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Condomínio & Soluções

Resíduos sólidos

e a valorização dos condomínios residenciais Por Fernando Mousinho

A importância das questões ambientais vem conquistando cabeças e corações no conjunto da sociedade internacional. Não foi por outra razão que, preventivamente, na sua recente Carta Encíclica, o Papa Francisco priorizou o Cuidado da Casa Comum, a mãe terra. Nesse contexto, no Brasil, a partir da adoção da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010), vem ganhando importância o debate em torno da destinação sanitária e ambientalmente adequada dos resíduos sólidos urbanos. Devido aos problemas socioambientais e de saúde pública ocasionados pela disposição inadequada, torna-se imprescindível buscar minimizar a quantidade de resíduos que necessitam de destinação adequada, obedecendo a lógica dos três R: redução, reutilização e reciclagem. Como grande parte da quantidade desses resíduos é de origem residencial, e os condomínios se caracterizarem como pequenos espaços urbanos concentradores de grande número de pessoas, a separação seletiva dos resíduos é fundamental em prol de uma qualidade de vida saudável em todos os seus aspectos. Portanto, objetivando a adoção de medidas voltadas para a eliminação ou redução dos resíduos, a alternativa sustentável é a implantação da coleta seletiva e a prática da reciclagem, à luz da legislação atual. Ou seja, a Lei nº 12.305/2010 e seus regulamentos. Nas diversas etapas desse processo, o papel da educação ambiental na conscientização e na postura crítica dos moradores é essencial. Sobretudo, no redirecionamento de novos padrões de uso e consumo. A coleta seletiva consiste na separação de resíduos orgânicos e inorgânicos. Prática que contribui para a eficiência do processo de reci58

clagem de materiais nobres tais como alumínio, plástico, papel, vidro e aço. Ao mesmo tempo, permite também a utilização da fração orgânica em processos de compostagem. Nessa cadeia produtiva, a parceria com os catadores de matéria recicláveis organizados em cooperativas tem demonstrado ganhos ambientais de manejo sustentável com inclusão social e geração de renda. Inclusive para o próprio condomínio. Essa categoria de trabalhadores exerce a função de coletar, transportar, triar, prensar armazenar e negociar esses materiais para serem reutilizados. Outro aspecto positivo de suma importância da separação adequada dos resíduos sólidos é a redução dos custos com desobstruções da rede hidráulica. Ocorrência esta que tantos transtornos e prejuízos financeiros acarretam à qualidade de vida dos moradores. Nesse cenário, estudos mostram que os imóveis no Brasil podem ampliar vantagens competitivas de mercado de duas formas. Uma, devido a medidas de prevenção quanto às externalidades ambientais adotadas, tais como: qualidade do ar e da água, distância de sítios poluídos, vizinhança etc. E, a outra, graças à gestão adequada de resíduos sólidos urbanos. São, portanto, medidas preventivas que conciliam condições de qualidade de vida saudável com desenvolvimento ambiental sustentável. Fernando Mousinho. Sociólogo com especialização em Planejamento Energético para Desenvolvimento Sustentável – UnB.

Revista on-line : www.condominioesolucoes.com.br

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