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Por Raphael Rios

P

essoal, eu queria descrever pra vocês, como comemorei o dia do Síndico. Apesar dos últimos acontecimentos, mais um lindo dia em Brasília. Tomei banho, me arrumei, li meus emails. Tudo normal! No entanto, eu tinha a impressão que algo de bom iria acontecer. Sabe aquela intuição positiva? Essa mesma. Peguei minha cachorra para passear e meus vizinhos, percebendo que abri a porta do meu apartamento, me abordaram dizendo: - Meus parabéns e muito obrigado por tudo! - Mas o que houve? indaguei. - Ah, vai dizer que você não lembra? Hoje é o seu dia: “Dia do síndico” - falaram em coro. - Muito obrigado por vocês terem lembrado. Eles entraram em seus apartamentos e desci com a Jade (in memorian), pelo elevador de serviço. Ao me dirigir à grama mais próxima, me deparei com uma seqüência de faixas do tipo “propaganda”. Não eram daquelas que a gente abomina, que enfeiam a nossa quadra, que diuturnamente retiro. Uma delas dizia o seguinte: “Parabéns Sr. Síndico – muito obrigado pelo seu trabalho incansável, pela paciência com nossos filhos, por ser apaziguador de conflitos e nosso grande amigo!”. A outra dizia mais ou menos o seguinte: “Sr. Síndico – sem a sua dedicação e competência, nossos imóveis não estariam tão valorizados como estão. Muito Obrigado mesmo!”. Um grupo de crianças agradeceu pela manutenção do parquinho do bloco. Elas se comprometeram também a brincar sem fazer tanto barulho, sem incomodar os outros e não danificar os brinquedos. Algumas crianças me pediram autógrafo. Assinei meu nome em pedaços de papéis que eu tinha no bolso e entreguei às crianças que pediram. Mais adiante foi a vez de um grupo de adolescentes: - E aí tio. Belê...? - Algum problema? posso ajudar em alguma coisa? respondi perguntando. - Não, nada não. Nós só queríamos agradecer e dizer que você é um cara legal. Prá gente você representa todos os síndicos que nos compreendem. Hoje é o seu dia, sabia? Você que está sempre tentando nos entender, Revista on-line : www.condominioesolucoes.com.br

apesar de aprontarmos, “vez em quando”, tentando impor a nossa “arte” com pichações nas paredes dos blocos, saltando de um muro para outro com a prática do Le Parkur e ouvindo música com volume alto, incomodando os nossos vizinhos. Sempre que isso ocorre, é você que tenta amenizar a situação. Agradeci e voltei pra casa. Abri a porta de casa e uma grande festa surpresa estava preparada para mim. Confetes e balões. O apartamento estava todo enfeitado. Estavam presentes vários moradores e ex-moradores do bloco como convidados. Aquele que não nos entendeu por algum motivo, também estava lá. Aquele que chegou a discutir comigo por banalidade ou intransigência, também estava lá. Aquele que não concordou com alguma coisa, também estava lá. Todos se confraternizando em intensa alegria. Achei estranha toda aquela situação. Foi quando dei por conta do que estava acontecendo: estava sonhando e acordei de súbito. Mas não tem problema de ter sido só um sonho. As grandes realizações começam assim – sonhando! Quem sabe algum dia, nós síndicos, sejamos vistos como no meu sonho – profissionais altamente qualificados e reconhecidos pelo difícil trabalho que realizamos. Um novo tempo e a regularização de uma nova profissão, só depende das nossas atitudes e de cobranças efetivas e regulares. Parabéns a todos os síndicos que realmente se dedicam! Feliz Ano Novo a todos! OBS: Apenas para complementar...Esse texto foi inspirado em uma pequena brincadeira que fizemos em sala de aula, durante curso superior de Gestão Condominial que participei e concluí em 2012. Como digo com frequência e entusiasmo: Sempre vale a pena SONHAR ! 33

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REVISTA CONDOMÍNIO & SOLUÇÕES - EDIÇÃO VIII  

Revista voltada para o mundo condominial, síndicos, prefeitos de quadras, administradores prediais no Distrito Federal e Entorno.

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