de mina e a propriedade possui outorga. Segundo ele, a irrigação é fundamental em lavouras novas, promovendo o crescimento e desenvolvimento mais rápido das mudas e, conseqüentemente, produzindo mais e mais rápido. “No ano passado, o Catuaí de primeira safra (lavoura de 2,5 anos) produziu 79 sc/hectare (espaçamento 3,5m x 0,6m). Esta mesma lavoura,

para este ano, segunda safra, está com uma produtividade de 53,3 sc/hectare. Média de 66 sc/hectare. E, pela estrutura atual das plantas desta lavoura, tem uma carga pendente de 80 para mais na próxima,” disse Rodrigo. Para o produtor, a utilização da irrigação é excelente para a sua lavoura. Mas não é o único fator de sucesso. Segundo ele, tem todo um planejamento que o produtor deve seguir à risca para que a irrigação atinja suas expectativas. Primeiramente, o cafeicultor deve conhecer a atividade; tem que ter parâmetros para tomadas de decisão, como o conhecimento do clima e solo de sua região; tem que adquirir mudas de café de qualidade; tem que realizar um bom preparo de solo; tem que realizar acompanhamentos frequentes de análises de solo e de folhas; etc. “Mas, acima de tudo, o cafeicultor deve estar muito bem assessorado. Sem um consultor especializado, o cafeicultor não saberá o momento correto para ligar ou desligar a irrigação. Há o momento certo de colocar e tirar a água e tudo é feito a partir das orientações de um consultor especializado. Não é uma receita de bolo. Depende do estado da lavoura, depende do tipo de solo, depende da variedade do café, depende das condições climáticas da região”, explica Rodrigo.


CAFÉ

O cafeicultor Rodrigo Freitas, o consultor Régis Ricco (RR Consultoria Rural) e Romildo Garcia, responsável pelo viveiro de mudas da propriedade.

FOTOS: Editora Attalea

Quem dá a assessoria na propriedade é Régis Ricco Alves, da RR Consultoria Rural, profissional especializado em irrigação há mais de dez anos no mercado e responsável pela assessoria das maiores propriedades de café irrigado de Minas Gerais e Bahia. “Para irrigar, não basta apenas jogar água. Precisa saber quando e como irrigar, qual a quantidade de água a aplicar. Alguns produtores acham que basta apenas ligar a irrigação, dar uma molhadinha na lavoura e acha que já é o suficiente. É um conjunto de técnicas e muitas vezes o produtor não tem os parâmetros e as informações necessárias para uma tomada de decisão. Café irrigado é um processo que demanda acompanhamento especializado, demanda trabalho de tensiometria, balanço hídrico, fertirrigação. É um trabalho bem mais completo”, diz Regi-

nho, como é conhecido. A forma de monitorar a lavoura e conhecer de perto o que está acontecendo com as

plantas, se falta água ou algum nutriente e assim determinando o momento correto de se iniciar a irrigação ou a fertirrigação, o cafeicultor faz 4 análises de folha por ano (outubro, dezembro, janeiro e março) e 1 análise de solo por talhão. “São parâmetros necessários para que eu tome a decisão correta e na hora correta. Se a deficiência é de zinco, a aplicação vai ser de zinco. E assim por diante. E vem dando resultado”, disse. A importância da irrigação está primeiramente no fato do cafeicultor eliminar o risco dos veranicos na época seca, responsáveis em muitos casos pelo abortamento de chumbinhos. “Chovia muito bem até o mês de junho, permanecendo seco em junho e julho, voltando a chover a partir de agosto. Atualmente – com exceção do atípico ano de 2009, que choveu praticamente todos os meses – e com base em um histórico

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FOTOS: Editora Attalea

CAFÉ de quase 20 anos, nós temos chuvas boas somente até abril; em maio muito pouco ou quase nada; de junho a agosto praticamente não chove; e mesmo em setembro ainda não temos regularidade nas chuvas. Com este tempo todo de seca, a planta já não consegue suportar o déficit hídrico. Ela entra em um grau de murchamento, que muito provavelmente passa a ser o linear da produção: o ponto de equilíbrio entre produzir bem e produzir quase nada. Analisando por este prisma, a irrigação contribui diretamente para a manutenção da lavoura”, explica Reginho. Por outro lado, explica o consultor que o cafeicultor pode ainda optar pela irrigação buscando:a) – Aumentar o potencial de crescimento da planta nos meses em que você não tem chuva; b) – Diminuir o impacto dos veranicos no período de granação de fru- A irrigação favorece o crescimento vegetativo da planta, como se observa na foto acima. tos, onde você pode ter uma fruta maior ou menor. É natural encon- gação tem papel preponderante. Tem-se um acomtrarmos percentuais maior de peneira em cafés irrigados; panhamento do balanço hídrico e um trabalho de c) – Promover a fertirrigação (nutrição on-time), distribuindo estresse muito intenso buscando a uniformidade o adubo pronto para que a planta o absorva, não tendo perdas por de florada e, conseqüentemente, uma quantidade lixiviação nem por volatilização; maior de cereja descascado. d) – No caso de produtores de cafés cereja descascado, a irri“Inúmeros são os cafeicultores – inclusive os da Alta Mogiana – que adquirem equipamentos de irrigação e utilizam nem 20% do que eles são capazes de fazer. Os produtores têm que entender que café irrigado não é café de sequeiro + água. Não é só para emergência. Através da irrigação, podemos promover um ciclo completo na planta. Começa-se com o manejo de estresse; depois, se não chover em setembro, podemos promover a indução de


CAFÉ galho”, diz. Com relação aos tratos culturais, a adoção do sistema de gotejamento não interfere em nada. No caso específico da adubação, o cafeicultor promove a fertirrigação nos meses com poucas chuvas (setembro/outubro). Já a aplicação a lanço, no padrão normal, é feita em novembro, dezembro e janeiro. Em março e abril, com a diminuição das chuvas, volta-se a utilizar a fertirrigação. “É opcional! Muitos preferem fazer toda a nutrição via fertirrigação pelo benefício da diminuição da mecanização, otimizando o equipamento”, complementa Reginho.

O cafeicultor adotou também o sistema de Manejo da Braquiária.

florada; fertirrigação na seqüência; a partir de abril, monitorar o balanço hídrico no solo; e depois o estresse hídrico novamente. É um ciclo e tudo graças à irrigação”, explica Reginho.

FOTOS: Editora Attalea

INVESTIMENTO - Para aqueles que apontam o alto investimento como um impedimento para a utilização da irrigação, Rodrigo e Reginho explicam que os investimentos iniciais podem ser quitados já na primeira safra. “Com a adoção da irrigação, o produtor poderá alcançar uma produtividade

maior, mesmo em áreas menores. É um investimento alto no início. Mas o retorno do capital investido é mais rápido. Na primeira safra – baseandose nos preços atuais de R$ 290 a R$ 300,00 – ela se paga. E a lavoura vai produzir no ano seguinte de 45 a 50 sacas por hectare”, explica Rodrigo. No caso da adoção do esqueletamento em lavouras irrigadas, ela também contribui diretamente com a vegetação das plantas. Ela começa a soltar brotos logo a seguir. Já na lavoura de sequeiro esqueletada, a planta tem que esperar a umidade chegar na raiz. Vai começar a vegetar em outubro. “Tranquilamente, o produtor ganha de 3 a 4 rosetas por

BRAQUIÁRIA – Outra técnica adotada pelo cafeicultor e que contribui para a boa condução da lavoura de café é o manejo da braquiária. “Esta técnica é fantástica. Diminui a evapotranspiração; mantém a umidade junto ao sistema radicular superficial; e promove uma maior cobertura do solo e do sistema radicular. Além disto, a matéria orgânica produzida é natural. É da propriedade. É claro que, em lavouras novas, é necessário trazer matéria orgânica de fora. Mas, depois, é reciclagem. Não acredito que estercar café traga muita melhora. A gente não tem visto isto. A fertirrigação tem feito muito mais que o esterco. Se você for investir na aplicação de esterco durante 4 a 5 anos direto, sai o preço da irrigação. O esterco é importante sim, pois melhorar as condições físico-químicas do solo. Mas não faz milagre. Eu prefiro comprar o equipamento de irrigação, que vai me garantir a adubação da lavoura e, ao mesmo tempo, suprir a demanda de água nos meses de seca”, finaliza Reginho. A

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ARTIGO

“Conillon: o ‘boi-de-piranha’ da cafeicultura” Mara Luiza Gonçalves Freitas Especialista em Cafeicultura Empresarial FOTO: Incaper

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ARTIGO

Há dez anos faço análise do mercado do café e a história é sempre a mesma: quando falta arábica no mercado, por causa da bienalidade baixa, e o custo de produção da indústria de café sobe, o café conillon vira vedete. Dei o nome de boi de piranha a este artigo, porque este é o nome dado ao boi que é sacrificado pelos boiadeiros, quando precisam fazer a travessia de rios cheios de piranhas (peixe carnívoro que povoa algumas bacias hidrográficas brasileiras) no Pantanal Mato-grossense. Eles pegam o boi mais fraco, com menos valor agregado, sangram o boi e jogam no rio, abaixo. Os boiadeiros esperam que o cardume ataque o boi. Enquanto as piranhas comem o boi vivo, os demais animais, sadios, atravessam tranqüilos e seguem para as novas pastagens, onde ganham mais valor agregado. Enquanto o preço da saca do arábica está na estratosfera, o conillon quebra o galho, atendendo as necessidades do mercado, por ter um preço historicamente mais baixo. Não existe política de valorização do café conillon: existe sim, política de formação de preço de café industrializado, para não gerar impactos assustadores para os consumidores. Com a alta estimada de 12% no preço do café, que ainda é tratado como produto da cesta básica do brasileiro, há um risco eminente da meta de 21 milhões de sacas consumidas ano não serem atingidas nos prazos projetados. Isso me permite a dizer que a idéia de produção de café conillon de altíssima qualidade é apenas um subterfúrgio para aumentar a rentabilidade industrial, aumentando a participação deste grão nos blends em até 40%, que é uma tendência global. Um aumento dessa natureza não seria ruim, desde que politicamente, o processo de com-

pra tivesse continuidade, independente das condições do mercado de café arábica. A história comprova que esta necessária continuidade não existe, porque o que coordena a ação de compra industrial é o preço da saca de café, combinada com o padrão de qualidade mínimo aceitável para a composição de qualquer blend. Não há nada alusivo a qualidade nisso: apenas matemática e gestão financeira. O produtor de café conillon é o primeiro a sofrer quando a produção o preço da saca do café arábica atinge patamares aceitáveis mercadologicamente e o Governo Brasileiro investe em estoques reguladores. Quando a saca do arábica voltar a ficar barata, ninguém vai se lembrar de que o conillon existe, exceto a indústria de café solúvel, que historicamente é o principal cliente deste grão em nosso território. O café conillon ainda é a base estratégica para a formação do blend do café tradicional que é vendido no Brasil. Mais de 90% do café industrializado vendido no Brasil é tradicional e ele precisa ficar entre os limites superiores e inferiores de preços para que os consumidores brasileiros não o substitua por chá mate. Em microeconomia, o chá é considerado o produto substituto do café. O uso é relevante, porque o grão

de robusta (ou conillon) impacta no aumento de sólidos solúveis na mescla, além de ampliar a cremosidade do café espresso: ele possui mais óleo por grão do que o arábica e em razão disso, o espresso produz mais creme. Ao mesmo tempo, como sua bebida é neutra, ele equilibra os defeitos do arábica e confere maior corpo a bebida. Trabalhei um tempo com classificação e degustação de café e os resultados com o uso de robusta sempre foram fantásticos. Apesar de todas as suas características nobres, o conillon somente é lembrado nos momentos de crise e é para este ponto que quero chamar a atenção. Para que o mercado de conillon se firme de forma consistente, o primeiro passo seria a revitalização do contrato futuro de café conillon na BMF/BOVESPA, vinculada a estratégia de criação maciça de Indicações Geográficas. Estes dois itens permitiriam a criação de linhas exclusivas de cafés industrializados 100% conillon. Depois é preciso investir num programa de educação para consumo exclusivo para esta modalidade de café. A idéia historicamente defendida não é a do “um país, muitos sabores”? Não é exatamente isso que o “S” adicional presente na marca Cafés do Brasil quer dizer? Observem que até mesmo o Super Café é um grão de arábica. Ele tinha de ter um irmãozinho, levemente alongado, como um grão de robusta é. Se não for assim, eu não acredito em política de valorização do Café Conillon no Brasil. Ano que vem a bienalidade do arábica estará em alta e a minha tese será comprovada. Estamos acompanhando...Espero estar errada, FONTE: Revista de Casinceramente. (FONTE: feicultura). feicultura A


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Colhedoras automotrizes conquistam espaço nas colheitas de café do Sudoeste Mineiro

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produtor de café da região está apostando cada vez mais na mecanização da colheita do grão. Nas grandes propriedades, os produtores que podem investir entre R$ 400 mil e R$ 600 mil compram as máquinas. Mesmo com o preço alto, as pequenas e médias propriedades também estão se mecanizando através da terceirização da colheita. De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Passos, Leonardo Medeiros, a falta de mão de obra na região e o alto custo da contratação de trabalhadores de outros estados são os principais fatores que levam à mecanização. “Toda a região está colhendo agora, então falta mão de obra na nossa cidade. Contratar pessoas de outras regiões encarece a produção. A melhor saída é a colhedeira mesmo”, disse. O encarecimento da mão de obra se deve à legislação trabalhista mais

rígida que tem como objetivo garantir melhor qualidade de vida aos trabalhadores rurais. De acordo com o responsável pela cafeicultura do Grupo Cabo Verde, Roberto Silveira Coelho, além de escasso, o trabalhador é caro para o produtor. “São muitos direitos trabalhistas, tem a questão do transporte. É muito mais barato mecanizar a lavoura”, explicou. OPÇÃO BARATA - Uma opção barata para diminuir os custos da colheita do café é a derriçadora. Com cerca de R$ 1,8 mil o produtor pode adquirir uma roçadora e adaptá-la para o uso na panha. Através de uma parceria entre Sindicato Rural e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), são oferecidos cursos de capacitação para o uso da ferramenta na panha do café. Além de mais barata do que a mecanização através das colheitadeiras, a derriçadora é eficiente e fácil de usar. “Uma derriçadora substitui 15 homens

na panha. Além disso, ela danifica menos o pé de café do que o trabalho manual”, segundo o mobilizador do Senar-Minas em Passos, Andrey Alux Bordini. ALUGUEL - O preço médio de uma colheitadeira varia entre R$ 400 mil e R$ 600 mil. Mas o valor pode oscilar bastante e, dependendo do modelo da máquina, o preço pode ultrapassar R$ 1 milhão. A saída para o pequeno produtor é utilizar o serviço prestado por muitas empresas que alugam as colhedeiras. O produtor Sérgio Paim Beraldo tem 50 hectares de café e mecanizou toda a panha do grão. Para não investir na compra das máquinas, Sérgio aluga a colhedora de uma empresa e paga cerca de R$ 150 por hora de uso. “Ainda não preciso comprar minha própria máquina. Por enquanto vou optar pela terceirização”, disse. (FONTE: FONTE: Folha da Manhã-MG Manhã-MG) A

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SENAR MG capacita operadores de colheitadeiras de café

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áquinas de grande porte vêm conquistado espaço nas colheitas de café do Sudoeste Mineiro. Cada vez mais, cafeicultores estão usando nas lavouras equipamentos como as colhedoras automotrizes, chegando a colher até 100% do grão seco e descartando a mão-de-obra humana. O SENAR - Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) está capacitando com cursos gratuitos um bom número de produtores e funcionários de fazendas cafeeiras da região que apostaram nesse tipo de veículo nos últimos meses. Na região de Passos (MG), grandes municípios produtores de café, como Monte Santo de Minas e São Sebastião do Paraíso, já receberam os cursos gratuitos do SENAR de “Operação e Manutenção de Colhedoras Automotrizes”. Um local onde a colhedora já chega a 100% da colheita é a Fazenda Cruzeiro, em Monte Santo. O administrador Marcos Antonio Luz participou de um treinamento do SENAR no início de junho, dizendo que obteve um aprendizado mais generalizado sobre o uso da máquina. Ele e mais dois funcionários da fazenda participaram do curso, que foi realizado pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Monte Santo de Minas. “Usamos a colhedora há uns 8 anos durante o período do grão mais seco. Em agosto, chegamos a 100% de colheita com a colhedora, mas durante junho e julho já entramos com a máquina para colher café maduro porque temos uma máquina para despolpar o grão”, contou o administrador.

A fazenda chega a colher 4 mil sacas de café/ano e a máquina é muito utilizada até o final da colheita. “Os nossos funcionários já tinham noção de operar o veículo, mas não como depois do curso do SENAR. Com o treinamento, a colhedora será mais bem aproveitada e vamos aumentar os benefícios em 40%”, calculou Marcos. SOBREVIVÊNCIA - Outro produtor que procurou a ajuda do SENAR este ano foi Vilson Agostinho Villanova, da Fazenda Serra Dourada, também na região de Monte Santo de Minas. A produção é de 800 sacas/ano. “Há uns 2 anos que usamos a colhedora, que já colhe cerca de 50% da nossa lavoura. Antes era tudo manual, mas está muito difícil trabalhar com a mão-de-obra. Nosso lucro com a máquina é de 20% a 30%”, contou. Para o cafeicultor, se o café continuar com o preço baixo torna-se difícil para o produtor arcar com os altos custos de mão-de-obra. Um espaço que será substituído pelas máquinas agrícolas de grande porte. Vilson afirma que é uma tendência utilizar as colhedoras na colheita do café. “A máquina faz a colheita com mais rapidez e adianta muito o trabalho. Para fazer o serviço de um dia da colhedora, são necessários 100 funcionários. Além disso, o custo de manutenção é baixo”, avaliou o produtor. Visualizando a necessidade de entender mais sobre esse tipo de máquina, o filho do produtor participou do curso do SENAR em junho último. A família aguarda a chegada de uma nova colhedora ainda este mês. A

FATEC promove curso superior em Tecnologia de Mecanização Agrícola Por meio de uma pesquisa de mercado, a FATEC - Faculdade de Tecnologia de Marília, Campus de Pompéia (SP) detectou a falta de profissionais aptos ao manejo de maquinário de agricultura de precisão. Diante disso, a FATEC criou um curso com o objetivo de formar profissionais capazes de treinarem outras pessoas para que operem máquinas de precisão. O curso é o segundo do mundo e o primeiro do Brasil. Tem duração de 3 anos, é inteiramente gratuito e tem parceria com a Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia. “Nosso curso tem 70% com aulas práticas, então os alunos irão manusear os equipamentos e pilotar as máquinas”, diz Cláudia Mendonça, diretora da Fatec Marília / Campus de Pompéia (SP). Os alunos aprendem a fazer desde o mapeamento de propriedade, passando por análise de solo, técnicas de adubação, melhores custos de produção, plantio e colheita. Sendo assim, é importante que o profissional possa aprender sobre todas as etapas de produção, podendo otimizar todos os processos. A FATEC de Pompéia já possui curso superior em mecanização agrícola e Minas Gerais já está sendo bem atendido com os cursos do SENAR. Enquanto isto, a região da Alta Mogiana continua contratando, anualmente, trabalhadores vindos da Bahia e norte de MG! A


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F. Moreira da Silva 1; R.S.Sales ; G.A. Silva Ferraz 2; J..C.S. Souza 3; B.C. Franco 4 R.L.Bueno 4

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A colheita mecanizada do café é uma realidade que vem crescendo devido à necessidade dos produtores de fazerem uma colheita rápida, com menor custo operacional e com um produto final de melhor qualidade. Para KASHIMA (1990), a possibilidade de mecanização da colheita é a grande saída para o país continuar a lideração mundial de café através da competitividade nos custos e na qualidade do produto. No Sul de Minas, maior região produtora de café do Brasil, o uso de colhedoras automotrizes já é bem expressivo e crescente. Porém, ainda predomina a colheita manual e a colheita semi-mecanizada, com derriçadoras portáteis, onde o café é derriçado no chão, sendo que o atual desafio do processo de colheita passou a ser a operação de varrição e recolhimento do café caído ou derriçado no chão. De modo geral, a mecanização das operações de colheita do café tem gerado vários benefícios ao processo de colheita, destacando-se a rapidez e, sobretudo, a redução de custos. Segundo SILVA et al. (2004), os sistemas mecanizados de recolhimento do café no chão já estão disponíveis no mercado, apresentando boa eficiência de recolhimento. Contudo, necessi1

- Profº Deptº Engenharia Agrícola/UFLA; - Mestrando Deptº Engª Agrícola/UFLA; 3 - Mestre Engª Agrícola DEG/UFLA; 4 - Graduando Deptº Engª Agrícola/UFLA 2

FOTO: Editora Attalea

Avaliação do Sistema de Recolhimento Mecanizado de Café

Recolhedora Dragão Eco

tando de duas operações mecanizadas, como o enleiramento e posteriormente o recolhimento, que demanda mais horas de operação mecanizada e a disponibilidade de mais tratores. PÁDUA et al. (2000), estudando análise comparativa de custos para colheita de café mecanizada, semi-mecanizada e manual, concluíram que a mecanização possibilitou uma redução de 23,8% para o custo da saca de café, em comparação ao sistema manual, para uma produtividade média de 38 sacas por hectare. Neste sentido, este trabalho teve por objetivo avaliar o sistema de recolhimento mecanizado do café, utilizando uma recolhedora pneumática, comparativamente com o recolhimento no sistema manual. Os trabalhos experimentais

foram desenvolvidos na Fazenda Conquista, do Grupo Ipanema, em Alfenas, sul de Minas Gerais, no período de 23 a 26 de julho de 2008. A lavoura estudada foi da cultivar Mundo Novo, plantadas em espaçamento de 1,5x3,8m e 0,75x3,8m. A colheita das lavouras foi feita mecanicamente com uma colhedora automotriz em duas passadas e repasse semi-mecanizado, com derriçador portátil. Anteriormente ao início do ensaio, procedeu-se o levantamento do volume médio de frutos caídos no chão. A operação de recolhimento mecanizado dos frutos caídos no chão foi realizada com a recolhedora modelo Dragão ECO, acoplada a um trator cafeeiro 4x2, auxiliar, com potência de 70cv. Os tratamentos constaram da operação de recolhimento mecanizada, para as velocidades operacionais de 1.600 a 2.400 metros/hora, conforme escalonamento de marchas do trator. A eficiência de recolhimento foi calculada em função do volume recolhido mecanicamente, já descontado as impurezas, em relação ao volume médio de frutos caídos no chão. As perdas de recolhimento foram medidas separadamente do lado de cima e debaixo da linha dos cafeeiros, uma vez que a recolhedora pode operar com distintas velocidades, no sentido de ida e volta. Para a análise dos custos operacionais de colheita do café foram avaliados os custos fixos e os variáveis da recolhedora. Também se considerou como custo de mão-de-obra a

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diária corrente usada no recolhimento manual do café, pago de acordo com a produtividade, ao preço líquido entre R$ 10,00 e R$ 16,00 por medida de 60 litros. Este preço foi o vigente no ano de 2008 na região Sul de Minas Gerais, após análise de mercado. Foram realizados dois ensaios com a recolhedora, onde a rotação média do motor foi de 1.900rpm e a rotação média da tomada de potència foi de 540rpm. O primeiro ensaio foi realizado na lavoura de Mundo Novo, plantada no espaçamento de 1,50m entre plantas e 3,80m entre linhas, com declividade média de 5%. A lavoura apresentava um grande volume de cisco (folhas, gravetos e galhos) sob a saia dos cafeeiros, junto com os frutos caídos no chão, necessitando de pré-operação de limpeza com rastelamento dos galhos maiores. A velocidade operacional média foi de 1.600 m/h. O segundo ensaio foi realizado na mesma lavoura, plantada no espaçamento de 0,75m entre plantas e 3,80m entre linhas. A gleba apresentava um menor volume de ciscos sob a saia dos cafeeiros, em relação ao ensaio anterior. Contudo, não dispensou a pré-operação de limpeza com rastelamento dos galhos maiores. Neste ensaio, a velocidade operacional de ida foi de 2.400 m/h e de volta de 1.600m/h. RESULTADOS e CONCLUSÃO - O primeiro ensaio apresentou um volume médio de frutos caídos no chão de 1,6 litros/planta (1,07 litros/m) e um volume médio recolhido de 1,455 litros/planta, dando uma eficiência média de recolhimento de 90,9%. As perdas de recol-

himento neste ensaio foram de 0,0525 litro/planta para o lado de cima do cafeeiro e de 0,0925 litro/ planta para o lado de baixo, com perda média total de 0,145 litro/planta, o que representa 9,1%. O índice de impurezas apresentado foi de 14,4% para os gravetos e 5,4% para os torrões, com total de 19,8% de impurezas. O índice de maturação dos frutos recolhidos foi de 0% para os frutos verdes, 4% para os frutos cereja, 38% para os frutos passa e 58% para os frutos secos. A recolhedora apresentou um tempo de manobra de 4,8 minutos, um tempo de paradas de 15,6 minutos e um tempo operacional efetivo de 43,2 minutos. Nestas condições, o tempo operacional total foi de 63,6 minutos (1,06 horas), recolhendo 521,3 litros de frutos limpos, dando uma média de 8,18 medidas/hora. Considerando o tempo efetivo, o volume total de frutos limpos recolhidos foi de 12,07 medidas/hora. O segundo ensaio apresentou um volume médio de frutos caídos no chão de 0,775 litro/planta (1,03 litros/m) e um volume médio recolhido de 0,682 litro/planta, com eficiência média de recolhimento de 88,0%. As perdas de recolhimento neste ensaio foram de 0,022 litro/planta para o lado de cima do cafeeiro e de 0,071 litro/planta para o lado de baixo, com perda média total de 0,093 litro/ planta, o que representa 12,0%. O índice de impurezas apresentado foi de 11,3% para os gravetos e 16,5% para os torrões, com total de 27,8% de impurezas. O índice de maturação dos frutos recolhidos foi de: 1,1% para os frutos verdes; 1,8% para os frutos cereja; 56,9% para os frutos passa; e 40,2% para os frutos secos. A recolhedora apresentou um tempo de manobra de 4,8 minutos, um tempo de paradas de 49,8 minutos e um tempo operacional efetivo de 99,6 minutos. Nestas condições, o tempo operacional total foi de 154,2 minutos (2,57 horas), recolhendo 974,7 litros de frutos limpos, com média de 6,31 medidas/hora. Considerando o tempo efetivo, o volume total de frutos limpos recolhidos foi de 9,77 medidas/horas. Verificou-se na TABELA 1 que, em média, o volume recolhido (já descontadas as impurezas) foi de 10,92 medidas/hora, quando considerado o tempo operacional efetivo. Ao considerar o tempo operacional total, incluindo as manobras e paradas, o volume recolhido foi de 7,24 medidas/hora, demonstrando a eficiência média operacional de 66%, recolhendo, contudo, 89,5% dos frutos caídos no chão. Com relação ao custo horário operacional do conjunto, considerou-se o tempo de depreciação do trato de 10.000 horas, com 1.000 horas de trabalho/ano e para a recolhedora a vida útil de 10.000; 9.600 e 5.000 horas, com 800 horas de trabalho por ano. O custo variou de R$ 68,77 a 88,37 por hora, sendo R$ 35,63 o custo horário referente ao


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A Recolhedora de Café Mogiana, da Eclètica (Batatais/SP), não fez parte deste experimento, mas é um modelo recomendado para a retirada do café de varrição.

trator e R$ 33,14 a 52,74 o custo horário referente à recolhedora. Salientamos que neste custo não foi considerada a taxa de seguro e abrigo das máquinas. O custo parcial da medida de 60 litros de frutos limpos recolhido variou de R$ 9,49 a 12,20, considerando o tempo operacional total. No recolhimento

manual, o valor médio considerado da diária paga (considerando um pagamento por produção) foi de R$ 70,00, já incluindo os encargos sociais, com desempenho operacional de 3 a 5 medidas recolhidas por dia, o que resultaria no custo médio de R$ 17,50 por medida. Dentro destes parâmetros,

considerados, a redução de custos do sistema de recolhimento mecanizado variou de 30 a 46%. Diante dos resultados obtidos, observase que o tempo de depreciação da recolhedora pode ser considerado de 5.000 horas, a exemplo da maioria dos implementos agrícolas, trabalhando 800 horas por safra. O que é um valor médio já observado em campo, com o custo horário da recolhedora de R$ 52,74 e do conjunto de R$ 88,37. Isto resultaria no custo médio da medida recolhida de R$ 12,20, apresentando ganho de 30% em relação ao custo da medida recolhida manualmente. Deve-se salientar que em lavouras devidamente sistematizadas, com trituração dos galhos e ramos juntamente com os demais resíduos, o desempenho operacional pode ser maior. Conclui-se, portanto, que em média a eficiência de recolhimento na operação mecanizada foi de 89,5% dos frutos caídos no chão. O custo de depreciação da recolhedora pode ser feito em vida útil de 5.000 horas, com jornada de trabalho de 800 horas por safra. O custo médio parcial da medida recolhida foi de R$ 12,20, com redução de 30% em relação à medida recolhida manualmente, sendo economicamente viável a utilização da recolheFONTE: Revista Cofdora nestas condições. (FONTE: fea, nº 17 17) A

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CAFÉ - Eventos

Cocapec comemora 25 anos com evento digno de sua grandeza

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FOTO: Editora Attalea

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Maurício Miarelli (pres. Credicocapec), Antônio Carlos Arantes (deputado estadual MG), Dr. Ubiali (deputado federal-SP), Alexandre Ferreira (secr. municipal de desenvolvimento), João Alves de Toledo Filho (presidente Cocapec), Márcio Lopes Freitas (presidente OCB), Manoel Bertone (MAPA) e Aldo Rebelo (deputado federal SP).

Em noite memorável, no Clube Castelinho na cidade de Franca (SP), a diretoria da COCAPEC - Cooperativa dos Cafeicultores e Agropecuaristas comemorou juntamente com seus cooperados e as principais autoridades políticas e setoriais o seu Jubileu de Prata. São 25 anos de história que marcaram a trajetória da atividade em Franca, na Alta Mogiana, no Brasil e também no mundo. A história da Cocapec começou há 25 anos, com a vinda da Cooperativa Central do Paraná (Cocap), em 1983, para a região de Franca. Em 11 de julho de1985, diante de dificuldades financeiras da Cocap, um grupo de produtores da região resolveu assumir a unidade, criando uma nova cooperativa. No final do mesmo ano, a Cocapec contava com 291 cooperados. Hoje, a Cocapec conta com mais de 1.900 cooperados, além de três unidades mineiras: Capetinga, Claraval e Ibiraci) e três paulistas: Armazéns Gerais – Franca, Pedregulho e Serra Negra. A capacidade de armazenagem de café chega a mais de 1 milhão de sacas e atinge uma área de atuação de 450 mil hectares. MELHOR E MAIOR 2010 - Além de comemorar o Jubileu de Prata neste ano, a diretoria da COCAPEC tem muito mais que comemorar, demonstrando que o trabalho desenvolvido por todos os colaboradores está no caminho certo. É que a Revista Exame Exame, em seu Anuário das” Melhores e Maiores 2010”, premiou a COCAPEC com o primeiro lugar no setor Café, levando em conta o desempenho financeiro das principais empresas e cooperativas do país. Parabéns a todos os diretores e funcionários da COA CAPEC e que possamos todos comemorar mais!


CAFEICULTURA

ARTIGO “A comida vai cair do céu” Aldo Rebelo - Jornalista e Deputado Federal/SP

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ob o autoexplicativo título Farms Here, Forests There (Fazendas Aqui, Florestas Lá), foi publicado nos Estados Unidos, em maio, estudo patrocinado pela National Farmers Union (Associação Nacional de Fazendeiros) e pela organização não-governamental Avoided Deforestation Partners (Parceiros contra o Desmatamento, em tradução livre). A autora principal do relatório é Shari Friedman, ex-funcionária do governo Clinton, quando trabalhou na Environmental Protection Agency (EPA, a Agência de Proteção Ambiental), analisando políticas domésticas de mudanças climáticas e competitividade internacional. Ela também fez parte da equipe norte-americana de negociações para o Protocolo de Kyoto, que os EUA se negaram a assinar. O tema do relatório é a perda de competitividade da agroindústria norte-americana diante dos países tropicais, principalmente o Brasil. A tese principal do estudo é que a única forma de conter essa perda de competitividade é reduzir o aumento da oferta mundial de produtos agropecuários, restringindo a expansão da área agrícola nos países tropicais pela promoção de políticas ambientais internacionais mais duras. Segundo o relatório, “a destruição das florestas tropicais pela produção de madeira, produtos agrícolas e gado tem levado a uma dramática expansão da produção de commodities que competem diretamente com a produção americana”. Desse modo, “a agricultura e as indústrias de produtos florestais dos Estados Unidos podem beneficiar-se financeiramente da conservação das florestas tropicais por meio de políticas climáticas”. O estudo avalia que “acabar com o desmatamento por meio de incentivos nos Estados Unidos e da ação internacional sobre o clima pode aumentar a renda agrícola americana de US$ 190 bilhões para US$ 270 bilhões entre 2012 e 2030”. Esse aumento incluiria benefícios diretos de US$ 141 bilhões, decorrentes do aumento da produção de soja, carne, madeira e substitutos de óleo de palma, e economias indiretas de US$ 49 bilhões, em razão do menor custo da energia e de fertilizantes, pela redução das medidas compensatórias associadas à diminuição das florestas tropicais, ou seja, na medida em que os países tropicais poluírem e desmatarem menos, eles poderiam poluir e desmatar mais, sem ter de pagar por isso comprando créditos de carbono e outras medidas mitigadoras. A candura com que eles tratam do tema é comovedora. O estudo revela que na cabeça deles não passamos mesmo de um fundo de quintal que precisa ser preservado para que eles possam destruir o resto do mundo com a consciência tranquila e, principalmente, com o bolso cheio. Já vai longe - e sem saudades - o tempo em que a sociedade brasileira se curvava, sem questionamentos e sem esperneio, à tutela dos países ditos do Primeiro Mundo. Hoje é inadmissível pensar que países livres tenham de se submeter

às manipulações econômicas de outras nações. O aspecto trágico dessa proposta é a completa ausência de responsabilidade social dos agricultores norte-americanos, que veem a agricultura apenas como uma forma de aumentar sua própria fortuna, e não como a solução para a questão da fome no mundo. Ao produzir mais alimentos - e, com isso, mantendo seus preços mais acessíveis aos países pobres -, o Brasil ajuda a evitar que essa epidemia terrível se espalhe ainda mais no planeta. Houve ainda uma época em que a divisão internacional do trabalho imposta pelos países ricos reservava para eles a produção de bens manufaturados e, aos países pobres, o fornecimento de bens agrícolas e matérias-primas. Hoje se vai estabelecendo uma nova divisão: os Estados Unidos e a Europa transformaram-se em economias de serviço e grandes produtores e exportadores agrícolas, enquanto a produção industrial se deslocou para a Ásia. Nesse novo esquema, países como o Brasil deveriam, na opinião deles, cumprir um novo papel: tornar-se uma espécie de “área de preservação permanente global”. Com isso se resolveriam dois problemas: o comercial, pois sua produção agrícola ineficiente se viabilizaria pela redução da oferta e pelo aumento dos preços internacionais; e o ambiental, porque garantiríamos a compensação necessária para que eles continuem a manter seu atual padrão de consumo, que exige a exploração dos recursos naturais globais acima da capacidade que a natureza tem de repô-los. Tudo isso funcionaria muito bem, não fosse o fato de sermos um país de mais de 190 milhões de habitantes, que precisam satisfazer as mesmas necessidades básicas que os americanos e europeus e têm as mesmas aspirações de progresso material e espiritual, cada vez mais parecidas e universais no mundo globalizado. Sim, nós também temos direito à felicidade nos mesmos moldes dos europeus ocidentais e dos norte-americanos! Faz sentido, portanto, a defesa “desinteressada” que eles fazem dos chamados “povos da floresta”. Além de sua expressão quantitativa reduzida, esses brasileiros têm um padrão de consumo que não compete com eles no uso dos recursos naturais e torna perfeitamente viável o esquema de “fazendas lá e florestas aqui”. Só não dizem o que fazer com os 190 milhões de nossa população que não vivem nas florestas e precisam produzir comida e outros bens para ter um padrão de vida digno. Para estes eles têm a solução que já aplicam na África, depois de arruinarem a produção local de algodão, milho, tomate e outros alimentos, com os subsídios milionários que dão aos seus próprios fazendeiros: a chamada “ajuda humanitária”. A continuar nesse ritmo, em vez de comprar comida nos supermercados, vamos acabar tendo de esperá-la cair do céu em fardos atirados pela Força Aérea Americana ou distribuídos pela Cruz Vermelha e pelo Greenpeace. A

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LEITE

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acas com uma dieta que inclua óleos vegetais produzem leite mais saudável para o ser humano. Esta é a principal conclusão de pesquisas que vêm sendo desenvolvidas desde 2007 pela EMBRAPA Gado de Leite, em Juiz de Fora (MG), em parceria com a UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais. Foram realizados dois estudos até agora e o terceiro deverá começar no final do ano, cada um deles com 12 animais. Segundo o zootecnista Marco Antônio Sundfeld da Gama, da EMBRAPA Gado de Leite, um dos coordenadores do trabalho, o objetivo das pesquisas é melhorar a qualidade da gordura do leite destinado ao consumo humano. Para isso, os pesquisadores alteraram a dieta das vacas, à base de forrageiras tropicais (milho, farelo de soja), acrescentando óleo de soja (no primeiro estudo) e de girassol (no segundo). Depois, o leite foi transformado em manteiga, que foi analisada na própria EMBRAPA Gado de Leite e no Laboratório de Bioquímica de Alimentos da UFMG. O principal resultado obtido pelos cientistas foi a quadruplicação do teor de ácilo linoléico conjugado, conhecido pela sigla CLA (Conjugated Linoleic Acid), um composto encontrado na carne e no leite e que tem efeito benéfico para a saúde. “Também houve uma redução de 35% do teor de ácidos graxos saturados de cadeia média, que podem levar a problemas cardíacos, pois contribuem para o entupimento de artérias”, revelou Gama. Foi constatado ainda aumento de 30% do teor de ácilo oléico, um ácido graxo encontrado no azeite de oliva e que possui efeito anti-aterogênico, ou seja, é bom para o coração. FOTO: Embrapa Gado de Leite

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Pesquisa melhora a qualidade da gordura do leite Esses efeitos positicos sobre a composição da gordura do leite foram obtidos sem que houvesse redução do consumo de alimento ou da produção de leite dos animais. Gama acredita que essas pesquisas podem ajudar a melhorar a imagem do leite integral e estimular seu consumo. “A gordura do leite não é bem vesta pelos consumidores em função do seu elevado teor de ácidos graxos saturados, associados à doenças do coração. Além disso, a gordura é o componente da dieta humana de maior concentração energética, ou seja, contém mais calorias por unidade de massa e, portanto, o consumidor tende a ingerir produtos com baixa ou nenhuma gordura para reduzir a ingestão de calorias. Como consequência, ele geralmente opta pelo leite semi-desnatado ou desnatado em vez do integral”, explica o pesquisador. A substituição da manteiga por margarinas é outra consequência da associação da gordura do leite com doenças coronárias. “Criou-se a idéia de que margarina, por ser de origem vegetal, reduziria o risco de doenças coronárias. Isso posteriormente foi demonstrado ser um grande equívoco. Os ácidos graxos trans presentes nas margarinas se mostraram mais deletérios do que os ácidos graxos saturados presentes na manteiga. Portanto, esperamos que este estudo possa contribui para melhorar a imagem da gordura do leite perando o consumidor, além de agregar valor ao produto, por meio do aumento da concentração de componentes que possuem efeitos benéficos à saúde humana”, diz Gama. AINDA É CEDO - Os bons resultados obtidos no perfil nutricional do leite não anula, no entando, alguns resultados adversos que foram detectados pelos estudos. “Constatamos um problema na estabilidade oxidativa do produto, ou seja, ele tem menor durabilidade. Embora a gordura do leite que obtivemos tenha uma composição mais adequada à saúde humana, a maior concentração de ácidos graxos mono e poliinsaturados a torna também mais suscetível à oxidação, sugerindo a necessidade de adição de antioxidantes ao produto, o que vai ser objeto de novas pesquisas de nossa parte”, conta Gama. Por isso, o pesquisador diz que ainda é cedo para recomendar aos criadores o fornecimento de dietas ricas em óleos vegetais às suas vacas. Além disto, não se conhece a aceitação do consumidor a estes produtos lácteos “diferenciados”. “Além disto, em alguns tipos de dietas, a inclusão de óleo pode reduzir o teor de gordura do leite, o que pode trazer prejuízos econômicos ao produtor de leite em sistemas de pagamento por qualidade”, finaliza. A


MEIO AMBIENTE

23 JUL 2010

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PECUÁRIA

24 JUL 2010

Suplementação de bovinos de corte no período seco do ano JJoséé Leonardo L d Ribeiro Rib i 1

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aumento da eficiência produtiva quase sempre é limitado pela deficiência nutricional presenciada pelos animais ao longo do seu crescimento. Por definição, o animal só desempenhará satisfatoriamente suas funções produtivas e reprodutivas, quando a ele forem disponibilizados nutrientes em quantidade e qualidade adequadas. Ao serem criados em sistema de produção, baseado quase que exclusivamente na exploração das pastagens, fato comumente observado no Brasil, torna-se praticamente impossível conciliar a produção de forragem de alta qualidade, durante todo o ano, com a demanda de nutrientes dos animais. A produção pecuária dos países localizados no trópico sul, no qual se enquadra o Brasil, é reconhecidamente afetada pela estacionalidade da produção de forragens. Esta estacionalidade gera a necessidade de suplementação mineral e protéica dos bovinos no período seco do ano, quando o objetivo dos pecuaristas é o incremento do ganho de peso dos animais. Na tentativa de elevar a produção de forragem, muitos produtores vedam piquetes precocemente, o que resulta em aumento do intervalo entre cortes do capim. Este fato ocasiona alterações significativas na estrutura e composição do capim que será pastejado pelo animal. A maior altura do dossel forrageiro será representada por incremento de haste, a qual apresenta valor nutritivo bem inferior às folhas. Quanto maior a altura da forragem, no momento do pastejo, maior o tempo para realização de um bocado, o que poderá acarretar em menor consumo de forragem ao longo de um dia de pastejo. A forragem consumida apresentará menores teores de Minerais e Proteína Bruta, porém maior teor de fibra. A redução percentual do teor de proteína bruta é bem mais significativa que a queda no teor de NDT (Nutrientes Digestíveis Totais), o que resulta no aumento da relação NDT:PB. Quando esta relação excede 7:1, o consumo de matéria seca é prejudicado, pois o au1

- Gerente de Produtos de Ruminantes da Guabi

mento desta relação indica a falta de nitrogênio fermentescível no rúmen, substrato fundamental para que os microrganismos do rúmen degradem alimentos fibrosos. A deficiência de fontes nitrogenadas no rúmen, principalmente oriundas de fontes de proteína verdadeira (ex: farelos protéicos), resulta em menor síntese de proteína microbiana e, conseqüentemente, redução no aporte de aminoácidos no duodeno, fato que também explica redução de consumo. Por isso, não é incomum resultados de desempenhos insatisfatóri-

os no período seco do ano, quando bovinos não são suplementados com fontes protéicas adequadas. Em última análise, ao suplementar os animais com nutrientes limitantes na forragem (proteína, energia e minerais), no período seco do ano, haverá incremento no consumo de forragem, bem como maior digestibilidade do alimento consumido. A adoção desta prática elimina o chamado “boi sanfona”, animal que perde peso no período seco do ano, fato que compromete a eficiência econômica e produtiva de qualquer propriedade. A

O inverno faz aumentar incidência da pneumonia em bovinos JJean P í l 1 Perícole

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om a chegada do inverno, o clima frio e seco, os animais também ficam mais suscetíveis a problemas de saúde, como a pneumonia. Para controlar a doença, alertamos para a importância do isolamento dos animais acometidos. Grandes aglomerações de animais predispõem à ocorrência da doença, devido a um maior contato entre eles. A condição dos animais que chegam ao confinamento, às vezes enfraquecidos e estressados, associada ao manejo e ao clima de inverno, contribui para a ocorrência da pneumonia. São vários os tipos de pneumonias em bovinos e elas podem ser causadas por vírus, bactérias, uma combinação de ambos, verminose e fungos. Os sinais comuns são febre, falta de apetite, secreção nasal, ruídos pulmonares e diarréia. A pneumonia enzoótica acomete bezerros com menos de seis meses de idade, podendo ocorrer em animais de até um ano. Geralmente tem ligação direta com fatores estressantes como temperatura, lotação, desmame e transporte, que reduzem a imunidade dos animais e facilita a infecção viral e depois uma bacteriana. Em animais adultos, a pneumonia pode ser acompanhada 1

- Médico Veterinário da Ourofino

flamação ã d í l por uma iinfl dos b bronquíolos, resultando em broncopneumonia. As manifestações clínicas são: aumento da frequência respiratória, tosse, sons respiratórios anormais e, nos casos de infecções bacterianas, evidências de excesso de toxinas e febre. No caso da pneumonia causada por vermes, a doença é mais comum em animais criados a pasto, principalmente os mais jovens e de origem européia, porém, surtos graves da forma aguda são mais comuns em animais adultos. Já os sinais da pneumonia verminótica incluem respiração rápida e superficial, tosse constante, secreção nasal e temperatura elevada. O animal apresenta-se ativo, contudo, mostra dificuldade em se alimentar, devido aos distúrbios respiratórios. A evolução da doença é rápida e dentro de 24 horas, a dificuldade respiratória se torna muito evidente. O tratamento vai depender da causa da doença. Para as pneumonias de origem viral, é utilizada a vacinação do rebanho como medida preventiva. Nas bacterianas, o uso de antimicrobianos é de extrema importância. Na parasitária o uso de sulfóxido e albendazol tem mostrado excelentes resultados, podendo também ser usadas as ivermectinas. Em casos mais graves, deve-se se fazer um tratamento auxiliar com a utilização de soros, antipiréticos e anti-inflamatórios. A


LEITE

Produção de leite em MG aumenta com as iniciativas da Purina

O

rebanho leiteiro de Minas Gerais deve bater um recorde histórico neste ano após sofrer com a crise em 2009. A previsão é que o Estado atinja uma produção de 8 bilhões de litros de leite, um aumento de 5% em relação ao ano anterior. Minas Gerais é o maior produtor brasileiro de leite, responsável por um terço da produção nacional. A projeção de crescimento foi feita pela EMBRAPA - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Atenta a esse cenário, a Purina, uma empresa Evialis, investe no segmento com iniciativas em diferentes frentes – promove pesquisas para desenvolvimento de alimentos para ruminantes, oferece suporte técnico e consultoria a fim de maximizar a produtividade de seus parceiros, realiza acompanhamento nutricional dos animais com dicas de alimentação e manejo e prepara os melhores animais para torneios leiteiros. “O principal objetivo da Purina é avaliar as necessidades de cada produtor de gado leiteiro, seja ele pequeno, médio ou grande produtor, e oferecer os melhores produtos da linha com a melhor relação custo/benefício, potencializando a produção de leite no estado de Minas Gerais”, afirma Paulo Fortes, Gerente de Território Purina. O acompanhamento sistemático das atividades nas fazendas pelos técnicos da Purina possibilita aumentos dos índices de produtividade – médias acima de 45 litros de leite por animais da Raça Gir Leiteiro e Mestiços em torneios leiteiros. “Esse desempenho é resultado das dietas de alta precisão elaboradas pela Equipe Purina em cada fazenda. Também trabalhamos com a linha de suplementos minerais, rações, concentrados, suplementos protéicos e energéticos, além de toda nutrição balanceada específica para o gado de leite”, ressalta Fortes. acrescentando que os pecuaristas investem na alimentação de seu rebanho, o que resulta em aumento da produção. O gerente, graduado em Zootecnia pela Universidade Federal de Viçosa e pós-graduado em Produção de Ruminantes pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiróz” (Esalq) em Piracicaba-SP, e sua equipe de Distribuidores e Vendedores Externos Organizados (VEO’s), como são chamados, atuam nos seguintes municípios mineiros: Raul Soares, São Pedro dos Ferros, Governador Valadares,

Caratinga, Manhuaçu, Abre Campo, Ponte Nova, Rio Casca, João Monlevade, Guanhães, Santa Maria de Itabira, Itabira, Regiões do Vale do Aço e Zona da Mata Mineira. CAMPEÕES - O trabalho da Purina no auxílio do preparo de gado leiteiro para torneios vem colhendo excelentes resultados. Na última edição da ExpoZebu, realizada em Uberaba no mês de maio, sete vacas que se alimentam com produtos da linha Purina se destacaram e foram campeãs. Segundo Paulo Fortes, o tra-

25 JUL 2010

balho realizado com estes animais é feito com muita determinação e seriedade, pois cada gota de leite faz a diferença no momento da apuração da quantidade de leite que cada vaca produz. “Além da genética do animal, que é ponto fundamental, a nutrição balanceada realizada pela Purina é item importante para garantir esses excelentes resultados”, afirma o Zootecnista. A base da dieta das vacas leiteiras que participam dos torneios consistem em Feno, Silagem de Milho, as rações da Purina MilkTech GP e Milktech Energy e o Suplemento MineralPurinaFós. A

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NOTÍCIAS

JUL 2010

H

á algum tempo pesquisadores têm se dedicado a alertar sobre os problemas da irrigação e adubação irracional, em que o produtor não faz análise de solo ou controle de água. O maracujá serve para ilustrar como a irresponsabilidade com a água e com os insumos colocados no solo pode atrapalhar bastante o cultivo, ao invés de melhorar a produtividade. O excesso de água no pé da planta favorece o surgimento de doenças fúngicas, que comprometem a plantação a ponto de inviabilizar a atividade do produtor. Já a adubação exagerada de nitrogênio favorece o surgimento de quase todas as doenças de parte aérea, que são nocivas principalmente ao fruto e fazem com que o maracujá perca todo o seu valor comercial. As doenças mais importantes do maracujá são, em primeiro lugar de importância, a fusariose, depois as viroses, a antracnose e a verrugose, sendo que a fusariose e as viroses são hoje consideradas as principais doenças porque são difíceis de manejar e necessitam um controle preventivo. Uma

FOTO: IAC Campinas

Adubação e irrigação excessivas causam doenças no 26 maracujazeiro

vez instaladas na cultura, não há métodos curativos porque é muito difícil você ter o controle delas, por isso é muito importante o manejo adequado — alerta a pesquisadora Cristiane de Jesus Barbosa, da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical. Além de fazer a adubação e a irrigação de forma mais controlada e responsável, o produtor de maracujá também precisa ficar atento a outros cuidados de manejo que influenciam no surgimento das doenças. O agricultor deve evitar plantar maracujá em solos arenosos porque favorece o desenvolvimento de doenças fúngicas e da

fusariose, que é a principal doença da cultura. Outro cuidado importante é medir o pH do solo, porque o pH ácido também faz com que o maracujazeiro desenvolva doenças de forma mais fácil. A pesquisadora diz que a medida mais importante é plantar mudas sadias para que o produtor não introduza a doença na sua plantação. No caso da fusariose, ela pode chegar até a inviabilizar um plantio totalmente porque ela leva à morte da planta. Você tem um quadro de murcha, uma murcha generalizada, onde as flores ficam retidas na planta e ela entra em colapso total. No caso das viroses, a gente pode ter uma convivência melhor porque, dependendo do caso da região e do tipo de vírus que ocorra, é possível ainda produzir, mas os vírus causam danos muito grandes na qualidade dos frutos. O principal vírus que ataca o maracujá ataca principalmente o fruto, deixa ele pequeno, endurecido, sem valor comercial. A fusariose ataca mais o sistema radicular e a virose ataca mais a parte aérea e os frutos — resume a pesquisadora. A

Inseticida Endosulfan será banido no Brasil até 2013

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Comissão formada pelo IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente, MAPA - Ministério da Agricultura e ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária tomou a decisão de banir o uso do inseticida Endosulfan em todo o país. Porém, o cronograma definido na reunião é mais longo que o esperado por entidades relacionadas à defesa do meio ambiente e da saúde. Banido em 45 países, o endosulfan fazia parte de uma lista de 14 agrotóxicos submetidos à reavaliação pela ANVISA, por causa das suspeitas de associação com problemas graves de saúde. O grupo decidiu que importações do produto serão proibidas a partir de 31 de julho de 2011. Depois disso, a produção nacional terá de sofrer uma redução gradativa, até que, em julho de 2013, uso e venda do produto estejam totalmente proibidos. A decisão do grupo será enviada à Justiça, onde tramita um pedido

para o cancelamento imediato do registro do produto. Estava praticamente descartada a possibilidade de que a comissão tripartite determinasse a suspensão imediata do uso do endosulfan. No entanto, a expectativa era a de que o cronograma fosse mais ágil, com data final para proibição total em 2012. O endosulfan é o segundo da lista da ANVISA a ter seu destino decidido pela comissão. O primeiro foi a cihexatina, empregada na citricultura, cuja tina proibição está prevista para 2011. Até lá, seu uso é permitido só no Estado de São Paulo. Além do endosulfan, outros dois produtos aguardam reunião da comissão tripartite para ter sua proimetamidofós. bição avaliada: adefato e metamidofós PREOCUPAÇÃO - O Brasil se transformou em um dos principais destinos dos produtos banidos em outros locais - entre eles o endosulfan. Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que o País importou 1,84 mil

toneladas do produto em 2008. Ano passado, saltou para 2,37 mil toneladas. O endosulfan é usado no cultivo de algodão, cacau, café, cana-de-açúcar e soja. Mas o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos da ANVISA, divulgado há pouco mais de um mês, identificou presença do produto em 14 de 20 culturas analisadas. Em nenhuma delas o uso do endosulfan era permitido. As principais culturas onde o agrotóxico foi encontrado foram pepino, pimentão e beterraba. Na ocasião da divulgação dos resultados, técnicos da ANVISA se mostraram preocupados com a constatação, principalmente por se tratar de produtos considerados tóxicos. Foi proibido em 45 países, dentre os quais os membros da Comunidade Européia, Cabo Verde, Argentina e Iraque, visto que está associado ao aparecimento de câncer e à distúrbios hormonais. A


NOTÍCIAS

O

SENAR MINAS está preparando o lançamento do curso inédito de “Piscicultura em Tanques-rede” para atender os criadores de peixes de Minas Gerais que vivem próximos à represas, como o Lago de Furnas, no Sul do Estado. A previsão é de que o treinamento de Formação Profissional Rural esteja disponível nos próximos meses. Até então, o SENAR oferecia cursos de “Piscicultura” e de ‘Filetamento de Peixes“. A partir de agora, o treinamento será mais voltado para o cultivo nos tanques-rede, que por serem um sistema de criação mais intensivo garantem mais benefícios aos produtores. “O SENAR estará atendendo uma demanda que surgiu e em breve o curso estará disponível para a realização dos sindicatos e instituições interessadas”, afirmou o gerente do escritório regional do SENAR em Passos, Rodrigo de Castro Diniz. O biólogo e mestre em Ciência Animal, Alexandre Rodrigues da Silva, é o responsável pelo conteúdo do curso. Ele, que também é doutorando em

FOTO: Editora Attalea

Senar-MG lança em breve curso de ‘Piscicultura em Tanques-Rede’

Fisiologia da Reprodução de Peixes, explica que a capacitação do SENAR será voltada para criadores iniciantes e veteranos. Ele adiantou que o conteúdo do curso já está todo pronto e vai tratar temas desde a biologia do peixe até o sistema de cultivo em tanquerede, viabilidade econômica, escolha da ração, análise de água e noções de meio ambiente. Serão apenas três dias de treinamento, totalizando 24h aulas. O sistema é uma das modalidades de cultivo de peixes em alta densidade de estocagem por meio de tanques-rede ou gaiolas. A criação é intensiva e o resultado final é a alta produtividade.

Em geral, são estruturas retangulares que flutuam na água sustentadas por redes de nylon, arames ou plásticos perfurados. O confinamento dos peixes permite renovação constante da água dentro das gaiolas, removendo os dejetos produzidos pelos peixes. Uma das vantagens do sistema, na opinião do instrutor Alexandre, é que os interessados podem instalar os tanques-rede em açude particular ou mesmo nas águas de um rio, sem necessidade de ser proprietário do local. Ele diz que é costume os criadores iniciarem a produção com gaiolas menores a fim de facilitar o cuidado e manejo dos peixes. A indicação é que o produtor comece com 50kg de peixes juvenis em cada m³. O retorno econômico é de cerca de seis meses, até que os peixes cheguem a 800g, enquanto o investimento inicial é de cerca de R$ 1.500. “Há criadores que começaram com um tanque-rede e hoje já têm mais de 300 tanques num prazo de cinco anos. É um negócio que tem retorno rápido e está sendo incentivado no País”, afirmou Alexandre. A

TRF cassa liminar e produtores voltam a recolher Funrural

C

i inco meses após ó a d decisão iã d do Supremo Tribunal Federal que considerou inconstitucional a cobrança da contribuição ao FUNRURAL - Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural, a disputa que pode representar uma perda de R$ 2,8 bilhões por ano ao governo está longe de acabar. A Fazenda Nacional conseguiu suspender a liminar que havia sido concedida à APROSOJA - Associação dos Produtores de Soja e Milho do Mato Grosso, que representa 2.000 produtores, e autorizava os filiados da entidade a não recolher o FUNRURAL. É a primeira vitória da Fazenda na tentativa de conter as liminares que vêm sendo concedidas pela primeira instância da Justiça. A disputa do FUNRURAL pode agravar ainda mais a situação da Previdência Social, que é deficitária. Em 2009, a arrecadação do órgão foi de R$ 184,5 bilhões. Desse valor, R$ 179,9 bilhões foram recolhidos na área urbana. E o restante - R$ 4,6

bilhões - na área rural, que representa apenas 2,5% da arrecadação previdenciária. De janeiro a maio deste ano, a arrecadação alcançou R$ 78,9 bilhões - R$ 1,9 bilhão obtidos na área rural. No período, o déficit da Previdência chegou a R$ 17,84 bilhões. Em fevereiro, o Supremo julgou um recurso do Frigorífico Mataboi, do Mato Grosso do Sul, e considerou inconstitucional o artigo 1º da Lei nº 8.540, de 1992 - alterada pela Lei nº 9.528, de 1997 -, que determina o recolhimento de 2,1% da contribuição sobre a receita bruta da comercialização dos produtos agropecuários. As leis consideradas inconstitucionais são anteriores à Emenda Constitucional nº 20, de 1998, que permitiu a cobrança da contribuição. A partir de 2001, o FUNRURAL passou a ser disciplinado pela Lei nº 10.256. A norma não foi julgada pelo Supremo. A lei é o cerne da divergência de interpretações da decisão do STF. Para a Fazenda Nacional, a decisão

da Corte atinge o período de 1992 a 2001. Portanto, apenas o FUNRURAL relativo a esses anos poderia ser devolvido. Já os contribuintes defendem que a decisão do Supremo instituiu o fim da cobrança do FUNRURAL, que só poderia ser novamente instituída por outra lei. Após a decisão, milhares de produtores e frigoríficos foram à Justiça e obtiveram liminares para deixar de recolher o tributo. Alguns produtores simplesmente deixaram de pagar, mesmo sem o amparo legal. O caso mais significativo em termos de valores é o da Aprosoja. A liminar foi cassada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, sob o argumento de que a multiplicação de liminares favoráveis aos contribuintes pode colocar em risco a economia pública. A Fazenda afirma que a perda da receita anual seria de R$ 2,8 bilhões. A devolução dos últimos cinco anos - 2005 e 2010 - significaria uma perda imediata de R$ 11,25 bilhões. A

27 JUL 2010


O MERCADO DO CAFÉ

28 JUL 2010

INDICADORES DE DESEMPENHO DA CAFEICULTURA BRASILEIRA MÊS

2010

1. Produção (milhões/saca) (1) 1.1. Área em produção (milhões/hectare) 1.2. Produtividade (sacas/hectare) 2. Exportação (verde, solúvel e torrado) (2) 2.1. Quantidade (milhões/saca) 2.2. Valor (vilhões/US$) 2.3. Preço Médio (US$/saca) 3. Consumo Interno (T, M e solúvel) 3.1 Consumo per capita (kg/hab.ano) 4. Estoques do Funcafé (milhões/sacas) 5. Orçamento aprovado Funcafé (milhões R$) 5.1. Financiamentos 5.2. Publicidade e Promoção do Cafés do Brasil 5.3. Pesquisa Cafeeira 6. Participação das exportações brasileiras em relação às exportações mundiais (em sc) (%) (4)

2009

2008

2007

2006

2005

2004

2003

2002

2001

39,5 2,1 18,9

46,0 2,2 21,2

36,1 2,2 21,2

42,5 2,2 19,8

32,9 2,2 14,9

39,3 2,2 17,8

28,8 2,2 13,1

48,5 2,3 21,0

31,3 2,2 14,4

10,0 30,5 1,6 4,3 156,27 140,38

29,7 4,8 160,20

29,7 4,8 160,20

28,0 3,4 137,03

26,4 2,9 110,80

26,7 2,0 76,30

25,7 1,5 59,59

28,4 1,4 48,17

23,3 1,4 59,88

47,0 2,1 22,1

19,3 5,9 0,5

18,4 5,8 0,5

17,7 5,6 0,5

17,7 5,6 0,7

17,1 5,5 1,9

15,5 5,1 3,2

14,9 5,0 4,3

13,7 4,7 5,1

14,0 4,8 5,4

13,6 4,9 5,6

2.846 2.673 15,0 15,0

2.844 2.673 15,0 15,3

2.561 2.441 13,0 12,0

2.147 2.026 13,0 12,0

1.680 1.579 5,6 7,5

1.282 1.249 8,4 12,0

1.226 1.201 5,0 8,0

550 524 3,5 8,0

824 693 1,6 5,1

898 855 8,0 16,0

31,9

32,2

30,4

30,4

30,3

30,2

29,3

29,9

32,0

25,8

6,6

6,6

6,6

6,8

6,6

5,2

5,0

5,5

5,9

263,20

263,20

252,43

250,13

281,13

217,13

173,84

129,88

117,97

7. Participação do café nas exportações do agronegócio (em US$) (%) (5) 7,5 8. Preços do café tipo 6, bebida dura, recebidos pelos produtores, base CEPEA/Esalq (R$/sc) 280,33

FONTE: DCAF, CONAB, ABIC, MDIC/SECEX, OIC, CEPEA/Esalq/BM&F. // (1) - 2010, com base no 2º Levantamento de Safra da CONAB (maio/10); // (2) - 2010, de janeiro a abril; // (3) - 2010, estimativa; // (4) 2010 - de janeiro a março.

Cotação Café Fino/Extra - Mogiana e Minas 1

FONTE: Escritório Carvalhaes. (1) - Em R$/saca de 60kg. Café da safra 2009/2010, condição porta de armazém, com 7 dias para liquidação.

Cotação Café Boa Qualidade - Duros 1

FONTE: Escritório Carvalhaes. (1) - Em R$/saca de 60kg. Café da safra 2009/2010, condição porta de armazém, com 7 dias para liquidação.

Cotação Café Cereja Descascado - Fino 1

FONTE: Escritório Carvalhaes. (1) - Em R$/saca de 60kg. Café da safra 2009/2010, condição porta de armazém, com 7 dias para liquidação.

Fechamento - Bolsa de Nova York 1

FONTE: Escritório Carvalhaes. (1) - Em R$/saca de 60kg. Café da safra 2009/2010, condição porta de armazém, com 7 dias para liquidação.


O MERCADO DO CAFÉ Média Mensal dos Preços Recebidos pelos Produtores MÊS

1

Evolução do Consumo Interno

ARÁBICA

ARÁBICA

ARÁBICA

CONILLON

CONILLON

Tipo 6 BC-Duro (Base Cepea-Esalq)

Tipo C Int. 500 (Base Varginha-MG)

Tipo C Int. 500 (Base Vitória-ES)

Tipo 6-Pen.13 (Base Cepea-Esalq)

Tipo 7 BC (Base Vitória-ES)

2010

2009

2010

2009

2010

2009

2010

2009

2010

JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ

268,41 269,34 262,48 260,10 268,02 256,64 247,50 255,34 254,29 262,20 272,55 281,57

280,75 278,68 279,70 282,18 289,46 305,13

230,00 233,33 233,41 230,85 235,05

233,75 227,78 221,52 225,50 255,00

184,25 193,33 196,77 198,30 204,75

189,50 191,39 186,52 190,00 230,00

227,66 224,07 212,57 200,20 197,13 188,45 180,09 186,13 188,89 180,77 161,61 176,41

173,51 168,47 173,67 158,23 160,51 167,57

205,50 212,22 208,46 203,55 201,45 191,43 184,57 188,10 184,76 181,43 180,50 187,00

185,00 172,78 166,52 174,00 200,00

TOTAL

263,20

280,33

229,74

227,14

191,56

189,35

193,67

168,47

194,08

174,58

196,43 191,04 194,52 190,95 182,62 180,00 185,75

FONTE: Indicador CEPEA/Esalq/BM&F e Boletim do Café - Centro do Comércio de Café do Rio de Janeiro -

1

- Em R$/saca de 60kg, posto, com Funrural e sem ICMS

PRODUÇÃO MUNDIAL 2009 PAÍS Brasil Vietnã Colômbia Indonésia Etiópia Índia México Guatemala Peru Honduras C. Marfim Nicarágua El Salvador Outros TOTAL

Prod

(%)

2008 Prod

(%)

2007 Prod

(%)

39.470 32,37 45,992 35,91 36.070 30,21 18.000 14,76 18.500 14,44 16.467 13,79 9.000 7,38 8.664 6,76 12.504 10,47 10.700 8,77 9.350 7,30 7.777 6,51 4.500 3,69 4.350 3,40 4.906 4,11 4.827 3,96 4.371 3,41 4.460 3,74 4.200 3,44 4.651 3,63 4.150 3,48 3.500 2,87 3.785 2,95 4.100 3,43 3.750 3,08 3.872 3,02 3.063 2,57 3.870 3,17 3.450 2,69 3.842 3,22 1.850 1,52 2.353 1,84 2.598 2,18 1.418 1,16 1.615 1,26 1.700 1,42 1.115 0,91 1.547 1,21 1.621 1,36 15.751 12,92 15.588 12,17 16.138 13,52 94.758 97.666 96.573

2006 Prod

(%)

42.512 32,92 19.340 14,98 12.541 9,71 7.483 5,79 4.636 3,59 5.158 3,99 4.200 3,25 3.950 3,06 4.319 3,34 3.461 2,68 2.847 2,20 1.300 1,01 1.371 1,06 16.020 12,41 92.279

2009 (%)

2008 Prod

(%)

2007 Prod

(%)

2009 PAÍS

Prod

10,6 11,0 12,2 12,6 13,0 13,3 12,9 14,1 14,6 15,4 16,1 16,7 17,4

11,0 11,5 12,2 12,7 13,2 13,6 14,0 13,7 14,9 15,5 16,3 17,1 17,7 18,4

kg café torrado

4,16 4,30 4,51 4,67 4,76 4,88 4,83 4,65 5,01 5,14 5,34 5,53 5,64 5,81

3,33 3,44 3,61 3,73 3,81 3,91 3,86 3,72 4,01 4,11 4,27 4,42 4,51 4,65

FONTE: ABIC. Período = novembro a outubro, sacas de 60kg

2008

(%)

Prod

(%)

30.481 32,17 29.728 30,44 Brasil 17.090 18,04 16.101 16,49 Vietnã 7.894 8,33 11.085 11,35 Colômbia 6.519 6,88 5.741 5,88 Indonésia 1.851 1,95 2.852 2,92 Etiópia 3.108 3,28 3.378 3,46 Índia 2.838 2,99 2.448 2,51 México Guatemala 3.508 3,70 3.778 3,87 3.074 3,24 3.733 3,82 Peru 3.084 3,25 3.259 3,34 Honduras 1.884 1,99 1.585 1,62 C. Marfim 1.371 1,45 1.625 1,66 Nicarágua El Salvador 1.307 1,38 1.438 1,47 10.749 11,34 10.915 11,18 Outros TOTAL

121.951

2006 Prod

(%)

16.331 48,75 829 2,47 1.400 4,18 2.750 8,21 1.833 5,47 1.357 4,05 1.794 5,36 300 0,90 150 0,45 230 0,69 317 0,95 190 0,57 222 0,66 5.797 17,30

TOTAL

33.500

37.685

1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009

kg café verde

128.088

2007

2006

Prod

(%)

Prod

(%)

28.398 17.936 11.557 2.945 3.073 2.718 1.950 3.800 2.843 3.382 1.833 1.510 1.396 13.232

29,41 18,57 11,97 3,05 3,18 2,81 2,02 3,93 2,94 3,50 1,90 1,56 1,45 13,70

27.978 13.904 10.936 4.117 2.803 3.742 2.200 3.650 4.099 3.231 2.531 1.110 1.149 10.829

30,32 15,07 11,85 4,46 3,04 4,06 2,38 3,96 4,44 3,50 2,74 1,20 1,25 11,74

119.396

129.138

BRASIL - 2º Levantamento de Safra 2010 - Maio

18.390 48,80 17.660 48,12 17.125 48,42 Brasil 1.208 3,21 1.021 2,78 938 2,65 Vietnã 1.400 3,72 1.400 3,81 1.400 3,96 Colômbia 3.333 8,84 3.333 9,08 3.208 9,07 Indonésia 1.833 4,86 1.833 4,99 1.833 5,18 Etiópia 1.573 4,17 1.518 4,14 1.438 4,07 Índia 2.200 5,84 2.200 5,99 2.050 5,80 México 300 0,80 300 0,82 300 0,85 Guatemala 110 0,29 110 0,30 110 0,31 Peru 460 1,22 460 1,25 460 1,30 Honduras 317 0,84 317 0,86 317 0,90 C. Marfim 190 0,50 190 0,52 190 0,54 Nicarágua 230 0,61 230 0,63 230 0,65 El Salvador 6.141 16,30 6.131 16,70 5.768 16,31 Outros

FONTE: OIC

torrado e inclusive moído solúvel

FONTE: MIDC / SECEX e OIC.

CONSUMO MUNDIAL Prod

CONSUMO (kg/hab.ano)

EXPORTAÇÃO MUNDIAL

FONTE: MAPA / SPAE / CONAB e OIC.

PAÍS

CONSUMO (milhões sc)

A N O

2009

228,10 225,35 230,24 221,90 226,67 229,75 232,25

29

36.703

35.367

UF / REGIÃO

PARQUE CAFEEIRO em produção em formação pés área área pés (1)

(2)

(1)

(2)

PRODUÇÃO (mil sacas beneficiadas) arábica robusta

PRODUTIVIDADE (3)

128.835 460.803 1.007.400 3.103.308 23.690 254 23,77 MG 509.634 1.528.902 12.094 - 23,73 - Sul/Centro 73.804 258.312 162.217 567.759 5.064 19.761 79.045 - 31,22 - Cerrado 335.549 1.006.647 6.532 254 20,22 35.270 123.446 - Z.Mata 470.380 1.078.498 2.887 8.144 23,45 36.301 119.761 ES 208.012 462.827 4.356 15.975 61.472 - 20,94 SP 82.700 292.800 2.100 11.400 55.900 - 25,39 PR 139.550 320.188 1.823 499 16,63 10.464 38.220 BA 521 12.273 67.499 3.041 16.421 - 42,48 - Cerrado 103.344 201.521 1.301 4.246 14.542 - 12,59 - Planalto 23.933 51.168 3.177 7.257 499 20,83 - Atlântico 154.335 261.134 6.152 10.323 2.192 14,20 RO 451 647 16,91 62.553 144.050 3.804 9.398 Outros TOTAL

212.931 755.877 2.124.930 5.662.805 35.307 11.735 22,14

FONTE: MAPA / SPAE / CONAB - (1) Em hectares (2) Em mil covas (3) Em sacas/hectare

JUL 2010


CANA-DE-AÇÚCAR 1

30 JUL 2010

MÊS

2007

JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ

0,3152 0,3028 0,3089 0,3217 0,2632 0,2299 0,2243 0,2268 0,2261 0,2174 0,2370 0,2418 1

FONTE: UDOP -

MENSAL 2008 2009 0,2402 0,2529 0,2628 0,2538 0,2506 0,2385 0,2493 0,2498 0,2685 0,2920 0,3015 0,3116 2

- Em R$/kg ATR //

- 109,19 kg ATR //

BOI GORDO / SP MÊS JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ

2008

2009

26,46 26,55 26,74 27,71 27,53 26,93 26,97 27,02 27,41 28,02 28,54 28,97

2010

2008 vist1

pes2

74,61 74,85 76,19 77,24 80,52 91,53 92,79 92,05 88,82 90,79 88,39 82,20

84,01 81,54 77,54 80,03 79,47 80,85 81,39 77,92 77,25 77,18 74,35 76,64

J F M A M J J A S O N D

493,19 504,14 517,13 551,69 623,64 712,18 751,18 740,16 726,05 716,86 702,55 659,71

186,40 186,20 187,01 187,22 187,11 187,44 187,03 185,83 185,61 185,55 185,28 186,17

85,35 82,54 78,51 80,93 80,32 81,68 82,28 78,98 78,58 78,61 75,71 75,66 1

75,70 77,03 79,03 82,33 80,81 82,16

76,97 78,12 79,88 83,34 81,68 83,01

0,373 0,387 0,440 0,476 0,473 0,505 0,508 0,476 0,508 0,500 0,537

0,535 0,535 0,560 0,535 0,589 0,580 0,650 0,780 0,775 0,775 0,655 0,640

1

FONTE: FAESP / AEX Consultoria -

1

0,635 0,615 0,585 0,670 0,760 0,739 0,733 0,703 0,696 0,606 0,577 0,588

0,599 0,550 0,553 0,562 0,600 0,641 0,683 0,689 0,672 0,635 0,602 0,532

0,524 0,523 0,519 0,655 0,734 0,685

15,46 13,46 15,50 12,39 13,68 9,66 8,79 8,38 7,88 8,27 7,97 9,72 10,93 10,95 10,16 9,71 9,78 9,33 9,89 9,57 11,77 8,63 12,61 7,27

2010 vist1 pes2

636,23 627,96 634,15 651,69 633,71 648,49 638,08 615,85 607,08 596,24 592,23 593,97

186,21 186,22 186,82 188,46 188,39 191,75 191,75 187,65 194,29 186,79 187,09 185,99

MÊS JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ

2006

2007

2010

32,88 33,49 33,93 36,32 35,18 34,49 34,99 35,53 36,54 37,83 38,85 39,85

41,22 42,47 42,59 47,42 45,08 43,03

BEZERRO / São Paulo 1

601,17 608,98 649,59 705,26 722,07 722,78

182,58 190,86 190,77 190,61 191,01 195,16

17,55 16,52 14,62 14,44 15,25 16,47 16,69 16,86 17,94 21,09 22,93 24,96

25,02 22,02 20,20 19,20 18,93 19,58 18,97 22,13 26,95 27,36 31,72 33,80

1

6,80 7,70 5,92 9,77 4,95 10,17 4,50 8,24 4,05 13,00 3,68 14,70 3,65 5,04 5,66 5,86 6,41 6,95

30,93 27,79 27,19 26,62 27,43 26,88 27,76 24,56 23,78 22,32 20,51 20,75

FONTE: Indicador CEPEA/Esalq // 1 - Valores médios em R$/cx de 40,8kg, a prazo, entregue no portão, sem contrato.

1

2009 23,67 22,26 20,62 21,29 22,25 22,24 20,55 19,42 19,13 20,60 20,41 20,02

2010 19,66 18,35 18,47 18,16 18,67 19,43

- Em R$/saca de 60kg

15,68 19,53 19,08 13,72 10,68 9,38 10,12 11,47 12,51 12,60 12,76 13,48

15,08 17,10 19,02 16,60 13,82 11,28 10,98 11,06 10,48 11,48 13,45 14,10

2007

2008

2009

2010

JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ

341,01 341,89 341,69 347,65 364,42 370,14 361,67 365,51 369,08 374,37 370,13 366,08

366,38 377,36 394,33 408,47 419,30 427,29 434,89 452,92 462,15 466,46 473,66 480,86

492,82 503,88 518,07 553,43 624,51 713,33 752,17 740,02 724,67 717,00 703,33 660,14

636,50 629,36 635,79 657,06 661,06 656,90 641,71 618,36 604,06 597,02 585,92 592,25

599,80 614,68 647,90 699,60 718,62 721,53

FONTE: CEPEA - 1 Em R$/cabeça, descontado prazo de pagamento pela NPR

MÊS JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ

2006

15,38 10,00 10,89 16,95 9,82 17,22 17,03 11,13 19,17 14,65 10,46 16,50 12,04 9,13 14,49 11,39 7,66 15,13 11,38 6,48 11,01 6,47 10,64 7,04 10,83 7,58 10,24 8,48 9,70 8,94

FONTE: Indicador CEPEA/Esalq // 1 - Valores médios em R$/cx de 40,8kg, mercado interno, na árvore.

2007

29,25 27,53 25,70 24,91 26,46 27,59 27,73 27,30 28,11 30,54 33,06 31,93

32,00 32,58 31,80 30,01 30,08 30,71 31,34 34,56 38,67 39,91 42,07 43,98

2008

2009

46,23 47,71 45,83 44,33 44,70 49,99 50,58 44,70 46,08 44,63 45,13 44,61

FONTE: Indicador Esalq/BM&F Bovespa -

1

MÊS 2005 2006 2007 2008 2009 2010 9,13 9,78 12,64 11,66 9,36 8,79 8,97 9,13 9,73 11,04 12,51 13,85

2006

SOJA 1

LARANJA PERA

JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ

MÊS

1

2008

FONTE: Indicador Esalq/BM&F Bovespa -

- Em R$/litro.

MÊS 2005 2006 2007 2008 2009 2010 12,13 9,90 8,66 7,58 7,21 8,10 10,06 10,76 11,04 11,52 12,51 14,26

2009 vist1 pes2

MILHO

LARANJA POSTA INDÚSTRIA

7,08 6,83 6,01 5,85 6,10 7,14 8,71 8,44 7,94 7,86 9,70

36,91 38,02 38,13 42,45 40,36 38,52

FONTE: CEPEA/Esalq. Para M. Grosso Sul - 1 - Em R$/cab - 2 - Em R$/kg

- Em R$/arroba (15kg)

ESTADO DE SP - REGIÃO DE FRANCA (SP)

0,491 0,472 0,510 0,520 0,538 0,534 0,516 0,438 0,448 0,448 0,401 0,310

29,55 29,66 29,87 30,95 30,75 30,08 30,13 30,19 30,61 31,30 31,88 32,36

42,77 42,34 42,03 39,24 35,36 32,77 31,33 30,57 30,06 29,52 29,47 29,55

BEZERRO / Mato Grosso Sul 1 M Ê S

75,41 75,60 77,02 78,11 81,52 92,61 93,89 93,00 89,94 92,15 89,57 83,41

2007

2010

29,44 29,98 30,38 32,52 31,49 30,88 31,33 31,81 32,71 33,87 34,78 35,67

ESTEIRA 3 2008 2009

- 121,97 kg ATR

1

2005 2006 2007 2008 2009 2010

JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ

38,29 37,90 37,63 35,13 31,65 29,34 28,05 27,36 26,91 26,42 26,38 26,46

vist praz vist praz

LEITE C

J F M A M J J A S O N D

3

2007

0,4391 0,4726 0,4307 0,3888 0,3486 0,3253

vist praz

FONTE: Indicador Esalq/BM&F Bovespa -

M Ê S

2010

0,3238 0,3394 0,3211 0,2978 0,2802 0,2749 0,2993 0,3084 0,3375 0,3676 0,3744 0,3886

CAMPO 2 2008 2009

1

49,21 47,56 45,35 47,95 50,39 49,89 47,83 48,20 46,07 44,67 46,07 42,87

2010 39,80 35,73 34,14 34,49 35,59 36,09

- Em R$/saca de 60kg

LIMA TAHITI 1 MÊS 2005 2006 2007 2008 2009 2010 JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ

4,76 2,71 2,37 2,15 3,81 8,36 17,64 21,95 16,86 11,87 9,98 6,41

3,09 2,18 2,28 2,82 5,52 6,50 11,38 28,87 35,76 44,60 26,58 5,78

2,92 2,34 3,87 10,70 16,49 18,85 17,97 14,82 19,03 20,99 14,92 10,16

4,74 5,15 7,84 5,24 4,77 5,97 9,61 20,10 38,95 51,78 46,64 16,26

6,19 7,02 5,03 8,82 4,94 9,53 4,22 11,12 4,79 14,25 4,89 18,96 6,62 26,52 31,47 22,28 21,53 9,83

FONTE: Indicador CEPEA/Esalq // 1 - Valores médios em R$/cx de 27,0kg, mercado interno, colhido.


AGENDA DE EVENTOS eral de Viçosa (MG). Tel: (31) 38991113. Contato: www.siliconagricul3º DIA DE MANEJO DE PRAGAS DE ture.com.br. TOMATE Dia: 15/07. GRAVENA. Local: Hotel Pre- 10º INTERLEITE - Simpósio Internamium Norte, Campinas (SP). Tel: (16) cional Produção Intensiva de Leite 3203-2221 . Contato: sgravena@gra- Dias: 19 a 21/08. AGRIPOINT. Local: Uberlândia (MG). Tel: (19) 3432-2199. vena.com.br. Contato: www.milkpoint.com.br. GARDEN FAIR 2010 e ENFLOR 2010 55ª FESTA DO PEÃO DE BOIADEIRO Encontro Nacional de Floristas Dias: 17 a 20/07. RBB FEIRAS E EVEN- DE BARRETOS TOS. Local: Recinto da Expoflora e Pa- Dias: 19 a 29/08. OS INDEPENDENvilhão de Exposições, Holambra (SP). TES. Local: Parque do Peão, Barretos Tel: (19) 3802-4196. Contato: enflor@ (SP). Tel: (17) 3321-0000. Contato: www.independentes.com.br. rbbeventos.com.br.

JULHO

27º CONGRESSO BRASILEIRO DA CIÊNCIA DAS PLANTAS DANINHAS Dias: 19 a 23/07. FUNEP. Local: Centro de Convenções, Jaboticabal (SP). Tel: (16) 3209-1303. Contato: eventos@funep.fcav.unesp.br.

AGOSTO

Curso Manejo do Solo e Controle Alternativo de Pragas e Doenças Dia: 21/08. AAO. Local: AAO, São Paulo (SP). Tel: (11) 3875-2625. Contato: www.aao.org.br. 3º WORKSHOP NUTRIÇÃO SUÍNOS Dia: 27/08. IZ-APTA. Local: Instituto de Zootecnia, Nova Odessa (SP). Tel: (19) 3466-9413. Contato: www.iz.sp.gov.br

FESTA DO PEÃO DE GUARÁ Dias: 04 a 08/08. PREFEITURA. Local: Recinto de Exposição, Guará (SP). Tel: Curso Cogumelos Comestíveis Shiitake, Shimeji e Pleurotus (16) 3831-9800. Dia: 29/08. AAO. Local: Parque da 2º SIMPÓSIO SOBRE FITOSSANI- Água Branca, São Paulo (SP). Tel: (11) 3875-2625. Contato: www.aao.org.br. DADE EM CITROS Dias: 04 a 06/08. FUNEP. Local: UNESP FCAVJ, Jaboticabal (SP). Tel: (16) 3209- 8ª AGROCANA - Feira de Negócios e Tecnologia da Agricultura da Cana1303. Contato: www.funep.com.br. de-Açúcar 33ª FEAPAM - Feira Agropecuária da Dias: 30/08 a 03/09. CEISE-BR. Local: Centro de Exposições Zanini, SertãoAlta Mogiana Dias: 06 a 11/08. PREFEITURA e CO- zinho (SP). Tel: (16) 2132-8936. ContaDERP. Local: Recinto da FEAPAM, Ri- to: www.fenasucroeagrocana.com.br. beirão Preto (SP). Tel: (16) 3977-8300. CURSOS INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL EM OVINOS E CAPRINOS Dias: 11 a 13/08. TOP IN LIFE. Local: sede da TOP IN LIFE, Jaboticabal (SP). Tel: (16) 3203-7555. Contato: www.p.com.br. AGRIFAM - Feira da Agricultura Familiar e Trabalho Rural Dias: 13 a 15/08. FETAESP. Local: Rod. Marechal Rondon, km 322, Agudos (SP). Tel: (14) 3262-1860. Contato: www.agrifam.com.br. 10ª EXPOASA - Exposição Agropecuária de Santo Antônio da Alegria Dias: 2ª quinzena. PREFEITURA. Local: Santo Antônio da Alegria (SP). Tel: (16) 3668-1233.

SETEMBRO

25ª EXPUÃ - Exposição Agropecuária de Ipuã Dias: 02 a 05/09. PREFEITURA. Local: Parque de Exposições, Ipuã (SP). Tel: (16) 3832-0100. 23ª EXPOGALE Dias: 04 a 09/09. PREFEITURA. Local: Parque de Exposições Buritis, Buritizal (SP). Tel: (16) 3751-1145. Contato: www.expogale.com.br. AGROREVENDA 2010 Dias: 13 a 14/09. GLOBAL PECUS. Local: Centro Municipal de Eventos, Limeira (SP). Tel: (11) 5683-2717. Contato: www.expoagrorevenda.com.br.

25ª EXPOGAL 5º SIMPÓSIO BRASILEIRO SOBRE Dias: 14 a 22/09. PREFEITURA. Local: Parque de Exposições, Cajuru (SP). SILÍCIO NA AGRICULTURA Dias: 16 a 18/08. UFV. Local: Univ. Fed- Tel: (16) 3667-3011.

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31 JUL 2010


32 JUL 2010


Edição 48 - Revista de Agronegócios - Julho/2010