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Ano I · nº 07 · outubro/2012 · distribuição gratuita

DO ANDARAÍ PARA O GUINESS Apaixonado por Futebol de Botão concorrerá ao recorde mundial

VAI ENCARAR? Transcarioca: uma trilha que vai da Restinga de Marambaia ao Pão de Açúcar

TEM TIJUCANO NO

GRAMMY


OUTRO DIA VI UMA IMAGEM EM UMA POSTAGEM NO FACEBOOK QUE ME REMETEU AOS TEMAS TRATADOS NESTA EDIÇÃO. DIZIA MAIS OU MENOS ASSIM, CONSELHOS DE UMA ÁRVORE: FIQUE EM PÉ E ORGULHOSO DE SI; LEMBRE-SE DE SUAS RAÍZES; BEBA BASTANTE ÁGUA; VALORIZE SUA BELEZA NATURAL E APRECIE A VISTA. PARECE SIMPLES, E REALMENTE É. MAS POR QUE EU ASSOCIEI A ESTA EDIÇÃO?

CONSELHOS DE UMA ÁRVORE De um modo geral, o que está dito tem muito a ver com a Tijuca e os tijucanos, que são o povo mais orgulhoso de si que já conheci. Que mesmo quando sai daqui, sempre se lembra de voltar e, se não pode voltar, recorda com bastante saudade. Tem a coisa da beleza natural e do apreciar a vista. Tudo bem, tem coisas não tão bonitas, mas isso tem em todo lugar. O bacana é olhar o que é bonito e está aqui do nosso lado: o Sumaré, a vista para Alto, a fl oresta...

16 NOSSA RUA

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Você sabe quem foi o Barão de Mesquita que dá nome a uma das ruas mais longas da Tijuca?

Sim, mas e a edição? Pois bem, a capa dessa edição é resultado de uma das melhores entrevistas que já fiz. Que ser humano com uma energia tão boa, tão positiva e tão emocionante é o compositor Sérgio Roberto de Oliveira. Tijucano desde que nasceu. Cresceu por aqui, aprendeu música, ganhou o mundo, foi lá fora, está concorrendo ao Grammy Latino pela segunda vez consecutiva e continua nosso vizinho. Mora, trabalha e vive por aqui. Raízes, como diz nossa amiga árvore. Seguindo os seus bons conselhos, “fique em pé e orgulhoso de si”, aplaudimos de pé a escritora tijucana Patrícia Barboza, autora da série de livros As Mais, que conseguiu o feito de vender, em menos de um mês, mais de 10 mil cópias. Agora ela está lançando o segundo e repetindo o sucesso. Como é mês das crianças, trazemos uma matéria sobre futebol de botão. Tudo bem, tudo bem, as crianças de hoje em dia não se interessam por esse tipo de brincadeira. Mas é interessante ver homens brincando como meninos, sem deixar de levar a brincadeira a sério. Levam tão a sério, que organizam campeonatos mundiais do esporte — sim, jogo de botão, ou futebol de mesa, é um esporte reconhecido pelo Ministério do Esporte. Da árvore para esta edição, só faltou aproveitar o conselho de beber água. Então, com esse calor todo e o tempo seco... fica a dica! Abraços, MARIA SOCORRO E SILVA REVISTADATIJUCA 4

FUTEBOL DE BOTÃO

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Conheça os times da Tijuca que estão fazendo bonito nesse esporte que tem até campeonato mundial. Ano I · nº 07 · outubro/2012 · distribuição gratuita ta

CAPA Sérgio Roberto de Oliveira é tijucano, compositor clássico e está concorrendo pela 2ª vez ao Grammy Latino.

DO ANDARAÍ PARA O GUINESS Apaixonado por Futebol de Botão concorrerá ao recorde mundial

VAI ENCARAR? Transcarioca: uma trilha que vai da Restinga de Marambaia ao Pão de Açúcar

TEM TIJUCANO NO

GRAMMY


editora

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TRANSCARIOCA

Outubro de 2012

Uma trilha que vai de um lado a outro da cidade promete ser o sonho de qualquer trilheiro disposto a encarar um desafio

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Editora Caderno Amarelo

DESIGN E PROJETO GRÁFICO Lucas Santos http://fiatluks.deviantart.com

FOTOGRAFIA DA CAPA

A Tijuca está no roteiro oficial das feiras orgânicas onde só se comercializa produtos saudáveis. Quer saber onde e quando é?

Divulgação

COLABORADORES Daniel Strauch Guido Gomes Maurício Motta Michele Garcia

22 DIREITO Saiba quais os seus direitos quando o assunto são as compras feitas pela internet. Até onde vai o seu poder de consumidor?

Conheça a tijucana que vendeu mais de dez mil cópias de um livro em apenas um mês.

Maria Socorro e Silva maria.s@revistadatijuca.com.br

PRODUÇÃO

FEIRA ORGÂNICA

CULTURA

EDITORA-CHEFE

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REVISÃO Caderno Amarelo

COMERCIAL (21) 3251 2621 comercial@revistadatijuca.com.br

DISTRIBUIÇÃO Caderno Amarelo

REVISTA ONLINE revistadatijuca.com.br facebook.com/RevistadaTijuca @RevistadaTijuca

FALE COM A GENTE contato@revistadatijuca.com.br (21) 3251 2621 – 2ª a 6ª, das 9 às 18h.

A Revista da Tijuca é uma publicação mensal da Editora Caderno Amarelo. Nossos colaboradores não têm responsabilidade com horário nem vínculo empregatício com a Revista da Tijuca ou a Caderno Amarelo.

REVISTADATIJUCA

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LEITOR EDIÇÃO N° 06 Sirvo-me do presente para agradecer o envio da Revista da Tijuca e parabenizá-la, assim como a sua equipe, pelo excelente trabalho que muito engrandece a este bairro e aos Tijucanos. Solicito que não se esqueçam de mim nos próximos números.

Fale com a gente! • contato@revistadatijuca.com.br

grupo foi criado por Valmir Barbosa e conta com a adesão de vários síndicos da rua e entre eles, eu. Gostei de várias matérias publicadas neste número, entre as quais a sobre a rua Andrade Neves. Quem sabe voces poderiam fazer uma sobre a Carlos de Vasconcelos. A nossa rua tem se mobilizado e se enfeitado na época das Copas, mas é claro que o Alzirão recebe toda a atenção...

Claudia Maria de Carvalho de Macedo Soares (Rua Homem de Melo)

Vastia Mega (R. Carlos Vasconcelos)

Claro que não esqueceremos, Cláuda. Os adjetivos foram repassados à equipe que agradece a atenção. Leitores como você nos fazem tentar ser melhores a cada edição. A Tijuca e os tijucanos merecem!

Vastia, a sugestão está anotada e em breve traremos a Carlos Vasconcelos com a rua da vez. Aproveitamos para parabenizar pela iniciativa de deixar a rua mais bonita com as orquídeas plantadas nas árvores.

Parabenizo os criadores da Revista da Tijuca que acho excelente e muito bem elaborada, com matérias interessantes e importantes, como as orientações para prevenção de sinistros em prédios. É um ótimo meio para mostrar o que temos em nosso bairro que considero maravilhoso para se morar, tendo todos recursos necessários para viver com conforto e comodidade. Todos os moradores precisam conhecer melhor o bairro, acompanhar sua evolução e aprender a preservar e exigir dos governantes sua manutenção.

3ª IDADE: A DOR E A DELÍCIA DE CHEGAR LÁ

TEM TIJUCANO NA PRÓXIMA NOVELA DAS OITO

O PERIGO DOS

INCÊNDIOS

COSME E DAMIÃO

Ilma Ribeiro (Rua Alfredo Pinto) Fazemos nossas as suas palavras, Ilma. Também achamos a Tijuca um bairro maravilhoso e com tudo para ser um lugar ótimo para se morar, viver e ser feliz. Nosso trabalho é focado justamente para isso que você falou, para que o tijucano conheça o lugar em que vive e mantenha aceso esse orgulho de morar aqui, que só quem é tijucano conhece e entende. FLORES NA C. VASCONCELOS Gostei muito da revista, inclusive porque faço parte do grupo de moradores que planta as orquideas. Ou melhor: o

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Adorei a reportagem sobre Cosme e Damião, pois meu filho, de 14 anos, não conhecia historia deles e achava que eles eram lendas! No dia que ele comentou, eu tinha acabado de ler a Revista, aí dei pra ele ler e disse para ele repassar para os amigos, que lhe passaram a informação errada! Cláudia Toledo (Rua Moura Brito)

Eu não sabia que a igreja do Andaraí é a única do Brasil dedicada a Cosme e Damião. Gosto muito deles muito mais pelo folclore dos doces do que mesmo por devoção. Muito boa a matéria. Juliana Souza (Rua Radmaker) A gente também não, descobrimos fazendo matéria.

Para se corresponder com a Revista da Tijuca, envie e-mail para contato@revistadatijuca.com.br ou ligue 21 3251 2621. Os e-mails devem ser enviados com nome e a rua onde mora o autor. Por motivo de espaço, as mensagens podem ser publicadas resumidamente.


REVISTADA REVISTADATIJUCA

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| Mirante

REFORMA DA PRAÇA

ALBERGUE NA TIJUCA Aproveitando o bom momento que a Tijuca está vivendo, mais empreendimentos têm sido trazidos ao bairro. O próximo será um albergue que será inaugurado ainda este ano nas imediações da Praça Saens Peña. O projeto é de trazer para a Tijuca um lugar bacana destinado, principalmente, para turistas, eventos e convenções. Os responsáveis não contaram muitos detalhes, mas, vindo de onde vem, pode-se esperar um empreendimento no nível que a Tijuca merece. Em breve, traremos mais informações.

A Praça Saens Peña está passando por uma reformulação que inclui o plantio de mil mudas de fl ores, abertura de espaços para passagem de pedestres entre os canteiros e a implantação do mais moderno sistema de irrigação em praças públicas da cidade com 165 aspersores que serão ligados até duas vezes ao dia. A previsão é que a reforma seja terminada até o final do mês. O projeto é do paisagista Leonardo Hersen, que contou com o empenho da Associação Comercial para aprovação na Prefeitura.

PALESTRA, OFICINA E TARDE DE AUTÓGRAFOS GUGA X DJOKOVIC No próximo dia 17 de novembro, um dos maiores atletas brasileiros vai participar de um grande evento de exibição no Maracanãzinho. Gustavo Kuerten (Guga) fará um jogo amistoso contra Novak Djokovic, um dos melhores tenistas do mundo e um dos maiores vencedores em todos os tempos na modalidade. A partida será realizada em piso saibro, especialidade de Guga nos tempos de jogador. O evento está sendo organizado pelo sérvio Petkovic, ex-jogador do Flamengo, que virá ao Brasil pela primeira vez. REVISTADATIJUCA 8

O excesso de materialismo com que o homem tem vivido fez com que ele se fragmentasse e perdesse não só o contato consigo mesmo, mas também com a natureza. Mesmo com tantas possibilidades tecnológicas e interrelações, o ser humano não conseguiu preencher o seu vazio existencial e descobrir qual a sua missão neste mundo. A natureza, cada vez mais degradada pelo homem, responde com eventos extremos que podem comprometer todas as formas de vida do planeta. Chegou o momento da re-união do homem com animais, plantas e pedras. Esta é a proposta do livro Jornada da Sombra ao Sol e da palestra e oficina que os autores do livro, Maria Luiza Ferreira e Humberto Möller, farão no dia 27 de outubro, às 15 horas, em uma tarde de autógrafos promovida pela Livraria Eldorado, que fica na R. Conde de Bonfim, n°422 lj C, D e K.


DA TIJUCA À PRAÇA XV No final do mês passado, durante o 2º Fórum Internacional da Mobilidade por Bicicleta — Bici Rio, o Secretário de Transportes, Julio Lopes entregou o projeto para implantação da ciclovia que fará a ligação entre a Praça Saes Peña até a Praça XV, no Centro, à Secretária municipal de Meio Ambiente. Segundo a prefeitura do Rio, o projeto deverá ser executado já em 2013. Com aproximadamente de 8 km de extensão, a ciclovia integrará uma densa área residencial localizada no bairro da Tijuca até a estação das Barcas, interligando cinco estações de metrô e a novas ciclovias no Maracanã, passando pelo bairro do Catumbi, Cruz Vermelha, Avenida Chile, Avenida Almirante Barroso. “Só existem duas estratégias de mobilidade em prol do meio ambiente:o transporte coletivo e as bicicletas. Trens para as grandes distâncias e bicicletas para curtas e médias distâncias, além das integrações no trajeto. Mais passageiros com menos custo, menos tempo, menos energia e menos emissão de carbono”, disse o secretário executivo do Ministério das Cidades, Alexandre Macedo, presente no evento.

REFORÇO NA OBRA DO MARACA A quatro meses da sua inauguração, o Maracanã ganhará reforço para as obras nos próximos dias. A estimativa é que sejam contratados 600 operários. Os novos pedreiros, bombeiros hidráulicos, eletricistas, pintores e ajudantes de eletricistas se juntarão aos 5.200 trabalhadores que dão forma ao palco da final da Copa do Mundo de 2014. Com 66% da modernização concluída, no campo, a demarcação do gramado começou a tomar forma. A terraplanagem e o nivelamento do campo também começaram. A drenagem dos setores leste e sul estão em processo de finalização.

PROJETO MUDA HÁBITOS ALIMENTARES NAS FAVELAS Há quatro anos, o Projeto Hortas Cariocas, que incentiva o cultivo e consumo de produtos orgânicos, faz parte da vida das famílias da Formiga, Borel, Salgueiro e Chácara do Céu. De autoria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a proposta visa a utilização de técnicas orgânicas e aproveitamento da mão-de-obra local, em sistema de mutirão remunerado. Em segundo plano, incentiva a educação agroambiental e os bons hábitos alimentares. São produzidas verduras, frutas e hortaliças. Do total produzido, 50% fica na comunidade para ser distribuído entre escolas e famílias em situação de risco nutricional e o restante é vendido a preços populares, gerando renda adicional, usada para aquisição de pequenos equipamentos a serem utilizados na própria horta. Os organizadores destacam que a venda é aberta a todo mundo. Para se ter uma ideia, na Formiga, o preço do pé de alface orgânico não passa de R$ 1,00.


| Pela Nossa Rua Destaque Tijuca

TRANSCARIOCA: UMA TRILHA DE PONTA A PONTA

TEXTO | FOTOS Daniel Strauch

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que há quase uma década era um sonho de alguns trilheiros visionários começa a tomar forma. O projeto da Trilha Transcarioca, que consiste na delimitação de um corredor ecológico com cerca de 150 Km, ligando a Restinga de Marambaia ao Pão de Açúcar, passando

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pela Floresta da Tijuca já é uma realidade, ao menos uma parte, é. Ainda falta muito, mas a etapa referente ao Parque Nacional da Tijuca (PNT) já está pronta, com um dos maiores e melhores sistemas de conservação, sinalização e manejo de trilhas em parques do Brasil. Esta é uma das principais partes desse percurso e, por tudo que já foi feito, serve de exemplo para outras unidades. Programado para durar entre 17 e 30 dias, o trajeto da Trilha Transcarioca, será composto de um emaranhado de caminhos

que tornará possível ao trilheiro cruzar a cidade de Oeste a Leste. A partida será na Restinga de Marambaia, passando por diversas praias, pelas encostas da Guaratiba, seguindo para o Maciço da Pedra Branca e de lá para os quatro setores do PNT. Depois de visitar importantes locais da Floresta da Tijuca, como o Corcovado, a Pedra da Gávea e a Pedra Bonita, o caminho passará pelo Parque Lage indo até o Horto Florestal e suas várias cachoeiras, depois até o Parque da Catacumba, com sua deslumbrante vista do Pico da Sacopã, para então chegar à base


parques urbanos do mundo, o PNT e o Parque Nacional da Pedra Branca. Para este projeto seguir adiante foi organizado o Mosaico Carioca, um grupo de trabalho entre o Município, o Estado e a União, que irão definir o traçado, a sinalização e o cronograma de instalação da Trilha Transcarioca. O grupo conta ainda com o apoio do Instituto Estadual do Ambiente da Secretaria do Ambiente do Rio de Janeiro (INEA), do ICMBio e da Secretária Municipal de Meio Ambiente.

do Pão de Açúcar, sendo o final da trilha o simbólico local onde foi fundada a Cidade Maravilhosa. Segundo o Diretor de Criação e Manejo de Unidades de Conservação do Instituto Chico Mendes (ICM-Bio) e um dos idealizadores do projeto, Pedro da Cunha e Menezes, “trata-se de um projeto para ligar os parques do Rio de Janeiro, por meio de uma trilha de excursionismo de longo curso. Esta funcionará como um corredor verde que ligará as várias Unidades de Conservação da cidade”, explicou. Exemplos bem sucedidos dessa estratégia já existem em muitos lugares do mundo como nos Estados Unidos (Appa-

lachian Trail, Tahoe Trail, Pacific Crest Trail etc), Austrália (Great North Walk, Bibbulmun Track, Hume and Hovel Track, etc), Coreia (Olle Trail), Oriente Médio (Israel Trail e Lebanon Trail), Europa (GRs da França e Espanha, European Long Distance Paths e National Trails da Grã Bretanha). A ideia tem raízes nos trabalhos do arquiteto e paisagista norte americano Frederick Law Olmsted, que ficou célebre por conceber numerosos parques urbanos, entre eles o Central Park de Nova Iorque e o parque Mont-Royal de Montreal. Tal conceito se apoia ainda na concepção de um “Corredor Verde”, que seria uma passagem que preserva a Mata Atlântica e liga as diversas trilhas já existentes, entre os parques, inclusive, os dois maiores

“Há um esforço das três esferas de poder para fiscalizar, integrar e manter um corredor ecológico entre as cinco unidades de conservação da Transcarioca”, revela o secretário executivo do Mosaico Carioca, Celso Junius Ferreira Santos. “Há quase um ano, implantamos um corredor entre a Lagoa de Marapendi, o Parque de Chico Mendes e a Prainha, na Zona Oeste do Rio. Estamos realizando um trabalho de fiscalização, educação ecológica e infraestrutura ali, para continuarmos expandindo o projeto”, destacou. Além disso, essa seria a primeira trilha urbana de longo curso no Brasil. Há um diferencial referente ao patrimônio cultural e histórico, permeado pela riqueza do meio ambiente e por mirantes com ângulos espetaculares da cidade. “Além de estar em uma das cidades mais bonitas do mundo, a Transcarioca tem o diferencial de abrigar ambientes variados, de praias quase desertas até cachoeiras deslumbrantes, com incríveis vistas da cidade e da floresta, além de mata atlântica preservada e ruínas com alto valor histórico”, afirma Menezes. REVISTADATIJUCA

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SUSTENTABILIDADE MAIS TURISMO Com o estabelecimento desses corredores ecológicos, ou seja, faixas territoriais de acesso entre áreas protegidas e unidades de conservação, é mais fácil a Mata Atlântica se recuperar. Já as espécies de animas localizadas dentro dos perímetros das regiões interligadas poderão migrar e diminuir o característico enfraquecimento genético, que ocorre quando os indivíduos ficam confinados em locais isolados e cercados pelo crescimento urbano. Com isso se evita a restrição de nichos de espécies endêmicas ou em risco de extinção. Desta forma, além de ligar importantes espaços de lazer, seria possível preservar a biodiversidade local e ao mesmo tempo contribuir para a função social das florestas, de forma a permitir a manutenção e a valorização da qualidade estética da paisagem da cidade, que agora é Patrimônio Mundial pela UNESCO. Grande parte desse percurso já existe e é frequentemente visitado. Há trechos de estradas asfaltadas, como as Paineiras e a Boiúna. Com o desenvolvimento do projeto dessa trilha de longo percurso, poderão aparecer outras opções que privilegiem caminhos selvagens, proporcionando uma maior interação com a natureza e o ecoturismo carioca, que ainda é muito incipiente. As vantagens vão além dos ganhos ambientais, passando pelo enriquecimento cultural e patrimonial de todos os cariocas, e, consequentemente um aumento da exploração do turismo, com incentivos pra a criação e o desenvolvimento de infraestrutura de acomodação, transporte e alimentação nas áreas de escape da trilha Transcarioca para a cidade. REVISTADATIJUCA 12

O trajet (Oeste) interliga


No último dia 17 de junho deste ano foi inaugurado no PNT o maior sistema de trilhas sinalizado em parques no Brasil. Esse sistema possui cerca de 32 km de percurso e integra dois circuitos de trilhas circulares, o Castro Maya e o Major Archer (a primeira passando por caminhos no interior do parque e com 12 km, e a segunda externa e com cerca de 20 km de extensão). O interessante neste circuito é o rico valor histórico e cultural do percurso, que passa por estruturas construídas no século XVIII, como a Capela Mayrink e as ruínas do Sítio Midosi. E ainda há a possibilidade de visitar conhecidos cumes, que possuem visuais que enaltecem o potencial turístico da cidade, como o Pico da Tijuca e o Bico do Papagaio. O circuito interno leva dois dias para ser completado. Já o externo, pode ser percorrido em quatro dias. O percurso pela Floresta da Tijuca também é um bom exemplo do manejo e tratamento das trilhas, todas limpas de obstáculos e bem sinalizadas. Formadas em sua maioria por Mata Atlântica secundária, seus caminhos recebem todo o cuidado pelos experientes funcionários do Parque. “O PNT é muito importante para a Transcarioca” enfatiza Celso Junius, “pois além de estar no meio do percurso e ter um rico potencial ecológico e turístico, possui muita experiência em preservação e no manejo de trilhas”. Enquanto o projeto da trilha Transcarioca prossegue, com o Mosaico Carioca interligando as áreas verdes da cidade, os tijucanos podem desfrutar desse “playground” especial e único.

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to parte da Restinga de Marambaia e termina no Pão de Açúcar (Leste), gando várias unidades de conservação.

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| Dica Cultura

QUAL É A

ESCOLA IDEAL? O

final do ano está chegando e, junto com ele, uma preocupação para os pais: como escolher a escola do seu filho? Essa é uma dúvida que chega para todos, principalmente quando se trata do início da vida escolar dos pequenos — a Educação Infantil, primordial para uma aprendizagem efetiva. Os profissionais são categóricos em afirmar que a frequência da criança neste primeiro segmento possibilita o desenvolvimento de habilidades fundamentais para um bom desempenho escolar futuro.

Hoje, mais do que ser um local apenas de cuidado das crianças, as boas escolas de educação infantil seguem à risca o compromisso com os aspectos educativos. Pesquisas recentes mostram que a frequência à creche e à pré-escola causam efeitos positivos na vida da garotada. Muitos pais ficam apreensivos, principalmente quando é a primeira vez dos pequenos. Conversar, perguntar, participar: este é o melhor caminho para escolher a escola de seu filho.

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NOVE CRITÉRIOS FUNDAMENTAIS NA HORA DE FAZER ESTA ESCOLHA Verificar se a escola é legalizada. Ao visitar a escola, solicitar o regimento escolar e a proposta pedagógica. Procurar conhecer a filosofia de ensino da escola e o que isso significa. Escolher as que estão de acordo com os valores da sua família. Prestar atenção no atendimento e na segurança na entrada e na saída do local. Observar o espaço físico e ver se tem estrutura segura e áreas de lazer adequadas à faixa etária Atentar para a qualificação dos profissionais. Analisar os recursos que a escola disponibiliza aos seus alunos. Observar se as crianças já matriculadas: demonstram estar felizes na escola?


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| Nossa NossaRua Rua

RUA

BARÃO DE MESQUITA TEXTO Maria Socorro e Silva | FOTOS Guido Gomes

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Barão de Mesquita mais parece um circuito de corrida, dado o seu traçado incomum e tortuoso. Extensa, começa na São Francisco Xavier (Maracanã) como prolongamento da Santa Sofia, vai até o cruzamento com a Barão de Bom Retiro (Grajaú) e em alguns trechos muda de sentido e vira contramão, provocando, muitas vezes, confusão no trânsito. Foi uma das primeiras ruas da Tijuca e no começo se chamava Estrada do Andarahy Grande, sendo o principal caminho para

os engenhos que formavam a grande Tijuca. Aberta em 1875, foi essencial para o loteamento do Grajaú. Somente em 1917, recebeu o nome atual. Nos anos 1950 era palco de animados passeios de Vespa e por onde passavam as linhas 67 (Praça da Bandeira / Alto da Boa Vista) e 70 (Andarahy / Leopoldo) do bonde da Light. Não se pode esquecer que onde hoje fica o quartel da PM, funcionou o batalhão de polícia do exército, onde, nos tempos da Ditadura militar, se praticava repressão e tortura.

QUEM FOI O BARÃO? O Barão (Conde) de Mesquita, ao contrário do que muitos pensam, não era filho do Conde de Bonfim, mas sim seu afilhado, como ele mesmo explica em seu testamento. É lá também que ele prova seu desapego com os preceitos sociais e afirma ser filho de mãe solteira. Isso, no entanto, não o limitou em suas conquistas. Foi um dos homens mais ricos e justos do seu tempo: fazendeiro, vereador, exportador, filântropo e comerciante renomado. Benemérito, foi


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um dos primeiros a alforriar os escravos e ao morrer deixou uma parte de sua imensa fortuna para eles. Muita gente foi agraciada com o dinheiro do Barão, além de sua própria família. Dezenas e dezenas de páginas do seu testamento traziam nomes de afilhados e protegidos, a quem ele não queria ver desamparados. Por essa razão, seu último pedido, de que queria um enterro sem pompas, não foi atendido. No dia do seu enterro, em 1° de setembro de 1886, o cemitério São Francisco de Paula, no Catumbi, ficou lotado de pessoas para homenageá-lo. REVISTADATIJUCA

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| Pela Nossa Rua CapaTijuca

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SÉRGIO ROBERTO DE OLIVEIRA É

A TIJUCA NO GRAMMY TIJUCANO CONCORRE PELA SEGUNDA VEZ CONSECUTIVA AO PRÊMIO NA CATEGORIA MÚSICA CLÁSSICA. ESTE ANO TENTA O TÍTULO DE MELHOR CD COM O GRUPO PRELÚDIO 21. NO ANO PASSADO ESTEVE NA PREMIAÇÃO AO LADO DE FERAS DA MÚSICA LATINA TEXTO Maria Socorro e Silva | FOTOS Divulgação

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o próximo dia 15 de novembro, a Tijuca e os tijucanos terão um motivo a mais para assistir à transmissão da premiação de entrega do Grammy Latino 2012. Assistir e torcer, pois mais uma vez nosso bairro estará bem representado no meio das feras da música da América Latina, pelo compositor clássico e nosso vizinho, Sérgio Roberto de Oliveira. Desta vez, ele concorre com o grupo Prelúdio 21, ao título de Melhor Álbum de Música Clássica com o disco Quartetos de Cordas.

É a segunda vez que Sérgio participa da cerimônia. Em 2011, ele foi indicado sozinho e concorreu com nomes de peso como Lalo Schifrin e Paquito D’Rivera. “Dessa vez a emoção é maior porque tem um grupo de pessoas comigo, é uma equipe, um coletivo e isso é maravilhoso porque a vida não é sozinho. Ano passado eu estava no topo, no auge, e, esse ano estarei lá de novo comemorando com mais 14 pessoas que fizeram esse trabalho acontecer”, comemora. A indicação não poderia vir em melhor hora: o compositor está completando 16 anos de carreira e lançando um box com quatro CDs, intitulado QUINZE, composto de músicas autorais interpretadas por grandes nomes da música contemporânea.

Diferentemente do que se vê quando o assunto é música clássica, os shows de Sérgio enchem os teatros. Em temporada no auditório do Centro Cultural da Justiça Federal, em todas as sessões, não sobrou cadeira vazia. “Eu gosto de casa cheia, música tem que ser para a plateia”, ensina. Simpático e emotivo, o cantor conversa com sobre a música antes de apresenta-la e ao final do show, comunga com o público, conversa, toma vinho. “A música só faz sentido porque é feita por humanos, para seres humanos. Talvez essa comunicação, esse contato, seja o segredo”, diz modestamente.

segundo lugar e caiu em si. “Foi aí que pensei: é isso que sei fazer e estou perdendo tempo compondo canções populares”. Mas o sucesso não veio assim tão fácil. Por todos os limites que a música clássica ainda sofre no Brasil, ele passou um ano até ter outra música apresentada ao público. Nesse tempo pensou muito e resolveu tomar as rédeas do que optou por fazer como carreira e vida. “O que eu via era que os compositores clássicos recebiam as encomendas de músicas e produziam sob demanda, aí resolvi fazer diferente e criar, ao

Sérgio está v ivendo um ótimo mome nto pro fissional. Talvez o melhor de sua história com a música. “Eu passei minha vida inteira compondo canções que enviava para cantores populares e nunca tive qualquer retorno, nem mesmo um bilhete de recusa”. A mudança veio quando resolveu assumir a veia erudita e se inscreveu-se no concurso Rio-Arte. De cara, levou o REVISTADA REVISTADATIJUCA

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invés de esperar propostas. Foi assim que nasceu o Prelúdio 21”, explica. O grupo é formado por seis integrantes que criam, compõem, promovem concertos e eventos, interagem com outros músicos. A iniciativa tem dado tão certo que o coroamento veio com essa indicação ao Grammy Latino com o CD “Prelúdio 21 — Quarteto de Cordas”. “Eu vou fazer 41 anos, estou na meia idade e sei o que eu quero. Muitos jovens me procuram, dizem que me admiram, pedem conselhos e o que digo é que nada vem de graça, tudo o que estou vivendo hoje é resultado de muito trabalho, muitas noites de sono perdidas, muitas horas dedicadas ao estudo”, ensina. Visivelmente cansado, Sérgio não reclama da vida, ao contrário, lamenta não ter mais horas no dia para dedicar-se mais ao trabalho. “Como ser humano eu trabalho REVISTADATIJUCA 20

Grupo Prelúdio 21 cria, compõe, organiza eventos e concertos e agora concorre ao Grammy Latino como melhor CD clássico. Sérgio Roberto de Oliveira é o produtor da obra que foi gravada no estúdio “A Casa”, de propriedade dele. muito, tenho dormido pouco, mas não reclamo. Tenho paixão pelo que faço e me emociono de ver, que depois de tanta ralação, estou fazendo sucesso com minha música”, diz.

BOX “QUINZE” Os discos que compõem o box “QUINZE” — lançamento da gravadora A CASA, do próprio Sergio, possuem temáticas distintas, cada um se relacionando com elementos da natureza: “Ao Mar” (água), “Luz e Sombra” (fogo), “Espelhos” (ar) e “Oitis” (terra). O CD “Ao Mar”, dedicado às cordas, reúne obras do compositor como sua estréia “Suíte para Cordas”. Traz também homenagens a Heitor Villa-Lobos e Ariano Suassuma; O CD “Espelhos” possui

composições de Sérgio para piano e outros instrumentos; O terceiro CD, “Oitis”, tem como único intérprete o grupo Oitis e traz obras compostas sobre poemas do próprio compositor e de Mário Quintana; O quarto CD, “Luz e Sombra”, de formações mistas, reúne peças como “4 Canções sobre Canções de Mário Quintana”, interpretada pelo Quarteto Colonial, na qual são recitados poemas.

A CERIMÔNIA A cerimônia de premiação do Grammy Latino ocorrerá no hotel Mandalay Bay Arena, em Las Vegas, no dia 15 de novembro, a partir das 23 horas. Então, na data marcada, vamos torcer para que, este ano, o prêmio venha para a Tijuca.


COMPOSITOR É ORGULHO TIJUCANO Tijucano desde que nasceu, Sergio Roberto de Oliveira morou na Barão de Mesquita, Andrade Neves, Angêlo Agostini e hoje mantém um estúdio no Rio Comprido. Nunca saiu da Tijuca, a não ser quando morou por quatro meses nos Estados Unidos. A veia musical não vem de berço, mas foi adquirida ao longo da vida. “Eu cresci em meio a rodas de choro e samba”, destaca. Aos 12 anos de idade ganhou da mãe, um piano , de presente de natal. A partir daí, não parou mais. Foi aluno da Escola Villa-Lobos e depois da UniRio. “Até hoje componho nesse mesmo piano. Ele me faz sentir em casa”, enfatiza. Como compositor, vem participando ativamente do cenário

musical brasileiro e internacional, em seus 15 anos de carreira. Sua obra tem sido apresentada no Brasil e no exterior em eventos importantes como a Bienal de Música Contemporânea no Brasil, o New Music in Manchester na Inglaterra e o Sonata Islands na Itália. Ele tem viajado ao exterior frequentemente para estreias e apresentações de sua obra. Já realizou diversas palestras nos EUA, Europa e no Brasil, em instituições como a Princeton University, a Music Library Association, o Conservatório de Amsterdam, a University of Salford, Universidade do Rio de Janeiro (UNIRIO), Universidade Federal da Paraíba, Universidade Federal da Bahia, entre outras.

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| Direito

COMPRA VIRTUAL

QUANDO O SITE FERE O SEU DIREITO O consumidor online tem até sete dias, a partir do recebimento, para desistir da compra JOYCE MAFFICIONI As compras virtuais vêm ocupando cada vez mais espaço na vida do consumidor. A internet facilitou e muito o poder de escolha, a forma de pagamento, bem como suprimiu o deslocamento do consumidor até as lojas físicas. Em contrapartida, surgem os problemas advindos dessa opção de consumo. Quem não conhece uma história de compra mal sucedida onde o comprador não sabe o que fazer ou a quem recorrer para dirimir o problema? Pois bem, da mesma forma que os clientes possuem direitos e deveres nas lojas físicas, a mesma regra vale para compras na internet. Contudo, antes de dar o último clique e passar o número do cartão de crédito, é preciso tomar alguns cuidados, entre eles, conhecer os próprios direitos. Para saber se está fazendo uma compra com segurança é necessário verificar se o site começa com a sigla “HTTPS” e se há um desenho de cadeado no canto inferior direito do site. Para não cair em armadilhas, fique atento aos prazos e antes de comprar qualquer oferta, verifique a data de validade do cupom, leia os termos de uso, observe quais as formas de pagamento, guarde sempre a nota fiscal ou comprovante de compra e os e-mails que a empresa enviar sobre a sua compra, e, por fim, pesquise no site do PROCON ou no próprio “Reclame Aqui!” — disponível no site www.reclameaqui.com.br — e veja se há reclamações contra o site de compra virtual. O sistema de reclamações é aberto a qualquer cidadão que preencha adequadamente o cadastro no site. Não há qualquer custo e sendo publicada a sua reclamação, uma cópia será enviada ao seu e-mail e outra será destinada à parte reclamada, no caso, o site que você efetuou a compra virtual. O consumidor online possui REVISTADATIJUCA 22

até sete dias para desistir da compra, contados a partir do recebimento do produto, caso se arrependa doque comprou, ainda que o produto não apresente defeitos. Esse direito de arrependimento existe pelo fato do consumidor on-line não disponibilizar de uma peça de amostra e contato com a embalagem e descrição “ao vivo”. Vale ressaltar que o seu arrependimento deve ser verdadeiro e sua pretensão justa para que o direito seja garantido da melhor forma. Com base no Código de Defesa do Consumidor (Lei n.8078/90), o PROCON diz que, devolvendo o produto neste prazo, o consumidor tem direito à restituição integral e imediata do que pagou, monetariamente atualizados, incluindo todas as despesas de frete. Também tem direito a devolver um produto que adquiriu de uma loja virtual, independente de ter correspondido ou não às expectativas. Caso o acordo com a loja seja inviável, o consumidor deve procurar a ajuda do Juizado Especial Cível, órgão criado para resolver pequenos impasses entre consumidores e fornecedores. Este resolve litígios que podem chegar a 40 salários mínimos. Se o consumidor quiser denunciar algum procedimento que julgou inapropriado de alguma loja, poderá recorrer também ao PROCON. Por fim, o consumidor deve respeitar o compromisso que assumiu em relação aos fornecedores de bens e prestadores de serviços, agindo com boa fé, honestidade e seriedade. Joyce Mafficioni — OAB/RJ 166.948


TRATAMENTO EFICAZ AO ALCANCE DAS MÃOS e analgesia, Lenta e Profunda, atua no sistema circulatório promovendo desintoxicação, Rápida e Profunda, atua no sistema sirculatório promovendo nutrição. Particularmente indicada para quem tem uma rotina de trabalho estressante, para atletas na liberação das toxinas, para pessoas que comumente são acometidas por dores lombares ou tensão na região cervical, por quem sofre com a insônia e a irritabilidade. As técnicas de massagem podem ser usufruídas por todos que não estejam desenvolvendo processos infl amatórios ou estado febril. A massagem é uma pausa para o corpo, para as angústias cotidianas, o conduz a um estado de repouso no qual ocorre uma expressiva renovação significativa de sua energia. Fisiologicamente, a massagem destina-se a melhorar e fortalecer o sistema imunológico, o sistema circulatório, muscular e nervoso e ajuda também o corpo a assimilar os alimentos e a eliminar os produtos residuais. Psicológica e emocionalmente, os seus efeitos calmantes e tranquilizantes contribuem decisivamente para a melhoria do bem estar das pessoas, permitindo que entrem em contato não só com seu corpo, mas com tudo que está guardado nele. Simples assim.

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A correria do dia a dia pode causar refl exos ruins à saúde. Muito trabalho, ansiedade e uma agenda apertadíssima muitas vezes levam ao estresse e à tensão muscular, refl etindo em dores ao longo do corpo, principalmente nas costas. Desta forma, sempre que sentimos alguma dor, o primeiro ato instintivo que o nosso corpo nos leva a fazer é friccionar a parte afetada e, com isso, sentimos um alívio quase imediato. Involuntariamente estamos praticando uma das manobras da tradicional massagem sueca, a fricção manual suave que tem efeito sedativo na dor. A massagem, portanto, é um conjunto de manobras aplicadas com as mãos sobre a pele, com objetivos terapêuticos e estéticos. Quando praticada por profissionais, é uma poderosa aliada na manutenção da saúde, na prevenção de diversos distúrbios causados pelo estresse e vida sedentária. A massagem promove bem-estar e equilibra o organismo nos planos físico e mental. Os benefícios são mantidos à medida que o cliente a faz com regular periodicidade, uma vez por semana e posteriormente de quinze em quinze dias. Lenta e Suave, atua no sistema nervoso promovendo relaxamento e analgesia, Rápida e Suave, atua no sistema nervoso promovendo neuroplastia


| Nossa Rua Cotidiano

FEIRA ORGÂNICA NA PRAÇA AFONSO PENA TEXTO Maria Socorro e Silva | FOTOS Daniel Strauch

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odas as quintas-feiras a praça Afonso Pena fica mais colorida e saudável. O movimento começa cedinho com a instalação das barracas e disposição das frutas, legumes, verduras, pães, biscoitos, farinhas, ovos, mel, grãos e uma infinidade de alimentos à venda na feirinha orgânica que é instalada no local. Os produtos comercializados são todos certificados pelo Ministério da Agricultura, dentro dos padrões considerados saudáveis e orgânicos. Além do apelo à saúde, um dos atrativos da feirinha é o preço, em torno de 40% mais barato que REVISTADATIJUCA 24

o praticado nas gôndolas de orgânicos dos supermercados. “Isso tem dois benefícios, que são o aumento da oferta e a facilidade do acesso da população aos produtos”, informa Carlos Alberto Serafinni, mais conhecido como Fiora, coordenador da feira. O grupo que fornece e vende os produtos na feirinha é formado por agricultores organizados em cooperativas e grupos de famílias oriundos de cidades como Maricá, Tanguá, Itaboraí, Teresópolis, Friburgo, Cachoeira de Macacu, Brejal, Areal, Petrópolis e várias outras. Juntas, formam uma espécie de cinturão em torno do Rio

de Janeiro. Isso tem melhorado a vida de muitas famílias e feito uma verdadeira transformação social, através da transferência de renda direta do produtor para o consumidor, sem intermediários. “A gente planta, colhe, transporta e vende nas feiras”, explica Zélio da Conceição, que faz parte do grupo de famílias de Itaboraí. Segundo a coordenação da feira, o faturamento das cerca de 300 famílias envolvidas é em torno de R$ 180 mil por mês. Dessas famílias, participam diretamente das feiras, algo em torno de 110 agricultores certificados. “Ou seja, de cada três agricultores, um


Horário: de 8h a 13h Dias: Quintas-feiras Local: Praça Afonso Pena

está empregado”, resume Fiora. A maioria, em torno de 80% é formada de pequenos produtores que possuem em média dois hectares de terra. Para ser considerado orgânico, um produto deve seguir algumas regras e características como por exemplo: ser oriundo de uma área de vegetação natural e sem desmatamento; ser gerado dentro de um sistema de respeito ao meio ambiente e às relações humanas e de trabalho; não ter aditivos químicos ou sintéticos que são prejudiciais à saúde, dentre outras. Na feirinha, todos essas características são seguidas.


| Especial

DO ANDARAÍ PARA O

GUINESS BOOK COMERCIANTE VAI CONCORRER AO TÍTULO DE MAIOR COLECIONADOR DE BOTÕES DO MUNDO NO LIVRO DOS RECORDES TEXTO Mauricio Motta | FOTOS Guido Gomes

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or muito pouco, o tijucano e ex-morador do Andaraí Hamilton Tavares não entrou no livro dos recordes como o maior colecionador de botões do mundo. Na época, um descuido no envio da documentação o fez perder o prazo e a chance de levar o título. “Cheguei a mandar minha coleção catalogada ao Guiness Book para São Paulo. Mas na época a documentação foi devolvida, pois tinham encerrado o escritório e eu deveria mandar diretamente para a Inglaterra”, explica. Isso não desanimou o colecionador, que já prepara tudo para enviar ao lugar certo, na próxima edição. A coleção conta, hoje, com mais de 30 mil botões entre novos, antigos, raros e estilizados. Tamanho acervo já rendeu a ele até uma entrevista por um canal de televisão do Japão e outras tantas em programas de televisão pelo Brasil. O carioca já expôs no Museu do Futebol, em São Paulo e no Museu da Inconfidência Mineira, em Ouro Preto. Além de ser um colecionador de primeira, Hamilton também é um apaixonado pelo esporte que pratica desde quando era ainda um menino. “Comecei a colecionar botões aos oito anos

de idade. Nessa época uma mesa de botão era muito cara e eu jogava no chão de cimento e fazia a marcação com giz”, relembrou o colecionador que atualmente é o presidente da Associação de Football Celotex do Rio de Janeiro (Afocerj), criada em 1991. Ao longo da vida e da carreira,


| Dia Cultura a dia

COLEÇÃO DIGNA DE RECORDE O acervo de Hamilton tem, hoje, em torno de

30 MIL botões

Hamilton chegou a ser federado e disputou cinco campeonatos cariocas pela Federação, na modalidade Dadinho, chegando em quatro finais e sagrando-se campeão na edição de 2001. A última participação foi em 2003 quando ficou com o vice-campeonato na disputa realizada em Cabo Frio. Tanta paixão não poderia ter outro destino. De apaixonado colecionador, Hamilton passou a comerciante. Hoje, tem uma loja na Rua Barão de Mesquita, onde organiza campeonatos todas às quartas-feiras. Aos domingos, promove disputas na Praça Santos Dumont, na Gávea, onde já é uma personalidade. Apesar de parecer brincadeira, engana-se quem pensa que o universo dos botões, ou futebol

de mesa, como também é conhecido, é coisa de criança. Nos campeonatos, a grande maioria dos participantes é adulto e alguns não temem em gastar alto para ter peças raras. Hamilton é um deles, além da venda tradicional na loja física, o colecionador participa de leilões na internet, onde compra e vende botões que podem chegar a R$ 3 mil a unidade. A preferência, claro, é pelos mais raros, que atraem colecionadores e podem dar um retorno maior para ele. “O que faz um botão valer muito é a história. Saber se já ganhou muitos campeonatos e se o material utilizado na confecção for antigo e raro, pode fazer com que seja uma peça única e de valor para os colecionadores”, ensina.

Hamilton lamenta o desinteresse das crianças hoje dia pelo botão, mas ressaltou os bons aspectos que o Futebol de Mesa pode proporcionar aos amantes do esporte. “Atualmente, a garotada está mais voltada para o vídeo game, que é mais atrativo, mas, no jogo de botão, você desenvolve mais os refl exos por se tratar de uma prática dinâmica em que você se relaciona com várias pessoas e acaba fazendo novas amizades”. Segundo Hamilton, as crianças gostam muito de botão, mas quando estão crescendo e chegam na fase do início de namoro, a prioridade passa a ser outra, mas muitos voltam a praticar o esporte anos depois. Então a dica é para que nunca se desfaçam de seus botões, mesmo que não estejam mais sendo usados. REVISTADATIJUCA

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FUTEBOL DE MESA É RECONHECIDO COMO ESPORTE Muitos não sabem, mas o Futebol de Mesa ou jogo de botão, como é popularmente conhecido, é um esporte reconhecido no Brasil pelo Ministério do Esporte e organizado pela Confederação Brasileira de Futebol de Mesa. Assim como no futebol de “verdade”, há competições em vários níveis e Estados. Na grande Tijuca, o América e o Tijuca Tênis Clube participam do Campeonato Estadual. Antigamente a Associação dos Servidores do Banco Central (Asbac), o Grajaú Country, a Light e o Clube Maxwell também possuíam equipes profissionais. No Tijuca Tênis Clube, o esporte é incentivado com a prática de aulas. São oito mesas à disposição. Os treinos são às terças-feiras de 19 a 22 horas. Não há a necessidade de ser sócio do clube para participar das aulas. A atividade funciona desde o começo do ano e a receptividade foi tanta que os organizadores planejam ampliar as atividades para três vezes por semana a partir de 2013. Ao todo, o clube conta com 13 atletas federados e mais 25 alunos assíduos. Para se federar, o botonista — é assim que é chamado o atleta praticante de futebol de botão — precisa estar vinculado a algum clube e pagar uma taxa mensal de R$ 30,00 e assim podem participar de competições oficiais no Futebol de Mesa. No Tijuca, a modalidade aplicada é o Dadinho. O esporte é dividido em três categorias: Sub-14, adulto (alunos até 40 anos) e sênior (a partir dos 40 anos). O aluno federado participa de competições individuais e por equipes. O América e o Tijuca participam atualmente do Estadual de Futebol de Mesa que está no segundo turno. Na primeira metade da competição, os dois repreREVISTADATIJUCA 28

sentantes do nosso bairro ficaram ao lado do Flamengo em primeiro lugar, mas o Rubro-Negro ficou com o título do turno pelos critérios de desempate. No Brasileiro realizado em janeiro, o TTC terminou na terceira colocação atrás de Flamengo e Vasco. A competição foi disputada na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), na Tijuca. O calendário de Futebol de Mesa é divulgado sempre no início da temporada. O responsável por levar o Futebol de botão para o TTC é Alexandre Aires. “Fomos muito bem recebidos pelo vice-presidente de esportes terrestres, João França. Queremos resgatar a tradição do bairro no Futebol de Mesa. Atualmente, o vídeo game afasta a criançada da prática do esporte,

mas estamos satisfeitos com os resultados alcançados. No ranking individual, na categoria Sênior, os quatro primeiros colocados são do Tijuca. No adulto, o quarto colocado também é nosso”, festejou o professor que é também é atleta federado e apaixonado pelo Futebol de Mesa. Tanto que tem 23 times na coleção particular. Aires também explicou a diferença entre as diversas modalidades. “Reconhecidos oficialmente pela Confederação Brasileira de Futebol de Mesa (CBFM) são a Bola, Dadinho e Pastilha. O Dadinho é a mais popular. As outras duas podem ser atrapalhadas pela qualidade da mesa e as condições climáticas. Se estiver ventando muito é bem complicado, pois a bola rola demais”, afirmou.


INVENÇÃO DE BRASILEIRO E m 1930, G era ldo Ca rdoso Décourt usava os botões do uniforme escolar e jogava como se fosse uma partida de futebol. Décourt também chegou a usar os botões de suas camisas. Assim surgiu o Futebol de Botão no Brasil. O paulista nasceu no dia 14 de fevereiro de 1911. Em 2001, o governador Geraldo Alckmin fixou a data como o Dia do Botonista. Décourt, falecido em 1998, foi um dos precursores do que nós conhecemos hoje como Futebol de Mesa. Em 1929, deu o nome ao esporte de “Celotex”, que era o material para a confecção das mesas. Nesta época, Décourt lançou o primeiro livro de regras no Brasil. O Futebol de Mesa é disputado não apenas no Brasil como em outras partes do mundo. Não é raro vermos jogos em países como Argentina, Chile, Croácia, Espanha, Hungria, Japão, República Tcheca, Romênia, Rússia, Sérvia, Suiça, Ucrânia e Uruguai. A regra no Futebol de Mesa é padronizada. Na modalidade Dadinho, por exemplo, vale o 9 x 3, onde a equipe pode tocar na bola por até nove vezes e cada jogador no máximo três por ataque. Não existe arbitragem no jogo de botão. Trata-se de um acordo de cavalheiros e qualquer dúvida deve ser resolvida pelos dois botonistas. Não havendo a interferência de terceiros.

a qualidade é muito boa. Alguns até são feitos a laser”, explica Alexandre Aires.

“Cada jogo conta com dois tempos de sete minutos. Os times precisam contar com botões numerados para facilitar na hora de contar os toques na bola de cada jogador. Muitas lojas colocam números em botões, mas pode ser colado até pelo próprio botonista. Os jogos podem ter no máximo três substituições e, hoje em dia,

Um caso curioso acontece no clube. José Luiz Spizzirri joga botão desde 1998, é federado e usa a paixão clubística no Futebol de Mesa. “Só jogo com botões do Flamengo. Se não tiver, nem participo. A minha coleção é formada por 540 botões. Todos são do meu time de coração”, afirmou o fanático torcedor.

Todo mês, o clube promove a Copa Tijuca de Futebol de Mesa. Evento aberto para sócios e não sócios. Não precisa ser federado para participar. Em média, de 20 a 30 botonistas participam da competição. O próximo evento está marcado para 15 de novembro.

DE ONDE É O ATUAL CAMPEÃO DO MUNDO? No último mês de junho, o brasileiro Rogério Edison Nascimento, do Clube Curitibano sagrou-se campeão mundial de Futebol de Mesa. A competição foi disputada no Clube Israelita, no Rio de Janeiro. O campeonato, o segundo da história, reuniu atletas de países como Itália, Hungria, Japão, Romênia, Espanha, Sérvia e Austrália.

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| Cultura

PATRÍCIA BARBOZA É UM

FENÔMENO

E

m um mundo cada vez mais tecnológico e atrativo para adolescentes, Patrícia Barboza se destaca por fascinar uma legião de fãs com sua série de livros As Mais. O primeiro conseguiu a marca de 10 mil exemplares vendidos em um único mês. O segundo, recém lançado, vai na mesma pisada. E entre eventos, palestras, tardes de autógrafos e a correria com a agenda do As Mais 2 — Eu me mordo de ciúmes, a nossa editora Maria Socorro e Silva conseguiu bater um papo muito interessante com a autora. As fotos são de Rosane Maquiadora. QUEM É PATRÍCIA BARBOZA? A Patrícia escritora é apaixonada por livros! Adora estar em contato com os leitores, participar de eventos e feiras literárias pelo Brasil e escrever histórias divertidas. Gosta de receber e responder recados dos leitores e conversar com os adolescentes e alunos nas diversas palestras promovidas nas escolas. O lado pessoal da Patrícia adora estar com os amigos, comer pizza, ir ao cinema e ver seriados de televisão. E é viciada em internet! DE ONDE VEM ESSA INSPIRAÇÃO PARA ESCREVER PARA O PÚBLICO ADOLESCENTE? Sempre gostei de livros infantojuvenis. Comecei a ler muito cedo e aprendi com a minha mãe antes mesmo de ir para a escola. Adorava Monteiro Lobato e Mauricio de Sousa. Eu me identifico com esse público e gosto de escrever histórias que tenham a ver com o cotidiano deles. Dessa forma, eles se espelham nas personagens, se reconhecem nelas, promovendo um maior prazer na leitura. A inspiração vem da observação nas escolas que visito, durante as palestras, com o contato direto nas bienais e eventos literários. Gosto de fazer contato também pela internet. E, para dar uma qualidade maior ao meu trabalho, fiz pós-graduação em Literatura Infantojuvenil e Produção Editorial. AS MAIS SÃO INSPIRADAS EM ALGUM PERSONAGEM REAL DO SEU DIA A DIA? Eu posso dizer que a Mari é a mais parecida comigo, por causa da quantidade de micos que ela paga. Eu fui uma adolescente bem desastrada por causa da miopia. Eu operei há 12 anos, mas pode imaginar uma adolescente vaidosa querendo sair sem os óculos? Mas não me inspirei em nenhuma pessoa “da vida real”. Claro que existe uma característica ou outra de pessoas que eu conheço, mas nenhuma das personagens foi inspirada totalmente em alguém. Eu criei as quatro garotas diferentes de propósito, para estimular o respeito pelas diferenças e provar que elas podem ser muito legais para enriquecer uma amizade. Na ordem da sigla, Mari é a pagadora de micos e que gosta de teatro; Aninha é a mais bonita e

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intelectual; Ingrid é a romântica e esotérica e a Susana a atleta e determinada a conquistar seus objetivos. Cada uma é forte individualmente, mas juntas são ainda melhores.

QUAL O SEGREDO DO SUCESSO DE AS MAIS? Acho que é justamente a proposta de respeitar as diferenças. Ao conhecer a descrição das personagens antes de ler o livro, os leitores acreditam que vão se identificar mais com uma delas. Mas, ao final da leitura, eles reconhecem que têm um pouco da personalidade das quatro. E, também, por ser um texto divertido e atual. ME FALA UM POUCO SOBRE SUA VIDA DE TIJUCANA? Não nasci no bairro, mas moro na Tijuca desde 1986. Estudei no Colégio Marista São José. Durante a adolescência, adorava lanchar no Palheta depois do cinema, que na época era o Carioca ou América. Dancei muito nas matinês do Tijuca Tênis Clube aos domingos. E o encontro com os amigos hoje é no Shopping Tijuca ou na Praça Vanhargem. ME FALA SOBRE SUA TRAJETÓRIA COMO ESCRITORA. Tenho 10 anos de carreira. Meu primeiro livro, “Os quinze anos de Carol”,

QUAIS OS SEUS PLANOS PARA O ANO QUE VEM? VAI VIR AS MAIS 3? Sim, com certeza! A série é composta por cinco volumes. O primeiro traz as quatro narradoras. A partir do segundo, cada uma das personagens ganhará o seu próprio livro. Além da série, tenho um livro inédito para 2013, ainda sem título. Também voltado para os adolescentes. Também participarei de um projeto da Galera Record sobre uma coletânea de contos de princesas. O livro terá quatro narrativas, de quatro autoras diferentes, trazendo as histórias Grimm para o cotidiano. A minha missão é recontar a história da Rapunzel nos dias de hoje.

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EITURA

AS VIAGENS DE GULLIVER Curiosamente, As Viagens de Gulliver, do escritor irlandês Jonathan Swift, uma das obras mais clássicas da literatura juvenil não fora originalmente escrita para o público jovem. Na verdade, tratava-se de uma sátira política à Inglaterra do século XVIII, mas graças as adaptações a obra tornou-se acessível aos jovens, e transformou-se em um grande clássico da literatura. Gulliver é ao mesmo tempo o personagem principal e o narrador dessa aventura, e em seu relato é apresentado o povo de Lilliput, cuja estatura era um duodécimo de um homem normal, já em Brobdingnag encontra-se com gigantes doze vezes maiores do que ele. O personagem em sua aventura ainda passa por uma ilha flutuante e uma ilha habitada por feiticeiros e mágicos até chegar ao admirável país dos cavalos. Ao fim de sua viagem, Gulliver retorna ao seu país com inúmeras lições aprendidas sobre a espécie humana. ILSON PERES

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COMO É SER UM FENÔMENO DE LEITURA PARA UMA GERAÇÃO EDUCADA PELA TELEVISÃO, GAMES E COMPUTADORES? Sinto uma enorme responsabilidade! Como a minha forma de escrever é relatando o cotidiano dos jovens, isso só prova que é uma maneira de chamar a atenção deles para os livros. Uma vez uma leitora me contou que o pai dela tinha virado meu fã. Achei engraçado e perguntei o motivo. Ela respondeu que eu tinha conseguido fazer com que ela largasse a internet por três dias seguidos lendo As Mais. Vendo que os adolescentes estão gostando de ler, acaba chamando a atenção dos adultos da casa.

foi lançado em 2002. Entre 2006 e 2009 realizei cursos de especialização na área. Hoje tenho sete livros publicados, sendo os últimos os dois volumes da série As Mais, lançados em 2012 pela Verus Editora. Todos os livros são para o público infantojuvenil.


| Diversão

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Solução

Jogo de Objetos — Experimento em dança/instalação/exposição de Os Dois Companhia de Dança com enfoque no público infanto-juvenil. Em cartaz até o dia 31 de outubro – aberto de quarta a domingo – das 14h às 18h30. No Centro Coreográfico do Rio de Janeiro. R. José Higino, 115.

SHOW Rio Jazz – Duo Doodle — Duo italiano formado pelo guitarrista Lorenzo Cavazzini e pela cantora Veronica de Simone, vencedor do “Tour Music Fest”, importante prêmio europeu, por suas interpretações de standards do Jazz, Blues e Rock. Dia 19/10, às 19h30. Ingressos a R$ 1,00. No Centro de Referência da Música Carioca. R. Conde de Bonfim, 824. Banda “Os Tijucanos” — A Banda tocará 40 músicas dos anos 60, 70, 80, 90 e atuais. Se você gosta de dançar, a hora é essa! No Tijuca Tênis Clube. Ingresso: R$ 15,00 para não sócios e R$ 10,00 para sócios do TTC. Dia 26 de outubro. Informações: 3294-9300

EVENTO Museu de Portas Abertas — Um ótimo programa para crianças e adulto. No dia 17 de outubro – quarta-feira, das 9h às 21h, o “Museu de Portas Abertas”, no Museu da Ciência, localizado nalocalizado na Av. HeitorBeltrão, 321. Entrada franca.

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HORÓSCOPO

CULTURAL FESTA Pagode Vai dar Caldo — Pagode de qualidade ao som do grupo Swing do Balacobado, grupo Diz que sim, Dj Thiago Cezar, Dj Felippe Sanches e Dj Bacalhau. 20 de outubro. às 15h. No Clube Monte Sinai. Informações: Vanzan 78821873 | 8172-4172. Lista amiga no Facebook. Banda Fato Consumado — Todos os Sabados do mês, um super show, com o melhor do pop rock, anima quem vai ao Buxixo Up. Sempre a partir das 22h. Na Praça Varnhagem. Informações: 22648484.

Áries

Touro

EXPOSIÇÃO

Gêmeos

Câncer

La Città Dolente — Composta por fotografias dos artistas Salvino Campos, brasileiro, e Peter de Ru, holandês, a mostra estará disponível para visitação até 21 de novembro. Na Galeria Cândido Portinari (Uerj). R. São Francisco Xavier, 524. Entrada Franca.

Leão

Virgem

Cada passo relacionado às finanças deve ser dado com toda segurança possível. Você estará mais fechado, mais reflexivo, mais introspectivo. Faça o bem sem olhar a quem.

Saturno vai trazer ainda mais à tona a necessidade de estabelecer vínculos mais estáveis e profundos em seus relacionamentos. Não deixe esse momento passar em branco.

Evite brigas e discussões. Saiba fazer firme com sua personalidade e opinião sem a necessidade de entrar em desavenças. Mais seriedade será exigida de você.

É hora de começar a se dedicar a novos projetos e caso esteja pensando em procurar um novo emprego, faça isso já. Sua vida social estará agitada este mês. Seja prudente.

Seu coração pode balançar por uma pessoa que vai despertar uma grande paixão em você. Um novo romance pode fazer você balançar em suas nem tão fortes estruturas.

A vida material fica mais tranquila e os projetos que você porventura vier a se dedicar ganharão um novo ritmo. O momento pede paciência e empenho nos novos projetos.

Libra

Escorpião

Sagitário

Capricórnio

Aquário

Peixes

O mês traz decisivas reuniões de negócios e oportunidades, sem falar em importantes contatos comerciais com possibilidade de fechamento de contratos.

Você enfrentará desafios importantes relacionados à aquisições materiais. Nessa fase, mantenha o controle diante de decisões relacionadas ao seu dinheiro.

Um projeto que está em andamento há algum tempo pode ser firmado agora, ou um contrato novo de trabalho, uma promoção podem surgir. Aproveita a boa fase.

O momento promete novas amizades e renovação das antigas, mas também muitas festas, ótimas conversas e eventos. Bom também para fazer novos contatos.

Novas amizades estão a caminho. Virão desafios em trabalhos em equipe e possibilidades de brigas e discussões na hora de desenvolvê-los. Mantenha a calma e tudo dará certo.

Você estará mais assertivo e determinado a atingir suas metas profissionais. O momento é ótimo para começar nova atividade. Invista no que sabe e os resultados virão.

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||Direito Bem Contada

ERA UMA VEZ

A MAIOR TRAGÉDIA TIJUCANA Quem, com mais de 40 anos, não lembra da queda do elevado Paulo de Frontin naquele final de 1971?

GUIDO GOMES

A cena que se apresentava era das mais dramáticas. Assim como eles, outros que passavam por ali foram os primeiros a fazer um esforço de socorro às vítimas. Ainda não tinham entendido o ocorrido, mas não podiam ficar inertes a dezenas de pedidos de ajuda. Alguns alunos da Faculdade Estácio de Sá chegaram para ajudar, pois viram duas amigas serem engolidas pelo concreto. Policiais que estavam nas redondezas juntaram-se aos demais voluntários para ajudar. Logo vieram também os bombeiros, que não sabiam por onde começar o resgate de sobreviventes, tamanho era o cáos. Por último, chegaram militares do Exército e da Aeronáutica, bem como autoridades civis e militares da época, para ajudar nos trabalhos. Ruas foram fechadas e pontos comerciais foram usados como bases avançadas de militares e equipes de jornalismo que foram cobrir a tragédia. Foi assim que, no início da tarde de 20 de novembro de 1971, deu-se o maior desastre tijucano, o desabaREVISTADATIJUCA 34

mento do elevado Paulo de Frontin. O vão que ficava sobre o cruzamento da avenida Paulo de Frontin com a Haddock Lobo ruiu sobre vários pedestres e veículos, dentre eles, alguns taxis, um caminhão e um ônibus da linha Usina-Leblon. Saldo da tragédia: 28 mortos e mais de 40 feridos. Alguns dos sobreviventes nada sofreram e até ajudaram no resgate. Outros não tiveram tanta sorte e em nome da sobrevivência tiveram pernas ou braços amputados ali mesmo, sob a laje desabada. Naquele sábado todos sobreviventes foram retirados e encaminhados para hospitais. Somente alguns corpos foram resgatados no mesmo dia, e segundo matérias de jornais e relatos de vizinhos da obra, o mau cheiro tomou conta do local do desabamento, devido às dificuldades no resgate dos corpos sob as 22 mil toneladas de concreto que veio ao chão com o acidente. Tanto que os dois últimos corpos foram resgatados quando as famílias rezavam as missas de 7° dia de seus mortos. O maior número de vítimas estava no ônibus, que aguardava o sinal abrir. Ao final de 10 dias, os trabalhos de busca foram encerrados. Graças a Deus aquele não era um sábado de sol. Se fosse, a possibilidade de muita gente ir à praia, aumentaria o fl uxo sob o elevado, e, a tragédia poderia ter sido bem pior. foto: Jornal do Brasil

Era uma manhã monótona naquele sábado de novembro de 1971. Era quase meio dia, chovia fino e incessante. Seu Vicente, que havia ido à rua para algumas compras, tinha pressa de chegar em casa para o almoço. Dona Nilza, sua esposa, não gostava de atrasos nem contratempos nas horas das refeições e disso ele o sabia muito bem. Optou por apanhar um taxi naquele ponto improvisado sob o elevado que estava em construção. Correu para proteger-se da chuva, entrou no carro de frete, disse ao motorista o destino e partiram. Segundos depois ouviu um estrondo, como se fosse um trovão, e ao olhar para trás, viu a nuvem de poeira subindo. Perplexo não conseguia acreditar naquilo que seus olhos insistiam em lhe dizer, parte do Elevado Engenheiro Freyssinet, conhecido como Paulo de Frontin, tinha vindo ao chão. Mandou que o taxista voltasse. Queria ver de perto e confirmar se era verdade.

Seu Vicente ainda não acreditava naquela cena. Afinal, como 122 metros de um viaduto que usava um novo e mais moderno sistema de construção, por concreto protendido, podiam desabar assim? O engenheiro calculista da obra era Joaquim Cardozo, preferido de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, e responsável pelas obras de Brasília. Mesmo assim o elevado sucumbiu e levou com ele muitas vidas, deixou muitas marcas e uma amarga lembrança na memória daqueles lá estiveram. Guido Gomes — É um tijucano do Ceará. Apaixonado por história e pela Tijuca


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Revista da Tijuca - 07  

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