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Dzi Croquettes

MuSIcAl rock in rio

em “Bandália” feStivAiS

Visitamos os melhores

ISSN 2237 - 5317 00259

SAúDe Saiba como cuidar dos seus pés

Quasar Cia de Dança 25 anos de sucesso espetáculos I Festivais I Dicas I cursos I onde Aprender

dancabrasil.com.br I DB 1


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EDITORIAL

EXPEDIENTE Diretora Eleusa Lourenzoni Redação e Jornalista Responsável Ivan Grandi DRT nº035658 SP Conselho Editorial Geraldo Grandi Arte | Design DB BUREU Contábil Kanamaro & Lucas Jurídico Escritório Jurídico Consenza Reporter Fotográfico Colaborador Reginaldo Azevedo -São Paulo, Jorge Luís Castro - Rio de Janeiro Colaboradores Luis Arrieta, Luzia Hemathoma, Lucia Chilibroste, Celi Barbier, Fernanda Payão, Gilmar Sampaio, Guivalde de Almeida, Jose Luis Gioia, Lu Spinelli, Marilia Di Dio, Michele Camahaji Representante Rio de Janeiro Hélio Vasconcellos helio@dancabrasil.com.br

Olá amigos da dança!

Tiragem 10.000 exemplares Registro INPI nº 828782261 Próximo fechamento 15 de julho de 2013 Revista DANÇABRASIL® uma publicação da DB Editora. Não se responsabiliza por conceitos emitidos em artigos assinados ou por qualquer conteúdo publicitário e comercial, sendo este último de inteira responsabilidade dos anunciantes. Os colaboradores não recebem remuneração direta da revista. © 1991 - 2013. Todos os direitos reservados Contato da Redação 11 2950 4082 | contato@dancabrasil.com.br ENDEREÇO PARA CORRESPONDÊNCIA R. João Pizarro Gabizo, 21 - Santana São Paulo - SP - CEP: 02038-040 Contato da PUBLICIDADE contato@dbeditora.com.br DB Editora LTDA www.DBeditora.com.br Publicações Revista Dança Brasil, Guia das Escolas de Dança, Jornal Dança Bairro e Revista Dança Gospel.

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07 Espetáculo Entreaberto 10 Ballace 2013 18 Cesar Lima 22 QUASAR CIA DE DANÇA 27 Festival MOVA-SE

Assinaturas 11 2950 4082 | assinaturas@dancabrasil.com.br ATENDIMENTO AO LEITOR sac@dancabrastil.com.br Revista DANÇABRASIL® é uma publicação mensal da DB Editora. Distribuição através de assinaturas, lojas de artigos de dança e eventos específicos.

DB Índice Julho 2013 nº 259

30 Rock in Rio Ivan Grandi Nesta edição como matéria de capa apresentamos a “Dzi Croquettes”, entrevistas exclusivas com: Ciro Barcelos, Cesar Lima, Marisa Pivetta, Bejnamim Millepied. Ainda nesta edição diversas companhias de dança estão aniversáriando como os 25 anos da Quasar Cia de Dança além de reportagens exclusivas dos melhores festivais de dança do Brasil, além de diversas notícias, espetáculos, informações, dicas e curiosidades que você querido leitor só encontra aqui nas paginas da sua revista Dança Brasil. Boa Leitura! Vejo vocês em algum lugar deste maravilhoso mundo da dança!

34 Ciro Barcelos 46 Entrevista Marisa Pivetta 46 Projeto Conexões 53 Gestão de Projetos 56 Festival de dança de Joinville 60 Ballet Nacional de Sodre

Nossa Capa

Espetáculo: Bandália - Dzi Croquettes Crédito: kaká Boa Morte

dancabrasil

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Acontece

SP

Faces Ocultas Cia de Dança completa 16 anos

Fotos - Divulgação

A Faces Ocultas Cia. de Dança em 2013 completa 16 anos, e iniciou suas comemorações apresentando o espetáculo FACES CONVIDA com trabalhos assinados pelos renomados coreógrafos, Fernando Machado, Felipe Chepkassoff e Nati Fuster. A apresentação inicial comemorativa aconteceu no final de Maio (dia 30/05), no Teatro CEC, na cidade de Salto/SP, sede da companhia. A cada ano o intuito da companhia é levar ao espectador em geral espetáculos inéditos, inovações possíveis com o apoio de profissionais e colaboradores envolvidos, sendo o público peça importante. + informações: www.facesocultas.com.br

Em cartaz

SP

“SAGRAÇÃO DA PRIMAVERA” Balé da Cidade de São Paulo

em julho, no Theatro Municipal de São Paulo O Balé da Cidade de São Paulo dá sequência à sua programação de 2013 com a apresentação da “Sagração da Primavera”, nos dias 4, 5, 6 e 7 de julho, às 20h (com exceção do dia 7 que terá duas apresentações, às 11h e às 18h), no Theatro Municipal. A coreografia de Vaslav Nijinsky para a obra de Igor Stravinsky, compositor, pianista e maestro, considerado por muitos um dos compositores mais importantes e influentes do século XX, será apresentada pelo coreógrafo e diretor geral Luis Arrieta e pela figurinista e cenógrafa Rosa Magalhães. A apresentação terá o acompanhamento da Orquestra Sinfônica Municipal, sob a regência do maestro Victor Hugo Toro. E além da Sagração da Primavera, o Balé da Cidade também irá apresentar a coreografia “Uneven”, do coreógrafo espanhol Cayetano Soto nos mesmos dias. O Balé da Cidade de São Paulo foi fundado em 1968 por Johnny Franklin, com o nome de Corpo de Baile Municipal. A companhia de dança tinha como proposta acompanhar as óperas do Teatro Municipal e se apresentar com as obras do repertório clássico. Em 1974, sob a direção Antônio Carlos Cardoso, assumiu o perfil de dança contemporâneo, que mantém até hoje. A bailarina Iracity Cardoso, que integrou a Companhia de 1974 a 1980, assumiu a direção artística do grupo em março deste ano. Quando: Dias 4, 5, 6 e 7 de Julho de 2013 - 04, 05, 06, às 20h e 07, às 11h e às 18h Onde: Theatro Municipal de São Paulo - Endereço: Praça Ramos de Azevedo, s/nº - Centro - São Paulo (SP) Fotos - Divulgação

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21.3 – DansTênis High Top Desenvolvido por Danilo Dilkin e patenteado para a Capezio, o novo tênis de dança chega fresquinho para você nos festivais.

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Festivais

FENDAFOR

CE

O FENDAFOR foi criado pela professora e coreógrafa Janne Ruth, o festival é realizado pela Instituição Grupo Bailarinos de Cristo Amor e Doações – BCAD. O Festival tem como Foco principal um Programa de formação pedagógica para bailarinos, pensadores e produtores culturais, bem como a Circulação de Espetáculos em cidades do interior do estado do Ceará. O Festival oferece palestras, cursos de diversas disciplinas práticas e teóricas de dança e teatro. A Mostra de Dança acontece de 01 á 04 de Julho no Teatro Via Sul. No dia 01 para a noite de abertura terá a Suite do Ballet Paquita com os bailarinos Cicero Gomes e Karen Mesquita ambos do TMRJ e demais bailarinos convidados e nos dias 02, 03 e 04 apresentações de Mostra de grupos profissionais e amadores entre outras; já nos dias 06 e 07 no Anfiteatro do Centro Cultural Dragão do Mar acontecem a Mostra infanto juvenil, Mostra avançada e noite dos campeões. No Teatro 7 de Setembro de 04 á 06 acontece ainda a Mostra competitiva. + Informações: www.fendafor.com.br

FESTDANÇA

PI

FESTDANÇA é uma realização da Prefeitura de Teresina por meio da Fundação Monsenhor Chaves e será de 25 a 29 de Setembro no Teatro do Boi. Poderão participar do 17º Festival de Dança de Teresina bailarinos, escolas e grupos de dança de todos os estados do Brasil. Para cada coreografia deve ser preenchida uma ficha de inscrição de cada coreografia, constando a lista completa do elenco, cópia da carteira de identidade ou certidão de nascimento, pagamento da taxa de inscrição, e DVD com a gravação da coreografia inscrita para análise da Comissão Organizadora. Durante a realização da competição, amantes da dança, sendo competidores ou não do festival, têm a oportunidade de assistir aulas com nomes dessa arte reconhecidos internacionalmente. As oficinas terão a duração de uma hora e trinta minutos. Na competição, os três primeiros classificados em cada modalidade serão divulgados logo após as apresentações. O Festival foi concebido a partir de uma necessidade da Prefeitura em reunir centenas de jovens e adolescentes que a Fundação Monsenhor Chaves reunia em salas de oficinas espalhadas por inúmeras comunidades da capital, desde as mais centrais até às periferias mais distantes do centro. Ao perceber-se que estes alunos das oficinas estavam se organizando em grupos e que estes grupos organizados estavam migrando para grupos profissionais da cidade, a Fundação decidiu realizar um grande evento onde pudesse reunir todos estes bailarinos e coreógrafos e oportunizarlhes uma vitrine do que se estava fazendo na dança em todo o estado, como também oferecer-lhes oficinas técnicas que pudessem aprimorarlhes a técnica já aprendida e treinada em sala de aula. Hoje o festival é reconhecido nacionalmente como um espaço para se pensar, experimentar, pesquisar, fazer dança. + Informações: www.fcmc.pi.gov.br/regulamentos 6 DB I dancabrasil.com.br


Estréia

SP

]entre[aberto Performance de dança site specific Núcleo Aqui Mesmo apresenta a performance de dança site specific / in-situ ]entre[aberto no Centro Cultural São Paulo, Casa das Rosas, Casa das Caldeiras e Condomínio Cultural Mundo Novo.

bano’ e mais precisamente a questão da dança site-specific. Já radicada na realização de projetos de dança site-specific, que continua paralelamente, a artista concebeu o núcleo com o intuito de viabilizar projetos em dança site-specific estabelecendo parcerias com artistas da dança e artistas de outras linguagens como por exemplo da arquitetura e do vídeo. Neste momento, o núcleo é formado principalmente por artistas profissionais independentes que apresentam em suas trajetórias um profundo interesse em pesquisar e criar ‘para’ e ‘com’ o espaço urbano. O núcleo apresenta assim, uma geometria variável, agrupando de duas a uma dezena de artistas segundo a especificidade de cada projeto. Quando: até 14 de julho domingo a partir das 16h CASA DAS CALDEIRAS - Av. Francisco Matarazzo, 2000 – Barra Funda – Estação de metrô Barra Funda – São Paulo – Fone (11) 3873 6696 .

Foto: Luis Ushirobira

Criada para espaços não convencionais, ]entre[aberto articula as linguagens da dança e da arquitetura em uma performance de dança site-specific. Três performers investem no espaço arquitetônico, onde através da percepção sensível e da interação do corpo em movimento com estes lugares constroem uma trama de faixas adesivas transparentes. As faixas se desgarram das paredes e avançam em diferentes pontos, não há regra fixa para estes avanços, mas sim a procura por um arranjo de ritmos e direções que animem e atualizem potenciais latentes do espaço. O corpo como medida viva e pulsante da arquitetura, como molde dos espaços vazios, dos espaços ‘entre’ estruturas arquitetônicas são alguns dos elementos motores desta performance. O Núcleo Aqui Mesmo foi criado e idealizado em 2012 pela dançarina e arquiteta Carmen Morais e apresenta como eixo principal a pesquisa sobre ‘arte e espaço ur-

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Workshop

CE

Ateliê Internacional de Dança Projeto independente que propõe ações formativas para estudantes, profissionais e artistas do corpo de todo o Brasil, será realizado de 8 a 20 de julho, em Fortaleza Com apoio da Fundação Nacional de Artes – Funarte, o projeto reunirá acadêmicos, críticos, pesquisadores e artistas da dança reconhecidos na cena internacional e nacional. Esta primeira edição é sobre O Devir das Técnicas de Dança na Contemporaneidade e acontecerá em espaços como a Academia de dança Vera Passos e na Vila das Artes, na capital cearense. O objetivo é promover o estudo e a problematização das distintas técnicas e métodos de dança que referenciam processos de formação e criação na contemporaneidade. Além de promover o intercâmbio de experiências e ideias entre os participantes.

Os cursos são: Espaços do Corpo, com Peter Goss (França); Dança de Rua e Contemporânea, com Vanilton Lakka (Brasil-MG); Consciência pelo Movimento e Jogos Corporais, com Angel Vianna (Brasil-RJ); Arte da Presença, com Sônia Mota (Brasil-MG); Dança Clássica e Improvisation Technologies, com Andrea Tallis (Alemanha/EUA) e Elementos do Movimento, com Regina Advento (Alemanha/ Brasil); e a residência artística Da ideia à forma, com Fabrice Ramalingon (França). Ainda haverá palestras com entrada livre, sem necessidade de inscrição. A ideia do projeto, de acordo com os idealizadores Ernesto Gadelha e Paulo Caldas, é contribuir para a qualificação técnica e artística dos participantes, incentivando a multiplicação dos referenciais de formação, pesquisa e criação em dança na cidade e no país. Ernesto explica que projetos como o Ateliê Internacional de 8 DB I dancabrasil.com.br

Dança vêm sendo realizados em vários países do mundo “representando para muitos estudantes e artistas uma possibilidade de acesso a uma multiplicidade de modos singulares de perceber e organizar o corpo na dança”. O projeto é realizado em cooperação com a Coelce, Casa de Cultura Alemã, Academia de dança Vera Passos, Vila das Artes, Universidade Federal do Ceará, através do ICA (Instituto de Cultura e Arte), Secretaria da Cultura do Governo do Estado do Ceará e Funarte. Produção da Via de Comunicação. Direção artística e pedagógica de Ernesto Gadelha e Paulo Caldas.

Sobre os participantes Andrea Tallis: Coreógrafa, bailarina e professora da Graduação em Dança da Escola Superior de Música e Artes Cênicas de Frankfurt. Ex-integrante do Ballet Frankfurt, dirigido por William Forsythe e professora convidada em várias companhias de dança da Europa e dos Estados Unidos. Angel Vianna: é figura referencial da dança contemporânea brasileira, tendo influenciado e formado várias gerações de artistas da dança. Fabrice Ramalingon: Coreógrafo de grande projeção no cenário francês trabalhou com artistas de renome mundial como Dominique Bagouet, Trisha Brown, Benoit Lachambre, Boris Charmatz e Anne Collod. Desde 2006 dirige a companhia R.A.M.a. Peter Goss: Sul-africano radicado na França, é referência no ensino da dança contemporânea para várias gerações de bailarinos franceses. Regina Advento: Bailarina do Tan-

ztheater Wuppertal, criado por Pina Bausch, há mais de 15 anos. Sônia Mota: Bailarina, coreógrafa e professora de renome internacional, dirige atualmente a Cia. De Dança Palácio das Artes (BH). VaniltonLakka: Bailarino, coreógrafo e professor, atua na interface entre a dança de rua e a dança contemporânea.

Profissionais realizadores do AID Direção Artística e Pedagógica: Ernesto Gadelha: Bailarino e professor com atuação no Brasil e exterior, é graduado em pedagogia da dança pela BallettakademieKöln e pósgraduado pela FolkwangHochschule (Alemanha). Atua regularmente como curador de festivais e como gestor na área de dança. Coordena a Escola Pública de Dança da Vila das Artes – Prefeitura de Fortaleza. Paulo Caldas: Coreógrafo, criou a companhia Staccato em 1993. Desde então, tem merecido prêmios nacionais e internacionais. Seus espetáculos já foram apresentados em diversas cidades no Brasil, Alemanha, Estados Unidos, França, Itália e Japão. É codiretor do dança em foco – Festival Internacional de Vídeo & Dança e professor dos cursos de Dança da Universidade Federal do Ceará. Onde: Academia de dança Vera Passos Rua José Vilar, 2707, Dionísio Torres (85) 3224-3963 Vila das Artes - Rua 24 de Maio, 1221, Centro (85) 3105-1402 + informações: atelieinternacionaldedanca@gmail.com


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BALLAC

Aconteceu

um festival para

Fotos - Divulgação

Sabemos que todas as formas de arte a Dança é a mais democrática, a mais antiga, a que exige do ser humano apenas o corpo e sua vitalidade própria para realizar-se. Nos últimos dois séculos, com o desenvolvimento da sensibilidade artística no mundo ocidental, a Dança se firmou como uma das maiores manifestações estéticas para todo o mundo. Entre os dias 29 de maio e dois de junho, a cidade de Camaçari, na Bahia, sediou no Teatro Cidade do Saber (TCS), a 8ª edição do Ballace - Festival Nacional de Dança. Além de apresentações, workshops, palestras, debates, exposições e feira de artigos de dança além de concursos em várias modalidades e categorias. O evento sediou a pré-seleção para o Youth America Grand Prix de Nova York em parceria com o Instituto Ipar através de sua representante Prof. Toshie Kobayashi e a pré-seleção para bolsas de es10 DB I dancabrasil.com.br

tudos na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil realizada pelo professor Maikon Golini, a fisioterapeuta Polyana Gomes e o bailarino Diego Cunha. O Ballace reuniu um corpo de jurados e professores consagrados e de alto nível; Toshie Kobayashi, Carlos dos Santos, Cristina Cará, Eleusa Lourenzoni, Lars Van Cauwenberg, Geraldo Ciuffo , Alice Arja, Ricardo Scheir, Edith Meric e Lu Spinelli também analista do evento. Os professores convidados para a banca, empenharam-se em contribuir para o desenvolvimento dos estudantes lhes oferecendo bolsas de estudos para cursos de verão em conceituadas escolas, estimulando os talentos que se revelaram durante o evento. Foram oferecidas um total de 31 bolsa de estudo, 7 grupos foram indicados para a final do Passo de Arte e 2 bailarinas ganharam vaga para a seletiva do YAGP. Instituições e cursos que premiaram

os bailarinos do Ballace: IX Temporada do Ballet Russo, IV Mostra de Dança do Método Russo, Pavilhão D, IOA, Cristina Cará, Faces Ocultas e Summer Program do Miami City Ballet.Como convidados especiais, o Ballet do Teatro Castro Alves (BTCA) abriu oficialmente o Ballace 2013 em um belíssimo espetáculo intitulado “...Ou Isso...”, dirigido por Jorge Vermelho e coreografado por Jomar Mesquita e Rodrigo de Castro. A Cia jovem Trampolim, coreografada e dirigida por Marcelo Moacyr, apresentou “Pivete”, inspirada no romance Capitães da Areia do escritor baiano Jorge Amado. Como solistas convidados, o premiadíssimo bailarino contemporâneo Leonardo Luz, o jovem estudante Pedro Pires premiado no Ballace 2011 e hoje estudando na Escola do Bolshoi e o bailarino da Cia Jovem do Bolshoi Brasil Diego Cunha, brilharam e arrebataram


CE 2013

BA

ficar na historia aplausos entusiasmados da platéia. Chama atenção o espaço privilegiado que sedia o Ballace, complexo integrado de educação, cultura, esporte e lazer, a “Cidade do Saber” com salas de aula montadas para dança além de ginásio e magníficos auditórios climatizados e bem estruturados tecnicamente. Se constitui num equipamento público do Município de Camaçari, cujo atendimento é dirigido a crianças, jovens, adultos e idosos, em cursos e oficinas de arte e cultura; espaços permanentes (Gibiteca e Brinquedoteca); escolinhas esportivas; atividades de promoção à saúde; treinamento de equipes/atletas de rendimento; apresentações de espetáculos de dança, teatro, música; realização, nas suas instalações, de cursos, seminários, palestras, workshops e treinamentos, promovidos por terceiros, ultrapassam a 150 mil atendimentos. O Ballace

2013, se constitui num exemplo concreto de evento cultural de alto nível, que incentiva a prática da dança como expressão artística e contribui para a difusão e desenvolvimento regional da Dança no Nordeste e no Brasil. Para que esse fato se concretizasse, a organização do evento possibilitou a apresentação dos trabalhos de dança produzidos por escolas, grupos ou bailarinos independentes, fomentando o surgimento de novas expressões artísticas, bem como, incentivando o aparecimento de novos talentos, à promoção e o intercâmbio da dança.Além de preservar, manter, divulgar e valorizar a cultura da Dança, o Ballace fomenta o comércio, o turismo e os serviços na cidade de Camaçari. A troca de informações e oportunidades de intercâmbio que ocorrem durante o festival é de grande importância para o crescimento e fortalecimento dos grupos

que aqui lá se encontraram vindos de todo interior do Estado e de várias regiões do país. A Revista Dança Brasil, cobriu todo o evento sendo representada pelo Sr.Ivan Grandi seu editor, entre outros parceiros fortes que apoiam o Ballace desde a sua primeira edição como as marcas Só Dança e Capézio, Cidade do Saber, Prefeitura e Secretaria Municipal de Turismo de Camaçari. Ressaltamos o trabalho sério e profícuo de Anna Cristna Gonçalves, idealizadora e realizadora do Ballace e sua equipe, que acolheu a todos com muita hospitalidade. O comprometimento, o respeito, a confiança e lealdade, a integridade e o espírito empreendedor dos organizadores do Ballace, fizeram florescer e frutificar em Camaçari/ Bahia, um dos maiores festivais de Dança do Brasil. Por Lú Spinelli

Fotos - Divulgação

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Encontro

SP

RJ

Congresso Internacional

A IV Edição do Congresso Internacional de Dança da cidade de Campos dos Goytacazes, que faz parte do Calendário Oficial de Eventos da Cidade, acontecerá entre os dias 26 de agosto a 01 de setembro de 2013, no Teatro Trianon, Ruaww Marechal Floriano, 211 - Campos dos Goytacazes. Com 7 dias de duração, o evento será ponto de encontro de bailarinos, coreógrafos e admiradores da arte da dança. Neste ano além das palestras, oficinas e apresentações, já presentes nas edições anteriores, acontecerá o “1º Concurso Internacional de Dança” que será realizado do dia 29 ao dia 31 de agosto, nos gêneros: Clássico de repertório, Clássico Livre, Neoclássico, Contemporâneo e Jazz. Serão oferecidas bolsas e vagas, para o Summer Course 2014 do Miami City Ballet Scholl; bolsas para o Cuballet 2014; vagas para representantes brasileiros para a final do Festival Tanz Olimpic em Berlim, sendo que um solista será agraciado com suas passagens e estadia, pagas pela organização deste evento. Serão concedidos ainda premiação em dinheiro aos diretores dos grupos, pelos trabalhos que obtiverem as maiores notas, em cada categoria (juvenil, sênior e avançado) a cada noite competitiva. O prazo para as inscrições será até o dia 09 de agosto de 2013 ou enquanto houverem vagas. Não haverá seleção para os inscritos. O cadastro será feito por ordem de inscrição até o preenchimento total das vagas. As inscrições deverão ser feitas via e-mail congressodanca@ hotmail.com e, possíveis dúvidas, com relação às inscrições poderão ser sanadas através deste mesmo e-mail ou através dos tels.: (11) 3902-5319 ou (11) 98810-2125 com a Comissão Coordenadora do evento.

Espetáculo

OCORRÊNCIAS e AFRO MARGIN

Resultados de pesquisas realizadas ao longo de quase duas décadas pelos bailarinos Wellington Duarte e Eliana de Santana, cada qual com seus caminhos distintos, os espetáculos de dança contemporânea OCORRÊNCIAS e AFRO MARGIN chegam aos palcos em um único programa. Com ingressos gratuitos, as apresentações acontecem de 18 a 21 de julho, de quinta-feira a sábado, às 20 horas e domingo, às 19 horas, na Galeria Olido e de 30 de julho a 1º de agosto, de terça a quinta-feira, às 20 horas, no Centro Cultural São Paulo. Onde em São Paulo: GALERIA OLIDO – Sala Paissandu Avenida São João 473 – Centro CENTRO CULTURAL SÃO PAULO Espaço Cênico Ademar Guerra Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso

“Eu vou invadir” de Clawdia Ejara vira Hit

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SP

A musica ‘Eu vou invadir’ da cantora brasileira Clawdia Ejara caiu no gosto de dançarinos profissionais e amadores de todo o mundo. Produzida pelo americano Legend Da Beatslaya, o hit é sucesso em países como Taiwan, Japão, China, Coreia do Sul, Vietnã, Malásia, Rússia, França, Ucrânia, Estados Unidos e Brasil. Mais de cem vídeos de showcases e batalhas de dança circulam pela internet ao som de ‘Eu vou invadir’. O sucesso é motivo de orgulho para Clawdia, que desde jovem está inserida no meio das danças urbanas. “Fiquei emocionada porque achei que a dança já havia me dado tudo que precisei. Para minha surpresa, os dançarinos vieram com mais este presente em um momento importante da carreira”, destaca a cantora que trabalhou como fotógrafa e produtora na área da dança ao lado do marido Frank Ejara. Entre os dançarinos dos vídeos destaca-se o americano Sweepy, da Rock Steady Crew, que já fez participações em clipes de Missy Eliot e Wiclef Jean. As participações dos poppers japoneses Kite e Gucchon e do francês Franquey no ‘Funk Zilla Game Popping Battle’, em Taiwan, também chamam atenção. Em Junho o video oficial da musica chegou a internet e já alcançou muitas visualizações em poucas semanas. E como não poderia ser diferente, o clipe conta com a presença de diversos nomes das Danças Urbanas do Brasil como: Andre Bidu (F2), Marcio Alves, Mia Omori, Feboogz (Ritmo Soul’to), Ivo Alcantara (Chemical Funk), Pikolé (Ritmos Family) dentre outros alem de ser dirigido por Frank Ejara. ‘Eu vou invadir’ é faixa do álbum ‘Amanhecer’ da cantora e já está à venda em lojas físicas e pelo itunes. Informações: www.clawdiaejara.com.br - Veja os videos: http://www.youtube.com/user/ meccanismo1


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OPORTuNIDADE

RJ

AcONTEcE

MG

“Se eu pudesse entrar na sua vida”

Audição Theatro Municipal do Rio de Janeiro, anuncia AUDIÇÕES para papeis solistas das seguintes óperas de sua Temporada 2014: CARMEN - de 18 de março a 15 de abril SALOMÉ - de 2 a 26 de junho de WOZZECK - de 4 a 31 de agosto A FLAUTA - de 3 de novembro a 7 de dezembro As audições, serão realizadas neste ano de 2013 em dois locais: • na ITÁLIA de 6 a 10 de agosto Inscrições até o dia 25 de julho. Para as audições na Itália: info@ musicarivafestival.com • no BRASIL, no Rio de Janeiro, dias 19, 21 e 23 de setembro - Inscrições até o dia 5 de setembro. Para as audições no Brasil: artisticatheatromunicipal@gmail.com + informações: info@musicarivafestival.com ou artisticatheatromunicipal@gmail.com

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Cia. de Dança Palácio das Artes apresenta ocupação performática no Inhotim A Fundação Clóvis Salgado, em parceria com o Instituto Inhotim, realiza a ocupação performática Se eu pudesse entrar na sua vida, da Cia. de Dança Palácio das Artes, de 26 a 28 de julho, às 15h, dentro da programação do Inhotim em Cena. O espetáculo apresenta um recorte de diversas coreografias desenvolvidas pelo Grupo ao longo dos seus 42 anos de existência. A direção geral da montagem fica a cargo de Sônia Mota, vencedora do Prêmio Bravo! Prime Cultura, na categoria Melhor Espetáculo de Dança de 2008. A apresentação é gratuita para os visitantes do Inhotim. Se Eu Pudesse Entrar na Sua Vida foi apresentado, em maio deste ano, no CentoeQuatro, espaço cultural de Belo Horizonte, com lotação máxima. A performance no Inhotim toma novos contornos. A partir do dia 17 de junho, a Cia. de Dança Palácio das Artes inicia a construção do espetáculo no Instituto, experimentando e preenchendo seus espaços. “Acho importante ocuparmos outras cidades, sair do palco italiano e ir para ruas, galerias, museus, levar a dança para lugares onde normalmente as pessoas não a veem”, afirma Sô-

nia Mota, diretora da Cia. de Dança e responsável pela direção geral da ocupação performática. Sônia acredita que ações como essa são importantes para a formação de público em dança. Os bailarinos irão desenvolver releituras contemporâneas de fragmentos de coreografias já apresentadas pela Cia., que foram adaptadas para a ocupação do espaço. O público poderá relembrar trechos de peças consagradas como Giselle (1983), Sonhos de Uma noite de Verão (2002), Transtorna (2006) e 22 Segredos (2009). A trilha será executada ao vivo por músicos convidados pelo Grupo. A ocupação, que acontece no jardim do Instituto, próximo ao Magic Square, foi realizada pela primeira vez em comemoração aos 40 anos da Cia., em 2011, no Palácio das Artes, e agraciado com diversos prêmios na 8ª edição do Prêmio Usiminas Sinparc. Quando - 26 a 28 de julho Horário: 15h Onde - Inhotim Endereço: Rua B, 20, Inhotim, Brumadinho, MG fcs.mg.gov.br / 31 3236-7400


Agenda

SP

Curso de Férias Mostra Dança Para quem sonham em viver da dança o mês de julho não é de férias e viagens, e sim de aprendizado e aperfeiçoamento. É nesta época que também acontecem os melhores cursos de férias que acrescentarão qualidade e técnica ao currículo de um bailarino e será o momento em que o ABC se renderá aos encantos e aprimoramentos desta arte encantadora. A cidade de São Bernardo do Campo foi escolhida para sediar a 2º edição do Curso de Férias Mostra Dança no Grande ABC. Nesta edição o curso contará com professores e bailarinos (de várias nacionalidades) renomados do mundo da dança e com experiência em grandes e famosas companhias de ballet. São eles: Olga Dolganova (Russia),Toshie Kobayashi (Brasil),Jhean Allex (Brasil), Kostya Biriuk (Ucrânia),

Francisco Ribeiro (Brasil) e Diego Mejía (Equador). A grande novidade da edição de julho será a modalidade de Dança Folclórica Russa, será a primeira vez que os bailarinos terão acesso esta aula que será ministrada pelo professor Kostya Biriuk. E desta vez os bailarinos e bailarinas também contarão com ensaios supervisionados pela coach Toshie Kobayashi, voltado para alunos que participarão de festivais de dança. Com direção do professor e coreógrafo Erick Silva e da bailarina e professora Stefania Petry, o curso tem por objetivo melhorar a capacidade técnica e artística dos alunos. Quando: 01 á 06 de julho Onde: Rua Gonçalves Dias, 240 Centro – São Bernardo do Campo Contato: (11) 4127 1038 ou contato@mostradanca.com

MG 4º FESTIVAL DE DANÇAS DO PIRANGA

O Festival acontecerá nos dias 06 - 07 e 08 de setembro de 2013 na cidade de Ponte Nova - MG. Sobdireção de Paulo Belico e Reginaldo Lopes o “Ponte Nova em Danças” terá Mostra competitiva, Palco Livre, Workshop e Palestras. + Informações (31) 3817-2452

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Festivais

PASSO DE ARTE

BR

Foto - Renaldo Azevedo

credenciados para a final, é como se houvesse vários festivais dentro de um só.”Festival de dança não é o começo nem o fim. È um meio. 16 DB I dancabrasil.com.br

Um local para as pessoas se olharem se conhecerem. Um espaço para ter parâmetros de como esta o seu trabalho e o de seus alunos. Nas competições regionais passaram mais de 300 academias, 5000 estudantes com 1260 coreografias, onde 613 trabalhos foram selecionados, além dos indicados nos eventos credenciados, isto faz do Passo de Arte uma referencia da dança acadêmica do país, “Temos um compromisso com a qualidade”, hoje é um evento único porque é pioneiro na formação e oportunidades de profissionalização de jovens talentos. Jurados das regionais: Espirito Santo : Lars Van Cauwemberg, Edy Wilson e Toshie Kobayashi - Minas Gerais: Aurea Hammerli, Zeca Rodrigues, Toshie Kobayahi e Eduardo Sô - Norte e Nordeste: Toshie Kobayshi, Bia Mattar, Edy Wilson e Lars Van Cauwemberg - São Paulo: João Vlamir, Ady Addor, Kika Sampaio, Anselmo Zolla e B. Girl Miwa. Escolhemos profissionais para compor o corpo artístico que estejam em busca de novos talentos. A realização do Passo de Arte da forma como fazemos, dá a alguns destes bailarinos e coreógrafos a oportunidade de conquistar bolsas de estudos em escolas e cias.nacionais e internacionais. “Hoje o pro-

jeto se constitui em um organismo vivo, uma rede de competições e festivais credenciados que atuam ao longo do ano conectando bailarinos, estudantes, profissionais e escolas de dança”, afirma Marisa Pivetta – Presidente do Instituto Passo de Arte.

Foto - Renaldo Azevedo

Uma rede de festivais que ocorre durante todo o ano em varias regiões do país e até no exterior tendo sua ação multiplicada pelos eventos credenciados. Prima por descobrir e proporcionar oportunidades de profissionalização a jovens talentos além de possibilitar ao professor reciclar seus conhecimentos com maitres internacionais. Este é o Passo de Arte um projeto que nasceu há 21 anos expandiu as raízes para países como a Argentina e Paraguai e hoje representa o concurso Youth America Grand Prix no Brasil. As regionais e os festivais credenciados estão relacionados a um projeto que visa o futuro dos bailarinos. Desses eventos saem os melhores talentos e grupos para a competição Internacional que acontece em julho na cidade de Indaiatuba, São Paulo. O foco continua a ser o aperfeiçoamento do professor e do estudante, as tardes e noites ganham o formato de blocos, divididos por gêneros, como sapateado ou clássico por exemplo. Com os resultados zerados das regionais e dos eventos

Foto Reginaldo Azevedo

PROJETO MOSTRA OS VARIOS SOTAQUES REGIONAIS DA DANÇA BRASILEIRA

Eventos credenciados: Festival de Dança Mery Rosa/SC Prêmio Desterro/SC Festival de Dança Ballace/BA Festival de Dança de Teresina/PI Festival de Dança de Cabo Frio/RJ Festival do Cons Paraguaio de Dança Festival Danzamerica/Argentina Dança Ourinhos/SP


Oportunidade

RJ

III Congresso Brasileiro de Dança Moderna I Prêmio Dança Moderna foi criado para estimular ainda mais o intercâmbio internacional visando o aprimoramento da Dança Moderna em duas vias, não apenas através da vinda dos professores estrangeiros para lecionarem no Brasil, mas através da concessão de três estágios com todas as despesas cobertas para os bailarinos que mais se destacarem no III Congresso Brasileiro de Dança Moderna.

Ana Luiza Favilla Coutinho da Escola La Danse Art & Cia da cidade do Rio de Janeiro foi uma das contempladas. O prêmio,bolsa de estudos na Alvin Ailey School, pode ser considerado um dos mais completos concedido por um evento de Dança no Brasil, com valor estimado em 10 mil e cobrirá as passagens aéreas, hospedagem para 4 semanas, alimentação, traslados locais e aulas.

Acontece

ES

Enesdança O Enesdança é o maior evento capixaba de dança na edição de 2013, o festival se apresentará em dois formatos: MOSTRA DE DANÇA e CONCURSO. Programação 11/07 CIA CONVIDADA 12/07 MOSTRA - VARIAÇÕES DE REPERTÓRIO AVANÇADO - CONJUNTO INFANTIL E ADULTO 13/07 MOSTRA E CONCURSO - VARIACÕES DE REPERTÓRIO INFANTIL E ADULTO - SOLOS, DUOS E TRIOS JUVENIL - PAS DE DEUX E GRAND PAS DE DEUX - CONJUNTO AVANÇADO e CONJ. INFANTIL 14/07 MOSTRA E CONCURSO - VARIAÇÕES DE REPERTÓRIO JUVENIL - SOLOS, DUOS E TRIOS INFANTIL - ADULTO E AVANÇADO - CONJUNTO JUVENIL

+ informações: 027-3225-1032

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Entrevista Divulgação

Cesar Lima

DB - Como foi o início de sua carreira? Cesar Lima: curiosamente eu não busquei o ballet como atividade inicial. Comecei a dançar num grupo de folclore na faculdade de Educação Física em troca de bolsa de estudos. Assim poderia contribuir com meus pais para o pagamento do curso. DB - Quais são suas influências na dança? CL: Fiz danças afro-brasileiras, sapateado, flamenco e ballet clássico. Tive excelentes professores que posso chamar, também de EDUCADORES, pois fizeram parte, não só da minha formação artística no sentido prático, mas da minha formação emocional no que tange à dança-arte. Posso citar, dentre eles os que mais me influenciaram não só na forma de, mais tarde, lecionar, como na forma de enxergar a dança. Foram Eric Valdo e Eugênia Feodorova. DB - Como você vê a vida do profissional de dança em nosso país? CL: Com muita tristeza e preocupação. Somos um país com um potencial enorme para a dança. Um povo que tem a dança “embutida” na alma. O número de bailarinos talentosos que temos é enorme e com a formação de escolas sérias e a evolução das já existentes, esse número aumenta a cada dia. Mas somos fadados a ver nossas estrelas irem embora em busca de seriedade, respeito, reconhecimento e, consequentemente, evolução. Qual bailarino se submeteria a trabalhar numa companhia que realiza 4 tempo18 DB I dancabrasil.com.br

radas de 6 ou 8 espetáculos por ano, ao invés de trabalhar numa companhia que realiza 8 espetáculos por semana? Bailarinos jovens (a dança é uma atividade para jovens) querem estar em cena, só a sala de aula não é o suficiente para formar. As opções são sair do país ou ficar aqui se especializando em ser “bailarino de concurso”. Profissionais da competição. Alguns desses concursos buscam ser vitrines, onde os bailarinos se expõem para conseguir contratos e/ou bolsas para Companhias ou Escolas fora do país. Claro, alguns bons bailarinos optam por ficar aqui. Estes, de alguma forma, encontram suporte para se manter no país até conseguirem se estabilizar e tentar construir sua vida como cidadãos. Resumindo: “Fazemos o melhor café, mas exportamos e ficamos com o que o acaso nos deixa.” DB - Qual sua opinião sobre os festivais competitivos de dança? CL: Alguns tem um objetivo bastante produtivo. Como disse acima, buscam, além de motivar os jovens a dançar e aprimorar sua técnica, fazer com que diretores de Companhias e Escolas os vejam e possam se interessar por eles, dando-lhes uma oportunidade melhor do que as que eles teriam na sua pátria. Outros não passam de “caça-níqueis” onde o objetivo é tão somente angariar fundos para os organizadores e para o comércio do entorno. Veja bem... claro que um Festival sério e bem intencionado gera movimento de capital. Favorece o comércio e o turismo, mas qual é o foco principal? O bailarino ou o fluxo de caixa? DB - Qual seu maior sonho profissional? CL: Estudar mais sobre pedagogia de BALLET na Rússia. DB - O que é a dança para você? CL - Paixão, amor, admiração, respeito, abnegação, dedicação e consequentemente um modo de subsistência (foi a profissão que abracei).

Oportunidade

SP

iN SAiO Cia. de Arte Audição A iN SAiO Cia. de Arte, dirigida por Claudia Palma, a AUDIÇÃO que será realizada nos dias 17, 18 e 19 de julho de 2013, para bailarinos/ intérpretes-criadores (homens e mulheres) interessados em compor o elenco do projeto DARK ROOM, contemplado pela 14a edição do Programa Municipal de Fomento à Dança. A audição acontecerá em três etapas: pré-seleção por currículo e carta de interesse, primeiro encontro prático eliminatório e, em seguida, aprovados neste encontro passarão os próximos dois dias de audição junto à direção e elenco. Após o resultado final, a companhia manterá uma carga horária de 4 ensaios semanais, com 5 horas de duração cada. Mais informações sobre dias e horários podem ser obtidas pelo e-mail insaiociadearte@gmail.com. Onde: Galeria Olido (Avenida São João, 473 - Centro - S. Paulo) Quando: 17, 18 e 19 de julho (quarta a sexta-feira), das 14h às 18h INSCRIÇÃO: Enviar, até dia 14 de julho, currículo resumido (máximo de 10 a 15 linhas), foto de rosto, foto em cena e carta de interesse para insaiociadearte@gmail.com (favor colocar no assunto: “Audição Dark Room”). + informações: www.insaiociaarte. blogspot.com / insaiociadearte@ gmail.com


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Perfil

MG Divulgação

Cristina Helena

Mestre de ballet e coreógrafa, uma carreira expressiva, uma história paradoxal na dança. Teve sua formação clássica normal para uma jovem de sua idade, até os 16 anos, morando em Belo Horizonte estudou com a Maitre Ana Lúcia de Carvalho. Seguiu para Torino, Itália, onde cursou Ballet clássico no Conservatório de Ballet. Aos 18 anos se mudou para Toronto, Canadá, tendo recebido uma bolsa de estudos no “Toronto Dance Theater”. Lá, teve o primeiro contato com a técnica moderna Martha Graham. Nascia então a inquietude, redescoberta pela arte do movimento, nascia uma nova perspectiva e decisão. Cristina era intrigante, e passava em seu volume didático, imposições técnicas que inovaram os universos do Ballet e da Dança moderna, gerando um comando próprio em sua didática. Foi pioneira em inúmeras citações da Dança em nosso país. Prêmio no Concurso da Ópera de Paris em 1986, conquistando Medalha de bronze como Maitre e coreógrafa; medalha de ouro nos Dois primeiros concursos de Dança e Festivais acontecidos no Brasil: -Como Solista no CBDD e no Festival de Brasília (grupo e coreógrafa). -Primeiro lugar solo contemporâneo no 1° concurso mineiro de Dança, movido pela imprensa dos diários associados e pelo CBDD, 1980. Foi uma das fundadoras e Conselheiras do Festival de Dança de Joinville, tendo sendo a única, como personalidade da Dança, a ministrar cursos para

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o Festival, participar como bailarina do seu grupo, o então Grupo OZ Cia de Dança, sendo premiada em 1° lugar e receber o Troféu Imprensa pelo destaque do Festival. Cristina é uma visionária, sempre em busca do incomum. Como coreógrafa, tem obras que se apresentam nos Estados Unidos, Alemanha, Itália, Suíça, França, Argentina, Paraguai e Bolívia. Suas composições e trajetórias a fizeram merecedoras dos prêmios: “Medalha Honra Artística”, entregue pelo então Presidente Tancredo Neves, “Medalha da Inconfidência” entregue pelo governo do Estado de MG. “Medalha Personalidade Visão” entregue pelo chefe da Casa Imperial do Brasil, Dom Orleans e Bragança. “Prêmio Fundacem”, melhor Cia e Coreógrafa. “-Amo o que faço, porque amo o ser humano... Tento abraça-lo em sua mais profunda intimidade quando ministro aulas ou coreografo. Procuro compartilhar do elemento e respirar com ele, impulsionando ao Belo!” ....”Para criar novos mercados para o bailarino que seja estudante ou profissional, retiro meu figurino...” “-Fomos a 1ª Cia de Dança de Minas Gerais a apresentar em concursos Nacionais e a 1ª a competir no exterior. Trazíamos para Minas inúmeros prêmios e convites. Nossos bailarinos representaram o Brasil a convite do governo de Cuba, em 1988. “-O Brasileiro não tinha a característica competitiva, éramos quase desbravadores, atraímos a atenção, quando anunciavam Brasil, como aconteceu no Concurso da Ópera de Paris, em 1986, que ganhamos Medalha de Bronze e Melhor coreógrafa.” “-Ganhamos o 3° lugar em Varna e premio de melhor Partner, em 1994, além disso, premio Super Ouro em Osaka, Japão. Era a 1ª vez que Brasileiros impunham sua técnica.” “-Lembro-me da polèmica que gerei, quando André Valadão, Fernanda Diniz e Caroline Pagano se apresentaram com Pas de Deux em Joinville. Nunca

havia antes, se apresentado nos concursos, pas de deux na categoria Junior... Foram o pioneiros e o 1° menino, daquela época. -“Ganhamos premiações do Mercosul em 1990, de uma única vez recebemos:Melhor coreógrafa, melhor Grupo e melhor bailarino. Éramos empreendedores da Dança, era então CRISTINA HELENA uma renovadora não apenas em estilo artístico, mas em Perfil, enfatiza Cristina. Cristina fundou a 1ª Companhia Brasileira em parceria com a Federação das Indústrias, SESI Minas Gerais. Fundou-se a “Companhia de Dança Sesiminas”, criando fronteiras, gerando mercado de trabalho e qualidade. Buscava-se todo o tempo administrar com excelência sem esquecer a principal motivação do Serviço Social da Indústria. “-Em 1992, nos apresentamos com Fernando Bujones, o bailado “Paquita”. Nosso corpo de baile eram jovens de 11 a 14 anos. Fernando amou e recebi elogios pela técnica daqueles jovens. Nascia realmente o 1° Ballet Profissionalizante jovem no Brasil, naquela noite”. “-Hoje, após 23 anos, levamos a dança clássica a inúmeras cidades mineiras, inflamamos a dança e a cultura em Minas Gerais, com apresentações, muitas vezes conjuntas, com nossa orquestra de câmera Sesiminas. Isto é único e maravilhoso!” Cristina fundou também, há 13 anos, a 1ª escola Municipal de Dança em Minas Gerais, em Nova lima, hoje com 600 alunos. “-Me sinto parceira, cúmplice, as vezes responsável ou Mãe, por isso prossigo firme e convicta que o amor a Dança deve abranger ao ato com o dançar” “-Sou convicta que o amor à Dança me torna cúmplice e até responsável, não só pelos atos do corpo, mas pelo conteúdo humano, por isso prossigo em buscar novos mercados geradores e construtores de uma realidade que mereça não apenas aplausos, mas credibilidade e crescimento”.Termina Cristina Helena.


Em Cartaz

RJ

JOGO DE DAMAS com a Esther Weitzman Companhia de Dança

A mais nova criação da Esther Weitzman Companhia de Dança comemora os 14 anos de atividades da Companhia e leva para o palco do Espaço SESC oito intérpretes mulheres, entre 21 e 51 anos, com experiências e formações de dança variadas, para formar o Jogo de Damas. “Jogo de Damas promete o lúdico e o poético ao público iniciado e não iniciado nos jogos da dança contemporânea, investindo no quanto as variadas intensidades afetivas geradas na atualidade do jogo atuam na corporeidade dançante a ponto de transforma-la continuamente no

atrito da experiência. Possibilidade de atar o laço entre palco e plateia que, uma vez dentro da casa teatral, são também tornados partícipes entre si de um ato de jogar”, comenta a pesquisadora, diretora e professora de dança Thereza Rocha. A companhia dirigida pela coreógrafa Esther Weitzman chancela a criação desta nova obra seguindo o investimento de unir os seus integrantes com intérpretes especialmente convidados. Onde: Espaço SESC - R. Domingos Ferreira, 160 Rio de Janeiro - (21) 2547-0156 Quando : até 14 de Julho

Aconteceu

RS

Dança Bagé O 11º Dança Bagé, festival organizado pela Prefeitura do Município, reuniu mais de 2 mil bailarinos de diversas partes do Estado, País e Cone Sul no Centro Cultural Auxiliadora do município, de 13 a 16 de junho. Durante a programação, oficinas e fóruns foram realizados para atualização dos bailarinos participantes dos 55 grupos inscritos. O evento teve como ponto alto a apresentação do coreógrafo e bailarino carioca Carlinhos de Jesus e Michele Barreto, O evento teve a coordenação de Anacarla Flores, diretora da Casa de Cultura Pedro Wayne e realização da Secretaria de Cultura de Bagé.

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cOmEmORAçãO

Quasar Cia A Cia. completa 25 Anos e o Dança Brasil entrevista com

Como foi a criação e o início da Cia? Henrique Rodovalho - A Quasar foi criada em fevereiro de 1988 em Goiânia/GO, com bailarinos genuinamente goianos. Sob a vontade de Vera Bicalho de dar continuidade à dança, ela reuniu ex-bailarinos de um grupo de dança amador, que tinham o mesmo interesse na dança, e propôs a formação de uma companhia de dança profissional. Assim, com a ansiedade e vontade de serem profissionais formou-se, através de uma associação, a Quasar Cia de Dança. O nome escolhido para o grupo partiu da sugestão de um amigo em comum Dr. Wilmar, e seu significado é: “Um corpo celeste com extraordinária capacidade de irradiação de energia. Os quasares já brilham há 15 bilhões de anos. Quando jovens são muito intensos e ofuscam estrelas, mas é no momento em que atingem essa idade madura que se permitem ser admirados em sua plenitude.”Dentre os bailarinos convidados a participar da Cia, Henrique Rodovalho estava presente e desde esta época já expressava seu interesse em coreografar, portanto assumiu esta função, bem como dançar também. Assumi a função de produção e bailarina. E assim surgiu a Quasar com o propósito de buscar uma identidade própria na dança contemporânea. Este início, como de qualquer outro grupo independente, imprimia em todos os integrantes a perseverança, a credibilidade e a confiança para começar um trabalho profissional, mas sem nenhum recurso financeiro. Assim,

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sem nenhum tipo de renda ou subsídio, nossos ensaios e aulas eram em horários alternativos, pois tínhamos que trabalhar em outros lugares no horário comercial. Em 1996, foi um marco, pois conseguimos nos estruturar profissionalmente, dedicando exclusivamente para a Quasar, cumprindo um carga horária de aulas e ensaios e principalmente realizando o pagamento de salário aos bailarinos através das normas da CLT. Nos anos 90, não havia outras formas de políticas públicas, a não ser a Lei Rounet (1991), e como uma lei nova e um grupo recém criado, era muito difícil o acesso ao programa de renúncia fiscal. Conseguimos muitos colaboradores, principalmente nossos familiares, bem como espaços físicos para ensaios, gráficas, design gráfico, fotógrafos, filmagens, ente outros.

Quais são foram as influências durante a formação da Cia? Vera Bicalho - Acredito que possamos dizer primeiramente uma grande inspiração que nos levou para novos olhares para dança contemporânea, foi o espetáculo “Paixão”, de Victor Navarro, que impressionou Henrique Rodovalho, fazendo-o perceber o quanto a dança poderia alcançar. Como único coreógrafo e diretor artístico da Quasar, Henrique Rodovalho, é coreógrafo versátil, pesquisador, observador, enigmático, virtuoso. Sua fundamentação na pesquisa, experimentação e estilo de

coreografar ao longo desta trajetória está refletida em uma formação autodidata, que sofreu influências pelo seu histórico de vida, atleta de artes marciais, graduado em educação física, pesquisador de música e admirador e apreciador do cinema. Como é o dia a dia da Cia? Vera Bicalho - Hoje, a Quasar Cia. de Dança é constituída legalmente como empresa, e seus funcionários cumprem uma jornada de trabalho de acordo com o estipulado pela legislação. Os bailarinos tem uma carga horária diária de 6 horas de trabalho, de segunda a sexta-feira, distribuídos em aulas de ballet clássico, contemporâneo, Pilates, condicionamento físico, ensaios de repertório e novas criações, bem como os projetos de apresentações locais, circulação nacional e internacional. Já a equipe de produção e administração, tem uma carga horária de 44 horas semanais. A Cia além de ter o elenco profissional, ainda conta com a criação e gestão da Quasar Jovem, um programa de formação e qualificação em dança contemporânea para jovens bailarinos, a gestão de uma sala-teatro multiuso, atendimento a demanda de estagiários brasileiros e estrangeiros, projetos de pesquisa de graduação, banco de dados de imagens e jornalístico, Elaboração, promoção e execução de projetos culturais no Espaço Quasar. No total são 19 profissionais envolvidos diretamente em todas estas atividades.


de Dança

Go

exclusividade Henrique Rodovalho e Vera Bicalho Como você vê a participação do governo e patrocinadores privados em relação ao apoio das Cias no Brasil? Vera Bicalho - Vejo de uma forma muito importante e necessária. Sem esta participação do governo através de politicas públicas e programas diretos de patrocinadores privados, nos tempos de hoje, corremos o risco de não existir mais. A Cia está completando 25 anos o que destaca nesta jornada? Depois que imprimimos nosso nome no cenário nacional, em 1996, com o espetáculo “Versus”, acreditamos que podemos destacar a qualidade artística desenvolvida nestes 25 Anos. Com uma linguagem peculiar, que tem reconhecimento de público e de crítica, que nos faz permanecer como um dos mais importantes representantes brasileiros na dança contemporânea. Os números também merecem destaque. Nesta jornada, já apresentamos em quase todo o território brasileiro, nas Américas do Norte, Central e do Sul, Europa, Ásia e África. De 1988 a 2012 a Quasar Cia. de Dança tem em seu currículo: 23 espetáculos; 23 países visitados; 73 bailarinos que já integraram seu elenco, 832 apresentações. Você preparou uma agenda diferenciada para as comemorações dos 25 anos? Vera Bicalho - Sim, preparamos uma programação bem interessante. Estreamos no final do ano passado o espetáculo “no Singular”, que já

estava previsto para entrar na programação de aniversário dos 25 anos da Quasar e que continuará em circulação em 2013. Além deste espetáculo, no primeiro semestre, estaremos apresentando espetáculos de repertório em circulação nacional e internacional, além dos ensaios das novas obras. Estamos em processo de montagem de dois espetáculos para acontecer no segundo semestre, um que será apresentado em um grande teatro no formato arena, pois o espetáculo precisa ser visto por todos os ângulos e o outro será um espetáculo que será projetado nos edifícios em vários bairros da cidade. Como é de praxe, nossas pré-estreias acontecem sempre em Goiânia/GO. Dentre as apresentações previstas, estão inclusas em nossa programação, apresentações sociais para alunos das escolas da rede pública e de projetos sociais relacionados à arte e à cultura. Para a Quasar Jovem será realizada a montagem de um espetáculo com coreografia de Henrique Rodovalho. Além da ocupação dos palcos da nossa cidade, iremos oferecer algumas oficinas de dança contemporânea no Espaço Quasar. Abaixo a agenda dos 25 anos da Cia do segundo semestre: Setembro – Pré-estreia do novo espetáculo – Goiânia/GO 5 e 6 Outubro – Estreia do novo espetáculo - São Paulo/SP – Teatro Alfa Estão previstas apresentações nas cidades de Brasília/DF e Belo Horizonte/MG e a circulação nacional do projeto LOGOS DIÁLOGOS- 6 Suítes de Bach. dancabrasil.com.br I DB 23


Estréia

AM

Corpo de Dança do Amazonas tem estréia em Setembro

Tudo pronto para a apresentação de aniversário do Corpo de Dança do Amazonas (CDA), que faz parte dos corpos artísticos mantidos pela Secretaria de Estado de Cultura (SEC). A montagem deve ganhar os palcos em setembro. Segundo a direção da companhia, houve alguns contratempos, sobretudo de agenda do coreógrafo convidado, Mário Nascimento, que obrigaram o adiamento do espetáculo.

foto: Alberto César Araújo

Previsto para acontecer no Teatro Amazonas, o evento que celebra oficialmente os 15 anos do CDA traz como característica principal a integração entre segmentos distintos de arte, como a concepção musical coordenada pelo maestro Marcelo de Jesus, por meio da Orquestra de Câmara do Amazonas (OCA), e com criações do DJ e produtor musical Marcos Tubarão, que concebeu nada menos do que oito obras para a montagem. “Na verdade, faltam poucos ajustes para afinar o espetáculo inteiro. Vamos aguardar o retorno do coreógrafo Mário Nascimento a Manaus para afinar os últimos detalhes com os bailarinos”, diz a diretora do CDA, Monique Andrade. O espetáculo, ainda sem nome divulgado, será executado tendo como base referências que passam por reggae, jazz, hip hop e soul music, por exemplo. Além disso, estão previstas projeções de imagens compostas de elementos amazônicos, sem se fixar o clichê natural. De fato, Mário Nascimento volta a atuar com o CDA, nesta oportunidade. Em 2011, o artista concebeu a montagem e o figurino do espetáculo “Cabanagem”, em Manaus. A produção dessa nova parceria teve embrião ainda em 2012. O Mario Nascimento - coreógrafo de Belo Horizonte/MG afirma que o projeto é ousado. 24 DB I dancabrasil.com.br

RJ

A Vida em Seis por Oito No dia 4 de julho, no Centro Cultural Anglo Americano, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, às 20 horas, cerca de cem alunos da rede estadual do RJ, professores e amantes da dança poderão conferir a apresentação do espetáculo “A Vida em Seis por Oito”, que integra o projeto “Dançar Educa?” – premiado pelo programa Apoio à Difusão e Popularização da Ciência e Tecnologia – 2012, da Fundação Carlos Chaga Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro. Coordenado pela Denise Lannes, Diretora do Mestrado Profissional em Educação e Gestão em Biociências e suas Tecnologias da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e tendo como diretor artístico João Silveira, conhecido no meio artístico como John Gaucho, a peça mistura tradição e modernidade com a fusão do balé folclórico sulino e da dança contemporânea. Mais do que isso – a dança reúne música (com seis músicos de renome no palco), artes plásticas (com a participação do artista plástico paulista Pas Schaefer, grafiteiro e formado em Ciências Naturais pela USP) e educação (com intuito de entender como professores, estudantes e público em geral interpretam os modos de conhecer arte e educação no meio escolar e na sociedade). Um projeto que pretende estimular o aprendizado de forma simples, aberta a subjetividades e a práticas diversificadas de educação. Confira o teaser do espetáculo: http://www.youtube.com/watch?v=Lf1M4snf2ic


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Perfil 2

Christina Kammuller

BA

por Gilmar Sampaio

Nascida em Sao Paulo, a bailarina Christina Kammuller herdou de sua mãe (Ignez Kammuller, eximia professora de pintura em porcelana) o amor pela arte. Ainda em São Paulo , com 10 anos de idade dá inicio a suas atividades de dança na escola de Halina Biernacka. Por problemas de saúde, sua família muda para Salvador e Christina só retorna ao ballet com 15 anos na Escola de Ballet do Teatro Castro Alves. Dotada de um físico não exatamente ideal para uma bailarina clássica, Christina trabalha duro para vencer os obstáculos. Em 1978 foi contratada pelo Ballet do Teatro Guaíra em Curitiba tendo como diretor artístico e coreografo o português Carlos Trincheiras, tornou-se bailarina principal algum tempo depois. “Tenho muito respeito por Trincheiras, com ele aprendi a dançar, a ser eu mesma, e entender que tinha algo a ser compartilhado no mundo da dança. Ele soube aproveitar de mim todo o meu potencial artístico...felizes são os artistas que encontram alguém que consegue entrar na sua alma....eu encontrei! Carlos Trincheiras, um diretor serio e muito criativo, deu à companhia a oportunidade de trabalhar com vários corógrafos internacionais como Maurice Bejart e varios outros. “ a dramaturgia era muito explorada pelo coreografo português, e isso aliado com a liberdade que sempre me deu, fez com que a minha passagem pelo Guaíra fosse uma experiência única. Aprendi muito com ele! Saindo do Brasil em 1986, Christina

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foi para o Canadá, onde permaneceu 1 ano dançando em Toronto, Montreal e Quebec City. Com 32 anos, casada e com uma filha recém nascida ela vai para os Estados Unidos onde está até hoje. Dai aos poucos foi criado o Christi-

Divulgação

na’s Adult Ballet, hoje com mais de 100 alunos adultos com idades que variam dos 18 aos 70. Christina descobriu que trabalhar com adultos e extremamente gratificante.“Tenho uma relação muito especial com meus alunos, como não são crianças posso criar aulas bonitas com um conteúdo não somente técnico mas muito artístico também. Meus alunos valorizam muito a criação de uma aula de ballet bem coreografada e aceitam de uma forma incrível os desafios de enchaiments complicados. Temos um programa completo para adultos, 6 dias por semana com aulas para todos os níveis, incluindo ponta. Trabalhamos em todos os feriados com exceto no dia de Natal e Ano Novo. Todas as experiências passadas por Christina são levadas em conta, servindo de balizador para suas aulas, onde uma metodologia foi

criada se adequando a idade e o físico dos alunos, ninguém jamais e ridicularizado ou menosprezado. “Eu como professora tenho a responsabilidade e obrigação de achar os meios para que o aluno consiga melhorar em todas as áreas em que esta fraco. Christina’s Adult Ballet nao fazem espetáculos, mas sim uma aula publica anual onde os alunos tem o prazer e o orgulho de mostrar seu trabalho em frente de parentes, amigos etc...normalmente essa apresentação tem por volta de 35 alunos da turma avançada. “Kammuller é uma amante da beleza do movimento e quebra muitas regras quando elas não favorecem ao bailarino.” Com inteligência e visão sempre conseguiremos tirar movimentos bonitos dos bailarinos. Aprendi isso com o Trincheiras!” Nunca desistir de seu sonho e a máxima da mestra, e completa “ nunca aceitar como verdade se te disserem que você não poderá dançar pq seu corpo não e adequado, ou pq vc parece não ter talento para tal arte. As vezes como já foi constatado, bailarinos “fracos” podem se tornar grandes coreógrafos no futuro, desde que tenham tido uma boa instrução....os melhores coreógrafos que conhecemos não foram necessariamente bons bailarinos. Professores de dança, ao meu ver devem prestar muita atenção a esse detalhe, de sempre motivar o aluno que realmente quer aprender. Um aluno gordo, en dedans (como foi o meu caso), as vezes com um físico não muito bom pode contribuir muito para a arte da dança! Se alguém ama a dança...Dance! A parte mais bonita da dança vem de dentro!


Destaque

SP

AM

Festival Mova-se Solos, Duos e Trios

O Festival Mova-se: Solos, Duos e Trios, realizado entre os dias 26 a 30 de junho, no teatro Amazonas e da Instalação na cidade de Manaus, contou com uma programação paralela dedicada para profissionais e estudantes, além das apresentações de espetáculos diariamente. A primeira oficina foi realizada com a bailarina Sônia Destri do Rio de Janeiro com o tema “Danças Urbanas”. Ao todo cerca de 50 pessoas poderão conferir um trabalho minucioso de pesquisa das raízes culturais brasileiras e colocando este material em diálogo com as tendências contemporâneas da dança urbana, produzindo assim um material cênico e coreográfico riquíssimo e de uma potência avassaladora. Os espetáculos da Cia. Urbana de Dança, dirigida por Sônia, presentaram as identidades de seus bailarinos, suas referências e atitudes, um sotaque carioca, brasileiro e afro descendente, ao mesmo tempo traduzível ao mundo, inserindo-se afirmativamente no que há de mais contemporâneo em dança urbana. Divulgação ‘Cores e formas’ A segunda oficina foi conduzida pela bailarina Miriam Druwe. O tema “Sobre cores e formas” teve como objetivo mostrar como a dança contemporânea mobiliza afetos e pensamentos, motivando experiências artísticas e educativas. Apesar da sua versatilidade para configurar estados e modos de vida, nem sempre produz efeitos que resultem em uma identificação plena entre o público e a obra. A questão exposta é relevante porque está no horizonte de um pensamento sobre o desejável e o possível. Trata-se de tornar a experiência artística relevante. O desafio é tentar elucidar em que medida a fruição da arte pode, por si, ser compreendida enquanto atividade pedagógica e, investir na formação de espectadores objetivando uma intervenção reflexiva nos modos de estar e atuar culturais dos participantes dessas experiências. A oficina é toda voltada para as obras do Kandinsky (são mostradas obras, tecidos coloridos), cores e formas na composição de um quadro humano. Neste caso, o público alvo são crianças e adolescentes entre 5 e 16 anos. Apenas 20 vagas serão ofertadas. ‘Performance’ A terceira e última oficina foi realizada com Clarice Lima, de São Paulo, apresentado o workshop “Árvores”. A ideia foi criar uma discussão com artistas locais com o objetivo de prepará-los para realizar a performance bem como discutir a proposta e práticas de dança em espaços não convencionais. A performance cria paisagens temporárias na cidade que se tornam mais efetivas a partir do contato com os seus habitantes. + informaçóes: email tita.movase@gmail.com ou (92) 3633-4008.

Sra. Margareth A Cisne Negro Cia. de Dança considerada uma das melhores companhias contemporâneas do país e dirigida por Hulda Bittencourt, apresentou em junho duas obras no Teatro Sérgio Cardoso em São Paulo. O destaque do repertório ficou por conta da estréia de Sra. Margareth, do coreógrafo Barak Marshall, um dos maiores inovadores da dança israelense. Na programação também foi apresentada a obra Revoada, de Gigi Caciuleanu, presente no repertório da Cia. desde 2007. Estréia: Sra. Margareth teve pré-estréia em Viersen, durante a turnê internacional da Cisne Negro pela Alemanha. A obra “Sra. Margareth”, com excertos de “Monger”, é uma adaptação de Barak Marshall em formato de dançateatro para 12 bailarinos que conta a história de um grupo de funcionários, presos no porão da casa de uma patroa abusiva. Nesta obra, o movimento de Marshall é físico, afiado, rápido, com argumentos étnicos contemporâneos, altamente emotivos, visuais e teatrais. Na trilha musical da obra, Barak combina elementos da música cigana e do sudeste europeu, passando pela música clássica e rock. Sobre Barak Marshall: “Barak Marshall é um verdadeiro autor, exaltante coreógrafo de estilo forte e estilo único. Seu fervente trabalho muscular e original, é executado por excelentes bailarinos e por uma força interna e inteligente, que se mescla com sua eloquência que é cativante” – Le Nouvel Observatour.

Sra. Margareth - Foto Divulgação dancabrasil.com.br I DB 27


eSte Ê o Meu MunDo, o MunDo DA DAnÇA. luzia@dancabrasil.com.br

Ana cristina, Maria do carmo e tania caria

20 centavos

Diana Duarte, Renata Alencar, Marta Bayona e Ariele Gomes

helio Bejani e Marcelo Misailidis

waine Rose e Breno lucena

ely Diniz

eleusa lourenzoni, Ricardo orso, Aracy evans

Julio Bocca

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Jorge Vermelho - BtcA


cOmPETIçãO

Ru

XII Moscow Ballet Competition

Brasilerios em Moscou

De 09 a 19 de junho de 2013 aconteceu na cidade de Moscou, um dos mais tradicionais concursos de ballet do mundo. Mais de 20 países estiveram presentes entre eles o Brasil. A banca julgadora foi formada por várias personalidades da dança russa, entre eles Yuri Grigorovich, Uliana Lopaktina e Svetlana Zakharova.

A Comitiva de bailarinos brasileiros foi formada pelos jovens: Paula Alves, Alef Albert, Amanda Gomes, Marcos Vinícius, Rafaela Morel, Luan Batista, Mariana Carossa e Mateus Lourenço. Esses bailarinos foram acompanhados pela professora e pelo diretor da Especial Academia de Ballet Ana Maria Campos e Guivalde de Almeida e pelo diretor da Escola do Ballet Bolshoi no Brasil Pavel Kazarian. A competição é dividida em três dificílimas fases eliminatórias, onde os bailarinos apresentam-se em Ballet Clássico de Repertório Tradicional, Danças de Caráter e Dança Contemporânea, onde ao competidores de maior pontuação chegam na fase final.

por Guivalde de Almeida

Na grande final no palco histórico do Teatro Bolshoi de Moscou e acompanhados pela orquestra dessa casa, Paula Alves e Alef Albert , apresentaram-se com o Grand Pas de Deux de Don Quixote, Amanda Gomes e Marcos Vinícius , dançaram o mesmo repertório e Luan Batista com as variações de Don Quixote e La Bayadére. As Bailarinas Paula Alves e Amanda Gomes receberam menção honrosa, o bailarino Luan Batista premiado com a Medalha de Bronze na categoria Junior e Marcos Vinicius recebeu o premio de melhor partner também na categoria Junior. Mais uma vez o Brasil entre os gigantes da dança mundial, parabéns aos bailarinos e professores.

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Cena Musical

Rock in Rio Após fazer sucesso no Rio de Janeiro, Rock in Rio – O Musical chegou a São Paulo na primeira semana de junho e fica em cartaz, no Teatro Alfa, até meados de agosto. O espetáculo conta a história do maior festival de música do mundo e tem em seu repertório canções que atravessam gerações. ‘Primeiros Erros’ (Capital Inicial), ‘Somos tão Jovens’(Legião Urbana), ‘Every Breath You Take’(Sting) e ‘Estoy Aqui’(Shakira) são alguns exemplos disso. Uma das músicas mais bacanas da peça é ‘Kiss’, do cantor americano Prince, que no musical é cantada por Lyv Ziese e Bruno Sigrist. Por ser uma canção famosa, Bruno acredita que é um desafio cantá-la: “Eu pesquisei provavelmente todas as versões já feitas na história dessa música. O maior desafio foi fazer algo o mais original possível. Escolhi me inspirar na versão do Maroon 5, que é pouco conhecida”. Já Lyv, considera um presente poder cantar essa música no espetáculo: “Conhecia pouco do cantor, mas amava a música. Foi ótimo recebê-la para dividir com o Bruno, que é um profissional incrível e virou meu irmão nessa jornada” Apesar de contar a história de um festival de música que, quando acontece no Brasil, é sediado no Rio de Janeiro, Rock in Rio – O Musical já parece ter caído nas graças do público paulista. Lyv Ziese acredita que o sucesso em 30 DB I dancabrasil.com.br

O Musical

Marília Di Dio marília@cenamusical.com.br

São Paulo foi mais rápido do que no Rio: “No Rio foi um sucesso gradativo, aqui foi imediato. A recepção foi muito calorosa, o que me deixou muito animada”. Bruno Sigrist comenta que a energia do musical é o que cativa o público: “Acho que grande parte dos paulistanos nunca tiveram a experiência Rock in Rio, então

muitos não sabem da energia impressionante que ele tem, e é isso que a peça traz. Com duração de 3 horas e músicas contagiantes, o musical agrada o público de todas as idades. Os ingressos variam de R$40,00 a R$180,00 e podem ser comprados pela internet no site www.ingressorapido.com.br

Crédito:Divulgação


SP

Projeto Inovador de Teatro Musical em São Paulo

Michelle Camhaji michelle@cenamusical.com.br

Recentemente, o SESI-SP lançou seu Projeto Educacional em Teatro Musical. O objetivo é combinar o desenvolvimento do potencial criativo dos alunos da rede Sesi-SP de ensino, a capacitação profissional de atores e a formação de plateia para espetáculos de teatro musical. A ação inédita irá contemplar oficinas de vivência, cursos de formação de atores e montagens de espetáculos. Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Sesi-SP, explica a razão pela qual nasceu o projeto: “O teatro musical é um segmento muito importante da nossa indústria cultural. Tem público, tem talentos à disposição, mas ainda enfrenta carência de formação profissional” Para criar o projeto, o Sesi-SP contou com a consultoria da produtora paulista Atelier de Cultura, de Cleto Baccic, e também dos atores Saulo Vasconcelos, Sara Sarres, Vivian Albuquerque, dos diretores Floriano Nogueira e Christina Trevisan, e pelo maestro Carlos Bausys. E a primeira iniciativa do programa é a montagem do musical ‘A Madrinha Embriagada’, que tem estreia prevista para o dia 14 de agosto, no Teatro do Sesi-São Paulo. Com direção e tradução de Miguel Falabella, o elenco conta com grandes nomes do teatro musical brasileiro como Kiara Sasso, Sara Sarres, Saulo Vasconcelos e Paula Capovilla, além de outros 21 atores, cantores e bailarinos. Durante 11 meses, serão realizadas 325 sessões do musical com ingressos gratuitos, para ampliar e democratizar o acesso ao público. Todas as informações sobre o projeto e o novo musical você encontra no site www.sesisp.org.br Baccio, Miguel Falabella, Paulo Skaf, Walter Vicioni, João Carlos Martins - Foto: Everton Amaro

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sOcIAL

SP

Fórum de Dança de Santos

O Fórum de Dança de Santos tem como objetivo de acompanhar, discutir e propor ações que contribuam para a formação de público e profissionais, ampliação de mercado e constituição de políticas públicas para a dança na cidade. Trata-se de um movimento civil, apartidário de organização coletiva, sem constituição jurídica nem caráter corporativo ou sindical. O Fórum engloba artistas, professores, pesquisadores, críticos, produtores e/ou profissionais da dança ou áreas afins, identificados com os princípios e as finalidades do movimento e/ou apoiadores de suas ações. O Fórum de Dança de Santos quer identificar os profissionais e os grupos que atuam na área de dança na cidade de Santos. Para isso, preparou este sistema de cadastro virtual, que vai permitir o mapeamento da dança. Através do Cadastro Dança, podem ser armazenadas e divulgadas informações sobre artistas, professores, bailarinos, academias, espaços, coreógrafos, projetos sociais, entre outros. Com esta ação o Fórum de Dança de Santos, pode ter um parâmetro de quem são esses artistas o que fazem e assim traçar um panorama de uma forma mais abrangente e atual da produção de dança em Santos. Para se cadastrar, basta acessar o site: http://forumdedancasantos.wordpress.com/2013/06/12/ cadastro-danca/

AgENDA

8ª Fest & Art

SP

Dia 25 de agosto acontece no Cine Teatro Missericordia na cidade de Osasco – SP, que receberá grupos e companhias de dança de todo país. O Fest & Dance festival de dança também é uma seletiva do “Corpo em Dança 2013. + Informações 11 3903-2766 www.darinpromo.com

sOcIEDADE

Não é por R$ 0,20

BR

As manifestações atuais a partir de Junho ultimo trazem novidades. Dentre elas, que vivemos nos últimos 40 anos sob um sistema de comunicação dominado por jornais e TV que servem ao discurso de nossos governantes, já que parte da receita destes veículos provem dos governos. As manifestações atuais, estão desvinculadas deste sistema perverso, são expressões autênticas, porque não sofrem interferência de editores, partidos ou governo. A classe média está cansada de pagar a conta dos desmandos e da corrupção que por anos vem assolando nosso país. Para nós, brasileiros, sem experiência de participação social efetiva, essa descoberta encantada tem diversos significados, entre eles que o cidadão, esse desconhecido e até então adormecido em todos nós, pode ser uma parte de uma nova identidade social nacional que está nascendo. 32 DB I dancabrasil.com.br

Arquivo - DB


Capa

Dzi Croquettes Foto

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em Bandália

grupo que revolucionou o teatro brasileiro nos anos 70 “Dzi Croquettes espetáculo Bandália” - Ciro Barcelos fala sobre o espetáculo: “Bandalia, resgata a linguagem do teatro musical brasileiro, é um musical totalmente diferente dos musicais da Broadway. Uma linguagem ligada à tropicalidade, um mix entre vedetes, cabaré e o carnaval. A história acontece dentro de uma garagem abandonada. Um grupo de jovens atores assiste ao documentário “Dzi Croquettes” (2009), e decidem se apropriar daquele espaço para ter experiência de vida croquetteana. Para isso, eles convidam um Dzi original, Ciro Barcelos, para viver com eles e ensinar tudo sobre teatro”. Seguindo a linha antropofágica e anárquica que é a marca dos Dzi, a coreografia (de Barcelos) une jazz, samba, flamenco, bolero, tango e até parkour (modalidade esportiva em que os praticantes pulam muros e até prédios). A direção musical de Demétrio Gil também põe vários estilos no liquidificador, misturando Mutantes, Titãs, Mamonas Assassinas, João Bosco e Lou Reed. O elenco conta com os atores-cantores-bailarinos Ciro Barcellos, Cleiton Morais, Demetrio Gil, Franco Kuster, Leandro Melo, Pedro Valério, Sonny Duque, Thadeu Torres, Udylê Procópio e Kiko Guarabyra., Claudio Tovar assina o figurino e Bayard Tonelli faz participação especial. A ousadia vem colhendo frutos. Inicialmente, o espetáculo, que estreou no Rio de Janeiro em outubro 2012, fica até o dia 28 de julho no Teatro Glauce Rocha. Além do espetáculo e acontece ainda exposição Dzi Croquettes 40 anos, também lançando livro de fotos e depoimentos contando a trajetória do grupo. Em Setembro nos dias 6 e 7 no Teatro Castro Alves em Salvador – BA, nos dias 13 e 14 de Setembro em Aracaju, dias 20 a 25 de Setembro em Nova York / Central Park. Em Outubro o grupo segue para Florianópolis, Porto Alegre e Curitiba; já em Novembro e Dezembro interior de São Paulo e capital.

Saiba mais sobre os “Dzi Croquettes” Há 40 anos, um grupo de atores decidiu fazer resistência à Ditadura Militar. Em uma época em que todos sofriam com a censura, treze homens barbudos e cabeludos se vestiam de mulher para dançar e cantar em cima dos palcos. Incentivados pelo bloco das piranhas, o grupo Dzi Croquettes foi um marco na cultura brasileira e serviu como inspiração para muitas outras manifestações. dancabrasil.com.br I DB 33


Capa

Ciro

Ivan Grandi - Como foi o inicio de sua carreira? Ciro Barcelos - O inicio da minha carreira se deu, em 1970 aos meus 17 anos de idade, quando debutei no musical Hair. Logo após integrei a formação original para a montagem do Dzi Croquettes, e daí pra frente não parei mais. Lennie Dale foi meu primeiro professor de dança (ele foi o precursor do jazz dance no brasil e se hoje existe tantos homens dançando foi sobretudo graças a ele, Lennie foi único na historia, tanto enquanto bailarino quanto coreógrafo e artista). IG - Quais são suas influencias na dança? CB - Na dança tive influencias bem variadas; Lennie Dale, Tatiana Leskôva, Eugênia Feodorova, Pina Bausch, Maurice Bejart, dança afro, danças sagradas orientais pois vivi na índia e também as danças Dervixes da Turquia. Tudo isso passou a fazer parte da minha criatividade e originalidade quando me tornei coreógrafo após retornar ao Brasil em 1980 e fundar a minha própria companhia, o Balé do Terceiro Mundo. IG - Como vocë vë a vida do profissional de dança em nosso país? CB - Acho que a vida profissional da dança no Brasil está indo bem, sobretudo com a chegada dos musicais americanos que propiciam maior volume de empregos aos bailarinos. Por outro lado os festivais acontecem, a criatividade é grande e os bailarinos dançam. Qual sua opiniáo sobre os festivais competitivos de dança? CB - Festivais são extremamente importantes que existam, eles incentivam , estimulam a criatividade e encorajam os coreógrafos e bailarinos a realizarem seus sonhos. Fotos - Arquivo pessoal e Kaká Boa Morte 34 DB I dancabrasil.com.br


Como coreografo e diretor o que inspira em suas montagens? CB - Minha inspiração parte sempre daquilo que estou vivendo no momento, procuro sempre dentro de mim, jamais fora, gosto de levar para a cena sentimentos verdadeiros, meus e dos que me acompanham enquanto artistas. Por isso o processo de trabalhar comigo nem sempre é fácil, exijo muito emocionalmente dos integrantes, para mim não basta à representação ou a demonstração técnica por si só, gosto de trabalhar com a alma, com profundidade. Se o bailarino ou ator não tem nada a me dar além de uma técnica virtuosa, por melhor que seja não me inspira. Tem que sangrar. IG - Qual seu maior sonho profissional? CB - Meu maior sonho profissional é o conjunto de tudo que já venho realizando e vivendo artisticamente desde que iniciei a 40 anos atrás, me considero realizado com meus trabalhos e não alimento grandes sonhos, já passei dessa fase, hoje quero apenas ter condições físicas e materiais para realizar minhas ideias de modo que elas não permaneçam apenas na minha mente, possam se expandir para todos.

IG - Qual seu contato com outras modalidades de dança? Cb - Tive contato com outras tantas modalidades da dança, meu caminho sempre foi muito eclético, pois tive a sorte de estudar e estar ao lado de grandes mestres e artistas do mundo inteiro, como Maurice Bejárt e Pina Bausch, por exemplo. Conheci Rudolf Noureev, o maior mito do balé do século XX, com quem tive uma historia de amor e com quem muito aprendi. Estive ao lado de Pina Bausch trabalhando, em Paris coreografei para companhias francesas, casas de shows renomadas como o Crazy Horses. Na Itália fui coreógrafo da TV RAI UNO, e no Brasil coreografei para a TV GLOBO ao longo de uns 8 anos, tendo como destaque a famosa abertura do Fantástico na qual eu emergia das aguas no inicio. Sempre cultivei a dança afro brasileira, assim como as danças típicas orientais. Estudo e danço flamenco, dança pela qual tenho grande paixão! IG - O que é a dança para vocë? CB - A dança para mim é vida, todos devemos dançar, mesmo sem sermos bailarinos, não é preciso, o que necessita é a consciência de que dançamos o tempo todo , pois estar vivo significa estar em movimento constante, não é verdade? Nesse caso, se prestarmos atenção veremos que somos todos grandes e exímios dançarinos. Cada gesto nosso, por mais simples que seja aciona um verdadeiro corpo de baile de moléculas que formam nossas células, todas sempre girando, em movimento, dançando felizes. Se acreditarmos nisso, que é uma realidade e não uma suposição, constatamos que nossa vida, por mais dura que possa parecer, é um grande balé.

Balé do 3a Mundo Tv Globo Programa Fantástico

Que vocë destaca na sua carreira? CB - Na minha carreira de dança, destaco a minha companhia , o Balé do Terceiro Mundo que foi um divisor de aguas na historia da dança contemporânea por aqui, devido ao sua temática ousada e irreverente, e da qualidade técnica dos espetáculos e bailarinos que trabalhavam comigo. Fui o primeiro coreografo a ousar colocar as bailarinas nuas dançando sobre pontas e saltos altos no palco, tivemos muito sucesso no Brasil e exterior.

Dzi Croquettes 2013

“Dança é vida, todos devemos dançar”

Dança dos Famosos com Paulinho e Carlinhos

Barcelos

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sAIBA +

PIlAteS

VOCÊ SABE O QUE É? Com um nome um pouco diferente das demais modalidades, o Pilates, está cada vez mais comum de ser ouvido nas academias em todo o Brasil. O método de Pilates surgiu em 1926 durante a guerra mundial e foi desenvolvido pelo ginasta Joseph Pilates que trabalhava como enfermeiro durante a guerra. A idéia que se tem à primeira vista, é de algo estranho com pessoas se contorcendo em aparelhos lembrando camas hospitalares e fisioterápicos. Este método foi desenvolvido pela necessidade de ajudar pacientes de guerra a recuperar a força e a resistência dos músculos através do conhecimento de anatomia e fisiologia. Essa técnica ficou famosa após a guerra entre dançarinos e bailarinos e logo tomou dimensões entre os adeptos de fitness nos Estados Unidos e Europa, chegando ao Brasil há pouco tempo. O sucesso desta atividade deve-se aos resultados surpreendentes e rápidos no enrijecimento muscular no aumento de força e postura. O método de Pilates traz inúmeras vantagens, principalmente para aquelas pessoas que estão cansadas das tradicionais ginásticas de academia. Os resultados de emagrecimento e queima calórica são expressivos, acompanhados do aumento de massa muscular, resistência cardiorrespiratória, diminuição do estresse e da tensão, e aumento da flexibilidade. Os exercícios realizados através do método de Pilates são diferenciados pelo fato de não usar pesos adicionais, sendo empregada somente a própria força e dando especial atenção para o trabalho de postura e de respiração para que seja realizado corretamente. Os movimentos são, geralmente, realizados em séries de 10 repetições para cada seguimento muscular e estão divididos em exercícios realizados no chão - sobre um colchonete - para os iniciantes e, nos aparelhos específicos como cadilaac, reformer, pedipole e chair, voltados para os alunos mais avançados em sessões individuais.

Em cARTAz

Bh

1, 2 NA DANÇA Estão abertas as inscrições para participação na décima edição do “1, 2 na Dança -Mostra Internacional de Solos e Duos”, a ser realizada de 19 a 30 de setembro, nos Teatros Bradesco e Oi Futuro Klauss Vianna, em Belo Horizonte. O “1, 2 na Dança” é uma mostra de solos e duos que visa apresentar os novos rumos na dança contemporânea, a mostra busca resgatar a história da dança contemporânea em Minas e no Brasil, com exposições, livros, vídeos, palestras e com a presença de artistas do cenário da dança brasileira. A ficha de inscrição está disponível no http://blogumdoisnadanca.com/ e deve ser entregue ou enviada até 22 de julho, no endereço Rua da Bahia, 1148, sala 1708, Centro – BH/MG – CEP 30160-906 ou por email umdoisnadanca@ uol.com.br.

AgENDA

SP

XI Temporada do Ballet Russo XI Temporada do Ballet Russo de 05 a 25 de janeiro de 2014, acontece na cidade de Praia Grande a XI Temporada do Ballet Russo, na sede do Studio de Dança Aracy de Almeida. Nessa edição a direção artística está a cargo da professora Liudimilla Polonskaya, no finaldo curso será montado La Baydere e um estudo coreografado, abrangendo todas as matérias ministradas durante a temporada. A grade curricular sera composta por Ballet Clássico, Técnica Masculina, Pontas, Repertório Clássico, Pás de Deux, Dança Contemporânea e Dança Caracter. Duas grandes novidades farão parte dessa temporada: as aulas de contemporâneo serão ministradas durante todo o curso e os melhores alunos serão agraciados com bolsas de estudos em escolas nacionais e internacionais Ao decorrer do segundo semestre haverão audições para bolsas integrais e parciais para essa temporada, bem como será anunciado o Corpo Docente que ministrará o curso. + informações: 13 33296570, 13 30161243, 11 29250160, 11 26018025. 36 DB I dancabrasil.com.br


Em Cartaz

PR

PÓS GRADUAÇÃO TEORIA E MOVIMENTO DA DANÇA De 2005 até 2012 o curso de pós (lato sensu) Teoria e Movimento da Dança com Ênfase em Danças de Salão manteve uma parceria com a Faculdade Metropolitana de Curitiba ˆ FAMEC, e que hoje faz parte de um complexo administrado pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná ˆ FIEP/PR. A partir de março de 2013 esse curso terá nova parceria, agora com a UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANA ˆ UTP/PR, em Curitiba. Tal mudança deveu-se as novas reestruturações na grade de ensino efetuadas pela FAMEC, agora voltada para o ensino técnico. Foram três turmas abertas, 2005 com 35 alunos, 2009 com 36 alunos a terceira e última em 2012 com 33 alunos, das mais variadas partes do Brasil. A UTP/PR espera abrir a quarta turma e primeira nessa nova casa, a intenção é iniciar nova turma em agosto de 2013, para tal será necessário o mínimo de 30 alunos devidamente inscritos e matriculados. O curso de pós graduação (lato sensu) em Danças de Salão, é devidamente reconhecido pelo Ministério da Educação e Cultura - MEC. + informações, inscrições e matrículas pelo site: http://www.posutp.com.br/index.php/ciencias-humanas-letras-e-artes/ danca Outras informações com a coordenadora do curso, Gracinha Araujo, pelos contatos: 41 9968-3585 ou email: gracinha.araujo59@gmail.com

Festivais

MG

4ª Dança Uberaba Acontece de 12 á 14 de Julho no Teatro Vera Cruz – Uberaba – MG, o festival reuni as modalidades: Jazz, Street, Dança do Ventre, Axé, Funk, Contemporâneo, Gospel, Estilo Livre, Dança de Salão e Sapateado. + informações ubarabadanca@hotmail.com Arquivo - DB dancabrasil.com.br I DB 37


FEsTIvAIs

Dança Paraty

RJ

10 anos de sucesso

Realizado na charmosa cidade de Paraty litoral sul do Rio de Janeiro, o evento comemorou no ultimo Junho entre os dias 13 e 17 seu 10a aniversário. Um momento especial que foi divido entre todos os participantes que ao longo destes 10 anos prestigiaram o Dança Paraty Matilde, Eleusa, Eder, Gisele transformando o festival em referencia no mundo da dança. Durante sua trajetória o Dança Paraty acolheu centenas de escolas, grupos, Cias e bailarinos em apresentações belíssimas e emocionantes, proporcionando um espaço onde a dança se revelasse amplificando o panorama da dança. Como convidados a organizado do festival Mathilde Mathias selecionou: Cia Faces Ocultas, a Escola de Dança Francine e Fialho, o Studio de Dança Garra e Harmonia, Ballet Valderez, Cia de Dança e Arte de Paraty entre outros. Na banca de Jurados os concorrentes foram analisados pela Maitre de Ballet Eleusa Lourenzoni, a bailarina e coreografa Gisele Bellot e também por Eder Cardoso. O evento contou ainda com a presença de diversas escolas e grupos de dança de diversos estados o país que foi emoldurado pela linda paisagem da cidade.

Fotos: Ivan Grandi

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ONDE APRENDER?

Foto Solange Avelino

Foto Reginaldo Azevedo

SP

StúDIo

eleUSA loUrenZoni Dirigido por eleusa lourenzoni, o stúdio é uma das escolas mais tradicionais localizada na região norte da cidade de São Paulo. Em sua trajetória de sucesso vem formando profissionais de talento, que atuam em companhias profissionais do Brasil e exterior. o Studio conta com um time de professores atualizados com grande experiência profissional e, ainda através de cursos extra curriculares o Studio proporciona atualização de professores de todo o país. eleusa lourenzoni diretora do studio é constantemente convidada dos mais renomados festivais de dança do Brasil, atuando como jurada maitre de ballet, além de palestras e montagens especiais.

ESTÚDIO DE BALLET CISNE NEGRO. 50 ANOS DE TRADIÇÃO E QUALIDADE NO ENSINO DA DANÇA.

ROYAL ACADEMY OF

DANCE

CISNE NEGRO

Ballet Clássico, Contemporâneo Clássico para Adultos Jazz, Yoga, Pilates e Musical (11) 3031 0930 www.estudiocisnenegro.com.br

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Crédito: Antonio Carlos Cardoso.

LA Coluna Por Luis Arrieta

O vídeo mostra a reunião de velhos amigos colegas bailarinos comemorando o sexagésimo aniversário da formação do Ballet do IV Centenário. Em lembrança à importante companhia de tão curta duração e em homenagem ao recente falecimento de Muni, integrante da mesma e última dissidente deste grupo cada vez menor, os reunidos colocam-se em círculo para a cerimônia. É Neyde que toma a palavra: saúda a colega que partiu, declara emocionada a sempre e profunda admiração que sente pela sua amiga e companheira de palco Ady, presente na roda e, depois de se desculpar antecipadamente por qualquer erro que possa cometer no que vai fazer, dá inicio a uma das mais belas apresentações que eu já tenha assistido. Com música de Bach no aparelho de som caseiro na sala de estar, Neyde resgata depois de sessenta anos os primeiros porde-brás da Passacaglia de Aurélio Milloss, coreografia que fazia parte do repertório da mencionada companhia. Os movimentos atravessam o seu corpo e braços com madura majestade, como se tivessem permanecido neles todo esse tempo acumulando sabedoria e luz. Após poucos compassos ela entrega a dança pelas suas mãos à sua colega da direita que com reverencia e respeito a recebe e a acrescenta daquilo que na sua alma nunca morre. Esta por sua vez a passa à sua colega da direita, à outra, à outro, (poucos homens neste pequeno círculo vivo), percorrendo-os em sentido anti-horário como nas rodas religiosas e, o mais impressionante, transformando-os novamente em artistas bailarinos, impregnados todos da radiante energia que o movimento confere, criando uma egrégora invisível e concreta que os envolve, os protege, os isola e os transporta a um plano que nenhuma tecnologia eletrônica pode penetrar. Agora a imagem se desvanece por trás de uma cortina de água. São minhas lágrimas que banham meus olhos que se negam a parar de assistir na tela o tão belo encontro. Num instante, como saindo de um sonho ou voltando de um feitiço, como se nada tivesse acontecido, se desfaz o círculo, retornam as palavras, passam as xícaras de chá e os pratinhos com bolos e doces a circular, e este pequeno grupo de amigos retoma as conversas, as piadas e os risos. São Paulo, 16 de junho de 2013


Em cARTAz

RJ

JOGO DE DAMAS ESTHER WEITZMAN COMPANHIA DE DANÇA O Espaço SESC e o Prêmio FUNARTE PETROBRAS de Dança Klauss Vianna apresentam Jogo de Damas, a mais nova criação da Esther Weitzman Companhia de Dança, com estreia para convidados marcada para o dia 20 de junho e temporada até 14 de julho de 2013, em Copacabana. Comemorando seus 14 anos de existência e de trabalho continuado na cidade do Rio de Janeiro, a companhia dirigida pela coreógrafa Esther Weitzman chancela a criação desta nova obra seguindo o investimento de ladear os seus integrantes com intérpretes especialmente convidados. É o caso de Toni Rodrigues e Paulo Marques, em cena com a própria Esther, em Tudo Que Imagino Sobre a Morte, de 2009, ou o de Alexandre Franco, Marcelo Lopes e Marcellus Ferreira, dentre os 8 bailarinos de Territórios, espetáculo de 2006. Cada nome, uma singularidade entendida como principio e fim do dançar – compromisso ético aprendido de sua mestra Angel Vianna cuja herança a coreógrafa exerce diariamente nos seus 25 anos de atividade como educadora do movimento. Em Jogo de Damas, esse aspecto torna-se especialmente significativo na medida do interesse de Weitzman em investir na experiência dançante como elemento constitutivo da fatura coreográfica. Experiência, no caso, diz do presente e do passado das bailarinas que compõem o elenco. A escolha pela convivência em cena de variadas faixas etárias é chave do sentido dançado do espetáculo. Se a coreografia é uma cena é porque a dança tornou-se jogo, a ponto de extrair expressividade da vivência do movimento. Traço que marca a poética de Weitzman pautada por consistente e longeva pesquisa desenvolvida no diálogo entre a dança e o silêncio, responsável pela criação de intensas paisagens físicas em suas obras. Por isso mesmo, mais uma vez 8 intérpretes, agora todas mulheres, dentre elas Claudia Horta, Giselda Fernandes,Mariana Souza,Mônnica Emílio,Patricia Riess ,Renata Maciel, Roberta Repetto e Thamiris Carvalho, são adequadamente chamadas de bailarinas-criadoras na ficha técnica do espetáculo e perfazem entre si o duplo sentido que dá nome à obra. Um jogo de oito damas elegantemente vestidas por Gerah Diaz e André Camacho, repetindo o sucesso da parceria da dupla com Weitzman em criações anteriores. Elegância se estende também ao trabalho do premiado José Geraldo Furtado, longevo colaborador da companhia, que veste a cena com o seu sofisticado Desenho de Luz. Temporada: até 14 de julho Quinta a sábado:21h; Domingo : 20h Espaço Sesc Mezanino: Rua Domingos Ferreira, 160. Copacabana. Rio de Janeiro dancabrasil.com.br I DB 41


Práticas Corporais

A IMPORTANCIA DO AQUECIMENTO FÍSICO por - José Luiz O. Gioia

Arquivo - DB

Existe sempre uma grande dúvida sobre o que é melhor antes de começarmos qualquer tipo de dança quando procuramos saber o que é melhor: aquecimento ou alongamento? É sabido que é necessário termos alguma atividade para nos aquecermos antes de dar inicio a qualquer trabalho que envolva a dança. Independente da modalidade, categoria, sexo ou idade. Seja aula, apresentações, festivais, competições ou preparação física para os bailarinos e bailarinas. Devemos antes de tudo nos questionar onde queremos chegar e como queremos chegar. O aquecimento como é conhecido em sala de aula e outros locais consiste literalmente em começar a atividade aquecendo o corpo. Mas o que é que deve ser aquecido? 42 DB I dancabrasil.com.br

Temos todos os grupos musculares a serem aquecidos certo? Mas também temos os tendões, ligamentos e articulações certo? Então vamos tentar encaixar nestes questionamentos aonde vai o alongamento? O alongamento também é uma forma de aquecimento? A corrida é outra forma de aquecimento? Ou devemos nos alongar antes de nos aquecermos? Existem algumas correntes de pesquisa que divergem e muito da forma como estes são aplicados, a ordem correta e em todas as formas de dança e quanto as suas definições. Não entrarei nestes, pois quero que voce decida o que é melhor. Independente da ordem que for escolhida. Existem aquecimentos coreografados, que acho e uso porque realmente funcionam; por estes serem por si só uma forma de aquecimento e alongamento. Mas não devemos nos alongar antes de começar o aquecimento? Quando falo em alongamento, não quero chegar ao extremo. Mesmo. Para que cada um em sua modalidade chegue ao seu limite de alongamento. Para isto é necessária uma aula especifica. Mas é importante conseguirmos distinguir a forma como estes serão aplicados. Toda atividade física requer um aquecimento antes de seu inicio. Especialmente em dias mais frios. Contudo nunca é possível deixa de aquecer antes de qualquer atividade que iremos executar. Um bom aquecimento na dança consiste em trabalhos inicialmente para tendões, ligamentos e articulações. Todas. Sem exceção.

O alongamento a meu ver também faz parte do aquecimento, especialmente pelo trabalho feito nas fibras musculares. Inclusive fazendo o primeiro trabalho de rompimento destas fibras, que é onde começa o ganho e manutenção da massa muscular através do bombeamento do sangue para as partes a serem trabalhadas. Mas frizo que não devemos no inicio forçar alem dos limites de cada um neste alongamento, e muito menos ficar fazendo várias e várias repetições e nem ficar dando “tranquinhos” na mesma área. O trabalho de aquecimento é muito importante, pois como já disse anteriormente, ele fará o primeiro trabalho cardiovascular. E apartir deste é que voce poderá melhorar sua performance independente do que seja. Para trabalhos de articulações, tendões e ligamentos prefira sempre pequenas rotações nas áreas especificas. Podem ser feitas em pé ou sentados. Tudo depende de como irá executá-las. Então isto nos leva ao seguinte pensamento: seja ballet clássico, jazz, street, dança de salão, dança do ventre, dança contemporânea e todas as modalidades de dança devem sempre e sempre fazer um aquecimento inicial. Seja aquecimento, alongamento, corrida, saltos, esteira ou qualquer outra forma que voce considere como aquecimento, mas que seja com este devido fim, não deixe de fazê-lo. O aquecimento é mais um dos muitos aliados que voce tem como ferramenta de trabalho. E sua importância é crucial e vital na vida de qualquer bailarino e bailarina.


Divulgação.

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Internacional

Teatro do Châtelet Realmente o “flair” do intendente do célebre teatro Jean-Luc Choplin é incrível. Já há muito conhecia Millepied como Principal do New York City Ballet e coreógrafo. “Quando me falou do L.A. Dance Project imediatamente nos percebemos que tínhamos a mesma linguagem: o mesmo amor pela música e as artes plásticas contemporâneas”. Choplin convida o L.A. Dance Project a se aprentar no Châtelet no final de Maio 2013 e um trabalho conjunto, convidando Millepied a criar para o Châtelet uma obra por ano. Neste momento ainda não sabia o que foi anunciado há poucas semanas: Benjamim Millepied será o diretor de Ballet da Ópera de Paris a partir de 2014, sucedendo à Brigitte Lefèvre, uma grande diretora, que soube com sua inteligência e talento durante 18 anos levar uma das maiores Companhias do Mundo, (150 bailarinos e quase 200 obras no vasto repertório), respeitando a tradição e, com sua abertura de espírito, escolhendo novos coreógrafos e coreografias contemporâneas de grande qualidade. Millepied nasceu em Bordeaux em 1977, aos quatro anos seus pais foram viver no Senegal, em Dakar, sua mãe sendo professora de dança contemporânea e africana. Claro, a dança, o ritmo enfluenciará sua vida futura: “eu dancei antes, sem saber o que era dança”.Quando a família retornou à França, seu pai 44 DB I dancabrasil.com.br

construiu um estúdio de dança na própria casa. Desta vez a consciência do seu amor pela dança, pelo movimento pareseu-lhe clara. Aos 13 anos entra no Conservatório Nacional Superior de Música e Dança de Lyon. Um estágio em 1992 na Escola do American Ballet “diretamente ligada a uma das maiores companhias americanas, o American Ballet Theatre” lhe permite em seguida ganhar uma bolsa de estudos oferecida pelo Ministério Francêz das Relações Exteriores integrando definitivamente a prestigiosa Escola em 1993 e Companhia em 1995. Em 1994 recebe o Prix de Lausanne. Robbins impressionado escolhe o jovem bailarino a interpretar o papel principal de uma de suas obras criada para os alunos da School of American Ballet. O primeiro contrato para o New York City Ballet, (1995) sucederá o título de Solista em 1998 e o de Principal em 2001. Paralelamente começa oficialmente sua carreira de coreó-

Foto Gert Weigelt

Por Celi Barbier correspondente na Europa

L.A.


Dance Project

EU

(direção Benjamim Millepied)

grafo em 2001, “Passages” será o título da obra realiza para o CNSMD de Lyon, a sua primeira “casa”. Cria uma pequena companhia de solistas “Danses Concertantes” com a qual parte em tournée, criando ainda a “Triple Duet”. A lista dos ballets interpretados por Millepied é imensa, múltiplos Balanchines, Robbins, mas também Preljocas e Ratmanski por exemplo. “Quando criança eu sonhava vendo Baryshnikov dançar, no filme Sól da Noite”. Finalmente se encontraram e deste encontro nasceu Years Later (2006), e uma verdadeira amizade entre os dois “que muito me enriqueceu”. Millepied remonta Triple Duet para o Sadler’s Wells, e realiza o filme Chaconne com Olivier Simda (2001). Um sem número de coreografias se sucedem para o N. Y. City Ballet, o Grand Théâtre de Genève, o Joyce Theatre de N. Y., o Het Nacional Ballet, o Ballet

do Mariinski, o Ballet da Opéra de Paris. (Amoveo. 2006 e Trade 2008 sôbre a composition original de Nico Muhly), coreógrafo e conselheiro artístico do filme Black Swan, a glória é definitiva que lhe torna mundialmente conhecido, o que parece não afetar sua grande

capacidade de criação e sua (talvez aparente) serenidade. Instalado em Los Angeles, funda em 2011 L. A. Project que não é somente uma companhia de dança, pois se propõe a ser um laboratório de criação artística “apresentando a dança em tôdas as suas formas, em teatros ou fora desses muros”. Seguindo os rastros de Diaghilev, Millepied, “se afasta do ‘Gesamtkunswerk’ de Wagner”, segundo suas palavras. Mas finalmente segue suas próprias idéias, bem perto do espírito de Judson Church, Cunningham, John Cage, Robert Rauschenberg. Nesse período extremamente importante da história da dança moderna - contemporânea, a proposição seria de uma desconecção das diferentes formas de expressão artísticas, que finalmente formam um todo, sem que uma ou outra se introsem, deixando um espaço livre entre elas. É uma das linhas do trabalho de Millepied. Sua bagagem cultural e coreográfica é imensa, mas Millepied tem também por assim dizer, os pés no chão e consegue um patrocinador de pêso para o L.A. Project: Van Cleef & Arpels. Uma colaboração das mais importantes e bela. A famosa marca se deixou encantar e influenciar pela dança. “os primeiros clips – ballerines” viram o dia em 1940 em N. Y.. Desde 1939 George Balanchine se deixa seduzir pelo brilho das pedras preciosas, criando uma de suas mais lindas coreografias Jewels (N. Y. 1967). Hoje a herança cabe a Benjamin Millepied. dancabrasil.com.br I DB 45


Competição

Youth America Grand

DB - Como e quando começou o YAGP no Brasil? Marisa Pivetta: Com o Passo de Arte ainda em Santos começamos a mudar a forma de análise das variações de repertorio e solos contemporâneos com a introdução de coach para estes gêneros, na época contamos com o trabalho de Boris Storojkov nos repertórios e Luis Arrieta nos contemporâneos, acreditávamos que poderíamos introduzir um numero maior de informações aos candidatos melhorando assim o seu desempenho. Assim acabamos criando um prêmio para estes gêneros dentro de um festival que realizávamos em Campos do Jordão o “Dança em Campos.” O concurso passou a se denominar Prêmio Cecília Kerche, que no ano seguinte foi feito na cidade de Oswaldo Cruz tendo Cecília como diretora artística e produção do Instituto Passo de Arte.Uma das juradas Anne Polanjenko presente no evento, que reside nos Estados Unidos levou DVD dos vencedores para o concurso Youth America Grand Prix que estava começando em Nova York. Com apoio da Só Dança alguns candidatos foram ao concurso, e para nossa surpresa o estudante Paulo Arrais ganhou bolsa para a escola da Opera de Paris e Isabela Gasparini ganhou o primeiro lugar e bolsa para escola Nacional do Canadá. Hoje os dois são profissionais. Com

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a não continuidade do Prêmio, através da Anne entramos em contato com a Larissa diretora artistica do YAGP e eu passei a representa-los com exclusividade no Brasil. DB - O que mudou no credenciamento nestes anos? MP - Durante sete anos o credenciamento permitiu levarmos 30 jovens estudantes e 10 conjuntos a Nova York. Passamos a trazer jurados internacionais para escolher estes candidatos, sendo que os mesmos passaram a dar as melhores bolsas aos estudantes brasileiros já no Brasil durante a seletiva e posteriormente confirmando- as em Nova York durante o concurso. Há três anos começamos a desenvolver parcerias para podermos conseguir aéreos para todos os selecionados, no Passo de Arte passamos a dar duas vagas diretas para Nova York e uma através do festival de dança de Joinville, além de parcerias com novas características com o festival de dança de Cabo Frio/ RJ e o Prêmio Desterro de Florianópolis/SC entre outras e as regionais do Passo de Arte que fazem indicações de talentos para o Youth America Grand Prix Brasil. DB - Após dez anos de YAGP no Brasil qual a analise da sua contribuição? MP - Através da observação do modelo do YAGP em NY, passamos a entender que os concursos deveriam

ter um objetivo que é criar condições de profissionalização aos jovens estudantes, vimos à dificuldade de nossos estudantes no concurso por causa do emocional e da dificuldade nas aulas avaliativas. Através do concurso percebemos também o desenvolvimento dos professores brasileiros que passaram a ir à Nova York e mudaram a sua concepção na forma de preparar os seus alunos, com mais aulas e menos ensaios, visando assim um melhor preparo técnico. Passamos a desenvolver o Youth America Grand Prix Brasil da forma mais próxima do concurso de Nova York, com analise em variação de repertorio, no contemporâneo e nas aulas preparatórias e avaliativas, além de reconhecimento de palco e divisão por idade, proporcionado um modelo mais adequado ao estudante ao chegar à Nova York e se deparar com candidatos do mundo todo.Com a informação dos jurados e professores começamos a entender melhor qual é o perfil de cada escola e Cia. para a oferta de bolsas, passamos a trazer ao Brasil os que mais gostam do perfil artístico dos estudantes brasileiros. Para aumentar as chances dos estudantes brasileiros, depois de selecionados os candidatos do Youth America Grand Prix Brasil, o YAGP permite que estudantes que não puderam estar na seletiva enviem diretamente DVD a Nova


Prix Brasil

BR

York para analise de forma a preencher as poucas vagas restantes aos candidatos Latino Americano. DB - Concursos do mundo todo agora querem bailarinos brasileiros, como você vê isso? MP - Nestes anos levamos a Nova York mais de 1500 estudantes, e professores de 200 escolas, Ganhamos prêmios em todas as categorias, dois Grand Prix, um no Junior com Isabella Mayalart e outro no Sênior com Mayara Magri, além de vários primeiros lugares, estando sempre entre os TOP 12 em todos os gêneros do concurso. Mais de 100 jovens estudantes estão estudando em escolas da Europa e Estados Unidos, destes mais 30 já se profissionalizaram. Hoje os premiados do YAGP estão em companhias como American Ballet Teatre, Berlim State Opera, Boston Ballet, The Royal Ballet, Sttutgart Ballet, entre outras. Sem contar os que foram fazer musicais na Broadway e integram elencos do Cirque Du Soleil. O YAGP é o único concurso no mundo em que os diretores escolhem para onde os alunos vão. Isto proporcionou uma enorme exposição dos alunos e professores brasileiros no exterior, abrindo portas para estudantes em competições em todo o mundo. DB - O que muda no YAGP Brasil nas comemorações s dos dez anos?

Muda o local do Youth America Grand Prix Brasil, que passa a ser na capital no Teatro do Colegio Santa Cruz em Pinheiros/São Paulo de 08 a 12 de Outubro e no dia 13 (domingo) encerra com a Gala “Stars of Today meet Stars of Tomorrow “no Teatro Alfa onde vamos abrir a mesma com um Grand Defille montado exclusivamente com os candidatos deste ano. DB - Como será a Gala? MP - A Gala será uma chance de ver algo incomum no Brasil, uma oportunidade de dançar, ver e ser visto pelas maiores estrelas da atualidade e pelos diretores da elite da dança mundial, uma experiência de vida, uma celebração inesquecível. Será dividida em duas partes: Na 1ª parte - Stars of Today teremos a divulgação dos selecionados para 2014, apresentação do Grand Defille, estudantes indicados pelos jurados, um conjunto escolhido na seletiva e um escolhido na 21ª edição do Passo de Arte. Na 2ª parte - Stars of Tomorrow Apresentação das principais estrelas internacionais e nacionais e jovens estudantes que se profissionalizaram através do YAGP. A realização deste projeto só esta sendo possível pela aprovação do Proac da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo com patrocínio da Copersucar e apoio da Só Dança e do Instituto Alfa.

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entrevista com Marisa Pivetta

Foto: Reginaldo Azevado

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Temporada

SP

TRISHA BROWN no TEATRO ALFA Décima temporada de dança do Teatro Alfa, em São Paulo, que começa no dia 8 de agosto e termina no dia 10 de novembro. Uma das apresentações que se destacam é da companhia estadunidense Trisha Brown Dance Company, que apresenta quatro peças de seu repertório. O público poderá assistir também a obras do Grupo Corpo (MG), coreografadas por Rodrigo Pederneiras; São Paulo Cia. de Dança (SP), que apresenta coreografias de Nacho Duato e Jiri Kylian; da companhia japonesa Sankai Juku, dirigida por Ushiu Amagatsu; Quasar Cia. de Dança (GO), com direção de Henrique Rodovalho; da companhia belga Eastman, dirigida por Sidi Larbi Cherkaoui; e do Grupo de Rua (RJ), dirigido por Bruno Beltrão.

A cada mês haverá apresentações de duas companhias diferentes: Agosto: Grupo Corpo (de 8 a 18) e São Paulo Cia. de Dança (de 22 a 25) Setembro: Trisha Brown Dance Company (de 13 a 15) e Sankai Juku (de 28 a 29) - Outubro: Quasar Cia. de Dança (de 5 a 6) e Eastman / Sidi Larbi Cherkaoui (de 25 a 27) - Novembro: Grupo de Rua (de 9 a 10) A compra de ingressos pode ser feita pela internet, pelos telefones (11) 5693-4000 e 0300 789-3377, ou na bilheteria do Teatro Alfa, que fica na rua Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro, zona sul de São Paulo.

SC OLIVIER DE SAGAZAN NO BRASIL O projeto Interfaces Desfigurativas – Intercâmbio Brasil/França, traz para o Brasil o artista Olivier De Sagazan. O artista irá ministrar workshop, debate, mostra de vídeos e a performance Transfiguração além de prestar consultoria ao trabalho de Elisa Schmidt e Ghel Nikaido que realizam seus solos de dança nos estudos acerca da desfiguração. No workshop Matéria-Prima serão ministrados práticas de composição em performance art, e suas interfaces, a partir da utilização de elementos selecionados por Olivier De Sagazan. O artista terá em pauta a desfiguração do rosto como estratégia de composição para a performance. No debate e mostra do vídeo Sanctus Nemorensis, serão analizados aspectos autobiográficos e filosóficos sobre as diferentes mídias utilizadas no trabalho do artista para a composição de suas performance, como a escultura, video entre outras. Apresentação dos solos de dança Entre Terra e Meum Corpus Onde: Sesc Prainha - Travessa Syriaco Atherino, 100 - Centro Florianópolis (48) 3229-2200 Quando: 03/04/05/06/07 de julho dancabrasil.com.br I DB 49


Negócios

BR

A não ação também é uma ação Ultimamente eu tenho percebido um comportamento comum entre as pessoas e que na grande maioria das vezes não é consciente: o não comprometimento. Você já deve ter passado por essa situação: encontra um amigo ou conhecido que não vê há algum tempo e pergunta como está, se a família está bem, o que tem feito e para finalizar, solta a frase “vamos marcar qualquer dia lá em casa uma pizza ou almoço...” Essa sentença, apesar de parecer inocente, mostra que não quero me comprometer com uma data e horário, que não estou disposta a olhar na agenda e reservar um dia para esse encontro. Na verdade estou tomando a decisão de não assumir mais um compromisso. O motivo para isso pode ser vários, falta de tempo, interesse, entre outros. A questão não é a justificativa e sim a consciência da atitude. É assumir conscientemente que tomei a decisão de não marcar esse compromisso pelo motivo X ou Y. Essa consciência está tão adormecida nas pessoas que chega a parecer que não existe ou que não é importante. Pode ser visto em diversas situações: •Não fiz o trabalho ou tarefa porque você não me cobrou •Não fui ao encontro ou reunião porque você não me ligou confirmando •Não fui à aula porque não recebi um comunicado avisando de quando iria começar •Não realizei a atividade porque não entendi como funcionava •E por ai vai... Todo mundo gosta de assumir a responsabilidade pelas conquistas, mas pelos erros temos que achar alguém para culpar. Esse tipo de comportamento não é compatível 50 DB I dancabrasil.com.br

Por Fernanda Payão

com quem quer realizar algo importante. Para um empreendedor é inconcebível!! Uma vez li uma passagem no livro “Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes” de Stephan Covey, que falava justamente sobre essa questão. A passagem dizia mais ou menos assim: o autor do livro pediu ajuda para um de seus filhos para os afazeres domésticos, que eram muitos. Um deles se candidatou a cuidar do jardim. Então o pai levou o filho a um passeio pelo jardim e disse “você será meu chefe, se precisar de ajuda para limpar o jardim e cortar a grama deve me pedir. Eu não vou cobrar nada. Daqui um mês vamos novamente passear pelo jardim para você me mostrar o resultado do seu trabalho”. Então o mês foi passando e o pai via que o filho não estava tomando nenhuma atitude com relação a limpeza do jardim. Apesar de querer muito interferir, não o fez, se manteve na passividade. Quando faltava apenas um dia para o passeio de verificação do resultado, o jardim ainda estava totalmente abandonado. Ele finalmente perguntou ao filho “Tudo certo para nosso passeio amanhã?” e então o filho começou a chorar dizendo que “era muito difícil”. O pai questionou o que seria tão difícil (já que ele não tinha feito nada durante o mês inteiro) e ele respondeu “é difícil você ser seu próprio gerente”. Eu não me lembro exatamente das palavras, mas a mensagem foi essa... E então, você prefere continuar sendo “gerenciado” e reclamando do seu chefe, emprego, governo, pessoas ou prefere ser o único responsável pelos seus atos, acertos, derrotas e conquistas? + informações: www.negocioemdanca.com.br


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Negócios

RS

GESTÃO DE PROJETOS Em 2013, Margit Koling inaugura sua empresa de Consultoria em Produção Cultural, Planejamento e Gerenciamento de Projetos Culturais, Sociais e Esportivos. Com metodologia exclusiva e planejamento em Gestão de Projetos, a empresa é uma inovação na área, buscando as melhores práticas do Gerenciamento de Projetos, desde o planejamento, execução, monitoramento e controle, integração até o encerramento do projeto, atendendo as áreas de requisitos, tempo, custos, riscos, qualidade, comunicações, aquisições, recursos humanos, execução e, principalMargit Koling - Divulgação mente, planejando e gerenciando a integração do projeto. É a busca por uma profissionalização do mercado de produção e gestão, nas áreas cultural, social e esportiva, pois apenas o planejamento e gerenciamento antecipam soluções e minimizam riscos. A empresa oferece uma nova visão que permita crescer, evitando retrabalho e minimizando riscos. Problemas frequentes que podem ser evitados: Retrabalho; Falta de planejamento ou plano inconsistentes; Riscos não previstos que acarretam em atraso no projeto e com isso aumentando custo e demanda de RH; Uso concorrente de recursos; Recursos sem conhecimento de áreas específicas do projeto. Atividades da empresa: Com aplicação de metodologia própria para o desenvolvimento do projeto: Cursos e Palestras na área de Gestão e Projetos Culturais; Assessoria e consultoria em produção cultural e gerenciamento e planejamento em projetos culturais, sociais e esportivos. + informações margitkolling@gmail.com Sobre Margit Kolling: Master of Business Administration em Gestão de Projetos, UNISINOS, Pós-Graduada em Economia, detentora do título de Especialista em Economia da Cultura, Faculdade de Economia da UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Graduada em Comunicação - Publicidade e Propaganda – UNISINOS. Curso de Capacitação em Gerenciamento de Projetos PMI - PM TECH. Diretora e produtora do SUL EM DANÇA, na cidade de São Leopoldo, RS, também é fundadora, diretora e coreógrafa do Grupo Corpus, diretora artística e coreógrafa do Baturidança (grupo de dança e percussão do PEI, da UNISINOS), Professora da disciplina Produção Executiva e Gestão de Riscos do MBA em Dança - Faculdade INSPIRAR, no RS dancabrasil.com.br I DB 53


mERcADO

SP

Chegou VIVAZ sua mais nova opção

Divulgação

Vivaz é a mais nova loja multicarca disponível para os aficionados e participantes do mundo da dança. Dirigida por Marcelo Nogueira que conta com grande experiência na área da dança no país, a loja recem inaugurada está confortavelmente situada no charmoso de bairro de Santana, zona norte de São Paulo. A loja conta com diversas marcas de alta qualidade como: Ballare, Só Dança, Evidence, Capezio entre outras grandes marcas, pronta para poder oferecer qualidade e bom atendimento para toda zona norte de São Paulo e regiões adjacentes. + Informações: Rua Amaral Gama 44 - (11) 4305-7333 - www.vivazdanca.com.br

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cOmPETIçãO

DF

Seminário Internacional de Dança de Brasília Desde 1981, a primeira-bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Ana Botafogo é considerada pela crítica especializada e pelos entusiastas do balé, por sua técnica, versatilidade e lirismo em cena, uma das mais importantes figuras da dança no Brasil. Admiradora do trabalho da coreógrafa e professora Gisèle Santoro, referencia do segmento na capital brasileira, há 23 anos à frente do Seminário Internacional de Dança de Brasília, ela fala da importância do evento e de sua idealizadora. “Gisèle é uma figura indispensável para a elaboração e o sucesso do Seminário de Brasília” - Ana Botafogo. Abaixo depoimento na íntegra de Ana Botafogo sobre o Seminário Internacional de Dança de Brasília. “Este seminário veio ganhando força e importância a cada edição, chegar ao 23º ano não é uma tarefa fácil para nenhum seminário, ainda mais quando se fala de dança. Gisèle Santoro, que idealizou e sempre esteve à frente do seminário, é sem dúvida a responsável pelo seu êxito. Gisèle, com seu prestígio internacional, consegue reunir em um só momento estrelas e grandes mestres da dança mundial. Este seminário é uma grande oportunidade de encontro entre alunos, professores, coreógrafos, diretores de escolas e companhias nacionais e internacionais e ainda contempla os premiados com bolsas de estudos em renomadas escolas. O Seminário de Brasília já faz parte do calendário cultural do nosso país. Bravo, Gisèle, por conseguir manter este projeto por tanto tempo!”, Ana Botafogo.

PR

24º Festival de Dança de Cascavel Festival de dança será realizado no dia 1º de setembro As inscrições para o 24º Festival de Dança de Cascavel, no oeste do Paraná, foram prorrogadas até o dia 15 de julho. O regulamento e as fichas de inscrições para professores e academias estão disponíveis no site da prefeitura. O valor para se inscrever custar R$ 5. Uma área restrita também poderá ser acessada para fazer o cadastro do elenco e das coreografias que serão apresentadas no Festival de Dança. Uma comissão avaliadora selecionará os melhores grupos e bailarinos por meio dos vídeos encaminhados aos jurados. As escolas contempladas terão de 16 de julho até 10 de agosto para fazer as inscrições para a final do festival. O custo será de R$ 40 por aluno. O prêmio para cada uma das cinco melhores escolas que vão se apresentar no dia 1º de setembro será de R$ 1 mil. + informações: www.cascavel.pr.gov.br dancabrasil.com.br I DB 55


Festivais

Festival de Dança uai

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Bal

Acontece de 17 a 27 de julho, reune personalidades artísticas consagradas e bailarinos de mais de 20 estados brasileiros. Entre as atrações profissionais da edição 2013 está o Ballet Nacional do Uruguai (Sodré), que abrirá o Festival no dia 17 apresentando três obras sob a direção do bailarino argentino Julio Bocca – um dos maiores ícones da dança mundial na atualidade – antecipando em Joinville algumas

Ballet de Sodre - Divulgação 56 DB I dancabrasil.com.br

obras de uma turnê brasileira que a companhia vai fazer posteriormente em setembro por Salvador, Rio, São Paulo e Curitiba. A noite de Gala, dia 22, também promete ser inesquecível celebrando o centenário da “Sagração da Primavera”, cuja versão original apresentada em Paris marcou a história da dança para sempre. O programa da noite abre primeiramente com a escola do Teatro Bolshoi no Brasil apresentando um balé clássico ao som de Chopin, conhecido no ocidente como “Les Sylphides” – uma referência no repertório das grandes companhias do mundo. Na sequência, a Gala homenageia a revolucionária obra “A Sagração da Primavera”, quando o músico russo Igor Stravinsky chocou o mundo por romper com todos os padrões da sonoridade

estabelecida, com coreografia do lendário bailarino russo Nijinsky. O Ballet do Teatro Guaíra sobe novamente aos palcos de Joinville, desta vez para apresentar uma versão coreográfica deste clássico da modernidade, com direção da portuguesa Olga Roriz. Já na semana da Mostra Contemporânea, de 21 a 26, são seis as companhias convidadas deste ano: Ballet Jovem do Palácio das Artes (Minas Gerais) e Cia. Municipal de Dança de Caxias (Rio Grande do Sul), Luis Arrieta (SP), Denise Stutz (RJ), Micheline Torres (RJ) e Luis Garay (Argentina). E no tradicional Encontro das Ruas, Binho Ribeiro – um dos principais nomes do street art mundial, curador da Bienal de Graffiti do MUBE/ SP, marca a abertura do festival organizando uma exposição concei-


de Joinville tual e representativa do graffiti no cenário nacional, ao trazer nomes renomados desta cena urbana vindos do Ceará, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. A programação hip hop do Encontro das Ruas acontece dia 27, com a curadoria de Ana Paula Ribeiro trazendo grandes nomes para as batalhas de Bboys e Mcs, nos embalos de reconhecidos DJs brasileiros. Ponto alto do cunho acadêmico do festival, os Seminários (de 21 a 23) abordarão o tema “A dança clássica: dobras e extensões”, com o objetivo de dialogar sobre essa técnica na contemporaneidade. Rosa Antuña é um dos destaques neste encontro, apresentando um solo técnico intitulado “Vestido”. E encerrando o evento, a primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Cecília Kerche, fará

Sc

uma “Conferência Dançada”, após a apresentação do tema “Formação de Atuação”, propiciando uma interação direta com o público. Este encontro reúne estudantes, artistas, pesquisadores, educadores, profissionais de dança e de áreas afins. Conselho Artístico do Festival desde 1999, a partir da criação do Instituto Festival de Dança, a curadoria artística é responsável pela definição artística do Festival. Saiba quem são os curadores do festival: Iracity Cardoso, Andréa Bardawil, Sigrid Nora e Cecília Kerche. Gala de Joinville em São Paulo, os melhores de Joinville (1a lugares), devem se apresentar no Auditorio do Ibirapuera em São Paulo no dia 04 de Agosto. + informações: www.festivaldedanca.com.br

Escola do Teatro Bolshoi - Divulgação dancabrasil.com.br I DB 57


WORkshOP

Cuballet 2014

SP

Em sua 22ª edição o tradicional Cuballet 2014 será realizado a partir do dia 06 de Janeiro para o curso de estudantes e no dia 13 tem inicio o curso para professores. O Cuballet já faz parte do calendário anual do ballet brasileiro. Durante cerca de 30 dias, professores renomados ensinam a famosa técnica cubana de dança, além de ensaios das montagem do Ballet “Paquita” que será apresentado através da performance de alunos participantes do curso. + Informações WWW.cuballet.com.br Carolina Lourenzoni Arquivo - DB

APôIO

SP

Fomento à Dança abre inscrições Publicado o 15º Edital de Fomento à Dança no Diário Oficial da Cidade. As inscrições vão de 24 de junho a 24 de julho de 2013 para projetos de até 12 meses com valor máximo de R$ 359.895,85. http:// diariooficial.imprensaoficial.com.br Nesta edição há uma novidade: as inscrições poderão ser feitas com entrega de uma única via do projeto impressa, acompanhada de documentação, e as outras 7 cópias em CD ou DVD, contendo o arquivo do projeto em PDF. + informações nos itens 3.7 e 3.8 do edital. ou http://fomentoadanca. blogspot.com.br/p/e.html Arquivo - DB

INTERNAcIONAL Arquivo - DB

Ru

Sergei Filin está praticamente cego

O diretor artístico do Teatro Bolshoi, que se recupera de um ataque com ácido desde janeiro, está praticamente cego. Ele já realizou 18 cirurgias nesse período, mas 95% da visão foi perdida e está completamente cega do olho direito. Sergei Filin, de 42 anos, voltava para sua casa em Moscou, na noite de 17 de janeiro deste ano, quando foi atacado por um homem mascarado que atirou um pote contendo ácido sulfúrico sobre seu rosto, causando queimaduras graves em seus olhos e cabeça. A recuperação de Filin tem sido progressiva, com a pele do rosto praticamente recuperada e o cabelo voltando a crescer. O acusado pelo ataque é Pavel Dmitrichenko, de 29 anos, reconhecido pelo seu talento como bailarino dentro do Bolshoi. Ele teria pagado R$ 3.800 (1.080 libras) para que um homem jogasse ácido em Filin, após a namorada de Dmitrichenko não ter conseguido um papel dentro da companhia de dança. Dmitrichenko assumiu ser o mandante do ataque, mas argumenta que só queria “dar um susto” no diretor do balé. Ele afirmou ainda ao tribunal que ficou “horrorizado” quando soube o que tinha acontecido. Em abril, um juiz de Moscou rejeitou o pedido para que o jovem fosse libertado mediante pagamento de fiança enquanto aguarda o resultado do inquérito policial. O jovem permanecerá em prisão preventina e pode pegar até 12 anos de prisão se for considerado culpado. Enquanto isso, a polícia continua a investigação e ainda não se sabe quando o julgamento de Dmitrichenko terá início. 58 DB I dancabrasil.com.br


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Musicalidade,

Internacional

entrevista sobre Kylian, Forsythe e Araiz com Em maio passado, o Ballet Nacional de Sodre do Uruguai, dirigido por Julio Bocca Gala apresentou sua temporada Gala IV, programa similar que vai abrir o Festival de Dança de Joinville agora em Julho. Desde que assumiu a direção da companhia em junho de 2010, dessidiu cercar os bailarinos e o público uruguaio de obras do cenário europeu e americano. E seguindo seu projeto, agora foi a vez Sinfonietta, de J. Kylian, (música de Leoš Janáček), In the middle somewhat elevated, de W. Forsythe, (música de Thom Willems), y La consagración de la primavera, de Oscar Araiz, (música de Igor Stravinsk).Três coreógrafos e três obras que conseguem combinar perfeitamente a linguagem do ballet acadêmico e dança moderna, superando o argumento lendário entre Martha Graham e Mikhail Fokine, em 1931, no qual ambas as línguagens eram vistas como antagônicas, foi o que Grahem acabou deizendo a Fokine “ nunca vamos chegar a compreender.” Sobre as obras, os coreógrafos e como foi dançar é o que conversamos com três dos bailarinos da companhia: Rosina Gil, Liliana Gonzalez e Ciro Tamayo. Lilian Gonzales e Fabio Gonçalves - Foto S. Barreiro

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Sinfonietta, de Jiri Kylian Sinfonietta é uma obra de 1978. Segundo Kylian, um dos seus mais “espontâneos e inocentes”, mas não por um desejo procurado, mas as circunstâncias em que ele foi criado, um pouco difícil. Com 31 anos e pouco tempo no cargo Nederlands Dans Theater (NDT, uma Cia da qual ele foi um dos pilares por mais de 30 anos), no meio de uma turnê foi convidado a apresentar no Charleston festival uma peça com música de Janácek. Não havia tempo suficiente, de modo que foi recomendado para rejeitar o convite. Mas a música de Janácek foi mais forte e com o apoio dos bailarinos se esforçou para criar no meio da turnê, trabalhando horas extras. O resultado desse esforço coletivo e excessivo nasce Sinfonietta. A peça foi um grande sucesso no festival e mudou a história da companhia, que estava entrando em uma depressão. Por isso Kylian insiste que é uma de suas favoritas. DB - Qual significado em dançar uma obra de um coreografo de tamanha transcendëncia como Kylian? Ciro Tamayo: Sim. No começo, quando o coreógrafo repositor Patrick Delcroix chegou tive um grande susto. Pensamos “chegou o coreografo de Kylian deve ser muito exigente e não muito amigável. Mas foi o contrário. Era como um companheiro. Ficamos muito estressados em Sinfonietta porque era uma obra muito famosa, dançado por grandes cias, e teve que sair perfeito. Mas ele insistiu que estávamos nos divertindo e vimos que poderíamos fazer um bom trabalho. Liliana Gonzalez: Sinfonietta é um trabalho que é muito agradável. E eu concordo que Patrick ajudou muito.

DB - Em uma carta enviada para a companhia antes da estréia escreveu: “Sinfonietta é muito perto do meu coração, é um trabalho muito simples e vive de pureza que vem da fé e energia positiva dos bailarinos.” Foi fácil “vontade” e “crer” em “Sinfonietta? Liliana Gonzalez: Para mim foi muito fácil amá-la, porque desde o início da música começamos a desfrutar. Ciro Tamayo: No meu caso, e de vários colegas, era diferente. Porque quando nós soubemos que no repertório da Gala teriamos uma obra de Kylian e que iriamos dançar Sinfonietta, pensamos que seria muito chato. E, pelo contrario In the middle de Forsythe nos parecia más interessante. Mas, finalmente, acabamos apreciando muitos mais Sinfonietta. DB - Na carta Kylian também escreveu: “Se não estiverem completamente mortos no final da coreografia, então saibam que não deram tudo de vocës”. É realmente exigente esta obra! Liliana Gonzalez: Em Sinfonietta cada movimento está intimamente ligada com a música. O trabalho é muito dinâmico, preciso e musical. E é uma falha a musicalidade, falha a obra ... Mariana Sánchez - Foto S. Barreiro


Técnica e Energia

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os bailarinos Rosina Gil, Liliana González e Ciro Tamayo por Lucia Chilibroste, correspondente do Rio de La Plata

In the middle somewhat elevated de William Forsythe É um trabalho criado por Forsythe em 1987 para a Ópera de Paris, nos tempos que Nureyev foi seu diretor, e dentro de seu elenco encontravam estrelas como Sylvia Gullen e Laurent Hilarie. Forsythe é chamado por muitos como o desconstrutor do ballet. O pós-clássico. Caracterização com a qual ele concorda, buscando trazer o vocabulário de ballet para o seu potencial jogando com as extensões, articulações e peso dos bailarinos, a tal ponto que às vezes parece estam quebrados. “Se você fizer a dança apenas supondo que você pode fazer, iria expirar, eu tento analisar os limites do que isso significa para o mundo coreográfico”, diz ele. In the middle é um trabalho curto, abstrato (em 1988, ele incorporou dentro de um ballet maior, chamado de “Impressões do Tsar”), muscular, com uma série de movimentos que parecem, por vezes forte e, por vezes combativos, por momentos armónicos e eróticos. Com a música eletroacústica de seu constante colaborador Thom Willems, o trabalho torna-se um ensaio coreográfico, em que os bailarinos parecem ter suas capacidades físicas levadas ao máximo, deixam de ser sujeitos a objetos. Dado o grande número de perguntas sobre o que ele quis dizer em suas obras Forsythe aparece precisa a crítica de Anna Kieslgoff do New York Times sobre o assunto: “Esqueça as teorias e olhem para o movimento. Isso é provavelmente o melhor conselho para ver William Forsythe “. DB - O que quer dizer dançar In the middle somewhat elevated? Rosina Gil: Para mim cada ensaio e cada papel foi um desafio e um desafio. É a mesma linguagem do ballet, mas levado ao maximo extremo, de

modo que nos permitiu desmantelar os quadris e articulações, para atingir o máximo. Mas é tão difícil que todos os dias tivemos duvidas que eramos capaz de dançar. Liliana Gonzalez: Ele é fisicamente desgastante. A linguagem tem de ser seguida, e que não deixa espaço para fazê-la à sua maneira. Você faz isso bem, ou você não dança. Rosina Gil: Mas essa exigência foi necessário, pois a cada dia era um desafio. Gil González dançam o papel de Sylvie porque ele foi criado para a etoile Sylvie Guillem. Isso significava que a pressão extra! Rosina Gil: A obra é que gera pressão. Ser Sylvie era muito engraçado, porque o coreógafa respositora Agnes Nolthonius refere a nós como Sylvie. DB - A música de In the middle, com sons que parecem como industrial, sem melodia Como fazem para segui-la? Ciro Tamayo: memória pura! Você deve se lembrar que, uma vez que você deve contar 12 tempos depois um “pum” e contar 24 é assim. Liliana Gonzalez: E por isso exige concentração extra. Em nenhum momento você pode liberar. DB - Então, o que marcou vocês em ter dançado In the middle? Ciro Tamayo: dor muscular muito Rosina Gil: a entorse no joelho (risos, enquanto é real ter uma entorse no joelho dançando o trabalho), e uma grande coragem arriscar dançar o trabalho. Liliana Gonzalez: foi como surpreender-se a si mesma do que eramos capaz. No início, pensei que não podia com essa coreografia. E para alcançar este fim foi muito gratificante. E isso é um crédito a si mesmo.

Maria Ricetto e Oscar Escudeiro - Foto S. Barreiro

Sagração da Primavera de Oscar Araiz

Em 29 de maio, 2013 foi o 100 º aniversário da estréia de A Sagração da Primavera, a obra de Stravinsky com música e coreografia de Nijinsky. Após 120 horas de ensaios a versão coreográfica original por sua controversa concepção original, foi dançado apenas 9 vezes (+ ensaio). Em seguida, se perdeu. Mas a música de Stravinsky continuou, e com ele centenas de versões foram criadas ao longo do século. O argentino Oscar Araiz também criou sua própria em 1996. Baseado na idéia original de sacrifício, preferiu optar pela idéia de nascimento, como um modo de vida, então. “Como na versão original de La consagración, o trabalho continua a gerar um sentimento de admiração, vendo os típicos bailarinos clássicos em papéis completamente diferentes. Ciro Tamayo: Muita gente fica chocada ao ver que o nosso lado selvagem. Rosina Gil: Sim, e eu adoro isso. A idéia de que você tem que ser muito primitivo. Assim como a idéia de Araiz acreditava que cada bailarino tem sua própria história. DB - Como todo mundo cria sua própria história? Rosina Gil: Porque Araiz se recusou a nos orientar na interpretação, porque ele acreditava que cada bailarino deve fazer a sua história. E isso é muito interessante, porque todo mundo conta sua história. dancabrasil.com.br I DB 61


FEsTIvAIs

Festival Alto Tietê de Dança

SP

Bailarinos de várias cidades do estado marcaram presença na ultima quinzena de Junho em Mogi das Cruzes, interior de Sáo Paulo, durante o Festival Alto Tietê de Dança, promovido pela Regina Ballet. O evento foi realizado no Cemforpe que neste ano, 650 bailarinos participaram do festival que recebeu inscrição de 35 grupos de cidades como Mogi, Suzano, Biritiba Mirim, Itaquaquecetuba, São Miguel, São Paulo, Guarulhos, Jundiaí, Arujá, entre outras. Números que surpreenderam a organização. “Foi muito positivo”, comenta Regina Cunha, idealizadora da iniciativa. O festival conta com 13 modalidades que incluem jazz, danças populares, inclusiva (com algum tipo de deficiência), sapateado, dança do ventre, Aracy de Almeida e Eleusa Lourenzoni balé, entre outras. As duas últimas foram a que receberam o maior número de inscrições. “No ano passado o balé e a dança do ventre já eram mesmo as mais procuradas”, conta a organizadora. Os melhores em cena, além de troféus, concorrem a bolsas de estudos em cursos importantes como o do Ballet Russo e a Mostra de Dança São Paulo. “Como sempre digo, são esses cursos, o aprimoramento, o melhor prêmio para o dançarino”, ressalta Regina, que neste ano também distribuirá kits de maquiagem da Vult. Opúblico também vai poder conferir três apresentações especiais com: Penka Cangarova e seu parceiro Thiago de Oliveira que dançaram um pas de deux de ‘Carmen’ e ‘Águas Primaveris’, Sopro Cia. de Dança e o grupo Las Cia. de Dança, de Santos. Na banca de jurados o festival contou com Eleusa Lourenzoni, Aracy de Almeida, Samya Farhan, Erick Silva, Andrea Sposito, Marcio Pial, entre outros. Fotos: Ivan Grandi

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Confira onde encontrar a revista Dança Brasil BAHIA

Capezio Av. Otávio Mangabeira, 815 lj. 36 - Pituba Sol Shopping – Salvador Dance Av. Getúlio Vargas, 330 loja 8 – Centro - Feira de Santana Dora Moda Ballet R. Barão de Cotegipe, 23 – Centro - Juazeiro CEARÁ Capezio Av. Dom Luiz, 300 lj. 152 Aldeota – Fortaleza Só Dança - Av. Santos Dumont, 3.130 ljs 226/227 - Aldeota – Fortaleza DISTRITO FEDERAL Capezio - SCLN, 308 - BL. B lj. 07 Asa Norte – Brasília Capézio - SHCS. EQ 302/ 303 Bl. A nr.6 lj. 115 Shop.Fashion Mall – Brasília GOIÁS Capezio Av. 85, 1.853 - sl. 10 - Gal. Via Maria – Marista – Goiânia D’Vargas – Av. Anhanguera, 7840 QD 99 A – Loja 222 - Goiania MATO GROSSO DO SUL PRA DANÇAR Rua Antônio Maria Coelho, 2486 - Jardim dos Estados - Campo Grande - MS MINAS GERAIS Evidence Rua Bernardo da Veiga, 14 Campanha – MG Balé Mania R. São Paulo, 656 loja 64 – Centro - Belo Horizonte Capezio - R. Antonio de Albuquerque, 749 - lj.1 e 3 – Savassi Belo Horizonte Capezio - R. Machado de Assis, 501 lj 7/9 – Centro Uberlândia Max Dance Av. Dom Pedro II, 3.151 Caiçara - Belo Horizonte Pliê R. Israel Pinheiro, 2397 – Centro Governador Valadares Toda Balezinho R. Marechal Deodoro, 444 – Loja 231 - Centro - Juiz de Fora Universo da Dança R. Alagoas, 1.314 loja 22 A - Funcionário – Belo Horizonte Toledo e Toledo Rua jabaquara,451/401 parque caravelas - San-

valho,603 – loja 5 Galeria Omini – Centro - Curitiba

PERNAMBUCO Capezio Av. Herculano Bandeira, 513 1º andar sl. 12 – Pina Recife – PB RIO DE JANEIRO Bailarine Estr.do Gabinal, 313 - lj. 111 A – Jacarépaguá - Rio de Janeiro Ballet House R. Visconde de Pirajá, 207 loja 109 – Ipanema – Rio de Janeiro Capezio - Copacabana R. Barata Ribeiro, 370 - Lj. 112 – Copacabana – Rio de janeiro Capezio - Flamengo R. Marques de Abrantes, 177 Loja 112 – Flamengo – Rio de Janeiro Capezio - Nova Iguaçú Av. Marechal Floriano Peixoto, 1.480 lj 142 -- Nova Igauçú – Rio de Janeiro Corpo e Dança Av. Nsra. De Copacabana, 769 - conj 802 - Copacabana-Rio de Janeiro DA DANÇA Av. Getulho de Moura, 1701 - Lj. B - Nilópolis DA DANÇA R. Alberto Torres, 270 - Lj. 14 - Jd. Guanabara - RJ Let’s Dance R. Lopes Trovão, 134 lj. 141 - Icaraí – Niterói Magia da Dança Iate Clube Jardim Guanabara - R. Alberto Torres, 270 Lj. 14 – Ilha do Governador Marie Villany Boutique de Dança R. do Catete, 228 loja 310 – Catete – Rio de Janeiro Plié & Cia R. Maria Francelina Barroso, 83 - Cônego – Nova Friburgo Rosa Branca R. Ramalho Ortigão, 09 lj. 08 – Centro – Rio de Janeiro Shoes Point R. Dias da Cruz, 188 sobreloja 243 – Méier – Rio de Janeiro Silkir Ginástica Trav. Ferreira Borges, 20 lj 03 – Campo Grande – Rio de Janeiro Stillo Dança & Cia Est. Francisco da Cruz Nunes, 7007 lj. 202 – Itaipú – Niterói RIO GRANDE DO NORTE Studio Corpo de Baile R. Dr. Carlos Passos, 1.738 - Morro Branco – Natal RIO GRANDE DO SUL

tana do paraíso

Capezio R. Mostardeiro, 120 - lj. 5 Galeria 5º Av. Center – Rio Branco – Porto Alegre

PARÁ - Belem

SANTA CATARINA

DanceShop Av. Generalissimo Deodoro, 920 - Bairro Nazaré Kukuka Dance Trav. Francisco Caldeira Castelo Branco, 1.271 - São Brás SAPATILHAS Av. Conselheiro Furtado, 1270 - Batista Campos

Todoesporte Rua Felipe Schmidt, 249 lj.201 Centro Comercial ARS – Florianópolis

PARANÁ Beco da Dança R. Barão de Antonina, 269 - São Francisco Curitiba Capezio R. Paranaguá, 921 - lj 03– Centro - Londrina Dance Shop Al. Dr. Carlos de Car64 DB I dancabrasil.com.br

SÃO PAULO CAPITAL Biju Ballet Av. Nova Cantareira, 4.368- Vl. Albertina Capezio R. Barão do Triunfo, 502 lj. 10 - Brooklin Novo Capezio R. Agostinho Gomes, 1.537 – Ipiranga Capezio R. João Cachoeira, 225 – Itaim

Capezio Av. Moaci, 137 – Moema Capezio R. Capitão Avelino Carneiro, 232 – Penha VIvaz R. Amaral Gama 44 - Santana Capezio R. Paracatu, 210 – Saúde CAPEZIO - R. Itapura, 1529 - Tatuapé Geração XXI Av. Leôncio Magalhães, 627 – Jd. São Paulo Só Dança R. Joaquim Nabuco, 146 Brooklin Só Dança - R. Augusta, 2.672 Cerqueira Cesar GRANDE SÃO PAULO CAPEZIO Av. Lino Jardim, 580 - Jardim Bela Vista -Santo André Capezio R. Dr. Timóteo Penteado, 05 sl. 07 – Guarulhos Capezio R. Primitiva Vianco, 244 2º piso lj.36 - Osasco Vest Dance R. Dr. Eduardo Monteiro, 311 - Santo André ESTUDIO 26 R. Cristiano Angeli, 788 S. Bernardo do Campo INTERIOR Aplauso dance & fitness R. DR. Corrêa, 501 - Centro - Mogi das cruzes Caliman R. General Carneiro, 218 – Cerrado – Sorocaba CAPEZIO - R. Tibiriça, 457 - Centro Ribeirão Preto Capezio R. Reginaldo de Lima, 152 Pq.S. Diogo - SBC Capezio R. Antonio de Godoy, 3.676 Redentora - São José do Rio Preto Dança Comigo R. Rangel Pestana, 1.086 – Centro – Jundiaí DANÇA MARIA R. Nove de Julho, 291 Centro - Vinhedo Danzarin Av. Sete de Setembro, 719 Centro - Araraquara Ellou Dancewear Av. São João, 644 lj. 24 – Esplanada – São José dos Campos Grazie Mille R. da Penha, 1.135 – Centro – Sorocaba Ironia Dance Av. Irmã Serafina, 985 – Centro – Campinas La Ballerina R. Guilherme da Silva, 300 – Cambui – Campinas Raça Artigos de Dança Av. Manoel Goulart, 389 – Presidente Prudente Só Dança R. Santa Augusta, 409 Osvaldo Cruz SÓ DANÇA SJC R. João Bosco Ribeiro, 1307 - Jd. Das Indústrias – São Jose dos Campos Só Dança R. Paes Leme, 89 – Centro – Marília SPETACULO STORE R. Conceição Sammartino, 33 - Sala 08 1º andar - Centro -- Jandira São João da Boa Vista TODA DANÇA Rua 20, 1064 loja 5 Barretos LITORAL Calimam Rua Lucas Fortunato, 175 – Vila Matias – Santos Caliman Rua Dr. Oswaldo Cruz, 319 Boqueirão - Santos


Vida Saudável

Sopa de Frango com Leite de Coco

Um caldo, ou até mesmo um suco de frutas, podem ser ótimas opções para esta estação do ano. Já que a estação é conhecida pelas noites mais longas que os dias, que tal um jantar especial?

Sopa de Frango com Leite de Coco Ingredientes 400g de PEITO DE FRANGO DESFIADO 1L de água
100mL de leite de coco
1 cebola média picada
2 colheres de sopa de azeite de oliva
250g de macarrão conchinha
1 colher de sopa de coentro picado
1/2 pimenta dedo-de-moça picada
1 colher de café de colorau
Sal a gosto Modo de Preparo Em uma panela, refogue no azeite a cebola, o frango desfiado, a pimenta dedo de moça, o colorau e o coentro. Adicione a água e leite de coco e deixe ferver. Após fervura, adicione o macarrão e deixe cozinhar até ficar al dente. Sirva em seguida.

Suco de Beterraba com Laranja Ingredientes 250g de BETERRABA, 3 laranjas maduras
1 colher (sopa) de mel
Gelo Modo de Preparo Bata no liquidificador a beterraba com o suco das laranjas. Passe em uma peneira, crescente o mel e sirva com gelo. dancabrasil.com.br I DB 65


We all know how to keep our biceps in shape, but few keep toes in good condition. They take significant abu spend on our feet each day, especially in high-heel sh Orthopaedic Foot & Ankle Society recommends doing exercises to strengthen toes and prevent foot discomf and all shoe wearers will benefit from these exercises

Como manter os pés flexíveis Nós sabemos como manter nossos bíceps em forma, mas poucos de nós sabemos como manter os dedos fortes e em bom estado. Eles sofrem abuso significativo das horas que passam na meia ponta ou ponta dos pés, especialmente com sapatilhas de ponta. A American Orthopaedic recomenda fazer estes exercícios simples para fortalecer os dedos dos pés.

Role uma bola pequena sob a bola do pé por dois minutos.

Grishko

Segure cada posição por cinco segundos e repetir 10 vezes.

Toe raise, toe point, toe curl: Hold each position for and repeat 10 times. Recommended for people with hammertoes or toe cra

Coloque 20 bolinhas de gude no chão. Pegue uma bolinha de cada vez com os dedos dos pés e colocá-lo em uma tigela pequena. Faça este exercício até que você pegue todas as 20 bolas de gude.

Coloque uma apequena no and curl it toward you using Towel curls: Place small toweltoalha on the floor chão e enrole-o em sua direção, only your toes. Youutilizando can increaseapenas the resistance putting aÉ weight on the end of the seus bydedos. towel. possível aumentar a resistência, coRelax and repeat this exercise five times. locando um sobre a ponta datoe Se tiverand chance, Recommended forpeso people with hammertoes, cramps pain intire the os sapatos e Relaxe e repita o exercício caminhe na areia da praia. Este balltoalha. of the foot. cinco vezes.

exercício de massagens fortalece os dedos dos pés e proporciona bom pé condicionamento Towel curls: Place a small towel on the floor and curl itgeral. toward you using 66 DB I dancabrasil.com.br

only your toes. You can increase the resistance by putting a weight on the end of the towel.


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Revista Dança Brasil - Julho 2013