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Editorial Um novo conceito em informação e negócios A Revista da Madeira completa 28 anos de circulação e se mantém fiel aos seus princípios de qualidade e informação. Agora está sendo acelerada pela edição digital, disponível na Internet 24 horas por dia, sete dias por semana.

Expectativa positiva para 2019

P

esquisas recentes realizadas por entidades do setor confirmam tendência positiva em 2019 para a indústria de base florestal. A definição política, com inicio de um novo governo, a manutenção do mercado exportador e a retomada de investimentos retidos permitem concluir em um ano de inicio de bons negócios.

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Envio por e-mail para 18.000 leitores validados Relatório de visualizações por edição Divulgação semanal por news-letter Inclusão em redes sociais (facebook, instagram, twiter ) Divulgação por grupos de whatsapp Inclusão no Portal Remade (quase 100 mil acessos mensais) Acesso por celular e tablets

Ainda enfrentamos sérios problemas estruturais e uma retomada mais acentuada pode sofrer impactos. Assim prioridade será investimentos em logística, energia, aliado a desburocratização. As exportações continuam sendo uma grande alternativa para as indústrias. E com certeza com investimentos estruturais poderemos nos tornar cada mais competitivos no mercado mundial. Clóvis Rech Editor Responsável/ Publisher

Expediente Editor: Clóvis Rech Capa: Conceyção Rodriguez Edição de Arte e Produção www.crdesign.com.br crdesign@terra.com.br

A Revista da Madeira é uma publicação da Porthus Comunicação Ltda., que também publica outras publicações. A reprodução total ou parcial de artigos ou matérias citados nesta edição é proibida, exceto em caso de autorização do editor. Obter maiores informações consulte-nos: To subscribe to Wood Magazine or obtain more information, please contact us by e-mail at: remade@remade.com.br Phone: RS: 55-54 3226-4113 ou/or PR: 55-41 3434-3611

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Edição 157

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Sumário 6

Mercado projeta desequilíbrio na produção de pinus

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Comparativo entre os sistemas de construção no Brasil

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Espécies de pinus mais plantadas no Brasil

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Setor com expectativa positiva para 2019

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Móveis de madeira de eucalipto: design ecológico

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Árvores no controle das mudanças climáticas

32

Como prever e evitar incêndios florestais

34

Empresas de preservação apostam na certificação

04


36

Colheita Florestal: muito além de derrubar árvores

49

Especial Biomassa & Pellets Special Biomass & Pellets

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Resíduos Agroflorestais que se transformam em pellets

56

Qualidade energética de toras de eucalyptus em campo

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A importância do processo de resfriamento de pellets

68

Cresce procura por pellets de madeira no Japão

70

Etanol a partir da biomassa florestal

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A

projeção de recuperação da economia brasileira poderá trazer reflexos diretos na oferta de matéria prima para as indústrias madeireiras, paineis e de papel e celulose. O aumento projetado na procura de pinus, em especial, não é acompanhada pelo ritmo de plantios florestais. Um estudo feito pela empresa Forest2Market do Brasil, companhia global especializada em dados sobre o mercado florestal, aponta para um desequilíbrio entre a produção de pinus e a demanda por toras da matéria-pri-

ma. Pela pesquisa existe uma tendência cada vez mais clara de alta demanda e queda na produção de toras de pinus, o que pode desestabilizar a balança entre oferta e procura nos próximos anos e consequentemente encarecer a matéria-prima. O estudo revela que a produção de pinus se manteve praticamente estável nos últimos quatro anos, ao passo que a demanda cresceu cerca 06


de 15,4%. Observou-se também um aumento nos preços de toras de pinus na classe de diâmetro mais procurada no mercado (18 a 25 cm), que aumentaram quase 10%

nos últimos quatro trimestres. Os preços do diâmetro de 25 a 35 cm também cresceram 11,4% no mesmo período.

Com o reaquecimento econômico, a procura por esses produtos aumentou graças à modesta recuperação interna e também à ampliação da exportação. Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul ocupam, res-

pectivamente, o primeiro, segundo e terceiros lugares e juntas somam 88% da produção da matéria-prima em todo território nacional. Pelo estudo, a região Sul do 08


país não possui áreas disponíveis em grande extensão, o que faz com que o preço de terra seja extremamente elevado em certos locais, o que inviabiliza projetos florestais. Há alguns anos, com medo do ‘apagão florestal’, muitos trocaram a agricultura pela silvicultura, mas o que vemos agora é o movimento inverso: há uma erradicação de pinus e um retorno à pecuária e agricultura. Tudo isso está reduzindo a oferta. Por outro lado setores ligados ao plantio confirmam que não há risco de um “apagão florestal”, ou seja, falta de pinus no mercado, menos ainda uma escassez de abastecimento. O que acontece na ponta não é apagão florestal, mas apagão industrial. As empresas não conseguem comprar

t o d a a matéria -prima que gostaria, ficando incapaz de usar toda a capacidade de produção. A demanda fica competitiva, o que eleva os preços e diminui as margens das companhias. Já no caso do setor moveleiro, com exceção das fabricantes de móveis de madeira maciça, o setor está mais ligado não à demanda da tora de pinus, mas à madeira para processamento, que é mais barata e fácil de encontrar no mercado. Além disso, grandes fabricas de paineis como a Duratex e Eucatex trabalham sobretudo com madeira de eucalipto. RM

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Market forecasts an imbalance in the production of pine

T

he recovery projection of the Brazilian economy could affect the supply of raw material for the timber, paper and pulp industries since the forest plantation rate is lower than the projected increase in pine demand. A study carried out by the Brazilian Forest2Market, a global company specialized on forestry market data, shows an imbalance between the production of pine and the demand of logs for of the raw material. The study found a clear trend of high demand and falling production of pine logs, which can destabilize the balance between supply and demand in the coming years, and

consequently increase the price of raw materials. It also found that production of pine has remained largely stable over the past four years, while demand grew by 15.4%. Likewise, it shows an increase in prices of the most popular type of pine logs on the market (18 to 25 cm in diameter), of almost 10% over the last four quarters. The prices of the 25 to 35 cm diameter pine logs also increased 11.4% in the same period. The demand for these products has increased due to the modest domestic recovery and also to the expansion of exports. Paranรก, Santa Catarina and Rio Grande do Sul occupy respectively

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the first, second and third places, and together account for 88% of the production of raw materials throughout the country. According to the study, the southern region of the country does not have available areas at great length, which causes the price of land to be extremely high in some places, therefore making forestry projects unfeasible. Years ago, afraid of ‘forest blackout’, many went from agriculture to forestry, but the current trend is the opposite: there is eradication of pine and a return to livestock and agriculture. All of this is due to the supply. On the other hand sectors connected to the plantation

industry affirm that there is no risk of a “forest blackout” or lack of pinus in the market, nor a shortage of supply. What happens at the top is not forest blackout, but an industrial blackout. Companies are unable to buy all the raw material they would like, being unable to use all the production capacity. Demand is competitive, thus increasing prices and lowering company margins. In the case of the furniture sector, with the exception of the manufacturers of solid wood furniture, the sector is more related not to the demand of pine log, but to the wood for processing, which is cheaper and easier to find in the market. In addition, large factories of panels such as Duratex and Eucatex work mainly with eucalyptus wood. RM 11


Comparativo entre os sistemas de construção no Brasil

E

m meio ao mercado competitivo da construção civil, os empreendimentos destacados são aqueles executados e engendrados de forma econômica e com qualidade. Também é destacado os empreendimentos com alternativas ambientais, para ajudar solucionar e equilibrar os problemas ambientais ocasionado pela construção civil Nos últimos dez anos, o processo construtivo de edificações pré-fabricadas (construção a seco) ganhou novos materiais e tecnologias, principalmente ligados a construções de baixo custo. Para que o sistema ganhe espaço no mercado, é necessário que apresente baixo custo, boa qualidade e, principalmente, adequação aos sistemas de financiamento existentes no Brasil. A construção a seco, diferente do sistema convencional, está associada não utilização e/ou baixo consumo de tijolos, concreto armado e água, materiais com elevado ciclo energético. Por outro lado, o sistema convencional proporciona edificações mais duráveis. Para uma justa comparação, é necessário analisar em cada sistema, a relação entre gasto energético e durabilidade da edificação. O Wood Frame, é usado em diversos países há anos, porém, agora vêm se ganhando espaço no mercado Brasileiro. Nos EUA a 12


tecnologia wood-frame é utilizada em 95% das casas construídas. Atraves de um estudo se comparou sistemas construtivos convencional brasileiro com o wood-frame, com base nos quesitos de tecnologias construtivas com interesse social e ambiental. O sistema construtivo convencional é o mais empregado no Brasil. Esse sistema é constituído por lajes, vigas e pilares de concreto armado, sendo os vãos preenchidos com tijolos cerâmicos para o fechamento da vedação. Desta forma o peso da construção como um todo é distribuído nos pilares, lajes, vigas e fundações, sendo assim as paredes denominadas de não portantes. Como resultado comparativo: Aspecto construtivo: O método convencional é tido como artesanal, isto é, menos controlada e com baixa produtividade, com grande quantidade resíduos gerados. O método Wood-Frame, é tido como sistema que visa diminuir custo e aumentar produtividade, sua aplicação está ligado a uma obra limpa e seca. Aspecto Ambiental: O sistema construtivo convencional está ligado diretamente com a alta produção energética na produção dos seus materiais, no sistema construtivo Wood Frame é obtido uma redução de 80% das emissões de CO2 duran-

te a construção e de 85% dos resíduos do canteiro. O tempo de obra é ao menos 25% menor que no sistema

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convencional. Porém é necessário analisar a relação ciclo energético e durabilidade. Aspecto Social: Quanto ao custo, nos estudos analisados, foi verificado que wood-frame é 33% mais barato que o convencional. Portanto, é possível destacar o melhor resultado para o sistema wood-frame nos aspectos construtivo e social. Já que no ambiental, é notável o melhor resultado wood-

frame quanto a consumo energético, porém é necessária uma comparação gasto energético/durabilidade. Contudo, foi possível destacar, segundo esses aspectos, o sistema wood-frame superior ao convencional. Eduardo F.Morais André L.M. Silva Felipe A.S Gomes José I.Lucena Wendell Souza Universidade Federal Rural do Semiárido

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A comparison of construction systems in Brazil. Cross Laminated Timber (CLT) is gaining popularity worldwide as a versatile material in civil construction. CLT technology was developed in Europe in the early 1990s, where it became a widely used building material. In Europe, the CLT successfully competes with reinforced concrete, steel and brick in selected market segments, such as multifamily buildings. CLT panels are pre-fabricated, with openings for doors, windows, and ducts precision-cut by CNC routers. The prefinished panels are transported to the construction site and put into place with cranes and a small construction crew. Walls and floor systems are joined using metal connectors. Additional insulation layers can be applied to CLT walls and ceilings, or the surfaces can be left bare to take advantage of the warmth and aesthetics of wood. CLT’s attractiveness as a building system originates in part from the speed with which CLT buildings can be raised, resulting in considerable savings in labor and minimal disturbance to the site’s 16


surroundings. Also, part of the attention given to CLT is due to its potential use in tall buildings; 8and 12-story buildings have been erected, and taller buildings are in preparation. Since its market introduction in the early 1990s, production of CLT has grown at a rapid rate. Most estimates put global annual production of CLT at over 600,000 m3 for 2014, a number that is expected to reach one million m3 by 2018, as operations in Finland, Latvia, Japan, and the U.S. come on line. It is estimated that CLT production will potentially reach 3 million m3 within the next 10 years, with most of the growth expected to occur outside Europe, including Brazil. The development of CLT in the 1990s was motivated by the need for the sawmill industry to add higher value use for the side boards. The large dimensions of CLT and its applicability in engineering made the product to become a real option in a market that had been reserved for mineral-based materials. LCT allows wood to be used

in never before seen buildings like 30-story high rises. CLT fire performance is better than any other construction system of wood, concrete or steel. Also, the combination of strength, ductility and light weight form the ideal earthquake-proof system. Solid wood panels give excellent acoustic insulation, while vibration design can satisfy the strictest building codes. As for thermal insulation, it is an ideal building system for Passive Homes - that do not require heating systems. LCT can trap 90% of the heated air that escapes from normal homes. High thermal mass of wood keeps the house warm in winter and cool in summer. CLT does not compete with the pillar-beam system, which is already known for its wood structures, but with mineral-based materials such as reinforced concrete and steel. This is due to the fact that it is possible to use local species for its manufacture, in a sustainable way, benefiting different regions of the world, even Brazil. RM 17


Espécies de pinus mais plantadas no Brasil

E

spécies de pínus vem sendo cultivadas no Brasil há mais de um século para usos múltiplos. As primeiras introduções foram feitas com espécies de regiões com regimes de temperatura e precipitação contrastantes com as condições brasileiras, não tendo muito êxito. Os primeiros plantios com espécies subtropicais iniciaram por volta de 1936. Estes foram estabelecidos pelo Serviço Florestal do Estado de São Paulo, atual Instituto Florestal de São Paulo. Com o programa de incentivo fiscal ao “reflorestamento” em meados dos anos 1960, iniciaram-se os plantios comerciais sob regime de silvicultura intensiva nas regiões Sul e Sudeste. As espécies mais difundidas foram P. elliottii e P. taeda, introduzidas dos Estados Unidos e, em menor escala, P. caribaea e P. oocarpa. Naquele período, 18


Amplie suas possibilidades de negócios na FIMMA BRASIL 2019 A base florestal é o primeiro elo da cadeia produtiva de madeira e móveis. A FIMMA Brasil convida o setor florestal a participar da 5ª maior feira do segmento moveleiro no mundo.

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os povoamentos apresentavam baixa qualidade de fuste e produtividade de apenas 20 a 25 m³ ha-1ano-1. A partir dos anos 1970, iniciaram-se as experimentações com espécies tropicais como P. caribaea, P. oocarpa, P. tecunumanii, P. maximinoi e P. patula, possibilitando a expansão da cultura de pínus em todo o Brasil, utilizando-se a espécie adequada para cada região ecológica. No início da década de 1970, com a criação do Projeto de Desenvolvimento e Pesquisa Florestal (Prodepef ) foram realizadas várias ações de pesquisa requeridas para gerar subsídios técnicos aos projetos de reflorestamento. A partir dos anos 1980, experimentos com amostras de várias procedências das espécies já conhecidas, bem como de espécies tropicais, possibilitaram a ampliação das opções de espécies e do potencial econômico desses pínus em plantios comerciais. Espécies como P. maximinoi, P. tecunumanii, P. chiapensis e P. greggii poderão, em breve, ser incorporadas operacionalmente como produtoras de madeira, assim que estudos de produtividade e adaptação das diferentes procedências chegarem à maturidade e os povoamentos entrarem em fase de produ20


ção de sementes. Para a identificação da maioria das espécies de pínus, são consideradas algumas características básicas, tais como: o número, a disposição, a forma e a coloração das acículas, a forma e a cor das sementes, o formato e o tipo de abertura dos cones, as características das resinas (quantidade exsudada, coloração, cristalização) e outras. RM

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The most planted pinus species in Brazil In Brazil, different pinus species have been cultivated for more than a century for multiple uses. The first species were brought from regions with regimes of temperature and precipitation that contrasted with conditions in Brazil, resulting in unsuccessful efforts. The first plantations with subtropical species began around 1936. They were established by the Forest Service of the State of São Paulo, the current Forestry Institute of São Paulo. In the mid-1960s, the fiscal incentive program for “reforestation”, led to commercial forestry, mainly intensive silviculture in the South and Southeast regions. The most widespread species were P. elliottii and P. taeda, native to the United States and, to a lesser extent, P. caribaea and P. oocarpa. At that time, the forest plantation had low quality of trunk and a productivity of only 20 to 25 m3 ha-1year-1. From the 1970s, experiments were started with tropical species such as P. caribaea, P. oocarpa, P. tecunumanii, P. maximinoi and P. patula, making possible the expansion of the pine crop throughout Brazil, using the appropriate species for each ecological region. 22


In the early 1970s, with the creation of the Forest Development and Research Project (Prodepef), several research projects were carried out to generate technical subsidies for reforestation projects. In the 1980s, experiments with samples of various of the species that were already known, as well as with tropical species, increased the species options and the economic potential of these pinus in commercial plantations. Species such as P. maximinoi, P. tecunumanii, P. chiapensis and P. greggii may soon be considered as timber producer species, as productivity and adaptation studies become more effective and the forest plantations generate seeds. For the identification of most species of pine, some basic characteristics are considered, such as: number, arrangement, shape and color of the needles, the shape and color of the seeds, the shape and the type of opening of the cones , the characteristics of the resins (quantity exuded, coloration, crystallization) and others. RM

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O

Setor com expectativa positiva para 2019

ano de 2018 foi positivo para a indústria da madeira, fortalecido pelo aumento de 20% nas exportações. Alguns mercados, como os Estados Unidos, nosso principal importador, continuam em alta, embora hajam alguns entraves locais. De acordo com Paulo Pupo, presidente da ABIMCI, a expectativa de construção de casas próprias nos Estados Unidos, que era de 1,3 milhão, baixou para 1,211 milhão devido a políticas do governo Trump. Somente no estado da Flórida, estima-se que faltam hoje 50 mil motoristas de caminhão e isso afeta diretamente o envio de produtos de madeira do Brasil. Por outro lado, com relação ao mercado interno os resultado da indústria da madeira poderiam ter sido melhor em 2018. Alguns problemas como a greve dos caminhoneiros, registrada entre maio e junho prejudicaram desempenho. Apesar disso, Paulo Pupo considera que 2018 deve ser dos melhores anos para o setor da madeira na última década quanto ao volume exportado. Ele salienta que o aumento de custos e falta de infraestrutura, entre outros fatores, impediram que este bom desempenho se transformasse em aumento de receitas. RM


Móveis de madeira de eucalipto: design ecológico

A

produção e o consumo em massa de produtos industriais fizeram com que os recursos naturais fossem usados de forma não desejada, gerando grandes quantidades de resíduos. A indústria da madeira é um dos maiores consumidores desses recursos. O rendimento reportado na indústria da madeira no Brasil varia de valores tão baixos quanto 30% até 75%, principalmente devido aos diferentes processos de produção, tipo de madeira e tecnologia. Apesar das diferenças no rendimento, o terreno comum é o reconhecimento da indústria da madeira como um grande gerador de resíduos. Devido a esta realidade, a indústria da madeira procurou melhorar os processos, aproveitando ao máximo os resíduos gerados para

serem utilizados na produção de outros subprodutos, aumentando valor para a cadeia de produção. As empresas têm seu próprio interesse no desenvolvimento de processos mais amigáveis com o meio ambiente e os clientes estão cada vez mais interessados no desempenho ambiental e nos impactos dos produtos. No Brasil, o setor de móveis de madeira é uma importante divisão da indústria da madeira, atingindo cerca de 430 milhões de mercadorias vendidas até 2015 com um valor de US$ 16,54 bilhões. Apesar de tais valores, o setor de móveis de madeira no Brasil tem características que o tornam objeto de estudos contínuos. De acordo com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o setor de móveis de ma24


deira no Brasil é considerado uma das atividades mais tradicionais na indústria, com alto uso de recursos naturais, processos intensivos em mão-de-obra, baixo dinamismo tecnológico e alto nível de informalidade. A maioria dos produtores de móveis de madeira no Brasil são classificados como microempresas ou pequenas empresas, e geralmente não possuem sistemas consolidados de controle ambiental. Por esta razão, os estudos de diagnóstico para este setor ajudam empresas com propostas para reduzir impactos e melhorar a produtividade através de técnicas para o uso racional

de matérias-primas e a reutilização e reciclagem de resíduos. Entre as propostas está a implementação de programas de produção mais limpa (P+L). Carlos Mario Gutierrez Aguilar Instituto Tecnológico Metropolitano ITMUniversidade Federal da Bahia UFBA

Beatriz Elena Angel Alvarez,

UniversidadPontificia Bolivariana UPB

Ronald Panameño Alexei Pérez Asher Kiperstok Sandro Fábio César

Universidade Federal da Bahia UFBA

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Eucalyptus wood furniture: an environmentally friendly design

T

he production and mass consumption of industrial products have caused natural resources to be used in an unbalanced way, generating large amounts of waste. The wood industry is one of the highest consumers of these resources. The yield reported in the wood industry in Brazil varies from values as low as 30 percent up to 75 percent, mainly due the different production process, type of wood and technology. Despite the differences in the yield, the common ground is

the acknowledgement of the wood industry as a major waste generator. Therefore, the wood industry has sought to improve processes, making the most of the waste generated to be used in the production of other sub-products, consequently adding value to the production chain. Companies have their own interest in developing processes that are more environmentally friendly, and clients are more aware of the environmental performance and impacts of 26


products. In Brazil, the wooden furniture sector is an important division of the wood industry, reaching nearly 430 million goods sold by 2015 with a value of US $16.54 billion. Despite such values, the wooden furniture sector in Brazil has characteristics that make it the object of continuous studies. According to the National Bank of Economic and Social Development, the sector of wooden furniture in Brazil is considered one of the most traditional activities in industry, with high use of natural resources, labor-intensive processes, low technological dynamism and a high level of informality. Most of the wooden furniture producers in Brazil are classified as microenterprises or

small enterprises, and generally they do not have consolidated environmental control systems. For this reason, diagnostic studies for this sector help companies with proposals to reduce impacts and improve productivity through techniques for the rational use of raw materials and the reuse and recycling of waste. Among the proposals is the implementation of Cleaner Production (CP) programs. Authors Carlos Mario Gutiérrez Aguilar Metropolitan Technological Institute (ITM)Federal University of Bahia (UFBA) Beatriz Elena Angel Alvarez Pontifical Bolivarian University (UPB) Ronald Panameño Alexei Pérez Asher Kiperstok Sandro Fábio César Federal University of Bahia (UFBA)

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Árvores no controle das mudanças climáticas

A

s plantas podem ter grande influência no clima do planeta. Foi isso que a pesquisadora Abigail Swann, professora e diretora do Laboratório Ecoclima da Universidade de Washington, descobriu no início dos anos 2000. Durante décadas, a comunidade científica não dava a devida importância às vegetações como um dos influenciadores do clima. Swann, uma das cientistas emergentes nesse campo, foi contra a corrente e utilizou modelos que simulam os movimentos de água e substâncias químicas pelas plantas, descobrindo que a vegetação pode sim controlar o clima. Para explicar o porquê de as plantas serem agentes ativos no clima é necessário entender a biologia por trás delas. A magia ocorre nos poros da planta, os chamados estômatos, que fazem as trocas gasosas com o ambiente. Eles absorvem o dióxido de carbono e liberam água. Com milhões de estômatos atuando simultaneamente, uma árvore e consequentemente, uma floresta, podem movimentar uma grande escala de água. De acordo com o climatologista Antônio Nobre, a Floresta Amazônica por si só é responsável por descarregar na atmosfera aproximadamente 20 trilhões de litros de água por dia. RM 28


Como prever evitar incêndios florestais

P

esquisadores estão fazendo queimas controladas da vegetação para se munir de mais informações sobre como as chamas passam de um galho a outro. Isso pode ajuda a prever como os incêndios se alastram. Entre as medidas levadas em consideração estão a duração da chamas, sua velocidade de propagação e o tipo de troca de calor nesse processo. Drones dão uma visão do que está acontecendo do alto e com câmeras protegidas em caixas de isolamento que são colocadas dentro do fogo. Hoje, longe de estar sob controle, o fogo frequentemente assume a forma de um desastre causado pelo homem. Nos EUA, mais de 80% dos incêndios são causados por pessoas. Este ano, assim como no ano passado, várias partes do planeta experienciaram verões muito quentes e secos, aumentando as chances de incêndios florestais. Matas queimaram na Grécia, Suécia e Sibéria, entre outros locais. O Estado da Califórnia, no sudoeste dos EUA, enfrentou um dos incêndios florestais mais letais de sua história. Mais de 50 pessoas morreram. A cidade de Paradise, no norte do Estado, foi reduzida a cinzas. Mais de 7 mil estruturas foram destruídas. Em todo o Estado, mais de 300 mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas. Com os experimentos pesquisadores esperam que melhorem os modelos existentes usados para combater o alastramento de incêndios e ajude a proteger cidades e comunidades sob risco de destruição. Alguns dos modelos atuais são muito simplistas, ele explica. 30


Há muitos fatores que não podem ser aplicados aos modelos atuais, como a variabilidade do vento, que nunca é constante em velocidade ou direção, afirma especialista, explicando que os modelos atuais só permitem incorporar uma informação para vento, e não sua variação. E como prever os incêndios antes de eles começarem? Embora previsões exatas sejam praticamente impossíveis, a Ciência está nos dando novas e melhores formas de calcular o risco de fogo - e está nos ajudando a entender como grandes incêndios se intensificam. RM

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E

Empresas de preservação apostam na certificação

mpresas tradicionais no setor de tratamento de madeira estão apostando em dar ainda mais garantias ao consumidor para ampliar o consumo desses produtos no Brasil. Por meio da certificação obtida com o Programa de Autorregulamentação – Qualitrat é possível comprovar a qualidade e a legalidade ao consumidor da madeira

legalidade da empresa de seus associados. A auto fiscalização pode gerar resultados positivos, impactando na qualidade do produto e fazendo com que uma marca se torne referência no mercado. Este é apenas o começo de um processo sem volta no campo da certificação. Cada vez mais o mercado

preservada. A iniciativa é desenvolvida pela Associação Brasileira de Preservadores de Madeira (ABPM) em parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e o Instituto Totum. Segundo o presidente da Associação, Gonzalo Lopez, o programa foi criado para que o setor pudesse ter um padrão para a qualidade, tanto dos produtos, como a comprovação de

vai exigir comprovação de qualidade e compromisso com a legalidade. O objetivo é ampliar a participação das empresas associadas da ABPM, para que o setor dê mais segurança ao mercado e, consequentemente aos consumidores, aumentando o uso de produtos de madeira preservados. RM

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Colheita Florestal: muito além de derrubar árvores

O

Brasil sempre foi um país com grande força no agronegócio, principalmente na área florestal. Nos últimos anos muita coisa mudou em relação à conscientização, adoção de políticas públicas e de novas práticas que favoreçam o manejo mais sustentável das florestas. No manejo de florestas renováveis, a primeira etapa a ser considerada é a escolha das espécies e materiais genéticos mais indicados para cada região, conforme o objetivo da produção e as especificidades de clima, solo e relevo, pois a obtenção de maior retorno produtivo depende da escolha adequada da espécie. Após a definição das espécies, se iniciam os processos de produção das mudas, preparo do solo, plantio, manutenção da floresta até a colheita, que marca o fim do ciclo de um plantio florestal sustentável, permitindo assim que outro ciclo seja iniciado sobre o mesmo solo. 34


No processo de colheita mecanizada, fatores como declividade do terreno são considerados um grande problema para a operação, devido ao risco envolvido na utilização dessas máquinas em terrenos muito sinuosos. Outra questão importante é como extrair a madeira derrubada das encostas dos morros. Colher em áreas assim impõe desafios não só com relação ao maquinário a ser utilizado na operação, como também no planejamento da colheita dessas áreas com estratégias de escoamento da madeira colhida. Em muitas regiões no Brasil, o plantio das florestas renováveis é feito em áreas predominantemente planas, facilitando todo o processo de plantio, colheita e transporte, diminuindo riscos, custos e aumentando a produtividade da operação. Entretanto, tanto no Brasil como em outros países, é necessário realizar plantios também em áreas acidentadas. Artur Barbarioli Goncalves

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Forest harvest: much more than simply cutting down trees

B

razil has always been a country with a powerful agribusiness sector, especially in the forest area. In recent years, much has changed in relation to awareness-raising, adoption of public policies and the new practices that foster a more sustainable forest management. In the management of renewable forest, the first stage to be considered is the selection of the most suitable species and genetic material for each region, according to the production objective and the specificities of climate, soil and relief, since obtaining a higher productive return depends on the choice of the species. After the definition of the species begin the processes of seedlings production, soil preparation, planting, forest maintenance until the harvesting, which marks the end of the cycle of a 36


sustainable forest planting, thus allowing another cycle to get started on the same ground. In the mechanized harvesting process, factors such as terrain declivity are considered a major problem for the operation due to the risk involved in using these machines on very winding terrain. Another important issue is how to extract the felled wood from the hillsides. Harvesting in such areas

imposes challenges not only with regard to the machinery to be used in the operation, but also in the harvesting planning for these areas with strategies for the transport of the harvested wood. In many regions in Brazil, the planting of renewable forests is done in predominantly flat areas, facilitating the whole process of planting, harvesting and transport, reducing costs and increasing the operation productivity. However, both in Brazil and in other countries, it is also necessary to make plantations in hilly areas. Artur Barbarioli Goncalves

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Plantio de Eucalipto

E

spécies do gênero Eucalyptus tem grande potencial de uso nas propriedades rurais. A madeira desse gênero pode ser usada na propriedade como fonte de energia e para uso estrutural para serraria, mourão de cerca, madeiramento de telhado, esteio de galpão. O plantio de eucalipto pode ser uma atividade econômica variável ao produtor. As árvores das diversas espécies de Eucalyptus se desenvolvem rápido e têm madeira de boa qualidade. Como são muitas as espécies existentes, temos de escolher aquelas que melhor se adaptem à região de plantio e á finalidade de uso. Além disso, por sua rusticidade e versatilidade o plantio de eucalipto também pode ser realizado em áreas impróprias às culturas agrícolas convencionais. Existem mais de 21 espécies comerciais de eucalipto, algumas com madeira mais densa, outras com floração precoce e, ainda, as que fornecem óleo essencial para a indústria. É fácil encontrar uma espécie de eucalipto que atenda às necessidades do produtor e que seja indicada para determinada região. Espécies mais recomendadas e finalidades 38


• Para mourão de cerca: E. citriodora, E. torelliana e E. cloeziana • Produção de mel : E. urophylla, E. camaldulensis e E. robusta. • Óleo essencial: E. citriodora, E. exserta e E. staigeriana. • Carvão vegetal: E. paniculata, E. cloeziana e E. citriodora. • Celulose e papel: E. grandis, E. urophylla e E. saligna. • Serraria e construção civil: E. grandis, E. dunnii e E. pilularis. • Marcenaria: E. grandis, E. maculata e E. citriodora. As mudas devem ser sadias e homogêneas, de boa procedência e indicadas para a região, recomendando-se o plantio de uma só espécie por talhão. Como detalhes importantes deve-se adquirir sempre mudas de procedência conhecida; deve-se controlar muito bem as ervas daninhas, principalmente durante o primeiro ano; o controle de formigas cortadeiras é obrigatório. A reposição de falhas(replantio de mudas perdidas) deve ocorrer, no máximo até 40 dias do plantio. RM

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Eucalyptus Plantation

S

pecies of the genus Eucalyptus has great potential for use in rural properties because its wood can be used as a source of energy, and for structural use in sawmills, fence poles, roof timber, support in warehouses. Eucalyptus plantation can be economic activity with different results to the producer. They are fast growing trees and have good quality wood. Since there are many species, we have to choose those that are best adapted to the region of planting and the purpose of its use. Moreover, due to of its rusticity and versatility, eucalyptus planting of can also be carried out in areas that are not suitable for conventional agricultural crops. There are more than 21 commercial eucalyptus species, some with dense wood, others with early flowering, and others that provide essential oil for the industry, making it easy to find a species of eucalyptus that meet the needs of the producer and that are suitable for a specific region. Most recommended species and their purposes: 41


Pole fencing: E. citriodora, E. torelliana and E. cloeziana. Production of honey : E. urophylla, E. camaldulensis, and E. robusta. Essential oil: E. citriodora, E. exserta, and E. staigeriana. Vegetable coal: E. paniculata, E. cloeziana, and E. citriodora. Cellulose and paper: E. grandis, E. urophylla, and E. saligna. Sawmill and civil construction: E. grandis, E. dunnii, and E. pilularis. Carpentry: E. grandis, E. maculata, and E. citriodora. Seedlings should be sound and homogeneous, of good origin and suitable for the region. It is recommended to plant a single species per plot. It is also important to highlight that seedlings should always be of known origin; and special attention should be paid to weeds, mostly during the first year; also, it is mandatory to control leaf-cutting ants. Restoration of failures (replanting of lost seedlings) must take place up to 40 days after planting. RM


Tecnologia inovadora na restauração florestal

C

erca de 30% das mudas de árvores morrem nos primeiros três anos após seu plantio. Mantê -las saudáveis, irrigadas e protegidas do ataque de insetos e outros inimigos naturais requer manutenção constante, trabalho manual e consequentemente, alto investimento. Mais ainda, em áreas remotas de florestas tropicais, quando isso se torna difícil e desafiador. Para tornar mais eficiente e fácil o reflorestamento em larga escala, três brasileiros criaram um dispositivo que tenta solucionar todos os problemas acima. Os empreendedores projetaram o Nucleário de tal maneira que não fosse necessária mão de obra e monitoramen-

to após o plantio de mudas em locais de reflorestamento. O dispositivo, inspirado no design das bromélias, funciona da seguinte maneira: a muda é plantada no centro da “roda”. Durante os períodos de estiagem, por causa de seu formato, o Nucleário retem a água da chuva e promove a liberação dela via capilaridade, garantindo assim a irrigação frequente. Além disso, ele possui uma superfície negativa, que forma uma barreira física contra as formigas cortadeiras. Por último, como é fabricado com material 100% biodegradável, a partir do terceiro ano, ele começa a se decompor no solo. RM

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Kit pré-pronto garante moradia em comunidades carentes

A

s casas emergenciais, feitas com madeira, estão entre os focos do trabalho da ONG Teto, que atua no Brasil desde 2006, com atividades nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Bahia e Minas Gerais. As construções são erguidas em locais de alta vulnerabilidade social, com o objetivo de su-

perar a pobreza, lidando diretamente com o grave problema do déficit habitacional no País. Isso acontece quando a ONG entra nestas comunidades e, em parceria com os moradores, identifica quais deles estão vivendo em condições mais precárias. Os selecionados têm suas casas desmanchadas e, no mesmo lu-

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gar, são construídas as novas moradias a partir de um kit pré-formatado pela Teto. O objetivo não é aumentar a área onde estão as habitações e, sim, dar condições mais dignas para aqueles que estão ali. Existem dois tipos de casas de madeira que são aplicados nas ações do Teto no Brasil: um de 18 metros quadrados e outro de 14 metros quadrados. Gonzaga explica que cada casa emergencial é composta por painéis pré-moldados de madeira, feitos por uma empresa parceira no Paraná. Quando são definidas as ações de construção de moradias em determinado local, os pedidos dos kits são encaminhados com cerca de um mês de antecedência para a fábrica. Além dos painéis, o kit contempla 12 pilotis de madeira de eucalipto tratado, que servem para fazer a fundação da casa. A cobertura, composta por uma viga mestra, grelhas de madeira e uma manta térmica, recebe telhas de zinco.

Cada moradia é construída em dois dias, em um fim de semana, por uma equipe composta por 10 voluntários. O grupo conta com dois líderes, com experiência na construção das casas e com o sistema construtivo. O trabalho acontece juntamente com os moradores contemplados e integrantes da comunidade. O custo de cada uma delas, incluindo a logística e outras despesas nas ações preparadas pela ONG para a montagem, é de R$ 5 mil. As doações de pessoas físicas e jurídicas cobrem os gastos. RM

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RESÍDUOS AGROFLORESTAIS QUE $E TRANSFORMAM EM PELLET$

A

energia é um dos fatoreschave no desenvolvimento econômico e social de um país. Utilizar biomassa vegetal como fonte de energia é uma das formas de mitigar os malefícios do aquecimento global, pois esse material lignocelulósico possui baixas emissões de poluentes. No Brasil, essa biomassa pode ser obtida por duas rotas principais: (i) culturas energéticas ou (ii) resíduos lignocelulósicos provenientes de atividades agroflorestais. A segunda opção é a mais utilizada pelos produtores de pellets porque o país apresenta grande produção agroflorestal e muitos resíduos lignocelulósicos (verdadeiros depósitos de energia) são gerados. Assim, a valorização energética desses materiais residuais é uma alternativa para aumentar a eficiência econômica e ambiental do processo produtivo e isso contribui para a


As principais características básicas desses seis tipos de pellets são:

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consolidação de uma matriz energética mais limpa e ambientalmente correta. A biomassa vegetal pode ser utilizada diretamente para geração de calor ou transformada em biocombustíveis sólidos, como os briquetes e os pellets, por meio do processo de densificação mecânica. Os pellets podem ser produzidos a partir de qualquer resíduo vegetal, como por exemplo: serragem ou maravalha de madeira, casca de arroz, sabugo e palha de milho, palha e bagaço de cana-de-açúcar, casca de algodão, casca de amendoim, casca de café, gramíneas forrageiras, cascas de frutas, caroços de palmáceas, folhas e troncos das podas de árvores, dentre outros. No Brasil, são produzidos industrialmente pellets de apenas seis tipos de matéria-prima: (1) pellets de pinus, (2) pellets de eucaliptos, (3) pellets de acácia-negra, (4) pellets de bagaço de cana-de-açúcar, (5) pellets de casca de amendoim e (6) pellets de casca de café.

Dorival Pinheiro Garcia Prof., Dr, Eng. Industrial, Especialista em Pellets e Presidente da ABIPEL


Pellet production from agroforestry residues

E

nergy is one of the key factors in a country’s economic and social development. The use of plant biomass as an energy source is one of alternatives to mitigate the harmful effects of global warming, since it is a lignocellulosic material with low emissions of pollutants. In Brazil, this biomass

can be obtained by (i) energy crops or (ii) lignocellulosic residues from agroforestry activities. The latter is the one most used by pellet producers because of the large agroforestry production in Brazil, thus generating many lignocellulosic wastes (actual energy deposits). Therefore, the energetic valorization

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of these residual materials is an alternative to increase the economic and environmental efficiency of the productive process, which contributes to the consolidation of a cleaner and environmentally correct energy matrix. Plant biomass can be used directly for heat generation or it can be transformed into solid biofuels, such as briquettes and pellets, through a process of mechanical densification. Pellets can be produced from any vegetable

residue such as sawdust or wood shavings, rice hulls, corn cob and straw, sugarcane straw and bagasse, cotton husk, peanut hulls, coffee husks, forage grasses, fruit peels, palm shells, leaves and trunks of tree pruning, among others. In Brazil, pellets of only six types of raw material are produced industrially: (1) pellets of pine, (2) pellets of eucalyptus, (3) pellets of black acacia, (4) sugarcane bagasse, (5) peanut hulls, and (6) pellets of coffee husks.

Dorival Pinheiro Garcia Professor, Dr. Industrial Engineer, Specialist in Pellets and President of ABIPEL

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Qualidade energética de toras de eucalyptus em campo

A

demanda energética crescente juntamente com incentivos às fontes alternativas e sustentáveis, que substituem os combustíveis fósseis, têm incentivado o aumento da utilização de biomassa nesse segmento. Segundo o Ministério de Minas e Energia, a participação da biomassa na oferta interna de energia elétrica passou de 1,2% para 8,2%entre os anos de 1973 e 2016. Com uma área de 7,84 milhões de hectares de reflorestamento (com destaque para o gênero Eucalyptus-72,3% desse total), o setor brasileiro de árvores plantadas é responsável

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por 91% de toda a madeira produzida para fins industriais e 6,2% do PIB Industrial no País. Todavia, além dos usos industriais tradicionais, por conta da tecnologia agregada genética e de manejo do eucalipto em todo território nacional, têm impelido a utilização da madeira de plantios florestais dessa espécie, de maneira dedicada, para a conversão energética da madeira como re-

curso energético primário (in natura), também definidos neste conceito de utilização como biomassa tradicional, ou ainda de produtos combustíveis derivados de processos termoquímicos (pirólise, gaseificação e liquefação) e da biomassa adensada em formato de pelletes ou briquetes, conceituadas como biomassa moderna. A qualidade da madeira depende de muitos fatores. Dentre eles a umidade é uma das mais relevantes características a serem monitoradas

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durante todas as etapas e operações compreendidas desde o corte até a utilização final. Para minimizar o efeito prejudicial das elevadas umidades utiliza-se normalmente a estocagem, para a secagem a perda de umidade pela madeira para a atmosfera. A estocagem pode se da na forma de toras ou cavacos, e é considerada uma etapa muito importante, pois influenciando a umidade da madeira, afeta o conteúdo energético, a qualidade do material (variação nas propriedades físicas e químicas) e os custos de transporte. Com o crescimento da população

e crescente demanda energética, temse evidenciado a necessidade de desenvolvimento de novas tecnologias e aprimoramento em eficiência dos modelos de produção e transformação energéticas. RM

Humberto de Jesus Eufrade-Junior Ana Carolina Lopes Amaral Costa Elaine Cristina Leonello Natália Lais F.Vieira Arruda Faculdade de Ciências Saulo Philipe Sebastião Guerra Adriano Wagner Ballarin Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA/UNESP), awballarin@fca.unesp.br 59


Cerveja com a energia da biomassa da azeitona

A

unidade da Heineken na Espanha fará cerveja na fábrica de La Imora com a energia da biomassa da poda de azeitona. O acordo foi assinado com a empresa Biostem e será construída no próximo ano. A usina, que envolverá um investimento de 1,4 milhão de euros, utilizará a poda de azeitona jaén como biocombustível para gerar energia térmica necessária para a produção de cerveja. Isso reduzirá a emissão de 2.500 toneladas de dióxido de carbono por ano, o que re-

presenta cerca de 100% das atuais emissões diretas da fábrica. Do mesmo modo, ira gerar uma economia de custos para os agricultores na eliminação da poda de oliva, já que a Heineken, em sua planta de Jaén, exigirá mais de 5 milhões de quilos deste material. Desta forma, a empresa vai um pouco mais longe no uso do olival jiennense para fins ambientais. O projeto Olivo esta baseado na melhora da eficiência do uso da água através do cultivo de cevada no olival de Jaén, cuja segunda colheita foi coletada e duplicou a do ano anterior. Atualmente, a fábrica emprega cerca de 120 pessoas e produzirá cerca de 100 milhões de litros de cerveja este ano. RM


A importância do processo de resfriamento de pellets

O

processo de resfriamento representa cerca de 15% do total de fatores necessários para se produzir bons pellets - mas se não for bem feito, todo o trabalho que você teve para moer adequadamente o produto, condiciona-lo e passa-lo por uma matriz corretamente dimensionada poderá ficar totalmente prejudicado. Os pellets ganham até 4,5% de umidade através de adição de vapor no condicionador. O pellet final deve estar em uma faixa adequada de umidade. Umidade baixa demais resulta em: (1-) Problemas de palatabilidade (2-) Redução de durabilidade do pellet (3-) Quebras/ perdas Umidade excessiva provocará: (1-) Surgimento de mofo rapidamente (2-) Redução da durabilidade do pellet (PDI) (3-) Formação de barreira no silo de pellets

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Os pellets recebem calor no processo de condicionamento e também no processo de peletização O calor é adicionado aos pellets de duas formas: a primeira é causada pelo vapor adicionado no condicionador, que provoca um aumento de temperatura da massa entre 16°C e 67°C. A segunda forma de adição de calor é o atrito que ocorre quando os pellets são forçados através dos furos da matriz. Isso pode provocar um aumento entre 1°C até 22 °C. De uma forma geral, os pellets saem da matriz da peletizadora em temperaturas geralmente entre 57°C e 93°C, dependendo da fórmula/ Grupo de produtos que estaremos peletizando. No processo de transferência de calor do pellet para o fluxo de ar, ocorre simultaneamente o processo de secagem. O primeiro ponto crítico é o projeto do sistema de resfriamento. É necessário ter uma vazão de ar adequada passando através do resfriador para que a saída dos pellets ocorra com a temperatura e a umidade desejadas. Também é necessário ter um tempo de retenção adequado no resfriador para que o ar resfrie e seque suficientemente os pellets. Fernando Raizer

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The importance of the pellet cooling process

T

he cooling process accounts for about 15% of the total factors needed to produce good pellets. However, if it is not done right, all the work that took to properly grind the product, condition it, and pass it through a matrix correctly can be totally undermined. Pellets absorb about 4.5% added moisture from steam condensation. The final pellet should have adequate range of moisture content. Too low humidity results in: (1-) Palatability problems (2-) Reduction of pellet durability (3-) Losses Excessive humidity will cause: (1-) Rapid growth of mold (2-) Reduction of pellet durability (PDI) (3-) Formation of a barrier in the pellet silo

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Pellets receive heat both during the conditioning process and in the pelletizing process. Heat is added to the pellets in two ways: by steam added in the conditioner, which causes a mass temperature rise between 16 ° C and 67 ° C, and by the friction that occurs when the pellets are forced through the holes in the matrix, which could cause an increase between 1 ° C and 22 ° C. Generally, the pellets leave the pelletizer matrix at temperatures between 57 °C and 93 °C, depending on the formula or group of products that we are pelleting. As heat is transferred from the pellet to the air stream, the drying process occurs simultaneously. The first critical point is the design of the cooling system. It is necessary to have an adequate air flow through the cooler so that the pellets exit with the desired temperature and humidity. It is also necessary to have an adequate retention time in the cooler so that the air cools and dries enough the pellets . Author: Fernando Raizer

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Certificação de qualidade reduz poluentes da biomassa

A

s certificações de biocombustível sólido (pellets) são essenciais para garantir a redução das emissões de poluentes atmosféricos. Um decreto aprovado na Espanha define que os biocombustíveis sólidos usados em caldeiras não industriais “devem identificar sua classe de qualidade e especificações conforme estabelecido nas normas UNE-EN-ISO 17225”. A norma internacional ISO 17225 estabelece os critérios de qualidade que afetam os biocombustíveis sólidos mais utilizados, como pellets e chips. Ele é definido pelo legislação própria em países da Europa, sobre as medidas para reduzir as emissões de determinados poluentes atmosféricos como “biocombustíveis sólidos comercializados para uso como combustível em caldeiras de uso não industrial “. Este tem sido um dos pontos discutidos entre entidades e governo, na Europa. Conclusão é que “caldeiras ineficientes e o uso de combustíveis que não possuem garantia são parte do 64


problema da poluição do ar”. Hoje já existe uma colaboração entre governo com fabricantes de caldeiras e biocombustíveis em que a linha de trabalho é unir esforços dentro do setor na promoção de alternativas que envolvem uma redução efetiva das emissões de poluentes”. A poluição derivada da combustão de biocombustíveis sólidos, e especialmente as partículas em suspensão, é um dos fatores limitantes para a implementação de caldeiras de biomassa em escala doméstica e industrial. Na Espanha, quase 90 por cento do pellet produzido é certificado com o selo ENplus, com base na norma internacional ISO 17225-2. A regulamentação define que em qualquer caso, independentemente do tipo de biocombustível ou do padrão de certificação, eles não podem receber nenhum tratamento ou processo químico. Neste último caso, resíduos de madeira contendo compostos organo-halogenados ou metais pesados, como consequência de algum tipo de tratamento com substâncias protetora ou de revestimento, como os provenientes da construção, não são considerados biomassa. RM

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Cresce procura por pellets de madeira no Japão

A

demanda de pellet de madeira está aumentando acentuadamente em todo mundo. Em especial no Japão as importações de pellets de madeira chegaram a 510.000 toneladas em 2017, 46% mais de 2016, enquanto a produção nacional foi de cerca de 120.000 toneladas, 0,5% a mais.

A razão é o início de grandes instalações de geração de energia por biomassa, que usam os pellets de madeira unicamente para combinar com outro combustível como carvão. Em 2013, a oferta total de pellets de madeira era de 190.000 toneladas e a quota de importação de 43%. A partir de 2015 , a oferta pela importação superou a oferta

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doméstica, e em 2017, a importação subiu para cerca de 80%. O aumento da importação de pellets de madeira, entretanto tenderá a subir depois de 2020 uma vez que a demanda de combustível de biomassa irá expandir-se acentuadamente. Até lá muitos projetos de usinas de geração de energia de biomassa estarão alinhados. Existem duas fábricas com potência de 75.000 kw na prefeitura de Fukuoka. Ambos começarão em 2021. Grandes empresas de energia elétrica estão contando para usar pellet de madeira em grande volume após 2022. Com a expansão dos pellets de madeira importados, as empresas de comércio estão ativamente engajadas em garantir fontes no exterior. A Sumitomo Silvicultura, que trabalha com cerca de metade de todos os pellets de madeira importados, aumentou o volume para 350.000 tonelada em 2018 após o teste de funcionamento da usina de geração de energia. A Itochu Corporation processará cerca de 200.000 toneladas com contrato de venda com uma grande empresa de geração de energia. RM

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Etanol a partir da biomassa florestal

C

om a industrialização e o aumento do poder de compra de todas as camadas sociais da população, surge a necessidade de produção cada vez maior de energia, na forma de combustíveis e energia elétrica. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética Brasileira, 41% da pro-

dução de energia brasileira originouse de fontes renováveis, o que coloca o Brasil em uma posição de destaque mundial. Embora o País apresente esse panorama favorável, não é possível a substituição total da matriz fóssil pela renovável. O aumento na demanda por energia, associado a descobertas de novas reservas fósseis, torna mais realista o conceito da integração das matrizes fóssil-renovável. O Brasil produz o álcool combustível mais competitivo do mundo, oriundo da sacarose contida na cana--de-açúcar. No entanto, o cenário energético atual não permite que os países fiquem

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restritos a poucas opções de biomassas, principalmente quando existe um grande potencial para sua diversificação, como é o caso brasileiro. Uma opção interessante é o etanol a partir

de biomassas florestais. Elas se enquadram na categoria dos materiais lignocelulósicos, assim como a palha de cana-de-açúcar, que já passou a ser matéria-prima para produção do biocombustível em escala comercial. A Embrapa, e outras instituições estão desenvolvendo um projeto que visa à obtenção de derivados energéticos a partir de biomassa florestal. Nesse projeto, existem linhas de pesquisa de produção de etanol combustível tanto a partir da biomassa florestal virgem como de resíduos

da indústria de papel e celulose. No primeiro caso, o objetivo é avaliar a qualidade tecnológica de madeira pré-tratada para obtenção do álcool, por rota biotecnológica, testando-se diferentes espécies florestais. Para ser convertido a etanol, o material deve passar por uma etapa inicial de pré-tratamento para “afrouxar” a ligação da lignina com a celulose e a hemicelulose. É nessas duas últimas que encontramos açúcares que, na etapa a seguinte, a hidrólise enzimática, tomam-se disponíveis para a fermentação a etanol. Dois processos de pré-tratamento da biomassa estão sendo avaliados no projeto citado: a explosão a vapor e um tratamento alcalino baseado no conceito de polpação Kraft. RM Monica Caramez Triches Damasao Cristiane Vieira Helm e Patrícia Raquel Silva, Pesquisadoras da Embrapa Florestas 69


McDonald’s usa MLC Madeira Laminada Cruzada (CLT) entrou no menu de materiais utilizados pela empresa. O McDonald’s reformulou sua loja conceito em Chicago, nos Estados Unidos, e a inaugurou com um novo estilo O lugar deu espaço para uma estrutura de madeira e aço, com uma série de elementos sustentáveis. Segundo o programa Think Wood, a Madeira Laminada Cruzada (CLT) foi utilizada no projeto. A madeira foi deixada exposta, fazendo parte do design do espaço Em área de 1.765 metros quadrados, Sociedade A Klabin informou ter concluído formação de uma sociedade com a Timber Investment Management (Timo) para explorar atividades florestais em Santa Catarina. A sociedade, batizada de Guaricana Reflorestadora, recebeu da Klabin um aporte de 4.511 hectares de florestas plantadas de Pinus (não inclui terras), enquanto a Timo aportou 191,6 milhões de reais em caixa. A Guaricana acertou a compra de 11.541 hectares de terras em Santa Catarina, sendo 7.644 hectares de área útil para plantio, dos quais 7.141 já estão plantados. Mudas Pesquisadores da escola agrícola de Monte Aprazível (SP) estão produzindo mudas de eucalipto a partir de clone com melhoramento da planta. Ela cresce em menos da metade do tempo das árvores convencionais. As mudas são geradas em laboratório depois do cruzamento de duas espécies de eucalipto. O estudo está focado no melhoramento das plantas, em um processo de clonar as árvores. O primeiro passo é tirar pequenas amostras. Depois de escolhida, é hora de colocar as mudas em recipientes para criar raiz e com 30 centímetros, plantio direto. 72


Bambu O filipino Earl Patrick Forlales venceu um concurso com um projeto habitacional de unidades de baixo custo feitas com madeira de bambu. O objetivo da iniciativa foi ajudar a amenizar a crise por moradias nas Filipinas. O projeto chama-se CUBO e abrange casas pré-fabricadas, com o custo de 50 libras (o equivalente a cerca de R$ 250) m². Em Manila, capital de Filipinas quatro milhões de pessoas vivem em favelas. Madeira artificial A Universidade da China criou uma substância leve que é tão forte quanto a madeira, mas não possui vulnerabilidades ao fogo e à água. Para criar a madeira sintética, os cientistas adicionaram quitosana, um polissacarídeo encontrado no exoesqueleto de crustáceos, derivado das cascas de camarão e caranguejo, a uma solução de resina sintética (polimérica). Eles liofilizaram a solução, produzindo uma estrutura com minúsculos poros e canais suportados pela quitosana. Então, aqueceram a resina a temperaturas de até 200 graus Celsius para curá-la, forjando fortes ligações químicas. Mata Atlântica O Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa projeta restaurar 12 milhões de hectares de floresta em 20 anos, sendo 5 milhões na Mata Atlântica — o equivalente a 4% desse bioma. Mas não basta só plantar árvores. Desenvolveu-se um algoritmo que, cruzando diversos dados sobre as regiões, determina em quais áreas a recuperação traria um melhor custo-benefício.

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Pesquisa revela diversidade florestal do Paraná

Q

uase 35% do estado do Paraná é coberto por florestas naturais e plantadas. Considerando apenas as áreas com vegetação natural, o total é de 5,8 milhões de hectares, o equivalente a 29% do território. Um estudo identificou 587 espécies de plantas, sendo 19 pertencentes à lista de ameaçadas de extinção. Desse total, 567 espécies têm porte arbóreo (árvores e palmeiras), pertencentes a 265 gêneros e 86 famílias botânicas. O IFN fez o levantamento dos recursos florestais no estado e os resultados devem servir como base para o planejamento e a elaboração de políticas públicas voltadas para conservação e uso sustentável das florestas. No Paraná, a coleta de dados em campo ocorreu em 550 pontos amostrais. No total, foram mensurados 47.589 indivíduos entre árvores e palmeiras e coletadas 5.532 amostras botânicas de espécies arbóreas, arbustivas, herbáceas e palmeiras, Também foram coletadas amostras de solo, avaliada a saúde das árvores e coletados dados sobre biomassa e estoque de carbono. A mesorregião Metropolitana de Curitiba destaca-se pela maior proporção de cobertura florestal (58%). Esta região possui 12 dos 20 municípios com maior percentual de cobertura florestal, representando 10,5% da cobertura florestal do estado. Já a mesorregião do Noroeste Paranaense, apresenta a menor cobertura florestal, apenas 11%. Estima-se que existam cerca de 1,2 bilhão de m³ de madeira estocados nas florestas paranaenses. E a estimativa é de que existam 670 milhões de toneladas de carbono armazenadas em solo florestal no estado. RM

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Revista da Madeira - Edição nº 157  

Revista da Madeira completa 28 anos de circulação e se mantém fiel aos seus princípios de qualidade e informação.

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