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EDITORIAL

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everia ser uma edição comemorativa, de 4 anos e 11 meses de atividade da Revista Attalea Agronegócios, bem como de preparação para a 18º AGRISHOW, em Ribeirão Preto (SP) e da 42ª EXPOAGRO, em Franca (SP), onde toda nossa equipe estará presente. Mas temos que registrar o falecimento de uma grande amiga. Maria Júlia Lemos Costa Bittar, a Dona Zazu, ex-diretora por mais de 15 anos do Colégio Técnico Agrícola “Prof. Carmelino Corrêa Jr.”, de Franca (SP), que ocorreu no último dia 14 de abril. Dona Zazu não foi somente diretora do Colégio Agrícola de Franca - uma “mãezona”, como diziam meus amigos Reni e Celinho, técnicos agrícolas formados no colégio. Mas também era irmã de Maria Tereza Lemos Costa Calil, proprietária da Fazenda Paraíso Na foto acima estão: as vacas Mancha e Manchinha, e o bezerro (Franca/SP), tradicional criadora de Gado Gir Leiteiro. E também Triunfo, que viria a ser, em seu tempo, o animal mais caro da raça. filha de Júlio Batista da Costa - o Dr. Julinho - e Dona Honorina Triunfo era por 2x neto de Gaiolão. Hoje, as cabeças de Gaiolão, de Jacintho Lemos, proprietários da então Fazenda Santa Gemma e sua filha Manchinha e de seu neto Triunfo se encontram embalsamadas, na casa de dona Honorina Lemos, na cidade de Franca (SP). ícones do desenvolvimento da raça Gir Leiteiro na década de 30 do (Fonte: www.violashow.com.br/noticias/Agrobusiness/888,Historiaséculo passado na região de Franca (SP) (ver reportagem na edição da-pecuaria-Nacional). Agradecimentos ao Paulo Lot Calixto. nº 13, de agosto de 2007, no site da Revista Attalea Agronegócios). Nossas sinceras condolências à Três Pontas (MG); a HORTITEC, em Holambra (SP); e a MEGALEITE, em toda a família Lemos Costa. Retornando ao lado comemorati- Uberaba (MG). Publicamos, nesta edição, a vo desta edição, destacamos o início dos maiores eventos agropecuários do país. primeira de uma série de matérias enNo final de abril começa a EXPOZEBU, volvendo as “profissões” do agronegóem Uberaba (MG). Logo a seguir, já em cio. Nesta edição, em parceria com a maio, acontece a AGRISHOW, em Ri- UNIFRAN (Franca/SP), apresentamos beirão Preto (SP); seguido da EXPO- o mestrado em Medicina Veterinária AGRO, em Franca (SP); da RODA DE de Pequenos Animais. Na atividade leiteira, publicamos AGRONEGÓCIOS, em Piumhi (MG); e da SUPERAGRO, em Belo Horizonte artigo interessante sobre “Alteração (MG). Em junho teremos a FEICORTE, na Frequência da Ordenha”. Já na em São Paulo (SP); a EXPOCAFÉ, em pecuária de corte, em parceria com o Maria Julia Lemos Costa Bittar, a D. Zazu. colega médico veterinário Gabriel Sandoval, publicamos artigo interessante sobre “Controle Estratégico da Verminose”. Outro artigo importante para o produtor rural vem do colega engenheiro agrônomo Altieres Dias, que orienta sobre “Tecnologias de Aplicação de Defensivos”. Na ovinocultura, destacamos um lado diferenciado da cadeia produtiva. O criador de elite Fernando Farhat, da Cabanha Tamburi, de Cajuru (SP), que faz sucesso com um box requintado no Novo Mercadão de Ribeirão Preto (SP), onde comercializa cortes especiais de cordeiros. Na cafeicultura, publicamos artigo da engª agrônoma Natalia Fernandes, da equipe CofffeBreak, que apresenta informações sobre a colheita 2010/2011. Já na silvicultura, o destaque fica no trabalho de dissertação sobre “Comportamento de Clones de Eucalypto”. Convidamos a todos a nos visitarem em nosso estande na AGRISHOW e conferirem o sucesso da EXPOAGRO 2011. Boa leitura a todos! FOTO: Paulo Lot Calixto Lemos

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Alegrias e Tristezas. A vida é assim...


MÁQUINAS

FOTO: Divulgação - Sami Máquinas

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concessionária de Tratores Yanmar/Agritech, Sami Máquinas Agrícolas, e o Banco do Brasil S/A firmaram, no último dia 31 de março, um Convênio de Cooperação Técnica e Operacional para a aplicação de recursos do Crédito Rural em operações de investimento. Na prática, isto significa que o cliente Sami Máquinas poderá protocolar suas propostas de aquisição de tratores e máquinas agrícolas para financiamento através das linhas operadas pelo Banco do Brasil, dentro da concessionária sem precisar se deslocar até a agência. Através do Portal do Banco do Brasil, a concessionária poderá cadastrar operações de crédito para o cliente, nas linhas de PRONAF MAIS ALIMENTOS, FINAME RURAL PSI, FINAME MODER-FROTA, FINAME MODERINFRA, PRONAMP INVESTIMENTO E INVESTIMENTO MCR 6-4, bem como relacionar e encaminhar à agencia os documentos necessários para estes financiamentos. Tudo muito simples e rápido, e o mais importante: a própria concessionária acompanhará todas as etapas do processo. Segundo o Diretor Comercial da Sami Máquinas Agricolas, Sami El Jurdi, o grande beneficiado é o cliente que, ao mesmo tempo em que escolhe o equipamento de sua necessidade, vê sua proposta ser protocolada no Banco do Brasil e acompanha sua aprovação sem precisar ir até a agência e enfrentar filas para saber sobre o andamento de sua proposta de financiamento. Na solenidade de assinatura do Convênio, o Superin-

Da esquerda para a direita: Francinaldo Alves, gerente da filial Sami Máquinas em S. S. Paraíso; Rodrigo Marinho de Lima Piedade, gerente geral agência do Banco do Brasil em S.S Paraiso; Servio Túlio de Carvalho, superintendente regional do Banco do Brasil em Minas Gerais; José Augusto Borba Neto, gerente de relacionamento do Banco do Brasil; Maria Elaine Schulmann das Neves Jurdi, diretora administrativa da Sami Máquinas; e Sami El Jurdi, diretor comercial da Sami Máquinas.

tendente Regional do Banco do Brasil, Servio Túlio de Carvalho, ressaltou a importância daquele ato para o desenvolvimento da relação do Banco com o Concessionário e seu cliente, lançando mais uma ferramenta para aproximar o Agricultor de suas linhas de crédito. A

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Sami Máquinas assina convênio com Banco do Brasil


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Alteração da frequência de ordenha: aspectos produtivos e econômicos

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Marco Antônio S. Gama 1 Fernando César F. Lopez 2

produção de leite por vaca nos rebanhos leiteiros do Brasil e do mundo tem aumentado significativamente nas últimas décadas em função de diversos fatores, tais como: melhoramento genético, nutrição adequada, boas práticas de manejo e controle de doenças. Dentre as práticas de manejo utilizadas para aumentar a produção de leite do rebanho, podemos citar o aumento da freqüência de ordenhas. A opção por aumentar o número de ordenhas em uma propriedade não é tarefa fácil e está condicionada a diversos fatores, tanto econômicos quanto de manejo do rebanho. Dentre os fatores econômicos, o preço do leite pago ao produtor é certamente uma condição determinante no processo de decisão. Preços mais elevados, como os observados nos últimos meses no Brasil (acima de R$ 0,70/litro em estados como Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Goiás), aumentam a probabilidade de retorno econômico da atividade leiteira. A magnitude do retorno econômico, por sua vez, está diretamente relacionada com o aumento de produção de leite observado em resposta ao maior número de ordenhas, que depende da qualidade do manejo adotado na fazenda. Assim como para outras tecnologias (ex.: uso de somatotropina bovina - bST), a magnitude da resposta produtiva ao aumento da freqüência de ordenhas depende de condições adequadas de nutrição, sanidade e conforto animal. Em outras palavras, embora a produção de leite seja positivamente correlacionada à freqüência de ordenhas, a resposta produtiva não é uniforme e está condicionada à qualidade do manejo adotado na fazenda. O retorno econômico advindo da maior produção de leite é certamente importante, mas não é o único fator determinante na decisão de se aumentar ou não o número de ordenhas. O produtor deve considerar ainda os cus1 - Pesquisador da Embrapa Gado de Leite gama@cnpgl.embrapa.br 2 - Pesquisador da Embrapa Gado de Leite - fernando@cnpgl.embrapa.br

TABELA 1 - Produção de leite de vacas Holandês x Zebu submetidas a diferentes manejos de ordenha. GRUPO EXPERIMENTAL

Duração da Lactação (dias)

Uma ordenha diária Duas ordenhas diárias Uma ou duas ordenhas diárias*

Produção de Leite (kg/lactação)

2.151,7 b 2.851,6 a 2.672,0 a

288,7 286,5 276,4

Fonte: Adaptado de Ruas et al. (2006). a,b Médias seguidas de letras diferentes na coluna diferem entre si (P<0,05). * Alternadas a cada 14 dias.

tos adicionais envolvidos no processo (necessidade de mão-de-obra extra ou aumento da jornada de trabalho, material de consumo utilizado na ordenha, energia elétrica, manutenção dos equipamentos, etc.), bem como possíveis efeitos desta prática sobre a reprodução, composição e qualidade do leite, incidência de mastite, etc.

de duas ordenhas diárias, em vez de uma, aumentou em 700 kg (+ 2,7 kg/ dia) a produção de leite dos animais durante toda a lactação (Tabela 1). Como alternativa, a utilização de uma e duas ordenhas diárias, de forma alternada a cada 14 dias, aumentou em 522 kg de leite (+ 2,3 kg/dia) a produção de leite em relação ao grupo submetido a apenas uma ordenha diária. Neste esResposta produtiva ao aumento tudo, um teto era reservado para o bedo número de ordenhas zerro mamar após a ordenha durante 1. Uma versus Duas Ordenhas Diárias os primeiros três meses de lactação, enHá poucos estudos comparando o quanto que no período restante todos efeito produtivo resultante do aumen- os tetos foram ordenhados, de maneira to de uma para duas ordenhas diárias, que os bezerros tinham acesso somente embora a prática de se ordenhar os ao leite residual. animais somente uma vez ao dia ainda O emprego de uma única ordenha seja adotada em muitas pequenas pro- diária, geralmente no final da lactação, priedades no Brasil, onde geralmente é uma prática de manejo adotada em se emprega mão-de-obra familiar e se alguns rebanhos criados em sistemas cria gado mestiço de menor potencial extensivos, como na Nova Zelândia. produtivo. Estudo recente conduzido Essa prática visa, entre outras coisas, no Brasil com vacas Holandês x Zebu restabelecer a condição corporal das alimentadas com pasto no verão e sila- vacas em final de lactação, reduzir o gem de milho e/ou cana adicionada de estresse metabólico associado com alta uréia no inverno mostrou que a prática produção de leite no início da lactaTABELA 2 - Perda de produção de leite pela substituição de duas por uma ordenha diária, em diversos estudos envolvendo parte da lactação ou lactação completa. PRODUÇÃO DE LEITE DO GRUPO CONTROLE (kg/d)

17 16 9-10 14,5 35 16 13,5 14 14 18,3 8 8 13 11,9 Fonte: Adaptado de Davis et. ali (1999)

% DE PERDA

11 16 11 27 38 28 15 26 14 11-15 33 27 34 35 7 11

ESTÁGIO DE LACTAÇÃO

Meio Início/Meio Final Final Início Final Meio Final, alta CCS Final, baixa CCS Final Meio Final Final Completa Final Final

DURAÇÃO DO ESTUDO

1 semana 2 semanas 2 semanas 1 semana 3 semanas 3 semanas 5 dias 4 semanas 4 semanas 33-89 dias 60 dias 12 semanas 12 semanas 300 dias 2 semanas 2 semanas


EVENTOS

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ção em períodos de escassez FIGURA 1 - Peso vivo de vacas ordenhadas duas (2x) ou tação, em estudo envolvendo de forragem e aumentar a dis- três (3x) ao dia, durante a primeira (LACT=1) e a segunda 14 rebanhos e mais de 5.000 ponibilidade da mão-de-obra (LACT=-2) lactação (Adaptado de Barnes et ali., 1990) vacas com produção média de na propriedade. Outra alter25 kg de leite/dia, mostrou que nativa para reduzir o tempo de os efeitos negativos sobre a remão-de-obra gasto na ordenha produção tendem a ser mais é “saltar” ou eliminar uma orintensos em vacas de primeira denha por semana. Essa prática e segunda lactação. tem se mostrado capaz de manA falta de um ajuste ter a produção de leite quando no consumo de alimenrealizada em animais em final tos para compensar a maior de lactação, comparado com produção de leite pode levar duas ordenhas diárias sem inainda à menor recuperação da terrupção. condição corporal ao longo da Embora a redução estratélactação, como observado em gica da freqüência de ordenhas animais de 1ª e 2ª lactação no em determinados períodos da estudo abaixo (Figura 1). lactação possa ter sua utilidade sob período. A justificativa para esta prátiIsto torna fundamental a formucertas circunstâncias, essa prática re- ca baseia-se na observação de que o lação de uma dieta bem balanceada sulta, inevitavelmente, em perda de aumento da produção de leite persiste que atenda às exigências dos animais e produção de leite. Essa perda varia durante o restante da lactação, mesmo que os permita alcançar o consumo neamplamente em função do período da após o retorno ao menor número de cessário para a recuperação das reserlactação, produção de leite, e duração ordenhas. Esta resposta tem sido obser- vas corporais ao longo da lactação. O vada quando se aumenta de duas para fornecimento de dietas completas, do estudo (Tabela 2). A capacidade de reduzir a mag- quatro ou de três para seis ordenhas com volumosos de qualidade, várias nitude desta perda poderia levar a diárias, tanto em rebanhos da raça vezes ao dia, é uma prática de manejo uma maior adoção dessa prática, o que Holandesa quanto Jersey. Nestes casos, nutricional que ajudaria a maximizar poderia ser obtido pelo desenvolvi- o manejo pode ser feito apartando os o consumo de alimentos, reduzindo mento de métodos capazes de identifi- animais em início de lactação, de for- os problemas citados acima. Vale rescar animais tolerantes a maiores inter- ma que sejam os primeiros a entrar na saltar que vacas ordenhadas com mais valos de ordenha. Certas características sala de ordenha, retornando à mesma freqüência têm menos tempo para se anatômicas da glândula mamária, como no final. alimentar; isto aumenta ainda mais a o tamanho da cisterna, parecem ser importância um bom manejo alimenimportantes neste sentido. Vantagens e Desvantagens - O tar. aumento da produção de leite é certaOutro aspecto importante a ser 2. Duas versus Três Ordenhas Diárias mente a mais consistente e importante avaliado é o impacto do número de A maior parte dos estudos encon- resposta ao aumento da freqüência de ordenhas sobre a composição e a contrados na literatura tem avaliado o au- ordenha, mas outros efeitos devem ser tagem de células somáticas (CCS) do mento da produção de leite quando são avaliados antes de se tomar a decisão leite, especialmente nos dias de hoje, comparadas duas com três ordenhas por adotar ou não esta prática. em que se pratica pagamento por qualdiárias. Os resultados observados inUm dos efeitos negativos supos- idade. Em outras palavras, a maior redicam que as respostas ao aumento da tamente associados ao aumento do ceita oriunda do aumento da produção freqüência de ordenha de duas para número de ordenhas seria uma que- de leite pode ser reduzida ou mesmo três vezes/dia são geralmente fixas e da da no desempenho reprodutivo dos anulada em função da diminuição dos ordem de 3,5 litros de leite/vaca/dia, animais. Isto pode se dar pelo fato do teores de gordura e proteína do leite ou independentemente da ordem de lac- incremento da produção de leite em do aumento da sua CCS. A maior parte tação (número de partos). A resposta resposta ao aumento do número de or- dos resultados da literatura indica que varia bastante em termos percentuais, denhas nem sempre ser acompanhado a concentração dos componentes e a mas em geral situa-se entre 15 e 25%. por proporcional elevação no consumo CCS do leite são inalterados ou mesmo Aumentos da freqüência de de alimentos. Isto resultaria em balanço reduzidos com o aumento da freqüênordenha acima de três vezes ao dia energético negativo mais severo e mais cia de ordenha; tendência semelhante também resultam em acréscimo da prolongado que, por sua vez, poderia é observada com relação à incidência produção de leite, mas a magnitude resultar em atraso no retorno ao cio de mastite clínica. da resposta decresce à medida que a (sinais) e maior intervalo entre o parto Conclusões - O aumento da freqüência aumenta (aumentos de- e a primeira ovulação (determinada crescentes). Por exemplo, aumentos pela concentração de progesterona no freqüência de ordenha promove aude 8 a 12% são geralmente observados sangue). De fato, isto foi observado em mento da produção de leite, indepenquando se passa de três para quatro or- alguns estudos com animais ordenha- dentemente do nível de produção dos denhas diárias. dos seis ou quatro vezes/dia durante animais, mas a magnitude da resposta Há ainda uma alternativa de as primeiras seis semanas de lactação, pode variar em função da qualidade manejo que consiste em aumentar a em comparação com três ou duas or- do manejo adotado na propriedade. freqüência de ordenha somente nas denhas diárias, respectivamente. En- (Confira a matéria completa no site da primeiras três ou seis semanas de lacta- tretanto, o aumento de duas para três Revista Attalea Agronegócios www. A ção, voltando à rotina normal após este ordenhas diárias, durante toda a lac- revistadeagronegocios.com.br)


TECNOLOGIA

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ARTIGO

Controle estratégico de verminoses em bovinos de corte Gabriel Augusto de Faria Sandoval Médico Veterinário do Depto. Técnico Saúde Animal - Ourofino Agronegócios

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erminose é o nome popular das infecções causadas por endoparasitas. As helmintoses, conhecidas popularmente como verminoses, estão entre as afecções que mais afetam a produtividade dos bovinos em muitas regiões do mundo. Estima-se que, a cada ano, cerca de 10 milhões de cabeças de bovinos e búfalos morrem em conseqüência direta ou indireta provocada pela presença de helmintos nestes animais. O micro e o macroclima do ambiente, as características de sombreamento, o volume e a altura do pasto, os hábitos de pastoreio, o estado imunológico e nutricional do hospedeiro, a presença de hospedeiros intermediários e vetores e o número de ovos e larvas infectantes no ambiente representam uma rede de variáveis interatuantes que prejudicam até a compreensão da dinâmica epidemiológica. Quando se trata de helmintoses gastrintestinais de bovinos, o controle estratégico tem um papel relevante, pois os anti-helmínticos empregados nas épocas corretas do ano podem gerar ótimos resultados na lucratividade de um rebanho. As tentativas de combate que, na maioria das vezes, são realizadas de forma incorreta com o uso excessivo e desorde-

nado das bases terapêuticas, também oneram o custo de produção e ainda não alcançam os objetivos de controle. O controle estratégico da verminose bovina tem por objetivo principal reduzir a contaminação das pastagens e, consequentemente, evitar que os animais adquiram altas cargas parasitárias. Seus efeitos são notados a médio e longo prazo. Neste sentido, controlar significa manter a carga parasitária abaixo dos níveis capazes de provocar perdas econômicas. Para se obter um controle eficiente e com baixo custo, através do uso racional de produtos, é necessário estudar a epidemiologia dos helmintos nas diferentes regiões ecológicas e, desta forma, conhecer melhor a dinâmica populacional dos parasitos nos animais e no ambiente. Por ser um tipo de controle preventivo, o controle estratégico deve ser repetido anualmente, em épocas

previamente determinadas, e em todos os animais do rebanho segundo as categorias indicadas. Principais Espécies de Helmintos - Os principais parasitos internos dos bovinos são vermes redondos (nematódeos gastrintestinais e pulmonares), encontrados no abomaso, intestino delgado, intestino grosso e trato respiratório, conforme a seguir: a) - Estômago (Abomaso): Haemonchus contortus; Haemonchus placei; Haemonchus similis; Ostertagia circuncincta; Ostertagia lyrata; Ostertagia ostertagi (inclusive larvas hipobióticas - inibidas); Trichostrongylus axei b) - Intestino Delgado: Trichostrongylus colubriformis; Cooperia curticei; Cooperia oncophora; Cooperia pachycelis; Cooperia pectinata; Cooperia punctata; Cooperia spatulata; Bunostomum phlebotomum; Nematodirus filicollis; Strongyloides papillosus; Neoascaris vitulorum; Moniezia benedeni c) - Intestino Grosso: Oesophagostomum radiatum; Trichuris discolor d) - Pulmão: Dictyocaulus viviparus Prejuízos Causados pelos Parasitos Dentre os fatores que contribuem para o baixo índice de produtividade da bovinocultura brasileira, a verminose ocupa um lugar de destaque, e tem


PECUÁRIA DE CORTE com um período de grande desenvolvimento corporal, no qual o organismo animal desvia a maior parte de seus nutrientes, inclusive os que deveriam ser destinados ao desenvolvimento da imunidade contra os parasitos, para o desenvolvimento físico. Sendo assim, os animais tornam-se mais frágeis às infestações parasitárias. Tanto em bovinos leiteiros quanto de corte, quanto maior a densidade de animais por área, mais intensas são as agressões pelos nematódeos, devido à maior aproximação dos bovinos com as larvas dos helmintos, encontradas próximo ao bolo fecal de onde surgiram. Ciclo de Vida - O ciclo evolutivo dos vermes redondos gastrintestinais e pulmonares são muito parecidos, conforme descrito: Ovos nas fezes => larvas nas fezes (1º estágio) => larvas nas fezes (2º estágio) => larva infectante nas pastagens (3º estágio). Tratamentos a) - Bezerros recém-nascidos Devem ser tratados logo após o

nascimento com ivermectina 1%. Em seguida, dosificá-los aos 3-4 meses e, depois, na desmama. b) - Animais a partir da desmama Vermifugar anualmente nos meses de maio, com ivermectina de longa ação ou abamectina de longa ação; julho ou agosto, com sulfóxido de albendazole (Ricobendazole 10®); e novembro, com ivermectina de alta concentração e liberação programada (Master LP®). c) - Vacas prenhes Recomenda-se tratar todas as vacas uma vez ao ano, em julho ou agosto, com produtos a base de ivermectina de longa ação (Iver L.A®). Por volta de 30 dias antes da data prevista para o parto, uma das bases indicadas é o sulfóxido de albendazole injetável (Ricobendazole 10®). d) - Bovinos de Engorda Dosificar todos os animais de engorda antes da entrada em pastagens vedadas utilizando-se abamectina de longa ação (Aba LA®); ou em confinamentos, com sulfóxido de albendazole injetável (Ricobendazole 10®). A

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sido apontada como um dos importantes pontos de estrangulamento dos sistemas de produção de bovinos de corte e de leite. Idade, raça e condição fisiológica do animal, espécie do parasito, o ambiente e o manejo são alguns dos fatores relacionados à intensidade de prejuízos ocasionados pelos nematódeos. Um dos principais motivos que faz com que os bovinos jovens sejam os mais prejudicados pelas verminoses é o fato de terem tido pouco contato com os nematódeos, vindo a desenvolver menor resistência. De maneira geral, as raças zebuínas apresentam maior resistência às infestações parasitárias que as raças taurinas. Quanto à condição fisiológica momentânea, sabe-se que esta é totalmente dependente do estado nutricional do animal, e que até por volta da sexta à oitava semana de idade, os animais encontram-se em um período chamado de “fase de indução” do sistema imunológico aos nematódeos.A partir dessa idade, os animais entram na chamada “fase de aquisição” da imunidade. Esta última fase coincide


EVENTOS

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FOTO: Lidiane Siles

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9ª Roda de Agronegócios de Piumhi (MG) será realizada em maio

Lidiane Siles

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Sindicato Rural de Piumhi (MG) realiza pelo nono ano, mais uma edição da Roda de Agronegócios. O evento que acontece nos dias 26, 27 e 28 de maio, no Parque de Exposições

“Tonico Gabriel”, conta com a participação de cerca de 40 empresas expositoras já confirmadas e ainda com a disponibilização mais de R$ 40 milhões em linhas de crédito, exclusivas para o evento, para custeio e financiamento de insumos, adubos, sementes e máquinas agrícolas para o produtor rural.

Cerca de quatro agentes financiadores, Banco do Brasil, Bradesco, Sicoob Credialto e Sicoob Credifor também estarão presentes durante os três dias de evento apresentando suas linhas de crédito para financiamento. A Roda de Agronegócios permite ao produtor rural a oportunidade de em um espaço pequeno de tempo visitar todos os estandes e comparar os preços, a qualidade dos produtos, sendo que as empresas também ganham por expor seus produtos e as condições de pagamento para um grande número de compradores reunidos no mesmo local. O presidente do sindicato Rafael Alves Tomé (Juninho Tomé), relata que esse ano o evento tem tudo para alcançar um crescimento expressivo, pois os preços dos produtos, como café, milho, arroba de boi, entre outros tiveram um aumento e o produtor está animado a investir e comprar novas máquinas, equipamentos, adubos e defensivos. Ainda de acordo com ele, a cada edição, o evento tem oferecido melhores condições ao produtor de comparar preços e crédito, podendo realizar suas compras à vista com excelentes prazos. “Essa é a grande


FOTOS: Lidiane Siles

EVENTOS

15 ABR / 2011 www.revistadeagronegocios.com.br

Juninho Tomé, presidente do Sindicato Rural.

Cerca de 40 empresas expositoras participam da Roda de Agronegócios de Piumhi.

vantagem que vejo na Roda de Agronegócios”. O presidente acredita ainda que as agências envolvidas no evento terão linha de crédito, principalmente com investimento e isso possibilitará dar um grande salto de negócios realizados até hoje. Outra novidade é que a EMATER - Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais será parceira da Roda de Agronegócios

pela segunda vez consecutiva e no dia 26 iniciará a abertura da 15ª Etapa do Circuito Mineiro de Cafeicultura trazendo palestras e grandes novidades nessa área. Juninho informou que o sindicato procura sempre inovar nas palestras, apresentando novas tecnologias na área de mercado e de conhecimento de novos produtos. E as próprias empresas se encarregam de fazer essas inovações.

“A Emater também é grande parceira ajudando na organização da Roda, e com isso o sindicato sai ganhando com essa união”, emendou. “O sindicato investe muito na Roda de Agronegócios sempre pensando nas facilidades para nossos associados e produtores de A Piumhi e região”, concluiu.

INFORMAÇÕES Sindicato Rural de Piumhi (MG) www.rodadeagronegociosdepiumhi.com.br


EVENTOS

42ª EXPOAGRO de Franca/SP - A maior feira 16 agropecuária da Alta Mogiana

C

om previsão da participação de 1.200 animais e geração de negócios da ordem de R$ 2,5 milhões, a Comissão Organizadora da 42ª EXPOAGRO - Exposição Agropecuária de Franca (SP) promoveu no último dia 13 de abril o evento de lançamento do evento. Em solenidade realizada no Parque de Exposições “Fernando Costa”, a Comissão Organizadora apresentou aos representantes de instituições do agronegócios e da mídia em geral de toda a região, a programação técnica e artística da exposição, com destaque para a ampliação dos eventos de negócios, como o Leilão de Elite de Gado Girolando, que acontecerá dia 27 de maio e do Encontro de Negócios - Shopping de Animais, que será realizado permanentemente durante os julgamentos na pista principal do recinto. A 42ª edição da EXPOAGRO será realizada de 13 a 29 de maio, no Parque de Exposições “Fernando Costa”. A Associação dos Produtores Rurais do Bom Jardim será a organizadora do evento, que contará com o apoio técnico da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e da parceria com o Banco do Brasil, com a FAESP/SENAR, com o Laticínio Jussara, com a Embrapa Meio Ambiente e com o Escritório Regional do SEBRAE-SP. De acordo com Claudionor dos Santos, presidente da Associação do Bom Jardim, o objetivo é o de realizar a maior exposição de animais dos últimos anos. “Serão 8 exposições ran-

FOTOS: Revista Attalea Agronegócios

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queadas e que envolvem grandes criadores do país, com animais de alto valor zootécnico e fortes concorrentes nas principais exposições nacionais”, diz. Para Alexandre Ferreira, secretário municipal de Desenvolvimento, a EXPOAGRO de Franca vem se fortalecendo a cada ano, sendo reconhecida nacionalmente como cenário de grandes disputas nas raças de bovinos, equinos, ovinos e muares. “Uma prova deste fortalecimento é que neste ano a EXPOAGRO terá três finais de semanas de julgamentos de animais. O evento abrigará julgamentos de três raças de cavalos (Árabe, Mangalarga e

Mangalarga Marchador); três de bovinos (Nelore, Gir Leiteiro e Girolando); quatro de Ovinos (Santa Inês, Dorper, White Dorper e Morada Nova); e de muares (Copa Brasileira de Marcha de Muares e Encontro Regional de Muladeiros). Além disto, contaremos com a tradicional Expocães; com o 4º Congresso Francano de Agronegócios, com palestras sobre ovinocultura, apicultura e sistemas agroflorestais; um workshop de “Ferrageamento e Casqueamento de Equinos” e finalizando com a Copa Promocional de Hipismo Clássico, com o apoio da Equestrian Center”, finaliza A Alexandre Ferreira.


EVENTOS

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FOTOS: Divulgação - Reed Exhibitions

rincipal vitrine de tecnologia e novidades no setor de agribusiness, a AGRISHOW 2011 - 18ª Feira Internacional da Tecnologia Agrícola em Ação ocorre de 2 a 6 de maio, no Polo Regional de Desenvolvimento Tecnológico dos Agronegócios do Centro-Leste, em Ribeirão Preto (SP). Organizada e promovida pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, a Feira é uma iniciativa da ABAG - Associação Brasileira de Agribusiness, ABIMAQ - Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, ANDA - Associação Nacional para Difusão de Adubos e SRB - Sociedade Rural Brasileira. Depois de uma edição com notáveis mudanças em sua infraestrutura, para melhor atender expositores e compradores, outras novidades vem por aí. “Em 2010 demos início à regionalização do evento, para otimizar a visita do comprador. Neste ano, ampliamos a área de exposição em 15% e criamos duas portarias para facilitar ainda mais o acesso dos visitantes. Além disso, ampliamos os setores regionalizados, como por exemplo: Irrigação, Armazenagem, Aviação, Automobilístico, Máquinas para Construção, Caminhões e Transbordos, Pneus, Pecuária e Ferramentas”, explica José Danghesi, Show Manager da Reed Exhibitions Alcantara Machado. Com uma área total de 360 mil m², a mesma da edição passada, a AGRISHOW 2011 deve reunir cerca de 730 marcas, de 45 países. Como sempre, destaque para a presença das maiores indústrias de tratores e colheitadeiras do País, que neste ano participam com áreas maiores e prometem apresentar o que de melhor existe no campo da tecnologia mundial nas suas máquinas e equipamentos. Mais de 800 demonstrações de campo deverão ocorrer durante a Feira. Entre as novidades que estão sendo preparadas para este ano destaca-se a Oficina de Fazenda, (Pavilhão Oeste). Empresas do setor de ferramentas irão montar uma oficina modelo, com tudo o que há de mais moderno no mercado. Outro destaque é que, pela primeira vez no evento, haverá a exposição de cavalos. Em um espaço de 900 m2, a Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Campolina irá demonstrar toda a genética desenvolvida nesses animais. Visite o estande da Revista Attalea Agronegócios na AGRISHOW 2011. A

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AGRISHOW 2011 facilita o acesso de visitantes e cresce 15% em área


TECNOLOGIA

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Ribersolo:

Excelência em análises laboratoriais agrícolas

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onsolidada em uma estrutura sólida baseada na experiência de mais de 30 anos de mercado, a Ribersolo Laboratório de Análises do Solo e Foliar é hoje um dos maiores laboratórios do segmento no Brasil. Isso se comprova pela forte atuação que a empresa tem em todo território nacional ao conquistar a fidelidade de clientes vindos dos quatro cantos do país. Com sede na cidade de Ribeirão Preto (SP), para atender com precisão

A Ribersolo está localizada próxima à Rodovia de acesso à Agrishow. Aproveite sua visita à feira para conhecer um dos mais conceituados laboratórios de análises agrícolas do Brasil.

.”

e credibilidade agricultores, pecuaristas, usinas, consultores em agricul-

tura de precisão, consultores em geral e grandes grupos, a Ribersolo ocupa modernas instalações, construídas com a logística para o funcionamento de análises agrícolas. Dessa forma, realiza análises em solos e substratos, material vegetal, fertilizantes químicos e orgânicos, corretivos agrícolas, vinhaças, bromatológicas para alimentação animal e análises especiais, oferecendo recursos para melhores práticas de controle de custos e produção.

EXPOZEBU debate tecnologia e qualidade na atividade pecuária em Uberaba (MG)

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77ª edição da EXPOZEBU Exposição Internacional de Gado Zebu, maior feira de pecuária zebuína do mundo, que será realizada de 28 de abril a 10 de maio, traz para o Parque “Fernando Costa”, em Uberaba (MG), importantes debates sobre temas fundamentais para a pecuária, além do melhor da genética zebuína nacional. A abertura oficial da mostra, que tem como tema “Zebu: Tecnologia e Qualidade” será às 10h do dia 3 de maio e contará com a presença de lideranças políticas e do agronegócio, criadores, visitantes internacionais, estudantes e a população em geral. No ano passado, a feira recebeu mais de 333 mil visitantes, entre eles mais de 700 estrangeiros. A expectativa dos

organizadores é receber público semelhante. Pelo quinto ano seguido a mostra sediará o Encontro da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados em conjunto com a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado, às 10h do dia 2 de maio, no Salão Nobre da ABCZ. A EXPOZEBU terá também vasta programação educativa, cultural e recreativa. Palestras sobre o emprego de tecnologia na pecuária e qualidade nas raças zebuínas estão programadas e serão abertas ao público. A sustentabilidade, tema das três últimas edições da feira, fará parte da 77ª ExpoZebu. Durante o evento, serão realizadas demonstrações de tecnolo-

gias sustentáveis que podem ser aplicadas no campo – como a utilização de placas de energia solar com o objetivo de gerar energia para o bombeamento de água –, de tecnologia de biodigestores e da produção de materiais ecológicos para construções rurais sustentáveis. A cidade de Uberaba (MG), considerada a maior praça de leilões do Brasil, se prepara para a temporada de arremates da ExpoZebu. A estimativa da organização do evento é de boas médias e grande liquidez nos 46 leilões e sete shoppings. Na edição passada, a movimentação financeira dos arremates ficou em R$69.802.480,00, com a comercialização de 1.441 animais em 1.353 lotes, média de R$48.440,00 por cabeça e R$51.591,00 por lote. A


TECNOLOGIA Para a comodidade e economia do cliente, as amostras podem ser encaminhadas pelos correios, por transportadoras aéreas ou rodoviárias, estando os profissionais do laboratório aptos para ajudá-los sobre os procedimentos que devem seguir quanto ao armazenamento e envio dos diferentes materiais. Sempre atenta em manter a qualidade dos serviços oferecidos, a Ribersolo participa de diversos programas de controle de qualidade ligados à área agrícola, como o Ensaio de Proficiência em Solos do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Programa Interlaboratorial de Tecido Vegetal da ESALQ, Programa Interlaboratorial de Fertilizantes Foliares da ABISOLO e Ensaio de Proficiência para laboratórios de Nutrição Animal da EMBRAPA. Além disso, encontra-se em fase de implantação da norma NBR ISO/

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IEC 17025, atendendo mais uma necessidade da área. Entre os cerca de 30 profissionais por trás de todos os serviços oferecidos pelo laboratório, está uma equipe extremamente especializada entre engenheiros agrônomos, farmacêuticos bioquímicos, engenheiros químicos, químicos e técnicos de laboratório, os quais recebem constantes treinamentos para que consigam manter a qualidade que sempre fez parte da proposta da Ribersolo. A

INFORMAÇÕES RIBERSOLO Laboratório de Análise de Solo e Foliar www.ribersolo.com.br Email: ribersolo@ribersolo.com.br Rua Marcos Markarian (rua C), 395 Jd. Nova Aliança - Ribeirão Preto (SP) Tel. (16) 3911-1550 / 3911-2788


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TECNOLOGIA

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Tecnologia de aplicação de defensivos

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Altieres Rodrigues Dias 1

mbora a pulverização seja o principal método utilizado para controlar pragas e doenças em cultivos, essa tem sido realizada de maneira empírica. Conhecimentos básicos sobre pulverização são desconhecidos pela maioria dos agricultores, técnicos e responsáveis pela aplicação, consequentemente, há um controle ineficiente de pragas e patógenos, resultando em desperdícios significativos de produtos e de mão-de-obra, além de uma menor produtividade. Um produto fitossanitário só será eficiente se for distribuído de maneira uniforme sobre a superfície a ser protegida. Essa distribuição será tanto melhor quanto mais adequadas forem a máquina e a técnica empregadas. A utilização dos conhecimentos científicos para que um produto seja aplicado e atue de forma eficiente, é denominada Tecnologia de Aplicação. Dentre as causas mais comuns de perdas de produtos fitossanitários via pulverização podem ser citados: a vazão dos bicos com diferenças superiores a 30%; a rotação inadequada do equipamento causando uma deficiência na agitação e na segregação de pós-molháveis; os filtros de malha inadequada, causando entupimento excessivo dos bicos ou retenção do produto; e a inadequaEngenheiro Agrônomo. Especialista em proteção de plantas. Consultor em Tecnologia de Aplicação de Defensivos. Email: altieres-dias@hotmail.com

ção do tamanho de gotas, potencializando as perdas por deriva e vazamentos (Ramos 1997). É de extrema importância difundir as boas práticas de aplicação de produtos fitossanitários, o entendimento por parte dos profissionais envolvidos na atividade, apoiados por novas pesquisas capazes de auxiliar o agricultor a baixar seu custo de produção, bem como preservar o agro ecossistema. Alvo Biológico - O alvo escolhido para ser atingido é chamado biológico, este pode ser um patógeno, um inseto ou uma planta invasora. É importante ressaltar que o produto que efetivamente controla a praga não é o aplicado, mas aquele que atinge o alvo (Ramos e Pio. 2000). Pontas de Pulverização - As pontas de pulverização são as responsáveis pela regulação da vazão, pelo tamanho da gota e pela forma de jato emitido. A escolha do tipo de ponta de pulverização, da vazão e da pressão de trabalho está diretamente ligada à eficácia da pulverização, sendo importante conhecer alguns conceitos básicos, como tipo de ponta, tamanho de gota, condições climáticas e localização do alvo biológico. As pontas de pulverização produzem diferentes tamanhos de gotas e órgãos nomartizadores (BCPC -Conselho Britânico de Proteção de Proteção às Lavouras e ASAE -Associação Americana de Engenheiros Agrícolas) estabeleceram uma classificação em que essas são divididas em muito fina, fina, média, grossa e muito grossa. Para se obter sucesso na calibragem e consequentemente, no controle do alvo é importante conhecer o tamanho das gotas. A má seleção da ponta de pulverização e da classe de tamanho de gotas pode levar a perdas para o solo (endoderiva), como a ocasionada pelo escorrimento de gotas grandes, ou para áreas distantes pela ação do vento (exoderiva), como ocorre com gotas pequenas (Matthews,1992). O tratamento fitossanitário em cultivos se torna mais eficaz e econômico quanto menor é a diferença entre o volume que sai na ponta de pulverização e o que atinge o alvo e pesquisas comprovam que gotas muito grandes e ou muito pequenas têm baixa eficiência na penetração. Tabela 1. Tempo de vida de gotas de pulverização. Temperatura (ºC) Umidade Relativa (UR %) Diâmetro Inicial Gota (micras)

20º C

30ºC

80%

50%

Extinção da Gota de Pulverização (segundos)

50 (gota muito fina/aerossol) 100 (gota muito fina) 200 (fina) FONTE: Adaptado de Matthews, 1979

12 57 227

4 16 65


TECNOLOGIA FOTO: Altieres Dias

rajada de vento crescente, a partir de 10 Km.hˉ¹, faz-se necessário realizar um controle maior do tamanho de gotas ou, até mesmo, paralisar a aplicação.

Condições climáticas - Em uma pulverização há uma estreita relação, principalmente entre tamanho de gotas, temperatura, umidade relativa do ar e rajadas de vento. Estudos comprovam a relação entre o tamanho de gotas e o seu “tempo de vida”, em função das condições climáticas no momento da aplicação (Tabela1). Para a agricultura, os limites permitidos em pulverização são, no máximo, 30ºC de temperatura e, no mínimo, 55% de umidade relativa; mesmo assim, É preciso observar os riscos de perda quando adotadas gotas finas em diferentes condições climáticas. Em condições de

Consequências de Aplicações Incorretas de Produtos Fitossanitários - Os casos de insucesso no controle podem estar associados à calibragem deficiente de pulverizadores, dosagem incorreta, condições meteorológicas desfavoráveis e a aplicações feitas quando a densidade populacional da praga está elevada. Referidos fracassos induzem o agricultor a fazer novas pulverizações e, consequentemente, o seu custo de produção será aumentado e a longo prazo poderá haver o surgimento de organismos-praga resistentes, como consequência da aplicação indiscriminada incorreta de A produtos fitossanitários.

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Adaptação dos pulverizadores:- A eficácia do controle fitossanitário está associada, principalmente, ao volume de calda aplicado, sendo importante quantificar o que chega às partes da planta onde está o alvo a ser atingido.

Avaliação da Vazão do Equipamento - Existem dois métodos para se avaliar a vazão de pulverizadores: o método direto e o indireto; neste capitulo se apresentara o método direto. É valido ressaltar que todo o sucesso da calibração e regulagem depende da manutenção periódica e do bom funcionamento do pulverizador. Após esta condição é necessário observar a distribuição dos bicos, a pressão da bomba e a velocidade da aplicação. Em seguida, escolhe –se uma aceleração que atinja 540 rotações por minutos”rpm” na tomada de potencia (TDP) e se lhe afere a pressão desejada, volumétrica. Posteriormente, compara-se o volume obtido com aquele existente na tabela do bico escolhido, fornecida pelo fabricante.

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CAFEICULTURA

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Colheita de café inicia em abril

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Natália Fernandes 1

FOTO: Divulgação Tornado

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ara 2011, espera-se uma boa safra visto que a florada foi muito uniforme, o que uniformiza também a maturação dos grãos. Lembrando que o volume colhido será menor que do ano passado, devido a bienalidade negativa da cultura. Diante dessa situação, Erásio Júnior, produtor de café na Alta Mogiana comentou que quanto à boa safra mencionada, não é para tanto. “Será uma decepção se o produtor estiver otimista, achando que será igual ao histórico dos anos anteriores em relação a bianualidade de safra baixa, que geralmente as lavouras mais adultas ainda produzem cerca de 20 a 30% que do ano anterior, de safra alta. Acho que será muito diferente nesse ano, pelo menos em nossa região da Alta Mogiana e sudoeste mineiro. Com a estiagem prolongada do ano passado, os cafezais sofreram um estresse hídrico maior que o esperado, ocorrendo um fenômeno climático, causando uma frustração de safra, vindo as flores se tornarem ramos. Ramos estes, secundários, deixando a planta com muito vigor, mas sem frutos, somente folhas. A colheita na região, geralmente começa na segunda quinzena de maio, mas com esse volume alto de chuvas nos últimos 2 meses, haverá um atraso de no mínimo 30 dias. O mercado terá que esperar, porque nós produtores não podemos correr o risco que colhermos nossos frutos verdes, comprometendo a qualidade do grão e também no deságio do preço.” 1 - Engª Agrônoma pela FCA/UNESP Botucatu e Analista de Mercado do CaféPoint.

Produtores de demais regiões produtoras do Brasil também apontaram o início de junho para início da colheita. O Engº Agrônomo Bernardo G. Schlieper Junior, de Boa Esperança (MG), comenta que na região o café ainda está muito verde e que a arruação deve começar só após o dia 20 de abril. Na região a porcentagem de verde é de 80%, segundo Marco Antônio Jacob. Para a região de montanha do Espírito Santo, o cenário se mostra um pouco diferente das demais citadas. De acordo com o Edimar Gonçalves Carvalho, de Guacuí (ES), a colheita se iniciará na segunda quinzena de abril e se intensificará durante o mês de maio. “A partir da segunda quinzena de maio teremos as primeiras ofertas de café bebidas dura CD na região.” Nas montanhas do ES o volume de café deve ser menor que do ano passado, com 10% de quebra em função do veranico e uns 30% a menos em função da bienalidade. Diogo Dias de Macedo, da Fazenda Recreio em São Sebastião da Grama (SP) comentou que na fazenda a colheita terá início em 16 de maio, nos Bourbons mais novos. Mas o ponto de colheita ideal mesmo se firmará em

junho/julho. “O que tenho notado por aqui é que devido a uma florada mais uniforme (tivemos 1 florada grande e mais 2 bem pequenas) está ocorrendo uma maturação mais “forçada” devido há um grande dreno, principalmente nas lavouras bem carregadas”. Em função disso, Diogo aponta algumas ações que tem feito com sucesso para colher menos verde. Para isso, ele colhem as lavouras menos carregadas no início, isso “desocupa” as árvores para a próxima safra, colhendo menos verde. “Outro ponto positivo é quanto a mão de obra, pois ficando as lavouras carregadas para o final, evita que o pessoal nos abandonem no fim de safra”, diz Diogo. “O negócio é que café demora seus lá 9 meses para concluir sua maturação, uns um pouco mais e outros um pouco menos, dependendo da variedade. Mas o que acontece mesmo é que precisamos colher um pouco de verde no começo, para não deixar cair no chão no final, sempre tentando co-lher o máximo de grãos maduros. Não fazemos arruação mecânica há uns 5 anos, e isso não tem impedido de varrer algumas lavouras. Mas tentamos evitar ao máximo varrer café”, afirma. A Fazenda Recreio já estão fazendo manutenções nas máquinas para evitar possíveis paradas durante a colheita. Agora é hora de fazer mais uma boa limpeza nas estruturas, cotar e comprar material de colheita, EPI’S e sacaria. Além disso, realizar um reparo nos carreadores e estradas para agilizar e evitar desgaste de maquinário e conservação dos mesmos. E ainda, torcer para que as chuvas da época não prejudiquem a colheita e qualidade dos grãos. A


CAFEICULTURA

Granizo destrói lavouras de café no sul de MG em produção e 70 eram de lavouras novas, em formação. O granizo atingiu essa área de plantio de café de forma irregular. Em 30% dessa área, cerca de 40% terá quebra de safra e em 20%, a quebra será também de 20%. Mas não foram apenas as lavouras de Bom Jesus da Penha as atingidas. Na região de Passos (MG), no entorno do bairro rural da Mumbuca, a chuva de granizo destruiu 170 hectares de lavouras de café. Desses, 20 hectares estavam também em formação. São 26 pequenos produtores que passam agora a contabilizar os prejuízos. Em torno de 40% desta área terá uma quebra de produção em torno de 60% safra deste ano e com sequelas graves para 2012, e 60% dos 170 hectares de café terá uma quebra de produção em torno de 25%. Das lavouras de café de Jacuí (MG), 120 hectares foram atingidos pela chuva de granizo, provocando prejuízos para 22 pequenos produtores daquela cidade. Cerca de 30% desta área terá uma perda de produção em torno de 30% para esta safra. O restante dessa área teve ocorrência amena, sendo estimada uma perda em torno de 10% da produção deste ano.

As plantações de Alpinópolis (MG) também estão bastante comprometidas, com 350 hectares de lavouras prejudicadas. Lá as ocorrências são graves e as consequências negativas para a safra de 2012 devem ser grandes. Na região de São Sebastião do Paraíso (MG), o balanço geral aponta que as chuvas de granizo dos dois dias desse mês, 9 e 12, atingiram de forma drástica e com grandes perdas para esses pequenos produtores, um total de 3.640 hectares de lavouras de café. Chuvas - Na região de São Sebastião do Paraíso (MG), a estação meteorológica da COOPARAÍSO aponta que nos 13 primeiros dias de abril choveu um total de 159,2 milímetros. Segundo o INMET - Instituto Nacional de Meteorologia, o padrão para o mês todo de abril na região é de apenas 78 milímetros de chuvas. “O padrão de chuvas para março é de 251 milímetros e em abril cai bastante, mas podemos verificar que, pelos índices ocorridos, as chuvas estão fora do padrão e ainda em menos de 15 dias de abril estão quase chegando aos índices padrões de março, que sempre são muito maiores”. A

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ma forte chuva de granizo castigou parte da região da Alta Mogiana, Sudoeste e Sul de Minas Gerais no início do mês de abril. Os cafeicultores que tiveram os maiores prejuízos foram pequenos e médios, que viram suas perdas começarem no dia 9 e novamente no dia 12 de abril. Os casos de perda total das lavouras de café aconteceram em Nova Resende (MG) e entorno com 2.400 hectares de plantio de café atingidos, sendo 2.000 em produção e o restante em formação. Segundo informações obtidas, a ocorrência do evento foi mais grave ainda do que na região de São Sebastião do Paraíso (MG), por exemplo, e os efeitos estão sendo levantados. Há informações de que existem lavouras com perda total e irreversível. De acordo com o mesmo levantamento, na região de Bom Jesus da Penha (MG) foram atingidos 600 hectares de lavoura, de 136 pequenos produtores. O relatório mostra que metade dessa área terá 60% de quebra de produção e os problemas podem atingir ainda a safra de 2012. Desses 600 hectares, 530 estavam


UNIFRAN divulga 26 Programa de Mestrado em Medicina Veterinária de Pequenos Animais www.revistadeagronegocios.com.br

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dealizado e estruturado em 2006, o Programa de Mestrado em Medicina Veterinária de Pequenos Animais, modalidade stricto sensu, funciona desde 2007, quando foi aprovado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Até o momento, 12 médicos veterinários se tornaram mestres e para este ano mais 12 dissertações serão defendidas. O Programa de Mestrado em Medicina Veterinária de Pequenos Animais visa à formação de um profissional com apurado senso crítico, capacitado tanto para o atendimento clínico-cirúrgico, como para a docência e pesquisa. O mestrado na modalidade stricto sensu titula mestres ou doutores. Nos programas desse nível de formação, os alunos devem participar de atividades acadêmicas e de pesquisa. Essas atividades incluem a obtenção de créditos em disciplinas, atividades didáticas e pesquisa que pode ser realizada na universidade ou a campo. Após finalizar a pesquisa o aluno deve elaborar uma dissertação, a qual é um apanhado das metodologias utilizadas e resultados obtidos na experimentação. Posteriormente, a dissertação é defendida frente a docentes da Universidade e convidados que decidem a respeito da aprovação do aluno. O curso deve ser cumprido em 24 meses e a carga horária é determinada pela participação em disciplinas a cada mês. Devem ser cumpridos 25 créditos em disciplinas, sendo que cada crédito equivale a 15 horas/aula. O aluno tem oportunidade de cursar todas as disciplinas, participar de outros experimentos, acompanhar a rotina do Hospital Veterinário e treinar técnicas de ensino ao realizar o estágio de docência junto às disciplinas ministradas na graduação. As disciplinas são divididas em obrigatórias e optativas. As disciplinas obrigatórias são essenciais para o desenvolvimento do

Centro Cirúrgico de Grandes Animais

FOTOS: Divulgação - Unifran

PROFISSÕES

Hospital Veterinário da UNIFRAN

aluno quanto ao conteúdo de ensino e pesquisa, e conhecimento do bem-estar animal, visto que todos os estudos são desenvolvidos mediante aprovação e vigilância da Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA). Já as disciplinas optativas são referentes às diversas especialidades da Medicina Veterinária de Pequenos Animais, imprescindíveis a um bom profissional. A UNIFRAN conta com uma excelente estrutura na área de Medicina Veterinária, bem representada pelo amplo funcionamento do Hospital Veterinário. Sendo assim, fica disponível ao aluno uma gama de laboratórios, equipamentos e pessoal treinado para auxiliá-lo no que for necessário. Além disso, a pesquisa e o desenvolvimento intelectual do aluno contam com o auxílio de uma biblioteca estruturada e acessível. A Universidade vislumbra a ampliação do programa de pós-graduação no sentido de envolver outras áreas de conhecimento da Medicina Veterinária, especialmente a de grandes animais, e, futuramente, a abertura do doutorado. A

INFORMAÇÕES UNIFRAN - Universidade de Franca www.mestradoveterinaria.unifran.br Tel. (16) 3711 8713 / 3711-8783

Momento de preparação para cirurgia no Centro Cirúrgico de Pequenos Animais.


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CAFEICULTURA

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Organização primorosa da Cocapec marca a realização do 3º SIMCAFÉ

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om público superior a 2.000 pessoas, a terceira edição do SIMCAFÉ – Simpósio do Agronegócio Café da Alta Mogiana superou todas as expectativas e marcou o profissionalismo e o primor da organização feita pela COCAPEC - Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Franca (SP). Criado com o objetivo de difundir novas tecnologias e ferramentas de gestão que auxiliem no sucesso do agronegócio café, a edição 2011 foi realizada no Clube Castelinho, em Franca (SP) e contou com participação de estandes de 40 empresas expositoras e de seis palestras de renomados especialistas na área cafeeira. A diretoria da COCAPEC demonstrou satisfação com o sucesso do evento e com a participação de ca-

feicultores e profissionais do setor. “O Simcafé surgiu de um diagnóstico realizado pela COCAPEC em parceria com o SEBRAE, onde foram levantados pontos que deveriam ser aprimorados para eficiência da cafeicultura e melhoria econômica e social do produtor de café da Alta Mogiana”, afirma Ricardo Lima de Andrade, diretor da COCAPEC. Simultaneamente às palestras e à visita aos estandes, a COCAPEC programou ainda rodadas de negócios - com o apoio do Escritório Regional do SEBRAE-SP -, com destaque para modalidades de créditos especiais para o simpósio, como a Troca de Café por Implementos. Já para as mulheres foram oferecidas oficinas de maquilagem e cultivo de orquídeas. A

14ª EXPOCAFÉ A maior feira do agronegócio café

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e o cheiro do café de qualidade, servido fresquinho nos estandes, aguça os sentidos do visitante comum, máquinas em exposição e outras em plena atividade despertam a atenção de produtores e profissionais da cafeicultura. Assim é a EXPOCAFÉ, maior feira nacional do agronegócio café, que, neste ano, acontece de 14 a 17 de junho. A EXPOCAFÉ reúne todos os setores ligados à área no Sul de Minas Gerais, dentro da Fazenda Experimental da EPAMIG - Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais, em Três Pontas, um dos municípios brasileiros com maior concentração de pés de café por metro quadrado. Em sua 14ª edição, a EXPOCAFÉ representa uma grande oportunidade de estímulo ao empreendedorismo, constituindo-se em espaço propício para a realização de contatos, efetivação de parcerias e ampliação de negócios, bem como para despertar o espírito empresarial dos visitantes. Perto de 110 empresas expõem seus produtos, novidades em máquinas e implementos voltados à cultura do café, desde o plantio até a colheita, como pulverizadores, bombas de alta pressão para o uso de inseticidas, derriçadeiras, roçadeiras que facilitam a aplicação de inseticidas, fungicidas, herbicidas e fertilizantes. Destaque ainda para o 2º Simpósio de Mecanização da Lavoura Cafeeira, que acontece dia 14 de junho. A

INFORMAÇÕES 14º EXPOCAFÉ - Três Pontas (MG) www.expocafe.com.br / www.epamig.br


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CAFEICULTURA

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Circuito Sul-Mineiro de Cafeicultura reúne 400 cafeicultores na Cooparaíso

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Susana Souza

om a participação de mais de 400 produtores o Circuito Sul Mineiro de Cafeicultura, etapa de São Sebastião do Paraíso aconteceu no último dia 8 de abril na matriz da Cooparaiso. Na programação do evento palestras como Mercado de Café, tratos culturais e adubação. O gerente regional da EMATER, Sebastião Jorge Braga, destacou a importância dos cafeicultores participarem de momentos como o do circuito. “As palestras levam os produtores a um momento de reflexão, uma análise fria, realista de como o mercado vai evoluir e o seu potencial ao longo do tempo”. Neste momento de alta nos preços do café os produtores estão otimistas, diz Sebastião.“Não só o produtor, mas todo o segmento do café está satisfeito com essa alta. Eu costumo dizer que o café é uma cultura muito social, a distribuição da renda, gerada pelo café atinge todas as classes sociais que trabalham com o café. Uma das palestras mais esperadas do dia foi a do economista e consultor Luis Otávio Araripe que falou sobre a valorização e as perspectivas para o café. Segundo ele, dos 39 milhões de sacas de café produzidos na última safra, 19,2 milhões são de Minas Gerais. O sul do Estado lidera a produção, com 9,3 milhões de sacas. Isso significa que a nossa região tem um papel fundamental neste novo cenário. Para Araripe o preço da commod-

itie deve continuar subindo, de-vido ao aumento do consumo em países como Estados Unidos, maior consumidor mundial, e o Brasil segundo maior. “Hoje estamos com uma produção que não atende a demanda, os preços já subiram bastante e vão continuar subindo pelos próximos três anos”. O presidente da cooperativa, o deputado federal Carlos Melles, destaca que este é um momento de ampliar lavoura além de cuidar da qualidade da safra atual. “Devemos cuidar melhor do café. Essa safra que está vindo, pode valer de 10 a 20% a mais pela qualidade do café. Só depende do produtor”, orientou o presidente.

Visão do Produtor - O produtor José de Paula do município de Jacuí cultiva 20 hectares de café. O cafeicultor está confiante com o bom preço do produto. “Precisamos investir mais em tecnologia dentro da lavoura, aumentar a produção”. A expectativa do produtor é ter um lucro razoável. “Até agora estou com uma boa média de produção, estou tirando o lucro que não tive em outras safras”, disse. Dagmar Alves da Silva é produtor no município de Jacuí (MG). Ele diz que já participou de todas as etapas do circuito que aconteceram em São Sebastião do Paraíso e que este ano as palestras estão muito melhores. Segundo o cafeicultor que possui 11 hectares de café, os preços nos últimos cinco anos estavam ruins e agora, com essa alta, ele está mais otimista. “O café nos atrás estava muito barato, muito defasado, agora está melhorando dia-a-dia. A gente quer que me-lhore mais para investir mais também na produção”. Otimista a produtora Bárbara Maria Mendes de Oliveira, planta sete hectares de café. Segundo ela as palestras são uma injeção de ânimo no cafeicultor. “A gente sai daqui com uma experiência muito grande e também com aquela vontade de plantar café, porque realmente é o que agente meche, o café, o leite. É lucro que nós temos.” (FONTE: Assessoria de Imprensa COOPARAÍSO). A


CAFEICULTURA

Casa das Sementes realiza 1º Encontro Técnico de Viveiristas de Café da Região de Franca (SP) do país. A presença desta praga pode comprometer todo o empreendimento, bem como daqueles que adquiriram as mudas, visto que o viveiro pode ser interditado e suas mudas eliminadas pelos órgãos oficiais de defesa”, orienta Tomáz. O evento contou ainda com a participação dos técnicos da Fazenda Diamantina, de propriedade do Deputado Federal Carlos Melles, em São Sebastião do Paraíso (MG). Eles apresentaram diversas variedades de café que foram plantadas na fazenda, sendo que grande parte delas são fornecedoras de sementes para o Banco de Sementes registrado no Ministério da Agricultura. Os participantes do Encontro Técnico puderam conferir, ainda, todas as etapas de produção, coleta e preparo das sementes a serem disponibilizadas para a venda junto a produtores de mudas. De acordo com Paulo Figueiredo,

diretor da Casa das Sementes, a empresa mantém – com este evento – a tradição em promover a difusão de tecnologia junto aos produtores rurais de todas as cadeias produtivas da região. “Nossa proposta é promover sempre a troca de experiências, a troca de informações entre os produtores rurais e os profissionais das diversas áreas da agricultura e pecuária. Especificamente neste evento, apresentamos, em parceria com a Ihara, tecnologias importantes a respeito da produção de mudas de café com qualidade”, afirma Figueiredo. A Casa das Sementes – a Mão Amiga do Produtor Rural – informa que tanto o Basamid quanto as sementes de café de qualidade já se encontram disponíveis a todos os interessados. Visite-nos em uma de nossas unidades em Franca (SP): na Rua Francisco Marques, 566 ou na Av. Santos Dumont, 232. A

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om a proposta de apresentar soluções para o controle de nematóides e de ervas daninhas no viveiro de café, a Casa das Sementes – uma das maiores revendas de produtos agropecuários da Alta Mogiana realizou, no último dia 7 de abril, o 1º Encontro Técnico de Viveiristas de Café da Região de Franca (SP). O evento contou com a presença de cerca de 20 produtores de mudas de café e foi conduzido pelo Engº Agrônomo Tomáz Sgariboldi, representante Ihara na região, e pela equipe técnica da Casa das Sementes. Na oportunidade, foram apresentados produtos para o tratamento de substratos utilizados no enchimento de laminados (como o Basamid), utilizados principalmente para o controle e prevenção de nematóides e ervas daninhas no viveiro. “Atualmente, o nematóide é o principal problema enfrentado pelos viveiros em todos os parques cafeeiros

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DESTAQUES

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Banco do Brasil de Franca (SP) reúne instituições para a ampliação do DRS

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m reunião realizada no último dia 06 de abril, no Parque de Exposições “Fernando Costa”, em Franca (SP), o gerente-geral do Banco do Brasil da região de Franca (SP), Norival Rocha, firmou parceria de fortalecimento e ampliação do DRS - Estratégia de Desenvolvimento Regional Sustentável com várias instituições locais e regionais. Participaram do encontro seis gerentes de agências de Franca e região; Alexandre Ferreira, Secretário Municipal de Desenvolvimento; Pedro César Avelar e Joel Leal Ribeiro, diretores do EDR- Escritório de Desenvolvimento Rural de Franca (CATI); Newton Roberto Rodrigues, engenheiro agrônomo Chefe da Casa da Agricultura de Franca (SP); o médico veterinário Rogério Gerbasi, representando a diretoria da COONAI - Cooperativa Nacional Agroindustrial; o ex-deputado Milton Baldochi, presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural; e de José Adolfo Pinho e Claudionor dos Santos, diretores da Associação dos Produtores Rurais do Bom Jardim. De acordo com Norival Rocha, a proposta da Estratégia DRS é apoiar o desenvolvimento de atividades nas áreas rurais e urbanas (agronegócios, comércio, serviço e indústria). “A metodologia de atuação prevê a sensibilização, mobilização e capacitação de funcionários do BB e de parceiros, e ainda a elaboração de um amplo diagnóstico, sendo abordada a cadeia de valor das atividades produtivas e identificados pontos fortes, pontos fracos, oportunidades, ameaças e potencialidades. Com base no diagnóstico, é elaborado o Plano de Negócios DRS, no qual são definidos os objetivos, as metas e as ações para implementação desse Plano. A metodologia prevê ainda o monitoramento das ações definidas nos Planos de Negócios DRS e a avaliação de todo o processo”, explica Norival. Com a Estratégia Negocial de DRS, o Banco do Brasil atua não somente como instituição de crédito, mas também como catalisador de ações, fomentando, articulando e mobilizando agentes econômicos e sociais, identificando vocações e potencialidades das regiões, otimizando a capilaridade de sua rede de agências e incentivando o espírito de liderança e capacidade de mobilização de seus funcionários.

A reunião serviu também para definir data da primeira reunião de trabalho na Cadeia Produtiva do Leite em 2011, bem como direcionar esforços para a criação de grupos nas áreas de horticultura, orgânicos e reciclagem. As linhas de crédito para o produtor rural que participar da Estratégia DRS são diferenciadas, com juros extremamente reduzidos e que podem ser utilizados para a aquisição de matrizes, aquisição de veículos e motocicletas, aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas e até mesmo para crédito direto, o conhecido CDC. Se você é de Franca (SP), procure uma agência do Banco do Brasil e conheça os benefícios do DRS. Se você for de outro município, procure o gerente de sua cidade. A

A Massey Ferguson te leva para FRANÇA!

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m comemoração ao Cinquentenário da marca Massey Ferguson no Brasil, a empresa lançou o Concurso Cultural “Sua História com a Massey Ferguson”. Por voto popular, a melhor história contando a relação do participante com a empresa Massey Ferguson será escolhida em cada mês até setembro de 2011, quando será escolhido o vencedor em 21 outubro, com resultado final informado em 27 de outubro de 2011. O concurso será realizado via internet, através do site www.massey50anos.com.br e nos estandes da empresa na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP) e na Expointer, em Esteio (RS). Serão pré-selecionados pela comissão julgadora, três semifinalistas a cada mês, cujos vídeos serão disponibilizados para votação na internet, para eleição do melhor do respectivo mês pelos internautas. Os sete finalistas, referentes aos melhores vídeos eleitos em cada mês, serão submetidos também à votação popular na internet, sendo ao final eleito um único vencedor. Os participantes realizadores dos vídeos eleitos como os melhores de cada mês receberão um kit contendo: bolsa de viagem, boné, camiseta, bota e jaqueta, e uma miniatura de produto todos da marca Massey Ferguson. Ao final, o vencedor receberá uma viagem, com um acompanhante, para conhecer a fábrica da Massey Ferguson na França. A


SILVICULTURA

Estudo avalia comportamento de clones de Eucalyptus FOTO: Divulgação

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ma tese defendida por Kelly Cristina Tonello, pela Universidade Estadual de Campinas (SP), avalia o comportamento ecofisiológico de clones de Eucalyptus. O crescimento e o desenvolvimento dos vegetais é conseqüência de vários processos fisiológicos controlados pelas condições ambientais e características genéticas de cada espécie vegetal. Por isso, o estudo teve por objetivo caracterizar o comportamento ecofisiológico da transpiração (E) e condutância estomática (Gs) de dois clones de Eucalyptus grandis x Eucalyptus urophylla (C041 e P4295) sob diferentes condições de disponibilidade hídrica no solo e em função de variáveis ambientais como radiação global (Rg), radiação fotossinteticamente ativa (Qleaf) e déficit de pressão de vapor da atmosfera (DPV). As aferições foram realizadas ao longo do período de fevereiro de 2007 a agosto de 2008 em três escalas de estudo designadas como vaso, parcela e bacia hidrográfica. Medidas de potencial hídrico antemanhã (?pd) foram realizadas para o acompanhamento das disponibilidades hídricas no solo. Após o conhecimento do comportamento ecofisiológico dos clones em função das variáveis ambientais e ?pd, buscou-se relacionar as respostas obtidas na escala vaso com as escalas parcela e bacia hidrográfica por meio de modelos ecofisiológicos desenvolvidos para a mudança de escala ao nível de folha. De acordo com os resultados, as variáveis ecofisiológicas estiveram diretamente associadas às variáveis ambientais e ao ?pd tanto para o clone C041 quanto para o clone P4295. Foram observados entre os clones comportamentos ecofisiológicos distintos quando associados à Qleaf, DPV e ?pd. Os clones apresentaram-se diferentes na amplitude de resposta de E e Gs em função de Qleaf

(Confira o estudo completo em: http://www.ipef.br/servicos/teses/arquivos/tonello,kc-d. pdf) A

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e DPV entre as escalas, porém, observou-se a mesma tendência de comportamento, com exceção da relação Gs x DPV para o clone C041, entre escala vaso e parcela/bacia hidrográfica. Os modelos propostos para a mudança de escala de folha para folha mostraram-se satisfatórios, principalmente nas relações envolvendo a radiação fotossinteticamente ativa. Contudo, não apresentaram bons resultados para a extrapolação das respostas ecofisiológicas de Gs em função do DPV. (FONTE: Painel Florestal)


OVINOCULTURA

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Divino Corte: padrão, regularidade e qualidade na carne de cordeiro em Ribeirão Preto (SP)

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Carlos Arantes Corrêa 1

onheci Fernando Farhat há cinco anos atrás, numa manhã de sexta-feira, durante julgamento de ovinos Santa Inês, no Parque de Exposições “Fernando Costa”, durante a EXPOAGRO - Exposição Agropecuária de Franca (SP). Mesmo trajando camiseta pólo e boné da sua Cabanha Tamburi, óculos escuros e barba cerrada, ficou evidente o semblante diferenciado que ele demonstra quando se trata de ovinos. Diferentemente dos demais criadores que se apresentavam naquela exposição, Farhat mostrava algo mais do que simplesmente a vontade de conquistar o primeiro prêmio. Mostrava conhecimento do que fazia: expôs animais de alta qualidade; reconhecia a superioridade de outros animais de concorrentes; ele mesmo apresentava seus animais em pista; além de ensinar outros apresentadores os procedimentos corretos no manejo e andamento dos animais. Neste período, o criador de Santa Inês em Cajuru (SP), Fernando Farhat abandonou a criação de equinos que tinha e entrou de cabeça na ovinocultura. Segundo ele, as vantagens são muitas. “A criação de ovinos é muito melhor: é mais prático, mais lucrativo, dá um retorno maior e o giro financeiro é mais rápido. Isto porquê? A ovelha pari duas vezes ao ano; um hectare comporta até 10 ovinos em comparação com apenas 1 bovino; além do comparativo do custo da arroba, que mesmo em alta no caso do bovino (R$ 100,00), a do carneiro ultrapassa os R$ 150,00”, analisa Farhat. Outro momento que faço questão

FOTOS: Revista Attalea Agronegócios

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de comentar ocorreu na churrascaria Nono Mio, em Franca (SP). Em um jantar em que reunimos o criador Luiz Roberto Dias da Silva (sítio Morro Verde, em Atibaia/SP) e com o consultor e zootecnista em ovinocultura Sérgio Bertelli, constatei que o conhecimento de Fernando Farhat vai além da criação, do manejo, das doenças de carneiros, ovelhas e cordeiros. Apostei se ele descobria raça e idade do animal através dos cortes servidos pela churrascaria. Ele acertou todos, devidamente comprovados pela embalagem apresentada pelo garçon. Surpreendeu-me o conhecimento e passei a apreciar melhor o sabor da carne de cordeiro. Encontramo-nos novamente em uma das edições da FEINCO - Feira Internacional de Caprinos e Ovinos, realizada em São Paulo (SP), em seu

Fernando Farhat em sua primeira participação na Expoagro, em 2006.

estande e durante o leilão Chave de Ouro. Mais uma vez, uma aula sobre ovinocultura - com toda a simplicidade, franqueza e profissionalismo que sempre fez parte do seu caráter. No final do ano passado, para minha surpresa, Fernando Farhat nos convidou para visitar o seu novo empreendimento: a loja Divino Corte, maravilhosamente instalada no Mercadão da Cidade. A princípio, mesmo sabendo que faz parte da cadeia produtiva da carne ovina, surpreendemo-nos com a sua nova empreitada. Porque passar de criador para dono de uma loja de carne de cordeiro? “Fazer cordeiro é minha especialidade. Sempre foi. Mas desde que entrei na atividade, encontrei falhas na cadeia produtiva, que comprometem até hoje a ovinocultura. Existem muitos criadores, mas não existe pa-

Fernando Farhat e a campeã Santa Inês na Expoagro 2009


OVINOCULTURA

FOTOS: Revista Attalea Agronegócios

QUALIDADE - A Divino Corte comercializa ao todo 25 tipos de cortes de cordeiro, sem falar na versão temperada. Não abate nem comercializa “descarte”. “Eu, como criador, consigo suprir apenas de 5 a 10% do que é comercializado aqui na loja. O restante conseguimos com o fechamento de parceria com frigorífico Duale Alimentos Ltda., um fornecedor confiável, com capacidade de me atender com a qualidade, o padrão, a garantia e prioridade de fornecimento. E deu certo”,

Tipos de Cortes da Divino Corte

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Carré

Pernil com Osso

afirma Farhat. Segundo o empresário, até mesmo os embutidos oferecidos pela Divino Corte são de qualidade. A carne utilizada vem das sobras da retirada dos cortes de picanha do pernil, da alcatra e da fraldinha da costela. Tudo com qualidade. “Procuramos ainda desmistificar o preparo da carne de cordeiro. Estrogonofe de filé de cordeiro é um ‘show’ e leva apenas 15 minutos para se fazer. Ensinamos o cliente a fazer um carré, no forno, que leva apenas 17 minutos. Não há segredos”, diz. Segundo o empresário, a grande maioria dos restaurantes e churrascarias do Brasil compra animais de qualidade inferior, saturam de temperos para “disfarçar” o gosto. Isto não atende as exigências do consumidor e não é esta a proposta da Divino Corte. “Aqui na nossa loja, nós oferecemos o tempero sem ônus. É uma cortesia. O cliente escolhe um corte, vai dar uma voltinha no mercado, toma um chopp, eu tempero, reembalo a vácuo e ele leva embora. Tudo muito simples. É claro que levamos em consideração a qualidade e o profissionalismo também neste processo. Ele é feito em uma sala climatizada, com ar condicionado, com funcionário capacitado, seguindo à risca todas as normas de higiene e com assessoria de nutricionista”, diz. E a resposta do consumidor foi imediata. A proposta da empresa atendeu ao desejo dos clientes. E Farhat cita alguns exemplos. “Tenho uma cliente da cidade de Batatais (SP) que adquire, religiosamente, de 3 a 4 quilos de carré temperado toda quinta-feira. E para o consumo da família! Não é para restaurante ou para festas. Temos também outro cliente, aqui de Ribeirão Preto (SP), que adquire semanalmente carne moída de cordeiro. É um produto de primeira, com apenas 10% de gordura, resultante da alcatra e da fraldinha da costela. O mais importante é que mais de 70% do volume de nossas vendas deve-se à publicidade feita por quem comprou aqui. Ribeirão Preto é uma cidade grande e o “boca-a-boca” é

Filé Mignon

Paleta

muito importante”, analisa. EXPANSÃO - Devido ao padrão e qualidade dos cortes e, principalmente à disponibilidade regular do produtor, a Divino Corte vem ampliando o atendimento também para buffets de Ribeirão Preto e região. Atendemos, tranquilamente, até três toneladas. O empresário explica ainda outra característica interessante da da própria carne de cordeiro: os cortes não têm o mesmo giro comercial, sempre sobra um tipo. E ainda por cima, vem a característica regional: cada região consome um determinado tipo de corte. Isto desencadeia uma série de problemas lá no frigorífico: o que fazer com o restante dos cortes? No caso da Divino Corte nós conseguimos vender todas as partes do carneiro. “Não fica nenhum tipo enca-lhado. Tempero o corte gratuitamente, acerto o preço, incentivo o consumo através da mídia. Ensino a fazer um corte que não vende. Analisando este retorno comercial e o reconhecimento do público consumidor, o empresário já planeja a primeira expansão. Com apenas três meses de funcionamento, a Divino Corte pretende expandir sua área no Mercadão da Cidade. Será inaugurado no próximo mês um novo box, onde será instalado uma câmera frigorífica com capacidade para 3 toneladas, para distribuição num raio de 300 km da loja. “Vamos organizar, ainda, um espaço diferenciado: uma sala de degustação, para um bate-papo com o cliente, ensinando-o a fazer um tempero adequado, fazendo uma lingüiça de cordeiro, mostrar a carne de cordeiro de forma definitiva. O espaço abrigará ainda uma loja com os melhores vinhos alemães. Vai ficar fácil entender porque a carne do cordeiro e o vinho proporcionam um casamento tão perfeito”, finaliza Farhat. A

INFORMAÇÕES Divino Corte - R. Lygia Latuf Salomão, 605, Mercadão da Cidade, Box 54 e 68. Jardim Nova Aliança - Ribeirão Preto (SP) www.divinocorte.com.br Email: divinocorte@uol.com.br

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drão, não existe qualidade e não existe regularidade no fornecimento de carne de ovinos no Brasil”, explica Farhat. Segundo ele, a decisão por abrir a Divino Corte busca atender com regularidade consumidores que não encontram cortes de qualidade da carne de cordeiro. “Mas temos consciência de que o mercado consumidor de carne de ovinos precisa ser desmistificado. O produto a ser oferecido precisa estar adequado ao paladar do consumidor. O cordeiro deve ser abatido na idade certa, oferecido em cortes específicos, devidamente limpos e embalados e com todo o suporte que o consumidor precisa com relação às formas de se temperar e preparar a carne de cordeiro”, ressalta. A convivência de Farhat com a criação de ovinos, a convivência com quem produz ovinos e os caminhos por onde a carne passa (abatedouros, entrepostos, churrascarias), isto tudo abriu portas para a montagem da Divino Corte. “Sou criador de elite há muitos anos, já viajei pelo Brasil inteiro para conhecer as características da criação, estabeleci relacionamentos com todo o tipo de pessoa e empresário envolvida na cadeia produtiva. Com isto, podemos afirmar com transparência: ‘Venha Conhecer a Divino Corte, Nós Sabemos o que Estamos Fazendo”.


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ARTIGO

Como chegar a um setor sucro-alcooleiro mais sustentável Olivier Genevieve - presidente da ONG Sucre-Ethique e Professor na Escola de Comércio INSEEC. Lyon - Paris. [ ogenevieve@sucre-ethique.org / ogenevieve@acucar-etico.org ]

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ara este sexto artigo na Revista Attalea Agronegócios resolvi sair um pouco da análise econômica para trazer ferramentas. Com este artigo, publicado no mê da feira Agrishow 2011, em Riberão Preto (SP), espero ajudar num dinamismo ao mesmo tempo respeitando tanto o lado econômico quanto o ambiental e social. De fato, Açúcar Ético desde 2004 promove o diálogo social entre uma democracia participativa juntamente aos atos do setor sucroalcooleiro, e à democracia representativa por meio do apoio das autoridades estaduais e federais. No nosso terceiro e último seminário de 2009, graças ao apoio acadêmico das universidades de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro - reconhecidas nas areas econômicas (Observatório Sucroalcooleiro – USP FEA-RP), sociais (Centro Sustentável – UNB) e ambientais (Centro Clima – UFRJ) após dois dias de eventos, sindicatos, organizações patronais e associações do terceiro setor convergiram em cima de recomendações. A educação e o respeito aos direitos humanos e ao meio ambiente são as ferramentas para um mundo mais justo e sustentável, compartilhando a inteligência e a riqueza de um mundo democrático. Açúcar Ético conseguiu, em cima de mesas redondas, escolinhas durante este seminário, aberto a homens de boa moralidade, em sete recomendações sociais no qual partencem a sociedade civil brasilieira. Aqui estão as recomendaçoes da

mesa redonda em cima da temática social no seminário “Direitos Sociais, Direitos Ambientais e Manejo Responsável no Setor Sucroalcooleiro Brasileiro”, no dia 24 de julho de 2009. 1. Admite-se que existe problemas sociais, ambientais e econômicos no setor sucroalcooleiro que precisam ser enfrentados; 2. Recomenda-se a realização de estudos preliminares e planejamento prévio, de maneira a conhecer antecipadamente os impactos da implantação de um projeto sucroalcooleiro e as políticas necessárias para amenizá-los; 3. Para uma fiscalização bem sucedida, sendo elas: a sociedade civil, as autoridades públicas, os funcionários representados por seus sindicatos e as empresas privadas do setor; 4. Destaca-se o compromisso nacional de junho de 2009 para aperfeiçoar as condições de trabalho canade-açúcar, uma ação tripartite envolvendo o governo, os trabalhadores representados por seus sindicatos e a indústria. As questões de saúde do trabalhador da indústria canavieira já estão contempladas no documento acessível no site da nossa organizaçao www.acucar-etico.org. A mesa redonda formada pelo Ministério da Agricultura, de representante da Única e sindicatos, de ONG´s, coordenada pela Universidade de Brasilia e vistorada pelo observador internacional do Instituto pelos Direitos Humanos da África do Sul, ressalta apenas as necessidades

de desenvolver políticas de requalificações para os trabalhadores alijados do mercado de trabalho canaveiro; 5. Ressalta-se a importância de oferecer acesso aos serviços públicos locais para trabalhadores migrantes; 6. Ressalta-se a importância das pausas durante o expediente de trabalho, que já são garantidas por lei, e sugere-se uma fiscalização mais eficaz nesse sentido; 7. Recomenda-se multiplicação dos programas de requalificação que hoje são destaque no Estado de São Paulo para outras regiões. Estas recomendações não são a solução mas formem uma corrente de união para que a econômica junta-se ao social. Claro que estas recomendações necessita de outros encontros e uma base de diálogo social frequente, no qual Açúcar Ético tenta trazer. Torcemos para que as recomendações possam ajudar na transformação das mentalidades - no qual minha parceria com a Agronegócios tem sua importância – no sentido de se fazer perceber que o desenvolvimento econômico sempre deve ir atrelado ao crescimento social e à preservação do meio ambiente. No próximo artigo voltarei a abordar um assunto mais filosófico, mas talvez em conta o homem do campo precisa de ferramenta eficaz de trabalhar a terra dura e fertilizá-la, disseminando o esforço por frutos do trabalho dele. A


CANA-DE-AÇÚCAR

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DESTAQUES

Pesquisa caracteriza variáveis climáticas no 38 combate à ferrugem alaranjada na cana-de-açúcar cultura de cana-de-açúcar Para estabelecer o zoneamento e no Brasil sofre com a ocor- os níveis de risco climático para a ocorDieta de milho rência de doenças capazes rência da ferrugem no estado de São de reduzir o rendimento do Paulo, de modo a subsidiar a alocação inteiro é tema canavial, fato que representa um dos de variedades nas diferentes regiões maiores desafios para a comunidade produtoras, a pesquisadora caractercanavieira. izou as variáveis climáticas condiciode palestra da Carvão, ferrugem marron, mo- nantes ao desenvolvimento da doença, saico, escaldadura, amarelinho e ra- a partir do levantamento das epidemias Nutrinorte quitismo são moléstias que atacam da ferrugem alaranjada ocorridas na

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essa cultura. Porém, a recém introduzida ferrugem alaranjada, causada pelo fungo Puccinia kuehnii, despertou o interesse de pesquisadores devido ao seu elevado potencial destrutivo. Em estágio profissionalizante realizado no Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), a acadêmica Dayana Lardo dos Santos, do curso de Engenharia Agronômica da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ) desenvolveu, sob orientação do professor Paulo César Sentelhas, do Departamento de Engenharia de Biossistemas (LEB), o trabalho “Zoneamento da favorabilidade climática para a ocorrência da ferrugem alaranjada da cana-de-açúcar no Estado de São Paulo”. “Em dezembro de 2009, essa nova ferrugem chegou ao país e já vem apresentando danos à cultura, principalmente nas variedades suscetíveis RB72454, SP89-1115 e SP84-2025, chamando a atenção do setor”, explica Dayana.

Província de Queensland, Austrália, em 1999/2000 e, no estado de São Paulo, em 2009/2010. “Com vários tipos de ambientes de produção devido a sua extensão territorial, nosso país apresenta, entre os fatores produtivos, cultivo influenciado pelas condições edafoclimáticas, as quais determinam suas aptidões agrícolas e fitossanitárias”, revela a pesquisadora. A pesquisa aponta que, nos lugares onde a ferrugem alaranjada tem ocorrido, o controle tem sido feito basicamente com o plantio de variedades resistentes. Nas variedades suscetíveis, o controle vem sendo feito por meio de aplicação de fungicidas durante as janelas de favorabilidade à doença e no início do ciclo das infecções. “Porém, diz Dayana, vários aspectos importantes ainda precisam ser conhecidos para um manejo adequado e racional da doença, sendo as condições, épocas e locais mais favoráveis para a ocorrência da doença informações extremamente necessárias”. A

FOTOS: Revista Attalea Agronegócios

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m palestra realizada no início de abril, na Churrascaria Minuano, em Franca (SP), a Nutrinorte - maior revenda da Presence (Purina) na Alta Mogiana - apresentou a um público superior a 30 pecuaristas de da região de Franca (SP) e do Sudoeste Mineiro informações referentes à utilização da “Dieta do Milho Inteiro” em médios e pequenos confinamentos. A palestra foi conduzida por Guilherme David Leite Ribeiro, especialista em ruminantes da Presence (nova marca mundial da Purina). Números de dois experimentos realizados na região de Patrocínio Paulista (SP) foram apresentados aos participantes e comprovaram a eficiência do produto e da dieta do milho inteiro. Maiores informações: 3723-3788, na Nutrinorte.

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Guilherme David Leite Ribeiro, especialista em Ruminantes da Presence Nutrição Animal e José Carlos, diretor da Nutrinorte.


AGENDA DE EVENTOS 10º CURSO DE MANEJO DE NUTRIENTES EM CULTIVO PROTEGIDO Dias: 25 a 29/04. IAC, INFOBIBOS e CONPLANT. Local: Instituto Agronômico, Campinas (SP). Tel: (19) 3014-0148. Email:eabramides@terra.com.br. Site:-www. conplant.com.br. 77ª EXPOZEBU Dias: 28/04 a 10/05. ABCZ. Local: Parque Fernando Costa, Uberaba (MG). Tel: (34) 3319-3900. Email:- abcz@abcz.org.br. Site:www.expozebu.com.br.

MAIO 2011

18ª AGRISHOW - Feira Internacional de Tecnologia em Ação Dias: 02 a 06/05. REED EXHIBITIONS e ALCANTARA MACHADO. Local: Polo Regional de Desenvolvimento Tecnológico - Centro Cana, Ribeirão Preto (SP). Tel: (11) 50676767. Site:-www.agrishow.com.br. 11º TREINAMENTO EM PASTAGENS SOB IRRIGAÇÃO Dias: 04 a 06/05. FEALQ. Local: ESALQ Centro de Treinamento, Piracicaba (SP). Tel: (19) 3417-6604. Email: cdt@fealq.org.br Site:-www.fealq.org.br. CURSO DE SISTEMAS DE PRODUÇÃO DE TILÁPIAS Dias: 05 a 07/05. FUNEP. Local: FUNEP - Sala 31, Jaboticabal (SP). Tel: (16) 32091300. Email: eventos@funep.fcav.unesp.br Site:-www.funep.com.br.

de Franca (SP) - Gado Gir Leiteiro, Gado Girolando, Cavalo Mangalarga Marchador, Torneios Leiteiros e Leilão de Girolando Dias: 23 a 29/05. Local: Parque de Exposições “Fernando Costa”, Franca (SP). Tel: (16) 3724-7080. Email:- expoagro@hotmail. com. Site:-www.franca.sp.gov.br/expoagro. 5º CONGRESSO BRASILEIRO DE DEFENSIVOS AGRÍCOLAS NATURAIS Dias: 24 a 26/05. EMBRAPA MEIO AMBIENTE. Local: Embrapa Meio Ambiente, Jaguariúna (SP). Tel: (19) 3311-2700. Email: sac@ cnpma.embrapa.br Site:- www.cnpma.embrapa.br. SUPERAGRO MINAS 2011 Dias: 25/05 a 05/06. Governo MG, Sebrae MG, FAEMG. Local: Complexo Parque de Exposições da Gameleira/Expominas, Belo Horizonte (MG). Tel: (31) 3334-5783. Email: superagro@agricultura.mg.gov.br Site:www.superagro2011.com.br. DIAS DE CAMPO FUNDAÇÃO PROCAFÉ Dias: 25 e 26/05. MAPA/Fundação Procafé. Local: Fazenda Experimental, Varginha (MG). Tel: (35) 3214-1411. Email: administrativo@ fundacaoprocafe.com.br Site:-www.fundacaoprocafe.com.br.

JUNHO 2011

FEICORTE 2011 - 17ª Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne Dias: 13 a 17/06. Agrocentro. Local: Centro de Exposições Imigrantes, km 1,5, São Paulo (SP). Tel: (11) 5067-6767. Email: feicorte@ agrocentro.com.br Site:-www.feicorte. FÓRUM DE MONITORAÇÃO ANESTÉSICA com.br. NA MEDICINA VETERINÁRIA Dias: 05 a 07/05. FUNEP. Local: Centro de 14º EXPOCAFÉ 2011 Convenções da UNEP-FCAV, Jaboticabal Dias: 14 a 17/06. EPAMIG. Local: Fazenda (SP). Tel: (16) 3209-1303. Email: eventos@ Experimental, Três Pontas (MG). Tel: (31) funep.fcav.unesp.br Site:-www.funep.com. 3489-5078. Email: eventos@epamig.br Site:-www.expocafe.com.br. br. HORTITEC 2011 - 18ª Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas Dias: 15 a 17/06. RBB Eventos. Local: Recinto de Exposições, Holambra (SP). Tel: (19) 3802-4196. Email: vendas@rbbeventos. 42ª EXPOAGRO - Exposição Agropecuária com.br Site:-www.hortitec.com.br. de Franca (SP) - Cavalo Árabe e Copa de MEGALEITE - Exposição Brasileira do Marcha de Muares Dias: 13 a 15/05. Local: Parque de Ex- Agronegócio Leite posições “Fernando Costa”, Franca (SP). Dias: 26/06 e 03/07. GIROLANDO. Local: Tel: (16) 3724-7080. Email:- expoagro@ Parque Fernando Costa, Uberaba (MG). Tel: hotmail.com. Site:-www.franca.sp.gov.br/ (34) 3331-6000. Email: girolando@girolando.com.br Site:-www.girolando.com.br. expoagro. CROP WORLD - SOUTH AMERICA 2011 Dias: 09 a 10/05. Local: Blue Tree Morumbi, São Paulo (SP). Tel: (11) 3524-8505. Email: luciana.souza@lstreinamentos.com.br Site:-www.fealq.org.br.

42ª EXPOAGRO - Exposição Agropecuária de Franca (SP) - Gado Nelore, Cavalo Mangalarga, Ovinos Santa Inês, Dorper, White Dorper e Morada Nova. Dias: 18 a 22/05. Local: Parque de Exposições “Fernando Costa”, Franca (SP). Tel: (16) 3724-7080. Email:- expoagro@ hotmail.com. Site:-www.franca.sp.gov.br/ expoagro.

SETEMBRO 2011

3ª EXPOVERDE - Feira de Flores, Frutas, Hortaliças, Plantas Nativas, Plantas Ornamentais, Plantas Medicinais, Agricultura Orgânica, Insumos, Máquinas e Implementos de Franca (SP) Dias: 22 a 25/09. Local: Parque de Exposições “Fernando Costa”, Franca (SP). Tel: (16) 3724-7080. Email:- expoverde@franca. 42ª EXPOAGRO - Exposição Agropecuária sp.gov.br.

SANIDADE NA OVINOCULTURA AUTOR Instituto Biológico EDITORA Instituto Biológico CONTATO site: www.fundag. com.br. email: fundag@fundag.br. tel: (19) 3233-8035. O crescimento da ovinocultura de corte e sua expansão para outras regiões produtoras têm sido impulsionados pelo elevado potencial do mercado consumidor de grandes centros urbanos. Durante a realização de projetos de pesquisa com ovinos, sentimos a necessidade de oferecer uma publicação voltada ao produtor contendo infirmações técnicas sobre as enfermidades mais relevantes em uma criação. Verificamos a escassez de publicações sobre o assunto de sanidade animal e procuramos preencher esta lacuna, oferecendo informações que irão proporcionar bases para orientar decisões quanto à difusão ou implementação de tecnologias. Traz uma descrição das principais doenças que ocorrem na ovinocultura , bem como métodos de controle e possíveis tratamentos.

FERTILIZANTES: CÁLCULO DE FÓRMULAS COMERCIAIS AUTOR Paulo E. Trani e André Trani EDITORA IAC - Instituto Agronômico de Campinas CONTATO site: www.fundag. com.br. email: fundag@fundag.br. tel: (19) 32338035. O  livro trata-se dos cálculos necessários para a elaboração de formulas comerciais de fertilizantes. São, também, apresentados os principais critérios para a escolha dos fertilizantes simples que compõe as fórmulas: custos dos fertilizantes; compatibilidade; teores de nutrientes; higroscopicidade; pH; granulometria; composição quimica; solubilidade; indice salino; indice de acidez; indice de alcalinidade e condutividade elérica.

39 ABR / 2011 www.revistadeagronegocios.com.br

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Edição 56 - Revista de Agronegócios - Abril/2011