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CIDADE_CULT_PATOS DE MINAS LARYSSA CAIXETA | JORNALISTA E PROFESSORA UNIVERSITÁRIA DIVULGAÇÃO

QUE ESSA TERRA GENTIL SEJA SEMPRE PALCO DE “PRIMAVERAS DE BELEZAS”, ENCHENDO DE ORGULHO PATENSES E PATUREBAS

AS RIQUEZAS DA TERRA DO MILHO

Conhecida pelos quatro cantos como sede da Festa Nacional do Milho, Patos de Minas também é famosa pelo seu povo gentil, bonito e acolhedor, como já poetou Leci Strada: “Patos das meninas, morenas, loiras e belas”. Mas, Patos de Minas é bem mais que tudo isso. A começar pelo rico acervo de histórias que carrega. Em meados de século XIX, quando ainda era apenas um ponto de (re)pouso para tropeiros e bandeirantes que se deslocavam até Paracatu em busca de ouro, a região já se destacava pela presença de uma grande lagoa, onde se concentravam inúmeros patos silvestres: a “Lagoa dos Patos”. Aos poucos, o entorno dessa lagoa foi sendo ocupado, até que em 1826, Antônio Joaquim da Silva Guerra e sua mulher, Luzia Corrêa de Andrade, doaram um pedaço de suas terras a Santo Antônio para construção de uma capela, o que originou, em 1828, o Arraial de Santo Antônio da Beira do Paranaíba. O arraial transformou-se em Distrito em 1832 e foi elevado à Vila em 1866, o que aconteceu de fato apenas em 1868. O título de cidade chegou em 1892, daí, se chamou Patos, Guaratinga e, por último, tornou-se Patos de Minas.

Atualmente, a cidade faz parte da mesorregião do Alto Paranaíba. E devido à sua localização estratégica facilita o contato de seus 151 mil habitantes, aproximadamente, com grandes centros comerciais como Uberlândia, Belo Horizonte e São Paulo. Com forte potencial para o desenvolvimento de turismo de eventos e de negócios e sua configuração como Polo de Ensino Universitário, a cidade se destaca por comportar excelentes hotéis, bares e restaurantes, diversificada vida noturna e bom atendimento na área da saúde. Isso sem falar na paisagem composta por suaves montanhas e por uma vegetação típica do cerrado, que atrai vários amantes do ecoturismo e do turismo rural. Além disso, os campos férteis revelam a aptidão para a agricultura e pecuária, principais atividades econômicas desenvolvidas na cidade. Com tantas qualidades, é inegável que Patos de Minas, prestes a completar 150 anos de autonomia política e 126 de elevação ao título de cidade, continua a reluzir as riquezas de sua terra. Que essa terra gentil seja sempre palco de “primaveras de belezas”, enchendo de orgulho patenses e paturebas.

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Histórico da cidade de Patos de Minas 1826 - Patos de Minas era uma fazenda: Os Patos. 1828 - Patos de Minas era um povoado: Santo Antônio da Beira do Rio Paranaíba. 1832 - Patos de Minas era um distrito: Santo Antônio dos Patos. 1866, de fato, 1868 - Patos de Minas era uma vila: Santo Antônio dos Patos. 1892 - Cidade: Patos. 1944 - Cidade: Guaratinga 1945 - Cidade: Patos de Minas

(Fonte: Mello, Antônio de Oliveira. Patos de Minas, meu bem querer. 3.ed. Patos de Minas: Edição da Prefeitura Municipal de Patos de Minas, 2008).

Poema Patos de Minas Altino Caixeta (Leão de Formosa) Eis a selva bruta e viva, Pré-Colombo, colombina, Terra adâmica, divina, Selvagem, sã, primitiva. A terra é moça-menina. Chegam índios, terra altiva, Plantam milho pelas silvas, Enchem de sonho a campina. Depois é a taba, são matos. É a lagoa, são os patos, São tropeiros, são as sinas. Depois é o padre, a capela, Santo Antônio dentro dela. Depois... é Patos de Minas.

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