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TRABALHO VOLUNTÁRIO

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Texto Amália Gonçalves e Raquel Aviani Fotos Amália Gonçalves (cor) e Raquel Aviani (p&b)

ensaio visual desta edição de Darcy retrata a experiência prática de estudantes da Universidade de Brasília na atuação em defesa de direitos básicos de pessoas, de algum modo, menos favorecidas. Esses alunos atuam como voluntários em diferentes projetos, a maioria deles realizado em parceria com o Hospital Universitário de Brasília (HUB), hospital-escola ligado à UnB. Crianças, adolescentes, adultos e idosos, que realizam ou acompanham familiares em procedimentos médicos e internações, podem se sentir mais acolhidos e ter a certeza de que importam, graças à atuação dos jovens aprendizes e seus professores. Todas as terças-feiras, às 13h, a ala de Dermatologia Infantil do HUB tem sua rotina alterada. Embora os incômodos persistam nos pequenos pacientes vítimas de doenças de pele, o sofrimento é atenuado pela presença da Associação de Voluntários do HUB. Cerca de dez integrantes do grupo distribuem pães, bolos, sucos e ouvidos atentos a cada história particular de pessoas que, quase sempre, têm em comum a vida sofrida em comunidades pobres do Distrito Federal e Entorno. Esse é o perfil dos pacientes atendidos também no projeto de extensão que oferece reabilitação bucomaxilofacial por meio de próteses. A dentista e professora Aline Úrsula lidera a iniciativa, que existe há mais de uma década e hoje conta com mais de 40 voluntários, entre estudantes, residentes, psicólogo e cirurgião-dentista. Os pacientes, necessariamente encaminhados por outras unidades de saúde, são atendidos toda sexta-feira à tarde no Centro Clínico de Ensino Odontológico do HUB e recebem tratamento não apenas para as lesões na face, mas para a própria autoestima. De outras maneiras, elevar o astral do público que frequenta o Hospital também é missão para o grupo de voluntários do projeto Laços da Alegria. A cada sábado, às 14h, eles entram em cena com pinturas, adereços e outras caracterizações para levar alívio e descontração às alas de pediatria, maternidade, pós-cirúrgico, clínica e hemodiálise. Sem roteiro prévio, os palhaços vão de quarto em quarto, cantando, dançando e tocando instrumentos. E, se para alguns a prioridade é levar um pouco do mundo lá fora para os pacientes do hospital, para outro grupo, o objetivo é proporcionar cuidados de saúde em meio à própria comunidade. Liderados pelo professor Pedro Sadi, os alunos do estágio supervisionado em Enfermagem promovem mutirões de vacinação e conscientização junto aos moradores do Paranoá. Assim, de perto, se vive na prática o zelo e o respeito pelo outro, melhor forma de aprender não apenas sobre a futura profissão, mas a respeito da importância da humanidade.

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Darcy Nº 20  
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