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CONDOMÍNIO & SOLUÇÕES

SEGURANÇA EM CONDOMÍNIOS Mais uma questão de atitude Por Marco Antônio dos Santos

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or mais que queiramos, não existe segurança perfeita. Se assim fosse, bancos não seriam roubados, nem os muitos castelos medievais teriam sucumbido. Na atualidade, com as diversas mídias diariamente mostrando casos de roubos, furtos, homicídios e outros delitos nas ruas, nas empresas e, o mais grave, nos locais onde o cidadão deveria estar mais seguro: em casa. É fácil perceber que a ação dos delinquentes torna-se cada vez mais ousada e violenta. Analisando os diversificados fatores que conduzem a esse cenário, constata-se, entre eles, que não temos a segurança pública desejável ou ideal. Muito provavelmente não a teremos em curto espaço de tempo. O poder público não acompanha com a efetividade necessária a dinâmica da criminalidade. É simples observar o quanto estamos distantes do ideal de segurança pública quando assistimos autoridades de segurança aconselhando: não use relógios de marca nas ruas, não leve mais que um cartão bancário cada vez que sai, tenha algum dinheiro para o assaltante, compre um carro menos luxuoso, tranque bem sua casa e por aí vai. Mas o cidadão muitas vezes também não assume plenamente o papel que lhe cabe. O Art. 144 da Constituição Federal preconiza: segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos. Um velho adágio atesta que ninguém garante sua sobre-

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vivência melhor que si mesmo. Sem paranóias, estresse ou a ideia de que precisamos viver em fortalezas, pensadas inexpugnáveis, ou deixar de sair e usufruir aquilo que foi adquirido com o produto do trabalho, é possível ter mais segurança do que observamos na atualidade e melhorar a qualidade de vida em nosso dia a dia. Na maioria das vezes soluções simples de mudança de atitudes solucionam questões aparentemente complexas. Em Brasília, vivemos, essencialmente, em condomínios: verticais e horizontais. Diferentemente do que se imagina isso não torna mais intenso o contato entre as pessoas e esse é um primeiro problema para a segurança. Em geral, o morador imagina que a segurança de seu habitat é responsabilidade do síndico ou, pior, do porteiro. Nas reuniões condominiais, os poucos que comparecem, cobram investimentos em circuitos fechados de televisão (CFTV), grades e fechaduras nos acessos, guaritas nas portarias, alarmes e poucas outras soluções que objetivam a sensação de segurança. Sensação, sim, porque efetividade não será alcançada nunca com tais medidas tomadas isoladas. De repente, um apartamento é roubado, uma é casa invadida e um vizinho é ferido ou morto. Quase sempre as pessoas tendem a imaginar que isso não vai ocorrer com elas. Por que isso acontece? A primeira constatação que se faz, é que o inimigo mora ao

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REVISTA CONDOMÍNIO & SOLUÇÕES - EDIÇÃO II  

Revista voltada para o mundo condominial, síndicos, prefeitos de quadras, administradores prediais no Distrito Federal e Entorno.

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