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PUBLICAÇÃO OFICIAL DA DANÇA NO BRASIL

ENTREVISTA RICARDO FERNANDO

CURSOS DE VERÃO OS MELHORES ESTÃO AQUI

GISELE

STAATSBALLET BERLIN

BABY CLASS

ATUALIZAÇÃO PARA PROFESSORES

QUEBRA NOZES O TRADICIONAL ESPETÁCULO NATALINO

Espetáculos I Festivais I Dicas I Cursos I Onde Aprender

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2 I Danรงa Brasil


Os talentos que não dão certo em dança

Muitos alunos que chegam pela primeira vez em uma aula de dança apresentam um talento natural. Todos na sala, alunos e professor, percebem a facilidade enorme de aprender movimentos, controlar e conhecer o próprio corpo. Realmente há muitas pessoas que tem este talento inato. Naturalmente o professor se afeiçoa ao aluno e procura ser mais rígido em relação a técnica. O aluno também começa a perceber seu próprio talento e quando tem uma paixão pela dança surge o desejo de ser um bailarino profissional.

Mas o que acontece no meio do caminho quando este aluno, que um dia sonhou em se tornar profissional, não dá certo? Geralmente vemos o aluno como um simples talento. Há uma percepção do próprio corpo e movimento apurados, uma vontade e aprendizado natural. Mas o aluno, apesar de talentoso, não é apenas isso. Há muitos fatores envolvidos na vida de qualquer um. Tentamos separar estes fatores em blocos como se fossem questões separadas. Porém, todos os fatores formam um só indivíduo.

Compreendendo o ser humano como um só percebemos que um aluno talentoso que não deu certo profissionalmente não é surpresa alguma. Existem tantos fatores envolvidos. Mas esquecemos deles. Devemos olhar estas outras questões com cuidado. Ser professor não é apenas ensinar a técnica. Mas se preocupar com todas as outras questões que também interferem na dança, na aprendizagem e no talento. Aprender a cuidar de nossos talentos e desenvolvêlos é aprender a cuidar do ser humano.

Fatores psicológicos, familiares e emocionais também fazem parte e interferem na vida de todos. Além de questões com o mundo da dança, relacionamento com outros alunos e cobraças diversas.

Maria Cristina Lopes | mariacristinalopes.com | @ balletsemestresse Psicóloga da dança CRP5/47829 Receba o e-book grátis para você aprender a dançar melhor: bit.ly/EbookDançarMelhor

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EXPEDIENTE DIRETORA

Eleusa Lourenzoni

EDITOR E JORNALISTA RESPONSÁVEL

Ivan Grandi - DRTJ nº 035658 SP

CONSELHO EDITORIAL

Geraldo Grandi

ARTE | DESIGN

Gabriel Grandi CONTÁBIL Kanamaro & Lucas JURÍDICO

Escritório Jurídico Consenza

REPORTER FOTOGRÁFICO COLABORADOR

Jorge Luís Castro, Solange Avelino

COLABORADORES

Camila Veiga, Celi Barbier, Luis Arrieta, M. Cristina Lopes, Isabel Costa ASSINATURAS

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15 de Dezembro de 2016

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R. João Pizarro Gabizo, 21 São Paulo - SP - Cep 02038-040

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Revista Dança Brasil, Revista Dança Portugal, Guia das Escolas de Dança, Jornal Dança Bairro, Revista Dança Gospel, Revista The One Player, Jornal Fitness Revista DANÇABRASIL® é uma publicação mensal da DB Editora Ltda com distribuição através de assinaturas, lojas de artigos de dança e eventos específicos. Não se responsabiliza por conceitos emitidos em artigos assinados ou por qualquer conteúdo publicitário e comercial, sendo estes de inteira responsabilidade dos anunciantes. Os colaboradores não recebem remuneração direta da revista. © 1991 - 2016 Todos os direitos reservados. 4 I Dança Brasil

EDITORIAL

DEZEMBRO 2016 - Nº 300

Olá amigos da dança! Olá leitores e amigos da dança, neste edição como matéria de capa o “Quebra Nozes” tradicional espetáculo natalino apresentado por diversas companhias de dança em todo o mundo. Confira ainda nesta edição, diversas reportagens e entrevista com Ricardo Fernando, além das últimas notícias sobre espetáculos, saúde, dicas e curiosidades que você, leitor só encontra aqui nas páginas da sua revista Dança Brasil e, também através de nosso portal na internet, de cara nova todo revitalizado com grandes novidades. Desejo a todos boa leitura, vejo vocês em algum lugar deste maravilhoso mundo da dança.

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Ivan Grandi NOSSA CAPA STAATSBALLETT BERLIN FOTO FERNANDOMARCOS


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Staatsballett Berlin Portrat Marian Walter - O Quebra Nozes - Nacho Duato Foto Fernando Marcos


Staatsballett Berlin Quebra-Nozes Coreografia Nacho Duato, mus. P. I. Tschaikovski, cenografia e costumes Jérôme Kaplan Celi Barbier, corresponde especial na Europa

O famoso Staatsballett Berlin sob a direção do não menos famoso Nacho Duato apresenta a sua nova releitura de Quebra-Nozes. Uma criação mundial para o Teatro Mikhailovsky St Petersburg há três anos atráz. A obra também foi apresentada no Ballet alla Scala de Milão. Como sempre surpreendente, o coreógrafo situa a ação na Belle Epoque e já imaginamos a beleza do espetáculo, sabendo que a cenografia e os costumes são de J. Kaplan já que admiramos muito seu talento. Aquí as sêdas, a elegância requintada, os flocos de neve, mil estrêlas reluzindo no palco!

Duato nos oferece ainda seu nôvo olhar sôbre a obra, também quanto aos personagens que quiz mostrar como sêres humanos dos nossos dias. Sôbre gravidade da situação do Ballet que protesta vehementemente contra a saída forçada de Nacho Duato finais da Saison 20182019, o fabuloso coreógrafo e grande artista comenta: “me alegro dos 3 anos que me restam aquí e saboreio o trabalho junto à esta Companhia internacional, que possui um largo repertório de obras clássicas e contemporâneas, e excelentes bailarinos!”. Um gentleman. A partir de: 09-12-2016 / 9h30 28-12-2016 / 19h30 30-12-2016 / 15h00 e 19h30 02-01-2017 / 15h00 e 19h30

Êstes últimos com duas distribuições, Clara: K. Ovsyanick / Príncipe Queba-Nozes: D. Vieira, Clara: M. Eichwald / Príncipe Queba-Nozes: D. Tamazlacaru. Bilheteria: tickets@ staatsballett-berlin.de

Staatsballett Berlin Portrat Marian Walter - O Quebra Nozes - Nacho Duato Foto Fernando Marcos

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De carne E depois do ballet no cinema, um seriado de tv dedicado 100% a esse universo. “Flash and Bone” que na tradução literal significa “Carne e Osso”. Um título já bastante sugestivo e que nos faz viajar em suas intenções; seja inspirado na necessidade do bailarino de mergulhar por completo na dança, estar lá de verdade, ou pelas renúncias e expiações que passam os profissionais e aspirantes em nome do ballet, não importando sacrifícios, além da dedicação de cada gota de suor ou sangue a esta arte, ou ainda pelas exigências com relação ao físico, e neste caso além da vaidade estética ainda estaríamos falando e renúncias. Enfim, seja qual tenha sido a intenção do título, logo de cara somos remetidos ao primeiro dado de realidade desse mundo. A história é da jovem Claire de 21 anos que sai de sua pequena cidade para tentar a sorte em Nova York, no American Ballet. Fugida da família problemática feita apenas de pai e irmão, cheia de segredos em relação ao seu passado, ela, que parece estar sempre assustada, faz a audição e logo se destaca. Detalhe para a questão de que estava sem dançar havia 3 anos e ainda assim brilha nas sapatilhas de pontas. Aí talvez encontremos algo de inverossímil, se pensarmos que bailarinos 8 I Dança Brasil

perdem precisão se ficam sem treino, ainda mais parados durante anos! Mas este e outros exageros entram no crédito do melodrama, e isso não é uma crítica ao seriado, apenas se trata de uma classificação dramática. Um melodrama que a cada episódio instiga o público a querer saber o que acontecerá, embora Claire, nossa protagonista, nunca sofra nenhum risco de perder o posto de queridinha do diretor da companhia. Contudo isso rende a ela inimizades, rivalidades e inveja por parte dos outros bailarinos. Esse é o tempero sobre a história de uma companhia de ballet que se prepara para a estreia de mais uma temporada. E a trama se desenvolve contando a história que envolve cada personagem, tratando de assuntos corriqueiros como o da escolha do repertório e do coreógrafo… das questões de ego e vaidade, das dificuldade com patrocinadores, parceiros e toda política que envolve esse processo; dos dramas em sala de aula como a bailarina que sonha em ser a “prima”(primeira bailarina) ainda que todos saibam que ela nunca chegará a tanto, até assuntos mais delicados como dos distúrbios alimentares e a descoberta da doença que vitimará uma das

bailarina, sem deixar de lado, claro, os dramas pesados de Claire. Outra questão bastante presente e que talvez traduza a realidade não apenas do ballet, mas a do ser humano, é a da idade e as limitações que ela traz. E quando a primeira bailarina que já passa dos 30 se vê ameaçada pela jovem e competente de apenas 21 anos, faz de tudo para permanecer em seu cargo: desde o uso irrestrito de analgésicos para a dores de uma fratura, até o uso do poder que seu status traz, para tentar afastar sua rival. Imagino que todos nós já tenhamos ouvido falar de algo parecido na vida real! Com relação ao comportamento para lá de excêntrico e egocêntrico do diretor e fundador da Cia, penso que deveríamos guardar algumas considerações e apenas nos divertirmos com outras. Talvez a vaidade que envolve o mundo da dança e de tantas outras artes seja o ponto forte. Interessante poder refletir sobre esta necessidade do olhar alheio, da aceitação ainda que seja pelo movimento contrário, o de chocar. O momento alto deste diretor é a forma como ele exorciza suas frustrações usando seus bailarinos, observa-se um sentimento sádico, quase, senão completamente cruel de tratálos.


e osso por Camila Viega

E as histórias de amor também estão ali presentes, não da forma tradicional, porque neste caso o sexo e os desejos do corpo falam mais alto e são mostrados em sua forma mais intensa, sem pudores ou apegos. Definitivamente uma série não recomendada para as crianças! Mas que retrata a espontaneidade com que os bailarinos lidam com a própria sexualidade. Com relação ao homossexualismo também (e não poderia ser diferente) existe a naturalidade no tratar.

Um bailarino heterossexual convivendo tranquilamente com os companheiros homossexuais. Com o passar dos episódios os segredos da protagonista Claire vêm à tona, explicando alguns de seus comportamentos estranhos, seus TOCs, seus medos. Claire é colocada à prova quando no dia da estreia do espetáculo descobre cacos de vidro colocados propositalmente em suas sapatilhas de pontas… Como não pretendo ser spoiler, paro minha narração por aqui. Rsrs

Assistir uma série ficcional que remete a tantos dados reais é sempre muito agregador. Ter o ballet, essa forma de linguagem e expressão tão única, como tema de outras artes, no caso dos seriados de tv (embora nem sempre sejam vistos como arte, infelizmente), é muito interessante para reflexões, constatações, principalmente para quem vive diariamente nesse universo.

Sarah Hay - Foto Patrick Harbron

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Spartacus - Bayerischen Staatsballett de Munich Pela primeira vez dançado por uma Companhia da Europa Ocidental

Celi Barbier, corresponde especial na Europa

Trata-se do célebre balé do Bolshoi, agora dançado pela primeira vez por uma companhia da Europa ocidental. Spartacus é a conhecida história do gladiador Spartacus, da Trácia, nos idos do ano 71 a.C., que apelou aos escravos para lutarem contra a opressão e ganhar a liberdade. Yuri Grigorowitch, uma das grandes personalidades do balé russo e mundial, por muitos anos diretor artístico do Balé do Bolshoi, criou a obra em 1968 sob a composição de Aram Chatschaturjan, obra apresentada no mesmo ano no Teatro Bolshoi, de Moscou. Um estrondoso sucesso, até hoje cartão de visita da

Spartacus - Divulgação

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Companhia.e até mesmo uma pedra fundamental da história do balé russo dos meados do século XX. No próximo mês, dezembro 2016, será apresentada pela primeira vez pelo Staatsballet de Munique. Serão mais de 70 bailarinos no palco, repartidos segundo a cenografia de Simon Virsaladze (o mesmo da criação, em 1968): no mercado dos escravos, uma arena romana ou o Palácio Patrizi e outros sítios. No centro da trama, os pares antagônicos: de um lado, Spartacus e Phrygia; do outro, Crassus e Aegina. No papel de Spartacus, entre outros, Osiel Gouneo, Vladimir Shklyarov. Crassus será interpretado por Sergei Polunin e Jonah Cook. Os principais papéis femininos serão interpretados por Maria Shirinkina e Elizaveta Kruteleva (como Phrygia) e Natalia Osipova, Ksenia Ryzhkova e talvez a brasileira Ivy Amista, no papel de Aegina. A reconstrução da obra, cuja linguagem coreográfica é bastante moderna, já na sua época, foi encarregada a dois maîtres de balé, chegados expressamente da Rússia para realizá-la: Ruslan Pronin e Oxsana Tsvetnitskaya, o premiero antigo bailarino do Bolshoi, hoje assistente de Grigorowitch.

O famoso coreógrafo, perto de seus 90 anos, chega a Munique em dezembro, para os ensaios finais, a fim de lapidar o trabalho dos maîtres de balé. Uma excelente notícia: convidado pelo grande maestro Valery Gergiev, diretor musical da Filarmônica de Munique, o maestro Karen Durgaryan se ocupará da direção musical. Já dirigiu a obra para o Mariinski, em 2010. A Première de Spartacus se associa ao conceito do Diretor Igor Zelensky apresentar primordialmente produções históricas. Estamos quase chegando lá... Já há algumas datas marcadas: Datas: 22.12.2016: 19h00 Nationaltheater Première 23.12.2016: 19h00 Nationaltheater 25.12.2016: 18h00 Nationaltheater 29.12.2016: 19h00 Nationaltheater 03.01.2017: 19h00 Nationaltheater 06.01.2017: 14h30 e 19h30 Nationaltheater 11.01.2017: 19h00 Nationaltheater Outros espetáculos em Março e Abril 2017


Fórum de Ballet e Dança apresentará Don Quixote

A Especial Academia em parceria com o Espaço Eldorado, convidam estudantes, bailarinos e profissionais da área para participar do II Fórum de Ballet e Dança que será realizado esse ano na cidade de São Paulo no Shopping Eldorado. Um dos mais importantes e completos cursos de verão da América Latina em um espaço especialmente criado para dança. São oito salas com piso apropriado dentro de um dos mais importantes shoppings da metrópole paulistana, oferecendo toda a infraestrutura necessária para os bailarinos. Serão aulas de Ballet Clássico, Técnica Masculina, Pontas, Repertório, Pas de deux, e ainda workshops de música, maquiagem para palco, teatro/pantomima, jazz, danças urbanas, ministrados por professores brasileiros e internacionais do mais alto gabarito.

Quixote” completa em 3 atos, coreografia original de Marius Petipá e Alexander Gorsky. Venha participar, aprender, compartilhar e reciclar seus conhecimentos nesse evento tão importante da dança na América Latina. Direção Artistica: Guivalde Almeida Corpo Docente: - Aracy de Almeida - Ana Maria Campos - Priscilla Yokoi - Maurice Brandon (EUA) - Olga Doganova (RÚSSIA) - Ady addor - Guilherme Oliveira - Fellipe Camarotto - André Néri Informações e inscrições: www.especialacademia.com.br www.espacoeldorado.com.br ou telefones (11) 29250160 (11) 30938667 / 964231807 Espaço Eldorado Avenida Rebouças 3970 - SP

Haverá também curso para professores baseado na metodologia Vaganova onde acontecerão provas práticas. Como encerramento será montada a obra “Don dancabrasil.com.br l 11


Ingressou no Balletarrj Escola de Dança em março de 2015, aluna dedicada, em menos de dois anos já alcançou alguns resultados expressivos, tais como: Ter se apresentado junto com a Cia Jovem do Balletarrj Escola de Dança, no Festival Internacional Tanzolymp, em Berlim, Alemanha, com as coreografias “Origem” e “Ataque”, ambas criações de Ana Palmieri, tendo o grupo obtido a primeira colocação e ter sido escolhido para se apresentarem na gala do evento com a coreografia “Origem”. Ainda com o grupo da Cia Jovem do Balletarrj, em função de terem sido os primeiros colocados no Tanzolymp em Berlim, Alemanha, foram convidados para se apresentarem na Gala da seletiva desse mesmo Festival, em agosto desse ano, onde, como solista foi selecionada na seletiva, em São Paulo, para a final do Tanzolymp, com suas duas coreografias solo livre: “Na praia”, coreografia de Ana 12 I Dança Brasil

Participou do Festival Internacional de Goiânia, em 2016, com seus dois solos, tendo obtido com o solo livre “Na praia” a primeira colocação e com a variação de repertório “Kitri,” obteve a terceira colocação, além de ser indicada ao prêmio de Bailarina revelação. Obteve a primeira colocação nos concursos do CBBD e CBDD Kids Rio de Janeiro, inclusive, melhor bailarina, com as mesmas coreografias. Em competição internacional, participou este ano, como solista, pela primeira vez, do WBC – World Ballet Competition, em Orlando, Flórida, USA, ficando entre as vinte e cinco melhores bailarinas do evento. Participou do Curso de Verão do Miami City Ballet e em 2016 do Curso de Verão do Central Florida Ballet, e em ambos foi selecionada

Foto: Arquivo pessoal

Maria Eduarda Pinto desde criança adora e sempre demonstrou interesse de estudar Ballet clássico, tendo iniciado seus estudos aos três anos e atualmente com treze anos de idade está em pleno desenvolvimento e conseguindo alcançar seus objetivos.

Palmieri e a variação de repertório “Kitri”, com o ensaiador Rômulo Ramos, tendo sido, inclusive, escolhida para se apresentar na Gala dessa seletiva com a variação de repertório.

Foto: Arquivo pessoal

Foto: Arquivo pessoal

EM BUSCA DE UM SONHO

através de audição pública. E para 2017, ela foi selecionada e vai concorrer no “The American Dance Competition, Youth International Ballet Competition”, (ADC-IBC), que acontecerá em março na cidade de St. Petersburg na Flórida. Em busca do sonho de se tornar uma Bailarina profissional, Duda sabe que o caminho é muito duro e difícil e para alcançar a realização desse sonho, ela cumpre uma pesada rotina de treinos, aulas e ensaios para aprimorar cada vez mais sua técnica com o objetivo de melhores colocações nas competições representando não só sua Escola como também seu País. Seu professor na Balletarrj Escola de Dança, Rômulo Ramos, é bem exigente e dedicado com a sua formação, orientando e estimulando Duda a estar diariamente envolvida com ensaios e treinamentos com duração de cinco a seis horas, inclusive aos sábados, contando ainda com a assistência de um Fisioterapeuta que acompanha a sua atividade e preparo físico, para assegurar a realização do projeto da Duda de ser uma Grande Bailarina!


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NÓS S/A

Espetáculo de dança propõe reflexão sobre a especulação imobiliária e a corporativização da sociedade Caleidos - Divulgação

De 02 a 11 de dezembro, o Caleidos Cia de Dança apresenta o espetáculo inédito “NÓS S/A” encerrando a temporada de 2016 da Mostra Caleidos 20 Anos em comemoração às duas décadas de atividades da companhia de dança paulistana. “NÓS S/A” explora por meio da dança o universo da apropriação do espaço urbano pela lógica do mundo corporativo. O espetáculo discute a organização do espaço e das relações sociais a partir do fenômeno da especulação imobiliária, o mundo corporativo se refletindo no espaço urbano e nas formas de viver em sociedade. “NÓS S/A” convida à reflexão sobre a empresarização da sociedade, com seus donos, seus trabalhadores e seus excluídos. Como em outros espetáculos do Caleidos Cia De Dança o público é convidado a dialogar com as cenas por meio da leitura da dança, produzindo a significação do movimento e das imagens sugeridas pelos jogos que se constroem ao vivo a partir da estrutura dramatúrgica. A encenação geral remete às reuniões corporativas (1º ATO), aos banquetes (2º ATO) 14 I Dança Brasil

e ao mapa de guerra (3º ATO). A mesa – de estudos, de negócios, de planejamentos, de jogos e de comer – é a personagem onipresente no espaço cênico, é nela e a partir dela que a movimentação dos bailarinos e a disposição do público de organiza, refletindo metaforicamente a organização do espaço urbano e as dinâmicas sociais sob a perspectiva das grandes corporações. “Os novos empreendimentos imobiliários exercem certo fascínio em parte da população. Os condomínios que apresentam a possibilidade de se exercitar, fazer reuniões familiares, reuniões de negócios, comprar e até ir ao cinema ou pizzarias sem deslocamentos urbanos, refletem não apenas uma ideia de praticidade, mas também a imobilidade e sistematização das relações sociais que de certa forma estão na

perspectiva do modo de vida corporativo”, conta a diretora do Caleidos Isabel Marques. “Esse modo de vida diz respeito a um modo de vida empresarial. Há uma ideologia por trás dos anúncios e das falas de compradores e vendedores: é como se a pessoa que procura esse tipo de residência dissesse ‘eu quero que a minha vida e minha sociedade funcione como uma empresa’ – entender isso, para nós, foi quase um convite para explorarmos essa ideia num espetáculo de dança”, complementa o dramaturgo Fábio Brazil. SERVIÇO: Espetáculo “NÓS S/A” Apresentações de 02 a 11 de dezembro de 2016, de sexta a domingo. Na sede do Instituto Caleidos, à Rua Mota Pais, 213, Lapa, São Paulo, SP -Tel.: (11) 3021-4970


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Giselle – Parte I Staatsballet de Munich

Celi Barbier, corresponde especial na Europa

“O romantismo não é expresso nem na escolha dos temas, nem na verdade exata, mas na maneira de sentir. Para mim, o romantismo é a expressão mais recente, mais atual da beleza. Quem diz romantismo diz arte moderna, quer dizer, intimidade, espiritualidade, cor, aspiração ao infinito, expressas por todos os meios que a Arte contém”. Charles Baudelaire “Giselle” sem uma ruga. Há vários anos não víamos esse balé, que admiramos profundamente. Não sabemos o porquê da parada nas representações desta pérola do balé romântico, dos “ballets blancs”. Faz parte do repertório das mais prestigiosas companhias do mundo, mas desapareceu. Talvez as versões contemporâneas de fins do século XX, como a de G. Martinez sob música de Pink Floyd e Soft Machine (1972), e a de F. Franklin, mús. de A. Adam (1984), criada para o Dance Theatre of Harlem sobre os problemas raciais, sejam muito específicas. M. EK obtém um grande sucesso pela sua criação, com música de A. Adam, libreto EK (1982), com a fabulosa A. Laguna como Giselle e muitas companhias preferiram o vento novo. Pessoalmente, acho um ponto a relevar: onde achar uma Giselle suplantando em nossos dias 16 I Dança Brasil

todas as exigências do papel, sincera, cândida, mas também com qualidade dramática nos atos I e II, além da leveza nos saltos e o estilo bem marcado nas versões “românticas”, um lirismo a toda prova. O trabalho para o grupo feminino é muito denso, necessita estilo específico, nucas longas levemente inclinadas para a frente, braços cruzados abaixo do busto e as palmas das mãos viradas ao exterior, bourrés perfeitos, belos pés e belas linhas claras e longas para os braços, arabesques perfeitos. Enfim, ninguém quer se dar mais a esse trabalho E logo não haverá mais ninguém que saiba como transmitir estes e outros princípios. Uma benção P. Wright perto dos 90 anos ter vindo alguns dias “afinar” o trabalho de Jane Elliot em Munich sua asistente para Giselle. Wright, elegante e muito amavel, tem o dom de transmitir muito bem suas correções. Um perfeicionista do estilo, da gestual, da pantomima, aos quais acorda uma grande importancia. Giselle (1974) obteve um grande sucesso, os primeiros papéis foram interpretados por Konstanze Vernon (Giselle) e Albrecht, o esplêndido, inesquecível Heinz Bosl, um “danseur noble par excellence” em uma interpretação muito emocionante do Ató II, como

se estívesse já sentindo a proximidade do mundo das trevas. Poucos mêses depois nos deixou. Uma grande perda para a Dança. Roberto Pereira, em seu excelente e recomendável livro O Vôo Traduzido - da Lenda ao Balé (Univercidade Editora, 2004), conta que, “em 1780, Goethe escreveu o poema A Dança da Morte, que inundou a alma dos românticos”. Esclarece que a primeira a ouvir a tal lenda, narrada, talvez em sua forma mais pura e original, foi a poetisa Therese von Artner, que teria escrito um conto, lido por Johann Mailath, e também pelo poeta e escritor alemão Heindrich Heine. Seu recito De l’Allemagne (1835) foi editado em francês e fala de Giselle e das “almas vivas” as Willis. Não surpreende que Heine se interessasse de tal maneira pelo conto, pois com sua imensa sensibilidade evocou na obra mitos e melodias populares, algumas delas realmente transcritas em músicas compostas por Schubert e Schumann. Além do mais, tal como Théophile Gautier, foi um brihante crítico e polemista. Já o célebre poeta, escritor e romancista Théophile Gautier, o “poeta impecável”, como o chamava Charles Baudelaire, a quem dedicou Les Fleurs du


Osipova e Polunin - Foto W.Hoesl

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Mal, rebelde e brilhante, via a “arte pela arte”, reivindicando a liberdade de expressão sem nenhuma preocupação moral ou utilitária. Quanto ao romantismo, foi um grande defensor e fervente adepto da nova era das artes, entre elas a dança ocupando lugar de honra. Fala-se do balé romântico desde 1830, a tal ponto que também foi chamado “balé 1830”. Uma estética de dança se renova totalmente com uma mudança de base. Uma visão diferente do mundo, uma nova concepção estética, pondo de lado o classicismo e recusando todo compromisso com o racionalismo. A dança será chamada “a expressar as aspirações da época, seu pensamento filosófico, sua necessidade de beleza”, nas palavras de A. Levinson. Enfim,

resumindo, o balé romântico foi, segundo Goethe, “a realização do imaginário” e uma metafísica do espírito. Mas, voltando à dança pura, entre outras extraordinárias “inovações” de grande importância para a história da dança, uma maior amplitude dos movimentos, em vastas linhas. Aqui abrimos um parágrafo: Peter Wright veio remontar sua versão de Giselle (1974) em Munique, à época o Balé da Bayerische Staatsoper, hoje Staatsballett. Numa das repetições do segundo ato, me olhou bem e disse simplesmente: “Os seus braços são de Les Sylphides, mas estamos ensaiando Giselle”. Eis aí entre outras correções de grande importância, e que nos enriqueceram muito durante os ensaios, até de outra obra,

como “A Bela Adormecida” que também remontou para Munich. Contam-se, ainda, dentre as inovações do desenvolvimento do balé romântico, o afastamento dos bailarinos homens, relegados à pantomima ou papéis menos interessantes, e o esplendor das bailarinas, diáfanas, o eterno feminino que não quer aflorar a terra. Um efeito que surgiu em parte por causa da mudança radical dos costumes. Sem falar no “corsage”, e do “tutu” longo, ao que parece inspirado pelo pintor Eugene Lamy, elemento que tem a ver com as possibilidades técnicas, luzes a partir do gás e outras inovações que permitiram ainda mais a ilusão do “envolé” nos saltos, por exemplo, como se a bailarina tivesse uma existência sobrenatural.

Osipova e Polunin - Foto W.Hoesl

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Mostra Dança

reunirá estudantes e estrelas internacionais O Curso de Férias Mostra Dança – Método Russo passou a ser Internacional pois sua grade de professores de Ballet foi reformulada e receberá estrelas de todo o mundo. A grade de ballet contará com Galina Kozlova (Bolshoi de Moscow), Nikolai Akchurin (Bolshoi de Moscow), Tamara King (Boston Ballet School), Diego Salterini (Joffrey Ballet School), Nicolle Duffy (Joffrey Ballet School), José Luis Lozano (Teatro Argentino de La Plata), Eleusa Lourenzoni (jurada de festivais no Brasil e EUA), Carlla Bublitz (Professora do Festival de dança de Joinville) e Stefania Petry (Conselho Internacional da Dança – UNESCO). Ainda, Contemporâneo com Erick Silva (Diretor In-Pulso Cia de Dança), jazz com André Neri (Raça Cia de Dança atualmente Teatro Guaíra), Teatro Musical com Adenis Vieira (Coreógrafo dos maiores musicais de São Paulo), história da dança com Natália Samarino (PUC de Belo Horizonte), dança de Rua com Marcio Alves e Sapateado com Marchina. O Curso ocorre em São Paulo de 10 a 20 de Janeiro e segue para Belo Horizonte de 23 a 28 de Janeiro e este ano além da tradicional audição para o Joffrey Ballet School terá a audição oficial do Boston Ballet School com a diretora da escola, Tamara King. Em sua 7ª edição o curso vem cada vez mais trazer novidades, oportunidades e

professores espetaculares e se fixou como o Maior Curso de Férias da América Latina. Participar do Curso Mostra Dança não é só desenvolver e melhorar a técnica, é uma oportunidade conhecer pessoas e professores de todo o mundo, aprender mais de modalidades que não estão na grade curricular de algumas das escolas de dança e acima de tudo, de ser visto e conseguir oportunidades internacionais ou de receber contratos. O Curso que também é consagrado pelo programa de Metodologia para Professores – Método Vaganova, este ano trará Nikolai Akchurin diretamente da Russia para o curso. Nikolai foi bailarino do Bolshoi de Moscow e ministra aulas nas maiores escolas de ballet da Russia, inclusive a Escola Coreográfica de Moscow e Escola Coreógrafica Galina Ulanova. Além disso o curso traz o segundo módulo de Metodologia para Sapateado com Marchina, e inclui na grade de alunos as aulas de pontas, variação, pas de deux, técnica masculina, jazz, contemporâneo, teatro musical, alongamento, maquiagem, história da dança, sapateado e dança de rua, fortalecendo o elo de aprendizado entre professor e aluno o onde o enriquecimento cultural e técnico é o foco. Quer participar? Então corre... www.mostradanca.com ou 11 32572133/ 11 28836496 dancabrasil.com.br l 19


ISADORA NO BRASIL Musa da modernidade Paulo. Seus pés descalços, sua seminudez e sua dança livre arrebataram o público e a crítica. Ela vinha de uma turnê pela America do Sul sendo mal recebida em Buenos Aires por intensa campanha movida pelo clero, que a difamou e afastou o público de seus espetáculos. No Uruguai recebeu os aplausos da mocidade e a certeza de ter deixado lá uma semente de sua arte. Isadora Duncan - Divulgação

“O pano se levantou e eu vi a Grécia, não a Grécia livresca dos sonetões de Bilac que toda uma subliteratura ocidental vazava para a colônia inerme. Eu vi de fato a Grécia. E a Grécia era uma criança seminua que colhia pedrinhas nos atalhos, conchas nas praias e com elas dançava. O cenário único duma só cor abriase para vinte séculos de mar, de montanhas e de céu. E do fundo duma perspectiva irreal, as sombras da caverna platônica tomaram a carne virginal de Ifigênia para ressuscitar a realidade única. A voz do piano arquiteturava Gluck. Essa mulher é alga, sacerdotisa, paisagem.” Assim escreveu o escritor e jornalista Oswald de Andrade quando viu Isadora Duncan dançar no Teatro Municipal do Rio de Janeiro,em agosto de 1916. Apresentou-se também no Teatro Municipal de São 20 I Dança Brasil

Aqui a crítica recebeu-a com calorosos elogios: “Todas as apresentações tiveram numeroso” público; aplau¬sos contínuos e intermináveis e entusiasmados “bravos” e pedidos de “bis”, concedidos com carinho e emoção pela maravilhosa Isadora; deu-se o caso curioso do público não querer retirar-se do teatro. Ninguém dese¬java apartar-se da beleza’’. O poeta João do Rio a chamava ”A Divina”.

por Izabel Costa

Isadora dançar em Paris e decidiu que estudaria com ela e que aprenderia a se mover daquela forma, “com movimentos amplos que pareciam abraçar o infinito”. A morte de Isadora, neste mesmo ano, a abalou profundamente por sentir que a dança havia perdido uma de suas maiores criadoras. “Isadora trouxe à dança universal a humanização, a reflexão, a madureza, a linguagem comunicativa do movimento interior e seus processos estão até hoje incorporados ao patrimônio da velha escola que deles se apossa, muito embora persistam em nega-la os adeptos do classicismo”. (Eros Volusia)

Gilka Machado também lhe escreveu poemas e com¬para sua filha a bailarina Eros Volusia à Isadora chamando-a de a Isadora Brasileira. Foi influencia forte para Nina Verchinina, grande bailarina e coreógrafa que chegou ao Rio de janeiro com a Cia do Colonel De Basil, o Original Ballet Russe, e aqui ficou desde 1946 até sua morte em 1995. Em 1927 viu

Isadora Duncan - Divulgação


DIA DO PROFISSIONAL DA DANÇA O “Dia do Profissional da Dança”. foi comemorado em todo o páis no ultimo 23 de novembro é uma data idealizada por Maria Pia Finocchio - Presidente do SINDDANÇA - Sindicato dos Profissionais da Dança do Estado de São Paulo, e aprovada pela Assembléia Legislativa, em 1999 no Estado de São Paulo.” O Sinddanca é também responsável pela criação do Dia Estadual da Dança Clássica (4 de junho), uma conquista mais recente, efetivada em 2013. São essas

pessoas como Maria Pia que através de suas ações fazem história e perpetuam a arte da dança através de ações que conduzem a dança através de gerações. São esses profissionais que adotaram um estilo de vida próprio para viverem da dança. Levando profissionalmente uma carreira que amam. Temos de agradecer por seu espírito visionário e força de vontade. Parabéns a todos profissionais que levam essa cultura de forma séria e comprometida com nossa sociedade. Dançar é maravilhoso pura magia.

Maria Pia Finocchio Presidente do SINDDANÇA - Foto ViviFotoclose

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Cecília Kerche no Ballet Joelen

André Morena e Cecília Kerche - Divulgação

2016 foi o ano que o Ballet Joelen comemorou 15 anos de atuação em São João da Boa Vista e 32 anos somando o período de 17 em Ribeirão Preto, ambas no interior de São Paulo. Para celebrar, André Moreno, diretor da escola, criou o programa¨Personalidades da Dança¨, onde mensalmente as alunas da escola provam da experiência de terem aulas ministradas por professores de grande renome, experiência técnica e artística. Já participaram deste programa: Liliane Baptistucci, Chicago Ballet (EUA); Jolles Salles, New York City Dance Alliance (EUA); Giovanna Colferai, San Diego Ballet City Company (EUA); Sayuri Hayasaka, Ballett Akademie Munich (Alemanha); Marcela Zia, Staatsoper Berlin (Alemanha); Eleusa Lourenzoni, Royal Academy of Dance (Inglaterra); Ana Paula Oioli, Coastal City Ballet (Canadá); Guilherme Maciel, Harid Conservatory (EUA); Eduardo Bonnis, Balanchine Technique (EUA), e outros.

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Para fechar o programa 2016, com chave de ouro”, no dia 20 de novembro ultimo, as alunas da Joelen tiveram a honra de serem orientadas pela Embaixatriz da Dança - UNESCO, à aquela que foi e será, eternamente, a Primeira Bailarina e atual codiretora do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Cecília Kerche. O diretor da escola, afirma: “ O acontecimento foi uma dádiva para as alunas da escola e uma honra para o município. As meninas estavam muito ansiosas por esse dia. Foi a concretização de um grande sonho. As fãs, frente a frente, com sua ídolo. Tenho só que agradecer! Cecília é excepcional! Arranjou um tempinho na agenda, lotada e veio nos presentear com sua ilustre presença”. André também brinda outra realização de 2016. Ele, como profissional da dança, e o Ballet Joelen, como instituição, tornaram-se membros do Conselho Internacional da Dança (CID), orgão reconhecido e vinculado a UNESCO. São únicos e exclusivos na região do leste paulista. Ele complementa: “É o nome da cidade sendo levado à todos os cantos do país como referência de qualidade no ensino da dança clássica. Quero oferecer o melhor para as alunas da escola. Faço por elas e por minha mãe, que já não está mais, fisicamente,

entre nós. Mas minha dívida de gratidão é tamanha, que tudo o que eu fizer para exaltar o nome e o trabalho dela, ainda será pouco”. Joelen Moreno faleceu em julho de 2015 e deixou um legado para André. Uma carreira de mais de 50 anos dedicada às artes. Além de bailarina, foi musicista e atriz teatral. Agora, todo o corpo professores da Joelen se prepara para o espetáculo de encerramento que será realizado no dia 12 de dezembro no Theatro Municipal de São João da Boa Vista-SP. O tema escolhido é “Era uma vez”. A magia das fadas dará vida aos clássicos da literatura: Ali Babá e os quarenta ladrões; O fantasma da Ópera; O flautista de Hamelin; Os Saltimbancos; Pinóquio; Alice no país das maravilhas; A máscara do Zorro; Branca de Neve; O corcunda de Notre Dame; Rainha da Neve; e outros títulos serão abordados durante as coreografias.

Alunas Ballet Joelen / Cecília Kerche - Divulgação


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WORLD BALLET COMPETITION A grande final da competição mundial de ballet acontecerá em 2017 na cidade de Orlando - EUA

Banca de Jurados - WBC 16

A grande final da competição As inscrições da seleção para a final mundial da 11a edição do World Ballet Competition (WBC) estão abertas. O evento será realizado de 18 a 24 de junho de 2017 em Orlando, Flórida, EUA com a tradicional Gala Performance, no dia 24 de junho. Julgado diretores de companhias internacionais e por grandes mestres de dança como a brasileira Eleusa Lourenzoni a competição atrai jovens bailarinos e profissionais de todo o mundo para competir por mais de US $ 150.000 em dinheiro, bolsas de estudo, contratos de trabalho e artigos de dança. Desde a sua inauguração em 2007, a World Ballet Competition ajudou diversos estudantes e profissionais a alcançar um lugar nas mais prestigiadas companhias de balé nos cinco continentes: América do Norte, América do Sul, Europa, Ásia e Austrália. “Vimos nossos medalhistas ir de estudantes talentosos para 24 I Dança Brasil

grandes bailarinos profissionais internacionais. A atmosfera da nossa concurso é transparente e aberta. Foi gratificante ver o tremendo crescimento e a apreciação de nossos participantes por sediar o evento “, disse Vasile Petrutiu, fundador da World Ballet Competition. No Brasil a responsável em indicar bailarinos, grupos e escolas para a grande final em Orlando é a Maitre de ballet Eleusa Lourenzoni que também fará parte da banca de jurados na final mundial em Orlando 2017. Os candidatos não indicados por Eleusa Lourenzoni também podem enviar seus videos até 15 de março de 2017, para as categorias de Introdutório até Profissional (solo), Pas de Deux e conjuntos. Os prêmios incluem o Prêmio de US$ 10.000 Grand Prix que está aberto a todas as categorias. A Competição Mundial de Ballet tornou-se um elemento importante na cena internacional de dança, bem como no calendário anual da cidade de Orlando de eventos. Cada ano milhares de dançarinos e suas famílias em todo o mundo viajam para o sol da Flórida e os mundialmente famosos parques temáticos.

O WBC 2016 atraiu participantes que representam 25 países e 16 estados nos EUA. Bailarinos e grupos do Brasil também participam do WBC há várias edições, onde muitos foram premiados em dinheiro e receberam bolsas de estudos e contratos de trabalho. Em sua ultima edição o WBC distribuiu cerca de US$ 360.000 em bolsas de estudo, prémios em dinheiro, ofertas de emprego e artigos de dança. O Concurso Mundial de Ballet é organizado por Central Flórida Ballet e financiado em parte pelo Governo do Condado de Orange através do Programa de Assuntos Culturais e Culturais, patrocinado em parte pelo Departamento de Estado, Divisão de Assuntos Culturais, Conselho Florestal de Artes e Cultura e O estado de Florida, e suportado pelas artes unidas de Florida central. Mais informações www. WorldBalletCompetition.com

Local das Finais do WBC 17 Orange County Convention Center


Dança Online estréia seu sétimo Video Dança

Dança Online- Divulgação

Imagine uma companhia de dança que não precisa ser confinada a um espaço físico para se apresentar. Imagine que em uma sala de espetáculos esta companhia alcance 400 pessoas e na web seu publico passa para milhões. É isso que a Online Dance Company é, um grupo de bailarinos de vários estilos de dança (Hip Hop, Ballet, Contemporâneo, entre outros) que planejam atuar uma vez por mês via Youtube, com vídeo que, com certeza, será compartilhado por milhares de pessoas. Criada pelo bailarino e coreógrafo portugues Vítor “Cifrão” Fonseca, a Online Dance Company é um dos projectos de dança mais inovadores em Portugal ou talvez do mundo.

A companhia já está em seu espetáculo e lança seu novo vídeo de dança com dois dos principais bailarinos da Companhia Nacional de Bailado - Filipa de Castro e Carlos Pinillos. O vídeo reflete um lugar encantado ... duas almas em busca de algo. O encontro. Dois corpos que se unem e atingem a perfeição. “Lost and Found”, é o incrível 7º vídeo da Online Dance Company comandado pelo Millennium BCP. Oficial Facebook: https://www.facebook.com/ Online.Dance.Company Site oficial: http:// onlinedancecompany.pt/pt/

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O Quebra Nozes - Cisne 33ª temporada do tradicional espetáculo Neste ano o espetáculo ultrapassa a marca de aproximadamente 600 apresentações e 1 milhão de espectadores. Os solistas convidados para esta 33ª edição são os argentinos Nadia Musyca (1ª bailarina do Teatro Colón, de Buenos Aires) e Steban Schenone (1º bailarino do Ballet Nacional de La Plata), a russa Svetlana Lunkina (Principal Dancer do Ballet Nacional do Canadá) e os brasileiros Thiago Soares (Principal Dancer do Royal Ballet de Londres), Márcia Jaqueline e Cícero Gomes (1ºs bailarinos do Teatro Municipal do Rio de Janeiro). Destaque também para o ator e cantor Felipe Carvalhido, que interpreta o personagem “Drosselmeyer” e Cíntia Beraneck (bailarina, coach e artista performática do Circo Du Soleil), além do talento do jovem violinista Guido Sant’Anna. A Cisne Negro Cia de Dança já está pronta para entrar em cena novamente com o espetáculo natalino O Quebra-Nozes, criado por Tchaikovsky em 1891.

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A temporada entra em cartaz dia 10 de dezembro, sábado, às 21 horas, no Teatro Alfa, com sessões até dia 21 de dezembro, com matinês aos sábados e domingos. Além do elenco oficial da companhia, participam também solistas que são primeiros-bailarinos das companhias que fazem parte. Tradicional na cidade, o espetáculo recebeu em 2012 o Prêmio Governador do Estado como Melhor Espetáculo de Dança - preferência popular. Com direção artística de Hulda Bittencourt e Dany Bittencourt, conta com a colaboração de ensaiadores renomados na área da dança, como a bailarina e maitre Daniela Severian, a maitre do Teatro Municipal do Rio de Janeiro Tereza Augusta e a ensaiadora da Cisne Negro Cia de Dança Patrícia Alquezar. O Quebra-Nozes conta a história de Clara e seu precioso boneco Quebra-Nozes, presente de seu padrinho, o mago Drosselmeyer. Juntos, eles enfrentam uma cruel batalha contra o Rei dos Ratos e seu exército, viajando pelo Reino das Neves até o Reino dos Doces.

A obra produzida pela Cisne Negro foi apresentada pela primeira vez em 1983 sob a direção de Hulda Bittencourt, recebendo naquele ano o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), como Melhor Espetáculo de Dança. Desde então, foi incorporado ao repertório da Cisne Negro Cia de Dança até os dias de hoje. Uma das marcas do grupo é renovar o espetáculo a cada ano, emprestando a ele um toque de originalidade e inovação sem perder sua essência. A diversidade pode ser vista tanto nas coreografias quanto na montagem cênica. Nos efeitos especiais circenses e na acrobacia de tecido contará com o Circo Escola Picadeiro, considerada uma das mais respeitadas escolas circenses de nosso país, fundada em 1983 por Wilson Moura Leite, que tem em seu currículo um grande número de ex-alunos atuando em importantes companhias no exterior, alguns deles inclusive no Cirque Du Soleil.


Negro Cia de Dança natalino com convidados internacionais Neste ano de 2016, O QuebraNozes contará novamente no seu elenco de Anjos com integrantes da Usina da Dança, projeto social desenvolvido pelo Instituto Oswaldo Ribeiro de Mendonça - IORM, de Orlândia-SP, presidido pela empresária Josimara Ribeiro de Mendonça que atua pelo desenvolvimento integral de crianças e adolescentes na região Nordeste do Estado de São Paulo e mantém parceria com a Cisne Negro Cia. de Dança.

No saguão do Teatro, haverá a apresentação de Corais convidados, interpretando músicas natalinas, uma hora antes do início dos espetáculos, sob a coordenação da pianista Maria Inês Vasconcellos.

repletas de magia e beleza, que ficam gravadas para sempre em nossas mentes e em nossos corações”, diz Hulda Bittencourt, fundadora da companhia e diretora artística do espetáculo O Quebra Nozes.

O espetáculo conta com maquiagem e visagismo especial da Equipe Jacques Janine, sob a supervisão de Chloé Gaya. “É uma obra que nos faz embarcar no sonho de Clara, transportando-nos a um mundo de imagens fascinantes,

Hulda completa: “esta 33ª edição presta uma homenagem especial à grande “maestrina da dança” Toshie Kobayashi, in memorian, que participou por 8 anos consecutivos ativa e brilhantemente da produção de O Quebra-Nozes.”

O Quebra Nozes - Cisne Negro Cia de Dança - Divulgação

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Carmen

de Luiz Fernando Bongiovani para o Guaíra Nova obra do coreografo Fernando Bongiovanni para o Balé Teatro Guaíra tem estréia no dia 15 de dezembro e segue em cartaz até dia 18 no auditório Bento Munhoz da Rocha Netto (Guairão) - Curitiba - PR.

Ensáio - Foto: Cayo Vieira

Luiz fernando fala sobre a obra Carmen dialoga com a tradição no sentido de re-trabalhar estórias conhecidas do público, como Romeu e Julieta, Quebra Nozes, Giselle, etc. Minha história pessoal com bailarino me fez passar um tempo trabalhando no Cullberg Ballet, que na época dançava balés de repertório revisitados pelo coreógrafo Mats Ek. Eu tive o prazer de dançar Giselle, A Bela Adormecida e, em especial e por mais tempo, O Lago dos Cisnes. Essa experiência fez com que eu me encantasse com a ideia de atualização de um arquétipo, isto é, com a possibilidade de utilizar uma história tradicional e que fizesse parte do insciente coletivo e pudesse manifestar com uma nova perspectiva temas que fazem parte da psique humana. 28 I Dança Brasil

Para o trabalho com o Guaíra, há algumas reflexões em curso. Por um lado existe a ópera, de Bizet, que já é conhecida do grande público, um trabalho que sem sombra de dúvida muitas pessoas conhecem. A ópera deu visibilidade ao texto literário de Prosper Mérimée que tem como personagem central Carmen. Além disso, a ópera, que na sua estréia não teve imediata aprovação do público, mais tarde se tornou uma das obras do canto lírico mais famosas. A versão musical da coreografia para o Guaíra é de Rodion Shchedrin, que é marido de Maya Plisetskaya, que realizou o que ele chama de “parceria” com Bizet. Por outro lado, o assunto em si Amor, Ciúme, Vingança & Morte - entra no registro do trágico, fala sobretudo do destino infeliz dos protagonistas da estória e nos faz pensar nos seus reflexos no mundo contemporâneo. O Brasil infelizmente ocupa um lugar no topo do ranking dos países com taxas de assassinato de mulheres. E este é um ótimo momento para revisitar o tema e potencializar a conscientização deste problema. Carmen é uma estória a respeito de como se lida com as frustrações e o processo de amadurecimento do indivíduo, a passagem da infância em direção a vida adulta comporta uma série de frustrações, recalques, castrações… todas estas etapas

naturais do crescimento do indivíduo.Faz parte da vida aprender a lidar com o mundo quando ele não se dobra aos nossos desejos. Em Carmem percebemos um indivíduo que não tem maturidade para lidar com suas perdas. E cada um de nós, provavelmente, tem algo da vida pessoal que se articula com a necessidade de lidar com os reveses da vida. Eu particularmente quis que D. Jose fosse um protagonista morno no princípio, fosse um homem que não descobriu a vida na sua totalidade até encontrar Carmen, é ela que possibilita que ele perceba a vida na sua profundidade, beleza e terror. Carmen é a grande força motriz da peça, é ela que engendra todas as ações e a percepção de que ela o abandona faz com que ele tema retornar a sua vida miserável. Ele se torna escravo daquele sentimento que em sua fantasia está vinculado a Carmen. Sem Carmen, sem vida, e com isso, ele vai até as última conseqüências e assassina seu grande amor. É triste de morrer… e a música tem tudo ali para nos levar por essa viagem. As frustrações poderiam proporcionar amadurecimento, transformação, alteração, reconhecimento e assim produzir uma reflexão e um discurso que possa operar alterações positivas e duradouras para a sociedade.


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BOLSA por Ricardo Pina

Pois é, pessoal… Hoje vou revelar 06 fatos que todo mundo que Dança já passou (e ainda passa) na vida! E aí, preparados para se identificarem? hahaha

1) Já fez “ponta de pé” para

apontar alguma coisa, em vez de utilizar a mão! Eu tenho essa mania! E achava que era o único até compartilhar com alguns amigos bailarinos. Na verdade, todos eles confirmaram que também fazem isso. Ainda mais hoje em dia que o celular vive na mão. Então, melhor usar o pé mesmo, não é?! hahahaha

3) “1, 2, 3 e já…” é substituído 5) Quando escuta qualquer por “7, 8“! Essa é clássica!!! Assim que a gente entra numa escola de Dança, rapidamente o “1, 2, 3 e já…” é alterado para “7, 8“. E não importa qual a ação: seja para correr, tirar uma foto ou até mesmo naquela hora que você vai ligar o chuveiro em um dia frio.

2) Meu pé é igual ao pé de um 4) Não adianta, aquelas 7 periquito. O da minha amiga (que é igual ao meu, na verdade) é MARAVILHOSO! Sim, bailarinos nunca estão satisfeitos com seus pés. Aquele ditado “a grama do vizinho é sempre mais verde” se aplica perfeitamente aos bailarinos: “O colo de pé do amigo é sempre mais bonito“!

piruetas só sairão quando ninguém estiver olhando! Você pode ficar horas girando (e nenhuma pirueta sai bonita)… enquanto seu professor ou amigo não olhar para o lado oposto ao que você está, você não fará as 7 piruetas que você tanto quer! Sabe a Lei de Murphy?!

música, automaticamente uma coreografia é criada na cabeça! É assim mesmo… é mais forte que nós! Não importa se a música é boa ou não, os passos serão criados automaticamente na sua cabeça. E sabe o que é melhor? Muitas vezes não é só você que está dançando em suas coreografias… Você já imagina um grupo enorme de pessoas.

6) Não sabe tirar foto sem fazer pose de dança! Quando alguém fala “Foto!” já corre logo para fazer o arabesque, penché, puxar a perna… É tão natural tirar fotos assim, né?! Quando junta mais bailarinos então, as poses bailarinísticas são garantidas! hahaha

Agora me diga: com qual dessas verdades você se identificou? Todas? ;)

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DANÇA PARÁ FESTIVAL 2016

Maior evento de dança da região norte nodeste reunirá mais de 1mil bailarinos Dança Pará Festival 2016 leva para a cidade de Belém os premiados bailarinos da Cia Brasileira de Ballet/CBB do Rio de Janeiro, YASMIN LOMONDO e ALYSON TRINDADE, dirigidos pelo competente professor e coreógrafo Jorge Teixeira. Yasmin e Alyson irão se apresentar no Teatro Maria Sylvia Nunes/Estação das Docas, ministrarão Workshops de Ballet Clássico Intermediário e Ballet Clássico de Repertório e participarão da Mesa de Jurados.

O Dança Pará conta com uma programação extensa com diversas atividades entre, palestras, exposições e workshops com diversos profissionais de renome como: Ana Mandes, bailarina, coreógrafa, professora de dança da SEC/Liceu de Artes e Ofício Cláudio Santos/Unidade Cidade Nova. Integrou o Grupo de Dança do Teatro Amazonas, Corpo de Dança do Amazonas, Grupo Espaço de Dança do Amazonas-GEDAM, Grupo de Teatro e Dança Simetria Norte.

Atualmente é Coordenadora da Mostra de Dança de Manaus/ MODAMA. No Dança Pará estará ministrando Workshop de Ballet Clássico Infantil e compondo também a mesa de Jurados do Maior Concurso de Dança do Norte Nordeste Agende-se para o Maior Evento de Dança da Região Norte, de 02 à 08 de dezembro Belém se transforma na Capital Brasileira da Dança. Informações: dancapara@ yahoo.com.br

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Ricardo Fernando diretor AV -Voce dançou no Brasil em qual teatro? E como foi para fora do país ? R: Dancei no Teatro Municipal do Rio de Janeiro de junho de 1984 até Junho de 1987. Vim para a Europa em Julho de 1987 por falta total de perspectivas artísticas, eu queria iniciar a coreografar mais não me foi permitido, assim, acompanhado de minha esposa , Carla Silva, como eu , tinha a posição de bailarinos solistas desta companhia, mudamos para Viena na Áustria.

Adriana VillelaQuais lembranças do início de sua carreira? R: Ter encontrado em Brasília amigos que me fizeram crer no meu talento mesmo tendo iniciado com 21 anos de idade. AV - Como você vê a vida do profissional de dança em seu país atual? R: O Bailarino Profissional na Alemanha tem todos os direitos que qualquer outro trabalhador de setores diferentes da arte. Tem um contrato estável que se renova automaticamente por mais um ano se nenhuma das partes tiverem nada contra, conta com 13 salários, 6 semanas de Férias paga, sistema de saúde de primeiro mundo incluído e muito mais. 32 I Dança Brasil

AV - Como se tornou um diretor de uma Cia de dança profissional no exterior? R: Depois de trabalhar por 4 anos no Teatro Municipal de Sant -Gallen, na Suíça, como Assistente da Diretoria de dança, coreógrafo fixo do teatro, resolvi dar o próximo passo na minha carreira, trabalhei um ano com Bailarino Solista no Ballet da Opera de Zurique e neste meio tempo me candidatei para a posição de Diretor de Ballet na Alemanha, e em 1993 assumi juntamente com Carla Silva, a Companhia de Ballet da Opera de Bremerhaven, hoje neste ano estamos começando 24 na Alemanha como Diretores e eu como Coreografo! AV -Qual sua opiniaõ sobre as cias profissionais da Alemanha?

R: Existe de tudo um pouco, companhias pequenas, médias e grandes, companhias boas , regular e ruim. AV -Como professor o que inspira em suas aulas? Qual é a sua especialização? R: Adoro trabalhar com os bailarinos durante uma aula, para mim a aula de balé tem que ser dançante, divertida, inspirada, e claro com uma boa dose de disciplina em respeito ao trabalho dos que dão aula e dos que estão recebendo,se pudesse daria muito mais aulas mais nas posições de Diretor Artistico e Chefe de Coreografia não me sobra tanto tempo, para isto tenho na Carla Silva uma Parceria perfeita que crê nesta profissão exatamente como eu, tenho muita sorte de ter encontrado uma pessoa com tantas qualidades como ela e tem, é cada vez mais raro hoje em dia. Minha especialização quanto a professor é certamente Ballet. AV -Voce ganhou um premio na Alemanha em 2015 que poucos receberam. Voce pode nos contar sobre este prêmio? R: Sim, “ Premio de Reconhecimento da Dança Alemã de 2015”, sou muito orgulhoso como Brasileiro, por ter sido o Artista escolhido por unanimidade por um júri de


artístico do Ballet Hagen por Adriana Vilella

pessoas altamente classificadas da Dança International, fico também muito feliz porque a classe da dança Alemã diz ter sido de total merecimento, isto não é comum entre nós da Arte! AV -Qual a importância da graduação universitária em dança na formação de um profissional de dança? R: É um tema bem difícil de definir, eu não passei por uma Universidade de Dança põe em primeiro lugar não existia no meu tempo de aluno mais sei que vem se tornando mais e mais importante no dia a dia, mais será o talento individual de cada Artista o fato que vai definir quem ele será e o que alcançará na carreira. AV -Você está em Hagen como diretor artístico,nesta cia há 9 anos, que lhe rendeu muitos prêmios e realizações e o que foi mais importante para você nestes anos? R: na realidade são 14 anos neste nesta temporada. Mais importante foi ter conseguido chegar no estamos sem precisar me vender a ninguém, sem comprar críticos, sem nunca ter empurrado ninguém para ter que alcançar algo. AV -Na próxima temporada de 2017- 2018 você estará dirigindo uma outra cia de

ballet na Alemanha, você pode nos contar? R: Sim, será mais uma grande aventura nas nossas vidas, será a 6ª. Companhia que Carla e eu dirigiremos na Alemanha, incrível! O melhor de tudo é que será em uma Cidade Linda na Baviera, Augsburg! AV -Voce é casado com uma bailarina e atualmente é sua assistente. Como é compartilhar isso no dia a dia? R: Bem, eu já antecipei uma boa parte desta pergunta pois é óbvio estou casado com Carla que é a melhor coisa que me aconteceu, compartilhamos os melamos sonhos e desejos, somos quase um casal perfeito, deixamos sempre um pouquinho aberto para não ficar muito chato!

O que você espera encontrar nesta audição? R: Pessoas que demonstre que não estão só tentando se livrar deste caos em que todos vivem por aí mais sim almejam construir uma vida nova num ambiente profissional. O que é a dança para você? R: É tudo!

AV - Como diretor e coreógrafo o que mais te encanta nos bailarinos da sua cia? R: Como são dedicados, sérios no trabalho, leais a minha pessoa e a Carla. AV -Voce está constantemente presente em vários festivais internacionais e breve ao Brasil para fazer uma audição em Belo Horizonte durante o Seminario Arte Minas 2017 em janeiro próximo para selecionar para bailarinos que sonham em ter uma oportunidade internacional. dancabrasil.com.br l 33


Curso de Férias Internacional O 12º Curso de Férias Internacional de Dança acontece de 7 á 21 de Janeiro 2017, nos períodos de manhã, tarde e noite ocorrerão os cursos de Ballet Clássico, Balé Clássico Internacional, Balé Avançado, Variação, Pásde-Deux, Contemporâneo Internacional, Contemporâneo Avançado, Moderno, Expressão Corporal, Criação e Composição Coreográfica, Jazz, Street Dance, Danças Populares, Dança Afro, Dança de Salão, Vídeo-dança e Danças Étnicas. O Curso de Férias é promovido pela Faces Ocultas Cia

aprimoramento técnico e artístico. Tudo isso além de fomentar o acesso a Cultura através da arte de dançar.” Arilton Assunção - Foto Divulgação

da Dança, com apoio da Prefeitura. Seu idealizador, Arilton Assunção conta que o Curso busca valorizar o intercâmbio e a troca de experiências através da dança. “A troca acontece entre os profissionais, amadores, estudantes, professores e alunos suprindo as necessidades de

Em paralelo acontece também a Mostra de Dança de 8 á 15 de Janeiro, onde os participantes são avaliados mas sem caráter competitivo. Gala de Encerramento está marcada para o dia 21, na Sala Palma de Ouro e contará com presença de alunos e professores do Curso. Mais informações e inscrições: cursodeferiasfacesocultas@ gmail.com

www.linoleo.com.br 34 I Dança Brasil


Cinequanon

Percurso coreográfico em tempo de cinema A imagem-movimento e a imagem-tempo, conceitualizadas por Gilles Deleuze em seus estudos sobre o “cinema do corpo”, repercutem,na contemporaneidade, a estreita relação estética entre a dança e o cinema. Desde a inicialização cinematográfica, com suas primitivas experimentações de uma fotografia em “real motion” nas Serpentines Dances (inspiradas pela coreógrafa/ bailarina Loïe Fuller) até a ousada animação do Pas de deux, de Norman McLaren( 1968). Sem esquecer as primeiras interferências fílmicas nos anos vinte(do Ballet Mécanique / Léger ao Entr’acte /René Clair) no ballet Relâche de Francis Picabia. E nos efeitos/cinema , da concepção coreográfica/ teatral de Pina Bausch ao mix de takes reais e digitais nas criações da vídeo/dança. Numa singular proposta de inversão da tela para o palco, a mais recente investida da Focus Cia de Dança, através de seu criador/mor Alex Neoral , ressignifica a expressão latina da essencialidade no substitutivo vocabular de “sine” para a titularidade do seu Cinequanon.

Foto: Paula kossatz

Com seu referencial ao cinema por gêneros, figurinos, trilhas, cenas, títulos, o espetáculo transforma o palco numa tela viva. E ,assim, impulsiona uma trajetória do olhar entre o sensorial onírico e a percepção imagética/sonora dos elementos técnicos, oriundos de uma câmera metafórica em percurso coreográfico. Na sua retomada documental fílmica que peca , às vezes, por um excesso de frases (coreo)cinéticas confundindo a apreensão do écran mental de cada espectador, Cinequanon concretiza , por outro lado, uma inusitada experiência de filme cênico/performático. Onde a presencial fisicalidade dos bailarinos (Alex Neoral/ Carol Pires/Clarice Silva/ Cosme Gregory/Felipe Padilha/ Gabriel Leite,/Márcio Jahú/ Mônica Burity) estabelece , com elegante e instintiva gestualidade, um lúdico, enérgico e envolvente jogo cine/teatral.

Completado na sintonia das texturas dos figurinos (André Vital/Mônica Burity) com os efeitos especiais óticos induzidos por um potencial desenho de luz( Binho Schaeffer), ao lado da recriação, entre ruídos, fraseados e citações incidentais, de um amarrado score de trilhas sonoras(Felipe Habib). Alex Neoral soube explorar o palco com preciso sincronismo orgânico dos códigos do cinema e da dança. Fazendo girar sua “câmera coreográfica”no alcance de tomadas de ângulos diversos, da projeção de grandes closes a planos gerais interativos palco/plateia. Se a esta incursão cinema>dança>tela>palco faltou apenas uma maior decupagem do fragmentário legado fílmico com ocasionais prejuízos do ritmo, como um balé de “planos-sequência” pode a ele ser atribuído ,com certeza, o resultado Dziga vertoviano de “eficaz coreografia dirigindo e mediando o olhar do espectador pela câmera”.

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Baden-Baden

Beleza, cultura, arte e bem-estar Celi Barbier, correspondente especial na Europa

Um outono dourado em BadenBaden é o que há de mais belo. É intenso o azul do céu e a vegetação resplandecente, que o sol colore de vários tons de vermelho, ocre e amarelo. Passeando ao longo da Lichtentaler Allée temos a sensação de flutuar. Ao longo das galerias, estão as Ternas Caracalla. Baden-Baden, não esqueçamos, é uma cidade termal das mais famosas do mundo, juntamente com o Raitzenbad em Budapeste, e Karlovy Vary, na República Tcheca. Um bem-estar celebrado desde os tempos dos romanos. A Terma Caracalla, o Friedeirichbad Citaremos dois dos Banhos mais conhecidos. A Terma Caracalla, assim chamada em homenagem ao imperador romano Caracalla que levou ao apogeu essa tradição na cidade. Foi constuído entre 1983 à 1985 e oficialmente inaugurado em 1987. São 4000 metros quadrados grandiosos, água rica em minerais, 12 fontes e temperatura chegando até 68 graus centígrados. O corpo mineralizado, passagens por bacias interiores e exteriores, cascata sobre a nunca, massagens, vapor, inalação salina provocam, realmente, um grande bem-estar. O Friedrich Bad é mais antigo, menor, de intimidade agradável. Foi criado pelo médico termal C. Frech. Durante sua construção 36 I Dança Brasil

(1869) foram encontrados vestígios de obras para banhos, ainda da época romana. A ideia do novo Banho veio após a proibição do jogo no norte da Alemanha, em 1867, e em 1872 em todo o país. Como tornar atrativa a clientela das Termas? O Friedrichbad foi construído para ampliar o Kurmittelhaus entre 1883 e 1885 – inaugurado em 1887. É um banho romano – irlandes: vapor seco, ar úmido, massagem com sabão e escova específicos, várias bacias para movimentos, hoje modernisado – com aparelhos para tratar a circulação, musculação e melhorar a mobilidade. O uso destes aparelhos específicos já data, em Baden-Baden, do ano 1884. Uma sensação para nós, bailarinos, mas para fazer um grande efeito é preciso lá ficar quatro horas e meia. Muito importante é viver 2 mil anos de história, através também do “banho dos soldados”, na porão do Friedrichbad. O calor parte do solo, dos muros de pedra, muito bem conservados. Saímos de lá levíssimos, caminhamos sem rumo, imaginando que J. Brahms e C. Schumann teriam, quem sabe, percorrido a mesma rota, e até F. Dostoievksi, para chegar ao Cassino, perder fortunas, do que gostava muito, antes de ecrever O. Jogador. Fontes romanescas pretendem que depois do livro publicado, nunca mais jogou.

Uma autoterapia. Passamos agora diante do pequeno teatro na Praça Goethe, de estilo neobarroco, com 500 lugares, onde H. Beriloz apresentou sua ópera Béatrice e Bénédict, criada em 1824 para este teatro. Mas, sem termos afogado ainda a sede de cultura, beleza e arte, rumamos para o Museu Fabergé, de joias célebres e objetos de arte dos mais requintados. Subindo as escadas, um colosso louro, no primeiro andar, nos indicou o lugar para deixar abrigo, chapéu, bolsa, câmera fotográfica. Com certo temor, insistimos: ‘Vamos parar por aqui’. O colosso permaneceu impassível e mudo, mas logo chegou a guia que, ao contrário do costumeiro, não recitava texto decorado. Uma maravilha. Já havíamos visto Ludmila no Festspielhaus aplaudindo com fervor o Balé do Mariinski. Alberto em 2009 o Museu apresenta 800 jóias de Carl Fabergé, inclusive os famosos Ovos da familia imperial da Russia e várias outras esplendidas obras de joalheiros contemporâneos: Boucheron, Cartier, Sazikov entre outros. Meu companheiro, um ‘gourmet’, preferiu ir ao Rizzi, restaurante e bar super na moda. O cardápio propõe culinária inovadora e original. Tomou um ‘Hugo’,coquetel também na moda, refrescante, com folhas de menta e outros sabores indecifráveis. (continua na proxima edição)


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Encontro Catarinense A VIII Edição do Encontro Catarinense de Dança aconteceu nos dias 25, 26 e 27 de Novembro no Teatro Governador Pedro Ivo Florianópolis - SC. Jurados: Rodrigo Werneck, Eleusa Lourenzoni e Elke Siedier.

Jurados 2016

Mostra e Competição Ballet Clássico, Danças Populares, Estilo Livre, Jazz, Contemporâneo, Danças

Urbanas,Estilo Livre. Este ano com nova modalidade: Dança inclusiva. Os grupos participantes da competição concorrem a premiação em dinheiro de R$1.500,00 - Melhor Grupo Categoria Adulto, R$1.000,00 - Melhor Grupo entre as Categorias Juvenil e InfantoJuvenil,R$ 500,00 - Melhor Grupo entre as categorias Baby, Infantil, Máster e ainda:R$500,00 Melhor Bailarino, R$500,00 Melhor Bailarina, R$500,00 Melhor Coreógrafo, R$500,00 Premio Especial, indicado pela comissão julgadora.

Fabiola Neves, Eleusa Lourenzoni e Fernanda Marafioti

Alunos do workshop de Ballet Clássico com Eleusa Lourenzoni

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Curso de Pas de Cuba Curso intensivo de férias para difundir a Escola Cubana de Ballet. O curso, ministrado por grandes mestres da escola Cubana, inclui certificado e destina-se a bailarinos a partir de 08 anos de idade e professores, será realizado na cidade de Salvador - BA de 15 á 30 de Janeiro. Informações: www.pasdecuba.com.br

8XJazz De 26 á 29 de janeiro 8 Profissionais mais jazzísticos do RJ, SP e BH em diversos estilos e vertentes do Jazz reunidos em um único curso de verão no Rio de Janeiro. Confira a grade de professores: Alan Rezende, Alex Neoral, Caio Nunes, Carlos Fontinelle, Edson Santos, Kiko Guarabyra, Maxmiler Junio, Rodrigo Werneck. Mais informações e inscrições: www.caionunesxjazz.com.br

Balletarrj De 9 á 31 de janeiro, bailarinos de todo o país e exterior devem participar do tradicional curso de verão do Balletarrj na cidade do Rio de Janeiro. O curso já tem inscrições abertas e conta com uma grade de renomados profissionais do Brasil e exterior entre eles destacamos: Cicero Gomes, David Stumer, Andrea Escobar, Romulo Ramos, Ruan Galdino e Ana Palmieri. Mais informações e inscrições: 21 25672861 ou balletarrj@ yahoo.com.br

Ballet Vera Bublitz Acontece de 4 á 20 de janeiro na cidade de Porto Alegre - RS. O curso tem vários diferenciais como: salas com pisos flutuante e número limitado 24 alunos por aula, No dia 20 será realizada a Gala de Encerramento acontece no Teatro CIEE - POA. Com Les Sylphides reposição coreográfica Marlene Lago, Suíte Dom Quixote reposição coreográfica Carlla Bublitz e repertório contemporâneo com Marco Sanches. Mais informações: sede.lucas@balletverabublitz. com.br

Workshop Conexão Dança Com duração de cinco dias de 23 á 27 de Janeiro das 10:30h às 20:30h. Os alunos terão 6 aulas por dia com professores de renome. A idade mínima para a participação é de 13 anos. Mais informações: www.luananorce.com.br 40 I Dança Brasil

Royal Academy of Dance Cursos RAD 2017 interessados, faça sua inscrição. Informações pelo e-mail mckenny@ royalacademyofdance.com.br

Pantanal em Dança Será realizado de 9 á 29 de janeiro na cidade de Campo Grande - MS. Destinado aos estudantes do ballet clássico, o curso tem a finalidade de trazer professores renomados no mundo da dança clássica e ainda uma apresentação de repertório executada pelos próprios cursistas, que será o ballet Dom Quixote. Mais informações: www.pantanalemdanca.com CDMC De 23 á 28 de janeiro no Centro de Danças Mavi Chiachietto acontece o 3a curso de férias, curso para estudantes e professores de Ballet. Metodologia, Anatomia, técnica.Dança. Aulas de Ballet. Mais informações e inscrições: http://www.maviballet.com.br Ballet Paula Castro Para professores e bailarinos acontece de 17 á 27 de janeiro em São Paulo, com diversos professores entre eles: Alexis Crespo, Juliana Pires, Mercedes Beltran, Patrícia Visconti, Joseph Lopes, Rafael Gerage, Priscila Sanches. Para o encerramento do curso os alunos podem participar do espetáculo “A magia da Dança”, no teatro Ítalo. Mais informações: contato@balletpaulacastro. com.br


Férias Raça O Raça Centros de Artes é reconhecido pela preparação que oferece aos seus alunos para o mercado de trabalho, seu curso de verão promete atingir crianças a partir de 04 anos a adultos de diferentes faixas etárias, e também profissionais que atuam como professores, coreógrafos e bailarinos de renomadas cias. de dança, teatro, musicais, televisão e show business. O curso será realizado de 9 á 21 de janeiro com grandes profissionais: Curso de Férias Janeiro 2017 do Raça Centro de Artes, entre os profesores destacamos: Eliseu Correa, Marcio Rongetti, Icaro Freire, Marcella Gozzi, João Pirahy entre outros. Mais informações: www.racacentrodeartes.com.br Pavilhao D O principal objetivo curso de férias é despertar a construção de corpos versáteis. Com uma estrutura diferenciada, é um curso dinâmico, que propõe a vivência nas diversas linguagens que o bailarino da atualidade deve dominar. Durante 11 dias, todos os cursistas terão aulas Ballet Clássico, Dança Contemporânea, Repertório, Duetos, Técnica de Pontas, Estudos Coreográficos e Pas de Deux, ministrados por diversos profissionais. E para tornar esta experiência ainda mais completa, o curso compreende

a montagem de um espetáculo com coreografias criadas durante o período e a remontagem de um pequeno trecho de repertório, que será apresentado no último dia do curso sob a direção de Ricardo Scheir. Mais informações: pavilhaod@pavilhaod.com.br Liberdance O primeiro grande curso de férias realizado na cidade de Guarulhos com grandes nomes da Dança no Brasil. Será realizado de 17 á 20 de Janeiro. Hip Hop com Igor Gasparini, Teatro com Sheila Faermann, Dança Oriental com Khalina Aymelek, Técnica de Ballet Clássico com Jolles Salles, Contemporâneo com Andrea Pivatto, Master Class de Hip Hop com Frank Ejara, Master Class de Ballet de Repertório com Milton Coatti entre outros. Mais informações: liberdanceproducoes@gmail. com IOA Pelo quarto ano consecutivo o Instituo de Orientação Artística de Jundiai realiza seu curso de verão de 9 á 14 de janeiro. O curso é voltado para bailarinos interessados em ampliar seus conhecimentos em diversas modalidades de dança Mais informações: www.ioadanca.com.br dancabrasil.com.br l 41


OLIVIER DUBOIS E O RESGATE Antes de se tornar diretor do Ballet du Nord, Olivier Dubois já tinha desenvolvido uma sólida carreira como bailarino, tendo atuado em criações de Angelin Preljocaj, Jean Fabre e Sasha Waltz, entre muitos outros nomes fundamentais no panorama da dança contemporânea.

Foto - Remi Chauad

Ao desenvolver suas próprias obras coreográficas, tornou-se dono de um estilo singularizado pelas suas experimentações no cruzamento visceral de diversas linguagens artísticas, especialmente o teatro, as artes plásticas , a música e a literatura. Suas criações quebram quaisquer limites entre a tradição e a vanguarda, nas suas frequentes inserções de elementos libertários, por uma dança espontânea, reflexiva do modus vivendi dos mais díspares estratos sociais.

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Assim , ele faz questão de reunir em seus espetáculos tanto profissionais da dança como amadores que nunca pisaram um palco. Ao mesmo tempo, em que não privilegia o status estético do physique du rôle, idealizado na corporeidade apolínea de técnica perfeita. Em comentário crítico sobre seu espetáculo Tragédie, apresentado no Brasil em 2015, ressaltamos,então, que “ havia uma sagração do corpo físico ao transformar, assim, em objetos de contemplação artística, num mesmo grau de validação , rostos e troncos, braços e pernas, traseiros e órgãos sexuais. Unindo o elemento erótico ao emocional interior, numa dignificação humana à unicidade matéria / espírito”. Nesta sua temporada carioca, com “Mémoires d’un Seigneur”, Dubois vai ainda mais longe ao colocar em cena apenas um bailarino profissional – Rémi Richaud, acompanhado de 50 amadores, todos masculinos, recrutados em diversas comunidades periféricas da cidade. A inclusão destes “excluídos sociais” legitima, assim, a


SOCIAL PELA PULSÃO COREOGRÁFICA por Wagner Correa de Araujo

autenticidade de uma digna proposta, ainda que em metafórica temporalidade cênica, de resgate das marginalizações pelo incentivo às pulsões artísticas. Onde, ainda que alcem meio voo gestual diante da força interpretativa do solista, estes cinquenta coadjuvantes, com sua despretensiosa e espontânea entrega, configuram um emotivo e bravo momento de afirmação redentora do coletivo social. Sob luzes sombrias (Patrick Riou) e árido

score sonoro(François Caffenne),corpos rastejantes como serpentes diante de um anti-herói tirânico. Que em sua compulsão de poder revela, em vigorosa presença dramático/coreográfica,o irradiante talento do jovem bailarino de apenas 21 anos, Rémi Richaud. No que se refere à concepção coreográfica/ teatral de Olivier Dubois, sua contextualização filosófico/ literária revela um referencial nietzschiano de vaidade, domínio e superioridade

humana sobre uma submissa massa, de informe e patética ambiguidade. E na sua formatação estética, com traços de Martha Graham que remetem, ainda, a Béjart e Bausch, “Les Mémories d’um Seigneur”, para o próprio Dubois, “é talvez a história de um rei , de imensa solidão”, mas numa trajetória de loucura e tragédia que pode ser,quem sabe, a de cada um de nós.

Foto - Remi Chauad

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Esculpindo Ar com o Corpo Ele dançou nas maiores companhias do mundo. Veio ao Brasil como coreógrafo no Teatro Municipal. Foi um dos precursores no país do método de consciência corporal e alongamento. Em suas aulas de dança no Rio de Janeiro reúne uma verdadeira legião de seguidores, que vai de bailarinas profissionais a estrelas da televisão. Suas aulas concorridíssimas são consideradas verdadeiras oficinas de corpo e de espírito. Quem é Jean Marie Dubrul? Por que suas lições transcendem os limites do corpo e impulsionam significativas mudanças de atitude e comportamento na vida dos alunos? É o que a cineasta Stefania Fernandes pretende responder com o filme “Esculpindo Ar com o Corpo”, longa-metragem em fase de captação de recursos sobre uma das figuras mais carismáticas do mundo da dança carioca. Para financiar o projeto, em parceria com a produtora Suma Filmes, Stefania criou um ‘crowdfunding’ (a popular vaquinha eletrônica). Para colaborar com o filme, basta fazer uma doação, de 18 de outubro a 14 de dezembro 44 I Dança Brasil

de 2016, pelo site: catarse.me/ esculpindoar. Hoje, Jean Marie dá aulas de balé clássico e alongamento na academia Sauer Dança, no Jardim Botânico. Entre suas fiéis alunas estão as atrizes Aline Moraes, Fernanda de Freitas, Leticia Spiller, a cantora Fernanda Abreu, entre outras. Mas chama a atenção também a presença de homens e mulheres de diferentes corpos e idades que nunca haviam entrado numa aula de dança. Dubrul também é muito procurado para preparação corporal de elenco em produções teatrais. A atriz Sura Berditchevsky, por exemplo, além de frequentar as aulas, contou com a assessoria dele no seu espetáculo “Cartas de Maria Julieta e Carlos Drummond de Andrade”. “Jean Marie desenvolveu uma filosofia própria de ensino da dança, que faz com que as pessoas estabeleçam uma conexão profunda consigo mesmas. Ele não trabalha só a técnica, mas também a emoção. E é assim que transforma seus alunos dentro e fora. Pretendo mostrar como isso acontece”, explica Stefania.

Jean Marie Dubrul - Foto: Divulgação

“Esculpindo Ar com o Corpo” é um desdobramento do curta-metragem “Jean Marie”, lançado em 2014, também com direção de Stefania: “Após as sessões, percebia a vontade das pessoas de saber mais sobre o Jean Marie, um personagem tão forte, carismático e que desperta tanta curiosidade”. No novo filme ela pretende investigar seu processo de trabalho, sua filosofia de vida, conhecer a experiência dos alunos e refletir sobre o corpo. O nome do projeto refere-se a uma das frases inspiradoras que Jean costuma repetir nas classes: “É preciso esculpir o ar com o corpo”. O orçamento total do filme é de R$ 50 mil. Na campanha de arrecadação de fundos, as contribuições começam com R$ 10. Dependendo do valor doado, há recompensas como aulas com o bailarino, massagem tailandesa, xícaras personalizadas etc.


Curso Pré Ballet e Baby Class para Professores e Instrutores

Curso ministrado pela maitre de ballet Eleusa Lourenzoni e também pela professora Regina Pereira terá como público alvo professoras de Pré Ballet e Baby Class e ballet infantil. Os participantes poderão ampliar seus conhecimentos participando de aulas teóricas e praticas. Segundo Eleusa Lourenzoni: “As aulas de Pré ballet e Baby Class devem fomentar a iniciação da arte do ballet de forma fácil e clara, com atividades lúdicas onde a criança deve ser guiada para adquirir postura, equilíbrio, coordenação motora e principalmente disciplina da arte do ballet clássico”.

Nesse curso, o profissional será capacitado e orientado a planejar e, também desenvolver a criação de exercícios específicos para estas idades com a utilização correta das músicas para as sequencias em sala de aula, com exercícios de acordo com as idades, explorando o universo lúdico e infantil que as crianças conhecem, a fim de tornar as aulas mais dinâmicas, interativas e oferecer outras possibilidades de aprendizagem ao aluno. Modulo 2 “Alice nos país das maravilhas” Série de exercícios estruturados para aula de Pré Ballet e Baby Class com

uso de estória infantil. Aula preparada para professores contendo orientações explicativas de cada exercício (aquecimento, diagonal, centro, atividades entre outras), aula prática e teórica. Público alvo professores e instrutores de Baby Class e Balé Infantil. O curso livre Lei lei nº. 9394/96, o Decreto nº. 5.154/04 e a Deliberação CEE 14/97 (Indicação CEE 14/97) Datas e Locais 21.01 - São Paulo 11.02 - Minas Gerais 18.02 - Ribeirão Preto Mais informações Whatsapp - 11 77215588 www.eleusalourenzoni.com

O curso oferece ferramentas a professores de Pré Ballet e Baby Class, para o aprimoramento de sua prática, diferenciando suas aulas e tornando-as mais marcantes, produtivas, além de motivar seus alunos a desenvolver sua expressividade e criatividade em aula. dancabrasil.com.br l 45


este é meu mundo, o mundo da dança...

luzia@dancabrasil.com.br Iracity Cardoso e Ana Bottosso

Ivan Grandi e Vasile Petrutiu

Mariana , Caio Nunes, Ines Bogea, Ivan

Tindaro Silvano, Jose L. Lozano e Erick Silva

Mario Nascimento e Jorge Teixeira

Lenita Ruchel e Gisela Vaz

Eleusa Lourenzoni, Edson Santos e Jolles Sales Maria Pia e Hulda Bittencourt

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Rodnei, Ricardo, Luis Cavalcante e Ivan

Leonice, Monica, Nana, karyne

Eliseu Correa


LA COLUNA por Luis Arrieta

Dizem com ironia que a fé é o consolo dos fracos. Eu não me envergonho de aceitá-la porque me reconheço fraco. Ela saberia se eu mentisse me dizendo forte e ela não acompanha os mentirosos. Também não posso dizer se eu tenho fé porque a fé não se tem. A fé nos tem. Acho que a fé é feita da matéria com que se queimam a si próprias as estrelas simplesmente para ficar flutuando luminosas na noite infinita. E poder refletir intermitentes o brilho dos olhos de Deus. Luis Arrieta São Paulo, 16 de julho de 2016

O vídeo dirigido por Inês sobre o trabalho de Maria Duschenes trouxe-me junto ao prazer de rever sua imagem cálida e acolhedora também a lembrança da sala de aula na sua bela casa no bairro do Sumaré.

Cheguei curioso até lá acompanhando um colega conterrâneo que participava de encontros semanais com um grupo de alunos vindos das mais diferentes profissões e que me falava com muito entusiasmo das experiências que partilhavam com a professora. Dona Maria, como a chamavam, recebeu-me afetuosa e convidou-me a participar da aula. Eu já trabalhava profissionalmente naquela época creio no Corpo de Baile do Teatro Municipal e lembro como ela dedicou-me especial atenção durante os trabalhos essa noite e como me incentivou totalmente aberta e sem preconceitos à minha formação. Chama-me a atenção no vídeo nos depoimentos de hoje de muitos dos seus alunos daquela época uma certa prevenção ou desagrado a tudo o que possa na dança ter uma origem ou formação acadêmica, coisas que nunca vislumbrei nas palavras nem nos gestos nem na energia de dona Maria. Luis Arrieta São Paulo, 5 de julho de 2016

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A Coluna Charles Adolphe Adan Filho de JeanLouis Adam, pianista, compositor e famoso pedagogo de piano no Conservatório de Paris, Adolphe já tinha a música nas veias e grande talento musical desde a infancia. Aos 17 anos (1820), entra para o Conservatório de Paris, na classe de emérito compositor F.A. Boieildieu. E à partir de 1823 começa a compor, canções e vaudevilles, “la petite musique” como diziam seus detratores. Em 1825 ganha o segundo lugar do concurso de Roma e não mais parou de compôr. Várias óperas cômicas se sucedem como o Chalet (1834) com o libretto de Mélesville, segundo Goethe e de Scribe (com quem Adam havia trabalhado em Genebra em 1826, criando O tio da América). O sucesso de Chalet estreiado na Ópera-Cômica valeu ao compositor um estrondoso sucesso, e mais de 1000 representações, alguns falam até de 1500! Nosso Adam viaja e cria, com uma rapidez e inventividade invejáveis, mas com a maestria da arte musical, que seja a escritura harmonica ou a orquestração. Adam gostava de compor para ballet: “não há nada que me agrade mais que esta tarefa que consiste, para que eu encontre 48 I Dança Brasil

inspiração, à olhar para os pés das bailarinas”. Sua música para ballet está longe de ser “frivolité française”, como quiz R. Wagner. T. Gautier apreciava muitíssimo a música para Ballet de Adam, assim como Delibes, seu discípulo no Conservatório de Paris. Tschaikovski e Saint-Säens admiravam a composição de Giselle, “o primeiro ballet a estabelecer e manter um ambiente, uma atmosfera”, mantendo também uma dramaticidade intensa e elegância rítmica. Em 1836 Adam compôs A Filha do Danúbio, criada por M. Taglioni, para a Ópera de Paris, Ballet que atravessou as fronteiras do país sendo muito bem recebido em St Petersburgo. Adam escreve no jornal Le Constitutionnel: “não tenho nenhuma outra ambição na minha música para o teatro, que fazê-la clara, de fácil compreensão e divertida para o público. E só posso fazer a “petite musique”, isto é certo. E me contento de faze-la como posso, como eu sei e espero que o público não se canse dela, para eu ter que parar de compôr”. Brigado com A. Basset, diretor da Ópera Cômica (casa que lhe havia aberto as portas), o compositor resolve comprar um Teatro. A Ópera Nacional foi fundada em 1847. Com a revolução, Adam teve que fechá-


dos Grandes

Por Celi Berbier, correspondente especial na Europa

la um ano depois, o que lhe aruinou. Esceve então, artigos e críticas para Le Constitutionnel e L’Assemblée Nationale. Um pouco mais tarde com a saída de Basset, volta à Ópera Cômica. Mas durante todo esse tempo não para de compor, também para outras casas de espetáculo. E pagou suas dívidas. O Corsário estreiará em 1856 na Ópera de Paris. 53 obras, 14 ballets… Outras fontes afirmam que Charles Adolphe Adam compôs 78, óperas cômicas e 29 ballets. Se contarmos as canções, as cantatas, fantasias, ares, melodias, transcrições seriam 200 obras ao todo durante sua vida, Faleceu com apenas 53 anos. Aquele que declara com a música de Giselle querer elevar à Dança ao seu devido lugar, foi respondido pela Dança e Giselle que lhe ofereceram a perenidade.

Sir Peter Wright Foto: Wilfried Hösl

Sir Peter Wright Wright começou a dança com K. Jooss, V. Volkova, P. Van Praagh durante a segunda guerra mundial. Dançaria em seguida para os Ballet Joss. Trabalhará também com várias companhias inclusive o Sadler’s Wells Theatre Ballet. Para êle criará A Blue Rose em 1957, sua primeira obra. Em 1959 foi nominado como Mestre de Ballet do Sadler’s Wells Opera e professor no Royal Ballet também como professor convidado em várias outras companhias. Em 1961 aceita o posto de Mestre de Ballet e profesor do Ballet de Stuttgart, sob a direção de J. Cranko e cria várias coreografias como the Mirror Walkers, Namuna, Deseign for Dancers, Quintet. Em 1966 monta seu primeiro grande ballet, uma releitura de Giselle “sob insistência de J. Cranko”, indica. A versão foi também apresentada em 1974 para o Ballet da Bayerisches Staatsoper, hoje Staatsballett, com imenso sucesso, integrando o repertório do Ensemble. A produção é até hoje aprentada em várias grandes companhias do mundo, assim como sua belíssima releitura da A Bela Adormecida, apresentada também em Munich em 1976, fazendo parte do repertório durante decenias. O imenso sucesso destas duas releituras dos grandes clássicos, lhe aguçaram o interesse por outras. Assim Copelia, o Lago

dos Cisnes e Quebra-Nozes continuam a ser aplaudidas no mundo inteiro. Durante os anos 60 Wright se lança como produtor e coreógrafo de ballets para televisão, musicals e revistas, o que lhe vale grande popularidade. Em 1969 volta ao Royal Ballet como Diretor Adjunto aos diretores, em seguida como asistente da Direção e Diretor Associado. Em 1977 nominado Diretor do Sadler’s Wells Royal Ballet, levando a Companhia à Birmingham em 1990, o Ensemble recebevá o nome de Birmingham Royal Ballet. Vários premios acompanharão a imensa carreira de Sir Meter Wright: um humor very britisch e uma alma universal. 1990 Honorary Doctorate of Music da Universidade de Londres, a Universidade Birmingham lhe confere o título de Special Profesor of Performance Studies, apresentada com o Elizabeth II Coronation Award da Royal Academy of Dance. 1991 Eleito Fellow of the Birmingham Conservatoire of Music. 1993 Nomeado como Cavaleiro na lista de Queen’s Birthday Honours.1994 Nomeado como Honorary Doctorate of Letters da University of Birmingham. 1999 Nomeado Director Laureate of Birmingham Royal Ballet. Grand Council Member. O título Sir êle já o levava em si bem antes de recebê-lo. dancabrasil.com.br l 49


Dezembro Vermelho e romance na luta contra AIDS

Senhorita Aurora, obra protagonizada por casal sorodiscordante, mostra como a literatura também é forma Wde conscientização sobre HIV A paulistana Babi A. Sette tem feito um enorme sucesso com a mais recente obra. Senhorita Aurora, publicação independente, desde o lançamento está entre os mais vendidos na Amazon. Acima disso, o romance carrega uma mensagem significativa: a importância em se falar sobre HIV e casais sorodiscordantes. Protagonizado por um maestro portador do vírus, a autora – após muitas pesquisas – revela como o preconceito ainda é muito presente na vida de pessoas soropositivo, sendo esse um dos maiores problemas que eles enfrentam. Em Dezembro, muitos começam a planejar as férias e a comprar presentes de Natal. Porém, além de ser um momento de confraternização, trata-se de um mês de conscientização sobre o HIV. Simbolizado pelo Laço Vermelho, o Dia Mundial de Luta Contra AIDS é um compromisso social com essa luta. Toda forma de informar sobre o tema é imprescindível, pensando nisso,Senhorita Aurora discute de forma muito comovente sobre com os leitores. Na história, Daniel Hunter é um maestro genial, que por trás da aparência intimidante carrega muitos mistérios. Nicole Alves é uma bailarina extremamente 50 I Dança Brasil

talentosa que acabou de conquistar o papel principal em uma apresentação na Academia de Ballet de Londres. O destino colocou o casal preso numa mansão centenária durante uma tempestade de neve, e a paixão entre os dois que, outrora parecia incerta, se tornou inevitável. Sobre a autora: BABI A. SETTE começou a escrever romances há três anos e não parou mais. Seu livro de estreia, Entre amor e o silêncio, publicado pelo Grupo Novo Século, teve a primeira edição esgotada em poucos meses. Em seguida, lançou série “Flores da temporada”, de romances de época, que já conta com dois volumes: A Promessa da Rosa e O Despertar do Lírio. Atualmente, ela publicou o livro Senhorita Aurora, um romance new adult em formato de e-book pela Amazon. Formada em Comunicação Social, sentese metade psicóloga; e outra socióloga. Ama viajar, conhecer pessoas e descobrir lugares. Apaixonada por romances de época, jura que viveria feliz também no século 19. Atualmente, mora em São Paulo com o marido, a filha, um cachorro, um gato e seus personagens.


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Revista Dança Brasil - Dezembro 2016