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Fraudes Crise econômica aumentará atos ilícitos, alerta o Advogado Cléscio Galvão

Do pequeno ao grande risco Uma experiência simples e ágil ao corretor e ao segurado é o foco do time da AXA no Brasil, segundo a CEO Erika Medici


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destaques

Conexões globais e ações locais

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Como em outras regiões, no Brasil, atendimentos híbridos são a tendência no pós-pandemia

Seguros de RC Companhias ampliam coberturas; segue a tendência de contratação para atividades médicas

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Papo com Broker Entrevista

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Erika Medici conta como a AXA está se tornando uma seguradora cada dia mais digital

Luis Gustavo Zanon conta como ele e o irmão Reinaldo transformaram a Seguralta em um modelo de franquia

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Líderes em ação

16 21 junho2020

Crise aumentará fraudes Quem alerta é o advogado Cléscio Galvão

SindSeg MG/GO/ MT/DF chega aos 70 anos conduzido pelo presidente Marco Antônio Neves

Artigo

Resenha Cobertura

Inovação em RC Profissional durante e depois da pandemia, segundo Alisson Guirao

José Roberto Macéa fala do mercado de seguros e de seu novo momento

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editorial Edição 221 | junho l 2020 | Ano XXIX Fase 1 - 86 edições formato jornal Fase 2 - 221 edições formato revista

Entre o universo digital e o físico

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Equipe Cobertura Paulo Akio Kato Editor Executivo e Diretor Comercial paulokato@skweb.com.br Camila Alcova Redação camilaalcova@skweb.com.br Carol Rodrigues Karin Fuchs Repórteres Thaís Tagliatella Projeto Gráfico | Diagramação diagramacao@skweb.com.br Luciano Brandão Atendimento ao leitor adm@skweb.com.br

a mesma forma que a covid-19 cruzou continentes e fronteiras gerando uma pandemia, a comunicação é impulsionada pela tecnologia auxiliando governos, empresas e pessoas a se unirem e pensarem como será o amanhã. É o que temos visto intensamente no mercado de seguros. Contamos com seguradoras com operações globais em diversos países que vivenciam as suas questões territoriais e estágios diferentes da pandemia. Nesta edição, líderes de seguradoras falam sobre a ação em outros países e como a experiência pode ajudar o processo de retomada das atividades no Brasil. Um processo que, sabemos, será mais difícil, tendo em vista que vivenciamos uma crise não só sanitária, mas também política, econômica, social e emocional. Um contexto que torna o seguro, em suas diversas modalidades, ainda mais importante. As experiências compartilhadas fazem com que pensemos que já estamos no “novo normal”, a partir do momento em que precisamos recomeçar, com cautela, diante da informação de que a vacina contra a covid-19 só estará disponível em massa em 2021. Enquanto não se tem a vacina, limitar o contato humano ainda é a melhor alternativa para evitar o contágio. Isso nos faz refletir sobre como viveremos com a atuação híbrida – no mundo digital e no físico. O interessante é que a pandemia acelerou o processo digital nas companhias. Nesse contexto, temos uma entrevista com Erika Medici, que assumiu como CEO da AXA no Brasil às vésperas da pandemia e conta a estratégia da companhia para proporcionar uma experiência simples e ágil. O Seguro de Responsabilidade Civil Profissional vem se destacando e novas coberturas são disponibilizadas pelas companhias. Só a Fator Seguradora já oferece cobertura a mais de 40 atividades profissionais. Da mesma forma que acompanhávamos os eventos presenciais do mercado, estamos de olho em toda a movimentação das lives. Com isso, criamos uma nova editoria: o giro pelas lives. Nela, o leitor encontra uma síntese do que foi e pode ser lido na íntegra no Portal Cobertura. O seguro pode ser um laço de família e também fortalecer esse laço. É o que se vê na história de José Roberto Macéa, para quem é necessário determinação e alegria para seguir em frente. E é assim que estamos seguindo. Às vezes com menos alegria, mas sempre com muita determinação.

Fotografia | Graziela Alcova | Antranik Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam, portanto, a opinião desta publicação. A marca Cobertura - Mercado de Seguros está registrada no INPI conforme Pedido Número 816.562.318

Acompanhe as notícias do setor de seguros e tenha acesso a matérias exclusivas para o nosso portal. Acesse em www.revistacobertura.com.br Uma publicação da Cobertura Editora Ltda (29 anos de informações e prestação de serviço)

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acervo cobertura Revista Cobertura | Edição 78 – Ano XVII – Maio 2008

Proteção sobre duas rodas

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Ainda incipiente no Brasil, proteção para motocicletas foi destaque na Revista Cobertura

desafio de oferecer proteção e soluções adequadas para motociclistas foi o mote da matéria de capa da edição 78 da Revista Cobertura, em meados de 2008. Naquela época, os seguros e serviços para motos ainda eram incipientes, com valores altos. Além disso, a demanda por proteção securitária era grande. Diante desse cenário, algumas companhias do mercado ofereciam o produto, juntamente com o trabalho de empresas de rastreamento, por exemplo. A matéria também consultou representantes de associações, que apontaram como poderia ser desenvolvida uma parceria com o setor de seguros para a oferta de coberturas abrangentes a todos os tipos de motocicletas. Outro destaque dessa edição foi a perspectiva de crescimento do setor de seguros

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por conta da classificação da agência de riscos Standard & Poor’s, que concedeu nota BBB- ao Brasil, o que levava o país a possuir nível de investimento, fator atrativo para a confiança de investidores estrangeiros. A então recente abertura do mercado de resseguros alimentava ainda mais as expectativas do setor, uma vez que a junção desses fatos poderia proporcionar ainda mais oportunidades de investimentos e crescimento para o mercado segurador e a economia como um todo. A regulação de sinistros em seguros transportes também foi pauta dessa edição, com uma matéria que abordou a complexidade desse processo, o que suscitou a necessidade, por parte das companhias, da contratação de prestadores de serviços especializados e com capilaridade.

Os leitores podem conferir as notícias da época na íntegra no Acervo Digital da Cobertura disponível em www.revistacobertura.com.br/arquivos/hotsite

Reprodução da capa da 78ª edição da Revista Cobertura (2008) e 164ª publicação Cobertura

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Especial coronavírus

especial pandemia

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Por Carol Rodrigues

Atendimentos híbridos são a tendência no pós-pandemia; observar diferenças entre os mercados de outros países dá indícios de como, aos poucos, iremos retomar a ‘normalidade’

Ásia mostra avanço no retorno das atividades. A Europa está no processo de retomada. Os EUA e a América Latina, incluindo o Brasil, continuam com o trabalho remoto. O ingresso na nova normalidade do processo de recuperação pós-pandemia de covid-19 varia de acordo com o período em que as regiões foram acometidas. Globais, locais e regionais, as seguradoras estão em estágios diferentes de trabalho nas várias localidades onde atuam. Assim como a pandemia da covid-19 se espalhou por diversas regiões em uma velocidade elevada, a comunicação e a tecnologia também têm conectado pessoas e empresas para compartilhar experiências nos quatro cantos do mundo. A gestão corporativa e os protocolos de comunicação têm se revelado ainda mais importantes. Afinal, as companhias fazem várias reuniões entre executivos diariamente. “Em um momento como este, ter um plano de comunicação bem definido, a nível global, regional e local, é fundamental para garantir o êxito da companhia e a segurança dos nossos colaboradores”, diz Angela Cecchinato, vice-presidente sênior de Ope6

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rações da Chubb América Latina. O intercâmbio de informações é definido por ela como uma das fortalezas do grupo segurador, pois a sua função é fazer com que, rapidamente, as melhores práticas de um país ou região sejam conhecidas pelos demais times, de modo que não se reinvente a roda. “No caso da covid-19, como Ásia e Europa foram impactados muito antes do que os Estados Unidos e a América Latina, aproveitamos muito do aprendizado destas regiões”, exemplifica. Segundo ela, a Chubb provê protocolos e guias de atuação, mas cada país adapta de acordo com a sua realidade econômica, social e regulatória. Sobre a recuperação em outras regiões em que a seguradora atua, Angela diz que a Ásia é a região mais avançada, do ponto de vista de retorno das atividades nos escritórios. “Isto também se dá pelo fato de que o continente foi a primeira região impactada pela covid-19 e já está com a infecção controlada. Quase todos os escritórios da região já voltaram a receber nossos profissionais, alguns com parte da equipe e, em outros, com a quase totalidade”. No caso da Europa, como o pico

da contaminação e o controle da infecção ocorreu muito depois da Ásia, a seguradora está em processo de retomada das atividades nos

Angela Cecchinato Chubb América Latina

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especial pandemia escritórios. “Já temos alguns abertos, com parte dos times presente, e outra parcela em trabalho remoto”, diz ela, ao acrescentar que nas semanas seguintes à entrevista para a #RevistaCobertura, a expectativa era de reabertura de todos os escritórios do continente.

AL se espelha em experiências de outras regiões

Já nos Estados Unidos e na América Latina, a seguradora segue com o trabalho remoto e analisa, com muita cautela, o momento certo para iniciar o processo de retorno às atividades nos escritórios. “Trabalhamos sobre três pilares: segurança e saúde dos nossos colaboradores; continuidade e qualidade dos nossos serviços e, finalmente, o cumprimento das exigências regulatórias locais e de protocolos da Chubb. Deste modo, o momento de regresso aos escritórios será diferente para cada país e, no caso dos Estados Unidos, para cada estado”. Segundo a VP, as experiências de enfrentamento da pandemia nas outras

“ Mesmo com inúmeras

lições aprendidas de outros países, a análise específica de cada localidade do Brasil, nas quais a Chubb está presente, é absolutamente necessária, para que cuidemos de nossos colaboradores e não coloquemos em risco nossas atividades” junho2020

regiões estão sendo de muito valor para toda a América Latina, bem como para o Brasil. “Questões relacionadas à preparação prévia dos escritórios para o retorno futuro de nossos profissionais, bem como a definição da rotina de desinfecção dos ambientes, sinalização, separação de postos de trabalho, estabelecimento de regras para uso das áreas comuns e protocolos de comunicação com os colaboradores são exemplos do que foi possível aprender”. O mesmo vale para a definição da estratégia de retorno aos postos de trabalho. “A partir da identificação das melhores práticas, estamos estudando como será feito esse retorno, de forma faseada e com rotação entre o modelo presencial e remoto, a fim de diminuir riscos de contágio”. Ela destaca a importância de ter consciência da situação econômica dos países, o que influencia a estruturação do plano de retorno aos escritórios. “Num país no qual os colaboradores têm maior dependência do transporte público, provavelmente o regresso ao trabalho presencial se dará num prazo maior do que o observado por um país onde a maioria dos colaboradores usa transporte privado. Então, mesmo com inúmeras lições aprendidas de outros países, a análise específica de cada localidade do Brasil, nas quais a Chubb está presente, é absolutamente necessária, para que cuidemos de nossos colaboradores e não coloquemos em risco nossas atividades”.

“ Precisamos

pensar na maneira como chegamos aos nossos clientes. Os que abraçarem a mudança e entenderem como ajudar e chegar aos clientes serão os vencedores. No Brasil, após a situação terrível e difícil, haverá a oportunidade de melhorar os negócios”

Na Holanda, ‘o sol volta a brilhar’

“Na Holanda, no momento em que a curva se achata, o sol volta a brilhar. As pessoas estavam com muito medo e, de repente, tudo mudou. Os bares voltaram a abrir e tudo parece o ‘quase normal’. Evitamos o uso do transporte público”, diz Marco Keim, CEO da Aegon Internacional. Ele diz observar um grande movimento das pessoas em home office e os processos de venda de forma digital seguirem de forma satisfatória. “Os corretores têm se saído muito bem; são criativos e inovadores. Os clientes estão mais acostumados com a comunicação

Marco Keim Aegon Internacional

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especial pandemia através de vídeo”. A tendência, segundo ele, são os atendimentos híbridos, iniciados de forma online e continuados presencialmente. “As pessoas estão mais conscientes da

“ O que nós

vivemos provou que os seguros são mais importantes do que nunca. O risco e a incerteza dão um valor mais concreto aos recursos que podemos oferecer”

Thomas Alfaro Aegon Espanha

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importância de proteção e do seguro. Espero que haja aumento de consciência e demanda. Não porque as pessoas têm medo, mas porque precisam”. De certa forma otimista com a retomada, ele demonstra preocupação caso haja uma segunda onda ou reincidência da covid-19 em regiões que iniciaram a recuperação. Caso isso ocorra, “não sabemos o que vai acontecer”. Para ele, a distribuição de seguro de vida é o que muda o jogo. “Precisamos pensar na maneira como chegamos aos nossos clientes. Os que abraçarem a mudança e entenderem como ajudar e chegar aos clientes serão os vencedores. No Brasil, após a situação terrível e difícil, haverá a oportunidade de melhorar os negócios”.

Na Espanha, a volta é rápida

Após o cenário obscuro nos meses de março e abril, em que pairava a incerteza forte e sombria, Thomas Alfaro, CEO da Aegon Espanha, observa a rapidez com

que as pessoas voltam à normalidade no país. “Muitas pessoas estavam ganhando, mas não estavam gastando. Agora elas estão começando a gastar. Havia incerteza com relação à saída do confinamento e observamos uma recuperação”. Para ele, há uma dúvida quanto à suficiência do sistema de saúde e se haverá normalidade com a epidemia sob controle. “Há uma incerteza com relação as ondas que podem se apresentar. As pessoas continuam usando máscaras e com novas condições de higiene. Com a nova sociedade, veremos pessoas com outros comportamentos”. Em termos de comercialização, na Espanha a demanda foi a zero. “Os corre-

Andrea Crisanaz Generali

tores dedicaram tempo a revisar o portfólio e a manter os clientes que tinham satisfeitos e garantir que as apólices, fontes de renda, fossem garantidas. Desde o início de abril temos visto um retorno das vendas baseadas em interações remotas e digitais. A demanda ainda não começou a aumentar”, descreve Alfaro. Em sua opinião, medidas específicas são adotadas e, no Brasil, seremos capazes de voltar à normalidade mais rápido do que imaginávamos. “O que nós vivemos provou que os seguros são mais importantes do que nunca. O risco

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especial pandemia

“ Os mais de 50

países da Generali no mundo também estão empenhados em garantir informação em tempo real, através de diversos canais de comunicação online, sobre medidas de prevenção e atendimento à distância” e a incerteza dão um valor mais concreto aos recursos que podemos oferecer”.

Na Itália, novo produto para epidemia

A Itália foi um dos países mais afetados pela covid-19. Diante do cenário, o quadro de diretores da Assicurazioni Generali aprovou a criação de um Fundo Internacional Extraordinário de até 100 milhões de euros dedicado à luta contra as emergências. Destes, como relata o CEO da Generali no Brasil, Andrea Crisanaz, 30 milhões de euros destinados para a emergência sanitária na Itália e focar, com o fundo remanescente, em situações que tenham impacto direto e significante: clientes Generali afetados pela crise, como pequenas e médias empresas, assim como seus funcionários. De acordo com ele, na luta contra a epidemia todas as diretorias da Generali ao redor do globo estão se reunindo para encontrar caminhos para mitigar os danos que o vírus tem provocado a todas as nações. “Este é um junho2020

compromisso que nossa companhia assumiu e, por isso, estamos nos empenhando para promover vários meios que possam reduzir, de alguma forma, as perdas que o mundo terá com essa pandemia”. Crisanaz conta que a Generali adotou diversas campanhas a nível global para lembrá-los que a companhia garante, em suas condições gerais do Seguro de Vida, eventos decorrentes de pandemia ou epidemia. “Os mais de 50 países da Generali no mundo também estão empenhados em garantir informação em tempo real, através de diversos canais de comunicação online, sobre medidas de prevenção e atendimento à distância”. A Generali também lançou um novo produto voltado à proteção da covid-19 para empresas com mais de 250 funcionários. O produto tem um prêmio único, vigência de seis meses e cobertura de Diária de Internação Hospitalar, além de uma verba de R$ 3 mil após a alta hospitalar, para poder se recuperar em casa com mais tranquilidade. “Oferecer este produto aos empresários, num momento em que colaboradores trabalham em home office e outros prestam serviços essenciais, traz ainda mais segurança para enfrentar este momento”. Além disso, as apólices de seguros massificados e microsseguros da Generali contam com a Cobertura de Medicamentos Genéricos gratuita, em caso de prescrição médica no Pronto-Socorro ou em Caso de Internação Hospitalar, decorrente de passagem em Pronto Socorro. “A companhia, em todo o mundo, tem uma grande preocupação com o bem-estar das pessoas, por isso, tem desenvolvido ações para mitigar os riscos da covid-19 e criou este produto específico, que já está sendo comercializado pelo Grupo Generali em vários países”.

“ Sabemos que não

há como reparar o dano emocional decorrente de um cenário como este, mas é fundamental cuidar de quem sofreu uma perda e possibilitar a manutenção da atividade econômica. Mais do que nunca, estamos demonstrando que a verdadeira cobertura securitária é o seguro feito por seguradoras!”

No Japão, Gabinete de Resposta a Desastre

Diante do anúncio da pandemia de covid-19 pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a Tokio Marine Holdings, liderada pelo presidente e CEO Satoru Komiya, estabeleceu o Gabinete de Resposta a Desastres para garantir a segurança das equipes e suas famílias, reforçar a inteli-

José Adalberto Ferrara Tokio Marine

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especial pandemia Novas soluções para novas necessidades

As seguradoras têm um papel ainda mais importante no cenário pós-pandemia e vão encarar alguns desafios e oportunidades. O relatório “Covid-19 Risks Outlook: A Preliminar Mapping and Its Implication”, produzido pela Zurich Insurance Group em parceria com a consultoria de risco Marsh & McLennan e o Fórum Econômico Mundial (WEF), mostrou as maiores preocupações das lideranças de empresas multinacionais na Europa, Leste da Ásia e Pacífico, África Subsariana, América do Norte, Sul da Ásia, Oriente Médio e Norte da África, América Latina (incluindo Brasil) e Caribe. São elas a possibilidade de uma recessão econômica prolongada na economia global; o aumento no número de falências de grandes empresas e PMEs; as crescentes tentativas de fraudes e roubo de dados por conta do maior número de trabalhadores acessando as redes das empresas em trabalho remoto; os riscos de algumas empresas não se recuperarem da pandemia; a disrupção das cadeias logísticas globais, e a restrição de pessoas e comércio entre países. “Este é um importante estudo que traça um panorama dos desafios globais nos próximos 18 meses na visão de grandes lideranças de todas as regiões do mundo, e ajuda as companhias a compreender quais são os seus desafios. Para as empresas brasileiras, é imprescindível rever todas as suas estratégias de gestão de riscos, revisar os seus programas de seguros e estabelecer princípios para proteger e continuar os negócios”, afirma Roberto Hernández, diretor executivo de seguros corporativos da Zurich no Brasil. Segundo o executivo, o relatório mostra que a pandemia vai trazer impactos para os negócios das empresas e para a economia como um todo. Porém, projeta uma perspectiva positiva de que o momento é de ampliar as ações para que se reconstrua um mundo melhor a partir da pandemia. “As organizações que tiverem disciplina e estiverem preparadas para enfrentar este momento, de forma estruturada, terão mais vantagem competitiva após a pandemia”, diz.

gência, monitorar os mercados financeiros e aprimorar as iniciativas do Plano de Continuidade de Negócios. O Grupo Tokio Marine é uma holding que atua em 45 países, com administrações distintas e independentes. “O que une todas as operações é a filosofia ‘Good Company’ ou Boa Empresa. Os pilares dessa forma de fazer negócios são: olhar além do lucro, capacitar os colaboradores e cumprir os compromissos”, explica o presidente da Tokio Marine no Brasil, José Adalberto Ferrara. Segundo ele, em mensagem enviada a todos os colaboradores no mundo no final de março, o CEO do Grupo informou as prioridades de todas as operações em 45 países. São elas: preservar a saúde e tomar as medidas apropriadas contra a disseminação do corona10 revistacobertura.com.br

vírus, obedecendo as recomendações dos órgãos governamentais e de saúde de cada região ou país; apoiar os clientes, corretores, assessorias, parceiros de negócios e a comunidade a que servimos, e manter os esforços para que cada operação do Grupo no mundo possa executar suas importantes iniciativas estratégicas. Ferrara conta que, sobre o retorno, cada operação tem adotado ações de acordo com as recomendações dos países. Enquanto ele respondia à entrevista, recebia informações de que as subsidiárias do Grupo Tokio Marine no Japão, China, Hong Kong, Coreia, Taiwan e alguns estados nos EUA (Texas, Missouri, Oklahoma) retomavam as atividades presenciais. “A maioria das companhias ainda está

Roberto Hernández Zurich no Brasil

operando com parte de colaboradores no escritório e os demais em home office, exceto China e Taiwan, que já voltaram 100% a normalidade”, conta Ferrara, que acredita que nas próximas semanas algumas companhias começarão o retorno ao escritório, uma vez que a situação muda a cada dia. A pandemia deixa lições como reforçar a função social do seguro, de proteger a vida e o patrimônio de pessoas e empresas. “Sabemos que não há como reparar o dano emocional decorrente de um cenário como este, mas é fundamental cuidar de quem sofreu uma perda e possibilitar a manutenção da atividade econômica. Mais do que nunca, estamos demonstrando que a verdadeira cobertura securitária é o seguro feito por seguradoras!”, diz Ferrara.

Suporte do seguro

Aos poucos, algumas cidades brasileiras retornam às atividades com base nas orientações governamentais. Alguns governos, inclusive, têm sido criticados por flexibilizarem as regras de isolamento, ao mesmo tempo em que a média de óbitos é crescente em várias cidades. Como as proteções securitárias dão junho2020


especial pandemia

“ Para as empresas

brasileiras, é imprescindível rever todas as suas estratégias de gestão de riscos, revisar os seus programas de seguros e estabelecer princípios para proteger e continuar os negócios” suporte para a retomada, na visão de Ferrara, da Tokio Marine, é essencial às empresas atuantes no setor fazerem um exercício de adequação dos produtos às reais necessidades dos clientes. “O ‘novo normal’ vai demandar uma ampla discussão sobre eventuais mudanças nos clausulados das apólices. Será preciso aprender a precificar novos riscos diante desses novos paradigmas. A forma como trabalhamos vai se sustentar cada vez mais na tecnologia, e veremos mudanças irreversíveis em nossas estratégias, prioridades e comunicação. Devemos pensar estrategicamente e agir rapidamente para que sejamos protagonistas - seguradores e corretores neste contexto de mudança”. Como o mercado segurador se adapta às exigências impostas por novos cenários, Antonio Trindade, CEO da Chubb Brasil, acredita que a indústria vai desenvolver proteção para o caso de pandemias, provavelmente com valores de indenização limitados, buscando capturar demanda por esse tipo de cobertura vindo tanto de pessoas físicas quanto de empresas. “Tudo isso ainda precisa ser estudado e amadurecido, mas é possível que se opte por um desenho junho2020

no qual a proteção das apólices seja complementada por governos, como já existe hoje para o caso de catástrofes naturais”, prevê. Para o CEO da Generali, os eventos globais recentes mudaram rapidamente a percepção do público e das empresas sobre a necessidade de contratar e sofisticar suas proteções individuais e coletivas. “Todos nós temos que trabalhar juntos para lutar nesta batalha. Precisamos, e vamos, fazer tudo que pudermos para beneficiar o bem-estar coletivo. As rodas estão em movimento e nós estamos comprometidos em permitir que as pessoas moldem um futuro mais seguro, com o desejo de sermos um parceiro para toda vida de nossos clientes. É por isso que reafirmamos nosso compromisso em garantir tranquilidade nos momentos em que eles mais precisam”. Para Ferrara, o corretor tem um papel importante neste contexto, pois é o consultor de proteção da sociedade. “E esta função ganha ainda mais importância em momentos como este. Temos distribuidores competentes, seguradores cientes de sua responsabilidade para com a sociedade e, com certeza, esse é um desafio possível de ser alcançado”. O CEO da Chubb destaca que o terreno, pelo qual transitamos hoje, está bastante irregular e, mais uma vez, o mercado segurador será fundamental para a superação dos obstáculos. Afinal, lembra ele, a estimativa é de pagamento de bilhões de dólares em indenizações pelo mundo, por conta dos prejuízos gerados pela pandemia de covid-19. Trindade faz uma analogia entre o setor de seguros e a economia e o sistema de suspensão e amortecimento de um carro. “Mesmo os que entendem pouco de mecânica, como eu, sabem que amortecedores, molas e coxins evitam que os impactos das rodas nos desníveis do terreno cheguem integralmente aos passageiros e ainda garante a estabilidade e a dirigibilidade do veículo. Pois o setor de seguros exerce função semelhante na economia. Ao absorver parte das perdas geradas por eventos adversos, permite que empresas e pessoas superem dificuldades e que a economia siga seu caminho”.

“ Tudo isso

ainda precisa ser estudado e amadurecido, mas é possível que se opte por um desenho no qual a proteção das apólices seja complementada por governos, como já existe hoje para o caso de catástrofes naturais”

Antonio Trindade Chubb Brasil

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ações do setor em tempos de coronavírus

Especial coronavírus

Solidariedade A Allianz Seguros doou mais de 20 toneladas de alimentos e itens de higiene e limpeza para a comunidade Santa Rita, na zona Leste de São Paulo. A companhia já soma mais de 40 toneladas e 60 mil itens doados com mais essa ação, que beneficia cerca de 5 mil pessoas da região.

mente pelo canal do Youtube: Portal ABA Digital. A entidade voltará às atividades assim que o Governo do Estado de São Paulo decretar o fim do isolamento social para este segmento.

Durante o período de distanciamento social, a Associação Beneficente dos Funcionários do Grupo Allianz (ABA) se esforça para manter suas atividades de maneira alternativa. As aulas que a Associação costuma dar presencialmente para crianças e adolescentes de 4 a 17 anos, agora estão sendo oferecidas virtual-

Em colaboração com o Instituto Stop Hunger, criado e mantido pela Sodexo no Brasil, a Zurich e a Z Zurich Foundation oferecem apoio de assistência emergencial para pessoas em situação de vulnerabilidade social de diversas regiões do país. A iniciativa tem o objetivo de doar cestas básicas de alimentos para mais de 4 mil famílias, durante quatro meses, na cidade de São Paulo, por meio do cartão Alimentação Stop Hunger.

A Zurich, em parceria com a Z Zurich Foundation (entidade do Zurich Insurance Group que se dedica a investimentos em projetos comunitários) e Zurich Santander, está destinando R$ 4,4 milhões em ações sociais para ajudar no enfrentamento da pandemia do coronavírus no Brasil. O valor será direcionado para ajudar o Hospital e Pronto Socorro Delphina Rinaldi Abdel Aziz, de Manaus, adquirir um milhão de EPIs para os 1,5 mil profissionais de saúde da unidade, envolvidos com o atendimento a pacientes de covid-19. Os recursos também serão direcionados para a produção de 110 mil testes rápidos de covid-19, destinados a hospitais e pontos de serviço público no país, permitindo o resultado ao paciente em apenas 20 minutos.

A Seguros SURA uniu forças com o Grupo Apisul, focado na gestão de cargas de operações de transportes, para entregar cestas básicas nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo. A iniciativa das empresas foi pensada para apoiar os caminhoneiros que precisam seguir com suas viagens para abastecer as cidades e encontram muitas restrições nas estradas devido ao fechamento temporário de comércios.

Profissionais da saúde A Carglass e a Autoglass, empresas parceiras da Bradesco Auto/RE, passaram a oferecer a isenção de franquia na troca de vidros para profissionais de saúde que possuírem o Bradesco Seguro Auto. A ação segue até o dia 30 de agosto nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, e contempla a realização de serviços como troca de vidros laterais, dianteiro ou traseiro, lanternas, faróis, retrovisores e, ainda, para-brisas.

Prestadores de serviço Para os profissionais de assistências 24 horas e oficinas, a área de provedores da Mapfre desenvolveu ações específicas para contribuir com a sustentabilidade dos negócios dos parceiros. A seguradora reduziu o tempo de pagamento às oficinas e determinou pagamento adicional aos estabelecimentos que higienizam os carros corretamente, obedecendo medidas de segurança para prevenção ao novo coronavírus.

A Mapfre conta com a parceria dos prestadores de serviços de oficinas para que os veículos de clientes com profissões relacionadas aos serviços essenciais, como agentes da área da saúde, tenham prioridade de reparo. 12 revistacobertura.com.br

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artigo Regula Sinistros

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ara uma empresa ser considerada efetiva ela precisa atender a três requisitos: ser positivamente produtiva, eficaz e eficiente. Primeiramente, é necessário identificar o seu negócio, definir a sua eficácia, sua eficiência, monitorar os efeitos do seu custo de oportunidades e gerenciar todos esses indicativos na palma da sua mão. As metas mensais devem ser tangíveis, observando o histórico de produção de pelo menos dois últimos anos e definindo sua eficácia. Feito isso, é hora de ser eficiente: como deve investir seus recursos. A Kopenhagen definiu que o seu negócio não era a venda de chocolates e sim de presentes. Uma vez que identificou o seu negócio, a empresa direcionou todos os seus recursos financeiros no desenvolvimento de embalagens para tornar o seu produto em um sonho de consumo. Quem não gosta de receber um presente da Kopenhagen? Chocolate temos de variados preços, até trufas de menos de R$ 5,00, mas somente uma empresa que identificou o seu negócio pode cobrar mais de R$100,00 em uma caixa de bombons. Quando uma empresa identifica o seu negócio, também encontra o seu nicho de mercado, entende os recursos necessários para se investir nesta estratégia, sabe que o seu produto também pode “perder” eventuais níveis de clientes e essa escolha pode gerar custos de oportunidades – conceito que se trata da oportunidade que o indivíduo abre mão para conseguir outra.

O corretor de seguros sendo efetivo

Canal de distribuição da indústria de seguros brasileira, do corretor de seguros espera-se que seu negócio seja vender seguros, que seu foco es-

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teja totalmente na produção, por isso o empresário da corretagem deve direcionar todos os seus recursos nesta direção para ter uma empresa eficiente. Cada vez que a empresa investe seus recursos em atividades que não estão alinhadas com o seu negócio, gera custo de oportunidade. Optar pelo investimento em departamento comercial ou de sinistros é um bom exercício. Uma corretora de seguros certamente deve ter registrada a sua evolução, representada por receitas, despesas, faturamento mensal, anual, carteira de clientes. São informações essenciais para planejar a sua efetividade nos próximos anos. A Regula Sinistros ajuda o corretor de seguros a ser mais eficiente no planejamento de crescimento da sua empresa, reduzindo seus custos de forma inteligente, em até 60%. Pode ainda contribuir com sua competitividade, oferecendo equipe de profissionais com mais de 10 anos de experiência em sinistros, atendimento e, principalmente, em “encantamento”, com o objetivo de fidelizar os segurados e terceiros. Enquanto a equipe de bastidores da Regula faz todo o trabalho, o cliente está sendo encantado pela corretora no momento do sinistro (que é quem aparece para ele). Sem dúvidas, essa prestação de serviços ajuda a corretora a se tornar efetiva, com atuação eficaz, gerando tempo para o corretor vender e crescer a sua empresa. Na prática, como o negócio do corretor de seguros é produção, vender

seguros, ele tem um compromisso com a efetividade. Quem cuida de 10 sinistros no mês, 120 no ano, tem custos com a gestão e equipe de sinistros de quase R$ 33 mil por ano. Isso sem contar valores de estruturas como mobiliário, equipamentos de tecnologia, passivos trabalhistas.

Para ser efetiva, uma empresa precisa que seu gestor seja eficiente, reduzindo seus custos, terceirizando o que não faz parte do seu negócio e focando em transformar 120 sinistros em 120 vendas novas. Eficácia = Definição de objetivos em determinado tempo. Eficiência = Boa gestão de investimentos, custos, mão de obra. Produtividade = Soma de eficácia e eficiência. Produtividade Negativa = Quando batemos a meta, mas não reduzimos custos; ou, quando reduzimos os custos, mas não conseguimos bater a meta; Produtividade Positiva = Quando batemos a meta com redução de Custos = Empresa Efetiva.

Daniel Bortoletto é CEO da Regula Sinistros. Após 18 anos de experiência como corretor de seguros, graduação em Administração de Empresas com ênfase em Seguros pela ENS, pós-graduação em Administração de Empresas pela FGV-SP, atualmente cursa MBA em Mercado Financeiro, Controladoria e Auditoria na FGV-SP, empreendeu ao criar a insurtech para terceirização do atendimento de sinistros das corretoras, seguradoras, bancos e empresas.

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entrevista AXA

Erika Medici AXA

Por Carol Rodrigues

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Com os corretores no centro da estratégia, AXA acelera na proposta de oferecer uma experiência simples, rápida e ágil aos segurados e parceiros de negócios, segundo a CEO Erika Medici

uando foi promovida a CEO da AXA no Brasil, Erika Medici ouviu de seu chefe, responsável pelo desenvolvimento de negócio em mercados internacionais: “a sua missão é acelerar o crescimento da companhia e fazer com que a AXA seja reconhecida pelos corretores como uma empresa com a qual é fácil de se trabalhar”. Um mês depois, veio a pandemia causada pelo novo coronavírus. Erika pensou: “vamos ter de acelerar muito mais para atingir a meta do ano”. É o que ela e seu time estão fazendo desde então. “Diante das contingências, o processo de digitalização da companhia, que já tinha bases muito estruturadas, se acelerou e isso tem tudo a ver com oferecer uma experiência simples, rápida e ágil, que é o que todo mundo quer no fim do dia”. 14 revistacobertura.com.br

Tendo em vista os seus dois grandes desafios que, em sua opinião, estão interligados, Erika tem a sua estratégia. “Para ganhar escala, atrair mais corretores e clientes é preciso ter uma companhia altamente digitalizada, com processos eficazes e com pessoas que acreditam no que estão fazendo e querem fazer a diferença e esta é a base para um trabalho ágil, rápido, eficiente”. Segundo a CEO, durante os anos, a seguradora criou um espaço para um diálogo muito aberto com o corretor, uma postura de co-criação, que hoje é reconhecida pelo mercado. “Essa atitude, somada a nossa velocidade de adaptação ao cenário, estão fazendo a diferença neste momento”. Novidades também foram disponibilizadas em tempo recorde, de acordo com ela, como o Empresa Slim. “Ini-

ciamos o processo de vistoria remota para os sinistros do Empresa Flex e Condomínio, fizemos uma campanha de comunicação focada em gerenciamento de riscos em uma linguagem super simples, dentre outras ações. O resultado está chegando: temos registrado uma média de cadastros de novos corretores maior do que antes da pandemia. Corretores que não tinham nenhuma proximidade com a AXA perceberam que temos uma proposta de valor concreta e que realmente agiliza e facilita seu dia a dia. Aqui, especialmente, destaco o ótimo trabalho do time da Filial Digital”. As novidades são estendidas a corretores e também segurados, aos quais a companhia reforçou o atendimento e ampliou a oferta de ferramentas digitais. “No lado da oferta, já tínhamos junho2020


entrevista AXA dentro do pacote do Empresa Flex, a cobertura para eletrônicos em home office, com a proteção para a casa do funcionário e o trajeto empresa-casa. Essa cobertura ganhou uma visibilidade muito grande nesse período e tem sido

principal parceiro nessa jornada!”. Embora a representatividade da operação brasileira seja pequena - a operação global em 2019 teve um faturamento de 104 bilhões de euros, cerca de R$ 600 bilhões -, a impor-

“ O resultado está chegando: temos

registrado uma média de cadastros de novos corretores maior do que antes da pandemia. Corretores que não tinham nenhuma proximidade com a AXA perceberam que temos uma proposta de valor concreta e que realmente agiliza e facilita seu dia a dia. Aqui, especialmente, destaco o ótimo trabalho do time da Filial Digital” um gancho importante de conversas entre corretor e cliente”. De acordo com ela, uma parceria entre as áreas Comercial, Subscrição e Marketing da AXA deu origem a uma régua de comunicação focada em gerenciamentos de riscos, tendo em vista o cenário atual e pós-pandemia. “Apostamos que o corretor é que tinha de levar esse material para o cliente, pois ele conhece melhor a realidade de cada estabelecimento lá na ponta, principalmente os pequenos comércios. Então fizemos uma série que foi enviada por email e whatsapp”.

Um portfólio completo

A AXA iniciou a operação no Brasil em 2015 e tem como propósito ser reconhecida como uma companhia parceira do empreendedor e das empresas. “Somos uma operação jovem, em expansão, com um foco muito claro em seguros empresariais. O corretor está no centro dessa estratégia, ele é nosso junho2020

tância é enorme nos planos de futuro do Grupo. Segundo Erika, o Brasil está entre as prioridades para expansão global, junto a China, Filipinas, Indonésia, México e Tailândia. “Nosso foco é oferecer um portfólio completo de soluções para empresas, do pequeno ao grande risco. Ser uma empresa parceira do empreendedor, da pessoa que trabalha muito para manter um negócio de pé e que emprega pessoas, que faz a economia girar e precisa preservar suas conquistas para ir além. Além dos seguros para o negócio, oferecemos também o Vida para os colaboradores”, explica. Nesse contexto, o corretor que trabalha com esse público é a prioridade da companhia. “Intensificamos nosso processo de aproximação dos médios e pequenos corretores e temos atraído novos parceiros diariamente através de nossa Filial Digital, um modelo que deu muito certo, ainda mais em tem-

pos de pandemia, em que a tecnologia é o grande motor de todos os negócios. Nosso objetivo é ter todos os produtos na plataforma, na ponta, para dar autonomia de trabalho para o parceiro”. Outro foco da AXA são as Parcerias, com um olhar voltado não só para o varejo mas para a expansão digital e oportunidades em novos segmentos. “Temos uma proposta de valor consolidada para entregar ao parceiro, o que tem sido cada vez mais percebido pelo mercado”. Segundo Erika, além das iniciativas comerciais para vendas, o time de Finanças e Estratégia realiza um trabalho estruturado para capturar mais rentabilidade na operação. “Nosso Comitê Executivo faz duas reuniões diárias de cerca de 15 minutos para manter todos alinhados. Tem sido uma dinâmica de trabalho muito eficaz”, comenta. Sobre a atuação em outros nichos de mercado, ela diz que a AXA sempre estuda o mercado e futuras oportunidades de crescimento, seja de forma orgânica ou por aquisições.

Mudança de hábito

Erika diz que tem pensado muito sobre os aprendizados da pandemia. “Temos de acumular conhecimento e não trocar um pelo outro. Não faz muito tempo, vivemos uma crise hídrica em nível nacional, que nos ensinou sobre o uso racional da água, reutilização e nos fez pensar na diversificação da matriz energética, entre muitas outras coisas. Agora, nosso foco está nos hábitos de higiene e isolamento social para achatar a curva de contágio e isso tem implicações no jeito que nos organizamos como sociedade”, analisa a executiva ao destacar que o home office é algo que funciona e não pode ser esquecido daqui a um ano. Repensar é uma palavra-chave. Embora estar junto fisicamente seja fundamental em algumas circunstâncias, em sua opinião, o mundo vai repensar a necessidade das viagens corporativas. “Precisamos entender que esses aprendizados fazem parte de um reequilíbrio do nosso modo de vida e que se não mudarmos os hábitos de verdade, seremos acometidos pelos mesmos males do passado”. revistacobertura.com.br 15


fraude em seguros

Por Karin Fuchs | karinfuchs@skweb.com.br

Quem alerta é o advogado Cléscio Galvão, para quem a especialização é mais do que necessária na investigação e na construção de provas em defesa do segurador

E

m momentos de crise, “naturalmente”, a fraude cresce no mercado de seguros e os processos com suspeitas de ilicitudes requerem profissionais especializados, uma vez que o Judiciário, por uma questão consumerista e até por falta de conhecimento do mercado de seguros, vê o segurador como um gigante e o segurado como hipossuficiente. De largada, o segurador começa em desvantagem, como bem explica Cléscio Galvão, advogado especializado em investigação de fraudes contra o seguro. “Atuo no mercado de seguros há 30 anos e, desde 2002, especializei-me em fraudes, pois nessa atividade não dá para ser generalista. É comum o juiz dar uma sentença favorável ao segurado e nós trabalharmos muito para desmistificar no Judiciário o contrato de seguro”. Além do seu escritório, Cléscio Galvão Advocacia, ele também criou a Banca Jurídica Cléscio Galvão Advocacia e a Maxfor Assessoria e Serviços. “Nós temos um índice médio de 76% de recuperação de fraudes, o que é altíssimo. Quando muito, o mercado trabalha com 11%”. Também em percentuais, ele cita que sinistros ilícitos representam 3% do total, 97% são bons segurados. “Apesar de os sinistros que saem da curva chegarem a 3%, eles representam muito financeiramente e impactam qualquer carteira. É preciso trabalhar com essas exceções, não adianta engessar a operação de seguro se há ilicitude na ponta. Proporcionalmente, os processos de ilicitudes são a exceção da exceção, 16 revistacobertura.com.br

mas a realidade do Judiciário é trabalhar com a exceção e o fraudador ou o ilícito aposta na ineficiência do sistema”.

Especialização

Atendendo todos os ramos de seguro, “não militamos somente no jurídico, mas também somos técnicos”, ele explica o quanto é importante a especialização. “Somos especialistas em produzir provas de forma investigativa e acabo tendo um condão natural para desqualificar a prova, pois o que vemos muitas vezes em casos de defesa do segurador é juntar as informações do sinistros para essa finalidade. Isso não é defesa”. Segundo ele, criou-se uma cultura ao longo dos anos de que o mercado de seguros faz de tudo para não pagar o sinistro. “Isso é uma grande inverdade, pelo desconhecimento das pessoas do que é mutualismo, quem paga a inde-

“ Nós temos um

índice médio de 76% de recuperação de fraudes, o que é altíssimo. Quando muito, o mercado trabalha com 11%”

nização não é a seguradora, a fonte do recurso é o segurado. Segurador não produz receita, ele é um grande gestor de recursos. A existência dele é para pagar indenização e não recusar. Tanto que o índice de recusa é insignificante perto do contexto”. Isso ele diz que é fundamental mostrar para o Judiciário qual é a regra. “O mercado vive de pagar indenização, ele é muito grande, não é mesquinho, a participação dele na economia do país é considerável. Quando há alguma inconformidade ela precisa ser esclarecida e isso não necessariamente significa ilicitude”.

Agravamento

Pela sua experiência de 30 anos, Galvão prevê que as fraudes irão aumentar. “Elas já estão crescendo e vão crescer exponencialmente na medida em que a crise econômica avançar. A fraude é um subterfúgio de solução de problemas financeiros. Fraudar o seguro é uma forma rápida de receber a indenização em dinheiro. Nós teremos um agravamento de casos de sinistros e muitos deles fraudulentos”. Isso em todos os ramos. “No automóvel é muito comum crescer o sinistro nessa época, o ‘vender para o segurador’, como também fraudes no ramo empresarial, vida e residencial. Por isso, a importância não só da parte investigativa, mas principalmente uma análise bem técnica das provas para enxergar onde está a fraude. Na recusa da indenização, o segurado recorre ao Judiciário, ele alega hipossuficiência e vira um franjunho2020


fraude em seguros co atirador, o que vier para ele é lucro”. Uma situação que tende a se agravar. “O país não voltará a crescer tão cedo. Pelas estatísticas, nós retrocedemos dez anos e a crise econômica nem chegou, estamos ainda no impacto da crise de saúde pública. Isso impactará nas receitas do mercado de seguros. Na consciência do brasileiro, seguro é uma coisa supérflua, o que não deveria ser. Haverá uma redução de prêmios e um aumento da sinistralidade, isso é ruim para qualquer carteira. Nessa sinistralidade tem muita coisa que não deveria estar ali, fruto de atos ilícitos”.

um conhecimento técnico para desconstituir as frágeis provas que o segurado apresenta e que se tornam gigantes no processo, a consequência natural é ele ser condenado a pagar o que não precisaria. Consequentemente, a massa de segurados pagará por isso. O que peço nas nossas defesas é despertar no Judiciário para que olhe o caso de forma afastada da paixão do consumidor”. Além da ineficiência do sistema, Galvão lamenta também que não haja no Brasil um instituto científico de investigação. Como exemplo, ele menciona casos de incêndio. “Para trabalhar a perícia de um

incêndio, dependo da estrutura estatal e sabermos o quanto ela é frágil e fora de foco. Quando há um incêndio, muitas vezes o perito se atenta em determinar a causa do incêndio e não aos outros detalhes que o permeiam”. Por outro lado, ele comenta o quanto facilitou os processos eletrônicos na atividade jurídica. “Hoje, há uma facilidade enorme com os processos eletrônicos para podermos acompanhar o que está acontecendo e direcionarmos realmente a produção de uma contraprova a favor do segurador utilizando a nossa expertise na produção de provas”, finaliza.

“ Apesar de os sinistros que

saem da curva chegarem a 3%, eles representam muito financeiramente e impactam qualquer carteira”

Cléscio Galvão Cléscio Galvão Advocacia

Novas formas

Nas palavras de Galvão, o mercado de seguros terá que se adaptar a essa nova realidade e buscar formas de superação. “Hoje, o grande desafio do mercado é tentar medir essa crise e qual será o impacto dela nas suas carteiras. Todo segurador deve estar fazendo isso. De um lado, ele está reduzindo receita, do outro, pagando demais. E se pagar demais, a conta não vai fechar”. Por isso, mais uma vez, ele ressalta a importância de um olhar especializado para os sinistros ilícitos. “Sinistralidade faz parte do processo, o que não faz parte é o sinistro irregular, ele corre a carteira. Fraude é própria do ser humano, ela não causa aversão social e repugnância, ao contrário, causa ao fraudador uma sensação de euforia por ter vencido e burlado o sistema. Culturalmente, o brasileiro adotou a Lei de Gerson e a nossa estrutura de repressão é muito fraca”. Há fraudes extremamente sofisticadas e bem elaboradas. “Se não houver junho2020

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produto inovação

Por Karin Fuchs | karinfuchs@skweb.com.br

Companhias investem em inovações e ampliam coberturas do seguro de RC. Segue a tendência de contratação para atividades médicas

O

Seguro de Responsabilidade Civil é considerado um dos segmentos mais promissores, tendo em vista a demanda observada atualmente pelo mercado. Inclusive, é uma das principais linhas de negócios no escopo da FenSeg. Por força das circunstâncias, a maior demanda na Fator Seguradora tem sido para os seguros de RC Profissional Médico, que englobam centros de diagnóstico, hospitais, pronto-socorro, clínicas médicas e o próprio profissional médico, segundo Carolina dos Santos Pironi, subscritora Sênior e especialista em RC Profissional. “Quem não tinha esse seguro percebeu rapidamente sua importância já que esse segmento tem sido fortemente impactado com a covid-19. As rotinas estão muito mais duras, as jornadas estão mais longas, além da alta pressão física e, principalmente, psicológica vivida nos ambientes hospitalares”. Ela explica que esses elementos combinados deixam os profissionais da saúde muito vulneráveis, sujeitos a falhas não intencionais no exercício de suas profissões. “Essas falhas viram processos, processos são custosos e, se com18 revistacobertura.com.br

provado a falha, pode comprometer carreira. O seguro de RC Profissional se torna um grande aliado na proteção do capital do segurado e, em alguns casos, na continuidade da atividade da empresa ou do profissional. Existe proteção para uma série de intercorrências que possam vir a acontecer”. Na Argo Seguros, Fernando Gonçalves, head Financial Lines/Surety/P&C, diz que eles têm notado que mesmo com todo o impacto gerado pela pandemia há uma resiliência no mercado de seguros, pois os segurados enxergam o valor dos produtos ofertados e são conscientes da necessidade da sua contratação. “No nosso portfólio, os produtos voltados aos setores e profissões relacionadas à saúde têm se destacado, como as apólices de Responsabilidade Civil Geral para testes/ensaios clínicos e as apólices de Responsabilidade Civil Profissional para médicos e demais profissionais da saúde”.

da da economia, esperamos ver o crescimento da demanda de infraestrutura, tanto com grandes obras, quanto no segmento de médio porte, com cons-

Retomada

Na retomada da economia, Nathália Gallinari, gerente de Responsabilidade Civil e Ambiental da AIG Seguros, diz que “à medida que tenhamos a retoma-

Carolina dos Santos Pironi Fator Seguradora

junho2020


produto inovação truções e empreendimentos. Nesse sentido, o seguro de RC para Obras conta com oportunidades de crescimento de mercado”. Gonçalves lembra que há setores que estagnaram em razão da pandemia, como consequência das medidas de quarentena e distanciamento social que foram impostos e dificultaram ou impediram a manutenção da atividade empresarial. “Nesse sentido, eles tendem a demandarem mais o seguro ao retomarem suas atividades. Hotéis e todo o setor de turismo, eventos, comércio e serviços devem puxar a fila no momento da retomada”. Na opinião de Carolina Pironi, continuarão as boas oportunidade nos ramos de RC Profissional Médico e uma forte tendência é os seguros para o setor de tecnologia. “Com a pandemia, todos se viram obrigados a mudar seu modus operandi, independentemente do porte da empresa. Os planos de contingência tiveram que ser acionados ou planejados da noite para o dia e o foco se concentrou em melhorias de processos de tecnologia, principalmente para obter sucesso na operação de migração de funcionários para o home office”.

“ Quem não

tinha esse seguro (RC Profissional Médico) percebeu rapidamente sua importância já que esse segmento tem sido fortemente impactado com a covid-19” junho2020

Ela explica que essa mudança exigiu melhorias em sistemas, digitalização de documentos, soluções de videoconferência, telefonia e, principalmente, tecnologia para garantir segurança da informação. “O caminho é sem volta e o mundo será mais tecnológico do que nunca, razão pela qual empresas desse ramo crescerão. Com isso, novos profissionais surgirão, prestadores de serviços serão mais solicitados e seguros, principalmente os de responsabilidade civil serão cada vez mais necessários”.

Inovações

A Argo Seguros tem investido na ampliação das ofertas disponíveis em suas plataformas digitais e em produtos específicos para nichos como, por exemplo, os Testes Clínicos e o Transporte de Cargas Poluentes. “Estamos trabalhando para a contínua melhora nas nossas ofertas e na ampliação do nosso portfólio digital, total ou parcialmente automatizado, com novos ramos e nichos disponíveis em nossas plataformas”, conta Gonçalves. Também é foco viabilizar a formação de pacotes com mais de um ramo de seguros. “Para que o nosso segurado, através dos nossos corretores parceiros, possa servir-se de soluções amplas com a contratação facilitada e digital. Para um segurado da área da saúde que contrata o Responsabilidade Civil Profissional, por exemplo, queremos que ele também possa contratar no mesmo pacote o RC Geral e o Empresarial para a sua clínica”. Gonçalves comenta que nos cinco primeiros meses de 2020, em relação a igual período de 2019, a companhia registrou um crescimento de cerca de 98% na carteira de Responsabilidade Civil Geral e de 13,4% nas carteiras de Responsabilidade Civil Profissional. “Considerando que o momento é de pandemia com a estagnação e retração de diversos setores importantes para a economia, o horizonte que se abre com o fim da quarentena nos parece favorável a um crescimento mais robusto com as atividades econômicas voltando à sua normalidade”. Carolina Pironi diz que a Fator Seguradora já inova ao cobrir mais de 40

atividades profissionais. “Isso nos fez especialistas nesse produto, e, por isso, trabalhamos em diferenciais que merecem ser destacados. Na pandemia, onde muitas seguradoras têm sido impactadas por ocorrências que viram sinistros, a tendência é apertar nas cláusulas e ser mais conservador

“ Estamos

trabalhando para a contínua melhora nas nossas ofertas e na ampliação do nosso portfólio digital, total ou parcialmente automatizado”

Fernando Gonçalves Argo Seguros

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produto inovação

“ À medida

que tenhamos a retomada da economia, esperamos ver o crescimento da demanda de infraestrutura, tanto com grandes obras, quanto no segmento de médio porte, com construções e empreendimentos”

Nathália Gallinari AIG Seguros

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na avaliação dos riscos. Decidimos ser ainda mais parceiros de nossos clientes não agravando as condições das apólices por conta desse fato”. A companhia oferece coberturas até para cenários novos, como a Telemedicina. “Com a drástica redução das consultas presenciais, médicos já aptos para atender remotamente estão mais sobrecarregados e estressados. Com isso, as falhas na prestação desse serviço se tornam mais comuns, fazendo com que o paciente, ou quem o representa, exija

reparação”, explica Carolina Pironi. Além disso, novos profissionais liberais tendem a surgir. “Muitos profissionais perderam seus empregos, outros fecharam suas empresas, clínicas, consultórios e com isso poderão surgir novos profissionais liberais. Esses, mais do que ninguém, precisarão garantir tranquilidade no exercício de suas profissões, já que não possuirão o respaldo jurídico que as empresas oferecem para quem é contratado em regime CLT, tornando fundamental a aquisição de um RC Profissional”. Também haverá mudanças na forma de realizarem os treinamentos. “Antes feitos de forma mais abrangente, passando por todos as profissões, para um modelo muito mais focado. Direcionaremos nossa comunicação e investimentos em marketing para canais especializados em atividades profissionais específicas, participaremos de mais eventos, mesmo que online, fecharemos parcerias com blogueiros e digital influencers especialistas nas mais diversas profissões. E lançaremos a campanha de vendas 2020/2021 com foco em RC Profissional”.

Outras especialidades

Recentemente, a AIG ampliou sua cobertura do seguro de RC voltado ao segmento de transportador logístico. “O seguro de Responsabilidade Civil Operações da AIG, voltado ao segmento de transportadoras e empresas com frotas e veículos comerciais, passa a oferecer um escopo bem amplo de coberturas, incluindo as coberturas de subsidiária de cargas e adicional de RCFV 2º risco”, informa Nathália Gallinari. Esta última pode ser acionada caso seja necessário complementar o limite original da apólice da frota. São até R$ 4 milhões de limite segurado e 100% de cobertura para danos morais e estéticos. “Essa cobertura de RCFV 2º risco, em excesso, só pode ser comercializado mediante a emissão de apólices do RC Operações. Para esta cobertura em específico, cobrimos danos em excesso ao primeiro risco, a partir de R$ 200 mil. Se o segurado usou R$ 200 mil de danos a terceiros de sua apólice veicular, cobriremos o que exceder esse valor até o limite contratado na apólice”. Outro destaque da AIG é o seguro de Produtos Contaminados, com cobertura específica para a contaminação de produtos. “Diferentemente do que já existe no mercado com o seguro de RC para produtos, ele cobre a contaminação acidental e/ou maliciosa, bem como recolhimento determinado pelo governo, de alimentícios (comida e bebida) nas diferentes partes do processo produtivo, da matéria prima à distribuição, além da logística reversa e custos para apoio na gestão reputacional da empresa”. Nesse seguro também existe a garantia de indenização para interrupção dos negócios causada diretamente pelo incidente e o seguro de Produto e serviço de assistências especializadas em gerenciamento de crise em caso de sinistros. A AIG oferece aos corretores a possibilidade de realizar suas cotações e emissão das apólices de forma digital, 100% online via Portal do Corretor AIG. Por meio da ferramenta, eles têm mais autonomia e agilidade no processo, além de poder acompanhar o status das apólices e endossos de seus clientes, sinistros abertos e pagamento de suas comissões. junho2020


artigo comportamento

A

pandemia trouxe grandes ensinamentos, dentre eles, a compaixão. E explico como a compaixão pode ser inserida nos negócios sem que isso pareça estratégia de marketing. Obviamente, as empresas trabalham para ter lucro e preferencialmente sustentável. Mas chega um momento, como o que estamos passando, que o lucro deveria perder seu protagonismo. Também é óbvio que, sem lucro, as empresas não existiriam, mas o ponto não é esse. O ponto desse artigo é o que empresas podem fazer para serem menos oportunistas em momentos de crise já que evidentemente muitas sobreviverão pós-pandemia sem tais estratégias? Como aceitar ligar a TV e ouvir que farmácias foram multadas por inflacionar o preço de máscaras de proteção e em álcool gel? Como entender a corrupção por trás das construções de hospitais de campanha? E por aí vai. Nesse sentido, a resposta certa seria: empresas podem fazer muito. Podem não inflacionar o mercado, devem não praticar a corrupção, estudar políticas de precificação mais justas, encontrar formas práticas para renovar o sistema capitalista para torná-lo uma ferramenta inclusiva de oportunidades econômicas e prosperidade compartilhada, enfim. Mas supondo que esse discurso não faça nenhum sentido para muitos, o mínimo e essencial seria: aja corretamente. Mas o que isso quer di-

junho2020

zer? Quer dizer que, em momentos de vulnerabilidade total, produtos ou serviços deveriam ter um propósito maior - o de ajudar, proteger, solidarizar -, além do lucro que podem dar. Sob essa ótica, esse é, ou deveria ser, o propósito de qualquer seguradora. Seguradora protege, tranquiliza, dá suporte e está presente em momentos muito difíceis na vida de pessoas e empresas. Sabemos que essa pandemia trouxe incontáveis oportunidades, principalmente nos ramos de RC Profissional Médico, que cobre hospitais, clínicas, centros de diagnóstico e o profissional propriamente dito. O princípio desse produto é oferecer proteção para falhas profissionais não intencionais que possam acarretar a alguém, pessoa física ou jurídica, prejuízos físicos, financeiros, morais. Então, imagine, num cenário de caos, o tamanho da vulnerabili-

dade do profissional, bem como de toda cadeia envolvida no segmento de saúde e a proporção das falhas que o sistema está sujeito? Nessa hora, seguradoras que comercializam o RC Profissional Médico, por exemplo, podem ajudar não excluído cláusulas de suas apólices, não aumentando taxas, incentivando o corretor a fazer a negociação mais flexível possível junto aos segurados, flexibilizando as parcelas do prêmio ou até mesmo oferecendo coberturas adicionais criadas para atender riscos que antes não existiam. É hora de pensar quais cláusulas poderiam ser incluídas para levar algum conforto a quem possa precisar de uma cobertura. A Fator Seguradora, nesse momento, não tem focado em grandes projetos que promovam grandes inovações. Estamos atentos ao que podemos fazer para ajudar a economia a girar, ajudar o corretor e ajudar os segurados a terem as melhores condições nas apólices, caso precisem recorrer a elas. Como exemplo, não excluímos de nossas coberturas falhas de profissionais que têm atendido remotamente. A Telemedicina ainda é um conceito novo no Brasil e falhas são passíveis de acontecer. Ainda mais se considerarmos o estresse do médico, que precisa tomar decisões sem examinar presencialmente seu paciente. É hora de excluir esse tipo de cobertura? Certamente não. A conclusão é simples. O momento pede reflexão para que o caminho seja a colaboração. Não importa como. Ainda que nem todos saibam exatamente o que fazer para colaborar, lembrem-se: basta agir corretamente. E isso já será muito!

Alisson Guirao | superintendente Comercial da Fator Seguradora aguirao@fatorseguradora.com.br

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papo com broker Seguralta

Luis Gustavo Zanon Seguralta

Por Karin Fuchs | karinfuchs@skweb.com.br

Luis Gustavo Zanon conta como ele e o irmão Reinaldo transformaram a Seguralta em um bem-sucedido modelo de franquia

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o ano de 2008, Luis Gustavo Zanon, junto ao seu irmão Reinaldo, realizaram o sonho de sua mãe, o de transformar a Seguralta Corretora de Seguros em um modelo de franquia. Nascia, assim, a Seguralta Franchising. Nesta entrevista, Luiz Gustavo conta quais foram as transformações na Seguralta, fundada pelo seu pai, Reinaldo Zanon Filho, em 1968, em São José do Rio Preto (SP), e também sobre as mudanças que estão por vir no mercado de seguros. Revista Cobertura | Quais foram os seus passos na corretora? Luis Gustavo Zanon | Comecei a trabalhar na Seguralta com 14 anos, como jovem aprendiz. Por um tempo, estudava de manhã e trabalhava à tarde. Na corretora, trabalhei como vendedor, atendia também uma concessionária de veículos, depois fui para a parte administrativa, de emissão de apólices, baixa de comissões e também para a área de sinistro e assim por diante. Na unidade de São José do Rio Preto (SP), atuei como vendedor e depois como gerente, foi quando começamos a ter a ideia do projeto de franquias, em 2007. 22 revistacobertura.com.br

RC | Como surgiu a ideia? LZ | Há muito tempo, o modelo de franquia era uma vontade da minha mãe, e comecei a entender que todo o processo de venda e renovação de seguros dava para ser formatado nesse modelo. Falei com o meu irmão Reinaldo sobre a ideia, ele é muito comercial, na época não trabalhava na corretora, e ele topou. Levamos seis meses para formatar o projeto e criamos a Seguralta Franchising, com todos os manuais e cadastrada na Associação Brasileira de Franchising (ABF). RC | Como vocês se dividiram nas tarefas? LZ | Saí da loja (corretora) e fiquei na operação de franquias e de treinamentos. O meu irmão cuidava da parte de expansão. Mas, inicialmente, o processo foi lento, demorou seis meses para vendermos a primeira franquia. Achávamos que os interessados seriam corretores de seguros que tinham carteiras menores pela Seguralta ser uma corretora tradicional, mas o nosso primeiro franqueado foi o José Luis Adami, que está na rede até hoje.

RC | A que você atribui o sucesso da Seguralta Franchising? LZ | O que deu certo foi a gente ter a juventude e correr atrás. Há cinco anos, nós temos a Fundação Dom Cabral conosco fazendo o nosso planejamento estratégico. Hoje são 1,3 mil franquias e a projeção é atingirmos pelo menos 3 mil unidades no Brasil, nos próximos cinco anos. Por causa da pandemia, o projeto de expansão deu uma atrasada nesse ano. RC | E como está estruturada a corretora? LZ | Nós temos a filial de São José do Rio Preto (SP) e a de Votuporanga (SP), que são próprias. A equipe é de 120 pessoas na corretora, atendemos cerca de 250 mil clientes, a maioria é pessoa física, e trabalhamos muito com massificados: automóvel, vida, residencial, PME e consórcio. RC | Quais foram as adaptações necessárias nesse momento de pandemia? LZ | Já fazia parte do escopo que tínhamos desenhado com a Fundação Dom junho2020


papo com broker Seguralta

“ Após a pandemia, vai

acelerar o processo de compras de seguros online no Brasil e o corretor precisa se preparar para atender os clientes por todos os canais, como o Facebook, Instagram, WhatsApp, pelo chat do seu site e por telefone”

Cabral atuarmos mais fortemente no online. Desde 2016, vínhamos implementando isso, mas a uma velocidade menor. Aproveitamos o momento e agilizamos isso. Colocamos alguns produtos para vendermos 100% online e fortalecemos as nossas relações pela internet. RC | E tem a vantagem com o modelo de franquia? LZ | Exatamente. Todos os negócios gerados pela internet voltam para as franquias. Nós temos uma central de lead que é acessada pelo franquiado, os leads são gerados por região, para que ele possa adquiri-lo e convertê-lo em venda. Até os vendidos 100% online aparecem para ele como vendido. Ele adquire o lead e daqui em diante o seguro é dele, é ele quem vai cuidar da carteira. RC | A equipe está toda em home office? LZ | Sim e como já era tudo muito digital, sempre trabalhamos com indicadores de performance, a maioria dos nossos sistemas está na nuvem, estamos trabalhando tranquilamente nesse período. O ruim é estar distante, gostajunho2020

mos de estar juntos, fora isso está tudo funcionando bem. RC | E como está o mercado? LZ | Até por uma orientação da Fundação Dom Cabral, medimos semanalmente os números. Praticamente todas as renovações têm sido feitas, mas tivemos uma queda acentuada na contratação de novos seguros, de quase 50%. É uma situação que, infelizmente, não temos o que fazer. Nós readequamos todo o nosso orçamento anual, pensando nesse cenário que estamos enxergando para os próximos meses, para conseguirmos equalizar as contas. Estamos nos preparando para daqui a dois ou três meses voltarmos a fazer as relações que estávamos acostumados. RC | O que você acha que vai mudar após a pandemia? LZ | O que já vem mudando é o comportamento do consumidor. Ele quer ser atendido 100% online e também comprar 100% online, como já acontece nos Estados Unidos. Após a pandemia, vai acelerar o processo de compras de seguros online no Brasil e o corretor

precisa se preparar para atender os clientes por todos os canais, como o Facebook, Instagram, WhatsApp, pelo chat do seu site e por telefone. RC | Também novos produtos? LZ | Nós estamos bastante avançados na questão do seguro intermitente. Tem que criar esse produto e já começamos um piloto com alguns franqueados para termos um produto similar. É a realidade que vamos viver após a pandemia e temos que estar preparados para ela, além de milhares de outros produtos que irão surgir. RC | E simplificar a vida dos corretores? LZ | É preciso tirar a parte burocrática da mão do corretor, como a de parcelas pendentes, recusa, inadimplência e atendimento de sinistro. Nós criamos uma central de atendimento para tudo isso. Com isso, consigo reduzir muito o custo do corretor. Criamos essa central por termos percebido que depois de um certo tempo as vendas estagnavam. Com a central, percebemos um crescimento muito grande das nossas filiais e levamos isso para o mercado. RC | Quais são os benefícios que vocês oferecem aos franqueados? LZ | Além de toda a parte burocrática que é feita por nós, temos uma equipe grande de marketing digital para fornecermos material para eles, também temos uma parceria com uma contabilidade a um preço reduzido. Vamos agregando coisas e rateando entre os franqueados, o que facilita muito. RC | Qual é o maior desafio nesse momento? LZ | É realmente finalizarmos o processo de digitalização para estarmos mais online, aumentarmos a nossa presença virtual, e principalmente capacitar toda a equipe para esse novo momento. Temos uma plataforma de learning que é constantemente atualizada, pois não adianta a franqueada se preparar e os franqueados não estarem preparados para isso. O maior desafio é treinar todas essas pessoas para esse novo momento que iremos viver. revistacobertura.com.br 23


líderes em ação

Por Carol Rodrigues

SindSeg MG/GO/MT/DF completa 70 anos na defesa dos interesses gerais do mercado de seguros e organiza a volta do Ciclo de Palestras no formato digital

Marco Antônio Neves SindSeg MG/GO/MT/DF

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o momento em que o mundo enfrenta um dos seus maiores desafios em decorrência do novo coronavírus, o SindSeg MG/GO/MT/DF completou 70 anos. Além de adotar o home office, a entidade tem buscado o apoio na tecnologia para manter o relacionamento virtual com outras entidades do setor. “Como profissionais de qualquer segmento, temos aproveitado esse momento para reinventar e reaprender diante deste novo cenário, no qual a tecnologia tem sido um importan-

“ Numa visão geral,

prevemos um grande avanço tecnológico no setor, com soluções mais digitais, e produtos inovadores para atender as novas demandas do consumidor no mundo pós-pandemia”

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te protagonista”, destaca o presidente Marco Antônio Neves, presidente da gestão 2020-2022. Em sua concepção, o SindSeg tem como missão representar as associadas perante a sociedade e as autoridades, defender os legítimos interesses do segmento e apontar novos caminhos, tendo como foco o desenvolvimento da economia e do setor nas regiões de atuação: Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal. “Nesse sentido, conseguimos fortalecer o diálogo, esclarecer dúvidas e buscar, continuamente, soluções para as questões específicas do setor. Para isso, criamos comissões técnicas compostas por profissionais especializados que se reúnem regularmente no sindicato para analisar, debater e propor melhorias aos produtos e serviços que ofertamos”. O sindicato representa quatro estados brasileiros, cada um com as suas peculiaridades, embora o papel do seguro seja o mesmo em cada um deles. Enquanto ocorre o aumento da procura por seguros rurais em Mato Grosso e Goiás respectivamente com 16% e 22% de crescimento em 2019 em relação a 2018, em Minas Gerais e no Distrito Federal o destaque é para os seguros habitacionais, com 14% e 11% de incremento. “A indústria de seguros é, na sua essência, uma disseminadora de valor e de riqueza. O resultado da receita de seus produtos, além de empregar milhares de pessoas direta e indiretamente, alimenta uma dinâmica cadeia produtiva que envolve seguradoras, corretoras e uma ampla gama de fornecedores de reparação, reposição e prestação de serviços”.

Soluções mais digitais

Segundo Neves, a atuação do sindicato é pautada pelo desenvolvimento de programas voltados à capacitação dos profissionais do setor e palestras que abordam temas de interesse geral que tenham reflexos no desenvolvimento do mercado. “Em função da pandemia, as atividades presenciais estão temporariamente suspensas para assegurar a saúde de todos. Porém, algumas iniciativas como o Ciclo de Palestras, que promove discussões relevantes para os profissionais do setor, serão retomadas em breve em formato digital”. Ele ressalva que ainda é cedo para afirmar o que virá após a pandemia, mas lembra que os feitos no mercado serão visíveis a partir do segundo semestre de 2020. “Numa visão geral, prevemos um grande avanço tecnológico no setor, com soluções mais digitais, e produtos inovadores para atender as novas demandas do consumidor no mundo pós-pandemia. O desafio é identificá-las e aproveitá-las”.

Nome | Sindicato das Empresas de Seguros Privados, de Resseguros e de Capitalização dos Estados de Minas Gerais, de Goiás, do Mato Grosso e do Distrito Federal (SindSeg MG/GO/MT/DF) Presidente | Marco Antônio Neves Data de fundação | 19/04/1950 Facebook | /SindsegMG LinkedIN | /sindseg-mg-go-mt-df Instagram | sindseg_mg.go.mt.df Site | www.sindsegmd.com.br Telefone | 31 3271-0770

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saúde | inovação

A novidade é voltada para os públicos adulto e infantil e continuará disponível após o término da pandemia, inclusive com outras funcionalidades

e Infantil. O serviço faz parte da plataforma Telessaúde Ameplan, que já conta com orientações sobre a covid-19 e atendimentos nas especialidades de Psicologia, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional e Nutrição. O início do Pronto Atendimento Online Adulto e Infantil coincide com o momento de isolamento social e tem como objetivo amparar os beneficiários em suas necessidades por atendimentos de urgências simples, uma vez que a orientação das autoridades governamentais é ficar em casa. “A ferramenta é completa, simples, didática e possui muitas outras funcionalidades que o beneficiário vai gostar”, explica Jefferson Bonatto, diretor de Operações da Ameplan Saúde. Para casos graves, como suspeitas de derrame e infarto, alterações de consciência ou traumas (cortes profundos, fraturas), o beneficiário deve procurar imediatamente o Pronto-Socorro mais próximo da sua residência, de acordo com a categoria do plano contratado. Este serviço conta com um corpo clínico preparado para atender os beneficijunho2020

ários via app (aplicativo) ou pelo site da operadora e visa prestar os atendimentos iniciais, que consiste em verificar sintomas, atuar como uma consulta habitual para casos que possam ser avaliados à distância, o que inclui fornecer receitas e atestados médicos com certificação digital. Além disso, pode orientar sobre tratamentos e indicar o acompanhamento ambulatorial, quando necessário. “A maioria dos nossos beneficiários já utiliza o Aplicativo, e quem não possui pode fazer download gratuitamente na loja de aplicativos de seu celular (Android ou IOS)”, completa Bonatto. Após se cadastrar e fazer login, o beneficiário escolhe a opção Telessaúde Ameplan e segue as orientações da tela. Não é necessário telefonar ou aguardar uma ligação. O atendimento é feito na hora, por ordem de acesso na plataforma. Os atendimentos são priorizados de acordo com a legislação. A nova opção de atendimento online será mantida mesmo após o término da pandemia e também será ampliada com novas funcionalidades. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, pelo app ou pelo site www.ameplansaude.com.br.

“ A ferramenta é

completa, simples, didática e possui muitas outras funcionalidades que o beneficiário vai gostar”

*publieditorial

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Ameplan Saúde lançou em maio a sua nova ferramenta de Telemedicina: o Pronto Atendimento Online Adulto

Jefferson Bonatto, Ameplan Saúde

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resenha cobertura

Por Carol Rodrigues

José Roberto Macéa construiu ao lado do irmão Pedro uma das empresas de regulação mais conceituadas no mercado de seguros; hoje, segue dedicado à família e às inovações em sua nova empresa

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le é graduado em Tecnologia dos Materiais Cerâmicos com especialização em Cerâmica Nuclear pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares. Ou seja, por pouco não enveredou pela carreira de cientista. O motivo: a missão no mercado de seguros falou mais alto. José Roberto Macéa é o caçula dos sete filhos de Luiza e José Macéa. Cresceu sendo chamado de Bé, apelido que migrou para o vôlei, amigos, família e até para o trabalho. Dos pais, recebeu ensinamentos como o valor da família. Refere-se aos irmãos - quatro homens e duas mulheres – como maravilhosos. “Pude aprender e me inspirar em cada um deles em muitos momentos da vida”. Tornou-se jogador de vôlei porque, segundo ele, era ‘muito ruim’ no futebol. “Ninguém me deixava jogar. Então, resolvi tentar algo com as mãos e daí consegui enganar mais. Foram 10 anos, sendo 26 revistacobertura.com.br

José Roberto Macéa

uma temporada em um time na Espanha. Além da formação física, o vôlei foi muito importante para aprender a trabalhar em equipe, fazer amigos e conhecer lugares”. Dotado de um grande senso de humor dosado à sua sensibilidade, Macéa ou Betão como é chamado no mercado de seguros, possui uma jornada no setor que, embora pudesse se pensar que terminaria com a venda da Jopema para a Dekra em 2016, na verdade simbolizava um recomeço.

25 anos de Jopema

“O seguro sempre esteve na família. Meu pai trabalhou quase toda a vida na São Paulo Cia. de Seguros e encaminhou dois dos filhos para esse mercado. O Luiz é corretor de seguros e o Pedro era regulador de sinistros”, comenta ele, que também tem sobrinhos corretores de seguros. O ano era 1991. Roberto trabalhava na área comercial da Macéa Cerâmica

Técnica, empresa fundada pelo irmão Paulo, quando o irmão Pedro comentou que pensava em abrir uma empresa de regulação de sinistro. Roberto não fazia ideia sobre o que era, mas se ofereceu para ajudá-lo. Com os dois, nascia a Jopema Reguladora de Sinistros. “A Jopema nasceu tendo como único e valioso patrimônio, a credibilidade do meu irmão José Pedro (que deu origem ao nome), um profissional de seguros reconhecido e um cara muito querido por todos”. Em 2003, Pedro faleceu em um acidente de carro. Continuar sem ele foi difícil, mas Roberto seguiu adiante e manteve a posição de destaque da Jopema. Cerca de quatro anos depois, ele passou a receber consultas de empresas ou grupos nacionais e internacionais sobre uma possível aquisição. “No início, nem a empresa, nem eu estávamos preparados para essa etapa”. Outras abordagens foram feitas e, em 2011, ele negociou parte da empresa com a Dekra. Durante um ano, Roberto acumulou a posição de presidente da Jopema com o cargo de diretor de Negócios e Marketing do grupo. “Em 2016, finalizamos o processo vendendo a parte restante. Foi quando saí. Não foi fácil, pois sempre tive uma forte ligação emocional com a empresa”. Durante o período de Jopema, ele disse que gostava mesmo de rua, de visitar clientes e assim poder conhecer pessoas ou fortalecer laços. “Com a Jopema recebi o que considero meu maior patrimônio no mercado de seguros, que são todos os amigos conquistados ao longo desse anos”, comenta ao destacar que os 25 anos de empresa proporcionaram muito aprendizado.

Uma nova fase

Em 2016, após sair da Jopema, ele passou a ser procurado por empresas que tinham novidades a serem apresentadas às seguradoras. Nascia a Prosper6. “Focamos em inovações para o mercado de seguros. Atualmente, em parceria com a Serinews, estamos dedicados a ajudar corretoras de seguros a vender mais e melhor, utilizando ferramentas e canais digitais”. Além disso, também se dedica a expandir os negócios da Macéa Cerâmica. O esporte oferece a possibilidade de conhecer pessoas, e foi em uma escola de junho2020


resenha cobertura mergulho que conheceu Jayme Garfinkel, em 1998. “A partir daí nos tornamos amigos e parceiros no esporte até hoje”. Afastou-se por um período das atividades esportivas por conta de algumas lesões antigas. “No ano passado, finalmente operei o ombro ruim e quando estava voltando aos treinos, começou o isolamento. Durante a quarentena tenho praticado o esporte de comer os pães que faço e, com isso, terei motivos ‘pesados’ para voltar aos treinos”, brinca. Aficionado por filmes, seja no cinema ou na TV, ele diz assistir muitas vezes o mesmo filme ao ponto de saber as falas e os gestos. “Quando tenho viagem, principalmente a trabalho, baixo filmes no notebook para poder assistir nas folgas”. Ao tornar-se pai, Roberto desenvolveu outras habilidades. Como gosta de trabalhos manuais, a sua filha Manuela o abastece com alguns brinquedos quebrados para que sejam consertados. “No ano passado, construí uma casinha de bonecas de três andares e fiquei orgulhoso com o resultado. Como precisava esperar ela dormir, o trabalho era feito na madrugada”. Atualmente, pai e filha estão fazendo um curso de desenho online. A Manu, com ele a chama, é fruto da união com a psicanalista Cristiana. “Meu maior desejo é a felicidade da Manu, e espero poder passar para ela os mesmos valores que recebi dos meus pais sobre justiça, correção, fraternidade, amizade, ética, espiritualidade. Se conseguir, como pai, apenas parte do que meus pais fizeram, serei um cara muito feliz e realizado”. No período de quarentena, ele descobriu outro dom, o qual denomina como uma ótima terapia: fazer pães. “Sempre tive curiosidade em fazer pão, então comecei com um bem simples. Quando postei fotos (nas redes sociais) dele muita gente elogiou. Daí me animei e comecei a fazer alguns mais elaborados, inclusive um que minha mãe fazia”. Além das atividades empresariais, contribui com as atividades domésticas. Sim, Roberto integra o grupo de homens que têm apoiado as suas esposas no período de isolamento. Durante muitos anos, Roberto manteve o hábito solidário de comprar pacotes de bolachas e deixar no banco de junho2020

trás do carro para entregar no farol. No inverno, ele acrescentava cobertores. “Quando pediam dinheiro, eu oferecia um pacote de bolacha. A maioria aceitava e parecia que estava com um pacote de ouro”, lembra. Espírita, frequentador da Seara Bendita, centro que fica no Campo Belo, toda segunda-feira à noite, desde 2012, também é voluntário e, nos últimos quatro anos, também passou a realizar palestras. Recentemente, também ingressou em um grupo que grava mensagens diárias em áudio sobre os ensinamentos de Jesus para compartilhar no Whatsapp. Como lembramos de sua história, inclusive às vésperas de seu aniversário, ele diz que, ao olhar para trás, encontra apenas motivos para agradecer. “Inclusive os momentos ruins, que todos temos, pois fizeram parte do caminho para chegar até aqui. Me sinto muito realizado por ter feito, e continuar fazendo, coisas que gosto. Ter prazer no que se faz é essencial para ser feliz”.

“ O seguro sempre

esteve na família. Meu pai trabalhou quase toda a vida na São Paulo Cia. de Seguros e encaminhou dois dos filhos para esse mercado. O Luiz é corretor de seguros e o Pedro era regulador de sinistros”

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1 | José Roberto e o irmão José Pedro na Jopema 2 | Família: com Cristiana e Manuela 3 | Em palestra na Seara Bendita sobre os ensinamentos de Jesus 4 | Momentos do vôlei: “Depois que deixei de ser jogador de vôlei continuei a jogar com amigos por puro prazer”

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mercado on-line Estratégias das seguradoras no período de pandemia

Veja o que rolou nas lives e confira a Cobertura Especial no #PortalCobertura

Pensando na necessidade de conhecer as estratégias dos parceiros a União dos Corretores de Seguros (UCS) reuniu profissionais da Bradesco, Porto Seguro, Tokio Marine e Sompo, além do presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo, no 2º Trocando Ideias de 2020 no final de maio. Para Rivaldo Leite, vice-presidente comercial e de marketing da Porto Seguro e presidente do Sindseg-SP, o momento de crise é sinônimo de reinvenção. Segundo Leonardo de Freitas, diretor do Grupo Bradesco Seguros, é a oportunidade de o corretor se conectar emocionalmente com os clientes. Para Wilson Lima, diretor comercial da Sompo, sem o corretor de seguros não há recomeço. “A pandemia é passageira. Como agentes de seguros temos que pensar em ações para garantir a nossa atividade fim. O mercado segurador é muito avançado em tecnologia. Como comerciais, estamos tentando estar presentes, mesmo longe”, completou George Dutra, diretor comercial regional São Paulo e capital da Tokio Marine. (Carol Rodrigues)

Sincor-SP se adapta à nova realidade Em decorrência do cancelamento do Conec 2020 por conta da pandemia, o Sincor-SP realizará o Sincor Digital em 25 de setembro, data em que o Conec seria iniciado. O sindicato, que em 2019 fechou 10 de seus escritórios regionais, anunciou que encerrará as outras 20 unidades ainda no primeiro semestre deste ano. A partir de 1 de julho, as regionais passam a ser virtuais. Além disso, a sede também passará por uma reforma. “Teremos uma nova dinâmica que vai aumentar a nossa proximidade e agilidade ao corretor de seguros”, ressaltou Alexandre Camillo, presidente do Sincor-SP, ao antecipar que no futuro, há a possibilidade de ampliar as regionais online. (Carol Rodrigues)

Aconseg-SP e MAG avançam com projeto O ciclo de aprendizados durante o período de isolamento segue em ritmo acelerado. Com o objetivo de capacitar as equipes para iniciar o projeto Aconseg-SP e MAG Seguros, a companhia especializada em seguro de vida e previdência iniciou uma série de treinamentos online. “Foi uma oportunidade para conhecermos a história da MAG, os executivos da área comercial que irão atender as assessorias e, principalmente, passarmos por todos os produtos de Vida”, comenta Helio Opipari, presidente da Aconseg-SP. O projeto está alinhado ao propósito da Aconseg-SP em desenvolver mais a carteira de seguro de Vida e disseminar os seguros de pessoas junto aos corretores. Dividido em cinco módulos, o treinamento realizado pela MAG Seguros contempla o negócio, a venda consultiva, o contorno de objeções, o nicho de mercado e os seguros coletivos.

Fenacor repensa agenda de eventos Como o Conec não foi o único evento afetado pela pandemia, mas também o Conseg, o Brasesul e o Congresso do Centro-Oeste, a Fenacor está estudando junto aos sindicatos uma forma para que ocorra três grandes congressos no ano que vem, além do Congresso Brasileiro. “Quem sabe não podemos realizar o Congresso em São Paulo?”, levantou a possibilidade Armando Vergilio, presidente da Fenacor. (Carol Rodrigues) 28 revistacobertura.com.br

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mercado on-line Microsseguro vai voltar O editor executivo da Revista Cobertura, Paulo Kato, participou da primeira Mesa Redonda do Seguro realizada pelo CQCS no final de maio com o presidente do Sindseg-SP, Rivaldo Leite. Um dos assuntos abordados foi o microsseguro, modalidade de seguro voltada para a baixa renda, que pode voltar à discussão em decorrência da pandemia causada pela covid-19. “O microsseguro vai voltar. Até por uma necessidade das seguradoras se reinventarem e buscarem produtos de prêmios menores”, analisou. (Carol Rodrigues)

Foco em prevenção O Brasil deve entrar no cenário pós-pandemia no segundo semestre e segundo o médico infectologista e professor David Uip, a epidemia nos estados com maior número de casos, terá redução em agosto. Ele participou da live realizada pela MAG Seguros no início de junho com o tema “O futuro da saúde: A nova medicina”. Embora a MAG não atue no segmento saúde e não tenha a intenção de ingressar, tem disponibilizado soluções para atender as necessidades dos clientes. “Se o nosso propósito é proteger famílias e se a saúde se tornou preponderante, podemos contribuir com soluções que tragam sentido para a sociedade”, disse Nuno David, diretor de marketing da MAG Seguros, que em breve disponibilizará serviços genéticos aos segurados. (Carol Rodrigues)

“Nas crises, o seguro se mostra necessário” As ferramentas de comunicação utilizadas hoje vão definir o relacionamento no futuro. Por isso, Jayme Brasil Garfinkel recomenda aos corretores aproveitarem o período de isolamento para estabelecer uma relação humanizada com o cliente e investir em conhecimento. “O cliente vai precisar de nós e agora é o grande momento de nos prepararmos para o futuro. Novas necessidades vão surgir e novo riscos também. A crise e a forma de nos comunicarmos favorece o contato humano, e isso favorece a relação do corretor com seu cliente”. De sua fazenda no Mato Grosso do Sul (MS), ele compartilhou com os corretores como está sendo a sua experiência no isolamento e como será o relacionamento interpessoal no futuro durante a live promovida pelo Clube dos Corretores de São Paulo (CCS-SP). (Carol Rodrigues)

Comunicação em alta

O bate-papo “Comunicação no mercado de seguros em tempos de pandemia” realizado pela Revista Cobertura contou com a participação de Jorge Clapp, jornalista responsável pela assessoria de imprensa da Fenacor; Vânia Absalão, diretora da VTN Comunicação; Bianca Bordignon, gerente de Atendimento da Virta Comunicação, e Thais Tagliatella e Carol Rodrigues, ambas da Revista Cobertura. Em pauta, assuntos como a redução dos ‘segurês’ na comunicação das seguradoras, as adequações de linguagem ao momento vivido, o reconhecimento da imprensa pelo público e a dobradinha entre as assessorias de imprensa e as redações da mídia especializada.

Live da Zurich foca em segurança cibernética Segurança cibernética foi tema da live da Zurich em maio. Com a participação do especialista em Segurança da Informação na Kroll, Walmir Freitas, Fernando Saccon, superintendente de Linhas Financeiras e Seguro Garantia da seguradora, abordou temas como prevenção e o adiamento da LGPD. “Tem muita pessoas trabalhando em casa e conectadas. Se as empresas não se prepararam para o trabalho remoto, elas ficaram mais vulneráveis, pois junto à pandemia veio uma exposição cibernética maior”, disse Freitas. (Karin Fuchs)

Corretor de seguros é fundamental na jornada do cliente

Entender o comportamento do consumidor e customizar produtos para oferecê-los com valores que caibam no bolso dos consumidores foram pontos observados pelos líderes de sindicatos de seguradoras durante webinar realizado no início de junho, com o tema “Os mercados regionais na covid-19: a visão dos presidentes dos sindicatos das seguradoras”. Ronaldo Dalcin, presidente do Sindseg N/NE e superintendente comercial nordeste da Tokio Marine; Alexandro Barbosa, presidente do Sindseg BA/SE/TO e diretor regional N/NE da Allianz Seguros; Marco Antônio Neves, presidente do Sindseg MG/GO/MT/ DF e diretor da SulAmérica Seguros e, Rivaldo Leite, presidente do Sindseg-SP e vice-presidente comercial e marketing da Porto Seguro, atestaram que o corretor de seguros ocupa um papel fundamental na jornada do cliente. “Temos uma legião de corretores de seguros, que historicamente fizeram o mercado de seguros progredir. A tecnologia vem para colaborar, mas ela não substitui o bom e glorioso conselho dos corretores”, pontuou Marcio Coriolano, presidente da CNseg. (Carol Rodrigues) junho2020

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mercado on-line O futuro, na visão dos presidentes das federações da CNseg

Em maio, o terceiro encontro da série ‘CNseg Webinars’ reuniu os presidentes das quatro federações para discutir o tema: “Produtos de seguros pós-Covid-19: adaptação ou revolução?”. O presidente da FenaCap, Marcelo Farinha, destacou que as pessoas irão rever seus hábitos de consumo e ter um sentimento maior de proteção. A telemedicina, o trabalho home office, as soluções digitais de interação entre o beneficiário e as respectivas redes de atendimento foram citadas como destaques do período de pandemia, de acordo com João Alceu Amoroso Lima, presidente da Fenasaúde e vice-presidente do Grupo NotreDame Intermédica. Do ponto de vista de comercialização, embora o ‘novo normal’ dos negócios seja centrado em meios digitais, não irá eliminar os intermediários. “Mais do que nunca, no caso dos corretores, o seu papel será fundamental no novo contexto, mas com a responsabilidade de estar mais atento às necessidades e novas demandas do consumidor, destacou presidente da Fenaprevi, da Bradesco Vida e Previdência e da Bradesco Capitalização, Jorge Nasser. Antonio Trindade, presidente da Fenseg e CEO da Chubb, acredita que a alavanca de crescimento do mercado de seguros pós-covid-19 será o aumento da consciência das pessoas sobre a necessidade de proteção. (Carol Rodrigues)

negócios & empresas

Porto Seguro Odontológico agora a partir de 3 vidas

A Porto Seguro fez ajustes no modelo de seguro odontológico, passando a comercializá-lo a partir de 3 vidas, com no mínimo um titular. “O seguro odontológico já tem apresentado, nos últimos anos, um crescimento significativo no segmento empresarial e de acordo com a ANS, só em 2019, houve uma entrada de 1,2 milhão de vidas. Isso demonstra que os empresários, como um todo, estão atentos às necessidades em oferecer esse benefício aos seus colaboradores. Aliando isso ao momento em que vivemos, esse ajuste no modelo de comercialização é muito importante, pois amplia aos microempreendedores a oportunidade de acesso ao seguro odontológico”, diz Marcelo Zorzo (foto), diretor-executivo dos segmentos Odontológico, Saúde e Ocupacional da Porto Seguro.

Seguro com contratação exclusivamente pelo uso e sob demanda Um seguro que pode ser contratado antes de pegar a estrada e por apenas 24 horas. Esse é o ‘Instant’, produto lançado para automóveis com proteção por perda total por acidente. A novidade chega ao mercado brasileiro através da Argo Seguros. Com apenas oito anos de atuação no Brasil, a companhia já nasceu em um formato mais digital e não deseja competir com as demais seguradoras que já atuam no ramo de automóveis. “Nosso foco são os veículos com valor de mercado até R$30 mil e que ainda não têm seguro por conta do preço. Como o Instant é um produto ‘pay per use’ (pago por uso), seu custo é muito mais baixo se comparado a um seguro Auto tradicional”, explica Newton Queiroz (foto), CEO e presidente da Argo Seguros.

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Consumidor busca produtos hiper personalizados A distância entre as gerações que pesquisam e compram seguros pela internet está cada vez menor. Hoje, 62% dos millennials compram digitalmente e entre os membros da geração X, o percentual é de 64%. Com a pandemia, a adoção digital aumentou cerca de 10%. Os dados fazem parte da 13ª edição da Pesquisa World Insurance Report 2020, da Capegmini e da Efma, feita em 32 países com a participação de 150 executivos. “Nós estamos vendo o fim do mudo físico, as pessoas estão muito no mundo digital, mas o lado emocional continua. É preciso ter um atendimento pessoal

digitalmente para oferecer a proteção correta, no momento correto e pelo canal correto”, disse Roberto Ciccone (foto), vice-presidente da área de Seguros da Capgemini, durante press meeting realizado em maio para a divulgação da pesquisa. Seguros hiper personalizados e por uso também foram apontados como uma tendência global. “Pela pesquisa, 51% dos consumidores desejam um seguro com base no uso, porém, apenas 39% das seguradoras globais oferecem esse tipo de produto. No Brasil esse percentual é menor ainda, as seguradoras têm pouca matéria prima para oferecer ao cliente o produto certo, no momento correto e pelo canal de preferência dele”, comentou o executivo. (Karin Fuchs)

Direto Sampa Azul é o novo produto do portfólio da SulAmérica A SulAmérica lançou o Direto Sampa Azul ampliando o seu portfólio de saúde. O produto foi pensado para atender quem mora e trabalha em São Paulo, e que também viaja a trabalho ou a passeio. Ele é regional, com uma cobertura de rede nacional para casos de emergência, e já está disponível no PME, no Empresarial e no Adesão. “O grande diferencial do Direto Sampa Azul é a rede de atendimento de altíssima qualidade, selecionada para atender o nosso beneficiário com o melhor que podemos oferecer a ele, além de uma rede complementar com mais de 350 prestadores entre clínicas e laboratórios de análises clínicas e serviços por imagem”, disse Raquel Giglio, vice-presidente de Saúde e Odonto. (Karin Fuchs) junho2020


negócios & empresas Recuperação de veículo roubado em poucos cliques Os segurados da Bradesco Auto/RE já podem informar sobre a recuperação de um veículo furtado ou roubado na Central de Sinistros online. “É mais uma facilidade que a Bradesco Auto/RE proporciona para melhorar a experiência do segurado e do corretor em nossos canais online, o que torna mais fácil esse processo e agiliza a troca de informações”, afirma Carlos Oliva (foto), superintendente executivo da Bradesco Auto/RE.

TEx disponibiliza produtos HDI para corretoras A TEx, insurtech especializada em soluções online para o mercado segurador, traz com exclusividade produtos HDI para corretoras de seguros. A partir de maio, todos usuários do Teleport e Teleport Pro passarão a contar com mais duas sugestões de prêmios para apresentar a seus clientes: o HDI Fit e o HDI Flex, produtos que estavam disponíveis somente na plataforma da seguradora. “Acreditamos que ampliar o leque de produtos em nossa plataforma é fundamental para que nossos clientes continuem gerando negócios e apoiando o desenvolvimento do setor, por isso estamos sempre inovando e trazendo os principais produtos do mercado em primeira mão”, ressalta Omar Ajame (foto), CEO e fundador da TEx.

Nova cobertura: Liberty Proteção Pequenos Reparos A Liberty Seguros lançou, em parceria com a Autoglass, a sua nova cobertura para clientes do setor auto: a Liberty Proteção Pequenos Reparos. A novidade está disponível para segurados com planos Auto Perfil e Auto Exclusivo e aqueles que contratarem as assistências Vidro Completo ou Vidro Completo com Teto Solar. A cobertura garante a mão de obra envolvida na reparação e, se necessária a troca de qualquer peça, a compra é custeada pelo segurado, que pode ser feita junto a ampla rede de oficinas referenciadas da Autoglass.

Seguro residencial da Tokio Marine conta com serviço de orientação médica online A Tokio Marine passou a oferecer o serviço de telemedicina do Hospital Israelita Albert Einstein aos contratantes do Seguro Tokio Marine Residencial. Trata-se do Einstein Conecta, serviço de orientação médica a distância com suporte 24 horas por dia, 7 dias por semana, disponível para utilização dentro e fora do Brasil, e realizado pelos médicos do Einstein, profissionais de saúde com ampla experiência e conhecimento. “Acreditamos que a missão do seguro é oferecer tranquilidade e segurança às pessoas. Nossos clientes já conhecem e confiam na nossa atuação protegendo um de seus bens mais valiosos, que é a sua casa. Essa, portanto, é mais uma iniciativa para que nossos segurados se sintam cada vez mais amparados pela Tokio Marine e desfrutem de saúde e qualidade de vida neste período tão complicado para todos”, explica o diretor executivo de Produtos Massificados, Marcelo Goldman (foto).

O seguro de RC Empregador diante da covid-19 Recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) nos autos da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº6342, ao apreciar a Medida Provisória nº927, considerou como doença ocupacional os casos de contaminação de trabalhadores pela covid-19, o que gerou certa apreensão no Setor de Seguros quanto à cobertura nas apólices de Responsabilidade Civil Empregador para os sinistros decorrentes da contaminação. Apenas a título de reflexão, vale lembrar que o mencionado seguro cobre os prejuízos suportados pelo segurado por danos corporais sofridos por seus empregados ou prepostos. É cobertura unicamente relacionada a acidente, como bem se pode extrair do Anexo III, da Circular Susep nº437/12, na Cobertura Básica nº103. Na mesma norma, quando tratam dos riscos excluídos, clajunho2020

ramente são mencionados todos aqueles relacionados com as reclamações provenientes de doenças profissionais, doenças do trabalho ou similares. Ainda que se possa extrair do conteúdo da Lei 8.213/91, a abrangência do conceito de acidente do trabalho para acidente típico, doenças ocupacionais e acidentes por equiparação, não se pode aplicar tal norma ao contrato privado de Seguro de Responsabilidade Civil Profissional, que tem regras próprias e cláusulas bem definidas entre os contratantes e cujo objetivo, conforme estabelecido pelo Órgão Regulador na citada Circular nº437/12, é garantir unicamente os reflexos dos acidentes com os empregados e prepostos do Segurado. O tema certamente vai encontrar teses conflitantes nos tribunais, que poderão questionar princípios aplicá-

veis ao contrato derivados de outras normas, a fim de flexibilizar a interpretação das cláusulas a favor do Segurado. É como digo, a insegurança jurídica advinda dos tribunais cada vez assusta mais, porém, o melhor a fazer é seguir os ditames contratuais e a norma jurídica que regulamenta o Seguro de RC Profissional, afinal, é ali que se encontram as regras primárias do produto de observação fundamental por qualquer intérprete do direito.

Sergio Ruy Barroso de Mello vice-presidente da AIDA Internacional sergiom@pellon. com.br

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negócios & empresas Ampliação e ajustes de ofertas são tendências no cenário pós-pandemia, aponta KPMG Uma pesquisa realizada pela KPMG fez um raio-x do atual cenário para o setor de seguros frente à pandemia causada pela covid-19. Entre os desafios para o setor estão a reestruturação e ampliação dos canais de distribuição, com foco no digital e sustentação dos processos operacionais, em especial a aceitação de riscos e gestão dos sinistros; gestão de balanço; ajustes de modelo de negócios (ex.: massificados), e como viabilizar atendimento virtual. Já entre as tendências figuram os novos modelos de relacionamento com clientes; ampliação e ajustes de ofertas; desenho e implementação de novos modelos operacionais mais automatizados e digitais; desaceleração de ofertas pagas por uso e crescimento de seguro fiança e garantia. “O setor de seguro tem uma complexidade intrínseca uma vez que envolve desde a precificação de riscos até o gerenciamento dos passivos oriundos dos contratos de seguros, além da alta interação com toda a cadeira, passando pelos segurados, beneficiários, corretores, rede credenciada de hospitais e laboratórios, entre outros”, analisa a sócia da KPMG, Erika Ramos (foto).

THB Brasil aposta no crescimento de seguros agrícolas este ano Com a maior produtividade do setor agrícola brasileiro, o segmento de seguros para a atividade agrícola tende a acompanhar o movimento com o aumento do valor de mercadorias seguradas e da maior exposição de risco na atividade. “Os seguros existentes no mercado para mitigação dos riscos do segmento agrícola são as melhores opções para proteger o capital empregado pelos produtores na lavoura e em especial para obtenção de linhas de crédito junto às instituições financeiras além do que também traz uma facilitação de obtenção de condições competitivas perante aos fornecedores de insumos e equipamentos”, diz Enzo Ferracini (foto), VP de Specialty da THB Brasil.

PASI para começar O PASI lançou um produto que reúne coberturas importantes e uma gama de assistências inovadoras para as empresas que, neste momento de crise, estão sem recursos para investir. O “PASI Para Começar” permite ao empresário amparar e proteger sua empresa e seus colaboradores a partir de dois módulos com valores de R$1,50 ou R$2,90 por segurado. Segundo André Gonçalves (foto), coordenador de Comunicação e Eventos do PASI, “o contratante pode ser CNPJ, CPF ou MEI desde que se tenha vínculo legalizado com o colaborador. Nestes módulos podem ser incluídos também os sócios na contratação”.

Pessimismo continua pelo terceiro mês Diante do cenário de pandemia e das incertezas econômicas, o ICSS, estudo da Fenacor realizado pela Rating de Seguros, apontou a continuidade do pessimismo das empresas no setor de seguros em maio. O ICSS atingiu 54% ante os 53,6% registrados em abril. Para os próximos seis meses, o crescimento da economia brasileira será pior para 87% das resseguradoras, 84% das seguradoras e 68% das corretoras. A rentabilidade do setor será pior para 77% das seguradoras, 74% das corretoras e 62% dos resseguradores. Já o faturamento também será ruim para 79% das corretoras, 76% das seguradoras e 62% das resseguradoras. 32 revistacobertura.com.br

SulAmérica compra Paraná Clínicas A SulAmérica assinou contrato com o Grupo Rede D´Or São Luiz para aquisição da operadora de planos de saúde da Paraná Clínicas, empresa com sede em Curitiba. “Esta transação é altamente estratégica e representa um importante movimento para reforçar a posição e relevância da SulAmérica no Sul do Brasil, ampliando o portfólio de produtos e market share na região”, diz Gabriel Portella, presidente da SulAmérica. O valor da transação foi de R$ 385 milhões e sua conclusão está condicionada à aprovação prévia dos órgãos reguladores competentes. “Estamos sempre atentos às oportunidades para o negócio e longevidade da companhia. Uma operação como esta reforça nossa solidez e estratégia de atuação, além da confiança no mercado brasileiro”, afirma Portella, referindo-se à decisão de compra em um cenário de pandemia.

MAG inova com produto voltado para pessoas com mais de 60 anos A MAG Seguros lançou um seguro de vida voltado para pessoas entre 61 e 85 anos com foco na proteção deste público dentro da própria casa: o Master Acidentes Domiciliares. A expectativa da companhia é de gerar, pelo menos, R$ 500 mil em vendas novas nos próximos doze meses. “Nós somos uma seguradora que oferece proteção para todas as fases da vida. Estamos acompanhando a evolução da expectativa de vida do brasileiro e as novas demandas que este público mais s ên ior traz. Percebemos que era importante e inovador no mercado trazer um seguro de vida que combinasse cobertura de acidentes pessoais dentro de casa com assistências que ajudassem a deixar o lar um ambiente com menos armadilhas”, explica Leonardo Lourenço, diretor de Serviços de Marketing da MAG Seguros. junho2020


executivos & cia. Marsh

Ennius Athayde está à frente da diretoria das Filiais Belo Horizonte, Recife, Fortaleza e Salvador da consultoria de riscos. Ele ficará baseado em Belo Horizonte e também será responsável pelo desenvolvimento da região de Goiás.

Marsh I

Para a diretoria da filial Rio de Janeiro, a Marsh nomeou Fernando Coelho. O executivo ocupará a nova função sediado no escritório do Rio e comandará também a filial Espírito Santo.

Marsh II

Com escritórios em Curitiba e Porto Alegre e ampla carteira na região de Santa Catarina, João Loures assumiu como diretor da região com base em Curitiba.

Cliente Agente

A startup Cliente Agente iniciou um novo ciclo com a contratação de Mariana Sousa como coordenadora de Marketing Digital. Ela será responsável por toda a estratégia digital da insurtech e pela comunicação com os corretores de seguros, além da administração das redes sociais. Ela é graduada em Comunicação Social – habilitação em Relações Públicas na Unesp e pós-graduada em Engenharia de Marketing na FIA. junho2020

GC do Brasil

José Luís Schneedorf Ferreira da Silva é o novo diretor geral da GC do Brasil. Ele possui 33 anos de experiência no mercado de seguros, traz toda sua expertise e know how para reforçar ainda mais as estratégias de crescimento ordenado da empresa. Sancor

Wady Cury, executivo com quase 40 anos de experiência no mercado de seguros, com passagens na diretoria da Aliança do Brasil, diretor geral no Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre, e ex head de Insurance Solutions na Agrotools, assumiu a Diretoria Técnica da Sancor Seguros.

Qualicorp

A administradora de planos de saúde coletivos contratou Alessandro Courbassier para o comando da superintendência comercial no Estado do Rio de Janeiro e na região Sul. O executivo, que possui quase 30 anos de experiência no setor de saúde suplementar, vai inaugurar uma nova etapa da estratégia de descentralização das operações comerciais da Qualicorp. Brasilprev

A Brasilprev anunciou Rodrigo Mucelin como novo superintendente de Gestão Estratégica. Entre suas atribuições estão o planejamento e execução da estratégia da companhia, a gestão de processos e do portfólio de projetos e representação em órgãos como a FenaPrevi, CNSeg e outros.

A venda digital O mundo mudou. A tecnologia quer você queira ou não, impacta sua vida pessoal e profissional. Vivemos uma era especial, na qual vendas deixa de ser uma função que as pessoas ‘caem por acaso’, e torna-se uma profissão que as pessoas querem seguir. Hoje existe muita informação, cursos, conteúdos online, etc., que são baseados em processos, para quem quer se especializar. Além disso, existem muitas ferramentas que ajudam os vendedores a se tornarem mais produtivos e focarem o tempo e a energia no que faz a diferença. Mais do que nunca, a tão falada, mas pouco executada ‘transformação digital’, deverá ser implementada rapidamente nas áreas comerciais. Daqui em diante, o mundo das vendas passa a ser outro. Vender exigirá muito mais da capacidade das empresas de entenderem os consumidores; Vender demandará muito mais técnica e tecnologia; Vender para muitos clientes será sinônimo de sobrevivência; Vender o mix de produtos, com diversificação da oferta, segmentar a carteira e os mercados, buscar a propensão de compra, colocar o foco nas dores dos clientes, saber educar o lead, comunicando seus benefícios e estando pronto para neutralizar objeções, é cada vez mais fundamental. Fazer tudo isso com precisão em poucos minutos através da tecnologia será sinônimo de competitividade. Repense seu retorno e como sua empresa vende hoje. E prepare-se para uma nova e diferente relação comercial com seus clientes. Boas vendas! André Santos é Publicitário, Corretor de Seguros e palestrante. Autor de seis livros com mais de 45.000 exemplares vendidos, especialista em comunicação de venda e também diretor da Treinaseg Consultoria e Treinamentos em Seguros. Tel.: (11) 97531-1050 - www.treinaseg.com.br - andre@treinaseg.com.br

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executivos & cia. IRB Brasil RE

Com mais de 40 anos de atuação no mercado de seguros e resseguros, Cesar Cavalcante assumiu como assessor direto do CEO e presidente do Conselho de Administração do ressegurador, Antonio Cassio dos Santos. Cavalcante tem passagens por projetos em grandes empresas do setor, como Liberty, Porto Seguro, Mapfre e grupos SulAmérica, Allianz/RAS e Arbi. Grupo MDS e MDS Brasil

O Grupo MDS e a MDS Brasil anunciaram Thiago Tristão como novo CEO da MDS Re. Graduado em Administração de Empresas pela Universidade Estácio de Sá e pós-graduado em Gestão Estratégica de Pessoas pela Fundação Getúlio Vargas, ele acumula mais de 20 anos de carreira, com sólido conhecimento nos Ramos Elementares e de Resseguros. Berkley Brasil Seguros

A companhia contratou Priscila Tarigo como coordenadora de Recursos Humanos. Com oito anos de experiência no mercado segurador, sendo o maior período trabalhando nos Estados Unidos, ela é formada em Contabilidade pela Central Connecticut State University e atualmente cursa MBA Executivo em Gestão Estratégica e Econômica de Recursos Humanos na Fundação Getúlio Vargas.

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Grupo Prosegur

Heitor Salvador é o novo diretor geral do seu negócio Security para a região Latam Sul (Argentina, Brasil, Chile, Uruguai e Paraguai) do Grupo Prosegur. Ele assumiu no lugar de José Maria Pena, que passa a ocupar a posição de CEO global Security da organização. No Grupo desde 2016, Salvador é diretor geral da SegurPro, braço de segurança patrimonial e tecnologia do Grupo Prosegur no Brasil, e agora ocupa as duas funções. Sompo tem nova estrutura organizacional

Desde 1º de junho, as linhas de produtos da Sompo Seguros foram reorganizadas dentro de novas Diretorias Técnicas a fim de atender aos planos de lançamentos de produtos e serviços para conquistar market share em diferentes ramos do seguro. Rogério Santos, que era responsável pelo ramo Automóvel, assumiu a Diretoria de Massificados. João Carlos França de Mendonça, da diretoria de Commercial Lines, assumiu a Diretoria de Corporativos. A essas duas diretorias, soma-se a Diretoria de Transporte e Frota, que continua sob comando de Adriano Yonamine. Já o segmento de Pessoas também segue sob o comando da superintendente Técnica de Vida, Diana Araújo Estevão.

MAG Seguros cria diretorias de Mercado e Negócios Estratégicos

A MAG Seguros criou a Diretoria de Mercado e a Diretoria de Negócios Estratégicos, ligadas diretamente ao diretor comercial da companhia, Osmar Navarini. A diretoria de Mercado tem como objetivo desenvolver, reforçar e gerir parcerias com corretores que, normalmente, atuam em todos os ramos e tem Alfeo Machi como diretor. O executivo tem mais de 25 anos de experiência em gestão comercial de grandes empresas, tendo consolidado a sua carreira no mercado segurador brasileiro. Sua equipe será composta pelos superintendentes Luiz Kelly, Renato Cunha e Waldemir Júnior. A Diretoria de Negócios Estratégicos tem como objetivo prospectar e desenvolver parcerias que possuem modelo de negócio diferenciado, dentre estes o segmento de licitações e para isso conta com a liderança de Carolina Vieira. A diretora tem quase 15 anos na MAG Seguros, tendo consolidado a carreira no segmento de negócios corporativos. Fazem parte de sua equipe os superintendentes Carice Weber e Luiz Dib.

Sompo Saúde

A Sompo Saúde contratou o médico Fernando Leibel como seu novo diretor executivo. Com mais de 30 anos de atuação no segmento de Saúde Suplementar, o especialista chega para integrar as estratégias da companhia com o objetivo de desenvolver novos serviços e fomentar oportunidades de negócios.

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Revista Cobertura edição de junho (221)  

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