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ADUBOS EQUINOS

Eucalipto poderá substituir fibras de amianto

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Gustavo Henrique Denzin Tonoli, da Universidade Federal de Lavras (UFLA), foi condecorado pelo trabalho que busca desenvolver uma alternativa às construções de fibra de amianto que seja menos impactante para o meio ambiente, mas que consiga manter as qualidades do outro composto. “Quanto mais você conseguir colocar de fibra vegetal na telha, mais sustentável será o processo que ela envolve”, argumenta o professor.

Adubação Fosfatada: alternativa sustentável

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A adubação fosfatada se torna essencial para uma produtividade satisfatória e competitiva na agricultura brasileira. Matéria da Embrafer que orienta sobre a importância da atividade.

Criadoras criam Núcleo Feminino do Mangalarga

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Durante a 34º Nacional Mangalarga, em Franca (SP), foi oficializado o Núcleo Feminino Mangalarga, composto por mulheres criadoras e esposas de criadores desta raça.

22º Encontro de Engº Agrônomos de Franca

EVENTO

trição no plantio. Entre os eventos realizados no mês, destaque para as palestras do Grupo Bio Soja no município de Pedregulho (SP) e no Estado do Espírito Santo. Também destacamos a realização da 34º Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga, no Parque de Exposições “Fernando Costa”, em Franca (SP). Parabenizamos a diretoria da Associação Brasileira, em especial ao criador Paulo Cornélio Della Torre. Parabenizamos, também, as criadoras de cavalo mangalarga que fundaram o Núcleo Feminino do Mangalarga, em nome da presidente Bia Biagi. Para finalizar, gostaria de agradecer a minha indicação pela Comissão Organizadora do 22º Encontro Anual de Engenheiros Agrônomos da Região de Franca (SP), como o Agrônomo do Ano. Reconheço que muitos outros profissionais agrônomos mereciam e merecem o prêmio. Parabenizo a comissão organizadora pelo local escolhido, pela inovação em realizar um churrasco, pelo torneio de truco e pela amizade sempre reinante neste evento. Boa leitura a todos!

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Em evento realizado no Recanto Xingu, a Comissão Organizadora premiou o Engº Agrônomo Carlos Arantes Corrêa, diretor e editor-chefe da Revista Attalea Agronegócios.

Gene do café arábica resistente à seca

CAFÉ

As chuvas chegaram em praticamente toda a região da Alta Mogiana, Triângulo Mineiro, Sul e Sudoeste Mineiro. Entre os cafeicultores, após a finalização da colheita, expectativa e muito trabalho nas práticas culturais essenciais da lavoura. Nesta edição, destacamos uma pesquisa da UFLA - Universidade Federal de Lavras e da USP - Universidade de São Paulo, onde o professor Gustavo Henrique Denzin Tonoli apresenta trabalho onde mostra que a fibra do eucalipto poderá substituir a fibra do amianto. Além de solucionar um importante questão ambiental, a tese de doutorado poderá abrir um importante caminho para o cultivo do Eucalipto. Na cafeicultura, uma grande alternativa para os produtores já está sendo testada em lavouras comerciais. Pesquisa identificou um gene do café arábica que, quando transferido para outra planta tornou esta tolerante à seca. Já o Gestor Agronômico do Grupo Bio Soja, Renato Passos Brandão, apresenta o quinto artigo sobre Manejo do Cafeeiro. Nesta edição, orienta o cafeicultor quanto à importância da nu-

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Pesquisa identificou um gene do café arábica que quando transferido para outra planta tornou esta tolerante à seca. O gene agora está sendo testado em soja, milho, trigo, arroz e algodão.

Manejo do Cafeeiro (5ª) Nutrição no Plantio

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Pesquisa e Inovação ALAVANCAM O AGRONEGÓCIO

DESTAQUE: eucalipto

EDITORIAL

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Artigo de Renato Passos Brandão (Gestor Agronômico do Grupo Bio Soja), com ênfase para a nutrição do cafeeiro no período de plantio, com indicação de produtos da empresa.


MÁQUINAS

Sami Máquinas realiza neste segundo semestre as famosas e ESPERADAS EXCURSÕES PARA YANMAR AGRITECH E JACTO

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ntra ano e sai ano, a concessionária de tratores Sami Máquinas Agrícolas cumpre sua missão anual de levar produtores rurais para conhecer as fábricas de tratores Yanmar Agritech e de colhedeiras de café Jacto, das quais a Sami Máquinas é concessionária exclusiva na região. Nos dias 03 e 04 de outubro, dois ônibus saíram com destino a Indaiatuba (SP), local onde está sediada a Yanmar Agritech. O primeiro dia foi destinado aos produtores da região de São Sebastião do Paraíso, MG, e o segundo aos da região de Franca (SP). Este ano aderiram a essas duas viagens mais de 90 agricultores, em sua maioria produtores de café. Durante as visitas os clientes conheceram de perto a linha de montagem de tratores e todo o processo que é feito até a entrega do trator pela fábrica. Tiveram a oportunidade também de conversar com dirigentes da fábrica, esclarecendo dúvidas, dan-

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do sugestões e elogiando o belo trabalho de desenvolvimento de novas tecnologias que agregam valor às linhas de trator da Yanmar Agritech, sempre de acordo com as necessidades identificadas no campo. Além da Yanmar Agritech, os ônibus segui-


MÁQUINAS

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ram também para outras duas fábricas do grupo Agritech, a Fundituba, empresa de fundição que atende não só a fábrica de tratores como também a outros clientes no Brasil e no exterior, e a Engrenale, fabricante de engrenagens e eixos para as transmissões e motores fabricados pela Yanmar Agritech. A viagem foi muito produtiva e rendeu bons negócios, alguns deles fechados na hora. Para Sami El Jurdi, diretor comercial da Sami Máquinas, é muito gratificante oferecer essa oportunidade para os produtores da região, não apenas como forma de divulgar o negócio, mas principalmente de

trazer o produtor para dentro de casa e conhecer melhor os produtos que ele pretende adquirir, para que o possa fazer com conhecimento de causa e convencido de que está fazendo um ótimo negócio. Além da viagem para a Yanmar Agritech, a Sami Máquinas já está com viagem marcada para a Jacto, em Pompéia (SP), para os dias 25 e 26 de Outubro. Está prevista a saída de um ônibus que já está com sua lotação máxima. Esta será a 11ª visita à fábrica das tradicionais e pioneiras colhedoras de café. Quem ainda não garantiu o seu lugar, está em tempo. A

Florada na região da Cooparaíso ESTÁ EM BOAS CONDIÇÕES

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florada é um dos momentos mais importantes para a produtividade do café, por isso, o departamento técnico da Cooparaiso alerta os produtores para que tenham atenção especial com a lavoura e façam as pulverizações pós-florada. O quadro geral em toda área de abrangência da Cooparaiso, segundo seu corpo técnico, após visitar cada uma das regiões, é de que a florada apresentou-se bem e promete bom desempenho das lavouras. De acordo com o superintendente da cooperativa, Paulo Elias, “após as chuvas verificadas neste inverno houve um período de estiagem, seguido de chuvas no final de setembro, que permitiram um florescimento mais uniforme das lavouras. O solo com reservas hídricas (sem déficit) possibilitará o pegamento das flores”, disse. A conclusão do departamento técnico é de que em relação às perspectivas da produção é a de a região de atuação da Cooparaiso apresenta três diferentes situações, conforme o estado da lavoura. Paulo Elias disse que “30% do parque cafeeiro da nossa região são de lavouras novas ou lavouras adultas que receberam uma poda drástica no ano passado. Estas lavouras deverão apresentar uma produtividade alta na safra 2013/2014. Outra situação se apresenta em 40% das lavouras que tiveram produção de média a boa em 2012. Essas poderão ter uma produtividade média em 2013. Entretanto, a produção poderá ser prejudicada pela queda intensa de folhas, ocorrida neste ano pelo diferencial térmico verificado no período produtivo, entre as temperaturas máximas e mínimas no mesmo dia, pelo aumento do ataque de doenças, principalmente pela ferrugem, em função das chuvas do período de inverno”, resumiu. O engenheiro agrônomo da Cooparaiso, Gilmar Melles, analisa que “nos 30% das lavouras que novas ou esqueletadas o pegamento deve ser alto, com carga cheia. Já os 40% das lavouras adultas vão precisar de um sistema de limpeza, poda não drástica ou desbrota, porque devem ter carga rala (carga média) e nos outros 30% das lavouras será necessária uma poda drástica. O total deve produzir na próxima safra em torno de 60 a 70% da safra atual”, prevê.

Para o engenheiro agrônomo, João Pedro Andrade Gomes, a região de Guapé, por exemplo, apresenta nível tecnológico menor, portanto as lavouras devem produzir um pouco abaixo do que em 2012 , mas a região não apresenta déficit hídrico. Seu colega, Douglas Izá, acredita que “40% das lavouras deram muito café na safra que terminou e, que agora estão passando por reformas”, relacionou. Douglas comentou também sobre os estragos ocorridos nas lavouras após a panha de café, com o problema de ataque de bactérias. O coordenado do núcleo da Cooparaíso em Jacuí, Wellington Trevisan, disse que “houve alta incidência tardia de ferrugem até a colheita. Isso pode prejudicar, e muito, o pegamento da florada, outra preocupação é quanto aos ventos frios ocorridos nos últimos dias”, relacionou. O coordenador do departamento de café, Gilson Aloise, disse que em outras regiões, como no estado de São Paulo, por exemplo, Mogiana, acredita-se que a quebra será maior que no sul de Minas. “No sul de Minas a florada ainda não abriu tudo, apenas 60%. O sul de Minas terá safra alta no próximo ano; no Triângulo Mineiro esse próximo ano será de safra baixa, na Zona da Mata a florada está um pouco atrasada. Já o robusta não terá quase nada de quebra”, finalizou. A


EVENTOS

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Adubação fosfatada: alternativas COMPETITIVAS E SUSTENTÁVEIS

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Grupo Embrafer

eguindo diversas orientações de pesquisas, relatos e comparativos, a adubação fosfatada se torna essencial para uma produtividade satisfatória e competitiva na agricultura brasileira. Esta agricultura, que enfrenta diversas dificuldades, começando pela falta de políticas governamentais claras, estruturas rodoviárias precárias, monopólios e imposição das gigantescas multinacionais, alem de outras questões técnicas, pois o solo brasileiro de clima tropical, é pobre e ácido. Mesmo diante destas dificuldades enfrentadas pelos produtores, a agricultura nacional vem ganhando repercussão por possuir altíssima competência, tecnologia e resultados positivos. A utilização de fontes alternativas de fósforo vem ganhando força graças à tecnificação e ao maior acesso a informações para se produzir de forma sustentável e rentável. Com o passar dos anos temos observado que a utilização da adubação mineral de fontes solúveis (Supersimples, Supertriplo, entre outros) tem aumentado consideravelmente, mas e a produtividade, tem respondido na mesma proporção? E o custo de produção, tem se mantido para ser competitivo no mercado? Respondendo estas questões, dados do IBGE apontam o seguinte na produção de grãos: - A área total foi reduzida em 3,6%, com um aumento médio de 10,5% na produção de grãos. Impressionantemente é que o consumo médio de fertilizantes nesse período aumentou de 9,3 milhões de toneladas para 13,7 - um acréscimo de cerca de 50%. Porém, a renda média de todos os agricultores no período diminuiu 49%. Ou seja, o acréscimo significativo do consumo de fertilizantes (exemplo de “alta tecnologia”) não foi acompanhado pelo aumento de produção e, pelo contrário, foi acompanhado pela queda na renda do agricultor. Com informações mais precisas e pesquisas em Instituições com credibilidade, alternativas mais competitivas surgiram para adubação com fósforo, que são os fosfatos de liberação gradual e com matéria orgânica. Segundo Sousa et all, 1999, os organominerais possuem eficiência de absorção de fósforo pelas plantas na ordem de 70 % acima dos fertilizantes solúveis, além de proporcionar maior efeito residual do mineral no solo e mais sustentabilidade ambiental. O fosfato natural reativo se destaca pela sua alta reatividade e porosidade, proporcionando uma solubilização gradual progressiva e eficiente dos nutrientes, especialmente o fósforo. Realizando a mistura destes com matéria orgânica de qualidade, ou seja, com proporções adequadas de ácidos húmicos e fúlvicos, são formados os fertilizantes conhecidos

como organominerais, que garantem as propriedades do solo adequadas ao cultivo de plantas. No sistema solo, o processo de fornecimento de nutrientes pela adubação orgânica é distinto daqueles em que os adubos solúveis são empregados. Na adubação convencional, são empregados compostos de alta solubilidade e concentração. As formulações e a quantidade de adubos a serem utilizadas são desenvolvidas, buscando fornecer somente o que as plantas necessitam para produzir. O solo é tratado simplesmente como um substrato produtivo e não como um ambiente complexo e dinâmico, onde ocorrem milhares de reações. Como os solos tropicais são, em sua maioria, altamente intemperizados e alguns eletropositivos, grande parte dos fertilizantes inorgânicos aplicados está ligada fortemente aos constituintes minerais ou se perde pela lixiviação. Isto ocorre porque, para alguns elementos como o fósforo, os solos podem ser drenos mais fortes do que as plantas. Os nutrientes perdidos por lixiviação e pela erosão, provocada pelo constante revolvimento do solo, são potencialmente poluidores e podem provocar a eutrofização dos cursos d’água. Nos modelos de adubação com organomineral, a dinâmica é diferente. Se, na utilização dos adubos solúveis o objetivo é suprir as plantas, a adubação organomineral


IRRIGAÇÃO

Irrigação: o melhor investimento para O AUMENTO DA PRODUTIVIDADE

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FERTILIZANTES

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nutre as plantas e mantém o equilíbrio entre os diferentes constituintes do solo. A disponibilização dos nutrientes contidos nos compostos é gradual, o que permite a redução das perdas. Além disso, observa-se o aumento da população de minhocas, insetos, fungos e bactérias benéficas ao solo. Esses organismos vivem associados às raízes e podem ser úteis às plantas mediante processos simbiônticos ou mesmo pela mineralização dos resíduos. Outro fato que merece destaque é a melhoria das propriedades físicas do solo, permitindo um melhor desenvolvimento radicular e conseqüentemente em melhor desenvolvimento vegetal (Canellas, 2005). Seguindo a linha de diminuição do custo de produção juntamente com sustentabilidade ambiental, a Embrafós, empresa do Grupo Embrafer, possui em seu DNA a busca por tecnologias sustentáveis e viáveis para a agricultura, dentre estas tecnologias está o FF Organic, produto certificado pelo IBD para produção orgânica que possui características de Fertilizante Organomineral de altíssima eficiência e manutenção das propriedades do solo.

O FF Organic é fonte de fósforo e possui Micro-organismos Solubilizadores de Fósforo (MSP) que permitem a liberação gradual do mineral que está fixo nas partes do solo, além de proporcionar matéria orgânica rica em ácidos húmicos e fúlvicos que garante o aumento da Capacidade de Trocas Catiônicas (CTC). Mesmo com efeito imediato, a aplicação de FF Organic possui efeito residual que beneficia as produções subseqüentes. Considerando a alta quantidade de matéria orgânica e minerais, as perdas de Potássio, Nitrogênio e fósforo são praticamente zero. Com a eficiência elevada e maior aproveitamento dos nutrientes do solo, o FF Organic faz com que o produtor reduza a adubação com minerais consideravelmente, resultando em menor custo de produção. Além da rápida economia a longo prazo, o produtor poderá gastar ainda menos. Isso acontece porque o organomineral FF Organic devolve vida ao solo, incentiva a proliferação de microorganismos e reestrutura o solo, que vai absorvendo melhor os nutrientes aplicados. A

8º Simpósio de Pesquisa Cafeeira acontecerá EM VITÓRIA DA CONQUISTA (BA)

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município de Vitória da Conquista, localizado no sudoeste da Bahia, numa região responsável por mais de um terço da produção de café da Bahia, vai sediar, em setembro do próximo ano, a oitava edição do Simpósio de Pesquisa de Café do Brasil, um dos maiores e mais importantes eventos técnicos do setor. “Vamos realizar o maior e melhor simpósio técnico de café já promovido no Brasil. Trata-se de um evento grandioso, que terá a participação de pesquisadores nacionais e de outros países produtores; milhares de produtores;

dirigentes de associações e cooperativas, e estudantes das universidades do Sudoeste, do Sul e do Recôncavo baiano”, disse Eduardo Salles, engenheiro agrônomo e secretário de agricultura do Estado da Bahia. Ele explicou que “desde o ano passado encaminhamos esse pleito à Embrapa, e agora concretizamos essa parceria, da qual participa também o Consórcio Pesquisa Café”. Trata-se de um grupo que reúne as principais instituições de pesquisa e ensino voltadas para a cafeicultura. Além de definir a realização da oitava edição do Simpósio de Pesquisa de Café do Brasil, a Embrapa Café alinhou com a Secretaria da Agricultura da Bahia os projetos de implantação de duas estações experimentais em Itabela (café conilon), e em Barra do Choça (café arábica). “São pilares importantes para a pesquisa aplicada. Agora só fica faltando uma estação experimental na região Oeste do Estado”, afirmou Eduardo Salles. Ele explicou que a implantação das estações experimentais vai permitir a validação das pesquisas realizadas em outras regiões do País, e a transferência de tecnologias, principalmente para a agricultura familiar. A


EVENTOS

Concurso de Qualidade premia os MELHORES CAFÉS DA ALTA MOGIANA

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SILVICULTURA

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uando chove, nos rincões mais longínquos do país e nos maiores centros urbanos, é comum ouvir o barulho de pingos de água ricocheteando em algum telhado de amianto. “Mais de 50% dos galpões industriais, agrícolas e casas no país são cobertos com esse material”, estima o professor da Universidade Fibra do eucalipto é mais barata que a de pinos (usada atualmente) e se mostrou interessante, por ser de baixo impacto ambiental, na fabricaçãodas telhas. Divisórias de parede e forros também podem ser fabricados a partir dela Federal de Lavras (UFLA) Gustavo Henrique Denzin Tonoli, que recebeu no dia 11 o renomado Prêmio Capes (Coorde- e componentes pré-fabricados de amianto em geral nação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) por sua movimente R$ 2 bilhões no país por ano. tese de doutorado realizada na Universidade de São Paulo, em São Segundo Gustavo Tonoli, há uma polêmica Carlos (SP), sobre fibrocimento de eucalipto. em torno dos impactos que o uso do amianto pode O professor integra um grupo de acadêmicos de universidades ter para a saúde de quem trabalha prolongadamente brasileiras, como a PUC-Rio, a Universidade Federal da Paraíba com o material. “Há quem diga que ele pode causar (UFPB) e o Centro Federal de Ensino Tecnológico de Minas Gerais problemas respiratórios”, diz o professor. Seu uso é (Cefet-MG), que tem como objeto de pesquisa as construções não proibido em mais de 66 países e na União Europeia foi convencionais. Seu trabalho busca desenvolver uma alternativa às banido em 2005, em função das evidências, acumulaconstruções de fibra de amianto que seja menos impactante para das desde a década de 1960, de que o produto é tóxico o meio ambiente, mas que consiga manter as qualidades do outro e cancerígeno. No Brasil, a discussão está nas mesas composto. “Quanto mais você conseguir colocar de fibra vegetal dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), na telha, mais sustentável será o processo que ela envolve”, argu- que realiza audiência pública sobre o tema em agosto, menta. e pode julgar ainda este ano ação direta de inconstituO fibrocimento de eucalipto tem três vantagens básicas sobre cionalidade contra a Lei 9.055, de 1995, que permite o o de amianto, segundo Tonoli: propicia um rendimento maior das uso controlado da fibra no país. Cinco estados já proimáquinas; é mais resistente a impactos; e é um recurso renovável. biram o uso do amianto: São Paulo, Mato Grosso, Rio Além disso, é biodegradável e o uso de produtos pré-fabricados Grande do Sul, Rio de Janeiro e Pernambuco. em construções é tido como mais limpo. Segundo o professor, há Uma alternativa usada atualmente no país é a uma tendência do mercado em substituir seu uso por fibras veg- fibra de pinos – obtida de pinheiros. Contudo, o proetais. “Às vezes, o consumidor prefere pagar um pouco mais e não fessor argumenta que essas espécies de árvores são nausar o fibrocimento convencional”, comenta. A estimativa é de que tivas somente do Sul do país e portanto o custo para a a produção de 2,5 milhões de toneladas de telhas, caixas d’água extração de seu insumo é mais alto e não há FOTO: O Estado de Minas

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Tese de doutorado comprova que fibras de amianto PODEM SER SUBSTITUÍDAS PELA FIBRA DE EUCALIPTO


SILVICULTURA FOTO: O Estado de Minas

estrutura industrial para sua produção em larga escala atualmente. “As fibras de pinos são mais longas, são ideais para fazer papelão e materiais para embalagens mais resistentes. Mas no cimento você tem que usar mais fibra sintética junto com elas”, explica. A fibra de eucalipto é mais barata do que a fibra de pinos e é obtida pelo mesmo processo da Fibra de eucalipto adicionada ao cimento e, por fim, a telha pronta para uso: pesquisador ressalta que durabilidade do fabricação de papel. “O material pode ser melhorada Brasil é o maior produtor do mundo de polpa de celulose”, acrescenta. Ele ressalta que a in- teressou pelas fibras de eucalipto posteriormente, quandústria de celulose tem uma estrutura muito forte, pois produz- do percebeu o potencial que elas têm para a construção se muito papel no Brasil. “A fibra de eucalipto pode substituir a civil. Daí, partiu para estudo mais prolongado, de doude pinos e pode vir a substituir o amianto. Temos projetos com torado, com foco na fibra do eucalipto. Recentemente, evolução surpreendente e qualidade muito boa, mas ainda há o professor esteve em Valência, na Espanha, para visitar muito a ser feito para chegar lá”, afirma. uma rede de pesquisa em compostos lignocelulósicos – a fibra de eucalipto é um deles – e disse que pretende Relevância Social - O fibrocimento de eucalipto pode ser instalar uma nos mesmos modelos no Brasil. (Fonte: O usado na fabricação de materiais delgados, que sejam finos, como Estado de Minas - Felipe Cañedo) A telhas, divisórias de parede, e também forros, ilustra o professor. Tonoli argumenta que sua pesquisa tem relevância social porque o desenvolvimento de materiais que sejam mais baratos pode contribuir com projetos de habitação para população de baixa renda e pode reduzir o impacto ambiental da construção das moradias. Além disso, explica, há interesse da indústria, que investe nas pesquisas, pois o amianto é uma rocha, portanto, um recurso finito, e porque há uma tendência a substituí-lo, explica. “O grupo Infibra Permatex, de Leme (SP), e a Imbralite, de Criciúma (SC), são parceiros no projeto”, afirma o professor. No entanto, ele ressalta: “Ainda temos que melhorar a durabilidade da fibra. Atualmente, temos que usar fibras sintéticas de polipropileno (PP) e polivinil álcool (PVA) no composto. E elas correspondem a aproximadamente 40% do custo dessa telha de nova geração”. A fibra de PVA advém do gás natural e os principais fornecedores dela estão na China; já a de PP é um produto do petróleo e existem fornecedores no Brasil. O professor da Ufla afirma que um dos objetivos dos pesquisadores é reduzir o uso dessas duas fibras e manter a durabilidade do produto. Nesse ponto, o fibrocimento de eucalipto tem a vantagem de utilizar menos fibras sintéticas do que o de fibras de pinos. Além disso, o professor aponta: “As indústrias estão mais do que preparadas para produzir as fibras de eucalipto com o padrão ISO”. Caminho até o Resultado - O professor Gustavo Henrique Denzin Tonoli fez sua tese de mestrado na Universidade de São Paulo sobre fibras de sisal, que são usadas principalmente na fabricação de cordas e tapetes. Engenheiro florestal de formação, ele se in-

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EVENTOS

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urante a 34º Nacional Mangalarga, que ocorreu de 29 de setembro a 06 de outubro, em Franca (SP), foi oficializado o Núcleo Feminino Mangalarga, composto por mulheres criadoras e esposas de criadores desta raça. As ações em prol do lançamento deste Núcleo foram sucesso! O recém-criado Núcleo tem sua diretoria formada por criadoras Mangalarguistas, como a presidente Beatriz Biagi (Beabisa), vice-presidente Josiane Matta Vidotti (Haras Araxá); secretária, Heloísa Freitas; Diretora de Esportes, Camila Glicério e Comunicação e Marketing, Ruth Villela Andrade. Juntas, esta diretoria promoveu, com o incentivo da Associação Brasileira dos Criadores de Cavalos Mangalarga, duas ações direcionadas em prol da fundação do Núcleo, bem como viabilizou uma aconchegante recepção às famílias criadoras de Mangalarga, durante todos os dias da Exposição de Franca, cujo espaço ficou subsidiado, nesta exposição, dentro da Casa do Criador, no Parque de Exposições “Fernando Costa”. “O lançamento do Núcleo Feminino Mangalarga foi um grande sucesso, nós diretoras do Núcleo estamos muito contentes com toda repercussão e apoio que obtivemos durante a Exposição Nacional tanto dos criadores presentes como de novas associadas que já aproveitaram a oportunidade desta exposição e da nossa presença para oficializar sua participação no Núcleo”, FOTOS: Renato Lopes

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Núcleo Feminino do Mangalarga FAZ SUCESSO EM FRANCA (SP)

comemora a presidente Beatriz Biagi. A primeira ação aconteceu na noite de 29 de setembro quando, por meio de um Coquetel, o Núcleo foi apresentado ao mercado pecuário bem como a todos os criadores que prestigiaram pessoalmente à Exposição. O evento, que teve início às 19h e se estendeu até à 1h da manhã, aconteceu no espaço montado pela diretoria e reuniu 200 pessoas ao som de música ao vivo e foi muito animado. “Para tornar este ambiente aconchegante, levamos objetos pessoais para decoração e oferecemos aperitivos e bebidas durante todos os dias da exposição”, conta Bia. Em seguida, no dia 04 de outubro, as diretoras do Núcleo organizaram um jantar com Leilão de coberturas, que aconteceu no restaurante Lu Wasabi Lounge, em Franca (SP), e ofertou 14 coberturas que obtiveram liquidez total. “A renda obtida neste evento será revertida para custear as despesas do Núcleo Feminino Mangalarga. Estamos começando agora a formar um fundo financeiro em prol do Núcleo, que possa subsidiar as ações que, futuramente, realizarmos em conjunto com as exposições agropecuárias e com a Associação Brasileira”, disse Bia Biagi. O Núcleo somente receberá associadas que também são sócias da Associação Brasileira da raça Mangalarga - ABCCRM. Mais informações sobre o Núcleo Feminino Mangalarga podem ser obtidas por meio do Grupo oficial do Facebook: Mangalarga Núcleo Feminino. Informações: www.beabisa. com.br / beabisa@beabisa.com.br / Fone escritório Rib. Preto/SP: (16) 3632-4488 A


EVENTOS

Diretor da Revista Attalea Agronegócios é premiado no 22º ENCONTRO DE ENGº AGRÔNOMOS FOTO: Revista Attalea Agronegócios

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m evento realizado no último dia 20 de outubro, a Comissão Organizadora do 22º Encontro Anual de Engenheiros Agrônomos da Região de Franca reuniu cerca de 180 pessoas entre profissionais do setor, familiares e empresários do setor, no Recanto Xingu, zona rural de Franca (SP). O grande homenageado do evento foi o Engº Agrônomo Carlos Arantes Corrêa, diretor e editor-chefe da Revista Attalea Agronegócios. O nome foi escolhido pelos membros da Comissão Organizadora 2012, formado pelos profissionais Alex Kobal (Biolimp), Joel Leal Ribeiro (EDR/CATI Franca), Allan de Menezes Lima (Bolsa Agronegócios), André Siqueira Rodrigues Alves (Casa do Café), Luciano Ferreira Coelho (Cocapec), Maria Fernanda Malvicino Nogueira (Sapucaia Paisagismo), Benício Elias de Souza (autônomo), José de Alencar Coelho Junior (Cocapec), Márcio de Figueiredo Andrade (EDR/CATI Restinga), Josy Mary Ribeiro de Oliveira (Campagro), Helder Freitas Pereira (Dedeagro), Neste ano, a Comissão Organizadora inovou. Trocou o já tradicional Jantar dos Agrônomos por um Churrasco dos Agrônomos, bem ao estilo faculdade. Muita carne assada, torresmo, arroz e feijão tropeiro, muita cerveja gelada e piscina. Para fechar em chave de ouro, um disputadíssimo Campeonato de Truco, vencido pela agrônoma Clara Aparecida Elias. Em segundo ficou Marcos Luchesi e em terceiro Allan de Menezes Lima.

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Carlos Arantes recebe placa de premiação das mãos de Alex Kobal


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OUT 2012 FOTOS: Comiss達o Organizadora

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FOTOS: Comiss達o Organizadora

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CAFÉ

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Gene de café resistente à seca ESTÁ EM TESTE EM CULTURAS COMERCIAIS

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esquisa realizada pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), instituições participantes do Consórcio Pesquisa Café, identificou um gene do café arábica que quando transferido para outra planta – Arabidopsis thaliana – tornou esta altamente tolerante à seca. O gene agora está sendo testado em outras plantas de interesse agronômico, como soja, milho, trigo, cana de açúcar, arroz e algodão. O Consórcio tem seu programa de pesquisa coordenado pela Embrapa Café, Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). “A expectativa, como ocorreu com os resultados obtidos com uma planta modelo, é que o gene confira tolerância prolongada à estiagem também para essas outras culturas. A transgenia tem o potencial de transferir genes entre espécies diferentes e expressar corretamente as características conferidas pelo gene, neste caso, mantendo a produtividade mesmo na ausência de condições favoráveis, como a escassez de água”, diz o pesquisador Eduardo Romano, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. O otimismo com relação ao uso de genes modificados

em todas as variedades testadas deverá ser comprovado com os resultados da pesquisa no campo, previsto para o próximo ano. “Se tudo ocorrer conforme esperado, em cinco anos a agricultura brasileira terá mais um aliado para superar problemas climáticos, como a temperatura elevada e o déficit hídrico, que ameaçam a produtividade no campo”, adianta o pesquisador. A expressão do gene de resistência a seca está em observação em laboratório. Após o nascimento das primeiras plantas transgênicas, as sementes serão novamente testadas em laboratório para posteriormente, a partir de uma seleção das melhores amostras, serem testadas em campo. Além da expectativa de aumento ou manutenção dos níveis de produção econômica e de desenvolvimento social, os pesquisadores envolvidos no estudo acreditam que com o cultivo de plantas resistentes à seca será possível reduzir os impactos ambientais provocados pela atividade, uma vez que abre perspectivas de menor consumo de água. Detalhes da pesquisa em café - Pesquisadores compararam variedades de café tolerantes e suscetíveis a seca e identificaram um gene diferencial. Esse gene foi isolado e transferido por ferramentas de engenharia genética para plantas de outra espécie – Arabidopsis thaliana. As plantas de arabidopsis que receberam o gene de café foram submetidas a um regime de 40 dias sem água e permaneceram saudáveis enquanto plantas que não receberam o gene morreram após 15 dias. A patente do gene foi registrada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Origem do gene resistente a seca – É consequência do trabalho, realizado em parceria por instituições participantes do Consórcio Pesquisa Café e pela Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp), de mapeamento de 200 mil sequências de DNA, dos quais mais de 30 mil genes foram identificados como responsáveis por diversos mecanismos fisiológicos de crescimento e desenvolvimento do cafeeiro. Desse manancial genético, saiu o gene identificado e testado pelos pesquisadores, denominado CAHB12. A decifração do código genético do café, o genoma café, foi pioneirismo brasileiro e colocou o Brasil na vanguarda das pesquisas em café. Esse banco de dados, o maior do mundo para o grão, está à disposição das dezenas de instituições que compõem o Consórcio Pesquisa Café, distribuídas em 14 estados brasileiros. As informações estão guardadas pela Rede de Genomas Agronômicos e Ambientais da Fapesp e pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. Benefícios do Genoma Café - O domínio do código


genético tem tornado possível o desenvolvimento de variedades mais produtivas, tolerantes a variações climáticas (como seca e geada) e resistentes ao ataque de pragas e doenças, com reflexos diretos no custo de produção, na proteção ambiental e no incremento de 20 a 30% na produtividade das lavouras, em função do menor uso de defensivos agrícolas. Além disso, os dados gerados pela pesquisa aceleram a obtenção de cultivares de melhor qualidade, aroma, sabor e propriedades nutracêuticas do grão, agregando qualidade ao produto e mais satisfação e saúde para o consumidor.

FOTO: Editora Attalea

CAFÉ

Consórcio Pesquisa Café – Esse arranjo institucional atua em todos os segmentos da cadeia produtiva, tendo por base a sustentabilidade, a qualidade, a produtividade, a preservação ambiental, o desenvolvimento e o incentivo a pequenos e grandes produtores. Hoje reúne mais de 700 pesquisadores de cerca de 40 instituições, envolvidos em 74 projetos dos quais fazem parte 355 Planos de ação. Foi criado por iniciativa de dez instituições ligadas à pesquisa e ao café: Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola - EBDA, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, Empresa de Pesquisa Agropecuária de

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Minas Gerais - Epamig, Instituto Agronômico (IAC), Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro-Rio), Universidade Federal de Lavras (Ufla) e Universidade Federal de Viçosa (UFV) A


EVENTOS

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ando continuidade ao ciclo de palestras, a Bio Soja e Campagro realizaram em 30 de setembro uma palestra com os cafeicultores em Pedregulho (SP). Neste evento tivemos a participação de 29 cafeicultores de Pedregulho (SP) e municípios vizinhos. O título da palestra ilustra muito bem o objetivo da Bio Soja e da Campagro: “Importância da Nutrição Balanceada em Cafeeiro para Alta Produtividade“. Com os custos de produção cada vez mais altos, o cafeicultor tem que melhorar cada vez mais o manejo do cafeeiro visando aumento na produtividade da cultura. Atualmente, há cafeicultores com produtividades entre 40 e 50 sc. beneficiadas/ha mesmo em sistemas de cultivo não irrigados (média de 4 safras). Em sistemas irrigados, há cafeicultores com produtividades de 60 a 70 sc. beneficiadas/ha (média de 4 safras). O manejo adequado das adubações de solo e foliares é fundamental para uma nutrição equilibrada do cafeeiro, predispondo a cultura à obtenção de altas produtividades. Inicialmente, o Coordenador de Produtos Especiais da Bio Soja, engº agrônomo Maickon Balator abordou a importância da análise do solo no monitoramento da fertilidade do solo e a análise foliar como uma importante ferramenta na avaliação da nutrição do cafeeiro. Infelizmente, a maioria dos cafeicultores ainda não FOTOS: Grupo Bio Soja

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Bio Soja e Campagro realizam palestra sobre NUTRIÇÃO DO CAFEEIRO EM PEDREGULHO (SP)

descobriu a importância da análise foliar no manejo nutricional da cultura do cafeeiro. A análise foliar é uma ferramenta indispensável para melhorar o manejo nutricional do cafeeiro. Posteriormente, foram enfatizados os produtos Bio Soja que devem ser utilizados na cultura do cafeeiro. Bioamino® Extra: fertilizante foliar líquido com altos teores de compostos orgânicos solúveis em água. O Bioamino® Extra estimula o desenvolvimento vegetativo do cafeeiro predispondo o maior crescimento do ramo que produzirá café na próxima safra. Fertium® Phós: fertilizante organomineral farelado fornecedor de fósforo ao cafeeiro nas diferentes fases da cultura: plantio, formação e produção. As substâncias húmicas do Fertium® Phós estimulam o desenvolvimento do sistema radicular do cafeeiro e aumentam a eficiência agronômica da adubação fosfatada. Naft®: fertilizante foliar líquido que melhora a performance do fornecimento dos nutrientes nas pulverizações foliares. NHT®: fertilizantes fornecedores de cálcio, magnésio e micronutrientes ao cafeeiro. Os nutrientes são nanoparticulados tornando a nutrição do cafeeiro muito mais eficiente. A


Balanço da Hora Certa da Cooparaíso REFORÇA OTIMISMO DO AGRICULTOR

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CAFÉ

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Bio Soja em parceria com a Fera Agrícola, revenda com sede em Linhares (ES) realizou três palestras à cafeicultores nesta importante região produtora do Espírito Santo. As palestras foram realizadas entre 3 e 5 de outubro em São Jorge de Tiradentes, distrito de Rio Bananal (ES); Córrego Lagrimal, distrito de Sooretama (ES) e Córrego Bom Parto, distrito de Japira (ES), respectivamente. A participação dos cafeicultores nas três palestras ficou bem acima das expectativas variando de 70 a 90 participantes. A primeira palestra em São Jorge de Tiradentes, distrito de Rio Bananal (ES) foi realizada pelo Gestor Agronômico do Grupo Bio Soja, Renato Brandão e as demais pelo Assistente Técnico da Bio Soja no Espírito Santo, Alcino Pimenta. O foco principal das palestras foi a importância da nutrição equilibrada e balanceada visando altas produtividades no cafeeiro. Nos últimos anos com o lançamento de novos clones de café conilon e linhagens de café arábica com alto potencial produtivo, surgiu a necessidade de uma adubação mais equilibrada para suprir as necessidades nutricionais desta cultura. As palestras foram divididas em cinco partes e ao longo das apresentações houve uma grande interação entre os cafeicultores e os profissionais da Bio Soja. Na primeira parte da palestra foi enfatizada a importância da análise de solo e foliar em sistemas com alta produtividade para o monitoramento da fertilidade do solo e do estádio nutricional do cafeeiro, respectivamente. Na segunda parte foi salientada a importância do equilíbrio nutricional nas adubações de solo e foliares visando uma nutrição balanceada no café. Por exemplo, adubações com altas doses de potássio em solos com baixo teor de magnésio pode induzir deficiência de magnésio e comprometer a produtividade do cafeeiro. Na terceira parte foi enfatizada a importância da adubação fosfatada na implantação de novos cafezais e na fase produtiva da cultura. É importante a utilização de fertilizantes organominerais fosfatados com altos teores de substâncias húmicas (ácidos fúlvicos e ácidos húmicos) reduzindo a fixação do fósforo e aumentando a disponibilidade do fósforo ao cafeeiro. Dentro deste contexto, após anos de pesquisas, a Bio Soja disponibilizou aos cafeicultores, o Fertium® Phós que preenche as características de um fertilizante fosfatado adequado à cultura do cafeeiro. Na quarta parte, os profissionais da Bio Soja salientaram os benefícios dos fertilizantes da linha NHT® no fornecimento dos nutrientes nas pulverizações foliares à cultura do cafeeiro. Os nutrientes do NHT® são nanopartículas tornando a nutrição foliar muito mais eficiente.

FOTO: Alcino Pimenta

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Bio Soja e Fera Agrícola realizam três PALESTRAS NO ESPÍRITO SANTO

Palestra em São Jorge de Tiradentes, distrito de Rio Bananal (ES).

Na quinta e última parte da palestra, os palestrantes chamaram a atenção para a necessidade de mudanças na mentalidade dos cafeicultores quando da adubação em sistemas fertirrigados. Os fertilizantes utilizados na fertirrigação do café não são necessariamente os mesmos utilizados nas adubações convencionais. A utilização de fertilizantes nitrogenados, tais como, a uréia e o sulfato de amônio acidificam o bulbo de irrigação. O cafeicultor deve avaliar a intervalos periódicos, o pH e a saturação de bases do bulbo de irrigação evitando que fique muito ácido. Em sistemas de cultivo com a utilização de fertilizantes nitrogenados acidificantes em fertirrigação é necessário a correção do pH do bulbo utilizando calcário em área total e o NHT® Cálcio Max e o NHT® Magnésio via fertirrigação. A utilização dos fertilizantes potássicos principalmente o cloreto de potássio tende a salinizar o bulbo de irrigação. As fontes de potássio mais adequadas à fertirrigação são o sulfato de potássio e o nitrato de potássio que possuem menores índices salinos. Segundo os profissionais da Bio Soja, não é aconselhável aplicar todo o potássio na fertirrigação. Em sistemas fertirrigados, a maior parte do fósforo deve ser aplicado na projeção da copa do cafeeiro utilizando o Fertium® Phós. Uma menor fração do fósforo pode ser fornecida na fertirrigação utilizando o MAP purificado. A irrigação aumenta a eficiência das adubações fosfatadas aumentando o teor de umidade na faixa com maior porcentagem de raízes do cafeeiro. A


Nematóides causam prejuízos A CAFEICULTORES DO ESPÍRITO SANTO

N

o Espírito Santo, a incidência da doença está preocupando os produtores do grão que, nos últimos anos, observam diversos fatores contribuindo para o aumento no índice de lavouras infestadas pela praga, como a adoção da monocultura e o restrito uso de matéria orgânica. As plantas afetadas pela praga apresentam sintomas diversos, dependendo da espécie do nematoide, da densidade populacional e das condições ambientais. “Um ponto importante a se considerar é que os sintomas da parte aérea nem sempre são específicos do ataque de nematoides, podendo ser inclusive devido a causas abióticas, como desequilíbrio nutricional, compactação do solo e outros problemas físicos”, alerta o pesquisador do Instituto Capixaba de Pesquisa Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Inorbert de Melo Lima. De acordo com Inobert, o produtor pode observar dois tipos de sintomas, no sistema radicular e na parte aérea. “No primeiro caso, a estrutura interna da raiz é sempre modificada no local de alimentação do parasito. Uma das primei-

CAFÉ

ras respostas das plantas hospedeiras aos nematoides deste gênero é a formação de galhas em suas raízes, porém, nem todas as espécies desenvolvem galhas no cafeeiro”, diz. Já nos sintomas da parte aérea, de acordo com o pesquisador, em campo observa-se que as plantas atacadas se tornaram fracas e apresentaram murcha nas horas mais quentes do dia. “Com o tempo, consecutivas safras, observa-se declínio das plantas, queda prematura das folhas e da produção além de sintomas de deficiências minerais”, afirma Inorbet. O Combate a Praga - O controle do nematóide no cafezal pode ser feito com aplicação de produtos específicos para este problema agrícola. Uma das ferramentas é o nematicida Rugby 200 CS, da FMC, com distribuição no Espírito Santo pela Defagro, que apresenta como diferenciais a formulação líquida e micro-encapsulada, longo residual e ação por contato e ingestão. “Este produto é diferenciado e proporciona benefícios ao produtor como a liberação gradual e prolongada ação residual, rápido início de controle e ação sobre todas as fases dos nematoides”, destaca o gerente da Defagro, Olivério Neves Poltronieri. (Fonte: Rurale) A

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CAFÉ

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Manejo do Cafeeiro (parte 5) - MANEJO NUTRICIONAL DO PLANTIO DO CAFEEIRO

N

Renato Passos Brandão 1

esta edição será abordada o manejo nutricional para o plantio de uma lavoura de café visando altas produtividades ao longo de sucessivas safras. O plantio das mudas do cafeeiro é uma das etapas mais importantes para a obtenção de uma lavoura produtiva, saudável e com longevidade. Qualquer descuido ou equívoco nesta fase terá reflexos negativos no desenvolvimento, na longevidade da lavoura e na produtividade do cafeeiro. Conforme comentado em edições anteriores, um café produtivo é aquele que possui um sistema radicular bem desenvolvido explorando o maior volume possível de solo principalmente nas camadas mais profundas e uma área foliar exuberante e sadia. Portanto, uma lavoura com alto potencial produtivo tem o seu início nos manejos realizados antes, durante e nos primeiros meses após o plantio do cafeeiro.

1. Importância da calagem e na adubação na implantação do cafeeiro Atualmente, a maioria das lavouras de café está sendo implantada em solos de baixa fertilidade natural ou em solos degradados ao longo de cultivos sucessivos. A produtividade do cafeeiro no Brasil ainda é muito baixa. Na safra 2010/11, a produtividade do cafeeiro foi de aproximadamente 21 sc. beneficiadas/ha, bem abaixo do potencial da cultura (MAPA/CONAB). Entretanto, em lavouras irrigadas e nutricionalmente equilibradas, as produtividades situam-se na faixa de 60 a 80 sc. beneficiadas/ha (médias de 4 safras). Em determinados talhões irrigados atinge-se produtividades na faixa de 100 a 120 sc. beneficiadas/ha. De forma similar as lavouras irrigadas, é possível obter também altas produtividades em cultivos de sequeiro desde que seja realizado um manejo nutricional compatível com as necessidades do cafeeiro. 2. Plantio das mudas do cafeeiro Em sistemas de sequeiro, o plantio das mudas do cafeeiro deve ser realizado no início da estação das chuvas, o que geralmente ocorre a partir de outubro e novembro no Centro-Sul do Brasil (Figura 1). Realizar o plantio com o solo úmido e preferencialmente em dias nublados. Cerca de 30 dias após o plantio, recomenda-se percorrer a área avaliando a porcentagem de mudas mortas, fracas ou defeituosas para a realização do replantio. Normalmente, a mortandade das mudas é da ordem de 5 a 10% do total das mudas plantadas. A escolha das mudas é de suma importância. Uma muda de boa qualidade pode reduzir a porcentagem do replantio uniformizando o desenvolvimento da lavoura. 1 - Engenheiro Agrônomo, Mestre em Solos e Nutrição de Plantas e Gestor Agronômico do Grupo Bio Soja. E-mail: renatobrandao@biosoja.com.br

Figura 1. Plantio do cafeeiro.

3. Análise química de solo Conforme comentado no artigo publicado na edição de junho deste ano, a análise de solo é a primeira etapa para o plantio do cafeeiro. Através da avaliação da fertilidade do solo é possível determinar os teores dos nutrientes e dos ele-mentos químicos indesejáveis, por exemplo, o alumínio, que prejudica o desenvolvimento do sistema radicular do cafe-eiro. Além disso, com as informações da análise química do solo é possível realizar as recomendações dos corretivos de solo (calcário e gesso agrícola) e dos fertilizantes de solo e foliares. A grande maioria dos cafeicultores realizam periodicamente a análise de solo. Entretanto, ainda é uma técnica muito pouco valorizada pelos cafeicultores. Em muitas situações, o plantio do café é realizado em solos ácidos sem a devida correção da sua acidez e com subdosagem de fósforo e demais nutrientes. Além disso, é importante mencionar que muitos talhões em produção possuem acidez elevada reduzindo a eficiência agronômica dos fertilizantes de solo e comprometendo a produtividade do cafeeiro. Para o plantio do cafeeiro é recomendável a análise de solo nas camadas de 0 a 20, 20 a 40 e de 40 a 60 cm. As análises da fertilidade do solo nas camadas mais profundas tem por objetivo a detecção de impedimentos químicos ao desenvolvimento do sistema radicular do cafeeiro em profundidade e a sua devida correção com gesso agrícola. Neste momento, não podemos de forma nenhuma esquecermos da Lei do Mínimo (Figura 2). Cada tábua da barrica representa um dos elementos químicos (nutrientes) necessários ao cafeeiro. O enchimento da barrica com água ou grãos de café será limitado pela tábua da barrica com menor tamanho (fator limitante). Por exemplo, se o teor de potássio num determinado solo estiver alto e o teor de magnésio estiver baixo, a


CAFÉ o da saturação da bases. A equação para o cálculo da calagem em cafeeiro está especificada abaixo. NC = (V2 – V1) x CTC x p PRNT x 1000 onde: NC = necessidade de calagem, t/ha V2 = saturação de bases desejada, 60 a 70% V1 = saturação de bases atual, % CTC = capacidade de troca catiônica, mmolc/dm3 PRNT = poder relativo de neutralização total do calcário p = profundidade de incorporação do solo (0,5 para incorporação do calcário a 10 cm; 1,0 para incorporação a 20 cm e 2,0 para incorporação a 40 cm).

“A produtividade do cafeeiro é limitada pelo nutriente que estiver em menor disponibilidade nos solos mesmo que os demais estejam em teores adequados”. Figura 2. Representação da Lei do Mínimo.

aplicação do potássio não aumentará a produtividade das culturas e em muitas situações, pode até induzir a deficiência de magnésio (inibição competitiva) reduzindo a produtividade do cafeeiro (Tabela 1). A relação Mg:K no solo mais adequada ao cafeeiro situa-se entre 4 e 6, ou seja, 4 a 6 partes de Mg para 1 parte de K. Tabela 1: Efeito das adubações com potássio e da relação Mg/K na produtividade do cafeeiro. K NO SOLO (cmolc/dm3 )

Mg NO SOLO (cmolc/dm3 )

RELAÇÃO Mg:K

PRODUTIVIDADE DO CAFÉ (sc beneficiadas/ha)

0,10

0,60

6,0

65,6

0,32

0,60

1,9

50,8

0,54

0,70

1,3

51,9

Fonte: Matiello et. al. (2008).

4. Manejo da nutrição para o plantio do cafeeiro solo

4.1. Correção da acidez superficial e subsuperficial do

Inicialmente, através da análise química do solo, verificar a necessidade da correção da acidez superficial do solo através da calagem e das camadas subsuperficiais com o gesso agrícola. 4.1.1. Calagem O método mais utilizado para a calagem em cafeeiro é

Se a CTC do solo estiver em cmolc/dm3, utilizar a equação acima, substituindo o denominador 1000 por 100. Se houver necessidade, realizar a calagem com calcário elevando a saturação de bases entre 60 e 70%. Em solos derivados de rochas basálticas (Terra Roxa Estruturada, Latossolo Roxo e Latossolo Vermelho-Escuro), elevar a saturação de bases a 70%. Nos demais solos, notadamente naqueles sob vegetação de cerrado, elevar a saturação de bases a 60%. Em solos com baixo teor de magnésio (Mg < 10 mmolc/ dm3 ou Mg/CTC < 15%) utilizar preferencialmente o calcário dolomítico. A saturação de magnésio no solo mais adequado ao cafeeiro é de 15 a 20%. Em solos sob cerrado, a saturação de magnésio adequada é de 12 a 15%.

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OUT 2012


CAFÉ saturação de alumínio (m > 30%) e/ou alto teor de alumínio trocável (Al > 5 mmolc/dm3 ou 0,5 cmolc/dm3) e/ou baixos teores de cálcio (Ca < 5 mmolc/dm3 ou 0,5 cmolc/dm3). O gesso agrícola deve ser aplicado após o transplante das mudas na dosagem de 300 a 500 g/metro linear (Figura 4). Em cafeeiros com espaçamento de 3,5 m entre ruas, a dosagem do gesso agrícola varia de 850 a 1.400 kg/ha.

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Figura 3. Aplicação do calcário em área total antes do plantio do cafeeiro.

A calagem deve ser realizada com antecedência mínima de 3 meses antes do plantio do cafeeiro, aplicando o calcário em área total e incorporando-o na maior profundidade possível através da aração e da gradagem (Figura 3). A profundidade mínima para a incorporação do calcário antes do plantio do cafeeiro é de 20 cm. Em solos declivosos, o calcário pode ser aplicado na superfície do solo e em faixas para minimizar o seu revolvimento e o processo erosivo. Posteriormente, com o desenvolvimento do cafeeiro, o calcário deverá ser aplicado no restante do solo. 4.1.2. Gessagem O calcário possui baixa mobilidade no solo e a sua ação fica limitada nas camadas superficiais do solo. Portanto, a calagem não corrige a acidez, os baixos teores de cálcio e a alta saturação de alumínio nas camadas subsuperficiais do solo. Dentro deste contexto, o gesso agrícola deve ser utilizado para a correção das camadas subsuperficiais com alta

4.2. Adubações no sulco de plantio No sulco de plantio do cafeeiro devem ser fornecidos o fósforo, cálcio, magnésio e substâncias húmicas (ácidos fúlvicos e ácidos húmicos). Em solos com baixo teor de zinco, manganês e cobre, fornece-los também no sulco de plantio. Evitar a aplicação do potássio no sulco de plantio. O cloreto de potássio, principal fonte de K, possui alto índice salino (IS = 116) e pode prejudicar o desenvolvimento inicial do sistema radicular do cafeeiro (salinização do sulco de plantio). Aplicá-lo com o nitrogênio nas adubações de cobertura em pós-plantio. Evitar também a aplicação do boro no sulco de plantio. O limite entre a deficiência e a toxidez deste nutriente é muito estreito e qualquer descuido operacional na aplicação do boro no sulco de plantio pode concentrá-lo em determinados pontos causando fitotoxidez nas mudas. Em muitos casos, pode ocorrer a morte das mudas do cafeeiro. 4.2.1. Adubação com cálcio e magnésio O cálcio e o magnésio são fornecidos pelo calcário aplicado em área total. Entretanto, é necessário o fornecimento destes nutrientes no sulco de plantio para estimular o desenvolvimento inicial do sistema radicular do cafeeiro. Aplicar de 3 a 5 L do NHT® Cálcio Max e 1 L do NHT® Magnésio por metro linear de sulco de plantio. 4.2.2. Adubação fosfatada O fósforo é um dos nutrientes mais deficientes nos solos cultivados com o cafeeiro limitando o desenvolvimento das mudas do cafeeiro. O fósforo desempenha uma série de funções no cafeeiro, dentre os quais, a formação do sistema radicular e o armazenamento da energia produzida na fotossíntese na forma de ATP. A época mais adequada para o fornecimento de fósforo ao cafeeiro é no plantio das mudas. 1ª etapa: Dosagem do fósforo

Figura 4. Aplicação do gesso agrícola logo após o pegamento das mudas do cafeeiro. Fonte: Guaggio (2011).

Qual deve ser a dosagem do fósforo no plantio do cafeeiro? Para responder a esta pergunta, é necessário conhecer o teor do fósforo no solo aonde será realizado o plantio do cafeeiro. De maneira geral, a dosagem do fósforo no plantio do cafeeiro varia de 30 a 80 g de P2O5 por metro linear de sulco. A maior dosagem deve ser aplicada em solos com baixo teor de fósforo e a menor para solos com alto teor do nutriente. Atualmente, são utilizados dois extratores para avaliação da disponibilidade do P no solos, resina e Mehlich-1. A resina é utilizada pelos laboratórios de análise de solo


CAFÉ altos teores de substâncias húmicas (ácidos fúlvicos e ácidos húmicos). A Bio Soja desenvolveu o Fertium® Phós com o objetivo de melhorar a nutrição fosfatada na cultura do cafeeiro. O Fertium® Phós é um fertilizante organomineral farelado com altos teores de substâncias húmicas e enriquecido com fósforo proveniente de uma fonte solúvel em água, o fosfato monoamônico (MAP).

Fertium® Phós a 0,5%

Superfosfato Simples a 0,5% + esterco de curral a 25%

Figura 5. Efeito do Fertium® Phós na formação do sistema radicular do cafeeiro.

do estado de São Paulo e os vinculados ao controle de qualidade do Instituto Agronômico de Campinas (IAC). O extrator Mehlich-1 é utilizado nos demais estados brasileiros e nos laboratórios com selo de qualidade da Embrapa. 2ª etapa: Escolha do fertilizante fosfatado mais adequado no plantio do cafeeiro Conforme comentado na edição de julho deste ano, os solos brasileiros possuem alta capacidade de fixação de fósforo reduzindo a disponibilidade deste nutriente ao cafeeiro. Uma das formas para a minimização da fixação do fósforo é a utilização de fertilizantes organominerais fosfatados com

Quais os benefícios do Fertium® Phós ao cafeeiro? • Maior disponibilidade de fósforo ao cafeeiro. As substâncias húmicas do Fertium® Phós reduzem a fixação do fósforo nos solos; • Maior absorção de água e nutrientes do solo As substâncias húmicas do Fertium® Phós estimulam o maior desenvolvimento do sistema radicular do cafeeiro (Figura 5) proporcionando maior tolerância das mudas do cafeeiro às condições climáticas adversas, tais como, estresses hídricos e variações bruscas na temperatura. • Maior desenvolvimento vegetativo do cafeeiro. A maior disponibilidade de água e nutrientes promove maior desenvolvimento vegetativo do cafeeiro (Figura 6). Consequentemente, as mudas do cafeeiro recém-transplantadas terão uma maior atividade fotossintética com maior produção de carboidratos e com reflexos positivos no seu desenvolvimento vegetativo e radicular. • Menor estresse das mudas do cafeeiro após o transplante. As recomendações de uso do Fertium® Phós no plantio do cafeeiro estão especificadas nas Tabelas 2 e 3. Eventualmente, se o teor de fósforo do solo for desconhecido, realizar um levantamento do histórico da área. Em solos anteriormente cultivados com culturas anuais ou

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CAFÉ

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Superfosfato simples = 400 g/metro linear (72 g de P2O5 / metro linear)

Fertium® Phós = 400 g/metro linear (60 g de P2O5 / metro linear)

Figura 6. Efeito do Fertium® Phós no desenvolvimento vegetativo do cafeeiro pós-plantio. Café com 140 dias após o transplante (avaliação de campo: 15 de abril de 2012)

cafeeiro e previamente adubados com fósforo, aplicar o Fertium® Phós na dosagem de 250 a 300 g/metro linear. Em solos cultivados anteriormente com pastagens, utilizar a maior dosagem do Fertium® Phós (400 a 500 g/metro linear). 3ª etapa: Época e modo de aplicação do Fertium® Phós O Fertium® Phós deve ser aplicado no sulco de plantio e misturados com a terra de enchimento. Evitar o contato do Fertium® Phós com as raízes das mudas do cafeeiro. 4.2.3. Adubação com zinco, cobre e manganês Em solos com baixo e médio teor destes micronutri-

entes (Tabela 4), realizar o fornecimento destes micronutrientes no sulco de plantio conforme a dosagem abaixo. As menores e maiores dosagens são para solos com baixo e médio teor dos micronutrientes, respectivamente. • Zinco = 1 e 2 g/metro linear • Cobre = 0,3 a 0,5 g/metro linear • Manganês = 2 e 3 g/metro linear Evitar a aplicação de zinco em solos com alto teor deste nutriente (Tabela 4). Pode ocorrer fitotoxicidade nas mudas do cafeeiro. Normalmente, os solos cultivados anteriormente com cafeeiro possuem altos teores de zinco.

Tabela 2: Recomendação do Fertium® Phós baseado no teor

de P nos solos, extraído pela resina. TEOR DE P NO SOLO (mg/dm3)

DOSE DE FERTIUM PHÓS (g/metro linear)

<6

450

6 a 12

350

> 13

250

4.3. Adubações no solo em pós-plantio em cobertura (6 a 8 meses) Após o pegamento das mudas do cafeeiro que ocorre por volta do 15º ao 20º dia após o plantio, iniciar as adubações em cobertura fornecendo o nitrogênio, potássio e boro. 4.3.1. Adubações nitrogenadas e potássicas O nitrogênio e o potássio devem ser fornecidos

Fonte: Adaptado de Raij (1997).

Tabela 3: Recomendação do Fertium® Phós baseado

no teor de P nos solos, extraído pelo Mehlich-1. TEOR DE ARGILA (%) <15

CLASSIFICAÇÃO DO TEOR DE P DO SOLO BAIXO MÉDIO BOM MUITO BAIXO - - - - - - - - - - - - - - - mg/dm3 - - - - - - - - - - - - - - - 60,1 a 90 <30 30,1 a 60 >90

Tabela 4: Interpretação dos teores de micronutrientes em solos culti-

vados com cafeeiro.

EXTRATORES MICRO NUTRIENTE

MEHLICH-1 BAIXO MÉDIO

DTPA ALTO

BAIXO

MÉDIO

ALTO

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - mg/dm3 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

15 a 35

<20

20,1 a 36

36,1 a 60

>60

Boro

<0,5

0,5 a 1,0

>1,0

<0,6

0,6 a 1,2

>1,2

36 a 60

<12

12,1 a 24

24,1 a 36

>36

Cobre

<0,5

0,5 a 1,5

>1,5

<2,0

2a5

>5,0

>60

<8

8,1 a 16

16,1 a 24

>24

Ferro

<10

10 a 20

>20

-

-

-

Manganês

<10

10 a 50

>50

<3

3a6

>6,0

Zinco

<2

2a4

>4

<2

2a5

>5,0

DOSE DE FERTIUM® PHÓS (gramas/metro linear) 500

450

Fonte: Adaptado de Guimarães et. al. (1999).

350

250

Fonte: Adaptado de Quaggio et. al. (2011) e Ribeiro et. al. (1999).


CAFÉ após o pegamento das mudas, a cada 30 dias e ao longo da estação das chuvas. Normalmente, nos plantios realizados em novembro são realizadas de 3 a 4 adubações de coberturas e nos plantios realizados em janeiro, será possível apenas 2 a 3 coberturas. Nos cafeeiros irrigados em regiões mais quentes, a adubação de cobertura deve ser prolongada até o início da estação das chuvas que normalmente ocorre a partir de outubro. A partir deste momento, tem início as adubações de solo do 1º ano de pós=plantio. A dosagem de nitrogênio e potássio por parcelamento nas adubações de pós-plantio em cobertura está especificada abaixo. Na recomendação do potássio, levar em consideração o teor do nutriente no solo. Solos com baixo teor de potássio (K < 120 mg/dm3 ou <0,30 mmolc/dm3) • Aplicar 20 g/cova do 20-00-20 com nitrato de amônio. Solos com teor adequado de potássio (K ≥ 120 mg/dm3 ou ≥ 0,30 mmolc/dm3) • Aplicar 16 g/ cova do 25-00-15 com nitrato de amônio Em regiões de inverno quente e sob irrigação, a partir do 3º parcelamento aumentar a dose do 20-00-20 para 25 g/ cova e do 25-00-15 para 20 g/cova. Em lavouras aonde não foi utilizado o gesso agrícola, realizar a primeira adubação de pós-plantio com o sulfato de amônio na dosagem de 20 g/cova para o fornecimento do enxofre. Atualmente, no mercado brasileiro, há uma série de fertilizantes nitrogenados e potássicos de liberação gradativa. A grande vantagem destes produtos é a economia de mão-de-obra e a redução nas perdas dos nutrientes por lixiviação principalmente em solos com baixa CTC (solos mais arenosos). Entretanto, o custo dos nutrientes dos fertilizantes de liberação gradativa é superior as fontes tradicionais. É importante que o cafeicultor e o responsável agronômico avaliem a viabilidade econômica da sua utilização. 4.3.2. Adubação com boro Cerca de 45 a 60 dias após o transplante das mudas, aplicar 10 kg/ha do Gran Boro 10. Em solos com baixo teor de boro e magnésio, aplicar o Gran Boro Mag na dosagem de 50 kg/ha. O boro deve ser aplicado em faixas próximo ao sulco de plantio do cafeeiro. 4.4. Adubações foliares Realizar de 3 a 4 adubações foliares na estação das chuvas iniciando as pulverizações cerca de 30 dias após o pegamento das mudas e as demais com intervalo de 30 a 45 dias (Tabela 5). 5. Considerações finais O sucesso da lavoura de café é influenciado pelo manejo nutricional realizado na sua implantação. É neste momento que é definido o potencial produtivo e a longevidade do cafeeiro. Qualquer erro

Tabela 5: Adubações foliares realizadas até o 6º ou 8º mês após o plantio do cafeeiro. PRODUTOS Bioamino Extra®

DOSE PARA 100 LITROS DE ÁGUA 250 mL

Techsal MAP purificado

500 g

NHT® Zinco

50 mL

NHT® P-Boro-P

150 mL

Fertilis Mol

50 mL

Naft®

30 mL

®

Fonte: Adaptado de Raij (1997).

nesta etapa terá graves consequências a médio e longo prazo. Infelizmente, ainda é muito comum, o plantio das mudas do cafeeiro em solos ácidos e com a dosagem do fósforo e demais nutrientes abaixo das necessidades do cafeeiro. Conforme comentado anteriormente, as mudas do café em solos com baixo teor de fósforo, cálcio, magnésio e boro terão sistema radicular pouco desenvolvido proporcionando uma série de problemas a médio a longo prazo. A análise de solo é a primeira etapa para uma nutrição balanceada e equilibrada no cafeeiro. Se houver necessidade, realizar a calagem utilizando preferencialmente o calcário dolomítico para o fornecimento de cálcio e magnésio ao cafeeiro. A gessagem e as adubações de plantio e de cobertura em pós-plantio devem ser realizadas dentro dos critérios técnicos levando-se em consideração a análise de solo e o desenvolvimento do cafeeiro. Al��m das adubações de solo, realizar também adubações foliares para o fornecimento de nutrientes e de carbono orgânico ao cafeeiro. Maiores informações sobre os produtos Bio Soja para o plantio do cafeeiro, entrar em contato com a Bio Soja via representante comercial (verificar o telefone de contato – www.biosoja.com.br) ou via e-mail - biosoja@biosoja.com. br. A

29

OUT 2012


CRÉDITO RURAL

30 OUT 2012

FINAME PSI é prorrogado até o final de 2012 E COM TAXAS DE JUROS BEM MENORES

O

s agricultores de todo o país interessados em renovar a frota de máquinas e implementos agrícolas, bem como de caminhões, em sua propriedade devem aproveitar o novo prazo para o Programa de Sustentação do Investimento (PSI 4) O governo prorrogou de 31/08/2012 para 31/12/2012 a validade das condições especiais para compra de bens de capital, ônibus e caminhões, máquinas e equipamentos, no âmbito do PSI 4. Também foram criadas duas novas linhas de crédito. O PSI, criado em 2009, é uma linha do BNDES destinada a financiar a aquisição de bens de capital, investimento e tecnologia, com uma autorização de crédito de R$ 277 bilhões, dos quais R$ 149 bilhões foram desembolsados até o momento. Além da prorrogação, o Ministro da Fazenda Guido Mantega anunciou novas condições dos financiamentos do PSI 4. Foram reduzidas as taxas de juros para compra de caminhões e máquinas e equipamentos (FINAME) de 5,5% a.a. para 2,5% a.a. Essas duas linhas são de 120 meses com um ano de prazo de carência. Ele informou que a mesma redução das taxas será aplicada para o Procaminhoeiro (5,5% a.a. para 2,5% a.a.). “Levando em consideração uma taxa inflação de 4,5% a.a. temos juros real negativo o que estimula a aquisição de máquinas e equipamentos entre os meses de setembro a dezembro”, observou. Ainda dentro do PSI 4, o governo criou duas novas

linhas de financiamento. A primeira vai financiar a compra de bens de capital usados (máquinas-ferramentas; caminhões-tratores, carretas, cavalos-mecânicos; e aeronaves), corrigida pela TJLP + 1% mais taxa de risco da empresa que tomar o crédito. A outra nova linha (BNDES Refin e Transportes) é voltada para o refinanciamento de bens de capitais (empresas dos setores de fabricação de máquinas e equipamentos, incluindo ônibus e caminhões, e de transporte rodoviário de carga). As condições do financiamento estão dentro das políticas operacionais do BNDES. O ministro disse ainda que governo está acelerando de 48 meses para 12 meses a depreciação de caminhões e vagões. “Isso implica em contabilizar um gasto maior para a empresa em 2012. A empresa lança a aquisição de bens de capital como ativo de depreciação, reduzindo o lucro e o imposto de renda”, explicou. Prever Engenheiros Associados - Os produtores rurais de Franca (SP) e região interessados em aproveitar o novo prazo e adquirir máquinas, implementos e caminhões podem contar com a Prever Engenheiros Associados. A empresa está sediada em Franca (SP), é credenciada no Banco do Brasil como Assistente Técnico a Nível de Imóvel (ATNI) e gerenciada pelos Engº Agrônomos Fernando Pavão e Milton Eugênio Jorge Monteiro, profissionais aptos na elaboração de projetos técnicos necessários para a aquisição destes bens. A


MERCADO CAFÉ - MÉDIA MENSAL DOS PREÇOS RECEBIDOS PELOS PRODUTORES 1 MÊS

ARÁBICA

ARÁBICA

ARÁBICA

CONILLON

CONILLON

Tipo 6 BC-Duro (Base Cepea-Esalq)

Tipo C Int. 600 (Base Varginha-MG)

Tipo C Int. 500 (Base Vitória-ES)

Tipo 6 - Pen. 13) (Base Cepea-Esalq)

Tipo 7 BC (Base Vitória-ES)

2012

2010

2012

2010

2012

2010

2012

2010

JAN

280,75 433,34

485,04

233,75 261,43

390,00

189,50 241,43

350,00

173,51 206,21

296,51

185,00 195,71

300,00

FEV

278,68 495,98

441,31

227,78 281,00

378,95

191,39 251,00

346,84

168,47 214,32

270,64

172,78 214,50

284,21

MAR

279,70 524,27

387,49

221,52 320,00

346,82

186,52 260,00

322,27

173,67 215,81

255,29

166,52 230,00

272,27

2010

2011

2011

2011

2011

2011

2012

ABR

282,18 524,41

379,53

225,50 325,00

340,00

190,00 268,95

320,00

158,23 220,82

248,66

174,00 233,42

254,50

MAI

289,46 530,76

382,65

231,90 326,59

336,36

190,00 290,00

316,36

160,51 231,69

253,75

174,05 225,00

252,73

JUN

305,13 515,01

360,31

241,43 336,43

340,00

210,95 288,57

320,00

167,57 226,82

252,44

182,38 232,62

260,00

JUL

302,36 457,81

408,06

246,82 340,95

360,00

225,91 283,81

335,00

171,50 218,48

275,20

197,95 223,57

275,00

AGO

313,93 470,62

378,48

234,09 346,09

355,00

219,09 295,00

330,00

171,45 222,01

276,83

195,45 229,13

280,00

SET

328,23 511,57

385,92

234,76 360,00

357,73

223,10 308,33

332,52

170,03 233,00

287,52

193,33 235,00

282,15

OUT

327,15 490,45

235,00 363,50

355,00

222,25 314,50

330,00

173,81 244,15

192,25 235,25

280,00

NOV

355,51 493,83

243,80 384,00

224,70 328,50

187,14 269,29

191,20 258,50

DEZ

387,01 491,35

249,51 390,00

229,71 349,05

192,83 297,26

192,00 299,52

FONTE: Indicador CEPEA/Esalq/BM&F e Boletim do Café - Centro do Comércio de Café do Rio de Janeiro.

-

1 - Em R$/saca de 60kg, posto, com Funrural e sem ICMS.

LEITE - LITROS NECESSÁRIOS PARA COMPRAR INSUMOS E SERVIÇOS NA PECUÁRIA 1 Ago/2012 Jul/2012 Jun/2012 Mai/2012 Abr/2012 R$ 0,87 R$ 0,86 2 R$ 0,87 R$ 0,89 R$ 0,88 3.916 3.166 3.601 3.621 3.941

INSUMO / SERVIÇO Vaca em Lactação (+12 litros)

Mar/2012 R$ 0,86 3.385

Fev/2012 R$ 0,84 3.200

Jan/2012 R$ 0,82 3.710

Dez/2011 R$ 0,84 3.333

Nov/2011 R$ 0,86 3.554

Diarista

48

47

47

44

46,6

40

43

55

51

51

Ração para Vaca em Lactação (sc 50kg)

50

47

40

38,4

37,7

34,1

34,8

42

41

40

Farelo de Algodão (sc 50kg)

62

58

47

44

41

36,1

36,1

47

44

44

Sal Comum (sc 25 kg)

11

13

13

12,8

13,1

11,8

11,9

15

14

14

Neguvon

29

30

27

28,6

29,4

28,6

29,1

31

30

28

Tintura de Iodo a 10% (Litro)

34

30

26

26,5

27

25,1

26,3

30

29

30

Remédio para Mastite (Mastilac)

5,2

5,1

5,0

4,9

4,9

4,3

4,2

4,8

4,7

4,9

Vacina Aftosa (dose)

1,2

1,4

1,3

1,4

1,5

1,3

1,3

1,6

1,6

1,6

Uréia Pecuária

66

70

63

62

57

52,4

55,2

68

70

64

Sulfato de Amônia (sc 50kg)

62

62

58

56

52

45,3

46,9

59

56

56

Detergente alcalino (limpeza ordenha)

32

34

30

32

34

29,3

24,8

37

37

35

Óleo Diesel (Litro)

2,4

2,4

2,3

2,3

2,3

2,1

2,1

2,5

2,4

2,3

1 - Poder de compra do leite. 2 - Preço Médio pago ao Produtor. Fonte: Panorama do Leite - Embrapa CNPGL

CANA DE AÇÚCAR VALORES DE ATR e PREÇO TON. CANA MÊS/ANO

Valor ATR mês Cana Campo1 (R$/ton.) R$/kg ATR

Cana Esteira2 (R$/ton.)

Set/2012

0,4583

52,48

58,62

Ago/2012

0,4651

53,04

59,25

Jul/2012

0,4702

53,74

60,03

Jun/2012

0,4943

54,81

61,23

Mai/2012

0,5109

55,31

61,79

Abr/2012

0,4976

54,33

60,69

Mar/2012

0,5057

54,79

61,20

Fev/2012

0,4801

54,62

61,01

Jan/2012

0,5026

54,88

61,30

Dez/2011

0,5268

55,00

61,44

Nov/2011

0,5278

54,77

61,18

Out/2011

0,5162

54,42

60,79

Set/2011

0,4983

54,06

60,39

Fonte: Orplana e UNICA - Elaboração: UDOP (1) Índice Cana Campo = 109,19 Kg ATR - valor sugerido para contratos de parceira quando a cota-parte do proprietário é entregue no campo. (2) Índice Cana Esteira = 121,97 Kg ATR - valor sugerido para contratos de parceira quando a cota-parte do proprietário é entregue na esteira.

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Edição 74 - Revista Agronegócios