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Ipê Amarelo

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SALVAR BRASÍLIA SETOR MANGUEIRAL

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Tecnologia e o Suporte à Segurança

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A novidade do mercado chega na capa

Invidualização de Água

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Cerrado Preservado em Arte

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ESTACIONAMENTO: SOLUÇÕES

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ANIMAIS DOMÉSTICOS EM CONDOMÍNIOS

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O Sonho das Águas

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Síndico Profissional

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Salvar Brasília é dever de todos nós Por Fernando Mousinho

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rasília é o nosso condomínio. É o lugar onde vivemos e desfrutamos a vida com nossos familiares, amigos e demais moradores. É a capital do Brasil e a cidade de todos os brasileiros. Porém, o Poder Executivo e a Câmara Legislativa, avessos às suas atribuições de governar e administrar os interesses públicos cumprindo fielmente as ordenações legais, tornaram-se, nos últimos tempos, palco de escândalos e graves denúncias, relacionadas a abusos contra o território e as necessidades fundamentais do povo brasiliense. Especializaram-se em dilapidar o patrimônio ambiental, ecológico e cultural da cidade. Enquanto isso, saúde, educação, esporte, lazer, mobilidade, emprego e segurança vão sendo deixados de lado. Entretanto, nesta eleição iniciamos um novo e promissor caminho, elegendo um governador comprometido com o futuro de nosso condomínio. Um governador comprometido em devolver à Brasília seu espírito, sua flama e seu desejo de liberdade e em dar vida ao frescor do Cerrado.

Há urgência em salvar esta cidade nascida das mãos carinhosas e do talento de Niemeyer e Lúcio Costa e edificada com o suor de brasileiros de todos os quadrantes. É chegada a hora de firmar um compromisso solidário entre todos os que estão comprometidos com a decência e a qualidade de vida de Brasília. Neste momento redentor, a juventude tem sido a expressão maior do espírito brasiliense. A ela cabe o protagonismo de enterrar o nefasto, dar orgulho ao passado, salvar o presente e sonhar com o futuro. Portanto, neste momento histórico, temos a certeza de que o governador eleito Rodrigo Rollemberg não faltará à confiança que lhe foi depositada pelo povo. Seu governo, voltado para as necessidades básicas da população, dignificará a retomada do sonho de Dom Bosco e avançará na ousadia de Juscelino Kubitschek que tornou realidade a Capital da Esperança. Enfim, daqui por diante, é dessa forma que o nosso condomínio Brasília será tratado. Fernando Mousinho é sociólogo e pós-graduado em Planejamento Energético para Desenvolvimento Sustentável na UnB.

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Animais domésticos em condomínios

Por Márcio Rachkorsky

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possibilidade de permanência de animais em condomínios, sobretudo cachorros, tem gerado inúmeros conflitos e desavenças entre vizinhos. Em razão da tendência dos tribunais em reconhecer o direito à criação de animais de pequeno porte em condomínios, torna-se essencial a criação de regras claras de convivência, especialmente quanto ao sossego e a integridade dos demais condôminos. 10

A seguir, algumas regras e critérios importantes, utilizados com sucesso em muitos condomínios: - manter nas unidades autônomas somente animais domésticos de pequeno porte; - que a unidade autônoma não seja transformada em criadora; - que os animais não venham perturbar o sossego, tranquilidade e descanso dos demais moradores, observando ainda os horários de silêncio em condomínio; Revista on-line : www.condominioesolucoes.com.br


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- seu transporte deverá ser preferencialmente realizado através das escadas ou quando absolutamente necessário pelo elevador, devendo o animal estar no colo de seu proprietário, sem tocar o chão nas áreas comuns; - nenhum condômino poderá ficar passeando com seu animal de estimação, mesmo que no colo, nem poderá soltá-lo nas áreas comuns do edifício; - todos os cachorros e gatos deverão, obrigatoriamente, ser registrados no órgão municipal responsável pelo controle de zoonoses em estabelecimentos veterinários devidamente credenciados por esse mesmo órgão, e, dessa forma, obtendo o Registro Geral do Animal (RGA), cuja cópia deverá ser apresentada para o arquivo do condomínio; - todo cão ou gato deverá ser obrigatoriamente vacinado contra raiva, e contra quaisquer outras doenças, observando-se a revacinação de

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acordo com o período recomendado pelo laboratório responsável pela vacina em referência; - o condutor do animal em trânsito fica obrigado a recolher seus dejetos fecais; - o proprietário do animal será compelido a ressarcir os danos caso eventualmente o animal venha a provocar a terceiros ou ao condomínio; - é de inteira responsabilidade do proprietário manter o animal em condições adequadas de alojamentos, alimentação, saúde e higiene, de maneira que o odor não exale para as áreas comuns e demais unidades autônomas, uma vez que os dejetos fecais sejam acondicionados devidamente em sacos de lixo, bem fechados, sempre observando a mais rigorosa condição de higiene e de asseio; - a entrada e saída de animais deverão ser feitas de preferência pela garagem, evitando-se, sempre que possível, a passagem pela área de recepção principal do prédio.

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TECNOLOGIAS E O SUPORTE À SEGURANÇA

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inegável que as cidades brasileiras - e o Distrito Federal, - que poderia ser um exemplo contrário, mas não é, entre outras crises relacionadas, vivenciam situação crítica em relação à segurança pública. As razões para esse preocupante quadro são muitas e de variadas origens e já foram explicitadas por nós neste espaço, em oportunidades anteriores. Diante das ações muito pouco eficazes do segmento público encarregado de prover as garantias dos direitos dos cidadãos, lembramos sempre, previstas no artigo 5º da Constituição da República, a sociedade procura soluções próprias para garantir um pouco de tranquilidade nas residências, locais de trabalho e nos condomínios de lazer e consumo, denominados shoppings centers. Dentro do segmento de segurança que mais cresce no Brasil, o da chamada “segurança eletrônica” (não estando restrita a esse conjunto de meios, contudo), as pessoas, individual e coletivamente, podem encontrar uma imensa variedade de meios para tentar reduzir o risco aos seres humanos, seus bens e imagem, esta, atualmente, também um bem importante a ser protegido. 12

Por Marco Antonio dos Santos

Dessa forma, tecnologias tornaram- se fatores críticos de sucesso em qualquer planejamento e ação que objetive segurança. São peças intrínsecas à gestão desses processos. Importante lembrar que, tanto em residências individualizadas como em condomínios, tecnologias que buscam aumentar o grau de garantias às pessoas, patrimônio e imagem, repito, não deve ser vistas como despesas, mas sim como investimentos. Como disse, tecnologias são fatores críticos de sucesso, nesse e em qualquer outro tipo de empreendimento, mas não devem ser consideradas soluções únicas ou um fim em si mesmas. É comum ao assistir um telejornal, ver cenas de roubos e furtos, e o apresentador (às vezes até mesmo a autoridade de segurança pública quando inquirida a respeito) afirmar que as imagens das câmeras de segurança serão analisadas com a finalidade de identificar os criminosos. Primeiro, as câmeras são de vigilância, não de segurança, e pouca serventia terão se não existir quem investigue e a ação da Justiça para manter preso o criminoso. Não tiveram o poder de impedir o delito, pois não Revista on-line : www.condominioesolucoes.com.br


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foram feitas para isso. No máximo inibem meliantes novatos. Tecnologias de proteção podem substituir, parcialmente, pessoas em locais de risco ou inacessíveis ao elemento humano; ampliar a capacidade de vigilância, mediante captação de imagens e sons, por longos períodos, em áreas e acessos de interesse dos usuários; vedar acessos por algum tempo, mas não definitivamente; dar alarme de invasão, em locais restritos, por pessoas não autorizadas; aumentar a capacidade de armazenar dados, imagens ou sinais que a memória humana perderia com facilidade; relacionar dados armazenados a outros recentemente apreendidos, com mais velocidade que a mente humana; inibir alguns tipos de delitos, e, com certa cautela, aumentar a sensação de segurança. Tecnologias eletrônicas ou digitais apenas executam aquilo para as quais foram programadas. Pode-se afirmar que potencializam a ação do homem em proveito de uma atividade qualquer. Tecnologias de segurança devem ser entendidas como meios para atender aos propósitos e necessidades dos planejadores, gestores e dos usuários dos sistemas implantados. Sempre é oportuno lembrar aos usuários e

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planejadores de segurança que esses meios devem ser atualizados, ter custo benefício razoável em relação ao bem a proteger e serem de fácil utilização pelos operadores e substituição para up grade ou pane. É relativamente fácil adquirir tecnologias de suporte a processos de segurança destinados a prédios, casas, condomínios horizontais ou de lazer e consumo. Mas, nem sempre se adquire aquilo que seja realmente eficaz ou que melhor atenda à redução das vulnerabilidades, com intento de reduzir o risco. Lembro que o risco pode ser traduzido como a ameaça que impacta uma vulnerabilidade existente no empreendimento a ser protegido. Com a ampliação do mercado consumidor e a facilidade de importação (legal e ilegal) de câmeras, alarmes, sistemas de biometria etc., surgiram empresas e pessoas que se dispõem, por preços módicos, instalar “segurança eletrônica” sem avaliar, adequadamente, as necessidades e propósitos do cliente e sem promover a integração sistêmica com meios físicos (cercas, grades, proteção vegetal combinando com a arquitetura da área etc.), até de menor custo, e com as pessoas que habitam ou convivem no ambiente a ser protegido. Em geral, oferecem produtos

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vindos da Ásia, com valores tentadores, mas pouco efetivos no atendimento aos objetivos do sistema demandado. Muitos, em curto espaço de tempo, vão requerer manutenção e/ou substituição. Dentro do mais amplo conceito de livre iniciativa, o que não está errado, pretendem vender o produto disponível, com maior margem de lucro e de preço mais tentador ao usuário. Mas, nem sempre isso funciona. Como meio, as tecnologias devem atender aos fins propostos. Sistemas de segurança devem integrar meios eletrônicos, físicos e humanos aos modos culturais e de vida dos usuários. Pouco adianta, por exemplo, tentar fazer com que frequentadores de um shopping estejam atentos o suficiente para impedir o furto de seu veículo ou cartão de crédito. Ele lá está justamente para não se preocupar com isso. O morador que acessa seu edifício, após um exaustivo dia de trabalho, não vai ficar satisfeito em ter que mostrar cotidianamente a identidade ao porteiro. O sistema deve ser capaz de identificá-lo e franquear ou não o acesso ao edifício, sob a gestão do colaborador. Fácil perceber que isso nem sempre é fácil de fazer. Por essas e outras razões as tecnologias integradas e operadas por agentes de portaria e vigilantes devem ser bem pensadas e planejadas por aqueles que oferecem tais serviços de suporte tecnológico.

É oportuno lembrar que toda medida de segurança, especialmente as de base eletrônica ou digital são passíveis de sofrerem contramedidas. Isso dependerá, é claro, do nível de sofisticação do empregado e dos conhecimentos e meios utilizados pelo agressor. Chaves eletrônicas, por exemplo, podem ser copiadas à distância, pois emitem frequências que podem ser captadas com equipamentos adequados. Certos tipos de biometria podem ser fraudados, imagens podem ser adulteradas, rastreadores bloqueados e sistemas digitais, invadidos. Nas “feiras de importados”, comuns no Brasil, tecnologias capazes de quebrar outras tecnologias podem ser adquiridas com mais rapidez e facilidade por meliantes do que por agentes de lei que dependem de demoradas e complexas licitações. Enquanto a sociedade espera por maior eficácia do poder público, relativamente aos elevados impostos que paga, é importante o conhecimento de que tão somente o uso de tecnologias, em qualquer sistema de proteção que se planeje, não é capaz de impedir delitos. Importante que o sistema seja integrado por elas, por meios físicos (também tecnologicamente avançados), pelos gestores dos processos e com a contribuição e aceitação dos beneficiários da segurança. Parodiando a piada a respeito da indústria do futuro, a segurança do século XXI não deve ser composta por apenas um ser humano e um cachorro. O ser humano para apertar botões e o cachorro para impedir que este aperte os botões errados.

Marco Antonio dos Santos Professor de Inteligência e Gestão de Segurança Corporativa e Empresarial.

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Tapete Nylon

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Sinalização de garagem

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A exportação de celulares

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e acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil é um dos mercados emergentes que gera maior volume de lixo eletrônico per capita a cada ano, com o descarte de meio quilo de lixo eletrônico. Nosso país possui aproximadamente 270 milhões de aparelhos celulares, ou seja, mais de um aparelho por habitante e as estimativas dão conta que sua vida útil alcança apenas 15 meses, sendo descartado e substituído por outro aparelho mais moderno e com mais funções. O que acontece com os celulares descartados? Os otimistas afirmariam que os celulares são encaminhados aos processos de reciclagem onde seus componentes são reinseridos nos processos produtivos. Infelizmente a nossa taxa de reciclagem para celulares ainda é muito pequena, alcançando apenas 3%, ou seja, 97% dos celulares no Brasil não estão associados ao processo de reciclagem! Na maioria 16

Por Felipe Quintiere Maia e Marcelo Quintiere

dos casos os aparelhos são destinados ao lixo comum ou simplesmente esquecidos em nossas gavetas e armários. Assim, somos expostos a riscos consideráveis, tais como contaminações e o comprometimento da água subterrânea, do solo e da biodiversidade por longos períodos de tempo, sem contarmos com os danos à saúde humana pela presença de metais pesados contidos nas placas de circuitos e nas baterias de celulares. Para evitar que esses componentes poluam o ambiente e prejudiquem a saúde das pessoas é importante sempre descartarmos os eletrônicos da maneira adequada. E aqui apresentamos algumas informações muito interessantes! Um aparelho celular contém até 80% de elementos passíveis de reciclagem, um percentual que deveria, por si só despertar o interesse de empresários para exploração dessa verdadeira mina de ouro. Na verdade o nosso pequeno celular poderia ser comparado a uma “micro Carajás”, com a presença Revista on-line : www.condominioesolucoes.com.br


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de metais nobres, tais como o ouro, prata, paládio, níquel, lítio e outros em concentrações elevadas! De acordo com o relatório From Waste to Resources, do programa para o Meio Ambiente das Nações Unidas (Unep), uma tonelada de celulares (sem as baterias) pode render a seguinte quantidade de metais preciosos: • 3,5 quilos de prata; • 340 gramas de ouro; • 140 gramas de paládio; • 130 quilos de cobre. Esses percentuais, aparentemente pequenos e desprezíveis, são muito superiores àqueles encontrados nas jazidas minerais exploradas comercialmente no mundo inteiro, ou seja, o celular e os demais aparelhos eletroeletrônicos possuem metais em concentração elevada e, além disso, seu processamento dispensaria as onerosas operações iniciais de pesquisa, lavra, transporte e beneficiamento. Em outras palavras, os metais presentes nos eletroeletrônicos já se encontram em seu estado mais puro e, portanto, estão prontos para reinserção nos processos produtivos. Entretanto, nós não reciclamos os nossos celulares descartados. O Brasil, segundo dizem, ainda não possui tecnologia para a reciclagem, extração e reaproveitamento dos minerais nobres, o que parece bastante estranho se considerarmos que somos a sétima maior economia do mundo e produzimos até mesmo aviões. Depois de coletado via logística reversa (artigo 33 da PNRS) o celular é triturado, ensacado e transportado em contâiners para a Bélgica, Alemanha, China e EUA, países que detêm a tecnologia necessária para fazer a extração dos metais nobres. Embora a atividade seja rentável para alguns, entendo que a exportação de eletroeletrônicos (em especial os celulares) representa um equívoco com dimensões econômicas, ambientais e éticas, senão vejamos: 1) Dimensão econômica Não parece uma política racional, exportarmos lixo eletrônico de modo a permitir que outros países obtenham benefícios tais como a criação de empregos, aumento da renda dos trabalhadores, qualificação da mão de obra, dinamização das cadeias produtivas locais, e maior arrecadação de tributos. Revista on-line : www.condominioesolucoes.com.br

2)Dimensão ambiental Os resíduos são considerados passivos ambientais, ou seja, podem acarretar danos severos ao meio ambiente e à saúde humana se não forem convenientemente processados. Os custos financeiros para recuperar os danos decorrentes de acidentes são muito elevados (isso quando existe alguma tecnologia disponível). 3)Dimensão ética A PNRS proíbe a importação de resíduos sólidos, mesmo que seja com o objetivo de efetuarmos a sua reciclagem. A lógica da lei é mais ou menos a seguinte: cada país deve coletar e processar o seu próprio resíduo, evitando exportá-lo para outros países. Se um determinado comportamento não pode ser aceito pelo Brasil também não deveríamos aceitá-lo como normal para com os demais países. Assim, não considero ético ou moralmente aceitável exportar lixo eletrônico (e seus problemas). A conclusão é que as vantagens da reciclagem de eletroeletrônicos são muitas e deveriam ser consideradas atentamente por nossos legisladores, inclusive no que concerne ao estabelecimento de uma proibição legal para sua exportação. Felipe Quintiere Maia – Graduando em Engenharia Ambiental UnB Marcelo Quintiere – auditor do Tribunal de Contas da União; engenheiro agrônomo; mestre em Gestão Econômica do Meio Ambiente (UnB).

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Informatização na elaboração de projetos arquitetônicos e de engenharia Por Alexandre São José

advento da informática trouxe melhorias e facilidades para as pessoas em todos os segmentos, principalmente no profissional. No ramo de projetos arquitetônicos e de engenharia proporcionou agilidade e precisão na elaboração de desenhos técnicos através de software de CAD (computer aided design), ou desenho assistido por computador. Trata-se de ferramenta poderosa para construção de linhas, curvas, polígonos bidimensionais e tridimensionais. Antes da informática os projetos eram elaborados e desenvolvidos por equipes compostas de várias pessoas entre arquitetos, engenheiros e principalmente os desenhistas. Ocupavam bastante espaço com suas pranchetas e mesas de apoio para acúmulo de materiais de auxílio ao desenho, tais como esquadros, gabaritos, “boloteiros” (gabaritos de círculo), réguas paralelas, réguas pantográficas, escalas, normógrafos, compassos, tira-linhas e a detestável tinta nanquim que na maioria das vezes borravam os desenhos prontos e acabados. Existem diversos softwares dedicados à elaboração de projetos que reduziram satisfatoriamente a utilização de espaço além de racionalizar a mão de obra efetiva utilizada em desenhos técnicos transformando os antigos desenhistas em tecnológicos “cadistas”, palavra oriunda do CAD. Podemos dividir os softwares nas áreas de CAD2d e CAD3d, modelagem 3d, animação e realidade virtual entre eles ArchiCAD, Autocad, ArchiStation, linuxcad, Revit, VectorWorks, QCad, 3D Studio Max, Rhino3d, Blender3d, DataCAD, Google SketchUp, ArCon entre outros. Ao passo em que a informatização do projeto acelerou o processo e ganhou muito com apresentação impecável e precisão trigonométrica, causou, também, a involuntária aposentadoria de muitos profissionais, que pela idade, não conseguiram se adaptar à evolução tecnológica. Acarretou irreparável perda para a produção intelectual e criativa de nossas obras, porém, recuperadas posteriormente com a nova safra de profissionais identificados com os constantes avanços tecnológicos. 18

Comparando os processos anteriores e posteriores à informatização, para elaboração de projeto residencial de 300 metros quadrados gastava-se em torno de trinta dias para o projeto arquitetônico, mais trinta dias para os projetos complementares (estrutural, elétrico, hidrossanitário e telefonia) que eram confeccionados simultaneamente por profissionais em suas respectivas áreas. Atualmente, com utilização de recursos tecnológicos esse processo foi reduzido para quinze dias, com a facilidade de modificar o projeto sem perder o desenho elaborado inicialmente. Soma-se a essas vantagens, a eliminação de papeis substituídos por arquivos que podem ser impressos a qualquer momento sem perda da qualidade gráfica. Antigamente os profissionais de arquitetura e engenharia reclamavam de dores nas costas provocadas pelas posições adotadas em pranchetas durante o trabalho. Atualmente as reclamações ocorrem em função do desgaste prematuro da visão provocado pela claridade da tela em função do uso constante do computador. Nada é tão perfeito que não possa ser melhorado.

Alexandre São José é arquiteto com formação aeroportuária e pós-graduação em sustentabilidade arquitetônica com foco na infraestrutura aeroportuária (UnB, 2008). alexandresaojose@alcarprojetos.com.br (61) 8111-9394 Revista on-line : www.condominioesolucoes.com.br


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Cerrado preservado em arte Artista plástico André Cerino adota cerrado como tema dos novos trabalhos em exposição

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e o cerrado ainda não contava com um padrinho de peso nas artes plásticas, hoje a realidade mudou de figura. As últimas telas em acrílico do artista brasileiro André Cerino vêm exatamente para despertar nas pessoas a importância da preservação da mais rica savana do mundo. A coleção de quadros Cores do Cerrado, em exposição inaugurada em outubro na Galeria André Cerino em Águas Claras, (avenida. Araucárias Rua 36 Sul, Lote 16, Loja 4), é inspirada na beleza exuberante do segundo maior bioma brasileiro. Para pintar essa coleção - que já soma mais de 100 telas -, Cerino raramente usa pincéis. Ele explica que o contato direto das mãos com a tinta e a tela o aproxima da natureza que deseja representar. “Quando aprendi as técnicas da escultura, passei a sentir, mexer e moldar melhor a terra”, declara. “Nos quadros, também pretendo tocar a tinta, bem como o solo, as folhas e as flores do cerrado”. Além das mãos, Cerino também utiliza materiais não convencionais na pintura, como lâminas - o que, em sua opinião, tem trazido resultados mais espon-

tâneos e cheios de movimento, retratando justamente a dinamicidade da natureza. Cerino afirma que adoraria ver sua obra aproximar mais as pessoas da natureza e da felicidade que ela traz. “Todos os quadros da coleção foram pintados como se eu estivesse plantando, semeando algo de bom”, explica. “Espero que a semente da minha arte não fique restrita aos museus, mas que transcenda o tempo e o espaço e se torne uma mensagem viva de harmonia”. O artista plástico não se preocupa em retratar fielmente a flora do Centro-Oeste brasileiro; no entanto, os galhos secos e retorcidos, os coloridos ipês, bromélias e palipalans sugerem de forma verossímil o ambiente do cerrado. A cada quadro, acontece uma surpresa na explosão de uma ou mais cores. “No meu cerrado imaginário, mesmo em meio ao deserto, é possível florescer”, filosofa com otimismo o pernambucano André Cerino, admirador declarado da vegetação de Brasília, onde mora há 30 anos. Os trabalhos do artista também podem ser vistos em sua galeria virtual, www. andrecerino.com.br, além de vídeos com o processo de criação das obras. Veja o catálogo virtual: http://issuu.com/cerino/docs/cerino1 Para mais informações, ligue: (61) 3344-0330 / (61) 3567-6733

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Por Marcelo Campos de Alcântara

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crise no abastecimento de água, notadamente no estado de São Paulo, tem trazido à tona discussões sobre o assunto e deve ser vista como um alerta para o uso racional e consciente. Não podemos esquecer que apenas 0,6% da superfície do planeta é água doce renovável pelo ciclo da natureza. Grande parte da população que mora em condomínios onde o consumo de água ainda não é cobrado de forma individualizada, muitas vezes não tem noção do próprio consumo e pouca coisa pode fazer no sentido de monitorar eventuais desperdícios. O conhecimento do consumo mensal e a cobrança individualizada são pontos de partida para eliminar o desperdício, e depende da instalação de hidrômetro. Com o advento da Lei nº 3.557 de janeiro/2005, essa instalação passou a ser obrigatória nos novos empreendimentos habitacionais do Distrito Federal. Dessa forma, muitos síndicos têm procurado transferir a cobrança da água para a concessionária do serviço público. O que poucos sabem é que ao se individualizar a cobrança pela Caesb, os moradores perdem a possibilidade de compensar entre si a margem de consumo não utilizada em cada faixa, quando o morador que apresenta um perfil de consumo maior se beneficia da margem não utilizada pelo morador com um consumo menor, além de gerar um aumento no custo com a água, se considerada a totalidade dos moradores em relação à conta do condomínio. A Lei 4.383 introduziu alterações na Lei 3.557 que permite ao condomínio optar por modelo tecnológico de hidrometração individualizada em que o serviço de leitura e rateio da fatura de água é efetuado pelo Revista on-line : www.condominioesolucoes.com.br


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próprio condomínio. Nesse sentido, alguns condomínios têm efetuado a cobrança do consumo de água com base na tarifa média apurada a partir das informações contidas na conta emitida pela Caesb. Entretanto, essa cobrança não atende ao critério de aplicação de tarifas diferenciadas e crescentes por faixa de consumo. A forma mais justa e correta para rateio do consumo de água é a cobrança com base nas faixas de consumo com a aplicação de tarifas diferenciadas e ajustadas, mantida a mesma relação existente nas tarifas aplicadas pela Caesb, de forma que seja repassado aos moradores o exato valor da conta devida pelo condomínio. Para demonstrar e comparar o critério adotado pela Caesb com as duas outras formas de rateio considere um condomínio com nove unidades consumidoras que paga uma conta de R$ 1.974,30, correspondente ao consumo de 240 metros cúbicos. Nessa situação o valor das contas em cada um dos critérios está resumido na figura 01 e detalhado a seguir. CONSUMO EM M³

Tarifa Ajustada

Tarifa Média

CAESB

5 13 14 19 29 30 35 40 55 240 Figura 01

18,30 57,00 63,80 105,40 213,76 227,80 298,00 375,50 615,30 1.974,86

41,15 106,99 115,22 156,37 238,67 246,90 288,05 329,20 452,65 1.975,20

44,40 69,12 77,36 127,76 259,08 276,10 361,20 455,10 745,70 2.415,82

Caesb - Acarreta ao conjunto de moradores uma conta no total de R$ 2.415,82, representando um aumento em torno de 22%, se comparado com a conta única do condomínio e gera uma cobrança mínima correspondente a 10 metros cúbicos quando o consumo for inferior a este valor. Tarifa média - Embora a tarifa média seja aplicada sobre o consumo total da unidade, não observa o princípio de cobrança por faixas de consumo e tarifas diferenciadas e crescentes conforme previsto na legislação. A sistemática tende a favorecer o morador que apresenta um consumo maior em detrimento daquele com consumo menor. Apurada de forma correta, a diferença no rateio é imaterial e decorre do processo de arredondamento e não gera faturamento mínimo. Tarifa ajustada – Efetua a cobrança com base nas mesmas faixas de consumo adotadas pela Caesb, não onera as contas individuais posto que aplica tarifas Revista on-line : www.condominioesolucoes.com.br

diferenciadas em relação as da Caesb e com a mesma relação verificada entre elas, de forma a permitir o rateio do exato valor da conta, além de não gerar faturamento mínimo. É a única forma que concilia o critério adotado pela Caesb sem gerar distorção no valor repassado aos moradores em relação a conta única do condomínio. O quadro da figura 02 apresenta a comparação entre as tarifas adotadas em cada um dos critérios mencionados, cabendo registrar que a tarifa média e a tarifa ajustada são calculadas mês a mês e seus valores variam em função das oscilações de consumo e valor que ocorrem na conta. Faixa de consumo Até 10 m³ 11 a 15 m³ 16 a 25 m³ 26 a 35 m³ 35 a 50 m³ Acima de 50 m³ Figura 02

Tarifa Ajustada 1,83 3,40 4,35 7,02 7,75 8,48

Tarifa Média 8,23 8,23 8,23 8,23 8,23 8,23

CAESB 2,22 4,12 5,27 8,51 9,39 10,28

O condomínio também pode utilizar as faixas de consumo aplicadas na tabela de tarifa comercial e residencial, de acordo com a finalidade a que se destina internamente a utilização da água, no caso das edificações mistas, mesmo que receba apenas uma conta da Caesb, seja ela apurada com base na tabela de tarifa comercial ou residencial. Com a utilização do critério da tarifa ajustada sobre cada faixa de consumo, o valor a ser rateado corresponderá ao exato valor da conta única do condomínio. Existe no mercado excelente sistema de monitoramento do consumo de água, que além de emitir contas individualizadas, monitora o consumo de água hora a hora, possibilitando identificar indícios de vazamento e emitir alerta por e-mail para que o consumidor adote medidas proativas no sentido de sanar o problema, antes do recebimento de uma conta com um consumo elevado. Marcelo Campos de Alcântara é administrador de empresas e presta serviço de consultoria na gestão de condomínio. Tem pós-graduação em recursos humanos e administração financeira e atualmente participa do curso de pós-graduação em gestão condominial promovido pelo Centro Universitário Unieuro.

(61) 8467-0296 e-mail: assessoriacondominio2000@gmail.com

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AEROPORTO DE BRASÍLIA: UMA OUTRA VISÃO

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m setembro de 2014, um avião caiu na minha cabeça. Lembrei-me muito das Torres Gêmeas de Nova York destruídas por aviões logo após um ataque terrorista, fato que ocorreu no mesmo dia 11 do ano de 2001. Tive a mesma sensação quando li a reportagem com o título “TUDO SOBRE O NOVO AEROPORTO DE BRASILIA”, na Revista Condomínio de julho/agosto/setembro de 2014. A reportagem trata com “orgulho” das reformas que fizeram no edifício terminal do aeroporto de Brasília, cujas obras foram edificadas praticamente sobre os escombros arquitetônicos do edifício anterior. Descobri então, ou melhor, mais uma vez me certifiquei que a questão da arquitetura como cultura está cada vez mais relegada a um segundo plano em nosso país. Pior é que esse fato já permeia nossa sociedade como um todo, inclusive a alguns dos nossos colegas arquitetos. Fiquei pensando então porque quando falamos de cinema, literatura, teatro, música, artes plásticas, fotografia, enfim, todas as manifestações culturais do ser humano, nomeamos seus autores, e com a arquitetura cada vez menos lembramos que há um autor e que além de um trabalho técnico também é um produto cultural. Mas lembro a todos que esse fato ocorre somente nos tempos atuais e em nosso país. Vejo que mesmo em 24

Por Sergio Parada

países vizinhos e latinos, as coisas não funcionam bem assim. Há mais respeito para com a produção arquitetônica. Assim como as torres gêmeas, eu também desabei, não fisicamente, mas no aspecto psicológico e na melancolia, e me perguntei: até quando o nosso ofício de arquitetos irá sobreviver no convívio com essas avalanches de ignorâncias e interesses escusos? Falo isso porque sou o autor daquele edifício que existia anteriormente, obra nunca concluída, cuja função era de abrigar o Terminal de passageiros do Aeroporto Internacional de Brasília, o qual nunca foi terminado pela Infraero apesar da pressão das demandas existentes desde o início deste século. Enfatizo aqui que esse terminal de passageiros sempre se caracterizou como uma das principais portas de acesso ao nosso país. Gostaria de lembrar que no ano de 1990, quando iniciei o então projeto de ampliação e readequação do terminal de passageiros da época, minha primeira atitude foi buscar o colega que era autor daquele edifício que ali operava para convidá-lo a participar do novo projeto, ou então pelo menos receber deste arquiteto uma autorização para intervir naquela obra. Somente tomei a iniciativa de iniciar o trabalho quando soube que o arquiteto Tércio Fontana, Revista on-line : www.condominioesolucoes.com.br


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autor daquele projeto do terminal de passageiros, infelizmente já havia falecido. Faço questão de mencionar esse episódio porque, quando resolveram alterar o edifício que existia desde 1994, de minha autoria, sequer entraram em contato comigo. Numa atitude ditatorial destruíram totalmente minhas ideias. Também desejo relembrar a todos que estou vivo, e ainda atuante no meu ofício. O antigo terminal de passageiros do Aeroporto Internacional de Brasília, por mim projetado em 1990, falo no passado pois hoje o mesmo já não existe mais nem fisicamente e nem conceitualmente, foi totalmente descaracterizado do seu desenho original, e este feito está refletido pelas atuais reformas. Essas “melhorias”, se assim podemos chamá-las, atendem basicamente as questões operacionais do terminal. Nossa cidade, nossa cultura, nossa criatividade arquitetônica reconhecida internacionalmente, enfim, a arquitetura brasileira como um produto cultural de nossa sociedade foi esquecida na sua totalidade; é uma pena! Por esse motivo, deduzo que o arquiteto autor do projeto da última reforma, baseou seus conceitos unicamente no pensamento de adequar o edifício às suas necessidades programáticas, e com isso destruiu o conceito arquitetônico anterior. Esse fato me levou a pensar como nos dias atuais está 26

apagada da memória de alguns colegas arquitetos aquilo que chamávamos “ética do ofício”. Reafirmo aqui que nunca me posicionei como dono daquilo que chamamos espaço do aeroporto, mas somente me posiciono como arquiteto e autor daquele edifício que no início dos anos 1990 desenvolvemos com tanto carinho e amor. Digo desenvolvemos porque, felizmente, junto a mim sempre existiu um grupo de colegas arquitetos, engenheiros e outros profissionais que colaboravam e ajudavam viabilizar aquilo que eu, como arquiteto, imaginava. Lembro bem que na época, 1990, sentia a responsabilidade que pairava sobre meu traço, afinal estava projetando o novo terminal de passageiros para a capital de um país com a grandeza e a importância do Brasil. Por outro lado, conhecia muito bem a história e o que havia ocorrido com o grande colega Oscar Niemeyer, cujo projeto para o terminal de passageiros do aeroporto de Brasília havia sido negado pela aeronáutica no ano de 1965, visto que naquele período, a ditadura militar não aceitava um trabalho, que apesar de genial, era proposto por um arquiteto com convicções comunistas. Que grande bobagem isso tudo! Talvez por essa responsabilidade me cerquei de grandes profissionais que me ajudaram na elaboração do projeto, dentre eles os conceituados arquitetos paisagistas Rosa Grena Kliass e Luciano Revista on-line : www.condominioesolucoes.com.br


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Fiaschi, a arquiteta de iluminação Esther Stiller, além de toda a equipe da nossa empresa assim como da Infraero da época que acompanhavam o desenvolvimento do projeto passo a passo. Não poderia jamais esquecer-me do querido amigo e grande artista plástico Athos Bulcão, que com sua imaginação e cultura contribuiu com o edifício, assim como já tinha contribuído para outras tantas obras importantes aqui em Brasília. Quando nessa mesma noite de 11 de setembro, após ler a referida reportagem, fui participar de uma reunião do Conselho de Arquitetura e Urbanismo, meditei sobre o assunto que acabo de descrever enquanto dirigia meu carro e conversava com um colega, que também participa do mesmo Conselho, e me acompanhava nesse trajeto do meu escritório até a Câmara Legislativa do DF, onde sempre se realizam nossas reuniões do CAU-DF. Ao mesmo tempo que falava eu refletia: como nosso ofício nos dias atuais está relegado a planos inferiores de nossa cultura, pois não lembro de ter lido em nenhum espaço da dita reportagem o nome do atual arquiteto, autor daquele edifício que ora está ali presente, posto no

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nosso cenário urbano. Será que ele existe? Quem será ele? Mesmo quando trabalhamos em equipe sempre existe um mentor do projeto, pensava eu, e este nome deve sempre ser lembrado. Essa realidade vinha à tona para mim, e mostra como é evidente o desapego cultural na nossa sociedade contemporânea. Ninguém pergunta, ninguém questiona esse fato. Lembro que nos anos de 1970, quando ainda era estudante de arquitetura em Curitiba, até na publicidade de venda de um edifício qualquer, na cidade onde morava, Curitiba, constava o nome do autor da obra, seja nos jornais ou revistas. Da mesma forma se dava nome do fotógrafo ou até mesmo aquela pessoa que redigia o texto publicado. Mas hoje em dia ofício da arquitetura está resumido a isso aí, total ignorância da sociedade em geral ocasionada pela falta de informação sobre o trabalho. Oxalá esse comportamento mude, e que a justiça seja feita, e que a sociedade tenha condições de estar mais bem informada a respeito da importância da arquitetura, formadora do cenário urbano de todas as cidades do mundo. Sergio Parada (arquiteto)

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O sonho das águas

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m dos nossos leitores enviou um e-mail para a nossa redação falando de um sonho. Nele, tudo parecia azul, tudo parecia luz. Além de outras viagens, o sonho se passava aqui em Brasília e que, em cada retorno da cidade, existia uma fonte de água iluminada. Aí começamos a pensar juntos como seria linda essa bela cidade se em cada retorno, cada balão das asas Sul e Norte, tivesse uma fonte, um chafariz. E como seria à noite, se iluminadas. Cada uma mais bonita e diferente da outra. Seria um espetáculo a cada quadra. Claro que o Iphan impediria de início. Também o CREA, o IAB, a OAB, a ONU, já que não foi proposto pelo Greenpeace. A ideia é intrigante, ousada mesmo. Mas fica para um governador sonhador como Juscelino, um arquiteto criativo como Niemeyer, e um craque das linhas como Lúcio Costa, um extravagante como Darcy, e um elaborador de arte como Bulcão. Talentosos, músico e poeta como Tom e Vinicius, para compor uma sinfonia para o futuro. E principalmente, visionário como nosso leitor. E se Paris é a cidade-luz, Brasília bem que poderia tornar a cidade das fontes. A cidade das águas. Por que não? 28

As nossas quadras ficariam mais bonitas. Sem falar no bem que faria para aliviar a secura que nos aflige todos os anos de junho a outubro. Mas, esquecendo o sonho, voltemos à realidade. Quem for ver de perto a fonte da Torre de TV vai ver como está bonita. Um verdadeiro balé das águas. Poderia também imaginar como seria essa cidade se a história do nosso leitor um dia entrar para a história. Para executar tudo isso, temos primeiro que cuidar bem da saúde do povo, que não pode se hospedar em hospitais de ponta. Cuidar do transporte público, ligar todas as nossas cidades com trens ou metrôs de superfície, BRTs, como já foi feito para o Gama e Santa Maria, educar melhor a nossa juventude com uma escola pública de qualidade, e desenvolver vários setores geradores de emprego. Educar, transformar essa correria em alegria. Aí sim, podemos pensar nas fontes e outros sonhos. Mas que seria bonito, seria. Pois é, caro leitor, talvez esse seu sonho seja possível de se realizar um dia, mas por enquanto vá sonhando, que já é muito bom, e o melhor: não custa absolutamente nada.

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A REDE

AGORA, OS CONDOMÍNIOS VERTICAIS E HORIZ FEDERAL E ENTORNO TÊM CARTÃO E RED

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s condomínios verticais e horizontais do Distrito Federal ganharam uma forte ferramenta para facilitar as suas pesquisas de preços e aquisição de bens, produtos e serviços: o Condominiocard. Depois de algum tempo tentando lançar o produto, foi por meio da Revista Condomínio & Soluções que o projeto vingou. Paralelamente ao cartão, foi criada a Rede Condominiocard, vasta, dinâmica. Sempre evoluindo com os novos segmentos. Para valorizar o cartão e a Rede foi decidido que cinco empresas de cada segmento irão atender aos detentores do cartão. O Condominiocard vai facilitar para valer a gestão. Vai estar na carteira e na bolsa dos síndicos(as) e prefeitos(as) de quadras, administradores(as) prediais do Distrito Federal e Entorno.

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ZONTAIS DO DISTRITO DE DE DESCONTO

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s cartões verdes estão destinados aos condomínios horizontais, sinalizando um alerta para os cuidados e a preservação do meio ambiente. O cartão azul faz alusão ao céu de Brasília, tão próximo. Mais próximo ainda dos condomínios verticais. A tendência é que haja muita pesquisa dos condomínios verticais e horizontais e negócios com o comércio, a indústria e os prestadores de serviços. São mais de 70 segmentos: administração, construção e reformas, segurança eletrônica, material, equipamentos e pessoal de limpeza, equipamentos para fitness, modernização e manutenção de elevadores, chaveiros, móveis planejados, enfim uma gama enorme de empresas está pronta para atender e dar desconto aos condomínios. É fácil, é só acessar www.condominiocard.com.br Cada cartão tem um número fixo e exclusivo correspondente ao bloco, quadra e bairro. O cartão é gratuito até a data de sua validade. Caso haja extravio o condomínio/síndico deverá solicitar outro que custará R$ 15,00 (quinze reais). Todos os descontos concedidos pelos participantes, descritos no site da Rede/Cartão estão contidos em contrato. Portanto devem ser rigorosamente cumpridos. A empresa que não cumprir o contrato será automaticamente desligada da rede. Contudo, não contamos com esse tipo de problema. Só nos precavemos. É o começo de uma nova etapa da comunicação, dos negócios e em breve de futuras transações bancárias. A Rede, os condomínios e o cartão vão escrever, sim, uma nova história.

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Por Raphael Rios

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essoal, eu queria descrever pra vocês, como comemorei o dia do Síndico. Apesar dos últimos acontecimentos, mais um lindo dia em Brasília. Tomei banho, me arrumei, li meus emails. Tudo normal! No entanto, eu tinha a impressão que algo de bom iria acontecer. Sabe aquela intuição positiva? Essa mesma. Peguei minha cachorra para passear e meus vizinhos, percebendo que abri a porta do meu apartamento, me abordaram dizendo: - Meus parabéns e muito obrigado por tudo! - Mas o que houve? indaguei. - Ah, vai dizer que você não lembra? Hoje é o seu dia: “Dia do síndico” - falaram em coro. - Muito obrigado por vocês terem lembrado. Eles entraram em seus apartamentos e desci com a Jade (in memorian), pelo elevador de serviço. Ao me dirigir à grama mais próxima, me deparei com uma seqüência de faixas do tipo “propaganda”. Não eram daquelas que a gente abomina, que enfeiam a nossa quadra, que diuturnamente retiro. Uma delas dizia o seguinte: “Parabéns Sr. Síndico – muito obrigado pelo seu trabalho incansável, pela paciência com nossos filhos, por ser apaziguador de conflitos e nosso grande amigo!”. A outra dizia mais ou menos o seguinte: “Sr. Síndico – sem a sua dedicação e competência, nossos imóveis não estariam tão valorizados como estão. Muito Obrigado mesmo!”. Um grupo de crianças agradeceu pela manutenção do parquinho do bloco. Elas se comprometeram também a brincar sem fazer tanto barulho, sem incomodar os outros e não danificar os brinquedos. Algumas crianças me pediram autógrafo. Assinei meu nome em pedaços de papéis que eu tinha no bolso e entreguei às crianças que pediram. Mais adiante foi a vez de um grupo de adolescentes: - E aí tio. Belê...? - Algum problema? posso ajudar em alguma coisa? respondi perguntando. - Não, nada não. Nós só queríamos agradecer e dizer que você é um cara legal. Prá gente você representa todos os síndicos que nos compreendem. Hoje é o seu dia, sabia? Você que está sempre tentando nos entender, Revista on-line : www.condominioesolucoes.com.br

apesar de aprontarmos, “vez em quando”, tentando impor a nossa “arte” com pichações nas paredes dos blocos, saltando de um muro para outro com a prática do Le Parkur e ouvindo música com volume alto, incomodando os nossos vizinhos. Sempre que isso ocorre, é você que tenta amenizar a situação. Agradeci e voltei pra casa. Abri a porta de casa e uma grande festa surpresa estava preparada para mim. Confetes e balões. O apartamento estava todo enfeitado. Estavam presentes vários moradores e ex-moradores do bloco como convidados. Aquele que não nos entendeu por algum motivo, também estava lá. Aquele que chegou a discutir comigo por banalidade ou intransigência, também estava lá. Aquele que não concordou com alguma coisa, também estava lá. Todos se confraternizando em intensa alegria. Achei estranha toda aquela situação. Foi quando dei por conta do que estava acontecendo: estava sonhando e acordei de súbito. Mas não tem problema de ter sido só um sonho. As grandes realizações começam assim – sonhando! Quem sabe algum dia, nós síndicos, sejamos vistos como no meu sonho – profissionais altamente qualificados e reconhecidos pelo difícil trabalho que realizamos. Um novo tempo e a regularização de uma nova profissão, só depende das nossas atitudes e de cobranças efetivas e regulares. Parabéns a todos os síndicos que realmente se dedicam! Feliz Ano Novo a todos! OBS: Apenas para complementar...Esse texto foi inspirado em uma pequena brincadeira que fizemos em sala de aula, durante curso superior de Gestão Condominial que participei e concluí em 2012. Como digo com frequência e entusiasmo: Sempre vale a pena SONHAR ! 33


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Setor Habitacional Habitacional Mangueiral

Por Alexandre São José

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rasília detém reconhecimento nacional não somente pelas trapalhadas politicas, mas de implantação de planos de moradias populares. É uma das poucas cidades brasileiras preocupadas com o assunto, apesar de alguns teóricos da conspiração acreditar se tratar de mera política assistencialista eleitoreira, porém, esquecem-se de analisar a situação desde os anos 1970, com a necessidade de dar lugar à ocupação definitiva, prevista em Plano Diretor, com a eliminação dos acampamentos provisórios gerando a implantação das QNL, QNP, QNJ entre outras, através da extinta Sociedade Habitacional de Interesse Social (SHIS) e atualmente com a Secretaria de Habitação, Regularização e Desenvolvimento Urbano (Sedhab). Recentemente implantou-se o Setor Habitacional Mangueiral em São Sebastião. Inicialmente projetado para atender policiais e bombeiros sendo posteriormente estendido às demais classes, atualmente é um bairro consolidado reconhecidamente um sucesso de política habitacional. 34

Como todo bom empreendimento governamental sempre requer pequenos ajustes e no caso do Mangueiral, não seria diferente. Intencionalmente não foi previsto área de serviço coberta nas casas de dois quartos para proteção contra intempéries, muro cego dos lotes visando à privacidade dos moradores entre outros itens que não inviabilizam o bairro, porém, pode ser feito individualmente pelos moradores no decorrer da utilização sem prazo e sem pressa. No entanto preocupa a forma desordenada como vem acontecendo as necessárias adaptações cujo resultado agride o conjunto arquitetônico e a harmonia tão bem definida na padronização do bairro. Lógico que não se trata de todo o Mangueiral. Em algumas quadras essas intervenções passam pelo acompanhamento do condomínio com desgaste suficiente para enfartar qualquer síndico saudável. A forma ideal de implantar essas adaptações inicia no respeito à coletividade, ou seja, os moradores, em seus respectivos condomínios, escolhem a melhor proposta de intervenção através de assembléias. A partir Revista on-line : www.condominioesolucoes.com.br


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daí contrata-se um profissional de arquitetura ou engenharia para elaboração de projeto arquitetônico e aprovação deste projeto junto à Administração de São Sebastião; uma vez aprovado inicia-se a segunda fase do processo chamada de obtenção da Licença de Obras com apresentação de projetos complementares (projeto estrutural, elétrico e hidrossanitário) juntamente com documentos de propriedade do imóvel e o necessário registro de responsabilidade técnica. Uma vez emitida a Licença de Obras cada morador pode executar suas intervenções obedecendo ao projeto arquitetônico aprovado. Vejam bem, não se trata unicamente de seguir corretamente o estabelecido em projeto, trata-se de algo muito maior que é o acatamento da decisão tomada em assembleia de moradores que de tão séria se faz necessária a inclusão de sua ata no processo comprovando a decisão dos condôminos, decisão esta, que transformada em projeto deve ser estritamente seguida. Mesmo com todo o cuidado, e tentativa de manter um padrão que não comprometa o empreendimento,

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alguns síndicos padecem da ignorância e despreparo de convivência em coletividade por parte de uma minoria de pessoas que do alto de suas arrogâncias constroem em dois pavimentos, ocupam todo lote com edificação, interligam a captação da água pluvial no esgoto sanitário entre outras atrocidades que comprometem toda estética e funcionalidade do bairro. Outro fato que chama atenção é que o Mangueiral foi implantado com o conceito da padronização comprometida com obras de ampliação em que se utilizam materiais outros (estrutura metálica, plástico, policarbonato, madeira e telha rústica) que não os empregados originalmente nas edificações, contribuindo sobremaneira para a “despadronização” e a consequente “favelização” do bairro cujo objetivo de sua criação foi dar moradia de qualidade para a população. Aos síndicos comprometidos com a qualidade de vida de seus condomínios meus mais sinceros votos de sucesso e boa sorte, pois, a tarefa é árdua e exige muita paciência.

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ESTACIONAMENTO

Por Marcelo Sicoli

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trânsito nos grandes centros urbanos brasileiros piora anualmente. Na mesma proporção, a crescente falta de estacionamentos públicos e privados pagos. Brasília vai na mesma direção. São quase 600 novos veículos emplacados por dia. A cidade sofre com problemas no transporte público em razão de mau planejamento, falta de investimento e constantes greves. Por ser sede do Governo Federal, outro fator recente de impacto no trânsito baseia-se nas frequentes manifestações que fecham avenidas centrais da cidade ou rodovias em bairros periféricos. Manifestações ordeiras e moderadas fazem parte de uma democracia, mas discordo totalmente de interrupções integrais do Eixo Monumental por qualquer categoria profissional ou movimento social em qualquer horário como as que, de forma desagradável, já presenciei. Devo registrar que sou um grande entusiasta do uso da bicicleta. Com frequência, me desloco do 36

prédio onde moro para o prédio onde trabalho (sou síndico de ambos). Pela curta distância, faço o trajeto utilizando roupas sociais e sapato. Incentivo sempre outras pessoas a fazerem o mesmo e a percorrerem curtos trajetos a pé, em que, muitas vezes pela força do hábito, usamos o carro. A mentalidade dos brasilienses está mudando aos poucos. No entanto, ao mesmo tempo que se fazem ciclovias, bicicletários e campanhas educativas, é urgente a mudança de paradigma na utilização de gramados ou áreas abandonadas cobertas basicamente por barro. Esses espaços devem ser convertidos em organizados espaços de estacionamento. Arquitetos e urbanistas conservadores podem ser críticos ferrenhos dessa ideia. Especialmente nas regiões do Setor Sudoeste, SIG, Cruzeiro e Octogonal, que percorro com mais Revista on-line : www.condominioesolucoes.com.br


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frequência, vejo que áreas de estacionamento podem ser criadas preservando vastos trechos de área verde e árvores e em harmonia com pedestres e ciclistas. Ao leitor, em visita ao Sudoeste ou SIG, sugiro notar a quantidade de novos prédios comerciais. Onde está o estacionamento para os clientes dessas empresas? Não há. Dificilmente os estacionamentos privativos e subterrâneos darão conta da demanda por vagas. E os funcionários das empresas que possuem carros? Na maioria dos empreendimentos, há apenas uma vaga por sala. Carros irão inevitavelmente subir nas calçadas e parar em locais irregulares, e em alguns casos receber desagradáveis multas. No Centro Clínico Sudoeste diariamente presencio esse problema. Preservação urbanística a parte, vejo que os órgãos do Governo do Distrito Federal que fazem a análise sobre áreas de estacionamento devem ser mais rápidos e flexíveis. Além disso, percebo que os órgãos responsáveis por sua execução estão cons-

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tantemente trabalhando para este objetivo, gerando importantes empregos diretos e indiretos. O Governo deve ter em mente o desenvolvimento econômico das novas e atuais empresas da cidade. Comodidade para os trabalhadores da iniciativa privada e seus milhares de clientes, que são os responsáveis pelo pagamento dos expressivos impostos pagos no País. Brasília tem uma importante e crescente economia privada que deve receber mais atenção e prestígio.

Marcelo Sicoli – é consultor internacional, corretor de imóveis e síndico do Centro Clínico Sudoeste e Residencial Unique Club também no Sudoeste. sindicoccs@outlook.com

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FIT4 OXIGE OXIGENA NA O MERCADO MERCADO O

mundo fitness tem motivos para comemorar. Chegou na 714/15 Norte a nova loja Fit4-empresa especializada em produtos e equipamentos para atender várias modalidades de esporte e fisiculturismo. A acirrada disputa do mercado tem mais um competidor. Segundo o seu diretor regional Egídio Marçal, não será por falta de empenho que a empresa deixará de deslanchar. A qualidade, o design e principalmente a durabilidade dos produtos são levados em conta na hora da escolha e aquisição do produto. A rede de famosas empresas proprietárias da Fit4 dá respaldo à marca. Na verdade, há tipos de produtos para cada caso: para residências, para academias, para hotéis, para condomínios. Segundo Egídio Marçal, a Fit4 chegou pronta para atender este exigente mercado. RCS: A Fit4 é uma marca amparada por quatro gigantes em seus segmentos. Isto ajuda nos negócios da empresa? Fit4: Estar amparada por marcas mundialmente famosas como a Reebok, Adidas e Body Solid, além da maior marca esportiva brasileira que é a Olympikus, traz uma segurança e garantia de qualidade muito grande para quem adquire um dos nossos produtos. Isso é facilmente comprovado pelos 13 anos de mercado que consolidaram a Fit4 como maior rede de lojas de equipamentos de ginástica do Brasil, caminhando para ser a maior rede do mundo. RCS: Como a empresa se preparou para disputar o mercado fitness? Fit4: Dentro destes 13 anos, a Fit4 passou por vá38

rios momentos, desde a exclusividade das lojas com equipamentos Reebok até a integração das demais marcas, tornando assim o leque de produtos muito mais completo para que possamos atender todos os segmentos do fitness (residências, condomínios e academias) com os melhores equipamentos e marcas. Hoje temos uma franquia que sempre está inovando e se atualizando para proporcionar o melhor do fitness para o mercado. RCS: Clubes, academias, hotéis, condomínios. O mix de produtos FIt4 está pronto para atender o variado e exigente mercado do Distrito Federal? Fit4: Contamos com produtos para todos os segmentos: para residências, condomínios/hotéis e academias e hoje estamos prontos para atender as exigências do mercado, vendendo as melhores marcas como Reebok, Adidas, Olympikus e Body Solid. Revista on-line : www.condominioesolucoes.com.br


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Condomínio, Definição, aspectos históricos e legislação

A palavra condomínio significa “propriedade comum” ou propriedade com mais de um titular. Segundo escritos, na Idade Média, já existia um sistema coletivo de propriedade muito semelhante ao condomínio atual. Talvez pelo mesmo motivo, a segurança. Há relatos de um grande incêndio que destruiu muitas casas, deixando grande número de famílias sem residência, obrigando-as a construir suas novas casas em espaços menores e, diante da necessidade, economizar tempo e dinheiro. Sendo assim, as famílias se agruparam em pequenas comunidades, levantando edifícios divididos em pisos. O condomínio em edifício hoje denominado “Condomínio edilício” está previsto na Lei 4.991/64, e no Código Civil, artigos 1331 a 1398.

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Por Márcio Rachkorsky

O novo Código Civil dedicou um capítulo especial sobre este tema, vale citar: artigo 1.331: Pode haver, em edificações, partes que são propriedade exclusiva e partes que são de propriedade comum dos condôminos. § 1° As partes suscetíveis de utilização independente, tais como apartamentos, escritórios, salas, lojas, sobrelojas ou abrigos para veículos, com as respectivas frações ideais no solo e nas outras partes comuns, sujeitam-se à propriedade exclusiva, podendo ser alienadas e gravadas livremente por seus proprietários. § 2° O solo, a estrutura do prédio, o telhado, a rede geral de distribuição de água, esgoto, gás e eletricidade, a calefação e refrigeração centrais, as demais partes comuns, inclusive o acesso ao logradouro público, são utilizados em comum pelos condôminos, não podendo ser alienados separadamente, ou divididos. § 3° A cada unidade imobiliária caberá, como parte inseparável, uma fração ideal no solo e nas outras partes comuns, que será identificada em forma decimal ou ordinária no instrumento de instituição do condomínio. Diante do que acabamos de destacar, é possível dizer que a legislação brasileira para condomínios é extremamente avançada, servindo inclusive de modelo e inspiração para outros países em desenvolvimento.

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BARULHO E PERTURBAÇÃO AO SOSSEGO

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barulho, certamente é o maior responsável por desentendimentos entre vizinhos nos condomínios. O assunto é delicado e polêmico, sobretudo porque os limites e preferências das pessoas são extremamente variáveis, o que torna ainda mais difícil impor regras claras acerca do que é barulho tolerável. Pela contiguidade das unidades autônomas, a medida de tolerância para os ruídos nos edifícios de apartamentos deve ser mais restrita que a decorrente das obrigações normais de vizinhança, pois, do contrário, restaria inviável a vida em apartamentos. Alguns se regozijam com o cantar dos pássaros pela manhã, ao passo que outros, ficam irritados com a cantoria. O latido do cachorro, ainda que durante o dia, é nefasto aos ouvidos de alguns, ao passo que outros se alegram com a manifestação do seu cãozinho. A mãe, orgulhosa, ouve o ensaio de violino do filho. Verdadeira tortura ao vizinho, que adora ouvir rock... Sem falar dos gritos do casal empolgado 42

Por Márcio Rachkorsky

no apartamento ao lado, em conflito com o constrangimento da família que, sentada na sala de casa, assiste à novela. A verdade é que a poluição sonora constitui grave infração dos deveres de vizinhança, valendo a máxima de que “todos têm o direito de fazer, ou não fazer, em sua casa o que bem entender, desde que não cause nenhuma intranquilidade ou dano ao seu vizinho”. Apelar para o bom senso é sempre a melhor saída. Perturbar o sossego alheio mediante gritaria, algazarra, abuso de instrumentos musicais, sinais acústicos, dentre outras situações, é crime nos moldes do artigo 42 do Decreto-Lei 3.688, de 1941, passível de prisão simples, de quinze dias a três meses, ou multa. A lei mencionada almeja Revista on-line : www.condominioesolucoes.com.br


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proteger a paz de espírito, a tranquilidade e o sossego das pessoas. Eis então mais uma árdua missão aos síndicos, administradores, advogados, zeladores e condôminos: decidir quando determinado barulho configura desrespeito ao sossego alheio... Realmente a questão caminha sobre uma linha tênue e não raramente os casos concretos acabam na Delegacia ou no Fórum. Na maioria das situações, a letra fria de lei ou da convenção de condomínio cede espaço às normas surgidas através do convívio social entre os vizinhos, de forma que cada comunidade acaba por definir seus próprios limites, levando em consideração a faixa etária dos moradores, os equipamentos e as áreas de lazer, dentre outros aspectos. Cabe lembrar que o condômino “barulhento”, além das sanções criminais, pode ser penalizado com as multas previstas na convenção de condomínio, regulamento interno e nos artigos 1.336 par.2°, e 1.337 do Código Civil.

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LIXO ELEITORAL QUE CONHECEMOS

Por Juliane Berber

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o balanço da campanha eleitoral a constatação de sempre: nenhuma responsabilidade sobre o material eleitoral distribuído, que congestiona nossa visão, atrapalha o vigor das eleições sujando nossas ruas. Foge-se assim da lógica do processo eleitoral? Sim, pois os resultados extrapolam o desempenho das pesquisas e do incontestável processo de cidadania. Estamos perdendo o foco quando aceitamos nossas ruas sujas neste período. Todos conhecemos este lixo e o abismo entre esta realidade e a indiferença sobre ela deve ser questionado. Lixo disposto indevidamente nas ruas é um processo de destruição, e promovido! Refletir sobre isso é também um ótimo debate para o momento. As opções são muitas, mas escolher a correta análise sobre os efeitos desses atos em nossa sociedade, em nossas cidades, é o primeiro passo, o segundo é partir para a AÇÃO. Um grupo da cidade de Planaltina/DF, voluntariamente e sem nenhuma vinculação política, comercial ou institucional, fez uma força-tarefa voltada a limpar o trecho próximo da sua Zona Eleitoral – Escola Classe 01 – 20 Zona Eleitoral da cidade. Com esse relevante gesto, motivou a seguinte reflexão: se vamos fazer algo, que façamos corretamente. A força dessa pequena, porém grande ação, que é mais que um projeto de cidadania, é a força da mudança, de nos contagiarmos por ela, já que o modelo existente não beneficia o todo. Gerar lixo é o normal, quando pensamos de uma forma mais ampla, mas não nos 44

tira a responsabilidade pela sua geração, e quando não restituímos essa preeminência estamos gerando uma crise, que por si só, demonstra a falta de comprometimento com o processo eleitoral. Nossa ou dos candidatos não importa, o que queremos destacar aqui é que esse modelo cristalizado está onerando nossas eleições. Tão igual quanto a obrigação do governo em limpar os logradouros públicos é a nossa obrigação de redesenhar o modelo atual, de limpar o que sujamos, de manter a cidade limpa e de não sujarmos ainda mais nossa história. Obrigada turma de Planaltina pela coragem de mudar o que está aí!

Juliane Berber é arquiteta e urbanista pela Universidade de Brasília (1998); mestre em Engenharia Ambiental pela Universitat Politécnica de Catalunya/ Espanha (2000); trabalhou como assessora especial no Departamento Municipal de Limpeza Urbana de Porto Alegre (DMLU) (2006) e como diretora da Assessoria de Planejamento do Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal (2010); é auditora fiscal pela Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) desde 1994 e atualmente diretora da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária (Abes-DF) (2013-2015).

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As flores amarelas já se foram, mas deixaram nas mentes e nas máquinas fotográficas o registro do rastro forte. O nome científico é Tabebuia Áurea, mas é conhecido aqui no Cerrado como ipê amarelo. Dependente da região também é conhecido como Pau d´Arco e Para tudo. Além desses, outros nomes populares: caraibeira, craibeira, caroba do campo e ipê amarelo do cerrado. Tem o tronco tortuoso e casca grossa. Um fruto em forma de cápsula cilíndrica. Revista on-line : www.condominioesolucoes.com.br

Suas flores abrem de agosto a setembro. Aparece no cerrado, na caatinga, na Amazônia e no Pantanal. Nativa também na Bolívia, Argentina, Paraguai, Peru e Suriname. Possui uma madeira pesada, porém, apodrece facilmente. É utilizada na fabricação de papel e cabos de vassoura. A casca fornece fibras para cordas. As folhas tostadas podem ser utilizadas em chá, como estimulante. Podem substituir a erva mate no preparo do chimarrão. Esse é o nosso ipê amarelo.

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Notícias & Informações Modernização de elevador economiza energia em até 75% A Elevadores Otis oferece tecnologias sustentáveis para modernizar elevadores de edifícios residenciais e comerciais em todo o país com redução de energia aos consumidores. Com o passar dos anos, muitos elevadores mesmo que submetidos às manutenções preventivas e corretivas frequentes precisam renovar sua estética e tecnologia. A modernização torna o elevador seguro, eficiente e mais atrativo. Como resultado o edifício ganha uma imagem mais moderna e valorizada, além da melhoria da performance e confiabilidade do equipamento. A modernização do elevador oferece uma série de benefícios aos usuários:  Design moderno e sofisticado;  Redução de até 40% no consumo de energia;  Viagem mais eficiente, segura e confortável;  Portas com abertura e fechamento suaves;  Precisão no nivelamento de andar;  Redução de ruídos;  Maior valor agregado para o imóvel. A tecnologia inovadora utilizada para reaproveitar e economizar energia elétrica é o drive regenerativo – ReGen™. Estes drives, combinados com uma máquina sem engrenagem possibilitam que a energia desperdiçada em sistemas tradicionais em forma de calor, possam realimentar a rede elétrica interna do edifício, onde pode ser reutilizada por outros elevadores, para a iluminação elétrica, para o ar condicionado, até por outros equipamentos que estiverem conectados à mesma rede elétrica do edifício. O que antes era desperdício torna-se geração de energia. Este pacote tecnológico pode trazer redução de consumo de energia de até 75% se comparado a equipamentos convencionais, maior durabilidade do equipamento, além de um transporte mais suave e silencioso. Um outro sistema moderno oferecido pela Otis é Compass™ - sistema de antecipação de destino, que permite aos usuários de elevadores evitarem os tradicionais inconvenientes das longas filas e aglomerações de pessoas no saguão do prédio, cabinas lotadas e inúmeras paradas durante a viagem. O Compass caracteriza-se por oferecer um serviço personalizado aos usuários e melhorar o fluxo de tráfego do edifício em até 40% o tempo total de viagem. Conheça mais sobre as tecnologias inovadoras da Otis. Visite o nosso site: www.otis.com, ou contate-nos através do Centro de Atendimento ao Cliente 0800 704 8783.

Sobre a Otis Elevator Company A Otis Elevator Company é a maior companhia do mundo em fabricação e prestação de serviços para produtos que movem pessoas, incluindo elevadores, escadas e esteiras rolantes. Fundada há 161 anos, pelo inventor do elevador de segurança, a Otis oferece produtos e serviços em mais de 200 países e territórios e mantém mais de 1,8 milhão de elevadores e escadas rolantes em todo o mundo. A Otis é parte da UTC Building & Industrial Systems, uma unidade da United Technologies Corp, fornecedora líder de sistemas para as indústrias aeroespaciais e de construção em todo o mundo. Elevadores Otis Ltda.

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Rua Elisha Otis, 2.200 – S.B.Campo – SP

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Síndicos profissionais Como administrar vários condomínios?

Por Raphael Rios

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ma das consequências do crescimento das cidades é o aumento da demanda por moradia, que, principalmente devido à falta de espaço e de segurança, faz as pessoas optarem por utilizar condomínios. Além do compartilhamento de espaço comum e da necessidade de cumprimento de normas, isso acarreta a preocupação com o fornecimento básico de água, energia, manutenção geral e serviços, sendo indispensável a formação de uma administração capaz de manter a estrutura e atender tanto as normas quanto as expectativas dos usuários de condomínios. A administração do condomínio está centralizada na figura do síndico, que, por causa do aumento das exigências legais, precisa de cada vez mais conhecimento para exercer, de forma eficaz, as atividades inerentes ao cargo. O problema é que muitas vezes ele não é uma pessoa preparada para a função, o que resultará em ações arbitrárias, falta de controle financeiro e consequentemente elevação da taxa condominial. Se considerarmos o condomínio como uma extensão natural do nosso lar, onde temos direitos e deveres, precisamos deixar a indiferença e a apatia de lado e começar a participar, tendo como meta, um convívio mais ético e seguro em que prevaleçam a imparcialidade e o respeito ao ser humano. 48

Não há dúvida que a ação de administrar não é uma tarefa fácil. Também há consenso que administrar especificamente condomínios, é tarefa complexa que requer do síndico, além de planejamento e conhecimento técnico-multidisciplinar, exige controle psicológico e alta capacidade para mediação de conflitos. Mais recentemente, de uns anos para cá, estamos cada vez mais, morando, trabalhando e nos divertindo em condomínios. Com a publicação da lei 10.406 de 10 de janeiro de 2002 – Código Civil de 2002 - as responsabilidades dos gestores condominiais se tornaram mais evidentes, fazendo com que os mesmos, procurem todos os meios possíveis, para se protegerem de eventuais descuidos, que possivelmente poderiam ser acometidos e posteriormente apontados por condôminos, como inobservância ou mesmo omissão em sua gestão, fazendo ainda com que estes gestores cada vez mais, busquem conhecimento acadêmico e participem de treinamentos, seminários e palestras sobre gestão e segurança condominial, atualizando-se sistematicamente, compartilhando informações nos diversos seminários promovidos pelas entidades de apoio e pelas polícias militares dos estados. Revista on-line : www.condominioesolucoes.com.br


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No exercício do cargo, o síndico se deparará com muitos problemas, sendo que alguns poderão ocasionar riscos de acidente ou prejuízo, tais como na contratação de uma empresa para a pintura da fachada do bloco, controle ineficaz da conta bancária, problemas estruturais, trincas diversas e má qualidade da água, entre outros. Para evitar transtornos, ter tranquilidade e garantir o sucesso da gestão, o síndico deverá ter interesse em conhecer as diversas áreas com as quais vai lidar e contar, na medida do possível, com assessoria de empresas e/ou técnicos qualificados. O síndico, também denominado mandatário, é o representante legal do condomínio e poderá ser acionado judicialmente quando não cumprir com seus deveres. Os principais fundamentos são: Responsabilidade civil – os artigos mais importantes que constam no Código Civil são: Art 186: Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. Art 187: Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes Art. 667. O mandatário é obrigado a aplicar toda sua diligência habitual na execução do mandato, e a indenizar qualquer prejuízo causado por culpa sua ou daquele a quem substabelecer, sem autorização, poderes que devia exercer pessoalmente.

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§ 1o Se, não obstante proibição do mandante, o mandatário se fizer substituir na execução do mandato, responderá ao seu constituinte pelos prejuízos ocorridos sob a gerência do substituto, embora provenientes de caso fortuito, salvo provando que o caso teria sobrevindo, ainda que não tivesse havido substabelecimento. § 2o Havendo poderes de substabelecer, só serão imputáveis ao mandatário os danos causados pelo substabelecido, se tiver agido com culpa na escolha deste ou nas instruções dadas a ele. § 3o Se a proibição de substabelecer constar da procuração, os atos praticados pelo substabelecido não obrigam o mandante, salvo ratificação expressa, que retroagirá à data do ato. § 4o Sendo omissa a procuração quanto ao substabelecimento, o procurador será responsável se o substabelecido proceder culposamente. Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo. Responsabilidade penal – os principais artigos do código penal são: Art 13: O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido Art 132: Art. 132 - Expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente: Pena - detenção, de três meses a um ano, se o fato não constitui crime mais grave. Parágrafo único. A pena é aumentada de um sexto a um terço se a exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo decorre do transporte de pessoas para a prestação de serviços em estabelecimentos de qualquer natureza, em desacordo com as normas legais. Revista on-line : www.condominioesolucoes.com.br


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Alguns condomínios são considerados verdadeiras cidades, composto por várias torres e/ou casas, com público enorme de pessoas residem, trabalham ou frequentam. Como se não bastasse, a atividade de administrar se torna mais difícil, a partir do aumento da quantidade de áreas comuns disponibilizadas, a complexidade dos equipamentos utilizados, a necessidade de cumprimento à legislação vigente e do aumento do grau de exigência dos seus usuários. Agora imaginem todas essas exigências, ocorrendo ao mesmo tempo, em mais de um condomínio, sendo administrado por um único síndico... O fato é que o síndico precisa saber de tudo que ocorre nos condomínios que ele administra. O gestor comprometido deve ter conhecimento: se a troca de turno daquele dia foi realizada de maneira responsável, verificando-se o que deve ser verificado e acionando os técnicos ou colaboradores responsáveis para possível conserto de algo que foi detectado com defeito; se houve algum tipo de problema causado por atividades de terceiros, realizadas no condomínio; quem realizou tais atividades e quanto tempo foi necessário para sua conclusão; se houve algum tipo de ocorrência que os colaboradores pudessem atuar, de maneira proativa, para resolução do problema; se houve acréscimo no consumo de água, gás ou energia elétrica, causado por algum tipo de descontrole ou problema; que atividades de limpeza foram realizadas no condomínio, em determinado dia, semana ou período desejado; que colaborador de limpeza realizou a atividade programada para o dia e em quanto tempo esse agente demorou, para sua conclusão; quais as necessidades dos colaboradores lotados nos condomínios tais como solicitação de troca de uniforme, possíveis correções nos contracheques e vales, solicitação de férias, etc.; se os moradores estão ou não satisfeitos com os colaboradores lotados no condomínio, ou com a prestação de serviços em geral, etc., entre outras informações necessárias à tomada de decisões. Não existe boa gestão sem controle! Para facilitar a vida dos síndicos, principalmente daqueles que administram mais de um empreendimento simultaneamente (independentemente do seu porte), já se encontra à disposição, software on line especializado na gestão de condomínios – SISTEMA INTEGRA. A ferramenta computacional auxilia no controle das atividades executadas pelos colaboradores e Revista on-line : www.condominioesolucoes.com.br

terceiros, informa sobre a necessidade de manutenção predial preventiva e controla a manutenção corretiva realizada, controla o acesso de visitantes e prestadores de serviços, a movimentação de chaves do claviculário, objetos emprestados, reserva de espaços comuns (sauna, sala de leitura, sala multiuso, home cinema, sala de massagem, home office, salão gourmet, salão de festas, brinquedoteca, etc.) entre outras funcionalidades, disponibilizando e armazenando informações, que sustentam ações que poderão ser executadas pelos síndicos e colaboradores em geral, de maneira proativa ou com menor tempo para sua realização.

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Mundo cão Muita gente que tem animais de estimação (pets) em casa ou apartamento não tem a menor ideia de que essas criaturinhas precisam como nós, exercitar. Não estamos falando de tartaruga é claro. Precisamente de gatos e cachorros. Uma vida sedentária pode levar a diversos problemas de saúde. Essa é a afirmação da nossa colaboradora, a veterinária Bárbara Lopes. Você cuida corretamente da saúde do seu animal de estimação? Faz check-up? Poucos donos de animais de estimação têm essa preocupação com os seus melhores amigos. Assim como no homem, um diagnóstico precoce pode salvar a vida dos animais.

Quebra quebra O povo foi para a rua, quebrou ônibus em várias cidades, invadiu Itamaraty, sacudiu São Paulo. Parou o Rio de Janeiro. Pediu mudança, principalmente para o Legislativo. Cercou a Câmara Federal e votou nos mesmos. Em Brasília, 50% da Câmara Legislativa vai voltar. Isto porque muitos se aventuraram em voos mais altos. Entenda!

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Mudança? A mudança é esta: de 22 para 28 partidos políticos. A maior fragmentação partidária da história. Também, sempre foi muito lucrativo criar um partido. O toma lá, dá cá só aumenta. Esta é a mudança nos gabinetes e nos corredores do Congresso Nacional. Vai ser mais barganha, mais troca, mais siglas mais tudo. A nossa grande reforma política. Por falar em reforma política, que tal proporem no Congresso que cada cidadão só possa se eleger por dois mandatos? O político poderia ser reeleito ou em duas ocasiões diferentes. Aí, meu amigo, vão desaparecer milhares de oportunistas ou aparecer muito mais. Mas que isso já é uma mudança, é. Nenhum político se perpetuaria no poder. Que tal?

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Alguns cuidados como, estar atento à vacinação nas datas corretas, como evitar virose, observar e pesquisar sobre plantas venenosas em casa ou em apartamento, etc. Esta é para os donos Em relação aos cães ferozes, vem da Grã-Bretanha uma lei bastante dura. Os donos de animais que, por estarem soltos ou sem proteção, acabarem matando uma pessoa, como já aconteceu por aí, poderá ser condenado à prisão perpétua. Atualmente, o tipo de pena é de apenas dois anos de reclusão. Então fique atento, porque esta lei já está chegando por aqui. É o novo mundo cão.

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Ouvidorias As ouvidorias de alguns órgãos e instituições do Distrito Federal não atendem o telefone e não ouvem ninguém. Essa experiência foi colocada à prova com ligações para algumas instituições que não atenderam. A criação das ouvidorias estabeleceu níveis democráticos de participação do cidadão. É a atenção voltada para o paciente ou consumidor por parte das empresas ou instituições. Já que atingimos esse grau de atendimento nas reclamações, denúncias, sugestões, críticas e elogios, que tal fazê-lo bem, atendendo?

Carlos Caetano

Fiscalização No período das eleições muitos moradores oportunistas aproveitaram a inércia da Agefis para invadir os gramados públicos das quadras 700 norte. O órgão fechou os olhos para o abuso. Quem autorizou o desmando? Depois, esse mesmo povo que invade as áreas públicas quer cobrar de políticos. Cobrar o quê. Invadir os gramados é roubar o espaço público.

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ACÚSTICA

Régio Paniago Carvalho

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á muito tempo a acústica vem sendo aplicada na arquitetura e na construção civil. Cada vez mais, aumenta a intensidade dos ruídos. Os espaços das edificações diminuem e se multiplica a chamada vis-à-vis, que quer dizer “frente a frente”, fachada com fachada. Então, como evitar o barulho cada dia mais próximo? Fomos conversar com o especialista em acústica, o arquiteto Régio Paniago Carvalho, para uma breve entrevista: RCS: Há um choque entre as tecnologias do conforto térmico e o isolamento acústico? São matérias distintas, cabendo aqui esclarecimentos. •O conforto térmico abrange duas questões básicas: •o isolamento térmico que é, em princípio, o retardamento do tempo de transmissão da energia térmica incidente em uma das faces de uma superfície qualquer para a outra face oposta, princípio esse tecnicamente conhecido como inércia térmica de uma superfície (uma parede, uma janela, o teto, etc.); •a ventilação natural consiste na troca de ar de um determinado ambiente, em velocidade apropriada a se perceber o conforto (sensação térmica); na hipótese do ambiente ser servido apenas por janela, 54

essa troca de ar fica na dependência exclusiva do vento que, em não existindo, gera desconforto; •o isolamento acústico é um dos parâmetros do tratamento acústico (melhor colocação), posto que ele anda com o condicionamento acústico do mesmo ambiente: •isolar acusticamente um ambiente significa atenuar, a patamares estabelecidos por normas técnicas (ABNT no caso do Brasil), o ruído produzido em outro ambiente contíguo ou externo; •condicionar acusticamente um ambiente significa conferir ao mesmo, melhores condições de audibilidade interna, que se faz via sua geometria interna (isso para grandes ambientes: auditórios, cinemas, teatros, igrejas, etc.) e via seus revestimentos internos, mobiliário e ocupação, corrigindo uma coisa chamada tempo de reverberação (que é diferente de eco como muitas pessoas falam). E todo ambiente requer alguma reverberação, sob pena de comprometimento substancial, muitas vezes, da sua inteligibilidade. Respondendo então de forma objetiva à pergunta formulada, podemos dizer que todo e qualquer material na natureza (inclusive o corpo humano) tem propriedades acústicas e térmicas, desmitificando o termo “choque entre as tecnologias”, posto que muitos materiais utilizados para uma coisa também podem contribuir, em uma escala diferente, para a outra. É uma questão de conhecimento de causa por parte de quem vier a projetar o ambiente em questão. Aqui não cabe o empirismo, tudo é calculado. Revista on-line : www.condominioesolucoes.com.br


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RCS: No que se refere ao tratamento e isolamento acústico, quais as principais solicitações dos condomínios das grandes cidades, em relação ao ruído aéreo, salão de festas ou dutos de ventilação? Outro esclarecimento requerido é que os ruídos estão inseridos em dois grupos distintos: ruído aéreo (ruído transmitido através do ar, como a fala, a música, as buzinas, etc.) e o ruído de impacto (transmitido via sólida, regra geral pelas estruturas e alvenarias de uma edificação, como vibrações de quaisquer naturezas, arrastos, etc.). Como se tratam de ruídos (sons desordenados),são incomodantes, mais ou menos, em função da sensibilidade auditiva das pessoas. Mas incomodam, até aos menos sensíveis. O ruído, pode-se dizer, é um subproduto do progresso. Os ruídos mais comumente observados e solicitados para correções nas edificações são: •o toc-toc do sapato (que tem melhores resultados corretivos quando da construção da edificação); •o ruído transmitido via poços de ventilação (que pode perfeitamente ser corrigido em construções preexistentes); •ruídos de salões de festas no pavimento térreo (que podem perfeitamente serem corrigidos em construções preexistentes, tanto os aéreos transmitidos por poços de ventilação como os de impacto transmitidos via estrutural); •o ruído urbano, que pode ser atenuado por esquadrias apropriadas (mas nunca esquecer, da ventilação requerida para o ambiente) ou outros artifícios menos caros em muitos casos, tudo passível de ser corrigido em construções preexistentes; •o ruído de um estúdio precário instalado em apartamento vizinho (ou lateral, ou no piso inferior, ou no piso superior); •ruídos de máquinas e motores transmitidos via estrutural, e muitas vezes instalados bem longe da região de constatação; •ruídos observados por fluxo de líquidos em tubulações hidráulicas, etc.. RCS: É possível isolar totalmente o som externo, da rua? Teoricamente sim, mas o custo é altíssimo. Melhor seria atenuar o ruído externo a patamares aceitos por normas técnicas. E não queiramos ouvir o ruído do silêncio, é o pior de todos: nossa respiração, o sangue transitando peRevista on-line : www.condominioesolucoes.com.br

las veias e artérias, os batimentos do coração, etc. Já o experimentei uma vez, mas espero que nunca mais. A gente percebe que houve evolução de tecnologia na fabricação de janelas, portas e esquadrias, isso favoreceu a acústica? Ao isolamento acústico é obvio que sim, mas temos que ponderar sobre os custos de implantação. Existem artifícios consistentes, mais baratos, porém não se aplicam a todos os casos. Em resumo, o que diz a nova norma de desempenho de edificações NBR 15.575? Há diferenças de solicitações nos condomínios comerciais e residenciais? A NBR 15.575 da ABNT, comumente conhecida como Norma de Desempenho, veio para ficar. Mesmo não se aplicando a construções comerciais e, teoricamente, só às residenciais de até cinco pavimentos, as novas edificações deverão observá-la por se constituir em diferencial de comercialização. Mas não precisamos ficar tristes com as construções preexistentes. Para elas existem a NBR 10.151 (avaliação do ruído em áreas habitadas, visando o conforto da comunidade) e a NBR 10.152 (níveis de ruídos para o conforto acústico), ambas da ABNT, que já há muito estão em vigor, mas têm sido inobservadas pelos construtores e incorporadores. São instrumentos consistentes. RCS: Existe uma legislação específica sobre ruído no GDF? Sim, a Lei Distrital nº 4.092, de 30 de janeiro de 2008, que dispõe sobre o controle da poluição sonora e os limites máximos de intensidade da emissão de sons e ruídos resultantes de atividades urbanas e rurais no Distrito Federal, que faz menção à NBR10.151 e à NBR-10.152 da ABNT (citadas na resposta anterior), e que por isso passam a ter força de Lei no Distrito Federal. RCS: As novas obras já vêm com algum tipo de isolamento acústico? Nos termos da Norma de Desempenho, não. A norma só se aplica a projetos postos para aprovação a partir de 19 de julho de 2013.

Régio Paniago Carvalho, arquiteto (CAU-BR nº A3180-1) Também membro efetivo: Sociedade Brasileira de Acústica (Sobrac) AIA (The American Institute of Architects)

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LEI REGULAMENT ÁREA PÚBLICA

Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou o projeto de lei que regulamenta a ocupação de áreas públicas, por bares, restaurantes e similares da Asa Norte de Brasília, também conhecida como a lei “dos puxadinhos”. Por se tratar de alteração na Lei Orgânica do Distrito Federal, foram necessários dois turnos de votação, questão contornada por acordo entre as lideranças, que permitiu a discussão e apresentação de pareceres em Plenário e sufrágio do projeto em sessões na mesma tarde, uma ordinária, que estava prevista e outra, extraordinária, convocada para votar especialmente o projeto de lei. Fundamental para o ordenamento das atividades econômicas e comerciais dos estabelecimentos da Asa Norte, a nova lei, tal como ocorreu na Asa Sul, tira um peso do dia a dia dos empresários, que até agora viviam sob um clima de apreensão e medo. Reivindicação antiga da classe, os puxadinhos, ou “ocupações produtivas”, servirão agora para garantir maior tranquilidade e sossego para quem trabalha, gera emprego e renda e recolhe impostos. Uma tarde para entrar na história. O conteúdo legal aprovado difere um pouco do que está em vigor na Asa Sul, não permitindo, por exemplo, a instalação de mesas no espaço entre o final dos bares e o início da área residencial das quadras. É mais uma reinvindicação dos moradores que foi atendida, destacando a convergência e a sintonia que existiu durante as discussões. Os empresários, que conviviam e tentavam resolver o problema da expansão de seus serviços, encontraram nos grupos organizados de moradores, disposição para ouvir e dialogar em busca de soluções. Na intermediação dos contatos entre os grupos, um destaque para as entidades representativas dos empresários, como a Abrasel DF e o Sindhobar, que foram fundamentais para que as negociações fluíssem junto às autoridades.

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TA OCUPAÇÃO DE NA ASA NORTE

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O que é permitido Os estabelecimentos terão dois anos para ficar de acordo com a nova lei. -É permitida a ocupação ao nível do solo das galerias e das áreas públicas vizinhas aos blocos das quadras comerciais da Asa Norte, do Setor Comercial Local Residencial Norte (SCLRN) e do Setor Comercial Residencial Norte (SCRN). -O projeto deve ser aprovado pelo governo, abrangendo calçadas adequadas às normas de acessibilidade. -A ocupação das áreas públicas deve ser feita por concessão de uso onerosa. -A ocupação além dos limites da loja depende de anuência dos proprietários das lojas vizinhas. -É permitida a instalação de toldos e elementos decorativos nas galerias, ao longo da fachada da loja, para configurar ambiente de transição, desde que tenha pé-direito mínimo de 2,20m e que seja mantida uma faixa contínua e desimpedida de 1,5m paralela à fachada, para passagem de pedestres. -No CLN, em caso de desnível superior a 60cm entre a galeria do bloco oposto e o espaço público, é permitida a ocupação com mobiliário removível da faixa correspondente a dois terços da distância entre os blocos, desde que não haja ocupação contígua ao bloco oposto. -É permitida a ocupação de áreas públicas entre blocos com mobiliário removível, limitada a faixas correspondentes a um terço da distância entre os blocos. -É permitida a ocupação das áreas públicas contíguas às laterais dos blocos com mobiliário removível nas extremidades da CLN, limitada à faixa de 4m a partir do limite do lote. -É permitida a construção de deques e plataformas em materiais removíveis para nivelar o piso da área pública da galeria. -É vedada a ocupação de áreas públicas contíguas às fachadas voltadas para as vias de circulação de veículos e pedestres e para as faixas verdes das superquadras.

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As coberturas do seguro-condomínio Por Geralda Paes

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esta edição vamos explicar sobre algumas coberturas do seguro-condomínio, lembrando que são explicações genéricas e que cada apólice possui diferenciais e exclusões conforme cada caso. Básica Simples O que é coberto: danos decorrentes de incêndio, raio, explosão de qualquer causa e origem, queda de aeronaves e desmoronamento ou ruína decorrente de incêndio. As instalações cobertas são respectivamente: áreas comuns, unidades autônomas e equipamentos pertencentes ao condomínio. Nas unidades autônomas, o que se cobre é a construção (paredes, pisos, forros, esquadrias, portas, janelas, louças e metais sanitários, tubulações elétrica e hidráulica, acabamento e pintura). O que não é coberto: móveis, armários embutidos, carpetes, tapetes, decoração, vestuário, animais, plantas, bebidas, utensílios, equipamentos e objetos de uso pessoal dos condôminos. Danos elétricos O que é coberto: danos decorrentes de queima provocada por sobrecarga na rede elétrica, que provoque avarias nos componentes eletroeletrônicos dos equipamentos, desde que pertencentes ao condomínio e instalados nas áreas comuns. O que não é coberto: equipamentos eletroeletrônicos, quaisquer que sejam pertencentes aos condôminos. Quanto aos equipamentos pertencentes ao condomínio: fadiga, final de vida útil, queima decorrente de alagamento, chuva, infiltração, partes e componentes não eletroeletrônicos mesmo que formando um único conjunto com os demais. Vendaval O que é coberto: danos decorrentes de ventos com velocidade superior a 54 km/h, que provoquem danos às áreas comuns, unidades autônomas e equipamentos pertencentes ao condomínio. Nas unidades autônomas, o que se cobre é a construção (paredes, pisos, forros, esquadrias, portas, janelas, louças e 58

metais sanitários, tubulações elétrica e hidráulica, acabamento e pintura). O que não é coberto: móveis, armários embutidos, carpetes, tapetes, decoração, vestuário, animais, plantas, bebidas, utensílios, equipamentos e objetos de uso pessoal dos condôminos. Quanto ao condomínio, danos decorrentes de temporal, chuva forte mesmo acompanhados de ventos superiores a 54 km/h. Impacto de veículos O que é coberto: danos decorrentes de impacto de veículos terrestres contra as áreas comuns da edificação, instalações e equipamentos pertencentes ao condomínio. O que não é coberto: danos causados a veículos de terceiros, inclusive condôminos, visto que a cobertura destina-se, exclusivamente, às instalações pertencentes ao condomínio. Quebra de vidros O que é coberto: danos decorrentes de quebra quando causados por impacto de objetos, de todos os vidros fixos instalados nas áreas comuns do condomínio e, no caso de edifícios com fachada de vidros, dos vidros que compõem a fachada do prédio. O que não é coberto: vidros que não sejam fixos, vidros externos que não componham a fachada e quaisquer vidros instalados nas áreas privativas das unidades autônomas. Na próxima edição trataremos de outras coberturas

Geralda Lira Paes Corretora de seguros 61-9211 6477 / 3023 2728

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REVISTA CONDOMÍNIO & SOLUÇÕES - EDIÇÃO VIII  

Revista voltada para o mundo condominial, síndicos, prefeitos de quadras, administradores prediais no Distrito Federal e Entorno.

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