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ANO 14 Nº 72 MAR/ABR 19 R$ 25,00 CARGA TRIBUTÁRIA APROXIMADA 3,65%

GRID Conheça a única empresa no mundo, do mariliense Flávio Maldonado, que facilita inovações e conecta seu negócio com o futuro

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6 D SAÚDE


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18 Presidente - Editor: Marcos Flaitt

18 A 22 GRID

Direção Geral: Michelle Verginassi

28 E 29 CCI PROM

Redação: Mariana Roncari e Rodrigo Viudes Operadora de editoração: Gláucia da Mata e Iara Regina da Silva Projeto Gráfico: Ivy Bueno Logística: Antonio Sanches

30 E 31 FEIJOADA SUN VALLEY 32 A 35 CARNAVAL YARA CLUBE 36 A 44 CARROS 46 E 47 MOTOS

FALE CONOSCO: Anúncios, divulgação de empresas, serviços e eventos

48 E 49 BARCOS 63 VILLA FELICITTÀ 64 MERCOSISTEM

Fale com MARCOS FLAITT: Mobile: (14) 9 9601-3070 E-mail: marcos.flaitt@gmail.com Leia pela internet: www.revistad.com.br

66 E 67 MULTI VIAGENS 76 A 78 UNIMED GARÇA

Correspondência: Av. Santo Antonio, 114 - Bairro Boa Vista, Cep.: 17501-470 - Marília - SP. (14) 3221-0780 Todos os direitos desta publicação são reservados. É proibida qualquer forma de reprodução, parcial ou total sem autorização expressa do diretor geral, sob pena das sanções penais e cíveis previstas em lei. As opiniões expressas em artigos e reportagens, bem como informações contidas em propagandas são de inteira responsabilidade de seus autores.

REVISTA D MARÍLIA EMPRESA AMIGA DAS TARTARUGAS MARINHAS DE CABO VERDE

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15 Anos da D Marília vem chegando Olá amigas e amigos! Hoje vai ser diferente. Aproveito este editorial para trazer frases filosóficas e felizes para o seu dia a dia. Ah, e aproveite esta edição mais que especial pois estamos chegando quase aos 15 anos, na próxima edição.

Obrigado a você nosso leitor e anunciante pela confiança de sempre. Fiquem todos os dias com Deus. Saúde e Paz!. Abs,


OPINIÃO

GR1D, um novo paradigma de negócio A empresa do mariliense Flávio Maldonado com o sócio Guga Stocco, está ajudando organizações de diversos setores a abraçarem a inovação e a tecnologia para competirem no novo mundo.

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TECNOLOGIA A tecnologia é capaz de realizar tarefas e criar produtos e serviços nunca antes imaginados. Há alguns anos, quem diria que empresas como Uber e Airbnb, que cresceram a partir do compartilhamento de carros e casas, seriam negócios de sucesso? Ou que os carros autônomos, que não precisam de motoristas, seriam uma ameaça às grandes montadoras? As inovações tecnológicas surgem a cada instante, sempre superando a anterior. E, como não podia deixar de ser, estão deixando suas marcas no mercado e nas empresas. A prova está no cenário atual das maiores companhias do mundo. No final de 2018, entre as dez empresas com maior valor de mercado, seis trabalhavam essencialmente com tecnologia. Entre elas, Apple, Amazon, Microsoft e Facebook. Para se tornarem gigantes, essas organizações optaram por não seguir a forma tradicional de criar empresas. Assim, nasceram as plataformas, bases para os modelos de negócio do futuro. Entendendo as transformações pelas quais o mercado está passando, Flávio Maldonado – mariliense com mais de 20 anos de experiência profissional na área financeira – criou o GR1D junto ao sócio Guga Stocco – responsável pelo banco digital do Banco Original. O objetivo do negócio é simples, porém ambicioso: ajudar as empresas dos mais diversos setores a se adaptarem ao novo mundo digital e a pensarem em inovação mesmo sem saber tecnologia. Para isso, o GR1D mergulha na vida e na cultura de seus clientes para entender o que precisa ser transformado para essa nova fase da organização, tanto em nível de pessoas quanto em modelo de negócio e tecnologias.

BASES PARA O FUTURO O que as maiores companhias de tecnologia têm em comum? O fato de serem plataformas, bases para modelos de negócio que conectam o fornecedor ao consumidor. Enquanto empresas tradicionais fabricam seus próprios produtos para serem vendidos em lojas e revendedoras, as plataformas são apenas as intermediárias das transações. Elas não são donas ou fabricantes dos bens e serviços que estão sendo comercializados, o que se

Flávio e Guga

torna uma grande vantagem competitiva. Usando o exemplo do Uber, a empresa não é dona dos carros nem emprega formalmente seus motoristas. Apenas conecta quem quer ganhar dinheiro oferecendo seu tempo e seu veículo com pessoas que precisam se deslocar. A grande preocupação da empresa e onde a maior parte de seus funcionários de fato trabalha é nas melhorias da experiência de usuário – principal elemento comercial das plataformas. O Uber precisa garantir que o motorista chegará até o seu passageiro no local marcado e o mais rapidamente possível. Já o Facebook tem a proposta de conectar pessoas e empresas de forma fácil e divertida. O Airbnb precisa oferecer a melhor experiência para os hóspedes e dar as ferramentas para os donos de imóveis anunciarem seus espaços. Agora, junte a ausência de produtos e o aprimoramento da experiência de usuário com o efeito de rede, ou network effect. Essa tendência define que quanto mais pessoas utilizando a plataforma, maior o valor para o serviço. Por todos esses motivos, as plataformas estão definindo o mercado nos seus mais diversos setores. A

pergunta que todos se fazem nessa situação é: como as empresas tradicionais, com as mesmas estruturas e modelos de negócio do século passado, vão competir com essas novas gigantes? Bem, a verdade é que elas não vão. Basta comparar o valor de mercado entre empresas tradicionais e plataformas. Por exemplo, a rede de hotéis Hilton e o Airbnb. Enquanto a primeira, que funciona no modelo tradicional de hotelaria, é avaliada em US$ 20 bilhões, a startup que encontrou uma nova forma de alugar quartos, casas e apartamentos está valendo US$ 31 bilhões. Se comparamos a varejista Walmart e sua principal concorrente, a Amazon, vemos a mesma situação. A primeira vale US$ 271 bilhões, já a segunda, US$ 770 bilhões. O papel do GR1D está em ajudar as organizações a abraçarem a inovação e as tecnologias que estão à disposição no mercado e a se tornarem plataformas. Pensando e operando com a mesma mentalidade do passado, elas não serão capazes de competir com as novas gigantes. Para isso, o time – formado por matemáticos, designers, desenvolvedores, cientistas de dados e especialistas em 19


OPINIÃO

Escritório da GRID

negócios – trabalha em diferentes frentes para entender quais são as necessidades de cada cliente para que essa transformação ocorra. Utilizando a metodologia de criação Shake Up, concebida pelo próprio GR1D, a equipe faz um estudo da empresa e identifica quais mudanças serão necessárias entre os funcionários, nos processos de trabalho e nas tecnologias já presentes na organização.

PLATAFORMA DE INOVAÇÃO O GR1D foi criado em 2017, então com o nome MoneyEx – inicialmente, o objetivo era atender só empresas do setor financeiro, como bancos e fintechs. A proposta era lançar uma plataforma de APIs (Application Programming Interface ou Aplicações Programáveis de Interface), ferramentas tecnológicas que podem ser acopladas em qualquer aplicativo, programa ou software. Essas APIs ajudariam empresas a criar novos modelos de negócios, além de permitir o compartilhamento de suas próprias inovações para criar mais uma fonte de renda. “Em vez de gastar tempo e dinheiro para construir algo que tem um grande risco de dar errado, é muito mais rápido, econômico e seguro testar e criar soluções com ferramentas já prontas”, explica Flávio. Um bom exemplo de uso das APIs é o caso dos aplicativos de transporte como o Uber, 99 e Cabify. Nenhum deles desenvolveu os 20

mapas que servem para indicar as rotas possíveis até o destino. Eles utilizam essa tecnologia de outras empresas, como Waze e Google Maps, conectando esses serviços

aos seus negócios. A lógica de usar APIs tem tudo a ver com a dinâmica do mundo digital, no qual as inovações são diárias. Se as organizações


TECNOLOGIA demorarem para se adaptar, correm o risco de ficar para trás e dar chance a um concorrente de conquistar uma fatia maior do mercado. Se uma empresa quiser criar um novo negócio, terá duas opções. A primeira é que ela poderá criar suas próprias soluções. Isso levará tempo, investimento e, por não fazer parte da sua atividade principal, correrá o risco de não ficar tão bom. A segunda opção, mais rápida e financeiramente viável, é que essa empresa utilize ferramentas já prontas e já aprovadas pelo mercado. Basta encaixar uma peça de tecnologia ao negócio, como fizeram os aplicativos de transporte. Só assim será ágil o suficiente para acompanhar as transformações do mercado. “Com essas mudanças, criou-se especialistas em áreas que você nunca terá dentro de casa”, diz Flávio. Assim, em vez de manter todas as soluções para si, as empresas precisarão se abrir, usando tecnologias desenvolvidas por terceiros e compartilhando suas próprias descobertas. Para dar início a essa empreitada, a organização não poderia começar como uma startup. A pouca quantidade de pessoas trabalhando no projeto e os baixos investimentos, características das empresas desse tipo, não seriam suficientes para dar conta do enorme volume de esforço que o trabalho demandaria. Os sócios buscaram parceiros interessados em impulsionar a inovação no setor. Assim, o primeiro investidor e também cliente da MoneyEx foi um family office ligado ao banco BMG. A primeira rodada de investimento resultou em R$ 30 milhões para que a empresa contratasse profissionais capacitados e experientes do mercado, além do equipamento e do novo escritório, localizado num dos importantes centros financeiros de São Paulo, a avenida Brigadeiro Faria Lima. No entanto, depois de alguns meses de operação, percebeu-se que as financeiras não eram as únicas interessadas em se atualizar para o cenário de inovação. A urgência atravessava todo o mercado. Potenciais clientes das mais diversas áreas, como grandes varejistas, começaram a procurar a MoneyEx para fazer a transformação digital de seus negócios. Assim, o time

FLÁVIO MALDONADO

Flávio Salmen Maldonado é executivo e empreendedor com mais de 20 anos de experiência na área financeira. Passou a maior parte de sua carreira em instituições financeiras. Formou-se em direito pela UNIVEM e fez uma pós-graduação em Administração de Negócios pela Fundação Getúlio Vargas. Logo após a graduação, mudou-se para São Paulo e trabalhou em empresas como BPN Creditus Brasil, Banco BNP Brasil, Santander, Itaú e Banco Francês e Brasileiro. Entre 2011 e 2018, foi sócio do escritório de advocacia Leite, Tosto e Barros Advogados Associados. Em 2015, foi premiado pelo International Law Office como o melhor advogado brasileiro na categoria Banking. Em 2017, fundou junto ao sócio Guga Stocco o GR1D, scaleup que possui um marketplace de APIs e ajuda empresas a realizarem a transformação digital.

Currículo: • Sócio no GR1D • Sócio no escritório Leite, Tosto e Barros Advogados Associados entre 2011 e 2018 • Diretor na BPN Creditus Brasil entre 2007 e 2008 • Consultor jurídico e Compliance Officer no Banco BNP Brasil entre 2004 2007 •Consultor jurídico no Banco Santander entre 2003 e 2004 • Advogado Sênior no Banco Itaú entre 1999 e 2003 • Conselheiro jurídico sênior no Banco Francês e Brasileiro entre 1996 e 1999 • Advogado no Banco Vega entre 1995 e 1996 • Formado em Direito pela Univem (1994) e pós-graduado em Administração de Negócios pela Fundação Getúlio Vargas (2001)] 21


GUGA STOCCO

Guga Stocco é formado em Administração de Empresas pela FAAP, com pós-graduação em Tecnologias em Internet e Gestão de Mercados de Luxo. Em seus mais de 20 anos de experiência, trabalhou em grandes empresas na criação de negócios digitais e transformações de negócios, como o Banco Original, Buscapé e Microsoft. É membro dos conselhos consultivos da B3, Hapvida e Carrefour, e do conselho administrativo da TOTVS.

Currículo: • Fundador e CEO do GR1D • Cofundador e membro do Conselho Administrativo da DOMO Invest (2016 – agora) • Membro do Conselho Consultivo da

viu a necessidade de redefinir a marca para uma que englobasse todo o mercado de inovação. Em abril de 2018, surgiu a ideia do GR1D, palavra em inglês que significa rede ou grade. Tinha tudo a ver com a ideia de APIs: vários pontos espalhados que formavam um único ecossistema e geravam inúmeras conexões. Junto a esse reposicionamento de marca, surgiu mais uma percepção: as empresas que desejavam inovar não fazia ideiam de como fazê-lo. “Não bastava criar apenas um marketplace de APIs”, explica Flávio 22

B3 (2017 – agora) • Membro do Conselho Administrativo da TOTVS (2017 – agora) • Consultor na Buscapé (2017 – 2018) • Cofundador e sócio na Koolen & Partners Venture Capital (2014 – 2018) • Head de estratégia e inovação no Banco Original (2014 – 2017) • Vice-Presidente de Business Development na Buscapé (2010 – 2014) • Lead de Business Development e Estratégia na Microsoft (2006 – 2010) • Gerente na TeRespondo (2002 – 2005) • Diretor na VeriSign (2000 – 2002) • Commercial E-Commerce na UOL (1999 – 2000) • Consultor na Deloitte (1997 – 1998)

Maldonado. “Precisávamos focar na mudança de cultura das empresas”. O GR1D, então, começou a realizar estudos aprofundados nas empresas parceiras, entendendo quais são os problemas a serem resolvidos antes de implementar a inovação.

CULTURA TAMBÉM É INOVAÇÃO As APIs ajudam a tornar as empresas mais digitais e aceleraram o processo de inovação. Mas, acima de tudo, para criar um bom serviço, que irá de fato resolver

um problema do usuário, é preciso pensar na sua jornada como consumidor. Para o GR1D, esse ajuste de foco é essencial para a transição para o modelo de plataforma. Ele é acompanhado de várias outras modificações pelas quais as empresas tradicionais devem passar. O processo completo é chamado Transformação Digital, que envolve a renovação de toda a empresa. Não se trata de um guia passo a passo. Muito pelo contrário, o processo varia conforme a organização. A Transformação Digital passa pela renovação de toda a cultura organizacional. Não é possível pensar e criar inovação em uma estrutura atrasada. Se tudo muda exponencialmente e é necessário agir rapidamente, qual a lógica em manter áreas completamente separadas e sem contato entre si? Nenhuma. Por isso, a equipe deve ser dividida em times multidisciplinares, ou seja, com pessoas de diferentes especialidades trabalhando juntas na criação de produtos e solução de problemas. Assim, um funcionário da área jurídica pode esclarecer se há algo que precisa ser revisto para não colocar a empresa numa situação delicada, o designer compartilha com todos qual é a melhor experiência de usuário possível e o especialista de tecnologia dirá o que é viável realizar com as ferramentas à disposição no mercado. Hoje, com mais de um ano de vida, o GR1D possui um time formado por 50 profissionais de diferentes especialidades, além de clientes e projetos nas mais diversas áreas do mercado, como varejo, finanças e saúde. A empresa possui um portal chamado Innovation Cloud, onde estão concentrados vários produtos e serviços que ajudam na condução dos negócios para o futuro. Entre eles, estão as APIs, a metodologia Shake Up, e a página Trends, com notícias sobre as maiores tendências do mercado de inovação mundial. No meio do ano passado, a empresa recebeu mais um importante acionista, a corretora de seguros Wiz Soluções. Com sua participação, o GR1D está lançando agora o seu braço de seguros, o GR1D Insurance, para ajudar o setor a se preparar para a transformação digital.


OPINIÃO

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OPINIÃO

MARCOS KOPESKA

Fuga ou coragem? Nos desencantos de 2019 Vim ao mundo no início de 1968, quando o Marechal Costa e Silva era o presidente do nosso país. Patriotismo, PIB em alta, milagre econômico e altas expectativas para a economia eram as principais manchetes na mídia. Isso durou até 1973... De lá para cá, as idas e vindas na economia, na moeda e na política formaram ciclos completos de expectação e frustração. Nação verde e amarela numa gangorra: cena quase infantil, não fosse a trágica figura da gangorra na parte baixa, com centenas de óbitos nos corredores dos hospitais falidos, com milhares de vítimas das estradas mantidas pela indústria das propinas, com presídios superlotados onde seres humanos são empilhados e com a lama de Mariana e Brumadinho zombando do Poder Judiciário. Mas... Impressionante! Brasileiro nunca desiste. Sempre espera, sempre aguarda, sempre sonha... Já escrevi anteriormente por aqui que, quanto maior a expectativa, maior chance de decepção. Um ditado indiano enuncia: “Grande expectativa, grande decepção. Pequena expectativa, pequena decepção. Nenhuma expectativa, nenhuma decepção”. Infelizmente, somos uma sociedade assentada neste balanço de parquinho. Todos nós expectamos, esperamos, esperançamos (como disse o teólogo J. Moltmann, citado por M. S. Cortella), mas também nos decepcionamos e somos vitimados pela frustração. A questão não é decepcionarmo-nos ou não, mesmo porque, ao longo da vida, viveremos surpresas extraordinárias, mas também desencantos “fora da curva”, isso em qualquer país ou cultura. Vamos nos alegrar com as vitórias que o ano nos reserva e vamos nos entristecer com perdas. Ninguém passa pela vida apenas ganhando. Ninguém passará por 2019 apenas acumulando. Portanto, a questão é: como reagir mediante o que a vida vai me oferecer? As pessoas, quando desenganadas pelas circunstâncias, reagem das mais diversas formas, mas parece cada vez mais comum a fuga como reação. Acontece que as fugas são ilusórias. O patriota conformista diz: “No próximo governo isso vai se resolver!” Pensamento repetitivo que vai durar quatro anos... em alguns casos, oito. O profissional julga-se pouco reconhecido e pede a conta: “Novos horizontes! Agora vou alçar voo! Assisti a última palestra de motivação e contratei um coach top!” Por alguns meses... Apenas a satisfação do anseio imediato. Parece também que, a fuga torna-se um comportamento viciante. Quem inconscientemente recorre ao escape imediato como 24

solução rápida para um problema vai, dali em diante, recorrer a este subterfúgio nas situações de enfrentamento. Com certeza você conhece gente que não para em emprego algum, está sempre pedindo demissão e projetando sua realização profissional no que está por vir. Não investe em relacionamentos e está sempre projetando a satisfação no próximo namoro. A mulher mal amada, com a autoestima achatada pede o divórcio e vai para o novo ombro amigo: “Ufa! Alívio!... Agora sim vou ser feliz, afinal tenho este direito!”... Alívio por um tempo. Aliás, no Brasil aproximamo-nos do índice de divórcios de 50% nas grandes cidades, mas este índice sobe para quase 90% quando se trata de um segundo casamento, pós divórcio. Por que? Porque o casal - ou um dos cônjuges - já tem a rota de escape mapeada nos recônditos do inconsciente: “Qualquer coisa que der errado eu já sei o trajeto”. Pois bem: 2019 há de nos oferecer inúmeras situações de confronto, embate e adversidade. Como você há de reagir a elas? Provaremos desilusões, frustrações e decepções, mas como reagiremos quando a gangorra estiver para baixo? Recentemente ouvi a mais completa definição de coragem - até o momento - num sermão de meu amigo Pr. Ricardo Gondim: “Coragem não é ausência de medo. É a sabedoria para aplicar os recursos que tenho, apesar das minhas limitações, para enfrentar o que a vida cobra de mim”. Coragem não é entrar numa briga de danceteria ou acelerar uma motocicleta a 185 km/h. O que a sociedade imediatista denomina coragem, eu chamo de insensatez. Coragem é a difícil equação: perseverança + serenidade + paciência + resiliência + sabedoria + fé + esperança ... Esta operação é tão rara quanto um vinho Lafitte 1787. A sociedade precisa de profissionais corajosos para assumirem empreendimentos longevos, sem motivações extrativistas. As famílias precisam de pais corajosos para irem até as últimas consequências pelo lar e pelos filhos, sem fúteis escapes em nome da felicidade egoísta. O cristianismo precisa de homens e mulheres que lutem pela fé que um dia abraçaram, sem prostrações ante os efêmeros jogos de ego religioso. Isso é coragem! Precisamos dela em 2019!

Marcos Kopeska é bacharel em Teologia (UMESP), pós graduando em Terapia Familiar Sistêmica (INDEP), pastor da 3ª Igreja Presbiteriana Independente de Marília e escritor.


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OPINIÃO

O que realiza é o agora

JOÃO PAULINO

Em qual tempo você está?

O Criador, justo como é, atribuiu a cada um de nós 24 horas/ dia. Presenteou-nos, ainda, com o livre-arbítrio e constata-se que a diferença nos resultados está, principalmente, no nível de competência como cada pessoa administra o seu tempo. Como é sabido, o tempo apresenta três dimensões: o passado, o presente e o futuro. O passado serve de aprendizado e refere-se ao registro de ações realizadas “ontem”, quando se deu o momento presente, isto é, o agora. Existem pessoas que permanecem focadas no “ontem”, ficam remoendo o que foi, querendo entender por que deixaram de fazer aquilo, por que foi feito assim, ou por que não foi feito de outra maneira, e, apoiam-se no excesso de passado, alimentando possibilidades de depressão. O futuro fornece elementos para a administração do amanhã e refere-se às suposições de situações que desejamos que aconteçam em dias vindouros, mas somente ocorrerá quando chegar a ser hoje e, no momento presente, isto é, for o agora. Existem pessoas que ficam focadas no amanhã, apoiam- se no excesso de futuro e alimentam possibilidades de ansiedade. O presente - o agora -, é realmente o momento de atitudes, pois é onde todos os atos podem ser realizados. Assim, a nossa história, o nosso legado é composto pelas ações consolidadas no agora, pois é o único momento real que se tem para fazer acontecer. O agora, embora contínuo e inesgotável, é único. Vive-se aquele momento presente com características exclusivas, e age, constrói, ou perde-se a oportunidade. Portanto, esteja pleno, inteiro disposto para viver intensamente, dando o seu melhor naquele único momento onde tudo pode ser executado, vivenciado, transformado, realizado. Amigo leitor, pare e reflita: revisa suas atitudes no agora, e verifique se a tendência é de ficar indiferente, sabotar-se, procrastinar ou vibrar com sua determinação e firmeza para transformar o 26

momento presente em feitos, muito bem feitos. Aproveitando para exercitar a teoria exposta, pratique e comprove: pare tudo que estiver fazendo e ligue agora, para a sua mãe, pai, esposa(o), filha(o), amiga(o) e diga o quanto a(o) ama. Constatará o quanto fará alguém feliz, se sentirá muito bem, e terá vivenciado o que é agir no agora. Com a caminhada diária aprendemos que a vida só é feita de “agoras”, através de nossas atitudes. Temos o poder de transformar sonhos em realizações, projetos em obras. Pois é no agora que cada pessoa age, aprende, modifica, renova, inova, e se faz viva e produtiva durante toda a jornada da vida. O agora é momento sublime, onde as diferenças são equilibradas; o diálogo sana as desavenças, promove os acertos e os encontros; o perdão é solicitado e concedido, libertando o “ofensor e o ofendido”; o bem e o amor proclamados e a alegria vivenciada e exaltada. Aprenda a atuar no agora com atitudes construtivas e desfrutará com prazer e entusiasmo de cada ato de sua vida. Essa é a essência do viver, do fazer e do realizar-se, sempre no agora.

João Paulino Quartarola é administrador de empresas, especialista em psicanálise clínica e personal coach. O e-mail de contato é o jpquartarola@terra.com.br.


OPINIÃO

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CCI Prom 2018 Escola de idiomas forma novos alunos fluentes em inglês

CCI team

As diretoras Vera Contiero e Cleide Baraldi

O

ano de 2018 terminou em ritmo de formatura para os alunos do Intermediate e do Advanced do CCI. Os certificados e diplomas foram entregues em um evento de gala promovido pela escola de idiomas em um refinado buffet da cidade. As sócias-diretoras do CCI, Cleide Baraldi e Vera Contiero, agradeceram o apoio de toda sua equipe de professores e de funcionários e também a confiança depositada por pais e responsáveis ao longo do período de aprendizagem dos alunos. Ao final do cerimonial foi exibido um vídeo em homenagem aos formandos e feita a entrega do Prêmio ‘The Best CCI’ aos alunos com melhor média de notas – Matheus Bernardo, 9.9 no Intermediate e Fernanda Paiva Rodrigues, 10 no Advanced. Confira imagens do evento: 28


s

educacao s

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Feijoada de Carnaval Quality Sun Valley serve gastronomia e folia à beira da piscina

Ambiente decorado a caráter

Toninho, Marilda e Graziela

A suculenta feijoada servida na festa

A

folia começou mais cedo – e bem mais saborosa – em Marília em 2019 para quem prestigiou mais uma edição da Feijoada de Carnaval promovida pelo Quality Sun Valley. O melhor da gastronomia e da cultura popular brasileira servido à beira da piscina. Quem compareceu saboreou e pulou, com animação da banda Língua Preta. Confira quem foram os foliões que compareceram ao evento neste ano.

Dançarinos profissionais

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Animação da banda Língua Preta


Priscilaine, Fernando, Flávio Okagawa, Bruna e Nilton

Mayra curte a feijoada com marido e amigos

Hellaynne, Massami, Ricardo, Moacir e Val Balbo

Mariana, Renato, Ricardo e Francine Lucas, Jonas Vidoto, Louise e Miguel

Adriano, Joana e Marcela Barros

Aglays, Marcia, Elza e Dimitria Damasceno

Adriana e Marcelo Bortoletto, Rogério, Cleide e Thais Neves

José Luiz e Déia Valenciano

Inês, Maria Aparecida e Helio Mariano

Rodolpho, Cyntia, Carolina e José Vinicius

Hely e Daniela Braga

Marcia Cardoso e Alessandra Damasceno

João, Monica, Flávia e Camilo Teixeira

Daniele e Ana Gonçalves

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Grande Noite Foliões se divertem madrugada adentro no carnaval do Yara Clube

Foliões se divertiram ao ritmo das marchinhas no Yara Clube

Alan, Mauro Luis e Ednaldo

Bloco da Diretoria

Aline Herrera, Cassiana e Cris Helena

A

Grande Noite do Yara Clube fez jus ao nome e reuniu um grande público na noite de segunda de carnaval. Animados pela banda A Baladeira, os foliões se divertiram madrugada adentro no ginásio principal, decorado a caráter para a festa. A D Marília marcou presença e clicou blocos, turmas, casais e quem mais foi curtir o carnaval. As fantasias mais criativas e inusitadas não ficaram de fora. Confira nossos cliques nas próximas páginas e também em nossas redes sociais - @revistadmarilia, no Facebook e no Instragram.

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Ginásio ganhou decoração a caráter para o carnaval


carnaval yara

Bรกrbara, Vitor, Joรฃo Vitor e Tainรก

Bloco da Felicidade

Bloco do Piratinha

Bloco Pimenta Biquinho

Bloco da Cultura

Bloco do Calรงada Beer

Bloco dos fantasiados

Bloco do Di Carlotta

Bloco Nem Mole Nem Duro

Bloco Sรณ Elas

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carnaval yara

Bruno, Breno, Ercília e Larissa

Cristina e Priscila

O trenzinho não faltou na brincadeira

Guilherme, Carla e Edson Pina

Heloisa, Dayse, Andrezza e Aida

Josiane, Claudia e Fernanda

Lucas, Beatriz, Eduardo e Cristiane

Jessica, Carol e Bruna

Larissa, Suyam e Rose

Marcelo, Adriana, Luana e José Guilherme

Lucília e Rogério

Luis Augusto e Joelma

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Luis Henrique e Bruna

Márcio, Cristiane, Marilia e Matheus


carnaval yara

Márcio, Marcos e Mara

Maria Helena, Lana e Maria

Marlon e Viviane

Marcos, Soraia Josy e Everaldo

Maria Tereza, Sandra e Elzira

Marli e Daniel

Paulo, Denise, Marilia e Rogério

Regina, Rose e Luís

Rodrigo, Natália, Mirela, Mané, Cássio e Aline

Maria Eduarda, Beatriz, Julia e Yasmim

Mislaine, Josy e Tiago

Priscila, Valeria e Cristiane

Rita de Cássia e Eliana

Sergio e Valquíria

Rogério Menezes, Alê Custódio, Jurandir, Alessandra, Bete, Larissa e Patrícia Zangaro

Silvia, Carla, Henrique e Natália

Turma da Alegria

Turma do CT Stella

Turma do Superman

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OPINIÃO

Sociedades

CÉSAR MAGNANI

Novo quórum de deliberação nas LTDAs

Em 4 de janeiro foi publicada no Diário Oficial da União a Lei n.º 13.792/19, que altera artigos do Código Civil (Lei n.º 10.406/02) e estipula novas regras quanto ao quórum para a realização de deliberações de sócios nas sociedades limitadas, especialmente para os temas de destituição de administradores que sejam sócios e exclusão de sócios por justa causa em sociedade limitada composta por apenas dois membros. Com o advento da citada Lei, o § 1º, do artigo 1.063 do Código Civil, que sofreu alterações, certamente propiciará aos sócios majoritários a possibilidade de destituição do minoritário do cargo de administrador de forma mais célere, evitando assim longas disputas judiciais que certamente acabam afetando os negócios da sociedade. Antes do advento da nova regra societária, o sócio nomeado administrador no contrato social gozava de proteção especial, haja vista que somente podia ser destituído com o voto de sócios titulares de quotas representativas de dois terços do capital social (66,66%). Agora, com a nova regra societária, para ocorrer a destituição de administrador sócio em sociedade limitada nomeado por cláusula do contrato social, é necessária a aprovação da maioria absoluta do capital social. É dizer, toda e qualquer destituição de administrador, sócio ou não, nomeado no contrato social ou por ato separado, depende do voto de sócios titulares de mais de 50% do capital social (50% mais uma quota). A finalidade da alteração foi harmonizar a regra até existente para as situações de destituição de administrador sócio ou não, nomeado em ato separado do contrato social, cujo quórum para a destituição para essa situação é da maioria absoluta do capital social. A nova Lei também altera o parágrafo único do artigo 1.085 do Código Civil, dispensando a convocação de reunião ou assembleia geral que tenha por finalidade a exclusão de sócio nas sociedades limitadas compostas por apenas dois. A regra até então existente nas sociedades compostas por apenas dois ou mais sócios era a de que o sócio majoritário que pretendesse a exclusão de sócio minoritário da sociedade, 36

com fundamento na prática de atos graves que pusessem em risco a continuidade da empresa, obrigatoriamente deveria convocar reunião ou assembleia específica para essa finalidade, com tempo suficiente para que o sócio minoritário pudesse comparecer e exercer o seu direito de voto e/ou defesa. Agora, com o novo regramento, se a sociedade tiver apenas dois sócios, torna-se desnecessária a convocação e realização de reunião ou assembleia para apresentação de defesa pelo sócio minoritário que praticou ato de inegável gravidade. De acordo com a novo texto legal, basta simplesmente ao sócio titular de mais da metade do capital social elaborar e assinar instrumento particular de alteração do contrato social para documentar a exclusão do sócio minoritário. No entanto, apesar do legislador ter agido de forma a desburocratizar algumas das formalidades previstas no Código Civil, a falta de convocação e oportunidade de ter a ciência prévia do ato do sócio majoritário, certamente afetará o direito de defesa até então conferida ao sócio minoritário, na hipótese específica das sociedades limitadas que sejam compostas por apenas dois sócios. Por fim, importante destacar que a alteração do quórum para destituição de sócio nomeado administrador no contrato social, certamente não causará maiores discussões no mundo jurídico, ao contrário do que possa ocorrer com relação às questões de dispensa de reunião ou assembleia geral para fins de exclusão de sócio em sociedade limitada que tenha apenas dois sócios, haja vista que em muitas situações os direitos de sócios minoritários certamente poderão ser tolhidos.

César Soares Magnani é advogado com experiência

profissional nas áreas do Direito Empresarial, com ênfase para as áreas Societária, Contratual, Comercial e Imobiliária. Contatos: cesar@magnani.adv.br, (14) 3301-8778 ou (11) 99995-2059


VEÍCULOS

De tudo, o novo

Que tipo de carro você mais aprecia? Prefere a praticidade de um hatch, o espaço de um sedan ou a esportividade de um SUV? Qual tipo de veículo, hoje, você estaria disposto a levar para sua garagem caso estivesse em uma real decisão de compra? Antes que você responda, repare nas propagandas e nas ruas: seja qual for a sua preferência, o mercado já produziu um veículo que promete atender as suas expectativas. Na dúvida, ‘dê um Google’ e observe a variedade de ofertas à sua disposição! Algumas destas opções foram escolhidas para esta edição #72 da D Marília. Elencamos cinco marcas e as indicações são as que se seguem nas próximas páginas: Chevrolet Prisma, Ford Edge, Toyota Hilux e Vokswagen T-Cross. Líder do mercado nacional em vendas de motocicletas, a Honda lançou vários modelos para 2019. Escolhemos dois: Gold Wing e CB 1000R. Dedicamos uma página para cada uma destas motocicletas. Entre ambas, qual seria a sua preferida? Na seção de barcos, indicamos um modelo de luxo que você, leitor(a), certamente não abriria mão de adquirir: o LY 650. Trata-se de um produto cujo projeto foi desenvolvido por uma empresa do mercado automobilístico. Leia e confira qual é. 37


VEÍCULOS

Hilux

Modelo 2019 ganha novo design e equipamentos

A nova Hilux 2019 já chegou a Marília. O design frontal modernizado e uma lista de equipamentos ainda mais recheada adicionam qualidades que visam realçar a essência da série: a robustez. O modelo incorporou o desenho de grade hexagonal, traçada por três sólidas barras horizontais contornadas por um acabamento cromado. A Hilux 2019 traz mudanças essenciais para versão SRX, agora com assentos perfurados, interior preto em acabamento black piano, espelho retrovisor interno eletrocrômico e luz de condução diurna em LED. Os modelos da linha 2019 da Hilux seguem equipados com motores diesel e flex. Veículos de motorização diesel vêm equipados com propulsor Toyota D-4D 2.8L 16V Turbo de 177cv de potência a 3.400 rpm, todas de tração integral. São três versões dotadas de transmissão automática de seis velocidades sequencial: SRV 4x4 Cabine Dupla, SRV 4x2 e SR 4x2. Há ainda opção de SR 4x2 de transmissão manual de cinco velocidades.

SAIBA MAIS A Toyota Mirai fica na avenida Carlos Artêncio, 300. Mais informações pelo (14) 2105-3800 ou (14) 9.9824-9907 (WhatsApp). Acompanhe a marca pelas redes sociais: @miraimotorstoyota (Facebook), @miraimotors (Twitter) e Mirai Toyota (Youtube). 38


VEÍCULOS

Ford Edge 2019 Tecnologia de sobra entre os SUVs no Brasil

A Ford ampliou a sua linha de SUVs com um modelo inédito: o Edge ST 2019, o primeiro a trazer ao Brasil a grife “Sport Technologies” de veículos de alto desempenho da marca. O modelo é conhecido pelo conforto e alto nível de equipamentos e com a nova versão ST ganha um novo patamar de esportividade e tecnologia. O Edge ST 2019 chega com estilo mais moderno e motor 2.7 V6 Biturbo EcoBoost de 335 cv, ele inova nas tecnologias de assistência ao motorista, na segurança e na conectividade. É o primeiro SUV da Ford no mundo a receber o selo ST da Ford Performance – divisão de carros de alto desempenho da marca. O carro conta ainda com tecnologias de assistência ao motorista mais avançado do segmento. Ele é o primeiro no Brasil a vir com o CoPiloto 360, pacote que inclui assistência autônoma de frenagem, monitoramento de ponto cego, alerta de permanência em faixa, câmera de ré e farol alto automático.

SAIBA MAIS A Ford Zevel fica na avenida Castro Alves, 1.431, em frente à Nestlé. Mais informações na concessionária pelo (14) 3402-2400. Acompanhe a marca pelas redes sociais: @ fordzevel (Facebook e Instagram) e Zevel Ford (Youtube). 40


VEÍCULOS

T-CROSS Modelo que promete revolucionar os SUVs está chegando

A Volkswagen apresentou em 2018, em um evento global, um dos modelos mais aguardados no Brasil em 2019: o T-Cross. O carro faz parte da estratégia da empresa de oferecer modelos globais com características específicas para atender às necessidades locais de cada região. “O T-Cross é o primeiro SUV produzido pela Volkswagen no Brasil, que chega para revolucionar os padrões de seu segmento”, afirma o presidente e CEO da Volkswagen América Latina, Pablo Di Si. “O T-Cross que será feito no Brasil traz mudanças em seu design, maior espaço interno e é mais alto que o modelo europeu, além de ser um modelo seguro, conectado e cheio de tecnologia”, conclui. O T-Cross para os mercados da América Latina será produzido em São José dos Pinhais (PR) – para isso, a fábrica recebeu R$ 2 bilhões em investimentos – e faz parte dos cinco novos SUVs a serem lançados pela Volkswagen na região até 2020.

SAIBA MAIS A Volkswagen Comasa fica na avenida Castro Alves, 1.239, em frente à Nestlé. Mais informações pelo (14) 3402-2121. Acompanhe a marca pelas redes sociais: @ vwcomasa (Facebook e Instagram) e Comasa Volkswagen (Youtube). 42


NOVO SUV

versĂľes a partir de R$

,00

Av. Castro Alves, 1239

Tel.: (14)

3311.2121


VEÍCULOS

Prisma Joy O sedã mais econômico do mercado brasileiro

A linha 2019 do Prisma Joy estreia com atualizações na parte interna e externa que reforçam a relação custo-benefício do sedã de entrada da Chevrolet no mercado brasileiro. O modelo também se destaca por ser o três volumes flex mais econômico do país pelo Inmetro. As novidades começam pelo novo acabamento das lanternas, agora com máscara negra e elementos cromados. As lanternas passam a ter detalhe fumê similar ao das configurações mais sofisticadas. As calotas trazem novo desenho e se somam aos inéditos adesivos de coluna, agregando também um estilo mais contemporâneo ao conjunto. O principal diferencial competitivo do Prisma Joy está na economia de combustível. De acordo com dados do Inmetro, o carro é o sedã flex mais econômico do mercado brasileiro no trânsito rodoviário. Com etanol, percorre 10,9 km/l. Com gasolina, a média é de 15,6 km/l. 44

SAIBA MAIS A Chevrolet Javep fica Tiradentes, 1.360. Mais da concessionária pelo 7012, (14) 9.9744-6222

na avenida informações (14) 2105(WhatsApp)

ou javepchevroletmarilia. Acompanhe a marca pelas redes sociais: @ javepchevrolet (Facebook), @javep (twitter), chevroletjavep (Instagram) e Javep Chevrolet (Youtube).


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MOTOS

Honda CB 1000R Um fascínio sobre duas rodas que acaba de chegar A novíssima Honda CB 1000R traz o conceito Neo Sports Café, com a reinterpretação “by Honda” da tendência café racer, que fascina motociclistas em todo o mundo. O toque de esportividade vem do motor de quatro cilindros de 145 cv de potência máxima, que aliado a uma relação das três primeiras marchas mais curtas, faz a CB 1000R ser mais rápida no 0-130 km/h que a poderosa CBR 1000RR Fireblade. Todavia, o toque principal é o design, minimalista, mas impactante. Uma verdadeira instant classic, um marco na arte de fazer motocicletas apaixonantes. Confira algumas imagens.

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Honda GL 1800 Gold Wing Completamente reprojetado, modelo está mais compacto, leve e potente Desde seu lançamento em 1975, a Honda GL 1800 Gold Wing é objeto de desejo de quem almeja o máximo de uma motocicleta. Pensada para cruzar grandes distâncias com extremo conforto e segurança, o modelo atravessou as últimas quatro décadas no posto de máquina preferida dos mototuristas de todo o planeta. Apresentada pela primeira vez no Brasil durante o Salão das Duas Rodas de 2017, o novo modelo recebeu uma profunda remodelação. A nova Gold Wing está mais compacta e leve (- 48 kg) que a versão precedente. Aperfeiçoado na gestão eletrônica, o motor pode ser ajustado de acordo com quatro diferentes riding modes. Acelerador eletrônico, controle de tração, assistente de partida em subidas e sistema Start&Stop são outros aperfeiçoamentos introduzidos ao modelo na versão 2019. Apesar de preservar a mesma arquitetura e praticamente a mesma capacidade cúbica (de 1.832 cc cresceu à 1.833 cc), o motor da Gold Wing ganhou mais potência (126 cv contra 118 cv) e torque (17,34 kgf.m ante 17,0 kgf.m) além de estar 6,2 kg mais leve e 33,5 mm mais curto que o motor da Gold Wing anterior. O câmbio DCT que equipa a nova Gold Wing oferece ainda a inédita modalidade ‘Walking Mode’, que movimenta a motocicleta em velocidade limitada (1,8 km/h à frente e 1,2 km/h em marcha a ré) para auxiliar o piloto nas manobras de estacionamento.

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BARCOS

LY 650 O requinte das pistas para os mares a partir de 2019

A fabricação de iates de luxo, definitivamente, não é mais um exclusividade das gigantes do setor náutico. Grandes marcas de automóveis estão, aos poucos, invadindo a praia de seus novos concorrentes de marinas com produtos cada vez mais sofisticados. Foi assim com o Astom Martin AM37, o Arrow460-GT, da Mercedes-Benz; a edição limitada de modelos Bugatti e também será com o LY 650, da Lexus. Anunciado em março de 2018 em Yokohama, no Japão, o novo iate de luxo com DNA automobilístico chega em 2019. O modelo, aliás, é o quarto modelo de iate da Lexus. Antes, já haviam descido para as águas o LS Sedan, o LX SUV e o LC Cupê – que, não por acaso, foram batizados com nomes alusivos a algumas das versões mais conhecidas de automóveis, claro. 48


OPINIÃO

LY 650 Construído pela Marquis-Larson Boat Group, o LY 650 tem comprimento total de 65 pés e 19 de largura. O iate tem três suítes e capacidade para seis passageiros. O design é inspirado em modelos esportivos, caracterizado por curvas acentuadas no convés e na popa. A propulsão do LY 650 é por um motor Volvo IPS 1200. O iate tem capacidade de armazenamento de 3.785 litros, o que permite autonomia para passeios muito além da costa. A previsão de entrega da primeira unidade é para o 2º semestre de 2019. 49


MARCELO

TECNOLOGIA

RAMOS (CHIPA) Novos Mac mini já estão à venda no Brasil a partir de R$ 7 mil A Apple já vende em seu site oficial brasileiro dois novos modelos do Mac mini 2018. Apesar de ter sido anunciado em outubro com versões com SSD de até 1 TB, o minicomputador da Maçã chega apenas com versões de 128 GB e 256 GB ao Brasil. Os preços, como era de se esperar, são bem salgados.

JBL lança 4 novos modelos de fones de ouvido sem fio A JBL continua investindo em opções para quem procura fones de ouvido sem fio e de alta qualidade. A mais recente iniciativa da empresa nesse sentido foi anunciada em janeiro durante a CES 2019, com quatro modelos para diferentes perfis de usuário. São eles: JBL TUNE120TWS, JBL Reflect Flow, JBL UA Flash, JBL Endurance Peak.

Lenovo apresenta a caixa de som mais fina do mundo A Lenovo apresentou a caixa de som Bluetooth mais fina do mundo, a Lenovo 700 Ultraportable Bluetooth Speaker, com apenas 11 milímetros de espessura. Esse não é único destaque da peça, que conta com um design moderno e até se assemelha a um smartphone lançado neste ano. Começará a ser vendida a partir de abril.

Apple já arrecadou US$ 200 milhões com campanha (RED) de combate a AIDS A Apple arrecadou a quantia de US$ 200 milhões em doações que serão empregados na prevenção contra o vírus HIV e o tratamento e combate à AIDS através de uma parceria entre várias empresas que resultou na organização e marca (PRODUCT)RED.

Está pensando em trocar seu celular? Trabalhamos com venda de toda linha da Apple, entre em contato conosco e solicite a tabela dos valores atualizados.

Marcelo Ramos é administrador, empresário, proprietário do Quiosque do iPhone, especialista no assunto. Atende Marília e região. Entre em contato para agendar seu horário (14) 99601-4468, marcelo@quiosquedoiphone.com.br. Saiba mais no http://www. quiosquedoiphone.com.br ou https://www.facebook.com/quiosquedoiphone. 50


Filmes

VINGADORES: ULTIMATO Thanos (Josh Brolin) cumpriu a promessa: metade de todas a vida da Terra desapareceu. Nem a soma de todos os vingadores com os Guardiões da Galáxia foi páreo para o titã mais louco do universo. E agora, o que fazer? É o que Steve Rogers (Chris Evans) – ou Capitão América, como queira – e Natasha Romanov (Scarlett Johansson) terão que lidar para resolver enquanto termina a água e a comida de Tony Stark (Robert Downey Jr.), condenado a vagar pelo espaço. A sequência de ‘Vingadores: Guerra Infinita (2018)ʼ é o 4º filme da franquia de super-heróis da Marvel Comics. A nova aventura promete lotar as salas de cinema pelo mundo afora. Afinal, quem não quer testemunhar a derrota de Thanos? Será que ela virá?

A SOMBRA DO PAI

Dalva (Nina Medeiros) acabou de ficar órfã de mãe e desassistida dos cuidados de sua tia Cristiana (Luciana Paes). Sobrou-lhe o pai (Júlio Machado), um ente distante que agora, mais do que nunca, precisa cuidar daquela que trouxe ao mundo. Mas a situação fica ainda mais difícil depois que o homem perde um colega de trabalho e entra em depressão. Enquanto isso, Dalva refugia-se em filmes de terror, nos quais acredita haver poderes sobrenaturais para ressuscitar a própria mãe. Com direção de Gabriela Amaral Almeida, ‘A Sombra do Paiʼ é um drama com características do chamado ‘terror clássicoʼ.

DUMBO

De volta da guerra e sem o estrelato de antes, Holt Farrier (Colin Farrell) precisa lidar agora com a vida de um circo em dura crise financeira. Ele acaba incumbido de cuidar de um elefante recém-nascido, cujas orelhas enormes o faz motivo de todo tipo de gozação. Mal o homem sabia que esse animalzinho faria de sua característica física peculiar um salto para um novo tempo aos picadeiros da companhia. É assim que ‘Dumboʼ ressurge, inclusive nas telonas, com direção de Tim Burton. Lançado pela primeira vez em 1941, o filme fez sucesso nos cinemas brasileiros em 1973 e 1998.

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Musica

Metamorfose Do xote ao rock, um pouco de tudo na obras de grandes artistas brasileiros

MARCELO QUINTANILHA

Que tal uma versão de ‘Codinome Beija-Florʼ em tempo de valsa? Ou ‘Blues da Piedadeʼ cantado à capela por um coral gospel? Estes e outros grandes sucessos estão em ‘Caju - Canções de Cazuzaʼ, de Marcelo Quintanilha e, claro, com versões inéditas, criadas em coautoria com o maestro Rodrigo Petreca – a única exceção de arranjos é de Xinho Rodrigues, em ‘Faz Parte do Meu Showʼ. O disco é uma homenagem aos 60 anos que Cazuza completaria em 4 de abril de 2018. O artista morreu em 7 de julho de 1990, aos 32 anos, de choque séptico provocado pela AIDS.

TÂNIA GRINBERG E FÁBIO MADUREIRA

Xote, rock progressivo, música caipira... De um oceano de possibilidades de ritmos e versos pingou uma ‘Gota Onde Nada o Peixeʼ, uma obra hidratada a muito talento pelas vozes de Tânia Grinberg e do violonista Fábio Madureira. É a primeira vez que a parceria, brotada em 2015, chega ao mercado fonográfico. Tânia é escritora, educadora e atriz. Fábio tem pós-graduação em música com especialização popular. O encontro destes dois afluentes culturais resultou em belas canções como ‘Noveloʼ, ‘Sementeʼ e ‘Dragão Douradoʼ – esta última, com voz do mestre Antônio Nóbrega.

DOIS POR DOIS

Você conhece o ‘baião-jazzʼ? Então não deixe de apreciar ‘Dois por Doisʼ, faixa-tema da obra-prima produzida pelas mãos do pianista Michel Freidenson e do saxofonista/flautista Teco Cardoso. Ambos interpretam as composições de Luiz Millan e Moacyr Zwarg (1945-2017), com participação especial da cantora Anna Setton. O encontro foi gravado ao vivo em 25 de agosto de 2016 no palco do Espaço Promon, em São Paulo. Ficou tão bom que gerou um documentário, além do CD/DVD. A distribuição é pela Tratore, com legendas em inglês.

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Livros A CLASSE MÉDIA NO ESPELHO Em sua primeira obra inédita depois do sucesso de ‘A elite do Atrasoʼ, de 2017, Jessé Souza apresenta uma visão original e inovadora dessa classe fundamental da sociedade. Em ‘A Classe Média No Espelhoʼ, ele desconstrói os maiores mitos que procuram perpetuar o desconhecimento da classe média sobre si mesma. O primeiro é o de que sua definição é determinada exclusivamente pela renda. O segundo é a concepção cultural do brasileiro “vira-lata”, inferior, emotivo e corrupto por natureza – mentiras que a elite e seus intelectuais inventaram para melhor doutrinar e manipular a classe média. (Ed. Estação Brasil, 288p., R$ 35,90)

O ESPETÁCULO DA CORRUPÇÃO Um livro sobre como combater a corrupção sem destruir o país. Em O espetáculo da Corrupção, o advogado Walfrido Warde radiografa os efeitos devastadores dos crimes de colarinho branco no Brasil e analisa os equívocos do sistema criado para enfrentar a roubalheira. Ele explica que não precisamos destruir o capitalismo brasileiro para combater a corrupção, destruir as empresas para punir os empresários corruptos e tampouco eliminar a política para prender os políticos corruptos. Mais do que criticar, Walfrido Warde apresenta soluções para que esse combate se aperfeiçoe – e possa superar os terríveis efeitos colaterais que produz. (Ed. Leya, 144p., R$ 22,90)

VOCÊ PODE SONHAR A princesa Yolanda é uma menina que tem um grande sonho e o desejo em busca do novo. Então, com coragem ela decide atravessar doze reinos mágicos para fazer uma viagem que lhe despertará para novas realidades, aflorará sua imaginação e trará à sua consciência novos sentimentos como a fé, a esperança e o mais nobre dos sentimentos. Transformada pela força das novas descobertas, a princesa voltará para seu reino, acreditando que pode torna-lo melhor. Mas, o que ela não sabe, é que seu reino está bem diferente dos lugares maravilhosos que conheceu. Obra de Eva Alda Coelho Marchioli, com ilustrações de Fernanda Dutra Moro. (Adquira seu exemplar pelo http://www. iholtecc.com.br/livro/)

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OPINIÃO

IASCO & MARÇAL

Aposentadoria Especial

Saiba quais são as condições atuais para os servidores públicos

A aposentadoria especial é uma espécie de aposentadoria por tempo de contribuição, sendo que o segurado deve comprovar o tempo mínimo de 15, 20 ou 25 anos de exercício na atividade, exposto de forma ininterrupta, não ocasional e nem intermitente a agentes nocivos prejudiciais à saúde e integridade física. A Constituição Federal de 1988 em seu artigo 40, § 4º, incisos II e III, veda a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria para os servidores titulares de cargos efetivos da União, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, exceto nos casos de servidores portadores de deficiência, para aqueles que exerçam atividades de risco e/ou cujas atividades sejam exercidas em condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física, tudo dependendo do modo como será disciplinado em lei complementar. Ocorre que tal lei complementar ainda não existe, o que ocasiona prejuízo ao direito do servidor que exerce seu cargo em condições prejudiciais à saúde a adquirir uma aposentadoria diferenciada. No Regime Geral de Previdência Social as regras de definição do tempo especial foram instituídas pela Lei nº 3.807 de 26 de agosto de 1960, o que torna mais intrigante a inércia do poder público em relação ao cômputo desse tempo em condições prejudiciais à saúde, obrigando os interessados há ingressarem com mandado de injunção para ver reconhecido esse direito. Diante dessa inércia do Poder Legislativo, o Supremo Tribunal Federal, após ter julgado vários mandados de injunção, editou a Súmula Vinculante nº 33 publicada em 24.04.2014, em que determina: “aplicam-se ao servidor público, no que couber, as regras do regime geral da Previdência Social sobre aposentadoria especial de que trata o artigo 40, § 4º, inciso III da Constituição Federal, até a edição de lei complementar específica.”

Dessa forma, a concessão da aposentadoria especial ao servidor público, ao menos por enquanto, deverá seguir as regras estabelecidas no artigo 57 da lei nº 8.213/1991. A referida lei disciplina que a concessão da aposentadoria especial dependerá da comprovação pelo segurado do tempo de trabalho permanente, não ocasional nem intermitente, em condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física, durante o período mínimo fixado. Os pedidos de aposentadoria especial devem ser analisados caso a caso e depende do interessado provar que cumpriu os requisitos legais previstos para a concessão do benefício. O benefício de aposentadoria especial tem renda mensal fixada em 100% do salário de benefício, não sendo aplicável o fator previdenciário, além de não exigir idade mínima. Basta o interessado cumprir 15, 20 ou 25 anos de atividade em condições especiais, consecutivas ou não, em um ou mais órgãos públicos. Com relação à vedação da continuidade do exercício da atividade deve ser apenas em relação à atividade que houve a consideração do tempo como especial, não se aplicando ao outro cargo em que não há exposição ou mesmo exercício de atividade especial no Regime Geral de Previdência Social. Portanto, é possível requerer a concessão da aposentadoria especial junto ao órgão público o qual está vinculado, a fim de ver reconhecido o direito a uma aposentadoria especial com o tempo de trabalho reduzido e com valor integral.

Carla Cirillo da Silva Marçal é advogada da área

previdenciária do Iasco & Marçal Advogados Associados, bacharel em Direito pela UNIVEM e especialista em Regime Próprio de Previdência pelo Damásio de Jesus. 59


JOÃO

VINHOS

A Espanha e seus vinhos

BONO

País ibérico tem a maior extensão de vinhedos plantados no mundo e notabiliza-se pela produção vinícola há milênios Por volta do século VI a.C., na fortaleza de La Quejada, em Albacete, foram encontradas ânforas fenícias para transporte de vinho. No século II a.C., sob o domínio romano, na cidade de Tarrakón, atual Tarragona, produzia-se um vinho de nome ‘Tarraco’, que tornou-se o mais famoso do império à época. No século V, com a queda do Império Romano, e agora sob o domínio dos visigodos (considerados, historicamente, os fundadores da Espanha), houve desenvolvimento da vinicultura, primando por grandes volumes e baixa qualidade. No século IX, antes das Cruzadas, quando a Igreja recupera territórios ocupados pelos mouros, restaura-se a importância dos vinhedos. No século XII, o abade Raymond de Citeaux traz da Borgonha o que acredita-se ser o primórdio da uva ícone espanhola, a tempranillo. No século XIII, surgem as primeiras medidas protecionistas contra a concorrência dos vinhos do exterior (especialmente os franceses) além de aparecerem as primeiras ‘denominações de origem’ e do reconhecimento da ‘Rioja’ como região produtora de vinho. No século XIV, incrementam-se, por parte da coroa, as medidas protecionistas contra os vinhos estrangeiros. No século XV, com o comércio britânico, surge o prestígio do vinho tipo fortificado ‘Jerez’. No século XIX, cria-se o ‘Cava’, o espumante espanhol no estilo do Champagne. Neste mesmo século, com a praga da ‘Phylloxera Vastatrix’ dizimando os vinhedos franceses, acontece forte demanda comercial pelos vinhos espanhóis, acontecendo, por volta de 1890, a maior exportação da história da Espanha até então. No século XX, a Espanha também é atingida pela ‘Phylloxera’ mas, além de 60

Típicas parreiras da Rioja, uma das primeiras regiões produtoras de vinho reconhecidas na Espanha

recuperar-se, continua e evolui. Elabora-se em 1932 o ‘Primeiro Estatuto Del Vino’, com regras e valores. Renovações técnicas e enológicas marcam este período. Os anos 1990 marcam a ‘década da qualidade’ dos vinhos espanhóis. Profundas transformações acontecem com modernizações em todos os setores. Prezase cada vez mais a qualidade em detrimento da quantidade. Novas classificações e regras são implantadas. Desde então, o país vem buscando melhorias e aperfeiçoamentos, fazendo com que hoje seja berço de alguns dos vinhos mais prestigiados do mundo.

REGIÕES Ao todo são 62 regiões vinícolas registradas na Espanha. Nem todas produzem vinhos de qualidade. Basicamente, podem ser divididas em seis macrorregiões, com suas mais representativas regiões, a

saber: Noroeste (Rias Baixas e Bierzo), Vale do Rio Duero (Ribera Del Duero, Toro e Rueda), Rio Ebro (Rioja), Costa Mediterrânea (Priorato, Montsant, Penedès e Jumilla), Meseta Central (vasta extensão próxima a Madri) e Andaluzia (conhecida pela produção do Jerez).

UVAS A rainha das uvas tintas é a Tempranillo, enquanto que o mesmo posto nas uvas brancas é ocupado pela casta Albariño. Merecem destaque ainda nas tintas as uvas Garnacha, Monastrell, Manzuelo (também chamada de Cariñena ou Samsó, dependendo da região), Mencia, Bobal, Graciano, além das internacionais Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah. Pelo lado das brancas, também fazem excelentes vinhos as uvas Verdejo, Viura, Macabeo e Xarello, além das internacionais Sauvignon Blanc e Chardonnay.


APRECIAÇÃO DE VINHOS ESPANHÓIS Em 07 de dezembro de 2018, os amigos marilienses apreciadores de vinhos, Anselmo Guillen, Eduardo Silva, Élzio Júnior, Evandro Felix, Ricardo Komatsu e este colunista realizaram uma prova “às cegas” de vinhos com o seguinte tema: ‘a Espanha com vinhos tintos premiados de oito regiões distintas’ Foram degustados os seguintes vinhos:

Os degustadores

1) TLG Tinto Old Vine 2014: região Cariñena, uva Garnacha, Vinhas Velhas (45 anos), envelhecido 3 meses em barrica American Oak e 12 meses em garrafa, premiado com Gran Oro no Concurso Internacional Vino Zarcillo 2015. 2) Castillho de Jumilla Tinto 2014: região Jumilla, uva Monastrell. Premiações: Gran Baco de Oro pela União Espanhola de Provadores em 2014; medalha de Prata no Wine & Spirit Competition, no International Wine Challenge e Concours Mondial de Bruxelles, todos em 2015. 3) Juglar del Rey Tinto 2015: região Rioja, uva Tempranillo, premiado com Medalha Duplo Ouro no San Francisco International Wine Competition 2016. Melhor vinícola (Bodegas Burgo Viejo) da Rioja pelo WAWWJ em 2015 e 2016. 4) Reynoble Crianza Tinto 2015: região Navarra, uvas Cabernet Sauvignon e Tempranillo, crianza, premiado com Medalha de Ouro no Berliner Wein Trophy 2013. 5) Anciano Reserva Tinto Tempranillo 2008: região Valdepeñas, uva Tempranillo, envelhecido de 18 a 24 meses em barricas de carvalho e 5 a 6 anos em garrafa, premiado com Medalha de Bronze no IWC (International Wine Challenge) e Medalha de Bronze no Decanter World Wine Awards. 6) Laudum Tinto 2014: região Alicante, uvas Monastrell (60%), Cabernet Sauvignon (20%) e Tempranillo (20%), Oak Aged Barrica Especial, premiado com Medalha de Ouro no Berliner Wine Trophy 2016. 7) Vega Tolosa Bobal Viñas Viejas Crianza

Vinhos da noite e o filé ao molho Paris, acompanhado por arroz

O melhor vinho da noite

O segundo melhor vinho da noite

2013: região Manchuela, uva Bobal, envelhecido 12 meses em barricas de carvalho francês. Premiações : Quijote de Oro (Vinos de La Tierra Del Quijote); Medalha de Ouro no Mundus Vini 2010; Tempranillo de Oro (Tempranillos al Mundo 2013); Bacchus de Oro (Bachus 2010, Madri), Bronze no Decanter Wine Awards. 8) Torre de Oria Crianza 2011: região Valencia, uvas Tempranillo e Cabernet Sauvignon, crianza, envelhecido 6 meses em carvalhos americano e francês, premiado com Medalha de Ouro no Berliner Wine Trophy 2014.

AVALIAÇÃO Num primeiro momento, os vinhos foram degustados “às cegas” e, DEPOIS, provados juntamente com um filé ao molho Paris flanbado na cachaça, com cogumelos, creme

O terceiro melhor vinho da noite

de leite fresco e mostarda Dijon. Todos consideramos os vinhos “tecnicamente” muito bons. A relação custo-benefício dos vinhos foi ótima. Por unanimidade, foi escolhido o “Vega Tolosa Bobal 2013” como “o melhor vinho da noite”. Rubi retinto, quase jabuticaba. Muito diferente. Equilibrado, com tudo no lugar. Potente! Evolutivo, delicioso! Pena só termos uma garrafa. O segundo posto coube ao “Laudum Barrica Especial Oak Aged 2014”. Cor rubi, com discretas nuances acastanhadas. Também mostrou-se muito equilibrado. Desde o início, bastante aromático. Evoluiu bem na taça. Levou o título de “o mais gastronômico” de todos os vinhos da prova. Ainda merecendo destaque, como terceiro melhor vinho da noite, o “TLG Garnacha 2014”, apresentou bonita cor e bom equilíbrio. 61


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MERCADO IMOBILIÁRIO

Villa Felicittà Projeto arquitetônico único em Marília e região inova em modelos residenciais e amplia oferta de lojas em novo corredor da zona leste

Fachada do Residencial Villa Felicittà

Uma das novidades mais aguardadas pelo mercado imobiliário de Marília e região em 2019, o Residencial Villa Felicittà é a nova oportunidade da cidade para quem pretende investir ou morar em residências concebidas em um projeto único e inovador. O empreendimento é uma iniciativa da CM Empreendimentos Imobiliários, em parceria com o renomado arquiteto Ronen Gomes, a R2T Construtora e a Berriel Engenharia. “Nosso objetivo é proporcionar às famílias que irão constituir seus lares neste empreendimento exclusivo toda liberdade com segurança, satisfação, identidade, qualidade de vida e, singularidade”, afirmou o sócio da CM Empreendimentos, Carlos Monteiro.

O RESIDENCIAL Localizado na avenida Brigadeiro Eduardo Gomes, a menos de cinco minutos do terminal de embarque do Aeroporto Estadual de Marília, o Villa Felicittà terá 38 residências – duas delas com metragem diferenciada. Segundo o projeto, há quatro diferentes tipos de acabamento e dois de telhado. Cada uma das 36 residências tem a mesma planta baixa e conta com três dormitórios (uma suíte), sala com dois ambientes, cozinha, garagem com vagas para dois carros, espaço gourmet e deck na área externa com piscina própria. “O projeto foi alocado de tal forma que as casas não fossem geminadas. Todas são divididas na frente não por muros, mas por uma jardineira contínua”, afirmou

o arquiteto Ronen Gomes. A área comum é composta de espaço de convivência, playground, piscina, quadra poliesportiva, minicampo de futebol, uma biblioteca com sala para estudos, espaço coworking, além de uma ampla e moderna portaria com atendimento 24h.

INOVAÇÃO O Villa Felicittà também é servido de soluções tecnológicas e de sustentabilidade acrescentadas ao projeto após pesquisas desenvolvidas pela CM Empreendimentos Imobiliários com o objetivo de proporcionar aos moradores uma experiência diferente a partir dos recursos disponíveis em sua própria casa. O modelo é inédito em Marília. Todas as casas do Villa Felicittà terão a instalação de placas fotovoltaicas, que proporcionam a captação de luz solar e conversão em energia elétrica. Essa tecnologia beneficia o morador tanto na economia do consumo como na possibilidade de venda para rede externa. Outra vantagem é a instalação de fibra ótica. O morador poderá, se assim desejar, dispor de internet fornecida pelo próprio residencial, por exemplo. A mesma tecnologia conecta todo o sistema de videomonitoramento 24 horas e as lojas.

CENTRO COMERCIAL Além das residências, o Villa Felicittà terá em ampla fachada a instalação de um centro comercial próprio. São dez lojas, todas

com espaço térreo e mezanino. A ideia é proporcionar à região um novo polo de consumo de alto padrão. “Trata-se de um novo corredor comercial naquele ponto da avenida Brigadeiro Eduardo Gomes, cuja qualidade será alavancada pela proposta arquitetônica oferecida pelo Villa Felicittà”, analisou o sócio da CM Empreendimentos, Carlos Monteiro.

CONSTRUÇÃO O Residencial Villa Felicittà já está em construção e será entregue em três etapas. A primeira está prevista para o final deste primeiro semestre de 2019 e inclui a portaria, o centro comercial e o de convivência, a área de lazer e 11 residências. As 2ª e 3ª etapas têm conclusão agendadas para o final do segundo semestre de 2019 e o primeiro de 2020, respectivamente. O público-alvo do empreendimento são jovens casais e idosos por conta da praticidade do uso e manutenção das residências.

COMPRA Os interessados em adquirir residências e espaços comerciais do Villa Felicittà podem entrar em contato com a própria CM Empreendimentos Imobiliários. O pagamento pode ser feito em até 24 vezes, com opção de financiamento com direto com bancos. A incorporadora tem parceria com Itaú, Santander e Sicredi. Mais informações pelo (14) 9.9815-6402 ou pelo site: www. villafelicitta.com.br 63


TECNOLOGIA

O digital das decisões Saiba como as novas ferramentas de gestão fazem a diferença na condução de sua empresa A exigência cada vez maior de desempenho e resultados em processos e na produção de bens e oferta de serviços tem exigido dos empresários uma capacidade de gestão que já superou, há tempos, a análises do próprio negócio e da concorrência apenas pela ‘intuição’. A experiência de anos à frente da empresa ainda tem relevância, mas pode não ser suficiente se o empresário não aderir a estratégias eficientes de gestão, criadas para manter seu negócio e sobreviver a mercados cada vez mais competitivos. Apesar do ‘dedo’ do empresário em sua empresa, é a digital registrada pelas novas soluções de gestão que tem feito a diferença em empresas que não abrem mão do apoio da tecnologia para análise de processos e geração de resultados mensuráveis e lucrativos. “É fundamental que se tenha acesso rápido às informações de sua empresa, em tempo real, para tomada de decisões”, afirmou o empresário José Luis Leite, um dos sócios-diretores da Mercosistem – o outro é Marco Rodrigues Batista. A empresa é especializada em sistemas e consultoria para gestão empresarial.

SOLUÇÕES José Leite recomenda que as empresas busquem soluções de gestão que permitem aos seus gestores “mais tempo de qualidade na busca de melhores estratégias e menos em questões burocráticas que hoje podem ser resolvidas por softwares”. “A grande complexidade no que se refere às obrigações fiscais e recolhimento de impostos, por exemplo, é algo que um sistema de gestão eficiente pode resolver automaticamente. Não faz mais sentido despender tempo com isso”, afirmou José Leite. Ainda sobre a questão fiscal, o empresário enfatiza que a automação dos pagamentos também beneficia empresas que atuam pelo e-commerce. “Nosso sistema calcula todos 64

Os fundadores da Mercosistem, Marco Rodrigues Batista e José Luis Leite

os valores de impostos e acusa a emissão de qualquer nota, em tempo real”. O empresário sugeriu ainda que as empresas tenham sistemas como o ‘Dashboard’, que permite a organização e leitura de gráficos e da tecnologia BI (Business Inteligency), que “garimpa os dados da empresa de maneira customizável e visual”. O sistema de gestão de ERP da Mercosistem oferece mais de 700 funcionalidades e atende empresas de diversos segmentos como comércio, de

materiais para construção, distribuidoras, supermercados, indústrias, restaurantes, entre outras.

SAIBA MAIS Confira mais informações sobre sistemas e consultoria para gestão empresarial na sede da Mercosistem na avenida Santo Antonio, 483, no centro. O telefone é o (14) 3402-8484. Acesso o www. mercosistem.com.br e siga a empresa nas redes sociais: @mercosistem.


TURISMO

Multi Viagens Quer ser mais feliz? Pare de comprar coisas e comece a viajar!

Ambiente da empresa, moderno e aconchegante

É com essa proposta que a Multi Viagens, empresa com mais de 20 anos de experiência no mercado, se renova e traz para seus clientes um espaço totalmente novo e pensado para criar a melhor experiência de viagem. Os clientes que entram pela porta da agência encontram um local com estrutura moderna e ao mesmo tempo aconchegante. Todos os cantos foram pensados minuciosamente para criar um ambiente acolhedor. “Nossa intenção é possibilitar que nossos clientes comprem com especialistas, como se estivessem no conforto da sua casa. Queremos que eles sintam que sua viagem começa aqui na agência”, afirmou Everton Dias, gerente geral da Multi Viagens.

PRATICIDADE O espaço fica em um local de fácil acesso, com três vagas para estacionamento. Tudo para garantir um atendimento de qualidade e ágil. Seu sonho nas mãos de 66

Gerente geral da Multi Viagens, Everton Dias


quem mais entende do assunto. Para Everton, uma viagem é um sonho, um investimento. Portanto, é importante depositar suas expectativas nas mãos de profissionais qualificados e experientes. A vantagem de se recorrer à Multi Viagens é garantir a segurança desejada com qualidade de atendimento, mas sem pagar mais caro por isso.

DIFERENCIAIS Com uma equipe com vasta experiência no turismo, vinda de outras empresas conceituadas, a agência surge com um diferencial bastante atrativo para seus clientes: preços competitivos como da internet, porém com a segurança em adquirir serviços de uma agência de viagens. “Temos parceria com os principais hotéis, companhias aéreas e fornecedores que alimentam sites de busca como a Decolar, Expedia, CVC, entre outros. Conseguimos ótimas negociações”, pontua Everton. Um outro diferencial é o fato de que a empresa é especialista em atender viagens com milhas e pontos. Diferentemente das outras agências, as milhas são muito bem-vindas, o que proporciona uma experiência para o cliente de acordo com seu perfil e demanda.

Equipe da Multi Viagens

OTIMIZAÇÃO Muito mais do que oferecer um serviço personalizado, a Multi Viagens se preocupa com a segurança e tranquilidade das viagens de cada cliente. Os roteiros, quando solicitados, são pensados com o intuito de otimizar o tempo de viagem da pessoa. Menos rotinas e mais roteiros! invista em algo que durará para sempre, conheça a Multi Viagens.

SAIBA MAIS A Multi Viagens fica na rua José Bertonha, 333, no Jardim Tangará. Mais informações pelo (14) 3367-4000 ou 9.81760333. Siga a empresa nas redes sociais: @MultiViagemMarilia (Facebook) e multiviagensmarilia (Instagram)

Rua José Bertonha, 333

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OPINIÃO

Família 4.0

ALEX MACCHIA

Os desafios do lar e da escola diante de um novo cenário tecnológico mundial

“Para dominar a Quarta Revolução Industrial”. Esse foi o tema do Fórum Econômico Mundial de 2016 e nele foram discutidos e elaborados relatórios e documentos sobre a “Indústria 4.0”, termo cunhado e discutido na feira de Hannover, Alemanha, em 2011, designando o novo modelo de produção, inteligente, no qual a reduzida presença humana passou a cumprir outro papel: gerenciar as ações das máquinas. Nesse contexto de avanço conjunto de tecnologias, novos nomes como Big Data, Internet das Coisas (IoT em inglês), Inteligência Artificial, Realidade Aumentada, Impressão 3D, Blockchain, dentre outros, tornaram-se presentes em nosso cotidiano. O que há poucos anos tratávamos como previsões futuristas ou “o mundo no futuro” já são reais e, aceitemos ou não, fazem parte da nossa rotina. Novas profissões surgem a cada momento enquanto outras desaparecem. Somos confrontados e desafiados a ajustarmos procedimentos e técnicas para suprir a demanda necessária na nova economia. O Fórum Econômico Mundial de 2016 fez uma previsão para 2020 onde 36% das atividades em todos os segmentos deveriam exigir novas habilidades e elencou 10 competências: resolução de problemas complexos; pensamento crítico; criatividade; gestão de pessoas; coordenação; Inteligência emocional; capacidade de julgamento e de tomada de decisão; orientação para servir; negociação; e flexibilidade cognitiva. O fato é que essa previsão, já em 2019, ultrapassou os 36% previstos. A escola continua tendo presença importante na formação 68

educacional e deve proporcionar estrutura humana e física ajustadas e alinhadas ao mundo 4.0, preparada para trabalhar e desenvolver tais competências, envolvendo toda a comunidade escolar (alunos, professores, equipe técnica, equipe de apoio e a família). Temos que pensar uma Escola 4.0. Neste contexto, há uma presença fundamental para que o desenvolvimento seja pleno: a família. Há valores e princípios que não são negociáveis, não mudam e, assim como a escola passa a ser curadora do conhecimento, a família deve manter o papel de guardiã desses princípios. Temos trabalhado no Colégio Esmeraldas o tema “Família 4.0”, que vai muito além de uma família tecnológica. Esse conceito baseia-se em três princípios que o rei Salomão nos ensina: sabedoria, inteligência e conhecimento. Equipar cada membro da família a empregar as tecnologias com sabedoria, observando princípios morais, éticos e espirituais, como respeito, diálogo, comunicação, gratidão, relacionamento, união... amor! E mais: que os membros da família sejam inteligente nas escolhas do que acessar e levar para dentro de suas casas, com critérios bem definidos para que, assim, adquiram conhecimentos sólidos, verdadeiros, que trarão resultados com excelência. Convidamos você para conhecer mais sobre este conceito e participar conosco. Vamos manter viva a instituição família!

Alex Sandro Macchia é coordenador de curso do

Colégio Esmeraldas


OPINIÃO

69


OPINIÃO

IVAN EVANGELISTA

No baú da memória O amor na tenra infância pode pregar peças para uma vida inteira Tem aquelas histórias que a gente prefere deixar no passado, de preferência, em baú que se perde a chave e que não carece abrir tão cedo devido ao constrangimento. Foi assim que o seu João fez com uma história de aventura de anos corridos. Ele passava de garotão para homenzinho quase crescido e já andava de olho na Tininha, filha do meio do casal de vizinhos. Era colega de brincadeira de rua, de esconde-esconde, de subir em goiabeira, de apartar bezerro no curral e de ir à missa de domingo e cantar os versos para o Santíssimo. Pois foi lá pelos seus dezesseis anos de idade que ele percebeu a menina de outra forma, ou melhor, percebeu as formas da menina. Depois do dia corrido, Joãozinho ia dormir no quarto que dividia com mais dois irmãos e não tirava a mocinha da cabeça. No começo até achou que era implicação dele, coisa de moleque mesmo. Uma briguinha a toa aqui, outra acolá, e depois acabavam ficando de mal por um ou dois dias. Mas não, a tal da menina já lhe roubava o sono e entrava nos seus sonhos como o sol penetrava nas frestas da casa de madeira. Um dia, olhou-se no espelho e percebeu que estava meio desajeitado para tentar uma investida mais atrevida. Pensou e decidiu juntar as moedas da gaveta e chamar a menina para um sorvete. Trocou os chinelos de dedo pela botina e o calção azul de elástico pela calça rancheira que tinha ganhado da tia e que nunca se atreveu a usar, porque, segundo ele, pegava nas partes de baixo e dava sufoco. Para ficar mais à vontade, não vestiu a cueca por baixo. Passou um pouco da brilhantina do pai que ficava sobre o armário do banheiro e ajeitou a franja na testa. A camisa de ir à missa aos domingos deu o arremate geral. Era branca, cerzida pela mãe no colarinho pra esconder o desgaste de tanto esfregar o amarelão, um misto de suor com poeira de bom tempo de uso. Agora vinha a parte mais difícil. Primeiro passar pelos dois irmãos e ter que agüentar a gozação pelo novo figurino. Depois disso, bater na porta da casa da menina e chamar para o sorvete, o que na intenção dele seria um bom início de uma futura e promissora relação. Depois de passar pela gozação dentro de casa respirou fundo e partiu. Antes disso, a mãe que já observava tudo de longe e conhecedora das suas intenções, deu-lhe mais uns trocados para ajudar na empreitada. Chegando lá bateu na porta de madeira com tanto medo que não foi ouvido. Insistiu e bateu com mais força. A porta se abre e ele quase cai de costas. Seu Vicenzo, pai da italianinha, conhecido na vizinhança como “toco de 70

açougue” pela falta de educação no trato com as pessoas e também com a própria família, foi quem lhe recepcionou. Olhando de baixo para cima o italiano parecia ter uns três metros de altura, barba por fazer, camisa encardida e aberta no peito coberto de pelos brancos e eriçados, que mais pareciam um cacto. Na cintura, um punhal de ponta fina que usava para picar o fumo de rolo quando ficava sentado na venda para tomar uns goles e dar umas baforadas. A cena era assustadora. Um suor frio brotou na testa de Joãozinho. Ele sentiu que a coisa azedou e, apavorado, deixou escapar um peido que mal sabia ele, já era o prenúncio da borrada que se seguiu e lhe encheu as calças e as botinas. Passou da cor branca para a amarela em menos de cinco segundos. Quando ouviu do italiano vecchio um sonoro “coche qué aqui, ô moleque?” Não teve dúvidas. Enfiou a mão no bolso, pegou os trocados, entregou e foi logo dizendo: “Nada não. A mãe só mandou pagar as costuras que a sua patroa fez pra ela e já ‘tô’ indo embora”. Voltou correndo pra casa, assustado, cagado, e ainda por cima sem o dinheiro e sem o sorvete que tanto queria. Tomou um banho, vestiu o velho calção azul e jogou a roupa suja no tanque resmungando com a vida. “Bem que o vô falava. Essas coisas de ‘muié’ são complicadas. Mais dá trabalho e desarranjo do que solução. Vou largar é mão disso”. Foi assim que o assunto quase morreu, não fossem os irmãos espalharem pelo vilarejo no dia seguinte que a casa ficou cheia de rastro das botinas sujas e que a calça só voltou pra gaveta depois de muita lavação. Hoje ele mora em outra cidade e tem um comércio de beira de estrada. Não se sabe como, mas o armazém ficou conhecido como Venda do Joãozinho pé de bosta, genro do toco de açougue. Quando perguntado sobre o assunto a resposta vem na lata: “Deixa quieto. Mexe com isso não! É coisa de invejoso e de gente que não tem o que fazer”

Ivan Evangelista Jr. é membro da Comissão de Registros Históricos de Marília


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OPINIÃO

Redes Sociais na infância

CAMILA SPADOTTO

Quais são os limites de acesso à internet que os pequenos devem ter?

As crianças e os adolescentes de hoje já nasceram em um mundo conectado na internet. Mas isso não significa que o acesso deva ser ilimitado. Não há como negar a importância da internet atualmente. Por causa dela, temos acesso a informação, educação, comércio, lazer, entretenimento e, principalmente, comunicação. Nesse contexto, o destaque são as redes sociais. Apesar de todas as vantagens que esses espaços oferecem, também são considerados a face mais perigosa do universo virtual. Isso porque as crianças são colocadas diante de uma tela cheia de possibilidades e informações quando ainda estão desenvolvendo a capacidade de discernir o que é verdadeiro ou falso, bom ou mau. Assim, a rede vira uma porta aberta para diferentes riscos. Depois da popularização da campanha “Montherhood Challenge”, difundida no Brasil como “Desafio da Maternidade”, corrente online em que mães eram convidadas a postar fotos dos filhos em vários momentos da vida, a polícia da França fez um comunicado oficial dizendo que é compreensível o orgulho que os pais sentem de suas crianças mas, que é preciso ter cautela na divulgação dessas imagens. De acordo com site americano de cultura e tecnologia The Verge, a polícia francesa se manifestou dessa maneira por três motivos. Dois deles servem de reflexão para pais de qualquer nação: mau uso das imagens, constrangimento posterior e até processos. De acordo com o site, na Europa, filhos ainda podem processar pais, responsáveis pela proteção da sua imagem, por violação de privacidade. Uma pesquisa divulgada pela London School Of Economics and Political Science, uma em cada três crianças já usa a internet no Brasil. Com o fácil acesso através dos smartphones, cada vez mais acessíveis, está claro que o caminho não é proibir o uso, mas manter um diálogo aberto, saber orientar e tomar medidas que garantam a segurança dos pequenos. A PSafe, empresa brasileira de segurança digital, listou medidas

simples que são capazes de garantir a segurança na hora da navegação e de evitar o roubo de dados pessoais, pedofilia e cyberbulling.

Diálogo e explicações: Com acesso a conteúdos muitas vezes úteis para distração ou aprendizado, as redes também podem ser usadas de forma inocente e inadequada pelas crianças. Por isso, de acordo com a empresa, uma das melhores alternativas para evitar os riscos é explicar detalhadamente para que serve a ferramenta, mostrando onde podem ser feitas pesquisas de conteúdo escolar ou jogos e sites que podem ou não serem acessados. Instalação de programas de segurança: Para garantir a segurança de toda a família e manter os dados em sigilo, uma das medidas de segurança mais importantes na internet é a instalação e atualização de programas antivírus e antiphishings (programas que barram mensagens falsas que podem roubar informações pessoais, fotos e senhas). Redes sociais: Na maioria dos casos, é através das redes

sociais que as crianças vão se comunicar com conhecidos e desconhecidos. Por isso, a melhor opção é, além de também criar perfis, explicar para que serve cada ferramenta e como ela deve ser usada, além de mostrar os riscos de compartilhamentos indevidos. Outro aspecto importante é estabelecer vínculos de confiança para que eles possam, em casos de cyberbulling, assédio ou perseguição, recorrer à pessoa certa – os pais ou responsáveis.

Camila de Toledo Spadotto é CEO da Agência

Spadotto Marketing desde de 2013 e colabora também como palestrante e consultora digital. 73


OPINIÃO

PABLO

Imposto de Renda

GELAMO

Você já entregou a sua? Confira algumas das novidades para a declaração de 2019

A Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física 2019 (IRPF 2019), ano base 2018, deverá ser entregue até o dia 30 de abril. O contribuinte que não entregar a declaração ou a fizer fora do prazo deverá pagar uma multa de R$ 165,74, no mínimo, mais o valor máximo correspondente a 20% do imposto devido. As declarações entregues no início do prazo receberão mais cedo as restituições do Imposto de Renda, caso tenham direito. Os idosos, portadores de doença grave, deficientes físicos ou mentais e professores têm prioridade. O início das restituições está previsto para o dia 17 de julho até o último lote, datado para o dia 16 de dezembro. O contribuinte que optar pela declaração simplificada não aproveitará as deduções admitidas na legislação tributária, como os gastos com educação e saúde, mas tem direito a uma dedução de 20% do valor dos rendimentos tributáveis, limitada a R$ 16.754,34, mesmo valor de 2018.

Novidades

O IRPF/2019 tem novidades. Para este ano foi exigido o CPF de cada um dos dependentes incluídos na declaração, mesmo os recém-nascidos. Em 2017, o CPF havia passado a ser obrigatório para crianças a partir de 12 anos e, no ano passado, a partir de 8 anos. As informações complementares dos bens e direitos, cujos campos foram disponibilizados na declaração do ano passado, mas que eram de preenchimento facultativo, passaram a ser obrigatórias no IRPF/2019. Assim, na declaração de um imóvel, por exemplo, deve ter sido informado o endereço, a inscrição no IPTU, a data de aquisição, a área do imóvel, entre outros. Para um veículo, o número do Renavam.

Para as informações sobre saldos e aplicações em bancos, obrigatória para valores acima de R$ 140, é preciso informar o número do CNPJ da agência bancária na qual o contribuinte mantém suas contas.

Isentos

Os contribuintes que receberam rendimentos inferiores a R$ 28.559,70, os dependentes e os aposentados com mais de 65 anos que auferiram renda do INSS são isentos do imposto de renda, além da apresentação da declaração do IRPF/2019. Também não precisam recolher o imposto de renda as pessoas com doenças crônicas, desde que não continuem realizando atividade econômica, com vínculo empregatício ou de maneira autônoma, como a AIDS, alienação mental, cardiopatia grave, cegueira, contaminação por radiação, doença de Paget avançada, doença de Parkinson, esclerose múltipla, espondiloartrose anquilosante, fibrose cística, hanseníase, nefropatia grave, hepatopatia grave, neoplasia maligna, paralisia irreversível e incapacitante e tuberculose ativa. Esta isenção, contudo, não dispensa a pessoa portadora de tais doenças da entrega da declaração anual do imposto de renda. Para requerer essa isenção é necessária a apresentação do formulário “Requerimento de Isenção do Imposto de Renda”, que pode ser obtido na página da internet do Ministério da Economia.

Adalberto Pablo dos Santos Gelamo é contador e mestre em contabilidade avançada

75


s

Reinauguracao s

Unimed Marília reforma Unidade de Atendimento na cidade de Garça

O diretor presidente Cleber Baldelin, o prefeito de Garça, João Carlos dos Santos, e a médica auditora Alane Piai descerram a placa de inauguração

Unidade de Atendimento de Garça funciona na Rua Deputado Manoel Joaquim Fernandes, 36

Alane Piai e Rui Okaji

A

Unimed Marília reinaugurou na noite do dia 31 de janeiro sua Unidade de Atendimento na cidade de Garça com a presença de mais de 100 convidados, entre médicos cooperados, autoridades e parceiros - como o prefeito João Carlos dos Santos, o diretor executivo do Sicredi, Ildo Wilde e o presidente da ACIG (Associação Comercial e Industrial de Garça) João Galhardo, além da diretoria da Unimed, com o diretor presidente Cleber Baldelin, o diretor vice-presidente Francisco Soares, o diretor superintendente Ruy Okaji e o coordenador de marketing Luiz Sérgio Marangão. O prédio reformado e ampliado na Rua Deputado Manoel Joaquim Fernandes, 36, visa atender a cidade e a cooperativa de 76

Wilson Ottoboni, Marino Borgato, Antonio Domingues e Luiz Marangão


unimed garca s

Silvio Portelinha e Andreia Castro

Rui e Marta Miotello

Rodrigo Breda e Amanda Piai

Ildo Wilde, Ana Carolina Lima e Elias Carlos Tebet

Cláudia Furlaneto dos Santos, Ana Passos e Eliana Gonzales

Patrícia Peron, Mariana Kamitani e Maitê Barbosa

Joaquim Sérgio Perera, Wagner Luz e Maria Silvia Ferraz de Souza

forma compatível com seus potenciais. A nova Unidade de Atendimento possibilita ainda a implantação de diversos novos projetos em Garça, tais como o Espaço Viver Bem, que já acontece com grande êxito na cidade de Marília, focado na saúde preventiva, e o projeto social Unijovem, com a capacitação de adolescentes envolvidos com o esporte. De acordo com a diretoria, este será um espaço que também contribuirá para incentivar a convivência entre os cooperados assim como eventos voltados para a atualização profissional.

Josiane Mariano, Anieli Ventura, Karina Sanches e Ana Júlia Domingues

Eduardo Fernando e Vinícius SIlva

Tatiane, João e Marina Galhardo

Jacira e Costa, Eliana e Marcos Labiomed

77


unimed garca s

André Luis da Silva, Rodrigo Paiola, Henrique Souza e Christiane Oliveira

Marize e Marcos Eid Takiuti

Elza Padovan, Daniela Fortunato e Lourdes Caetano

Fábio Caprioli e Jorge Tsonoda

Camila Idalgo, Vanessa Carvalho Merighe e Luzia Pereira

Maria Elisa Miranda, Natali Gaiato e Patrícia Cirilo

Mariangela e Paulo de Tarso com Marcelo Piai

Ellen e Cláudio Rubira

Alane, Marcelo e Amanda Piai com Rodrigo Breda

João Carlos dos Santos, Cleber Baldelin, Francisco Venditto Soares, Marcos Miranda e Ernani Belluzzi

Ana Carolina Lima, Rose Bottino, Juliana Koyama e Simone Zancopé

Armando e Marlene, Rafael e Amanda, Paulo e Mariângela

Maria Heloisa, Sampaio e Celestina

78 D SAÚDE


OPINIÃO

EDILENE NASSAR

Milagres Só acredito vendo ou só vê quem acredita?

Milagres existem sim, são extraordinários, mas são menos frequentes do que poderiam ser se acreditássemos neles. Chamo de milagre aqui aquilo que consideramos impossível conseguir naturalmente. Se analisarmos estes prodígios que acontecem com alguns, podemos notar que são resultados da combinação de alguns fatores além da ação divina. Mais interessante é que estes milagres são limitados, pela própria falta de fé dos que os desejam. Existe uma grande desproporção entre sonhos almejados, oportunidades, metas e a realização efetiva dos mesmos. Será que os milagres são escassos, ou falho é quem desacredita deles? É impressionante o número de oportunidades que descartamos e as coisas excelentes que deixam de acontecer diariamente porque simplesmente deixamos passar, enquanto outros nadam de braçadas nas chances que covardemente desprezamos. O impossível é impossível até que alguém faça. Oportunidades passam diante dos olhos e escorregam de mãos incrédulas. Simplesmente porque no fundo, não acredita na sua realização. Então, aquela profissão dos sonhos, a casa própria, carro, viagens, conquista daquele amor, concursos, a cura de uma doença, gravidez e outros “delírios” instalam-se na estação do impossível na terra do nunca. Até que um teimoso otimista acredita, foca, age e consegue. Na terra do descrente cresce o brotinho mirrado da mesmice, plantados no vaso da inferioridade, regado por frustrações, invejando os que conseguem alcançar a floresta das possibilidades. Sim, acreditar em você faz toda a diferença nos resultados. Não tem como falar de milagres sem citar Jesus que por onde passava deixava um rastro de milagres. Ele sabia quem Ele era e o poder que tinha. Mas é interessante que estes milagres não aconteciam na mesma proporção em todos os lugares. Podemos verificar em Mt 13:58 que Jesus não fizera muitos milagres em um determinado lugar por causa da incredulidade deles. E vou mais fundo, este lugar era a própria terra de origem dEle. Crenças limitantes começam em nossas raízes e damos

continuidade por gerações. O que sua cultura, família, religião fez você acreditar? Se o seu “milagre” ainda não aconteceu, entenda que ele não acontece porque você não acredita nele e o pior: não acredita em você. Portanto, não age adequadamente para alcançá-lo. A crença tem poder determinante no sucesso de um projeto. O sucesso são várias oportunidades bem aproveitadas, e se aproveitou é porque acreditou que poderia acontecer. Mas a perseverança é fundamental para quebrar aquilo que no fundo você não acredita que possa. Por isso, sugiro que persista até acontecer. Antes de acreditar em milagres sobrenaturais deve-se acreditar em você mesmo. Enquanto ouve-se tantos discursos motivacionais, lá no fundo ecoam aquelas vozes que repetidas vezes nos aterrorizaram desde crianças: “-Você é burro, isso não é pra você, você é doente, frágil, inseguro, você não vai dar nada na vida, você nunca vai conseguir, dinheiro não traz felicidade, nunca dá certo pra mim...” São crenças limitantes que ancoram nosso transatlântico ao porto seguro do nada. Assim muitos vivem para realizar os sonhos dos outros porque não ousam arriscar contrariar essa crença de infortúnio eterno, programado pelo pessimismo pessoal. Reprograme-se para uma vida que pode prosperar como a de qualquer outro ser humano. Nascemos vencedores desde a concepção na luta pelo óvulo e foi perfeito. Se alguém conseguiu você consegue! Seu milagre começa quando virar esse jogo do fatalismo e, enfim, reconhecer que milagres acontecem todos os dias dentro de você. Basta acreditar e enxergar com fé, que você é infinitamente mais do que tem sido, atingindo assim todo o potencial divino projetado para sua vida. O maior milagre você vê diante do espelho.

Edilene Nassar é psicóloga, professora, palestrante e especialista em inteligência emocional. Contatos pelo (14) 9.8149-7242 ou edilenenassar@hotmail.com 79


D OPINIÃO

80 D SAÚDE


D OPINIÃO

81 D SAÚDE


DÉCIO

OPINIÃO

As consequências do crime

MAZETO

Uma análise sobre as indenizações

Todos já ouviram falar em indenização. Este mecanismo existe para recompor um dano provocado no patrimônio físico, material, moral ou emocional de terceiros. Assim, sempre que houver o rompimento danoso do convívio social, daí emergindo um prejuízo, certamente haverá a obrigação compulsória da reparação correspondente. Desse modo, constatado um dano provocado por ação ou omissão do particular ou de entidade pública a terceiros, a indenização será devida. E quanto aos danos causados, pelo Estado ou seus agentes, a responsabilidade que irá gerar a obrigação de indenizar é de cunho objetivo, ou seja, não há a necessidade da demonstração do ato ou conduta negligente, imprudente ou imperita do agente público. Basta a demonstração do prejuízo causado e a reparação do dano será obrigatória. Assim, por exemplo, a queda de uma ponte ou viaduto que venha a causar prejuízo aos cidadãos gera, de forma incontestável, a obrigação de reparar o dano causado, sem que se questione a culpa subjetiva dos agentes públicos ou funcionários da empresa que deram causa ao sinistro. Todavia, se o prejuízo resulta da ação ou omissão da pessoa física ou jurídica pela forma chamada culposa (imprudência, negligência ou imperícia), haverá a imperiosa necessidade de se demonstrar a conduta anterior ao fato, da qual irá se inferir a responsabilidade pela culpa. Por outro lado, se as relações sociais das quais resultem danos, ainda que involuntários, comportam indenização econômica que venham a cobrir os prejuízos causados, aqueles decorrentes de um crime, com muito mais razão são suscetíveis de reparação. Aliás, tal aspecto é expressamente estabelecido pelo Código 82

Penal Brasileiro. O artigo 91, inciso I, proclama que são efeitos da condenação criminal I - tornar certa a obrigação de indenizar o dano causado pelo crime; II - a perda em favor da União, ressalvado o direito do lesado ou de terceiro de boa-fé: a) dos instrumentos do crime, desde que consistam em coisas cujo fabrico, alienação, uso, porte ou detenção constitua fato ilícito; b) do produto do crime ou de qualquer bem ou valor que constitua proveito auferido pelo agente com a prática do fato criminoso. Desse modo, segundo a dicção da lei penal, quem vier a sofrer um dano decorrente de um crime, seja ele doloso ou culposo e cujo autor vier a ser condenado por ele, não terá a obrigação de demonstrar a conduta do condenado para que surja a obrigação de indenizar. A simples condenação criminal será suporte válido para se fixar o valor econômico dos danos causados em benefício da vítima ou vítimas. Modernamente, surgiu no mundo jurídico a obrigação da indenização pelo dano moral, ou seja, malgrado não haja prejuízo físico para a vítima, poderá haver, com a conduta do agressor criminoso, eventual estado de prostração moral, angústia ou abalo psicológico que venha gerar indesejável patologia psíquica. Tais deformações psicológicas, se causadas por conduta criminosa, também serão fonte de indenização. E a indenização por dano moral não é fundada unicamente em prática criminosa. Basta que haja uma relação pessoal danosa que venha a provocar o estado de angústia que a indenização, sob o prudente exame da Justiça, será devida.

Décio Divanir Mazeto é Juiz de Direito

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