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PUBLICAÇÃO OFICIAL DA DANÇA NO BRASIL

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WBC 2017 FINAL em orlando eua

SPARTACUS

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2 I Danรงa Brasil


QUAL SUA POSIÇÃO NO MERCADO Por Ivan Grandi Você deseja ficar sozinho no seu mercado, quer ficar sozinho no seu mercado! Um monte de concorrentes no seu bairro, na sua cidade, tenho certeza que isso é um problema que você está passando,. E como se faz para você ficar sozinho no seu mercado. Pegamos por exemplo um jogo de xadrez, isso mesmo jogo de xadrez. Vamos supor que sua escola é o exercito (branco) e seu concorrente é o exercito (preto), no xadrez é um exercito contra outro, você avança seu exercito para ganhar espaço, você move sua escola para um lado e seu concorrente também move a dele, mas não tem como as duas escolas estarem no mesmo espaço ao mesmo tempo... Não tem como ocupar o mesmo espaço! Caso seu concorrente esteja forte na direita, você vai para a esquerda... Então você tem um monte de concorrentes e você faz o que todos seus concorrentes fazem, porque você é indeciso, cheio de problemas administrativos e faz também parte do efeito manada. Todo mundo faz tudo, balé, jazz, dança de salão, hip hop e o que mais vierem pedindo, por isso você tem um monte de concorrentes. O dia que você decidir ter a coragem de ser especializado em um determinado segmento, seus concorrentes diminuirão.

Por exemplo: especialista em balé adulto, especialista em Hip Hop especialista em atender a classe A, B ou C. Quando tocar o telefone de seu concorrente, e o cliente perguntar se ele é especialista em balé para adultos classe A,B ou C... ele certamente vai te indicar e a partir dai, seus concorrentes vão ser seu colaboradores, seus concorrentes vão lembrar de você, porque você focou, sedimentou, escolheu uma casa do tabuleiro para ocupar. Isso se chama posicionamento de mercado, parece que é um capitulo na historia de seu negocio que você pulou. Posicionamento... qual é seu posicionamento no mercado da dança, qual casa você vai ocupar, no mercado da dança duas escolas não ocupam o mesmo mercado? Você acha desnecessário investir em marketing como por exemplo ter anuncio de sua escola em revistas especializadas, isso faz parte de posicionamento de mercado. Onde e, em que casas seus concorrentes estão ocupando, faça a diferença, se eles são redondos você é quadrado, se eles são brancos você é rosa. Qual é o mercado que você deseja servir, transformar e melhorar a vida de seus alunos ? O dia que você escolher nunca mais vai ter concorrentes!

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EDITORIAL

Olá amigos da dança!

Olá leitores e amigos da dança, neste edição como matéria de capa Spartacus com Bayerischen Staatsballet de Munique. Confira ainda nesta edição, diversas reportagens e entrevistas além das últimas notícias sobre espetáculos, saúde, dicas e curiosidades que você, leitor só encontra aqui nas páginas da sua revista Dança Brasil e, também através de nosso portal na internet, de cara nova todo revitalizado com grandes novidades. Desejo a todos boa leitura, vejo vocês em algum lugar deste maravilhoso mundo da dança. Ivan Grandi

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Nossa Capa

Spartacus - Sergei Pulin Foto: Wilfried Hoes


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BIENAL DE TANGO DE FLORIANÓPILIS por Marcos Reichardt Cardoso A 9ª Bienal, um dos mais sofisticados eventos de dança do Sul do Brasil, foi realizada de 7 a 10 de junho, com workshops e bailes no centro de convenções do Majestic Palace Hotel e espetáculos no Teatro Ademir Rosa, no Centro Integrado de Cultura (CIC).- Florianópolis / SC. Cerca de 300 inscritos de Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo participaram de uma intensa programação de aprendizado, intercâmbio e entretenimento. As aulas com 75 minutos de duração cada uma foram ministradas entre os dias 8 e 10, simultaneamente a turmas de níveis iniciante, intermediário e avançado, por oito duplas de professores: Alejandra Gutty e David Palo, Guadalupe Garcia e Junior Cervila, Lorena Ermocida e Oscar Pey, Mariana Montes e Sebastian Arce, Romina Levin e Leandro Gomez, Katia Rodrigues e Alexandre Bellarosa, Mariana Casagrande e Daniel Oviedo, Juliana Figueredo e Fabiano Silveira. Os artistas também estiveram presentes em todas as quatro noites de milonga para pequenas apresentações, acompanhados da Orquestra Típica Sans Souci, de Buenos Aires, e da musicalizadora Marcia Figueiredo, do Rio de Janeiro. Já nos dias 9 e 10, os casais ministrantes e os músicos argentinos se exibiram no teatro em espetáculo de gala que teve a participação especial dos dançarinos selecionados para a maratona coreográfica, um curso exclusivo para profissionais dirigido por Mariana Montes e Sebastian Arce. 6 I Dança Brasil

Uma equipe de 70 monitores vindos de diversos locais do país deram suporte durante as aulas e os bailes, garantindo que todos tenham par para aprender e se divertir. “A preparação da 9ª Bienal sempre buscou a satisfação do participante. Fizemos uma seleção de professores reconhecidos internacionalmente, escolhemos uma orquestra de grande renome em Buenos Aires e, claro, oferecemos um momento único aos congressistas”, conta o produtor Carlos Eduardo de Andrade. A Bienal de Tango 2017 tem patrocínio da Prefeitura e Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes e apoio da Flex Contact Center, Majestic Palace Hotel, Softplan e Unicardio por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura. Site: www.bienaldetango.com.br Facebook: www.facebook.com/bienaldetango

Juliano Andrade e Paula Emerick - Foto: Federico Paleo


Juliana Figueredo e Fabiano Silveira - Foto: Norton JosĂŠ

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TEMPORADA ALFA 5 COMPANHIAS A Temporada Alfa 2017 em São Paulo, recebe a partir de agosto cinco companhias – duas nacionais e três internacionais – que representam grandes destaques no cenário da dança contemporânea. Com cinco atrações de altíssima qualidade, programação da Temporada Alfa 2017 traça um painel do que há de mais representativo e moderno na dança contemporânea internacional e nacional.

Programação Grupo Corpo – Bach (1996) e Estreia 2017 4 a 6 e 9 a 13 de agosto Cia de Dança Deborah Colker - Cão Sem Plumas (2017) 25 a 27 de agosto e 29 de agosto a 3 de setembro CirqueÉloize–Cirkopolis (2013) 22 a 24 de setembro NederlandsDansTheater 2 – I KnewThen (2012), Sad Case (1998) e Cacti (2010) 29 de setembro e 1º de outubro L.A Project – OrpheusHighway (2017), In SilenceWeSpeak (2017), Closer(2006) e On The OtherSide (2016) 17 e 18 de outubro Mais informações e reservas www.teatroalfa.com.br ou 11 5693.4000

Cão sem plumas - Deborah Colcker - Foto: Divulgação

A mostra reúne um dos grupos de dança mais importantes do mundo, a Nederlands Dans Theater 2; a dinâmica L. A. Dance Project, de Benjamin Millepied, coreógrafo e bailarino do filme Cisne Negro e marido da atriz Natalie Portman; a cia canadense Cirque Éloize com o espetáculo Cirkopolis, inspirado no clássico da ficção científica de Fritz Lang, Metropolis. Os brasileiros Grupo Corpo e Cia de Dança Deborah Colker se apresentam já em agosto, na relevante temporada, com espetáculos inéditos. 8 I Dança Brasil

I new Then - Foto: Daisy komen


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3 DICAS IMPERDÍVEIS PARA SOLISTAS Durante vários anos em que dancei em diversas companhias e da banca de jurados em diversos festivais que participo no Brasil e exterior, tenho certo de que é preciso mais do que a técnica deslumbrante para ter sucesso em competições nacionais e internacionais. Você também precisa de um excelente coach (treinador). Seu coach está lá para ser seus olhos e seu guia. Os melhores irão ajudar a aprimorar seus pontos-fracos, que você nem percebe durante sua apresentação. Se você participa de competições há muito tempo e ainda não alcançou seus objetivos, talvez seja a hora de mudar... Não tenha medo de mudar Um bom coach deve equalizar tudo: sua técnica, seu artístico e os detalhes estilísticos. Evite qualquer um que apenas executa a variação repetidamente sem ir mais fundo nos detalhes. Cada coreografia deve ser cuidadosamente dissecada passo a passo, explorando cada parte individual da anatomia para contribuir para o todo. Mas para encontrar um bom coach , você deve fazer um balanço das suas fraquezas pessoais. Em sua busca, você deve encontar um coach no qual seus alunos tem os pontos fortes que você precisa melhorar . Confira vídeos on-line de outras grupos vencedores em concursos para ver se o estilo e técnica deles podem melhorar sua performance. Olhe também para o repertório destes grupos ou bailarinos, como eles acentuam o movimento, detalhes de estilo e as suas escolhas de figurino. Procure um coach que sabe compreender a pressão psicológica e a política dos eventos. Em uma competição pode não haver muito espaço ou tempo, você pode ter que ensaiar no palco com dezenas de concorrentes e tempo limitado - como você lida com isso? Um bom coach deve preparar você para isso entre outros detalhes psicológicos e, apostar no seu nível de talento. 10 I Dança Brasil

O que perguntar antes da escolha Falar francamente sobre seus objetivos, potencial e expectativas com um coach é essencial. Qual é o período de tempo para alcançar seus objetivos? Será que ele ou ela vai com você para a concursos? Quais as condições financeiras? Determine se você estará pagando o coach um valor fixo mensal ou por hora. Nos Estados Unidos e Europa os melhores normalmente cobram até US $ 200 por hora. Não tenha medo de fazer perguntas duras, você deve falar honestamente sobre o que você precisa fazer para alcançar seus objetivos, bem como suas chances de sucesso. E se ele esta disposto para encarar esta empreitada. Minha dica é você consultar 02 ou 03 profissionais, assim você poderá ter detalhes e visões diferentes; mas cuidado para não ser aprisionada (virar chaveirinho/garota propaganda da escola), veja o histórico de seu futuro coach. Qual o tempo médio no qual suas alunas conseguiram alcançar seus objetivos.


Como saber se é bom para você Você pode ir com calma, fazer alguns cursos com ele, para saber como ele trabalha com você e em conjunto. Encontrar alguém que é bom para você, e não apenas bom no geral pode ser tornar uma tarefa difícil. Procure uma personalidade que seja exigente, que a cada aula desperte sua força interna e que tenha uma visão artística apurada. Um coach irá fazer o máximo para ajudá-la a se preparar e saberá dizer o momento correto de você ir...

Carolina Grandi - Foto: DB Press

Eleusa Lourenzoni - Maitre de ballet, coreógrafa, formada pela Royal Academy of Dance - Londres, Escola Municipal de Bailados São Paulo, Faculdade Belas Artes, Pós-graduada em História da Arte - Teoria e Crítica, especializada na terminologia do balé, história da dança, representante no Brasil do World Ballet Competition USA. Participa ativamente como jurada em diversos festivais de dança, ministra workshops e constantemente tem publicado vários video-aula (baby class, iniciante, avançado e pontas). dancabrasil.com.br l 11


WORLD BALLET COMPETITION 225 SOLISTAS NA FINAL A 11ª do World Ballet Competition foi realizada de 18 a 24 de junho no Teatro Linda Chapin do Orange County Convention Center na cidade de Orlando - Florida / Estados Unidos com o encerramento, Gala de Encerramento no dia 24 de junho. A 11ª Competição Mundial de Ballet com direção geral de Vasile Petrutiu e Artística de Vladimir Bykov recebeu participantes de 24 países e 20 estados Americanos de mais de 100 escolas de dança e companhias de todo o mundo.

WBC 2017 - Foto: Virginia Trudeau

Este ano, 225 jovens bailarinos (9-24 anos de idade) competiram por 150 mil dolares em prêmios de bolsas de estudos, prêmios em dinheiro, ofertas de emprego e material de dança. Todos os bailarinos foram préselecionados através de um rigoroso processo de audição e estarão competindo nas categorias de: Solista, Pas de Deux, Ensemble e Coreografia. Os prêmios incluem o prêmio de 10 mil dolares para Grand Prix, que está aberto a todas as categorias. 12 I Dança Brasil

Um painel de 16 juízes representou uma lista impressionante de profissionais de dança de classe mundial, incluindo Gennadi Nevigin (Ballet de Atlanta), Brian Yoo (Balé da Coréia do Sul), Samantha Dunster (Ballet da Pensilvânia), Anais Chalendard (Ballet de Boston), Pasha Kambalov (First State Ballet Theatre), Rodney Rivera (Balé de Porto Rico) e Willy Shives (Ballet San Antonio), Eleusa Lourenzoni (Brasil). O evento foi transmitido AO VIVO on-line em todo o mundo (exceto Gala). O streaming de cada dia começou com uma transmissão préshow, e a cobertura levaou os espectadores nos bastidores, incluindo backstage close up entrevistas com os concorrentes. A competição em si é notável por seu sistema de pontuação eletrônico, que compartilha resultados instantaneamente com a platéia e os espectadores online de todo mundo. A cerimônia de premiação aconteceu no dia 24 de junho, seguido com a gala. A noite começou com os vencedores deste ano, seguidos por performances de tirar o fôlego por artistas convidados de diversas companhias e profissionais de renome. Os brasileiros que concorreram na 11a edição do WBC que mais se destaram são: Davi Chagas - Medalha de Bronze e mil dolares em dinheiro e Lorena Calheiros - Mensão Especial e 250 dolares em dinheiro. Gala Filé - Foto: DB Press


O MUNDO DE OLHO NOS JOVENS TALENTOS O mundo de olho nos bailarinos brasileros Nos dias 29, 30 de setembro e 01 de outubro será realizado no Teatro J. Safra na cidade de São Paulo a seletiva para WBC 2018. O World Ballet Competition Open, deve receber ceca de 400 jovens talentos do Brasil que serão selecionados para a grande final que acontecerá na cidade de Orlando na Flórida em Maio de 2018. Mais informações podem ser encontradas em www.WorldBalletCompetition.com

Jurados 2017 - Foto: DB Press

Sasha De Sola - Max Cauthron - Foto: Virginia Trudeau

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MOSCOW BALLET COMPETITION Brasileiros prêmiados em uma das competições mais prestigiadas da Rússia

Amanda Gomes hoje primeira solista da Ópera e Balé Tatar de Kazan recebeu a medalha de prata na XIII Moscow Ballet Competition, na categoria sênior duo, além de um prêmio de US$ 20 mil. Foi a premiação máxima, já que não houve distribuição de medalha de ouro nessa categoria. Ao todo as provas foram disputadas por quase 200 bailarinos onde, apenas 19 entre bailarinos e coreografos subiram ao palco para a cerimonia de premiação. Já Victor Caixeta, ficou com a terceira colocação na categoria solo júnior. Carol Freitas e Anne Jullieth Pinheiro receberam a menção honrosa.

Amanda Gomes e Mikhail Timaev - Foto FB Divulgação

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Apesar de todas as dificuldades em que os jovens estudantes enfrentam diariamente no Brasil, o exito dos quatro confirma a existência de uma de rota internacional de competições internacionais que podem levar jovens talentos em alcançar seus sonhos de dançar em companhias internacionais de renome. Victor Caixeta, Carol Freitas, Anne Jullieth - Foto: FB Divulgação


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JOINVILLE O PALCO PRINCIPAL DA DANÇA Com 35 anos ininterruptos de atividades, chancela de maior festival de dança do mundo em número de participantes segundo o Guiness Book, histórico de público em torno de 4,5 milhões de pessoas e número recorde de 3.326 trabalhos inscritos em 2017 (6,8% a mais que na edição anterior). Este é um recorte que consolida o Festival de Dança de Joinville como rota cultural de 18 a 29 de julho em Joinville (SC) para amantes desta arte. São 12 dias em que a cidade se transforma em um palco democrático de expressões artísticas recebendo cerca de 7.800 participantes entre bailarinos, estudantes, professores, profissionais e artistas convidados. São 240h de espetáculos, sendo 200 gratuitas, em que estão confirmadas 1.327 coreografias de 408 grupos que se dividem em Mostra Competitiva, Meia Ponta e Palcos Abertos.

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A seleção dos trabalhos aprovados para o Festival de Joinville passou pelo crivo da curadoria artística formada pelas especialistas em dança Ana Botafogo, Mônica Mion e Thereza Rocha, que destaca o crescimento exponencial dos trabalhos à qualidade com excelência: “Os trabalhos estão cada vez mais caprichados, claros e precisos. Certamente o público vai se emocionar com as apresentações”, afirma Thereza. Para marcar esta edição, o evento traz a Cia Deborah Colker para a Noite de Abertura (19/7) com a estreia do novo trabalho “Cão sem Plumas”, seu primeiro espetáculo de temática explicitamente brasileira, e a Noite de Gala (24/7) será uma homenagem a este legado com o espetáculo “Gala 35 anos Festival de Dança de Joinville” sob a condução do bailarino e coreógrafo Marcelo Misailidis. Entre as atrações,

há um menu cultural com oito noites competitivas, quatro tardes do Meia Ponta e o evento finaliza com a Noite dos Campeões (29/7), líder absoluta na venda de ingressos, que traz de volta ao palco os melhores bailarinos e grupos da atual edição. Na ocasião, também é concedida premiação especial para: o Coreógrafo Revelação - ganha uma viagem para o exterior para participar de um evento relacionado à dança; Melhor Bailarino, Melhor Bailarina, Prêmio Revelação e Melhor Grupo. Além da extensa programação outra novidade é a parceria entre o Festival Dança Brasil que será realizado de 06 á 10 de setembro na cidade de São Jose dos Campos (SP) no qual os primeiros lugares vão direto para a seletiva de Joinville e tem vaga garantida para os palcos abertos em 2018. Mais informações: www. festivaldedanca.com.br

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Cia Deborah Colker - Cão sem Plumas - Divulgação


FESTIVAL DANÇA BRASIL Entre os dia 06 e 10 de setembro, acontece na cidade de Sao Jose dos Campos - SP O festival oferece ao público e participantes diversas expressões do mundo da dança e inaugura uma parceria de duas empresas de sucesso Arte Brasil e Dança Brasil que contam com experiências positivas de sucesso no mundo da dança há mais de très décadas, incorporando uma visão moderna para estimular e ampliar o desenvolvimento da arte da dança no pais.

Com coreografias inscritas em sete gêneros: balé clássico de repertório, balé neoclássico, dança contemporânea, jazz, danças urbanas, danças populares e sapateado. Os subgêneros são: Solo, Duo, Variações, Grand Pas de Deux e Conjunto, de acordo com cada gênero, os participantes poderão desfrutar da troca de informações, possibilitando um aprendizado profícuo, qualidade técnica dos jurados, expor seus trabalhos, em um clima de interação e cordialidade profissional, no qual os primeiros lugares recebem troféus, medalhas, bolsas de estudos, prêmios em dinheiro e vão direto para a seletiva de Joinville e com vaga garantida para os palcos abertos em Joinville 2018. Inscrições até dia 21 de agosto através do site: www. festivaldancabrasil.com.br

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MANIPULAÇÃO OU INSPIRAÇÃO Você quer mudar o comportamento de seus alunos, existem 2 maneiras de fazer isso, por manipulação ou inspiração, as duas praticas levam a caminhos diferentes. Manipulação é um caminho fácil, para manipular você não precisa gostar do que faz e muito menos de seu aluno. Para inspirar seu aluno você precisa gostar da arte da dança, você precisa ter tempo para estudar, pesquisar e amar o que você faz, porque para você a arte da dança é especial e você não quer passar para qualquer um, você quer amar estas pessoas que irão receber seus ensinamentos. Mas você tem uma meta na venda de seus serviços e na retenção de alunos. Qual você escolhe...

Já a inspiração tem haver em transformar seus alunos para acreditarem em coisas incríveis que eles podem fazer e, onde eles podem chegar com a arte da dança, em coisas reais e uteis que se podem ter atraves da dança, em experiências de vida incríveis que se tem atraves da arte da dança. Com isso você vai estar inspirando e mostrando o porque eles tem estar em sua escola, e não por quanto elas tem de pagar por isso. Eu recomendo que você sempre siga o caminho da inspiração porque esta caminho cria fidelidade e o caminho da manipulação os alunos nunca serão fieis a você. Escolha inspirar as pessoas!

Qual a técnica comum de manipulação o valor da mensalidade, promoções com pacotes de mensalidade trimestral, semestral e até anual. Crie promoções e contribua para a destruição do mercado da dança. Manipulação não gera alunos fiéis, você fez eles mudarem o comportamento por dinheiro, eles não são fiéis a você, a sua marca nem a nada. Quem utiliza técnicas de manipulação vai sempre ter de utilizar estas técnicas. Manipulação é uma estratégia de curto prazo, não tem nada a longo prazo.

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Foto: Getty Image


¡ SE PARTE DE ESTA EXPERIENCIA ÚNICA !

P R I X D E L A U S A N N E

46° CONCURSO INTERNACIONAL DE DANZA DEL 28 DE ENERO AL 4 DE FEBRERO DE 2018

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A VIDA É MINHA E EU VOU DANÇAR por Maria Cristina Lopes O cuidado com o corpo é extremamente importante no mundo da dança, em especial em determinadas modalidades. Questões como peso, corpo tonificado e alongado ocupam a mente e o discurso de bailarinos. Dito isso a alimentação também acaba sendo uma questão importante. Para bailarinos profissionais ou que sonham em serem os professores também cobram em relação ao cuidado ao corpo e a alimentação saudável. Porém, o que fazer quando o bailarino não consegue corresponder a estas expectativas? Nestes casos o bailarino geralmente desenvolve uma autoimagem e um autoconceito negativos. O autoconceito é referente a diversos fatores: autoimagem, personalidade, comportamentos, etc. Nestes casos o autoconceito negativo está relacionado a uma percepção de que ele mesmo não tem controle sobre o próprio corpo ou alimentação e não consegue cumprir o que precisa. Naturalmente esta pessoa poderia ser ajudada por psicólogos, nutricionistas e outros profissionais que buscam cuidar da alimentação, do corpo e de questões psicológicas. Porém, quando o bailarino não busca ajuda e tenta dar conta de tudo por si mesmo podem surgir muitos problemas. Geralmente estas questões estão relacionadas a uma busca daquele controle que ele acredita que não possui. E a principal forma de obter o controle novamente é através da alimentação restritiva ou de comportamentos compensatórios. Basicamente, a alimentação restritiva é comer uma quantidade muito menor do que precisa e o comportamento compensatório 20 I Dança Brasil

é usar algum método para compensar as calorias ingeridas (como fazer exercícios em excesso). Mas, quando não há um cuidado profissional com tudo isso o descontrole aparece de forma gritante: desmaios devido a ingestão mínima de alimentos, episódios de compulsão alimentar, lesões devido aos exercícios excessivos, etc. Em muitos casos bailarinos, professores e responsáveis negligenciam estes sintomas por não ter uma visão do todo. Mas o que é o todo? Basicamente o contexto é: um histórico de autoimagem negativa, dificuldade de verbalizar questões pessoais e difíceis, expectativas altas de terceiros em relação a autoimagem e inconstância e luta com o peso. Além disso, estes transtornos não se referem apenas a autoimagem e alimentação. Há uma forte alteração das emoções, estresse constante, ansiedade e alterações comportamentais. O que o bailarino não percebe diante de toda esta carga emocional é que na verdade ele não precisa ser capaz de controlar tudo. Sim, a dança pede um cuidado com o corpo. Mas isso pode ser feito através de um trabalho integrado com nutricionistas, psicólogos e professores. É preciso saber disso principalmente por que o bailarino doente psicologicamente não pode dançar o seu melhor. A solução está muito perto. Basta reconhecer suas próprias questões, olhar ao redor e pedir ajuda. Maria Cristina Lopes | Psicóloga da dança CRP5/47829 mariacristinalopes.com | @balletsemestresse


GALA RV PROMOÇÕES 25 ANOS DE FESTIVAIS Em comemoração aos 25 anos de festivais, a empresa paulista RV Promoções dirigida por Jacy Rhormens e Claudio Vinhas, comemorou em junho no Teatro São Pedro em São Paulo a “Noite de Gala RV” que contou com a participação na abertura da Cia de Dança Andrea Sposito, além de diversos grupos e escolas do Brasil. Mais informações: www.rvpromocoes.com.br Nota: Lamentamos informações que no dia 10 de junho ocorreu o falecimento do diretor da RV Promoções - Claudio Vinhas, grande produtor e incentivador da dança em nosso país.

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MEMÓRIA DE

Obra inédita (tem estréia de 30.06 á 02 de julho) da Curitiba Cia de Dança com a direção geral de Nicole Vanoni e coreografias de Luiz Fernando Bonggiovani, “Memória de Brinquedo” é um espetáculo de dança contemporânea que celebra histórias, lembranças e sensações tecidas e criadas ao longo da infância. Para refletir sobre o mundo tecnológico e o lúdico, a Curitiba Companhia de Dança apresenta o espetáculo Memória de Brinquedo, que faz um resgate poético para incentivar a brincadeira. Esse resgate parte da memória individual e coletiva, desde sua representação simbólica até estudos recentes da neurociência que apontam a brincadeira como uma atividade fundamental para o desenvolvimento físico e psicológico das crianças. Brincar

BRINQUEDO

é o pensamento da criança, e é preciso inteligência e sensibilidade para promover esse espaço/tempo. A Curitiba Cia de Dança foi criada em 2013 por Nicole Vanoni baseada na ideia de experimentação, pesquisa e criação em dança contemporânea, além da busca pela diversidade de experiências com coreógrafos diferentes. “Memória de Brinquedo” têm concepção e coreografia de Luiz Fernando Bongiovanni. A direção é de Nicole Vanoni. Figurino e Cenário de Gelson Amaral. Iluminação de Fabia Regina. Realização: Curitiba Cia de Dança. Elenco: Antônio Adilson Junior, Beatriz Lima, Betina D’Agnoluzzo, Carlos Matos, Clarissa Cappellari, Claudia Sibille, Leonardo Lino, Luana Teodoro, Natanael Nogueira, Nicole Vanoni, Ricardo Alves, Rodrigo Leopoldo e Rubens Vital. CURITIBA CIA DE DANÇA - FOTO: CAYO VIERA

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ESPETÁCULO DIÁRIO O espetáculo “Diário” é uma adaptação livre do conto O Diário de um Louco, do escritor russo Nicolai Gogol, que traz ao público uma reflexão sobre a loucura abordando conceitos e situações baseadas em fatos reais aproximando o espectador da realidade de um doente mental, repensando assim, a situação do mesmo como cidadão.

Dia: 21 de julho Horário: 19h Local: Teatro Municipal Ziembinski. Rua Heitor Beltrão, s/n˚ Tijuca - Rio de Janeiro

Diário - Foto: Thiago de Paula

Mostra-se o extremo entre a lucidez e os nossos delírios através das situações que a nossa personagem está inserida. O ser humano é colocado em questão. Através de uma personagem esquizofrênica tenta-se externar o que há de mais profundo em cada um, o que há escondido e que deve ser exposto e qual o nosso limite para ultrapassar a sanidade que a sociedade nos impõe.

Diário - Foto: Thiago de Paula

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MULHERES NEGRAS NA DANÇA O “Encontro de Mulheres Negras na Dança” chega a sua segunda edição com uma série de eventos gratuitos no Centro de Referência a Dança, em São Paulo. De 03 a 29 julho, a Nave Gris Cia Cênica, promove o encontro que revela a trajetória, experiência e a produção de artistas negras na dança. Trata-se de um evento que afeta e dialoga diretamente com as pessoas e proporciona a reflexão sobre os fazeres e lugares conquistados e ocupados por essas mulheres, no meio artístico da cidade de São Paulo.

CECI CECILIA - FOTO: MONICA CARDIM

O encontro tem como objetivo proporcionar a experiência estética ao reunir diversas produções e gerações de artistas negras, instigando novas parcerias e redes, além fortalecer os vínculos já existentes. São quatro espetáculos e uma performance que revelam diversas perspectivas sobre o fazer artístico, uma exposição fotográfica e dois workshops. Além de expressar a pluralidade criativa, o projeto também estimula a aprendizagem e a troca entre as artistas negras e o público presente. O evento abre com a exposição Mulheres Negras na Dança, com fotografias feitas pela artista visual Mônica Cardim, além de imagens do acervo pessoal de cada uma das artistas convidadas para as duas edições do Encontro. A agenda possibilita também a aprendizagem e um amplo campo de reflexão sobre a dança e o realizar artístico de mulheres negras. Devolve à pélvis o que é da pélvis, abre a programação de workshops. O segundo workshop sobre dança negra contemporânea fica por conta de Cristina Matamba, que foi dançarina e coreógrafa do Ballet Afro Kamberimbá e do Ballet Afro Koteban e também

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atuou como assistente de coreografia e dançarina na Cia. de Dança Negra Batá Kotô. Realizar o evento no Centro de Referência à Dança CRDSP reforça o desejo da Nave Gris Cia Cênica, de que esta seja uma ação estética e política importante na construção de uma memória da dança que não apague o movimento vivo dessas artistas, que se destacam como criadoras, intérpretes, coreógrafas e pensadoras com seus posicionamentos éticos e histórias que habitam seus corpos. O II Encontro de Mulheres Negras na Dança faz parte do projeto A-VÓS, contemplado pela 21ª edição do Programa de Fomento à Dança da cidade de São Paulo. A Nave Gris propõe uma série de ações que dão continuidade a trajetória da Cia de estabelecer e fortalecer espaços de trocas artísticas. Quando: De 03 a 08 de julho (A exposição fotográfica permanece até o dia 29 de julho) Onde: Centro de Referência a Dança = Endereço: Baixos do Viaduto do Chá, s/nº, Galeria Formosa, Centro de São Paulo Mais informações e-mail para navegrisciacenica@ gmail.com,


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PAS DE CUBA 9 ANOS NO BRASIL Inicialmente reconhecido como a Escola Cubana de Ballet no Brasil, o Pas de Cuba se tornou uma Escola Lationoamericana de Ballet. Isso porque os muitos professores cubanos residentes fora da Ilha, especialmente nos países latinoamericanos, trouxeram uma valiosa contribuição ao evento: a experiência na adaptação da Metodologia Cubana de Ballet à realidade dos países onde residem. Pas de Cuba - Divulgação

O Pas de Cuba – Intercâmbio Cultural entre Brasil e Cuba – no segmento da dança clássica, começou a ser estruturado em 2007, com a ida de seus organizadores a Cuba. Representantes da Perfil Produções Culturais, idealizadora do projeto, buscavam apoio junto ao Ballet Nacional de Cuba. Após dez anos de Intercâmbio com professores cubanos pela América Latina, a Perfil faz um balanço desta experiência: “Já participaram de nossos cursos, cubanos que vivem ou viveram na Argentina, Colômbia, México, Uruguay, e também no Brasil, além é claro dos que residem em Cuba – explica Bernadete Faria – promotora do evento. Essa diversidade com algo em comum (o método cubano) foi muito enriquecedora para o projeto Pas de Cuba, mas sobretudo dimensionou o que se pode chamar hoje de 26 I Dança Brasil

Escola Latinoamericana de Ballet. Estamos falando de um método de ensino – ressalta ela – que se molda à realidade do aluno não só no aspecto físico, mas também na questão cultural e sobretudo no formato de ensino das escolas”. Citando o exemplo do Brasil, onde surgiu o Pas de Cuba, “os alunos não estão habituados ao ritmo de aulas diárias de ballet de segunda a sexta, portanto essa adaptação se faz necessária”. Em 2015, o Pas de Cuba recebeu a visita do historiador cubano, Miguel Cabrera, membro do Conselho Diretor do Ballet Nacional de Cuba e diretor do Centro de Documentação e Investigações Históricas de Havana. Na ocasião ele confirmou a eficiência do método cubano para os latinoamericanos. “nuestra metodología es la más cercana a los países latinoamericanos. Tenemos muchas similitudes en nuestra idiosincrasia y raíces culturales, nuestro temperamento se identifica mucho más con la ejecución de la técnica para bailarines latinos” - disse Cabrera ao periódico cubano, Granma. Em entrevista ao jornal baiano A Tarde, Cabrera ressaltou também o diferencial do método cubano para o ensino do ballet. Lembrando que, embora seja uma arte universal os irmãos Alonso (Fernando e Alberto) criadores do método, adaptaram esta arte “ao temperamento do povo cubano, ao nosso clima e gosto estético. Isto deu lugar a uma maneira diferente de expressão”. O historiador elogiou o projeto Pas de Cuba, destacando a importância social das bolsas concedidas por este Intercâmbio, a bailarinos carentes, que ao longo de quase uma década já concedeu mais de 300 bolsas em seus cursos.


DANÇAS

2017.06.08 ANUNCIO DANÇA BRASIL_STUDIO GISELLE

IX GALA PAS DE CUBA

Local: Studio Giselle Danças End. Rua Pinheiro Machado, 34 - São Caetano do Sul/SP - (11) 4221.7922 Informações: www.studiogiselle.com.br/informacoes #studiogiselleeufaçoparte

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11 12 agosto

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AUDIÇÕES PARA MIAMI CITY BALLET SCHOOL

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JHEAN ALLEX - ISABELLA RODRIGUES - LENON VITORINO - MARCELLA GOZZI

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STUDIO GISELLE

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ANA BOTAFOGO - ILARA LOPES - ESMERALDA GAZAL

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workshop dança

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OS MAIORES NOMES DA DANÇA JUNTOS!!

Realização

um trabalho também como coreógrafo. No ano passado, Gerage se apresentou em Salvador, na VIII Gala Pas de Cuba, encantando o público do teatro Castro Alves. A brasileira Maria Luiza Tavares, conquistou em 2013 a bolsa Pas de Cuba, para se aperfeiçoar nas Cátedras de Dança do Ballet Nacional de Cuba, onde chegou a subir aos palcos, profissionalmente. Atualmente ela integra a CEDAN (Companhia Experimental de Dança) de Piracicaba, de onde já saíram excelentes profissionais. A nona edição do evento volta as suas origens trazendo o curso novamente à cidade de Campinas, interior de São Paulo onde se realizou sua primeira edição em 2009. Agora em 2017, o evento será sediado pelo Conservatório Carlos Gomes, tradicional escola de artes de Campinas que por muitos anos ofereceu o método cubano aos seus alunos, e que completa 90 anos. A Gala de encerramento do curso também homenageará essa consagrada escola e se realizará no dia 17 de Julho de 2017 no Teatro Municipal de Campinas José de Castro Mendes, às 19h.

Apoio

A Cia Colombiana de Ballet, participa pela segunda vez da Gala Pas de Cuba. Em 2015 ela esteve no Brasil a convite da Perfil Produções Culturais e encantou o público que lotou o Teatro Castro Alves, em Salvador na Bahia. “Era noite de segunda-feira – relembra Bernadete Faria – assim como será novamente nossa IX Gala, no próximo dia 17 de julho, mas o publico compareceu inclusive atraido por ingressos a preços populares. E se surpreendeu com os primeiros bailarinos da Cia, o colombiano Julián Garay e a venezuelana Adriana Sánchez”. A participação da Cia Colombiana de Ballet este ano será através de dois bailarinos: um cubano, Livan Gonzales, que já integrou o Ballet Nacional de Cuba e a colombiana, Nicole Duque, de apenas 18 anos e com vários prêmios internacionais conquistados, desde os dez anos de idade. Outro convidado da noite de Gala é o brasileiro Rafael Gerage, que integrou o Ballet Nacional do Uruguai, sob a direção do consagrado bailarino argentino, Julio Bocca. Atualmente, de volta ao Brasil, vem realizando

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ESPETÁCULO INCORPO Espetáculo InCorpo tese memórias ocorridas na infância; experiências conflituosas que declaram a presença da discriminação, da falta de respeito e da relação de poder entre gêneros; do orgulho de falar o seu próprio nome e de exaltar através da oralidade o nome de personalidades femininas da história. InCORPO questiona na cena: Quando você olha o que você vê? Performance Fé N o C orpo revela memórias rituais da intérprete nos entremeios de movimentos, gestos e expressões. O corpo em fé é uma recordação no corpo, um ato que é ao mesmo tempo tradicional e singular. O corpo é apresentado como um arquivo que condensa um saber pelos movimentos verbais e não-verbais, com a finalidade de, transmitir e conservar a memória de um grupo. A pesquisa estética gestual da performance Fé no Corpo se ancora na riqueza das práticas performativas afrobrasileiras. A encenação oferece ao espectador, de maneira variada e poética, uma visita ao corpo em fé, 28 I Dança Brasil

o qual nas representações cotidianas organiza práticas rituais, que se expressam através da linguagem dos gestos. O corpo em fé nas tradições afro-brasileiras se apresenta como um arquivo que condensa um saber pelos movimentos verbais e nãoverbais, com a finalidade de, transmitir e conservar a memória de um grupo.

De 7 a 9 de julho sexta-feira e sábado - 20h domingo - 18h Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro R. José Higino, 115 - Tijuca, Telefone: (21) 3238-0357 Classificação indicativa para maiores de 12 anos Duração: 60 minutos

INCORPO - FOTO: JULIUS MACK


WORKSHOP STUDIO GIESELLE Uma oportunidade incrível de aprendizado e experiência! Nos dias 11 e 12 de agosto o Studio Giselle realizará em seu novo centro de danças, Workshop com alguns dos principais nomes da dança de nosso país. Estarão presentes referências como Ana Botafogo, Ilara Lopes, Esmeralda Gazal, Jhean Allex, Isabella Rodrigues, Marcella Gozzi, Lenon Vitorino. O Workshop terá cursos de Ballet Clássico e Jazz direcionados para diversos níveis e idades, com aulas que acontecerão simultaneamente durante todo o dia 12 de agosto. Na agenda do evento acontecerá o Fórum de Discussões, com a presença de diretores das principais escolas de danças de São Paulo e do ABC que irão discutir esse mercado, parcerias e formas de fomento para o fortalecimento da cultura da dança. AUDIÇÕES Oportunidade única para quem quer viver uma experiência internacional em uma das maiores e mais respeitadas Companhias

de Ballet do mundo e para quem quer fazer parte de uma das mais respeitadas Companhias de Jazz Dance do Brasil. No dia 11 de agosto de 2017, como parte do cronograma do Workshop de Dança do Studio Giselle, acontecerão duas audições. Uma para o SOUTH AMERICAN SUMMER PROGRAMM – MIAMI CITY BALLET SCHOOL, voltada a estudantes de Ballet Clássico, em duas categorias diferentes: para alunos com idade entre 09 e 12 anos e para alunos entre 13 e 18 anos. Os participantes selecionados ganharão bolsa de estudos para o curso de 2 semanas da Miami CITY Ballet School. A outra, uma parceria do Studio Giselle Danças com o Raça Centro de Artes, será para o Grupo Competitivo de Dança para bailarinos acima de 15 anos, sob a direção de Jhean Allex, um dos mais importantes nomes da dança no Brasil.W Maiores informações pelo telefone 4221-7922 ou pelo e-mail: contato@studiogiselle. com.br dancabrasil.com.br l 29


ESPETÁCULO GOTAS Um convite à pausa na rotina e correria do dia a dia e um momento de contemplação da humanidade e da dança presentes nas pequenas coisas do cotidiano. Essa é a proposta da instalação de dança “Gotas” que o núcleo artístico Maya-Lila leva pela primeira vez à região Norte do País. A estreia será nos dias 18 e 19 de julho ao público que circula pela Praça Heliodoro Balbi, no centro de Manaus (AM). Depois de intervenções realizadas em São Paulo, Bahia e em Portugal, agora é a vez da região Norte participarem dessa instalação interativa que tem sessões de aproximadamente 90 minutos. “Diretamente relacionado com uma pausa do olhar, pois estamos parados em poses, em “Gotas” queremos realmente estimular as pessoas a observarem o ambiente de uma maneira mais sensível, conecta-las às sutilezas do movimento, explica a bailarina Marilia Coelho. Para Melina Scialom, trazer o “Gotas” para o Norte do país, será uma experiência fantástica para o grupo. “Estar com as gotas na região é ter a chance de levar a poesia do movimento produzida no Sudeste para se misturar ao Norte Amazônico do Brasil, onde a natureza nativa do país ainda revela sua potência Para nós é um privilégio poder inserir nossa arte e se misturar ao público local, que tem a chance de trazer seu próprio imaginário para dentro da obra.” Saindo de Manaus, a turnê de “Gotas” passará ainda em Julho por Rio Branco (AC), nos dias 22 e 23, por Belém (PA), em 27 e 28, e por Macapá (AP), nos dias 1 e 2 de agosto.

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Quando e Onde: MANAUS (AM) Quando: 18 de Julho, às 11h e às 15; 19 de Julho, às 11h Onde: Praça Heliodoro Balbi, em frente ao Museu Tiradentes BELÉM (PA) Quando: 27 de Julho, às 11h e às 15h, e no dia 28 de Julho, às 11h Onde: Praça da República RIO BRANCO (AC) Quando e Onde: 22 de Julho, às 11h e às 15h, no Gameleira; 23 de Julho, às 11h, no Parque Ambiental Chico Mendes MACAPÁ (AP) Quando: 1º de agosto, às 11h e às 15h, e no dia 2 de agosto, às 11h Onde: Praça da Bandeira Maya Lila - Gotas - Foto: Divulgação


Calendário dos Festivais Julho

01 e 09/07 Fest. Inter. de Dança Goiais - GO www.festivaldancagoiasn.com.br 06 e 09/07 FIH2 - Curitiba - PR www.fih2.com.br 06 á 16/07 Festival Danças a Vida - Marilia www.promodanca.com.br 07 á 16/07 Passo de Arte Indaiatuba - SP www.passodearte.com.br 08 e 09/07 Festival Petit Danseur - SP Tel. 11 5042-1290 22 á 23/07 2a Dance Kids Joinville - SC www.dancekids.com.br 18 á 29/07 Festival de dança de Joinville - SC www.festivaldedanca.com.br 22 e 23/07 2º Dance Kids Joinville - Teatro CNEC www.mostradedanca.com.br

Agosto

04 á 06/08 Ballace Kids - Salvador BA www. ballace.com.br 05 á 06/08 Encontro de dança Vespasiano www. atelierdedanca.com.br 18 á 27/08 New Fest Dance - Campos do Jordão - SP www.rvpromocoes.com.br 19 á 20/08 Encontro de dança Vale do Aço www. atelierdedanca.com.br

21 á 23/08 Festival Internacional de Dança de São Paulo - SP www.pridansp.com 24 á 27/08 Ballace Danças Populares Lauro de Freitas BA www. ballace.com.br 29/08 a 3/09 Prêmio Desterro - 8º Festival de Dança de Florianópolis www.premiodesterro.com.br

Setembro

06 á 10/09 Festival Dança Brasil SJC - SP www.festivaldancabrasil.com.br 07 á 09/09 Encontro de Dança de Nova Lima - MG www.atelierdadanca.com.br 07 á 10/09 Santos Dance Festival - SP www.passodearte.com.br 07 á 10/09 Sul em Contato - RS sulemcontato@gmail.com 20 á 24/09 YAGP Brasil - Indaiatuba - SP www.passodearte.com.br 23/09 A Noite é Uma Criança - 1ª Mostra de Dança Infantil de Curitiba - PR www.mostradedanca.com.br 29,30/09 á 01/10 World Ballet Competition Open www.worldballetcompetition.com 27/09 á 04/10 Danzamerica - Vila Carlos Paz Argentina www.danzamerica.org

Outubro

08/10 A Noite é Uma Criança - 1ª Mostra de Dança Infantil de Porto Alegre - RS www.mostradedanca.com.br 15/10 A Noite é Uma Criança - 1ª Mostra de Dança Infantil de São Paulo - SP www.mostradedanca.com.br 21/10 A Noite é Uma Criança - 3ª Mostra de Dança Infantil de Chapecó - SC www.mostradedanca.com.br 24 a 29/10 A Noite é Uma Criança - 16ª Mostra de Dança Infantil de Florianópolis - SC www.mostradedanca.com.br 29/10 Dança Criança - Pará (91) 982013973

Novembro

09 a 12/11 A Noite é Uma Criança - 5ª Mostra de Dança Infantil de Joinville - SC www.mostradedanca.com.br 17 a 19/11 3a Encontro de Carais de Florianopolis - SC www.mostradecoarias.com.br

Dezembro

01 á 09/12 Dança Pará (91) 982013973

Atenção: Datas e locais fornecidos são de inteira responsabilidade dos organizadores dos eventos.

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SÃO PAULO CIA DE DANÇA NOVA TEMPORADA Recém-chegada de uma turnê por Israel, Bélgica, França e Alemanha, a São Paulo Companhia de Dança subiu ao palco do Teatro Sérgio Cardoso, entre os dias 1 e 25 de junho, para a estrear sua nova temporada. Titulada de Pássaro de Fogo, pela diretora artística da Companhia, Inês Bogéa. “O título da temporada vem de encontro às observações, reflexões e a transformação do Brasil nos dias atuais. O pássaro de fogo é um símbolo de luz, uma ave lendária que é capaz de se regenerar, de encontrar potência para a sua existência pela superação”, fala a diretora. A primeira semana foi dedicada os coréografos brasileiros. Ngali... de Jomar Mesquita com colaboração de Rodrigo de Castro e Pivô, de Fabiano Lima, uma clássica - a suíte do terceiro ato de Raymonda, remontagem de Guivalde de Almeida a partir do original de Marius Petipa (18181910)– que integra a edição de 2017 do Ateliê de Coreógrafos Brasileiros da SPCD - e a criação contemporânea de Clébio Oliveira, Primavera Fria, com música original de Matresanch. “A ideia desta primeira semana foi mostrarmos o Brasil em movimento pelo olhar dos coreógrafos e ressaltar a versatilidade dos nossos intérpretes tanto na dança clássica, quando na contemporânea”, fala Inês. O balé título da temporada Pássaro de Fogo, de Marco Gocke, ganhou o palco ao lado de 14´20’’, de Jirí Kylián, um dos mais importantes coreógrafos do mundo. Vale lembrar que a SPCD tem em seu repertório três outras obras do tcheco: Sechs Tänze, Petite Mort e Indigo Rose, esta última também foi apresentada durante na segunda semana da temporada. As obras reforçam a 32 I Dança Brasil

principal temática de Kylián: dançar o tempo, o amor e a morte. Segundo Nadja Kadel, dramaturga de Goecke, na coreografia que dá nome à temporada se vê o encontro entre o Pássaro de Fogo e o príncipe, duas criaturas de diferentes naturezas: “um pássaro que dança e um humano que voa”. As noites se completam com Suíte para Dois Pianos, de Uwe Scholz. “Esta semana foi marcada pelos coreógrafos internacionais, que dialogam com a SPCD há bastante tempo. Esta é a terceira obra de Gocke no nosso repertório, além de Supernova e Peekaboo. É um diálogo do passado no presente”, completa a diretora. O balé de repertório completo La Sylphide, de Mario Galizzi a partir do original de August Bournonville (1805-1879), ganhou reapresentações de 16 a 18 e de 22 a 25 de junho. “Aqui tivemos um conto de fadas para todas as idades. Essa obra marca o início da história do balé clássico romântico, no qual a dupla aparição feminina – sensual e etérea – simboliza a dualidade do corpo e do espírito”, revela Inês. Mais informações: www.spcd. com.br Morgana Cappellari e Lucas Valente em Indigo Rose, de Jirí Kylián | Crédito: Wilian Aguiar


MOSTRA DANÇA TRAZ NOVIDADES Em 2018 o Curso de Férias Mostra Dança – Internacional receberá estrelas de todo o mundo. A grade de ballet contará com Galina Kozlova (Bolshoi de Moscow), Nikolai Akchurin (Bolshoi de Moscow), Diego Salterini (Joffrey Ballet School), Hannah Baumgarten (Joffrey Ballet School), José Luis Lozano (Teatro Argentino de La Plata), Eleusa Lourenzoni (World Ballet Competition - EUA), Carlla Bublitz (Professora do Festival de dança de Joinville) e Stefania Petry (Conselho Internacional da Dança – UNESCO). Ainda, Contemporâneo com Erick Silva (Diretor In-Pulso Cia de Dança), jazz com André Neri (Raça Cia de Dança atualmente Teatro Guaíra), Teatro Musical com Adenis Vieira (Coreógrafo dos maiores musicais de São Paulo), história da dança com Natália Samarino (PUC de Belo Horizonte), dança de Rua com Marcio Alves e Sapateado com Marchina. O Curso ocorre em São Paulo de 9 a 19 de Janeiro e segue para Belo Horizonte de 22 a 27 de Janeiro e este ano além da tradicional audição para o Joffrey Ballet School oferecerá Bolsas para a escola Barcelona Dance Center Em sua 8ª edição o curso vem cada vez mais trazer novidades, oportunidades e professores espetaculares e se fixou como o Maior Curso de Férias da América Latina.

Participar do Curso Mostra Dança não trata apenas de desenvolver e melhorar sua técnica, é uma oportunidade dos participantes conhecerem pessoas e professores de todo o mundo, aprender novas modalidades que não estão na grade curricular das escolas de dança e acima de tudo de serem vistos e conseguirem oportunidades de estudar em novos centros de dança no Brasil e exterior, ou ainda de receber contratos. O Curso que também é consagrado pelo programa de Metodologia para Professores – Método Vaganova, este ano trará Nikolai Akchurin vindo diretamente da Russia para o curso. Nikolai foi bailarino do Bolshoi de Moscow e já deu aulas nas maiores escolas de ballet da Russia, inclusive a Escola Coreográfica de Moscow e Escola Coreógrafica Galina Ulanova. Além disso entre as diversas novidades traz o segundo módulo de Metodologia para Sapateado com Marchina; inclui na grade de alunos as aulas de pontas, variação, pas de deux, técnica masculina, jazz, contemporâneo, teatro musical, alongamento, maquiagem, história da dança e dança de rua, formando um elo de aprendizado que vai do professor ao aluno. onde o enriquecimento cultural e técnico se estende para todos. www.mostradanca.com ou 11 32572133/ WhatsApp 11 988230212

Mostra Dança - Foto: Divulgação

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A NOITE É UMA CRIANÇA Depois de 15 anos realizada somente em Santa Catarina, A Noite É uma Criança – Mostra de Dança Infantil ganha projeção territorial pelo País a partir de 2017. Além de Florianópolis, Joinville e Chapecó, o evento ocorrerá também em Curitiba, Porto Alegre e São Paulo, consolidando-se como o maior do gênero no Brasil, tendo já recebido mais de 27 mil artistas mirins. A Mostra iniciou em um colégio de Florianópolis em 2002, abrindo logo após à participação de alunos de outras escolas. Em 2005, com a inscrição de bailarinos de cidades vizinhas, foi necessário transferi-la para um teatro. No ano seguinte, o evento adquiriu caráter nacional com a presença de grupos de diferentes regiões do País. O crescimento contínuo motivou os seus organizadores a implantar a extensão de Joinville em 2013 e a de Chapecó em 2015, respectivamente no Norte e no Oeste catarinenses. Agora, o projeto será ampliado para outros estados, contemplando as capitais paranaense, gaúcha

e paulista. “Cada nova edição foi pensada individualmente. Buscamos, desta vez, metrópoles por possuírem altas densidade demográfica e demanda de profissionais. São fatores fundamentais para o seu sucesso”, justifica o produtor Deivison Garcia. Segundo Carlos Eduardo de Andrade, coordenador-geral da Mostra e presidente do Instituto Cultural Desterro, que assina ainda outras promoções nacionais de dança e música em Florianópolis e Joinville, a escolha se deu também como resposta à grande procura de grupos destes centros. “Recebemos inúmeros pedidos de coreógrafos destas cidades. Além disto, nossa dedicação exclusiva para os eventos nos possibilitou esta expansão”. As inscrições para as seis cidades estão abertas no site www.mostradedanca. com.br, onde estão disponíveis os regulamentos e as fichas para cadastro. Os prazos são diferentes para cada local e poderão ser encerrados antes do previsto devido ao número limitado de coreografias por sessão.

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BRASIL LATIN Na segunda quinzena de junho, São Paulo foi sede do 4º Brasil Latin Open. O concurso que aconteceu pela segunda vez na capital paulista, teve por objetivo promover as danças de salão como expressão artística, através de danças latinas como a Salsa e a Bachata, contribuindo desta forma para difusão e desenvolvimento nacional desta arte.

OPEN

7 categorias, são elas: Salsa, Bachata, solista de Salsa feminino, solista de Salsa masculino, Salsa Proam (onde a dupla competidora é formada por um profissional e um amador), Sertanejo (pelo segundo ano na competição) e Zouk (categoria convidada). Nos dias 18 e 19, dançarinos de São Paulo e do Brasil inscritos no congresso tiveram a oportunidade de fazer oficinas com profissionais internacionais e vencedores da edição 2016 para desenvolver técnicas e coreografias. Em 2016 a competição inovou ao trazer como categoria o Sertanejo, que agora ficou como categoria fixa. Para 2017 a organização resolveu inserir como convidado o Zouk, chamando para participar da competição os principais representantes desta modalidade em nosso país.

Lucas poloni e Katlyn Stocco - Foto: Divulgação

Uma competição de dança nos moldes dos concursos mundiais, organizado pelo casal brasileiro octacampeão mundial de Salsa Carine Morais e Rafael Barros. O evento também contou com apresentações dos casais internacionais Gabriel Salgado e Letícia Betrán (Campeões Mundial de Bachata Cabaret ), Karen Forcano e Ricardo Vergara( Multicampeões Mundiais de Salsa Cabaret) e Tito Orto e Tamara Livolsi (ícones mundiais). No evento os principais dançarinos profissionais do país disputaram as primeiras colocações do Brasil Latin Open, que contou com as eliminatórias e a grande final. Um corpo de jurados formado por renomados dançarinos do cenário nacional e internacional escolheram os melhores em 36 I Dança Brasil

O concurso de dança criado em 2014 vem para reforçar o compromisso de fomentar o surgimento de novos artistas competidores e resgatar o bom gosto pelos eventos que venham enriquecer a cultura. As duas primeiras edições aconteceram em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. No ano passado o evento passou a ser em São Paulo , o que aumentou ainda mais o número de competidores e público. Diego Maia e Silvia Rodrigues - Foto: Divulgação


A PEQUENA MORTE Pela primeira vez se dirigindo e dançando, a bailarina Lavinia Bizzotto buscou inspiração na obra da fotógrafa americana Francesca Woodman, que se suicidou aos 22 anos, para criar A Pequena Morte. Em São Paulo, as apresentações acontecem de 6 a 16 de julho, na Sala Renée Gumiel, na FUNARTE em São Paulo. Para Lavinia, A Pequena Morte foi um grande e intenso desafio. Foi graças a esse trabalho que ela pode se aprofundar em propostas diversas, mas com uma possibilidade

de continuar sua pesquisa de linguagem corporal e cênica. “Me deixei afetar pelas imagens da Francesca, pelas provocações dos meus três colaboradores e isso me trouxe um olhar profundo sobre o intérprete da cena e do diretor que me deixou muito realizada. Usar o meu corpo como um laboratório criativo para além do que um diretor pede foi uma experiência pessoal muito rica”. Além do espetáculo, Lavinia Bizzotto, em parceria com Alexandre Maia, irá também

oferecer uma oficina de dança contemporânea durante a temporada. Durante duas horas, os artistas explorarão com os participantes alguns dos procedimentos utilizados no processo criativo do espetáculo A Pequena Morte. De 6 a 16 de julho. Endereço - Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos – São Paulo Oficina com Lavinia Bizzotto e Alexandre Maia - 15 de julho, às 14 horas - Inscrições para a oficina pelo e-mail - edsonbeserra@gmail.com

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THIAGO SOARES CONVIDADOS Nos dias 29 e 30 de Julho, no teatro Sérgio Cardoso - SP, os apaixonados por ballet clássico podem conferir o Ballet Gisele com a presença de diversas estrelas do cenário mundial, entre elas destacamos: Thiago Soares - Royal Ballet de Londres, Amanda Gomes - Opera de Kazan, Mayara Magri - Royal Ballet de Londres, Mel Oliveira Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Mikhail Timaev - Opera de Kazan e grande elenco da Companhia Brasileira de Ballet - Rio de Janeiro. Mais informações: www.teatrosergiocardoso.org.br

DICA DE LEITURA LABAN PLURAL

Este livro é uma combinação de movimentos diversos - dança, pesquisa, passado e presente - que envolvem a vida e obra de Rudolf Laban (1879-1958) e da reverberação de seu pensamento artístico, filosófico e científico no Brasil. Embora seja considerado um dos grandes teóricos da dança do século XX, Laban baseia-se na observação, na prática e na experiência do corpo em movimento. Neste livro, Melina Scialom resgata a introdução dos ensinamentos de Laban no Brasil e sua repercussão entre bailarinos e educadores, criando uma espécie de genealogia que explica os caminhos percorridos por diversos profissionais da arte do movimento. Mais informações: www.summus.com.br

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SPARTACUS

BAYERISCHEN STAATSBALLET DE MUNICH Bayerischen Staatsballett de Munich (cor. Y. Grigorovich, mús. A. Khachaturian, segundo a novela de R. Giovagnolli, cenário N. Volkov, mise en scène e costumes S. Virsaladze)

É bem verdade que a reprodução da grandiosa obra, interpretada apenas três meses depois do início da temporada de Zelensky e da jovem Companhia, em Première Mundial poderia parecer temerária. Mas Zelensky sabe o que quer, mesmo botando a barra bem alta, confia no talento de seus bailarinos (indiscutível) e em seus próprios empreendimentos. Não é homem de entrevistas, não há textos seus nos programas, como de hábito entre os diretores de companhias de balé, apenas um retrato, no catálogo do Ensemble: Ballettdirektor. Uma grande classe. O interesse e a ideia de apresentar ‘Spartacus’, pela primeira vez dançado por uma companhia da Europa Ocidental, talvez lhe ocorresse quando interpretou ‘Spartacus’ na versão de L. Jacobson, em 2010, versão que ainda está no repertório do Balé do Teatro Mariinsky, première em 1956 para o Kirov, com 200 atores em cena, uma bombástica miseen-scène, sem pontas, todos em sandálias e os gestos 40 I Dança Brasil

Por Celi Barbier, correspondente especial na Europa 2a parte copiados dos afrescos grecode diferentes origens”. romanos, muita pantomima, Estas foram a Sociedade longe do virtuosismo que Musical Russa e um teatro Grigorovich propôs mais de ópera italiana. Grandes tarde, em 1968, versão para o compositores iam visitar as Balé do Teatro Bolshoi, como escolas de música, como F. diretor da famosa companhia, Shalyapin, S. Rakhmaninov. de 1964 a 1965. As interinfluências Em relação à obra de contribuíram para a criação Jacobson, Grigorovich criou de novas escolas na Geórgia uma obra de pura dança, e Armênia. Admitido na dança clássica (neoclássica, Universidade de Moscou, ali pode-se dizer), uma obra que receberá grau em Biologia, põe em evidência a virilidade, no Departamento de Física como M. Béjart e, mais tarde e Matemática. E entra na R. Nureiev, e um corpo de recém-criada classe de baile importante masculino. composição musical do Tanto para o balé quanto Conservatório de Moscou. para os dois principais atores, Impressionado com a visita Spartacus e Crassus. Obra de S. Prokofiev a uma das densa, introduzindo ainda classes e, mais ainda, com o dois personagens principais interesse que despertou, em femininos: Phrygia, mulher 1933 partirá para Paris com de Spartacus, e Aegina, Prokofiev, para uma série de amante de Crassus. O gesto concertos. Assim nasce, no bem dosado substitui a mesmo ano, ‘Dança Suíte’, na pantomima. qual começa a estruturar seu Khatschturian nasceu em estilo, influência da música Kodzhori (hoje Tbilisi), de para as danças folclóricas família armênia. “A antiga e os sons de instrumentos Tiflis é uma cidade de sons, folclóricos, e também uma cidade de música. grande influência da música Enveredei pelo passeio ao ocidental, como ele mesmo longo das ruas e alamedas, reconhece. Sua música cresce distante do centro, para em maturidade, riqueza mergulhar na atmosfera melódica, dissonância, cores musical criada a partir orquestrais e generosidade


harmônica. Em 1943, aparece ‘Gayaneh’, escrita ligando o balé clássico às músicas de folclore. A ‘Dança dos Sabres’, por exemplo, é famosa no mundo inteiro. A guerra não lhe fez parar de compor, bem ao contrário, mas algumas de suas obras, como a ‘Segunda Sinfonia’ (1943), fizeram D. Chostakovich comentar: “A ‘Sinfonia’ é, talvez, a primeira composição na qual o início trágico atinge novas alturas mas, apesar de sua essência trágica, sua composição é plena de um otimismo profundo e crença na vitória. Uma combinação de tragédia e vida...” Em 1944, Khatschturian compôs o hino armênio. A ‘Terceira Sinfonia’ também em 1944, marcada por sons vitoriosos, patéticos. Em 1954, a obra mais emblemática do compositor, ‘Spartacus’, tida como uma das coreografias mais significativas do século XX, não fala de vitória, mas de decadência, abuso de poder, opressão dos indivíduos tratados como escravos, luta pela liberdade usurpada. Um belíssimo poema épico, de tons dissonantes, onde transparece também o lirismo, junto a um todo de dramaticidade, vigor marcial e sensualidade. ‘Spartacus’ não é só música. Aparece, no romance de R. Giovagnoli

(1874) do mesmo nome, que influenciou Jacobson e, em menor escala, Grigorovich. Este preferiu um libreto mais pessoal. Cortou algumas cenas e pequenas passagens de Khatschturian, o que os levou a uma rixa. Não se falaram mais. Então, algumas ideias de N. Volkov foram reabilitadas, mas é com S. Visaldze (cenários e costumes) que Grigorovich gostava de trabalhar. Em três atos, quatro cenas por ato, nove monólogos identificam os personagens principais, psicologicamente. O herói de Trácia, Spartacus, anima a rebelião dos gladiadores e escravos contra Crassus. Um breve momento de paz e o rei de Roma e Crassus invadem brutalmente a Trácia. Muitos morrem e centenas são aprisionados e vendidos como escravos, na praça do mercado, em Roma. Spartacus e Phrygia negamse a aceitar a escravidão e sofrem pelos outros, martirizados. A orgia palaciana é uma constante, na sociedade decadente de Crassus. Volúpia, vinho. Crassus quer sentir o poder. Obriga gladiadores e lutarem entre si. Spartacus vence, mas matou um dos seus. E deve partir para preparar a ofensiva. Insubmisso à escravidão, lidera a revolta dancabrasil.com.br l 41


dos gladiadores que lhe juram fidelidade, rompem as correntes e deixam Roma. É o ato II. Enquanto isso, Phrygia está na Vila de Crassus. Spartacus vai a seu encontro e juram não se separar mais. Em seu monólogo, Aegina sonha em ganhar o amor de Crassus, a fim de fazer parte da rica sociedade romana. Mas os rebeldes aproximam-se da Vila, com as festividades no auge, e a notícia alarma os convivas, que fogem em pânico, assim como Crassus e Aegina. Aos rebeldes e Spartacus unemse os camponeses, vítimas da opressão e impostos altíssimos. É a hora da vitória, mas Crassus não suporta a humilhação, ainda porque Spartacus o libera de um simples gesto. No auge da sede de vingança Crassus decide da morte de Spartacus. Aegina age, então, e transforma a humilhação em vingança. Apela às legiões, muitas tropas abandonam Spartacus e os traidores aproveitam das cortesãs, vinho, danças voluptuosas, prostituição. Ainda não basta; Spartacus deve morrer. A última batalha é violenta. Spartacus luta até o fim e morre como herói, atravessado por uma espada. Phrygia encontra seu corpo no campo de batalha. Em desespero, as mãos erguidas ao alto, implora ao deuses 42 I Dança Brasil

que não esqueçam de manter na eternidade o nome de Spartacus. Um outro olhar - Assim contada, a história parece bem um pastelão. Mas não é. Caso contrário, não encontraria, até nossos dias, uma conotação universal. É certo que, dependendo do momento histórico, por exemplo, dos anos 1970 na então União Soviética, as cenas das batalhas foram acentuadas; o realismo soviético com a música em toda pompa nos acentos dos “cobres”, bombásticos, num verdadeiro expressionismo soviético eram de difícil acesso à cultura do Ocidente. Há, na obra, um perigo, justamente este, e esse momento dependia do consentimento do maestro em utilizar a partitura com uma ou outra mensagem. A coreografia de Grigorovich é genial, porque, com os monólogos, ele se permite chegar a uma densidade e coesão dramática e psicológica, que atingem o universal, qual seja a política do momento. Em entrevista ao jornal ‘Süddeutsche Zeitung’, o intendente da Bayerischen Staatsoper, Nikolaus Bachler, diz que “um ator dos anos 50, no papel de Hamlet, entra em cena como alguém de seu tempo. Completamente diferente do ator e público de 2016. Por

isso, a discussão em torno de mise-en-scènes modernas e políticas é uma discussão de aparências”. É o caso desse novo olhar sobre a obra de Grigorovich, “que fala da emoção do pensamento e do pensamento da emoção”, conforme o programa do Staatsballet. Na era stalinista, das posições estagnantes do balé-drama, Grigorovich consegue avançar o passo. Citamos: “quanto às relações da dança e da expressão, sou pela síntese de fundo, o que pressupõe a plástica – a dança, a pantomima, a música, e também o sentimento artístico sobre o qual se fundamenta a expressão plástica. Quero explorar todos os meios de expressão dos quais dispõe o corpo humano. O que me interessa é o teatro, o teatro vivo, com suas emoções, seus personagens, com uma ação dramática e seus cenários”. Se Spartacus luta pela liberdade, Grigorovich e Khachaturian lutaram pela liberdade, “ligando diferentes experiências e opiniões, quer dizer, liberdade”. São ainda palavras de Bachler, que não estão propriamente ligadas a ‘Spartacus’, mas ao seu teatro e arte, que demonstram sua grandeza e que mencionamos como exemplo, principalmente a obra interpretada pelo Bayerischen Staatsballett.


Existe a escola ideal? Uma só não! AQUI RECOMENDAMOS a que mais DEVE se adaptaR às suas expectativas Quanto gastar? As escolas mais conceituadas quase sempre são as mais caras. Como conciliar este fator com o desejo de ter sempre o melhor? Vale lembrar que o valor da mensalidade é só um dos aspectos. Há também gastos com matrícula, transporte, uniforme e até eventos paralelos (Festivais de Dança e espetáculos de final de ano). Os especialistas em finanças advertem que na hora de escolher a escola de dança estes itens devem ser condizentes com a renda familiar. Apesar de algumas escolas oferecerem bolsa auxílio e descontos consideráveis à alunos de baixa renda, uma escola mais cara pode trazer problemas, inclusive de aprendizado; o aluno terá de conviver com colegas acostumados a outro padrão de consumo. Tão longe, tão perto... A questão referente à distância é uma característica tipica das grandes cidades e pode ser um fator determinante na escolha de uma escola. O ideal é optar por uma escola perto de casa ou próxima de seu trajeto cotidiano. Ou você quer ficar horas no trânsito? Aluno X Escola No caso de matricular crianças, o possível problema é que ela sinta vergonha ou medo

de seu professor. É importante que elas se identifiquem com o local e professor em algum ponto e que este seja o mais simpático e agradável possível, fazendo com que os pequenos tenham mais facilidade em se comunicar e aprender. Infra-estrutura Os espaços internos precisam ser ventilados, bem iluminados e com piso adequado para dança (piso flutuante e linóleo), evitando lesões nos joelhos e tendões dos alunos. Algumas escolas possuem ambiente climatizado para dança, com projeto acústico adequado, aulas com música ao vivo, monitoramento eletrônico das aulas, biblioteca e videoteca, lanchonete, vestiário, área de lazer, loja com produtos de dança. Tamanho não é documento! Existem escolas com uma grade de cursos completa. Outras, são especializadas em determinada modalidade. Tem aquela que oferece cursos de formação e complementares. Outras oferecem apenas cursos livres. O importante não é se ela funciona apenas em uma sala ou em um grande estabelecimento, mas sim, a média de alunos por professor. O investimento realizado em Arte e Cultura contribui para a transformação do indivíduo de maneira permanente e progressiva.

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ENTREVISTA COM ALKIS RAFTIS PRESIDENTE DO CID

ALKIS RAFTIS - FOTO: DIVULGAÇÃO

1 O que é CID Bom, primeiramente gostaria de agradecer pelo espaço nos oferecido pela revista, agradecer ao querido e amigo Ivan Grandi por sempre nos enviar os maravilhosos exemplares para o Gabinete do CID em Atenas e a nossa membro e amiga Hellen Labrinos por fazer a tradução e por ser sempre uma linha de ligação direta com o Brasil. Em breves palavras o Conselho Internacional de Dança CID é uma organização oficial que congrega todas as formas de dança em todos os países do mundo. Não governamental fundada em 1973 cujo Escritório Central está instalado em Paris, no prédio da UNESCO. Servindo como um Fórum Mundial extenso que abriga todas as organizações internacionais, nacionais e locais, bem como as pessoas ativas em dança. 44 I Dança Brasil

Representando a arte da dança em geral no conselho da Unesco, as agências locais e nacionais do Governo, internacionais organizações e instituições. Os membros participantes são as federações, associações, escolas, companhias e indivíduos. 2 Qual a principal característica do CID. Ao me vê a característica principal e o seu caráter não discriminatório, nenhuma dança seja popular ou acadêmica e melhor que a outra. Reconhecendo o caráter universal desta forma de arte, como um meio de educação, objeto de pesquisa e terapia. Refletindo os princípios da ONU e UNESCO, estando aberta para todas as formas de dança, sem discriminação de raças, crenças, religiões, filiações, políticas ou classe social. 3 Quais sãos as vantagens de ser membro do Conselho O bailarino, escolas, instituições que desejarem serem membros do CID, participarão da nossa rede que inclui milhares de especialistas de 100 países, que são muito procurados para prestação

de serviços por outros membros do CID. Integrarão a lista prioritariamente e especificamente no Diretório Global da Dança (150.000 endereços.) Terão descontos nas publicações (revistas, livros, CDs, vídeos, CDROM, álbuns, etc.) de outros membros de organizações. Além de dicas como buscar patrocínio e suporte para montar Seções do CID. No Brasil, já contamos com duas Seções, sendo que a primeira a organizar um Congresso e a ser ativa é a Seção Campinas localizada no Estado de SP, presidente Keyla Ferrari, vice Hellen Labrinos e Vicenti Protti. 4 Fale sobre a história do CID O Conselho Internacional da Dança (CID) foi fundado com o encorajamento e apoio da UNESCO. A Assembleia Constituinte realizou-se na sede da UNESCO, em Paris, em 12 de novembro de 1973, pelo famoso coreógrafo alemão Kurt Joos, sendo eleito o primeiro presidente. As reuniões estatutárias subsequentes realizaramse em Estocolmo em 1975 e 1982, em Colónia em 1977, em Londres em 1980 e em Paris em 1984.


CONSELHO INTERNACIONAL DA DANÇA A CID é oficialmente reconhecida pela UNESCO como uma organização nãogovernamental internacional (ONGI) que representa todas as formas de dança. O reconhecimento foi concedido pela Conferência Geral da UNESCO em maio de 1975.Embora totalmente reconhecido pela UNESCO, o CID é uma organização completamente independente e não é uma divisão ou serviço da UNESCO. 5 Conte sobre o dia internacional da dança O Dia Mundial da Dança começou a ser comemorado em 1982, no dia 29 de Abril, com o fim de chamar a atenção para a arte da Dança. Um dos maiores objetivos desta data é chamar atenção para o descaso com a arte, tanto do poder público quanto do privado. Em muitos países a dança não é valorizada, e os bailarinos não têm o mínimo de certeza quanto há alguns direitos, tais quais, aposentadoria e outros auxílios. No nosso site, existem apenas uma página para esse projeto, não basta apenas dançar, devemos atuar de maneira firme, pela valorização da profissão do bailarino.

Infelizmente, o nosso site não recebe materiais sobre como é comemorado no Brasil. Apesar de termos muitos profissionais, escolas e instituições membros no Brasil. Gostaria então de convocar para que nos próximos ano possamos compartilhar em nossos sites as manifestações dos membros no país. 6 Como são realizados os congressos mundiais do CID Gostaria de esclarecer em primeiro lugar que o CID não organiza eventos (festivais, concursos, congressos, workshops). Os membros do CID organizam inúmeros eventos desse tipo em todo o mundo juntamente com suas seções. Os eventos aprovados pelo CID apresentam o logotipo do CID devendo ser mencionado que é Endossado pelo CID Internacional do Conselho de Dança. O reconhecimento é concedido a um número limitado de eventos por ano, apenas por carta formal. Os eventos endossados pelo CID são anunciados no site oficial do mesmo, com requisitos e padrões por ele definidos. Os eventos organizados pelos membros da CID são anunciados nas Circulares da CID. Existem alguns

eventos menores que são realizados pelos profissionais ou instituições locais, porem fiquem atentos quanto ao uso do logotipo sem permissão. Também gostaria de deixar claro quanto a utilização ilegal do logotipo do CID sem permissão. Para ser endossado pelo CID, um evento deve cumprir os seguintes requisitos: - ser organizado por membros da CID - seja atendido por membros do CID (que são participantes / artistas, não espectadores) - ser sem fins lucrativos (os organizadores podem cobrir uma taxa fixa para despesas) - ser de âmbito internacional -garantir um elevado nível de qualidade - aceitar participantes independentemente da raça, religião ou afiliação política (padrões de não discriminação da UNESCO) 7 Como tem sido a adesão dos membros ao conselho e qual é a porcentagem das pessoas inativas no Brasil. Preferimos não nos pronunciarmos quanto ao número de não colabordores porém ativos temos 278 membros. Recebemos muitas indicações de dancabrasil.com.br l 45


bailarinos, escolas e instituições que utilizam de forma erronia e ilegal o logotipo do Conselho, muitas pessoas se aproveitam da gestão anterior que estava em dia com suas obrigações dentro do Conselho, outras ficam membro apenas por um ano. Sabemos das dificuldades dos profissionais no mundo e no Brasil. Quero afirmar que esse procedimento prejudica os profissionais que estão dentro dos padrões e que para saber se um profissional ou instituição é membro basta acessar o site do CID ou enviar um e-mail. Algumas providencias já estão sendo tomadas quanto a isso. O CID é uma organização que existe através dessa colaboração. A UNESCO tem o Conselho Internacional de Música, o Conselho Internacional de Teatro e tem o Conselho Internacional de Dança, sendo este último o mais carente de recursos, financeiro e de pessoal. Quero agradecer aos profissionais brasileiros que continuam seguindo ao nosso lado. 8 Da situação dos bailarinos brasileiros Sim. Infelizmente nosso primeiro congresso mundial foi devastado, pela situação política, financeira e sanitária. Muitos bailarinos tiveram medo de viajar ao Brasil, por conta das notícias assustadoras que chegaram na época do nosso congresso. Com muito esforço a seção campinas conseguiu realizar um belo congresso, mas que foi ofuscado pelas ondas de más notícias. Sem apoio financeiro e o descaso dos agentes públicos, com a arte, principalmente com dança. Porém, o Brasil já conta com mais universidades com graduação em dança, existem maravilhosas escolas membros dos nossos quadros. Estou sempre encontrado profissionais brasileiros em nossos congressos pelo mundo, inclusive Atenas contará com alguns profissionais para o congresso de pesquisa em dança. O Brasil é um país gigante de um valor cultural inestimável, somos felizes em receber todo esse talento. 46 I Dança Brasil

9 Quais são os maiores obstáculos dos profissionais da dança no mundo e no Brasil Não resta duvidas que ter o trabalho reconhecido é dos maiores desafios dos profissionais no mundo todo, em qualquer área que escolha, porem quando se trata do profissional da área das artes, esse desafio é bem maior. Porque historicamente se criou uma visão errônea, do qual esses profissionais não trabalham, ou que é fácil dançar, tocar, interpretar e não é bem isso. Um bailarino é ao mesmo tempo tudo isso, ele tem que entender de ritmo, tem que sentir a música com o corpo e com a alma, transmitir em emocionar o público, dizer uma palavra não é uma tarefa fácil, vai muito além do talento, requer disciplina, esforço e muito estudo. Esse reconhecimento deve ir de remuneração, seguros, auxílios desemprego, aposentadoria entre outros. Esse são grandes obstáculos no Brasil e no mundo. 10 Qual sua mensagem para nossos leitores Agradecer novamente a oportunidade que nos foi dada pelo querido amigo Ivan Grandi, a nossa querida colaboradora em Atenas, Hellen Labrinos e a todos os bailarinos que continuam acreditando no CID. Participando dos congressos, criando eventos, lutando pela valorização do profissional. Meu muito obrigado.


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BABY CLASS PRÉ BALLET O Curso de atualização Baby Class / Pré Ballet para professores, é ministrado pela maitre de ballet Eleusa Lourenzoni DRT 15261/79, RAD 141346/82, com assistência da professora Regina Pereira, tem como público alvo professoras e instrutores de Pré Ballet, Baby Class e Ballet Infantil. È um treinamento voltado para atender as necessidades específicas de professores e instrutores, com conteúdo e duração adequado, visando aprimoramento e qualidade do desempenho dos participantes diferenciando suas aulas e tornando-as marcantes, produtivas. O que os participantes irão aprender Aprender ampliar suas opções de aula - Se hoje você tem dificuldades para montar aula, durante o curso você deve aprender uma técnica diferenciada para construir aulas incríveis e cativantes. Aprender técnicas e dicas para que suas aulas de Baby Class / Pré Ballet serão transferidas aos alunos de forma fácil e clara, com atividades lúdicas onde a criança será guiada a adquirir melhor postura, equilíbrio, coordenação motora, disciplina da arte do ballet clássico, expressividade e criatividade. Aprender a ser indispensável para seu aluno - Os alunos procuram por um mentor, um exemplo que eles possam confiar e conversar sobre suas necessidades e deficiências. Durante o curso os participantes vão aprender a se tornar um exemplo para seus alunos e na sua escola com consequente aumento a retenção de seus alunos. Aprenda a dar aula como seus alunos desejam - Você vai aprender a construir 48 I Dança Brasil

planos de aulas diferenciados com começo, meio e fim que acelera a fixação do aprendizado. Aprenda a fazer mais com menos - Você vai conhecer uma série de dicas e informações para ajudar a fazer de suas aulas um verdadeiro espetáculo. Módulos O curso contem módulos estruturados independentes não sequencias que abordam diversas temáticas. Módulo I “O Mundo das Fadas” Modulo II “Alice no País das Maravilhas” Módulo III “Mágico de Oz” Módulo IV “Cantigas de Roda” Módulo V “As Princesas” Módulo VI “Fundamentos do Ballet Clássico” Suporte Pós Curso Em caso de duvidas dos participantes oferecemos assistência continuada após a participação, onde disponibilizamos nossos canais de comunicação: email, whatsaap, telefone. Quantidade de Vagas e Duração Grupo mínimo - 20 participantes / Maximo 30 participantes Carga horária - 06 horas cada Módulo com Certificado de Participação - Lei lei nº. 9394/96, o Decreto nº. 5.154/04 e a Deliberação CEE 14/97 (Indicação CEE 14/97) Consulte datas e locais: www.eleusalourenzoni.com whats 11 977215588


LA por Luis Arrieta

COLUNA

Certos fins de tarde o espaço do meu quarto fica invadido pela mesma densidade e o mesmo silencio que preenchiam a casa de Buenos Aires quando só minha mãe a habitava depois da morte do meu pai e da saída das minhas irmãs e eu. Parece como se o ar me elevara do chão e o silencio se tornara tão profundo que invitara à escuta. Não é difícil neste espaço avançar corredores bifurcados e tropeçar nas esquinas com vozes vindas de tantos lugares e tempos. Fico quieto e presente abraçado por este labirinto, saboreando nesse umbral o preanuncio do mundo que vislumbro e que sei que me espera. Tomara hoje. Luis Arrieta São Paulo, 2 de janeiro de 2017

Pensando bem essa porta de silêncio me acompanha de pequeno. Melhor ainda, ela não me espera no quarto ou no corredor. Sou eu que a descarrego a meu redor quando não sei porquê, por um instante, deixo de ser quem creio ser. Ela sou eu. Não a temo, mas não me atrevo. Ainda. Luis Arrieta São Paulo, 3 de janeiro de 2017

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CIA CARNE AGONIZANTE CARTA AO PAI Numa ação dramática que incide sobre o desenho coreográfico, cria um jogo cênico meticuloso e provocador.

Carta ao Pai - Foto: Júnior Cecon

O espetáculo Carta ao Pai estreado em 2006 pela Cia. Carne Agonizante tem como referência a obra homônima de Franz Kafka, escrita em 1919. A nova temporada até 16 de julho de 2017 no Kasulo Espaço de Cultura e Arte.na cidade de São Paulo. Concepção, direção e dramaturgia de Sandro Borelli. Na carta, que nunca foi enviada ao destinatário original, Kafka expõe toda a sua mágoa em relação ao pai autoritário, que ele chama de “tirano”. “O espetáculo é a tentativa de dissecar o conteúdo emocional e/ ou espiritual de uma ação, de um gesto, de um olhar, de uma situação ou de uma atitude que seja índice de mistérios do drama humano. É espelho vivo, é o ato doloroso de se ver e não se reconhecer. É drama na estrutura da Dança”, conta Sandro. A direção artística propõe uma estética que instiga um aprofundamento da criação em questões que se reportam à alma humana. 50 I Dança Brasil

Em Carta ao Pai investiga-se, dentro dos princípios da contemporaneidade, códigos expressivos abrindo na trama da coreografia espaços para a reflexão. Falando do desespero do homem moderno em relação à sua existência, usa simultaneamente a força bruta e o gesto delicado. Os movimentos em forma de espasmos contêm a ambigüidade do eu, do outro e do espírito. Uma tentativa de dissecar o conteúdo emocional e/ou espiritual de uma ação, de um gesto, de um olhar, de uma situação ou de uma atitude que seja índice de mistérios do drama humano. Ficha Técnica Intérpretes: Alex Merino, Amanda Santos, Everton Ferreira, Laia Mora, Mainá Santana e Rafael Carrion. Concepção, direção e coreografia: Sandro Borelli Assistente de Coreografia: Rafael Carrion Trilha sonora e arte gráfica: Gustavo Domingues Fotografia: Júnior Cecon Luz: Sandro Borelli Figurino: Elenco Preparação Corporal: Vanessa Macedo Direção de produção: Júnior Cecon Assessoria de Imprensa: Pombo Correio Onde: Kasulo Espaço de Cultura e Arte Rua Sousa Lima, 300 - Barra Funda São Paulo


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Revista Dança Brasil - Julho 2017  

Dance Magazine Brazil - July 2017