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_Elas são diferentes por aline morais - serifa comunicação| foto sxc

O uso de substâncias ilegais está crescendo tanto que as autoridades de saúde não sabem mais o que fazer _Nas últimas décadas, um número cada vez maior de brasileiras está conquistando a independência e avançando no mercado de trabalho. Desde 2007, 10 milhões de mulheres abriram o próprio negócio no país e já somam a metade dos empreendedores brasileiros. A Catho Online divulgou uma pesquisa que mostra a crescente participação da mulher em diversos setores, tendo maior atuação que os homens nas áreas de Recursos Humanos (73%), Educação (62%) e área Administrativa (60%). Já na Tecnologia, Indústria e Engenharia, continuam sendo a minoria com 16% e 20%, respectivamente.

objetivos claros, comportamento estratégico inovador, liderança e grande ênfase em qualidade. Além disso, elas têm buscado maior qualificação técnica. “O diferencial das mulheres está muitas vezes ligado à maior qualificação, com cursos extracurriculares (idiomas, técnicos ou graduação), conhecimentos sobre atualidades e cultura geral”. A maior qualificação é um diferencial que foi comprovado por pesquisa. No quesito ‘escolaridade’ as mulheres têm indicativos maiores que os homens, somando 63% com graduação e pós-graduação contra 55% dos homens, sendo que, destas, 44% são graduadas, e 19% pós-graduadas, enquanto que para os homens os números são de 38% e 17% respectivamente.

Mas o que essas mulheres têm de diferente dos homens no mercado de trabalho? De acordo com Licia Borela Hubinger, empresária e membro do CME - Conselho da Mulher Empresária de Uberlândia, as mulheres se destacam por ter

Explicação científica Para a diferenciação na presença ou ausência feminina em determinados segmentos de mercado existe uma explicação científica. Segundo Eduardo Ferraz, consultor em Gestão de Pessoas e especialista em treinamentos e consultoria “in company”, com aplicações práticas da Neurociência, existem diversos estudos da neurociência comportamental que comprovam as diferenças marcantes entre o cérebro masculino e o feminino. “O cérebro feminino é, predominantemente, programado para a empatia, enquanto o masculino é mais voltado para sistemas de construção e análise. Por isso, em geral, homens se saem melhor em tarefas que envolvem cálculos, enquanto as mulheres são melhores em habilidades relacionais”. Ainda de acordo com o consultor, as mulheres expressam melhor seus sentimentos do que os homens, porque a área do sistema límbico, responsável pelas emoções, é mais desenvolvido nelas. “Elas tendem a resolver seus conflitos com base na negociação, usando a empatia. Eles preferem se impor pelo poder físico ou hierárquico e serem mais agressivos nas tomadas de decisão”, finaliza.

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Revista Cult edição 82  

Revista Cult com Luigi Baricelli - Edição de aniversário/ abril

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